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	<title>bovinos leiteiros Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>bovinos leiteiros Archives | Rehagro Blog</title>
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	<item>
		<title>Ruminite: o que é e como afeta a saúde do rebanho?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ruminite-o-que-e-e-como-afeta-a-saude-do-rebanho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 13:18:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[rúmen]]></category>
		<category><![CDATA[saúde ruminal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ruminite é uma das principais doenças digestivas que afetam bovinos leiteiros, especialmente aqueles submetidos a dietas ricas em concentrados e pobres em fibra efetiva. Essa condição inflamatória do epitélio ruminal compromete a absorção de nutrientes, reduz a produtividade dos animais e pode levar a complicações graves, como abscessos hepáticos. Neste artigo, exploraremos os principais [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ruminite-o-que-e-e-como-afeta-a-saude-do-rebanho/">Ruminite: o que é e como afeta a saúde do rebanho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>ruminite</strong> é uma das principais doenças digestivas que afetam bovinos leiteiros, especialmente aqueles submetidos a dietas ricas em concentrados e pobres em fibra efetiva.</p>
<p>Essa condição inflamatória do epitélio ruminal <strong>compromete a absorção de nutrientes, reduz a produtividade dos animais e pode levar a complicações graves</strong>, como abscessos hepáticos.</p>
<p>Neste artigo, exploraremos os principais aspectos da ruminite, seus impactos no desempenho dos rebanhos leiteiros e estratégias de prevenção e manejo nutricional.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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<h2>O que é a ruminite?</h2>
<p>A ruminite é um processo inflamatório do <strong>epitélio ruminal</strong> e dos tecidos subjacentes deste órgão e que geralmente é causada por desequilíbrios na dieta.</p>
<p>Na análise macroscópica <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/"><i>post mortem</i></a></strong> a ruminite é caracterizada pela presença de mucosa hiperêmica, hemorrágica ou ulcerada em consequência do baixo pH ruminal no saco ventral do rúmen ocasionado pela produção excessiva de ácidos graxos voláteis (AGVs) e ácido lático.</p>
<p>O rúmen possui uma microbiota equilibrada que fermenta os alimentos e libera energia para o animal. No entanto, alterações bruscas na dieta podem levar ao crescimento excessivo de bactérias produtoras de ácido lático, como Streptococcus bovis e Lactobacillus spp., que agravam a acidificação do ambiente ruminal e iniciam o processo inflamatório.</p>
<p>Além disso, a inflamação prolongada <strong>pode reduzir a capacidade do epitélio ruminal de se regenerar adequadamente</strong>, agravando ainda mais os danos ao sistema digestivo do animal.</p>
<h3>Existe relação da ruminite com a paraqueratose ruminal?</h3>
<p>A paraqueratose ruminal é uma condição caracterizada pelo espessamento anormal do epitélio do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, resultante da exposição prolongada a um ambiente ácido.</p>
<p>Esse distúrbio está intimamente relacionado à ruminite, pois ambas as patologias compartilham a mesma etiologia: dietas ricas em carboidratos de rápida fermentação e baixa fibra efetiva.</p>
<p>Quando a ruminite se instala, <strong>a inflamação da mucosa do rúmen leva a um processo de cicatrização que pode resultar na</strong> <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hiperqueratose-em-vacas-leiteiras/">hiperqueratinização</a></strong> do epitélio. Esse espessamento reduz a capacidade de absorção dos ácidos graxos voláteis, agravando ainda mais a ineficiência alimentar do animal.</p>
<p>Além disso, a paraqueratose cria um ambiente propício para a colonização bacteriana e a formação de abscessos hepáticos, um dos desdobramentos mais graves da ruminite crônica.</p>
<p>Vacas leiteiras acometidas por esses distúrbios frequentemente apresentam redução na ingestão alimentar devido ao desconforto associado às lesões ruminais. Esse fator, aliado à baixa absorção de nutrientes, compromete a produção de leite e afeta negativamente o metabolismo do animal, podendo levar a perda significativa de peso e menor eficiência reprodutiva.</p>
<p>Portanto, a prevenção da ruminite também é essencial para <strong>evitar a instalação da paraqueratose ruminal</strong>, reforçando a necessidade de um manejo nutricional adequado e monitoramento constante da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong>.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36932" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1.jpg" alt="Avaliação do rúmen de bovinos" width="770" height="692" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1.jpg 770w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-300x270.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-768x690.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-370x333.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-335x300.jpg 335w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-270x243.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-334x300.jpg 334w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-740x665.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-150x135.jpg 150w" sizes="(max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Avaliação macroscópica do rúmen de bovinos e classificação de acordo com o grau de lesão diagnosticada no exame post mortem. A) rúmen sem lesão. B) rúmen hiperêmico. C) rúmen ulcerado. D) rúmen com hiperqueratose. Fonte: Viana, 2022. </span></p>
<h2>Quais são as causas da ruminite?</h2>
<p>A ruminite está diretamente relacionada ao manejo alimentar inadequado, onde podemos citar como as principais causas:</p>
<h3>1. Dietas ricas em concentrado e pobres em fibra</h3>
<p>O fornecimento excessivo de <strong>concentrados sem a devida quantidade de fibra efetiva</strong> reduz a mastigação e a produção de saliva, a qual possui bicarbonato e atua como tampão natural para o pH do rúmen.</p>
<p>Dessa forma, o grau da inflamação e de lesão vai depender do grau da acidose que gerou o quadro e de qual foi o tempo em que o rúmen sofreu os danos da redução excessiva de pH.</p>
<h3>2. Acidose ruminal subclínica e crônica</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose</a></strong> é considerada a principal causa associada à ruminite. Em casos subclínicos, a queda do pH ocorre de forma intermitente, gerando inflamação crônica da mucosa ruminal, reduzindo a capacidade de absorção de ácidos graxos voláteis (AGVs).</p>
<p>A acidose crônica também está associada a outras complicações metabólicas, como a redução na função imunológica dos animais e o aumento da suscetibilidade a infecções.</p>
<h3>3. Alteração brusca na dieta</h3>
<p><strong>Mudanças rápidas na alimentação</strong>, como a introdução abrupta de grãos na dieta, dificultam a adaptação da microbiota ruminal, favorecendo a acidificação do meio e o desenvolvimento da ruminite. A adaptação gradual à dieta é essencial para manter um ambiente ruminal saudável e funcional.</p>
<h3>4. Baixa ingestão de forragem de qualidade</h3>
<p>Forragens de baixa qualidade, com baixa taxa de digestibilidade, não estimulam adequadamente a ruminação e a salivação, contribuindo para a redução do pH ruminal. Além disso, dietas com forragem insuficiente podem afetar a motilidade do rúmen, comprometendo a eficiência digestiva e resultando em um maior risco de acidose e ruminite.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Qual a relação da ruminite com a dieta de alta energia?</h2>
<p>Vacas que possuem um <strong>desafio nutricional mais intenso são mais predispostas a quadros de acidose ruminal</strong>. Nestes casos as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dietas</a></strong> altamente energéticas aumentam a fermentação e ocorre uma grande produção de AGVs (propiônico e lático principalmente) e o pH que normalmente fica entre 5,5 a 6,5 cai gradativamente de acordo com o grau da acidose.</p>
<p>Essa mudança provoca uma <strong>disbiose na microbiota ruminal e redução da proteção mucosa do epitélio</strong>, predispondo a danos químicos decorrentes da inflamação e acidez.</p>
<p>Esse desequilíbrio favorece o crescimento de fungos e principalmente bactérias prejudiciais para o animal que irão causar lesão do tecido epitelial tais como<i> Fusobacterium necrophorum</i> e <i>Trueperella pyogenes. </i></p>
<p>Os próprios agentes patogênicos envolvidos no processo causam irritação do tecido epitelial além de liberar endotoxinas e lipopolissacarídeos que irão gerar a inflamação e lesão local e surgimento da paraqueratose.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36933" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2.jpg" alt="Eventos resultantes da acidose ruminal" width="687" height="646" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2.jpg 687w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-300x282.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-370x348.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-270x254.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-319x300.jpg 319w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-150x141.jpg 150w" sizes="(max-width: 687px) 100vw, 687px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Sequência de eventos resultantes da acidose ruminal após ingestão de grande quantidade de concentrado. Fonte: Adaptado de Nocek, 1997.</span></p>
<h2>Principais impactos da ruminite</h2>
<p>A ruminite tem um impacto significativo na produtividade dos rebanhos, podendo resultar em:</p>
<h3>Lesões no rúmen</h3>
<p>A inflamação causa danos na mucosa ruminal, como ulcerações e necrose (morte do tecido).</p>
<p>Pode levar à paraqueratose ruminal, que é o espessamento e endurecimento da parede do rúmen, dificultando a absorção de nutrientes.</p>
<h3>Redução na eficiência digestiva</h3>
<p>Com a mucosa do rúmen comprometida, a capacidade de digestão e absorção de nutrientes é reduzida.</p>
<h3>Queda na produção de leite</h3>
<p>A redução na absorção de nutrientes e no aproveitamento da energia pelos animais leva a uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong>, comprometendo a rentabilidade da propriedade. Vacas leiteiras necessitam de um rúmen saudável para otimizar a conversão alimentar e garantir uma produção eficiente ao longo da lactação.</p>
<h3>Impacto no bem-estar</h3>
