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	<title>vacas leiteiras Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>vacas leiteiras Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Descarte de vacas leiteiras: como tomar decisões mais lucrativas no rebanho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 16:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A queda no preço do leite impõe desafios importantes à gestão das propriedades leiteiras, exigindo decisões cada vez mais criteriosas para manter a rentabilidade da atividade. Nesse cenário, o produtor se vê diante da necessidade de ajustar o sistema produtivo, buscando maior eficiência sem comprometer o desempenho do rebanho. Entre as ferramentas disponíveis para esse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A queda no preço do leite impõe desafios importantes à gestão das propriedades leiteiras, exigindo decisões cada vez mais criteriosas para manter a rentabilidade da atividade. Nesse cenário, o produtor se vê diante da necessidade de ajustar o sistema produtivo, buscando maior eficiência sem comprometer o desempenho do rebanho.</p>
<p>Entre as ferramentas disponíveis para esse ajuste, o <strong>descarte de vacas leiteiras</strong> ganha destaque. No entanto, mais do que uma simples remoção de animais, o descarte deve ser compreendido como uma decisão estratégica, que envolve aspectos produtivos, econômicos e sanitários do rebanho.</p>
<p>Quando conduzido de forma planejada, o descarte contribui para melhorar a eficiência do sistema. Por outro lado, decisões impulsivas ou mal direcionadas podem comprometer a estrutura do rebanho e gerar impactos negativos no médio e longo prazo.</p>
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<h2>Descarte como ferramenta de gestão do rebanho</h2>
<p>O <strong>descarte de vacas leiteiras</strong> consiste na <strong>remoção de animais do rebanho</strong>, resultando na sua comercialização para abate ou venda, que pode contribuir com o fluxo de caixa da fazenda.</p>
<p>Mais do que uma prática operacional, o descarte deve ser compreendido como uma <strong>ferramenta de gestão do rebanho</strong>, diretamente relacionada ao desempenho produtivo, à saúde animal, à eficiência reprodutiva e aos objetivos econômicos da propriedade.</p>
<p>Nesse contexto, a <strong>taxa de descarte</strong> — definida como a porcentagem de vacas removidas em relação ao estoque de vacas no rebanho, em determinado período — torna-se um importante <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">indicador zootécnico</a></strong>, permitindo avaliar a dinâmica do rebanho ao longo do tempo (Fetrow et al., 2006).</p>
<p>No entanto, a interpretação desse indicador deve ser feita com cautela. Taxas muito elevadas ou muito reduzidas podem indicar diferentes cenários do rebanho e sistema produtivo, sendo fundamental analisar o descarte em conjunto com outros indicadores de desempenho e com a realidade de cada propriedade (Haine et al., 2017).</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-calculo-ganhos-eficiencia-reprodutiva?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-eficiencia-reprodutiva&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39663 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva.png" alt="Planilha cálculo de ganhos com eficiência reprodutiva" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Descarte voluntário e involuntário: quais são as diferenças?</h2>
<p>O descarte de vacas leiteiras pode ser classificado em duas categorias principais: <strong>voluntário e involuntário</strong>, sendo essa distinção fundamental para a interpretação dos indicadores do rebanho.</p>
<p>O <strong>descarte voluntário</strong>, também chamado de econômico, ocorre quando o produtor opta por retirar animais excedentes ou que não se enquadram nos objetivos do sistema produtivo, mesmo sendo saudáveis e férteis. Esses animais tendem a apresentar maior valor de mercado e podem ser destinados a outros sistemas de produção. O descarte voluntário pode ser utilizado de forma estratégica para geração de receita, por meio da venda de animais com maior valor agregado, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/">novilhas</a></strong> e bezerras, desde que essa decisão não comprometa a reposição da propriedade.</p>
<p>Já o <strong>descarte involuntário</strong> está associado à remoção de vacas devido a limitações biológicas, como problemas reprodutivos, doenças, lesões ou perda de funcionalidade (Fetrow et al., 2006). Esses animais, geralmente destinados ao abate, apresentam menor valor comercial e, na maioria das vezes, são descartados de forma não planejada, refletindo perdas de eficiência dentro do sistema produtivo.</p>
<h2>Principais critérios técnicos para descarte</h2>
<p>A decisão de descarte é <strong>multifatorial</strong> e deve considerar o desempenho produtivo, a eficiência reprodutiva, a saúde e a funcionalidade dos animais.</p>
<p>Vacas com baixa produção em relação ao lote, falhas reprodutivas e problemas sanitários — como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>, distúrbios metabólicos e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-claudicacao/">claudicação</a></strong> — apresentam maior risco de descarte, pois comprometem a eficiência e a longevidade no sistema (Bascom e Young, 1998; Gröhn et al., 1998).</p>
<p>Em vista dessa parcela expressiva dos descartes estar associada a problemas de saúde, reforça-se a importância do manejo preventivo e do monitoramento contínuo dos indicadores do rebanho (Hadley et al., 2006).</p>
<h2>Riscos do descarte sem critério</h2>
<p>O descarte de vacas leiteiras não deve ser analisado apenas como uma decisão pontual, mas sim como um <strong>reflexo direto do funcionamento do sistema de produção</strong>.</p>
<p>Quando a taxa de descarte involuntário é elevada, especialmente por motivos como problemas reprodutivos, mastite, doenças metabólicas ou lesões, isso indica que o sistema apresenta limitações que precisam ser corrigidas. Nesses casos, o foco não deve estar apenas na remoção dos animais, mas sim na <strong>identificação e correção das causas de origem</strong>, como falhas no manejo nutricional, sanitário ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/">reprodutivo</a></strong>.</p>
<p>Por outro lado, quando o descarte é conduzido de forma planejada, ele passa a atuar como uma<strong> ferramenta estratégica de ajuste do rebanho</strong>, permitindo ao produtor selecionar animais mais eficientes e alinhados aos objetivos produtivos da fazenda.</p>
<p>Nesse contexto, o produtor pode atuar de forma mais ativa, promovendo: a remoção de vacas com baixo retorno produtivo ou econômico, mesmo que saudáveis, o aproveitamento de oportunidades de mercado, com a venda de animais excedentes ou de maior valor agregado</p>
<p>Essa abordagem permite que o descarte deixe de ser apenas uma resposta a problemas e passe a ser uma decisão orientada por indicadores zootécnicos e econômicos.</p>
<h2>Equilíbrio da taxa de descarte e a relação com a reposição</h2>
<p>A eficiência do descarte em propriedades leiteiras está diretamente relacionada ao <strong>equilíbrio entre a saída de vacas e a capacidade de reposição do rebanho</strong>. Quando analisado de forma isolada, o descarte pode levar a interpretações equivocadas, já que seu impacto depende da dinâmica produtiva da fazenda como um todo.</p>
<p>Taxas elevadas de descarte, sem o devido planejamento, tendem a indicar falhas no manejo e aumentam a necessidade de recria de reposição, elevando os custos da atividade. Por outro lado, taxas muito baixas podem limitar o avanço genético e a eficiência produtiva, uma vez que assume a permanência de animais com desempenho inferior ao desejado, no rebanho.</p>
<p>Nesse contexto, a <strong>taxa de reposição</strong>, que é a soma do descarte involuntário com a mortalidade de vacas, assume papel estratégico, uma vez que a recria representa uma parcela relevante dos custos da produção leiteira, sem retorno imediato. Por isso, decisões de descarte devem sempre considerar a capacidade da propriedade em repor animais de forma eficiente e sustentável.</p>
<p>A redução do descarte involuntário, especialmente aquele associado a problemas de saúde e reprodução, é um dos principais caminhos para melhorar a eficiência do sistema. Ao reduzir essas perdas, o produtor passa a ter maior controle sobre a composição do rebanho, podendo realizar descartes de forma mais planejada e direcionada.</p>
<p>Para que isso seja viável, é fundamental contar com uma <strong>recria eficiente</strong>, capaz de suprir a saída de vacas sem comprometer a continuidade do sistema. A disponibilidade de novilhas bem desenvolvidas amplia a flexibilidade na tomada de decisão (venda ou crescimento produtivo do rebanho) e evita a permanência de animais com baixo desempenho por limitação de reposição.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Em momentos de queda no preço do leite, decisões relacionadas ao descarte de vacas leiteiras tornam-se ainda mais relevantes dentro da gestão da propriedade. No entanto, mais do que aumentar ou reduzir a taxa de descarte, o ponto central está na <strong>qualidade dessas decisões</strong>.</p>
<p>O descarte deve ser interpretado tanto como um <strong>indicador do funcionamento do sistema</strong>, especialmente quando associado a causas involuntárias, quanto como uma ferramenta estratégica, capaz de melhorar a eficiência produtiva e econômica do rebanho.</p>
<p>Nesse contexto, o produtor deve priorizar a redução do descarte involuntário por meio de melhorias no manejo, ao mesmo tempo em que utiliza o descarte voluntário de forma planejada, seja para ajustar o desempenho do rebanho ou aproveitar oportunidades de mercado.</p>
<p>Além disso, é fundamental que essas decisões estejam alinhadas com a capacidade de reposição da propriedade, garantindo que a saída de animais não comprometa a estrutura produtiva no médio e longo prazo.</p>
<p>Assim, mais do que decidir quais animais devem ser descartados, o desafio está em conduzir o processo de forma estratégica, <strong>buscando equilíbrio entre desempenho, reposição e rentabilidade</strong>, mesmo em cenários de maior instabilidade no mercado do leite.</p>
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		<title>Como ajustar a dieta de vacas leiteiras em momentos de queda no preço do leite?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/como-ajustar-dieta-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 20:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A queda no preço do leite é um cenário recorrente na pecuária leiteira e costuma gerar grande preocupação entre produtores. Nesses momentos, manter a rentabilidade da atividade torna-se um desafio ainda maior, especialmente porque muitos dos custos da fazenda permanecem estáveis ou até aumentam ao longo do tempo. Entre todos os componentes do custo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A queda no preço do leite é um cenário recorrente na pecuária leiteira e costuma gerar grande preocupação entre produtores. Nesses momentos, manter a <strong>rentabilidade da atividade</strong> torna-se um desafio ainda maior, especialmente porque muitos dos custos da fazenda permanecem estáveis ou até aumentam ao longo do tempo.</p>
<p>Entre todos os componentes do custo de produção, <strong>a alimentação do rebanho normalmente representa a maior parte das despesas da atividade leiteira</strong>. Por esse motivo, quando o preço do leite recua, é natural que o produtor passe a avaliar com mais atenção as estratégias nutricionais adotadas na fazenda.</p>
<p>No entanto, reduzir custos alimentares de forma indiscriminada pode gerar efeitos negativos no desempenho dos animais e comprometer a eficiência produtiva do sistema. Nesse contexto, ajustes nutricionais devem ser realizados de forma <strong>estratégica e tecnicamente embasada</strong>, buscando melhorar a relação entre custo da dieta e desempenho produtivo.</p>
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</div>
<h2>Nutrição das vacas leiteiras como centro da gestão econômica da fazenda</h2>
<p>A nutrição exerce um papel central na gestão econômica das propriedades leiteiras. Pequenas alterações na composição das dietas podem impactar diretamente o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/custo-de-producao-do-leite-guia-completo-passo-a-passo/">custo por litro de leite</a></strong> produzido e, consequentemente, a margem econômica da atividade. Além do desempenho produtivo, a saúde dos animais e a eficiência do sistema como um todo.</p>
<p>Nesse sentido, a formulação de dietas deve considerar estratégias que permitam <strong>maximizar o consumo de matéria seca dentro dos limites preditos para os animais</strong>, garantindo que as exigências nutricionais sejam atendidas sem comprometer o equilíbrio da dieta.</p>
<p>Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que diferentes grupos dentro do rebanho apresentam <strong>exigências nutricionais distintas</strong>, o que reforça a importância de organizar os animais em lotes com demandas semelhantes, permitindo maior precisão no fornecimento de nutrientes e no controle de custos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-dicas-praticas-sobreviver-crise-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-dicas-praticas-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-41405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite.jpg" alt="Banner e-book dicas práticas para sobreviver à crise no leite" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-300x97.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-768x248.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-370x120.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-270x87.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-740x239.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como funciona a eficiência alimentar de vacas leiteiras em momentos de crise?</h2>
<p>Diante desses momentos mais desafiadores de queda no preço do leite, maximizar produção de forma isolada pode não ser a única estratégia para manter a rentabilidade da atividade. Nesse contexto, a busca pela eficiência alimentar torna-se uma alternativa importante dentro da gestão nutricional da fazenda.</p>
<p>A eficiência alimentar está relacionada à capacidade de transformar nutrientes da dieta em produção de leite de forma economicamente equilibrada. Na prática, isso significa encontrar o ponto de equilíbrio entre <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-o-custo-de-dieta-de-vacas-leiteiras/">custo da dieta</a></strong> e <strong>desempenho produtivo</strong>, garantindo que o sistema mantenha bons níveis de produção com o menor custo alimentar possível.</p>
<p>Outro ponto importante envolve a <strong>qualidade das forragens produzidas na propriedade</strong>. Estratégias relacionadas à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-planejar-o-plantio-de-milho-para-silagem/">eficiência de plantio</a></strong>, escolha de cultivares, manejo da colheita e conservação dos volumosos impactam diretamente o valor nutricional das forragens utilizadas nas dietas. Forragens de maior qualidade permitem melhor aproveitamento dos nutrientes pelos animais e reduzem a necessidade de inclusão de concentrados mais caros na formulação das dietas.</p>
<p>Assim, em momentos de maior pressão econômica, o foco da nutrição passa a estar cada vez mais relacionado à margem bruta por vaca e por litro de leite, e não apenas ao volume total produzido.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45674 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas.webp" alt="Plantação de milho" width="640" height="480" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas.webp 640w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<h2>Riscos de reduzir o custo da dieta de vacas leiteiras sem estratégia</h2>
<p>A adoção de <strong>estratégias nutricionais</strong> bem planejadas pode contribuir para melhorar o custo-benefício das dietas, mantendo níveis adequados de desempenho produtivo e maior eficiência no uso dos recursos alimentares.</p>
<p>Uma das alternativas é a <strong>substituição parcial de ingredientes tradicionais por subprodutos agroindustriais</strong>, quando disponíveis e economicamente viáveis. Ingredientes como DDG, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-da-cevada-na-dieta-de-vacas-leiteiras/">cevada</a></strong> e polpa cítrica podem ser utilizados em determinadas situações para reduzir o custo da dieta, mantendo o fornecimento adequado de nutrientes.</p>
<p>Esses subprodutos podem substituir parcialmente ingredientes mais caros, como milho e farelo de soja, contribuindo para melhorar a relação entre custo e desempenho da dieta. O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-na-nutricao-de-vacas-leiteiras/">DDG</a></strong>, por exemplo, pode fornecer proteína e energia na alimentação de vacas leiteiras, enquanto a cevada pode atuar como fonte energética em determinados contextos nutricionais, desde que inserida dentro de um planejamento adequado.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45675 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-1.webp" alt="DDG utilizado na alimentação de vacas leiteiras" width="740" height="416" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-1-300x169.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-1-370x208.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-1-270x152.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Agroceres Multimix.</span></p>
<p>Outra estratégia importante envolve o <strong>ajuste da densidade energética da dieta</strong> conforme o potencial produtivo e a categoria dos animais. Dentro de um mesmo rebanho, diferentes grupos apresentam exigências nutricionais distintas, o que reforça a importância de organizar os animais em lotes com demandas semelhantes.</p>
<p>Esse manejo permite formular dietas mais ajustadas para cada grupo, reduzindo desperdícios nutricionais e aumentando a eficiência do sistema alimentar.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agrupamento-de-vacas-leiteiras/">agrupamento das vacas</a></strong> geralmente é realizado com base na exigência nutricional dos animais, sendo a produção de leite um dos principais indicadores utilizados. Para refinar esse processo, também podem ser considerados critérios como estágio da lactação (DEL), ordem de parto, condição corporal e persistência da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-realizar-a-separacao-de-lotes-atraves-da-curva-de-lactacao/">curva de lactação</a></strong>, permitindo organizar os lotes de forma mais homogênea e alinhada ao potencial produtivo do rebanho.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45676 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-2.webp" alt="Estrutura de uma fazenda leiteira" width="740" height="493" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-2-300x200.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-2-370x247.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-2-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<p>Em categorias que não apresentam retorno produtivo imediato, como recria e vacas secas, é possível adotar estratégias nutricionais que priorizem <strong>eficiência de custo sem comprometer o desempenho esperado desses animais</strong>.</p>
<p>Animais em crescimento, por exemplo, demandam maior proporção de proteína na dieta para garantir adequado ganho de peso e desenvolvimento corporal, sem haver necessidade exorbitante de energia.</p>
<p>As novilhas em fase reprodutiva ou vacas secas apresentam exigências nutricionais mais próximas da mantença, sendo importante evitar dietas com excesso de energia para prevenir aumento excessivo do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">escore de condição corporal</a></strong>, mantendo valores próximos de 3,25 a 3,5. Nesses casos, dietas com maior inclusão de forragens de menor densidade energética podem ser utilizadas como estratégia nutricional.</p>
<p>Um exemplo é o uso de <strong>silagens alternativas</strong>, com a de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sorgo-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/">sorgo</a></strong>, que apresenta menor teor de energia quando comparada à silagem de milho. Por possuir maior característica fibrosa e menor concentração de amido, esse volumoso pode ser explorado nessas fases do sistema produtivo, contribuindo para reduzir o custo alimentar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45677 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-3.webp" alt="Silagem utilizada na alimentação de vacas leiteiras" width="740" height="534" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-3.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-3-300x216.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-3-370x267.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/ajuste-dieta-vacas-3-270x195.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<p>Além disso, nas categorias de vacas secas e recria, as estratégias de formulação podem explorar o efeito de enchimento físico da dieta, utilizando níveis mais elevados de fibra para limitar o consumo voluntário de matéria seca.</p>
<p>Esse manejo pode ser útil para controlar a ingestão energética nessas fases do sistema produtivo. No entanto, essa estratégia não deve ser aplicada em lotes de vacas de maior produção, pois por restringir o consumo, limita o potencial produtivo dos animais.</p>
<p>Dessa forma, ajustes nutricionais estratégicos não se resumem apenas à substituição de ingredientes, mas também envolvem o manejo adequado dos lotes, a formulação de dietas compatíveis com o potencial produtivo dos animais e o uso inteligente de diferentes fontes alimentares disponíveis na propriedade.</p>
<h2>Conclusão: por que ajustar a dieta das vacas na queda do preço do leite</h2>
<p>Em momentos de queda no preço do leite, a nutrição torna-se uma ferramenta estratégica para a sustentabilidade econômica da fazenda.</p>
<p>Ajustes nutricionais bem planejados podem melhorar a eficiência alimentar do sistema, reduzindo custos sem comprometer o desempenho produtivo do rebanho.</p>
<p>Para isso, é fundamental que as mudanças na dieta sejam realizadas com base em critérios técnicos, avaliando alternativas de ingredientes, manejo de lotes e estratégias nutricionais que contribuam para manter o equilíbrio entre desempenho produtivo e custo alimentar.</p>
<p>Mais do que reduzir custos de forma imediata, o desafio da nutrição em momentos de crise é <strong>construir dietas eficientes, economicamente viáveis e sustentáveis para o sistema de produção</strong>.</p>
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		<item>
		<title>Como calcular o custo de dieta de vacas leiteiras e aumentar a lucratividade da fazenda?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/como-calcular-o-custo-de-dieta-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Jan 2026 13:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[custos]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabe quanto custa alimentar suas vacas por dia? Muitos produtores de leite têm uma estrutura consolidada, mas ainda assim sentem que o resultado econômico não avança. Em boa parte das fazendas, o problema está em um ponto simples: não saber exatamente o custo da dieta. A alimentação representa o maior custo dentro da produção [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabe <strong>quanto custa alimentar suas vacas por dia</strong>?</p>
<p>Muitos produtores de leite têm uma estrutura consolidada, mas ainda assim sentem que o resultado econômico não avança. Em boa parte das fazendas, o problema está em um ponto simples: não saber exatamente o custo da dieta.</p>
<p>A alimentação representa o <strong>maior custo dentro da produção de leite, podendo chegar a 60% das despesas totais</strong>. Entender quanto cada litro de leite “gasta” em alimentação é o primeiro passo para melhorar a margem de lucro e tomar decisões mais seguras.</p>
<p>Neste artigo, você vai entender como calcular o custo de dieta de vacas leiteiras, quais fatores considerar e como otimizar esse gasto sem comprometer a produção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</script></p>
</div>
<h2>Por que entender o custo da dieta é essencial para o lucro do leite?</h2>
<p>Controlar o custo da dieta não é apenas uma questão contábil, é uma ferramenta de gestão zootécnica e econômica. Quando o produtor não sabe o valor real da alimentação, ele perde a capacidade de avaliar se a fazenda está sendo eficiente.</p>
<h3>Impacto direto no lucro</h3>
<p>A alimentação é o <strong>principal <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-diferenciar-custos-fixos-e-variaveis-na-fazenda/">custo variável</a></strong> da produção de leite.</p>
<p>Um ajuste de 10% na dieta, seja na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação</a></strong>, na compra de insumos ou na forma de fornecimento, pode significar um aumento expressivo na lucratividade.</p>
<p>Além disso, o custo de dieta influencia:</p>
<ul>
<li>O preço mínimo necessário do leite para que a atividade seja rentável;</li>
<li>O planejamento de uso de insumos;</li>
<li>A decisão sobre descarte ou realocação de vacas de baixa produção;</li>
<li>E o planejamento nutricional por fase de lactação.</li>
</ul>
<h3>Erros comuns</h3>
<p>Entre os equívocos mais comuns nas fazendas estão:</p>
<ul>
<li>Comprar ração pronta sem calcular custo-benefício;</li>
<li>Não acompanhar o consumo de matéria seca por vaca;</li>
<li>Ignorar o custo do volumoso (como se fosse “de graça”);</li>
<li>E ajustar a dieta apenas pelo preço dos ingredientes, sem avaliar impacto na produção.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-custo-producao-pecuaria-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-custo-producao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39662 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png" alt="Planilha custo de produção na pecuária leiteira" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O que compõe o custo de dieta das vacas leiteiras?</h2>
<p>Para calcular o custo de forma precisa, é essencial <strong>entender todos os componentes que entram na alimentação diária do rebanho</strong>.</p>
<h3>Principais itens</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45638 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta.webp" alt="Tabela com os principais itens que compõem a dieta de vacas" width="920" height="428" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta.webp 920w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta-300x140.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta-768x357.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta-370x172.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta-270x126.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta-740x344.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px" /></p>
<p>Esses componentes variam conforme:</p>
<ul>
<li>Produtividade (alta, média ou baixa produção);</li>
<li>Fase de lactação;</li>
<li>Tipo de sistema (confinamento, semi ou a pasto);</li>
<li>E região de produção (custos logísticos e sazonais).</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=custo-dieta" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Passo a passo para calcular o custo de dieta de vacas leiteiras</h2>
<p>A seguir, um <strong>método simples e prático para calcular o custo da dieta</strong> na sua fazenda.</p>
<h3>Passo 1: Levante todos os ingredientes usados</h3>
<p>Liste todos os ingredientes oferecidos às vacas, incluindo volumosos e concentrados. Exemplo:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-silagem-de-milho/">Silagem de milho</a></strong>;</li>
<li>Capim picado;</li>
<li>Milho moído;</li>
<li>Farelo de soja;</li>
<li>Núcleo mineral.</li>
</ul>
<h3>Passo 2: Determine o valor por kg de cada ingrediente</h3>
<p>Para cada item, calcule o valor total dividido pela quantidade comprada ou produzida. Exemplo:</p>
<ul>
<li>Milho moído: R$ 2,00/kg;</li>
<li>Farelo de soja: R$ 3,50/kg;</li>
<li>Silagem de milho: R$ 0,20/kg (considerando todos os custos de produção).</li>
</ul>
<h3>Passo 3: Calcule o custo da mistura</h3>
<p>Multiplique o valor de cada ingrediente pela proporção usada na dieta.</p>
<p>Exemplo:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45639 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta-1.webp" alt="Tabela com exemplo de custo de mistura para dieta de vacas" width="740" height="287" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta-1-300x116.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta-1-370x144.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-dieta-1-270x105.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<h3>Passo 4: Calcule o custo da dieta por litro de leite</h3>
<p>Se uma vaca consome 28,2 kg de dieta por dia e produz 30 litros de leite, o custo alimentar é:</p>
<p style="text-align: center;"><em>R$ 24,20 ÷ 30 litros = R$ 0,81 por litro de leite</em></p>
<p>Esse valor mostra quanto custa, apenas em alimentação, cada litro produzido.</p>
<h3>Passo 5: Compare e monitore</h3>
<p>Repita o cálculo para diferentes lotes (alta, média e baixa produção) e em diferentes épocas do ano.</p>
<p>A comparação permite:</p>
<ul>
<li>Detectar aumentos de custo;</li>
<li>Identificar gargalos na formulação;</li>
<li>E definir metas de eficiência alimentar.</li>
</ul>
<h2>Como interpretar os resultados do cálculo?</h2>
<p>Ter o custo calculado é apenas o começo. O próximo passo é analisar se o valor está adequado ao seu sistema.</p>
<h3>Quando o custo está alto demais?</h3>
<ul>
<li>Relação custo/litro de leite acima de 60% do preço recebido indica ineficiência;</li>
<li>Falta de balanceamento entre energia e proteína;</li>
<li>Uso de ingredientes caros sem retorno em produção;</li>
<li>Desperdício de volumoso no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/leitura-de-cocho-como-avaliar-e-ajustar-a-sobra-de-trato-em-vacas-em-lactacao/">cocho</a></strong>.</li>
</ul>
<h3>Como identificar gargalos?</h3>
<p>Pergunte-se:</p>
<ul>
<li>O consumo real confere com o planejado?</li>
<li>Há sobras no cocho?</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">A silagem tem boa qualidade</a></strong> nutricional?</li>
<li>Os preços de insumos são monitorados frequentemente?</li>
</ul>
<p>Um gargalo comum é o desperdício invisível, como sobras de ração que azedam, silagem mal compactada ou fornecimento desuniforme. Pequenas falhas de manejo podem aumentar o custo alimentar .</p>
<h2>Estratégias práticas para reduzir o custo da dieta sem perder produtividade</h2>
<p>Reduzir custos não significa cortar ingredientes, significa otimizar o uso de recursos.</p>
<h3>1. Substituição inteligente de ingredientes</h3>
<ul>
<li>Avalie alternativas locais, como farelo de algodão, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-na-nutricao-de-vacas-leiteiras/">DDG</a></strong>, polpa cítrica ou casquinha de soja.</li>
<li>Considere o custo por unidade de proteína ou energia, não apenas o preço por tonelada.</li>
</ul>
<h3>2. Melhore a conservação da silagem</h3>
<ul>
<li>Use aditivos corretos e controle de umidade no ponto ideal de colheita.</li>
<li>Compacte bem e vede adequadamente para evitar perdas de matéria seca.</li>
</ul>
<h3>3. Ajuste a dieta conforme a fase de lactação</h3>
<ul>
<li>Vacas no início da lactação precisam de mais energia; já no final, a dieta pode ser ajustada para manter produção com menor custo.</li>
</ul>
<h3>4. Avalie a eficiência alimentar</h3>
<ul>
<li>Use indicadores como a <strong>Receita Menos o Custo Alimentar (RMCA)</strong>.</li>
<li>Pequenas melhorias de conversão geram grandes impactos no custo final.</li>
</ul>
<h3>5. Controle o manejo de sobras</h3>
<ul>
<li>Ofereça a quantidade certa: sobras ideais entre 2 e 5% do total fornecido.</li>
<li>Meça diariamente o que sobra para ajustar o trato com precisão.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Saber quanto custa alimentar suas vacas é essencial para qualquer produtor que busca <strong>lucro e crescimento sustentável.</strong></p>
<p>O cálculo do custo de dieta permite entender onde se encontra os maiores gastos e como melhorar o retorno de cada litro produzido. Mais do que uma conta de planilha, é uma ferramenta de gestão técnica e econômica.</p>
<p>Controlar e otimizar a dieta das vacas é o primeiro passo para transformar números em resultados e o segundo é ter acompanhamento técnico constante.</p>
<h2>Transforme sua fazenda em um negócio rentável e sustentável</h2>
<p>Muitos produtores focam apenas em aumentar a produção, mas esquecem que o verdadeiro diferencial está na gestão.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<title>Ciclo estral em vacas leiteiras: entenda as fases e como identificar</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/ciclo-estral-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 13:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[cio]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ciclo estral das vacas leiteiras é o ponto de partida fundamental para qualquer estratégia de reprodução eficiente em sistemas intensivos de produção. Esse processo fisiológico, cíclico e coordenado por uma complexa regulação hormonal, é responsável por preparar o organismo da fêmea para a ovulação e concepção. Em um cenário onde a rentabilidade está diretamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>ciclo estral das vacas leiteiras</strong> é o ponto de partida fundamental para qualquer estratégia de reprodução eficiente em sistemas intensivos de produção. Esse processo fisiológico, cíclico e coordenado por uma complexa regulação hormonal, é responsável por preparar o organismo da fêmea para a ovulação e concepção.</p>
<p>Em um cenário onde a rentabilidade está diretamente ligada à produtividade reprodutiva, entender as fases e os sinais do ciclo estral é mais do que conhecimento técnico, é uma necessidade prática e estratégica.</p>
<p>Compreender a dinâmica do ciclo estral permite que veterinários, zootecnistas e produtores otimizem decisões importantes, como o melhor momento para a inseminação artificial (IA) ou a aplicação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/">protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF)</a></strong>.</p>
<p>Cada fase (<strong>proestro, estro, metaestro e diestro</strong>) apresenta padrões hormonais e comportamentais específicos que, quando corretamente identificados, <strong>aumentam significativamente as taxas de concepção e reduzem custos operacionais</strong> relacionados a falhas reprodutivas.</p>
<p>Ao longo deste artigo, vamos explorar com profundidade as fases do ciclo estral bovino, suas alterações fisiológicas, comportamentais e hormonais, além de sua aplicação prática no campo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Compreendendo o ciclo estral das vacas leiteiras</h2>
<p>O <strong>ciclo estral</strong> é o conjunto de eventos fisiológicos e comportamentais recorrentes que preparam o trato reprodutivo da vaca para a concepção.</p>
<p>Em vacas leiteiras, este ciclo <strong>possui duração média de 21 dias</strong>, sendo considerado regular quando ocorre em intervalos consistentes. O entendimento detalhado do ciclo é essencial para o sucesso de técnicas como a inseminação artificial (IA) e a adoção de programas reprodutivos com base hormonal.</p>
<h3>O que é o ciclo estral?</h3>
<p>É uma sequência ordenada de alterações hormonais, morfológicas e comportamentais, que se repete ao longo da vida reprodutiva da fêmea não gestante. <strong>Sua principal característica externa é a manifestação do cio</strong>, cujo comportamento mais comum é a aceitação de monta, além da presença de muco, vulva edemaciada e vocalização, indicando que a fêmea está sexualmente receptiva e próxima da ovulação.</p>
<p>Diferentemente dos humanos, <strong>as vacas não menstruam</strong>. A menstruação consiste na eliminação do endométrio quando não ocorre fecundação. Em bovinos, esse tecido é reabsorvido, e o ciclo continua sem o sangramento observado em espécies menstruantes.</p>
<p>Essa distinção fisiológica reforça a importância de observar sinais comportamentais e hormonais específicos em ruminantes.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-deteccao-cio-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Identificação do estro e sincronia do rebanho: o pilar da eficiência reprodutiva</h3>
<p>Mesmo com o uso de protocolos hormonais, como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), <strong>a identificação correta do estro segue sendo um dos principais fatores de sucesso reprodutivo</strong>. Reconhecer esse momento marcado por comportamentos típicos, como inquietação, vocalização e aceitação de monta, é essencial para aplicar as tecnologias de forma eficaz.</p>
<p>A partir dessa identificação, torna-se possível sincronizar o ciclo estral de diversas vacas, o que permite que todas estejam no ponto ideal de ovulação no momento da inseminação. Essa estratégia otimiza a mão de obra, reduz a necessidade de observação contínua e aumenta as taxas de concepção, sobretudo em sistemas de produção com alta densidade animal.</p>
<p>Cada rebanho possui características específicas que influenciam diretamente na resposta aos protocolos hormonais. O conhecimento do ciclo estral permite personalizar estratégias, escolhendo os protocolos mais adequados ao perfil das fêmeas e ao objetivo do produtor, seja ele reprodutivo, genético ou econômico.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44518 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral.webp" alt="Principais hormônios reprodutivos de vacas leiteiras" width="1024" height="669" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-300x196.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-768x502.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-370x242.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-270x176.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-740x483.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Material de aulas Rehagro – Guilherme Correia</span></p>
<h2>Proestro: a preparação silenciosa para o cio</h2>
<p>O <strong>proestro é a primeira fase do ciclo estral</strong> e marca a transição entre o final do ciclo anterior, caracterizado pela<strong> luteólise</strong> (regressão do corpo lúteo) e o início do estro. Essa fase dura em média de <strong>3 a 4 dias</strong> e é fundamental para preparar o organismo da fêmea para a ovulação.</p>
<h3>Atividade hormonal</h3>
<p>O principal evento endocrinológico do proestro é a <strong>redução dos níveis de progesterona e o consequente aumento dos níveis de estrogênio</strong> (estradiol), produzidos pelos folículos ovarianos em crescimento. A hipófise anterior secreta FSH (hormônio folículo-estimulante), que estimula a emergência folicular, isto é, o crescimento de um grupo de folículos antrais no ovário.</p>
<p>Conforme esses folículos crescem, passam a secretar estradiol (E2) e inibina, os quais atuam por feedback negativo sobre a hipófise, reduzindo a liberação de FSH.</p>
<p>Com essa supressão, os folículos menores entram em atresia, enquanto apenas um prossegue no desenvolvimento. Este folículo diferencia-se por expressar receptores de LH nas células da granulosa, o que o torna sensível aos pulsos de LH (hormônio luteinizante) e o prepara para a ovulação.</p>
<p>Caso os pulsos de LH sejam insuficientes, o folículo dominante também pode entrar em atresia e uma nova onda folicular será iniciada. No entanto, se as condições hormonais forem favoráveis, o folículo dominante continuará seu crescimento até alcançar a maturação necessária.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44519 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-1.webp" alt="Novilhas com interesse em montar outras fêmeas" width="455" height="192" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-1.webp 455w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-1-300x127.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-1-370x156.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-1-270x114.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 455px) 100vw, 455px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Novilhas com interesse em montar as outras fêmeas. Fonte: Bruna Maeda</span></p>
<h3>Sinais comportamentais e clínicos</h3>
<p>Durante o proestro, <strong>embora a vaca ainda não esteja receptiva ao acasalamento</strong>, começam a surgir sinais comportamentais que indicam a proximidade do estro. Os principais incluem:</p>
<ul>
<li>Aumento da inquietação e movimentação no lote;</li>
<li>Interesse em montar outras vacas;</li>
<li>Maior vocalização;</li>
<li>Aumento da interação social com o rebanho.</li>
</ul>
<p>Esses comportamentos são induzidos pelo aumento progressivo do estradiol circulante, que atua no sistema nervoso central.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44520 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-2.webp" alt="Sinais de comportamento das vacas no proestro" width="740" height="499" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-2-300x202.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-2-370x250.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-2-270x182.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Adaptado de Wattiaux, 2009; The Babcock Institute, University of Wisconsin.</span></p>
<h2>Estro: a fase crítica da receptividade sexual e ovulação</h2>
<p>O <strong>estro, popularmente conhecido como cio</strong>, é a fase do ciclo estral em que a fêmea se encontra sexualmente receptiva, ou seja, aceita a monta. Essa fase representa o ponto máximo de fertilidade, sendo o momento ideal para realizar a inseminação artificial.</p>
<p>É considerada a fase mais curta e, ao mesmo tempo, <strong>mais crítica do ciclo estral</strong>, especialmente em sistemas intensivos que dependem de alta eficiência reprodutiva.</p>
<h3>Duração e importância da detecção</h3>
<p>A duração média do estro varia de <strong>12 a 18 horas</strong>, mas esse tempo pode ser ainda menor em vacas de alta produção leiteira, em razão das alterações hormonais e metabólicas que afetam o comportamento sexual (Roelofs et al., 2010). Isso reforça a importância de um monitoramento frequente e criterioso do rebanho, já que a perda da janela de estro pode comprometer as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxas de concepção</a></strong>.</p>
<p><strong>A inseminação deve ser realizada cerca de 12 horas após o início do estro</strong>, pois a ovulação ocorre, em média, 28 horas após o início do cio. Esse intervalo permite que os espermatozoides estejam no trato reprodutivo no momento ideal para a fecundação.</p>
<h3>Atividade hormonal durante o estro</h3>
<p>Durante essa fase, o <strong>estradiol</strong> atinge seu pico máximo, enquanto os níveis de progesterona permanecem baixos. Esse aumento no estradiol estimula o hipotálamo a liberar GnRH (hormônio liberador de gonadotrofinas), que, por sua vez, induz um pico de LH (hormônio luteinizante). O LH é o responsável direto pela ovulação do folículo dominante, que ocorre aproximadamente 28 horas após o início do estro (Keskin et al., 2011).</p>
<p>Essa sequência hormonal é essencial para que a fêmea atinja o ponto máximo de fertilidade, e qualquer alteração nesse eixo pode comprometer a ovulação e, consequentemente, a taxa de prenhez.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="COMO DETECTAR AS VACAS EM ESTRO? VEJA PRINCIPAIS FERRAMENTAS PARA AUXILIAR" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/h6n4r8d83_A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Sinais comportamentais e físicos</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-taxa-de-deteccao-de-cio/">correta identificação do estro</a></strong> é um dos maiores desafios do manejo reprodutivo. Os principais sinais observáveis incluem:</p>
<ul>
<li>Aceitação da monta: é o sinal mais confiável de que a vaca está em estro.</li>
<li>Agitação e inquietação: a vaca permanece mais ativa e caminha com frequência.</li>
<li>Vocalização aumentada: mugidos constantes.</li>
<li>Secreção vaginal clara e mucosa: com aspecto viscoso e transparente.</li>
<li>Postura arqueada (lordose) durante a monta por outra fêmea.</li>
<li>Redução do apetite e queda na produção de leite (em alguns casos).</li>
<li>Rabo levantado, vulva edemaciada e hiperêmica.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44521 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-3.webp" alt="Sinais de detecção do cio em vacas leiteiras" width="740" height="466" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-3.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-3-300x189.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-3-370x233.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-3-270x170.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Material de aula Rehagro</span></p>
<p>A observação desses sinais, preferencialmente duas a três vezes ao dia, aumenta a precisão na identificação do estro e permite maior sucesso na inseminação.</p>
<p>Em propriedades com rebanhos grandes, o uso de tecnologias auxiliares, como colares de monitoramento de atividade e sensores de monta, pode ser um diferencial para garantir a eficiência reprodutiva, desde que aplicadas com critério técnico e acompanhamento constante.</p>
<p>Além disso, estratégias simples e acessíveis como o uso de bastão de cera (tinta marcador de cio) e raspadinhas aplicadas na base da cauda também são amplamente utilizadas e eficazes na identificação do momento em que a fêmea está sendo montada, servindo como sinal indireto, porém confiável, da ocorrência do estro.</p>
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<h2>Metaestro: a transição da ovulação para a formação do corpo lúteo</h2>
<p>O <strong>metaestro é a fase de transição do ciclo estral</strong> que sucede o estro e se estende por cerca de <strong>3 a 5 dias</strong>. Inicia-se logo após a ovulação e é caracterizada por mudanças estruturais e hormonais no ovário, especialmente a formação do corpo lúteo (CL), processo conhecido como <strong>luteinização</strong>.</p>
<p>Essa fase <strong>marca o fim da receptividade sexual e o início da dominância da progesterona</strong>, hormônio essencial para o estabelecimento e manutenção da gestação.</p>
<h3>Atividade hormonal e luteinização</h3>
<p>Com o fim do estro e a ocorrência da ovulação, o folículo dominante que liberou o oócito passa por uma série de transformações celulares que resultam na formação do corpo lúteo funcional. Esse tecido endócrino passa a secretar <strong>altos níveis de progesterona</strong>, que têm como principal função:</p>
<ul>
<li><strong>Preparar o útero</strong> para uma possível gestação;</li>
<li><strong>Inibir o comportamento estral</strong> e os picos de GnRH;</li>
<li><strong>Prevenir novas ovulações</strong> durante esse período.</li>
</ul>
<p>A ação inibitória da progesterona ocorre principalmente sobre o eixo <strong>hipotálamo-hipófise</strong>, bloqueando a liberação de GnRH e, consequentemente, reduzindo os pulsos de LH. Dessa forma, ainda que haja produção de estradiol por pequenos folículos antrais remanescentes, esse estímulo não é suficiente para induzir um novo ciclo de ovulação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44522 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-4.webp" alt="Fisiologia do ciclo estral" width="740" height="593" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-4.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-4-300x240.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-4-370x297.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-4-270x216.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Fisiologia do Ciclo Estral dos Animais Domésticos &#8211; Emanuel Isaque Cordeiro da Silva</span></p>
<h3>Comportamento e observações clínicas</h3>
<p>Durante o metaestro, <strong>a vaca deixa de demonstrar qualquer comportamento de cio e passa a apresentar um comportamento mais calmo e menos interativo</strong>. Nesse período, não há receptividade sexual, e o diagnóstico de estro seria considerado falso positivo caso ocorresse uma interpretação incorreta dos sinais (Senger, 2012).</p>
<p>Um sinal clínico que pode ocorrer em algumas vacas é o <strong>sangramento vaginal discreto</strong>, também conhecido como <strong>hemorragia do metaestro</strong>. Esse fenômeno é resultante da queda abrupta nos níveis de estrogênio ao final do estro e não representa fertilidade ou sucesso da ovulação, mas pode ser útil como indicador retrospectivo de que a ovulação ocorreu há cerca de 1 a 2 dias (Wattiaux, 2009; Rehagro, 2023).</p>
<p>Uma estratégia eficiente para otimizar o diagnóstico da ovulação durante o metaestro é a realização da ultrassonografia para verificação da <strong>presença do corpo lúteo (CL)</strong>.</p>
<p>Esse exame deve ser realizado cerca de <strong>quatro dias após a inseminação</strong>, sendo que a presença do CL indica que houve ovulação, com possibilidade de prenhez, enquanto sua ausência sugere que a vaca não ovulou e, portanto, não tem chance de concepção. Esse manejo permite identificar precocemente falhas ovulatórias, evitando atrasos reprodutivos e possibilitando a reinserção rápida da vaca em um novo protocolo hormonal.</p>
<h2>Diestro: a fase de máxima produção de progesterona</h2>
<p>O <strong>diestro é a fase mais longa e estável do ciclo estral bovino</strong>, com duração média de <strong>10 a 14 dias</strong>.</p>
<p>Inicia-se após a completa formação do corpo lúteo e é <strong>caracterizado por altos níveis de progesterona</strong>, em decorrência do pico funcional do corpo lúteo. Essa concentração elevada do hormônio é essencial para promover o desenvolvimento e a manutenção do endométrio uterino, criando um ambiente propício para a implantação embrionária (Senger, 2012). Além do bloqueio completo da atividade sexual e de novas ovulações.</p>
<h3>Regressão lútea e reinício do ciclo</h3>
<p><strong>Caso a fêmea não seja fecundada, o útero inicia a liberação de prostaglandina F2α (PGF2α)</strong>, principalmente por volta do 16º dia do ciclo, sinalizando ao ovário que não houve gestação. Essa prostaglandina atinge o corpo lúteo por via contralateral e induz sua luteólise, promovendo a queda abrupta dos níveis de progesterona (Silva, 2021).</p>
<p>Com a redução da progesterona, o hipotálamo volta a liberar GnRH, reiniciando o ciclo com uma nova onda folicular.</p>
<h3>Comportamento durante o diestro</h3>
<p>Durante o diestro,<strong> a vaca não manifesta sinais comportamentais de cio.</strong> O comportamento é neutro ou apático, e o animal tende a manter-se isolado e sem demonstrar receptividade.</p>
<p>Essa ausência de sinais visíveis pode dificultar a percepção de que o animal está em ciclo ativo, especialmente em manejos baseados exclusivamente em observação visual.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44523 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-5.webp" alt="Fisiologia do ciclo estral de vacas leiteiras" width="693" height="422" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-5.webp 693w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-5-300x183.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-5-370x225.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/ciclo-estral-5-270x164.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 693px) 100vw, 693px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Fisiologia do Ciclo Estral dos Animais Domésticos &#8211; Emanuel Isaque Cordeiro da Silva</span></p>
<h2>Anestro: quando o ciclo estral é interrompido</h2>
<p>O <strong>anestro é uma condição em que a vaca deixa de manifestar ciclos estrais de forma regular</strong>, sendo caracterizado pela ausência de sinais de cio e de ovulação. Importante ressaltar que <strong>o anestro não é uma fase do ciclo estral</strong>, mas sim um estado de inatividade ovariana temporária, que pode comprometer a eficiência reprodutiva do rebanho leiteiro.</p>
<p>Esse fenômeno pode ocorrer de forma fisiológica, como no pós-parto ou em fêmeas pré-púberes, ou de forma patológica, quando associado a fatores nutricionais, metabólicos ou sanitários que afetam o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano</p>
<p>O anestro em vacas leiteiras é geralmente resultado de uma <strong>interação multifatorial</strong>, envolvendo aspectos fisiológicos, nutricionais, ambientais e sanitários.</p>
<p>Entre os fatores mais frequentes, destacam-se o <strong>balanço energético negativo (BEN)</strong> no pós-parto, o <a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/"><strong>estresse térmico</strong></a>, doenças uterinas como <a href="https://rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/"><strong>metrite</strong></a> e endometrite, além de deficiências de nutrientes essenciais. A identificação da causa específica requer uma avaliação criteriosa do histórico produtivo, estado corporal, condição sanitária e ambiente, permitindo intervenções mais direcionadas e eficazes no restabelecimento da ciclicidade ovariana.</p>
<p>Para o manejo adequado, é essencial o uso de ferramentas como a ultrassonografia transretal, que permite verificar a presença (ou ausência) de estruturas ovarianas funcionais (folículos e corpo lúteo). A identificação precoce de vacas em anestro é fundamental para a adoção de estratégias hormonais ou nutricionais que visem o restabelecimento da ciclicidade.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p><strong>Compreender o ciclo estral bovino vai além da teoria fisiológica</strong>: trata-se de uma competência prática essencial para a eficiência reprodutiva em sistemas leiteiros modernos. O reconhecimento das quatro fases, aliado ao entendimento da dinâmica hormonal e comportamental de cada uma delas, permite ações mais assertivas no manejo, com reflexos diretos sobre taxas de concepção, intervalos entre partos e produtividade do rebanho.</p>
<p>O domínio desse conhecimento técnico habilita o profissional a <strong>identificar com precisão o momento da ovulação, a selecionar e aplicar protocolos hormonais com base na fisiologia real do animal</strong>, e a personalizar estratégias de inseminação artificial ou IATF, adaptando-as ao perfil do rebanho e às metas da fazenda.</p>
<p>Mais do que aplicar hormônios ou seguir protocolos prontos, o verdadeiro impacto está em <strong>compreender o momento fisiológico de cada fêmea e transformar esse conhecimento em decisões estratégicas no campo.</strong></p>
<h2>Deixe de lado a tentativa e erro: aprenda o caminho comprovado para crescer no leite</h2>
<p>A pecuária leiteira exige cada vez mais eficiência e decisões assertivas. Muitos produtores ainda se apoiam na intuição, mas quem quer realmente crescer precisa dominar indicadores, gestão e técnicas que aumentam a produção sem elevar os custos de forma descontrolada.</p>
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<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">BÓ, G. A.; BARUSELLI, P. S.; VISINTIN, J. A. Controle farmacológico do ciclo estral em bovinos e sua aplicação para a inseminação artificial em tempo fixo (IATF). <i>Revista Brasileira de Reprodução Animal</i>, v. 43, n. 2, p. 181-190, 2019.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">KESKIN, A. et al. The timing of ovulation and conception rate in dairy cows treated with GnRH or estradiol benzoate. <i>Theriogenology</i>, v. 75, n. 3, p. 583–589, 2011.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">ROELOFS, J. B. et al. When is a cow in estrus? Clinical and practical aspects. <i>Theriogenology</i>, v. 74, n. 3, p. 327-344, 2010.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">SENGER, P. L. <i>Pathways to Pregnancy and Parturition</i>. 3. ed. Pullman: Current Conceptions Inc., 2012.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">SILVA, E. I. C. da. Fisiologia do Ciclo Estral dos Animais Domésticos. <i>Material acadêmico</i>. Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), 2021.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">WATTIAUX, M. A. <i>Bovine Reproduction</i>. The Babcock Institute for International Dairy Research and Development, University of Wisconsin-Madison, 2009. Disponível em: http://babcock.wisc.edu</span></li>
</ul>
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		<title>Fibra fisicamente efetiva: entenda sua importância na dieta de vacas leiteiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 12:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[fibra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A busca por eficiência produtiva aliada ao bem-estar animal tem levado nutricionistas, consultores e produtores a revisitar conceitos fundamentais da formulação de dietas para vacas leiteiras. Entre esses conceitos, o uso estratégico da fibra fisicamente efetiva (FFE) vem ganhando destaque. Esse tipo de fibra não se resume apenas à sua composição química, mas sim à [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A busca por eficiência produtiva aliada ao bem-estar animal tem levado nutricionistas, consultores e produtores a revisitar conceitos fundamentais da formulação de dietas para vacas leiteiras. Entre esses conceitos, o uso estratégico da <strong>fibra fisicamente efetiva (FFE)</strong> vem ganhando destaque.</p>
<p>Esse tipo de fibra não se resume apenas à sua composição química, mas sim à sua capacidade física de <strong>estimular o comportamento mastigatório e a ruminação</strong>. A FFE está diretamente ligada ao tempo de mastigação, à produção de saliva e, consequentemente, ao <strong>equilíbrio do pH ruminal</strong>, fatores essenciais para evitar distúrbios metabólicos e manter o desempenho produtivo.</p>
<p>O uso correto da FFE na dieta não apenas promove saúde ruminal, mas também pode atuar como mecanismo natural de controle do consumo de matéria seca, o que é especialmente importante em vacas de alta produção.</p>
<p>Ao longo deste artigo, você entenderá por que a FFE é importante para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> e o desempenho das vacas leiteiras, como ela atua na regulação do consumo de matéria seca, e quais são as quantidades recomendadas e como medi-las corretamente com o uso de ferramentas práticas como o PSPS.</p>
<p>Também veremos estratégias eficazes de formulação de dietas, exemplos reais de aplicação em campo, erros comuns e inovações tecnológicas que estão moldando o futuro da nutrição de precisão com base na FFE.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>A diferença entre FDN e FFE: o que realmente importa para a ruminação?</h2>
<p>Embora frequentemente utilizadas em conjunto, <strong>FDN (fibra em detergente neutro) e FFE</strong> não são sinônimos. A FDN representa a <strong>fração química</strong> da fibra (celulose, hemicelulose e lignina), ou seja, sua composição estrutural. Já a FFE refere-se à fração da FDN que possui <strong>características físicas</strong> capazes de estimular a ruminação (Mertens, 1997).</p>
<p>É possível, portanto, que uma dieta apresente níveis adequados de FDN mas baixos níveis de FFE, caso as partículas estejam excessivamente moídas, como em silagens muito picadas ou concentrados finamente processados.</p>
<p>Nesse cenário, mesmo com “fibra no papel”, o rúmen não recebe estímulo mecânico suficiente, o que pode desencadear queda na produção de saliva, acidose subclínica e alterações no comportamento alimentar das vacas (Armentano &amp; Pereira, 1997).</p>
<p>Por isso,<strong> avaliar a FFE é essencial</strong>, principalmente com o uso do <strong><em>Penn State Particle Separator</em></strong> <strong>(PSPS)</strong>, ferramenta que permite estimar o percentual de partículas com tamanho físico adequado à ruminação.</p>
<h2>Quando a fibra ajuda a limitar o consumo?</h2>
<p>Em vacas de alta produção, principalmente em fase de transição e pico de lactação, o apetite pode flutuar de forma intensa. Em alguns momentos, a vaca pode apresentar <strong>picos de ingestão de matéria seca</strong>, superando sua capacidade ruminal de processamento, o que aumenta o risco de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-do-deslocamento-de-abomaso/">deslocamento de abomaso</a></strong> e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong>.</p>
<p>Nesse cenário, a fibra fisicamente efetiva se apresenta como uma ferramenta de regulação natural do consumo, promovendo uma saciedade física que reduz a velocidade e o volume da ingestão voluntária de alimento, sem recorrer ao uso de aditivos ou estratégias restritivas (Armentano &amp; Swain, 1994).</p>
<p>Essa abordagem respeita a fisiologia do animal e previne o sobreconsumo, atuando preventivamente nos pontos críticos da nutrição de precisão: <strong>ritmo de ingestão, estabilidade ruminal e controle de distúrbios metabólicos.</strong></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Como evitar picos de consumo e sobrecarga do rúmen?</h3>
<p>Um dos principais benefícios práticos da inclusão de FFE em níveis adequados é a <strong>estabilização do padrão de consumo diário.</strong> Quando a dieta apresenta partículas de fibra com bom tamanho (≥8 mm), o tempo de mastigação aumenta, a ingestão se torna mais lenta e o <strong>esvaziamento ruminal ocorre de forma gradual</strong>, o que evita:</p>
<ul>
<li>Fermentação excessiva e rápida de carboidratos;</li>
<li>Produção elevada de ácidos orgânicos em curtos períodos;</li>
<li>Desbalanceamento da microbiota ruminal;</li>
<li>Redução abrupta do pH e perda de eficiência digestiva.</li>
</ul>
<p>Dessa forma, a FFE atua como um <strong>mecanismo de autorregulação</strong>. Ela não impede o consumo, mas reduz a impulsividade e o excesso de ingestão em curto tempo, favorecendo um ambiente ruminal mais estável.</p>
<h2>Relação entre saciedade física e estabilidade metabólica</h2>
<p>A <strong>saciedade induzida pela FFE é diferente da saciedade energética</strong>, que ocorre quando as exigências calóricas são atendidas. No caso da FFE, a vaca sente-se “cheia” fisicamente antes de atingir o limite energético, o que é desejável em situações onde se busca prevenir excessos e favorecer a mobilização de gordura corporal.</p>
<p>Essa saciedade física promovida por partículas grandes e bem estruturadas de fibra ajuda a:</p>
<ul>
<li>Evitar consumo excessivo de concentrados;</li>
<li>Manter o esvaziamento ruminal em ritmo adequado;</li>
<li>Proteger a integridade do epitélio ruminal;</li>
<li>Contribuir para o equilíbrio entre consumo e metabolismo hepático.</li>
</ul>
<p>Portanto, em vez de ver a FFE apenas como componente “de saúde ruminal”, ela deve ser reconhecida como uma <strong>ferramenta nutricional ativa de controle do consumo</strong>, com implicações diretas sobre a produtividade, a sanidade e a longevidade da vaca leiteira.</p>
<h2>Quantidades ideais de FFE: quanto incluir na dieta sem comprometer o desempenho?</h2>
<p>Diversos estudos mostram que não basta apenas atingir uma determinada porcentagem de FDN (fibra em detergente neutro) na dieta — é essencial garantir que parte dessa fibra seja fisicamente efetiva, ou seja, tenha estrutura e tamanho adequados para estimular a ruminação.</p>
<p>A literatura técnica recomenda que a <strong>FDN total da dieta represente entre 28% e 34% da matéria seca</strong>, e dentro desse valor, pelo menos <strong>19% a 21% deve ser de FDN fisicamente efetiva (peNDF)</strong>, que é a fração com propriedades mecânicas eficazes (Mertens, 1997; Armentano &amp; Pereira, 1997).</p>
<p>A sigla peNDF vem de “<em>physically effective</em> NDF” e corresponde justamente à FDN contida nas partículas de tamanho mínimo necessárias para promover a ruminação.</p>
<p>É importante ressaltar que essas faixas de referência devem ser ajustadas conforme o perfil do lote animal. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">Vacas em pico de lactação, por exemplo, exigem dietas mais densas energeticamente</a></strong>, o que pode demandar um nível um pouco menor de peNDF, desde que haja bom controle do pH ruminal.</p>
<p>Já em vacas no final da lactação, secas ou em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">período de transição</a></strong>, níveis mais elevados de FFE são desejáveis para modular o consumo, prevenir distúrbios e estabilizar o metabolismo.</p>
<p>Portanto, o nutricionista deve personalizar a formulação com base na categoria animal e momento fisiológico, sempre buscando o equilíbrio entre:</p>
<ul>
<li>Estímulo à ruminação;</li>
<li>Segurança ruminal;</li>
<li>Densidade energética da dieta;</li>
<li>Padrão de consumo e produção desejada.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ffe" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>A importância do PSPS na avaliação da FFE</h2>
<p>O principal método prático para mensurar a FFE na fazenda é o uso do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/penn-state/"><i>Penn State Particle Separator</i> (PSPS)</a></strong>. Trata-se de um conjunto de peneiras de diferentes tamanhos, usado para avaliar a distribuição das partículas presentes na dieta, especialmente em misturas TMR (<i>Total Mixed Ration</i>).</p>
<p>O PSPS tradicional conta com quatro peneiras empilhadas:</p>
<ol>
<li><strong>&gt;19 mm</strong>: partículas muito grandes (feno longo, palhada);</li>
<li><strong>8 a 19mm</strong>: partículas grandes efetivas (ideal para estimular a ruminação);</li>
<li><strong>1,18 a 8 mm</strong>: partículas médias (mais rapidamente fermentáveis);</li>
<li><strong>&lt;1,18 mm</strong>: partículas finas, geralmente pouco efetivas.</li>
</ol>
<p>Exemplo prático de mensuração:</p>
<p>Imagine uma dieta com os seguintes resultados no PSPS:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45790 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/ffe.webp" alt="Avaliação PSPS" width="477" height="309" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/ffe.webp 477w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/ffe-300x194.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/ffe-370x240.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/ffe-270x175.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Soma da fração fisicamente efetiva: 6% + 23% = 29% da MS total</strong></p>
<p>Agora, aplicando isso sobre a FDN:</p>
<p>Se a dieta tem <strong>32% de FDN na MS,</strong> a fração peNDF (fisicamente efetiva) será:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>peNDF = 32% × 0,29 = 9,28%</strong></p>
<p>Nesse exemplo, a <strong>peNDF está abaixo do ideal (mínimo de 19%)</strong>, o que indica necessidade de ajuste, como incluir feno de partículas maiores, reduzir moagem da silagem ou revisar o balanceamento da TMR.</p>
<p>Esse tipo de análise é importante para:</p>
<ul>
<li>Evitar subestimativa de FFE, que leva à acidose;</li>
<li>Evitar excesso, que pode reduzir o consumo e o desempenho;</li>
<li>Ajustar rapidamente dietas na propriedade, com base em avaliação visual e quantitativa.</li>
</ul>
<h2>Estratégias práticas para otimizar a FFE na formulação de dietas</h2>
<h3>Escolha das fontes de fibra: mais do que atender à FDN</h3>
<p>A base de qualquer formulação eficiente com foco em FFE está na escolha qualificada das fontes de fibra. Nem toda fibra bruta ou FDN contribui para a efetividade física desejada. É necessário garantir ingredientes com tamanho de partícula adequado e boa estrutura física.</p>
<p>As principais fontes utilizadas na prática incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Fenagem de gramíneas bem curadas</strong>: feno de tifton, coast-cross, azevém ou capim-elefante são excelentes para elevar o teor de FFE. Partículas longas (acima de 8 mm) são especialmente úteis.</li>
<li><strong>Silagens estruturadas</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">silagem de milho</a></strong> colhida no ponto correto e com tamanho de partícula ajustado contribui positivamente. Atenção ao uso de processadores de grão, que podem reduzir o tamanho da fibra de forma excessiva. Por isso é importante o acompanhamento criterioso durante todo processo de ensilagem.</li>
</ul>
<p>Atenção: Ingredientes fibrosos moídos finamente (farelos, cascas processadas, etc.) <strong>não fornecem estímulo suficiente à ruminação,</strong> mesmo que tenham FDN elevada no rótulo.</p>
<h3>Mistura total (TMR): uniformidade e distribuição das partículas</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-tmr-e-pmr/">dieta TMR</a></strong> (<em>Total Mixed Ration</em>) precisa garantir homogeneidade de distribuição das partículas, para que cada bocada forneça uma porção balanceada de nutrientes e fibra. Uma das maiores causas de falhas no fornecimento de FFE é a <strong>separação de partículas</strong>, também chamada de &#8220;<em>sorting</em>&#8220;.</p>
<p>Boas práticas para evitar separação:</p>
<ul>
<li><strong>Misturar os ingredientes na sequência correta</strong>, iniciando pelos volumosos.</li>
<li><strong>Verificar o nível de matéria seca da TMR</strong>: valores abaixo de 40% MS facilitam a aderência entre partículas e reduzem a seleção.</li>
<li><strong>Evitar inclusão excessiva de silagem</strong> muito úmida ou finamente picada, que favorece o sorting.</li>
<li><strong>Observar se a vaca “escolhe” o concentrado e deixa o volumoso no cocho</strong> — esse é um sinal claro de baixa efetividade na FFE.</li>
</ul>
<p>Dica prática: Avalie a TMR com o PSPS, aplicando-o antes e após o fornecimento. Grandes variações indicam que as vacas estão selecionando ingredientes, o que prejudica o efeito da fibra.</p>
<h3>Adaptação por fase de lactação: um ponto-chave no uso da FFE</h3>
<p>O nível ideal de FFE não é fixo: ele deve ser ajustado conforme o estágio fisiológico e o desempenho produtivo da vaca.</p>
<ul>
<li><strong>Pré-parto (<em>close-up</em>)</strong>: Nível mais alto de FFE (em torno de 22% peNDF), com dieta moderadamente energética. Objetivo: controle do consumo, estabilidade ruminal, preparação e adaptação das papilas ruminais e prevenção de cetose e deslocamento de abomaso.</li>
<li><strong>Pico de lactação</strong>: Foco em <strong>densidade energética</strong>. Reduz-se ligeiramente a FFE (podendo ficar entre 20%-22% peNDF), desde que mantida a integridade ruminal. Aqui, a seleção de partículas deve ser rigorosamente controlada e também a avaliação das vacas em relação à característica das fezes e acidose.</li>
<li><strong>Meio e final da lactação</strong>: Pode-se retomar níveis intermediários de FFE (20%–22%) para promover saúde ruminal, modular o consumo e estabilizar a curva de produção.</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/"><strong>Vacas secas</strong></a>: Aumenta-se novamente a FFE (24% ou mais), com foco em controle de ingestão e prevenção de distúrbios metabólicos na transição.</li>
</ul>
<p>Essa adaptação estratégica permite atender às exigências específicas de cada fase, equilibrando consumo, eficiência e saúde ruminal.</p>
<h2>Tendências e inovações no uso da FFE na nutrição de ruminantes</h2>
<p>Desde a publicação da revisão do NRC em 2021, agora sob o nome NASEM – National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine, houve um avanço significativo na compreensão do papel funcional da fibra na nutrição de vacas leiteiras.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nasem-2021-exigencias-nutricionais-de-bovinos-leiteiros/">NASEM 2021</a> </strong>reconhece que:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A <strong>densidade física dos ingredientes e o tamanho de partícula</strong> são tão importantes quanto a composição química da fibra.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A recomendação de <strong>peNDF mínima</strong> para vacas de alta produção deve considerar <strong>as condições do sistema de manejo, conforto e acesso ao cocho</strong>.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A inclusão de <strong>fibra indigestível, mas fisicamente efetiva</strong>, pode ser positiva em situações específicas, como vacas secas, para controle do apetite e prevenção de distúrbios (NASEM, 2021).</li>
</ul>
<p>Além disso, o modelo de predição de consumo foi ajustado para considerar parâmetros físicos da dieta, e não apenas sua composição energética — o que reforça a importância da FFE como elemento de precisão nutricional.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A fibra fisicamente efetiva (FFE) é um elemento-chave na nutrição moderna de vacas leiteiras, pois atua como <strong>reguladora natural do consumo, protetora da saúde ruminal e estabilizadora do metabolismo</strong>. Sua importância transcende a simples inclusão de fibra na dieta: ela exige análise física, técnica e contextualizada.</p>
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<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Mertens, D. R. (1997). Fibra como uma entidade física: relações com a digestibilidade e eficácia da fibra em dietas para ruminantes. <i>Journal of Dairy Science</i>, 80(12), 1463–1481.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Armentano, L. E., &amp; Pereira, M. N. (1997). Fatores que afetam a eficácia da fibra na ração de vacas leiteiras. <i>Journal of Dairy Science</i>, 80(5), 1416–1428.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Mooney, C. S., &amp; Allen, M. S. (1997). Efeitos da concentração dietética de fibras e amido no comportamento alimentar de vacas leiteiras. <i>Journal of Dairy Science</i>, 80(6), 1562–1574.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Armentano, L. E., Swain, S. M., &amp; Clark, J. H. (1994). Fibra efetiva em dietas para vacas leiteiras de alta produção. <i>Journal of Dairy Science</i>, 77(5), 1441–1451.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">FAZU (2012). <i>Fibra Efetiva e Fibra Fisicamente Efetiva: Conceitos e Importância na Nutrição de Ruminantes</i>. FAZU em Revista, Uberaba, n. 9, p. 69–84. Disponível em: https://1library.org/document/y6ew12oz.html</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">NASEM (2021). <i>Nutrient Requirements of Dairy Cattle</i>. National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine. Washington, DC: The National Academies Press. https://doi.org/10.17226/25806</span></li>
</ul>
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		<title>Planilha Oportunidades de ganhos com a redução da mastite</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/planilha-oportunidades-de-ganhos-com-a-reducao-da-mastite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2025 19:53:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[PLANILHAS]]></category>
		<category><![CDATA[mastite clínica]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Controle a mastite clínica e reduza perdas no rebanho leiteiro Baixe gratuitamente a planilha e acompanhe com precisão a incidência da mastite clínica na sua fazenda. Com essa ferramenta, você pode registrar os casos, calcular as oportunidades de ocorrência e avaliar a taxa de incidência, tudo com base em dados reais, ajudando na tomada de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Controle a mastite clínica e reduza perdas no rebanho leiteiro</p>
<p>Baixe gratuitamente a planilha e acompanhe com precisão a incidência da mastite clínica na sua fazenda.</p>
<p>Com essa ferramenta, você pode registrar os casos, calcular as oportunidades de ocorrência e avaliar a taxa de incidência, tudo com base em dados reais, ajudando na tomada de decisão e no manejo sanitário do rebanho.</p>
<h2>O que você vai conseguir com essa planilha:</h2>
<ol>
<li>Registrar e acompanhar todos os casos de mastite clínica mês a mês;</li>
<li>Calcular a taxa de incidência de mastite com base nas oportunidades reais;</li>
<li>Avaliar a evolução do problema ao longo do ano com dados consolidados;</li>
<li>Apoiar ações preventivas e corretivas com base em números concretos;</li>
<li>Reduzir perdas econômicas e melhorar o bem-estar e a sanidade do rebanho.</li>
</ol>
<h2>Esta planilha é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de leite que desejam controlar a mastite com mais eficiência;</li>
<li>Técnicos e consultores que acompanham sanidade de rebanhos leiteiros;</li>
<li>Gestores de fazenda preocupados com perdas por descarte de leite, antibióticos e queda de produção.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-como-reduzir-mastite-clinica?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-reduzir-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39666 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-mastite-clinica.png" alt="Planilha oportunidade de lucro com redução da mastite clínica" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-mastite-clinica.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-mastite-clinica-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-mastite-clinica-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-mastite-clinica-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-mastite-clinica-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-mastite-clinica-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-mastite-clinica-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Guia Principais doenças uterinas de vacas leiteiras</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/guia-principais-doencas-uterinas-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 12:29:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GUIAS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[problemas uterinos]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Evite prejuízos reprodutivos no seu rebanho leiteiro com prevenção certeira Baixe gratuitamente o guia técnico sobre as principais doenças uterinas que afetam vacas leiteiras. Entenda os sintomas, causas, formas de prevenção e metas reprodutivas que garantem melhor desempenho reprodutivo e mais produtividade no leite. O que você vai encontrar neste material: Conceito e diagnóstico das principais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Evite prejuízos reprodutivos no seu rebanho leiteiro com prevenção certeira</p>
<p>Baixe gratuitamente o guia técnico sobre as principais doenças uterinas que afetam vacas leiteiras.</p>
<p>Entenda os sintomas, causas, formas de prevenção e metas reprodutivas que garantem melhor desempenho reprodutivo e mais produtividade no leite.</p>
<h2>O que você vai encontrar neste material:</h2>
<ul>
<li>Conceito e diagnóstico das principais doenças uterinas;</li>
<li>Fatores predisponentes como imunossupressão, distocia, higiene, nutrição e estresse;</li>
<li>Medidas práticas de prevenção e controle, incluindo espaçamento de cocho, limpeza e uso correto de luvas;</li>
<li>Metas ideais de incidência das doenças para a fazenda;</li>
<li>Imagens reais do campo para facilitar a identificação dos sintomas clínicos.</li>
</ul>
<h2>Este material é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de leite que querem evitar perdas reprodutivas e melhorar a taxa de prenhez;</li>
<li>Técnicos e veterinários que atuam no manejo sanitário de vacas no pré e pós-parto ;</li>
<li>Gestores de fazenda que buscam padronizar o manejo sanitário e reduzir descarte involuntário.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-uterinas-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=guia-doencas-uterinas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39654 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-uterinas.png" alt="Guia Principais doenças uterinas de vacas leiteiras" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-uterinas.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-uterinas-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-uterinas-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-uterinas-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-uterinas-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-uterinas-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-uterinas-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Uso de cevada para vacas leiteiras: quando e como incluir na dieta</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/uso-da-cevada-na-dieta-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 12:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um cenário marcado por oscilações nos custos dos insumos, a busca por alternativas alimentares que mantenham ou elevem a eficiência produtiva dos rebanhos leiteiros tornou-se estratégica. Nesse contexto, a cevada (Hordeum vulgare), um dos cereais mais antigos cultivados pela humanidade, ressurge como uma opção promissora tanto do ponto de vista nutricional quanto econômico. Embora [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um cenário marcado por oscilações nos custos dos insumos, a busca por alternativas alimentares que mantenham ou elevem a eficiência produtiva dos rebanhos leiteiros tornou-se estratégica. Nesse contexto, a <strong>cevada</strong> (<i>Hordeum vulgare</i>), um dos cereais mais antigos cultivados pela humanidade, ressurge como uma opção promissora tanto do ponto de vista nutricional quanto econômico.</p>
<p>Embora tradicionalmente associada à fabricação de malte e cerveja, a cevada apresenta qualidades notáveis quando aplicada na nutrição animal. Sua composição <strong>rica em amido, proteínas e fibras</strong> a coloca como uma alternativa viável ao milho, especialmente em períodos de escassez ou elevação de preços deste grão.</p>
<p>Para o produtor de leite, a cevada pode representar mais que uma substituição de ingrediente: ela pode ser uma ferramenta de ajuste fino na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação de dietas</a></strong>, equilibrando custos e elevando a eficiência do aproveitamento ruminal. No entanto, o uso desse ingrediente exige conhecimento técnico, manejo nutricional criterioso e estratégias de inclusão bem planejadas para evitar efeitos adversos como acidose ruminal.</p>
<p>Ao longo deste artigo, vamos explorar as principais características da cevada, sua classificação e composição nutricional, formas de processamento, estratégias de uso na dieta de vacas leiteiras, os momentos ideais para sua inclusão, vantagens, desafios e cuidados necessários.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Entendendo a cevada: origem, cultivo e importância na nutrição animal</h2>
<p>A cevada é uma gramínea anual de ciclo curto, pertencente à família <i>Poaceae</i>, e <strong>está entre os quatro cereais mais cultivados do mundo</strong>, com produção estimada em mais de 150 milhões de toneladas por ano, ocupando cerca de 55 milhões de hectares globalmente (Nikkhah, 2012).</p>
<p>No Brasil, a cultura da cevada se consolidou a partir da década de 1930, com <strong>maior expressão nas regiões Sul, em especial no Rio Grande do Sul e no Paraná</strong>. Nessas regiões, ela é cultivada principalmente no inverno, favorecida por baixas temperaturas e práticas de manejo conservacionista, sendo comumente inserida em sistemas de rotação com soja, milho e trigo (Geron et al., 2013).</p>
<p>Apesar do foco histórico estar na produção de malte, uma fração significativa da cevada brasileira e importada é direcionada para a alimentação animal, seja na forma de grãos inteiros, triturados ou processados.</p>
<p>Sua importância na nutrição de ruminantes, especialmente de vacas leiteiras, vem crescendo graças ao seu perfil nutricional favorável. O grão apresenta alta concentração de amido, proteína bruta e fibra detergente neutra (FDN), com vantagem adicional no fornecimento de aminoácidos essenciais como lisina, metionina, cisteína e triptofano (Córdova et al., 2006). Essa composição nutricional torna a cevada um ingrediente estratégico em dietas balanceadas, especialmente em momentos de maior custo de outros grãos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Classificação e composição nutricional da cevada</h2>
<p>A cevada destaca-se por sua composição nutricional rica e equilibrada, o que a torna uma excelente candidata à substituição de grãos tradicionais, como o milho, na alimentação de vacas leiteiras.</p>
<p>Contudo, para um aproveitamento eficiente, é essencial compreender suas <strong>classificações botânicas e variações composicionais</strong>, que impactam diretamente seu valor nutricional e comportamento ruminal.</p>
<h3>Cevada de duas fileiras vs. seis fileiras</h3>
<p>A cevada é geralmente classificada em dois principais grupos morfológicos, com base na organização das espiguetas:</p>
<ul>
<li><strong>Cevada de duas fileiras (<i>Hordeum distichon</i>)</strong>:<br />
Apresenta grãos mais uniformes, com maior teor de amido e menor concentração de proteína. É amplamente utilizada na indústria cervejeira devido à sua alta produtividade de malte.</li>
<li><strong>Cevada de seis fileiras (<i>Hordeum vulgare</i>)</strong>:<br />
Tem grãos menos uniformes, maior teor de proteína e casca mais espessa. Por conter menor teor de amido, é mais comumente utilizada na alimentação animal (Geron et al., 2013).</li>
</ul>
<p>Essa distinção é crucial, pois influencia diretamente a <strong>fermentação ruminal e a degradabilidade do amido</strong>. Grãos com mais proteína e menos amido demandam ajustes precisos na formulação das dietas.</p>
<h3>Composição bromatológica da cevada</h3>
<p>Segundo dados compilados por Geron et al. (2013) e Nikkhah (2012), a cevada apresenta, em média, a seguinte composição por quilo de matéria seca:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44992 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada.webp" alt="Tabela de composição bromatológica da cevada" width="690" height="477" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada.webp 690w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada-300x207.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada-370x256.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada-435x300.webp 435w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada-270x187.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 690px) 100vw, 690px" /></p>
<p>Esses valores colocam a cevada como <strong>um cereal com excelente valor energético</strong>, com teores de proteína superiores aos do milho (que gira entre 80–100 g/kg PB), além de uma maior oferta de aminoácidos essenciais.</p>
<h3>Comparação com outros cereais energéticos</h3>
<p>Em comparação com milho, trigo e sorgo, a cevada possui características que a tornam vantajosa em determinados contextos:</p>
<ul>
<li><strong>Mais proteína e aminoácidos</strong>: destacando-se em metionina, lisina, cisteína e triptofano (Córdova et al., 2006).</li>
<li><strong>Amido altamente fermentável</strong>: o que aumenta a velocidade de produção de ácidos graxos voláteis no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, o que é bom, desde que bem manejado.</li>
<li><strong>Maior teor de FDN</strong>: contribui para a saúde ruminal, mas pode exigir ajustes na forragem total da dieta para manter a efetividade da fibra.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44993 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada-1.webp" alt="Comparação da cevada com outros cereais energéticos" width="553" height="471" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada-1.webp 553w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada-1-300x256.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada-1-370x315.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada-1-270x230.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/uso-cevada-1-352x300.webp 352w" sizes="auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Fonte: <i>Barley grain for ruminants: A global treasure or tragedy – Journal of Animal Science and Biotechnology</i></span></p>
<p>No entanto, é justamente esse amido de rápida fermentação que exige atenção quanto ao risco de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose ruminal</a></strong>, principalmente quando a cevada é mal processada ou oferecida em excesso.</p>
<h2>Processamento do grão: fundamental para o aproveitamento nutricional</h2>
<p>Ao contrário de outros cereais como o milho, a cevada possui uma casca mais espessa e grãos mais duros, o que dificulta sua quebra durante a mastigação pelos bovinos. Por isso, o <strong>processamento prévio dos grãos é indispensável</strong> para garantir digestibilidade e evitar desperdício.</p>
<p>Segundo Nikkhah (2012), os principais métodos de processamento são:</p>
<ul>
<li><strong>Moagem (triturado fino ou grosso)</strong>: É o método mais comum para vacas leiteiras. Permite alta disponibilidade de amido e bom custo-benefício. Deve-se evitar moagem muito fina para reduzir riscos de acidose.</li>
<li><strong>Laminação a frio ou a quente</strong>: Promove maior superfície de contato do grão com os microrganismos ruminais, aumentando a digestibilidade.</li>
<li><strong>Flocagem a vapor e temperagem</strong>: Técnicas que melhoram significativamente a fermentabilidade e reduzem fatores antinutricionais, embora com maior custo operacional.</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/racao-peletizada-e-racao-farelada-voce-sabe-as-diferencas/">Peletização</a> e torrefação</strong>: Menos usuais em dietas de vacas leiteiras por envolverem custos mais elevados, mas podem ser úteis em rações comerciais ou concentrados prontos.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=uso-cevada" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Quando optar pela inclusão da cevada na dieta?</h2>
<p>A cevada pode ser estrategicamente incorporada na dieta de vacas leiteiras em diversas situações, especialmente:</p>
<ul>
<li><strong>Quando o preço do milho estiver elevado</strong> ou houver dificuldade de abastecimento.</li>
<li><strong>Em sistemas de produção mais intensivos</strong>, onde é necessário elevar o aporte energético sem depender exclusivamente de fontes tradicionais.</li>
<li><strong>Para diversificação de ingredientes</strong> na formulação da dieta, reduzindo a dependência de grãos únicos.</li>
<li><strong>Em propriedades com produção própria de cevada</strong>, otimizando o uso de recursos internos.</li>
</ul>
<p>Além disso, devido ao seu teor superior de proteína bruta e aminoácidos essenciais (como lisina, metionina e cisteína), a cevada permite reduzir o uso de farelo de soja, contribuindo para a economia na formulação (Córdova et al., 2006).</p>
<p>Apesar de suas qualidades nutricionais, a cevada exige atenção redobrada na formulação de dietas, pois seu uso inadequado pode comprometer a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> das vacas e afetar a produção leiteira.</p>
<h2>Cuidados essenciais na inclusão de cevada</h2>
<h3>1. Presença de micotoxinas: um risco silencioso</h3>
<p>A cevada, especialmente quando colhida ou armazenada sob condições de alta umidade, pode ser contaminada por fungos do gênero <i>Fusarium</i>, os quais produzem <strong>micotoxinas</strong>, como a vomitoxina (DON). Estas substâncias comprometem a ingestão de matéria seca, reduzem a imunidade e afetam o desempenho produtivo dos animais.</p>
<p>Então a recomendação é <strong>monitorar periodicamente a qualidade dos lotes de cevada</strong>, especialmente quando oriundos de regiões úmidas ou armazenados por longos períodos. A análise de micotoxinas em laboratórios especializados é altamente recomendada (Nikkhah, 2012).</p>
<h3>2. Fermentação ruminal rápida e risco de acidose</h3>
<p>O amido da cevada possui alta degradabilidade ruminal, com fermentação mais rápida do que a do milho. Essa característica pode levar a um acúmulo súbito de ácidos no rúmen, reduzindo o pH e <strong>favorecendo a acidose ruminal subclínica ou aguda</strong>, especialmente quando a inclusão do grão ultrapassa os limites seguros ou é realizada sem equilíbrio com fibra efetiva.</p>
<p>Então a recomendação se resume em:</p>
<ul>
<li>Fracionar o fornecimento da dieta ao longo do dia.</li>
<li>Incluir fontes de fibra efetiva de alta qualidade (ex: silagem de milho com bom tamanho de partícula).</li>
<li>Monitorar sinais clínicos, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes pastosas</a></strong>, redução do consumo e queda do teor de gordura no leite.</li>
</ul>
<h3>3. Fibra em Detergente Neutro (FDN) e a mastigação</h3>
<p>Embora a cevada tenha teores moderados de FDN, a <strong>sua fibra não estimula a mastigação nem a salivação</strong> com a mesma eficiência que as fibras forrageiras. Isso pode agravar o risco de distúrbios digestivos caso a dieta como um todo apresente baixo conteúdo de fibra efetiva.</p>
<p>Por isso é essencial ajustar a inclusão da cevada conforme o perfil da forragem da dieta. Em sistemas baseados em silagens muito moídas ou com baixa FDN efetiva, a cevada deve ser usada com moderação e acompanhada de forragens mais estruturadas.</p>
<h3>4. Interação com outros ingredientes da dieta</h3>
<p>Outro cuidado importante está na <strong>interação da cevada com fontes de proteína não degradável no rúmen (PNDR)</strong> e com aditivos como tamponantes ou leveduras vivas, que podem ser utilizados para mitigar os riscos de acidose e melhorar a estabilidade ruminal.</p>
<p>Em dietas com alto uso de cevada, é aconselhável considerar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aditivos-na-dieta-de-bezerras/">aditivos</a></strong> específicos como bicarbonato de sódio, óxido de magnésio ou probióticos.</p>
<h2>Vantagens do uso da cevada na nutrição de vacas leiteiras</h2>
<p>O uso da cevada na formulação de dietas para vacas leiteiras pode trazer uma série de benefícios, tanto do ponto de vista <strong>econômico</strong>, quanto <strong>nutricional</strong> e <strong>zootécnico</strong>. Esses benefícios tornam a cevada uma ferramenta estratégica para a eficiência produtiva, desde que seu uso seja conduzido com critério técnico.</p>
<h3>1. Economia na formulação da dieta</h3>
<p>Um dos principais atrativos da cevada está no seu<strong> potencial de redução de custos</strong>, especialmente em cenários onde o milho apresenta alta de preços ou dificuldade de acesso logístico.</p>
<p>Por ter alto teor energético e proteico, a cevada pode permitir a substituir parcialmente o milho e reduzir a inclusão de farelo de soja devido à maior concentração de aminoácidos essenciais.</p>
<h3>2. Maior teor de proteína e aminoácidos essenciais</h3>
<p>Comparada ao milho, a cevada apresenta:</p>
<ul>
<li><strong>Maior teor de proteína bruta</strong> (110 a 140 g/kg vs. 80 a 100 g/kg no milho).</li>
<li>Elevados níveis de <strong>lisina, metionina, cisteína e triptofano</strong>, aminoácidos limitantes na síntese proteica e produção de leite (Geron et al., 2013).</li>
</ul>
<p>Isso favorece o balanço proteico ideal da dieta, sendo especialmente benéfico para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">vacas de alta produção</a></strong> ou em início de lactação.</p>
<h3>3. Alta degradabilidade ruminal e eficiência energética</h3>
<p>A cevada possui um amido altamente fermentável, que:</p>
<ul>
<li>É rapidamente degradado no rúmen, elevando a produção de ácidos graxos voláteis (AGVs).</li>
<li>Melhora a disponibilidade de energia para a microbiota ruminal, otimizando a digestão de fibras e a síntese de proteína microbiana (Nikkhah, 2012).</li>
</ul>
<p>Em sistemas bem manejados, isso se traduz em <strong>melhor aproveitamento nutricional e maior eficiência alimentar.</strong></p>
<h2>Desafios e limitações no uso da cevada</h2>
<p>Apesar de suas qualidades nutricionais e vantagens econômicas, <strong>a cevada não é isenta de riscos</strong>. Quando utilizada sem os devidos cuidados, pode comprometer a saúde do rebanho e impactar negativamente a produção de leite. Por isso, entender seus desafios é tão importante quanto reconhecer seus benefícios.</p>
<h3>Risco elevado de acidose ruminal</h3>
<p>O amido da cevada é <strong>mais rapidamente fermentado no rúmen do que o do milho</strong>. Essa fermentação intensa favorece a produção rápida de ácidos, o que pode reduzir o pH ruminal e causar acidose subclínica ou aguda, especialmente se:</p>
<ul>
<li>A dieta é pobre em fibra efetiva.</li>
<li>A cevada for fornecida moída muito fina.</li>
<li>Não houver fracionamento adequado da alimentação ao longo do dia.</li>
</ul>
<h3>Supressão da gordura do leite</h3>
<p>Devido ao perfil de fermentação do amido, a cevada pode <strong>alterar o equilíbrio dos ácidos graxos produzidos no rúmen</strong>. Isso interfere na síntese de gordura láctea, reduzindo o teor de gordura do leite quando o uso da cevada é excessivo ou desbalanceado em relação à fibra.</p>
<p>Esse efeito é mais comum quando a dieta apresenta baixa efetividade física da forragem ou excesso de concentrado.</p>
<h3>Variabilidade entre cultivares e safras</h3>
<p>A composição da cevada pode variar significativamente de acordo com:</p>
<ul>
<li>Tipo botânico (duas ou seis fileiras).</li>
<li>Condições edafoclimáticas da região de cultivo.</li>
<li>Manejo pós-colheita e armazenamento.</li>
</ul>
<p>Isso exige <strong>análises bromatológicas frequentes</strong> para formular com precisão e evitar desequilíbrios na dieta (Geron et al., 2013).</p>
<h3>Potencial presença de micotoxinas</h3>
<p>Como discutido anteriormente, a cevada é suscetível ao crescimento de fungos, especialmente se armazenada sob alta umidade. A vomitoxina (DON) é uma das micotoxinas mais comuns, podendo afetar diretamente o consumo e o desempenho das vacas (Córdova et al., 2006).</p>
<h3>Limites de inclusão na dieta</h3>
<p>Apesar de seu bom perfil nutricional, a cevada não pode ser usada em altas concentrações sem comprometer o equilíbrio ruminal. O uso acima de 20–25% da matéria seca da dieta pode representar riscos, dependendo do nível de produção e do restante dos ingredientes da formulação.</p>
<p>Por isso, é fundamental o suporte de um nutricionista para ajustar a proporção ideal conforme a realidade de cada propriedade.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A cevada tem se consolidado como uma alternativa nutricional estratégica na dieta de vacas leiteiras, <strong>especialmente em momentos de volatilidade no preço de insumos como milho e farelo de soja</strong>. Sua composição rica em amido fermentável, proteínas e aminoácidos essenciais a torna uma fonte energética e proteica de alto valor.</p>
<p>Contudo, para colher os benefícios desse ingrediente, é indispensável atenção aos detalhes técnicos: conhecer o tipo de cevada utilizada, adotar métodos de processamento adequados, ajustar o fornecimento de fibra efetiva e monitorar a qualidade do grão. <strong>O uso responsável da cevada pode não apenas manter os níveis de produção leiteira, mas também otimizar os custos com alimentação</strong>, o que representa um ganho econômico direto para o produtor.</p>
<p>A adoção desse grão exige suporte técnico e acompanhamento nutricional para evitar distúrbios ruminais como acidose e perda da gordura do leite. Quando incluída de forma estratégica, a cevada deixa de ser apenas uma substituição ao milho e passa a ser uma ferramenta de gestão nutricional e econômica.</p>
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<p>Autores: Matheus Viana e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">CÓRDOVA, H. A., THALER-NETO, A., GOMES, I., SANTOS, I. R. (2006). <i>Utilização do grão de cevada em substituição ao milho em dietas para vacas em lactação</i>. Archives of Veterinary Science, 10(3).</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">GERON, L., TRAUTMANN-MACHADO, R., MOURA, D., MARQUES, F., SOUZA, O., PAULA, E. (2013). <i>Caju, canola, cevada, cupuaçu e seus resíduos utilizados na nutrição de ruminantes</i>. Pubvet, 7(12).</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">NIKKHAH, A. (2012). <i>Barley grain for ruminants: A global treasure or tragedy</i>. Journal of Animal Science and Biotechnology, 3(22).</span></li>
</ul>
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		<title>Indigestão vagal em vacas leiteiras: causas, sintomas e como tratar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 12:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[saúde ruminal]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sanidade digestiva das vacas leiteiras é um dos pilares fundamentais para o desempenho zootécnico e econômico de uma fazenda. Dentre as diversas afecções que podem comprometer o trato gastrointestinal dos ruminantes, a indigestão vagal merece atenção especial. Trata-se de uma condição muitas vezes silenciosa no início, mas que pode desencadear quadros graves de timpanismo, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sanidade digestiva das vacas leiteiras é um dos pilares fundamentais para o desempenho zootécnico e econômico de uma fazenda. Dentre as diversas afecções que podem comprometer o trato gastrointestinal dos ruminantes, a <strong>indigestão vagal</strong> <strong>merece atenção especial</strong>.</p>
<p>Trata-se de uma condição muitas vezes silenciosa no início, mas que pode desencadear quadros graves de timpanismo, perda de apetite e, em casos extremos, levar à morte do animal.</p>
<p>O nervo vago é responsável por grande parte da inervação sensorial e motora do <strong>sistema digestório dos ruminantes</strong>. Quando há uma interrupção ou disfunção em seu funcionamento, diversas estruturas do trato gastrointestinal são diretamente afetadas, resultando em prejuízos clínicos e produtivos expressivos.</p>
<p>Com consequências que vão desde <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong> até o descarte precoce de vacas, essa condição representa um verdadeiro desafio para médicos-veterinários, zootecnistas, técnicos de campo e produtores.</p>
<p>Neste artigo, você irá entender o que é a indigestão vagal, por que ela ocorre, como identificar seus sinais clínicos, o que é a <strong>Síndrome de Hoflund</strong>, como realizar o diagnóstico correto, quais são as possibilidades de tratamento e, principalmente, como prevenir esse problema de forma eficiente.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</script></p>
</div>
<h2>Compreendendo o nervo vago nos ruminantes</h2>
<p>O <strong>nervo vago</strong> (nervo craniano X) é um dos <strong>principais condutores das informações neurais</strong> que regulam o funcionamento visceral dos animais. Ele é composto por dois troncos: tronco dorsal e tronco ventral, que seguem junto ao esôfago até o abdômen e promovem inervação autonômica para o rúmen, retículo, omaso, abomaso, intestinos e até mesmo o fígado (Fubini &amp; Divers, 2008).</p>
<ol>
<li><strong>O tronco dorsal</strong> do nervo vago inerva o rúmen e as porções mais caudais e mediais do retículo, omaso e abomaso.</li>
<li><strong>O tronco ventral</strong> inerva principalmente a região cranial desses compartimentos, além do fígado e intestinos proximais.</li>
</ol>
<p>Essas estruturas digestivas dependem fortemente dos estímulos nervosos fornecidos pelo vago para garantir:</p>
<ul>
<li>A motilidade do rúmen e dos demais compartimentos;</li>
<li>A condução do bolo alimentar;</li>
<li>A ocorrência de eructação;</li>
<li>A secreção de enzimas digestivas.</li>
</ul>
<p>Com isso, qualquer alteração na função deste nervo compromete diretamente a digestão, absorção de nutrientes e o bem-estar geral do animal. Como consequência, os animais afetados apresentam perda de apetite, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/timpanismo-em-bovinos/">timpanismo</a></strong>, distensão abdominal e acentuada queda na produtividade leiteira (Garry &amp; McConnel, 2015).</p>
<h2>O que é a lesão do nervo vago?</h2>
<p>A lesão do nervo vago, ou indigestão vagal, consiste em um dano estrutural ou funcional que compromete a capacidade do nervo de conduzir impulsos neurais aos órgãos viscerais que ele inerva. Em bovinos, isso afeta diretamente o funcionamento do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, retículo, omaso, abomaso e intestinos, todos compartimentos vitais para a digestão eficiente.</p>
<p>A disfunção vagal resulta, principalmente, na perda da motilidade ruminal, falhas na eructação, acúmulo de gases, distensão abdominal e refluxos digestivos, criando um cenário que prejudica severamente a alimentação, digestão, conforto e desempenho da vaca leiteira (Hussain et al., 2017).</p>
<p>Além do prejuízo à saúde do animal, a condição traz consequências econômicas relevantes, como:</p>
<ul>
<li>Redução drástica na produção de leite;</li>
<li>Retirada precoce de vacas do rebanho;</li>
<li>Aumento no uso de medicamentos;</li>
<li>Custos com diagnóstico e cirurgia;</li>
<li>Casos de morte em situações graves.</li>
</ul>
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<h2>Causas mais comuns da indigestão vagal</h2>
<p>As causas que levam à indigestão vagal são multifatoriais e, em muitos casos, estão relacionadas a patologias adjacentes que promovem compressão ou inflamação local. As mais relatadas na literatura científica incluem:</p>
<ol>
<li><strong>Reticuloperitonite traumática (RPT)</strong>: É a principal causa associada à lesão vagal. A ingestão acidental de corpos estranhos metálicos (como arames, pregos, pedaços de cerca) pode perfurar a parede do retículo, provocando inflamação local, formação de aderências e até abscessos que comprometem a função do nervo vago (Fubini &amp; Divers, 2008).</li>
<li><strong>Abscessos hepáticos e infecções abdominais</strong>: Formações purulentas próximas ao trajeto do nervo vago podem causar compressão direta ou desencadear inflamações secundárias, levando à disfunção nervosa.</li>
<li><strong>Hérnia diafragmática e vólvulo de abomaso</strong>: Alterações anatômicas significativas, como a migração de vísceras para o tórax ou torções do abomaso, podem distorcer a posição dos troncos vagais, causando estiramento ou compressão mecânica.</li>
<li><strong>Neoplasias (tumores)</strong>: Tumores de crescimento lento localizados no mediastino ou próximos ao esôfago podem exercer pressão sobre o nervo ao longo de seu trajeto, interrompendo os estímulos neurais (Perkins, 2017).</li>
<li><strong>Útero gravídico em gestação avançada</strong>: Apesar de mais raro, o volume do útero em gestação adiantada pode alterar o posicionamento das vísceras abdominais, comprimindo estruturas próximas e dificultando o esvaziamento do conteúdo digestivo, condição que se relaciona com a indigestão vagal tipo IV.</li>
<li><strong>Cirurgias e traumas locais</strong>: Cirurgias mal conduzidas ou traumas na região abdominal ou torácica também podem afetar diretamente o nervo vago, tanto por lesão física quanto por processos inflamatórios posteriores (Walker, 2017).</li>
</ol>
<h2>Principais sinais clínicos da indigestão vagal</h2>
<p>A apresentação clínica da indigestão vagal em vacas leiteiras é bastante variável e depende diretamente da localização e da extensão do dano. No entanto, alguns sinais são recorrentes e devem acender um alerta no manejo clínico:</p>
<ul>
<li><strong>Inapetência ou perda completa do apetite</strong>;</li>
<li>Emagrecimento progressivo;</li>
<li><strong>Queda significativa na produção de leite</strong>;</li>
<li><strong>Timpanismo recorrente</strong>, geralmente sem resposta duradoura ao manejo tradicional;</li>
<li>Distensão abdominal assimétrica, com formato típico em &#8220;maçã-pera&#8221;;</li>
<li>Perda da estratificação ruminal, percebida na auscultação e percussão.</li>
</ul>
<p>A distensão em formato maçã-pera é um sinal clássico:</p>
<ul>
<li><strong>Lado esquerdo (maçã)</strong>: distensão gasosa do rúmen;</li>
<li><strong>Lado direito (pera)</strong>: acúmulo de conteúdo líquido e pastoso nos compartimentos posteriores.</li>
</ul>
<p>Além disso, a auscultação pode revelar som de <i>ping</i> metálico na fossa paralombar esquerda, especialmente nos casos com distensão gasosa acentuada, indicativo de timpanismo livre ou com refluxo do abomaso para o rúmen (Garry &amp; McConnel, 2015).</p>
<h2>Síndrome de Hoflund: a indigestão vagal em detalhe</h2>
<p>A chamada <strong>Síndrome de Hoflund</strong>, também conhecida como indigestão vagal, é a expressão clínica da lesão do nervo vago. Caracteriza-se pela falha na motilidade normal do trato gastrointestinal devido à disfunção da inervação, podendo ocorrer desde o esôfago até o piloro.</p>
<p>Essa condição foi sistematizada em quatro tipos distintos, com base na localização do comprometimento e nas manifestações clínicas associadas (Hussain et al., 2017).</p>
<h3> Tipo I – Falha na eructação (timpanismo gasoso)</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: ocorre obstrução funcional do esôfago, dificultando a eliminação de gases.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: timpanismo agudo e recorrente, apatia, hipomotilidade ruminal ou atonia.</li>
<li><strong>Diagnóstico prático</strong>: alívio imediato após passagem de sonda orogástrica.</li>
<li><strong>Possível causa</strong>: inflamação local, aderências, linfadenopatias mediastinais.</li>
</ul>
<h3>Tipo II – Disfunção do orifício retículo-omasal</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: o retículo falha em empurrar o conteúdo para o omaso, causando retenção alimentar.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: distensão abdominal, diminuição do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">volume fecal</a></strong> (fezes secas e com partículas grandes), hipermotilidade ruminal, apatia.</li>
<li><strong>Causas associadas</strong>: reticuloperitonite, abscessos adjacentes, úlceras.</li>
</ul>
<p>Nesse tipo, o animal pode apresentar refluxo de conteúdo durante sondagem, o que reforça o diagnóstico clínico.</p>
<h3>Tipo III – Obstrução do piloro</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: o conteúdo do abomaso não passa para o intestino delgado, provocando acúmulo e refluxo ao rúmen.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: distensão abdominal, timpanismo intermitente, cloretos elevados no rúmen, sinais de alcalose metabólica.</li>
<li><strong>Diagnóstico diferencial</strong>: pH ruminal alcalino ajuda a diferenciar do tipo II.</li>
</ul>
<p>As causas mais comuns incluem úlceras perfuradas do abomaso e sequelas de RPT.</p>
<h3> Tipo IV – Compressão por gestação avançada</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: o útero em estágio final de gestação altera a anatomia abdominal, interferindo na motilidade gastrointestinal.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: distensão abdominal progressiva, apatia, ingestão reduzida.</li>
<li><strong>Desafios</strong>: a etiologia não está totalmente esclarecida; não é uma condição inflamatória direta do nervo.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45840 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal.webp" alt="Síndrome de Hoflund" width="1024" height="272" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal-300x80.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal-768x204.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal-370x98.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal-270x72.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal-740x197.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<h2>Diagnóstico: do exame clínico à laparotomia</h2>
<p>O diagnóstico de indigestão vagal exige <strong>avaliação clínica cuidadosa e integração entre sinais clínicos</strong>, exames laboratoriais e exames de imagem.</p>
<p>Muitas vezes, o desafio está em diferenciar a indigestão vagal de outras causas de distensão abdominal e timpanismo.</p>
<h3>1. Anamnese e histórico clínico</h3>
<ul>
<li>Queda progressiva na ingestão de alimentos;</li>
<li>Diminuição da produção de leite;</li>
<li>Episódios recorrentes de timpanismo;</li>
<li>Cirurgias anteriores ou gestações recentes;</li>
<li>Presença de corpo estranho metálico (RPT como hipótese primária).</li>
</ul>
<h3>2. Exame físico completo</h3>
<ul>
<li>Inspeção visual da distensão abdominal (formato maçã-pera);</li>
<li>Auscultação e percussão do rúmen;</li>
<li>Identificação de timpanismo, atonia ou hipermotilidade;</li>
<li>Observação de refluxo durante sondagem.</li>
</ul>
<h3>3. Sondagem orogástrica</h3>
<ul>
<li>Permite aliviar timpanismo (tipo I);</li>
<li>Pode evidenciar refluxo espontâneo de conteúdo (tipo II ou III);</li>
<li>Avaliação da resposta à passagem da sonda auxilia no diagnóstico diferencial.</li>
</ul>
<h3>4. Ruminocentese e avaliação do conteúdo ruminal</h3>
<ul>
<li>Medição de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">pH do rúmen</a></strong> (alcalose em tipo III);</li>
<li>Dosagem de cloretos: valores elevados indicam refluxo abomasal.</li>
</ul>
<h3>5. Ultrassonografia abdominal</h3>
<ul>
<li>Auxilia na detecção de aderências, abscessos, útero gestante, líquido livre ou massas;</li>
<li>Permite descartar causas mecânicas ou avaliar viabilidade cirúrgica.</li>
</ul>
<h3>6. Laparotomia exploratória</h3>
<ul>
<li>Quando as evidências clínicas não são conclusivas;</li>
<li>Permite visualização direta do retículo, fígado, úlceras, aderências e tumores;</li>
<li>Também pode ser utilizada como via de abordagem terapêutica.</li>
</ul>
<h3>7. Necrópsia (em casos fatais)</h3>
<ul>
<li>Confirmação diagnóstica;</li>
<li>Avaliação anatômica completa para investigação epidemiológica.</li>
</ul>
<p>Importante: segundo Perkins (2017), <strong>o diagnóstico definitivo só é possível com a associação de exames complementares ao exame clínico minucioso</strong>, especialmente na diferenciação entre os tipos de indigestão vagal.</p>
<h2>Tratamento: Abordagem conservadora e cirúrgica</h2>
<p>O tratamento da lesão do nervo vago e das indigestões vagais associadas depende da identificação do tipo e da causa primária. Sempre que possível, opta-se por medidas conservadoras, mas em muitos casos, a cirurgia é necessária para resolver obstruções ou remover focos inflamatórios.</p>
<h3>Tratamentos Conservadores</h3>
<h4>Tipo I:</h4>
<ul>
<li>Sondagem orogástrica frequente;</li>
<li>Colocação de cânula ou fístula ruminal em casos crônicos;</li>
<li>Terapia de suporte com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e fluidoterapia.</li>
</ul>
<h4>Tipo II e III:</h4>
<ul>
<li>Correção da causa primária: administração de antibióticos, antiácidos, dieta rica em fibras e de fácil digestão;</li>
<li>Monitoramento dos níveis de eletrólitos e equilíbrio ácido-base;</li>
<li>Reposição de fluídos + tratamento da acidose/alcalose metabólica;</li>
<li>Uso de medicamentos pró-cinéticos em alguns casos.</li>
</ul>
<h4>Tipo IV:</h4>
<ul>
<li>Terapia de suporte, considerando a limitação de intervenção no final da gestação;</li>
<li>Acompanhamento próximo da evolução clínica e do parto.</li>
</ul>
<h3>Tratamento Cirúrgico</h3>
<p>A cirurgia é indicada quando:</p>
<ul>
<li>Há reticuloperitonite com abscesso encapsulado;</li>
<li>Presença de corpo estranho metálico no retículo;</li>
<li>Casos graves de aderências ou lesões obstrutivas;</li>
<li>Refratariedade à terapia clínica.</li>
</ul>
<p>Procedimentos possíveis:</p>
<ul>
<li>Ruminotomia exploratória com remoção de corpos estranhos;</li>
<li>Drenagem de abscessos intra-abdominais;</li>
<li>Descompressão abomasal;</li>
<li>Em alguns casos, pode-se instalar uma fístula permanente no rúmen para manejo crônico.</li>
</ul>
<p>Segundo Walker (2017), <strong>o sucesso cirúrgico depende fortemente do diagnóstico precoce e da condição clínica geral do animal no momento da intervenção</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45841 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal-1.webp" alt="Tabela tratamento indigestão vagal" width="740" height="250" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal-1-300x101.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal-1-370x125.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/07/indigestao-vagal-1-270x91.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<h2>Prevenção eficaz e sustentável</h2>
<p>A prevenção da lesão do nervo vago e da indigestão vagal deve focar principalmente nas causas mais recorrentes, especialmente a reticuloperitonite traumática, que é amplamente documentada como a principal origem desse tipo de lesão (Fubini &amp; Divers, 2008; Hussain et al., 2017).</p>
<h3>1. Administração de ímãs ruminais</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ímãs retais ou orais capturam objetos metálicos ingeridos, como pregos, arames e fragmentos metálicos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Prevenção direta da perfuração do retículo por corpos estranhos.</li>
</ul>
<h3>2. Controle rigoroso da dieta e ambiente</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Evitar o fornecimento de alimentos ou feno com resíduos metálicos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Boa manutenção de equipamentos, cercas e estruturas da fazenda para evitar desprendimentos e utilização de ímãs no vagão de trato.</li>
</ul>
<h3>3. Monitoramento de vacas gestantes</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Em fases finais de gestação, monitorar sinais clínicos digestivos relacionados à compressão visceral (tipo IV).</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Adotar práticas nutricionais que reduzam distensões excessivas.</li>
</ul>
<h3>4. Detecção precoce de distúrbios digestivos</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Qualquer sinal de inapetência, distensão abdominal ou timpanismo deve ser investigado com atenção.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Capacitar a equipe para reconhecer os sinais da síndrome de Hoflund.</li>
</ul>
<h3>5. Programa de saúde preventiva</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Checagens periódicas, avaliações clínicas e exames ultrassonográficos estratégicos são ferramentas valiosas.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Acompanhamento de casos de retocolite ou abomasopexia como fatores de risco futuros.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A lesão do nervo vago em vacas leiteiras é um <strong>desafio clínico que exige conhecimento técnico, atenção aos detalhes e ação rápida</strong>. Sua manifestação por meio da síndrome de Hoflund, dividida em quatro tipos, permite uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais precisa quando bem compreendida.</p>
<p>A chave para minimizar perdas está em três pilares:</p>
<ol>
<li><strong>Diagnóstico precoce</strong> com base em sinais clínicos sutis, como distensão abdominal e timpanismo.</li>
<li><strong>Tratamento assertivo</strong>, adaptado ao tipo de indigestão vagal e à causa primária.</li>
<li><strong>Prevenção contínua</strong>, com uso de ímãs ruminais, manejo alimentar adequado e vigilância reprodutiva.</li>
</ol>
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<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">FUBINI, S.; DIVERS, T. J. <i>Diseases Affecting the Vagus Innervation of the Forestomach and Abomasum – Vagus indigestion</i>. In: DIVERS, T. J.; PEEK, S. F. Rebhun’s Diseases of Dairy Cattle. 2ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 5, p. 147-151, 2008.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">GARRY, F.; McCONNEL, C. <i>Indigestion in Ruminants</i>. In: SMITH, B. P. Large Animal Internal Medicine. 5ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 32, p. 777-799, 2015.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">HUSSAIN, S.; UPPAL, S.; HUSSAIN, T.; NABI, S.; BEIGH, S.; ASHRAF, S. <i>Vagus indigestion in bovines: a review in historical perspective</i>. The Pharma Innovation Journal, v. 6, p. 157-163, 2017.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PERKINS, G. A. <i>Disorders Causing Abdominal Distension in Cattle – Vagus indigestion</i>. In: FUBINI, S. L.; DUCHARME, N. G. Farm Animal Surgery. 2ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 1, p. 3-5, 2017.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">WALKER, W. <i>Surgery of the Ruminant Forestomach Compartments – Vagal indigestion</i>. In: FUBINI, S. L.; DUCHARME, N. G. Farm Animal Surgery. 2ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 14, p. 249-259, 2017.</span></li>
</ul>
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		<title>DDG na nutrição de vacas leiteiras: vantagens, cuidados e como usar com eficiência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 12:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A competitividade da pecuária leiteira moderna exige formulações nutricionais que conciliam alto desempenho produtivo com eficiência econômica. Nesse contexto, os grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDG (Dried Distillers Grains), têm se destacado como uma alternativa estratégica na alimentação de vacas leiteiras em lactação. Originados como coprodutos da indústria de etanol, especialmente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A competitividade da pecuária leiteira moderna exige formulações nutricionais que conciliam alto desempenho produtivo com eficiência econômica. Nesse contexto, <strong>os grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDG (<em>Dried Distillers Grains</em>)</strong>, têm se destacado como uma alternativa estratégica na alimentação de vacas leiteiras em lactação.</p>
<p>Originados como coprodutos da indústria de etanol, especialmente do milho, os DDGs apresentam elevado valor nutricional, além de contribuírem para o reaproveitamento de resíduos industriais, alinhando-se aos princípios de sustentabilidade (Oliveira et al., 2022).</p>
<p>No Brasil, a produção de etanol está historicamente ligada à cana-de-açúcar, mas <strong>a crescente utilização do milho como matéria-prima tem ampliado a disponibilidade de DDGs no mercado nacional</strong>. Isso é particularmente relevante considerando o cenário internacional, onde mais de 95% do etanol nos Estados Unidos é produzido a partir do milho, resultando em grandes volumes de DDG como subproduto (Ramos et al., 2021). Essa oferta crescente tem impulsionado seu uso na pecuária, principalmente em dietas de ruminantes de alta exigência nutricional, como as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">vacas em pico de lactação</a></strong>.</p>
<p>Além da questão da oferta, o interesse pelos DDGs também se deve à sua composição rica em proteína não degradável no rúmen (PNDR), além de fibras digestíveis e frações lipídicas que fornecem energia adicional (NRC, 2021).</p>
<p>Por essas características, o DDG tem se <strong>consolidado como um ingrediente funcional e versátil</strong>, capaz de substituir parcialmente ingredientes tradicionais como o farelo de soja e o milho, com potencial para reduzir custos sem comprometer a performance produtiva (Silva &amp; Santos, 2020).</p>
<p>Ao longo deste artigo, vamos explorar de forma detalhada os aspectos técnicos do DDG, abordando sua composição, formas de uso, vantagens, limitações e recomendações práticas para formulação de dietas para vacas leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>Entendendo o processo industrial de produção do DDG</h2>
<p>Os grãos de destilaria são obtidos como coproduto da produção de etanol, processo que envolve a <strong>fermentação de açúcares extraídos do milho</strong>, geralmente pela ação da levedura <i>Saccharomyces cerevisiae</i>. Como o amido não pode ser fermentado diretamente, ele precisa ser hidrolisado previamente, o que é feito por meio da moagem úmida ou seca.</p>
<p>Na indústria de moagem seca, mais comum na produção de DDG, o grão de milho é transformado em uma massa fermentável composta de amido, fibras, proteínas e óleo (Kalscheur, 2005).</p>
<p>Durante a fermentação, apenas o amido é convertido em etanol; os demais componentes permanecem e compõem os resíduos sólidos que darão origem aos grãos de destilaria. A etapa seguinte envolve a separação dos resíduos sólidos (sólidos grosseiros) e líquidos (vinhaça fina), por meio de centrifugação.</p>
