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	<title>Arquivos Leite - Blog Rehagro</title>
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	<lastBuildDate>Tue, 31 Mar 2026 21:15:23 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Leite - Blog Rehagro</title>
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	<item>
		<title>Como reavaliar investimentos na pecuária leiteira em cenários de preço do leite em queda?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/reavaliar-investimentos-pecuaria-leiteira-preco-leite-queda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 16:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[investimento]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O setor leiteiro brasileiro tem enfrentado um cenário desafiador desde o segundo semestre de 2025. A combinação entre queda no preço do leite, aumento dos custos de produção e maior oferta no mercado tem pressionado significativamente a rentabilidade das propriedades. Consequentemente, a remuneração média recebida pelo produtor apresentou retração acumulada, enquanto os custos operacionais seguiram [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/reavaliar-investimentos-pecuaria-leiteira-preco-leite-queda/">Como reavaliar investimentos na pecuária leiteira em cenários de preço do leite em queda?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor leiteiro brasileiro tem enfrentado um cenário desafiador desde o segundo semestre de 2025. A combinação entre queda no preço do leite, aumento dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/custo-de-producao-do-leite-guia-completo-passo-a-passo/">custos de produção</a></strong> e maior oferta no mercado tem pressionado significativamente a <strong>rentabilidade das propriedades</strong>.</p>
<p>Consequentemente, a remuneração média recebida pelo produtor apresentou retração acumulada, enquanto os custos operacionais seguiram em alta, principalmente em relação aos insumos como milho, farelo de soja, energia e mão de obra. Esse descompasso entre receita e custo reforça a necessidade de uma gestão mais criteriosa, especialmente no que diz respeito às decisões de investimento.</p>
<p>Nesse cenário, é indispensável compreender que <strong>o caixa da fazenda passa a ser o principal indicador de sobrevivência do negócio</strong>.</p>
<h2>Quando e como realizar investimentos na fazenda?</h2>
<p>Dependendo dos objetivos da propriedade, os investimentos podem surgir tanto como parte de uma <strong>estratégia de expansão</strong> quanto como uma <strong>exigência operacional</strong>, voltada à facilidade da rotina de trabalho, que pode ser convertido em eficiência. Além disso, imprevistos, como falhas em equipamentos, também podem demandar intervenções mais breves.</p>
<p>Nesse contexto, projetos como ampliação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">ordenha</a></strong>, construção de instalações ou aquisição de equipamentos devem ser cuidadosamente avaliados, considerando sua real necessidade e o momento mais adequado para sua execução.</p>
<p>No entanto, em cenários de instabilidade, o problema não está no investimento em si, mas no momento de realização do investimento e na capacidade da fazenda de sustentá-lo no curto prazo.</p>
<p>Decisões que foram planejadas em um contexto de maior remuneração podem se tornar inadequadas diante de um cenário de queda no preço do leite, exigindo reavaliação imediata.</p>
<h2>O risco de manter investimentos sem reavaliar</h2>
<p>A <strong>manutenção de investimentos sem uma análise</strong> atualizada pode comprometer diretamente o fluxo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-no-preco-do-leite-como-planejar-o-caixa-da-fazenda/">caixa da propriedade</a></strong>.</p>
<p>Fazendas com caixa reduzido, alto nível de endividamento e gastos elevados para manter a operação, tendem a ser mais vulneráveis em momentos de crise.</p>
<p>Nessas situações, seguir com investimentos pode gerar um descasamento entre entradas e saídas de recursos, aumentando o risco financeiro e reduzindo a capacidade de resposta do sistema produtivo.</p>
<p>Como destacado por <strong>análises de gestão financeira rural</strong>, em cenários de instabilidade, o foco deve migrar de maximização do lucro para preservação do caixa, garantindo a continuidade da atividade no curto prazo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-dicas-praticas-sobreviver-crise-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-dicas-praticas-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-41405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite.jpg" alt="Banner e-book dicas práticas para sobreviver à crise no leite" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-150x49.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como reavaliar investimentos na prática?</h2>
<p>A reavaliação de investimentos deve ser conduzida com base em critérios técnicos e econômicos. Entre os principais pontos a serem considerados, destacam-se:</p>
<ul>
<li><strong>Necessidade real do investimento</strong>: o projeto é essencial para manter a operação nos próximos meses?</li>
<li><strong>Impacto no caixa</strong>: a fazenda consegue sustentar esse investimento sem comprometer suas obrigações?</li>
<li><strong>Prazo de retorno</strong>: o retorno financeiro ocorrerá no curto, médio ou longo prazo?</li>
<li><strong>Flexibilidade da decisão</strong>: é possível adiar, redimensionar ou adaptar o projeto?</li>
</ul>
<p>Em propriedades com maior disponibilidade de caixa, a recomendação é priorizar investimentos estritamente necessários para a condução da atividade no curto prazo.</p>
<p>Já em situações de maior restrição financeira, pode ser necessário postergar ou até interromper investimentos, preservando a liquidez da fazenda. Nesses casos, além de avaliar a viabilidade das decisões, é fundamental priorizar iniciativas que garantam a continuidade da operação e a estabilidade do sistema.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41765" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite.jpg" alt="Imagem com uma ilustração de um gráfico representando queda no preço do leite" width="1000" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite.jpg 1000w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-768x512.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-740x494.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>Os projetos voltados à expansão da capacidade produtiva, como ampliações estruturais, devem ser analisados com maior cautela, especialmente quando exigem alto desembolso de capital e não geram retorno no curto prazo.</p>
<p>Um exemplo prático é a ampliação da ordenha. Em vez de investir imediatamente em infraestrutura, pode ser mais estratégico, no curto prazo, ajustar o manejo operacional, como reorganização de turnos ou da equipe, até que o cenário econômico se torne mais favorável.</p>
<h2>Tomada de decisão sobre investimentos: foco no caixa</h2>
<p>Reavaliar investimentos não significa necessariamente cancelá-los, mas sim <strong>ajustar as decisões à realidade financeira da propriedade</strong>. Em cenários de maior instabilidade, a lógica de decisão precisa mudar: o objetivo deixa de ser maximizar o lucro e passa a ser preservar o caixa da fazenda.</p>
<p>Nesse contexto, o produtor pode adotar três caminhos principais:</p>
<ol>
<li><strong>Executar o investimento</strong>, quando ele é essencial para a continuidade da operação e o caixa permite sua realização.</li>
<li><strong>Redimensionar o projeto</strong>, adaptando sua escala ou cronograma para reduzir o impacto financeiro.</li>
<li><strong>Adiar a decisão</strong>, postergando o investimento até que haja maior previsibilidade econômica.</li>
</ol>
<p>Essa abordagem permite maior flexibilidade na gestão e evita decisões que possam comprometer a sustentabilidade do sistema no curto prazo.</p>
<p>Além disso, a atenção ao caixa deve ir além dos investimentos. É fundamental revisar o planejamento financeiro da propriedade, incluindo a gestão de compromissos e despesas. Ações como renegociação de prazos, planejamento antecipado de compras e busca por melhores condições comerciais contribuem para manter o equilíbrio financeiro da atividade.</p>
<p>Nesse cenário, <strong>o caixa passa a ser o principal indicador de sustentação do sistema produtivo</strong>, orientando decisões mais seguras e alinhadas à realidade da fazenda.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A reavaliação de investimentos é uma prática essencial em momentos de queda no preço do leite. Mais do que interromper projetos, trata-se de tomar decisões mais conscientes, alinhadas à realidade financeira da fazenda.</p>
<p>Investimentos devem ser conduzidos com base na capacidade de geração de caixa, no impacto sobre a operação e na necessidade real do sistema produtivo.</p>
<p>Ao priorizar a saúde financeira da propriedade e adotar uma postura mais estratégica, o produtor aumenta sua capacidade de atravessar períodos de instabilidade e manter a sustentabilidade do negócio no longo prazo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Descarte de vacas leiteiras: como tomar decisões mais lucrativas no rebanho</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/descarte-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 16:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A queda no preço do leite impõe desafios importantes à gestão das propriedades leiteiras, exigindo decisões cada vez mais criteriosas para manter a rentabilidade da atividade. Nesse cenário, o produtor se vê diante da necessidade de ajustar o sistema produtivo, buscando maior eficiência sem comprometer o desempenho do rebanho. Entre as ferramentas disponíveis para esse [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/descarte-vacas-leiteiras/">Descarte de vacas leiteiras: como tomar decisões mais lucrativas no rebanho</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A queda no preço do leite impõe desafios importantes à gestão das propriedades leiteiras, exigindo decisões cada vez mais criteriosas para manter a rentabilidade da atividade. Nesse cenário, o produtor se vê diante da necessidade de ajustar o sistema produtivo, buscando maior eficiência sem comprometer o desempenho do rebanho.</p>
<p>Entre as ferramentas disponíveis para esse ajuste, o <strong>descarte de vacas leiteiras</strong> ganha destaque. No entanto, mais do que uma simples remoção de animais, o descarte deve ser compreendido como uma decisão estratégica, que envolve aspectos produtivos, econômicos e sanitários do rebanho.</p>
<p>Quando conduzido de forma planejada, o descarte contribui para melhorar a eficiência do sistema. Por outro lado, decisões impulsivas ou mal direcionadas podem comprometer a estrutura do rebanho e gerar impactos negativos no médio e longo prazo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Descarte como ferramenta de gestão do rebanho</h2>
<p>O <strong>descarte de vacas leiteiras</strong> consiste na <strong>remoção de animais do rebanho</strong>, resultando na sua comercialização para abate ou venda, que pode contribuir com o fluxo de caixa da fazenda.</p>
<p>Mais do que uma prática operacional, o descarte deve ser compreendido como uma <strong>ferramenta de gestão do rebanho</strong>, diretamente relacionada ao desempenho produtivo, à saúde animal, à eficiência reprodutiva e aos objetivos econômicos da propriedade.</p>
<p>Nesse contexto, a <strong>taxa de descarte</strong> — definida como a porcentagem de vacas removidas em relação ao estoque de vacas no rebanho, em determinado período — torna-se um importante <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">indicador zootécnico</a></strong>, permitindo avaliar a dinâmica do rebanho ao longo do tempo (Fetrow et al., 2006).</p>
<p>No entanto, a interpretação desse indicador deve ser feita com cautela. Taxas muito elevadas ou muito reduzidas podem indicar diferentes cenários do rebanho e sistema produtivo, sendo fundamental analisar o descarte em conjunto com outros indicadores de desempenho e com a realidade de cada propriedade (Haine et al., 2017).</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-calculo-ganhos-eficiencia-reprodutiva?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-eficiencia-reprodutiva&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39663 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva.png" alt="Planilha cálculo de ganhos com eficiência reprodutiva" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Descarte voluntário e involuntário: quais são as diferenças?</h2>
<p>O descarte de vacas leiteiras pode ser classificado em duas categorias principais: <strong>voluntário e involuntário</strong>, sendo essa distinção fundamental para a interpretação dos indicadores do rebanho.</p>
<p>O <strong>descarte voluntário</strong>, também chamado de econômico, ocorre quando o produtor opta por retirar animais excedentes ou que não se enquadram nos objetivos do sistema produtivo, mesmo sendo saudáveis e férteis. Esses animais tendem a apresentar maior valor de mercado e podem ser destinados a outros sistemas de produção. O descarte voluntário pode ser utilizado de forma estratégica para geração de receita, por meio da venda de animais com maior valor agregado, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/">novilhas</a></strong> e bezerras, desde que essa decisão não comprometa a reposição da propriedade.</p>
<p>Já o <strong>descarte involuntário</strong> está associado à remoção de vacas devido a limitações biológicas, como problemas reprodutivos, doenças, lesões ou perda de funcionalidade (Fetrow et al., 2006). Esses animais, geralmente destinados ao abate, apresentam menor valor comercial e, na maioria das vezes, são descartados de forma não planejada, refletindo perdas de eficiência dentro do sistema produtivo.</p>
<h2>Principais critérios técnicos para descarte</h2>
<p>A decisão de descarte é <strong>multifatorial</strong> e deve considerar o desempenho produtivo, a eficiência reprodutiva, a saúde e a funcionalidade dos animais.</p>
<p>Vacas com baixa produção em relação ao lote, falhas reprodutivas e problemas sanitários — como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>, distúrbios metabólicos e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-claudicacao/">claudicação</a></strong> — apresentam maior risco de descarte, pois comprometem a eficiência e a longevidade no sistema (Bascom e Young, 1998; Gröhn et al., 1998).</p>
<p>Em vista dessa parcela expressiva dos descartes estar associada a problemas de saúde, reforça-se a importância do manejo preventivo e do monitoramento contínuo dos indicadores do rebanho (Hadley et al., 2006).</p>
<p><a href="https://site.rehagro.com.br/curso/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos-gpl&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Riscos do descarte sem critério</h2>
<p>O descarte de vacas leiteiras não deve ser analisado apenas como uma decisão pontual, mas sim como um <strong>reflexo direto do funcionamento do sistema de produção</strong>.</p>
<p>Quando a taxa de descarte involuntário é elevada, especialmente por motivos como problemas reprodutivos, mastite, doenças metabólicas ou lesões, isso indica que o sistema apresenta limitações que precisam ser corrigidas. Nesses casos, o foco não deve estar apenas na remoção dos animais, mas sim na <strong>identificação e correção das causas de origem</strong>, como falhas no manejo nutricional, sanitário ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/">reprodutivo</a></strong>.</p>
<p>Por outro lado, quando o descarte é conduzido de forma planejada, ele passa a atuar como uma<strong> ferramenta estratégica de ajuste do rebanho</strong>, permitindo ao produtor selecionar animais mais eficientes e alinhados aos objetivos produtivos da fazenda.</p>
<p>Nesse contexto, o produtor pode atuar de forma mais ativa, promovendo: a remoção de vacas com baixo retorno produtivo ou econômico, mesmo que saudáveis, o aproveitamento de oportunidades de mercado, com a venda de animais excedentes ou de maior valor agregado</p>
<p>Essa abordagem permite que o descarte deixe de ser apenas uma resposta a problemas e passe a ser uma decisão orientada por indicadores zootécnicos e econômicos.</p>
<h2>Equilíbrio da taxa de descarte e a relação com a reposição</h2>
<p>A eficiência do descarte em propriedades leiteiras está diretamente relacionada ao <strong>equilíbrio entre a saída de vacas e a capacidade de reposição do rebanho</strong>. Quando analisado de forma isolada, o descarte pode levar a interpretações equivocadas, já que seu impacto depende da dinâmica produtiva da fazenda como um todo.</p>
<p>Taxas elevadas de descarte, sem o devido planejamento, tendem a indicar falhas no manejo e aumentam a necessidade de recria de reposição, elevando os custos da atividade. Por outro lado, taxas muito baixas podem limitar o avanço genético e a eficiência produtiva, uma vez que assume a permanência de animais com desempenho inferior ao desejado, no rebanho.</p>
<p>Nesse contexto, a <strong>taxa de reposição</strong>, que é a soma do descarte involuntário com a mortalidade de vacas, assume papel estratégico, uma vez que a recria representa uma parcela relevante dos custos da produção leiteira, sem retorno imediato. Por isso, decisões de descarte devem sempre considerar a capacidade da propriedade em repor animais de forma eficiente e sustentável.</p>
<p>A redução do descarte involuntário, especialmente aquele associado a problemas de saúde e reprodução, é um dos principais caminhos para melhorar a eficiência do sistema. Ao reduzir essas perdas, o produtor passa a ter maior controle sobre a composição do rebanho, podendo realizar descartes de forma mais planejada e direcionada.</p>
<p>Para que isso seja viável, é fundamental contar com uma <strong>recria eficiente</strong>, capaz de suprir a saída de vacas sem comprometer a continuidade do sistema. A disponibilidade de novilhas bem desenvolvidas amplia a flexibilidade na tomada de decisão (venda ou crescimento produtivo do rebanho) e evita a permanência de animais com baixo desempenho por limitação de reposição.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Em momentos de queda no preço do leite, decisões relacionadas ao descarte de vacas leiteiras tornam-se ainda mais relevantes dentro da gestão da propriedade. No entanto, mais do que aumentar ou reduzir a taxa de descarte, o ponto central está na <strong>qualidade dessas decisões</strong>.</p>
<p>O descarte deve ser interpretado tanto como um <strong>indicador do funcionamento do sistema</strong>, especialmente quando associado a causas involuntárias, quanto como uma ferramenta estratégica, capaz de melhorar a eficiência produtiva e econômica do rebanho.</p>
<p>Nesse contexto, o produtor deve priorizar a redução do descarte involuntário por meio de melhorias no manejo, ao mesmo tempo em que utiliza o descarte voluntário de forma planejada, seja para ajustar o desempenho do rebanho ou aproveitar oportunidades de mercado.</p>
<p>Além disso, é fundamental que essas decisões estejam alinhadas com a capacidade de reposição da propriedade, garantindo que a saída de animais não comprometa a estrutura produtiva no médio e longo prazo.</p>
<p>Assim, mais do que decidir quais animais devem ser descartados, o desafio está em conduzir o processo de forma estratégica, <strong>buscando equilíbrio entre desempenho, reposição e rentabilidade</strong>, mesmo em cenários de maior instabilidade no mercado do leite.</p>
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		<title>Como ajustar a dieta de vacas leiteiras em momentos de queda no preço do leite?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 20:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A queda no preço do leite é um cenário recorrente na pecuária leiteira e costuma gerar grande preocupação entre produtores. Nesses momentos, manter a rentabilidade da atividade torna-se um desafio ainda maior, especialmente porque muitos dos custos da fazenda permanecem estáveis ou até aumentam ao longo do tempo. Entre todos os componentes do custo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A queda no preço do leite é um cenário recorrente na pecuária leiteira e costuma gerar grande preocupação entre produtores. Nesses momentos, manter a <strong>rentabilidade da atividade</strong> torna-se um desafio ainda maior, especialmente porque muitos dos custos da fazenda permanecem estáveis ou até aumentam ao longo do tempo.</p>
<p>Entre todos os componentes do custo de produção, <strong>a alimentação do rebanho normalmente representa a maior parte das despesas da atividade leiteira</strong>. Por esse motivo, quando o preço do leite recua, é natural que o produtor passe a avaliar com mais atenção as estratégias nutricionais adotadas na fazenda.</p>
<p>No entanto, reduzir custos alimentares de forma indiscriminada pode gerar efeitos negativos no desempenho dos animais e comprometer a eficiência produtiva do sistema. Nesse contexto, ajustes nutricionais devem ser realizados de forma <strong>estratégica e tecnicamente embasada</strong>, buscando melhorar a relação entre custo da dieta e desempenho produtivo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Nutrição das vacas leiteiras como centro da gestão econômica da fazenda</h2>
<p>A nutrição exerce um papel central na gestão econômica das propriedades leiteiras. Pequenas alterações na composição das dietas podem impactar diretamente o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/custo-de-producao-do-leite-guia-completo-passo-a-passo/">custo por litro de leite</a></strong> produzido e, consequentemente, a margem econômica da atividade. Além do desempenho produtivo, a saúde dos animais e a eficiência do sistema como um todo.</p>
<p>Nesse sentido, a formulação de dietas deve considerar estratégias que permitam <strong>maximizar o consumo de matéria seca dentro dos limites preditos para os animais</strong>, garantindo que as exigências nutricionais sejam atendidas sem comprometer o equilíbrio da dieta.</p>
<p>Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que diferentes grupos dentro do rebanho apresentam <strong>exigências nutricionais distintas</strong>, o que reforça a importância de organizar os animais em lotes com demandas semelhantes, permitindo maior precisão no fornecimento de nutrientes e no controle de custos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-dicas-praticas-sobreviver-crise-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-dicas-praticas-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-41405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite.jpg" alt="Banner e-book dicas práticas para sobreviver à crise no leite" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como funciona a eficiência alimentar de vacas leiteiras em momentos de crise?</h2>
<p>Diante desses momentos mais desafiadores de queda no preço do leite, maximizar produção de forma isolada pode não ser a única estratégia para manter a rentabilidade da atividade. Nesse contexto, a busca pela eficiência alimentar torna-se uma alternativa importante dentro da gestão nutricional da fazenda.</p>
<p>A eficiência alimentar está relacionada à capacidade de transformar nutrientes da dieta em produção de leite de forma economicamente equilibrada. Na prática, isso significa encontrar o ponto de equilíbrio entre <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-o-custo-de-dieta-de-vacas-leiteiras/">custo da dieta</a></strong> e <strong>desempenho produtivo</strong>, garantindo que o sistema mantenha bons níveis de produção com o menor custo alimentar possível.</p>
<p>Outro ponto importante envolve a <strong>qualidade das forragens produzidas na propriedade</strong>. Estratégias relacionadas à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-planejar-o-plantio-de-milho-para-silagem/">eficiência de plantio</a></strong>, escolha de cultivares, manejo da colheita e conservação dos volumosos impactam diretamente o valor nutricional das forragens utilizadas nas dietas. Forragens de maior qualidade permitem melhor aproveitamento dos nutrientes pelos animais e reduzem a necessidade de inclusão de concentrados mais caros na formulação das dietas.</p>
<p>Assim, em momentos de maior pressão econômica, o foco da nutrição passa a estar cada vez mais relacionado à margem bruta por vaca e por litro de leite, e não apenas ao volume total produzido.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41857" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/plantacao-milho.jpg" alt="Plantação de milho" width="640" height="480" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/plantacao-milho.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/plantacao-milho-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/plantacao-milho-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/plantacao-milho-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/plantacao-milho-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/plantacao-milho-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<h2>Riscos de reduzir o custo da dieta de vacas leiteiras sem estratégia</h2>
<p>A adoção de <strong>estratégias nutricionais</strong> bem planejadas pode contribuir para melhorar o custo-benefício das dietas, mantendo níveis adequados de desempenho produtivo e maior eficiência no uso dos recursos alimentares.</p>
<p>Uma das alternativas é a <strong>substituição parcial de ingredientes tradicionais por subprodutos agroindustriais</strong>, quando disponíveis e economicamente viáveis. Ingredientes como DDG, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-da-cevada-na-dieta-de-vacas-leiteiras/">cevada</a></strong> e polpa cítrica podem ser utilizados em determinadas situações para reduzir o custo da dieta, mantendo o fornecimento adequado de nutrientes.</p>
<p>Esses subprodutos podem substituir parcialmente ingredientes mais caros, como milho e farelo de soja, contribuindo para melhorar a relação entre custo e desempenho da dieta. O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-na-nutricao-de-vacas-leiteiras/">DDG</a></strong>, por exemplo, pode fornecer proteína e energia na alimentação de vacas leiteiras, enquanto a cevada pode atuar como fonte energética em determinados contextos nutricionais, desde que inserida dentro de um planejamento adequado.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41858" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ddg-vacas.jpg" alt="DDG utilizado na alimentação de vacas leiteiras" width="768" height="432" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ddg-vacas.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ddg-vacas-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ddg-vacas-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ddg-vacas-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ddg-vacas-740x416.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ddg-vacas-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Agroceres Multimix.</span></p>
<p>Outra estratégia importante envolve o <strong>ajuste da densidade energética da dieta</strong> conforme o potencial produtivo e a categoria dos animais. Dentro de um mesmo rebanho, diferentes grupos apresentam exigências nutricionais distintas, o que reforça a importância de organizar os animais em lotes com demandas semelhantes.</p>
<p>Esse manejo permite formular dietas mais ajustadas para cada grupo, reduzindo desperdícios nutricionais e aumentando a eficiência do sistema alimentar.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agrupamento-de-vacas-leiteiras/">agrupamento das vacas</a></strong> geralmente é realizado com base na exigência nutricional dos animais, sendo a produção de leite um dos principais indicadores utilizados. Para refinar esse processo, também podem ser considerados critérios como estágio da lactação (DEL), ordem de parto, condição corporal e persistência da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-realizar-a-separacao-de-lotes-atraves-da-curva-de-lactacao/">curva de lactação</a></strong>, permitindo organizar os lotes de forma mais homogênea e alinhada ao potencial produtivo do rebanho.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41859" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/estrutura-fazenda-leiteira.jpg" alt="Estrutura de uma fazenda leiteira" width="750" height="500" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/estrutura-fazenda-leiteira.jpg 750w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/estrutura-fazenda-leiteira-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/estrutura-fazenda-leiteira-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/estrutura-fazenda-leiteira-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/estrutura-fazenda-leiteira-740x493.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/estrutura-fazenda-leiteira-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<p>Em categorias que não apresentam retorno produtivo imediato, como recria e vacas secas, é possível adotar estratégias nutricionais que priorizem <strong>eficiência de custo sem comprometer o desempenho esperado desses animais</strong>.</p>
<p>Animais em crescimento, por exemplo, demandam maior proporção de proteína na dieta para garantir adequado ganho de peso e desenvolvimento corporal, sem haver necessidade exorbitante de energia.</p>
<p>As novilhas em fase reprodutiva ou vacas secas apresentam exigências nutricionais mais próximas da mantença, sendo importante evitar dietas com excesso de energia para prevenir aumento excessivo do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">escore de condição corporal</a></strong>, mantendo valores próximos de 3,25 a 3,5. Nesses casos, dietas com maior inclusão de forragens de menor densidade energética podem ser utilizadas como estratégia nutricional.</p>
<p>Um exemplo é o uso de <strong>silagens alternativas</strong>, com a de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sorgo-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/">sorgo</a></strong>, que apresenta menor teor de energia quando comparada à silagem de milho. Por possuir maior característica fibrosa e menor concentração de amido, esse volumoso pode ser explorado nessas fases do sistema produtivo, contribuindo para reduzir o custo alimentar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41860" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/silagem-vacas.jpg" alt="Silagem utilizada na alimentação de vacas leiteiras" width="743" height="536" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/silagem-vacas.jpg 743w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/silagem-vacas-300x216.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/silagem-vacas-370x267.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/silagem-vacas-270x195.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/silagem-vacas-740x534.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/silagem-vacas-150x108.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 743px) 100vw, 743px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<p>Além disso, nas categorias de vacas secas e recria, as estratégias de formulação podem explorar o efeito de enchimento físico da dieta, utilizando níveis mais elevados de fibra para limitar o consumo voluntário de matéria seca.</p>
<p>Esse manejo pode ser útil para controlar a ingestão energética nessas fases do sistema produtivo. No entanto, essa estratégia não deve ser aplicada em lotes de vacas de maior produção, pois por restringir o consumo, limita o potencial produtivo dos animais.</p>
<p>Dessa forma, ajustes nutricionais estratégicos não se resumem apenas à substituição de ingredientes, mas também envolvem o manejo adequado dos lotes, a formulação de dietas compatíveis com o potencial produtivo dos animais e o uso inteligente de diferentes fontes alimentares disponíveis na propriedade.</p>
<h2>Conclusão: por que ajustar a dieta das vacas na queda do preço do leite</h2>
<p>Em momentos de queda no preço do leite, a nutrição torna-se uma ferramenta estratégica para a sustentabilidade econômica da fazenda.</p>
<p>Ajustes nutricionais bem planejados podem melhorar a eficiência alimentar do sistema, reduzindo custos sem comprometer o desempenho produtivo do rebanho.</p>
<p>Para isso, é fundamental que as mudanças na dieta sejam realizadas com base em critérios técnicos, avaliando alternativas de ingredientes, manejo de lotes e estratégias nutricionais que contribuam para manter o equilíbrio entre desempenho produtivo e custo alimentar.</p>
<p>Mais do que reduzir custos de forma imediata, o desafio da nutrição em momentos de crise é <strong>construir dietas eficientes, economicamente viáveis e sustentáveis para o sistema de produção</strong>.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Queda no preço do leite: como planejar o caixa da fazenda?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 15:30:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Momentos de queda no preço do leite costumam trazer um sentimento comum entre produtores: a sensação de que o esforço dentro da fazenda continua o mesmo, mas a margem da atividade parece cada vez mais apertada. Em muitos casos, o problema não está apenas na produção ou na eficiência técnica, mas na dificuldade de antecipar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Momentos de queda no preço do leite costumam trazer um sentimento comum entre produtores: a sensação de que o esforço dentro da fazenda continua o mesmo, mas a margem da atividade parece cada vez mais apertada. Em muitos casos, o problema não está apenas na produção ou na eficiência técnica, mas na dificuldade de antecipar como o cenário econômico vai <strong>impactar o caixa da propriedade ao longo do ano</strong>.</p>
<p>Quando o preço pago pelo leite diminui, pequenas variações nos custos ou nas receitas passam a ter um peso muito maior sobre o resultado financeiro da fazenda. Nesse contexto, decisões que antes pareciam simples, como comprar insumos, realizar um investimento ou assumir um financiamento, podem comprometer o equilíbrio financeiro da atividade se não forem planejadas com antecedência.</p>
<p>Por isso, em períodos de maior instabilidade no mercado, torna-se ainda mais importante que o produtor tenha <strong>clareza sobre o fluxo de entradas e saídas de recursos da propriedade</strong>, entendendo não apenas quanto a fazenda gera de receita, mas principalmente em <strong>quais momentos do ano ocorrem as entradas de recursos e quando acontecem os principais desembolsos da atividade</strong>. Essa visão permite antecipar períodos de maior pressão no caixa e preparar estratégias para enfrentá-los.</p>
<p>Ferramentas de planejamento financeiro são fundamentais nesse processo, pois ajudam a transformar as decisões produtivas da fazenda em projeções econômicas e financeiras, aumentando a previsibilidade e apoiando a tomada de decisão ao longo do ano.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Planejamento financeiro e previsibilidade na fazenda leiteira</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/">gerenciamento financeiro</a></strong> é uma ferramenta essencial para antecipar cenários e organizar a operação da fazenda ao longo do ano produtivo. No entanto, sua aplicação não deve se limitar à análise de resultados passados.</p>
<p>Embora o histórico financeiro seja importante para compreender o desempenho da propriedade, ele, por si só, não é suficiente para orientar decisões em contextos de maior instabilidade de mercado.</p>
<p>Ao entender receitas, despesas e compromissos financeiros, o produtor passa a ter uma visão mais clara do comportamento monetário da fazenda ao longo do tempo, reduzindo o risco de tomar decisões baseadas apenas na percepção do momento.</p>
<p>Nesse processo, <strong>compreender o fluxo de caixa da propriedade</strong> torna-se fundamental, já que ele representa a dinâmica das entradas e saídas de recursos financeiros ao longo do período produtivo. Esse acompanhamento permite identificar momentos de maior dificuldade sobre o caixa, avaliar necessidades de capital e organizar de forma mais estratégica o pagamento de despesas e a realização de investimentos.</p>
<p>Quando essa análise é conduzida de maneira estruturada, torna-se possível transformar informações produtivas, como produção de leite, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/">evolução do rebanho</a></strong>, estratégias alimentares e planejamento agrícola em projeções financeiras que apoiam decisões mais seguras e alinhadas à realidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-dicas-praticas-sobreviver-crise-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-dicas-praticas-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-41405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite.jpg" alt="Banner e-book dicas práticas para sobreviver à crise no leite" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Transformando planejamento em previsibilidade financeira</h2>
<p>Se o planejamento financeiro é essencial para enfrentar cenários de maior instabilidade no mercado do leite, surge então uma pergunta importante: <strong>como transformar as informações produtivas e econômicas da fazenda em uma visão clara do que pode acontecer ao longo do ano?</strong></p>
<p>Uma das ferramentas mais utilizadas para isso na gestão de propriedades leiteiras é o <strong>orçamento da fazenda</strong>, que consiste em uma projeção estruturada das movimentações monetárias da atividade para um determinado período, geralmente o ano produtivo.</p>
<p>Ao organizar essas informações, é possível estimar como as decisões técnicas e operacionais da fazenda podem se refletir no resultado financeiro da propriedade.</p>
<p>O orçamento também contribui para construir uma visão integrada da operação, reunindo informações de diferentes setores da fazenda em uma única análise econômica. Com isso, o produtor consegue identificar, por exemplo, períodos em que o caixa pode ficar mais pressionado, momentos mais seguros para realizar investimentos ou até a necessidade de reorganizar determinadas estratégias produtivas.</p>
<p>Outro ponto importante é que o orçamento não deve ser visto como um documento estático. Ao longo do ano, as projeções podem ser comparadas com os resultados realizados, permitindo ajustes nas decisões da fazenda sempre que necessário. Esse acompanhamento contínuo transforma o orçamento em um instrumento ativo de gestão, apoiando decisões de compra, venda, investimento e financiamento ao longo da operação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41765" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite.jpg" alt="Imagem com uma ilustração de um gráfico representando queda no preço do leite" width="1000" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite.jpg 1000w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-768x512.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-740x494.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<h2>Informações essenciais para um planejamento financeiro consistente</h2>
<p>Para que o planejamento financeiro da fazenda seja realmente útil na tomada de decisões, ele precisa partir de premissas técnicas que representem com fidelidade a realidade produtiva da propriedade. Em outras palavras, as projeções econômicas só fazem sentido quando estão baseadas nas informações do próprio sistema de produção.</p>
<h3>1. Estrutura e evolução do rebanho ao longo do ano</h3>
<p>A quantidade de animais em cada categoria, as previsões de partos, descartes e entrada de novilhas influenciam diretamente o volume de leite produzido e, consequentemente, a estimativa de receita da atividade.</p>
<h3>2. Estratégia alimentar adotada na fazenda</h3>
<p>O número de animais por lote, as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dietas</a></strong> utilizadas em cada categoria e a previsão de consumo de ingredientes interferem diretamente nos custos de produção, especialmente considerando que a alimentação representa uma das principais despesas da pecuária leiteira.</p>
<p>Além disso, o planejamento financeiro também deve considerar as decisões do <strong>setor agrícola da propriedade</strong>, principalmente quando a fazenda produz parte dos alimentos utilizados no sistema. Nesse caso, entram no planejamento fatores como previsão de plantio, necessidade de compra de insumos e custos operacionais das lavouras.</p>
<h3>3. Despesas operacionais da fazenda</h3>
<p>Também é importante incorporar ao planejamento as <strong>despesas operacionais da fazenda</strong>, como mão de obra, manutenção de máquinas e estruturas, combustível, assistência técnica e outros gastos necessários para o funcionamento do sistema produtivo.</p>
<h3>4. Compromissos financeiros da propriedade</h3>
<p>São as <strong>parcelas de financiamentos, empréstimos e investimentos programados</strong>. Esses elementos têm impacto direto sobre o fluxo de caixa da fazenda e precisam ser considerados para garantir que a atividade consiga cumprir suas obrigações ao longo do ano.</p>
<p>Quando todas essas informações são analisadas de forma integrada, o produtor passa a ter uma visão muito mais clara da realidade econômica da fazenda e das decisões necessárias para manter o equilíbrio financeiro da atividade.</p>
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<h2>Por que esse planejamento se torna ainda mais importante em momentos de queda no preço do leite?</h2>
<p>Em períodos de valorização do leite, muitas propriedades conseguem <strong>absorver ineficiências produtivas ou financeiras</strong> sem comprometer imediatamente o resultado da atividade. No entanto, quando o preço pago ao produtor recua, a margem da pecuária leiteira tende a se estreitar rapidamente, tornando o controle financeiro ainda mais relevante.</p>
<p>Nesses momentos, decisões que antes tinham impacto limitado podem passar a influenciar diretamente a saúde econômica da fazenda. Compras de insumos, investimentos em infraestrutura ou até ajustes no manejo alimentar precisam ser avaliados com maior cautela, considerando não apenas o custo imediato, mas também o impacto no fluxo de caixa ao longo dos meses seguintes.</p>
<p>Decisões tomadas de forma impulsiva, muitas vezes motivadas apenas pela tentativa de reduzir custos no curto prazo, podem comprometer o desempenho produtivo dos animais, afetando consumo, produção e eficiência do sistema, o que acaba gerando novos impactos econômicos para a atividade.</p>
<p>Ter uma <strong>visão antecipada das receitas e despesas</strong> permite que o produtor identifique períodos em que o caixa pode ficar mais pressionado e, a partir disso, organize melhor suas decisões. Em alguns casos, isso pode significar ajustar o momento de compra de determinados insumos, reorganizar investimentos ou até reavaliar estratégias produtivas para manter o equilíbrio financeiro da atividade.</p>
<p>Além disso, em cenários de maior instabilidade, o planejamento financeiro contribui para reduzir o nível de incerteza dentro da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/">gestão da fazenda</a></strong>. Ao transformar informações produtivas em projeções econômicas, o produtor passa a tomar decisões com base em dados e cenários projetados, e não apenas reagindo às mudanças do mercado.</p>
<p>Dessa forma, o planejamento deixa de ser apenas uma prática administrativa e passa a se tornar uma ferramenta estratégica para aumentar a resiliência da propriedade diante das oscilações do setor leiteiro.</p>
<h2>Planejar para tomar decisões melhores</h2>
<p>Em momentos de queda no preço do leite, a gestão financeira da propriedade torna-se ainda mais importante. Quando as margens ficam mais apertadas, decisões tomadas sem planejamento podem comprometer o equilíbrio econômico da atividade e gerar impactos produtivos ao longo do sistema.</p>
<p>Ter clareza sobre o <strong>comportamento do caixa da fazenda ao longo do ano</strong> permite antecipar cenários, organizar compromissos financeiros e avaliar com mais segurança decisões relacionadas a custos, investimentos e manejo do sistema produtivo.</p>
<p>Mais do que prever números, o planejamento financeiro transforma as informações técnicas da fazenda em uma visão econômica estruturada, ajudando o produtor a conduzir a atividade com maior previsibilidade, mesmo em períodos de instabilidade no mercado do leite.</p>
<h2 data-section-id="1ykr2dy" data-start="0" data-end="61">Quer tomar decisões mais seguras na sua fazenda leiteira?</h2>
<p data-start="63" data-end="340">Quando o preço do leite oscila, quem tem controle da gestão da fazenda consegue reagir mais rápido e proteger o resultado da atividade. Entender os números do sistema, planejar o fluxo de caixa e avaliar melhor os investimentos faz toda a diferença no dia a dia da propriedade.</p>
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<p data-start="573" data-end="662"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Dermatofitose e dermatofilose em bovinos leiteiros: aspectos clínicos e epidemiológicos</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/dermatofitose-e-dermatofilose-em-bovinos-leiteiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 13:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças dermatológicas em bovinos leiteiros são observadas com frequência na prática clínica e no manejo sanitário das propriedades, especialmente em sistemas com alta densidade animal, presença de umidade e manejo intensivo de vacas e bezerras. Entre essas enfermidades, destacam-se a dermatofitose e a dermatofilose, duas afecções cutâneas amplamente distribuídas, que acometem animais de diferentes [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/dermatofitose-e-dermatofilose-em-bovinos-leiteiros/">Dermatofitose e dermatofilose em bovinos leiteiros: aspectos clínicos e epidemiológicos</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As doenças dermatológicas em bovinos leiteiros são observadas com frequência na prática clínica e no manejo sanitário das propriedades, especialmente em sistemas com alta densidade animal, presença de umidade e manejo intensivo de vacas e bezerras.</p>
<p>Entre essas enfermidades, destacam-se a <strong>dermatofitose e a dermatofilose</strong>, duas afecções cutâneas amplamente distribuídas, que acometem animais de diferentes idades e podem gerar impactos relevantes no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar</a></strong>, na produtividade e no valor zootécnico do rebanho.</p>
<p>Apesar de ambas se manifestarem como dermatites alopécicas e crostosas, essas doenças apresentam <strong>origens distintas</strong>, mecanismos de infecção próprios e padrões epidemiológicos específicos, o que torna essencial o correto reconhecimento clínico e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/">sanitário</a></strong>.</p>
<p>Ao longo deste artigo, serão abordados os principais aspectos da dermatofitose e da dermatofilose em bovinos, incluindo <strong>conceito, agente etiológico, epidemiologia, patogênese e sinais clínicos</strong>, com ênfase nos pontos que auxiliam na <strong>diferenciação prática entre essas enfermidades</strong>.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Dermatofitose em bovinos: conceito, agente etiológico e aspectos epidemiológicos</h2>
<p>A <strong>dermatofitose</strong> é uma enfermidade cutânea de origem <strong>fúngica</strong>, caracterizada pela invasão dos tecidos queratinizados da pele e dos pelos por fungos dermatófitos. Em bovinos, trata-se de uma das dermatopatias mais frequentes, especialmente em <strong>bezerras leiteiras</strong>, devido à maior suscetibilidade dos animais jovens e às condições de manejo que favorecem sua disseminação.</p>
<h3>Agente etiológico e características do fungo</h3>
<p>Os agentes causadores da dermatofitose pertencem principalmente aos gêneros <strong><i>Trichophyton</i> e <i>Microsporum</i></strong>, sendo o <strong><i>Trichophyton verrucosum</i></strong> o dermatófito mais comumente isolado em bovinos. Outras espécies, como <i>T. mentagrophytes</i> e <i>Microsporum gypseum</i>, podem ser encontradas com menor frequência.</p>
<p>Os dermatófitos são fungos queratinofílicos, ou seja, <strong>apresentam afinidade pela queratina presente no estrato córneo da pele, nos pelos e em seus anexos</strong>. A infecção se restringe, em geral, às camadas superficiais da pele, não ocorrendo invasão profunda em animais imunocompetentes.</p>
<p>A forma infectante é o <strong>artrósporo</strong>, que se origina da fragmentação das hifas fúngicas e apresenta elevada resistência no ambiente, permanecendo viável por longos períodos, especialmente em condições secas e de baixa temperatura.</p>
<h3>Epidemiologia e fatores predisponentes</h3>
<p>A dermatofitose ocorre em todas as regiões do mundo e pode acometer diferentes espécies animais, incluindo o homem, o que confere à doença importante caráter <strong>zoonótico</strong>. Em bovinos, a enfermidade é mais frequentemente observada em sistemas de criação com <strong>alta densidade animal</strong> e manejo coletivo, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bezerreiro-como-devem-ser-as-instalacoes-para-bezerras-leiteiras/">bezerreiros</a></strong> e instalações de recria.</p>
<p>A principal via de transmissão é o <strong>contato direto entre animais</strong>, porém a disseminação indireta por meio de <strong>fômites contaminados</strong> desempenha papel fundamental na manutenção da infecção nos rebanhos. Estima-se que uma parcela significativa dos animais clinicamente sadios em um grupo infectado possa atuar como <strong>portadores assintomáticos</strong>, contribuindo para a perpetuação da doença no ambiente.</p>
<p>A umidade elevada, associada a temperaturas amenas, favorece a multiplicação dos fungos, enquanto fatores relacionados ao hospedeiro, como idade jovem, imunidade ainda imatura, estresse, deficiências nutricionais e microtraumas cutâneos, aumentam a suscetibilidade à infecção.</p>
<p>Por esse motivo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/criacao-de-bezerras-leiteiras-e-seus-desafios/">bezerras leiteiras</a></strong> são frequentemente mais acometidas do que bovinos adultos, nos quais há maior probabilidade de desenvolvimento de imunidade após infecções prévias.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-tipos-instalacoes-bezerras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=guia-tipos-instalacoes-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39656 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-instalacoes-bezerras.png" alt="Guia Tipos de instalações para bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-instalacoes-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-instalacoes-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-instalacoes-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-instalacoes-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-instalacoes-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-instalacoes-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-instalacoes-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Patogênese resumida</h3>
<p>Após a deposição dos artrosporos na pele, especialmente em áreas submetidas a microlesões, ocorre a adesão do fungo aos queratinócitos, seguida da germinação e invasão do estrato córneo e dos folículos pilosos. Os dermatófitos produzem enzimas proteolíticas, como queratinases, que permitem a digestão da queratina e a progressão da infecção.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41370" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofitose-bezerras.jpg" alt="Dermatofitose em bezerras leiteiras" width="746" height="419" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofitose-bezerras.jpg 746w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofitose-bezerras-300x168.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofitose-bezerras-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofitose-bezerras-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofitose-bezerras-740x416.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofitose-bezerras-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 746px) 100vw, 746px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Dermatofitose em bezerras leiteiras. Fonte: Bruna Maeda.</span></p>
<h3>Sinais clínicos da dermatofitose em bovinos</h3>
<p>Como consequência da infecção superficial dos tecidos queratinizados, a dermatofitose em bovinos manifesta-se predominantemente por <strong>alterações cutâneas bem delimitadas</strong>, sem repercussões sistêmicas relevantes. O padrão das lesões reflete o crescimento centrífugo do fungo na pele, devido à tentativa do microrganismo aeróbio “fugir” da parte muito inflamada da lesão (centro).</p>
<p>Clinicamente, observam-se <strong>áreas circulares ou ovaladas de alopecia</strong>, recobertas por <strong>crostas secas, espessas e de coloração branco-acinzentada</strong>, que podem se desprender ao longo da evolução, deixando a pele descamativa. Esse aspecto em “anel” é considerado típico da dermatofitose bovina e auxilia no reconhecimento inicial da doença.</p>
<p>As lesões localizam-se com maior frequência na cabeça, ao redor dos olhos, focinho, orelhas e pescoço, podendo atingir o tronco em casos mais extensos, especialmente em bezerras leiteiras mantidas em ambientes coletivos. Em animais jovens, múltiplas lesões podem ocorrer simultaneamente e, ocasionalmente, coalescer.</p>
<p>De modo geral, <strong>não há prurido significativo nem dor associada</strong>, e o estado geral dos animais permanece preservado. A dermatofitose é considerada uma <strong>enfermidade autolimitante</strong>, com regressão espontânea ao longo de semanas ou meses, à medida que a resposta imune se estabelece. Ainda assim, durante esse período, os animais podem atuar como fonte de contaminação ambiental, o que favorece a manutenção da infecção no rebanho.</p>
<h2>Dermatofilose em bovinos: conceito, agente etiológico e aspectos epidemiológicos</h2>
<p>A <strong>dermatofilose</strong> é uma enfermidade cutânea de origem <strong>bacteriana</strong>, caracterizada por dermatite exsudativa e crostosa, que acomete bovinos de diferentes idades, com maior frequência em regiões de clima quente e úmido.</p>
<p>Trata-se de uma doença oportunista, cuja ocorrência está fortemente associada a <strong>fatores ambientais e de manejo</strong> que comprometem a integridade da pele.</p>
<h3>Agente etiológico e características do microrganismo</h3>
<p>O agente etiológico da dermatofilose é <strong><i>Dermatophilus congolensis</i></strong>, uma bactéria Gram-positiva pertencente ao grupo dos actinomicetos. Esse microrganismo apresenta características peculiares, como a formação de filamentos ramificados que se fragmentam em unidades cocóides, organizadas em cadeias paralelas, conferindo ao agente um aspecto típico em “trilhos de trem” ao exame microscópico (Santos; Alessi, 2016).</p>
<p>O <i>D. congolensis</i> pode permanecer viável na pele e no ambiente por períodos prolongados, especialmente em condições de <strong>umidade elevada</strong>, sem necessariamente causar doença. A infecção ocorre quando há <strong>ruptura da barreira cutânea</strong>, permitindo a penetração do agente nas camadas superficiais da epiderme.</p>
<h3>Epidemiologia e fatores predisponentes</h3>
<p>A dermatofilose apresenta distribuição mundial, com maior prevalência em áreas tropicais e subtropicais, onde a combinação de <strong>chuvas frequentes, umidade persistente e temperaturas elevadas</strong> favorece a sobrevivência e multiplicação do agente. Em bovinos leiteiros, surtos são frequentemente observados durante períodos chuvosos.</p>
<p>Sendo assim, dos principais fatores predisponentes destacam-se a umidade prolongada da pele, a presença de ectoparasitas, microtraumatismos cutâneos, manejo inadequado e condições sanitárias deficientes. Animais submetidos a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse</a></strong>, desnutrição ou doenças concomitantes também apresentam maior suscetibilidade à infecção.</p>
<p>Embora a transmissão direta entre animais possa ocorrer, a dermatofilose não é considerada altamente contagiosa. O desenvolvimento da doença depende, sobretudo, da interação entre o agente e os fatores ambientais e do hospedeiro, o que explica a ocorrência de surtos associados a condições climáticas específicas.</p>
<h3>Patogênese resumida</h3>
<p>Após a penetração do <i>D. congolensis</i> por áreas lesionadas da pele, ocorre a multiplicação bacteriana nas camadas superficiais da epiderme, com indução de resposta inflamatória local. A exsudação resultante favorece a formação de crostas espessas e aderidas, que representam uma característica marcante da dermatofilose bovina.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41903" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bovinos-leiteiros.jpg" alt="Lesões de dermatofilose em bovinos leiteiros" width="1030" height="553" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bovinos-leiteiros.jpg 1030w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bovinos-leiteiros-300x161.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bovinos-leiteiros-1024x550.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bovinos-leiteiros-768x412.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bovinos-leiteiros-370x199.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bovinos-leiteiros-270x145.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bovinos-leiteiros-740x397.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bovinos-leiteiros-150x81.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1030px) 100vw, 1030px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Dermatofilose em bovinos leiteiros. Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<h3>Sinais clínicos da dermatofilose em bovinos</h3>
<p>As manifestações clínicas da dermatofilose refletem a multiplicação de <i>Dermatophilus congolensis</i> nas camadas superficiais da epiderme, associada à resposta inflamatória local desencadeada após a ruptura da barreira cutânea. Diferentemente da dermatofitose, trata-se de uma enfermidade <strong>mais inflamatória e frequentemente dolorosa</strong>, com maior produção de exsudato.</p>
<p>Clinicamente, observa-se o surgimento de <strong>lesões exsudativas recobertas por crostas espessas, aderidas e de coloração acastanhada</strong>, que, ao serem removidas, deixam uma superfície úmida, avermelhada e sensível. Um achado característico é a formação de crostas com aspecto em “pincel” ou “escova”, resultante da aglutinação dos pelos pelo exsudato inflamatório, sinal considerado bastante sugestivo de dermatofilose bovina.</p>
<p>As lesões ocorrem com maior frequência no <strong>dorso, garupa, pescoço e membros</strong>, regiões mais expostas à umidade, à chuva e a traumatismos. A evolução clínica está diretamente relacionada à manutenção desses fatores ambientais favoráveis.</p>
<p>Diferentemente da dermatofitose, a dermatofilose costuma estar associada a <strong>dor à palpação</strong> e, em alguns casos, a discreto prurido. O estado geral pode ser comprometido em quadros mais extensos ou crônicos, especialmente quando há infecções secundárias ou condições predisponentes persistentes.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41372" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bezerras-1.jpg" alt="Lesões de dermatofilose em bezerras" width="477" height="421" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bezerras-1.jpg 477w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bezerras-1-300x265.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bezerras-1-370x327.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bezerras-1-270x238.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bezerras-1-340x300.jpg 340w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/dermatofilose-bezerras-1-150x132.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Revista Leite Integral. </span></p>
<h2>Dermatofitose × dermatofilose em bovinos: comparação clínica resumida</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41373" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-dermatites.png" alt="Comparação clínica entre dermatofitose e dermatofilose" width="896" height="511" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-dermatites.png 896w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-dermatites-300x171.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-dermatites-768x438.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-dermatites-370x211.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-dermatites-270x154.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-dermatites-740x422.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-dermatites-150x86.png 150w" sizes="auto, (max-width: 896px) 100vw, 896px" /></p>
<h2>Diagnóstico da dermatofitose e da dermatofilose</h2>
<p>O diagnóstico dessas enfermidades em bovinos leiteiros é, na maioria das situações, <strong>predominantemente clínico</strong>, baseado na avaliação das lesões, na distribuição corporal, no histórico de manejo e nos fatores ambientais associados.</p>
<p>Embora nem sempre indispensáveis, exames laboratoriais complementares podem ser utilizados nos casos duvidosos ou para confirmação.</p>
<h2>Tratamento e controle da dermatofitose e da dermatofilose em bovinos</h2>
<p>A <strong>dermatofitose</strong> é, na maioria dos casos, uma <strong>enfermidade autolimitante</strong>, especialmente em animais jovens, podendo regredir espontaneamente com o desenvolvimento da resposta imune. Quando necessário, o tratamento pode ser realizado de forma tópica, com produtos antifúngicos aplicados diretamente sobre as lesões, visando reduzir a carga fúngica e limitar a disseminação dos esporos no ambiente.</p>
<p>Já na <strong>dermatofilose</strong>, a remoção cuidadosa das crostas e a limpeza das áreas afetadas também são bem vindas. O controle de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">ectoparasitas</a></strong> e a correção de falhas de manejo são medidas essenciais para evitar recidivas.</p>
<p>Em ambas as enfermidades, o tratamento pode ser feito com zinco, a fim de melhorar a imunidade da pele acometida, Além disso, a <strong>prevenção</strong> baseia-se na redução da exposição a fatores de risco, no manejo adequado das instalações e na observação frequente dos animais, especialmente bezerras leiteiras. O diagnóstico precoce e a intervenção rápida contribuem para reduzir a extensão das lesões e o impacto sanitário no rebanho.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A <strong>dermatofitose</strong> e a <strong>dermatofilose</strong> são enfermidades cutâneas frequentes em bovinos leiteiros, especialmente em bezerras, e embora possam apresentar manifestações clínicas aparentemente semelhantes, <strong>diferem de forma significativa quanto ao agente etiológico, patogênese, fatores predisponentes e evolução clínica.</strong> O reconhecimento dessas diferenças é fundamental para evitar erros diagnósticos e condutas inadequadas no manejo sanitário do rebanho.</p>
<p>Enquanto a dermatofitose se caracteriza como uma infecção fúngica superficial, pouco inflamatória e geralmente autolimitante, a dermatofilose corresponde a uma dermatite bacteriana oportunista, fortemente associada à umidade, a traumatismos cutâneos e a condições ambientais desfavoráveis. Essas particularidades explicam não apenas o aspecto distinto das lesões, mas também o comportamento epidemiológico e a resposta clínica observada em cada enfermidade.</p>
<p>Dessa forma, compreender as características clínicas e epidemiológicas da dermatofitose e da dermatofilose permite ao médico-veterinário atuar de maneira mais assertiva na sanidade de vacas e bezerras leiteiras, contribuindo para a redução de perdas produtivas, a melhoria do bem-estar animal e a adoção de práticas sanitárias mais eficientes e sustentáveis nos sistemas de produção.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li>RADOSTITS, O. M.; GAY, C. C.; HINCHCLIFF, K. W.; CONSTABLE, P. D. Clínica veterinária: um tratado de doenças dos bovinos, ovinos, suínos, caprinos e equinos. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.</li>
<li>RIET-CORREA, F.; SCHILD, A. L.; LEMOS, R. A. A.; BORGES, J. R. J. Doenças de ruminantes e equídeos. 3. ed. Santa Maria: Pallotti, 2011. 2 v.</li>
<li>SANTOS, R. L.; ALESSI, A. C. Patologia veterinária. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.</li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/dermatofitose-e-dermatofilose-em-bovinos-leiteiros/">Dermatofitose e dermatofilose em bovinos leiteiros: aspectos clínicos e epidemiológicos</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2026 12:39:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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</ul>
<h2 data-start="2225" data-end="2276">Este material é indicado para quem</h2>
<ul>
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		<title>Fazenda de leite sem lucro? Veja como reverter esse cenário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 13:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você investiu em estrutura, tem um rebanho estabelecido e trabalha de sol a sol, mas ao final do mês os números não fecham? Essa é a realidade de inúmeros produtores de leite no Brasil. Ter uma fazenda de leite sem lucro é mais comum do que se imagina, e não significa que você não trabalhe [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você investiu em estrutura, tem um rebanho estabelecido e trabalha de sol a sol, mas ao final do mês os números não fecham? Essa é a realidade de inúmeros produtores de leite no Brasil. Ter uma <strong>fazenda de leite sem lucro</strong> é mais comum do que se imagina, e não significa que você não trabalhe duro o suficiente.</p>
<p>O problema está em questões mais profundas que passam despercebidas no dia a dia: custos invisíveis que corroem a margem, produtividade abaixo do potencial, gestão baseada em intuição ao invés de dados concretos. A boa notícia é que <strong>esse cenário pode ser revertido com as estratégias certas</strong>.</p>
<p>Neste artigo, você vai entender exatamente por que algumas propriedades leiteiras não alcançam a lucratividade esperada e, mais importante, descobrir um caminho claro para transformar sua operação em um negócio verdadeiramente rentável.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Por que algumas fazendas de leite não têm lucro?</h2>
<h3>1. Custos de produção mal controlados</h3>
<p>Um dos maiores vilões da fazenda de leite sem lucro é a falta de controle rigoroso sobre os custos. Muitos produtores conhecem apenas os gastos óbvios, como ração e medicamentos, mas desconhecem o custo real por litro de leite produzido.</p>
<p>Custos <strong>frequentemente ignorados</strong>:</p>
<ul>
<li>Depreciação de equipamentos e benfeitorias;</li>
<li>Mão de obra indireta;</li>
<li>Energia elétrica e combustível;</li>
<li>Manutenção preventiva (que acaba virando corretiva e mais cara);</li>
<li>Custo de oportunidade do capital investido.</li>
</ul>
<p>Sem um controle detalhado, é impossível saber onde estão os vazamentos financeiros. A propriedade pode estar produzindo mais, mas gastando ainda mais, resultando em prejuízo disfarçado de progresso.</p>
<h3>2. Baixa produtividade por animal</h3>
<p>A média nacional de produção de leite no Brasil gira em torno de<strong> 6 a 8 litros por vaca/dia</strong> em sistemas tradicionais. Propriedades com <strong>gestão profissional alcançam facilmente 20, 30  litros ou mais</strong> por animal. Essa diferença é absolutamente determinante para a lucratividade.</p>
<p>Uma vaca que produz 8 litros/dia consome praticamente a mesma estrutura, espaço, dedicação da mão de obra e cuidados básicos que uma que produz 25 litros/dia. Nesse caso, a diferença entre esses dois animais pode estar na genética, nutrição, manejo e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/">sanidade</a></strong>.</p>
<p>Exemplos de comparativo de produtividade:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40788" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/comparativo-produtividade.png" alt="Tabela com exemplo de comparativo de produtividade" width="977" height="184" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/comparativo-produtividade.png 977w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/comparativo-produtividade-300x56.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/comparativo-produtividade-768x145.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/comparativo-produtividade-370x70.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/comparativo-produtividade-270x51.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/comparativo-produtividade-740x139.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/comparativo-produtividade-150x28.png 150w" sizes="auto, (max-width: 977px) 100vw, 977px" /></p>
<p>Perceba que com o mesmo tamanho de rebanho e o mesmo preço pago por litro de leite, <strong>a diferença mensal pode ultrapassar R$ 80 mil</strong> entre os cenários. Isso representa a diferença entre uma fazenda de leite sem lucro e um negócio altamente rentável e eficiente.</p>
<h3>3. Gestão financeira inadequada</h3>
<p>Muitas propriedades leiteiras <strong>ainda operam sem separação entre finanças pessoais e empresariais</strong>. O produtor retira dinheiro do caixa conforme necessita, sem planejamento ou controle formal. Isso cria uma ilusão perigosa sobre a real saúde financeira do negócio.</p>
<p>Essa prática pode provocar uma confusão patrimonial e tornar difícil identificar se a fazenda está apenas “pagando as contas” com o próprio capital de giro, além de prejudicar planejamentos para o futuro e investimentos a longo prazo.</p>
<p>Problemas comuns:</p>
<ul>
<li>Ausência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/">fluxo de caixa</a></strong> estruturado;</li>
<li>Desconhecimento do ponto de equilíbrio;</li>
<li>Falta de reserva para emergências;</li>
<li>Investimentos feitos sem análise de viabilidade;</li>
<li>Confusão entre receita e lucro.</li>
</ul>
<p>Uma fazenda pode ter um faturamento considerável e ainda assim ser uma fazenda de leite sem lucro, simplesmente porque os custos consomem toda a receita e o produtor vive em um ciclo de &#8220;robustez frágil&#8221;.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-fluxo-caixa-propriedade-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-fluxo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39665 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa.png" alt="Planilha fluxo de caixa de fazenda leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>4. Nutrição ineficiente do rebanho</h3>
<p>A alimentação representa<strong> entre 50% e 70% dos custos de produção na pecuária leiteira</strong>. Paradoxalmente, é uma das áreas onde mais se desperdiça dinheiro por falta de planejamento técnico e por manejos inadequados de fornecimento da dieta.</p>
<p>Erros frequentes:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">Dietas</a></strong> desbalanceadas nutricionalmente;</li>
<li>Compra de insumos sem análise de custo-benefício;</li>
<li>Forragens de baixa qualidade;</li>
<li>Desperdício no armazenamento e fornecimento;</li>
<li>Falta de ajuste conforme o estágio de lactação.</li>
</ul>
<p>Uma vaca mal nutrida não expressa seu potencial genético, adoece com mais frequência e tem vida produtiva encurtada. O investimento em nutrição de qualidade, calculada por um profissional, não é gasto, mas sim a principal alavanca de produtividade.</p>
<h3>5. Problemas sanitários recorrentes</h3>
<p>Doenças no rebanho destroem a lucratividade de forma silenciosa. Mastite, problemas reprodutivos, locomotores, parasitoses e doenças metabólicas reduzem drasticamente a produção e aumentam os custos com tratamentos e descarte prematuro de animais.</p>
<p>Impactos da má sanidade:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">Queda na produção de leite</a></strong>;</li>
<li>Aumento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong>;</li>
<li>Penalização no preço pago pelo laticínio;</li>
<li>Maior intervalo entre partos;</li>
<li>Descarte precoce de animais de alto valor genético;</li>
<li>Custos com medicamentos e veterinário.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40789" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/grafico-producao-leite-vacas.png" alt="Gráfico retratando a diferença entre a produção de leite de vacas sadias e vacas doentes" width="1979" height="979" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/grafico-producao-leite-vacas.png 1979w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/grafico-producao-leite-vacas-300x148.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/grafico-producao-leite-vacas-1024x507.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/grafico-producao-leite-vacas-768x380.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/grafico-producao-leite-vacas-1536x760.png 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/grafico-producao-leite-vacas-370x183.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/grafico-producao-leite-vacas-270x134.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/grafico-producao-leite-vacas-740x366.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/grafico-producao-leite-vacas-150x74.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1979px) 100vw, 1979px" /></p>
<p>Uma propriedade com <strong>problemas sanitários crônicos</strong> dificilmente sairá da condição de fazenda de leite sem lucro, independentemente de quanto invista em outras áreas.</p>
<h2>O impacto da falta de gestão profissional</h2>
<h3>Decisões baseadas em &#8220;achismos&#8221;</h3>
<p>A experiência é valiosa, mas quando não é complementada com dados concretos, pode levar a decisões equivocadas. Muitos produtores decidem investimentos, contratações ou mudanças no manejo baseados apenas em intuição ou no que &#8220;sempre foi feito assim&#8221;.</p>
<p><strong>Exemplos de decisões que precisam de dados:</strong></p>
<ul>
<li>Qual categoria de animal descartar primeiro?</li>
<li>Quando investir em genética versus instalações?</li>
<li>Se vale a pena produzir volumoso próprio ou comprar?</li>
<li>Qual o momento ideal para expandir o rebanho?</li>
<li>Quais animais manter na reprodução?</li>
</ul>
<p>Sem informações precisas, essas decisões se tornam apostas, e apostas não constroem negócios sustentáveis.</p>
<h3>Ausência de indicadores de desempenho</h3>
<p>O que não se mede, não se gerencia. Essa máxima é especialmente verdadeira na pecuária leiteira. Propriedades lucrativas acompanham seus números religiosamente, sabem exatamente onde estão e para onde querem ir.</p>
<p><strong>Indicadores chave de desempenho (KPI) essenciais</strong> para sair da condição de fazenda de leite sem lucro:</p>
<ul>
<li>Custo de produção por litro;</li>
<li>Margem bruta e líquida;</li>
<li>Produção por vaca em lactação;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/">Taxa de prenhez</a></strong>;</li>
<li>Intervalo entre partos;</li>
<li>Contagem de células somáticas (CCS);</li>
<li>Taxa de mortalidade de bezerros;</li>
<li>Taxa de reposição do rebanho;</li>
<li>Produtividade por hectare;</li>
<li>Eficiência alimentar.</li>
</ul>
<h2>Como identificar os gargalos na sua propriedade</h2>
<h3>Sinais de alerta que você não pode ignorar</h3>
<p>Se você se identifica com <strong>três ou mais dos pontos abaixo</strong>, sua fazenda pode estar operando no prejuízo sem que você perceba:</p>
<ol>
<li>Você não sabe exatamente quanto custa produzir cada litro de leite.</li>
<li>Mais de 20% das vacas estão com CCS acima de 200.000 células/ml.</li>
<li>O intervalo entre partos é superior a 14 meses.</li>
<li>Você frequentemente precisa de capital externo para cobrir despesas correntes.</li>
<li>Não há sobra de caixa ao final da maioria dos meses.</li>
<li>As decisões de compra são baseadas apenas no preço, não no custo-benefício.</li>
<li>Você não tem um controle de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">registros zootécnicos</a></strong>.</li>
<li>Investimentos são feitos sem análise de retorno.</li>
<li>Você sente que trabalha cada vez mais, mas os resultados estagnam.</li>
</ol>
<h2>Estratégias comprovadas para reverter o cenário</h2>
<h3>Otimização de custos com alimentação</h3>
<p>Reduzir custos <strong>não significa economizar na alimentação</strong>, mas sim gastar de forma inteligente. A nutrição precisa ser eficiente, não barata.</p>
<p>Ações práticas:</p>
<ul>
<li>Faça <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-interpretar-uma-analise-bromatologica-da-silagem-de-milho/">análise bromatológica</a></strong> de todas as forragens.</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">Formule dietas</a></strong> balanceadas com apoio de nutricionista.</li>
<li>Compare o custo por nutriente, não apenas preço por saco.</li>
<li>Invista em qualidade de silagem.</li>
<li>Ajuste as dietas conforme fase produtiva.</li>
<li>Minimize perdas no armazenamento e fornecimento.</li>
<li>Considere utilizar aditivos na dieta que comprovadamente aumentam eficiência.</li>
</ul>
<h3>Melhoramento genético e seleção do rebanho</h3>
<p>Não basta ter vacas, é preciso ter as vacas certas. O melhoramento genético é um processo contínuo que transforma a produtividade a médio e longo prazo.</p>
<p>Estratégias de melhoramento:</p>
<ul>
<li>Use inseminação artificial com touros provados.</li>
<li>Descarte vacas de baixa produção e problemas sanitários e reprodutivos recorrentes.</li>
<li>Estabeleça critérios objetivos de seleção dos animais.</li>
<li>Invista em animais de genética superior.</li>
<li>Faça controle leiteiro sistemático.</li>
<li>Selecione para produção, fertilidade e sanidade.</li>
</ul>
<h3>Investimento em tecnologia e automação</h3>
<p>A tecnologia na pecuária leiteira já não é luxo, é necessidade competitiva. Investimentos em automatização trazem retorno via redução de mão de obra, maior controle e aumento de produtividade.</p>
<p>Tecnologias com melhor custo-benefício:</p>
<ul>
<li>Ordenha mecânica com medidores eletrônicos de produção.</li>
<li>Resfriadores dimensionados corretamente em relação ao número de ordenhas diárias.</li>
<li>Sistema de aspersão e ventilação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/">sala de espera</a></strong> e linha de cocho.</li>
<li>Cercas elétricas para rotação de pastagens.</li>
<li>Identificação eletrônica de animais por meio de bottons e brincos.</li>
<li>Software de gestão do rebanho.</li>
<li>Sensores de atividade e saúde animal.</li>
</ul>
<h2>O papel da consultoria especializada</h2>
<p>Muitos produtores tentam resolver tudo sozinhos e acabam perdendo anos com tentativa e erro. Uma <strong>consultoria especializada</strong> traz um olhar externo, técnico e imparcial sobre os gargalos da propriedade.</p>
<p>O que uma boa consultoria oferece:</p>
<ul>
<li>Diagnóstico completo da situação atual;</li>
<li>Identificação de desperdícios e ineficiências;</li>
<li>Plano de ação estruturado e priorizado;</li>
<li>Acompanhamento da implementação;</li>
<li>Ajuste de rota conforme resultados;</li>
<li>Transferência de conhecimento para a equipe.</li>
</ul>
<p>O investimento em consultoria frequentemente se paga em poucos meses através das melhorias implementadas, transformando uma fazenda de leite sem lucro em um negócio próspero.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Ter uma <strong>fazenda de leite sem lucro</strong> não é destino, é apenas a situação atual que pode ser mudada. Os produtores que conseguem reverter esse quadro têm algumas características em comum: reconhecem o problema, buscam conhecimento, implementam mudanças baseadas em dados e têm persistência.</p>
<p>O primeiro passo é fazer um <strong>diagnóstico honesto da sua propriedade</strong>. Calcule seus custos reais, meça sua produtividade, identifique os principais gargalos. A partir desse conhecimento, priorize as ações que trarão maior impacto: geralmente, melhorias na nutrição, sanidade e gestão financeira entregam resultados mais rápidos.</p>
<p>Lembre-se: cada litro a mais produzido com eficiência, cada real economizado com inteligência e cada decisão tomada com base em dados aproxima você da fazenda lucrativa que deseja construir.</p>
<p>Sua fazenda tem potencial para ser muito mais lucrativa. <strong>O momento de agir é agora.</strong></p>
<h2>Gestão não é custo, é o caminho para aumentar o lucro</h2>
<p>Muitos produtores acreditam que gestão é burocracia, mas a verdade é que ela é a chave para entender o negócio e crescer.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-fazenda-sem-lucro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a>, você vai aprender como calcular seus custos de produção, planejar investimentos e tomar decisões que realmente aumentam a margem de lucro, sem depender de grandes mudanças estruturais.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-fazenda-sem-lucro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Custo de produção do leite: guia completo passo a passo para calcular na sua fazenda</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/custo-de-producao-do-leite-guia-completo-passo-a-passo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 13:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[custos]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabe exatamente quanto custa produzir cada litro de leite na sua propriedade? Se a resposta for &#8220;mais ou menos&#8221; ou &#8220;tenho uma ideia&#8221;, você pode estar deixando dinheiro na mesa sem perceber. Conhecer com precisão o custo de produção do leite não é apenas uma boa prática contábil, é a diferença entre administrar no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabe exatamente quanto custa produzir cada litro de leite na sua propriedade? Se a resposta for &#8220;mais ou menos&#8221; ou &#8220;tenho uma ideia&#8221;, você pode estar deixando dinheiro na mesa sem perceber. Conhecer com precisão o <strong>custo de produção do leite</strong> não é apenas uma boa prática contábil, é a diferença entre administrar no escuro e tomar decisões que realmente aumentam sua lucratividade.</p>
<p>Muitos produtores trabalham arduamente, investem em infraestrutura e melhorias, mas ao final do mês se perguntam: por que os resultados não aparecem? A resposta, na maioria das vezes, está na falta de controle preciso dos custos.</p>
<p>Neste guia completo, você vai aprender um método prático e aplicável para calcular o custo de produção do leite na sua fazenda, entender onde seu dinheiro está sendo usado e, principalmente, descobrir oportunidades concretas de aumentar sua margem de lucro.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Por que calcular o custo de produção do leite é fundamental?</h2>
<h3>Tomar decisões baseadas em dados reais</h3>
<p>Sem conhecer seus custos reais, cada decisão na propriedade vira uma aposta. Vale a pena investir naquele novo concentrado? Devo expandir o rebanho agora? É melhor produzir volumoso próprio ou comprar? Essas perguntas só podem ser respondidas com dados concretos.</p>
<p>Quando você domina o custo de produção do leite, cada investimento passa por uma <strong>análise objetiva de retorno</strong>. Você sabe se determinada mudança vai realmente trazer resultados ou apenas aumentar seus gastos sem contrapartida.</p>
<h3>Identificar desperdícios ocultos</h3>
<p>A maioria das fazendas tem &#8220;vazamentos&#8221; financeiros que passam despercebidos: ração desperdiçada, animais de baixa produtividade que consomem recursos, equipamentos mal dimensionados que gastam energia em excesso, manutenções que poderiam ser preventivas mas viram corretivas e mais caras.</p>
<p>O cálculo detalhado dos custos ilumina essas áreas cinzentas e permite que você ataque os problemas mais impactantes primeiro.</p>
<h3>Precificar e negociar com propriedade</h3>
<p>Conhecer seu custo de produção fortalece seu poder de negociação. Você sabe qual é seu preço mínimo viável, pode avaliar propostas de laticínios com clareza e tomar decisões sobre bonificações e programas de qualidade sabendo exatamente o impacto no seu resultado.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-custo-producao-pecuaria-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-custo-producao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39662 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png" alt="Planilha custo de produção na pecuária leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Conceitos essenciais: entendendo a gestão econômica</h2>
<p>Antes de colocar a mão na massa, é essencial compreender os fundamentos da gestão econômica e sua aplicação prática na fazenda. O uso estratégico de ferramentas, para a organização das despesas e receitas da propriedade em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/centro-de-custo-e-contas-gerenciais-como-aplicar-esses-conceitos-na-fazenda/">centros de custo e contas gerenciais</a></strong>, são etapas fundamentais para avaliar a eficiência das atividades e a lucratividade do negócio rural.</p>
<p>Os <strong>centros de custo</strong> representam setores específicos, como: recria, ordenha ou agricultura; permitindo rastrear de forma precisa onde os recursos estão sendo investidos e qual o retorno gerado por cada área.</p>
<p>Já as <strong>contas gerenciais</strong> são categorias que agrupam os diferentes tipos de despesas e receitas da operação, como alimentação, sanidade, mão de obra, manutenção e depreciação.</p>
<p>Essa estrutura facilita o monitoramento financeiro e contribui para uma análise mais clara da rentabilidade por tipo de gasto, tornando possível identificar gargalos, ajustar estratégias e melhorar a competitividade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40778" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/esquema-centro-custos.jpg" alt="Representação de centro de custos de uma fazenda leiteira" width="1001" height="476" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/esquema-centro-custos.jpg 1001w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/esquema-centro-custos-300x143.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/esquema-centro-custos-768x365.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/esquema-centro-custos-370x176.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/esquema-centro-custos-270x128.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/esquema-centro-custos-740x352.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/esquema-centro-custos-150x71.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1001px) 100vw, 1001px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Figura 1: Esquema de centros de custos (armários) e contas gerenciais (gavetas). Fonte: Laryssa Mendonça</span></p>
<h2>Passo 1: levantamento de todos os custos variáveis e fixos</h2>
<p>Os custos são divididos em duas grandes categorias: <strong>variáveis e fixos.</strong></p>
<h3>Custos variáveis</h3>
<p>Os custos variáveis estão <strong>diretamente ligados ao volume produzido e tendem a oscilar</strong> conforme o nível de atividade, como:</p>
<p><strong>Alimentação</strong>: Representa de 50% a 70% do custo total e merece atenção especial.</p>
<ul>
<li>Concentrados (ração, farelo de soja, milho, núcleos);</li>
<li>Volumosos (silagem, feno, pastagem);</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">Suplementação mineral</a></strong>;</li>
<li>Aditivos.</li>
</ul>
<p><strong>Sanidade</strong>:</p>
<ul>
<li>Vacinas obrigatórias e opcionais;</li>
<li>Medicamentos para tratamento;</li>
<li>Produtos para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">controle de parasitas</a></strong>;</li>
<li>Materiais veterinários.</li>
</ul>
<p><strong>Reprodução</strong>:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semen-sexado-na-pecuaria-leiteira-a-solucao-para-a-recria/">Sêmen convencional ou sexado</a></strong>;</li>
<li>Nitrogênio líquido;</li>
<li>Hormônios para sincronização;</li>
<li>Diagnóstico de gestação.</li>
</ul>
<p><strong>Ordenha</strong>:</p>
<ul>
<li>Detergentes e sanitizantes;</li>
<li>Papel toalha e filtros;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">Produtos de higienização pré e pós-ordenha</a></strong>;</li>
<li>Manutenções periódicas e esporádicas.</li>
</ul>
<h3>Custos fixos</h3>
<p>Já os <strong>custos fixos permanecem, independentemente da produção</strong>, e incluem despesas como:</p>
<p><strong>Mão de obra permanente</strong>:</p>
<ul>
<li>Salários mensais dos funcionários;</li>
<li>Encargos sociais (INSS, FGTS, férias, 13º);</li>
<li>Alimentação e benefícios.</li>
</ul>
<p><strong>Impostos e taxas</strong>:</p>
<ul>
<li>ITR (Imposto Territorial Rural);</li>
<li>FUNRURAL;</li>
<li>Contribuições sindicais;</li>
<li>Licenças e alvarás.</li>
</ul>
<p><strong>Manutenções</strong>:</p>
<ul>
<li>Manutenção preventiva de equipamentos;</li>
<li>Reformas de instalações;</li>
<li>Conservação de cercas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-de-pastagem-na-pecuaria-leiteira/">pastagens</a></strong>.</li>
</ul>
<p><strong>Depreciação e Amortização</strong>: são maneiras de registrar, aos poucos, a perda de valor de tudo que a fazenda usa por muito tempo, como máquinas, instalações ou investimentos, ajudando a calcular melhor o custo real da produção.</p>
<h2>Passo 2: controlando produtos estocáveis e não estocáveis</h2>
<p>Um erro comum que distorce completamente o cálculo do custo é não diferenciar produtos estocáveis dos não estocáveis.</p>
<h3>Produtos Estocáveis</h3>
<p>São aqueles cujo <strong>momento da compra pode ser diferente do momento de uso</strong> e têm grande impacto no custo. Por exemplo:</p>
<p><strong>Insumos alimentares</strong>: Farelo de soja a granel, caroço de algodão, milho em grão, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">silagem</a></strong> (milho, sorgo, capim), grão úmido, feno;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40779" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/image2.jpg" alt="Caroço de algodão" width="960" height="676" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/image2.jpg 960w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/image2-300x211.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/image2-768x541.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/image2-370x261.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/image2-270x190.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/image2-740x521.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/image2-150x106.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Figura 2: Caroço de algodão armazenado na fazenda. Fonte: Bruna Maeda</span></p>
<p><strong>Outras possibilidades</strong>:</p>
<p>As propriedades podem optar por realizar compras de diversos produtos de forma estratégica visando minimizar o impacto no custo de produção, a partir de negociações de melhores preços e condições em razão do maior volume de compra.</p>
<p>Nesses casos, esses produtos podem ser alocados como estocáveis e o que compõem o custo passa a ser o que é utilizado e retirado do estoque de acordo com a utilização.</p>
<ul>
<li>Produtos de higiene de ordenha;</li>
<li>Medicamentos e vacinas;</li>
<li>Hormônios reprodutivos;</li>
<li>BST;</li>
<li>Sêmen.</li>
</ul>
<p>Para esses produtos, <strong>o custo deve ser calculado conforme o consumo mensal (saída de estoque), não conforme a data da compra</strong>. Se você comprou 10 toneladas de farelo mas consumiu apenas 2 toneladas no mês, somente essas 2 toneladas entram no custo do período.</p>
<h4>Como controlar produtos estocáveis:</h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Implementar fichas de trato e abastecimento</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Fazer contagem de estoque semanal ou mensal</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Conferir o estoque físico real com o estoque disponível no sistema</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Garantir que as saídas estão sendo registradas corretamente</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Utilizar ferramentas de gerenciamento de estoque, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-abc-como-utilizar-essa-ferramenta-para-gestao-do-estoque/">curva ABC</a></strong>.</li>
</ul>
<p>Para manter o controle, utilize ferramentas como emissão de notas fiscais com data de competência e mantenha arquivadas as datas de entrada do produto na fazenda.</p>
<h2>Passo 3: calculando o custo por litro produzido</h2>
<p>Agora que você organizou todos os custos, é hora de <strong>calcular quanto cada litro custa para ser produzido</strong>.</p>
<p>O cálculo deve ser feito sempre <strong>com base na produção total, não no leite vendido</strong>. Devemos fazer o cálculo dessa forma, pois independente do volume de leite que é comercializado, houve um custo para produzir o leite total, onde está abrangendo toda a produção, mesmo que haja um grande volume de leite descartado ou usado para outros fins.</p>
<h3>Fórmula do custo por litro</h3>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Custo por litro (R$/L) = Total de Custos ÷ Volume Total Produzido no Período</em></strong></p>
<h3>Exemplo prático detalhado</h3>
<p>Vamos calcular o custo de uma propriedade que produziu <strong>5.500 litros no mês</strong> (mesmo tendo vendido apenas 5.000 litros após descartes):</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40780" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-variaveis.png" alt="Exemplo de custos variáveis de uma fazenda" width="577" height="506" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-variaveis.png 577w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-variaveis-300x263.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-variaveis-370x324.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-variaveis-270x237.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-variaveis-342x300.png 342w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-variaveis-150x132.png 150w" sizes="auto, (max-width: 577px) 100vw, 577px" /></p>
<p><strong>Custo Variável por litro = R$ 10.150 ÷ 5.500 L = R$ 1,85/L</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40781" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-fixos.png" alt="Exemplo de custos fixos de uma fazenda leiteira" width="582" height="338" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-fixos.png 582w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-fixos-300x174.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-fixos-370x215.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-fixos-270x157.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custos-fixos-150x87.png 150w" sizes="auto, (max-width: 582px) 100vw, 582px" /></p>
<p><strong>Custo Fixo por litro = R$ 7.150 ÷ 5.500 L = R$ 1,30/L</strong></p>
<p><strong>Custo Total por litro = R$ 1,85 + R$ 1,30 = R$ 3,15/L</strong></p>
<p>Se essa propriedade recebe R$ 2,50 por litro:</p>
<ul>
<li>Leite produzido/mês: 5.500 L</li>
<li>Leite vendido/mês: 5.000L</li>
<li>Preço por litro: R$ 2,50</li>
<li>Faturamento bruto: R$ 12.500,00</li>
<li>Receita operacional bruta (R$/L): Faturamento bruto / Volume leite produzido = 12.500/ 5.500 = 2,27</li>
<li>Custo total = 3,15</li>
<li>Lucro operacional = <strong>R$ &#8211; 0,88 /L</strong></li>
</ul>
<p>Nesse caso o resultado demonstra que a fazenda está operando com um prejuízo de R$ 0,88 por litro. Essa é a importância de calcular corretamente!</p>
<h2>Passo 4: utilizando a DRE para análise completa</h2>
<p>O <strong>Demonstrativo de Resultado por Exercício (DRE)</strong> é a ferramenta mais completa para avaliar a saúde econômica da atividade leiteira. Ela mostra se houve lucro ou prejuízo e permite identificar exatamente onde estão os problemas.</p>
<h3>Estrutura da DRE passo a passo</h3>
<p>Vamos construir uma DRE completa para uma propriedade que recebe R$ 2,50 por litro:</p>
<ol>
<li><strong> Receita Operacional Bruta</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Preço recebido por litro: R$ 2,50</li>
</ul>
<ol start="2">
<li><strong> Impostos sobre Vendas</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">FUNRURAL e outros: R$ 0,04</li>
</ul>
<ol start="3">
<li><strong> Receita Operacional Líquida</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">R$ 2,50 &#8211; R$ 0,04 = R$ 2,46</li>
</ul>
<ol start="4">
<li><strong> Custos Variáveis</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Alimentação, sanidade, reprodução, ordenha: R$ 1,30</li>
</ul>
<ol start="5">
<li><strong> Margem de Contribuição – Lucro Bruto </strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">R$ 2,46 &#8211; R$ 1,30 = R$ 1,16</li>
</ul>
<p>A margem de contribuição mostra quanto sobra para pagar os custos fixos após cobrir os custos variáveis.</p>
<ol start="6">
<li><strong> Custos Fixos</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Mão de obra, impostos fixos, manutenções: R$ 0,55</li>
</ul>
<ol start="7">
<li><strong> EBITDA (Lucro Operacional)</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">R$ 1,16 &#8211; R$ 0,55 = R$ 0,61</li>
</ul>
<p>O EBITDA representa o lucro gerado pela operação antes de considerar depreciação, juros e impostos sobre o lucro.</p>
<ol start="8">
<li><strong> Depreciação/Amortização</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Desgaste de equipamentos e benfeitorias: R$ 0,10</li>
</ul>
<ol start="9">
<li><strong> EBIT</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">R$ 0,61 &#8211; R$ 0,10 = R$ 0,51</li>
</ul>
<ol start="10">
<li><strong> Receitas e Despesas Financeiras</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Receitas financeiras: R$ 0,00</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Despesas financeiras (juros): R$ 0,05</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Imposto de renda: R$ 0,00</li>
</ul>
<ol start="11">
<li><strong> Lucro Líquido</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">R$ 0,51 &#8211; R$ 0,05 = R$ 0,46 por litro</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40782" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-dre-completa.png" alt="Exemplo de cálculo de DRE completa" width="464" height="588" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-dre-completa.png 464w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-dre-completa-237x300.png 237w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-dre-completa-370x469.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-dre-completa-270x342.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-dre-completa-150x190.png 150w" sizes="auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px" /></p>
<p>Neste exemplo, a propriedade tem um lucro líquido de R$ 0,46 por litro, representando uma margem de 18,4% sobre a receita bruta.</p>
<h2>Passo 5: análise e interpretação dos resultados</h2>
<h3>Indicadores fundamentais</h3>
<ul>
<li><strong>Margem de Contribuição</strong>: Deve ser positiva e suficiente para cobrir os custos fixos. Se for negativa, nem os custos variáveis (CPV) estão sendo cobertos.</li>
<li><strong>EBITDA</strong>: Indica se a operação é lucrativa. Um EBITDA negativo significa que a atividade está consumindo capital.</li>
<li><strong>Lucro Líquido</strong>: É o resultado final que mostra se o negócio está gerando retorno sobre o investimento.</li>
</ul>
<h3>Ponto de equilíbrio</h3>
<p>É o volume de produção necessário para cobrir todos os custos. Abaixo desse volume, você opera no prejuízo.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Ponto de Equilíbrio = Custos Fixos ÷ (Preço &#8211; Custo Variável Unitário)</em></strong></p>
<p>No exemplo da DRE:</p>
<p>Ponto Equilíbrio = R$ 0,55 ÷ (R$ 2,50 &#8211; R$ 1,30) = 0,46 litros necessários por cada litro de capacidade.</p>
<h3>Comparação com benchmarks</h3>
<p>Comparar os resultados da fazenda com indicadores de referência é uma estratégia poderosa para identificar oportunidades de melhoria e tomar decisões mais assertivas.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-usar-benchmarking-para-decisoes-estrategicas-em-fazendas-leiteiras/">benchmarking</a></strong> pode ser aplicado de:</p>
<ul>
<li><strong>Forma interna</strong>: comparando diferentes setores ou períodos dentro da própria fazenda.</li>
<li><strong>Forma externa</strong>: ao analisar o desempenho de propriedades semelhantes.</li>
</ul>
<p>Avaliar indicadores como custo por litro de leite, produtividade por vaca, margem líquida ou eficiência alimentar ajuda a entender onde a fazenda está acima, dentro ou abaixo da média, e o que pode ser ajustado.</p>
<h2>Erros comuns ao calcular o custo de produção</h2>
<h3>1. Não diferenciar produtos estocáveis dos não estocáveis</h3>
<p>Considerar a compra de 10 toneladas de farelo como custo total do mês quando apenas 2 toneladas foram consumidas distorce completamente a análise do mês em questão.</p>
<h3>2. Calcular baseado no leite vendido, não no produzido</h3>
<p>O cálculo deve sempre usar o volume total produzido. Se você produziu 5.500 litros mas vendeu 5.000, a receita de R$ 12.500 deve ser dividida por 5.500 litros, não por 5.000.</p>
<h3>3. Não considerar a depreciação</h3>
<p>Esquecer que máquinas e instalações precisarão ser substituídas faz com que você pense ter lucro quando na verdade está apenas consumindo patrimônio.</p>
<h3>4. Alocar incorretamente a mão de obra</h3>
<p>Se funcionários trabalham também em outras atividades, seus custos devem ser rateados proporcionalmente. Jogar 100% da folha no leite quando eles cuidam de outras atividades (agricultura, pecuária de corte, cafeicultura&#8230;) infla artificialmente o custo de produção da pecuária leiteira.</p>
<h3>5. Considerar volumoso próprio como custo zero</h3>
<p>Se você produz silagem ou feno, isso tem custo: sementes, fertilizantes, diesel, depreciação do trator. Ignorar isso é um erro grave, visto que a forragem é um dos insumos que mais pesam no custo alimentar das fazendas.</p>
<p>O custo da produção do volumoso pode ser analisado de forma separada, entretanto, a quantidade produzida deve receber um preço e ser alocada dentro um estoque que será consumido de maneira gradual baseada no consumo e representado no custo de produção da mesma maneira.</p>
<h3>6. Registros incompletos ou irregulares</h3>
<p>Controlar custos &#8220;quando dá tempo&#8221; é inútil. O controle precisa ser sistemático e completo para ser confiável. Dessa forma, se torna importante realizar análise desse custo com uma frequência maior, pois assim é possível analisar de forma mais rápida as ineficiências e traçar estratégias que visem a melhoria do cenário.</p>
<h2>Como usar essas informações para aumentar a lucratividade?</h2>
<h3>Atacar os maiores custos primeiro</h3>
<p>Se alimentação representa 65% do custo, reduzir 10% nesse item tem muito mais impacto que cortar 30% em reprodução (que talvez represente 2% do custo).</p>
<h3>Focar em eficiência, não apenas em redução</h3>
<p>Adotar estratégias nutricionais incoerentes vai diminuir produção e piorar o resultado, embora de forma errônea, seja pensado que isso vai reduzir o custo alimentar. O objetivo é eficiência: gastar melhor, não necessariamente gastar menos.</p>
<h3>Aumentar a diluição dos custos fixos</h3>
<p>Seus custos fixos são os mesmos produzindo 10.000 ou 15.000 litros. Aumentar a produção dilui esses custos e reduz o custo unitário significativamente.</p>
<h3>Monitorar indicadores-chave mensalmente</h3>
<p>Além do custo total, acompanhe:</p>
<ul>
<li>Custo de alimentação por litro;</li>
<li>Margem de contribuição;</li>
<li>EBITDA;</li>
<li>Lucro líquido;</li>
<li>Evolução mensal dos principais custos.</li>
</ul>
<h3>Implementar ferramentas de gestão eficazes</h3>
<p>Propriedades que não possuem sistemas eficazes de gestão deixam de se beneficiar das informações que essas ferramentas geram. Utilize softwares, planilhas ou até mesmo cadernos organizados, mas mantenha registros consistentes.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Calcular o custo de produção do leite pode parecer trabalhoso inicialmente, mas é o <strong>investimento de tempo com maior retorno</strong> que você pode fazer na sua propriedade. A gestão econômica, com suas ferramentas como centros de custo, controle de estoque e DRE, permite que você tenha uma visão completa e precisa do seu negócio.</p>
<p>Não é possível gerenciar o que não se mede, e não é possível aumentar a lucratividade sem conhecer exatamente onde seu dinheiro está sendo usado. O método apresentado neste artigo é aplicável em qualquer escala de produção.</p>
<p><strong>Comece hoje</strong>: organize sua fazenda em centros de custo, identifique produtos estocáveis e não estocáveis, registre TODOS os gastos do próximo mês e construa sua primeira DRE. Ao final, você terá uma fotografia real do seu negócio e poderá começar a tomar decisões que verdadeiramente impactam seu resultado.</p>
<p>Lembre-se: produtores de sucesso não são necessariamente aqueles que produzem mais, mas aqueles que produzem com <strong>eficiência e lucratividade</strong>. E isso só é possível com gestão profissional e controle rigoroso dos custos.</p>
<p>O caminho para uma fazenda mais lucrativa começa com o domínio dos seus números.</p>
<h2>Transforme sua fazenda em um negócio rentável e sustentável</h2>
<p>Muitos produtores focam apenas em aumentar a produção, mas esquecem que o verdadeiro diferencial está na gestão.</p>
<p>Com o <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-custo-producao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a>, você aprende a analisar custos, identificar desperdícios, planejar o futuro e tomar decisões que realmente elevam o lucro. Tudo com linguagem prática, voltada para a realidade da fazenda.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<title>20 dicas práticas para sua fazenda de leite sobreviver à crise em 2026</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/crise-no-leite-dicas-para-sua-fazenda-sobreviver/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 17:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O setor leiteiro vem enfrentando grandes desafios desde o segundo semestre de 2025. Nesse período, o preço médio do leite ao produtor acumulou uma queda de 20% em apenas um ano, chegando a R$ 2,11 por litro em dezembro de 2025. Essa foi a oitava baixa consecutiva nas cotações, e as projeções indicam que esse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor leiteiro vem enfrentando <strong>grandes desafios desde o segundo semestre de 2025</strong>. Nesse período, o preço médio do leite ao produtor acumulou uma <strong>queda de 20%</strong> em apenas um ano, chegando a <strong>R$ 2,11 por litro</strong> em dezembro de 2025. Essa foi a oitava baixa consecutiva nas cotações, e as projeções indicam que esse movimento de queda deve se estender, pelo menos, até o segundo bimestre de 2026.</p>
<p>Enquanto os <strong>preços recuam</strong>, os <strong>custos de produção seguem em trajetória oposta</strong>. Em 2025, os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/">custos</a></strong> operacionais das fazendas leiteiras <strong>aumentaram 12,5%</strong>, pressionados principalmente pelos preços do milho, do farelo de soja, da energia elétrica, da mão de obra e da logística.</p>
<p>Para agravar ainda mais o cenário, o mercado interno permanece fortemente abastecido por importações, que somaram 2,2 bilhões de litros equivalentes até dezembro de 2025, ao mesmo tempo em que as exportações caíram 23,4% no mesmo período.</p>
<p>Do lado da oferta, <strong>a produção de leite também apresentou crescimento expressivo</strong>. No terceiro trimestre de 2025, houve um aumento de 10,3% na produção, sustentado por investimentos realizados ao longo de 2024 e por condições climáticas favoráveis. Esse excesso de oferta contribui diretamente para a manutenção da pressão sobre os preços pagos ao produtor.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Prioridades das fazendas em momentos de crise</h2>
<p>Em momentos como este, acreditamos que todas as fazendas devem ter <strong>três grandes prioridades</strong>:</p>
<ol>
<li>Os seus colaboradores;</li>
<li>As vendas;</li>
<li>A saúde financeira da empresa.</li>
</ol>
<p>Nosso foco neste material é tratar do terceiro item: <strong>a saúde financeira do projeto leiteiro</strong>.</p>
<p>Como princípio básico, devemos nos lembrar que a vida de uma empresa depende diretamente do caixa. Portanto, neste momento, mais do que nunca, o fluxo de caixa deve ser o centro das atenções.</p>
<p>Cabe ressaltar que as empresas que estarão mais sujeitas aos impactos desta crise são aquelas que já estão com um caixa apertado (reduzido), têm uma estrutura fixa alta, estão com alto grau de endividamento e/ou estão em um alto ciclo de investimentos.</p>
<p>Para apoiar você, produtor de leite ou consultor, gostaríamos de compartilhar algumas <strong>reflexões para momentos de crise em forma de dicas práticas</strong>, que permitirão a análise de várias ações que precisam ser observadas neste momento.</p>
<p>Na crise, o objetivo é a empresa sobreviver. Lucros e retorno sobre capital investido devem ficar em segundo plano. O foco não deve ser maximizar lucro, mas sim <strong>maximizar caixa (dinheiro disponível)</strong>.</p>
<p><strong>Caixa é oxigênio! Mantém a empresa viva.</strong></p>
<p>Neste momento de crise, as empresas se encontram em diversas situações financeiras, de forma que as reflexões a seguir se aplicam a todas as empresas de maneira distinta.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-fluxo-caixa-propriedade-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-fluxo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39665 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa.png" alt="Planilha fluxo de caixa de fazenda leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Dicas práticas para manutenção do caixa</h2>
<h3>Reavaliar investimentos</h3>
<p><strong>1.</strong> Em casos onde a empresa está com caixa, <strong>investir apenas no que for estritamente necessário</strong> para a condução do negócio nos próximos meses. <i>Exemplo:</i> adiar ampliação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">ordenha</a></strong> e trabalhar com turnos mais longos ou com funcionário a mais nos próximos meses.</p>
<p><strong>2.</strong> Em casos onde a empresa está com dificuldades de caixa, avaliar a parada ou prorrogação de investimentos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41080" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-1.jpg" alt="Pessoa poupando dinheiro" width="550" height="367" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-1.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-1-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-1-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-1-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<h3>Estruturar caixa mínimo para o período de crise</h3>
<p><strong>3.</strong> Buscar empréstimos para <strong>aumentar o caixa</strong>, mesmo que tenha hoje dinheiro em caixa, ainda que os juros sejam mais altos que o rendimento da aplicação. É o preço da segurança.</p>
<p>Contudo, é importante fazer uma ressalva: com a taxa Selic elevada e o crédito mais restrito, essa estratégia exige cautela redobrada e muita conta na ponta do lápis para garantir que o custo financeiro não asfixie a operação.</p>
<p>Buscar mais de um banco é fundamental, pois a concorrência ajuda e ter opção é estratégico.</p>
<p>Focar em empréstimos de longo prazo, negociando carência, mesmo que com juros um pouco maiores. Muito cuidado com prazo de vencimento: custo alto “aleija”, prazo errado “mata” a empresa.</p>
<p><strong>4.</strong> Estudar a possibilidade de <strong>reduzir o valor do pró-labore</strong> momentaneamente ou até mesmo avaliar aporte dos sócios no negócio.</p>
<h3>Focar na atividade operacional e ajustar estrutura de custos</h3>
<p><strong>5.</strong> Avaliar o “contas a pagar” e verificar se é possível adiar ou renegociar compromissos, tanto ligados às compras quanto aos financiamentos, priorizando os de maior valor.</p>
<p><strong>6.</strong> Ao fazer novas compras, <strong>negociar prazos de vencimento maiores</strong>, mesmo que com algum custo adicional (usar bom senso), e também renegociar preços de compra. Pedir descontos e atentar ao preço dos insumos, gastando tempo no planejamento da demanda e na pesquisa de fornecedores.</p>
<p><strong>7.</strong> Gastar apenas o essencial. Focar na redução de despesas não operacionais, pois estas têm menor impacto na produção. Cortar insumos como alimentação, medicamentos e BST sem critério reduz receita e piora o resultado.</p>
<p><strong>8.</strong> Estudar a possibilidade de interromper pagamento de bonificações, promoções de cargo e reajustes salariais previstos.</p>
<p><strong>9.</strong> Avaliar <strong>substituição de insumos</strong>, mesmo que haja perda de produtividade, desde que se garanta margem bruta.<br />
<i></i></p>
<p><i>Exemplo:</i> substituir farelo de soja e milho por subprodutos como cevada, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-na-nutricao-de-vacas-leiteiras/">DDG</a></strong> ou polpa cítrica. O leite pode cair um pouco, mas o custo alimentar pode cair muito (ou deixar de subir).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41082" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-3.jpg" alt="Homem segurando grãos de milho em uma mão" width="454" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-3.jpg 454w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-3-300x198.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-3-370x244.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-3-270x178.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-3-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 454px) 100vw, 454px" /></p>
<h3>Melhorar a gestão da necessidade de caixa</h3>
<p><strong>10.</strong> Demissões devem ser estudadas com muito cuidado, pois consomem caixa no curto prazo devido aos acertos e podem gerar perdas de eficiência. Ainda assim, em alguns casos, podem valer a pena. É necessário fazer conta.</p>
<p><strong>11.</strong> Caso a fazenda venda outros produtos além do leite, monitorar a inadimplência e negociar descontos para garantir recebimento, como na venda de gado comercial ou de genética.</p>
<p><strong>12.</strong> Estudar a possibilidade de vender máquinas e equipamentos parados, mesmo que por valor abaixo do normal.</p>
<p><strong>13.</strong> Avaliar a venda de parte da recria sem afetar a reposição das vacas. Em muitos casos, é possível apenas reduzir a velocidade de crescimento do rebanho sem diminuir o número de vacas em lactação. Para isso, é essencial conhecer a evolução do rebanho, projetando animais por categoria nos próximos meses e anos.</p>
<p><strong>14.</strong> Trabalhar fortemente no planejamento de caixa: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/">evolução do rebanho</a></strong>, previsão de receitas, gastos e saldo bancário.</p>
<p><strong>15.</strong> Atualizar diariamente as contas a pagar e a receber, enxergar as próximas semanas e tomar decisões. Com base no caixa, criar cenários:</p>
<ul>
<li>E se a receita cair 20%?</li>
<li>E se os insumos subirem 10%?</li>
<li>Avaliar os impactos nos saldos futuros.</li>
</ul>
<p><strong>16.</strong> Redobrar a <strong>atenção aos animais menos produtivos</strong> e rever regras de descarte.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-4.jpg" alt="Imagem de uma vaca de leite representada com notas de dólar" width="550" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-4.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-4-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-4-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-4-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-4-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<h3>Reavaliar a dívida da empresa</h3>
<p><strong>17.</strong> Evitar contas garantidas, como cheque especial. Além das altas taxas, elas consomem rapidamente o caixa restante da fazenda.</p>
<p><strong>18.</strong> Caso a decisão seja renegociar dívidas, considerar carências e alongamentos de prazo. Iniciar negociações com bancos onde a empresa já tem relacionamento e linhas disponíveis, e depois buscar bancos oficiais com possíveis incentivos governamentais.</p>
<p><strong>19.</strong> Buscar apoio de pessoas mais experientes e de consultorias técnicas e de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/">gestão financeira</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41084" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-5.jpg" alt="Duas pessoas conversando em uma fazenda leiteira" width="550" height="367" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-5.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-5-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-5-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-5-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/dicas-crise-leite-5-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<h2>Planejar o futuro</h2>
<h3>20. Oportunidades</h3>
<p>É importante lembrar que a crise vai passar. Ela é temporária. Será necessário estar preparado para a retomada. Quem estiver mais forte ao final da crise aproveitará melhor as oportunidades que surgirão.</p>
<p>Nós do Rehagro estamos à disposição para ajudá-lo no que for necessário.</p>
<p>Conte conosco!</p>
<h2>Transforme sua fazenda em um negócio rentável e sustentável</h2>
<p>Muitos produtores focam apenas em aumentar a produção, mas esquecem que o verdadeiro diferencial está na gestão.</p>
<p>Com o <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-dicas-crise-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a>, você aprende a analisar custos, identificar desperdícios, planejar o futuro e tomar decisões que realmente elevam o lucro. Tudo com linguagem prática, voltada para a realidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-dicas-crise-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como calcular o custo de dieta de vacas leiteiras e aumentar a lucratividade da fazenda?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-o-custo-de-dieta-de-vacas-leiteiras/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-o-custo-de-dieta-de-vacas-leiteiras/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 13:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[custos]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=40770</guid>

					<description><![CDATA[<p>Você sabe quanto custa alimentar suas vacas por dia? Muitos produtores de leite têm uma estrutura consolidada, mas ainda assim sentem que o resultado econômico não avança. Em boa parte das fazendas, o problema está em um ponto simples: não saber exatamente o custo da dieta. A alimentação representa o maior custo dentro da produção [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabe <strong>quanto custa alimentar suas vacas por dia</strong>?</p>
<p>Muitos produtores de leite têm uma estrutura consolidada, mas ainda assim sentem que o resultado econômico não avança. Em boa parte das fazendas, o problema está em um ponto simples: não saber exatamente o custo da dieta.</p>
<p>A alimentação representa o <strong>maior custo dentro da produção de leite, podendo chegar a 60% das despesas totais</strong>. Entender quanto cada litro de leite “gasta” em alimentação é o primeiro passo para melhorar a margem de lucro e tomar decisões mais seguras.</p>
<p>Neste artigo, você vai entender como calcular o custo de dieta de vacas leiteiras, quais fatores considerar e como otimizar esse gasto sem comprometer a produção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Por que entender o custo da dieta é essencial para o lucro do leite?</h2>
<p>Controlar o custo da dieta não é apenas uma questão contábil, é uma ferramenta de gestão zootécnica e econômica. Quando o produtor não sabe o valor real da alimentação, ele perde a capacidade de avaliar se a fazenda está sendo eficiente.</p>
<h3>Impacto direto no lucro</h3>
<p>A alimentação é o <strong>principal <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-diferenciar-custos-fixos-e-variaveis-na-fazenda/">custo variável</a></strong> da produção de leite.</p>
<p>Um ajuste de 10% na dieta, seja na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação</a></strong>, na compra de insumos ou na forma de fornecimento, pode significar um aumento expressivo na lucratividade.</p>
<p>Além disso, o custo de dieta influencia:</p>
<ul>
<li>O preço mínimo necessário do leite para que a atividade seja rentável;</li>
<li>O planejamento de uso de insumos;</li>
<li>A decisão sobre descarte ou realocação de vacas de baixa produção;</li>
<li>E o planejamento nutricional por fase de lactação.</li>
</ul>
<h3>Erros comuns</h3>
<p>Entre os equívocos mais comuns nas fazendas estão:</p>
<ul>
<li>Comprar ração pronta sem calcular custo-benefício;</li>
<li>Não acompanhar o consumo de matéria seca por vaca;</li>
<li>Ignorar o custo do volumoso (como se fosse “de graça”);</li>
<li>E ajustar a dieta apenas pelo preço dos ingredientes, sem avaliar impacto na produção.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-custo-producao-pecuaria-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-custo-producao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39662 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png" alt="Planilha custo de produção na pecuária leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O que compõe o custo de dieta das vacas leiteiras?</h2>
<p>Para calcular o custo de forma precisa, é essencial <strong>entender todos os componentes que entram na alimentação diária do rebanho</strong>.</p>
<h3>Principais itens</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40772" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-componentes-dieta-vacas.png" alt="Tabela com os principais itens que compõem a dieta de vacas" width="920" height="428" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-componentes-dieta-vacas.png 920w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-componentes-dieta-vacas-300x140.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-componentes-dieta-vacas-768x357.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-componentes-dieta-vacas-370x172.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-componentes-dieta-vacas-270x126.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-componentes-dieta-vacas-740x344.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-componentes-dieta-vacas-150x70.png 150w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /></p>
<p>Esses componentes variam conforme:</p>
<ul>
<li>Produtividade (alta, média ou baixa produção);</li>
<li>Fase de lactação;</li>
<li>Tipo de sistema (confinamento, semi ou a pasto);</li>
<li>E região de produção (custos logísticos e sazonais).</li>
</ul>
<h2>Passo a passo para calcular o custo de dieta de vacas leiteiras</h2>
<p>A seguir, um <strong>método simples e prático para calcular o custo da dieta</strong> na sua fazenda.</p>
<h3>Passo 1: Levante todos os ingredientes usados</h3>
<p>Liste todos os ingredientes oferecidos às vacas, incluindo volumosos e concentrados. Exemplo:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-silagem-de-milho/">Silagem de milho</a></strong>;</li>
<li>Capim picado;</li>
<li>Milho moído;</li>
<li>Farelo de soja;</li>
<li>Núcleo mineral.</li>
</ul>
<h3>Passo 2: Determine o valor por kg de cada ingrediente</h3>
<p>Para cada item, calcule o valor total dividido pela quantidade comprada ou produzida. Exemplo:</p>
<ul>
<li>Milho moído: R$ 2,00/kg;</li>
<li>Farelo de soja: R$ 3,50/kg;</li>
<li>Silagem de milho: R$ 0,20/kg (considerando todos os custos de produção).</li>
</ul>
<h3>Passo 3: Calcule o custo da mistura</h3>
<p>Multiplique o valor de cada ingrediente pela proporção usada na dieta.</p>
<p>Exemplo:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40773" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custo-mistura.png" alt="Tabela com exemplo de custo de mistura para dieta de vacas" width="898" height="348" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custo-mistura.png 898w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custo-mistura-300x116.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custo-mistura-768x298.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custo-mistura-370x143.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custo-mistura-270x105.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custo-mistura-740x287.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/12/tabela-custo-mistura-150x58.png 150w" sizes="auto, (max-width: 898px) 100vw, 898px" /></p>
<h3>Passo 4: Calcule o custo da dieta por litro de leite</h3>
<p>Se uma vaca consome 28,2 kg de dieta por dia e produz 30 litros de leite, o custo alimentar é:</p>
<p style="text-align: center;"><em>R$ 24,20 ÷ 30 litros = R$ 0,81 por litro de leite</em></p>
<p>Esse valor mostra quanto custa, apenas em alimentação, cada litro produzido.</p>
<h3>Passo 5: Compare e monitore</h3>
<p>Repita o cálculo para diferentes lotes (alta, média e baixa produção) e em diferentes épocas do ano.</p>
<p>A comparação permite:</p>
<ul>
<li>Detectar aumentos de custo;</li>
<li>Identificar gargalos na formulação;</li>
<li>E definir metas de eficiência alimentar.</li>
</ul>
<h2>Como interpretar os resultados do cálculo?</h2>
<p>Ter o custo calculado é apenas o começo. O próximo passo é analisar se o valor está adequado ao seu sistema.</p>
<h3>Quando o custo está alto demais?</h3>
<ul>
<li>Relação custo/litro de leite acima de 60% do preço recebido indica ineficiência;</li>
<li>Falta de balanceamento entre energia e proteína;</li>
<li>Uso de ingredientes caros sem retorno em produção;</li>
<li>Desperdício de volumoso no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/leitura-de-cocho-como-avaliar-e-ajustar-a-sobra-de-trato-em-vacas-em-lactacao/">cocho</a></strong>.</li>
</ul>
<h3>Como identificar gargalos?</h3>
<p>Pergunte-se:</p>
<ul>
<li>O consumo real confere com o planejado?</li>
<li>Há sobras no cocho?</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">A silagem tem boa qualidade</a></strong> nutricional?</li>
<li>Os preços de insumos são monitorados frequentemente?</li>
</ul>
<p>Um gargalo comum é o desperdício invisível, como sobras de ração que azedam, silagem mal compactada ou fornecimento desuniforme. Pequenas falhas de manejo podem aumentar o custo alimentar .</p>
<h2>Estratégias práticas para reduzir o custo da dieta sem perder produtividade</h2>
<p>Reduzir custos não significa cortar ingredientes, significa otimizar o uso de recursos.</p>
<h3>1. Substituição inteligente de ingredientes</h3>
<ul>
<li>Avalie alternativas locais, como farelo de algodão, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-na-nutricao-de-vacas-leiteiras/">DDG</a></strong>, polpa cítrica ou casquinha de soja.</li>
<li>Considere o custo por unidade de proteína ou energia, não apenas o preço por tonelada.</li>
</ul>
<h3>2. Melhore a conservação da silagem</h3>
<ul>
<li>Use aditivos corretos e controle de umidade no ponto ideal de colheita.</li>
<li>Compacte bem e vede adequadamente para evitar perdas de matéria seca.</li>
</ul>
<h3>3. Ajuste a dieta conforme a fase de lactação</h3>
<ul>
<li>Vacas no início da lactação precisam de mais energia; já no final, a dieta pode ser ajustada para manter produção com menor custo.</li>
</ul>
<h3>4. Avalie a eficiência alimentar</h3>
<ul>
<li>Use indicadores como a <strong>Receita Menos o Custo Alimentar (RMCA)</strong>.</li>
<li>Pequenas melhorias de conversão geram grandes impactos no custo final.</li>
</ul>
<h3>5. Controle o manejo de sobras</h3>
<ul>
<li>Ofereça a quantidade certa: sobras ideais entre 2 e 5% do total fornecido.</li>
<li>Meça diariamente o que sobra para ajustar o trato com precisão.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Saber quanto custa alimentar suas vacas é essencial para qualquer produtor que busca <strong>lucro e crescimento sustentável.</strong></p>
<p>O cálculo do custo de dieta permite entender onde se encontra os maiores gastos e como melhorar o retorno de cada litro produzido. Mais do que uma conta de planilha, é uma ferramenta de gestão técnica e econômica.</p>
<p>Controlar e otimizar a dieta das vacas é o primeiro passo para transformar números em resultados e o segundo é ter acompanhamento técnico constante.</p>
<h2>Transforme sua fazenda em um negócio rentável e sustentável</h2>
<p>Muitos produtores focam apenas em aumentar a produção, mas esquecem que o verdadeiro diferencial está na gestão.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-o-custo-de-dieta-de-vacas-leiteiras/">Como calcular o custo de dieta de vacas leiteiras e aumentar a lucratividade da fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Hipocalcemia subclínica em vacas leiteiras: um desafio silencioso no período de transição</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-subclinica-em-vacas-leiteiras-um-desafio-silencioso/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-subclinica-em-vacas-leiteiras-um-desafio-silencioso/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Dec 2025 13:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[hipocalcemia]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A hipocalcemia é uma das doenças metabólicas mais conhecidas da bovinocultura leiteira, com a forma clínica (a febre do leite) sendo reconhecida há séculos. No entanto, à medida que os programas de prevenção e manejo reduziram sua incidência, uma forma menos evidente, porém igualmente preocupante, ganhou espaço nas discussões científicas e clínicas: a hipocalcemia subclínica [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-subclinica-em-vacas-leiteiras-um-desafio-silencioso/">Hipocalcemia subclínica em vacas leiteiras: um desafio silencioso no período de transição</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>hipocalcemia</strong> é uma das doenças metabólicas mais conhecidas da bovinocultura leiteira, com a forma clínica (a febre do leite) sendo reconhecida há séculos. No entanto, à medida que os programas de prevenção e manejo reduziram sua incidência, <strong>uma forma menos evidente, porém igualmente preocupante</strong>, ganhou espaço nas discussões científicas e clínicas: a <strong>hipocalcemia subclínica (HSC)</strong>.</p>
<p>Essa condição, muitas vezes <strong>não diagnosticada no campo por ausência de sinais clínicos</strong>, pode comprometer silenciosamente o desempenho produtivo, reprodutivo e imunológico das vacas leiteiras, especialmente durante o delicado período de transição, entre o final da gestação e o início da lactação.</p>
<p>Estudos apontam que a HSC pode acometer <strong>até metade das vacas multíparas no início da lactação</strong>, e embora sua prevalência seja alta, ainda existem controvérsias importantes sobre sua definição, diagnóstico, impacto real e, principalmente, estratégias de tratamento.</p>
<p>Neste artigo, vamos explorar as diferenças entre a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-em-vacas-leiteiras/">hipocalcemia clínica</a></strong> e subclínica, os mecanismos fisiológicos envolvidos, os desafios diagnósticos relacionados aos pontos de corte de cálcio no sangue, os impactos produtivos e de saúde animal, as estratégias preventivas mais adotadas, além dos dilemas terapêuticos e as perspectivas futuras para o manejo eficaz dessa condição.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Hipocalcemia clínica vs subclínica: entenda as diferenças</h2>
<p>A hipocalcemia em vacas leiteiras pode se manifestar de duas formas distintas: clínica e subclínica.</p>
<p>A forma clínica, também conhecida como febre do leite, é caracterizada por sinais evidentes de disfunção neuromuscular, como tremores, decúbito, orelhas frias e, em casos graves, coma ou morte. <strong>Ela costuma ocorrer nas primeiras 24 a 48 horas após o parto</strong> e é amplamente reconhecida e tratada pelos médicos veterinários com administração intravenosa de cálcio (Oetzel, 1988; Kelton et al., 1998).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40467" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-1.jpg" alt="Vaca caída com hipocalcemia clínica" width="956" height="493" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-1.jpg 956w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-1-300x155.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-1-768x396.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-1-370x191.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-1-270x139.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-1-740x382.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-1-150x77.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 956px) 100vw, 956px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Foto de vaca caída com hipocalcemia clínica. Fonte: MF Leilões </span></p>
<p>Já a hipocalcemia subclínica (HSC) não apresenta sinais clínicos aparentes, embora esteja associada a concentrações séricas de cálcio total abaixo do ideal. O desafio é que, sem manifestações visíveis, essa condição frequentemente passa despercebida, exigindo exames laboratoriais para ser diagnosticada.</p>
<p>Ainda não há consenso sobre um valor exato de referência, mas pontos de corte entre <strong>2,0 e 2,2 mmol/L </strong>de cálcio total são frequentemente utilizados, com variações conforme o dia em lactação (Rodríguez et al., 2017; McArt &amp; Neves, 2020).</p>
<p>Do ponto de vista fisiológico, ambas as formas estão relacionadas à falha temporária da homeostase do cálcio diante da alta demanda no início da lactação.</p>
<p>Contudo, <strong>a resposta adaptativa da vaca à hipocalcemia subclínica pode variar amplamente,</strong> o que justifica a classificação proposta por McArt e Neves (2020), dividindo as vacas em: normocalcêmicas, hipocalcêmicas transitórias, hipocalcêmicas persistentes e hipocalcêmicas tardias. Essa diferenciação é essencial para compreender os impactos produtivos e de saúde associados a cada perfil.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40468" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-2.jpg" alt="Diferentes perfis de cálcio sérico" width="706" height="208" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-2.jpg 706w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-2-300x88.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-2-370x109.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-2-270x80.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-2-150x44.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 706px) 100vw, 706px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Esquema dos diferentes perfis de cálcio sérico no 1 a 4 DEL (DIM), em relação ao consumo (<em>intake</em>), doenças (<em>disease</em>), reprodução, produção de leite (<em>milk yield</em>). De modo que é classificado em normal e prejudicial. Fonte: McArt e Oetzel (2020)</span></p>
<p>Enquanto a hipocalcemia clínica possui um protocolo terapêutico bem estabelecido, a forma subclínica ainda é cercada de dúvidas quanto à necessidade e à eficácia do tratamento.</p>
<h2>Etiologia e fisiopatologia da hipocalcemia subclínica</h2>
<p>Com importante ação em muitos processos fisiológicos como coagulação sanguínea, condução nervosa, permeabilidade de membrana, contração muscular, processos enzimáticos, a concentração sanguínea do Ca é mantida pelos hormônios calcitriol, calcitonina e paratormônio (PTH).</p>
<p>Quando a sua demanda excede a sua oferta, instala-se o quadro de hipocalcemia, que pode se apresentar na forma clínica ou subclínica, de acordo ou não com a presença de sinais clínicos.</p>
<p>A homeostase do cálcio em vacas adultas é um processo dinâmico e essencial para a manutenção da saúde no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">período de transição</a></strong>. Em condições fisiológicas, a concentração de cálcio total no sangue é mantida dentro de uma faixa estreita, sendo que aproximadamente metade encontra-se na forma ionizada, enquanto o restante está ligado a proteínas (como a albumina) ou a ânions como fosfato, bicarbonato e citrato.</p>
<p>Durante o início da lactação, a vaca entra em um <strong>estado de demanda mineral acelerada</strong>, especialmente para a produção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/">colostro</a></strong> e leite, que possuem altas concentrações de cálcio. Nesse momento, os mecanismos regulatórios precisam agir rapidamente para repor o cálcio extracelular mobilizado.</p>
<p>A regulação do cálcio é realizada principalmente pelas <strong>glândulas paratireoides</strong>, que detectam a queda na concentração de cálcio ionizado por meio de receptores sensíveis localizados na superfície celular.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/fisiologia-e-manejo-no-periodo-de-transicao?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-periodo-transicao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39653 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao.png" alt="E-book Período de transição de vacas leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Em resposta, secretam o <strong>hormônio da paratireóide (PTH)</strong>, responsável por ativar mecanismos que restauram os níveis séricos de cálcio: <strong>aumento da reabsorção renal de cálcio, mobilização óssea e ativação da forma hormonal da vitamina D (1,25-dihidroxivitamina D₃)</strong>, que promove a absorção intestinal ativa do mineral.</p>
<p>Essas ações envolvem vias intracelulares complexas, mediadas por receptores acoplados à proteína G, que desencadeiam a produção de <strong>AMP cíclico (cAMP)</strong> — um segundo mensageiro fundamental para estimular respostas celulares nos ossos, rins e intestino.</p>
<p>Contudo, <strong>fatores como alcalose metabólica (gerada por dietas com alto DCAD) e hipomagnesemia</strong> podem comprometer a eficácia dessa resposta, ao reduzir a afinidade do PTH por seus receptores ou inibir enzimas-chave como a adenilato ciclase.</p>
<p>No osso, o cálcio encontra-se armazenado em duas formas: <strong>na matriz mineral (hidroxiapatita)</strong>, cuja mobilização depende da ação dos osteoclastos; e no <strong>fluido intersticial ao redor dos osteócitos</strong>, que pode ser mobilizado de forma mais rápida, em resposta aguda ao PTH. Já no intestino, a absorção do cálcio ocorre por dois mecanismos: transcelular ativo, dependente da ação da 1,25(OH)₂D e mediado por proteínas como TRPV-6, calbindina e Ca²⁺-ATPase; e paracelular passivo, que depende do gradiente de concentração de cálcio no lúmen intestinal.</p>
<p>Além disso, dietas desequilibradas ou excessivamente alcalinas no pré-parto podem dificultar a mobilização óssea e a ativação renal da vitamina D, tornando a vaca menos responsiva ao desafio metabólico do puerpério. Assim, compreender os mecanismos fisiológicos que regulam o cálcio é fundamental para prevenir a hipocalcemia e suas consequências indiretas sobre o desempenho reprodutivo, produtivo e imunológico.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-hipocalcemia-subclinica&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Desafios no diagnóstico e a controvérsia dos pontos de corte</h2>
<p>O diagnóstico da hipocalcemia subclínica (HSC) representa um dos maiores desafios para médicos-veterinários e pesquisadores.</p>
<p>Ao contrário da forma clínica, que se manifesta com sinais evidentes, <strong>a HSC exige a mensuração de cálcio sérico</strong>. Os métodos mais exatos exigem o uso de <strong>equipamentos com eletrodos seletivos de íons</strong>, como os analisadores de gases sanguíneos, que possuem custo elevado, necessidade de calibração frequente e operam sob faixa restrita de temperatura.</p>
<p>Embora existam fórmulas alternativas que estimam a concentração de cálcio com base em valores de proteína total, albumina e cálcio total, esses cálculos também demandam coletas cuidadosas e processamento imediato da amostra, preferencialmente com <strong>seringas balanceadas com heparina</strong>, que também elevam os custos.</p>
<p>Diante dessas dificuldades técnicas e econômicas, a <strong>mensuração do cálcio total</strong>, usado na maioria dos estudos como referência, é mais acessível, uma vez que permite coleta simples, uso de tubos sem anticoagulante e armazenamento refrigerado por até 14 dias sem alteração significativa da concentração final. Mas pode ser influenciado por alterações no pH, proteína plasmática e outros fatores (Goff et al., 2000). Mesmo com instrumentos portáteis como o i-STAT, o custo elevado por análise ainda inviabiliza seu uso em larga escala em muitas propriedades.</p>
<p>Um dos principais pontos de controvérsia diz respeito à <strong>definição dos pontos de corte para concentração de cálcio total no sangue</strong>. Diversos estudos propõem valores diferentes, geralmente variando entre 2,0 a 2,2 mmol/L, a depender do dia de lactação, da paridade e do desfecho clínico associado (Rodríguez et al., 2017; McArt &amp; Neves, 2020).</p>
<p>Já em outros estudos, considera que <strong>o cálcio total em vacas com HSC pode variar de 7,5 a 9,4 mg/dL</strong>, mas muitos autores têm adotado a concentração de <strong>8,5 mg/dL como valor crítico</strong>, com base em evidências que relacionam níveis abaixo desse limiar à redução da atividade dos neutrófilos e maior risco para doenças no pós-parto.</p>
<p>Considerando esse ponto de corte, estima-se que mais de 80% das vacas leiteiras possam desenvolver HSC nos primeiros dias de lactação, com prevalência particularmente elevada em vacas multíparas. Essa ausência de um limiar único e universal compromete a comparabilidade entre estudos e dificulta a padronização de estratégias diagnósticas nos rebanhos.</p>
<p>Além da concentração, a duração da hipocalcemia parece ser mais relevante do que o valor isolado em si. Estudos demonstram que vacas com hipocalcemia persistente nos dias 1 a 4 pós-parto apresentam maior risco de doenças como deslocamento de abomaso, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong>, metrite e menor probabilidade de prenhez ao primeiro serviço, quando comparadas a vacas normocalcêmicas (Caixeta et al., 2017).</p>
<p>O conceito de dinâmica do cálcio, proposto por McArt e Neves (2020), representa um avanço importante ao sugerir a avaliação do padrão de variação do cálcio sanguíneo nos primeiros dias de lactação. Com base nisso, as vacas podem ser classificadas como:</p>
<ul>
<li><strong>Normocalcêmicas</strong> (níveis adequados em 1 e 4 DIM);</li>
<li><strong>Hipocalcêmicas transitórias</strong> (baixa no dia 1, recuperação no dia 4);</li>
<li><strong>Hipocalcêmicas persistentes</strong> (baixa nos dois momentos);</li>
<li><strong>Hipocalcêmicas tardias</strong> (normais no dia 1, queda no dia 4).</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40469" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-3.jpg" alt="Esquema com diferentes concentrações de cálcio" width="720" height="211" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-3.jpg 720w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-3-300x88.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-3-370x108.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-3-270x79.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-3-150x44.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Esquema das diferentes concentrações de cálcio entre 1 a 4 DEL (DIM em inglês), que classificam o perfil de grupos. Fonte: McArt e Oetzel (2020)</span></p>
<p>Essa classificação permite uma abordagem mais personalizada, já que <strong>a mesma concentração de cálcio pode ter significados clínicos distintos</strong> dependendo do momento da coleta e do perfil fisiológico da vaca.</p>
<p>Portanto, o diagnóstico da hipocalcemia subclínica exige cautela, interpretação multifatorial e senso clínico, além de uma compreensão clara das limitações dos métodos disponíveis. O uso estratégico de testes laboratoriais em dias-chave da lactação, como o 4º dia pós-parto (4 DIM), associado à avaliação da dinâmica individual ou do rebanho, pode trazer mais precisão às decisões clínicas.</p>
<h2>Impacto da hipocalcemia subclínica na saúde da vaca leiteira</h2>
<p>Embora amplamente estudada, <strong>a hipocalcemia subclínica (HSC) ainda apresenta lacunas quanto à sua real contribuição para os distúrbios do pós-parto</strong>, especialmente considerando sua alta prevalência nos rebanhos leiteiros, que pode atingir metade ou mais das vacas.</p>
<p>Ao contrário da forma clínica, cujos efeitos sobre a saúde são mais evidentes e diretos, os impactos da HSC tendem a ser mais sutis, porém cumulativos, afetando tanto a performance produtiva quanto o equilíbrio imunológico e reprodutivo.</p>
<p>Independentemente da forma, a hipocalcemia representa uma <strong>condição de alto custo para a pecuária leiteira</strong>, inclusive pela hipótese de aumento do risco para outras enfermidades do período de transição. Estimativas apontam que um único caso de hipocalcemia pode gerar perdas econômicas significativas, considerando gastos com tratamento, descarte e queda no desempenho produtivo.</p>
<p>A nível fisiológico, a deficiência de cálcio impacta diretamente a função imune da vaca. Neutrófilos e células mononucleares, fundamentais para a defesa contra infecções no puerpério, dependem de concentrações adequadas de cálcio intracelular para ativação, migração tecidual, quimiotaxia e fagocitose.</p>
<p>Quando há hipocalcemia, observa-se uma <strong>redução do cálcio ionizado dentro dessas células</strong>, comprometendo sua ação e tornando a vaca mais suscetível a processos inflamatórios e infecciosos, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/">retenção de placenta</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/">metrite</a></strong> e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>.</p>
<p>Além disso, a hipocalcemia interfere na contratilidade da <strong>musculatura lisa</strong>, o que explica sua associação com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-do-deslocamento-de-abomaso/">deslocamento de abomaso (DA)</a></strong> e redução da motilidade gastrointestinal. A diminuição do tônus abomasal favorece o acúmulo de gás e predispõe à torção, principalmente em vacas de alta produção. De forma semelhante, o comprometimento da contratilidade uterina dificulta a expulsão da placenta e a involução pós-parto, agravando o risco de doenças uterinas.</p>
<p>Outros fatores agravantes no período de transição, como o <strong>balanço energético negativo (BEN)</strong>, o aumento de ácidos graxos não esterificados (AGNE) e do β-hidroxibutirato (BHB), bem como o estresse oxidativo e social, também interferem na resposta imune e intensificam os efeitos da hipocalcemia sobre a saúde da vaca.</p>
<p>Há também indícios de que a hipocalcemia subclínica possa aumentar a suscetibilidade à mastite, especialmente no pós-parto. Embora a relação causal ainda não seja completamente elucidada, acredita-se que a redução na função dos neutrófilos comprometa a capacidade de resposta imunológica intramamária. Isso torna a glândula mamária mais vulnerável à invasão bacteriana nessa fase.</p>
<p>Dessa forma, a hipocalcemia subclínica deve ser reconhecida não apenas como uma condição metabólica isolada, mas como um importante fator de risco para múltiplas doenças do pós-parto, exigindo atenção especial no monitoramento e manejo das vacas em transição.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40470" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-4.jpg" alt="Esquema da cascata de cálcio" width="771" height="390" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-4.jpg 771w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-4-300x152.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-4-768x388.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-4-370x187.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-4-270x137.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-4-740x374.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-4-150x76.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 771px) 100vw, 771px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Esquema da cascata de cálcio em neutrófilos e suas diferentes funções. Fonte: Immler, Simon e Sperandio (2021)</span></p>
<h2>Manejo preventivo e estratégias nutricionais</h2>
<p>As estratégias preventivas para hipocalcemia em vacas leiteiras têm sido tradicionalmente direcionadas à forma clínica da doença, como o uso de dietas aniônicas no pré-parto e o monitoramento do pH urinário, que visam melhorar a resposta ao hormônio da paratireoide e reduzir o risco de quedas agudas no cálcio sérico.</p>
<p>Embora focadas na hipocalcemia clínica, <strong>essas abordagens também podem contribuir indiretamente na prevenção da forma subclínica</strong>, ao promover uma adaptação metabólica mais eficiente.</p>
<p>No entanto, um fator particularmente relevante para a hipocalcemia subclínica é a <strong>disponibilidade adequada de magnésio na dieta pré-parto</strong>, uma vez que o magnésio é essencial para a secreção e ação do PTH. Sua deficiência pode limitar a mobilização de cálcio, mesmo quando os demais componentes da dieta estão bem ajustados (Goff et al., 2000).</p>
<p>A <strong>suplementação de cálcio no pós-parto</strong>, seja por via oral ou injetável, tem sido amplamente utilizada como ferramenta preventiva, especialmente em vacas multíparas ou de alto risco. No entanto, os resultados são inconsistentes quando essa suplementação é aplicada de forma indiscriminada, especialmente no contexto da hipocalcemia subclínica.</p>
<p>Alguns estudos sugerem que, em vacas com boa capacidade de regulação mineral, a suplementação pode interferir na homeorrese natural, sem benefícios claros ou sustentáveis (Neves et al., 2018b).</p>
<p>Outro ponto crítico para a prevenção da HSC é a <strong>manutenção de um ambiente favorável à ingestão de matéria seca (IMS)</strong> no pré e pós-parto. O acesso contínuo ao alimento, conforto térmico e espaço adequado no cocho contribuem para a estabilidade do metabolismo, reduzindo os efeitos do balanço energético negativo (BEN) — uma condição frequentemente associada à hipocalcemia subclínica por comprometer a ingestão e a absorção de cálcio.</p>
<p>Portanto, a prevenção da HSC não depende apenas de protocolos específicos de suplementação, mas de uma visão integrada do manejo nutricional, ambiental e metabólico durante o período de transição.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40471" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-5.jpg" alt="Vacas leiteiras no cocho" width="455" height="291" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-5.jpg 455w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-5-300x192.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-5-370x237.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-5-270x173.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/hipocalcemia-subclinica-5-150x96.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 455px) 100vw, 455px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Foto de vacas leiteiras no cocho. Fonte: acervo Rehagro</span></p>
<h2>Lacunas de conhecimento e perspectivas futuras</h2>
<p>Apesar dos avanços no entendimento da hipocalcemia subclínica (HSC), persistem lacunas importantes que dificultam sua aplicação prática no campo. Entre elas, destaca-se a ausência de um ponto de corte universalmente aceito para definir a condição, o que gera variações entre estudos e compromete a padronização diagnóstica.</p>
<p>Além disso, evidencia-se que <strong>a duração da hipocalcemia, mais do que o valor absoluto do cálcio, tem sido associada aos desfechos clínicos mais relevantes</strong>.</p>
<p>Outro entrave prático é a <strong>dificuldade de mensuração do cálcio ionizado</strong>, considerado a fração biologicamente ativa, mas cujo acesso na rotina de campo é limitado por questões logísticas e econômicas. Na prática, o diagnóstico segue baseado na concentração de cálcio total, o que pode gerar interpretações imprecisas, principalmente quando desconsidera fatores como pH, ingestão de matéria seca e estado inflamatório.</p>
<p>A ausência de protocolos terapêuticos validados para a HSC, somada à complexidade multifatorial da condição, exige que futuras pesquisas se concentrem em <strong>modelos preditivos mais integrativos</strong>, que considerem dinâmica do cálcio, inflamação, metabolismo energético e resposta imune.</p>
<p>Avançar na compreensão desses fatores será essencial para desenvolver estratégias de monitoramento mais sensíveis e intervenções mais eficazes, adaptadas à realidade dos sistemas de produção</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A hipocalcemia subclínica <strong>representa um desafio silencioso, porém significativo, na sanidade e no desempenho de vacas leiteiras no período de transição</strong>. Diferente da forma clínica, sua ausência de sinais visíveis dificulta a detecção precoce e exige uma abordagem baseada em dados laboratoriais e contexto fisiológico.</p>
<p>Embora seja comum entre vacas multíparas,<strong> a HSC não pode ser interpretada de forma uniforme</strong>. Estudos mostram que a duração e o momento da deficiência de cálcio são mais relevantes do que o valor absoluto em si, exigindo atenção especial a casos persistentes e tardios, frequentemente associados a prejuízos produtivos, reprodutivos e imunológicos.</p>
<p>Até que a ciência avance em soluções mais precisas, o caminho mais seguro está em promover uma <strong>transição metabólica equilibrada, com foco na prevenção</strong>: manejo nutricional adequado, suporte ao consumo de matéria seca, atenção ao magnésio na dieta e uso criterioso de suplementação de cálcio.</p>
<p>Cabe ao médico-veterinário, com base em evidências e bom senso clínico, identificar os animais de maior risco e ajustar as estratégias conforme as necessidades do rebanho. A vigilância contínua e a interpretação cuidadosa dos dados são fundamentais para minimizar os impactos da HSC e garantir maior saúde, eficiência produtiva e longevidade às vacas leiteiras.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">IMMLER, R.; SIMON, S. I.; SPERANDIO, M. Calcium signaling and related ion channels in neutrophil recruitment and function. <i>European Journal of Clinical Investigation</i>, v. 51, n. 5, 2021. DOI: 10.1111/eci.12964 </span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">GOFF, J. P. Calcium and magnesium disorders. <i>Veterinary Clinics of North America: Food Animal Practice</i>, v. 24, n. 1, p. 75–106, 2008. DOI: 10.1016/j.cvfa.2014.04.003 </span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">McART, J. A. A.; OETZEL, G. R. Considerations in the diagnosis and treatment of early lactation calcium disturbances. <i>Veterinary Clinics of North America: Food Animal Practice</i>, [S.l.], v. 36, n. 2, p. 447–462, 2020. DOI: 10.106/j.cvfa.2023.02.009 </span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PATELLI, T. H. C.; SANTOS, L. G. C.; RAMELLA, K. D. C. L. Hipocalcemia subclínica em bovinos leiteiros e sua relação com as doenças no pós-parto. <i>Revista Brasileira de Medicina Veterinária</i>, v. 43, n. 1, p. 1–9, 2021. </span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Sêmen sexado na pecuária leiteira: a solução para a recria?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/semen-sexado-na-pecuaria-leiteira-a-solucao-para-a-recria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2025 13:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[evolução do rebanho]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A intensificação da pecuária leiteira exige a adoção de técnicas voltadas à maximização da produção. Entre essas estratégias, o uso de sêmen sexado se destaca como uma biotecnologia que favorece produtores interessados em aumentar o número de fêmeas no rebanho. Essa prática, inicialmente, contribui para a ampliação do número de bezerras e, consequentemente, da recria [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A intensificação da pecuária leiteira exige a adoção de técnicas voltadas à maximização da produção. Entre essas estratégias, o <strong>uso de sêmen sexado</strong> se destaca como uma biotecnologia que favorece produtores interessados em aumentar o número de fêmeas no rebanho.</p>
<p>Essa prática, inicialmente, contribui para a <strong>ampliação do número de bezerras</strong> e, consequentemente, da recria nas propriedades. No entanto, fatores como o alto custo e a menor taxa de fertilidade associada ao uso do sêmen sexado devem ser cuidadosamente avaliados antes de sua implementação.</p>
<p>Por isso, é fundamental entender os objetivos do produtor e analisar se o sistema produtivo está preparado para viabilizar este investimento com segurança.</p>
<p>Neste texto, vamos explorar os principais aspectos dessa tecnologia: como funciona, quando deve ser utilizada, seus impactos na fertilidade, os custos envolvidos e sua viabilidade prática nas fazendas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Por que utilizar o sêmen sexado?</h2>
<p>O <strong>uso de sêmen sexado</strong> oferece vantagens estratégicas importantes para os sistemas de produção de leite, principalmente por possibilitar uma taxa de até <strong>90% de nascimento de fêmeas</strong>. Esse aumento contribui diretamente para a reposição e expansão da recria, garantindo o equilíbrio das categorias do rebanho e permitindo uma seleção genética mais criteriosa.</p>
<p>Além disso, a predominância de fêmeas reduz a incidência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parto-distocico-em-bovinos/">partos distócicos</a></strong>, já que os bezerros machos, geralmente mais pesados ao nascer, estão mais associados a complicações, especialmente em vacas primíparas.</p>
<p>Com isso, há um <strong>impacto positivo no bem-estar animal</strong>, favorecendo a recuperação no pós-parto, a retomada mais rápida da produção e a melhoria da performance reprodutiva das vacas.</p>
<p>Apesar das vantagens, <strong>o sêmen sexado apresenta um custo mais elevado e uma fertilidade inferior ao convencional</strong>. Isso pode ser um fator limitante em algumas situações, mas a longo prazo, os benefícios econômicos da utilização de sêmen sexado, especialmente em sistemas de produção leiteira, podem compensar o investimento inicial maior.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-evolucao-anual-rebanho-leiteiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-evolucao-rebanho&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39664 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-evolucao-anual.png" alt="Planilha evolução anual do rebanho leiteiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-evolucao-anual.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-evolucao-anual-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-evolucao-anual-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-evolucao-anual-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-evolucao-anual-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-evolucao-anual-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-evolucao-anual-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como é produzido o sêmen sexado?</h2>
<p>O método mais utilizado, atualmente, é por <strong>citometria de fluxo</strong>. A técnica se baseia na diferença de conteúdo de DNA dos cromossomos, onde o cromossomo bovino X contém cerca de 3,8% a mais de DNA do que o cromossomo Y.</p>
<p>Dessa maneira os espermatozoides são submetidos a um corante fluorescente que se liga ao DNA. Devido a diferença na quantidade de DNA, os espermatozoides que apresentam o cromossomo X, apresentam brilho mais intenso que os espermatozoides que carregam o cromossomo Y.</p>
<p>Por fim, os espermatozoides passam em uma fila única, que contém um campo elétrico, que vai separar e os direcionar para um tubo de coleta, a partir das diferenças de carga elétricas, positivas ou negativas.</p>
<p>Com o uso da citometria de fluxo é possível separar os dois cromossomos com precisão. Em um sistema de produção onde se priorizam as fêmeas para produção de leite, é desejável que o sêmen apresente mais cromossomos X, já que as fêmeas apresentam um par de cromossomos XX.</p>
<p>Atualmente, a técnica alcança <strong>pureza de 95% na separação dos espermatozoides</strong>, e precisa de um mínimo de 85% de pureza. Em relação a concentração, o sêmen sexado apresenta (2 x 10⁶ espermatozoides por dose), enquanto o convencional apresenta (15 x 10⁶ espermatozoides por dose).</p>
<p>Outros métodos, como a divisão a laser do espermatozoide foram relatados recentemente, todavia a citometria de fluxo ainda é a mais difundida.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40350" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-1.jpg" alt="Processo de sexagem espermática" width="234" height="658" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-1.jpg 234w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-1-107x300.jpg 107w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-1-150x422.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 234px) 100vw, 234px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Ilustração do processo de sexagem espermática. Fonte: adaptado de Ferreira Et al.</span></p>
<h2>Fertilidade do sêmen sexado</h2>
<p>O processo de sexagem, baseado na <strong>separação dos espermatozoides por citometria de fluxo</strong>, pode comprometer a viabilidade do sêmen devido à <strong>indução precoce de capacitação</strong>, alterações na membrana plasmática e reação acrossômica antecipada.</p>