<p>O desconforto gerado pela ruminite compromete o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar dos animais</a></strong>, levando a dor crônica e alterações no comportamento alimentar. Vacas que sentem desconforto tendem a reduzir a ingestão de alimentos, agravando ainda mais as consequências metabólicas da doença.</p>
<h3>Comprometimento do sistema imunológico</h3>
<p>Animais com ruminite crônica podem ter seu sistema imunológico enfraquecido, tornando-os mais suscetíveis a outras infecções e doenças.</p>
<h2>Sinais clínicos da ruminite</h2>
<p>Os sinais clínicos do animal com ruminite não são específicos da doença mas de forma geral vão levar o animal a quedas de desempenho. Geralmente os sinais apresentados por um animal com ruminite podem ser:</p>
<ol>
<li><strong>Redução no apetite e perda de peso</strong>: Um dos primeiros sinais é a perda de interesse na alimentação, especialmente em rações concentradas. A incapacidade de digerir e absorver nutrientes adequadamente leva ao emagrecimento progressivo do animal.</li>
<li><strong>Diminuição da produção de leite</strong>: Em vacas leiteiras, a produção de leite pode cair drasticamente devido à má absorção de nutrientes e ao desconforto digestivo.</li>
<li><strong>Comportamento de desconforto abdominal</strong>: Animais com ruminite podem apresentar sinais de desconforto abdominal, como inquietação e arqueamento do dorso.</li>
<li><strong>Fezes anormais</strong>: As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong> podem se tornar mais líquidas ou conter restos de alimentos mal digeridos, indicando uma digestão inadequada.</li>
<li><strong>Diminuição da ruminação</strong>: A ruminação (mastigação do bolo alimentar) pode diminuir ou parar completamente.</li>
</ol>
<h3>Existe relação com a formação de abcessos hepáticos?</h3>
<p>A inflamação decorrente dos quadros de acidose promove o <strong>recrutamento de leucócitos no rúmen</strong>, sendo estes responsáveis pela liberação de substâncias vasodilatadoras como a histamina.</p>
<p>Essa vasodilatação do epitélio associada com a redução do muco protetor da mucosa facilita que as bactérias piogênicas passem para a corrente sanguínea assim como as endotoxinas produzidas por elas num processo chamado de translocação bacteriana.</p>
<p>Estes microrganismos tendem a se instalar em regiões muito vascularizadas como o fígado e dessa forma causando a formação de abscessos (agregados de células mortas, bactérias e leucócitos).</p>
<h2>Como prevenir a ruminite no rebanho?</h2>
<p>A principal forma de prevenir a ruminite é via dieta tendo como princípio o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">balanceamento dos níveis de energia e proteína de acordo com a categoria</a></strong>. Para isso, existem alguns cuidados importantes como:</p>
<ul>
<li>Balanceamento do teor de fibra na dieta;</li>
<li>Adaptação dos animais a dietas densamente energéticas;</li>
<li>Monitoramento constante de dieta.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A ruminite é uma doença multifatorial que <strong>afeta a saúde e o desempenho dos rebanhos leiteiros</strong>. Sua relação com a paraqueratose ruminal reforça a importância de um manejo nutricional adequado, prevenindo desequilíbrios metabólicos e garantindo a longevidade produtiva dos animais.</p>
<p>A adoção de estratégias como a manutenção do pH ruminal, a oferta de fibra de qualidade e a monitorização constante são essenciais para evitar prejuízos e promover o bem-estar animal. Investir no equilíbrio nutricional adequado dos bovinos é fundamental para garantir <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">eficiência produtiva e sustentabilidade no setor leiteiro</a></strong>.</p>
<h2>Saúde ruminal em dia para mais eficiência e produtividade</h2>
<p>A ruminite compromete a digestão, reduz a eficiência alimentar e pode impactar diretamente a produção de leite.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a prevenir e manejar distúrbios digestivos, alinhando nutrição, manejo e gestão para garantir mais saúde, desempenho e lucro no rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autor: Gabriel Murta &#8211; Equipe Rehagro Leite</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Neto A. F. G.. RUMINITE, ABSCESSOS HEPÁTICOS E ENFERMIDADES PODAIS EM BOVINOS: avaliação dos achados após o abate. UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE VETERINÁRIA E ZOOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL. GOIÂNIA 2018.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Carrara T. V., Locatelli L. , Oliveira C. A. , Millen D. D.. Distúrbios digestivos em bovinos alimentados com dietas de altos teores de energia. VII SIMPÓSIO DE CIÊNCIAS DA UNESP – DRACENA 2011.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Viana P. R. L.. Descrição macroscópica e microscópica das lesões ruminais em bovinos confinados. 2022, Cienc. Anim. Bras., V23, e-73109P.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Filho A. D. F. N.. ACIDOSE RUMENAL BOVINA. UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE VETERINÁRIA E ZOOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL. GOIÂNIA 2011.</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ruminite-o-que-e-e-como-afeta-a-saude-do-rebanho/">Ruminite: o que é e como afeta a saúde do rebanho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Teste de OPG: quando e como adotar essa prática na fazenda?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/teste-de-opg/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/teste-de-opg/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 13:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>OPG é a sigla comumente usada para abreviar “Ovos por grama”, essa é uma técnica utilizada em exames coproparasitológicos. O teste de OPG tem como objetivo quantificar ovos de parasitas em amostras de fezes dos animais, quando realizada em complemento ao exame clínico é a forma mais relevante de diagnóstico de parasitas gastrointestinais em ruminantes. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/teste-de-opg/">Teste de OPG: quando e como adotar essa prática na fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>OPG é a sigla comumente usada para abreviar “Ovos por grama”, essa é uma <strong>técnica utilizada em exames coproparasitológicos</strong>.</p>
<p>O teste de OPG tem como objetivo <strong>quantificar ovos de parasitas em amostras de fezes</strong> dos animais, quando realizada em complemento ao exame clínico é a forma mais relevante de diagnóstico de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gastroenterite-verminotica-em-bovinos-leiteiros/">parasitas gastrointestinais</a></strong> em ruminantes.</p>
<p>Em seguida vamos explorar o que avaliamos com esse exame, quando optar por adotar OPG na propriedade, os métodos de OPG e como montar um calendário estratégico para o monitoramento.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que podemos avaliar a partir desse exame?</h2>
<p>O OPG permite a quantificação de ovos por grama na amostra de fezes e assim <strong>conhecer a carga parasitária</strong>, o que é interessante para podermos elaborar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/quando-vermifugar-os-bovinos/">calendários de vermifugação</a></strong> e fazer o manejo racional de vermífugos em animais com alta infestação, dessa forma evitamos o uso excessivo de medicamento, diminuindo riscos de resistência parasitária e o custo com medicação.</p>
<p>Além disso, é conhecido que o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar</a></strong> é essencial para uma boa produção e desenvolvimento animal, e monitorar o rebanho com OPG é uma forma de identificar e intervir precocemente, evitando o estresse causado por infecções parasitárias, a competição por nutrientes entre parasita e hospedeiro e assim colaborar para saúde geral do animal.</p>
<p>Outra forma de utilizar o OPG é para verificar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficacia-dos-tratamentos-bovinos/">eficácia dos tratamentos</a></strong> aplicados anteriormente, a fim de entender se há necessidade de trocar o princípio ativo do medicamento ou se o protocolo está adequado ao desafio da propriedade.</p>
<h2>Quando devemos optar pela realização do OPG na fazenda<span style="font-weight: 400;">?</span></h2>
<p>O teste de OPG traz diversas vantagens para a propriedade, como <strong>reduzir o uso indiscriminado de medicamentos</strong>, evitando resistência parasitária e diminuindo os custos. Podemos optar por realizar OPG na fazenda para reduzir o estresse parasitário dos animais e melhorar a saúde geral do rebanho.</p>
<p>O monitoramento contínuo permite o diagnóstico e tratamento precoce dos animais com alta carga <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">parasitária</a></strong>. Além disso, realizar o OPG na fazenda reduz os custos com transporte de amostras, análise laboratorial e retorna o resultado imediatamente, facilitando a logística.</p>
<p>Por último, com os resultados do OPG é possível montar um calendário de vermifugação a fim de tratar de forma estratégica os lotes com alta carga parasitária.</p>
<h2>Como fazer o teste de OPG?</h2>
<p>O teste de OPG pode ser feito por diversas técnicas, com a câmara de McMaster, exame direto de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong>, técnica de flutuação de Willis, entre outros.</p>
<p>A seguir iremos entender o passo a passo de uma adaptação da técnica de McMaster para realização de OPG na propriedade.</p>
<ol>
<li><strong>Material necessário para realizar o OPG</strong></li>
<li><strong>Coleta de material</strong>: deve ser coletada uma amostra de fezes diretamente do reto do animal por meio de estímulo delicado. É necessária a utilização de luvas. O material deve ser coletado em saco plástico identificado com número e lote do animal, o qual deve ser amarrado com a menor quantidade de ar possível. A análise deve ser feita o quanto antes, mas o material pode ser refrigerado em geladeira ou em isopor com gelo reutilizável para posteriormente ser analisado.</li>
<li><strong>Na leitura devemos nos</strong> <strong>atentar em multiplicar a quantidade de ovos por 100</strong> no caso de <i>Estrongilídeos, Strongyloide, Eimeria sp ou Trichuris</i>. Se o agente encontrado for <i>Moniezia</i> não é necessário quantificar, tratamos com positivo para <i>Moniezia</i><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-36472 size-full" title="Guia prático - Teste de OPG" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg.jpg" alt="Guia prático para teste de OPG" width="1654" height="1165" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg.jpg 1654w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-300x211.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-1024x721.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-768x541.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-1536x1082.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-370x261.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-270x190.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-740x521.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/teste-pratico-opg-150x106.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1654px) 100vw, 1654px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Yumi Taguti</span></p>