<p>A parte sólida pode ser secada, resultando no <strong>DDG (<em>Dried Distillers Grains</em>)</strong>, ou mantida úmida, formando o <strong>WDG (<em>Wet Distillers Grains</em>)</strong>. Já a fração líquida é evaporada, concentrando os solúveis, que podem ser reincorporados, originando o<strong> DDGS (<em>Dried Distillers Grains with Solubles</em>)</strong> ou <strong>WDGS (<em>Wet Distillers Grains with Solubles</em>)</strong> (Liu, 2011).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44562 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas.webp" alt="Esquema mostrando como produz o DDG" width="1024" height="768" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-768x576.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-740x555.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>A composição do produto final pode variar conforme a tecnologia utilizada na fábrica. Processos como o <i>Quick Germ</i> (remoção do gérmen antes da fermentação) e <i>Quick Fiber</i> (remoção da fibra do pericarpo) permitem a obtenção de DDG com alta concentração proteica, podendo alcançar teores superiores a 45% de proteína bruta (Bothast &amp; Schlicher, 2005). Além disso, tecnologias de moagem enzimática permitem a recuperação de frações de maior valor nutricional, aumentando o aproveitamento do milho e melhorando o perfil dos DDGs (Rosentrater &amp; Muthukumarappan, 2006).</p>
<p>Em resumo, os DDGs podem ser classificados em três categorias principais:</p>
<ol>
<li><strong>DDG</strong>: grãos secos de destilaria, sem adição de solúveis.</li>
<li><strong>DDGS</strong>: grãos secos com solúveis, com maior teor de gordura e umidade.</li>
<li><strong>WDGS</strong>: grãos úmidos com solúveis, com maior teor energético, porém menor estabilidade de armazenamento.</li>
</ol>
<p>A escolha entre esses tipos deve considerar fatores como logística, estabilidade, composição nutricional e disponibilidade regional, elementos que influenciam diretamente a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação</a></strong> e o desempenho zootécnico da dieta.</p>
<h2>Composição nutricional dos DDG: O que os torna estratégicos?</h2>
<p>O <strong>valor nutricional</strong> dos grãos secos de destilaria (DDG) é uma das <strong>principais razões para sua inclusão crescente na dieta de vacas leiteiras em lactação</strong>.</p>
<p>A composição dos DDGs varia conforme o tipo de processamento, a inclusão ou não de solúveis, e a remoção de gordura, mas de forma geral, trata-se de um ingrediente com alta concentração de proteína, fibra digestível e energia (NRC, 2021).</p>
<p>Segundo o <i>National Research Council</i> (2021), a composição média do DDG com base na matéria seca (MS) é:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44563 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-1.webp" alt="Tabela com composição média do DDG" width="488" height="335" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-1.webp 488w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-1-300x206.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-1-370x254.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-1-435x300.webp 435w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ddg-vacas-1-270x185.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 488px) 100vw, 488px" /></p>
<p>A<strong> fração proteica</strong> é fortemente influenciada pela <strong>presença de células de levedura remanescentes da fermentação</strong>, que podem representar de 20% a 50% da proteína bruta presente no DDG (Belyea et al., 2004). Embora a proteína da levedura seja limitada em aminoácidos essenciais — com exceção da lisina —, ela confere ao DDG um perfil único, intermediário entre o milho e os produtos de fermentação microbiana.</p>
<p>A concentração de lisina, um aminoácido essencial para a produção de leite, é variável nos DDGs secos, oscilando entre 1,91% a 3,19% da proteína bruta, sendo geralmente maior nas versões úmidas (Spiehs et al., 2002).</p>
<p>Por outro lado, os DDGs apresentam concentrações elevadas de metionina e leucina, o que é favorável à síntese de proteína láctea (Schingoethe et al., 2009).</p>
<p>Outro ponto estratégico do DDG é sua alta proporção de proteína não degradável no rúmen (PNDR), com digestibilidade da PNDR acima de 80%, tornando-o um ingrediente de grande valor em dietas para vacas em lactação, que demandam proteína metabolizável de alta qualidade (Kalscheur et al., 2006).</p>
<p>Além disso, o DDG apresenta níveis consideráveis de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">minerais</a></strong>, como:</p>
<ul>
<li><strong>Fósforo</strong>: cerca de 0,86% na MS</li>
<li><strong>Cálcio</strong>: cerca de 0,05% na MS<br />
Esses teores, especialmente o fósforo, podem contribuir significativamente para o balanceamento mineral da dieta, reduzindo a necessidade de suplementações adicionais (Spiehs et al., 2002).</li>
</ul>
<p>Em termos energéticos, <strong>o DDG tem bom valor calórico</strong>, parcialmente devido ao seu teor de gordura, oriundo do óleo de milho presente nos grãos e nos solúveis adicionados (Liu, 2011). No entanto, quando esse teor ultrapassa 10% de extrato etéreo, pode ser necessário restringir sua inclusão para evitar efeitos negativos na digestão da fibra e na composição do leite (Weiss et al., 2009).</p>
<p>Portanto, do ponto de vista nutricional, <strong>o DDG é um ingrediente com perfil proteico</strong> complementar ao farelo de soja, boa digestibilidade ruminal, e potencial para fornecer energia e minerais, desde que bem equilibrado no contexto da dieta total.</p>
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<h2>Benefícios do uso de DDG na alimentação de vacas em lactação</h2>
<p>A utilização de DDG (<em>Dried Distillers Grains</em>) em dietas de vacas leiteiras oferece uma série de <strong>vantagens nutricionais, econômicas e funcionais</strong>.</p>
<p>Desde que corretamente balanceado, o DDG pode melhorar a eficiência alimentar, otimizar o fornecimento de proteína metabolizável e reduzir o custo das dietas, especialmente em sistemas que buscam <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade</a></strong> e alto desempenho produtivo.</p>
<h3>Fonte estratégica de proteína e aminoácidos</h3>
<p>Um dos principais diferenciais do DDG é seu alto teor de proteína não degradável no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> (PNDR), com digestibilidade acima de 80% (Kalscheur et al., 2006). Isso permite maior entrega de aminoácidos diretamente ao intestino delgado, favorecendo a síntese de proteína láctea na glândula mamária, especialmente em vacas de alta produção.</p>
<p>Além disso, o DDG possui teores elevados de metionina e leucina, dois aminoácidos essenciais que são frequentemente limitantes em dietas à base de milho e farelo de soja (Schingoethe et al., 2009).</p>
<h3>Complementaridade ao farelo de soja</h3>
<p>A composição de aminoácidos do DDG <strong>complementa o perfil do farelo de soja, que é rico em lisina, mas mais limitado em metionina</strong>. Assim, a inclusão parcial de DDG na dieta, junto ao farelo de soja, permite ajustar o perfil de aminoácidos essenciais de forma mais eficiente e econômica (Paz et al., 2013).</p>
<h3>Contribuição energética com menor custo</h3>
<p>O DDG também é uma fonte de energia, graças ao seu teor de gordura (extrato etéreo) e à presença de fibras digestíveis.</p>
<p>O tipo WDG (grão úmido de destilaria), por sua vez, apresenta maior valor energético que o DDG, devido à presença residual de etanol e à maior degradabilidade da fibra, uma vez que não passa por secagem térmica (Belyea et al., 2004). No entanto, sua conservação exige atenção especial.</p>
<h3>Fornecimento de minerais essenciais</h3>
<p>O DDG contém teores significativos de fósforo e cálcio, <strong>nutrientes essenciais na dieta de vacas em lactação</strong>. Em média, o fósforo corresponde a 0,86% da matéria seca, valor superior ao milho e ao farelo de soja (Spiehs et al., 2002).</p>
<h3>Alternativa sustentável na alimentação de ruminantes</h3>
<p>Ao utilizar um coproduto da indústria do etanol, a inclusão de DDG na dieta contribui para uma cadeia mais sustentável. O aproveitamento de resíduos industriais como alimento para ruminantes reduz o desperdício e os impactos ambientais, além de valorizar economicamente a produção integrada (Oliveira et al., 2022).</p>
<p><iframe loading="lazy" title="DDG VALE A PENA? O QUE TODO PRODUTOR PRECISA SABER" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/JNH2b34foHk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Pontos críticos e cuidados na utilização do DDG</h2>
<p>Apesar de seus benefícios, o uso de DDG em dietas para vacas leiteiras <strong>exige atenção a limitações nutricionais, sanitárias e metabólicas</strong>.</p>
<p>A seguir, destacamos os principais pontos de atenção que devem ser considerados na formulação de dietas que utilizam DDG como ingrediente.</p>
<h3>Teor de gordura: risco à gordura do leite</h3>
<p>O teor de extrato etéreo no DDG, geralmente acima de 10%, <strong>pode interferir negativamente na digestão da fibra no rúmen e no teor de gordura do leite</strong>, especialmente devido à presença de ácidos graxos insaturados, como o ácido linoleico (Weiss et al., 2009). Dietas com excesso de gordura podem reduzir a atividade microbiana ruminal, comprometendo a fermentação e a eficiência da digestão da fibra.</p>
<p>Quando se utiliza DDG com altos teores de solúveis, o risco é ainda maior, já que estes concentram o óleo de milho residual. A recomendação técnica é limitar a inclusão de DDG a 10-15% da matéria seca da dieta total, a depender do perfil lipídico do restante da ração (NRC, 2021).</p>
<h3>Deficiência de alguns aminoácidos</h3>
<p>Embora o DDG seja rico em metionina e leucina, <strong>ele é relativamente pobre em lisina e arginina</strong>, especialmente quando comparado ao farelo de soja (Schingoethe et al., 2009). Essa limitação pode afetar a síntese proteica na glândula mamária, caso a dieta não seja complementada com fontes específicas desses aminoácidos.</p>
<p>Assim, não se recomenda substituir integralmente o farelo de soja por DDG, mas sim utilizá-los de forma complementar, para atingir um perfil proteico balanceado.</p>
<h3>Baixo teor de amido e digestibilidade reduzida</h3>
<p>Ao passar pelo processo fermentativo, o amido do milho é convertido em etanol, fazendo com que o DDG contenha <strong>níveis residuais de amido</strong>. Além disso, esse amido restante tem <strong>digestibilidade ruminal reduzida</strong>, por já ter sofrido gelatinização e fermentação parcial (Klopfenstein et al., 2008). Isso exige ajustes energéticos na dieta total.</p>
<h2>Estratégias práticas para inclusão do DDG na dieta de vacas leiteiras</h2>
<p>A adoção do DDG (grãos secos de destilaria) como ingrediente na dieta de vacas em lactação deve ser <strong>baseada em critérios técnicos que considerem o equilíbrio da formulação, os objetivos zootécnicos e as particularidades do sistema de produção</strong>.</p>
<p>Embora seja um ingrediente funcional e versátil, seu uso deve ser planejado com base em evidências científicas e princípios nutricionais sólidos.</p>
<h3>Níveis recomendados de inclusão</h3>
<p>Diversos estudos indicam que o DDG pode ser incluído em níveis de até <strong>10% a 15% da matéria seca da dieta total</strong>, sem comprometer o desempenho leiteiro (Kalscheur et al., 2006).</p>
<p>Em dietas bem balanceadas, esse nível pode até promover ganhos na produção de leite e sólidos totais, especialmente quando a proteína do DDG complementa adequadamente o perfil de aminoácidos da dieta.</p>
<p>Contudo, a inclusão deve ser ajustada de acordo com o teor de gordura do DDG, considerando os limites máximos de extrato etéreo para dietas de ruminantes (Weiss et al., 2009). Quando o DDG possui mais de 10% de EE, recomenda-se reduzir sua participação na dieta ou utilizar versões com remoção parcial do óleo.</p>
<h3>Correção da relação PDR:PNDR</h3>
<p>Um dos desafios na formulação de dietas com DDG é manter o equilíbrio entre proteína degradável no rúmen (PDR) e proteína não degradável (PNDR). O DDG é uma fonte predominante de PNDR, sendo fundamental associá-lo a fontes de PDR, como ureia, farelo de soja ou silagens proteicas, para estimular a atividade microbiana ruminal e garantir produção adequada de proteína microbiana (NRC, 2021).</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O uso de grãos secos de destilaria (DDG) em dietas de vacas leiteiras representa uma <strong>solução eficiente para sistemas de produção que buscam reduzir custos, melhorar o aproveitamento proteico e diversificar as fontes de ingredientes.</strong> Com uma composição nutricional robusta, o DDG se consolida como um insumo valioso na formulação de dietas de ruminantes de alta exigência.</p>
<p>Sua utilização, no entanto, deve ser orientada por critérios técnicos, respeitando limites de inclusão, correções na relação PDR:PNDR e adequação ao perfil produtivo do rebanho. O DDG não substitui integralmente ingredientes como o farelo de soja, mas sim os complementa de forma estratégica, proporcionando melhor equilíbrio de aminoácidos e otimização da eficiência alimentar.</p>
<p>É fundamental também que os profissionais envolvidos na formulação estejam atentos às variações na composição do DDG conforme o tipo de processamento industrial, bem como aos teores de extrato etéreo e enxofre, que exigem manejo cauteloso para evitar distúrbios ruminais e metabólicos.</p>
<p>De modo geral, o DDG é uma alternativa sustentável, viável e tecnicamente segura, quando utilizado com conhecimento, planejamento e acompanhamento <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">zootécnico</a></strong>. Sua adoção contribui para uma nutrição mais eficiente, alinhada aos desafios econômicos e ambientais da pecuária leiteira moderna.</p>
<h2>Nutrição estratégica para mais produção e rentabilidade</h2>
<p data-start="221" data-end="506">O uso de ingredientes como o DDG pode trazer ganhos importantes na dieta das vacas leiteiras, desde que feito com conhecimento técnico, equilíbrio nutricional e foco em resultados. Para tomar decisões mais assertivas e aumentar a eficiência da produção, é essencial ir além do básico.</p>
<p data-start="508" data-end="885">A <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ddg" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro é a oportunidade ideal para quem quer aprofundar seus conhecimentos em nutrição, manejo, gestão e sanidade, com uma abordagem prática e voltada para o dia a dia da fazenda. Com aulas 100% online e professores com forte atuação no campo, o curso prepara você para elevar a produtividade do rebanho com técnica e rentabilidade.</p>
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<p data-start="508" data-end="885">Autoras: Ana Clara Viana e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
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<span style="font-size: 10pt;">Disponível em: https://doi.org/10.2527/jas.2007-0550</span></li>
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<span style="font-size: 10pt;">Disponível em: https://doi.org/10.2527/jas.2014-7602</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">Oliveira, J. S., Costa, K. A. P., &amp; Ribeiro, K. G. (2022). Utilização de coprodutos da agroindústria na alimentação de bovinos leiteiros: avanços e desafios. <i>Revista Brasileira de Agropecuária Sustentável, 12(2), 58–72.</i></span><br />
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<span style="font-size: 10pt;">Disponível em: https://doi.org/10.1007/s00253-004-1819-8</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">Rosentrater, K. A., &amp; Muthukumarappan, K. (2006). Corn ethanol coproducts: Generation, properties, and challenges. <i>Cereal Foods World, 51(4), 168–172.</i></span><br />
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<li><span style="font-size: 10pt;">Van Soest, P. J. (1994). <i>Nutritional Ecology of the Ruminant</i> (2nd ed.). Cornell University Press.</span><br />
<span style="font-size: 10pt;">Disponível em: https://www.cornellpress.cornell.edu/book/9780801427725/nutritional-ecology-of-the-ruminant/</span></li>
</ul>
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		<title>Leitura de cocho: como avaliar e ajustar a sobra de trato em vacas em lactação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 May 2025 11:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[cocho]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A leitura de cocho é uma ferramenta estratégica dentro do manejo alimentar de vacas em lactação. Mais do que observar sobras, trata-se de interpretar de forma técnica o comportamento de consumo do rebanho, ajustando a oferta de alimento com precisão para garantir o máximo aproveitamento da dieta, evitar desperdícios e manter o desempenho zootécnico em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>leitura de cocho</strong> é uma ferramenta estratégica dentro do manejo alimentar de vacas em lactação. Mais do que observar sobras, trata-se de <strong>interpretar de forma técnica o comportamento de consumo do rebanho</strong>, ajustando a oferta de alimento com precisão para garantir o máximo aproveitamento da dieta, evitar desperdícios e manter o desempenho zootécnico em alta.</p>
<p>Quando bem executada, a leitura de cocho permite ajustes finos no fornecimento diário de alimento, especialmente em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">dietas completas</a></strong> contendo volumoso e concentrado, com impacto direto na produção de leite, no bem-estar animal e na rentabilidade do sistema.</p>
<p>Em um cenário de custos elevados com alimentação, compreender como avaliar corretamente as sobras de trato no cocho e realizar ajustes seguros na dieta é um diferencial competitivo. Este artigo detalha <strong>como aplicar a leitura de cocho na prática</strong>, quais parâmetros seguir, como interpretar os dados e tomar decisões nutricionais assertivas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que é leitura de cocho e por que ela é indispensável?</h2>
<p>A leitura de cocho é uma prática de manejo nutricional utilizada para <strong>avaliar a quantidade de alimento que sobra no cocho após o período de alimentação das vacas em lactação</strong>.</p>
<p>Seu objetivo principal é ajustar, de forma precisa, o fornecimento de dieta às necessidades do rebanho, garantindo o consumo ideal e reduzindo perdas com sobras ou suboferta.</p>
<p>Esse procedimento <strong>vai muito além da simples observação visual</strong>: ele deve ser sistemático, padronizado e baseado em critérios técnicos, permitindo ao nutricionista ou responsável pelo trato tomar decisões com base em dados objetivos.</p>
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<h3>Por que a leitura de cocho é essencial na bovinocultura leiteira?</h3>
<ul>
<li><strong>Ajuste fino da dieta</strong>: A leitura permite identificar se a dieta está sendo ofertada em excesso (ocasionando sobras) ou em déficit (ocasionando cocho limpo), possibilitando correções na oferta diária.</li>
<li><strong>Redução de desperdício</strong>: Com base nas leituras, é possível reduzir significativamente a perda de alimento, otimizando o uso de recursos.</li>
<li><strong>Maximização da produção</strong>: Um fornecimento equilibrado favorece o consumo adequado de matéria seca, essencial para expressar o potencial produtivo das vacas.</li>
<li><strong>Indicador de problemas na dieta</strong>: Sobra excessiva pode indicar baixa palatabilidade, desbalanceamento nutricional ou erros na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação</a></strong> e distribuição da dieta.</li>
<li><strong>Integração com o planejamento nutricional</strong>: A leitura diária do cocho fornece dados que ajudam a manter o planejamento nutricional alinhado com a resposta do rebanho.</li>
</ul>
<h2>Valor estratégico na gestão de sistemas intensivos</h2>
<p>Em sistemas de produção intensiva, como <em><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/">compost barn</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/">free stall</a></strong></em> ou confinamentos, onde a alimentação representa mais de 50% dos custos operacionais, a leitura de cocho assume papel ainda mais estratégico. Ela contribui não apenas para a eficiência zootécnica, mas também para a sustentabilidade econômica do negócio.</p>
<h2>Como fazer a leitura de cocho corretamente</h2>
<p>A execução correta da leitura de cocho é fundamental para <strong>garantir a eficácia da prática no manejo alimentar</strong>.</p>
<p>Um processo bem estruturado permite identificar padrões de consumo, prever variações de apetite do rebanho e evitar tanto o desperdício quanto a subnutrição. Para isso, é necessário seguir alguns critérios técnicos e operacionais.</p>
<h3>1. Horário ideal para leitura</h3>
<p>A leitura do cocho deve ser realizada nas <strong>primeiras horas da manhã</strong>, preferencialmente antes do primeiro trato do dia. Isso garante que a sobra observada seja referente ao consumo total do dia anterior e evita distorções causadas por novos fornecimentos de alimento.</p>
<h3>2. Padronização do responsável</h3>
<p>Sempre que possível, a leitura deve ser feita pela mesma pessoa, com treinamento e bom senso técnico. Essa padronização minimiza variações subjetivas na interpretação da quantidade de sobra e aumenta a confiabilidade dos dados.</p>
<h3>3. Critérios técnicos: escala de notas</h3>
<p>A leitura de cocho é classificada em uma escala de 1 a 5, conforme proposto por Takigawa (2012):</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45862 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/leitura-cocho.webp" alt="Escala de notas de leitura de cocho" width="670" height="311" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/leitura-cocho.webp 670w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/leitura-cocho-300x139.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/leitura-cocho-370x172.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/leitura-cocho-270x125.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px" /></p>
<p><strong>Nota 3 é considerada a ideal</strong>: indica que o consumo da dieta está adequado e a sobra está dentro da faixa segura, garantindo segurança sem desperdício.</p>
<h3>4. Registro e acompanhamento</h3>
<p>As leituras devem ser <strong>registradas diariamente</strong>, preferencialmente em planilhas ou softwares de gerenciamento. O ideal é analisar os dados em uma janela de 3 a 5 dias, o que permite identificar tendências e evitar decisões precipitadas baseadas em um único dia.</p>
<h3>5. Atenção às variações climáticas</h3>
<p>Períodos chuvosos ou de calor excessivo podem influenciar negativamente o consumo. Nesses casos, é essencial interpretar as leituras com cautela e avaliar se a variação é pontual ou recorrente.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=leitura-cocho" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Interpretação das sobras: como tomar decisões com base nas leituras</h2>
<p>A leitura de cocho, por si só, não resolve problemas. O valor real está na <strong>interpretação técnica dos dados coletados</strong> e, principalmente, na <strong>ação imediata e proporcional</strong> para ajustar o fornecimento de dieta.</p>
<p>Uma decisão bem fundamentada pode evitar prejuízos com desperdício ou, pior, com perda de desempenho produtivo por subalimentação.</p>
<h3>Como interpretar cada nota e o que fazer</h3>
<h4>Notas 1 e 2: Cocho limpo</h4>
<ul>
<li><strong>Significado</strong>: Os animais consumiram 100% (ou mais) do alimento fornecido, indicando <strong>suboferta nutricional</strong>.</li>
<li><strong>Risco</strong>: Redução no consumo de matéria seca, perda de peso, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong> e distúrbios metabólicos.</li>
<li><strong>Ação recomendada</strong>: Aumentar o fornecimento da dieta em aproximadamente 0,5% a 1% do total ofertado (base matéria natural), dependendo da consistência dessa leitura ao longo dos dias.</li>
</ul>
<h4>Nota 3: Sobra ideal (2% a 5%)</h4>
<ul>
<li><strong>Significado</strong>: O fornecimento está <strong>ajustado</strong> ao consumo do rebanho.</li>
<li><strong>Ação recomendada</strong>: Manter o manejo atual, reforçando a padronização do trato e monitorando variações sazonais (clima, estágio de lactação, etc.).</li>
</ul>
<h4>Notas 4 e 5: Sobra excessiva</h4>
<ul>
<li><strong>Significado</strong>: O consumo foi inferior ao alimento ofertado, pode indicar <strong>excesso de trato ou problemas como baixa palatabilidade</strong>, mistura inadequada ou erros na formulação.</li>
<li><strong>Risco</strong>: Desperdício, fermentação indesejada, seleção de ingredientes e desequilíbrio nutricional.</li>
<li><strong>Ação recomendada</strong>: Reduzir o fornecimento em 0,5% a 1% e avaliar a qualidade da dieta (partícula, odor, homogeneidade da mistura).</li>
</ul>
<h2>Exemplo prático: ajuste de fornecimento baseado na leitura</h2>
<ul>
<li><strong>Consumo estimado por vaca:</strong> 13,84 kg de matéria natural (MN)</li>
<li><strong>Tamanho do lote:</strong> 60 vacas</li>
<li><strong>Consumo total esperado:</strong> 13,84 kg x 60 = 830,4 kg MN</li>
</ul>
<p>Se houver sobra acima de 5% (nota 4 ou 5), e estiver fornecendo, por exemplo, 880 kg/dia:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Sobra estimada</strong>: 880 kg &#8211; 830,4 kg = 49,6 kg → 5,6% de sobra</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Ação</strong>: Reduzir cerca de 0,5% do total fornecido (~4,4 kg), ajustando para algo próximo de 875 kg e reavaliar após 3 dias.</li>
</ul>
<p>É fundamental que os ajustes sejam graduais, nunca acima de 1% de uma vez, e sempre validados com nova leitura.</p>
<h3>O impacto direto na conta</h3>
<p>Considerando que o <strong>custo alimentar representa entre 50% e 60% do custo total de produção de leite</strong>, ajustes finos com base na leitura de cocho podem significar economia direta ou prejuízo evitável.</p>
<p>Por exemplo: em um rebanho de 100 vacas, uma sobra de 6% representa, em média, <strong>mais de R$ 300/mês em perdas</strong> com ingredientes, dependendo do custo da dieta.</p>
<p>Monitorar e corrigir sobras ou faltas no cocho é uma ação de alta alavancagem econômica.</p>
<h2>Benefícios diretos da leitura de cocho no dia a dia da fazenda</h2>
<p>A leitura de cocho, quando executada de forma sistemática e interpretada corretamente, se torna um instrumento de gestão essencial dentro de propriedades leiteiras tecnificadas.</p>
<p>Vai muito além do controle nutricional: ela contribui para a eficiência operacional, o monitoramento da qualidade da dieta, e gera economia real de insumos.</p>
<h3>Redução de desperdícios alimentares</h3>
<p>A aplicação prática da leitura de cocho <strong>permite ajustar rapidamente o fornecimento</strong>, evitando que o excesso de alimento resulte em perdas no cocho. A economia com ingredientes pode representar milhares de reais ao longo do ano, especialmente em propriedades com grande número de animais.</p>
<h3>Melhoria na eficiência alimentar</h3>
<p>Ao manter uma faixa de sobra ideal (2% a 5%), o rebanho consome o necessário para atingir o <strong>melhor desempenho produtivo</strong>, sem excessos que comprometam o aproveitamento da dieta. Isso se traduz em:</p>
<ul>
<li>Maior eficiência de conversão alimentar.</li>
<li>Produção de leite mais estável.</li>
<li>Menor variação de consumo entre os lotes.</li>
</ul>
<h3>Avaliação da qualidade da mistura e da dieta</h3>
<p>A leitura de cocho também é uma forma indireta de <strong>avaliar a qualidade da dieta oferecida</strong>:</p>
<ul>
<li>Sobra seletiva (restos de fibra longa, por exemplo) pode indicar mistura inadequada ou falhas no processamento de volumoso.</li>
<li>Rejeição de ingredientes pode indicar problemas de conservação ou formulação incorreta.</li>
</ul>
<h3>Integração com o manejo geral da propriedade</h3>
<p>Quando bem implantada, a leitura de cocho se conecta com outras áreas do sistema produtivo:</p>
<ul>
<li><strong>Sanidade</strong>: consumo abaixo do esperado pode sinalizar problemas de saúde.</li>
<li><strong>Reprodução</strong>: vacas mal alimentadas apresentam desempenho reprodutivo inferior.</li>
<li><strong>Gestão zootécnica</strong>: os dados da leitura alimentam relatórios e auxiliam na tomada de decisões com base em evidências.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A leitura de cocho é, sem dúvida, <strong>uma das ferramentas mais acessíveis, eficientes e subutilizadas no manejo nutricional de vacas em lactação</strong>. Quando bem aplicada, permite ajustes dinâmicos no fornecimento de dieta, reduz desperdícios, melhora a eficiência alimentar e contribui significativamente para a lucratividade do sistema de produção leiteira.</p>
<p>Ao realizar leituras consistentes e com critérios técnicos, o produtor ou consultor consegue tomar decisões baseadas em evidências, garantindo que cada vaca receba a quantidade certa de alimento para expressar seu potencial produtivo, sem sobras excessivas nem carência nutricional.</p>
<p>Pequenos ajustes diários, baseados em observações sistematizadas, podem representar grandes ganhos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">zootécnicos</a></strong> e financeiros ao longo do tempo.</p>
<h2>Transforme a gestão da sua fazenda e maximize resultados no cocho</h2>
<p>A leitura de cocho é só um dos inúmeros detalhes que, quando bem geridos, impactam diretamente na produtividade e no lucro da fazenda.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=leitura-cocho">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a interpretar dados, otimizar o manejo, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência da produção, unindo prática de campo e gestão estratégica.</p>
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<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">TAKIGAWA, T. M. Y. <i>Manejo de cocho: sua importância e como fazer.</i> Artigo técnico – Premix, 8ª ed., 2012. 6p.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PIRES, A. V. <i>Bovinocultura de corte.</i> Piracicaba: FEALQ, v.1, p. 760, 2010.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">OLIVEIRA, R. L.; BARBOSA, M. A. A. F.; LADEIRA, M. M.; SILVA, M. M. P.; ZIVIANE, A. C.; BAGALDO, A. R.</span><br />
<span style="font-size: 13px;"><span style="font-size: 14px;"><i>Nutrição e Manejo de Bovinos de Corte na Fase de Cria.</i> Revista Bra</span>sileira de Saúde e Produção Animal, v. 7, p. 57–86, 2006.</span></li>
<li><span style="font-size: 13px;">BARBOSA, F. A. <i>Confinamento: planejamento e análise econômica.</i></span></li>
</ul>
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		<title>Caroço de algodão na alimentação de vacas leiteiras: é uma boa alternativa?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/caroco-de-algodao-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2025 11:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nutrição é um fator essencial para garantir uma produção de leite eficiente, sustentável e econômica. Entre as diversas opções nutricionais disponíveis, o caroço de algodão tem se destacado como um ingrediente valioso na dieta de vacas leiteiras. Rico em energia, proteína e fibra, esse subproduto da indústria têxtil e oleaginosa pode otimizar a produtividade [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A nutrição é um fator essencial para garantir uma produção de leite eficiente, sustentável e econômica. Entre as diversas opções nutricionais disponíveis, <strong>o caroço de algodão</strong> tem se destacado como um ingrediente valioso na dieta de vacas leiteiras.</p>
<p>Rico em energia, proteína e fibra, esse subproduto da indústria têxtil e oleaginosa pode otimizar a produtividade do rebanho e reduzir custos de alimentação. Mas <strong>será que vale a pena incluir o caroço de algodão na dieta das vacas leiteiras?</strong></p>
<p>Neste artigo, vamos explorar os benefícios, as recomendações de inclusão e os cuidados necessários para um uso seguro e eficiente do caroço de algodão na dieta de vacas leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Entendendo a composição nutricional do caroço de algodão</h2>
<p>O caroço de algodão é um subproduto da indústria têxtil e oleaginosa que apresenta uma composição nutricional altamente vantajosa para ruminantes. Sua composição inclui:</p>
<ul>
<li><strong>Extrato etéreo</strong>: O caroço de algodão contém um <strong>alto teor de óleo, variando de 16 a 20%</strong>. É uma fonte de lipídios, com alto teor de ácidos graxos insaturados, especialmente C16:0 e C18:2, que desempenham papel fundamental na modulação da produção de gordura do leite.</li>
<li><strong>Proteína bruta</strong>: Apresenta cerca de <strong>18% de proteína bruta</strong>, sendo uma alternativa proteica importante para equilibrar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta de ruminantes</a></strong> e bem similar ao farelo de soja, o que torna esse produto um complemento proteico viável.</li>
<li><strong>Fibra efetiva</strong>: Com um teor considerável de fibra em detergente neutro (FDN), <strong>cerca de 32%</strong>, o caroço de algodão contribui para a fibra efetiva da dieta, o que auxilia no estímulo da ruminação e na manutenção da função ruminal adequada, entretanto é importante ressaltar que seu valor é menor do que forragens longas, como o feno.</li>
<li><strong>Minerais e vitaminas</strong>: É uma fonte moderada de cálcio, fósforo e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">outros minerais essenciais</a></strong>, auxiliando na saúde óssea e na saúde metabólica e reprodutiva das vacas.</li>
</ul>
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<h2>Quais benefícios o caroço de algodão traz para a produção de leite?</h2>
<p>Estudos já indicam que a inclusão do caroço de algodão na dieta melhora a eficiência alimentar, pode <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">aumentar a produção de leite</a></strong> e em até 8% a 16% de matéria seca (MS).</p>
<p>Esse efeito positivo está relacionado ao maior fornecimento de energia e ácidos graxos essenciais, que auxiliam na síntese de gordura do leite e na manutenção do balanço energético positivo.​</p>
<p>Por isso, a inclusão do caroço de algodão na dieta das vacas leiteiras proporciona diversos benefícios para a produção e qualidade do leite:</p>
<ol>
<li><strong>Aumento da produção de leite</strong>: O alto teor energético do caroço de algodão favorece o suprimento calórico para a produção de leite, especialmente em vacas de alta produtividade.</li>
<li><strong>Melhor composição do leite</strong>: O óleo presente no caroço de algodão contém ácidos graxos que podem influenciar positivamente o teor de gordura do leite, o que pode agregar maior valor comercial ao produto.</li>
<li><strong>Efeito positivo sobre a eficiência alimentar</strong>: Estudos demonstram que vacas alimentadas com caroço de algodão apresentam melhor conversão alimentar devido à combinação de energia e fibra, otimizando o funcionamento ruminal.</li>
<li><strong>Redução do risco de acidose ruminal</strong>: A presença de fibra efetiva no caroço de algodão contribui para um equilíbrio adequado do pH ruminal, prevenindo distúrbios metabólicos como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose ruminal</a></strong> subclínica.</li>
<li><strong>Alternativa sustentável e econômica</strong>: O caroço de algodão, por ser um subproduto da indústria algodoeira, representa uma opção nutricional de custo relativamente baixo, reduzindo a dependência de insumos mais caros como farelo de soja e milho.</li>
</ol>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=caroco-algodao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Como incluir o caroço de algodão na dieta?</h2>
<p>A inclusão do caroço de algodão na dieta de vacas leiteiras deve ser realizada de forma estratégica para maximizar os benefícios produtivos e evitar efeitos adversos.</p>
<h3>Níveis de inclusão recomendados</h3>
<p>Pesquisas recentes mostram que a inclusão do caroço de algodão pode variar até <strong>25% da MS da dieta</strong>, mas a faixa ideal para maximizar a digestibilidade e produção de leite sem comprometer a ingestão alimentar está entre 8% e 16% MS.</p>
<ul>
<li><strong>8% MS</strong> – Melhora a ingestão de matéria seca e a produção de leite.</li>
<li><strong>16% MS</strong> – Maximiza a eficiência alimentar.</li>
<li><strong>Acima de 16% MS</strong> &#8211; Pode reduzir a digestibilidade de alguns nutrientes e comprometer a ingestão voluntária devido ao aumento dos níveis de gossipol​.</li>
</ul>
<h3>Efeitos na digestibilidade dos nutrientes</h3>
<p>A digestibilidade da matéria seca e da fibra é influenciada pela inclusão do caroço de algodão. Estudos demonstram que <strong>níveis moderados (8-16%) de inclusão melhoram a digestibilidade dos ácidos graxos e a absorção de nutrientes,</strong> enquanto níveis elevados (&gt;16%) podem reduzir a digestibilidade da fibra e da proteína​.</p>
<p>Além disso, a maior presença de lipídios na dieta pode afetar a bio-hidrogenação ruminal, alterando o perfil de ácidos graxos no leite e impactando a eficiência de utilização da energia dietética pelas vacas.</p>
<h2>Quais são os aspectos relacionados à segurança no uso do caroço de algodão?</h2>
<p>Apesar de o caroço de algodão ser uma excelente opção nutricional, é necessário atentar para a presença do <strong>gossipol</strong>. Os ruminantes adultos conseguem metabolizar esse composto fenólico, mas seu consumo excessivo pode ser tóxico. Por isso, a inclusão na dieta deve seguir as recomendações adequadas.</p>
<p>Esse composto pode afetar a fertilidade, a função hepática em vacas leiteiras, interferir na absorção de nutrientes e na síntese proteica, o que impacta diretamente na produção de leite.</p>
<p>Além disso, alguns outros aspectos devem ter atenção especial quando se trata do caroço de algodão, como o <strong>armazenamento adequado</strong>, onde é fundamental que seja em locais secos e bem ventilados para que a contaminação por fungos e micotoxinas que comprometem a sua qualidade nutricional sejam evitados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44502 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/caroco-algodao.webp" alt="Caroço de algodão armazenado em sistema de galpão com baias" width="480" height="640" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/caroco-algodao.webp 480w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/caroco-algodao-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/caroco-algodao-370x493.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/02/caroco-algodao-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Caroço de algodão armazenado em sistema de galpão com baias que separa os ingredientes lá armazenados. Fonte: Laryssa Mendonça</span></p>
<h2>Impacto econômico e redução de custos</h2>
<p>A substituição parcial de ingredientes convencionais pelo caroço de algodão pode gerar economia significativa na alimentação do rebanho leiteiro. O custo do caroço de algodão é frequentemente inferior ao do farelo de soja e milho, <strong>proporcionando um benefício econômico direto.</strong></p>
<p>Os cálculos econômicos demonstram que a utilização do caroço de algodão pode reduzir os custos com alimentação sem comprometer a produtividade do rebanho.</p>
<p>Assim, além de representar uma estratégia viável para maximizar a lucratividade, <strong>sua inclusão favorece a <a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade do sistema produtivo</a></strong> ao aproveitar um subproduto agroindustrial.</p>
<h2>E então, utilizar caroço de algodão vale a pena?</h2>
<p><strong>Sim. O caroço de algodão é uma excelente opção nutricional para vacas leiteiras</strong>. Sua utilização na dieta de vacas leiteiras é uma estratégia nutricional viável para melhorar a eficiência alimentar, aumentar a produção de leite e reduzir custos com alimentação.</p>
<p>Quando incluído em níveis adequados (8-16% MS), o caroço de algodão promove benefícios significativos, incluindo maior teor de gordura do leite e melhor absorção de ácidos graxos essenciais. No entanto, <strong>seu uso deve ser feito de forma planejada e monitorada</strong> para garantir que os benefícios sejam maximizados sem comprometer a saúde dos animais.</p>
<p>A nutrição eficiente e econômica é essencial para o sucesso da pecuária leiteira, e o caroço de algodão representa um exemplo claro de como a utilização estratégica de ingredientes alternativos pode contribuir para a sustentabilidade e rentabilidade da produção leiteira.</p>
<h2>Nutrição estratégica para mais produção e lucro no leite</h2>
<p>O caroço de algodão pode ser uma alternativa interessante na dieta das vacas leiteiras, mas o segredo está em avaliar, balancear e integrar essa e outras estratégias dentro de uma gestão completa da produção.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=caroco-algodao" target="_blank" rel="noopener">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a tomar decisões assertivas em nutrição, manejo e gestão, garantindo saúde, produtividade e rentabilidade no rebanho.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências: </strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">BALES, A. M. et al. Effect of increasing dietary inclusion of whole cottonseed on nutrient digestibility and milk production of high-producing dairy cows. Journal of Dairy Science (2024). </span></li>
</ul>
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		<title>Espaçamento de cocho e ingestão de matéria seca: qual a importância dessa relação?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/espacamento-de-cocho-e-ingestao-de-materia-seca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 18:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sucesso do manejo alimentar em fazendas leiteiras não depende apenas da formulação e preparação da dieta que atenda as exigências nutricionais das vacas, envolve também garantir que as vacas irão consumir a dieta fornecida para elas no cocho, visando otimizar a saúde, produção e eficiência dos animais. Nesse sentido, um dos critérios essenciais no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sucesso do manejo alimentar em fazendas leiteiras não depende apenas da formulação e preparação da dieta que atenda as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">exigências nutricionais das vacas</a></strong>, envolve também garantir que as vacas irão consumir a dieta fornecida para elas no cocho, visando otimizar a saúde, produção e eficiência dos animais.</p>
<p>Nesse sentido, um dos critérios essenciais no planejamento das instalações nas fazendas leiteiras é a definição do espaçamento de cocho adequado, dessa forma, iremos maximizar o consumo das vacas.</p>
<p>O <strong>espaçamento de cocho</strong> adequado além de garantir o <strong>consumo adequado da dieta</strong> pelas vacas, reduz a competição no cocho, garante o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar e saúde das vacas leiteiras</a></strong>. Ao longo deste texto iremos abordar quais os impactos do espaçamento de cocho inadequado, as referências de espaçamento de cocho e sua relação com o consumo de matéria seca das vacas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</div>
<h2>Como definir o tamanho adequado do cocho no planejamento das instalações?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sistemas de </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/"><em>Compost Barn</em></a></strong><span style="font-weight: 400;"> com pista lateral, é importante que a pista de trato tenha pelo menos 3 metros de largura para passagem do trator e 1 a 1,2 metros de área para disposição do alimento. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45755 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho.webp" alt="Planejamento de instalação de fazenda leiteira" width="838" height="543" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho.webp 838w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-300x194.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-768x498.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-370x240.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-270x175.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-740x479.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 838px) 100vw, 838px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: João Paulo Pereira</span></p>
<p>O espaço de cocho adequado <strong>depende da categoria e fase do ciclo produtivo</strong> em que as vacas se encontram. Vacas secas, por exemplo, temos como referência um espaço de cocho de 70 cm, para os lotes pré-parto e pós-parto podemos usar como referência espaçamento entre 80 cm a 1 metro por animal.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45756 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1.webp" alt="Tabela com medidas de espaço de cocho de acordo com a categoria das vacas" width="646" height="153" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1.webp 646w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-300x71.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-370x88.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-270x64.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 646px) 100vw, 646px" /></p>
<p>Além de garantir o espaçamento de cocho adequado dentro do planejamento das instalações da propriedade é essencial garantir o adequado agrupamento de animais e divisão de lotes, dessa forma também iremos reduzir a competição entre os animais.</p>
<p>Por isso, o melhor critério para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agrupamento-de-vacas-leiteiras/">agrupamento dos animais</a></strong> é a exigência nutricional de cada categoria e sempre que possível, separar as vacas primíparas e multíparas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Separando primíparas e multíparas</h3>
<p>As primíparas se beneficiam da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-realizar-a-separacao-de-lotes-atraves-da-curva-de-lactacao/">separação em lote</a></strong>, uma vez que essa categoria:</p>
<ul>
<li>Possui maior exigência de crescimento;</li>
<li>Tem tamanho menor;</li>
<li>Maior persistência em lactação do que multíparas;</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Frequentemente possuem posições mais submissas dentro da hierarquia de dominância do grupo. </span></li>
</ul>
<p>Estudos demonstram que <strong>as vacas primíparas quando mantidas separadas produzem mais leite, consomem mais a dieta e descansam mais</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45757 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-2.webp" alt="Tabela comparando quando vacas primíparas e multíparas estão juntas e quando estão separadas" width="740" height="255" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-2-300x103.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-2-370x128.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-2-270x93.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: KONGGAARD; KROHN (1978); GRANT; ALBRIGHT (2001)</span></p>
<h2>Comportamento competitivo entre vacas e seus impactos no manejo alimentar</h2>
<p>As vacas, por serem animais que vivem em grupo, são muito <strong>motivadas a se alimentarem simultaneamente com outros membros do seu grupo social</strong>. Esse comportamento, quando não há espaço de cocho suficiente, pode levar a comportamentos competitivos entre os animais.</p>
<p>Na literatura, DeVries (2019) caracteriza o comportamento de competição entre as vacas de duas formas:</p>
<ol>
<li><strong>Indireta</strong>: é quando os indivíduos alteram seu comportamento de alimentação para obter acesso ao cocho, como por exemplo, irem consumir a dieta em momentos mais tranquilos do dia ou aumentando o número de idas ao cocho ao longo do dia.</li>
<li><strong>Direta</strong>:  por sua vez, ocorre quando há ameaças ou ações de agressão física entre os animais, como por exemplo, vacas tirando outras do local em que estavam no cocho.</li>
</ol>
<p>Quando a competição por espaço de cocho aumenta, as vacas vão demonstrar:</p>
<ul>
<li>Redução do tempo de consumo da dieta;</li>
<li>Aumento da frequência de idas ao cocho e menor consumo;</li>
<li>Maiores ou menores refeições ao longo do dia.</li>
</ul>
<p>Além disso, a competição também pode estar associada a redução da atividade de ruminação das vacas, aumento dos níveis de cortisol e também pode predispor os animais a problemas de saúde como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong> subclínica e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/">metrite</a></strong> no período pós-parto.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45758 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-3.webp" alt="Gráfico mostrando número de animais presentes no cocho no período de 24 horas" width="740" height="432" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-3.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-3-300x175.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-3-370x216.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-3-270x158.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: DeVries et al. 2004</span></p>
<p>No estudo apresentado acima foi comparado o número de animais presentes no cocho de alimentos no período de 24 horas, quando o espaçamento de cocho era de 0,5 m ou 1,0 m.</p>
<p>Foi possível observar que, <strong>mais animais ficam na pista de trato quando o espaçamento de cocho é maior</strong> durante o tempo imediatamente após o fornecimento da dieta e no retorno da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">ordenha</a></strong>.</p>
<h2>Monitorando o consumo de matéria seca das vacas</h2>
<p>Com o espaçamento de cocho adequado é essencial <strong>avaliar e monitorar a dinâmica dos lotes da fazenda</strong>, o comportamento de consumo das vacas e avaliar as sobras dos cochos.</p>
<p>Temos como referência para <strong>consumo de matéria seca (CMS)</strong> para primíparas no pré-parto maior que 10 kg e para multíparas maior que 12kg. Já o consumo de matéria seca no pós-parto de novilhas tem como meta ser maior que 15,5 kg e para vacas maior que 19 kg.</p>
<p>Para garantir que os animais atinjam esse nível de consumo <strong>é essencial que seja avaliado e planejado o espaçamento de cocho do sistema de produção</strong>. Dessa forma iremos maximizar o consumo, sem provocar desperdícios na dieta e sem dificultar o manejo dos animais do rebanho.</p>
<p>Associado a isso é essencial que a propriedade tenha um bom manejo do fornecimento da dieta, aproximação de trato e limpeza dos cochos, pois dessa forma, iremos contribuir para a produção leiteira das vacas e maior eficiência da atividade.</p>
<h2>Mais conforto no cocho, mais leite no tanque</h2>
<p>O espaçamento de cocho influencia diretamente a ingestão de matéria seca, a saúde e a produtividade das vacas.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=espacamento-cocho">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a alinhar nutrição, manejo e gestão para otimizar o desempenho do rebanho e aumentar a rentabilidade, aplicando técnicas que já geraram resultados reais em propriedades de todo o Brasil.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=espacamento-cocho" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">DeVries, T. J. Feeding behaviour, feed space and Bunk design and management for adult dairy cattle. Vet Clin Food Anim, vol 35, p. 61 &#8211; 76. 2019</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">DeVries, T. J., VON KEYSERLINGK, M. A. G., WEARY, D. M. Effect of feeding space on the inter-cow distance, aggression and feeding behaviour of Free-Stall Housed Lactating Dairy Cows. Journal of Dairy Science, v. 87, p. 1432 &#8211; 1438. 2004.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">GRANT, R. J., ALBRIGHT, J. L Effect of Animal Grouping on Feeding Behavior and Intake of Dairy Cattle. Journal of Dairy Science, 2001.</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/espacamento-de-cocho-e-ingestao-de-materia-seca/">Espaçamento de cocho e ingestão de matéria seca: qual a importância dessa relação?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ocitocina em vacas leiteiras: como o seu uso impacta na fazenda?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/ocitocina-em-vacas-leiteiras-como-o-seu-uso-impacta-na-fazenda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 18:15:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso de ocitocina durante a ordenha de vacas leiteiras ainda é uma prática rotineira em algumas fazendas. Apesar de promover a ejeção de leite na ordenha, a realização desse manejo está relacionada ao maior risco de infecções e doenças pela transmissão iatrogênica, além de aumentar a susceptibilidade dos animais à redução da produção própria [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O uso de ocitocina durante a ordenha de vacas leiteiras ainda é uma prática rotineira em algumas fazendas. Apesar de <strong>promover a ejeção de leite</strong> na ordenha, a realização desse manejo está relacionada ao maior risco de infecções e doenças pela transmissão iatrogênica, além de aumentar a susceptibilidade dos animais à redução da produção própria do hormônio.</p>
<p>Ao longo desse texto vamos abordar a fisiologia da ejeção de leite nas vacas leiteiras, a ação da ocitocina nesse processo, os impactos da adoção da aplicação exógena de ocitocina de forma indiscriminada e os impactos na produção de leite e saúde das vacas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Fisiologia da ocitocina em vacas leiteiras</h2>
<p>A ejeção do leite alveolar, que representa <strong>80% do leite total armazenado na glândula mamária da vaca</strong>, é dependente da contração das células mioepiteliais que circundam os alvéolos e os ductos alveolares. Essas células são responsivas à ocitocina, e quando expostas ao hormônio realizam a contração.</p>
<p>A síntese e liberação da ocitocina pela hipófise posterior é estimulada pelo reflexo neuroendócrino que envolve a estimulação tátil do úbere pela amamentação do bezerro ou pela estimulação manual durante a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">rotina de ordenha</a></strong>: teste da caneca, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">desinfecção</a></strong> e secagem dos tetos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Além do estímulo tátil, <strong>outros estímulos sensoriais desencadeiam a liberação da ocitocina</strong> como, o auditivo, visual e olfativo durante o manejo na sala de ordenha.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44877 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina.webp" alt="Via somatossensorial no reflexo induzido pela amamentação" width="519" height="473" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina.webp 519w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-300x273.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-370x337.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-270x246.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-329x300.webp 329w" sizes="auto, (max-width: 519px) 100vw, 519px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Via somatossensorial no reflexo induzido pela amamentação para a liberação de ocitocina. Fonte: KLEIN, Bradley G. Cunningham tratado de fisiologia veterinária. 5º Edição. Elsevier.</span></p>
<p>A liberação da ocitocina ocorre da seguinte forma:</p>
<ol>
<li>A vaca é exposta aos estímulos como a mão do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">ordenhador</a></strong>, som do equipamento de ordenha.</li>
<li>O estímulo é recebido pelo ramo dorsal da medula espinhal e alcança o hipotálamo da vaca.</li>
<li>O eixo hipotalâmico-hipofisário aumenta a taxa de liberação de ocitocina, devido ao aumento de sua secreção.</li>
<li>Na hipófise ocorre liberação de ocitocina.</li>
<li>A ocitocina alcança o nível sanguíneo, aumentando suas concentrações, alcançando a glândula mamária e estimulando a descida do leite.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44878 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1.webp" alt="Gráficos mostrando ocitocina na corrente sanguínea de vacas antes, durante e após a ordenha" width="516" height="340" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1.webp 516w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1-300x198.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1-370x244.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1-270x178.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 516px) 100vw, 516px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: KLEIN, Bradley G. Cunningham tratado de fisiologia veterinária. 5º Edição. Elsevier.</span></p>
<p>Os gráficos acima comparam a <strong>concentração de ocitocina sanguínea</strong> das vacas antes, durante e após a ordenha.</p>
<p>Podemos observar que durante a preparação dos animais para a ordenha e durante a ordenha em si, os animais alcançam o pico de liberação de ocitocina, que após 7-9 minutos decrescem de forma significativa, ressaltando que o tempo de ação da ocitocina é relativamente curto na descida de leite das vacas, sendo importante que o manejo da rotina de ordenha esteja bem alinhado na fazenda para garantir que as vacas tenham uma ordenha adequada.</p>
<h2>Uso da ocitocina exógena em vacas leiteiras</h2>
<p>O uso de <strong>ocitocina exógena</strong> em fazendas leiteiras é frequentemente administrado em vacas antes da ordenha para “resolver” distúrbios na ejeção de leite causada pela falta ou redução da liberação de ocitocina.</p>
<p>No entanto, foi observado que embora fosse esperado que a cada ordenha houvesse um aumento da secreção de leite em vacas em que foi utilizado a ocitocina, não houve incremento significativo da produção de leite em fazendas em que há uma rotina mais intensa de ordenha.</p>
<p>O impacto do uso de ocitocina pode ser mais eficaz na liberação do leite no úbere e pode estimular a secreção de leite em rotinas de ordenha menos intensiva, no entanto, ainda está associada a importantes impactos na saúde das vacas de leite.</p>
<h3>Quais são os riscos do uso indiscriminado de ocitocina exógena nas vacas?</h3>
<p>O uso de injeção de ocitocina exógena nas vacas está associado à redução da ejeção espontânea do leite após a retirada da aplicação da ocitocina.</p>
<p>Estudos demonstram que a aplicação de ocitocina exógena nas vacas causou um aumento dos níveis de ocitocina no sangue (por pelo menos 2 horas) e prolongaram a contração mioepitelial e alveolar, <strong>o tratamento crônico com ocitocina reduz a sensibilidade da glândula mamária à ocitocina</strong>.</p>
<p>Outros estudos demonstram ainda que a administração de ocitocina pré-ordenha por longos períodos reduziu a liberação espontânea de leite em uma semana, caso fosse retirada a administração de ocitocina. Os autores levantaram duas hipóteses para a redução da liberação do leite:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Redução da liberação da ocitocina da glândula pituitária</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Redução da sensibilidade da glândula mamária à ocitocina, devido à regulação negativa dos receptores de ocitocina.</li>
</ol>
<p>Outro ponto importante, é que os <strong>animais expostos a aplicação da ocitocina contínua têm dificuldade para realizar a descida do leite</strong>, pois ficam habituados ao uso da droga, ou seja, as vacas se tornam “viciadas”.</p>
<p>Além disso, a administração repetida de ocitocina interfere na atividade secretória normal do leite no epitélio mamário, por isso, reduz a ejeção natural de leite e também afeta a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/">saúde reprodutiva</a></strong> das vacas.</p>
<p>Alguns estudos demonstram que o uso prolongado de injeções de ocitocina pode causar problemas de fertilidade como redução do período de lactação, redução da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong>, sinais de estro discretos e alta mortalidade embrionária.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Apesar do uso de ocitocina ser uma prática ainda muito utilizada em fazendas com sistemas menos intensivos, visando o aumento da produção de leite o uso indiscriminado de ocitocina está associado também a importantes malefícios à produção endógeno do hormônio nas vacas, na produção de leite em si e saúde das vacas.</p>
<p>Uma <strong>boa rotina de ordenha</strong> é um dos pontos essenciais para <strong>garantir que a liberação de ocitocina endógena ocorra de forma adequada</strong> e que a descida do leite promova a ejeção do leite alveolar.</p>
<h2>Use a ocitocina de forma estratégica e maximize os resultados da produção de leite</h2>
<p>O manejo correto da ocitocina pode fazer a diferença na saúde do rebanho e na produtividade, mas é a gestão integrada da fazenda que garante resultados consistentes e lucrativos.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ocitocina"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a tomar decisões baseadas em indicadores reais, implementar boas práticas de manejo e otimizar recursos para extrair o máximo potencial da sua produção.</p>
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		<title>Estomatite em bovinos: como ela impacta na produção de bezerras leiteiras?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/estomatite-em-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2024 12:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As estomatites são processos inflamatórios, superficiais ou profundos, que frequentemente afetam a cavidade oral de bezerros, embora seu nome remete a uma enfermidade do estômago. Essas inflamações podem alcançar camadas subjacentes da boca, geralmente como consequência de lesões superficiais. O maior acometimento ocorre em animais que estão em fase de aleitamento, podendo ser ocasionada por [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/estomatite-em-bovinos/">Estomatite em bovinos: como ela impacta na produção de bezerras leiteiras?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As <strong>estomatites</strong> são processos inflamatórios, superficiais ou profundos, que frequentemente afetam a cavidade oral de bezerros, embora seu nome remete a uma enfermidade do estômago. Essas inflamações podem alcançar camadas subjacentes da boca, geralmente como consequência de lesões superficiais.</p>
<p>O maior acometimento <strong>ocorre em animais que estão em fase de aleitamento</strong>, podendo ser ocasionada por diferentes agentes, como vírus, bactérias e fungos, sendo então necessária a observação e a realização do exame da cavidade oral (face interna das bochechas, as gengivas, a língua e o palato) dos animais de forma regular.</p>
<p>Iremos abordar nesse texto os principais pontos relacionados às estomatites em bezerras leiteiras, entendendo melhor sobre os fatores e agentes causadores do problema e também suas formas de manifestação.</p>
<p>Além disso, vamos compreender melhor os <strong>principais impactos que as estomatites causam nos animais</strong> e como seu diagnóstico e tratamento podem ser realizados.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Conhecendo melhor sobre a estomatite bovina</h2>
<p>As estomatites possuem uma ocorrência comum dentre as bezerras jovens, aquelas ainda em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/">fase de aleitamento</a></strong>, devido ao sistema imunológico estar em desenvolvimento e a alta exposição a patógenos no ambiente.</p>
<p>Ela causa grandes prejuízos à produtividade, entretanto, esse problema é muitas vezes negligenciado ou subdiagnosticado, onde a principal justificativa possa ser as suas causas multifatoriais. As <strong>lesões provocadas pelas estomatites podem ser consideradas porta de entrada para outras infecções</strong> devido ao desequilíbrio das barreiras naturais de proteção.</p>
<p>Após a entrada do patógeno o organismo do animal ativa o sistema imunológico inato, resultando no recrutamento de neutrófilos para o local da infecção como primeira resposta.</p>
<p>Posteriormente vamos ter danos teciduais e vasodilatação que são provocados devido a liberação de citocinas como a IL-1 e TNF-α, o que eleva a permeabilidade dos vasos e permite que mais células de defesa cheguem, provocando sinais clínicos de dor no local.</p>
<p>O acúmulo de células de defesa somado com a liberação das enzimas pode levar a necrose do tecido afetado, provocando assim a formação de úlceras ou de placas necróticas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-escore-saude-respiratoria-bezerras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-escore-respiratorio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39659 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png" alt="Kit guia e planilha escore de saúde respiratória de bezerras" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Principais formas da estomatite</h2>
<p>Sabemos então que a estomatite pode ser causada por vários agentes, fatores traumáticos e nutricionais, o que justifica suas variadas formas de manifestação.</p>
<h3>1. Estomatite vesicular</h3>
<p>É causada por um <strong>vírus e caracterizada pela formação de vesículas (bolhas) na mucosa oral, língua além de cascos e úbere</strong>. Contém cura espontânea, entretanto, é necessário a observação dos sinais clínicos para intervir no momento certo.</p>
<p>Seus <strong>principais sinais se assemelham com os sinais clínicos da febre aftosa</strong>, onde é observado febre alta, formação de vesículas nas mucosas orais, após o rompimento das vesículas progride á úlceras, sialorréia devido a irritação oral, anorexia por conta da dor e baixo desempenho em produção. Outros sinais físicos apresentados seriam áreas lesionadas em narinas, gengivas e palato duro.</p>
<p>Os animais contaminados eliminam vírus através de secreções e excreções, possibilitando a disseminação da enfermidade por fômites como mamadeiras, baldes ou sondas.</p>
<p>Outro ponto importante sobre a transmissão seria a contaminação de moscas hematófagas as quais podem transmitir o vírus ou então ser um reservatório o que gera um acréscimo da taxa de estomatite vesicular na propriedade.</p>
<p>As principais recomendações seriam a quarentena dos animais enfermos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/moscas-como-controlar-e-evitar-perdas-nas-fazendas/">controle de moscas</a></strong>, desinfecção de instalações e equipamentos, treinamento dos colaboradores e a avaliação rotineira da cavidade oral dos bezerros. Devido a sua cura ser espontânea o tratamento é realizado de forma paliativa com o objetivo de melhorar o bem estar do animal.</p>
<h3>2. Estomatite necrótica</h3>
<p>A estomatite necrótica nomeada também como difteria dos bezerros, <strong>é causada por uma bactéria anaeróbia gram-negativa</strong>, a <i>Fusobacterium necrophorum</i>. É uma doença com maior incidência em bezerros em aleitamento especificamente na idade de 60 a 90 dias de idade. A sua caracterização é por lesões necróticas que progridem para úlceras e abscessos.</p>
<p>Seus principais sinais clínicos estão correlacionados com a gravidade da doença como febre ocasionado dispneia e em casos mais fortes a tosse é persistente e também a dificuldade de deglutição podendo levar ao óbito por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/">pneumonia</a></strong> aspirativa.</p>
<p>O tratamento é realizado com antibiótico de preferência das bases e tetraciclinas sulfonamidas. Em casos de abscessos deve ocorrer a drenagem e tratada de forma correta recomendada.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=estomatite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h3>3. Estomatite papular e pseudovaríola</h3>
<p>A estomatite papular <strong>é causada por vírus contendo baixa taxa de mortalidade entre os casos</strong>. É caracterizada por lesões pustulares e proliferativas localizadas em grande parte das incidências nos lábios, mucosa oral, língua, focinho e narinas e estão associadas com lesões vesiculares.</p>
<p>Na maioria dos casos, bezerros imunossuprimidos ou que já tiveram outras doenças como a diarreia são mais suscetíveis à enfermidade.</p>
<p>Em geral, a sua fase aguda acomete animais de duas a seis semanas de idade onde suas principais aparições vão ser lesões de coloração avermelhada mais escura formando úlceras com características de superfícies irregulares.</p>
<p>Seus principais sinais clínicos se baseiam em diarreias sanguinolentas, redução de movimentos ruminais podendo levar a atonia ruminal, baixa ingestão alimentar e febre.</p>
<p>Já a fase crônica da doença é acometida em animais na média de 13 meses de idade podendo apresentar maiores complicações como a evolução de lesões ulceradas na pele do tórax, do pescoço e óbito.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44800 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovinos.webp" alt="Estomatite papular na boca de um bezerro" width="494" height="366" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovinos.webp 494w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovinos-300x222.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovinos-370x274.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovinos-270x200.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/estomatite-bovinos-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 494px) 100vw, 494px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Estomatite papular na boca de um bezerro. Fonte: Acervo Clínica de Ruminantes, EV-UFMG.</span></p>
<p>Outro ponto importante no caso da estomatite papular seria os animais enfermos terem contato direto com a mãe podendo infectar o úbere e gerar lesões que vão afetar a integridade do sistema imune e comprometer produção leiteira, principalmente devido a possibilidade de progredir para uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>.</p>
<h3>4. Estomatite por BVD</h3>
<p>A estomatite causada por Diarreia Viral Bovina (BVD) <strong>é ocasionada por um Pestivirus com altos níveis de morbidade gerando grandes perdas econômicas</strong>.</p>
<p>Devido ao seu caráter pantrópico o mesmo tem a capacidade de se replicar praticamente em qualquer tipo celular fazendo com que a estomatite por BVD se manifeste em diversas maneiras como doenças gastrointestinal, reprodutiva, respiratória e cardíaca podendo levar o animal a ser imunocomprometido.</p>
<p>O vírus pode ser eliminado de algumas formas como por exemplo pelo sangue, fezes, urina e por secreções oronasais podendo ocorrer contaminação horizontal para outros animais devido a ingestão e inalação das partículas virais.</p>
<p>Além disso, outro aspecto que deve ser considerado é a contaminação vertical, o que <strong>pode levar a vaca gestante de 42 a 125 dias a ter um bezerro persistente infectado (PI)</strong>. Desse modo, o PI na maioria das vezes não apresenta sinais clínicos claros, mas permite a manutenção do agente no rebanho perpetuando essa doença.</p>
<p>Os sinais clínicos e as consequências da doença variam conforme as propriedades genéticas dos 24 genótipos virais.</p>
<p>Na forma aguda da doença, é mais comum o acometimento subclínico ou leve, que pode servir como porta de entrada para outras doenças da cavidade oral, como a estomatite vesicular.</p>
<p>Nos animais PI, é comum o desenvolvimento oral da doença devido a lesões severas e agressivas na boca, laringe e esôfago. Essas lesões são classificadas como ulcerativas e hemorrágicas, podendo resultar em características necróticas.</p>
<p>Em casos mais graves, estas lesões podem se estender por todo o trato gastrointestinal. Sintomas como depressão, febre, leucopenia, diarreia, pneumonia e descargas oculonasais podem ser observados tanto na forma aguda quanto na crônica da doença.</p>
<p>O seu diagnóstico pode ser feito a partir de coletas de sangue, leite, tecidos gastrointestinais ou pele para realização de PCR.</p>
<p><strong>Não existe tratamento para essa doença</strong>, entretanto, o manejo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-em-bezerros/">vacinação</a></strong> com preventivos é de extrema importância.</p>
<h2>Quais são os impactos nas bezerras?</h2>
<p>Dentre as perdas causadas pela estomatite e que podem ser pontuadas na propriedade podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Menor consumo de leite, água e/ou dieta sólida</strong>: devido à dificuldade que a estomatite causa para sucção e deglutição.</li>
<li><strong>Menor ganho de peso</strong>: devido a redução da eficiência alimentar. Por isso, a estomatite prolongada e recorrente pode resultar em atraso no desenvolvimento.</li>
<li><strong>Maior chance de problemas secundários</strong>: devido ao quadro de doença provocado pela estomatite, o estresse associado a dor e desconforto somado a baixa ingestão nutrientes pode comprometer o sistema imunológico das bezerras, tornando-as assim mais susceptíveis a ter outras doenças, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/">diarreia</a></strong> e doenças respiratórias o que potencializa ainda mais os prejuízos.</li>
</ul>
<p>Como em uma reação em cascata, a estomatite no final vai provocar outros impactos como por exemplo o atraso na idade ao primeiro parto, devido a demora para atingir o peso e altura ideais para liberação para a reprodução, maior custo adicional com tratamentos e também o impacto na produtividade de leite futura.</p>
<h2>Como diagnosticar a estomatite em bovinos?</h2>
<p>O fato de ser considerada uma doença considerada negligenciada está muito relacionado com a falta do manejo individual de avaliação da cavidade oral dos animais e também devido às inúmeras causas, onde estão incluídos os agentes infecciosos, substâncias químicas e até mesmo erros com a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/limpeza-de-utensilios-utilizados-na-alimentacao-de-bezerras/">limpeza e higienização dos utensílios de aleitamento</a></strong>, tudo isso torna difícil o diagnóstico ou faz com que tenhamos diagnósticos incompletos.</p>
<p>Entretanto, <strong>para diagnosticar é fundamental a realização do exame detalhado e rotineiro da cavidade oral da bezerra</strong>, onde nele é essencial que seja avaliado a textura da mucosa e a cor, e que a inspeção se estenda por toda a cavidade oral, incluído a parte interna das bochechas, palato mole e duro e as gengivas.</p>
<p>É essencial que seja realizado um diagnóstico diferencial para febre aftosa, visto que através dos sinais clínicos é impossível diferenciar. Por isso existe a possibilidade de diagnósticos laboratoriais específicos para que seja feita a confirmação.</p>
<p>Existe também a possibilidade de a partir da coleta de amostras, sejam elas fragmentos do tecido epitelial ou coleta de fluídos das lesões analisar através de isolamento viral e bacteriana, ELISA, rt-PCR, microscopia eletrônica e imunofluorescência quais os agentes etiológicos estão envolvidos no quadro.</p>
<h2>Como é realizado o tratamento?</h2>
<p>O tratamento para quadros de estomatite vai ser baseado em resolver a sintomatologia clínica que o animal apresente. A administração de medicamentos específicos como, antibióticos e anti-inflamatórios podem ser prescritos.</p>
<p>Melhorar o manejo de higiene do ambiente também é considerada uma forma de tratamento e aliado a isso, eliminar os patógenos oportunistas e acelerar a cicatrização das lesões são pontos chaves e que pode ser realizada a partir da utilização de soluções antissépticas que são consideradas de uso oral.</p>
<p>Entretanto, existem casos leves, onde o próprio tecido lesado começa a regenerar após a redução da carga infecciosa e da resposta inflamatória. Assim, o epitélio antes lesado inicia o processo de regeneração de maneira gradual.</p>
<p>Como forma de controle e prevenção, é fundamental que o animal acometido seja isolado, principalmente se a causa da estomatite for infecciosa. Esse isolamento é importante para que seja evitada a propagação nos demais animais.</p>
<p>A higiene do ambiente visando a redução da carga microbiana, aliada a desinfecção dos utensílios utilizados na alimentação devem passar por uma higienização bem rigorosa a fim de que esses utensílios sejam os responsáveis pela disseminação da doença.</p>
<h2>Mais saúde para as bezerras, mais produtividade no futuro</h2>
<p>A estomatite compromete o bem-estar, a alimentação e o desenvolvimento das bezerras, impactando diretamente seu desempenho como vacas adultas.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=estomatite">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias práticas de prevenção, diagnóstico e manejo, garantindo animais mais saudáveis, produtivos e rentáveis ao longo de toda a vida produtiva.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=estomatite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p>Autores: Lucas Teixeira e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/estomatite-em-bovinos/">Estomatite em bovinos: como ela impacta na produção de bezerras leiteiras?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como aumentar o pico de produção de leite em vacas leiteiras?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 12:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste artigo vamos discutir a apresentação do Prof. Bill Weiss na conferência “Four State Dairy Nutrition and Management Conference” realizada em Junho de 2024 no estado de Iowa nos Estados Unidos, onde a chamada para o assunto era a alimentação de vacas para que se atinja altos picos de produção de leite. O objetivo aqui [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">Como aumentar o pico de produção de leite em vacas leiteiras?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo vamos discutir a apresentação do Prof. Bill Weiss na conferência “<em>Four State Dairy Nutrition and Management Conference</em>” realizada em Junho de 2024 no estado de Iowa nos Estados Unidos, onde a chamada para o assunto era a <strong>alimentação de vacas para que se atinja altos picos de produção de leite</strong>.</p>
<p>O objetivo aqui é discutir os pontos importantes que foram apresentados pelo pesquisador complementando com dados da literatura.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Qual a relação entre pico de produção, produção total de leite na lactação e condição corporal?</h2>
<p>No início da apresentação o Prof. Bill Weiss mostra a <strong>alta correlação entre picos de produção e produção de leite em toda a lactação</strong>. Ou seja, maiores picos determinam maiores produções na lactação.</p>
<p>O pesquisador aponta os seguintes <strong>pontos importantes para se obter altos picos</strong>:</p>
<ol>
<li>Vacas devem parir sadias;</li>
<li>Vacas devem parir com adequada <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal (CC)</a></strong>;</li>
<li>Deve-se busca evitar desordens metabólicas no início de lactação;</li>
<li>Deve-se manter o grau de mobilização de reservas corporais em um nível aceitável.</li>
</ol>
<p>Neste último ponto ressalta a palavra aceitável, já que as fêmeas mamíferas sempre mobilizam uma certa quantidade de reservas corporais para alimentar a prole no pós-parto.</p>
<p>Dr. Weiss cita a importância da secagem e a parição com a condição corporal adequada. No primeiro estudo citado, ressalta o melhor desempenho de um grupo de vacas que tinham <strong>condição corporal entre 3,0 &#8211; 3,25 aos 21 dias antes do parto previsto</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44424 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite.webp" alt="Gráfico retratando picos de produção de leite de acordo com dias em lactação" width="1024" height="618" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-300x181.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-768x464.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-370x223.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-270x163.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-740x447.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Zhao et al. 2019</span></p>
<p>O autor também cita um trabalho que demonstrou que vacas que pariram com uma condição corporal ≤ 2 e vacas que secaram com condição corporal ≥ 3 aumentaram a condição corporal até o parto produziram menos leite na lactação.</p>
<p>Vacas que secaram com condição corporal ≤ 3 e aumentaram a condição corporal ao parto produziram mais leite (Mishra et al.2016).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44425 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1.webp" alt="Tabela com dados de escore de condição corporal relacionados com produção de leite" width="768" height="79" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-300x31.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-370x38.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-270x28.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-740x76.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p>Pontos importantes para se obter adequada condição corporal a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/">secagem</a></strong> e ao parto (3,0-3,5):</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Bons índices de eficiência reprodutiva no rebanho</strong>, evitando com que as lactações sejam longas demais e as vacas acumulem excesso de condição corporal em fases mais avançadas da lactação ou tenham longos períodos secos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Adequação dos níveis de energia</strong> da dieta para vacas em final de lactação e período seco.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-limite-secagem-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-limite-secagem&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39660 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem.png" alt="" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Exigências de energia no pré-parto</h2>
<p>Dr. Weiss discute também as <strong>exigências de energia e de carboidratos</strong> específicos para dietas no pré-parto. Ressalta que dietas com maior densidade energética, com maiores teores de amido e menores de FDN neste período produtivo estão associadas a:</p>
<ul>
<li>Aumento do consumo de matéria seca (CMS) pré-parto.</li>
<li>Sem efeitos no CMS pós parto.</li>
<li>A maioria dos estudos não mostram efeitos na produção de leite.</li>
</ul>
<p>O autor cita o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nasem-2021-exigencias-nutricionais-de-bovinos-leiteiros/">NASEM 2021</a></strong> que na revisão várias pesquisas sobre o tema demonstraram que <strong>não existem benefícios de dietas com níveis moderados de amido no pré-parto</strong> para adaptar o rúmen para dietas ricas em amido geralmente presentes no pós-parto.</p>
<p>Por isso, um conceito bastante adotado na formulação de dietas no pré-parto é o de ingestão controlada de energia no qual consiste em evitar a ingestão de energia acima de 15 a 20% acima das exigências dos animais. Essas dietas geralmente possuem alta concentração de FDNf (FDN oriunda de forragem), sendo os valores de FDNf recomendados &gt; 38-40% da MS.</p>
<p>Em relação aos níveis de proteína na dieta pré-parto, Dr. Weiss cita uma revisão de autores australianos (Lean et al. 2013) demonstrando pouco efeito do aumento de proteína bruta (PB) nas dietas de pré-parto no desempenho de vacas no pós-parto.</p>
<p>Dr. Weiss cita uma recente meta análise de pesquisadores da Flórida (Husnain e Santos, 2019) demonstrando que <strong>aumento do consumo de Proteína Metabolizável (PM) em dietas pré-parto</strong> (calculadas pelo modelo NRC 2001) <strong>não teve efeito na produção de leite de vacas multíparas</strong>, havendo somente um pequeno efeito positivo na produção de proteína em vacas com produção acima &gt; 36kg/d).</p>
<p>O autor cita que a recomendação para vacas multíparas no pré-parto seria em torno de 12-13% de PB na MS ou em torno de 900 g/d de proteína metabolizável (PM).</p>
<p>Para nulíparas, o aumento no consumo de PM (g/d) de dietas pré-parto foi relacionado a aumentos na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-e-lucrativa/">produção de leite</a></strong> corrigido para gordura e produção de proteína do leite de vacas na 1ª. Lactação.</p>
<p>A recomendação seria para esses animais em torno de 15% de PB na MS da dieta<span style="font-weight: 400;"> ou 1200 g/d de proteína metabolizável. Em caso de grupos mistos no pré-parto, é recomendado que as exigências das nulíparas sejam atendidas. </span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<ul>
<li><strong>Secar e parir com condição corporal adequada</strong> é um ponto extremamente importante visando maiores picos de produção de leite. Recomendação é a condição corporal entre 3,0 e 3,5.</li>
<li><strong>Evitar o consumo excessivo de energia no pré-parto</strong> é uma boa estratégia visando melhor perfil metabólico e menor resposta inflamatória no pós parto! Recomendação: dietas com concentração de FDNf &#8211; &gt; 38 – 40% da MS.</li>
<li><strong>Alimentar níveis adequados de proteína bruta/proteína metabolizável em vacas e novilha no período pré-parto</strong>.  Para multípara (12-14% de PB na MS; PM por volta de 900g/d). Para nulíparas (~15% de PB na MS, consumo de PM por volta de 1200 g/d) e em casos de grupos mistos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formular dietas</a></strong> visando atender as recomendações para nulíparas.</li>
</ul>
<h2>Alcance o máximo potencial produtivo do seu rebanho</h2>
<p>Ter vacas com altos picos de produção não é apenas questão de alimentação, é resultado de planejamento, manejo eficiente e decisões baseadas em dados.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=pico-producao" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende, passo a passo, como estruturar uma produção rentável, saudável e sustentável, aplicando estratégias que já geraram resultados reais para produtores e consultores em todo o Brasil.</p>
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<h2><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35415" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo.jpg" alt="Euler Rabelo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo-270x94.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></h2>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 10pt;">Weiss, W. 2024. <em>Feeding cows to reach heigher Peaks</em>. Anais: <em>Four-State Dairy Nutrition and Management Conference</em>. 2024. http://fourstatedairy.org/proceedings.html.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">Zhao, W., X Chen, J Xiao, XH Chen et al. 2019. <em>Prepartum body condition score affects milk yield, lipid metabolism, and oxidation status of Holstein cows</em>. Asian-Australas J Anim Sci.;32(12):1889–1896. doi: 10.5713/ajas.18.0817.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">Husnain, A., &amp; Santos, J. E. P. (2019). <em>Meta-analysis of the effects of prepartum dietary protein on performance of dairy cows. Journal of dairy science</em>, 102(11), 9791-9813.</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">Como aumentar o pico de produção de leite em vacas leiteiras?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Metrite em vacas leiteiras: como a saúde uterina impacta no desempenho do rebanho?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Nov 2024 14:53:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A metrite é uma doença uterina comum em vacas leiteiras, podendo afetar aproximadamente 20 a 30% durante as primeiras duas semanas pós-parto. Ela é responsável por trazer diversos efeitos prejudiciais na reprodução, produção de leite, sobrevivência, no bem-estar das vacas e por isso ela é considerada de grande importância na pecuária leiteira. É caracterizada como [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/">Metrite em vacas leiteiras: como a saúde uterina impacta no desempenho do rebanho?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A metrite é uma doença uterina comum em vacas leiteiras, podendo afetar aproximadamente <strong>20 a 30% durante as primeiras duas semanas pós-parto</strong>.</p>
<p>Ela é responsável por trazer diversos efeitos prejudiciais na reprodução, produção de leite, sobrevivência, no bem-estar das vacas e por isso ela é considerada de grande importância na pecuária leiteira.</p>
<p>É caracterizada como uma inflamação que acomete a camada interna da parede uterina, advinda de lesões ou infecções polibacterianas no útero. Sua gravidade é diversificada, desde as infecções subclínicas, até quadros com febre e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">diminuição na produção de leite</a></strong>.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre os principais fatores de risco para metrite em vacas leiteiras, sobre as formas de diagnóstico e estratégias de tratamento. Além disso, vamos abordar as <strong>maneiras de prevenir</strong> a metrite e os <strong>grandes impactos</strong> que essa doença traz para a reprodução e produção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/category/leite/">leite</a></strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Quais são os fatores de risco da metrite?</h2>
<p>Sabemos que a metrite é causada por uma infecção bacteriana, especialmente no pós-parto e que está associada a grandes distúrbios nas comunidades bacterianas do útero e segundos os estudos com o aumento de bactérias gram-negativas dos gêneros <i>Fusobacterium, Bacteroides</i> e <i>Porphyromonas</i>.</p>
<p>Entre os patógenos e a doença uterina existe uma associação, sendo empregados <strong>fatores de virulência</strong>, os quais vão danificar os tecidos e provocar inflamação do endométrio.</p>
<p>Como forma de combater esses microrganismos patogênicos, o organismo do animal depende da <strong>resistência</strong> (capacidade de estabelecer um limite de carga patogênica) e da <strong>tolerância </strong>(eficiência de limitar o quão grave é a doença provocada por uma certa carga de patógenos) entretanto, durante o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">período de transição</a></strong> da vaca, isso pode ser desafiador, visto que ocorre uma significativa queda do sistema imune.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-deteccao-cio-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Por isso, com a <strong>redução da função imunológica</strong>, um alto desafio bacteriano e uma resistência restrita se torna propício ao estabelecimento de doenças uterinas, em especial a metrite.</p>
<p>Dentre os fatores de risco descritos para o desenvolvimento de metrite podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Problemas de parto</strong> (distocias, parto gemelar, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/">retenção de placenta</a></strong>, natimorto e indução de parto): Quando tratamos de um parto anormal, geralmente ele irá requerer a intervenção humana, fato esse que contribui para que ocorra <strong>trauma no trato genital</strong> e favoreça a contaminação bacteriana, o que pode levar ao desenvolvimento de metrite. Além disso, partos problemáticos podem interferir no processo natural de involução uterina, e quando isso é comprometido temos uma maior chance de proliferação bacteriana e de desenvolvimento da doença.</li>
<li><strong>Distúrbios metabólicos</strong>: Baixa ingestão de matéria seca no pré-parto – Balanço energético negativo (<i>Non-Esterified Fatty Acids</i> &#8211; NEFA alto e IGF-1 baixo). Estudos já demonstraram que <strong>um alto NEFA (&gt;0,3 mmol/L) em 1 a 2 semanas antes do parto está associado com o aumento do risco de retenção de placenta, metrite, deslocamento de abomaso e diminuição da produção de leite</strong> (1,6 kg/dia). É importante entendermos que a concentração de NEFA está diretamente relacionado com o balanço energético negativo (BEN), pois quando a vaca entra em BEN, tem-se mobilização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">gordura corporal</a></strong>, que será degradada para liberar NEFAs, que são os ácidos graxos não esterificados (AGNE) na corrente sanguínea.</li>
<li><strong>Problemas de higiene</strong>: Estudos já demonstraram que os fatores relacionados ao ambiente do parto e do alojamento das vacas após o parto são importantes para o desenvolvimento de doenças uterinas como a metrite.</li>
</ul>
<p>Um estudo que buscou relacionar os escores de higiene da vulva e do períneo com a ocorrência de metrite evidenciou que <strong>vacas que tiveram uma pontuação de escore de sujidade mais alto, tiveram maior incidência de metrite</strong> do que aquelas vacas que tiveram um escore baixo, ou seja, que tinham uma vulva e períneo limpos.</p>
<p>Isso indica que a contaminação do útero pode estar vindo da própria vaca a partir de suas fezes e urina que ficam retidas na região do períneo, como também da presença de esterco do ambiente.</p>
<p>Além disso, é importante compreendermos que as vacas possuem uma diversidade de patógenos no útero e que as vacas saudáveis têm um microbioma uterino mais heterogêneo e aquelas com doenças, como a metrite, um microbioma menos complexo.</p>
<p>Essa perda da heterogeneidade que ocorre em vacas com infecção uterina, o que favorece a diminuição da diversidade bacteriana e essa disbiose, ou seja, desequilíbrio, favorece o desenvolvimento da infecção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=metrite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Como diagnosticar a metrite?</h2>
<p>Embora não tenhamos um padrão ouro para diagnosticar doenças uterinas, a <strong>avaliação do conteúdo vaginal</strong> é uma forma extremamente útil, visto que a presença de pus neste conteúdo está diretamente relacionada com a carga de bactérias patogênicas no útero.</p>
<p>Por isso, o diagnóstico de metrite em vacas leiteiras geralmente é realizado com base nos sinais clínicos e exame físico nos primeiros dias após o parto. Esse diagnóstico é essencial para que o tratamento seja realizado e minimize os impactos na saúde e na produção da vaca.</p>
<p>A <strong>triagem da vaca para a investigação de doenças uterinas é fundamental</strong>, pois a metrite pode ser identificada praticamente com base em alguns fatores, como a presença útero aumentado, descarga vagina fétida, aquosa, de coloração marrom-avermelhado, febre e sinais de quadro sistêmico de doença nos 21 dias após o parto.</p>
<p>O uso da ultrassonografia em algumas situações pode ser empregado a fim de verificar o conteúdo uterino e identificar sinais de inflamação, como o acúmulo de líquido ou secreção espessa no útero.</p>
<p>Entretanto, o uso do <strong><em>metricheck</em></strong> é mais difundido nas fazendas leiteiras e seu uso é mais comum entre os dias 4 a 7 pós-parto. Esse dispositivo permite coletar e avaliar a secreção uterina de maneira prática e precoce. Essa detecção é feita <strong>a partir da análise visual e olfativa do conteúdo do fundo da vagina</strong>, perto da cérvix, onde estará acumulada a secreção uterina.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44850 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite.webp" alt="Metricheck para avaliação do conteúdo uterino" width="713" height="482" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite.webp 713w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-300x203.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-370x250.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-270x183.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 713px) 100vw, 713px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44851 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-1.webp" alt="Manejo de utilização do metricheck para avaliação do conteúdo uterino" width="651" height="434" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-1.webp 651w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-1-300x200.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-1-370x247.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-1-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 651px) 100vw, 651px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagens demonstrando o manejo de utilização do <em>metricheck</em> para avaliação do conteúdo uterino. Fonte: Mariana Albuquerque</span></p>
<p>A avaliação da secreção captada pelo <em>metricheck</em> é feita a partir da observação da cor, consistência e odor. Quando temos uma secreção purulenta, com mau odor ou com presença de sangue, isso é um indicativo de infecção uterina, pois a secreção normal geralmente é clara e sem odor forte.</p>
<p>Durante essa avaliação, escores de muco podem ser atribuídos, onde temos:</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>0.</strong> Muco cristalino e translúcido, sem cheiro;</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>1.</strong> Translúcido com pontos de pus, sem cheiro;</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>2.</strong> Mucopurulento com &lt; 50% de pus, sem cheiro;</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>3.</strong> Mucopurulento com &gt; 50% de pus ou vermelho amarronzado, aquoso e fétido.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44852 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-2.webp" alt="Escores de avaliação da descarga vaginal" width="498" height="260" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-2.webp 498w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-2-300x157.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-2-370x193.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-2-270x141.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 498px) 100vw, 498px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem demonstrando os diferentes escores de avaliação da descarga vaginal. Fonte: imagem adaptada de Sheldon et al. (2006)</span></p>
<h2>Qual o tratamento para a metrite?</h2>
<p>Um consenso que os estudos trazem é o de que as vacas com metrite <strong>requerem tratamento antibiótico sistêmico</strong> devido a etiologia, gravidade da doença e também ao risco de morte. Estudos já demonstraram que tratamentos não antibióticos para doenças uterinas não foram relatados como tão eficazes.</p>
<p>Entretanto, é importante ressaltar que o tratamento nos quadros de metrite não irão anular os prejuízos que essa doença causa na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/">reprodução</a></strong> e produção de leite.</p>
<p>Isso é notório em diversos trabalhos que avaliaram a eficácia de determinados antibióticos e anti-inflamatórios, onde foi observado uma menor produção de leite mesmo em vacas tratadas para metrite quando comparadas com vacas sem metrite.</p>
<p>Além disso, <strong>o uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINE)</strong>, como o cetoprofeno, tem efeitos analgésicos, antipiréticos e anti endotóxicos, o que administrado juntamente com o antibiótico pode ser benéfico para o caso de metrite e contribuir para o bem-estar do animal.</p>
<p>A terapia de suporte também é algo que pode beneficiar a vaca com metrite, pois devido a perda de apetite e a presença de febre, a administração de fluido (<i>Drench</i>) irá evitar a desidratação, melhorar o estado metabólico, apoiar a recuperação e estimular o apetite.</p>
<h2>Quais são os métodos de prevenção?</h2>
<p>Pensando em reduzir o risco de metrite associada a problemas de parto, podemos adotar algumas práticas de manejo como o de <strong>ter um protocolo bem definido de assistência ao parto</strong>, visando minimizar intervenções desnecessárias ou fora do momento adequado.</p>
<p>Além disso, é fundamental, termos um manejo nutricional compatível com o período de transição da vaca, dando atenção especial às dietas aniônicas nesse momento, a qual está atrelada com a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-em-vacas-leiteiras/">hipocalcemia</a></strong> e essa relacionada com casos de metrite.</p>
<p>Trabalhar durante o período de transição com <strong>estratégias que minimizem o estresse dos animais</strong> e proporcionem conforto é fundamental. Quanto a isso, podemos ressaltar a importância do agrupamento adequado dos animais em transição, proporcionar espaço suficiente e limpo e não esquecer da adoção de mecanismos que visem reduzir o estresse térmico.</p>
<p>Ter um <strong>controle da higiene da vaca e do ambiente do parto</strong> também é algo que devemos nos atentar, pois a sujidade da vaca, em especial da região do períneo e cauda pode contribuir para o desenvolvimento de infecções uterinas após o parto. A contaminação bacteriana na pele próximo ao trato reprodutivo pode facilmente migrar para o útero no momento do parto e até mesmo no pós-parto.</p>
<h2>Qual o impacto da metrite na pecuária leiteira?</h2>
<h3>Reprodução</h3>
<p>Estudos já demonstraram que a metrite puerperal corrobora para um grande impacto na reprodução. Já foi observado que a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/">taxa de prenhez</a></strong> aos 100 dias em lactação foi afetada pela metrite, onde essas vacas apresentaram uma <strong>probabilidade menor de prenhez</strong> do que as vacas saudáveis do rebanho.</p>
<p>Além disso, vacas com metrite apresentam um <strong>maior intervalo entre o parto e a concepção</strong> do que aquelas vacas com metrite clínica ou sem metrite e consequentemente possuem uma chance maior de descarte prematuro devido ao fato da possibilidade de não emprenhar durante o período de lactação.</p>
<p>Esse aumento do intervalo entre partos pode ser compreendido por resultados de um estudo brasileiro que identificou que a vaca ao possuir um ou mais eventos de doença no pós-parto, <strong>têm um risco 2 a 3 vezes maior de ter falhas na ovulação</strong> durante os primeiros 50 dias em lactação.</p>
<p>Isso acontece, pois as infecções uterinas contribuem para um crescimento mais lento do primeiro folículo dominante de 7 a 16 dias pós-parto, tem concentrações plasmáticas periféricas de estradiol mais baixas, são menos propensas a ovular e também concentrações circulantes mais baixas de progesterona após a formação do primeiro corpo lúteo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44853 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-3.webp" alt="Curva de sobrevivência dos intervalos entre parto" width="1024" height="716" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-3.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-3-300x210.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-3-768x537.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-3-370x259.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-3-270x189.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-3-740x517.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Gráfico demonstrando a curva de sobrevivência dos intervalos entre parto e a concepção aos 150 DEL em vacas leiteiras holandesas. É possível observar que vacas com metrite puerperal tiveram um intervalo parto-concepção mais longo do que vacas saudáveis. Fonte: Giuliodori et al. (2013)</span></p>
<h3>Produção de leite</h3>
<p>Já sabemos também que além do impacto negativo na reprodução, <strong>a metrite pode provocar alterações na produção de leite</strong>.</p>
<p>Essa redução na produção de leite em vacas com metrite pode estar relacionada à inflamação do epitélio do útero, o que <strong>pode contribuir para uma maior liberação de citocinas inflamatórias</strong> na corrente sanguínea e inflamação exacerbada ou dor, o que vai contribuir para a redução da ingestão de matéria seca e de disponibilidade de nutrientes essenciais para a produção de leite e metabolismo, o que consequentemente contribui para a queda na produção de leite.</p>
<p>Pensando na redução da ingestão de matéria seca, temos ainda que relacionar ao BEN, que pode ser um dos fatores de risco para a metrite e que contribui também para a queda na produção de leite e piora do bem-estar.</p>
<p>Além disso, essa queda na produção pode estar relacionada com o desvio de energia para combater a infecção, visto que a metrite é uma infecção que ativa o sistema imunológico e aumenta a demanda energética para combater a inflamação no útero.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44854 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-4.webp" alt="Efeito misto na produção de leite em vacas com metrite puerperal, clínica e sem metrite" width="1024" height="695" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-4.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-4-300x204.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-4-768x521.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-4-370x251.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-4-270x183.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/metrite-4-740x502.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;"><span style="font-weight: 400;">Gráfico demonstrando o efeito misto na produção de leite em vacas com metrite puerperal, clínica e sem metrite. É possível observar que vacas saudáveis apresentam maior produção de leite até 90 DEL, ou seja, no início da lactação do que vacas com metrite. Isso vem demonstrar que pode haver um efeito do tempo por metrite na produção de leite. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Giuliodori et al. (2013)</span></span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos então que a metrite representa um importante desafio para a saúde e também para a rentabilidade da produção leiteira, visto que ela impacta de forma significativa na <strong><a href="https://webinar.rehagro.com.br/estrategias-para-aumentar-eficiencia-reprodutiva?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-eficiencia-reprodutiva&amp;utm_medium=blog">eficiência produtiva e reprodutiva</a></strong>.</p>
<p>Ter estratégias visando a prevenção, diagnóstico precoce e um tratamento adequado são essenciais para o bem-estar das vacas e para isso é fundamental investir em práticas preventivas como uma higiene rigorosa, dieta balanceada e também monitoramento da saúde uterina.</p>
<h2>Saúde reprodutiva em dia para mais prenhezes e mais leite no tanque</h2>
<p>A metrite pode reduzir drasticamente a fertilidade e comprometer a produtividade do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=metrite">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar, prevenir e tratar problemas reprodutivos, integrando manejo, nutrição e gestão para garantir mais prenhezes, mais leite e maior rentabilidade na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=metrite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/">Metrite em vacas leiteiras: como a saúde uterina impacta no desempenho do rebanho?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<item>
		<title>Gestação gemelar: como ela afeta a produtividade e a saúde das vacas leiteiras?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/gestacao-gemelar-em-vacas-leiteiras/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/gestacao-gemelar-em-vacas-leiteiras/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Sep 2024 12:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sua propriedade já houve casos de gestações gemelares e isso foi motivo de uma grande comemoração? Espere um pouco! Gestações gemelares em diversas espécies são motivos de alegria, porém em vacas de leite, muitas das vezes não é algo desejado. A ocorrência de freemartinismo é um dos motivos que ilustra a situação, já que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sua propriedade já houve casos de <strong>gestações gemelares</strong> e isso foi motivo de uma grande comemoração? Espere um pouco!</p>
<p>Gestações gemelares em diversas espécies são motivos de alegria, porém em vacas de leite, muitas das vezes não é algo desejado.</p>
<p>A ocorrência de <strong><em>freemartinismo</em></strong> é um dos motivos que ilustra a situação, já que desejo animais reprodutivamente aptos na propriedade. Outro ponto importante é em relação a saúde da vaca, que pode ser bastante afetada pela ocorrência de gêmeos.</p>
<p>Vamos abordar diversos conceitos acerca da gestação gemelar, desde a fisiologia do evento até os impactos negativos no meu rebanho e possíveis medidas cabíveis nessa situação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Fisiologia da gestação gemelar</h2>
<p>Existem dois tipos principais de gestação gemelar: <strong>monozigótica e dizigótica</strong>.</p>
<p>Gêmeos monozigóticos, também conhecidos como gêmeos idênticos, surgem quando um embrião se divide espontaneamente no início do desenvolvimento. Já os gêmeos dizigóticos, chamados de gêmeos fraternos, ocorrem quando dois oócitos diferentes são fecundados.</p>
<p>A gestação gemelar monozigótica ocorre com pouca frequência em fêmeas bovinas e o <strong>principal mecanismo da gestação gemelar nas vacas leiteiras é a dupla ovulação</strong>.</p>
<p>Com o aumento da produção de leite ao longo dos anos, consequentemente os animais aumentaram o consumo de matéria seca, o que gerou um aumento no fluxo sanguíneo hepático, diminuindo os níveis de progesterona circulante.</p>
<p>Um <strong>baixo nível de progesterona</strong> durante o ciclo, <strong>causa um atraso na redução do hormônio folículo estimulante (FSH) e aumento dos pulsos do hormônio luteinizante (LH)</strong>, podendo ocorrer divergência folicular de mais de um folículo, gerando uma dupla ovulação.</p>
<p>Outros fatores de risco potenciais para gemelaridade incluem:</p>
<ul>
<li>Fatores hereditários em linhagens de raça;</li>
<li>Paridade;</li>
<li>Estação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">concepção</a></strong>;</li>
<li>Gemelaridade anterior;</li>
<li>Doença do ovário cístico;</li>
<li>Uso de somatotropina;</li>
<li>Uso de GnRH;</li>
<li>Uso de PGF2<i>um;</i></li>
<li>Terapia intra uterina.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45807 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar.webp" alt="Relação entre ingestão de matéria seca e concentrações de progesterona circulantes no sangue." width="892" height="639" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar.webp 892w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-300x215.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-768x550.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-370x265.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-270x193.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/gestacao-gemelar-740x530.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 892px) 100vw, 892px" /></p>
<p>Relação entre ingestão de matéria seca e concentrações de progesterona circulantes no sangue.</p>
<p>Vaca de alta produção (53.0 Mcal/d &#8211; ingestão de matéria seca dia) apresenta um fluxo sanguíneo hepático de 2000 L/h, enquanto uma vaca de baixa produção (12.5 Mcal/d &#8211; ingestão de matéria seca dia) apresenta um fluxo sanguíneo hepático de 900 l/h. Com o maior fluxo sanguíneo hepático, há baixa concentração de progesterona circulante e maior ocorrência de múltiplas ovulações.</p>
<h2>Quais são os riscos e os impactos para a saúde das vacas?</h2>
<p>Estudos mostram que o nascimento de gêmeos pode trazer alguns riscos para a saúde da vaca, como aumento na incidência de distocia, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/">retenção de placenta</a></strong>, metrite e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aborto-em-vacas-leiteiras/">aborto</a></strong>.</p>
<p>O risco de <strong>perda da gestação</strong> durante o período embrionário tardio e fetal inicial em vacas que carregam gêmeos é de <strong>três a nove vezes maior</strong> do que em vacas que carregam bezerros únicos.</p>
<p>Isso pode causar sérios danos ao animal, baixa fertilidade e produtividade. <strong>A expectativa de vida produtiva média foi cerca de 300 e 200 dias menor</strong> para vacas primíparas e secundíparas que deram à luz gêmeos, respectivamente, do que para vacas que deram à luz filhotes únicos.</p>
<p>Além disso, do ponto de vista econômico, gestações gemelares não são vantajosas para o produtor, devido a possibilidade de casos de <i>freemartinismo</i> (gestação de um macho e uma fêmea, na qual a fêmea nasce estéril), onde em um sistema de produção de leite não desejável, já que essa fêmea não se reproduz e consequentemente não entra em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/">lactação</a></strong>.</p>
<p>Já nos casos que nascem duas fêmeas, pode-se pensar que é algo vantajoso, devido ao número de animais, porém estudos mostram que esses animais apresentam menor produtividade no futuro e piores índices reprodutivos.</p>
<h2>Como diagnosticar a gestação gemelar?</h2>
<p>O diagnóstico de gestação gemelar pode ser realizado através da <strong>ultrassonografia</strong>, a partir de <strong>28 dias de gestação</strong>. Como a maioria das gestações gemelares em vacas leiteiras são dizigóticas, a presença de dois ou mais corpos lúteos é a comprovação desse evento, como também a própria imagem de dois conceptos.</p>
<p>A partir do diagnóstico é possível algumas intervenções para controle. Há estudos que trazem métodos para a redução de gêmeos em vacas com 28 a 40 dias de gestação, que consistem no esmagamento manual da vesícula amniótica ou a sucção guiada por ultrassom transvaginal do líquido alantoamniótico.</p>
<p>Vale ressaltar, que essas intervenções podem acarretar em alguns problemas para o animal, como a perda da gestação. Então é importante avaliar qual a melhor decisão para cada caso e tomar decisões informadas.</p>
<h2>Como reduzir os riscos de gestações gemelares?</h2>
<p>A redução do risco de gestações gemelares está relacionado à <strong>genética</strong> dos animais.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/criterios-para-escolha-de-touros/">escolha de touros</a></strong> com características genéticas relacionadas a baixa concepção de gêmeos reduz a probabilidade de gestações gemelares. Como também <strong>seleção de matrizes</strong> com menores índices de gemelaridade, descartando aquelas que apresentam predisposição a esse evento.</p>
<p>Outro fator importante no controle de risco de gemelaridade, é o <strong>uso de biotecnologias reprodutivas</strong> como transferência de embrião e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-in-vitro-de-embrioes/">fertilização <i>in vitro</i></a></strong>, no qual é possível controlar a quantidade de conceptos por animal.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Por fim, <strong>é visível como as</strong> <strong>gestações gemelares podem ser prejudiciais ao sistema de produção</strong> e escancaram a busca pela diminuição desse índice na propriedade.</p>
<p>Os sistemas de produção cada vez mais buscam pela eficiência, seja ela produtiva ou financeira e como discutimos as gestações gemelares podem trazem impactos produtivos consideráveis, como menor produtividade e fertilidade das matrizes, justificando a despretensão que deve ser considerada nesse evento.</p>
<p>Dessa forma, selecionar geneticamente bem os progenitores e realizar o uso de biotecnologias reprodutivas vão auxiliar na melhora desse índice e na eficiência produtiva da atividade.</p>
<h2>Antecipe desafios, maximize resultados e proteja seu rebanho</h2>
<p>A gestação gemelar pode impactar diretamente a produtividade, a saúde e o bem-estar das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=gestacao-gemelar">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar riscos, prevenir problemas e implementar manejos estratégicos que garantem a eficiência produtiva e a longevidade do rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=gestacao-gemelar" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p>Autor: Luiz Eduardo de Melo &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
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		<title>Avaliação da rotina de ordenha: como você tem realizado?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 May 2024 13:30:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O momento da ordenha na propriedade leiteira é um dos pontos mais importantes do manejo. É durante a rotina de ordenha que são evidenciados se os processos realizados na fazenda estão adequados, como manejo alimentar, manejo do ambiente das vacas e treinamento de colaboradores, além disso é nesse momento que obtemos o produto que gera [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O momento da ordenha na propriedade leiteira é um dos pontos mais importantes do manejo. É durante a rotina de ordenha que são evidenciados se os processos realizados na fazenda estão adequados, como manejo alimentar, manejo do ambiente das vacas e treinamento de colaboradores, além disso é nesse momento que obtemos o produto que gera lucro na propriedade: o leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, esse momento também é extremamente importante, pois durante a ordenha temos maior risco de exposição e transmissão dos </span><b><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" rel="noopener">agentes causadores de mastite</a>, </b><span style="font-weight: 400;">sendo também um momento importante para controle da contaminação microbiana do leite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto vamos abordar quais estratégias podemos adotar para avaliar a rotina de ordenha da fazenda, trazendo pontos específicos como a sujidade na ponta do teto, sujidade de úbere, avaliação de filtro de leite, higiene das teteiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, também trataremos pontos importantes de avaliação dos procedimentos de ordenha, como a realização do teste da caneca de fundo preto, aplicação de pré e pós-dipping.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Aspectos legais da qualidade do leite</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As instruções normativas (IN) 76 e 77 definem que o <a href="https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/" rel="noopener"><strong>leite cru refrigerado de tanque individual</strong></a> ou de uso comunitário deve apresentar médias geométricas trimestrais de </span><b>Contagem Padrão em Placas (CPP) ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" rel="noopener">Contagem Bacteriana Total (CBT)</a></b><span style="font-weight: 400;"> de no </span><b>máximo 300.000 UFC/mL de leite. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa mesma instrução normativa temos que a <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" rel="noopener"><strong>Contagem de Células Somáticas (CCS)</strong></a> deve apresentar médias geométricas trimestrais de no máximo </span><b>500.000 CS/ml de leite. </b>N<span style="font-weight: 400;">o entanto, para sabermos que o leite é de boa qualidade e que temos um bom plano de controle de mastite e qualidade do leite na propriedade, devemos ter como referência uma CBT menor que 10 mil UFC/mL e CCS menor que 200 mil células/mL.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas fazendas enfrentam desafios quanto ao controle e redução da CCS e CBT do leite, e consequentemente têm maiores desafios na produtividade e obtenção de lucro sobre o leite que produzem. </span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Avaliação da sujidade de ponta de teto</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A ponta do teto é um ponto de atenção importante durante a secagem dos tetos, nesse local temos um acúmulo maior de sujidade, e por meio da realização de escores conseguimos avaliar a eficiência de desinfecção e da secagem dos tetos durante o manejo de pré-ordenha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para realizar essa avaliação, devemos aguardar a realização do pré-dipping e secagem dos tetos. Após esses procedimentos, com auxílio de uma gaze ou papel toalha branco esfregamos delicadamente na ponta do teto da vaca e avaliamos a sujidade que encontramos no papel toalha ou gaze. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso após realizarmos esse escore seja observado que </span><b>mais de 20% dos tetos avaliados apresentam pontuação entre 3 – 4 é necessário realizar ajustes na secagem</b><span style="font-weight: 400;"> para que seja feita de forma adequada e com mais rigor, com esse resultado podemos também adotar outras medidas como repetir o pré-dipping e a secagem dos tetos. É crucial que seja utilizado uma ou duas folhas de papel </span><b>por teto, sem utilizar o mesmo papel para tetos diferentes.</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44435 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha.webp" alt="Tabela com o escore de higiene de ponta de teto" width="533" height="237" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha.webp 533w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-300x133.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-370x165.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-270x120.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Adaptado de Westfalia Surge.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44436 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1.webp" alt="Papel toalha após a realização do teste para avaliação da sujidade da ponta de teto, conferindo a esse teto um escore 4" width="257" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Imagem do papel toalha após a realização do teste para avaliação da sujidade da ponta de teto, conferindo a esse teto um escore 4. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Ferreira Faria</span></span></p>
<h2>Avaliação de sujidade de úbere</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O escore de sujidade do úbere indica o desafio ambiental enfrentado pelas vacas e, consequentemente, a ocorrência de <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" rel="noopener"><strong>mastite</strong></a>. A condição de limpeza do úbere relaciona-se com o manejo de camas, da presença de barro e matéria orgânica no ambiente de permanência das vacas e consequentemente à exposição a agentes causadores de mastite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de vacas chegando sujas à ordenha são indicativos que outros fatores podem ser melhorados, como o local que as vacas caminham até a chegada na sala de ordenha, a ventilação, dimensão das camas ou lotes e a limpeza dos corredores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vacas com </span><b>escore 2 e 3 de sujidade do úbere têm 1,5 vezes mais chances de apresentarem crescimento dos principais patógenos causadores de mastite</b><span style="font-weight: 400;"> em resultados de culturas microbiológicas. Além disso, o aumento de um ponto no escore de sujidade do rebanho, resultou em um aumento da Contagem de Células Somáticas (CCS) de tanque de leite de ordem de 50.000 CS/ml.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44437 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2.webp" alt="Tabela com escore de higiene do úbere" width="723" height="358" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2.webp 723w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2-300x149.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2-370x183.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2-270x134.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Adaptado de Ruegg, 2002</span></p>