<p>Além disso, etapas como coloração, centrifugação, exposição a laser e manipulação sob pressão contribuem para uma menor motilidade espermática e redução da longevidade celular.</p>
<p>Outro fator que influencia a eficiência do sêmen sexado é a menor concentração de espermatozoides por dose, reflexo das perdas durante o processamento. No entanto, é importante destacar que a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong> não depende exclusivamente do sêmen, mas também de variáveis como qualidade do manejo reprodutivo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal</a></strong>, sanidade, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong> e fertilidade da fêmea.</p>
<p>Quando utilizados em <strong>sistemas bem conduzidos</strong>, os índices de concepção com sêmen sexado podem se aproximar daqueles obtidos com sêmen convencional.</p>
<p>Com o avanço da tecnologia e a ampliação do seu uso comercial, espera-se que a eficiência reprodutiva do sêmen sexado continue evoluindo, tornando-se cada vez mais próxima da convencional em termos de desempenho reprodutivo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40351" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-2.jpg" alt="Comparativo taxa de concepção entre vacas e novilhas " width="952" height="250" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-2.jpg 952w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-2-300x79.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-2-768x202.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-2-370x97.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-2-270x71.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-2-740x194.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/semen-sexado-2-150x39.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 952px) 100vw, 952px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;"> Comparativo acerca da taxa de concepção entre vacas e novilhas inseminadas com sêmen convencional ou sexado. (Fonte: Adaptado de Khalajzadeh Et al.)</span></p>
<h2>Quais os custos do sêmen sexado?</h2>
<p>Devido ao processo de produção do sêmen sexado e seus benefícios, o <strong>seu custo é relativamente superior se comparado ao convencional</strong>. Necessitando de planejamento no seu uso, como forma de compensar o seu valor agregado.</p>
<p>Estudos mostram que o sêmen sexado apresenta um <strong>valor 60% maior se comparado ao sêmen convencional</strong>. Então se uma dose de sêmen convencional custa R$100,00, a dose do sexado custará R$160,00.</p>
<p>É importante frisar, a grande variação do mercado de sêmen, em que o valor do produto se altera diariamente. Porém a proporção entre os valores do convencional e o sexado tendem a se manter.</p>
<h2>Como utilizar o sêmen sexado da melhor forma?</h2>
<p>Como citado anteriormente, <strong>o sêmen sexado apresenta taxas de concepção inferiores se comparado ao convencional</strong>. O que leva a necessidade de um manejo criterioso e a escolha de fêmeas ideais para seu uso.</p>
<p>Em vista disso, compreende-se que o <strong>uso de sêmen sexado em novilhas</strong> tende a apresentar melhores resultados de concepção, já que é uma categoria que apresenta melhor fertilidade.</p>
<p>As multíparas também podem receber o sêmen sexado, mas é necessário maior critério, como histórico reprodutivo do animal, enfermidades pós-parto, nutrição e estresse térmico, pois são pontos importantes que afetam a fertilidade do animal, considerando que essa categoria apresenta fertilidade inferior as nulíparas.</p>
<p>Independente da paridade do animal, <strong>é importante selecionar aqueles que são geneticamente superiores</strong>. Proporcionando maior ganho genético na progênie.</p>
<p>Por fim, o manejo é de extrema importância, já que afeta diretamente a fertilidade dos animais. Promover conforto, saúde e alimentação de qualidade vai potencializar o uso de sêmen sexado na propriedade.</p>
<h2>Quando utilizar o sêmen sexado na minha propriedade?</h2>
<p>A utilização do sêmen sexado deve ser pensada com cautela, buscando <strong>entender a atual situação da fazenda e seu planejamento de rebanho</strong>.</p>
<p>Por se tratar de um custo mais elevado que o sêmen convencional, recomenda-se a sua implementação em propriedades que apresentem indicadores reprodutivos positivos. Pois, dessa maneira a fertilidade será maior, promovendo um retorno financeiro superior.</p>
<p>Outro ponto importante é a <strong>estrutura da fazenda</strong>, já que haverá um maior nascimento de fêmeas. É necessário entender se o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bezerreiro-como-devem-ser-as-instalacoes-para-bezerras-leiteiras/">bezerreiro</a></strong> atenderá ao número de animais e proporcionará saúde aos mesmos, pois não adianta promover um maior nascimento de fêmeas, se posteriormente houver mortalidade ou grande incidência de doenças.</p>
<p>Por fim, é crucial um planejamento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/">evolução do rebanho</a></strong>, buscando entender qual intensidade necessária do uso de sêmen sexado dentro de cada realidade.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Em resumo, o sêmen sexado apresenta diversas vantagens em relação ao sêmen convencional no sistema de produção leiteira. Intensificando o melhoramento genético do rebanho, acelerando o crescimento da recria, consequentemente aumentando a produção de leite.</p>
<p>Apesar do custo mais elevado e uma fertilidade menor, com o avanço dos estudos e maior adesão da ferramenta, haverá valores mais acessíveis e taxas de concepção parecidas ao sêmen convencional.</p>
<p>Além de que, se realizado o manejo e seleção de fêmeas adequado, <strong>o sêmen sexado potencializa consideravelmente o crescimento do rebanho</strong>.</p>
<h2>Transforme sua forma de produzir leite com conhecimento aplicado</h2>
<p>Produzir mais e melhor não depende apenas de investir em tecnologia ou aumentar a estrutura da fazenda. O verdadeiro diferencial está em dominar os números e saber tomar decisões estratégicas que impactam diretamente na produtividade e no lucro.</p>
<p>A <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-semen-sexado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro foi criada para te mostrar, passo a passo, como aplicar técnicas modernas de gestão e produção que já transformaram a realidade de centenas de produtores e consultores em todo o Brasil.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Autor: Luiz Eduardo de Melo Silveira &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">CABRAL, Leonardo Alves Rodrigues et al. TÉCNICAS DE SEXAGEM ESPERMÁTICA E SUA IMPORTÂNCIA NA PRODUÇÃO ANIMAL. Ciência Animal, v. 33, n. 2, p. 118 a 130-118 a 130, 2023.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">OIKAWA, Kohei et al. Effects of use of conventional and sexed semen on the conception rate in heifers: A comparison study. Theriogenology, v. 135, p. 33-37, 2019.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Sêmen sexado é viável utilizar? Educapoint, 2019. Disponível em: https://www.educapoint.com.br/v2/blog/pecuaria-leite/semen-sexado-e-viavel-utilizar/.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">WELLMANN, Robin et al. Economic benefits of herd genotyping and using sexed semen for pure and beef-on-dairy breeding in dairy herds. Journal of Dairy Science, v. 107, n. 5, p. 2983-2998, 2024.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;"><span style="font-weight: 400;">Oportunidades</span> <span style="font-weight: 400;">e</span> <span style="font-weight: 400;">desafios</span> <span style="font-weight: 400;">do</span> <span style="font-weight: 400;">sêmen</span> <span style="font-weight: 400;">sexado. Milkpoint,</span> <span style="font-weight: 400;">2010.</span> <span style="font-weight: 400;">Disponível</span> <span style="font-weight: 400;">em: https://www.milkpoint.com.br/colunas/jose-luiz-moraes-vasconcelos-ricarda-santos/oportu nidades-e-desafios-do-semen-sexado-parte-2-62201/. </span></span></li>
<li><span style="font-weight: 400; font-size: 14px;">HOLDEN, S. A.; BUTLER, S. T. Review: Applications and benefits of sexed semen in dairy and beef herds. Animal 12 (Suppl. 1): s97–s103. 2018.</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/semen-sexado-na-pecuaria-leiteira-a-solucao-para-a-recria/">Sêmen sexado na pecuária leiteira: a solução para a recria?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Aplicação de ocitocina de forma exógena na ordenha: por que não provoca aborto em vacas prenhes?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ocitocina-exogena-na-ordenha-vacas-gestantes-nao-abortam/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/ocitocina-exogena-na-ordenha-vacas-gestantes-nao-abortam/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 13:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[parto]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[período de transição]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=40071</guid>

					<description><![CDATA[<p>A ocitocina é frequentemente utilizada de forma exógena na rotina de ordenha para estimular a descida do leite. Esse hormônio, no entanto, também desempenha um papel fundamental no momento do parto, promovendo a contração uterina. Surge então uma dúvida comum: por que a aplicação de ocitocina durante a lactação não provoca aborto nas vacas? &#160; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>ocitocina</strong> é frequentemente utilizada de forma exógena na rotina de ordenha para <strong>estimular a descida do leite</strong>. Esse hormônio, no entanto, também desempenha um papel fundamental no momento do parto, promovendo a contração uterina.</p>
<p>Surge então uma dúvida comum: por que a aplicação de ocitocina durante a lactação não provoca aborto nas vacas?</p>
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<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Fisiologia do momento do parto</h2>
<p>Durante o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">período de transição</a></strong>, as vacas passam por<strong> intensas adaptações metabólicas e hormonais</strong> que envolvem o útero gravídico e a glândula mamária. Essas mudanças se iniciam ainda na gestação e se estendem até o pós-parto imediato.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40073" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/hormonios-parto.png" alt="Gráfico mostrando a concentração sérica dos hormônios ao longo dos dias em relação ao parto" width="642" height="399" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/hormonios-parto.png 642w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/hormonios-parto-300x186.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/hormonios-parto-370x230.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/hormonios-parto-270x168.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/hormonios-parto-640x399.png 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/hormonios-parto-150x93.png 150w" sizes="auto, (max-width: 642px) 100vw, 642px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Concentração sérica dos hormônios ao longo dos dias em relação ao parto. Fonte: BELL, 1995.</span></p>
<ul>
<li><strong>Glicocorticóides (cortisol)</strong>: se mantém em níveis basais durante a gestação. Em torno de <strong>2 – 3 dias antes do parto</strong>, os níveis desse hormônio começam a <strong>subir</strong> e alcançam seu pico no dia do parto.</li>
<li><strong>GH</strong>: se mantém em níveis relativamente basais de forma geral e aumenta gradualmente no final da gestação, devido ao desenvolvimento da glândula mamária e se mantém elevado após o parto.</li>
<li><strong>Prolactina</strong>: o pico de prolactina ocorre pré-parto, e no dia do parto da vaca suas concentrações começam a cair de forma pouco significativa. A <strong>queda</strong> mais expressiva ocorre em torno de <strong>2 a 3 dias antes do parto</strong>, e após a progesterona se manterá nos níveis mínimos.</li>
<li><strong>Progesterona</strong>: a progesterona se mantém alta por todo o período gestacional da vaca. Começa a ocorrer uma <strong>queda mais significativa entre 2 a 3 dias antes do parto</strong>. Após esse período ela se mantém em níveis basais.</li>
<li><strong>Estrógeno</strong>: o estrógeno se mantém em níveis basais durante toda a gestação, no momento em que a progesterona começa a cair em torno de 2 a 3 dias antes do parto as concentrações de estrógeno começam a aumentar significativamente.</li>
</ul>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/fisiologia-e-manejo-no-periodo-de-transicao?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-periodo-transicao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39653 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao.png" alt="E-book Período de transição de vacas leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Liberação da ocitocina no parto</h2>
<p>Durante o parto, a ocitocina é essencial para <strong>intensificar as contrações uterinas</strong> nos últimos estágios do parto.</p>
<p>Ela é liberada pela hipófise quando o bezerro entra no canal do parto, estimulando a compressão da cérvix — um mecanismo conhecido como <strong>reflexo de Ferguson</strong>. Esse reflexo desencadeia contrações miometriais e musculares abdominais mais fortes, facilitando a distensão da vagina e cérvix a expulsão do feto.</p>
<h2>Ocitocina x gestação</h2>
<p>Diferentemente de outras espécies, as vacas apresentam uma alteração significativa na <strong>concentração de receptores uterinos de ocitocina</strong> durante a gestação e parto, o que sugere que existe um papel desse hormônio no mecanismo de parto das vacas. (FUCHS, 1992)</p>
<p>No entanto, durante o período gestacional o útero gravídico está sob efeito da progesterona. Estudos demonstraram que níveis baixos de receptores de ocitocina estão associados à maior concentração plasmática de progesterona (JENNER et al., 1991), o que resulta em bloqueio da expressão e ativação dos receptores endometriais de ocitocina.</p>
<p>A ação da progesterona durante a gestação impede a motilidade do miométrio, então mesmo que exista níveis séricos de ocitocina além do fisiológico não será suficiente para levar uma vaca ao aborto, pois não haverá receptores no endométrio para realizar a ligação com a ocitocina circulante.</p>
<p>Os canais de ocitocina começam a ser liberados gradualmente ao final da gestação, momento em que os níveis de progesterona começam a cair e os de estrógeno aumentam. A concentração de receptores de ocitocina apresenta os níveis mais altos algumas semanas antes do parto, promovendo então as contrações miometriais mais intensas e com intervalos mais curtos que são associados às contrações abdominais que iniciam na fase de expulsão do feto e anexos fetais.</p>
<h3>Então se o uso exógeno não interfere na gestação, quais são os desafios associados ao seu uso?</h3>
<p>A aplicação exógena de ocitocina está associada a <strong>corrigir a ejeção incompleta do leite</strong>, devido a sua rápida ação e atuação na glândula mamária.</p>
<p>No entanto, existem problemas associados à transmissão de doenças infecciosas que podem estar associadas à prática da aplicação da ocitocina, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tripanossomose/">tripanossomíase bovina</a></strong>. E consequentemente, o desenvolvimento desses quadros de doenças infecciosas podem levar as vacas ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aborto-em-vacas-leiteiras/">aborto</a></strong>.</p>
<p>Supondo que ocorra aplicação de duas injeções diárias em uma vaca em lactação por 300 dias, esse animal terá tido 600 agulhadas dentro do período para ejeção do leite. O que aumenta as chances do animal desenvolver flebites por contaminação e os riscos de ocorrência de surto na propriedade.</p>
<p>Trata-se de uma questão de saúde pública importante, sendo importante <strong>evitar o compartilhamento de agulhas entre os animais</strong> e, utilizar desinfetantes, como CB30 para deixar as agulhas de “molho”.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Mais do que compreender o papel isolado da ocitocina, <strong>é essencial reconhecer como o equilíbrio hormonal da vaca durante a gestação e lactação reflete a complexidade da biologia reprodutiva bovina</strong>.</p>
<p>A segurança do uso exógeno da ocitocina na ordenha não está apenas na ausência de receptores uterinos ativos, mas na harmonia do sistema endócrino que regula, com precisão, cada fase da vida produtiva do animal.</p>
<p>Esse entendimento reforça a importância de decisões técnicas baseadas em ciência, e não em mitos ou percepções equivocadas do campo. O desafio, portanto, não é evitar o uso da ocitocina por medo do aborto, mas <strong>utilizá-la de forma responsável, dentro de protocolos seguros e com manejo sanitário adequado</strong>, garantindo que a intervenção realmente cumpra seu propósito: favorecer o bem-estar, a eficiência e a produtividade das vacas leiteiras.</p>
<h2>Da rotina diária ao planejamento estratégico: aprenda a gerir de verdade.</h2>
<p>A gestão de uma fazenda de leite vai muito além de alimentar vacas e ordenhar. É preciso entender números, planejar a longo prazo e tomar decisões certeiras que assegurem eficiência e rentabilidade. O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-ocitocina-exogena&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> foi desenvolvido para ensinar, na prática, como transformar dados em resultados reais.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-ocitocina-exogena&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39127 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="1361" height="469" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso.jpg 1361w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-300x103.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-1024x353.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-768x265.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-370x128.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-270x93.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-740x255.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1361px) 100vw, 1361px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências </strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">FUCHS, A.R et al. Oxytocin and Bovine parturiation: A Steep Rise in Endometrial Oxytocin receptors preceds onset of labor. Biology of Reproduction, v. 47, p. 937 &#8211; 944. 1992</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">JENNER, L. J et al. Uterine oxytocin receptors in cyclic and pregnant cows. Journal of Reproduction and Fertility, vol 91, p. 49 &#8211; 58. 1991</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">BELL, A. W., Regulation of organic nutrient metabolism during transition from late pregnancy to early lactation. Journal of Animal Science. 1995</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">BRUCKMAIER, R. M. Chronic oxytocin treatment causes reduced milk ejection in dairy cows. Journal of Dairy Research, v. 70, p. 123-126, 2003</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">BRUCKMAIER, R. M.; SCHAMS D.; BLUM, J. W. Milk removal in familiar and unfamiliar surroundings: concentration of oxytocin, prolactin, cortisol, and bendorphin. Journal of Dairy Research, v. 60, p. 449–456, 1993.</span></li>
</ul>
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		<title>Rotavírus em bezerras leiteiras: sintomas, controle e prevenção</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/rotavirus-em-bezerras-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 13:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[diarreia]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os agentes infecciosos mais relevantes que causam diarreia em bezerras, o rotavírus bovino (BRV) destaca-se pela alta prevalência em bezerras com menos de 30 dias de vida, frequentemente associado a surtos em rebanhos leiteiros. Estima-se que a prevalência global varie entre 20% e 60% em amostras de fezes de bezerros com diarreia, com maior [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os agentes infecciosos mais relevantes que causam diarreia em bezerras, o <strong>rotavírus bovino (BRV)</strong> destaca-se pela alta prevalência em bezerras com menos de 30 dias de vida, frequentemente associado a surtos em rebanhos leiteiros. Estima-se que a prevalência global varie entre <strong>20% e 60% em amostras de fezes de bezerros com diarreia</strong>, com maior incidência na primeira semana de vida (Geletu et al., 2021).</p>
<p>Esse vírus pertence à família <i>Reoviridae</i>, apresenta genoma segmentado de RNA fita dupla e grande diversidade genética, sendo os grupos A, B e C os mais associados à doença em bovinos, com predominância do grupo A (Torres-Medina et al., 1985; Geletu et al., 2021).</p>
<p>Neste artigo, serão abordados de forma detalhada os <strong>aspectos etiológicos do rotavírus bovino</strong>, seus <strong>mecanismos patofisiológicos</strong> na indução da diarreia e as principais estratégias de <strong>controle e prevenção</strong> aplicáveis em sistemas de produção de leite.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Etiologia do rotavírus em bezerras</h2>
<p>O<strong> rotavírus bovino (BRV)</strong> é um vírus não envelopado da família <i>Reoviridae</i>, com genoma composto por 11 segmentos de RNA fita dupla, responsáveis pela codificação de seis proteínas estruturais (VP1 a VP4, VP6 e VP7) e seis não estruturais (NSP1 a NSP6).</p>
<p>Essa estrutura segmentada confere ao agente <strong>alta capacidade de variabilidade genética</strong> por meio de mutações e eventos de rearranjo (do inglês <em>reassortment</em>), contribuindo para a diversidade de cepas circulantes em bovinos e outros hospedeiros.</p>
<p>A classificação do rotavírus é baseada na proteína VP6, altamente antigênica, que permite a distinção em <strong>sete grupos principais (A–G)</strong>, além de grupos emergentes. Entre esses, o grupo A é o mais prevalente em bezerros e está associado à maioria dos casos clínicos de diarreia neonatal, embora os grupos B e C também possam ser detectados em campo.</p>
<p>A transmissão do BRV ocorre predominantemente pela <strong>via fecal-oral</strong>, sendo a principal fonte de infecção as fezes de animais infectados.</p>
<p>Bezerras são particularmente suscetíveis nas primeiras semanas de vida, devido à <strong>imaturidade imunológica</strong> e à dependência de imunidade passiva conferida pelo colostro (Foster &amp; Smith, 2009). Além disso, a elevada resistência ambiental do vírus facilita a ocorrência de surtos em propriedades leiteiras.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Patofisiologia da infecção por rotavírus</h2>
<p>O rotavírus apresenta <strong>tropismo pelos enterócitos maduros da borda em escova do intestino delgado</strong>, principalmente no jejuno e íleo.</p>
<p>Após a ingestão do vírus, a partícula viral é ativada por enzimas proteolíticas do trato gastrointestinal, como a tripsina, o que aumenta a infectividade e facilita a penetração viral nas células epiteliais.</p>
<h3>Lesão das vilosidades</h3>
<p>A replicação viral ocorre no citoplasma dos enterócitos, resultando em alterações metabólicas e subsequente <strong>descamação das células infectadas para o lúmen intestinal.</strong> Esse processo leva à <strong>atrofia e fusão de vilosidades</strong>, substituídas por células imaturas de origem criptal, que são funcionalmente incapazes de realizar absorção e digestão adequadas (Torres-Medina et al., 1985).</p>
<h3>Diarreia osmótica e malabsortiva</h3>
<p>A perda de enterócitos maduros implica em queda acentuada da atividade de enzimas digestivas, como as dissacaridases, resultando no acúmulo de lactose e outros carboidratos não digeridos no lúmen intestinal. Esse conteúdo sofre fermentação bacteriana, elevando a <strong>pressão osmótica intraluminal</strong> e agravando a diarreia.</p>
<h3>Papel da proteína NSP4</h3>
<p>Além da ação destrutiva direta, a proteína NSP4 do rotavírus atua como uma enterotoxina viral, promovendo alterações na homeostase do cálcio intracelular e estimulando secreção de água e eletrólitos para o lúmen intestinal. Dessa forma, o mecanismo da diarreia por rotavírus é misto, combinando fatores malabsortivos e secretórios (Gomez &amp; Weese, 2017).</p>
<h3>Consequências sistêmicas</h3>
<p>O resultado final desses processos é a ocorrência de <strong>diarreia aquosa, desidratação e acidose metabólica</strong>, frequentemente agravadas por coinfecções com <i>E. coli</i> enterotoxigênica ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/"><i>Cryptosporidium parvum</i></a></strong>. A intensidade do quadro clínico depende do equilíbrio entre a destruição epitelial, a resposta imune do hospedeiro e a pressão de infecção ambiental (Torres-Medina et al., 1985; Geletu et al., 2021).</p>
<h2>Controle e prevenção do rotavírus em bezerras</h2>
<p>O controle da rotavirose em bezerras depende sobretudo da <strong>redução da pressão de infecção no ambiente</strong>, já que o vírus apresenta alta resistência, podendo permanecer viável por um período acentuado. Dessa forma, a manutenção de instalações limpas, secas, bem ventiladas e com baixa densidade animal, associada ao uso de utensílios rigorosamente higienizados para o fornecimento de leite e água, é determinante para evitar surtos.</p>
<p>As medidas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/">biosseguridade</a></strong>, como o controle do trânsito de pessoas e equipamentos entre maternidade e bezerreiros, complementam esse manejo ambiental, sendo fundamentais para conter a disseminação viral. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/">colostragem</a></strong> adequada e a vacinação de vacas secas contra rotavírus reforçam a proteção das bezerras ao garantir maior imunidade passiva no período de maior susceptibilidade.</p>
<h2>Como realizar o tratamento?</h2>
<p>O tratamento da diarreia causada por rotavírus é essencialmente de <strong>suporte</strong>, uma vez que não existem antivirais específicos. A prioridade é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/soro-para-bezerros-e-seus-beneficios/">fluidoterapia oral</a> ou intravenosa</strong>, ajustada conforme o grau de desidratação e acidose metabólica. Soluções eletrolíticas com glicose favorecem a absorção de sódio e energia, auxiliando na recuperação.</p>
<p>O fornecimento contínuo de leite não deve ser interrompido, pois contribui para o aporte nutricional e energético. Antimicrobianos não são indicados rotineiramente, mas podem ser utilizados em situações de coinfecções bacterianas ou septicemia. Medidas de suporte, como o uso de probióticos, podem auxiliar na restauração da microbiota intestinal.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A rotavirose é uma das causas mais frequentes de <strong>diarreia neonatal em bezerras leiteiras</strong>, resultando em elevada morbidade e impacto econômico significativo para os sistemas de produção.</p>
<p>O vírus atua de forma direta sobre os enterócitos maduros do intestino delgado, levando à<strong> atrofia de vilosidades, má absorção e diarreia osmótica</strong>, potencializada pela ação enterotoxigênica da proteína NSP4. O resultado é um quadro de <strong>diarreia aquosa, desidratação e acidose metabólica</strong>, frequentemente agravado por coinfecções bacterianas e protozoárias.</p>
<p>O manejo ambiental e a biosseguridade devem ser entendidos como os pilares da prevenção, reduzindo drasticamente a pressão de infecção no rebanho. Associadas a essas práticas, a colostragem adequada e a vacinação de vacas secas contra rotavírus funcionam como ferramentas adicionais para reforçar a imunidade das bezerras nos primeiros dias de vida.</p>
<p>Embora não haja tratamento específico, <strong>a fluidoterapia e o suporte nutricional são fundamentais para a recuperação clínica</strong> e para evitar complicações fatais.</p>
<p>Dessa forma, compreender os mecanismos etiológicos, patofisiológicos e preventivos da rotavirose permite ao médico veterinário adotar medidas eficazes de controle, contribuindo não apenas para a redução da mortalidade neonatal, mas também para a preservação do potencial produtivo das futuras vacas leiteiras.</p>
<h2>Transforme sua forma de produzir leite com conhecimento aplicado</h2>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Diarreia em bezerras por E. coli: impacto na saúde e na produtividade</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/diarreia-em-bezerras-por-e-coli/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Nov 2025 13:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A criação de bezerras leiteiras enfrenta como um dos maiores desafios sanitários a diarreia neonatal, responsável por elevada morbidade e mortalidade nesse grupo etário. Estima-se que mais de 50% das mortes de bezerras antes do desmame estejam associadas a episódios de diarreia, com impactos diretos sobre o bem-estar animal, os custos de tratamento e o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A criação de bezerras leiteiras enfrenta como um dos maiores desafios sanitários a <strong>diarreia neonatal</strong>, responsável por elevada morbidade e mortalidade nesse grupo etário. Estima-se que <strong>mais de 50% das mortes de bezerras antes do desmame estejam associadas a episódios de diarreia</strong>, com impactos diretos sobre o bem-estar animal, os custos de tratamento e o futuro produtivo das novilhas que sobrevivem (Foster &amp; Smith, 2009).</p>
<p>Dentre os agentes infecciosos envolvidos, a <strong><i>Escherichia coli</i></strong> ocupa papel de destaque. Embora muitas cepas sejam comensais da microbiota intestinal bovina, algumas variantes patogênicas são capazes de desencadear quadros graves de diarreia em animais jovens, especialmente nas primeiras semanas de vida.</p>
<p>Neste artigo, serão abordados de forma detalhada os aspectos etiológicos, os mecanismos patofisiológicos envolvidos na diarreia por <i>E. coli</i>, além dos métodos de diagnóstico, das estratégias de prevenção e das principais medidas terapêuticas recomendadas para o manejo dessa enfermidade em bezerras leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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<h2>Principais cepas de <i>Escherichia coli</i> associadas à diarreia em bezerras</h2>
<p>A <em><strong>Escherichia coli</strong></em> é uma bactéria Gram-negativa, em forma de bastonete, pertencente à família <i>Enterobacteriaceae</i>. Embora faça parte da microbiota intestinal normal dos bovinos, determinadas cepas apresentam fatores de virulência que as tornam patogênicas, especialmente em animais jovens com sistema imunológico imaturo.</p>
<p>Entre as cepas de maior relevância em bezerras leiteiras destacam-se:</p>
<ul>
<li><strong>E. coli enterotoxigênica (ETEC)</strong>: é a principal responsável pelos surtos de diarreia nos primeiros dias de vida, geralmente até a primeira semana. Seu mecanismo de patogenicidade depende da <strong>adesão ao epitélio intestinal por meio de fímbrias</strong> – principalmente F5 (K99), F41 e 987P – e da produção de toxinas termoestáveis (STa) e, em alguns casos, toxinas termolábeis (LT). Essas toxinas estimulam a secreção de água e eletrólitos no lúmen intestinal, levando à diarreia secretória (Foster &amp; Smith, 2009).</li>
<li><strong>E. coli enteropatogênica (EPEC)</strong>: pertence ao grupo das AEEC (<em>attaching and effacing E. coli</em>), que causam a lesão de aderência e apagamento (A/E), caracterizada pela <strong>fixação da bactéria ao epitélio intestinal e destruição das microvilosidades</strong>. Esse processo, mediado por genes da ilha de  de patogenicidade denominada LEE (<i>Locus of Enterocyte Effacement</i>), que reduz a superfície absortiva intestinal e compromete a digestão, resultando em diarreia mal absortiva com inflamação da mucosa</li>
<li><strong>Outros grupos</strong>: cepas produtoras de toxina de Shiga (STEC/EHEC) também podem estar presentes nas fezes de bezerros, mas sua associação direta com doença clínica bovina ainda precisa ser elucidada, sendo mais relevante do ponto de vista de saúde pública por seu potencial zoonótico (Foster &amp; Smith, 2009).</li>
</ul>
<p>A ocorrência da colibacilose está intimamente relacionada a fatores ambientais e de manejo. A transmissão se dá principalmente pela <strong>via fecal-oral</strong>, através da ingestão de colostro, leite, água ou alimentos contaminados com fezes.</p>
<p>Ambientes úmidos, sujos e com alta densidade de animais favorecem a disseminação do agente, aumentando o risco de surtos em rebanhos leiteiros.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39888" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/colonizacao-mucosa.jpg" alt="Colonização da Mucosa na Colibacilose Entérica" width="1795" height="617" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/colonizacao-mucosa.jpg 1795w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/colonizacao-mucosa-300x103.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/colonizacao-mucosa-1024x352.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/colonizacao-mucosa-768x264.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/colonizacao-mucosa-1536x528.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/colonizacao-mucosa-370x127.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/colonizacao-mucosa-270x93.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/colonizacao-mucosa-740x254.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/colonizacao-mucosa-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1795px) 100vw, 1795px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Colonização da Mucosa na Colibacilose Entérica. (Cortesia do Dr. J. F. Zachary, College of Veterinary Medicine, University of Illinois). Retirado de ZACHARY, James F. Bases da Patologia em Veterinária.</span></p>
<h2>Patofisiologia da diarreia por<i> Escherichia coli</i></h2>
<p>A patofisiologia da diarreia por <i>Escherichia coli</i> em bezerras depende do patótipo envolvido. Enquanto as cepas enterotoxigênicas (ETEC) desencadeiam diarreia secretória por meio da ativação de mecanismos de hipersecreção intestinal, as enteropatogênicas e as do grupo AEEC promovem lesões estruturais na mucosa, resultando em redução da absorção de nutrientes e fluidos</p>
<h3>ETEC (Enterotoxigênica)</h3>
<p>Logo após o nascimento, bezerras expostas a ambientes contaminados podem ingerir <i>E. coli</i> ETEC. O primeiro passo da infecção é a <strong>adesão às células epiteliais do intestino delgado</strong>, mediada principalmente pelas fímbrias F5 (K99), F41 e 987P. Essa fixação permite que a bactéria resista ao peristaltismo e colonize o íleo.</p>
<p>Uma vez aderida, a ETEC secreta a <strong>toxina termoestável (STa)</strong>, que se liga ao receptor Guanilato ciclase-C (GCC) da borda em escova dos enterócitos. Essa ligação ativa a via do cGMP–proteína quinase II (cGKII), culminando na fosforilação e ativação do canal de cloro <strong>CFTR (Regulador de Condutância Transmembrana da Fibrose Cística)</strong>. O resultado é a secreção maciça de cloro para o lúmen intestinal, acompanhada osmoticamente por sódio, bicarbonato e água.</p>
<p>Além disso, a STa pode inibir o <strong>cotransportador Na+/H+,</strong> reduzindo ainda mais a absorção de sódio e agravando a desidratação. Estudos mostram que essa combinação de secreção exacerbada e absorção inibida leva a uma diarreia aquosa profusa, rapidamente acompanhada de acidose metabólica devido à perda de bicarbonato e ao acúmulo de lactato.</p>
<h3>EPEC/AEEC (Enteropatogênica e Attaching and Effacing)</h3>
<p>Já as cepas EPEC e AEEC produzem uma lesão intestinal característica denominada <em>attaching and effacing</em> (A/E). Esse processo envolve a adesão íntima da bactéria ao enterócito, destruição das microvilosidades e alterações no citoesqueleto celular, com formação de pedestais ricos em actina polimerizada sob o ponto de ligação bacteriana.</p>
<p>Os genes responsáveis pela lesão A/E estão agrupados em uma ilha de patogenicidade denominada LEE (<em>Locus of Enterocyte Effacement</em>), presente tanto em cepas EPEC quanto em EHEC. Essa reorganização estrutural leva à redução da superfície absortiva intestinal e ao comprometimento da digestão e absorção de nutrientes, resultando em diarreia mal absortiva associada à inflamação da mucosa.</p>
<h3>Consequências Clínicas</h3>
<p>O efeito final desses mecanismos patogênicos é a perda acelerada de fluidos e eletrólitos, <strong>resultando em desidratação, acidose metabólica e risco de choque hipovolêmico</strong>. Enquanto a ETEC causa quadros mais precoces e secretórios, a EPEC tende a provocar diarreias menos intensas, mas de maior duração, frequentemente em animais um pouco mais velhos (Foster &amp; Smith, 2009; Coura, Lage &amp; Heinemann, 2019).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39889" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/acoes-toxinas.jpg" alt="Ações de Toxinas Bacterianas (Fatores de Virulência) sobre a Estrutura e a Função de Células-alvo." width="1419" height="816" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/acoes-toxinas.jpg 1419w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/acoes-toxinas-300x173.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/acoes-toxinas-1024x589.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/acoes-toxinas-768x442.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/acoes-toxinas-370x213.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/acoes-toxinas-270x155.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/acoes-toxinas-740x426.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/acoes-toxinas-150x86.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1419px) 100vw, 1419px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Ações de Toxinas Bacterianas (Fatores de Virulência) sobre a Estrutura e a Função de Células-alvo. (Cortesia do Dr. J. F. Zachary, College of Veterinary Medicine, University of Illinois.) Retirado de ZACHARY, James F. Bases da Patologia em Veterinária.</span></p>
<h2>Sintomas da contaminação por Escherichia coli</h2>
<p>Os sinais clínicos são dominados pela <strong>diarreia aquosa profusa</strong>, de início súbito, acompanhada de desidratação rápida. Animais afetados apresentam olhos encovados, perda de elasticidade cutânea, mucosas secas e fraqueza progressiva. A desidratação grave leva à <strong>acidose metabólica</strong>, frequentemente associada a anorexia, letargia e dificuldade para manter-se em estação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39887" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-diarreia.jpg" alt="Bezerra com diarreia" width="1073" height="400" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-diarreia.jpg 1073w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-diarreia-300x112.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-diarreia-1024x382.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-diarreia-768x286.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-diarreia-370x138.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-diarreia-270x101.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-diarreia-740x276.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-diarreia-150x56.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1073px) 100vw, 1073px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Animal com diarreia. Retirado do acervo digital Rehagro.</span></p>
<p>Em quadros mais severos, pode ocorrer <strong>septicemia</strong>, quando a bactéria atravessa a barreira intestinal e alcança a circulação sanguínea. Nesses casos, observam-se sinais sistêmicos, como <strong>hipertermia, choque séptico e morte súbita</strong>, especialmente em bezerras que não receberam colostro adequado ou que vivem em ambientes de alta pressão de infecção.</p>
<p>Mesmo nos animais que sobrevivem, episódios de diarreia intensa durante a fase neonatal podem resultar em atraso no crescimento, baixa eficiência alimentar e comprometimento da futura produção leiteira, traduzindo-se em perdas econômicas significativas para a propriedade (Gull, 2022).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39890" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-desidratacao.jpg" alt="Bezerra com sinais de desidratação" width="455" height="607" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-desidratacao.jpg 455w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-desidratacao-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-desidratacao-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-desidratacao-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/bezerra-desidratacao-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 455px) 100vw, 455px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Bezerra com sinais de desidratação. Fonte: Bruna Maeda</span></p>
<h2>Como realizar o diagnóstico?</h2>
<p>O diagnóstico da diarreia por <i>Escherichia coli</i> em bezerras deve considerar <strong>sinais clínicos, histórico do rebanho e exames laboratoriais</strong>. Embora a coprocultura possibilite o isolamento do agente, seu valor é limitado devido à presença frequente de cepas não patogênicas; por isso, a detecção de fatores de virulência é essencial para confirmar a participação de ETEC ou EPEC.</p>
<p>Além disso, é necessário realizar o diagnóstico diferencial frente a outras causas de diarreia neonatal, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/">criptosporidiose</a></strong>, rotavirose, coronavirose e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/salmonelose-bovina-impactos-na-saude-animal-e-como-proteger-seu-rebanho/">salmonelose</a></strong> (Foster &amp; Smith, 2009).</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Estratégias de prevenção contra <i>E. coli</i></h2>
<p>A prevenção da diarreia em bezerras causada por <i>Escherichia coli</i> é mais eficaz do que qualquer intervenção terapêutica, especialmente porque os surtos podem se instalar rapidamente e resultar em altas taxas de mortalidade.</p>
<p>As medidas preventivas envolvem principalmente o <strong>manejo adequado do colostro, higiene ambiental e programas de imunização</strong>.</p>
<h3>Colostragem adequada</h3>
<p>O fornecimento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-avaliar-a-qualidade-do-colostro-oferecido-as-bezerras/">colostro de boa qualidade</a></strong>, em quantidade suficiente e no momento correto é o pilar fundamental da prevenção. Recomenda-se que a bezerra receba <strong>pelo menos 10% do seu peso vivo em colostro dentro das primeiras 6 horas de vida</strong>, garantindo níveis adequados de imunoglobulinas e proteção contra patógenos entéricos, incluindo <i>E. coli</i> .</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39891" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/pilares-colostragem.jpg" alt="Pilares da boa colostragem" width="920" height="365" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/pilares-colostragem.jpg 920w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/pilares-colostragem-300x119.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/pilares-colostragem-768x305.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/pilares-colostragem-370x147.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/pilares-colostragem-270x107.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/pilares-colostragem-740x294.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/pilares-colostragem-150x60.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Pilares da boa colostragem. Fonte: Rehagro.</span></p>
<h3>Higiene e manejo</h3>
<p>O controle ambiental é determinante para reduzir a pressão de infecção. Instalações secas, bem ventiladas e higienizadas, associadas ao uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/limpeza-de-utensilios-utilizados-na-alimentacao-de-bezerras/">utensílios limpos para fornecimento de leite e água</a></strong>, diminuem significativamente a exposição das bezerras à via fecal-oral.</p>
<p>A implementação de rotinas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/">biosseguridade</a></strong> reduz a circulação de cepas patogênicas no ambiente e contribui para a sustentabilidade sanitária do rebanho.</p>
<h3>Vacinação</h3>
<p>A vacinação de vacas gestantes com antígenos específicos de <i>E. coli</i> (como K99/F5) é amplamente utilizada como forma de <strong>aumentar os títulos de anticorpos no colostro</strong>.</p>
<p>Essa prática confere imunidade passiva às bezerras, protegendo-as nos primeiros dias de vida, quando são mais suscetíveis à ETEC (Coura, Lage &amp; Heinemann, 2019).</p>
<h2>Abordagem terapêutica e manejo</h2>
<p>O sucesso no tratamento depende do tempo de evolução da doença, sendo essencial que <strong>se inicie o mais rápido possível após a visualização dos sinais clínicos</strong>. Logo,  o principal objetivo é corrigir a desidratação e os distúrbios metabólicos. Junto à terapia antimicrobiana assim que possível.</p>
<h3>Fluidoterapia</h3>
<p>A <strong>reidratação</strong> é a base do tratamento.</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Em casos leves a moderados, utilizam-se <strong>soluções eletrolíticas orais</strong>, que devem conter glicose ou outros substratos que favoreçam a absorção de sódio por co-transporte, compensando a inibição do trocador Na⁺/H⁺ causada pela toxina STa.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Em casos graves, a <strong>fluidoterapia intravenosa</strong> é indispensável para restabelecer o equilíbrio hidroeletrolítico e corrigir a acidose metabólica. A escolha da solução deve evitar o uso excessivo de bicarbonato, já que este pode favorecer a sobrevivência da ETEC no abomaso; alternativas à base de acetato são mais indicadas.</li>
</ul>
<h3>Correção da acidose</h3>
<p>A acidose metabólica é uma complicação comum e deve ser tratada de acordo com a gravidade. A administração controlada de bicarbonato de sódio pode ser necessária em bezerras com depressão clínica acentuada, mas sempre avaliada com cautela.</p>
<h3>Uso de antimicrobianos</h3>
<p>O emprego de antibióticos em casos de diarreia neonatal é controverso. Em situações não complicadas, o foco deve permanecer no suporte hídrico e nutricional.</p>
<p>No entanto, quando há <strong>sinais de septicemia</strong> o uso de antimicrobianos pode ser indicado. Entre as opções recomendadas estão as sulfonamidas, sempre respaldadas por testes de sensibilidade para evitar resistência bacteriana.</p>
<h3>Suporte nutricional e adjuvantes</h3>
<p>É fundamental que as bezerras mantenham acesso ao leite ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/">sucedâneo</a></strong> de qualidade, em temperatura adequada, evitando-se a suspensão prolongada da alimentação. O uso de probióticos e prebióticos pode auxiliar na restauração do equilíbrio da microbiota intestinal e acelerar a recuperação clínica.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39892" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/formulacao-soro.jpg" alt="Formulação do soro oral" width="712" height="413" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/formulacao-soro.jpg 712w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/formulacao-soro-300x174.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/formulacao-soro-370x215.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/formulacao-soro-270x157.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/formulacao-soro-150x87.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 712px) 100vw, 712px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Fonte: Setor Clínica de Ruminantes &#8211; UFMG</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A <strong>diarreia em bezerras causada por <i>Escherichia coli</i></strong> permanece como <strong>um dos principais desafios sanitários da bovinocultura leiteira</strong>, impactando diretamente o bem-estar animal, a produtividade futura e a rentabilidade das propriedades.</p>
<p>As formas clínicas estão relacionadas a diferentes patotipos: enquanto a ETEC induz quadros precoces e graves de diarreia secretória, as EPEC/AEEC provocam lesões intestinais que resultam em diarreia mal absortiva.</p>
<p>O sucesso no enfrentamento dessa enfermidade depende da associação entre <strong>medidas preventivas e diagnóstico preciso</strong>. Estratégias como a colostragem adequada, a manutenção de boas condições higiênicas e o uso de vacinas maternas específicas são determinantes para reduzir a ocorrência da doença.</p>
<p>Quando a infecção se instala, a fluidoterapia continua sendo a base do tratamento, devendo ser ajustada à gravidade do quadro e, em casos de septicemia, associada a antimicrobianos criteriosamente escolhidos.</p>
<p>Assim, a prevenção deve ser entendida como a medida mais eficaz, garantindo não apenas a redução da mortalidade neonatal, mas também a preservação do potencial produtivo das futuras vacas leiteiras. O domínio dos conceitos de etiologia, patofisiologia, diagnóstico, prevenção e tratamento da colibacilose é essencial para médicos veterinários e estudantes, permitindo decisões clínicas mais assertivas e contribuindo para a melhoria da eficiência da pecuária leiteira.</p>
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<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-ecoli&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">KHAN, Cynthia M. Manual Merck de Veterinária, 10ª edição. Rio de Janeiro: Roca, 2014. E-book. ISBN 978-85-412-0437-8. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-412-0437-8/. Acesso em: 02 out. 2024.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">ZACHARY, James F. Bases da Patologia em Veterinária. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2018. E-book. ISBN 9788595150621. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595150621/. Acesso em: 04 out. 2024.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">AZEVEDO, Rafael et al. Padrão ouro de criação de bezerras e novilhas leiteiras. Uberaba, MG: Alta CRIA, 2022.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">FERRAZ, Rafael et al. Qualidade do leite: como ter sucesso na criação de bezerras leiteiras. Belo Horizonte: Rehagro, 2023. </span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">COURA, F. M.; LAGE, A. P.; HEINEMANN, M. B. Patotipos de <i>Escherichia coli</i> causadores de diarreia em bezerros: uma atualização. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 39, n. 9, p. 619-628, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pvb/a/mfthg7cKYnRLLDqH4VFfjNw/?format=html&amp;lang=pt. Acesso em: 18 set. 2025</span></li>
</ul>
<p>Autoras: Isabela e Bruna Maeda</p>
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		<title>Processamento de grãos (KPS) da silagem de milho: como medir e interpretar esse índice?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2025 13:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A silagem de milho ocupa posição central na alimentação de vacas leiteiras de alto desempenho no Brasil, sendo o principal volumoso utilizado em sistemas de confinamento e semiconfinamento. Essa preferência é justificada pelo seu alto valor energético, boa palatabilidade, alto potencial produtivo por área, e presença de fibra fisicamente efetiva, essencial para a manutenção da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>silagem de milho</strong> ocupa posição central na alimentação de vacas leiteiras de alto desempenho no Brasil, sendo o <strong>principal volumoso utilizado em sistemas de confinamento e semiconfinamento</strong>. Essa preferência é justificada pelo seu alto valor energético, boa palatabilidade, alto potencial produtivo por área, e presença de fibra fisicamente efetiva, essencial para a manutenção da saúde ruminal e para a maximização do consumo de matéria seca (Jobim et al., 2007).</p>
<p>Contudo, mais do que simplesmente produzir e armazenar silagem, é preciso garantir que os nutrientes estejam efetivamente disponíveis para digestão. É nesse ponto que o <strong>KPS (<i>Kernel Processing Score</i>)</strong> ganha destaque como um dos principais indicadores de qualidade da silagem de milho.</p>
<p>Este índice avalia a eficiência do processamento dos grãos no momento da colheita e está diretamente <strong>relacionado à digestibilidade do amido</strong>, influenciando de forma significativa o desempenho produtivo dos animais (Shinners &amp; Holmes, 2013).</p>
<p>Mesmo com um bom teor de matéria seca e adequada fermentação, uma silagem com grãos mal processados resultará em desperdício de nutrientes. Grãos inteiros ou pouco fragmentados escapam à digestão ruminal e intestinal, e são excretados nas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong>, o que representa desperdício direto de energia, algo crítico em sistemas de produção intensiva.</p>
<p>Portanto, <strong>falar sobre silagem de milho sem considerar a avaliação do KPS é ignorar uma das variáveis mais determinantes para a eficiência alimentar</strong> e a lucratividade na pecuária leiteira moderna.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é KPS?</h2>
<p>O<strong> KPS</strong>, sigla para <i>Kernel Processing Score</i>, é um <strong>índice que expressa a eficiência do processamento dos grãos de milho durante a ensilagem</strong>.</p>
<p>O KPS representa a porcentagem de amido que está fisicamente acessível à digestão ruminal por ter sido exposto através da quebra da estrutura do grão. Quanto maior o KPS, maior a quantidade de grãos suficientemente fragmentados e, consequentemente, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-milho-na-producao-leiteira-como-melhorar-a-qualidade-digestibilidade-e-eficiencia-animal/">maior a digestibilidade do amido presente na silagem</a></strong>.</p>
<p>Esse indicador é obtido por meio da análise de uma amostra de silagem, na qual <strong>se verifica a proporção de amido que passa por uma peneira de 4,75 mm</strong>, conforme metodologia laboratorial padronizada (Ferraretto &amp; Shaver, 2015). A medição do KPS é especialmente relevante em silagens de milho, dado que o grão representa a principal fração energética do volumoso.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como o KPS avalia a qualidade do processamento de grãos?</h2>
<p>Durante a colheita do milho para silagem, o pericarpo dos grãos deve ser rompido para expor o endosperma, que contém o amido. Essa ruptura depende da regulagem e eficiência do equipamento colhedor e do sistema de processamento.</p>
<p>Colhedoras do tipo autopropelidas possuem <strong>processadores tipo “cracker”</strong>, rolos ajustáveis que giram em velocidade diferente entre si e esmagam os grãos no processo de colheita.</p>
<p>Grãos mal processados (inteiros ou levemente rachados) têm o pericarpo intacto e impedem o acesso das enzimas microbianas ruminais ao amido, o que reduz a digestibilidade. Já grãos bem fragmentados, menores que ¼ do tamanho original, expõem completamente o conteúdo interno e maximizam a eficiência da fermentação ruminal (Bal et al., 2000). Portanto, <strong>o KPS é proposto com indicador da qualidade física do processamento dos grãos na silagem</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39519" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/estruturas-milho.jpg" alt="Estruturas do grão de milho" width="828" height="548" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/estruturas-milho.jpg 828w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/estruturas-milho-300x199.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/estruturas-milho-768x508.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/estruturas-milho-370x245.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/estruturas-milho-270x179.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/estruturas-milho-740x490.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/estruturas-milho-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 828px) 100vw, 828px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Principais estruturas do grão de milho. Fonte: Round Table on Responsible Soy </span></p>
<h2>Classificação dos valores de KPS segundo literatura técnica</h2>
<p>De acordo com os critérios estabelecidos por Shinners e Holmes (2013), os valores de KPS são classificados da seguinte forma:</p>
<ul>
<li><strong>Excelente</strong>: KPS ≥ 70%;</li>
<li><strong>Adequado</strong>: KPS entre 50% e 69%;</li>
<li><strong>Insatisfatório</strong>: KPS &lt; 50%.</li>
</ul>
<p>Essa classificação tem aplicação direta no campo: <strong>silagens com KPS abaixo de 50% requerem ajustes imediatos nos equipamentos e no manejo da colheita, enquanto valores acima de 70% indicam um processamento altamente eficiente</strong>.</p>
<p>Na prática, essa métrica permite que técnicos e produtores façam correções ainda durante o processo de ensilagem, evitando perdas irreversíveis de nutrientes.</p>
<h3>Relação entre KPS e digestibilidade do amido</h3>
<p>O amido é uma das principais fontes de energia para vacas leiteiras de alta produção. Entretanto, sua digestibilidade está condicionada à <strong>disponibilidade física do conteúdo do grão</strong> para ação microbiana no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>. Quanto mais fragmentado estiver o grão, maior será a exposição do amido ao ataque enzimático. É nesse ponto que o KPS torna-se crucial: ele mede diretamente essa disponibilidade.</p>
<p>Estudos demonstram que valores baixos de KPS estão associados a maior excreção de amido nas fezes, sinalizando que o nutriente passou pelo trato gastrointestinal sem ser aproveitado. Em contrapartida, silagens com KPS elevado promovem maior digestibilidade total do amido, contribuindo para uma melhor conversão alimentar e maior produção de leite por quilograma de matéria seca ingerida (Ferraretto &amp; Shaver, 2012).</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-kps&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Consequências práticas de um processamento inadequado</h2>
<p>Quando o grão não é processado adequadamente, os impactos negativos são diretos e mensuráveis:</p>
<ul>
<li><strong>Perda de energia</strong>: O amido excretado representa energia que poderia ser convertida em leite.</li>
<li><strong>Desempenho reprodutivo prejudicado</strong>: Com menor aporte energético, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">escore de condição corporal</a></strong> tende a cair, impactando negativamente a ciclicidade e a fertilidade.</li>
<li><strong>Risco de acidose</strong>: Em tentativas de compensar o baixo aproveitamento do amido da silagem, é comum o aumento de concentrado na dieta, o que eleva o risco de distúrbios metabólicos.</li>
<li><strong>Maior custo por litro de leite produzido:</strong> A baixa eficiência alimentar encarece a produção, reduzindo a rentabilidade do sistema.</li>
</ul>
<p>Esses efeitos, mesmo que sutis, acumulam-se ao longo do tempo, gerando um custo invisível que pode comprometer a sustentabilidade econômica da propriedade.</p>
<h3>Efeitos na produção de leite e na eficiência alimentar</h3>
<p>Um dado frequentemente citado em pesquisas práticas demonstra que <strong>a redução do amido nas fezes de 5% para 1,5% pode gerar um incremento de até 1,2 litros de leite por vaca ao dia </strong>(Ferraretto &amp; Shaver, 2012; Oba &amp; Allen, 2003). Esse ganho é extremamente relevante quando projetado em escala de rebanho.</p>
<p>Além disso, o aumento da digestibilidade do amido contribui para:</p>
<ul>
<li>Maior produção de propionato no rúmen, elevando a gliconeogênese hepática;</li>
<li>Redução da exigência por concentrados na dieta total;</li>
<li>Melhora no índice de conversão alimentar, com impacto direto na lucratividade por hectare colhido.</li>
</ul>
<p>Portanto, o KPS deve ser encarado não apenas como uma métrica técnica, mas como um indicador econômico direto do sucesso da colheita e do processo de conservação da silagem.</p>
<h2>Avaliação com peneira padrão (método laboratorial)</h2>
<p>O <strong>método laboratorial para avaliação do KPS é considerado o padrão ouro</strong> pela precisão e padronização. Nele, uma amostra da silagem de milho é seca e submetida à peneiração mecânica com abertura de <strong>4,75 mm</strong>, utilizando um agitador específico que simula a separação de partículas como ocorre no processo digestivo.</p>
<p>Após a peneiração, é quantificada a fração de amido que passou pela peneira, sendo esse valor expresso em porcentagem. O resultado obtido representa o KPS da amostra. Esse método é confiável, reprodutível e permite comparações entre lotes, fazendas e safras, tornando-se uma <strong>ferramenta de monitoramento técnico e zootécnico contínuo</strong> (Ferraretto &amp; Shaver, 2015).</p>
<p>Apesar da acurácia, o método demanda:</p>
<ul>
<li>Equipamentos específicos (agitadores de peneira, forno para secagem);</li>
<li>Envio de amostras para laboratórios especializados;</li>
<li>Tempo de resposta mais longo, o que limita ajustes imediatos durante a colheita.</li>
</ul>
<h2>Método de separação por flutuação em água (prático)</h2>
<p>Como alternativa ao laboratório, o método de flutuação em água permite uma <strong>avaliação prática e rápida diretamente no campo ou no silo</strong>. A técnica consiste em:</p>
<ol>
<li><strong>Submergir uma amostra representativa da silagem</strong> picada em um balde ou recipiente com água;</li>
<li><strong>Aguardar a separação das partículas por densidade</strong>: os grãos inteiros e fragmentos maiores sedimentam;</li>
<li><strong>Coletar os grãos do fundo</strong>, secá-los e peneirá-los manualmente;</li>
<li><strong>Avaliar visualmente a proporção de grãos bem processados</strong> com auxílio de uma régua de referência ou tabela visual (ex: referência de ¼ do grão).</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39520" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/teste-flutuacao.jpg" alt="Método de separação por flutuação em água" width="843" height="493" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/teste-flutuacao.jpg 843w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/teste-flutuacao-300x175.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/teste-flutuacao-768x449.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/teste-flutuacao-370x216.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/teste-flutuacao-270x158.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/teste-flutuacao-740x433.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/teste-flutuacao-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 843px) 100vw, 843px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Imagens ilustrando o teste de flutuação na água, realizado durante o processo de ensilagem. É possível observar que após peneirar os grãos do fundo, foi realizada a avaliação visual dos grãos mal processados. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Esse método é <strong>menos preciso, mas altamente funcional para ajustes em tempo real durante a operação de colheita</strong>. Seu uso é recomendado como ferramenta de monitoramento em propriedades que buscam melhorar continuamente a qualidade da silagem e reduzir perdas nutricionais.</p>
<h2>Comparativo entre os métodos: precisão x aplicabilidade</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39521" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-silagem-kps.jpg" alt="Comparativo entre dois métodos de separação" width="725" height="322" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-silagem-kps.jpg 725w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-silagem-kps-300x133.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-silagem-kps-370x164.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-silagem-kps-270x120.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-silagem-kps-150x67.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 725px) 100vw, 725px" /></p>
<p>A recomendação prática é que o método de flutuação seja utilizado para ajustes operacionais durante a colheita, enquanto o método laboratorial sirva como validação e acompanhamento técnico zootécnico da qualidade da silagem ao longo do tempo.</p>
<h2>Oportunidades de ajuste e melhoria no campo</h2>
<h3>Importância da regulagem da colhedora</h3>
<p>A <strong>regulagem da colhedora</strong> é um dos fatores mais críticos para o sucesso no processamento dos grãos. Mesmo em máquinas modernas, erros como pressão insuficiente nos rolos do <em>cracker</em>, lâminas desajustadas ou velocidade inadequada de avanço podem comprometer severamente a qualidade do material processado.</p>
<p>Pontos-chave para regulagem eficiente:</p>
<ul>
<li><strong>Espaçamento entre rolos processadores</strong>: deve estar entre 1 a 3 mm;</li>
<li><strong>Velocidade diferencial dos rolos</strong>: idealmente, o rolo inferior deve girar de 15% a 30% mais rápido;</li>
<li><strong>Tamanho de partícula (teoricamente efetivo)</strong>: entre 8 a 15 mm, dependendo do estágio de maturação da planta.</li>
</ul>
<p>A verificação e ajuste dessas variáveis devem ser feitos diariamente durante a colheita, com apoio de análise prática de campo (como a flutuação em água) para monitoramento contínuo.</p>
<h3>Uso de processadores “<em>cracker</em>” e colhedoras automotrizes</h3>
<p>O uso de <strong>colhedoras automotrizes com processador tipo “<em>cracker</em>”</strong> tem se tornado padrão em sistemas tecnificados de produção. Esses equipamentos aplicam força de esmagamento nos grãos ao mesmo tempo que promovem o corte da planta, otimizando tempo e qualidade de ensilagem.</p>
<p>Benefícios do uso de <em>cracker</em>:</p>
<ul>
<li><strong>Rompimento mais completo do pericarpo</strong>;</li>
<li><strong>Fragmentação homogênea dos grãos</strong>, com maior exposição do endosperma;</li>
<li><strong>Redução de perdas fecais de amido</strong>;</li>
<li><strong>Melhora significativa no KPS</strong>, frequentemente acima de 65-70% quando bem regulado.</li>
</ul>
<p>Para propriedades que ainda utilizam colhedoras tracionadas, é fundamental investir em adaptadores de processamento ou considerar a terceirização da colheita com máquinas equipadas.</p>
<h3>Monitoramento contínuo como ferramenta de gestão nutricional</h3>
<p>Tratar o KPS como um <strong>indicador de rotina</strong>, e não apenas como dado pontual de avaliação de colheita, pode gerar uma revolução na qualidade da nutrição do rebanho. A integração do KPS ao controle de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">qualidade da silagem</a></strong> permite:</p>
<ul>
<li>Identificar falhas operacionais rapidamente;</li>
<li>Tomar decisões em tempo real para correção de rotas;</li>
<li>Ajustar formulações de dieta baseadas em digestibilidade real e não teórica;</li>
<li>Reduzir custos com concentrado sem perda de desempenho.</li>
</ul>
<p>Assim, o monitoramento sistemático do KPS deixa de ser uma ação isolada e passa a compor um sistema de nutrição de precisão altamente alinhado à produtividade e rentabilidade da pecuária leiteira.</p>
<h2>Aplicações práticas do KPS na rotina de fazendas leiteiras</h2>
<h3>Diagnóstico nutricional da silagem</h3>
<p>Integrar o KPS ao diagnóstico nutricional da silagem permite <strong>avaliar não apenas o “quanto” se colhe, mas “como” se colhe</strong>. Dois lotes com teor semelhante de matéria seca e amido podem ter desempenho completamente diferente na dieta se um tiver KPS inferior.</p>
<p>Ao incluir o KPS nas análises de silagem junto de parâmetros como fibra em detergente neutro (FDN), proteína bruta (PB) e energia líquida, os técnicos têm uma <strong>visão muito mais completa e funcional do valor real do volumoso</strong>.</p>
<p>Isso permite:</p>
<ul>
<li>Reajustar dietas com base em dados de digestibilidade reais;</li>
<li>Identificar a causa de quedas no desempenho de vacas sem alterações visíveis no cocho;</li>
<li>Detectar silagens com potencial de substituição parcial de concentrado, otimizando custos.</li>
</ul>
<h3>Tomada de decisão em tempo real durante a colheita</h3>
<p>O uso do método de flutuação em água como ferramenta prática de campo se mostra extremamente eficiente para ajustes operacionais durante a colheita. Ao analisar diariamente amostras processadas, é possível:</p>
<ul>
<li>Detectar alterações de desempenho dos processadores;</li>
<li>Corrigir regulagens ainda durante a colheita, evitando perdas na origem;</li>
<li>Identificar variações por talhão ou umidade da planta, adaptando a colheita conforme a realidade do momento.</li>
</ul>
<p>Com isso, a colheita deixa de ser uma “caixa preta” e passa a ser uma operação técnica monitorada com dados, favorecendo a construção de uma silagem mais eficiente desde o início.</p>
<h3>Correlação com indicadores zootécnicos e econômicos</h3>
<p>Diversos indicadores da fazenda leiteira estão diretamente correlacionados com o KPS, entre eles:</p>
<ul>
<li><strong>Produção de leite por vaca/dia</strong>: Maior aproveitamento do amido aumenta a eficiência energética da dieta;</li>
<li><strong>Conversão alimentar (kg MS / kg leite)</strong>: Silagens com alto KPS entregam mais energia digestível por kg de matéria seca;</li>
<li><strong>Custo por litro de leite</strong>: Redução de concentrado sem perda de produção;</li>
<li><strong>Perdas fecais de amido</strong>: Menor desperdício de nutrientes.</li>
</ul>
<p>Ou seja, <strong>o KPS não é apenas um dado técnico</strong>: é um indicador de gestão zootécnica e econômica, que deve ser monitorado com o mesmo rigor que CCS (contagem de células somáticas), produção média e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong>.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A busca por eficiência alimentar, maior produtividade e sustentabilidade econômica na pecuária leiteira passa, necessariamente, pelo <strong>controle da qualidade da silagem de milho</strong>. Dentro desse contexto, o KPS (<em>Kernel Processing Score</em>) se estabelece como um dos principais <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">indicadores zootécnicos</a></strong> aplicáveis à realidade do campo.</p>
<p>Mais do que um número de laboratório, o KPS expressa o grau em que os grãos de milho foram devidamente processados durante a colheita, <strong>refletindo diretamente na digestibilidade do amido, na eficiência da dieta e, sobretudo, na rentabilidade da atividade</strong>. Avaliar esse parâmetro permite intervenções rápidas e assertivas, tanto no ajuste de maquinário quanto na formulação de dietas.</p>
<p>Portanto, incorporar o KPS à rotina das fazendas leiteiras não é mais uma escolha, mas sim uma decisão estratégica alinhada à nutrição de precisão.</p>
<h2>Da rotina diária ao planejamento estratégico: aprenda a gerir de verdade.</h2>
<p>A gestão de uma fazenda de leite vai muito além de alimentar vacas e ordenhar. É preciso entender números, planejar a longo prazo e tomar decisões certeiras que assegurem eficiência e rentabilidade.</p>
<p>O <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-kps&amp;utm_medium=blog"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a> foi desenvolvido para ensinar, na prática, como transformar dados em resultados reais.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-kps&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39127 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="1361" height="469" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso.jpg 1361w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-300x103.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-1024x353.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-768x265.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-370x128.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-270x93.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-740x255.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/banner-gpl-curso-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1361px) 100vw, 1361px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Bal, M. A., Shaver, R. D., et al. (2000). Effect of Corn Silage Particle Length and Kernel Processing on Intake, Digestion, and Milk Production by Dairy Cows. <i>Journal of Dairy Science</i>. </span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">ESALQLAB (2021). Relatórios técnicos de análise de silagem. ESALQ/USP. Disponível em: https://www.esalq.usp.br</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Ferraretto, L. F., &amp; Shaver, R. D. (2012). Effect of Corn Kernel Processing on Performance of Lactating Dairy Cows. <i>Journal of Dairy Science</i>. </span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Ferraretto, L. F., &amp; Shaver, R. D. (2015). Laboratory evaluation of corn silage processing: KPS. <i>UW Extension Dairy Science Digest</i>.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Jobim, C. C., et al. (2007). A qualidade da silagem de milho na alimentação de vacas leiteiras. <i>Revista Brasileira de Zootecnia</i>.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Oba, M., &amp; Allen, M. S. (2003). Effects of corn grain conservation method on feeding behavior and productivity of lactating dairy cows. <i>Journal of Dairy Science</i>.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Shinners, K. J., &amp; Holmes, B. J. (2013). Kernel processing score: importance and targets. <i>University of Wisconsin Extension</i>.</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/processamento-de-graos-kps-da-silagem-de-milho/">Processamento de grãos (KPS) da silagem de milho: como medir e interpretar esse índice?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Ciclo estral em vacas leiteiras: entenda as fases e como identificar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 13:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[cio]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ciclo estral das vacas leiteiras é o ponto de partida fundamental para qualquer estratégia de reprodução eficiente em sistemas intensivos de produção. Esse processo fisiológico, cíclico e coordenado por uma complexa regulação hormonal, é responsável por preparar o organismo da fêmea para a ovulação e concepção. Em um cenário onde a rentabilidade está diretamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>ciclo estral das vacas leiteiras</strong> é o ponto de partida fundamental para qualquer estratégia de reprodução eficiente em sistemas intensivos de produção. Esse processo fisiológico, cíclico e coordenado por uma complexa regulação hormonal, é responsável por preparar o organismo da fêmea para a ovulação e concepção.</p>
<p>Em um cenário onde a rentabilidade está diretamente ligada à produtividade reprodutiva, entender as fases e os sinais do ciclo estral é mais do que conhecimento técnico, é uma necessidade prática e estratégica.</p>
<p>Compreender a dinâmica do ciclo estral permite que veterinários, zootecnistas e produtores otimizem decisões importantes, como o melhor momento para a inseminação artificial (IA) ou a aplicação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/">protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF)</a></strong>.</p>
<p>Cada fase (<strong>proestro, estro, metaestro e diestro</strong>) apresenta padrões hormonais e comportamentais específicos que, quando corretamente identificados, <strong>aumentam significativamente as taxas de concepção e reduzem custos operacionais</strong> relacionados a falhas reprodutivas.</p>
<p>Ao longo deste artigo, vamos explorar com profundidade as fases do ciclo estral bovino, suas alterações fisiológicas, comportamentais e hormonais, além de sua aplicação prática no campo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Compreendendo o ciclo estral das vacas leiteiras</h2>
<p>O <strong>ciclo estral</strong> é o conjunto de eventos fisiológicos e comportamentais recorrentes que preparam o trato reprodutivo da vaca para a concepção.</p>
<p>Em vacas leiteiras, este ciclo <strong>possui duração média de 21 dias</strong>, sendo considerado regular quando ocorre em intervalos consistentes. O entendimento detalhado do ciclo é essencial para o sucesso de técnicas como a inseminação artificial (IA) e a adoção de programas reprodutivos com base hormonal.</p>
<h3>O que é o ciclo estral?</h3>
<p>É uma sequência ordenada de alterações hormonais, morfológicas e comportamentais, que se repete ao longo da vida reprodutiva da fêmea não gestante. <strong>Sua principal característica externa é a manifestação do cio</strong>, cujo comportamento mais comum é a aceitação de monta, além da presença de muco, vulva edemaciada e vocalização, indicando que a fêmea está sexualmente receptiva e próxima da ovulação.</p>
<p>Diferentemente dos humanos, <strong>as vacas não menstruam</strong>. A menstruação consiste na eliminação do endométrio quando não ocorre fecundação. Em bovinos, esse tecido é reabsorvido, e o ciclo continua sem o sangramento observado em espécies menstruantes.</p>
<p>Essa distinção fisiológica reforça a importância de observar sinais comportamentais e hormonais específicos em ruminantes.</p>
<h3>Identificação do estro e sincronia do rebanho: o pilar da eficiência reprodutiva</h3>
<p>Mesmo com o uso de protocolos hormonais, como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), <strong>a identificação correta do estro segue sendo um dos principais fatores de sucesso reprodutivo</strong>. Reconhecer esse momento marcado por comportamentos típicos, como inquietação, vocalização e aceitação de monta, é essencial para aplicar as tecnologias de forma eficaz.</p>
<p>A partir dessa identificação, torna-se possível sincronizar o ciclo estral de diversas vacas, o que permite que todas estejam no ponto ideal de ovulação no momento da inseminação. Essa estratégia otimiza a mão de obra, reduz a necessidade de observação contínua e aumenta as taxas de concepção, sobretudo em sistemas de produção com alta densidade animal.</p>
<p>Cada rebanho possui características específicas que influenciam diretamente na resposta aos protocolos hormonais. O conhecimento do ciclo estral permite personalizar estratégias, escolhendo os protocolos mais adequados ao perfil das fêmeas e ao objetivo do produtor, seja ele reprodutivo, genético ou econômico.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39509" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/hormonios-reprodutivos.png" alt="Principais hormônios reprodutivos de vacas leiteiras" width="1094" height="715" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/hormonios-reprodutivos.png 1094w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/hormonios-reprodutivos-300x196.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/hormonios-reprodutivos-1024x669.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/hormonios-reprodutivos-768x502.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/hormonios-reprodutivos-370x242.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/hormonios-reprodutivos-270x176.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/hormonios-reprodutivos-740x484.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/hormonios-reprodutivos-150x98.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1094px) 100vw, 1094px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Fonte: Material de aulas Rehagro – Guilherme Correia</span></p>
<h2>Proestro: a preparação silenciosa para o cio</h2>
<p>O <strong>proestro é a primeira fase do ciclo estral</strong> e marca a transição entre o final do ciclo anterior, caracterizado pela<strong> luteólise</strong> (regressão do corpo lúteo) e o início do estro. Essa fase dura em média de <strong>3 a 4 dias</strong> e é fundamental para preparar o organismo da fêmea para a ovulação.</p>
<h3>Atividade hormonal</h3>
<p>O principal evento endocrinológico do proestro é a <strong>redução dos níveis de progesterona e o consequente aumento dos níveis de estrogênio</strong> (estradiol), produzidos pelos folículos ovarianos em crescimento. A hipófise anterior secreta FSH (hormônio folículo-estimulante), que estimula a emergência folicular, isto é, o crescimento de um grupo de folículos antrais no ovário.</p>
<p>Conforme esses folículos crescem, passam a secretar estradiol (E2) e inibina, os quais atuam por feedback negativo sobre a hipófise, reduzindo a liberação de FSH.</p>
<p>Com essa supressão, os folículos menores entram em atresia, enquanto apenas um prossegue no desenvolvimento. Este folículo diferencia-se por expressar receptores de LH nas células da granulosa, o que o torna sensível aos pulsos de LH (hormônio luteinizante) e o prepara para a ovulação.</p>
<p>Caso os pulsos de LH sejam insuficientes, o folículo dominante também pode entrar em atresia e uma nova onda folicular será iniciada. No entanto, se as condições hormonais forem favoráveis, o folículo dominante continuará seu crescimento até alcançar a maturação necessária.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39510" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/novilhas-monta.png" alt="Novilhas com interesse em montar outras fêmeas" width="455" height="192" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/novilhas-monta.png 455w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/novilhas-monta-300x127.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/novilhas-monta-370x156.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/novilhas-monta-270x114.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/novilhas-monta-150x63.png 150w" sizes="auto, (max-width: 455px) 100vw, 455px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Novilhas com interesse em montar as outras fêmeas. Fonte: Bruna Maeda</span></p>
<h3>Sinais comportamentais e clínicos</h3>
<p>Durante o proestro, <strong>embora a vaca ainda não esteja receptiva ao acasalamento</strong>, começam a surgir sinais comportamentais que indicam a proximidade do estro. Os principais incluem:</p>
<ul>
<li>Aumento da inquietação e movimentação no lote;</li>
<li>Interesse em montar outras vacas;</li>
<li>Maior vocalização;</li>
<li>Aumento da interação social com o rebanho.</li>
</ul>
<p>Esses comportamentos são induzidos pelo aumento progressivo do estradiol circulante, que atua no sistema nervoso central.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39511" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-1.jpg" alt="Sinais de comportamento das vacas no proestro" width="1204" height="812" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-1.jpg 1204w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-1-300x202.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-1-1024x691.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-1-768x518.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-1-370x250.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-1-270x182.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-1-740x499.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-1-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1204px) 100vw, 1204px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Adaptado de Wattiaux, 2009; The Babcock Institute, University of Wisconsin.</span></p>
<h2>Estro: a fase crítica da receptividade sexual e ovulação</h2>
<p>O <strong>estro</strong>, <strong>popularmente conhecido como cio</strong>, é a fase do ciclo estral em que <strong>a fêmea se encontra sexualmente receptiva, ou seja, aceita a monta</strong>. Essa fase representa o ponto máximo de fertilidade, sendo o momento ideal para realizar a inseminação artificial.</p>
<p>É considerada a fase mais curta e, ao mesmo tempo, <strong>mais crítica do ciclo estral</strong>, especialmente em sistemas intensivos que dependem de alta eficiência reprodutiva.</p>
<h3>Duração e importância da detecção</h3>
<p>A duração média do estro varia de <strong>12 a 18 horas</strong>, mas esse tempo pode ser ainda menor em vacas de alta produção leiteira, em razão das alterações hormonais e metabólicas que afetam o comportamento sexual (Roelofs et al., 2010). Isso reforça a importância de um monitoramento frequente e criterioso do rebanho, já que a perda da janela de estro pode comprometer as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxas de concepção</a></strong>.</p>
<p><strong>A inseminação deve ser realizada cerca de 12 horas após o início do estro</strong>, pois a ovulação ocorre, em média, 28 horas após o início do cio. Esse intervalo permite que os espermatozoides estejam no trato reprodutivo no momento ideal para a fecundação.</p>
<h3>Atividade hormonal durante o estro</h3>
<p>Durante essa fase, o <strong>estradiol</strong> atinge seu pico máximo, enquanto os níveis de progesterona permanecem baixos. Esse aumento no estradiol estimula o hipotálamo a liberar GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas), que, por sua vez, induz um pico de LH (hormônio luteinizante). O LH é o responsável direto pela ovulação do folículo dominante, que ocorre aproximadamente 28 horas após o início do estro (Keskin et al., 2011).</p>
<p>Essa sequência hormonal é essencial para que a fêmea atinja o ponto máximo de fertilidade, e qualquer alteração nesse eixo pode comprometer a ovulação e, consequentemente, a taxa de prenhez.</p>
<h3>Sinais comportamentais e físicos</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-taxa-de-deteccao-de-cio/">correta identificação do estro</a></strong> é um dos maiores desafios do manejo reprodutivo. Os principais sinais observáveis incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Aceitação da monta</strong>: é o sinal mais confiável de que a vaca está em estro.</li>
<li><strong>Agitação e inquietação</strong>: a vaca permanece mais ativa e caminha com frequência.</li>
<li><strong>Vocalização aumentada</strong>: mugidos constantes.</li>
<li><strong>Secreção vaginal clara e mucosa</strong>: com aspecto viscoso e transparente.</li>
<li><strong>Postura arqueada (lordose)</strong> durante a monta por outra fêmea.</li>
<li><strong>Redução do apetite e queda na produção de leite</strong> (em alguns casos).</li>
<li><strong>Rabo levantado, vulva edemaciada e hiperêmica.</strong></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39512" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio.jpg" alt="Sinais de detecção do cio em vacas leiteiras" width="1046" height="658" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio.jpg 1046w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-300x189.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-1024x644.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-768x483.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-370x233.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-270x170.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-740x466.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/sinais-deteccao-cio-150x94.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1046px) 100vw, 1046px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Fonte: Material de aula Rehagro</span></p>
<p>A observação desses sinais, preferencialmente duas a três vezes ao dia, aumenta a precisão na identificação do estro e permite maior sucesso na inseminação.</p>
<p>Em propriedades com rebanhos grandes, o uso de tecnologias auxiliares, como colares de monitoramento de atividade e sensores de monta, pode ser um diferencial para garantir a eficiência reprodutiva, desde que aplicadas com critério técnico e acompanhamento constante.</p>
<p>Além disso, estratégias simples e acessíveis como o uso de bastão de cera (tinta marcador de cio) e raspadinhas aplicadas na base da cauda também são amplamente utilizadas e eficazes na identificação do momento em que a fêmea está sendo montada, servindo como sinal indireto, porém confiável, da ocorrência do estro.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/estrategias-para-aumentar-deteccao-de-cio?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Metaestro: a transição da ovulação para a formação do corpo lúteo</h2>
<p>O <strong>metaestro é a fase de transição do ciclo estral</strong> que sucede o estro e se estende por cerca de <strong>3 a 5 dias</strong>. Inicia-se logo após a ovulação e é caracterizada por mudanças estruturais e hormonais no ovário, especialmente a formação do corpo lúteo (CL), processo conhecido como <strong>luteinização</strong>.</p>
<p>Essa fase <strong>marca o fim da receptividade sexual e o início da dominância da progesterona</strong>, hormônio essencial para o estabelecimento e manutenção da gestação.</p>
<h3>Atividade hormonal e luteinização</h3>
<p>Com o fim do estro e a ocorrência da ovulação, o folículo dominante que liberou o oócito passa por uma série de transformações celulares que resultam na formação do corpo lúteo funcional. Esse tecido endócrino passa a secretar <strong>altos níveis de progesterona</strong>, que têm como principal função:</p>
<ul>
<li><strong>Preparar o útero</strong> para uma possível gestação;</li>
<li><strong>Inibir o comportamento estral</strong> e os picos de GnRH;</li>
<li><strong>Prevenir novas ovulações</strong> durante esse período.</li>
</ul>
<p>A ação inibitória da progesterona ocorre principalmente sobre o eixo <strong>hipotálamo-hipófise</strong>, bloqueando a liberação de GnRH e, consequentemente, reduzindo os pulsos de LH. Dessa forma, ainda que haja produção de estradiol por pequenos folículos antrais remanescentes, esse estímulo não é suficiente para induzir um novo ciclo de ovulação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39513" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-1.jpg" alt="Fisiologia do ciclo estral" width="805" height="645" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-1.jpg 805w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-1-300x240.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-1-768x615.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-1-370x296.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-1-270x216.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-1-740x593.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-1-150x120.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 805px) 100vw, 805px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Fonte: Fisiologia do Ciclo Estral dos Animais Domésticos &#8211; Emanuel Isaque Cordeiro da Silva</span></p>
<h3>Comportamento e observações clínicas</h3>
<p>Durante o metaestro, <strong>a vaca deixa de demonstrar qualquer comportamento de cio e passa a apresentar um comportamento mais calmo e menos interativo</strong>. Nesse período, não há receptividade sexual, e o diagnóstico de estro seria considerado falso positivo caso ocorresse uma interpretação incorreta dos sinais (Senger, 2012).</p>
<p>Um sinal clínico que pode ocorrer em algumas vacas é o <strong>sangramento vaginal discreto</strong>, também conhecido como <strong>hemorragia do metaestro</strong>. Esse fenômeno é resultante da queda abrupta nos níveis de estrogênio ao final do estro e não representa fertilidade ou sucesso da ovulação, mas pode ser útil como indicador retrospectivo de que a ovulação ocorreu há cerca de 1 a 2 dias (Wattiaux, 2009; Rehagro, 2023).</p>
<p>Uma estratégia eficiente para otimizar o diagnóstico da ovulação durante o metaestro é a realização da ultrassonografia para verificação da <strong>presença do corpo lúteo (CL)</strong>.</p>
<p>Esse exame deve ser realizado cerca de <strong>quatro dias após a inseminação</strong>, sendo que a presença do CL indica que houve ovulação, com possibilidade de prenhez, enquanto sua ausência sugere que a vaca não ovulou e, portanto, não tem chance de concepção. Esse manejo permite identificar precocemente falhas ovulatórias, evitando atrasos reprodutivos e possibilitando a reinserção rápida da vaca em um novo protocolo hormonal.</p>
<h2>Diestro: a fase de máxima produção de progesterona</h2>
<p>O <strong>diestro é a fase mais longa e estável do ciclo estral bovino</strong>, com duração média de <strong>10 a 14 dias</strong>.</p>
<p>Inicia-se após a completa formação do corpo lúteo e é <strong>caracterizado por altos níveis de progesterona</strong>, em decorrência do pico funcional do corpo lúteo. Essa concentração elevada do hormônio é essencial para promover o desenvolvimento e a manutenção do endométrio uterino, criando um ambiente propício para a implantação embrionária (Senger, 2012). Além do bloqueio completo da atividade sexual e de novas ovulações.</p>
<h3>Regressão lútea e reinício do ciclo</h3>
<p><strong>Caso a fêmea não seja fecundada, o útero inicia a liberação de prostaglandina F2α (PGF2α)</strong>, principalmente por volta do 16º dia do ciclo, sinalizando ao ovário que não houve gestação. Essa prostaglandina atinge o corpo lúteo por via contralateral e induz sua luteólise, promovendo a queda abrupta dos níveis de progesterona (Silva, 2021).</p>
<p>Com a redução da progesterona, o hipotálamo volta a liberar GnRH, reiniciando o ciclo com uma nova onda folicular.</p>
<h3>Comportamento durante o diestro</h3>
<p>Durante o diestro,<strong> a vaca não manifesta sinais comportamentais de cio.</strong> O comportamento é neutro ou apático, e o animal tende a manter-se isolado e sem demonstrar receptividade.</p>
<p>Essa ausência de sinais visíveis pode dificultar a percepção de que o animal está em ciclo ativo, especialmente em manejos baseados exclusivamente em observação visual.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39514" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral.jpg" alt="Fisiologia do ciclo estral de vacas leiteiras" width="693" height="422" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral.jpg 693w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-300x183.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-370x225.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-270x164.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/fisiologia-ciclo-estral-150x91.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 693px) 100vw, 693px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Fonte: Fisiologia do Ciclo Estral dos Animais Domésticos &#8211; Emanuel Isaque Cordeiro da Silva</span></p>
<h2>Anestro: quando o ciclo estral é interrompido</h2>
<p>O <strong>anestro é uma condição em que a vaca deixa de manifestar ciclos estrais de forma regular</strong>, sendo caracterizado pela ausência de sinais de cio e de ovulação. Importante ressaltar que <strong>o anestro não é uma fase do ciclo estral</strong>, mas sim um estado de inatividade ovariana temporária, que pode comprometer a eficiência reprodutiva do rebanho leiteiro.</p>
<p>Esse fenômeno pode ocorrer de forma fisiológica, como no pós-parto ou em fêmeas pré-púberes, ou de forma patológica, quando associado a fatores nutricionais, metabólicos ou sanitários que afetam o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano</p>
<p>O anestro em vacas leiteiras é geralmente resultado de uma <strong>interação multifatorial</strong>, envolvendo aspectos fisiológicos, nutricionais, ambientais e sanitários.</p>
<p>Entre os fatores mais frequentes, destacam-se o <strong>balanço energético negativo (BEN)</strong> no pós-parto, o <a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/"><strong>estresse térmico</strong></a>, doenças uterinas como <a href="https://rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/"><strong>metrite</strong></a> e endometrite, além de deficiências de nutrientes essenciais. A identificação da causa específica requer uma avaliação criteriosa do histórico produtivo, estado corporal, condição sanitária e ambiente, permitindo intervenções mais direcionadas e eficazes no restabelecimento da ciclicidade ovariana.</p>
<p>Para o manejo adequado, é essencial o uso de ferramentas como a ultrassonografia transretal, que permite verificar a presença (ou ausência) de estruturas ovarianas funcionais (folículos e corpo lúteo). A identificação precoce de vacas em anestro é fundamental para a adoção de estratégias hormonais ou nutricionais que visem o restabelecimento da ciclicidade.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p><strong>Compreender o ciclo estral bovino vai além da teoria fisiológica</strong>: trata-se de uma competência prática essencial para a eficiência reprodutiva em sistemas leiteiros modernos. O reconhecimento das quatro fases, aliado ao entendimento da dinâmica hormonal e comportamental de cada uma delas, permite ações mais assertivas no manejo, com reflexos diretos sobre taxas de concepção, intervalos entre partos e produtividade do rebanho.</p>
<p>O domínio desse conhecimento técnico habilita o profissional a <strong>identificar com precisão o momento da ovulação, a selecionar e aplicar protocolos hormonais com base na fisiologia real do animal</strong>, e a personalizar estratégias de inseminação artificial ou IATF, adaptando-as ao perfil do rebanho e às metas da fazenda.</p>
<p>Mais do que aplicar hormônios ou seguir protocolos prontos, o verdadeiro impacto está em <strong>compreender o momento fisiológico de cada fêmea e transformar esse conhecimento em decisões estratégicas no campo.</strong></p>
<h2>Deixe de lado a tentativa e erro: aprenda o caminho comprovado para crescer no leite</h2>
<p>A pecuária leiteira exige cada vez mais eficiência e decisões assertivas. Muitos produtores ainda se apoiam na intuição, mas quem quer realmente crescer precisa dominar indicadores, gestão e técnicas que aumentam a produção sem elevar os custos de forma descontrolada.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-ciclo-estral&amp;utm_medium=blog"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende de forma prática, com especialistas que vivem o dia a dia no campo, e aplica imediatamente no seu negócio ou junto aos seus clientes.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">BÓ, G. A.; BARUSELLI, P. S.; VISINTIN, J. A. Controle farmacológico do ciclo estral em bovinos e sua aplicação para a inseminação artificial em tempo fixo (IATF). <i>Revista Brasileira de Reprodução Animal</i>, v. 43, n. 2, p. 181-190, 2019.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">KESKIN, A. et al. The timing of ovulation and conception rate in dairy cows treated with GnRH or estradiol benzoate. <i>Theriogenology</i>, v. 75, n. 3, p. 583–589, 2011.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">ROELOFS, J. B. et al. When is a cow in estrus? Clinical and practical aspects. <i>Theriogenology</i>, v. 74, n. 3, p. 327-344, 2010.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">SENGER, P. L. <i>Pathways to Pregnancy and Parturition</i>. 3. ed. Pullman: Current Conceptions Inc., 2012.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">SILVA, E. I. C. da. Fisiologia do Ciclo Estral dos Animais Domésticos. <i>Material acadêmico</i>. Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), 2021.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">WATTIAUX, M. A. <i>Bovine Reproduction</i>. The Babcock Institute for International Dairy Research and Development, University of Wisconsin-Madison, 2009. Disponível em: http://babcock.wisc.edu</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Indicadores de viabilidade econômica na pecuária leiteira: Payback, TIR, TMA e VPL</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/indicadores-economicos-pecuaria-leiteira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 12:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[indicadores]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sustentabilidade econômica de uma fazenda leiteira vai muito além da produção por vaca ou do preço pago pelo litro de leite. Para que o negócio seja competitivo e perene, é fundamental que o produtor adote práticas de gestão que permitam tomar decisões com base em dados concretos, especialmente quando se trata de investir capital [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A sustentabilidade econômica de uma fazenda leiteira vai muito além da produção por vaca ou do preço pago pelo litro de leite. Para que o negócio seja competitivo e perene, é fundamental que o produtor adote práticas de gestão que permitam tomar decisões com base em dados concretos, especialmente quando se trata de investir capital em novos projetos, reformas ou aquisições.</p>
<p>Nesse cenário, os <strong>indicadores de viabilidade econômica</strong>, como <em>Payback</em>, TIR, TMA e VPL, assumem papel central. Eles ajudam a responder às perguntas-chave: <i>Vale a pena construir um novo galpão? É hora de investir em uma ordenha automatizada? Quando o retorno virá?</i></p>
<p>Sem esses indicadores, o risco de decisões mal fundamentadas aumenta, e, com ele, o risco de comprometer a rentabilidade e a permanência na atividade leiteira.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Onde esses indicadores se encaixam na gestão de propriedades leiteiras</h2>
<p>Muitos produtores ainda tratam os investimentos de forma intuitiva, baseando-se apenas na necessidade ou na oportunidade percebida. No entanto, a <a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/"><strong>gestão técnico-financeira</strong></a> exige uma visão mais ampla e estruturada. É aí que entram os indicadores de viabilidade:</p>
<ul>
<li>O <strong><em>Payback </em></strong>informa em quanto tempo o capital investido retorna para o caixa da fazenda.</li>
<li>A <strong>TIR</strong> mostra a taxa de retorno do investimento considerando o valor do dinheiro no tempo.</li>
<li>A <strong>TMA</strong> define o mínimo aceitável de rentabilidade esperada, funcionando como critério de comparação.</li>
<li>O <strong>VPL</strong> indica se o investimento realmente agrega valor ao patrimônio da propriedade.</li>
</ul>
<p>Estes conceitos, quando aplicados corretamente, tornam-se instrumentos indispensáveis para quem busca <strong>segurança, eficiência e rentabilidade na produção leiteira</strong>.</p>
<p>A boa notícia é que, com as ferramentas e o conhecimento certos, <strong>qualquer produtor pode aprender a usá-los, </strong>inclusive em propriedades pequenas e médias.</p>
<h2>O que é <em>Payback</em> e por que ele importa?</h2>
<p>O <em>Payback</em> é um dos indicadores mais utilizados em <strong>análises de investimento no meio rural</strong>. Ele mede o tempo necessário para que o valor investido em um projeto seja recuperado, considerando apenas os fluxos de caixa gerados pelo próprio investimento. Em outras palavras, responde à pergunta: <i>em quanto tempo terei de volta o que investi?</i></p>
<p>No <strong><em>Payback</em> simples</strong>, somam-se os fluxos de entrada (receitas) até que compensam os fluxos de saída (investimento inicial e despesas). A partir do momento em que o saldo acumulado se torna positivo, considera-se que o investimento foi recuperado.</p>
<p><strong>Exemplo prático</strong>: Imagine que uma fazenda leiteira investiu R$ 120.000,00 na construção de um novo galpão de pré-parto. Se esse galpão passa a gerar um aumento de lucratividade de R$ 30.000,00 por ano, <strong>o <em>Payback</em> simples será de 4 anos</strong>.</p>
<h3>Diferenças para o <em>Payback</em> Descontado</h3>
<p>Apesar de ser útil e simples de calcular, o <em>Payback</em> simples tem uma limitação importante: <strong>não considera o valor do dinheiro no tempo</strong>. Isso significa que trata um real hoje com o mesmo valor de um real daqui a três anos, o que na prática, não condiz com a realidade econômica.</p>
<p>Para superar essa falha, utiliza-se o <em>Payback</em> descontado, que considera uma <strong>Taxa Mínima de Atratividade (TMA)</strong> para ajustar os fluxos futuros a valores presentes. Dessa forma, os retornos esperados são corrigidos com base em critérios econômicos mais realistas, aumentando a precisão da análise.</p>
<h3>Vantagens do <em>Payback</em></h3>
<ul>
<li>Simplicidade de cálculo e entendimento;</li>
<li>Útil para decisões rápidas;</li>
<li>Indicado para projetos com curto ciclo de retorno.</li>
</ul>
<h3>Limitações</h3>
<ul>
<li>Desconsidera a rentabilidade após o período de retorno;</li>
<li>Não analisa o lucro total do projeto;</li>
<li><em>Payback</em> simples ignora o valor do dinheiro no tempo.</li>
</ul>
<p>Por isso, o <em>Payback</em> deve ser visto como uma <strong>análise preliminar</strong>, que deve ser complementada por outros indicadores mais completos, como o VPL e a TIR.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-fluxo-caixa-propriedade-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-fluxo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39467 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa.png" alt="Planilha Fluxo de Caixa de Propriedade Leiteira" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>TIR: Taxa Interna de Retorno</h2>
<p>A <strong>Taxa Interna de Retorno (TIR)</strong>, ou <i>Internal Rate of Return (IRR)</i>, é um indicador financeiro que expressa, em termos percentuais, a rentabilidade de um projeto. Tecnicamente, a TIR é a <strong>taxa de desconto que torna o Valor Presente Líquido (VPL) igual a zero</strong>. Ou seja, ela identifica qual seria a taxa de juros equivalente ao retorno real gerado pelo investimento.</p>
<p>Diferente do<em> Payback</em>, que aponta apenas o tempo de retorno, a TIR mostra o quanto um investimento pode render. <strong>Quanto maior a TIR, maior a atratividade econômica do projeto</strong>.</p>
<p>A TIR pode ser interpretada como o “juros interno” do projeto. Se esse “juros” for maior do que o mínimo esperado pelo produtor (a TMA), o investimento é considerado viável.</p>
<h3>Interpretação dos resultados: quando um projeto é viável?</h3>
<p>A análise da TIR é feita comparando seu valor com a Taxa Mínima de Atratividade (TMA) definida previamente:</p>
<ul>
<li><strong>TIR &gt; TMA</strong>: O projeto é <strong>viável</strong> e deve ser aceito.</li>
<li><strong>TIR = TMA</strong>: O projeto é <strong>indiferente</strong>, pode ou não ser aceito.</li>
<li><strong>TIR &lt; TMA</strong>: O projeto é <strong>inviável</strong>, não atende à rentabilidade mínima exigida.</li>
</ul>
<p>Esse critério é muito útil em propriedades leiteiras com múltiplas opções de investimento, pois permite classificar projetos por ordem de atratividade financeira.</p>
<h3>TIR ou VPL: qual utilizar?</h3>
<p>Embora ambos os indicadores estejam intimamente ligados, há diferenças importantes:</p>
<ul>
<li>A <strong>TIR</strong> expressa a <strong>taxa de retorno percentual</strong>.</li>
<li>O <strong>VPL</strong> expressa o <strong>ganho líquido em reais</strong>.</li>
</ul>
<p>A TIR é ideal para comparar investimentos de portes diferentes, enquanto o VPL é mais indicado para verificar o impacto real em caixa. Portanto, o uso conjunto dos dois indicadores é a prática mais recomendada.</p>
<p><strong>Exemplo prático em uma fazenda leiteira: </strong></p>
<p>Imagine que uma propriedade pretende instalar um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenha-robotica/">sistema automatizado de ordenha</a></strong>, ao custo de R$ 200.000,00, com expectativa de gerar fluxo de caixa adicional de R$ 60.000,00 ao ano durante 5 anos.</p>
<p>Ao calcular a TIR com base nesses fluxos de caixa, o produtor encontra uma taxa de 18% ao ano. Se sua TMA for 12%, isso significa que o investimento é tecnicamente vantajoso, pois a taxa interna de retorno é superior ao mínimo exigido.</p>
<p>Esse tipo de análise é extremamente relevante em projetos de maior valor e longo prazo, onde o simples cálculo de <em>Payback</em> pode ser insuficiente para embasar a decisão.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-indicadores-economicos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>VPL: Valor Presente Líquido</h2>
<p>O <strong>Valor Presente Líquido (VPL)</strong>, ou <i>Net Present Value (NPV)</i>, é um dos indicadores mais robustos para avaliação de projetos. Ele mostra o valor líquido que um investimento trará para a propriedade, considerando todos os fluxos de entrada e saída ajustados pela TMA.</p>
<p>Matematicamente, <strong>o VPL é a soma dos fluxos de caixa futuros descontados pela TMA</strong>, <strong>subtraindo-se o investimento inicial</strong>. Se o resultado for positivo, significa que o projeto gera valor além do mínimo esperado; se for negativo, significa prejuízo econômico.</p>
<p><strong>Fórmula simplificada:</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><i>VPL = ∑ (Fluxo de Caixa / (1 + TMA)^t) – Investimento Inicial</i></strong></p>
<p>Onde <i>t</i> representa o número do período (anos, meses).</p>
<h3>Por que o VPL é o indicador mais confiável?</h3>
<p>Diferente do <em>Payback</em>, que ignora o retorno após o prazo de recuperação, ou da TIR, que pode gerar múltiplos resultados em projetos com fluxos irregulares, o VPL é direto, claro e altamente confiável. Ele indica:</p>
<ul>
<li>Se o investimento aumenta o patrimônio líquido da fazenda;</li>
<li>Quanto, em valores absolutos, o projeto pode gerar de benefício financeiro;</li>
<li>A viabilidade financeira de longo prazo do projeto.</li>
</ul>
<p>Além disso, o VPL considera o valor do dinheiro no tempo, tornando-se essencial em decisões estratégicas com impacto duradouro.</p>
<h3>Exemplos de VPL positivo e negativo em investimentos na fazenda</h3>
<p><strong>Exemplo de VPL positivo:</strong></p>
<p>Um produtor investe R$ 100.000,00 em um sistema de resfriamento de leite. Estima-se que o sistema gerará um fluxo de caixa adicional de R$ 30.000,00 por ano durante 4 anos. Considerando uma TMA de 10%, o VPL será de aproximadamente R$ 9.500,00.</p>
<p>Isso significa que o projeto, além de pagar o investimento, gera R$ 9.500,00 de valor líquido adicional à fazenda.</p>
<p><strong>Exemplo de VPL negativo:</strong></p>
<p>Suponha o mesmo projeto, mas com geração de fluxo de caixa de apenas R$ 20.000,00 por ano. O VPL, nesse caso, será negativo (em torno de –R$ 15.000,00), indicando que o projeto não cobre o custo de oportunidade do capital investido.</p>
<p>Portanto, mesmo que o investimento “se pague” em 5 anos (<em>Payback</em>), ele não é financeiramente viável, segundo o critério do VPL.</p>
<h2>Comparando os indicadores: quando usar cada um?</h2>
<h3>Análise integrada: Payback + TIR + VPL + TMA</h3>
<p>Cada indicador econômico oferece uma perspectiva diferente sobre um mesmo investimento. Por isso, em vez de escolher apenas um, o ideal é <strong>usar os quatro de forma complementar</strong>, formando uma análise integrada e mais segura para a tomada de decisão.</p>
<p>Veja como cada um contribui para o diagnóstico do projeto:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39504" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-comparacao-indicadores-economicos.jpg" alt="Tabela com comparação de indicadores econômicos" width="798" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-comparacao-indicadores-economicos.jpg 798w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-comparacao-indicadores-economicos-300x119.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-comparacao-indicadores-economicos-768x305.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-comparacao-indicadores-economicos-370x147.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-comparacao-indicadores-economicos-270x107.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-comparacao-indicadores-economicos-740x294.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-comparacao-indicadores-economicos-150x60.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 798px) 100vw, 798px" /></p>
<h2>Qual o melhor indicador para cada tipo de decisão?</h2>
<ul>
<li><strong>Projetos de pequeno porte ou com retorno rápido</strong>: o <em>Payback</em> simples pode ser suficiente para dar um norte ao produtor, especialmente se a liquidez for prioridade.</li>
<li><strong>Projetos com impacto de longo prazo ou alto investimento</strong>: o uso de TIR e VPL é indispensável. Eles fornecem segurança e visão estratégica de médio e longo prazo.</li>
<li><strong>Fazendas em processo de modernização ou expansão</strong>: a TMA precisa ser muito bem definida, pois pequenas variações podem alterar completamente os resultados de TIR e VPL.</li>
</ul>
<p><strong>Exemplo prático comparativo:</strong></p>
<p>Um produtor está decidindo entre dois investimentos:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Sistema de ordenha canalizada</strong>, com retorno de 14% ao ano e VPL de R$ 35.000,00;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Construção de novo barracão para recria</strong>, com retorno de 18% ao ano e VPL de R$ 15.000,00.</li>
</ol>
<p>Se a TMA for 12%, ambos os projetos são viáveis. No entanto, o sistema de ordenha tem maior ganho líquido (VPL), enquanto o barracão tem maior taxa de retorno (TIR). A escolha dependerá do objetivo da fazenda: maximizar o valor gerado ou maximizar a taxa de retorno com menor investimento.</p>
<h2>Aplicando os indicadores na realidade das fazendas leiteiras</h2>
<h3>Como fazer os cálculos na prática: passo a passo simplificado</h3>
<p>Mesmo sem conhecimento avançado em finanças, é possível aplicar <em>Payback</em>, TIR, TMA e VPL na gestão da fazenda utilizando planilhas simples ou softwares gratuitos. Veja um roteiro prático para usar esses indicadores:</p>
<ol>
<li><strong>Liste todos os custos do investimento</strong>: materiais, mão de obra, máquinas, instalações etc.</li>
<li><strong>Estime os fluxos de caixa futuros</strong>: ganhos esperados em função do investimento (ex.: mais leite vendido, redução de perdas, economia de mão de obra).</li>
<li><strong>Defina uma TMA coerente</strong>: com base no custo de oportunidade, risco da atividade e metas do produtor.</li>
<li><strong>Calcule o<em> Payback</em></strong>: veja em quantos anos o investimento se paga.</li>
<li><strong>Desconte os fluxos futuros com a TMA</strong>: para obter o <em>Payback</em> Descontado e o VPL.</li>
<li><strong>Use fórmulas ou ferramentas financeiras</strong> (como Excel) para calcular a TIR.</li>
</ol>
<p>Essa análise pode ser feita com apoio de um técnico, extensionista ou consultor rural, mas também pode ser realizada pelo próprio produtor, com capacitação adequada.</p>
<p><strong>Exemplo real: investimento em ordenha automatizada</strong></p>
<p>Contexto: um produtor pretende investir R$ 180.000,00 em um sistema automatizado de ordenha, que reduz o tempo de ordenha em 30% e melhora a higiene do leite, elevando o preço recebido.</p>
<p>Premissas do projeto:</p>
<ul>
<li>Aumento de receita líquida de R$ 50.000,00/ano;</li>
<li>Vida útil estimada: 6 anos;</li>
<li>TMA: 12%.</li>
</ul>
<p>Resultados esperados:</p>
<ul>
<li><em>Payback</em> simples: 3,6 anos;</li>
<li><em>Payback</em> descontado: 4 anos;</li>
<li>TIR: 17%;</li>
<li>VPL: R$ 33.000,00.</li>
</ul>
<p>Conclusão da análise: apesar de um retorno que só ocorre após o 4º ano (quando descontado), <strong>o projeto é tecnicamente viável</strong>, com retorno acima da TMA e geração líquida de valor. Isso dá ao produtor uma base sólida para tomar sua decisão com confiança.</p>
<h2>Benefícios estratégicos para o produtor rural</h2>
<h3>Otimização do uso de capital</h3>
<p>Ao utilizar indicadores como VPL, TIR, <em>Payback</em> e TMA, o produtor passa a <strong>investir de forma estratégica</strong>. Em vez de aplicar recursos apenas com base em “necessidades percebidas”, ele direciona o capital para projetos que realmente geram retorno, evitando desperdícios e otimizando cada real investido.</p>
<p>Isso é especialmente importante em um setor de margens apertadas como a pecuária leiteira, onde decisões mal calculadas podem comprometer todo o planejamento da safra ou da gestão do rebanho.</p>
<h3>Redução de riscos e aumento da previsibilidade</h3>
<p>A análise econômica também funciona como <strong>ferramenta de prevenção</strong>. Ao simular cenários e calcular retorno financeiro antes de iniciar um projeto, o produtor reduz a chance de surpresas desagradáveis no futuro.</p>
<p>Isso permite:</p>
<ul>
<li>Avaliar o melhor momento para investir;</li>
<li>Negociar melhor com fornecedores (com base no orçamento detalhado);</li>
<li>Planejar o fluxo de caixa da fazenda com antecedência e segurança.</li>
</ul>
<p>Além disso, a definição clara de uma TMA permite ao produtor balizar suas expectativas e manter o foco na sustentabilidade financeira do negócio.</p>
<h3>Apoio em decisões de expansão, modernização e inovação</h3>
<p>Com base nesses indicadores, o produtor consegue:</p>
<ul>
<li>Priorizar investimentos que mais agregam valor ao negócio</li>
<li>Aumentar a eficiência produtiva e financeira</li>
<li>Avaliar com clareza os impactos de ações como construção de novas instalações, aquisição de equipamentos modernos e implantação de tecnologias de gestão e automação.</li>
</ul>
<p>Em suma, o produtor que <strong>incorpora esses indicadores ao seu processo decisório</strong> <strong>passa a gerir sua fazenda como uma empresa rural moderna</strong>, com foco em resultados de longo prazo, estabilidade e crescimento.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A competitividade da pecuária leiteira brasileira não depende apenas da genética do rebanho, da qualidade do manejo ou da tecnologia empregada. Cada vez mais, ela está <strong>diretamente ligada à capacidade de tomar decisões financeiras bem embasadas</strong>, com foco em rentabilidade e sustentabilidade.</p>
<p>Entender e aplicar indicadores como <strong><em>Payback</em>, TIR, TMA e VPL</strong> não é mais uma exclusividade de grandes fazendas ou consultores financeiros. Pelo contrário, essas ferramentas são hoje instrumentos acessíveis e necessários para qualquer produtor rural, independentemente do porte da propriedade.</p>
<p>Em um cenário de custos crescentes e margens estreitas, aplicar esses conceitos pode representar a diferença entre permanecer na atividade ou não. Mais do que uma questão financeira, é uma <strong>estratégia de sobrevivência</strong> e crescimento no campo.</p>
<h2>Chegou a hora de conquistar mais resultados e reconhecimento na pecuária leiteira</h2>
<p>Você pode continuar enfrentando os mesmos problemas de rentabilidade, mão de obra e gestão… ou pode se preparar para ser <strong>referência na produção de leite</strong>.</p>
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<p>Autores: Gabriel Murta e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">KASSAI, José Roberto; CASANOVA, Silvia Pereira de Castro; SANTOS, Ariovaldo dos; ASSAF NETO, Alexandre. <i>Retorno de Investimento</i>. Editora Atlas S.A., 2007.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">LEMES JUNIOR, Antonio Barbosa; RIGO, Claudio Miessa; CHEROBIM, Ana Paula Mussi Szabo. <i>Administração Financeira</i>. Elsevier Editora Ltda., 2010.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PARIZE, Antonio João et al. <i>Administração Financeira Aplicada ao Agronegócio</i>. Editora UFV, 2015.</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Água para bezerras: por que oferecer desde os primeiros dias de vida?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/importancia-agua-para-bezerras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 12:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na fase inicial da vida das bezerras, cada detalhe do manejo nutricional influencia diretamente o desenvolvimento ruminal, o desempenho zootécnico e o bem-estar dos animais. Dentre esses cuidados, o fornecimento de água potável é, frequentemente, negligenciado ou subestimado, especialmente sob a justificativa de que o leite já supriria a demanda hídrica. Contudo, a ciência e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na fase inicial da vida das bezerras, cada detalhe do manejo nutricional influencia diretamente o desenvolvimento ruminal, o desempenho zootécnico e o bem-estar dos animais. Dentre esses cuidados, o fornecimento de água potável é, frequentemente, <strong>negligenciado ou subestimado</strong>, especialmente sob a justificativa de que o leite já supriria a demanda hídrica.</p>
<p>Contudo, a ciência e a prática de campo vêm demonstrando que essa abordagem pode comprometer silenciosamente o crescimento, a saúde e até a longevidade produtiva desses animais. Mais do que uma simples hidratação, <strong>a água desempenha funções fisiológicas e digestivas essenciais</strong>, especialmente nos primeiros dias de vida.</p>
<p>Neste artigo, você vai entender <strong>por que o acesso precoce à água é indispensável</strong>, quais são os <strong>impactos reais da sua ausência</strong>, e como um manejo hídrico adequado pode se tornar um diferencial técnico para o sucesso da criação de bezerras leiteiras.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39248" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/agua-bezerra.jpg" alt="Bezerras ingerindo água" width="632" height="473" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/agua-bezerra.jpg 632w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/agua-bezerra-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/agua-bezerra-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/agua-bezerra-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/agua-bezerra-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/agua-bezerra-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 632px) 100vw, 632px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Imagem de uma bezerra na fase inicial da vida ingerindo água. </span><span style="font-size: 14px;">Fonte: Bruna Maeda e Laryssa Mendonça </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><script>hbspt.forms.create({region: "na1",portalId: "5430441",formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"});</script></p>
</div>
<h2>Composição corporal e exigência hídrica inicial</h2>
<p>Ao nascimento, aproximadamente <strong>80% do peso corporal de uma bezerra é composto por água</strong>, o que reflete sua elevada taxa metabólica e demanda fisiológica nos primeiros dias de vida. Esse percentual é gradualmente reduzido com o desenvolvimento, à medida que ocorre a deposição de tecido adiposo, o qual representa de 65% a 75% do ganho de peso corporal nessa fase (Bartlett et al., 2006; Diaz et al., 2001).</p>
<p>Ainda assim, até os <strong>40 dias de idade</strong>, a proporção de água no organismo <strong>permanece acima de 70%</strong>, reforçando a importância do fornecimento constante e adequado de água potável durante esse período crítico.</p>
<p>A necessidade hídrica das bezerras está intimamente relacionada ao consumo de <strong>matéria seca (MS)</strong>. Um estudo clássico conduzido por Atkeson et al. (1934) demonstrou que, antes do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/">desmame</a></strong>, bezerras consomem em média <strong>cerca de 7 litros de água para cada quilo de MS ingerida</strong>. Após os seis meses de idade, essa relação diminui, estabilizando-se em aproximadamente 4 litros de água por quilo de MS.</p>
<p>Esses dados ilustram claramente que o requerimento hídrico varia de acordo com a<strong> idade do animal e sua ingestão alimentar</strong>, sendo maior nas fases iniciais, especialmente durante a introdução de concentrados.</p>
<p>Esse consumo pode ser ainda mais elevado em situações de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong>, nas quais as bezerras precisam dissipar calor e manter sua temperatura corporal. Estimativas baseadas em dados de bovinos jovens indicam que as exigências de manutenção energética aumentam entre 20% e 30% sob altas temperaturas ambientais (NRC, 2001). Sem acesso livre à água, essas demandas fisiológicas não são atendidas, comprometendo o bem-estar e o desempenho zootécnico.</p>
<p>Diante disso, entender o perfil hídrico corporal e os fatores que modulam o consumo de água em bezerras jovens é essencial para um <strong>manejo eficiente, preventivo e fisiologicamente adequado</strong>.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38345 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book criação de bezerras leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Quando iniciar o fornecimento de água?</h2>
<p>O fornecimento de água potável para bezerras deve ser <strong>iniciado nas primeiras 24 horas de vida</strong>. Embora o leite ou o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/">sucedâneo</a></strong> lácteo contenham aproximadamente <strong>87% de água em sua composição</strong>, esse líquido não é suficiente e nem adequado para suprir todas as necessidades hídricas da bezerra, principalmente quando se considera seu papel no desenvolvimento do trato digestivo funcional.</p>
<p>Ao ser ingerido, o leite é direcionado diretamente ao abomaso por meio da ação da <strong>goteira esofágica</strong>, um reflexo fisiológico que desvia o alimento líquido da porção anterior do rúmen-retículo-omaso. Ou seja, o leite não passa pelo <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, e portanto, não contribui para sua hidratação e desenvolvimento funcional.</p>
<p>Já a água, ao ser ingerida de forma independente, alcança o rúmen diretamente, promovendo o crescimento da microbiota ruminal e a ativação de processos fermentativos fundamentais à digestão de alimentos sólidos.</p>
<p>Essa interação é crítica: para que haja <strong>digestão efetiva de concentrados e forragens</strong>, é necessário que haja uma população microbiana ativa no rúmen, e isso só é possível com a presença de água. Como consequência, o acesso precoce à água <strong>estimula a ingestão de ração inicial</strong>, acelera o desenvolvimento do rúmen e contribui diretamente para o <strong>desempenho zootécnico</strong> das bezerras.</p>
<p>Negligenciar esse fornecimento compromete a eficiência alimentar, o ganho de peso e o tempo até o desaleitamento. Bezerras que não recebem água à vontade nas primeiras semanas tendem a consumir menos concentrado e a apresentar atraso no crescimento, como mostrado em diversos estudos, especialmente os conduzidos por Kertz et al. (1984, 2022).</p>
<p>Portanto, <strong>oferecer água potável e limpa desde o primeiro dia de vida é uma exigência técnica que vai além do bem-estar animal</strong>: é uma estratégia nutricional essencial para a transição de um animal monogástrico funcional (fase de aleitamento) para um ruminante eficiente (fase pós-desmame).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39249" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/bezerra-aleitamento.jpg" alt="Bezerra tomando água com ênfase na goteira esofágica" width="513" height="436" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/bezerra-aleitamento.jpg 513w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/bezerra-aleitamento-300x255.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/bezerra-aleitamento-370x314.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/bezerra-aleitamento-270x229.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/bezerra-aleitamento-353x300.jpg 353w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/bezerra-aleitamento-150x127.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 513px) 100vw, 513px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Ilustração do sistema digestivo de uma bezerra em aleitamento, evidenciando a presença da goteira esofágica. Fonte: Agros</span></p>
<h2>Impactos na ingestão de alimento sólido e crescimento</h2>
<p>A introdução de água desde os primeiros dias de vida não se limita à hidratação: ela é um dos principais fatores que impulsionam o <strong>consumo precoce de ração seca</strong> e o <strong>desenvolvimento ruminal</strong>. Essa relação direta tem reflexos concretos sobre o <strong>crescimento, a eficiência alimentar e o tempo até o desaleitamento</strong> das bezerras.</p>
<p>Estudos clássicos e contemporâneos reforçam essa correlação. Kertz et al. (1984) observaram que <strong>bezerras que não tiveram acesso à água livre nas quatro primeiras semanas de vida</strong> apresentaram uma <strong>redução de 31% no consumo de concentrado e 38% a menos de ganho de peso corporal</strong>, quando comparadas a bezerras alimentadas com a mesma dieta líquida, mas com água ad libitum (à vontade).</p>
<p>Já em um seguimento posterior, Kertz (2022) verificou que as bezerras com acesso precoce à água também consumiram, em média, 300 g a mais de leite por dia, apresentando maior altura e comprimento corporal e melhor eficiência alimentar até os 5 meses de idade (KERTZ et al., 1984; KERTZ, 2022).</p>
<p>O fornecimento de água estimula a <strong>mastigação, a salivação e o comportamento ingestivo</strong>, facilitando a aceitação precoce da ração inicial. Além disso, a presença de água no rúmen é determinante para o início da fermentação, o que leva à produção de ácidos graxos voláteis fundamentais para o desenvolvimento das papilas ruminais. A ausência de água reduz essa atividade microbiana, retardando o crescimento da mucosa ruminal e, portanto, o aproveitamento eficiente do alimento sólido (KHANDAGALE et al., 2008).</p>
<p>Outro aspecto relevante é o impacto direto da ingestão de água na digestibilidade da fibra. Bezerras que consomem mais água apresentam maior digestibilidade aparente da FDN e FDA, promovendo melhor aproveitamento dos nutrientes presentes nas rações iniciais e silagens oferecidas após o desaleitamento (LÓPEZ et al., 2021).</p>
<p>Além do ganho de peso, esses efeitos se refletem em menor idade ao desmame, maior precocidade sexual e, a longo prazo, melhor desempenho produtivo na vida adulta. Tudo isso torna o fornecimento precoce de água uma estratégia de manejo com reflexo direto no retorno econômico da propriedade leiteira.</p>
<h2>Efeitos sobre a saúde e bem-estar animal</h2>
<p>O fornecimento de água limpa e potável desde os primeiros dias de vida não é apenas uma questão nutricional, <strong>é uma estratégia preventiva essencial para a saúde e o bem-estar das bezerras</strong>. Durante as primeiras semanas, os bezerros enfrentam desafios fisiológicos que os tornam particularmente sensíveis à perda hídrica, sendo a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/">diarreia neonatal</a></strong> e o estresse térmico os dois principais fatores de risco nesse contexto</p>
<p>Nos quadros de diarreia, a perda de água e eletrólitos pode evoluir rapidamente para desidratação moderada ou grave. Embora o leite seja mantido na dieta nesses casos, é a água que os animais procuram instintivamente para tentar restaurar o equilíbrio hídrico. Bezerras que têm acesso livre à água durante episódios de diarreia apresentam comportamento ingestivo mais ativo e recuperação mais rápida, além de menor incidência de complicações secundárias (KERTZ et al., 1984). No entanto, nesses casos, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/soro-para-bezerros-e-seus-beneficios/">administração de soro oral</a></strong> como terapia de suporte é indispensável e deve ser adotada de forma imediata.</p>
<p>Em ambientes com temperaturas elevadas, a necessidade de dissipação de calor aumenta significativamente. Estimativas indicam que o estresse térmico pode <strong>elevar as exigências energéticas de manutenção em até 30% em bovinos jovens</strong>, tornando a oferta contínua de água um recurso indispensável para o controle térmico e o desempenho metabólico adequado (NATIONAL RESEARCH COUNCIL, 2001).</p>
<p>Outro ponto essencial é a <strong>qualidade da água oferecida às bezerras</strong>. Mesmo quando há disponibilidade hídrica, <strong>a presença de contaminantes físicos, químicos ou microbiológicos pode comprometer a saúde intestinal e a palatabilidade da água</strong>. Por isso, recomenda-se que a água destinada a bezerras leiteiras seja periodicamente avaliada com base em parâmetros específicos para animais jovens em aleitamento.</p>
<p>A seguir, será apresentada uma tabela técnica com os principais indicadores de qualidade da água para bezerras, que deve ser utilizada como referência para o monitoramento semestral.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39250" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/qualidade-agua-bezerras.jpg" alt="Tabela com informações sobre qualidade da água" width="614" height="577" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/qualidade-agua-bezerras.jpg 614w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/qualidade-agua-bezerras-300x282.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/qualidade-agua-bezerras-370x348.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/qualidade-agua-bezerras-270x254.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/qualidade-agua-bezerras-319x300.jpg 319w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/qualidade-agua-bezerras-150x141.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 614px) 100vw, 614px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Tabela sobre parâmetros da qualidade físico-química e microbiológica da água. Fonte: Padrão Ouro 2024</span></p>
<h2>Cuidados com o manejo da água para bezerras</h2>
<p>Para que a água cumpra seu papel nutricional, fisiológico e preventivo, <strong>o manejo do seu fornecimento deve ser tecnicamente planejado</strong>, considerando tanto o comportamento ingestivo das bezerras quanto às boas práticas zootécnicas de ambiência e higiene.</p>
<p>O primeiro ponto essencial é garantir que a <strong>água esteja sempre disponível em quantidade e qualidade adequadas</strong>. O fornecimento deve ser feito em recipientes próprios, de fácil acesso e com altura compatível com o tamanho dos animais. É fundamental que os bebedouros sejam limpos diariamente, evitando acúmulo de sujeira, restos de ração ou biofilme, que reduzem a palatabilidade e favorecem contaminações.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39251" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/higiene-bebedouro-bezerras.jpg" alt="Comparativo da higiene de bebedouros" width="685" height="424" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/higiene-bebedouro-bezerras.jpg 685w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/higiene-bebedouro-bezerras-300x186.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/higiene-bebedouro-bezerras-370x229.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/higiene-bebedouro-bezerras-270x167.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/higiene-bebedouro-bezerras-150x93.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 685px) 100vw, 685px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Comparativo da higiene do bebedouro: na primeira imagem, observam-se sujidades e presença de diarreia no chão; na sequência, o mesmo local após higienização adequada. Fonte: Bruna Maeda</span></p>
<p>Outro cuidado relevante é o <strong>posicionamento físico dos bebedouros em relação à ração seca</strong>. Idealmente, os dois recipientes devem estar fisicamente separados ou com alguma barreira entre eles, evitando que as bezerras derramem água sobre o concentrado, o que pode favorecer a fermentação e reduzir sua aceitação (KERTZ et al. 1984).</p>
<p>Com esses cuidados práticos, o fornecimento de água passa a ser um aliado direto no desempenho e bem-estar das bezerras.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A água é, indiscutivelmente, <strong>o nutriente mais crítico na fase inicial da vida das bezerras</strong>. Sua função vai muito além da hidratação: ela participa ativamente do equilíbrio metabólico, favorece o aproveitamento dos alimentos e é indispensável para o bom funcionamento do trato digestivo.</p>
<p>Desde os primeiros dias de vida, a disponibilidade de água potável e de livre acesso influencia diretamente o <strong>desenvolvimento ruminal, o comportamento ingestivo e, como consequência, o desempenho zootécnico</strong>.</p>
<p>Ignorar essa necessidade é comprometer silenciosamente o potencial de crescimento, a eficiência alimentar e até mesmo a imunocompetência dos animais. Diversos estudos demonstram que bezerras com acesso à água desde o início consomem mais ração, apresentam maior ganho de peso e maior digestibilidade de nutrientes. Ou seja, é uma prática simples que impacta diretamente na eficiência técnica e econômica do sistema.</p>
<p>Reforçando esse entendimento, revisões abrangentes como a “<em>100-Year Review</em>”, publicada no <i>Journal of Dairy Science</i>, demonstram que sem água disponível em quantidade e qualidade adequadas, não há desenvolvimento ruminal eficiente nem aproveitamento ideal de alimentos sólidos &#8211; dois pilares para a transição segura de um animal monogástrico funcional para um ruminante produtivo (KERTZ, 2022; NATIONAL RESEARCH COUNCIL, 2001).</p>
<p>Portanto, <strong>o fornecimento de água para bezerras não deve ser tratado como uma recomendação opcional,</strong> mas sim como um requisito zootécnico básico, com reflexos diretos sobre saúde, bem-estar, longevidade produtiva e rentabilidade da propriedade.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-26486" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg" alt="Debora Potenciano - Equipe Leite" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">ATKESON, F. W.; WARREN, T. R.; ANDERSON, G. C. Water consumption of dairy calves. <i>Journal of Dairy Science</i>, v. 17, n. 10, p. 695–703, 1934.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">AZEVEDO, Rafael Alves de et al. Padrão Ouro de Criação de Bezerras e Novilhas Leiteiras. 3. ed. Brasil, jun. 2024.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">BARTLETT, K. S. et al. Growth and body composition of dairy calves fed milk replacers containing different amounts of protein at two feeding rates. <i>Journal of Animal Science</i>, v. 84, p. 1454–1467, 2006.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">DIAZ, M. C. et al. Composition of growth of Holstein calves fed milk replacer from birth to 105-kilogram body weight. <i>Journal of Dairy Science</i>, v. 84, p. 830–842, 2001.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">KERTZ, A. F.; REUTZEL, L. F.; MAHAN, D. C. Ad libitum water intake by neonatal calves and its relationship to calf starter intake, weight gain, feces score, and season. <i>Journal of Dairy Science</i>, v. 67, n. 12, p. 2964–2969, 1984.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">KERTZ, A. F. Calf nutrition and management – 100 Year Review. <i>Journal of Dairy Science</i>, v. 105, p. 8586–8604, 2022.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">KHANDAGALE, P. V. et al. Calf nutrition from birth to breeding. <i>Journal of Veterinary Science</i>, 2008.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">LÓPEZ, A. J. et al. Effect of a milk byproduct-based calf starter feed on dairy calf nutrient consumption, rumen development, and performance when fed different milk levels. <i>Journal of Dairy Science</i>, 2021.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">NATIONAL RESEARCH COUNCIL. <i>Nutrient Requirements of Dairy Cattle</i>. 7. ed. Washington, DC: National Academy Press, 2001.</span></li>
</ul>
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		<title>E-book Fisiologia e manejo no período de transição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2025 12:09:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[período de transição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sucesso da lactação começa no período de transição Baixe gratuitamente o e-book e entenda como o manejo e a nutrição no pré e pós-parto impactam a saúde, a produção e a reprodução das vacas leiteiras. Descubra os cuidados essenciais, estratégias nutricionais e como prevenir doenças que comprometem a rentabilidade da sua fazenda. O que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O sucesso da lactação começa no período de transição</p>
<p>Baixe gratuitamente o e-book e entenda como o manejo e a nutrição no pré e pós-parto impactam a saúde, a produção e a reprodução das vacas leiteiras.</p>
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<ul>
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</ul>
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</ul>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/fisiologia-e-manejo-no-periodo-de-transicao?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-periodo-transicao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39469 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/e-book-periodo-transicao.png" alt="E-book Período de Transição de Vacas Leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/e-book-periodo-transicao.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/e-book-periodo-transicao-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/e-book-periodo-transicao-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/e-book-periodo-transicao-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/e-book-periodo-transicao-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/e-book-periodo-transicao-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/e-book-periodo-transicao-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
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		<title>Fibra fisicamente efetiva: entenda sua importância na dieta de vacas leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/fibra-fisicamente-efetiva-para-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 12:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[fibra]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A busca por eficiência produtiva aliada ao bem-estar animal tem levado nutricionistas, consultores e produtores a revisitar conceitos fundamentais da formulação de dietas para vacas leiteiras. Entre esses conceitos, o uso estratégico da fibra fisicamente efetiva (FFE) vem ganhando destaque. Esse tipo de fibra não se resume apenas à sua composição química, mas sim à [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A busca por eficiência produtiva aliada ao bem-estar animal tem levado nutricionistas, consultores e produtores a revisitar conceitos fundamentais da formulação de dietas para vacas leiteiras. Entre esses conceitos, o uso estratégico da <strong>fibra fisicamente efetiva (FFE)</strong> vem ganhando destaque.</p>
<p>Esse tipo de fibra não se resume apenas à sua composição química, mas sim à sua capacidade física de <strong>estimular o comportamento mastigatório e a ruminação</strong>. A FFE está diretamente ligada ao tempo de mastigação, à produção de saliva e, consequentemente, ao <strong>equilíbrio do pH ruminal</strong>, fatores essenciais para evitar distúrbios metabólicos e manter o desempenho produtivo.</p>
<p>O uso correto da FFE na dieta não apenas promove saúde ruminal, mas também pode atuar como mecanismo natural de controle do consumo de matéria seca, o que é especialmente importante em vacas de alta produção.</p>
<p>Ao longo deste artigo, você entenderá por que a FFE é importante para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> e o desempenho das vacas leiteiras, como ela atua na regulação do consumo de matéria seca, e quais são as quantidades recomendadas e como medi-las corretamente com o uso de ferramentas práticas como o PSPS.</p>
<p>Também veremos estratégias eficazes de formulação de dietas, exemplos reais de aplicação em campo, erros comuns e inovações tecnológicas que estão moldando o futuro da nutrição de precisão com base na FFE.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>A diferença entre FDN e FFE: o que realmente importa para a ruminação?</h2>
<p>Embora frequentemente utilizadas em conjunto, <strong>FDN (fibra em detergente neutro) e FFE</strong> não são sinônimos. A FDN representa a <strong>fração química</strong> da fibra (celulose, hemicelulose e lignina), ou seja, sua composição estrutural. Já a FFE refere-se à fração da FDN que possui <strong>características físicas</strong> capazes de estimular a ruminação (Mertens, 1997).</p>
<p>É possível, portanto, que uma dieta apresente níveis adequados de FDN mas baixos níveis de FFE, caso as partículas estejam excessivamente moídas, como em silagens muito picadas ou concentrados finamente processados.</p>
<p>Nesse cenário, mesmo com “fibra no papel”, o rúmen não recebe estímulo mecânico suficiente, o que pode desencadear queda na produção de saliva, acidose subclínica e alterações no comportamento alimentar das vacas (Armentano &amp; Pereira, 1997).</p>
<p>Por isso,<strong> avaliar a FFE é essencial</strong>, principalmente com o uso do <strong><em>Penn State Particle Separator</em></strong> <strong>(PSPS)</strong>, ferramenta que permite estimar o percentual de partículas com tamanho físico adequado à ruminação.</p>
<h2>Quando a fibra ajuda a limitar o consumo?</h2>
<p>Em vacas de alta produção, principalmente em fase de transição e pico de lactação, o apetite pode flutuar de forma intensa. Em alguns momentos, a vaca pode apresentar <strong>picos de ingestão de matéria seca</strong>, superando sua capacidade ruminal de processamento, o que aumenta o risco de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-do-deslocamento-de-abomaso/">deslocamento de abomaso</a></strong> e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong>.</p>
<p>Nesse cenário, a fibra fisicamente efetiva se apresenta como uma ferramenta de regulação natural do consumo, promovendo uma saciedade física que reduz a velocidade e o volume da ingestão voluntária de alimento, sem recorrer ao uso de aditivos ou estratégias restritivas (Armentano &amp; Swain, 1994).</p>
<p>Essa abordagem respeita a fisiologia do animal e previne o sobreconsumo, atuando preventivamente nos pontos críticos da nutrição de precisão: <strong>ritmo de ingestão, estabilidade ruminal e controle de distúrbios metabólicos.</strong></p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38444 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Planilha e guia planejamento forrageiro" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Como evitar picos de consumo e sobrecarga do rúmen?</h3>
<p>Um dos principais benefícios práticos da inclusão de FFE em níveis adequados é a <strong>estabilização do padrão de consumo diário.</strong> Quando a dieta apresenta partículas de fibra com bom tamanho (≥8 mm), o tempo de mastigação aumenta, a ingestão se torna mais lenta e o <strong>esvaziamento ruminal ocorre de forma gradual</strong>, o que evita:</p>
<ul>
<li>Fermentação excessiva e rápida de carboidratos;</li>
<li>Produção elevada de ácidos orgânicos em curtos períodos;</li>
<li>Desbalanceamento da microbiota ruminal;</li>
<li>Redução abrupta do pH e perda de eficiência digestiva.</li>
</ul>
<p>Dessa forma, a FFE atua como um <strong>mecanismo de autorregulação</strong>. Ela não impede o consumo, mas reduz a impulsividade e o excesso de ingestão em curto tempo, favorecendo um ambiente ruminal mais estável.</p>
<h2>Relação entre saciedade física e estabilidade metabólica</h2>
<p>A <strong>saciedade induzida pela FFE é diferente da saciedade energética</strong>, que ocorre quando as exigências calóricas são atendidas. No caso da FFE, a vaca sente-se “cheia” fisicamente antes de atingir o limite energético, o que é desejável em situações onde se busca prevenir excessos e favorecer a mobilização de gordura corporal.</p>
<p>Essa saciedade física promovida por partículas grandes e bem estruturadas de fibra ajuda a:</p>
<ul>
<li>Evitar consumo excessivo de concentrados;</li>
<li>Manter o esvaziamento ruminal em ritmo adequado;</li>
<li>Proteger a integridade do epitélio ruminal;</li>
<li>Contribuir para o equilíbrio entre consumo e metabolismo hepático.</li>
</ul>
<p>Portanto, em vez de ver a FFE apenas como componente “de saúde ruminal”, ela deve ser reconhecida como uma <strong>ferramenta nutricional ativa de controle do consumo</strong>, com implicações diretas sobre a produtividade, a sanidade e a longevidade da vaca leiteira.</p>
<h2>Quantidades ideais de FFE: quanto incluir na dieta sem comprometer o desempenho?</h2>
<p>Diversos estudos mostram que não basta apenas atingir uma determinada porcentagem de FDN (fibra em detergente neutro) na dieta — é essencial garantir que parte dessa fibra seja fisicamente efetiva, ou seja, tenha estrutura e tamanho adequados para estimular a ruminação.</p>
<p>A literatura técnica recomenda que a <strong>FDN total da dieta represente entre 28% e 34% da matéria seca</strong>, e dentro desse valor, pelo menos <strong>19% a 21% deve ser de FDN fisicamente efetiva (peNDF)</strong>, que é a fração com propriedades mecânicas eficazes (Mertens, 1997; Armentano &amp; Pereira, 1997).</p>
<p>A sigla peNDF vem de “<em>physically effective</em> NDF” e corresponde justamente à FDN contida nas partículas de tamanho mínimo necessárias para promover a ruminação.</p>
<p>É importante ressaltar que essas faixas de referência devem ser ajustadas conforme o perfil do lote animal. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">Vacas em pico de lactação, por exemplo, exigem dietas mais densas energeticamente</a></strong>, o que pode demandar um nível um pouco menor de peNDF, desde que haja bom controle do pH ruminal.</p>
<p>Já em vacas no final da lactação, secas ou em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">período de transição</a></strong>, níveis mais elevados de FFE são desejáveis para modular o consumo, prevenir distúrbios e estabilizar o metabolismo.</p>
<p>Portanto, o nutricionista deve personalizar a formulação com base na categoria animal e momento fisiológico, sempre buscando o equilíbrio entre:</p>
<ul>
<li>Estímulo à ruminação;</li>
<li>Segurança ruminal;</li>
<li>Densidade energética da dieta;</li>
<li>Padrão de consumo e produção desejada.</li>
</ul>
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<h2>A importância do PSPS na avaliação da FFE</h2>
<p>O principal método prático para mensurar a FFE na fazenda é o uso do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/penn-state/"><i>Penn State Particle Separator</i> (PSPS)</a></strong>. Trata-se de um conjunto de peneiras de diferentes tamanhos, usado para avaliar a distribuição das partículas presentes na dieta, especialmente em misturas TMR (<i>Total Mixed Ration</i>).</p>
<p>O PSPS tradicional conta com quatro peneiras empilhadas:</p>
<ol>
<li><strong>&gt;19 mm</strong>: partículas muito grandes (feno longo, palhada);</li>
<li><strong>8 a 19mm</strong>: partículas grandes efetivas (ideal para estimular a ruminação);</li>
<li><strong>1,18 a 8 mm</strong>: partículas médias (mais rapidamente fermentáveis);</li>
<li><strong>&lt;1,18 mm</strong>: partículas finas, geralmente pouco efetivas.</li>
</ol>
<p>Exemplo prático de mensuração:</p>
<p>Imagine uma dieta com os seguintes resultados no PSPS:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39256" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-psps.jpg" alt="Avaliação PSPS" width="477" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-psps.jpg 477w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-psps-300x194.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-psps-370x240.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-psps-270x175.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-psps-150x97.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Soma da fração fisicamente efetiva: 6% + 23% = 29% da MS total</strong></p>
<p>Agora, aplicando isso sobre a FDN:</p>
<p>Se a dieta tem <strong>32% de FDN na MS,</strong> a fração peNDF (fisicamente efetiva) será:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>peNDF = 32% × 0,29 = 9,28%</strong></p>
<p>Nesse exemplo, a <strong>peNDF está abaixo do ideal (mínimo de 19%)</strong>, o que indica necessidade de ajuste, como incluir feno de partículas maiores, reduzir moagem da silagem ou revisar o balanceamento da TMR.</p>
<p>Esse tipo de análise é importante para:</p>
<ul>
<li>Evitar subestimativa de FFE, que leva à acidose;</li>
<li>Evitar excesso, que pode reduzir o consumo e o desempenho;</li>
<li>Ajustar rapidamente dietas na propriedade, com base em avaliação visual e quantitativa.</li>
</ul>
<h2>Estratégias práticas para otimizar a FFE na formulação de dietas</h2>
<h3>Escolha das fontes de fibra: mais do que atender à FDN</h3>
<p>A base de qualquer formulação eficiente com foco em FFE está na escolha qualificada das fontes de fibra. Nem toda fibra bruta ou FDN contribui para a efetividade física desejada. É necessário garantir ingredientes com tamanho de partícula adequado e boa estrutura física.</p>
<p>As principais fontes utilizadas na prática incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Fenagem de gramíneas bem curadas</strong>: feno de tifton, coast-cross, azevém ou capim-elefante são excelentes para elevar o teor de FFE. Partículas longas (acima de 8 mm) são especialmente úteis.</li>
<li><strong>Silagens estruturadas</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">silagem de milho</a></strong> colhida no ponto correto e com tamanho de partícula ajustado contribui positivamente. Atenção ao uso de processadores de grão, que podem reduzir o tamanho da fibra de forma excessiva. Por isso é importante o acompanhamento criterioso durante todo processo de ensilagem.</li>
</ul>
<p>Atenção: Ingredientes fibrosos moídos finamente (farelos, cascas processadas, etc.) <strong>não fornecem estímulo suficiente à ruminação,</strong> mesmo que tenham FDN elevada no rótulo.</p>
<h3>Mistura total (TMR): uniformidade e distribuição das partículas</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-tmr-e-pmr/">dieta TMR</a></strong> (<em>Total Mixed Ration</em>) precisa garantir homogeneidade de distribuição das partículas, para que cada bocada forneça uma porção balanceada de nutrientes e fibra. Uma das maiores causas de falhas no fornecimento de FFE é a <strong>separação de partículas</strong>, também chamada de &#8220;<em>sorting</em>&#8220;.</p>
<p>Boas práticas para evitar separação:</p>
<ul>
<li><strong>Misturar os ingredientes na sequência correta</strong>, iniciando pelos volumosos.</li>
<li><strong>Verificar o nível de matéria seca da TMR</strong>: valores abaixo de 40% MS facilitam a aderência entre partículas e reduzem a seleção.</li>
<li><strong>Evitar inclusão excessiva de silagem</strong> muito úmida ou finamente picada, que favorece o sorting.</li>
<li><strong>Observar se a vaca “escolhe” o concentrado e deixa o volumoso no cocho</strong> — esse é um sinal claro de baixa efetividade na FFE.</li>
</ul>
<p>Dica prática: Avalie a TMR com o PSPS, aplicando-o antes e após o fornecimento. Grandes variações indicam que as vacas estão selecionando ingredientes, o que prejudica o efeito da fibra.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39257" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-tmr.jpg" alt="Avaliação da TMR" width="585" height="780" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-tmr.jpg 585w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-tmr-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-tmr-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-tmr-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/avaliacao-tmr-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 585px) 100vw, 585px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Imagem da avaliação da TMR com a <em>Penn State</em> após o fornecimento, na foto temos a avaliação de cima para baixo: &gt;19mm; 8-19mm; Fundo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Fonte: Afonso Marques</span></p>
<h3>Adaptação por fase de lactação: um ponto-chave no uso da FFE</h3>
<p>O nível ideal de FFE não é fixo: ele deve ser ajustado conforme o estágio fisiológico e o desempenho produtivo da vaca.</p>
<ul>
<li><strong>Pré-parto (<em>close-up</em>)</strong>: Nível mais alto de FFE (em torno de 22% peNDF), com dieta moderadamente energética. Objetivo: controle do consumo, estabilidade ruminal, preparação e adaptação das papilas ruminais e prevenção de cetose e deslocamento de abomaso.</li>
<li><strong>Pico de lactação</strong>: Foco em <strong>densidade energética</strong>. Reduz-se ligeiramente a FFE (podendo ficar entre 20%-22% peNDF), desde que mantida a integridade ruminal. Aqui, a seleção de partículas deve ser rigorosamente controlada e também a avaliação das vacas em relação à característica das fezes e acidose.</li>
<li><strong>Meio e final da lactação</strong>: Pode-se retomar níveis intermediários de FFE (20%–22%) para promover saúde ruminal, modular o consumo e estabilizar a curva de produção.</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/"><strong>Vacas secas</strong></a>: Aumenta-se novamente a FFE (24% ou mais), com foco em controle de ingestão e prevenção de distúrbios metabólicos na transição.</li>
</ul>
<p>Essa adaptação estratégica permite atender às exigências específicas de cada fase, equilibrando consumo, eficiência e saúde ruminal.</p>
<h2>Tendências e inovações no uso da FFE na nutrição de ruminantes</h2>
<p>Desde a publicação da revisão do NRC em 2021, agora sob o nome NASEM – National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine, houve um avanço significativo na compreensão do papel funcional da fibra na nutrição de vacas leiteiras.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nasem-2021-exigencias-nutricionais-de-bovinos-leiteiros/">NASEM 2021</a> </strong>reconhece que:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A <strong>densidade física dos ingredientes e o tamanho de partícula</strong> são tão importantes quanto a composição química da fibra.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A recomendação de <strong>peNDF mínima</strong> para vacas de alta produção deve considerar <strong>as condições do sistema de manejo, conforto e acesso ao cocho</strong>.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A inclusão de <strong>fibra indigestível, mas fisicamente efetiva</strong>, pode ser positiva em situações específicas, como vacas secas, para controle do apetite e prevenção de distúrbios (NASEM, 2021).</li>
</ul>
<p>Além disso, o modelo de predição de consumo foi ajustado para considerar parâmetros físicos da dieta, e não apenas sua composição energética — o que reforça a importância da FFE como elemento de precisão nutricional.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A fibra fisicamente efetiva (FFE) é um elemento-chave na nutrição moderna de vacas leiteiras, pois atua como <strong>reguladora natural do consumo, protetora da saúde ruminal e estabilizadora do metabolismo</strong>. Sua importância transcende a simples inclusão de fibra na dieta: ela exige análise física, técnica e contextualizada.</p>
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<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Mertens, D. R. (1997). Fibra como uma entidade física: relações com a digestibilidade e eficácia da fibra em dietas para ruminantes. <i>Journal of Dairy Science</i>, 80(12), 1463–1481.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Armentano, L. E., &amp; Pereira, M. N. (1997). Fatores que afetam a eficácia da fibra na ração de vacas leiteiras. <i>Journal of Dairy Science</i>, 80(5), 1416–1428.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Mooney, C. S., &amp; Allen, M. S. (1997). Efeitos da concentração dietética de fibras e amido no comportamento alimentar de vacas leiteiras. <i>Journal of Dairy Science</i>, 80(6), 1562–1574.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Armentano, L. E., Swain, S. M., &amp; Clark, J. H. (1994). Fibra efetiva em dietas para vacas leiteiras de alta produção. <i>Journal of Dairy Science</i>, 77(5), 1441–1451.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">FAZU (2012). <i>Fibra Efetiva e Fibra Fisicamente Efetiva: Conceitos e Importância na Nutrição de Ruminantes</i>. FAZU em Revista, Uberaba, n. 9, p. 69–84. Disponível em: https://1library.org/document/y6ew12oz.html</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">NASEM (2021). <i>Nutrient Requirements of Dairy Cattle</i>. National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine. Washington, DC: The National Academies Press. https://doi.org/10.17226/25806</span></li>
</ul>
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		<title>Planilha Fluxo de caixa de propriedade leiteira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2025 19:05:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[PLANILHAS]]></category>
		<category><![CDATA[fluxo de caixa]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Organize as finanças da sua fazenda leiteira com mais clareza e controle</p>
<p>Baixe gratuitamente a planilha de fluxo de caixa e registre todas as receitas, despesas e investimentos da sua produção de leite.</p>
<p>Com essa ferramenta simples e prática, você terá mais controle sobre a rentabilidade da fazenda e poderá tomar decisões com base em dados reais.</p>
<h2>O que você vai conseguir com essa planilha:</h2>
<ul>
<li>Registrar com facilidade todas as receitas do leite e outras fontes da fazenda;</li>
<li>Controlar despesas fixas, variáveis e eventuais com clareza;</li>
<li>Avaliar a lucratividade mês a mês da atividade leiteira;</li>
<li>Identificar gargalos financeiros e oportunidades de redução de custos;</li>
<li>Ter uma visão clara para tomar decisões com mais segurança e estratégia.</li>
</ul>
<h2>Este material é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de leite que desejam profissionalizar a gestão financeira da fazenda;</li>
<li>Técnicos e consultores que acompanham propriedades e orientam decisões econômicas;</li>
<li>Gestores familiares que querem mais controle sobre a entrada e saída de recursos.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-fluxo-de-caixa-de-propriedade-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-fluxo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39467 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa.png" alt="" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/planilha-fluxo-caixa-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/planilha-fluxo-de-caixa-de-propriedade-leiteira/">Planilha Fluxo de caixa de propriedade leiteira</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Planilha Oportunidades de ganhos com a redução da mastite</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/planilha-oportunidades-de-ganhos-com-a-reducao-da-mastite/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/planilha-oportunidades-de-ganhos-com-a-reducao-da-mastite/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 19:53:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[PLANILHAS]]></category>