<h2>Como construir um cronograma estratégico de monitoramento utilizando o OPG?</h2>
<p>Podemos usar um cronograma de monitoramento por OPG para <strong>identificar a carga parasitária, estabelecer e garantir efetividade de tratamento</strong> e, assim, aumentar a produtividade do rebanho.</p>
<p>É recomendado coletar amostras de 20% a 30% dos animais de cada categoria quando não for possível realizar em todos. O primeiro passo é estabelecer a frequência:</p>
<ul>
<li><strong>Rebanhos com alta infestação</strong> = é interessante que seja realizado pelo menos um OPG por mês.</li>
<li><strong>Rebanhos com histórico de baixo desafio</strong> = podemos adotar o monitoramento trimestral, dessa forma evitamos surtos e podemos adequar uma estratégia de vermifugação adequada.</li>
</ul>
<p>A coleta e a análise das amostras devem ser feitas por colaboradores capacitados para obtenção de um resultado confiável. Além disso, ressalta-se a importância de registros dos resultados e tratamentos para que seja possível identificar padrões de infestação na propriedade.</p>
<p>No OPG iremos <strong>tratar apenas os animais com alta carga parasitária</strong><span style="font-weight: 400;"> e após o tratamento, entre 7 e 21 dias dependendo do princípio ativo usado, é indicado realizar um novo OPG para avaliar a eficácia da vermifugação, quando menor que 90% podemos estrategicamente trocar o vermífugo. </span></p>
<h2>Sanidade em foco para mais produtividade e rentabilidade no leite</h2>
<p>O teste de OPG é uma ferramenta essencial para o controle estratégico de verminoses, protegendo a saúde do rebanho e garantindo melhor desempenho produtivo.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a integrar diagnóstico, manejo sanitário e gestão para obter resultados consistentes e lucrativos na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34452" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti.jpg" alt="Yumi Taguti - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Instruções para coleta e envio de material para exame parasitológico de fezes -OPG e coprocultura para ruminantes. [s.l: s.n.]. Disponível em: &lt;https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/228610/4/CO64.pdf&gt;.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">MARCELO BELTRÃO MOLENTO et al. Exames coproparasitológicos em ruminantes uma abordagem espaço-temporal. Revista Brasileira de Buiatria, 1 jan. 2021.‌</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">BRESSAN, M. Práticas de manejo sanitário em bovinos de leite. [s.l: s.n.].‌</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">ANTONELLO, A. et al. Ciência Rural. n. 5, p. 1227–1230, 2010.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">‌MARGARETH, L.; PEGORARO, C. [s.l: s.n.]. Disponível em: &lt;https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/202288/1/Biosseguridade-Propriedade-Leiteira.pdf&gt;.</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/teste-de-opg/">Teste de OPG: quando e como adotar essa prática na fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Botulismo em rebanhos leiteiros: como lidar com essa ameaça silenciosa?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/botulismo-em-rebanhos-leiteiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2025 13:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabemos que na atualidade o botulismo ainda continua sendo uma ameaça dentro da pecuária leiteira. É um problema capaz de gerar grandes impactos na saúde, na produtividade dos animais e também no bolso do produtor. A preocupação crescente com o botulismo está intimamente relacionada com a intensificação da produção e alterações nos manejos, o que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos que na atualidade o <strong>botulismo</strong> ainda continua sendo uma ameaça dentro da pecuária leiteira. É um problema capaz de gerar grandes impactos na saúde, na produtividade dos animais e também no bolso do produtor.</p>
<p>A preocupação crescente com o botulismo está intimamente relacionada com a <strong>intensificação da produção e alterações nos manejos</strong>, o que tornou o sistema cada vez mais dependente de alimentos conservados.</p>
<p>Ao longo deste texto vamos entender melhor que é o botulismo, seu agente etiológico e sua fisiopatologia e quais os principais fatores de risco na atualidade. Além disso, vamos discutir sobre os sinais clínicos, tratamento e também como é possível trabalhar na prevenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que é o botulismo?</h2>
<p>Botulismo é uma grave doença neuromuscular caracterizada pela <strong>paralisia muscular flácida generalizada</strong>, que pode levar à morte dos animais acometidos. Essa condição é causada pela exposição a neurotoxinas botulínicas produzidas por bactérias do gênero <i>Clostridium</i>, especialmente <i>Clostridium botulinum</i>.</p>
<p>O botulismo pode afetar tanto humanos quanto animais, mas se manifesta de forma mais agressiva em animais, <strong>refletindo em uma alta taxa de mortalidade</strong> e resultando em prejuízos econômicos significativos.</p>
<p>As neurotoxinas botulínicas mais associadas ao botulismo humano são dos tipos A, B, E e F, enquanto no caso dos animais, as neurotoxinas B, C e D, e suas formas mosaicas C/D e D/C, são as principais responsáveis.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os fatores de risco na atualidade?</h2>
<p>Na atualidade os principais fatores de risco estão relacionados com a intensificação da produção, e dentre esses fatores podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Alimentos mal conservados</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">Silagens</a></strong>, fenos ou quaisquer outros alimentos armazenados de forma inadequada podem ser contaminados pela <i>Clostridium botulinum</i>. Além dessa má conservação é importante ressaltar a possibilidade de contaminação via carcaça de pequenos animais, como aves e roedores, que acessam com facilidade os alimentos. Nos bovinos, esse é o fator de risco mais comum de provocar botulismo.</li>
<li><strong>Deficiências nutricionais</strong>: A deficiência, especialmente do fósforo, pode ser um fator contribuinte para o botulismo devido ao que chamamos de comportamento compensatório dos animais, onde os animais desenvolvem hábitos alternativos de buscar esse <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">mineral</a></strong> no ambiente, o que eleva o risco de ingestão de materiais contaminados.</li>
<li><strong>Inadequado manejo de carcaças</strong>: Presença de carcaças de animais no ambiente de acesso dos animais, como em pastagens ou locais de armazenamento de alimentos pode contribuir para a contaminação. Quando essas carcaças são expostas em áreas de pastagem, um ambiente muito benéfico para o crescimento da bactéria é criado, pois estará ocorrendo o processo de decomposição. Aliado com o fator citado acima, aqueles animais em deficiência de fósforo podem consumir os restos dessas carcaças que detém a presença da bactéria e também da toxina.</li>
</ul>
<h2>Qual o agente etiológico do botulismo?</h2>
<p>O botulismo é causado pela <i>Clostridium botulinum</i>, uma bactéria anaeróbia, Gram-positiva e em forma de bastonete, pertencente ao gênero <i>Clostridium</i>. Essa bactéria é capaz de <strong>formar esporos</strong> e tem uma ampla variação de tamanho, que pode variar de 1,6 a 22 μm de comprimento e 0,5 a 2 μm de largura.</p>
<p>A característica mais notável do <i>C. botulinum</i> é sua capacidade de <strong>sintetizar a neurotoxina botulínica (BoNT)</strong>, sendo ela a principal responsável pelos efeitos do botulismo.</p>
<p>O gênero <i>Clostridium</i> inclui cerca de 200 espécies, das quais aproximadamente quinze são capazes de produzir toxinas que causam doenças em humanos e animais. <i>C. botulinum</i> é geneticamente diverso e pode ser classificado em três grupos principais com base em suas características bioquímicas, especialmente suas capacidades proteolíticas.</p>
<ul>
<li><strong>Grupo I</strong> = É composto por cepas proteolíticas.</li>
<li><strong>Grupo II e III</strong> = São formados por cepas não proteolíticas.</li>
</ul>
<p>Além disso, outras espécies do gênero <i>Clostridium</i>, como <i>C. argentinense</i> (grupo IV), <i>C. baratii</i> (grupo V) e <i>C. butyricum</i> (grupo VI), também podem produzir neurotoxinas botulínicas.</p>
<p>Em sua forma vegetativa, o <i>C. botulinum</i> é flagelado e móvel, o que facilita sua disseminação em ambientes favoráveis. Seu metabolismo é do tipo quimiorganotrófico, ou seja, <strong>utiliza compostos orgânicos como fonte de energia</strong>, gerando como produtos finais ácidos acético, butírico e propiônico.</p>
<p>O <i>C. botulinum</i> e outras espécies do gênero possuem um metabolismo estritamente anaeróbio, embora algumas cepas possam tolerar baixos níveis de oxigênio.</p>
<p>Devido a essas características metabólicas, essas bactérias desempenham um papel significativo na degradação da matéria orgânica.</p>
<h2>Qual a fisiopatologia da doença?</h2>
<p>A fisiopatologia do botulismo envolve a <strong>absorção sistêmica da neurotoxina</strong> produzida pela bactéria a partir do trato gastrointestinal.</p>
<p>Após a ingestão, a toxina botulínica circula na corrente sanguínea em concentrações extremamente baixas, dificultando sua detecção. Assim, a toxina é absorvida por receptores específicos na placa motora terminal, comprometendo a transmissão do impulso elétrico entre o nervo e o músculo. Esse bloqueio é mediado pela ligação da toxina à vesícula de acetilcolina, impedindo a sinalização neuromuscular e resultando em paralisia flácida.</p>