<h2>Avaliação do filtro de leite</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44438 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3.webp" alt="Quadro de avaliação de escore de filtro" width="740" height="555" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Quadro de avaliação de escore de filtro. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Acervo Rehagro</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A avaliação do filtro do leite deve ser feita após </span><b>todas as ordenhas</b><span style="font-weight: 400;">, buscamos verificar a presença de grumos e sujeira. A presença de </span><b>grumos, </b><span style="font-weight: 400;">é um indicativo de falhas no processo de identificação de vacas com mastite no rebanho, por isso, devemos reforçar a necessidade de maior atenção na realização do teste da caneca, realizar a devida identificação desses animais e separá-los. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso seja observado a presença de sujidade no filtro, é um <strong>indicativo de falhas na limpeza do ambiente e dos tetos das vacas</strong>. Por isso, devemos checar a limpeza do ambiente, como está sendo feita a limpeza dos tetos. Junto a isso é importante fazer a conferência da limpeza das tubulações da linha de vácuo, linha de limpeza e linha do leite, para verificar a presença de acúmulo de sujidades e também se a limpeza dos equipamentos está sendo eficiente.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em fazendas que utilizam o sistema balde ao pé ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-ordenha/" rel="noopener"><strong>ordenha manual</strong></a>, o leite deve ser coado antes de ser colocado no tanque de resfriamento com uso de um coador. Podemos utilizar a peneira do coador para realizar essa avaliação, tendo os mesmos cuidados que no filtro do leite, caso seja observado a presença de sujidade e grumos. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=rotina-ordenha" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Higiene de teteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A limpeza das teteiras é um ponto importante na avaliação da limpeza dos equipamentos, por isso, devemos implementar uma checagem diária na rotina dos ordenhadores da fazenda. Em especial, devemos verificar a limpeza interna passando o dedo na parte interna das teteiras do conjunto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é essencial fazer a verificação das mangueiras e borrachas do conjunto, pois <strong>a presença de rasgos ou furos nas mesmas pode comprometer o vácuo e consequentemente a ordenha da vaca.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de mangueiras e borrachas rasgadas ou furadas podem afetar a qualidade da limpeza do equipamento. Caso seja detectado alguma falha é importante realizar a troca do material antes da próxima ordenha.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44439 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4.webp" alt="Teteira com a limpeza ineficiente" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Teteira com a limpeza ineficiente. Fonte: Maria Fernanda Faria</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44440 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5.webp" alt="Teteira com a borracha danificada" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Teteira com a borracha danificada. Fonte: Gabriela Magioni</span></p>
<h2>Deslizamento de teteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O deslizamento de teteiras pode ser um indicativo de que as <strong>vacas estão estressadas antes da ordenha</strong>, o que contribui em aumentar a ocorrência do deslizamento devido as chutes e agitação dos animais, por isso, a condução e a preparação das vacas devem ser feitas de forma tranquila, sem manejos aversivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o deslizamento pode indicar falhas no alinhamento das unidades de ordenha, que ficam mais susceptíveis a quedas. O nível de vácuo também tem relação com essa falha, quando o equipamento de ordenha apresenta problemas e observamos a presença de baixo vácuo, além da ordenha mais lenta observamos mais episódios de deslizamento e queda das teteiras, pois o vácuo baixo faz com que as teteiras não tenham força para realizar seu funcionamento adequado e permaneçam no teto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa situação pode provocar o refluxo do leite no úbere das vacas, aumentando as chances de mastite, de lesões na ponta de teto e a reduzindo a estimulação correta da massagem do teto e consequente ordenha da vaca, por isso, o animal pode não apresentar o seu potencial produtivo máximo em episódios de deslizamento durante a ordenha.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44441 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6.webp" alt="Teteira deslizando do teto da vaca" width="169" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de uma teteira em deslizamento. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Ferreira Faria</span></span></p>
<h2>Avaliação dos procedimentos de ordenha</h2>
<h3>Avaliação do teste da caneca de fundo preto</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O teste da caneca de fundo preto é um passo fundamental na rotina de ordenha para realizarmos o diagnóstico da mastite clínica em animais do rebanho. Além disso, esse procedimento possibilita a identificação e descarte do leite com maior contaminação bacteriana e concomitantemente estimula a descida do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse procedimento deve ser feito com muita atenção por parte dos ordenhadores, para que grumos ou alterações no leite não passem despercebidas. É necessário </span><b>desprezar os três primeiros jatos de leite de cada quarto mamário</b><span style="font-weight: 400;"> e observar na caneca a presença de alterações como presença de sangue, grumos ou outras alterações no leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito importante que, após a realização do teste da caneca na vaca, o utensílio seja limpo para evitar a avaliação incorreta dos próximos animais pela presença de resíduos de leite de outras vacas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44442 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7.webp" alt="Imagem de uma caneca de fundo preto utilizada para avaliação visual do leite nos primeiros jatos" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de uma caneca de fundo preto utilizada para avaliação visual do leite nos primeiros jatos. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda</span><span style="font-weight: 400;"> Ferreira Faria</span></span></p>
<h3>Avaliação do pré-dipping</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A aplicação de solução desinfetante pré-ordenha (<a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" rel="noopener"><strong>pré-dipping</strong></a>) é uma forma de reduzir a contaminação dos tetos com agentes causadores de mastite. Muitas vezes, devido ao desafio ambiental, as vacas chegam à sala de ordenha com a presença de sujidade na parte externa dos tetos. Para que esse procedimento seja eficaz na desinfecção é muito importante avaliar a </span><b>forma de aplicação, a concentração do produto utilizado e o armazenamento correto do mesmo. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto a forma de aplicação é muito importante que o produto cubra todo o teto do animal e que seja utilizado para aplicação um copo sem retorno visando evitar a contaminação do produto, ademais a solução desinfetante deve agir por </span><b>pelo menos 30 segundos em contato com o teto. </b><span style="font-weight: 400;">Junto a esse ponto de atenção devemos garantir que o produto seja eficiente no processo de assepsia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os princípios ativos mais utilizados são o iodo, clorexidina e cloro, podendo ser produtos líquidos ou em espuma, é importante seguir as instruções de uso da bula do produto para garantir a concentração adequada e o armazenamento correto, além disso devemos avaliar visualmente a aplicação do produto no teto.</span></p>
<h3>Avaliação do pós-dipping</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso de desinfetante após a ordenha é um passo importante para reduzir a transmissão de patógenos contagiosos causadores de mastite. Esse procedimento visa reduzir a contaminação da pele dos tetos, formando uma camada protetora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse manejo deve ser realizado após a retirada do conjunto de ordenha, toda superfície do teto deve ser imersa na solução, principalmente a parte em contato com a teteira, é importante que o produto esteja em um copo sem retorno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos avaliar a aplicação do pós-dipping na propriedade realizando uma avaliação visual da presença do produto no teto das vacas como também realizar o </span><b>teste do papel toalha. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a aplicação do produto no teto, devemos cobrir a superfície com um papel toalha descartável, o produto é transferido para o papel e conseguimos avaliar a proporção e uniformidade de cobertura do produto no teto, que deve ser pelo menos 80 – 90% de toda superfície do teto.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44443 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8.webp" alt="Teste do papel toalha em teto de vaca" width="270" height="276" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Imagem demonstrando a realização do teste do papel toalha para avaliar a correta aplicação do produto. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Cotta, Leonardo et al. 2020.</span></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44444 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-9.webp" alt="Incorreta aplicação do pós-dipping, onde o mesmo não é aplicado cobrindo toda superfície do teto" width="225" height="300" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44445 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10.webp" alt="Incorreta aplicação do pós-dipping, onde o mesmo não é aplicado cobrindo toda superfície do teto" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Imagens demonstrando a incorreta aplicação do pós-dipping, onde o mesmo não é aplicado cobrindo toda superfície do teto. </span><span style="font-weight: 400;">Fotos: Maria Fernanda Ferreira Faria</span></span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma rotina de ordenha eficiente depende de um alinhamento adequado entre a saúde das vacas, bons manejos das instalações e equipamento de ordenha e </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" rel="noopener"><b>capacitação dos ordenhadores</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito importante implementar protocolos escritos nas fazendas, <strong>Procedimentos Operacionais Padrão (POP)</strong>, para facilitar o entendimento dos processos da rotina de ordenha e ser uma forma de consulta para os funcionários no momento de dúvidas e também para <strong>garantir a padronização das atividades e evitar falhas que podem ocasionar em maiores casos de mastite, aumento de CCS e CBT</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção de pontos de avaliação da rotina de ordenha de forma mensal, semanal e diário, de acordo com a necessidade, é uma forma de garantir que os procedimentos e processos estão alinhados e sendo realizados adequadamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, conhecer os modos de avaliação apresentados nesse texto, como realizá-los e o objetivo de cada um é muito importante para que sua implementação na fazenda permita a construção de dados e informações que promovam o aprimoramento dos processos e consequentemente a produção de um leite de melhor qualidade.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="ROTINA DE ORDENHA: COMO REALIZAR A PREPARAÇÃO DAS VACAS? | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/BOHhmvN7TX8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Transforme a ordenha em um processo de alta performance</h2>
<p>Uma rotina de ordenha bem executada é decisiva para garantir produtividade, qualidade do leite e saúde do rebanho.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=rotina-ordenha" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar gargalos, implementar práticas mais eficientes e acompanhar indicadores para aumentar o lucro da sua produção. Com uma metodologia prática e aplicável, vai além da teoria e coloca a gestão no centro das decisões da fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>TMR e PMR: diferenças, vantagens e como escolher o sistema de alimentação</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/dietas-tmr-e-pmr/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 May 2024 16:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[PMR]]></category>
		<category><![CDATA[TMR]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Garantir que as vacas consumam uma dieta próxima daquela formulada pelo nutricionista é um dos principais desafios do manejo alimentar na pecuária leiteira. Diferenças na mistura, no fornecimento e na seleção dos ingredientes podem fazer com que os nutrientes efetivamente consumidos pelos animais sejam diferentes daqueles previstos durante a formulação. Entre as estratégias utilizadas para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Garantir que as vacas consumam uma dieta próxima daquela formulada pelo nutricionista é um dos principais desafios do manejo alimentar na pecuária leiteira. Diferenças na mistura, no fornecimento e na seleção dos ingredientes podem fazer com que os nutrientes efetivamente consumidos pelos animais sejam diferentes daqueles previstos durante a formulação.</p>
<p>Entre as estratégias utilizadas para melhorar o fornecimento das dietas estão a <strong>TMR</strong> (<em>Total Mixed Ration</em>) e a <strong>PMR</strong> (<em>Partial Mixed Ration</em>), conhecidas em português como <strong>ração totalmente misturada e ração parcialmente misturada</strong>.</p>
<p>Embora os dois sistemas tenham como objetivo contribuir para uma alimentação adequada às necessidades dos animais, existem diferenças importantes na forma como os ingredientes são fornecidos.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá o que são TMR e PMR, quais são as principais diferenças entre os sistemas, suas vantagens e os fatores que devem ser considerados para definir a estratégia mais adequada à realidade da fazenda.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que é a ração totalmente misturada (TMR)?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Ração Totalmente Misturada (TMR) consiste em </span><b>misturar todos os ingredientes da dieta</b><span style="font-weight: 400;"> (forragem, concentrado, minerais, vitaminas e aditivos) que será fornecida para os animais em uma única mistura, também chamado de ração, balanceada de acordo com as <a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-para-bovinos-jovens/" target="_blank" rel="noopener"><strong>necessidades nutricionais para cada lote e/ou categoria</strong></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta prática permite que os animais recebam todos os nutrientes essenciais para sua produção e manutenção em cada porção de alimento ingerida, evitando a seleção e, consequentemente, o desbalanceamento da dieta. </span></p>
<h3>Quais são as vantagens da TMR?</h3>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Adaptação à mecanização;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Promove melhor aproveitamento dos alimentos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Estimula a produção de saliva e equilibra o pH ruminal;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Aumentando a digestão e a saúde dos animais, reduzindo as desordens metabólicas como <a href="https://rehagro.com.br/blog/timpanismo-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>timpanismo</strong></a> e acidose metabólica;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Resulta em aumento do consumo voluntário de matéria seca;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Facilita o manejo e o controle da alimentação.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O que é a ração parcialmente misturada (PMR)?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Ração Parcialmente Misturada (PMR) é usada em casos de fornecimento de uma parte dos ingredientes em períodos específicos fora da alimentação total, como no caso do uso de <a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ordenha robotizada</strong></a> ou fornecimento dos famosos “lanches&#8221; em casos de alimentação a pasto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse método, geralmente a forragem é fornecida separadamente dos concentrados e suplementos e os animais recebem os ingredientes principais separadamente ou em misturas parciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso do seu fornecimento para ordenha robotizada, <strong>essa ração induz as vacas a irem para a ordenha</strong>, e por isso quanto mais atrativo o concentrado fornecido, maior a chance de os animais aumentarem a frequência de ordenha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no caso de “lanches&#8221; esse fornecimento é realizado de modo que este concentrado complemente na nutrição para um correto balanceamento da dieta. </span></p>
<h3>Quais são as vantagens da PMR?</h3>
<ul>
<li>Adaptação a diferentes sistemas de produção;</li>
<li>Possibilidade de utilização em propriedades com pastejo;</li>
<li>Aplicação em sistemas com ordenha robotizada;</li>
<li>Fornecimento individualizado de parte do concentrado em determinadas situações;</li>
<li>Flexibilidade na estratégia de alimentação.</li>
</ul>
<h2>Comparação entre os sistemas TMR e PMR</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em ambos os casos é importante saber a </span><b>estimativa de consumo</b><span style="font-weight: 400;"> de determinado lote, que leva em consideração o peso e a produção de leite dos animais, para subtrair o que já foi oferecido de concentrado e <strong>forragem</strong> no cocho em uma PMR, e o que sobrou será o que você espera que os animais irão consumir no pasto ou durante a ordenha robotizada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>objetivo maior do TMR e PMR é fazer com que a dieta consumida pelas vacas seja o mais próxima possível da dieta que foi formulada pelo nutricionista</strong>, para que os ganhos de produtividade sejam alcançados, minimizando os efeitos deletérios da depressão do consumo e de desordens metabólicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso da </span><b>TMR</b><span style="font-weight: 400;">, além das vantagens operacionais, trabalhos na literatura citam que uma das principais vantagens está no </span><b>aumento de consumo de </b><b>matéria seca (CMS) na fase crítica de balanço energético negativo</b><span style="font-weight: 400;"> das vacas </span><span style="font-weight: 400;">de leite, conferindo que o pico de consumo possa ser atingido cerca de 4 a 8 semanas mais precocemente do que no sistema convencional de alimentação, o que consequentemente acarreta aumento na produção de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, no <a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rúmen</strong></a> consegue-se uma fermentação síncrona, ou seja, simultânea dos componentes da ração a partir de energia e proteína, o que tem um efeito positivo na saúde animal e na produção, havendo menos flutuações de pH no rúmen o que podem levar a um menor risco de acidose, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar destas estratégias serem consideradas um “ajuste fino&#8221; na dieta, elas possuem grande importância nos sistemas produtivos, porém nem sempre são obtidos os melhores resultados. A implementação bem-sucedida da TMR e PMR requer atenção cuidadosa a vários aspectos, com destaque para a manutenção adequada do vagão forrageiro.</span></p>
<h2>Aspectos importantes na formulação da TMR e PMR</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os pontos cruciais, a </span><b>calibração da balança</b><span style="font-weight: 400;"> durante o carregamento e mistura dos ingredientes é essencial para evitar desequilíbrios na distribuição. Além disso, a escolha do tipo de vagão, seja vertical ou horizontal, influencia na eficiência da mistura, e sabemos que a qualidade da mistura influencia na dieta ingerida pelos animais, e caso a mesma não esteja bem misturada, os animais podem não ter acesso às mesmas concentrações de nutrientes, ou ainda a seleção de algum ingrediente ser facilitada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O desgaste das peças do misturador também demanda atenção, exigindo limpeza e manutenção regulares para garantir uma mistura adequada. Seguir a </span><b>ordem correta de carregamento</b><span style="font-weight: 400;"> dos ingredientes e o </span><b>tempo de mistura</b><span style="font-weight: 400;"> necessário é fundamental para assegurar a qualidade da dieta oferecida aos animais e, consequentemente, seu consumo adequado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando pensamos na TMR e na sua homogeneidade final, vários fatores podem interferir, mas o tempo de mistura sobressai com o efeito mais significativo e por isso, tem-se que <strong>dietas satisfatoriamente homogêneas são obtidas após 5 minutos de mistura após a colocação do último ingrediente carregado</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, é importante reforçar sobre o cuidado com tempos excessivos de mistura, pois ele pode ser capaz de reduzir de forma demasiada o tamanho das partículas e provocar um aumento de distúrbios metabólicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre a ordem de carregamento, o recomendado é que seja feito carregando primeiro os fenos e/ou palhas, seguido pelos alimentos compostos ou mistura de matérias-primas e minerais e só por último a <a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><strong>silagem</strong></a>. Quando inserimos primeiro os fenos/palhas na mistura TMR, que geralmente apresentam maior tamanho de partícula, favorecemos a eficiência na preparação da mistura e sua homogeneização, melhorando assim a sua consistência.</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha entre TMR e PMR depende de vários fatores, incluindo o tamanho da operação, recursos financeiros, metas de produção e até mesmo preferências de manejo. Geralmente a TMR é preferida em fazendas maiores e com mais recursos para investimento em equipamentos e a PMR é mais adequada para fazendas onde a flexibilidade e o custo inicial são importantes, o que infere ser mais usada em fazendas menores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, a implementação da nutrição de precisão, através de estratégias como Ração Totalmente Misturada (TMR) e Ração Parcialmente Misturada (PMR), oferece benefícios significativos para a produção leiteira, promovendo bem-estar animal e eficiência nutricional. Ambos os métodos têm seus méritos e podem ser eficazes quando bem gerenciados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, é crucial reconhecer que o sucesso dessas práticas depende da precisão na formulação e distribuição das dietas, destacando a <strong>importância da gestão cuidadosa em todas as etapas do processo</strong>, considerando as especificidades de cada uma, para garantir o desenvolvimento eficaz da estratégia alimentar e resultados ótimos e sustentáveis.</span></p>
<h2>Perguntas frequentes sobre TMR e PMR</h2>
<h3>O que significa TMR?</h3>
<p>TMR significa <em>Total Mixed Ration</em> ou ração totalmente misturada. Nesse sistema, os ingredientes que compõem a dieta são misturados antes do fornecimento aos animais.</p>
<h3>O que significa PMR?</h3>
<p>PMR significa <em>Partial Mixed Ration</em> ou ração parcialmente misturada. Parte dos ingredientes é fornecida na mistura e outra parte é consumida separadamente.</p>
<h3>Qual é a diferença entre TMR e PMR?</h3>
<p>Na TMR, os ingredientes da dieta são fornecidos conjuntamente em uma mistura. Na PMR, parte da alimentação é fornecida separadamente, como pode ocorrer no pasto ou durante a ordenha robotizada.</p>
<h3>TMR é melhor que PMR?</h3>
<p>Não necessariamente. A escolha depende do sistema de produção, das características do rebanho, dos alimentos, da estrutura e da capacidade de manejo da fazenda.</p>
<h3>Como saber se a mistura da dieta está adequada?</h3>
<p>É necessário acompanhar a precisão no carregamento, as características da mistura, a seleção dos ingredientes, as sobras no cocho, o consumo e o desempenho dos animais.</p>
<h2>Escolha a dieta certa e maximize o potencial do rebanho</h2>
<p>Entender as diferenças entre TMR e PMR é fundamental para definir a estratégia nutricional mais eficiente para o seu rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=dieta-tmr">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática, a ajustar dietas, melhorar o desempenho produtivo e aumentar a rentabilidade, aplicando métodos que já geraram resultados reais para produtores e consultores em todo o Brasil.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23108" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg" alt="Isis Freire - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Ultrassonografia no diagnóstico de doenças respiratórias em bovinos: você conhece os benefícios?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/ultrassonografia-no-diagnostico-de-doencas-respiratorias-em-bovinos/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/ultrassonografia-no-diagnostico-de-doencas-respiratorias-em-bovinos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2024 16:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ultrassonografia]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças respiratórias em bovinos são um desafio presente em muitas fazendas no país. O seu diagnóstico muitas vezes é tardio e dependente da manifestação de sinais clínicos, o que se torna um complicador para que o tratamento das bezerras seja precoce e consequentemente bem sucedido. Nesse texto, vamos abordar pontos que indicam o favorecimento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As doenças respiratórias em bovinos são um desafio presente em muitas fazendas no país. O seu diagnóstico muitas vezes é tardio e dependente da manifestação de sinais clínicos, o que se torna um complicador para que o tratamento das bezerras seja precoce e consequentemente bem sucedido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto, vamos abordar pontos que indicam o favorecimento do uso da ultrassonografia na fazenda e os benefícios dessa prática para garantir a saúde dos animais.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Particularidades anatômicas</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pulmões presentes na cavidade torácica dos bovinos são protegidos pelo esqueleto na porção torácica pelo esterno, costelas, vértebras torácicas e é considerada uma estrutura rígida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>lobo cranial do pulmão</b><span style="font-weight: 400;"> das vacas se encontra entre os primeiros três espaços intercostais (IEC), tal característica dificulta significativamente o exame clínico deste lobo, devido ao impedimento provocado pela localização deste sobre o membro torácico do animal. Essa região acaba, muitas vezes, sendo negligenciada durante o exame clínico e uso da percussão e auscultação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>pulmão direito dos bovinos é relativamente maior do que o pulmão esquerdo</strong> e ambos são bem compartimentalizados. O pulmão direito é formado por:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Parte cranial do lobo cranial direito;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Parte caudal do lobo cranial direito;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Lobo médio;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Lobo acessório;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Lobo caudal. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o pulmão esquerdo é formado pela:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parte cranial do lobo cranial esquerdo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parte causal do lobo cranial esquerdo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lobo caudal esquerdo. </span></li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-escore-saude-respiratoria-bezerras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-escore-respiratorio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39659 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png" alt="Kit guia e planilha escore de saúde respiratória de bezerras" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa diferença anatômica deve ser levada em consideração no momento do exame clínico e avaliação dos lobos para diagnóstico de <a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pneumonia em bezerras</strong></a>, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A anatomia do trato respiratório bovino possui particularidades que os deixam mais propensos ao desenvolvimento de lesões pulmonares, quando comparados aos outros animais domésticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os bovinos apresentam uma menor capacidade fisiológica de troca gasosa devido às características de sua caixa torácica e uma maior atividade ventilatória basal, resultando em níveis de oxigênio bronquiolar e alveolar mais baixos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa redução pode provocar baixa tensão de oxigênio ou hipóxia que retarda a ação dos macrófagos do trato respiratório e aparato mucociliar diminuindo as taxas de depuração pulmonar.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46047 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia.webp" alt="Ilustração da anatomia do trato respiratório dos bovinos" width="684" height="452" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia.webp 684w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-300x198.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-370x245.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-270x178.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 684px) 100vw, 684px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: BUDRAS, 2010</span></p>
<h2>Como usar o ultrassom para o diagnóstico de pneumonias?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A pneumonia é definida como uma inflamação do parênquima pulmonar, geralmente acompanhada da inflamação dos brônquios e bronquíolos, associada frequentemente com pleurite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sinais clínicos dos animais são variados, podendo apresentar aumento da frequência respiratória, taquicardia, hipertermia, corrimento nasal, depressão, inapetência, alterações na profundidade da respiração, tosse, sons respiratórios anormais à ausculta e nos casos de infecções bacterianas, sinais de endotoxemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido à grande variabilidade de sintomatologia clínica, </span><b>nem sempre os animais apresentam sinais bem definidos</b><span style="font-weight: 400;"> que possam definir com propriedade que se trata de um quadro de pneumonia. Diante desse cenário, associar ao exame clínico do animal ao uso de exames auxiliares, como a ultrassonografia para determinação da extensão, gravidade e prognóstico dos animais é benéfico, pois dessa forma, temos mais confiabilidade e informações para atuar no tratamento das bezerras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A técnica para realização da avaliação ultrassonográfica do pulmão envolve a substituição do gel acústico, normalmente utilizado nesse exame, por </span><b>álcool isopropílico</b><span style="font-weight: 400;">. Isso deve ser feito, pois a densidade dos pelos das bezerras impede a formação de imagem adequada, o álcool permite a formação de uma boa imagem. Ele é aplicado sobre a pele deste o 10º espaço intercostal até o 3º espaço intercostal, onde é viável realizar o exame, opta-se pelo uso do </span><b>transdutor linear de 8.5 MHz</b><span style="font-weight: 400;">, pois seu </span><b>tamanho é ideal</b><span style="font-weight: 400;"> para colocação no espaço intercostal dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a realização do exame, a movimentação da probe do equipamento no </span><b>sentido caudo-cranial</b><span style="font-weight: 400;"> dos campos pulmonares, fazendo a </span><b>avaliação de cada espaço intercostal no sentido dorso-ventral.</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46048 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-1.webp" alt="Técnica realizando a avaliação do lobo cranial direito em bezerra" width="169" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Avaliação do lobo cranial direito em bezerras, onde temos os maiores índices de consolidação. Nas bezerras essa avaliação é mais fácil devido à facilidade de acesso no membro torácico. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Faria.</span></span></p>
<h2>O que observamos em um pulmão saudável x pulmão em quadros de pneumonia?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um </span><b>pulmão saudável</b><span style="font-weight: 400;"> apresenta as pleuras com interface com o </span><b>pulmão aerado, anecóico,</b><span style="font-weight: 400;"> enquanto a </span><b>pleura observa-se como uma faixa brilhante.</b><span style="font-weight: 400;"> Abaixo da pleura espera-se a formação de </span><b>artefato de reverberação</b><span style="font-weight: 400;">, ou seja, uma série de </span><b>linhas hiperecóicas horizontais, curvilíneas, dispostas paralelas e bem regulares. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b>casos de pneumonia</b><span style="font-weight: 400;">, podemos observar a presença de linhas B, também chamadas de “</span><b>cauda de cometa</b><span style="font-weight: 400;">”. São caracterizadas por um feixe estreito com linhas hiperecogênicas próximas, na superfície da pleura, são formadas na presença de bolhas de gás, líquido dentro dos alvéolos, na pleura ou em casos de edema intersticial. Outros achados comuns na pneumonia, são as </span><b>irregularidades pleurais e a consolidação pulmonar</b><span style="font-weight: 400;">, que indicam lesões pulmonares e podem ser utilizadas para definir a gravidade e extensão das pneumonias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>consolidação pulmonar é a principal alteração visualizada em casos de pneumonia</b><span style="font-weight: 400;">, elas representam qualquer parte do pulmão sem a presença de reverberação, ainda é visualizada característica hipoecoica e ecoica visualizada a partir da pleura. Já a efusão pleural é observada no ultrassom pela presença de regiões anecóicas entre as pleuras pulmonares. Para fazer a avaliação das pneumonias com o uso de ultrassom utiliza-se de um escore ultrassonográfico:</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46049 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-2.webp" alt="Tabela com escore ultrassonográfico" width="444" height="201" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-2.webp 444w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-2-300x136.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-2-370x168.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-2-270x122.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 444px) 100vw, 444px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46050 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-3.webp" alt="Ilustração com a explicação de cada nível do escore ultrassonográfico" width="572" height="334" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-3.webp 572w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-3-300x175.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-3-370x216.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-3-270x158.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 572px) 100vw, 572px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: ANDRADE (2021); BUCZINSKI (2016).</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46051 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-4.webp" alt="Imagens ultrassonográficas de &quot;cauda cometa&quot;" width="132" height="278" /><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46052 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-5.webp" alt="Imagens ultrassonográficas com consolidação pulmonares" width="270" height="259" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagens ultrassonográficas onde a imagem B demonstra a “cauda de cometa” e as imagens E e F com consolidações pulmonares. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: João Paulo Andrade</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em experimento já realizado, observou-se que as </span><b>consolidações</b><span style="font-weight: 400;"> ocorrem em maior número de casos em apenas um lobo, sendo </span><b>a maioria no lobo direito</b><span style="font-weight: 400;"> (72,2%) enquanto no lobo esquerdo houve um número menor (1,7%), já em relação à consolidação em ambos os pulmões se observou resultados de 25,5%. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto à localização das consolidações nos quadrantes pulmonares, </span><b>o lobo cranial direito apresentou uma representatividade bem maior quando comparado aos outros lobos</b><span style="font-weight: 400;"> (88% dos casos), sendo quase metade desses casos restritos apenas a esse lobo, sem acometimento dos caudais (43%).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A hipótese levantada para o maior acometimento da porção cranial do lobo cranial direito está relacionada ao fato deste ser o </span><b>primeiro ponto de parada de patógenos vindos das vias aéreas superiores</b><span style="font-weight: 400;">. Em bezerros, o acesso ao lobo cranial é mais fácil devido ao tamanho dos animais, entretanto, com o avançar da idade e desenvolvimento muscular do membro torácico direito, torna-se mais difícil levar a probe do ultrassom à região.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46053 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-6.webp" alt="Técnica realizando a avaliação pulmonar em vaca leiteira" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Avaliação pulmonar em vacas leiteiras. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Faria</span></span></p>
<h2>Quais os benefícios da ultrassonografia em bovinos?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A ultrassonografia, muitas vezes </span><b>independe da presença de sinais clínicos para o fechamento do diagnóstico de pneumonia</b><span style="font-weight: 400;">, o que permite a identificação de </span><b>quadros subclínicos</b><span style="font-weight: 400;"> nos animais. Isto posto, a utilização dessa ferramenta permite um </span><b>diagnóstico mais preciso</b><span style="font-weight: 400;"> na fazenda, avaliação da intensidade das afecções respiratórias nas bezerras, categorias mais afetadas, a gravidade das lesões e também monitorar a recuperação dos animais e a eficiência do tratamento instituído aos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A identificação de quadros subclínicos é um dos grandes benefícios da adoção da ultrassonografia. Ela permite realizar o </span><b>diagnóstico de pneumonias com alta sensibilidade e especificidade mais significativa</b><span style="font-weight: 400;"> do que apenas os escores clínicos. O uso dessa ferramenta complementar permite fácil realização nas bezerras e avaliação da consolidação pulmonar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção da ultrassonografia permite a melhor tomada de decisão e escolha para tratamento para as bezerras. E pode ser uma ferramenta aliada a outras práticas nas fazendas, como monitoramento de temperatura dos animais, uso de escores respiratórios, como Wisconsin e Califórnia para garantir o diagnóstico mais precoce do quadro nos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ultrassom possui outros benefícios como avaliação clínica das vacas, pode ser utilizado para avaliação das estruturas umbilicais dos bezerros e para o diagnóstico reprodutivo e da saúde reprodutiva das vacas.</span></p>
<h2>Diagnóstico preciso para decisões rápidas e eficazes</h2>
<p>A ultrassonografia é uma aliada poderosa no diagnóstico de doenças respiratórias, permitindo intervenções mais rápidas e tratamentos mais eficazes.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ultrassom">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar ferramentas diagnósticas, manejo sanitário e gestão para manter a saúde do rebanho e a produtividade sempre em alta.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ultrassom" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Kit Guia + Planilha Limite de secagem de vacas leiteiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Apr 2024 18:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[PLANILHAS]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[secagem de vacas]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A secagem de vacas leiteiras é uma parte essencial no processo da produção de leite, pois permite que as vacas tenham um período de descanso antes do primeiro parto e da lactação subsequente. Nesse momento, a vaca passa por um período de recuperação e preparação do úbere para a próxima lactação, ocorrendo a regeneração dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">secagem de vacas leiteiras</a></strong> é uma parte essencial no processo da produção de leite, pois permite que as vacas tenham um período de descanso antes do primeiro parto e da lactação subsequente.</p>
<p>Nesse momento, a vaca passa por um período de recuperação e preparação do úbere para a próxima lactação, ocorrendo a regeneração dos tecidos secretores de leite.</p>
<p>Com esse material, <strong>você irá descobrir o limite de leite que sua vaca deve produzir para não ter prejuízo</strong>.</p>
<h2>O que você vai aprender com esse material?</h2>
<p>Preparamos uma <strong>planilha</strong> onde é possível calcular a partir do volume de leite produzido pela vaca, custo diário com esse animal em lactação e também o custo diário com o animal após a secagem, quanto é o limite de produção em litros para a realização do manejo de secagem.</p>
<p>Dessa forma, é possível determinar quantos litros de leite a vaca deve produzir para que não se tenha prejuízo em manter esse animal em lactação.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-limite-secagem-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-limite-secagem&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39660 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem.png" alt="Banner Material Kit Guia e Planilha Limite de Secagem de Vacas Leiteiras" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Teteiras e sobreordenha: a chave para uma ordenha eficiente</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Apr 2024 11:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[sobreordenha]]></category>
		<category><![CDATA[teteiras]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para garantir a saúde, integridade e preservação da glândula mamária das vacas é necessário que tenhamos conhecimento e compreensão sobre o funcionamento dos elementos básicos da ordenhadeira mecânica e a influência das suas características e correto manejo sobre a saúde das vacas e controle da mastite na propriedade. O equipamento de ordenha deve ser projetado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Para garantir a saúde, integridade e preservação da glândula mamária das vacas é necessário que tenhamos conhecimento e compreensão sobre o funcionamento dos elementos básicos da ordenhadeira mecânica e a influência das suas características e correto manejo sobre a saúde das vacas e controle da mastite na propriedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>equipamento de ordenha deve ser projetado para minimizar as alterações teciduais infligidas às tetas e a glândula mamária</strong>, possibilitando rápida recuperação após a ordenha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto, vamos apresentar e entender o funcionamento do equipamento de ordenha, seus principais componentes, sua influência nos casos de mastite e quais critérios levar em consideração para a escolha das teteiras adequadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independente do <a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sistema de ordenha</strong></a>, das suas dimensões e eficiência, todos possuem os mesmos elementos básicos para garantir o seu funcionamento: </span><b>vácuo, pulsação e extração do leite. </b></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
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</script></p>
</div>
<h2>Vácuo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A bomba de vácuo extrai uma quantidade fixa de ar do sistema de ordenha. No entanto, quanto a demanda de vácuo é variável, dependendo da quantidade de ar que entra no sistema durante a ordenha, deve existir uma forma de regulação da manutenção da estabilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>regulador de vácuo</b><span style="font-weight: 400;">, às vezes também chamado de controlador de vácuo, é responsável por </span><b>manter a estabilidade do vácuo</b><span style="font-weight: 400;">. O regulador libera ar no sistema na quantidade e quando necessário para que o nível de vácuo se mantenha estável durante todo o tempo. Ele deve ser localizado em um local livre de poeira, de fácil limpeza e deve ser inspecionado sempre que necessário. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>filtro do regulador</b><span style="font-weight: 400;"> deve ser limpo regularmente, pois se for bloqueado ele pode ser incapaz de responder rápido a mudanças de vácuo no sistema, o que ocasiona baixa estabilidade de vácuo e aumentam os riscos de flutuação e de novas infecções com patógenos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles são classificados de acordo com a quantidade de ar que pode ser admitido no sistema, ele deve estar sempre liberando ar no sistema, se isso não estiver ocorrendo, pode ser um indicativo de falhas em seu funcionamento.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46024 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras.webp" alt="Sistema de ordenha de linha média destacando o regulador de vácuo" width="640" height="480" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras.webp 640w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de um sistema de ordenha de linha média destacando o regulador de vácuo (no topo). </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Weizur</span></span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Pulsação</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A pulsação é responsável por manter a circulação de sangue ao redor do teto, isso é alcançado através da abertura e fechamento da teteira, aproximadamente 60 vezes por minuto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>É muito importante que a teteira seja capaz de abrir e fechar completamente</strong>, sendo possibilitado pela alternância entre ar atmosférico e vácuo na câmara de pulsação. </span></p>
<h3>Câmara de pulsação</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A câmara de pulsação é o </span><b>espaço entre a teteira e a capa da teteira</b><span style="font-weight: 400;">, o ar é extraído da câmara de pulsação pelos tubos de longa e curta pulsação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a ordenha o vácuo é constantemente aplicado à base do teto, quando o ar atmosférico entra na câmara de pulsação, ele força o fechamento da teteira ao redor do teto. Isso ocorre, pois a pressão no lado de fora da teteira é maior do que dentro, nessa situação o fluxo de leite é interrompido e o sangue é capaz de circular pelo teto, chamamos esse momento de </span><b>fase de massagem. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o ar atmosférico é “sugado” para fora da câmara de pulsação e substituído por vácuo, a teteira é “forçada” a se abrir, isso ocorre pois não há diferença de pressão entre a câmara de pulsação e dentro da teteira, com isso ela se abre sobre sua própria elasticidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A elasticidade da teteira é muito importante, quando ocorre a sua abertura, temos a descida do leite do úbere, que é conhecido como </span><b>fase de ejeção do leite. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um movimento completo da teteira é chamado de </span><b>ciclo de pulsação, </b><span style="font-weight: 400;">cada ciclo de pulsação pode ser dividido em quatro fases, A, B, C e D. Cada ciclo de pulsação pode ser traçado em um gráfico para mostrar as mudanças de pressão que ocorrem dentro da câmara de pulsação, sendo apenas uma representação gráfica das mudanças de pressão que ocorrem ao longo do ciclo de pulsação.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46025 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-1.webp" alt="Vaca com teteiras" width="576" height="1024" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-1.webp 576w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-1-169x300.webp 169w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-1-370x658.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-1-270x480.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Foto: Maria Fernanda Faria </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As fases A e B são chamadas de fases do leite, enquanto C e D, fases sem leite. </span></p>
<ul>
<li><b>Fase A:</b><span style="font-weight: 400;"> a teteira inicia o processo de abertura e há início do fluxo do leite;</span></li>
<li><b>Fase B:</b><span style="font-weight: 400;"> a teteira se encontra totalmente aberta, e temos o fluxo máximo de leite; </span></li>
<li><b>Fase C:</b><span style="font-weight: 400;"> a teteira inicia o seu fechamento e há diminuição do fluxo de leite;</span></li>
<li><b>Fase D</b><span style="font-weight: 400;">: a teteira permanece fechada e o fluxo de leite é interrompido. Nesse momento, o sangue volta a circular por todo o teto e tem-se a máxima massagem do mesmo.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46026 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-2.webp" alt="Ilustração do ciclo da pulsação de uma teteira" width="740" height="848" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-2-262x300.webp 262w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-2-370x424.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-2-270x309.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Blowey; Edmondson, 2010</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>taxa de pulsação</b><span style="font-weight: 400;"> é o número de ciclos de pulsação por minuto, essa taxa normalmente é de entre </span><b>55 – 60 ciclos por minuto</b><span style="font-weight: 400;">. A taxa de pulsação refere-se à duração da ejeção da fase ejeção de leite (a + b) comparado com a fase de massagem (c + d) é expressa em porcentagem, por exemplo:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Taxa de pulsação = 60/40 </span><span style="font-weight: 400;">🡪</span><span style="font-weight: 400;"> Referindo 60% à fase de ejeção e 40% da fase de massagem. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem duas formas de pulsação:</span><b> pulsação única e dupla</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<ul>
<li><b>Pulsação única e simultânea</b><span style="font-weight: 400;"> ocorre quando o movimento das quatro teteiras do conjunto trabalham de forma concomitante, nesse caso todos os quatro quartos mamários são ordenhados ao mesmo tempo e massageados ao mesmo tempo. Isso pode resultar em pequena ejeção do leite do úbere e </span><b>maior flutuação de vácuo na ponta do teto e menor pressão de vácuo no pico de fluxo de leite. </b></li>
<li><b>Dupla ou pulsação alternada</b><span style="font-weight: 400;"> ocorre quando o movimento de duas teteiras se alterna com o das outras duas. Nesse tipo de pulsação, enquanto dois quartos estão sendo massageados ou outros dois opostos estão sendo massageados, isso resulta em um </span><b>fluxo contínuo de leite</b><span style="font-weight: 400;"> do úbere e resulta em uma </span><b>ordenha mais eficiente.</b></li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=teteiras" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Teteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A teteira é a única parte do equipamento de ordenha que entra em contato direto com o teto da vaca. Elas são feitas de </span><b>silicone ou borracha</b><span style="font-weight: 400;"> e apresentam algumas estruturas: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Bocal da teteira;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cabeça da teteira;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Massageador/Barril;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Anel de fixação na Capa metálica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tubo longo de leite;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dobra fácil.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46027 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-3.webp" alt="Estrutura de uma teteira" width="523" height="305" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-3.webp 523w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-3-300x175.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-3-370x216.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-3-270x157.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 523px) 100vw, 523px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem demonstrando as estruturas de uma teteira. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Maria Fernanda Faria</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>nível de elasticidade das teteiras</b><span style="font-weight: 400;"> possuem grande efeito na eficiência, no geral definimos para as </span><b>teteiras de borracha</b><span style="font-weight: 400;"> uma durabilidade de </span><b>2.500 ordenhas ou 6 meses</b><span style="font-weight: 400;">, avaliando sempre a condição das teteiras, caso alguma esteja rasgada ou furada, já as de </span><b>silicone </b>t<span style="font-weight: 400;">em uma maior durabilidade entre </span><b>5.000 ordenhas</b><span style="font-weight: 400;">, no entanto são mais caras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As teteiras devem atender alguns requisitos: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Deve possuir um bocal macio, flexível e deve ser hermeticamente fechado na base do teto, adjacente ao úbere. Isso vai minimizar o risco de queda da teteira ou do conjunto inteiro.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ter um massageador/barril longo suficiente para permitir a retirada das teteiras por inteiro ao redor da base do teto. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ser de fácil limpeza.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Garantir uma rápida ejeção do leite com o mínimo de lesão no teto. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto importante na escolha da teteira é a avaliar a </span><b>conformação, posição e o tipo de teto dos animais</b><span style="font-weight: 400;">. As vacas podem apresentar úbere pouco compacto, levemente aderido ao abdômen e caimento com o avançar da idade ou ordem de lactação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem classificações dos tipos de úbere e tetos da seguinte forma:</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46028 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-4.webp" alt="Classificação dos tetos das vacas" width="370" height="281" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-4.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-4-300x228.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-4-270x205.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-4-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46029 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-5.webp" alt="Tipos de tetos das vacas" width="420" height="199" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-5.webp 420w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-5-300x142.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-5-370x175.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-5-270x128.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: Rubin (2011)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os tetos mais largos e úberes muito inclinados (quartos posteriores e mais baixos do que os quartos anteriores) podem ser associados ao aumento de episódios de deslizamento de teteiras e ao aumento de ajustes manuais. Junto a isso, tetos com maior diâmetro e comprimentos maiores são associados com maior tempo de ordenha. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46030 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-6.webp" alt="Teteira deslizando do teto da vaca" width="479" height="852" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-6.webp 479w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-6-169x300.webp 169w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-6-370x658.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-6-270x480.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 479px) 100vw, 479px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem ilustrando uma teteira em deslizamento. Fonte: Maria Fernanda Faria</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Levar essas peculiaridades de conformação de tetos são importantes para escolher bocal e cabeça ideais das teteiras. As teteiras com cabeça redonda são indicadas, por exemplo, para tetos grossos e grandes e com paredes de úbere irregular, as cabeças semi-arredondadas é mais intermediária e, por isso, são indicadas para tetos grandes e médios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Temos ainda no mercado teteiras com cabeça plana, elas são as mais utilizadas, por se adaptarem em todos os tipos de tetos e úberes. Por fim, as teteiras com cabeça rasa, que é indicada para tetos pequenos.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46031 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-7.webp" alt="Teteiras de cabeça arredondada e de cabeça plana." width="315" height="517" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-7.webp 315w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-7-183x300.webp 183w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-7-270x443.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 315px) 100vw, 315px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Exemplo de teteira de cabeça arredondada (esquerda) e de cabeça plana (direita). </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Inabor</span></span></p>
<h2>E a sobreordenha, tem alguma relação com as teteiras? Como avaliar sua ocorrência?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto importante em relação ao funcionamento das teteiras é o cuidado com a </span><b>sobreordenha. </b><span style="font-weight: 400;">A sobreordenha é a </span><b>ordenha a pleno vácuo, sem fluxo de leite.</b><span style="font-weight: 400;"> Quando temos um baixo fluxo de leite da vaca durante a ordenha, a extremidade do teto da vaca fica submetida a um alto vácuo/pressão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sobreordenha predispõe os <strong>tetos às </strong></span><b>lesões e <a href="https://rehagro.com.br/blog/hiperqueratose-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">hiperqueratose</a></b><span style="font-weight: 400;">, o que prejudica a função do esfíncter do teto. Quando a vaca desenvolve hiperqueratose por esse problema, há </span><b>maiores chances de apresentar um quadro de <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite clínica</a> e de aumento da <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">contagem de células somáticas</a></b><span style="font-weight: 400;"> (CCS). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se após a retirada da teteira seja observado formação de </span><b>anel no teto</b><span style="font-weight: 400;">, este é um indicador de que a teteira permaneceu mais tempo do que o necessário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem duas possibilidades para ocorrência de sobreordenha: </span><b>inicial ou final.</b></p>
<ul>
<li><b>Sobreordenha inicial: </b><span style="font-weight: 400;">representam falhas no estímulo e consequentemente na liberação de ocitocina e na descida do leite (ordenha bimodal). A estimulação deve ser adequada, pois apenas 20% do leite do quarto mamário se encontra na cisterna do teto, os outros 80% estão no compartimento alveolar e dependem da ação da ocitocina para que haja sua liberação.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma forma de avaliar esse tipo de sobreordenha é pela quantificação dos litros de leite que as vacas estão descendo nos </span><b>primeiros 2 minutos de ordenha</b><span style="font-weight: 400;">, momento de maior fluxo de leite. Nesse momento, as vacas bem estimuladas devem ter uma </span><b>descida de 50% do leite total produzido</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para corrigir esse problema o produtor deve adequar o tempo entre o estímulo e a colocação de teteiras, para que o estímulo para liberação da ocitocina seja de qualidade, é importante que tenha 10 – 12 segundos de contato das mãos do <a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ordenhador</strong></a> com os tetos das vacas. O teste da caneca também provoca esse primeiro estímulo da descida do leite.</span></p>
<ul>
<li><b>Sobreordenha final: </b><span style="font-weight: 400;">apresenta falhas na retirada das teteiras. Esse tipo de sobreordenha ocorre quando o conjunto de ordenha permanece no teto após a redução expressiva ou término do fluxo de leite. A forma de avaliar é pela formação do anel no teto e presença de hiperqueratose</span><b>.</b></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46032 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-8.webp" alt="Formação de anel na base do teto após a retirada das teteiras da vaca" width="740" height="397" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-8.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-8-300x161.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-8-370x199.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/teteiras-8-270x145.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagens demonstrando a formação de anel na base do teto após a retirada das teteiras. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Acervo Rehagro</span></span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O conhecimento técnico e prático sobre o correto funcionamento das teteiras e relacionar isso com a sobreordenha é crucial por várias razões, especialmente quando se trata da saúde do úbere, ressaltando sua relação com a prevenção de lesões e mastite e o bem-estar das vacas leiteiras, assim como a eficiência e sustentabilidade da produção leiteira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, devemos levar em consideração a eficiência da ordenha, com a otimização do tempo quando se tem os equipamentos funcionando de forma adequada e a maximização da eficiência do trabalho e capacidade de produção.</span></p>
<h2>Da ordenha à gestão: maximize resultados na produção de leite</h2>
<p>Cuidar bem das teteiras e evitar a sobreordenha é essencial para preservar a saúde do úbere e garantir produtividade. Mas, para que cada manejo na fazenda traga retorno real, é preciso integrar qualidade, eficiência e gestão estratégica.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=teteiras">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a tomar decisões embasadas, monitorar indicadores e aumentar a rentabilidade, sem depender de achismos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=teteiras" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Esteatose hepática em vacas leiteiras: causas, sintomas e prevenção</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/esteatose-hepatica-e-periodo-de-transicao-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2024 11:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[esteatose hepática]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[período de transição]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O período de transição é uma das fases mais desafiadoras do ciclo produtivo das vacas leiteiras. Nas semanas próximas ao parto, ocorrem importantes mudanças metabólicas e nutricionais, enquanto o consumo de matéria seca pode não ser suficiente para atender ao aumento das exigências dos animais. Nesse cenário, o organismo passa a mobilizar as reservas de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/esteatose-hepatica-e-periodo-de-transicao-de-vacas-leiteiras/">Esteatose hepática em vacas leiteiras: causas, sintomas e prevenção</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O período de transição é uma das fases mais desafiadoras do ciclo produtivo das vacas leiteiras. Nas semanas próximas ao parto, ocorrem importantes mudanças metabólicas e nutricionais, enquanto o consumo de matéria seca pode não ser suficiente para atender ao aumento das exigências dos animais.</p>
<p>Nesse cenário, o organismo passa a <strong>mobilizar as reservas de gordura corporal</strong> como fonte de energia. Quando essa mobilização é intensa e supera a capacidade do fígado de metabolizar e exportar os ácidos graxos recebidos, pode ocorrer o acúmulo de gordura no órgão, caracterizando a <strong>esteatose hepática</strong>.</p>
<p>Também conhecida como <strong>síndrome do fígado gorduroso,</strong> essa alteração metabólica pode comprometer a saúde, a imunidade, a produção de leite e o desempenho reprodutivo das vacas.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá o que é a esteatose hepática, por que sua ocorrência está relacionada ao período de transição, quais são os principais fatores de risco e como prevenir o problema no rebanho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O que é e como ocorre a esteatose hepática?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>esteatose hepática</b><span style="font-weight: 400;"> também é conhecida como síndrome da vaca gorda ou síndrome do fígado gorduroso e é considerada um dos principais transtornos metabólicos de vacas leiteiras de alta produção no início do <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>período de transição</strong></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela pode ser associada a baixa produção de leite, baixo desempenho reprodutivo e também a imunossupressão devido a alterações a nível de imunidade humoral e celular, tornando a vaca nessa fase mais suscetível a outras infecções, como metrite e <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mastite</strong></a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estima-se que o fígado gorduroso seja capaz de <strong>elevar a probabilidade em 35% de a vaca ter um período de serviço maior</strong> e uma <strong>chance 30% menor de emprenhar no primeiro serviço</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender sua ocorrência, primeiramente devemos considerar o gráfico do período de transição onde podemos observar que as fases  1, 2 e 3 que se referem ao período seco e transição, temos o declínio do consumo de matéria seca.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45761 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/esteatose-hepatica.webp" alt="Fases do ciclo produtivo da vaca no período de transição" width="450" height="341" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/esteatose-hepatica.webp 450w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/esteatose-hepatica-300x227.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/esteatose-hepatica-370x280.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/esteatose-hepatica-270x205.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/esteatose-hepatica-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que o risco de <strong>doenças no pós-parto</strong> se eleva em vacas com gordura corporal em excesso nesse momento de transição, principalmente por ter um efeito fisiológico negativo no consumo de alimentos nas primeiras semanas de lactação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, um fator extremamente importante, é o </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><b>escore de condição corporal</b></a><span style="font-weight: 400;"> (ECC) que as vacas se encontram no início da lactação. Vacas obesas no pré-parto quando comparadas às vacas com boa condição corporal, perdem muito mais pontos de ECC nessa fase e apresentam um aumento da lipólise no pós-parto inicial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso ocorre devido ao baixo consumo de matéria seca nesse período, o que proporciona um </span><b>BEN (Balanço energético negativo)</b><span style="font-weight: 400;"> mais acentuado devido o maior aporte de NEFA (Ácidos Graxos Não-Esterificados) que o fígado recebe e a diminuição da sua capacidade de produção de glicose. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é observado uma baixa das concentrações séricas do hormônio insulina que é importante na ação bloqueadora de hormônios lipolíticos como GH, prolactina e lactogênio placentário onde possuem ação moderada em concentrações séricas normais, mas sem essa inibição é favorecida a lipólise que é a quebra de tecido adiposo para obtenção de energia.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Importância dos ácidos graxos</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As concentrações de ácidos graxos não-esterificados e o BHBA (beta-hidroxibutirato) circulantes medem a mobilização e oxidação de gordura, além de refletir o sucesso da adaptação ao BEN. No periparto, essas concentrações são consideradas indicadores na avaliação da capacidade das vacas em lidar com os desafios metabólicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, outros fatores que são capazes de provocar anorexia no animal após o parto podem estar relacionados a esteatose hepática, como é o caso do deslocamento de abomaso, hipocalcemia e cetose. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na lipólise ocorre a hidrólise de triglicerídeos em glicerol + 3 ácidos graxos voláteis (AGVs). Esses AGVs, tem como função o restabelecimento do status energético do animal sendo uma fonte alternativa de energia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o glicerol é direcionado para o fígado e é transformado em energia pela gliconeogênese hepática, os AGVs presentes na corrente sanguínea são captados pelos hepatócitos e podem ter dois destinos: </span><b>oxidação completa ou oxidação incompleta</b><span style="font-weight: 400;">. Quando ocorre intensa lipomobilização que supera a capacidade oxidativa hepática ocorre a </span><b>Síndrome do Fígado Gorduroso</b><span style="font-weight: 400;"> e uma consequente </span><b>cetose metabólica</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Oxidação completa</b><span style="font-weight: 400;">: O ácido graxo no parênquima hepático se dirige a mitocôndria (organela celular responsável pela energia celular) por meio da enzima CPT-1 que é convertida em CO2, energia (ATP) e água. Embora seja uma via que se esgota rapidamente, ela é eficiente sob o ponto de vista energético. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Oxidação incompleta</b><span style="font-weight: 400;">: Se ocorre lipólise intensa superando a capacidade oxidativa do fígado pela menor disponibilidade de CPT-1, os ácidos graxos livres se “acumulam” na estrutura, podendo haver então duas vias: </span>
<ul>
<li aria-level="1"><b>Reesterificação = </b><span style="font-weight: 400;">ácidos graxos nessa via são novamente unidos a uma molécula de glicerol, formando os triglicerídeos, os quais são exportados do fígado em forma de lipoproteínas (VLDL). Entretanto, para que esse processo de exportação aconteça de forma correta, a presença da molécula fosfatidilcolina é necessária. Na ausência dela os triglicerídeos se acumulam no tecido hepático, gerando assim a esteatose.  </span></li>
<li aria-level="1"><b>Produção de corpos cetônicos = </b>pela fosforilação oxidativa nesse processo de alta lipomobilização, ocorre o acúmulo de corpos cetônicos na corrente sanguínea.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45762 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/esteatose-hepatica-1.webp" alt="Representação esquemática do uso do tecido adiposo como fonte de energia extra" width="707" height="440" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/esteatose-hepatica-1.webp 707w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/esteatose-hepatica-1-300x187.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/esteatose-hepatica-1-370x230.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/esteatose-hepatica-1-270x168.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Representação esquemática do uso do tecido adiposo como fonte de energia extra, bem como sua associação à predisposição de doenças como cetose e esteatose hepática. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Daibert, E. 2015 (Adaptada de Dracley, 1999; Grummer, 1995). </span></span></p>
<h2>Mas quais são os sinais clínicos da esteatose hepática?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Todas as vacas acumulam triglicerídeos nos dias que antecedem o parto, portanto a intensidade dos sinais clínicos vai depender do grau de gordura incorporado aos hepatócitos.</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Em até 13 % = o acúmulo é considerado normal;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Até 25 % = já ocorre uma incapacidade imunológica progressiva sem sinais clínicos evidentes;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Até 35 % = sinais clínicos evidentes caracterizando um quadro severo de esteatose hepática, a vaca vai apresentar: </span>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Perda de peso exacerbada (animal em quadro de anorexia)</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Perda de condição corporal;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Desidratação;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Redução de consumo;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Depressão.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensando no quadro de esteatose hepática, o tratamento deve ser pautado na redução da mobilização de gordura e isso pode ser feito a partir do fornecimento de energia como forma de auxílio ao fígado e eliminar o BEN. </span></p>
<h2>Quais são as consequências pós-parto?</h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Cetose</strong></a>: a síndrome do fígado gorduroso é a causa principal. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Baixa de imunidade</strong>: devido às estruturas hepáticas serem danificadas a capacidade de produção de proteínas importantes para defesa corporal diminui.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Baixa reprodução</strong>: os triglicerídeos são importantes para muitas moléculas como os hormônios reprodutivos e caso o substrato desses componentes esteja concentrado no fígado não ocorre metabolização e nem produção destes.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Pós-parto imediato</strong>:  encontramos animais anêmicos e ictéricos pelo comprometimento hepático que impede a produção adequada de proteínas importantes na coagulação e produção sanguínea.</span></li>
</ul>
<h2>Como fazer o diagnóstico e atuar na prevenção?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para diagnosticar o animais com esse acometimento além de observar os sinais clínicos é importante avaliar o contexto geral da fazenda: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual o consumo total dos animais por dia? Quanto sobra de alimento? Qual a dieta fornecida para as vacas no período de transição?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A fazenda está atenta ao escore de condição corporal das vacas? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Foi observado maior número de animais doentes? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os animais sofrem algum tipo de estresse nesse período?</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A fazenda monitora a cetose? Qual o percentual de animais com cetose na propriedade?</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto a prevenção se torna fundamental para evitar perdas produtivas no rebanho. Por isso é importante:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estabilidade no consumo de energia.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Não permitir restrição alimentar aos animais.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Evitar mudanças bruscas na dieta (caso necessário fazer uma transição respeitosa da microbiota ruminal).</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Manter moderada condição de escore corporal no pré-parto por meio de dieta equilibrada.</span></li>
</ul>
<h2>E a suplementação de colina?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos têm demonstrado os benefícios da suplementação com colina protegida durante o período periparto a fim de minimizar os impactos negativos da redução de consumo. A colina é um componente da fosfatidilcolina, que é necessária para a síntese de VLDL, o que é responsável pela mobilização dos ácidos graxos para fora do fígado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao avaliar os efeitos desta suplementação em animais de pré-parto até o pós-parto, foi evidenciado que o consumo de matéria seca aumentou de forma linear (0,5kg a mais por dia), aumento da produção de leite em comparação com vacas não suplementadas (1,3kg/vaca/dia) e tendência na redução de <a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/" target="_blank" rel="noopener"><strong>retenção de placenta</strong></a> e mastite, provavelmente devido a melhora da resposta imune desses animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, sabemos então que a nutrição e manejo são considerados fatores de risco associados a esteatose hepática e que essa é uma condição importante e preocupante por várias razões, principalmente por impactar a saúde, o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar</strong></a>, o desempenho produtivo e reprodutivo das vacas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adotar medidas de auxílio na redução do risco e trabalhar em conjunto com profissionais especializados, como nutricionistas, para o desenvolvimento de um plano de ação específico é fundamental.</span></p>
<h2>Perguntas frequentes sobre esteatose hepática em vacas leiteiras</h2>
<h3>O que é esteatose hepática em vacas?</h3>
<p>É uma alteração metabólica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no fígado, especialmente durante o período de transição e o início da lactação.</p>
<h3>O que causa gordura no fígado das vacas?</h3>
<p>O problema está relacionado principalmente à intensa mobilização das reservas corporais quando o consumo de energia não é suficiente para atender às necessidades dos animais.</p>
<h3>Por que a esteatose hepática ocorre no período de transição?</h3>
<p>Porque, próximo ao parto e no início da lactação, as exigências nutricionais aumentam enquanto o consumo de matéria seca pode permanecer reduzido, favorecendo o balanço energético negativo e a mobilização de gordura.</p>
<h3>Quais vacas apresentam maior risco de esteatose hepática?</h3>
<p>Vacas com excesso de condição corporal, baixo consumo de matéria seca, perda intensa de condição corporal e ocorrência de outros problemas metabólicos apresentam maior risco.</p>
<h3>Quais são os sintomas da esteatose hepática?</h3>
<p>Redução do consumo, perda de peso e condição corporal, queda na produção de leite, desidratação, apatia e maior susceptibilidade a outras doenças podem ocorrer nos quadros mais graves.</p>
<h2>Saúde no período de transição para mais produção e longevidade</h2>
<p>A esteatose hepática pode comprometer a saúde, a produção e a reprodução das vacas no período de transição. Saber prevenir e manejar corretamente esse quadro é essencial para manter o desempenho do rebanho e o lucro da fazenda.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=esteatose-hepatica">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar manejo nutricional, sanidade e gestão para resultados consistentes e sustentáveis.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Avaliação dos tetos das vacas leiteiras: saiba a importância de realizar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2024 11:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[teto]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O momento da ordenha na propriedade leiteira é um dos pontos mais importantes do manejo dos bovinos. É nesse momento que se torna possível realizar a avaliação dos tetos das vacas, o que é crucial para garantir a saúde e a produtividade do rebanho. Nesse momento, fica evidente se processos relacionados à ordenha e cuidados [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O momento da ordenha na propriedade leiteira é um dos pontos mais importantes do manejo dos bovinos. É nesse momento que se torna possível realizar a avaliação dos tetos das vacas, o que é crucial para garantir a saúde e a produtividade do rebanho.</p>
<p>Nesse momento, fica evidente se processos relacionados à ordenha e cuidados com os tetos estão adequados, além de também predizer sobre o manejo com as vacas e se o treinamento dos colaboradores está alinhado.</p>
<p>Nesse texto, iremos discutir sobre a avaliação dos tetos das vacas e sua relação com a saúde, qualidade do leite, eficiência da ordenha e bem-estar. Além disso, discutiremos sobre pontos a serem levados em consideração nessa avaliação, como a coloração, ressecamento, rachaduras e a presença de hiperqueratose.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Porque é importante fazer a avaliação dos tetos?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de entendermos melhor sobre os pontos a serem observados durante a avaliação dos tetos, é importante ressaltar as razões pelas quais devemos estar atentos em relação a avaliação dos tetos, e dentre elas podemos citar: </span></p>
<ul>
<li><strong>Saúde mamária</strong>: A avaliação dos tetos permite detectar de maneira precoce problemas da saúde mamária, pois sabemos que os tetos são a principal via de entrada de microrganismos que causam infecções na glândula mamária. Nesse caso, durante a avaliação dos tetos é possível observar sinais de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" rel="noopener">mastite</a></strong>, como inchaço, vermelhidão, calor, dor e presença de pus no teto.</li>
<li><strong>Qualidade do leite</strong>: Alterações nos tetos podem afetar a qualidade do leite produzido. Tetos que estão danificados, ou seja, com presença de feridas ou lesões, são considerados porta de entrada para bactérias, o que aumenta o risco de contaminação do leite. Esses microrganismos presentes na superfície dos tetos podem ser transferidos para o leite durante a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" rel="noopener">ordenha</a></strong>, o que pode elevar os indicadores de qualidade do leite devido o comprometimento da qualidade microbiológica do teto.</li>
<li><strong>Bem-estar</strong>: A avaliação regular dos tetos deve fazer parte do manejo das vacas leiteiras, o que contribui para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" rel="noopener">bem-estar geral dos animais</a></strong>. Tetos lesionados, feridos ou com deformidades causam dor e desconforto às vacas, o que pode impactar na capacidade de consumo da dieta, de se movimentar e até mesmo de descansar.  Esse desconforto gerado é um grande fator que contribui para o estresse, o qual sendo crônico pode levar a problemas de saúde adicionais, afetando o comportamento e o desempenho produtivo das vacas.</li>
<li><strong>Eficiência na ordenha</strong>: Tetos saudáveis, íntegros e em boas condições irão facilitar o processo de ordenha, conferindo uma extração eficiente do leite. Quando temos problemas nos tetos, seja devido a presença de feridas ou deformidades, pode haver dificuldade na ordenha, além de prolongar o tempo necessário para tal processo.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Avaliação da condição da pele do teto</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Realizar observação dos tetos como um todo representa um passo importante para avaliação da rotina de ordenha e identificação de possíveis falhas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As condições dos tetos das vacas podem ser afetadas pelo processo de ordenha, os produtos utilizados para assepsia do teto (<a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" rel="noopener"><strong>pré e pós-dipping</strong></a>), condições ambientais gerais da fazenda e por qualquer agente em contato com o teto da vaca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-ordenha/" rel="noopener"><strong>ordenha mecânica</strong></a> cria alterações nos tetos que são melhor observados quando ocorre a remoção do conjunto de ordenha, geralmente dentro de 30 – 60 segundos, porém também podemos observar alterações a longo prazo, principalmente na extremidade do teto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para avaliar os tetos durante a ordenha, <strong>é muito importante que tenhamos uma fonte de luz eficiente pois na região ventral da vaca é escuro</strong>. Além disso, devemos usar sempre luvas para fazer essa avaliação, e fazer a identificação dos animais e anotar as alterações imediatamente, como presença de lesões.</span></p>
<h3>Coloração do teto</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A coloração dos tetos das vacas pode apresentar variabilidade de acordo com a raça, dentro de um mesmo rebanho ou até mesmo entre os tetos do mesmo animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As vacas podem apresentar tetos rosados, com presença de manchas mais escuras pela extensão do teto (malhado) ou preto. <strong>A cor dos tetos possui uma relação com a rugosidade da pele</strong>, tetos com coloração preta, apresentam mais rugosidade por apresentarem a superfície da pele mais seca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tetos pretos podem esconder alterações de pigmentação induzidos por ordenha mecânica ou reações de hipersensibilidade em resposta a fatores externos. Já os tetos de pele mais clara, podem ser mais susceptíveis às irritações pelas paredes das teteiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Avaliar a condição dos tetos após a retirada do conjunto de ordenha, pois tetos que estão saindo do conjunto mais avermelhados, arroxeados ou inchados são indicativos de falhas da rotina de ordenha e/ou regulagem do equipamento de ordenha, aumentando os riscos de hiperqueratose. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando observamos vermelhidão em áreas específicas do teto ou de forma generalizada podemos relacionar à <strong>presença de irritação em resposta à agentes químicos</strong>. Caso seja observada essa alteração de cor, é muito importante anotar as áreas afetadas e o padrão de distribuição entre os tetos e comparar outras vacas da linha de ordenha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Manter essas anotações e avaliar a coloração é muito importante para identificação de possíveis causas. A irritação em resposta a produtos utilizados na higiene dos tetos, normalmente ocorre entre 2 – 7 dias após o primeiro uso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ocasionalmente, os <a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" rel="noopener"><strong>ordenhadores</strong></a> também podem apresentar irritação na pele das mãos, antebraço e rosto. Qualquer mudança de coloração do teto por irritação exige atenção e deve ser avaliada. Essa é uma forma de avaliarmos a coloração dos tetos:</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44449 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-1.webp" alt="Condição e escores da coloração da pele do teto da vaca" width="565" height="579" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-1.webp 565w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-1-293x300.webp 293w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-1-370x379.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-1-270x277.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 565px) 100vw, 565px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Adaptado de NMC – Guidelines for Evaluating Teat Skin Condition</span></p>
<h3>Ressecamento do teto</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A estimativa da secura do teto pode não ser exata caso seja utilizada apenas a avaliação visual, pois os tetos de coloração preta vão parecer sempre mais secos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, a melhor forma de fazer essa avaliação é pelo </span><b>teste de fricção</b><span style="font-weight: 400;">: utilizando uma luva de látex, o examinador deve arrastar o dedo indicador e polegar ao longo da superfície do teto com leve pressão.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44450 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-3.webp" alt="Condição e escores do ressecamento da pele do teto da vaca" width="567" height="598" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-3.webp 567w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-3-284x300.webp 284w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-3-370x390.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-3-285x300.webp 285w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-3-270x285.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Adaptado de NMC – Guidelines for Evaluating Teat Skin Condition</span></p>
<h3>Rachaduras</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As rachaduras nos tetos devem ser pontuadas pela extensão como mínima ou severa/extensa e pela posição (proximal, distal ou na extremidade). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A extensão das rachaduras pode indicar a duração do problema, as rachaduras apresentam-se como fissuras horizontais, abertas ou com crostas que seguem as dobras naturais da superfície do teto. Elas <strong>devem estar ausentes nas vacas</strong>, pois a sua ocorrência pode estar relacionada à má desinfecção do teto ou uso de produto inadequado, geralmente contendo muito pouco emoliente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As rachaduras podem ocorrer, com maior frequência, na face anterior dos tetos anteriores e na face posterior dos tetos posteriores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos fatores que pode levar à formação de rachaduras é o fator climático desfavorável pois, à exposição ao frio sobre a pele desgastada do teto pode levar ao ressecamento excessivo de tetos molhados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, um ambiente inadequado de permanência das vacas ou pastagens mal manejadas podem aumentar o acúmulo de lama que também provoca uma abrasão no teto. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44451 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-2.webp" alt="Condição e escores de rachaduras da pele do teto da vaca" width="563" height="658" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-2.webp 563w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-2-257x300.webp 257w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-2-370x432.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-2-270x316.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 563px) 100vw, 563px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Adaptado de: NMC – Guidelines for Evaluating Teat Skin Condition</span></p>
<h2>Avaliação da hiperqueratose</h2>
<p>A <a href="https://rehagro.com.br/blog/hiperqueratose-em-vacas-leiteiras/" rel="noopener"><b>hiperqueratose</b></a><span style="font-weight: 400;"> é uma resposta fisiológica normal da pele dos tetos às condições do ambiente, clima, produção de leite, genética do animal e manejo de ordenha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos casos de hiperqueratose relacionados às falhas na rotina de ordenha, alguns pontos de atenção referem-se a reduzir casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">sobreordenha</a></strong> e ajustes no equipamento, como nível de vácuo e pulsação,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O esfíncter do teto é a primeira barreira contra a entrada de agentes infecciosos causadores de mastite e previne infecções intramamárias. Tetos que apresentam hiperqueratose são mais predispostos à ocorrência de infecções intramamárias, por conseguinte a ocorrência de mastite e <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" rel="noopener"><strong>aumento de CCS do leite</strong></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos utilizar o escore de ponta de teto para avaliar o grau de hiperqueratose:</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44452 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-4.webp" alt="Escore de avaliação da hiperqueratose no teto da vaca" width="573" height="782" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-4.webp 573w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-4-220x300.webp 220w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-4-370x505.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/avaliacao-tetos-4-270x368.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 573px) 100vw, 573px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Fonte: </span><span style="font-weight: 400;">Adaptado de: NMC – Guidelines for Evaluating Teat Skin Condition</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, realizar a avaliação dos tetos das vacas leiteiras é essencial para garantir ao final do processo a produtividade do rebanho, bem como assegurar a qualidade do leite produzido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Realizar essa avaliação de forma constante durante a ordenha e adotar práticas de manejo adequadas são fundamentais e elevam a possibilidade de implementação de medidas preventivas que minimizem o risco de alterações nos tetos e também problemas de saúde mamária.</span></p>
<h2>Mais saúde para o rebanho e mais lucro para a fazenda</h2>
<p>Tetos saudáveis são essenciais para manter a qualidade do leite, evitar mastite e garantir o bem-estar animal.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=avaliacao-tetos" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática e estratégica, a tomar decisões que impactam diretamente na saúde do rebanho, na produtividade e na rentabilidade da fazenda. Com conteúdos aplicáveis ao dia a dia, o curso oferece as ferramentas necessárias para elevar sua gestão e colher resultados consistentes.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Escore de enchimento ruminal: como avaliar e interpretar os resultados</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/escore-de-enchimento-ruminal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Mar 2024 15:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[escore de enchimento ruminal]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O escore de enchimento ruminal é uma ferramenta prática utilizada para avaliar, de forma indireta, o consumo de matéria seca pelos bovinos. Por meio da observação da região do flanco esquerdo, é possível estimar o grau de preenchimento do rúmen e identificar situações que podem indicar alterações no consumo dos animais. Embora não substitua outras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>escore de enchimento ruminal</strong> é uma ferramenta prática utilizada para avaliar, de forma indireta, o consumo de matéria seca pelos bovinos.</p>
<p>Por meio da observação da região do flanco esquerdo, é possível estimar o <strong>grau de preenchimento do</strong> <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> e identificar situações que podem indicar alterações no consumo dos animais.</p>
<p>Embora não substitua outras avaliações nutricionais, esse indicador auxilia no monitoramento do manejo alimentar e pode contribuir para a identificação precoce de problemas na dieta ou na saúde do rebanho.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá como realizar essa avaliação, interpretar os diferentes escores e utilizar as informações no manejo da fazenda.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O que é o escore de enchimento ruminal?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O rúmen ocupa todo o lado esquerdo do abdômen e, dependendo do grau de enchimento também se estende ventralmente ao lado direito. Pela sua visibilidade sobre o flanco do animal, este órgão é um bom </span><b>indicador para avaliação da quantidade de alimentos e nutrientes que a vaca tem ingerid</b><span style="font-weight: 400;"><strong>o</strong>, essa avaliação para maior precisão, pode ser ainda associada a avaliação do enchimento abdominal do animal e ao <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" rel="noopener"><strong>Escore de Condição Corporal (ECC)</strong></a> das vacas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45745 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal.webp" alt="Esquema demonstrando pontos de avaliação do escore de condição corporal, enchimento ruminal e enchimento abdominal nos animais." width="1018" height="477" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal.webp 1018w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-300x141.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-768x360.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-370x173.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-270x127.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-740x347.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1018px) 100vw, 1018px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Esquema demonstrando pontos de avaliação do escore de condição corporal, enchimento ruminal e enchimento abdominal nos animais. </span><span style="font-size: 12px;">Fonte: Maria Fernanda Faria</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A avaliação do enchimento ruminal permite avaliar a quantidade de alimento que a vaca ingeriu nas últimas </span><b>2 &#8211; 6 horas</b><span style="font-weight: 400;">, a </span><b>velocidade de fermentação</b><span style="font-weight: 400;"> e a </span><b>taxa de passagem do alimento</b><span style="font-weight: 400;"> no trato digestivo do animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa avaliação pode ser feita durante a inspeção diária dos animais, é interessante fazer esse manejo em diferentes horas do dia para ter uma boa margem de avaliação da situação da ingestão da dieta pelos animais. É importante reconhecer os escores ideias para cada fase de produção das vacas:</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45746 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-1.webp" alt="Tabela com a avaliação desejada do enchimento ruminal em vacas em situação de lactação e seca" width="571" height="58" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-1.webp 571w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-1-300x30.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-1-370x38.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-1-270x27.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 571px) 100vw, 571px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: HULSEN, 2016.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O escore de enchimento ruminal apresenta uma pontuação de </span><b>1 – 5</b><span style="font-weight: 400;">, sendo o escore 1 utilizado para o rúmen muito vazio e o escore 5 para o rúmen mais cheio que é visualizado na fazenda e os outros escore estarão entremeados entre estes dois extremos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para realizar essa avaliação, devemos nos </span><b>posicionar atrás da vaca e olhar o flanco esquerdo do animal.</b></p>
<h3>Escore 1</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45747 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-2.webp" alt="Vaca com escore um de enchimento ruminal" width="707" height="378" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-2.webp 707w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-2-300x160.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-2-370x198.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-2-270x144.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fossa do rúmen, atrás da última costela, <strong>tem mais de uma mão de profundidade</strong>. Fossa profunda no flanco esquerdo, a pele sob a vértebra lombar se curva para dentro e a dobra da pele sobre o ílio continua verticalmente para baixo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Esta vaca está se alimentando pouco ou nada</strong>, o que pode ser causado por doença, dor ou falta de alimento ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener"><strong>água</strong></a>.</span></p>
<h3>Escore 2</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45748 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-3.webp" alt="Vaca com escore dois de enchimento ruminal" width="740" height="386" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-3.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-3-300x156.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-3-370x193.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-3-270x141.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fossa do rúmen atrás da última costela, está com uma mão de profundidade. A pele abaixo da vértebra lombar se curva para dentro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Frequentemente a pele dobra a partir do ílio seguindo diagonalmente para frente até a última costela, formando um triângulo: </span><b>triângulo do perigo.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indica que a vaca precisa imediatamente de cuidados. Este é um sinal de consumo insuficiente, algumas vezes, associado com uma taxa de passagem muito rápida.</span></p>
<h3>Escore 3</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45749 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-4.webp" alt="Vaca com escore três de enchimento ruminal" width="740" height="358" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-4.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-4-300x145.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-4-370x179.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-4-270x131.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fossa do rúmen, atrás da última costela, mal pode ser vista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pele sob a vértebra lombar se curva verticalmente para baixo pela largura de uma mão e depois se curva para fora. A dobra de pele do ílio não é visível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o <strong>escore desejável 3 – 3,5 para vacas em lactação</strong> que tenham consumido o suficiente e o alimento tenha permanecido o tempo correto no rúmen.</span></p>
<h3>Escore 4</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45750 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-5.webp" alt="Vaca com escore quatro de enchimento ruminal" width="740" height="372" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-5.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-5-300x151.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-5-370x186.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-5-270x136.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fossa do rúmen não está visível atrás da última costela. Além disso, a</span><span style="font-weight: 400;"> pele sob a vértebra lombar curva para fora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é o escore correto para vacas em final de lactação ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener"><strong>vacas secas</strong></a>.</span></p>
<h3>Escore 5</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45751 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-6.webp" alt="Vaca com escore cinco de enchimento ruminal" width="740" height="354" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-6.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-6-300x144.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-6-370x177.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-6-270x129.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As últimas costelas não estão visíveis, pois o rúmen está cheio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existe uma transição visível entre o flanco e as costelas. Bem como, a</span><span style="font-weight: 400;"> pele sobre todo o abdômen está bastante esticada.</span></p>
<h2>O que podemos avaliar sobre a dieta e saúde dos animais através do escore de enchimento ruminal?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A digestibilidade dos alimentos consumidos pelos ruminantes está relacionada à cinética de digestão e sua passagem pelo rúmen havendo estreita associação com a digestão de fibras. As fibras dependendo de sua qualidade, podem provocar a limitação da ingestão de matéria seca e também podem limitar a taxa de desaparecimento do material no trato digestório. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A digestão dos ruminantes é resultado de dois processos: digestão e passagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A taxa de passagem (Kp) determina o tempo que o alimento é retido no rúmen para digestão e a taxa de degradabilidade (Kd) determina a digestão que pode ocorrer durante o tempo de retenção do alimento no rúmen. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a </span><b>taxa de passagem </b><span style="font-weight: 400;">influência nos padrões de fermentação ruminal, o tamanho da partícula e a qualidade da fibra, quando a partícula é maior ela fica retida no rúmen e reduz a taxa de passagem, o mesmo ocorre quando a fibra tem valor nutritivo baixo. Quando o valor nutritivo e <a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener"><strong>qualidade da dieta</strong></a> aumenta, a digestibilidade também aumenta e consequentemente a taxa de passagem (Kp), reduzindo o enchimento ruminal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o escore de enchimento ruminal é uma forma interessante de avaliar se a </span><b>velocidade </b><span style="font-weight: 400;">em que a dieta está se movendo no trato digestivo do animal (se estão sendo rapidamente ou lentamente degradados pelo rúmen) e se as características dos ingredientes da dieta estão adequadas para proporcionar a digestão adequada como, digestibilidade, palatabilidade, tamanho de partículas e proporção dos componentes na dieta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto de atenção que podemos avaliar pelo escore é a </span><b>distensão ruminal</b><span style="font-weight: 400;">, os ruminantes fazem a ingestão do alimento até que ocorra uma certa mudança na distensão provocada pelo volume e peso da digesta, essa percepção é detectada pelos </span><b>receptores de tensão</b><span style="font-weight: 400;"> localizadas na parede ruminal, pela ocupação do espaço físico o animal tem sensação de saciedade e reduz o consumo da dieta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, as características da dieta têm importante influência na taxa de passagem e consequentemente na distensão ruminal, que ao atingir determinado ponto não permitirá mais a ingestão e inibe o consumo de matéria seca.</span></p>
<h2>Outros usos do escore de enchimento ruminal</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso do escore de enchimento ruminal é uma forma interessante de avaliar e identificar animais que possam apresentar </span><b>quadros clínicos que levam a redução do consumo de alimento</b><span style="font-weight: 400;">. Por exemplo, se uma vaca come muito pouco, o rúmen fica vazio e o enchimento do seu abdômen pode ser drasticamente reduzido em dois dias, e seu escore de condição corporal em uma semana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> A avaliação do contorno abdominal é uma forma interessante de identificarmos doenças, podemos através dessa ferramenta avaliar doenças como timpanismo, indigestões, íleo paralítico, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O rúmen vazio pode ser um indicativo de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" rel="noopener"><b>problemas de casco</b></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, pois se o animal apresentar algum <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-claudicacao/" rel="noopener"><strong>grau de claudicação</strong></a> ou dor ele se direciona menos ao cocho para consumir a dieta.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39649 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o escore de enchimento do rúmen é uma ferramenta importante para levantarmos hipóteses quanto ao consumo e a dieta das vacas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos avaliar, por exemplo, se a dieta está sendo suficiente para exigência das vacas, a qualidade dos ingredientes da dieta, a palatabilidade do alimento, a saúde das vacas, se é um problema de um indivíduo ou do rebanho como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, pode ser uma medida interessante para ser adotada na rotina das fazendas buscando gerar mais informações e dados de análise do manejo alimentar na propriedade.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45752 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-7.webp" alt="Ilustração de um rúmen normal e problemas relacionados ao rúmen que irão provocar alterações quanto a sua distensão." width="601" height="392" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-7.webp 601w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-7-300x196.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-7-370x241.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/enchimento-ruminal-7-270x176.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 601px) 100vw, 601px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Demonstração de um rúmen normal (primeira ilustração) e problemas relacionados ao rúmen que irão provocar alterações quanto a sua distensão. </span>Fonte: Rosenberg, Exame clínico dos Bovinos.</span></p>
<h2>Da avaliação à ação: otimize a dieta e a produção</h2>
<p>O enchimento ruminal é um indicador prático e eficiente para avaliar a qualidade e o balanceamento da dieta das vacas.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=enchimento-ruminal">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a interpretar esse e outros parâmetros zootécnicos para tomar decisões mais assertivas, garantindo mais saúde, produtividade e rentabilidade no rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=enchimento-ruminal" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Como e quando utilizar a Penn State na fazenda?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Mar 2024 11:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[penn state]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com base em estimativas do MAPA, o Brasil possui mais de 1 milhão de propriedades produtoras de leite, distribuídas em 98% dos municípios do país. Considerando essas estatísticas, projeta-se que, até 2030, apenas as propriedades mais eficientes e que melhor adotarem as novas tecnologias permanecerão competitivas no mercado. Para alcançar a eficiência na produção leiteira, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Com base em estimativas do MAPA, o Brasil possui mais de 1 milhão de propriedades produtoras de leite, distribuídas em 98% dos municípios do país. Considerando essas estatísticas, projeta-se que, até 2030, apenas as propriedades mais eficientes e que melhor adotarem as novas tecnologias permanecerão competitivas no mercado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alcançar a eficiência na produção leiteira, a </span><b>alimentação do rebanho</b><span style="font-weight: 400;"> destaca-se como </span><b>um dos maiores custos</b><span style="font-weight: 400;">. Além disso, ela representa uma das áreas mais complexas e dispendiosas, demandando cuidado tanto no </span><b>planejamento da produção quanto na gestão diária.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o planejamento cuidadoso torna-se crucial para determinar o tipo de cultura a ser plantada, a forma e o momento de preparar a silagem, a duração e a qualidade da fermentação, a proporção adequada de nutrientes e o tamanho das partículas. Essas considerações são fundamentais para viabilizar o </span><b>manejo nutricional eficaz</b><span style="font-weight: 400;"> do rebanho. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</script></p>
</div>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário, diversas ferramentas e técnicas são empregadas para auxiliar nesse planejamento, destacando-se a </span><b><i>Penn State Particle Separator</i></b><span style="font-weight: 400;"> (Separador de partículas Penn State). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvido na Universidade do Estado da Pensilvânia em 1996, esse sistema se trata de um conjunto de peneiras essencial para </span><b>avaliar o tamanho das partículas em forragens e rações misturadas totais</b><span style="font-weight: 400;"> (TMR), possibilitando a estimativa da porcentagem de TMR que fornece fibra fisicamente efetiva (peNDF) na dieta do rebanho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44894 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state.webp" alt="Penn state" width="600" height="400" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state.webp 600w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-300x200.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-370x247.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></span></p>
<h2>Qual a importância de saber o tamanho das partículas?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os bovinos exibem um notável processamento alimentar, impulsionado pelo </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><b>ecossistema ruminal</b></a><span style="font-weight: 400;"> repleto de bactérias, protozoários, bacteriófagos, entre outros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse ambiente permite a eficiente transformação dos alimentos e a síntese de enzimas e vitaminas essenciais para o organismo, destacando-se o papel fundamental da fermentação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Realizada por </span><b>bactérias anaeróbicas</b><span style="font-weight: 400;">, esse processo utiliza substratos alimentares para gerar </span><b>ácidos graxos voláteis</b><span style="font-weight: 400;"> (AGVs), vitais na fisiologia animal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para assegurar um processamento alimentar adequado, especialmente no rúmen, é importante </span><b>manter uma composição e tamanho de partículas apropriados</b><span style="font-weight: 400;"> na dieta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tamanho das partículas desempenha um papel essencial na disponibilidade do substrato alimentar para os microrganismos, ao mesmo tempo em que promove a formação de um tapete ruminal. Esse tapete cria um ambiente propício à proliferação e proteção das bactérias anaeróbicas, contribuindo assim para a eficácia do sistema digestivo dos ruminantes.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44895 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-1.webp" alt="Mãos segurando uma ração misturada total (TMR)" width="747" height="439" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-1.webp 747w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-1-300x176.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-1-370x217.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-1-270x159.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-1-740x435.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem demonstrando uma ração misturada total (TMR). </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Hoard&#8217;s Dairyman Intel (2020)</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o particulado influencia diretamente no </span><b>pH ruminal</b><span style="font-weight: 400;">, de modo que, quanto </span><b>menor são as partículas</b> <b>menor é o tempo de mastigação</b><span style="font-weight: 400;">, o que por sua vez resulta na </span><b>redução do estímulo à produção de saliva</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saliva, além de umidificar o bolo alimentar, age como um tamponante ácido-base do rúmen, sendo essencial para proteger contra a redução excessiva do pH. Essa ação é particularmente significativa em vacas leiteiras de alta produção, que consomem rações ricas em energia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto a ser pontuado é a proporção de fibra em detergente neutro (FDN) na dieta. Uma adequada relação de FDN não apenas favorece a atividade ruminal normal, mas também previne a diminuição da gordura do leite e problemas de saúde associados à <a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>acidose ruminal</strong></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo quando a dieta contém quantidades suficientes de FDN, se ela for processada de maneira a resultar em partículas muito finas, a fibra fisicamente efetiva (peNDF) diminui, ocasionando irregularidades na dinâmica mecânica e físico-química do processamento alimentar no rúmen.</span></p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/silagem-de-milho-e-os-impactos-na-producao-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-ferraretto&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38527 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto.png" alt="Webinar impacto da silagem na produção de leite" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Quando utilizar a Penn State?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerando a relevância da análise do particulado na dieta dos ruminantes, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Penn State</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ser utilizada em duas situações específicas. Primeiramente, é empregado para determinar o </span><b>ajuste da ensiladeira durante a colheita</b><span style="font-weight: 400;">. Cortar a forragem no comprimento apropriado resulta em forragens que podem ser combinadas de forma a atender ao tamanho de partícula desejado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, deve-se ajustar as lâminas conforme o tamanho adequado para a formulação. E é neste contexto, que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Penn State</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca como uma ferramenta fácil e eficiente para analisar e corrigir a distância entre as facas, garantindo o corte preciso da forragem.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44896 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-2.webp" alt="Utilização da penn state" width="740" height="342" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-2-300x139.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-2-370x171.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-2-270x125.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem ilustrando a utilização da </span><i><span style="font-weight: 400;">Penn State</span></i><span style="font-weight: 400;"> durante o processo de ensilagem de milho. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Acervo Rehagro</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de ser utilizado durante a confecção da silagem, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Penn State</span></i><span style="font-weight: 400;"> também desempenha um papel importante na </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><b>formulação da ração</b></a><span style="font-weight: 400;">. Dependendo da composição específica da ração, é essencial compreender as proporções ideais das partículas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por exemplo, quando a forragem é exclusivamente de <a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><strong>silagem de milho</strong></a>, 8% das partículas devem ser retidas na peneira superior do separador. Se a silagem de milho não for a única forragem utilizada, esse valor é ajustado para 3%. A compreensão dessas nuances é fundamental para extrair o máximo potencial nutricional da ração.</span></p>
<h2>Como utilizar o penn state?</h2>
<p><b>Passo 1)</b> <span style="font-weight: 400;">O primeiro passo consiste em preparar os materiais que serão utilizados na mensuração. Para isso, é necessário contar com uma balança de precisão e uma vasilha adequada para acomodar a amostra a ser mensurada. Além disso, deve-se montar a </span><i><span style="font-weight: 400;">Penn State</span></i><span style="font-weight: 400;">, equipando-o com as quatro peneiras.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44897 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-3.webp" alt="Peneiras juntamente com os utensílios necessários para a utilização" width="271" height="303" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-3.webp 271w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-3-268x300.webp 268w" sizes="auto, (max-width: 271px) 100vw, 271px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Imagem das peneiras juntamente com os utensílios necessários para a utilização. </span></p>
<p><b>Passo 2)</b> <span style="font-weight: 400;">Separe uma </span><b>amostra representativa</b><span style="font-weight: 400;"> de silagem ou da dieta total e pese. Recomenda-se utilizar como padrão de pesagem </span><b>500g de amostra</b><span style="font-weight: 400;">, mas este valor não é fixo, podendo ser ajustado conforme a necessidade.</span></p>
<p><b>Passo 3)</b> <span style="font-weight: 400;">Monte a </span><i><span style="font-weight: 400;">Penn State</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma superfície plana, empilhando as quatro caixas separadoras uma sobre as outras na seguinte ordem: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Peneira com os furos maiores (peneira superior);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Peneira com furos médios (peneira do meio);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Peneiras com furos menores (peneira inferior);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Panela sólida no fundo.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44898 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-4.webp" alt="Peneiras com presença de silagem de milho antes do início das movimentações" width="573" height="560" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-4.webp 573w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-4-300x293.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-4-370x362.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-4-270x264.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-4-307x300.webp 307w" sizes="auto, (max-width: 573px) 100vw, 573px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Peneiras com presença de silagem de milho antes do início das movimentações. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Nutrição Animal </span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adicione a amostra na primeira peneira e agite as peneiras em uma direção por </span><b>5 vezes</b><span style="font-weight: 400;">, evitando qualquer movimento vertical. Em seguida, gire a caixa um quarto de volta e repita o processo por 7 vezes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A força e a frequência da agitação devem ser suficientes para deslizar as partículas sobre a superfície da peneira, permitindo que aquelas menores que o tamanho dos poros caiam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final, serão realizadas </span><b>40 batidas em 8 séries, girando o separador após cada série de 5 batidas</b><span style="font-weight: 400;">, conforme exemplificado na imagem abaixo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-45315" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/09/penn-state-5.webp" alt="Padrão de agitação das peneiras no penn state" width="554" height="219" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/09/penn-state-5.webp 554w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/09/penn-state-5-300x119.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/09/penn-state-5-370x146.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/09/penn-state-5-270x107.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 554px) 100vw, 554px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Padrão de agitação das peneiras. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Penn state extension</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É possível adaptar um trilho ou uma guia para facilitar os movimentos na superfície. Este dispositivo é posicionado embaixo das caixas, permitindo que sejam deslizadas horizontalmente ao longo de sua extensão. Certifique-se de que o trilho esteja completamente nivelado e sem irregularidades na superfície de contato com a última caixa.</span></p>