		<category><![CDATA[mastite clínica]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=39439</guid>

					<description><![CDATA[<p>Controle a mastite clínica e reduza perdas no rebanho leiteiro Baixe gratuitamente a planilha e acompanhe com precisão a incidência da mastite clínica na sua fazenda. Com essa ferramenta, você pode registrar os casos, calcular as oportunidades de ocorrência e avaliar a taxa de incidência, tudo com base em dados reais, ajudando na tomada de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Controle a mastite clínica e reduza perdas no rebanho leiteiro</p>
<p>Baixe gratuitamente a planilha e acompanhe com precisão a incidência da mastite clínica na sua fazenda.</p>
<p>Com essa ferramenta, você pode registrar os casos, calcular as oportunidades de ocorrência e avaliar a taxa de incidência, tudo com base em dados reais, ajudando na tomada de decisão e no manejo sanitário do rebanho.</p>
<h2>O que você vai conseguir com essa planilha:</h2>
<ol>
<li>Registrar e acompanhar todos os casos de mastite clínica mês a mês;</li>
<li>Calcular a taxa de incidência de mastite com base nas oportunidades reais;</li>
<li>Avaliar a evolução do problema ao longo do ano com dados consolidados;</li>
<li>Apoiar ações preventivas e corretivas com base em números concretos;</li>
<li>Reduzir perdas econômicas e melhorar o bem-estar e a sanidade do rebanho.</li>
</ol>
<h2>Esta planilha é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de leite que desejam controlar a mastite com mais eficiência;</li>
<li>Técnicos e consultores que acompanham sanidade de rebanhos leiteiros;</li>
<li>Gestores de fazenda preocupados com perdas por descarte de leite, antibióticos e queda de produção.</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Guia Tipos de instalações para bezerras leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/guia-tipos-de-instalacoes-para-bezerras-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 12:44:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GUIAS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerreiro]]></category>
		<category><![CDATA[criação de bezerras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=39454</guid>

					<description><![CDATA[<p>Aprenda como montar instalações adequadas para bezerras leiteiras Baixe gratuitamente o guia técnico e descubra como projetar ou avaliar instalações para bezerras. Veja comparativos entre alojamentos individuais e coletivos, dimensões ideais, cuidados sanitários e medidas por idade e fase de crescimento. Um material essencial para garantir bem-estar, sanidade e desenvolvimento adequado. O que você vai [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aprenda como montar instalações adequadas para bezerras leiteiras</p>
<p>Baixe gratuitamente o guia técnico e descubra como projetar ou avaliar instalações para bezerras.</p>
<p>Veja comparativos entre alojamentos individuais e coletivos, dimensões ideais, cuidados sanitários e medidas por idade e fase de crescimento. Um material essencial para garantir bem-estar, sanidade e desenvolvimento adequado.</p>
<h2>O que você vai encontrar neste material:</h2>
<ul>
<li>Comparativo entre alojamento individual e coletivo: vantagens, desvantagens e recomendações;</li>
<li>Medidas ideais para bezerreiros tipo gaiola e argentinos, com foco em conforto e sanidade;</li>
<li>Dimensões para galpões coletivos de recria com base em peso e idade dos animais;</li>
<li>Requisitos mínimos de espaço de cocho e cama por bezerra;</li>
<li>Dicas práticas: formação de lotes homogêneos e separação de animais doentes.</li>
</ul>
<h2>Este material é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de leite que desejam melhorar o bem-estar e desempenho das bezerras;</li>
<li>Técnicos e veterinários responsáveis por estruturação e manejo de maternidade e recria;</li>
<li>Funcionários de fazenda envolvidos nos cuidados com bezerro(as).</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Planilha Cálculo de ganhos com eficiência reprodutiva</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/planilha-calculo-de-ganhos-com-eficiencia-reprodutiva/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 12:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[PLANILHAS]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=39443</guid>

					<description><![CDATA[<p>Melhore a eficiência reprodutiva e veja o lucro crescer no leite Baixe gratuitamente a planilha e descubra o impacto econômico que ganhos na taxa de prenhez podem gerar no seu rebanho. Uma ferramenta prática para calcular a evolução da eficiência reprodutiva e visualizar com clareza os ganhos financeiros da sua produção de leite. O que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Melhore a eficiência reprodutiva e veja o lucro crescer no leite</p>
<p>Baixe gratuitamente a planilha e descubra o impacto econômico que ganhos na taxa de prenhez podem gerar no seu rebanho.</p>
<p>Uma ferramenta prática para calcular a evolução da eficiência reprodutiva e visualizar com clareza os ganhos financeiros da sua produção de leite.</p>
<h2>O que você vai conseguir com essa planilha:</h2>
<ul>
<li>Estimar o ganho financeiro com o aumento da taxa de prenhez no rebanho;</li>
<li>Simular diferentes cenários reprodutivos e avaliar impacto econômico por animal;</li>
<li>Visualizar quanto dinheiro está sendo perdido com ineficiência reprodutiva;</li>
<li>Apoiar decisões sobre intensificação do manejo, nutrição e sanidade reprodutiva;</li>
<li>Justificar investimentos em tecnologias como IATF, protocolo hormonal e acompanhamento técnico.</li>
</ul>
<h2>Esta planilha é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de leite que buscam melhorar os índices reprodutivos da fazenda;</li>
<li>Técnicos e consultores que monitoram o desempenho reprodutivo dos rebanhos;</li>
<li>Gestores que desejam embasar decisões de investimento com dados financeiros.</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Planilha Evolução anual do rebanho leiteiro</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/planilha-evolucao-anual-do-rebanho-leiteiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 12:34:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[PLANILHAS]]></category>
		<category><![CDATA[evolução do rebanho]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=39436</guid>

					<description><![CDATA[<p>Monitore a evolução do seu rebanho ao longo do ano com clareza Baixe gratuitamente a planilha e acompanhe o desempenho anual do seu rebanho leiteiro. Com essa ferramenta, você visualiza a evolução dos indicadores mês a mês e toma decisões com base em dados. Controle a quantidade de animais por categoria, entradas e saídas do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Monitore a evolução do seu rebanho ao longo do ano com clareza</p>
<p>Baixe gratuitamente a planilha e acompanhe o desempenho anual do seu rebanho leiteiro. Com essa ferramenta, você visualiza a evolução dos indicadores mês a mês e toma decisões com base em dados.</p>
<p>Controle a quantidade de animais por categoria, entradas e saídas do rebanho e acompanhe a dinâmica produtiva da fazenda.</p>
<h2>O que você vai conseguir com essa planilha:</h2>
<ul>
<li>Acompanhar mês a mês a evolução do rebanho por categoria: vacas, bezerras, novilhas;</li>
<li>Registrar entradas (nascimentos, compras) e saídas (vendas, descartes, mortes) com facilidade;</li>
<li>Visualizar gráficos de crescimento e redução do rebanho ao longo do ano;</li>
<li>Apoiar decisões de manejo, reprodução, venda e reposição com base nos dados reais;</li>
<li>Ter uma visão clara e estratégica da dinâmica do plantel leiteiro.</li>
</ul>
<h2>Esta planilha é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de leite que desejam profissionalizar o controle do rebanho;</li>
<li>Técnicos e consultores que fazem acompanhamento zootécnico de fazendas leiteiras;</li>
<li>Gestores que tomam decisões sobre reposição, descarte e manejo do rebanho.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/planilha-evolucao-anual-do-rebanho-leiteiro/">Planilha Evolução anual do rebanho leiteiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Guia Principais doenças uterinas de vacas leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/guia-principais-doencas-uterinas-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 12:29:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GUIAS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[problemas uterinos]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=39447</guid>

					<description><![CDATA[<p>Evite prejuízos reprodutivos no seu rebanho leiteiro com prevenção certeira Baixe gratuitamente o guia técnico sobre as principais doenças uterinas que afetam vacas leiteiras. Entenda os sintomas, causas, formas de prevenção e metas reprodutivas que garantem melhor desempenho reprodutivo e mais produtividade no leite. O que você vai encontrar neste material: Conceito e diagnóstico das principais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Evite prejuízos reprodutivos no seu rebanho leiteiro com prevenção certeira</p>
<p>Baixe gratuitamente o guia técnico sobre as principais doenças uterinas que afetam vacas leiteiras.</p>
<p>Entenda os sintomas, causas, formas de prevenção e metas reprodutivas que garantem melhor desempenho reprodutivo e mais produtividade no leite.</p>
<h2>O que você vai encontrar neste material:</h2>
<ul>
<li>Conceito e diagnóstico das principais doenças uterinas;</li>
<li>Fatores predisponentes como imunossupressão, distocia, higiene, nutrição e estresse;</li>
<li>Medidas práticas de prevenção e controle, incluindo espaçamento de cocho, limpeza e uso correto de luvas;</li>
<li>Metas ideais de incidência das doenças para a fazenda;</li>
<li>Imagens reais do campo para facilitar a identificação dos sintomas clínicos.</li>
</ul>
<h2>Este material é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de leite que querem evitar perdas reprodutivas e melhorar a taxa de prenhez;</li>
<li>Técnicos e veterinários que atuam no manejo sanitário de vacas no pré e pós-parto ;</li>
<li>Gestores de fazenda que buscam padronizar o manejo sanitário e reduzir descarte involuntário.</li>
</ul>
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]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Guia Passagem de sonda em bezerras leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/guia-passagem-de-sonda-em-bezerras-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 12:28:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GUIAS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[criação de bezerras]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=39451</guid>

					<description><![CDATA[<p>Passagem de sonda em bezerras: veja o passo a passo correto Baixe gratuitamente o guia técnico e aprenda como realizar a passagem de sonda em bezerras de forma segura, eficiente e higiênica. Um material direto, com fotos de cada etapa e orientações práticas para uso no campo, seja para colostragem ou reidratação oral. O que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-passagem-de-sonda-em-bezerras-leiteiras/">Guia Passagem de sonda em bezerras leiteiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Passagem de sonda em bezerras: veja o passo a passo correto</p>
<p>Baixe gratuitamente o guia técnico e aprenda como realizar a passagem de sonda em bezerras de forma segura, eficiente e higiênica.</p>
<p>Um material direto, com fotos de cada etapa e orientações práticas para uso no campo, seja para colostragem ou reidratação oral.</p>
<h2>O que você vai encontrar neste material:</h2>
<ul>
<li>Como conter corretamente a bezerra durante o procedimento;</li>
<li>Como posicionar a mão no pescoço para sentir a sonda passar pela garganta;</li>
<li>Cuidados com a posição da cabeça para evitar erros e facilitar o esvaziamento;</li>
<li>Higienização e uso correto da sonda apenas para colostro ou soro oral;</li>
<li>Como garantir que a sonda esteja corretamente posicionada antes da infusão.</li>
</ul>
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<h2>Este material é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de leite que atuam com bezerros recém-nascidos;</li>
<li>Técnicos e veterinários que orientam protocolos de colostragem e hidratação;</li>
<li>Funcionários de fazenda responsáveis pela maternidade.</li>
</ul>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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</div>
</div>
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</div>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-passagem-de-sonda-em-bezerras-leiteiras/">Guia Passagem de sonda em bezerras leiteiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Planilha Custo de produção na pecuária leiteira</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/planilha-custo-de-producao-na-pecuaria-leiteira/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/planilha-custo-de-producao-na-pecuaria-leiteira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 14:44:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[PLANILHAS]]></category>
		<category><![CDATA[custos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=39433</guid>

					<description><![CDATA[<p>Descubra quanto custa produzir 1 litro de leite na sua fazenda Baixe gratuitamente a planilha e calcule com precisão o custo de produção de leite Organize despesas fixas, variáveis, depreciação e investimentos para identificar gargalos, melhorar o controle financeiro e tomar decisões mais lucrativas na pecuária leiteira. O que você vai conseguir com essa planilha: [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/planilha-custo-de-producao-na-pecuaria-leiteira/">Planilha Custo de produção na pecuária leiteira</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Descubra quanto custa produzir 1 litro de leite na sua fazenda</p>
<p>Baixe gratuitamente a planilha e calcule com precisão o custo de produção de leite</p>
<p>Organize despesas fixas, variáveis, depreciação e investimentos para identificar gargalos, melhorar o controle financeiro e tomar decisões mais lucrativas na pecuária leiteira.</p>
<h2>O que você vai conseguir com essa planilha:</h2>
<ul>
<li>Calcular com exatidão o custo por litro de leite produzido;</li>
<li>Controlar despesas fixas, variáveis e operacionais;</li>
<li>Incluir depreciação de máquinas, benfeitorias e custo com mão de obra;</li>
<li>Identificar quais áreas da produção mais impactam nos custos;</li>
<li>Apoiar decisões sobre investimentos, ajustes de manejo e precificação.</li>
</ul>
<h2>Esta planilha é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de leite que desejam entender onde estão os principais custos de produção;</li>
<li>Técnicos e consultores que acompanham fazendas e ajudam a melhorar resultados financeiros;</li>
<li>Gestores e administradores que precisam controlar o caixa da atividade leiteira.</li>
</ul>
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		<title>Guia Higienização de casinhas de bezerras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/guia-higienizacao-de-casinhas-de-bezerras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 14:30:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GUIAS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[criação de bezerras]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Evite doenças nas bezerras com uma higienização correta das casinhas Baixe gratuitamente o guia técnico e visual com o passo a passo completo de higienização de casinhas para bezerras. Um protocolo detalhado, ilustrado e validado em campo para garantir a biosseguridade das instalações, reduzir o risco de doenças neonatais e melhorar os resultados da criação. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Evite doenças nas bezerras com uma higienização correta das casinhas</p>
<p>Baixe gratuitamente o guia técnico e visual com o passo a passo completo de higienização de casinhas para bezerras.</p>
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<h2>O que você vai encontrar neste material:</h2>
<ul>
<li>Os 5 passos fundamentais para higienizar corretamente casinhas de bezerras;</li>
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<li>Tempo de ação mínimo para cada produto de limpeza e desinfecção;</li>
<li>Cuidados com a secagem e reaplicação do desinfetante quando a bezerra for alojada em outro dia;</li>
<li>Recomendação de diluição do dióxido de cloro e qualidade da água a ser usada.</li>
</ul>
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<ul>
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<li>Funcionários de fazenda responsáveis pela limpeza e rotina das maternidades.</li>
</ul>
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		<title>Seleção de alimentos no cocho: causas, impactos e como evitar prejuízos</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/selecao-de-alimentos-no-cocho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2025 12:00:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[cocho]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No contexto da produção leiteira intensiva, a busca por máxima eficiência alimentar é constante. A seleção de alimentos no cocho por vacas leiteiras pode comprometer seriamente o desempenho zootécnico e a rentabilidade da atividade. Esse comportamento consiste na capacidade do animal em escolher determinados ingredientes da dieta total misturada (TMR), favorecendo partículas mais palatáveis ou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>No contexto da produção leiteira intensiva, a busca por máxima eficiência alimentar é constante. A <strong>seleção de alimentos no cocho</strong> por vacas leiteiras pode comprometer seriamente o desempenho zootécnico e a rentabilidade da atividade.</p>
<p>Esse comportamento consiste na capacidade do animal em escolher determinados ingredientes da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-tmr-e-pmr/">dieta total misturada (TMR)</a></strong>, favorecendo partículas mais palatáveis ou de menor densidade, e deixando para trás frações fibrosas ou menos atrativas.</p>
<p>Embora possa parecer inofensivo, esse hábito <strong>altera o perfil nutricional da dieta ingerida</strong>, desequilibrando a relação entre fibra e concentrado, impactando a saúde ruminal e, como consequência, a qualidade e quantidade de leite produzido (Armentano et al., 2005).</p>
<p>O fenômeno é influenciado por uma série de fatores, desde características físicas da dieta, como granulometria, umidade e densidade das partículas, até aspectos comportamentais e sociais dos animais. A seleção alimentar compromete o consumo efetivo de fibra fisicamente efetiva, o que pode desencadear distúrbios digestivos como acidose ruminal subclínica, além de prejudicar a composição do leite, especialmente o teor de gordura (Mattos &amp; Pedroso, 2005).</p>
<p>A compreensão desse comportamento, suas causas, sinais e formas de controle, é essencial não apenas para o bem-estar animal, mas para a viabilidade econômica do sistema de produção.</p>
<p><strong>Observações rotineiras no cocho, manejo assertivo da dieta e o uso de ferramentas adequadas para avaliação da mistura</strong> são práticas fundamentais para prevenir a seleção e garantir que cada vaca consuma exatamente aquilo que foi formulado para seu desempenho ótimo.</p>
<p>Nos tópicos a seguir, vamos explorar as causas da seleção de alimentos, como identificá-la na rotina da fazenda, quais impactos ela gera sobre a produção de leite e, principalmente, como corrigi-la com técnicas de manejo nutricional comprovadamente eficazes.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><script>hbspt.forms.create({region: "na1",portalId: "5430441",formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"});</script></p>
</div>
<h2>Por que as vacas selecionam alimentos?</h2>
<p>A seleção de alimentos por vacas leiteiras ocorre principalmente devido a <strong>diferenças físicas, químicas e sensoriais dos componentes</strong> presentes na dieta total misturada (TMR).</p>
<p>Esse comportamento é uma resposta natural dos animais à busca por ingredientes mais palatáveis, geralmente ricos em energia e baixa fibra, o que pode comprometer o equilíbrio nutricional planejado para o lote.</p>
<h3>Fatores físicos: tamanho e estrutura das partículas</h3>
<p>Um dos principais fatores que favorecem a seleção é o<strong> tamanho das partículas da dieta</strong>. Quando a dieta contém partículas muito longas (ex.: feno mal processado) ou muito finas (como pó de milho ou farelos), as vacas têm maior facilidade para separar os componentes, empurrando com o focinho ou lambendo seletivamente os ingredientes mais apetitosos. Dietas secas ou mal misturadas também favorecem esse comportamento seletivo, dificultando o consumo homogêneo da ração (Armentano et al., 2005).</p>
<p>A falta de homogeneidade na mistura da TMR intensifica esse problema. Se os ingredientes mais pesados ou úmidos se depositam no fundo do vagão ou do cocho, os animais acabam tendo acesso desigual aos nutrientes, o que não apenas estimula a seleção, como compromete diretamente a ingestão balanceada de energia, fibra e proteína.</p>
<h3>Fatores sensoriais e palatabilidade</h3>
<p>A <strong>palatabilidade dos ingredientes</strong> também influencia fortemente a seleção. Ingredientes mais doces ou úmidos, como polpa cítrica úmida ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-milho-na-producao-leiteira-como-melhorar-a-qualidade-digestibilidade-e-eficiencia-animal/">silagens</a></strong> bem fermentadas, tendem a ser preferidos em detrimento de fibras secas ou alimentos com menor aceitação sensorial. O aroma, a textura e o sabor da ração influenciam diretamente nas escolhas dos animais no cocho.</p>
<p>Além disso, o teor de umidade da dieta é decisivo: misturas muito secas permitem maior separação dos componentes, enquanto dietas com umidade entre 45% a 55% de matéria seca tendem a promover maior uniformidade no consumo (Leonardi &amp; Armentano, 2003).</p>
<h3>Fatores comportamentais e sociais</h3>
<p>O comportamento de seleção também está ligado à <strong>dinâmica social do rebanho</strong>. Vacas dominantes têm acesso preferencial ao cocho e podem escolher os melhores ingredientes, enquanto vacas subordinadas acabam consumindo os restos, com menor valor nutricional.</p>
<p>Além disso, quando há longos intervalos entre as refeições ou fornecimento irregular da dieta, as vacas chegam ao cocho com mais fome e mais propensas a selecionar rapidamente os componentes mais energéticos (DeVries et al., 2007).</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Como identificar se há seleção no cocho?</h2>
<p>Detectar precocemente o comportamento de seleção alimentar é fundamental para evitar desequilíbrios nutricionais e prejuízos produtivos.</p>
<p>A boa notícia é que há <strong>formas práticas e eficazes</strong> para identificar se as vacas estão selecionando a dieta e elas devem fazer parte da rotina de monitoramento em propriedades leiteiras.</p>
<h3>1. Avaliação visual das sobras no cocho</h3>
<p>A maneira mais direta e acessível de detectar a seleção de alimentos é por meio da <strong>avaliação visual das sobras</strong>. Após algumas horas do fornecimento da dieta, observe os resíduos deixados no cocho:</p>
<ul>
<li><strong>Presença de partículas mais fibrosas</strong> (como feno, palha ou espigas);</li>
<li><strong>Diferença de cor ou textura</strong> em relação à dieta fornecida;</li>
<li><strong>Volume de sobra acima de 3%</strong> do total ofertado diariamente.</li>
</ul>
<p>Se os resíduos aparentarem ser de menor valor nutricional e fibrosos, é um indicativo de que as vacas estão separando os ingredientes, consumindo seletivamente apenas as frações mais energéticas da dieta.</p>
<h3>2. Uso do separador de partículas de <i>Penn State</i></h3>
<p>Para uma avaliação técnica mais precisa, recomenda-se o uso do Separador de Partículas da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/penn-state/"><i>Penn State</i></a></strong> (PSPS). Essa ferramenta permite classificar a dieta em diferentes frações de tamanho e comparar:</p>
<ul>
<li>A composição da dieta original (antes do fornecimento);</li>
<li>A composição das sobras no cocho (após o consumo parcial).</li>
</ul>
<p>Se houver <strong>diferenças significativas</strong> entre a proporção das partículas maiores (&gt;19 mm) e menores (&lt;8 mm) entre o início e o fim do consumo, isso confirma a existência de seleção (Kononoff et al., 2003). A recomendação ideal para vacas em lactação é:</p>
<ul>
<li>2% a 8% da matéria seca em partículas maiores que 19 mm;</li>
<li>30% a 50% entre 8 e 19 mm;</li>
<li>30% a 40% entre 1,18 e 8 mm;</li>
<li>&lt;20% em partículas menores que 1,18 mm (fina/pó).</li>
</ul>
<h3>3. Observação do comportamento alimentar</h3>
<p>Observar o momento da alimentação é importante. Alguns sinais indicam que há seleção no cocho:</p>
<ul>
<li>Vacas <strong>mexendo ou empurrando o alimento com o focinho</strong>, em vez de consumir diretamente;</li>
<li><strong>Lambedura seletiva</strong> de ingredientes mais úmidos ou concentrados;</li>
<li><strong>Animais agrupados apenas em partes do cocho</strong>, geralmente nas extremidades;</li>
<li><strong>Variações na ingestão ao longo do dia</strong>, com acúmulo de fibra no final.</li>
</ul>
<p>Além disso, alterações produtivas como <strong>queda no teor de gordura do leite</strong> ou <strong>aumento da incidência de distúrbios ruminais</strong> também podem ser reflexo de seleção alimentar crônica e devem acionar o alerta para uma revisão do manejo da dieta.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-selecao-cocho&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Impactos da seleção alimentar na produção de leite</h2>
<p>A seleção de alimentos no cocho pode parecer um comportamento inofensivo à primeira vista, mas seus efeitos sobre a produção e a saúde dos animais são amplamente negativos e, muitas vezes, silenciosos.</p>
<p>Esse comportamento altera a composição da dieta ingerida em relação à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta formulada</a></strong>, comprometendo o <strong>equilíbrio nutricional</strong> e refletindo diretamente nos <strong>resultados produtivos e econômicos</strong> da fazenda leiteira.</p>
<h3>Queda no consumo de fibra efetiva</h3>
<p>Quando as vacas evitam os componentes fibrosos da dieta, o consumo de fibra fisicamente efetiva (FfE), essencial para a motilidade ruminal, é reduzido. Isso prejudica o processo de ruminação, diminui a produção de saliva (que é tamponante natural do rúmen) e pode comprometer o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">pH ruminal</a></strong>.</p>
<p>Segundo estudos de Armentano et al. (2005), vacas que consomem dietas com baixo teor de fibra efetiva apresentaram maior risco de desenvolver distúrbios ruminais e tiveram menor desempenho zootécnico quando comparadas a vacas alimentadas com dietas mais equilibradas.</p>
<h3>Redução do teor de gordura no leite</h3>
<p>Um dos primeiros sinais produtivos de que há seleção alimentar é a <strong>queda do teor de gordura do leite</strong>, causada pela menor fermentação da fibra e consequente redução na produção de ácidos graxos voláteis como o acetato, precursor direto da gordura do leite.</p>
<p>Esse efeito, além de comprometer a qualidade do leite, <strong>prejudica o pagamento por qualidade</strong>, reduzindo o rendimento financeiro do produtor, especialmente em sistemas de bonificação por sólidos.</p>
<h3>Acidose ruminal subclínica e distúrbios digestivos</h3>
<p>A ingestão desbalanceada favorecida pela seleção de componentes energéticos e pouco fibrosos pode levar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose ruminal</a></strong> subclínica (SARA). Esta condição é caracterizada por uma queda moderada e prolongada do pH ruminal, que afeta a microbiota do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, reduz a digestibilidade da fibra e aumenta o risco de laminite, timpanismo e outras doenças metabólicas (Plaizier et al., 2008).</p>
<p>A acidose não só impacta o bem-estar animal como também <strong>reduz a longevidade produtiva das vacas</strong> e compromete a eficiência alimentar geral do rebanho.</p>
<h3>Perdas econômicas invisíveis</h3>
<p>Além dos prejuízos diretos na produção de leite, a seleção alimentar causa <strong>perdas econômicas silenciosas</strong>:</p>
<ol>
<li>Aumento no volume de sobras e desperdício de ingredientes caros;</li>
<li>Queda na eficiência alimentar (kg de leite por kg de matéria seca consumida);</li>
<li>Custos com tratamentos para distúrbios digestivos;</li>
<li>Redução da persistência de lactação.</li>
</ol>
<p>Esses impactos somados podem representar uma perda significativa no faturamento anual da fazenda, especialmente em sistemas de produção intensiva com alto custo por litro de leite.</p>
<h2>Técnicas práticas para evitar a seleção de alimentos no cocho</h2>
<p>Evitar que as vacas selecionem a dieta no cocho exige um conjunto de ações integradas, desde o preparo da mistura até a observação comportamental dos animais. O objetivo é garantir que cada vaca consuma a dieta tal como foi formulada, preservando seu equilíbrio nutricional e maximizando o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">desempenho zootécnico</a></strong>.</p>
<h3>Formulação correta da TMR: foco na granulometria</h3>
<p>A primeira barreira contra a seleção é a <strong>formulação adequada da dieta total misturada (TMR)</strong>. A granulometria ideal dos ingredientes é essencial para promover a homogeneidade da mistura e dificultar a separação dos componentes.</p>
<p>A TMR deve conter:</p>
<ul>
<li><strong>Partículas longas suficientes para estimular a ruminação</strong> (cerca de 8% a 10% com mais de 19 mm);</li>
<li><strong>Partículas intermediárias entre 30% e 50%</strong> (8–19 mm);</li>
<li><strong>Evitar excesso de partículas muito finas</strong> (&lt;1,18 mm), pois facilitam a segregação e podem acelerar a fermentação (Kononoff et al., 2003).</li>
</ul>
<p>Dica prática: Use o separador de <em>Penn State</em> rotineiramente para avaliar a consistência da mistura.</p>
<h3>Mistura homogênea e bem distribuída</h3>
<p>Uma <strong>mistura mal feita permite que ingredientes mais leves ou pesados se concentrem em pontos distintos</strong> do vagão ou do cocho, favorecendo a seleção.</p>
<p>Para evitar isso:</p>
<ul>
<li>Siga uma sequência correta de carregamento no vagão misturador (primeiro volumosos, depois concentrados);</li>
<li>Respeite o tempo de mistura recomendado pelo fabricante;</li>
<li>Garanta que o equipamento esteja calibrado e com facas em bom estado;</li>
<li>Após descarregar, verifique se a ração está uniformemente distribuída no cocho.</li>
</ul>
<p>Misturas visualmente homogêneas reduzem drasticamente a possibilidade de seleção.</p>
<h3>Controle da umidade da dieta</h3>
<p>A umidade da mistura tem papel central na adesão entre partículas. Dietas <strong>muito secas favorecem a separação dos ingredientes</strong>. Já uma <strong>umidade excessiva</strong> (&gt;55% de MS) pode <strong>reduzir a ingestão por afetar o apetite das vacas</strong>.</p>
<p>Recomendação prática:</p>
<ul>
<li>Trabalhar com <strong>45% a 55% de matéria seca</strong> (MS) na TMR (Leonardi et al., 2005);</li>
<li>Corrigir com inclusão de ingredientes úmidos (polpa cítrica, silagem, melaço) ou ajuste de água na mistura, conforme necessário;</li>
<li>Usar balança ou sensores de umidade quando disponíveis</li>
</ul>
<h3>Aproximação e fornecimento estratégico da dieta</h3>
<p>Mesmo uma dieta bem misturada pode se tornar seletiva ao longo do dia, devido ao deslocamento dos ingredientes no cocho. Por isso, a aproximação regular do trato para perto dos animais é essencial.</p>
<p>Boas práticas:</p>
<ul>
<li>Aproximar a dieta no <strong>mínimo 5 vezes ao dia</strong>, especialmente nas 4 horas após o fornecimento;</li>
<li>Evitar longos períodos de escassez de alimento no cocho;</li>
<li>Fornecer a dieta <strong>em horários fixos e consistentes</strong>, para evitar picos de seleção.</li>
</ul>
<p>A previsibilidade reduz a ansiedade alimentar e melhora a ingestão global.</p>
<h3>Monitoramento e ajustes contínuos</h3>
<p>Mesmo com boas práticas implantadas, é necessário <strong>avaliar constantemente a resposta do rebanho</strong>:</p>
<ul>
<li>Analise sobras com o separador de partículas;</li>
<li>Registre o comportamento das vacas durante as refeições;</li>
<li>Monitore parâmetros produtivos (gordura, consumo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">escore de fezes</a></strong>).</li>
</ul>
<p>Essas informações permitem ajustes finos na dieta e no manejo, mantendo a ingestão o mais próxima possível do que foi formulado.</p>
<h2>Checklist de avaliação e manejo das sobras</h2>
<p>A observação das sobras no cocho é uma das ferramentas mais acessíveis e eficazes para identificar problemas de seleção alimentar. Quando bem utilizada, essa prática permite ajustar rapidamente o fornecimento e melhorar o aproveitamento da dieta.</p>
<h3>Ferramenta prática: Checklist da Ohio State University</h3>
<p>Pesquisadores da Ohio State University Extension desenvolveram um checklist prático para que técnicos e produtores possam avaliar, diariamente, a eficiência do fornecimento da dieta e detectar sinais de seleção. A ideia é simples: <strong>quanto mais respostas &#8220;SIM&#8221;, menor o risco de seleção e desperdício</strong>.</p>
<p>Confira abaixo as principais perguntas do checklist adaptado para propriedades leiteiras brasileiras:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38938" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/checklist-selecao-cocho.png" alt="Checklist seleção de cocho" width="649" height="414" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/checklist-selecao-cocho.png 649w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/checklist-selecao-cocho-300x191.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/checklist-selecao-cocho-370x236.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/checklist-selecao-cocho-270x172.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/checklist-selecao-cocho-470x300.png 470w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/checklist-selecao-cocho-150x96.png 150w" sizes="auto, (max-width: 649px) 100vw, 649px" /></p>
<p><strong>Caso a resposta seja &#8220;NÃO&#8221; para um ou mais itens, isso indica a necessidade de ajustes no manejo ou na formulação da dieta.</strong></p>
<h3>Interpretação prática do checklist</h3>
<ul>
<li><strong>Excesso de sobras (&gt;5%)</strong>: pode indicar fornecimento exagerado, baixa palatabilidade da dieta ou seleção intensa;</li>
<li><strong>Sobras muito fibrosas ou secas</strong>: indicam separação de componentes e consumo preferencial dos concentrados;</li>
<li><strong>Cocho vazio por longos períodos</strong>: aumenta o comportamento seletivo e favorece vacas dominantes;</li>
<li><strong>Dieta muito úmida ou fermentada</strong>: pode causar rejeição e comprometer a ingestão total de MS.</li>
</ul>
<p>O checklist deve ser usado diariamente, preferencialmente após a última refeição do dia, junto com a avaliação visual do comportamento dos animais e as anotações zootécnicas.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A seleção de alimentos no cocho é um <strong>desafio multifatorial que impacta diretamente o equilíbrio nutricional das vacas leiteiras</strong>, refletindo em distúrbios ruminais, alterações na composição do leite e redução da eficiência alimentar.</p>
<p>Esse comportamento está relacionado à granulometria inadequada, à má homogeneização da dieta, à variação na umidade da TMR e à dinâmica social dos animais no momento da alimentação.</p>
<p>A observação de sobras fibrosas, mudanças no teor de gordura do leite e sinais comportamentais como empurramento da ração são indícios consistentes de que o consumo real da dieta está desalinhado com o que foi planejado nutricionalmente. Compreender e controlar esse fenômeno é essencial para garantir que cada vaca consuma, de forma uniforme, todos os nutrientes necessários para sua produtividade e saúde ruminal.</p>
<p>Práticas bem fundamentadas de manejo alimentar, aliadas à leitura do comportamento animal e ao uso de ferramentas técnicas como o separador de partículas, tornam possível prevenir a seleção de alimentos.</p>
<p>Assim, evita-se o desperdício de ingredientes, minimiza-se o risco de acidose e promove-se uma maior consistência produtiva no rebanho. A <strong>seleção no cocho</strong>, portanto, deve ser vista como um <strong>indicador-chave de eficiência zootécnica</strong> e não apenas como um detalhe operacional.</p>
<h2>Cada vaca que seleciona alimento no cocho é um alerta de que sua dieta não está funcionando como deveria</h2>
<p>Se você quer ter controle real sobre a nutrição do rebanho, reduzir perdas invisíveis e melhorar os índices de gordura, saúde ruminal e produtividade, precisa dominar o manejo nutricional de verdade.</p>
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<p>Com professores que são referência no campo e uma metodologia voltada para resultado técnico e econômico.</p>
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<p>Autores: Daniel Victor e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Armentano, L.E.; Leonardi, C.; Giannico, L.E. (2005). <i>Effect of water addition on selective consumption (sorting) of dry diets by dairy cattle.</i> Journal of Dairy Science, 88(3), 1043–1049.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Mattos, W.; Pedroso, A.M. (2005). <i>Como a dieta afeta a composição do leite.</i> Artigo técnico – Rehagro.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Leonardi, C.; Armentano, L.E. (2003). <i>Effect of quantity, quality, and length of alfalfa hay on selective consumption by dairy cows.</i> Journal of Dairy Science, 86(2), 557–564.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Kononoff, P.J.; Heinrichs, A.J.; Buckmaster, D.R. (2003). <i>Modification of the Penn State Particle Separator and the effects of moisture content on its measurements.</i> Journal of Dairy Science, 86(5), 1858–1863.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Plaizier, J.C.; Krause, D.O.; Gozho, G.N.; McBride, B.W. (2008). <i>Subacute ruminal acidosis in dairy cows: The physiological causes, incidence and consequences.</i> The Veterinary Journal, 176(1), 21–31.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Ohio State University Extension. (n.d.). <i>Feeding management resources for dairy farms.</i></span></li>
</ul>
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		<title>Fazenda lucrativa: como reduzir custos e aumentar o lucro na produção de leite</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/fazenda-de-leite-lucrativa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2025 12:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[lucratividade]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção de leite no Brasil é um setor desafiador e competitivo. Oscilações de preço, custos crescentes e a necessidade de manter eficiência técnica exigem que produtores, gerentes e equipes dominem não apenas o manejo, mas também a gestão financeira da fazenda. Dados de um levantamento com 54 fazendas, acompanhadas pelo Rehagro, mostram que a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A produção de leite no Brasil é um setor <strong>desafiador e competitivo</strong>. Oscilações de preço, custos crescentes e a necessidade de manter eficiência técnica exigem que produtores, gerentes e equipes dominem não apenas o manejo, mas também a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/">gestão financeira</a></strong> da fazenda.</p>
<p>Dados de um levantamento com <strong>54 fazendas</strong>, acompanhadas pelo Rehagro, mostram que a diferença entre uma propriedade altamente lucrativa e outra que opera no limite não está apenas no preço pago pelo litro de leite, mas principalmente na eficiência porteira para dentro.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><script>hbspt.forms.create({region: "na1",portalId: "5430441",formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"});</script></p>
</div>
<h2>O leite é um bom negócio? Entenda os números</h2>
<p>A análise dos dados de 2024 revelou que, em média, as fazendas obtiveram <strong>R$ 19.000 de lucro operacional por hectare/ano</strong>. Porém, a dispersão é grande: enquanto algumas alcançaram mais de R$ 40.000/ha, outras ficaram próximas de R$ 3.000/ha, chegando até ao prejuízo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39237" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-1.png" alt="Gráfico de diferença de lucro por hectare" width="1580" height="980" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-1.png 1580w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-1-300x186.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-1-1024x635.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-1-768x476.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-1-1536x953.png 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-1-370x229.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-1-270x167.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-1-740x459.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-1-150x93.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1580px) 100vw, 1580px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Diferença de lucro por hectare entre grupos de fazendas mais e menos eficientes.</span></p>
<p>O desempenho está diretamente ligado a dois fatores:</p>
<ol>
<li><strong>Produtividade por hectare</strong>: propriedades mais lucrativas chegam a produzir 40.000 litros/ha/ano;</li>
<li><strong>Lucro por litro</strong>: a média foi de R$ 0,70/litro, mas o topo alcançou R$ 1,04/litro.</li>
</ol>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/webinar-fazenda-leite-lucrativa?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-fazenda-lucrativa&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39241 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/webinar-fazenda-lucrativa.png" alt="Webinar Fazenda Lucrativa" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/webinar-fazenda-lucrativa.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/webinar-fazenda-lucrativa-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/webinar-fazenda-lucrativa-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/webinar-fazenda-lucrativa-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/webinar-fazenda-lucrativa-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/webinar-fazenda-lucrativa-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/webinar-fazenda-lucrativa-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Custos de produção: onde está o dinheiro</h2>
<p>Embora fazendas mais eficientes recebam alguns centavos a mais no preço pago pelo leite, <strong>a principal diferença está no custo de produção</strong>.</p>
<p>Médias encontradas em 2024:</p>
<ul>
<li><strong>Preço do leite</strong>: R$ 2,90 a R$ 3,08/litro;</li>
<li><strong>Custo de produção</strong>: diferença de até R$ 0,68/litro entre as mais eficientes e as menos eficientes.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39238" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-2.png" alt="Gráfico com custo por litro de leite" width="590" height="390" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-2.png 590w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-2-300x198.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-2-370x245.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-2-270x178.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-2-150x99.png 150w" sizes="auto, (max-width: 590px) 100vw, 590px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Fazendas mais eficientes reduzem o custo por litro, garantindo maior margem mesmo em anos de preço baixo.</span></p>
<p>Isso significa que, mesmo em anos de preço baixo, como 2023, as propriedades mais organizadas continuaram lucrando, enquanto outras, com custos desajustados, viram a margem desaparecer.</p>
<h3>Alimentação: o maior peso no custo</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">alimentação das vacas</a></strong> representa cerca de <strong>50% do custo total</strong>, seguida pela reposição de animais (16%) e mão de obra (11%).<br />
Nas fazendas mais eficientes:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Insumos alimentares custam em torno de R$ 0,96/litro (contra R$ 1,09 na média geral);</li>
<li>Custo com reposição cai para R$ 0,21/litro;</li>
</ul>
<p>Custos diluídos por maior produtividade reduzem o impacto por litro.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39239" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-3.png" alt="Gráfico com composição dos custos de produção" width="598" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-3.png 598w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-3-300x236.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-3-370x291.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-3-270x213.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-3-150x118.png 150w" sizes="auto, (max-width: 598px) 100vw, 598px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">A alimentação é o principal componente do custo de produção, seguida pela reposição e mão de obra. </span></p>
<h3>Reposição e mão de obra: como otimizar</h3>
<p>Um alerta importante identificado foi a <strong>“zona de risco” entre 25 e 30 litros/vaca/dia</strong>. Nessa faixa, tanto no confinamento quanto no pastejo, o custo de produção tende a subir se a estrutura e o manejo não estiverem ajustados, colocando em risco a lucratividade.</p>
<h2>Indicadores zootécnicos que aumentam o lucro</h2>
<p>Além da gestão financeira, dois indicadores têm forte correlação com a rentabilidade:</p>
<h3>Taxa de prenhez e rentabilidade</h3>
<p>Elevar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/">taxa de prenhez</a></strong> de 15% para 28% pode quase dobrar o lucro por litro. Acima de 30%, o ganho financeiro tende a estabilizar, mas outros benefícios zootécnicos permanecem.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39240" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-4.png" alt="Gráfico taxa de prenhez" width="588" height="390" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-4.png 588w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-4-300x199.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-4-370x245.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-4-270x179.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/fazenda-lucrativa-4-150x99.png 150w" sizes="auto, (max-width: 588px) 100vw, 588px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Quanto maior a taxa de prenhez até cerca de 30%, maior o lucro por litro de leite.</span></p>
<h3>Taxa de reposição ideal</h3>
<p>Manter a taxa entre 24% e 30% garante equilíbrio entre renovação do rebanho e controle de custos. Taxas muito altas elevam o custo com recria; taxas muito baixas podem manter vacas pouco produtivas por mais tempo.</p>
<h2>O perfil das fazendas mais lucrativas</h2>
<p>Segundo o estudo, as propriedades de melhor desempenho compartilham características que vão além da tecnologia e do manejo:</p>
<ol>
<li><strong>Foco porteira para dentro</strong>: controle e análise contínua de dados.</li>
<li><strong>Método e disciplina</strong>: registro, comparação e revisão constantes.</li>
<li><strong>Cuidado com as pessoas</strong>: equipes treinadas, engajadas e com baixa rotatividade.</li>
<li><strong>Excelência na produção de volumoso</strong>: reduzindo a dependência de insumos externos.</li>
<li><strong>Planejamento e replanejamento constantes</strong>: ajustes rápidos diante de mudanças no mercado ou na produção.</li>
</ol>
<h2>Conclusão: gestão e técnica lado a lado</h2>
<p>A produção de leite pode ser altamente lucrativa quando a gestão técnica e financeira caminham juntas. Mais do que buscar apenas aumento de média por vaca ou volume total, é preciso otimizar custos, ajustar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">indicadores zootécnicos</a></strong> e manter disciplina no controle de dados.</p>
<p>Cada centavo economizado no custo por litro pode representar milhares de reais a mais no caixa ao final do ano. E, como mostram os resultados, essa diferença é o que separa as fazendas que prosperam das que apenas sobrevivem.</p>
<h2>Transforme sua fazenda em um negócio rentável e sustentável</h2>
<p>Muitos produtores focam apenas em aumentar a produção, mas esquecem que o verdadeiro diferencial está na gestão.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<title>Benchmarking Rehagro Leite 2025: veja resultados das fazendas de leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Aug 2025 20:55:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[lucratividade]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assista gratuitamente ao vídeo técnico do Rehagro e descubra os principais fatores que influenciam o lucro na produção de leite. Um conteúdo direto e prático, voltado para produtores e técnicos que buscam melhorar resultados com gestão, controle de custos e foco em produtividade por hectare. O que você vai aprender neste vídeo técnico: Quais são [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Assista gratuitamente ao vídeo técnico do Rehagro e descubra os principais fatores que influenciam o lucro na produção de leite. Um conteúdo direto e prático, voltado para produtores e técnicos que buscam melhorar resultados com gestão, controle de custos e foco em produtividade por hectare.</p>
<p data-start="1235" data-end="1309"><strong>O que você vai aprender neste vídeo técnico:</strong></p>
<ul>
<li data-start="1348" data-end="1432">Quais são os indicadores-chave que definem a lucratividade de uma fazenda leiteira;</li>
<li data-start="1348" data-end="1432">Como calcular e interpretar custo de produção e margem líquida;</li>
<li data-start="1502" data-end="1569">A importância da produtividade por hectare e por vaca em lactação;</li>
<li data-start="1572" data-end="1651">Como a boa gestão técnica e financeira impacta diretamente no resultado final;</li>
<li data-start="1654" data-end="1733">Exemplos reais de propriedades que aumentaram o lucro sem grandes investimentos.</li>
</ul>
<p data-start="1790" data-end="1844">Este vídeo é ideal para:</p>
<ul>
<li data-start="1883" data-end="1976">Produtores de leite que querem sair do aperto financeiro e tornar a atividade mais rentável;</li>
<li data-start="1979" data-end="2066">Técnicos e consultores que acompanham fazendas e querem apresentar resultados sólidos;</li>
<li data-start="2069" data-end="2140">Gestores e familiares que atuam na administração da propriedade rural;</li>
<li data-start="2143" data-end="2256">Estudantes e profissionais do agro que desejam aprofundar o entendimento sobre rentabilidade na pecuária leiteira.</li>
</ul>
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		<title>Uso de cevada para vacas leiteiras: quando e como incluir na dieta</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/uso-da-cevada-na-dieta-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 12:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um cenário marcado por oscilações nos custos dos insumos, a busca por alternativas alimentares que mantenham ou elevem a eficiência produtiva dos rebanhos leiteiros tornou-se estratégica. Nesse contexto, a cevada (Hordeum vulgare), um dos cereais mais antigos cultivados pela humanidade, ressurge como uma opção promissora tanto do ponto de vista nutricional quanto econômico. Embora [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um cenário marcado por oscilações nos custos dos insumos, a busca por alternativas alimentares que mantenham ou elevem a eficiência produtiva dos rebanhos leiteiros tornou-se estratégica. Nesse contexto, a <strong>cevada</strong> (<i>Hordeum vulgare</i>), um dos cereais mais antigos cultivados pela humanidade, ressurge como uma opção promissora tanto do ponto de vista nutricional quanto econômico.</p>
<p>Embora tradicionalmente associada à fabricação de malte e cerveja, a cevada apresenta qualidades notáveis quando aplicada na nutrição animal. Sua composição <strong>rica em amido, proteínas e fibras</strong> a coloca como uma alternativa viável ao milho, especialmente em períodos de escassez ou elevação de preços deste grão.</p>
<p>Para o produtor de leite, a cevada pode representar mais que uma substituição de ingrediente: ela pode ser uma ferramenta de ajuste fino na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação de dietas</a></strong>, equilibrando custos e elevando a eficiência do aproveitamento ruminal. No entanto, o uso desse ingrediente exige conhecimento técnico, manejo nutricional criterioso e estratégias de inclusão bem planejadas para evitar efeitos adversos como acidose ruminal.</p>
<p>Ao longo deste artigo, vamos explorar as principais características da cevada, sua classificação e composição nutricional, formas de processamento, estratégias de uso na dieta de vacas leiteiras, os momentos ideais para sua inclusão, vantagens, desafios e cuidados necessários.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><script>hbspt.forms.create({region: "na1",portalId: "5430441",formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"});</script></p>
</div>
<h2>Entendendo a cevada: origem, cultivo e importância na nutrição animal</h2>
<p>A cevada é uma gramínea anual de ciclo curto, pertencente à família <i>Poaceae</i>, e <strong>está entre os quatro cereais mais cultivados do mundo</strong>, com produção estimada em mais de 150 milhões de toneladas por ano, ocupando cerca de 55 milhões de hectares globalmente (Nikkhah, 2012).</p>
<p>No Brasil, a cultura da cevada se consolidou a partir da década de 1930, com <strong>maior expressão nas regiões Sul, em especial no Rio Grande do Sul e no Paraná</strong>. Nessas regiões, ela é cultivada principalmente no inverno, favorecida por baixas temperaturas e práticas de manejo conservacionista, sendo comumente inserida em sistemas de rotação com soja, milho e trigo (Geron et al., 2013).</p>
<p>Apesar do foco histórico estar na produção de malte, uma fração significativa da cevada brasileira e importada é direcionada para a alimentação animal, seja na forma de grãos inteiros, triturados ou processados.</p>
<p>Sua importância na nutrição de ruminantes, especialmente de vacas leiteiras, vem crescendo graças ao seu perfil nutricional favorável. O grão apresenta alta concentração de amido, proteína bruta e fibra detergente neutra (FDN), com vantagem adicional no fornecimento de aminoácidos essenciais como lisina, metionina, cisteína e triptofano (Córdova et al., 2006). Essa composição nutricional torna a cevada um ingrediente estratégico em dietas balanceadas, especialmente em momentos de maior custo de outros grãos.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Classificação e composição nutricional da cevada</h2>
<p>A cevada destaca-se por sua composição nutricional rica e equilibrada, o que a torna uma excelente candidata à substituição de grãos tradicionais, como o milho, na alimentação de vacas leiteiras.</p>
<p>Contudo, para um aproveitamento eficiente, é essencial compreender suas <strong>classificações botânicas e variações composicionais</strong>, que impactam diretamente seu valor nutricional e comportamento ruminal.</p>
<h3>Cevada de duas fileiras vs. seis fileiras</h3>
<p>A cevada é geralmente classificada em dois principais grupos morfológicos, com base na organização das espiguetas:</p>
<ul>
<li><strong>Cevada de duas fileiras (<i>Hordeum distichon</i>)</strong>:<br />
Apresenta grãos mais uniformes, com maior teor de amido e menor concentração de proteína. É amplamente utilizada na indústria cervejeira devido à sua alta produtividade de malte.</li>
<li><strong>Cevada de seis fileiras (<i>Hordeum vulgare</i>)</strong>:<br />
Tem grãos menos uniformes, maior teor de proteína e casca mais espessa. Por conter menor teor de amido, é mais comumente utilizada na alimentação animal (Geron et al., 2013).</li>
</ul>
<p>Essa distinção é crucial, pois influencia diretamente a <strong>fermentação ruminal e a degradabilidade do amido</strong>. Grãos com mais proteína e menos amido demandam ajustes precisos na formulação das dietas.</p>
<h3>Composição bromatológica da cevada</h3>
<p>Segundo dados compilados por Geron et al. (2013) e Nikkhah (2012), a cevada apresenta, em média, a seguinte composição por quilo de matéria seca:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38943" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada.png" alt="Tabela de composição bromatológica da cevada" width="690" height="477" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada.png 690w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada-300x207.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada-370x256.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada-435x300.png 435w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada-270x187.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada-150x104.png 150w" sizes="auto, (max-width: 690px) 100vw, 690px" /></p>
<p>Esses valores colocam a cevada como <strong>um cereal com excelente valor energético</strong>, com teores de proteína superiores aos do milho (que gira entre 80–100 g/kg PB), além de uma maior oferta de aminoácidos essenciais.</p>
<h3>Comparação com outros cereais energéticos</h3>
<p>Em comparação com milho, trigo e sorgo, a cevada possui características que a tornam vantajosa em determinados contextos:</p>
<ul>
<li><strong>Mais proteína e aminoácidos</strong>: destacando-se em metionina, lisina, cisteína e triptofano (Córdova et al., 2006).</li>
<li><strong>Amido altamente fermentável</strong>: o que aumenta a velocidade de produção de ácidos graxos voláteis no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, o que é bom, desde que bem manejado.</li>
<li><strong>Maior teor de FDN</strong>: contribui para a saúde ruminal, mas pode exigir ajustes na forragem total da dieta para manter a efetividade da fibra.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38944" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta.png" alt="Comparação da cevada com outros cereais energéticos" width="553" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta.png 553w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta-300x256.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta-370x315.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta-270x230.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta-352x300.png 352w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta-150x128.png 150w" sizes="auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Fonte: <i>Barley grain for ruminants: A global treasure or tragedy – Journal of Animal Science and Biotechnology</i></span></p>
<p>No entanto, é justamente esse amido de rápida fermentação que exige atenção quanto ao risco de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose ruminal</a></strong>, principalmente quando a cevada é mal processada ou oferecida em excesso.</p>
<h2>Processamento do grão: fundamental para o aproveitamento nutricional</h2>
<p>Ao contrário de outros cereais como o milho, a cevada possui uma casca mais espessa e grãos mais duros, o que dificulta sua quebra durante a mastigação pelos bovinos. Por isso, o <strong>processamento prévio dos grãos é indispensável</strong> para garantir digestibilidade e evitar desperdício.</p>
<p>Segundo Nikkhah (2012), os principais métodos de processamento são:</p>
<ul>
<li><strong>Moagem (triturado fino ou grosso)</strong>: É o método mais comum para vacas leiteiras. Permite alta disponibilidade de amido e bom custo-benefício. Deve-se evitar moagem muito fina para reduzir riscos de acidose.</li>
<li><strong>Laminação a frio ou a quente</strong>: Promove maior superfície de contato do grão com os microrganismos ruminais, aumentando a digestibilidade.</li>
<li><strong>Flocagem a vapor e temperagem</strong>: Técnicas que melhoram significativamente a fermentabilidade e reduzem fatores antinutricionais, embora com maior custo operacional.</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/racao-peletizada-e-racao-farelada-voce-sabe-as-diferencas/">Peletização</a> e torrefação</strong>: Menos usuais em dietas de vacas leiteiras por envolverem custos mais elevados, mas podem ser úteis em rações comerciais ou concentrados prontos.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-cevada-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quando optar pela inclusão da cevada na dieta?</h2>
<p>A cevada pode ser estrategicamente incorporada na dieta de vacas leiteiras em diversas situações, especialmente:</p>
<ul>
<li><strong>Quando o preço do milho estiver elevado</strong> ou houver dificuldade de abastecimento.</li>
<li><strong>Em sistemas de produção mais intensivos</strong>, onde é necessário elevar o aporte energético sem depender exclusivamente de fontes tradicionais.</li>
<li><strong>Para diversificação de ingredientes</strong> na formulação da dieta, reduzindo a dependência de grãos únicos.</li>
<li><strong>Em propriedades com produção própria de cevada</strong>, otimizando o uso de recursos internos.</li>
</ul>
<p>Além disso, devido ao seu teor superior de proteína bruta e aminoácidos essenciais (como lisina, metionina e cisteína), a cevada permite reduzir o uso de farelo de soja, contribuindo para a economia na formulação (Córdova et al., 2006).</p>
<p>Apesar de suas qualidades nutricionais, a cevada exige atenção redobrada na formulação de dietas, pois seu uso inadequado pode comprometer a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> das vacas e afetar a produção leiteira.</p>
<h2>Cuidados essenciais na inclusão de cevada</h2>
<h3>1. Presença de micotoxinas: um risco silencioso</h3>
<p>A cevada, especialmente quando colhida ou armazenada sob condições de alta umidade, pode ser contaminada por fungos do gênero <i>Fusarium</i>, os quais produzem <strong>micotoxinas</strong>, como a vomitoxina (DON). Estas substâncias comprometem a ingestão de matéria seca, reduzem a imunidade e afetam o desempenho produtivo dos animais.</p>
<p>Então a recomendação é <strong>monitorar periodicamente a qualidade dos lotes de cevada</strong>, especialmente quando oriundos de regiões úmidas ou armazenados por longos períodos. A análise de micotoxinas em laboratórios especializados é altamente recomendada (Nikkhah, 2012).</p>
<h3>2. Fermentação ruminal rápida e risco de acidose</h3>
<p>O amido da cevada possui alta degradabilidade ruminal, com fermentação mais rápida do que a do milho. Essa característica pode levar a um acúmulo súbito de ácidos no rúmen, reduzindo o pH e <strong>favorecendo a acidose ruminal subclínica ou aguda</strong>, especialmente quando a inclusão do grão ultrapassa os limites seguros ou é realizada sem equilíbrio com fibra efetiva.</p>
<p>Então a recomendação se resume em:</p>
<ul>
<li>Fracionar o fornecimento da dieta ao longo do dia.</li>
<li>Incluir fontes de fibra efetiva de alta qualidade (ex: silagem de milho com bom tamanho de partícula).</li>
<li>Monitorar sinais clínicos, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes pastosas</a></strong>, redução do consumo e queda do teor de gordura no leite.</li>
</ul>
<h3>3. Fibra em Detergente Neutro (FDN) e a mastigação</h3>
<p>Embora a cevada tenha teores moderados de FDN, a <strong>sua fibra não estimula a mastigação nem a salivação</strong> com a mesma eficiência que as fibras forrageiras. Isso pode agravar o risco de distúrbios digestivos caso a dieta como um todo apresente baixo conteúdo de fibra efetiva.</p>
<p>Por isso é essencial ajustar a inclusão da cevada conforme o perfil da forragem da dieta. Em sistemas baseados em silagens muito moídas ou com baixa FDN efetiva, a cevada deve ser usada com moderação e acompanhada de forragens mais estruturadas.</p>
<h3>4. Interação com outros ingredientes da dieta</h3>
<p>Outro cuidado importante está na <strong>interação da cevada com fontes de proteína não degradável no rúmen (PNDR)</strong> e com aditivos como tamponantes ou leveduras vivas, que podem ser utilizados para mitigar os riscos de acidose e melhorar a estabilidade ruminal.</p>
<p>Em dietas com alto uso de cevada, é aconselhável considerar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aditivos-na-dieta-de-bezerras/">aditivos</a></strong> específicos como bicarbonato de sódio, óxido de magnésio ou probióticos.</p>
<h2>Vantagens do uso da cevada na nutrição de vacas leiteiras</h2>
<p>O uso da cevada na formulação de dietas para vacas leiteiras pode trazer uma série de benefícios, tanto do ponto de vista <strong>econômico</strong>, quanto <strong>nutricional</strong> e <strong>zootécnico</strong>. Esses benefícios tornam a cevada uma ferramenta estratégica para a eficiência produtiva, desde que seu uso seja conduzido com critério técnico.</p>
<h3>1. Economia na formulação da dieta</h3>
<p>Um dos principais atrativos da cevada está no seu<strong> potencial de redução de custos</strong>, especialmente em cenários onde o milho apresenta alta de preços ou dificuldade de acesso logístico.</p>
<p>Por ter alto teor energético e proteico, a cevada pode permitir a substituir parcialmente o milho e reduzir a inclusão de farelo de soja devido à maior concentração de aminoácidos essenciais.</p>
<h3>2. Maior teor de proteína e aminoácidos essenciais</h3>
<p>Comparada ao milho, a cevada apresenta:</p>
<ul>
<li><strong>Maior teor de proteína bruta</strong> (110 a 140 g/kg vs. 80 a 100 g/kg no milho).</li>
<li>Elevados níveis de <strong>lisina, metionina, cisteína e triptofano</strong>, aminoácidos limitantes na síntese proteica e produção de leite (Geron et al., 2013).</li>
</ul>
<p>Isso favorece o balanço proteico ideal da dieta, sendo especialmente benéfico para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">vacas de alta produção</a></strong> ou em início de lactação.</p>
<h3>3. Alta degradabilidade ruminal e eficiência energética</h3>
<p>A cevada possui um amido altamente fermentável, que:</p>
<ul>
<li>É rapidamente degradado no rúmen, elevando a produção de ácidos graxos voláteis (AGVs).</li>
<li>Melhora a disponibilidade de energia para a microbiota ruminal, otimizando a digestão de fibras e a síntese de proteína microbiana (Nikkhah, 2012).</li>
</ul>
<p>Em sistemas bem manejados, isso se traduz em <strong>melhor aproveitamento nutricional e maior eficiência alimentar.</strong></p>
<h2>Desafios e limitações no uso da cevada</h2>
<p>Apesar de suas qualidades nutricionais e vantagens econômicas, <strong>a cevada não é isenta de riscos</strong>. Quando utilizada sem os devidos cuidados, pode comprometer a saúde do rebanho e impactar negativamente a produção de leite. Por isso, entender seus desafios é tão importante quanto reconhecer seus benefícios.</p>
<h3>Risco elevado de acidose ruminal</h3>
<p>O amido da cevada é <strong>mais rapidamente fermentado no rúmen do que o do milho</strong>. Essa fermentação intensa favorece a produção rápida de ácidos, o que pode reduzir o pH ruminal e causar acidose subclínica ou aguda, especialmente se:</p>
<ul>
<li>A dieta é pobre em fibra efetiva.</li>
<li>A cevada for fornecida moída muito fina.</li>
<li>Não houver fracionamento adequado da alimentação ao longo do dia.</li>
</ul>
<h3>Supressão da gordura do leite</h3>
<p>Devido ao perfil de fermentação do amido, a cevada pode <strong>alterar o equilíbrio dos ácidos graxos produzidos no rúmen</strong>. Isso interfere na síntese de gordura láctea, reduzindo o teor de gordura do leite quando o uso da cevada é excessivo ou desbalanceado em relação à fibra.</p>
<p>Esse efeito é mais comum quando a dieta apresenta baixa efetividade física da forragem ou excesso de concentrado.</p>
<h3>Variabilidade entre cultivares e safras</h3>
<p>A composição da cevada pode variar significativamente de acordo com:</p>
<ul>
<li>Tipo botânico (duas ou seis fileiras).</li>
<li>Condições edafoclimáticas da região de cultivo.</li>
<li>Manejo pós-colheita e armazenamento.</li>
</ul>
<p>Isso exige <strong>análises bromatológicas frequentes</strong> para formular com precisão e evitar desequilíbrios na dieta (Geron et al., 2013).</p>
<h3>Potencial presença de micotoxinas</h3>
<p>Como discutido anteriormente, a cevada é suscetível ao crescimento de fungos, especialmente se armazenada sob alta umidade. A vomitoxina (DON) é uma das micotoxinas mais comuns, podendo afetar diretamente o consumo e o desempenho das vacas (Córdova et al., 2006).</p>
<h3>Limites de inclusão na dieta</h3>
<p>Apesar de seu bom perfil nutricional, a cevada não pode ser usada em altas concentrações sem comprometer o equilíbrio ruminal. O uso acima de 20–25% da matéria seca da dieta pode representar riscos, dependendo do nível de produção e do restante dos ingredientes da formulação.</p>
<p>Por isso, é fundamental o suporte de um nutricionista para ajustar a proporção ideal conforme a realidade de cada propriedade.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A cevada tem se consolidado como uma alternativa nutricional estratégica na dieta de vacas leiteiras, <strong>especialmente em momentos de volatilidade no preço de insumos como milho e farelo de soja</strong>. Sua composição rica em amido fermentável, proteínas e aminoácidos essenciais a torna uma fonte energética e proteica de alto valor.</p>
<p>Contudo, para colher os benefícios desse ingrediente, é indispensável atenção aos detalhes técnicos: conhecer o tipo de cevada utilizada, adotar métodos de processamento adequados, ajustar o fornecimento de fibra efetiva e monitorar a qualidade do grão. <strong>O uso responsável da cevada pode não apenas manter os níveis de produção leiteira, mas também otimizar os custos com alimentação</strong>, o que representa um ganho econômico direto para o produtor.</p>
<p>A adoção desse grão exige suporte técnico e acompanhamento nutricional para evitar distúrbios ruminais como acidose e perda da gordura do leite. Quando incluída de forma estratégica, a cevada deixa de ser apenas uma substituição ao milho e passa a ser uma ferramenta de gestão nutricional e econômica.</p>
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<p>Autores: Matheus Viana e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">CÓRDOVA, H. A., THALER-NETO, A., GOMES, I., SANTOS, I. R. (2006). <i>Utilização do grão de cevada em substituição ao milho em dietas para vacas em lactação</i>. Archives of Veterinary Science, 10(3).</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">GERON, L., TRAUTMANN-MACHADO, R., MOURA, D., MARQUES, F., SOUZA, O., PAULA, E. (2013). <i>Caju, canola, cevada, cupuaçu e seus resíduos utilizados na nutrição de ruminantes</i>. Pubvet, 7(12).</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">NIKKHAH, A. (2012). <i>Barley grain for ruminants: A global treasure or tragedy</i>. Journal of Animal Science and Biotechnology, 3(22).</span></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Resíduos de antibióticos no leite: entenda os riscos e como evitar</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/residuos-de-antibioticos-no-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 12:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[antibiótico]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na rotina das fazendas leiteiras, o uso de antibióticos é uma ferramenta indispensável para garantir a saúde do rebanho, sobretudo no tratamento de enfermidades como a mastite, que figura entre as principais causas de descarte de leite. No entanto, essa mesma ferramenta, se mal utilizada, pode transformar-se em um vilão invisível: os resíduos de antibióticos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na rotina das fazendas leiteiras, <strong>o uso de antibióticos é uma ferramenta indispensável para garantir a saúde do rebanho</strong>, sobretudo no tratamento de enfermidades como a mastite, que figura entre as principais causas de descarte de leite. No entanto, essa mesma ferramenta, se mal utilizada, pode transformar-se em um vilão invisível: <strong>os resíduos de antibióticos no leite</strong>.</p>
<p>A presença dessas substâncias no leite do tanque coletivo compromete não apenas a qualidade do alimento, mas também representa sérias implicações para a saúde pública e para a sustentabilidade econômica da produção.</p>
<p>Quando detectados, esses resíduos podem acarretar a rejeição total da carga de leite, penalidades financeiras severas ao produtor e comprometer a confiabilidade do laticínio perante os mercados consumidores.</p>
<p>E o problema vai além da propriedade rural. A ingestão de leite com resíduos pode favorecer a seleção de bactérias resistentes, um dos grandes desafios da medicina veterinária e humana atual, conforme alertado por órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>
<p>Apesar da gravidade do tema, <strong>o controle é absolutamente possível</strong>. Com boas práticas de manejo, protocolos bem definidos e processos padronizados de identificação e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">ordenha</a></strong>, a fazenda pode manter a eficiência produtiva sem comprometer a segurança e a qualidade do leite entregue.</p>
<p>Este artigo se propõe a ser um guia técnico e prático sobre os prejuízos, causas e estratégias para evitar resíduos de antibióticos no leite, com foco no contexto da bovinocultura leiteira brasileira.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><script>hbspt.forms.create({region: "na1",portalId: "5430441",formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"});</script></p>
</div>
<h2>As consequências do leite contaminado com antibiótico</h2>
<p>O leite contaminado com resíduos de antibióticos representa <strong>um problema multifacetado, atingindo todos os elos da cadeia produtiva</strong>. Entender a gravidade desse cenário é essencial para consolidar uma cultura de prevenção eficaz nas propriedades leiteiras.</p>
<h3>Perdas na indústria de laticínios: um obstáculo à transformação láctea</h3>
<p>Durante o processamento industrial, <strong>a presença de antibióticos no leite inibe a ação das culturas lácteas</strong> utilizadas na fabricação de produtos como queijo, iogurte e manteiga.</p>
<p>Essas culturas são compostas por microrganismos vivos sensíveis a antimicrobianos, essenciais para o desenvolvimento de sabor, textura e segurança dos alimentos.</p>
<p>Quando inibidas, essas culturas:</p>
<ul>
<li>Deixam de fermentar adequadamente o leite;</li>
<li>Geram derivados de baixa qualidade ou com alterações organolépticas;</li>
<li>Podem provocar perda total do lote industrializado, impactando diretamente nos custos de produção e eficiência da indústria.</li>
</ul>
<h3>Prejuízos econômicos diretos ao produtor</h3>
<p>O <strong>impacto financeiro</strong> da presença de resíduos <strong>começa na própria propriedade</strong>. Muitos laticínios adotam políticas rigorosas de controle de qualidade que implicam em penalização direta ao produtor responsável pela contaminação da carga.</p>
<p>Isso porque, na coleta, o leite de diferentes propriedades é misturado no mesmo tanque do caminhão. Caso a amostra do carregamento acuse presença de antibiótico:</p>
<ul>
<li>A carga inteira pode ser descartada;</li>
<li>O produtor causador pode ser responsabilizado por todo o volume perdido;</li>
<li>Bonificações e contratos podem ser suspensos, gerando instabilidade financeira.</li>
</ul>
<h3>Riscos à saúde pública e resistência bacteriana</h3>
<p>A ingestão de leite com resíduos de antibióticos traz riscos significativos para a saúde humana, especialmente:</p>
<ul>
<li>Reações alérgicas em indivíduos sensíveis;</li>
<li>Interferência na microbiota intestinal;</li>
<li>E, principalmente, a contribuição para a resistência bacteriana.</li>
</ul>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso indiscriminado de antibióticos na produção animal está entre os <strong>principais fatores de seleção de bactérias multirresistentes</strong>, que afetam humanos e animais e reduzem drasticamente as opções terapêuticas disponíveis.</p>
<h3>Inviabilidade do tratamento térmico como solução</h3>
<p>Embora muitos tratamentos térmicos do leite (como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pasteurizacao-do-leite-de-descarte/">pasteurização</a></strong> e UHT) sejam eficazes na destruição de patógenos, eles não são suficientes para eliminar resíduos de antibióticos, conforme demonstram diversos estudos científicos [PEREIRA &amp; SCUSSEL, 2017].</p>
<p>Isso reforça a necessidade de prevenção na origem, ou seja, na própria fazenda, com controle rigoroso dos tratamentos e descarte correto do leite.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/contagem-de-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38331 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs.png" alt="Planilha e guia contagem de células somáticas no leite" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Entendendo as causas: por que ainda há resíduos no leite?</h2>
<p>Apesar de existir amplo conhecimento técnico sobre o uso correto de antibióticos, <strong>a ocorrência de resíduos no leite ainda é um problema frequente nas propriedades leiteiras</strong>.</p>
<p>Diversos fatores operacionais, de manejo e de falhas humanas contribuem para a contaminação do leite que chega ao tanque.</p>
<h3>Desrespeito ao período de carência</h3>
<p>O período de carência é o tempo necessário para que o organismo do animal elimine o princípio ativo do medicamento, tornando o leite seguro para consumo. Quando esse tempo não é respeitado, o leite coletado pode conter resíduos da substância administrada, mesmo que a vaca já pareça clinicamente recuperada.</p>
<p>Essa é, de longe, a causa mais comum de contaminação, especialmente em sistemas com falhas de comunicação entre os funcionários e ausência de protocolos escritos.</p>
<h3>Dosagem e tempo de uso inadequados</h3>
<p>O uso de doses maiores que o indicado, bem como a extensão do tratamento além do tempo prescrito, podem alterar significativamente o tempo de excreção do antibiótico e elevar o risco de contaminação do leite (Brito, 2000). Isso ocorre porque o metabolismo do animal pode ficar sobrecarregado, levando mais tempo para eliminar completamente o medicamento.</p>
<p>Além disso, a prática de adaptar ou &#8220;personalizar&#8221; tratamentos sem orientação técnica, comum em algumas propriedades, amplia o risco de falhas no controle de resíduos.</p>
<h3>Falhas no descarte de leite contaminado</h3>
<p>Outro erro comum é o descarte parcial do leite. Muitos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">ordenhadores</a></strong> descartam apenas o leite do quarto mamário tratado, acreditando que os demais não foram contaminados. No entanto, como o antibiótico circula via corrente sanguínea, é comum que ele alcance todos os quartos da glândula mamária (Lobato &amp; De Los Santos, 2019).</p>
<p>O leite de todos os quartos da vaca tratada deve ser descartado durante todo o período de carência.</p>
<h3>Ordenha como vetor de contaminação cruzada</h3>
<p>Animais em tratamento ordenhados antes de vacas sadias representam um risco significativo de contaminação do sistema de ordenha e, consequentemente, do tanque coletivo. Mesmo que o<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/descarte-do-leite/"> leite tratado seja descartado</a></strong>, vestígios de antibiótico podem permanecer nas mangueiras ou teteiras e contaminar o leite dos animais sadios subsequentes (Morais et al., 2010).</p>
<p>Além disso, a ausência de protocolos claros sobre a ordem de ordenha e higienização dos equipamentos contribui para esse tipo de erro técnico.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-residuos-antibioticos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Estratégias eficazes para evitar resíduos de antibiótico no leite</h2>
<p>Evitar que o leite seja contaminado com antibióticos exige conhecimento técnico, disciplina e organização operacional. Combinando essas três frentes, é possível garantir um leite seguro, sem prejuízos econômicos e sanitários. A seguir, listamos as estratégias mais eficazes utilizadas por propriedades de alta performance.</p>
<h3>1. Cumprimento rigoroso da bula e dos protocolos</h3>
<p>Cada medicamento veterinário possui dosagem, tempo de tratamento e período de carência claramente descritos na bula. O cumprimento fiel dessas recomendações é a base para evitar contaminações. Qualquer desvio pode alterar a farmacocinética do antibiótico, elevando o risco de resíduos no leite (Pereira &amp; Scussel, 2017).</p>
<p>Além disso, é essencial que os protocolos de tratamento sejam escritos, revisados por um médico veterinário e atualizados conforme as particularidades do rebanho e das doenças mais prevalentes na fazenda.</p>
<h3>2. Controle e registros de tratamentos</h3>
<p>Registrar todos os tratamentos realizados é uma medida simples, mas ainda negligenciada em muitas fazendas. Esses dados devem estar acessíveis a todos os envolvidos na ordenha, especialmente quando há revezamento de funcionários ou trabalho por turnos.</p>
<p>Sistemas de gestão informatizados ou mesmo quadros brancos no local da ordenha já são suficientes para evitar esquecimentos e erros de liberação precoce.</p>
<h3>3. Relação direta entre mastite e resíduos</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> é a principal doença que demanda o uso de antibióticos em vacas leiteiras. Por isso, o controle eficiente dessa enfermidade é, indiretamente, uma estratégia para reduzir o risco de resíduos no leite.</p>
<p>Boas práticas que ajudam a reduzir a incidência de mastite:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Higiene no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pré e pós-dipping</a></strong>;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Manutenção das máquinas de ordenha;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ambiente seco e limpo para os animais;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Monitoramento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">CCS (contagem de células somáticas)</a></strong>.</li>
</ul>
<p>Quanto menos mastite, menos tratamentos com antibióticos, e, consequentemente, menor risco de resíduos no leite (Lobato &amp; De Los Santos, 2019).</p>
<h2>Identificação dos animais em tratamento: o primeiro escudo de proteção</h2>
<p>Mesmo com protocolos de tratamento bem definidos, falhas na identificação dos animais tratados são responsáveis por grande parte dos casos de leite contaminado com resíduos. A rotina de uma fazenda leiteira é dinâmica e, sem um sistema de marcação claro e visível, é fácil um animal em carência ser confundido com um sadio.</p>
<h3>Métodos visuais de identificação: simples, mas eficazes</h3>
<p>Entre as ferramentas mais comuns e eficientes para identificação de vacas em tratamento, destacam-se:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Fitas coloridas no pescoço</strong>: de fácil visualização, permitem identificar rapidamente os animais no curral ou no momento da separação para a ordenha. É uma prática barata e eficaz.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Pulseiras ou tornozeleiras coloridas</strong>: colocadas nos membros (geralmente posteriores), são úteis durante a ordenha, quando o ordenhador visualiza o membro do animal ao posicionar as teteiras.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Marcação com tinta atóxica no úbere ou garupa</strong>: alternativa complementar, especialmente útil em sistemas com alta rotatividade de pessoal.</li>
</ul>
<p>Esses métodos atuam como lembretes visuais que reduzem as chances de erro humano, especialmente em situações de pressa, cansaço ou distração.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38035" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/metodos-visuais-identificacao.jpg" alt="Métodos identificação de vacas que possuem resíduos de antibióticos no leite" width="621" height="459" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/metodos-visuais-identificacao.jpg 621w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/metodos-visuais-identificacao-300x222.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/metodos-visuais-identificacao-370x273.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/metodos-visuais-identificacao-270x200.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/metodos-visuais-identificacao-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/metodos-visuais-identificacao-150x111.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 621px) 100vw, 621px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Imagem 1: pulseira de identificação de tratamento no membro pélvico do animal. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Imagem 2: fitas de identificação utilizadas no pescoço do animal. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Fonte: arquivo pessoal de Luiz Eduardo de Melo.</span></p>
<h3>Quadro de controle na sala de ordenha</h3>
<p>Além da marcação direta no animal, <strong>é fundamental manter um quadro informativo na sala de ordenha</strong>. Ele deve conter:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Número ou nome do animal;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Tipo de tratamento;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Data de início;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Data prevista de liberação do leite.</li>
</ul>
<p>Esse tipo de controle, ainda que simples, ajuda na organização da equipe, facilita auditorias internas e contribui para a formação de uma cultura de segurança sanitária na fazenda (Morais et al., 2010).</p>
<h3>Checklists e comunicação entre turnos</h3>
<p>Fazendas que operam com mais de um turno de ordenha devem investir em rotinas padronizadas de checagem entre equipes. Isso pode incluir:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Checklists assinados pelos ordenhadores;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Avisos escritos ou digitais (WhatsApp, aplicativos de gestão);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Reuniões rápidas de passagem de turno com revisão dos animais em tratamento.</li>
</ul>
<p>Essas ações evitam que um animal seja liberado para a ordenha por engano, principalmente quando há múltiplas pessoas envolvidas no manejo do rebanho.</p>
<h2>A importância da linha de ordenha bem planejada</h2>
<p>A ordenha é o momento mais sensível da cadeia produtiva quando o assunto é controle de resíduos.</p>
<p>Mesmo com protocolos clínicos bem conduzidos, se a ordenha for feita sem planejamento, principalmente em relação à ordem dos animais tratados e sadios, os riscos de contaminação cruzada aumentam exponencialmente.</p>
<h3>Ordem correta de ordenha: vacas em tratamento por último</h3>
<p><strong>Regra básica e inegociável</strong>: as vacas em tratamento devem ser ordenhadas por último. Isso evita que resíduos de antibióticos sejam transferidos para o leite de vacas sadias, por meio do equipamento de ordenha.</p>
<p>Ainda que o leite tratado seja descartado, os resíduos podem permanecer em mangueiras, coletores ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">teteiras</a></strong> e contaminar o sistema.</p>
<p>Além disso:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Evita confusão com vacas visualmente parecidas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Permite realizar uma limpeza focada nos equipamentos após a ordenha das vacas tratadas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Contribui para a organização mental da equipe, criando uma rotina padronizada.</li>
</ul>
<h3>Higienização do equipamento após ordenha de vacas tratadas</h3>
<p>Ao final da ordenha dos animais tratados, é essencial realizar um ciclo completo de higienização dos equipamentos. Isso inclui:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Água com detergente alcalino;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Enxágue com água quente;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Uso de sanitizantes recomendados.</li>
</ul>
<p>Negligenciar esse passo pode permitir que traços de antibióticos fiquem no sistema e contaminem a próxima ordenha, mesmo que as vacas seguintes estejam sadias (Pereira &amp; Scussel, 2017).</p>
<h3>Descarte correto do leite de todos os quartos mamários</h3>
<p>Outro erro frequente: descartar apenas o leite do quarto mamário tratado.</p>
<p>Lembre-se: o antibiótico é absorvido sistemicamente, e pode atingir todos os quartos da glândula mamária. Portanto, o descarte deve ser total, de todo o leite da vaca tratada durante o período de carência (Lobato &amp; De Los Santos, 2019).</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A presença de resíduos de antibióticos no leite é um<strong> desafio complexo, mas perfeitamente controlável quando enfrentado com conhecimento técnico, organização e cultura de prevenção</strong>. As consequências desse problema ultrapassam os portões da fazenda, gerando impactos econômicos para o produtor, perdas na indústria e riscos sérios à saúde pública. (Brito, 2000; Morais et al., 2010).</p>
<p>Mais do que uma exigência legal ou comercial, evitar resíduos no leite é uma responsabilidade técnica e ética de todo profissional envolvido na produção leiteira.</p>
<p>Para quem atua na pecuária leiteira, compreender essa dinâmica é essencial não apenas para garantir alimentos seguros à população, mas para atuar de forma eficaz nas propriedades, promovendo qualidade, rentabilidade e sustentabilidade no campo.</p>
<h2 data-start="197" data-end="273">Evite prejuízos e eleve o padrão da sua produção com uma gestão eficiente</h2>
<p data-start="275" data-end="572">Resíduos de antibióticos no leite não afetam apenas a qualidade do produto, mas colocam em risco a credibilidade da propriedade e podem gerar perdas financeiras significativas. Prevenir esse tipo de problema exige conhecimento, controle e uma gestão bem estruturada em todas as etapas da produção.</p>
<p data-start="574" data-end="944">Com o <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-residuos-antibioticos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a organizar a rotina da fazenda, adotar boas práticas e tomar decisões baseadas em indicadores técnicos e econômicos. As aulas são online, com linguagem prática e foco nos principais desafios da atividade.</p>
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<p>Autores: Laryssa Mendonça e Luiz Eduardo de Melo &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">BRITO, M. A. V. P. <i>Resíduos de antimicrobianos no leite</i>. Belo Horizonte: EMBRAPA Gado de Leite, 2000.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">LOBATO, C. L. D. S.; DE LOS SANTOS, J. R. G. <i>Resíduos de antibióticos no leite: causas e impactos para a indústria e saúde pública</i>. Science and Animal Health, v. 7, n. 3, p. 232–250, 2019.</span><br />
<span style="font-size: 14px;">DOI: 10.29327/213319.7.3-15</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">MORAIS, C. M. Q. J. et al. <i>Presença de resíduos de antibióticos em leite bovino pasteurizado</i>. Food Science and Technology, v. 30, p. 33–35, 2010.</span><br />
<span style="font-size: 14px;">DOI: 10.1590/S0101-20612010000500006</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PEREIRA, M. N.; SCUSSEL, V. M. <i>Resíduos de antimicrobianos em leite bovino: fonte de contaminação, impactos e controle</i>. Revista de Ciências Agroveterinárias, v. 16, n. 2, p. 170–182, 2017.</span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://revistas.udesc.br/index.php/agroveterinaria/article/view/1984</span></li>
</ul>
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		<title>Ordenha robótica: como funciona, e quais os benefícios na produção de leite</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ordenha-robotica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 12:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção leiteira vive um momento de evolução contínua, impulsionada pela adoção de tecnologias que integram automação, coleta de dados em tempo real e inteligência artificial. Entre essas inovações, a ordenha robótica (também chamada de sistema de ordenha automatizada – AMS) desponta como uma das mais disruptivas no manejo de vacas leiteiras. Com a proposta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A produção leiteira vive um momento de evolução contínua, impulsionada pela adoção de tecnologias que integram automação, coleta de dados em tempo real e inteligência artificial. Entre essas inovações, a <strong>ordenha robótica</strong> (também chamada de sistema de ordenha automatizada – AMS) desponta como uma das mais disruptivas no manejo de vacas leiteiras.</p>
<p>Com a proposta de aumentar a produtividade, reduzir a dependência de mão de obra e <strong>melhorar o bem-estar dos animais</strong>, esse tipo de ordenha está cada vez mais presente em fazendas em diferentes partes do mundo (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<p>Além disso, pesquisas têm demonstrado que sistemas automatizados de ordenha contribuem para <strong>reduzir o estresse das vacas, aumentar a frequência de ordenha e permitir monitoramento individualizado</strong>, o que é essencial para uma gestão de precisão (Castro et al., 2012).</p>
<p>Nesse artigo vamos aprender sobre o que é e como funciona a ordenha robótica, as principais diferenças entre os sistemas automatizados e convencionais, vantagens e limitações práticas e o que é importante saber antes de investir.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><script>hbspt.forms.create({region: "na1",portalId: "5430441",formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"});</script></p>
</div>
<h2>O que é a ordenha robótica?</h2>
<p>A ordenha robótica é um <strong>sistema automatizado que permite às vacas serem ordenhadas sem a necessidade de intervenção humana direta</strong>. A tecnologia opera com sensores e inteligência artificial, executando todo o processo com autonomia, desde a higienização dos tetos até a desconexão automática das teteiras ao final da ordenha (Rodrigues et al., 2021).</p>
<p>O ciclo se inicia com a identificação eletrônica da vaca por meio de sensores RFID acoplados a colares ou brincos. O braço robótico localiza o úbere, realiza a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-e-feita-a-garantia-da-qualidade-dos-produtos-para-desinfeccao-dos-tetos/">limpeza dos tetos</a></strong> com jatos d’água ou escovas mecânicas, posiciona as teteiras e inicia a ordenha com controle individualizado por quarto mamário.</p>
<p>Quando o fluxo de leite atinge níveis mínimos, o sistema retira as teteiras automaticamente e aplica um <strong>spray desinfetante pós-ordenha</strong> (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38025" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica.jpg" alt="Ordenha Robótica" width="696" height="392" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica.jpg 696w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Agroceres Multimix</span></p>
<p>Um dos grandes diferenciais do sistema é sua <strong>capacidade de coleta de dados zootécnicos e sanitários e monitoramento em tempo real</strong> (Rodrigues et al., 2021).:</p>
<ol>
<li>Produção de leite por ordenha;</li>
<li>Frequência de visitas;</li>
<li>Tempo médio de ordenha;</li>
<li>Condutividade elétrica do leite (associada à mastite subclínica);</li>
<li>Temperatura corporal;</li>
<li>Variações de comportamento.</li>
</ol>
<h2>Modelos de tráfego no sistema robótico</h2>
<p>Para garantir eficiência, a estrutura do estábulo e a lógica de deslocamento das vacas devem favorecer o acesso voluntário ao robô. Diversos modelos de tráfego guiado são usados para isso:</p>
<ul>
<li><strong>Primeiro a ordenha (<i>“milk first”)</i></strong>: O animal sai da área de descanso e passa por um portão de verificação. Se estiver apto, é direcionado ao robô e, após a ordenha, segue para a alimentação. É um modelo indicado para propriedades que <strong>desejam maior controle da frequência de ordenha</strong> (Tremblay et al., 2016).</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38026" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first.jpg" alt="Tráfego na ordenha robótica - milk first" width="687" height="460" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first.jpg 687w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first-300x201.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first-370x248.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first-270x181.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 687px) 100vw, 687px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Agroceres Multimix</span></p>
<ul>
<li><strong>Primeiro a comida (<i>“feed first”)</i></strong>: Neste modelo, a vaca se alimenta primeiro e, ao sair, passa por um sistema de seleção que define se ela será ordenhada ou retornará ao descanso. Esse formato visa <strong>garantir boa ingestão alimentar antes da ordenha</strong> (Castro et al., 2012).</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38027" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first.jpg" alt="Tráfego na ordenha robótica - feed first" width="701" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first.jpg 701w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first-300x202.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first-370x249.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first-270x181.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 701px) 100vw, 701px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Agroceres Multimix</span></p>
<ul>
<li><strong>Tráfego adaptado com uso da água</strong>: Em algumas fazendas, <strong>a água é usada como estímulo</strong>. A vaca precisa passar pelo portão de seleção para acessar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/">água</a></strong>, o que naturalmente a direciona à área de ordenha com mais frequência (Rodrigues et al., 2021).</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38028" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua.jpg" alt="Tráfego adaptado com uso da água" width="696" height="464" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua.jpg 696w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Agroceres Multimix</span></p>
<p>Esses modelos são essenciais para o sucesso da ordenha voluntária, em que a vaca tem liberdade para decidir quando será ordenhada, <strong>promovendo maior conforto, menos estresse e melhores índices produtivos</strong> (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<h2>Diferenças entre a ordenha robótica e a ordenha convencional</h2>
<p>A escolha entre <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-ordenha/">ordenha robótica e convencional</a></strong> envolve aspectos técnicos, operacionais e estratégicos que impactam diretamente na rotina da fazenda, produtividade, bem-estar animal e gestão de pessoas.</p>
<p>A seguir, destacamos os principais pontos de distinção entre os dois sistemas, com base em evidências científicas e práticas de campo.</p>
<h3>1. Autonomia e intervenção humana</h3>
<p>Na ordenha convencional, a higienização dos tetos, acoplamento das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">teteiras</a></strong>, monitoramento do fluxo de leite e remoção são realizados por operadores treinados. Esse processo exige mão de obra constante e rotinas bem definidas para garantir eficiência e higiene.</p>
<p>Já na ordenha robótica, <strong>todo o processo é automatizado</strong>. O robô realiza a higienização, posicionamento das teteiras, ordenha individualizada por teto e aplicação do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pós-dipping</a></strong> sem necessidade de intervenção humana direta (Rodrigues et al., 2021). Isso reduz erros operacionais, melhora a consistência do manejo e libera tempo da equipe para outras atividades estratégicas.</p>
<h3>2. Frequência de ordenha</h3>
<p>No sistema convencional, as vacas são ordenhadas, em geral, duas a três vezes ao dia, com horários fixos, <strong>o que pode limitar o potencial produtivo de vacas de alta lactação</strong>.</p>
<p>Por outro lado, na ordenha robótica, <strong>as vacas têm acesso livre e voluntário ao robô</strong>, sendo comum a realização de três a quatro ordenhas diárias, dependendo do estágio de lactação e da saúde da glândula mamária (Castro et al., 2012). Isso favorece a expressão do potencial produtivo individual, especialmente em vacas em pico de produção.</p>
<h3>3. Interação com as vacas</h3>
<p>Na ordenha convencional, os animais precisam ser conduzidos manualmente até a sala de ordenha, o que pode gerar estresse e resistência, especialmente em rebanhos maiores ou com problemas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-claudicacao/">claudicação</a></strong>.</p>
<p>A ordenha robótica, por sua vez, respeita o comportamento natural das vacas, permitindo que elas escolham o momento da ordenha, o que reduz o estresse, melhora o bem-estar e impacta positivamente na saúde e produtividade (Tremblay et al., 2016).</p>
<h3>4. Mão de obra e capacitação</h3>
<p>A ordenha tradicional requer presença constante de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">ordenhadores</a></strong>, muitas vezes em turnos, e exige treinamento constante para garantir padronização e evitar falhas.</p>
<p>Já o sistema robótico demanda perfil técnico diferente, focado em:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Interpretação de dados;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Manutenção básica de equipamentos;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Monitoramento de indicadores.</li>
</ul>
<p>Isso representa uma mudança na gestão de pessoas na fazenda: menos tarefas operacionais, mais foco em análise e tomada de decisão (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h2>Vantagens da ordenha robótica: mais do que automação, um novo modelo de produção</h2>
<p>A adoção da ordenha robótica <strong>representa mais do que a simples substituição da mão de obra por tecnologia</strong>. Trata-se de uma mudança profunda no modelo de gestão, no foco do manejo e na forma como os produtores se relacionam com os dados e com o rebanho.</p>
<p>A seguir, destacamos as principais vantagens comprovadas em estudos nacionais e internacionais.</p>
<h3>1. Aumento da produtividade por vaca</h3>
<p>A liberdade para visitar o robô conforme sua fisiologia <strong>permite que a vaca seja ordenhada mais vezes ao dia</strong>. Estudos mostram que, quando a frequência de ordenha aumenta para 3 ou até 4 vezes ao dia, há um ganho produtivo significativo, especialmente em vacas de alta produção no pico de lactação (Castro et al., 2012).</p>
<p>Além disso, a ordenha individualizada por teto permite melhor esvaziamento da glândula mamária, o que também contribui para maior eficiência.</p>
<h3>2. Melhoria no bem-estar animal</h3>
<p>A ordenha robótica <strong>respeita o ritmo natural da vaca, reduzindo estresse e evitando práticas invasivas</strong>. Vacas com acesso voluntário à ordenha demonstram menor frequência cardíaca, comportamento mais calmo e melhor saúde do úbere (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<p>Essa abordagem centrada no animal resulta não apenas em melhor bem-estar, mas também em menor incidência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> e claudicação.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book controle da mastite bovina" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>3. Monitoramento em tempo real da saúde e desempenho</h3>
<p>O sistema robótico <strong>atua como um monitor zootécnico</strong> constante. Durante cada ordenha, dados sobre produção, condutividade elétrica, temperatura e comportamento da vaca são registrados automaticamente. Esses dados permitem:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Detecção precoce de mastite;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Identificação de vacas com menor frequência de ordenha;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Diagnóstico antecipado de distúrbios metabólicos ou claudicações;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Análise da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/">curva de lactação</a></strong> por indivíduo (Rodrigues et al., 2021).</li>
</ul>
<p>Isso reduz o tempo de resposta do técnico ou veterinário e evita perdas produtivas por atrasos no manejo sanitário.</p>
<h3>4. Qualidade do leite e redução da contaminação</h3>
<p>A padronização do processo, a higienização automática e o desligamento preciso das teteiras evitam ordenhas prolongadas ou má retirada, o que reduz:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Contaminações cruzadas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Traumas no úbere;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Resíduos de leite nos tetos.</li>
</ul>
<p>Isso contribui para manter a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong> em níveis mais baixos e para atender padrões de qualidade exigidos por laticínios e programas de bonificação (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<h3>5. Tomada de decisão orientada por dados</h3>
<p>Com todos os dados integrados em sistemas de gestão, o produtor pode:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Classificar vacas por desempenho;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Definir estratégias reprodutivas baseadas em curvas individuais;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Avaliar retorno sobre investimento com base em dados reais.</li>
</ul>
<p>Isso representa uma mudança no perfil do produtor, que passa de executor para gestor técnico da produção (Rodrigues et al., 2021).</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-ordenha-robotica&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Desafios e limitações da ordenha robótica: o que o produtor precisa considerar</h2>
<p>Apesar das inúmeras vantagens, a implementação de um sistema de ordenha robótica não está isenta de desafios. Abaixo, elencamos os principais pontos de atenção que devem ser cuidadosamente avaliados antes da adoção.</p>
<h3>1. Alto investimento inicial</h3>
<p>O custo de aquisição de um robô de ordenha, somado à adequação da infraestrutura, <strong>representa um dos principais entraves para propriedades de médio e pequeno porte</strong>. O investimento varia conforme o fabricante, o número de vacas e os sistemas auxiliares integrados, podendo ultrapassar R$ 1 milhão para estruturas completas (Rodrigues et al., 2021).</p>
<p>Embora o retorno seja viável no médio prazo, é fundamental realizar uma análise de viabilidade técnico-econômica individualizada.</p>
<h3>2. Adaptação das vacas ao sistema</h3>
<p><strong>Nem todas as vacas se adaptam facilmente ao novo modelo</strong>. O aprendizado do rebanho pode levar semanas, exigindo manejo paciente, reforço positivo e acompanhamento diário. Algumas vacas, especialmente as mais velhas ou dominadas socialmente, apresentam resistência ao uso do robô, o que impacta a frequência de ordenha e, consequentemente, a produção (Castro et al., 2012).</p>
<p>Além disso, animais com problemas locomotores, como claudicação, visitam o robô com menos frequência, exigindo ações corretivas pontuais.</p>
<h3>3. Infraestrutura adequada</h3>
<p>A ordenha robótica exige um <em>layout</em> de estábulo que <strong>favoreça o tráfego voluntário das vacas</strong>, com corredores largos, áreas bem ventiladas e separação entre alimentação, descanso e ordenha.</p>
<p>Pisos escorregadios, alta densidade e acesso restrito ao robô comprometem o sucesso do sistema. Instalações antigas geralmente precisam ser reformadas ou adaptadas, o que exige planejamento técnico e investimento adicional (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h3>4. Gestão alimentar precisa</h3>
<p>Como o fornecimento de ração no robô é um dos estímulos para atrair as vacas, <strong>o balanceamento nutricional deve ser ajustado</strong>. A oferta de concentrado deve ser suficiente para atrair o animal, sem exceder o consumo recomendado, o que exige integração entre a nutrição e a tecnologia do robô (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<p>Uma formulação inadequada pode resultar em visitas insuficientes ou desequilíbrios metabólicos.</p>
<h3>5. Necessidade de suporte técnico e manutenção contínua</h3>
<p>Como qualquer tecnologia, <strong>o robô requer manutenção preventiva regular, peças de reposição e suporte técnico especializado.</strong> A falta de assistência rápida pode interromper a ordenha e afetar diretamente a produção.</p>
<p>Fazendas em regiões mais remotas devem considerar a disponibilidade de assistência técnica local antes de investir na tecnologia (Tremblay et al., 2016).</p>
<h3>6. Integração e interpretação de dados</h3>
<p>O volume de dados gerados é enorme, mas de pouco valor se não forem interpretados corretamente. Isso exige <strong>capacitação técnica da equipe ou contratação de profissionais especializados em gestão zootécnica de precisão</strong>.</p>
<p>O desafio não está apenas na coleta de informações, mas em transformá-las em ações práticas para melhorar o desempenho do rebanho (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h3>7. Gestão de rebanho adaptada</h3>
<p>Alguns ajustes no manejo geral são necessários:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Adoção de estratégias para vacas em diferentes estágios de lactação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Monitoramento da fila de espera para evitar superlotação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Criação de protocolos para vacas que não visitam o robô espontaneamente.</li>
</ul>
<p>O sucesso do sistema depende de uma visão integrada entre ambiente, nutrição, comportamento animal e dados (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<h2>Passos essenciais para implantar um sistema de ordenha robótica na fazenda</h2>
<p>A decisão de investir em um sistema de ordenha robótica deve ser tomada com base em planejamento técnico, análise econômica e alinhamento com os objetivos produtivos da propriedade. Abaixo, estão os principais passos recomendados para uma implantação segura e eficiente.</p>
<h3>1. Avaliação técnica e econômica da propriedade</h3>
<p>Antes de qualquer decisão, é necessário <strong>realizar um diagnóstico técnico da fazenda</strong>, considerando:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Número de vacas em lactação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Potencial genético do rebanho;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Estrutura física disponível;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Eficiência da mão de obra atual;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/">Custos de produção por litro de leite</a></strong>.</li>
</ul>
<p>Paralelamente, uma análise econômica detalhada, incluindo projeção de retorno sobre investimento (ROI), <em>payback</em>, e impacto na margem líquida deve ser conduzida, preferencialmente com apoio de consultores especializados (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h3>2. Escolha do equipamento e fornecedores</h3>
<p>O mercado oferece diversas marcas e modelos de robôs de ordenha, com variações em:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Número de vacas por robô;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Tipo de sensores e softwares;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Integrações com sistemas de gestão;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Modelos de assistência técnica.</li>
</ul>
<p>É essencial comparar não apenas o preço, mas o suporte técnico oferecido, a disponibilidade de peças, o treinamento da equipe e a compatibilidade com a realidade da propriedade (Tremblay et al., 2016).</p>
<h3>3. Adequações na estrutura da fazenda</h3>
<p>A implantação do robô exige <strong>mudanças no layout do estábulo</strong>, incluindo:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Corredores largos e bem sinalizados para o tráfego voluntário;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Separação clara entre áreas de descanso, alimentação e ordenha;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Portões de seleção para controle do fluxo;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Área de espera adequada para minimizar o estresse.</li>
</ul>
<p>Fazendas com sistema de confinamento total ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/"><em>compost barn</em></a></strong> geralmente têm melhor adaptação à robotização, mas é possível implementar também em sistemas híbridos, desde que respeitado o conforto animal (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h3>4. Treinamento da equipe</h3>
<p>Mesmo com a redução da necessidade de ordenhadores, <strong>a ordenha robótica exige capacitação técnica constante da equipe</strong>, com foco em:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Interpretação de relatórios de desempenho;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Identificação de falhas no sistema;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Monitoramento de vacas com baixa frequência de ordenha;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ações preventivas de manutenção.</li>
</ul>
<p>Equipes bem treinadas são chave para transformar dados em decisões e garantir a estabilidade do sistema (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<h3>5. Implantação gradual e acompanhamento técnico</h3>
<p>A recomendação é <strong>começar com um grupo menor de vacas, preferencialmente vacas jovens e de alta produção</strong>, que se adaptam mais rapidamente ao novo sistema. A introdução deve ser acompanhada de:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Protocolos de manejo específicos;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Observação da frequência de visitas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Monitoramento da curva de adaptação do rebanho.</li>
</ul>
<p>O apoio técnico de veterinários, zootecnistas e especialistas em robótica leiteira é essencial para ajustes rápidos e eficazes nos primeiros meses (Castro et al., 2012).</p>
<h3>6. Análise contínua de indicadores</h3>
<p>Uma vez instalado, o sucesso da ordenha robótica depende do uso eficiente das informações geradas. O produtor deve acompanhar indicadores como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Produção média por vaca/dia;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Tempo médio de ordenha;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Intervalo entre ordenhas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Vacas com baixa frequência;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Alerta de saúde ou mastite.</li>
</ul>
<p>Essa análise permite ajustes finos no manejo e garante retorno financeiro ao longo do tempo (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A ordenha robótica representa <strong>um dos avanços mais significativos da pecuária leiteira moderna</strong>. Mais do que apenas um equipamento, ela redefine o modelo de produção ao trazer eficiência operacional, bem-estar animal, monitoramento contínuo e gestão por dados.</p>
<p>Os benefícios são evidentes: maior produtividade, menor dependência de mão de obra, coleta precisa de informações, ordenha voluntária com menor estresse, entre outros. No entanto, sua implementação exige planejamento técnico, capacitação da equipe, ajustes estruturais e visão estratégica de longo prazo.</p>
<p>O sucesso está diretamente relacionado à capacidade do produtor em integrar tecnologia, manejo e gestão de pessoas. Não se trata apenas de automatizar, mas de transformar a cultura da fazenda.</p>
<p>Se a sua propriedade busca melhorar a produtividade com sustentabilidade e precisão, a ordenha robótica pode ser o passo decisivo para essa transformação.</p>
<h2>Prepare-se para o futuro da pecuária leiteira com conhecimento técnico de verdade</h2>
<p>A ordenha robótica representa uma revolução na forma de produzir leite, mas para aproveitar todo o seu potencial é preciso muito mais do que tecnologia: é necessário entender de manejo, nutrição, bem-estar animal e gestão.</p>
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<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Jacobs, J. A., &amp; Siegford, J. M. (2012). The impact of automatic milking systems on dairy cow management, behavior, health, and welfare. <i>Journal of Dairy Science</i>, 95(5), 2227–2247. https://doi.org/10.3168/jds.2011-5137</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Tremblay, M., et al. (2016). Adoption of automatic milking systems in dairy farming: A systematic review. <i>Canadian Journal of Animal Science</i>, 96(3), 333–345. https://doi.org/10.1139/CJAS-2015-0119</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Castro, A., Pereira, J. M., &amp; Broom, D. M. (2012). Effects of automatic milking systems on dairy cow management and welfare. <i>Animal Welfare</i>, 21(1), 19–26. https://doi.org/10.7120/096272812799129360</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Rodrigues, F. A. M. L., et al. (2021). Automação na ordenha de bovinos leiteiros: benefícios e desafios. <i>Revista Brasileira de Ciência Animal</i>, 14(1), 34–47. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/cienciaanimal/article/view/78061</span></li>
</ul>
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		<title>Indigestão vagal em vacas leiteiras: causas, sintomas e como tratar</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/indigestao-vagal-em-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 12:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[saúde ruminal]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sanidade digestiva das vacas leiteiras é um dos pilares fundamentais para o desempenho zootécnico e econômico de uma fazenda. Dentre as diversas afecções que podem comprometer o trato gastrointestinal dos ruminantes, a indigestão vagal merece atenção especial. Trata-se de uma condição muitas vezes silenciosa no início, mas que pode desencadear quadros graves de timpanismo, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A sanidade digestiva das vacas leiteiras é um dos pilares fundamentais para o desempenho zootécnico e econômico de uma fazenda. Dentre as diversas afecções que podem comprometer o trato gastrointestinal dos ruminantes, a <strong>indigestão vagal</strong> <strong>merece atenção especial</strong>.</p>
<p>Trata-se de uma condição muitas vezes silenciosa no início, mas que pode desencadear quadros graves de timpanismo, perda de apetite e, em casos extremos, levar à morte do animal.</p>
<p>O nervo vago é responsável por grande parte da inervação sensorial e motora do <strong>sistema digestório dos ruminantes</strong>. Quando há uma interrupção ou disfunção em seu funcionamento, diversas estruturas do trato gastrointestinal são diretamente afetadas, resultando em prejuízos clínicos e produtivos expressivos.</p>
<p>Com consequências que vão desde <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong> até o descarte precoce de vacas, essa condição representa um verdadeiro desafio para médicos-veterinários, zootecnistas, técnicos de campo e produtores.</p>
<p>Neste artigo, você irá entender o que é a indigestão vagal, por que ela ocorre, como identificar seus sinais clínicos, o que é a <strong>Síndrome de Hoflund</strong>, como realizar o diagnóstico correto, quais são as possibilidades de tratamento e, principalmente, como prevenir esse problema de forma eficiente.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Compreendendo o nervo vago nos ruminantes</h2>
<p>O <strong>nervo vago</strong> (nervo craniano X) é um dos <strong>principais condutores das informações neurais</strong> que regulam o funcionamento visceral dos animais. Ele é composto por dois troncos: tronco dorsal e tronco ventral, que seguem junto ao esôfago até o abdômen e promovem inervação autonômica para o rúmen, retículo, omaso, abomaso, intestinos e até mesmo o fígado (Fubini &amp; Divers, 2008).</p>
<ol>
<li><strong>O tronco dorsal</strong> do nervo vago inerva o rúmen e as porções mais caudais e mediais do retículo, omaso e abomaso.</li>
<li><strong>O tronco ventral</strong> inerva principalmente a região cranial desses compartimentos, além do fígado e intestinos proximais.</li>
</ol>
<p>Essas estruturas digestivas dependem fortemente dos estímulos nervosos fornecidos pelo vago para garantir:</p>
<ul>
<li>A motilidade do rúmen e dos demais compartimentos;</li>
<li>A condução do bolo alimentar;</li>
<li>A ocorrência de eructação;</li>
<li>A secreção de enzimas digestivas.</li>
</ul>
<p>Com isso, qualquer alteração na função deste nervo compromete diretamente a digestão, absorção de nutrientes e o bem-estar geral do animal. Como consequência, os animais afetados apresentam perda de apetite, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/timpanismo-em-bovinos/">timpanismo</a></strong>, distensão abdominal e acentuada queda na produtividade leiteira (Garry &amp; McConnel, 2015).</p>
<h2>O que é a lesão do nervo vago?</h2>
<p>A lesão do nervo vago, ou indigestão vagal, consiste em um dano estrutural ou funcional que compromete a capacidade do nervo de conduzir impulsos neurais aos órgãos viscerais que ele inerva. Em bovinos, isso afeta diretamente o funcionamento do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, retículo, omaso, abomaso e intestinos, todos compartimentos vitais para a digestão eficiente.</p>
<p>A disfunção vagal resulta, principalmente, na perda da motilidade ruminal, falhas na eructação, acúmulo de gases, distensão abdominal e refluxos digestivos, criando um cenário que prejudica severamente a alimentação, digestão, conforto e desempenho da vaca leiteira (Hussain et al., 2017).</p>
<p>Além do prejuízo à saúde do animal, a condição traz consequências econômicas relevantes, como:</p>
<ul>
<li>Redução drástica na produção de leite;</li>
<li>Retirada precoce de vacas do rebanho;</li>
<li>Aumento no uso de medicamentos;</li>
<li>Custos com diagnóstico e cirurgia;</li>
<li>Casos de morte em situações graves.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-indigestao-vagal&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Causas mais comuns da indigestão vagal</h2>
<p>As causas que levam à indigestão vagal são multifatoriais e, em muitos casos, estão relacionadas a patologias adjacentes que promovem compressão ou inflamação local. As mais relatadas na literatura científica incluem:</p>
<ol>
<li><strong>Reticuloperitonite traumática (RPT)</strong>: É a principal causa associada à lesão vagal. A ingestão acidental de corpos estranhos metálicos (como arames, pregos, pedaços de cerca) pode perfurar a parede do retículo, provocando inflamação local, formação de aderências e até abscessos que comprometem a função do nervo vago (Fubini &amp; Divers, 2008).</li>
<li><strong>Abscessos hepáticos e infecções abdominais</strong>: Formações purulentas próximas ao trajeto do nervo vago podem causar compressão direta ou desencadear inflamações secundárias, levando à disfunção nervosa.</li>
<li><strong>Hérnia diafragmática e vólvulo de abomaso</strong>: Alterações anatômicas significativas, como a migração de vísceras para o tórax ou torções do abomaso, podem distorcer a posição dos troncos vagais, causando estiramento ou compressão mecânica.</li>
<li><strong>Neoplasias (tumores)</strong>: Tumores de crescimento lento localizados no mediastino ou próximos ao esôfago podem exercer pressão sobre o nervo ao longo de seu trajeto, interrompendo os estímulos neurais (Perkins, 2017).</li>
<li><strong>Útero gravídico em gestação avançada</strong>: Apesar de mais raro, o volume do útero em gestação adiantada pode alterar o posicionamento das vísceras abdominais, comprimindo estruturas próximas e dificultando o esvaziamento do conteúdo digestivo, condição que se relaciona com a indigestão vagal tipo IV.</li>
<li><strong>Cirurgias e traumas locais</strong>: Cirurgias mal conduzidas ou traumas na região abdominal ou torácica também podem afetar diretamente o nervo vago, tanto por lesão física quanto por processos inflamatórios posteriores (Walker, 2017).</li>
</ol>
<h2>Principais sinais clínicos da indigestão vagal</h2>
<p>A apresentação clínica da indigestão vagal em vacas leiteiras é bastante variável e depende diretamente da localização e da extensão do dano. No entanto, alguns sinais são recorrentes e devem acender um alerta no manejo clínico:</p>
<ul>
<li><strong>Inapetência ou perda completa do apetite</strong>;</li>
<li>Emagrecimento progressivo;</li>
<li><strong>Queda significativa na produção de leite</strong>;</li>
<li><strong>Timpanismo recorrente</strong>, geralmente sem resposta duradoura ao manejo tradicional;</li>
<li>Distensão abdominal assimétrica, com formato típico em &#8220;maçã-pera&#8221;;</li>
<li>Perda da estratificação ruminal, percebida na auscultação e percussão.</li>
</ul>
<p>A distensão em formato maçã-pera é um sinal clássico:</p>
<ul>
<li><strong>Lado esquerdo (maçã)</strong>: distensão gasosa do rúmen;</li>
<li><strong>Lado direito (pera)</strong>: acúmulo de conteúdo líquido e pastoso nos compartimentos posteriores.</li>
</ul>
<p>Além disso, a auscultação pode revelar som de <i>ping</i> metálico na fossa paralombar esquerda, especialmente nos casos com distensão gasosa acentuada, indicativo de timpanismo livre ou com refluxo do abomaso para o rúmen (Garry &amp; McConnel, 2015).</p>
<h2>Síndrome de Hoflund: a indigestão vagal em detalhe</h2>
<p>A chamada <strong>Síndrome de Hoflund</strong>, também conhecida como indigestão vagal, é a expressão clínica da lesão do nervo vago. Caracteriza-se pela falha na motilidade normal do trato gastrointestinal devido à disfunção da inervação, podendo ocorrer desde o esôfago até o piloro.</p>
<p>Essa condição foi sistematizada em quatro tipos distintos, com base na localização do comprometimento e nas manifestações clínicas associadas (Hussain et al., 2017).</p>
<h3> Tipo I – Falha na eructação (timpanismo gasoso)</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: ocorre obstrução funcional do esôfago, dificultando a eliminação de gases.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: timpanismo agudo e recorrente, apatia, hipomotilidade ruminal ou atonia.</li>
<li><strong>Diagnóstico prático</strong>: alívio imediato após passagem de sonda orogástrica.</li>
<li><strong>Possível causa</strong>: inflamação local, aderências, linfadenopatias mediastinais.</li>
</ul>
<h3>Tipo II – Disfunção do orifício retículo-omasal</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: o retículo falha em empurrar o conteúdo para o omaso, causando retenção alimentar.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: distensão abdominal, diminuição do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">volume fecal</a></strong> (fezes secas e com partículas grandes), hipermotilidade ruminal, apatia.</li>
<li><strong>Causas associadas</strong>: reticuloperitonite, abscessos adjacentes, úlceras.</li>
</ul>
<p>Nesse tipo, o animal pode apresentar refluxo de conteúdo durante sondagem, o que reforça o diagnóstico clínico.</p>
<h3>Tipo III – Obstrução do piloro</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: o conteúdo do abomaso não passa para o intestino delgado, provocando acúmulo e refluxo ao rúmen.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: distensão abdominal, timpanismo intermitente, cloretos elevados no rúmen, sinais de alcalose metabólica.</li>
<li><strong>Diagnóstico diferencial</strong>: pH ruminal alcalino ajuda a diferenciar do tipo II.</li>
</ul>
<p>As causas mais comuns incluem úlceras perfuradas do abomaso e sequelas de RPT.</p>
<h3> Tipo IV – Compressão por gestação avançada</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: o útero em estágio final de gestação altera a anatomia abdominal, interferindo na motilidade gastrointestinal.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: distensão abdominal progressiva, apatia, ingestão reduzida.</li>
<li><strong>Desafios</strong>: a etiologia não está totalmente esclarecida; não é uma condição inflamatória direta do nervo.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38019" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal.jpg" alt="Síndrome de Hoflund" width="1149" height="306" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal.jpg 1149w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-300x80.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-1024x273.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-768x205.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-370x99.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-270x72.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-740x197.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-150x40.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1149px) 100vw, 1149px" /></p>
<h2>Diagnóstico: do exame clínico à laparotomia</h2>
<p>O diagnóstico de indigestão vagal exige <strong>avaliação clínica cuidadosa e integração entre sinais clínicos</strong>, exames laboratoriais e exames de imagem.</p>
<p>Muitas vezes, o desafio está em diferenciar a indigestão vagal de outras causas de distensão abdominal e timpanismo.</p>
<h3>1. Anamnese e histórico clínico</h3>
<ul>
<li>Queda progressiva na ingestão de alimentos;</li>
<li>Diminuição da produção de leite;</li>
<li>Episódios recorrentes de timpanismo;</li>
<li>Cirurgias anteriores ou gestações recentes;</li>
<li>Presença de corpo estranho metálico (RPT como hipótese primária).</li>
</ul>
<h3>2. Exame físico completo</h3>
<ul>
<li>Inspeção visual da distensão abdominal (formato maçã-pera);</li>
<li>Auscultação e percussão do rúmen;</li>
<li>Identificação de timpanismo, atonia ou hipermotilidade;</li>
<li>Observação de refluxo durante sondagem.</li>
</ul>
<h3>3. Sondagem orogástrica</h3>
<ul>
<li>Permite aliviar timpanismo (tipo I);</li>
<li>Pode evidenciar refluxo espontâneo de conteúdo (tipo II ou III);</li>
<li>Avaliação da resposta à passagem da sonda auxilia no diagnóstico diferencial.</li>
</ul>
<h3>4. Ruminocentese e avaliação do conteúdo ruminal</h3>
<ul>
<li>Medição de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">pH do rúmen</a></strong> (alcalose em tipo III);</li>
<li>Dosagem de cloretos: valores elevados indicam refluxo abomasal.</li>
</ul>
<h3>5. Ultrassonografia abdominal</h3>
<ul>
<li>Auxilia na detecção de aderências, abscessos, útero gestante, líquido livre ou massas;</li>
<li>Permite descartar causas mecânicas ou avaliar viabilidade cirúrgica.</li>
</ul>
<h3>6. Laparotomia exploratória</h3>
<ul>
<li>Quando as evidências clínicas não são conclusivas;</li>
<li>Permite visualização direta do retículo, fígado, úlceras, aderências e tumores;</li>
<li>Também pode ser utilizada como via de abordagem terapêutica.</li>
</ul>
<h3>7. Necrópsia (em casos fatais)</h3>
<ul>
<li>Confirmação diagnóstica;</li>
<li>Avaliação anatômica completa para investigação epidemiológica.</li>
</ul>
<p>Importante: segundo Perkins (2017), <strong>o diagnóstico definitivo só é possível com a associação de exames complementares ao exame clínico minucioso</strong>, especialmente na diferenciação entre os tipos de indigestão vagal.</p>
<h2>Tratamento: Abordagem conservadora e cirúrgica</h2>
<p>O tratamento da lesão do nervo vago e das indigestões vagais associadas depende da identificação do tipo e da causa primária. Sempre que possível, opta-se por medidas conservadoras, mas em muitos casos, a cirurgia é necessária para resolver obstruções ou remover focos inflamatórios.</p>
<h3>Tratamentos Conservadores</h3>
<h4>Tipo I:</h4>
<ul>
<li>Sondagem orogástrica frequente;</li>
<li>Colocação de cânula ou fístula ruminal em casos crônicos;</li>
<li>Terapia de suporte com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e fluidoterapia.</li>
</ul>
<h4>Tipo II e III:</h4>
<ul>
<li>Correção da causa primária: administração de antibióticos, antiácidos, dieta rica em fibras e de fácil digestão;</li>
<li>Monitoramento dos níveis de eletrólitos e equilíbrio ácido-base;</li>
<li>Reposição de fluídos + tratamento da acidose/alcalose metabólica;</li>
<li>Uso de medicamentos pró-cinéticos em alguns casos.</li>
</ul>
<h4>Tipo IV:</h4>
<ul>
<li>Terapia de suporte, considerando a limitação de intervenção no final da gestação;</li>
<li>Acompanhamento próximo da evolução clínica e do parto.</li>
</ul>
<h3>Tratamento Cirúrgico</h3>
<p>A cirurgia é indicada quando:</p>
<ul>
<li>Há reticuloperitonite com abscesso encapsulado;</li>
<li>Presença de corpo estranho metálico no retículo;</li>
<li>Casos graves de aderências ou lesões obstrutivas;</li>
<li>Refratariedade à terapia clínica.</li>
</ul>
<p>Procedimentos possíveis:</p>
<ul>
<li>Ruminotomia exploratória com remoção de corpos estranhos;</li>
<li>Drenagem de abscessos intra-abdominais;</li>
<li>Descompressão abomasal;</li>
<li>Em alguns casos, pode-se instalar uma fístula permanente no rúmen para manejo crônico.</li>
</ul>
<p>Segundo Walker (2017), <strong>o sucesso cirúrgico depende fortemente do diagnóstico precoce e da condição clínica geral do animal no momento da intervenção</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38020" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal.jpg" alt="Tabela tratamento indigestão vagal" width="892" height="301" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal.jpg 892w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-768x259.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-270x91.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-740x250.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 892px) 100vw, 892px" /></p>
<h2>Prevenção eficaz e sustentável</h2>
<p>A prevenção da lesão do nervo vago e da indigestão vagal deve focar principalmente nas causas mais recorrentes, especialmente a reticuloperitonite traumática, que é amplamente documentada como a principal origem desse tipo de lesão (Fubini &amp; Divers, 2008; Hussain et al., 2017).</p>
<h3>1. Administração de ímãs ruminais</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ímãs retais ou orais capturam objetos metálicos ingeridos, como pregos, arames e fragmentos metálicos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Prevenção direta da perfuração do retículo por corpos estranhos.</li>
</ul>
<h3>2. Controle rigoroso da dieta e ambiente</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Evitar o fornecimento de alimentos ou feno com resíduos metálicos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Boa manutenção de equipamentos, cercas e estruturas da fazenda para evitar desprendimentos e utilização de ímãs no vagão de trato.</li>
</ul>
<h3>3. Monitoramento de vacas gestantes</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Em fases finais de gestação, monitorar sinais clínicos digestivos relacionados à compressão visceral (tipo IV).</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Adotar práticas nutricionais que reduzam distensões excessivas.</li>
</ul>
<h3>4. Detecção precoce de distúrbios digestivos</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Qualquer sinal de inapetência, distensão abdominal ou timpanismo deve ser investigado com atenção.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Capacitar a equipe para reconhecer os sinais da síndrome de Hoflund.</li>
</ul>
<h3>5. Programa de saúde preventiva</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Checagens periódicas, avaliações clínicas e exames ultrassonográficos estratégicos são ferramentas valiosas.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Acompanhamento de casos de retocolite ou abomasopexia como fatores de risco futuros.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A lesão do nervo vago em vacas leiteiras é um <strong>desafio clínico que exige conhecimento técnico, atenção aos detalhes e ação rápida</strong>. Sua manifestação por meio da síndrome de Hoflund, dividida em quatro tipos, permite uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais precisa quando bem compreendida.</p>
<p>A chave para minimizar perdas está em três pilares:</p>
<ol>
<li><strong>Diagnóstico precoce</strong> com base em sinais clínicos sutis, como distensão abdominal e timpanismo.</li>
<li><strong>Tratamento assertivo</strong>, adaptado ao tipo de indigestão vagal e à causa primária.</li>
<li><strong>Prevenção contínua</strong>, com uso de ímãs ruminais, manejo alimentar adequado e vigilância reprodutiva.</li>
</ol>
<h2>Domine o diagnóstico e manejo para evitar perdas na produção</h2>
<p>Casos como a indigestão vagal exigem diagnóstico preciso, tomada de decisão rápida e domínio técnico para evitar perdas produtivas e econômicas. Se você quer se preparar para lidar com esse e outros desafios do manejo sanitário, nutricional e reprodutivo na atividade leiteira, é hora de dar o próximo passo na sua formação.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34452" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti.jpg" alt="Yumi Taguti - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">FUBINI, S.; DIVERS, T. J. <i>Diseases Affecting the Vagus Innervation of the Forestomach and Abomasum – Vagus indigestion</i>. In: DIVERS, T. J.; PEEK, S. F. Rebhun’s Diseases of Dairy Cattle. 2ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 5, p. 147-151, 2008.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">GARRY, F.; McCONNEL, C. <i>Indigestion in Ruminants</i>. In: SMITH, B. P. Large Animal Internal Medicine. 5ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 32, p. 777-799, 2015.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">HUSSAIN, S.; UPPAL, S.; HUSSAIN, T.; NABI, S.; BEIGH, S.; ASHRAF, S. <i>Vagus indigestion in bovines: a review in historical perspective</i>. The Pharma Innovation Journal, v. 6, p. 157-163, 2017.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PERKINS, G. A. <i>Disorders Causing Abdominal Distension in Cattle – Vagus indigestion</i>. In: FUBINI, S. L.; DUCHARME, N. G. Farm Animal Surgery. 2ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 1, p. 3-5, 2017.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">WALKER, W. <i>Surgery of the Ruminant Forestomach Compartments – Vagal indigestion</i>. In: FUBINI, S. L.; DUCHARME, N. G. Farm Animal Surgery. 2ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 14, p. 249-259, 2017.</span></li>
</ul>
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		<title>DDG na nutrição de vacas leiteiras: vantagens, cuidados e como usar com eficiência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 12:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A competitividade da pecuária leiteira moderna exige formulações nutricionais que conciliam alto desempenho produtivo com eficiência econômica. Nesse contexto, os grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDG (Dried Distillers Grains), têm se destacado como uma alternativa estratégica na alimentação de vacas leiteiras em lactação. Originados como coprodutos da indústria de etanol, especialmente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A competitividade da pecuária leiteira moderna exige formulações nutricionais que conciliam alto desempenho produtivo com eficiência econômica. Nesse contexto, <strong>os grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDG (<em>Dried Distillers Grains</em>)</strong>, têm se destacado como uma alternativa estratégica na alimentação de vacas leiteiras em lactação.</p>
<p>Originados como coprodutos da indústria de etanol, especialmente do milho, os DDGs apresentam elevado valor nutricional, além de contribuírem para o reaproveitamento de resíduos industriais, alinhando-se aos princípios de sustentabilidade (Oliveira et al., 2022).</p>
<p>No Brasil, a produção de etanol está historicamente ligada à cana-de-açúcar, mas <strong>a crescente utilização do milho como matéria-prima tem ampliado a disponibilidade de DDGs no mercado nacional</strong>. Isso é particularmente relevante considerando o cenário internacional, onde mais de 95% do etanol nos Estados Unidos é produzido a partir do milho, resultando em grandes volumes de DDG como subproduto (Ramos et al., 2021). Essa oferta crescente tem impulsionado seu uso na pecuária, principalmente em dietas de ruminantes de alta exigência nutricional, como as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">vacas em pico de lactação</a></strong>.</p>
<p>Além da questão da oferta, o interesse pelos DDGs também se deve à sua composição rica em proteína não degradável no rúmen (PNDR), além de fibras digestíveis e frações lipídicas que fornecem energia adicional (NRC, 2021).</p>
<p>Por essas características, o DDG tem se <strong>consolidado como um ingrediente funcional e versátil</strong>, capaz de substituir parcialmente ingredientes tradicionais como o farelo de soja e o milho, com potencial para reduzir custos sem comprometer a performance produtiva (Silva &amp; Santos, 2020).</p>
<p>Ao longo deste artigo, vamos explorar de forma detalhada os aspectos técnicos do DDG, abordando sua composição, formas de uso, vantagens, limitações e recomendações práticas para formulação de dietas para vacas leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Entendendo o processo industrial de produção do DDG</h2>
<p>Os grãos de destilaria são obtidos como coproduto da produção de etanol, processo que envolve a <strong>fermentação de açúcares extraídos do milho</strong>, geralmente pela ação da levedura <i>Saccharomyces cerevisiae</i>. Como o amido não pode ser fermentado diretamente, ele precisa ser hidrolisado previamente, o que é feito por meio da moagem úmida ou seca.</p>
<p>Na indústria de moagem seca, mais comum na produção de DDG, o grão de milho é transformado em uma massa fermentável composta de amido, fibras, proteínas e óleo (Kalscheur, 2005).</p>
<p>Durante a fermentação, apenas o amido é convertido em etanol; os demais componentes permanecem e compõem os resíduos sólidos que darão origem aos grãos de destilaria. A etapa seguinte envolve a separação dos resíduos sólidos (sólidos grosseiros) e líquidos (vinhaça fina), por meio de centrifugação.</p>
<p>A parte sólida pode ser secada, resultando no <strong>DDG (<em>Dried Distillers Grains</em>)</strong>, ou mantida úmida, formando o <strong>WDG (<em>Wet Distillers Grains</em>)</strong>. Já a fração líquida é evaporada, concentrando os solúveis, que podem ser reincorporados, originando o<strong> DDGS (<em>Dried Distillers Grains with Solubles</em>)</strong> ou <strong>WDGS (<em>Wet Distillers Grains with Solubles</em>)</strong> (Liu, 2011).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38013" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg.jpg" alt="Esquema mostrando como produz o DDG" width="1024" height="768" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>A composição do produto final pode variar conforme a tecnologia utilizada na fábrica. Processos como o <i>Quick Germ</i> (remoção do gérmen antes da fermentação) e <i>Quick Fiber</i> (remoção da fibra do pericarpo) permitem a obtenção de DDG com alta concentração proteica, podendo alcançar teores superiores a 45% de proteína bruta (Bothast &amp; Schlicher, 2005). Além disso, tecnologias de moagem enzimática permitem a recuperação de frações de maior valor nutricional, aumentando o aproveitamento do milho e melhorando o perfil dos DDGs (Rosentrater &amp; Muthukumarappan, 2006).</p>
<p>Em resumo, os DDGs podem ser classificados em três categorias principais:</p>
<ol>
<li><strong>DDG</strong>: grãos secos de destilaria, sem adição de solúveis.</li>
<li><strong>DDGS</strong>: grãos secos com solúveis, com maior teor de gordura e umidade.</li>
<li><strong>WDGS</strong>: grãos úmidos com solúveis, com maior teor energético, porém menor estabilidade de armazenamento.</li>
</ol>
<p>A escolha entre esses tipos deve considerar fatores como logística, estabilidade, composição nutricional e disponibilidade regional, elementos que influenciam diretamente a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação</a></strong> e o desempenho zootécnico da dieta.</p>
<h2>Composição nutricional dos DDG: O que os torna estratégicos?</h2>
<p>O <strong>valor nutricional</strong> dos grãos secos de destilaria (DDG) é uma das <strong>principais razões para sua inclusão crescente na dieta de vacas leiteiras em lactação</strong>.</p>
<p>A composição dos DDGs varia conforme o tipo de processamento, a inclusão ou não de solúveis, e a remoção de gordura, mas de forma geral, trata-se de um ingrediente com alta concentração de proteína, fibra digestível e energia (NRC, 2021).</p>
<p>Segundo o <i>National Research Council</i> (2021), a composição média do DDG com base na matéria seca (MS) é:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38014" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg.jpg" alt="Tabela com composição média do DDG" width="488" height="335" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg.jpg 488w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg-300x206.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg-370x254.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg-435x300.jpg 435w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg-270x185.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 488px) 100vw, 488px" /></p>
<p>A<strong> fração proteica</strong> é fortemente influenciada pela <strong>presença de células de levedura remanescentes da fermentação</strong>, que podem representar de 20% a 50% da proteína bruta presente no DDG (Belyea et al., 2004). Embora a proteína da levedura seja limitada em aminoácidos essenciais — com exceção da lisina —, ela confere ao DDG um perfil único, intermediário entre o milho e os produtos de fermentação microbiana.</p>
<p>A concentração de lisina, um aminoácido essencial para a produção de leite, é variável nos DDGs secos, oscilando entre 1,91% a 3,19% da proteína bruta, sendo geralmente maior nas versões úmidas (Spiehs et al., 2002).</p>
<p>Por outro lado, os DDGs apresentam concentrações elevadas de metionina e leucina, o que é favorável à síntese de proteína láctea (Schingoethe et al., 2009).</p>
<p>Outro ponto estratégico do DDG é sua alta proporção de proteína não degradável no rúmen (PNDR), com digestibilidade da PNDR acima de 80%, tornando-o um ingrediente de grande valor em dietas para vacas em lactação, que demandam proteína metabolizável de alta qualidade (Kalscheur et al., 2006).</p>
<p>Além disso, o DDG apresenta níveis consideráveis de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">minerais</a></strong>, como:</p>
<ul>
<li><strong>Fósforo</strong>: cerca de 0,86% na MS</li>
<li><strong>Cálcio</strong>: cerca de 0,05% na MS<br />
Esses teores, especialmente o fósforo, podem contribuir significativamente para o balanceamento mineral da dieta, reduzindo a necessidade de suplementações adicionais (Spiehs et al., 2002).</li>
</ul>
<p>Em termos energéticos, <strong>o DDG tem bom valor calórico</strong>, parcialmente devido ao seu teor de gordura, oriundo do óleo de milho presente nos grãos e nos solúveis adicionados (Liu, 2011). No entanto, quando esse teor ultrapassa 10% de extrato etéreo, pode ser necessário restringir sua inclusão para evitar efeitos negativos na digestão da fibra e na composição do leite (Weiss et al., 2009).</p>
<p>Portanto, do ponto de vista nutricional, <strong>o DDG é um ingrediente com perfil proteico</strong> complementar ao farelo de soja, boa digestibilidade ruminal, e potencial para fornecer energia e minerais, desde que bem equilibrado no contexto da dieta total.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Benefícios do uso de DDG na alimentação de vacas em lactação</h2>
<p>A utilização de DDG (<em>Dried Distillers Grains</em>) em dietas de vacas leiteiras oferece uma série de <strong>vantagens nutricionais, econômicas e funcionais</strong>.</p>
<p>Desde que corretamente balanceado, o DDG pode melhorar a eficiência alimentar, otimizar o fornecimento de proteína metabolizável e reduzir o custo das dietas, especialmente em sistemas que buscam <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade</a></strong> e alto desempenho produtivo.</p>
<h3>Fonte estratégica de proteína e aminoácidos</h3>
<p>Um dos principais diferenciais do DDG é seu alto teor de proteína não degradável no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> (PNDR), com digestibilidade acima de 80% (Kalscheur et al., 2006). Isso permite maior entrega de aminoácidos diretamente ao intestino delgado, favorecendo a síntese de proteína láctea na glândula mamária, especialmente em vacas de alta produção.</p>
<p>Além disso, o DDG possui teores elevados de metionina e leucina, dois aminoácidos essenciais que são frequentemente limitantes em dietas à base de milho e farelo de soja (Schingoethe et al., 2009).</p>
<h3>Complementaridade ao farelo de soja</h3>
<p>A composição de aminoácidos do DDG <strong>complementa o perfil do farelo de soja, que é rico em lisina, mas mais limitado em metionina</strong>. Assim, a inclusão parcial de DDG na dieta, junto ao farelo de soja, permite ajustar o perfil de aminoácidos essenciais de forma mais eficiente e econômica (Paz et al., 2013).</p>
<h3>Contribuição energética com menor custo</h3>
<p>O DDG também é uma fonte de energia, graças ao seu teor de gordura (extrato etéreo) e à presença de fibras digestíveis.</p>
<p>O tipo WDG (grão úmido de destilaria), por sua vez, apresenta maior valor energético que o DDG, devido à presença residual de etanol e à maior degradabilidade da fibra, uma vez que não passa por secagem térmica (Belyea et al., 2004). No entanto, sua conservação exige atenção especial.</p>
<h3>Fornecimento de minerais essenciais</h3>
<p>O DDG contém teores significativos de fósforo e cálcio, <strong>nutrientes essenciais na dieta de vacas em lactação</strong>. Em média, o fósforo corresponde a 0,86% da matéria seca, valor superior ao milho e ao farelo de soja (Spiehs et al., 2002).</p>
<h3>Alternativa sustentável na alimentação de ruminantes</h3>
<p>Ao utilizar um coproduto da indústria do etanol, a inclusão de DDG na dieta contribui para uma cadeia mais sustentável. O aproveitamento de resíduos industriais como alimento para ruminantes reduz o desperdício e os impactos ambientais, além de valorizar economicamente a produção integrada (Oliveira et al., 2022).</p>
<h2>Pontos críticos e cuidados na utilização do DDG</h2>
<p>Apesar de seus benefícios, o uso de DDG em dietas para vacas leiteiras <strong>exige atenção a limitações nutricionais, sanitárias e metabólicas</strong>.</p>
<p>A seguir, destacamos os principais pontos de atenção que devem ser considerados na formulação de dietas que utilizam DDG como ingrediente.</p>
<h3>Teor de gordura: risco à gordura do leite</h3>
<p>O teor de extrato etéreo no DDG, geralmente acima de 10%, <strong>pode interferir negativamente na digestão da fibra no rúmen e no teor de gordura do leite</strong>, especialmente devido à presença de ácidos graxos insaturados, como o ácido linoleico (Weiss et al., 2009). Dietas com excesso de gordura podem reduzir a atividade microbiana ruminal, comprometendo a fermentação e a eficiência da digestão da fibra.</p>
<p>Quando se utiliza DDG com altos teores de solúveis, o risco é ainda maior, já que estes concentram o óleo de milho residual. A recomendação técnica é limitar a inclusão de DDG a 10-15% da matéria seca da dieta total, a depender do perfil lipídico do restante da ração (NRC, 2021).</p>
<h3>Deficiência de alguns aminoácidos</h3>
<p>Embora o DDG seja rico em metionina e leucina, <strong>ele é relativamente pobre em lisina e arginina</strong>, especialmente quando comparado ao farelo de soja (Schingoethe et al., 2009). Essa limitação pode afetar a síntese proteica na glândula mamária, caso a dieta não seja complementada com fontes específicas desses aminoácidos.</p>
<p>Assim, não se recomenda substituir integralmente o farelo de soja por DDG, mas sim utilizá-los de forma complementar, para atingir um perfil proteico balanceado.</p>
<h3>Baixo teor de amido e digestibilidade reduzida</h3>
<p>Ao passar pelo processo fermentativo, o amido do milho é convertido em etanol, fazendo com que o DDG contenha <strong>níveis residuais de amido</strong>. Além disso, esse amido restante tem <strong>digestibilidade ruminal reduzida</strong>, por já ter sofrido gelatinização e fermentação parcial (Klopfenstein et al., 2008). Isso exige ajustes energéticos na dieta total.</p>
<h2>Estratégias práticas para inclusão do DDG na dieta de vacas leiteiras</h2>
<p>A adoção do DDG (grãos secos de destilaria) como ingrediente na dieta de vacas em lactação deve ser <strong>baseada em critérios técnicos que considerem o equilíbrio da formulação, os objetivos zootécnicos e as particularidades do sistema de produção</strong>.</p>
<p>Embora seja um ingrediente funcional e versátil, seu uso deve ser planejado com base em evidências científicas e princípios nutricionais sólidos.</p>
<h3>Níveis recomendados de inclusão</h3>
<p>Diversos estudos indicam que o DDG pode ser incluído em níveis de até <strong>10% a 15% da matéria seca da dieta total</strong>, sem comprometer o desempenho leiteiro (Kalscheur et al., 2006).</p>
<p>Em dietas bem balanceadas, esse nível pode até promover ganhos na produção de leite e sólidos totais, especialmente quando a proteína do DDG complementa adequadamente o perfil de aminoácidos da dieta.</p>
<p>Contudo, a inclusão deve ser ajustada de acordo com o teor de gordura do DDG, considerando os limites máximos de extrato etéreo para dietas de ruminantes (Weiss et al., 2009). Quando o DDG possui mais de 10% de EE, recomenda-se reduzir sua participação na dieta ou utilizar versões com remoção parcial do óleo.</p>
<h3>Correção da relação PDR:PNDR</h3>
<p>Um dos desafios na formulação de dietas com DDG é manter o equilíbrio entre proteína degradável no rúmen (PDR) e proteína não degradável (PNDR). O DDG é uma fonte predominante de PNDR, sendo fundamental associá-lo a fontes de PDR, como ureia, farelo de soja ou silagens proteicas, para estimular a atividade microbiana ruminal e garantir produção adequada de proteína microbiana (NRC, 2021).</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O uso de grãos secos de destilaria (DDG) em dietas de vacas leiteiras representa uma <strong>solução eficiente para sistemas de produção que buscam reduzir custos, melhorar o aproveitamento proteico e diversificar as fontes de ingredientes.</strong> Com uma composição nutricional robusta, o DDG se consolida como um insumo valioso na formulação de dietas de ruminantes de alta exigência.</p>
<p>Sua utilização, no entanto, deve ser orientada por critérios técnicos, respeitando limites de inclusão, correções na relação PDR:PNDR e adequação ao perfil produtivo do rebanho. O DDG não substitui integralmente ingredientes como o farelo de soja, mas sim os complementa de forma estratégica, proporcionando melhor equilíbrio de aminoácidos e otimização da eficiência alimentar.</p>
<p>É fundamental também que os profissionais envolvidos na formulação estejam atentos às variações na composição do DDG conforme o tipo de processamento industrial, bem como aos teores de extrato etéreo e enxofre, que exigem manejo cauteloso para evitar distúrbios ruminais e metabólicos.</p>
<p>De modo geral, o DDG é uma alternativa sustentável, viável e tecnicamente segura, quando utilizado com conhecimento, planejamento e acompanhamento <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">zootécnico</a></strong>. Sua adoção contribui para uma nutrição mais eficiente, alinhada aos desafios econômicos e ambientais da pecuária leiteira moderna.</p>
<h2>Nutrição estratégica para mais produção e rentabilidade</h2>
<p data-start="221" data-end="506">O uso de ingredientes como o DDG pode trazer ganhos importantes na dieta das vacas leiteiras, desde que feito com conhecimento técnico, equilíbrio nutricional e foco em resultados. Para tomar decisões mais assertivas e aumentar a eficiência da produção, é essencial ir além do básico.</p>
<p data-start="508" data-end="885">A <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-ddg-nutricao-vacas&amp;utm_medium=blog"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro é a oportunidade ideal para quem quer aprofundar seus conhecimentos em nutrição, manejo, gestão e sanidade, com uma abordagem prática e voltada para o dia a dia da fazenda. Com aulas 100% online e professores com forte atuação no campo, o curso prepara você para elevar a produtividade do rebanho com técnica e rentabilidade.</p>
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<p data-start="508" data-end="885">Autoras: Ana Clara Viana e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">NRC – National Research Council. (2021). <i>Nutrient Requirements of Dairy Cattle: Eighth Revised Edition.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.17226/25806</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Kalscheur, K. F. (2005). Impact of feeding distillers grains on milk production, milk composition, and ruminal metabolism. <i>South Dakota State University Dairy Report.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://openprairie.sdstate.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1018&amp;context=dairy_seminar_2005</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Liu, K. (2011). Chemical composition of distillers grains, a review. <i>Journal of Agricultural and Food Chemistry, 59(5), 1508–1526.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.1021/jf103512z</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Belyea, R. L., Rausch, K. D., &amp; Clevenger, T. E. (2004). Composition of corn and distillers dried grains with solubles from dry grind ethanol processing. <i>Bioresource Technology, 94(3), 293–298.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.biortech.2004.01.001</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Spiehs, M. J., Whitney, M. H., &amp; Shurson, G. C. (2002). Nutrient database for distiller’s dried grains with solubles produced from new ethanol plants in Minnesota and South Dakota. <i>Journal of Animal Science, 80(10), 2639–2645.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.2527/2002.80102639x</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Schingoethe, D. J., Kalscheur, K. F., Hippen, A. R., &amp; Garcia, A. D. (2009). The use of distillers products in dairy cattle diets. <i>Journal of Dairy Science, 92(12), 5802–5813.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.3168/jds.2009-2549</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Weiss, W. P., Conrad, H. R., &amp; St-Pierre, N. R. (2009). A theoretically-based model for predicting total digestible nutrient values of forages and concentrates. <i>Animal Feed Science and Technology, 23(2), 93–116.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2009.05.005</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Klopfenstein, T. J., Erickson, G. E., &amp; Bremer, V. R. (2008). Board-invited review: Use of distillers by-products in the beef cattle feeding industry. <i>Journal of Animal Science, 86(5), 1223–1231.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.2527/jas.2007-0550</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Drewnoski, M. E., Poore, M. H., &amp; Huntington, G. B. (2014). Feeding high-sulfur diets to ruminants: A review. <i>Journal of Animal Science, 92(9), 3763–3780.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.2527/jas.2014-7602</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Oliveira, J. S., Costa, K. A. P., &amp; Ribeiro, K. G. (2022). Utilização de coprodutos da agroindústria na alimentação de bovinos leiteiros: avanços e desafios. <i>Revista Brasileira de Agropecuária Sustentável, 12(2), 58–72.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://revistas.ufg.br/rbas/article/view/70579</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Paz, H. A., Anderson, C. L., Kononoff, P. J. (2013). Evaluation of feed ingredient variability and strategies to improve ration consistency and animal performance. <i>Nebraska Beef Report 2013.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://digitalcommons.unl.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1913&amp;context=animalscinbcr</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Bothast, R. J., &amp; Schlicher, M. A. (2005). Biotechnological processes for conversion of corn into ethanol. <i>Applied Microbiology and Biotechnology, 67(1), 19–25.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.1007/s00253-004-1819-8</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Rosentrater, K. A., &amp; Muthukumarappan, K. (2006). Corn ethanol coproducts: Generation, properties, and challenges. <i>Cereal Foods World, 51(4), 168–172.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/228629491</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Van Soest, P. J. (1994). <i>Nutritional Ecology of the Ruminant</i> (2nd ed.). Cornell University Press.</span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://www.cornellpress.cornell.edu/book/9780801427725/nutritional-ecology-of-the-ruminant/</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Leptospirose em bovinos leiteiros: sintomas, prevenção e impacto na produção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 11:30:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A leptospirose é uma das doenças mais subestimadas da bovinocultura leiteira, apesar de seus impactos diretos sobre a reprodução, a produção de leite e a saúde do rebanho. Causada por bactérias do gênero Leptospira, essa zoonose representa um desafio técnico contínuo para médicos veterinários e consultores sanitários, especialmente em sistemas tropicais com elevada pressão ambiental. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>leptospirose</strong> é uma das doenças mais subestimadas da bovinocultura leiteira, apesar de seus impactos diretos sobre a reprodução, a produção de leite e a saúde do rebanho.</p>