<p>A manifestação dos sinais clínicos depende da dose de toxina ingerida. Pequenas doses podem atrasar o aparecimento dos sintomas em até 10 dias, enquanto grandes quantidades podem levar à morte em poucas horas. Os esporos de <i>Clostridium botulinum</i> podem permanecer viáveis por anos, mas só produzem toxinas em condições anaeróbicas adequadas, como em forragens mal fermentadas com pH acima de 4,5.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36453" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1.jpg" alt="Ciclo epidemiológico de Clostridium botulinum" width="784" height="439" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1.jpg 784w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-300x168.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-768x430.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-370x207.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-270x151.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-740x414.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-1-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 784px) 100vw, 784px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Ciclo epidemiológico de <i>Clostridium botulinum. </i>Fonte: Adaptado de MEURENS et al. (2023)</span></p>
<h2>Quais os sinais clínicos da doença?</h2>
<p>Os sinais clínicos do botulismo variam conforme a espécie afetada e a forma da doença. Em geral, <strong>a intoxicação por BoNT resulta em paralisia flácida</strong> que pode afetar diversos sistemas, incluindo o sistema nervoso periférico. Em bovinos, os sinais incluem:</p>
<ul>
<li>Dificuldade de movimentação;</li>
<li>Paralisia dos músculos respiratórios;</li>
<li>Em casos graves, morte por insuficiência respiratória.</li>
</ul>
<p>A sintomatologia da doença é sugestiva, mas não específica, o que torna a confirmação do diagnóstico um desafio.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36454" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2.jpg" alt="Novilha em decúbito lateral permanente e apresentando paralisia flácida" width="569" height="324" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2.jpg 569w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2-300x171.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2-370x211.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2-270x154.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/botulismo-leite-2-150x85.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 569px) 100vw, 569px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Novilha em decúbito lateral permanente e apresentando paralisia flácida. Fonte: PINNA et al. (2023)</span></p>
<p>Para confirmar o botulismo, utilizam-se duas principais estratégias laboratoriais:</p>
<p><strong>1. Detecção direta da toxina</strong>: é feita através de métodos como o bioensaio em camundongos (MBA), sendo ele considerado o padrão-ouro por sua alta sensibilidade. No entanto, o MBA possui limitações significativas, incluindo questões éticas e um tempo de espera prolongado para os resultados.</p>
<p>Métodos alternativos, como os testes ELISA e Espectrometria de Massas Endopep (MS), têm sido desenvolvidos para a detecção de BoNT e apresentam vantagens como maior rapidez e limite de detecção inferior. No entanto, esses métodos podem sofrer com problemas de padronização e controle, o que pode impactar a confiabilidade dos resultados.</p>
<p><strong>2. Identificação dos clostridios produtores de BoNT</strong>: é realizada principalmente através de ensaios de PCR, após um processo de enriquecimento cultural das amostras. Apesar dos avanços na técnica, ainda não existe um protocolo universalmente aceito para a detecção de todas as variantes de clostridios produtores de BoNT, o que pode dificultar a confirmação em alguns casos.</p>
<p>Durante investigações epidemiológicas, a combinação de diferentes métodos laboratoriais pode ajudar a consolidar o diagnóstico e identificar a fonte de contaminação ou as rotas de disseminação. Em condições de campo, especialmente em surtos de botulismo em animais, a abordagem mais prática pode ser limitada pela disponibilidade de métodos e custos.</p>
<h2>Qual o tratamento do botulismo e como prevenir?</h2>
<p>Atualmente, <strong>não há tratamento curativo disponível para o botulismo bovino</strong>, embora as antitoxinas possam ser usadas com sucesso, mas com custos geralmente não sustentáveis para a maioria das fazendas.</p>
<p>Para prevenir surtos de botulismo bovino, é necessário implementar medidas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/">biosseguridade em relação à gestão sanitária da fazenda</a></strong>, relação da produção e armazenamento de alimento e também na gestão eficiente de resíduos e carcaças.</p>
<p>A presença de carcaças de animais no alimento armazenado em condições inadequadas, se torna uma potencial fonte de surto. É fundamental se atentar a todas as etapas, desde a colheita dos alimentos como silagem, até a distribuição aos animais.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é extremamente importante ter estratégias <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/">sanitárias</a></strong>, como a vacinação, a qual é considerada a medida mais eficaz de proteção. Existem diversas vacinas comerciais específicas contra o botulismo, onde sua utilização deve ser seguida rigorosamente conforme os protocolos definidos pelo especialista da área. </span></p>
<h2>Previna perdas e garanta a saúde do rebanho</h2>
<p>O botulismo é uma ameaça silenciosa capaz de gerar grandes prejuízos. Mais do que saber identificar e agir, é essencial ter estratégias preventivas eficientes.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática, como implementar protocolos de saúde, manejo e gestão que protegem o rebanho e aumentam a rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Autores: Mateus Abranches e Bruna Maeda &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">MEURENS, François et al. Clostridium botulinum type C, D, C/D, and D/C: An update. Frontiers in Microbiology, v. 13, p. 1099184, 2023.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PINNA, Luigia et al. Botulism in cattle: a case report of an outbreak in Sardinia (Italy). Animals, v. 13, n. 15, p. 2435, 2023.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">WHITLOCK, Robert H.; WILLIAMS, Julie M. Botulism toxicosis of cattle. In: American Association of Bovine Practitioners Conference Proceedings. 1999. p. 45-53.</span></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Espaçamento de cocho e ingestão de matéria seca: qual a importância dessa relação?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/espacamento-de-cocho-e-ingestao-de-materia-seca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 18:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sucesso do manejo alimentar em fazendas leiteiras não depende apenas da formulação e preparação da dieta que atenda as exigências nutricionais das vacas, envolve também garantir que as vacas irão consumir a dieta fornecida para elas no cocho, visando otimizar a saúde, produção e eficiência dos animais. Nesse sentido, um dos critérios essenciais no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sucesso do manejo alimentar em fazendas leiteiras não depende apenas da formulação e preparação da dieta que atenda as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">exigências nutricionais das vacas</a></strong>, envolve também garantir que as vacas irão consumir a dieta fornecida para elas no cocho, visando otimizar a saúde, produção e eficiência dos animais.</p>
<p>Nesse sentido, um dos critérios essenciais no planejamento das instalações nas fazendas leiteiras é a definição do espaçamento de cocho adequado, dessa forma, iremos maximizar o consumo das vacas.</p>
<p>O <strong>espaçamento de cocho</strong> adequado além de garantir o <strong>consumo adequado da dieta</strong> pelas vacas, reduz a competição no cocho, garante o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar e saúde das vacas leiteiras</a></strong>. Ao longo deste texto iremos abordar quais os impactos do espaçamento de cocho inadequado, as referências de espaçamento de cocho e sua relação com o consumo de matéria seca das vacas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Como definir o tamanho adequado do cocho no planejamento das instalações?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sistemas de </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/"><em>Compost Barn</em></a></strong><span style="font-weight: 400;"> com pista lateral, é importante que a pista de trato tenha pelo menos 3 metros de largura para passagem do trator e 1 a 1,2 metros de área para disposição do alimento. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36441" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho.jpg" alt="Planejamento de instalação de fazenda leiteira" width="838" height="543" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho.jpg 838w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-300x194.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-768x498.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-370x240.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-270x175.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-740x479.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-150x97.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 838px) 100vw, 838px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: João Paulo Pereira</span></p>
<p>O espaço de cocho adequado <strong>depende da categoria e fase do ciclo produtivo</strong> em que as vacas se encontram. Vacas secas, por exemplo, temos como referência um espaço de cocho de 70 cm, para os lotes pré-parto e pós-parto podemos usar como referência espaçamento entre 80 cm a 1 metro por animal.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36442" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho.png" alt="Tabela com medidas de espaço de cocho de acordo com a categoria das vacas" width="646" height="153" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho.png 646w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho-300x71.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho-370x88.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho-270x64.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho-640x153.png 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espaco-cocho-150x36.png 150w" sizes="auto, (max-width: 646px) 100vw, 646px" /></p>
<p>Além de garantir o espaçamento de cocho adequado dentro do planejamento das instalações da propriedade é essencial garantir o adequado agrupamento de animais e divisão de lotes, dessa forma também iremos reduzir a competição entre os animais.</p>
<p>Por isso, o melhor critério para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agrupamento-de-vacas-leiteiras/">agrupamento dos animais</a></strong> é a exigência nutricional de cada categoria e sempre que possível, separar as vacas primíparas e multíparas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Separando primíparas e multíparas</h3>