<p><b>Passo 4)</b><span style="font-weight: 400;"> Após realizar o batimento, desacople as peneiras e pese o conteúdo de cada uma separadamente. Assim que tiver a pesagem, faça uma regra de 3 para calcular a porcentagem em cada uma das repartições mensuradas, como mostrado na imagem abaixo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>500g &#8212;&#8212;&#8211;100%</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>124g &#8212;&#8212;&#8212; X</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>X = (124 x 100)/500</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>X = 24,8%</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Regra de 3 para achar as porcentagens de cada porção da peneira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Monte uma tabela com os valores calculados (Tabela 1), e compare com os valores de referência estabelecidos, segundo a composição de sua dieta total ou o tipo de silagem (tabela 2). </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44899 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-7.webp" alt="Tabela com os valores calculados por regra de 3 após a pesagem fictícia de silagem de milho." width="640" height="117" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-7.webp 640w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-7-300x55.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-7-370x68.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-7-270x49.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Tabela 1. Valores Calculados por regra de 3 após a pesagem fictícia de silagem de milho.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44900 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-8.webp" alt="Tabela com os valores padronizados pela Pennstate extension." width="740" height="110" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-8.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-8-300x45.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-8-370x55.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-8-270x40.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Tabela 2. Valores padronizados pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Penn state extension</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao comparar as tabelas, é viável determinar se tanto a dieta total quanto a silagem estão dentro da granulometria adequada para uso. Essencialmente, é importante analisar a composição e/ou a maturidade tanto da dieta total quanto da silagem fornecida, pois esses fatores podem modificar os valores de referência.</span></p>
<p><b>Passo adicional:</b> p<span style="font-weight: 400;">ara uma análise mais profunda, é possível fazer a plotagem de um gráfico de Particular x Porcentagem, sendo possível ter uma melhor visualização da distribuição das partículas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44901 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-9.webp" alt="Gráfico ilustrando a distribuição dos tamanhos das partículas em relação ao percentual acumulado total" width="504" height="500" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-9.webp 504w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-9-300x298.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-9-150x150.webp 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-9-370x367.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-9-270x268.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-9-302x300.webp 302w" sizes="auto, (max-width: 504px) 100vw, 504px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fonte: <i>Penn state extension</i></span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 16px;">O gráfico ilustra a distribuição dos tamanhos das partículas em relação ao percentual acumulado total. Na amostra exemplificada, observa-se que 95% das partículas têm um tamanho de 0,75 polegadas, 55% possuem tamanho de 0,31 polegadas e aproximadamente 35% têm tamanho de 0,16 polegadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 16px;">Eixo X: Representa o tamanho das partículas em polegadas;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400; font-size: 16px;">Eixo Y: Indica o percentual acumulado dentro da amostra subdimensionada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Universidade do Estado da Pensilvânia, através do </span><i><span style="font-weight: 400;">Penn State College of Agricultural Sciences</span></i><span style="font-weight: 400;">, oferece <a href="https://extension.psu.edu/penn-state-particle-separator#section-16" target="_blank" rel="noopener"><strong>planilhas em inglês e espanhol</strong></a>. Essas planilhas possibilitam a inclusão da granulometria da dieta, permitindo a comparação automática dos valores e referências, bem como a criação de gráficos.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44902 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-10.webp" alt="Planilha da Penn State College of Agricultural Sciences" width="740" height="341" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-10.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-10-300x138.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-10-370x171.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/penn-state-10-270x124.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Planilha disponível no site da </span><i><span style="font-weight: 400;">Penn state extension.</span></i></span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, é importante ressaltar que a utilização da </span><i><span style="font-weight: 400;">Penn State</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma ferramenta valiosa na confecção e formulação das dietas para vacas leiteiras. Isso se deve, principalmente, à sua capacidade de proporcionar uma análise precisa dos valores de FDN, resultando em uma melhoria na eficácia da utilização dos alimentos em relação à produção e na prevenção da acidose ruminal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Destaca-se que a consultoria de um técnico em nutrição animal é essencial para a correta realização do teste, bem como para auxiliar na interpretação e no planejamento nutricional da fazenda.</span></p>
<h2>Use ferramentas com precisão e transforme dados em resultados</h2>
<p>A aplicação correta da Penn State é essencial para avaliar a dieta, otimizar a eficiência alimentar e aumentar a produtividade do rebanho.</p>
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		<title>Polioencefalomalacia em bovinos: qual sua relação com a dieta dos animais?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2024 12:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[Polioencefalomalacia]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em vista do aprimoramento da bovinocultura de leite no Brasil, tornou-se prática comum integrar animais de elevado potencial leiteiro e boa fertilidade dos rebanhos das fazendas do país. Para alcançar plenamente esse potencial, o setor tem priorizado a implementação de dietas cada vez mais enriquecidas em carboidratos e proteínas, proporcionando um valor nutricional elevado aos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em vista do aprimoramento da bovinocultura de leite no Brasil, tornou-se prática comum integrar animais de </span><b>elevado potencial leiteiro e boa fertilidade</b><span style="font-weight: 400;"> dos rebanhos das fazendas do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alcançar plenamente esse potencial, o setor tem priorizado a implementação de </span><b>dietas cada vez mais enriquecidas em carboidratos e proteínas</b><span style="font-weight: 400;">, proporcionando um valor nutricional elevado aos animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, à medida que a carga produtiva do animal aumenta, suas demandas nutricionais também se elevam, resultando em uma </span><b>maior carga metabólica</b><span style="font-weight: 400;">. Esse cenário pode predispor a uma variedade de distúrbios, abrangendo desde doenças gastrointestinais como <a href="https://rehagro.com.br/blog/timpanismo-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>timpanismo</strong></a> ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>acidose ruminal</strong></a>, até </span><b>condições metabólicas e neurológicas</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre estas, destaca-se a </span><b>Polioencefalomalacia (PEM)</b><span style="font-weight: 400;">, uma afecção de alta letalidade e etiologia multifatorial, com os fatores nutricionais ocupando posição de destaque entre as principais causas no contexto brasileiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir melhor sobre o que é polioencefalomalacia, quais são as causas e suas relações com a deficiência primária e secundária de tiamina e com o enxofre, quais são os sinais dessa afecção, como diagnosticar e as medidas de controle. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>Mas o que é polioencefalomalacia?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A polioencefalomalacia (PEM) é uma </span><b>condição não infecciosa</b><span style="font-weight: 400;"> que impacta o sistema nervoso central dos ruminantes. Essa condição surge devido à </span><b>necrose cerebrocortical</b><span style="font-weight: 400;">, resultando no </span><b>amolecimento (malácia) da substância cinzenta</b><span style="font-weight: 400;">. Em estágios mais avançados, pode ocorrer infiltração de macrófagos, seguida pela cavitação subsequente da matriz cortical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A PEM pode afetar animais em </span><b>qualquer faixa etária</b><span style="font-weight: 400;">, dependendo de sua etiologia. No entanto, os animais com idades entre 8 e 12 meses, mantidos em condições de confinamento e expostos a mudanças abruptas na alimentação, ou que são alojados em pastagens com baixo potencial nutritivo, apresentam uma maior suscetibilidade ao desenvolvimento da doença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a enfermidade possa ocorrer em qualquer época do ano, no Brasil, observa-se uma incidência mais significativa entre abril e setembro. Nesses meses, algumas regiões experimentam uma redução na pluviosidade, resultando em </span><b>pastagens com baixo teor de nutrientes e modificações na qualidade da silagem.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A taxa de mortalidade pode atingir até 14%, enquanto a letalidade é elevada, variando de 43% a 100%. Essa variação depende da eficácia da resposta ao tratamento e do estágio em que o tratamento foi iniciado.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são as causas da polioencefalomalacia?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A polioencefalomalacia pode resultar de diversos fatores, abrangendo </span><b>causas nutricionais, metabólicas e infecciosas</b><span style="font-weight: 400;">. Entre as etiologias menos frequentes, incluem-se envenenamento por chumbo e encefalite por herpesvírus bovino-5 (BHV-5). Já entre as </span><b>principais causas</b><span style="font-weight: 400;"> de origem nutricional e metabólica, destacam-se:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Intoxicação por cianeto e enxofre;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Síndrome de privação de água que conduz à intoxicação por cloreto de sódio;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Deficiência de tiamina.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44918 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia.webp" alt="Vacas em sistema de confinamento se alimentando no cocho." width="640" height="421" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia.webp 640w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-300x197.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-370x243.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-270x178.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Animais em sistema de confinamento se alimentando no cocho. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Farm Health</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>deficiência de tiamina</b><span style="font-weight: 400;"> destaca-se como a </span><b>principal causa nutricional</b><span style="font-weight: 400;"> da polioencefalomalacia na pecuária leiteira, sendo registrada desde a década de 50. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tiamina, também conhecida como </span><b>vitamina B1</b><span style="font-weight: 400;">, desempenha um papel crucial no metabolismo energético dos neurônios, participando ativamente nas vias catabólicas e anabólicas do NADH e NADPH, nas vias glicolíticas, e atuando diretamente no metabolismo dos carboidratos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adicionalmente, atuando como cofator para múltiplas enzimas no Ciclo de Krebs, a tiamina exerce influência direta na síntese de ATP, um nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia em suas ligações químicas. Essa </span><b>deficiência resulta na diminuição da eficiência da bomba de sódio e potássio</b><span style="font-weight: 400;">, ocasionando o </span><b>acúmulo de sódio</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse acúmulo, por sua vez, eleva a pressão osmótica no interior dos neurônios, culminando no acúmulo de água dentro dessas células e, eventualmente, levando à sua ruptura.</span></p>
<h3>Deficiência primária e secundária de Tiamina</h3>
<p><b></b><span style="font-weight: 400;">Devido à presença de bactérias ruminais produtoras de vitaminas do Complexo B, os </span><b>ruminantes adultos conseguem sintetizar tiamina em quantidade suficiente para preservar a homeostasia metabólica celular no sistema nervoso</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, </span><b>animais jovens</b><span style="font-weight: 400;"> durante o período de aleitamento ou na </span><b>fase inicial de adaptação à dieta sólida</b><span style="font-weight: 400;">, que ainda não desenvolveram uma microbiota estabelecida, podem ser susceptíveis à </span><b>deficiência primária de tiamina</b><span style="font-weight: 400;"> devido à baixa presença de vitamina B1 em sua dieta.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44919 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-1.webp" alt="Bezerra em sistema de aleitamento." width="740" height="417" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-1-300x169.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-1-370x209.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-1-270x152.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de bezerra em sistema de aleitamento. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Jonathan Page (2021)</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a </span><b>deficiência secundária</b><span style="font-weight: 400;">, é causada pela produção de </span><b>substâncias que competem pelos sítios da tiamina no rúmen e no intestino</b><span style="font-weight: 400;">, ou inativam a vitamina B1 como a enzima tiaminase. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consumo de dietas ricas em carboidratos solúveis, a fermentação e a produção excessiva de ácidos graxos voláteis, leva a redução do pH, causando acidose ruminal, o que pode causar a inativação das bactérias produtoras de tiamina ou a redução de sua produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a queda do pH ocasiona o crescimento de bactérias degradadoras da tiamina, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">Clostridium sporogenes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bacillus thiaminollyticus</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consumo de alimentos contaminados por microrganismos produtores de </span><b>tiaminase</b><span style="font-weight: 400;">, como <a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><strong>silagem</strong></a> e feno mal conservados, representa uma via potencial para o desenvolvimento da deficiência de tiamina. Além disso, a ingestão de plantas que naturalmente possuem a enzima, tais como </span><i><span style="font-weight: 400;">Amaranthus blitoides, Malva parviflora, Pteridium aquilinum, Marsilea drummondii, Cheilanthes sieberi</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Equisetum arvense</span></i><span style="font-weight: 400;">, também pode contribuir para o surgimento da PEM. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Menos comumente, a deficiência de tiamina pode ocorrer devido à administração de medicamentos com propriedades antimetabólicas das vitaminas do Complexo B, como piritiamina, oxitiamina e amprólio. Como também, alguns anti-helmínticos, como levamisol e tiabendazol, podem desempenhar um papel nesse contexto.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44920 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2.webp" alt="Vacas em sistema de confinamento evidenciando sua dieta." width="740" height="491" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2-300x199.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2-370x246.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2-270x179.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de vacas em sistema de confinamento evidenciando sua dieta. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: All About Feed (2015)</span></span></p>
<h3>E qual a relação com o enxofre?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>excesso de enxofre</b><span style="font-weight: 400;"> na alimentação emerge como um fator predisponente para a PEM. Especificamente, o excesso desta substância, principalmente na forma de sulfatos, propicia a redução para </span><b>sulfetos</b><span style="font-weight: 400;"> devido à ação da microbiota ruminal. Esse processo resulta na </span><b>formação de substâncias tóxicas</b><span style="font-weight: 400;"> tanto no gás quanto no fluido ruminal, ao se ligarem aos cátions bivalentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma parte desses gases pode ser degradada por enzimas bacterianas ou expelida por eructação. No entanto, em concentrações elevadas, a absorção ou inalação dessas moléculas pode resultar na </span><b>inibição da enzima citocromo-oxidase</b><span style="font-weight: 400;"> da cadeia transportadora de elétrons. Isso, por sua vez, reduz a produção de ATP nas células neuronais, resultando em </span><b>disfunção na respiração celular</b><span style="font-weight: 400;">, o que consequentemente desencadeia </span><b>hipóxia e necrose dos neurônios.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário do que ocorre na deficiência de tiamina, a acidose ruminal favorece a produção de sulfeto de hidrogênio (H</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">S) devido ao ambiente ácido propiciar concentrações elevadas de H</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">S na camada gasosa do rúmen, a inalação desse gás durante a eructação pode servir como rota de absorção de sulfetos, resultando em intoxicação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adicionalmente, as moléculas de ânions de sulfito, derivadas da ação de bactérias metabolizadoras de sulfato, apresentam a capacidade de clivar a tiamina, podendo causar de forma indireta a deficiência da vitamina.</span></p>
<h2>Quais são os sinais da polioencefalomalacia?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido a lesões em uma região crucial do sistema nervoso central, os sinais iniciais da polioencefalomalacia frequentemente manifestam-se por meio de:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Incoordenações</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Posturas anormais</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações comportamentais, como agressividade ou excitabilidade. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses sintomas evoluem para um caminhar cambaleante e descoordenado, além de incluir cegueira total ou parcial, tremores musculares, nistagmo, estrabismo medial dorsal, decúbito esternal prolongado e, em estágios mais avançados, decúbito lateral e opistótono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum que a doença apresente </span><b>estágios intermediários</b><span style="font-weight: 400;"> caracterizados por </span><b>hipomotilidade ruminal e hiporexia</b><span style="font-weight: 400;">, podendo ser erroneamente diagnosticada como um distúrbio predominantemente gastrointestinal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale ressaltar que o tempo de evolução da doença é variado, dependendo da etiologia e do grau de acometimento do animal. Assim, a morte pode ocorrer dentro de um período de 2 a 10 dias após o início dos primeiros sinais clínicos.</span></p>
<h2>Como diagnosticar?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Como os </span><b>sinais clínicos são inespecíficos</b><span style="font-weight: 400;">, as principais abordagens diagnósticas devem basear-se no </span><b>histórico</b><span style="font-weight: 400;">, como alterações na dieta, consumo de silagem mal conservada, baixa ingestão de água ou evidências de áreas contaminadas por chumbo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra estratégia diagnóstica é a </span><b>abordagem terapêutica</b><span style="font-weight: 400;">, como a administração de vitamina B1 nos casos de deficiência de tiamina, ou a hidratação e utilização de diuréticos em intoxicações por sódio associadas à privação de água.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, o </span><b>método mais eficaz de diagnóstico</b><span style="font-weight: 400;"> é por meio de </span><b>exame pós-mortem</b><span style="font-weight: 400;">, especialmente a análise macroscópica do encéfalo e a avaliação </span><b>histopatológica</b><span style="font-weight: 400;"> da região cortical, com foco nas lâminas superficiais. Nesses casos, observam-se áreas de </span><b>malácia no córtex</b><span style="font-weight: 400;"> cerebral, tumefação de astrócitos e presença de ovoides de mielina nos animais afetados. Quando associado ao herpesvírus bovino-5, a presença de corpúsculos de inclusão intranucleares pode fechar o diagnóstico com maior precisão.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44921 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3.webp" alt="Encéfalo bovino afetado por polioencefalomalacia" width="615" height="309" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3.webp 615w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3-300x151.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3-370x186.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3-270x136.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de encéfalo bovino afetado por polioencefalomalacia, onde o mesmo se apresenta tumefeito, circunvoluções telencefálicas achatadas. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Santos e Alessi (2016)</span></span></p>
<h2>Medidas de controle</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dada a variedade na etiologia da PEM, é crucial adotar </span><b>medidas voltadas à nutrição</b><span style="font-weight: 400;"> dos animais e à prevenção de possíveis acidentes relacionados à contaminação da água e dos alimentos por metais pesados, especialmente o chumbo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No que se refere aos fatores nutricionais predisponentes, garantir uma </span><b>dieta equilibrada para bezerras em transição</b><span style="font-weight: 400;"> ou, quando necessário, suplementá-las com vitamina B1 é essencial. Isso desempenha um papel vital na manutenção de níveis adequados de tiamina, protegendo assim o metabolismo celular contra a deficiência primária desta substância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os animais adultos, </span><b>assegurar quantidades apropriadas de vitaminas, <a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">minerais</a> e, principalmente, carboidratos solúveis</b><span style="font-weight: 400;"> é crucial para manter e equilibrar a microbiota ruminal, reduzindo as chances da deficiência secundária de vitamina B1, e a produção excessiva de gases de sulfeto e sulfito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>qualidade e disponibilidade da água</strong></a><span style="font-weight: 400;"> são vitais para evitar a síndrome de privação de água, que pode levar à intoxicação por cloreto de sódio, bem como para prevenir a ingestão acidental de plantas toxigênicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em síntese, a abordagem abrangente na nutrição e no manejo ambiental é essencial para prevenir efetivamente a polioencefalomalacia em bovinos. Ao implementar essas medidas preventivas de forma integrada, podemos mitigar significativamente os riscos associados à PEM, promovendo a saúde e o bem-estar do rebanho.</span></p>
<h2>Nutrição estratégica para prevenir doenças e aumentar a produção</h2>
<p>A polioencefalomalacia está diretamente ligada a desequilíbrios nutricionais que podem comprometer a saúde e o desempenho do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=polioencefalomalacia">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a formular dietas equilibradas, prevenir distúrbios metabólicos e aplicar manejos que garantem mais produtividade e rentabilidade no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=polioencefalomalacia" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23116" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini.jpg" alt="Eliel Scavazzini - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Hiperqueratose da ponta do teto e seus impactos na produção do leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jan 2024 11:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[hiperqueratose]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[úbere]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A hiperqueratose em vacas leiteiras é caracterizada pelo espessamento anormal da camada externa da pele, podendo ter implicações significativas em rebanhos leiteiros, acarretando consequências que afetam todo o sistema e podendo trazer grandes prejuízos para uma fazenda. O aumento da espessura da pele pode levar à formação de crostas e fissuras, proporcionando um ambiente propício [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>hiperqueratose em vacas leiteiras</strong> é caracterizada pelo <strong>espessamento anormal da camada externa da pele</strong>, podendo ter implicações significativas em rebanhos leiteiros, acarretando consequências que afetam todo o sistema e podendo trazer grandes prejuízos para uma fazenda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O aumento da espessura da pele pode levar à formação de crostas e fissuras, proporcionando um ambiente propício para o desenvolvimento de infecções bacterianas e fúngicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, quando a hiperqueratose ocorre nos tetos, essa formação de crostas pode dificultar o fechamento adequado, tornando a vaca mais suscetível à contaminação e ao desenvolvimento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir sobre a hiperqueratose e sua classificação, seus impactos na saúde e desempenho das vacas leiteiras e os principais fatores de risco, como os equipamentos e manejo de ordenha. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Características da hiperqueratose em vacas leiteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A hiperqueratose é <strong>caracterizada pelo aumento da espessura e rugosidade da ponta do teto</strong>, ocasionada por alguns estímulos, ou seja, se trata de uma resposta fisiológica da pele do teto a ação da ordenha que provoca a hiperplasia do extrato córneo da pele do teto. O teto detém de uma estrutura interna composta por musculatura lisa que envolve o canal e o esfíncter do teto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os tetos dos bovinos leiteiros são altamente especializados na função de liberar o leite armazenado na glândula mamária e impedir que ocorra a invasão de microrganismos patogênicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No teto, os tecidos que o circundam são considerados a primeira linha de defesa e dentre esses tecidos estão o músculo do esfíncter do teto e o tampão de queratina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerada uma barreira física, essa queratina formada no orifício do teto nada mais é do que uma substância produzida pela pele que reveste o teto, a qual tem capacidade de se ligar e imobilizar algumas cepas de bactérias não encapsuladas, devido a sua composição química de lipídeos e proteínas que são consideradas antimicrobianas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o músculo do esfíncter do teto é o responsável por manter o canal do teto firmemente fechado nos períodos entre as ordenhas, evitando assim a penetração de <a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>agentes patogênicos, como os causadores de mastite</strong></a>.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45823 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose.webp" alt="Imagem ilustrando o músculo do esfíncter e o tampão de queratina do teto de uma vaca" width="462" height="229" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose.webp 462w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-300x149.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-370x183.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-270x134.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 462px) 100vw, 462px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem ilustrando o músculo do esfíncter e o tampão de queratina. Fonte: PHILPOT &amp; NICKERSON (2002)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a ordenha, o fluxo de leite e a abertura do canal do teto ocasionado pelo vácuo promovem a retirada do tampão de queratina e o relaxamento do músculo do esfíncter do teto. Por esse motivo, o processo de ordenha pode ser considerado uma operação crítica sobre a eficácia das defesas estruturais do teto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na propriedade, é importante que sejam adotadas análises dos fatores que podem provocar essa lesão, pois assim será possível adotar medidas de melhoria que irão impactar diretamente na promoção da saúde do úbere e no <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar das vacas</strong></a>. </span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Classificação por escore de ponta de teto</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que a hiperqueratose é observada como uma protusão do esfíncter do teto, o qual fica circundado por tecido queratinizado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A metodologia mais utilizada para a avaliação de hiperqueratose na extremidade dos tetos é em <strong>sistema de escore de classificação por diferentes graus</strong>, o qual vai de 0 até 4, sendo:</span></p>
<ul>
<li><b>Escore 1:</b><span style="font-weight: 400;"> Teto perfeito, fechado, sem presença de rugosidades ao redor do esfíncter. </span></li>
<li><b>Escore 2:</b><span style="font-weight: 400;"> O orifício do teto parece ligeiramente aberto, apresentando um anel mais queratinizado ao ser redor. </span></li>
<li><b>Escore 3:</b><span style="font-weight: 400;"> Orifício já bem protruído, demonstrando rugosidade na extremidade do teto e presença de dobras de queratina. </span></li>
<li><b>Escore 4:</b><span style="font-weight: 400;"> Protusão muito avançada, com grande protrusão e presença do anel rugoso, formando uma aparência de flor.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45824 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1.webp" alt="Representação do escore de teto, demonstrando que com o agravamento da lesão, tem-se o aumento da hiperqueratose e o prolapsamento do esfíncter" width="740" height="474" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-300x192.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-370x237.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-270x173.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-470x300.webp 470w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Representação do escore de teto, demonstrando que com o agravamento da lesão, tem-se o aumento da hiperqueratose e o prolapsamento do esfíncter. Fonte: HULSEN, 2007, p. 76) apud Animal Sciences Group at Wageningen University, Lelystad.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Espera-se em um rebanho de vacas leiteiras que se tenha no </span><b>máximo 20% das vacas apresentando um ou mais tetos com escore 3 ou 4 </b><span style="font-weight: 400;">de hiperqueratose na extremidade dos tetos. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=hiperqueratose" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Impactos da hiperqueratose</h2>
<p>Sabe-se que a mastite<span style="font-weight: 400;"> é uma enfermidade comum em vacas leiteiras e que é causada por microrganismos patogênicos. </span></p>
<p>Já é ponderado que a higiene de úbere e pernas está associada a uma maior chance de ocorrência de infecção, entretanto, já se sabe também que ela pode estar associada a hiperqueratose dos tetos, pois isso predispõe a ocorrências de infecções intramamárias, por conseguinte a ocorrência de mastite clínica, levando a um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">aumento das células somáticas no leite</a></strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A hiperqueratose pode interferir no processo de ordenha. A presença de rugosidades na ponta dos tetos pode tornar o procedimento de ordenha mais difícil e doloroso, podendo, também, resultar na </span><b>não retirada completa do leite da vaca</b><span style="font-weight: 400;">, o que impacta negativamente a eficiência do processo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande maioria das propriedades com esse tipo de problema possui dificuldades no manejo de ordenha, principalmente quando se relaciona a hiperqueratose em escore mais avançado com a eficiência de limpeza dos tetos antes do acoplamento das teteiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa </span><b>sujidade</b><span style="font-weight: 400;"> difícil de ser removida do teto devido a presença de um elevado anel rugoso na extremidade do teto, além de contribuir para a ocorrência de infecções, também afeta a qualidade do leite e a contagem padrão em placa (CPP), a qual avalia a qualidade microbiológica do leite.</span></p>
<h2>Fatores de risco da hiperqueratose</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As lesões nos tetos podem ter origem traumática, ambiental, infecciosa ou erosão química, entretanto, dentre as lesões mais comuns nos tetos, a hiperqueratose é considerada a principal, podendo ter como possíveis fatores de risco: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Práticas de ordenha inadequada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">Sobreordenha</a></strong>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pulsação ineficiente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Teteiras desgastadas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alto nível de vácuo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Retirada grosseira do conjunto.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que os efeitos podem aparecer de curto a longo prazo, onde inicialmente, a curto prazo (uma ordenha) podemos observar mudanças de cor, textura e firmeza da ponta ou do teto como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A médio prazo (dias ou semanas), já é possível observar mudanças na condição da pele do teto e o aparecimento de petéquias hemorrágicas, entretanto, de forma mais significativa, temos as lesões a longo prazo, as quais são modificações relativas à ocorrência de hiperqueratose na extremidade dos tetos. </span></p>
<h3>Equipamentos de ordenha</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os mecanismos que alteram a condição da ponta dos tetos, os equipamentos de ordenha são um dos fatores que mais exerce influência nas alterações de canal do teto. Quando há um funcionamento inadequado desses equipamentos a ação exercida durante a ordenha será responsável por provocar lesões nos tetos e favorecer a hiperqueratose. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Relacionado ao equipamento de ordenha, a falta de manutenção é considerada um dos principais fatores, pois já é visto que fazendas que realizam manutenções periódicas dos equipamentos da ordenhadeira, apresentam menores escores médios de hiperqueratose do que fazendas que não tem frequência de manutenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao </span><b>nível de vácuo</b><span style="font-weight: 400;">, estudos citam que níveis acima de 60 kPa estão associados à ocorrência de hiperqueratose. Entretanto, há evidências de que quando se tem média de vácuo superior a 42 kPa, o risco de hiperqueratose aumenta em 1,64 vezes em comparação com média de vácuo inferior a 42 kPa, o que vem mostrar que o vácuo na ponta do teto quando muito superior a 42 kPa pode causar danos nos tecidos, principalmente em períodos de baixo fluxo de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a ISO (Organização Internacional de Normatização, 2007) há a recomendação de que a ordenha deve ser conduzida com vácuo na extremidade do teto entre </span><b>32 e 42 kPa durante o período de pico de fluxo de leite</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Níveis elevados de vácuo vão extrair o leite com muita força, ocasionando assim a perda da camada de queratina do canal do teto, onde essa perda será responsável por induzir o aumento da produção de queratina, o que pode resultar na hiperqueratose. Além disso, a alta pressão das teteiras sobre a pele do teto pode provocar a interrupção da circulação sanguínea com aumento da pressão local, o que pode formar rachaduras pequenas que elevam a formação de queratina no canal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, além do nível de vácuo elevado, a hiperqueratose pode também estar associada simplesmente à queda do nível de vácuo do equipamento, o que vai aumentar o tempo total de ordenha e elevar as chances de agravamento do problema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse nível reduzido de vácuo pode aumentar a frequência de deslizamento de teteiras, o que causa a diminuição da velocidade da ordenha e até mesmo o aparecimento de marcas na base dos tetos. </span></p>
<h3>Manejo de ordenha</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A reduzida adoção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">boas práticas de ordenha</a></strong> vem se tornando um dos principais gargalos para o desenvolvimento de hiperqueratose. Dentre este tópico de manejo de ordenha, podemos citar como fatores associados à duração e frequência de ordenha, sobreordenha e também interações entre o manejo de ordenha e o equipamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto a remoção dos conjuntos de ordenha, ela pode ser um grande fator relacionado a hiperqueratose, pois sabe-se que a hiperqueratose é menor quando os conjuntos de ordenha são extraídos com taxa de fluxo de 0,8kg/min comparado com um tempo de extração de 0,2kg/min. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação a </span><b>sobreordenha</b><span style="font-weight: 400;">, a qual ocorre quando há a permanência das unidades de ordenha nos tetos após o término do fluxo de leite e é considerada um dos principais fatores de risco relacionados à deterioração da condição dos tetos. Além disso, a sobreordenha se relaciona ao aumento da incidência de mastite clínica e alta CCS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, com a modernização das ferramentas, existem alternativas que visam reduzir problemas que são provocados durante a ordenha, e dentre eles podemos citar a utilização de extratores automáticos de teteiras, os quais detectam a redução na velocidade do fluxo de leite e promovem o saque da teteira sem que ocorra problemas com a produção total de leite e a saúde do úbere. Entretanto, é importante que essa ferramenta esteja ajustada corretamente para essa função. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é importante estar atento ao </span><b>tempo de troca das teteiras</b><span style="font-weight: 400;">, onde as mesmas devem ser substituídas com periodicidade recomendada pelo fabricante ou quando estiverem avariadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se tem falha nesses equipamentos de ordenha, há uma massagem comprometida dos tetos, e também quando se tem o surgimento de fissuras nas teteiras, tem-se acúmulo de leite e dificuldade de aderência no teto, fazendo com que ocorra a entrada de ar no sistema. </span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, sabemos então que <strong>manter um escore de esfíncter de teto adequado é fundamental para garantir a saúde e o conforto das vacas</strong>, uma vez que a hiperqueratose pode levar a problemas como mastite e desconforto durante a ordenha. Além disso, tetos saudáveis são essenciais para a eficiência da ordenha e qualidade do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O controle da hiperqueratose dentro da fazenda irá exigir atentas propostas de prevenção, a qual inclui medidas de manejo que visem evitar a exposição dos animais às possíveis causas de hiperqueratose. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Buscar informações sobre os fatores associados ao problema de acordo com as características do rebanho, é necessário, pois assim é possível adotar medidas de controle assertivas e que contribuirão para o sucesso do sistema.</span></p>
<h2>Previna perdas e garanta mais qualidade e produtividade no leite</h2>
<p>A hiperqueratose da ponta do teto compromete a saúde do úbere, aumenta o risco de mastite e pode reduzir significativamente a produção.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=hiperqueratose">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar, prevenir e manejar problemas que afetam diretamente a rentabilidade, unindo conhecimento técnico e estratégias práticas para resultados consistentes.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=hiperqueratose" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Sorgo na alimentação de vacas leiteiras: formas de utilização e pontos de cortes ideais</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/sorgo-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jan 2024 11:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[sorgo]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sorgo se destaca como o segundo cereal mais relevante na produção de silagem destinada à alimentação volumosa bovina durante o período de estiagem. Além disso, alguns especialistas destacam sua vantagem como uma opção de menor custo, facilidade de cultivo, altos rendimentos, tolerância à seca e capacidade de explorar grande volume de solo. Também apresenta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O sorgo se destaca como o </span><b>segundo cereal mais relevante na produção de silagem</b><span style="font-weight: 400;"> destinada à alimentação volumosa bovina durante o período de estiagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, alguns especialistas destacam sua vantagem como uma opção de </span><b>menor custo</b><span style="font-weight: 400;">, facilidade de cultivo, altos rendimentos, tolerância à seca e capacidade de explorar grande volume de solo. Também apresenta um sistema radicular abundante e profundo e permite cultivar a rebrota, se bem manejado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir sobre as formas de utilização do sorgo na alimentação de vacas leiteiras, bem como dicas de avaliação do ponto de corte ideal para confecção de silagem, evidenciando as desvantagens e impactos do corte em momentos não recomendados.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Vantagens e desvantagens do uso do sorgo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem vantagens e desvantagens de se plantar sorgo e dentre elas, podemos destacar:</span></p>
<p><strong>Vantagens</strong></p>
<ul>
<li>Produzido em todas as regiões;</li>
<li>Possui boa produtividade;</li>
<li>Possibilidade do uso de rebrota;</li>
<li>É facilmente fermentável;</li>
<li>Presença dos grãos enriquece a silagem em energia;</li>
<li>Corte é fácil e mais uniforme;</li>
<li>Mais tolerante à seca do que o milho.</li>
</ul>
<p><strong>Desvantagens</strong></p>
<ul>
<li>Sensibilidade ao frio;</li>
<li>Existem poucos herbicidas seletivos ao sorgo;</li>
<li>A janela de corte é menor do que o do milho, pois os grãos passam do ponto de colheita mais rápido;</li>
<li>Ataque de pássaros, principalmente quando plantado na safrinha e em cultivares sem tanino.</li>
</ul>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/grao-umido-reidratado-como-estrategia-para-reducao-de-custos-na-dieta-de-vacas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-graos-umidos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38498 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-grao-umido.png" alt="Webinar grãos úmidos reidratados" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-grao-umido.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-grao-umido-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-grao-umido-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-grao-umido-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-grao-umido-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-grao-umido-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-grao-umido-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Ponto ideal de corte de sorgo para fazer silagem de planta inteira</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O critério determinante do momento adequado para a ensilagem de sorgo se baseia no </span><b>teor de matéria seca (MS)</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O índice de MS deve permitir uma compactação eficiente, uma fermentação facilitada e minimizar os riscos de perdas. Sendo assim, o momento ideal é quando o teor de MS na plantação está na faixa de </span><b>30% a 35%.</b></p>
<h2>Desvantagens do corte antecipado e tardio</h2>
<h3>Corte antecipado – Menos de 30% de MS</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A realização do corte de forma prematura, quando o teor de MS da planta ainda é significativamente baixo, pode acarretar nas seguintes desvantagens:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Diminuição do rendimento da lavoura;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Aumento na produção de chorume, resultando em maiores <a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>perdas de nutrientes</strong></a>;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Qualidade inferior da fermentação, levando a uma redução na qualidade da silagem;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Consumo reduzido de silagem pelo gado.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de o sorgo ser colhido excessivamente cedo, a silagem resultante terá </span><b>baixo teor de energia e qualidade inferior.</b></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=sorgo" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Corte tardio – Mais de 35% de MS</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O corte tardio, caracterizado por teores elevados de MS, apresenta as seguintes desvantagens:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Aumento significativo nas perdas durante a colheita;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Dificuldade ampliada no processo de picagem e compactação, resultando na presença excessiva de ar no <a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-silos-caracteristicas-e-cuidados/" target="_blank" rel="noopener"><strong>silo</strong></a>;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fermentação comprometida, resultando em uma qualidade inferior da silagem;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Plantas mais secas contribuem para o desgaste rápido das facas, prejudicando o tamanho e a qualidade do corte, requerendo afiações mais frequentes;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Aumento na exposição a ataques de pássaros;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Redução na produção da rebrota;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Grãos mais duros têm menor digestibilidade, resultando em perdas significativas de grãos nas fezes dos animais, podendo alcançar até 20% a 30%.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a colheita do sorgo é realizada antes ou depois do período ideal, há um </span><b>acréscimo nos custos da alimentação</b><span style="font-weight: 400;"> do rebanho. Silagens com </span><b>baixo valor energético</b><span style="font-weight: 400;"> exigem </span><b>maiores volumes de concentrado na dieta</b><span style="font-weight: 400;"> dos animais.</span></p>
<h2>Corte do sorgo visando à ensilagem</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É a </span><b>umidade</b><span style="font-weight: 400;"> da planta que determina se é o momento adequado para a ensilagem. O ponto de colheita é atingido quando o<strong> teor</strong> </span><b>de MS está situado entre 30% e 35%.</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p>Uma forma conveniente de realizar essa mensuração dessa MS, é utilizando um forno de micro-ondas diretamente na fazenda.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passo a passo:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Selecione a amostra a ser utilizada. Ideal que colha o sorgo em vários pontos da lavoura.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Faça a pesagem dessa amostra dentro de um recipiente e anote o valor. Lembre-se de tarar o recipiente.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Coloque um copo com água dentro do micro-ondas e depois coloque o recipiente com a amostra.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ajuste o micro-ondas na potência máxima por 3 min.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Após esse tempo retire o recipiente e pese, lembrando de considerar a tara do produto.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Misture a amostra, cuidado para não cair nada para fora do recipiente, e volte no micro-ondas por 2 min.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Retire o recipiente e anote o peso.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Misture a amostra e volte para o micro-ondas por mais 1 min.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Retire e anote o peso, repita esse processo por 3 a 4 vezes, até que o peso da amostra pare de oscilar e fique constante. </span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">O cálculo para saber o teor de MS é:</span></p>
<p style="text-align: center;"><b>MS (%) = (100 x PF) ÷ PI</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Onde PF é o peso final da amostra e o PI peso inicial da amostra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra forma de identificar o ponto de colheita é pela </span><b>consistência dos grãos:</b></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Colha várias panículas (cacho) em pontos diferentes da lavoura;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Aperte com os dedos os grãos mais externos da panícula, verificando se ainda têm muita umidade. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">O ponto de ensilagem é quando os grãos mais externos (terço superior da panícula) cedem à pressão dos dedos sem umedecê-los, ou seja, é o momento que o </span><b>grão está farináceo</b><span style="font-weight: 400;">, apresentando certa umidade, porém não está completamente duro e os grão do terço inferior da panícula ainda leitosos.</span></li>
</ul>
<h2>Colheita do sorgo</h2>
<h3>Grão úmido e grão reidratado de sorgo</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para confecção de silo de </span><b>grão úmido de sorgo</b><span style="font-weight: 400;"> é necessário o processamento do grão e a umidade ideal para a fermentação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A umidade é essencial para viabilizar a atividade das bactérias fermentadoras, as quais desdobram as proteínas para facilitar a digestão do amido. Então o </span><b>grão do sorgo deve ser colhido com uma umidade dentro da faixa de 35% a 40%</b><span style="font-weight: 400;"> para assegurar que a fermentação ocorra conforme o planejado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já quando se fala de silagem reidratada é aquele cereal que foi colhido como </span><b>grão seco</b><span style="font-weight: 400;"> que vai ser processado e adicionado água. A água é adicionada até que o produto atinja uma umidade de 35% a 40%, neste caso o grão precisa estar completamente quebrado, preferencialmente moído.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O armazenamento desse produto pode ser feito em silos de sacos, trincheiras ou até mesmo em tambores de 200 litros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mais importante é garantir uma </span><b>eficiente compactação</b><span style="font-weight: 400;"> e uma </span><b>vedação adequada</b><span style="font-weight: 400;"> que elimine todo o ar presente na massa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um cuidado essencial após a confecção da silagem é evitar perfurações na lona, pois a entrada de oxigênio pode comprometer e resultar na perda da qualidade da silagem.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46008 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/sorgo.webp" alt="Trator fazendo o processo de ensilagem de grão reidratado de sorgo." width="740" height="416" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/sorgo.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/sorgo-300x169.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/sorgo-370x208.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/sorgo-270x152.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Processo de ensilagem de grão reidratado de sorgo. Fonte: Pablo Augusto</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando executado corretamente, o aumento na digestibilidade da silagem de grãos pode alcançar até 20%. Contudo, é fundamental observar o </span><b>tempo mínimo de armazenamento</b><span style="font-weight: 400;">, conhecido como período de &#8220;cura&#8221; ou fechamento da silagem, que deve ser de </span><b>pelo menos 60 dias. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A utilização de </span><b>silagem de grão de sorgo úmido ou reidratado</b><span style="font-weight: 400;"> representa uma alternativa viável para a alimentação animal, visando a </span><b>redução dos custos</b><span style="font-weight: 400;"> no sistema de produção. Esta silagem é uma fonte de energia e vitaminas, e sua qualidade nutricional não apresenta grandes diferenças quando comparada à do milho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto o milho como o sorgo têm em média </span><b>72% de amido</b><span style="font-weight: 400;">, o que tornava o sorgo menos utilizado é a sua baixa digestibilidade. Porém, com o passar dos anos os cultivares de sorgo foram sendo modificados, o que melhorou a digestibilidade do mesmo. Com isso, nos dias atuais a silagem de sorgo vem sendo uma estratégia importante para reduzir os custos com alimentação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, sabemos então que o sorgo pode ser uma opção viável para <a href="https://rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>alimentação de vacas leiteiras</strong></a>, sendo ele utilizado tanto na forma de ensilagem quanto como grão úmido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, é importante atentarmos a alguns pontos, como a variedade do sorgo utilizado, ou seja, se ele é mais adequado para produção de silagem ou grão; o manejo cuidadoso da cultura detendo de planejamento de plantio, semeadura e colheita; o ponto de colheita ideal desse sorgo para ambas as formas de utilização são práticas essenciais e que irão contribuir para o sucesso do processamento e da inclusão desse alimento da dieta dos animais.</span></p>
<h2>Transforme o uso do sorgo em mais lucro e eficiência na fazenda</h2>
<p>O sorgo pode ser um grande aliado na alimentação de vacas leiteiras, mas para alcançar o máximo potencial é preciso conhecer as melhores formas de utilização e os pontos de corte ideais.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=sorgo" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende a integrar decisões nutricionais a uma gestão estratégica, garantindo maior produtividade e rentabilidade.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Sombra para vacas leiteiras: aumente a produção e o bem-estar animal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Dec 2023 11:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[conforto térmico]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[sombra]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na cadeia produtiva leiteira, o fornecimento de sombra é um parâmetro importante para o conforto das vacas leiteiras, que traz respostas significativas na produtividade e desempenho dos animais. Existem diversas formas de fornecimento de sombra que podem mitigar o desconforto térmico, que em certas épocas do ano pode se intensificar. Nesse texto, iremos debater sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Na cadeia produtiva leiteira, <strong>o fornecimento de </strong></span><strong>sombra</strong><span style="font-weight: 400;"><strong> é um parâmetro importante para o conforto das vacas leiteiras</strong>, que traz respostas significativas na produtividade e desempenho dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem diversas formas de fornecimento de sombra que podem mitigar o desconforto térmico, que em certas épocas do ano pode se intensificar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto, iremos debater sobre a importância do fornecimento de sombra para bovinos leiteiros em sistema de campo aberto, que geram respostas significativas na produtividade e no conforto dos animais. Tendo em vista, maneiras e técnicas, que podem ser utilizadas e viáveis para diversos sistemas.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Importância do conforto térmico</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que com o aumento das temperaturas globais, o manejo do gado leiteiro em regiões com climas tropicais, subtropicais tem se tornado um desafio crescente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podem ser medidas diversas variáveis climáticas, como a temperatura ambiente, velocidade do vento, umidade relativa e radiação solar, a fim de resumir a intensidade da exposição ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico</a> </strong>em vacas leiteiras. Desses, dois parâmetros ambientais são comumente medidos para avaliar o estresse térmico, sendo eles a </span><b>temperatura ambiente</b><span style="font-weight: 400;"> e a </span><b>umidade relativa</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O índice de temperatura-umidade (</span><b>THI</b><span style="font-weight: 400;">) é um valor sem unidade usado para medir a severidade do estresse por calor em vacas leiteiras. Pesquisadores têm usado consistentemente um THI ≥72 como o limite de temperatura no qual as vacas leiteiras começam a sofrer estresse por calor. </span></p>
<p>Entretanto, estudos já mostram que a produção de leite de vacas de alta produção diminuiu 2,2 kg/d a cada 24 horas com um ITU médio diário de 68.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46002 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas.webp" alt="Tabela com valores de umidade do ar de acordo com a temperatura" width="719" height="343" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas.webp 719w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-300x143.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-370x177.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-270x129.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Tabela indicando valores de THI para vacas de alta produção a partir de temperatura ambiente e umidade relativa do ar. Fonte: Valores propostos por Collier e Zimbleman (2012).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo alguns pesquisadores, o ideal é valores de </span><b>THI abaixo de 67</b><span style="font-weight: 400;">. Pois quando esses valores estão mais elevados podemos ter: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>THI entre 68 e 72</b><span style="font-weight: 400;"> = aumento da temperatura retal (&gt; 38,5ºC), da frequência respiratória e ocorre redução no desempenho produtivo e reprodutivo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>THI entre 72 e 80</b><span style="font-weight: 400;"> = eleva a temperatura retal para 39ºC, e acima de 80 agrava ainda mais esses quadros, chegando a 40ºC de temperatura retal. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O alojamento para vacas leiteiras pode afetar negativamente a gravidade do estresse térmico experimentado se modificações benéficas não forem implementadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o THI aumenta, as condições de estresse térmico são mais prováveis ​​de ocorrer se as instalações forem projetadas inadequadamente, ou seja, se os materiais de construção utilizados tiverem maior condutividade térmica, a ventilação natural não for fornecida ou os barracões estiverem superlotados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, </span><b>trabalhar alterando o ambiente</b><span style="font-weight: 400;"> é em muitos casos a maneira mais fácil e rápida de melhorar o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar</strong></a>, a produção e o desempenho reprodutivo.</span></p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Impactos da falta ou escassez de sombra</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sistemas de produção em campo aberto que não possuem sombra, os animais expostos a incidência solar direta, tendem ao </span><b>estresse calórico</b><span style="font-weight: 400;">, sendo um desconforto intenso ao animal, onde, ele sofre mudanças fisiológicas causando aumento da frequência respiratória, diminuição da ingestão de alimentos, <a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diminuição da produção de leite</strong></a> e diminuição da fertilidade</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estresse calórico se relaciona com </span><b>fatores ambientais</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>fisiológicos</b><span style="font-weight: 400;">, onde a produtividade da vaca cai por ocasionar a redução da ingestão de matéria seca, aumento no gasto energético para mantença, aumento da frequência respiratória, elevação no gasto de energia para termorregulação e sudorese.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as temperaturas ambientais excedem a temperatura corporal interna de uma vaca, seus métodos naturais de dissipação de calor tornam-se inadequados. Dessa forma, em períodos de estresse térmico, quando uma vaca é incapaz de regular sua temperatura corporal interna, a sua saúde, produtividade e comportamento podem ser dramaticamente alterados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>queda da produtividade e qualidade do leite</b><span style="font-weight: 400;">, se refere a redução da ingestão de matéria seca, que por via, reduz o consumo de fibras e proteínas, decaindo a quantidade de gordura e proteína do leite. Além, do remanejamento da reserva energética para combater os efeitos do estresse calórico, na termorregulação.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vacas em estresse térmico podem deixar de produzir em média 1 mil kg de leite em uma lactação de 305 dias e quando temos casos de um estresse térmico severo, essa perda de leite pode ainda ser maior, podendo superar 2 mil kg de leite na lactação.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46003 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-1.webp" alt="Gráfico com produção de leite conforme nível de estresse térmico" width="740" height="360" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-1-300x146.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-1-370x180.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-1-270x131.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Produção de leite conforme nível de estresse térmico. Fonte: Embrapa</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estresse calórico se relaciona com a </span><b>redução da fertilidade</b><span style="font-weight: 400;">, por afetar a função celular dos tecidos do trato reprodutivo, comprometendo a dinâmica folicular ovariana, levando a uma codominância folicular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos então que a sombra é benéfica tanto do ponto de vista </span><b>fisiológico </b><span style="font-weight: 400;">quanto </span><b>comportamental</b><span style="font-weight: 400;"> e também </span><b>produtivo</b><span style="font-weight: 400;">. Quando em condições de altas temperaturas, como acontece no verão, as vacas que detém acesso à sombra apresentam uma redução da taxa respiratória e também da temperatura corporal em comparação com vacas sem acesso à sombra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, esses animais sem acesso à sombra podem ter uma redução no tempo de pastejo nos momentos em que as temperaturas ambientais estão mais altas, e isso ocorre para buscar alívio do calor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses momentos de busca pelo conforto térmico, é comum observarmos as vacas passando mais tempo em pé e até mesmo reunidas ao redor do <a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bebedouro de água</strong></a>, favorecendo a criação de uma área lamacenta. Assim, os animais se deitam na lama em busca de resfriamento e também para tentar se adaptar ao ambiente.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46004 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-2.webp" alt="Vacas em torno do bebedouro para minimizar o calor" width="553" height="587" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-2.webp 553w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-2-283x300.webp 283w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-2-370x393.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-2-270x287.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem de vacas em pé e deitada em torno do bebedouro a fim de minimizar os efeitos do calor. Fonte: C. Becker</span></p>
<h2>Alternativas para fornecimento de sombra para vacas leiteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Com os avanços em pesquisas e tecnologias, possuímos estudos que demonstram as diversas alternativas para fornecimento de sombra em sistemas de campo aberto, que podem ser disponibilizadas de formas naturais e/ou artificiais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a diferenciação de estruturas e matérias, que podem se tornar viáveis independente da topografia, clima e área construída/disponível.</span></p>
<h3>Naturais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A disposição de </span><b>sombra natural</b><span style="font-weight: 400;"> pode ser feita através da modificação natural do ambiente, sendo considerado uma maneira sustentável e ecológica. Um recurso de baixo custo, tendo alta eficiência, que traz uma qualidade superior de sombra para os animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as árvores são plantadas intencionalmente e manejadas para fornecer sombra e proteção adequadas, este método de redução do calor pode ser útil para minimizar os efeitos negativos do estresse térmico. No entanto, devemos nos atentar nos casos onde as árvores já existem no local, pois elas podem </span><span style="font-weight: 400;">fornecer sombra somente em alguma parte do dia, dependendo de onde estão localizadas em relação ao sol. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As vacas podem amontoar-se em torno de uma árvore de sombra porque não há espaço de sombra suficiente, o que muitas vezes leva à erosão do solo, pode expor as raízes, criar ambientes úmidos devido ao acúmulo de fezes e urina, predispondo a lama e a problemas de saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os parâmetros básicos para comportar os animais, é que seja disponibilizada uma sombra entre 5 a 10m²/animal, tendo uma altura de no mínimo de 3 metros, e que essas árvores sejam eretas e resistentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> É importante que seja obedecido o espaço de sombra por animal, pois assim os animais passarão mais tempo na sombra e não competindo por ela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As espécies de plantas a serem escolhidas para compor o sistema, devem obedecer a critérios específicos para a compatibilidade ambiental. Promovendo áreas de sombra suficientemente para comportar os animais, redução da refletividade solar, proteção contra ventos e ruídos. Sistema radicular profundo permitindo que os animais se deitem em volta, sem toxicidade e/ou estruturas lesionantes. </span></p>
<h3>Artificiais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A disponibilidade de sombra artificial pode ser realizada a partir de estruturas planejadas com materiais específicos para reduzir a radiação solar e a alta umidade.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Seu planejamento estrutural deve ser desenvolvido obedecendo critérios de altura principalmente na parte mais baixa, a inclinação e também a orientação e declive do solo a fim de minimizar o acúmulo de umidade. </span></p>
<p>Principais materiais utilizados:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Alumínio;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Tela de polipropileno;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Alvenaria;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Madeira;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ferro galvanizado.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46005 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-3.webp" alt="Vacas leiteiras em sombra artificial" width="708" height="476" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-3.webp 708w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-3-300x202.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-3-370x249.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-3-270x182.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 708px) 100vw, 708px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem ilustrando uma área de sombra a partir da utilização de tela de polipropileno (sombrite). </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Cícero Pereira de Carvalho Júnior e Wesley Leite Matos</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A promoção de sombra é considerada um dos métodos de redução de calor mais fáceis de se implementar na propriedade. A sombra irá proteger contra a radiação solar, entretanto, não pode afetar a temperatura ou a umidade do ar ao redor das vacas, o que pode inibir sua capacidade natural de dissipar o calor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, é importante adotar ações que visam complementar a sombra com estratégias adicionais de resfriamento, como os ventiladores e aspersores, os quais tem capacidade de aliviar ainda mais os efeitos negativos do estresse térmico.</span></p>
<h2>Principais áreas de sombra</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do sistema de produção, precisamos ter algumas áreas de sombras que são necessárias para amenizar o desconforto térmico, pois trazem o conforto animal, assim, contribuindo para elevar a produtividade. Dentre esses locais, podemos citar como os principais: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Sala de espera –</b><span style="font-weight: 400;"> Durante a ordenha, as vacas ficam durante algum tempo na <a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sala de espera</strong></a>, onde o conforto proporcionado nesse momento traz resultados significativos para a produção. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Cochos e bebedouros –</b><span style="font-weight: 400;"> Os animais tendem a ter maior ingestão de matéria seca e água, quando os cochos e bebedouros estão sombreados. Além de não terem o desconforto térmico durante sua alimentação. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Áreas de descanso –</b><span style="font-weight: 400;"> Bovinos expostos a radiação solar direta e intensificada, procuram lugares frescos e com sombra para reduzirem a temperatura corporal. Buscam se deitar juntos, principalmente após suas atividades diárias (ordenha, alimentação, pastagem etc.). </span><span style="font-weight: 400;">As sombras auxiliam no conforto e nos processos fisiológicos das vacas e é essencial respeitar a área necessária para cada animal dentro desses espaços a fim de evitar aglomerações e potencializar o estresse. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, sabemos que a sombra desempenha um papel fundamental na criação de um ambiente favorável para as vacas leiteiras, promovendo seu bem-estar, podendo prevenir problemas de saúde e contribuindo para a produção eficiente de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma prática importante na gestão de rebanhos leiteiros em diversas condições climáticas.</span></p>
<h2>Conforto térmico para mais leite e mais rentabilidade</h2>
<p>A oferta adequada de sombra reduz o estresse térmico, melhora o bem-estar das vacas e aumenta a produtividade do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=sombra">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar manejo ambiental, nutrição e gestão para criar condições ideais que elevam a eficiência e o lucro da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=sombra" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-26853" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes.jpg" alt="Victor Hugo Simões" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Parto distócico em bovinos: da identificação a prevenção</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/parto-distocico-em-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Dec 2023 11:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[parto]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O parto propriamente dito é o processo no qual o feto é expelido do útero da mãe, esse processo é mediado por diversas alterações hormonais e fisiológicas tanto da bezerra que vai nascer quanto da vaca. Esse parto pode ser classificado como eutócico ou distócico, onde o eutócico se refere a um parto natural, sem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O parto propriamente dito é o processo no qual o feto é expelido do útero da mãe, esse processo é mediado por diversas alterações hormonais e fisiológicas tanto da bezerra que vai nascer quanto da vaca.</p>
<p>Esse parto pode ser classificado como <strong>eutócico ou distócico</strong>, onde o eutócico se refere a um parto natural, sem complicações, tendo todo o processo ocorrendo de forma espontânea e sem necessidade de intervenção e o distócico a um parto complicado, com necessidade de intervenção.</p>
<p>Nesse texto inicialmente iremos discutir sobre fases do parto, a fim de evidenciá-lo fisiologicamente, além de tratar sobre a <strong>definição de um parto distócico</strong>, como reconhecer e suas principais causas. Por fim trataremos sobre quando e como intervir, como prevenir e os principais impactos desses partos em uma fazenda.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Quais são as fases do parto de vacas leiteiras?</h2>
<p>Para iniciarmos o entendimento sobre o parto distócico em vacas, primeiramente é essencial termos o conhecimento fisiológico do parto, para que a partir daí possamos reconhecer alterações.</p>
<p>O parto pode ser dividido em três estágios:</p>
<h3>Fase 1 &#8211; Preparação</h3>
<p>Os sinais que o parto está próximo podem começar a ser percebidos cerca de <strong>3 semanas antes</strong>, sendo que 1 semana antes do parto teremos essas características mais evidenciadas. Nessa fase ocorre:</p>
<ul>
<li>Demonstração de desconforto, inquietação, ansiedade e procura refúgio;</li>
<li>Relaxamento dos ligamentos isquiático e articulação sacro-ilíaca;</li>
<li>Desmineralização da sínfise púbica seu afastamento;</li>
<li>Dilatação da cérvix;</li>
<li>Atividade da glândula mamária;</li>
<li>Edema de vulva;</li>
<li>Liquefação do tampão mucoso;</li>
<li>Pico de cortisol do feto.</li>
</ul>
<p>Poucas horas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener">antes do parto</a></strong> o feto assume uma posição que vai facilitar o momento do nascimento que é a <strong>estática fetal</strong>, o bezerro fica com a cabeça e membros anteriores voltados para o canal do parto, essa posição é denominada apresentação anterior.</p>
<p>Também é possível encontrar animais com a apresentação posterior com as patas traseiras estendidas dentro do canal pélvico, que apesar de não ser tão comum é considerada normal, essas apresentações vão facilitar no momento do parto aumentando a chance de a vaca ter uma parto eutócico, ou seja, normal, sem auxílio externo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Fase 2 &#8211; Dilatação</h3>
<p>Nessa fase, o feto já se encontra insinuado no canal do parto. Essa fase pode ter <strong>duração de 2 a 6 horas</strong>.</p>
<p>Nessa fase não se observam manifestações evidentes de contrações musculares da parede abdominal e muitas vezes esta fase só é reconhecida <strong>quando as bolsas fetais já são visíveis na vulva</strong>. Nesse momento tem-se a dilatação completa da via fetal mole, ou seja, a cérvix está dilatada.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44887 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico.webp" alt="Vaca em fase de dilatação" width="600" height="364" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico.webp 600w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-300x182.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-370x224.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-270x164.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Vaca em fase de dilatação com bolsas fetais visíveis. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Fase 3 &#8211; Expulsão</h3>
<p>Essa fase inicia com o <strong>rompimento das bolsas fetais</strong> e nesse momento temos ação de contração uterina e abdominal. A vaca normalmente nessa fase deita, olha para o flanco, e é nesse momento que ocorre a liberação de relaxina e estrógenos responsáveis pelo relaxamento e liberação de muco lubrificante.</p>
<p>A expulsão do feto pode apresentar diferenças a depender da categoria (primíparas e pluríparas), onde temos o nascimento após a bolsa romper:</p>
<ul>
<li><strong>Primíparas</strong> = 4 horas;</li>
<li><strong>Pluríparas</strong> = 2 horas.</li>
</ul>
<p>Nessa fase temos:</p>
<p style="text-align: center;"><em>Contrações uterinas + Reflexo de Ferguson/Contrações abdominais/Canal sob efeito de estrógeno e relaxina = EXPULSÃO DO FETO 🡪  Início da desconexão placentária.</em></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A liberação dos anexos fetais é considerada a última fase do parto e nela ocorre estímulos físicos, imunes e hormonais para que todos os envoltórios fetais sejam expulsos do útero. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44888 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-1.webp" alt="Vaca na fase de expulsão do feto" width="600" height="400" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-1.webp 600w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-1-300x200.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-1-370x247.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-1-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Vaca na fase final de expulsão do feto. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>O que é um parto distócico?</h2>
<p>Sabemos então que o parto distócico ou distocia é a dificuldade durante o parto e que essa dificuldade <strong>pode ter causa materna</strong> (anomalias pélvicas, vulvares, vaginais cervicais e uterinas, contrações excessivas ou hipotonia uterina e falta de dilatação), ou <strong>causa fetal</strong> (alterações na estática fetal, gestação prolongada ou deformações).</p>
<p>Uma causa comum de distocia está relacionada com a estática fetal no momento do nascimento, ou seja, quando o feto se encontra em uma posição não ideal para nascer e entender sobre a estática fetal ideal é necessária para checarmos se não há alterações e consequentemente necessidade de intervenção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=parto-distocico" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h3>Estática fetal</h3>
<p>Caracterizada pela <strong>disposição do feto no interior do útero</strong> durante a gestação bem como sua postura no momento do parto.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">É indispensável conhecê-la para termos um diagnóstico, prognóstico e tratamento de um parto distócico. Ela pode ser descrita pela relação do feto com a pelve materna ou pela definição de apresentação, posição e atitude. </span></p>
<h4>Apresentação</h4>
<p>É a relação com o eixo longitudinal materno.</p>
<ul>
<li>Anterior (cefálica);</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Posterior (podálica).</span></li>
</ul>
<h4>Posição</h4>
<p>É a relação da porção dorsal do feto sustentada pela calota craniana e pela coluna vertebral com o dorso materno.</p>
<ul>
<li>Dorsal ou superior.</li>
</ul>
<h4>Atitude</h4>
<p>É a relação entre as partes móveis do feto – membros posteriores, cabeça e pescoço – e seu próprio corpo.</p>
<ul>
<li>Estendida.</li>
</ul>
<p>Em um parto eutócico espera-se: apresentação longitudinal anterior, posição dorsal ou superior e atitude estendida.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44889 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-2.webp" alt="Exemplos de estática fetal" width="740" height="740" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-2-300x300.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-2-150x150.webp 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-2-370x370.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-2-270x270.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Exemplos de estática fetal normal (primeira imagem) e alterações na estática fetal. Fonte: Eu Medicina Veterinária</span></p>
<h2>Quando e como intervir em um parto distócico?</h2>
<p>Durante a segunda fase do parto é essencial que a vaca fique sob monitoramento, porém a intervenção não é urgente pois o parto transcorreu mais lentamente.</p>
<p>Então a <strong>intervenção somente será feita quando houver suspeita de distocia de causa fetal</strong>, não houver progressão no parto após o surgimento dos membros da bezerra, comprometimento do estado geral da vaca e da bezerra e presença de corrimento vaginal de odor pútrido.</p>
<p>É importante destacar que o sucesso da manipulação obstétrica das distocias fetais dependerá:</p>
<ul>
<li>Tempo da evolução do parto;</li>
<li>Viabilidade fetal;</li>
<li>Grau de dilatação das vias fetais dura e mole;</li>
<li>Equipamentos disponíveis;</li>
<li>Preparo do pessoal de apoio.</li>
</ul>
<p><strong>Antes da intervenção é necessária uma criteriosa higiene</strong> do períneo, dos membros posteriores e da cauda da vaca, além disso, é imprescindível que se tenha uma adequada proteção e segurança do obstetra e que o mesmo esteja com vestuário apropriado.</p>
<p>Além disso, é importante que esteja organizado e de prontidão materiais que serão utilizados durante o procedimento, como por exemplo água, substância lubrificante, anti séptico, correntes/cordas, ganchos e protocolo anestésico.</p>
<p>Na intervenção, inicialmente deve ser feito um exame obstétrico interno, por via vaginal para que então seja possível avaliarmos a viabilidade, resposta contrátil do útero, grau de lubrificação, dilatação das vias fetais, o tamanho do produto e presença de rigor mortis.</p>
<p>Quando temos um feto vivo ou recém-morto a correção da distocia em sua grande parte pode ser facilmente corrigida, havendo maior dificuldade quando temos fetos transversos, apresentação posterior com flexão bilateral da articulação coxofemoral e em casos de monstruosidades.</p>
<p>Quando não há possibilidade de correção do feto vivo, é indicado a realização da cesariana e quando se tem morte fetal, a fetotomia parcial ou total.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44890 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-3.webp" alt="Manobra de extensão" width="357" height="355" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-3.webp 357w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-3-300x298.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-3-150x150.webp 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-3-270x268.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-3-302x300.webp 302w" sizes="auto, (max-width: 357px) 100vw, 357px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Manobra de extensão</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44891 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-4.webp" alt="Tração forçada sendo feita com a utilização de cordas" width="380" height="407" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-4.webp 380w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-4-280x300.webp 280w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-4-370x396.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/parto-distocico-4-270x289.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 380px) 100vw, 380px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Utilização de cordas para tração forçada. Fonte: Jackson, 2004</span></p>
<h2>Como prevenir partos distócicos?</h2>
<p>A prevenção de partos distócicos dentro de uma fazenda envolve uma abordagem abrangente que engloba desde aspectos relacionados ao manejo dos animais, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">saúde reprodutiva</a></strong> e a nutrição. Dentre as práticas que podem auxiliar na prevenção de distocias em vacas leiteiras, podemos citar:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Manejo nutricional adequado:</strong> <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">dieta balanceada e adequada</a></strong> às necessidades nutricionais de vacas e novilhas gestantes é fundamental, pois a escassez ou falta de nutrientes essenciais pode comprometer o desenvolvimento e crescimento fetal, aumentando o risco de distocia.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Monitoramento da condição corporal:</strong> vacas com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">condição corporal</a></strong> inadequada podem ter uma maior disposição à distocia.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Momento ideal para liberação de novilhas para reprodução:</strong> é importante que as novilhas sejam liberadas com idade e peso corporal adequado (de 90 a 92% do peso adulto), pois quando se tem animais entrando em reprodução muito cedo, ou seja, sem desenvolvimento físico ideal, temos maiores chances de partos distócicos nesses animais.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Seleção genética:</strong> devemos considerar a seleção genética para características reprodutivas, avaliando sempre a facilidade do parto e o tamanho do bezerro ao nascer. Essa abordagem é implementada no momento da escolha do touro para reprodução.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Monitoramento pré-parto:</strong> é importante que o monitoramento dos animais em pré-parto seja realizado inúmeras vezes no decorrer do dia e também a noite quando possível. Esse monitoramento inclui observar sinais de trabalho de parto e também sinais de distocias.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Treinamento e conscientização:</strong> a equipe de manejo deve ser treinada para reconhecer sinais de distocia e também agir prontamente em casos de emergência.</li>
</ul>
<h2>Qual o impacto dos partos distócicos na propriedade leiteira?</h2>
<p>Os partos distócicos podem impactar de várias maneiras nas fazendas leiteiras, afetando tanto a saúde e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar animal</a></strong> quanto também a parte econômica.</p>
<p>Um parto difícil vai debilitar tanto a vaca quanto a bezerra.</p>
<p><strong>Na bezerra podemos ter: </strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Lesões e debilidade;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Aumento nos riscos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/" target="_blank" rel="noopener">doenças</a></strong>;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Menor vitalidade e dificuldade de desenvolvimento;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Maior mortalidade.</li>
</ul>
<p><strong>Já a vaca pode ocorrer:</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Lesões físicas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Aumento dos riscos de infecções;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Redução na fertilidade;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Deslocamento de abomaso.</li>
</ul>
<p>Quanto aos <strong>impactos econômicos</strong>, podemos citar:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">Redução na produção de leite</a>:</strong> visto que vacas que passam por distocias podem ter uma recuperação pós-parto mais lenta e consequentemente uma menor produção de leite nesse período.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Desempenho reprodutivo prejudicado:</strong> devido a um parto distócico, a vaca pode ter um desempenho reprodutivo comprometido, resultando em um intervalo entre partos maior e menor <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">eficiência reprodutiva</a></strong>.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Aumento de custo com tratamento e mão de obra especializada:</strong> a necessidade de assistência técnica em casos de distocias pode ser realidade em muitas fazendas, principalmente quando se trata do insucesso da realização de manobras de correção da estática fetal e se faz necessária a realização de cesariana ou fetotomia. Além disso, há um aumento do custo com medicamentos nesses animais, seja no momento dos procedimentos ou posteriormente a fim de prevenir ou tratar possíveis agravantes.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Em resumo, sabemos então que os partos distócicos podem gerar impactos na saúde e desempenho dos animais, além de afetar no ponto de vista econômico.</p>
<p>É imprescindível que sejam adotadas medidas preventivas atrelada a um manejo adequado quando essas situações se fizerem presentes a fim de minimizar esses impactos.</p>
<h2>Prepare-se para agir rápido e prevenir perdas na reprodução</h2>
<p>O parto distócico pode comprometer a saúde da vaca e do bezerro, além de gerar prejuízos produtivos e econômicos.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=parto-distocico">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar sinais precoces, aplicar manejos preventivos e tomar decisões assertivas para proteger o rebanho e aumentar a rentabilidade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=parto-distocico" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Aborto em vacas leiteiras: principais causas, impactos e formas de prevenção</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/aborto-em-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2023 11:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[aborto em vacas leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem várias condições de saúde reprodutiva que afetam os bovinos, sendo o aborto uma das mais impactantes. As enfermidades reprodutivas desempenham um papel significativo nos indicadores de reprodução, como a taxa de natalidade, prenhez, retorno ao cio e ocorrência de natimortos, causando assim diversos prejuízos. O aborto, especificamente, refere-se à expulsão de um feto, vivo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Existem várias condições de saúde reprodutiva que afetam os bovinos, sendo o aborto uma das mais impactantes. As enfermidades reprodutivas desempenham um papel significativo nos indicadores de reprodução, como a taxa de natalidade, prenhez, retorno ao cio e ocorrência de natimortos, causando assim diversos prejuízos.</p>
<p>O aborto, especificamente, refere-se à expulsão de um feto, vivo ou morto, do útero em um período que varia <strong>de 42 a 260 dias de gestação</strong>, quando o feto não é capaz de sobreviver de forma independente em um ambiente fora do útero.</p>
<p>Diferente do aborto, temos a <strong>perda embrionária</strong> que acontece antes de 42 dias após a inseminação e o <strong>natimorto</strong> que é quando o bezerro(a) nasce sem vida ou não sobrevive por mais de 24 horas após o nascimento.</p>
<p>Nesse artigo iremos discutir sobre as causas de aborto em vacas leiteiras, bem como as formas de identificação dessas causas, o impacto que o aborto pode trazer para uma propriedade e também algumas medidas preventivas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Quais as principais causas de aborto em vacas leiteiras?</h2>
<p>Abortos em bovinos podem ocorrer em vários estágios da gestação e têm múltiplas origens, tornando o diagnóstico essencial. Entre as principais causas de abortos em vacas leiteiras, podemos citar:</p>
<h3>Causas infecciosas</h3>
<h4>Neosporose</h4>
<p>Causada pelo protozoário denominado <i>Neospora caninum</i>, sendo <strong>a transmissão transplacentária a principal forma de infecção</strong>. Ao adentrar as células uterinas o parasita se multiplica e causa danos nos tecidos fetais e maternos, causando uma resposta inflamatória que pode levar ao aborto.</p>
<p>Temos os cães como os principais hospedeiros intermediários, pois é comum que os mesmos ingiram membranas placentárias de vacas contaminadas com cistos teciduais.</p>
<p>Assim, o rebanho pode contrair Neosporose de duas formas: através da ingestão de oocistos (ovos) eliminados nas fezes dos cães ou através da transmissão transplacentária.</p>
<h4>Brucelose</h4>
<p>Causada pela bactéria <i>Brucella abortus</i>, a qual se manifesta causando abortos. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brucelose-bovina/" rel="noopener">brucelose</a></strong> é reconhecida como a enfermidade de maior relevância quando se trata de complicações reprodutivas, com sérias implicações devido à sua ampla disseminação em seres humanos, sendo uma zoonose grave que pode resultar em febre ondulante.</p>
<p>O agente infeccioso adentra o organismo por via hematógena, alcançando o endométrio e a placenta, onde irá de reproduzir no retículo endoplasmático rugoso das células trofoblásticas, liberando assim endotoxinas que resultam em danos à placenta, como a placentite necrótica, condição que está diretamente relacionada aos casos de aborto.</p>
<p>A transmissão acontece <strong>através da contaminação ambiental, que ocorre devido à presença de membranas e fluidos fetais</strong>, bem como de descargas vaginais de fêmeas que tenham sido infectadas após abortos ou partos.</p>
<p>Os prejuízos são significativos e incluem abortos, retenções de placenta, metrites, subfertilidade e, em casos extremos, infertilidade. Nas vacas prenhes, os sintomas predominantes se manifestam na forma de abortos ou no nascimento de bezerros enfraquecidos.</p>
<p>Geralmente, os abortos ocorrem na segunda metade da gestação, o que pode resultar em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/" rel="noopener">retenção de placenta</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/">metrite</a></strong> e, ocasionalmente, esterilidade permanente.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h4>Leptospirose</h4>
<p><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/leptospirose-em-bovinos-leiteiros/">Causada pela bactéria <i>Leptospira interrogans</i></a></strong>, provoca aborto em bovinos normalmente com mais de 6 meses de gestação.</p>
<p>A transmissão <strong>pode ocorrer de maneira indireta, envolvendo o contato com águas e solos contaminados por urina, materiais fetais, leite, ou abortos</strong>, mas a principal via é através de roedores e animais silvestres infectados.</p>
<p>Os sintomas clínicos se evidenciam por meio de sinais como o retorno ao cio, abortos, maceração fetal, redução na produção de leite, ocorrência de mastites, nascimentos de natimortos, fetos prematuros e/ou debilitados, além de manifestações de subfertilidade ou infertilidade devido a complicações associadas.</p>
<h4>Campilobacteriose</h4>
<p>Causada pela bactéria <i>Campylobacter fetus subsp. Veneralis</i>, ocasionalmente pode causar aborto, porém a maior queixa é de retorno ao cio após a inseminação ou cobertura.</p>
<p>A transmissão <strong>pode ocorrer pela cópula com um touro infectado ou com a utilização de sêmen,</strong> que não foi tratado com antibióticos, proveniente de um touro infectado.</p>
<p>O desempenho reprodutivo das fêmeas pode indicar a existência da enfermidade, manifestando-se por meio de sinais clínicos como morte embrionária, repetição do cio sem fertilização, infertilidade temporária, prolongamento dos intervalos entre os cios e os partos.</p>
<h4>Diarreia Viral Bovina (BVD)</h4>
<p>Causada por um vírus que pertence à família Flaviviridae, gênero Pestivirus, afetam diversos sistemas do corpo, incluindo o reprodutivo, respiratório, digestivo, circulatório, imunológico, entre outros, com sintomas difíceis de detectar devido à sua apresentação discreta.</p>
<p>O vírus pode <strong>penetrar a placenta e causar infecção intrauterina do feto resultando em morte embrionária precoce</strong>, abortamento, defeitos congênitos, nascimentos de crias mortas, mortalidade neonatal, menor crescimento ou o nascimento de bezerros persistentemente infectados (PI) com o vírus da BVD.</p>
<p>A suspeita clínica surge quando os animais exibem sintomas como febre elevada, fraqueza, diarreia com presença de sangue, falta de apetite, excesso de saliva, lacrimejamento, desidratação e lesões ulcerativas na boca, focinho, mamas e vulva.</p>
<p>A suspeita também é fortalecida quando esses sintomas de diarreia estão associados a uma redução nos índices reprodutivos, incluindo o aumento de abortos e malformações.</p>
<h4>Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR)</h4>
<p>Causada pelo o agente etiológico é o BoHV-1, que manifesta de forma respiratória, <strong>ocasionando febre e lesões de transtorno nas vias superiores do animal, com quadros respiratórios graves (às vezes) em animais jovens</strong>, além disso, também causa aborto a partir dos 6 meses.</p>
<p>Os touros desempenham um papel crucial na disseminação da infecção, uma vez que a presença de lesões no pênis e prepúcio aumenta significativamente o risco durante o ato de montar.</p>
<p>A <strong>inseminação artificial</strong> com sêmen contaminado em fêmeas saudáveis resulta em uma elevada incidência de infecção. O diagnóstico é baseado nos sinais clínicos e a confirmação é feita através da sorologia pelo teste de ELISA ou teste de imunoistoquímica.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=aborto" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h3>Estresse térmico</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" rel="noopener">estresse térmico</a></strong> tem o potencial de <strong>impactar o desempenho reprodutivo do rebanho leiteiro</strong>, muitas vezes afetando a concepção em vez de desencadear abortos. No entanto, há indícios de que um súbito aumento na temperatura ambiente pode levar a abortos, devido a elevações da temperatura corporal (febre) decorrentes de infecções.</p>
<p>Vacas confinadas tende a sofrer menos com estresse térmico devido a um maior controle do ambiente, mas pode ocorrer alguns abortos ou absorção. Ideal é que em épocas de altas temperaturas os ventiladores fiquem ligados e os aspersores também, a fim de dissipar melhor esse calor.</p>
<h3>Substâncias tóxicas (toxinas) advindas principalmente de ingredientes que compõem a dieta</h3>
<p>As micotoxinas são encontradas em vários produtos agrícolas, porém a contaminações de grãos e silagens, desempenham um papel de destaque na produção leiteira, ocasionando intoxicação, perdas gestacionais, abortos e queda na produção.</p>
<p>As micotoxinas de maior relevância presentes em ingredientes utilizados na nutrição animal incluem aquelas produzidas por fungos pertencentes ao gênero Aspergillus (como aflatoxinas B1, B2, G1 e G2) e ao gênero Fusarium (como desoxinivalenol-DON ou vomitoxina, zearalenona, e fumonisinas B1 e B2).</p>
<p>A prevenção pode ser feita durante a armazenagem sendo feita de forma correta, temperatura e umidade controlada quando falamos de armazenagem de grãos.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" rel="noopener">silagem</a></strong> o processo de ensilagem quando bem feito pode contribuir para o controle da presença dos fungos causadores de micotoxinas. Quando fornecer a silagem aos animais evitar fornecer partes que tenham mofo e além disso pode ser adicionado a alimentação o adsorvente de micotoxinas.</p>
<h2>Como identificar as causas de aborto em vacas?</h2>
<p>A identificação das causas de abortos em vacas leiteiras pode ser um grande desafio tendo em vista que as mais variadas condições podem estar envolvidas.</p>
<p>Entretanto, é de extrema importância investigar através de uma abordagem sistemática, o que envolve análise do histórico do rebanho, exames clínicos, laboratoriais e em alguns casos a necropsia.</p>
<p>A partir da realização do <strong>exame clínico</strong>, o que engloba observação do comportamento das vacas a fim de detectar sinais de desconforto e <a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/"><strong>análise de indicadores reprodutivos</strong></a> a partir da verificação do histórico reprodutivo das vacas, incluindo taxa de aborto e natimorto, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" rel="noopener">taxa de concepção</a></strong> e até a perda de prenhez da propriedade.</p>
<p>Quanto aos <strong>exames laboratoriais</strong>, eles serão úteis na identificação de causas de aborto pois oferecem informações valiosas sobre diversos aspectos de saúde do animal. A partir da realização desses exames é possível ter o diagnóstico de condições infecciosas, nutricionais, e metabólicas que podem estar associadas ao aborto. Dentre os exames mais comuns que podem auxiliar nesse diagnóstico temos a cultura bacteriana, exame de PCR (Reação em Cadeia Polimerase), testes sorológicos e até mesmo análise genética através de testes genéticos.</p>
<p>A avaliação do rebanho considerando o <strong>histórico de saúde reprodutiva</strong> é crucial, pois a partir disso conseguimos enxergar se existe um padrão de ocorrência que possa sugerir uma causa comum. Junto com a análise desse histórico é importante avaliar o ambiente dos animais e também o ambiente de estoque de insumos alimentares.</p>
<h2>Qual o impacto de taxas elevadas de aborto em uma fazenda?</h2>
<p>A proporção de <strong>3% a 5% de abortos</strong> em um rebanho pode ser considerado “abortos esporádicos”, entretanto, acima dessa taxa, os episódios de aborto precisam ser investigados.</p>
<p>Quando temos um cenário de elevadas taxas de aborto em uma fazenda leiteira, teremos <strong>diversos impactos negativos</strong> relacionados principalmente a questão econômica e ao desempenho do rebanho, principalmente quando se trata de abortos ocorrendo em uma fase mais tardia da gestação.</p>
<p>Estudos trazem hipóteses frente ao desempenho produtivo e reprodutivo das vacas a depender da fase da gestação que o aborto ocorre e se esse aborto resultou ou não em uma nova lactação. Entretanto, de maneira geral, podemos dizer que <strong>as perdas econômicas ocasionadas pelo aborto vão muito além do que apenas a perda da gestação.</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44404 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/aborto-vacas-leiteiras.webp" alt="Diagrama com dois tipos de aborto em vacas leiteiras" width="487" height="323" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/aborto-vacas-leiteiras.webp 487w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/aborto-vacas-leiteiras-300x199.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/aborto-vacas-leiteiras-370x245.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/aborto-vacas-leiteiras-270x179.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 487px) 100vw, 487px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Diagrama de dois tipos de aborto, bem como parto normal. a) Vaca com parto normal e que iniciaram a lactação; b) Vacas que abortaram e iniciaram uma nova lactação c) Vacas que abortaram, foram inseminadas novamente e não iniciaram uma nova lactação. Fonte: Keshavarzi, H. et al. (2020)</span></p>
<h3>Perdas diretas que o aborto pode causar</h3>
<ul>
<li><strong>Perda de produção de leite</strong><span style="font-weight: 400;">: Estima-se uma </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" rel="noopener">perda de produção de leite</a></strong><span style="font-weight: 400;"> em comparação com as vacas que parem normalmente: </span>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Redução de 19% na produção de leite em vacas que abortam e iniciam uma nova lactação. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Redução de 7% na produção de leite em vacas que abortam, mas não iniciam uma nova lactação</span></li>
</ul>
</li>
<li><strong>Aumento do descarte precoce de vacas</strong><span style="font-weight: 400;">: Aumento em 34% a probabilidade de descarte prematuro em vacas que abortam e tem uma nova lactação e comparação com 20% para vacas que tiveram um parto normal.</span></li>
<li><strong>Aumento do número de serviços por concepção</strong><span style="font-weight: 400;">: Aumento de 1,6 serviços/concepção para vacas que abortaram, tiveram uma nova inseminação e não iniciaram uma nova lactação comparado com vacas que tiveram parto normal.</span></li>
</ul>
<h3>Impactos significativos</h3>
<ul>
<li><strong>Aumento do intervalo entre partos</strong>: O aborto pode levar a um aumento do intervalo entre partos, pois a vaca precisará de um tempo após o aborto para se recuperar, voltar ao cio, ser inseminada, emprenhar e ter um novo parto.</li>
<li><strong>Impacto econômico direto</strong>: O aborto irá levar a perdas econômicas diretas como a perda do bezerro, redução na produção de leite, potencial aumento de custos com medicamentos seja pelos <strong>problemas uterinos</strong> ocasionados após o aborto ou devido a tratamento de doenças que provocaram o aborto.</li>
<li><strong>Risco de disseminação de doenças</strong>: Quando se tem como causa do aborto os agentes infecciosos, tem-se o risco de disseminação dessas doenças para outras vacas do rebanho, o que torna um risco para a saúde de todo o rebanho.</li>
</ul>
<h2>Quais medidas pode ser tomadas para prevenir o aborto em vacas leiteiras?</h2>
<p>A implementação de práticas de manejo adequadas, cuidados preventivos com a saúde, manutenção de um ambiente propício e adequado ao bem-estar das vacas são medidas de prevenção do aborto. Dentro dessas medidas, podemos citar:</p>
<h3>Sanidade</h3>
<p>A sanidade e a implementação de um calendário sanitário adequado e estratégico para a propriedade são fundamentais para reduzir os riscos de aborto.</p>
<p>A adoção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/" rel="noopener">medidas práticas de manejo sanitário</a></strong>, ajudam a evitar a disseminação de doenças infecciosas, minimizar o estresse do rebanho e criar um ambiente propício para a saúde reprodutiva. Sobre o calendário sanitário, é importante que ele vise manter alguns objetivos:</p>
<ol>
<li><strong> Prevenção de doenças</strong>: As vacinas são uma ferramenta eficaz para prevenir doenças infecciosas que podem causar prejuízos significativos à saúde e ao desempenho dos bovinos. A vacinação ajuda a criar uma barreira imunológica que protege o rebanho contra patógenos específicos, reduzindo a ocorrência de doenças.</li>
<li><strong> Redução de perdas econômicas</strong>: A prevenção de doenças por meio da vacinação contribui para a redução de perdas econômicas. Doenças como a febre aftosa, a brucelose, a leptospirose e a rinotraqueíte infecciosa bovina podem resultar em abortos, infertilidade, perda de peso e até morte dos animais, o que impacta negativamente a produção e os lucros da fazenda.</li>
<li><strong> Cumprimento de requisitos legais</strong>: Em muitas regiões, a vacinação bovina é obrigatória, principalmente para doenças de importância sanitária, como a febre aftosa. O não cumprimento das regulamentações pode resultar em restrições comerciais e multas, prejudicando a fazenda.</li>
<li><strong> Melhoria da qualidade dos produtos</strong>: Animais saudáveis são mais produtivos e produzem carne e leite de melhor qualidade. A vacinação ajuda a manter a saúde do rebanho e, consequentemente, a qualidade dos produtos.</li>
<li><strong> Prevenção de epidemias</strong>: A vacinação em massa ajuda a prevenir a propagação de doenças infecciosas em grande escala. Isso é particularmente importante em fazendas onde os animais são mantidos em alta densidade e têm maior potencial de disseminar doenças.</li>
<li><strong> Bem-estar animal</strong>: A vacinação contribui para o bem-estar dos animais, pois reduz o sofrimento causado por doenças e complicações de saúde.</li>
<li><strong> Proteção do patrimônio genético</strong>: A prevenção de doenças por meio da vacinação ajuda a preservar o patrimônio genético do rebanho, uma vez que animais saudáveis têm maior probabilidade de se reproduzir com sucesso.</li>
<li><strong> Confiabilidade na produção</strong>: A vacinação regular cria um ambiente de produção mais estável e previsível, reduzindo a incerteza e os riscos associados a surtos de doenças.</li>
</ol>
<p><iframe loading="lazy" title="COMO LIDAR COM AS PRINCIPAIS DOENÇAS UTERINAS EM VACAS LEITEIRAS? | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/3xSYOHrOcRE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Ambiente e Manejo</h3>
<p>O ambiente desempenha um papel crucial na prevenção do aborto em vacas, pois ele influencia diretamente na saúde reprodutiva e saúde geral do rebanho. Algumas práticas de manejo e condições ambientais adequadas podem sim contribuir para a redução casos de aborto.</p>
<ol>
<li><strong>Higiene das instalações</strong>: Manter as instalações limpas e bem higienizadas é essencial para prevenir a disseminação de patógenos que podem causar infecções uterinas e predispor ao aborto. Esse manejo inclui a remoção regular de esterco e detritos de corredores, sala de espera e áreas de descanso.</li>
<li><strong>Manejo adequado de resíduos</strong>: para evitar a contaminação do ambiente <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-de-residuos-na-pecuaria-leiteira/" rel="noopener">o manejo eficaz de resíduos</a></strong> é importante. O acúmulo excessivo de resíduos pode criar um ambiente com condições propícias de patógenos.</li>
<li><strong>Evite superlotação</strong>: Além da superlotação promover o estresse nos animais, a superlotação pode levar ao aumento de competição, favorecer lesões e ser um grande problema quando se trata da disseminação de doenças.</li>
<li><strong>Manejo do estresse térmico</strong>: Oferecer um ambiente adequado às vacas é essencial, o que inclui a disponibilidade de sombra e disponibilidade de água de qualidade. Além disso, podemos contar com recursos como ventilação e aspersão para contribuir com a redução do estresse térmico das vacas.</li>
<li><strong>Manejo nutricional adequado</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">Dieta equilibrada</a></strong> e adequada às necessidades nutricionais das vacas é crucial para a saúde. Deficiências ou excessos nutricionais podem aumentar o risco de aborto.</li>
</ol>
<p>Por fim, sabendo então dos impactos negativos que o aborto pode trazer a propriedade é importante que exista prontamente uma ação a fim de identificar e abordar as causas do aborto, implementar práticas de manejo adequadas e deter de programas de saúde preventiva. A prevenção é essencial para minimizar os impactos econômicos e garantir a sustentabilidade e lucratividade da fazenda.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre o aborto em vacas leiteiras</h2>
<h3>Quais doenças mais causam aborto em vacas leiteiras?</h3>
<p>As principais doenças associadas ao aborto são neosporose, brucelose, leptospirose, IBR e BVD.</p>
<h3>Quando um aborto passa a ser preocupante na fazenda?</h3>
<p>Taxas acima de 5% das gestações ou surtos concentrados em curto período devem ser investigados.</p>
<h3>O aborto pode afetar a produção de leite?</h3>
<p>Sim. Além da perda da gestação, o aborto pode reduzir a produção, aumentar o descarte involuntário e comprometer a eficiência reprodutiva do rebanho.</p>
<h3>Como prevenir o aborto em vacas leiteiras?</h3>
<p>A prevenção envolve vacinação, controle sanitário, manejo nutricional adequado, biosseguridade, monitoramento reprodutivo e diagnóstico rápido dos casos.</p>
<h2>Previna perdas e aumente seus resultados no rebanho</h2>
<p>Controlar e prevenir problemas como o aborto em vacas leiteiras exige mais do que ações pontuais, é preciso conhecimento técnico sólido e gestão eficiente.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=aborto" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro ensina, na prática, como identificar riscos, implementar soluções e garantir a máxima produtividade e rentabilidade na fazenda.</p>
<p>Aprenda com especialistas que transformam teoria em resultados no campo todos os dias.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=aborto" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23102" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ana-flavia-teixeira.jpg" alt="Ana Flávia Teixeira - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ana-flavia-teixeira.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ana-flavia-teixeira-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ana-flavia-teixeira-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Escore de condição corporal das vacas leiteiras: qual o impacto no desempenho?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 16:39:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ECC]]></category>
		<category><![CDATA[escore de condição corporal]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma ferramenta muito útil e simples para avaliação do desempenho produtivo dos animais é o Escore de Condição Corporal (ECC), onde usamos a observação e um padrão visual da estrutura corporal do indivíduo. Essa avaliação visa estimar as reservas energéticas de vacas leiteiras a partir da deposição de tecido adiposo. Adotar esse manejo como rotina [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma ferramenta muito útil e simples para avaliação do desempenho produtivo dos animais é o <strong>Escore de Condição Corporal (ECC)</strong>, onde usamos a observação e um padrão visual da estrutura corporal do indivíduo. Essa avaliação visa estimar as reservas energéticas de vacas leiteiras a partir da deposição de tecido adiposo.</p>
<p>Adotar esse manejo como rotina nas propriedades favorece o diagnóstico de doenças, análise de conversão nutricional e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener">condição reprodutiva do animal</a></strong>, visto que essa ferramenta pode ser considerada indicativo de saúde geral e também do potencial reprodutivo e produtivo da vaca.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto vamos discutir sobre a avaliação do escore de condição corporal de vacas leiteiras, demonstrando a forma de avaliação, os momentos cruciais para ser realizada a avaliação e principalmente a importância que essa avaliação tem durante os diferentes estágios produtivos da vaca. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Como avaliar o escore de condição corporal?</h2>
<p>Uma das propostas mais usadas foi produzida pelos autores Wildman et al., (1982) e Edmonson et al., (1989) onde temos a <strong>escala de 1 a 5</strong>, com variações de 0,25 pontos:</p>
<ul>
<li>1 (animal extremamente magro)</li>
<li>5 (animal extremamente gordo)</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44606 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal.webp" alt="Intervalo de 1 a 5 do Escore de Condição corporal em vacas leiteiras" width="756" height="223" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal.webp 756w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-300x88.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-370x109.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-270x80.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-740x218.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 756px) 100vw, 756px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Escore de Condição corporal em vacas leiteiras (ECC) – Intervalo de 1 a 5. Fonte: Wildman et al., (1982).</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fisiologia-manejo-periodo-transicao?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-periodo-transicao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39653 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao.png" alt="E-book Período de transição de vacas leiteiras" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>O que deve ser avaliado na inspeção e avaliação do animal?</h3>
<ul>
<li>Inserção de íleo, ísquio e a base da cauda;</li>
<li>Acúmulo de tecido adiposo na região costal e do flanco;</li>
<li>Detectar saliências ósseas (principalmente na região das costelas e garupa).</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44605 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1.webp" alt="Pontos a serem inspecionados e avaliados durante a atribuição do escore de condição corporal" width="513" height="432" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1.webp 513w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1-300x253.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1-370x312.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1-270x227.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1-356x300.webp 356w" sizes="auto, (max-width: 513px) 100vw, 513px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem ilustrando os pontos a serem inspecionados e avaliados durante a atribuição do escore de condição corporal. Fonte: Adaptado de A.J. Edmondson, I.J. Lean, C.O. Weaver, T. Farver and G. Webster. 1989.</span></p>
<h3>Quando avaliar o escore de condição corporal?</h3>
<p>O ECC deve ser avaliado principalmente no momento da secagem, ao parto e no final do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-espera-voluntario/" rel="noopener">Período de Espera Voluntário (PEV)</a></strong> para detectar e buscar corrigir possíveis consequências de doenças metabólicas ou nutricionais.</p>
<p>A cada momento existe um escore que podemos considerar como ideal, ou seja, aquele que esperamos que o animal apresente:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44604 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-2.webp" alt="Tabela exemplificando escores desejados em diferentes estágios produtivos da vaca" width="725" height="194" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-2.webp 725w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-2-300x80.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-2-370x99.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-2-270x72.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 725px) 100vw, 725px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Tabela exemplificando escores desejados em diferentes estágios produtivos da vaca. Fonte: SANTOS, R. M. VASCONCELOS, J. L. M. (2007)</span></p>
<h2>Porque é importante avaliar?</h2>
<p>O escore de condição corporal é utilizado de forma frequente em muitas propriedades para avaliação do manejo alimentar, produtividade e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" rel="noopener">bem-estar animal</a>.</strong></p>
<p>Além disso o ECC é comumente utilizado como parte do manejo reprodutivo, pois vacas que possuem um baixo escore de condição corporal podem ter uma maior dificuldade de emprenhar e também ciclos estrais irregulares e vacas que apresentam um alto escore de condição corporal elevam as chances de desenvolver problemas de saúde, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/" rel="noopener">cetose</a></strong> e distúrbios metabólicos.</p>
<p>Por esse motivo, é importante ressaltar que o ECC se torna uma ferramenta útil em alguns estágios específicos da vaca, como no momento da secagem, no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" rel="noopener">pré-parto e no momento do parto</a></strong>.</p>
<p>A avaliação nesses momentos tem como finalidade garantir que as vacas possuam no parto uma condição corporal adequada para que sejam reduzidas as chances da ocorrência de problemas metabólicos no pós-parto.</p>
<p>Sabendo que o período de transição envolve uma série de mudanças metabólicas e fisiológicas na vaca, as quais são consideradas desafiadoras, pois é o momento em que ela estará passando de uma fase gestante não lactante para a fase lactante não gestante.</p>
<p>Diversos estudos demonstram que<strong> vacas que parem com ECC baixo</strong> estão mais propensas a ter menor eficiência reprodutiva, a maior chance de doenças infecciosas e a uma menor produção de leite na lactação.</p>
<p><strong>Por outro lado, as vacas que parem com ECC alto</strong>, além de também apresentar uma menor produção de leite na lactação, tendem a ser mais propensas a apresentar partos distócicos e desenvolver cetose e esteatose hepática (fígado gorduroso).</p>