<p>Causada por bactérias do gênero Leptospira, essa zoonose representa um <strong>desafio técnico contínuo para médicos veterinários e consultores sanitários</strong>, especialmente em sistemas tropicais com elevada pressão ambiental. Ao mesmo tempo, trata-se de uma enfermidade de difícil percepção, marcada por infecções subclínicas, perdas silenciosas e recorrência em propriedades que não adotam um programa preventivo robusto.</p>
<p>Neste artigo, você encontrará um guia técnico completo e atualizado sobre leptospirose em vacas leiteiras, com foco em fisiopatogenia, sinais clínicos, diagnóstico, impactos econômicos e estratégias práticas de controle e prevenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Por que a leptospirose é um desafio na bovinocultura leiteira?</h2>
<p>A leptospirose é uma zoonose de ampla distribuição mundial, causada por bactérias do gênero <i>Leptospira</i>, que acomete diversas espécies animais, incluindo o ser humano. Na pecuária leiteira, trata-se de uma <strong>enfermidade altamente prevalente</strong>, com impactos diretos sobre a eficiência reprodutiva, produtividade do leite e saúde pública.</p>
<p>Abortos, natimortos, partos prematuros, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/">retenção de placenta</a></strong>, infertilidade e queda na produção leiteira estão entre os efeitos mais relevantes. Apesar disso, infecções subclínicas são frequentes, dificultando o diagnóstico precoce e favorecendo a manutenção do agente no rebanho.</p>
<p>Além das perdas zootécnicas, a leptospirose é uma <strong>doença ocupacional importante</strong>, afetando trabalhadores rurais, veterinários e demais profissionais que atuam no campo.</p>
<p>Para que o profissional veterinário atue com eficácia no controle da leptospirose, é fundamental compreender os fatores de risco, o comportamento fisiopatológico do agente, os sinais clínicos, os métodos diagnósticos e as estratégias preventivas disponíveis.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-leptospirose&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Agente etiológico e principais sorovares no Brasil</h2>
<p>As leptospiras patogênicas são espiroquetas gram-negativas do gênero <i>Leptospira</i>. Possuem mobilidade ativa, morfologia espiralada e capacidade de penetração tecidual acentuada.</p>
<p>Nos bovinos, o <strong>sorovar Hardjo</strong> (especialmente a variante <i>Leptospira borgpetersenii</i> Hardjo-bovis) é considerado adaptado à espécie, causando infecção crônica com excreção urinária prolongada e impactos reprodutivos discretos, porém persistentes.</p>
<p>Outros sorovares, como <strong>Pomona, Grippotyphosa e Icterohaemorrhagiae</strong>, são considerados acidentais, frequentemente associados a quadros agudos mais severos e surtos hemorrágicos.</p>
<p>A correta identificação do(s) sorovar(es) circulante(s) é essencial para o sucesso do controle, especialmente na escolha vacinal e na vigilância reprodutiva.</p>
<h2>Fatores de risco e formas de transmissão</h2>
<p>A infecção ocorre principalmente por <strong>contato com urina contaminada</strong>, via mucosas ou pele lesionada. A bactéria também pode ser transmitida por:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ingestão de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/">água</a></strong> ou alimentos contaminados;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Transmissão venérea ou transplacentária (em infecções por Hardjo);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Contato com ambientes úmidos e sujos.</li>
</ul>
<h3>Fatores de risco comuns em sistemas leiteiros</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Presença de poças, lama ou áreas alagadas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Drenagem deficiente e cochos com vazamento;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Convivência com roedores ou suínos sem barreiras;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Falta de quarentena para animais adquiridos;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/limpeza-de-utensilios-utilizados-na-alimentacao-de-bezerras/">utensílios</a></strong> e equipamentos compartilhados entre lotes.</li>
</ul>
<p>Segundo Raghavan et al. (2011), fazendas com drenagem precária têm risco até <strong>três vezes maior</strong> de surtos de leptospirose.</p>
<h2>Fisiopatogenia: como a <i>Leptospira</i> age no organismo bovino?</h2>
<p>Após penetrar no organismo, a leptospira dissemina-se via <strong>corrente sanguínea</strong> (leptospiremia), atingindo múltiplos tecidos.</p>
<h3>Principais órgãos-alvo</h3>
<ul>
<li><strong>Rins</strong>: colonização tubular &#8211; excreção crônica na urina;</li>
<li><strong>Fígado</strong>: necrose hepatocelular &#8211; icterícia e aumento de enzimas hepáticas;</li>
<li><strong>Sistema reprodutivo</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aborto-em-vacas-leiteiras/">aborto</a></strong>, morte embrionária, infertilidade e natimortos.</li>
</ul>
<p>Mesmo após resolução clínica, a excreção urinária pode persistir por semanas ou meses (Ellis, 2015), tornando o animal um <strong>portador crônico</strong> e fonte de contaminação ambiental.</p>
<p>Boqvist et al. (2002) relataram que vacas infectadas por Hardjo apresentaram redução na taxa de concepção e aumento no número de dias abertos.</p>
<h2>Impactos econômicos da leptospirose na pecuária leiteira</h2>
<p>A leptospirose bovina tem um <strong>efeito econômico significativo</strong>, ainda que frequentemente subestimado nas propriedades.</p>
<p>Seus impactos ocorrem de forma direta, por perdas reprodutivas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda de produção</a></strong>, e indireta, como aumento do intervalo entre partos, custo com tratamentos e descarte precoce de vacas.</p>
<p>Estudos apontam que:</p>
<ul>
<li>A <strong>infertilidade associada à leptospirose</strong> pode aumentar em até 20 dias o intervalo entre partos;</li>
<li>Abortos causados por sorovar Hardjo estão entre as <strong>principais causas de prejuízo reprodutivo em rebanhos tropicais </strong>(Boqvist et al., 2002);</li>
<li>A queda na produção de leite durante infecções subclínicas pode ultrapassar <strong>10% por lactação</strong> (Ellis, 2015);</li>
<li>O custo médio por animal infectado pode ultrapassar <strong>R$ 300 a R$ 500/ano</strong> em propriedades intensivas.</li>
</ul>
<p>Além disso, a doença reduz a longevidade produtiva da vaca e compromete indicadores sanitários em programas de exportação ou certificação.</p>
<h2>Sinais clínicos e impactos reprodutivos</h2>
<h3>Forma aguda (Pomona, Icterohaemorrhagiae)</h3>
<ul>
<li>Febre alta, apatia, anorexia;</li>
<li>Hemoglobinúria, icterícia;</li>
<li>Abortos no terço final da gestação;</li>
<li>Mortalidade em bezerros e vacas lactantes.</li>
</ul>
<h3>Forma subclínica (Hardjo)</h3>
<ul>
<li>Infertilidade funcional;</li>
<li>Aumento de dias abertos;</li>
<li>Retenção de placenta, reabsorção embrionária;</li>
<li>Nascimento de bezerros fracos.</li>
</ul>
<p>Martins et al. (2020) documentaram <strong>prejuízos reprodutivos significativos</strong> mesmo em rebanhos assintomáticos.</p>
<h2>Diagnóstico e controle da leptospirose</h2>
<h3>Métodos laboratoriais principais</h3>
<ul>
<li><strong>MAT (Soroaglutinação microscópica)</strong>: padrão ouro, mas não diferencia vacinados de infectados;</li>
<li><strong>PCR</strong>: detecta DNA bacteriano, útil na identificação de portadores (sêmen, urina);</li>
<li><strong>Cultura</strong>: pouco sensível e lenta, uso restrito à pesquisa.</li>
</ul>
<p>Hamond et al. (2015) demonstraram a <strong>eficácia do PCR na detecção de leptospiras em sêmen de touros</strong>. Levett (2001) recomenda interpretação integrada com contexto clínico e exames pareados.</p>
<h3>Controle sanitário e estratégico</h3>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-em-bezerros/">Vacinação</a></strong> periódica com vacinas multivalentes;</li>
<li>Quarentena e exames prévios em novos animais;</li>
<li>Controle de roedores e drenagem eficiente;</li>
<li>Organização e higiene nos ambientes de manejo.</li>
</ul>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/programas-de-vacinacao-para-bovinos-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-programas-vacinacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38515 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao.png" alt="Webinar vacinação em bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Prevenção: estratégias práticas para rebanhos leiteiros</h3>
<ol>
<li><strong>Vacinação sistemática</strong>: Duas doses iniciais + reforços anuais ou semestrais.</li>
<li><strong>Ambiência e manejo</strong>: Eliminar poças, corrigir vazamentos, drenar áreas úmidas.</li>
<li><strong>Controle de roedores</strong>: Uso de iscas, armadilhas, barreiras físicas.</li>
<li><strong>Monitoramento sanitário</strong>: Sorologia e PCR em reprodutores e suspeitos.</li>
</ol>
<p>Salgado et al. (2014) demonstraram redução na taxa de abortos com <strong>vacinação regular + controle ambiental eficaz</strong>.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A leptospirose deve ser considerada uma <strong>doença reprodutiva, ambiental e econômica</strong>, que exige atuação técnica contínua e estruturada. Seu controle requer um diagnóstico preciso, tratamento estratégico e um engajamento técnico e educativo com a equipe da fazenda.</p>
<p><strong>E você já avaliou o risco de leptospirose no rebanho que acompanha? </strong></p>
<p>Inclua a doença no seu protocolo sanitário, implemente triagens e revise os esquemas vacinais com base em dados reais do rebanho.</p>
<h2>Proteja seu rebanho e mantenha a produção sempre no alto</h2>
<p>A leptospirose pode reduzir drasticamente a produtividade e gerar grandes prejuízos na pecuária leiteira.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-leptospirose&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar, prevenir e controlar doenças de forma estratégica, integrando manejo, nutrição e gestão para garantir a saúde do rebanho e a lucratividade da fazenda.</p>
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<p><strong> </strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34284" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar.jpg" alt="Débora Avelar - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Boqvist, S. et al. (2002).</span><span style="font-size: 14px;"><i>The effect of Leptospira hardjo infection on reproductive performance in dairy cattle. </i></span><span style="font-size: 14px;">Preventive Veterinary Medicine</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Ellis, W. A. (2015). </span><span style="font-size: 14px;"><i>Animal leptospirosis. </i></span><span style="font-size: 14px;">Veterinary Microbiology, 172(3–4), 449–456</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Levett, P. N. (2001). </span><span style="font-size: 14px;"><i>Leptospirosis. </i></span><span style="font-size: 14px;">Clinical Microbiology Reviews, 14(2), 296–326</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Hamond, C. et al. (2015). </span><span style="font-size: 14px;"><i>Detection of leptospiral DNA in the semen of bulls by real-time PCR. </i></span><span style="font-size: 14px;">Acta Tropica, 146, 64–68</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Martins, G. et al. (2020). </span><span style="font-size: 14px;"><i>Soroprevalência e impacto reprodutivo da leptospirose bovina. </i></span><span style="font-size: 14px;">Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Salgado, M. et al. (2014). </span><span style="font-size: 14px;"><i>Use of a commercial vaccine to control leptospirosis in dairy herds. </i></span><span style="font-size: 14px;">Veterinary Record, 175(10), 250</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/leptospirose-em-bovinos-leiteiros/">Leptospirose em bovinos leiteiros: sintomas, prevenção e impacto na produção</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como monitorar o pH da urina de vacas leiteiras no pré-parto?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ph-da-urina-em-vacas-leiteiras-no-pre-parto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 11:30:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o período de transição das vacas leiteiras, especialmente nas três semanas que antecedem o parto, a estabilidade metabólica do animal se torna um fator determinante para a saúde e a produtividade na lactação subsequente. Nesse contexto, o monitoramento do pH urinário emerge como uma ferramenta prática e eficiente, oferecendo uma janela fisiológica para avaliar [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ph-da-urina-em-vacas-leiteiras-no-pre-parto/">Como monitorar o pH da urina de vacas leiteiras no pré-parto?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o período de transição das vacas leiteiras, especialmente nas três semanas que antecedem o parto, a estabilidade metabólica do animal se torna um fator determinante para a saúde e a produtividade na lactação subsequente. Nesse contexto, o <strong>monitoramento do pH urinário</strong> emerge como uma ferramenta prática e eficiente, oferecendo uma janela fisiológica para avaliar o equilíbrio ácido-base e, principalmente, a eficácia da dieta aniônica implementada.</p>
<p>Embora pareça um detalhe técnico, o pH da urina reflete diretamente a adequação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação nutricional</a></strong>, podendo indicar riscos iminentes como a hipocalcemia subclínica, responsável por perdas produtivas e reprodutivas significativas nas fazendas leiteiras.</p>
<p>Neste texto vamos explorar a base fisiológica, a aplicabilidade prática e o valor diagnóstico do pH urinário em vacas leiteiras no pré-parto.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Entendendo o papel do pH urinário na fisiologia da vaca no pré-parto</h2>
<h3>1. A regulação ácido-base nos ruminantes</h3>
<p>A homeostase ácido-base nos bovinos é regulada principalmente por três sistemas: <strong>o sistema tampão sanguíneo</strong>, a <strong>ventilação pulmonar e a excreção renal de íons hidrogênio</strong> (H⁺) e <strong>bicarbonato</strong> (HCO₃⁻).</p>
<p>Quando a vaca recebe uma dieta aniônica, rica em ânions como cloreto (Cl⁻) e enxofre (S²⁻), ocorre uma acidificação metabólica leve e controlada. Essa acidificação estimula a mobilização de cálcio ósseo e melhora a sensibilidade dos tecidos ao paratormônio (PTH), facilitando a absorção e mobilização do cálcio no início da lactação.</p>
<h3>2. A relação entre dieta aniônica e o pH da urina</h3>
<p>O impacto imediato da dieta aniônica é refletido no pH da urina: <strong>quanto mais ácida a urina, maior a eficácia da acidificação metabólica.</strong></p>
<p>Em rebanhos leiteiros, essa medição é uma ferramenta simples, rápida e de baixo custo para monitorar se a formulação da dieta está atingindo o objetivo desejado, que é a prevenção da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-em-vacas-leiteiras/">hipocalcemia</a></strong> clínica e subclínica.</p>
<h3>3. Faixa ideal de pH urinário em vacas no pré-parto</h3>
<p>Diversos estudos validam o uso da acidificação dietética no pré-parto como forma de prevenir a hipocalcemia, com impactos diretos na mobilização do cálcio corporal e na resposta ao paratormônio. O pH urinário é o principal indicador da efetividade dessa estratégia nutricional.</p>
<p>A <strong>faixa considerada ideal para vacas leiteiras</strong> sob dieta aniônica no pré-parto situa-se <strong>entre 6,0 e 6,8</strong>, sendo esse intervalo indicativo de uma acidificação adequada.</p>
<p>Valores acima sugerem acidificação insuficiente, enquanto valores muito abaixo podem sinalizar acidificação excessiva, com risco de redução no consumo de matéria seca. Essa recomendação é corroborada por Horst et al. (1997), que associa essa faixa a uma resposta metabólica eficiente à dieta aniônica.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-ph-urina&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Avaliação prática do pH urinário: coleta, manejo e interpretação dos resultados</h2>
<h3>Quando e como coletar urina de vacas no pré-parto?</h3>
<p>A avaliação do pH urinário deve ser feita preferencialmente em <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/"><strong>vacas no período de transição</strong></a>, com foco nos animais que já estão recebendo a dieta aniônica há pelo menos 3 dias completos. Essa condição garante que os efeitos metabólicos da dieta já estejam em curso, permitindo uma análise mais fidedigna da resposta fisiológica.</p>
<p><strong>Evite incluir animais recém-alocados no lote pré-parto</strong>, pois ainda não foram plenamente expostos à dieta aniônica.</p>
<p>Do mesmo modo, não se recomenda coletar urina de <strong>vacas com parto iminente</strong> (menos de 72 horas), uma vez que alterações hormonais e mudanças fisiológicas naturais nesse momento podem impactar o pH da urina de forma transitória, dificultando a interpretação nutricional.</p>
<p>A frequência ideal de monitoramento é <strong>semanal</strong>, utilizando uma amostragem representativa do lote. Para rebanhos menores, recomenda-se coletar urina de todos os animais presentes no grupo <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/">pré-parto</a></strong>.</p>
<p>Em sistemas maiores, uma amostragem de 12 a 15 vacas por semana, selecionadas aleatoriamente entre aquelas que já estão no lote há no mínimo 3 dias, costuma ser suficiente para gerar dados médios confiáveis.</p>
<p>A técnica mais comum para induzir a micção é a <strong>massagem perivulvar</strong>. O uso de recipientes limpos é obrigatório, e recomenda-se desprezar os primeiros jatos de urina, coletando apenas a porção intermediária, mais estável e menos suscetível a contaminações.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-37597" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/image1.jpg" alt="Passo a passo de coleta de urina de vacas leiteiras " width="856" height="410" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/image1.jpg 856w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/image1-300x144.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/image1-768x368.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/image1-370x177.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/image1-270x129.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/image1-740x354.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/image1-150x72.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 856px) 100vw, 856px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagens demonstrando o passo a passo de coleta de urina para a realização do exame e obtenção dos resultados. </span></p>
<h3>Cuidados com o equipamento de medição (pHmetro):</h3>
<p>Para garantir a precisão na leitura do pH, é fundamental que o pHmetro seja:</p>
<ol>
<li>Calibrado diariamente com soluções tampão (pH 4,0 e 7,0).</li>
<li>Higienizado corretamente entre coletas, com lavagem do eletrodo em água destilada.</li>
<li>Armazenado conforme as recomendações técnicas do fabricante.</li>
</ol>
<p>Falhas na calibração ou na higienização podem comprometer seriamente os resultados obtidos.</p>
<h3>Interpretando os resultados: o que o pH da urina revela?</h3>
<p>Com os dados em mãos, o nutricionista deve avaliar:</p>
<ul>
<li><strong>Média do pH urinário do lote</strong>: se está dentro da faixa ideal (6,0–6,8);</li>
<li><strong>Variação entre os indivíduos</strong>: diferenças expressivas entre animais podem indicar falhas de manejo alimentar.</li>
</ul>
<p>Variações acentuadas exigem investigação de fatores como homogeneidade da dieta, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/espacamento-de-cocho-e-ingestao-de-materia-seca/">espaço de cocho</a></strong>, acesso ao alimento, e execução da rotina de trato.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Impactos fisiológicos e nutricionais das variações no pH urinário</h2>
<p><strong>Quando o pH urinário está acima da faixa ideal</strong>: <strong>pH acima de 6,8</strong> geralmente indica falha na acidificação metabólica, frequentemente relacionada ao excesso de potássio na dieta. Isso compromete a ação da dieta aniônica e aumenta o risco de hipocalcemia subclínica, impactando negativamente a saúde uterina, ruminal e a produção leiteira.</p>
<p><strong>Quando o pH urinário está abaixo da faixa ideal</strong>: <strong>pH abaixo de 6,0</strong> pode indicar acidificação excessiva, muitas vezes associada à superdosagem de sais aniônicos ou queda no consumo. Isso prejudica o balanço energético e favorece distúrbios como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong> e menor desempenho produtivo.</p>
<h3>Aplicações práticas e correções nutricionais baseadas no pH urinário</h3>
<p>O pH urinário pode ser utilizado como guia para ajuste fino da dieta, onde:</p>
<ul>
<li><strong>pH &gt; 6,8</strong>: revisar teor de potássio da dieta e reforçar os ânions;</li>
<li><strong>pH &lt; 6,0</strong>: reduzir carga aniônica e avaliar ingestão de matéria seca.</li>
</ul>
<p>Através da avaliação individual podemos ter algumas revelações, onde os valores fora da média dentro do mesmo lote podem indicar falhas no trato, competição de cocho, ou diferenças no acesso aos ingredientes.</p>
<h3>Observações de campo: quando o pH urinário faz a diferença?</h3>
<p>Fazendas que monitoram o pH urinário com regularidade relatam:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Redução de até 60% nos casos de hipocalcemia clínica (Oetzel, 2004);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Maior consumo de matéria seca no pós-parto;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Menor uso de medicamentos e melhor desempenho reprodutivo.</li>
</ul>
<p>O pH urinário serve como alerta precoce e instrumento de avaliação da eficácia do manejo alimentar em tempo real.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O monitoramento do pH urinário em vacas leiteiras no pré-parto é uma <strong>ferramenta indispensável na nutrição de precisão</strong>. Permite verificar a efetividade da dieta aniônica, antecipa riscos metabólicos e direciona correções antes que os prejuízos se manifestem clinicamente.</p>
<p>Sua simplicidade, custo acessível e alto valor diagnóstico o tornam um <strong>componente essencial para estratégias nutricionais bem-sucedidas no período de transição</strong>.</p>
<h2>Precisão no manejo para um início de lactação saudável e produtivo</h2>
<p>O monitoramento do pH da urina no pré-parto é essencial para prevenir distúrbios metabólicos e garantir um arranque de lactação com alto desempenho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-ph-urina&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar ferramentas de diagnóstico, nutrição estratégica e manejo preventivo para aumentar a saúde e a produtividade do rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-ph-urina&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38993 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="1389" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg 1389w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-1024x347.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-768x260.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-740x251.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1389px) 100vw, 1389px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24488" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg" alt="Amanda Lourenço" width="299" height="103" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg 299w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-270x93.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Horst, R. L., Goff, J. P., &amp; Reinhardt, T. A. (1997). <i>Strategies for preventing milk fever in dairy cattle</i>. Journal of Dairy Science, 80(7), 1269–1280.</span><br />
<span style="font-size: 14px;">Acesso: https://doi.org/10.3168/jds.S0022-0302(97)76055-7</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Oetzel, G. R. (2004). <i>Monitoring and testing dairy herds for metabolic disease</i>. Veterinary Clinics of North America: Food Animal Practice, 20(3), 651–674.</span><br />
<span style="font-size: 14px;">Acesso: https://doi.org/10.1016/j.cvfa.2004.06.006</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ph-da-urina-em-vacas-leiteiras-no-pre-parto/">Como monitorar o pH da urina de vacas leiteiras no pré-parto?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Leitura de cocho: como avaliar e ajustar a sobra de trato em vacas em lactação?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/leitura-de-cocho-como-avaliar-e-ajustar-a-sobra-de-trato-em-vacas-em-lactacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 11:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[cocho]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A leitura de cocho é uma ferramenta estratégica dentro do manejo alimentar de vacas em lactação. Mais do que observar sobras, trata-se de interpretar de forma técnica o comportamento de consumo do rebanho, ajustando a oferta de alimento com precisão para garantir o máximo aproveitamento da dieta, evitar desperdícios e manter o desempenho zootécnico em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>leitura de cocho</strong> é uma ferramenta estratégica dentro do manejo alimentar de vacas em lactação. Mais do que observar sobras, trata-se de <strong>interpretar de forma técnica o comportamento de consumo do rebanho</strong>, ajustando a oferta de alimento com precisão para garantir o máximo aproveitamento da dieta, evitar desperdícios e manter o desempenho zootécnico em alta.</p>
<p>Quando bem executada, a leitura de cocho permite ajustes finos no fornecimento diário de alimento, especialmente em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">dietas completas</a></strong> contendo volumoso e concentrado, com impacto direto na produção de leite, no bem-estar animal e na rentabilidade do sistema.</p>
<p>Em um cenário de custos elevados com alimentação, compreender como avaliar corretamente as sobras de trato no cocho e realizar ajustes seguros na dieta é um diferencial competitivo. Este artigo detalha <strong>como aplicar a leitura de cocho na prática</strong>, quais parâmetros seguir, como interpretar os dados e tomar decisões nutricionais assertivas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que é leitura de cocho e por que ela é indispensável?</h2>
<p>A leitura de cocho é uma prática de manejo nutricional utilizada para <strong>avaliar a quantidade de alimento que sobra no cocho após o período de alimentação das vacas em lactação</strong>.</p>
<p>Seu objetivo principal é ajustar, de forma precisa, o fornecimento de dieta às necessidades do rebanho, garantindo o consumo ideal e reduzindo perdas com sobras ou suboferta.</p>
<p>Esse procedimento <strong>vai muito além da simples observação visual</strong>: ele deve ser sistemático, padronizado e baseado em critérios técnicos, permitindo ao nutricionista ou responsável pelo trato tomar decisões com base em dados objetivos.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Por que a leitura de cocho é essencial na bovinocultura leiteira?</h3>
<ul>
<li><strong>Ajuste fino da dieta</strong>: A leitura permite identificar se a dieta está sendo ofertada em excesso (ocasionando sobras) ou em déficit (ocasionando cocho limpo), possibilitando correções na oferta diária.</li>
<li><strong>Redução de desperdício</strong>: Com base nas leituras, é possível reduzir significativamente a perda de alimento, otimizando o uso de recursos.</li>
<li><strong>Maximização da produção</strong>: Um fornecimento equilibrado favorece o consumo adequado de matéria seca, essencial para expressar o potencial produtivo das vacas.</li>
<li><strong>Indicador de problemas na dieta</strong>: Sobra excessiva pode indicar baixa palatabilidade, desbalanceamento nutricional ou erros na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação</a></strong> e distribuição da dieta.</li>
<li><strong>Integração com o planejamento nutricional</strong>: A leitura diária do cocho fornece dados que ajudam a manter o planejamento nutricional alinhado com a resposta do rebanho.</li>
</ul>
<h2>Valor estratégico na gestão de sistemas intensivos</h2>
<p>Em sistemas de produção intensiva, como <em><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/">compost barn</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/">free stall</a></strong></em> ou confinamentos, onde a alimentação representa mais de 50% dos custos operacionais, a leitura de cocho assume papel ainda mais estratégico. Ela contribui não apenas para a eficiência zootécnica, mas também para a sustentabilidade econômica do negócio.</p>
<h2>Como fazer a leitura de cocho corretamente</h2>
<p>A execução correta da leitura de cocho é fundamental para <strong>garantir a eficácia da prática no manejo alimentar</strong>.</p>
<p>Um processo bem estruturado permite identificar padrões de consumo, prever variações de apetite do rebanho e evitar tanto o desperdício quanto a subnutrição. Para isso, é necessário seguir alguns critérios técnicos e operacionais.</p>
<h3>1. Horário ideal para leitura</h3>
<p>A leitura do cocho deve ser realizada nas <strong>primeiras horas da manhã</strong>, preferencialmente antes do primeiro trato do dia. Isso garante que a sobra observada seja referente ao consumo total do dia anterior e evita distorções causadas por novos fornecimentos de alimento.</p>
<h3>2. Padronização do responsável</h3>
<p>Sempre que possível, a leitura deve ser feita pela mesma pessoa, com treinamento e bom senso técnico. Essa padronização minimiza variações subjetivas na interpretação da quantidade de sobra e aumenta a confiabilidade dos dados.</p>
<h3>3. Critérios técnicos: escala de notas</h3>
<p>A leitura de cocho é classificada em uma escala de 1 a 5, conforme proposto por Takigawa (2012):</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-37294" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/escala-notas-leitura-cocho.png" alt="Escala de notas de leitura de cocho" width="670" height="311" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/escala-notas-leitura-cocho.png 670w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/escala-notas-leitura-cocho-300x139.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/escala-notas-leitura-cocho-370x172.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/escala-notas-leitura-cocho-270x125.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/escala-notas-leitura-cocho-150x70.png 150w" sizes="auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px" /></p>
<p><strong>Nota 3 é considerada a ideal</strong>: indica que o consumo da dieta está adequado e a sobra está dentro da faixa segura, garantindo segurança sem desperdício.</p>
<h3>4. Registro e acompanhamento</h3>
<p>As leituras devem ser <strong>registradas diariamente</strong>, preferencialmente em planilhas ou softwares de gerenciamento. O ideal é analisar os dados em uma janela de 3 a 5 dias, o que permite identificar tendências e evitar decisões precipitadas baseadas em um único dia.</p>
<h3>5. Atenção às variações climáticas</h3>
<p>Períodos chuvosos ou de calor excessivo podem influenciar negativamente o consumo. Nesses casos, é essencial interpretar as leituras com cautela e avaliar se a variação é pontual ou recorrente.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-leitura-de-cocho&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Interpretação das sobras: como tomar decisões com base nas leituras</h2>
<p>A leitura de cocho, por si só, não resolve problemas. O valor real está na <strong>interpretação técnica dos dados coletados</strong> e, principalmente, na <strong>ação imediata e proporcional</strong> para ajustar o fornecimento de dieta.</p>
<p>Uma decisão bem fundamentada pode evitar prejuízos com desperdício ou, pior, com perda de desempenho produtivo por subalimentação.</p>
<h3>Como interpretar cada nota e o que fazer</h3>
<h4>Notas 1 e 2: Cocho limpo</h4>
<ul>
<li><strong>Significado</strong>: Os animais consumiram 100% (ou mais) do alimento fornecido, indicando <strong>suboferta nutricional</strong>.</li>
<li><strong>Risco</strong>: Redução no consumo de matéria seca, perda de peso, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong> e distúrbios metabólicos.</li>
<li><strong>Ação recomendada</strong>: Aumentar o fornecimento da dieta em aproximadamente 0,5% a 1% do total ofertado (base matéria natural), dependendo da consistência dessa leitura ao longo dos dias.</li>
</ul>
<h4>Nota 3: Sobra ideal (2% a 5%)</h4>
<ul>
<li><strong>Significado</strong>: O fornecimento está <strong>ajustado</strong> ao consumo do rebanho.</li>
<li><strong>Ação recomendada</strong>: Manter o manejo atual, reforçando a padronização do trato e monitorando variações sazonais (clima, estágio de lactação, etc.).</li>
</ul>
<h4>Notas 4 e 5: Sobra excessiva</h4>
<ul>
<li><strong>Significado</strong>: O consumo foi inferior ao alimento ofertado, pode indicar <strong>excesso de trato ou problemas como baixa palatabilidade</strong>, mistura inadequada ou erros na formulação.</li>
<li><strong>Risco</strong>: Desperdício, fermentação indesejada, seleção de ingredientes e desequilíbrio nutricional.</li>
<li><strong>Ação recomendada</strong>: Reduzir o fornecimento em 0,5% a 1% e avaliar a qualidade da dieta (partícula, odor, homogeneidade da mistura).</li>
</ul>
<h2>Exemplo prático: ajuste de fornecimento baseado na leitura</h2>
<ul>
<li><strong>Consumo estimado por vaca:</strong> 13,84 kg de matéria natural (MN)</li>
<li><strong>Tamanho do lote:</strong> 60 vacas</li>
<li><strong>Consumo total esperado:</strong> 13,84 kg x 60 = 830,4 kg MN</li>
</ul>
<p>Se houver sobra acima de 5% (nota 4 ou 5), e estiver fornecendo, por exemplo, 880 kg/dia:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Sobra estimada</strong>: 880 kg &#8211; 830,4 kg = 49,6 kg → 5,6% de sobra</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Ação</strong>: Reduzir cerca de 0,5% do total fornecido (~4,4 kg), ajustando para algo próximo de 875 kg e reavaliar após 3 dias.</li>
</ul>
<p>É fundamental que os ajustes sejam graduais, nunca acima de 1% de uma vez, e sempre validados com nova leitura.</p>
<h3>O impacto direto na conta</h3>
<p>Considerando que o <strong>custo alimentar representa entre 50% e 60% do custo total de produção de leite</strong>, ajustes finos com base na leitura de cocho podem significar economia direta ou prejuízo evitável.</p>
<p>Por exemplo: em um rebanho de 100 vacas, uma sobra de 6% representa, em média, <strong>mais de R$ 300/mês em perdas</strong> com ingredientes, dependendo do custo da dieta.</p>
<p>Monitorar e corrigir sobras ou faltas no cocho é uma ação de alta alavancagem econômica.</p>
<h2>Benefícios diretos da leitura de cocho no dia a dia da fazenda</h2>
<p>A leitura de cocho, quando executada de forma sistemática e interpretada corretamente, se torna um instrumento de gestão essencial dentro de propriedades leiteiras tecnificadas.</p>
<p>Vai muito além do controle nutricional: ela contribui para a eficiência operacional, o monitoramento da qualidade da dieta, e gera economia real de insumos.</p>
<h3>Redução de desperdícios alimentares</h3>
<p>A aplicação prática da leitura de cocho <strong>permite ajustar rapidamente o fornecimento</strong>, evitando que o excesso de alimento resulte em perdas no cocho. A economia com ingredientes pode representar milhares de reais ao longo do ano, especialmente em propriedades com grande número de animais.</p>
<h3>Melhoria na eficiência alimentar</h3>
<p>Ao manter uma faixa de sobra ideal (2% a 5%), o rebanho consome o necessário para atingir o <strong>melhor desempenho produtivo</strong>, sem excessos que comprometam o aproveitamento da dieta. Isso se traduz em:</p>
<ul>
<li>Maior eficiência de conversão alimentar.</li>
<li>Produção de leite mais estável.</li>
<li>Menor variação de consumo entre os lotes.</li>
</ul>
<h3>Avaliação da qualidade da mistura e da dieta</h3>
<p>A leitura de cocho também é uma forma indireta de <strong>avaliar a qualidade da dieta oferecida</strong>:</p>
<ul>
<li>Sobra seletiva (restos de fibra longa, por exemplo) pode indicar mistura inadequada ou falhas no processamento de volumoso.</li>
<li>Rejeição de ingredientes pode indicar problemas de conservação ou formulação incorreta.</li>
</ul>
<h3>Integração com o manejo geral da propriedade</h3>
<p>Quando bem implantada, a leitura de cocho se conecta com outras áreas do sistema produtivo:</p>
<ul>
<li><strong>Sanidade</strong>: consumo abaixo do esperado pode sinalizar problemas de saúde.</li>
<li><strong>Reprodução</strong>: vacas mal alimentadas apresentam desempenho reprodutivo inferior.</li>
<li><strong>Gestão zootécnica</strong>: os dados da leitura alimentam relatórios e auxiliam na tomada de decisões com base em evidências.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A leitura de cocho é, sem dúvida, <strong>uma das ferramentas mais acessíveis, eficientes e subutilizadas no manejo nutricional de vacas em lactação</strong>. Quando bem aplicada, permite ajustes dinâmicos no fornecimento de dieta, reduz desperdícios, melhora a eficiência alimentar e contribui significativamente para a lucratividade do sistema de produção leiteira.</p>
<p>Ao realizar leituras consistentes e com critérios técnicos, o produtor ou consultor consegue tomar decisões baseadas em evidências, garantindo que cada vaca receba a quantidade certa de alimento para expressar seu potencial produtivo, sem sobras excessivas nem carência nutricional.</p>
<p>Pequenos ajustes diários, baseados em observações sistematizadas, podem representar grandes ganhos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">zootécnicos</a></strong> e financeiros ao longo do tempo.</p>
<h2>Transforme a gestão da sua fazenda e maximize resultados no cocho</h2>
<p>A leitura de cocho é só um dos inúmeros detalhes que, quando bem geridos, impactam diretamente na produtividade e no lucro da fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">TAKIGAWA, T. M. Y. <i>Manejo de cocho: sua importância e como fazer.</i> Artigo técnico – Premix, 8ª ed., 2012. 6p.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PIRES, A. V. <i>Bovinocultura de corte.</i> Piracicaba: FEALQ, v.1, p. 760, 2010.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">OLIVEIRA, R. L.; BARBOSA, M. A. A. F.; LADEIRA, M. M.; SILVA, M. M. P.; ZIVIANE, A. C.; BAGALDO, A. R.</span><br />
<span style="font-size: 13px;"><span style="font-size: 14px;"><i>Nutrição e Manejo de Bovinos de Corte na Fase de Cria.</i> Revista Bra</span>sileira de Saúde e Produção Animal, v. 7, p. 57–86, 2006.</span></li>
<li><span style="font-size: 13px;">BARBOSA, F. A. <i>Confinamento: planejamento e análise econômica.</i></span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/leitura-de-cocho-como-avaliar-e-ajustar-a-sobra-de-trato-em-vacas-em-lactacao/">Leitura de cocho: como avaliar e ajustar a sobra de trato em vacas em lactação?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Luminosidade no Compost Barn: maximizando produtividade das vacas leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/luminosidade-no-compost-barn-maximizando-produtividade-das-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 11:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O desempenho das vacas leiteiras em sistemas Compost Barn não depende apenas da nutrição e do manejo. A ambiência do barracão, especialmente a luminosidade, desempenha um papel essencial no comportamento alimentar, na produção hormonal e, consequentemente, nos índices zootécnicos. Pesquisas recentes, como a de Lindkvist et al. (2023), revelam que a intensidade luminosa, o espectro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O desempenho das vacas leiteiras em sistemas Compost Barn não depende apenas da nutrição e do manejo. A <strong>ambiência do barracão</strong>, especialmente a luminosidade, desempenha um papel essencial no comportamento alimentar, na produção hormonal e, consequentemente, nos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">índices zootécnicos</a></strong>.</p>
<p>Pesquisas recentes, como a de Lindkvist et al. (2023), revelam que a intensidade luminosa, o espectro e a uniformidade da luz influenciam diretamente a <strong>capacidade de navegação e o padrão de atividade dos animais</strong>, impactando o tempo de permanência no cocho e a ingestão de matéria seca.</p>
<p>Isso ocorre porque a luminosidade interfere nos ritmos circadianos, regulando a produção de hormônios como a melatonina (que induz o descanso) e a prolactina (fundamental na lactação).</p>
<p>Neste artigo vamos aprofundar mais a respeito dos parâmetros ideais de luminosidade em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/"><em>Compost Barn</em></a></strong>, sobre a influência direta da luz sobre o consumo alimentar e também os cuidados essenciais na construção e manejo do sistema de iluminação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Como a luminosidade afeta o comportamento alimentar das vacas leiteiras?</h2>
<p>A luz é um modulador biológico. Ela define os ciclos claro-escuro do ambiente e, com isso, regula processos endócrinos que afetam o apetite, a atividade locomotora e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">produção de leite</a></strong>.</p>
<p>Estudos mostram que <strong>mais de 80% da ingestão alimentar ocorre durante o período claro</strong>, o que comprova a relação entre fotoperíodo e consumo.</p>
<h3>Fotoperíodo e intensidade luminosa ideais</h3>
<ul>
<li><strong>Duração ideal da luz</strong>: 16 horas claras + 8 horas de escuridão.</li>
<li><strong>Ganho potencial na produção de leite</strong>: é possível termos em torno de 1,5 kg/vaca/dia de ganho na produção.</li>
<li><strong>Intensidade recomendada</strong>: As vacas são capazes de identificar a claridade acima de 150 lux.</li>
<li><strong>Espectro ideal</strong>: branco neutro a frio, com distribuição uniforme e sem contrastes.</li>
</ul>
<h3>Iluminação artificial e ciclo circadiano</h3>
<p>A iluminação artificial é essencial em barracões com ordenha robotizada ou baixa luminosidade natural. No entanto, é imprescindível manter ao menos <strong>6 horas de escuridão por dia</strong>, para preservar o ciclo fisiológico natural.</p>
<p>Estudos destacam que vacas em ambientes com boa uniformidade de luz e espectro adequado apresentaram <strong>melhor desempenho locomotor e maior disposição para alimentação</strong>.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Qual é a luminosidade ideal no Compost Barn para estimular o consumo e o bem-estar?</h2>
<p>Intensidade luminosa recomendada:</p>
<ul>
<li><strong>Dia</strong>: 250 a 300 lux</li>
<li><strong>Noite</strong>: 100 a 150 lux</li>
<li><strong>Período escuro</strong>: 6 a 8 horas com mínima interferência</li>
</ul>
<p>Qualidade e uniformidade da luz:</p>
<ul>
<li><strong>Espectro branco-neutro a frio</strong> (4.000 K a 6.500 K);</li>
<li><strong>Evitar sombras e pontos de luz intensa</strong>;</li>
<li><strong>Uniformidade ≥ 0,5</strong> (razão entre menor e maior valor medido).</li>
</ul>
<p>Conforme alguns trabalhos como o de Lindkvist et al. (2023), as vacas expostas a uma iluminação irregular tiveram menor ingestão alimentar e maior hesitação para se locomover, o que evidencia a importância do equilíbrio luminoso dentro das instalações.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-37281" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/luminosidade-compost-barn.jpg" alt="Barracão de compost barn" width="960" height="958" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/luminosidade-compost-barn.jpg 960w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/luminosidade-compost-barn-300x300.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/luminosidade-compost-barn-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/luminosidade-compost-barn-768x766.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/luminosidade-compost-barn-370x369.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/luminosidade-compost-barn-270x269.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/luminosidade-compost-barn-301x300.jpg 301w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/luminosidade-compost-barn-740x738.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/luminosidade-compost-barn-96x96.jpg 96w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de um barracão de Compost Barn com excelente iluminação artificial no período noturno, onde é respeitado o horário de apagar e acender as luzes para garantir que as horas em claro e escuro contribuam potencializando o consumo e produção das vacas. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Laryssa Mendonça</span></span></p>
<h2>Como projetar o barracão para garantir uma boa luminosidade no Compost Barn?</h2>
<h3>Orientação do galpão</h3>
<p>Disposição leste-oeste, favorecendo entrada constante de luz natural ao longo do dia e reduzindo exposição solar direta intensa.</p>
<h3>Iluminação artificial planejada</h3>
<ul>
<li>Luminárias com difusores, bem distribuídas pela estrutura.</li>
<li>Níveis de luz adequados: 250–300 lux (dia) / 100–150 lux (noite).</li>
<li>Preferência por sistemas com <em>dimmer</em> ou sensores automáticos.</li>
</ul>
<h3>Avaliação e manutenção contínua</h3>
<ul>
<li>Medição periódica com fotômetro.</li>
<li>Limpeza e substituição regular das luminárias.</li>
<li>Correção de pontos escuros ou iluminação excessiva.</li>
</ul>
<h3>Prevenção de distúrbios hormonais</h3>
<ul>
<li>Evitar luz artificial por 24h contínuas.</li>
<li>Garantir 6 a 8 horas de escuridão completa por dia.</li>
</ul>
<h2>Principais erros na iluminação de Compost Barns</h2>
<ol>
<li><strong> Subdimensionamento da iluminação</strong>: Quantidade insuficiente de luminárias gera baixa luminosidade e reduz o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/">estímulo ao consumo</a></strong>.</li>
<li><strong> Falta de uniformidade da luz</strong>: Zonas de sombra desestimulam a locomoção e causam estresse comportamental.</li>
<li><strong> Ignorar a interação com ventilação e temperatura</strong>: Luminárias que geram calor prejudicam a ambiência térmica e o desempenho.</li>
<li><strong> Iluminação contínua e sem controle</strong>: Falta de fotoperíodo afeta a produção de melatonina, alterando o comportamento alimentar.</li>
</ol>
<h2>Tendências e inovações em sistemas de iluminação para Compost Barn</h2>
<h3>Lâmpadas LED de alta eficiência com controle espectral</h3>
<ul>
<li>Lâmpadas LED específicas para o setor agropecuário permitem controle de temperatura de cor e eficiência luminosa.</li>
<li>Compatíveis com os resultados de Lindkvist et al. (2023) sobre espectro branco-frio e uniformidade luminosa.</li>
</ul>
<h3>Automação e sensores de luminosidade</h3>
<ul>
<li>Sistemas automatizados com sensores fotocélula mantêm o fotoperíodo ideal e reduzem falhas humanas.</li>
<li>Favorecem a produção hormonal equilibrada e o bem-estar.</li>
</ul>
<h3>Integração com sistemas de gestão de ambiência</h3>
<ul>
<li>Soluções integradas com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">ventilação, temperatura e umidade</a></strong>;</li>
<li>Possibilitam monitoramento e ajustes baseados em dados ambientais.</li>
</ul>
<h3>Sustentabilidade e energia solar</h3>
<ul>
<li>Sistemas fotovoltaicos aliados ao LED geram economia e reduzem o impacto ambiental.</li>
<li>Estratégia alinhada às exigências da produção leiteira sustentável.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A iluminação no Compost Barn é muito mais do que uma questão de visibilidade, é um <strong>fator determinante para o comportamento alimentar, o conforto fisiológico e a produtividade das vacas leiteiras.</strong></p>
<p>A literatura é clara, elucidando que sistemas bem iluminados favorecem a ingestão de matéria seca, a movimentação no ambiente e a expressão dos comportamentos naturais das vacas. Já erros como subdimensionamento, iluminação contínua e ausência de controle fotoperiódico comprometem a eficiência do sistema e reduzem o retorno sobre o investimento.</p>
<p>A adoção de tecnologias como LED inteligente, sensores automatizados e sistemas integrados de ambiência permite transformar a luz em um aliado estratégico para a produção leiteira moderna.</p>
<h2>Descubra como transformar cada detalhe da fazenda em mais leite e mais rentabilidade</h2>
<p>A luminosidade correta no Compost Barn impacta diretamente o conforto, o bem-estar e a produtividade das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-luminosidade-compost-barn&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar fatores ambientais, manejo e gestão para maximizar a produção e garantir mais eficiência e lucro no seu sistema.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-luminosidade-compost-barn&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/luan-paiva.jpg" alt="Luan Paiva - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/luan-paiva.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/luan-paiva-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/luan-paiva-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-size: 13px;">Lindkvist, S., Ferneborg, S., Ståhlberg, K., Bånkestad, D., Ekesten, B., Agenäs, S., &amp; Ternman, E. (2023). <i>Effect of light intensity, spectrum, and uniformity on the ability of dairy cows to navigate through an obstacle course.</i> Journal of Dairy Science, 106(11), 7698–7710. https://doi.org/10.3168/jds.2022-23256</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-size: 13px;">Lindkvist, S. (2023). <i>Light environments for dairy cows: Impact of light intensity, spectrum and uniformity.</i> Uppsala University Press. https://doi.org/10.54612/a.3d3og9hhro</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-size: 13px;">Marcek, J. M., Armstrong, D. V., Thompson, D. L., &amp; Stokes, S. R. (1984). <i>Effect of Photoperiod on Milk Production and Prolactin of Holstein Dairy Cows.</i> Journal of Dairy Science, 67(10), 2380–2388. https://doi.org/10.3168/jds.S0022-0302(84)81588-1</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Estratégias eficientes no uso de forragem para bezerras leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/forragem-para-bezerras-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Apr 2025 11:30:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[forragem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=37109</guid>

					<description><![CDATA[<p>O manejo alimentar das bezerras leiteiras nas primeiras semanas de vida é determinante para o desenvolvimento ruminal, a eficiência alimentar e o desempenho produtivo futuro. Entre os componentes mais estratégicos da dieta está a introdução precoce da forragem, essencial para estimular a colonização microbiana e o crescimento das papilas ruminais — fatores fundamentais para a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>manejo alimentar das bezerras leiteiras</strong> nas primeiras semanas de vida é determinante para o desenvolvimento ruminal, a eficiência alimentar e o desempenho produtivo futuro.</p>
<p>Entre os componentes mais estratégicos da dieta está a introdução precoce da forragem, essencial para estimular a colonização microbiana e o crescimento das papilas ruminais — fatores fundamentais para a maturação do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>.</p>
<p>Mas qual o <strong>momento ideal para introduzir a forragem</strong>? Quais tipos são mais indicados? E como equilibrar seu fornecimento com o concentrado para garantir os melhores resultados zootécnicos?</p>
<p>Neste artigo, abordamos, de forma técnica e aplicada, as principais estratégias de uso de forragem para bezerras leiteiras, apoiadas em evidências científicas e práticas de campo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O papel da forragem no desenvolvimento ruminal</h2>
<p>Ao nascimento, o rúmen das bezerras é funcionalmente inativo, representando <strong>menos de 25% do volume total do estômago</strong>. Nessa fase, a nutrição é baseada em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/">colostro</a></strong> e leite (ou sucedâneo lácteo), sendo o abomaso o principal compartimento funcional.</p>
<p>Contudo, para que a bezerra possa fazer a transição para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/">dietas sólidas</a></strong> e alcançar um bom desempenho futuro, é necessário estimular o desenvolvimento precoce do rúmen.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38444 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Planilha e guia planejamento forrageiro" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Estímulo microbiano e produção de AGVs</h2>
<p>A introdução de carboidratos fermentáveis, como os encontrados nos concentrados e na forragem, favorece a <strong>colonização microbiana</strong> celulolítica no rúmen. Esse processo fermentativo gera ácidos graxos voláteis (AGVs), especialmente propionato e butirato, que têm papel direto no crescimento das papilas ruminais:</p>
<ul>
<li><strong>Propionato</strong>: participa da gliconeogênese hepática.</li>
<li><strong>Butirato</strong>: estimula a proliferação celular do epitélio ruminal.</li>
</ul>
<h3>Efeitos zootécnicos observados</h3>
<p>Estudos mostram que bezerras que recebem forragem de qualidade desde cedo apresentam:</p>
<ol>
<li><strong>Maior atividade ruminal</strong> e motilidade gástrica.</li>
<li><strong>Melhor ganho de peso diário (GPD)</strong>.</li>
<li><strong>Menor incidência de distúrbios digestivos</strong>.</li>
</ol>
<p>Quando combinada a um concentrado balanceado, a forragem otimiza a digestibilidade, acelera o crescimento e favorece a transição para uma dieta sólida, especialmente durante o desaleitamento.</p>
<h2>Benefícios diretos da forragem na alimentação de bezerras leiteiras</h2>
<p>A inclusão estratégica de forragem para bezerras leiteiras oferece uma série de vantagens zootécnicas e fisiológicas quando bem manejada. Não se trata apenas de introduzir fibra, mas de promover estímulos fisiológicos fundamentais para a saúde e o desempenho do animal a curto, médio e longo prazo.</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Estabilização do pH ruminal</strong>: A fibra efetiva presente na forragem estimula a mastigação e, consequentemente, a salivação. A saliva é rica em bicarbonato, um agente tamponante natural que ajuda a manter o pH ruminal estável, prevenindo quadros de acidose subclínica — comuns quando há consumo exclusivo de concentrado.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Estímulo da motilidade ruminal</strong>: A ação mecânica da mastigação <strong>estimula a musculatura da parede do rúmen</strong>, promovendo o desenvolvimento da motilidade gástrica e favorecendo a mistura e o esvaziamento do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">conteúdo ruminal</a></strong>. Isso contribui para uma fermentação mais homogênea e eficiente.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Aumento da saciedade e redução de comportamentos anormais</strong>: O fornecimento de forragem também ajuda a <strong>reduzir comportamentos estereotipados</strong>, como a mamada cruzada ou a ingestão de objetos não comestíveis. Isso ocorre porque a fibra promove maior tempo de ruminação e saciedade, favorecendo o bem-estar animal.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Facilidade na transição alimentar</strong>: A presença de forragem na dieta desde as primeiras semanas prepara a bezerra para a fase de desaleitamento, facilitando a adaptação à dieta sólida. Isso <strong>reduz o estresse nutricional e melhora a continuidade do ganho de peso</strong> nessa fase crítica.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Melhora no desempenho zootécnico</strong>: Bezerras alimentadas com dietas balanceadas que incluem forragem de qualidade apresentam, de forma consistente:
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2">Maior ganho de peso diário (GPD).</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2">Melhor conversão alimentar.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2">Redução de enfermidades digestivas, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/timpanismo-em-bovinos/">timpanismo</a></strong> e enterotoxemia.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Além disso, há um impacto positivo na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/idade-ao-primeiro-parto-de-femeas-leiteiras/">idade ao primeiro parto</a></strong>, com animais atingindo precocemente o peso ideal para a cobertura, o que melhora os índices reprodutivos e produtivos do rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-forragem-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Faça sua inscrição na Pós-graduação em Pecuária Leiteira do Rehagro!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Tipos de forragem e o momento ideal para introdução</h2>
<p><strong>Nem toda forragem é adequada para bezerras leiteiras</strong> em fase inicial. A escolha correta deve considerar características como digestibilidade, teor de fibra, composição nutricional e segurança sanitária.</p>
<p>A seguir, uma visão comparativa dos principais tipos utilizados:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-37111" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tipos-de-forragem.jpg" alt="Tipos de forragem e suas características" width="773" height="426" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tipos-de-forragem.jpg 773w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tipos-de-forragem-300x165.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tipos-de-forragem-768x423.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tipos-de-forragem-370x204.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tipos-de-forragem-270x149.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tipos-de-forragem-740x408.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tipos-de-forragem-150x83.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 773px) 100vw, 773px" /></p>
<h3>Cronologia da introdução da forragem</h3>
<ul>
<li><strong>A partir da 2ª semana de vida</strong>: introdução de pequenas quantidades de feno macio e seco, como o de alfafa, para estimular a mastigação e a colonização microbiana ruminal.</li>
<li><strong>Entre 6 e 8 semanas</strong>: o consumo de concentrado deve alcançar pelo menos 1 kg/dia antes que se aumente significativamente a quantidade de forragem.</li>
<li><strong>Pós-desaleitamento</strong>: a inclusão de forragens mais estruturadas e energéticas, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-milho-na-producao-leiteira-como-melhorar-a-qualidade-digestibilidade-e-eficiencia-animal/">silagem de milho</a></strong>, pode ser feita de forma gradual, adaptando a bezerra à alimentação de ruminante adulto.</li>
</ul>
<h2>Estratégias práticas para o fornecimento de forragem em bezerras leiteiras</h2>
<p>Para garantir que os benefícios do uso de forragem para bezerras leiteiras sejam efetivos, o fornecimento precisa seguir critérios técnicos que considerem qualidade, quantidade, ambiente e interação com outros componentes da dieta.</p>
<h3>1. Priorize forragens de alta qualidade</h3>
<p>Evite qualquer forragem com odor desagradável, presença de mofo, excesso de lignina ou partículas muito longas. O ideal é que o material:</p>
<ul>
<li>Tenha boa digestibilidade;</li>
<li>Possua textura macia;</li>
<li>Esteja livre de contaminantes físicos e microbiológicos.</li>
</ul>
<p>Forragens mal conservadas podem <strong>comprometer a saúde ruminal e aumentar o risco de enterotoxemias</strong>.</p>
<h3>2. Não force o consumo</h3>
<p>Bezerras devem ter <strong>acesso livre à forragem, sem imposição de quantidade</strong>. O objetivo é estimular o comportamento de mastigação e permitir que elas regulem naturalmente o consumo, à medida que o rúmen se desenvolve.</p>
<h3>3. Equilibre o consumo de concentrado e forragem</h3>
<p>O excesso de fibra pode limitar o consumo energético total da dieta, prejudicando o ganho de peso.</p>
<p>Um erro comum é introduzir grande volume de forragem muito cedo, reduzindo o interesse pelo concentrado, que é a principal fonte de energia nesse estágio. O ideal é que a forragem complemente a dieta sem competir com o concentrado.</p>
<h3>4. Água sempre disponível e limpa</h3>
<p>A água é o nutriente mais negligenciado, mas <strong>essencial para a digestão da fibra e para o bom funcionamento do rúmen</strong>.</p>
<p>Mesmo bezerras em aleitamento devem ter acesso irrestrito à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/">água limpa e fresca</a></strong> desde o segundo ou terceiro dia de vida.</p>
<h3>5. Monitoramento contínuo do consumo</h3>
<p>A observação diária do comportamento alimentar é fundamental para:</p>
<ul>
<li>Identificar possíveis recusas ou alterações de consumo;</li>
<li>Ajustar o balanceamento da dieta conforme o crescimento do animal;</li>
<li>Prevenir doenças relacionadas à nutrição.</li>
</ul>
<h3>6. Ambiente e estrutura de cocho adequados</h3>
<p>Bezerras precisam de <strong>espaço suficiente no cocho para evitar competição</strong>, especialmente quando criadas em grupo. A estrutura deve permitir fácil acesso à forragem, evitando contaminação por fezes, umidade ou acúmulo de material velho.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O fornecimento de forragem para bezerras leiteiras não deve ser visto como um detalhe opcional, mas como um <strong>componente estratégico</strong> no programa de criação de novilhas de alta performance. Quando feito de forma planejada, ele contribui diretamente para:</p>
<ul>
<li>Um desenvolvimento ruminal mais rápido e eficiente;</li>
<li>Menor incidência de transtornos digestivos;</li>
<li>Melhor desempenho zootécnico;</li>
<li>Antecipação da idade ao primeiro parto;</li>
<li>Maior retorno econômico no médio e longo prazo.</li>
</ul>
<p>A implementação correta dessas práticas requer conhecimento técnico e observação constante, mas os resultados são comprovadamente vantajosos tanto para o bem-estar animal quanto para a eficiência produtiva da fazenda.</p>
<h2>Do cuidado com a bezerra ao lucro no leite: domine todo o ciclo produtivo</h2>
<p>O manejo correto da forragem na fase inicial das bezerras é decisivo para garantir vacas mais produtivas no futuro.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-forragem-bezerras&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, na prática, a aplicar estratégias de manejo, nutrição e gestão que elevam o desempenho do rebanho em todas as fases — do nascimento à produção máxima.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-forragem-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38993 size-full" title="Faça sua inscrição na Pós-graduação em Pecuária Leiteira do Rehagro!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="1389" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg 1389w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-1024x347.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-768x260.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-740x251.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1389px) 100vw, 1389px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">NRC – National Research Council. Nutrient Requirements of Dairy Cattle. 7th ed. Washington, DC: National Academies Press, 2001. Disponível em: https://www.nap.edu/catalog/9825/nutrient-requirements-of-dairy-cattle-seventh-revised-edition-2001</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Heinrichs, A. J. &amp; Jones, C. M. (2016). Feeding the dairy calf and heifer. PennState Extension. Disponível em: https://extension.psu.edu/feeding-the-dairy-calf-and-heifer</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Quigley, J. D. (2011). Effects of forage on rumen development in dairy calves. Animal Feed Science and Technology, 164(1), 115–124. DOI: https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2010.11.022</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Khan, M. A., Weary, D. M., &amp; von Keyserlingk, M. A. G. (2011). Invited review: Effects of milk ration on solid feed intake, weaning, and performance in dairy heifers. Journal of Dairy Science, 94(3), 1071–1081. DOI: https://doi.org/10.3168/jds.2010-3733</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Drackley, J. K. (2008). Calf nutrition from birth to breeding. Veterinary Clinics: Food Animal Practice, 24(1), 55–86. DOI: https://doi.org/10.1016/j.cvfa.2007.10.002</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Silagem de milho na produção leiteira: como melhorar a qualidade, digestibilidade e eficiência animal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 11:30:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção de leite é uma atividade multifatorial que exige não apenas um manejo zootécnico adequado, mas também uma atenção minuciosa à nutrição dos animais. Nesse contexto, a silagem de milho ocupa um lugar central na formulação de dietas para vacas leiteiras em função de sua alta produtividade, valor energético e disponibilidade. No entanto, garantir [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A produção de leite é uma atividade multifatorial que exige não apenas um manejo zootécnico adequado, mas também uma atenção minuciosa à nutrição dos animais. Nesse contexto, a <strong>silagem de milho</strong> ocupa um lugar central na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação de dietas para vacas leiteiras</a></strong> em função de sua alta produtividade, valor energético e disponibilidade.</p>
<p>No entanto, <strong>garantir uma silagem de qualidade é um desafio constant</strong>e, especialmente diante das condições climáticas tropicais e das práticas agronômicas e nutricionais ainda em consolidação no Brasil.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Importância da silagem de milho na nutrição animal</h2>
<p>A silagem de milho de alta qualidade é reconhecida como <strong>um dos principais pilares da alimentação de vacas leiteiras de alta produtividade</strong>. Ela oferece uma combinação ideal de fibra e energia, sendo amplamente utilizada em sistemas de produção intensivos. A eficiência alimentar, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> e a rentabilidade estão diretamente relacionadas à qualidade desse volumoso.</p>
<p>Dr. Luiz Felipe Ferraretto, uma das principais referências mundiais em produção de forragens, compartilhou em uma extensa palestra realizada pelo Rehagro, conhecimentos valiosos sobre a inter-relação entre silagem de milho, digestibilidade de nutrientes, comportamento alimentar e desempenho produtivo.</p>
<p>A partir de suas explicações, pode-se traçar um <strong>panorama abrangente</strong> sobre os fatores determinantes da eficiência na utilização da silagem e seu impacto na produtividade leiteira.</p>
<h2>Parâmetros de qualidade: fibras e amido</h2>
<p>Os principais indicadores laboratoriais para a avaliação da fibra na silagem de milho são:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>FDN (Fibra Detergente Neutro)</strong>: representa a fração da planta composta por hemicelulose, celulose e lignina, sendo correlacionada com o volume de ingestão e ruminação.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>FDN indigestível (FDNi ou FNI)</strong>: quantifica a porção da fibra que não pode ser digerida pelos microrganismos ruminais.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Digestibilidade do FDN em 30h</strong>: mede o quanto da fibra pode ser efetivamente digerida em um período padrão de tempo.</li>
</ol>
<p>Outro parâmetro importante é a concentração de amido e sua digestibilidade. Esses componentes determinam a energia disponível da silagem e influenciam diretamente na produção de leite e sólidos. O correto balanço entre fibra e amido é essencial para evitar distúrbios digestivos e garantir um bom desempenho <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">zootécnico</a></strong>.</p>
<p>Ferraretto destaca que as silagens brasileiras, em comparação às americanas, <strong>apresentam maior teor de FNI e menor digestibilidade do FDN e do amido</strong>. Esses resultados se devem, em grande parte, às condições climáticas tropicais e ao uso de materiais genéticos menos adaptados à produção de forragem de alta qualidade.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/silagem-de-milho-e-os-impactos-na-producao-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-ferraretto&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38527 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto.png" alt="Webinar impacto da silagem na produção de leite" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Efeitos da digestibilidade na ingestão e comportamento alimentar</h3>
<p>A <strong>digestibilidade</strong> dos nutrientes da silagem é determinante para o desempenho das vacas leiteiras. Segundo estudos citados pelo Dr. Ferraretto, <strong>cada quilo de fibra de forragem digestível pode resultar em até 3 kg de leite produzido</strong>. Assim, não só a quantidade de fibra, mas principalmente sua qualidade, impacta a eficiência alimentar.</p>
<p>Dietas com maior proporção de fibra indigestível provocam maior tempo de permanência da vaca no cocho, seleção de partículas mais pequenas e redução do consumo voluntário.</p>
<p>O tamanho da partícula é outro fator crítico: <strong>partículas maiores que 19 mm são frequentemente evitadas pelas vacas</strong>, diminuindo a ingestão e a produção de leite.</p>
<p>A observação do comportamento alimentar torna-se, assim, uma ferramenta essencial para ajustes de manejo e reformulação de dietas.</p>
<h2>Manejo agronômico e silagem de alta qualidade</h2>
<p>A altura de corte da planta é uma estratégia de manejo com impacto direto na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">qualidade da silagem</a></strong>. Estudos demonstram que cortes entre 40 a 60 cm do solo proporcionam silagens com menor teor de lignina, maior concentração de amido e maior digestibilidade da fibra.</p>
<p>Essa melhoria nutricional, entretanto, implica na perda de parte da massa vegetal, o que exige um planejamento cuidadoso da produção.</p>
<p>Além disso, a escolha do híbrido de milho é determinante. Híbridos com endosperma farináceo têm melhor digestibilidade do amido. A interação entre genética e ambiente é complexa, e a seleção de cultivares deve considerar o histórico de desempenho em condições locais.</p>
<h2>Fermentação, higiene e armazenamento</h2>
<p>A fermentação da silagem é um processo biológico essencial que define a <strong>conservação e o valor nutricional do material ensilado</strong>. Microrganismos indesejáveis, como fungos e leveduras, comprometem a estabilidade da silagem e reduzem a digestibilidade da fibra. A contaminação microbiológica pode ser agravada por falhas na compactação e vedamento do silo.</p>
<p>Ferraretto enfatiza o uso de barreiras de oxigênio como uma estratégia eficiente para minimizar perdas. Além disso, recomenda-se que o silo seja aberto após <strong>90 a 120 dias</strong> de fermentação para maximizar a digestibilidade do amido.</p>
<h2>Integração nutricional e manejo de dietas</h2>
<p>A qualidade da silagem deve ser considerada em conjunto com o restante da dieta e com o manejo alimentar. A utilização de feno, por exemplo, pode auxiliar no fornecimento de fibra fisicamente efetiva. Contudo, <strong>o tamanho da partícula e a resistência à seleção são essenciais para garantir sua efetividade</strong>.</p>
<p>O momento da alimentação, a frequência de fornecimento e o empurramento da comida no cocho são práticas que interferem diretamente no desempenho leiteiro, sobretudo na produção de gordura do leite. A vaca deve ter acesso constante e uniforme ao alimento para que seu comportamento de ruminação e descanso seja respeitado.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A silagem de milho, quando bem manejada, representa um<strong> recurso nutricional de altíssima eficiência</strong>. O conhecimento técnico sobre digestibilidade de fibra e amido, o uso de indicadores laboratoriais, a adoção de boas práticas de colheita, fermentação e armazenamento, aliados a um manejo alimentar adequado, são aspectos que determinam a rentabilidade da atividade leiteira.</p>
<p>Diante dos desafios impostos pelas condições tropicais e pela variabilidade climática, cabe aos técnicos e produtores se atualizarem constantemente, adotando decisões embasadas em dados, experimentação e observação de campo. A busca pela eficiência produtiva é, antes de tudo, uma construção de conhecimento coletivo e aplicado.</p>
<h2>Transforme sua forma de produzir leite com conhecimento aplicado</h2>
<p>Produzir mais e melhor não depende apenas de investir em tecnologia ou aumentar a estrutura da fazenda. O verdadeiro diferencial está em dominar os números e saber tomar decisões estratégicas que impactam diretamente na produtividade e no lucro.</p>
<p>A <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-silagem-producao-de-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro foi criada para te mostrar, passo a passo, como aplicar técnicas modernas de gestão e produção que já transformaram a realidade de centenas de produtores e consultores em todo o Brasil.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<title>Silagem de milho e os impactos sobre os sólidos e produção de leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2025 12:22:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta palestra do Dr. Luiz Felipe Ferraretto discute a relação entre a silagem de milho e a produção de leite, focando na importância da digestibilidade da fibra para o desempenho e o comportamento alimentar das vacas leiteiras. A apresentação compara indicadores de qualidade de silagem de milho nos EUA e no Brasil, destacando a necessidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta palestra do Dr. Luiz Felipe Ferraretto discute a relação entre a silagem de milho e a produção de leite, focando na importância da digestibilidade da fibra para o desempenho e o comportamento alimentar das vacas leiteiras.</p>
<p>A apresentação compara indicadores de qualidade de silagem de milho nos EUA e no Brasil, destacando a necessidade de melhorias na digestibilidade da fibra no contexto brasileiro.</p>
<p>A altura de corte da silagem, o tamanho de partícula e a qualidade da fermentação são apontados como fatores cruciais para otimizar a produção e a saúde das vacas. O Dr. Ferraretto enfatiza a importância de se considerar não apenas a produção de leite, mas também o tempo de alimentação e ruminação, para avaliar a eficiência da dieta.</p>
<h2>Principais pontos do webinar</h2>
<p><strong>Digestibilidade da fibra</strong>: A qualidade da silagem, especialmente a digestibilidade da fibra (FDN), impacta diretamente o consumo de matéria seca e a produção de leite. Silagem com maior digestibilidade de fibra leva a maior ingestão e produção.</p>
<p><strong>Altura de corte</strong>: Aumentar a altura de corte da silagem de milho pode melhorar a digestibilidade da fibra, mas reduz a produção de matéria seca por hectare. É necessário um planejamento cuidadoso para equilibrar qualidade e quantidade.</p>
<p><strong>Tamanho de partícula:</strong> A proporção de partículas de silagem, especialmente as maiores (acima da peneira 19mm), afeta o tempo de alimentação e a seleção do alimento pelas vacas. Partículas muito grandes podem levar à redução no consumo e na produção de leite.</p>
<p><strong>Qualidade da fermentação</strong>: A presença de leveduras e fungos na silagem compromete a digestibilidade da fibra e pode reduzir a produção leiteira. Boas práticas de manejo e higiene na produção da silagem são essenciais.</p>
<p><strong>Comportamento alimentar</strong>: A digestibilidade da fibra impacta o comportamento alimentar das vacas, influenciando o tempo gasto comendo e ruminando. Vacas com dietas de baixa digestibilidade passam mais tempo comendo e menos tempo ruminando, impactando negativamente a produção e a saúde.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/silagem-de-milho-e-os-impactos-na-producao-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-ferraretto&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-37036 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/banner-webinar-silagem.png" alt="Banner Webinar Silagem de Milho" width="728" height="327" /></a></p>
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		<title>Gás metano: como reduzir as emissões na pecuária leiteira?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/gas-metano-como-reduzir-as-emissoes-na-pecuaria-leiteira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Mar 2025 11:30:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A crescente demanda por práticas sustentáveis na pecuária leiteira impulsiona o estudo e implementação de soluções para a redução das emissões de gases de efeito estufa. O metano (CH₄), um dos principais gases emitidos pelos ruminantes tem importantes implicações ambientais pois, essas emissões de metano contribuem para o aquecimento global. Este artigo vai explorar a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente demanda por práticas sustentáveis na pecuária leiteira impulsiona o estudo e implementação de soluções para a redução das emissões de gases de efeito estufa. O <strong>metano (CH₄)</strong>, um dos principais gases emitidos pelos ruminantes tem importantes implicações ambientais pois, essas emissões de metano contribuem para o aquecimento global.</p>
<p>Este artigo vai explorar a <strong>produção de metano no metabolismo ruminal das vacas leiteiras</strong>, apresentar estratégias eficazes de redução de suas emissões e analisar quais as implicações para a sustentabilidade das fazendas leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Fisiologia da produção de metano no rúmen</h2>
<p>A produção de metano nas vacas leiteiras ocorre no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, o principal compartimento do sistema digestivo responsável pela fermentação de fibras alimentares.</p>
<p>Nesse ambiente anaeróbico, microrganismos ruminais desempenham um papel fundamental na decomposição de carboidratos complexos, como <strong>celulose e hemicelulose</strong>, liberando hidrogênio molecular (H₂) e dióxido de carbono (CO₂) como subprodutos.</p>
<p>As bactérias metanogênicas da família Archaea, especialmente do gênero <i>Methanobrevibacter</i>, utilizam o hidrogênio (H₂) gerado durante a fermentação para reduzir o dióxido de carbono (CO₂) em metano (CH₄) por meio de um processo de metanogênese.</p>
<p>Essa reação não só contribui para a produção de metano, mas também é essencial para a <strong>troca de energia dentro do ambiente ruminal,</strong> sendo um mecanismo vital para o crescimento das bactérias ruminais.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-metano&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Impacto do metano na eficiência da produção de leite</h2>
<p>A emissão de metano dentro da pecuária está associada a uma variedade de espécies, no entanto, as principais fontes são ruminantes, em especial, gado de corte e gado de leite.</p>
<p>Apesar de se tratar de um processo fisiológico da fermentação ruminal, atualmente temos <strong>estratégias que visam a redução da produção de metano dentro da produção de ruminantes</strong>. Pois além do impacto ambiental, do ponto de vista produtivo, a liberação de metano é uma forma de desperdício energético, visto que a energia liberada no processo digestivo não é aproveitada na síntese de leite, impactando na eficiência de produção.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36938" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/emissao-metano.jpg" alt="Estimativas globais de emissão de metano" width="819" height="459" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/emissao-metano.jpg 819w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/emissao-metano-300x168.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/emissao-metano-768x430.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/emissao-metano-370x207.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/emissao-metano-270x151.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/emissao-metano-740x415.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/emissao-metano-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 13px;">Estimativas globais de emissões por espécie. Fonte: GLEAM, Gerber et al. 2013</span></p>
<h2>Estratégias para redução das emissões de metano</h2>
<p>Apesar de a produção de metano ser um processo fisiológico, <strong>várias estratégias podem ser adotadas para reduzir suas emissões</strong>. Essas abordagens podem ser agrupadas em três categorias principais: alimentação e manejo nutricional, modulação ruminal e melhoramento genético.</p>
<h3>1. Alimentação e manejo nutricional</h3>
<p>O <strong>manejo alimentar</strong> é uma das formas <strong>mais eficazes de reduzir a produção de metano</strong>. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">Dietas equilibradas</a></strong> e de alta qualidade podem melhorar a digestibilidade dos alimentos, promovendo a produção de propionato — um ácido graxo volátil que utiliza o hidrogênio presente no rúmen, reduzindo, assim, a produção de acetato, que é convertido em metano.</p>
<p>Além disso, a inclusão de lipídios na dieta das vacas pode diminuir as emissões de metano. O uso de gorduras ou óleos vegetais altera a microbiota ruminal, favorecendo a produção de ácidos graxos de cadeia curta em vez de metano.</p>
<p>Estudos demonstram que a suplementação de gordura pode <strong>reduzir as emissões de metano em até 30%</strong>, dependendo da fonte e da concentração da gordura fornecida.</p>
<h3>2. Moduladores ruminais</h3>
<p>Outra estratégia eficaz para reduzir as emissões de metano envolve o uso de <strong>moduladores ruminais</strong>. Compostos bioativos, como taninos e saponinas, têm mostrado potencial para inibir a atividade das arqueas metanogênicas. Taninos, por exemplo, podem reduzir as emissões de metano em até 20%, conforme estudos de <i>Mohammed et al.</i> (2011) e <i>Waghorn et al.</i> (2002).</p>
<p>Ademais, o uso de ionóforos, como a monensina, tem demonstrado reduzir as emissões ao promover a produção de propionato a partir do uso de acetato e hidrogênio. No entanto, o uso de ionóforos deve ser feito com cautela, pois pode reduzir o consumo de matéria seca, afetando o desempenho geral da vaca.</p>
<h3>3. Inibidores de metano</h3>
<p>O 3-Nitrooxypropanol (3-NOP) é um <strong>inibidor de metano</strong> que tem ganhado destaque. Ele bloqueia a produção de metano ao inibir a última etapa da metanogênese, sem causar efeitos tóxicos no animal e com pouca ou nenhuma alteração no consumo de matéria seca.</p>
<p>Este composto representa uma das abordagens mais promissoras na redução das emissões de metano sem comprometer a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/">produtividade das vacas leiteiras</a></strong>, conforme indicado por <i>Haisan et al.</i> (2014).</p>
<h3>4. Melhoramento genético e eficiência alimentar</h3>
<p>A <strong>seleção genética</strong> também desempenha um papel importante na redução das emissões de metano. Ao selecionar vacas com maior eficiência alimentar, é possível diminuir as emissões de metano por unidade de leite produzido.</p>
<p>Isso ocorre porque <strong>vacas mais eficientes convertem uma maior proporção de nutrientes em leite</strong>, em vez de perder energia na forma de metano.</p>
<p>Além disso, o aprimoramento da microbiota ruminal por meio de tecnologias de modulação genética pode melhorar a eficiência do processo de fermentação, favorecendo a produção de ácidos graxos de cadeia curta e diminuindo a geração de metano.</p>
<h3>5. Tecnologias de captura e conversão de metano</h3>
<p>A implementação de <strong>biodigestores e tecnologias para captura e conversão de metano em biogás</strong> é uma alternativa eficaz para aproveitar o metano produzido na pecuária.</p>
<p>A conversão do metano em energia renovável não só reduz os impactos ambientais, mas também transforma um subproduto prejudicial em uma fonte útil de energia. Tecnologias de captura de metano, como as estudadas por <i>Danielsson</i> (2016), oferecem uma solução inovadora para reduzir a pegada de carbono da pecuária leiteira.</p>
<h2>Quais as implicações para a sustentabilidade, benefícios econômicos e ambientais nas fazendas leiteiras?</h2>
<p>A redução das emissões de metano tem implicações significativas para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade das fazendas leiteiras</a></strong>. Reduzir as emissões não só ajuda a combater as mudanças climáticas, mas também melhora a eficiência energética do sistema produtivo.</p>
<p>Além disso, <strong>a adoção de práticas que diminuem as emissões de metano torna as fazendas mais resilientes a regulamentações ambientais</strong> e mais competitivas em um mercado que valoriza cada vez mais as práticas sustentáveis.</p>
<p>A adoção de práticas de redução de metano permite que os produtores de leite se beneficiem de créditos de carbono e se alinhem com as metas globais de redução de emissões.</p>
<p>Com isso, não só há a redução dos custos ambientais, mas também uma maior competitividade no mercado. A sustentabilidade se torna, assim, um diferencial para as fazendas que buscam atender a uma demanda crescente por produtos com menor impacto ambiental.</p>
<h2>Considerações Finais</h2>
<p>A redução das emissões de metano é um passo essencial para a sustentabilidade da pecuária leiteira. As estratégias de manejo nutricional, uso de moduladores ruminais e inibidores de metano, além das tecnologias de captura e conversão de metano, são fundamentais para transformar a pecuária em uma atividade mais eficiente e com menor impacto ambiental.</p>
<p>A adoção dessas práticas garante uma <strong>produção de leite mais eficiente</strong>, com menores perdas energéticas, e um sistema de produção mais competitivo dentro de um mercado crescente e resiliente às regulamentações ambientais.</p>
<h2> Produza mais leite com eficiência e sustentabilidade</h2>
<p>Reduzir as emissões de metano sem comprometer a produtividade é possível, e começa com decisões técnicas bem fundamentadas.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-metano&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar manejo, nutrição e gestão para aumentar a produção, reduzir impactos ambientais e tornar sua fazenda mais lucrativa e sustentável.</p>
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<p>Autores: Sávio Oliveira e Maria Fernanda Faria &#8211; Equipe Rehagro Leite.</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Jouany, J. P. (2008). <i>Enteric methane production by ruminants and its control</i>. Gut Efficiency: The Key Ingredient in Ruminants.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Gerber, P.J., Steinfeld, H., Henderson, B., Mottet, A., et al. (2013). <i>Tackling climate change through livestock: A global assessment of emissions and mitigation opportunities</i>. Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO).</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Knapp, J.R., Laur, G.L., Weiss, W.P. et al. (2014). <i>Invited Review: Enteric methane in dairy cattle production: Quantifying the opportunities and impact of reducing emissions</i>. Journal of Dairy Science.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Haisan, J., Sun, Y., Guan, L.L., Beauchemin, K.A. (2014). <i>The effects of feeding 3-nitrooxypropanol on methane emissions and productivity of Holstein cows in mid lactation</i>. Journal of Dairy Science.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Danielsson, R. (2016). <i>Methane production in dairy cows: Impact of feed and rumen microbiota</i>. Doctoral Thesis, Swedish University of Agricultural Sciences.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">GLEAM; GERBER, P.J.,STEINFELD, H., HENDERSON, B., MOTTET, A., OPIO, C., et al. <i>Tackling climate change through livestock: a global asessment of emissions and mitigation opportunities.</i> Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), Roma, 2013.</span></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Ruminite: o que é e como afeta a saúde do rebanho?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ruminite-o-que-e-e-como-afeta-a-saude-do-rebanho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 13:18:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[rúmen]]></category>
		<category><![CDATA[saúde ruminal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ruminite é uma das principais doenças digestivas que afetam bovinos leiteiros, especialmente aqueles submetidos a dietas ricas em concentrados e pobres em fibra efetiva. Essa condição inflamatória do epitélio ruminal compromete a absorção de nutrientes, reduz a produtividade dos animais e pode levar a complicações graves, como abscessos hepáticos. Neste artigo, exploraremos os principais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>ruminite</strong> é uma das principais doenças digestivas que afetam bovinos leiteiros, especialmente aqueles submetidos a dietas ricas em concentrados e pobres em fibra efetiva.</p>
<p>Essa condição inflamatória do epitélio ruminal <strong>compromete a absorção de nutrientes, reduz a produtividade dos animais e pode levar a complicações graves</strong>, como abscessos hepáticos.</p>
<p>Neste artigo, exploraremos os principais aspectos da ruminite, seus impactos no desempenho dos rebanhos leiteiros e estratégias de prevenção e manejo nutricional.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é a ruminite?</h2>
<p>A ruminite é um processo inflamatório do <strong>epitélio ruminal</strong> e dos tecidos subjacentes deste órgão e que geralmente é causada por desequilíbrios na dieta.</p>
<p>Na análise macroscópica <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/"><i>post mortem</i></a></strong> a ruminite é caracterizada pela presença de mucosa hiperêmica, hemorrágica ou ulcerada em consequência do baixo pH ruminal no saco ventral do rúmen ocasionado pela produção excessiva de ácidos graxos voláteis (AGVs) e ácido lático.</p>
<p>O rúmen possui uma microbiota equilibrada que fermenta os alimentos e libera energia para o animal. No entanto, alterações bruscas na dieta podem levar ao crescimento excessivo de bactérias produtoras de ácido lático, como Streptococcus bovis e Lactobacillus spp., que agravam a acidificação do ambiente ruminal e iniciam o processo inflamatório.</p>
<p>Além disso, a inflamação prolongada <strong>pode reduzir a capacidade do epitélio ruminal de se regenerar adequadamente</strong>, agravando ainda mais os danos ao sistema digestivo do animal.</p>
<h3>Existe relação da ruminite com a paraqueratose ruminal?</h3>
<p>A paraqueratose ruminal é uma condição caracterizada pelo espessamento anormal do epitélio do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, resultante da exposição prolongada a um ambiente ácido.</p>
<p>Esse distúrbio está intimamente relacionado à ruminite, pois ambas as patologias compartilham a mesma etiologia: dietas ricas em carboidratos de rápida fermentação e baixa fibra efetiva.</p>
<p>Quando a ruminite se instala, <strong>a inflamação da mucosa do rúmen leva a um processo de cicatrização que pode resultar na</strong> <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hiperqueratose-em-vacas-leiteiras/">hiperqueratinização</a></strong> do epitélio. Esse espessamento reduz a capacidade de absorção dos ácidos graxos voláteis, agravando ainda mais a ineficiência alimentar do animal.</p>
<p>Além disso, a paraqueratose cria um ambiente propício para a colonização bacteriana e a formação de abscessos hepáticos, um dos desdobramentos mais graves da ruminite crônica.</p>
<p>Vacas leiteiras acometidas por esses distúrbios frequentemente apresentam redução na ingestão alimentar devido ao desconforto associado às lesões ruminais. Esse fator, aliado à baixa absorção de nutrientes, compromete a produção de leite e afeta negativamente o metabolismo do animal, podendo levar a perda significativa de peso e menor eficiência reprodutiva.</p>
<p>Portanto, a prevenção da ruminite também é essencial para <strong>evitar a instalação da paraqueratose ruminal</strong>, reforçando a necessidade de um manejo nutricional adequado e monitoramento constante da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36932" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1.jpg" alt="Avaliação do rúmen de bovinos" width="770" height="692" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1.jpg 770w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-300x270.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-768x690.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-370x333.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-335x300.jpg 335w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-270x243.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-334x300.jpg 334w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-740x665.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-150x135.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Avaliação macroscópica do rúmen de bovinos e classificação de acordo com o grau de lesão diagnosticada no exame post mortem. A) rúmen sem lesão. B) rúmen hiperêmico. C) rúmen ulcerado. D) rúmen com hiperqueratose. Fonte: Viana, 2022. </span></p>
<h2>Quais são as causas da ruminite?</h2>
<p>A ruminite está diretamente relacionada ao manejo alimentar inadequado, onde podemos citar como as principais causas:</p>
<h3>1. Dietas ricas em concentrado e pobres em fibra</h3>
<p>O fornecimento excessivo de <strong>concentrados sem a devida quantidade de fibra efetiva</strong> reduz a mastigação e a produção de saliva, a qual possui bicarbonato e atua como tampão natural para o pH do rúmen.</p>
<p>Dessa forma, o grau da inflamação e de lesão vai depender do grau da acidose que gerou o quadro e de qual foi o tempo em que o rúmen sofreu os danos da redução excessiva de pH.</p>
<h3>2. Acidose ruminal subclínica e crônica</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose</a></strong> é considerada a principal causa associada à ruminite. Em casos subclínicos, a queda do pH ocorre de forma intermitente, gerando inflamação crônica da mucosa ruminal, reduzindo a capacidade de absorção de ácidos graxos voláteis (AGVs).</p>
<p>A acidose crônica também está associada a outras complicações metabólicas, como a redução na função imunológica dos animais e o aumento da suscetibilidade a infecções.</p>
<h3>3. Alteração brusca na dieta</h3>
<p><strong>Mudanças rápidas na alimentação</strong>, como a introdução abrupta de grãos na dieta, dificultam a adaptação da microbiota ruminal, favorecendo a acidificação do meio e o desenvolvimento da ruminite. A adaptação gradual à dieta é essencial para manter um ambiente ruminal saudável e funcional.</p>
<h3>4. Baixa ingestão de forragem de qualidade</h3>
<p>Forragens de baixa qualidade, com baixa taxa de digestibilidade, não estimulam adequadamente a ruminação e a salivação, contribuindo para a redução do pH ruminal. Além disso, dietas com forragem insuficiente podem afetar a motilidade do rúmen, comprometendo a eficiência digestiva e resultando em um maior risco de acidose e ruminite.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38444 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Planilha e guia planejamento forrageiro" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Qual a relação da ruminite com a dieta de alta energia?</h2>
<p>Vacas que possuem um <strong>desafio nutricional mais intenso são mais predispostas a quadros de acidose ruminal</strong>. Nestes casos as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dietas</a></strong> altamente energéticas aumentam a fermentação e ocorre uma grande produção de AGVs (propiônico e lático principalmente) e o pH que normalmente fica entre 5,5 a 6,5 cai gradativamente de acordo com o grau da acidose.</p>
<p>Essa mudança provoca uma <strong>disbiose na microbiota ruminal e redução da proteção mucosa do epitélio</strong>, predispondo a danos químicos decorrentes da inflamação e acidez.</p>
<p>Esse desequilíbrio favorece o crescimento de fungos e principalmente bactérias prejudiciais para o animal que irão causar lesão do tecido epitelial tais como<i> Fusobacterium necrophorum</i> e <i>Trueperella pyogenes. </i></p>
<p>Os próprios agentes patogênicos envolvidos no processo causam irritação do tecido epitelial além de liberar endotoxinas e lipopolissacarídeos que irão gerar a inflamação e lesão local e surgimento da paraqueratose.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36933" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2.jpg" alt="Eventos resultantes da acidose ruminal" width="687" height="646" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2.jpg 687w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-300x282.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-370x348.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-270x254.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-319x300.jpg 319w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-150x141.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 687px) 100vw, 687px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Sequência de eventos resultantes da acidose ruminal após ingestão de grande quantidade de concentrado. Fonte: Adaptado de Nocek, 1997.</span></p>
<h2>Principais impactos da ruminite</h2>
<p>A ruminite tem um impacto significativo na produtividade dos rebanhos, podendo resultar em:</p>
<h3>Lesões no rúmen</h3>
<p>A inflamação causa danos na mucosa ruminal, como ulcerações e necrose (morte do tecido).</p>
<p>Pode levar à paraqueratose ruminal, que é o espessamento e endurecimento da parede do rúmen, dificultando a absorção de nutrientes.</p>
<h3>Redução na eficiência digestiva</h3>
<p>Com a mucosa do rúmen comprometida, a capacidade de digestão e absorção de nutrientes é reduzida.</p>
<h3>Queda na produção de leite</h3>
<p>A redução na absorção de nutrientes e no aproveitamento da energia pelos animais leva a uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong>, comprometendo a rentabilidade da propriedade. Vacas leiteiras necessitam de um rúmen saudável para otimizar a conversão alimentar e garantir uma produção eficiente ao longo da lactação.</p>
<h3>Impacto no bem-estar</h3>
<p>O desconforto gerado pela ruminite compromete o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar dos animais</a></strong>, levando a dor crônica e alterações no comportamento alimentar. Vacas que sentem desconforto tendem a reduzir a ingestão de alimentos, agravando ainda mais as consequências metabólicas da doença.</p>
<h3>Comprometimento do sistema imunológico</h3>
<p>Animais com ruminite crônica podem ter seu sistema imunológico enfraquecido, tornando-os mais suscetíveis a outras infecções e doenças.</p>
<h2>Sinais clínicos da ruminite</h2>
<p>Os sinais clínicos do animal com ruminite não são específicos da doença mas de forma geral vão levar o animal a quedas de desempenho. Geralmente os sinais apresentados por um animal com ruminite podem ser:</p>
<ol>
<li><strong>Redução no apetite e perda de peso</strong>: Um dos primeiros sinais é a perda de interesse na alimentação, especialmente em rações concentradas. A incapacidade de digerir e absorver nutrientes adequadamente leva ao emagrecimento progressivo do animal.</li>
<li><strong>Diminuição da produção de leite</strong>: Em vacas leiteiras, a produção de leite pode cair drasticamente devido à má absorção de nutrientes e ao desconforto digestivo.</li>
<li><strong>Comportamento de desconforto abdominal</strong>: Animais com ruminite podem apresentar sinais de desconforto abdominal, como inquietação e arqueamento do dorso.</li>
<li><strong>Fezes anormais</strong>: As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong> podem se tornar mais líquidas ou conter restos de alimentos mal digeridos, indicando uma digestão inadequada.</li>
<li><strong>Diminuição da ruminação</strong>: A ruminação (mastigação do bolo alimentar) pode diminuir ou parar completamente.</li>
</ol>
<h3>Existe relação com a formação de abcessos hepáticos?</h3>
<p>A inflamação decorrente dos quadros de acidose promove o <strong>recrutamento de leucócitos no rúmen</strong>, sendo estes responsáveis pela liberação de substâncias vasodilatadoras como a histamina.</p>
<p>Essa vasodilatação do epitélio associada com a redução do muco protetor da mucosa facilita que as bactérias piogênicas passem para a corrente sanguínea assim como as endotoxinas produzidas por elas num processo chamado de translocação bacteriana.</p>
<p>Estes microrganismos tendem a se instalar em regiões muito vascularizadas como o fígado e dessa forma causando a formação de abscessos (agregados de células mortas, bactérias e leucócitos).</p>
<h2>Como prevenir a ruminite no rebanho?</h2>
<p>A principal forma de prevenir a ruminite é via dieta tendo como princípio o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">balanceamento dos níveis de energia e proteína de acordo com a categoria</a></strong>. Para isso, existem alguns cuidados importantes como:</p>
<ul>
<li>Balanceamento do teor de fibra na dieta;</li>
<li>Adaptação dos animais a dietas densamente energéticas;</li>
<li>Monitoramento constante de dieta.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A ruminite é uma doença multifatorial que <strong>afeta a saúde e o desempenho dos rebanhos leiteiros</strong>. Sua relação com a paraqueratose ruminal reforça a importância de um manejo nutricional adequado, prevenindo desequilíbrios metabólicos e garantindo a longevidade produtiva dos animais.</p>
<p>A adoção de estratégias como a manutenção do pH ruminal, a oferta de fibra de qualidade e a monitorização constante são essenciais para evitar prejuízos e promover o bem-estar animal. Investir no equilíbrio nutricional adequado dos bovinos é fundamental para garantir <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">eficiência produtiva e sustentabilidade no setor leiteiro</a></strong>.</p>
<h2>Saúde ruminal em dia para mais eficiência e produtividade</h2>
<p>A ruminite compromete a digestão, reduz a eficiência alimentar e pode impactar diretamente a produção de leite.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-ruminite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a prevenir e manejar distúrbios digestivos, alinhando nutrição, manejo e gestão para garantir mais saúde, desempenho e lucro no rebanho.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Autor: Gabriel Murta &#8211; Equipe Rehagro Leite</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Neto A. F. G.. RUMINITE, ABSCESSOS HEPÁTICOS E ENFERMIDADES PODAIS EM BOVINOS: avaliação dos achados após o abate. UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE VETERINÁRIA E ZOOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL. GOIÂNIA 2018.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Carrara T. V., Locatelli L. , Oliveira C. A. , Millen D. D.. Distúrbios digestivos em bovinos alimentados com dietas de altos teores de energia. VII SIMPÓSIO DE CIÊNCIAS DA UNESP – DRACENA 2011.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Viana P. R. L.. Descrição macroscópica e microscópica das lesões ruminais em bovinos confinados. 2022, Cienc. Anim. Bras., V23, e-73109P.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Filho A. D. F. N.. ACIDOSE RUMENAL BOVINA. UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE VETERINÁRIA E ZOOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL. GOIÂNIA 2011.</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Cultura microbiológica no manejo da mastite subclínica: uma ferramenta importante</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/cultura-microbiologica-no-manejo-da-mastite-subclinica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2025 11:30:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[cultura microbiológica]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mastite subclínica é uma inflamação da glândula mamária sem sinais clínicos aparentes, mas que afeta a produção e a qualidade do leite. Entre as ferramentas disponíveis para um diagnóstico preciso e um manejo eficiente, temos a utilização de testes comuns de serem vistos em fazendas leiteiras, como a Contagem de Células Somáticas (CCS) e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>mastite subclínica</strong> é uma inflamação da glândula mamária sem sinais clínicos aparentes, mas que afeta a produção e a qualidade do leite.</p>
<p>Entre as ferramentas disponíveis para um diagnóstico preciso e um manejo eficiente, temos a utilização de testes comuns de serem vistos em fazendas leiteiras, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">Contagem de Células Somáticas (CCS)</a></strong> e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/">California Mastitis Test (CMT)</a></strong>.</p>
<p>Essa forma de apresentação da mastite é particularmente preocupante, pois tem <strong>impactos importantes na produção e na qualidade de leite das vacas</strong>, além de ser frequentemente subdiagnosticada.</p>
<p>Diante desse cenário, o uso de estratégias para identificação precisa dos agentes patogênicos do rebanho, como a <strong>cultura microbiológica</strong> tem ganhado espaço e vem auxiliando no manejo e na tomada de decisão dentro da propriedade.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste texto, iremos abordar como podemos utilizar a cultura microbiológica com foco nas vacas com mastite subclínica no rebanho. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é cultura microbiológica do leite?</h2>
<p>A cultura microbiológica é um exame laboratorial que identifica os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/">agentes causadores de mastite</a></strong> por meio do isolamento de microrganismos presentes no leite.</p>
<p>Para garantir o sucesso do diagnóstico, a coleta da amostra deve ser feita com o máximo de cuidado. Veja a seguir as boas práticas para evitar a contaminação:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36762" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica.jpg" alt="Passo a passo da coleta de leite para realizar cultura microbiologica" width="707" height="881" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica.jpg 707w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-241x300.jpg 241w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-370x461.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-270x336.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-150x187.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Rehagro Ensino</span></p>
<p>Para realizar esse procedimento é importante ter alguns cuidados:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Use luvas limpas e troque-as se estiverem sujas ou furadas.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-e-feita-a-garantia-da-qualidade-dos-produtos-para-desinfeccao-dos-tetos/">Higienize os tetos</a></strong> com álcool 70%, priorizando a ponta dos tetos. Lembre-se de sempre iniciar a higienização dos tetos mais distantes para os mais próximos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Colete as amostras primeiro dos tetos próximos e depois dos mais distantes.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Evite contato da tampa do frasco com a superfícies ou com o teto da vaca.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Certifique-se de que o leite coletado não encoste nos seus dedos e suas mãos.</li>
</ul>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book controle da mastite bovina" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Quais os benefícios da cultura microbiológica na mastite subclínica?</h2>
<ul>
<li><strong>Identificação do patógeno com precisão</strong>: a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> pode ser causada por uma variedade de microrganismos, incluindo bactérias como <i>Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, Escherichia coli</i>, fungos e algas. A utilização da cultura permite identificar com precisão qual o patógeno presente na glândula mamária, proporcionando um diagnóstico específico que permite o direcionamento dos manejos.</li>
<li><strong>Escolha do tratamento adequado</strong>: a partir da identificação do patógeno é possível selecionar os antibióticos mais eficazes, evitando o uso indiscriminado de antimicrobianos e contribuindo para a redução da resistência antimicrobiana. Em muitos casos, <strong>a mastite subclínica pode ser causada por agentes que não requerem o uso de antibióticos</strong>, e a cultura permite orientar o tratamento de forma personalizada.</li>
<li><strong>Monitoramento da prevalência de microrganismos na propriedade</strong>: a realização de culturas de forma sistemática dentro da rotina da fazenda ajuda a mapear quais os patógenos são mais comuns na propriedade, permitindo a adoção de estratégias eficazes, como melhorias no manejo da ordenha, higienização adequada e controle de infecções.</li>
</ul>
<h2>Impacto da cultura microbiológica na tomada de decisão</h2>
<p>A adoção da cultura microbiológica como parte do manejo de vacas com mastite subclínica impacta diretamente a tomada de decisão na propriedade de várias maneiras:</p>
<h3>Melhor eficiência no uso de antimicrobianos</h3>
<p>Ao identificar patógenos com precisão, o tratamento pode ser direcionado, evitando o uso desnecessário de antibióticos de amplo espectro, ou até mesmo não utilizar antimicrobianos no caso de agentes com alta taxa de cura espontânea.</p>
<p>Esse ajuste no manejo, gera economia nos custos com medicamentos além de preservar a eficácia de antimicrobianos essenciais para o manejo de outras enfermidades.</p>
<h3>Aumento da produtividade leiteira e da qualidade do leite</h3>
<p>É comprovado que vacas com quadro de mastite subclínica apresentam uma queda de produção de leite em relação ao nível de CCS.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um manejo mais eficaz dessa mastite subclínica é possível reduzir a CCS, melhorando a qualidade do produto e aumentando a produtividade dos animais. Isso se traduz em rentabilidade para o produtor, uma vez que o leite com menor CCS é valorizado no mercado. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36763" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-1.jpg" alt="Gráfico mostrando produção de leite por faixa de CCS" width="882" height="485" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-1.jpg 882w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-1-300x165.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-1-768x422.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-1-370x203.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-1-270x148.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-1-740x407.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/cultura-microbiologica-1-150x82.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 882px) 100vw, 882px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Gráfico ilustrando a produção de leite por faixa de CCS, onde vacas com CCS inferior a 200 mil produzem mais leite (32,3L/dia) enquanto aquelas com CCS superior a 200 mil têm produção reduzida. Fonte: Rehagro Consultoria.</span></p>
<h3 data-start="0" data-end="37">Prevenção de perdas futuras</h3>
<p data-start="39" data-end="430">A identificação precoce e o tratamento adequado da mastite subclínica impedem sua evolução para a forma clínica, que pode resultar em quedas abruptas na produção, descarte antecipado de vacas e maior custo com tratamentos.</p>
<p data-start="39" data-end="430">Nesse cenário, <strong>a cultura microbiológica se destaca como uma ferramenta essencial para a prevenção</strong>, auxiliando na proteção do rebanho e na manutenção da produtividade.</p>
<h2 data-start="432" data-end="451">Conclusão</h2>
<p data-start="453" data-end="655">A cultura microbiológica aplicada a vacas com mastite subclínica é uma <strong>estratégia eficaz para um diagnóstico preciso, tratamento direcionado e acompanhamento contínuo dos agentes causadores da doença.</strong></p>
<p data-start="657" data-end="962" data-is-last-node="">Sua adoção possibilita a melhoria na qualidade do leite, o uso mais racional de medicamentos e a promoção da saúde geral do rebanho. Além disso, essa abordagem contribui significativamente para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade da produção leiteira</a></strong>, beneficiando tanto a saúde animal quanto a rentabilidade da fazenda.</p>
<h2>Controle eficiente da mastite e mais lucro na produção</h2>
<p>A cultura microbiológica é uma ferramenta poderosa para identificar agentes causadores da mastite subclínica e definir tratamentos mais assertivos.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-cultura-microbiologica&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar esse e outros recursos de manejo, sanidade e gestão, garantindo mais produtividade, redução de perdas e aumento da rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-cultura-microbiologica&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29932 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/assinatura-daniele-oliveira-300x96.jpg" alt="Daniele Oliveira - Equipe leite" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/assinatura-daniele-oliveira-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/assinatura-daniele-oliveira-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/assinatura-daniele-oliveira-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/assinatura-daniele-oliveira-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/assinatura-daniele-oliveira-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/assinatura-daniele-oliveira-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/assinatura-daniele-oliveira.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><b>Referências</b></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Zecconi, A., &amp; Scali, F. (2013). Staphylococcus aureus virulence factors in evasion from host defenses in human and bovine diseases. <i>Toxins</i>, <i>5</i>(5), 1586-1624.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Hogeveen, H., Huijps, K., &amp; Lam, T. J. G. M. (2011). Economic aspects of mastitis: New developments. <i>New Zealand Veterinary Journal</i>, <i>59</i>(1), 16-23.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Oliveira, L., &amp; Ruegg, P. L. (2014). Treatments of clinical mastitis occurring in cows on 51 large dairy herds in Wisconsin. <i>Journal of Dairy Science</i>, <i>97</i>(9), 5426-5436.</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Caroço de algodão na alimentação de vacas leiteiras: é uma boa alternativa?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/caroco-de-algodao-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 11:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nutrição é um fator essencial para garantir uma produção de leite eficiente, sustentável e econômica. Entre as diversas opções nutricionais disponíveis, o caroço de algodão tem se destacado como um ingrediente valioso na dieta de vacas leiteiras. Rico em energia, proteína e fibra, esse subproduto da indústria têxtil e oleaginosa pode otimizar a produtividade [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A nutrição é um fator essencial para garantir uma produção de leite eficiente, sustentável e econômica. Entre as diversas opções nutricionais disponíveis, <strong>o caroço de algodão</strong> tem se destacado como um ingrediente valioso na dieta de vacas leiteiras.</p>
<p>Rico em energia, proteína e fibra, esse subproduto da indústria têxtil e oleaginosa pode otimizar a produtividade do rebanho e reduzir custos de alimentação. Mas <strong>será que vale a pena incluir o caroço de algodão na dieta das vacas leiteiras?</strong></p>
<p>Neste artigo, vamos explorar os benefícios, as recomendações de inclusão e os cuidados necessários para um uso seguro e eficiente do caroço de algodão na dieta de vacas leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Entendendo a composição nutricional do caroço de algodão</h2>
<p>O caroço de algodão é um subproduto da indústria têxtil e oleaginosa que apresenta uma composição nutricional altamente vantajosa para ruminantes. Sua composição inclui:</p>
<ul>
<li><strong>Extrato etéreo</strong>: O caroço de algodão contém um <strong>alto teor de óleo, variando de 16 a 20%</strong>. É uma fonte de lipídios, com alto teor de ácidos graxos insaturados, especialmente C16:0 e C18:2, que desempenham papel fundamental na modulação da produção de gordura do leite.</li>
<li><strong>Proteína bruta</strong>: Apresenta cerca de <strong>18% de proteína bruta</strong>, sendo uma alternativa proteica importante para equilibrar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta de ruminantes</a></strong> e bem similar ao farelo de soja, o que torna esse produto um complemento proteico viável.</li>
<li><strong>Fibra efetiva</strong>: Com um teor considerável de fibra em detergente neutro (FDN), <strong>cerca de 32%</strong>, o caroço de algodão contribui para a fibra efetiva da dieta, o que auxilia no estímulo da ruminação e na manutenção da função ruminal adequada, entretanto é importante ressaltar que seu valor é menor do que forragens longas, como o feno.</li>
<li><strong>Minerais e vitaminas</strong>: É uma fonte moderada de cálcio, fósforo e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">outros minerais essenciais</a></strong>, auxiliando na saúde óssea e na saúde metabólica e reprodutiva das vacas.</li>
</ul>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Quais benefícios o caroço de algodão traz para a produção de leite?</h2>
<p>Estudos já indicam que a inclusão do caroço de algodão na dieta melhora a eficiência alimentar, pode <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">aumentar a produção de leite</a></strong> e em até 8% a 16% de matéria seca (MS).</p>
<p>Esse efeito positivo está relacionado ao maior fornecimento de energia e ácidos graxos essenciais, que auxiliam na síntese de gordura do leite e na manutenção do balanço energético positivo.​</p>
<p>Por isso, a inclusão do caroço de algodão na dieta das vacas leiteiras proporciona diversos benefícios para a produção e qualidade do leite:</p>
<ol>
<li><strong>Aumento da produção de leite</strong>: O alto teor energético do caroço de algodão favorece o suprimento calórico para a produção de leite, especialmente em vacas de alta produtividade.</li>
<li><strong>Melhor composição do leite</strong>: O óleo presente no caroço de algodão contém ácidos graxos que podem influenciar positivamente o teor de gordura do leite, o que pode agregar maior valor comercial ao produto.</li>
<li><strong>Efeito positivo sobre a eficiência alimentar</strong>: Estudos demonstram que vacas alimentadas com caroço de algodão apresentam melhor conversão alimentar devido à combinação de energia e fibra, otimizando o funcionamento ruminal.</li>
<li><strong>Redução do risco de acidose ruminal</strong>: A presença de fibra efetiva no caroço de algodão contribui para um equilíbrio adequado do pH ruminal, prevenindo distúrbios metabólicos como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose ruminal</a></strong> subclínica.</li>
<li><strong>Alternativa sustentável e econômica</strong>: O caroço de algodão, por ser um subproduto da indústria algodoeira, representa uma opção nutricional de custo relativamente baixo, reduzindo a dependência de insumos mais caros como farelo de soja e milho.</li>
</ol>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-caroco-algodao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como incluir o caroço de algodão na dieta?</h2>
<p>A inclusão do caroço de algodão na dieta de vacas leiteiras deve ser realizada de forma estratégica para maximizar os benefícios produtivos e evitar efeitos adversos.</p>
<h3>Níveis de inclusão recomendados</h3>
<p>Pesquisas recentes mostram que a inclusão do caroço de algodão pode variar até <strong>25% da MS da dieta</strong>, mas a faixa ideal para maximizar a digestibilidade e produção de leite sem comprometer a ingestão alimentar está entre 8% e 16% MS.</p>
<ul>
<li><strong>8% MS</strong> – Melhora a ingestão de matéria seca e a produção de leite.</li>
<li><strong>16% MS</strong> – Maximiza a eficiência alimentar.</li>
<li><strong>Acima de 16% MS</strong> &#8211; Pode reduzir a digestibilidade de alguns nutrientes e comprometer a ingestão voluntária devido ao aumento dos níveis de gossipol​.</li>
</ul>
<h3>Efeitos na digestibilidade dos nutrientes</h3>
<p>A digestibilidade da matéria seca e da fibra é influenciada pela inclusão do caroço de algodão. Estudos demonstram que <strong>níveis moderados (8-16%) de inclusão melhoram a digestibilidade dos ácidos graxos e a absorção de nutrientes,</strong> enquanto níveis elevados (&gt;16%) podem reduzir a digestibilidade da fibra e da proteína​.</p>
<p>Além disso, a maior presença de lipídios na dieta pode afetar a bio-hidrogenação ruminal, alterando o perfil de ácidos graxos no leite e impactando a eficiência de utilização da energia dietética pelas vacas.</p>
<h2>Quais são os aspectos relacionados à segurança no uso do caroço de algodão?</h2>
<p>Apesar de o caroço de algodão ser uma excelente opção nutricional, é necessário atentar para a presença do <strong>gossipol</strong>. Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">ruminantes adultos</a></strong> conseguem metabolizar esse composto fenólico, mas seu consumo excessivo pode ser tóxico. Por isso, a inclusão na dieta deve seguir as recomendações adequadas.</p>
<p>Esse composto pode afetar a fertilidade, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/esteatose-hepatica-e-periodo-de-transicao-de-vacas-leiteiras/">função hepática</a></strong> em vacas leiteiras, interferir na absorção de nutrientes e na síntese proteica, o que impacta diretamente na produção de leite.</p>
<p>Além disso, alguns outros aspectos devem ter atenção especial quando se trata do caroço de algodão, como o <strong>armazenamento adequado</strong>, onde é fundamental que seja em locais secos e bem ventilados para que a contaminação por fungos e micotoxinas que comprometem a sua qualidade nutricional sejam evitados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36757" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/caroco-algodao.jpg" alt="Caroço de algodão armazenado em sistema de galpão com baias" width="480" height="640" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/caroco-algodao.jpg 480w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/caroco-algodao-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/caroco-algodao-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/caroco-algodao-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/caroco-algodao-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Caroço de algodão armazenado em sistema de galpão com baias que separa os ingredientes lá armazenados. Fonte: Laryssa Mendonça</span></p>
<h2>Impacto econômico e redução de custos</h2>
<p>A substituição parcial de ingredientes convencionais pelo caroço de algodão pode gerar economia significativa na alimentação do rebanho leiteiro. O custo do caroço de algodão é frequentemente inferior ao do farelo de soja e milho, <strong>proporcionando um benefício econômico direto.</strong></p>
<p>Os cálculos econômicos demonstram que a utilização do caroço de algodão pode reduzir os custos com alimentação sem comprometer a produtividade do rebanho.</p>
<p>Assim, além de representar uma estratégia viável para maximizar a lucratividade, <strong>sua inclusão favorece a <a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade do sistema produtivo</a></strong> ao aproveitar um subproduto agroindustrial.</p>
<h2>E então, utilizar caroço de algodão vale a pena?</h2>
<p><strong>Sim. O caroço de algodão é uma excelente opção nutricional para vacas leiteiras</strong>. Sua utilização na dieta de vacas leiteiras é uma estratégia nutricional viável para melhorar a eficiência alimentar, aumentar a produção de leite e reduzir custos com alimentação.</p>
<p>Quando incluído em níveis adequados (8-16% MS), o caroço de algodão promove benefícios significativos, incluindo maior teor de gordura do leite e melhor absorção de ácidos graxos essenciais. No entanto, <strong>seu uso deve ser feito de forma planejada e monitorada</strong> para garantir que os benefícios sejam maximizados sem comprometer a saúde dos animais.</p>
<p>A nutrição eficiente e econômica é essencial para o sucesso da pecuária leiteira, e o caroço de algodão representa um exemplo claro de como a utilização estratégica de ingredientes alternativos pode contribuir para a sustentabilidade e rentabilidade da produção leiteira.</p>
<h2>Nutrição estratégica para mais produção e lucro no leite</h2>
<p>O caroço de algodão pode ser uma alternativa interessante na dieta das vacas leiteiras, mas o segredo está em avaliar, balancear e integrar essa e outras estratégias dentro de uma gestão completa da produção.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-caroco-algodao&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a tomar decisões assertivas em nutrição, manejo e gestão, garantindo saúde, produtividade e rentabilidade no rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-caroco-algodao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38993 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="1389" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg 1389w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-1024x347.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-768x260.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-740x251.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1389px) 100vw, 1389px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências: </strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">BALES, A. M. et al. Effect of increasing dietary inclusion of whole cottonseed on nutrient digestibility and milk production of high-producing dairy cows. Journal of Dairy Science (2024). </span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/caroco-de-algodao-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/">Caroço de algodão na alimentação de vacas leiteiras: é uma boa alternativa?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<item>
		<title>Teste de OPG: quando e como adotar essa prática na fazenda?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/teste-de-opg/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/teste-de-opg/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 13:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>OPG é a sigla comumente usada para abreviar “Ovos por grama”, essa é uma técnica utilizada em exames coproparasitológicos. O teste de OPG tem como objetivo quantificar ovos de parasitas em amostras de fezes dos animais, quando realizada em complemento ao exame clínico é a forma mais relevante de diagnóstico de parasitas gastrointestinais em ruminantes. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/teste-de-opg/">Teste de OPG: quando e como adotar essa prática na fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>OPG é a sigla comumente usada para abreviar “Ovos por grama”, essa é uma <strong>técnica utilizada em exames coproparasitológicos</strong>.</p>
<p>O teste de OPG tem como objetivo <strong>quantificar ovos de parasitas em amostras de fezes</strong> dos animais, quando realizada em complemento ao exame clínico é a forma mais relevante de diagnóstico de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gastroenterite-verminotica-em-bovinos-leiteiros/">parasitas gastrointestinais</a></strong> em ruminantes.</p>
<p>Em seguida vamos explorar o que avaliamos com esse exame, quando optar por adotar OPG na propriedade, os métodos de OPG e como montar um calendário estratégico para o monitoramento.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que podemos avaliar a partir desse exame?</h2>
<p>O OPG permite a quantificação de ovos por grama na amostra de fezes e assim <strong>conhecer a carga parasitária</strong>, o que é interessante para podermos elaborar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/quando-vermifugar-os-bovinos/">calendários de vermifugação</a></strong> e fazer o manejo racional de vermífugos em animais com alta infestação, dessa forma evitamos o uso excessivo de medicamento, diminuindo riscos de resistência parasitária e o custo com medicação.</p>
<p>Além disso, é conhecido que o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar</a></strong> é essencial para uma boa produção e desenvolvimento animal, e monitorar o rebanho com OPG é uma forma de identificar e intervir precocemente, evitando o estresse causado por infecções parasitárias, a competição por nutrientes entre parasita e hospedeiro e assim colaborar para saúde geral do animal.</p>
<p>Outra forma de utilizar o OPG é para verificar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficacia-dos-tratamentos-bovinos/">eficácia dos tratamentos</a></strong> aplicados anteriormente, a fim de entender se há necessidade de trocar o princípio ativo do medicamento ou se o protocolo está adequado ao desafio da propriedade.</p>
<h2>Quando devemos optar pela realização do OPG na fazenda<span style="font-weight: 400;">?</span></h2>
<p>O teste de OPG traz diversas vantagens para a propriedade, como <strong>reduzir o uso indiscriminado de medicamentos</strong>, evitando resistência parasitária e diminuindo os custos. Podemos optar por realizar OPG na fazenda para reduzir o estresse parasitário dos animais e melhorar a saúde geral do rebanho.</p>
<p>O monitoramento contínuo permite o diagnóstico e tratamento precoce dos animais com alta carga <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">parasitária</a></strong>. Além disso, realizar o OPG na fazenda reduz os custos com transporte de amostras, análise laboratorial e retorna o resultado imediatamente, facilitando a logística.</p>
<p>Por último, com os resultados do OPG é possível montar um calendário de vermifugação a fim de tratar de forma estratégica os lotes com alta carga parasitária.</p>
<h2>Como fazer o teste de OPG?</h2>
<p>O teste de OPG pode ser feito por diversas técnicas, com a câmara de McMaster, exame direto de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong>, técnica de flutuação de Willis, entre outros.</p>
<p>A seguir iremos entender o passo a passo de uma adaptação da técnica de McMaster para realização de OPG na propriedade.</p>
<ol>
<li><strong>Material necessário para realizar o OPG</strong></li>
<li><strong>Coleta de material</strong>: deve ser coletada uma amostra de fezes diretamente do reto do animal por meio de estímulo delicado. É necessária a utilização de luvas. O material deve ser coletado em saco plástico identificado com número e lote do animal, o qual deve ser amarrado com a menor quantidade de ar possível. A análise deve ser feita o quanto antes, mas o material pode ser refrigerado em geladeira ou em isopor com gelo reutilizável para posteriormente ser analisado.</li>
<li><strong>Na leitura devemos nos</strong> <strong>atentar em multiplicar a quantidade de ovos por 100</strong> no caso de <i>Estrongilídeos, Strongyloide, Eimeria sp ou Trichuris</i>. Se o agente encontrado for <i>Moniezia</i> não é necessário quantificar, tratamos com positivo para <i>Moniezia</i><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-36472 size-full" title="Guia prático - Teste de OPG" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg.jpg" alt="Guia prático para teste de OPG" width="1654" height="1165" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg.jpg 1654w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-300x211.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-1024x721.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-768x541.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-1536x1082.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-370x261.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-270x190.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-740x521.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-150x106.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1654px) 100vw, 1654px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Yumi Taguti</span></p>
<h2>Como construir um cronograma estratégico de monitoramento utilizando o OPG?</h2>
<p>Podemos usar um cronograma de monitoramento por OPG para <strong>identificar a carga parasitária, estabelecer e garantir efetividade de tratamento</strong> e, assim, aumentar a produtividade do rebanho.</p>
<p>É recomendado coletar amostras de 20% a 30% dos animais de cada categoria quando não for possível realizar em todos. O primeiro passo é estabelecer a frequência:</p>
<ul>
<li><strong>Rebanhos com alta infestação</strong> = é interessante que seja realizado pelo menos um OPG por mês.</li>
<li><strong>Rebanhos com histórico de baixo desafio</strong> = podemos adotar o monitoramento trimestral, dessa forma evitamos surtos e podemos adequar uma estratégia de vermifugação adequada.</li>
</ul>
<p>A coleta e a análise das amostras devem ser feitas por colaboradores capacitados para obtenção de um resultado confiável. Além disso, ressalta-se a importância de registros dos resultados e tratamentos para que seja possível identificar padrões de infestação na propriedade.</p>
<p>No OPG iremos <strong>tratar apenas os animais com alta carga parasitária</strong><span style="font-weight: 400;"> e após o tratamento, entre 7 e 21 dias dependendo do princípio ativo usado, é indicado realizar um novo OPG para avaliar a eficácia da vermifugação, quando menor que 90% podemos estrategicamente trocar o vermífugo. </span></p>
<h2>Sanidade em foco para mais produtividade e rentabilidade no leite</h2>
<p>O teste de OPG é uma ferramenta essencial para o controle estratégico de verminoses, protegendo a saúde do rebanho e garantindo melhor desempenho produtivo.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-teste-opg&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a integrar diagnóstico, manejo sanitário e gestão para obter resultados consistentes e lucrativos na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-teste-opg&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34452" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti.jpg" alt="Yumi Taguti - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Instruções para coleta e envio de material para exame parasitológico de fezes -OPG e coprocultura para ruminantes. [s.l: s.n.]. Disponível em: &lt;https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/228610/4/CO64.pdf&gt;.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">MARCELO BELTRÃO MOLENTO et al. Exames coproparasitológicos em ruminantes uma abordagem espaço-temporal. Revista Brasileira de Buiatria, 1 jan. 2021.‌</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">BRESSAN, M. Práticas de manejo sanitário em bovinos de leite. [s.l: s.n.].‌</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">ANTONELLO, A. et al. Ciência Rural. n. 5, p. 1227–1230, 2010.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">‌MARGARETH, L.; PEGORARO, C. [s.l: s.n.]. Disponível em: &lt;https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/202288/1/Biosseguridade-Propriedade-Leiteira.pdf&gt;.</span></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Análise de alimentos para nutrição bovina: como amostrar corretamente?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/analise-de-alimentos-para-nutricao-bovina-como-amostrar-corretamente/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/analise-de-alimentos-para-nutricao-bovina-como-amostrar-corretamente/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2025 11:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=36458</guid>

					<description><![CDATA[<p>A amostragem de alimentos para análise de composição é de suma importância para podermos identificar de forma precisa os nutrientes e as características de cada alimento que irá ser utilizado nas dietas das vacas leiteiras. Conhecer essas informações é essencial para a tomada de decisão e definição das proporções dos alimentos na dieta, usar de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>amostragem de alimentos para análise de composição</strong> é de suma importância para podermos identificar de forma precisa os nutrientes e as características de cada alimento que irá ser utilizado nas dietas das vacas leiteiras.</p>
<p>Conhecer essas informações é essencial para a tomada de decisão e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">definição das proporções dos alimentos na dieta</a></strong>, usar de forma eficiente os alimentos disponíveis e para garantir a maximização do consumo pelos animais.</p>
<p>Ao longo deste texto iremos abordar os procedimentos para realização da coleta de amostras até o momento de envio para o laboratório, visando garantir o sucesso da análise solicitada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Como devem ser coletadas as amostras dos alimentos?</h2>
<h3>Amostras de silagem</h3>
<p>A coleta de amostras da silagem é importante ser <strong>realizada logo após a abertura do silo</strong>, ou seja, no momento em que a fermentação da massa ensilada já está estabilizada.</p>
<p>Além disso, realizar coletas periódicas conforme o consumo da silagem progride é fundamental, pois a lavoura de milho pode ter comportamentos diferentes a depender do solo ou do híbrido usado e isso impacta na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-interpretar-uma-analise-bromatologica-da-silagem-de-milho/">análise</a></strong> de alguns parâmetros da silagem.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/silagem-de-milho-e-os-impactos-na-producao-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-ferraretto&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38527 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto.png" alt="Webinar impacto da silagem na produção de leite" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h4>Passo a passo da coleta</h4>
<ol>
<li>Retirar de forma aleatória 5 a 10 porções do painel, mantendo uma distância de 15 cm das bordas.</li>
<li>Com as porções retiradas misture-as bem, para homogeneizá-las.</li>
<li>Realizar o quarteamento da amostra até chegar em uma amostra final de aproximadamente 500 g.</li>
<li>Embalar a amostra com saco plástico ou papel filme com várias camadas, retirando o ar da amostra e atentado-se a possíveis furos.</li>
<li>Realize a devida identificação da amostra, data de coleta e outras informações relevantes.</li>
<li>Envie a amostra o mais rápido possível.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36460" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares.jpg" alt="Amostragem de silagem" width="800" height="450" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares.jpg 800w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-768x432.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-740x416.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Rehagro Ensino</span></p>
<h4>Pontos de atenção no momento da coleta da amostra da silagem</h4>
<ul>
<li><strong>Evite coletar de áreas da massa ensilada com alterações</strong> como, mofo, com sinais de deterioração, coloração mais escura, com presença de possíveis contaminantes.</li>
<li><strong>Evite coletar amostras da primeira fatia de corte</strong> para evitar a coleta de material exposto ao ar e à luz.</li>
</ul>
<h3>Amostras de pastagens</h3>
<p>Em relação a amostragem de pastagens é importante ressaltar que o método de coleta irá variar quanto ao objetivo da análise e o sistema de pastejo. Por isso, é importante definir a área da propriedade em que será feita a coleta.</p>
<h4>Passo a passo da coleta</h4>
<p>1. Definir a área que será analisada.</p>
<p>2. Amostrar cerca de 20 a 30 pontos da pastagem de acordo com o sistema de pastejo.</p>
<ul>
<li><strong>Em lotação contínua</strong>: simular o ato de pastejo prendendo a forragem com a mão e corte com o movimento de braço.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36461" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-2.jpg" alt="Amostragem de pastagem em lotação contínua" width="604" height="150" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-2.jpg 604w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-2-300x75.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-2-370x92.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-2-270x67.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-2-150x37.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 604px) 100vw, 604px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: ESALQ USP</span></p>
<ul>
<li><strong>Em lotação rotativa</strong>: avaliar a altura de resíduos pelos animais a partir dos resíduos deixados nos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-piquetes-na-pecuaria-leiteira/">piquetes</a></strong> anteriores. No próximo piquete que as vacas irão entrar, com auxílio de uma tesoura e régua corte a forragem acima da altura identificada nos piquetes anteriores.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36462" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-1.jpg" alt="Amostragem de pastagem em lotação rotativa" width="609" height="159" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-1.jpg 609w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-1-300x78.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-1-370x97.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-1-270x70.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-1-150x39.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 609px) 100vw, 609px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: ESALQ USP</span></p>
<p>3. Realizar a homogeneização misturando várias vezes.</p>
<p>4. Reservar uma amostra de 250 g.</p>
<p>5. Aquecer em forno micro-ondas por cerca de 6 a 8 minutos na potência máxima. É necessário colocar um copo de água para que a amostra não queime.</p>
<p>6. Após o aquecimento coloque a amostra em um saco de papel, identifique e feche-o corretamente.</p>
<p>7. Enviar a amostra, lembre-se que neste caso, ela não deve ser refrigerada.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36465" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-4.jpg" alt="Amostra de pastagem sendo analisada" width="608" height="158" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-4.jpg 608w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-4-300x78.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-4-370x96.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-4-270x70.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-4-150x39.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 608px) 100vw, 608px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: ESALQ USP</span></p>
<p>No método acima, <strong>foi realizada a pré-secagem do material</strong> no micro-ondas antes do envio para o laboratório, ele pode ser essencial para evitar a deterioração do material.</p>
<p>Outro método de coleta que pode ser utilizado para avaliação de pastagens sem a utilização da pré-secagem, no entanto é importante ter cuidado no momento de embalar para evitar a deterioração:</p>
<ol>
<li>Demarcar a área do pasto que será avaliada.</li>
<li>Coletar amostras de 10 &#8211; 20 da área amostrada e realizar o corte com a mão ou com objetivo cortante.</li>
<li>Misturar bem para formar uma única amostra.</li>
<li>Realizar o quarteamento, misturando bem em uma única amostra.</li>
<li>Embalar em saco plástico ou papel filme, com o mínimo de ar possível.</li>
<li>Identificar a amostra.</li>
<li>Enviar a amostra o mais rápido possível.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36463" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-3.jpg" alt="Processo de quarteamento" width="605" height="280" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-3.jpg 605w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-3-300x139.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-3-370x171.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-3-270x125.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/amostras-alimentares-3-150x69.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem demonstrando o processo de quarteamento</span></p>
<h4>Pontos de atenção no momento da coleta da amostra de pastagens</h4>
<p>Evite pontos de amostragem próximos às cercas, malhadouros e touceiras cobertas de fezes e urina.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Para garantir que as amostras cheguem em condições ideais <strong>é essencial realizar os procedimentos de coleta de forma adequada e embalar a amostra de forma adequada</strong> para evitar perdas durante o transporte.</p>
<p>Por isso, o ideal é evitar, quando possível, o envio de amostras congeladas pelo risco de descongelamento que pode favorecer a proliferação de microrganismos. Também é essencial realizar a retirada do ar da embalagem.</p>
<p>Outro ponto importante é fazer a devida identificação da amostra e assegurar que ela seja representativa e, dessa forma, garantir que as análises feitas sejam fidedignas com a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">qualidade da sua silagem</a></strong> ou pastagem.</p>
<p>Dessa forma, poderemos tomar as decisões quanto à proporção dos ingredientes na dieta das vacas e a necessidade de suplementação, com o objetivo de maximizar o consumo de matéria seca das vacas e assegurar que as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">exigências nutricionais</a></strong> dos animais sejam atendidas, resultando assim, em maior produtividade e rentabilidade para o produtor.</p>
<h2>Do cocho ao tanque: a precisão começa na amostragem</h2>
<p>Uma análise de alimentos bem-feita começa com uma amostragem correta, e esse cuidado pode significar a diferença entre uma dieta eficiente e prejuízos silenciosos.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-analise-alimentos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a interpretar resultados de análises, ajustar a nutrição do rebanho com base em dados e transformar números em mais leite e lucro.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-analise-alimentos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Faça sua inscrição no Curso Gestão na Pecuária Leiteira do Rehagro!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autoras: Ana Clara Vianna e Maria Fernanda Faria &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">ESALQ LAB. 4 passos para coleta de amostras de pasto. 2023</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">RECH, Ângela Fonseca. Amostragem de Alimentos para Análise Bromatológica. Caderno Técnico Agropecuária Catarinense, v. 31, n.1, p. 33 &#8211; 36. Florianópolis, 2018.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">3RLAB. Amostragem de Alimentos: Quais os procedimentos aplicados à Nutrição Animal? 2020.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-de-alimentos-para-nutricao-bovina-como-amostrar-corretamente/">Análise de alimentos para nutrição bovina: como amostrar corretamente?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Botulismo em rebanhos leiteiros: como lidar com essa ameaça silenciosa?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/botulismo-em-rebanhos-leiteiros/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/botulismo-em-rebanhos-leiteiros/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 13:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabemos que na atualidade o botulismo ainda continua sendo uma ameaça dentro da pecuária leiteira. É um problema capaz de gerar grandes impactos na saúde, na produtividade dos animais e também no bolso do produtor. A preocupação crescente com o botulismo está intimamente relacionada com a intensificação da produção e alterações nos manejos, o que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos que na atualidade o <strong>botulismo</strong> ainda continua sendo uma ameaça dentro da pecuária leiteira. É um problema capaz de gerar grandes impactos na saúde, na produtividade dos animais e também no bolso do produtor.</p>
<p>A preocupação crescente com o botulismo está intimamente relacionada com a <strong>intensificação da produção e alterações nos manejos</strong>, o que tornou o sistema cada vez mais dependente de alimentos conservados.</p>
<p>Ao longo deste texto vamos entender melhor que é o botulismo, seu agente etiológico e sua fisiopatologia e quais os principais fatores de risco na atualidade. Além disso, vamos discutir sobre os sinais clínicos, tratamento e também como é possível trabalhar na prevenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que é o botulismo?</h2>
<p>Botulismo é uma grave doença neuromuscular caracterizada pela <strong>paralisia muscular flácida generalizada</strong>, que pode levar à morte dos animais acometidos. Essa condição é causada pela exposição a neurotoxinas botulínicas produzidas por bactérias do gênero <i>Clostridium</i>, especialmente <i>Clostridium botulinum</i>.</p>
<p>O botulismo pode afetar tanto humanos quanto animais, mas se manifesta de forma mais agressiva em animais, <strong>refletindo em uma alta taxa de mortalidade</strong> e resultando em prejuízos econômicos significativos.</p>
<p>As neurotoxinas botulínicas mais associadas ao botulismo humano são dos tipos A, B, E e F, enquanto no caso dos animais, as neurotoxinas B, C e D, e suas formas mosaicas C/D e D/C, são as principais responsáveis.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-botulismo-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os fatores de risco na atualidade?</h2>
<p>Na atualidade os principais fatores de risco estão relacionados com a intensificação da produção, e dentre esses fatores podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Alimentos mal conservados</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">Silagens</a></strong>, fenos ou quaisquer outros alimentos armazenados de forma inadequada podem ser contaminados pela <i>Clostridium botulinum</i>. Além dessa má conservação é importante ressaltar a possibilidade de contaminação via carcaça de pequenos animais, como aves e roedores, que acessam com facilidade os alimentos. Nos bovinos, esse é o fator de risco mais comum de provocar botulismo.</li>
<li><strong>Deficiências nutricionais</strong>: A deficiência, especialmente do fósforo, pode ser um fator contribuinte para o botulismo devido ao que chamamos de comportamento compensatório dos animais, onde os animais desenvolvem hábitos alternativos de buscar esse <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">mineral</a></strong> no ambiente, o que eleva o risco de ingestão de materiais contaminados.</li>
<li><strong>Inadequado manejo de carcaças</strong>: Presença de carcaças de animais no ambiente de acesso dos animais, como em pastagens ou locais de armazenamento de alimentos pode contribuir para a contaminação. Quando essas carcaças são expostas em áreas de pastagem, um ambiente muito benéfico para o crescimento da bactéria é criado, pois estará ocorrendo o processo de decomposição. Aliado com o fator citado acima, aqueles animais em deficiência de fósforo podem consumir os restos dessas carcaças que detém a presença da bactéria e também da toxina.</li>
</ul>
<h2>Qual o agente etiológico do botulismo?</h2>
<p>O botulismo é causado pela <i>Clostridium botulinum</i>, uma bactéria anaeróbia, Gram-positiva e em forma de bastonete, pertencente ao gênero <i>Clostridium</i>. Essa bactéria é capaz de <strong>formar esporos</strong> e tem uma ampla variação de tamanho, que pode variar de 1,6 a 22 μm de comprimento e 0,5 a 2 μm de largura.</p>
<p>A característica mais notável do <i>C. botulinum</i> é sua capacidade de <strong>sintetizar a neurotoxina botulínica (BoNT)</strong>, sendo ela a principal responsável pelos efeitos do botulismo.</p>
<p>O gênero <i>Clostridium</i> inclui cerca de 200 espécies, das quais aproximadamente quinze são capazes de produzir toxinas que causam doenças em humanos e animais. <i>C. botulinum</i> é geneticamente diverso e pode ser classificado em três grupos principais com base em suas características bioquímicas, especialmente suas capacidades proteolíticas.</p>
<ul>
<li><strong>Grupo I</strong> = É composto por cepas proteolíticas.</li>
<li><strong>Grupo II e III</strong> = São formados por cepas não proteolíticas.</li>
</ul>
<p>Além disso, outras espécies do gênero <i>Clostridium</i>, como <i>C. argentinense</i> (grupo IV), <i>C. baratii</i> (grupo V) e <i>C. butyricum</i> (grupo VI), também podem produzir neurotoxinas botulínicas.</p>
<p>Em sua forma vegetativa, o <i>C. botulinum</i> é flagelado e móvel, o que facilita sua disseminação em ambientes favoráveis. Seu metabolismo é do tipo quimiorganotrófico, ou seja, <strong>utiliza compostos orgânicos como fonte de energia</strong>, gerando como produtos finais ácidos acético, butírico e propiônico.</p>
<p>O <i>C. botulinum</i> e outras espécies do gênero possuem um metabolismo estritamente anaeróbio, embora algumas cepas possam tolerar baixos níveis de oxigênio.</p>
<p>Devido a essas características metabólicas, essas bactérias desempenham um papel significativo na degradação da matéria orgânica.</p>
<h2>Qual a fisiopatologia da doença?</h2>
<p>A fisiopatologia do botulismo envolve a <strong>absorção sistêmica da neurotoxina</strong> produzida pela bactéria a partir do trato gastrointestinal.</p>
<p>Após a ingestão, a toxina botulínica circula na corrente sanguínea em concentrações extremamente baixas, dificultando sua detecção. Assim, a toxina é absorvida por receptores específicos na placa motora terminal, comprometendo a transmissão do impulso elétrico entre o nervo e o músculo. Esse bloqueio é mediado pela ligação da toxina à vesícula de acetilcolina, impedindo a sinalização neuromuscular e resultando em paralisia flácida.</p>
<p>A manifestação dos sinais clínicos depende da dose de toxina ingerida. Pequenas doses podem atrasar o aparecimento dos sintomas em até 10 dias, enquanto grandes quantidades podem levar à morte em poucas horas. Os esporos de <i>Clostridium botulinum</i> podem permanecer viáveis por anos, mas só produzem toxinas em condições anaeróbicas adequadas, como em forragens mal fermentadas com pH acima de 4,5.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36453" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1.jpg" alt="Ciclo epidemiológico de Clostridium botulinum" width="784" height="439" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1.jpg 784w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-300x168.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-768x430.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-370x207.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-270x151.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-740x414.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 784px) 100vw, 784px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Ciclo epidemiológico de <i>Clostridium botulinum. </i>Fonte: Adaptado de MEURENS et al. (2023)</span></p>
<h2>Quais os sinais clínicos da doença?</h2>
<p>Os sinais clínicos do botulismo variam conforme a espécie afetada e a forma da doença. Em geral, <strong>a intoxicação por BoNT resulta em paralisia flácida</strong> que pode afetar diversos sistemas, incluindo o sistema nervoso periférico. Em bovinos, os sinais incluem:</p>
<ul>
<li>Dificuldade de movimentação;</li>
<li>Paralisia dos músculos respiratórios;</li>
<li>Em casos graves, morte por insuficiência respiratória.</li>
</ul>
<p>A sintomatologia da doença é sugestiva, mas não específica, o que torna a confirmação do diagnóstico um desafio.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36454" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2.jpg" alt="Novilha em decúbito lateral permanente e apresentando paralisia flácida" width="569" height="324" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2.jpg 569w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2-300x171.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2-370x211.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2-270x154.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2-150x85.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 569px) 100vw, 569px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Novilha em decúbito lateral permanente e apresentando paralisia flácida. Fonte: PINNA et al. (2023)</span></p>
<p>Para confirmar o botulismo, utilizam-se duas principais estratégias laboratoriais:</p>
<p><strong>1. Detecção direta da toxina</strong>: é feita através de métodos como o bioensaio em camundongos (MBA), sendo ele considerado o padrão-ouro por sua alta sensibilidade. No entanto, o MBA possui limitações significativas, incluindo questões éticas e um tempo de espera prolongado para os resultados.</p>
<p>Métodos alternativos, como os testes ELISA e Espectrometria de Massas Endopep (MS), têm sido desenvolvidos para a detecção de BoNT e apresentam vantagens como maior rapidez e limite de detecção inferior. No entanto, esses métodos podem sofrer com problemas de padronização e controle, o que pode impactar a confiabilidade dos resultados.</p>
<p><strong>2. Identificação dos clostridios produtores de BoNT</strong>: é realizada principalmente através de ensaios de PCR, após um processo de enriquecimento cultural das amostras. Apesar dos avanços na técnica, ainda não existe um protocolo universalmente aceito para a detecção de todas as variantes de clostridios produtores de BoNT, o que pode dificultar a confirmação em alguns casos.</p>
<p>Durante investigações epidemiológicas, a combinação de diferentes métodos laboratoriais pode ajudar a consolidar o diagnóstico e identificar a fonte de contaminação ou as rotas de disseminação. Em condições de campo, especialmente em surtos de botulismo em animais, a abordagem mais prática pode ser limitada pela disponibilidade de métodos e custos.</p>
<h2>Qual o tratamento do botulismo e como prevenir?</h2>
<p>Atualmente, <strong>não há tratamento curativo disponível para o botulismo bovino</strong>, embora as antitoxinas possam ser usadas com sucesso, mas com custos geralmente não sustentáveis para a maioria das fazendas.</p>
<p>Para prevenir surtos de botulismo bovino, é necessário implementar medidas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/">biosseguridade em relação à gestão sanitária da fazenda</a></strong>, relação da produção e armazenamento de alimento e também na gestão eficiente de resíduos e carcaças.</p>
<p>A presença de carcaças de animais no alimento armazenado em condições inadequadas, se torna uma potencial fonte de surto. É fundamental se atentar a todas as etapas, desde a colheita dos alimentos como silagem, até a distribuição aos animais.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é extremamente importante ter estratégias <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/">sanitárias</a></strong>, como a vacinação, a qual é considerada a medida mais eficaz de proteção. Existem diversas vacinas comerciais específicas contra o botulismo, onde sua utilização deve ser seguida rigorosamente conforme os protocolos definidos pelo especialista da área. </span></p>
<h2>Previna perdas e garanta a saúde do rebanho</h2>
<p>O botulismo é uma ameaça silenciosa capaz de gerar grandes prejuízos. Mais do que saber identificar e agir, é essencial ter estratégias preventivas eficientes.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-botulismo-leite&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática, como implementar protocolos de saúde, manejo e gestão que protegem o rebanho e aumentam a rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-botulismo-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38993 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="1389" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg 1389w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-1024x347.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-768x260.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-740x251.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1389px) 100vw, 1389px" /></a></p>
<p>Autores: Mateus Abranches e Bruna Maeda &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">MEURENS, François et al. Clostridium botulinum type C, D, C/D, and D/C: An update. Frontiers in Microbiology, v. 13, p. 1099184, 2023.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PINNA, Luigia et al. Botulism in cattle: a case report of an outbreak in Sardinia (Italy). Animals, v. 13, n. 15, p. 2435, 2023.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">WHITLOCK, Robert H.; WILLIAMS, Julie M. Botulism toxicosis of cattle. In: American Association of Bovine Practitioners Conference Proceedings. 1999. p. 45-53.</span></li>
</ul>