<p>As primíparas se beneficiam da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-realizar-a-separacao-de-lotes-atraves-da-curva-de-lactacao/">separação em lote</a></strong>, uma vez que essa categoria:</p>
<ul>
<li>Possui maior exigência de crescimento;</li>
<li>Tem tamanho menor;</li>
<li>Maior persistência em lactação do que multíparas;</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Frequentemente possuem posições mais submissas dentro da hierarquia de dominância do grupo. </span></li>
</ul>
<p>Estudos demonstram que <strong>as vacas primíparas quando mantidas separadas produzem mais leite, consomem mais a dieta e descansam mais</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36443" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas.png" alt="Tabela comparando quando vacas primíparas e multíparas estão juntas e quando estão separadas" width="962" height="332" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas.png 962w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-300x104.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-768x265.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-370x128.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-270x93.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-740x255.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/consumo-vacas-150x52.png 150w" sizes="auto, (max-width: 962px) 100vw, 962px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: KONGGAARD; KROHN (1978); GRANT; ALBRIGHT (2001)</span></p>
<h2>Comportamento competitivo entre vacas e seus impactos no manejo alimentar</h2>
<p>As vacas, por serem animais que vivem em grupo, são muito <strong>motivadas a se alimentarem simultaneamente com outros membros do seu grupo social</strong>. Esse comportamento, quando não há espaço de cocho suficiente, pode levar a comportamentos competitivos entre os animais.</p>
<p>Na literatura, DeVries (2019) caracteriza o comportamento de competição entre as vacas de duas formas:</p>
<ol>
<li><strong>Indireta</strong>: é quando os indivíduos alteram seu comportamento de alimentação para obter acesso ao cocho, como por exemplo, irem consumir a dieta em momentos mais tranquilos do dia ou aumentando o número de idas ao cocho ao longo do dia.</li>
<li><strong>Direta</strong>:  por sua vez, ocorre quando há ameaças ou ações de agressão física entre os animais, como por exemplo, vacas tirando outras do local em que estavam no cocho.</li>
</ol>
<p>Quando a competição por espaço de cocho aumenta, as vacas vão demonstrar:</p>
<ul>
<li>Redução do tempo de consumo da dieta;</li>
<li>Aumento da frequência de idas ao cocho e menor consumo;</li>
<li>Maiores ou menores refeições ao longo do dia.</li>
</ul>
<p>Além disso, a competição também pode estar associada a redução da atividade de ruminação das vacas, aumento dos níveis de cortisol e também pode predispor os animais a problemas de saúde como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong> subclínica e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/metrite-em-vacas-leiteiras-como-a-saude-uterina-impacta-no-desempenho-do-rebanho/">metrite</a></strong> no período pós-parto.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36444" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1.jpg" alt="Gráfico mostrando número de animais presentes no cocho no período de 24 horas" width="782" height="457" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1.jpg 782w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-300x175.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-768x449.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-370x216.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-270x158.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-740x432.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/01/espacamento-cocho-1-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 782px) 100vw, 782px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: DeVries et al. 2004</span></p>
<p>No estudo apresentado acima foi comparado o número de animais presentes no cocho de alimentos no período de 24 horas, quando o espaçamento de cocho era de 0,5 m ou 1,0 m.</p>
<p>Foi possível observar que, <strong>mais animais ficam na pista de trato quando o espaçamento de cocho é maior</strong> durante o tempo imediatamente após o fornecimento da dieta e no retorno da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">ordenha</a></strong>.</p>
<h2>Monitorando o consumo de matéria seca das vacas</h2>
<p>Com o espaçamento de cocho adequado é essencial <strong>avaliar e monitorar a dinâmica dos lotes da fazenda</strong>, o comportamento de consumo das vacas e avaliar as sobras dos cochos.</p>
<p>Temos como referência para <strong>consumo de matéria seca (CMS)</strong> para primíparas no pré-parto maior que 10 kg e para multíparas maior que 12kg. Já o consumo de matéria seca no pós-parto de novilhas tem como meta ser maior que 15,5 kg e para vacas maior que 19 kg.</p>
<p>Para garantir que os animais atinjam esse nível de consumo <strong>é essencial que seja avaliado e planejado o espaçamento de cocho do sistema de produção</strong>. Dessa forma iremos maximizar o consumo, sem provocar desperdícios na dieta e sem dificultar o manejo dos animais do rebanho.</p>
<p>Associado a isso é essencial que a propriedade tenha um bom manejo do fornecimento da dieta, aproximação de trato e limpeza dos cochos, pois dessa forma, iremos contribuir para a produção leiteira das vacas e maior eficiência da atividade.</p>
<h2>Mais conforto no cocho, mais leite no tanque</h2>
<p>O espaçamento de cocho influencia diretamente a ingestão de matéria seca, a saúde e a produtividade das vacas.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a alinhar nutrição, manejo e gestão para otimizar o desempenho do rebanho e aumentar a rentabilidade, aplicando técnicas que já geraram resultados reais em propriedades de todo o Brasil.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">DeVries, T. J. Feeding behaviour, feed space and Bunk design and management for adult dairy cattle. Vet Clin Food Anim, vol 35, p. 61 &#8211; 76. 2019</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">DeVries, T. J., VON KEYSERLINGK, M. A. G., WEARY, D. M. Effect of feeding space on the inter-cow distance, aggression and feeding behaviour of Free-Stall Housed Lactating Dairy Cows. Journal of Dairy Science, v. 87, p. 1432 &#8211; 1438. 2004.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">GRANT, R. J., ALBRIGHT, J. L Effect of Animal Grouping on Feeding Behavior and Intake of Dairy Cattle. Journal of Dairy Science, 2001.</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Uso de proteína Bypass em dietas de vacas leiteiras: veja as principais características</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/uso-de-proteina-bypass-em-dietas-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2024 20:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[proteína]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As proteínas são nutrientes orgânicos nitrogenados, que estão presentes em todas as células. São essenciais para todo tipo de vida animal, pois são necessárias para o crescimento, reprodução e produção, como a produção de leite. Em ruminantes, temos algumas peculiaridades, em que para um correto balanceamento de dietas para atender os níveis de proteína ideais, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As proteínas são nutrientes orgânicos nitrogenados, que estão presentes em todas as células. São essenciais para todo tipo de vida animal, pois são necessárias para o crescimento, reprodução e produção, como a produção de leite.</p>
<p>Em ruminantes, temos algumas peculiaridades, em que para um correto balanceamento de dietas para atender os níveis de proteína ideais, se torna necessário a divisão das proteínas em dois principais grupos: <strong>A Proteína Degradável no Rúmen (PDR) e a Proteína Não Degradável no Rúmen (PNDR)</strong>, onde estão incluídas as proteínas <strong>b<em>ypass</em></strong>, ou seja, aquelas que tem livre passagem no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">compartimento ruminal</a></strong>.</p>
<p>Ao decorrer desse artigo, vamos entender melhor as características dessas proteínas, como elas interagem no trato gastrointestinal dos bovinos, bem como abordar quando é interessante o seu uso, baseando-se em prós e contras da tecnologia b<em>ypass</em>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Entendendo a digestão da proteína b<em>ypass</em></h2>
<p>Devido às diferenças anatômicas e fisiológicas dos ruminantes em relação aos monogástricos, <strong>torna-se mais desafiador o balanço adequado dos níveis de proteína da dieta</strong>. Na digestão do tipo fermentativa, que ocorre em ruminantes, as PDR são degradadas por microrganismos diversos, sendo transformada em amônia e ácidos graxos voláteis.</p>
<p>Entretanto, algumas proteínas, como as b<i>ypass</i>, têm a capacidade de fornecer aminoácidos específicos no intestino delgado, sem alteração ou degradação pelos microrganismos do rúmen, o que em alguns casos se torna interessante.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36057" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass.jpg" alt="Imagem ilustrando o sistema digestório de uma vaca" width="564" height="415" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass.jpg 564w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass-300x221.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass-370x272.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass-270x199.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/proteina-bypass-150x110.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem ilustrando o intestino delgado, local onde a proteína <i>bypass</i> tem ação. Fonte: Editado de Blog Premix, 2024</span></p>
<p>Ainda como peculiaridade da digestão dos ruminantes, sabemos que os microrganismos ruminais fornecem de <strong>60 a 75% das necessidades proteicas</strong> desses animais.</p>
<p>Isso se dá pela degradação de fibras e amido, utilizando o nitrogênio e açúcares provenientes da dieta, logo, esse substrato é utilizado pelas bactérias para sintetização das conhecidas proteínas microbianas.</p>
<p>Visto isso, tanto a proteína microbiana, quanto às proteínas <i>bypass</i> serão quebradas em aminoácidos no intestino delgado e absorvidas pelas células desse segmento do intestino, logo, essa fração proteica plenamente absorvida no final do processo recebe o nome de proteína metabolizável.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Principais ingredientes <em>bypass</em> e sua forma de obtenção</h2>