<p>Por esse motivo, é essencial entender a importância que escore de condição corporal da vaca no momento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener">secagem</a></strong> tem nas oscilações de escore dali em diante, pois existe a tendência de que a vaca que entra no período seco muito gorda perca escore até o parto, e que a vaca que na secagem apresenta um escore reduzido consiga aproximar mais do escore ideal ao parto.</p>
<p>Além desses estudos, outros já demonstraram relações entre a alteração do escore de condição corporal no momento em que a vaca está seca com a ocorrência de <strong>doenças uterinas no pós-parto, </strong>onde ficou evidenciado que as vacas que apresentam uma perda de ECC moderada, que mantém ou ganham escore (em pequena magnitude – ajuste de escore para cerca de 3,5) tiveram menor chance em ter doenças uterinas e se tornam menos propensas a receber terapia de suporte e até mesmo tratamentos medicamentosos (antibiótico e anti-inflamatório) em comparação com aquelas vacas que perdem muito ECC no período seco.</p>
<p>Quando se associa o ECC ao Balanço Energético Negativo (BEN), ou seja, período que se caracteriza pela deficiência do aporte energético, devido ao grande gasto energético e reduzido consumo de alimento para suprir essa demanda, sabemos que, as vacas que ganham escore durante o período seco, ou seja, cerca de 60 dias anteriores ao parto, passam a deter de um balanço energético menos negativo, visto que uma possível justificativa seja o maior aporte de energia disponível para sustentar as exigências no período pós-parto.</p>
<h3>Vacas magras</h3>
<p>Apresentam baixa produção de leite na lactação, maior predisposição a doenças metabólicas (ex: cetose) e infecciosas, dificuldade ao parto e podem apresentar atraso do ciclo estral detectado pela ausência de cio (anestro).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44603 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-3.webp" alt="Vaca com escore de condição corporal 2." width="506" height="659" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-3.webp 506w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-3-230x300.webp 230w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-3-370x482.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-3-270x352.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 506px) 100vw, 506px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Vaca com escore de condição corporal 2. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte:  Arquivo pessoal Raquel Prates</span></span></p>
<h3>Vacas gordas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Maior chance de distocias, doenças metabólicas (Ex: cetose, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/esteatose-hepatica-e-periodo-de-transicao-de-vacas-leiteiras/">esteatose hepática</a></strong>), dificuldade para obter prenhez e também diminuição de produção leiteira na lactação. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44602 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-4.webp" alt="Vaca com escore de condição corporal 5." width="544" height="726" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-4.webp 544w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-4-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-4-370x494.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-4-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 544px) 100vw, 544px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Vaca com escore de condição corporal 5. Fonte: Arquivo pessoal João Marques Diniz</span></p>
<h2>Então vale a pena monitorar o ECC do meu rebanho?</h2>
<p><strong>A resposta é sim!</strong> Esse monitoramento é uma prática valiosa e recomendada na gestão do rebanho, pelo fato de fornecer informações importantes sobre o estado nutricional e a saúde dos animais, o que vai impactar de forma direta no desempenho produtivo. Apesar dessas, existem outras razões que conferem o benefício de monitorar o ECC das vacas:</p>
<ul>
<li><strong>Produção de leite:</strong> vacas que possuem ECC inadequado para o estágio produtivo contribui para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" rel="noopener">redução na produção de leite</a></strong> e minimiza o desempenho do animal.</li>
<li><strong>Reprodução:</strong> o ECC se mantém intimamente relacionado à fertilidade das vacas. Animais com escore inadequado podem ter os ciclos reprodutivos irregulares e maior dificuldade de emprenhar em comparação com vacas em escore corporal adequado.</li>
<li><strong>Saúde:</strong> vacas com baixo ECC detém de maiores chances de problemas de saúde, dessa forma, esse monitoramento permite a detecção precoce de distúrbios e garante uma intervenção antecipada.</li>
<li><strong>Manejo nutricional:</strong> monitorar de forma regular o ECC das vacas auxilia na avaliação do programa alimentar do rebanho. Dessa forma, há a possibilidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">ajustar a dieta</a></strong> conforme necessário para que seja garantida a oferta de nutrientes adequados para que o ECC esteja dentro do esperado nos diferentes estágios.</li>
<li><strong>Bem-estar:</strong> manter os animais com um ECC adequado contribui para o bem-estar geral das vacas, pois em casos onde os animais apresentam um ECC inadequado, os menos podem enfrentar desconforto e estresse.</li>
</ul>
<p>Entretanto, para que seja realizado o monitoramento e encontrar possíveis desvios é importante que pessoas envolvidas na operação na fazenda estejam treinadas para tal avaliação visual.</p>
<p>Esse acompanhamento sistemático ao longo do tempo permite que ajustes contínuos sejam realizados nos manejos e nutrição, a fim de elevar cada vez mais o desempenho dos animais e o sucesso da atividade.</p>
<h2>Otimize o manejo e maximize o potencial produtivo do rebanho</h2>
<p>O escore de condição corporal é um indicador-chave para a saúde, reprodução e produtividade das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ecc" target="_blank" rel="noopener">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a avaliar e ajustar esse e outros parâmetros de manejo, integrando nutrição, sanidade e gestão para garantir mais leite, mais lucro e animais mais saudáveis.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ecc" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Escore de claudicação em vacas leiteiras: como avaliar a locomoção do rebanho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Nov 2023 11:00:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[casco]]></category>
		<category><![CDATA[claudicacao]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O escore de claudicação é uma ferramenta utilizada para avaliar a locomoção dos bovinos e identificar precocemente animais com dificuldade para caminhar. Essa avaliação permite reconhecer alterações antes que os problemas se agravem, contribuindo para melhorar o bem-estar, reduzir perdas produtivas e direcionar o tratamento dos animais afetados. Além de identificar casos individuais, o monitoramento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>escore de claudicação</strong> é uma ferramenta utilizada para <strong>avaliar a locomoção dos bovinos</strong> e identificar precocemente animais com dificuldade para caminhar.</p>
<p>Essa avaliação permite reconhecer alterações antes que os problemas se agravem, contribuindo para melhorar o bem-estar, reduzir perdas produtivas e direcionar o tratamento dos animais afetados.</p>
<p>Além de identificar casos individuais, o monitoramento dos escores ajuda a avaliar a eficiência das práticas de manejo, das instalações e dos programas de prevenção de problemas nos cascos.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá como funciona o escore de claudicação, como realizar a avaliação e quais ações podem ser tomadas a partir dos resultados.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Por que o animal claudica?</h2>
<p>A claudicação é uma <strong>alteração visível tanto em movimento quanto em repouso</strong> (conhecida como claudicação estática). Durante a locomoção, essa alteração se manifesta como uma marcha irregular, envolvendo as fases de elevação, avanço, contato e apoio, em um ou mais membros.</p>
<p>Além disso, ela pode estar acompanhada ou não de modificações na postura, como o arqueamento da região dorsal, podendo apresentar aumento de volume e lesões visíveis, ou não.</p>
<p>Ademais, pode ser um sinal proveniente de desconforto doloroso, insensibilidade em um ou mais membros afetados ou perturbações neuromusculares que interferem na fluidez do movimento e na adaptação às fases ou períodos de repouso.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39649 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Causas de claudicação: fatores infecciosos</h3>
<p>Apesar da complexidade etiológica e da inespecificidade desse sinal clínico, as principais causas de claudicação estão frequentemente associadas a <strong>fatores infecciosos</strong>, por <a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" rel="noopener"><strong>afecções podais</strong></a> primárias ou secundárias.</p>
<p>Em primeiro plano, essas infecções estão relacionadas a doenças bacterianas que afetam a estrutura do casco, sendo as mais agressivas as provocadas por <i>Dichelobacter nodosus</i> e <i>Fusobacterium necrophorum</i>.</p>
<h3>Causas de claudicação: fatores nutricionais e inflamatórios</h3>
<p>Além das causas infecciosas, as <strong>causas nutricionais e inflamatórias</strong> podem proporcionar o meio viável para agressão bacteriana.</p>
<p>A pododermatite asséptica difusa, comumente chamada de laminite, é notoriamente associada a fatores nutricionais, em especial a Acidose Ruminal Subaguda (SARA).</p>
<p>Essa condição pode ser desencadeada pelo consumo de uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">dieta</a></strong> com alto teor de concentrado, resultando na produção de ácidos graxos voláteis pela microbiota ruminal, provenientes da fermentação dos carboidratos não fibrosos, juntamente com baixos níveis de Fibra em Detergente Neutro (FDN). Esses fatores combinados resultam na redução do pH no rúmen e no intestino.</p>
<p>A acidificação do meio leva ao <strong>desequilíbrio na microbiota ruminal</strong>, resultando em um aumento significativo das bactérias acidificadoras produtoras de ácido lático. Essas bactérias danificam a parede do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, causando micro lesões que podem permitir a passagem de <strong>endotoxinas</strong> para a corrente sanguínea, desencadeando um processo de inflamação sistêmica.</p>
<p>A inflamação sistêmica move um complexo processo de irregularidades hemodinâmicas, que resultam do aumento de polipeptídeos ou glicoproteínas pró-inflamatórias. Essas alterações afetam a circulação sanguínea nas extremidades, incluindo os cascos.</p>
<p>Esse efeito subsequente leva à redução do fornecimento de nutrientes e oxigênio para a camada coriônica das lâminas dérmicas. Uma das consequências disso é o comprometimento da formação da arquitetura e da composição da camada de queratina dos cascos, tornando-os menos resistentes e menos capazes de lidar com fatores externos, como traumas e agentes patogênicos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44598 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao.webp" alt="Animal apresentando arqueamento de dorsal" width="1024" height="619" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-300x181.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-768x464.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-370x224.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-270x163.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-740x447.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Animal apresentando arqueamento de dorsal, inclinação de cabeça e impotência funcional do membro pélvico esquerdo, em estação. Foto: Eliel Scavazzini Neves</span></p>
<h3>Outros fatores</h3>
<p>Existem outros fatores que desempenham um papel significativo na ocorrência e prevalência de enfermidades nos cascos e dentre elas, podemos citar:</p>
<ul>
<li>Densidade do rebanho;</li>
<li>Traumas;</li>
<li>Pisos irregulares;</li>
<li>Falta de higiene e alta umidade do ambiente;</li>
<li>Fatores congênitos como aprumos desalinhados e espessura reduzida de coxim digital.</li>
</ul>
<h2>Escore de claudicação</h2>
<p>Estima-se que entre <strong>80% e 90% das afecções estejam localizadas distalmente às articulações cárpicas e társicas</strong>, com a maioria delas afetando os dígitos. Dessas, 76% a 84% das lesões ocorrem nos membros pélvicos, devido a fatores como mudanças na inércia, na propulsão e na complexidade das articulações e músculos em comparação com os membros torácicos.</p>
<p>Além disso, a maioria das lesões se concentra nos <strong>dígitos laterais</strong> desses membros, devido à distribuição de força ser maior no eixo do dedo V.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44597 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-1.webp" alt="Imagem demonstrando a distribuição do peso do animal nos membros" width="564" height="426" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-1.webp 564w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-1-300x227.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-1-370x279.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-1-270x204.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-1-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem demonstrando a distribuição do peso do animal nos membros, evidenciando a maior disposição de força se concentrando nos dígitos laterais. Foto: João Paulo Elsen Saut</span></p>
<p>Sendo assim, foram desenvolvidas <strong>metodologias visuais e classificatórias</strong> para uma avaliação apropriada das condições clínicas de deambulação, levando em consideração as características da marcha dos bovinos e sua postura.</p>
<p>Essa avaliação é baseada em dois critérios:</p>
<ol>
<li><strong>Análise da postura e posicionamento do animal em repouso</strong>, o que é definido como claudicação em repouso. Isso envolve observar mudanças no centro de gravidade e arqueamento do dorso.</li>
<li><strong>Análise em movimento</strong>, que avalia as fases das passadas, a postura, assimetria e fluidez do animal durante o deslocamento.</li>
</ol>
<p><iframe loading="lazy" title="COMO AVALIAR O ESCORE DE LOCOMOÇÃO DO REBANHO? | Acontece no Campo - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/VDA49KE5IMs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Essas metodologias são frequentemente chamadas de <strong>escores de claudicação ou locomoção</strong>, mas todas elas são fundamentadas em um sistema de classificação numérica por meio de pontuações.</p>
<p>A mais comum utiliza uma escala de 5 pontos, na qual o escore 1 representa um animal sem claudicação, enquanto o escore 5 indica animais com claudicação grave, caracterizada pela impotência funcional de um ou mais membros.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44596 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-2.webp" alt="Sistema de classificação numérica para vacas leiteiras" width="707" height="477" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-2.webp 707w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-2-300x202.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-2-370x250.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-2-270x182.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44595 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-3.webp" alt="Sistema de classificação numérica para vacas leiteiras" width="708" height="349" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-3.webp 708w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-3-300x148.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-3-370x182.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-3-270x133.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 708px) 100vw, 708px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de classificação numérica para vacas leiteiras. Fonte: traduzido e adaptado de Flower e Weary (2006)</span></p>
<h3>Como realizar a avaliação do escore de claudicação?</h3>
<p>Para a realização desta e de outras avaliações faz-se necessários três etapas:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Etapa 1:</strong> A avaliação do animal parado permite observar o posicionamento do dorso (arqueamento do dorso, sinal de dor), a mudança do centro de gravidade de um ou mais membros, a posição dos pés em abdução ou adução, e membros torácicos cruzados (indicativos de fratura da terceira falange na unha medial).</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Etapa 2:</strong>  A segunda etapa envolve a avaliação dinâmica da locomoção em um piso duro e deve ser realizada em um local plano, sem obstáculos, com poucas distrações visuais e sonoras, e espaço suficiente para que o animal possa fazer pelo menos 4 passadas com cada membro. Nesta etapa, avaliam-se todos os critérios de movimentação.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Etapa 3:</strong>  A terceira etapa envolve a avaliação dinâmica da locomoção em um piso macio, permitindo uma compreensão mais precisa da altura da lesão. Quando a claudicação é significativamente aliviada ou reduzida ao caminhar em superfícies macias, em comparação com superfícies duras, isso sugere que o desconforto está associado a regiões mais distantes do(s) membro(s) afetado(s).</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44594 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-4.webp" alt="Animal apresentando postura de membros torácicos cruzados" width="477" height="509" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-4.webp 477w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-4-281x300.webp 281w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-4-370x395.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-4-270x288.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Animal apresentando postura de membros torácicos cruzados, decorrente de uma fratura da terceira falange na unha medial. Fonte: Blowey (2015)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44593 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-5.webp" alt="Classificação de claudicação" width="601" height="918" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-5.webp 601w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-5-196x300.webp 196w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-5-370x565.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-claudicacao-5-270x412.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 601px) 100vw, 601px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Classificação da claudicação. Fonte: Adaptação da tabela de Sprecher efetuada por Cook, Universidade de Wisconsin-Madison (2001).</span></p>
<h2>Por que é importante saber?</h2>
<p>A utilização de técnicas de classificação de locomoção são uma ótima ferramenta de triagem nos rebanhos leiteiros, visto sua aplicabilidade eficiente baseada na observação.</p>
<p>Contudo é importante ressaltar que mesmo animais com boa mobilidade podem estar sofrendo de alguma lesão podal, uma vez que em certas afecções, a manifestação da claudicação ocorre tardiamente em ruminantes.</p>
<p>Além disso, é fundamental entender que <strong>o exame de claudicação é um indicativo, não uma ferramenta única de diagnóstico</strong> por si só.</p>
<p>Para um diagnóstico preciso, é necessário a avaliação de um especialista e também a realização de outros exames, como palpação, avaliação de lesões de sola, radiografias, ultrassonografia e avaliações locomotoras mais detalhadas.</p>
<h2>Patas saudáveis, vacas produtivas e lucro garantido</h2>
<p>A avaliação correta do escore de claudicação é fundamental para prevenir problemas locomotores, manter o bem-estar das vacas e evitar quedas na produção.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=claudicacao" target="_blank" rel="noopener">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar esse e outros indicadores de manejo e sanidade, integrando-os à gestão da fazenda para alcançar resultados consistentes e rentáveis.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=claudicacao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23116" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini.jpg" alt="Eliel Scavazzini - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Secagem de vacas leiteiras: como você tem feito?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Nov 2023 11:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[secagem de vacas]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O período seco compreende aproximadamente os 60 dias que antecedem ao parto. Esta fase, é de extrema importância para a lactação, uma vez que neste período as vacas descansam, se preparando para uma nova lactação. A glândula mamária precisa deste tempo para restabelecer suas características metabólicas, no intuito de estar apta para a produção de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O período seco compreende aproximadamente os 60 dias que antecedem ao parto. Esta fase, é de extrema importância para a lactação, uma vez que neste período as vacas descansam, se preparando para uma nova lactação.</p>
<p><strong>A glândula mamária precisa deste tempo para restabelecer suas características metabólicas</strong>, no intuito de estar apta para a produção de um bom colostro e na sequência, boa quantidade de leite.</p>
<p>Nesse texto iremos abordar sobre práticas adotadas no momento da secagem de vacas leiteiras, como a diferentes formas e métodos que podem ser seguidos, as fases que fazem parte do período seco e também a forma correta de realização da secagem das vacas leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Quais as formas de secagem de vacas?</h2>
<p>A secagem de vacas em lactação pode ser feita de diferentes formas e seguindo diferentes critérios e dentre essas diferentes formas, podemos citar:</p>
<h3>Secagem com uso de antibioticoterapia – IMM</h3>
<p>O tratamento intramamário consiste na infusão de um antibiótico específico diretamente na glândula mamária da vaca.</p>
<p>Esse tipo de secagem é realizado principalmente com o intuito de prevenir infecções intramamárias no período seco e de melhorar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener">qualidade do leite</a></strong> na próxima lactação.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h4>Prevenção de infecções intramamárias</h4>
<p>Durante o período seco, o qual se trata do intervalo entre a lactação atual e a próxima, as vacas estão susceptíveis a infecções intramamárias.</p>
<p>A secagem é um momento que pode ser considerada um momento crítico, pois é quando a produção de leite é interrompida, onde isso pode criar um ambiente propício para o crescimento de bactérias causadoras de infecções.</p>
<p>O uso de antibióticos intramamários na secagem ajuda a prevenir ou tratar infecções, evitando que elas se desenvolvam e causem problemas durante o período seco ou na próxima lactação.</p>
<p>Entretanto, seu uso na secagem para tratar uma infecção já existente, o que é conhecida como secagem terapêutica, precisa ser cuidadosamente avaliada e supervisionada, onde deverá ser determinado o tratamento apropriado e o tipo de antibiótico a ser utilizado.</p>
<h4>Melhoria da qualidade do leite</h4>
<p>Sabemos que infecções intramamárias resultam no aumento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">Contagem de Células Somáticas (CCS)</a></strong>, o que afeta a qualidade do leite e a segurança do produto final. Utilizar antibióticos vai ajudar a garantir que o leite produzido após a secagem seja de alta qualidade, atendendo aos padrões regulatórios e as exigências dos consumidores.</p>
<h2>Secagem seletiva</h2>
<p>A secagem seletiva de vacas leiteiras é uma prática que vem ganhando espaço e sendo utilizada a partir da evolução das estratégias de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">controle da mastite</a></strong>, entretanto, exige uma gestão cuidadosa e monitoramento próximo.</p>
<p>Esse tipo de secagem se resume em utilizar antibiótico somente em vacas com alto risco de infecções intramamárias, enquanto nas vacas consideradas sadias o tratamento feito é apenas com a utilização de selante de tetos. Para a identificação dessas vacas consideradas sadias, alguns critérios devem ser utilizados, entre eles podemos citar:</p>
<ul>
<li>Realização do exame de CCS individual da vaca, onde teremos de forma quantitativa esse resultado, sendo preconizado que o animal tenha um resultado de CCS menor do que 200.00 céls/ml nos últimos três meses de lactação antes da secagem.</li>
<li>Não ter histórico de mastite clínica.</li>
</ul>
<h2>Métodos de secagem de vacas</h2>
<p>Quanto ao método de secagem, os mais comumente adotadas são:</p>
<ul>
<li><strong>Secagem abrupta:</strong> Nesse método de secagem a vaca é impedida completamente de ir na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">ordenha</a></strong>, ou seja, a produção de leite é interrompida. A vaca é ordenhada normalmente até o último dia de lactação anterior e em seguida não é mais ordenhada.</li>
<li><strong>Secagem intermitente:</strong> No método de secagem gradual a produção de leite é reduzida gradualmente ao longo de vários dias antes de interrompê-la completamente. Isso é feito diminuindo a frequência das ordenhas e também o consumo de concentrado.</li>
</ul>
<p>Quanto à escolha de um dos métodos de secagem (abrupta ou intermitente) irá depender de vários fatores, incluindo a saúde e a condição da vaca, ao manejo e a experiência na execução do método que a fazenda possui.</p>
<p>Entretanto, independentemente da abordagem escolhida, é essencial que a vaca seja monitorada de perto durante o período seco e que medidas de manejo adequadas sejam adotadas para garantir a saúde da glândula mamária e a preparação eficaz para a próxima lactação.</p>
<p><strong>As duas primeiras semanas do período seco são cruciais</strong>. Isso porque a vaca estava indo para ordenha, e uma vez que entrou para o período seco não vai mais.</p>
<p>Depois de duas semanas do período, a vaca produz tampão de queratina, fator este que diminui o risco de mastite na metade do período. Porém, atingindo por volta de 50 dias, este tampão é expelido aumentando novamente a chance de a vaca ter mastite oriunda de uma infecção adquirida no período seco.</p>
<p>Por esse motivo que a utilização de selante de teto no momento da secagem é importante, pois se trata de uma substância aplicada com o intuito de impossibilitar a entrada de patógenos causadores de mastite, fazendo com que esse mecanismo se assemelha ao tampão fisiológico de fechamento do canal do teto, mas que só é perdido ou expelido após o parto.</p>
<p>O momento certo de realizar a secagem e a forma como ela é realizada são de grande importância. Quando estas vacas param de ser ordenhadas diariamente, os riscos de desenvolver mastite durante estes 60 dias aumentam e para evitar, alguns cuidados são importantes.</p>
<p>Para facilitar a compreensão, podemos dividir o período seco em fases:</p>
<ul>
<li><strong>Involução ativa:</strong> Fase em que a glândula mamária se recupera e se prepara para a próxima lactação. Durante esse período, o úbere da vaca diminui de tamanho e a produção de leite cessa. Este é um processo ativo e controlado pela redução da produção de hormônios relacionados à lactação, como a prolactina.</li>
<li><strong>Involução constante:</strong> Nessa fase a glândula mamária se encontra completamente involuída, apresentando a formação do tampão fisiológico de queratina na entrada do teto, reduzindo assim a chance de novas infecções intramamárias.</li>
<li><strong>Colostrogênese:</strong> Essa última fase vai ser regida por hormônios no final da gestação. Nela, temos uma intensa atividade celular, ocorrendo regeneração e diferenciação das células epiteliais que secretam leite, além do aumento da concentração dos componentes do leite como gordura, caseína e a lactose, e concomitantemente acúmulo de imunoglobulinas e células de defesa que irão compor o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener">colostro</a></strong>.</li>
</ul>
<p>É importante lembrar que nos dias que antecedem o parto, ocorre redução do sistema imunológico da vaca, o que pode elevar o risco de infecções intramamárias, em especial aquelas causadas por microrganismos ambientais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45986 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas.webp" alt="Fases após a secagem da vaca" width="998" height="388" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas.webp 998w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-300x117.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-768x299.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-370x144.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-270x105.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-740x288.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 998px) 100vw, 998px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Imagem ilustrando as fases do período seco de uma vaca. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Ouro Fino Saúde Animal, 2018.</span></span></p>
<h2>Como realizar corretamente a secagem das vacas?</h2>
<p>As etapas realizadas durante a aplicação do antibiótico intramamário envolvem muito cuidado com a higiene, para evitar que bactérias sejam introduzidas juntamente ao antibiótico.</p>
<p>A lavagem das mãos e utilização de luvas antes do início do manejo, tem fundamental importância.  Após a vaca ser ordenhada, será introduzido o antibiótico intramamário, conforme o passo a passo:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45988 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-1.webp" alt="Passo a passo de como realizar a secagem da vaca" width="740" height="250" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-1-300x101.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-1-370x125.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-1-270x91.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p>Quando se utiliza antibiótico, o mesmo atuará impedindo a multiplicação de possíveis bactérias que entrem no úbere durante o período seco. Atualmente, tem-se discutido muito sobre a aplicação de antibiótico intramamário em vacas que não apresentam mastite.</p>
<p>Pensando em resistência microbiana, a utilização do antibiótico na secagem apenas para vacas contaminadas, é interessante, porém, se faz necessário uma investigação minuciosa.</p>
<p>Em propriedades dispostas a investir nessa investigação mais minuciosa da saúde de úbere de suas vacas, podemos analisar não só todas as vacas individualmente, mas sim cada quarto mamário de cada animal do rebanho e avaliar a melhor estratégia de secagem para cada animal.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A escolha do tipo e o método de secagem a ser realizada é algo que deve ser discutido e traçado juntamente com a fazenda. Além disso, é importante ressaltar que a seleção do <strong>antimicrobiano </strong>ideal para utilização na secagem é algo relevante, principalmente nos casos de mastite, visto que para o sucesso do tratamento, precisa-se conhecer os microrganismos que estamos lidando.</p>
<p>Somado a isso, outros fatores são muito importantes para a eficiência do período seco, como a nutrição e o ambiente das vacas, fatores estes que são também cruciais caso ocorra mastite no<strong> <a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener">pós-parto</a></strong>.</p>
<h2>Domine a secagem de vacas e maximize a produtividade do rebanho</h2>
<p>A secagem bem conduzida é essencial para a saúde da vaca, a qualidade do leite e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=secagem-vacas">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias práticas e eficientes para aplicar esse e outros manejos com excelência, garantindo mais lucro e sustentabilidade na produção.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23110" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg" alt="Mariana Torres - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>A importância da sala de espera na ordenha: conforto e bem-estar para as vacas leiteiras</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Oct 2023 11:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[sala de espera]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sala de espera de uma fazenda leiteira desempenha um papel importante na gestão eficiente da ordenha das vacas leiteiras. Ela é o local onde as vacas aguardam antes de serem ordenhadas e deve ser projetada para proporcionar um ambiente tranquilo, confortável e limpo. Para isso, existem alguns pontos importantes que devem ser levados em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sala de espera de uma fazenda leiteira desempenha um papel importante na gestão eficiente da ordenha das vacas leiteiras. Ela é o local onde as vacas aguardam antes de serem ordenhadas e deve ser projetada para proporcionar um <strong>ambiente tranquilo, confortável e limpo.</strong></p>
<p>Para isso, existem alguns pontos importantes que devem ser levados em consideração para que a sala de espera seja ideal para as vacas.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre os principais pontos relacionados com a sala de espera, como questões relacionadas à ventilação, considerações sobre o piso, o dimensionamento e também sobre onde a sala de espera pode impactar na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">produtividade de uma fazenda leiteira</a>.</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Principais pontos para uma boa sala de espera de vacas</h2>
<p>Dentre os pontos importantes sobre a sala de espera de vacas, podemos citar:</p>
<h3>Ventilação</h3>
<p>A sala de espera deve ser espaçosa o suficiente para acomodar todas as vacas que aguardam a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">ordenha</a></strong>.</p>
<p>A ventilação adequada é essencial para garantir um <strong>ambiente saudável e confortável</strong>. Isso ajuda a evitar acúmulo de umidade, odores desagradáveis e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico nas vacas</a></strong>, contribuindo assim para o bem-estar.</p>
<p>Em sistemas que possuem o sistema de resfriamento na sala de espera, é importante que as vacas sejam resfriadas adequadamente antes da ordenha, contando com um período de 30-45 minutos antes da ordenha, com 1,4 litros de água por minuto por m² durante 1 minuto e com 4 minutos de intervalo entre cada ciclo, além da ventilação com velocidade mínima de 6 metros por segundo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45975 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera.webp" alt="Vacas na sala de espera antes da ordenha sendo resfriadas" width="300" height="533" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-169x300.webp 169w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-270x480.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem de vacas na sala de espera antes do início da ordenha sendo resfriadas a partir de ventiladores e aspersores. Foto: Acervo Rehagro</span></p>
<p>É importante destacar que quanto maior a vazão de água, menor pode ser o tempo de aspersão, entretanto, o importante é que o animal fique encharcado o mais rápido possível, para ser ventilado entre os ciclos e assim repetir a maior quantidade de ciclos possível.</p>
<p>A gota de aspersão deve ser grossa, para garantir que entre em contato com a pele do animal, gerando um resfriamento evaporativo eficiente.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Piso antiderrapante</h3>
<p>O piso da sala de espera da ordenha é um elemento fundamental para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar das vacas leiteiras</a></strong>, a segurança dos animais e a eficiência da ordenha. Esse piso deve ser antiderrapante, fácil de limpar e durável.</p>
<p>Dentre as opções de pisos adequados para uma sala de espera, temos:</p>
<h4>Concreto texturizado</h4>
<p>Essa é uma opção comum para pisos de sala de espera. A textura pode ser criada por meio de escovação, sulcagem ou uso de superfícies rugosas de concreto.</p>
<p>A criação de frisos no piso é uma das práticas mais comuns, pois <strong>proporciona tração às vacas evitando escorregões e quedas</strong>. É importante que os frisos sejam paralelos a cada 7/8 cm e tenham largura e profundidade em torno de 15 mm.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45976 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-1.webp" alt="Sala de espera com presença de frisos no piso" width="698" height="392" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-1.webp 698w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-1-300x168.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-1-370x208.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-1-270x152.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 698px) 100vw, 698px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem de uma sala de espera com presença de frisos no piso. Foto: Alex Matos Teixeira</span></p>
<h4>Borracha</h4>
<p>Os pisos de borracha podem ser uma excelente opção para o <strong>conforto e estabilidade das vacas</strong>.</p>
<p>Além de proporcionar certo conforto para as vezes pela sua textura, proporciona um bom isolamento térmico. Os pisos de borracha também são fáceis de limpar, entretanto inicialmente apresentam um maior custo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45977 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-2.webp" alt="Sala de espera com piso de borracha" width="270" height="360" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-2.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-2-225x300.webp 225w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem mostrando uma sala de espera com piso de borracha. Foto: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Independente do tipo de piso escolhido, é fundamental garantir que o mesmo esteja em boas condições, sem áreas quebradas ou desgastadas que possam promover riscos para as vacas.</p>
<p>Além disso, é imprescindível que o piso esteja sempre limpo, o que também contribui para a segurança e bem-estar dos animais.</p>
<h3>Dimensionamento</h3>
<p>O dimensionamento da sala de espera deve ser planejado de maneira cuidadosa para que <strong>sejam atendidas as necessidades do rebanho</strong>, garanta o bem-estar dos animais e facilite a eficiência do processo de ordenha.</p>
<p>Alguns fatores devem ser considerados a respeito do dimensionamento:</p>
<h4>Tamanho do rebanho</h4>
<p>O tamanho da sala de espera <strong>deve ser proporcional ao número de vacas a serem ordenhadas</strong> em um único grupo/lote ou em muitos casos comportar até dois lotes divididos na sala de espera, levando o segundo lote no momento em que está finalizando a ordenha do lote anterior.</p>
<p>Entretanto, há a possibilidade de sala de espera já comportar dois grupos de vacas ao mesmo tempo, o que pode ser efetivo na questão do resfriamento. O dimensionamento adequado vai permitir que todas as vacas esperem de forma confortável o momento da ordenha.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45978 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-3.webp" alt="Sala de espera com porteira de separação" width="270" height="480" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-3.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-3-169x300.webp 169w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sala de espera contendo porteira de separação, o que permite a ocupação simultânea de dois lotes distintos. Foto: Acervo Rehagro</span></p>
<h4>Espaço por vaca</h4>
<p>Cada vaca na sala de espera deve ter espaço suficiente para se mover. Um valor comum é fornecer cerca de <strong>1,5 a 2 m² por vaca na sala de espera</strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo esses valores em mente, é importante ressaltar que para saber qual o espaço por vaca devemos levar em consideração o tamanho da sala de espera e o número de vacas que compõem cada grupo/lote.  </span></p>
<h4>Número de conjuntos na ordenha</h4>
<p>O número de conjuntos que a ordenha possui e o número de vacas por lote irá interferir no tempo em que as vacas ficam na sala de espera.</p>
<p>Sobre esse tempo de espera, o ideal é que não ultrapasse uma hora/lote, mesmo utilizando recursos de resfriamento, como ventilação e aspersão. Por exemplo:</p>
<ul>
<li><strong>Lote com 25 vacas + Ordenha com 5 conjuntos</strong> = Será necessário 5 passadas na ordenha</li>
<li><strong>Se cada passada na ordenha dura 10 minutos</strong> = Cada lote demora 50 minutos para passar completo pela ordenha. Ou seja, esse será o tempo de espera daquele lote até a última vaca ser ordenhada.</li>
</ul>
<h2>Por que se atentar à sala de espera de ordenha?</h2>
<p>Uma sala de espera de ordenha adequada é essencial para a produção de leite de forma eficiente. Sua importância é multifacetada e afeta o bem-estar das vacas, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener">qualidade do leite</a></strong> e a produtividade da fazenda.</p>
<p>Dentre as principais razões que se destacam sobre a relevância em ter uma sala de espera adequada, podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Bem-estar das vacas</strong>: quando temos uma sala de espera bem projetada e gerenciada, proporciona um ambiente confortável para as vacas antes da ordenha. Isso reduz o estresse, a ansiedade e o desconforto das vacas.</li>
<li><strong>Eficiência da ordenha</strong>: uma sala de espera eficiente ajuda a otimizar o processo de ordenha. As vacas estando calmas e relaxadas antes de entrar na sala de ordenha facilita o processo e melhora a produção de leite.</li>
<li><strong>Qualidade do leite</strong>: vacas estressadas podem produzir leite com qualidade reduzida. Deter de uma sala de espera apropriada contribui para obtenção de leite de melhor qualidade, com menos contaminação e menor risco de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a></strong>.</li>
<li><strong>Manejo de grupos/lotes de vacas</strong>: na sala de espera é possível separar grupos de vacas diferentes e que estejam em categorias ou fases da lactação distintas, por exemplo é possível manter vacas em lactação e vacas secas ou novilhas na sala de espera para que ambos os grupos sejam resfriados.</li>
<li><strong>Redução do estresse térmico</strong>: a sala de espera pode ser projetada para minimizar o estresse térmico por meio de sistemas de ventilação e aspersores, onde esse resfriamento pode ser feito momentos antes da ordenha ou até mesmo nos intervalos entre ordenhas, onde podem ser direcionados a sala de espera animais que não estejam em lactação.</li>
<li><strong>Otimização do tempo</strong>: com uma sala de espera projetada de maneira eficaz, contribuirá para a economia de tempo, uma vez que as vacas já estarão preparadas e agrupadas antes de entrar na sala de ordenha, agilizando assim o processo.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Em resumo, <strong>uma sala de espera de ordenha adequada é fundamental para criar um ambiente confortável e eficiente para as vacas</strong>, melhorar a qualidade do leite, garantir o bem-estar animal e assim conferir ao produtor melhores resultados.</p>
<p>O investimento em uma sala de espera bem projetada pode resultar em benefícios significativos para a fazenda leiteira em termos de produtividade e lucratividade.</p>
<h2>Conforto animal para mais produtividade e qualidade no leite</h2>
<p data-start="126" data-end="460">Uma sala de espera bem planejada na ordenha garante conforto, reduz o estresse e contribui para o aumento da produção e da qualidade do leite.</p>
<p data-start="126" data-end="460">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=sala-espera-ordenha">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar bem-estar animal, manejo eficiente e gestão estratégica para maximizar resultados no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=sala-espera-ordenha" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Linha de ordenha: como organizar e qual a importância?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/linha-de-ordenha-como-organizar-e-importancia/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/linha-de-ordenha-como-organizar-e-importancia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Oct 2023 11:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[CCS]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ordem com que as vacas são ordenhadas, o que é conhecido como linha de ordenha, se refere a uma sequência específica com que os grupos ou lotes de animais passam pela ordenha, o que pode variar de acordo com a fazenda e das condições de saúde do rebanho. Isso é importante por diversas razões, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ordem com que as vacas são ordenhadas, o que é conhecido como <strong>linha de ordenha</strong>, se refere a uma sequência específica com que os grupos ou lotes de animais passam pela ordenha, o que pode variar de acordo com a fazenda e das condições de saúde do rebanho.</p>
<p>Isso é importante por diversas razões, mas principalmente quando pensamos na saúde do úbere e consequentemente na qualidade do leite, tendo em vista que <strong>o principal objetivo é fazer com que vacas doentes não contaminem vacas sadias</strong>.</p>
<p>Nesse artigo iremos tratar a importância da realização da linha de ordenha, evidenciando os principais impactos que isso pode ter na saúde do úbere por ser usada como uma estratégia de controle da mastite contagiosa, além de trazermos pontos que devem ser levados em consideração para ordenar os animais na ordenha.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Mastite contagiosa e sua transmissão durante a ordenha</h2>
<p>Sabemos que a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a></strong> é uma das principais doenças nos rebanhos leiteiros e que essa enfermidade é um processo inflamatório da glândula mamária, causada geralmente por bactérias, o que gera grandes perdas econômicas para uma fazenda.</p>
<p>Estudos relatam que pode haver até 30% de perda de produtividade devido à mastite, além da desvalorização do leite pela <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">Contagem de Células Somáticas (CCS)</a></strong> alta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45872 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha.webp" alt="Tabela com bonificação e penalização no preço do leite" width="470" height="560" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha.webp 470w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-252x300.webp 252w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-370x441.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-270x322.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 470px) 100vw, 470px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de bonificação e penalização por CCS e CBT, mostrando que quanto mais alto os resultados, maior é o desconto no preço do leite. Fonte: Danilo Cavalcanti Gomes</span></p>
<p>Um grande problema presente nas fazendas é a mastite contagiosa, que rapidamente pode se espalhar pelo rebanho, trazendo grandes prejuízos econômicos.</p>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener">agentes mais comuns</a></strong> são <i>Staphylococcus aureus</i> e <i>Streptococcus agalactiae</i>, os quais na maioria das vezes podem não apresentar manifestação clínica, o que dificulta o diagnóstico nos rebanhos.</p>
<p><strong>Em sua maioria, sua transmissão ocorre durante a ordenha</strong>, com o uso da mesma ordenhadeira em uma vaca contaminada e depois em uma vaca sadia, contaminando-a.</p>
<p>Dessa forma, quando é realizado o diagnóstico de agentes contagiosos, já se tem um grande número de animais contaminados.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Para identificar e combater a mastite contagiosa, deve-se ficar atento aos indicadores do rebanho. A realização do exame de <strong>CCS individual</strong> é um grande aliado no combate à mastite contagiosa, visto que traz o resultado de cada animal, possibilitando que os animais de CCS alta sejam avaliados com maior atenção.</p>
<p>No caso da mastite contagiosa, pode-se observar na fazenda uma alta taxa de novos casos de mastite a cada mês, bem como animais com mastite crônica, o que pode ser indicativo de contaminação de agentes contagiosos de um animal para outro.</p>
<p>Pensando então em <strong>reduzir e controlar casos de mastite no rebanho</strong>, a prática mais utilizada é a linha de ordenha, a qual consiste em determinar de forma estratégica uma ordem dos lotes de animais para evitar que os animais contaminados contaminem as vacas sadias.</p>
<h2>Como ter uma boa linha de ordenha?</h2>
<p>Para uma boa linha de ordenha, alguns passos devem ser seguidos:</p>
<h3>1. Identificar os animais com CCS acima de 200 mil</h3>
<p>O comparativo do CCS entre meses é de grande ajuda para se ter o comportamento desses agentes no rebanho, observando a prevalência (número de vacas com CCS alta em relação ao rebanho) e a incidência (número de novos casos de CCS alta no rebanho) nos animais.</p>
<p>Com isso, tem-se um mapeamento da saúde do úbere do rebanho, podendo determinar quais animais possuem mastite subclínica.</p>
<h3>2. Cultura bacteriana dos animais com CCS alta</h3>
<p>É de extrema importância determinar os <strong>agentes presentes</strong> no rebanho.</p>
<p>Agentes como <i>Streptococcus agalactiae</i> são de rápida transmissão, mas de fácil tratamento. Isso dá oportunidade à fazenda de retirar o agente de seu rebanho com a utilização de antibioticoterapia.</p>
<p>Já no caso de <i>Staphylococcus aureus</i>, estratégias devem ser pensadas, visto que essa bactéria possui uma baixa resposta à antibioticoterapia, o que pode levar a uma mastite crônica nos animais. Sua eliminação dos rebanhos é muito difícil, principalmente em multíparas, o que leva muitos produtores a descartar animais infectados por esse agente.</p>
<h3>3. Redivisão dos lotes</h3>
<p>A separação dos animais em lotes facilita o manejo e evita erros. Uma divisão recomendada seria a seguinte:</p>
<ol>
<li>Vacas primíparas sem mastite.</li>
<li>Vacas multíparas que nunca tiveram mastite.</li>
<li>Vacas que já tiveram mastite, mas foram curadas.</li>
<li>Vacas com mastite subclínica.</li>
<li>Vacas com mastite clínica.</li>
</ol>
<p>Entretanto, sabemos que realizar a divisão dessa forma pode não ser uma realidade na maioria das fazendas leiteiras, mas isso não pode inviabilizar que uma linha de ordenha seja instituída sempre preconizando que primíparas sadias sejam ordenhadas primeiro e as vacas que compõe o lote de mastite clínica ou tratamento sejam as últimas a passarem pela ordenha.</p>
<p>No caso de fazendas com <i>Staphylococcus aureus</i>, onde o descarte desses animais não é possível, é prudente fazer um lote apenas com esses animais, retirando o agente do rebanho aos poucos, utilizando a contaminação pelo agente como um critério para descarte dos animais.</p>
<h3>4. Alinhamento com os colaboradores a ordem dos lotes</h3>
<p>Os <a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>colaboradores da fazenda</strong></a> desempenham um papel fundamental na realização da linha de ordenha e para o sucesso da operação.</p>
<p>Tendo em mente a experiência e conhecimento sobre o manejo de ordenha, o que inclui entender o funcionamento dos equipamentos de ordenha e os procedimentos adequados que as pessoas que trabalham na ordenha possuem, <strong>ter alinhamento sobre a importância da realização da linha de ordenha é essencial</strong>.</p>
<p>Essas pessoas serão responsáveis pela observação dos animais, garantia de higiene e qualidade do leite, registro de dados, como por exemplo a presença de grumos, além de identificar e segregar esses animais e determinar tratamentos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45873 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-1.webp" alt="Vacas durante a ordenha" width="500" height="667" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-1.webp 500w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-1-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-1-370x494.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-1-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Animais durante a ordenha. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Após a instalação do novo manejo, a linha de ordenha, deve-se acompanhar as mudanças de CCS e as culturas bacterianas frequentemente, para remanejar animais curados e novas infecções, podendo atingir os melhores resultados com o novo manejo.</p>
<h2>Organização que garante mais qualidade e produtividade no leite</h2>
<p>Uma linha de ordenha bem organizada não só melhora a eficiência do processo, mas também reduz riscos de contaminação e aumenta a qualidade do produto final.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=linha-ordenha">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar técnicas de manejo, gestão e controle de qualidade que elevam a produção e garantem resultados consistentes no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=linha-ordenha" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23112" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg" alt="Julia Mattoso - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Do NRC 2001 ao NASEM 2021: o que mudou na prática para o nutricionista?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/do-nrc-2001-ao-nasem-2021-o-que-mudou-na-pratica-para-o-nutricionista/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Sep 2023 18:24:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As formulações de dietas para vacas leiteiras são um componente crítico da produção leiteira e podem variar de acordo com a região, as condições ambientais, o estágio de lactação das vacas e os recursos disponíveis. No entanto, existem várias diretrizes e modelos oficiais que servem como referências amplamente reconhecidas para a formulação de dietas para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As <strong>formulações de dietas para vacas leiteiras</strong> são um componente crítico da produção leiteira e podem variar de acordo com a região, as condições ambientais, o estágio de lactação das vacas e os recursos disponíveis.</p>
<p>No entanto, existem várias diretrizes e modelos oficiais que servem como referências amplamente reconhecidas para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/confeccao-e-oferta-da-dieta-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">formulação de dietas</a></strong> para vacas leiteiras.</p>
<h2>Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>O NRC 2001 e o NASEM 2021 são <strong>modelos oficiais</strong> dos Estados Unidos para <strong>formulação de dietas de vaca leiteira.</strong></li>
<li>O NASEM 2021 trouxe mudanças na avaliação de nutrientes, como a partição da matéria seca, a estimativa de energia e o balanceamento de proteínas verdadeiras.</li>
<li>O modelo do NASEM 2021 utiliza uma equação para prever a produção de proteína no leite, considerando diversos fatores além dos aminoácidos.</li>
<li>A dieta formulada com base no NASEM 2021 deve contemplar uma adequada relação PDR/PDM e a suplementação de aminoácidos, conforme a eficiência de utilização da vaca.</li>
<li>O NASEM 2021 <strong>apresenta um software gratuito de formulação de dietas</strong>, além de um livro que é uma ótima fonte de atualização para profissionais envolvidos na nutrição de vacas leiteiras.</li>
</ul>
<p>Este webinar é ministrado por Marcos Neves, médico veterinário e professor na Universidade Federal de Lavras.</p>
<p>Você quer saber mais sobre o NRC 2001 e NASEM 2021? <strong>Clique no botão abaixo e aproveite este conteúdo completo!</strong></p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/do-nrc-ao-nasem-o-que-mudou-na-pratica?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=pagina-webinar-nrc-nasem&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27523 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-webinar-nrc-nasem.jpg" alt="Webinar NRC 2001 E NASEM 2021" width="1290" height="329" /></a></p>
<h2>Quer dominar todas as principais áreas de uma propriedade leiteira?</h2>
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<p>O conteúdo tem foco prático e aplicável, sendo dado por professores que têm ampla experiência na pecuária leiteira.</p>
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		<title>Free Stall: o que você precisa saber para implantar esse sistema</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/free-stall/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Sep 2023 11:00:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[free stall]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conforme os dados do IBGE, o Brasil alcançou a produção anual de 35 bilhões de litros de leite desde 2014, mantendo esse patamar até 2021. No entanto, o país experimentou uma queda significativa no rebanho leiteiro, registrando uma redução de 30% no número de cabeças, o que equivale a uma diminuição de cerca de 7 [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/free-stall/">Free Stall: o que você precisa saber para implantar esse sistema</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Conforme os dados do IBGE, o Brasil alcançou a produção anual de 35 bilhões de litros de leite desde 2014, mantendo esse patamar até 2021. No entanto, o país experimentou uma queda significativa no rebanho leiteiro, registrando uma redução de 30% no número de cabeças, o que equivale a uma diminuição de cerca de 7 milhões de animais, aproximadamente 1 milhão de cabeças a menos anualmente.</p>
<p>Essa drástica redução no tamanho do rebanho, acompanhada pela manutenção dos níveis de produção, pode ser atribuída a diversos fatores. Entre eles, destacam-se o aprimoramento genético dos animais, a implementação de melhorias nutricionais e de manejo, bem como a introdução de tecnologias que promovem o bem-estar e a saúde dos animais no rebanho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<p>Além dessas melhorias, a infraestrutura destinada à criação de gado leiteiro também se ajustou às necessidades de rebanhos mais exigentes. Nesse cenário, <strong>sistemas de criação como o <i>Free Stall</i> ganham crescente importância</strong>, proporcionando um ambiente mais adequado e confortável para os animais, desempenhando um papel fundamental na busca pela melhoria da produtividade na pecuária leiteira.</p>
<p>Todavia, é de extrema importância um planejamento criterioso antes de investir em um sistema de <i>Free Stall</i>, pois isso impactará diretamente na viabilidade financeira e produtiva da fazenda.</p>
<p>Nesse texto traremos informações importantes a serem consideradas, como o tipo e a <strong>qualidade genética</strong> do rebanho, a localização e o espaço disponível para instalação, as mudanças na dinâmica do manejo da propriedade e a viabilidade financeira do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-e-lucrativa/" target="_blank" rel="noopener">retorno do investimento</a>.</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44819 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall.webp" alt="Gráfico apresentando a sobreposição de produção de leite por rebanho de 2014 até 2021." width="866" height="540" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall.webp 866w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-300x187.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-768x479.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-370x231.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-270x168.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-740x461.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 866px) 100vw, 866px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Gráfico apresentando a sobreposição de produção de leite por rebanho de 2014 até 2021. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: IBGE 2022, adaptado</span></span></p>
<h2>Planejamento do rebanho</h2>
<p>A princípio, o aumento da produtividade proporcionado pela implementação de sistemas de criação mais lucrativos pode parecer tentador, seja através do incremento na produção dos animais ou da redução dos custos de produção. No entanto, é crucial compreender que o equilíbrio entre produção e custo está diretamente relacionado ao perfil do rebanho, incluindo sua genética e a média de produção por vaca.</p>
<p>Não basta avaliar apenas o aumento na média de produção de leite por animal no final da implementação do novo sistema, pois esse aumento deve acompanhar de forma paralela o investimento inicial e os custos de manutenção de toda a estrutura. Portanto, realizar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/" target="_blank" rel="noopener">planejamento de crescimento do rebanho</a></strong> antes de implementar a instalação é fundamental para viabilizar o projeto.</p>
<p>E esta organização do plantel é um dos maiores gargalos no planejamento de transição para sistemas de criação mais avançados, especialmente em propriedades de pequeno e médio porte. Nesses casos, o desafio do aprimoramento genético se destaca.</p>
<p>Índices reprodutivos abaixo do ideal, mão de obra menos qualificada e práticas de manejo que não atendem às necessidades dos animais de alta produção contribuem para prolongar o intervalo entre gerações, dificultando a obtenção de animais com um desempenho produtivo satisfatório.</p>
<p>Dessa forma, para otimizar o desempenho do novo sistema, é essencial adotar uma abordagem criteriosa em relação ao rebanho.</p>
<p>Animais de baixa produção, com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">problemas de reprodução</a></strong> ou histórico de doenças locomotoras, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a></strong> e questões reprodutivas, devem passar por avaliação visando o descarte desses animais do rebanho.</p>
<p>Ao mesmo tempo, investir em linhagens genéticas de alto potencial produtivo e longevidade é uma peça-chave para garantir que, quando integrados ao sistema <i>Free Stall</i>, os animais alcancem um aumento significativo na produção. Isso, por sua vez, contribuirá para compensar os custos adicionais ao longo dos anos e manter a lucratividade do empreendimento.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Planejamento da área de instalação do <em>Free Stall</em></h2>
<p>Para planejar a área de instalação do <i>Free Stall</i><span style="font-weight: 400;">, diversos fatores desempenham um papel crucial na otimização do sistema. Primeiramente, é essencial compreender quais unidades serão contempladas na construção. </span></p>
<p>Na grande maioria dos <i>Free Stalls</i>, essas unidades compreendem três aspectos fundamentais: <strong>a área de alimentação, a área de repouso e a área de exercício</strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para estimar o tamanho adequado das unidades de alimentação, <strong>é essencial considerar a capacidade de acomodação do sistema. </strong></span></p>
<p>No que diz respeito à área de alimentação, é recomendável destinar entre 60 a 70 cm lineares de espaço de cocho por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/" target="_blank" rel="noopener">vaca em lactação</a></strong> e 70 a 80 cm lineares para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener">vacas no pré-parto e pós-parto</a></strong>. Quando se trata de vacas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">novilhas</a></strong> compondo o mesmo lote no pós-parto, o espaço necessário no cocho deve variar de 80 cm a 1 m lineares.</p>
<p>Essas medidas visam assegurar que todos os animais tenham acesso ao alimento, minimizando qualquer competição na área de alimentação.</p>
<p>Além disso, o dimensionamento da área de repouso é um ponto crítico, que deve abranger aproximadamente 2,8 m2 por animal. É importante que as baias tenham entre 2,4 a 2,7 metros de comprimento, permitindo que os animais se deitem e se levantem com conforto. A largura deve ser de cerca de 1,1 a 1,4 metros, possibilitando a movimentação dos animais e proporcionando um ambiente adequado para o descanso.</p>
<p>Vale ressaltar, que para baias de pré-parto no sistema <i>Free Stall</i>, visto toda a logística e conforto para o animal gestante, a área deve compreender um espaço maior, em média, entre 4,5 e 5,5 m² por vaca.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44820 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-1.webp" alt="Planta de instalação Free Stall" width="466" height="380" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-1.webp 466w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-1-300x245.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-1-370x302.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-1-270x220.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-1-368x300.webp 368w" sizes="auto, (max-width: 466px) 100vw, 466px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Planta baixa de um modelo de instalação </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Stall</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: SEYFI (2015)</span></span></p>
<p>Independentemente da disposição das baias, seja ela em cama dupla, cabeça com cabeça, cama dupla traseira com traseira ou cama tripla, é essencial manter um espaçamento de aproximadamente 1,2 a 1,5 metros entre cada conjunto de camas. Isso facilita a locomoção dos animais entre as fileiras.</p>
<p>Além disso, os corredores que separam as fileiras de baias precisam ser amplos o suficiente para a passagem de vacas, tratores e pessoas. Uma largura comum para esses corredores é de 3 a 3,5 metros.</p>
<p>Quanto à área de exercício ou locomoção, é crucial que ela seja ampla o suficiente para garantir que os animais possam se movimentar com facilidade, evitando congestionamentos e garantindo uma boa circulação de ar. Geralmente, isso é traduzido em um espaço de cerca de 1,2 a 2 m² por animal.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=free-stall" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Planejamento do local do Free Stall</h2>
<p>Considerando todo o planejamento da área, a escolha do local de implementação deve atender a critérios específicos. Isso inclui a localização que possibilita o acesso a infraestruturas e recursos essenciais para o projeto, como proximidade da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">sala de ordenha</a></strong>, facilidade de acesso para animais, tratores e pessoas, bem como facilidade na instalação de energia e água.</p>
<p>A orientação do galpão também deve ser considerada, de modo a aproveitar ao máximo a luz solar natural.</p>
<p>Geralmente, opta-se por posicionar as fileiras na direção leste-oeste, de forma que a fachada do galpão fique voltada para o leste. Essa escolha proporciona uma melhor utilização da luz solar, neutralizando possíveis impactos fisio metabólicos nos animais devido a excessos ou escassez de exposição aos raios solares.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44821 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-2.webp" alt="Posicionamento das paredes laterais do barracão" width="939" height="413" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-2.webp 939w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-2-300x132.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-2-768x338.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-2-370x163.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-2-270x119.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-2-740x325.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 939px) 100vw, 939px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Posicionamento das paredes laterais do barracão, enfatizando a angulação dos raios solares dentro do galpão. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: The Dairyland Initiative (2015)</span></span></p>
<p>Outro ponto importante é a gestão eficiente da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-de-residuos-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">drenagem de resíduos</a></strong> e água da chuva, o qual desempenha um papel crucial na manutenção de um ambiente higiênico, saudável e confortável em um sistema de <i>Free Stall</i>.</p>
<p>Embora não haja valores numéricos específicos para declividade e dinâmica de drenagem, alguns aspectos são de extrema importância:</p>
<ul>
<li>Na área de repouso dos animais, é essencial que o piso apresente um declive adequado para evitar o acúmulo de poças e permitir que o sistema de lavagem direcione os resíduos para os canais de drenagem. Um declive suave de 1 a 2% é suficiente para orientar eficazmente os resíduos para os canais de drenagem.</li>
<li>Independentemente do tipo de piso utilizado, seja concreto ou tapetes de borracha, é importante dimensioná-lo e mantê-lo em adequadas condições. Quando subdimensionados ou mal conservados, esses pisos podem reter água e resíduos de fezes e urina, dificultando o escoamento.</li>
<li>A instalação de canais e calhas de drenagem ao longo das áreas de repouso é fundamental. O dimensionamento correto deve ser calculado com base na carga de dejetos esperados para evitar sobrecargas nos canais de drenagem ou entupimentos devido a resíduos mais pastosos.</li>
<li>É crucial conectar esses canais de drenagem a sistemas de esgoto ou fossas sépticas capazes de lidar com o volume de jatos gerados. Além disso, é importante garantir um destino adequado para esses resíduos, em conformidade com as regulamentações ambientais e de saúde.</li>
</ul>
<p>Além do sistema de lavagem, <strong>o sistema de raspagem desempenha um papel fundamental na manutenção da higiene do ambiente</strong>. Seja por meio do uso de lâminas de raspagem, raspadores acionados por cabo ou por ação manual, a remoção mecânica dos resíduos mais grossos otimiza significativamente a eficiência da lavagem via <i>flushing</i>.</p>
<p>Como também, a raspagem melhora a locomoção dos animais e reduz o contato da matéria orgânica com os cascos e o úbere das vacas, resultando em uma redução na ocorrência de mastite e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">doenças infecciosas podais</a>.</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44822 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-3.webp" alt="Limpeza no casco de vacas sendo realizada por meio de raspadores automáticos." width="1024" height="576" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-3.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-3-300x169.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-3-768x432.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-3-370x208.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-3-270x152.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-3-740x416.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Limpeza sendo realizada por meio de raspadores automáticos acionados por cabo, realizando a remoção mecânica dos resíduos. Fonte: GEA</span></p>
<h2>Planejamento da Estrutura do Free Stall</h2>
<p>Há várias conformações estruturais de <i>Free Stall</i>, desde de estruturas mais simples de madeira, e metal ou concreto, o que modifica o preço e a durabilidade da estrutura. Todavia, independentemente do tipo de material utilizado há precauções quanto à estrutura, devem ser consideradas no planejamento.</p>
<p>Entre elas, a cobertura desempenha um papel fundamental em instalações como essa, e tanto o material quanto o design são aspectos cruciais a considerar.</p>
<p>No que diz respeito ao material, é essencial que ele seja resistente o suficiente para enfrentar as condições climáticas e as variações de temperatura, enquanto ainda consegue ser leve e proporcionar uma boa ventilação para evitar o acúmulo de calor no interior do galpão.</p>
<p>As telhas metálicas, por exemplo, atendem bem a esses requisitos devido às suas características físicas. Além disso, o ângulo da cobertura também desempenha um papel <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">importante na dissipação de calor e na circulação de ar</a></strong>, permitindo ângulos de até 50% de inclinação e uma abertura central superior de 50 cm.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44823 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-4.webp" alt="Planta baixa de uma estrutura de Free Stall" width="765" height="425" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-4.webp 765w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-4-300x167.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-4-370x206.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-4-270x150.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-4-740x411.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 765px) 100vw, 765px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Planta baixa de uma estrutura de </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Stall</span></i><span style="font-weight: 400;">, enfatizando o posicionamento dos cochos e a cobertura. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Camargo A. C.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No que diz respeito às estruturas de sustentação do galpão, sejam elas metálicas ou de concreto pré-moldado, é fundamental que incluam pelo menos quatro linhas de vigas de sustentação. Duas delas devem estar posicionadas nas extremidades da estrutura, enquanto as outras duas devem estar localizadas no centro, alinhadas com as camas e a área de alimentação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A altura das vigas deve ser ajustada para corresponder ao alinhamento do telhado, com uma altura interna de cerca de 4 a 5 metros, dependendo da localização do </span><i><span style="font-weight: 400;">Free Stall</span></i><span style="font-weight: 400;"> e das características da cobertura.</span></p>
<h2>Planejamento do material para as camas e ventilação</h2>
<p>Um dos principais objetivos ao adotar um sistema de criação mais eficiente é <strong>assegurar o bem-estar dos animais</strong>.</p>
<p>As vacas leiteiras, devido ao seu metabolismo intensivo na produção de leite, enfrentam <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-climaticos-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">desafios particulares no clima brasileiro</a>.</strong> Sobretudo na dificuldade em dissipar o calor do corpo para o ambiente, o que pode resultar em estresse térmico.</p>
<p>Esse estresse, por sua vez, acarreta uma série de impactos negativos para o animal, incluindo a redução dos índices reprodutivos e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">diminuição na produção de leite</a>.</strong></p>
<p>Portanto, um sistema de ventilação eficiente desempenha um papel crucial na facilitação da dissipação de calor e na manutenção do equilíbrio térmico dos animais.</p>
<p>Esse sistema pode adotar diferentes abordagens, como ventilação natural, mecânica, aspersão ou uma combinação delas.</p>
<p>Independentemente do modelo escolhido, é essencial equilibrar a velocidade do ar, evitando tanto o desconforto excessivo para os animais quanto a falta de ventilação adequada para a termorregulação eficaz.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44824 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-5.webp" alt="Movimentos do ar acendestes, descendentes e circulares em uma estrutura de barracão aberta." width="445" height="588" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-5.webp 445w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-5-227x300.webp 227w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-5-370x489.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-5-270x357.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 445px) 100vw, 445px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Movimentos do ar ascendestes, descendentes e circulares em uma estrutura de barracão aberta. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: The Dairyland Initiative (2015)</span></span></p>
<p>Em termos de medidas aceitáveis, a velocidade do ar deve situar-se entre 0,1 a 1 metro por segundo na área de descanso e em torno de 0,5 metros por segundo na área de alimentação. Quando se utiliza um sistema de resfriamento por aspersão, a velocidade pode ser um pouco maior, variando até 2 metros por segundo, para auxiliar na evaporação da água.</p>
<p>Além da ventilação, a seleção do tipo de cama ajuda a proporcionar um maior bem-estar aos animais, pois o principal objetivo é que as vacas fiquem a maior parte do tempo deitadas e vários elementos precisam ser considerados.</p>
<p>Para tomar essa decisão, é fundamental avaliar o custo-benefício, a disponibilidade do material, a facilidade de manutenção, o conforto proporcionado aos animais e o custo de descarte ou reutilização do material.</p>
<p>As camas compostas por materiais orgânicos, como palha, maravalha, casca de café, casca de arroz, bagaço de cana, entre outros, costumam ser uma escolha econômica e proporcionam relativo conforto aos animais. No entanto, esses materiais degradam-se mais rapidamente e exigem trocas e manutenção mais frequentes, o que pode ser trabalhoso.</p>
<p>Por outro lado, as camas compostas por materiais sintéticos, como areia, borracha ou esteiras de etileno-acetato de vinila (EVA), geralmente têm um custo inicial mais elevado. No entanto, a manutenção é mais fácil de ser realizada. <strong>A areia, em particular, é frequentemente escolhida como material de cama em sistemas <i>Free Stall</i> devido à sua durabilidade e facilidade de limpeza.</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44825 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-6.webp" alt="Vacas em cama com material de borracha." width="800" height="600" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-6.webp 800w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-6-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-6-768x576.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-6-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-6-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-6-740x555.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-6-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44826 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-7.webp" alt="Vacas em cama com areia." width="800" height="450" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-7.webp 800w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-7-300x169.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-7-768x432.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-7-370x208.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-7-270x152.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/free-stall-7-740x416.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem de cima demonstrando a cama com material de borracha. Fonte: WingFlex. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem de baixo demonstrando a cama com areia. Fonte: HL Indústria e Comércio Ltda.</span></p>
<p>A escolha entre esses tipos de camas deve levar em consideração as condições específicas da fazenda, o orçamento disponível e as preferências do produtor.</p>
<p>Independentemente do material escolhido, <strong>é fundamental manter a cama limpa e seca para garantir o conforto e a saúde das vacas. </strong></p>
<p>Monitorar regularmente a condição da cama e fazer trocas quando necessário é essencial para o bem-estar dos animais e a eficiência do sistema <i>Free Stall</i>.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O planejamento para a instalação do sistema <i>Free Stall</i> deve ser realizado com meticulosidade, exigindo a colaboração de uma equipe técnica experiente e capacitada para enfrentar os desafios dessa implementação.</p>
<p>No entanto, é importante ressaltar que, além da infraestrutura, o preparo do rebanho e a adequada gestão do sistema são elementos cruciais que precisam estar alinhados com os objetivos do produtor.</p>
<p>Dessa forma, é possível promover o aumento da produtividade e da saúde dos animais de maneira eficiente e sustentável.</p>
<h2>Da implantação ao manejo: domine o Free Stall e maximize resultados</h2>
<p>Implantar um sistema de Free Stall exige mais do que conhecer sua estrutura, é preciso entender como integrá-lo ao manejo, nutrição e gestão da fazenda para atingir alta produtividade e bem-estar animal.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=free-stall">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática e aplicada, a tomar decisões técnicas que aumentam a produção e a rentabilidade no campo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>California Mastitis Test (CMT): o que é, como fazer e interpretar os resultados</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Sep 2023 12:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[células somáticas]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mastite pode se manifestar em duas principais formas: clínica e subclínica. Nos casos de mastite clínica o leite apresenta alterações visíveis a olho nu, como por exemplo presença de grumos, coágulos, sangue, pus e leite aquoso, podendo ou não estar associados a um sintoma visual de inflamação do quarto mamário afetado. Já a mastite [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A mastite pode se manifestar em duas principais formas: <strong>clínica e subclínica</strong>. Nos casos de mastite clínica o leite apresenta alterações visíveis a olho nu, como por exemplo presença de grumos, coágulos, sangue, pus e leite aquoso, podendo ou não estar associados a um sintoma visual de inflamação do quarto mamário afetado.</p>
<p>Já a mastite subclínica é aquela em que há uma ausência dos sinais e sintomas visíveis no leite ou úbere. Porém, o quarto mamário afetado pode apresentar redução na produção e alteração na composição do leite.</p>
<p>O <strong>monitoramento da saúde do úbere</strong> consiste em coletar e analisar regularmente informações e avaliação das práticas de manejo adotadas. Desta forma, a adoção de rotinas diagnósticas e monitoramento da saúde do úbere é uma ação indispensável para se ter sucesso no controle da mastite na fazenda.</p>
<p>Nesse texto traremos informações sobre <strong>a importância do teste de</strong> <strong><em>California Mastitis Test</em> (CMT)</strong> para a avaliação e identificação de mastite subclínica, bem como o procedimento para realização do teste e sua interpretação, indicadores de mastite subclínica e suas referências, e também o impacto que a mesma pode provocar nos resultados da fazenda.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Monitoramento e identificação da mastite</h2>
<p>A avaliação da saúde do úbere é baseada em informações sobre a frequência de vacas doentes e sadias no rebanho, a causa da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> e fatores de risco envolvidos (como por exemplo idade, estágio de lactação, época do ano) e a frequência de casos novos de mastite.</p>
<p>Com isso, é essencial a adoção de métodos diagnósticos que sejam simples, confiáveis e acessíveis.</p>
<p>Como na mastite subclínica não é possível a identificação visual dos sintomas, o seu diagnóstico é realizado através de testes auxiliares:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>No tanque:</strong> Contagem de Células Somáticas do tanque (CCSt)</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Na vaca:</strong> <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" rel="noopener">Contagem de Células Somáticas por indivíduo (CCS)</a></strong></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>No quarto mamário:</strong> <i>California Mastitis Test</i> (CMT) e CCS.</li>
</ol>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O teste CMT (<em>California Mastitis Test</em>)</h2>
<p>O <strong>California Mastitis Test (CMT)</strong> é um teste diagnóstico mais simples e prático para <strong>diagnosticar mastite subclínica ao pé da vaca</strong>.</p>
<p>O teste estima a CCS do leite baseado na viscosidade da solução de 2 ml do reagente de CMT (detergente aniônico neutro) com 2ml de leite de cada quarto mamário. O reagente de CMT rompe as membranas nas células que estão presentes no leite, liberando o DNA que é de alta viscosidade.</p>
<p>Abaixo você observa uma <strong>sequência de procedimentos</strong> para realização do teste de CMT:</p>
<ol>
<li>Posicionar a bandeja de acordo com os tetos e ordenhar cerca de 2 ml de leite de cada quarto mamário.</li>
<li>Eliminar o excesso de leite utilizando a 1ª marcação na raquete.</li>
<li>Adicionar cerca de 2 ml de reagente de CMT (até atingir a 2ª marcação da raquete).</li>
<li>Misturar o leite e o reagente com movimentos circulares.</li>
<li>Visualizar a viscosidade e atribuir escore de resultados de CMT.</li>
</ol>
<p>Com isso, o resultado do CMT é dado em escores, de acordo com a viscosidade da mistura de leite e o regente de CMT: <strong>negativo, traços, +, ++ ou +++</strong>. Esses escores de CMT apresentam uma correlação positiva com a CCS do leite.</p>
<p>Abaixo observe a relação entre os resultados de CMT e CCS:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44497 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/cmt.webp" alt="Tabela com o escore de resultados do CMT" width="639" height="131" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/cmt.webp 639w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/cmt-300x62.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/cmt-370x76.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/cmt-270x55.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 639px) 100vw, 639px" /></p>
<h3>Quando realizar o CMT?</h3>
<p>As principais indicações para o uso do CMT são:</p>
<ol>
<li>Selecionar os quartos mamários com mastite subclínica, em vacas diagnosticados com alta CCS em amostra composta de leite;</li>
<li>Diagnóstico de mastite subclínica em vacas recém paridas (5 a 7 dias de lactação);</li>
<li>Monitoramento mensal de mastite subclínica em vacas, quando não for possível realizar CCS.</li>
</ol>
<p>O<strong> CMT</strong> deve ser empregado <strong>apenas como diagnóstico para mastite subclínica</strong> e deve ser associado a uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cultura-microbiologica-no-manejo-da-mastite-subclinica/">cultura microbiológica</a></strong> do leite dos animais que obtiveram resultado positivo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=cmt" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>A cultura microbiológica é considerada o padrão ouro de diagnóstico de infecções intramamárias, entretanto pode ocorrer resultados negativos para o crescimento microbiano e isso não ser um indicativo de que o animal está livre de infecções.</p>
<p>A cultura aponta o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" rel="noopener">agente causador da mastite</a></strong>, sendo um importante auxílio na tomada de decisão precisa para o tratamento e a escolha correta do antibiótico.</p>
<p>É de suma importância algumas <strong>medidas para o controle da mastite</strong>, como o programa dos 10 pontos recomendado pela <i>National Mastitis Council </i>(EUA):</p>
<ol>
<li>Implantar rotinas de coleta de dados sobre sanidade do úbere;</li>
<li>Definir metas e indicadores sobre sanidade do úbere de rebanhos leiteiros;</li>
<li>Manter as vacas em ambiente limpo e confortável;</li>
<li>Excelente <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" rel="noopener">rotina de ordenha</a></strong>;</li>
<li>Rotina de manutenção e uso adequado do equipamento de ordenha;</li>
<li>Tratamento da mastite clínica, quando recomendado;</li>
<li>Controle de mastite na secagem;</li>
<li>Descarte e/ou segregação de vacas com mastite crônica;</li>
<li>Implantação de medidas de biossegurança contra a mastite contagiosa;</li>
<li>Avaliação periódica das medidas de controle de mastite.</li>
</ol>
<p><iframe loading="lazy" title="COMO CLASSIFICAR OS RESULTADOS DO CMT NA PECUÁRIA LEITEIRA? | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/Ko-uTAcOu9U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Indicadores de mastite subclínica</h3>
<p>O primeiro passo para avaliação da mastite subclínica se dá com a implantação da CCS individual de todas as vacas lactantes do rebanho, já que para o monitoramento da doença as informações de prevalência são essenciais.</p>
<p>A prevalência de mastite subclínica varia de acordo com o número de novos casos e a duração das infecções.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44498 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/cmt-1.webp" alt="Principais indicadores de mastite subclínica em rebanhos leiteiros" width="655" height="318" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/cmt-1.webp 655w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/cmt-1-300x146.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/cmt-1-370x180.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/cmt-1-270x131.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 655px) 100vw, 655px" /></p>
<p><span style="font-size: 12pt;">OBS: O ideal é que seja realizada a coleta de amostra para análise de CCS de vacas acima de 5 dias de parida, para evitar resultados falso positivos.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Ruegg, P.L. 2011</span></span></p>
<h2>O impacto da mastite na produção de leite</h2>
<p>Mesmo sendo desenvolvidas diversas estratégias de controle e prevenção, <strong>a mastite ainda é uma doença de grande impacto nas fazendas produtoras de leite</strong>, na indústria de laticínios e para os consumidores.</p>
<p>A doença dentro da fazenda é a causa da diminuição da produtividade da vaca e aumento dos custos de produção.</p>
<p>O conhecimento do impacto econômico da mastite na fazenda é de suma importância, principalmente para o produtor ter uma percepção real do custo associado a mastite visto que não são facilmente percebidos, como por exemplo o descarte de vaca e a susceptibilidade a outras doenças.</p>
<p>No Brasil, <strong>a perda da produção de leite proveniente da mastite subclínica é de aproximadamente 5% da produção total de leite,</strong> o que equivale a aproximadamente 1,75 bilhões de litros por ano (esta perda pode variar de acordo com a produção anual de leite).</p>
<p>Os prejuízos podem afetar negativamente além dos produtores, toda a indústria de laticínios, pois ocasiona a queda de rendimento industrial de fabricação, diminuição da qualidade do leite, da vida de prateleira dos derivados lácteos e a menor competitividade dos produtos no mercado.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Desta forma, o uso de medidas que garantem o <strong>diagnóstico precoce da mastite subclínica</strong> na propriedade leiteira, como o CMT, é de <strong>extrema importância para reduzir o impacto negativo da mastite tanto na produção quanto no rebanho dentro da fazenda</strong>.</p>
<p>Para que o sistema implante técnicas como o CMT ou outros métodos de diagnósticos, é de suma importância ter uma equipe bem alinhada com os objetivos da fazenda.</p>
<p>Outro ponto também importante é deter um sistema para análise dos dados gerados como uma ferramenta de auxílio na tomada de decisão dentro da fazenda, aliando isso ao acompanhamento de profissionais qualificados que visem a busca por resultados positivos dentro do sistema.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre California Mastitis Test (CMT)</h2>
<h3>O que é o California Mastitis Test?</h3>
<p>É um teste rápido utilizado para identificar vacas com suspeita de mastite subclínica por meio da avaliação indireta da quantidade de células somáticas presentes no leite.</p>
<h3>Como fazer o CMT?</h3>
<p>O teste consiste na mistura de leite de cada quarto mamário com um reagente específico, seguida da observação da reação formada.</p>
<h3>O CMT substitui a Contagem de Células Somáticas?</h3>
<p>Não. O CMT é uma ferramenta de triagem, enquanto a CCS fornece uma avaliação quantitativa da saúde da glândula mamária.</p>
<h3>Quando devo realizar o CMT?</h3>
<p>O teste pode ser utilizado no monitoramento rotineiro do rebanho, na investigação de suspeitas de mastite e no acompanhamento de programas de controle da doença.</p>
<h3>O CMT confirma o agente causador da mastite?</h3>
<p>Não. A identificação do microrganismo responsável depende de exames como a cultura microbiológica do leite.</p>
<h2>Transforme diagnóstico em decisões que aumentam a produção</h2>
<p>O <em>California Mastitis Test</em> é uma ferramenta simples, mas extremamente estratégica para prevenir perdas de produção e manter a qualidade do leite.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=cmt" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende como integrar diagnósticos como o CMT a uma gestão eficiente, unindo sanidade, nutrição, reprodução e indicadores financeiros para tomar decisões que realmente impactam no lucro da fazenda. Com conteúdos práticos e aplicáveis, você estará pronto para conduzir o rebanho com segurança e resultados consistentes.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24075" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/joao-marcos-rocha.jpg" alt="João Marcos Rocha - Equipe Leite" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/joao-marcos-rocha.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/joao-marcos-rocha-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/joao-marcos-rocha-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Enriquecimento ambiental para vacas e bezerras leiteiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Sep 2023 11:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Provavelmente você já se deparou com essas situações: vacas se coçando em objetos como cercas, escovas, cordas e paredes ou minimamente se entretendo com estes. Por mais que pareça corriqueiro essa interação dos animais com esses artefatos é uma ótima oportunidade de investimento a baixo custo e que tem potencial de aumentar os índices produtivos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Provavelmente você já se deparou com essas situações: vacas se coçando em objetos como cercas, escovas, cordas e paredes ou minimamente se entretendo com estes.</p>
<p>Por mais que pareça corriqueiro essa <strong>interação dos animais com esses artefatos é uma ótima oportunidade de investimento</strong> a baixo custo e que tem potencial de aumentar os índices produtivos do seu rebanho.</p>
<p>Os <strong>benefícios do enriquecimento ambiental</strong> das instalações têm ganhado muita notoriedade ao longo dos anos, onde esse enriquecimento é definido como modificação no ambiente dos animais confinados, permitindo variadas formas comportamentais que levam melhor funcionamento biológico.</p>
<p>Nesse texto discutiremos pontos importantes relacionados com as variadas formas de enriquecimento ambiental tanto para vacas quanto para bezerras leiteiras, elucidando os seus benefícios e também formas de implementação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Desafios relacionados ao estresse animal</h2>
<p>Cada vez mais <strong>o sistema de produção intensiva vem ganhando espaço</strong>, entretanto, ele pode levar a desafios relacionados ao estresse, comportamento anormal e até mesmo à saúde dos animais.</p>
<p>Essas alterações comportamentais ocasionadas pelo estresse podem ainda favorecer o aumento de estereotipias, as quais são definidas como um comportamento caracterizado por movimentos repetitivos e sem objetivo ou função aparente, ou seja, comportamentos anormais dentro do repertório da espécie.</p>
<p>Já existe uma preocupação por parte do mercado consumidor sobre a forma com que é feita a criação desses animais e se o sistema de fato se adequa às regras de bem estar, o que incentiva ainda mais a implantação de componentes ambientais para favorecer o bem estar destes.</p>
<p>Esse enriquecimento ambiental <strong>busca mitigar problemas relacionados ao estresse</strong>, pois oferece estímulos físicos, sociais e sensoriais que permitem os animais a expressar comportamentos naturais.</p>
<p>As fontes de estresse mais comuns em vacas leiteiras são:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">Estresse térmico</a></strong>;</li>
<li>Alta densidade de animais por grupo;</li>
<li>Mudança de lote;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">Manejo nutricional</a></strong> inadequado;</li>
<li>Ambiente com baixa sanidade.</li>
</ul>
<p>Esses fatores estressantes podem gerar consequências, como diminuir a qualidade e produção do leite, reduzir <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener">taxa de concepção</a></strong> e causar doenças abortivas devido a imunossupressão que o estresse provoca.</p>
<p>As bezerras também são afetadas, pois passam por processos que contribuem para o estresse, como condições climáticas extremas, manejo inadequado com manuseio bruto ou agressivo, transporte, introdução em ambiente desconhecido, mudanças no grupo e desmama.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Práticas de enriquecimento ambiental para vacas leiteiras</h2>
<p>É importante lembrar que fazem parte das práticas de enriquecimento ambiental componentes básicos que os animais devem usufruir, como por exemplo ter espaço para movimentarem livremente, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">ter acesso a água</a></strong> e alimentação, deter de camas adequadas que permitam o descanso, proteção contra intempéries climáticos e serem manejados de maneira adequada na rotina diária.</p>
<p>Os <strong>artifícios de enriquecimento ambiental</strong> podem ser caracterizados como:</p>
<ul>
<li><strong>Físico:</strong> deixar o ambiente o mais próximo do habitat natural, inserindo objetos.</li>
<li><strong>Sensorial:</strong> promover o estímulo dos cinco sentidos dos animais.</li>
<li><strong>Cognitivo:</strong> oferta de dispositivos mecânicos como “quebra cabeças” para que os animais manipulem.</li>
<li><strong>Alimentar:</strong> promover variações na alimentação dos animais.</li>
<li><strong>Social:</strong> interação intraespecífica ou interespecífica que pode ser criada no ambiente confinado.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=enriquecimento-ambiental" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Entretanto, <strong>os mais utilizados na bovinocultura leiteira e de maior destaque, são os de caráter físico e sensorial.</strong></p>
<p>O aspecto físico consiste em distribuir objetos interativos como escovas automáticas ou não, em que o animal coça o corpo gerando a sensação de relaxamento. Entretanto, existem outras opções mais artesanais como por exemplo tubos de PVC revestidos por corda de sisal que tem como característica sua aspereza.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45738 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental.webp" alt="Vaca utilizando escova automática" width="719" height="644" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental.webp 719w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-300x269.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-370x331.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-335x300.webp 335w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-270x242.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Vaca utilizando escova automática instalada em seu ambiente. Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45739 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1.webp" alt="Vaca utilizando coçador" width="398" height="492" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1.webp 398w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1-243x300.webp 243w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1-370x457.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1-270x334.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 398px) 100vw, 398px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Vaca utilizando o coçador feito a partir de uma estaca de madeira revestida por corda de sisal. Fonte: André Madeira Silveira França.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra opção, são as bolas de vinil que <strong>promovem maior movimentação e recreação do rebanho</strong>, o que contribui favorecendo as interações sociais e maior produção de hormônios do bem estar, como a endorfina e a ocitocina, que reduzem o estresse. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As bolas podem estar soltas nos piquetes ou amarradas em estruturas que as deixam pendulares.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45740 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2.webp" alt="Objetos interativos instalados em ambiente comum de bezerras leiteiras" width="561" height="348" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2.webp 561w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2-300x186.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2-370x230.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2-270x167.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Instalação de objetos interativos (escova e bola) no ambiente comum de bezerras leiteiras. Fonte: Fazenda Capetinga.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45741 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3.webp" alt="Varal confeccionado de garrafas pet como prática de enriquecimento ambiental" width="673" height="497" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3.webp 673w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-300x222.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-370x273.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-270x199.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 673px) 100vw, 673px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Varal confeccionado de garrafas pet como prática de enriquecimento ambiental. Fonte: André Gonsalves Lemos, Bruno Silva Miranda e Carlos Eduardo Leite.</span></p>
<h3>Outras práticas de enriquecimento ambiental eficientes</h3>
<p>Outros artifícios que são muito convencionais e bem eficientes em sistemas de criação intensivos e <strong>que atuam na redução do estresse térmico</strong> dos animais são o <strong>uso de aspersores.</strong></p>
<p>A água ao entrar em contato com o animal, umedece os pelos e a pele dos animais, contribuindo para o processo de resfriamento evaporativo, no qual a água evapora da superfície da pele absorvendo o calor do corpo, reduzindo assim a temperatura corporal, <strong>o que proporciona maior conforto térmico e bem-estar</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45742 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4.webp" alt="Animais recebendo aspersão na linha de cocho" width="740" height="740" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-300x300.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-150x150.webp 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-370x370.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-270x270.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Animais recebendo aspersão na linha de cocho em sistema de <em>Compost Barn</em>. Fonte: Acervo Rehagro. </span></p>
<p>Além da estimulação tátil e visual temos o <strong>enriquecimento ambiental do tipo sensorial</strong>, o qual também tem ganhado espaço na bovinocultura leiteira. Essa prática consiste em colocar música na sala de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">ordenha</a></strong>, a qual tem se apresentado um efeito relaxante para as vacas, por ela ser rítmica e contínua.</p>
<p>Além disso, pode favorecer relações positivas na interação humano-animal, podendo em alguns casos contribuir para o aumento da produção de leite.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O enriquecimento ambiental <strong>não melhora apenas a qualidade de vida dos animais, mas também tem efeitos positivos na produção de leite</strong>, saúde geral dos animais e também no desenvolvimento adequado das bezerras leiteiras.</p>
<p>O investimento em bem estar animal permite bom retorno financeiro às fazendas de leite e por isso, é necessário implementar planos de ações que sejam assertivos e aplicáveis à realidade da propriedade para que os animais recebam e desfrutem do conforto e bem estar.</p>
<h2>Bem-estar animal e produtividade andam juntos</h2>
<p>O manejo e o ambiente da fazenda influenciam diretamente a saúde e a produção do rebanho.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=enriquecimento-ambiental" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende como unir bem-estar, manejo eficiente e gestão lucrativa para potencializar seus resultados sem aumentar custos desnecessários.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=enriquecimento-ambiental" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Manejo da qualidade da água para vacas leiteiras: importância e práticas recomendadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Aug 2023 11:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A água é um recurso vital para os bovinos leiteiros e desempenha um papel essencial em seu bem-estar, saúde e produtividade. A composição corporal de água de uma vaca de leite é de 55 a 65%, sendo um constituinte extremamente importante para realizações das atividades fisiológicas, como mantença, produção e reprodução.  Nesse artigo discutiremos sobre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A água é um recurso vital para os bovinos leiteiros e desempenha um papel essencial em seu bem-estar, saúde e produtividade. </span><b>A composição corporal de água de uma vaca de leite é de 55 a 65%</b><span style="font-weight: 400;">, sendo um constituinte extremamente importante para realizações das atividades fisiológicas, como mantença, produção e reprodução. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse artigo discutiremos sobre a importância de fornecer água de qualidade para os bovinos leiteiros, evidenciando suas principais funções no organismo do animal, os benefícios da instalação de bebedouros na saída da </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><b>ordenha</b></a><span style="font-weight: 400;">, a relevância que existe em fornecer água de qualidade e quais as recomendações de monitoramento.  </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Função da água no organismo dos bovinos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal função da água no organismo é a manutenção da homeotermia corporal e nutrição de todas as células dos tecidos, além da reposição de todas as formas de perdas de água pelo animal, como urina, fezes, leite, saliva, respiração e transpiração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, em caso de perda de 50% da massa corporal proteica e 100% de perda da massa de gordura os animais ainda conseguem sobreviver, porém, <strong>ao perderem de 10% a 12% de água existem grandes chances de virem a óbito.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, a ingestão de água é algo mais que importante para os bovinos leiteiros: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Hidratação:</b><span style="font-weight: 400;"> A água é essencial para manter a hidratação dos bovinos. A desidratação pode levar a uma série de problemas de saúde, incluindo problemas digestivos, redução de consumo de alimentos, afetando negativamente a saúde dos animais. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Produção de leite:</b><span style="font-weight: 400;"> A ingestão adequada de água é fundamental para a uma produção de leite eficiente. Vacas leiteiras possuem uma demanda significativa de água devido à produção de leite, onde a falta de água pode levar a uma diminuição na produção de leite. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Regulação térmica:</b><span style="font-weight: 400;"> Em períodos ou locais de clima quente a água desempenha um papel muito importante na </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-climaticos-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><b>regulação térmica dos animais</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Digestão e absorção de nutrientes:</b><span style="font-weight: 400;"> A água é essencial para o processo de digestão dos alimentos ingeridos pelos bovinos leiteiros. Ela auxilia na quebra dos alimentos e na absorção de nutrientes no trato digestivo. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Saúde:</b><span style="font-weight: 400;"> A disponibilidade de água limpa e fresca tem relação direta com a saúde do </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/"><b>rebanho</b></a><span style="font-weight: 400;">, auxiliando na prevenção de problemas de saúde como diarreia e outras doenças transmitidas pela água, o que contribui garantindo a saúde e o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar dos animais</strong></a>. </span></li>
</ul>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Quantidade necessária de água</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade e qualidade da água ingerida pela vaca de leite interfere diretamente no consumo de matéria seca (MS) e no nível de produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consumo de água pela vaca de leite pode variar entre </span><b>80 a até 190 litros por dia</b><span style="font-weight: 400;">, de acordo com a raça, peso vivo, estado fisiológico, potencial produtivo, consumo de MS, clima da região em que o animal se encontra, ingestão de sal e proteína na </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/"><b>dieta</b></a><span style="font-weight: 400;">, disponibilidade e dimensionamento de bebedouros, o sistema que o animal está inserido (confinado, semiconfinado e pasto) e o principal a qualidade da água fornecida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Geralmente, o pico de ingestão de MS acompanha o pico de ingestão de água pela vaca e, momentos após a ordenha, também ocorrem picos de ingestão de água, podendo ser de 40% a 50% da quantidade total ingerida durante o dia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, estudos mostram que vacas que produzem mais de 25 litros/dia ingerem 62% a mais de água do que animais de baixa produção. Outro fator que influencia o consumo é a temperatura ambiente, os meses mais quentes do ano propiciam uma a maior ingestão de água por causa do </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener"><b>estresse térmico</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<h2>Benefícios do bebedouro próximo à ordenha</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma estratégica, a instalação de bebedouros logo na saída da ordenha pode ser considerada uma prática que visa proporcionar benefícios significativos para o rebanho. Dentre as várias razões para a instalação de bebedouros nesse local, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Hidratação imediata:</b><span style="font-weight: 400;"> Após a ordenha, devido à perda de grande quantidade de água para a produção de leite, ocorre o aumento do consumo de água pelas vacas. Ao ter bebedouros logo na saída da ordenha, possibilita a hidratação imediata. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Incentivo do consumo de água:</b><span style="font-weight: 400;"> ter bebedouros próximos à área de ordenha incentiva o consumo de água pelas vacas. Elas tendem a beber mais água quando tem acesso fácil. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Recuperação de energia e nutrientes:</b><span style="font-weight: 400;"> logo após a ordenha as vacas necessitam de nutrientes para restaurar a energia gasta durante o processo. Ao disponibilizar água imediatamente após a ordenha, as vacas têm oportunidade de restabelecer seus níveis de hidratação e absorver nutrientes essenciais. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Facilidade de manejo:</b><span style="font-weight: 400;"> ter bebedouros na saída da ordenha facilita o manejo do rebanho. Dessa forma, os animais não precisam percorrer longas distâncias para acessar a água. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Qualidade do leite:</b><span style="font-weight: 400;"> Ofertar água fresca e limpa imediatamente após a ordenha pode contribuir para uma boa qualidade do leite. Vacas hidratadas têm menor probabilidade de sofrer estresse, afetando negativamente a qualidade do leite. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Bem-estar animal: </b><span style="font-weight: 400;">proporcionar fácil acesso à água contribui para o bem-estar das vacas leiteiras, pois vacas saudáveis são mais propensas a serem mais produtivas. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante que os bebedouros sejam projetados e mantidos de forma adequada para garantir o fornecimento de água limpa e fresca de forma constante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, mesmo sabendo dos benefícios que a instalação dos mesmos na saída da ordenha, é indispensável que haja bebedouros instalados nos locais onde as vacas estarão após a ordenha, sendo nos piquetes ou dentro dos barracões de confinamento.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45954 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/qualidade-agua.webp" alt="Bebedouro para bovinos leiteiros" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Bebedouros instalados no corredor de saída da ordenha. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vaca necessita, de acordo com o seu peso vivo, mais água do que outras espécies, proporcionalmente. Visto que, o leite possui aproximadamente 87% de água em sua composição, o que mostra que o </span><b>animal em período de lactação demanda de grandes quantidades de água para suprir suas necessidades fisiológicas</b><span style="font-weight: 400;"> e ainda conseguir produzir com o seu máximo potencial, sendo necessário a ingestão de </span><b>6 litros de água para cada litro de leite produzido</b><span style="font-weight: 400;">. Por exemplo, uma vaca com produção média diária de 30 litros de leite necessita ingerir 180 litros de água durante o dia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos mostram que uma menor presença de matéria orgânica na água fornecida proporciona uma maior aceitação e, consequentemente, uma maior ingestão pelos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, foi provado que a ingestão de água de qualidade por </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><b>novilhas</b></a><span style="font-weight: 400;"> aumenta o ganho de peso corporal em até 23% em relação a novilhas que têm acesso à água com níveis mais altos de matéria orgânica.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45955 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/qualidade-agua-1.webp" alt="Bebedouro com água suja" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Bebedouro com água extremamente suja, o que não contribui para o consumo adequado de água pelos animais. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Qualidade da água para bovinos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação à qualidade da água, é importante atentar as fontes de abastecimento de água, as quais devem ser protegidas de poluentes e outros riscos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deter de um <strong>programa de controle de qualidade da água é fundamental para monitorar e manter a água em condições adequadas</strong> para o consumo dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os principais passos que compõem um programa de controle de qualidade de água para os bovinos leiteiros podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Análise da água:</b><span style="font-weight: 400;"> para que se conheça a qualidade da água deve-se coletar água de diferentes pontos de fornecimento, como poços artesianos, fontes, reservatórios ou canais de irrigação e enviar para laboratórios especializados. A análise deve incluir verificação de parâmetros como pH, turbidez, sólidos dissolvidos, níveis de minerais e presença de contaminantes como os coliformes fecais e bactérias patogênicas. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Monitoramento regular:</b><span style="font-weight: 400;"> após o resultado da análise da água e de serem estabelecidos os padrões seguindo diretrizes nacionais ou regionais para qualidade da água destinadas ao consumo animal, é importante realizar análises com intervalos regulares para que se tenha garantia de que a água permaneça nos limites aceitáveis. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Manutenção do sistema de abastecimento de água: </b><span style="font-weight: 400;">um bom programa de controle de qualidade da água inclui a manutenção adequada do sistema de abastecimento, onde os bebedouros, canos e reservatórios devem ser limpos regularmente para que seja evitado o acúmulo de sedimentos e a contaminação da água. </span></li>
</ul>
<h2>Como aumentar a ingestão de água pelos bovinos?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, existem algumas recomendações para aumentar a ingestão de água pelas vacas de leite: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fornecimento de uma água limpa, cristalina e isenta de compostos tóxicos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Temperatura entre 25°C e 30°C, visto que temperaturas abaixo de 15°C é observado uma diminuição do consumo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Distribuição correta e dimensionamento ideal dos bebedouros tanto na saída da ordenha quanto nos piquetes ou barracões de confinamento com tamanho para que 15% do lote consiga ter acesso à água simultaneamente. Para isso é determinado que o espaçamento seja de 0,12 metros lineares por animal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Limpeza dos bebedouros é ideal para evitar o acúmulo de sujeira e possíveis contaminantes.</strong> Para isso é importante que ela seja feita de forma periódica, podendo ser a cada dois dias ou semanalmente. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, ofertar água de qualidade aos bovinos leiteiros é essencial para manter os animais saudáveis, hidratados e produtivos. A água limpa e dentro dos padrões recomendados é vital para garantir uma produção de leite de alta qualidade, além de assegurar o bem-estar e saúde do rebanho.</span></p>
<h2>Água de qualidade para mais saúde, produção e lucro no leite</h2>
<p>A qualidade da água influencia diretamente o consumo, a saúde e a produtividade das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=qualidade-agua">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar práticas de manejo, nutrição e gestão que garantem condições ideais para o rebanho e resultados consistentes na fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23114" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/gabriella-faria.jpg" alt="Gabriella de Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/gabriella-faria.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/gabriella-faria-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/gabriella-faria-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Grão úmido reidratado: estratégia para redução de custos na dieta de vacas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 19:30:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção de leite é uma atividade agrícola complexa e desafiadora, na qual a alimentação adequada das vacas é crucial para o sucesso do empreendimento. Nesse contexto, a busca por alternativas que proporcionem uma dieta nutricionalmente equilibrada, ao mesmo tempo em que reduzem os custos operacionais, torna-se um objetivo central para os produtores de leite. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A produção de leite é uma atividade agrícola complexa e desafiadora, na qual a alimentação adequada das vacas é crucial para o sucesso do empreendimento.</p>
<p>Nesse contexto, a busca por alternativas que proporcionem uma dieta nutricionalmente equilibrada, ao mesmo tempo em que reduzem os custos operacionais, torna-se um objetivo central para os produtores de leite.</p>
<p>Uma das <strong>estratégias inovadoras</strong> que têm ganhado destaque é o uso de <strong>grão úmido reidratado na alimentação das vacas leiteiras</strong>. Essa prática consiste em fornecer aos animais grãos previamente umedecidos, permitindo benefícios tanto na eficiência alimentar quanto na economia de recursos.</p>
<p>O <strong>grão úmido reidratado</strong> é uma <strong>técnica que envolve o prévio umedecimento dos grãos</strong> utilizados na dieta das vacas leiteiras, como milho e outros cereais. A reidratação é realizada por meio de processos controlados que garantem a preservação das características nutricionais dos grãos, tornando-os mais palatáveis e de fácil digestão para o gado.</p>
<p>Neste webinar são trazidos dados sobre os custos de produção operacional e formas de se utilizar esse grão na alimentação das vacas leiteiras.</p>
<p>As informações são disponibilizadas por Julia Dias, Consultora da Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>Você quer saber mais sobre grão úmido reidratado? <strong>Clique no botão abaixo</strong> e aproveite este conteúdo completo!</p>
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<h2>Como aumentar produtividade, lucratividade e a qualidade do leite?</h2>
<p>Caso você queira continuar tendo acesso a um conteúdo 100% aplicável à sua realidade, venha conhecer o <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=pagina-webinar-grao-umido-reidratado-lp-curso&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a>.</p>
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		<title>Boas práticas de ordenha: higiene, técnicas e equipamentos</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 21:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já sabe que uma rotina de ordenha eficiente é crucial para garantir a saúde e o bem-estar das vacas, assim como a qualidade do leite produzido. No entanto, para que essa rotina seja realmente eficaz, todos os aspectos do manejo devem ser eficientes. Isso inclui o manejo de bezerros, vacas no pós-parto, pré-parto, novilhas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já sabe que uma <strong>rotina de ordenha eficiente é crucial para garantir a saúde e o bem-estar das vacas</strong>, assim como a qualidade do leite produzido.</p>
<p>No entanto, para que essa rotina seja realmente eficaz, todos os aspectos do manejo devem ser eficientes. Isso inclui o manejo de bezerros, vacas no pós-parto, pré-parto, novilhas, vacas em lactação e a higiene em todos os setores da sua propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Higiene na ordenha: importância e procedimentos recomendados</h2>
<p>Um dos <strong>maiores desafios da ordenha é a limpeza das vacas e a higiene do ambiente</strong>. A responsabilidade por uma ordenha limpa não recai apenas sobre os ordenhadores, mas também sobre aqueles que cuidam das instalações nos diferentes sistemas (<i>free-stall</i>, o <i>compost barn</i> ou o pasto).</p>
<p>É importante que todas as áreas estejam limpas, bem iluminadas, bem ventiladas e projetadas de acordo com as normas de bem-estar animal.</p>
<p>Se a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" rel="noopener">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong> estiver alta no tanque, isso indica que algo está errado no manejo geral da sua propriedade, e esse erro pode estar tanto dentro quanto fora da sala de ordenha.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>É crucial que as vacas cheguem limpas à sala de espera, e para que isso aconteça, é necessário reduzir a exposição à sujeira, fornecendo camas secas e instalações adequadas.</p>