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		<title>Espaçamento de cocho e ingestão de matéria seca: qual a importância dessa relação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 18:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sucesso do manejo alimentar em fazendas leiteiras não depende apenas da formulação e preparação da dieta que atenda as exigências nutricionais das vacas, envolve também garantir que as vacas irão consumir a dieta fornecida para elas no cocho, visando otimizar a saúde, produção e eficiência dos animais. Nesse sentido, um dos critérios essenciais no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O sucesso do manejo alimentar em fazendas leiteiras não depende apenas da formulação e preparação da dieta que atenda as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">exigências nutricionais das vacas</a></strong>, envolve também garantir que as vacas irão consumir a dieta fornecida para elas no cocho, visando otimizar a saúde, produção e eficiência dos animais.</p>
<p>Nesse sentido, um dos critérios essenciais no planejamento das instalações nas fazendas leiteiras é a definição do espaçamento de cocho adequado, dessa forma, iremos maximizar o consumo das vacas.</p>
<p>O <strong>espaçamento de cocho</strong> adequado além de garantir o <strong>consumo adequado da dieta</strong> pelas vacas, reduz a competição no cocho, garante o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar e saúde das vacas leiteiras</a></strong>. Ao longo deste texto iremos abordar quais os impactos do espaçamento de cocho inadequado, as referências de espaçamento de cocho e sua relação com o consumo de matéria seca das vacas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Como definir o tamanho adequado do cocho no planejamento das instalações?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sistemas de </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/"><em>Compost Barn</em></a></strong><span style="font-weight: 400;"> com pista lateral, é importante que a pista de trato tenha pelo menos 3 metros de largura para passagem do trator e 1 a 1,2 metros de área para disposição do alimento. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36441" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho.jpg" alt="Planejamento de instalação de fazenda leiteira" width="838" height="543" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho.jpg 838w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-300x194.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-768x498.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-370x240.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-270x175.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-740x479.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-150x97.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 838px) 100vw, 838px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: João Paulo Pereira</span></p>
<p>O espaço de cocho adequado <strong>depende da categoria e fase do ciclo produtivo</strong> em que as vacas se encontram. Vacas secas, por exemplo, temos como referência um espaço de cocho de 70 cm, para os lotes pré-parto e pós-parto podemos usar como referência espaçamento entre 80 cm a 1 metro por animal.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36442" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho.png" alt="Tabela com medidas de espaço de cocho de acordo com a categoria das vacas" width="646" height="153" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho.png 646w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho-300x71.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho-370x88.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho-270x64.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho-640x153.png 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho-150x36.png 150w" sizes="auto, (max-width: 646px) 100vw, 646px" /></p>
<p>Além de garantir o espaçamento de cocho adequado dentro do planejamento das instalações da propriedade é essencial garantir o adequado agrupamento de animais e divisão de lotes, dessa forma também iremos reduzir a competição entre os animais.</p>
<p>Por isso, o melhor critério para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agrupamento-de-vacas-leiteiras/">agrupamento dos animais</a></strong> é a exigência nutricional de cada categoria e sempre que possível, separar as vacas primíparas e multíparas.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Separando primíparas e multíparas</h3>
<p>As primíparas se beneficiam da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-realizar-a-separacao-de-lotes-atraves-da-curva-de-lactacao/">separação em lote</a></strong>, uma vez que essa categoria:</p>
<ul>
<li>Possui maior exigência de crescimento;</li>
<li>Tem tamanho menor;</li>
<li>Maior persistência em lactação do que multíparas;</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Frequentemente possuem posições mais submissas dentro da hierarquia de dominância do grupo. </span></li>
</ul>
<p>Estudos demonstram que <strong>as vacas primíparas quando mantidas separadas produzem mais leite, consomem mais a dieta e descansam mais</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36443" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas.png" alt="Tabela comparando quando vacas primíparas e multíparas estão juntas e quando estão separadas" width="962" height="332" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas.png 962w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-300x104.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-768x265.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-370x128.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-270x93.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-740x255.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-150x52.png 150w" sizes="auto, (max-width: 962px) 100vw, 962px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: KONGGAARD; KROHN (1978); GRANT; ALBRIGHT (2001)</span></p>
<h2>Comportamento competitivo entre vacas e seus impactos no manejo alimentar</h2>
<p>As vacas, por serem animais que vivem em grupo, são muito <strong>motivadas a se alimentarem simultaneamente com outros membros do seu grupo social</strong>. Esse comportamento, quando não há espaço de cocho suficiente, pode levar a comportamentos competitivos entre os animais.</p>
<p>Na literatura, DeVries (2019) caracteriza o comportamento de competição entre as vacas de duas formas:</p>
<ol>
<li><strong>Indireta</strong>: é quando os indivíduos alteram seu comportamento de alimentação para obter acesso ao cocho, como por exemplo, irem consumir a dieta em momentos mais tranquilos do dia ou aumentando o número de idas ao cocho ao longo do dia.</li>
<li><strong>Direta</strong>:  por sua vez, ocorre quando há ameaças ou ações de agressão física entre os animais, como por exemplo, vacas tirando outras do local em que estavam no cocho.</li>
</ol>
<p>Quando a competição por espaço de cocho aumenta, as vacas vão demonstrar:</p>
<ul>
<li>Redução do tempo de consumo da dieta;</li>
<li>Aumento da frequência de idas ao cocho e menor consumo;</li>
<li>Maiores ou menores refeições ao longo do dia.</li>
</ul>
<p>Além disso, a competição também pode estar associada a redução da atividade de ruminação das vacas, aumento dos níveis de cortisol e também pode predispor os animais a problemas de saúde como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong> subclínica e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/">metrite</a></strong> no período pós-parto.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36444" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1.jpg" alt="Gráfico mostrando número de animais presentes no cocho no período de 24 horas" width="782" height="457" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1.jpg 782w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-300x175.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-768x449.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-370x216.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-270x158.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-740x432.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 782px) 100vw, 782px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: DeVries et al. 2004</span></p>
<p>No estudo apresentado acima foi comparado o número de animais presentes no cocho de alimentos no período de 24 horas, quando o espaçamento de cocho era de 0,5 m ou 1,0 m.</p>
<p>Foi possível observar que, <strong>mais animais ficam na pista de trato quando o espaçamento de cocho é maior</strong> durante o tempo imediatamente após o fornecimento da dieta e no retorno da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">ordenha</a></strong>.</p>
<h2>Monitorando o consumo de matéria seca das vacas</h2>
<p>Com o espaçamento de cocho adequado é essencial <strong>avaliar e monitorar a dinâmica dos lotes da fazenda</strong>, o comportamento de consumo das vacas e avaliar as sobras dos cochos.</p>
<p>Temos como referência para <strong>consumo de matéria seca (CMS)</strong> para primíparas no pré-parto maior que 10 kg e para multíparas maior que 12kg. Já o consumo de matéria seca no pós-parto de novilhas tem como meta ser maior que 15,5 kg e para vacas maior que 19 kg.</p>
<p>Para garantir que os animais atinjam esse nível de consumo <strong>é essencial que seja avaliado e planejado o espaçamento de cocho do sistema de produção</strong>. Dessa forma iremos maximizar o consumo, sem provocar desperdícios na dieta e sem dificultar o manejo dos animais do rebanho.</p>
<p>Associado a isso é essencial que a propriedade tenha um bom manejo do fornecimento da dieta, aproximação de trato e limpeza dos cochos, pois dessa forma, iremos contribuir para a produção leiteira das vacas e maior eficiência da atividade.</p>
<h2>Mais conforto no cocho, mais leite no tanque</h2>
<p>O espaçamento de cocho influencia diretamente a ingestão de matéria seca, a saúde e a produtividade das vacas.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-espacamento-cocho&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a alinhar nutrição, manejo e gestão para otimizar o desempenho do rebanho e aumentar a rentabilidade, aplicando técnicas que já geraram resultados reais em propriedades de todo o Brasil.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">DeVries, T. J. Feeding behaviour, feed space and Bunk design and management for adult dairy cattle. Vet Clin Food Anim, vol 35, p. 61 &#8211; 76. 2019</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">DeVries, T. J., VON KEYSERLINGK, M. A. G., WEARY, D. M. Effect of feeding space on the inter-cow distance, aggression and feeding behaviour of Free-Stall Housed Lactating Dairy Cows. Journal of Dairy Science, v. 87, p. 1432 &#8211; 1438. 2004.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">GRANT, R. J., ALBRIGHT, J. L Effect of Animal Grouping on Feeding Behavior and Intake of Dairy Cattle. Journal of Dairy Science, 2001.</span></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Pneumonia aspirativa em bezerras: qual sua relação com o diâmetro de bico das mamadeiras?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 11:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[pneumonia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na atualidade temos um amplo entendimento e conhecimento sobre a patogênese da pneumonia em bovinos. No entanto, ainda assim, os casos de pneumonia variando de subclínicos para óbitos ainda são as principais causas de morbidade, mortalidade e perdas econômicas na produção de leite. Ao longo deste texto iremos abordar de forma mais específica a pneumonia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na atualidade temos um amplo entendimento e conhecimento sobre a patogênese da pneumonia em bovinos. No entanto, ainda assim, os casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/">pneumonia</a></strong> variando de subclínicos para óbitos ainda são as principais causas de morbidade, mortalidade e perdas econômicas na produção de leite.</p>
<p>Ao longo deste texto iremos abordar de forma mais específica a pneumonia aspirativa e sua relação com o diâmetro de bico das mamadeiras.</p>
<p>A pneumonia aspirativa é caracterizada pela <strong>presença de substâncias anormais nas vias aéreas e alvéolos</strong>, sendo resultante de inalação de material estranho, em particular líquidos, como leite, secreções ou conteúdo do pré-estômago.</p>
<p>As características das lesões pulmonares dependem da natureza e distribuição do material, assim como a extensão e tipo de contaminação bacteriana.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Quais as causas da pneumonia aspirativa?</h2>
<p>A pneumonia aspirativa pode ocorrer devido a:</p>
<ul>
<li>Falhas no momento da sondagem;</li>
<li>Disfagia;</li>
<li>Regurgitação;</li>
<li>Partículas grandes de mucosa necrótica vindo de lesões do trato respiratório superior.</li>
</ul>
<p>Outras possíveis causas são faringite traumática, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">ruminite</a></strong> causada por ingestão de fluidos oleosos e decúbito prolongado podem ser associados a pneumonia aspirativa.</p>
<p>Além disso, outra causa importante associada a esse quadro de pneumonia são as <strong>bezerras alimentadas por baldes ou mamadeiras</strong>.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/escore-de-saude-respiratoria-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-escore-respiratorio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39659 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png" alt="Kit guia e planilha escore de saúde respiratória de bezerras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como são caracterizadas as lesões pulmonares da pneumonia aspirativa?</h2>
<p>As lesões pulmonares da pneumonia aspirativa normalmente são caracterizadas como unilaterais, evoluindo de necrosantes para gangrenosas e <strong>predominantemente cranioventral</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36128" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa.jpg" alt="Imagem do pulmão, onde é demonstrado em preto as áreas mais predominantes de lesões provocadas pela pneumonia aspirativa" width="262" height="292" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa.jpg 262w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-150x167.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 262px) 100vw, 262px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem do pulmão, onde é demonstrado em preto as áreas mais predominantes de lesões provocadas pela pneumonia aspirativa. Fonte: PANCIERA; CONFER, 2010.</span></p>
<p>Entretanto, as lesões desse tipo de pneumonia podem ter distribuição não apenas unilateral mas também <strong>situadas caudalmente sem envolvimento dos lobos craniais</strong>.</p>
<p>Uma alteração comumente presente é a <strong>pleurite supurativa ou fibrinopurulenta</strong> que recobrem os focos necróticos, podendo ocasionar um quadro de empiema, que se trata da presença de pus na cavidade pleural após a ruptura desses focos.</p>
<p>As lesões pulmonares são marrons a esverdeadas e podem ser hemorrágicas, normalmente formando cavidades císticas, exsudando líquido marrom fétido que pode conter ingesta. A presença de odor pútrido é especialmente prevalente na presença de aspiração de conteúdo <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">ruminal</a></strong> devido às bactérias anaeróbias.</p>
<p>Outra causa pouco comum associada a pneumonia aspirativa é a <strong>pneumonia aspirativa lipídica</strong>, resultante da aspiração de material rico em lipídios, como óleo mineral ou outros produtos com compostos oleosos. Estes compostos podem estimular intensa pneumonia intersticial com exsudação alveolar de fibrina e leucócitos, hiperplasia de pneumócitos tipo II e fibrose intersticial.</p>
<p>As lesões podem variar de difusas cranioventralmente, úmidas, emborrachadas, pálidas e amareladas. Focos de necrose e exsudação supurativa podem estar presentes devido a infecção bacteriana.</p>
<h2>Qual a relação entre o diâmetro dos bicos de mamadeiras com a pneumonia aspirativa?</h2>
<p>Quando os bicos das mamadeiras apresentam diâmetros muito grandes estamos <strong>aumentando a velocidade de descida</strong> do leite da mamadeira.</p>
<p>Essa descida de leite superior ao nível de deglutição das bezerras <strong>pode levar o animal a apresentar falsa via</strong>, ou seja, o leite que deveria ser direcionado para o abomaso vai parar no pulmão, resultando em uma pneumonia aspirativa.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36129" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1.jpg" alt="Imagens mostrando os diferentes diâmetros de bicos de mamadeiras" width="750" height="372" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1.jpg 750w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1-300x149.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1-370x184.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1-270x134.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1-740x367.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1-150x74.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem da esquerda demonstrando uma mamadeira com bico em que o furo está muito largo e imagem da direita demonstrando dois bicos de balde amamentador onde o bico cima tem diâmetro ideal e o abaixo um diâmetro extremamente grande. Fonte: Maria Fernanda Faria e Laryssa Mendonça.</span></p>
<p>O diâmetro do bico da mamadeira deve ser um ponto de atenção em todos os momentos da vida da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/">bezerra enquanto em aleitamento</a></strong>, entretanto, <strong>uma atenção especial deve ser dada para bezerras que nascem fracas</strong> ou com falhas no desenvolvimento inicial, pois a sucção desses animais é deficiente e podem apresentar maiores riscos de desenvolver um quadro de pneumonia aspirativa.</p>
<p>Não é difícil encontrar nas fazendas bicos de mamadeiras com furos alargados, o que é feito com a justificativa de fazer a bezerra mamar o leite em uma velocidade maior, o que economiza tempo da pessoa responsável por esse manejo.</p>
<p>Entretanto, além do <strong>risco elevado de aspiração</strong> do leite devido ao fluxo de leite superior a capacidade de deglutição, esses furos podem contribuir para contaminação bacteriana, pois ao realizá-los podem ser formadas rugosidades na ponta do bico, o que dificulta a higienização.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36130" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2.jpg" alt="Imagem de bicos de mamadeira com presença de rugosidades" width="960" height="597" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2.jpg 960w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2-300x187.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2-768x478.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2-370x230.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2-270x168.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2-740x460.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2-150x93.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de bicos de mamadeira com presença de rugosidades que exigem maior atenção no momento da higienização. Fonte: Maria Fernanda.</span></p>
<h2>Como podemos identificar os sinais clínicos do quadro dos animais?</h2>
<p>As bezerras com pneumonia aspirativa podem apresentar tosse e dispneia caracterizada por extensão da cabeça e pescoço e respiração oral. No entanto, os sinais clínicos podem variar de<strong> tosse crônica até apneia aguda com rápida asfixia em casos mais severos</strong>.</p>
<p>Alguns animais ainda podem apresentar descargas nasais purulentas, comumente bilateral e associada a febre.</p>
<p>Na auscultação torácica é possível observar aumento dos sons traqueais, sons pulmonares com característica áspera, com estalos e chiados notados principalmente no campo cranioventral do pulmão.</p>
<h2>Como prevenir a pneumonia aspirativa?</h2>
<p>Como forma de prevenir casos de pneumonia aspirativa ocasionada pelo fluxo de leite é indispensável que haja o <strong>fornecimento adequado de leite</strong> e nisso alguns pontos devem merecem atenção</p>
<h3>Diâmetro do bico do amamentador</h3>
<p>É importante a utilização de bicos que possuam diâmetro permitindo um <strong>fluxo controlado de leite</strong>, o que deve ser de <strong>0,5 a 1 litro em 4-6 minutos</strong>.</p>
<p>Nessa recomendação inclui não ampliar o diâmetro dos bicos e também realizar a troca frequente de bicos que já se encontram com diâmetro excedido.</p>
<h3>Temperatura do leite</h3>
<p>A temperatura do leite está intimamente relacionada com a prevenção da pneumonia aspirativa pois ela afeta de forma direta no reflexo de deglutição da bezerra e no direcionamento do leite para o abomaso, pois contribui para o fechamento da goteira esofágica. Por isso, o ideal é que a temperatura do leite ofertado esteja entre <strong>38 e 40°C.</strong></p>
<p>Obedecer a temperatura recomenda é importante pois quando é ofertado um leite frio (abaixo de 38°C) podemos provocar no animal um desconforto gástrico e retardar o esvaziamento do estômago, o que eleva a chance de regurgitação e consequentemente de que parte seja aspirada.</p>
<h3>Altura da mamadeira</h3>
<p>A posição correta da mamadeira ou do balde com bico deve <strong>favorecer a anatomia natural de sucção da bezerra</strong>, pois isso também contribui para o direcionamento do leite para o abomaso. A posição correta de posicionamento é aproximadamente à altura do focinho da bezerra, com uma inclinação discreta para cima, imitando a posição natural.</p>
<p>Quando colocamos a mamadeira muito alta, estamos favorecendo o aumento do fluxo de leite devido a gravidade, o que força o animal deglutir mais rápido, sobrecarregando o reflexo de deglutição levando ao engasgo e a aspiração. No cenário oposto, com a mamadeira muito baixa, dificultamos a sucção e isso aumenta a chance de refluxo.</p>
<h3>Observe o comportamento das bezerras durante o aleitamento</h3>
<p>Esse momento de observação é essencial para que seja identificado problemas que podem elevar o risco de aspiração. Nesse momento é importante a <strong>detecção precoce de sinais de engasgo</strong>, como presença de tosse, regurgitação de leite pela boca ou nariz.</p>
<p>Além disso, devemos avaliar o ritmo de sucção da bezerra, o qual deve ser rítmico e contínuo em bezerras saudáveis. Nesse momento também conseguimos identificar sinais preocupantes e que se referem a desconforto ou doença, como respiração ofegante, narinas dilatadas, fraqueza ou apatia.</p>
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<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">HUDSON, Maryanna M. She’s so Fluffy She Almost Died. Missisisipi State University. 2022.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PANCIERA, R. J., CONFER, A. W. Pathogenesis and Pathology of Bovine Pneumonia. 2010.</span></li>
</ul>
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		<title>Manejo do botijão e sêmen congelado: cuidados essenciais para garantir fertilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Dec 2024 11:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[inseminação artificial]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sêmen é responsável por uma grande parcela quando se trata do sucesso de uma gestação, e muitas vezes seu manejo, o qual é grande responsável pela sua qualidade, é negligenciado. Manusear de forma adequada o botijão e o sêmen congelado é fundamental para obtermos ótimos resultados nos programas de inseminação artificial, tanto com sêmen [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sêmen é responsável por uma grande parcela quando se trata do sucesso de uma gestação, e muitas vezes seu manejo, o qual é grande responsável pela sua qualidade, é negligenciado.</p>
<p>Manusear de forma adequada o botijão e o sêmen congelado é fundamental para obtermos ótimos resultados nos programas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/">inseminação artificial</a></strong>, tanto com sêmen sexado quanto com sêmen convencional. Assim, garantindo a alta qualidade do sêmen, o inseminador deve prestar atenção a diversos detalhes durante o manuseio do sêmen congelado.</p>
<p>Desse modo, para garantir a viabilidade adequada do sêmen bovino congelado na propriedade, é importante seguir procedimentos rigorosos tanto no armazenamento quanto no manuseio do sêmen e do botijão.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Como realizar o manejo do botijão de sêmen?</h2>
<p>O manuseio errôneo do botijão pode causar diversos malefícios ao sêmen armazenado, como a <strong>perda do vácuo</strong> que é responsável pelo isolamento térmico do botijão.</p>
<p>Quando temos esse problema, é ocasionado o aumento da temperatura interna favorecendo a evaporação mais rápida do nitrogênio. Além disso, erros no manejo do botijão estão intimamente relacionados com baixos resultados nos índices reprodutivos da fazenda, pois eles podem provocar:</p>
<ul>
<li><strong>Descongelamento parcial ou total das doses</strong><span style="font-weight: 400;">: causada por uma exposição prolongada a temperatura ambiente ou pelo baixo nível de nitrogênio líquido, o qual pode ser causado pela perda desse nitrogênio por negligências diárias, como deixar a tampa do botijão aberta. Isso pode provocar cristalização das palhetas como também a agregação das mesmas. </span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-36120 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-793x1024.jpg" alt="Palhetas cristalizadas e aderidas após uma exposição prolongada à temperatura ambiente" width="770" height="994" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-793x1024.jpg 793w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-232x300.jpg 232w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-768x991.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-370x478.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-270x349.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-740x955.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-150x194.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao.jpg 890w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagens demonstrando as palhetas cristalizadas e aderidas após uma exposição prolongada à temperatura ambiente o que provocou o descongelamento seguido de um novo congelamento. Fonte: Acervo Rehagro </span></p>
<ul>
<li><strong>Perda de viabilidade do sêmen</strong>: quando temos problemas relacionados com o manuseio do botijão, certamente teremos perda da viabilidade do sêmen. Mesmo que não seja visível o descongelamento, as condições instáveis podem reduzir significativamente a qualidade do sêmen.</li>
<li><strong>Redução de índices reprodutivos</strong><span style="font-weight: 400;">: pensando que o botijão em muitas fazendas é um fator comum a todos os animais, quando temos problemas relacionados a ele os indicadores reprodutivos irão demonstrar resultados insatisfatórios de forma generalizada dentro da fazenda. Consequentemente a isso começa a ser observado redução nos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">índices de concepção</a></strong>, aumento de retorno ao cio e como consequência um intervalo entre partos maior. Esse somatório de fatores vai afetar a eficiência reprodutiva e provocar perdas financeiras. </span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36121" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-1.jpg" alt="Estrutura do botijão de sêmen" width="313" height="355" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-1.jpg 313w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-1-265x300.jpg 265w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-1-270x306.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-1-150x170.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 313px) 100vw, 313px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem da estrutura do botijão de sêmen. Fonte: FMU Centro Universitário</span></p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/estrategias-para-aumentar-deteccao-de-cio?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os principais erros no manuseio do botijão de sêmen?</h2>
<h3>Exposição prolongada ao ambiente</h3>
<p>Quando deixamos o botijão aberto por um tempo excessivo durante a manipulação do sêmen ou quando a mesma é esquecida aberta por longos períodos estaremos provocando o descongelamento parcial do sêmen que está dentro do botijão e isso vai afetar a sua viabilidade.</p>
<p>Para evitarmos esse erro é essencial que trabalhemos de <strong>forma rápida e organizada</strong> no momento de manejar esse botijão, fazendo uma retirada das doses em menos de 10 segundos.</p>
<h3>Nível inadequado de nitrogênio líquido</h3>
<p>É essencial que o <strong>monitoramento do nível de nitrogênio</strong> do botijão seja feito regularmente. Quando temos um nível abaixo do recomendado, estamos comprometendo a temperatura interna do botijão, fazendo com que ela aumente e dessa forma comprometa o sêmen.</p>
<p>Por isso, ter um manejo rotineiro de verificação do nível de nitrogênio de pelo menos uma vez por semana é tão importante. Isso vai garantir que o botijão não atinja níveis críticos para ser reabastecido.</p>
<h3>Falta de organização interna</h3>
<p>Como forma de facilitar o manejo, <strong>é essencial que dentro do botijão haja organização e identificação</strong> a partir da utilização de etiquetas nas canetas ou nas racks para sêmen.</p>
<p>Para isso, é fundamental que ocorra separação do sêmen por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/criterios-para-escolha-de-touros/">touro</a></strong> e também onde estarão as doses de sêmen sexado. Isso vai impactar na redução do tempo de exposição durante a busca da palheta, o que minimiza o prejuízo na qualidade do sêmen.</p>
<h3>Movimentação inadequada do botijão</h3>
<p>É comum encontrarmos algumas propriedades transportando de um setor da fazenda para outro ou até mesmo de uma fazenda para outra.</p>
<p>Esse manejo de transportar o botijão deve ser atentamente realizado, pois quando realizado de forma brusca ou com o mesmo deitado podemos contribuir para o vazamento do nitrogênio e as canecas podem também sofrer danos ou desalinhamento.</p>
<p>Por isso, quando esse transporte não puder ser evitado, <strong>é fundamental que ele seja sempre realizado na posição vertical</strong> e que impactos ou tombamentos sejam evitados.</p>
<h3>Falta de treinamento da equipe</h3>
<p>Quando temos na fazenda uma equipe sem treinamento para esse manejo de manipulação do botijão estamos elevando a probabilidade de erros, o que pode provocar desperdícios de doses de sêmen e também prejuízos nos índices reprodutivos.</p>
<p>Por isso, é fundamental que ocorra regularmente <strong>treinamentos e também cursos de reciclagem</strong> sobre o manejo correto do botijão e sêmen como também da técnica de inseminação artificial.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36122" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-2.jpg" alt="Preparação do material para a inseminação" width="1075" height="684" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-2.jpg 1075w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-2-300x191.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-2-1024x652.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-2-768x489.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-2-370x235.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-2-270x172.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-2-470x300.jpg 470w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-2-740x471.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-2-150x95.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1075px) 100vw, 1075px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem da preparação do material para a inseminação. Fonte: Alta Genetics </span></p>
<h2>Quais são as principais regras no manejo do botijão?</h2>
<ol>
<li><strong>Evitar movimentação excessiva e desnecessária</strong> do botijão evitando assim, o contato brusco com alguma superfície.</li>
<li>O botijão de nitrogênio líquido deve ser mantido em uma área sombreada <strong>evitando luz direta</strong> e protegida de mudanças bruscas de temperatura.</li>
<li><strong>Manter o botijão elevado</strong> do chão e evitar local úmido;</li>
<li><strong>Inspecione o botijão regularmente</strong> para detectar qualquer sinal de dano ou corrosão que possa comprometer a vedação ou a integridade térmica;</li>
<li>O <strong>nível de nitrogênio</strong> deve ser monitorado regularmente, onde deve ser mantido sempre cobrindo a parte inferior dos canecos e estar acima da linha mínima de segurança que geralmente é indicada pelo fabricante do botijão a fim de garantir que a temperatura seja mantida em torno de -196°C.</li>
<li><strong>Anotar o momento dos abastecimentos de nitrogênio</strong>, isso é interessante para identificar gasto excessivo devido a problemas no botijão.</li>
<li>Os <strong>canecos devem estar corretamente posicionados</strong> no botijão para evitar exposição ao calor. Desse modo, não remova os canecos do botijão acima do recomendado para que a dose seja retirada e evitar a exposição por longos períodos sendo no máximo 10 segundos para não interferir na integridade do sêmen armazenado. E por isso é recomendado fazer um planejamento do que será utilizado naquele momento para minimizar o tempo de exposição do sêmen à temperatura ambiente.</li>
<li>Caso não consiga identificar o sêmen e retirá-lo em dez segundos, deve-se <strong>abaixar a caneca até o fundo do botijão</strong> e dez segundos depois recomeçar a operação.</li>
<li>Mantenha uma <strong>boa organização dos canecos dentro do botijão</strong>, identificando claramente o conteúdo de cada um para evitar erros ao retirar doses de sêmen.</li>
</ol>
<h2>Principais cuidados no descongelamento do sêmen</h2>
<p>O <strong>descongelamento</strong> do sêmen bovino é uma <strong>etapa importante para assegurar sua viabilidade</strong> e maximizar as taxas de fertilização durante a inseminação artificial.</p>
<p>Diante disso, alguns pontos devem ser seguidos para que não ocorra nenhum tipo de interferência na qualidade do sêmen como:</p>
<ol>
<li>Antes de iniciar o descongelamento, tenha todos os materiais e equipamentos prontos, incluindo tesouras, cortadores de palheta, pinças, papéis toalha, termômetro, bainhas e aplicadores.</li>
<li>Realize o processo em um ambiente limpo para evitar contaminações.</li>
<li>Verifique a identificação das palhetas antes do descongelamento para garantir que o sêmen correto está sendo utilizado para a inseminação planejada.</li>
<li>Utilizar uma pinça adequada para retirar as palhetas da rack evitando o aumento de temperatura nas doses que não serão usadas imediatamente.</li>
<li>Descongele o sêmen em <strong>água a 35-37°C por 30 a 45 segundos</strong>. Este tempo é suficiente para garantir que o sêmen atinja a temperatura adequada sem comprometer a viabilidade dos espermatozoides.</li>
<li>Use um termômetro para garantir a temperatura correta da água independente se estiver utilizando um descongelador digital ou não.</li>
<li>Após o descongelamento, use o sêmen o mais rápido possível.</li>
<li>O motivo de não expor a palheta à temperatura ambiente se dá pelo fato de alterar características dos espermatozoides como a motilidade. Esse fenômeno ocorre quando a temperatura varia acima de -79°C.</li>
<li>O <strong>descongelamento rápido</strong> evita que cristais de gelo provoquem lesões nas membranas do espermatozóide, promovendo uma sobrevivência maior de células viáveis, com melhor qualidade do sêmen.</li>
<li>Caso seja necessário o descongelamento da mais de 1 palheta, a utilização das mesmas deve ser feita no máximo até 5 minutos. Dependendo do local que está sendo feito o manejo é recomendado o descongelamento de no máximo 5 palhetas por vez.</li>
<li>Manipule o sêmen descongelado com materiais limpos para evitar contaminação.</li>
<li>Registre os dados sobre qual inseminador, qual touro, horário e data que está sendo realizada a IA.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36123" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-3.jpg" alt="Imagem ilustrando a retirada da palheta" width="708" height="448" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-3.jpg 708w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-3-300x190.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-3-370x234.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-3-270x171.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/manejo-botijao-3-150x95.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 708px) 100vw, 708px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem ilustrando a retirada da palheta. Fonte: Alta Genetics </span></p>
<h2>Cuidados após a realização da inseminação artificial (IA)</h2>
<p>Após a inseminação artificial (IA), é essencial higienizar todo o material utilizado, especialmente o êmbolo do aplicador que entra em contato com o interior da palheta.</p>
<p>Em seguida, o material deve ser armazenado na “caixa de inseminador” para proteção contra sujeira.</p>
<p>A higiene durante todo o processo, desde a retirada do sêmen do botijão até a limpeza da vaca, é importante para o sucesso da técnica e também para evitar problemas de saúde tanto para o colaborador quanto para o animal.</p>
<h2>Aumente a produtividade, lucratividade e qualidade do leite!</h2>
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<p>Autores: Lucas Teixeira e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
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		<title>Curva ABC: como utilizar essa ferramenta para gestão do estoque?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/curva-abc-como-utilizar-essa-ferramenta-para-gestao-do-estoque/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 11:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[gestão financeira]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A curva ABC é um método de categorização de estoques que tem como objetivo a importância dos produtos em um negócio. Ela consiste em fazer uma análise de consumo dos materiais em determinado espaço de tempo. Esse método foi desenvolvido pelo consultor de qualidade Joseph Moses, que verificou que 80% dos problemas são geralmente causados [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>curva ABC</strong> é um método de categorização de estoques que tem como objetivo a importância dos produtos em um negócio. Ela consiste em fazer uma análise de consumo dos materiais em determinado espaço de tempo.</p>
<p>Esse método foi desenvolvido pelo consultor de qualidade Joseph Moses, que verificou que 80% dos problemas são geralmente causados por 20% dos fatores.</p>
<p>Ao longo deste texto vamos abordar como funciona a curva ABC, quais os benefícios do seu uso para a análise de estoque da fazenda e como classificar os produtos do seu estoque.</p>
<p>A curva ABC é uma <strong>ferramenta auxiliar aos gestores na tomada de decisão das fazendas</strong>, pois com ela:</p>
<ul>
<li>Define os produtos que mais são utilizados;</li>
<li>Demonstra o giro do estoque;</li>
<li>Deixa claro os produtos que geram mais despesas/lucros.</li>
</ul>
<p>Ela permite reconhecer que os itens estocados merecem a atenção por parte da gestão e que manter a disponibilidade de estoque adequado para a demanda da propriedade se torna primordial.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Como definir a classificação dos itens do estoque?</h2>
<p>A classificação dos itens do estoque é necessária para avaliar os percentuais de itens que determinam a movimentação do estoque.</p>
<ul>
<li><strong>Itens classe A</strong>: materiais que compõem o estoque com alto valor de consumo e em grande quantidade;</li>
<li><strong>Itens classe B</strong>: materiais que compõem o estoque com valor intermediário de consumo e de quantidade;</li>
<li><strong>Itens classe C</strong>: materiais que compõem o estoque com valor baixo de consumo e de quantidade.</li>
</ul>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/gestao-financeira-fazendas-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-gestao-financeira&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38493 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite.png" alt="Webinar gestão financeira" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Como montar a curva ABC?</h2>
<p>Para montar a curva ABC devemos ter anotados os itens que temos no período avaliado no estoque e o seu consumo no período determinado. Se tivermos o valor unitário, dos itens, podemos calcular o valor de consumo do período.</p>
<p>Para montar a curva ABC devemos ter algumas<strong> informações do estoque</strong>:</p>
<ol>
<li>Quantidade do produto comprado disponível no estoque;</li>
<li>O preço unitário pago deste produto;</li>
<li>Valor da compra.</li>
</ol>
<p>Em seguida, devemos <strong>ordenar os dados segundo o diagrama de Pareto</strong>, ou seja, em ordem decrescente. Nessa etapa, ordenam-se todos os itens e calculamos o percentual acumulado:</p>
<ul>
<li>Valor da compra acumulado;</li>
<li>Percentual sobre valor total acumulado;</li>
<li>Percentual sobre o valor total.</li>
</ul>
<p>Com os dados ordenados podemos construir a curva ABC e ordenar os itens de acordo com a classificação A, B e C.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36113" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/curva-abc.jpg" alt="Curva ABC com análise de estoque" width="591" height="355" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/curva-abc.jpg 591w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/curva-abc-300x180.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/curva-abc-370x222.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/curva-abc-270x162.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/curva-abc-150x90.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 591px) 100vw, 591px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem demonstrando um modelo de curva ABC com análise de estoque.</span></p>
<h2>O que podemos avaliar com a curva ABC?</h2>
<p>A curva ABC <strong>permite fazermos uma análise de custo</strong>, já que a separação dos itens em categorização permite avaliarmos:</p>
<ul>
<li>Onde vou focar e gastar mais energia para resolver?</li>
<li>Quais itens possuem gastos pequenos ou tem alto custo visando ganho de eficiência?</li>
</ul>
<p>A partir da categorização podemos verificar que os itens separados na curva A representam 80% dos gastos que temos na fazenda. Isso permite que os gerentes concentrem seus esforços em controlar e atuar sobre os itens que são mais significativos:</p>
<ul>
<li><strong>Classe A</strong>: 20% dos itens de alto valor que representam cerca de 80% do valor total do estoque.</li>
<li><strong>Classe B</strong>: são aqueles de valor intermediário, usualmente os 30% dos itens que representam cerca de 10% do valor total.</li>
<li><strong>Classe C</strong>: itens de baixo valor que, apesar de compreender cerca de 50% do total de itens estocados, representam cerca de 10% do valor total.</li>
</ul>
<p>Após a classificação dos itens na curva ABC, é importante a aplicação de graus de controles apropriados para os diferentes produtos, que podem variar entre eles. Sendo importante avaliar no estoque quais os melhores padrões de controle, e a partir daí podemos avaliar outras variáveis que podem impactar nos resultados como a tendência, e espaço de armazenamento dos produtos, por exemplo.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A administração dos estoques é essencial para a organização e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/">gestão financeira das propriedades leiteiras</a></strong>. Por meio dela, é possível avaliar a eficiência nas compras realizadas pela fazenda, permitindo identificar acertos e pontos de melhoria. Com base nessas informações, torna-se viável realizar compras mais inteligentes, alinhadas ao consumo e à capacidade de armazenamento da propriedade.</p>
<p>Além disso, a gestão de estoques possibilita um controle mais rigoroso das atividades e uma análise mais precisa dos materiais disponíveis. Isso contribui para obter dados confiáveis sobre o consumo de insumos, avaliar os investimentos realizados e identificar oportunidades para reduzir custos na aquisição de itens estocáveis.</p>
<h2>Aumente a produtividade, lucratividade e qualidade do leite!</h2>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências Bibliográficas </strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">SIMÕES, LEIDER; RIBEIRO, MÁRIS. A curva ABC como ferramenta para análises de estoques.  2010</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">ANA, MÁRCIO DE FREITAS SANTA. A curva ABC na gestão estoque. Brazilian Journal of Development. 2021.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">SOUSA, FERNANDO; COUTO E MELO, JULIANA, LARA, J.;FAGUNDES, A. F. A.; SAMPAIO, D. O. A importância do gerenciamento de estoque por meio da ferramenta curva abc. 2013.</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Silagens alternativas: como beneficiam os custos e a sustentabilidade na produção leiteira?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/silagens-alternativas-na-pecuaria-leiteira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2024 11:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=36105</guid>

					<description><![CDATA[<p>Na pecuária leiteira, garantir uma dieta equilibrada e nutritiva é essencial para a saúde e produtividade dos animais. Os alimentos volumosos desempenham um papel fundamental na saúde ruminal e na redução da incidência de doenças metabólicas. Além disso, eles são fontes de energia, uma ferramenta para manter o Escore de Condição Corporal (ECC) dos animais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na pecuária leiteira, garantir uma dieta equilibrada e nutritiva é essencial para a saúde e produtividade dos animais. Os alimentos volumosos desempenham um papel fundamental na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> e na redução da incidência de doenças metabólicas.</p>
<p>Além disso, eles são fontes de energia, uma ferramenta para manter o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">Escore de Condição Corporal (ECC)</a></strong> dos animais e a viabilidade econômica da produção.</p>
<p>Dada a importância desses alimentos na dieta dos ruminantes, é importante que a produção de volumosos seja feita na propriedade para reduzir custos e evitar os possíveis desafios associados à compra de forragem de terceiros, que pode ter qualidade incerta e exigir um armazenamento complexo, que pode resultar em perdas significativas da forragem conservada.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre as <strong>três principais fontes de silagem alternativa</strong> visando a redução no custo de produção, destacando quais as suas maiores vantagens e suas limitações. Além disso, vamos trazer um comparativo quanto custo da matéria seca das três opções.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Como escolher a melhor silagem alternativa para o seu rebanho?</h2>
<p>A silagem é uma das formas mais comuns de volumoso usada na alimentação dos ruminantes. A técnica de ensilagem conserva a forragem em condições anaeróbicas, promovendo o desenvolvimento de microrganismos que garantem a preservação do alimento.</p>
<p>No entanto, considerando que a alimentação representa cerca de 70% dos custos totais na produção leiteira e que o volumoso frequentemente constitui a maior parte da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta</a></strong> do animal, torna-se interessante <strong>explorar alternativas para otimizar os custos</strong>.</p>
<p>Neste contexto, vamos apresentar no decorrer deste texto algumas opções de silagens alternativas que podem atender à demanda por fibra de forma mais econômica e eficiente e dentre elas podemos citar:</p>
<ol>
<li>Silagem de Sorgo;</li>
<li>Silagem de Capim;</li>
<li>Silagem de Cana-de-açúcar.</li>
</ol>
<p>Cada uma dessas opções oferece diferentes benefícios e desafios. Um fator importante a considerar para determinar sua viabilidade é a <strong>categoria de animal e suas exigências nutricionais</strong>, pois este fator determina a quantidade de concentrado a ser utilizado para atender as demandas nutricionais de cada grupo de animais.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>Por exemplo, <strong>vacas secas, novilhas e vacas no final da lactação têm necessidades nutricionais menores</strong> e podem ser bem atendidas pela dieta composta por estas silagens alternativas sem a necessidade de incrementar grandes quantidades de concentrados e com o menor risco de aumentar o ECC desses animais.</p>
<p>Por isso, avaliar como <strong>cada silagem se ajusta às necessidades desses grupos</strong> pode otimizar a eficiência alimentar e reduzir os custos com alimentação.</p>
<p>Dentro dessa situação, os alimentos volumosos, especialmente as silagens, são primordiais para assegurar a saúde e a produtividade dos ruminantes. No entanto, dependendo das condições locais e da demanda por forragem, pode ser necessário explorar alternativas à tradicional silagem de milho.</p>
<p>Sendo assim, analisamos três opções que podem ajudar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/">reduzir custos</a></strong> e melhorar a eficiência da sua propriedade.</p>
<h3>Silagem de sorgo</h3>
<h4>Vantagens</h4>
<ul>
<li><strong>Adaptabilidade:</strong> O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sorgo-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/">sorgo</a></strong> é altamente produtivo em condições de baixa umidade e solos com menor fertilidade. Isso o torna uma excelente opção para regiões com restrições hídricas ou terrenos menos férteis.</li>
<li><strong>Rebrota</strong>: O sorgo permite o uso da rebrota, o que pode reduzir os custos de implantação ao permitir mais de uma colheita a partir da mesma área plantada.</li>
<li><strong>Versatilidade</strong>: Pode ser ensilado de várias formas, incluindo planta inteira, panículas, grãos reconstituídos ou secos, proporcionando flexibilidade no manejo e na adaptação às necessidades nutricionais dos animais e as condições da propriedade.</li>
</ul>
<h4>Limitações</h4>
<ul>
<li><strong>Ataques de pássaros</strong>: O sorgo pode ser vulnerável a ataques de pássaros, principalmente maritacas, o que pode reduzir a quantidade e a qualidade da forragem produzida.</li>
<li><strong>Processamento</strong>: A colheita do sorgo exige atenção especial, especialmente no processamento dos grãos, para evitar problemas que podem comprometer a qualidade da silagem.</li>
</ul>
<h3>Silagem de capim</h3>
<h4>Vantagens</h4>
<ul>
<li><strong>Facilidade de manejo</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Espécies de capim como BRS capiaçu, Brachiaria e Panicum são perenes e relativamente fáceis de manejar, o que pode descomplicar o trabalho na propriedade.</span></li>
<li><strong>Menor exigência nutricional</strong>: <span style="font-weight: 400;">quando comparado com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">milho</a></strong>, o capim em sua maioria, necessita de menos tratamentos de cultura, devido a menor vulnerabilidade a doenças.</span></li>
<li><strong>Flexibilidade de uso</strong>:<span style="font-weight: 400;"> o capim pode ser usado como pasto, capineira, silagem ou feno, oferecendo várias opções para o manejo e armazenamento. Como aproveitar o excedente da forragem do período das águas para realizar o armazenamento.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36107" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/silagem-capim.jpg" alt="Imagem da produção de silagem de capim" width="600" height="500" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/silagem-capim.jpg 600w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/silagem-capim-300x250.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/silagem-capim-370x308.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/silagem-capim-270x225.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/silagem-capim-360x300.jpg 360w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/silagem-capim-150x125.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem da produção de silagem de capim. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Ouro Fino.</span></span></p>
<h4>Limitações</h4>
<ul>
<li><strong>Produtividade e cortes</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Para atingir alta produtividade, é fundamental realizar vários cortes durante o ciclo de crescimento. Isso pode requerer mais serviço e planejamento.</span></li>
<li><strong>Problemas com umidade</strong>:<span style="font-weight: 400;"> O corte direto pode resultar em alta umidade (~80%), levando à produção de efluente e fermentação indesejada, o que causa perdas na qualidade do volumoso.</span></li>
</ul>
<h3>Silagem de cana-de-açúcar</h3>
<h4>Vantagens</h4>
<ul>
<li><strong>Alto potencial de produção</strong>: A cana-de-açúcar oferece um <strong>elevado potencial de produção de matéria seca</strong> (cerca de 40 toneladas/ha) e valor nutritivo satisfatório; &gt; 35% CNF (carboidratos não fibrosos) e &lt; 50% de FDN(Fibra em Detergente Neutro).</li>
<li><strong>Redução de trabalho</strong>: quando comparada ao fornecimento de cana fresca, a silagem reduz a necessidade de cortes diários, melhora o manejo agronômico dos talhões e diminui o risco de incêndios no canavial.</li>
</ul>
<h4>Limitações</h4>
<ul>
<li><strong>Desempenho das colhedoras</strong>: Algumas colhedoras têm desempenho limitado, baixa vida útil e dificuldades no processamento da forragem.</li>
<li><strong>Ciclo e fermentação</strong>: A cana-de-açúcar propaga-se por mudas e tem um ciclo semi-perene. Apresentar fermentação alcoólica, resultando em perdas de matéria seca e o consumo de açúcares acarreta o aumento da concentração de fibra.</li>
</ul>
<h2>Comparativo dos custos da matéria seca</h2>
<p>A estimativa do custo médio da matéria seca da silagem de BRS Capiaçu, considerando-se três colheitas/ano, é de R$130,85/tonelada.</p>
<p>Essa quantia é cerca de 57% inferior ao custo de produção da silagem de milho, 42,3% da cana-de-açúcar e 43,7% do sorgo. Isto corresponde à alta produtividade da BRS Capiaçu, a silagem produzida com este capim apresenta menores custos de produção por hectare, conforme podemos observar na tabela abaixo:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36108" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/custos-producao-materia-seca.jpg" alt="Tabela com custo de produção da matéria seca e de nutrientes das silagens" width="500" height="174" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/custos-producao-materia-seca.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/custos-producao-materia-seca-300x104.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/custos-producao-materia-seca-370x129.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/custos-producao-materia-seca-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/custos-producao-materia-seca-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Custo de produção da matéria seca e de nutrientes das silagens de BRS Capiaçu, milho, cana-de-açúcar e sorgo. Fonte: Embrapa Gado de Leite, 2018.</span></p>
<p>Entretanto, vale ressaltar que para categorias de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">animais de alta produção</a></strong>, há uma preocupação maior com a composição e perfil fermentativo dos nutrientes destes volumosos a fim de não limitar fisicamente o consumo destes animais e restringir sua produção.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Explorar silagens alternativas pode ser uma estratégia eficaz para <strong>reduzir custos e melhorar a eficiência na pecuária leiteira</strong>.</p>
<p>Com os alimentos volumosos representando uma parte significativa dos gastos com alimentação, devido a seu maior incremento na dieta, considerar opções como silagem de sorgo, capim e cana-de-açúcar oferece possibilidades para otimizar recursos e ajustar a produção às condições específicas da sua propriedade.</p>
<p>Ao avaliar essas opções, é necessário <strong>considerar suas características individuais e como elas se alinham com as demandas e condições da sua propriedade.</strong> A escolha da silagem mais adequada pode promover uma economia significativa e garantir que os animais recebam uma dieta adequada.</p>
<p>Com uma análise cuidadosa das condições individuais da fazenda e das oportunidades da propriedade e do mercado, aliados a uma implementação eficaz, você pode alcançar uma produção mais sustentável e econômica, aproveitando ao máximo os recursos disponíveis e mantendo a saúde e a produtividade do rebanho.</p>
<h2>Reduza custos e aumente a eficiência da produção leiteira</h2>
<p>O uso estratégico de silagens alternativas pode ser um diferencial para equilibrar custos, manter a qualidade nutricional e aumentar a sustentabilidade da fazenda.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-silagens-alternativas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende, na prática, como alinhar nutrição, manejo e gestão para obter mais produtividade e lucro, sem desperdício de recursos.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34253" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-martins.jpg" alt="Gabriel Martins - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-martins.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-martins-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-martins-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Ocitocina em vacas leiteiras: como o seu uso impacta na fazenda?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 18:15:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso de ocitocina durante a ordenha de vacas leiteiras ainda é uma prática rotineira em algumas fazendas. Apesar de promover a ejeção de leite na ordenha, a realização desse manejo está relacionada ao maior risco de infecções e doenças pela transmissão iatrogênica, além de aumentar a susceptibilidade dos animais à redução da produção própria [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O uso de ocitocina durante a ordenha de vacas leiteiras ainda é uma prática rotineira em algumas fazendas. Apesar de <strong>promover a ejeção de leite</strong> na ordenha, a realização desse manejo está relacionada ao maior risco de infecções e doenças pela transmissão iatrogênica, além de aumentar a susceptibilidade dos animais à redução da produção própria do hormônio.</p>
<p>Ao longo desse texto vamos abordar a fisiologia da ejeção de leite nas vacas leiteiras, a ação da ocitocina nesse processo, os impactos da adoção da aplicação exógena de ocitocina de forma indiscriminada e os impactos na produção de leite e saúde das vacas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Fisiologia da ocitocina em vacas leiteiras</h2>
<p>A ejeção do leite alveolar, que representa <strong>80% do leite total armazenado na glândula mamária da vaca</strong>, é dependente da contração das células mioepiteliais que circundam os alvéolos e os ductos alveolares. Essas células são responsivas à ocitocina, e quando expostas ao hormônio realizam a contração.</p>
<p>A síntese e liberação da ocitocina pela hipófise posterior é estimulada pelo reflexo neuroendócrino que envolve a estimulação tátil do úbere pela amamentação do bezerro ou pela estimulação manual durante a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">rotina de ordenha</a></strong>: teste da caneca, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">desinfecção</a></strong> e secagem dos tetos.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book controle da mastite bovina" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>Além do estímulo tátil, <strong>outros estímulos sensoriais desencadeiam a liberação da ocitocina</strong> como, o auditivo, visual e olfativo durante o manejo na sala de ordenha.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36062" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1.jpg" alt="Via somatossensorial no reflexo induzido pela amamentação" width="519" height="473" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1.jpg 519w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1-300x273.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1-370x337.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1-270x246.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1-329x300.jpg 329w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1-150x137.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 519px) 100vw, 519px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Via somatossensorial no reflexo induzido pela amamentação para a liberação de ocitocina. Fonte: KLEIN, Bradley G. Cunningham tratado de fisiologia veterinária. 5º Edição. Elsevier.</span></p>
<p>A liberação da ocitocina ocorre da seguinte forma:</p>
<ol>
<li>A vaca é exposta aos estímulos como a mão do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">ordenhador</a></strong>, som do equipamento de ordenha.</li>
<li>O estímulo é recebido pelo ramo dorsal da medula espinhal e alcança o hipotálamo da vaca.</li>
<li>O eixo hipotalâmico-hipofisário aumenta a taxa de liberação de ocitocina, devido ao aumento de sua secreção.</li>
<li>Na hipófise ocorre liberação de ocitocina.</li>
<li>A ocitocina alcança o nível sanguíneo, aumentando suas concentrações, alcançando a glândula mamária e estimulando a descida do leite.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36063" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-2.jpg" alt="Gráficos mostrando ocitocina na corrente sanguínea de vacas antes, durante e após a ordenha" width="516" height="340" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-2.jpg 516w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-2-300x198.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-2-370x244.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-2-270x178.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-2-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 516px) 100vw, 516px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: KLEIN, Bradley G. Cunningham tratado de fisiologia veterinária. 5º Edição. Elsevier.</span></p>
<p>Os gráficos acima comparam a <strong>concentração de ocitocina sanguínea</strong> das vacas antes, durante e após a ordenha.</p>
<p>Podemos observar que durante a preparação dos animais para a ordenha e durante a ordenha em si, os animais alcançam o pico de liberação de ocitocina, que após 7-9 minutos decrescem de forma significativa, ressaltando que o tempo de ação da ocitocina é relativamente curto na descida de leite das vacas, sendo importante que o manejo da rotina de ordenha esteja bem alinhado na fazenda para garantir que as vacas tenham uma ordenha adequada.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-ocitocina&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Faça sua inscrição no Curso Gestão na Pecuária Leiteira do Rehagro!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Uso da ocitocina exógena em vacas leiteiras</h2>
<p>O uso de <strong>ocitocina exógena</strong> em fazendas leiteiras é frequentemente administrado em vacas antes da ordenha para “resolver” distúrbios na ejeção de leite causada pela falta ou redução da liberação de ocitocina.</p>
<p>No entanto, foi observado que embora fosse esperado que a cada ordenha houvesse um aumento da secreção de leite em vacas em que foi utilizado a ocitocina, não houve incremento significativo da produção de leite em fazendas em que há uma rotina mais intensa de ordenha.</p>
<p>O impacto do uso de ocitocina pode ser mais eficaz na liberação do leite no úbere e pode estimular a secreção de leite em rotinas de ordenha menos intensiva, no entanto, ainda está associada a importantes impactos na saúde das vacas de leite.</p>
<h3>Quais são os riscos do uso indiscriminado de ocitocina exógena nas vacas?</h3>
<p>O uso de injeção de ocitocina exógena nas vacas está associado à redução da ejeção espontânea do leite após a retirada da aplicação da ocitocina.</p>
<p>Estudos demonstram que a aplicação de ocitocina exógena nas vacas causou um aumento dos níveis de ocitocina no sangue (por pelo menos 2 horas) e prolongaram a contração mioepitelial e alveolar, <strong>o tratamento crônico com ocitocina reduz a sensibilidade da glândula mamária à ocitocina</strong>.</p>
<p>Outros estudos demonstram ainda que a administração de ocitocina pré-ordenha por longos períodos reduziu a liberação espontânea de leite em uma semana, caso fosse retirada a administração de ocitocina. Os autores levantaram duas hipóteses para a redução da liberação do leite:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Redução da liberação da ocitocina da glândula pituitária</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Redução da sensibilidade da glândula mamária à ocitocina, devido à regulação negativa dos receptores de ocitocina.</li>
</ol>
<p>Outro ponto importante, é que os <strong>animais expostos a aplicação da ocitocina contínua têm dificuldade para realizar a descida do leite</strong>, pois ficam habituados ao uso da droga, ou seja, as vacas se tornam “viciadas”.</p>
<p>Além disso, a administração repetida de ocitocina interfere na atividade secretória normal do leite no epitélio mamário, por isso, reduz a ejeção natural de leite e também afeta a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/">saúde reprodutiva</a></strong> das vacas.</p>
<p>Alguns estudos demonstram que o uso prolongado de injeções de ocitocina pode causar problemas de fertilidade como redução do período de lactação, redução da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong>, sinais de estro discretos e alta mortalidade embrionária.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Apesar do uso de ocitocina ser uma prática ainda muito utilizada em fazendas com sistemas menos intensivos, visando o aumento da produção de leite o uso indiscriminado de ocitocina está associado também a importantes malefícios à produção endógeno do hormônio nas vacas, na produção de leite em si e saúde das vacas.</p>
<p>Uma <strong>boa rotina de ordenha</strong> é um dos pontos essenciais para <strong>garantir que a liberação de ocitocina endógena ocorra de forma adequada</strong> e que a descida do leite promova a ejeção do leite alveolar.</p>
<h2>Use a ocitocina de forma estratégica e maximize os resultados da produção de leite</h2>
<p>O manejo correto da ocitocina pode fazer a diferença na saúde do rebanho e na produtividade, mas é a gestão integrada da fazenda que garante resultados consistentes e lucrativos.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-ocitocina&amp;utm_medium=blog"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a tomar decisões baseadas em indicadores reais, implementar boas práticas de manejo e otimizar recursos para extrair o máximo potencial da sua produção.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Uso de proteína Bypass em dietas de vacas leiteiras: veja as principais características</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2024 20:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[proteína]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As proteínas são nutrientes orgânicos nitrogenados, que estão presentes em todas as células. São essenciais para todo tipo de vida animal, pois são necessárias para o crescimento, reprodução e produção, como a produção de leite. Em ruminantes, temos algumas peculiaridades, em que para um correto balanceamento de dietas para atender os níveis de proteína ideais, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As proteínas são nutrientes orgânicos nitrogenados, que estão presentes em todas as células. São essenciais para todo tipo de vida animal, pois são necessárias para o crescimento, reprodução e produção, como a produção de leite.</p>
<p>Em ruminantes, temos algumas peculiaridades, em que para um correto balanceamento de dietas para atender os níveis de proteína ideais, se torna necessário a divisão das proteínas em dois principais grupos: <strong>A Proteína Degradável no Rúmen (PDR) e a Proteína Não Degradável no Rúmen (PNDR)</strong>, onde estão incluídas as proteínas <strong>b<em>ypass</em></strong>, ou seja, aquelas que tem livre passagem no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">compartimento ruminal</a></strong>.</p>
<p>Ao decorrer desse artigo, vamos entender melhor as características dessas proteínas, como elas interagem no trato gastrointestinal dos bovinos, bem como abordar quando é interessante o seu uso, baseando-se em prós e contras da tecnologia b<em>ypass</em>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Entendendo a digestão da proteína b<em>ypass</em></h2>
<p>Devido às diferenças anatômicas e fisiológicas dos ruminantes em relação aos monogástricos, <strong>torna-se mais desafiador o balanço adequado dos níveis de proteína da dieta</strong>. Na digestão do tipo fermentativa, que ocorre em ruminantes, as PDR são degradadas por microrganismos diversos, sendo transformada em amônia e ácidos graxos voláteis.</p>
<p>Entretanto, algumas proteínas, como as b<i>ypass</i>, têm a capacidade de fornecer aminoácidos específicos no intestino delgado, sem alteração ou degradação pelos microrganismos do rúmen, o que em alguns casos se torna interessante.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36057" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass.jpg" alt="Imagem ilustrando o sistema digestório de uma vaca" width="564" height="415" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass.jpg 564w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass-300x221.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass-370x272.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass-270x199.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass-150x110.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem ilustrando o intestino delgado, local onde a proteína <i>bypass</i> tem ação. Fonte: Editado de Blog Premix, 2024</span></p>
<p>Ainda como peculiaridade da digestão dos ruminantes, sabemos que os microrganismos ruminais fornecem de <strong>60 a 75% das necessidades proteicas</strong> desses animais.</p>
<p>Isso se dá pela degradação de fibras e amido, utilizando o nitrogênio e açúcares provenientes da dieta, logo, esse substrato é utilizado pelas bactérias para sintetização das conhecidas proteínas microbianas.</p>
<p>Visto isso, tanto a proteína microbiana, quanto às proteínas <i>bypass</i> serão quebradas em aminoácidos no intestino delgado e absorvidas pelas células desse segmento do intestino, logo, essa fração proteica plenamente absorvida no final do processo recebe o nome de proteína metabolizável.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Principais ingredientes <em>bypass</em> e sua forma de obtenção</h2>
<p>Os principais ingredientes utilizados como <strong>fonte de proteína <i>bypass</i></strong>, são:</p>
<ul>
<li>Farelo de soja tratada pelo calor;</li>
<li>Farelo de algodão;</li>
<li>Farelo de canola.</li>
</ul>
<p>Geralmente, o mais utilizado é o farelo de soja, tendo diversas apresentações no mercado de farelo de soja <i>bypass</i>, com diferentes níveis de PNDR. A soja, por exemplo, passa por tratamento térmico com pressão controlada, a fim de gerar uma proteção dessas proteínas à degradação ruminal.</p>
<h2>Qual a importância de se utilizar a proteína <em>bypass</em>?</h2>
<p>Nesse sentido, depois de um breve resumo sobre o tema, torna-se possível listar algumas das vantagens do uso da proteína b<i>ypass</i>.</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Incremento na produção de leite</strong>: A utilização da proteína <i>bypass </i>pode levar ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">incremento da produção</a></strong>, uma vez que haverá maior porção de aminoácidos essenciais para síntese da proteína do leite, como lisina e metionina, ou seja, há maior aproveitamento dos nutrientes fornecidos na dieta. A utilização da proteína by-pass é importante pois ela irá suprir a demanda desses aminoácidos que muitas vezes a proteína microbiana não é capaz de realizar. Além disso, é possível que ocorra melhora na composição do leite, pensando em proteína e gordura.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Melhora na saúde ruminal e do metabolismo energético</strong>: A utilização de proteínas <i>bypass</i> na dieta ajuda a equilibrar a relação de PDR e PNDR, que é extremamente importante. O excesso de proteína degradável pode levar a uma produção excessiva de amônia, a qual não é utilizada em sua integridade pelos microrganismos e é excretada, ocasionando assim uma perda de nitrogênio.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Redução da excreção de nitrogênio</strong>: Pensando em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade ambiental</a></strong>, o uso desse tipo de proteína se torna interessante, visto que a excreção de nitrogênio será menor em fezes e urina, visto a melhor utilização e aproveitamento da proteína pela vaca.</li>
</ul>
<h2>Quais as recomendações e possíveis limitações da utilização da proteína <em>bypass</em>?</h2>
<p>Uma possível limitação do uso dessas fontes de proteínas <i>bypass</i>, estão relacionadas principalmente ao custo, que geralmente são superiores em comparação com as proteínas convencionais, o que <strong>pode elevar o custo alimentar total das vacas</strong>.</p>
<p>Outro fator que deve ser atentado é em relação ao <strong>balanceamento da dieta com a inclusão da <i>bypass</i></strong>, onde ela deve ser usada em equilíbrio com a PDR, visando a garantia de nitrogênio suficiente para a síntese de proteína microbiana. Isso ressalta a importância de ter um suporte nutricional especializado e que detenha conhecimento técnico para ajustar a dieta de forma precisa.</p>
<p>Além disso, é interessante entender que essas proteínas podem ser mais indicadas para aquelas vacas de alta produção, pois mesmo que haja maior gasto com alimentação o retorno é compensado, pois nesses animais de alto altamente produtivos geralmente o metabolismo já está trabalhando no limite e incluir essas proteínas que serão prontamente absorvidas sem modificação no intestino delgado se torna interessante, uma vez que pode haver uma limitação da produção por falta de aminoácidos.</p>
<p>Outra recomendação de uso, seria em <strong>vacas pós-parto, em início de lactação</strong>, visto que esses animais necessitam de uma grande demanda de proteína de alta qualidade.</p>
<p>Além disso, nessa fase de transição, com o desafio metabólico que pode ocasionar o <strong>balanço energético negativo (BEN)</strong>, deter da estratégia de utilização da proteína tipo <i>bypass</i> é muito interessante, pois ela irá contribuir para o fornecimento de aminoácidos, recuperação corporal, manutenção da produção de leite e equilíbrio energético e proteico.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O uso das proteínas <i>bypass</i> na alimentação de vacas leiteiras é essencial para <strong>otimização da produção de leite</strong>, garantindo uma melhor absorção de aminoácidos essenciais, de uma forma menos agressiva ao trato gastrointestinal dos ruminantes.</p>
<p>Essa estratégia se torna bastante benéfica e interessante, sobretudo para vacas de alta produção e vacas em período de transição, visto o aporte direto e eficiência da utilização dessas proteínas.</p>
<p>Ademais, ao melhorar essa eficiência, também se torna possível uma produção mais sustentável com menor liberação de nitrogênio no ambiente. Para o correto uso desse ingrediente na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta</a></strong>, é necessário o correto balanceamento por um nutricionista.</p>
<h2>Nutrição de precisão para mais eficiência e produtividade no leite</h2>
<p>O uso de proteína Bypass é uma estratégia importante para otimizar a dieta, melhorar a produção e aumentar a eficiência alimentar das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-proteina-bypass&amp;utm_medium=blog"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a formular dietas balanceadas, integrar nutrição e manejo e aplicar técnicas que garantem mais leite e mais lucro na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-proteina-bypass&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Autores: Gustavo Rodrigues e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Rehagro Leite</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estomatite em bovinos: como ela impacta na produção de bezerras leiteiras?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/estomatite-em-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 12:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As estomatites são processos inflamatórios, superficiais ou profundos, que frequentemente afetam a cavidade oral de bezerros, embora seu nome remete a uma enfermidade do estômago. Essas inflamações podem alcançar camadas subjacentes da boca, geralmente como consequência de lesões superficiais. O maior acometimento ocorre em animais que estão em fase de aleitamento, podendo ser ocasionada por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As <strong>estomatites</strong> são processos inflamatórios, superficiais ou profundos, que frequentemente afetam a cavidade oral de bezerros, embora seu nome remete a uma enfermidade do estômago. Essas inflamações podem alcançar camadas subjacentes da boca, geralmente como consequência de lesões superficiais.</p>
<p>O maior acometimento <strong>ocorre em animais que estão em fase de aleitamento</strong>, podendo ser ocasionada por diferentes agentes, como vírus, bactérias e fungos, sendo então necessária a observação e a realização do exame da cavidade oral (face interna das bochechas, as gengivas, a língua e o palato) dos animais de forma regular.</p>
<p>Iremos abordar nesse texto os principais pontos relacionados às estomatites em bezerras leiteiras, entendendo melhor sobre os fatores e agentes causadores do problema e também suas formas de manifestação.</p>
<p>Além disso, vamos compreender melhor os <strong>principais impactos que as estomatites causam nos animais</strong> e como seu diagnóstico e tratamento podem ser realizados.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Conhecendo melhor sobre a estomatite bovina</h2>
<p>As estomatites possuem uma ocorrência comum dentre as bezerras jovens, aquelas ainda em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/">fase de aleitamento</a></strong>, devido ao sistema imunológico estar em desenvolvimento e a alta exposição a patógenos no ambiente.</p>
<p>Ela causa grandes prejuízos à produtividade, entretanto, esse problema é muitas vezes negligenciado ou subdiagnosticado, onde a principal justificativa possa ser as suas causas multifatoriais. As <strong>lesões provocadas pelas estomatites podem ser consideradas porta de entrada para outras infecções</strong> devido ao desequilíbrio das barreiras naturais de proteção.</p>
<p>Após a entrada do patógeno o organismo do animal ativa o sistema imunológico inato, resultando no recrutamento de neutrófilos para o local da infecção como primeira resposta.</p>
<p>Posteriormente vamos ter danos teciduais e vasodilatação que são provocados devido a liberação de citocinas como a IL-1 e TNF-α, o que eleva a permeabilidade dos vasos e permite que mais células de defesa cheguem, provocando sinais clínicos de dor no local.</p>
<p>O acúmulo de células de defesa somado com a liberação das enzimas pode levar a necrose do tecido afetado, provocando assim a formação de úlceras ou de placas necróticas.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/escore-de-saude-respiratoria-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-escore-respiratorio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38383 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude.png" alt="Planilha e guia de escore de saúde respiratória de bezerras leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Principais formas da estomatite</h2>
<p>Sabemos então que a estomatite pode ser causada por vários agentes, fatores traumáticos e nutricionais, o que justifica suas variadas formas de manifestação.</p>
<h3>1. Estomatite vesicular</h3>
<p>É causada por um <strong>vírus e caracterizada pela formação de vesículas (bolhas) na mucosa oral, língua além de cascos e úbere</strong>. Contém cura espontânea, entretanto, é necessário a observação dos sinais clínicos para intervir no momento certo.</p>
<p>Seus <strong>principais sinais se assemelham com os sinais clínicos da febre aftosa</strong>, onde é observado febre alta, formação de vesículas nas mucosas orais, após o rompimento das vesículas progride á úlceras, sialorréia devido a irritação oral, anorexia por conta da dor e baixo desempenho em produção. Outros sinais físicos apresentados seriam áreas lesionadas em narinas, gengivas e palato duro.</p>
<p>Os animais contaminados eliminam vírus através de secreções e excreções, possibilitando a disseminação da enfermidade por fômites como mamadeiras, baldes ou sondas.</p>
<p>Outro ponto importante sobre a transmissão seria a contaminação de moscas hematófagas as quais podem transmitir o vírus ou então ser um reservatório o que gera um acréscimo da taxa de estomatite vesicular na propriedade.</p>
<p>As principais recomendações seriam a quarentena dos animais enfermos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/moscas-como-controlar-e-evitar-perdas-nas-fazendas/">controle de moscas</a></strong>, desinfecção de instalações e equipamentos, treinamento dos colaboradores e a avaliação rotineira da cavidade oral dos bezerros. Devido a sua cura ser espontânea o tratamento é realizado de forma paliativa com o objetivo de melhorar o bem estar do animal.</p>
<h3>2. Estomatite necrótica</h3>
<p>A estomatite necrótica nomeada também como difteria dos bezerros, <strong>é causada por uma bactéria anaeróbia gram-negativa</strong>, a <i>Fusobacterium necrophorum</i>. É uma doença com maior incidência em bezerros em aleitamento especificamente na idade de 60 a 90 dias de idade. A sua caracterização é por lesões necróticas que progridem para úlceras e abscessos.</p>
<p>Seus principais sinais clínicos estão correlacionados com a gravidade da doença como febre ocasionado dispneia e em casos mais fortes a tosse é persistente e também a dificuldade de deglutição podendo levar ao óbito por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/">pneumonia</a></strong> aspirativa.</p>
<p>O tratamento é realizado com antibiótico de preferência das bases e tetraciclinas sulfonamidas. Em casos de abscessos deve ocorrer a drenagem e tratada de forma correta recomendada.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-estomatite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>3. Estomatite papular e pseudovaríola</h3>
<p>A estomatite papular <strong>é causada por vírus contendo baixa taxa de mortalidade entre os casos</strong>. É caracterizada por lesões pustulares e proliferativas localizadas em grande parte das incidências nos lábios, mucosa oral, língua, focinho e narinas e estão associadas com lesões vesiculares.</p>
<p>Na maioria dos casos, bezerros imunossuprimidos ou que já tiveram outras doenças como a diarreia são mais suscetíveis à enfermidade.</p>
<p>Em geral, a sua fase aguda acomete animais de duas a seis semanas de idade onde suas principais aparições vão ser lesões de coloração avermelhada mais escura formando úlceras com características de superfícies irregulares.</p>
<p>Seus principais sinais clínicos se baseiam em diarreias sanguinolentas, redução de movimentos ruminais podendo levar a atonia ruminal, baixa ingestão alimentar e febre.</p>
<p>Já a fase crônica da doença é acometida em animais na média de 13 meses de idade podendo apresentar maiores complicações como a evolução de lesões ulceradas na pele do tórax, do pescoço e óbito.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35884" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovina.jpg" alt="Estomatite papular na boca de um bezerro" width="494" height="366" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovina.jpg 494w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovina-300x222.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovina-370x274.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovina-270x200.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovina-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovina-150x111.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 494px) 100vw, 494px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Estomatite papular na boca de um bezerro. Fonte: Acervo Clínica de Ruminantes, EV-UFMG.</span></p>
<p>Outro ponto importante no caso da estomatite papular seria os animais enfermos terem contato direto com a mãe podendo infectar o úbere e gerar lesões que vão afetar a integridade do sistema imune e comprometer produção leiteira, principalmente devido a possibilidade de progredir para uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>.</p>
<h3>4. Estomatite por BVD</h3>
<p>A estomatite causada por Diarreia Viral Bovina (BVD) <strong>é ocasionada por um Pestivirus com altos níveis de morbidade gerando grandes perdas econômicas</strong>.</p>
<p>Devido ao seu caráter pantrópico o mesmo tem a capacidade de se replicar praticamente em qualquer tipo celular fazendo com que a estomatite por BVD se manifeste em diversas maneiras como doenças gastrointestinal, reprodutiva, respiratória e cardíaca podendo levar o animal a ser imunocomprometido.</p>
<p>O vírus pode ser eliminado de algumas formas como por exemplo pelo sangue, fezes, urina e por secreções oronasais podendo ocorrer contaminação horizontal para outros animais devido a ingestão e inalação das partículas virais.</p>
<p>Além disso, outro aspecto que deve ser considerado é a contaminação vertical, o que <strong>pode levar a vaca gestante de 42 a 125 dias a ter um bezerro persistente infectado (PI)</strong>. Desse modo, o PI na maioria das vezes não apresenta sinais clínicos claros, mas permite a manutenção do agente no rebanho perpetuando essa doença.</p>
<p>Os sinais clínicos e as consequências da doença variam conforme as propriedades genéticas dos 24 genótipos virais.</p>
<p>Na forma aguda da doença, é mais comum o acometimento subclínico ou leve, que pode servir como porta de entrada para outras doenças da cavidade oral, como a estomatite vesicular.</p>
<p>Nos animais PI, é comum o desenvolvimento oral da doença devido a lesões severas e agressivas na boca, laringe e esôfago. Essas lesões são classificadas como ulcerativas e hemorrágicas, podendo resultar em características necróticas.</p>
<p>Em casos mais graves, estas lesões podem se estender por todo o trato gastrointestinal. Sintomas como depressão, febre, leucopenia, diarreia, pneumonia e descargas oculonasais podem ser observados tanto na forma aguda quanto na crônica da doença.</p>
<p>O seu diagnóstico pode ser feito a partir de coletas de sangue, leite, tecidos gastrointestinais ou pele para realização de PCR.</p>
<p><strong>Não existe tratamento para essa doença</strong>, entretanto, o manejo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-em-bezerros/">vacinação</a></strong> com preventivos é de extrema importância.</p>
<h2>Quais são os impactos nas bezerras?</h2>
<p>Dentre as perdas causadas pela estomatite e que podem ser pontuadas na propriedade podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Menor consumo de leite, água e/ou dieta sólida</strong>: devido à dificuldade que a estomatite causa para sucção e deglutição.</li>
<li><strong>Menor ganho de peso</strong>: devido a redução da eficiência alimentar. Por isso, a estomatite prolongada e recorrente pode resultar em atraso no desenvolvimento.</li>
<li><strong>Maior chance de problemas secundários</strong>: devido ao quadro de doença provocado pela estomatite, o estresse associado a dor e desconforto somado a baixa ingestão nutrientes pode comprometer o sistema imunológico das bezerras, tornando-as assim mais susceptíveis a ter outras doenças, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/">diarreia</a></strong> e doenças respiratórias o que potencializa ainda mais os prejuízos.</li>
</ul>
<p>Como em uma reação em cascata, a estomatite no final vai provocar outros impactos como por exemplo o atraso na idade ao primeiro parto, devido a demora para atingir o peso e altura ideais para liberação para a reprodução, maior custo adicional com tratamentos e também o impacto na produtividade de leite futura.</p>
<h2>Como diagnosticar a estomatite em bovinos?</h2>
<p>O fato de ser considerada uma doença considerada negligenciada está muito relacionado com a falta do manejo individual de avaliação da cavidade oral dos animais e também devido às inúmeras causas, onde estão incluídos os agentes infecciosos, substâncias químicas e até mesmo erros com a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/limpeza-de-utensilios-utilizados-na-alimentacao-de-bezerras/">limpeza e higienização dos utensílios de aleitamento</a></strong>, tudo isso torna difícil o diagnóstico ou faz com que tenhamos diagnósticos incompletos.</p>
<p>Entretanto, <strong>para diagnosticar é fundamental a realização do exame detalhado e rotineiro da cavidade oral da bezerra</strong>, onde nele é essencial que seja avaliado a textura da mucosa e a cor, e que a inspeção se estenda por toda a cavidade oral, incluído a parte interna das bochechas, palato mole e duro e as gengivas.</p>
<p>É essencial que seja realizado um diagnóstico diferencial para febre aftosa, visto que através dos sinais clínicos é impossível diferenciar. Por isso existe a possibilidade de diagnósticos laboratoriais específicos para que seja feita a confirmação.</p>
<p>Existe também a possibilidade de a partir da coleta de amostras, sejam elas fragmentos do tecido epitelial ou coleta de fluídos das lesões analisar através de isolamento viral e bacteriana, ELISA, rt-PCR, microscopia eletrônica e imunofluorescência quais os agentes etiológicos estão envolvidos no quadro.</p>
<h2>Como é realizado o tratamento?</h2>
<p>O tratamento para quadros de estomatite vai ser baseado em resolver a sintomatologia clínica que o animal apresente. A administração de medicamentos específicos como, antibióticos e anti-inflamatórios podem ser prescritos.</p>
<p>Melhorar o manejo de higiene do ambiente também é considerada uma forma de tratamento e aliado a isso, eliminar os patógenos oportunistas e acelerar a cicatrização das lesões são pontos chaves e que pode ser realizada a partir da utilização de soluções antissépticas que são consideradas de uso oral.</p>
<p>Entretanto, existem casos leves, onde o próprio tecido lesado começa a regenerar após a redução da carga infecciosa e da resposta inflamatória. Assim, o epitélio antes lesado inicia o processo de regeneração de maneira gradual.</p>
<p>Como forma de controle e prevenção, é fundamental que o animal acometido seja isolado, principalmente se a causa da estomatite for infecciosa. Esse isolamento é importante para que seja evitada a propagação nos demais animais.</p>
<p>A higiene do ambiente visando a redução da carga microbiana, aliada a desinfecção dos utensílios utilizados na alimentação devem passar por uma higienização bem rigorosa a fim de que esses utensílios sejam os responsáveis pela disseminação da doença.</p>
<h2>Mais saúde para as bezerras, mais produtividade no futuro</h2>
<p>A estomatite compromete o bem-estar, a alimentação e o desenvolvimento das bezerras, impactando diretamente seu desempenho como vacas adultas.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-estomatite&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias práticas de prevenção, diagnóstico e manejo, garantindo animais mais saudáveis, produtivos e rentáveis ao longo de toda a vida produtiva.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-estomatite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Autores: Lucas Teixeira e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
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		<title>Alimentação de vacas para ter altos picos de produção de leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 12:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste artigo vamos discutir a apresentação do Prof. Bill Weiss na conferência “Four State Dairy Nutrition and Management Conference” realizada em Junho de 2024 no estado de Iowa nos Estados Unidos, onde a chamada para o assunto era a alimentação de vacas para que se atinja altos picos de produção de leite. O objetivo aqui [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo vamos discutir a apresentação do Prof. Bill Weiss na conferência “<em>Four State Dairy Nutrition and Management Conference</em>” realizada em Junho de 2024 no estado de Iowa nos Estados Unidos, onde a chamada para o assunto era a <strong>alimentação de vacas para que se atinja altos picos de produção de <a href="https://rehagro.com.br/blog/category/leite/">leite</a></strong>.</p>
<p>O objetivo aqui é discutir os pontos importantes que foram apresentados pelo pesquisador complementando com dados da literatura.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Qual a relação entre pico de produção, produção total de leite na lactação e condição corporal?</h2>
<p>No início da apresentação o Prof. Bill Weiss mostra a <strong>alta correlação entre picos de produção e produção de leite em toda a lactação</strong>. Ou seja, maiores picos determinam maiores produções na lactação.</p>
<p>O pesquisador aponta os seguintes <strong>pontos importantes para se obter altos picos</strong>:</p>
<ol>
<li>Vacas devem parir sadias;</li>
<li>Vacas devem parir com adequada <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal (CC)</a></strong>;</li>
<li>Deve-se busca evitar desordens metabólicas no início de lactação;</li>
<li>Deve-se manter o grau de mobilização de reservas corporais em um nível aceitável.</li>
</ol>
<p>Neste último ponto ressalta a palavra aceitável, já que as fêmeas mamíferas sempre mobilizam uma certa quantidade de reservas corporais para alimentar a prole no pós-parto.</p>
<p>Dr. Weiss cita a importância da secagem e a parição com a condição corporal adequada. No primeiro estudo citado, ressalta o melhor desempenho de um grupo de vacas que tinham <strong>condição corporal entre 3,0 &#8211; 3,25 aos 21 dias antes do parto previsto</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35874" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite.jpg" alt="Gráfico retratando picos de produção de leite de acordo com dias em lactação" width="1203" height="727" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite.jpg 1203w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-300x181.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1024x619.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-768x464.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-370x224.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-270x163.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-740x447.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-150x91.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1203px) 100vw, 1203px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Zhao et al. 2019</span></p>
<p>O autor também cita um trabalho que demonstrou que vacas que pariram com uma condição corporal ≤ 2 e vacas que secaram com condição corporal ≥ 3 aumentaram a condição corporal até o parto produziram menos leite na lactação.</p>
<p>Vacas que secaram com condição corporal ≤ 3 e aumentaram a condição corporal ao parto produziram mais leite (Mishra et al.2016).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35875" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1.jpg" alt="Tabela com dados de escore de condição corporal relacionados com produção de leite" width="833" height="86" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1.jpg 833w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-300x31.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-768x79.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-370x38.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-270x28.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-740x76.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-150x15.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 833px) 100vw, 833px" /></p>
<p>Pontos importantes para se obter adequada condição corporal a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/">secagem</a></strong> e ao parto (3,0-3,5):</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Bons índices de eficiência reprodutiva no rebanho</strong>, evitando com que as lactações sejam longas demais e as vacas acumulem excesso de condição corporal em fases mais avançadas da lactação ou tenham longos períodos secos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Adequação dos níveis de energia</strong> da dieta para vacas em final de lactação e período seco.</li>
</ul>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/limite-de-secagem-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-limite-secagem&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38402 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem.png" alt="Planilha e guia limite de secagem de vacas leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Exigências de energia no pré-parto</h2>
<p>Dr. Weiss discute também as <strong>exigências de energia e de carboidratos</strong> específicos para dietas no pré-parto. Ressalta que dietas com maior densidade energética, com maiores teores de amido e menores de FDN neste período produtivo estão associadas a:</p>
<ul>
<li>Aumento do consumo de matéria seca (CMS) pré-parto.</li>
<li>Sem efeitos no CMS pós parto.</li>
<li>A maioria dos estudos não mostram efeitos na produção de leite.</li>
</ul>
<p>O autor cita o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nasem-2021-exigencias-nutricionais-de-bovinos-leiteiros/">NASEM 2021</a></strong> que na revisão várias pesquisas sobre o tema demonstraram que <strong>não existem benefícios de dietas com níveis moderados de amido no pré-parto</strong> para adaptar o rúmen para dietas ricas em amido geralmente presentes no pós-parto.</p>
<p>Por isso, um conceito bastante adotado na formulação de dietas no pré-parto é o de ingestão controlada de energia no qual consiste em evitar a ingestão de energia acima de 15 a 20% acima das exigências dos animais. Essas dietas geralmente possuem alta concentração de FDNf (FDN oriunda de forragem), sendo os valores de FDNf recomendados &gt; 38-40% da MS.</p>
<p>Em relação aos níveis de proteína na dieta pré-parto, Dr. Weiss cita uma revisão de autores australianos (Lean et al. 2013) demonstrando pouco efeito do aumento de proteína bruta (PB) nas dietas de pré-parto no desempenho de vacas no pós-parto.</p>
<p>Dr. Weiss cita uma recente meta análise de pesquisadores da Flórida (Husnain e Santos, 2019) demonstrando que <strong>aumento do consumo de Proteína Metabolizável (PM) em dietas pré-parto</strong> (calculadas pelo modelo NRC 2001) <strong>não teve efeito na produção de leite de vacas multíparas</strong>, havendo somente um pequeno efeito positivo na produção de proteína em vacas com produção acima &gt; 36kg/d).</p>
<p>O autor cita que a recomendação para vacas multíparas no pré-parto seria em torno de 12-13% de PB na MS ou em torno de 900 g/d de proteína metabolizável (PM).</p>
<p>Para nulíparas, o aumento no consumo de PM (g/d) de dietas pré-parto foi relacionado a aumentos na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-e-lucrativa/">produção de leite</a></strong> corrigido para gordura e produção de proteína do leite de vacas na 1ª. Lactação.</p>
<p>A recomendação seria para esses animais em torno de 15% de PB na MS da dieta<span style="font-weight: 400;"> ou 1200 g/d de proteína metabolizável. Em caso de grupos mistos no pré-parto, é recomendado que as exigências das nulíparas sejam atendidas. </span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<ul>
<li><strong>Secar e parir com condição corporal adequada</strong> é um ponto extremamente importante visando maiores picos de produção de leite. Recomendação é a condição corporal entre 3,0 e 3,5.</li>
<li><strong>Evitar o consumo excessivo de energia no pré-parto</strong> é uma boa estratégia visando melhor perfil metabólico e menor resposta inflamatória no pós parto! Recomendação: dietas com concentração de FDNf &#8211; &gt; 38 – 40% da MS.</li>
<li><strong>Alimentar níveis adequados de proteína bruta/proteína metabolizável em vacas e novilha no período pré-parto</strong>.  Para multípara (12-14% de PB na MS; PM por volta de 900g/d). Para nulíparas (~15% de PB na MS, consumo de PM por volta de 1200 g/d) e em casos de grupos mistos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formular dietas</a></strong> visando atender as recomendações para nulíparas.</li>
</ul>
<h2>Alcance o máximo potencial produtivo do seu rebanho</h2>
<p>Ter vacas com altos picos de produção não é apenas questão de alimentação, é resultado de planejamento, manejo eficiente e decisões baseadas em dados.</p>
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<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Weiss, W. 2024. <em>Feeding cows to reach heigher Peaks</em>. Anais: <em>Four-State Dairy Nutrition and Management Conference</em>. 2024. http://fourstatedairy.org/proceedings.html.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Zhao, W., X Chen, J Xiao, XH Chen et al. 2019. <em>Prepartum body condition score affects milk yield, lipid metabolism, and oxidation status of Holstein cows</em>. Asian-Australas J Anim Sci.;32(12):1889–1896. doi: 10.5713/ajas.18.0817.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Husnain, A., &amp; Santos, J. E. P. (2019). <em>Meta-analysis of the effects of prepartum dietary protein on performance of dairy cows. Journal of dairy science</em>, 102(11), 9791-9813.</span></li>
</ul>
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		<title>Fluxo de leite em vacas: como realizar avaliação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2024 12:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A correta estimulação das vacas é um ponto essencial para garantir que a extração do leite ocorra de forma rápida, gentil e completa, e para isso os padrões de fluxo de leite fornecem informações importantes sobre a resposta da vaca às condições de ordenha. A estimulação adequada do úbere e teto das vacas com as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A correta estimulação das vacas é um ponto essencial para <strong>garantir que a extração do leite ocorra de forma rápida, gentil e completa</strong>, e para isso os padrões de fluxo de leite fornecem informações importantes sobre a resposta da vaca às condições de ordenha.</p>
<p>A estimulação adequada do úbere e teto das vacas com as boas práticas da rotina de ordenha é essencial para garantir que a glândula pituitária secrete ocitocina, que atua nos músculos alveolares no úbere que libera o leite nos ductos, isso resulta em um aumento de pressão que produz o efeito de descida do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/category/leite/">leite</a></strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste texto vamos abordar <strong>como ocorre o reflexo de descida do leite</strong> após a estimulação da vaca, como avaliar o fluxo de leite na ordenha através de suas 4 fases de intensidade, a forma de verificar se as vacas estão bem estimuladas e também as possíveis relações entre o fluxo de leite e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">CCS</a></strong>. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Fisiologia da descida do leite</h2>
<p>A liberação de ocitocina ocorre de duas formas de acordo com o reflexo de descida do leite:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Condicionado</strong> = reflexo gerado a partir dos estímulos captados pelos olhos, orelhas e nariz, como o barulho da bomba de vácuo o cheiro do concentrado em ordenhas em que há fornecimento.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Incondicionado</strong> = são reflexos são resultantes da estimulação da vaca, como o teste da caneca, aplicação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/"><i>pré-dipping</i></a></strong> e secagem dos tetos.</li>
</ul>
<p>No geral, o nível de reflexos condicionais é constante, por isso, o objetivo deve ser manter uma boa rotina de ordenha, visando maximizar os estímulos incondicionais, sendo a forma de garantir que as vacas vão ter uma boa descida de leite, maior produção e consequentemente trazer benefícios para a lucratividade da fazenda.</p>
<p>O <strong>fator chave</strong> na velocidade da ordenha da vaca não é o nível de ocitocina no sangue, mas sim o <strong>“<i>timing</i>” da liberação da ocitocina</strong>. O intervalo entre a preparação do teto até a liberação da ocitocina e transporte pelos vasos sanguíneos até o úbere é de 60 a 90 segundos, o que controla a liberação do leite alveolar.</p>
<p>Aproximadamente nos <strong>primeiros 30 segundos de ordenha o leite é liberado dos alvéolos para que o fluxo de leite aumente continuamente entre os 60 – 90 segundos</strong> de acoplamento das teteiras. Caso as vacas não estejam bem estimuladas, pode haver uma pausa entre o fim do leite prontamente disponível na cisterna e o início da liberação do leite presente nos alvéolos.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/contagem-de-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38331 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs.png" alt="Planilha e guia contagem de células somáticas no leite" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Entendendo o fluxo de leite</h2>
<p>O fluxo de leite pode ser avaliado por exemplo, por meio do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">equipamento de ordenha</a></strong>, onde alguns modelos produzem o gráfico de fluxo de leite.</p>
<p>Se as unidades são devidamente colocadas com vacas bem estimuladas temos um rápido e contínuo aumento do fluxo de leite que alcança um máximo. Então a liberação do leite alveolar sobrepõe o leite da cisterna resultando na clássica curva de fluxo de leite.</p>
<p>O padrão do fluxo de leite tem <strong>4 fases de intensidade</strong>:</p>
<ol>
<li>Aumento;</li>
<li>Platô;</li>
<li>Declínio;</li>
<li>Cego (sobreordenha).</li>
</ol>
<p>É importante entendermos que a duração da<strong> fase de aumento</strong> está diretamente relacionada ao tempo entre a preparação do úbere e a ordenha. Quando temos uma preparação ineficiente da vaca antes da ordenha, o resultado será um fluxo de leite durante a fase de aumento que chamamos de tipo <strong>bimodal</strong>.</p>
<p>O tipo bimodal do fluxo de leite ocorre quando temos interrupção ou redução temporária no fluxo de leite logo após o início da ordenha que é seguida posteriormente por outro significativo aumento, criando assim dois picos distintos de fluxo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35855" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite.jpg" alt="Gráficos mostrando fluxo de leite de vacas leiteiras" width="501" height="252" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite.jpg 501w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite-300x151.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite-370x186.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite-270x136.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite-150x75.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 501px) 100vw, 501px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de dois gráficos onde o da esquerda demonstra um fluxo de leite adequado, com as fases de aumento, platô e declínio bem definidas, evidenciando uma boa descida do leite. Já o gráfico da direita representa um fluxo bimodal de leite, sendo possível observar a fase de aumento se iniciando com uma interrupção do fluxo logo em seguida, e posteriormente um aumento novamente. Fonte: <em>Quality Milk Production Services, Cornell University, Ithaca, New York</em></span></p>
<p>Duração da <strong>fase de platô</strong> do fluxo de leite o úbere é <strong>quando todos os quartos mamários são ordenhados juntos</strong>. Por isso, a duração dessa fase depende da quantidade de leite disponível na cisterna, da intensidade de seu enchimento contínuo pelos alvéolos e da ordenhabilidade.</p>
<p>Quando temos um ou mais quartos esvaziados de forma gradual ou o fluxo contínuo diminui em todos os quartos de forma simultânea, temos o início da próxima fase, o declínio do fluxo de leite.</p>
<p>A <strong>fase de declínio inicia quando a taxa de reabastecimento da cisterna pelo leite alveolar diminui</strong>, cessa ou quando a taxa de reabastecimento é menor do que a taxa de fluxo de leite através do canal do teto.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-fluxo-de-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Qual a relação da estimulação e o fluxo de leite?</h2>
<p>Nesse sentido, a adequada estimulação e preparação das vacas é um ponto fundamental para garantir a ordenha adequada das vacas. Um ponto muito importante é o período entre a estimulação inicial da vaca e a acoplagem da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">teteira</a></strong> para a ordenha propriamente dita, que é chamado de <strong>tempo de “pré-atraso”</strong> (<i>Pre-lag time</i>).</p>
<p>Esse período permite que a ocitocina liberada alcance a glândula mamária para que a ejeção de leite ocorra. Esse tempo de pré-atraso é essencial para garantir um fluxo de leite contínuo e reduzir assim o risco de fluxo bimodal.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando respeitamos esse tempo, teremos como resultado um processo de ordenha mais eficiente, com redução no tempo total de ordenha, maior promoção de saúde da glândula mamária, menos estresse e menor risco de lesões e infecções. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35856" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso.jpg" alt="Gráficos de tempo de pré-atraso" width="899" height="320" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso.jpg 899w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-300x107.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-768x273.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-370x132.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-270x96.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-740x263.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-150x53.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 899px) 100vw, 899px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Gráfico A – Pré-atraso de 82 segundos. </span><span style="font-size: 13px;">Gráfico B – Sem pré-atraso. </span><span style="font-size: 13px;">Gráfico C – Pré-atraso de 5,3 minutos. </span><span style="font-size: 13px;">Fonte: Ruegg, 2004.</span></p>
<p>O nível de necessidade de estímulo das vacas também depende do nível de produção, estágio de lactação e da raça dos animais.</p>
<p>Estudos demonstram que o <strong>tempo de pré-atraso entre 45 – 90 segundos é recomendado</strong>, entretanto não houve efeitos negativos, como redução da descida do leite, quando o tempo foi de no máximo 3 minutos. Mas quando o tempo é inferior ao recomendado, a descida inadequada do leite produz um fluxo de leite bimodal, como no gráfico B acima.</p>
<p>Por isso é importante estarmos atentos à rotina de ordenha, pois o fluxo bimodal pode ocorrer quando temos a acoplagem da unidade de ordenha sem a estimulação adequada ou imediatamente após a estimulação, sem espera do período pré-atraso.</p>
<h2>Como avaliar se o fluxo de leite está adequado?</h2>
<p>Durante a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">rotina de ordenha</a></strong> podemos avaliar a estimulação das vacas pelo fluxo de leite nos primeiros 2 minutos de ordenha.</p>
<p>Espera-se que nesses primeiros <strong>2 minutos</strong> seja ordenhado 2 – 4 kg/min, ou seja, que seja <strong>liberado 50% do volume do leite</strong> nesse período. Junto a isso, devemos avaliar os manejos feitos durante a ordenha para garantir que as vacas estejam bem estimuladas antes da colocação das teteiras.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, conhecer as boas práticas de manejo na ordenha, os pontos de avaliação da rotina de ordenha e como garantir vacas bem estimuladas garantirá uma boa ejeção do leite e bom fluxo de leite das vacas.  </span></p>
<h2>Relação do fluxo de leite com a contagem de células somáticas (CCS)</h2>
<p>Já foi demonstrado que <strong>a fase de declínio do fluxo de leite está correlacionada de forma positiva com a CCS</strong>, o que provavelmente ocorre devido a ordenha excessiva. Quando se tem uma ordenha excessiva, é criado um maior risco de má saúde no úbere.</p>
<p>Estudos realizados observaram que quartos mamários com uma fase de declínio mais longas tiveram CCS maior e que os quartos com um pico de fluxo alto tiveram uma fase de declínio mais longa. Esse ponto é de complicada explicação pois não se sabe se a CCS alta é consequência ou razão para a maior duração da fase de declínio.</p>
<p>Além disso, a longa duração do declínio provocou menor produção de leite e maior duração de sobreordenha, onde já foi relatado que a sobreordenha por mais de 1 minuto predispõe a vaca à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> subclínica.</p>
<p>Quando foi avaliado o pico de fluxo no úbere em relação a CCS, foi confirmado que quartos com alto CCS tem um pico de fluxo reduzido e consequentemente uma produção de leite reduzida.</p>
<p>Sabe-se que a maioria das infecções induzidas pela máquina ocorrem perto do final da ordenha, o que pode ser justificado pelo fato de que a redução do fluxo de leite ao final da ordenha diminui a chance de microrganismos serem eliminados do teto, mas aumenta a probabilidade de uma infecção no quarto.</p>
<p>Por isso pode ser interessante minimizar a duração da fase de declínio, pois essa tem possível relação negativa com a saúde do úbere.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos então que um dos passos mais importantes é ter uma vaca bem preparada para a ordenha e que há segredos para que ocorra.</p>
<p>Implementar <strong>práticas de ordenha consistentes e padronizadas</strong> são pontos essenciais para termos um fluxo de leite adequado e um leite de qualidade.</p>
<p>É fundamental que ocorra dentro da fazenda a valorização das práticas de ordenha e também a motivação dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">colaboradores</a></strong> envolvidos na operação para o sucesso do processo através de treinamentos contínuos.</p>
<h2>Domine as técnicas que aumentam produção e lucratividade no leite</h2>
<p>Avaliar corretamente o fluxo de leite é apenas uma das práticas que diferenciam um manejo de excelência.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Metrite em vacas leiteiras: como a saúde uterina impacta no desempenho do rebanho?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 14:53:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A metrite é uma doença uterina comum em vacas leiteiras, podendo afetar aproximadamente 20 a 30% durante as primeiras duas semanas pós-parto. Ela é responsável por trazer diversos efeitos prejudiciais na reprodução, produção de leite, sobrevivência, no bem-estar das vacas e por isso ela é considerada de grande importância na pecuária leiteira. É caracterizada como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A metrite é uma doença uterina comum em vacas leiteiras, podendo afetar aproximadamente <strong>20 a 30% durante as primeiras duas semanas pós-parto</strong>.</p>
<p>Ela é responsável por trazer diversos efeitos prejudiciais na reprodução, produção de leite, sobrevivência, no bem-estar das vacas e por isso ela é considerada de grande importância na pecuária leiteira.</p>
<p>É caracterizada como uma inflamação que acomete a camada interna da parede uterina, advinda de lesões ou infecções polibacterianas no útero. Sua gravidade é diversificada, desde as infecções subclínicas, até quadros com febre e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">diminuição na produção de leite</a></strong>.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre os principais fatores de risco para metrite em vacas leiteiras, sobre as formas de diagnóstico e estratégias de tratamento. Além disso, vamos abordar as <strong>maneiras de prevenir</strong> a metrite e os <strong>grandes impactos</strong> que essa doença traz para a reprodução e produção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/category/leite/">leite</a></strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Quais são os fatores de risco da metrite?</h2>
<p>Sabemos que a metrite é causada por uma infecção bacteriana, especialmente no pós-parto e que está associada a grandes distúrbios nas comunidades bacterianas do útero e segundos os estudos com o aumento de bactérias gram-negativas dos gêneros <i>Fusobacterium, Bacteroides</i> e <i>Porphyromonas</i>.</p>
<p>Entre os patógenos e a doença uterina existe uma associação, sendo empregados <strong>fatores de virulência</strong>, os quais vão danificar os tecidos e provocar inflamação do endométrio.</p>
<p>Como forma de combater esses microrganismos patogênicos, o organismo do animal depende da <strong>resistência</strong> (capacidade de estabelecer um limite de carga patogênica) e da <strong>tolerância </strong>(eficiência de limitar o quão grave é a doença provocada por uma certa carga de patógenos) entretanto, durante o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">período de transição</a></strong> da vaca, isso pode ser desafiador, visto que ocorre uma significativa queda do sistema imune.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/estrategias-para-aumentar-deteccao-de-cio?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38387 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio.png" alt="E-book detecção de cio nas fazendas leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>Por isso, com a <strong>redução da função imunológica</strong>, um alto desafio bacteriano e uma resistência restrita se torna propício ao estabelecimento de doenças uterinas, em especial a metrite.</p>
<p>Dentre os fatores de risco descritos para o desenvolvimento de metrite podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Problemas de parto</strong> (distocias, parto gemelar, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/">retenção de placenta</a></strong>, natimorto e indução de parto): Quando tratamos de um parto anormal, geralmente ele irá requerer a intervenção humana, fato esse que contribui para que ocorra <strong>trauma no trato genital</strong> e favoreça a contaminação bacteriana, o que pode levar ao desenvolvimento de metrite. Além disso, partos problemáticos podem interferir no processo natural de involução uterina, e quando isso é comprometido temos uma maior chance de proliferação bacteriana e de desenvolvimento da doença.</li>
<li><strong>Distúrbios metabólicos</strong>: Baixa ingestão de matéria seca no pré-parto – Balanço energético negativo (<i>Non-Esterified Fatty Acids</i> &#8211; NEFA alto e IGF-1 baixo). Estudos já demonstraram que <strong>um alto NEFA (&gt;0,3 mmol/L) em 1 a 2 semanas antes do parto está associado com o aumento do risco de retenção de placenta, metrite, deslocamento de abomaso e diminuição da produção de leite</strong> (1,6 kg/dia). É importante entendermos que a concentração de NEFA está diretamente relacionado com o balanço energético negativo (BEN), pois quando a vaca entra em BEN, tem-se mobilização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">gordura corporal</a></strong>, que será degradada para liberar NEFAs, que são os ácidos graxos não esterificados (AGNE) na corrente sanguínea.</li>
<li><strong>Problemas de higiene</strong>: Estudos já demonstraram que os fatores relacionados ao ambiente do parto e do alojamento das vacas após o parto são importantes para o desenvolvimento de doenças uterinas como a metrite.</li>
</ul>
<p>Um estudo que buscou relacionar os escores de higiene da vulva e do períneo com a ocorrência de metrite evidenciou que <strong>vacas que tiveram uma pontuação de escore de sujidade mais alto, tiveram maior incidência de metrite</strong> do que aquelas vacas que tiveram um escore baixo, ou seja, que tinham uma vulva e períneo limpos.</p>
<p>Isso indica que a contaminação do útero pode estar vindo da própria vaca a partir de suas fezes e urina que ficam retidas na região do períneo, como também da presença de esterco do ambiente.</p>
<p>Além disso, é importante compreendermos que as vacas possuem uma diversidade de patógenos no útero e que as vacas saudáveis têm um microbioma uterino mais heterogêneo e aquelas com doenças, como a metrite, um microbioma menos complexo.</p>
<p>Essa perda da heterogeneidade que ocorre em vacas com infecção uterina, o que favorece a diminuição da diversidade bacteriana e essa disbiose, ou seja, desequilíbrio, favorece o desenvolvimento da infecção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-metrite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como diagnosticar a metrite?</h2>
<p>Embora não tenhamos um padrão ouro para diagnosticar doenças uterinas, a <strong>avaliação do conteúdo vaginal</strong> é uma forma extremamente útil, visto que a presença de pus neste conteúdo está diretamente relacionada com a carga de bactérias patogênicas no útero.</p>
<p>Por isso, o diagnóstico de metrite em vacas leiteiras geralmente é realizado com base nos sinais clínicos e exame físico nos primeiros dias após o parto. Esse diagnóstico é essencial para que o tratamento seja realizado e minimize os impactos na saúde e na produção da vaca.</p>
<p>A <strong>triagem da vaca para a investigação de doenças uterinas é fundamental</strong>, pois a metrite pode ser identificada praticamente com base em alguns fatores, como a presença útero aumentado, descarga vagina fétida, aquosa, de coloração marrom-avermelhado, febre e sinais de quadro sistêmico de doença nos 21 dias após o parto.</p>
<p>O uso da ultrassonografia em algumas situações pode ser empregado a fim de verificar o conteúdo uterino e identificar sinais de inflamação, como o acúmulo de líquido ou secreção espessa no útero.</p>
<p>Entretanto, o uso do <strong><em>metricheck</em></strong> é mais difundido nas fazendas leiteiras e seu uso é mais comum entre os dias 4 a 7 pós-parto. Esse dispositivo permite coletar e avaliar a secreção uterina de maneira prática e precoce. Essa detecção é feita <strong>a partir da análise visual e olfativa do conteúdo do fundo da vagina</strong>, perto da cérvix, onde estará acumulada a secreção uterina.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35860" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck.jpg" alt="Metricheck para avaliação do conteúdo uterino" width="713" height="482" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck.jpg 713w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck-300x203.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck-370x250.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck-270x183.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 713px) 100vw, 713px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35861" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck-1.jpg" alt="Manejo de utilização do metricheck para avaliação do conteúdo uterino" width="651" height="434" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck-1.jpg 651w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck-1-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck-1-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck-1-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metricheck-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagens demonstrando o manejo de utilização do <em>metricheck</em> para avaliação do conteúdo uterino. Fonte: Mariana Albuquerque</span></p>
<p>A avaliação da secreção captada pelo <em>metricheck</em> é feita a partir da observação da cor, consistência e odor. Quando temos uma secreção purulenta, com mau odor ou com presença de sangue, isso é um indicativo de infecção uterina, pois a secreção normal geralmente é clara e sem odor forte.</p>
<p>Durante essa avaliação, escores de muco podem ser atribuídos, onde temos:</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>0.</strong> Muco cristalino e translúcido, sem cheiro;</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>1.</strong> Translúcido com pontos de pus, sem cheiro;</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>2.</strong> Mucopurulento com &lt; 50% de pus, sem cheiro;</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>3.</strong> Mucopurulento com &gt; 50% de pus ou vermelho amarronzado, aquoso e fétido.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35862" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/escore-avaliacao-descarga-vaginal.jpg" alt="Escores de avaliação da descarga vaginal" width="498" height="260" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/escore-avaliacao-descarga-vaginal.jpg 498w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/escore-avaliacao-descarga-vaginal-300x157.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/escore-avaliacao-descarga-vaginal-370x193.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/escore-avaliacao-descarga-vaginal-270x141.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/escore-avaliacao-descarga-vaginal-150x78.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 498px) 100vw, 498px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem demonstrando os diferentes escores de avaliação da descarga vaginal. Fonte: imagem adaptada de Sheldon et al. (2006)</span></p>
<h2>Qual o tratamento para a metrite?</h2>
<p>Um consenso que os estudos trazem é o de que as vacas com metrite <strong>requerem tratamento antibiótico sistêmico</strong> devido a etiologia, gravidade da doença e também ao risco de morte. Estudos já demonstraram que tratamentos não antibióticos para doenças uterinas não foram relatados como tão eficazes.</p>
<p>Entretanto, é importante ressaltar que o tratamento nos quadros de metrite não irão anular os prejuízos que essa doença causa na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/">reprodução</a></strong> e produção de leite.</p>
<p>Isso é notório em diversos trabalhos que avaliaram a eficácia de determinados antibióticos e anti-inflamatórios, onde foi observado uma menor produção de leite mesmo em vacas tratadas para metrite quando comparadas com vacas sem metrite.</p>
<p>Além disso, <strong>o uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINE)</strong>, como o cetoprofeno, tem efeitos analgésicos, antipiréticos e anti endotóxicos, o que administrado juntamente com o antibiótico pode ser benéfico para o caso de metrite e contribuir para o bem-estar do animal.</p>
<p>A terapia de suporte também é algo que pode beneficiar a vaca com metrite, pois devido a perda de apetite e a presença de febre, a administração de fluido (<i>Drench</i>) irá evitar a desidratação, melhorar o estado metabólico, apoiar a recuperação e estimular o apetite.</p>
<h2>Quais são os métodos de prevenção?</h2>
<p>Pensando em reduzir o risco de metrite associada a problemas de parto, podemos adotar algumas práticas de manejo como o de <strong>ter um protocolo bem definido de assistência ao parto</strong>, visando minimizar intervenções desnecessárias ou fora do momento adequado.</p>
<p>Além disso, é fundamental, termos um manejo nutricional compatível com o período de transição da vaca, dando atenção especial às dietas aniônicas nesse momento, a qual está atrelada com a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-em-vacas-leiteiras/">hipocalcemia</a></strong> e essa relacionada com casos de metrite.</p>
<p>Trabalhar durante o período de transição com <strong>estratégias que minimizem o estresse dos animais</strong> e proporcionem conforto é fundamental. Quanto a isso, podemos ressaltar a importância do agrupamento adequado dos animais em transição, proporcionar espaço suficiente e limpo e não esquecer da adoção de mecanismos que visem reduzir o estresse térmico.</p>
<p>Ter um <strong>controle da higiene da vaca e do ambiente do parto</strong> também é algo que devemos nos atentar, pois a sujidade da vaca, em especial da região do períneo e cauda pode contribuir para o desenvolvimento de infecções uterinas após o parto. A contaminação bacteriana na pele próximo ao trato reprodutivo pode facilmente migrar para o útero no momento do parto e até mesmo no pós-parto.</p>
<h2>Qual o impacto da metrite na pecuária leiteira?</h2>
<h3>Reprodução</h3>
<p>Estudos já demonstraram que a metrite puerperal corrobora para um grande impacto na reprodução. Já foi observado que a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/">taxa de prenhez</a></strong> aos 100 dias em lactação foi afetada pela metrite, onde essas vacas apresentaram uma <strong>probabilidade menor de prenhez</strong> do que as vacas saudáveis do rebanho.</p>
<p>Além disso, vacas com metrite apresentam um <strong>maior intervalo entre o parto e a concepção</strong> do que aquelas vacas com metrite clínica ou sem metrite e consequentemente possuem uma chance maior de descarte prematuro devido ao fato da possibilidade de não emprenhar durante o período de lactação.</p>
<p>Esse aumento do intervalo entre partos pode ser compreendido por resultados de um estudo brasileiro que identificou que a vaca ao possuir um ou mais eventos de doença no pós-parto, <strong>têm um risco 2 a 3 vezes maior de ter falhas na ovulação</strong> durante os primeiros 50 dias em lactação.</p>
<p>Isso acontece, pois as infecções uterinas contribuem para um crescimento mais lento do primeiro folículo dominante de 7 a 16 dias pós-parto, tem concentrações plasmáticas periféricas de estradiol mais baixas, são menos propensas a ovular e também concentrações circulantes mais baixas de progesterona após a formação do primeiro corpo lúteo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35863" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/curva-sobrevivencia.jpg" alt="Curva de sobrevivência dos intervalos entre parto" width="1051" height="735" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/curva-sobrevivencia.jpg 1051w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/curva-sobrevivencia-300x210.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/curva-sobrevivencia-1024x716.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/curva-sobrevivencia-768x537.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/curva-sobrevivencia-370x259.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/curva-sobrevivencia-270x189.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/curva-sobrevivencia-740x518.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/curva-sobrevivencia-150x105.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1051px) 100vw, 1051px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Gráfico demonstrando a curva de sobrevivência dos intervalos entre parto e a concepção aos 150 DEL em vacas leiteiras holandesas. É possível observar que vacas com metrite puerperal tiveram um intervalo parto-concepção mais longo do que vacas saudáveis. Fonte: Giuliodori et al. (2013)</span></p>
<h3>Produção de leite</h3>
<p>Já sabemos também que além do impacto negativo na reprodução, <strong>a metrite pode provocar alterações na produção de leite</strong>.</p>
<p>Essa redução na produção de leite em vacas com metrite pode estar relacionada à inflamação do epitélio do útero, o que <strong>pode contribuir para uma maior liberação de citocinas inflamatórias</strong> na corrente sanguínea e inflamação exacerbada ou dor, o que vai contribuir para a redução da ingestão de matéria seca e de disponibilidade de nutrientes essenciais para a produção de leite e metabolismo, o que consequentemente contribui para a queda na produção de leite.</p>
<p>Pensando na redução da ingestão de matéria seca, temos ainda que relacionar ao BEN, que pode ser um dos fatores de risco para a metrite e que contribui também para a queda na produção de leite e piora do bem-estar.</p>
<p>Além disso, essa queda na produção pode estar relacionada com o desvio de energia para combater a infecção, visto que a metrite é uma infecção que ativa o sistema imunológico e aumenta a demanda energética para combater a inflamação no útero.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35864" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/efeito-misto.jpg" alt="Efeito misto na produção de leite em vacas com metrite puerperal, clínica e sem metrite" width="1051" height="714" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/efeito-misto.jpg 1051w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/efeito-misto-300x204.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/efeito-misto-1024x696.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/efeito-misto-768x522.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/efeito-misto-370x251.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/efeito-misto-270x183.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/efeito-misto-740x503.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/efeito-misto-150x102.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1051px) 100vw, 1051px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;"><span style="font-weight: 400;">Gráfico demonstrando o efeito misto na produção de leite em vacas com metrite puerperal, clínica e sem metrite. É possível observar que vacas saudáveis apresentam maior produção de leite até 90 DEL, ou seja, no início da lactação do que vacas com metrite. Isso vem demonstrar que pode haver um efeito do tempo por metrite na produção de leite. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Giuliodori et al. (2013)</span></span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos então que a metrite representa um importante desafio para a saúde e também para a rentabilidade da produção leiteira, visto que ela impacta de forma significativa na <strong><a href="https://webinar.rehagro.com.br/estrategias-para-aumentar-eficiencia-reprodutiva?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-eficiencia-reprodutiva&amp;utm_medium=blog">eficiência produtiva e reprodutiva</a></strong>.</p>
<p>Ter estratégias visando a prevenção, diagnóstico precoce e um tratamento adequado são essenciais para o bem-estar das vacas e para isso é fundamental investir em práticas preventivas como uma higiene rigorosa, dieta balanceada e também monitoramento da saúde uterina.</p>
<h2>Saúde reprodutiva em dia para mais prenhezes e mais leite no tanque</h2>
<p>A metrite pode reduzir drasticamente a fertilidade e comprometer a produtividade do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-metrite&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar, prevenir e tratar problemas reprodutivos, integrando manejo, nutrição e gestão para garantir mais prenhezes, mais leite e maior rentabilidade na fazenda.</p>
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		<item>
		<title>Nitrogênio Ureico no Leite (NUL): Por que utilizá-lo como um indicador da eficiência nutricional?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/nitrogenio-ureico-no-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 11:30:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Nitrogênio Ureico no Leite (NUL) é um importante indicador utilizado na nutrição de vacas leiteiras para avaliar a eficiência do uso de proteínas na dieta e a saúde do trato digestivo das vacas. Ao analisar os níveis de NUL, podem ser feitos ajustes na alimentação das vacas para otimizar a produção de leite e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Nitrogênio Ureico no Leite (NUL)</strong> é um importante indicador utilizado na nutrição de vacas leiteiras para avaliar a eficiência do uso de proteínas na dieta e a saúde do trato digestivo das vacas.</p>
<p>Ao analisar os níveis de NUL, podem ser feitos ajustes na alimentação das vacas para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-e-lucrativa/">otimizar a produção de leite</a></strong> e manter a saúde do rebanho.</p>
<p>Nesse texto iremos trazer informações importantes a respeito do nitrogênio ureico no leite, como o que o ele pode nos dizer sobre a dieta e a fisiologia da vaca, quais os níveis desejáveis de NUL e o que indica caso os níveis estejam acima ou abaixo do esperado.</p>
<p>Além disso, vamos discutir sobre os fatores que impactam, com qual frequência devo monitorar e como é possível adequar o nível do NUL.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>O que o NUL indica sobre a dieta e fisiologia do trato digestivo das vacas?</h2>
<p>O NUL reflete o <strong>equilíbrio entre a ingestão de proteína e a energia disponível na dieta</strong> das vacas. A adição de proteína suplementar pode elevar a produção de leite ao fornecer aminoácidos para a síntese da proteína do leite, aumentar a energia disponível a partir dos aminoácidos ou melhorar a eficiência na utilização dos nutrientes.</p>
<p>Quando as vacas ingerem proteínas em altos níveis, parte do nitrogênio presente é convertida em amônia no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>. Essa amônia é posteriormente transformada em ureia no fígado, a qual é excretada no leite, na urina e no sangue.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35673" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul.jpg" alt="Proteina e CHO" width="817" height="482" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul.jpg 817w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-300x177.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-768x453.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-370x218.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-270x159.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-740x437.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 817px) 100vw, 817px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Agroceres multimix</span></span></p>
<p>Portanto, <strong>o nível de NUL no leite é um reflexo direto de como o nitrogênio da dieta está sendo metabolizado.</strong> Isso pode prejudicar a eficiência reprodutiva, elevar os custos das dietas e ter impactos negativos no meio ambiente.</p>
<p>Um nível adequado de NUL indica que a vaca está recebendo uma dieta balanceada, com a quantidade correta de proteína e energia. No entanto, se o nível de NUL estiver fora dos parâmetros ideais, isso pode indicar problemas na dieta, como excesso ou deficiência de proteína ou energia, afetando a eficiência alimentar e a produção de leite.</p>
<p>Níveis de NUL podem ajudar a avaliar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">se a dieta fornecida é adequada</a></strong> para atender às necessidades de proteína das vacas. Dietas ricas em proteína ou desequilibradas em relação ao consumo de energia podem levar a altos níveis de NUL.</p>
<p>Altos níveis de NUL indicam que o excesso de nitrogênio não está sendo eficientemente utilizado pela vaca e está sendo excretado na forma de ureia.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Níveis ideais de NUL</h2>
<p>Os níveis ideais de NUL no leite geralmente <strong>variam entre 10 a 14 mg/dL</strong>, entretanto, o que vemos é a indicação desse nível estar por volta de 12 mg/dL, embora esse intervalo possa variar dependendo da literatura consultada e das condições específicas de manejo e alimentação de cada rebanho.</p>
<p>Dentro desse intervalo, as vacas são mais propensas a estar em um balanço adequado de proteína e energia, o que favorece a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> e a eficiência produtiva.</p>
<h3>O que níveis acima e abaixo do parâmetro podem indicar?</h3>
<ul>
<li><strong>Níveis Altos de NUL (&gt; 14 mg/dL)</strong>: Quando os níveis de NUL estão elevados, isso geralmente indica que há um excesso de proteína na dieta ou uma deficiência de energia. Isso pode resultar em um aumento na excreção de ureia, que não é utilizada eficientemente pelo organismo da vaca, levando a um desperdício de nutrientes. Em longo prazo, níveis elevados de NUL podem estar associados a diminuição da eficiência alimentar e a problemas reprodutivos, pois esse nível aumentado pode levar a uma menor taxa de concepção e aumento na taxa de perda embrionária devido o excesso de ureia criar um ambiente uterino desfavorável para a concepção. Além disso, a concentração sanguínea de progesterona e outros hormônios pode ser prejudicada.</li>
<li><strong>Níveis Baixos de NUL (&lt; 10 mg/dL)</strong>: Níveis abaixo do ideal sugerem que a vaca pode estar recebendo menos proteína do que o necessário, ou que há um desequilíbrio energético que impede a utilização adequada da proteína ingerida. Isso pode resultar em uma produção de leite abaixo do potencial, comprometendo a rentabilidade do rebanho.</li>
</ul>
<h3>Como adequar os níveis de NUL?</h3>
<p>Para ajustar os níveis de NUL e manter a saúde das vacas e a eficiência da produção, é fundamental monitorar e ajustar a dieta das vacas:</p>
<ul>
<li><strong>Analise o teor de proteína bruta e a disponibilidade de energia</strong> na ração. Ajustes podem incluir o aumento da fibra efetiva, a inclusão de carboidratos fermentáveis ou a modulação do fornecimento de suplementos proteicos.</li>
<li>O equilíbrio proteína-energia <strong>é a relação entre proteína degradável no rúmen (PDR) e carboidratos fermentáveis</strong>, quando existe um aumento da disponibilidade de energia pode reduzir os níveis de NUL, diminuindo a utilização da proteína.</li>
<li><strong>Suplementos energéticos ou proteicos</strong> podem ser adicionados conforme necessário para corrigir deficiências. O uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aditivos-na-dieta-de-bezerras/">aditivos alimentares</a></strong>, como ionóforos, pode também melhorar a eficiência do uso da proteína.</li>
</ul>
<h2>Quais fatores impactam no NUL?</h2>
<ul>
<li><strong>Composição da dieta</strong>: a qualidade e o equilíbrio dos ingredientes da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/racao-peletizada-e-racao-farelada-voce-sabe-as-diferencas/">ração</a></strong> são fundamentais para determinar os níveis de NUL.</li>
<li><strong>Frequência e consistência da alimentação</strong>: vacas alimentadas de maneira irregular ou com variações na dieta podem apresentar flutuações nos níveis de NUL.</li>
<li><strong>Fatores ambientais</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong> e mudanças nas condições ambientais podem impactar o metabolismo das vacas, influenciando os níveis de NUL.</li>
<li><strong>Estado de saúde</strong>: problemas de saúde, como infecções e distúrbios metabólicos, podem alterar o metabolismo de proteínas e, consequentemente, os níveis de NUL.</li>
</ul>
<h2>Quando e com qual frequência devo avaliar o NUL?</h2>
<p>A avaliação dos níveis de NUL deve ser realizada regularmente, como parte de um programa de monitoramento nutricional e de saúde do rebanho.</p>
<p>Recomenda-se <strong>realizar testes mensais ou quinzenais</strong>, dependendo da necessidade de ajuste da dieta e da presença de problemas nutricionais ou produtivos.</p>
<p>Além disso, é importante realizar essas avaliações em diferentes fases da lactação para garantir que as vacas estejam recebendo a nutrição adequada em todas as etapas da produção.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O monitoramento do Nitrogênio Ureico no Leite é uma ferramenta valiosa para garantir que as vacas leiteiras recebam uma dieta equilibrada e eficiente.</p>
<p>Ajustar os níveis de NUL de acordo com os parâmetros ideais não só melhora a produtividade, mas também contribui para a saúde e longevidade do rebanho, garantindo a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade</a></strong> e rentabilidade da produção leiteira.</p>
<h2>Transforme indicadores nutricionais em mais leite e mais lucro</h2>
<p>O NUL é um indicador valioso para avaliar a eficiência da dieta e evitar desperdícios que comprometem a rentabilidade.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-26486" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg" alt="Debora Potenciano - Equipe Leite" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Síndrome do jejuno hemorrágico: um desafio emergente para a pecuária leiteira</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/sindrome-do-jejuno-hemorragico/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/sindrome-do-jejuno-hemorragico/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 11:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bactéria]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já ouviu falar sobre a Síndrome do Jejuno Hemorrágico (SJH)? Essa síndrome é uma condição intestinal relativamente nova e extremamente letal em vacas adultas, que vem gerando grande preocupação entre produtores de leite, veterinários e nutricionistas. Também conhecida como a doença da morte súbita, trata-se de uma enterite necro-hemorrágica aguda e esporádica. Embora sua causa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já ouviu falar sobre a Síndrome do Jejuno Hemorrágico (SJH)? Essa síndrome é uma <strong>condição intestinal relativamente nova e extremamente letal</strong> em vacas adultas, que vem gerando grande preocupação entre produtores de leite, veterinários e nutricionistas.</p>
<p>Também conhecida como a doença da morte súbita, trata-se de uma <strong>enterite necro-hemorrágica aguda e esporádica</strong>. Embora sua causa exata ainda não seja completamente compreendida, a doença é comum em vacas leiteiras altamente produtivas.</p>
<p>Geralmente, a SJH afeta vacas adultas durante o início da lactação, mas pode ocasionalmente ser observada no período seco ou no final da lactação.</p>
<p>A doença é caracterizada por enterite hemorrágica, especialmente na porção proximal do intestino delgado, frequentemente com coágulos de sangue no lúmen. Se manifesta com hemorragias súbitas e progressivas, às vezes intensas, no intestino delgado, resultando em obstrução devido à formação repetida de coágulos.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse artigo vamos tratar da Síndrome do Jejuno Hemorrágico, evidenciando os principais fatores que podem levar a ocorrência da síndrome, os impactos provocados na produção de leite, os principais sinais clínicos, como diagnosticar e o que encontramos de alterações na necropsia.  </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Quais são os impactos na produção de leite?</h2>
<p>Estudos relatam que <strong>ainda há muito a ser descoberto</strong> sobre a condição.</p>
<p>Observa-se que, entre os produtores de leite, há uma variação significativa no conhecimento sobre a doença: alguns nunca a encontraram, outros a enfrentam ocasionalmente em suas fazendas, e há aqueles que lidam com a condição de forma constante ou nunca tiveram conhecimento dessa doença.</p>
<p>Sendo assim, <strong>essa síndrome causa grandes perdas na produção de leite</strong>. A doença <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">reduz drasticamente a produção</a></strong>, podendo até interromper temporariamente a lactação, exigindo um período de recuperação.</p>
<p>Além disso, provoca perda de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal</a></strong> e aumenta os custos com tratamento intensivo. A alta taxa de mortalidade leva à perda total da produção de leite das vacas afetadas, impactando negativamente a rentabilidade das propriedades leiteiras.</p>
<h2>Quais são os sinais clínicos da SJH?</h2>
<p>A Síndrome do Jejuno Hemorrágico (SJH) apresenta sinais clínicos que progridem rapidamente, <strong>podendo levar à morte súbita ou iminente</strong>. A doença é marcada por uma enterotoxemia severa e hemorragia significativa no intestino delgado, resultando em alterações patológicas graves.</p>
<p>Os <strong>principais sintomas</strong> da SJH são:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Apatia repentina;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Sinais de desidratação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Redução no apetite e na produção de leite;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Inchaço e dor abdominal;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ausência de defecação ou fezes escuras com sangue coagulado;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Vocalização.</li>
</ul>
<p>Com isso, sinais como decúbito, contrações musculares involuntárias, extremidades podem estar frias, mucosas pálidas, aumento da frequência respiratória e cardíaca (acima de 90-120 batimentos por minuto) e atonia ruminal são comuns.</p>
<p>É comum os animais afetados apresentarem inicialmente os sinais de obstrução do intestino delgado, com subsequente distensão abdominal e presença de melena das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong>. O contorno abdominal da vaca, quando vista por trás, geralmente assume uma forma arredondada ou de pêra.</p>
<p><strong>A bactéria <em>C. perfringens</em> tipo A, um dos agentes causadores da SJH, produz gases que se acumulam no intestino delgado</strong>, podendo causar dilatação do abomaso ao se moverem de forma retrógrada do duodeno para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-do-deslocamento-de-abomaso/">abomaso</a></strong>. Esse acúmulo de gases pode explicar o som de &#8220;<i>ping</i>&#8221; ouvido no lado direito do abdômen em 75% dos casos, e também porque as vacas com SJH são inicialmente confundidas com deslocamento de abomaso à direita.</p>
<p>O exame transretal pode revelar um cólon dilatado, ceco inflado, rúmen distendido e alças intestinais dilatadas. À medida que a doença avança, podem ocorrer peritonite, necrose intestinal e choque séptico, levando à morte em poucas horas ou até dois dias após o início dos sintomas.</p>
<p>Há relatos de morte súbita sem sinais clínicos prévios. A duração da doença é geralmente de 2 a 4 dias, e, mesmo com tratamento intensivo, os animais tendem a piorar, ficando debilitados, permanecendo deitados e morrendo, ou sendo submetidos à eutanásia.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35661" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico.jpg" alt="Animal apresentando sinais clínicos da Síndrome do Jejuno Hemorrágico" width="600" height="623" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico.jpg 600w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-289x300.jpg 289w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-370x384.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-270x280.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-150x156.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de um animal apresentando sinais clínicos da Síndrome do Jejuno Hemorrágico. Fonte: Débora Avelar</span></p>
<h2>Como diagnosticar o quadro?</h2>
<p>O diagnóstico da Síndrome do Jejuno Hemorrágico (SJH) é feito com base em sintomas clínicos, exames laboratoriais, exame retal e ultrassonografia transabdominal.</p>
<p>A ultrassonografia pode identificar a distensão das alças intestinais por gás ou líquido, e o íleo é confirmado pela presença de sangue coagulado e hemorragia, entretanto, sabemos que seu uso da ultrassonografia para diagnóstico a campo é pouco utilizado.</p>
<p>Para excluir outras causas de obstrução intestinal, como indigestão, enterite e vólvulo, é necessário um diagnóstico diferencial cuidadoso. A distensão intestinal pode ser detectada no exame retal, e a laparotomia exploratória ajuda a distinguir a SJH de outras condições como intussuscepção.</p>
<p>Devido à incerteza sobre a causa exata da SJH, <strong>o diagnóstico é desafiador e geralmente se baseia em achados clínicos</strong>, ultrassonográficos e de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/">necropsia</a></strong>, além de excluir outras enterites hemorrágicas, como salmonelose e diarreia viral bovina.</p>
<h2>O que irei encontrar na necropsia?</h2>
<p>Exames cirúrgicos e pós-morte em bovinos com Síndrome do Jejuno Hemorrágico frequentemente revelam uma <strong>distensão acentuada do intestino delgado</strong>, com descoloração da superfície serosa para vermelho-escuro ou roxo.</p>
<p>Também é comum a desvitalização do jejuno e, ocasionalmente, do duodeno. O lúmen intestinal <strong>pode conter sangue com ou sem coágulos</strong>, e a mucosa intestinal frequentemente se desprende.</p>
<p>Nos casos mais graves, o intestino se apresenta inchado e frágil, com coágulos sanguíneos semelhantes à gelatina e <strong>presença de fibrina</strong> na serosa do jejuno. Durante a necropsia, podem ser encontrados grandes coágulos de sangue e áreas de enterite necro-hemorrágica no intestino delgado.</p>
<p>A presença de coágulos de sangue no lúmen intestinal, um achado específico da SJH, é observada em apenas 19% das vacas afetadas. O prognóstico é ruim, com uma taxa de mortalidade próxima de 100%, apesar do tratamento intensivo.</p>
<p>Recomenda-se o uso de aditivos alimentares, bom <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">manejo nutricional</a></strong> e administração de vacinas para o controle da doença.</p>
<p>As principais alterações histopatológicas incluem edema e hemorragia na submucosa, especialmente no jejuno, além de ulceração, necrose, e um infiltrado inflamatório rico em neutrófilos que leva ao desprendimento do epitélio.</p>
<p>Em estágios avançados, a destruição da mucosa se estende por toda a espessura da parede intestinal, com hemorragias graves na submucosa, camada muscular e serosa.</p>
<p>Embora o tratamento seja intensivo e custoso, <strong>o prognóstico para os animais afetados pela síndrome continua a ser desfavorável.</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35662" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1.jpg" alt="Imagens de necropsia de um bovino" width="600" height="716" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1.jpg 600w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1-251x300.jpg 251w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1-370x442.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1-270x322.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1-150x179.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagens de necropsia de um bovino onde é possível observar o intestino delgado distendido, serosa do jejuno com coloração bem avermelhada, presença de fibrina e lúmen intestinal contendo sangue. Fonte: Débora Avelar</span></p>
<h2>Quais possíveis fatores levam a ocorrência da Síndrome do jejuno hemorrágico?</h2>
<p>A Síndrome do Jejuno Hemorrágico é uma doença relativamente comum em bovinos de leite e de corte, com <strong>alta taxa de mortalidade</strong>.</p>
<p>Entretanto, a causa da doença não está totalmente clara, com a patogênese ainda não muito compreendida, porém as possíveis causas mais citadas envolvem tanto fatores infecciosos quanto condições metabólicas e nutricionais:</p>
<ol>
<li><strong>Infecção por <i>Clostridium perfringens</i> tipo A</strong> é sugerido como o principal agente causador, com suas toxinas alfa e beta 2 desempenhando um papel importante na doença, pois são capazes de provocar necrose e hemorragia intestinal. Além disso, por ser uma bactéria comum no ambiente e no trato digestivo dos bovinos, os fatores de estresse ou alterações na dieta podem favorecer seu crescimento excessivo. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta</a></strong> parece ser o principal fator predisponente para o desenvolvimento da síndrome.</li>
<li><strong>A infecção por <i>Aspergillus fumigatus</i></strong> também é sugerida por alguns autores como uma possível associação a SJH. Em animais infectados com <em>A. fumigatus</em>, a gliotoxina, um potente agente imunossupressor e adaptogênico, foi estudada. Ela potencializa a virulência de <em>A. fumigatus</em>, suprime os mecanismos de defesa do hospedeiro, apoia a virulência do fungo e, por fim, pode levar à SJH.</li>
</ol>
<p>A prevenção da SJH é fundamental, pois sabemos que a evolução da doença é rápida e com alta taxa de mortalidade.</p>
<p>Mesmo que as causas exatas da doença não sejam totalmente conhecidas, medidas preventivas podem contribuir na redução dos riscos. Essa prevenção inclui principalmente manejos nutricionais e sanitários.</p>
<ul>
<li><strong>Manejo nutricional</strong>: Nesse manejo é importante que transições abruptas na alimentação, em especial nas dietas ricas em concentrados sejam evitadas, pois existe a possibilidade de ocorrer desequilíbrios intestinais e deixar o animal mais suscetível a SJH. Além disso, a garantia de uma fibra de qualidade na dieta é essencial, visto que isso contribui tanto para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> como a intestinal. Ainda relacionada à fibra, é importante evitar o fornecimento de silagens mal fermentadas, as quais podem haver presença de fungos e suas micotoxinas e prejudicar o sistema digestivo dos bovinos. O uso de probióticos podem contribuir para a microbiota intestinal e assim evitar o crescimento exacerbado de bactérias patogênicas, como é o caso do <i>C. perfringens</i> e assim prevenir as disbioses, ou seja, os desequilíbrios que podem predispor a SJH.</li>
<li><strong>Manejo do estresse</strong>: É importante ressaltar o quanto o estresse eleva a vulnerabilidade dos animais a diversas doenças. Quando temos um manejo realizado prezando a máxima redução do estresse, como o de evitar superlotação e transporte inadequado, por exemplo, estamos contribuindo para a redução do estresse.</li>
<li><strong>Vacinação</strong>: Mesmo que não seja uma vacina específica para a SJH, o uso de vacinas contra <i>Clostridium perfringens</i> tipo A e demais toxinas bacterianas podem contribuir reduzindo o risco de surtos em rebanhos susceptíveis.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos então que a SJH é uma doença grave de bovinos leiteiros de alta produção, com elevada mortalidade, de multifatoriedade e que ainda necessita de melhor compreensão e estudos.</p>
<p>Entretanto, devido às suas potenciais causas, temos a prevenção sendo a melhor estratégia, pois o tratamento é limitado e em muitos casos sem sucesso.</p>
<p>Com o alinhamento de um <strong>manejo alimentar adequado</strong>, enfatizando a saúde digestiva, aliada a medidas preventivas de minimização do estresse metabólico, estaremos trabalhando no caminhão para reduzir a incidência desse problema.</p>
<h2>Antecipe desafios e proteja a produtividade do seu rebanho</h2>
<p>A síndrome do jejuno hemorrágico é uma enfermidade séria que pode comprometer a saúde e o desempenho produtivo das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-sindrome-jejuno-curso&amp;utm_medium=blog"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a identificar riscos, aplicar manejos preventivos e implementar estratégias que preservam a saúde do rebanho e mantêm a produção em alta.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34284" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar.jpg" alt="Débora Avelar - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Casqueamento preventivo em bovinos: como definir a frequência da realização?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/casqueamento-preventivo-em-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2024 12:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças de casco]]></category>
		<category><![CDATA[lesões]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na pecuária leiteira um dos principais causadores de prejuízos são claudicações por danos nos cascos. A incidência dos problemas nos pés, estão relacionados ao ambiente que os animais frequentam, principalmente o caminho diário percorrido até a sala de ordenha, e até mesmo protocolos de cuidados com os cascos e à nutrição que recebem. A claudicação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na pecuária leiteira um dos principais causadores de prejuízos são <strong>claudicações por danos nos cascos</strong>. A incidência dos problemas nos pés, estão relacionados ao ambiente que os animais frequentam, principalmente o caminho diário percorrido até a sala de ordenha, e até mesmo protocolos de cuidados com os cascos e à nutrição que recebem.</p>
<p>A claudicação em vacas leiteiras é um grande problema de bem-estar, principalmente devido à dor subjacente que é causada. Esse problema é comum, tendo uma <strong>prevalência média global de 23%</strong>, como é demonstrado em alguns trabalhos.</p>
<p>Uma maneira de prevenir lesões nos cascos é a realização do casqueamento preventivo nos animais, entretanto, o efeito geral é a melhor frequência ainda são motivo de muitos estudos.</p>
<p>Os bovinos distribuem todo o peso corporal sob as unhas, portanto qualquer desconforto nos cascos é perceptível pelo modo de locomoção do animal. <strong>Casquear preventivamente e de forma correta é essencial para garantir a saúde e o bem-estar das vacas</strong>, evitando que se tenha problemas locomotores e outras complicações.</p>
<p>Vamos abordar nesse texto sobre aparar os cascos preventivamente, ressaltando a sua importância e os impactos dessa frequência sobre a chance de lesões e de descarte dentro do rebanho. Além disso, vamos trazer informações referentes aos principais erros e as melhores estratégias do casqueamento prévio nos bovinos leiteiros.</p>
<p>Quando temos no rebanho, animais claudicando, com toda certeza esses animais estão com a saúde e desempenho prejudicados, provocando assim perdas econômicas para a propriedade devido a redução da fertilidade, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong> e aumento do descarte involuntário.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Casqueamento preventivo de rotina: qual a importância?</h2>