<p>Os principais ingredientes utilizados como <strong>fonte de proteína <i>bypass</i></strong>, são:</p>
<ul>
<li>Farelo de soja tratada pelo calor;</li>
<li>Farelo de algodão;</li>
<li>Farelo de canola.</li>
</ul>
<p>Geralmente, o mais utilizado é o farelo de soja, tendo diversas apresentações no mercado de farelo de soja <i>bypass</i>, com diferentes níveis de PNDR. A soja, por exemplo, passa por tratamento térmico com pressão controlada, a fim de gerar uma proteção dessas proteínas à degradação ruminal.</p>
<h2>Qual a importância de se utilizar a proteína <em>bypass</em>?</h2>
<p>Nesse sentido, depois de um breve resumo sobre o tema, torna-se possível listar algumas das vantagens do uso da proteína b<i>ypass</i>.</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Incremento na produção de leite</strong>: A utilização da proteína <i>bypass </i>pode levar ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">incremento da produção</a></strong>, uma vez que haverá maior porção de aminoácidos essenciais para síntese da proteína do leite, como lisina e metionina, ou seja, há maior aproveitamento dos nutrientes fornecidos na dieta. A utilização da proteína by-pass é importante pois ela irá suprir a demanda desses aminoácidos que muitas vezes a proteína microbiana não é capaz de realizar. Além disso, é possível que ocorra melhora na composição do leite, pensando em proteína e gordura.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Melhora na saúde ruminal e do metabolismo energético</strong>: A utilização de proteínas <i>bypass</i> na dieta ajuda a equilibrar a relação de PDR e PNDR, que é extremamente importante. O excesso de proteína degradável pode levar a uma produção excessiva de amônia, a qual não é utilizada em sua integridade pelos microrganismos e é excretada, ocasionando assim uma perda de nitrogênio.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Redução da excreção de nitrogênio</strong>: Pensando em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade ambiental</a></strong>, o uso desse tipo de proteína se torna interessante, visto que a excreção de nitrogênio será menor em fezes e urina, visto a melhor utilização e aproveitamento da proteína pela vaca.</li>
</ul>
<h2>Quais as recomendações e possíveis limitações da utilização da proteína <em>bypass</em>?</h2>
<p>Uma possível limitação do uso dessas fontes de proteínas <i>bypass</i>, estão relacionadas principalmente ao custo, que geralmente são superiores em comparação com as proteínas convencionais, o que <strong>pode elevar o custo alimentar total das vacas</strong>.</p>
<p>Outro fator que deve ser atentado é em relação ao <strong>balanceamento da dieta com a inclusão da <i>bypass</i></strong>, onde ela deve ser usada em equilíbrio com a PDR, visando a garantia de nitrogênio suficiente para a síntese de proteína microbiana. Isso ressalta a importância de ter um suporte nutricional especializado e que detenha conhecimento técnico para ajustar a dieta de forma precisa.</p>
<p>Além disso, é interessante entender que essas proteínas podem ser mais indicadas para aquelas vacas de alta produção, pois mesmo que haja maior gasto com alimentação o retorno é compensado, pois nesses animais de alto altamente produtivos geralmente o metabolismo já está trabalhando no limite e incluir essas proteínas que serão prontamente absorvidas sem modificação no intestino delgado se torna interessante, uma vez que pode haver uma limitação da produção por falta de aminoácidos.</p>
<p>Outra recomendação de uso, seria em <strong>vacas pós-parto, em início de lactação</strong>, visto que esses animais necessitam de uma grande demanda de proteína de alta qualidade.</p>
<p>Além disso, nessa fase de transição, com o desafio metabólico que pode ocasionar o <strong>balanço energético negativo (BEN)</strong>, deter da estratégia de utilização da proteína tipo <i>bypass</i> é muito interessante, pois ela irá contribuir para o fornecimento de aminoácidos, recuperação corporal, manutenção da produção de leite e equilíbrio energético e proteico.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O uso das proteínas <i>bypass</i> na alimentação de vacas leiteiras é essencial para <strong>otimização da produção de leite</strong>, garantindo uma melhor absorção de aminoácidos essenciais, de uma forma menos agressiva ao trato gastrointestinal dos ruminantes.</p>
<p>Essa estratégia se torna bastante benéfica e interessante, sobretudo para vacas de alta produção e vacas em período de transição, visto o aporte direto e eficiência da utilização dessas proteínas.</p>
<p>Ademais, ao melhorar essa eficiência, também se torna possível uma produção mais sustentável com menor liberação de nitrogênio no ambiente. Para o correto uso desse ingrediente na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta</a></strong>, é necessário o correto balanceamento por um nutricionista.</p>
<h2>Nutrição de precisão para mais eficiência e produtividade no leite</h2>
<p>O uso de proteína Bypass é uma estratégia importante para otimizar a dieta, melhorar a produção e aumentar a eficiência alimentar das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a formular dietas balanceadas, integrar nutrição e manejo e aplicar técnicas que garantem mais leite e mais lucro na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Autores: Gustavo Rodrigues e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Rehagro Leite</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-de-proteina-bypass-em-dietas-de-vacas-leiteiras/">Uso de proteína Bypass em dietas de vacas leiteiras: veja as principais características</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Síndrome do jejuno hemorrágico: um desafio emergente para a pecuária leiteira</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/sindrome-do-jejuno-hemorragico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Oct 2024 11:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bactéria]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já ouviu falar sobre a Síndrome do Jejuno Hemorrágico (SJH)? Essa síndrome é uma condição intestinal relativamente nova e extremamente letal em vacas adultas, que vem gerando grande preocupação entre produtores de leite, veterinários e nutricionistas. Também conhecida como a doença da morte súbita, trata-se de uma enterite necro-hemorrágica aguda e esporádica. Embora sua causa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já ouviu falar sobre a Síndrome do Jejuno Hemorrágico (SJH)? Essa síndrome é uma <strong>condição intestinal relativamente nova e extremamente letal</strong> em vacas adultas, que vem gerando grande preocupação entre produtores de leite, veterinários e nutricionistas.</p>
<p>Também conhecida como a doença da morte súbita, trata-se de uma <strong>enterite necro-hemorrágica aguda e esporádica</strong>. Embora sua causa exata ainda não seja completamente compreendida, a doença é comum em vacas leiteiras altamente produtivas.</p>
<p>Geralmente, a SJH afeta vacas adultas durante o início da lactação, mas pode ocasionalmente ser observada no período seco ou no final da lactação.</p>
<p>A doença é caracterizada por enterite hemorrágica, especialmente na porção proximal do intestino delgado, frequentemente com coágulos de sangue no lúmen. Se manifesta com hemorragias súbitas e progressivas, às vezes intensas, no intestino delgado, resultando em obstrução devido à formação repetida de coágulos.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse artigo vamos tratar da Síndrome do Jejuno Hemorrágico, evidenciando os principais fatores que podem levar a ocorrência da síndrome, os impactos provocados na produção de leite, os principais sinais clínicos, como diagnosticar e o que encontramos de alterações na necropsia.  </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Quais são os impactos na produção de leite?</h2>
<p>Estudos relatam que <strong>ainda há muito a ser descoberto</strong> sobre a condição.</p>
<p>Observa-se que, entre os produtores de leite, há uma variação significativa no conhecimento sobre a doença: alguns nunca a encontraram, outros a enfrentam ocasionalmente em suas fazendas, e há aqueles que lidam com a condição de forma constante ou nunca tiveram conhecimento dessa doença.</p>
<p>Sendo assim, <strong>essa síndrome causa grandes perdas na produção de leite</strong>. A doença <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">reduz drasticamente a produção</a></strong>, podendo até interromper temporariamente a lactação, exigindo um período de recuperação.</p>
<p>Além disso, provoca perda de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal</a></strong> e aumenta os custos com tratamento intensivo. A alta taxa de mortalidade leva à perda total da produção de leite das vacas afetadas, impactando negativamente a rentabilidade das propriedades leiteiras.</p>
<h2>Quais são os sinais clínicos da SJH?</h2>
<p>A Síndrome do Jejuno Hemorrágico (SJH) apresenta sinais clínicos que progridem rapidamente, <strong>podendo levar à morte súbita ou iminente</strong>. A doença é marcada por uma enterotoxemia severa e hemorragia significativa no intestino delgado, resultando em alterações patológicas graves.</p>
<p>Os <strong>principais sintomas</strong> da SJH são:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Apatia repentina;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Sinais de desidratação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Redução no apetite e na produção de leite;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Inchaço e dor abdominal;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ausência de defecação ou fezes escuras com sangue coagulado;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Vocalização.</li>
</ul>
<p>Com isso, sinais como decúbito, contrações musculares involuntárias, extremidades podem estar frias, mucosas pálidas, aumento da frequência respiratória e cardíaca (acima de 90-120 batimentos por minuto) e atonia ruminal são comuns.</p>
<p>É comum os animais afetados apresentarem inicialmente os sinais de obstrução do intestino delgado, com subsequente distensão abdominal e presença de melena das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong>. O contorno abdominal da vaca, quando vista por trás, geralmente assume uma forma arredondada ou de pêra.</p>
<p><strong>A bactéria <em>C. perfringens</em> tipo A, um dos agentes causadores da SJH, produz gases que se acumulam no intestino delgado</strong>, podendo causar dilatação do abomaso ao se moverem de forma retrógrada do duodeno para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-do-deslocamento-de-abomaso/">abomaso</a></strong>. Esse acúmulo de gases pode explicar o som de &#8220;<i>ping</i>&#8221; ouvido no lado direito do abdômen em 75% dos casos, e também porque as vacas com SJH são inicialmente confundidas com deslocamento de abomaso à direita.</p>