<p>Um ponto importante a ser ressaltado é em relação a umidade da cama dos animais no caso de sistema de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><i>Compost barn</i></a></strong>, onde quando a cama possui uma umidade baixa, ou seja, a cama se encontra excessivamente seca, pode contribuir para que os animais apresentem maior sujidade corporal.</p>
<p>Isso acontece, pois após o resfriamento com aspersão e ventilação na sala de espera da ordenha e resfriamento na linha de cocho, os animais se direcionam para a cama e lá devido a ação dos ventiladores, faz com que todo pó solto da cama seca seja impregnado ao pelo do animal que se encontra molhado.</p>
<p>Além disso, em instalações onde os animais não são confinados, é importante promover áreas de descanso que sejam limpas e que se mantenham sempre secas, a fim de evitar que os animais se sujem e cheguem na ordenha apresentando <strong>um alto grau de sujidade</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44486 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha.webp" alt="Imagem mostrando sujidade de vacas leiteiras" width="830" height="559" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha.webp 830w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-300x202.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-768x517.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-370x249.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-270x182.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-740x498.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 830px) 100vw, 830px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagens mostrando a sujidade dos animais e sua relação com o ambiente onde estão inseridos. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Ainda relacionado à higiene e à condição da cama, quando temos uma situação oposta, ou seja, uma cama com alta umidade e acúmulo de matéria orgânica, isso também influenciará para termos vacas com escore de sujidade de úbere alto.</p>
<p>Além dessa questão de higiene, <strong>é importante lembrar que a superlotação das instalações contribui para tal cenário</strong>, e quando isso acontecer, teremos também um maior número de vacas incomodadas, permanecendo mais tempo em pé, com limitação na alimentação e restrito período de descanso, o que somados podem contribuir tanto para o menor desempenho produtivo dos animais quanto para a redução de imunidade e predisposição a doenças, como por exemplo casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" rel="noopener">mastite</a></strong>.</p>
<p>Além disso, vacas que chegam com tetos sujos na sala de ordenha irão necessitar de um maior cuidado e dedicação da equipe para limpeza dos mesmos antes do acoplamento das teteiras.</p>
<p>Esse cuidado com a higiene nesse momento é crucial para minimizar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" rel="noopener">contagem bacteriana total (CBT)</a></strong> no leite, visto que a máxima higiene dos operadores e dos animais estão diretamente relacionadas com uma baixa CBT.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44487 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1.webp" alt="Filtro de leite ao final da ordenha" width="500" height="667" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1.webp 500w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-370x494.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem mostrando a sujidade do filtro de leite ao final da ordenha, onde tal sujidade estava relacionada com alta umidade da cama dos animais e uma ineficiente higiene dos tetos das vacas antes de iniciar a ordenha. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Escore de sujidade do úbere</h3>
<p>Existem algumas áreas mais críticas para se manter limpas, como o úbere e a parte inferior das pernas.</p>
<p>O <strong>escore de sujidade do úbere</strong> fornece indicadores importantes para avaliar o manejo da propriedade, assim como o escore de limpeza dos tetos é um bom indicador da contagem de células somáticas. O escore de sujidade do úbere varia de 1 a 4 <strong>sendo o escore 1 – totalmente limpo</strong> e o <strong>escore 4 – totalmente sujo</strong>.</p>
<p>Existe uma significativa associação entre a menor higiene do úbere e o aumento na prevalência de infecção intramamária da vaca.</p>
<p>Estudos demonstram que animais que possuem escore de sujidade de úbere grau 3 ou 5 tinham 1,5 vezes mais chances de se infectar com patógenos do que as vacas de escore 1 ou 2.</p>
<p>Outras medidas que podem ser implementadas incluem a remoção do pelo do úbere duas vezes por ano e aparar ou cortar a vassoura da cauda.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44488 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2.webp" alt="Escore de sujidade do úbere de vacas" width="567" height="225" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2.webp 567w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-300x119.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-370x147.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-270x107.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem mostrando os graus de sujidade apresentados pelas vacas. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Copyright 2002 © Pamela L. Ruegg, all rights reserved. Chart developed with input from Dan Schreiner and Mike Maronel.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=boas-praticas-ordenha" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Bem-estar animal nas instalações</h2>
<p><strong>Bem-estar animal</strong> nas instalações também <strong>é um fator importante que influencia na saúde das vacas e em todo manejo durante a ordenha</strong>.</p>
<p>Para uma boa ordenha é essencial que os cuidados com os animais iniciem no momento de buscá-los para ordenha, onde é importante que o ato de tocar as vacas seja realizado de maneira gentil e tranquila, evitando correria e gritos com os animais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44489 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3.webp" alt="Animais sendo conduzidos de forma tranquila para a ordenha" width="500" height="667" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3.webp 500w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-370x494.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Momento em que os animais são conduzidos de forma tranquila e respeitosa para a sala de ordenha. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Outro ponto importante e que contribui para o bem-estar dos animais, principalmente pensando em primíparas que nunca foram ordenhadas é a <strong>realização de treino com os animais</strong>, passando as mesmas na sala de espera e nas contenções da ordenha, a fim de evitar que após o parto ocorra problemas e acidentes com animais e pessoas da operação.</p>
<p>O bem-estar, juntamente com a proximidade e confiança das vacas nos funcionários, garantirá que elas cheguem tranquilas e sem estresse à sala de espera, e como resultado, elas liberarão o leite mais rapidamente e produzirão mais, tornando a ordenha mais rápida e eficiente.</p>
<h2>Importância de pessoas qualificadas na execução da ordenha</h2>
<p>Um <strong>ponto fundamental</strong> em relação às boas práticas da ordenha <strong>é deter de uma equipe treinada para execução das atividades no setor</strong>.</p>
<p>Além de possuir treinamento adequado, a higiene pessoal dos funcionários é muito importante, onde é ideal que a equipe lave bem as mãos e use luvas descartáveis antes de iniciar a ordenha. Isso ajuda a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/" rel="noopener">prevenir a transmissão de bactérias e doenças</a></strong> entre as vacas e os operadores.</p>
<p>A rotina de trabalho também deve ser bem definida de acordo com a realidade de cada fazenda, e isso se torna relevante principalmente para garantir que todos os processos da ordenha sejam realizados conforme o combinado e dentro do tempo máximo e mínimo para cada etapa.</p>
<p>É crucial que <strong>cada atividade seja bem descrita e que cada funcionário seja capacitado para desempenhá-la</strong>, sendo capaz de reconhecer e diagnosticar qualquer intercorrência que esteja ocorrendo tanto com a vaca quanto com o leite, por exemplo a identificação da presença de grumos ou sangue no leite, edema de úbere e claudicação ao entrar na ordenha.</p>
<p>Para isso, a elaboração de <strong>Programas Operacionais Padrão (POP’s)</strong>, os quais demonstram o passo a passo dos processos a serem realizados de forma clara e objetiva dentro do setor, deixando firmado com a equipe a forma correta que os eventos dentro da ordenha devem ocorrer com o intuito de garantir o bem-estar, saúde e a produtividade do animal e também o sucesso na execução das tarefas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44490 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4.webp" alt="Exemplo de um programa operacional padrão de uma fazenda" width="740" height="979" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-227x300.webp 227w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-370x490.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-270x357.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de um Programa Operacional Padrão (POP) de uma fazenda. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Equipamentos essenciais para uma ordenha eficiente e segura</h2>
<p>Sobre os equipamentos de ordenha, como as teteiras e os tubos de ordenha, é fundamental mantê-los limpos e em boas condições de funcionamento.</p>
<p>É importante que se tenha uma rotina de verificação sobre o bom funcionamento dos equipamentos, observando se há vazamentos e peças desgastadas e também sobre as condições de higiene. <strong>Após cada ordenha, é importante realizar a limpeza e desinfecção completa de todo o equipamento. </strong></p>
<p>A manutenção adequada dos equipamentos de ordenha desempenha um papel crucial na saúde dos tetos e no bem-estar das vacas.</p>
<p>Isso ocorre porque a remoção da queratina do canal do teto depende da compressão da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">teteira</a></strong>, o tônus muscular na ponta do teto depende da eficácia do alívio congestivo e a congestão do teto depende do vácuo aplicado na ponta do teto.</p>
<p>Portanto, se faz necessário um equilíbrio entre a produção e a remoção de queratina nos tetos, o que pode ser obtido através da correta regulagem do equipamento. Assim, é necessário se atentar aos seguintes fatores:</p>
<ul>
<li><strong>Encaixe da teteira </strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Garanta um bom encaixe entre o corpo do teto e o massageador; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Posicione a ponta do teto na zona de compressão efetiva; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Reduza a congestão na ponta e no corpo do teto e evite o anelamento do teto.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Nível do vácuo na ponta do teto</strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Um alto nível de vácuo faz com que em poucos minutos de ordenha se tenha congestão dos tetos, o que limita o fluxo de leite antes mesmo da esgota completa da vaca; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">O vácuo aplicado na ponta do teto durante o período de baixo fluxo, no final da ordenha é a principal causa de congestão no teto e desconforto para a vaca; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A congestão provoca dor, gerando estresse e liberação de adrenalina, prejudicando então a ação da ocitocina e consequentemente a liberação do leite. </span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Preparação e estimulação dos animais</strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Vacas bem preparadas antes da colocação das teteiras possuem uma melhor eficiência de ordenha, pois, a descida do leite é mais rápida, o que diminui a chance de ocorrer sobreordenha; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A sobreordenha resulta em aumento da congestão do teto e pode acontecer no início ou final da ordenha. No início ocorre devido a má preparação e </span><strong>estimulação do animal</strong><span style="font-weight: 400;"> o que gera um baixo fluxo de leite e alto nível de vácuo na ponta do teto. </span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44491 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5.webp" alt="Vaca bem estimulada antes da colocação das teteiras" width="288" height="512" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5.webp 288w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-169x300.webp 169w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-270x480.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 288px) 100vw, 288px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de uma vaca bem estimulada antes da colocação das teteiras, é possível observar também que os tetos se encontram secos e limpos. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Rotina da ordenha</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo da rotina de ordenha é <strong>preparar os tetos, deixando-os limpos, secos e bem estimulados</strong>, promovendo uma ejeção do leite inicial e contínua, a fim de se realizar uma ordenha rápida e completa, além de evitar a sobreordenha. Para tanto, é necessário seguir algumas etapas: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Teste da Caneca (descarte dos primeiros jatos de leite);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Pré-dipping;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Secagem adequada dos tetos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Colocação das teteiras no tempo correto; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Antissepsia eficaz dos tetos após a ordenha; </span></li>
</ul>
<h3>Teste de caneca (descarte dos primeiros jatos de leite)</h3>
<p>O <strong>teste de caneca</strong> é uma ferramenta fundamental na rotina de ordenha, <strong>pois 50% dos casos de mastite são classificados como moderada ou grau 1</strong> ou seja, aquela que apresenta somente alterações no leite, e <strong>esse é o único método para detectar mastite clínica moderada</strong>, uma vez que a maioria das células somáticas é eliminada nos primeiros jatos de leite, o que permite a visualização dos grumos de leite.</p>
<p>Além disso, o teste de caneca estimula a descida do leite e remove bactérias do canal do teto por meio da remoção do leite residual nos primeiros jatos.</p>
<p>Fazer o teste da caneca antes do pré-dipping é recomendado para reduzir o risco de recontaminação dos tetos já limpos. Escala de gravidade da mastite:</p>
<ul>
<li><strong>Grau 1 &#8211; Leite anormal</strong> – Apresenta alterações no leite.</li>
<li><strong>Grau 2 &#8211; Leite anormal e úbere inchado</strong> – Apresenta modificações no leite e no teto.</li>
<li><strong>Grau 3 &#8211; Vacas doentes</strong> – Apresenta alterações no leite e a vaca possui sinais sistêmicos, como por exemplo febre e falta de apetite.</li>
</ul>
<h3>Pré-dipping</h3>
<p>Um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pré-dipping</a></strong> eficaz pode reduzir as populações bacterianas na pele do teto em até 85% e diminuir a incidência de novas infecções por mastite ambiental em até 50%.</p>
<p>O objetivo dessa etapa de higienização antes da ordenha é reduzir os patógenos presentes na pele do teto, bem como reduzir a contagem de sedimentos e bactérias no tanque de leite.</p>
<p>Para garantir a eficácia do pré-dipping, é fundamental garantir que a utilização seja feita com copo sem retorno, que o mesmo esteja limpo, que ao passar a solução ela cubra todo o teto, que seja utilizado um antisséptico adequado e que a aplicação seja em tetos limpos e secos.</p>
<p>O antisséptico deve permanecer em contato com a superfície da pele por no mínimo 30 segundos para garantir a eliminação das bactérias.</p>
<h3>Secagem adequada</h3>
<p>A secagem dos tetos é uma etapa crítica em termos de higiene pré-ordenha, pois a umidade favorece o crescimento bacteriano. Além disso, a umidade permite que as bactérias presentes nos tetos e no equipamento de ordenha se espalhem por meio de gotículas de água até o esfíncter do teto.</p>
<p>Se a toalha de pano for utilizada, é importante garantir que esteja seca, pois toalhas molhadas não secam os tetos adequadamente.</p>
<p>É recomendado ter mais de um conjunto de toalhas para permitir tempo suficiente para secagem adequada entre as utilizações.</p>
<p>As toalhas devem ser limpas, possuir tamanho adequado e serem absorventes. Elas devem ser lavadas com alvejante ou água sanitária, em água quente ou secadas em alta temperatura.</p>
<p>E lembre-se, na utilização de toalhas de papel devemos utilizar um papel por teto e no caso da utilização de toalhas, a secagem de cada teto deve ser feita com uma parte da toalha.</p>
<h3>Colocação das teteiras no tempo correto</h3>
<p>Entre o primeiro estímulo (teste de caneca) e a colocação do conjunto de teteiras, deve-se aguardar de <strong>60 a 90 segundos</strong>.</p>
<p><strong>Tempos entre a estimulação e a colocação das teteiras inferiores a 60 segundos ou superiores a 3 minutos podem ter efeitos negativos para os animais. </strong></p>
<p>Esse tempo máximo entre a estimulação e acoplamento das teteiras está relacionado com o tempo de meia-vida a ocitocina, que é de aproximadamente 3,5 minutos. A necessidade de estimulação varia de acordo com a produção, fase da lactação e raça.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44492 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6.webp" alt="Reflexo de ejeção do leite" width="740" height="405" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-300x164.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-370x203.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-270x148.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Reflexo de ejeção do leite— vaca estimulada pelo toque na pele do úbere, e pelo som do equipamento de ordenha, impulsos nervosos passam para o hipotálamo no cérebro. O hipotálamo estimula a glândula pituitária posterior a liberar ocitocina. O sangue carrega esse hormônio às células mioepiteliais que circundam o alvéolo. A contração das células mioepiteliais força o leite para dentro do sistema de ductos e da cisterna da glândula. Fonte: Adaptado de Michel A. Wattiaux</span></p>
<p>Quando as teteiras são colocadas prematuramente, as curvas de fluxo do leite podem ser anormais.</p>
<p>Vacas que não recebem estimulação suficiente não terão uma boa ejeção e podem apresentar um fluxo de leite bimodal, que é quando não há ejeção de leite imediatamente após a colocação das teteiras.</p>
<p>Vacas superestimuladas (tempo de estimulação e colocação de teteiras acima de 3 minutos) fará com que os animais não passem pelo fluxo bimodal, mas podem produzir menos leite.</p>
<p>A primeira porção de leite ejetada durante a ordenha está nas cisternas da glândula mamária e não requer estimulação. No entanto, em torno de 60% do leite produzido encontra-se nos alvéolos da glândula mamária, que necessitam de estimulação para a liberação adequada.</p>
<h3>O momento da ordenha</h3>
<p>Recomenda-se <strong>utilizar um sistema de ordenha que possua controle de vácuo adequado</strong> e aplique a pressão correta nas tetas.</p>
<p>Ao desacoplar as teteiras, faça-o suavemente, respeitando o ritmo natural da vaca. Evite puxar as tetas com muita força, pois isso pode causar dor e lesões. A remoção precoce das teteiras é uma forma mais suave de evitar a sobreordenha, reduzindo o período de baixo fluxo durante a ordenha.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao retirar as teteiras ainda apresentando um fluxo de leite é benéfico para a saúde dos tetos do animal e isso é descrito em estudos onde em sistemas que possuem extrator automático de teteiras ao programar a extração para um fluxo maior de leite (mudança de 800ml/min para 1.200ml/min) teve como resultado uma maior produção de leite, além de promover melhores condições para os tetos e reduzir o tempo de ordenha, visto que as vacas liberam mais leite em menos tempo. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="ROTINA DE ORDENHA: COMO REALIZAR A PREPARAÇÃO DAS VACAS? | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/BOHhmvN7TX8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Pós-ordenha</h2>
<h3>Antissepsia eficaz do teto pós-ordenha</h3>
<p>Essa prática é amplamente adotada e é essencial garantir uma cobertura efetiva de pelo menos 75% da pele do teto com um antisséptico adequado. Estudos demonstram que <strong>a antissepsia pós-ordenha pode reduzir a taxa de novas infecções por mastite em até 50%.</strong></p>
<p>O pós-dipping protege os tetos, especialmente contra patógenos contagiosos, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mastite-causada-por-staphylococcus-aureus/"><i>Staphylococcus aureus</i></a></strong> e <i>Streptococcus agalactiae</i>, que podem ser transmitidos entre quartos durante a ordenha.</p>
<p>Além disso, alguns antissépticos possuem ingredientes que ajudam a condicionar a pele do teto, fornecendo proteção contra condições ambientais frias e secas.</p>
<p>O pós-dipping também pode fornecer um efeito germicida residual. É importante escolher um antisséptico que deixe um resíduo nos tetos para garantir a ação antimicrobiana mesmo após a vaca se deitar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44493 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7.webp" alt="Aplicação de pós-dipping" width="500" height="667" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7.webp 500w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-370x494.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Realização da aplicação de pós-dipping de forma adequada, onde o teto por completo é envolvido pelo produto. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Limpeza das instalações após a ordenha</h3>
<p>Após a ordenha, é fundamental limpar adequadamente o equipamento utilizado, como baldes, teteiras, tubos, copos de pré e pós-dipping e armazená-los corretamente, além de também ser importante a limpeza de todo o ambiente de ordenha, inclusive da sala de espera.</p>
<p>Isso ajuda a prevenir a contaminação e garante a qualidade do leite na próxima ordenha.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44494 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8.webp" alt="Higienização da sala de ordenha" width="500" height="667" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8.webp 500w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-370x494.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Higienização da sala de ordenha, a qual é feita nos equipamentos e também em toda contenção. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Registros de eventos</h3>
<p>Mantenha registros precisos de cada vaca, incluindo o volume de leite produzido, a duração da ordenha e quaisquer problemas de saúde ou tratamentos realizados. Isso auxilia na identificação de problemas de produção, monitoramento do desempenho individual das vacas e tomada de decisões.</p>
<p>Manter registros precisos das atividades de ordenha, incluindo dados sobre a saúde das vacas e a produção de leite, é fundamental para a rastreabilidade do produto.</p>
<p>Isso ajuda a cumprir as regulamentações locais e internacionais, garantindo a segurança alimentar e a conformidade com os padrões de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" rel="noopener">qualidade do leite</a></strong>.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A realização da ordenha de forma suave e respeitando o ritmo natural das vacas é crucial para promover o bem-estar animal.</p>
<p><strong>Uma rotina de ordenha adequada ajuda a manter a saúde das vacas, juntamente com a limpeza dos tetos e o uso de práticas de higiene apropriadas</strong> reduzem o risco de infecções, como a mastite, que é uma das principais preocupações na produção de leite. A ordenha é uma excelente oportunidade para observar indicadores que retratam a realidade da fazenda.</p>
<p>Ao seguir uma rotina consistente e bem organizada, se otimiza o tempo gasto na ordenha, reduz o estresse das vacas e aumenta a produtividade geral.</p>
<p>Além disso, o monitoramento regular da saúde das vacas durante a ordenha permite a detecção precoce de problemas de saúde e a implementação das medidas corretivas necessárias.</p>
<p>Em resumo, uma rotina de ordenha bem estabelecida e executada adequadamente tem um impacto significativo na saúde das vacas, no bem-estar animal, na qualidade do leite, na eficiência da produção e na conformidade regulatória. Esses fatores são essenciais para o sucesso de uma operação de gado leiteiro.</p>
<h3>Indicadores da performance da ordenha</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44495 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9.webp" alt="Tabela com dados de performance da ordenha" width="664" height="308" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9.webp 664w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-300x139.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-370x172.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-270x125.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px" /></p>
<h2>Da ordenha ao lucro: domine cada detalhe da produção de leite</h2>
<p>Boas práticas de ordenha não só garantem a qualidade do leite, como também preservam a saúde do rebanho e aumentam a rentabilidade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=boas-praticas-ordenha" target="_blank" rel="noopener">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática e estratégica, a alinhar higiene, técnicas e equipamentos com uma gestão eficiente, transformando conhecimento técnico em resultados reais no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=boas-praticas-ordenha" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23088" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes.jpg" alt="Yanca Fernandes - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Taxa de concepção: como elevar esse indicador na fazenda?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2023 13:36:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de concepção]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sucesso e a sustentabilidade de uma fazenda leiteira estão intimamente relacionados aos bons resultados dos índices reprodutivos da propriedade. Sabemos que a taxa de concepção é um dos indicadores fundamentais para garantir a manutenção da produtividade do rebanho e por isso temos que estar atentos, saber interpretar o número e ter ações direcionadas que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sucesso e a sustentabilidade de uma fazenda leiteira estão intimamente relacionados aos bons resultados dos índices reprodutivos da propriedade.</p>
<p>Sabemos que a taxa de concepção é um dos indicadores fundamentais para <strong>garantir a manutenção da produtividade do rebanho</strong> e por isso temos que estar atentos, saber interpretar o número e ter ações direcionadas que possibilitem elevar os resultados é muito importante.</p>
<p>O que todos desejamos é que o rebanho seja esteja saudável, fértil e tenha o maior número de vacas prenhes possível dentro do número de animais elegíveis a prenhez, pois, apenas assim por meio da gestação destes é que iremos obter o produto fundamental da atividade: o leite.</p>
<p>Para alcançar esses objetivos é preciso se atentar às variáveis que poderão impactar negativamente na taxa de concepção, a qual é definida pela razão de animais prenhes confirmados pelo número de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">animais servidos</a></strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que é a taxa de concepção e como calcular?</h2>
<p style="text-align: center;"><strong>Taxa de concepção = (Animais com prenhez confirmada / Animais servidos) x 100%</strong></p>
<p>É importante ressaltar que o cálculo da taxa de concepção deverá sempre ser feito de forma individualizada para vacas e para novilhas.</p>
<p>Onde o intervalo calculado pode ser variado, ou seja, é possível calcular a concepção do último período de 21 dias, ou então do último mês ou até mesmo dos últimos doze meses completos.</p>
<p>Uma taxa de concepção minimamente satisfatória é de <strong>30%</strong> e quando essa porcentagem se encontra abaixo desse limite significa que há necessidade de rever os critérios e manejos realizados dentro da propriedade.</p>
<p>Dessa forma, a fim de ter uma <strong>taxa de concepção de sucesso</strong> na propriedade, existem diversos pontos que irão afetá-la.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Principais pontos para um bom manejo da taxa de concepção</h2>
<h3>Condições anovulatórias</h3>
<p>Nesse aspecto, já encontramos dados que mostram que vacas em <strong><a href="https://webinar.rehagro.com.br/condicao-anovulatoria" target="_blank" rel="noopener">condições anovulatórias</a></strong>, ou seja, que não possuem corpo lúteo (CL), sofrem um certo impacto negativo quanto a qualidade dos oócitos e consequentemente na fertilidade.</p>
<p>Outro fator importante que está relacionado com a condição de anestro é a baixa condição corporal dos animais.</p>
<p>Animais que perdem muito escore de condição corporal no período seco ou então que perdem escore nos momentos de seca devido à menor oferta de alimento, o que é o caso de animais em sistema semi-intensivo, <strong>se tornam mais propensos a desenvolverem distúrbios no pós-parto</strong><span style="font-weight: 400;"> e a necessidade de receberem tratamentos de suporte em comparação com vacas que conseguem manter ou ganhar escore de condição corporal nesses momentos. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=taxa-concepcao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Cuidado com doenças</h3>
<p>Sabemos que o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener">sucesso do animal após o parto</a></strong>, tanto em relação a produtividade como na reprodução, está intimamente relacionado com a saúde do animal.</p>
<p>Animais que adoecem no pós-parto possuem sua fertilidade comprometida ao longo de toda lactação e consequentemente <a href="https://rehagro.com.br/blog/perda-de-prenhez/" target="_blank" rel="noopener"><strong>perdem mais prenhez</strong></a>.</p>
<p>Entretanto, é importante lembrar que além da saúde reprodutiva devemos estar atentos à saúde geral das vacas, e nesse contexto lembrar que doenças infecciosas podem acometer os animais em variados momentos e consequentemente afetar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">eficiência reprodutiva</a></strong>, reduzindo a capacidade da vaca em emprenhar e manter a gestação.</p>
<p>Então, na busca por garantir a saúde dos animais, é importante a adoção de alguns manejos, dentre eles:</p>
<ul>
<li>Deter de um calendário sanitário estratégico e específico e que contemple os principais desafios do rebanho;</li>
<li>Possuir uma rotina de monitoramento sanitário dos animais da propriedade;</li>
<li>Contar com profissionais capazes de identificar onde estão os desvios que estejam afetando a saúde dos animais.</li>
</ul>
<p>Um ponto importante relacionado a saúde e que deve ser contemplado é a <strong>avaliação do muco vaginal</strong> como um indicador da saúde reprodutiva da vaca e por isso tem relação direta com a taxa de concepção.</p>
<p>Dentro os possíveis motivos para que alterações no muco ocorram podemos citar a ocorrência de <strong>doenças uterinas</strong>, desequilíbrios hormonais e até mesmo deficiências nutricionais.</p>
<p>O monitoramento do muco vaginal pode ser feito através do uso de ferramentas como o <i>Metricheck </i>ou técnica da mão enluvada.</p>
<p>Quanto ao momento e a frequência ideal para ser realizado o monitoramento, dependerá do critério utilizado pelo técnico responsável, entretanto, <strong>quando realizada de forma quinzenal após o parto</strong>, além de ser possível diagnosticar o animal com doença uterina como a endometrite é possível avaliar a evolução da qualidade do muco e sua condição no dia da inseminação artificial.</p>
<p>A avaliação deve ser feita por uma pessoa treinada através da observação das características de clareza, viscosidade e elasticidade do muco. Hoje, existem técnicas para classificação da qualidade do muco, como o uso de escores e até mesmo testes de cristalização.</p>
<p>Como exemplo da classificação por atribuição de escore, temos:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46018 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao.webp" alt="Tabela com a classificação de muco vaginal de vacas leiteiras" width="730" height="184" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao.webp 730w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-300x76.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-370x93.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-270x68.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 730px) 100vw, 730px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Sheldon et al. (2005)</span></p>
<p>O muco tem um papel de facilitar o transporte dos espermatozóides e de garantir um ambiente favorável para sua sobrevivência e fertilização, daí a importância de sua qualidade para otimizar o sucesso na taxa de concepção.</p>
<p>O escore ideal é o <strong>muco cristalino</strong>, representando que o animal não possui nenhum acometimento ginecológico.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46019 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1.webp" alt="Representação do escore do muco vaginal de vacas leiteiras" width="740" height="473" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1-300x192.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1-370x237.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1-270x173.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1-470x300.webp 470w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Sheldon et al. (2005)</span></p>
<p>Não podemos esquecer que apesar do muco estar relacionado com distúrbios ocasionados no animal, como no caso de doenças uterinas, é indispensável lembrar que utensílios utilizados podem ocasionar tais problemas.</p>
<p>Dessa forma, podemos citar alguns pontos de atenção:</p>
<ul>
<li>Necessidade de limpeza efetiva das instalações e locais de manejo dos animais;</li>
<li>Garantir que a desinfecção de ferramentas utilizadas na inseminação artificial/ transferência de embrião esteja adequada;</li>
<li>Realizar higienização prévia da região perineal dos animais antes do monitoramento do muco e também procedimento de inseminação.</li>
</ul>
<h3>Nutrição e manejo alimentar que impactam na concepção das vacas leiteiras</h3>
<p>A dieta do rebanho deve estar balanceada <strong>para que todas as exigências de cada período e categoria animal sejam supridas</strong> e evite assim a perda excessiva de escore de condição corporal (ECC).</p>
<p>Um dos maiores gargalos desse contexto é possuir na fazenda um pré e pós-parto eficiente, pois é no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">período de transição</a></strong> que temos o desafio marcado por baixa ingestão de matéria seca e alta mobilização de reservas corporais.</p>
<p>Caso esse animal não receba o aporte nutricional adequado, ocorre o fenômeno <strong>BEN (Balanço Energético Negativo)</strong> em que o animal se encontrará mais suscetível a uma série de problemas como cetose, deslocamento de abomaso, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a></strong>, retenção de placenta e metrite.</p>
<p>Onde, além dessas desordens terem o potencial de atrasar o processo de involução uterina e aumentar o período de serviço, <strong>podem ainda comprometer a produção de hormônios peptídicos</strong> (Hormônio Liberador de Gonadotrofinas &#8211; GnRH, Hormônio Luteinizante – LH, Hormônio Folículo Estimulante &#8211; FSH e Leptina) que desfavorecem o ambiente ovariano e uterino para fecundação e sobrevivência do embrião.</p>
<p>Exemplos de manejos nutricionais que <strong>impactam na concepção dos animais</strong>:</p>
<ol>
<li>Espaçamento de cocho e divisão de lotes adequados;</li>
<li>Aproximação de comida nos casos de animais confinados;</li>
<li>Fácil acesso a linha de cocho em casos de sistemas que possuem pasto ou confinamento em piquetes;</li>
<li>Monitoramento do consumo dos animais;</li>
<li>Adoção de dietas aniônicas no pré-parto;</li>
<li>Manter ingredientes da dieta do pré e pós-parto para evitar o desequilíbrio abrupto da microbiota ruminal e evitar divergências na palatabilidade;</li>
<li>Fornecimento de <a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>água</strong></a> à vontade.</li>
</ol>
<h3>Estresse térmico</h3>
<p>Sabemos que o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico</a></strong> impacta reduzindo tanto a eficiência produtiva quanto a eficiência reprodutiva e que esses impactos podem ser de maneiras diretas ou indiretas.</p>
<p>Quando pensamos no <strong>impacto direto na fertilidade das vacas</strong>, temos os efeitos negativos do estresse térmico na alteração de hormônios reprodutivos, no desenvolvimento e na qualidade de folículos, oócitos e até mesmo do embrião, e quando pensamos no impacto indireto, podemos citar a redução da ingestão de matéria seca.</p>
<p>Deter formas que visam minimizar o estresse térmico dos animais é fundamental, onde deve ser contemplado não só os animais em lactação, mas também animais em período seco.</p>
<p>Estudos mostram que <strong>vacas que recebem conforto térmico no período seco</strong>, por exemplo o resfriamento evaporativo, apresentam um <strong>maior pico de lactação</strong> e também um menor número de serviços por concepção.</p>
<h3>Gestão do ambiente e manejo do estresse</h3>
<p>É importante lembrar que manejos excessivamente estressantes são prejudiciais a bons resultados de concepção, pois estabelecem uma “competição” imunológica que reduz significativamente a liberação de hormônios reprodutivos responsáveis pelo <strong>crescimento folicular e ovulação</strong> e aumenta a liberação de hormônios antagônicos/imunossupressores como o cortisol.</p>
<p>Por isso, é essencial que os animais sejam alocados em ambientes que garantam <strong>conforto</strong> e que todos os manejos rotineiros sejam respeitosos e realizados prezando o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar dos animais</strong></a>.</p>
<p>Além disso, é importante prezar pela <strong>higiene</strong> tanto das instalações, quanto dos utensílios utilizados nos manejos.</p>
<p>Ambientes secos, frescos e limpos <strong>são capazes de evitar proliferação de microrganismos patogênicos</strong> os quais podem afetar a saúde reprodutiva das vacas. A limpeza do local de parto é importante e está intimamente ligada ao desenvolvimento de doenças uterinas no pós-parto, como a metrite.</p>
<p>Essa relação é ocasionada pela contaminação a partir da sujidade encontrada na região perineal dos animais, o que provoca um desequilíbrio da flora bacteriana uterina e leva ao acometimento da saúde reprodutiva.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46020 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-2.webp" alt="Vacas leiteiras em um ambiente limpo e fresco" width="640" height="853" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-2.webp 640w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-2-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-2-370x493.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-2-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Unileite UFMG</span></p>
<h3>Efetividade de mão de obra e métodos de inseminação</h3>
<p>O conhecimento e bom uso das técnicas e tecnologias da reprodução será o diferencial nos resultados obtidos na fazenda, sendo de extrema valia a boa habilidade técnica dos inseminadores e acompanhamento técnico veterinário.</p>
<p>Dessa forma, quando a taxa de concepção não atende às metas definidas pela fazenda, alguns processos devem ser checados:</p>
<h4>Protocolos e manejos utilizados na inseminação artificial</h4>
<ol>
<li>O inseminador deve ser capacitado e treinado para <strong>realizar a técnica</strong> e manipular o sêmen e demais equipamentos.</li>
<li>O botijão de sêmen deve estar com manejos em dia – Importante lembrar que o nitrogênio líquido evapora facilmente, necessitando atentar a isso para evitar a perda de sêmen por falta de nitrogênio. A aferição do nível de nitrogênio é feita com régua específica e pode ser realizada de forma periódica, com maior frequência nos meses de maior uso ou menor frequência em momentos de baixa utilização. O nível de nitrogênio nunca deve estar abaixo de 15cm.</li>
<li>Os protocolos hormonais definidos devem ser bem conduzidos.</li>
<li>O manejo dos animais antes do procedimento de inseminação deve ser tranquilo a fim de evitar o estresse do animal.</li>
<li>Os equipamentos utilizados deverão estar <strong>limpos e higienizados</strong> de forma correta.</li>
</ol>
<h4>Possuir uma equipe treinada e capacitada em gerar e interpretar dados</h4>
<ul>
<li>Como está sendo a identificação e registro da incidência de distúrbios no pós-parto (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/" target="_blank" rel="noopener">retenção de placenta</a></strong> e doenças do trato reprodutivo como a metrite)?</li>
<li>Há registros de casos de partos distócicos, casos de cistos ovarianos e também quaisquer episódios que não envolvam a reprodução?</li>
<li><span style="font-weight: 400;">O registro de doenças não reprodutivas (mastite, <a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>problemas de casco</strong></a>) é feito de forma rotineira e associado aos resultados reprodutivos? </span></li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Por fim, dentro de inúmeros os fatores que podem ter efeito direto na eficiência reprodutiva das vacas, <strong>devemos estar atentos aos manejos adotados</strong> e acima de tudo realizar a checagem da execução dos mesmos, a fim de buscar desvios e até mesmo enxergar oportunidades dentro da propriedade para otimizar o sucesso nos números de concepção e também do desempenho geral dos animais dentro da fazenda.</p>
<h2>Melhore seus índices reprodutivos e aumente a rentabilidade da fazenda</h2>
<p>A taxa de concepção é um dos indicadores mais importantes para o sucesso de qualquer propriedade leiteira.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=taxa-concepcao">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias práticas e baseadas em resultados para elevar esse e outros índices, garantindo mais produtividade, melhor aproveitamento do rebanho e maior lucro.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=taxa-concepcao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Compost barn: o que é e como elaborar esse sistema?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 21:08:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sistema de Compost Barn consiste em uma instalação coberta de cama coletiva para os animais, onde os seus dejetos orgânicos (fezes e urina) são incorporados ao substrato, e essa mistura gera o processo de compostagem em camadas mais profundas da cama. É um sistema que possibilita a interação da produtividade com o meio ambiente. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema de <i>Compost Barn</i> consiste em uma instalação coberta de cama coletiva para os animais, onde os seus dejetos orgânicos (fezes e urina) são incorporados ao substrato, e essa mistura gera o processo de compostagem em camadas mais profundas da cama.</p>
<p>É um sistema que possibilita a interação da produtividade com o meio ambiente.</p>
<p>Sabemos que ter uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fazenda-de-leite-sem-lucro-como-reverter/" rel="noopener">fazenda produtora de leite lucrativa</a></strong> depende de diversos aspectos, entretanto, quando se pensa em produzir com menor custo é algo que nos chama atenção.</p>
<p>Dessa forma, temos o sistema de instalação do tipo <i>Compost Barn</i> como uma grande oportunidade, onde além de visar <strong>reduzir custos de produção</strong>, quando trabalhado de forma adequada tem-se melhoria em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/" rel="noopener">índices zootécnicos</a></strong>, muito relacionado com o <strong>conforto e bem estar</strong> disponibilizado, além de tornar possível um correto <strong>destino e tratamento dos dejetos</strong> dos animais.</p>
<p>Entretanto, é interessante durante o processo de elaboração do projeto de <i>Compost Barn</i> que seja realizada uma <strong>avaliação completa relacionada a genética dos animais</strong>, pois isso vai estar intimamente ligado com o sucesso do negócio.</p>
<p>Quanto mais geneticamente evoluído o animal inserido no sistema, melhor será o seu desempenho, pois ele estará em um ambiente com condições para que seja possível expressar o seu <strong>potencial genético</strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
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</script></p>
</div>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44541 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn.webp" alt="Vacas deitadas em um compost barn" width="480" height="640" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn.webp 480w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-370x493.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Planejamento de um projeto de <em>Compost Barn</em></h2>
<p>Quando pensamos desde a construção, existem etapas que devem ser seguidas e bem analisadas a fim de que seja possível <strong>reduzir chances de insucesso</strong> relacionadas com o projeto de criação.</p>
<p>Diversos são os pontos a serem avaliados e que são responsáveis pelo sucesso da operação, dentre eles ter claro o manejo que a fazenda deseja ter, a categoria animal que será trabalhada, ter uma elaboração do projeto atenta a região da fazenda, ao clima, a localização de construção, a orientação, a estrutura de ventilação, como serão as demais estruturas como sala de espera, sala de ordenha e o centro de manejo de dejetos.</p>
<p>Hoje, é comum encontrarmos instalações do sistema <i>Compost Barn</i> de variadas formas, sendo elas desde de estruturas de concreto, metálicas galvanizadas ou de madeira, aquelas que detém de maior tecnologia que envolvem um maior investimento ou serem mais simples, que não requerem tamanho investimento, mas que se bem planejadas e manejadas conferem bons resultados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44542 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-1.webp" alt="Instalação de um compost barn em uma propriedade leiteira" width="480" height="640" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-1.webp 480w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-1-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-1-370x493.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-1-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Assim como a estrutura pode ter variadas possibilidades de material, o telhado também pode ser de diferentes formas, dentre elas utilizando telha de zinco, barro e/ou concreto.</p>
<p>Essas diferenças em relação ao tipo de estrutura estão intimamente ligadas ao investimento que a fazenda está disposta a fazer, ao custo benefício dos materiais escolhidos e até mesmo a velocidade de construção.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-custo-producao-pecuaria-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-custo-producao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39662 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png" alt="Planilha custo de produção na pecuária leiteira" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Elaboração do projeto de <i>Compost Barn</i></h2>
<h3>Como dimensionar a área de cama (m²/animal)?</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cama-de-compost-barn-na-pecuaria-leiteira/">dimensionamento da área da cama</a></strong> é algo extremamente importante no processo de elaboração do projeto, pois isso irá <strong>impactar de forma direta</strong> na necessidade de manejos e também no bem-estar dos animais ali alojados.</p>
<p>Para o cálculo da área mínima para cada animal devemos levar em consideração que seja possível que todos os animais permaneçam deitados ao mesmo tempo na cama.</p>
<p>Tem-se hoje um valor recomendado que leva em conta a qualidade da cama e o conforto do animal, tendo por base a quantidade de fezes e urina produzidas de acordo com a categoria a que o animal pertence.</p>
<ul>
<li>Para animais em lactação é necessário que a área de cama esteja entre 10 a 15m² por animal.</li>
<li>Em lotes de animais de vacas secas, onde a produção de excretas é menor, a área em m² por animal pode ser menor, ficando em torno de 12m².</li>
<li>Já as vacas que compõem o grupo de animais de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" rel="noopener">pré-parto e pós-parto</a></strong>, é ideal que a área de cama por animal seja maior, ficando em torno de 15m².</li>
</ul>
<p>A maior área de cama nos animais desse grupo é baseada no momento de transição que a vaca se encontra, onde diversas alterações fisiológicas, metabólicas e imunológicas ocorrem e que já deixa o animal mais susceptível a uma série de problemas, dessa forma, devemos pensar em proporcionar o máximo de conforto a esses grupos.</p>
<p>Em casos onde no sistema de <i>Compost Barn</i> serão alojados animais de recria, como as novilhas com média de 350 kg, uma menor área de cama por animal é possibilitada pois é uma categoria onde os animais são menor e mais leves e consequentemente produzem diariamente menores quantidades de fezes e urina. A área de cama recomendada para essa categoria é no mínimo 8m² por animal.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=compost-barn" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Como dimensionar a pista de alimentação, comedouros e bebedouros?</h3>
<p>Quando pensamos no tamanho do barracão do <i>Compost Barn</i>, além do espaço de cama, o dimensionamento da pista de alimentação é outro ponto chave para determinar de fato o tamanho que a instalação terá, pois é a partir do comprimento da pista de alimentação que será determinado o comprimento do barracão.</p>
<p>Quando se trata de <strong>animais adultos em lactação</strong>, para a elaboração do projeto, o espaço de cocho deve ser de no <strong>mínimo 0,7 metros lineares</strong> por animal para vacas secas e vacas em lactação.</p>
<p>Em contrapartida, quando se refere a <strong>animais em lotes de pré e pós-parto</strong>, onde vacas e novilhas estiverem separadas, a fim de reduzir interações negativas no grupo e causar prejuízos no momento que esses animais passam pelo período de transição, sendo então estipulado o espaçamento de no <strong>mínimo 0,8 metros lineares</strong> por animal.</p>
<p>Em casos onde vacas e novilhas compuserem o mesmo lote em pré e pós-parto, é essencial que o espaçamento seja maior, pois animais maiores e mais velhos são dominantes em relação aos menores e mais novos.</p>
<p>Para esses casos, o espaçamento adequado é de no mínimo 1 metro linear por animal. Já em casos onde o projeto é para <strong>animais em crescimento</strong>, recomenda-se que o espaçamento seja de no <strong>mínimo 0,4 metros por animal</strong>.</p>
<p>É de extrema importância que a pista de alimentação no projeto de <i>Compost Barn</i> seja <strong>concretada</strong>, pois é nesse local que cerca de 25% de fezes e urina serão retidos.</p>
<p>Quanto à largura da pista de alimentação, é importante que seja suficiente para que os animais consigam comer e beber água ao mesmo tempo, o que hoje recomenda-se ser de no mínimo 4,5 metros.</p>
<p>Pensando no dimensionamento dos bebedouros, eles obrigatoriamente devem estar inseridos fora da área de cama. Quanto ao espaçamento recomendado, ele deve ser de no mínimo 0,12 metros lineares por animal.</p>
<p>É importante ressaltar a importância de obedecer o espaçamento dos bebedouros e ter rotina de limpeza, pelo fato da ingestão de matéria seca pelo animal estar diretamente relacionada com a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">ingestão de água</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44543 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-2.webp" alt="Tabela com as dimensões para um sistema compost barn de acordo com cada animal" width="583" height="258" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-2.webp 583w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-2-300x133.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-2-370x164.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-2-270x119.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 583px) 100vw, 583px" /></p>
<h3>Como deve ser o sistema de ventilação do <i>Compost Barn</i>?</h3>
<p>Durante a elaboração do <i>Compost Barn</i> é indispensável que o tema <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" rel="noopener">estresse térmico</a></strong> seja levado em consideração. Esse estresse vai ocorrer quando os animais são expostos a uma condição ambiental que excede sua faixa de conforto térmico, causando um desequilíbrio entre a produção de calor do corpo e a capacidade de dissipá-lo.</p>
<p>No barracão de <i>Compost Barn</i>, esse estresse térmico pode-se agravar em períodos de temperatura mais elevada devido ao acúmulo de calor do ambiente, o que consequentemente pode provocar redução no consumo de matéria seca, redução da eficiência de energia para a produção de leite e até mesmo reduzir a taxa de concepção quando o estresse térmico ocorre algumas horas após a inseminação artificial.</p>
<p>Por isso, é importante que também seja elaborado um projeto visando o resfriamento da instalação.</p>
<p>Dentro do <i>Compost Barn</i> <strong>a forma de ventilação mais utilizada é a feita através de ventiladores</strong>, onde além de atuar no resfriamento dos animais, atua também favorecendo a secagem da cama.</p>
<p>Para que o sistema de ventilação seja eficiente, é necessário que a velocidade do vento dentro de todo comprimento do barracão esteja em torno de 2 metros por segundo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44544 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-3.webp" alt="Medição de temperatura em um sistema compost barn" width="384" height="512" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-3.webp 384w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-3-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-3-370x493.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-3-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 384px) 100vw, 384px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>A adoção de sistemas de resfriamento combinando ventiladores e aspersores são considerados os mais eficientes para redução do estresse térmico, e podem estar instaladas na linha de cocho ou sala de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">ordenha</a></strong>, ou em ambas.</p>
<p>Nesses casos, nos momentos de resfriamento direto dos animais é recomendado que a velocidade do vento seja de no mínimo 6 metros por segundo e quando aspersão for utilizada, que a gota seja grossa e com alta vazão por bico.</p>
<h2>Manejos essenciais no <i>Compost Barn</i></h2>
<p>Na busca pelo sucesso do sistema após implementado, existem alguns fatores que devem ser sempre avaliados e contar com um manejo adequado.</p>
<p>Dentre esses fatores, um dos mais importantes é o relacionado com a <strong>cama </strong>do barracão que está no processo de compostagem e que a depender da sua condição será responsável pelo conforto dos animais e pelo tempo que permanecerão deitados.</p>
<p>Em relação ao material da cama dos animais, a <strong>granulometria do material</strong> é algo que deve ser analisado, pois é recomendado que esse material detenha de granulometrias diferentes, sendo elas pó, moída fina e moída grossa.</p>
<p>Dessa forma, o material mais recomendado hoje são os resíduos de madeira, entre eles a maravalha e a serragem.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="CAMA DE COMPOST BARN: COMO REALIZAR O MANEJO? | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/-PBx9O7ExIo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Quando se tem na cama apenas material com granulometria fina irá provocar a compactação da cama, com queda na taxa de fermentação e aeração, deixando-a úmida e contribuindo para formação de torrões.</p>
<p>Entretanto, quando se tem apenas granulometria grossa, o processo de compostagem será acelerado devido à maior aeração da cama, o que aumenta a velocidade de decomposição do material.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44545 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-4.webp" alt="Material da cama em um sistema compost barn" width="384" height="512" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-4.webp 384w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-4-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-4-370x493.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-4-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 384px) 100vw, 384px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Diariamente o manejo da cama irá consistir em realizar o seu <strong>revolvimento</strong>, ou seja, a viragem da cama para que o processo de compostagem ocorra de forma homogênea.</p>
<p>É indicado que a frequência desse manejo seja realizada com base na condição da cama e a umidade do ar, onde em momentos que a umidade da cama está alta a necessidade de revolvimento aumenta, para que seja acelerado seu processo de secagem.</p>
<p>A cama deve ser revolvida a uma profundidade de no máximo 30cm, com auxílio de implementos acoplados em trator.</p>
<p>É importante que os implementos consigam promover a aeração da cama, descompactá-la, pois haverá períodos em que esse manejo de descompactação será necessário e também que tenha regulagem da profundidade, porque em momentos onde a porção mais profunda da cama já tenha completado o processo de compostagem, a profundidade deverá ser reduzida para que não se tenha a mistura desse material com o que está na superfície.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44546 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-5.webp" alt="Revolvimento da cama em um sistema compost barn" width="287" height="512" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-5.webp 287w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-5-168x300.webp 168w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-5-270x482.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 287px) 100vw, 287px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Quanto à <strong>umidade da cama</strong> é recomendada que esteja <strong>entre</strong> <strong>40 a 60%</strong>. Lembrando que nesses casos a ventilação deve ser mantida, onde além de auxiliar nesse processo de secagem, leva conforto térmico aos animais.</p>
<p>O processo de compostagem é uma forma de estabilização dos resíduos, onde é requerido condições ideais para que isso ocorra de forma correta. É necessário que se tenha umidade adequada e aeração para que se tenha temperatura ideal para que todo processo ocorra. Recomenda-se que a <strong>temperatura da cama</strong> esteja em uma faixa entre <strong>45 e 60°C</strong> a uma profundidade de 30 cm.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44547 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-6.webp" alt="Sistema compost barn" width="384" height="512" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-6.webp 384w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-6-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-6-370x493.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-6-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 384px) 100vw, 384px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Relação carbono:nitrogênio</h3>
<p>Outro ponto importante que vai indicar saúde da cama e que merece atenção é a <strong>relação carbono:nitrogênio</strong>, a qual deve ser adequada para garantir sucesso no processo de compostagem. É recomendado que essa relação seja de <strong>25:1 a 30:1</strong>.</p>
<p>Quando se tem um aumento excessivo de matéria orgânica na cama essa relação desses elementos vai ser comprometida, pois haverá o aumento da porção de nitrogênio e da umidade da cama e redução da porção de carbono.</p>
<p>Essa relação não é um procedimento facilmente realizado na rotina da fazenda, porém existem indícios que podem ser visualizados e que sinalizam que o processo de compostagem está comprometido.</p>
<p>Na prática, existe um somatório de sinais que nos leva a enxergar que houve um desequilíbrio na relação carbono:nitrogênio, onde dentre eles podemos citar a temperatura da cama está abaixo do recomendado (45 a 60°C), excesso de umidade e de matéria orgânica, além de ser possível ter odores desagradáveis devido a fermentação anaeróbia desencadeada nessa situação.</p>
<p>Em relação ao momento de reposição da cama e quantidade a ser reposta, isso irá depender de alguns pontos como o tempo entre uma reposição e outra, às condições climáticas do ambiente, a troca de ar no barracão e também a área de cama por animal que a fazenda detém.</p>
<p>Situações onde se tem uma ventilação inadequada e condições climáticas de tempo chuvoso e umidade alta a frequência de reposição da cama aumenta, assim como também em situações onde se tenha a área de cama fora da faixa de 10 a 15m² por animal a necessidade de reposição com menor intervalo de tempo será maior.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44548 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-7.webp" alt="Reposição da cama em um sistema compost barn" width="240" height="520" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-7.webp 240w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-7-138x300.webp 138w" sizes="auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos então o quanto o sistema de <i>Compost Barn</i> pode ser <strong>uma excelente opção de alojamento dos animais</strong>, entretanto, é importante que um técnico capacitado esteja inserido dentro do negócio, para que avaliações precisas sejam feitas a fim de se ter as melhores definições dentro do negócio.</p>
<p>Hoje, fazendas com sistema já implementado seguem apresentando boas evoluções em indicadores de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/" rel="noopener">produtividade</a></strong>, saúde e reprodução.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre Compost Barn</h2>
<h3>O que é Compost Barn?</h3>
<p>É um sistema de confinamento para vacas leiteiras baseado em uma cama orgânica revolvida periodicamente para promover compostagem e proporcionar maior conforto aos animais.</p>
<h3>Quais são as vantagens do Compost Barn?</h3>
<p>Entre as principais vantagens estão o maior conforto animal, potencial aumento da produção de leite, melhoria do bem-estar e maior eficiência do manejo.</p>
<h3>Como deve ser o manejo da cama?</h3>
<p>A cama deve ser revolvida regularmente, mantendo níveis adequados de umidade, temperatura e aeração para favorecer o processo de compostagem.</p>
<h3>O Compost Barn reduz casos de mastite?</h3>
<p>Quando bem manejado, o sistema pode contribuir para melhorar as condições de higiene e conforto, reduzindo fatores de risco associados à mastite. No entanto, os resultados dependem da qualidade do manejo da cama, da ordenha e do ambiente.</p>
<h3>O Compost Barn é indicado para qualquer fazenda?</h3>
<p>Não necessariamente. A adoção do sistema deve considerar fatores como tamanho do rebanho, disponibilidade de material para a cama, investimento, mão de obra e capacidade de manejo.</p>
<h2>Tenha mais produtividade na produção de leite!</h2>
<p>A carência de conhecimento sobre técnicas modernas de gestão pode impedir o crescimento do negócio e a maximização dos resultados.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Período de espera voluntário (PEV): qual a melhor duração?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/periodo-de-espera-voluntario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Dec 2022 13:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de concepção]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um indicador bastante utilizado na pecuária leiteira é o período de espera voluntário, também conhecido como PEV. É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais! &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um indicador bastante utilizado na pecuária leiteira é o período de espera voluntário, também conhecido como PEV.</p>
<p>É preciso ter ciência do que é o PEV, qual a sua função, como defini-lo e qual o seu impacto no rebanho. Acompanhe o texto e saiba mais!</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O que é o período de espera voluntário e qual a sua função?</h2>
<p>De forma rápida e simples, o período de espera voluntário nada mais é que o intervalo que decorre do parto até a liberação da vaca para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">reprodução</a></strong>.</p>
<p>Este espaço de tempo é essencial para ocorrer a involução uterina pós-parto, para que os animais retomem as boas condições reprodutivas. Sua duração deve ser definida rigorosamente para o rebanho, e não para cada vaca de forma individual.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/reducao-perdas-gestacionais?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-reducao-perdas-gestacionais&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38522 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/webinar-perdas-gestacionais.png" alt="Webinar redução de perdas gestacionais" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/webinar-perdas-gestacionais.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/webinar-perdas-gestacionais-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/webinar-perdas-gestacionais-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/webinar-perdas-gestacionais-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/webinar-perdas-gestacionais-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/webinar-perdas-gestacionais-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/webinar-perdas-gestacionais-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Mas como definir o PEV de uma fazenda?</h2>
<p>A definição da duração do PEV é multifatorial. O professor e pesquisador Albert De Vries, da Universidade da Flórida, sintetizou alguns dados que elucidam um pouco este raciocínio. Veja na tabela a seguir:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45910 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/pev.webp" alt="Tabela com duração do período de espera voluntário" width="740" height="358" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/pev.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/pev-300x145.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/pev-370x179.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/pev-270x131.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: De Vries (2011).</span></p>
<p>Note que na tabela há um outro indicador, que é o período de serviço. Este indicador refere-se ao intervalo que decorre do parto até a concepção da vaca que irá gerar o próximo parto. Se, por exemplo, uma vaca que pariu dia 01/01, teve diagnóstico de gestação positivo de uma inseminação feita no dia 01/04, logo o seu período de serviço será de 90 dias.</p>
<p>Observe na tabela que o período de serviço do rebanho está relacionado com a produção de leite em uma lactação (305 dias) dos animais. Quanto maior a produção de leite, maior o período de serviço ideal e aceitável. Este é um ponto de atenção que se deve ter ao considerar o planejamento de uma fazenda leiteira a longo prazo.</p>
<p>Vamos considerar que no intervalo de 10 anos uma determinada propriedade estima aumentar de forma gradual a sua média de produção atual de 25 kg de leite/dia, para 32 kg de leite/dia. Com toda certeza, o PEV que a fazenda trabalha quando a produção diária é de 25 kg de leite não é o mesmo que ela trabalhará quando as vacas estiverem produzindo 32 kg de leite por dia.</p>
<p>A conclusão é de que o PEV consiste em um indicador que deve ser ajustado ao longo do tempo como qualquer outro.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="QUANTO TEMPO APÓS O PARTO AS VACAS PODEM RETORNAR À ROTINA REPRODUTIVA? | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/UclJiMITIfU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Qual a relação do PEV com o período de serviço?</h3>
<p>O PEV está compreendido dentro do período de serviço. Se o PEV de uma fazenda é de 60 dias, então o mínimo de período de serviço será de 60 dias também.</p>
<p>Outras informações ajudam a guiar a definição da duração do PEV, como é o caso das apresentadas a seguir, do professor e pesquisador da Universidade de Guelph, Eduardo Ribeiro.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45911 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/pev-1.webp" alt="Tabela com informações da duração do PEV" width="740" height="258" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/pev-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/pev-1-300x105.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/pev-1-370x129.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/pev-1-270x94.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Ribeiro et al. (2012), Animal Reprod. 3:370-387</span></p>
<p>Se as vacas possuem <a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>baixa produção de leite</strong></a> e baixa persistência da lactação, o ideal é que o PEV seja mais curto para permitir que os animais sejam trabalhados reprodutivamente mais cedo e não corram o risco de encerrarem a lactação com pouco tempo de gestação e passar um grande intervalo seco.</p>
<p>O raciocínio é o mesmo para variáveis como baixa <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/" target="_blank" rel="noopener">taxa de prenhez</a></strong>, por exemplo. No entanto, neste caso, vários fatores que podem estar impactando na taxa de prenhez devem ser investigados a fim de serem solucionados e otimizados.</p>
<h2>Como as fazendas têm trabalhado o PEV?</h2>
<p><strong>No Brasil a média do PEV tem variado em torno de 40 a 60 dias nas fazendas</strong>, sendo que aquelas com menor produção trabalham mais próximas dos 40 dias e aquelas com produtividade mais expressiva se aproximam dos 60 dias de período de espera voluntário.</p>
<p>Raras são as exceções de propriedades com altíssima eficiência reprodutiva e que trabalham com o PEV superior a 60 dias. Os ajustes são feitos conforme a situação e as características de cada rebanho.</p>
<p>Trabalhar com um PEV inferior a 40 dias pode ser arriscado na realidade da fazenda. Período de espera voluntário muito curto pode se relacionar com perdas gestacionais e baixa <strong>fertilidade</strong>, justamente pelos motivos do útero ainda não ter involuído completamente e pela possibilidade de ainda ter algum processo inflamatório uterino do pós-parto.</p>
<p>Da mesma forma, um PEV muito longo gera atrasos no ciclo reprodutivo dos animais. Um PEV extenso leva ao aumento desnecessário do período de serviço, que por sua vez aumenta o intervalo entre partos, redução do DEL médio do rebanho e consequentes perdas futuras em produção de leite e faturamento.</p>
<h2>Quais os impactos do período de espera voluntário no rebanho?</h2>
<p>Conforme já dito, a definição do PEV do rebanho deve ser muito bem-feita levando em consideração a realidade da fazenda.</p>
<p>Se por um lado o PEV muito curto pode impactar em perdas gestacionais e baixa fertilidade, por outro lado, o PEV muito longo pode ocasionar perda de leite e de dinheiro para a fazenda.</p>
<p>Há sempre um ponto ideal para cada situação. Cabe ao técnico responsável pela propriedade analisar o contexto e estruturar da melhor forma.</p>
<p>Além disso,<strong> a duração do período de espera voluntário deve ser respeitada religiosamente</strong>. Inseminar vacas que ainda estão dentro do PEV, por exemplo, contribui para mascarar a taxa de serviço do rebanho, visto que a taxa de serviço é calculada tendo a relação entre vacas inseminadas e vacas aptas (vacas vazias fora do PEV e vacas inseminadas).</p>
<p>Uma vez que a vaca ainda está no período de espera voluntário, logo ela não é uma vaca apta. Sendo assim, ela não é contabilizada no denominador do cálculo da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">taxa de serviço</a></strong> e acaba superestimando este indicador.</p>
<h2>Decisões estratégicas para mais prenhezes e mais leite no tanque</h2>
<p>Definir o período de espera voluntário ideal é fundamental para equilibrar saúde, reprodução e produtividade das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=pev">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a alinhar manejo reprodutivo, nutrição e gestão para otimizar resultados e aumentar a rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=pev" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-14439" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Como aumentar a produtividade na pecuária leiteira: principais fatores para melhorar os resultados</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 13:15:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aumentar a produtividade é um dos principais objetivos das fazendas leiteiras, mas produtividade não significa apenas produzir mais leite. Em sistemas eficientes, o foco está em gerar mais resultado a partir dos recursos disponíveis, utilizando melhor a terra, os animais, a mão de obra e os insumos. Por isso, quando falamos em produtividade na pecuária [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aumentar a produtividade é um dos principais objetivos das fazendas leiteiras, mas <strong>produtividade não significa apenas produzir mais leite</strong>. Em sistemas eficientes, o foco está em gerar mais resultado a partir dos recursos disponíveis, utilizando melhor a terra, os animais, a mão de obra e os insumos.</p>
<p>Por isso, quando falamos em produtividade na pecuária leiteira, é importante olhar além do volume total produzido. Indicadores como produção por vaca, produção por hectare, eficiência alimentar e desempenho reprodutivo ajudam a entender se a fazenda está realmente evoluindo.</p>
<p>Nesse contexto, <strong>aumentar a produtividade depende da integração entre nutrição, reprodução, sanidade, manejo e gestão</strong>. Quanto maior o equilíbrio entre esses fatores, maiores tendem a ser os resultados do sistema.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que significa produtividade na pecuária leiteira?</h2>
<p>A produtividade pode ser medida de diferentes formas dentro de uma fazenda leiteira.</p>
<p>Entre os indicadores mais utilizados estão:</p>
<ul>
<li>Litros de leite por vaca;</li>
<li>Litros de leite por hectare;</li>
<li>Produção diária da fazenda;</li>
<li>Produção por colaborador;</li>
<li>Eficiência alimentar;</li>
<li>Produção corrigida por sólidos.</li>
</ul>
<p>Cada indicador fornece uma perspectiva diferente do sistema e ajuda a identificar oportunidades de melhoria.</p>
<p>Por esse motivo, <strong>avaliar apenas o volume total de leite produzido pode levar a conclusões equivocadas</strong>. O mais importante é compreender se os recursos da fazenda estão sendo utilizados de forma eficiente.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-custo-producao-pecuaria-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-custo-producao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39662 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png" alt="Planilha custo de produção na pecuária leiteira" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como fazer com que as vacas produzam mais leite?</h2>
<p>Conforme comentado, <strong>umas das formas de aumentarmos a produtividade na pecuária leiteira é possibilitando que as vacas produzam mais leite. </strong></p>
<p>Mas como isso pode ser feito? Melhorias principalmente em genética, reprodução, nutrição, conforto e saúde são o caminho.</p>
<h3>Genética</h3>
<p>Ter um programa de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/genomica-nas-fazendas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">melhoramento genético</a></strong> na propriedade é essencial. No entanto, devemos sempre ter em mente que os ganhos genéticos para aumento da produção de leite são vistos somente a longo prazo, devido a necessidade de esperar a próxima geração nascer e iniciar o ciclo produtivo.</p>
<p>Sendo otimista, os resultados aparecerão em torno de 2 anos e 10 meses após a concepção das vacas com uma genética superior. Isso porque teremos que esperar 9 meses de gestação das bezerras mais o desenvolvimento até a sua concepção e parto, estimando um bom indicador de idade ao primeiro parto de 24 meses.</p>
<p>Entretanto,<strong> a genética é uma ferramenta indispensável para qualquer propriedade que deseja aumentar sua produtividade</strong> e está atrelada a todos os pontos que serão discutidos aqui.</p>
<h3>Reprodução</h3>
<p>Outro aspecto que merece destaque no aumento da produção de leite é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">reprodução</a></strong>. Afinal, ela é um dos setores que compõem o coração da fazenda. Rebanhos que alcançam eficiência reprodutiva possuem maior produção de leite, tanto na média por vaca quanto no volume do tanque.</p>
<p>O fato de bons indicadores reprodutivos contribuírem na produção de leite está relacionado à redução do intervalo entre partos e consequente redução do DEL médio do rebanho. Um DEL médio de aproximadamente 160 dias, por exemplo, significa que grande parte das vacas está mais próxima do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite.</p>
<p>Além disso, a eficiência alimentar é otimizada. Em outras palavras, as vacas são mais eficientes em converter comida em leite e isso contribui para o custo alimentar por litro de leite.</p>
<h3>Nutrição</h3>
<p>Já o efeito da nutrição na produção de leite é bem claro. Afinal, o leite “entra é pela boca”. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">Dietas</a></strong> <strong>bem formuladas conforme a exigência nutricional de cada categoria e manejos nutricionais alinhados, fazem toda a diferença. </strong></p>
<p>Se engana quem pensa que estes pontos devem ser tratados com cuidado e atenção somente para as vacas em lactação. Uma nutrição inadequada para vacas secas e vacas em pré-parto interfere diretamente no desempenho da lactação seguinte. Logo, a produtividade estará comprometida.</p>
<p>Não é raro encontrarmos propriedades que fornecem comida de baixa qualidade para vacas secas somente pelo fato de que elas não estão produzindo leite no momento.</p>
<h3>Conforto</h3>
<p>O conforto é outro gargalo relacionado ao leite das vacas. E quando tratamos de conforto não estamos falando apenas do conforto térmico, que por via de regra é crucial.</p>
<p>O conforto deve ser abordado de forma mais ampla. Tanto nas instalações (espaço de cocho, <strong>conforto térmico</strong>, qualidade da cama, qualidade de piso, etc.) quanto no manejo (condução das vacas, <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>preparação tranquila para ordenha</strong></a>, estímulos adequados para ejeção do leite).</p>
<h3>Saúde</h3>
<p>A saúde do rebanho também é outro calcanhar de Aquiles para a produtividade dos animais. A vaca doente produz menos leite, independente da doença, seja ela de origem infecciosa, metabólica ou traumática.</p>
<p>Planejar programas de saúde e calendário sanitário para o rebanho conforme as características e indicadores da fazenda deve ser algo inegociável. A sanidade do rebanho contribui para a reprodução, qualidade do leite e, principalmente, produtividade dos animais.</p>
<h2>Aumento da capacidade de vacas em lactação</h2>
<p><strong>Aumentar a capacidade de vacas em lactação da fazenda também é outra forma de elevar a produtividade na pecuária leiteira.</strong> Se temos mais vacas dando leite, logo a produção de leite também será maior.</p>
<p>No entanto, é necessário que seja feito um estudo de diagnóstico prévio na propriedade para entender se há viabilidade e condições de aumentar a categoria de vacas em lactação.</p>
<p>Este diagnóstico da propriedade deve contemplar vários itens e setores.</p>
<ul>
<li>A fazenda terá espaço físico para comportar mais vacas? Se sim, qual o contingente máximo de animais que a fazenda consegue abrigar?</li>
<li>Será necessária a construção de novas instalações?</li>
<li>Alguma estrutura precisará ser ajustada ou adaptada?</li>
<li>A fazenda possui área agricultável disponível para produzir comida para os animais adicionais?</li>
<li>A mão de obra atual da propriedade conseguirá conduzir o operacional do rebanho ou será necessário contratar mais colaboradores?</li>
<li>Será necessário a compra de algum maquinário?</li>
</ul>
<p><strong>Note o quanto de <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">planejamento</a> está por trás dessas decisões.</strong> Elas não podem ser tomadas do dia para a noite na realidade da fazenda. Até porque tudo que é feito às pressas e sem planejamento corre grande risco de não obter sucesso.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre produtividade na pecuária leiteira</h2>
<h3>O que influencia a produtividade na pecuária leiteira?</h3>
<p>Nutrição, reprodução, sanidade, conforto animal, genética e gestão estão entre os principais fatores que influenciam os resultados da fazenda.</p>
<h3>Como aumentar a produção de leite por vaca?</h3>
<p>Melhorias na alimentação, saúde, reprodução e conforto dos animais costumam gerar impactos diretos sobre a produção individual.</p>
<h3>Qual a diferença entre produtividade e rentabilidade?</h3>
<p>Produtividade está relacionada à eficiência produtiva, enquanto rentabilidade considera os resultados econômicos gerados pela atividade.</p>
<h3>Como medir a produtividade de uma fazenda leiteira?</h3>
<p>A avaliação pode ser feita por indicadores como produção por vaca, produção por hectare, eficiência alimentar e produção total da fazenda.</p>
<h3>A genética influencia a produtividade?</h3>
<p>Sim. O potencial genético dos animais influencia a capacidade produtiva, mas os resultados dependem também de manejo, nutrição e ambiente.</p>
<h2>Produtividade alta começa com decisões inteligentes</h2>
<p>Aumentar a produtividade na pecuária leiteira exige muito mais do que seguir dicas pontuais, é preciso unir manejo, nutrição, reprodução e gestão de forma estratégica.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=produtividade-leite">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende com especialistas que vivem o campo e aplicam métodos que já transformaram os resultados de produtores e consultores em todo o Brasil.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=produtividade-leite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-14439" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/">Como aumentar a produtividade na pecuária leiteira: principais fatores para melhorar os resultados</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Período de transição em vacas leiteiras: o que é e qual a sua importância</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Oct 2022 13:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[matéria seca]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O período de transição das vacas consiste nas três últimas semanas do pré-parto e nas três primeiras semanas após o parto. O animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante. Nesse período grandes mudanças metabólicas, endócrinas e nutricionais ocorrem no organismo do animal, essas alterações podem promover distúrbios de saúde nas vacas leiteiras. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">Período de transição em vacas leiteiras: o que é e qual a sua importância</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O período de transição das vacas consiste nas três últimas semanas do pré-parto e nas três primeiras semanas após o parto. O animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante.</p>
<p>Nesse período grandes mudanças metabólicas, endócrinas e nutricionais ocorrem no organismo do animal, essas alterações podem promover distúrbios de saúde nas vacas leiteiras.</p>
<p>Neste artigo nós iremos responder as seguintes dúvidas: <strong>O que é período de transição e qual a sua importância?</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que é período de transição?</h2>
<p><strong>O período de transição é o período entre a 3º semana pré-parto e a 3º pós-parto.</strong> É caracterizado por intensas alterações fisiológicas, nutricionais e metabólicas, ocorrências que expõem a vaca leiteira a distúrbios de saúde.</p>
<h3>O que acontece com a vaca nesse momento?</h3>
<p>Durante esse período, eventos como o rápido crescimento fetal, o desenvolvimento da glândula mamária, a colostragem e o início da produção de leite, aumentam consideravelmente as exigências nutricionais do animal.</p>
<p>No entanto, o consumo de alimentos não acompanha as exigências das vacas, na prática a ingestão de matéria seca cai expressivamente. Observe a representação abaixo:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45925 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/10/periodo-transicao.webp" alt="Gráfico com consumo de matéria seca no período de transição de vacas leiteiras" width="603" height="402" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/10/periodo-transicao.webp 603w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/10/periodo-transicao-300x200.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/10/periodo-transicao-370x247.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/10/periodo-transicao-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 603px) 100vw, 603px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Educapoint</span></p>
<p>O desequilíbrio entre a quantidade de matéria seca ingerida e a quantidade exigida, ocasiona o balanço energético negativo.</p>
<p>O organismo do animal, em uma tentativa de reverter esse quadro, começa a mobilizar fontes de energia alternativa a partir das reservas corporais. Essa ação, predispõe a vaca a uma série de doenças relacionadas ao metabolismo, como exemplo principal a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">cetose</a></strong>.</p>
<h2>A importância do período de transição</h2>
<p>O período de transição possui grande importância dentro do ciclo produtivo, afinal durante esse período as vacas ficam susceptíveis a doenças que podem afetar o parto, a lactação futura e o desempenho reprodutivo dos animais.</p>
<p>Dentre as doenças que podem ocorrer no período de transição, é possível destacar a <a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>cetose</strong></a> e esteatose hepática, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">hipocalcemia</a></strong> (febre do leite ou febre puerperal), <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mastite</strong></a>, acidose, laminite e o deslocamento de abomaso.</p>
<p>Esse período possui impacto direto na <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><strong>produtividade</strong></a> e na lucratividade da fazenda, afetando a quantidade de leite produzida e os gastos com sanidade dos animais.</p>
<p>Diante disso, é essencial planejar processos que visem minimizar os danos negativos do período de transição, visando reduzir a ocorrência e os gastos com as doenças recorrentes. Esse planejamento deve considerar principalmente o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">manejo nutricional adequado no pré-parto</a></strong>, afinal ele é fundamental para reverter ou reduzir o quadro de balanço energético negativo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fisiologia-manejo-periodo-transicao?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-periodo-transicao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39653 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao.png" alt="E-book Período de transição de vacas leiteiras" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O período de transição é de extrema importância no ciclo produtivo da fazenda, entender como ele ocorre e como prevenir as intercorrências ocasionadas por ele é essencial para se ter sucesso na pecuária leiteira.</p>
<h2>Cuidados estratégicos para garantir um pico de produção saudável</h2>
<p>O período de transição é decisivo para a saúde, a produtividade e a rentabilidade das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=periodo-transicao">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar manejos nutricionais, sanitários e de gestão que reduzem riscos, aumentam a eficiência e garantem mais litros de leite no tanque desde o início da lactação.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=periodo-transicao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Taxa de prenhez: saiba como calcular e estratégias para aumentar</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2022 12:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[cio]]></category>
		<category><![CDATA[prenhez]]></category>
		<category><![CDATA[rebanho]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de concepção]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda. Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira! &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/">Taxa de prenhez: saiba como calcular e estratégias para aumentar</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A eficiência reprodutiva do rebanho possui influência direta sobre retorno econômico do sistema produtivo, por isso aumentar a taxa de prenhez deve ser um ponto de prioridade na fazenda.</p>
<p>Neste artigo preparamos algumas dicas para que você aumente esse índice na sua propriedade, confira!</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é taxa de prenhez e como calcular?</h2>
<p><strong>A taxa de prenhez é um <a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/" target="_blank" rel="noopener">índice reprodutivo</a> que indica a porcentagem de vacas gestantes em relação ao total de vacas aptas do rebanho, a cada 21 dias.</strong> Essa taxa é capaz de medir a velocidade em que os animais ficam gestantes na propriedade.</p>
<p>Para calcular a taxa de prenhez  precisamos conhecer outros dois indicadores:</p>
<ol>
<li><strong>Taxa de serviço;</strong></li>
<li><strong>Taxa de concepção.</strong></li>
</ol>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">taxa de serviço</a></strong>, indica a quantidade de vacas inseminadas sobre o número de vacas aptas (a cada 21 dias), podendo ser calculada a partir da seguinte fórmula:</p>
<ul>
<li><strong>Taxa de serviço (%) =  Número Vacas Inseminadas / Número Vacas Aptas</strong></li>
</ul>
<p>Já a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener">taxa de concepção</a></strong> nos mostra o número de animais que ficaram gestantes em relação ao número total de animais inseminados, e pode ser obtida pela equação:</p>
<ul>
<li><strong>Taxa de concepção (%) = (Nº Vacas Gestantes x 100)/ Total de Serviços</strong></li>
</ul>
<p>A partir dessas duas taxas conseguimos então, calcular a taxa de prenhez:</p>
<ul>
<li><strong>Taxa de Prenhez (%) = Taxa de Concepção (TC) x Taxa de Serviço (TS)         </strong></li>
</ul>
<p>Com ela é possível monitorar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">desempenho reprodutivo das vacas</a></strong>, alcançando assim melhores resultados produtivos para a atividade leiteira.</p>
<p>A seguir, confira alguns fatores que influenciam essa taxa e algumas dicas para melhorar esse índice dentro da sua fazenda!</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-deteccao-cio-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Fatores que influenciam a taxa de prenhez</h3>
<p>Existem alguns fatores que possuem influência direta sobre a reprodução e taxa de prenhez da fazenda, por isso, conhecê-los é essencial para elevar esse índice e manter bons resultados reprodutivos.</p>
<p>Listamos 5 pontos que podem auxiliar o aumento da taxa de prenhez. Veja abaixo:</p>
<h4>1. Respeitar o período de espera voluntário (PEV)</h4>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-espera-voluntario/" target="_blank" rel="noopener">PEV</a></strong> é o período que as vacas necessitam após o parto, para retornar a produção. Esse tempo pode variar <strong>entre 45 a 60 dias</strong> em média, dependendo da raça.</p>
<p>É preciso respeitar rigorosamente esse tempo, a fim de que o organismo do animal se recupere completamente para só então liberá-los para serem inseminados ou cobertos.</p>
<h4>2. Proporcionar bem-estar animal</h4>
<p>Para obter bons índices de prenhez por animal, deve-se efetuar o manejo correto, fornecendo <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">boas condições nutricionais, ambientais e comportamentais</a></strong>. A reprodução é uma função complexa do organismo e é altamente dependente de uma base de manejos bem feita.</p>
<h4>3. Detectar corretamente o cio</h4>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-taxa-de-deteccao-de-cio/" target="_blank" rel="noopener">detecção correta do cio</a></strong> afeta de maneira drástica o manejo reprodutivo do rebanho. Fatores como horário e tempo de observação, tamanho de lotes e piquetes, bem como o olhar do observador, possuem interferência sobre a detecção do cio.</p>
<p>Por isso, invista em treinamentos e ferramentas para te auxiliar nesse momento tão importante.</p>
<h4>4. Atenção a qualidade do sêmen</h4>
<p>Resguardar a qualidade do sêmen bovino é essencial para atingir bons resultados reprodutivos. Deve-se realizar a avaliação da quantidade, concentração e proporção dos espermatozoides, assim como a motilidade, antes do processo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">inseminação</a></strong>.</p>
<p>É importante destacar que para validar a qualidade do sêmen é preciso haver uma associação positiva entre os critérios de avaliação.</p>
<h4>5. Mão de obra de qualidade</h4>
<p>Ter colaboradores aptos a realizar a inseminação é fundamental para se obter uma boa taxa de prenhez. É necessário<strong> investir em treinamentos e reciclagens</strong> para que os trabalhadores envolvidos no processo estejam sempre capacitados e atentos ao processo correto.</p>
<p>Além de oferecer cursos aos colaboradores, busque sempre destacar e valorizar a importância de seu trabalho para os resultados positivos da fazenda.</p>
<h2>Mais prenhezes, mais produção e mais lucro no leite</h2>
<p>A taxa de prenhez é um dos principais indicadores reprodutivos e influencia diretamente a produtividade e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=taxa-prenhez">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a calcular, monitorar e aplicar estratégias que aumentam a eficiência reprodutiva e garantem mais leite no tanque e resultados consistentes no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=taxa-prenhez" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Cetose bovina: o que é, principais causas, tratamento e como prevenir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2022 17:57:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cetose bovina, também conhecida como cetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma doença metabólica que afeta animais de alta produção, especialmente as vacas leiteiras. O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais. Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>cetose bovina</strong>, também conhecida como cetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma <strong>doença metabólica que afeta animais de alta produção</strong>, especialmente as vacas leiteiras.</p>
<p>O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais.</p>
<p>Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das fazendas, diminuindo consideravelmente a produção de leite. Além disso, há o aumento gradativo dos custos com sanidade.</p>
<p>Quer saber mais sobre essa doença? Leia o artigo abaixo e descubra as causas, os sintomas, o tratamento e a prevenção da cetose bovina!</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é cetose bovina?</h2>
<p>A cetose é uma das principais <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" rel="noopener"><strong>doenças metabólicas</strong></a> das vacas leiteiras e geralmente <strong>acomete animais de alta produção no pós-parto</strong>. Ela acontece quando há um excesso na produção e concentração de corpos cetônicos na corrente sanguínea devido a uma maior exigência energética para produção de leite.</p>
<p>A alta demanda por energia num momento de redução do consumo e escassez de glicose causa um desequilíbrio chamado <strong>balanço energético negativo</strong>.</p>
<p>Na <strong>cetose primária</strong> esse déficit ocorre majoritariamente durante o período de transição, no qual o animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante, nesse momento mudanças drásticas ocorrem no seu metabolismo.</p>
<p>Já nos quadros de <strong>cetose secundária</strong>, como o próprio nome diz, essa queda acentuada do apetite ocorre secundária a outras enfermidades. A vaca então passa a mobilizar tecido adiposo a fim de obter uma fonte alternativa de energia e como consequência há o aumento dos níveis séricos de ácidos graxos não-esterificados (AGNE) no sangue.</p>
<h2>Quais são os sintomas da cetose bovina?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A cetose pode se apresentar na <strong>forma clínica e na forma subclínica</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na <strong>cetose clínica</strong> há perda de </span><span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">escore corporal</a></strong>, anorexia, prostração e queda na produção de leite. Além disso, fezes secas e odor de cetona no ar expirado, podem ser comumente observados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, o quadro clínico pode evoluir apresentando sinais nervosos como: tremores musculares, hiperexcitabilidade e incoordenação com ataxia dos membros posteriores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em casos de <strong>cetose subclínica</strong>, os níveis de corpos cetônicos no sangue e no leite estarão aumentados mesmo sem a apresentação da sintomatologia clínica. Nesse sentido, a concentração sérica igual ou superior a 1,2 mmol/L de beta hidroxibutirato já é um indicativo de cetose subclínica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cetose subclínica gera grandes <strong>impactos produtivos e econômicos</strong> na fazenda, essa doença contribui para redução da imunidade dos animais e provoca ainda, mudanças drásticas no perfil hormonal da vaca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses fatores podem ocasionar desde a redução de peso e da fertilidade dos animais, até enfermidades secundárias.</span></p>
<h2>Quais são as causas da cetose?</h2>
<p>O manejo nutricional é um ponto decisivo para ocorrência da enfermidade, a oferta de dietas desbalanceadas e manejos desalinhados podem favorecer a redução do consumo, contribuindo para o aparecimento da cetose. O estresse térmico e as condições ambientais também podem predispor a doença.</p>
<p>Além disso, outras afecções metabólicas durante o período de transição e não metabólicas, como <a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/"><strong>problemas de casco</strong></a>, podem induzir a redução do consumo de alimentos, aumentando a predisposição do animal à cetose.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39649 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Tratamento da cetose bovina</h2>
<p>O tratamento da forma clínica da doença é sintomático, dessa forma é importante reverter o quadro hipoglicêmico com a administração de glicose via endovenosa &#8211; a glicose via oral deve ser evitada, pois é rapidamente fermentada no rúmen, produzindo precursores cetogênicos, o que agravaria o problema.</p>
<p>Além disso, a realização de um monitoramento da cetose pode auxiliar no tratamento profilático dos quadros subclínicos, para isso basta mensurar os <strong>níveis de BHBA</strong> (beta- hidroxibutirato).</p>
<p>Esse monitoramento pode ser realizado em medidores apropriados para este fim, aplicando uma amostra de sangue coletada da cauda dos animais.</p>
<p>Nas situações de cetose leve ou moderada, devemos oferecer quantidades elevadas de energia , como o propileno glicol, visando evitar a mobilização de gordura nas vacas.</p>
<p>O uso de <em>drench</em> em vacas recém paridas pode ser uma boa opção, essa administração oral forçada de nutrientes (<em>drench</em>), minimiza a deficiência energética, reidrata o animal e estimula a fermentação ruminal.</p>
<h2>Prevenção da cetose bovina</h2>
<p>A prevenção da cetose se inicia antes da <a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener"><strong>secagem dos animais</strong></a> com a implementação de um <strong>manejo nutricional adequado e balanceado</strong>.</p>
<p>Nesse sentido, o fornecimento de forragens de boa qualidade e o uso de concentrados com alta palatabilidade, auxiliam na ingestão de nutrientes e consequentemente reduzem o dispêndio de reservas corporais.</p>
<p>A implementação de aditivos alimentares como os ionóforos, principalmente a monensina sódica, aumentam a eficiência ruminal e se tornam uma alternativa na prevenção da doença. Além disso, vitaminas do complexo B, podem reduzir a mobilização de gordura corporal durante o início da lactação e assim diminuir o balanço energético negativo, prevenindo enfermidades metabólicas.</p>
<p>A administração de gordura protegida com sais de cálcio (sem comprometer a ingestão de fibras), pode maximizar a densidade de energia na matéria seca consumida, contribuindo para redução do quadro de balanço energético negativo.</p>
<p>O monitoramento do <strong>escore de condição corporal (ECC)</strong>, é uma boa ferramenta na avaliação da cobertura de gordura corporal da vaca, o ECC pode auxiliar na prevenção da enfermidade, servindo como termômetro do programa nutricional: <strong>o escore ótimo ao momento do parto é entre 3.0 – 3.50</strong>  (na escala que varia de 1-5).</p>
<p>Por fim, a <strong>promoção de um ambiente confortável</strong>, limpo e com temperatura amena também contribui para redução da incidência da doença na fazenda, afinal, vacas que não sofrem de estresse térmico durante o período seco possuem um  melhor uso da função hepática durante o início da lactação.</p>
<p>Prevenir é sempre a melhor opção, por isso lembre-se: o manejo nutricional balanceado é a chave para reduzir a ocorrência da cetose na sua fazenda.</p>
<h2>Da prevenção ao lucro: transforme a gestão da sua fazenda</h2>
<p>A cetose é um desafio silencioso que pode comprometer a saúde do rebanho e a rentabilidade da produção.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=cetose" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar precocemente problemas como esse, implementar estratégias de prevenção e integrar sanidade, nutrição, reprodução e gestão financeira para obter resultados reais no campo. É conhecimento prático e direcionado, para que cada decisão traga mais produtividade e lucro.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16051 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg" alt="Brisa Sevidanes" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Kit Guia + Planilha Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2022 12:40:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[PLANILHAS]]></category>
		<category><![CDATA[CCS]]></category>
		<category><![CDATA[células somáticas]]></category>
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		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mastite subclínica pode acometer grande parte dos rebanhos, aumentando a Contagem de Células Somáticas (CCS) no leite. O aumento da CCS afeta diretamente a qualidade do leite e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor. Com esse material você poderá calcular, de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A mastite subclínica pode acometer grande parte dos rebanhos, aumentando a <strong>Contagem de Células Somáticas (CCS)</strong> no leite.</p>
<p>O aumento da <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener"><strong>CCS</strong></a> afeta diretamente a <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>qualidade do leite</strong></a> e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor.</p>
<p>Com esse material você poderá calcular, de acordo com a contagem de células somáticas encontradas no tanque:</p>
<ul>
<li>A perda de produção diária de leite;</li>
<li>A perda de produção mensal de leite;</li>
<li>A perda de faturamento mensal;</li>
<li>A perda de faturamento anual.</li>
</ul>
<p>Dessa forma, você pode <strong>descobrir o quanto está deixando de lucrar na sua propriedade</strong> e pode mostrar para os seus clientes o prejuízo que eles vêm tendo em decorrência à lata CCS do tanque.</p>
<p>Baixe gratuitamente o <strong>kit com a planilha + guia explicativo</strong> sobre a CCS no tanque e CCS individual e transforme os seus resultados!</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Protocolos IATF na pecuária leiteira: utilização e benefícios</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 20:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[genético]]></category>
		<category><![CDATA[iatf]]></category>
		<category><![CDATA[melhoramento genético]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade. Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade.</p>
<p>Seguindo essa premissa, <strong>o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como IATF, contribui em grande escala nos <a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">programas reprodutivos</a> das fazendas.</strong></p>
<p>Mas o que é a IATF? Quais são os seus objetivos? E quais os seus benefícios? Como encaixar a IATF na rotina da fazenda?</p>
<p>Acompanhe o artigo e descubra a resposta para essas e outras questões relacionadas a inseminação em tempo fixo em fazendas leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que é protocolo IATF?</h2>
<p><strong>A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consiste em uma ferramenta reprodutiva capaz de fornecer condições para que vacas e novilhas sejam inseminadas em uma data pré-determinada.</strong></p>
<p>A base da IATF são os protocolos hormonais que, em resumo, se baseiam na utilização de hormônios específicos em dias previamente estabelecidos.</p>
<p>O principal objetivo dos protocolos hormonais de IATF é <strong>sincronizar a onda folicular dos animais e, consequentemente, a ovulação.</strong> Com todos os processos ocorrendo corretamente, se espera que a inseminação seja feita em boas condições e em um momento conveniente do ciclo estral da fêmea bovina.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-deteccao-cio-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais os tipos de protocolos de IATF?</h2>
<p>Atualmente, são várias as opções de protocolos reprodutivos existentes no mercado capazes de entregar este propósito. A grande maioria dos protocolos atuais são variações de um protocolo de base inicial, conhecido como Ovsynch, demonstrado no esquema abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44938 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf.webp" alt="Variações de protocolos de iatf" width="1024" height="184" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-300x54.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-768x138.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-370x66.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-270x49.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-740x133.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>Com o passar do tempo este protocolo Ovsynch foi sendo aprimorado a partir de estudos científicos, novos hormônios foram incluídos, como é o caso do estradiol e da progesterona. Assim, novas opções de protocolos foram sendo elaboradas.</p>
<p>Um relato extremamente comum no campo é de que esse ou aquele protocolo reprodutivo é o melhor a ser utilizado na rotina de qualquer fazenda, pois é o que gera as maiores <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxas de concepção</strong></a> no rebanho.</p>
<p>Tenha muito cuidado ao ouvir tais alegações! <strong>Não existe protocolo de IATF milagroso</strong>, existe aquele que melhor se encaixa na rotina da fazenda conforme os manejos e o padrão/situação/realidade do rebanho.</p>
<p>Algumas inverdades são atribuídas ao uso de IATF nas fazendas. Uma delas é que os protocolos hormonais eliminam a necessidade de observação de cio no rebanho. Ledo engano. Uma prática não exclui a outra, são complementares e devem ser utilizadas de forma associada para otimização da <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de serviço</strong></a> na propriedade.</p>
<p>Mas por qual motivo há este pensamento corriqueiro no campo? O mais falado é de que como os protocolos permitem a inseminação em um dia pré-determinado, não há necessidade de monitorar o cio, pois aqueles animais serão inseminados exatamente no dia do protocolo.</p>
<p>Acontece que nem toda vaca que é submetida ao protocolo, é sincronizada. Ao mesmo passo que nem toda vaca que é inseminada e que fica gestante, vai manter a gestação, pois pode ocorrer <a href="https://rehagro.com.br/blog/perda-de-prenhez/" target="_blank" rel="noopener"><strong>perda de prenhez</strong></a> a qualquer momento.</p>
<p>Logo, se considerarmos uma vaca que não sincronizou no protocolo ou uma vaca que foi inseminada, ficou gestante e perdeu a gestação, ou até mesmo uma outra que foi inseminada e não emprenhou, em qualquer uma das três situações é possível que o cio retorne em tempos variáveis, não seguindo o intervalo a cada 21 dias do ciclo estral das vacas.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=protocolos-iatf" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p>Por isso é fundamental e extremamente necessário que a ação de monitoramento e identificação de cio na fazenda tenha uma rotina e uma constância diária. Em outras palavras, de nada adianta implantar o recurso da IATF no rebanho e retirar os manejos de observação de cio. Não há benefício algum nesta decisão, muito pelo contrário.</p>
<p>Outro ponto paralelo ao monitoramento de cio associado à IATF é de que condições inadequadas dos protocolos podem fazer com que um percentual considerável das vacas adiante, ou até mesmo atrase o cio em relação a data esperada, justamente por não sincronizar corretamente a onda folicular.</p>
<p>O monitoramento de cio nestes casos permitirá identificar anormalidades dessa natureza e possibilitarão ajustes na rotina dos protocolos. Na média, <strong>bons protocolos de IATF</strong> sincronizam de 80 a 85% das vacas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44939 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1.webp" alt="Protocolos IATF" width="740" height="493" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1-300x200.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1-370x247.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<h2>Boas práticas para condução da IATF na pecuária leiteira</h2>
<p>É fato a existência de uma grande variedade de protocolos reprodutivos no mercado atualmente. Mas como avaliar se um protocolo é de qualidade?</p>
<p>A resposta para essa questão está em quatro premissas principais. Para ser considerado de qualidade, um protocolo de IATF de vacas leiteiras deve propiciar:</p>
<ol>
<li><strong>Progesterona alta durante o desenvolvimento folicular</strong> &#8211; Folículos que se desenvolvem sob elevadas concentrações de progesterona possuem maior fertilidade.</li>
<li><strong>Estrógeno alto durante o proestro</strong> &#8211; Folículos com bom desenvolvimento na fase que antecede o estro tendem a produzir maior quantidade de estrógeno, hormônio associado ao comportamento de cio.</li>
<li><strong>Progesterona baixa no momento da inseminação</strong> &#8211; A utilização de duas doses de prostaglandina durante a condução do protocolo, por exemplo, aumenta a regressão completa do corpo lúteo nas vacas, fazendo com que a progesterona esteja em concentrações mínimas no dia da inseminação.</li>
<li><strong>Progesterona alta nos momentos pós inseminação</strong> &#8211; Folículos bem desenvolvidos durante a onda folicular formam corpos lúteos bem estruturados, que contribuem com altas concentrações de progesterona após a inseminação, hormônio importante para o desenvolvimento embrionário e reconhecimento materno do embrião.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44940 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2.webp" alt="Inseminação artificial sendo feita em vaca" width="740" height="493" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2-300x200.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2-370x247.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p>O protocolo que fornece tais condições e que é conduzido de forma correta é totalmente capaz de entregar resultados interessantes de concepção do rebanho.</p>
<p>Aliás, a condução dos protocolos é outro fator que merece atenção. Para que os protocolos funcionem bem, eles devem fazer parte de uma rotina reprodutiva bem planejada e estruturada, seguindo critérios para a sua utilização.</p>
<p>Por exemplo, uma rotina reprodutiva pode ser construída para que todas as vacas sejam inseminadas por IATF no primeiro serviço pós-parto. Para que isso aconteça é necessária uma sistematização nos processos reprodutivos da fazenda para que todas as vacas sejam protocoladas na saída do <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-espera-voluntario/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Período de Espera Voluntário</strong></a> (PEV). Da mesma forma, uma opção complementar pode ser, por exemplo, protocolar todas as vacas vazias ao toque.</p>
<p>Note que o objetivo dos exemplos citados é demonstrar que <strong>o uso da IATF nos rebanhos leiteiros deve seguir critérios e propósitos</strong>. Ou seja, o uso dos protocolos deve fazer sentido na rotina da fazenda, e não apenas ser utilizado aleatoriamente.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="QUAL O MELHOR PROTOCOLO DE IATF PARA VACAS DE LEITE MESTIÇAS A PASTO? | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/QKs-M_x6gCI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Protocolos IATF como recursos na potencialização da reprodução</h2>
<p>Conforme já bem discutido e fundamentado ao longo do texto, o recurso da IATF entrega avanços e benefícios para a fazenda, mas ele não deve ser implementado e trabalhado de modo isolado na propriedade.</p>
<p>Antes de tudo é necessário estruturar de forma estratégica um programa reprodutivo, onde os protocolos de IATF atuam como ferramenta para potencializar a reprodução do rebanho de forma associada a outros recursos. Seguindo esta linha, sem dúvidas a fazenda terá bons retornos!</p>
<h2>Reprodução eficiente para mais prenhezes e mais leite</h2>
<p>Os protocolos de IATF são aliados poderosos para aumentar a taxa de prenhez e otimizar o manejo reprodutivo na pecuária leiteira.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=protocolos-iatf">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar estratégias reprodutivas avançadas, aliando nutrição, manejo e gestão para obter resultados consistentes e lucrativos no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=protocolos-iatf" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Como aumentar o consumo de matéria seca em vacas leiteiras: 7 fatores que fazem diferença</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jun 2022 16:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=13429</guid>

					<description><![CDATA[<p>O consumo de matéria seca (CMS) é um dos principais indicadores para avaliar se uma vaca leiteira está recebendo, de fato, os nutrientes necessários para expressar seu potencial produtivo. Uma dieta bem formulada só gera resultado quando chega ao cocho em boas condições, é acessível aos animais e é consumida em quantidade suficiente. Na prática, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/">Como aumentar o consumo de matéria seca em vacas leiteiras: 7 fatores que fazem diferença</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O consumo de matéria seca (CMS) é um dos <strong>principais indicadores</strong> para avaliar se uma vaca leiteira está recebendo, de fato, os nutrientes necessários para expressar seu potencial produtivo. Uma dieta bem formulada só gera resultado quando chega ao cocho em boas condições, é acessível aos animais e é consumida em quantidade suficiente.</p>
<p>Na prática, muitos problemas de produção, reprodução e saúde começam antes mesmo da formulação da dieta. Eles aparecem no manejo diário: pouco espaço de cocho, falhas no fornecimento, baixa qualidade da água, estresse térmico, forragem de baixa digestibilidade, superlotação ou manejo inadequado no período de transição.</p>
<p>Por isso, aumentar o consumo de matéria seca em vacas leiteiras não depende de uma única ação. É o resultado da integração entre nutrição, ambiência, comportamento animal, qualidade dos alimentos e gestão dos lotes.</p>
<p>Neste artigo, veja os principais fatores que interferem no consumo e como corrigir gargalos que limitam o desempenho do rebanho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="https:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</div>
<h2>Por que o consumo de matéria seca é tão importante?</h2>
<p>A produção de leite depende da capacidade da vaca de transformar nutrientes em desempenho. Quando o consumo cai, o animal passa a ingerir menos energia, proteína, fibra efetiva, minerais e vitaminas.</p>
<p>Essa redução pode provocar impactos rápidos, como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Queda na produção de leite;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Perda de escore de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal</a></strong>;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Maior risco de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong>;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Piora da eficiência reprodutiva;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Redução da ruminação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Maior instabilidade ruminal;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Aumento da variação de desempenho entre animais do lote.</li>
</ul>
<p>Por isso, o consumo de matéria seca deve ser acompanhado como indicador de gestão. Ele não deve ser observado apenas quando há queda no tanque, mas monitorado de forma preventiva.</p>
<h2>1. Garanta espaço de cocho adequado</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/espacamento-de-cocho-e-ingestao-de-materia-seca/">espaço de cocho</a></strong> é um dos fatores mais importantes para estimular o consumo. Quando há competição excessiva, os animais mais submissos tendem a comer menos, principalmente nos horários de maior disputa, como após o fornecimento da dieta ou no retorno da ordenha.</p>
<p>Essa competição pode gerar refeições mais rápidas, menor tempo de consumo e maior variação de ingestão entre os animais. Em casos mais críticos, também pode aumentar o estresse e favorecer distúrbios digestivos.</p>
<h3>Como melhorar o acesso ao cocho</h3>
<p>Algumas ações práticas incluem:</p>
<ul>
<li>Ajustar o espaço linear de cocho conforme a categoria animal;</li>
<li>Evitar superlotação nos lotes;</li>
<li>Separar primíparas e multíparas quando possível;</li>
<li>Garantir acesso simultâneo ao alimento em lotes mais sensíveis;</li>
<li>Observar se há animais dominantes impedindo o acesso de outros;</li>
<li>Avaliar comportamento no cocho após o trato.</li>
</ul>
<p>Mais espaço no cocho não significa apenas mais conforto. Significa maior oportunidade de consumo e melhor estabilidade nutricional.</p>
<h2>2. Ajuste e frequência de fornecimento da dieta</h2>
<p>A forma como o alimento é disponibilizado ao longo do dia influencia diretamente o comportamento alimentar das vacas.</p>
<p>Dietas recém-fornecidas costumam estimular maior aproximação ao cocho. Além disso, o manejo de empurramento do trato ajuda a manter o alimento acessível e reduz a chance de parte da dieta ficar fora do alcance dos animais.</p>
<h3>Práticas que favorecem o consumo</h3>
<p>Para melhorar o manejo do trato, vale observar:</p>
<ul>
<li>Horário de fornecimento da dieta;</li>
<li>Frequência de trato ao longo do dia;</li>
<li>Número de empurramentos;</li>
<li>Uniformidade da mistura;</li>
<li>Presença de alimento acessível durante todo o dia;</li>
<li>Sobras no cocho antes do novo fornecimento;</li>
<li>Aquecimento ou deterioração da dieta.</li>
</ul>
<p>O objetivo é simples: a vaca precisa encontrar <strong>alimento fresco, homogêneo e acessível</strong> sempre que buscar o cocho.</p>
<h2>3. Melhore a qualidade da forragem</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualidade da forragem exerce grande influência sobre o consumo de matéria seca. Volumosos com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-milho-na-producao-leiteira-como-melhorar-a-qualidade-digestibilidade-e-eficiencia-animal/">baixa digestibilidade</a></strong> permanecem mais tempo no rúmen e podem limitar a ingestão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outras palavras, se a vaca demora mais para processar o alimento, ela tende a reduzir a quantidade consumida ao longo do dia. Isso é especialmente importante em vacas de alta produção, que precisam de alto consumo para atender às suas exigências.</span></p>
<h3><b>Pontos de atenção na forragem</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Avalie com frequência:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Teor de matéria seca;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Digestibilidade da fibra;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Tamanho de partícula;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Qualidade de fermentação;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Presença de fungos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Estabilidade aeróbica;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Aquecimento da silagem;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Uniformidade da mistura no vagão;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Rejeição de ingredientes no cocho.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Forragem de qualidade não é apenas uma questão nutricional. Ela afeta palatabilidade, passagem ruminal, consumo, saúde e eficiência alimentar.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>4. Garanta água limpa, disponível e em boa vazão</h2>
<p>A água é essencial para vacas leiteiras e tem relação direta com o consumo de alimentos. Quando o acesso à água é limitado, a ingestão de matéria seca tende a cair.</p>
<p>Vacas em lactação têm <strong>alta demanda hídrica</strong>, especialmente em dias quentes e em sistemas de maior produção. Por isso, bebedouros mal posicionados, sujos, com baixa vazão ou em número insuficiente podem comprometer o desempenho do lote.</p>
<h3>Como avaliar o fornecimento de água</h3>