<p>Um formato correto dos cascos cria uma <strong>distribuição de peso mais uniforme</strong> e coloca a carga na superfície de apoio, o que contribui para evitar o desenvolvimento de novas lesões.</p>
<p>Além disso, o casqueamento preventivo feito rotineiramente permite que haja a <strong>detecção de lesões nos casos ainda no estágio subclínico</strong> e promove assim a adesão de tratamentos antes que se tornem mais graves e venha de fato provocar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-claudicacao/">claudicação</a></strong> nos animais.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38319 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco em bovinos" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>Por isso, é importante termos em mente a real importância do casqueamento de forma profilática, ou seja, antes dos problemas serem observados naquelas vacas que ainda são não claudicantes e também do seu uso terapêutico naquelas vacas que já claudicam.</p>
<p>Casquear frequentemente pode estar associado a redução na prevalência de claudicação e lesões nos cascos. Estudos já demonstraram que <strong>o casqueamento realizado duas vezes por ano pode reduzir significativamente a prevalência de claudicação e lesões</strong> como úlcera de sola, doença da linha branca, erosão de talão e também as infecciosas como a dermatite interdigital e digital, em comparação com o casqueamento realizado apenas uma vez no ano.</p>
<p>Além disso, há estudos que demonstram que um casqueamento de rotina no meio da lactação reduz significativamente a claudicação mais tarde na mesma lactação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35430" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1.jpg" alt="Casqueamento preventivo sendo realizado" width="401" height="535" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1.jpg 401w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Casqueamento sendo realizado em uma propriedade. Fonte: Ana Clara Vianna</span></p>
<h2>Impactos da frequência de casqueamento no rebanho</h2>
<p>Sabemos que uma das maneiras de prevenção das lesões nos casos é o casqueamento e isso já foi demonstrado em muitos estudos que tinham como objetivo entender melhor a associação entre o casqueamento em primíparas, a saúde dos cascos e o descarte na segunda lactação.</p>
<p>O critério de utilizar primíparas na análise foi pensando em reduzir o potencial viés causado por lesões anteriores. Além disso, no resultado de sobrevivência na segunda lactação foram incluídos apenas abates realizados até 300 dias após o segundo parto.</p>
<p>Nesse estudo, ficou claro que <strong>casquear preventivamente duas ou três vezes durante a primeira lactação reduziu a probabilidade de o animal ter qualquer tipo de lesão </strong>nos cascos em comparação àquelas que não foram casqueadas ou que passaram por esse manejo apenas uma vez na lactação.</p>
<p>Além disso, as vacas que foram casqueadas durante a primeira lactação tiveram uma <strong>probabilidade significativamente menor de serem descartadas na segunda lactação</strong> em comparação com as vacas que não passaram pelo casqueamento. As vacas casqueadas 2 vezes ou mais tiveram menor probabilidade de serem descartadas em comparação com aquelas casqueadas apenas uma vez.</p>
<p>Quanto a determinação da frequência de casqueamento preventivo e definir se serão realizados 2 ou 3 manejos durante a lactação, a mesma deve ser baseada em cada fazenda de forma específica, levando em conta fatores individuais de cada propriedade, pois é notório que os fatores que afetam a saúde dos cascos são inúmeros e que aparar os cascos é apenas um deles.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35431" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo.jpg" alt="Pós casqueamento preventivo" width="470" height="625" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo.jpg 470w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-226x300.jpg 226w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-370x492.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-270x359.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-150x199.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 470px) 100vw, 470px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de um animal logo após a realização do casqueamento corretivo, o qual houve necessidade de utilização de curativo. Fonte: Ana Clara Vianna </span></p>
<h2>Quais são os principais erros no casqueamento?</h2>
<p>O modo de reduzir a incidência de lesões podais no rebanho é a partir do casqueamento preventivo, o qual impede o crescimento desordenado, a fim de evitar doenças e corrigir os aprumos e a forma do animal pisar no chão.</p>
<p>Erros durante o processo de casqueamento podem causar lesões e até mesmo piorar problemas que já existem. Dentre os principais erros no casqueamento das vacas leiteiras e como podemos evitá-los, temos:</p>
<ul>
<li><strong>Casqueamento excessivo (remoção exagerada do casco)</strong> = Esse erro consiste em remover muito o material do casco, o que pode expor a lâmina córnea, que é um tecido sensível. Isso irá provocar dor e consequentemente claudicação, além de outros problemas como úlcera de soja e infecções.</li>
<li><strong>Falha em seguir a anatomia do casco</strong> = Os cascos possuem uma forma e ângulo naturais e que devem ser respeitados, pois quando isso é alterado, desequilíbrios na distribuição do peso é gerado e o animal pode apresentar claudicação, sobrecarga em certas partes do casco e aumento do risco de lesões articulares.</li>
<li><strong>Casqueamento inadequado da pinça</strong> = A ponta do casco, conhecida como pinça é uma área muito importante para o equilíbrio e o suporte do animal. Quando essa região sofre um desgaste excessivo ou quando ela permanece muito longa, o animal pode ficar desestabilizado e ter alteração no padrão de marcha.</li>
<li><strong>Não identificar problemas prévios</strong> = É fundamental que haja uma inspeção prévia dos cascos antes de iniciar o manejo de casqueamento, pois é nesse momento que serão identificadas doenças como dermatites, doença na linha branca ou úlcera de sola e isso é o que vai guiar o casqueador durante o manejo. Para melhorar essa identificação, é fundamental que haja uma limpeza criteriosa dos cascos, pois a sujidade poderá esconder problemas como pequenas feridas e inflamação. Caso isso seja ignorado, as condições existentes podem ser agravadas, a dor aumentada e a chance do animal desenvolver problemas crônicos é maior.</li>
<li><strong>Uso de ferramentas inadequadas</strong> = O uso de ferramentas impróprias ou então mal afiadas pode provocar cortes irregulares e elevar o risco de lesões. Isso pode gerar sangramentos e lesões de maior dificuldade de cicatrização.</li>
</ul>
<h2>Quais são as melhores estratégias para o casqueamento preventivo?</h2>
<p>As estratégias referentes à <strong>promoção e manutenção de saúde dos cascos visam garantir a saúde e o bem-estar das vacas</strong>, pois previnem problemas locomotores que podem afetar o desempenho leiteiro e também a longevidade.</p>
<p>Deve haver um planejamento ajustado e condizente com a realidade da fazenda, entretanto, algumas práticas são essenciais:</p>
<ol>
<li><strong>Casqueamento preventivo regular</strong> = Nesse manejo podemos citar a realização do casqueamento no animal que entra no período seco e também após os 100 dias pós-parto, quando provavelmente esse animal já terá passado pela fase do balanço energético negativo. A dica para esse preventivo é realizar em momentos de menor estresse e evitar momentos de gestação avançada ou pós-parto imediato, pois estudos trazem a descoberta de que o momento do corte preventivo dos cascos durante a lactação pode influenciar de maneira significativa a produção de leite.</li>
<li><strong>Adequado manejo nutricional</strong> = Ter uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta equilibrada e específica</a></strong> para cada categoria animal, a qual é rica em nutrientes que são importantes para a saúde dos cascos como a biotina, zinco e metionina, pode contribuir para a prevenção de problemas. Além disso, é importante estar atento à quantidade de carboidratos não fibrosos e também na garantia de ingestão adequada de fibra.</li>
<li><strong>Realização de pedilúvios</strong> = O uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/os-maiores-erros-cometidos-no-pediluvio/">pedilúvios</a></strong> com produtos específicos (sulfato de cobre e formol por exemplo) contribuem na prevenção e controle de infecção, principalmente a dermatite digital. Dependendo das condições do rebanho, o manejo de pedilúvio pode ser realizado com intervalos regulares ou todos os dias com alternância de produtos.</li>
<li><strong>Identificação e tratamento precoce</strong> = As inspeções visuais quando feitas de forma regular podem identificar de forma precoce os sinais de claudicação ou de doenças nos cascos, como aumento de temperatura, feridas, odor desagradável e inflamação. Essa identificação rápida permite que <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/">tratamentos</a></strong> sejam rapidamente iniciados e pode ser realizada durante os manejos diários da fazenda, como por exemplo no momento em que as vacas passam pelo centro de manejo para identificação de cio ou inseminação.</li>
<li><strong>Equipe treinada e capacitada</strong> = É fundamental que os casqueadores sejam treinados ou que profissionais especializados sejam contratados para garantir que o processo seja realizado de maneira correta, o que reduz a chance de erros durante o processo e confere maior eficiência no tratamento de problemas.</li>
<li><strong>Ambiente adequado para os cascos</strong> = O piso onde os animais caminham deve ser adequado e sem áreas escorregadias e também sem áreas com superfície muito abrasiva. Deve existir uma combinação quanto a textura da superfície a fim de evitar deformações ou desgaste excessivo dos cascos.</li>
</ol>
<h2>Cascos saudáveis, vacas produtivas e lucro garantido</h2>
<p>O casqueamento preventivo, quando realizado na frequência correta, garante conforto, saúde e alto desempenho produtivo no rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-casqueamento-preventivo&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende como integrar esse e outros manejos essenciais a uma gestão completa, que aumenta a longevidade das vacas e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-casqueamento-preventivo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Autoras: Ana Clara Vianna e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/casqueamento-preventivo-em-bovinos/">Casqueamento preventivo em bovinos: como definir a frequência da realização?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Edema de úbere: qual seu impacto e como prevenir esse quadro nas vacas da fazenda?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 13:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[úbere]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O edema de úbere se trata de um distúrbio no metabolismo dos animais, considerado como não infeccioso, bastante frequente em vacas produtoras de leite. Essa desordem é caracterizada pelo acúmulo excessivo de fluidos no espaço intercelular na região do úbere, ocorrente no período periparto, devido à alta vascularização natural da glândula mamária e está intimamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O edema de úbere se trata de um <strong>distúrbio no metabolismo dos animais</strong>, considerado como <strong>não infeccioso</strong>, bastante frequente em vacas produtoras de leite.</p>
<p>Essa desordem é caracterizada pelo acúmulo excessivo de fluidos no espaço intercelular na região do úbere, ocorrente no período periparto, devido à alta vascularização natural da glândula mamária e está intimamente ligado a saúde, bem-estar e lucratividade da fazenda leiteira.</p>
<p>O úbere desses animais afetados se apresenta <strong>inchado, com sensibilidade ao toque e com aumento de temperatura</strong>, isso em decorrência da inflamação causada no local. Os locais de acúmulo de líquido incluem o teto, úbere, umbigo e em alguns casos extremos podemos observar esse edema nas pernas e na vulva.</p>
<p>Nesse artigo iremos discutir sobre como o edema de úbere acontece, evidenciando os principais mecanismos que levam esse distúrbio, principalmente nas primíparas.</p>
<p>Além disso, vamos entender melhor quais são os impactos que isso pode trazer ao animal e quais são as formas práticas de prevenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Por que o edema ocorre?</h2>
<p>O <strong>edema de úbere</strong> é considerado um distúrbio comum, entretanto, as causas certeiras do edema de úbere não são totalmente claras, porém, sabemos que <strong>pode ocorrer quando as concentrações de lipídios e lipoproteínas diminuem</strong> devido ao comprometimento da função hepática ocasionado pelo baixo consumo de matéria seca (CMS) na fase de transição.</p>
<p>Acontece também essa retenção de líquido, em consequência de infecções como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>, o que favorece o aparecimento de edema, entretanto, quando se trata de edema fisiológico o mesmo não tem nenhuma relação com causas infecciosas, embora os animais acometidos apresentam comportamentos negativos semelhantes aos observados nos casos de mastite, como a redução do tempo de repouso e maior sensibilidade do úbere e tetos ao toque.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book controle da mastite bovina" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>Outro fator que está interligado ao edema de úbere, são os <strong>problemas circulatórios e as mudanças hormonais</strong>. Somado a isso, pode-se considerar também o estresse oxidativo, alterações fisiológicas em novilhas, genética, nutrição e até mesmo superlotação e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35423" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere.jpg" alt="Vaca apresentando edema de úbere" width="960" height="1072" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere.jpg 960w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-269x300.jpg 269w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-917x1024.jpg 917w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-768x858.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-370x413.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-270x302.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-740x826.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-150x168.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de um animal próximo a data do parto apresentando edema de úbere, o qual já é possível ser observado na região do umbigo. Fonte: Laryssa Mendonça</span></p>
<h2>Alterações fisiológicas na primíparas</h2>
<p>Quando uma novilha está em fase de transição, ou seja, se aproxima de seu <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/idade-ao-primeiro-parto-de-femeas-leiteiras/">primeiro parto</a></strong>, alterações fisiológicas vão ocorrer mesmo que o seu sistema mamário já esteja definido, pois nesse momento final da gestação ele irá passar por uma fase de desenvolvimento significativa.</p>
<p>Nessas primíparas, de forma fisiológica a demanda de sangue para o desenvolvimento da glândula mamária é o grande precursor do edema de úbere.</p>
<p>Isso ocorre pelo fato de que a <strong>veia abdominal subcutânea</strong>, conhecida como veia do leite em vacas adultas, não está presente nesses animais mais jovens.</p>
<p>As novilhas possuem uma veia epigástrica cranial e uma veia epigástrica caudal, as quais irão se fundir nos últimos estágios de gestação dando origem então a veia abdominal subcutânea, a qual é a grande responsável por permitir o aumento na quantidade de fluxo sanguíneo da glândula mamária.</p>
<p>Por termos a necessidade de aumento do fluxo sanguíneo para o desenvolvimento da glândula mamária, o sistema linfático, juntamente com a pressão hidrostática e a pressão osmótica podem não ser eficientes para drenar o excesso de líquido do tecido mamário.</p>
<p>O desequilíbrio das pressões irá levar a incapacidade de drenar, o que leva ao acúmulo do fluido nos tecidos intersticiais, resultando no edema de úbere.</p>
<h2>Quais os impactos na saúde e produtividade das vacas?</h2>
<p>O edema de úbere pode afetar negativamente a saúde das vacas e, como resultado, <strong>afeta sua produtividade</strong>.</p>
<p>Animais entrando na primeira lactação, geralmente têm algum edema de úbere nos dias que antecedem o parto e no dia do parto, e estudos já demonstraram que o edema intenso pode afetar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">produção de leite</a></strong>, onde já foi relatado uma produção de leite no primeiro dia em lactação 3,6 kg menor nas vacas que tinham edema de úbere e isso ocorre devido ao acúmulo de líquido nos espaços teciduais.</p>
<p>Devido ao aumento da pressão fetal na região pélvica faz com que a circulação sanguínea e linfática seja prejudicada, resultando em acúmulo de líquido nos tecidos. Esse fluido leva a <strong>deterioração das estruturas de suporte do úbere</strong>, o que causa danos aos ligamentos suspensores e anexos e isso pode impactar até mesmo na fixação da unidade final da ordenha.</p>
<p>Além disso, <strong>pode ocorrer problemas secundários como dermatite na fenda do úbere e mastite</strong> (a qual pode ser causada pela remoção incompleta do leite devido à alta sensibilidade dos tetos e que interrompe a descida do leite) e também a atrofia dos tetos, além do descarte precoce do animal em casos mais graves.</p>
<p>Outro ponto importante é entender que em casos de edema de úbere, a ordenha torna-se uma experiência desagradável tanto para as vacas quanto para os colaboradores que executam a função, visto que vacas com edema no úbere demonstram maior comportamento de chutes durante a ordenha.</p>
<p>Em decorrência a todos esses fatores, o produtor terá prejuízos econômicos significativos com a diminuição de leite produzido e sua qualidade, mas também com os custos com medicamentos.</p>
<h2>Como prevenir o edema de úbere nas vacas?</h2>
<p>O edema de úbere pode ser um problema emergente que tem o potencial de afetar seriamente o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar das vacas leiteiras</a></strong>.</p>
<p>Prevenir o edema de úbere em vacas leiteiras, especialmente em primíparas, envolve uma combinação de estratégias de manejo, nutrição e ambiente. Existem alguns métodos práticos para trabalharmos no controle do edema de úbere e dentre eles podemos citar:</p>
<ul>
<li>Fornecer uma dieta específica para novilhas no final da gestação.</li>
<li>Selecionar linhagens genéticas que apresentam uma redução fenotípica do edema de úbere.</li>
<li>Garantir que antioxidantes exógenos adequados, como a vitamina E, vitamina C, carotenoides e flavonoides sejam fornecidos na dieta para mitigar o estresse oxidativo.</li>
<li>Monitorar de forma frequente as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">vacas no período de transição</a></strong>, em especial as primíparas, observando sinais precoces de edema, como inchaço e rigidez do úbere.</li>
</ul>
<p>Para evitar esses problemas, o produtor deve trabalhar na prevenção contra o edema de úbere.</p>
<p>A gestão nutricional, de manejo e de saúde no período de transição são fundamentais para minimizar esse são tarefas que devem ser aplicadas em conjunto a fim de reduzir significativamente o risco do edema de úbere.</p>
<h2>Previna problemas e garanta vacas saudáveis e produtivas</h2>
<p>O edema de úbere pode comprometer o bem-estar das vacas, reduzir a produção e aumentar o risco de problemas mais graves.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-edema-ubere&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a prevenir e manejar esse e outros desafios sanitários, unindo manejo, nutrição e gestão para alcançar mais produtividade e rentabilidade na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-edema-ubere&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24488" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg" alt="Amanda Lourenço" width="299" height="103" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg 299w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-270x93.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Efeitos do estresse térmico no comportamento de multíparas no início de lactação</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/efeitos-do-estresse-termico-no-comportamento-de-multiparas/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/efeitos-do-estresse-termico-no-comportamento-de-multiparas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Oct 2024 13:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[lactação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estresse calórico causa muitos prejuízos para a atividade leiteira no Brasil. A exposição ao estresse calórico afeta negativamente a saúde, produtividade, comportamento e desempenho reprodutivo de vacas leiteiras em todos os estágios do ciclo lactacional. Vacas em lactação expostas a esse estresse diminuem a produção de leite e sólidos, possuem o sistema imune comprometido, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/efeitos-do-estresse-termico-no-comportamento-de-multiparas/">Efeitos do estresse térmico no comportamento de multíparas no início de lactação</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O estresse calórico causa muitos prejuízos para a atividade leiteira no Brasil. A <strong>exposição ao estresse calórico afeta negativamente a saúde</strong>, produtividade, comportamento e desempenho reprodutivo de vacas leiteiras em todos os estágios do ciclo lactacional.</p>
<p>Vacas em lactação expostas a esse estresse diminuem a produção de leite e sólidos, possuem o sistema imune comprometido, apresentam menor desempenho reprodutivo e a incidência de doenças pós-parto é maior.</p>
<p>A exposição ao estresse calórico durante o período seco não só afeta negativamente a produção de leite da vaca na lactação subsequente, mas também exerce efeitos negativos persistentes nas filhas dessas vacas durante toda a vida produtiva.</p>
<p>Nesse artigo iremos demonstrar e discutir sobre o efeito do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong> no comportamento de vacas em lactação e também seus impactos na produtividade.</p>
<p>Além disso, vamos tratar sobre os <strong>sistemas de resfriamento</strong> dessas vacas, trazendo resultados importantes encontrados em galpões de túnel de vento.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Comportamento de vacas multíparas em estações quentes e frias</h2>
<p>Pesquisadores da Universidade da Flórida em artigo publicado recentemente (Toledo et al. 2023) avaliaram o comportamento de vacas multíparas de alta produção em duas estações do ano: estação quente do hemisfério Norte (meses de Julho, Agosto e Setembro) e estação fria (Dezembro, Janeiro e Fevereiro).</p>
<p>Trinta e quatro vacas em lactação multíparas com potenciais genéticos similares foram utilizadas no estudo na estação quente (EQ, n= 19. Julho, Agosto e Setembro) e na estação fria (EF, n= 15, Dezembro, Janeiro e Fevereiro) logo após o parto (3 dias pós-parto) até 60 dias de lactação.</p>
<p>Em ambas as estações, as vacas foram alojadas em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/">confinamento tipo <i>Free-stall</i></a></strong> com camas de areia e presença de aspersores na linha de cocho com ventiladores.</p>
<p>Os ventiladores sobre as baias funcionam continuamente em temperaturas acima de 20°C e os aspersores da linha de cocho ligavam automaticamente por 1 min em intervalos de 5 min quando a temperatura ambiente passava de 21,1° C.</p>
<p>O comportamento das vacas (tempo comendo, ruminando e deitada) foram medidos por equipamentos de monitoramento automáticos tipo coleiras e pedômetros da Nedap.</p>
<p>Estudos mostraram a <strong>diminuição da produção de leite quando o ITH (Índice de Temperatura e Umidade) atinge 68</strong> e em alguns estudos mostram diminuição até mesmo ITH de 64. A média de ITH na estação quente (EQ) foi de 78,2 e na estação fria (EF) foi de 54,4.</p>
<p><strong>O ITH 78 corresponde aproximadamente a uma temperatura ao redor de 26°C e umidade relativa de 75%</strong>. Temperatura e umidade estas, próximas das verificadas no verão na maior parte do Brasil.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Quais foram os principais resultados encontrados?</h3>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">A produção de leite corrigida para gordura nas primeiras 5 semanas de lactação foi 46,2 vs. 41,9 kg/d para vacas na EF e EQ, respectivamente. Diferença de 4,3 kg/d. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A estação quente <strong>afetou todas as atividades de comportamento</strong> apesar das vacas terem acesso a resfriamento ativo o tempo todo. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"><strong>Vacas na EQ passaram menos tempo comendo</strong> (134 vs. 199 min/d) e tendem a ruminar menos (558 vs. 629 min/d) em comparação a vacas na EF (Figura 1), o que provavelmente está relacionado ao menor consumo de matéria seca e produtividade. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"><strong>Vacas na EQ tiveram redução do tempo deitada</strong> (717 vs. 814 min/d) e passaram mais tempo em pé comparado a EF (720 vs. 626 min/d). Os resultados estão de acordo com outros trabalhos que mostram que vacas em estresse térmico, buscando maior troca de calor, passam menos tempo deitadas e mais tempo em pé. </span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35413" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara.jpg" alt="Gráfico mostrando a diferença de tempo comendo e ruminando de vacas em estação quente e fria." width="525" height="672" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara.jpg 525w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-234x300.jpg 234w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-370x474.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-270x346.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-150x192.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Tempo comendo (a) e ruminando (b) da semana 1 a 9 de lactação de vacas da raça holandês durante a estação quente (linha laranja) e estação fria (linha azul). Vacas foram mantidas em galpões tipo <i>Free-stall</i> com sombra e resfriadas com aspersores e ventiladores durante todo o estudo. Fonte: Toledo et. al (2023)</span></p>
<p>Os resultados desse estudo demonstraram que <strong>vacas, ainda que submetidas a resfriamento ativo de alta intensidade, ainda assim apresentaram produtividade, comportamento e consequentemente bem estar comprometido durante períodos de estresse calórico</strong>.</p>
<h2>Estratégias para instalações efetivas no controle do estresse térmico</h2>
<p>Instalações de confinamento com <strong>ventilação em túnel</strong> tem se tornado cada vez mais populares como ferramenta de mitigação dos efeitos do estresse calórico em gado leiteiro.</p>
<p>Barracões de ventilação em túnel utilizam potentes exaustores para a movimentação do ar horizontalmente no nível da vaca de um extremo ao outro do barracão.</p>
<p>Um estudo recente da Universidade da Flórida (Dikmen et al. 2020) teve como objetivo <strong>determinar se as instalações com ventilação em túnel são superiores às instalações com ventiladores e aspersores</strong> em relação a temperaturas retais de vacas durante o estresse calórico e na variação sazonal na produção de leite.</p>
<p>No primeiro estudo, as temperaturas retais (TR) de 1.097 vacas holandesas em lactação em seis galpões tipo <i>Free-stall</i> com ventiladores e aspersores foram comparadas com TR de 575 vacas holandesas em lactação em quatro galpões <i>Free-stall</i> com ventilação em túnel entre 14:00 e 16:00 h durante os meses de Junho a Agosto na Flórida.</p>
<p>As <strong>temperaturas retais foram mais baixas para vacas em galpões com ventilação em túnel</strong> que em galpões com aspersores e ventiladores quando os galpões com ventilação em túnel foram construídos originalmente, mas não quando os galpões com ventilação em túnel foram construídos a partir da adaptação de um galpão com aspersão e ventiladores.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35414" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1.jpg" alt="Barracão do tipo túnel de vento" width="800" height="450" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1.jpg 800w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-768x432.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-740x416.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de um barracão do tipo túnel de vento. Fonte: Dairy Lane Systems</span></p>
<p>No segundo estudo, a produção média diária de leite de 8.470 vacas holandesas nos primeiros 90 dias de lactação foi comparada entre vacas alojadas em três galpões com aspersores e ventiladores e dois galpões com ventilação em túnel.</p>
<p>A produção de leite das <strong>vacas que pariram na estação fria</strong> (outubro a março) <strong>foi maior que das vacas que pariram na estação quente</strong> (abril a setembro). A <a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/"><strong>redução sazonal na produção de leite</strong></a> foi menor para vacas em galpões com ventilação em túnel (redução de 3,5%) que para vacas em barracões com aspersores e ventiladores (redução de 5,8%).</p>
<p>Os autores concluíram que com esta diferença de produção, estimou-se que uma fazenda leiteira poderia investir até US$332 a mais por vaca em um barracão com ventilação em túnel que em barracões tipo <i>Free-stall</i> com aspersores e ventiladores.</p>
<p>Concluiu-se, neste estudo, que <strong>alojar vacas em galpões com ventilação em túnel</strong> nas condições subtropicais da Flórida <strong>pode reduzir o impacto do estresse térmico</strong> na regulação da temperatura corporal e na produção de leite.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Algumas fazendas assistidas pelo Rehagro que utilizam sistemas de resfriamentos tradicionais mostram médias de produtividade de leite e índices reprodutivos semelhantes entre os partos ocorridos nos meses mais quentes e meses mais frios, embora não sejam dados experimentais.</p>
<p>Como esses números se comportam na sua fazenda ou na fazenda de seus clientes?</p>
<p>Importante que estudos semelhantes como este pelos pesquisadores da Flórida sejam conduzidos no Brasil para se determinar quais as melhores estratégias de manejo ambiental visando a diminuição dos efeitos deletérios do estresse térmico que resultem em maior produtividade e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-e-lucrativa/">lucratividade da atividade leiteira</a></strong>.</p>
<h2>Supere os impactos do estresse térmico e aumente a produtividade</h2>
<p>O estresse térmico em multíparas no início da lactação pode reduzir a produção de leite, comprometer a saúde e impactar diretamente a rentabilidade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-estresse-termico-multiparas&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar estratégias eficientes de manejo, nutrição e conforto térmico para manter o desempenho do rebanho mesmo em condições desafiadoras.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-estresse-termico-multiparas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35415" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo.jpg" alt="Euler Rabelo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/efeitos-do-estresse-termico-no-comportamento-de-multiparas/">Efeitos do estresse térmico no comportamento de multíparas no início de lactação</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Eurytrema pancreaticum em bovinos: veja os impactos na pecuária leiteira</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/eurytrema-pancreaticum-em-bovinos/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/eurytrema-pancreaticum-em-bovinos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 14:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A infecção por Eurytrema pancreaticum pode ter impactos significativos na lucratividade de uma fazenda leiteira, uma vez que afeta diretamente a produção de leite, os custos operacionais, eficiência reprodutiva e a saúde geral do rebanho. Portanto, tendo a redução da produtividade e a elevação dos custos, a margem de lucro é comprometida, o que afeta [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/eurytrema-pancreaticum-em-bovinos/">Eurytrema pancreaticum em bovinos: veja os impactos na pecuária leiteira</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A infecção por <strong><i>Eurytrema pancreaticum</i></strong> pode ter impactos significativos na lucratividade de uma fazenda leiteira, uma vez que afeta diretamente a produção de leite, os custos operacionais, eficiência reprodutiva e a saúde geral do rebanho.</p>
<p>Portanto, tendo a redução da produtividade e a elevação dos custos, a margem de lucro é comprometida, o que afeta a rentabilidade global do negócio.</p>
<p>Nesse texto iremos entender mais sobre esse parasita, demonstrando seu ciclo de vida, quais são suas características, os sinais clínicos, formas de tratamento e quais os impactos que ele traz para a pecuária leiteira.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O parasita <i>Eurytrema pancreaticum</i></h2>
<p>Esse agente embora muito comum nos rebanhos, <strong>principalmente naqueles criados no sistema a pasto</strong>, muitas vezes pode ser subdiagnosticado pela falta de reconhecimento dos sinais clínicos, visto que, muitas vezes na forma subclínica seja de difícil diagnóstico e geralmente pode estar associado a outros acometimentos mais evidentes deixando o quadro euritrematose oculto.</p>
<p>É um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">parasita</a></strong> trematódeo, ou seja, um tipo de verme achatado que são encontrados nos ductos pancreáticos, ocasionalmente ductos biliares e não frequentemente em intestino delgado de ruminantes, os quais são os seus hospedeiros definitivos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-euritrematose&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Ciclo de vida do <i>Eurytrema pancreaticum</i></h2>
<p>Apresenta ciclo biológico heteroxênico, ou seja, aquele que <strong>possui mais de um hospedeiro</strong>. No caso desse parasita, o seu ciclo envolve dois hospedeiros intermediários:</p>
<ul>
<li><strong>Primeiro hospedeiro intermediário</strong> = são moluscos do gênero Bradybaena (Caramujo)</li>
<li><strong>Segundo hospedeiro intermediário</strong> = artrópodes do gênero Conocephalus (“Bicho esperança”).</li>
</ul>
<p>Os <strong>ruminantes são hospedeiros definitivos</strong> que adquirem o parasita por meio da ingestão acidental dos insetos em meio às pastagens ou ingestão de metacercárias (pequenos invólucros, normalmente arredondados ou esféricos, que alojam estádios intermédios de parasitas) eliminadas pelos insetos.</p>
<p>Um dos maiores desafios é controle dos hospedeiros intermediários visto que não é adequado o uso de inseticidas ou pesticidas no local de consumo de água e comida pelos animais.</p>
<p>Além disso, existe a dificuldade operacional de controlar esses hospedeiros, principalmente pensando que estações climáticas, precipitações e temperaturas ambientais são condições associadas ao aumento e manutenção da euritrematose em uma região.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35404" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1.jpg" alt="Ciclo de vida do Eurytrema pancreaticum" width="381" height="285" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1.jpg 381w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-300x224.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 381px) 100vw, 381px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem demonstrando esquematicamente o ciclo de vida do <i>Eurytrema pancreaticum. </i>Fonte: TESSELE et al., 2013</span></p>
<h2>Como é caracterizado o <i>Eurytrema pancreaticum</i>?</h2>
<p>São comumente encontrados em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/">necropsias</a></strong> e se caracterizam por corpo achatado e de formato ovalado. Medem entre <strong>5 e 8 mm de comprimento e entre 2 e 3 mm de largura</strong> e a superfície do corpo é coberta por uma cutícula lisa e sem espinhos.</p>
<p>Possui duas ventosas, uma oral e uma ventral, que são usadas para fixação no hospedeiro. A ventosa oral está localizada na extremidade anterior e a ventral, também chamada de acetábulo, está situada na região média do corpo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35405" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2.jpg" alt="Eurytrema pancreaticum" width="769" height="485" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2.jpg 769w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-300x189.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-370x233.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-270x170.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-740x467.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-150x95.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 769px) 100vw, 769px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 13px;">Fonte: FERREIRA,2022</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35406" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3.jpg" alt="Eurytrema pancreaticum" width="459" height="211" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3.jpg 459w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3-300x138.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3-370x170.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3-270x124.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3-150x69.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 459px) 100vw, 459px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: FERREIRA,2022</span></p>
<p>O<em> Eurytrema pancreaticum</em> é <strong>hermafrodita</strong>, possuindo tanto órgãos reprodutores masculinos quanto femininos.</p>
<p>O sistema reprodutor masculino inclui testículos esféricos ou ovais localizados na metade posterior do corpo e o sistema reprodutor feminino inclui um ovário, vitelários (glândulas vitelinas) que produzem nutrientes para os ovos, e um útero que geralmente está cheio de ovos.</p>
<h2>Como esse parasita impacta na pecuária leiteira?</h2>
<p>A presença do <i>Eurytrema pancreaticum</i> nos bovinos pode trazer uma série de efeitos negativos, especialmente na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">produção de leite</a></strong>.</p>
<p>Além disso, a infecção causa fibrose e inflamação no pâncreas, levando à substituição do tecido pancreático funcional por tecido fibroso ou adiposo. Isso pode comprometer a função pancreática e a digestão.</p>
<ol>
<li><strong>Redução na produção de leite</strong>: devido a inflamação crônica no pâncreas, a digestão e absorção de nutrientes é prejudicada e isso vai afetar a saúde geral do animal e consequentemente reduzir a produção de leite das vacas em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/">lactação</a></strong>, o que consideramos ser um impacto direto, entretanto, há ainda impactos indiretos, como na qualidade do leite, o que pode afetar a valorização do produto.</li>
<li><strong>Perda de peso</strong>: com o comprometimento da função pancreática, sabemos que o processo de digestão também é comprometido, pois algumas enzimas digestivas essenciais têm sua produção reduzida, e isso vai levar à perda de peso dos animais, mesmo que haja uma dieta equilibrada, em quantidade adequado e que atenda às necessidades nutricionais dos animais.</li>
<li><strong>Desempenho reprodutivo reduzido</strong>: os animais infectados têm a saúde debilitada e isso também irá impactar negativamente na reprodução, o que vai resultar em uma menor <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong> e prenhez.</li>
<li><strong>Maior vulnerabilidade a outras doenças</strong> devido ao comprometimento do sistema imunológico e metabólico.</li>
</ol>
<p>Todos esses fatores em conjunto contribuem para menor desempenho dos índices zootécnicos e somado a outros acometimentos impactam significativamente a produtividade e viabilidade econômica do rebanho.</p>
<h2>Quais são os sinais clínicos da euritrematose?</h2>
<ul>
<li><strong>Redução de consumo</strong><span style="font-weight: 400;">: Pode ocorrer uma diminuição no apetite ou uma ingestão de alimentos irregular, já que o <strong>desconforto digestivo</strong> interfere na alimentação. </span></li>
<li><strong>Apatia</strong><span style="font-weight: 400;">: Os animais acometidos podem se apresentar apáticos e letárgicos, <strong>demonstrando sinais de fraqueza</strong>. Isso é resultado da falta de energia resultante da má digestão e menor aproveitamento dos nutrientes. </span></li>
<li><strong>Caquexia</strong><span style="font-weight: 400;">: Por apresentarem perda de peso ou dificuldade em ganhar peso mesmo com alimentação adequada, a disfunção pancreática vai comprometer a digestão e contribuir para deixar os animais em estado de caquexia. </span></li>
<li><strong>Icterícia</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Quando associamos a icterícia a presença do parasita, ela pode ocorrer devido a compressão dos ductos biliares, pois o parasita pode migrar para os ductos pancreáticos e biliares, causando inflamação e bloqueio desses canais interferindo assim na drenagem adequada da bile para o intestino e contribuindo para o acúmulo de bilirrubina no sangue. </span></li>
<li><strong>Hiperglicemia</strong>:<span style="font-weight: 400;"> O pâncreas tem um papel importante no metabolismo da glicose, pois ele é responsável pela produção de insulina. A infecção por </span><i><span style="font-weight: 400;">Eurytrema pancreaticum</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode danificar o tecido pancreático, incluindo as células beta das ilhotas Langerhans, as quais produzem insulina. Com a menor produção de insulina, o controle da glicemia é comprometido. </span></li>
<li><strong>Glicosúria</strong><span style="font-weight: 400;">: A glicosúria vai ser <strong>consequência direta da hiperglicemia</strong>. Os rins filtram e reabsorvem a glicose a fim de mantê-la no corpo, no entanto, quando os níveis de glicose no sangue se tornam elevados, os rins não conseguem reabsorver toda glicose filtrada e a mesma tende a passar para a urina.</span></li>
</ul>
<h2>Qual o tratamento para a euritrematose?</h2>
<p>Atualmente, <strong>não há tratamento cientificamente comprovado para a parasitose</strong>, visto que não foram identificadas drogas anti-helmínticas eficazes contra o agente e os danos causados pelo parasita são considerados irreversíveis.</p>
<p>Dessa forma, o melhor caminho é atuar em manejos que contribuam para a redução da contaminação, dentre elas temos:</p>
<ul>
<li><strong>Manejo de vetores e hospedeiros intermediários</strong>: reduzir a população dos hospedeiros intermediários é essencial, e para isso, adotar práticas para redução da população de caracóis e insetos, como os gafanhotos e grilos é indicado. Para isso, o ideal é estar atento à drenagem de áreas úmidas e ter protocolos de pulverizações seletivas com inseticidas específicos para áreas com alta infestação dos insetos.</li>
<li><strong>Manejo nutricional e saúde</strong>: o suporte nutricional e o manejo geral da saúde dos animais são cruciais para contribuir para a recuperação. Por isso, ter na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta</a></strong> alimentos de alta qualidade, ricos em nutrientes e energia pode ser fundamental. Além disso, fornecer suplementos vitamínicos, principalmente vitaminas A e E e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">minerais</a></strong> como selênio e zinco, pode fortalecer o sistema imune dos animais.</li>
<li><strong>Rotação de pastagens</strong>: é considerada uma medida preventiva muito importante, pois ao detectar áreas possivelmente contaminadas e estipular um período de descanso para a área, fará com que o ciclo de vida do parasita seja interrompido. Isso pode contribuir para a redução da carga parasitária do rebanho.</li>
</ul>
<h2>Como diagnosticar a presença do parasito e alterações patológicas observadas?</h2>
<p>O diagnóstico posteriormente a suspeita pode ser realizado das seguintes maneiras:</p>
<ol>
<li><strong>Exame coproparasitológico (OPG);</strong></li>
<li><strong>Necropsia</strong> (são agentes que são possíveis de visualização macroscópica e pode-se relacionar ao histórico prévio do animal e a incidência de sinais clínicos semelhantes no rebanho).</li>
</ol>
<p>As lesões pancreáticas causadas por <i>Eurytrema spp</i>. em ruminantes domésticos variam de leve até uma acentuada fibrose, inflamação e perda do tecido pancreático.</p>
<p>Os trematódeos são encontrados no lúmen dos ductos pancreáticos, mas os ovos penetram as paredes dos ductos, causando reação granulomatosa com células gigantes multinucleadas. O tecido pancreático perdido é substituído por tecido fibroso ou adiposo, enquanto o tecido que persiste permanece essencialmente normal.</p>
<p>O tamanho dos trematódeos adultos é inversamente proporcional à intensidade das lesões pancreáticas, refletindo a falta de nutrição devido à destruição tecidual. Em um pâncreas com destruição tecidual mínima, os trematódeos são grandes e ativos, localizados nos ductos maiores.</p>
<p>Em pâncreas gravemente danificados, os trematódeos são pequenos e atróficos, encontrados nos ductos menores. As lesões causadas por <i>E. pancreaticum</i> ocorrem com maior frequência no lobo esquerdo do pâncreas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35407" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4.jpg" alt="Aspecto macroscópico da superfície de corte do pâncreas de um bovino." width="835" height="522" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4.jpg 835w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-300x188.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-768x480.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-370x231.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-270x169.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-740x463.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-150x94.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 835px) 100vw, 835px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Aspecto macroscópico da superfície de corte do pâncreas. Os ductos estão dilatados e contêm exemplares de <i>Eurytrema pancreaticum</i>. O parênquima pancreático apresenta acentuada atrofia. As áreas mais escuras representam reação granulomatosa ao redor de aglomerados de ovos. Fonte: Santos &amp; Alessi,2016</span></p>
<h2>Previna perdas e proteja o desempenho do rebanho</h2>
<p>O <em data-start="138" data-end="162">Eurytrema pancreaticum</em> pode afetar seriamente a saúde e a produtividade das vacas leiteiras, gerando prejuízos diretos à fazenda. Saber identificar, prevenir e manejar corretamente esse parasita é essencial para manter o rebanho saudável e a produção em alta.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-euritrematose&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar sanidade, nutrição e gestão para resultados sustentáveis e lucrativos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-euritrematose&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38993 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="1389" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg 1389w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-1024x347.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-768x260.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-740x251.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1389px) 100vw, 1389px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Ceratoconjuntivite Infecciosa Bovina: como proteger a saúde ocular do seu rebanho ?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Sep 2024 11:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Ceratoconjuntivite infecciosa bovina (CIB) ou Pinkeye (Olho Rosa) como também é conhecida é uma doença ocular altamente contagiosa. Quando se trata de bovinos temos uma alta incidência entre animais de recria e vacas de produção, trazendo um alto prejuízo aos produtores. É uma doença comum em sistemas de produção intensiva ou extensiva, sendo um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Ceratoconjuntivite infecciosa bovina (CIB)</strong> ou <strong><i>Pinkeye</i> (Olho Rosa)</strong> como também é conhecida é uma doença ocular altamente contagiosa. Quando se trata de bovinos temos uma alta incidência entre animais de recria e vacas de produção, trazendo um alto prejuízo aos produtores.</p>
<p>É uma <strong>doença comum em sistemas de produção intensiva ou extensiva</strong>, sendo um desafio para a saúde animal e a produção de leite.</p>
<p>Nesse texto iremos abordar sobre a Ceratoconjuntivite infecciosa bovina, destacando os agentes etiológicos mais envolvidos e os principais sinais clínicos a depender da fase da doença.</p>
<p>Além disso, vamos destacar os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença, os impactos ocasionados na saúde, formas de prevenir e tratar o problema.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Qual o agente etiológico da doença?</h2>
<p>A Ceratoconjuntivite infecciosa bovina (CIB) é causada principalmente pela <strong><i>Moraxella bovis</i></strong>, uma bactéria gram negativa comum a microbiota ocular bovina que é o maior causador de CIB.</p>
<p>Além desta bactéria temos outros patógenos, como a recentemente encontrada<i> Moraxella bovoculi</i> e <i>Mycoplasma bovoculi</i>, que, embora não tenham sido amplamente estudadas, já foram encontradas em amostras de animais doentes.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais os sinais clínicos?</h2>
<p>A doença é separada em fases ou estágios. Sendo:</p>
<h3>Fase 1</h3>
<p>Nesta fase observamos muito <strong>lacrimejamento</strong> (fator marcante da doença), <strong>blefarospasmo</strong> (piscar mais que o normal) e <strong>fotofobia</strong>. Por conta da inflamação o olho ou os olhos ficam esbranquiçados pela presença de líquido inflamatório, há presença de febre e dor.</p>
<p>Em consequência o animal pode ter dificuldade para comer e se os dois olhos estiverem afetados a movimentação tende a ser evitada.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35079" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-1.jpg" alt="Sinais clínicos da ceratoconjuntivite infecciosa bovina" width="406" height="158" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-1.jpg 406w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-1-300x117.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-1-370x144.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-1-270x105.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-1-150x58.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Kasimanickam, Ram e Parish, Steve (2011)</span></p>
<h3>Fase 2</h3>
<p>Após a aparição dos primeiros sinais clínicos, <strong>entre 24 a 48 horas irá começar o aumento da opacidade ocular</strong> que vai do centro à extremidade.</p>
<p>Ainda nesta fase, o entorno da córnea começa a ficar de cor rósea pelo aumento da vascularização no local e pela congestão dos vasos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35077" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-2.jpg" alt="Bovino com sintomas de ceratoconjuntivite infecciosa bovina" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-2.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-2-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-2-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Foto: Laryssa Mendonça</span></p>
<h3>Fase 3</h3>
<p>Nessa fase é normal o <strong>aparecimento de ulcerações no olho do bovino</strong> dentro de uma semana e intensificação das cores brancas chegando a ficar amareladas pela presença de fibrina oriunda lesão interna do olho.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35080" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-3.jpg" alt="Ceratoconjuntivite infecciosa bovina" width="217" height="157" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-3.jpg 217w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-3-150x109.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 217px) 100vw, 217px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Kasimanickam, Ram e Parish, Steve (2011)</span></p>
<h3>Fase 4</h3>
<p>No período de <strong>3 a 4 semanas após o início dos sinais, temos a fase de recuperação nos animais</strong> que resistiram à infecção.</p>
<p>Ao final desta fase fica uma cicatriz que pode ser mais evidente dependendo da gravidade da doença.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35082" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-4.jpg" alt="Ceratoconjuntivite infecciosa bovina" width="399" height="155" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-4.jpg 399w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-4-300x117.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-4-370x144.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-4-270x105.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-4-150x58.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 399px) 100vw, 399px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Kasimanickam, Ram e Parish, Steve (2011)</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-pinkeye&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais os fatores de risco para o desenvolvimento da doença?</h2>
<p>A CIB começa por vários fatores, sejam <strong>ambientais, contagiosos e genéticos</strong>.</p>
<p>Quando pensamos em ambiente precisamos entender que o olho é uma estrutura sensível e que pode ser afetada de diversas maneiras, sejam elas mecânicas ou não. De forma mecânica, através do contato com a córnea.</p>
<p>Como principais exemplos temos, <strong>atrito com folhagens</strong> como algumas invasoras espiculares e <strong>irritação intensa por poeira</strong>.</p>
<p>Além disso, dentro do ambiente, podemos destacar a exposição intensa da córnea à luz do sol ou mais especificamente a ultravioleta. Esta também pode causar irritação da córnea causando propensão ao desenvolvimento da CIB.</p>
<p>Quando falamos de fatores contagiosos no <i>pinkeye</i> precisamos estar atentos, pois é uma doença que se espalha muito facilmente na recria e nos animais de produção. A contaminação pode ocorrer de várias formas. Os principais são:</p>
<ul>
<li>Pela secreção ocular, o que se dispersa no ambiente através de estruturas como canzis e fômites;</li>
<li>Por contato entre os animais;</li>
<li>Vetores como a mosca do estábulo (<i>Stomoxys calcitrans</i>) e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/moscas-como-controlar-e-evitar-perdas-nas-fazendas/">mosca doméstica</a></strong> (<i>Musca domestica</i>).</li>
</ul>
<p>Esses vetores, quando pousam no olho ou na secreção dos animais doentes e pousam nos saudáveis, disseminam as bactérias causadoras através das patas ou do aparelho bucal, além de também causarem irritação.</p>
<p>O período do <strong>verão é um agravante para a incidência de mais casos no rebanho</strong>. Como citado anteriormente, o aumento da incidência de raios UV e a presença das moscas, comuns nesta época do ano, aumentam significativamente. Dessa forma, temos de ter atenção redobrada durante o verão.</p>
<p>O último fator a se destacar está relacionado à genética. <strong>Animais com característica de mucosa e coloração de pele mais clara ao redor dos olhos,</strong> como a raça Hereford, se apresentam mais susceptíveis desenvolver essa morbidade.</p>
<h2>Quais os impactos na saúde e manejo dos animais?</h2>
<p>A ceratoconjuntivite infecciosa bovina traz diversos problemas aos animais afetados e prejuízo ao produtor. O bezerro ou a vaca afetada passa por <strong>cegueira momentânea durante o período efetivo da doença</strong>, e em casos graves o animal pode perder a visão do olho afetado.</p>
<p>Durante o período da morbidade o bovino passa por um período de muito estresse por conta da dor intensa e a falta de visão. Dentre as consequências desse estresse, podemos citar:</p>
<ul>
<li>Falta de interesse por alimento;</li>
<li>Desconforto;</li>
<li>Perda de peso;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">Queda na produção de leite</a></strong>.</li>
</ul>
<p>Estudos já afirmaram que em bezerras próximas a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/">desmama</a></strong> os resultados da perda de peso chegam a variar cerca de 7 a 15 kg comparados a animais saudáveis. Podendo possivelmente afetar o desempenho reprodutivo e produtivo do animal.</p>
<h2>Como é feito o diagnóstico?</h2>
<p>O diagnóstico desta doença pode ser feito através de <strong>ronda sanitária</strong> observando os sinais clínicos (lacrimejamento, ulceração e inflamação ocular).</p>
<p>Uma forma de diagnóstico preciso seria realização de cultura com <i>swab</i> para identificar especificamente qual o agente causador de CIB no rebanho, ajudando no tratamento mais apropriado.</p>
<h2>Como é feito a prevenção e tratamento?</h2>
<p>Para prevenir a ocorrência de casos na sua propriedade alguns cuidados devem ser tomados.</p>
<ul>
<li><strong>Manejo ambiental</strong>: É importante que haja controle de plantas invasoras na pastagem, sendo roçadas para evitar acidentes e dispersão de pólen que também pode causar irritação ocular nos animais mantidos no sistema a pasto. O controle da poeira também é importante. Buscar cascalhar a região ao redor das vacas ou molhar nas épocas com mais poeira. A necessidade de sombra ou formas das vacas e bezerros se esconderem do sol é importante para evitar a agressão dos olhos por raios UV, principalmente na época do verão.</li>
<li><strong>Controle de vetores</strong>: Para evitar a presença de moscas a higiene do ambiente é importante, pensando principalmente no acúmulo de matéria orgânica que é um atrativo para as moscas. Utilizar armadilhas, repelentes e inseticidas são práticas que contribuem para minimizar a presença e reprodução das moscas e consequentemente reduzir a transmissão da doença.</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-em-bezerros/"><strong>Vacinação</strong>:</a> Temos vacinas para prevenir casos de CIB nas fazendas, sendo elas comerciais e autógenas, as quais podem ser incluídas nos programas de imunização do rebanho.</li>
</ul>
<p>Quanto a eficiência dessas vacinas, existem estudos divergentes. Entretanto, trabalhos já demonstraram que a incidência da doença foi levemente menor em animais vacinados com a vacina autógena, mostrando um melhor desempenho e segurança ao produtor.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35081" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-5.jpg" alt="Gráfico demonstrando porcentagem de animais incidentes com CIB após o tratamento vacinal com as 3 opcões de vacina" width="734" height="660" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-5.jpg 734w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-5-300x270.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-5-370x333.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-5-335x300.jpg 335w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-5-270x243.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-5-334x300.jpg 334w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/pinkeye-5-150x135.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 734px) 100vw, 734px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">O gráfico acima demonstra a porcentagem de animais incidentes com CIB após o tratamento vacinal com as 3 opções de vacina, Autogena comercial e a Sham vaccine, que foi aplicado o grupo de animais controle como placebo. Neste gráfico observamos que embora a diferença seja caracterizada baixa ainda temos um melhor resultado com a vacina autógena. </span><span style="font-size: 13px;">Fonte: HILLE, Matthew M. et al. (2022)</span></p>
<p>As opções de tratamento após o início da doença contam com o uso de antibióticos e anti-inflamatórios.</p>
<p>Bases antimicrobianas como as pertencentes das famílias das oxitetraciclinas, cefalosporinas, dos beta-lactâmicos como a penicilina e dos aminoglicosídeos como a gentamicina se mostraram efetivos contra as bactérias do gênero <i>Moraxella</i> spp.</p>
<p>A via de administração utilizada deve ser de acordo com a apresentação do medicamento, sendo: intramuscular, subconjuntival (entre o olho e a pálpebra no caso de medicamento no formato de pasta) ou subcutâneo.</p>
<p>Além disso, é importante o isolamento dos animais afetados visando a prevenção da propagação da doença no rebanho.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A ceratoconjuntivite infecciosa bovina é uma condição que requer atenção no manejo dos bovinos leiteiros, devido ao seu <strong>impacto na saúde ocular e na produtividade do rebanho</strong>.</p>
<p>A prevenção por meio do controle de vetores, boas práticas de manejo e a vacinação é considerada a melhor estratégia para evitar surtos e assim minimizar prejuízos econômicos da propriedade.</p>
<h2>Proteja a visão do rebanho e garanta produtividade</h2>
<p>A Ceratoconjuntivite Infecciosa Bovina pode comprometer a saúde, o bem-estar e o desempenho produtivo das vacas. Mais do que tratar, é fundamental saber prevenir de forma estratégica.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-pinkeye&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende como implementar protocolos de saúde, manejo e gestão que evitam prejuízos e aumentam a rentabilidade, aplicando no campo o que há de mais eficiente na produção de leite.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-pinkeye&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/luan-paiva.jpg" alt="Luan Paiva - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/luan-paiva.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/luan-paiva-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/luan-paiva-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Salmonelose bovina: impactos na saúde animal e como proteger seu rebanho</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/salmonelose-bovina-impactos-na-saude-animal-e-como-proteger-seu-rebanho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2024 11:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[diarreia]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os bezerros podem ser infectados por uma variedade de sorotipos de Salmonella dentro de horas e dias após o seu nascimento, e as consequências desta exposição podem ser variáveis, a depender do equilíbrio entre a imunidade do hospedeiro, a virulência do patógeno e também “dose” de exposição ao patógeno. Ao longo deste texto vamos desvendar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os bezerros podem ser infectados por uma variedade de sorotipos de <i><strong>Salmonella</strong> </i>dentro de horas e dias após o seu nascimento, e as consequências desta exposição podem ser variáveis, a depender do equilíbrio entre a imunidade do hospedeiro, a virulência do patógeno e também “dose” de exposição ao patógeno.</p>
<p>Ao longo deste texto vamos desvendar <strong>um dos agentes mais comuns associados à diarreia</strong>, discutir suas características, fisiopatologia e cuidados para reduzirmos os riscos a gravidades dos quadros nas bezerras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Conhecendo o agente etiológico</h2>
<p>O gênero <i>Salmonella </i>é uma bactéria gram-negativa, intracelular facultativa, anaeróbia e anaeróbia facultativa, pertencente à família Enterobacteriaceae. Possui ótima faixa de crescimento em temperatura entre 35º a 37º C e pH entre 6,5 e 7,5.</p>
<p>Existem 2.579 sorovares de <i>Salmonella </i>spp., sendo os com maiores responsáveis pela salmonelose em bezerros os sorotipos <strong><i>S. Typhimurium </i>e <i>S. Dublin</i></strong><i><strong>.</strong> </i></p>
<p>A prevalência dos sorovares variam dependendo das localidades, dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/">manejos sanitários</a></strong> realizados, medidas de higiene definidas, localização e variações ambientais e individuais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35070" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1.jpg" alt="Bezerra com quadro clínico de diarreia" width="700" height="631" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1.jpg 700w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1-300x270.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1-370x334.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1-270x243.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1-333x300.jpg 333w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1-150x135.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Bezerra com quadro clínico de diarreia. Fonte: Maria Fernanda Faria</span></p>
<p>A <i>Salmonella </i>é isolada comumente em surtos de diarreia, em especial a <i>Salmonella Dublin, </i>em unidades de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/criacao-de-bezerras-leiteiras-e-seus-desafios/">criação de bezerros</a></strong>, onde estes são comprados de diferentes fontes. Durante surtos de salmonelose, não é incomum encontrar entre 70 a 80% dos bezerros eliminando a bactéria.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38345 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book criação de bezerras leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Como ocorre a infecção por <i>Salmonella</i>?</h2>
<p>A principal rota de infecção é por meio da <strong>transmissão fecal-oral</strong>, no entanto, já foram identificadas outras rotas de infecção como a mucosa do trato respiratório superior e da conjuntiva.</p>
<p>Após a ingestão, a <i>Salmonella </i>irá <strong>colonizar o trato intestinal</strong> e invade por meio das células M (células especializadas nos tecidos linfoides intestinal) os enterócitos e tecido linfóide tonsilar.</p>
<p>Por meio deste último, a <i>Salmonella </i>ganha entrada nos fagócitos mononucleares e rapidamente são disseminados pelo corpo, a capacidade de infectar os bezerros por meio das tonsilas já foi observado em experimentos, e foi isolada do tecido dentro de 3 horas após infecção.</p>
<p>Os mecanismos básicos de virulência incluem:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Habilidade de invadir a mucosa intestinal;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Multiplicação nos tecidos linfóides;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Evasão do sistema de defesa do hospedeiro, levando a doença de forma sistêmica.</li>
</ul>
<p>A diarreia associada a salmonelose é <strong>mediada pela resposta inflamatória à infecção</strong>, existindo uma correlação positiva entre a severidade das lesões histopatológicas detectadas na mucosa do íleo e o volume de secreção de fluido.</p>
<p>A liberação das endotoxinas, prostaglandinas e citocinas pró-inflamatórias (interleucinas e fator de necrose α) também promovem aumento da permeabilidade vascular e hipersecreção.</p>
<p>A descamação das células epiteliais intestinais leva a hemorragia aguda, produção de fibrina, má digestão e má absorção.</p>
<p>O estado hiperosmótico resultante dentro do lúmen do intestino atrai o líquido para o trato intestinal, contribuindo para uma perda de água, sódio, potássio e bicarbonato. Danos na mucosa também contribuem para a perda de proteínas, resultando em hipoproteinemia.</p>
<p>Alguns sorovares como <i>S. Dublin </i>e algumas cepas de <i>S. Typhimurium </i>possuem como característica de virulência um plasmídeo que carrega um gene SpV, que promove a sobrevivência da <i>Salmonella </i><span style="font-weight: 400;">nos macrófagos. Associado a isso, a capacidade de sobreviver intracelularmente dentro das células reticuloendoteliais de fígado e baço, gânglios linfáticos e macrófagos contribuem para a virulência. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-salmonelose&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Sinais clínicos da salmonelose</h2>
<p>Em relação às características da infecção, a <i>Salmonella </i>é um agente invasivo, associado a severas lesões de mucosa, infecção dos linfonodos e <strong>pode resultar em um quadro de septicemia nos bezerros</strong>.</p>
<p>As fezes podem ter:</p>
<ul>
<li>Leve redução do volume;</li>
<li>Odor desagradável;</li>
<li>Presença de sangue;</li>
<li>Rajadas de fibrina;</li>
<li>Presença de muco.</li>
</ul>
<p>Ao contrário da maioria dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/">outros patógenos associados à diarreia</a></strong>, a salmonelose é comumente associada a febre, anorexia, depressão e pode ou não ser concomitante à desidratação.</p>
<p>Outras lesões podem ser observadas durante o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/">exame <i>post mortem</i></a></strong> e nestas se incluem <strong>congestão pulmonar e hemorragias na submucosa e subserosa</strong>, presença de petéquias em vários órgãos, incluindo intestinos e coração.</p>
<p>Podem ser identificadas inflamação da bexiga urinária e evidências histopatológicas de colecistite, edema de aumento e hemorragia também são observadas nos linfonodos mesentéricos, além disso, erosões na mucosa abomasal podem ser observadas, particularmente em infecções por <i>Salmonella Dublin. </i></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35071" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-3.jpg" alt="Imagem demonstrando depósitos de fibrina no intestino delgado de bezerros com salmonelose" width="505" height="185" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-3.jpg 505w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-3-300x110.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-3-370x136.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-3-270x99.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-3-150x55.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 505px) 100vw, 505px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem demonstrando depósitos de fibrina no intestino delgado de bezerros com salmonelose. B. Enterite catarral hemorrágica em bezerros com salmonelose. Fonte: Mohler et al., 2009</span></p>
<p>Bezerros morrendo de salmonelose apresentam comumente bacteremia, sendo assim, o isolamento de <i>Salmonella </i>de locais sistêmicos na necropsia fornece evidências robustas de causalidade, além de permitir realizar teste de sensibilidade microbiana, importantes para o tratamento de outros animais.</p>
<p>Se os animais foram sacrificados para necropsia durante uma investigação do rebanho, é mais importante coletar amostras de bezerros durante o estágio agudo da doença.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35072" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-2.jpg" alt="Espessamento da parede abomasal e erosão da mucosa e submucosa" width="292" height="219" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-2.jpg 292w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-2-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 292px) 100vw, 292px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Espessamento da parede abomasal e erosão da mucosa e submucosa, que pode ser visto em quadros crônicos de salmonelose em bezerros. Fonte: Mohler et al., 2009</span></p>
<h2>Tratamento da salmonelose</h2>
<p>As principais características clínicas das infecções por <i>Salmonella </i>em bezerras são associadas a <strong>desidratação, desequilíbrios eletrolíticos, endotoxemia e bacteremia</strong>.</p>
<p>O tratamento consiste em r<strong>eposição de fluido e eletrólitos pedidos</strong>, reduzir a cascata inflamatória pelo uso de anti-inflamatórios não esteroidais, e quando necessário antimicrobianos.</p>
<p>Durante um <strong>surto</strong> no rebanho, <strong>a idade dos bezerros afetados deve ser levada em consideração</strong> e instituída de forma profilática de hidratação e eletrólitos, visando prevenir o quadro de desidratação e acidose nas bezerras. É importante fazer o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/soro-para-bezerros-e-seus-beneficios/">fornecimento do soro oral</a></strong> entre os aleitamentos.</p>
<p>Iniciar a fluidoterapia oral no início do curso da doença<span style="font-weight: 400;"> é mais efetivo já que neste momento, as bezerras ainda possuem bom reflexo de sucção. </span></p>
<h2>Controle e prevenção</h2>
<p>Como mencionado anteriormente, três variáveis determinam o efeito das interações hospedeiro-<i>Salmonella: </i>a imunidade do hospedeiro, a “dose” do patógeno e a virulência do patógeno.</p>
<p>Juntamente a isso, as <strong>condições ambientais</strong> também possuem um forte potencial de influenciar os efeitos das três variáveis.</p>
<p>Uma abordagem do controle de doenças já foi definida da seguinte forma:</p>
<ol>
<li>Remover a fonte de infecção do ambiente das bezerras.</li>
<li>Remover as bezerras do ambiente contaminado.</li>
<li>Aumentar a imunidade inespecífica das bezerras.</li>
<li>Aumentar a imunidade específica das bezerras.</li>
<li>Reduzir o estresse.</li>
</ol>
<h3>Fonte de infecção</h3>
<p>A <i>Salmonella </i>pode ser introduzida na fazenda por alimentos contaminados, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/">água</a></strong>, fertilizantes, animais infectados, animais selvagens, insetos, pessoas e equipamentos.</p>
<p>Por isso, o controle da Salmonella envolve um <strong>bom manejo alimentar</strong>, implementação de <strong>boas práticas de criação</strong> que evitem o comprometimento da imunidade das bezerras, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-de-residuos-na-pecuaria-leiteira/">gestão de resíduos</a></strong>, preparação e armazenamento adequado de forragens e alimentos, <strong>bom manejo nutricional e ambiental</strong>.</p>
<h3>Maternidade e seus manejos</h3>
<p>Os bezerros possuem inúmeras oportunidades de serem infectados por <i>Salmonella, </i>eles podem ser expostos, por exemplo, por material fecal da mãe durante o parto quando o bezerro é exposto ao ambiente ou quando estes entram em contato com a parte inferior da vaca quando tentam mamar.</p>
<p>Além disso, a <i>Salmonella </i>pode se proliferar em materiais de cama da baia maternidade onde a presença de umidade, por exemplo, favorece a proliferação.</p>
<p>Para minimizar os riscos de contaminação é importante controlar o tempo em que as vacas permanecem na baia maternidade, escolher o material da cama adequado, ter uma frequência adequada de troca da cama e também reduzir os riscos de exposição, evitando manter as bezerras por longos períodos na baia maternidade.</p>
<h3>Imunidade</h3>
<p>Associado aos manejos na higiene da maternidade, é essencial fornecer de adequada <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/">colostragem</a></strong> aos animais, realizar a devida <strong>cura de umbigo</strong> e associar a vacinação pré-parto das vacas e das bezerras no momento adequado.</p>
<h3>Instalações</h3>
<p>As bezerras devem ser mantidas em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bezerreiro-como-devem-ser-as-instalacoes-para-bezerras-leiteiras/">ambientes limpos, secos e confortáveis</a></strong>, com boa drenagem e que não seja exposto a fezes do gado adulto ou outras formas de infecção.</p>
<h2>Manejo das bezerras doentes com <i>Salmonella</i></h2>
<p>Bezerras doentes <strong>podem liberar 10^9 <i>Salmonella </i>por grama de fezes</strong>, o que amplifica os níveis bacterianos do ambiente, além de contaminar o equipamento e os colaboradores do bezerreiro.</p>
<p>Existem <strong>duas linhas de abordagem</strong> no manejo das bezerras doentes:</p>
<p><strong>1. Retirada rápida das bezerras infectadas para uma baia ou lote de enfermaria para tratamento, visando minimizar a contaminação do ambiente e reduzir o desafio para outras bezerras da área. </strong></p>
<p>A alta prevalência de eliminação da Salmonella é observada em bezerras com 24 horas de idade, com manifestação da doença de 4 a 7 dias de idade, portanto a exposição à salmonela pode ter sido significativa no momento em que as bezerras doentes foram removidas.</p>
<p>Um ponto que pode ser um desafio é o uso de um lote ou baia para animais doentes, que pode ser uma fonte de infecção por patógenos mistos se não houver quarentena rigorosa e medidas apropriadas de procedimentos e gestão dos animais não forem mantidas.</p>
<p><strong>2. Observação de que, no momento em que os bezerros infectados forem identificados, outros bezerros do grupo já foram expostos aos patógenos</strong>.</p>
<p>Portanto, a movimentação de bezerros pode ser contraindicada devido a potencial disseminação da <i>Salmonella.</i></p>
<p>A decisão de mover os bezerros depende do número de bezerros afetados e restrições de espaço, diante de um surto da doença é importante ser capaz de quebrar o ciclo de infecção evitando a colocação de bezerras neonatos ao ambiente contaminado.</p>
<p>Antes de transportar as bezerras doentes é importante considerar a disponibilidade de ambiente limpo. Se o espaço limpo for limitado é interessante preservar essa área para os bezerros neonatos.</p>
<p><strong>A <i>Salmonella </i>é um dos agentes mais prevalentes na casuística da diarreia de bezerras</strong>, diante do seu grande desafio de controle nas propriedades ao redor do mundo, é de grande importância conhecermos mais sobre o agente e entender como ser feito o manejo adequado da imunidade, ambiente e controle das propriedades leiteiras.</p>
<p>Dessa forma, reduzimos os riscos de as bezerras desenvolverem salmonelose, garantindo que estas atinjam seu potencial produtivo esperado no futuro e contribuam para a sustentabilidade do negócio.</p>
<h2>Sanidade forte para proteger seu rebanho e sua rentabilidade</h2>
<p>A salmonelose bovina pode causar sérios prejuízos à saúde do rebanho e à produção de leite.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-salmonelose&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias de prevenção, diagnóstico e manejo que protegem os animais, mantêm a produtividade em alta e garantem mais lucro para a fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-salmonelose&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/salmonelose-bovina-impactos-na-saude-animal-e-como-proteger-seu-rebanho/">Salmonelose bovina: impactos na saúde animal e como proteger seu rebanho</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Como fazer o agrupamento de vacas leiteiras? Veja principais estratégias</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/agrupamento-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Sep 2024 11:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O agrupamento dos animais e formação dos lotes são pontos essenciais para garantir uma nutrição adequada aos animais da propriedade, e por isso, conhecer a exigência nutricional dos animais da fazenda é um ponto extremamente importante. A formação de grupo de animais é uma tarefa fundamental, principalmente em nossos rebanhos brasileiros, pois existem ainda muita [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O agrupamento dos animais e formação dos lotes são pontos essenciais para garantir uma nutrição adequada aos animais da propriedade, e por isso, conhecer a exigência nutricional dos animais da fazenda é um ponto extremamente importante.</p>
<p>A formação de grupo de animais é uma tarefa fundamental, principalmente em nossos rebanhos brasileiros, pois existem ainda muita <strong>heterogeneidade entre os animais</strong>.</p>
<p>Essa característica leva a uma variação da demanda nutricional dentro do rebanho e entre rebanhos, pois existem rebanhos de animais Gir, Mestiços e Holandês, por exemplo, com grande variação interna de grau de sangue.</p>
<p>Nesse texto iremos entender como podemos <strong>realizar a divisão de grupos de vacas leiteiras</strong>, levando em consideração vacas secas e em lactação, seguindo alguns critérios específicos como ordem de parto, DEL e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal</a></strong>.</p>
<p>Além disso, vamos evidenciar pontos importantes quanto à movimentação dos animais nos lotes, pensando principalmente na mudança social que ocorre e como podemos fazer avaliações após esse manejo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Mas quais os critérios para realizar uma divisão de lotes?</h2>
<p>O melhor critério para agrupamento dos animais é através da <strong>exigência nutricional</strong>, nesse sentido, queremos agrupar os animais o mais próximo possível dessa característica e com o mínimo possível de variabilidade de exigência entre os animais do lote. Para fazer isso devemos <strong>definir critérios de ordenamento</strong>.</p>
<p>A divisão de lotes de vacas leiteiras visa otimizar a eficiência produtiva, a alimentação e também o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar do rebanho</a></strong>.</p>
<p>Para termos a formação de grupos de forma bem sucedida é essencial que seja levado em consideração alguns critérios que irão afetar diretamente as necessidades e características dos animais, segregando inicialmente os animais produtivos, ou seja, as vacas que estão em lactação e as vacas secas.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/limite-de-secagem-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-limite-secagem&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38402 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem.png" alt="Planilha e guia limite de secagem de vacas leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/kit-limite-secagem-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Vacas secas</h3>
<p>Existem duas características de vacas secas dentro da propriedade:</p>
<ol>
<li><strong>Vacas secas a 45/60 dias do parto</strong> = Esses animais devem ser agrupados separadamente dos demais e fazer parte do “lote de vacas secas”.</li>
<li><strong>Vacas secas com 30 dias até o dia do parto, ou seja, vacas secas de pré-parto</strong> = Esses animais com data próxima do parto também devem compor um lote distinto, denominado de “lote pré-parto”.</li>
</ol>
<p>Estes são grupos de animais diferentes que também possuem exigências nutricionais particulares, as vacas em pré-parto, por exemplo, precisam de uma dieta que as prepare para o período de transição, ou seja, para o período em que sofrerão alterações do seu metabolismo e nível de exigência.</p>
<p>Já as vacas secas, que possuem menor exigência nutricional, necessitam de uma dieta de mantença equilibrada para garantir que mantenham um bom escore de condição corporal.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-agrupamento-vacas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Faça sua inscrição no Curso Gestão na Pecuária Leiteira do Rehagro!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Vacas em produção</h3>
<p>Nas vacas em produção, podemos adotar como critério também a sua <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">exigência nutricional</a></strong>.</p>
<p>Nesta categoria, a característica mais correlacionada com a exigência nutricional é a produção de leite, ou seja, quanto maior a produção das vacas maior a sua exigência, assim como as vacas de baixa produção terão menor exigência.</p>
<p>Visando refinar ainda mais o agrupamento das vacas em produção podemos associar aos seguintes critérios:</p>
<ul>
<li><strong>Ordem de parto</strong>:  independentemente da produção leiteira, <strong>podemos definir a separação das vacas primíparas e multíparas</strong>. É uma estratégia muito utilizada nas fazendas e com benefícios para os animais.</li>
</ul>
<p>Separar as primíparas das vacas é uma estratégia interessante na propriedade, pois foram observados muitos benefícios pela adoção dessa prática.</p>
<p>Vários estudos já demonstraram que quando as primíparas são separadas elas passam mais tempo consumindo a dieta, descansam por mais tempo e ao final da lactação tem maior produção de leite quando comparadas àquelas que permanecem junto com vacas multíparas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35063" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas.jpg" alt="Estudo sobre novilhas juntas e separadas" width="841" height="274" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas.jpg 841w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-300x98.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-768x250.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-370x121.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-270x88.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-740x241.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 841px) 100vw, 841px" /></p>
<ul>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/dias-em-lactacao-del/"><strong>Dias em Lactação (DEL)</strong></a>: com a avaliação do DEL podemos criar um lote de vacas pós-parto. Nesse agrupamento as vacas até 30 dias de DEL ficam no lote de pós parto, independente da produção de leite.</li>
<li><strong>Condição corporal das vacas.</strong></li>
<li><strong>Situação reprodutiva.</strong></li>
</ul>
<h3>Mudanças de lotes</h3>
<p>O manejo de agrupamento dos animais deve ser feito com certa frequência, porém, a mesma não deve ser muito intensa, pois <strong>toda vez que mudamos as vacas de lote estaremos alterando a hierarquia do grupo</strong>. Para esse manejo, é fundamental a avaliação do controle leiteiro da fazenda, pois ele será o nosso principal direcionador para o agrupamento na fazenda.</p>
<p>Um estudo mediu os parâmetros das vacas um dia antes de fazer a alteração de lote, observando o tempo de permanência consumindo a dieta, o número de idas ao cocho, o tempo que permaneciam deitadas e o número de confrontações observadas.</p>
<p>Após o manejo de mudança de lote de alguns animais, ocorrido no dia seguinte, observaram que o tempo comendo, idas ao cocho e o tempo de permanência deitadas foi reduzido, entretanto, o número de confrontações aumentou.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35064" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-1.jpg" alt="Dados sobre mudanças de vacas leiteiras de lotes" width="703" height="168" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-1.jpg 703w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-1-300x72.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-1-370x88.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-1-270x65.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/agrupamento-de-vacas-1-150x36.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 703px) 100vw, 703px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Krohn e Konggaard, 1980</span></p>
<p>Seis dias após a mudança, os animais do grupo foram novamente avaliados e foi possível observar que as vacas já possuíam uma rotina normal, evidenciando que o retorno dessa rotina só ocorre depois de 6 dias no novo grupo.</p>
<p>Por isso, se realizamos alterações frequentes e com intervalos curtos, estaremos induzindo mais competição dentro do grupo e consequentemente perderemos em produção de leite.</p>
<p>Mas quais são os critérios para mudança social:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Mudar vacas de grupo <strong>quebra a hierarquia social do grupo</strong>, por isso, 1 semana é requerida para a hierarquia de dominância ser restabelecida e estabilizada após novas vacas serem introduzidas no grupo.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Mudar várias vacas de lote ao invés de mudar poucas pode reduzir brigas.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estar ciente que a mudança de grupo <strong>causa estresse social e nutricional</strong> (composição diferente de dieta e mudanças nos horários de alimentação e ordenha). </span></li>
</ul>
<h2>Avaliações pós divisão dos lotes</h2>
<p>Após a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-realizar-a-separacao-de-lotes-atraves-da-curva-de-lactacao/">divisão dos lotes</a></strong>, é fundamental mantermos uma avaliação contínua dos lotes, para sabermos se as mudanças realizadas estão atendendo a demanda de cada lote.</p>
<p>O monitoramento do consumo alimentar, produção de leite e escore corporal e saúde, são pontos importantes.</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Consumo alimentar</strong>: Monitorar o nível de consumo de cada lote, para sabermos se a quantidade de dieta fornecida está de fato sendo consumida a fim de atender às exigências dos animais é essencial. Além disso, realizar a leitura do escore de cocho periodicamente é uma prática fundamental no dia a dia da operação.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Produção de leite</strong>: Fazer a pesagem de leite periodicamente é fundamental para saber se os manejos e dietas daquele lote estão de acordo com o previsto.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Escore corporal</strong>: Juntamente com o consumo alimentar o escore corporal pode ser utilizado para fazer uma avaliação mais minuciosa dos lotes e assim identificar oportunidades tanto na dieta quanto no manejo alimentar.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A prática de formação de grupos em vacas leiteiras é fundamental para <strong>garantir o manejo eficiente, melhorar a saúde animal e aumentar a produtividade</strong>.</p>
<p>A separação do rebanho em grupos menores, baseado em características e necessidades específicas, traz uma série de benefícios que impactam diretamente a lucratividade e o bem-estar dos animais.</p>
<h2>Agrupe melhor, produza mais e aumente o lucro</h2>
<p>O agrupamento de vacas é uma estratégia poderosa para potencializar a produtividade, otimizar recursos e melhorar o bem-estar animal.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-agrupamento-vacas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende como aplicar dados e indicadores para formar lotes de forma inteligente, aumentar a eficiência alimentar e maximizar o desempenho do rebanho.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Autores: Rafaela Gandra e Ricardo Peixoto &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
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		<title>Necropsia na bovinocultura: como realizar e qual sua contribuição para a saúde do rebanho?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 16:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[rebanho]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na bovinocultura, a criação dos animais em grupo pode facilitar a disseminação de agentes infecciosos ou parasitários, além da possibilidade de haver manifestação clínica coletiva quando há fatores que desencadeiam distúrbios metabólicos, nutricionais ou até mesmo intoxicações. Dessa forma, a realização da necropsia dos animais se torna uma ferramenta primordial tanto para o diagnóstico individual [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na bovinocultura, a criação dos animais em grupo pode facilitar a disseminação de agentes infecciosos ou parasitários, além da possibilidade de haver manifestação clínica coletiva quando há fatores que desencadeiam distúrbios metabólicos, nutricionais ou até mesmo intoxicações.</p>
<p>Dessa forma, a <strong>realização da necropsia</strong> dos animais se torna uma ferramenta primordial tanto para o <strong>diagnóstico individual</strong> quanto para o <strong>diagnóstico de rebanho</strong>.</p>
<p>Nesse texto iremos trazer informações a respeito da necropsia em bovinos leiteiros, abordando desde como deve ser executada e quais são as suas etapas, além de também ressaltar a importância da sua realização.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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<h2>O que é esse exame e o que se deve saber antes de realizar?</h2>
<p>O exame de <strong>necropsia</strong>, também chamado de exame <i>post mortem</i>, é uma ferramenta diagnóstica fundamental utilizada na medicina veterinária, sobretudo, na medicina de produção. Reconhecida por ser uma metodologia simples e acessível, é possível que sua aplicação seja feita em clínicas, hospitais ou até mesmo no campo.</p>
<p>Um bom exame <i>post mortem</i> deve ser feito de forma completa, seguindo uma sequência definida que garanta uma avaliação criteriosa de todos os órgãos, observando as alterações morfológicas e coletando material para uma futura análise laboratorial caso se faça necessário.</p>
<p>É importante que o procedimento seja realizado por um <strong>médico veterinário capacitado</strong> a diferenciar as alterações <i>post mortem</i>, que são as mudanças que ocorrem no corpo após a morte, de ante mortem, que são as alterações causadas pelo processo patológico.</p>
<p>Além disso, é fundamental que o profissional seja apto a fazer uma interpretação correta dos achados observados.</p>
<p>Ao se deparar com uma situação de necropsia, é necessário, em um primeiro momento, <strong>realizar uma boa anamnese com o responsável pelo animal</strong>, verificando o histórico clínico do bovino e do rebanho, além dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/">manejos reprodutivos</a></strong>, sanitários e nutricionais implementados na propriedade. Esses dados coletados previamente são fundamentais para direcionar a atenção do veterinário durante o exame.</p>
<p>A necropsia deve ser feita o mais breve possível após a morte do animal, pois, dessa forma, as alterações post mortem não estarão completamente estabelecidas, o que facilitará a identificação e interpretação dos achados.</p>
<p>Caso não seja possível realizar o exame imediatamente após o óbito, é importante se atentar a forma de conservação do corpo, armazenando, se possível, em local resfriado e sem radiação solar, o que reduz a velocidade da autólise.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-necropsia&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como deve ser executada uma necropsia em bovinos?</h2>
<p>Para a execução de uma necropsia minuciosa a campo, é importante que o profissional responsável ou a fazenda possua os instrumentos necessários para a realização da mesma, porém, caso não tenha, ainda é possível realizar uma boa necropsia com uma boa faca e uma serra.</p>
<p>Dentre os principais materiais necessários, podemos citar:</p>
<ul>
<li>Tesouras;</li>
<li>Facas;</li>
<li>Pinças;</li>
<li>Barbantes;</li>
<li>Serra;</li>
<li>Costótomo;</li>
<li>Alicate;</li>
<li>Machado;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Régua.</li>
</ul>
<p>Também é importante que tenha à disposição materiais para coleta e armazenamento de materiais, para que seja possível chegar a um resultado histopatológico confiável a partir das amostras.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35037" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1.jpg" alt="Imagem ilustrando os principais instrumentos utilizados durante uma necropsia." width="522" height="419" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1.jpg 522w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-300x241.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-370x297.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-270x217.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-150x120.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 522px) 100vw, 522px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Principais instrumentos utilizados durante uma necropsia. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<p>Pensando no risco de contaminação por doenças infecciosas zoonóticas, é indispensável que o veterinário utilize EPI &#8216;s durante todo o procedimento, prevenindo a exposição de doenças altamente letais, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/raiva-em-bovinos/">raiva</a></strong>.</p>
<p>Sobre esses EPIs, temos os principais:</p>
<ul>
<li>Botas de borracha;</li>
<li>Avental impermeável;</li>
<li>Luvas;</li>
<li>Máscara;</li>
<li>Óculos;</li>
<li>Protetor facial.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35047" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-2.jpg" alt="Imagem demonstrando os principais EPI 's que os responsáveis pela necropsia devem utilizar durante o procedimento." width="519" height="407" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-2.jpg 519w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-2-300x235.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-2-370x290.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-2-270x212.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-2-150x118.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 519px) 100vw, 519px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Principais EPI &#8216;s que os responsáveis pela necropsia devem utilizar durante o procedimento. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<h2>Quais são as etapas da realização da necropsia?</h2>
<p>Após a anamnese e análise do histórico do animal e da propriedade, é sugerido <strong>seguir uma</strong> <strong>ordem de avaliação</strong>, evitando a falta de exame ou contaminação de alguns órgãos com conteúdo de órgãos adjacentes:</p>
<h3>1. Inspeção e incisão inicial</h3>
<p>Realiza-se a inspeção da condição corporal do animal, incluindo pelos, pele, tetos e genitálias, buscando a identificação de parasitas e lesões.</p>
<p>A carcaça deve ser posicionada em decúbito lateral esquerdo para facilitar o acesso e manipulação dos outros órgãos abdominais, como intestino e fígado, e não favorecer apenas o acesso ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>.</p>
<p>Caso o animal seja posicionado sobre o lado direito, o rúmen poderia dificultar o acesso a esses órgãos. Mucosas e orifícios também são examinados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35048" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-3.jpg" alt="Bezerro posicionado em decúbito lateral esquerdo para a realização de necropsia." width="743" height="424" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-3.jpg 743w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-3-300x171.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-3-370x211.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-3-270x154.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-3-740x422.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-3-150x86.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 743px) 100vw, 743px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Bezerro posicionado em decúbito lateral esquerdo para a realização de necropsia. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35049" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-4.jpg" alt="Exame post mortem das mucosas aparentes e dos orifícios naturais." width="745" height="497" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-4.jpg 745w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-4-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-4-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-4-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-4-740x494.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-4-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 745px) 100vw, 745px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Exame post mortem das mucosas aparentes e dos orifícios naturais. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<p>A necropsia é iniciada com incisões na região axilar e inguinal para desarticular os membros torácico e pélvico, em seguida, por uma incisão ventral para acessar os órgãos internos. O tecido subcutâneo, músculos e linfonodos são avaliados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35050" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-5.jpg" alt="Desarticulação dos membros torácico e pélvico." width="751" height="502" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-5.jpg 751w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-5-300x201.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-5-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-5-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-5-740x495.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-5-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Desarticulação dos membros torácico e pélvico. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<h3>2. Evisceração abdominal</h3>
<p>É feita uma <strong>incisão ventral na cavidade abdominal</strong>, atentando-se para não perfurar o rúmen. Em bezerros neonatos, é necessário contornar o umbigo e realizar a avaliação interna e externa do mesmo.</p>
<p>Após a abertura da cavidade, é feita a inspeção e coleta de líquidos peritoneais, avaliando volume, cor e turbidez.</p>
<p>O intestino grosso deve ser separado com ligaduras e o intestino delgado é retirado cortando a base do mesentério. Em seguida, são removidos o fígado e o pâncreas. Os rins são removidos posteriormente, identificando artérias e veias renais.</p>
<p>Nos órgãos reprodutivos, deve ser removido o funículo espermático e testículos em machos, e, em fêmeas, são retirados os ovários e cornos uterinos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35051" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-6.jpg" alt="Abertura da cavidade abdominal em bovino adulto prevenindo a ruptura acidental do rúmen." width="744" height="554" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-6.jpg 744w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-6-300x223.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-6-370x276.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-6-270x201.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-6-740x551.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-6-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-6-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Abertura da cavidade abdominal em bovino adulto prevenindo a ruptura acidental do rúmen. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<h3>3. Evisceração oral e torácica</h3>
<p>Primeiramente o diafragma deve ser examinado para <strong>detectar qualquer anormalidade</strong>, como pressão negativa ou projeção para a cavidade abdominal, que pode ser indicativo de presença de líquido ou gás.</p>
<p>O sistema cardiorrespiratório deve ser removido, iniciando por cortes na mandíbula para acessar a cavidade oral e remover a língua, laringe e traqueia. É feita uma abertura com faca na região entre costelas e esternos, permitindo a remoção de órgãos torácicos e estruturas adjacentes.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35041" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-3.jpg" alt="Acesso à cavidade torácica por incisão do diafragma." width="373" height="498" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-3.jpg 373w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-3-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-3-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-3-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-3-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 373px) 100vw, 373px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Acesso à cavidade torácica por incisão do diafragma. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<h3>4. Retirada da cabeça</h3>
<p>Para a remoção da cabeça, a pele e musculatura do pescoço são incisionadas até a articulação atlanto-occipital, seccionando a dura-máter e a medula espinhal.</p>
<p>Para retirar o encéfalo, o crânio é serrado. O assoalho do crânio é removido para a avaliação de gânglios e hipófise.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35044" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-6.jpg" alt="Abertura da articulação atlanto-occipital e secção da dura-máter, da medula espinhal e dos ligamentos." width="558" height="374" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-6.jpg 558w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-6-300x201.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-6-370x248.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-6-270x181.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-6-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 558px) 100vw, 558px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Abertura da articulação atlanto-occipital e secção da dura-máter, da medula espinhal e dos ligamentos. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<h2>Qual a importância da realização da necropsia em bovinos?</h2>
<p>Conhecer precisamente a causa da mortalidade em animais jovens ou adultos de uma determinada propriedade permite uma abordagem mais minuciosa para atuar com exatidão nos eventos que levam à morte na fazenda.</p>
<p>Com isso, as medidas preventivas podem ser direcionadas nas doenças mais comuns e nos períodos de maior risco.</p>
<p>Estudos realizados em vacas leiteiras alojadas em sistema <em>Free Stall</em>, classificadas em ordem de parição, conseguiram demonstrar os principais diagnósticos para óbitos nesses animais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35046" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-8.jpg" alt="As causas subjacentes da morte em vacas leiteiras." width="848" height="583" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-8.jpg 848w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-8-300x206.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-8-768x528.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-8-370x254.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-8-435x300.jpg 435w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-8-270x186.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-8-740x509.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-1-8-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 848px) 100vw, 848px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">As causas subjacentes da morte em vacas leiteiras necropsiadas categorizadas por paridade. Fonte: Hagner et. al. (2023)</span></p>
<p>Nesse estudo, <strong>os distúrbios no úbere se mostraram a principal causa de mortalidade nas vacas</strong>, principalmente nas multíparas, seguido por distúrbios digestivos e distúrbios associados ao parto.</p>
<p>Nesse mesmo trabalho, também analisaram estudos anteriores que mostraram diferença entre a percepção dos produtores sobre a causa da morte das vacas leiteiras e o resultado da necropsia, com apenas cerca de metade dos casos diagnosticados corretamente por eles.</p>
<p>A maior concordância de diagnóstico foi nos casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>, distúrbios de parto, doenças locomotoras e acidentes, que são mais facilmente reconhecíveis pelos produtores. No entanto, as doenças cardíacas, causas desconhecidas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/">pneumonia</a></strong> não foram reconhecidas com precisão pelos produtores.</p>
<p>Quando o produtor não chegou a uma conclusão sobre a causa da morte, <strong>a necropsia diagnosticou 88,2% dos casos</strong>, o que vem destacar a importância dos exames <em>post mortem</em> dos animais de uma fazenda leiteira.</p>
<p>Outro aspecto de grande relevância no exame <em>post mortem</em> é a <strong>importância da análise histopatológica</strong>. Algumas lesões só podem ser identificadas histologicamente, portanto, a rotina de amostragem em todos os órgãos evita a perda de informações que podem ser fundamentais para fechar o diagnóstico completo.</p>
<p>No estudo em questão, a análise histopatológica alterou ou adicionou informações importantes aos diagnósticos preliminares em <strong>18,2% dos casos.</strong></p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book controle da mastite bovina" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Quais os limites da necropsia para determinar a causa da morte do animal?</h2>
<p>Embora a necropsia seja uma ferramenta poderosa, <strong>em alguns casos a causa da morte pode não ser identificada de imediato</strong>, sendo necessário lançar mão de análises laboratoriais adicionais para que possamos obter um diagnóstico conclusivo.</p>
<p>Quanto aos limites importantes que podem dificultar a identificação precisa do motivo do óbito, citaremos alguns dos principais:</p>
<ul>
<li><strong>Condição do cadáver</strong>: sabemos que o tempo decorrido entre a morte e a realização da necropsia vai influenciar muito nos resultados. Identificar se o cadáver já está em um estado avançado de decomposição, com muitas alterações teciduais e orgânicas é essencial para que não haja confusão com lesões. Além disso, a autodestruição das células após a morte pode comprometer a integridade dos tecidos e isso vai acontecer principalmente se o animal estiver exposto a altas temperaturas ou a necropsia for realizada tardiamente, o que pode mascarar lesões importantes.</li>
<li><strong>Lesões inespecíficas</strong>: durante o exame de necropsia, podemos observar algumas alterações inespecíficas, ou seja, aquelas que podem ser causadas por diferentes patologias e até mesmo sendo apenas um achado pós-morte. Por isso, <strong>é importante ter em mente que nem sempre as lesões estão diretamente relacionadas à causa da morte</strong>, pois as mesmas podem ser secundárias ou consequência de outro problema não identificado.</li>
<li><strong>Doenças metabólicas ou funcionais</strong>: é importante entendermos que algumas doenças metabólicas como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong>, hipocalcemia, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose ruminal</a></strong> e outros distúrbios eletrolíticos e também doenças funcionais como arritmias cardíacas podem não deixar lesões macroscópicas evidentes.</li>
<li><strong>Toxinas e envenenamentos</strong>: toxinas que provocam a morte súbita podem não provocar alterações visíveis nos órgãos internos. A necropsia pode sugerir uma intoxicação, por exemplo quando se observa lesões hepáticas ou renais, mas a confirmação pode exigir uma coleta de amostras e análises laboratoriais mais detalhadas.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A necropsia é uma ferramenta de <strong>grande utilidade e extremamente acessível para o diagnóstico de diversas alterações patológicas</strong>, o que vai desempenhar um papel importante na gestão de saúde do rebanho.</p>
<p>A realização de necropsias pode trazer diversos benefícios, os quais impactam tanto a saúde animal quanto a eficiência econômica da produção.</p>
<p>Na maioria dos casos, ela pode fornecer uma conclusão definitiva, mas, em outras situações, pode necessitar de análises laboratoriais mais específicas. É importante ressaltar que a necropsia vai auxiliar na tomada de decisões informadas sobre o manejo, nutrição, biossegurança e saúde.</p>
<p>Para seu sucesso, a necropsia depende do treinamento do médico veterinário, do tempo decorrido entre o óbito e o início do procedimento, da técnica sistemática utilizada, das condições do local e da utilização de instrumentos apropriados.</p>
<h2>Conhecimento que protege e gera resultados</h2>
<p data-start="137" data-end="483">A necropsia é uma ferramenta poderosa para identificar causas de mortalidade e prevenir novas perdas no rebanho.</p>
<p data-start="137" data-end="483">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-necropsia&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar diagnóstico, manejo e gestão para melhorar a saúde do rebanho, aumentar a produtividade e garantir mais rentabilidade para a fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-necropsia&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38993 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="1389" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg 1389w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-1024x347.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-768x260.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-740x251.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1389px) 100vw, 1389px" /></a></p>
<p>Autores: Mateus Abranches e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/">Necropsia na bovinocultura: como realizar e qual sua contribuição para a saúde do rebanho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Como interpretar uma análise bromatológica da silagem de milho?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/como-interpretar-uma-analise-bromatologica-da-silagem-de-milho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2024 11:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Interpretar corretamente a análise de silagem é fundamental para garantir a saúde e a produtividade do rebanho. Esse processo fornece dados essenciais sobre a qualidade do alimento oferecido aos animais, uma vez que permite uma compreensão minuciosa de sua composição nutricional. Com essas informações, é possível fazer os ajustes necessários na dieta dos animais, otimizar [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-interpretar-uma-analise-bromatologica-da-silagem-de-milho/">Como interpretar uma análise bromatológica da silagem de milho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Interpretar corretamente a <strong>análise de silagem</strong> é fundamental para garantir a saúde e a produtividade do rebanho. Esse processo fornece dados essenciais sobre a qualidade do alimento oferecido aos animais, uma vez que permite uma compreensão minuciosa de sua composição nutricional.</p>
<p>Com essas informações, é possível fazer os ajustes necessários na dieta dos animais, otimizar a nutrição e, consequentemente, melhorar de maneira direta a produção.</p>
<p>Em suma, ao aplicar corretamente os dados obtidos, é possível <strong>maximizar o desempenho do rebanho</strong> e assegurar a sustentabilidade e eficiência da operação.</p>
<p>Com base nessa compreensão detalhada, a análise de silagem transcende a mera avaliação da qualidade do alimento, fornecendo subsídios para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação de dietas</a></strong> mais precisas e para a tomada de decisões estratégicas que visam otimizar a eficiência do sistema produtivo.</p>
<p>Dessa forma, a aplicação prática desses dados permite aos produtores elevar a produção de leite, aprimorar a saúde dos animais e reduzir os custos com alimentação, o que resulta em um manejo mais eficiente e sustentável.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Quais são os parâmetros a serem avaliados na análise bromatológica?</h2>
<p>A análise bromatológica, que avalia detalhadamente os <strong>componentes químicos de alimentos e forragens</strong>, é fundamental para determinar a qualidade nutricional da silagem.</p>
<p>Ela fornece dados cruciais sobre os nutrientes essenciais, permitindo uma avaliação precisa da qualidade do alimento.</p>
<p>A tabela a seguir ilustra as variações nos parâmetros bromatológicos conforme o ponto de colheita do milho.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34472" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-bromatologicos.jpg" alt="Diferença de parâmetros bromatológicos de acordo com o ponto de colheita do milho." width="968" height="525" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-bromatologicos.jpg 968w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-bromatologicos-300x163.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-bromatologicos-768x417.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-bromatologicos-370x201.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-bromatologicos-270x146.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-bromatologicos-740x401.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-bromatologicos-150x81.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 968px) 100vw, 968px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Diferença de parâmetros bromatológicos de acordo com o ponto de colheita do milho. Fonte: Santos (2021)</span></p>
<h3>Escolha do momento da colheita</h3>
<p>A <strong>escolha do momento correto para a colheita</strong> é vital para assegurar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">qualidade da silagem</a></strong> e a saúde dos animais.  Estudos enfatizam que uma colheita realizada no momento ideal pode maximizar tanto a qualidade quanto a eficiência da silagem.</p>
<h3>Matéria seca</h3>
<p>A <strong>“matéria seca” (MS)</strong> representa a fração do alimento que não é água. Uma boa silagem de milho deve ter entre <strong>32% e 37% de MS</strong>, pois valores fora desse intervalo podem indicar erros no manejo ou na identificação do ponto de colheita.</p>
<h3>Amido</h3>
<p>O <strong>“amido”</strong> é uma fonte essencial de energia para os ruminantes e constitui uma parte significativa das dietas destinadas às vacas de leite.</p>
<p>Aproximadamente 65% da energia presente na silagem vem do amido. Para garantir uma silagem de milho de alta qualidade, é recomendado que ela contenha, em média, mais de <strong>30% de amido na matéria seca</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34473" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-amido-1024x697.jpg" alt="Parâmetros de amido em análise de silagem de milho" width="770" height="524" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-amido-1024x697.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-amido-300x204.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-amido-768x523.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-amido-370x252.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-amido-270x184.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-amido-740x504.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-amido-150x102.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-amido.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Parâmetros de amido em análise de silagem de milho.</span></p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/silagem-de-milho-e-os-impactos-na-producao-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-ferraretto&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38527 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto.png" alt="Webinar impacto da silagem na produção de leite" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Digestibilidade do amido</h3>
<p>A “digestibilidade do amido” indica a <strong>porcentagem do amido que é efetivamente digerida</strong> no trato gastrointestinal do animal. Uma digestibilidade ideal deve estar próxima de 100%, o que maximiza a utilização do nutriente e reduz custos.</p>
<h3>Fibra Detergente Neutro</h3>
<p>Já a “Fibra Insolúvel em Detergente Neutro” (FDN) indica a <strong>quantidade total de fibra na forragem</strong>, com valores ideais em silagem de milho situando-se entre <strong>36% e 45%</strong>.</p>
<p>Níveis elevados de FDN podem limitar o consumo de matéria seca devido à fração indigestível ou de degradação lenta, ocupando grande espaço no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>.</p>
<p>Além disso, a “Digestibilidade da Fibra Detergente Neutro” em 48 horas (DFDN 48hs) avalia a <strong>capacidade do animal de digerir a fibra da planta durante um período de 48 horas</strong>, com valores ideais <strong>superiores a 60%</strong>, indicando uma alta digestibilidade.</p>
<p>Complementarmente, a “Fibra Não Digerida em 240 horas” (uFDN240hs) quantifica a <strong>fração de fibra que permanece não digerida após 240 horas</strong> no trato gastrointestinal do animal, sendo que valores ideais para esse indicador devem situar-se entre <strong>12% e 13%</strong>.</p>
<p>Níveis mais altos podem diminuir a eficiência alimentar e restringir a ingestão de matéria seca.</p>
<h3>Proteína Bruta (PB)</h3>
<p>Embora a silagem de milho não seja uma fonte significativa de proteína, a “Proteína Bruta (PB)” deve idealmente exceder <strong>7,5%</strong> para garantir que as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">necessidades nutricionais</a></strong> dos animais sejam adequadamente supridas.</p>
<p>Valores abaixo desse patamar podem limitar a eficiência nutricional e o desempenho dos animais, uma vez que a proteína é essencial para diversas funções metabólicas e para o crescimento e manutenção da saúde.</p>
<h3>Nutrientes digestíveis totais (NDT)</h3>
<p>Os “Nutrientes Digestíveis Totais” (NDT) estão diretamente associados ao <strong>valor energético da silagem</strong>. Valores de NDT <strong>superiores a 70%</strong> garantem uma boa disponibilidade de energia para os animais.</p>
<h3>Kg leite/tonelada de MS de silagem</h3>
<p>O indicador &#8220;Kg leite/Tonelada de MS de silagem&#8221; reflete a <strong>conversão da silagem em matéria seca na produção de leite</strong>, sendo que valores ideais devem ser superiores a <strong>1.600 kg</strong> de leite por tonelada de matéria seca de silagem.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34474" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-ttndfd-1024x706.jpg" alt="Parâmetros de TTNDFD em análise de silagem de milho" width="770" height="531" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-ttndfd-1024x706.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-ttndfd-300x207.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-ttndfd-768x530.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-ttndfd-370x255.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-ttndfd-435x300.jpg 435w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-ttndfd-270x186.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-ttndfd-740x510.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-ttndfd-150x103.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/parametros-ttndfd.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Parâmetros de TTNDFD em análise de silagem de milho.</span></p>
<h2>Como atuar para melhorar a qualidade da silagem?</h2>
<p>Para garantir uma silagem de alta qualidade, é essencial focar em aspectos fundamentais que afetam desde a produção até o consumo pelos animais.</p>
<p>Alguns fatores são fundamentais para ajudar a manter a fermentação adequada e a preservação dos nutrientes, dentre eles podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Controle da umidade</strong>: vital para garantir que a silagem seja colhida e armazenada com o teor de matéria seca (MS) ideal, o que ajuda a manter uma boa fermentação e evita perdas.</li>
<li><strong>Tamanho de partículas</strong>: é fundamental para a disponibilidade do substrato alimentar para os microrganismos e, consequentemente, para a eficácia do sistema digestivo dos ruminantes. Partículas menores podem resultar em menor tempo de ruminação e menor estímulo à produção de saliva, podendo ocasionar distúrbios metabólicos.</li>
<li><strong>Processamento de grãos</strong>: durante a ensilagem é importante para aumentar a digestibilidade do amido, facilitando a ação dos microrganismos e enzimas do rúmen.</li>
<li><strong>Compactação adequada</strong>: é fundamental para eliminar o oxigênio e promover uma fermentação eficiente, o que ajuda a preservar a qualidade da silagem.</li>
<li><strong>Vedação</strong>: é essencial para prevenir a entrada de ar e água, garantindo um ambiente anaeróbico que favorece a fermentação e a conservação da silagem.</li>
<li><strong>Desensilagem</strong>: deve ser realizada de forma adequada, retirando a quantidade necessária de silagem e evitando a exposição prolongada ao ar, o que pode comprometer a qualidade.</li>
</ul>
<h2>Como avaliar se a silagem tem boa qualidade?</h2>
<p>Como sabemos, a análise bromatológica da silagem permite verificar sua composição química e quantificar nutrientes específicos, possibilitando a comparação dos resultados com os parâmetros ideais estabelecidos.</p>
<p>No que se refere às <strong>análises físicas</strong>, a espessura do corte da forragem é um fator importante, pois pode afetar a compactação e a fermentação da silagem.</p>
<p>O ideal é que o corte tenha um tamanho adequado para não comprometer o desempenho animal e, ao mesmo tempo, permitir uma boa compactação. Além disso, o número de grãos inteiros pode indicar uma quebra inadequada durante a colheita, o que pode impactar a digestibilidade da silagem.</p>
<p>As <strong>características sensoriais</strong> também são importantes. A cor da silagem pode revelar o estado de fermentação e a qualidade da forragem utilizada; uma silagem de milho de boa qualidade geralmente apresenta uma cor verde-amarelada.</p>
<p>O aroma é outro indicador: um cheiro agradável e levemente ácido sugere uma boa fermentação, enquanto odores desagradáveis, como de podridão ou mofo, podem indicar problemas na fermentação ou contaminação.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A interpretação cuidadosa das análises de silagem é importante para maximizar a eficiência e a qualidade da alimentação dos ruminantes, impactando diretamente a saúde e a produtividade do rebanho.</p>
<p>A análise bromatológica, juntamente com avaliações físicas e sensoriais, fornece informações detalhadas sobre a composição nutricional da silagem, permitindo ajustes precisos na dieta dos animais.</p>
<p>Isso resulta não apenas em melhorias na nutrição e saúde dos animais, mas também em um aumento significativo na produção e na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/">redução dos custos</a></strong> operacionais.</p>
<p>Além disso, aspectos críticos como controle de umidade, tamanho das partículas, processamento dos grãos, compactação, vedação e desensilagem desempenham um papel fundamental na qualidade final da silagem.</p>
<p>Compreender e aplicar essas informações de forma eficaz garante um manejo mais <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">eficiente e sustentável</a></strong>, otimizando a utilização dos recursos e assegurando a sustentabilidade da produção pecuária.</p>
<p>Portanto, um conhecimento profundo e uma aplicação prática das análises de silagem são essenciais para alcançar o máximo desempenho e eficiência na alimentação do rebanho.</p>
<h2>Transforme dados da análise em lucro no campo</h2>
<p>Interpretar corretamente uma análise bromatológica da silagem de milho é essencial para ajustar a dieta, garantir a saúde do rebanho e maximizar a produção de leite.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-analise-bromatologica-silagem-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar indicadores nutricionais ao manejo e à gestão da fazenda, aplicando estratégias que aumentam a eficiência e a rentabilidade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-analise-bromatologica-silagem-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Autor: Matheus Viana &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
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		<item>
		<title>Gestação gemelar: como ela afeta a produtividade e a saúde das vacas leiteiras?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/gestacao-gemelar-em-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 12:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua propriedade já houve casos de gestações gemelares e isso foi motivo de uma grande comemoração? Espere um pouco! Gestações gemelares em diversas espécies são motivos de alegria, porém em vacas de leite, muitas das vezes não é algo desejado. A ocorrência de freemartinismo é um dos motivos que ilustra a situação, já que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua propriedade já houve casos de <strong>gestações gemelares</strong> e isso foi motivo de uma grande comemoração? Espere um pouco!</p>
<p>Gestações gemelares em diversas espécies são motivos de alegria, porém em vacas de leite, muitas das vezes não é algo desejado.</p>
<p>A ocorrência de <strong><em>freemartinismo</em></strong> é um dos motivos que ilustra a situação, já que desejo animais reprodutivamente aptos na propriedade. Outro ponto importante é em relação a saúde da vaca, que pode ser bastante afetada pela ocorrência de gêmeos.</p>
<p>Vamos abordar diversos conceitos acerca da gestação gemelar, desde a fisiologia do evento até os impactos negativos no meu rebanho e possíveis medidas cabíveis nessa situação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Fisiologia da gestação gemelar</h2>
<p>Existem dois tipos principais de gestação gemelar: <strong>monozigótica e dizigótica</strong>.</p>
<p>Gêmeos monozigóticos, também conhecidos como gêmeos idênticos, surgem quando um embrião se divide espontaneamente no início do desenvolvimento. Já os gêmeos dizigóticos, chamados de gêmeos fraternos, ocorrem quando dois oócitos diferentes são fecundados.</p>
<p>A gestação gemelar monozigótica ocorre com pouca frequência em fêmeas bovinas e o <strong>principal mecanismo da gestação gemelar nas vacas leiteiras é a dupla ovulação</strong>.</p>
<p>Com o aumento da produção de leite ao longo dos anos, consequentemente os animais aumentaram o consumo de matéria seca, o que gerou um aumento no fluxo sanguíneo hepático, diminuindo os níveis de progesterona circulante.</p>
<p>Um <strong>baixo nível de progesterona</strong> durante o ciclo, <strong>causa um atraso na redução do hormônio folículo estimulante (FSH) e aumento dos pulsos do hormônio luteinizante (LH)</strong>, podendo ocorrer divergência folicular de mais de um folículo, gerando uma dupla ovulação.</p>
<p>Outros fatores de risco potenciais para gemelaridade incluem:</p>
<ul>
<li>Fatores hereditários em linhagens de raça;</li>
<li>Paridade;</li>
<li>Estação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">concepção</a></strong>;</li>
<li>Gemelaridade anterior;</li>
<li>Doença do ovário cístico;</li>
<li>Uso de somatotropina;</li>
<li>Uso de GnRH;</li>
<li>Uso de PGF2<i>um;</i></li>
<li>Terapia intra uterina.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34463" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-1.jpg" alt="Relação entre ingestão de matéria seca e concentrações de progesterona circulantes no sangue." width="892" height="639" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-1.jpg 892w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-1-300x215.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-1-768x550.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-1-370x265.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-1-270x193.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-1-740x530.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-1-150x107.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 892px) 100vw, 892px" /></p>
<p>Relação entre ingestão de matéria seca e concentrações de progesterona circulantes no sangue.</p>
<p>Vaca de alta produção (53.0 Mcal/d &#8211; ingestão de matéria seca dia) apresenta um fluxo sanguíneo hepático de 2000 L/h, enquanto uma vaca de baixa produção (12.5 Mcal/d &#8211; ingestão de matéria seca dia) apresenta um fluxo sanguíneo hepático de 900 l/h. Com o maior fluxo sanguíneo hepático, há baixa concentração de progesterona circulante e maior ocorrência de múltiplas ovulações.</p>
<h2>Quais são os riscos e os impactos para a saúde das vacas?</h2>
<p>Estudos mostram que o nascimento de gêmeos pode trazer alguns riscos para a saúde da vaca, como aumento na incidência de distocia, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/">retenção de placenta</a></strong>, metrite e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aborto-em-vacas-leiteiras/">aborto</a></strong>.</p>
<p>O risco de <strong>perda da gestação</strong> durante o período embrionário tardio e fetal inicial em vacas que carregam gêmeos é de <strong>três a nove vezes maior</strong> do que em vacas que carregam bezerros únicos.</p>
<p>Isso pode causar sérios danos ao animal, baixa fertilidade e produtividade. <strong>A expectativa de vida produtiva média foi cerca de 300 e 200 dias menor</strong> para vacas primíparas e secundíparas que deram à luz gêmeos, respectivamente, do que para vacas que deram à luz filhotes únicos.</p>
<p>Além disso, do ponto de vista econômico, gestações gemelares não são vantajosas para o produtor, devido a possibilidade de casos de <i>freemartinismo</i> (gestação de um macho e uma fêmea, na qual a fêmea nasce estéril), onde em um sistema de produção de leite não desejável, já que essa fêmea não se reproduz e consequentemente não entra em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/">lactação</a></strong>.</p>
<p>Já nos casos que nascem duas fêmeas, pode-se pensar que é algo vantajoso, devido ao número de animais, porém estudos mostram que esses animais apresentam menor produtividade no futuro e piores índices reprodutivos.</p>
<h2>Como diagnosticar a gestação gemelar?</h2>
<p>O diagnóstico de gestação gemelar pode ser realizado através da <strong>ultrassonografia</strong>, a partir de <strong>28 dias de gestação</strong>. Como a maioria das gestações gemelares em vacas leiteiras são dizigóticas, a presença de dois ou mais corpos lúteos é a comprovação desse evento, como também a própria imagem de dois conceptos.</p>
<p>A partir do diagnóstico é possível algumas intervenções para controle. Há estudos que trazem métodos para a redução de gêmeos em vacas com 28 a 40 dias de gestação, que consistem no esmagamento manual da vesícula amniótica ou a sucção guiada por ultrassom transvaginal do líquido alantoamniótico.</p>
<p>Vale ressaltar, que essas intervenções podem acarretar em alguns problemas para o animal, como a perda da gestação. Então é importante avaliar qual a melhor decisão para cada caso e tomar decisões informadas.</p>
<h2>Como reduzir os riscos de gestações gemelares?</h2>
<p>A redução do risco de gestações gemelares está relacionado à <strong>genética</strong> dos animais.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/criterios-para-escolha-de-touros/">escolha de touros</a></strong> com características genéticas relacionadas a baixa concepção de gêmeos reduz a probabilidade de gestações gemelares. Como também <strong>seleção de matrizes</strong> com menores índices de gemelaridade, descartando aquelas que apresentam predisposição a esse evento.</p>
<p>Outro fator importante no controle de risco de gemelaridade, é o <strong>uso de biotecnologias reprodutivas</strong> como transferência de embrião e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-in-vitro-de-embrioes/">fertilização <i>in vitro</i></a></strong>, no qual é possível controlar a quantidade de conceptos por animal.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Por fim, <strong>é visível como as</strong> <strong>gestações gemelares podem ser prejudiciais ao sistema de produção</strong> e escancaram a busca pela diminuição desse índice na propriedade.</p>
<p>Os sistemas de produção cada vez mais buscam pela eficiência, seja ela produtiva ou financeira e como discutimos as gestações gemelares podem trazem impactos produtivos consideráveis, como menor produtividade e fertilidade das matrizes, justificando a despretensão que deve ser considerada nesse evento.</p>
<p>Dessa forma, selecionar geneticamente bem os progenitores e realizar o uso de biotecnologias reprodutivas vão auxiliar na melhora desse índice e na eficiência produtiva da atividade.</p>
<h2>Antecipe desafios, maximize resultados e proteja seu rebanho</h2>
<p>A gestação gemelar pode impactar diretamente a produtividade, a saúde e o bem-estar das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-gestacao-gemelar-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar riscos, prevenir problemas e implementar manejos estratégicos que garantem a eficiência produtiva e a longevidade do rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-gestacao-gemelar-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Autor: Luiz Eduardo de Melo &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como usar benchmarking para decisões estratégicas em fazendas leiteiras?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/como-usar-benchmarking-para-decisoes-estrategicas-em-fazendas-leiteiras/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/como-usar-benchmarking-para-decisoes-estrategicas-em-fazendas-leiteiras/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Sep 2024 16:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[gestão para resultados]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O benchmarking em fazendas leiteiras é uma ferramenta valiosa que pode trazer diversos benefícios para os produtores. Ele envolve a comparação de indicadores de desempenho específicos entre as fazendas, o que vai permitir a identificação de áreas de melhorias e a adoção de práticas que aumentem a eficiência e a lucratividade da atividade. Nesse texto [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>benchmarking em fazendas leiteiras</strong> é uma ferramenta valiosa que pode trazer diversos benefícios para os produtores.</p>
<p>Ele envolve a comparação de indicadores de desempenho específicos entre as fazendas, o que vai permitir a identificação de áreas de melhorias e a adoção de práticas que aumentem a eficiência e a lucratividade da atividade.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre a definição de benchmarking e sua relação e aplicabilidade dentro de uma fazenda leiteira. Além disso, vamos tratar dos principais elementos do benchmarking, como a coleta de dados, a definição de indicadores e a implementação de melhorias.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que é benchmarking?</h2>
<p>O benchmarking, que em definição quer dizer <strong>avaliação comparativa</strong>, busca por meio de análise de mercado, entender as metodologias, serviços e produtos de uma empresa, podendo ou não ser do mesmo segmento e compará-los com os seus.</p>
<p>Quando vamos realizar essa análise, podemos ter dois tipos diferentes de benchmarking:</p>
<ol>
<li><strong>Interno</strong>: a fazenda faz uma avaliação entre os setores internos, ou seja, é aquela comparação com o próprio desempenho ao longo do tempo.</li>
<li><strong>Externo</strong>: nesse caso, há a comparação da fazenda com outras fazendas ou com padrões do setor.</li>
</ol>
<p>O processo envolve coletar dados sobre diversas áreas da operação, como a produção, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-diferenciar-custos-fixos-e-variaveis-na-fazenda/">os custos</a></strong>, a eficiência de uso de recursos, qualidade dos produtos, dentre outras métricas relevantes.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-benchmarking-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Faça sua inscrição na Pós-graduação em Pecuária Leiteira do Rehagro!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Mas qual a relação do benchmarking e a fazenda leiteira?</h2>
<p>A atividade leiteira passou muito tempo não sendo considerada uma empresa, fato esse que ao longo dos anos foi mudado.</p>
<p>Essa visão empresarial na percepção dos produtores é importante para a garantia da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade</a></strong>, eficiência e lucratividade a longo prazo, além de que é cada vez mais notório a permanência na atividade quem tem eficiência tanto técnica como economicamente.</p>
<p>Dentre as importantes razões de enxergar o negócio leite como uma empresa, podemos citar 5 principais:</p>
<ol>
<li><strong>Gestão financeira</strong>: uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/">gestão financeira</a></strong> rigorosa é fundamental em qualquer tipo de negócio, e isso inclui ter o controle de receitas e despesas, planejar investimentos e gerir o fluxo de caixa.</li>
<li><strong>Planejamento estratégico</strong>: é importante que toda empresa tenha um planejamento estratégico com a definição de metas e também de ações necessárias para alcançá-las. Esse planejamento estratégico se torna imprescindível principalmente para que seja possível adaptar a fazenda às mudanças no mercado.</li>
<li><strong>Eficiência operacional</strong>: a busca contínua por melhorias na eficiência das operações com o intuito de reduzir os custos e elevar a produtividade é algo habitual nas empresas e consequentemente nas fazendas, onde o uso eficiente dos recursos, onde se inclui insumos, mão de obra, terra e água podem fazer muita diferença entre lucro e prejuízo.</li>
<li><strong>Gestão de pessoas</strong>: a gestão de pessoas, onde está incluso treinamentos, segurança e boas condições de trabalho é essencial para o sucesso da operação. E assim como uma empresa, a fazenda depende de uma equipe qualificada, alinhada e motivada.</li>
<li><strong>Tomada de decisão baseada em dados</strong>: a utilização dos dados para tomar decisões informadas é algo usual nas empresas modernas e nas fazendas isso não deve ser diferente, e isso significa monitorar os indicadores-chave, como produtividade, os custos e o desempenho do negócio.</li>
</ol>
<p>Dentro desta percepção, o uso do benchmarking pode ser fundamental dentro das propriedades leiteiras, trazendo possibilidades de comparar, até mesmo  dentro dos mesmos níveis tecnológicos, a diferença produtiva e sustentável do negócio.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34458" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/benchmarking-fazendas-leiteiras.jpg" alt="Exemplo de benchmarking de uma fazenda leiteira" width="982" height="367" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/benchmarking-fazendas-leiteiras.jpg 982w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/benchmarking-fazendas-leiteiras-300x112.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/benchmarking-fazendas-leiteiras-768x287.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/benchmarking-fazendas-leiteiras-370x138.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/benchmarking-fazendas-leiteiras-270x101.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/benchmarking-fazendas-leiteiras-740x277.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/benchmarking-fazendas-leiteiras-150x56.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 982px) 100vw, 982px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Exemplo de benchmarking de uma fazenda leiteira, onde é realizada a comparação de alguns indicadores com as fazendas top 5 que estão inseridas e também a média de todas as fazendas e a diferença entre essas comparações, demonstrando através dos símbolos se a fazenda comparada está melhor, igual ou pior que as top 5 ou a média. Fonte: Rehagro Consultoria.</span></p>
<h2>Quais são os principais elementos do benchmarking em uma fazenda?</h2>
<p>Sabendo então que o benchmarking permite a comparação do desempenho da fazenda com padrões de referência, existem alguns elementos essenciais para que seja possível então identificar áreas de melhoria e adotar práticas que elevem a eficiência. Dessa forma, podemos citar alguns componentes:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coleta-de-dados-na-fazenda/">Coleta de dados</a></strong>: é considerada a primeira etapa e nela está envolvida a junção de informações bem detalhadas sobre a operação da fazenda. Através da coleta de dados é possível observar quais práticas as melhores fazendas estão utilizando para obterem sucesso e, consequentemente, inspirar-se nessas para traçar novas metas, avaliar oportunidades e ameaças.</li>
<li><strong>Definição de indicadores</strong>: a segunda fase consiste na definição dos indicadores de desempenho que irão ser monitorados. É importante ressaltar que esses indicadores são variáveis conforme cada tipo de fazenda e seus objetivos. Como exemplo destes indicadores podemos citar a produção em litros de leite por vaca por dia, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/">custo por litro de leite produzido</a></strong>, custo com alimentação, sanidade ou reprodução e até mesmo taxas de mortalidade de animais.</li>
<li><strong>Análise de desempenho</strong>: nessa análise pode ser realizada a identificação de desvios, ou seja, observar onde a fazenda apresenta desempenho inferior às outras fazendas ou indicadores comparados.</li>
<li><strong>Implementação de melhorias</strong>: posterior a identificação de pontos de melhoria, é fundamental que sejam implementadas novas estratégias ou práticas que otimizem a operação, com o intuito de atingir novas metas.</li>
<li><strong>Revisão e ajuste de estratégias</strong>: o benchmarking não é  nem pode ser considerado um processo único, ele deve ser contínuo, ou seja, a fazenda deve coletar dados, fazer comparações, buscar oportunidades e ajustar práticas que vão contribuir para a melhoria da eficiência e competitividade.</li>
</ul>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/gestao-financeira-fazendas-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-gestao-financeira&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38493 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite.png" alt="Webinar gestão financeira" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Para preparação do benchmarking é fundamental realizar o diagnóstico da fazenda, ou seja, <strong>entender os pontos fracos e fortes</strong> dentro do seu negócio e estabelecer indicadores que serão comparados.</p>
<p>Após isso, é preciso em partes entender as fazendas que estão sendo comparadas, obter dados dos indicadores, comparar as informações e, por fim, elaborar um <strong>plano de ação</strong>.</p>
<p>O benchmarking <strong>não deve ser meramente uma cópia de negócios</strong>, e sim servir como ferramenta para entender a situação atual da atividade e direcionar para onde quer chegar. Lembre-se, nem sempre o que a outra fazenda faz é melhor do que a sua faz, é preciso entender os contextos e as particularidades de cada propriedade.</p>
<p>Dessa forma, após reconhecer a oportunidade e com o plano de ação em mãos é necessário colocar em prática o que foi proposto, engajar os colaboradores, checar se está sendo cumprido e agir caso as metas propostas não forem atingidas.</p>
<p>Por fim, o produtor terá como retorno aperfeiçoamento das técnicas e habilidades gerenciais, retorno econômico e sustentabilidade da atividade.</p>
<h2>Transforme comparações em resultados concretos</h2>
<p>O benchmarking é uma ferramenta poderosa para identificar oportunidades e corrigir falhas na gestão da fazenda leiteira. Mas para transformar dados em decisões estratégicas e lucrativas, é preciso conhecimento técnico e visão de mercado.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-benchmarking-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar essa e outras metodologias de gestão e manejo que já elevaram a produtividade e o lucro de propriedades em todo o Brasil.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-benchmarking-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38993 size-full" title="Faça sua inscrição na Pós-graduação em Pecuária Leiteira do Rehagro!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg" alt="" width="1389" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg 1389w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-1024x347.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-768x260.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-740x251.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1389px) 100vw, 1389px" /></a></p>
<p>Autores: João Pedro dos Santos e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
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		<item>
		<title>Úlcera de abomaso: como esse problema afeta o desempenho das bezerras leiteiras?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 16:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[abomaso]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estômago de ruminantes é composto por 4 compartimentos: rúmen, retículo, omaso e abomaso. Cada um deles apresenta um papel no processo de digestão. Inicialmente o rúmen atua como uma câmara fermentativa dos alimentos ingeridos, em seguida esse bolo alimentar é direcionado ao retículo, que é componente principal na ruminação pois realiza as contrações que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O estômago de ruminantes é composto por 4 compartimentos: rúmen, retículo, omaso e abomaso. Cada um deles apresenta um papel no processo de digestão.</p>
<p>Inicialmente <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">o rúmen atua</a></strong> como uma câmara fermentativa dos alimentos ingeridos, em seguida esse bolo alimentar é direcionado ao retículo, que é componente principal na ruminação pois realiza as contrações que geram regurgitação.</p>
<p>O terceiro componente do trato digestivo dos ruminantes é o omaso, esse está relacionado com a absorção de água, ácidos graxos voláteis e outros nutrientes, por último temos o estômago glandular chamado de abomaso responsável por secretar enzimas, hormônios, ácidos e água.</p>
<p>As <strong>úlceras abomasais </strong>são um grande desafio na pecuária leiteira, os animais que apresentam essa afecção têm menor consumo de alimento, produzindo menos leite ou tendo seu desenvolvimento afetado, ambos levando a significativa <strong>perda econômica</strong>.</p>
<p>Além disso, por se tratar de uma afecção de causa multifatorial e sintomatologia inespecífica grande parte dos animais só são diagnosticados em exame <i>post-mortem</i> de necropsia.</p>
<p>Nesse texto iremos abordar úlceras abomasais em bezerras, entendendo melhor esse desafio, como ele ocorre, os fatores relacionados a ele, como é feito o diagnóstico, como isso impacta a cria de bezerras leiteiras e, como tratar esses casos e como prevenir novos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que são úlceras abomasais?</h2>
<p>Em<strong> <a href="https://rehagro.com.br/blog/criacao-de-bezerras-leiteiras-e-seus-desafios/">bezerras</a></strong>, o abomaso é o principal compartimento em tamanho e função, pois <strong>nessa fase o animal ainda não é um ruminante funcional</strong> e durante o desenvolvimento dos compartimentos do estômago, o abomaso deixa de apresentar uma mucosa lisa e passa a ser repleto de vilosidades.</p>
<p>A mucosa deste órgão secreta ácido clorídrico, pepsina, pepsinogênio, quimosina, gastrina e outros componentes que auxiliam na proteção da mucosa contra a acidez do ambiente, como bicarbonato, muco e prostaglandinas.</p>
<p>As úlceras são caracterizadas por uma <strong>lesão no epitélio do abomaso</strong>, podendo ser uma <strong>lesão na mucosa ou até mesmo penetrar a camada muscular e causar perfuração da parede abomasal</strong>. Um grande problema da úlcera abomasal é o processo de autodigestão, quando a mucosa está lesionada, íons de hidrogênio e enzimas como a pepsina conseguem atuar no local digerindo o tecido e aumentando a lesão.</p>
<p>As úlceras podem ser <strong>classificadas em grau I, II, III e IV</strong> de acordo com a gravidade da lesão.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34450" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-1024x455.jpg" alt="Classificação das úlceras de abomaso" width="770" height="342" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-1024x455.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-300x133.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-768x341.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-370x164.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-270x120.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-740x329.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-150x67.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso.jpg 1196w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;"><span style="font-weight: 400;">Classificação das úlceras de abomaso de acordo com características das lesões e respectivos sinais clínicos. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Radostits et al., 2000.</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38345 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book criação de bezerras leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Como as úlceras ocorrem?</h2>
<p>As úlceras abomasais são <strong>afecções multifatoriais</strong>, mas a etiologia de como ocorrem ainda não é exata. Alguns pontos que predispõem a ocorrência de úlceras abomasais e dentre eles podemos citar:</p>
<ul>
<li>Estresse;</li>
<li>Mudanças ambientais;</li>
<li>Mudanças de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dieta-liquida-de-bezerras-leiteiras/">dieta</a></strong>;</li>
<li>Hiperacidez;</li>
<li>Agentes infecciosos como <i>Clostridium perfringens, Escherichia coli, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/">Streptococcus sp, Staphylococcus sp</a></strong> e Salmonella sp;</i></li>
<li>Agentes parasitários que causam lesão na mucosa como <i>o <span style="font-weight: 400;">Haemonchus contortus e a Ostertagia ostertagi;</span></i></li>
<li>Uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) indiscriminadamente;</li>
<li>Deficiência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">minerais</a></strong>.</li>
</ul>
<p>Em bezerros a <strong>deficiência de cobre</strong> é associada a diminuição da imunidade e <strong>má formação do tecido do abomaso</strong>, já que a enzima responsável pela resistência estrutural ligada a elastina e colágeno nesse compartimento é dependente de cobre. Assim, uma maior fragilidade da parede abomasal poderia predispor a ocorrência de úlceras.</p>
<p>O <strong>estresse</strong> está presente em diversos momentos no início da vida desses animais, devido a transporte, mudanças de lote, desaleitamento, introdução a ambiente coletivo e outras experiências.</p>
<p>Nesses momentos, o estresse aumenta a <strong>liberação de corticosteroides</strong>, os quais podem estimular a secreção de ácidos e enzimas como a pepsina no abomaso, favorecendo a ocorrência de úlceras.</p>
<p>Os <strong>AINEs</strong> atuam em enzimas COX 1 (ciclooxigenase 1) e/ou COX 2 (ciclooxigenase 2), as primeiras são ligadas a produção de prostaglandinas gástricas, as quais estimulam a secreção de muco e bicarbonato que atuam como citoprotetores abomasais.</p>
<p>Assim, <strong>o uso indiscriminado de AINEs diminui a proteção da mucosa abomasal</strong> predispondo a formação de úlceras.</p>
<p>Quando em conjunto, o estresse junto ao uso prolongado de AINEs, podem ser agentes fortemente ligados a ocorrência de úlceras em bezerras e um grande desafio no período devido a dificuldade de reduzir estresse e a necessidade do uso de AINEs para outras enfermidades comuns nesse período como a diarreia.</p>
<h2>Como diagnosticar e tratar úlceras abomasais?</h2>
<p>O diagnóstico é desafiador, sendo possível observar os sinais clínicos e também usar exames complementares.</p>
<p>Em casos de <strong>úlceras hemorrágicas</strong> é possível observar um quadro de anemia hemorrágica aguda no hemograma e em casos em que ocorre a perfuração da parede do abomaso e consequente peritonite podemos adicionar a isso alterações como leucocitose.</p>
<p>As <strong>fezes com sangue oculto</strong> são um bom indicativo de úlcera, sendo necessárias mais de uma avaliação pois a liberação de sangue nas fezes ocorre de forma intermitente.</p>
<p>Outro sinal é a <strong>melena</strong>, nesse caso, as fezes com aparência de “piche” pode ser caracterizado como um sinal patognomônico. Além disso, é possível avaliar a concentração plasmática de gastrina e pepsinogênio que se encontram elevadas em casos de sangramento de abomaso.</p>
<p>Como observado, a enfermidade é de difícil diagnóstico, por isso em grande parte dos casos não ocorre identificação e as alterações são encontradas somente em exame <i>post-mortem. </i></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34451" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-1.jpg" alt="Imagens de diferentes úlceras abomasais" width="679" height="343" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-1.jpg 679w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-1-300x152.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-1-370x187.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-1-270x136.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/ulceras-abomaso-1-150x76.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 679px) 100vw, 679px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagens de diferentes úlceras abomasais encontradas na necropsia em bovinos leiteiros, em todas as imagens as úlceras são classificadas como tipo 4. Fonte: Pedro Germano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento indicado é principalmente <strong>sintomático e de suporte</strong>. Algumas possibilidades são transfusão sanguínea em animais que perderam muito sangue, uso de antiácidos e protetores de mucosa, tratamento da causa base em casos de agentes contagiosos ou parasitários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Importante ressaltar que os animais em tratamento devem ter o estresse reduzido ao máximo, alimentação e água de qualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O prognóstico é desfavorável na maioria dos casos devido a dificuldade de diagnóstico e tratamento não específico, principalmente quando as úlceras são perfurativas, muitas vezes levando a bezerra a óbito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim podemos observar que as úlceras abomasais podem levar bezerras a óbito ou causar deficiências no desenvolvimento caso sobrevivam, gerando um </span><b>grande impacto econômico</b><span style="font-weight: 400;"> negativo ao produtor.</span></p>
<h2>Quais podem ser os impactos no desenvolvimento das bezerras?</h2>
<p>Quando as bezerras desenvolvem úlceras abomasais, elas podem ser prejudicadas de várias formas, mas principalmente quando relacionamos o seu crescimento e desenvolvimento e a saúde. Dentre os principais impactos observados, podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Redução no consumo de alimentos</strong>: Bezerras com úlceras abomasais geralmente apresentam dor e desconforto, o que pode levar a uma diminuição no apetite. Isso resulta em menor ingestão de alimentos e, consequentemente, em uma redução no ganho de peso.</li>
<li><strong>Perda de peso</strong>: Devido à menor ingestão de nutrientes, as bezerras afetadas tendem a perder peso ou não ganham peso de maneira adequada, o que afeta diretamente o desempenho esperado para o crescimento.</li>
<li><strong>Redução na eficiência alimentar</strong>: Mesmo que as bezerras continuem a comer, a eficiência com que elas convertem os alimentos em crescimento pode ser reduzida. As úlceras podem afetar a digestão e a absorção de nutrientes, levando a um menor desempenho.</li>
<li><strong>Retardo no crescimento</strong>: A saúde geral comprometida devido às úlceras pode retardar o crescimento das bezerras, fazendo com que elas não atinjam os marcos de desenvolvimento esperados para a idade.</li>
<li><strong>Aumento da mortalidade</strong>: Em casos graves, as úlceras abomasais podem levar à morte, especialmente se resultarem em complicações como perfuração do abomaso ou peritonite.</li>
</ul>
<h2>Como prevenir as úlceras de abomaso?</h2>
<p>A etiologia multifatorial da afecção torna a prevenção um desafio, mas podemos enfatizar alguns pontos como atenção à alimentação adequada, manejo não estressante dos animais, manter um calendário sanitário com vacinação, vermifugação e monitoramento de doenças.</p>
<ul>
<li><strong>Nutrição e manejo adequado</strong>: Oferecer uma dieta balanceada em termos de energia, proteína, fibra e minerais é importante. Além disso, evitar dietas ricas em grãos que podem aumentar a produção de ácidos no abomaso pode ser fundamental para a prevenção no desenvolvimento de úlceras. Aliado a isso, a incorporação de fibras de alta qualidade que ajudam a estimular a mastigação e a produção de saliva a fim de neutralizar os ácidos no estômago também podem contribuir nessa prevenção.</li>
<li><strong>Manejo do estresse:</strong> Minimizar fatores de estresse, como mudanças bruscas na dieta, condições de manejo inadequadas como o estresse relacionado ao manejo como transporte, desmame, agrupamento, é essencial para a saúde do abomaso. É importante entender que o estresse pode alterar a motilidade gastrointestinal e aumentar a produção de ácido. Além disso, é importante oferecer <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">um ambiente que promova o bem-estar dos animais</a></strong>, como espaço adequado, ventilação e acesso constante a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/">água limpa e fresca</a></strong>.</li>
<li><strong>Monitoramento</strong>: É importante monitorar as bezerras para sinais de desconforto, mudanças no comportamento alimentar e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal</a></strong> pode auxiliar na identificação precoce de problemas de saúde e consequentemente contribuem para que seja possível agir rapidamente para evitar o agravamento das úlceras.</li>
<li><strong>Prevenção de outras doenças gastrointestinais:</strong> Realizar o controle de parasitas e certificar que os animais estejam livres de parasitas internos que podem causar irritação e inflamação, elevando o risco de úlceras.</li>
<li><strong>Manejo de medicamentos</strong>: Usar de maneira cautelosa os medicamentos, principalmente os Anti-inflamatórios Não Esteroidais (AINEs) é fundamental. O uso excessivo ou inadequado de AINEs pode aumentar muito o risco de úlceras abomasais e por isso, seu uso deve ser cauteloso e bem definido dentro dos protocolos de tratamentos de doenças que requerem sua utilização.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos então que as úlceras abomasais em bezerras leiteiras representam um desafio significativo para a saúde e o desempenho dos animais.</p>
<p>Esses distúrbios podem comprometer o crescimento, a eficiência alimentar e aumentar a susceptibilidade a outras doenças, além de potencialmente levar à morte em casos graves.</p>
<p>A <strong>prevenção</strong> é considerada a melhor abordagem a fim de evitar o impacto negativo trazido pelas úlceras abomasais. Implementar adequadas práticas de manejo nutricional e trabalhar para a redução do estresse são essenciais.</p>