<p>O exame transretal pode revelar um cólon dilatado, ceco inflado, rúmen distendido e alças intestinais dilatadas. À medida que a doença avança, podem ocorrer peritonite, necrose intestinal e choque séptico, levando à morte em poucas horas ou até dois dias após o início dos sintomas.</p>
<p>Há relatos de morte súbita sem sinais clínicos prévios. A duração da doença é geralmente de 2 a 4 dias, e, mesmo com tratamento intensivo, os animais tendem a piorar, ficando debilitados, permanecendo deitados e morrendo, ou sendo submetidos à eutanásia.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35661" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico.jpg" alt="Animal apresentando sinais clínicos da Síndrome do Jejuno Hemorrágico" width="600" height="623" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico.jpg 600w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-289x300.jpg 289w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-370x384.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-270x280.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-150x156.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de um animal apresentando sinais clínicos da Síndrome do Jejuno Hemorrágico. Fonte: Débora Avelar</span></p>
<h2>Como diagnosticar o quadro?</h2>
<p>O diagnóstico da Síndrome do Jejuno Hemorrágico (SJH) é feito com base em sintomas clínicos, exames laboratoriais, exame retal e ultrassonografia transabdominal.</p>
<p>A ultrassonografia pode identificar a distensão das alças intestinais por gás ou líquido, e o íleo é confirmado pela presença de sangue coagulado e hemorragia, entretanto, sabemos que seu uso da ultrassonografia para diagnóstico a campo é pouco utilizado.</p>
<p>Para excluir outras causas de obstrução intestinal, como indigestão, enterite e vólvulo, é necessário um diagnóstico diferencial cuidadoso. A distensão intestinal pode ser detectada no exame retal, e a laparotomia exploratória ajuda a distinguir a SJH de outras condições como intussuscepção.</p>
<p>Devido à incerteza sobre a causa exata da SJH, <strong>o diagnóstico é desafiador e geralmente se baseia em achados clínicos</strong>, ultrassonográficos e de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/">necropsia</a></strong>, além de excluir outras enterites hemorrágicas, como salmonelose e diarreia viral bovina.</p>
<h2>O que irei encontrar na necropsia?</h2>
<p>Exames cirúrgicos e pós-morte em bovinos com Síndrome do Jejuno Hemorrágico frequentemente revelam uma <strong>distensão acentuada do intestino delgado</strong>, com descoloração da superfície serosa para vermelho-escuro ou roxo.</p>
<p>Também é comum a desvitalização do jejuno e, ocasionalmente, do duodeno. O lúmen intestinal <strong>pode conter sangue com ou sem coágulos</strong>, e a mucosa intestinal frequentemente se desprende.</p>
<p>Nos casos mais graves, o intestino se apresenta inchado e frágil, com coágulos sanguíneos semelhantes à gelatina e <strong>presença de fibrina</strong> na serosa do jejuno. Durante a necropsia, podem ser encontrados grandes coágulos de sangue e áreas de enterite necro-hemorrágica no intestino delgado.</p>
<p>A presença de coágulos de sangue no lúmen intestinal, um achado específico da SJH, é observada em apenas 19% das vacas afetadas. O prognóstico é ruim, com uma taxa de mortalidade próxima de 100%, apesar do tratamento intensivo.</p>
<p>Recomenda-se o uso de aditivos alimentares, bom <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">manejo nutricional</a></strong> e administração de vacinas para o controle da doença.</p>
<p>As principais alterações histopatológicas incluem edema e hemorragia na submucosa, especialmente no jejuno, além de ulceração, necrose, e um infiltrado inflamatório rico em neutrófilos que leva ao desprendimento do epitélio.</p>
<p>Em estágios avançados, a destruição da mucosa se estende por toda a espessura da parede intestinal, com hemorragias graves na submucosa, camada muscular e serosa.</p>
<p>Embora o tratamento seja intensivo e custoso, <strong>o prognóstico para os animais afetados pela síndrome continua a ser desfavorável.</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35662" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1.jpg" alt="Imagens de necropsia de um bovino" width="600" height="716" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1.jpg 600w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1-251x300.jpg 251w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1-370x442.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1-270x322.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/sindrome-jejuno-hemorragico-1-150x179.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagens de necropsia de um bovino onde é possível observar o intestino delgado distendido, serosa do jejuno com coloração bem avermelhada, presença de fibrina e lúmen intestinal contendo sangue. Fonte: Débora Avelar</span></p>
<h2>Quais possíveis fatores levam a ocorrência da Síndrome do jejuno hemorrágico?</h2>
<p>A Síndrome do Jejuno Hemorrágico é uma doença relativamente comum em bovinos de leite e de corte, com <strong>alta taxa de mortalidade</strong>.</p>
<p>Entretanto, a causa da doença não está totalmente clara, com a patogênese ainda não muito compreendida, porém as possíveis causas mais citadas envolvem tanto fatores infecciosos quanto condições metabólicas e nutricionais:</p>
<ol>
<li><strong>Infecção por <i>Clostridium perfringens</i> tipo A</strong> é sugerido como o principal agente causador, com suas toxinas alfa e beta 2 desempenhando um papel importante na doença, pois são capazes de provocar necrose e hemorragia intestinal. Além disso, por ser uma bactéria comum no ambiente e no trato digestivo dos bovinos, os fatores de estresse ou alterações na dieta podem favorecer seu crescimento excessivo. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta</a></strong> parece ser o principal fator predisponente para o desenvolvimento da síndrome.</li>
<li><strong>A infecção por <i>Aspergillus fumigatus</i></strong> também é sugerida por alguns autores como uma possível associação a SJH. Em animais infectados com <em>A. fumigatus</em>, a gliotoxina, um potente agente imunossupressor e adaptogênico, foi estudada. Ela potencializa a virulência de <em>A. fumigatus</em>, suprime os mecanismos de defesa do hospedeiro, apoia a virulência do fungo e, por fim, pode levar à SJH.</li>
</ol>
<p>A prevenção da SJH é fundamental, pois sabemos que a evolução da doença é rápida e com alta taxa de mortalidade.</p>
<p>Mesmo que as causas exatas da doença não sejam totalmente conhecidas, medidas preventivas podem contribuir na redução dos riscos. Essa prevenção inclui principalmente manejos nutricionais e sanitários.</p>
<ul>
<li><strong>Manejo nutricional</strong>: Nesse manejo é importante que transições abruptas na alimentação, em especial nas dietas ricas em concentrados sejam evitadas, pois existe a possibilidade de ocorrer desequilíbrios intestinais e deixar o animal mais suscetível a SJH. Além disso, a garantia de uma fibra de qualidade na dieta é essencial, visto que isso contribui tanto para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> como a intestinal. Ainda relacionada à fibra, é importante evitar o fornecimento de silagens mal fermentadas, as quais podem haver presença de fungos e suas micotoxinas e prejudicar o sistema digestivo dos bovinos. O uso de probióticos podem contribuir para a microbiota intestinal e assim evitar o crescimento exacerbado de bactérias patogênicas, como é o caso do <i>C. perfringens</i> e assim prevenir as disbioses, ou seja, os desequilíbrios que podem predispor a SJH.</li>
<li><strong>Manejo do estresse</strong>: É importante ressaltar o quanto o estresse eleva a vulnerabilidade dos animais a diversas doenças. Quando temos um manejo realizado prezando a máxima redução do estresse, como o de evitar superlotação e transporte inadequado, por exemplo, estamos contribuindo para a redução do estresse.</li>
<li><strong>Vacinação</strong>: Mesmo que não seja uma vacina específica para a SJH, o uso de vacinas contra <i>Clostridium perfringens</i> tipo A e demais toxinas bacterianas podem contribuir reduzindo o risco de surtos em rebanhos susceptíveis.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos então que a SJH é uma doença grave de bovinos leiteiros de alta produção, com elevada mortalidade, de multifatoriedade e que ainda necessita de melhor compreensão e estudos.</p>
<p>Entretanto, devido às suas potenciais causas, temos a prevenção sendo a melhor estratégia, pois o tratamento é limitado e em muitos casos sem sucesso.</p>
<p>Com o alinhamento de um <strong>manejo alimentar adequado</strong>, enfatizando a saúde digestiva, aliada a medidas preventivas de minimização do estresse metabólico, estaremos trabalhando no caminhão para reduzir a incidência desse problema.</p>
<h2>Antecipe desafios e proteja a produtividade do seu rebanho</h2>
<p>A síndrome do jejuno hemorrágico é uma enfermidade séria que pode comprometer a saúde e o desempenho produtivo das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a identificar riscos, aplicar manejos preventivos e implementar estratégias que preservam a saúde do rebanho e mantêm a produção em alta.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34284" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar.jpg" alt="Débora Avelar - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/07/debora-avelar-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Casqueamento preventivo em bovinos: como definir a frequência da realização?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/casqueamento-preventivo-em-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2024 12:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças de casco]]></category>
		<category><![CDATA[lesões]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na pecuária leiteira um dos principais causadores de prejuízos são claudicações por danos nos cascos. A incidência dos problemas nos pés, estão relacionados ao ambiente que os animais frequentam, principalmente o caminho diário percorrido até a sala de ordenha, e até mesmo protocolos de cuidados com os cascos e à nutrição que recebem. A claudicação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na pecuária leiteira um dos principais causadores de prejuízos são <strong>claudicações por danos nos cascos</strong>. A incidência dos problemas nos pés, estão relacionados ao ambiente que os animais frequentam, principalmente o caminho diário percorrido até a sala de ordenha, e até mesmo protocolos de cuidados com os cascos e à nutrição que recebem.</p>