<p>Algumas perguntas ajudam no diagnóstico:</p>
<ul>
<li>Os bebedouros estão limpos?</li>
<li>A vazão atende aos horários de maior demanda?</li>
<li>Há água disponível próxima à saída da ordenha?</li>
<li>Todos os lotes têm acesso confortável?</li>
<li>Existem pontos de disputa ou dominância?</li>
<li>A água apresenta odor, sujeira ou excesso de resíduos?</li>
<li>A fazenda realiza análise de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/">qualidade da água</a></strong>?</li>
</ul>
<p>A água deve ser tratada como nutriente estratégico. Melhorar seu fornecimento pode ser uma das formas mais rápidas de favorecer o consumo.</p>
<h2>5. Reduza o estresse térmico</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong> é um dos principais inimigos do consumo em vacas leiteiras. Quando a temperatura e a umidade aumentam, a vaca reduz a ingestão de alimentos como forma de diminuir a produção interna de calor.</p>
<p>O problema é que essa redução prejudica diretamente a produção de leite, a eficiência alimentar, a reprodução e a saúde metabólica.</p>
<h3>Sinais de estresse térmico</h3>
<p>Fique atento a sinais como:</p>
<ul>
<li>Aumento da frequência respiratória;</li>
<li>Vacas ofegantes;</li>
<li>Maior busca por sombra;</li>
<li>Queda no consumo;</li>
<li>Redução da ruminação;</li>
<li>Maior tempo em pé;</li>
<li>Queda na produção;</li>
<li>Aumento da ingestão de água;</li>
<li>Concentração de animais em áreas ventiladas.</li>
</ul>
<h3>Como reduzir os impactos do calor</h3>
<p>As principais estratégias incluem:</p>
<ul>
<li>Sombra adequada;</li>
<li>Ventilação;</li>
<li>Aspersão;</li>
<li>Resfriamento na linha de cocho;</li>
<li>Conforto na sala de espera;</li>
<li>Oferta de alimento nos horários mais frescos;</li>
<li>Maior atenção à disponibilidade de água.</li>
</ul>
<p>Em regiões quentes, ambiência não é luxo. É parte essencial do manejo nutricional.</p>
<h2>6. Cuide do período de transição</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">período de transição</a></strong>, que envolve as semanas antes e depois do parto, é uma das fases mais críticas da vida produtiva da vaca.</p>
<p>Nesse momento, o animal passa por grandes mudanças hormonais, metabólicas e nutricionais. Ao mesmo tempo, a exigência por nutrientes aumenta, enquanto o consumo tende a cair. Essa combinação favorece balanço energético negativo e maior risco de doenças metabólicas.</p>
<h3>Principais cuidados na transição</h3>
<p>Para estimular o consumo nesse período, é importante:</p>
<ul>
<li>Garantir dieta específica para pré-parto;</li>
<li>Evitar superlotação;</li>
<li>Oferecer conforto e cama adequada;</li>
<li>Reduzir mudanças bruscas de lote;</li>
<li>Garantir espaço de cocho;</li>
<li>Monitorar escore corporal;</li>
<li>Acompanhar consumo no pós-parto;</li>
<li>Identificar rapidamente vacas com queda de apetite.</li>
</ul>
<p>Uma transição bem conduzida melhora o início da lactação, reduz problemas sanitários e favorece melhor desempenho produtivo e reprodutivo.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O QUE É O PERÍODO DE TRANSIÇÃO EM VACAS LEITEIRAS? | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/zkyLG6R7d3E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>7. Organize os lotes e reduza a competição</h2>
<p>A <strong>dinâmica social dos lotes</strong> influencia diretamente o consumo. Vacas dominantes, mudanças frequentes de grupo e lotes superlotados podem alterar o comportamento alimentar.</p>
<p>Animais submissos tendem a evitar horários de maior disputa, comem menos ou fazem refeições em momentos menos favoráveis. Isso prejudica o consumo total e aumenta a variação entre indivíduos.</p>
<h3>Boas práticas na organização dos lotes</h3>
<p>Sempre que possível:</p>
<ul>
<li>Agrupe animais por exigência nutricional;</li>
<li>Separe primíparas de multíparas;</li>
<li>Evite mudanças frequentes de lote;</li>
<li>Reduza superlotação;</li>
<li>Monitore vacas recém-paridas;</li>
<li>Acompanhe animais com baixa condição corporal;</li>
<li>Avalie comportamento no cocho e no descanso.</li>
</ul>
<p>A dieta pode estar correta no papel, mas se o lote estiver mal organizado, parte das vacas não conseguirá consumir o necessário.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O consumo de matéria seca é <strong>um dos pilares da eficiência em sistemas de produção de leite</strong>. Quando a vaca consome menos do que deveria, todo o sistema sente os impactos: cai a produção, piora a eficiência alimentar, aumentam os riscos metabólicos e a rentabilidade fica comprometida.</p>
<p>Por isso, produtores, técnicos e consultores devem olhar o consumo como resultado de um conjunto de fatores. Espaço de cocho, frequência de trato, leitura de sobras, qualidade da forragem, água, conforto térmico, transição e organização dos lotes precisam funcionar de forma integrada.</p>
<p><strong>Mais do que <a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formular uma boa dieta</a>, é preciso garantir que ela seja consumida</strong>. É nesse ponto que o manejo diário faz diferença e transforma nutrição em leite no tanque.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre consumo de matéria seca em vacas leiteiras</h2>
<h3>O que reduz o consumo de matéria seca em vacas leiteiras?</h3>
<p>Os principais fatores são competição no cocho, baixa qualidade da forragem, falta de água, estresse térmico, superlotação, dieta mal misturada, problemas no período de transição e doenças metabólicas.</p>
<h3>Como estimular vacas leiteiras a comerem mais?</h3>
<p>Para estimular o consumo, é preciso oferecer alimento fresco e acessível, garantir espaço de cocho, empurrar o trato, reduzir calor, fornecer água limpa, melhorar a qualidade da forragem e organizar corretamente os lotes.</p>
<h3>A água influencia o consumo de alimentos?</h3>
<p>Sim. A água influencia diretamente o consumo de matéria seca. Quando há baixa disponibilidade, sujeira, vazão insuficiente ou disputa por acesso, a ingestão de alimento pode diminuir.</p>
<h3>O estresse térmico reduz o consumo?</h3>
<p>Sim. Em condições de calor, a vaca tende a reduzir o consumo para diminuir a produção interna de calor. Por isso, sombra, ventilação, aspersão e conforto térmico são fundamentais.</p>
<h3>A leitura de cocho ajuda a aumentar o consumo?</h3>
<p>Sim. A leitura de cocho permite ajustar o fornecimento da dieta, evitar falta de alimento, reduzir desperdícios e identificar problemas de palatabilidade, mistura ou manejo alimentar.</p>
<p>O consumo de alimentos é um dos pilares da produção leiteira eficiente. Espaço de cocho, qualidade da dieta, disponibilidade de água, conforto térmico, manejo da transição e organização dos lotes são fatores que influenciam diretamente os resultados obtidos na fazenda.</p>
<p>Ao identificar e corrigir possíveis limitações, produtores e técnicos conseguem melhorar o desempenho dos animais, aumentar a produção de leite e tornar o sistema mais rentável e sustentável.</p>
<h2>Leve sua gestão para o próximo nível na produção de leite</h2>
<p>Saber identificar e corrigir os fatores que afetam o consumo de alimentos é apenas o começo.</p>
<p>Com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=consumo-materia-seca" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong>, você vai aprender a analisar dados, tomar decisões estratégicas e implementar ações que aumentam a produtividade e o lucro da fazenda, sem desperdícios.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=consumo-materia-seca" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/">Como aumentar o consumo de matéria seca em vacas leiteiras: 7 fatores que fazem diferença</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Retenção de placenta em vacas leiteiras: causas, riscos e como prevenir</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2022 16:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[parto]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[placenta]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[sistema reprodutivo]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=13409</guid>

					<description><![CDATA[<p>A retenção de placenta em vacas leiteiras é uma das enfermidades reprodutivas mais relevantes no período pós-parto imediato, impactando diretamente a saúde uterina, a fertilidade e o desempenho produtivo do rebanho. Considerada multifatorial, sua ocorrência está fortemente relacionada à integridade do sistema imunológico, ao manejo nutricional e às condições ambientais do periparto. Segundo Nobre et [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/">Retenção de placenta em vacas leiteiras: causas, riscos e como prevenir</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>retenção de placenta em vacas leiteiras</strong> é uma das enfermidades reprodutivas mais relevantes no período pós-parto imediato, impactando diretamente a saúde uterina, a fertilidade e o desempenho produtivo do rebanho.</p>
<p>Considerada multifatorial, sua ocorrência está fortemente relacionada à integridade do sistema imunológico, ao manejo nutricional e às condições ambientais do periparto.</p>
<p>Segundo Nobre et al. (2012), a prevalência de retenção de placenta em um rebanho mestiço em Minas Gerais foi de 12,8%, número expressivamente superior ao observado em países como Nova Zelândia (2%), EUA (7,7%) e Israel (8,4%).</p>
<p>Essa diferença reforça a necessidade de um olhar clínico e preventivo mais atento aos fatores de risco associados à retenção de placenta em vacas leiteiras, principalmente em sistemas tropicais.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá <strong>como a fisiologia reprodutiva bovina e o sistema imunológico materno interagem no processo de separação placentária</strong>, por que a falha nessa interação favorece a retenção e quais fatores — como nutrição, estresse, saúde metabólica e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/">manejo pré-parto</a></strong> — precisam ser ajustados para garantir a imunocompetência das vacas e reduzir significativamente a ocorrência dessa condição.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que é retenção de placenta e quais suas consequências?</h2>
<p>Clinicamente, considera-se retenção de placenta a falha na expulsão das membranas fetais por um <strong>período superior a 12 horas após o parto</strong>. Essa condição está diretamente ligada a complicações como:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/">Metrite</a></strong> e endometrite;</li>
<li>Redução da taxa de concepção;</li>
<li>Aumento no número de dias até o primeiro serviço;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">Redução da produção leiteira</a></strong>;</li>
<li>Aumento da taxa de descarte involuntário.</li>
</ul>
<p>Fourichon et al. (2000) demonstram que vacas acometidas com retenção placentária apresentam de <strong>2 a 3 dias a mais até o primeiro serviço</strong>, <strong>e redução de 4 a 10% na <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong> no primeiro serviço, gerando um atraso reprodutivo médio de 6 a 12 dias para a concepção.</p>
<p>Além do comprometimento direto do útero, estudos recentes (Ribeiro et al., 2024) sugerem que a retenção de placenta pode ser um importante fator de risco secundário para outras enfermidades, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>, ao servir como foco de agentes patogênicos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como a imunidade da vaca influencia na expulsão da placenta?</h2>
<p>Embora os mecanismos hormonais sejam fundamentais para o parto e a expulsão das membranas fetais, a imunidade materna exerce um papel igualmente decisivo na ruptura dos placentômeros e na liberação efetiva da placenta.</p>
<p>Durante o parto, ocorre um aumento da concentração de <strong>citocinas inflamatórias</strong> — principalmente interleucina-8 (IL-8) — que atrai neutrófilos para o local da interface materno-fetal. Esses leucócitos desempenham papel ativo na liberação enzimática, produção de radicais livres e ativação de colagenases, facilitando a separação das membranas.</p>
<p>Outro ponto importante é o <strong>reconhecimento imunológico do MHC Classe I fetal</strong>. A placenta possui células fetais que expressam esses antígenos, e a resposta materna a eles contribui para o processo inflamatório fisiológico necessário para o descolamento. Vacas com sistema imune comprometido (por doenças, estresse ou deficiências nutricionais) têm menor ativação dessas vias, aumentando o risco de aderência persistente.</p>
<p>Além disso, o equilíbrio redox da placenta — a capacidade antioxidante para neutralizar espécies reativas de oxigênio — influencia diretamente a síntese de estrogênio e prostaglandinas, fundamentais para o parto. Quando esse equilíbrio é rompido, a expulsão da placenta fica comprometida.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="RETENÇÃO DE PLACENTA EM VACAS LEITEIRAS: O QUE FAZER? | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/o4L_cx08blI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Fatores que comprometem a imunidade e favorecem a retenção de placenta</h2>
<h3>1. Nutrição: o combustível da resposta imune</h3>
<p>O <strong>balanço energético negativo (BEN)</strong> no periparto é uma das principais causas de imunossupressão. Segundo Ingvartsen e Moyes (2013), nutrientes como glicose, ácidos graxos, aminoácidos (ex: glutamina), vitaminas e minerais (como selênio e zinco) são fundamentais para uma resposta imune eficiente.</p>
<p>Além disso, antioxidantes como vitamina E e selênio protegem as células placentárias do estresse oxidativo e favorecem a produção hormonal adequada. O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">escore de condição corporal (ECC)</a></strong> ideal ao parto deve estar entre 3,25 e 3,75. Valores fora dessa faixa aumentam o risco de doenças metabólicas e retenção placentária.</p>
<h3>2. Estresse: o grande inibidor da imunidade funcional</h3>
<p>O estresse ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal,<strong> elevando o cortisol</strong>, que a curto prazo modula a imunidade, mas a longo prazo suprime a resposta imune.</p>
<p><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">Estresse térmico</a></strong>, superlotação, partos difíceis ou manejo brusco são fatores que agravam o risco de retenção de placenta.</p>
<h3>3. Distúrbios metabólicos: hipocalcemia e contratilidade uterina</h3>
<p>O cálcio é essencial para a contratilidade uterina. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-em-vacas-leiteiras/">hipocalcemia</a></strong> (baixa de cálcio no sangue) é altamente prevalente no pós-parto e impede contrações efetivas, dificultando a expulsão das membranas fetais.</p>
<p>A suplementação oral de cálcio no parto e o uso de dietas com DCAD negativo no pré-parto são estratégias eficazes para prevenir a hipocalcemia e, consequentemente, reduzir a retenção placentária.</p>
<h2>Estratégias para garantir uma boa imunidade e prevenir a retenção de placenta</h2>
<p><strong>1. Nutrição de precisão no pré e pós-parto</strong></p>
<ul>
<li>Dietas balanceadas com energia, proteína e antioxidantes;</li>
<li>Suplementação com vitamina E, selênio e zinco;</li>
<li>Controle do ECC e ajuste do DCAD.</li>
</ul>
<p><strong>2. Ambiente e manejo</strong></p>
<ul>
<li>Locais tranquilos, ventilados e com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sombra-para-vacas-leiterias/">sombra</a></strong>;</li>
<li>Redução de movimentações e estresse periparto;</li>
<li>Partos assistidos com cuidado.</li>
</ul>
<p><strong>3. Prevenção de doenças metabólicas</strong></p>
<ul>
<li>Protocolos para prevenção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong>, hipocalcemia e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-do-deslocamento-de-abomaso/">deslocamento de abomaso</a></strong>;</li>
<li>Diagnóstico precoce de infecções uterinas.</li>
</ul>
<p><strong>4. Monitoramento individualizado</strong></p>
<ul>
<li>Identificação de animais de risco (partos gemelares, vacas mais velhas);</li>
<li>Suporte imunológico e nutricional adaptado.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A retenção de placenta não deve ser encarada como um evento isolado, mas como um <strong>indicador clínico da imunocompetência da vaca</strong>. Ela resulta de falhas integradas entre o sistema imune, o equilíbrio hormonal e o manejo ambiental e nutricional.</p>
<p>A adoção de práticas preventivas bem definidas — incluindo nutrição balanceada, manejo reprodutivo cuidadoso e ambiente de transição de qualidade — é fundamental para minimizar os casos de retenção, melhorar a saúde uterina e garantir uma <strong>reprodução mais eficiente e sustentável</strong>.</p>
<h2>Reprodução saudável para mais prenhezes e mais leite no tanque</h2>
<p>A retenção de placenta impacta a saúde uterina, atrasa o retorno à reprodução e pode reduzir a produtividade do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=retencao-placenta">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar manejo reprodutivo, nutrição e imunidade para prevenir problemas, melhorar índices produtivos e aumentar a rentabilidade da fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Attupuram, N. M., et al. (2016). <i>Cellular and Molecular Mechanisms Involved in Placental Separation in the Bovine: A Review</i>. Molecular Reproduction and Development, 83(4), 287–297. https://doi.org/10.1002/mrd.22635</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Bagath, M., et al. (2019). <i>The Impact of Heat Stress on the Immune System in Dairy Cattle: A Review</i>. Research in Veterinary Science, 126, 94–102. https://doi.org/10.1016/j.rvsc.2019.08.011</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Beagley, J. C., et al. (2010). <i>Physiology and Treatment of Retained Fetal Membranes in Cattle</i>. Journal of Veterinary Internal Medicine, 24(2), 261–268. https://doi.org/10.1111/j.1939-1676.2010.0473.x</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Fourichon, C., Seegers, H., &amp; Malher, X. (2000). <i>Effect of disease on reproduction in the dairy cow: a meta-analysis</i>. Theriogenology, 53(9), 1729–1759. https://doi.org/10.1016/S0093-691X(00)00311-3</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Hanzen, C., &amp; Rahab, H. (2024). <i>Propaedeutic and Therapeutic Practices Used for Retained Fetal Membranes by Rural European Veterinary Practitioners</i>. Animals, 14(7), 1042. https://doi.org/10.3390/ani14071042</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Ingvartsen, K. L., &amp; Moyes, K. (2013). <i>Nutrition, Immune Function and Health of Dairy Cattle</i>. Animal, 7, 112–122. https://doi.org/10.1017/S175173111200170X</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Nobre, M. M., et al. (2012). <i>Avaliação da incidência e fatores de risco da retenção de placenta em vacas mestiças leiteiras</i>. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, 64(1), 101–107. https://doi.org/10.1590/S0102-09352012000100015</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Ribeiro, D., et al. (2024). <i>Retained Placenta as a Potential Source of Mastitis Pathogens in Dairy Cows</i>. Applied Sciences, 14(12), 4986. https://doi.org/10.3390/app14124986</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Van Werven, T., et al. (1992). <i>The Effects of Duration of Retained Placenta on Reproduction, Milk Production, Postpartum Disease and Culling Rate</i>. Theriogenology, 37(6), 1191–1203. https://doi.org/10.1016/0093-691X(92)90175-Q</span></li>
</ul>
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		<title>Biosseguridade na pecuária leiteira: como proteger o rebanho e reduzir prejuízos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 19:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[biosseguridade]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Doenças infecciosas estão entre os principais fatores responsáveis por perdas produtivas e econômicas na pecuária leiteira. Redução da produção de leite, aumento dos custos com medicamentos, descarte involuntário de animais e problemas reprodutivos são apenas algumas das consequências associadas à entrada e disseminação de agentes patogênicos dentro da fazenda. Nesse contexto, a biosseguridade surge como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Doenças infecciosas estão entre os principais fatores responsáveis por perdas produtivas e econômicas na pecuária leiteira. Redução da produção de leite, aumento dos custos com medicamentos, descarte involuntário de animais e problemas reprodutivos são apenas algumas das consequências associadas à entrada e disseminação de agentes patogênicos dentro da fazenda.</p>
<p>Nesse contexto, a <strong>biosseguridade surge como uma das ferramentas mais importantes para proteger o rebanho</strong>. Mais do que um conjunto de regras sanitárias, ela representa uma estratégia de prevenção capaz de reduzir riscos, preservar a saúde animal e melhorar os resultados da atividade.</p>
<p>Por isso, implementar medidas de biosseguridade deve ser encarado como investimento e não como custo operacional.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Biosseguridade desde as fases iniciais de vida dos bezerros</h2>
<p>Por se tratar de uma área importante que envolve riscos biológicos, <strong>a biosseguridade deve ser abordada com cuidado e atenção desde as fases iniciais de vida dos animais.</strong></p>
<p>Um exemplo clássico é o de limpeza, desinfecção e vazio sanitário das instalações das bezerras em aleitamento.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44382 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira.webp" alt="Vazio sanitário em fazenda leiteira" width="740" height="555" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de vazio sanitário em bezerreiro tropical. (</span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Bruno Guimarães, Técnico Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<p>A cada vez que uma bezerra é <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/" rel="noopener">desmamada</a></strong> ou deixa o aleitamento por motivos que não o desmame, o recomendado é que o local onde essa bezerra estava passe por um processo rigoroso de limpeza e desinfecção, ficando sem receber novos animais durante um determinado período, cumprindo o vazio sanitário.</p>
<p>Outro exemplo bastante presente na rotina das fazendas leiteiras é o de limitar o acesso de pessoas externas ao setor das bezerras. Caso não haja esse controle, maior é o risco das pessoas levarem agentes patogênicos externos aos animais jovens, podendo desequilibrar a saúde e desenvolver surtos de doenças e distúrbios, como diarreia, por exemplo.</p>
<p><strong>O ideal é que somente as pessoas e os colaboradores que lidam rotineiramente com as bezerras tenham contato com elas.</strong></p>
<p>No entanto, não basta apenas limitar o acesso ao setor. Outras medidas mais rigorosas podem e devem ser aplicadas, como é o caso da limpeza, higiene e desinfecção das botas dos colaboradores, por serem potenciais meios de veiculação de microrganismos de outros setores da fazenda.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Controle do rebanho e da entrada de animais externos à fazenda</h2>
<p>Várias são as propriedades que optam pela estratégia de compra de animais para crescerem e evoluírem o rebanho.</p>
<p>Entretanto, um ponto que nem todas essas fazendas que optam por essa estratégia realizam é a pesquisa e identificação de animais portadores de agentes patogênicos específicos causadores de doenças extremamente relevantes, como é o caso de brucelose, tuberculose, tripanossomose e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mastite-causada-por-staphylococcus-aureus/">mastite por <i>Staphylococcus aureus</i></a></strong>, por exemplo.</p>
<h3>Brucelose e tuberculose</h3>
<p><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-da-brucelose-e-tuberculose/" rel="noopener">Brucelose e tuberculose</a></strong> são importantes zoonoses que possuem um regulamento federal de controle e erradicação, conhecido como <strong>Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT)</strong>.</p>
<p>Todos os animais já presentes no rebanho da fazenda devem ser monitorados para as duas zoonoses em uma frequência mínima de uma vez ao ano. Além disso, todos os animais oriundos de compra também devem ser monitorados para brucelose e tuberculose antes de entrarem em contato com o rebanho já existente na fazenda.</p>
<p>Vale ressaltar que a brucelose é uma doença que possui vacinação e, logo, a recomendação é de que os animais adquiridos sejam, além de testados e negativos, vacinados. Aqueles indivíduos reagentes e positivos nos exames de brucelose e tuberculose devem deixar o rebanho o mais rápido possível para que não infectem os demais.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44383 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1.webp" alt="Exame de tuberculose em bovino leiteiro" width="740" height="740" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1-300x300.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1-150x150.webp 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1-370x370.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1-270x270.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Realização de exame de tuberculose. (Fonte: Bruno Guimarães &#8211; Técnico Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<h3>Tripanossomose bovina</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tripanossomose/" rel="noopener">tripanossomose bovina</a></strong> consiste em uma doença que teve o seu primeiro relato descrito no Brasil por volta da década de 1970, sendo que nos últimos anos vêm apresentando um volume ascendente de notificações, talvez pela maior abrangência de diagnóstico nos rebanhos e conscientização dos produtores.</p>
<p>Esta enfermidade é veiculada principalmente pelo uso compartilhado de materiais perfurocortantes entre um animal portador/doente e um animal saudável, como agulhas, por exemplo, e pelo repasto de insetos hematófagos, como moscas e mutucas.</p>
<p>A sua ocorrência geralmente ocorre na forma de surtos, levando a prejuízos extensos aos animais e a propriedade. Construindo uma estimativa da magnitude dos prejuízos, surtos de tripanossomose em um rebanho possuem potencial de reduzir a produção de leite entre 40 e 60% de forma excessivamente rápida, sendo que a taxa de mortalidade fica por volta de 10 a 20%.</p>
<p>O uso compartilhado de agulhas de ocitocina é extremamente eficiente na veiculação do <i>Trypanossoma vivax</i>, agente causador da tripanossomose bovina. Logo, fazendas que fazem o uso de ocitocina nas vacas devem optar pelo uso individualizado de agulhas e seringas.</p>
<p>Sabendo da agressividade da doença e das suas principais formas de disseminação, fica mais claro sobre quais decisões tomar para aumentar a biosseguridade em relação a tripanossomose, além da realização do exame de identificação do patógeno caso o rebanho seja suspeito.</p>
<p>Outro ponto de grande atenção no momento da compra de animais e que comumente passa despercebido é a realização de cultura microbiológica do leite das vacas para identificar patógenos contagiosos causadores de mastite, como é o caso do <i>Staphylococcus aureus</i>.</p>
<p>A mastite causada por esta bactéria não é responsiva a tratamentos e é capaz de acometer grande parte do rebanho caso nada seja feito, devido ao seu caráter contagioso. Além de prejudicar a saúde dos animais, as vacas infectadas produzirão menos leite, sendo também um leite de menor qualidade.</p>
<h2>Saúde da glândula mamária, qualidade do leite e biosseguridade</h2>
<p>Conforme comentado há pouco, é de grande importância o monitoramento das vacas por meio de cultura microbiológica do leite quanto a possíveis infecções por <i>Staphylococcus aureus</i> na glândula mamária. No entanto, este monitoramento não se resume apenas aos animais oriundos de compra e ao agente <i>S. aureus</i>.</p>
<p>O ideal é que a fazenda possua processos padronizados de acompanhamento da saúde da glândula mamária de todas as vacas do rebanho, monitorando casos específicos (pós-parto, presença de grumos, <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" rel="noopener"><strong>CCS</strong> </a>elevada etc.) por meio de cultura microbiológica do leite para identificação de patógenos relevantes (<i>S. aureus</i>, <i>Streptococcus agalactiae</i>, <i>Mycoplasma spp. </i>etc).</p>
<p>É essencial que tais processos sejam elaborados corretamente e seguidos à risca no intuito de evitar que determinado agente patogênico saia do controle, aumente sua taxa de infecção e comprometa a saúde e o desempenho dos animais.</p>
<p><strong>A biosseguridade no setor de <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" rel="noopener">ordenha</a> não para por aí. É importante pensarmos também na integridade dos ordenhadores.</strong></p>
<p>Uma ação de grande relevância e impacto, tanto na saúde humana quanto na saúde animal, é o uso de luvas por parte dos colaboradores responsáveis.</p>
<p>Além de evitar a disseminação de patógenos contagiosos presentes nas mãos dos ordenhadores para as vacas, as luvas também evitam que determinadas zoonoses sejam transmitidas aos humanos, como é o caso da varíola bovina.</p>
<p>O contato das mãos desprotegidas dos ordenhadores com as possíveis lesões cutâneas específicas da doença presentes nos tetos de vacas infectadas podem transmitir o vírus causador da enfermidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44384 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-2.webp" alt="Ordenha de vacas leiteiras" width="683" height="1024" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-2.webp 683w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-2-200x300.webp 200w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-2-370x555.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-2-270x405.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Uso de luvas para ordenha de vacas. (Fonte: Fazenda Barreiro Alto, cliente Grupo Rehagro)</span></p>
<h2>Garantindo a biosseguridade em sua propriedade!</h2>
<p><strong>Garantir a biosseguridade é um dever de todos, independente da atividade desenvolvida.</strong> Um conceito que sempre deve estar em mente é que aspectos relacionados à saúde animal e a saúde humana sempre remetem a saúde única.</p>
<p>Ou seja, desequilíbrios na saúde animal podem interferir na saúde humana e vice-versa. Biosseguridade e biossegurança andam lado a lado.</p>
<p>Olhando para pecuária leiteira porteira pra dentro, ações que garantem a biosseguridade do rebanho sempre devem estar em foco, desde os animais mais jovens até os animais mais velhos.</p>
<p>A biosseguridade jamais deve ser negligenciada e não deve ser compreendida simplesmente como um conjunto de medidas que transmitem um ambiente de “garantia legal” para a fazenda.</p>
<p>Um plano de biosseguridade bem pensado e implementado é uma segurança a mais de que os animais terão condições mais favoráveis de expressarem bons desempenhos, retornando melhores resultados para a fazenda.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre biosseguridade na pecuária leiteira</h2>
<h3>O que é biosseguridade na pecuária leiteira?</h3>
<p>É o conjunto de medidas destinadas a prevenir a entrada e reduzir a disseminação de agentes infecciosos dentro da propriedade.</p>
<h3>Qual a diferença entre biosseguridade e biossegurança?</h3>
<p>A biosseguridade está relacionada à saúde animal, enquanto a biossegurança possui foco na proteção da saúde humana e ocupacional.</p>
<h3>Qual a principal porta de entrada de doenças em uma fazenda leiteira?</h3>
<p>A introdução de animais sem controle sanitário adequado está entre os principais fatores de risco para entrada de enfermidades.</p>
<h3>Como melhorar a biosseguridade de uma propriedade leiteira?</h3>
<p>Por meio do controle de entrada de animais, visitantes, veículos, protocolos de higiene, monitoramento sanitário e treinamento da equipe.</p>
<h3>A biosseguridade influencia a qualidade do leite?</h3>
<p>Sim. Ela ajuda a reduzir a ocorrência de doenças como mastite, contribuindo para melhor qualidade do leite e menor contagem de células somáticas.</p>
<h2>Proteja seu rebanho e maximize os resultados</h2>
<p>A biosseguridade é a linha de defesa que garante a saúde do rebanho, evita prejuízos e mantém a produtividade em alta.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=biosseguridade" target="_blank" rel="noopener">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende como implementar protocolos eficientes de prevenção, aliando manejo, nutrição e gestão para alcançar resultados consistentes e lucrativos. Estude com especialistas que aplicam no campo as estratégias que ensinam.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Pré-dipping e pós-dipping: pontos de controle da qualidade do leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Mar 2022 13:30:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ocorrência de casos de mastite está diretamente relacionada à interação de fatores ambientais e práticas de manejo, ao agente causador de mastite e à capacidade da vaca em debelar o processo inflamatório e infeccioso. Sendo assim, um dos pontos-chave no controle da mastite é a redução da exposição dos tetos a esses agentes. Para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ocorrência de casos de mastite está diretamente relacionada à interação de fatores ambientais e práticas de manejo, <a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/"><strong>ao agente causador de mastite</strong></a> e à capacidade da vaca em debelar o processo inflamatório e infeccioso.</p>
<p>Sendo assim, um dos pontos-chave no controle da mastite é a redução da exposição dos tetos a esses agentes.</p>
<p>Para que isso seja possível, é fundamental adotarmos <strong>medidas simples de higiene dos tetos</strong>, garantindo a adequada desinfecção antes e após a ordenha. Uma dessas medidas é a utilização das soluções desinfetantes de pré-dipping e pós-dipping.</p>
<p>Mas<strong> o que é o pré dipping e o pós-dipping? </strong>Quais as principais bases dessas soluções? Quais os principais pontos de atenção durante a utilização?</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Pré-dipping</h2>
<p><strong>O pré-dipping consiste em uma solução responsável pela desinfecção dos tetos antes da colocação das teteiras</strong>, reduzindo assim a contaminação da pele dos tetos e principalmente os casos de mastite por agentes ambientais.</p>
<p>Além disso, a higienização dos tetos antes da ordenha contribui para a qualidade higiênica do leite, sendo um fator importante na redução da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/">CBT (contagem bacteriana total)</a></strong> do leite do tanque.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Pontos de atenção</h3>
<p>Para que a solução pré-dipping tenha a ação desinfetante esperada, é fundamental garantirmos alguns pontos:</p>
<ul>
<li>A solução deve ser colocada em um copo sem retorno, evitando a contaminação da solução;</li>
<li>O copo do pré-dipping deve estar limpo;</li>
<li>A solução pré-dipping deve ser passada cobrindo todo o teto;</li>
<li>Os tetos muito sujos devem ser higienizados antes da utilização do pré-dipping para não perder seu efeito desinfetante;</li>
<li>O tempo de ação da solução nos tetos deve ser de pelo menos 30 segundos.</li>
</ul>
<p>Além disso, é importante utilizarmos apenas produtos específicos que apresentem indicação para essa finalidade.</p>
<p>Outros produtos desinfetantes que não possuem recomendação para uso em <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" rel="noopener"><strong>rotina de ordenha</strong></a> podem comprometer a integridade física da pele dos tetos e aumentar o <strong>risco de mastite</strong>, além de não termos a garantia de eficácia do produto ou da possibilidade de resíduo no leite.</p>
<p>Outro ponto de atenção refere-se a produtos que necessitam de diluição. Nesses casos, devemos garantir que a diluição do produto seja feita corretamente e que a água utilizada para essa finalidade, seja de qualidade (potável). O não cumprimento desses itens irá comprometer a eficácia do produto.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44373 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping.webp" alt="Equipamentos para ordenha" width="740" height="555" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;">Limpeza e organização dos utensílios e equipamentos antes da ordenha. (Fonte: Gabriela Magioni &#8211; Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<h3>Princípios ativos</h3>
<p>Os princípios ativos mais comuns utilizados em soluções pré-dipping são:</p>
<ul>
<li>Iodo;</li>
<li>Hipoclorito de sódio;</li>
<li>Clorexidina;</li>
<li>Ácido lático;</li>
<li>Um ponto importante em relação ao hipoclorito de sódio é que a solução é bastante volátil, sendo necessário manter o galão com o produto bem vedado.</li>
</ul>
<p>Outro aspecto relevante é não utilizar o hipoclorito de sódio que encontramos em supermercados, mais conhecido como água sanitária, pois além de não ter recomendação para utilização em ordenha, a água sanitária possui soda cáustica em sua composição, que também compromete de modo considerável a integridade dos tetos.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44374 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1.webp" alt="Copos Para Aplicação de Pré-dipping e Pós-dipping" width="870" height="439" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1.webp 870w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1-300x151.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1-768x388.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1-370x187.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1-270x136.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1-740x373.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 870px) 100vw, 870px" /><span style="font-size: 10pt;">Copo sem retorno para aplicação de pré e pós-dipping. (Fonte: Gabriela Magioni &#8211; Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44375 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2.webp" alt="Pessoa fazendo aplicação de pré-dipping com copo sem retorno em uma vaca" width="1024" height="571" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-300x167.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-768x428.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-370x206.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-270x151.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-740x413.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><span style="font-size: 10pt;">Aplicação de pré-dipping com copo sem retorno. (Fonte: Gabriela Magioni &#8211; Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<h2>Pós-dipping</h2>
<p>Durante a ordenha os tetos entram em contato com as mãos dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">ordenhadores</a></strong> e teteiras contaminadas, que contribuem para a transmissão de mastite por agentes do tipo contagiosos.</p>
<p>Nesse sentido, precisamos garantir que os tetos após a ordenha também sejam desinfetados e com redução da carga de agentes causadores de mastite.</p>
<p>Para essa desinfecção utilizamos a solução pós-dipping. Essa medida possui efeito sobre a incidência de novos casos de mastite e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" rel="noopener">CCS (contagem de células somáticas)</a></strong> do rebanho.</p>
<p>Outro benefício da solução pós-dipping é manter a pele dos tetos bem hidratada e íntegra, contribuindo para redução dos casos de mastite.</p>
<p>Assim como a solução pré-dipping, os pontos de atenção da solução pós-dipping incluem a higiene do copo sem retorno e garantir que o produto esteja cobrindo todo o teto.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="PÓS-DIPPING: COMO USAR DE FORMA EFICIENTE | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/m5CyyJAfCXU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Princípio ativo</h3>
<p>O principal princípio ativo de soluções pós-dipping é o iodo, que possui atividade bactericida, fungicida e viricida, ressaltando a boa eficácia na prevenção de mastites contagiosas causadas por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mastite-causada-por-staphylococcus-aureus/"><i>Staphylococcus aureus</i></a></strong> e <i>Streptococcus agalactiae</i>.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44376 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3.webp" alt="Pessoa realizando a aplicação de pós-dipping com copo sem retorno em uma vaca" width="1006" height="618" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3.webp 1006w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3-300x184.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3-768x472.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3-370x227.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3-270x166.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3-740x455.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1006px) 100vw, 1006px" /><span style="font-size: 10pt;">Aplicação de pós-dipping com copo sem retorno. (Fonte: Gabriela Magioni &#8211; Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Considerando os prejuízos causados pela mastite, como gastos com <strong>medicamentos</strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/descarte-do-leite/">descarte de leite</a></strong> e, principalmente, perda de produção, medidas de controle da mastite são fundamentais para a saúde do rebanho e rentabilidade da fazenda.</p>
<p>Com pequenos e simples ajustes na rotina de ordenha para garantir a correta desinfecção dos tetos antes e após a ordenha é possível produzir um leite de melhor qualidade e reduzir a incidência de mastite.</p>
<h2>Domine as práticas que garantem leite de qualidade e mais lucro</h2>
<p>A aplicação correta do pré-dipping e pós-dipping é determinante para reduzir mastite, melhorar a CCS e entregar um produto de excelência.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=pre-dipping" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende de forma prática como implementar protocolos eficientes de ordenha, manter a saúde do rebanho e aumentar a rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=pre-dipping" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28021 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni.jpg" alt="Gabriela Magioni" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Curva de lactação de vacas leiteiras: o que é e sua importância</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Mar 2022 13:25:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[lactação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A curva de lactação representa a variação da produção de leite ao longo da lactação e fornece informações valiosas sobre o desempenho produtivo das vacas. Sua análise permite avaliar se os animais estão expressando seu potencial produtivo e identificar oportunidades de melhoria no manejo. Além disso, a curva auxilia na tomada de decisões relacionadas à [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>curva de lactação</strong> representa a variação da produção de leite ao longo da lactação e fornece informações valiosas sobre o desempenho produtivo das vacas. Sua análise permite avaliar se os animais estão expressando seu potencial produtivo e identificar oportunidades de melhoria no manejo.</p>
<p>Além disso, a curva auxilia na tomada de decisões relacionadas à nutrição, reprodução, manejo sanitário e planejamento da produção. Quando interpretada corretamente, ela se torna uma <strong>importante ferramenta de gestão para aumentar a eficiência da fazenda</strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">O que é a curva de lactação?</span></span></h2>
<p>Comumente representada no formato de gráfico, <strong>a curva de lactação ilustra a produção de leite das vacas ao longo dos períodos da lactação</strong>. Este modelo pode ser construído e analisado tanto para o indivíduo, quanto para grupos (primíparas e multíparas, por exemplo) ou rebanho.</p>
<p>Para a sua formação, é necessário ter duas informações básicas e principais: produção de leite e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dias-em-lactacao-del/">dias em lactação (DEL)</a></strong>.</p>
<p>Obtém-se o valor de produção nas pesagens de leite periódicas. Já o DEL, como o próprio nome diz, representa a quantos dias aquele animal está produzindo leite naquela lactação. Nada mais é do que a diferença entre a data do dial atual e a data do último parto.</p>
<p>Com essas informações em mãos, basta arranjá-las em um gráfico, conforme o exemplo abaixo, onde o eixo X (horizontal) representa o DEL dos animais e o eixo Y (vertical) representa a produção de leite por indivíduo. Lembrando que cada marcador no gráfico representa uma vaca do rebanho.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44367 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao.webp" alt="Curva de Lactação de um Rebanho de Vacas" width="740" height="328" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-300x133.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-370x164.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-270x120.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Curva de lactação de um rebanho de 94 vacas</span></span></span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Variações na curva de lactação</span></span></h2>
<p>Em uma situação normal, espera-se uma curva de lactação semelhante ao exemplo mostrado no gráfico anterior.</p>
<p>As vacas apresentam <strong>uma ascensão da produção de leite que vai do parto até por volta de 60 dias</strong>, geralmente, que é quando ocorre o pico de produção na espécie bovina.</p>
<p>Passado esse período, os animais tendem a manifestar um decréscimo gradual (6 a 10% por mês, em média) no leite à medida que o DEL avança. Fato natural que, ao longo do tempo, culmina com a secagem do animal, devido à gestação avançada ou a baixa produção.</p>
<p>Já em <strong>situações em que as vacas passam por grandes desafios, é muito comum observarmos uma curva de lactação anormal</strong>, onde o pico de produção é tardio.</p>
<p>Referências na literatura citam que cada litro de leite perdido no pico de produção pode resultar em 200 a 300 litros de leite perdidos ao final da lactação. Só este fato já explica a importância e a necessidade de mensurar a produção de leite das vacas e interpretar a curva de lactação.</p>
<p>Com o litro de leite sendo vendido a R$ 2,00, por exemplo, a perda econômica será de R$ 400,00 a R$ 600,00 por vaca em lactação nesta condição!</p>
<p>Veja o gráfico a seguir. Neste exemplo, as vacas estão chegando ao pico de lactação tardiamente, somente aos 100 a 110 de DEL (linha vermelha tracejada).</p>
<p>Esses casos quase sempre estão relacionados a algum evento que está influenciando negativamente no desempenho dos animais e resultando no atraso do pico de produção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" rel="noopener"><strong>Doenças</strong></a>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dietas mal formuladas</a></strong> e manejo nutricional inadequado próximo ao parto ou no início da lactação, por exemplo, são três das principais causas que resultam nessa ocorrência.</p>
<p>Em resumo, qualquer fator que prejudique o consumo alimentar das vacas no início da lactação é capaz de atrasar o pico de produção.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44368 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-1.webp" alt="Curva de Lactação Anormal" width="740" height="327" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-1-300x133.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-1-370x164.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-1-270x119.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Curva de lactação anormal com pico de produção tardio</span></span></span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=curva-lactacao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Curva de lactação e ordem de parto</span></span></h2>
<p>A curva de lactação possui algumas particularidades quando olhamos para aspectos como a ordem de parto dos animais. Ao observar a produção de primíparas e multíparas, por exemplo, notamos algumas diferenças.</p>
<p>Conforme já mencionado anteriormente, <strong>após o pico de lactação é natural que as vacas reduzam de forma gradual a produção de leite a cada mês</strong>. Geralmente, essa redução fica em torno de 6 a 10% por mês após o pico.</p>
<p>No entanto, o decréscimo não acontece na mesma proporção quando analisamos primíparas e multíparas.</p>
<p>O esperado é que as primíparas decaem a produção por volta de 7% ao mês, enquanto este percentual para as multíparas fica em torno de 10%. Veja o gráfico a seguir.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44369 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-2.webp" alt="Curva de Lactação de Primíparas e Multíparas" width="740" height="372" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-2-300x151.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-2-370x186.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-2-270x136.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Curva de lactação de primíparas e multíparas</span></span></span></p>
<p>Como a produção das primíparas cai de forma mais branda ao longo dos meses, é comum observarmos uma curva de lactação mais suave (flat) nessa categoria em relação às multíparas.</p>
<p>Note a diferença da inclinação da curva entre o pico e o fim da lactação de ambas as categorias. Essa taxa de queda é utilizada para estimarmos a produção dos animais após o pico de produção, além de analisarmos se a curva de lactação real está coerente com o que foi estimado, auxiliando na identificação de possíveis entraves na rotina da fazenda que estejam dificultando o desempenho dos animais.</p>
<h2><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Curva de lactação e persistência de lactação</span></span></h2>
<p><strong>Por quanto tempo as vacas dão leite?</strong> Para responder essa pergunta devemos considerar algumas perspectivas, como: padrão racial, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener">situação reprodutiva</a></strong>, nutrição, saúde. Enfim, uma série de fatores influencia no tempo de produção de leite pelas vacas, acontecimento que também é conhecido como persistência de lactação.</p>
<p>Vamos agora considerar alguns desses fatores e clarear um pouco o entendimento sobre como eles influenciam na persistência de lactação dos animais.</p>
<p>É fato que alguns padrões raciais tiveram maior intensidade de seleção genética para produção de leite ao longo dos anos e, por esse motivo, conseguem expressar melhor essa característica na atualidade.</p>
<p>Vacas de rebanhos com padrão racial mais especializado geralmente apresentam maior persistência de lactação, ou seja, conseguem produzir leite por mais tempo.</p>
<p>Se pensarmos de forma associada a reprodução, em um cenário de intervalo entre partos de 12 meses, por exemplo, esperamos que as vacas produzam leite por volta de 10 meses e permaneçam secas próximo a 2 meses.</p>
<p>Logo, <strong>por mais que as vacas tenham persistência de lactação</strong> para produzir leite por mais tempo, <strong>elas deverão ter a lactação interrompida</strong> para que sejam secas e se preparem para o próximo parto.</p>
<p>Já ponderando nutrição e saúde, qualquer evento que reduza o consumo alimentar e prejudique o funcionamento adequado do metabolismo animal poderá abreviar o volume de leite e o tempo de produção das vacas. Dessa forma, a persistência de lactação será encurtada.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44370 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-3.webp" alt="Vacas Sendo Ordenhadas" width="740" height="555" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-3.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-3-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-3-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-3-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/curva-lactacao-3-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<h2>Como utilizar a curva de lactação na gestão da fazenda?</h2>
<p><strong>Conhecer e analisar a curva de lactação do rebanho</strong>, além de ser uma ação essencial, representa uma grande <strong>oportunidade de identificação de gargalos na fazenda</strong> que estejam limitando o desempenho das vacas.</p>
<p>Qualquer sinal de produção de leite aquém do esperado deve ser investigado e corrigido. Condições inadequadas de manejo com as vacas próximo ao parto e/ou no início da lactação podem provocar eventos que impactarão em toda a lactação.</p>
<p>Ao final, o resultado será em menores <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">resultados zootécnicos</a></strong>, econômicos e financeiros.</p>
<h2><span style="vertical-align: inherit;"><span style="vertical-align: inherit;">Transforme dados da curva de lactação em lucro para sua fazenda</span></span></h2>
<p>Compreender e gerenciar a curva de lactação é essencial para otimizar a produção e garantir mais retorno financeiro.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=curva-lactacao" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a interpretar indicadores, tomar decisões mais assertivas e implementar estratégias que elevam a eficiência e a rentabilidade do rebanho.</p>
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		<title>Sucedâneo no aleitamento de bezerras: veja a importância e os benefícios</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Nov 2021 18:37:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[sucedâneo]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O aleitamento artificial consiste no tipo mais comum de criação de gado especializado para produção leiteira, pois permite a quantificação do custo na fase de cria, a racionalização dos animais separando as vacas de suas crias, a ordenha se torna mais higiênica e o controle da quantidade de alimento que está sendo consumida se torna [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O aleitamento artificial consiste no tipo mais comum de criação de gado especializado para produção leiteira, pois permite a quantificação do custo na fase de cria, a racionalização dos animais separando as vacas de suas crias, a ordenha se torna mais higiênica e o controle da quantidade de alimento que está sendo consumida se torna mais eficaz.</p>
<p>Além disso, em sistemas de aleitamento artificial a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/" rel="noopener">ocorrência de doenças</a></strong> tende a ser menor.</p>
<p>Mas afinal, <strong>qual a melhor opção</strong>: fornecer leite limpo, leite de descarte ou sucedâneo lácteo para as bezerras?</p>
<p>Quando há condições de se fornecer o leite limpo de vaca em condições adequadas de higiene, os resultados alcançados tendem a serem melhores, com melhor desempenho, menor <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" rel="noopener">incidência de diarreias</a></strong> e, consequentemente, menor mortalidade.</p>
<p>Além disso, não devemos desconsiderar o uso de leite de descarte quando em vista a disponibilidade de pasteurização e a correção do teor de sólidos.</p>
<p>Vamos abordar neste texto dicas a fim de garantir um correto aleitamento quando a decisão for utilizar sucedâneo como principal alimento para bezerras em aleitamento.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Utilização do sucedâneo no aleitamento</h2>
<p>O sucedâneo deve ter a sua utilização considerada principalmente em <strong>situações de adensamento de leite</strong> <strong>e quando não houver disponibilidade de leite limpo e/ou leite de descarte.</strong></p>
<p>A decisão de quando utilizar o sucedâneo é específica para cada fazenda e deve ser considerada mediante análises de custo-benefício.</p>
<p>Essa escolha é muitas vezes norteada pela redução de custos. A parte econômica da utilização de sucedâneo não deve ser ignorada, ao contrário, sua análise deve estar vinculada ao desempenho animal.</p>
<p>Além da redução de custos, outras vantagens podem ser ressaltadas quanto ao uso de sucedâneos, como desvincular o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">horário da ordenha</a></strong> ao horário do trato dos bezerros, evitar a transmissão vertical (via leite) de doenças da vaca para a bezerra, reduzir o uso de leite de descarte, facilidade de estoque e produto de consistência uniforme quando manejado corretamente.</p>
<p>A correta utilização do sucedâneo será fundamental para ter oportunidade de desfrutar dos benefícios citados. Sendo assim, é preciso atenção primeiramente na decisão da sua inclusão ou não na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dieta-liquida-de-bezerras-leiteiras/" rel="noopener">dieta</a></strong>.</p>
<p>Por fim, caso a melhor opção seja sua utilização, será necessário foco em alguns pontos para compra de um produto que proporcione também boas condições de desenvolvimento às bezerras.</p>
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<h3>Recomendações do uso do sucedâneo</h3>
<p>Assim como na oferta de leite para as bezerras, <strong>o uso de sucedâneo lácteo deve seguir algumas recomendações</strong>, como:</p>
<ul>
<li>Ser ofertado sempre no mesmo horário;</li>
<li>Ser ofertado em temperatura constante (37 a 39ºC);</li>
<li>Evitar variações no volume fornecido;</li>
<li>Manter consistência na concentração de sólidos (12,5 a 15%).</li>
</ul>
<p>O fornecimento de sucedâneo pode ser realizado através de mamadeira, amamentador automático, balde com bico, amamentador coletivo e balde sem bico.</p>
<p>Vale ressaltar que a altura do balde com bico deve ser de aproximadamente 45 cm do chão, se assemelhando com a altura do úbere da mãe.</p>
<p>O ideal é que o sucedâneo utilizado <strong>seja produzido a partir de matéria prima de origem láctea</strong>.</p>
<p>No entanto, há aqueles que são produzidos a partir de matéria prima de origem vegetal. Os valores de fibra indicados no rótulo dos sucedâneos nos indicam se o produto possui mais ou menos proteína de origem vegetal.</p>
<p>Conforme será citado no próximo tópico, a recomendação é de que os sucedâneos apresentam teores de fibra inferiores a 0,15. Valores superiores apontam que há uma grande quantidade de proteínas vegetais, as quais as bezerras não conseguem digerir muito bem e podem desencadear distúrbios digestivos.</p>
<p>Observar o aspecto do sucedâneo algum tempo após sua diluição e mistura também é uma boa opção. Sucedâneos que apresentam <strong>decantação após serem diluídos</strong> corretamente e bem misturados geralmente <strong>não possuem uma qualidade nutricional que atenda às exigências das bezerras.</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44364 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/11/sucedaneo-bezerras.webp" alt="Qualidade de mistura de sucedâneos" width="740" height="352" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/11/sucedaneo-bezerras.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/11/sucedaneo-bezerras-300x143.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/11/sucedaneo-bezerras-370x176.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/11/sucedaneo-bezerras-270x128.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Qualidade de mistura de sucedâneos. Note que o sucedâneo da esquerda apresentou boa qualidade de mistura e não decantou, enquanto o sucedâneo da direita não se misturou bem e decantou de forma considerável. Fonte: Professora Sandra Gesteira, UFMG</span></p>
<h2>Características de um bom sucedâneo</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44365 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/11/sucedaneo-bezerras-1.webp" alt="Composição do sucedâneo" width="691" height="171" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/11/sucedaneo-bezerras-1.webp 691w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/11/sucedaneo-bezerras-1-300x74.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/11/sucedaneo-bezerras-1-370x92.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/11/sucedaneo-bezerras-1-270x67.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px" /></p>
<ul>
<li>Composição deve conter <strong>10-20% de gordura, 18-22% de proteína e fibra menor que 0,15%</strong>.</li>
<li>Maior parte da proteína deve ser originada de derivados do leite (Exemplos: proteínas do leite desnatado, proteínas do soro do leite, concentrado proteico de soro, etc);</li>
<li><strong>Lactose deve ser a principal fonte de energia</strong>. A quantidade de substitutos não deve ser maior que 8 a 10% na MS para que o crescimento de tecidos corporais não seja prejudicado.</li>
<li>Utilizar diluição recomendada pelo fabricante, geralmente, é de 12,5% de sólidos totais por litro. A mensuração do teor de sólidos totais pode ser feita via refratômetro. Caso o refratômetro utilizado seja óptico, devemos somar o fator de correção de 1,1 à leitura obtida no refratômetro (ex.: leitura de refratômetro de 12, logo somamos 1,1 e o resultado do teor de sólidos totais é de 13,1%). No entanto, caso o refratômetro utilizado seja digital, o fator de correção passa a ser 1,5 (ex.: leitura de refratômetro de 12, logo somamos 1,5 e o resultado do teor de sólidos totais é de 13,5%).</li>
<li>Garantir a <strong>boa homogeneidade da solução</strong>.</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas afinal, para que servem os sólidos totais? Os teores de sólidos totais auxiliam no desempenho da bezerra, fazendo com que a mesma ganhe peso e seja desaleitada mais rapidamente e com saúde.</span></p>
<h2>Do aleitamento à gestão de resultados: transforme sua produção leiteira</h2>
<p>O uso estratégico do sucedâneo no aleitamento de bezerras é só um dos pontos que podem impactar diretamente o desempenho e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=sucedaneo" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende a aplicar técnicas modernas de manejo, nutrição e gestão para melhorar a saúde do rebanho e aumentar o lucro da propriedade.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Agentes causadores da mastite bovina: veja quais são os principais e formas de controle</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jul 2021 15:10:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o assunto é mastite e qualidade do leite, uma pergunta bastante frequente é: “Qual o melhor antibiótico para tratar as vacas?”  Assim como ocorre com outras doenças, definir o tratamento assertivo para a mastite depende de alguns fatores, como: O conhecimento do agente; Histórico de mastite da vaca; Dados de contagem de células somáticas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o assunto é mastite e qualidade do leite, uma pergunta bastante frequente é: <em>“Qual o melhor antibiótico para tratar as vacas?” </em></p>
<p>Assim como ocorre com outras doenças, definir o tratamento assertivo para a mastite depende de alguns fatores, como:</p>
<ul>
<li>O conhecimento do agente;</li>
<li>Histórico de mastite da vaca;</li>
<li>Dados de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" rel="noopener">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong>;</li>
<li>Produção de leite;</li>
<li>Status reprodutivo;</li>
<li>DEL.</li>
</ul>
<p>Um estudo identificou que apenas 20% a 30% dos casos de mastite clínica leve (presença de alterações visíveis no leite) se beneficiaram com o <strong>uso de antimicrobiano</strong>, reforçando a importância de conhecermos os dados de cada caso para as tomadas de decisão.</p>
<p>Ainda mais importante que definir as estratégias com as vacas doentes, é atuar de forma preventiva para reduzir os riscos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" rel="noopener">mastite</a></strong> e contaminação das vacas sadias.</p>
<p>Sendo assim, conhecer os patógenos presentes no rebanho e suas principais características são partes fundamentais nesse controle.</p>
<p>Dentre os <strong>agentes causadores de mastite, em média, 95% são bactérias</strong>, enquanto os demais casos são causados por fungos, leveduras e algas. Existem várias formas de classificar esses patógenos, sendo a estratificação com base no comportamento etiológico dos agentes a mais comum.</p>
<p>A mastite pode ser provocada por diferentes microrganismos, e cada um apresenta formas distintas de transmissão, persistência no rebanho e resposta às estratégias de controle.</p>
<p>Por isso, conhecer o agente envolvido é fundamental para definir medidas de prevenção, estabelecer protocolos de tratamento e reduzir a ocorrência de novos casos. Sem essa identificação, o controle da mastite tende a ser menos eficiente e os prejuízos podem se prolongar por mais tempo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2><span style="font-size: 18pt;">Principais agentes contagiosos da mastite</span></h2>
<p>Os agentes contagiosos são aqueles cujo reservatório principal é a vaca (pele dos tetos e úbere).</p>
<p><strong>A transmissão desses agentes ocorre durante a ordenha</strong>, tanto pelas mãos dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">ordenhadores</a></strong> quanto pelo equipamento de ordenha.</p>
<p>Sendo assim, manter o equipamento de ordenha em bom funcionamento, com manutenções preventivas e corretivas em dia, além de garantir uma boa rotina de ordenha, são pontos fundamentais no controle e prevenção desses agentes no rebanho.</p>
<p>Dentre os principais agentes contagiosos temos o <i>Corynebacterium bovis</i>, <i><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mastite-causada-por-staphylococcus-aureus/">Staphylococcus aureus</a></strong>, Streptococcus agalactiae</i> e <i>Mycoplasma</i> spp.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3><b><i></i></b><em><span style="font-size: 14pt;">Corynebacterium bovis</span></em></h3>
<ul>
<li>Bactéria gram positiva;</li>
<li>Habitante do canal do teto;</li>
<li>De característica contagiosa, porém pouco patogênica;</li>
<li>Alta taxa de cura na terapia da vaca seca.</li>
</ul>
<h3><em>Staphylococcus aureus</em></h3>
<ul>
<li>Bactéria gram positiva;</li>
<li>Formação de fibrose e micro abscessos, com eliminação intermitente no leite, sendo necessárias coletas seriadas para identificação do agente;</li>
<li>Capaz de formar biofilme, sendo baixa a taxa de cura espontânea e de tratamentos durante a lactação;</li>
<li>Taxa de cura é maior para casos de novilhas e vacas em início de lactação, sendo usual a terapia estendida;</li>
<li>Moscas, peles e mãos dos ordenhadores podem atuar como fonte de transmissão.</li>
</ul>
<h3><em>Streptococcus agalactiae</em></h3>
<ul>
<li>Bactéria gram positiva;</li>
<li>Maioria dos casos são subclínicos com aumento de CCS acima de 1 milhão de células/ml;</li>
<li>Sensível a penicilina e cefalosporinas, com taxas de cura próximas a 100% em protocolos de 3 dias;</li>
<li>Agente altamente contagioso e de rápida disseminação no rebanho, sendo recomendada realização de tratamento para os casos clínicos e subclínicos;</li>
<li>Agente possível de ser erradicado do rebanho ao seguir protocolos de tratamento, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/" rel="noopener">biosseguridade</a></strong> e segregação das vacas positivas.</li>
</ul>
<h3><em>Mycoplasma</em> spp.</h3>
<ul>
<li>Bactéria sem parede celular;</li>
<li>Não crescem em meio de cultura tradicional, sendo recomendada técnicas como PCR para seu diagnóstico;</li>
<li>Não respondem a tratamentos com antimicrobianos;</li>
<li>Agente capaz de migrar via hematógena para outros órgãos e ser transmitido via aerossol, podendo causar quadros de otite, artrite e pneumonia em vacas e bezerros;</li>
<li>Seu controle está relacionado a identificação e ações de biosseguridade como o descarte de animais positivos.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=agentes-mastite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2><span style="font-size: 18pt;">Principais agentes ambientais</span></h2>
<p>Os patógenos ambientais são aqueles cujo reservatório principal é o ambiente.</p>
<p><strong>A transmissão desses agentes ocorre principalmente entre ordenhas</strong> e seu controle está relacionado a reduzir a exposição dos tetos a esses agentes, através dos manejos no ambiente de permanência das vacas e <a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/"><strong>rotina de</strong> <strong>ordenha</strong></a>, garantindo tetos limpos e desinfetados.</p>
<p>Dentre os principais agentes ambientais temos a<i> Escherichia coli,</i> <i>Klebsiella </i>spp. e <i>Streptococcus uberis.</i></p>
<h3><b><i></i></b><em><span style="font-size: 14pt;">Escherichia coli</span></em><b><i></i></b></h3>
<ul>
<li>Bactéria gram negativa;</li>
<li>Associada a mastites severas – maior patogenicidade e resposta imunológica intensa;</li>
<li>Alta taxa de cura espontânea, podendo chegar a mais de 80%;</li>
<li>Frequentemente isolado em mastites no período seco e início de lactação;</li>
<li>Apresenta-se na forma clínica com curta duração, na maioria dos casos sem necessidade de tratamento antimicrobiano.</li>
</ul>
<h3><em>Klebsiella</em> spp.</h3>
<ul>
<li>Bactéria gram negativa;</li>
<li>Fatores de risco para o agente incluem sujidade do úbere, manejo inadequado do ambiente de permanência das vacas e tetos com hiperqueratose;</li>
<li>Geralmente associada a casos crônicos e aumento de CCS;</li>
<li>Pouco responsiva a tratamento com antimicrobianos, sendo recomendada a terapia no momento da secagem;</li>
<li>Terapias utilizando cefalosporinas possuem taxa de cura próxima a 60%.</li>
</ul>
<h3><em>Streptococcus uberis</em></h3>
<ul>
<li>Bactéria gram positiva;</li>
<li>Frequentemente isolado em mastites no período seco e início de lactação;</li>
<li>Caracterizado como agente ambiental, podendo ser transmitido vaca-a-vaca na ordenha;</li>
<li>Sensíveis a penicilinas e cefalosporinas;</li>
<li>Terapia estendida (5 a 8 dias) para os casos clínicos aumentam a taxa de cura.</li>
</ul>
<h2><span style="font-size: 18pt;">Outros agentes causadores da mastite</span></h2>
<p>Além dos agentes descritos acima, outros agentes comumente associados a casos de mastite são os considerados “<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/staphylococcus-nao-aureus-sna-o-que-sao-e-a-relacao-com-a-mastite/"><i>Staphylococcus </i>não <i>aureus</i></a></strong>”.</p>
<p>São bactérias gram positivas e oportunistas. Habitam a pele e canal dos tetos, sendo pouco patogênicas e com <strong>altas taxas de cura espontânea</strong> e em terapias durante a secagem e lactação.</p>
<p>Outros agentes preocupantes no controle da mastite são <strong>agentes refratários</strong>. São patógenos não responsivos aos tratamentos e que estão presentes na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">água</a></strong> e matéria orgânica.</p>
<p>Alguns exemplos desses agentes incluem <i>Serratia</i> (bactéria gram negativa), <i>Pseudomonas </i>(bactéria gram negativa),<i> Prototheca</i> (alga) e leveduras.</p>
<h2>Principais pontos de controle dos agentes</h2>
<h3>Agentes contagiosos</h3>
<ul>
<li>Rotina de ordenha com foco em uso de luvas e desinfecção dos tetos após a ordenha;</li>
<li>Bom funcionamento do equipamento de ordenha;</li>
<li>Diagnóstico de CCS ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/" rel="noopener"><strong><em>California Mastitis Test</em> (CMT)</strong></a>;</li>
<li>Segregação de vacas crônicas e com agentes contagiosos;</li>
<li>Estratégias no tratamento de casos clínicos e subclínicos;</li>
<li>Terapia da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/">vaca seca</a></strong>;</li>
<li>Descarte de animais;</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Biosseguridade.</span></li>
</ul>
<h3>Agentes ambientais</h3>
<ul>
<li>Manejo do ambiente para reduzir acúmulo de matéria orgânica e umidade;</li>
<li>Rotina de ordenha com foco em limpeza e desinfecção dos tetos antes da ordenha;</li>
<li>Diagnóstico de CCS ou CMT;</li>
<li>Estratégias no tratamento de casos clínicos e subclínicos;</li>
<li>Terapia da vaca seca.</li>
</ul>
<p><iframe loading="lazy" title="PONTOS IMPORTANTES NO CONTROLE E PREVENÇÃO DA MASTITE BOVINA | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/q3EmKsk434Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2><span style="font-size: 18pt;">Conclusão</span></h2>
<p>Ao conhecer um pouco mais sobre os principais agentes relacionados aos casos de mastite, notamos a <strong>importância do diagnóstico</strong> para a decisão de tratamento e como medidas simples que podem ser feitas diariamente na propriedade podem contribuir para a redução da transmissão dos agentes e contaminação das vacas.</p>
<p>Para isso, é indispensável a <strong>definição das rotinas e padronização dos processos</strong> junto aos funcionários do setor, além de trabalhar nos pontos de <strong>controle da mastite</strong>.</p>
<h2>Controle a mastite e aumente o lucro da fazenda</h2>
<p>A mastite é uma das doenças mais caras para a pecuária leiteira, mas com gestão eficiente é possível reduzir drasticamente sua ocorrência e aumentar a rentabilidade.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=agentes-mastite" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a tomar decisões baseadas em números, implementar estratégias de manejo que funcionam e manter a sanidade do rebanho sem comprometer a produção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=agentes-mastite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28021 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni.jpg" alt="Gabriela Magioni" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Impacto da qualidade da silagem na dieta de vacas leiteiras</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/impacto-da-qualidade-da-silagem-na-dieta-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jun 2021 15:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[híbrido]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como a composição da silagem afeta a produção de leite das vacas? Acompanhe o que os especialistas Ricardo Peixoto e Flavia Carvalho, discutem a importância da qualidade da silagem na dieta das vacas leiteiras. Eles destacam a necessidade de alto teor de amido e baixo teor de FDN (fibra) na silagem para obter um bom [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como a composição da silagem afeta a produção de leite das vacas?</p>
<p>Acompanhe o que os especialistas Ricardo Peixoto e Flavia Carvalho, discutem a importância da qualidade da silagem na dieta das vacas leiteiras. Eles destacam a necessidade de alto teor de amido e baixo teor de FDN (fibra) na silagem para obter um bom desempenho das vacas. Veja o que mais será tratado nesse webinar:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Como escolher o melhor híbrido na hora de produzir a silagem;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Como a linha do leite impacta na qualidade do volumoso;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Qual a importância do amido para dietas de alta qualidade</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Resultados práticos com híbridos de todo o Brasil;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Qual o impacto na produção de leite de uma dieta com baixo e alto teor de amido?</li>
</ul>
<p>Estas e outras respostas você encontra em nosso <strong>webinar Impacto da qualidade da silagem na dieta de vacas leiteiras</strong>. Clique abaixo e assista agora mesmo:</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/impacto-da-qualidade-da-silagem-na-dieta-de-vacas-leiteiras?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=pagina-webinar-qualidade-da-silagem&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27537 size-full" title="Webinar Impacto da qualidade da silagem na dieta de vacas leiteiras" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/06/banner-webinar-qualidade-silagem.jpg" alt="Webinar Impacto da qualidade da silagem na dieta de vacas leiteiras" width="1290" height="329" /></a></p>
<h2>Quer dominar todas as principais áreas de uma propriedade leiteira?</h2>
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<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/impacto-da-qualidade-da-silagem-na-dieta-de-vacas-leiteiras/">Impacto da qualidade da silagem na dieta de vacas leiteiras</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Contagem de células somáticas (CCS) do leite: o que é, importância e como reduzir</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2020 13:14:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[células somáticas]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=8262</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Contagem de Células Somáticas (CCS) é um dos principais indicadores da saúde da glândula mamária e da qualidade do leite produzido na fazenda. Alterações nesse índice costumam indicar a presença de mastite, mesmo quando a doença ainda não apresenta sinais clínicos evidentes. Além dos impactos sanitários, níveis elevados de CCS reduzem a qualidade da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Contagem de Células Somáticas (CCS)</strong> é um dos principais indicadores da saúde da glândula mamária e da qualidade do leite produzido na fazenda. Alterações nesse índice costumam indicar a presença de mastite, mesmo quando a doença ainda não apresenta sinais clínicos evidentes.</p>
<p>Além dos impactos sanitários, níveis elevados de CCS reduzem a qualidade da matéria-prima, comprometem o rendimento industrial dos derivados lácteos e podem influenciar diretamente a remuneração do produtor, quando os laticínios utilizam programas de pagamento por qualidade.</p>
<p>As células somáticas são representadas por células de descamação do epitélio da própria glândula mamária e por células de defesa (leucócitos) que passam do sangue para o úbere.</p>
<p>Vacas sadias e com boa saúde da glândula mamária possuem valores de <strong>CCS de até 200.000 células/mL de leite</strong>.</p>
<p>Valores superiores indicam que há algum desequilíbrio na glândula mamária, possivelmente devido a ocorrência de mastite.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"
  });
</script></p>
</div>
<h2>Qual a diferença entre CCS individual e CCS do tanque?</h2>
<p>A CCS pode ser avaliada tanto em amostras individuais quanto no leite do tanque.</p>
<p>A <strong>CCS individual</strong> é utilizada para <strong>identificar vacas com maior probabilidade de mastite</strong> e orientar decisões de manejo dentro do rebanho. Já a <strong>CCS do tanque</strong> representa a <strong>média da qualidade do leite produzido pela propriedade</strong> e costuma ser utilizada pelos laticínios para programas de pagamento por qualidade.</p>
<p>A análise conjunta desses indicadores permite identificar animais-problema, acompanhar a evolução dos casos e avaliar a eficiência das estratégias de controle da mastite.</p>
<h2>Impacto da CCS elevada na produção de leite</h2>
<p>Conforme demonstrado pela tabela abaixo, a elevação da contagem de células somáticas está diretamente associada à redução da produção de leite.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44327 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite.webp" alt="Tabela com prevalência de infecção associada à alta contagem de células somáticas" width="591" height="164" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite.webp 591w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-300x83.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-370x103.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-270x75.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 591px) 100vw, 591px" /><span style="font-size: 10pt;">¹ Perda de produção calculada como porcentagem da produção esperada a 200.000 cél./mL.</span><br />
<span style="font-size: 10pt;">* Contagem de células somáticas do tanque de expansão</span></p>
<p style="text-align: left;">Em uma situação onde a CCS do rebanho no tanque de expansão é de 500.000 células/mL, por exemplo, estima-se que o percentual de quartos mamários infectados no rebanho seja próximo a 16% e que as perdas na produção de leite giram em torno de 6%.</p>
<p>Além das perdas na produção de leite, a elevação da CCS contribui de forma negativa também com o aumento dos custos com tratamentos, descarte de leite, alteração na composição do leite (diminuição da gordura, caseína e lactose no leite) e perda da bonificação no pagamento do leite pelos laticínios.</p>
<p>Em casos onde a contagem de células somáticas permanece elevada (&gt; 200 mil células/mL) de forma crônica a tendência é de que a vaca seja descartada do rebanho, caracterizando assim um outro impacto negativo do aumento da CCS.</p>
<p>O gráfico abaixo representa a <strong>relação entre os valores de CCS e a produção de leite na primeira lactação e da segunda lactação em diante</strong>.</p>
<p>Pode-se observar que a queda na produção de leite está diretamente associada ao aumento na contagem de células somáticas dos quartos mamários.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44328 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-1.webp" alt="Relação entre a produção de leite e a contagem média de CCS" width="581" height="380" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-1.webp 581w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-1-300x196.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-1-370x242.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-1-270x177.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 581px) 100vw, 581px" /></p>
<p>É devido a estes fatores que é de grande interesse do produtor e de grande relevância para os animais e para o sistema de produção atuar para diminuir a contagem de células somáticas do leite.</p>
<p>Para isso torna-se necessário prevenir, <strong>controlar e monitorar a mastite</strong> no rebanho, eliminando as infecções existentes e reduzindo novas infecções.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Relação do aumento da contagem de células somáticas (CCS) e a mastite</h2>
<p>Conforme já citado anteriormente, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> representa o principal fator para o aumento da CCS. Sendo assim, torna-se importante entender um pouco sobre esta enfermidade.</p>
<p>A mastite pode ser classificada de duas formas, quanto a sua apresentação ou em relação ao agente causador. Quanto a sua apresentação, <strong>a mastite pode ser clínica ou subclínica</strong>.</p>
<p>A mastite clínica é caracterizada por demonstrações evidentes de processo infeccioso na glândula mamária através da apresentação de grumos e/ou sangue no leite, inchaço, vermelhidão e dor no úbere ao toque, podendo ocorrer até mesmo febre e desidratação do animal.</p>
<p>Por sua vez, a mastite subclínica não apresenta sinais clínicos visíveis, apenas o aumento da contagem de células somáticas no leite.</p>
<p>Já em relação ao agente causador, a mastite pode ser classificada como contagiosa ou ambiental. Nas mastites contagiosas, os microrganismos tipicamente envolvidos na infecção possuem boa adaptação ao úbere da vaca, como é o caso das bactérias <em>Staphylococcus aureus</em> e <em>Streptococcus agalactiae</em>.</p>
<p>Estes <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/">patógenos</a></strong> possuem como principais reservatórios o úbere infectado, sendo bastante disseminados durante as ordenhas, seja de uma vaca infectada para uma vaca saudável ou entre quartos mamários.</p>
<p>Os principais meios de disseminação dos agentes contagiosos são o uso do equipamento de ordenha contaminado e mal higienizado, uso de uma toalha/papel para secagem de mais de um teto (o ideal é utilizar uma ou até duas toalhas/papéis por cada teto) e a mão dos ordenhadores.</p>
<p>As infecções contagiosas tendem a ser persistentes na glândula mamária e se apresentam de forma subclínica, podendo ocorrer episódios clínicos intermitentes.</p>
<p>As melhores formas de <strong>controle e prevenção da mastite</strong> contagiosa se dão através da realização da <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" rel="noopener"><strong>linha de ordenha</strong></a>, higienização adequada dos equipamentos de ordenha, desinfecção dos tetos após a ordenha, identificação e segregação dos animais infectados, tratamento de vaca seca.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ccs" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Por outro lado, as mastites ambientais são geralmente ocasionadas por patógenos oportunistas, ou seja, não são adaptados ao úbere da vaca. Devido a este fato, é comum que as mastites ambientais sejam transitórias e apresentem casos clínicos graves, gerando queda brusca na produção de leite e até mesmo o óbito do animal.</p>
<p>Os agentes mais identificados neste tipo de mastite são os coliformes (<em>Escherichia coli</em>, <em>Klebsiella spp.</em>, etc) e os <em>Streptococcus</em> (exceto o <em>S. agalactiae</em>), estando bastante presentes no ambiente onde as vacas vivem.</p>
<p>Realizar um bom manejo do ambiente evitando o acúmulo de matéria orgânica representa uma medida preventiva e de controle fundamental para os casos de mastite ambiental.</p>
<p>Para eliminar as infecções existentes é necessário identificar quais são os animais contaminados. A detecção da mastite subclínica pode ser realizada com o auxílio do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/" rel="noopener"><em>California Mastitis Test</em> (CMT)</a> ou da CCS eletrônica</strong>, na qual deve ser coletada uma amostra de cada animal com auxílio de coletores e enviadas ao laboratório.</p>
<p>O recomendado é que o monitoramento da CCS eletrônica seja feito no mínimo uma vez por mês. A realização do teste de CMT juntamente a definição da frequência para sua realização ficam a critério do médico veterinário que acompanha a propriedade.</p>
<p>Para detectar a mastite clínica é necessário realizar o teste da caneca de fundo escuro no início de cada ordenha de cada animal. Neste teste, coleta-se os três primeiros jatos de leite de forma vigorosa de cada teto, observando a presença ou não de grumos no leite.</p>
<p>Em casos positivos o leite ordenhado do quarto afetado deve ser desviado do tanque, sendo recomendado a coleta de uma amostra desse leite para que seja feita a cultura microbiológica no intuito de identificar o agente patogênico envolvido (bactéria, fungo, levedura, alga).</p>
<p>Os exames de cultura microbiológica podem ser feitos em laboratórios especializados ou na própria fazenda caso detenha os equipamentos necessários. Sua realização é extremamente importante para o entendimento da dinâmica da mastite no rebanho e para definição dos tratamentos, uma vez que cerca de 50% dos cultivos microbiológicos não são indicativos de tratamento.</p>
<p>Assim como para a mastite subclínica, o auxílio do médico veterinário responsável pela propriedade é extremamente importante para a elaboração de protocolos de tratamento e estratégias de controle da mastite clínica.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="COMO OTIMIZAR RESULTADOS DE CCS INDIVIDUAL? | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/KfSPJJu0FcY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Ações preventivas para auxiliar na redução de novos casos de mastite</h2>
<h3>Higiene e conforto no ambiente de permanência dos animais</h3>
<p>O local de permanência dos animais deve ser o mais limpo possível, não havendo acúmulo de matéria orgânica.</p>
<p>Esta medida reduz as chances do animal se infectar com patógenos ambientais no intervalo entre as ordenhas. O local também deve conter sombreamento adequado de forma a reduzir os impactos do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" rel="noopener">estresse térmico</a></strong>.</p>
<h3>Adequada rotina de ordenha</h3>
<p>São medidas importantes e essenciais: realização do teste da caneca para detecção de alterações no leite, realização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" rel="noopener">pré e pós-dipping</a></strong> e secagem dos tetos com um ou dois papéis/toalhas por teto. A premissa é de que a ordenha deve ser feita em tetos limpos e secos.</p>
<p>É importante que o tempo decorrido entre o teste da caneca e a colocação das teteiras seja em média de 1 minuto e meio, tempo que permite a melhor estimulação do animal e melhor atuação da ocitocina endógena para uma ordenha completa e gentil.</p>
<p>Para reduzir a infecção por patógenos contagiosos, as principais medidas são o uso do pós-dipping para eliminar os patógenos carreados pelas teteiras de uma vaca para outra, uso de luvas de forma higiênica pelos ordenhadores e limpeza e desinfecção adequada dos equipamentos de ordenha.</p>
<p>Outra ação que pode auxiliar na redução da contagem de células somáticas é o fornecimento de alimento de qualidade para as vacas logo após a ordenha.</p>
<p>Esta prática evita que as vacas deitem imediatamente após o término da ordenha e que microrganismos adentrem à glândula mamária, já que nesse momento os esfíncteres dos tetos ainda estão abertos e assim permanecem por cerca de 30 minutos, facilitando a ocorrência de mastite.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44329 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-2.webp" alt="Sequência de imagens mostrando uma rotina adequada de ordenha" width="733" height="423" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-2.webp 733w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-2-300x173.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-2-370x214.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/ccs-leite-2-270x156.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 733px) 100vw, 733px" /></p>
<h3>Tratamento imediato de casos clínicos</h3>
<p>Após a detecção de mastite clínica no teste da caneca de fundo escuro, trate o animal o mais rápido possível. <strong>Quanto mais precoce for o início do tratamento, maior a chance de cura.</strong></p>
<p>Outro fator que aumenta as chances de cura de casos clínicos é a cultura microbiológica, em que é possível direcionar o tratamento de acordo com a bactéria identificada.</p>
<h3>Limpeza e manutenção do equipamento de ordenha</h3>
<p>O aumento da ocorrência de mastite pode estar associado diretamente ao mau funcionamento do equipamento de ordenha, que pode acarretar no refluxo de leite para a <strong>glândula mamária</strong>, piora do escore de esfíncter do teto dos animais e ordenha incompleta do animal.</p>
<p>Outro fator que influencia diretamente na ocorrência de mastite é a limpeza inadequada dos equipamentos, que pode favorecer a contaminação dos animais durante a ordenha.</p>
<h3>Terapia de vaca seca</h3>
<p>Nesse tratamento são utilizados antibióticos intramamários de longa ação no momento da <a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener"><strong>secagem das vacas</strong></a> com o objetivo de aumentar as chances de cura de infecções subclínicas existentes da lactação anterior e, também, evitar novas infecções no período seco. Deve ser realizado após a última ordenha da lactação, em todos os quartos mamários.</p>
<p>Há também a opção do uso do selante intramamário, que forma uma barreira física que impede a entrada de patógenos enquanto o tampão de queratina natural do animal não se formou.</p>
<h3>Descarte e identificação de animais crônicos</h3>
<p>Outro ponto importante é o descarte de animais que não respondem com sucesso aos tratamentos, além da segregação dos animais infectados através da linha de ordenha e divisão dos lotes.</p>
<p>Devemos lembrar que esses animais são fonte de infecção e devem ficar separados dos demais, sendo ordenhados por último. Em fazendas com problema por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mastite-causada-por-staphylococcus-aureus/"><em>Staphylococcus aureus</em></a></strong>, os animais infectados por esta bactéria devem ser ordenhados por último e descartados assim que possível para evitar contaminação dos animais saudáveis. A taxa de cura das mastites por esta bactéria é extremamente baixa, ou até mesmo nula.</p>
<p>Outra bactéria que necessita de atenção especial é o <em>Streptococcus agalactiae</em>, entretanto, ao contrário do <em>S. aureus</em>, a taxa de cura varia de 80% a 100%.</p>
<p>O método recomendado para tratamento e erradicação de <em>S. agalactiae</em> é a blitzterapia, que consiste no tratamento de todos os animais positivos para <em>S. agalactiae</em> durante a lactação com antibiótico intramamário por 3 dias com aplicação em todos os quartos mamários.</p>
<p>Feito este tratamento, deve-se realizar novas culturas no 7º e 14º dia após o tratamento e, somente assim, considerar o animal negativo e curado. Recomenda-se a realização da cultura microbiológica do leite das vacas e novilhas recém-paridas.</p>
<p>O monitoramento contínuo da situação no rebanho é outro <strong>fator imprescindível para a manutenção da baixa contagem de células somáticas no leite do tanque.</strong></p>
<p>Através desse monitoramento objetiva-se ter um controle da ocorrência de novas infecções da mastite clínica e subclínica no rebanho, do número de casos crônicos e do perfil microbiológico dos agentes patogênicos.</p>
<p>Esta ação permite construir uma base de dados que ajudará no entendimento da dinâmica da mastite no rebanho e nas tomadas de decisão para reduzir a CCS do leite.</p>
<p>Realizando-se todas essas medidas é esperado sucesso na redução da contagem de células somáticas do leite e, consequentemente, na redução dos prejuízos causados pela mastite.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre Contagem de Células Somáticas (CCS)</h2>
<h3>O que é a Contagem de Células Somáticas (CCS)?</h3>
<p>A CCS é um indicador da saúde da glândula mamária e representa a quantidade de células somáticas presentes no leite, sendo amplamente utilizada no monitoramento da mastite.</p>
<h3>O que faz a CCS aumentar?</h3>
<p>A principal causa é a mastite, mas falhas de manejo, higiene da ordenha e manutenção dos equipamentos também podem contribuir para o aumento desse indicador.</p>
<h3>Qual a diferença entre CCS e CBT?</h3>
<p>A CCS está relacionada à saúde da glândula mamária, enquanto a Contagem Bacteriana Total (CBT) reflete principalmente as condições de higiene durante a ordenha e o armazenamento do leite.</p>
<h3>Como reduzir a CCS do leite?</h3>
<p>O controle da mastite, a padronização da ordenha, o monitoramento do rebanho e o treinamento da equipe são medidas fundamentais para reduzir a CCS.</p>
<h3>A CCS influencia o pagamento do leite?</h3>
<p>Sim. Muitos laticínios utilizam a CCS como um dos critérios para programas de bonificação e pagamento por qualidade.</p>
<h2>Reduza a CCS e maximize seus ganhos com uma gestão estratégica</h2>
<p>Manter a Contagem de Células Somáticas baixa é sinônimo de leite de qualidade, mais bonificações e maior lucro para a fazenda.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ccs" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática e aplicada, como implementar manejos que reduzem a CCS, melhoram a saúde do rebanho e aumentam a rentabilidade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ccs" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Manejo sanitário de bovinos de leite: como prevenir doenças no rebanho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2019 14:51:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A saúde do rebanho exerce influência direta sobre a produtividade, o bem-estar dos animais e os resultados econômicos das fazendas leiteiras. Entretanto, um bom manejo sanitário não deve começar apenas quando uma doença aparece. A prevenção, o monitoramento dos animais e o planejamento das ações são fundamentais para reduzir riscos e evitar prejuízos. Vacinação, controle [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A saúde do rebanho exerce influência direta sobre a produtividade, o bem-estar dos animais e os resultados econômicos das fazendas leiteiras.</p>
<p>Entretanto,<strong> um bom manejo sanitário não deve começar apenas quando uma doença aparece</strong>. A prevenção, o monitoramento dos animais e o planejamento das ações são fundamentais para reduzir riscos e evitar prejuízos.</p>
<p>Vacinação, controle de parasitas, biossegurança, higiene das instalações, acompanhamento dos animais e registro das informações fazem parte de uma estratégia sanitária eficiente.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá o que é manejo sanitário de bovinos de leite, quais são suas principais práticas e como estruturar ações para prevenir doenças e melhorar a saúde do rebanho.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>O que é manejo sanitário de bovinos de leite?</h2>
<p>O manejo sanitário é o <strong>conjunto de práticas utilizadas para prevenir, identificar e controlar problemas de saúde no rebanho</strong>. Ele envolve ações como vacinação, controle de parasitas, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/">biosseguridade</a></strong>, higiene das instalações, monitoramento dos animais, diagnóstico, tratamento e registro das informações sanitárias.</p>
<p>O objetivo é reduzir a ocorrência e a disseminação de doenças, melhorar o bem-estar dos animais e diminuir os impactos produtivos e econômicos dos problemas sanitários.</p>
<p>Para isso, as diferentes ações precisam funcionar de maneira integrada.</p>
<p>Não adianta, por exemplo, manter um calendário de vacinação e negligenciar a entrada de animais na propriedade. Da mesma forma, realizar tratamentos sem acompanhar os resultados dificulta a identificação das causas dos problemas.</p>
<p>Por isso, um programa sanitário eficiente deve combinar prevenção, monitoramento e tomada de decisão.</p>
<h2>Por que o manejo sanitário é importante?</h2>
<p>Problemas sanitários podem provocar impactos que vão muito além dos custos com medicamentos. Animais doentes podem apresentar <strong>redução do consumo de alimentos, queda na produção de leite, pior desempenho reprodutivo e maior risco de descarte</strong>.</p>
<p>Além disso, algumas doenças podem se disseminar pelo rebanho e aumentar os prejuízos da propriedade.</p>
<p>Entre as possíveis consequências de falhas no manejo sanitário estão:</p>
<ul>
<li>Redução da produção;</li>
<li>Aumento dos custos com tratamentos;</li>
<li>Piora dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">indicadores reprodutivos</a></strong>;</li>
<li>Aumento da mortalidade;</li>
<li>Maior descarte involuntário;</li>
<li>Comprometimento do bem-estar animal.</li>
</ul>
<p>Por isso, a prevenção e a identificação precoce dos problemas são fundamentais.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=manejo-sanitario" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os pilares do manejo sanitário?</h2>
<p>Um programa sanitário eficiente deve<strong> considerar diferentes áreas da propriedade</strong>.</p>
<p>Entre os principais pilares estão:</p>
<ul>
<li>Planejamento sanitário;</li>
<li>Vacinação;</li>
<li>Controle de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">parasitas</a></strong>;</li>
<li>Biosseguridade;</li>
<li>Higiene das instalações e equipamentos;</li>
<li>Monitoramento dos animais;</li>
<li>Diagnóstico e tratamento;</li>
<li>Registro e análise das informações.</li>
</ul>
<p>Essas ações devem ser adaptadas à realidade de cada fazenda.</p>
<p>O histórico de doenças, as categorias animais, o sistema de produção, as condições ambientais e os principais riscos sanitários precisam ser considerados na definição dos protocolos.</p>
<h2>Como fazer o planejamento sanitário do rebanho?</h2>
<p>O <strong>planejamento é uma das etapas mais importantes do manejo sanitário</strong>. Sem ele, a propriedade tende a agir apenas quando os problemas aparecem.</p>
<p>O primeiro passo é conhecer a situação atual do rebanho.</p>
<p>Quais doenças ocorrem com maior frequência? Quais categorias apresentam mais problemas? Quantos animais são tratados? Quais são as principais causas de mortalidade e descarte? Os tratamentos estão apresentando os resultados esperados?</p>
<p>Responder a essas perguntas ajuda a identificar os principais desafios sanitários. A partir desse diagnóstico, é possível definir prioridades e estabelecer protocolos.</p>
<p>O planejamento deve considerar:</p>
<ul>
<li>Histórico sanitário;</li>
<li>Doenças mais frequentes;</li>
<li>Categorias animais;</li>
<li>Calendário de vacinação;</li>
<li>Estratégias de controle parasitário;</li>
<li>Protocolos de biossegurança;</li>
<li>Procedimentos de diagnóstico e tratamento;</li>
<li>Indicadores sanitários.</li>
</ul>
<p>Mais importante do que criar um documento complexo é estabelecer práticas claras, que possam ser executadas pela equipe e acompanhadas ao longo do tempo.</p>
<h2>Como deve ser feito o calendário sanitário?</h2>
<p>O calendário sanitário organiza as <strong>principais ações preventivas realizadas durante o ano</strong>.</p>
<p>Ele pode incluir vacinações, exames, controle de parasitas e outros procedimentos necessários para cada categoria animal.</p>
<p>Entretanto, não existe um calendário único que possa ser utilizado por todas as propriedades.</p>
<p>Sua definição deve considerar fatores como:</p>
<ul>
<li>Legislação sanitária;</li>
<li>Localização da fazenda;</li>
<li>Doenças presentes na região;</li>
<li>Histórico do rebanho;</li>
<li>Categorias animais;</li>
<li>Sistema de produção.</li>
</ul>
<p>Além de definir quando os procedimentos serão realizados, é importante registrar sua execução.</p>
<p>Dessa forma, a propriedade consegue acompanhar quais animais foram manejados e reduzir o risco de falhas nos protocolos.</p>
<h2>Qual é a importância da vacinação?</h2>
<p>A <strong>vacinação é uma das principais ferramentas utilizadas para prevenir doenças no rebanho</strong>. Um programa adequado deve considerar as exigências sanitárias, os riscos presentes na região e o histórico da propriedade.</p>
<p>Entretanto, os resultados não dependem apenas da escolha das vacinas. O armazenamento, o transporte, a conservação e a aplicação também influenciam a eficiência do programa.</p>
<p>Entre os principais cuidados estão:</p>
<ul>
<li>Conservar as vacinas nas condições recomendadas;</li>
<li>Respeitar as doses e vias de aplicação;</li>
<li>Utilizar equipamentos adequados;</li>
<li>Manter registros;</li>
<li>Seguir os protocolos estabelecidos.</li>
</ul>
<p>A vacinação deve fazer parte de uma estratégia sanitária mais ampla e não ser tratada como uma ação isolada.</p>
<h2>Como fazer o controle de parasitas em bovinos leiteiros?</h2>
<p>Parasitas internos e externos podem comprometer a saúde e o desempenho dos animais. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/carrapatos-em-bovinos-leiteiros/">Carrapatos</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/moscas-como-controlar-e-evitar-perdas-nas-fazendas/">moscas</a></strong>, vermes e outros parasitas podem provocar perdas produtivas e favorecer diferentes problemas sanitários.</p>
<p>Entretanto, <strong>o controle não deve se resumir à aplicação frequente de medicamentos</strong>, é necessário considerar quais parasitas estão presentes, o nível de infestação, as categorias mais afetadas e os resultados dos tratamentos anteriores.</p>
<p>O uso indiscriminado de antiparasitários pode favorecer problemas de resistência e reduzir a eficiência das estratégias ao longo do tempo.</p>
<p>Por isso, o controle deve ser planejado, acompanhado e ajustado conforme a realidade da propriedade.</p>
<h2>O que é biossegurança e por que ela é importante?</h2>
<p>A biossegurança reúne<strong> práticas utilizadas para reduzir a entrada e a disseminação de agentes causadores de doenças</strong>.</p>
<p>Um dos principais riscos ocorre na introdução de animais.</p>
<p>Antes de incorporar novos bovinos ao rebanho, é importante conhecer sua origem e situação sanitária e adotar os procedimentos necessários de avaliação e acompanhamento.</p>
<p>Outras medidas de biossegurança incluem:</p>
<ul>
<li>Controlar a entrada de pessoas e veículos;</li>
<li>Higienizar equipamentos;</li>
<li>Evitar o compartilhamento inadequado de materiais;</li>
<li>Utilizar corretamente agulhas e seringas;</li>
<li>Separar animais doentes quando necessário;</li>
<li>Descartar adequadamente materiais contaminados.</li>
</ul>
<p>Os protocolos devem ser definidos de acordo com os riscos existentes na propriedade.</p>
<h2>Como a higiene das instalações ajuda a prevenir doenças?</h2>
<p>As condições das instalações influenciam diretamente a saúde dos animais. O acúmulo de matéria orgânica, a umidade excessiva e a limpeza inadequada de equipamentos podem favorecer a presença e a disseminação de agentes causadores de doenças.</p>
<p>Por isso, é importante <strong>manter rotinas adequadas de higiene</strong>.</p>
<p>Entre os principais pontos de atenção estão:</p>
<ul>
<li>Bebedouros;</li>
<li>Cochos;</li>
<li>Instalações de bezerras;</li>
<li>Camas;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">Equipamentos de ordenha</a></strong>;</li>
<li>Áreas de circulação;</li>
<li>Locais de armazenamento de alimentos.</li>
</ul>
<p>Os protocolos devem ser adaptados às características de cada ambiente. Mais importante do que realizar limpezas esporádicas é manter uma rotina consistente.</p>
<h2>Como monitorar a saúde do rebanho?</h2>
<p>O <strong>monitoramento diário permite identificar alterações antes que os problemas se tornem mais graves</strong>.</p>
<p>Mudanças no comportamento, consumo de alimentos, produção de leite e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal</a></strong> podem indicar que algo não está funcionando adequadamente.</p>
<p>A equipe deve estar preparada para observar sinais como:</p>
<ul>
<li>Redução do consumo;</li>
<li>Alterações no comportamento;</li>
<li>Queda na produção;</li>
<li>Dificuldades de locomoção;</li>
<li>Mudanças nas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong>;</li>
<li>Alterações respiratórias;</li>
<li>Sinais de dor ou desconforto.</li>
</ul>
<p>Quanto mais cedo um problema é identificado, maiores são as possibilidades de investigação e intervenção.</p>
<p>Entretanto, a observação dos animais deve ser complementada pela análise dos dados.</p>
<h2>Quais são os principais problemas sanitários em bovinos de leite?</h2>
<p>Diversos problemas podem comprometer a saúde e o desempenho do rebanho.</p>
<p>Entre os mais relevantes estão as doenças da glândula mamária, os problemas sanitários de bezerras, as doenças metabólicas, os distúrbios de casco, as doenças reprodutivas e as parasitoses.</p>
<h3>Mastite</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> é um dos principais desafios sanitários da pecuária leiteira. Além de comprometer a saúde da glândula mamária, pode provocar redução da produção e alterações na qualidade do leite.</p>
<p>Seu controle depende de fatores como higiene, rotina de ordenha, monitoramento e identificação dos agentes causadores.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Doenças de bezerras</h3>
<p>As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/">primeiras fases da vida</a></strong> exigem atenção especial. Diarreias e doenças respiratórias estão entre os principais problemas sanitários dessa categoria.</p>
<p>O fornecimento adequado de colostro, a higiene das instalações, a alimentação e o monitoramento dos animais exercem papel fundamental na prevenção.</p>
<h3>Doenças metabólicas</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">período de transição</a></strong> é uma fase de grande desafio para as vacas leiteiras. Problemas como hipocalcemia e esteatose hepática podem comprometer a saúde, a produção e o desempenho reprodutivo.</p>
<p>Por isso, o manejo nutricional e o acompanhamento dos animais antes e depois do parto são essenciais.</p>
<h3>Problemas de casco</h3>
<p>Alterações nos cascos podem comprometer a locomoção, o consumo de alimentos, o bem-estar e a produtividade.</p>
<p>O monitoramento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-claudicacao/">claudicação</a></strong>, as condições das instalações e o manejo preventivo ajudam a reduzir a ocorrência e a gravidade dos problemas.</p>
<h3>Parasitoses</h3>
<p>Parasitas internos e externos podem provocar perdas produtivas e comprometer a saúde dos animais.</p>
<p>O controle deve ser baseado no conhecimento dos problemas presentes na propriedade e na avaliação da eficiência das estratégias utilizadas.</p>
<h2>Quais são os principais erros no manejo sanitário?</h2>
<p>Mesmo propriedades que realizam diferentes procedimentos sanitários podem apresentar falhas na estratégia.</p>
<p>Entre os principais erros estão:</p>
<ul>
<li>Agir apenas quando os animais adoecem;</li>
<li>Não conhecer os principais problemas do rebanho;</li>
<li>Não manter um calendário sanitário;</li>
<li>Utilizar medicamentos sem diagnóstico adequado;</li>
<li>Negligenciar a biossegurança;</li>
<li>Não acompanhar a eficácia dos tratamentos;</li>
<li>Não registrar as ocorrências;</li>
<li>Utilizar dados incompletos;</li>
<li>Não avaliar os resultados das ações realizadas.</li>
</ul>
<p>Um programa sanitário eficiente precisa ser continuamente acompanhado e ajustado.</p>
<h2>Manejo sanitário eficiente depende de prevenção e acompanhamento</h2>
<p>Um bom manejo sanitário não se resume à vacinação ou ao tratamento dos animais doentes.</p>
<p>Ele depende da <strong>capacidade da propriedade de identificar riscos, prevenir problemas, monitorar o rebanho e utilizar as informações para tomar decisões</strong>.</p>
<p>Vacinação, controle de parasitas, biossegurança, higiene, diagnóstico, tratamento e registros devem fazer parte de uma estratégia integrada.</p>
<p>Quando essas práticas são <strong>planejadas e acompanhadas continuamente</strong>, torna-se possível identificar problemas mais rapidamente, avaliar a eficiência das ações e melhorar a saúde do rebanho.</p>
<p>Mais do que reagir às doenças, o objetivo do manejo sanitário deve ser criar condições para reduzir sua ocorrência e seus impactos sobre os animais e os resultados da propriedade.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre manejo sanitário de bovinos de leite</h2>
<h3>O que é manejo sanitário de bovinos de leite?</h3>
<p>É o conjunto de práticas utilizadas para prevenir, identificar e controlar problemas de saúde no rebanho.</p>
<h3>Quais são as principais práticas do manejo sanitário?</h3>
<p>Planejamento, vacinação, controle de parasitas, biossegurança, higiene, monitoramento, diagnóstico, tratamento e registro das informações estão entre as principais práticas.</p>
<h3>Por que o manejo sanitário é importante?</h3>
<p>Porque ajuda a prevenir doenças, reduzir perdas produtivas e econômicas e melhorar a saúde e o bem-estar dos animais.</p>
<h3>Como fazer um calendário sanitário para bovinos?</h3>
<p>O calendário deve considerar as categorias animais, o histórico da propriedade, as doenças presentes na região, a legislação e as recomendações técnicas.</p>
<h3>Como melhorar o manejo sanitário da fazenda?</h3>
<p>O primeiro passo é identificar os principais problemas do rebanho. Depois, é necessário estabelecer protocolos, treinar a equipe, registrar as informações e acompanhar os resultados.</p>
<h2>Eleve o nível do manejo sanitário e aumente a produtividade da sua fazenda</h2>
<p>A saúde do rebanho é a base para qualquer sistema leiteiro de alto desempenho.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=manejo-sanitario" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende práticas de manejo sanitário alinhadas à nutrição, reprodução, gestão de pastagens e finanças, garantindo mais eficiência e lucratividade para o seu negócio.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como melhorar a qualidade do leite na fazenda: principais fatores e boas práticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2018 18:06:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[brucelose]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do leite]]></category>
		<category><![CDATA[tuberculose bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo. Sendo essa, uma das principais atividades do agronegócio nacional e uma área muito importante na geração de emprego e de capital para o país. Além da produção, outro fator muito importante para a atividade leiteira é a qualidade do leite. E isso é bem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo. Sendo essa, uma das principais atividades do agronegócio nacional e uma área muito importante na geração de emprego e de capital para o país. Além da produção, outro fator muito importante para a atividade leiteira é a qualidade do leite<strong>.</strong></p>
<p>E isso é bem evidenciado com alguns programas de remuneração realizados entre a indústria de beneficiamento do leite e os produtores. Conforme o leite tenha os níveis desejáveis de qualidade pela indústria, o produtor é mais bem remunerado pelo seu produto.</p>
<p><strong>O governo também reconhece a importância da qualidade do leite.</strong> O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) criou em 2002, a Instrução Normativa 51, onde foi estipulado padrões para a qualidade do leite produzido no Brasil, definindo como deve ser de maneira higiênica, a obtenção, a produção, o armazenamento e a comercialização do leite.</p>
<p>Segundo o MAPA, para ser considerado de qualidade, o leite deve apresentar:</p>
<ul>
<li>Boa composição química e propriedades físicas;</li>
<li>Baixas quantidades na Contagem Bacteriana Total (CBT);</li>
<li>Baixas quantidades na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">Contagem Células Somáticas (CCS)</a></strong>;</li>
<li>Ausência de agentes patológicos e contaminantes no leite.</li>
</ul>
<p>Sabendo desses critérios, podemos realizar algumas intervenções no rebanho que podem favorecer a qualidade do leite antes da sua obtenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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  hbspt.forms.create({
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</script></p>
</div>
<h2>Fatores importantes para a qualidade do leite</h2>
<p>Um dos fatores mais importantes na qualidade do leite é a sua composição. Para ter bons padrões de qualidade, foi criado em 2011 a Instrução Normativa 62, onde é definido que o leite cru deve apresentar no mínimo:</p>
<ul>
<li>3% de gordura;</li>
<li>2,9% de proteína e;</li>
<li>8,4% de sólidos totais.</li>
</ul>
<h3>Teor de gordura</h3>
<p>Um dos principais componentes do leite é a gordura. E esse componente, pode ser muito influenciado pela nutrição recebida pelo animal<strong>.</strong></p>
<p>Quando é fornecido ao animal, uma dieta com alimentos volumosos, ricos em carboidratos estruturais (celulose e hemicelulose), tem-se um favorecimento na produção de <strong>ácido acético e butírico</strong>, pela fermentação ruminal.</p>
<p>Com o aumento das concentrações molares desses ácidos graxos voláteis no rúmen, obtém-se o aumento do teor de gordura no leite, pois desses produtos da fermentação das fibras (ácido acético e butírico) é que são formadas no úbere 50% da gordura do leite.</p>
<p>Mas se a dieta fornecida tiver uma quantidade maior de concentrado, alterando o tipo de fermentação e levando a produção de ácido propiônico, o teor da gordura no leite poderá ser menor.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44295 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/qualidade-do-leite.webp" alt="Utilização de ácidos graxos voláteis no leite" width="533" height="286" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/qualidade-do-leite.webp 533w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/qualidade-do-leite-300x161.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/qualidade-do-leite-370x199.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/qualidade-do-leite-270x145.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Utilização dos ácidos graxos voláteis na formação dos componentes orgânicos do leite. (Fonte: Mülbach, 2004)</span></p>
<p>O uso de gorduras protegidas na dieta dos animais pode levar a um aumento singelo no percentual de gordura. Mas quando se tem o uso de gorduras insaturadas ou em maiores medidas na dieta, tem-se uma queda grande no teor de gordura.</p>
<p>Pode ocorrer também, a redução no teor de gordura quando tem o uso de lipídeos, pois dependendo da quantidade pode alterar a fermentação da celulose e hemicelulose dos alimentos fazendo com que ocorra uma queda na quantidade de gordura no leite.</p>
<p><strong>Com isso, a nutrição animal, é um processo importante na obtenção de um leite com bons níveis de gordura.</strong></p>
<p>Fornecer uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">dieta</a></strong> que tenha uma proporção adequada de concentrado e volumoso, não ultrapassando a proporção de 50% de cada tipo de alimento, que contenha boa qualidade e qualidade de fibras e de ácidos graxos, é importante para que a vaca consiga realizar uma fermentação adequada, para que ocorra uma boa produção de ácido acético e butírico, levando a melhora na quantidade de gordura do leite, por meio de processos fisiológicos do animal.</p>
<p>Outra maneira de ter bons níveis de gordura no leite, é o fornecimento de alimentos com mais frequência. Com isso, o pH ruminal é mantido com menos variações e há uma manutenção dos micro-organismos produtores de ácido acético no rúmen.</p>
<h3>Proteína</h3>
<p>Outro componente importante do leite é a proteína, mas esse componente não é muito alterado pela dieta como a gordura, sendo estimado que para cada 1% de proteína acrescentada na dieta, seja aumentado cerca de 0,02% de proteína no leite. Esse aumento de proteína dietético pode aumentar o nível de nitrogênio não proteico do leite, podendo ser mensurado pela quantidade de ureia no leite.</p>
<p>As proteínas do leite são produzidas nas células alveolares, tendo como precursor alguns aminoácidos advindos do sangue. O teor baixo de proteínas no leite pode ser causado pela baixa produção de proteína microbiana pelo animal, ou a baixa absorção de proteína pelo intestino do animal.</p>
<h3>Lactose</h3>
<p>A lactose está ligada com o controle do volume de leite e por estar ligada ao sistema endócrino do animal o seu teor vai ter pouca variação.</p>
<p>Essa lactose é mais influenciada pela produção de glicose no fígado, após a absorção de ácido propiônico no rúmen (sendo esse mais produzido em dietas com maiores proporções de alimento concentrado) e da transformação de certos aminoácidos.</p>
<h3>Contagem de células somáticas (CCS)</h3>
<p>Um grande problema envolvido na qualidade do leite é a Contagem de Células Somáticas (CCS). Altos níveis de CCS são indicadores de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" rel="noopener">mastite no rebanho</a></strong>. Essa doença acontece por 137 diferentes agentes etiológicos, entre esses destacam-se o vírus, algas, fungos e principalmente bactérias.</p>
<p>A mastite é a principal afecção dos animais na produção leiteira, e essa doença altera os padrões físicos, químicos e microbiológicos do leite e da saúde da glândula mamária. As principais alterações são o sabor salgado do leite e redução do teor de proteína e gordura do leite.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Alguns outros fatores além da mastite podem interferir na CCS, como:</p>
<ul>
<li>Época do ano;</li>
<li>Raça;</li>
<li>Estágio de lactação;</li>
<li>Produção do leite;</li>
<li>Número de lactações;</li>
<li>Problemas de manejo;</li>
<li>Problemas nutricionais</li>
<li>Clima;</li>
<li>Doenças recorrentes.</li>
</ul>
<p>Existem algumas medidas simples que podem fazer com que ocorra redução na CCS, melhorando a qualidade do leite como:</p>
<ul>
<li><strong>Realizar sempre a higiene e desinfecção de todos os equipamentos e das mãos do ordenhador</strong>. Essa é uma medida que auxilia também na redução de infecção de vacas saudáveis pelos agentes da mastite, o que reduz o número de CCS da propriedade. A higiene adequada das teteiras entre uma ordenha e outra em propriedades que possuem grandes incidências de mastites subclínicas, gerou redução dessa doença de 96% para 47%;</li>
<li><strong>Realizar com os primeiros jatos de leite o teste da caneca de fundo escuro</strong>, que serve para observação de grumos, sangue ou qualquer outra secreção. Nas vacas onde tem essas alterações encontradas, deve-se fazer a ordenha das mesmas por último, evitando a disseminação de mastite pelo rebanho;</li>
<li><strong>Realizar a limpeza e secagem dos tetos</strong>, realização do <a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" rel="noopener"><strong>pré-dipping e do pós-dipping</strong></a>;</li>
<li><strong>Realizar o tratamento de todos os tetos das vacas secas</strong>, visando acabar com a mastite subclínica;</li>
<li><strong>Evitar qualquer tipo de lesão nos tetos</strong>;</li>
<li><strong>Fornecer alimento para os animais após a ordenha</strong>, para que os mesmos fiquem de pé até o fechamento do esfíncter do teto;</li>
<li><strong>Descartar do rebanho animais que apresentem a mastite de forma crônica</strong>.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44296 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/qualidade-do-leite-1.webp" alt="Composição do leite com elevada CCS" width="532" height="309" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/qualidade-do-leite-1.webp 532w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/qualidade-do-leite-1-300x174.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/qualidade-do-leite-1-370x215.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/qualidade-do-leite-1-270x157.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 532px) 100vw, 532px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Mudanças na composição do leite associadas com elevada contagem de células somáticas (CCS). </span></p>
<h3>Contagem bacteriana total (CBT)</h3>
<p>Outro indicador de qualidade do leite é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" rel="noopener">Contagem Bacteriana Total (CBT)</a>,</strong> que indica as condições de higiene na obtenção e conservação do leite.</p>
<p>A multiplicação de bactérias faz com que ocorram alterações nos componentes e reduz a qualidade do leite, e por isso tenta-se reduzir a CBT. A mastite raramente provocará uma alta CBT, exceto em casos de grandes infecções por <i>Streptococcus agalactiae</i>, ou em surtos de <i>Streptococcus uberis</i>, ou <i>Escherichia coli</i>.</p>
<p>Uma das causas mais comuns de alta CBT é a contaminação pelos tetos sujos. É importante que os tetos sejam preparados para ordenha, para evitar esse tipo de contaminação. Em casos onde a sala de ordenha é contaminada há um aumento significativo na CBT.</p>
<p>Alguns estudos mostraram que 10% dos microrganismos presentes no leite, advinham dos equipamentos. Entre uma ordenha e outra, deve ser realizada a limpeza e desinfecção de todo equipamento de ordenha. Uma deficiente limpeza nesse sistema de ordenha pode fazer com que se acumulem resíduos de leite, o que favorece o crescimento de microrganismos que são fontes de contaminação do leite.</p>
<p>A realização de limpezas e de desinfecções da ordenha pode reduzir em 90% o número de bactérias no leite. <strong>Todas essas práticas devem ser rotineiras dentro das propriedades, para que esse procedimento de redução na CBT ocorra de maneira satisfatória.</strong></p>
<p>A limpeza e a higienização devem ser feitas após a última vaca ser ordenhada. A limpeza dos equipamentos por circulação deve ser realizada em 4 etapas:</p>
<ol>
<li>Enxágue inicial com água morna de 35ºC a 45ºC por 5 minutos sem recircular. O pré enxágue retira restos de leite que ficam na tubulação;</li>
