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alimentação de bezerro

Dicas para correta utilização do sucedâneo no aleitamento de bezerras

Fornecer leite limpo, leite de descarte ou sucedâneo lácteo para bezerras, qual a melhor opção? Quando há condições de fornecer o leite de vaca em condições adequadas de higiene, os resultados alcançados são melhores. Fornecer leite limpo para bezerras pelo menos até 30 dias de vida do animal, auxiliam em melhor desempenho, menor incidência de diarreias e consequentemente menor mortalidade. Além disso, quando há disponibilidade do leite descarte e este tiver condições se ser pasteurizado também terá condições de alcançar melhores resultado, principalmente, quando houver correção para o teor de sólidos.

Entretanto, em muitas situações o sucedâneo poderá ser uma boa escolha, como: adensamento de leite, quando for impossível ajustar o horário de fornecimento do leite com a ordenha, quando não houver disponibilidade de leite descarte, e claro, a decisão de quando e qual utilizar cabe a cada fazenda, de acordo com a decisão dos proprietários e veterinários.

O aleitamento artificial em geral consiste no tipo mais comum de criação de gado especializado para produção leiteira, pois permite a quantificação do custo na fase de cria, a racionalização dos animais separando as vacas de suas crias, a ordenha se torna mais higiênica e o controle da quantidade de alimento que está sendo consumida se torna mais eficaz. Além disso, em sistemas de aleitamento artificial a ocorrência de doenças tende a ser menor.

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Vamos abordar nesse texto dicas a fim de garantir um correto aleitamento quando a decisão for utilizar sucedâneo como principal alimento para bezerras em aleitamento.

Essa escolha é muitas vezes norteada na “redução de custos”. A parte econômica da utilização de sucedâneo não deve ser ignorada, ao contrário, sua análise deve estar vinculada ao desempenho animal, ou seja, a opção deve ser baseada em análise de melhor custo-benefício.

Além da redução de custos, outras vantagens podem ser ressaltadas quanto ao uso de sucedâneos, como desvincular o horário da ordenha do trato dos bezerros, evitar a transmissão vertical (via leite) de doenças da vaca para a bezerra, reduzir o uso de leite de descarte, facilidade de estoque e produto de consistência uniforme quando manejado corretamente.

A correta utilização do sucedâneo será fundamental para ter oportunidade de desfrutar dos benefícios citados. Sendo assim, é preciso atenção primeiramente na decisão da sua inclusão ou não na dieta. Por fim, caso a melhor opção seja sua utilização, será necessário foco em alguns pontos para compra de um produto que proporcione também boas condições de desenvolvimento as bezerras. Assim como na oferta de leite para as bezerras, o uso de sucedâneo lácteo deve seguir algumas recomendações, como ser ofertado sempre no mesmo horário, em temperatura constante (37 a 39ºC), evitar variações no volume fornecido e manter consistência na concentração de sólidos.

O fornecimento de sucedâneo pode ser realizado através de mamadeira, amamentador automático, balde com bico, amamentador coletivo e balde sem bico. Vale ressaltar que a altura do balde com bico deve ser de aproximadamente 45 cm do chão, se assemelhando com a altura do úbere da mãe. Os sucedâneos comerciais podem ser produzidos a partir de matéria prima vegetal ou de origem da indústria láctea. Aqueles de origem de matéria prima vegetal são mais baratos, no entanto possuem menor digestibilidade para animais com menos de 21 dias de idade e, portanto, aumentam os riscos de diarreia e empazinamento.

Características desejáveis do sucedâneo a ser utilizado:

  • Composição deve conter 10-20% de gordura, 18-22% de proteína e fibra menor que 0,15%.
  • Maior parte da proteína deve ser originada de derivados do leite (ex: proteínas do leite desnatado, proteínas do soro do leite, concentrado proteico de soro, etc).
  • Lactose deve ser a principal fonte de energia. A quantidade de substitutos não deve ser maior que 8 a 10% na MS. Promove maior crescimento de tecidos corporais que gordura.
  • Se o concentrado utilizado na fazenda tiver 18% de PB o sucedâneo deve ter 21 a 23% PB e quando o concentrado tiver 16% de PB o sucedâneo deve ter de 22,6 a 24,8% de PB.
  • Utilizar diluição recomendada pelo fabricante, geralmente, é de 12,5% de sólidos totais por litro.
  • Garantir boa homogeneidade da solução até fornecimento.

Em casos de adensamento de leite com sucedâneo, deve-se mensurar o teor de sólidos totais com auxílio de refratômetro de Brix ou digital. O ideal é de que o teor de sólidos totais se encontre entre 12,5% e 15%.

Mas afinal, para que servem os sólidos totais? Os teores de sólidos totais auxiliam no desempenho da bezerra, fazendo com que a mesma ganhe peso e seja desaleitada mais rapidamente.

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