<p>Além disso, não podemos esquecer a importância do <strong>monitoramento contínuo da saúde e comportamento das bezerras</strong> e também de termos um manejo integrado, combinando nutrição e ambiente adequados, um bom controle de doenças e principalmente um uso cauteloso de medicamentos.</p>
<h2>Saúde desde a cria para garantir produtividade no futuro</h2>
<p>A úlcera de abomaso compromete o desenvolvimento das bezerras e pode impactar a produção futura de leite.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-ulcera-abomaso-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar estratégias de manejo, nutrição e sanidade que previnem problemas desde a fase inicial, garantindo um rebanho mais saudável, produtivo e lucrativo.</p>
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		<title>Desafios do deslocamento de abomaso: como garantir a saúde do rebanho?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/desafios-do-deslocamento-de-abomaso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 11:30:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O deslocamento de abomaso é uma condição frequente em bovinos leiteiros, especialmente em vacas de alta produção. Esse problema pode causar perdas significativas na produção de leite e comprometer a saúde dos animais, sendo essencial o reconhecimento precoce e o tratamento adequado. Vamos discutir nesse texto sobre os tipos de deslocamento de abomaso, a caracterização [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>deslocamento de abomaso</strong> é uma condição frequente em bovinos leiteiros, especialmente em vacas de alta produção. Esse problema pode causar perdas significativas na produção de leite e comprometer a saúde dos animais, sendo essencial o reconhecimento precoce e o tratamento adequado.</p>
<p>Vamos discutir nesse texto sobre os tipos de deslocamento de abomaso, a caracterização de um dos principais tipos (deslocamento a esquerda) e as teorias a respeito da sua etiologia.</p>
<p>Além disso, vamos entender melhor as consequências desse quadro, <strong>como reconhecer, conduzir e tratar e por fim, como calcular a incidência desse problema</strong> na fazenda e interpretar.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é o deslocamento de abomaso e quais são os tipos?</h2>
<p>O abomaso é a <strong>quarta câmara do estômago</strong> dos ruminantes e atua na digestão química dos alimentos por isso é conhecido como “estômago verdadeiro”.</p>
<p>O deslocamento de abomaso é definido como uma paratopia, onde o abomaso migra de sua posição anatômica original, no assoalho do abdômen tendendo parcialmente para a direita, para uma posição ectópica, ou seja, nada mais é do que o abomaso sair do lugar.</p>
<p>Esse deslocamento pode ocorrer tanto para esquerda quanto para direita, onde ele irá subir no abdômen para um dos lados.</p>
<ul>
<li><strong>Deslocamento de Abomaso à Esquerda (DAE)</strong>: O abomaso se encontra entre o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> e a parede abdominal esquerda. Esse tipo de deslocamento é o que ocorre na maioria dos casos de deslocamento em vacas leiteiras (85 a 90%).</li>
<li><strong>Deslocamento de Abomaso à Direita (DAD)</strong>: O abomaso desloca-se totalmente para o lado direito da cavidade abdominal, com ou sem torção. Esse tipo de deslocamento ocorre apenas em cerca de 10 a 15% dos casos e curiosamente, em novilhas, mesmo que menos comum, há mais casos de deslocamento à direita. É considerado um tipo de deslocamento mais grave devido a possível presença de torção, a qual pode ser no sentido horário ou anti-horário, causando a torção dos vasos, podendo parar a circulação sanguínea e ocorrer necrose e produção de toxinas. No deslocamento a direita, diferente do deslocamento a esquerda (muito gás), temos uma grande quantidade de líquido, pois como houve a torção dos vasos e estase do fluxo sanguíneo, tem-se edema, extravasamento de líquido e proliferação bacteriana.</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O que faz o órgão se deslocar para algum dos lados (esquerda ou direita) não é conhecido, entretanto, aparentemente é devido ao mesmo motivo. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-deslocamento-abomaso-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Caracterização do deslocamento de abomaso à esquerda</h2>
<p>Para ter deslocamento de abomaso:</p>
<ol>
<li>Obrigatoriamente <strong>deve haver acúmulo de gás</strong>, pois caso contrário o abomaso não sai do lugar;</li>
<li>Para acumular gás, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta</a></strong> tem que ter carboidrato fermentável e pouca fibra;</li>
<li>A vaca deve ter espaço suficiente na cavidade abdominal para que o abomaso se desloque, ou seja, se o rúmen estiver muito cheio ele não consegue deslocar;</li>
<li>Hipomotilidade ou atonia do trato digestório, pois se o gás foi produzido no abomaso, ele deve permanecer um tempo lá para que o abomaso infle. Caso a taxa de passagem esteja normal, esse gás não permanece e consequentemente não desloca.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34309" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso.jpg" alt="Incidência de deslocamento de abomaso à esquerda nos EUA" width="630" height="373" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso.jpg 630w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-300x178.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-370x219.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-270x160.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-150x89.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Incidência de deslocamento de abomaso à esquerda nos EUA no período de 1982 a 1995. Fonte: Kelton et al. (1997)</span></p>
<p>O motivo que justifica a <strong>maior incidência de deslocamento de abomaso</strong> no decorrer dos anos é o fato de que se começou a trabalhar com <strong>dietas mais fermentáveis (carboidratos)</strong>. Quando isso acontece, começa a passar mais material fermentável para o abomaso e esse abomaso começa a se encher mais de gás.</p>
<p>Esse deslocamento compromete tanto a produtividade quanto a questão <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/">financeira</a></strong>:</p>
<ul>
<li>Custo elevado de tratamento;</li>
<li>Eleva o descarte involuntário;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">Queda na produção de leite</a></strong>.</li>
</ul>
<p>A vaca pode encontrar a lactação normal dela se igualando a uma vaca saudável, mas isso dependerá de qual momento foi feito o diagnóstico e correção cirúrgica.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34310" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1.jpg" alt="Curva de lactação estimada para 100 dias de lactação de vacas saudáveis ou com DAE" width="834" height="406" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1.jpg 834w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-300x146.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-768x374.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-370x180.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-270x131.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-740x360.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-150x73.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 834px) 100vw, 834px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Curva de lactação estimada para 100 dias de lactação de vacas saudáveis ou com DAE. Fonte: Detilleux et al. (1996)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34311" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2.jpg" alt="Visão de um corte transversal de uma vaca com e sem deslocamento de abomaso" width="733" height="360" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2.jpg 733w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2-300x147.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2-370x182.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2-270x133.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2-150x74.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 733px) 100vw, 733px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Visão de um corte transversal de uma vaca com e sem deslocamento de abomaso à esquerda. A- Abomaso; B- Rúmen; C- Omaso. Fonte: Bolivar Faria.</span></p>
<h3>Quais são as teorias sobre a etiologia do DAE?</h3>
<ul>
<li><strong>Teoria mecânica</strong>: Nessa teoria, o fator que favorece o desenvolvimento do DAE seria a <strong>pressão exercida pelo útero gravídico</strong> no abomaso durante o final da gestação. O menor enchimento do rúmen permitiria um maior espaço na cavidade abdominal para que ocorra o DAE.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34312" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3.jpg" alt="Útero gravídico (linhas tracejadas) comprimindo toda cavidade abdominal" width="613" height="618" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3.jpg 613w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3-298x300.jpg 298w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3-150x151.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3-370x373.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3-270x272.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3-96x96.jpg 96w" sizes="auto, (max-width: 613px) 100vw, 613px" /></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: 16px;">Na imagem podemos observar a ilustração de um útero gravídico (linhas tracejadas) comprimindo toda cavidade abdominal, inclusive o rúmen, e quando essa vaca tem o parto, o útero reduz de tamanho e o abomaso passa a ter espaço para deslocar. </span></p>
<p>Entretanto, quando avaliamos alguns estudos que levam em conta a incidência de deslocamento de abomaso nos dias de lactação, é possível perceber que <strong>não existe deslocamento de abomaso nos primeiros 4 a 5 dias de lactação</strong>, ou seja, em um momento que o útero já teria evoluído bastante e que a vaca já começa a se alimentar no pós-parto.</p>
<p><strong>Se essa teoria fosse certeira, teríamos sempre a maior incidência de deslocamento no dia do parto ou um dia depois</strong>. O que observamos é que a maior incidência desse problema ocorre na segunda semana de lactação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34313" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-1024x397.jpg" alt="Gráfico demonstrando a disposição de dias de diagnóstico em 54 casos de deslocamento de abomaso à esquerda" width="770" height="299" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-1024x397.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-300x116.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-768x298.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-370x143.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-270x105.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-740x287.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-150x58.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Gráfico demonstrando a disposição de dias de diagnóstico em 54 casos de deslocamento de abomaso à esquerda. Fonte: Varden (1979)</span></p>
<ul>
<li><strong>Doenças concorrentes</strong>: Essa teoria sustenta que qualquer problema que a vaca tenha (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/">retenção de placenta</a></strong>, metrite, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-em-vacas-leiteiras/">hipocalcemia</a></strong>&#8230;) e que ocorra a produção de endotoxinas, histaminas e epinefrinas levaria a uma queda da motilidade abomasal.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34314" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5.jpg" alt="Gráfico mostrando em vermelho que vacas com deslocamento de abomaso e que tiveram alguma outra doença ao mesmo tempo e em verde, vacas deslocadas mas sem presença de outra doença. " width="1000" height="642" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5.jpg 1000w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-300x193.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-768x493.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-370x238.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-270x173.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-740x475.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-150x96.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>Gráfico mostrando em vermelho que vacas com deslocamento de abomaso e que tiveram alguma outra doença ao mesmo tempo e em verde, vacas deslocadas mas sem presença de outra doença.</p>
<p>Isso retrata que <strong>é mais comum o diagnóstico de deslocamento de abomaso em conjunto a outra doença concorrente</strong> (principalmente a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong>) e isso ocorre pelo fato de que a vaca deslocada reduz a ingestão de matéria seca, o que automaticamente mobiliza mais reserva corporal e produção alta de corpos cetônicos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34315" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-1024x458.jpg" alt="Relação entre algumas doenças metabólicas no período de transição" width="770" height="344" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-1024x458.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-300x134.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-768x344.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-370x166.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-270x121.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-740x331.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-150x67.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Relação entre algumas doenças metabólicas no período de transição. Fonte: Bolivar Faria</span></p>
<p>Uma dica importante então é que <strong>sempre ao corrigir o deslocamento de abomaso, seja realizado também tratamentos de suporte</strong>, como a administração de <i>Drench</i> com propilenoglicol e com uma quantidade boa de cálcio, além disso, avalie metrite nesse animal e a necessidade de antibioticoterapia já direciona a metrite e não apenas na recuperação da cirurgia. Isso tudo contribui bastante na recuperação da vaca e na produção de leite.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34316" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-1024x313.jpg" alt="Algumas doenças relacionadas ao periparto de 1063 vacas e sua associação ao DAE" width="770" height="235" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-1024x313.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-300x92.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-768x235.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-370x113.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-270x82.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-740x226.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-150x46.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Algumas doenças relacionadas ao periparto de 1063 vacas e sua associação ao DAE. Fonte: Leblanc et al. (2005).</span></p>
<h2>Consequências do deslocamento de abomaso</h2>
<p>Dentre as consequências desse quadro de deslocamento, podemos citar:</p>
<ul>
<li>Diminuição na ingestão de alimentos;</li>
<li>Desidratação;</li>
<li>Emagrecimento e redução significativa na produção de leite;</li>
<li>Queda na eficiência reprodutiva e aumento da susceptibilidade a outras doenças, como cetose e metrite;</li>
<li>Se não tratada adequadamente, pode resultar em úlceras hemorrágicas​ que ultrapassam o tecido abomasal podendo gerar peritonite.</li>
</ul>
<h2>Como reconhecer um quadro de deslocamento de abomaso?</h2>
<p>Os sinais clínicos podem variar, mas incluem:</p>
<ul>
<li>Animal diminui consumo de alimento e produção de leite;</li>
<li>Comportamento alterado: letargia e isolamento do rebanho;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">Fezes</a></strong> mais pastosas com fibras pequenas e menor quantidade, podendo ter diarreia;</li>
<li>Apetite selecionador onde prefere volumoso e rejeita concentrado;</li>
<li>Som metálico na auscultação com percussão: com auxílio de um estetoscópio consigo identificar a presença de <i>ping</i> metálico.</li>
</ul>
<p><strong>Quando há deslocamento de abomaso para a esquerda, o curso da doença pode ser mais longo.</strong></p>
<p>Apesar de mudar sua posição anatômica, ele não torce e, assim, continua tendo fluxo do abomaso para o intestino. Nesse caso, o animal vai ter perda da condição corporal, desidratação, distúrbio ácido-base, mas menos intenso.</p>
<p>Quando o abomaso deslocado, há retenção do ácido clorídrico e não vai haver absorção do hidrogênio, assim, animal pode entrar em alcalose hipoclorêmica e hipocalêmica (falta potássio e cloro no sangue) e alcalose metabólica. As vacas conseguem viver com o abomaso deslocado por muito tempo sendo não urgente, mas é desejável que o tratamento seja realizado o quanto antes.</p>
<h2>Como conduzir e tratar?</h2>
<p>Devolver o abomaso à sua posição original ou aproximada: <strong>baseia-se em método cirúrgico</strong>, onde há várias técnicas, onde a escolha da técnica dependerá exclusivamente da preferência do cirurgião:</p>
<ol>
<li>Flanco esquerdo;</li>
<li>Flanco direito;</li>
<li>Omentopexia;</li>
<li>Abomasopexia;</li>
<li>Fixação às cegas.</li>
</ol>
<p>A utilização da técnica de omentopexia é bastante comum em casos de deslocamento à esquerda e nela haverá a recuperação da posição do órgão trazendo da esquerda para direita e no deslocamento a direita devo me preocupar a desfazer a torção e fazer a fixação do órgão.</p>
<p>Na correção do deslocamento a direita, é importante que o líquido acumulado seja retirado, devido a presença de toxinas, pois ao retornar o órgão para a sua posição anatômica após a distorção, há a passagem desse conteúdo para o intestino, onde essas toxinas presentes são absorvidas e podem levar o animal a óbito por um problema septicêmico grave.</p>
<ul>
<li>É importante ressaltar que o <strong>DAE não é considerado uma cirurgia de emergência</strong> porque não tem estase venosa, já o <strong>DAD é necessário uma cirurgia emergencial</strong>.</li>
<li>Corrigir o balanço eletrolítico do animal e a desidratação.</li>
<li>Providenciar tratamento adequado para as doenças associadas: Buscar compreender o motivo da manifestação da doença como por exemplo cetose e instituir tratamento adequado para a causa primária.</li>
</ul>
<h2>Como calcular a incidência do deslocamento de abomaso?</h2>
<p>A incidência será:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34306" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-8.jpg" alt="Incidência do deslocamento de abomaso" width="358" height="111" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-8.jpg 358w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-8-300x93.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-8-270x84.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-8-150x47.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px" /></p>
<p><strong>Mas quem é a população em risco?</strong></p>
<p>A vaca que teve um pato e estiver no período de transição.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34307" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9.jpg" alt="Incidência DAE" width="704" height="107" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9.jpg 704w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9-300x46.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9-370x56.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9-270x41.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9-150x23.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 704px) 100vw, 704px" /></p>
<p><strong>Qual a incidência aceitável?</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34308" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10.jpg" alt="Incidência de deslocamento de abomaso aceitável" width="402" height="75" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10.jpg 402w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10-300x56.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10-370x69.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10-270x50.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10-150x28.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 402px) 100vw, 402px" /></p>
<p>Essa incidência de deslocamento hoje vem sendo muito questionada e muitos autores já dizem que <strong>deve ser menor que 1%</strong>, números esses que já são alcançados em muitas fazendas.</p>
<h2>Previna perdas e maximize o desempenho do rebanho</h2>
<p>O deslocamento de abomaso é um problema que pode comprometer a saúde, a produção e o lucro da fazenda. Com o manejo adequado e estratégias de prevenção, é possível reduzir sua ocorrência e manter o rebanho em alta performance.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-deslocamento-abomaso-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática, como integrar sanidade, nutrição e gestão para resultados sustentáveis e lucrativos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-deslocamento-abomaso-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pasteurização do leite de descarte: como alcançar o máximo desempenho?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/pasteurizacao-do-leite-de-descarte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2024 11:30:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[leite de descarte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A criação de bezerras é uma fase importante e que requer grande atenção desde o nascimento até o desmame pois nela, visa-se maximizar o desempenho, uma vez que as bezerras representam a futura produção e reposição do rebanho da fazenda. Se bem manejadas, as bezerras podem trazer retorno financeiro para a propriedade por apresentarem maiores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A criação de bezerras é uma fase importante e que requer grande atenção desde o nascimento até o desmame pois nela, visa-se maximizar o desempenho, uma vez que as bezerras representam a futura produção e reposição do rebanho da fazenda.</p>
<p>Se bem manejadas, as bezerras podem trazer retorno financeiro para a propriedade por apresentarem maiores produções no futuro.</p>
<p>O processo de <strong>pasteurização do leite de descarte</strong> antes de ser ofertado é capaz de melhorar a saúde e o desempenho das bezerras leiteiras, o que contribui para a eficiência e também a sustentabilidade da atividade.</p>
<p>Nesse texto, iremos discutir sobre a utilização do leite de descarte e o seu processo de pasteurização, evidenciando as formas de realização, a relação entre a pasteurização e o tempo de fornecimento e também a correção de sólidos totais do leite após esse processo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Utilização de leite de descarte no aleitamento de bezerras leiteiras</h2>
<p>Essa etapa da vida dos animais é caracterizada por custos mais elevados, especialmente durante a fase de aleitamento, devido à necessidade de garantir uma nutrição adequada e esses animais ainda não estão produzindo dentro da fazenda.</p>
<p>Uma alternativa que comumente vem sendo adotada por muitas fazendas leiteiras pensando na redução de custos é a utilização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/descarte-do-leite/">leite de descarte</a></strong> para esses animais em aleitamento, o que entra na composição de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/">custo</a></strong> como “custo zero”, visto que esse leite não poderia ser comercializado para geração de receita.</p>
<p>A utilização desse leite de descarte para alimentação das bezerras pode causar alguns riscos, como o de resistência a medicamentos, como os antimicrobianos presentes no leite de descarte de vacas em <strong>tratamentos de mastite</strong> por exemplo e também pela alta variabilidade no teor de sólidos totais, principalmente proteína, gordura, lactose e minerais que esse leite apresenta.</p>
<p>Além disso, <strong>o leite oriundo de vacas com mastite pode ser um transmissor de alguns microrganismos para a bezerra</strong>, como é o caso da <i>Escherichia coli</i>, <i>Salmonella</i> ou <i>Mycoplasma</i>, além de outros microrganismos que podem estar presentes no leite devido a má higienização dos tetos das vacas no momento da ordenha.</p>
<p>No entanto, como forma de reduzir os malefícios relacionados aos a transmissão de patógenos, temos a <strong>pasteurização do leite</strong>, a qual quando realizada adequadamente, é uma excelente estratégia para reduzir a carga de patógenos, como bactérias, vírus e protozoários, o que contribui para a redução da incidência de diarreias e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/">pneumonias</a></strong> quando comparado com o leite de descarte não tratado.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book controle da mastite bovina" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Pasteurização de leite de descarte</h2>
<p>A pasteurização pode ser realizada de duas formas:</p>
<ol>
<li><strong>Pasteurização lenta</strong>: nesse tipo de pasteurização o leite é submetido a temperaturas entre <strong>62 e 65 °C por 30 minutos</strong> e pode ser realizada utilizando equipamentos mais simples.</li>
<li><strong>Pasteurização rápida</strong>: o leite é submetido a temperaturas entre <strong>72 e 75 °C por 15 a 20 segundos</strong>, o que otimiza tempo e energia, mas requer equipamentos de pasteurização de placas, ou seja, um equipamento mais sofisticado.</li>
</ol>
<p>É importante ressaltarmos que <strong>a pasteurização do leite não será responsável por garantir um nível seguro de contaminação</strong> por microrganismos desse leite descarte.</p>
<p>Ou seja, o quanto as bezerras suportam de exposição aos patógenos está intimamente relacionado com a sua saúde geral, sua nutrição e também a presença de agentes estressantes no ambiente que elas estão alojadas.</p>
<p>O processo de pasteurização, embora consiga reduzir o número de microrganismos presentes no leite, quando temos um leite descarte antes da pasteurização com uma carga bacteriana extremamente alta, possivelmente esse leite pode ainda continuar tendo uma carga considerável de bactérias após o processo.</p>
<p>Além disso, é fundamental termos a consciência de que as toxinas que são produzidas por muitas bactérias e também o resíduo de antibiótico presente <strong>não irão ser destruídos após esse processo de pasteurização</strong>.</p>
<p>Outros fatores de extrema importância para o sucesso do processo de pasteurização é a condição do equipamento, o qual deve ser revisado periodicamente, a manutenção da higiene do pasteurizador e também a capacitação do operador do aparelho, a fim de que sejam evitados erros de manuseio, como tempo e/ou temperaturas inadequadas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34263" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tanques-pasteurizacao.jpg" alt="Equipamento pasteurizador de uma fazenda leiteira" width="849" height="372" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tanques-pasteurizacao.jpg 849w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tanques-pasteurizacao-300x131.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tanques-pasteurizacao-768x337.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tanques-pasteurizacao-370x162.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tanques-pasteurizacao-270x118.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tanques-pasteurizacao-740x324.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tanques-pasteurizacao-150x66.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 849px) 100vw, 849px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagens de um equipamento pasteurizador de uma fazenda leiteira. Fonte: Laryssa Mendonça</span></p>
<h2>Pasteurização do leite descarte X tempo de fornecimento do leite</h2>
<p>Estudos já demonstraram que o mesmo a pasteurização conseguindo reduzir a carga bacteriana, <strong>o tempo de fornecimento do leite após a pasteurização pode ser um fator determinante</strong> para garantir que as bezerras estejam ingerindo de fato um leite com menos contaminação.</p>
<p>Nesses trabalhos, foi possível observar que o número de amostras de leite consideradas adequadas é reduzido conforme o tempo entre a pasteurização e o fornecimento às bezerras aumenta, podendo em alguns casos termos leite até com maior carga bacteriana do que antes da pasteurização.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34264" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/cbt-leite-1024x411.jpg" alt="Contagem bacteriana total de coliformes (UFC/ml) no leite antes e após a pasteurização." width="770" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/cbt-leite-1024x411.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/cbt-leite-300x120.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/cbt-leite-768x308.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/cbt-leite-1536x616.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/cbt-leite-370x148.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/cbt-leite-270x108.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/cbt-leite-740x297.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/cbt-leite-150x60.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/cbt-leite.jpg 1578w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Contagem bacteriana total de coliformes (UFC/ml) no leite antes e após a pasteurização. Fonte: Adaptado de Heinrichs e Jones (2011).</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34265" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/comparacao-cbt-leite-1024x335.jpg" alt="Comparação da contagem bacteriana no leite de descarte" width="770" height="252" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/comparacao-cbt-leite-1024x335.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/comparacao-cbt-leite-300x98.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/comparacao-cbt-leite-768x251.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/comparacao-cbt-leite-1536x503.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/comparacao-cbt-leite-370x121.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/comparacao-cbt-leite-270x88.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/comparacao-cbt-leite-740x242.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/comparacao-cbt-leite-150x49.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/comparacao-cbt-leite.jpg 1748w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Comparação da contagem bacteriana no leite de descarte antes da pasteurização, após a pasteurização e no momento de fornecimento. Fonte: Adaptado de Heinrichs e Jones (2011).</span></p>
<p>Isso vem nos dizer que a recontaminação do leite após o processo de pasteurização é possível e podemos dizer que é comum em muitas propriedades leiteiras.</p>
<p>A justificativa para isso está no fato de que o leite após ser pasteurizado não se torna estéril, ou seja, ainda há presença de microrganismos, aqueles que sobrevivem ao processo, os quais podem se multiplicar de maneira extremamente rápida no leite que não está refrigerado.</p>
<h2>Correção do teor de sólidos totais do leite pasteurizado</h2>
<p>Após a pasteurização, o teor de sólidos totais deve ser reajustado também, visto que o leite proveniente de vacas com mastite, com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/leite-de-transicao-para-bezerras/">leite em transição</a></strong> ou de vacas com antibióticos possui alterações em sua composição. A correção do teor de sólidos do leite descarte é uma prática importante para garantir que as bezerras recebam uma alimentação balanceada.</p>
<p>Para que o <strong>teor de sólidos totais esteja entre 12,5 a 13%</strong>, podemos realizar a correção através da adição de sucedâneo de leite, que deve ser realizada quando o teor de sólidos estiver abaixo do desejado, podemos adicionar suplementos específicos, como é o caso do substituto de leite ou suplementos proteicos a fim de ajustar a composição do leite.</p>
<p>Outra opção poderia ser aumentar o volume de leite de descarte fornecido às bezerras.</p>
<p>Como podemos observar na tabela, os animais que receberam leite integral tiveram uma média de gordura semelhante aos que receberam leite de descarte. No entanto, ao comparar com os animais que receberam leite de descarte pasteurizado, a média foi de 13,95% menor, evidenciando a importância da suplementação e enriquecimento do leite com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/">sucedâneo</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34266" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/parametros-leite-pasteurizado.jpg" alt="Parâmetros do leite" width="641" height="184" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/parametros-leite-pasteurizado.jpg 641w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/parametros-leite-pasteurizado-300x86.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/parametros-leite-pasteurizado-370x106.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/parametros-leite-pasteurizado-270x78.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/parametros-leite-pasteurizado-150x43.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 641px) 100vw, 641px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">1. EPM: Erro padrão da média; 2- EST: Extrato seco total; 3- ESD: Extrato seco desengordurado; 4- CCS10: Contagem de células somáticas; 5- CBT: Contagem bacteriana total. a, b, c Médias seguidas por letra minúscula </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Composição, contagem de células somáticas e contagem bacteriana total de amostras de leite integral, descarte e descarte pasteurizado. Fonte: Albuquerque et al. (2019)</span></p>
<p>Em contrapartida, ao analisar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/">CBT (Contagem Bacteriana Total)</a></strong>, o leite de descarte pasteurizado apresentou uma média 1,530% maior em comparação com o leite integral, enquanto os animais que receberam leite de descarte tiveram um valor 3,480% maior.</p>
<h2>Conclusão<span style="font-weight: 400;"> </span></h2>
<p>Em resumo, ressaltamos que <strong>o leite pasteurizado, quando bem manuseado, é uma excelente escolha</strong> para diminuir a morbidade, a mortalidade e promover o ganho de peso das bezerras, sendo então uma medida importante para a saúde e bem-estar das bezerras.</p>
<p>Além disso, é importante lembrar que a escolha do tipo de leite ofertado para as bezerras dependerá muito do sistema da propriedade, da realidade do produtor, entre outros fatores, entretanto, o que é imprescindível é o manejo adequado de aleitamento dentro da realidade e estratégias particulares.</p>
<h2>Transforme cada detalhe do manejo em mais saúde e produtividade</h2>
<p>A pasteurização correta do leite de descarte é fundamental para reduzir riscos sanitários e garantir o bom desenvolvimento das bezerras.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-pasteurizacao-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar estratégias de manejo, nutrição e gestão que aumentam a eficiência do rebanho e melhoram os resultados da fazenda, sempre com foco prático e lucrativo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34267" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/sofia-coelho.jpg" alt="Sofia Coelho - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/sofia-coelho.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/sofia-coelho-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/sofia-coelho-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Pneumonia verminótica: como ela impacta na produção e percentual de gordura no leite?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2024 16:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[pneumonia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pneumonia verminótica é causada por nematóides patogênicos da espécie Dictyocaulus viviparus, pertencentes à mesma família de nematóides responsáveis por gerar infecções gastrointestinais. São majoritariamente comuns em rebanhos de áreas de clima tropical e subtropical e estudos apontam que sua prevalência é acrescida durante o final do verão e início do outono, devido a incidência [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>pneumonia verminótica</strong> é causada por nematóides patogênicos da espécie <i>Dictyocaulus viviparus</i>, pertencentes à mesma família de nematóides responsáveis por gerar infecções gastrointestinais.</p>
<p>São majoritariamente comuns em rebanhos de áreas de clima tropical e subtropical e estudos apontam que <strong>sua prevalência é acrescida durante o final do verão e início do outono</strong>, devido a incidência de chuvas que garantem ambiente propício ao crescimento e desenvolvimento dos parasitas.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre a pneumonia verminótica, evidenciando o ciclo do patógeno causador, os sinais clínicos e as formas de diagnóstico. Além disso, vamos tratar sobre os principais impactos gerados por esse verme na produção de leite e também no percentual de gordura no leite.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Principais fatores de risco para ocorrência</h2>
<p>Está geralmente associada a <strong>bezerros mantidos em sistema de pastejo</strong>, entretanto, vem sendo relatado uma crescente incidência em bovinos adultos, principalmente associada a utilização de anti-helmínticos profiláticos, os quais previnem a exposição em uma idade mais jovem.</p>
<p>Fatores de riscos associados à sua ocorrência são o <strong>acesso a pastagens contaminadas, reintrodução a pastagens após período de confinamento e, em sua maioria, a introdução de animais em fase patente da infecção no rebanho.</strong></p>
<p>Com seus impactos negativos em taxas de mortalidade, fertilidade e produção, com redução de volume e gordura no leite, deter de estratégias de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/quando-vermifugar-os-bovinos/">controle da desvermifugação</a></strong> do rebanho ainda é uma medida eficaz para evitar sua ocorrência.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/escore-de-saude-respiratoria-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-escore-respiratorio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38383 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude.png" alt="Planilha e guia de escore de saúde respiratória de bezerras leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Qual o ciclo desse patógeno?</h2>
<p>O patógeno é ingerido em sua fase larval, principalmente através da pastagem. No trato <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gastroenterite-verminotica-em-bovinos-leiteiros/">gastrointestinal</a></strong>, a larva é capaz de penetrar e se dirigir via corrente sanguínea até os pulmões, onde se torna adulto. Podem atingir até 8 cm de comprimento, com apresentação fina e esbranquiçada em regiões de brônquios e traquéia.</p>
<p>Sua presença desencadeia uma <strong>série de alterações patológicas</strong> que dirigem inicialmente a invasão e ativação de eosinófilos, fator que corrobora para o estreitamento das vias aéreas e geram edema, enfisema e colapso pulmonar, caracterizando a fase pré-patente.</p>
<p>Na fase patente, a presença de vermes adultos se associa à ocorrência de bronquite, com presença de exsudato celular e muco espumoso, que incide na ocorrência de tosse. Também ocorre o desenvolvimento de uma pneumonia crônica não supurativa eosinofílica e granulomatosa principalmente em porções caudais dos pulmões em resposta a larvas e ovos aspirados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34298" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica.jpg" alt="Imagem de uma necropsia onde é possível observar na superfície de corte do pulmão bovino um grande número de nematodos esbranquiçados" width="503" height="377" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica.jpg 503w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de uma necropsia onde é possível observar na superfície de corte do pulmão bovino um grande número de nematodos esbranquiçados, delgados, de até 8 cm de comprimento, com acúmulo de exsudato catarral em alguns brônquios. Fonte: Claudio S. L. Barros, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS.</span></p>
<h2>Quais os sinais clínicos e como diagnosticar a pneumonia verminótica?</h2>
<p>Os sinais clínicos variam de <strong>tosse moderada associada a ligeiro aumento de frequência respiratória e tosse persistente</strong>, angústia ou insuficiência respiratória.</p>
<p>Isso atrelado a diminuição da produção de leite e perda de peso devido a redução do consumo de alimentos e o aumento do uso de energia pelo sistema respiratório causado pela reação destrutiva a infecção causada pelos vermes pulmonares.</p>
<p>Animais que apresentam reflexo de tosse intensa após movimentação e/ou sinais de angústia respiratória, caracterizada pela apresentação de cabeça esticada, boca aberta e salivação, devem ser avaliados de forma mais cuidadosa. É importante lembrar que casos graves de infecções por vermes pulmonares podem ocasionar a morte do animal.</p>
<p>O <strong>diagnóstico</strong> tem como princípio a <strong>análise dos sinais clínicos, epidemiologia e a presença de larvas nas fezes ou na necropsia dos animais</strong>. Porém, deve-se ter em mente que a ausência do parasito na análise coprológica não descarta sua ocorrência, isso mediante ao fato de que este é eliminado nas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong> apenas durante o período patente.</p>
<p>Dessa forma, animais em estágios pré e pós manifestações clínicas podem não ser diagnosticados, o mesmo se aplica a casos de reinfecção. Como diagnóstico diferencial da doença respiratória bovina, exames sorológicos podem ser incluídos, a exemplo do ELISA.  Exames radiográficos e de broncoscopia também podem ser realizados.</p>
<p>Durante a necropsia, os principais achados macroscópicos consistem:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Apresentação nodular dos pulmões com adesão pleural</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Hiperemia</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Exsudato purulento.</li>
</ul>
<p>Na <strong>histopatologia</strong> são observados de forma característica a presença de alguns vermes adultos e muitos ovos e larvas em alvéolos e bronquíolos terminais os quais desencadeiam reações primariamente neutrofílicas e eosinofílicas que são rapidamente substituídas pela forma granulomatosa, rica em células gigantes e macrófagos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34299" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1.jpg" alt="Imagem demonstrando larva no parênquima pulmonar de um bovino" width="503" height="423" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1.jpg 503w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1-300x252.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1-370x311.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1-270x227.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1-357x300.jpg 357w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1-150x126.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem demonstrando larva no parênquima pulmonar de um bovino, associada a infiltrado histiocitário e hemorragia. Fonte: Cláudio S. L. Barros – Universidade Federal de Santa Maria, RS.</span></p>
<p>Quanto ao tratamento, de forma geral, consiste na administração de benzimidazóis e/ou lactonas macrocíclicas os quais apresentam resultados efetivos contra todos os estágios do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">parasita</a></strong>.</p>
<p>Alguns exemplos de fármacos que se adequam a estes grupos são as avermectinas, doramectina, albendazol e levamisol. Animais que se encontram em pastoreio devem ser estabulados para melhor controle e avaliação da terapia, haja vista que suporte pode ser necessário.</p>
<p>A duração do período de patência é em média de dois a três meses. A maioria dos vermes adultos são expelidos e o exsudato regride após esse período, caso o animal sobreviva. É rara a ocorrência de sinais clínicos significativos no período pós patente, entretanto, casos de alveolite difusa proliferativa são registrados. Dessa forma, a observação do animal em todos os estágios da doença é um fator importante para sua íntegra recuperação.</p>
<h2>Quais são os impactos da pneumonia verminótica na produtividade?</h2>
<p>Os impactos dos parasitas pulmonares dos bovinos podem ser amplos, afetando a saúde dos animais, a produção de leite e consequentemente a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/4-dicas-para-aumentar-o-lucro-na-pecuaria-leiteira/">lucratividade da fazenda</a></strong>.</p>
<p>Estudos já estimaram que em casos de <strong>surtos clínicos graves</strong> por vermes pulmonares, há a capacidade de promover uma <strong>redução de 15 a 20% na produção de leite</strong>, o que resulta em uma elevação dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/">custos de produção</a></strong>.</p>
<p>Além disso, ao associarmos a produção de leite à presença do <i>Dictyocaulus viviparus</i>, é possível observar que a média mensal de produção de leite é menor nos rebanhos que têm a presença do verme em comparação com rebanhos com ausência do mesmo.</p>
<p>Em números, podemos citar que o status positivo para o verme culminou em uma produção de leite de 1,01 kg/vaca por dia a 1,68 kg/vaca por dia a menos em relação aos animais negativos, onde essa variação ocorreu em diferentes meses no ano segundo os estudos.</p>
<p>Entretanto, demais trabalhos puderam demonstrar que essa perda em leite pode ser ainda maior, chegando a 4 kg/vaca por dia em casos onde no rebanho havia graves surtos clínicos.</p>
<p>Quando pensamos no impacto do <i>Dictyocaulus viviparus</i> na qualidade do leite, os mesmos trabalhos puderam observar que existe uma relação negativa entre o status de <i>D. viviparus</i> e o percentual de gordura no leite, onde rebanhos com presença do verme tiveram em média 0,14% menor do que rebanhos livres.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34300" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-1024x208.jpg" alt="Estatísticas descritivas para produção de leite (kg), % de gordura, % de proteína, paridade e DEL" width="770" height="156" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-1024x208.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-300x61.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-768x156.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-1536x312.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-370x75.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-270x55.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-740x150.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-150x30.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Estatísticas descritivas para produção de leite (kg), % de gordura, % de proteína, paridade e DEL de rebanhos leiteiros positivos e negativos para <i>D. viviparus</i>. Fonte: Adaptado de Dank et al. (2015)</span></p>
<p>A hipótese dessa redução no percentual de gordura no leite além da possibilidade de menor ingestão de alimentos, gira em torno de uma resposta imunológica que demanda de muita energia contra o <i>D. viviparus</i>, ou seja, <strong>há a necessidade de uma energia adicional</strong> para combater a infecção e manter as funções corporais o que pode desviar nutrientes que seriam utilizados na síntese de gordura.</p>
<p>Além disso, o comprometimento do metabolismo energético pode resultar em uma menor síntese de ácidos graxos no fígado, os quais são essenciais para a produção de gordura do leite.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos que a presença do <i>Dictyocaulus viviparus</i> nas vacas leiteiras proporciona um<strong> impacto negativo significativo na produção de leite</strong> e também na sua composição, particularmente nos níveis de gordura, devido ao estresse fisiológico e ao comprometimento metabólico causado pela infestação do parasita.</p>
<p>Entretanto, se houver um controle parasitário rigoroso, podemos manter a saúde das vacas e garantir uma produção de leite com alta qualidade e também com níveis de gordura adequados.</p>
<h2>Proteja a saúde do rebanho e mantenha a qualidade do leite em alta</h2>
<p>A pneumonia verminótica pode reduzir a produção e comprometer a qualidade do leite, impactando diretamente na rentabilidade da fazenda.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-pneumonia-verminotica-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a prevenir e controlar doenças, integrar manejo sanitário e nutrição, e garantir mais saúde, produtividade e qualidade para o rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-pneumonia-verminotica-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34301" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/isabella-machado.jpg" alt="Isabella Machado - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/isabella-machado.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/isabella-machado-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/isabella-machado-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Como diferenciar custos fixos e variáveis e maximizar a eficiência da fazenda?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/como-diferenciar-custos-fixos-e-variaveis-na-fazenda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Aug 2024 11:30:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gestão financeira]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na gestão de uma propriedade leiteira, entender a diferença entre custo fixo e custo variável é fundamental para um planejamento financeiro eficiente, pois eles vão impactar cada um de uma forma diferente no custo de produção e consequentemente no resultado de caixa da fazenda no final do mês. Nesse texto iremos discutir sobre as diferenças [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na gestão de uma propriedade leiteira, entender a <strong>diferença entre custo fixo e custo variável</strong> é fundamental para um planejamento financeiro eficiente, pois eles vão impactar cada um de uma forma diferente no custo de produção e consequentemente no resultado de caixa da fazenda no final do mês.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre as diferenças entre os custos fixos e custos variáveis dentro de uma fazenda leiteira, evidenciando o que compões cada um deles e como eles podem impactar para uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/">gestão eficiente de uma propriedade</a></strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Como definir cada um deles?</h2>
<p>Os <strong>custos fixos</strong> são aqueles que <strong>permanecem constantes independentemente do volume de produção</strong>, ou seja, não possuem uma correlação direta e nem significa que eles se mantêm constantes todos os meses, eles apenas não mudam com a variação da produção.</p>
<p>Por exemplo, se o leite aumenta, pouco importa o quanto irei gastar com material de escritório. Eles ocorrem regularmente, não importa se a fazenda está produzindo muito ou pouco leite. Esses <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/centro-de-custo-e-contas-gerenciais-como-aplicar-esses-conceitos-na-fazenda/">custos</a></strong> são essenciais para manter as operações da fazenda, independentemente da produção atual.</p>
<p>Os custos fixos podem alterar quando há uma alteração no patamar de produção, como por exemplo se eu dobro minha produção de leite ou o número de animais, pode ser que seja necessário trabalhar com um número maior de funcionários, por exemplo.</p>
<p>Já os <strong>custos variáveis</strong> são <strong>diretamente proporcionais ao volume de produção da fazenda</strong>. Eles aumentam ou diminuem conforme a quantidade de leite produzida muda, o que erroneamente pode ser confundido por muitas pessoas, ao imaginar que esse tipo de custo é aquele que varia no mês a mês. Ou seja, quando há um aumento ou diminuição de produção, o custo variável altera.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">As oscilações dos custos variáveis podem estar relacionadas ao volume de leite ou número de animais. </span></p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/gestao-financeira-fazendas-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-gestao-financeira&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38493 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite.png" alt="Webinar gestão financeira" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Quais são os exemplos mais claros de explicar tal diferença?</h2>
<p>Os exemplos mais claros de <strong>custos fixos</strong> são:</p>
<ul>
<li>Mão de obra: se eu tenho 200 vacas em lactação e aumentar para 220 ou reduzir para 180, a mão de obra será a mesma, ou seja, dificilmente terá oscilação de funcionários para atender uma demanda um pouco maior ou menor do número de animais;</li>
<li>Material de escritório;</li>
<li>Arrendo da terra;</li>
<li>Impostos fixos;</li>
<li>Despesas administrativas (como contador e seguros);</li>
<li>Manutenção de máquinas, equipamentos e benfeitorias.</li>
</ul>
<p>São aqueles gastos que “faça chuva ou faça sol” vão estar no custo de produção da propriedade sem grandes alterações no seu valor.</p>
<p>Já os <strong>custos variáveis</strong> são compostos principalmente por:</p>
<ul>
<li>Alimentação dos animais: aumentando o número das vacas ou aumentando a média de produção por vaca, existe uma tendência de aumento no consumo de alimentos e então o gasto absoluto em reais vai subir proporcionalmente ao aumento da produção.</li>
<li>Despesas com sanidade (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficacia-dos-tratamentos-bovinos/">medicamentos</a></strong> e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-em-bezerros/">vacinas</a></strong>);</li>
<li>Consumo de energia elétrica (para ordenha e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tanque-de-refrigeracao-do-leite/">refrigeração do leite</a></strong>).</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-custos-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais os impactos de cada um deles na gestão da fazenda?</h2>
<p>Os <strong>custos fixos</strong> por não sofrerem variações no mês a mês, podem melhorar ou piorar a lucratividade da fazenda, pois se a propriedade aumentar a sua produção de leite esses custos vão continuar os mesmos, ocorrendo o efeito de diluição fazendo com que o peso no custo de produção do produto vai ser menor.</p>
<p>O contrário pode ocorrer caso a produção diminua, pois nesse caso os custos fixos vão ter um peso ainda maior no custo de produção do produto final, tendo em mente que eles não alteram conforme a produção muda.</p>
<p><strong>É preciso ter atenção com os custos fixos</strong> já que mesmo em períodos de baixa produção ou de preço recebido pelo litro de leite for menor, esses custos continuam existindo, exigindo que a fazenda tenha um planejamento financeiro e orçamentário adequado, o que pode fazer com que esses desafios sejam estáveis e previsíveis, permitindo que os gestores planejem com antecedência e de forma estratégica.</p>
<p>Monitorar os custos fixos ajuda a identificar eficiências ou ineficiências operacionais e setores onde cortes de custos podem ser realizados.</p>
<p>Portanto, uma gestão eficiente dos custos fixos pode melhorar a rentabilidade da fazenda e reduzir esses gastos através do que chamamos de análise de rentabilidade, onde está incluso o cálculo do ponto de equilíbrio, ou seja, o nível de produção que que a receita cobre todos os custos.</p>
<p>Na gestão dos custos variáveis é <strong>essencial acompanhar o crescimento da produção e das vendas</strong>. Quanto mais se produz, maior é a quantidade de insumos necessários para a produção, então podem ocorrer sazonalidades onde flutuações na produção de leite afetam diretamente os custos variáveis, exigindo uma gestão flexível e preparada para se ajustar conforme necessário.</p>
<p>Os <strong>custos variáveis vão influenciar diretamente na margem de lucro por litro de leite da propriedade</strong>, então para otimizar a lucratividade, é essencial um planejamento econômico e de produção para monitorar e gerenciar esses custos conforme a produção e as condições de mercado mudam.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Na gestão de uma fazenda produtora de leite, <strong>equilibrar os custos fixos e variáveis é fundamental para garantir a sustentabilidade financeira</strong>.</p>
<p>Compreender a diferença entre eles é fundamental para uma gestão financeira eficaz, otimizando a operação e a tomada de decisões informadas sobre investimentos, eficiência operacional e estratégias de produção.</p>
<p>Essa compreensão permite que os produtores respondem de maneira mais eficiente às mudanças do mercado, mantenham a sustentabilidade, sucesso e lucratividade do sistema.</p>
<h2>Domine os números e transforme resultados na pecuária leiteira</h2>
<p>Entender a diferença entre custos fixos e variáveis é essencial para identificar onde estão as oportunidades de aumentar o lucro da fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-26486" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg" alt="Debora Potenciano - Equipe Leite" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Critérios para escolha de touros: qual o impacto no desempenho do rebanho?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/criterios-para-escolha-de-touros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Aug 2024 11:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[selecao de touros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na pecuária leiteira, a escolha de touros está diretamente ligada às estratégias e ao planejamento genético da fazenda. A seleção criteriosa de touros é essencial por várias razões que impactam diretamente na produtividade, saúde e sustentabilidade do rebanho. Por isso, selecionar com base no plano genético é fundamental para qualquer fazenda que tenha como objetivo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na pecuária leiteira, a escolha de touros está diretamente ligada às estratégias e ao <strong>planejamento genético da fazenda</strong>. A seleção criteriosa de touros é essencial por várias razões que impactam diretamente na produtividade, saúde e sustentabilidade do rebanho.</p>
<p>Por isso, selecionar com base no plano genético é fundamental para qualquer fazenda que tenha como objetivo aumentar a produtividade e rentabilidade de sua atividade leiteira.</p>
<p>Sendo assim, vamos explorar nesse artigo os <strong>principais critérios para a escolha de touros</strong> e como o planejamento genético bem construído pode transformar os resultados da sua fazenda.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Quais devem ser os primeiros passos na seleção de touros?</h2>
<h3>1. Definição de objetivos</h3>
<p>É imprescindível definir o seu ponto de partida e qual o ponto de chegada almejado.</p>
<p>Esses objetivos podem ser relacionados a quantidade e qualidade do leite, bem como outros aspectos como <strong>fertilidade</strong>, longevidade, saúde das vacas no rebanho e até a facilidade de manejo. Sempre ressaltando ter metas claras e realistas para o rebanho.</p>
<h3>2. Avaliação do rebanho atual</h3>
<p>Na maioria das vezes, <strong>as vacas que indicam o touro</strong>. A partir de suas características, como conformação corporal, produção, saúde, adaptabilidade ao ambiente e fertilidade devem ser analisados cuidadosamente para definir seus pontos fracos, ou seja, áreas de melhorias e os objetivos de melhoramento baseados nas necessidades e desafios específicos do rebanho.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34251" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/selecao-touros.jpg" alt="Sistema de avaliação das vacas para a Classificação Para Tipo" width="862" height="493" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/selecao-touros.jpg 862w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/selecao-touros-300x172.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/selecao-touros-768x439.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/selecao-touros-370x212.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/selecao-touros-270x154.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/selecao-touros-740x423.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/selecao-touros-150x86.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 862px) 100vw, 862px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Sistema de avaliação das vacas para a Classificação Para Tipo, conhecido como Avaliação da Conformação Ideal utilizada pela ABCBRH (Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa).</span></p>
<h3>3. Seleção de matrizes</h3>
<p>Dependendo das condições da propriedade <strong>é possível trabalhar com touros de diferentes características</strong>, possibilitando selecionar as fêmeas mais adequadas para cada acasalamento, considerando critérios como produção leiteira, habilidade materna e características morfológicas desejáveis.</p>
<h3>4. Escolha de touros</h3>
<p>Sempre buscar selecionar touros que complementam as características desejáveis das matrizes, buscando sempre melhorar o desempenho <strong>genético</strong> futuro do rebanho.</p>
<h3>5. Programa de acasalamento</h3>
<p>Implementar estratégias e biotecnologias que maximizem os benefícios da combinação genética selecionada, como a <a href="https://rehagro.com.br/blog/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/"><strong>inseminação artificial</strong></a>, transferência de embrião, cruzamentos de diferentes raças.</p>
<h3>6. Avaliação contínua</h3>
<p>A partir do monitoramento do progresso genético do rebanho através de avaliações periódicas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">índices zootécnicos</a></strong>. Sempre que necessário adaptar o plano para alcançar os objetivos estabelecidos.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/estrategias-para-aumentar-deteccao-de-cio?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38387 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio.png" alt="E-book detecção de cio nas fazendas leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/ebook-deteccao-de-cio-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Como selecionar o touro ideal?</h2>
<p>Para selecionar o touro levamos em consideração os dados fornecidos a partir do <strong>catálogo do touro</strong>, sendo importante ressaltar alguns conceitos antes de seguirmos para a seleção.</p>
<p>Os catálogos dos touros são repletos de sigla e selos, que retratam a avaliação genética e os dados computados de seus descendentes. Tornando de suma importância o seu conhecimento para interpretações corretas.</p>
<p>Algumas das principais siglas são:</p>
<ul>
<li><strong>PL &#8211; Productive Life (Vida Produtiva)</strong>: mensura o número total de meses produtivos a mais ou a menos que as filhas de um touro permanecerão no rebanho ao longo de sua vida.</li>
<li><strong>DPR &#8211; Daughter Pregnancy Rate (Taxa de Prenhez das Filhas)</strong>: é calculada usando o risco de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/">prenhez</a></strong> das filhas de um touro e prediz o melhoramento genético da taxa de prenhez para uma futura filha de um touro.</li>
<li><strong>PTA &#8211; Predicted Transmission Ability (Capacidade Prevista de Transmissão)</strong>: refere-se à capacidade prevista de transmissão da característica do touro para seus descendentes. Ela representa o quanto, em média, as filhas de um determinado touro desviam na pontuação final em relação às suas contemporâneas.</li>
</ul>
<p>Pronto! Agora com estes conhecimentos já podemos buscar o touro ideal e suas características para o acasalamento.</p>
<p>Logo, listamos aqui os 9 principais cuidados para esta seleção:</p>
<ol>
<li><strong>Produção de leite</strong>: A capacidade do touro de transmitir o índice de produção de leite é fundamental. Normalmente encontrado nas provas de touro pela sigla PTAleite.</li>
<li><strong>Qualidade do leite</strong>: Além da quantidade, a qualidade do leite é importante para a indústria de laticínios. A seleção inclui avaliação genética para sólidos do leite, como proteínas e gorduras. E atualmente já é possível encontrar parâmetro de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">CCS (contagem de células somáticas)</a></strong>, esperado nas filhas do touro.</li>
<li><strong>Conformação corporal</strong>: Touros com boa conformação corporal predispõem o nascimento de descendentes com melhor saúde e longevidade. Isso inclui estrutura óssea, profundidade de corpo, capacidade torácica, pernas e cascos fortes.</li>
<li><strong>Saúde e resistência</strong>: São avaliações genéticas para resistência a doenças, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> e problemas metabólicos, importantes para garantir a saúde geral do rebanho.</li>
<li><strong>Fertilidade</strong>: Este aspecto está relacionado a fertilidade das vacas quanto a capacidade do touro de produzir espermatozoides saudáveis. Diretamente ligado à capacidade de um touro de fertilizar eficientemente as vacas, pontos importantes para a melhoria de índices reprodutivos da fazenda.</li>
<li><strong>Longevidade</strong>: Característica ligada a redução de custos de reposição do rebanho, pois touros que transmitem longevidade têm um impacto positivo no ciclo de vida das vacas.</li>
<li><strong>Adaptação ao ambiente</strong>: Fator importante para direcionar os acasalamentos para a realidade individual da fazenda e do sistema de produção. Em regiões específicas, a adaptabilidade do touro ao clima e ao ambiente local pode determinar a produtividade e lucratividade esperada em suas filhas.</li>
<li><strong>Facilidade de parto e tamanho de bezerro</strong>:  Característica importante para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/">novilhas</a></strong> e vacas de primeira cria, principalmente, devido a facilidade de parto ser fundamental para minimizar complicações e melhorar a sobrevivência do bezerro e da vaca.</li>
<li><strong>Características comportamentais</strong>: Apesar de ser uma característica menos palpável, têm importância na operação diária do rebanho, correspondente ao temperamento calmo e fácil manejo.</li>
</ol>
<h2>Quais são as principais características para a seleção?</h2>
<p>A seleção de touros para vacas leiteiras deve ser um processo meticuloso que envolve várias etapas para garantir a escolha dos melhores reprodutores, alinhados com os objetivos do rebanho.</p>
<p>Hoje, é comum observarmos em muitos rebanhos análises mais criteriosas com algumas características, como:</p>
<ul>
<li>Utilizar sempre um <strong>grupo de touros provados</strong>.</li>
<li>Utilizar sempre sêmen de touros com confiabilidade alta (mais de 70% de confiabilidade), pois quanto mais alto for a confiança sobre as informações do touro, mais segurança o produtor terá no uso do sêmen.</li>
<li>Escolher os touros baseados principalmente nas seguintes informações:
<ul>
<li><strong>Produção</strong> (leite, gordura e proteína): Os dados de produção estimam em libras (lbs) extras de leite, proteína ou gordura esperadas a cada lactação das filhas de um touro, quando comparadas a uma filha de um touro PTA zero. Ou seja, quanto mais elevados esses números, espera-se maiores dados na lactação das filhas.</li>
<li><strong>DPR +</strong>: A cada um ponto positivo de DPR, significa que as filhas deste touro são 1 ponto percentual mais propícias a emprenharem durante o ciclo estral do que as de um touro com uma avaliação 0. Cada incremento de 1 unidade de PTA DPR também pode ser traduzido em 4 dias a menos em aberto. Portanto, quanto mais positivo for esse número, melhor.</li>
<li><strong>Vida produtiva</strong>: Sabendo que esse número se refere a durabilidade da vaca produzindo dentro do rebanho, ter o critério de escolha avaliando essa característica é fundamental, pois o número é expresso em meses e cada ponto irá representar um mês a mais de produção, ou seja, quanto mais positivo for o número, maior é a vida produtiva da vaca dentro do rebanho.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34252" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/caracteristicas-selecao.jpg" alt="Dados sobre produção e saúde para seleção de touros" width="899" height="231" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/caracteristicas-selecao.jpg 899w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/caracteristicas-selecao-300x77.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/caracteristicas-selecao-768x197.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/caracteristicas-selecao-370x95.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/caracteristicas-selecao-270x69.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/caracteristicas-selecao-740x190.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/caracteristicas-selecao-150x39.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 899px) 100vw, 899px" /></p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A consideração de diversos critérios na seleção de touros leiteiros é fundamental para otimizar a produção, saúde e sustentabilidade do rebanho. Quando utilizamos índices de melhoramento genético, testes genômicos e uma consultoria especializada estamos caminhando para uma seleção eficiente.</p>
<p><strong>O processo de seleção de touros é contínuo e dinâmico</strong> e verificar as informações complementares de cada touro antes de decidir a compra pode ser muito importante. Por exemplo, as informações de tipo podem ser valiosas quando se deseja melhorar o rebanho levando-se em conta os aspectos morfológicos e nesse caso essas informações podem ser decisivas na escolha.</p>
<p>A escolha cuidadosa de touros é um <strong>investimento estratégico</strong> para o sucesso a longo prazo do seu rebanho leiteiro, pois este, não influencia apenas a produção atual, mas também <strong>molda o futuro genético e econômico do rebanho</strong>.</p>
<p>Portanto, com a implementação desses critérios e um planejamento genético bem estruturado, será possível não apenas melhorar a qualidade e a produtividade do rebanho, mas também proporcionará sua rentabilidade a longo prazo. Com dedicação e cuidado da seleção ao planejamento genético, você estará no caminho certo para alcançar o sucesso na atividade leiteira.</p>
<h2>Melhore a genética e a gestão do seu rebanho</h2>
<p>A escolha certa de touros é decisiva para alcançar melhores índices produtivos e reprodutivos.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-selecao-touros-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a unir seleção genética estratégica com gestão eficiente, garantindo mais produtividade, qualidade de leite e retorno financeiro.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-selecao-touros-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34253" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-martins.jpg" alt="Gabriel Martins - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-martins.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-martins-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-martins-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Aditivos na dieta de bezerras leiteiras: quais são os benefícios?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/aditivos-na-dieta-de-bezerras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 15:29:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabemos que para um desenvolvimento saudável e um futuro promissor das bezerras leiteiras, a dieta desempenha um papel fundamental. Por isso, incluir aditivos na dieta pode contribuir ajudando a melhorar a saúde intestinal, elevar a eficiência alimentar e promover o crescimento. Os aditivos são produtos utilizados na alimentação animal podendo ser nutritivos ou não. Geralmente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos que para um desenvolvimento saudável e um futuro promissor das bezerras leiteiras, a dieta desempenha um papel fundamental. Por isso, <strong>incluir aditivos na dieta</strong> pode contribuir ajudando a melhorar a saúde intestinal, elevar a eficiência alimentar e promover o crescimento.</p>
<p>Os aditivos são produtos utilizados na alimentação animal podendo ser nutritivos ou não. Geralmente são compostos por microrganismos, substâncias químicas ou produtos formulados com o objetivo de modificar as características sensoriais, biológicas, físicas ou químicas da ração, sendo que a <strong>principal finalidade do seu uso é a melhora no desempenho das bezerras.</strong></p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre os tipos de aditivos existentes para as bezerras leiteiras, ressaltando suas categorias e os grupos funcionais, além disso, vamos trazer informações de como esses aditivos contribuem para o desenvolvimento das bezerras e quais são as principais recomendações existentes.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Quais são os tipos de aditivos existentes?</h2>
<p>Os aditivos podem ser adicionados no processamento, transporte, armazenamento ou no momento do fornecimento do alimento <strong>desde que não prejudique o seu valor nutritivo.</strong> Os aditivos são agrupados primariamente em quatro categorias e vários grupos funcionais:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Tecnológico;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Zootécnico;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Sensorial;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Nutricional.</li>
</ol>
<h3>Aditivos tecnológicos</h3>
<p>Atuam sobre o estado físico dos alimentos, possibilitando manipulação, misturas ou processamento tais como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/racao-peletizada-e-racao-farelada-voce-sabe-as-diferencas/">peletização</a></strong> ou extrusão. Dentre eles podemos citar:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Conservantes;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Reguladores de acidez;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Espessante;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Gelificante;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Umectante.</li>
</ul>
<p>Podem ser também agentes adsorventes e antioxidantes, muito importantes no controle de <strong>micotoxinas</strong> e radicais livres.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Aditivos zootécnicos</h3>
<p>Compreende as substâncias melhoradoras de desempenho como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Facilitadores de digestão</strong> = enzimas</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Equilibradores da microbiota</strong> = probióticos, prebióticos e acidificantes</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Melhoradores de desempenho como os ionóforos</strong> = monensina e lasalocida.</li>
</ul>
<p>Os ionóforos são chamados assim devido a sua capacidade transportadora de íons e são um dos aditivos mais estudados e utilizados em ruminantes, trazendo consigo propriedades coccidiostáticas.</p>
<h3>Aditivos sensoriais</h3>
<p>Representam os corantes, aromatizantes e palatabilizantes e sua função é estimular o consumo dos alimentos e facilitar a aceitação da bezerra para determinada <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fabrica-de-racao-para-bovinos-leiteiros/">ração</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34219" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/dieta-bezerras.jpg" alt="Bezerras se alimentando de dieta com aditivos" width="887" height="439" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/dieta-bezerras.jpg 887w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/dieta-bezerras-300x148.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/dieta-bezerras-768x380.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/dieta-bezerras-370x183.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/dieta-bezerras-270x134.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/dieta-bezerras-740x366.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/dieta-bezerras-150x74.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 887px) 100vw, 887px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de bezerras em fase de aleitamento já ingerindo alimentos sólidos com presença de aditivos. Fonte: Gabriel Martins</span></p>
<h3>Aditivos nutricionais</h3>
<p>São substâncias utilizadas para manter ou melhorar as propriedades nutritivas da ração podendo ser fornecidos individualmente ou fornecidos misturados na forma de premix (suplemento formulado com vitaminas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">microminerais</a></strong>). Como exemplo de nutritivos existem:</p>
<ul>
<li>Vitaminas e provitaminas;</li>
<li>Aminoácidos;</li>
<li>Oligoelementos ou microminerais (Zinco, Cobre, Manganês, Selênio);</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ureia e seus derivados. </span></li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-aditivos-dietas-bezerras-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como os aditivos podem trazer benefícios?</h2>
<p>Os principais benefícios do uso de aditivos são um maior ganho de peso diário, maior eficiência alimentar, maior consumo de concentrado, maior peso à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/">desmama</a></strong> e também o favorecimento de bactérias benéficas no trato gastrointestinal das bezerras.</p>
<p>Outros benefícios são a diminuição da ocorrência de doenças metabólicas ou micotoxicoses e redução da carga e multiplicação de microrganismos nocivos para o animal.</p>
<p>Sabendo então dos <strong>principais impactos dos aditivos</strong> podemos associar o benefício ao tipo de aditivo adicionado, como por exemplo:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34220" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tipos-aditivos.jpg" alt="Tipos de aditivos para dieta de bezerras e seus benefícios" width="1009" height="991" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tipos-aditivos.jpg 1009w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tipos-aditivos-300x295.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tipos-aditivos-768x754.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tipos-aditivos-370x363.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tipos-aditivos-270x265.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tipos-aditivos-305x300.jpg 305w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tipos-aditivos-740x727.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/tipos-aditivos-150x147.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1009px) 100vw, 1009px" /></p>
<p>O órgão que regulamenta o uso de aditivos no país é o Ministério da Pecuária e Abastecimento (MAPA) através da Instrução Normativa 44/2015. Os cuidados necessários no momento de avaliar um aditivo são a análise de seu retorno econômico, as pesquisas disponíveis e seu desempenho esperado.</p>
<p>É importante ressaltar que <strong>os aditivos não devem ser utilizados para mascarar alguma falha de processamento ou armazenamento dos alimentos</strong>.</p>
<p>Outro ponto de atenção nesse manejo de utilização dos aditivos é o de usar sempre as recomendações do fabricante e ser cuidadosamente planejada considerando as necessidades específicas dos animais em diferentes fases de desenvolvimento, tendo esse cuidado principalmente para evitar intoxicações nas bezerras.</p>
<h2>Quais são as principais recomendações gerais do uso de aditivos para bezerras leiteiras?</h2>
<p>A publicação do <em>National Academies of Sciences, Engineering and Medicine</em> (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nasem-2021-exigencias-nutricionais-de-bovinos-leiteiros/">NASEM</a></strong>) 2021 fornece diretrizes detalhadas a respeito da nutrição de bezerras leiteiras, o que inclui o uso dos aditivos. Dentre essas recomendações temos:</p>
<ul>
<li><strong>Probióticos</strong>: A dosagem recomendada pode variar, mas geralmente está entre 10^8 e 10^9 UFC por animal por dia.</li>
<li><strong>Prebióticos</strong>: Temos a recomendação do uso de prebióticos como o FOS (Fruto-oligossacarídeos) e o MOS (Mananoligossacarídeos). Quando a dosagem, normalmente será de 2 a 4 gramas por dia, a depender do produto utilizado. Os prebióticos podem ser adicionados na ração inicial das bezerras, ou seja, desde as primeiras semanas de vida.</li>
<li><strong>Acidificantes</strong>: A dosagem do acidificante deve ser ajustada com o intuito de atingir um pH entre 4,0 a 5,0 no leite. Isso geralmente equivale a 0,5% a 1% do peso do leite ou do substituto de leite. O uso de acidificantes pode ser iniciado nas primeiras semanas de vida, caso necessário.</li>
<li><strong>Enzimas</strong>: Na ração inicial, as enzimas são recomendadas para elevar a digestibilidade dos nutrientes, principalmente naquelas dietas que contém algum ingrediente que é menos digestível. A dosagem varia em função da enzima utilizada, e, portanto, é fundamental seguir a recomendação do fabricante.</li>
<li><strong>Ionóforos</strong>: A dosagem típica dos ionóforos é de 1mg/kg de peso corporal, podendo essa ter alterada conforme orientação do nutricionista.</li>
<li><strong>Vitaminas e minerais</strong>: As dosagens desses compostos irão depender principalmente das deficiências identificadas e também das recomendações dos suplementos existentes no mercado.</li>
</ul>
<p>É importante ressaltarmos que além da importância de estar atento às recomendações dos aditivos na dieta das bezerras, é fundamental que a <strong>qualidade dos produtos e segurança sejam prezadas</strong>, ou seja, que os produtos utilizados sejam de alta qualidade, provenientes de fornecedores confiáveis e que sejam seguros e aprovados para uso em animais.</p>
<p>Além disso, fazer uma avaliação do custo-benefício desses aditivos, confrontando com os benefícios esperados é importante para assegurar o uso econômico e eficaz dos produtos.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Os aditivos na dieta das bezerras leiteiras proporcionam uma série de benefícios que melhoram a saúde geral, contribuem para um crescimento mais eficiente e saudável, além de auxiliar na <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/"><strong>prevenção de doenças</strong></a> e preparar as bezerras para se tornarem vacas mais produtivas.</p>
<p>Como mecanismos desses benefícios, os aditivos irão favorecer a formação das papilas ruminais, crescimento do<strong> <a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> e estabelecimento da microbiota ruminal, o que pode contribuir antecipando o desmame.</p>
<p><strong>Os aditivos, sobretudo os nutricionais, favorecem o sistema imune das bezerras através das vitaminas e aminoácidos</strong>, prevenindo doenças causadas pela carência de um determinado nutriente, assim como estimulando a produção das células de defesa do animal.</p>
<p>A pecuária leiteira está em constante evolução e cada vez mais competitiva, dessa forma, o uso de ferramentas que promovam melhorias no desempenho e saúde das bezerras em um menor tempo tem se tornado uma alternativa viável para os produtores.</p>
<p>Por isso, deter uma abordagem nutricional bem planejada e supervisionada é essencial para maximizar todos esses benefícios.</p>
<h2>Da bezerra à vaca de alta produção: construa resultados desde o início</h2>
<p>O uso estratégico de aditivos na dieta de bezerras é apenas uma de muitas decisões que podem transformar o futuro produtivo do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-aditivos-dietas-bezerras-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong>, você aprende a unir nutrição, manejo e gestão de forma prática, garantindo saúde, produtividade e rentabilidade em todas as fases da produção. Tenha acesso a métodos já aplicados com sucesso por produtores e consultores em todo o Brasil.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-aditivos-dietas-bezerras-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38993 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="1389" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg 1389w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-1024x347.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-768x260.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-740x251.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1389px) 100vw, 1389px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34223" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-melo.jpg" alt="Gabriel Melo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-melo.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-melo-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/gabriel-melo-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Segunda colostragem: como esse manejo impacta no desempenho das bezerras?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/segunda-colostragem-como-esse-manejo-impacta-no-desempenho-das-bezerras/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/segunda-colostragem-como-esse-manejo-impacta-no-desempenho-das-bezerras/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2024 14:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[colostragem]]></category>
		<category><![CDATA[colostro]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabia que a primeira alimentação de uma bezerra recém-nascida pode definir sua saúde e desenvolvimento futuros? Esse momento fundamental é conhecido como colostragem, onde a bezerra recebe o colostro, composto por uma combinação de secreções e elementos do soro sanguíneo, especialmente imunoglobulinas (Ig) e outras proteínas séricas, que se acumulam na glândula mamária durante [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabia que a primeira alimentação de uma bezerra recém-nascida pode definir sua saúde e desenvolvimento futuros?</p>
<p>Esse momento fundamental é conhecido como <strong>colostragem</strong>, onde a bezerra recebe o colostro, composto por uma combinação de secreções e elementos do soro sanguíneo, especialmente imunoglobulinas (Ig) e outras proteínas séricas, que se acumulam na glândula mamária durante o período seco anterior ao parto da vaca.</p>
<p>Esse processo inicia-se várias semanas antes do nascimento, sob a influência de hormônios lactogênicos como a prolactina.</p>
<p>O fornecimento de uma <strong>segunda colostragem</strong> de maneira adequada para as bezerras recém-nascidas está intimamente ligado à promoção de mais saúde e melhor desempenho desses animais, o que é demonstrado pelos seus efeitos a longo prazo na morbidade, mortalidade e no desenvolvimento.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir melhor sobre o manejo da segunda colostragem, evidenciando os seus principais benefícios na vida desses animais.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Fornecimento do colostro</h2>
<p style="text-align: left;">Componentes essenciais do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/">colostro</a></strong> incluem imunoglobulinas, leucócitos, fatores de crescimento, hormônios, agentes antimicrobianos inespecíficos e nutrientes.</p>
<p style="text-align: left;">Porém, as concentrações de muitos desses elementos são mais altas nas primeiras secreções coletadas após o parto (primeiro colostro de ordenha), diminuindo gradualmente ao longo das próximas seis ordenhas (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/leite-de-transicao-para-bezerras/">leite de transição</a></strong>) até alcançarem os níveis mais baixos tipicamente encontrados no leite integral comercializado.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Os ruminantes recém-nascidos dependem do consumo de colostro para adquirir anticorpos circulantes</strong> nas primeiras semanas de vida, essenciais para combater patógenos até que seu sistema imunológico possa produzir os seus próprios.</p>
<p style="text-align: left;">Essa dependência se deve ao tipo de <strong>placenta dos ruminantes que impede a transferência de imunidade</strong> durante a gestação. Além de fornecer anticorpos, o colostro possui alto valor nutricional, com presença de compostos bioativos importantes no desenvolvimento e maturação do trato gastrointestinal.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38345 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book criação de bezerras leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p style="text-align: left;">Pesquisas sobre as funções do colostro para recém-nascidos vêm sendo realizadas há muitas décadas. <strong>Uma antiga recomendação era de fornecer 2 litros de colostro ao nasce</strong>r e mais 2 litros na próxima refeição ou 12 horas após o nascimento.</p>
<p style="text-align: left;">Entretanto, essa orientação mudou com a publicação de novas pesquisas e a recomendação mais atual passou a ser o <strong>fornecimento de colostro em função do peso ao nascer, dentro das primeiras 2 horas de vida na primeira colostragem</strong>. Essa abordagem praticamente dobrou o volume de colostro na primeira refeição, aumentando a absorção de anticorpos e beneficiando a saúde dos animais.</p>
<p style="text-align: left;">Embora o intestino dos bezerros ainda permita a absorção de IgG até 12 horas após o nascimento, estudos mostram que a transferência de imunidade passiva pode ser melhorada com uma segunda alimentação de colostro.</p>
<p>Em resumo, temos a seguinte recomendação do manejo de primeira e segunda colostragem:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Primeira colostragem</strong>: Fornecimento de 10% do Peso Vivo (PV) em até 2 horas após o nascimento.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Segunda colostragem</strong>: Fornecimento de pelo menos 5% do PV em até 6-8 horas após o nascimento.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34200" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/cronograma-primeira-segunda-colostragem.jpg" alt="Cronograma de primeira e segunda colostragem de uma bezerra " width="666" height="565" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/cronograma-primeira-segunda-colostragem.jpg 666w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/cronograma-primeira-segunda-colostragem-300x255.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/cronograma-primeira-segunda-colostragem-370x314.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/cronograma-primeira-segunda-colostragem-270x229.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/cronograma-primeira-segunda-colostragem-354x300.jpg 354w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/cronograma-primeira-segunda-colostragem-150x127.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 666px) 100vw, 666px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Exemplo de um cronograma de primeira e segunda colostragem de uma bezerra nascida com 40kg. Fonte: Padrão Ouro de Criação de Bezerra</span></p>
<h2>Produção de colostro</h2>
<p>Pesquisas indicam que <strong>vacas mais velhas geralmente produzem <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-avaliar-a-qualidade-do-colostro-oferecido-as-bezerras/">colostro de melhor qualidade</a></strong>, provavelmente devido à sua maior exposição a patógenos ao longo do tempo.</p>
<p>Vacinar vacas e novilhas prenhes nas últimas 3 a 6 semanas antes do parto tem demonstrado aumentar os níveis de anticorpos específicos no colostro, resultando em títulos mais elevados de anticorpos passivos nos bezerros.</p>
<p>Em contrapartida, <strong>vacas com períodos secos muito curtos, de menos de 21 dias, produzem colostro com menores concentrações de IgG</strong> e em quantidades reduzidas. Um estudo revelou que vacas com um período seco de 40 dias produziram 2,2 kg a menos de colostro do que aquelas com um período seco de 60 dias.</p>
<p>O refratômetro Brix, que mede a porcentagem de sólidos em uma solução, tem se mostrado eficaz para estimar indiretamente os níveis de IgG no colostro, sendo menos influenciado pela temperatura e mais resistente que o colostrômetro de vidro.</p>
<p>Além disso, a absorção de imunoglobulinas pelo intestino dos recém-nascidos diminui gradualmente desde o nascimento até parar completamente após cerca de 24 horas, um processo conhecido como fechamento.</p>
<h2>Como a segunda colostragem impacta na vida da bezerra?</h2>
<p>Fornecer colostro apenas na primeira refeição, pode limitar o consumo de anticorpos.</p>
<p>Estudos mostram que <strong>fornecer mais refeições de colostro pode aumentar as concentrações séricas de anticorpos</strong>, e promover alguns benefícios as bezerras, como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Melhor saúde.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Reduzir a morbidade.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Melhoria do desempenho das bezerras.</li>
</ul>
<p>A segunda alimentação de colostro <strong>diminui a falha na transferência de imunidade passiva</strong> e reduz a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/">incidência de doenças respiratórias</a></strong> e diarreia, além de proporcionar maior ganho de peso.</p>
<p>Bezerras que receberam uma segunda refeição também apresentaram redução na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/idade-ao-primeiro-parto-de-femeas-leiteiras/">idade ao primeiro parto</a></strong> e maior produção de leite na primeira lactação. Embora a prática de fornecer colostro adicional exige uma logística mais complexa, os benefícios consistentes justificam o investimento.</p>
<p>Recomendações recentes enfatizam a importância da segunda refeição de colostro para a saúde dos animais pois colostro com alta qualidade imunológica e microbiológica somado a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/limpeza-de-utensilios-utilizados-na-alimentacao-de-bezerras/">utensílios limpos e higienizados</a></strong> irão contribuir para o sucesso do manejo.</p>
<p>Produtores que já adotaram essa prática em suas propriedades relataram melhorias significativas no desenvolvimento dos animais, principalmente por adoecerem menos, e na eficiência da criação das bezerras, resultando em maior rentabilidade do rebanho.</p>
<p>Uma pesquisa demonstrou que <strong>bezerros que receberam uma segunda refeição de 2 litros de colostro tiveram uma redução de quatro vezes nas chances de falha na transferência de imunidade passiva</strong> em comparação com aqueles que receberam apenas uma refeição inicial de 3 litros.</p>
<p>A segunda alimentação de colostro reduziu significativamente a incidência de algumas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/">doenças</a></strong>, como a diarreia antes do período de desmame, o que afirma a melhoria da saúde desses animais. Bezerros que receberam a segunda refeição também apresentaram um início tardio de doenças<span style="font-weight: 400;">, sugerindo um efeito prolongado da imunidade passiva. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34201" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-sobrevivencia-1024x339.jpg" alt="Curva de sobrevivência de Kaplan- Meier" width="770" height="255" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-sobrevivencia-1024x339.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-sobrevivencia-300x99.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-sobrevivencia-768x254.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-sobrevivencia-370x122.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-sobrevivencia-270x89.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-sobrevivencia-740x245.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-sobrevivencia-150x50.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-sobrevivencia.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Curva de sobrevivência de Kaplan- Meier da probabilidade de não doença de bezerros dependentes do número de refeições de colostro recebidas nas primeiras 24 horas de vida para (a) doença respiratória, (b) diarreia, (c) qualquer doença pré-desmame. Fonte: Abuelo et. al (2021)</span></p>
<p><strong>O manejo adequado do colostro é importante para garantir a saúde e a sobrevivência das bezerras</strong> e tem um impacto significativo no custo da propriedade.</p>
<p>Além disso, o sucesso nesse manejo é responsável por aumentar o tamanho, largura e o número de vilosidades intestinais, profundidade das criptas e também a espessura da mucosa.</p>
<p>Hoje sempre há possibilidades de melhoria nas práticas de manejo de colostro. Essa contribuição para o desenvolvimento intestinal é extremamente importante, pois determina às bezerras recém nascidas a possibilidade de estabelecer mecanismos fundamentais de defesa imunológica.</p>
<h2><span id="aumente-a-produtividade-lucratividade-e-qualidade-do-leite">Do nascimento ao pico de produção: cuidados que geram resultados</span></h2>
<p>A segunda colostragem é um passo essencial para fortalecer a imunidade, garantir o desenvolvimento saudável e preparar bezerras para alta produtividade no futuro.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-segunda-colostragem-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar manejos estratégicos desde a cria até a lactação, unindo nutrição, sanidade e gestão para obter mais leite e mais lucro.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-segunda-colostragem-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34284" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar.jpg" alt="Débora Avelar - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Abuelo, A., Cullens, F., Hanes, A., Brewster, J.L. 2021. Impact of 2 Versus 1</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Colostrum Meals on Failure of Transfer of Passive Immunity, Pre-Weaning Morbidity and Mortality, and Performance of Dairy Calves in a Large Dairy Herd. Animals 11: 782;</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Godden, S. 2008. Colostrum management for dairy calves. Vet. Clin. North Am. Food Anim. Pract. 24:19–39. doi: 10.1016/j.cvfa.2007.10.005</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Lombard, J., Urie, N., Garry, F., Godden, S., Quigley, J., Earleywine, T., McGuirk, S., Moore, D., Branan, M., Chamorro, M., Smith, G., Shivley, C., Catherman, D., Haines, D., Heinrichs, A., James, R., Maas, J., &amp; Sterner, K. 2020. Consensus recommendations on calf- and herd-level passive immunity in dairy calves in the</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">United States. Journal of Dairy Science, 103(8), 7611-7624. https://doi.org/10.3168/jds.2019-17955.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Faber S.N., Faber N.E., McCauley T.C., et al. Case study: Effects of colostrum</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">ingestion on lactational performance. Applied Animal Scientist. 2005;21:420–425.</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/segunda-colostragem-como-esse-manejo-impacta-no-desempenho-das-bezerras/">Segunda colostragem: como esse manejo impacta no desempenho das bezerras?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Quais são os tipos de silagem de milho e como escolher o ideal?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-silagem-de-milho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2024 14:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na pecuária de leite em sistema de criação de gado confinado ou sistema de criação a pasto, especialmente durante a estação de seca, a mais popular cultura utilizada como suplemento volumoso para atender as exigências dos animais é a silagem da planta de milho, a qual pode ser produzida a partir de várias partes da [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-silagem-de-milho/">Quais são os tipos de silagem de milho e como escolher o ideal?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na pecuária de leite em sistema de criação de gado confinado ou sistema de criação a pasto, especialmente durante a estação de seca, a mais popular cultura utilizada como suplemento volumoso para atender as exigências dos animais é a <strong>silagem da planta de milho</strong>, a qual pode ser produzida a partir de várias partes da planta.</p>
<p>Além disso, sabe-se que o fornecimento de uma forragem de boa qualidade e em quantidade suficiente é um fator determinante para o bom desempenho animal, refletindo diretamente no aumento da <strong>eficiência da produção de leite</strong>.</p>
<p>Nesse texto iremos entender <strong>como são feitos os diferentes tipos de silagem de planta de milho</strong>, trazendo as principais diferenças de corte para a produção da silagem de planta inteira, corte alto,<em> snaplage, earlage</em> e <em>stalklage</em>.</p>
<p>Também são abordados os principais pontos a serem analisados para realizar a escolha do tipo de silagem de milho ideal para a propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Por que usar a silagem de milho?</h2>
<p>A utilização de plantas de milho para silagem oferece diversos benefícios para a alimentação dos animais e também para a gestão da propriedade. Dentre os fatores que justificam o uso do milho como a principal forrageira para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">produção de silagem</a></strong>, podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Adaptabilidade</strong>: o milho pode ser cultivado em diversas condições climáticas e também tipos de solo, o que torna essa cultura uma opção viável em muitas regiões agrícolas.</li>
<li>Possibilidade de <strong>produção de forragem de baixo custo</strong> por quilograma de matéria seca.</li>
<li><strong>Flexibilidade de colheita</strong>: o milho possui a versatilidade que permite a colheita em diferentes estágios de maturidade, isso possibilita a produção de diferentes tipos de silagem, conforme a necessidade da fazenda.</li>
<li><strong>Produção adequada de matéria seca</strong> para o tipo de silagem de milho escolhida.</li>
<li><strong>Alta produtividade</strong>: é uma cultura de alto rendimento e que pode produzir grande quantidade de biomassa por hectare.</li>
<li><strong>Bom valor nutritivo</strong>: o milho apresenta um excelente perfil nutricional, sendo um alimento rico em carboidrato, em especial o amido, que fornece energia, fibras e proteínas essenciais para os ruminantes.</li>
<li>Baixo poder tampão;</li>
<li><strong>Alto conteúdo energético e boa palatabilidade</strong> consequentemente possibilita alto desempenho animal com baixo uso de alimentos concentrados.</li>
<li><strong>Boa conservação</strong><span style="font-weight: 400;">: quando ensilada de maneira adequada, fermenta de uma forma eficiente devido aos níveis adequados de carboidratos solúveis, ou seja, é criado um ambiente anaeróbico capaz de conservar a forragem por períodos longos.  </span></li>
</ul>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38444 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Planilha e guia planejamento forrageiro" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/06/kit-planejamento-forrageiro-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Quais são os tipos de silagem da planta de milho?</h2>
<p>Pela possibilidade de diferentes escolhas no modo de cultivo e no modo de colheita (estádio de colheita, tipo de colhedora e processamento de grãos), há diferentes modalidades de ensilagem da planta de milho:</p>
<h3>Silagem de planta inteira</h3>
<p>O tipo de silagem de milho <strong>mais utilizada</strong> é a de planta inteira. A colheita é feita com o corte da planta próximo à superfície do solo, com colmo, folhas, grãos e sabugo. O ponto de colheita pode variar de acordo com a máquina que irá colher:</p>
<ul>
<li><strong>Colhedora tracionada</strong>: de 30-34% de MS e 1 ⁄ 3 ou 1 ⁄ 2 da linha do leite</li>
<li><strong>Colhedora automotriz</strong>: pode-se esperar até 34-37% de MS e 1 ⁄ 2 ou 3/4 da linha do leite.</li>
</ul>
<p>A altura de corte tradicionalmente é de <strong>20 cm do solo (SPI 20cm)</strong> e o tamanho de partículas cortadas pelo maquinário, deve estar entre 0,5 cm e 2,0 cm, para que seja garantida a compactação no silo e o aproveitamento nutricional dos animais. A silagem de planta inteira tem elevada qualidade bromatológica de energia e fibra, mas é limitada em proteína.</p>
<h3>Silagem de corte alto</h3>
<p>Para a silagem de corte alto <strong>se considera os mesmos pontos de colheita da silagem de planta inteira</strong>, apenas a altura de corte é feita diferente, sendo 60 cm do solo (SPI 60cm).</p>
<p>Essa maior altura de corte resulta em uma melhor composição nutricional, pois a parte inferior da planta é mais fibrosa e com menor concentração de amido. Quando cortamos a planta mais alta, temos uma silagem mais rica em nutrientes, especialmente energia, pois há maior proporção de folhas e espigas em relação ao talo.</p>
<h3>Silagem da parte superior da planta (<em>Toplage</em>)</h3>
<p>Esse tipo de silagem é <strong>feito a partir das folhas e das partes superiores da planta de milho juntamente com a espiga</strong>. Quando comparado com outras formas de ensilagem, como o <em>snaplage</em>, tem-se um aumento de 22% de rendimento por hectare.</p>
<p>Sua composição nutricional, quando há um bom manejo da cultura, pode chegar a 52% de amido, 19% de fibra bruta e maior fração digestível da FDN quando comparado à silagem de planta inteira.</p>
<h3>Silagem de espiga (<em>Snaplage</em>)</h3>
<p>Esse tipo de silagem consiste na <strong>colheita das espigas inteiras, incluindo sabugo, palha e grãos</strong>.</p>
<p>Para silagem de espiga o corte da planta de milho é feito a 80 cm da altura do solo, utilizando espiga e palha, dessa maneira há <strong>menor percentual de fibra</strong>, porém <strong>maior digestibilidade e alta energia</strong>, visto que, 75-80% do material ensilado são grãos. A colheita é feita quando os grãos de milho estão maduros fisiologicamente e com uma umidade de 35-40%.</p>
<h3>Silagem de espiga sem palha (<em>Earlage</em>)</h3>
<p>A silagem de espiga sem palha se caracteriza pelos <strong>grãos de milho ensilados com espigas e sem palhas</strong>, dessa maneira, os grãos representam 85-90% do total do material ensilado. A colheita é feita quando a planta possui 28-30% de matéria seca.</p>
<p>A silagem tipo <em>earlage</em> é nutricionalmente rica em energia, mas pobre em fibra, quando comparada à silagem de planta inteira.</p>
<h3><em>Stalklage</em></h3>
<p>É o tipo de silagem feita com o resíduo da planta de milho, ou seja, a parte inferior da planta com colmo e folhas, excluindo as espigas. É um volumoso com <strong>menor valor nutritivo</strong>, sendo exclusivamente fibroso, de baixa digestibilidade e energia.</p>
<p>A qualidade da <em>stalklage</em> é determinada pelo estágio de maturação da planta e a quantidade das porções de colmo que existem na planta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34195" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/tipos-de-silagem.jpg" alt="Produção e colheita de cada tipo de silagem de milho" width="886" height="463" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/tipos-de-silagem.jpg 886w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/tipos-de-silagem-300x157.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/tipos-de-silagem-768x401.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/tipos-de-silagem-370x193.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/tipos-de-silagem-270x141.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/tipos-de-silagem-740x387.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/tipos-de-silagem-150x78.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 886px) 100vw, 886px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem ilustrando como é a colheita e a produção de cada tipo de silagem de milho. Fonte: Fundação ABC</span></p>
<h2>Como escolher o tipo de silagem de milho ideal para sua propriedade?</h2>
<p>A escolha do tipo de silagem de milho ideal dependerá principalmente da realidade de cada propriedade, ou seja, os fatores que impactam a produção (região, janela de corte adequada), o manejo e a alimentação dos animais, ou seja, as exigências nutricionais para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação da dieta</a></strong>.</p>
<p>Alguns pontos podem e devem ser considerados para ajudar na escolha:</p>
<ul>
<li><strong>Disponibilidade de recursos</strong>: é importante a avaliação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-planejar-o-plantio-de-milho-para-silagem/">área disponível para o cultivo do milho</a></strong> e também a quantidade de forragem que é necessária ser produzida para atender as demandas dos animais no período. Além disso, é fundamental certificar a disponibilidade dos equipamentos adequados para a colheita e ensilagem de cada tipo de silagem, como por exemplo para escolha do <i>snaplage</i> deverá ser considerado a necessidade de uma máquina equipada com uma plataforma espigadora para que seja feito apenas o corte da espiga e sua haste. Da mesma maneira, na escolha <i>earlage</i>, há a necessidade de dois processos mecanizados específicos, sendo um para colheita da espiga e outro para a retirada da palha.</li>
<li><strong>Exigências nutricionais dos animais</strong>: conhecer as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">exigências nutricionais dos animais</a></strong> nas variadas categorias é importante pois assim é possível ter um melhor direcionamento para a escolha mais indicada. Por exemplo, para atender uma dieta rica em energia, opções como o <em>snaplage</em> ou <em>earlage</em> podem ser mais indicadas, e quando o interesse é no volumoso, a silagem da planta inteira é geralmente a melhor opção.</li>
<li><strong>Solo e condições climáticas</strong>: sabemos que o milho é considerado uma planta versátil, porém escolher variedades que se adaptem bem às condições climáticas e de solo da região são pontos fundamentais para garantir uma boa produção.</li>
<li><strong>Custos</strong>: é importante que sejam realizados cálculos relacionados ao custo de produção de cada tipo de silagem, onde devem estar inclusos desde a semente, os fertilizantes, mão de obra e maquinários necessários. Além disso, avaliar o valor econômico da silagem em relação ao retorno sobre o investimento pode ser feito, e deve-se considerar a produtividade e o desempenho animal.</li>
<li><strong>Qualidade e conservação</strong>: é importante estar atento aos fatores de qualidade e escolher tipos de silagem que permitam uma boa conservação e manutenção da qualidade nutricional. A silagem de milho é conhecida por sua boa fermentação, entretanto, a garantia de práticas adequadas durante o processo de ensilagem é fundamental para qualquer tipo de silagem escolhida.</li>
<li><strong>Práticas de manejo</strong>: considerar práticas de rotação de cultura nas áreas cultivadas é importante para conseguirmos manter a saúde do solo e consequentemente melhorar a produtividade. Além disso, estar cercado de orientações específicas para o manejo da lavoura que sejam baseadas na sua propriedade e nos objetivos de produção são essenciais.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>É importante sabermos que cada tipo de silagem tem suas características e benefícios, e que a escolha de cada um deve ser de acordo com as necessidades nutricionais dos animais e também estar alinhada com os objetivos, manejos e recursos da fazenda.</p>
<p>A escolha do tipo de silagem de milho deve estar totalmente acordada com adaptabilidade às suas circunstâncias, pois assim é possível garantir a produção e conservação de alimento adequado e que seja eficiente para os animais.</p>
<h2>Nutrição estratégica para mais leite e mais rentabilidade</h2>
<p>A escolha do tipo ideal de silagem de milho influencia diretamente a digestibilidade, o desempenho animal e a produtividade da fazenda.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-tipos-de-silagem-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a avaliar, produzir e manejar a silagem de forma estratégica, integrando nutrição, manejo e gestão para alcançar resultados consistentes no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-tipos-de-silagem-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Autoras: Ana Clara Vianna e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
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		<item>
		<title>Como realizar a separação de lotes através da curva de lactação?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/como-realizar-a-separacao-de-lotes-atraves-da-curva-de-lactacao/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/como-realizar-a-separacao-de-lotes-atraves-da-curva-de-lactacao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jul 2024 11:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[curva de lactação]]></category>
		<category><![CDATA[dias em lactação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A análise de dados desempenha um papel crucial na formação de lotes de vacas leiteiras em uma fazenda, pois assim é permitido uma abordagem mais precisa e eficiente no manejo do rebanho. Formar lotes com base na curva de lactação envolve o agrupamento de vacas de acordo com o estágio de lactação em que se [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A análise de dados desempenha um papel crucial na formação de lotes de vacas leiteiras em uma fazenda, pois assim é permitido uma abordagem mais precisa e eficiente no manejo do rebanho.</p>
<p><strong>Formar lotes com base na curva de lactação</strong> envolve o agrupamento de vacas de acordo com o estágio de lactação em que se encontram, pois existem variações tanto de manejo como de necessidades nutricionais ao longo da lactação.</p>
<p>Neste texto iremos entender como podemos realizar a formação de lotes de vacas baseado na curva de lactação média do rebanho a partir de critérios principais, como a produção de leite, e também de acordo com critérios de exceção, como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dias-em-lactacao-del/">DEL</a></strong> e a ordem de parto.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Quais podem ser os ganhos ao formar lotes?</h2>
<ol>
<li><strong>Melhoria da eficiência operacional:</strong> a formação de lotes pode reduzir o tempo e os recursos necessários para manejar o rebanho, o que contribui na otimização da alocação das pessoas e dos equipamentos.</li>
<li><strong>Melhoria da produtividade:</strong> quando agrupamos animais com características semelhantes é esperado que ocorra uma produção de leite de forma mais consistente e previsível ao longo do tempo.</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">Bem-estar animal</a>:</strong> quando formamos grupos estratégicos, que são mais harmoniosos e compatíveis, reduzimos o estresse e conflitos entre as vacas.</li>
</ol>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/gestao-eficiente-propriedades-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-gestao-fazenda-leiteira&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38491 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/webinar-gestao-eficiente.png" alt="Webinar gestão financeira" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/webinar-gestao-eficiente.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/webinar-gestao-eficiente-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/webinar-gestao-eficiente-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/webinar-gestao-eficiente-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/webinar-gestao-eficiente-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/webinar-gestao-eficiente-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/webinar-gestao-eficiente-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Como analisar a curva de lactação que pode contribuir?</h2>
<p>Analisar dados como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/">curva de lactação das vacas</a></strong> para a formação de lotes é uma prática fundamental para as fazendas leiteiras, <strong>pois a partir disso conseguimos agrupar os animais com base em características específicas e potencializar seu desempenho</strong>.</p>
<h3>Identificação de grupos homogêneos</h3>
<p>A formação de grupos homogêneos dentro de uma fazenda leiteira é extremamente crucial, e uma possibilidade é a de segregação com base na produção e fase de lactação das vacas.</p>
<ul>
<li><strong>Produção de leite</strong> = dados de produção de leite individual possibilita a identificação de vacas que produzem quantidades semelhantes de leite. Isso permite agrupá-las em lotes que irão melhorar a eficiência de alimentação e manejo.</li>
<li><strong>Fase de lactação</strong><span style="font-weight: 400;"> = saber qual a fase de lactação cada vaca está, ajuda a agrupá-las em lotes com base no estágio específico (início, pico ou final de lactação), o que também potencializa a eficiência de alimentação. </span></li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-separacao-de-lotes-curso&amp;utm_medium=organic" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Importância da curva de lactação</h3>
<p>A informação de curva de lactação do rebanho <strong>é importante para auxiliar na separação dos lotes e classificação das vacas</strong>. Na curva de lactação, teremos vacas em diferentes momentos dentro da curva, por exemplo, vacas antes do pico e vacas depois do pico de lactação.</p>
<p>Um exemplo prático e didático para exercitarmos sobre a dinâmica de formação de lotes seria o de avaliar uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/">vaca com 10 dias de pós-parto</a></strong> e que esteja com produção real de 27 litros. Se classificarmos essa vaca por essa produção, muito provavelmente ela vai cair em um lote de baixa produção.</p>
<p>Isso não é nosso objetivo e nem seria interessante pois esse animal ainda não atingiu seu pico produtivo. Por isso, ao fazer essa avaliação é importante avaliar os animais nessa fase de lactação, ou seja, que estão na fase anterior ao pico antes de pensar em realizar qualquer mudança de agrupamento.</p>
<p>Uma forma de realizar esse ajuste de lote sem prejudicar os animais antes do pico de lactação seria o de pegar todos os animais nessa fase e <strong>ajustar a produção para a produção no pico através do leite</strong> projetado em uma planilha. A partir disso, classificamos essa vaca não pelo leite que ela está produzindo no dia, mas sim pelo leite potencial que ela tem para produzir.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, em uma determinada fazenda se essa vaca com 10 dias de parida for uma primípara a planilha já automatizada irá corrigir para a produção de leite projetado no pico para 37 L e se ela for uma multípara, irá corrigir para 43 L. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33543" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-lactacao-media.jpg" alt="Curva de lactação projetada de um rebanho" width="529" height="313" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-lactacao-media.jpg 529w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-lactacao-media-300x178.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-lactacao-media-370x219.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-lactacao-media-270x160.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/curva-de-lactacao-media-150x89.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 529px) 100vw, 529px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Curva de lactação projetada de um rebanho. Fonte: Ricardo Peixoto</span></p>
<p>Na outra parte da curva de lactação temos os animais que irão perder leite a cada dia, e conhecendo o rebanho e a categoria das vacas, conseguimos definir a perda de leite mensal esperada tanto para as primíparas quanto para as multíparas a partir do pico.</p>
<p>Quando ocorrem <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">quedas</a></strong> anormais, ou seja, fora do estipulado pelo nutricionista e pela curva de lactação esperada pela fazenda, devemos corrigir a produção de leite real da vaca para classificar como se ela estivesse na normalidade da curva.</p>
<p>A partir disso, podemos avaliar as vacas de forma individual por meio da projeção do leite.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-33544" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/avaliacao-vacas-1024x405.jpg" alt="Planilha com informações individualizadas das vacas de um rebanho" width="770" height="305" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/avaliacao-vacas-1024x405.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/avaliacao-vacas-300x119.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/avaliacao-vacas-768x304.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/avaliacao-vacas-370x147.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/avaliacao-vacas-270x107.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/avaliacao-vacas-740x293.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/avaliacao-vacas-150x59.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/avaliacao-vacas.jpg 1235w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de uma planilha que traz informações individualizadas das vacas de um rebanho, onde a coluna Leite 3 é a produção real do animal, a coluna Prod. BAL seria a produção de leite projetado ou balanceado e a coluna Mudança seria o percentual de mudança do último leite real para o projetado. Fonte: Ricardo Peixoto</span></p>
<p>Analisando algumas situações da planilha acima:</p>
<ul>
<li><strong>Animal 87</strong> = Multípara e possui 84 DEL, ou seja, já passou do pico de produção. A produção em maio foi de 44,3 kg a de junho 58,8 kg e a de julho 58,6 kg, demonstrando que a vaca praticamente não caiu leite, estando dentro da normalidade esperada, que no caso da fazenda seria cair menos de 5% (por se tratar de uma multípara). Nesse caso, vamos classificar esse animal com o leite de 58,6 kg, que é de fato o leite que a vaca está produzindo e por estar de acordo com o projetado.</li>
<li><strong>Animal 108</strong> = Multípara e possui 150 DEL. A produção em maio foi de 55,2 kg, em junho 54,4 kg e em julho 45,2 kg. Quando analisamos, vemos que essa vaca em um intervalo de 30 dias perdeu 9 kg de leite, ou seja, 18% da produção. Entretanto, dentro da curva esperada da fazenda, esse animal deveria ter caído apenas 6% e estar produzindo 51,3 kg de leite ao invés de 45,2 kg.</li>
</ul>
<p>A produção balanceada <strong>ajusta a produção da vaca para a curva de lactação média do rebanho</strong>, para evitar falhas no agrupamento dos animais.</p>
<p>Além disso, é importante lembrarmos que o controle leiteiro não é um fim e não devemos querer resolver todos os problemas de agrupamento e produção de leite da fazenda apenas com uma análise. <strong>Pelo menos uma vez por mês é essencial que seja feito a análise controle leiteiro do rebanho</strong>.</p>
<h2>Podemos ter critérios que não a produção de leite individual?</h2>
<p>Quando conseguirmos definir o ordenamento das vacas, vamos classificar em relação a exigência das vacas, separando as de maior exigência daquelas de menor exigência.</p>
<p>Entretanto, <strong>antes de definirmos isso é importante definir se vamos utilizar algum critério de exceção</strong>, os quais serão definidos pelas fazendas.</p>
<p>Como exemplo de critério de exceção seria o de ter lote pós-parto e colocar todos os animais que estão no pós-parto em um lote pós-parto. O critério nesse caso será o <strong>DEL</strong> da vaca, independentemente da produção de leite do animal, e a partir disso definimos o primeiro lote da fazenda, o lote pós-parto.</p>
<p>Após isso, podemos utilizar o critério principal que é o leite balanceado para agrupar os demais animais ou ainda utilizar de outro critério de exceção.</p>
<p>Outro critério de exceção que é muito importante é o de <strong>separar as primíparas das multíparas por meio da análise da ordem de parto</strong>, e com isso teremos outro lote definido na fazenda, o lote de primíparas.</p>
<p>Se por ventura após essa análise e divisão de grupo for observado que a estrutura não comporta aquele número de animais no lote, podemos olhar para a produção de leite e retirar os animais de menor produção para outro lote.</p>
<p><strong>Após esgotados os critérios de exceção, os outros animais devem ser agrupados conforme o critério principal,</strong> que é a produção de leite. Nesse ponto, é importante entender que não há regras, o principal é tentar manter a homogeneidade, buscando o bom senso, habilidade e uma análise sistemática, onde será necessário saber qual o espaço disponível, quantas vacas cabem em cada área e colocar tudo isso na conta.</p>
<p>É importante frisar que o lote de mais leite pode ser deixado com uma diferença de leite maior, pois neste lote as vacas têm capacidade alta de regular seu consumo, se algum lote precisar ficar heterogêneo, dar preferência para este.</p>
<p>No lote de baixa produção buscamos fazê-lo o mais homogêneo possível, pois normalmente trabalhamos com a limitação física de consumo, pois não queremos que elas engordem.</p>
<p>Quando necessário podemos fazer ajustes individuais em cada indivíduo de cada lote pensando no potencial de resposta de produção de leite passados o pico e a persistência de lactação, são poucos ajustes, pois o método da produção de leite balanceado já é eficiente.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A separação de lote de vacas com base na curva de lactação é uma prática eficiente para otimizar a produção de leite, a saúde do rebanho e a eficiência operacional, podendo assim levar a uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/">gestão mais eficaz da fazenda</a></strong>.</p>
<p>Utilizando dados precisos e atualizados, é possível tomar decisões informadas para otimizar cada fase da lactação e alcançar melhores resultados.</p>
<h2>Manejo inteligente para mais leite e rentabilidade</h2>
<p>Separar lotes com base na curva de lactação é uma estratégia poderosa para otimizar a alimentação, reduzir custos e aumentar a produtividade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-separacao-de-lotes-curso&amp;utm_medium=organic">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar essa e outras técnicas de manejo, nutrição e gestão que já trouxeram resultados reais para produtores em todo o Brasil.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-separacao-de-lotes-curso&amp;utm_medium=organic" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38993 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="1389" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos.jpg 1389w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-1024x347.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-768x260.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-740x251.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/banner-pl-pos-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1389px) 100vw, 1389px" /></a></p>
<p>Autores: Ricardo Peixoto e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
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		<title>Centro de custo e contas gerenciais: como aplicar esses conceitos na fazenda?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/centro-de-custo-e-contas-gerenciais-como-aplicar-esses-conceitos-na-fazenda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jul 2024 11:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na gestão de uma fazenda leiteira, entender os conceitos de centro de custo e contas gerenciais são fundamentais para a contabilidade gerencial e também na administração financeira. Eles são usados para monitorar e controlar os custos, ou seja, auxilia com clareza na visualização de onde vai o dinheiro e a partir disso contribui para o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na gestão de uma fazenda leiteira, entender os conceitos de <strong>centro de custo e contas gerenciais</strong> são fundamentais para a contabilidade gerencial e também na administração financeira.</p>
<p>Eles são usados para <strong>monitorar e controlar os custos</strong>, ou seja, auxilia com clareza na visualização de onde vai o dinheiro e a partir disso contribui para o controle de custos e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade</a></strong> do negócio.</p>
<p>Nesse texto nós iremos aprender mais sobre as principais diferenças dos centros de custos e contas gerenciais e também explorar em como eles podem ser aplicados nas fazendas leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Qual a diferença desses dois conceitos?</h2>
<h3>Centro de custo<span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p>É uma forma de organizar as finanças dividindo a fazenda em diferentes unidades que refletem áreas específicas, onde cada centro de custo é responsável por suas próprias despesas e receitas, o que facilita a identificação de áreas que estão consumindo mais recursos do que deveriam e permite um controle financeiro mais preciso.</p>
<p>Esses centros de custo podem ser divididos em:</p>
<ul>
<li><strong>Centro de custo produtivo: </strong>como o nome já diz, esse tipo de centro de custo envolve unidades ou áreas da fazenda que estão diretamente envolvidas com a produção, sendo esses centros de custos os responsáveis pela transformação de insumos em produtos finais. Podemos citar como exemplo as vacas, a recria, a safra do ano, produção de capim.</li>
<li><strong>Centro de custo de serviço: </strong>são unidades ou áreas da fazenda que não estão diretamente envolvidas na produção, mas que fornecem suporte essencial para os centros de custo produtivos. Podemos citar como exemplo os tratores da fazenda, implementos agrícolas, implementos pecuários e vagão forrageiro.</li>
<li><strong>Administrativo:</strong> o centro de custo administrativo em uma fazenda leiteira se refere a unidade responsável pelas atividades administrativas e de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/">gestão</a></strong>. Esse centro de custo vai abranger todos os custos relacionados ao gerenciamento e operação administrativa que são essenciais para o funcionamento eficiente da fazenda, mas que não estão diretamente ligados à produção de leite ou outras atividades produtivas.</li>
<li><strong>Centro de custo de investimento:</strong> é uma unidade destinada a registrar e monitorar as despesas relacionadas aos investimentos da fazenda. Esses investimentos são gastos que não se destinam à operação diária, mas sim a melhoria ou expansão a longo prazo dos ativos da fazenda.</li>
<li><strong>Particular: </strong>esse centro de custo é usado para registrar todas as despesas pessoais do proprietário, as quais são separadas das operações da fazenda. Dentro desse centro de custo despesas como lazer, viagens, moradia e compras pessoais são registradas e o principal intuito é manter uma clara distinção entre os custos pessoais e operacionais da fazenda.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-33518" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/centro-de-custos-1024x475.jpg" alt="" width="770" height="357" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/centro-de-custos-1024x475.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/centro-de-custos-300x139.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/centro-de-custos-768x356.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/centro-de-custos-370x172.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/centro-de-custos-270x125.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/centro-de-custos-740x343.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/centro-de-custos-150x70.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/centro-de-custos.jpg 1366w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem representando os centros de custos de uma propriedade. Fonte: Mariana Albuquerque</span></p>
<h3>Contas Gerenciais</h3>
<p>É uma maneira de classificar os gastos dentro da fazenda e usam os dados coletados pelos centros de custo para informar decisões estratégicas e montar relatórios, <strong>permitindo uma visão detalhada dos custos, receitas, ativos e passivos, facilitando uma gestão eficiente. </strong></p>
<p>Elas ajudam a classificar os gastos e receitas da fazenda de maneira que se possa entender o desempenho operacional, investimentos e financiamentos.</p>
<p>As contas gerenciais podem ser de receitas ou despesas:</p>
<ol>
<li><strong>Contas gerenciais de receitas:</strong> Elas registram todas as fontes de receita da fazenda. Por exemplo, a venda de leite cru, venda de derivados de leite, venda de animais.</li>
<li><strong>Contas gerenciais de despesas:</strong> Elas registram os custos diretamente relacionados à produção de leite e outros produtos, como a alimentação dos animais (ração, silagem, pastagem), medicamentos, vacinas, mão de obra, manutenção de equipamentos ou benfeitorias e energia elétrica.</li>
</ol>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/gestao-financeira-fazendas-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-gestao-financeira&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38493 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite.png" alt="Webinar gestão financeira" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/webinar-gestao-financeira-leite-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>Para as contas gerenciais, existem níveis, os quais são utilizados como uma forma hierárquica para organizar e categorizar as informações. Estes níveis ajudam a detalhar e analisar receitas e despesas de forma sistemática.</p>
<ul>
<li><strong>Contas gerenciais de nível 1:</strong> São categorias mais amplas e gerais.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-33519 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-1.jpg" alt="Contas gerenciais de nível 1" width="187" height="33" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-1.jpg 187w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-1-150x26.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 187px) 100vw, 187px" /></p>
<ul>
<li><strong>Contas gerenciais de nível 2:</strong> São subcategorias dentro das categorias principais.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33521" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-3.jpg" alt="Contas gerenciais de nível 2" width="581" height="63" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-3.jpg 581w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-3-300x33.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-3-370x40.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-3-270x29.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-3-570x63.jpg 570w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-3-150x16.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 581px) 100vw, 581px" /></p>
<ul>
<li><strong>Contas gerenciais de nível 3:</strong> Fornecem um detalhamento mais específico das subcategorias.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33520" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-2.jpg" alt="Contas gerenciais de nível 3" width="577" height="50" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-2.jpg 577w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-2-300x26.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-2-370x32.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-2-270x23.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-2-570x50.jpg 570w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-2-150x13.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 577px) 100vw, 577px" /></p>
<ul>
<li><strong>Contas gerenciais de nível 4:</strong> Oferecem um nível ainda mais detalhado.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33522" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-4.jpg" alt="Contas gerenciais de nível 4" width="579" height="46" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-4.jpg 579w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-4-300x24.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-4-370x29.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-4-270x21.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-4-570x46.jpg 570w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/nivel-4-150x12.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 579px) 100vw, 579px" /></p>
<h2>Como definir cada um deles dentro da fazenda?</h2>
<p>Para definir <strong>Centros de Custo</strong> de maneira eficaz na fazenda, você pode começar <strong>identificando as principais áreas de atividade</strong> e atribuindo a cada uma delas um código ou nome, isso deve ser pautado e seguido como um processo estruturado que leve em consideração as diferentes atividades e áreas de gastos da operação.</p>
<p>Por exemplo, pode haver um centro de custo para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/">produção de leite</a></strong>, outro para a criação de bezerros, e assim por diante. Isso ajuda a rastrear os custos e receitas associados a cada atividade, possibilitando o monitoramento separadamente.</p>
<p>Para definir as <strong>Contas Gerenciais</strong> dentro da fazenda leiteira, <strong>é importante categorizar e organizar as informações</strong> para proporcionar uma análise detalhada.</p>
<p>É fundamental identificar os principais centros de custos da operação e posteriormente agrupar as contas relacionadas que têm naturezas semelhantes de receitas ou despesas. Para cada categoria agrupada, é possível identificar as contas individuais que representam diferentes tipos de receitas ou despesas e estabelecendo critérios claros para alocar os custos a cada conta gerencial.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-33523" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/diferenca-centro-de-custos-1024x477.jpg" alt="Diferenças centro de custos e contas gerenciais" width="770" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/diferenca-centro-de-custos-1024x477.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/diferenca-centro-de-custos-300x140.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/diferenca-centro-de-custos-768x358.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/diferenca-centro-de-custos-370x173.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/diferenca-centro-de-custos-270x126.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/diferenca-centro-de-custos-740x345.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/diferenca-centro-de-custos-150x70.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/diferenca-centro-de-custos.jpg 1510w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem ilustrando a diferença dos centros de custos e contas gerenciais. Fazendo analogia aos armários, temos eles representado cada centro de custo e cada repartição deles uma conta gerencial. </span><span style="font-size: 13px;">Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Maria Fernanda Faria</span></span></p>
<h2>Como isso contribui para a gestão da fazenda?</h2>
<p>A importância desses conceitos para a gestão eficiente da fazenda é imensa. Eles permitem:</p>
<ul>
<li><strong>Tomada de decisão baseada em dados: </strong>Com relatórios detalhados, você pode fazer escolhas mais informadas sobre onde investir ou cortar custos.</li>
<li><strong>Identificação de oportunidades de melhoria:</strong> Ao analisar os centros de custo é possível gerir melhor os recursos. Você pode encontrar maneiras de aumentar a eficiência e reduzir despesas, como por exemplo buscar alternativas mais eficientes ou ajustar a nutrição pois os custos com alimentação dos animais estão elevados.</li>
<li><strong>Planejamento orçamentário:</strong> Você pode prever com mais precisão as receitas e despesas a curto e longo prazo e planejar de forma mais assertiva os orçamentos.</li>
<li><strong>Gestão integrada:</strong><span style="font-weight: 400;"> As contas gerenciais ajudam a alinhar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/">gestão financeira</a></strong> com outros setores da fazenda, como gestão de pessoas e processos produtivos, processos operacionais e estratégias de negócios. Isso é importante pois todos os envolvidos podem compreender como suas atividades contribuem para os resultados financeiros da fazenda, incentivando uma cultura de responsabilidade e colaboração. </span></li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Em resumo, Centros de Custo e Contas Gerenciais são ferramentas que, quando bem aplicadas, <strong>oferecem uma visão clara da saúde financeira da fazenda e capacita os gestores</strong> a tomar decisões estratégicas bem fundamentadas, ajudando a garantir que o negócio seja lucrativo e sustentável a longo prazo.</p>
<p>Eles são a bússola que guia as decisões financeiras e econômicas, garantindo que cada real investido traga o máximo retorno possível.</p>
<h2>Transforme números em decisões que aumentam o lucro</h2>
<p>Aplicar centros de custo e contas gerenciais na fazenda é fundamental para entender onde o dinheiro entra, onde sai e como otimizar cada recurso.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-centro-custos-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a usar esses e outros indicadores para tomar decisões mais assertivas, reduzir desperdícios e aumentar a rentabilidade, com métodos já aplicados com sucesso em propriedades de todo o Brasil.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-centro-custos-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-26486 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg" alt="Debora Potenciano - Equipe Leite" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/centro-de-custo-e-contas-gerenciais-como-aplicar-esses-conceitos-na-fazenda/">Centro de custo e contas gerenciais: como aplicar esses conceitos na fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Coleta de dados na fazenda: qual a sua importância e benefícios</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/coleta-de-dados-na-fazenda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jul 2024 18:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dados]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A coleta de dados na propriedade é essencial para o sucesso do negócio, pois permite uma avaliação precisa dos processos e contribui significativamente para a organização, padronização e interpretação dos dados, fundamentais para o sucesso financeiro e econômico. Uma prática eficaz para realizar essa coleta é manter fichas de anotações e cadernos disponíveis em todos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/coleta-de-dados-na-fazenda/">Coleta de dados na fazenda: qual a sua importância e benefícios</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A coleta de dados na propriedade é essencial para o sucesso do negócio, pois <strong>permite uma avaliação precisa dos processos</strong> e contribui significativamente para a organização, padronização e interpretação dos dados, fundamentais para o sucesso financeiro e econômico.</p>
<p>Uma prática eficaz para realizar essa coleta é manter fichas de anotações e cadernos disponíveis em todos os setores da propriedade. Esses registros detalhados dos manejos diários proporcionam uma <strong>visão clara do desempenho operacional</strong> e podem ajudar na identificação de oportunidades de melhoria.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre a importância da coleta de dados de forma correta e constante dentro da propriedade leiteira, <strong>ressaltando seus benefícios na gestão do rebanho, <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/">qualidade do leite</a> e na tomada de decisões</strong>. Além disso, vamos entender quais informações são mais consideráveis de serem registradas em listas específicas de cada setor da fazenda.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Por que é importante realizar diariamente essa coleta de dados?</h2>
<p>Dentre os principais motivos pelos quais a coleta de dados nas fazendas leiteiras é fundamental, podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Gestão de rebanho:</strong> o registro de dados sobre a saúde dos animais, a reprodução, a produção de leite diária da fazenda e a genética do rebanho permitem uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/">gestão</a></strong> muito mais eficiente do rebanho, o que ajuda a verificar animais com problemas de saúde, monitorar ciclos reprodutivos e até mesmo selecionar geneticamente os melhores animais para reprodução.</li>
<li><strong>Qualidade do leite:</strong> a coleta de dados relacionada a qualidade do leite inclui os aspectos relacionados à composição, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">contagem de células somáticas</a></strong> e até mesmo o registro de animais em tratamento que estão dentro do período de carência dos medicamentos e que tem a obrigatoriedade do descarte de seu leite. Esses pontos auxiliam na garantia de que o leite produzido atenda aos padrões de qualidade exigidos pelos órgãos reguladores e consumidores.</li>
<li><strong>Eficiência alimentar: </strong>através da coleta de dados é possível monitorar a alimentação e a nutrição dos animais. A coleta de dados sobre o consumo de alimento, <strong>a qualidade da forragem da dieta</strong> e a relação das sobras pode otimizar as dietas, ampliar possibilidades de redução de custos e também elevar a produção de leite.</li>
<li><strong>Controle de custos:</strong> além da coleta de dados zootécnicos, realizar anotações financeiras permitem uma melhor análise de custos e receitas geradas, o que ajuda identificar áreas onde há oportunidades de reduzir despesas e aumentar a rentabilidade.</li>
<li><strong>Tomada de decisões baseadas em dados:</strong> deter de dados atualizados e precisos, os gestores das propriedades podem tomar decisões mais informadas e estratégicas, o que inclui desde a definição de critérios de vacas para reprodução como a escolha de tecnologias e práticas agrícolas por exemplo.</li>
<li><strong>Previsão e planejamento:</strong> quando temos o registro assíduo e correto dos dados, estes podem ser usados para prever tendências e para o planejamento antecipado em termos de produção, saúde e gestão de recursos.</li>
</ul>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book controle da mastite bovina" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Como podem ser essas fichas de coleta de dados?<span style="font-weight: 400;"> </span></h2>
<h3>Setor bezerreiro</h3>
<p>O setor de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/">criação de bezerras e novilhas</a></strong> é responsável pelo crescimento, reposição e melhoramento genético do rebanho e representa aproximadamente <strong>20% dos custos.</strong></p>
<p>Consequentemente, para melhorar o lucro da propriedade, algumas premissas devem ser seguidas, tais como maximizar o ganho de peso e redução de doenças e da mortalidade. Para tal controle, as anotações são fundamentais.</p>
<p>Dessa forma, <strong>produtores que buscam alta eficiência e lucratividade devem focar na gestão deste setor</strong> e por isso, ter anotações como data do parto, nome ou número do animal nascido, o sexo, o peso ao nascimento, a quantidade e qualidade de colostro ingerido, o resultado da análise de transferência de imunidade passiva, a data e o peso da desmama e o acompanhamento das pesagens corporais são essenciais para a geração de informações que posteriormente se transformam em indicadores.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33497" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro.jpg" alt="Planilha para coleta de dados sobre bezerras" width="938" height="286" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro.jpg 938w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-300x91.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-768x234.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-370x113.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-270x82.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-740x226.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-150x46.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 938px) 100vw, 938px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Ensino Rehagro</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33498" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-1.jpg" alt="Planilha para coleta de dados sobre ganho de peso de bezerras" width="898" height="216" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-1.jpg 898w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-1-300x72.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-1-768x185.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-1-370x89.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-1-270x65.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-1-740x178.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-bezerreiro-1-150x36.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 898px) 100vw, 898px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Ensino Rehagro</span></p>
<p>Ao manter anotações detalhadas desde o nascimento da bezerra, é possível monitorar seu desenvolvimento de forma eficaz.</p>
<p>Os cuidados iniciais refletem em toda a sua vida. Acompanhar métricas como ganho de peso, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-avaliar-a-qualidade-do-colostro-oferecido-as-bezerras/">qualidade da colostragem</a></strong> e ocorrência de doenças permite estabelecer metas e avaliar evoluções ao longo do tempo.</p>
<h3>Setor ordenha</h3>
<p>Para garantir a eficiência da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">rotina de ordenha</a></strong>, é importante <strong>manter registros precisos e abrangentes</strong>. Isso inclui:</p>
<ul>
<li>Registrar a data e o horário de cada ordenha para acompanhar tendências ao longo do tempo;</li>
<li>Identificar individualmente as vacas para monitorar sua saúde e desempenho;</li>
<li>Anotar o volume de leite produzido por vaca para avaliar a produção e detectar variações;</li>
<li>Realizar testes de qualidade do leite para identificar possíveis casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> e outras infecções;</li>
<li>Manter condições de higiene rigorosas para prevenir contaminação e registrar quaisquer observações adicionais, como comportamento incomum das vacas ou problemas durante o processo de ordenha.</li>
</ul>
<p>Esses registros detalhados são essenciais para melhorar a qualidade do produto, aumentar a rentabilidade e agir prontamente em caso de problemas de saúde das vacas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33499" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha.jpg" alt="Planilha de checklist de rotina de ordenha" width="953" height="671" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha.jpg 953w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-300x211.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-768x541.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-370x261.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-270x190.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-740x521.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-150x106.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 953px) 100vw, 953px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Ensino Rehagro</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33500" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-1.jpg" alt="Planilha para anotação de dados sobre secagem de vacas" width="806" height="205" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-1.jpg 806w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-1-300x76.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-1-768x195.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-1-370x94.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-1-270x69.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-1-740x188.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-ordenha-1-150x38.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 806px) 100vw, 806px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Ensino Rehagro</span></p>
<h3>Setor reprodução</h3>
<p>Você já parou para pensar nos impactos do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/">manejo reprodutivo</a></strong> em uma propriedade? <strong>O aumento da eficiência reprodutiva traz benefícios ligados ao aumento da produção de leite</strong> através da redução dos dias em lactação médio do rebanho e aumento da eficiência alimentar.</p>
<p>Pensando no rebanho, benefícios como um crescimento mais acelerado, potencial de ganhos genéticos dos animais e possibilidade de maior intensidade no descarte de vacas ineficientes no rebanho.</p>
<p>Como em qualquer empresa, a sobrevivência e sucesso de uma fazenda leiteira é altamente dependente da sua eficiência. Existe uma necessidade constante de maximizar os resultados e, muitas vezes, minimizar os gastos com os insumos, a fim de obter um retorno lucrativo sobre os ativos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33503" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-reproducao.jpg" alt="Planilha para anotação de dados sobre reprodução na pecuária leiteira" width="931" height="191" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-reproducao.jpg 931w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-reproducao-300x62.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-reproducao-768x158.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-reproducao-370x76.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-reproducao-270x55.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-reproducao-740x152.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/dados-setor-reproducao-150x31.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 931px) 100vw, 931px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Ensino Rehagro</span></p>
<h2>Adoção de serviços informatizados para coleta de dados</h2>
<p><strong>A modernização dos métodos de coleta de dados também pode ser considerada.</strong> A adoção de sistemas informatizados, aplicativos, softwares ou planilhas pode facilitar a organização, análise e interpretação dos dados, tornando o processo mais eficiente e permitindo uma tomada de decisão mais informada.</p>
<p>Essas ferramentas tecnológicas podem oferecer recursos adicionais, como a geração de relatórios automáticos e a integração de diferentes fontes de dados, o que aumenta ainda mais a eficácia do processo de coleta e análise de dados na propriedade e contribui para melhorar a eficiência, a produtividade e a sustentabilidade das operações.</p>
<p>Ao implementar práticas eficazes de coleta de dados e utilizar ferramentas tecnológicas apropriadas, os proprietários podem melhorar a eficiência operacional, identificar oportunidades de otimização e alcançar melhores resultados.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos então que a coleta de dados em fazendas leiteiras é fundamental para otimizar a produção de leite, melhorar a saúde e o bem-estar animal, além de também evidenciar oportunidades de redução de custos, aumentar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade</a></strong> do negócio e garantir a conformidade com as regulamentações e o principal, apoiar na tomada de decisões baseadas na realidade da fazenda.</p>
<h2>Transforme dados em decisões que aumentam o lucro da fazenda</h2>
<p>Registrar e interpretar informações corretamente é o que separa fazendas que crescem de forma sustentável daquelas que ficam estagnadas.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-coleta-de-dados-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a transformar indicadores zootécnicos e econômicos em ações práticas para melhorar produtividade, rentabilidade e eficiência da propriedade. É gestão aplicada à realidade do campo, com métodos testados e resultados comprovados.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-coleta-de-dados-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23110" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg" alt="Mariana Torres - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Coccidiostáticos: qual a sua aplicabilidade no manejo da cria e recria?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/coccidiostaticos/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/coccidiostaticos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jul 2024 11:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[coccidiose]]></category>
		<category><![CDATA[Coccidiostáticos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Coccidiostáticos são substâncias utilizadas na prevenção e controle da coccidiose, uma doença parasitária causada por protozoários do gênero Eimeria. Essa doença é comum em animais de produção e pode causar diarreia, má absorção de nutrientes, perda de peso, redução da produtividade e até mortalidade. A aplicabilidade dos coccidiostáticos no manejo da recria pode ser uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Coccidiostáticos são substâncias utilizadas na prevenção e controle da coccidiose, uma doença parasitária causada por protozoários do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">Eimeria</span></i><span style="font-weight: 400;">. Essa doença é comum em animais de produção e pode causar diarreia, má absorção de nutrientes, perda de peso, redução da produtividade e até mortalidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aplicabilidade dos coccidiostáticos no manejo da recria pode ser uma prática fundamental para manter a saúde e o desempenho dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto, iremos tratar sobre o impacto que a coccidiose pode trazer na criação das bezerras, quais os fatores de risco e sintomas apresentados pelos animais acometidos e também a aplicabilidade dos coccidiostáticos no manejo das bezerras. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Impacto da coccidiose na criação de bezerras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A coccidiose (ou eimeriose) bovina é responsável por grandes </span><b>perdas econômicas</b><span style="font-weight: 400;"> na criação de bezerras devido a </span><b>diminuição de performance produtiva</b><span style="font-weight: 400;"> (exemplo: ganho de peso), podendo ainda levar à morte. Há ainda perdas adicionais relacionadas a gastos com medicamentos, além de predispor os animais acometidos a doenças bacterianas ou virais secundárias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A coccidiose é uma parasitose causada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Eimeria spp.</span></i><span style="font-weight: 400;">, um protozoário de </span><b>transmissão oro-fecal</b><span style="font-weight: 400;">, principalmente por meio de estrutura/objetos contaminados no ambiente, por água ou alimento contaminados, ou ainda pelo contato direto entre animais infectados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se ingerido, o </span><b>parasita pode se desenvolver na mucosa intestinal</b><span style="font-weight: 400;"> da bezerra, causando morte das células intestinais e resultando em inflamação local, diarreia e sangue nas fezes.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, podemos resumir o impacto da coccidiose em: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Impacto na saúde:</b><span style="font-weight: 400;"> causa sintomas severos, como diarreia, desidratação, má absorção de <a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-para-bovinos-jovens/" target="_blank" rel="noopener"><strong>nutrientes</strong></a> e, em casos graves, pode levar à morte. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Impacto no desempenho</b><span style="font-weight: 400;">: as bezerras afetadas podem apresentar redução no <a href="https://rehagro.com.br/blog/pesagem-de-animais-na-recria/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ganho de peso</strong></a>, crescimento retardado e atraso no desenvolvimento geral, o que compromete o futuro desempenho produtivo.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38345 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book criação de bezerras leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Fatores de risco e sintomas de animais acometidos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A infecção por coccidiose ocorre principalmente por volta de </span><b>1-2 meses de idade</b><span style="font-weight: 400;">, mas também pode acometer animais até 1 ano de idade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A infecção provém de </span><b>ambientes contaminados</b><span style="font-weight: 400;">, especialmente em condições úmidas e quentes. Comumente não acontece nas 3 primeiras semanas de vida, e por isso, a eimeriose não é considerada parte do complexo de <a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diarreia neonatal em bezerras</strong></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora ocorra em todos tipos de sistema de criação, a coccidiose bovina é mais frequente em animais confinados. Dessa maneira, </span><b>fatores ambientais e de manejo</b><span style="font-weight: 400;">, como o clima, alojamento, densidade do alojamento, práticas alimentares e como os animais são agrupados são </span><b>importantes determinantes no risco de coccidiose</b><span style="font-weight: 400;">.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a severidade dos sintomas possa variar de acordo com a carga parasitária, os animais acometidos apresentam:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diarreia (na maioria das vezes escurecida ou com rajas de sangue);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Desidratação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda de apetite;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perda de peso.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-33270 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/coccidiostaticos-225x300.jpg" alt="Bezerro apresentando as fezes com alteração na coloração" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/coccidiostaticos-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/coccidiostaticos-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/coccidiostaticos-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/coccidiostaticos-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/coccidiostaticos-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/coccidiostaticos.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de um bezerro apresentando as fezes com alteração na coloração. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Laryssa Mendonça</span></span></p>