<li>Limpeza Alcalino-Clorada com água a 65ºC-70ºC reciclando por 10 minutos, com variação na pressão de vácuo, para que o fluxo seja turbulento capaz de dissolver a gordura acumulada;</li>
<li>Após a drenagem da solução de detergente alcalino, fazer o pós-enxague intermediário com água em temperatura ambiente por 5 minutos;</li>
<li>Limpeza ácida com água a temperatura ambiente por 10 minutos.</li>
</ol>
<p>Para a limpeza dos equipamentos de ordenha deve-se usar água tratada. O uso de água sem tratamento em contato com o leite, ou equipamentos de ordenha, pode acarretar no aumento expressivo da CBT.</p>
<p>Outro fator importante nos índices de CBT é o armazenamento e o transporte do leite. A refrigeração do leite deve ser realizada em tanques específicos que atinjam temperaturas de 4ºC, no máximo 3 horas após a ordenha.</p>
<p>Caso isso não seja obtido, haverá uma grande multiplicação dos microrganismos, gerando a contaminação do leite, prejudicando assim, a sua qualidade. A refrigeração do leite tem como objetivo reduzir o crescimento das bactérias mesófilas, que se multiplicam de forma favorável entre temperaturas de 20 a 40ºC.</p>
<p>Esse tipo de bactéria promove a acidificação do leite, mas com a redução da temperatura nos tanques, há um favorecimento da multiplicação das bactérias psicotróficas presentes no leite.</p>
<p>Algumas medidas podem ser realizadas pelo produtor, para que o leite não seja contaminado e a CBT esteja sempre em níveis aceitáveis, como:</p>
<ul>
<li>Utilização de água tratada para qualquer procedimento, para a limpeza e higienização do complexo de equipamentos de ordenha;</li>
<li>A higiene pessoal do ordenhador deve sempre realizada;</li>
<li>Realização de pré-dipping e pós-dipping;</li>
<li>Manter a <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/"><strong>sala de ordenha sempre limpa</strong></a>;</li>
<li>Ter sempre todos os equipamentos de ordenha em boas condições de funcionamento;</li>
<li>Realizar a cada ordenha a limpeza e higienização de todos os equipamentos e utensílios;</li>
<li>Realizar a limpeza dos tanques sempre que o leite for recolhido pelo transportador.</li>
</ul>
<p>Um dos requisitos mais importantes para que o leite seja considerado como de boa qualidade, é o produto ser livre de qualquer tipo de agente que traga algum tipo de risco para a saúde do consumidor.</p>
<p>Pela quantidade de nutrientes encontrados no leite, ele se torna um meio de cultura bom para o crescimento de microrganismos, por isso o controle sanitário e boa higiene devem ser sempre visados na produção.</p>
<h2>Controle sanitário do rebanho leiteiro</h2>
<p>O controle sanitário dentro do rebanho leiteiro se dá por meio de medidas preventivas, contra qualquer doença que pode acometer os animais, garantindo assim, que o produto consumido pelos clientes seja próprio para o consumo e não trazendo danos à saúde dos mesmos.</p>
<p>Duas doenças de grande importância e que podem ser transmitidas ao homem, pelo consumo de leite contaminado são a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-da-brucelose-e-tuberculose/" rel="noopener">brucelose e tuberculose</a></strong>.</p>
<p>Foi criada pelo MAPA a Instrução Normativa 62 em 2001, que define rigorosas formas de controle e de medidas profiláticas e sanitárias, que devem ser realizadas pelas propriedades, visando à erradicação dessas patologias nos rebanhos e mantém a integridade da saúde pública frente a essas zoonoses e também para gerar competitividade da pecuária nacional no mercado mundial.</p>
<p>A IN-62, definiu um programa de vacinação obrigatório contra a brucelose bovina, credenciando as propriedades livres e que mantinham controles rigorosos contra essa doença.</p>
<p>Sabendo dos impactos dessas doenças para a saúde pública e por se tratar de zoonoses, o controle sanitário de manejo e preventivo da saúde dos animais, como a vacinação, é de extrema importância dentro das propriedades que visam a produção de um leite de qualidade.</p>
<p>Dentro das propriedades, é comum o uso de várias substâncias visando tratamentos contra alguma doença ou agentes que prejudiquem a saúde animal. Mas um fator que deve ser levado em conta com o uso dessas substâncias, é que após sua utilização, pode ser encontrados resíduos desse produto no leite, que podem prejudicar a saúde do consumidor, levando a formação de alergias, criação de resistência microbiana aos <strong>antimicrobianos</strong> e até prejuízos tecnológicos para a indústria de laticínios.</p>
<p>Com isso, deve-se respeitar, após o uso de tais substâncias, o período de carência de cada produto utilizado nos animais. Muitos fatores como: a formulação do produto utilizado, via de administração, dosagem e o protocolo utilizado, podem influenciar nesse período de carência.</p>
<p><strong>Para evitar a presença de resíduos no leite,</strong> podem-se adotar algumas medidas como:</p>
<ul>
<li>Conhecer bem qual a substância será utilizada previamente;</li>
<li>Usar somente substâncias específica para animais;</li>
<li>Armazenar de forma correta esses produtos e utilizá-los corretamente conforme a categoria de animal que está em tratamento. Pois, produtos utilizados para vacas secas possuem um tempo de carência maior que para as vacas lactantes;</li>
<li>Não realizar superdosagem desses produtos nos animais;</li>
<li>As vacas em tratamento devem ser ordenhadas por último, e seu leite deve ser descartado se esse animal está dentro do período de carência.</li>
<li>Observação e conhecimento do período de carência de todas as substâncias utilizadas.</li>
</ul>
<p><strong>Outro fator que está sendo associado a prejuízos na qualidade do leite, é o desconforto térmico para os animais.</strong></p>
<p>A composição do leite pode ser alterada se os animais estiverem em situação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" rel="noopener">estresse térmico</a></strong>, alterando o teor de gordura, proteína e cálcio no leite. Os valores de sólidos totais do leite, também podem ter seus números diminuídos em épocas mais quentes do ano.</p>
<p>O estresse calórico pode aumentar a suscetibilidade dos animais a infecções e também as altas temperaturas podem estar associadas a um número maior de agentes infecciosos encontrados no ambiente. A taxa de infecções por agente ambientais foi coincidente com o número maior de coliformes fecais encontrados na cama dos animais, nas épocas mais quentes do ano, como o verão.</p>
<p>Nessas épocas quentes do ano, também foi observado que o percentual de novas infecções de mastites era mais elevado, o que pode ser explicado pelo maior número de agentes patogênicos no ambiente e superfície dos tetos, ou diminuição da resistência imunológica do animal. E qualquer tipo de infecção da glândula mamária leva a um aumento no CCS, sendo isso prejudicial para a qualidade do leite.</p>
<p>Animais que receberam uma melhor climatização na sala de espera por meio de ventilação, apresentaram melhor teor de gordura e também tiveram um número maior de hormônios, como o cortisol e T3 e T4 no organismo.</p>
<p>Com isso, o manejo correto, assim como o bem-estar animal, são importantes para a obtenção de um leite de qualidade, tanto na sua composição, como também na saúde da glândula mamária, o que reduz o número de mastite no rebanho e, consequentemente, a quantidade de CCS do leite.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre qualidade do leite</h2>
<h3>O que determina a qualidade do leite?</h3>
<p>A qualidade do leite é influenciada por fatores como saúde do rebanho, higiene da ordenha, armazenamento, CCS, CBT e manejo sanitário.</p>
<h3>Como reduzir a CCS do rebanho?</h3>
<p>O controle da mastite, a correta rotina de ordenha e o monitoramento da saúde da glândula mamária são fundamentais para reduzir a CCS.</p>
<h3>O que aumenta a CBT do leite?</h3>
<p>Falhas de higiene durante a ordenha, limpeza inadequada dos equipamentos e problemas de refrigeração estão entre as principais causas.</p>
<h3>A qualidade do leite influencia o preço recebido pelo produtor?</h3>
<p>Sim. Muitos laticínios utilizam indicadores de qualidade para definir bonificações e descontos no pagamento do leite.</p>
<h3>Qual a relação entre mastite e qualidade do leite?</h3>
<p>A mastite é uma das principais causas de aumento da CCS e de redução da qualidade do leite produzido.</p>
<h2>Chegou a hora de dar o próximo passo na sua produção de leite</h2>
<p>Produzir leite é desafiador, mas produzir com eficiência e rentabilidade é o que diferencia os produtores que prosperam no mercado.</p>
<p>Com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=qualidade-leite" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong>, você terá acesso a um método prático, voltado para o dia a dia da fazenda, que mostra como alinhar manejo, nutrição e gestão financeira para alcançar resultados consistentes e duradouros.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-14439" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Umbigo de bezerros: como tratar as principais enfermidades?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2018 14:33:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a vida fetal, o umbigo é a via de comunicação entre o feto e a mãe. Pelo cordão umbilical chega sangue materno, rico em nutrientes e oxigênio e, por ele, também são eliminados os catabólitos do feto. Logo após o nascimento, o umbigo do bezerro perde totalmente a sua função, evolui rapidamente. Em poucos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a vida fetal, o umbigo é a via de comunicação entre o feto e a mãe. Pelo cordão umbilical chega sangue materno, rico em nutrientes e oxigênio e, por ele, também são eliminados os catabólitos do feto.</p>
<p><strong>Logo após o nascimento, o umbigo do bezerro perde totalmente a sua função, evolui rapidamente.</strong> Em poucos dias, as veias e artérias utilizadas na comunicação materno-fetal fecham-se. Paralelamente, os músculos dessa região também se unem, constituindo uma massa muscular.</p>
<p>Até que todo este processo se complete, o umbigo do bezerro é uma porta aberta para vários agentes causadores de diversas enfermidades.</p>
<p>Nesse período, caso o umbigo não seja adequadamente curado, pode infeccionar e provocar onfalite, impedindo a cicatrização e prolongando o tempo em que esta porta de comunicação permanece aberta, facilitando a ascendência de microrganismos. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/" rel="noopener">cura do umbigo</a></strong> ganha mais importância na medida em que se consideram os aspectos sanitários gerais do rebanho.</p>
<p>Esse procedimento e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" rel="noopener">administração correta do colostro</a></strong> representam medidas indispensáveis que influenciarão diretamente na saúde do rebanho de qualquer criatório de gado bovino. Por esse motivo, deverão ser consideradas como medidas sanitárias prioritárias.</p>
<p>Além das enfermidades infecciosas, as hérnias, as neoplasias, os defeitos congênitos e as miíases também assumem grande importância no conjunto das onfalopatias dos bovinos. Por esta razão, deverão ser sempre consideradas ao estudar as enfermidades do umbigo do bezerro.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>Anatomia do umbigo dos bezerros</h2>
<p><strong>O umbigo do bezerro consiste de três estruturas que sofrem alterações anatômicas e funcionais por ocasião do nascimento.</strong></p>
<ol>
<li>A veia umbilical dirige-se cranialmente em direção ao fígado;</li>
<li>As artérias umbilicais dirigem-se em sentido caudal para a artéria hipogástrica;</li>
<li>O úraco em direção à bexiga.</li>
</ol>
<p>No momento do parto, ocorrem transformações anatomofisiológicas, a partir da ruptura do cordão umbilical e retração das artérias e da veia.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Inicia-se assim a respiração autônoma, devido à falta das trocas gasosas placentárias e ao aumento da tensão de gás carbônico. Quando o parto é normal, a queda séptica e mumificação do umbigo se dão dentro de dez dias.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44282 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros.webp" alt="Anatomia do umbigo do bezerro" width="550" height="300" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros.webp 550w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-300x164.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-370x202.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-270x147.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44283 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-1.webp" alt="Anatomia do umbigo dos bezerros" width="550" height="326" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-1.webp 550w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-1-300x178.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-1-370x219.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-1-270x160.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44284 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-2.webp" alt="Umbigo dos bezerros visto por dentro" width="550" height="539" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-2.webp 550w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-2-300x294.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-2-370x363.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-2-270x265.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-2-306x300.webp 306w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<h2>Patologias umbilicais</h2>
<p>Pode-se classificar as patologias umbilicais em não infecciosas e infecciosas e estas em extra e intra-abdominal. A extra-abdominal recebe o nome de onfalite e as intra-abdominais, de acordo com o segmento afetado.</p>
<h3>Processos não infecciosos</h3>
<h4>Hérnias</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44285 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-3.webp" alt="Hérnias presentes no umbigo do bezerro" width="370" height="205" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-3.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-3-300x166.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-3-270x150.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<p>Na região próxima ao umbigo, em consequência da saída de parte das vísceras através da abertura umbilical, anormalmente dilatada, pode-se produzir uma evasão do peritônio e partes externas da pele, traduzindo-se externamente por aumento de volume.</p>
<p>Partes do omento maior e eventualmente porções do intestino delgado podem ser facilmente repostas na cavidade abdominal por meio do anel herniário, exceto nas hérnias estranguladas.</p>
<p>As hérnias umbilicais, congênitas ou adquiridas, aparecem nos bezerros e demais animais domésticos. As pequenas hérnias umbilicais podem resolver-se espontaneamente, porém as hérnias umbilicais grandes ou estranguladas exigem correção cirúrgica. Quando forem adquiridas, podem estar relacionadas com traumatismos, principalmente coices, pisadas e ao transporte inadequado.</p>
<p>Este último é observado em propriedades rurais em que o vaqueiro tem o hábito de transportar o recém- nascido, do pasto para o curral, na cabeça das selas ou arreios, sem qualquer proteção.</p>
<h4>Fibromas e neoplasias</h4>
<p>Na cicatrização do umbigo, quando ocorrem aderências entre o anel umbilical, ligamentos e peritônio com as outras partes, geralmente se desenvolve um tecido conjuntivo que adquire consistência fibrosa, enrijecido, de aspecto irregular e tumoral.</p>
<p>Entre os vários fatores que podem provocar este quadro estão a cicatrização umbilical complicada, os traumatismos, o uso de substâncias ou produtos químicos, dentre outros.</p>
<p>Em casos de neoplasias malignas, o prognóstico é reservado, porém estas são raramente encontradas. Os fibromas e cicatrizes mal consolidadas, quando cirurgicamente corrigidos, são de bom prognóstico.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=umbigo" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h4>Persistências e defeitos</h4>
<p>A conexão tubular entre a bexiga e o umbigo, que se mantém após o nascimento, é conhecida como úraco persistente.</p>
<p>Por ocasião do nascimento, com a ruptura do cordão umbilical, o úraco deve fechar-se e a urina será então eliminada pela uretra. Uma série de causas foi sugerida para explicar a incapacidade do úraco em evoluir completamente.</p>
<p>Algumas delas são o rompimento precoce do cordão umbilical, a inflamação, a infecção e a excessiva manipulação física do neonato. Nos bezerros, o úraco persistente é menos comum, mas pode levar à septicemia. Caso o úraco não se feche em até 24 horas após o nascimento, indica-se a ressecção cirúrgica para reduzir a probabilidade de septicemia.</p>
<p>O úraco persistente pode ser corrigido cirurgicamente por ligadura ou cauterização. Quando não for possível a realização da cirurgia, indica-se o uso parenteral de antibióticos de largo espectro e a cauterização com nitrato de prata ou iodo-lugol.</p>
<h4>Miíases (bicheiras)</h4>
<p>As miíases ocorrem em praticamente toda a região tropical e subtropical. Os ovos da mosca <i><span style="font-weight: 400;">Cochliomyia hominivorax</span></i> são depositados na periferia seca de qualquer ferimento.</p>
<p>Destes ovos eclodem larvas 11 horas após a postura. Elas penetram ativamente através da lesão, alimentam-se das secreções e tecidos vivos, crescem ocupando grande espaço subcutâneo e tornam-se adultas em quatro a sete dias.</p>
<p>Os ferimentos tomados por miíases caracterizam-se por discreto abaulamento em torno da abertura central, proporcionalmente pequena, deixando fluir uma secreção sero-sanguinolenta, que passa a purulenta alguns dias mais tarde.</p>
<p>O comprometimento do estado geral ocorre quando as miíases não são tratadas e ocorrem reinfestações. Pomadas, líquidos ou spray cicatrizantes acrescidos de inseticidas devem ser usados tanto preventiva como curativamente.</p>
<p>Em bezerros leiteiros, não é aconselhado aplicar ivermectina e seus similares no primeiro dia de vida. É possível observar em várias propriedades produtoras de leite, o aumento na mortalidade de bezerros, especialmente nos esquemas de manejo, em que é feita mais de uma aplicação, em intervalos curtos de tempo.</p>
<h3>Processos infecciosos</h3>
<p>As onfalopatias infecciosas dos bezerros são todos os processos infecciosos da região umbilical, podendo comprometer um ou vários vasos ou segmentos umbilicais da região extra ou intra-abdominal. Os processos inflamatórios do cordão umbilical, com ou sem herniação, são comuns em bezerros.</p>
<p>Em geral, há uma flora bacteriana mista, que inclui <i>E. coli,</i> <i>Proteus</i> sp., <i>Staphylococcus</i> sp., <i><span style="font-weight: 400;">Actinomyces Pyogenes</span></i><i>, Fusobacterium necrophorum, Pasteureila</i> sp., <i>Salmonella typhimurium</i> e até os agentes bacterianos da tuberculose.</p>
<p>São causas predisponentes dos processos infecciosos umbilicais:</p>
<ul>
<li>Constituição anatômica anômala;</li>
<li>Condições do parto;</li>
<li>Tamanho do cordão umbilical exposto;</li>
<li>Ambiente contaminado;</li>
<li>Bezerros prematuros;</li>
<li>Retardo da limpeza lingual por parte da mãe;</li>
<li>Tratamentos inadequados com soluções sujas ou contaminadas;</li>
<li>Manuseio do umbigo do bezerro por pessoas leigas;</li>
<li>Puxadas ou lambidas bruscas;</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Traumas em quinas ou cantos dos bezerreiros.</span></li>
</ul>
<p>As infecções na região umbilical podem levar a muitas lesões intra-abdominais, bem como a celulite ou a abscedação externa à parede corporal. Elas resultam em inchaço doloroso e aumento de volume palpável dos vasos umbilicais. Pode ocorrer bacteremia com localização em articulações, meninges, olhos, endocárdio e artérias terminais dos pés, orelhas e cauda.</p>
<p>A septicemia resultante de bactérias, que ascendem a partir dos vasos umbilicais ou do úraco, constitui sempre uma ameaça. As complicações tardias envolvem, frequentemente, infecção dos resquícios uracais, disfunção vesical ou infecção recorrente do trato urinário.</p>
<p>A infecção crônica da veia umbilical pode causar abscedação hepática, enquanto a infecção da artéria umbilical pode causar infecção crônica que envolve a bexiga.</p>
<p>O ato cirúrgico muitas vezes complementa o diagnóstico, pois permite a visualização e correção de alterações que não foram diagnosticadas clinicamente. A ultrassonografia é um meio de diagnóstico eficiente na detecção das patologias do umbigo, especialmente na identificação das lesões do úraco, que é a estrutura umbilical mais comumente afetada.</p>
<p>O exame ultrassonográfico, a cirurgia e o exame <i>post mortem</i> constituem excelentes opções para a identificação de anormalidades das estruturas umbilicais. Entretanto, aderências intra-abdominais, observadas durante o ato cirúrgico, nem sempre são diagnosticadas por intermédio do exame ultrassonográfico.</p>
<h4>Onfalite</h4>
<p>Onfalite é a inflamação da porção externa do umbigo, sendo comum em bezerros com dois a cinco dias de idade e representam cerca de 10% dos problemas umbilicais destes animais. Podem ser agudas, flegmonosas, subagudas ou crônicas encapsuladas ou apostematosas, na maioria das vezes fistuladas, exsudando pus.</p>
<p>O umbigo do bezerro aumenta de volume, torna-se doloroso à palpação e pode estar obstruído ou drenando a secreção produzida por meio de uma pequena fístula. Acredita-se que o <i>C. pyogenes </i>seja o principal agente da onfalite, mas também são encontrados <i>Streptococcus, Staphylococcus, Pasteurella </i>e outros agentes.</p>
<p>Enquanto as infecções subcutâneas geralmente permanecem circunscritas, levando a formação de abscessos ou fístulas, os agentes, as toxinas ou os produtos metabólicos localizados nos vasos sanguíneos podem alcançar outros órgãos e desencadear poliartrites, endocardites, <a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/" rel="noopener"><strong>pneumonias</strong></a>, nefrites, acompanhadas de emagrecimento e desenvolvimento retardado.</p>
<h4>Onfaloflebite</h4>
<p>Onfaloflebite é o processo inflamatório da veia umbilical e da porção externa do umbigo. A sintomatologia clínica é caracterizada por um aumento de volume no umbigo, com a presença de exsudato, que pode estar ou não exteriorizado. Pode ocorrer dor abdominal e durante a evolução muitas vezes ocorre hepatite, peritonite ou abscesso hepático, devido à ligação que existe entre o sistema porta e o umbigo do recém-nascido.</p>
<p>Pode ser considerada a causa mais frequente de artrite séptica em bezerros, mas não deve ser considerada como a única rota de infecção das artrites hematogênicas.</p>
<p>É mais comum nos animais que não receberam o colostro, e a este respeito tem-se sugerido que a diminuição da acidez do estômago nestes animais, pode facilitar a passagem dos microrganismos, que seriam normalmente destruídos no trato gastrointestinal.</p>
<h4>Onfaloarterite</h4>
<p>Nas onfaloarterites, que são menos comuns, os abscessos surgem ao longo do trajeto das artérias umbilicais, desde o umbigo até as artérias ilíacas internas.</p>
<p>Os sinais clínicos são semelhantes aos da onfaloflebite: toxemia crônica, subdesenvolvimento e ausência de resposta à antibioticoterapia. O tratamento é a extirpação cirúrgica dos abscessos. As onfaloarterites levam, como consequência extrema da sua infecção ascendente, ao quadro de poliartrite.</p>
<h4>Uraquite</h4>
<p>Processo infeccioso intra-abdominal que acomete o úraco com ascendência à bexiga. A disseminação da infecção para a bexiga pode resultar em cistite e piúria.</p>
<p>O tratamento preferível também consiste em laparotomia exploratória e remoção cirúrgica dos abscessos. Acredita-se que o maior percentual de ocorrência das onfalopatias (40,4%) é representado pelas uraquites.</p>
<h4>Onfaloarterioflebite</h4>
<p>É um processo infeccioso de uma ou duas artérias, conjuntamente com a veia umbilical, ascendente à região abdominal.</p>
<h4>Onfalouracoflebite</h4>
<p>Esta patologia é um processo infeccioso do úraco e veia umbilical com ascendência intra-abdominal ao fígado e à bexiga e ocorre em 9% dos casos das patologias umbilicais. Nestes casos, também são encontradas e broncopneumonias, abscessos hepáticos, artrites e enterites concomitantemente à leucocitose.</p>
<h4>Onfalouracoarterite</h4>
<p>É um processo infeccioso do úraco e das artérias umbilicais, com ascendência intra-abdominal à bexiga e à artéria hipogástrica.</p>
<p>Pode ocorrer em 17% das infecções umbilicais e há, concomitantemente, broncopneumonia, lesão hepática, inflamação da bexiga, artrite e raramente enterite.</p>
<h4>Panvasculite umbilical</h4>
<p>Processo infeccioso de todo o complexo umbilical, comprometendo a veia, as artérias e o úraco. Acredita-se que pode ocorrer em 9% das onfalopatias e o quadro clínico varia de acordo com a patologia intra-abdominal e sua relação com os órgãos ascendentes.</p>
<h2>Infecções no umbigo dos bezerros</h2>
<p>O diagnóstico das infecções umbilicais tem sido baseado na história clínica e nos achados físicos e hematológicos.</p>
<p>Outros meios de diagnóstico envolvem radiografia abdominal, fistulografia e urografia excretora. A ultrassonografia tem sido utilizada para avaliar as estruturas umbilicais internas. A palpação da região umbilical é utilizada para investigar a existência de onfalite.</p>
<p>Os sinais clínicos são o aumento de volume e a consistência da região umbilical, sensibilidade ao toque e vasos umbilicais endurecidos e espessados em maior ou menor grau.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44286 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-4.webp" alt="Inflamação umbilical de bezerro" width="658" height="315" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-4.webp 658w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-4-300x144.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-4-370x177.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-bezerros-4-270x129.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 658px) 100vw, 658px" /></p>
<p>No caso de inflamação umbilical, deve-se proceder ainda a palpação da cavidade abdominal ventral, utilizando ambas as mãos, para pesquisar a ocorrência de cordões espessados e sensíveis.</p>
<p>Quando estes estiverem direcionados cranialmente, deve-se suspeitar de onfaloflebite e quando se posicionarem caudalmente, de onfaloarterite e uraquite.</p>
<h2>Quais os prejuízos econômicos?</h2>
<p>O prejuízo econômico causado pelas onfalopatias propriamente ditas, e também por aquelas enfermidades secundárias às lesões umbilicais, assumem papel fundamental em qualquer criatório bovino, seja ele leiteiro ou de corte.</p>
<p>Apesar da prevalência de infecções umbilicais nos rebanhos bovinos ser variável, <strong>a importância econômica é significativa, mas nem sempre é levada em consideração</strong>.</p>
<p>A perda econômica final do criatório com este tipo de problema é obtida pelo somatório dos prejuízos decorrentes dos óbitos, dos custos com medicamentos e assistência veterinária, do retardo no crescimento e da depreciação da carcaça.</p>
<p>Um estudo com objetivo de determinar os impactos das infecções e hérnias umbilicais sobre o ganho de peso corporal e a altura de novilhas criadas em fazendas leiteiras comerciais foi realizado por um período de três meses. O diagnóstico das infecções e hérnias umbilicais foi determinado pela inspeção e palpação da região umbilical.</p>
<p>Os resultados mostraram que durante o terceiro mês de vida, as infecções umbilicais reduziram o ganho médio diário em 96 gramas e o ganho de peso corporal ao final do período em 2,5 kg.</p>
<p>Houve também uma redução no crescimento de 0,7 cm. Os efeitos das hérnias umbilicais sobre o crescimento não foram significativos. Concluiu-se que a prevenção das infecções umbilicais pode melhorar o ganho médio diário de novilhas.</p>
<h2>Profilaxia das enfermidades umbilicais</h2>
<p>Recomenda-se o corte e a ligadura somente dos cordões umbilicais muito compridos (acima de 10 cm), reduzindo-o para dois centímetros. Em seguida o umbigo deve ser mergulhado, por 30 segundos, em uma solução de álcool iodado a 5%. Este procedimento deve ser repetido por mais três ou quatro dias. A mesma solução pode ser usada em mais de um bezerro, porém ao final do dia deve ser desprezada.</p>
<p>O produto deve ser aplicado sob a forma de imersão para permitir a entrada da solução desinfetante na “luz” do coto umbilical e não somente na parede externa do mesmo.</p>
<p>Lucci (1989), recomenda a desinfecção por emborcação de um vidro âmbar de boca larga, com solução de iodo, constituída por iodo puro, éter sulfúrico e álcool na proporção de 15:10:100. Inspeção diária e uso de spray com antissépticos e repelentes até que o umbigo caia.</p>
<p>Figueirêdo (1999) indica a embebição no iodo (álcool iodado a 10%) antes do corte (20 segundos) e novamente após o corte (1 minuto). Esta prática deve ser repetida duas vezes ao dia, até o terceiro dia e diariamente, até o oitavo dia.</p>
<h2>Como fazer o tratamento do umbigo do bezerro?</h2>
<p><strong>Para as infecções umbilicais dos bezerros, é necessário um tratamento geral e outro local.</strong></p>
<p>O umbigo e zonas adjacentes devem ser limpos e desinfectados exaustivamente, o tecido necrosado eliminado e os trombos retirados com cuidado. Os abscessos serão abertos e esvaziados por completo. Na abertura umbilical podem ser colocados preparados antibióticos ou quimioterápicos, nas formas de suspensões, pomadas ou pós.</p>
<p><strong>O tratamento geral pode ser realizado com altas doses de penicilina, sulfonamidas, oxitetraciclinas ou enrofloxacina.</strong> As correções cirúrgicas das hérnias umbilicais e as ressecções de estruturas umbilicais infeccionadas são procedimentos comumente utilizados em bovinos.</p>
<p>Para os fibromas umbilicais, o que se recomenda é um tratamento local, que pode ser somente paliativo, ou um procedimento definitivo, com a remoção total por meio do ato cirúrgico corretivo, sem a abertura do abdômen.</p>
<p>Para determinar a melhor forma de tratamento das hérnias, deve-se levar em consideração o tamanho do saco herniário, a largura do orifício herniário, a natureza do conteúdo, a aderência do mesmo ao saco interno e o encarceramento. O tratamento cirúrgico deve ser instituído após ter a certeza de que a resolução espontânea ou métodos não-cirúrgicos não serão suficientes para solucionar o problema.</p>
<p>Esta observação é válida somente para as hérnias com pequeno anel. Outro fator que o cirurgião deve sempre considerar é a possível hereditariedade das hérnias.</p>
<p>A técnica cirúrgica consiste em uma incisão elíptica, reposição do conteúdo herniário e fechamento das bordas do anel. A redução pode ser feita com o saco herniário fechado e, nos casos de presença de aderências, após a sua abertura. Na primeira situação as chances de contaminação bacteriana da cavidade abdominal são menores, porém o risco de recidiva é maior.</p>
<p>No segundo caso, ocorre o contrário: diminuem as recidivas, porém aumentam as possibilidades de peritonite. Para a oclusão do anel herniário deve-se utilizar sutura em jaquetão, somada à invaginação das aponeuroses dos músculos abdominais, através de pontos simples separados e fio não absorvível ou categute cromado.</p>
<p>Em hérnias recidivadas o uso de suturas simples com fio de algodão três zeros, com pontos de relaxamento tem apresentado bons resultados.</p>
<p>De modo geral, o tratamento para as onfalites consiste em exploração e excisões cirúrgicas, podendo ser necessário manter um canal para drenagem temporária. O tratamento precoce, com antibióticos e cuidados auxiliares, pode permitir a resolução antes do desenvolvimento da abscedação e distensão do úraco ou da veia e artérias umbilicais. A exploração intra-abdominal é recomendada para avaliar uma possível extensão interna da infecção.</p>
<h2>Cuidados desde a cria para garantir produtividade no futuro</h2>
<p>O manejo correto do umbigo é fundamental para prevenir infecções, garantir o desenvolvimento saudável das bezerras e assegurar uma futura produção de leite de alta performance.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=umbigo" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias de manejo, nutrição e sanidade que acompanham o rebanho desde o nascimento até o pico produtivo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=umbigo" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p>Texto produzido por Equipe Leite Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Indicadores reprodutivos de bovinos leiteiros: quais são e como avaliar</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2018 17:42:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[estratégias]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[índices zootécnicos]]></category>
		<category><![CDATA[inseminadas]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A eficiência reprodutiva influencia diretamente a produtividade e os resultados econômicos das fazendas leiteiras. No entanto, para identificar problemas e tomar decisões mais assertivas, não basta observar o rebanho: é necessário acompanhar dados. Os indicadores reprodutivos permitem avaliar o desempenho dos animais, identificar gargalos no manejo e acompanhar a evolução dos resultados ao longo do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>eficiência reprodutiva</strong> influencia diretamente a produtividade e os resultados econômicos das fazendas leiteiras. No entanto, para identificar problemas e tomar decisões mais assertivas, não basta observar o rebanho: <strong>é necessário acompanhar dados</strong>.</p>
<p>Os indicadores reprodutivos permitem avaliar o desempenho dos animais, identificar gargalos no manejo e acompanhar a evolução dos resultados ao longo do tempo.</p>
<p>Taxa de serviço, taxa de concepção e taxa de prenhez estão entre os principais índices utilizados nesse acompanhamento.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá quais são os principais indicadores reprodutivos de bovinos leiteiros, como calculá-los e de que forma utilizá-los na gestão do rebanho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
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    version: "V2_PRERELEASE"
  });
</script></p>
</div>
<h2>Principais indicadores reprodutivos de bovinos leiteiros</h2>
<h3>Taxa de concepção</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong> indica a proporção de animais que ficaram gestantes em relação ao número de inseminações realizadas em determinado período.</p>
<p>O cálculo pode ser representado pela fórmula:</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Taxa de concepção = (número de vacas gestantes / número de inseminações) x 100</em></strong></p>
<p>Esse indicador ajuda a avaliar o sucesso das inseminações realizadas no rebanho.</p>
<p>Resultados abaixo do esperado podem estar relacionados a diferentes fatores, como manejo reprodutivo, saúde, nutrição, qualidade do sêmen e condições ambientais.</p>
<h3>Taxa de serviço</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/">taxa de serviço</a></strong> indica a proporção de vacas aptas à reprodução que receberam uma inseminação durante determinado período.</p>
<p>O cálculo pode ser representado pela fórmula:</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Taxa de serviço = (número de vacas inseminadas / número de vacas aptas à reprodução) x 100</em></strong></p>
<p>Uma taxa de serviço baixa pode indicar falhas na detecção de cio, atrasos nas inseminações ou problemas relacionados ao manejo reprodutivo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-deteccao-cio-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Taxa de prenhez</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/">taxa de prenhez</a></strong> mede a velocidade com que as vacas aptas à reprodução se tornam gestantes.</p>
<p>Ela é obtida a partir da relação entre a taxa de serviço e a taxa de concepção:</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Taxa de prenhez = taxa de serviço × taxa de concepção</em></strong></p>
<p>Esse indicador é um dos mais importantes para avaliar a eficiência reprodutiva do rebanho, pois considera tanto a capacidade de inseminar os animais aptos quanto o sucesso das inseminações realizadas.</p>
<h3>Período de espera voluntário (PEV)</h3>
<p>É o <strong>período que vai do parto até a liberação voluntária da vaca para ser novamente inseminada</strong>. Geralmente a espera é de 35 dias para evoluir o útero e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-espera-voluntario/" rel="noopener">período de espera voluntário</a></strong> varia de 40 a 60 dias de fazenda para fazenda.</p>
<p>A definição do período de espera voluntário deve considerar as características do rebanho, os objetivos da propriedade e a estratégia reprodutiva adotada.</p>
<h2>Como interpretar os indicadores reprodutivos?</h2>
<p>A interpretação dos indicadores deve considerar os resultados em conjunto e o histórico da propriedade. <strong>Analisar apenas um índice isoladamente pode levar a conclusões incorretas</strong>.</p>
<p>Por exemplo:</p>
<ul>
<li>Baixa taxa de serviço pode indicar falhas na identificação e inseminação das vacas aptas;</li>
<li>Baixa taxa de concepção pode estar relacionada a problemas nutricionais, sanitários, ambientais ou reprodutivos;</li>
<li>Baixa taxa de prenhez pode resultar de problemas na taxa de serviço, concepção ou em ambas.</li>
</ul>
<p>O <strong>acompanhamento periódico</strong> permite identificar onde estão os principais gargalos do sistema reprodutivo.</p>
<h2>Como definir metas para os indicadores reprodutivos?</h2>
<p>O acompanhamento dos indicadores deve estar relacionado às metas da propriedade.</p>
<p>Para isso, é importante considerar:</p>
<ul>
<li>Histórico do rebanho;</li>
<li>Sistema de produção;</li>
<li>Características dos animais;</li>
<li>Estratégia reprodutiva;</li>
<li>Resultados anteriores;</li>
<li>Referências técnicas adequadas.</li>
</ul>
<p>As metas devem ser realistas, mensuráveis e acompanhadas periodicamente.</p>
<p>Mais importante do que comparar apenas os resultados com outras propriedades é <strong>avaliar a evolução dos próprios indicadores</strong> ao longo do tempo.</p>
<h2>Manejo e controle da eficiência reprodutiva</h2>
<p>Se você quer garantir intervalo curto de partos em todas as vacas, dê oportunidade para todas elas. Muitas fazendas selecionam as vacas ideais para inseminação, excluindo animais magros, mancos ou que possuam outros tipos de problemas.</p>
<p>Se você não inseminar as vacas relativamente menos propensas à prenhez, a possibilidade de gestação é zero. Mas, quando você insemina, a chance delas emprenharem é pequena, mas é maior que zero.</p>
<p>Esse <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener">manejo</a></strong> sistêmico de inseminação está a cargo do produtor, mas outros fatores que interferem na eficiência dependem também do sistema e da condição dos animais.</p>
<p><strong>No geral, vacas sadias emprenham mais e por isso você precisa garantir todas as condições para que elas não adoeçam.</strong> Em suma, se você quer ter alta taxa de concepção, é necessário planejar estratégias para reduzir a incidência de doenças.</p>
<h3>Quais são essas estratégias?</h3>
<p>O grande segredo está num bom <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/" rel="noopener">manejo no período de transição das vacas</a></strong>. Nesse sentido, temos que tentar maximizar o consumo no pré-parto, fazer as vacas comerem muito após o parto e minimizar a perda de condição corporal. Para isso existem algumas estratégias que podemos usar na alimentação dessas vacas:</p>
<ul>
<li>Manipular o cálcio da dieta;</li>
<li>Trabalhar com dieta aniônica para reduzir a incidência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-em-vacas-leiteiras/" rel="noopener">hipocalcemia</a></strong>;</li>
<li>Podemos aumentar a concentração de vitamina E no pré-parto para melhorar a imunidade.</li>
<li>Precisamos usar estratégias para minimizar o stress das vacas no <strong>pré-parto</strong>, porque assim nós conseguimos reduzir a concentração de cortisol, melhorar a imunidade das vacas e consequentemente melhorar a saúde também.</li>
</ul>
<p><iframe loading="lazy" title="IMPORTÂNCIA DOS INDICADORES REPRODUTIVOS NO ASPECTO ECONÔMICO | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/LPE03Oruyxk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Transforme sua fazenda em um negócio rentável e sustentável</h2>
<p>Muitos produtores focam apenas em aumentar a produção, mas esquecem que o verdadeiro diferencial está na gestão.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<item>
		<title>Interações medicamentosas em bovinos: como afetam a eficácia dos tratamentos</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/eficacia-dos-tratamentos-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jul 2018 18:58:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[antibiótico]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento de bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A combinação de medicamentos pode resultar na anulação do efeito deles ou no aparecimento de reações adversas com distintos graus de gravidade. Por outro lado, a associação de fármacos, quando feita com embasamento, tem papel importante em muitos casos. Associando fármacos ou não, são vários os tipos de interações medicamentosas que podem influenciar a ação das [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A combinação de medicamentos pode resultar na anulação do efeito deles ou no aparecimento de reações adversas com distintos graus de gravidade. Por outro lado, a associação de fármacos, quando feita com embasamento, tem papel importante em muitos casos.</p>
<p>Associando fármacos ou não, <strong>são vários os tipos de interações medicamentosas que podem influenciar a ação das drogas utilizadas e a eficácia dos tratamentos bovinos que você faz em seus animais.</strong></p>
<p>Os medicamentos podem interagir durante o preparo, no momento da absorção, na distribuição, na metabolização, na eliminação, no local de ação dos medicamentos devido à modificação do efeito bioquímico ou fisiológico de um medicamento quando associado a outro, etc.</p>
<p>Pensando na associação de medicamentos, vamos começar falando do antagonismo e do sinergismo, pois é muito importante entender o que são e como funcionam, especialmente quando se trata do uso de antibióticos, muitos utilizados para o tratamento de animais no campo.</p>
<p>Conhecer o <strong>antagonismo e o sinergismo</strong> permite o uso mais consciente de medicamentos, como os <strong>antibióticos</strong> e, assim, contribui para a maior eficácia dos tratamentos bovinos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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  });
</script></p>
</div>
<h2>O que são antagonismo e sinergismo entre medicamentos?</h2>
<p>Apesar dos nomes, é muito simples entender como funcionam essas interações.</p>
<p>Por definição, antagonismo significa oposição, hostilidade, antipatia; posição ou situação contrária; rivalidade, luta. No caso de medicamentos, <strong>a resposta deles pode ser suprimida ou reduzida na presença de outro</strong>, muitas vezes, pela competição que há entre eles. Essas interações podem gerar respostas benéficas ou não.</p>
<p>Um exemplo de antagonismo com resposta benéfica é quando são aplicados medicamentos para reverter quadros de intoxicação. No segundo caso, um exemplo é a associação da penicilina com a tetraciclina, reduzindo a eficácia medicamentosa dessas bases e resultando em falhas no tratamento de infecções.</p>
<p>Já sinergia, significa ação simultânea em prol da realização de uma função; cooperação entre grupos que contribuem para constituição ou manutenção de determinada ordem. E no caso de medicamentos, <strong>a interação sinérgica resulta em efeito maior do que a simples soma dos efeitos isolados de cada um deles</strong>.</p>
<p>Das associações sinérgicas podem surgir efeitos terapêuticos ou tóxicos. Efeitos tóxicos são frequentes nas combinações de medicamentos com toxicidade nos mesmos órgãos como, por exemplo, corticosteróides e anti-inflamatórios não-esteroidais, que podem ter como consequência a ulceração gástrica.</p>
<p>E os efeitos terapêuticos podem ocorrer, por exemplo, quando se associa dois antibióticos de efeitos somatórios, como a penicilina e a enrofloxacina; ou como a sulfa e o trimetropim.</p>
<p>No campo, pensando em efeito somatório, o veterinário pode prescrever o uso associado de mais de um medicamento. Por exemplo, em infecções associadas a inflamações o veterinário pode recomendar que se utilize antibióticos e anti-inflamatórios na resolução.</p>
<p>Contudo, se houver dor e febre, analgésicos e antitérmicos são necessários e, em determinadas situações, também é necessário associar antibióticos.</p>
<p>Outras vezes, o uso de medicamento tópico no local acometido, vem acompanhado de tratamento sistêmico, em que o produto é fornecido por via injetável. Em qualquer circunstância, é imprescindível o reconhecimento das eventuais interações existentes entre os medicamentos.</p>
<p>Interações benéficas terapeuticamente aumentam ou complementam a ação dos fármacos associados. Podem também exercer efeitos corretivos sobre as reações adversas consequentes do uso de um deles. Ou, ainda, podem tratar doenças coexistentes.</p>
<h3>Como as interações entre antibióticos afetam os tratamentos?</h3>
<p>No campo, é comum associar diferentes antibióticos para tratar animais. Por exemplo, há casos em que associa-se o antibiótico intramamário com o antibiótico parenteral (por via intramuscular ou endovenosa) para tratar mastite.</p>
<p>Ou então, para tratar uma ferida grave de um animal que apresente sintomas sistêmicos (apatia, febre, inapetência e etc.) usa-se antibiótico tópico associado a outro antibiótico parenteral.</p>
<p>Pegando o caso da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> como exemplo, dependendo do antibiótico parenteral e do antibiótico intramamário utilizados para tratá-la, um pode potencializar o efeito do outro (sinergismo) ou pode anular o efeito do outro (antagonismo) e prejudicar o tratamento.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Para entender como o antagonismo e o sinergismo influenciam a eficácia de associação de antibióticos, é importante conhecer um pouco sobre a classificação deles.</p>
<p>Simplificando, os antibióticos podem ser divididos, dentre outros critérios, em:</p>
<ul>
<li><strong>Bactericidas e;</strong></li>
<li><strong>Bacteriostáticos</strong>.</li>
</ul>
<p>De forma grosseira, os antibióticos bactericidas matam os microrganismos que se multiplicam no organismo.</p>
<p>Já os antibióticos bacteriostáticos controlam o crescimento bacteriano ao inibir sua multiplicação, apenas impedindo seu crescimento e a evolução do estado infeccioso. A eliminação do microrganismo, neste caso, fica a cargo da imunidade do paciente.</p>
<p>A regra geral é que a associação de antibióticos de mesmo mecanismo de ação (bactericida com bactericida; ou bacteriostático com bacteriostático) gera efeito potencializador (sinérgico) e que a associação antibióticos com mecanismos de ação diferentes (bactericida com bacteriostático) gera efeito deletério (antagonismo).</p>
<p>É por isso que é interessante associar a sulfa ao trimetropim; a penicilina à enrofloxacina, dentre outros. E é por isso que não é interessante associar a penicilina à tetraciclina; ou sulfa à enrofloxacina, e assim por diante.</p>
<p>É claro que toda regra tem sua exceção, mas agindo segundo esta regra e não segundo a exceção, há maiores chances de assertividade.</p>
<p>São exemplos de <strong>antibióticos bactericidas</strong>:</p>
<ul>
<li>Aminoglicosídeos (estreptomicina, neomicina, amicacina, dentre outros);</li>
<li>Quinolonas;</li>
<li>Penicilinas;</li>
<li>Cefalosporinas.</li>
</ul>
<p>São exemplos de <strong>antibióticos bacteriostáticos</strong>:</p>
<ul>
<li>Cloranfenicol;</li>
<li>Tetraciclinas;</li>
<li>Macrolídeos (eritromicina, tilosina, azitromicina, dentre outros);</li>
<li>Lincosaminas (clindamicina e lincomicina);</li>
<li>Sulfonamidas;</li>
<li>Trimetropim.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=eficacia-tratamentos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como ocorrem as interações durante o preparo dos medicamentos?</h2>
<p>As interações que ocorrem durante o preparo se dão fora do organismo, quando dois ou mais medicamentos são administrados na mesma solução ou misturados no mesmo recipiente, ou quando são expostos de maneira inadequada ao ambiente.</p>
<p>Se houver incompatibilidade entre os agentes misturados, com o veículo adicionado ou com as condições ambientais a que o produto é exposto, pode-se inviabilizar a terapêutica clínica dele e frequentemente pode ocorrer precipitação ou turvação da solução; mudança de coloração do medicamento ou inativação do princípio ativo</p>
<p>Por exemplo, hábitos como:</p>
<ul>
<li>Expor à luz medicamentos acondicionados em vidros âmbar ou escuros, como no caso do iodo;</li>
<li>A diluição de produtos liofilizados (em pó) com líquidos que não os específicos para isso;</li>
<li>A exposição de vacinas a temperaturas acima do recomendado;</li>
<li>O uso repetido de uma mesma agulha para retirar o medicamento do frasco e para aplicá-lo no animal;</li>
<li>Ou a associação de substâncias na mesma solução ou recipiente;</li>
</ul>
<p>Certamente <strong>podem contribuir para a inativação de substâncias e para a ocorrência de incompatibilidades</strong>.</p>
<h2>Como as interações medicamentosas afetam a absorção?</h2>
<p>Absorção é o processo de transferência do medicamento do local de administração para a corrente sanguínea. Fatores como o fluxo sanguíneo do Trato Gastrointestinal (TGI), pH, motilidade, dieta, presença de outras substâncias e o tipo de formulação farmacêutica interferem nesse evento.</p>
<p>Por exemplo, há <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/quando-vermifugar-os-bovinos/" rel="noopener">vermífugos orais</a></strong> que agem melhor quando administrados a animais em jejum.</p>
<p>O uso de medicamentos por vias não recomendadas pode prejudicar muito a ação deles, além de causar danos ao local em que eles foram administrados.</p>
<p>O uso de agulhas contaminadas para aplicar medicamentos pode causar infecções locais (abscessos) que impedem ou prejudicam a transferência do medicamento do local de administração para a corrente sanguínea.</p>
<p>Medicamentos com ações anticolinérgicas, como a atropina e seus derivados, que inibem a motilidade do TGI tendem a reduzir a absorção dos agentes coadministrados.</p>
<p>O retardo da absorção de medicamentos pode representar uma situação clínica indesejável, especialmente quando há sintomas agudos como por exemplo, a dor ou febre alta e apatia grave, em função de infecções.</p>
<h2>Como as interações podem modificar a distribuição dos medicamentos?</h2>
<p>Distribuição é o evento de deslocamento do medicamento da circulação sistêmica para os tecidos. Esta fase depende do volume de distribuição aparente (Vd) e da fração de ligação dos medicamentos às proteínas do sangue.</p>
<p>Medicamentos que possuem grande afinidade por essas proteínas, quando associados a outros, podem agir como deslocadores e aumentar a concentração livre do segundo, acarretando manifestações clínicas nem sempre benéficas.</p>
<p>Os medicamentos precipitadores, como o próprio nome diz, são capazes de arremessar outros agentes para fora do local de ação original e assim afetar o efeito farmacológico desejado. São exemplos, a aspirina, a fenilbutazona e as sulfonamidas, que são altamente ligados à proteína do sangue; e a furosemida, que altera a função renal.</p>
<p>Há ainda medicamentos, como a enrofloxacina, cujo efeito é muito influenciado pela alteração na dose administrada. São os medicamentos dose-dependente. Em casos de surtos infecciosos com efeitos agudos e graves, e causados por agentes susceptíveis à enrofloxacina, o aumento da dosagem deste medicamento para uma “dose de ataque” pode ser primordial.</p>
<h2>Como as interações afetam a metabolização?</h2>
<p>No processo de metabolização os medicamentos são transformados pelas enzimas do fígado em frações menores, hidrossolúveis. As interações que ocorrem nesta fase são precipitadas por medicamentos com capacidade de inibirem ou induzirem o sistema enzimático.</p>
<h2>Como as interações afetam a excreção?</h2>
<p>A maioria dos medicamentos é eliminada quase que totalmente pelos rins e a taxa de excreção de vários agentes pode ser modificada, por exemplo, por medicamentos associados que modifiquem o pH da urina.</p>
<p>Nesses casos, os medicamentos podem ter ação por tempo menor do que o esperado, por exemplo.</p>
<h2>Como evitar interações medicamentosas que comprometem os tratamentos?</h2>
<p>O curso de medicina veterinária tem em sua grade curricular, dentre outros, a disciplina de farmacologia e de terapêutica, que tratam de aspectos como os tratados neste artigo. Portanto, os profissionais formados neste curso tem conhecimento para prescrever os medicamentos e tratamentos mais adequados para cada caso.</p>
<p>Por isso, é de grande importância que todo tratamento, ou protocolo, seja elaborado e revisado por um médico veterinário, considerando, é claro, as características de cada animal, de cada rebanho e de cada propriedade.</p>
<h2>Otimize os tratamentos e aumente a eficiência da sua produção</h2>
<p>O uso correto de medicamentos é essencial para garantir a saúde do rebanho e evitar prejuízos.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=eficacia-tratamentos" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar o manejo sanitário à gestão da propriedade, usando dados para tomar decisões mais assertivas, reduzir perdas e elevar a produtividade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=eficacia-tratamentos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cuidados com a vaca e o bezerro no pré e pós-parto: como evitar problemas?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jul 2018 13:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto são extremamente importantes, uma vez que qualquer problema na hora do nascimento pode comprometer o desempenho produtivo de ambos. É importante estar atento desde a escolha do touro, passando pelo balanço nutricional, até o manejo adequado das vacas, principalmente nos 90 dias que antecedem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os</strong> <strong>cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto</strong> são extremamente importantes, uma vez que qualquer problema na hora do nascimento pode comprometer o desempenho produtivo de ambos.</p>
<p>É importante estar atento desde a escolha do touro, passando pelo balanço nutricional, até o manejo adequado das vacas, principalmente nos 90 dias que antecedem o parto.</p>
<p>O tempo de gestação em bovinos varia de 280 a 300 dias, sendo o maior período observado em gados mestiços de raças zebuínas. Para a intensificação nos cuidados, é ideal que sejam formados lotes de vacas em final de gestação, o lote de transição pré-parto, onde se encontram animais de 90 a 30 dias antes do parto.</p>
<p>Dos 30 dias ao parto, transferi-las para um piquete maternidade permite uma maior observação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt;"><strong>Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</strong></span></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Por que os cuidados antes do parto são tão importantes?</h2>
<p>Os dias que antecedem o parto representam uma fase decisiva para o sucesso da próxima lactação e para o desenvolvimento saudável da cria. Nesse período, pequenas falhas de manejo podem <strong>aumentar o risco de distocia, comprometer a qualidade do colostro, favorecer doenças no pós-parto e reduzir a sobrevivência das bezerras</strong>.</p>
<p>Por outro lado, um bom planejamento do pré-parto contribui para partos mais tranquilos, melhor recuperação das vacas e maior chance de transferência adequada de imunidade para os recém-nascidos.</p>
<h2>O que deve ser preparado antes do parto?</h2>
<p>O sucesso do parto começa antes do nascimento do bezerro. Entre os principais pontos que devem ser planejados estão:</p>
<ul>
<li>Preparação da maternidade;</li>
<li>Monitoramento das vacas próximas ao parto;</li>
<li>Higiene das instalações;</li>
<li>Disponibilidade de materiais para assistência ao parto;</li>
<li>Definição da equipe responsável pelo acompanhamento;</li>
<li>Planejamento para fornecimento rápido do colostro.</li>
</ul>
<p>Esses cuidados reduzem a ocorrência de problemas durante o parto e facilitam o manejo imediato da vaca e da cria.</p>
<h3>Importância do piquete maternidade</h3>
<p>O piquete maternidade deve possuir uma boa cobertura vegetal, ser fresco e ventilado (mas sem corrente de vento), limpo, com boa drenagem e sombreamento.</p>
<p>São indicadas sombras móveis para se evitar acúmulo de barro, fezes e urina, principalmente visando à prevenção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" rel="noopener">mastites</a></strong> e metrites. Deve haver pelo menos 4 m² de sombra por animal.</p>
<p>A localização deve facilitar a observação dos sinais do parto, ter <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">acesso à água</a></strong> e alimentação à vontade. As medidas recomendadas são de 56 m²/animal, com um espaço de cocho de 70 cm/animal.</p>
<p>É ideal que haja uma maternidade para vacas e outra para <a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/" rel="noopener"><strong>novilhas</strong></a>, evitando competições e prejuízos para as mais jovens.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44265 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra.webp" alt="Área de um piquete maternidade" width="507" height="305" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra.webp 507w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-300x180.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-370x223.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-270x162.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px" /><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de piquete maternidade</span></p>
<h2>Sinais de proximidade do parto</h2>
<ul>
<li><strong>2 a 3 semanas pré-parto, ocorre aumento do úbere</strong>. Em primíparas, isto pode acontecer um pouco mais cedo.</li>
<li><strong>2 a 3 dias antes do parto os tetos se enchem e perdem a rugosidade</strong>. Ocorre relaxamento dos ligamentos e músculos da pelve (flanco) e da cauda.</li>
<li><strong>Mais próximo ao parto, ocorre liberação de muco viscoso pela vagin</strong>a. A vulva fica edemaciada. Ocorre produção e liberação de colostro.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto</h2>
<h3>Estágio 1 do parto</h3>
<p>No início do trabalho de parto, o animal fica agitado e inquieto, se afasta do grupo, fica tentando cheirar e lamber a vulva, se deita e se levanta diversas vezes, não come.</p>
<p>Estes sinais podem durar de 2 a 6 horas.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44266 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-1.webp" alt="Vaca no estágio 1 do parto" width="422" height="314" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-1.webp 422w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-1-300x223.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-1-370x275.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-1-270x201.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-1-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 422px) 100vw, 422px" /><span style="font-size: 10pt;">Estágio 1 do parto</span></p>
<h3>Estágio 2 do parto</h3>
<p>Ocorre o rompimento da 1ª bolsa, a de água (corioalantóica). Depois de aproximadamente 1 hora ocorre o rompimento da segunda bolsa (amniótica). Ela libera um líquido mais viscoso que lubrifica o canal do parto. Logo que se rompe a bolsa de água, o útero já começa a contrair e o feto se insinua no canal, promovendo a dilação do mesmo.</p>
<p>Após 2 horas da ruptura da bolsa, já é possível ver o feto em pluríparas, e em primíparas normalmente após 4 h.</p>
<p>Em geral a posição mais confortável, e menos estressante para parir é a deitada. As vacas tendem a parir de pé quando o parto é anormal ou quando se sentem ameaçadas, por exemplo, com presença de cães e urubus.</p>
<p>Estudos mostram que este estresse durante o parto resulta em aumento de até 11% na mortalidade de bezerros.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44267 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-2.webp" alt="Vaca no estágio 2 do parto" width="438" height="325" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-2.webp 438w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-2-300x223.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-2-370x275.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-2-270x200.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-2-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 438px) 100vw, 438px" /><span style="font-size: 10pt;">Estágio 2 do parto</span></p>
<h3>Estágio 3 do parto</h3>
<p>Momento do nascimento à expulsão dos restos placentários. Pode variar de 30 min até 12 horas após o parto.</p>
<h2>Problemas no parto</h2>
<p>Analisando fazendas nos EUA, pesquisadores chegaram à conclusão que <strong>2% das mortes de bezerros no útero estavam associadas ao parto demorado</strong> e à falta de assistência, e outros 2% morreram pelos mesmos motivos na primeira semana de vida.</p>
<p>A maioria das mortes está associada às distocias (partos difíceis). Por isso, sem dúvida, é preciso que o responsável pela maternidade esteja preparado para monitorar os partos, e caso seja necessário, intervir até certo ponto.</p>
<p>A intervenção deve ser considerada quando o parto não ocorreu entre 60 a 90 min após o aparecimento das membranas fetais em novilhas e, em vacas, de 30 a 60 min após o aparecimento das membranas fetais.</p>
<p>Em posição normal, o bezerro projeta primeiro as patas dianteiras acompanhadas pela cabeça (com o focinho voltado para fora) apoiada nas patas. Outras posições podem acontecer e cabe à experiência do técnico para identificar e intervir.</p>
<p>Toda e qualquer intervenção pode causar injúrias na vaca e no bezerro. Nunca se deve tentar romper as bolsas. É preciso checar todos os parâmetros vitais para intervenção e, caso seja preciso, optar por uma cesariana.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=cuidados-vaca" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Cuidados com a vaca e o bezerro logo após o parto</h2>
<h3>Cuidados com a vaca</h3>
<p>É importante avaliar condições fisiológicas e <strong>uterinas</strong> logo após o parto. Certificar-se da existência ou não de outro feto através do toque.</p>
<p>A utilização de soluções eletrolíticas, chamadas <em>drench</em>, é uma forma de se antecipar aos efeitos provocados pela queda de apetite no período pós-parto, e consequentemente das <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" rel="noopener"><strong>doenças metabólicas</strong></a> provocadas pela diferença entre necessidades e consumo (balanço energético negativo). O fornecimento do <em>drench</em> é também uma forma de repor os nutrientes gastos durante o parto, principalmente energia.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44268 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-3.webp" alt="Vaca recebendo o drench" width="397" height="491" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-3.webp 397w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-3-243x300.webp 243w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-3-370x458.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-3-270x334.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 397px) 100vw, 397px" /><span style="font-size: 10pt;">Fornecimento do <em>drench</em> para a vaca</span></p>
<p>Observe se o animal irá expulsar em até 12 horas os restos placentários. Caso isso não ocorra, adote medidas contra os efeitos da retenção de placenta.</p>
<p>Este período, crítico para as vacas, é um momento em que ocorrem diversas alterações fisiológicas e metabólicas. Qualquer problema aqui pode impactar na produção deste animal nesta lactação e nas seguintes.</p>
<h3>Cuidados com os bezerros</h3>
<p>Logo após o parto, <strong>o bezerro passa por alterações para que possa se adaptar à vida fora do útero</strong>.</p>
<p>Imediatamente, inicia sua homeostasia respiratória, passa a regular o equilíbrio ácido-básico, a metabolizar carboidratos, gorduras e aminoácidos para produção de energia corporal.</p>
<p>É importante remover todo muco da narina e da boca do bezerro. Se necessário, estimule a respiração, fazendo cócegas na narina e massagem torácica.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44269 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-4.webp" alt="Retirada de muco da narina de bezerro" width="427" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-4.webp 427w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-4-300x223.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-4-370x275.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-4-270x200.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-4-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px" /><span style="font-size: 10pt;">Retirada do muco das narinas</span></p>
<p>Neste momento, ele ainda não é eficiente na regulação da temperatura corporal. Além de possuir os pelos curtos, possui uma pequena massa corporal em relação à sua superfície corporal. Em função destas particularidades, sua temperatura diminui nas primeiras 12h de vida.</p>
<p>Assim, é recomendado secar o bezerro após o parto. Se as condições forem propícias, com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" rel="noopener">ingestão de colostro</a></strong>, boa cobertura vegetal no piquete e ambiente favorável, entre 48 a 72h de vida sua temperatura estará normal.</p>
<h2>Avaliação das condições fisiológicas do bezerro</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É primordial examinar o bezerro e a vaca. Para melhor avaliar as condições fisiológicas dos bezerros, siga as seguintes pontuações:</span></p>
<p><strong>1. Testar a movimentação da cabeça sob estímulo de água fria:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos- ausente;</li>
<li>1 ponto &#8211; diminuída;</li>
<li>2 pontos &#8211; espontânea.</li>
</ul>
<p><strong>2. Testar a resposta aos estímulos interdigitais e palpebrais:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos &#8211; ausente;</li>
<li>1 ponto &#8211; reduzidos;</li>
<li>2 pontos &#8211; existentes e intensos.</li>
</ul>
<p><strong>3. Testar a respiração:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos &#8211; imperceptível;</li>
<li>1  ponto &#8211; lenta e irregular;</li>
<li>2  pontos &#8211; rítmica com profundidade normal.</li>
</ul>
<p><strong>4. Avaliar a cor das mucosas:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos &#8211; branca azulada;</li>
<li>1 ponto &#8211; azul;</li>
<li>2 pontos &#8211; róseas avermelhadas.</li>
</ul>
<p>Ao final da soma de pontos, avalie os resultados:</p>
<ul>
<li><strong>7 a 8 pontos</strong> – bezerros sadios com boa vitalidade.</li>
<li><strong>4 a 6 pontos</strong> – bezerros deprimidos, com vitalidade diminuída e acidose leve a moderada.</li>
<li><strong>0 a 3 pontos</strong> – bezerros com pouca vitalidade, acidose severa.</li>
</ul>
<p>Em condições normais os bezerros levam em média:</p>
<ul>
<li>3 minutos para posicionar a cabeça corretamente;</li>
<li>5 minutos para assumirem a posição esternal;</li>
<li>Até 20 minutos após o parto, já tentam ficar em pé;</li>
<li>Em cerca de 60 minutos já estão de pé, procurando a teta da vaca.</li>
</ul>
<h2>Outros cuidados com a vaca e a cria após o parto</h2>
<p>Em muitas ações, é possível contribuir muito com a sobrevivência do bezerro, como por exemplo, na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/" rel="noopener">cura de umbigo</a></strong>.</p>
<p>O <strong>umbigo é como uma porta aberta</strong> ao organismo do animal. Veia umbilical, artéria umbilical e úraco estão diretamente em contato com o ambiente e serão via de transporte direta de microorganismos para circulação animal e podem promover infecções em diferentes sistemas.</p>
<p>Para uma proteção adequada, <strong>a cura de umbigo deve ser feita da seguinte forma</strong>:</p>
<ul>
<li>O ideal é não cortar. Fazê-lo somente nos casos em que o umbigo estiver muito grande e arrastando no chão</li>
<li>Mergulhar o coto umbilical em uma solução de iodo de concentração entre 7% a 10% durante 10 segundos. Repetir por pelo menos 3 dias.</li>
</ul>
<p><iframe loading="lazy" title="CUIDADOS COM A VACA E BEZERRA NO PRÉ E PÓS-PARTO: O QUE NINGUÉM TE CONTA! | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/firn2eQhN_Y?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Fornecimento de colostro para bezerros</h2>
<p><strong>Fornecer</strong> <strong>colostro para o bezerro nas 6 primeiras horas de vida</strong> é de extrema importância. Após este período, a taxa de absorção diminui muito. Toda a proteção do bezerro durante as primeiras duas semanas de vida será promovida pelos anticorpos absorvidos do colostro. Como o contato com os agentes patogênicos muitas vezes acontece antes mesmo do contato com o colostro, é essencial garantir uma boa colostragem.</p>
<p>O colostro, além das imunoglobulinas, <strong>é também fonte de energia, de fatores de crescimento e de muitos outros nutrientes importantes para a sobrevivência do bezerro.</strong></p>
<p>Para cada raça animal existe uma quantidade sugerida de colostro a ser oferecida. Em média, os pesquisadores acreditam que 4 litros de um colostro de boa qualidade sejam capazes de suprir as necessidades do bezerro.</p>
<p>Observar se o animal conseguiu mamar o colostro é muito importante, mas sem dúvida a forma mais fácil de garantir que o bezerro foi bem colostrado, em termos de quantidade ingerida e qualidade do colostro, é oferecer via mamadeira ou através de sonda esofágica. Para utilizar a sonda, o conhecimento para tal é primordial.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44270 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-6.webp" alt="Bezerros sendo alimentados com colostro" width="594" height="255" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-6.webp 594w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-6-300x129.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-6-370x159.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-vaca-bezerra-6-270x116.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 594px) 100vw, 594px" /></p>
<p>Após todos os cuidados, é preciso <strong>identificar os bezerros e direcioná-los ao <a href="https://rehagro.com.br/blog/bezerreiro-como-devem-ser-as-instalacoes-para-bezerras-leiteiras/" rel="noopener">bezerreiro</a></strong>.</p>
<p>Por fim, todo investimento em cuidados com a vaca e a cria antes do parto, no momento do parto e após irá refletir na produção das vacas e na sobrevivência dos bezerros.</p>
<h2>Domine o manejo no pré e pós-parto e aumente a produtividade</h2>
<p>O sucesso da produção de leite começa no cuidado com a vaca e o bezerro nos primeiros momentos de vida.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=cuidados-vaca" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende técnicas de manejo eficientes para prevenir problemas, reduzir perdas e potencializar o desempenho do rebanho, desde o parto até a produção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=cuidados-vaca" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-14439" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/">Cuidados com a vaca e o bezerro no pré e pós-parto: como evitar problemas?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estresse térmico em vacas leiteiras: quais os impactos e como reduzir</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/estresse-termico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jul 2018 15:29:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[fisiologia animal]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estresse térmico é um dos principais desafios para a produção de leite em regiões de clima quente. Quando as vacas não conseguem dissipar adequadamente o calor produzido pelo organismo e absorvido do ambiente, seu comportamento, consumo de alimentos, saúde e desempenho podem ser comprometidos. Entre os principais impactos estão a redução do consumo de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>estresse térmico</strong> é um dos principais desafios para a produção de leite em regiões de clima quente. Quando as vacas não conseguem dissipar adequadamente o calor produzido pelo organismo e absorvido do ambiente, seu comportamento, consumo de alimentos, saúde e desempenho podem ser comprometidos.</p>
<p>Entre os principais impactos estão a redução do consumo de matéria seca, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong> e alterações na eficiência reprodutiva.</p>
<p>Por isso, identificar os sinais de estresse térmico e adotar estratégias para melhorar o conforto dos animais é fundamental para reduzir perdas produtivas.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá o que é o estresse térmico em bovinos leiteiros, como identificar o problema e quais medidas podem ser adotadas para minimizar seus efeitos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Conhecendo e definindo o estresse térmico</h2>
<p><strong>O termo estresse térmico é utilizado para referenciar os efeitos ocasionados na fisiologia, no comportamento e na produção dos animais devido às alterações no ambiente. </strong></p>
<p>De modo semelhante, o estresse térmico pode ser definido como a soma das forças internas (metabolismo, ex.) e externas (ambiente) que atuam em um animal para causar um aumento na temperatura corporal e provocar uma resposta fisiológica.</p>
<p>Nos países de clima tropical, como o <strong>Brasil</strong> por exemplo,<strong> é muito mais comum a ocorrência de estresse térmico pelo calor do que pelo frio</strong>. Altos valores de temperatura e umidade, além da exposição à radiação solar, são fatores que contribuem de forma significativa para que as vacas acumulem calor corporal.</p>
<p><strong>O estresse térmico em vacas leiteiras ocorre quando a taxa de ganho de calor do animal excede a de perda, fazendo com que o mesmo saia de sua zona de conforto</strong>. Desta forma, são necessários ajustes no comportamento e/ou fisiologia do animal.</p>
<p>Assim como qualquer outra espécie animal, os bovinos de leite também apresentam uma faixa de temperatura considerada como zona termoneutra. Nesta faixa de temperatura o animal não precisa direcionar grandes quantidades de energia para termorregulação, seja para capturar, seja para dissipar calor.</p>
<p>Desse modo, o gasto de energia para manutenção é mínimo, resultando em máxima eficiência produtiva.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-calculo-ganhos-eficiencia-reprodutiva?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-eficiencia-reprodutiva&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39663 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva.png" alt="Planilha cálculo de ganhos com eficiência reprodutiva" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Em temperaturas inferiores àquela mínima da zona termoneutra as vacas entram em estresse térmico pelo frio. Já quando a temperatura se encontra superior ao limite máximo da zona termoneutra, o estresse térmico instaurado é pelo calor.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44255 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas.webp" alt="Zona termoneutra" width="370" height="255" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-300x207.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-270x186.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Adaptado de Kadzere et al., 2002</span></span></p>
<h2>Vacas de alta produção e o estresse térmico</h2>
<p>Vacas de alta produção são mais susceptíveis ao estresse térmico quando comparadas às vacas de baixa produção.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/genomica-nas-fazendas-leiteiras/" rel="noopener">seleção genética</a></strong> para produção de leite contribuiu para que as vacas aumentassem a quantidade de calor metabólico, pois <strong>vacas que produzem mais leite</strong> ingerem mais alimentos e, logo, possuem metabolismo mais elevado em relação às vacas de menor potencial genético.</p>
<p>Com a menor capacidade de dissipação de calor, <strong>as vacas elevam sua temperatura corpórea com maior facilidade</strong> e perdem calor para o meio ambiente com maior dificuldade. O resultado final é o maior acúmulo de calor, podendo ocorrer mais facilmente o estresse térmico.</p>
<p>Ao analisarmos os dados de 2018 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, por exemplo, vemos que é relatado um aumento de 13% na produção de leite na última década, passando de quase 9.000 kg de leite para 14.000 kg de leite/vaca/ano.</p>
<p>Conforme descrito por Berman (2005), o aumento na produção de leite de 35 kg de leite/dia para 45 kg de leite/dia contribui para que o limite de temperatura para estresse térmico seja reduzido em torno de 5°C, significando que as vacas tenderão a sofrer estresse térmico de forma mais precoce.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=estresse-termico" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como identificar um animal com estresse térmico</h2>
<ul>
<li>Animal ofegante, com aumento de salivação e transpiração;</li>
<li>Redução na ingestão de matéria seca;</li>
<li>Redução na produção de leite;</li>
<li>Aumento no consumo de água;</li>
<li>Aumento da frequência cardíaca e respiratória;</li>
<li>Temperatura retal maior que 39,1ºC.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44256 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1.webp" alt="Vaca leiteira com sinais de estresse térmico" width="512" height="260" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1.webp 512w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1-300x152.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1-370x188.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1-270x137.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Vaca leiteira em estresse térmico pelo calor. Note: boca aberta, língua para fora e aumento de salivação.</span></span></p>
<p>A temperatura corporal representa o<strong> principal indicador da termorregulação do organismo</strong>, estando relacionada à saúde, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener">sucesso reprodutivo</a></strong> e produtividade dos animais.</p>
<p>No entanto, vale ressaltar que <strong>não é somente o estresse térmico que ocasiona elevação da temperatura do organismo</strong>.</p>
<p>Eventos como doenças, lesões, infecções, toxinas, etc. podem provocar a hipertermia nos animais. Outros fatores que também ocasionam elevação da temperatura corporal, mas em uma menor magnitude, são nível de atividade do animal e estro.</p>
<p>Além da temperatura corporal, uma das primeiras alterações observadas em animais com estresse térmico é o aumento da frequência respiratória no intuito de perder calor para o ambiente.</p>
<p>A taxa respiratória dos bovinos sofre influência multifatorial, incluindo idade, nível de produção, condição corporal, ingestão de matéria seca, particularidades das instalações e dos sistemas de resfriamento, exposição a ambientes quentes, etc.</p>
<p>Resultados de pesquisas científicas demonstram que vacas expostas a ambientes com temperatura variando entre 24° e 39°C apresentaram aumento na frequência respiratória entre 2,8 e 3,3 movimentos respiratórios/minuto para cada 1°C a mais no ambiente.</p>
<p>A elevação da frequência respiratória consiste em um dos indicadores fenotípicos mais sensíveis para caracterizar o estresse térmico pelo calor em vacas leiteiras, sendo que taxas acima de 60 movimentos respiratórios/minutos já indicam provável alteração devido ao estresse térmico (Shultz, 1984; Berman et al., 1985).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44257 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2.webp" alt="Resfriamento de vacas leiteiras" width="740" height="494" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2-300x200.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2-370x247.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Resfriamento térmico de vacas leiteiras com aspersores e ventiladores. (Fonte: Grupo Rehagro, Meara Gado Holandês – Fazenda Barreiro Alto).</span></span></p>
<h2>Monitorando o estresse térmico</h2>
<p>Monitorar o conforto térmico das vacas leiteiras representa atualmente um dos pontos base dos sistemas de produção. Ofertar condições que previnam a ocorrência de estresse térmico tornou-se essencial, visto a magnitude que <strong>os impactos deste evento ocasionam na saúde, reprodução e produção dos animais.</strong></p>
<p>Entretanto, para monitorar o conforto, primeiro devemos conhecer quais os sinais presentes no estresse térmico.</p>
<p>De forma geral, vacas leiteiras em estresse térmico apresentam os seguintes sinais, na tentativa de trocar calor com o ambiente:</p>
<ul>
<li>Respiração ofegante;</li>
<li>Boca aberta;</li>
<li>Língua para fora;</li>
<li>Aumento da salivação e da transpiração.</li>
</ul>
<p>Em situações como essa, se os animais estão em galpões onde haja ventiladores e aspersores, eles deverão ser ligados.</p>
<p>Caso não estejam alojados nestas instalações, molhar bem os animais em estado mais crítico pode ajudar no resfriamento.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="EFEITOS DO ESTRESSE TÉRMICO NA REPRODUÇÃO DE VACAS LEITEIRAS | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/u2O0B6ZH_QU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Medidas para diminuir o estresse térmico das vacas leiteiras</h2>
<ul>
<li>Sombreamento adequado para os animais;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">Disponibilidade de água</a></strong> suficiente para os animais beberem, principalmente após a ordenha e nas horas mais quentes do dia;</li>
<li>Para animais confinados em <a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/" rel="noopener"><strong><em>Free stall</em></strong></a>, adequado sistema de resfriamento com ventiladores e aspersores, permanecendo ligados nas horas mais quentes do dia;</li>
<li>Para animais que não estão no <em>Free stall</em>, o fato de molhar bem os animais em estado mais crítico pode ajudar no resfriamento;</li>
<li>Reduzir distâncias de deslocamento do animal.</li>
</ul>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/" rel="noopener"><strong>sala de espera</strong></a> da ordenha é um momento em que as vacas sofrem muito com o calor. Manter os animais o <strong>menor tempo possível na sala de espera</strong>, além de proporcionar aos animais uma instalação coberta, com ventiladores e aspersores, com um pé direito mais alto, pode favorecer um melhor conforto.</p>
<p>No ambiente, podemos utilizar sombras, sendo naturais ou artificiais, que forneçam uma área de pelo menos 3 a 5 m² por animal, salientando-se que quanto maior a área destinada à sombra, menores serão os riscos de acidentes e menor a formação de barro.</p>
<p>A sombra natural possui a vantagem de ser mais barata, mas como o crescimento das árvores é um processo lento, muitas vezes é necessário lançar mão do sombreamento artificial. Este pode ser conseguido com a <strong>utilização de sombrites</strong>, que são telas de fibra sintética e que devem <strong>fornecer de 60% a 80% de sombra</strong>.</p>
<p>Deve-se planejar a orientação das árvores ou da estrutura artificial. Quando os animais estão confinados a melhor orientação é a leste/oeste por proporcionar sombra o dia todo.</p>
<p>Para os animais que não estão confinados, eles podem se movimentar à procura de sombra, devendo então a estrutura ter orientação norte/sul, para que a sombra “caminhe” ao longo do dia de oeste (período da manhã) para leste (período da tarde), reduzindo a formação de lama.</p>
<p>A utilização de rodízio das áreas de sombra, quando estiverem com muita lama, também é necessária e pode ser realizada com o auxílio da cerca elétrica, isolando as áreas mais críticas.</p>
<p>A utilização de ventiladores, aspersores e nebulizadores também pode ser planejada para galpões de confinamento, currais de espera ou em áreas cobertas e apresenta grande eficiência na retirada de calor do animal e do ambiente.</p>
<p>Outro fato de extrema importância é a <strong>presença de cochos de água e comida na sombra ou próximo</strong>, para que os animais não fiquem apenas na sombra e tenham seu consumo diminuído. Não é necessário ter um bebedouro grande, mas este deve apresentar um fluxo contínuo de água, uma vazão que o mantenha sempre cheio e ser mantido limpo.</p>
<p>Comparada a um eficaz sistema de manejo do ambiente, a manipulação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">dieta da vaca leiteira</a></strong> em estresse calórico terá efeito relativamente pequeno sobre a produtividade. O consumo de matéria seca começa a reduzir quando a temperatura ambiente excede 25,5 °C.</p>
<p>Uma estratégia para diminuir a queda no consumo de matéria seca é aumentar o número de fornecimento da dieta ao longo do dia. Além disso, limpar o cocho diariamente retirando sobras que possam fermentar e impactar ainda mais na queda do consumo do alimento.</p>
<p>Pode-se realizar outras ações como <strong>manter a ordenha sempre nas horas mais frescas do dia</strong>, buscando minimizar os efeitos negativos do calor quando os animais estiverem aglomerados. E evitar a lida com os animais (vacinação, pesagem, inseminação, controle de parasitos, entre outros) nos momentos mais quentes do dia, pois o calor e aglomeração dos animais irá piorar o estresse térmico.</p>
<p>O efeito do estresse calórico no desempenho animal, provavelmente vai se tornar muito mais importante no futuro, caso a destruição ambiental continue aumentando. Dessa forma, pode-se notar os efeitos do aquecimento global, que tende a ter efeitos ainda maiores.</p>
<p>Em se tratando de estresse calórico animal, deve-se promover a integração entre técnicos, pesquisadores e produtores, na busca por alternativas viáveis e adaptadas a cada realidade. Ações que melhorem o conforto térmico do animal levam a transformação do bem-estar em maior consumo de alimentos, que resultará em aumento da produção de leite e melhora na reprodução.</p>
<h2>Minimize o estresse térmico e maximize a produção de leite</h2>
<p>O calor excessivo pode reduzir a produtividade e comprometer a saúde do rebanho.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=estresse-termico" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende técnicas de manejo, climatização e gestão estratégica para manter as vacas confortáveis, saudáveis e com alta performance, mesmo nos dias mais quentes.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Palma forrageira para vacas leiteiras: benefícios, nutrição e como fornecer</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jun 2018 14:34:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[fibra]]></category>
		<category><![CDATA[palma forrageira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A disponibilidade de alimentos de qualidade ao longo do ano é um dos principais desafios da pecuária leiteira, especialmente em regiões com períodos prolongados de seca e baixa disponibilidade de forragem, como a Região Nordeste do Brasil. Nesse contexto, a palma forrageira se destaca como uma alternativa importante para a alimentação do rebanho devido à [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A disponibilidade de alimentos de qualidade ao longo do ano é um dos principais desafios da pecuária leiteira, especialmente em regiões com períodos prolongados de seca e baixa disponibilidade de forragem, como a Região Nordeste do Brasil.</p>
<p>Nesse contexto, a <strong>palma forrageira se destaca como uma alternativa importante para a alimentação do rebanho</strong> devido à sua adaptação às condições de baixa disponibilidade hídrica, elevada produtividade e características nutricionais.</p>
<p>No entanto, sua utilização deve fazer parte de uma dieta equilibrada. Apesar das vantagens, a palma apresenta limitações nutricionais que precisam ser consideradas para evitar desequilíbrios e garantir o desempenho dos animais.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá os benefícios da palma forrageira na alimentação de vacas leiteiras, suas principais características nutricionais e os cuidados necessários para utilizá-la de forma adequada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Origem da utilização da palma forrageira no Brasil</h2>
<p>As primeiras espécies de palma forrageira foram trazidas do México pelos portugueses, com o objetivo de serem utilizadas como criatório de cochonilhas para a produção de corante natural.</p>
<p>Em 1818, foi introduzida no semiárido, onde começou a ser utilizada como alimento para ruminantes. A partir da percepção a campo do potencial deste vegetal, no final da década 50 iniciaram-se as pesquisas relacionadas ao manejo agronômico da palma.</p>
<p>A partir daí, centenas de trabalhos vêm identificando, nos últimos anos, o real potencial deste alimento e seus benefícios econômicos e produtivos para a pecuária no semiárido.</p>
<p>Nos dias atuais, duas espécies são amplamente difundidas e utilizadas em várias regiões do nordeste brasileiro:</p>
<ol>
<li><strong><em>Opuntia ficus-indica</em> (Palma redonda e Gigante);</strong></li>
<li><strong><em>Nopalea cochenillifera</em> (Palma miúda).</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44230 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira.webp" alt="Palma gigante" width="300" height="225" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Palma gigante (<em>Opuntia ficus-indica</em>)</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44231 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-1.webp" alt="Palma Miúda ou doce" width="300" height="225" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-1.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-1-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-1-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Palma Miúda ou doce (<em>Nopalea cochenillifera</em>)</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Potencial da palma forrageira na alimentação de vacas de leite</h2>
<p>Quando se fala em alimentos de alta qualidade para vacas leiteiras, temos como referência os volumosos tradicionalmente utilizados em várias regiões do Brasil, como a cana-de-açúcar, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" rel="noopener">silagem de milho</a></strong> e silagem de sorgo.</p>
<p>E qual seria o grande diferencial destas forrageiras? O grande potencial de produção de matéria seca e energia por hectare, além da boa disponibilidade dos seus nutrientes.</p>
<p>Surpreendentemente, a palma forrageira apresenta todas estas características e com o grande diferencial de estar muito bem adaptada às condições climáticas do semiárido, graças aos seus mecanismos fisiológicos que a tornam muito menos dependente de água.</p>
<p>Em situações de manejo intensivo, a palma forrageira pode alcançar produtividades de matéria seca e de energia por hectare ainda maiores do que a cana-de-açúcar e a silagem de milho, se tornando uma opção de alimento muito estratégica em algumas regiões.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44232 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-2.webp" alt="Produção de NDT para milho, sorgo e palma forrageira. " width="300" height="124" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-2.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-2-270x112.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 10pt;">Produção de NDT para Milho, Sorgo e Palma Forrageira. Dados médios.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Produtividades conseguidas em São Bento do Una no Agreste Pernambucano. Milho (27 ton/hectare), Sorgo (33 ton/hectare)e Palma (100 ton/hectare). Fonte: Adaptado de Ferreira (2005)</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44233 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-3.webp" alt="Comparativo de produtividade entre palma forrageira e outros volumosos" width="300" height="226" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-3.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-3-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-3-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 10pt;">Comparativo de produtividade por área de Matéria Seca e energia (CNF-Carboidrato Não Fibroso) da Palma Forrageira e outros Volumosos utilizados no Brasil</span></p>
<p>Na tabela de produção de NDT, estão evidenciadas produtividades e teores de matéria seca do milho muito abaixo da atual realidade de algumas regiões do Brasil.</p>
<p>Isso ocorre devido à instabilidade de chuvas em algumas regiões do nordeste, como, por exemplo, a de condução do experimento, tornando o milho uma cultura de risco e comprovando a importância da palma e sua adaptabilidade às regiões de seca.</p>
<h2>A importância da palma forrageira na diminuição dos custos alimentares</h2>
<p>Em tempos onde o <a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/"><strong>preço dos insumos alimentares</strong></a> como milho, soja, casquinha de soja e polpa cítrica apresentam variações constantes e são extremamente dependentes do mercado (commodities), <strong>um dos grandes desafios é conseguir fornecer ao animal o nível adequado de energia (CNF) na forma de amido ou outros constituintes</strong>, sem que o custo da dieta extrapole o orçamento e as metas de margens de lucro da propriedade.</p>
<p>Dentro deste contexto, a palma tem papel fundamental, uma vez que sua inclusão diminui a dependência de concentrados energéticos, além de seu custo de matéria seca ser menor do que outros alimentos, contribuindo significativamente na redução das despesas com alimentação (R$/Litro de Leite).</p>
<p>Tudo isso é possível pelo fato da palma, apesar de ser considerada um volumoso, apresentar, em sua constituição, grande porcentagem de carboidratos não fibrosos (CNF), constituído por açucares, amido, ácidos orgânicos e pectina, que são rapidamente disponibilizados para a fermentação ruminal.</p>
<p>Para se ter uma ideia, comparativamente, a palma apresenta 80% do valor nutricional do milho grão, tendo o custo de matéria seca 8 a 10 vezes menor.</p>
<p>É como se tivéssemos na propriedade um alimento semelhante à polpa cítrica, com custo de aproximadamente 80 a 100 reais a tonelada de matéria seca. É ou não é um bom negócio?</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44234 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-4.webp" alt="Custos de produção da palma forrageira" width="300" height="245" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-4.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-4-270x221.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 10pt;">Custos de Produção por tonelada de Matéria Natural da Palma Forrageira cultivada em sistema intensivo e extensivo / <span style="font-weight: 400;">Adaptado de Suassuna (2009)</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44235 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-5.webp" alt="Custos da matéria seca e natural da palma forrageira" width="300" height="209" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-5.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-5-270x188.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 10pt;">Custos da Matéria Natural (MN) e Matéria Seca (MS) de Palma em comparação a outros forragens utilizadas em propriedades leiteiras</span></p>
<h2>Cuidados com a palma forrageira na dieta de vacas</h2>
<h3>Fornecer uma fonte de fibra na dieta (Balancear FDN)</h3>
<p>Apesar de ser considerada uma forrageira, <strong>a palma forrageira apresenta</strong> <strong>características de um alimento concentrado</strong>, com baixo teor de fibra (FDN de 26%), alto conteúdo de carboidrato não fibroso (58,5% de CNF), além de pouca capacidade de estimular a ruminação.</p>
<p>Devido a isso, outras fontes de fibra devem ser adicionadas à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">dieta</a></strong>, uma vez que a utilização exclusiva de palma pode levar a problemas como o timpanismo (empanzinamento), diarreia, diminuição da gordura do leite, acidose metabólica, diminuição do consumo de matéria seca e perda de peso.</p>
<p>Portanto, a escolha do volumoso associado à palma deve levar em consideração o equilíbrio entre o carboidrato fibroso e não fibroso. Por exemplo, em dietas com bagaço de cana (rico em FDN e pobre em CNF), a proporção de palma poderá ser bem maior do que a silagem de milho e sorgo.</p>
<p>Da mesma forma, em dietas com grandes quantidades de alimentos concentrados, utilize menos a palma.</p>
<h3>Fornecer fonte de proteína</h3>
<p>A palma apresenta baixo teor de proteína (4,8%), necessitando de complementação proteica vinda de alimentos como soja, ureia, torta e caroço de algodão, cevada, do próprio volumoso, dentre outros.</p>
<p>No entanto, erroneamente são utilizadas formulações comerciais com teores de proteína variando de 18 a 24%, que atendem à demanda de proteína quando é fornecida outra fonte de forragem como o pasto ou silagens de milho e sorgo, mas que não são suficientes para atingir os requerimentos da vaca quando se utiliza a palma forrageira.</p>
<p>Na tabela abaixo, veja que os teores de proteína no concentrado quando a palma é utilizada podem variar de 28 a 37,5%. Formulando incorretamente a ração, não é possível explorar todo o potencial de palma, criando uma falsa ilusão de que ela é inapropriada para a produção de leite.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44236 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-6.webp" alt="Estimativa do teor de proteína bruta na matéria seca da associação de palma forrageira com silagem de sorgo" width="300" height="92" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-6.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-6-270x83.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 10pt;">Estimativa do teor de proteína bruta na MS do concentrado, quando da associação de palma forrageira com silagem de sorgo na proporção de 50% cada </span><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">V:C (Relação Volumoso:Concentrado) , PB (Proteína Bruta), MS (Matéria Seca) / </span><span style="font-weight: 400;">Fonte (Ferreira, 2005)</span></span></p>
<h2>Qual a quantidade de palma forrageira posso oferecer para as vacas?</h2>
<p>Esse é um dos grandes questionamentos dos produtores que utilizam palma forrageira nos seus rebanhos. No entanto, o mais importante não é a quantidade a ser fornecida, e sim como está sendo fornecida, principalmente com relação ao consórcio com outras fontes de fibra e o <strong>equilíbrio entre carboidrato não fibroso e Fibra efetiva (FDN)</strong>.</p>
<p>Ferreira e seus colaboradores (2004) avaliaram a inclusão de palma em substituição ao feno de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-quimico-em-pastagens-capim-tifton-85/" rel="noopener">capim Tifton</a></strong> nas proporções de 0; 12,5; 25; 37,5 e 50% em dietas de vacas holandesas, mantendo a proporção de alimento concentrado em 30% da matéria seca.</p>
<p>Apesar da diminuição dos teores de gordura do leite e tempo de ruminação para as 2 maiores inclusões de palma, a presença deste alimento melhorou a eficiência alimentar, ou seja, para a mesma quantidade de matéria seca consumida, a produção de leite aumentou quando se elevou a proporção de palma dieta.</p>
<p>A relação de kg de leite por kg de concentrado variou de <strong>2,92 para a dieta com 0% de palma na dieta, para 3,80 nas dietas com 50% de palma.</strong></p>
<p>No entanto, detectou-se diarreia nas dietas com 50% de palma forrageira como fonte de volumoso, indicando mais uma vez a necessidade de balanceamento de fibra e certo limite para inclusão na dieta dependente da outra fonte de volumoso.</p>
<p>Trabalhos mostram consumo de matéria seca variando entre 1,1 a 1,8% do peso vivo para vacas em lactação, ou seja, uma vaca de 500 Kg consumiria entre 5,5 e 9 Kg de matéria seca de palma forrageira, ou um consumo entre 42 e 90 Kg de matéria natural. Nestes experimentos, mesmos com altos consumos (90 Kg de Palma), não ocorreram problemas de diarreia nas vacas.</p>
<p>Em contrapartida, vacas que consumiram 60 Kg apresentaram algum problema, evidenciando que os malefícios causados pelo fornecimento de palma forrageira não estão relacionados ao alto teor de umidade da palma e sim ao balanceamento da dieta.</p>
<h2>Qual o potencial da palma forrageira?</h2>
<p>A utilização da palma <strong>já é uma realidade em várias regiões do semiárido brasileiro</strong>. No entanto, paradigmas, conservadorismo e falta de adoção de tecnologias inibem a expansão deste alimento para outras regiões.</p>
<p>O conhecimento do real potencial da palma e sua correta utilização através das adequações de fibra e proteína na dieta são de extrema importância a fim de explorar todo o potencial deste alimento.</p>
<p>É importante salientar que os baixos custos da tonelada são conseguidos a partir de sistemas intensivos de plantio, nos quais se alcançam produtividades maiores que 400 toneladas por hectare.</p>
<p>Portanto, pensar que a palma é uma cactácea pouco exigente em fertilidade é um grande erro e a escolha de solos férteis, adubações (orgânica e química) e irrigação devem ser levadas em consideração, uma vez que apresentam excelente resultado.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre palma forrageira para vacas leiteiras</h2>
<h3>Vaca leiteira pode comer palma forrageira?</h3>
<p>Sim. A palma pode fazer parte da alimentação de vacas leiteiras, desde que seja utilizada dentro de uma dieta equilibrada.</p>
<h3>Quais são os benefícios da palma forrageira?</h3>
<p>Entre os principais benefícios estão a adaptação a regiões secas, elevada produção de matéria verde, contribuição para a ingestão de água e presença de carboidratos fermentáveis.</p>
<h3>A palma forrageira pode substituir outros volumosos?</h3>
<p>A palma possui baixo teor de fibra efetiva e, por isso, sua utilização deve ser associada a alimentos que contribuam para o adequado funcionamento do rúmen.</p>
<h3>A palma aumenta a produção de leite?</h3>
<p>O impacto sobre a produção depende do equilíbrio da dieta, do nível produtivo dos animais e da adequação do fornecimento às exigências nutricionais.</p>
<h3>Qual quantidade de palma deve ser fornecida para uma vaca?</h3>
<p>A quantidade depende da composição da dieta, das características dos animais e dos demais alimentos utilizados. Não existe uma recomendação única para todas as propriedades.</p>
<h3>A palma forrageira possui muita água?</h3>
<p>Sim. O elevado teor de água é uma de suas principais características e deve ser considerado na avaliação da quantidade fornecida e do consumo de matéria seca.</p>
<h3>A palma precisa ser associada a outros alimentos?</h3>
<p>Sim. É necessário complementar a dieta principalmente com fontes adequadas de fibra e, conforme as exigências dos animais, proteína e outros nutrientes.</p>
<h2>Transforme alternativas em resultados reais na pecuária leiteira</h2>
<p>A palma forrageira pode ser uma excelente estratégia para garantir alimento de qualidade no semiárido, mas para que essa e outras soluções tragam retorno, é preciso saber como integrá-las a uma gestão eficiente da fazenda.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=palma-forrageira" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende a usar dados para tomar decisões mais assertivas, reduzir custos, aumentar a produtividade e melhorar a rentabilidade da sua produção.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/">Palma forrageira para vacas leiteiras: benefícios, nutrição e como fornecer</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Contagem Bacteriana Total (CBT) no leite: como reduzir?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jun 2018 18:20:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você deseja alcançar uma maior margem de lucro na produção de leite, então cuidar da qualidade do produto é essencial. Mas o que queremos dizer quando falamos sobre qualidade? O leite de qualidade é o produto de ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. O Ministério de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se você deseja <strong>alcançar uma maior margem de lucro na produção de leite</strong>, então cuidar da qualidade do produto é essencial. Mas o que queremos dizer quando falamos sobre qualidade?</p>
<p>O leite de qualidade é o produto de ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas.</p>
<p>O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou em 2018 e 2019 a Instrução Normativa nº 77 com o objetivo de criar novos padrões de qualidade para o leite produzido no Brasil, fixando condições e requisitos mínimos de higiene sanitária para a obtenção e coleta da matéria-prima, produção e comercialização do leite.</p>
<p>Basicamente, o leite, para ser <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/"><strong>caracterizado como de boa qualidade</strong></a>, deve apresentar as seguintes características:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Composição química adequada;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Reduzida <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" rel="noopener">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong>, não podendo ultrapassar a média geométrica trimestral de 500.000 CS/mL de leite;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Baixa contagem de bacteriana total (CBT) com limite de média geométrica trimestral de 300.000 UFC/mL de leite;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ausência de agentes contaminantes (antibióticos, pesticidas, adição de água e sujidades).</li>
</ul>
<p>Os produtores que não se adaptarem às novas normas estão sujeitos a sanções por parte dos laticínios.</p>
<p>A indústria tem adotado programas de “pagamento por qualidade”, com enfoque sobre os teores de gordura e proteína, influenciados pela nutrição, sobre a CCS, principalmente relacionada com a saúde da glândula mamária, e, sobre a CBT, reflexo das condições de higiene na ordenha e armazenamento do leite.</p>
<p>E o que o produtor pode fazer para produzir leite com maior porcentagem de gordura e proteína? Quais práticas podem ser implementadas na fazenda para reduzir a CCS e a CBT do leite, garantindo sua bonificação máxima?</p>
<p>As respostas para essas perguntas envolvem práticas de manejo relacionadas a diferentes segmentos dentro da propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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  });
</script></p>
</div>
<h2>O que é a contagem bacteriana total (CBT)?</h2>
<p>A <strong>CBT</strong> indica a contaminação bacteriana do leite e <strong>reflete a higiene de obtenção e conservação</strong> do mesmo. É expressa em unidades formadoras de colônia por mililitro (UFC/mL).</p>
<p>De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a CBT admitida no leite cru refrigerado é de até <strong>300.000 UFC/mL</strong>, em uma média geométrica trimestral.</p>
<p>As bactérias estão em todos os lugares, como na água, na poeira, na terra, na palha, no capim, nos corpos e pelos das vacas, nas fezes, na urina, nas mãos do ordenhador, nos insetos e em utensílios de ordenha sujos.</p>
<p>As bactérias são classificadas como <strong>patogênicas</strong>, capazes de causar doenças ao homem e deteriorantes, capazes de alterar os componentes do leite, tornando-o impróprio para o consumo e para a indústria.</p>
<h3>Como diminuir a contagem bacteriana total do leite?</h3>
<p>Como as bactérias estão em todos os lugares, o produtor deve adotar as seguintes medidas para que o leite não seja contaminado:</p>
<ul>
<li>Manter a sala ou local de ordenha sempre limpos; usar roupas limpas para ordenhar as vacas;</li>
<li>Utilizar <a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener"><strong>água de boa qualidade</strong></a> (potável);</li>
<li>Lavar as luvas e mantê-las desinfetadas durante a ordenha;</li>
<li>Imergir os tetos em solução desinfetante antes e após a ordenha;</li>
<li>Secar os tetos com um papel toalha descartável por teto;</li>
<li>Lavar os equipamentos e utensílios após cada ordenha com água aquecida, usando os detergentes de acordo com o manual do fabricante dos mesmos;</li>
<li>Trocar borrachas e mangueiras do equipamento de ordenha na frequência recomendada pelo fabricante ou quando ocorrerem rachaduras;</li>
<li>Lavar os tanques de refrigeração, usando água aquecida e detergentes adequados cada vez que o leite for recolhido pelo <a href="https://rehagro.com.br/blog/transporte-de-leite/" rel="noopener"><strong>transportador</strong></a>.</li>
</ul>
<p>Mesmo que o produtor mantenha a máxima higiene na ordenha, alguma contaminação vai ocorrer no leite.</p>
<p>Mas se o leite for <strong>refrigerado imediatamente após a ordenha, isso vai inibir a multiplicação das bactérias</strong> e evitar que o leite seja rapidamente deteriorado.</p>
<p>Por isso, a IN 77 estabelece que o leite deve estar a 4 °C quando estocado em tanques refrigeradores por expansão direta. O tempo máximo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/" rel="noopener">conservação do leite</a></strong> na propriedade deve ser de, no máximo, 48 horas.</p>
<p>Leite de qualidade deve ser uma meta de todo produtor, uma vez que representa benefícios para toda a cadeia produtiva.</p>
<p>Ganha o produtor, que poderá receber mais pelo seu produto, a indústria com a melhoria da matéria-prima e, também, o consumidor, que terá acesso a produtos de melhor qualidade e mais seguros.</p>
<h2>Como alterar a composição do leite?</h2>
<p>A composição média do leite pode variar em função de vários fatores como raça, estágio da lactação, idade do animal, estação do ano, alimentação e a saúde da glândula mamária.</p>
<p>De todos os fatores descritos acima, apenas os dois últimos podem ser <strong>manipulados pelo produtor rural</strong>, alterando a composição do mesmo.</p>
<p>Vários são os componentes do leite. O que se apresenta em maior proporção é a água, em torno de <strong>87,5% do leite,</strong> sendo os demais formados principalmente por gordura, proteína e lactose, todos sintetizados na glândula mamária.</p>
<p>As <strong>proteínas representam entre 3% e 4%</strong> dos sólidos encontrados no leite de vaca. A porcentagem de proteína varia, dentre outros fatores, com a raça e é proporcional à quantidade de gordura.</p>
<p>Isso significa que quanto maior a porcentagem de gordura no leite, maior será a de proteína. O potencial de alteração do teor de proteína do leite por meio da nutrição é modesto, em torno de 0,1 a 0,2 unidades percentuais.</p>
<p>A <strong>gordura é o componente que mais apresenta variação (3-9%)</strong> e pode ser influenciada por uma série de fatores nutricionais que interagem entre si como a quantidade e qualidade da fibra fornecida e a proporção volumoso/concentrado da dieta.</p>
<p>Dessa forma, a <strong>alimentação balanceada e com ingredientes de boa qualidade</strong> podem afetar de forma positiva a porcentagem de gordura e proteína do leite produzido.</p>
<h2>Qual a diferença entre CBT e CCS?</h2>
<p>Embora sejam indicadores relacionados à qualidade do leite, a Contagem Bacteriana Total (CBT) e a Contagem de Células Somáticas (CCS) avaliam aspectos diferentes.</p>
<p>A <strong>CBT está associada principalmente às condições de higiene</strong> durante a ordenha, limpeza dos equipamentos e conservação do leite. Já a <strong>CCS reflete a saúde da glândula mamária</strong>, sendo utilizada como um importante indicador da ocorrência de mastite no rebanho.</p>
<p>Por isso, é possível encontrar propriedades com boa CCS e CBT elevada, ou o contrário. O monitoramento conjunto dos dois indicadores fornece uma visão mais completa da qualidade do leite produzido.</p>
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<h2>Perguntas frequentes sobre Contagem Bacteriana Total (CBT)</h2>
<h3>O que é Contagem Bacteriana Total (CBT)?</h3>
<p>É um indicador que mede a quantidade de bactérias presentes no leite e reflete principalmente as condições de higiene durante a ordenha e o armazenamento.</p>
<h3>O que aumenta a CBT do leite?</h3>
<p>Falhas de limpeza, refrigeração inadequada, equipamentos mal higienizados, água contaminada e problemas na rotina de ordenha são algumas das principais causas.</p>
<h3>Qual a diferença entre CBT e CCS?</h3>
<p>A CBT está relacionada à higiene e conservação do leite, enquanto a CCS indica a saúde da glândula mamária e está associada à mastite.</p>
<h3>Como reduzir a CBT na fazenda?</h3>
<p>Com boas práticas de ordenha, limpeza eficiente dos equipamentos, resfriamento adequado do leite e treinamento da equipe.</p>
<h3>A CBT influencia o pagamento do leite?</h3>
<p>Sim. Muitos laticínios utilizam a CBT como critério para bonificações, descontos e classificação da qualidade do leite.</p>
<h2>Reduza a CBT e aumente seus lucros com uma gestão profissional</h2>
<p>Manter a Contagem Bacteriana Total sob controle vai muito além da higiene: é resultado de uma gestão eficiente em todas as etapas da produção.</p>
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		<title>Cisto folicular em vacas: como identificar e tratar esse problema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 May 2018 18:57:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os problemas reprodutivos mais frequentes em vacas leiteiras, os cistos foliculares merecem atenção especial devido ao impacto que podem causar sobre a fertilidade do rebanho. Animais acometidos por essa condição podem apresentar atraso na prenhez, aumento dos dias em aberto e redução da eficiência reprodutiva, comprometendo diretamente a rentabilidade da atividade. Embora muitas vacas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os problemas reprodutivos mais frequentes em vacas leiteiras, os <strong>cistos foliculares</strong> merecem atenção especial devido ao impacto que podem causar sobre a fertilidade do rebanho.</p>
<p>Animais acometidos por essa condição podem apresentar <strong>atraso na prenhez, aumento dos dias em aberto e redução da eficiência reprodutiva</strong>, comprometendo diretamente a rentabilidade da atividade.</p>
<p>Embora muitas vacas não apresentem sinais evidentes, a identificação precoce dos cistos é fundamental para evitar perdas produtivas e acelerar o retorno dos animais à ciclicidade normal.</p>
<p>Por isso, compreender como os cistos foliculares se desenvolvem e quais estratégias podem ser utilizadas para tratá-los é essencial para melhorar os índices reprodutivos da fazenda.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O que são os cistos foliculares?</h2>
<p><strong>Cistos foliculares são folículos que não ovularam e continuam seu crescimento,</strong> atingindo um diâmetro mínimo de 20 mm, persistindo por pelo menos 10 dias e com ausência de corpo lúteo. Podem ocorrer casos isolados ou múltiplos em um mesmo ovário ou nos dois.</p>
<p>Historicamente, os cistos ovarianos eram associados à ninfomania, ou seja, os animais com presença de cisto apresentavam cios irregulares e muitas vezes constantes, geralmente com manifestação acentuada.</p>
<p>Atualmente, o que se vê com maior frequência são animais que não apresentam comportamento estral e têm a patologia identificada no exame ginecológico para diagnóstico de gestação ou avaliação rotineira de animais vazios.</p>
<p>Os cistos são formados devido a <strong>falhas no processo fisiológico de regulação da ovulação</strong>, que envolve uma comunicação hormonal entre hipotálamo, hipófise (pituitária) e ovários, chamado eixo reprodutivo:</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44189 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/05/cistos-foliculares-vacas.webp" alt="Eixo reprodutivo dos bovinos" width="200" height="310" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/05/cistos-foliculares-vacas.webp 200w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/05/cistos-foliculares-vacas-194x300.webp 194w" sizes="auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Eixo reprodutivo dos bovinos. (Fonte: adaptado de Anais XV Novos Enfoques)</span></p>
<p>Nas vacas císticas, o estradiol não consegue estimular o hipotálamo a liberar GnRH e, consequentemente, não há pico de LH e ovulação.</p>
<p>A <strong>maioria dos animais com presença de cistos apresenta concentrações anormais de progesterona na circulação sanguínea</strong>, o que provavelmente interfere na capacidade do estradiol estimular o hipotálamo a liberar GnRH.</p>
<p>Em animais com presença de cistos foliculares e concentrações anormais de progesterona, é comum o aparecimento de novos cistos, que muitas vezes substituem os cistos mais velhos. A esse fenômeno dá-se o nome de<em> “turnover”. </em>Para a eliminação dos cistos é interessante eliminar o <em>turnover</em> entre eles.</p>
<p>Pesquisas apontam que em vacas císticas existem células produtoras de progesterona na parede folicular, o que leva aos níveis anormais de progesterona na circulação e consequente formação dos novos cistos. Porém, a origem do primeiro cisto ainda não está completamente definida.</p>
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<h2>Como os cistos foliculares afetam a reprodução?</h2>
<p>O principal impacto dos cistos foliculares está na <strong>interrupção do ciclo reprodutivo normal da vaca</strong>.</p>
<p>Como o folículo não ovula, não ocorre a formação do corpo lúteo e, consequentemente, a vaca deixa de seguir o padrão fisiológico esperado para uma nova concepção.</p>
<p>Na prática, isso significa aumento dos dias em aberto, prolongamento do período de serviço e maior intervalo entre partos. Em rebanhos leiteiros, essas alterações reduzem a eficiência reprodutiva e podem gerar prejuízos econômicos significativos ao longo do tempo.</p>
<p>Quanto mais cedo a condição for identificada e corrigida, menores tendem a ser os impactos sobre os resultados da fazenda.</p>
<h2>Quais vacas apresentam maior risco de desenvolver cistos foliculares?</h2>
<p>Embora a causa inicial dos cistos foliculares ainda não seja completamente compreendida, alguns fatores estão frequentemente associados ao aumento da sua ocorrência.</p>
<p>Entre eles estão:</p>
<ul>
<li>Vacas de alta produção leiteira;</li>
<li>Balanço energético negativo no pós-parto;</li>
<li>Doenças uterinas;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/">Retenção de placenta</a></strong>;</li>
<li>Distúrbios metabólicos;</li>
<li>Estresse;</li>
<li>Falhas na retomada da atividade ovariana após o parto.</li>
</ul>
<p>Essas condições <strong>podem interferir no funcionamento normal do eixo reprodutivo</strong> e favorecer alterações hormonais associadas ao desenvolvimento dos cistos.</p>
<h2>Como tratar os cistos foliculares?</h2>
<p><strong>Atualmente, não é possível prevenir a ocorrência de cistos foliculares,</strong> uma vez que não se conhece exatamente os fatores envolvidos na sua formação inicial.</p>
<p>Dessa forma, a melhor maneira de reduzir os prejuízos causados pela ocorrência dessa condição anovulatória nas vacas de leite é identificar e tratar os cistos o mais cedo possível.</p>
<p>A avaliação reprodutiva periódica das vacas permite uma identificação das estruturas císticas, facilitando a tomada de decisão quanto ao tratamento a ser empregado para eliminação da condição.</p>
<p>O tratamento dos cistos ovarianos normalmente é baseado na administração de GnRH, que elimina a capacidade funcional do cisto. Para se evitar a formação de um novo cisto após a administração de GnRH, é interessante a aplicação de prostaglandina F2α, que elimina as células produtoras de progesterona.</p>
<p>Também é indicado administração de uma nova dose de GnRH ou Estradiol, que induz a uma nova ovulação. Em resumo, para o tratamento de cistos foliculares indica-se a utilização de um protocolo de sincronização de ovulação.</p>
<p>A ocorrência de cistos foliculares se tornou comum nos rebanhos atuais, principalmente nos animais mais especializados para a produção de leite. Seu maior impacto econômico está no aumento dos dias em aberto do animal, com aumento do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/" rel="noopener">período de serviço</a></strong> e consequente aumento no intervalo entre partos.</p>
<p>A <strong>identificação precoce e o tratamento da patologia</strong> são as melhores formas de <strong>reduzir o impacto da ocorrência dos cistos</strong> nos animais produtores de leite.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44190 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/05/cistos-foliculares-vacas-1.webp" alt="Exemplo de protocolo tipo Ovsynch" width="487" height="229" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/05/cistos-foliculares-vacas-1.webp 487w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/05/cistos-foliculares-vacas-1-300x141.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/05/cistos-foliculares-vacas-1-370x174.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/05/cistos-foliculares-vacas-1-270x127.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 487px) 100vw, 487px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Exemplo de protocolo tipo Ovsynch</span></p>
<h2>Perguntas frequentes sobre cistos foliculares em vacas leiteiras</h2>
<h3>O que é um cisto folicular?</h3>
<p>É um folículo que não ovulou, continua crescendo e permanece no ovário por período prolongado sem formação de corpo lúteo.</p>
<h3>Quais são os sintomas dos cistos foliculares?</h3>
<p>Algumas vacas podem apresentar cio irregular ou repetido, enquanto outras permanecem sem manifestação de cio. Muitas vezes o diagnóstico ocorre durante exames reprodutivos de rotina.</p>
<h3>Cistos foliculares impedem a prenhez?</h3>
<p>Sim. Como interferem na ovulação normal, os cistos podem atrasar a concepção e aumentar os dias em aberto.</p>
<h3>Como é feito o tratamento dos cistos foliculares?</h3>
<p>O tratamento geralmente envolve protocolos hormonais com GnRH e prostaglandina, buscando restabelecer a atividade ovariana normal.</p>
<h3>É possível prevenir os cistos foliculares?</h3>
<p>Não existe uma estratégia de prevenção totalmente eficaz, mas o controle de doenças pós-parto, manejo nutricional adequado e acompanhamento reprodutivo ajudam a reduzir riscos.</p>
<h2>Recupere a saúde reprodutiva do rebanho e aumente a produção</h2>
<p>O cisto folicular pode comprometer a reprodução, atrasar prenhezes e gerar prejuízos significativos. Saber identificar e corrigir o problema de forma eficiente é essencial para manter a produtividade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=cistos-foliculares" target="_blank" rel="noopener">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática, a prevenir e tratar desafios reprodutivos, aliando manejo, nutrição e gestão para garantir mais lucro na produção de leite.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/cistos-foliculares/">Cisto folicular em vacas: como identificar e tratar esse problema</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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