<h2>Aplicabilidade dos coccidiostáticos no manejo de bezerras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para andar de mãos dadas ao produtor no combate a eimeriose, existem os coccidiostáticos, que se tratam de medicamentos usados na prevenção e tratamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada fazenda tem sua individualidade em relação ao uso de coccidiostáticos. Sendo assim, a tomada de decisão em relação a quando e como utilizar deve ser realizada de acordo com os desafios que a fazenda enfrenta com a doença. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso pode-se utilizar o </span><b>exame de OPG</b><span style="font-weight: 400;">, onde é feita a contagem de oocistos por grama de fezes, </span><b>identificando animais e lotes com carga baixa, moderada ou alta</b><span style="font-weight: 400;"> de infestação pelo parasita. Dessa maneira, com base na carga parasitária desses animais, é possível decidir se eles devem ou não receber o coccidiostático como tratamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os manejos descritos acima promovem o </span><b>uso racional de medicamentos</b><span style="font-weight: 400;"> e diminui as chances de resistência, tornando os <a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>parasitas</strong></a> mais difíceis de controlar. Além disso, minimiza os custos e garante um tratamento direcionado para os animais e/ou lotes que realmente precisam no determinado momento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após diagnóstico da doença em bezerras sintomáticas, o tratamento prescrito pode ser a base de Sulfa ou Toltrazuril, além do fornecimento de soro hidratante. Ainda é importante que esses animais sejam isolados do grupo para diminuir a contaminação do ambiente com os oocistos do parasita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Levando em consideração que as bezerras enfrentam esse desafio por volta de 30-60 dias de vida e logo após o <a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>desmame</strong></a>, pode ser interessante realizar um manejo preventivo contra coccidioses nesse período, para que assim, tenha maior garantia de melhor desenvolvimento. Por isso, a visualização do desenvolvimento geral dos animais nessas fases críticas é de suma importância para diagnóstico situacional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como parte do manejo e controle preventivos é importante garantir que todas as bezerras entrem e sejam mantidas em um ambiente limpo e com boa ventilação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As bezerras devem ter densidade de grupo adequada para evitar superlotação, com todos os comedouros e fontes de água elevados para diminuir a contaminação fecal. Um sistema </span><i><span style="font-weight: 400;">all-in</span></i><span style="font-weight: 400;">/</span><i><span style="font-weight: 400;">all-out</span></i><span style="font-weight: 400;"> (onde todos os animais ocupam e desocupam o espaço no mesmo momento) pode ser usado para grupos que se movimentam entre os piquetes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, o uso de coccidiostáticos nos sistemas de produção adotados, pode ser considerado uma prática vital no manejo da recria de bezerras leiteiras para prevenir a coccidiose e assegurar um crescimento saudável dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Implementar um programa integrado para o controle da coccidiose, o qual combina o coccidiostático com boas práticas de manejo e o monitoramento constante, é fundamental para o sucesso.</span></p>
<h2>Formação sólida para decisões estratégicas no manejo do rebanho</h2>
<p>O uso correto de coccidiostáticos pode fazer a diferença no desenvolvimento saudável de bezerras e novilhas, impactando diretamente o desempenho futuro do rebanho.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-coccidiostaticos-lp-curso&amp;utm_medium=organic">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar práticas sanitárias, nutricionais e de manejo com indicadores de desempenho e análise econômica, garantindo decisões mais assertivas e lucrativas. É capacitação prática para quem busca mais produtividade e sustentabilidade no negócio leiteiro.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24488" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg" alt="Amanda Lourenço" width="299" height="103" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg 299w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-270x93.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-32286" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares.jpg" alt="" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Pista de alimentação na pecuária leiteira: quais as recomendações para a construção</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/pista-de-alimentacao-na-pecuaria-leiteira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jun 2024 11:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[pista de alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pista de alimentação é um componente essencial do barracão para vacas leiteiras, pois influencia diretamente no conforto, saúde e produtividade dos animais. Um bom projeto de pista de alimentação deve considerar diversos aspectos, incluindo espaço adequado, facilidade de acesso, segurança e higiene.  Nesse texto vamos tratar sobre as mais importantes recomendações para a construção [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A pista de alimentação é um componente essencial do barracão para vacas leiteiras, pois influencia diretamente no conforto, saúde e produtividade dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um bom projeto de pista de alimentação deve considerar diversos aspectos, incluindo <strong>espaço adequado, facilidade de acesso, segurança e higiene. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto vamos tratar sobre as mais importantes recomendações para a construção da pista de alimentação nos projetos de barracões para vacas leiteiras, ressaltando principalmente sobre a largura e o piso, onde abordaremos sobre especificações do concreto, inclinação, textura e também sobre os frisos, os quais possuem recomendações muito bem definidas. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Largura da pista de alimentação</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A largura da pista de alimentação deve ser suficiente para acomodar a movimentação dos animais e também permitir passagem de tratores ou outros equipamentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>largura de 4 metros</b><span style="font-weight: 400;"> vem sendo preconizada nos projetos dos barracões, pois assim é possível possibilitar que enquanto uma vaca está comendo a outra possa estar no cocho de água, ambas alinhadas, sem problemas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-33241 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-1.jpg" alt="Imagens de duas pistas de alimentação para vaca" width="561" height="203" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-1.jpg 561w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-1-300x109.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-1-370x134.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-1-270x98.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-1-150x54.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de duas pistas de alimentação, onde com a largura ideal, é possível ter uma vaca no cocho de água e outra na pista comendo ao mesmo tempo sem que ocorra incômodo entre elas. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> João Paulo Pereira</span></span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38319 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco em bovinos" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/ebook-afeccoes-casco-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Pisos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As especificações dos pisos da pista de alimentação em um barracão são cruciais para garantir segurança e saúde às vacas. É importante considerar alguns aspectos importantes no projeto e também na manutenção desses pisos. </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Especificações de concreto</b><span style="font-weight: 400;">: deve ser um concreto que suporte a abrasividade do casco, da urina, do dejeto, do esterco. Por isso é importante atentarmos a </span><b>qualidade do concreto</b><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Construção:</b><span style="font-weight: 400;"> quanto a utilização de argamassa sobre o concreto ou concreto direto, hoje tem sido mais utilizado o </span><b>concreto direto</b><span style="font-weight: 400;">, com a altura desse concreto em torno de </span><b>12 cm em locais de trânsito de animais e 14 cm em locais com trânsito de máquinas</b><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Uso de telas</b><span style="font-weight: 400;"> (ferragem): a inclusão desse material também chamado de malha de aço na base do concreto pode aumentar a resistência estrutural e prevenir rachaduras, por isso a indicação é de sempre utilizar nos projetos. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Caimento: </b>o<span style="font-weight: 400;"> caimento deve ser no sentido do movimento da vaca, o que facilita o equilíbrio e diminui a chance de lesão e quedas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Inclinação:</b><span style="font-weight: 400;"> a pista de alimentação deve ter de </span><b>1,5 a 2% de inclinação para </b><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><b><i>Compost barn</i></b></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>2% obrigatoriamente para </b><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/" target="_blank" rel="noopener"><b><i>Free Stall</i></b></a><span style="font-weight: 400;"> devido à presença da areia e necessidade de fazer limpeza com </span><i><span style="font-weight: 400;">flushing</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outro ponto importante é o de que essa inclinação deve ser sempre no sentido do comprimento e nunca na largura.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Textura:</b><span style="font-weight: 400;"> é fundamental que a textura não seja lisa demais e provoque escorregamentos e acidentes, mas que não seja muito áspera correndo o risco de provocar <a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>lesões de casco</strong></a>. O ideal é que seja uma textura intermediária, ou seja, que evite escorregões, mas que tenha uma facilidade na limpeza.  No geral, os especialistas em construção civil e concreto e que fazem as adequações dos lixamentos tem chamado a textura desse piso como “</span><b>piso camurçado</b><span style="font-weight: 400;">”.</span></li>
</ul>
<h2>Frisos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os frisos no piso possuem recomendações muito bem definidas. Eles são responsáveis por proporcionar tração adequada, prevenindo que as vacas escorreguem ou tenham quedas. Quanto às recomendações, temos: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os frisos devem ser </span><b>paralelos entre si</b><span style="font-weight: 400;"> e com </span><b>espaçamento de 8 cm</b><span style="font-weight: 400;"> entre eles. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Largura – 1,5 cm.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Profundidade – 1,5 cm.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Orientação: os frisos devem ser sempre </span><b>no sentido de movimento da vaca</b><span style="font-weight: 400;">. É importante ressaltar que a vaca se movimenta lateralizando, então quando constrói o friso no sentido de movimento dela, ela utiliza o friso como forma de segurança para não escorregar.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Podem ser feitos com </span><b>concreto mole ou já curado</b><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Feitos com molde ou máquinas de corte: Na grande maioria das construções são utilizadas as </span><b>máquinas de corte</b><span style="font-weight: 400;"> para fazer os frisos, onde apesar de se ter um custo maior, a </span><b>qualidade é superior</b><span style="font-weight: 400;">, conferindo maior durabilidade e menor chance de quebras ou fissuras do concreto.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Para realização do corte dos frisos, já existem </span><b>discos diamantados com o tamanho adequado</b><span style="font-weight: 400;"> (1,5cm de largura), entretanto, como o serviço para frisar é pesado, há um grande desgaste do disco, o qual possui um custo relativamente alto, o que pode elevar o custo total da construção.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-33242 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-3.jpg" alt="máquinas de corte de friso em um piso de concreto já curado" width="556" height="228" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-3.jpg 556w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-3-300x123.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-3-370x152.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-3-270x111.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-3-150x62.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 556px) 100vw, 556px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de máquinas de corte de friso em um concreto já curado. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> João Paulo Pereira</span></span><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-33243 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-2.jpg" alt="Homem com gabarito para fazer os frisos em concreto mole." width="454" height="342" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-2.jpg 454w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-2-300x226.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-2-370x279.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/pista-de-alimentacao-2-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 454px) 100vw, 454px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem de um gabarito para fazer os frisos em concreto mole. Fonte: João Paulo Pereira</span></p>
<h2>Pisos especiais</h2>
<ul>
<li><strong>Piso de borracha:</strong><span style="font-weight: 400;"> normalmente são utilizados em <a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sala de espera</strong></a> e nos corredores de acesso ao galpão. Essas borrachas, apesar de serem interessantes no sentido de conforto animal e saúde de casco, são de custo elevado, o que podem se tornar inviáveis a depender do projeto.</span></li>
<li><strong>Placas coladas ou fundidos no concreto:</strong><span style="font-weight: 400;"> essas placas macias podem proporcionar melhor amortecimento para os cascos, porém elas podem desgastar mais rapidamente e se desprender com o tempo, principalmente em áreas de tráfego intenso de animais. Além disso, a depender do material das placas e do processo de instalação, pode ser uma opção relativamente cara. </span></li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, a pista de alimentação deve ser bem projetada e devemos nos atentar a largura da pista, a composição, dimensionamento do concreto e a confecção de frisos para que seja proporcionado à vaca conforto, segurança, menor risco de lesões e acidentes e consequentemente maior produtividade. Além disso, a atenção aos detalhes no design e na manutenção diária contribuirá para um ambiente eficiente e produtivo.</span></p>
<h2>Infraestrutura inteligente para mais eficiência e produção no leite</h2>
<p>Uma pista de alimentação bem planejada melhora o consumo, reduz desperdícios e aumenta a produtividade do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-pista-de-alimentacao-lp-curso&amp;utm_medium=organic">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar estrutura, manejo e gestão para garantir resultados consistentes, mais litros de leite no tanque e maior rentabilidade para a fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-pista-de-alimentacao-lp-curso&amp;utm_medium=organic" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Pós-graduação em Pecuária Leiteira" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-33249" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/Joao-Paulo-Pereira.jpg" alt="João Paulo Pereira - Equipe Leite" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/Joao-Paulo-Pereira.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/Joao-Paulo-Pereira-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/Joao-Paulo-Pereira-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Beber ruminal: o que todo criador de bezerras deve saber</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2024 11:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[beber ruminal]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[goteira esofágica]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao nascer, os bezerros são funcionalmente monogástricos e assim permanecem durante as primeiras semanas de vida, onde a câmara utilizada para digestão do leite é o abomaso. Durante esse período, o estômago anterior dos bezerros está subdesenvolvido e a fermentação ruminal por si só é incapaz de fornecer energia suficiente para o animal em crescimento.  [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Ao nascer, os bezerros são funcionalmente monogástricos e assim permanecem durante as primeiras semanas de vida, onde a câmara utilizada para digestão do leite é o abomaso. Durante esse período, o estômago anterior dos bezerros está subdesenvolvido e a fermentação ruminal por si só é incapaz de fornecer energia suficiente para o animal em crescimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o bezerro bebe leite, ele desencadeia um reflexo nervoso, o qual faz com que as paredes musculares do sulco esofágico se contraiam, transformando o canal aberto em um tubo fechado. Isso é o que acontece para </span><b>desviar o leite do estômago anterior diretamente para o abomaso</b><span style="font-weight: 400;">. Quando não ocorre esse reflexo, e consequentemente a formação da goteira esofágica ou quando ela é formada de forma ineficiente, temos o leite sendo direcionado ao rúmen, caracterizando o que chamamos de “</span><b>Beber ruminal</b><span style="font-weight: 400;">”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos tratar sobre o beber ruminal, entendendo melhor o que é esse problema, como ele ocorre, os fatores que estão relacionados a essa condição e as recomendações sobre a temperatura do leite e tamanho do orifício dos amamentadores.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, vamos tratar sobre as principais consequências que o beber ruminal traz aos animais jovens e também estratégias eficazes de prevenção do problema. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é e como ocorre o beber ruminal?</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32942 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-1.jpg" alt="Ilustração do trato digestivo de um bovino jovem e de adulto" width="720" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-1.jpg 720w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-1-300x129.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-1-370x159.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-1-270x116.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-1-150x64.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Ilustração do trato digestivo de um animal jovem (esquerda) e de um animal adulto (direita), onde é possível observar que nos animais jovens o abomaso representa 70% do tamanho e nos animais adultos o rúmen já desenvolvido que assume essa proporção. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Development of the Calf Digestive System</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O abomaso nos bezerros jovens compreende cerca de 70% de tamanho em relação às outras câmeras digestivas, e ao longo do tempo, conforme o animal se desenvolve e além do leite é inserido na <a href="https://rehagro.com.br/blog/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dieta o consumo de concentrado e gradualmente volumosos</strong></a>, as papilas ruminais se desenvolvem, o que é importante para a absorção dos ácidos graxos voláteis e o desenvolvimento/aumento do volume ruminal.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32943 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-3.jpg" alt="Rúmen sem papilas, rúmen iniciando a formação de papilas e papilas ruminais desenvolvidas" width="582" height="184" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-3.jpg 582w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-3-300x95.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-3-370x117.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-3-270x85.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-3-150x47.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 582px) 100vw, 582px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Figura 1- Rúmen sem papilas (Alimentação exclusiva de leite). </span><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Figura 2- Rúmen iniciando a formação de papilas (Leite com acesso à volumoso e concentrado). </span><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Figura 3- Papilas ruminais desenvolvidas (Alimentação com concentrado e volumoso). </span><span style="font-size: 12px;">Fonte: <span style="font-weight: 400;">Development of the Calf Digestive System</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o aleitamento, o desvio do leite para o <a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rúmen</strong></a>, quando em grandes quantidades, pode representar um problema, pois o açúcar do leite pode ser convertido em ácidos orgânicos a partir da </span><b>ação fermentativa</b><span style="font-weight: 400;"> das bactérias, resultando em grande produção de ácido lático, que será absorvido pela parede ruminal, causando uma alteração na microflora ruminal e posteriormente indigestão, <a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diarreia</strong></a>, <a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>acidose ruminal</strong></a> e redução de crescimento, o que tem alta relevância produtiva, visto que todo desempenho do animal é comprometido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto aos mecanismos de formação da goteira esofágica, <strong>vários fatores são responsáveis por desencadear o reflexo esofágico</strong>, incluindo comportamento de sucção, temperatura do leite, a posição da cabeça do bezerro enquanto bebe e a ausência de estresse.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, existem fatores externos, como a baixa temperatura do leite, falta de estar habituado com os vasilhames de aleitamento e ingestão em alta velocidade podem desencadear a falha no fechamento da goteira ou exceder a capacidade de fechamento, fazendo com que parte do leite também caia dentro do rúmen. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, nos </span><b>primeiros dias de vida </b><span style="font-weight: 400;">do bezerro, a presença de leite no rúmen geralmente não é danosa, principalmente por ainda não possuir uma microbiota residente que seja capaz de realizar fermentação, mas após esse período não é desejável que ocorra. Por isso, a sondagem a partir da segunda semana de vida </span><b>não é recomendada</b><span style="font-weight: 400;"> pelo risco de desvio para o rúmen.</span></p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38345 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book criação de bezerras leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Existe relação entre a temperatura e tamanho do orifício?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto à temperatura do leite, um estudo demonstrou que o leite a 8°C já foi suficiente para induzir um sulco esofágico funcional, indicando que a baixa temperatura isoladamente não é a causa do beber ruminal. Entretanto, manter uma </span><b>temperatura consistente do leite durante a alimentação</b><span style="font-weight: 400;"> dos bezerros é muito mais importante do que a temperatura em si. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste mesmo trabalho, foi observado que os bezerros são menos tolerantes a receber leite frio e em alta velocidade, ou seja, com o orifício do amamentador maior, foi demonstrado uma maior demora para beber o leite e isso aumentou conforme a temperatura do leite reduzia. Além disso, o gasto energético utilizado para aquecer o leite frio ingerido pode levar a redução de crescimento, o que já justifica e indica a importância do fornecimento do leite na temperatura ideal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrar sempre que os bovinos, de forma geral, são criaturas de hábitos e com os bezerros isso não é diferente. Por isso, a manutenção de um regime alimentar padronizado, onde inclui a temperatura, tem sido considerada vital para garantir a formação da goteira esofágica de forma eficiente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao diâmetro dos bicos, não é recomendado que o diâmetro dos orifícios seja largo, visto que as vacas apresentam </span><b>orifício do canal do teto por volta 12-14 mm</b><span style="font-weight: 400;"> e quando ofertamos leite com uma abertura grande, o controle de fluxo de mamada não é eficiente pelos bezerros, ou seja, não supre a necessidade de sucção do bezerro, além de elevar a chance de fazer falsa via, ou seja, do leite ir para o pulmão ao invés de ir para o abomaso. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-beber-ruminal-lp-curso&amp;utm_medium=organic" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Quais as recomendações quanto a temperatura do leite e o tamanho do orifício?</h3>
<ul>
<li><strong>Temperatura:</strong><span style="font-weight: 400;"> A temperatura do leite durante a oferta deve ser próxima a temperatura do corpo do animal, ou seja, </span><b>aproximadamente 39ºC.</b><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li><strong>Orifício:</strong><span style="font-weight: 400;"> A instrução quanto ao tamanho do furo dos bicos de mamadeiras ou dos baldes amamentadores é o de </span><b>não ampliar o tamanho do orifício dos bicos</b><span style="font-weight: 400;"> visando poupar tempo durante a alimentação, pois isso é prejudicial ao bezerro. Os bicos dos amamentadores atuais já foram desenvolvidos para fornecer o leite com velocidade controlada, similar e natural, a fim de aumentar a produção de saliva e enzimas. Além disso, é importante que seja implementada a rotina de troca dos bicos quando o mesmo apresentar sinais específicos, como bico esguichando leite, mamada rápida (menos de 1 minuto/litro) e até mesmo tosse constante durante a mamada.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32944 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-2.jpg" alt="Imagem demonstrando um bico novo, com orifício pequeno, simulando o aleitamento natural e um bico usado com o orifício totalmente aberto" width="521" height="693" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-2.jpg 521w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-2-226x300.jpg 226w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-2-370x492.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-2-270x359.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/beber-ruminal-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 521px) 100vw, 521px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem demonstrando um bico novo, com orifício pequeno, o que simula o aleitamento natural e um bico usado com o orifício totalmente aberto. </span>Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Quais as consequências do beber ruminal para a saúde e desenvolvimento dos bezerros?</h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Fermentação indesejada</b><span style="font-weight: 400;">: o rúmen dos bezerros jovens não está totalmente desenvolvido e por isso, o leite que entra no rúmen pode fermentar, produzindo gases e ácidos, desencadeando <a href="https://rehagro.com.br/blog/timpanismo-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>timpanismo</strong></a> e desconforto abdominal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Acidose ruminal:</b><span style="font-weight: 400;"> a fermentação excessiva no rúmen pode levar ao acúmulo de ácidos, o que resulta em acidose ruminal. Essa condição pode provocar diarreia, redução de apetite, perda de peso e em casos graves, ser fatal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Diarreia:</b><span style="font-weight: 400;"> a fermentação de leite no rúmen pode resultar em diarreia severa, levando a desidratação e perda de eletrólitos. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dessas consequências, ainda podemos citar alguns sinais: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Letargia (os bezerros tendem a parecer fracos e menos ativos);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Redução de ingestão de leite;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Redução no ganho de peso;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Estresse e imunossupressão;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Predisposição a doenças secundárias.</span></li>
</ul>
<h2>É possível prevenir o beber ruminal?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Atuar na <strong>prevenção do beber ruminal é essencial para garantir o desenvolvimento saudável e evitar problemas digestivos graves nos bezerros</strong>, e sabendo dos fatores que contribuem para a formação eficaz da goteira esofágica, é fundamental trabalhar em prol desse mecanismo.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as estratégias eficazes para prevenir o beber ruminal, temos: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Uso adequado dos amamentadores</b><span style="font-weight: 400;"> (mamadeiras e baldes): utilize amamentadores que incentivem a sucção adequada, permitindo que o leite vá diretamente para o abomaso, ou seja, que <strong>imitam a ação de sucção natural</strong>. Não aumente o diâmetro dos bicos dos amamentadores, visto que a maior velocidade de fluxo não é compatível com o natural podendo reduzir consumo e gerar desconforto.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Controle da quantidade e frequência de alimentação</b><span style="font-weight: 400;">: alimente os bezerros com quantidades adequadas de leite ou substitutos de leite, se atentando a <strong>temperatura ideal do leite (38-39°C)</strong>, além de ser importante seguir uma rotina igual de horários de aleitamento, pois desvios nessa rotina podem ocasionar estresse e ansiedade nos animais, fazendo com que eles se alimentem de forma eufórica e rápida, não ativando os receptores responsáveis pela formação da goteira esofágica. É importante também evitar sobrecarregar o sistema digestivo com grandes volumes de leite de uma única vez e por isso é crucial que se estabeleça um cronograma de aleitamento com intervalos regulares. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Aleitamento na posição correta</b><span style="font-weight: 400;">: é importante que os bezerros se alimentem na posição que imite a posição natural da amamentação, com a inclinação adequada da cabeça. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Monitoramento e observação</b><span style="font-weight: 400;">: durante o aleitamento é importante observar atentamente os animais, vistoriando se estão mamando corretamente, além de também ser um momento ideal para identificar sinais de problemas digestivos, como timpanismo, diarreia ou comportamento anormal. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Assegure condições de bem-estar:</b><span style="font-weight: 400;"> é importante que o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ambiente seja livre de estresse</strong></a> e para isso é fundamental deter condições de manejo adequadas, mantendo os animais em um ambiente confortável e limpo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Educação e treinamento da equipe</b><span style="font-weight: 400;">: treine todos os colaboradores envolvidos no manejo dos bezerros sobre as práticas adequadas de aleitamento e prevenção do beber ruminal. </span></li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Estar atento ao beber ruminal dos bezerros é fundamental para garantir seu bem-estar, saúde, crescimento adequado, eficiência produtiva e é a formação adequada da goteira esofágica que irá contribuir para essa condição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, <strong>práticas de manejo que promovam um aleitamento correto e a estimulação de comportamentos naturais</strong> são essenciais para garantir que o leite seja direcionado ao abomaso, evitando problemas digestivos e contribuindo para o crescimento e desenvolvimento saudável dos animais jovens.</span></p>
<h2>Forme bezerras saudáveis e vacas de alta produção</h2>
<p>O manejo correto diante do beber ruminal é essencial para garantir que as bezerras cresçam com saúde e alcancem seu máximo potencial produtivo no futuro.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-beber-ruminal-lp-curso&amp;utm_medium=organic">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática e estratégica, a tomar decisões que previnem problemas, aumentam a eficiência e garantem mais lucro na produção de leite.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>DEL elevado: você conhece os impactos desse indicador na fazenda?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Jun 2024 11:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[DEL]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O DEL (Dias em Lactação) é um indicador zootécnico importante dentro de uma propriedade leiteira já que indica a quantidade de dias que a vaca produz leite do parto até a secagem (final da lactação) e está diretamente relacionado com a eficiência produtiva e reprodutiva do rebanho.  O acompanhamento do DEL é essencial para o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O DEL (Dias em Lactação) é um indicador zootécnico importante dentro de uma propriedade leiteira já que <strong>indica a quantidade de dias que a vaca produz leite do parto até a secagem</strong> (final da lactação) e está diretamente relacionado com a eficiência produtiva e reprodutiva do rebanho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento do DEL é essencial para o manejo eficiente da produção leiteira, permitindo uma melhor compreensão do desempenho produtivo dos animais e possibilitando a tomada de decisões mais informadas e precisas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos abordar aspectos relacionados ao DEL, como a importância de compreender e calcular o DEL médio da fazenda, quais aspectos contribuem para elevar esse número e os principais impactos da elevação desse indicador na reprodução e produção de leite. Além disso, vamos discutir sobre o valor ideal de DEL médio e quais as estratégias para atingir e manter esse número. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é DEL médio e como calcular?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O DEL médio do rebanho é uma <strong>métrica utilizada para avaliar o estágio médio de lactação do rebanho em um dado momento</strong>. Ele representa a média dos dias em lactação de todas as vacas em produção dentro da propriedade. Essa medida é importante para entender a dinâmica de produção de leite e a eficiência reprodutiva do rebanho.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cálculo do DEL médio é feito a partir do somatório do número de dias em lactação de todas as vacas em produção seguido da divisão pelo número total de vacas em produção:</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32291 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/calculo-del.png" alt="Fórmula para calcular o DEL médio" width="555" height="38" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/calculo-del.png 555w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/calculo-del-300x21.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/calculo-del-370x25.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/calculo-del-270x18.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/calculo-del-150x10.png 150w" sizes="auto, (max-width: 555px) 100vw, 555px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo</span><span style="font-weight: 400;">: Em uma fazenda temos três vacas em lactação e DEL diferentes cada uma delas:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">1ª 90 DEL </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">2ª 188 DEL </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">3ª 250 DEL </span></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><b>DEL MÉDIO = (90 + 188 + 250) / 3 = 528/3 🡪 176</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante entender o DEL médio como um </span><b>indicador extremamente importante de eficiência reprodutiva</b><span style="font-weight: 400;">, pois sabe-se que o DEL médio baixo ou alto pode indicar diferentes cenários reprodutivos, onde: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Baixo DEL médio:</b><span style="font-weight: 400;"> geralmente indica boa eficiência reprodutiva, com vacas emprenhando rapidamente após o parto e mantendo o ciclo reprodutivo regular. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Alto DEL médio</b><span style="font-weight: 400;">: pode indicar problemas reprodutivos, como falhas na <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-taxa-de-deteccao-de-cio/" target="_blank" rel="noopener"><strong>detecção de cio</strong></a>, baixa taxa de concepção, alta <a href="https://rehagro.com.br/blog/perda-de-prenhez/" target="_blank" rel="noopener"><strong>perda de prenhez</strong></a> ou intervalos prolongados entre partos. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, existe um </span><b>impacto na produção de leite</b><span style="font-weight: 400;">, pois vacas em estágios iniciais de lactação produzem mais leite, indicando que um DEL médio muito alto pode significar que muitas vacas do rebanho estão em estágio avançado de lactação, onde a produção de leite pode ser menor.</span></p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/estrategias-para-aumentar-deteccao-de-cio?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Valores ideais de DEL médio</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante entender que o valor ideal do DEL médio pode ser variável, pois depende do manejo específico da fazenda e da raça das vacas. Entretanto, no geral, um </span><b>DEL médio entre 150 e 180 dias</b><span style="font-weight: 400;"> é considerado bom para maximizar a produção de leite e garantir uma boa eficiência reprodutiva.</span></p>
<h2>Quais fatores afetam o DEL?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que o DEL médio das vacas é influenciado por diversos fatores que afetam tanto a produção de leite quanto a eficiência reprodutiva do rebanho, por isso, existem alguns fatores que podem ser considerados fortes influenciadores no DEL médio: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Detecção de cio e inseminação:</strong> a habilidade de detectar corretamente o cio das vacas é crucial. Erros ou falhas na detecção resultam em períodos prolongados das vacas vazias, ou seja, sem terem recebido inseminação. Além disso, atrasos ou falhas na <strong>inseminação</strong> aumentam o número de dias em lactação. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Saúde reprodutiva:</strong> é importante entender que as condições reprodutivas das vacas, como problemas com cistos ovarianos, infecções uterinas e outras condições reprodutivas podem prolongar o período até a concepção e consequentemente elevar o DEL. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Nutrição:</strong> deter uma <a href="https://rehagro.com.br/blog/influencia-da-nutricao-na-reproducao-de-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>nutrição adequada</strong></a> é essencial tanto para a saúde reprodutiva quanto para a produção de leite. Deficiências nutricionais e a condição corporal delas podem afetar de forma negativa a fertilidade.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Ambiente e manejo:</strong> condições de manejo que reduzem o estresse, como disponibilizar alojamento com lotação e condições adequadas, manejo gentil, elaborar estratégias para a redução do <a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener"><strong>estresse térmico</strong></a> impactam na saúde geral e reprodutiva das vacas, contribuindo assim para minimizar atrasos na concepção e consequentemente elevar o número de dias em lactação dos animais. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Saúde:</strong> problemas de saúde geral, como <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mastite</strong></a> e até mesmo as doenças metabólicas, afetam a condição física das vacas e sua capacidade de emprenhar rapidamente após o parto. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Tecnologia e monitoramento:</strong> utilizar a tecnologia como aliada pode ser interessante. Ferramentas como pedômetros, sensores de atividade e software de gestão de rebanho podem auxiliar na detecção de cio e na gestão reprodutiva. Além disso, utilizar os dados gerados para identificar tendências e problemas reprodutivos pode ajudar a melhorar a eficiência e reduzir o DEL.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-dias-em-lactacao-lp-curso&amp;utm_medium=organic" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Mas qual o impacto do DEL médio alto?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um DEL médio elevado pode provocar diversos impactos negativos dentro de uma fazenda leiteira, sendo os principais os relacionados com a reprodução e produção de leite, o que irá conferir um impacto econômico significativo. </span></p>
<h3>Impacto na reprodução</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O DEL médio alto é um indicativo que a propriedade está falhando na reprodução, pois quanto mais tarde a vaca emprenhar maior será o DEL individual dela e consequentemente o DEL médio vai aumentar. Dentre os impactos do aumento do DEL temos:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Intervalo entre partos prolongado:</strong> vacas com um DEL alto geralmente têm um intervalo mais longo entre os partos. Isso significa que o período entre o parto atual e o próximo é estendido, o que pode reduzir o número de bezerros nascidos por vaca afetando negativamente a evolução de rebanho.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Taxa de concepção reduzida:</strong> vacas com um DEL alto podem apresentar uma redução na <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de concepção</strong></a>, por uma variedade de fatores, como: aumento da sua <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>condição corporal</strong></a>, estresse metabólico, manejo reprodutivo desafiador, por causa de ciclos estrais anovulatórios ou subfertilidade relacionada ao metabolismo energético.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Necessidade de manejo especializado:</strong> vacas com DEL alto podem exigir cuidados especiais para manter sua saúde e eficiência reprodutiva. Isso pode incluir uma nutrição específica, programas de monitoramento de saúde reprodutiva e estratégias de manejo adaptadas.</span></li>
</ul>
<h3>Impacto na produção de leite</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto maior o DEL, mais longe as vacas vão estar do último parto e consequentemente do pico de produção. Em uma situação normal, espera-se uma <a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>curva de lactação</strong></a> onde as vacas apresentam uma ascensão da produção de leite até por volta de 60 dias pós-parto, que é geralmente quando ocorre o pico de produção. Passado esse período, os animais tendem a manifestar um decréscimo gradual no leite à medida que o DEL avança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um número importante a ser analisado é que <strong>após os 180 dias de DEL as vacas diminuem 0,8 litros de leite/dia</strong>, isso confere 24,4 litros de leite/vaca/mês. Considerando uma propriedade de 150 animais em lactação e todas com o mesmo DEL, ou seja, após 180 dias em lactação, são 43.920 litros de leite que não serão comercializados durante o período de lactação das vacas. </span></p>
<h2>Quais as estratégias para manter um DEL médio ideal?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para prevenir os impactos negativos do DEL alto, é essencial adotar práticas de manejo adequadas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Monitoramento do ciclo de lactação:</strong> acompanhar de perto o estágio de lactação de cada vaca e tomar medidas preventivas para evitar que o DEL se prolongue excessivamente.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Nutrição balanceada:</strong> fornecer uma dieta balanceada e adaptada às necessidades nutricionais das vacas em diferentes estágios de lactação para garantir um aporte adequado de energia e nutrientes.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Manejo reprodutivo eficiente:</strong> implementar programas de detecção de cio e inseminação artificial para otimizar as taxas de concepção e reduzir o intervalo entre partos. Isso pode incluir a utilização de tecnologias e treinamentos da equipe. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Seleção genética:</strong> manter sempre uma <strong>boa seleção genética</strong> dentro da propriedade, com escolha de bons sêmens e trabalhar com um descarte eficiente de vacas problemáticas. </span></li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o gerenciamento eficaz do DEL das vacas da propriedade, é necessário um enfoque abrangente que envolva uma nutrição adequada, gestão da saúde e estresse e principalmente uma abordagem meticulosa à detecção de cio e inseminação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atenção a esses fatores não só otimiza o DEL, como também melhora a produtividade e a saúde do rebanho, o que consequentemente contribui para a sustentabilidade econômica da fazenda.</span></p>
<h2>Transforme indicadores em decisões que aumentam o lucro</h2>
<p>Um DEL elevado pode comprometer a eficiência produtiva e a rentabilidade da fazenda. Mais do que entender o indicador, é essencial saber como agir para melhorar os resultados.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-dias-em-lactacao-lp-curso&amp;utm_medium=organic">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a interpretar dados, aplicar estratégias de manejo e gestão e transformar números em produtividade e lucro reais.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-26486" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg" alt="Debora Potenciano - Equipe Leite" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Fotossensibilização em bovinos: saiba as causas e como manejar os riscos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jun 2024 11:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[fotossensibilização]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fotossensibilização, também conhecida como requeima e sapeca, trata- se de uma doença causada pela resposta excessiva da pele (principalmente de áreas despigmentadas e/ou sem presença de pelos) a radiação solar, devido ao acúmulo de substâncias tóxicas (fototoxinas ou fotoalérgenos) na pele. Essa doença acomete principalmente os bovinos no período da desmama até aproximadamente os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A fotossensibilização, também conhecida como requeima e sapeca, trata- se de uma doença causada pela resposta excessiva da pele (principalmente de áreas despigmentadas e/ou sem presença de pelos) a radiação solar, devido ao acúmulo de substâncias tóxicas (fototoxinas ou fotoalérgenos) na pele. </span><span style="font-weight: 400;">Essa doença acomete principalmente os bovinos no período da <a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>desmama</strong></a> até aproximadamente os dois anos de idade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O número de animais afetados é variável, podendo ser a nível de animal ou até a nível de rebanho, causando <strong>diversos prejuízos econômicos para o produtor devido a perdas em performance</strong> (ganho de peso), gastos com medicamentos e morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos tratar sobre os principais tipos de fotossensibilização que acomete os bovinos, como pode ser realizado o diagnóstico dessa doença, como atuar caso na propriedade tenha animais afetados e quais ações podem ser tomadas para evitar novos casos.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Qual os impactos da fotossensibilização nos bovinos?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De maneira geral, essa doença leva a um ressecamento da pele, rachaduras, úlceras, desprendimento da pele e exposição de áreas avermelhadas e inflamadas no tecido subcutâneo, principalmente em regiões da extremidade do corpo, como orelhas, períneo, vulva, úbere, focinho e extremidades dos membros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, muitos animais podem apresentar sintomas sistêmicos como, febre, icterícia (mucosas amareladas), apatia, anorexia, desidratação e edema em áreas acometidas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32279 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-225x300.jpg" alt="Bovino jovem com lesões na pele por conta de fotossensibilização " width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao.jpg 750w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de um animal em um quadro de fotossensibilização apresentando lesões na pele. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Laryssa Mendonça</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Tipos de fotossensibilização</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem </span><b>dois tipos principais de fotossensibilização</b><span style="font-weight: 400;">, sendo elas a </span><b>primária e a secundária</b><span style="font-weight: 400;">, essa última também conhecida como hepatógena.  Ambas podem acometer os bovinos, embora a fotossensibilização secundária seja considerada mais comum. </span></p>
<h3>Fotossensibilização primária</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ocorre quando o animal </span><b>ingere alimento com presença de substância fotodinâmica</b><span style="font-weight: 400;">, ou ainda por meio da sua absorção direta pela pele. No Brasil, três plantas fotossensibilizantes primárias são descritas: </span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><i><span style="font-weight: 400;">Fagopyrum esculentum;</span></i></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><i><span style="font-weight: 400;">Ammi majus;</span></i></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><i><span style="font-weight: 400;">Froelichia humboldtiana</span></i><span style="font-weight: 400;"> (planta nativa de ocorrência comum no semiárido nordestino, conhecida por Ervanço). </span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa última planta contém um pigmento que é absorvido pela mucosa intestinal do animal e atravessa a barreira hepática, alcançando a circulação sistêmica e por fim a pele, onde causa uma resposta inflamatória exacerbada da pele à medida que a incidência de luz solar aumenta. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-fotossensibilizacao-em-bovinos-lp-curso&amp;utm_medium=organic" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Curso Gestão na Pecuária Leiteira" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Fotossensibilização secundária &#8211; Hepatógena</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerada a </span><b>fotossensibilização mais comum</b><span style="font-weight: 400;">, ela acontece quando o animal </span><b>ingere alimento com presença de alguma substância fototóxica</b><span style="font-weight: 400;">, como as saponinas esteroidais (encontradas em brachiaria &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Brachiaria spp,  </span></i><span style="font-weight: 400;">e capim mombaça &#8211;</span><i><span style="font-weight: 400;"> E Panicum spp</span></i><span style="font-weight: 400;">.), furanos sesquiterpenos (encontrado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Myoporum spp</span></i><span style="font-weight: 400;">.) ou triterpenos (encontrado no Camará &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Lantana spp.</span></i><span style="font-weight: 400;">), sendo as do gênero</span><i><span style="font-weight: 400;"> Brachiaria </span></i><span style="font-weight: 400;">as mais frequentes no Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após ser ingerida, a substância é capaz de </span><b>lesionar o fígado</b><span style="font-weight: 400;"> e reduzir a sua capacidade de o metabolizá-la, reduzindo assim a sua excreção biliar. Consequentemente, os agentes fototóxicos não são eliminados do corpo do animal e se acumulam na pele, que com a maior incidência de luz solar, causa lesões, edemas e demais sinais clínicos da fotossensibilização. </span></p>
<h2>Como diagnosticar a doença?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico é baseado principalmente na anamnese junto da pessoa responsável para entender aspectos relacionados à idade do animal, tipo de pastagem e ambiente em que está inserido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sinais clínicos mencionados anteriormente devem ser analisados detalhadamente, os quais são altamente sugestivos da doença e na maioria das vezes vão de encontro às informações obtidas na anamnese.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em caso do animal vir a óbito, a necropsia é de extrema importância para um diagnóstico preciso, onde pode-se encontrar aumento no volume do fígado (hepatomegalia), repleção da vesícula biliar, pigmentação ictérica de mucosas e tecidos adjacentes ao fígado, entre outros. </span></p>
<h2>Como atuar na situação dos animais afetados?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, os animais acometidos devem ser removidos do ambiente/pasto em que estavam e movidos para um pasto diferente, onde tenha menos probabilidade de exposição a fototoxinas. Além disso, o </span><b><a href="https://rehagro.com.br/blog/sombra-para-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">sombreamento</a> é de suma importância</b><span style="font-weight: 400;">, para que os raios solares não cheguem diretamente até a pele do animal, agravando a situação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao tratamento, esse é paliativo e de suporte, sendo indicado a utilização de protetores hepáticos, hidratação e corticosteroides durante o início dos sintomas. Para as lesões de pele, as pomadas antissépticas e cicatrizantes são de suma importância para melhor eficiência no processo de recuperação. </span></p>
<h2>Como evitar novos casos na propriedade?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para evitar a fotossensibilização em bovinos leiteiros, algumas medidas preventivas podem ser tomadas, como: </span></p>
<ul>
<li><b>Controle de pastagens e alimentação:</b><span style="font-weight: 400;"> nesse quesito, é importante a identificação e remoção de plantas tóxicas, certificando-se que as pastagens estejam livres de plantas fotossensibilizantes, bem como a diversificação, rotação e <a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-de-pastagem-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bom manejo dos pastos</strong></a>, principalmente da </span><i><span style="font-weight: 400;">Brachiaria spp.</span></i><span style="font-weight: 400;"> em que os animais jovens permanecem, visto que esse manejo pode ser um fator de risco para os animais dessa categoria. Além disso, é fundamental o fornecimento de uma <a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dieta balanceada</strong></a> para evitar deficiências nutricionais que possam afetar a saúde hepática. </span></li>
<li><b>Proteção contra a luz solar:</b><span style="font-weight: 400;"> proporcione sombra adequada nas pastagens e abrigos para que os animais possam se proteger do sol intenso. </span></li>
<li><b>Monitoramento constante:</b><span style="font-weight: 400;"> é fundamental que os animais tenham regularmente sua saúde monitorada, o que inclui a avaliação para detecção precoce de qualquer sinal de fotossensibilização e consequentemente a aplicação de um tratamento imediato. </span></li>
<li><b>Gestão sanitária:</b><span style="font-weight: 400;"> manter os animais <a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-em-bezerros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>vacinados</strong></a> e em boas condições de saúde é importante para reduzir o risco de doenças que possam comprometer o fígado, como é o caso dos parasitas hepáticos, como a fasciolose hepática, que podem aumentar o risco da fotossensibilização secundária.</span></li>
</ul>
<h2>Reduza riscos e maximize a produção de leite</h2>
<p>A fotossensibilização pode causar grandes prejuízos se não for prevenida e controlada corretamente.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-fotossensibilizacao-em-bovinos-lp-curso&amp;utm_medium=organic" target="_blank" rel="noopener"><b>Curso</b> <b>Gestão na Pecuária Leiteira</b></a> do Rehagro, você aprende a identificar fatores de risco, adotar estratégias preventivas e implementar manejos eficientes para proteger o rebanho e manter a produtividade da fazenda em alta.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24488" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg" alt="Amanda Lourenço" width="299" height="103" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg 299w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-270x93.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-32286" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares.jpg" alt="" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Avaliação da rotina de ordenha: como você tem realizado?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 May 2024 13:30:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=32189</guid>

					<description><![CDATA[<p>O momento da ordenha na propriedade leiteira é um dos pontos mais importantes do manejo. É durante a rotina de ordenha que são evidenciados se os processos realizados na fazenda estão adequados, como manejo alimentar, manejo do ambiente das vacas e treinamento de colaboradores, além disso é nesse momento que obtemos o produto que gera [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O momento da ordenha na propriedade leiteira é um dos pontos mais importantes do manejo. É durante a rotina de ordenha que são evidenciados se os processos realizados na fazenda estão adequados, como manejo alimentar, manejo do ambiente das vacas e treinamento de colaboradores, além disso é nesse momento que obtemos o produto que gera lucro na propriedade: o leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, esse momento também é extremamente importante, pois durante a ordenha temos maior risco de exposição e transmissão dos </span><b><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener">agentes causadores de mastite</a>, </b><span style="font-weight: 400;">sendo também um momento importante para controle da contaminação microbiana do leite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto vamos abordar quais estratégias podemos adotar para avaliar a rotina de ordenha da fazenda, trazendo pontos específicos como a sujidade na ponta do teto, sujidade de úbere, avaliação de filtro de leite, higiene das teteiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, também trataremos pontos importantes de avaliação dos procedimentos de ordenha, como a realização do teste da caneca de fundo preto, aplicação de pré e pós-dipping.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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<h2>Aspectos legais da qualidade do leite</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As instruções normativas (IN) 76 e 77 definem que o <a href="https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/" target="_blank" rel="noopener"><strong>leite cru refrigerado de tanque individual</strong></a> ou de uso comunitário deve apresentar médias geométricas trimestrais de </span><b>Contagem Padrão em Placas (CPP) ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" target="_blank" rel="noopener">Contagem Bacteriana Total (CBT)</a></b><span style="font-weight: 400;"> de no </span><b>máximo 300.000 UFC/mL de leite. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa mesma instrução normativa temos que a <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Contagem de Células Somáticas (CCS)</strong></a> deve apresentar médias geométricas trimestrais de no máximo </span><b>500.000 CS/ml de leite. </b>N<span style="font-weight: 400;">o entanto, para sabermos que o leite é de boa qualidade e que temos um bom plano de controle de mastite e qualidade do leite na propriedade, devemos ter como referência uma CBT menor que 10 mil UFC/mL e CCS menor que 200 mil células/mL.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas fazendas enfrentam desafios quanto ao controle e redução da CCS e CBT do leite, e consequentemente têm maiores desafios na produtividade e obtenção de lucro sobre o leite que produzem. </span></p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book controle da mastite bovina" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/ebook-mastite-bovina-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Avaliação da sujidade de ponta de teto</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A ponta do teto é um ponto de atenção importante durante a secagem dos tetos, nesse local temos um acúmulo maior de sujidade, e por meio da realização de escores conseguimos avaliar a eficiência de desinfecção e da secagem dos tetos durante o manejo de pré-ordenha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para realizar essa avaliação, devemos aguardar a realização do pré-dipping e secagem dos tetos. Após esses procedimentos, com auxílio de uma gaze ou papel toalha branco esfregamos delicadamente na ponta do teto da vaca e avaliamos a sujidade que encontramos no papel toalha ou gaze. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso após realizarmos esse escore seja observado que </span><b>mais de 20% dos tetos avaliados apresentam pontuação entre 3 – 4 é necessário realizar ajustes na secagem</b><span style="font-weight: 400;"> para que seja feita de forma adequada e com mais rigor, com esse resultado podemos também adotar outras medidas como repetir o pré-dipping e a secagem dos tetos. É crucial que seja utilizado uma ou duas folhas de papel </span><b>por teto, sem utilizar o mesmo papel para tetos diferentes.</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32191 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2.jpg" alt="Tabela com o escore de higiene de ponta de teto" width="533" height="237" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2.jpg 533w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2-300x133.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2-370x165.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2-270x120.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2-150x67.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Adaptado de Westfalia Surge.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32192 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-257x300.jpg" alt="Papel toalha após a realização do teste para avaliação da sujidade da ponta de teto, conferindo a esse teto um escore 4" width="257" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-257x300.jpg 257w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-876x1024.jpg 876w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-768x898.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-370x433.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-270x316.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-740x865.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-150x175.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 257px) 100vw, 257px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem do papel toalha após a realização do teste para avaliação da sujidade da ponta de teto, conferindo a esse teto um escore 4. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Ferreira Faria</span></span></p>
<h2>Avaliação de sujidade de úbere</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O escore de sujidade do úbere indica o desafio ambiental enfrentado pelas vacas e, consequentemente, a ocorrência de <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mastite</strong></a>. A condição de limpeza do úbere relaciona-se com o manejo de camas, da presença de barro e matéria orgânica no ambiente de permanência das vacas e consequentemente à exposição a agentes causadores de mastite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de vacas chegando sujas à ordenha são indicativos que outros fatores podem ser melhorados, como o local que as vacas caminham até a chegada na sala de ordenha, a ventilação, dimensão das camas ou lotes e a limpeza dos corredores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vacas com </span><b>escore 2 e 3 de sujidade do úbere têm 1,5 vezes mais chances de apresentarem crescimento dos principais patógenos causadores de mastite</b><span style="font-weight: 400;"> em resultados de culturas microbiológicas. Além disso, o aumento de um ponto no escore de sujidade do rebanho, resultou em um aumento da Contagem de Células Somáticas (CCS) de tanque de leite de ordem de 50.000 CS/ml.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32193 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1.jpg" alt="Tabela com escore de higiene do úbere" width="723" height="358" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1.jpg 723w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1-300x149.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1-370x183.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1-270x134.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1-150x74.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Adaptado de Ruegg, 2002</span></p>
<h2>Avaliação do filtro de leite</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32194 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-1024x768.jpg" alt="Quadro de avaliação de escore de filtro" width="770" height="578" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-1024x768.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-150x113.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Quadro de avaliação de escore de filtro. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Acervo Rehagro</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A avaliação do filtro do leite deve ser feita após </span><b>todas as ordenhas</b><span style="font-weight: 400;">, buscamos verificar a presença de grumos e sujeira. A presença de </span><b>grumos, </b><span style="font-weight: 400;">é um indicativo de falhas no processo de identificação de vacas com mastite no rebanho, por isso, devemos reforçar a necessidade de maior atenção na realização do teste da caneca, realizar a devida identificação desses animais e separá-los. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso seja observado a presença de sujidade no filtro, é um <strong>indicativo de falhas na limpeza do ambiente e dos tetos das vacas</strong>. Por isso, devemos checar a limpeza do ambiente, como está sendo feita a limpeza dos tetos. Junto a isso é importante fazer a conferência da limpeza das tubulações da linha de vácuo, linha de limpeza e linha do leite, para verificar a presença de acúmulo de sujidades e também se a limpeza dos equipamentos está sendo eficiente.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em fazendas que utilizam o sistema balde ao pé ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ordenha manual</strong></a>, o leite deve ser coado antes de ser colocado no tanque de resfriamento com uso de um coador. Podemos utilizar a peneira do coador para realizar essa avaliação, tendo os mesmos cuidados que no filtro do leite, caso seja observado a presença de sujidade e grumos. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-rotina-de-ordenha-lp-curso&amp;utm_medium=organic" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Curso Gestão na Pecuária Leiteira" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Higiene de teteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A limpeza das teteiras é um ponto importante na avaliação da limpeza dos equipamentos, por isso, devemos implementar uma checagem diária na rotina dos ordenhadores da fazenda. Em especial, devemos verificar a limpeza interna passando o dedo na parte interna das teteiras do conjunto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é essencial fazer a verificação das mangueiras e borrachas do conjunto, pois <strong>a presença de rasgos ou furos nas mesmas pode comprometer o vácuo e consequentemente a ordenha da vaca.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de mangueiras e borrachas rasgadas ou furadas podem afetar a qualidade da limpeza do equipamento. Caso seja detectado alguma falha é importante realizar a troca do material antes da próxima ordenha.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32195 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4-225x300.jpg" alt="Teteira com a limpeza ineficiente" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4.jpg 599w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Teteira com a limpeza ineficiente. Fonte: Maria Fernanda Faria</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32196 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5-225x300.jpg" alt="Teteira com a borracha danificada" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5.jpg 597w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Teteira com a borracha danificada. Fonte: Gabriela Magioni</span></p>
<h2>Deslizamento de teteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O deslizamento de teteiras pode ser um indicativo de que as <strong>vacas estão estressadas antes da ordenha</strong>, o que contribui em aumentar a ocorrência do deslizamento devido as chutes e agitação dos animais, por isso, a condução e a preparação das vacas devem ser feitas de forma tranquila, sem manejos aversivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o deslizamento pode indicar falhas no alinhamento das unidades de ordenha, que ficam mais susceptíveis a quedas. O nível de vácuo também tem relação com essa falha, quando o equipamento de ordenha apresenta problemas e observamos a presença de baixo vácuo, além da ordenha mais lenta observamos mais episódios de deslizamento e queda das teteiras, pois o vácuo baixo faz com que as teteiras não tenham força para realizar seu funcionamento adequado e permaneçam no teto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa situação pode provocar o refluxo do leite no úbere das vacas, aumentando as chances de mastite, de lesões na ponta de teto e a reduzindo a estimulação correta da massagem do teto e consequente ordenha da vaca, por isso, o animal pode não apresentar o seu potencial produtivo máximo em episódios de deslizamento durante a ordenha.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32197 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-169x300.jpg" alt="Teteira deslizando do teto da vaca" width="169" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-576x1024.jpg 576w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-768x1365.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-864x1536.jpg 864w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-370x658.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-270x480.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-740x1316.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-150x267.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 169px) 100vw, 169px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de uma teteira em deslizamento. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Ferreira Faria</span></span></p>
<h2>Avaliação dos procedimentos de ordenha</h2>
<h3>Avaliação do teste da caneca de fundo preto</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O teste da caneca de fundo preto é um passo fundamental na rotina de ordenha para realizarmos o diagnóstico da mastite clínica em animais do rebanho. Além disso, esse procedimento possibilita a identificação e descarte do leite com maior contaminação bacteriana e concomitantemente estimula a descida do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse procedimento deve ser feito com muita atenção por parte dos ordenhadores, para que grumos ou alterações no leite não passem despercebidas. É necessário </span><b>desprezar os três primeiros jatos de leite de cada quarto mamário</b><span style="font-weight: 400;"> e observar na caneca a presença de alterações como presença de sangue, grumos ou outras alterações no leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito importante que, após a realização do teste da caneca na vaca, o utensílio seja limpo para evitar a avaliação incorreta dos próximos animais pela presença de resíduos de leite de outras vacas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32198 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-225x300.jpg" alt="Imagem de uma caneca de fundo preto utilizada para avaliação visual do leite nos primeiros jatos" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8.jpg 729w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de uma caneca de fundo preto utilizada para avaliação visual do leite nos primeiros jatos. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda</span><span style="font-weight: 400;"> Ferreira Faria</span></span></p>
<h3>Avaliação do pré-dipping</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A aplicação de solução desinfetante pré-ordenha (<a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pré-dipping</strong></a>) é uma forma de reduzir a contaminação dos tetos com agentes causadores de mastite. Muitas vezes, devido ao desafio ambiental, as vacas chegam à sala de ordenha com a presença de sujidade na parte externa dos tetos. Para que esse procedimento seja eficaz na desinfecção é muito importante avaliar a </span><b>forma de aplicação, a concentração do produto utilizado e o armazenamento correto do mesmo. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto a forma de aplicação é muito importante que o produto cubra todo o teto do animal e que seja utilizado para aplicação um copo sem retorno visando evitar a contaminação do produto, ademais a solução desinfetante deve agir por </span><b>pelo menos 30 segundos em contato com o teto. </b><span style="font-weight: 400;">Junto a esse ponto de atenção devemos garantir que o produto seja eficiente no processo de assepsia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os princípios ativos mais utilizados são o iodo, clorexidina e cloro, podendo ser produtos líquidos ou em espuma, é importante seguir as instruções de uso da bula do produto para garantir a concentração adequada e o armazenamento correto, além disso devemos avaliar visualmente a aplicação do produto no teto.</span></p>
<h3>Avaliação do pós-dipping</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso de desinfetante após a ordenha é um passo importante para reduzir a transmissão de patógenos contagiosos causadores de mastite. Esse procedimento visa reduzir a contaminação da pele dos tetos, formando uma camada protetora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse manejo deve ser realizado após a retirada do conjunto de ordenha, toda superfície do teto deve ser imersa na solução, principalmente a parte em contato com a teteira, é importante que o produto esteja em um copo sem retorno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos avaliar a aplicação do pós-dipping na propriedade realizando uma avaliação visual da presença do produto no teto das vacas como também realizar o </span><b>teste do papel toalha. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a aplicação do produto no teto, devemos cobrir a superfície com um papel toalha descartável, o produto é transferido para o papel e conseguimos avaliar a proporção e uniformidade de cobertura do produto no teto, que deve ser pelo menos 80 – 90% de toda superfície do teto.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-32199" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-9.jpg" alt="" width="277" height="283" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-9.jpg 277w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-9-270x276.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-9-150x153.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 277px) 100vw, 277px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem demonstrando a realização do teste do papel toalha para avaliar a correta aplicação do produto. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Cotta, Leonardo et al. 2020.</span></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32200 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10-225x300.jpg" alt="Incorreta aplicação do pós-dipping, onde o mesmo não é aplicado cobrindo toda superfície do teto" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10.jpg 592w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32201 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11-225x300.jpg" alt="Incorreta aplicação do pós-dipping, onde o mesmo não é aplicado cobrindo toda superfície do teto" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11.jpg 585w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagens demonstrando a incorreta aplicação do pós-dipping, onde o mesmo não é aplicado cobrindo toda superfície do teto. </span><span style="font-weight: 400;">Fotos: Maria Fernanda Ferreira Faria</span></span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma rotina de ordenha eficiente depende de um alinhamento adequado entre a saúde das vacas, bons manejos das instalações e equipamento de ordenha e </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><b>capacitação dos ordenhadores</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito importante implementar protocolos escritos nas fazendas, <strong>Procedimentos Operacionais Padrão (POP)</strong>, para facilitar o entendimento dos processos da rotina de ordenha e ser uma forma de consulta para os funcionários no momento de dúvidas e também para <strong>garantir a padronização das atividades e evitar falhas que podem ocasionar em maiores casos de mastite, aumento de CCS e CBT</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção de pontos de avaliação da rotina de ordenha de forma mensal, semanal e diário, de acordo com a necessidade, é uma forma de garantir que os procedimentos e processos estão alinhados e sendo realizados adequadamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, conhecer os modos de avaliação apresentados nesse texto, como realizá-los e o objetivo de cada um é muito importante para que sua implementação na fazenda permita a construção de dados e informações que promovam o aprimoramento dos processos e consequentemente a produção de um leite de melhor qualidade.</span></p>
<h2>Transforme a ordenha em um processo de alta performance</h2>
<p>Uma rotina de ordenha bem executada é decisiva para garantir produtividade, qualidade do leite e saúde do rebanho.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-rotina-de-ordenha-lp-curso&amp;utm_medium=organic">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar gargalos, implementar práticas mais eficientes e acompanhar indicadores para aumentar o lucro da sua produção. Com uma metodologia prática e aplicável, vai além da teoria e coloca a gestão no centro das decisões da fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">Avaliação da rotina de ordenha: como você tem realizado?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Dietas TMR e PMR: você conhece as diferenças entre elas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2024 16:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[PMR]]></category>
		<category><![CDATA[TMR]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nutrição de precisão é um conceito ecologicamente correto e que vem sendo trabalhado ainda mais na produção de leite para promover padrões de bem-estar animal para vacas leiteiras. A seleção genética de longo prazo para vacas de alta produção tem mostrado um aumento da suscetibilidade a doenças metabólicas, devido ao fornecimento negativo de nutrientes perante [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Nutrição de precisão é um conceito ecologicamente correto e que vem sendo trabalhado ainda mais na produção de leite para promover padrões de bem-estar animal para vacas leiteiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A seleção genética de longo prazo para vacas de alta produção tem mostrado um aumento da suscetibilidade a doenças metabólicas, devido ao fornecimento negativo de nutrientes perante a crescente demanda por energia, proteína e demais nutrientes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>nutrição de precisão visa ajustar a alimentação de forma precisa às necessidades individuais das vacas</strong> e nos índices de produtividade do rebanho.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<p><span style="font-weight: 400;">O ajuste das dietas, incluindo forragens (mínimo de 30% do consumo de matéria seca total) e concentrados (máximo de 70% do consumo de matéria seca total), deve ser fundamentado em análises mantidas no banco de dados da fazenda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso permite uma tomada de decisão mais precisa do ponto de vista financeiro, não apenas baseada na disponibilidade de alimentos e nutrientes por quilograma de matéria seca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para auxílio na nutrição o uso de <strong>TMR (</strong></span><strong><i>Totallly Mixed Ration</i></strong><span style="font-weight: 400;"><strong>)</strong> e <strong>PMR (</strong></span><strong><i>Partially Mixed Ration</i></strong><span style="font-weight: 400;"><strong>)</strong>, que significam <strong>Ração Totalmente Misturada e Ração Parcialmente Misturada</strong> respectivamente, são essenciais para esta assertividade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos tratar sobre a TMR e a PMR, destacando suas principais diferenças e vantagens de cada um dos métodos e importantes pontos de atenção quando se compara os dois sistemas. </span></p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Ração totalmente misturada (TMR)</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Ração Totalmente Misturada (TMR) consiste em </span><b>misturar todos os ingredientes da dieta</b><span style="font-weight: 400;"> (forragem, concentrado, minerais, vitaminas e aditivos) que será fornecida para os animais em uma única mistura, também chamado de ração, balanceada de acordo com as <a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-para-bovinos-jovens/" target="_blank" rel="noopener"><strong>necessidades nutricionais para cada lote e/ou categoria</strong></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta prática permite que os animais recebam todos os nutrientes essenciais para sua produção e manutenção em cada porção de alimento ingerida, evitando a seleção e, consequentemente, o desbalanceamento da dieta. A TMR oferece várias vantagens, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adaptação à mecanização;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Promove melhor aproveitamento dos alimentos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estimula a produção de saliva e equilibra o pH ruminal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumentando a digestão e a saúde dos animais, reduzindo as desordens metabólicas como <a href="https://rehagro.com.br/blog/timpanismo-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>timpanismo</strong></a> e acidose metabólica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Resulta em aumento do consumo voluntário de matéria seca;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Facilita o manejo e o controle da alimentação.</span></li>
</ul>
<h2>Ração parcialmente misturada (PMR):</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Ração Parcialmente Misturada (PMR) é usada em casos de fornecimento de uma parte dos ingredientes em períodos específicos fora da alimentação total, como no caso do uso de <a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ordenha robotizada</strong></a> ou fornecimento dos famosos “lanches&#8221; em casos de alimentação a pasto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse método, geralmente a forragem é fornecida separadamente dos concentrados e suplementos e os animais recebem os ingredientes principais separadamente ou em misturas parciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso do seu fornecimento para ordenha robotizada, <strong>essa ração induz as vacas a irem para a ordenha</strong>, e por isso quanto mais atrativo o concentrado fornecido, maior a chance de os animais aumentarem a frequência de ordenha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no caso de “lanches&#8221; esse fornecimento é realizado de modo que este concentrado complemente na nutrição para um correto balanceamento da dieta. </span></p>
<h2>Comparação entre os sistemas TMR e PMR</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ambos os casos é importante saber a </span><b>estimativa de consumo</b><span style="font-weight: 400;"> de determinado lote, que leva em consideração o peso e a produção de leite dos animais, para subtrair o que já foi oferecido de concentrado e <strong>forragem</strong> no cocho em uma PMR, e o que sobrou será o que você espera que os animais irão consumir no pasto ou durante a ordenha robotizada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>objetivo maior do TMR e PMR é fazer com que a dieta consumida pelas vacas seja o mais próxima possível da dieta que foi formulada pelo nutricionista</strong>, para que os ganhos de produtividade sejam alcançados, minimizando os efeitos deletérios da depressão do consumo e de desordens metabólicas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32035 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/capa-tmr-pmr.jpg" alt="vacas ingerindo a dieta TMR no cocho" width="994" height="560" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/capa-tmr-pmr.jpg 994w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/capa-tmr-pmr-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/capa-tmr-pmr-768x433.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/capa-tmr-pmr-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/capa-tmr-pmr-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/capa-tmr-pmr-740x417.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/capa-tmr-pmr-150x85.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 994px) 100vw, 994px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de vacas ingerindo a TMR no cocho. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: 3r ribersolo</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso da </span><b>TMR</b><span style="font-weight: 400;">, além das vantagens operacionais, trabalhos na literatura citam que uma das principais vantagens está no </span><b>aumento de consumo de </b><b>matéria seca (CMS) na fase crítica de balanço energético negativo</b><span style="font-weight: 400;"> das vacas </span><span style="font-weight: 400;">de leite, conferindo que o pico de consumo possa ser atingido cerca de 4 a 8 semanas mais precocemente do que no sistema convencional de alimentação, o que consequentemente acarreta aumento na produção de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, no <a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rúmen</strong></a> consegue-se uma fermentação síncrona, ou seja, simultânea dos componentes da ração a partir de energia e proteína, o que tem um efeito positivo na saúde animal e na produção, havendo menos flutuações de pH no rúmen o que podem levar a um menor risco de acidose, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar destas estratégias serem consideradas um “ajuste fino&#8221; na dieta, elas possuem grande importância nos sistemas produtivos, porém nem sempre são obtidos os melhores resultados. A implementação bem-sucedida da TMR e PMR requer atenção cuidadosa a vários aspectos, com destaque para a manutenção adequada do vagão forrageiro.</span></p>
<h2>Aspectos importantes na formulação da TMR e PMR</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os pontos cruciais, a </span><b>calibração da balança</b><span style="font-weight: 400;"> durante o carregamento e mistura dos ingredientes é essencial para evitar desequilíbrios na distribuição. Além disso, a escolha do tipo de vagão, seja vertical ou horizontal, influencia na eficiência da mistura, e sabemos que a qualidade da mistura influencia na dieta ingerida pelos animais, e caso a mesma não esteja bem misturada, os animais podem não ter acesso às mesmas concentrações de nutrientes, ou ainda a seleção de algum ingrediente ser facilitada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desgaste das peças do misturador também demanda atenção, exigindo limpeza e manutenção regulares para garantir uma mistura adequada. Seguir a </span><b>ordem correta de carregamento</b><span style="font-weight: 400;"> dos ingredientes e o </span><b>tempo de mistura</b><span style="font-weight: 400;"> necessário é fundamental para assegurar a qualidade da dieta oferecida aos animais e, consequentemente, seu consumo adequado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando pensamos na TMR e na sua homogeneidade final, vários fatores podem interferir, mas o tempo de mistura sobressai com o efeito mais significativo e por isso, tem-se que <strong>dietas satisfatoriamente homogêneas são obtidas após 5 minutos de mistura após a colocação do último ingrediente carregado</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, é importante reforçar sobre o cuidado com tempos excessivos de mistura, pois ele pode ser capaz de reduzir de forma demasiada o tamanho das partículas e provocar um aumento de distúrbios metabólicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre a ordem de carregamento, o recomendado é que seja feito carregando primeiro os fenos e/ou palhas, seguido pelos alimentos compostos ou mistura de matérias-primas e minerais e só por último a <a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><strong>silagem</strong></a>. Quando inserimos primeiro os fenos/palhas na mistura TMR, que geralmente apresentam maior tamanho de partícula, favorecemos a eficiência na preparação da mistura e sua homogeneização, melhorando assim a sua consistência.</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha entre TMR e PMR depende de vários fatores, incluindo o tamanho da operação, recursos financeiros, metas de produção e até mesmo preferências de manejo. Geralmente a TMR é preferida em fazendas maiores e com mais recursos para investimento em equipamentos e a PMR é mais adequada para fazendas onde a flexibilidade e o custo inicial são importantes, o que infere ser mais usada em fazendas menores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, a implementação da nutrição de precisão, através de estratégias como Ração Totalmente Misturada (TMR) e Ração Parcialmente Misturada (PMR), oferece benefícios significativos para a produção leiteira, promovendo bem-estar animal e eficiência nutricional. Ambos os métodos têm seus méritos e podem ser eficazes quando bem gerenciados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, é crucial reconhecer que o sucesso dessas práticas depende da precisão na formulação e distribuição das dietas, destacando a <strong>importância da gestão cuidadosa em todas as etapas do processo</strong>, considerando as especificidades de cada uma, para garantir o desenvolvimento eficaz da estratégia alimentar e resultados ótimos e sustentáveis.</span></p>
<h2>Escolha a dieta certa e maximize o potencial do rebanho</h2>
<p>Entender as diferenças entre TMR e PMR é fundamental para definir a estratégia nutricional mais eficiente para o seu rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-dietas-tmr-pmr-lp-curso&amp;utm_medium=organic">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática, a ajustar dietas, melhorar o desempenho produtivo e aumentar a rentabilidade, aplicando métodos que já geraram resultados reais para produtores e consultores em todo o Brasil.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23108" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg" alt="Isis Freire - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Como realizar a limpeza de utensílios utilizados na alimentação de bezerras?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/limpeza-de-utensilios-utilizados-na-alimentacao-de-bezerras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 May 2024 11:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[higiene]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[utensílios]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabemos que as bezerras são animais particularmente vulneráveis a problemas de saúde desde o nascimento, o que confere a essa categoria, maiores taxas de mortalidade. A má qualidade do colostro ou o manejo inadequado dele, combinados à falta de higiene, contribuem aumentando a susceptibilidade a doenças e consequentemente em elevar a mortalidade. Por isso, a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos que as bezerras são animais particularmente vulneráveis a problemas de saúde desde o nascimento, o que confere a essa categoria, maiores taxas de mortalidade. A má <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-avaliar-a-qualidade-do-colostro-oferecido-as-bezerras/" target="_blank" rel="noopener">qualidade do colostro</a></strong> ou o manejo inadequado dele, combinados à falta de higiene, contribuem aumentando a susceptibilidade a doenças e consequentemente em elevar a mortalidade.</p>
<p>Por isso, a limpeza dos utensílios utilizados na alimentação das bezerras é fundamental dentro da fazenda, pois quando há a higienização de forma correta e diariamente desses utensílios, reduzimos a possibilidade de transmissão e também a proliferação de microrganismos que causam <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/" target="_blank" rel="noopener">doenças nas bezerras</a>.</strong></p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre a importância da limpeza e higienização dos utensílios que são utilizados na alimentação de bezerras leiteiras e o quanto esse manejo está atrelado a incidência de doenças e mortalidade. Além disso, vamos trazer a descrição de como essa limpeza deve ser feita para que se tenha sucesso na criação dos animais e evitar perdas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Importância da limpeza e desinfecção dos utensílios na propriedade</h2>
<p>A execução de procedimentos adequados de limpeza e desinfecção dos utensílios em muitas fazendas significa um trabalho a mais e um gasto de tempo maior, entretanto, não devemos nos esquecer que a contaminação não é pequena e ela representa riscos para esses animais.</p>
<p>Estudos que avaliaram a contaminação bacteriana do leite, mesmo após o mesmo ter passado pelo processo de pasteurização, encontraram valores de 6.000 a 72 milhões de UFC/ml no leite fornecido as bezerras, o que mostra que <strong>parte dessa contaminação ocorreu nos vasilhames utilizados para a alimentação das bezerras</strong>.</p>
<p>Por isso, deter de cuidados durante todas as etapas de criação e assegurar que a limpeza e desinfecção dos utensílios é realizada de forma eficiente contribui e faz toda diferença para se ter bezerras saudáveis.</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/criacao-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38345 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book criação de bezerras leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ebook-criacao-bezerras-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>É imprescindível que as fazendas tenham uma abordagem consistente, eficiente e econômica para que todos os dias os utensílios estejam limpos e desinfetados.</p>
<p>A <strong>limpeza e desinfecção</strong> dos utensílios deve ser realizada <strong>logo após o uso</strong> e além disso, ter medidas que evitem a recontaminação antes do próximo fornecimento do leite ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/" target="_blank" rel="noopener">sucedâneo</a></strong>.</p>
<p>Para facilitar o processo e garantir que todos os dias tudo seja realizado da mesma maneira, responsabilizar dentro da propriedade uma pessoa pela limpeza desses utensílios pode ser um caminho benéfico. Além disso, a descrição de protocolos bem definidos e alinhados com a realidade da fazenda é essencial, pois a partir dessa descrição qualquer pessoa é capaz de entender e executar a limpeza.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31740 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-2.jpg" alt="Amamentador do tipo balde sem uma limpeza adequada" width="525" height="700" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-2.jpg 525w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-2-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-2-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31741 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-4.jpg" alt="Amamentador tipo balde sem uma limpeza adequada" width="560" height="420" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-4.jpg 560w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-4-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-4-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-4-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-4-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-4-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 560px) 100vw, 560px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem demonstrando um amamentador do tipo balde com bico onde ao desmontá-lo e retirar o bico foi observado que não ocorria a limpeza e higienização adequada do utensílio. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Acervo Rehagro</span></span></p>
<p>Pesquisas realizadas com o intuito de avaliar as práticas de higiene durante o período de aleitamento das bezerras foram realizadas, onde através de <i>swabs</i> passados nos utensílios a avaliação da limpeza era feita.</p>
<p>Nesse estudo, a formação de cor estava relacionada à quantidade de proteínas presentes, dentre elas o resíduo de leite ou contaminantes como bactérias e fungos.</p>
<p>Os resultados encontrados demonstraram que fazendas que apresentaram melhor higiene, tiveram uma tendência maior de também ter uma concentração sérica de IgG nas bezerras, indicando que <strong>a higiene está relacionada com o sucesso ou insucesso na transferência de imunidade passiva</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31742 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-5.jpg" alt="Tabela demostrando o escore de higiene dos utensílios de alimentação de bezerras" width="599" height="176" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-5.jpg 599w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-5-300x88.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-5-370x109.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-5-270x79.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-5-150x44.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Tabela demonstrando o resultado de um estudo onde escore 1 representa baixo nível de resíduo na superfície, ou seja, boa higiene e o 4 um alto nível de resíduos na superfície, conferindo uma higiene precária. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Barry et. al, 2019</span></span></p>
<h2>Quais são os procedimentos adequados de limpeza?</h2>
<p>Para que se tenha uma limpeza eficiente dos utensílios (mamadeiras, baldes e baldes com bicos), algumas etapas são imprescindíveis, como a lavagem, enxágue e secagem.</p>
<p>A seguir temos uma sugestão de processos de limpeza a fim de garantir que os utensílios estejam <strong>livre de bactérias e outros patógenos</strong>:</p>
<ul>
<li>Desmontar os baldes com bicos e as mamadeiras;</li>
<li>Enxaguar os utensílios por dentro e por fora com água fria ou morna (32ºC). <strong>Atenção</strong>: o uso de água quente durante o enxágue torna as proteínas do leite presas nas superfícies e cria biofilme para a proliferação bacteriana;</li>
<li>Os bicos retirados, as mamadeiras e sondas devem ser emergidos em duas soluções:
<ol>
<li>Detergente alcalino clorado (pH 11 a 12) com água acima de 60ºC, por 30 minutos.</li>
<li>Diluir 1 xícara de água sanitária em 18,5 litros de água e colocar os bicos de molho nessa solução por 5 minutos. Certifique-se de que a temperatura da água não caia abaixo de 49ºC.</li>
</ol>
</li>
<li>Com auxílio de uma escova, lave todos os utensílios mantendo a temperatura entre 60 a 62ºC;</li>
<li>Enxágue com água morna (38ºC) em conjunto com 50 ppm de dióxido de cloro &#8211; esse enxágue visa eliminar possíveis sólidos de leite remanescentes nos recipientes. Obs.: desinfetantes ácidos também tem boa eficiência nesta aplicação;</li>
<li>Após a limpeza e desinfecção, é importante que todos os recipientes sejam secos ao ar. É importante evitar o empilhamento dos baldes (dentro um do outro) até que estejam completamente secos, pois <strong>as bactérias podem crescer rapidamente onde há umidade, baixa incidência de luz solar e baixa troca de ar</strong>. Por esse motivo, os baldes recém-lavados não devem ser colocados de cabeça para baixo no piso;</li>
<li>Duas horas antes de usar os utensílios, borrifar solução de 50 ppm de dióxido de cloro;</li>
<li>Duas vezes por semana, lave os utensílios com detergente ácido (pH 3 a 4).</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31743 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-1.jpg" alt="Utensílios de alimentação de bezerras em local de secagem após a limpeza" width="802" height="600" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-1.jpg 802w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-1-300x224.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-1-768x575.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-1-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-1-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-1-740x554.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-1-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 802px) 100vw, 802px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31744 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-3.jpg" alt="Utensílios de alimentação de bezerras em local elevado de secagem após a limpeza" width="395" height="700" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-3.jpg 395w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-3-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-3-370x656.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-3-270x478.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/limpeza-utensilios-3-150x266.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem demonstrando os baldes amamentadores após a lavagem, secando sobre uma superfície elevada que permite a circulação de ar e secagem dentro dos baldes. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Pedro Germano e Débora Potenciano</span></span></p>
<h2>Qual o impacto da limpeza dos utensílios na fazenda?</h2>
<p>Portanto, de maneira resumida, podemos dizer que manter a limpeza e higiene dos utensílios usados na alimentação de bezerras leiteiras é crucial por inúmeras razões, e dentre elas podemos citar:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Prevenção de doenças:</strong> utensílios sujos podem ser um meio de proliferação de bactérias e patógenos, como <em>Escherichia coli</em> e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/salmonelose-bovina-impactos-na-saude-animal-e-como-proteger-seu-rebanho/"><em>Salmonella</em></a></strong>, que podem causar doenças gastrointestinais nas bezerras, comprometendo sua saúde e crescimento.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Saúde intestinal:</strong> deter de uma higiene inadequada pode levar a infecções intestinais que afetam a absorção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-para-bovinos-jovens/" target="_blank" rel="noopener">nutrientes</a></strong>, prejudicando o desenvolvimento e a imunidade das bezerras.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Desempenho e crescimento:</strong> bezerras saudáveis têm um melhor desempenho em termos de crescimento e desenvolvimento. Utensílios limpos ajudam a garantir que elas recebam leite com qualidade, sem contaminações que possam afetar seu crescimento.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Redução da mortalidade:</strong> a mortalidade pode ser reduzida de forma significativa através da prevenção de infecções bacterianas e virais, que muitas vezes são transmitidas por meio de utensílios contaminados.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Eficiência econômica:</strong> manter a saúde das bezerras é economicamente vantajoso para as fazendas leiteiras, pois isso reduz custos principalmente com medicamentos.</li>
</ul>
<p>Limpeza e higiene rigorosa dos utensílios podem ser considerados aspectos obrigatórios e essenciais dentro de uma fazenda, pois a partir disso conseguimos atuar na busca pela saúde e bem-estar das bezerras, além de afetar a longo prazo na produção leiteira futura desses animais.</p>
<h2>Cuidados que começam na cria e refletem no tanque de leite</h2>
<p>A higienização correta dos utensílios usados na alimentação de bezerras é fundamental para garantir saúde, crescimento e desempenho futuro do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-limpeza-de-utensilios-lp-curso&amp;utm_medium=organic">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática e aplicada, a implementar manejos que aumentam a eficiência e a rentabilidade, desde a cria até a produção máxima.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Tanque de refrigeração do leite: quais os tipos e como escolher?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/tanque-de-refrigeracao-do-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 May 2024 11:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[tanque de refrigeração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A instrução normativa 77 do MAPA (2018) define tanque de expansão direto como o tanque de refrigeração dimensionado de modo a permitir a refrigeração do leite cru até temperatura igual ou inferior a 4,0º C no tempo máximo de três horas, independentemente de sua capacidade, com as características de desempenho e eficiência de acordo com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A instrução normativa 77 do MAPA (2018) define tanque de expansão direto como o tanque de refrigeração dimensionado de modo a permitir a refrigeração do leite cru até <strong>temperatura igual ou inferior a 4,0º C no tempo máximo de três horas</strong>, independentemente de sua capacidade, com as características de desempenho e eficiência de acordo com regulamento técnico específico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a normativa define que o tanque de expansão deve ser instalado na propriedade rural em local adequado, provido de paredes, cobertura, pavimentação, iluminação, ventilação e ponto de água corrente. Deve apresentar condição de acesso apropriado ao <a href="https://rehagro.com.br/blog/transporte-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>veículo coletor</strong></a>. Ser mantido sob condições de limpeza e higiene e ter capacidade mínima de <a href="https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/" target="_blank" rel="noopener"><strong>armazenar a produção</strong></a> de acordo com a estratégia de coleta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste texto vamos abordar as características dos tipos de tanques disponíveis no mercado e os cuidados no momento da escolha para a propriedade. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Classificação dos tanques</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os tanques refrigeradores podem ser classificados em: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Tanque de duas ordenhas: </b><span style="font-weight: 400;">deverá resfriar 50% do seu volume nominal por ordenha, conforme sua classe de desempenho, podendo ser esvaziado diariamente (24 horas).</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Tanque de quatro ordenhas:</b><span style="font-weight: 400;"> deverá resfriar 25% do seu volume nominal por ordenha, conforme sua classe de desempenho, podendo ser esvaziado a cada dois dias (48 horas).</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Indica-se essa característica no tanque pelo uso do número 2 (duas ordenhas) ou pelo número 4 (quatro ordenhas).</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31725 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-3.png" alt="Etiqueta do tanque de refrigeração" width="385" height="509" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-3.png 385w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-3-227x300.png 227w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-3-370x489.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-3-270x357.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-3-150x198.png 150w" sizes="auto, (max-width: 385px) 100vw, 385px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de uma etiqueta de um tanque de refrigeração, onde é possível observar no campo “classe” o número 2, indicando que esse tanque resfria 50% do seu volume nominal por ordenha. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Laryssa Mendonça </span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/contagem-de-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38331 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs.png" alt="Planilha e guia contagem de células somáticas no leite" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/kit-ccs-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Como avaliar o desempenho e eficiência do tanque de refrigeração?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O desempenho dos tanques é especificado de acordo, como já comentado, com o número de <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ordenhas</strong></a>, e também pela temperatura do ambiente e tempo de refrigeração do leite.</span></p>
<p><b>Temperatura do ambiente</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31727 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-1.jpg" alt="Tabela com temperatura do ambiente adequada para tanque de refrigeração" width="566" height="118" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-1.jpg 566w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-1-300x63.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-1-370x77.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-1-270x56.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-1-150x31.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 566px) 100vw, 566px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: CBQL</span></p>
<p><b>Temperatura de refrigeração do leite</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31728 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-2.jpg" alt="Tabela com a temperatura adequada do leite no tanque de refrigeração" width="566" height="134" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-2.jpg 566w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-2-300x71.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-2-370x88.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-2-270x64.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-2-150x36.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 566px) 100vw, 566px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: CBQL</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um tanque refrigerador classificado como 4BII, por exemplo, possui as seguintes características:</span></p>
<p><b>O número 4 </b><span style="font-weight: 400;">indica que o tanque é de </span><b>4 ordenhas. </b></p>
<p><b>A letra B </b><span style="font-weight: 400;">indica que a temperatura ambiente a que o tanque está submetido durante o teste de desempenho é de 32ºC e que a temperatura máxima de segurança para o correto funcionamento é de </span><b>38º C.</b></p>
<p><b>O algarismo II </b><span style="font-weight: 400;">indica que o tanque deverá reduzir a temperatura do leite de 35º C para 4º C em um período máximo de 3 horas e, na segunda ordenha, deverá reduzir a temperatura do leite de 10º C para 4º C em um período máximo de 1,5 horas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-31729" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-4.png" alt="" width="682" height="382" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-4.png 682w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-4-300x168.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-4-370x207.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-4-270x151.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/tipos-de-tanque-4-150x84.png 150w" sizes="auto, (max-width: 682px) 100vw, 682px" /></p>
<h2>Quais outros cuidados devemos ter?</h2>
<h3>Agitador</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A operação do agitador não deverá fazer com que o leite extravase quando o tanque contiver qualquer volume de leite até 100% do seu volume nominal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse nível de volume o leite não poderá transbordar do mesmo durante o processo da agitação. Quando o agitador estiver em funcionamento, o mesmo <strong>deve parar automaticamente caso a tampa do tanque seja aberta</strong>. </span></p>
<h3>Escoamento do leite</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o escoamento do leite, <strong>não poderá permanecer nenhum resíduo de leite no fundo do tanque</strong>, a distância mínima entre a saída do tanque e o piso deverá ser de 100 mm, com o tanque nivelado, o escoamento de um volume de 40 litros, por exemplo, deverá ocorrer em no máximo 1 minuto, por gravidade. </span></p>
<h3>Sistema de refrigeração</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É proibida a utilização de tanques refrigeradores que utilizem serpentinas no sistema de refrigeração.</span></p>
<h2>Algumas dicas para aquisição do tanque da propriedade</h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pergunte qual a classificação do tanque você está adquirindo, para verificar se ele se adequa à realidade e previsão de crescimento da sua propriedade;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Realizar o teste da drenagem do tanque;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Verificar a espessura da parede de isolamento do corpo do tanque;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Verificar os componentes existentes na caixa de proteção/acionamento do tanque;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Verificar se o tanque tem dispositivo de segurança da tampa;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Verificar se o tanque tem válvula de serviço;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Verificar o formato do agitador. </span></li>
</ul>
<h2>Da conservação à rentabilidade: domine cada etapa da produção de leite</h2>
<p>Escolher o tanque de refrigeração certo é apenas uma das decisões que influenciam diretamente a qualidade do leite e o sucesso da atividade leiteira.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-tanque-de-refrigeracao-lp-curso&amp;utm_medium=organic">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a tomar decisões assertivas em manejo, gestão e qualidade, garantindo mais eficiência e lucro para a fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Ração peletizada e ração farelada: você sabe as diferenças?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/racao-peletizada-e-racao-farelada-voce-sabe-as-diferencas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2024 11:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[farelada]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[peletizada]]></category>
		<category><![CDATA[ração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sistemas mais econômicos e eficientes de criação de bovinos, com adoção de práticas de manejo e alimentação adequadas, podem possibilitar tanto a melhor criação das fêmeas de reposição, quanto para vacas em produção. A ingestão de matéria seca é o principal fator que afeta o desempenho animal, tornando-se um ponto crítico determinante dele. Os ruminantes [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/racao-peletizada-e-racao-farelada-voce-sabe-as-diferencas/">Ração peletizada e ração farelada: você sabe as diferenças?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Sistemas mais econômicos e eficientes de criação de bovinos, com adoção de práticas de manejo e alimentação adequadas, podem possibilitar tanto a melhor criação das fêmeas de reposição, quanto para vacas em produção. <strong>A ingestão de matéria seca é o principal fator que afeta o desempenho animal</strong>, tornando-se um ponto crítico determinante dele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ruminantes adaptam-se às diversas condições de alimentação, manejo e ambiente modificam os parâmetros do comportamento de ingestão para alcançar e manter determinado nível de consumo, compatível com as exigências nutricionais. Para se conseguir atingir estas exigências, a inclusão de alimentos concentrados implica na redução da proporção de volumosos na dieta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, com o aumento do teor de concentrados, podem aparecer distúrbios digestivos que comprometem a saúde animal, levando à redução do desempenho produtivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir sobre as principais diferenças entre as rações fareladas e peletizadas e também suas principais vantagens e desvantagens em relação a digestibilidade, manejo e custo. Além disso, iremos entender a relação que existe entre a digestibilidade no organismo animal e sua relação com a eficiência alimentar e o comportamento alimentar.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Alimentação na pecuária leiteira</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O avanço de técnicas de alimentação e manejo na pecuária leiteira tem levado criadores a buscarem alternativas economicamente viáveis para essa exploração. Normalmente, a <strong>alimentação constitui-se no principal custo de produção, variando de 50% a 70%</strong>, índice este que pode ser maior, ou menor, dependendo do sistema empregado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O termo processamento está associado com melhor eficiência de utilização de <a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-para-bovinos-jovens/" target="_blank" rel="noopener"><strong>nutrientes</strong></a> tanto em animais para produção de carne como para produção de leite. A </span><b>forma física do concentrado</b><span style="font-weight: 400;"> é um dos fatores que afetam seu consumo. </span><span style="font-weight: 400;">A forma como uma ração é processada pode interferir na digestão dos animais. As </span><b>rações fareladas e peletizadas</b><span style="font-weight: 400;"> são duas formas distintas de apresentar os alimentos na alimentação de bovinos leiteiros, cada uma com suas características e benefícios.</span></p>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/utilizacao-de-aditivos-na-dieta-de-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38457 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png" alt="E-book aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/ebook-aditivos-dieta-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Ração farelada</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As </span><b>rações fareladas</b><span style="font-weight: 400;"> consistem em uma mistura de ingredientes triturados em partículas pequenas, mantendo sua forma original. Essa textura <strong>permite uma rápida digestão e absorção dos nutrientes pelo animal</strong>, favorecendo a palatabilidade e estimulando o consumo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre possíveis vantagens das rações fareladas, podemos citar o custo, que geralmente é menor em comparação a ração peletizada, pois ela requer menos processamento.  É um tipo de ração que se torna dificultoso a seleção de ingredientes pelos animais no momento de ingerir o concentrado, e além disso apresenta uma maior facilidade de mistura dos ingredientes que compõem a ração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora quanto às desvantagens, podemos ter em alguns casos uma maior chance de desperdícios, o <strong>armazenamento e manuseio é mais trabalhoso devido a textura solta</strong>, principalmente quando em condições de umidade elevada.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31233 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada.jpg" alt="Ração farelada sendo oferta à bezerra" width="513" height="683" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada.jpg 513w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada-270x359.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 513px) 100vw, 513px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Ração farelada sendo ofertada a bezerras. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-racao-peletizada-lp-curso&amp;utm_medium=organic" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Curso Gestão na Pecuária Leiteira" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Ração peletizada</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As </span><b>rações peletizadas</b><span style="font-weight: 400;"> são produzidas por um </span><b>processo de compactação dos ingredientes</b><span style="font-weight: 400;"> em pequenos pellets, conferindo uma forma mais uniforme e densa. Essa apresentação possui vantagem por reduzir o desperdício de alimentos, proporcionar maior facilidade de manejo e armazenamento, além de proporcionar uma liberação gradual dos nutrientes, promovendo uma digestão mais lenta e estável ao longo do tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, quando pensamos em possíveis desvantagens desse tipo de ração, podemos citar principalmente o <strong>maior custo devido ao processo de peletização.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos já demonstraram que concentrados que sofreram tratamento térmico, com ou sem aplicação de vapor, e na forma de “pellets”, podem </span><b>aumentar a digestibilidade</b><span style="font-weight: 400;"> e estimular seu consumo, por aumentar o valor nutritivo da ração.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a ração peletizada, devido à sua granulometria, é de mais fácil apreensão por parte de bezerros, necessitando de um menor tempo para ser consumida quando comparada com a ração farelada, que, além da pulverulência, que pode prejudicar as vias respiratórias provocando tosse constante, possui apreensão mais demorada, necessitando, assim, de períodos mais prolongados de ingestão. Ainda, rações fareladas provocam menos estímulos físicos sobre o <a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rúmen</strong></a> para a movimentação e ruminação quando comparados a rações peletizadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha entre a ração farelada ou peletizada pode depender de vários fatores, incluindo a eficiência da alimentação, os hábitos de consumo dos animais e até mesmo a infraestrutura da fazenda.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31232 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada-2.jpg" alt="Ração peletizada" width="614" height="461" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada-2.jpg 614w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada-2-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada-2-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada-2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/racao-peletizada-2-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 614px) 100vw, 614px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem de ração peletizada. Fonte: Ernesto Rodriguez</span></p>
<h2>Processo de produção da ração peletizada e farelada</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Na fábrica, tanto para a fabricação de rações fareladas ou peletizadas, a </span><b>qualidade da mistura</b><span style="font-weight: 400;"> tem um impacto direto na qualidade da ração. É preciso observar, dessa forma, o </span><b>tempo de mistura</b><span style="font-weight: 400;">, assim como o volume que é adicionado ao misturador. Para isso é realizado o </span><b>teste de homogeneidade</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso da peletização, o processo ocorre após a mistura. Nesta etapa, por segurança, é primordial observar o vapor que é injetado, isso garantirá a durabilidade dos pellets, evitando pellets finos ou rações queimadas. Assim, há um nível melhor de qualidade refletindo diretamente na hora da alimentação do animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ração com um pellet de boa qualidade, resistente, com tamanho padronizado garantirá que o animal coma adequadamente. Por isso, o tamanho obtido com a peletização é muito relevante no momento de fabricação de rações em uma indústria. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora tenha maiores benefícios, os custos com a peletização envolvem gastos com energia elétrica, mão-de-obra especializada, peças de reposição, manutenção e depreciação. Consequentemente a ração peletizada pode apresentar um custo maior podendo atingir até 50 % do custo da ração farelada, ambas com a mesma composição.</span></p>
<h2>Mas existem diferenças das rações no organismo do animal?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As diferenças entre ração farelada e peletizada no organismo nos bovinos podem afetar a digestibilidade, eficiência alimentar e até mesmo o comportamento animal. Dentre algumas diferenças, temos as principais: </span></p>
<h3>Digestibilidade</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Ração farelada:</strong><span style="font-weight: 400;"> como os ingredientes são moídos em tamanhos variados, alguns componentes podem ser mais facilmente digeridos do que outros. Isso pode resultar em uma digestibilidade variável dos nutrientes.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Ração peletizada:</strong><span style="font-weight: 400;"> a compactação dos ingredientes em pellets pode resultar em uma digestibilidade mais consistente, pois o processamento dos ingredientes é feito de maneira uniforme. Isso pode levar a uma melhor utilização dos nutrientes da ração. </span></li>
</ul>
<h3>Eficiência alimentar</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Ração farelada:</strong><span style="font-weight: 400;"> devido a possibilidade de seleção de ingredientes pelos animais, pode haver desperdício de nutrientes e uma eficiência alimentar reduzida em comparação a ração peletizada. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Ração peletizada:</strong><span style="font-weight: 400;"> como os pellets são menos susceptíveis à seleção de ingredientes, a eficiência alimentar pode ser melhor, com menos desperdício de nutrientes. </span></li>
</ul>
<h3>Comportamento alimentar</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Ração farelada:</strong><span style="font-weight: 400;"> os bovinos têm capacidade de selecionar os ingredientes que preferem na ração, o que pode influenciar seu comportamento alimentar. Isso pode levar a uma maior variação na ingestão de nutrientes entre os animais e pode exigir um manejo mais cuidadoso para garantir uma dieta equilibrada. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Ração peletizada:</strong><span style="font-weight: 400;"> como os ingredientes são compactados em pellets, os animais têm menos oportunidade de selecionar ingredientes específicos. Isso pode resultar em um comportamento alimentar mais uniforme e previsível. </span></li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, as diferenças entre ração farelada e peletizada no organismo dos bovinos <strong>estão relacionadas principalmente à digestibilidade</strong>, eficiência alimentar e comportamento alimentar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha entre os dois tipos de ração dependerá das necessidades específicas do rebanho, dos objetivos de produção, das práticas de manejo e dos recursos disponíveis na fazenda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, sabendo que a <a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dieta dos animais</strong></a> deve ser cuidadosamente balanceada, é importante deter orientações com especialistas em nutrição animal para que seja determinado da melhor forma o tipo de ração e a formulação específica que é mais adequada para cada categoria animal do rebanho.</span></p>
<h2>Transforme o conhecimento sobre nutrição em lucro na sua fazenda</h2>
<p>Entender as diferenças entre ração peletizada e farelada é apenas o começo.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=post-racao-peletizada-lp-curso&amp;utm_medium=organic">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a interpretar indicadores, formular estratégias nutricionais e tomar decisões que aumentam a eficiência e a rentabilidade do rebanho.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23108" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg" alt="Isis Freire - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/racao-peletizada-e-racao-farelada-voce-sabe-as-diferencas/">Ração peletizada e ração farelada: você sabe as diferenças?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Ultrassonografia no diagnóstico de doenças respiratórias em bovinos: você conhece os benefícios?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ultrassonografia-no-diagnostico-de-doencas-respiratorias-em-bovinos/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/ultrassonografia-no-diagnostico-de-doencas-respiratorias-em-bovinos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2024 16:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ultrassonografia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças respiratórias em bovinos são um desafio presente em muitas fazendas no país. O seu diagnóstico muitas vezes é tardio e dependente da manifestação de sinais clínicos, o que se torna um complicador para que o tratamento das bezerras seja precoce e consequentemente bem sucedido. Nesse texto, vamos abordar pontos que indicam o favorecimento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As doenças respiratórias em bovinos são um desafio presente em muitas fazendas no país. O seu diagnóstico muitas vezes é tardio e dependente da manifestação de sinais clínicos, o que se torna um complicador para que o tratamento das bezerras seja precoce e consequentemente bem sucedido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto, vamos abordar pontos que indicam o favorecimento do uso da ultrassonografia na fazenda e os benefícios dessa prática para garantir a saúde dos animais.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Particularidades anatômicas</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pulmões presentes na cavidade torácica dos bovinos são protegidos pelo esqueleto na porção torácica pelo esterno, costelas, vértebras torácicas e é considerada uma estrutura rígida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>lobo cranial do pulmão</b><span style="font-weight: 400;"> das vacas se encontra entre os primeiros três espaços intercostais (IEC), tal característica dificulta significativamente o exame clínico deste lobo, devido ao impedimento provocado pela localização deste sobre o membro torácico do animal. Essa região acaba, muitas vezes, sendo negligenciada durante o exame clínico e uso da percussão e auscultação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>pulmão direito dos bovinos é relativamente maior do que o pulmão esquerdo</strong> e ambos são bem compartimentalizados. O pulmão direito é formado por:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Parte cranial do lobo cranial direito;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Parte caudal do lobo cranial direito;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Lobo médio;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Lobo acessório;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Lobo caudal. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o pulmão esquerdo é formado pela:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parte cranial do lobo cranial esquerdo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parte causal do lobo cranial esquerdo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lobo caudal esquerdo. </span></li>
</ul>
<p><a href="https://ebook.rehagro.com.br/escore-de-saude-respiratoria-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-escore-respiratorio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38383 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude.png" alt="Planilha e guia de escore de saúde respiratória de bezerras leiteiras" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/kit-escore-saude-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa diferença anatômica deve ser levada em consideração no momento do exame clínico e avaliação dos lobos para diagnóstico de <a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pneumonia em bezerras</strong></a>, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A anatomia do trato respiratório bovino possui particularidades que os deixam mais propensos ao desenvolvimento de lesões pulmonares, quando comparados aos outros animais domésticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os bovinos apresentam uma menor capacidade fisiológica de troca gasosa devido às características de sua caixa torácica e uma maior atividade ventilatória basal, resultando em níveis de oxigênio bronquiolar e alveolar mais baixos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa redução pode provocar baixa tensão de oxigênio ou hipóxia que retarda a ação dos macrófagos do trato respiratório e aparato mucociliar diminuindo as taxas de depuração pulmonar.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31179 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-3.jpg" alt="Ilustração da anatomia do trato respiratório dos bovinos" width="684" height="452" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-3.jpg 684w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-3-300x198.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-3-370x245.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-3-270x178.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-3-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 684px) 100vw, 684px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: BUDRAS, 2010</span></p>
<h2>Como usar o ultrassom para o diagnóstico de pneumonias?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A pneumonia é definida como uma inflamação do parênquima pulmonar, geralmente acompanhada da inflamação dos brônquios e bronquíolos, associada frequentemente com pleurite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sinais clínicos dos animais são variados, podendo apresentar aumento da frequência respiratória, taquicardia, hipertermia, corrimento nasal, depressão, inapetência, alterações na profundidade da respiração, tosse, sons respiratórios anormais à ausculta e nos casos de infecções bacterianas, sinais de endotoxemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido à grande variabilidade de sintomatologia clínica, </span><b>nem sempre os animais apresentam sinais bem definidos</b><span style="font-weight: 400;"> que possam definir com propriedade que se trata de um quadro de pneumonia. Diante desse cenário, associar ao exame clínico do animal ao uso de exames auxiliares, como a ultrassonografia para determinação da extensão, gravidade e prognóstico dos animais é benéfico, pois dessa forma, temos mais confiabilidade e informações para atuar no tratamento das bezerras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A técnica para realização da avaliação ultrassonográfica do pulmão envolve a substituição do gel acústico, normalmente utilizado nesse exame, por </span><b>álcool isopropílico</b><span style="font-weight: 400;">. Isso deve ser feito, pois a densidade dos pelos das bezerras impede a formação de imagem adequada, o álcool permite a formação de uma boa imagem. Ele é aplicado sobre a pele deste o 10º espaço intercostal até o 3º espaço intercostal, onde é viável realizar o exame, opta-se pelo uso do </span><b>transdutor linear de 8.5 MHz</b><span style="font-weight: 400;">, pois seu </span><b>tamanho é ideal</b><span style="font-weight: 400;"> para colocação no espaço intercostal dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a realização do exame, a movimentação da probe do equipamento no </span><b>sentido caudo-cranial</b><span style="font-weight: 400;"> dos campos pulmonares, fazendo a </span><b>avaliação de cada espaço intercostal no sentido dorso-ventral.</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31180 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-5-169x300.jpg" alt="Técnica realizando a avaliação do lobo cranial direito em bezerra" width="169" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-5-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-5-576x1024.jpg 576w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-5-370x658.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-5-270x480.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-5-150x267.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-5.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 169px) 100vw, 169px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Avaliação do lobo cranial direito em bezerras, onde temos os maiores índices de consolidação. Nas bezerras essa avaliação é mais fácil devido à facilidade de acesso no membro torácico. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Faria.</span></span></p>
<h2>O que observamos em um pulmão saudável x pulmão em quadros de pneumonia?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um </span><b>pulmão saudável</b><span style="font-weight: 400;"> apresenta as pleuras com interface com o </span><b>pulmão aerado, anecóico,</b><span style="font-weight: 400;"> enquanto a </span><b>pleura observa-se como uma faixa brilhante.</b><span style="font-weight: 400;"> Abaixo da pleura espera-se a formação de </span><b>artefato de reverberação</b><span style="font-weight: 400;">, ou seja, uma série de </span><b>linhas hiperecóicas horizontais, curvilíneas, dispostas paralelas e bem regulares. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b>casos de pneumonia</b><span style="font-weight: 400;">, podemos observar a presença de linhas B, também chamadas de “</span><b>cauda de cometa</b><span style="font-weight: 400;">”. São caracterizadas por um feixe estreito com linhas hiperecogênicas próximas, na superfície da pleura, são formadas na presença de bolhas de gás, líquido dentro dos alvéolos, na pleura ou em casos de edema intersticial. Outros achados comuns na pneumonia, são as </span><b>irregularidades pleurais e a consolidação pulmonar</b><span style="font-weight: 400;">, que indicam lesões pulmonares e podem ser utilizadas para definir a gravidade e extensão das pneumonias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>consolidação pulmonar é a principal alteração visualizada em casos de pneumonia</b><span style="font-weight: 400;">, elas representam qualquer parte do pulmão sem a presença de reverberação, ainda é visualizada característica hipoecoica e ecoica visualizada a partir da pleura. Já a efusão pleural é observada no ultrassom pela presença de regiões anecóicas entre as pleuras pulmonares. Para fazer a avaliação das pneumonias com o uso de ultrassom utiliza-se de um escore ultrassonográfico:</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31181 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-4.jpg" alt="Tabela com escore ultrassonográfico" width="444" height="201" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-4.jpg 444w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-4-300x136.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-4-370x168.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-4-270x122.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-4-150x68.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 444px) 100vw, 444px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31182 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-7.jpg" alt="Ilustração com a explicação de cada nível do escore ultrassonográfico" width="572" height="334" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-7.jpg 572w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-7-300x175.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-7-370x216.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-7-270x158.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-7-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 572px) 100vw, 572px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: ANDRADE (2021); BUCZINSKI (2016).</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31183 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-6.jpg" alt="Imagens ultrassonográficas de &quot;cauda cometa&quot;" width="132" height="278" /><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31184 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-2.jpg" alt="Imagens ultrassonográficas com consolidação pulmonares" width="287" height="275" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-2.jpg 287w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-2-270x259.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-2-150x144.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 287px) 100vw, 287px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagens ultrassonográficas onde a imagem B demonstra a “cauda de cometa” e as imagens E e F com consolidações pulmonares. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: João Paulo Andrade</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em experimento já realizado, observou-se que as </span><b>consolidações</b><span style="font-weight: 400;"> ocorrem em maior número de casos em apenas um lobo, sendo </span><b>a maioria no lobo direito</b><span style="font-weight: 400;"> (72,2%) enquanto no lobo esquerdo houve um número menor (1,7%), já em relação à consolidação em ambos os pulmões se observou resultados de 25,5%. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto à localização das consolidações nos quadrantes pulmonares, </span><b>o lobo cranial direito apresentou uma representatividade bem maior quando comparado aos outros lobos</b><span style="font-weight: 400;"> (88% dos casos), sendo quase metade desses casos restritos apenas a esse lobo, sem acometimento dos caudais (43%).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A hipótese levantada para o maior acometimento da porção cranial do lobo cranial direito está relacionada ao fato deste ser o </span><b>primeiro ponto de parada de patógenos vindos das vias aéreas superiores</b><span style="font-weight: 400;">. Em bezerros, o acesso ao lobo cranial é mais fácil devido ao tamanho dos animais, entretanto, com o avançar da idade e desenvolvimento muscular do membro torácico direito, torna-se mais difícil levar a probe do ultrassom à região.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-31187 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-1-225x300.jpg" alt="Técnica realizando a avaliação pulmonar em vaca leiteira" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-1-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-1-768x1024.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-1-1152x1536.jpg 1152w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-1-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-1-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-1-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-1-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-1-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-em-vacas-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Avaliação pulmonar em vacas leiteiras. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Faria</span></span></p>
<h2>Quais os benefícios da ultrassonografia em bovinos?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A ultrassonografia, muitas vezes </span><b>independe da presença de sinais clínicos para o fechamento do diagnóstico de pneumonia</b><span style="font-weight: 400;">, o que permite a identificação de </span><b>quadros subclínicos</b><span style="font-weight: 400;"> nos animais. Isto posto, a utilização dessa ferramenta permite um </span><b>diagnóstico mais preciso</b><span style="font-weight: 400;"> na fazenda, avaliação da intensidade das afecções respiratórias nas bezerras, categorias mais afetadas, a gravidade das lesões e também monitorar a recuperação dos animais e a eficiência do tratamento instituído aos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A identificação de quadros subclínicos é um dos grandes benefícios da adoção da ultrassonografia. Ela permite realizar o </span><b>diagnóstico de pneumonias com alta sensibilidade e especificidade mais significativa</b><span style="font-weight: 400;"> do que apenas os escores clínicos. O uso dessa ferramenta complementar permite fácil realização nas bezerras e avaliação da consolidação pulmonar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção da ultrassonografia permite a melhor tomada de decisão e escolha para tratamento para as bezerras. E pode ser uma ferramenta aliada a outras práticas nas fazendas, como monitoramento de temperatura dos animais, uso de escores respiratórios, como Wisconsin e Califórnia para garantir o diagnóstico mais precoce do quadro nos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ultrassom possui outros benefícios como avaliação clínica das vacas, pode ser utilizado para avaliação das estruturas umbilicais dos bezerros e para o diagnóstico reprodutivo e da saúde reprodutiva das vacas.</span></p>
<h2>Diagnóstico preciso para decisões rápidas e eficazes</h2>
<p>A ultrassonografia é uma aliada poderosa no diagnóstico de doenças respiratórias, permitindo intervenções mais rápidas e tratamentos mais eficazes.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Manejo da cama de Free stall: você conhece os pontos de atenção e monitoramento?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/manejo-de-cama-no-free-stall/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2024 11:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[cama]]></category>
		<category><![CDATA[free stall]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No sistema de produção de leite com gado confinado um dos mais populares métodos de criação de gado leiteiro é o Free Stall, nesse sistema de criação as vacas ficam instaladas em um galpão que possui área de alimentação e área de repouso. Na área de repouso cada animal possui uma baia para descanso individual, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">No sistema de produção de leite com gado confinado um dos mais populares métodos de criação de gado leiteiro é o </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>Free Stall</i></strong></a><span style="font-weight: 400;">, nesse sistema de criação as vacas ficam instaladas em um galpão que possui </span><span style="font-weight: 400;">área de alimentação e área de repouso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na área de repouso cada animal possui uma baia para descanso individual, permitindo </span><span style="font-weight: 400;">alta densidade animal em um ambiente confortável, que desempenha um papel fundamental na busca pela melhoria da produtividade na pecuária leiteira proporcionando um ambiente mais adequado e confortável para as vacas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos tratar de pontos de atenção sobre a cama do sistema de </span><i><span style="font-weight: 400;">Free stall</span></i><span style="font-weight: 400;">, discutindo sobre as características dessa cama, os cuidados importantes no manejo, pontos de monitoramento e os principais riscos de um manejo inadequado dessa cama.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Importância do bom planejamento</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A cama da baia onde as vacas vão descansar deve ser levada em consideração desde o planejamento do projeto de construção da instalação, pois ela vai ser responsável por proporcionar conforto às vacas, já que o intuito é que elas fiquem deitadas a maior parte do dia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pontos que precisamos levar em consideração na escolha do material da cama são: </span><b>disponibilidade do material, facilidade de manutenção, conforto e custo-benefício (descarte ou reutilização do material).</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-30792 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall.jpg" alt="Vacas na cama do sistema free stall" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de um sistema de </span><i><span style="font-weight: 400;">Free stall</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Débora Potenciano</span></span></p>
<h2>Quais as características das camas do <i>Free Stall</i>?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As camas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Stall</span></i><span style="font-weight: 400;"> devem ser de </span><b>materiais confortáveis, secas</b><span style="font-weight: 400;">, ou seja, favorecem a drenagem adequada e oferecem apoio à vaca. A lista de materiais que podem ser utilizados na cama é bem variada, mas, podemos dividir em dois princípios: </span></p>
<ol>
<li><b>Compostos orgânicos;</b></li>
<li><b>Compostos não orgânicos.</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as camas de </span><b>compostos orgânicos</b><span style="font-weight: 400;"> nós podemos usar a </span><b>palha, maravalha, casca de café, casca de arroz e bagaço de cana</b><span style="font-weight: 400;">, esses materiais vão oferecer conforto às vacas com um custo menor, porém são matérias que </span><b>degradam mais rápido</b><span style="font-weight: 400;"> demandando trocas mais frequentes da cama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a cama de </span><b>compostos não orgânicos</b><span style="font-weight: 400;"> podemos citar a </span><b>areia ou materiais sintéticos como borracha e esteiras de etileno-acetato de vinila (EVA)</b><span style="font-weight: 400;">, que inicialmente vão ter um investimento financeiro maior, portanto a durabilidade também é maior, com manutenção mais fácil e possibilidade de reutilização como é o caso da areia</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39649 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais os cuidados e como realizar esse manejo?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O manejo da cama de Free stall é crucial para garantir o conforto e a saúde dos animais e ele vai depender muito do material escolhido. Entretanto, é fundamental manter a cama sempre limpa e seca, o que inclui a necessidade de:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Limpeza</b><span style="font-weight: 400;">: para que a cama se mantenha limpa e seca, evitando a proliferação de microrganismos, é necessário que se tenha a rotina diária de remoção de fezes e urina. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Nível da cama</b><span style="font-weight: 400;">: a altura da cama deve ser mantida consistente para evitar problemas de lesões e desconforto para as vacas. Uma cama muito baixa pode resultar em degradação do leito e acúmulo de umidade. Por isso, é importante ter sempre uma superfície nivelada e confortável, realizando a reposição da cama nos momentos em que as vacas são direcionadas para a ordenha. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Controle da umidade</b><span style="font-weight: 400;">: manter a umidade sob controle é essencial para evitar problemas de saúde, como <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mastite</strong></a> e dermatite digital. Isso pode ser alcançado através do uso de materiais de cama que absorvam bem a umidade e da manutenção adequada da ventilação do barracão. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Monitoramento da qualidade</b><span style="font-weight: 400;">: é importante que seja realizado monitoramento regular da qualidade da cama, a fim de garantir que esteja atendendo às necessidades dos animais. Isso pode envolver a observação da umidade, odor e presença de sinais de problemas de saúde nos animais. </span></li>
</ul>
<h2>Quais os pontos de atenção no monitoramento das camas?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A cama do Free Stall deve ser sempre monitorada, esse monitoramento deve envolver avaliação da umidade, temperatura, textura, profundidade e compactação da cama. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cama com </span><b>excesso de temperatura e umidade</b><span style="font-weight: 400;"> pode ser um precursor para o crescimento de microrganismos que causam problemas de saúde nas vacas. Já a compactação vai afetar o conforto dessa cama, sendo, o </span><b>odor excessivo ou proliferação de moscas</b><span style="font-weight: 400;"> indicativos de </span><b>compactação</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A areia é o mais comum dentre os materiais de cama nesse sistema, porém ela precisa de mais alguns pontos de atenção, como por exemplo em relação a qualidade da areia, pois se for uma areia de má qualidade, com muitas impurezas ou partículas muito pequenas, pode causar desconforto para as vacas e dificultar a limpeza das camas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A areia deve ser lavada, peneirada e seca antes de ser usada. Um teste simples para verificar a adequação da areia é formar um “bolinho” com as mãos e arremessá-lo de uma mão para outra. Se o bolinho não se quebrar, a areia pode estar muito úmida ou as partículas podem ser muito pequenas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da qualidade do material, é imprescindível que seja mantido o nível adequado de areia nas camas, o que em muitas propriedades pode ser considerado um desafio comum. Camas com pouca areia não proporcionam o </span><b>efeito “amortecedor”</b><span style="font-weight: 400;"> desejado e podem alterar as dimensões da cama, tornando-a desconfortável para as vacas. Além disso, as vacas podem preferir se deitar na diagonal, sujando mais as baias.</span></p>
<h2>Como identificar problemas com o manejo da cama?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos utilizar alguns sinais que indicam problemas com o manejo da cama e que o mesmo não esteja sendo realizado corretamente, dentre esses sinais podemos citar:  </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Tamanho da cama inferior ao recomendado;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Corpo da vaca para fora ao se deitar;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Animais e baia sujos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Dificuldades para se levantar ou recusa em deitar na baia;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Acúmulo excessivo de esterco;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Compactação da cama;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Presença de poças de urina ou odor forte;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Presença excessiva de moscas.</span></li>
</ul>
<h2>Quais os riscos do manejo inadequado?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um <strong>manejo inadequado das camas pode levar a vários problemas e riscos as vacas leiteiras</strong>, como lesões articulares e em jarretes devido à superfície irregular, estresse nos animais, aumento da propensão a desenvolver doenças e infecções devido à exposição a ambientes sujos e úmidos, além de <a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>problemas de casco</strong></a> e respiratórios devido ao acúmulo de gases e poeira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, pode haver uma diminuição na produtividade dos animais, na <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>qualidade do leite</strong></a> produzido e nos índices reprodutivos, oriundos da falta de conforto dos animais que passam pela situação de manejo errôneo da cama do sistema, o que vai impactar diretamente para que se tenha prejuízos econômicos, afetando de forma negativa a rentabilidade do negócio.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-30789" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall-2.jpg" alt="Animal no sistema de Free Stall apresentando proeminências na região do jarrete devido à má qualidade da cama." width="500" height="666" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall-2.jpg 613w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall-2-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall-2-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/cama-free-stall-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de um animal no sistema de </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Stall</span></i><span style="font-weight: 400;"> apresentando proeminências na região do jarrete, onde essas lesões foram ocasionadas devido a má qualidade da cama, onde podemos observar a ausência de areia para promover o amortecimento das articulações do animal ao deitar. </span>Fonte: Marco Vinício Couto</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma cama bem manejada no sistema </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Stall</span></i><span style="font-weight: 400;"> é essencial para </span><b>manter a viabilidade do negócio</b><span style="font-weight: 400;">, ela vai proporcionar </span><b>descanso adequado</b><span style="font-weight: 400;"> para as vacas, contribuir para saúde, bem-estar, prevenir lesões e doenças, além de ter um custo menor pois </span><span style="font-weight: 400;">camas de qualidade e bem mantidas exigem menos trocas e manutenção, resultando em economia de tempo e recursos. Com isso, as vacas vão responder em leite, pois, vacas </span><span style="font-weight: 400;">confortáveis tendem a produzir mais leite e têm uma melhor saúde geral. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, estar atento à cama do </span><i><span style="font-weight: 400;">Free stall</span></i><span style="font-weight: 400;"> é fundamental na garantia da saúde, bem-estar e produtividade do rebanho. Por isso, a adoção de práticas de manejo adequadas para assegurar que as camas sejam mantidas limpas, secas e confortáveis é essencial, pois isso além de todos os benefícios direcionados à vaca, contribui para a sustentabilidade da operação.</span></p>
<h2>Conforto, saúde e produtividade: domine o manejo do seu sistema</h2>
<p>O manejo adequado da cama no Free Stall é fundamental para garantir bem-estar, prevenir doenças e manter a produtividade em alta.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=post-manejo-cama-free-stall-lp-curso&amp;utm_medium=organic">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar técnicas de manejo, gestão e monitoramento que elevam a eficiência do sistema e aumentam a lucratividade da fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-26486" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg" alt="Debora Potenciano - Equipe Leite" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-de-cama-no-free-stall/">Manejo da cama de Free stall: você conhece os pontos de atenção e monitoramento?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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