<p>A claudicação em vacas leiteiras é um grande problema de bem-estar, principalmente devido à dor subjacente que é causada. Esse problema é comum, tendo uma <strong>prevalência média global de 23%</strong>, como é demonstrado em alguns trabalhos.</p>
<p>Uma maneira de prevenir lesões nos cascos é a realização do casqueamento preventivo nos animais, entretanto, o efeito geral é a melhor frequência ainda são motivo de muitos estudos.</p>
<p>Os bovinos distribuem todo o peso corporal sob as unhas, portanto qualquer desconforto nos cascos é perceptível pelo modo de locomoção do animal. <strong>Casquear preventivamente e de forma correta é essencial para garantir a saúde e o bem-estar das vacas</strong>, evitando que se tenha problemas locomotores e outras complicações.</p>
<p>Vamos abordar nesse texto sobre aparar os cascos preventivamente, ressaltando a sua importância e os impactos dessa frequência sobre a chance de lesões e de descarte dentro do rebanho. Além disso, vamos trazer informações referentes aos principais erros e as melhores estratégias do casqueamento prévio nos bovinos leiteiros.</p>
<p>Quando temos no rebanho, animais claudicando, com toda certeza esses animais estão com a saúde e desempenho prejudicados, provocando assim perdas econômicas para a propriedade devido a redução da fertilidade, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong> e aumento do descarte involuntário.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Casqueamento preventivo de rotina: qual a importância?</h2>
<p>Um formato correto dos cascos cria uma <strong>distribuição de peso mais uniforme</strong> e coloca a carga na superfície de apoio, o que contribui para evitar o desenvolvimento de novas lesões.</p>
<p>Além disso, o casqueamento preventivo feito rotineiramente permite que haja a <strong>detecção de lesões nos casos ainda no estágio subclínico</strong> e promove assim a adesão de tratamentos antes que se tornem mais graves e venha de fato provocar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-claudicacao/">claudicação</a></strong> nos animais.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39649 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Por isso, é importante termos em mente a real importância do casqueamento de forma profilática, ou seja, antes dos problemas serem observados naquelas vacas que ainda são não claudicantes e também do seu uso terapêutico naquelas vacas que já claudicam.</p>
<p>Casquear frequentemente pode estar associado a redução na prevalência de claudicação e lesões nos cascos. Estudos já demonstraram que <strong>o casqueamento realizado duas vezes por ano pode reduzir significativamente a prevalência de claudicação e lesões</strong> como úlcera de sola, doença da linha branca, erosão de talão e também as infecciosas como a dermatite interdigital e digital, em comparação com o casqueamento realizado apenas uma vez no ano.</p>
<p>Além disso, há estudos que demonstram que um casqueamento de rotina no meio da lactação reduz significativamente a claudicação mais tarde na mesma lactação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35430" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1.jpg" alt="Casqueamento preventivo sendo realizado" width="401" height="535" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1.jpg 401w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-1-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Casqueamento sendo realizado em uma propriedade. Fonte: Ana Clara Vianna</span></p>
<h2>Impactos da frequência de casqueamento no rebanho</h2>
<p>Sabemos que uma das maneiras de prevenção das lesões nos casos é o casqueamento e isso já foi demonstrado em muitos estudos que tinham como objetivo entender melhor a associação entre o casqueamento em primíparas, a saúde dos cascos e o descarte na segunda lactação.</p>
<p>O critério de utilizar primíparas na análise foi pensando em reduzir o potencial viés causado por lesões anteriores. Além disso, no resultado de sobrevivência na segunda lactação foram incluídos apenas abates realizados até 300 dias após o segundo parto.</p>
<p>Nesse estudo, ficou claro que <strong>casquear preventivamente duas ou três vezes durante a primeira lactação reduziu a probabilidade de o animal ter qualquer tipo de lesão </strong>nos cascos em comparação àquelas que não foram casqueadas ou que passaram por esse manejo apenas uma vez na lactação.</p>
<p>Além disso, as vacas que foram casqueadas durante a primeira lactação tiveram uma <strong>probabilidade significativamente menor de serem descartadas na segunda lactação</strong> em comparação com as vacas que não passaram pelo casqueamento. As vacas casqueadas 2 vezes ou mais tiveram menor probabilidade de serem descartadas em comparação com aquelas casqueadas apenas uma vez.</p>
<p>Quanto a determinação da frequência de casqueamento preventivo e definir se serão realizados 2 ou 3 manejos durante a lactação, a mesma deve ser baseada em cada fazenda de forma específica, levando em conta fatores individuais de cada propriedade, pois é notório que os fatores que afetam a saúde dos cascos são inúmeros e que aparar os cascos é apenas um deles.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35431" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo.jpg" alt="Pós casqueamento preventivo" width="470" height="625" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo.jpg 470w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-226x300.jpg 226w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-370x492.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-270x359.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/casqueamento-preventivo-150x199.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 470px) 100vw, 470px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de um animal logo após a realização do casqueamento corretivo, o qual houve necessidade de utilização de curativo. Fonte: Ana Clara Vianna </span></p>
<h2>Quais são os principais erros no casqueamento?</h2>
<p>O modo de reduzir a incidência de lesões podais no rebanho é a partir do casqueamento preventivo, o qual impede o crescimento desordenado, a fim de evitar doenças e corrigir os aprumos e a forma do animal pisar no chão.</p>
<p>Erros durante o processo de casqueamento podem causar lesões e até mesmo piorar problemas que já existem. Dentre os principais erros no casqueamento das vacas leiteiras e como podemos evitá-los, temos:</p>
<ul>
<li><strong>Casqueamento excessivo (remoção exagerada do casco)</strong> = Esse erro consiste em remover muito o material do casco, o que pode expor a lâmina córnea, que é um tecido sensível. Isso irá provocar dor e consequentemente claudicação, além de outros problemas como úlcera de soja e infecções.</li>
<li><strong>Falha em seguir a anatomia do casco</strong> = Os cascos possuem uma forma e ângulo naturais e que devem ser respeitados, pois quando isso é alterado, desequilíbrios na distribuição do peso é gerado e o animal pode apresentar claudicação, sobrecarga em certas partes do casco e aumento do risco de lesões articulares.</li>
<li><strong>Casqueamento inadequado da pinça</strong> = A ponta do casco, conhecida como pinça é uma área muito importante para o equilíbrio e o suporte do animal. Quando essa região sofre um desgaste excessivo ou quando ela permanece muito longa, o animal pode ficar desestabilizado e ter alteração no padrão de marcha.</li>
<li><strong>Não identificar problemas prévios</strong> = É fundamental que haja uma inspeção prévia dos cascos antes de iniciar o manejo de casqueamento, pois é nesse momento que serão identificadas doenças como dermatites, doença na linha branca ou úlcera de sola e isso é o que vai guiar o casqueador durante o manejo. Para melhorar essa identificação, é fundamental que haja uma limpeza criteriosa dos cascos, pois a sujidade poderá esconder problemas como pequenas feridas e inflamação. Caso isso seja ignorado, as condições existentes podem ser agravadas, a dor aumentada e a chance do animal desenvolver problemas crônicos é maior.</li>
<li><strong>Uso de ferramentas inadequadas</strong> = O uso de ferramentas impróprias ou então mal afiadas pode provocar cortes irregulares e elevar o risco de lesões. Isso pode gerar sangramentos e lesões de maior dificuldade de cicatrização.</li>
</ul>
<h2>Quais são as melhores estratégias para o casqueamento preventivo?</h2>
<p>As estratégias referentes à <strong>promoção e manutenção de saúde dos cascos visam garantir a saúde e o bem-estar das vacas</strong>, pois previnem problemas locomotores que podem afetar o desempenho leiteiro e também a longevidade.</p>
<p>Deve haver um planejamento ajustado e condizente com a realidade da fazenda, entretanto, algumas práticas são essenciais:</p>
<ol>
<li><strong>Casqueamento preventivo regular</strong> = Nesse manejo podemos citar a realização do casqueamento no animal que entra no período seco e também após os 100 dias pós-parto, quando provavelmente esse animal já terá passado pela fase do balanço energético negativo. A dica para esse preventivo é realizar em momentos de menor estresse e evitar momentos de gestação avançada ou pós-parto imediato, pois estudos trazem a descoberta de que o momento do corte preventivo dos cascos durante a lactação pode influenciar de maneira significativa a produção de leite.</li>
<li><strong>Adequado manejo nutricional</strong> = Ter uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta equilibrada e específica</a></strong> para cada categoria animal, a qual é rica em nutrientes que são importantes para a saúde dos cascos como a biotina, zinco e metionina, pode contribuir para a prevenção de problemas. Além disso, é importante estar atento à quantidade de carboidratos não fibrosos e também na garantia de ingestão adequada de fibra.</li>
<li><strong>Realização de pedilúvios</strong> = O uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/os-maiores-erros-cometidos-no-pediluvio/">pedilúvios</a></strong> com produtos específicos (sulfato de cobre e formol por exemplo) contribuem na prevenção e controle de infecção, principalmente a dermatite digital. Dependendo das condições do rebanho, o manejo de pedilúvio pode ser realizado com intervalos regulares ou todos os dias com alternância de produtos.</li>
<li><strong>Identificação e tratamento precoce</strong> = As inspeções visuais quando feitas de forma regular podem identificar de forma precoce os sinais de claudicação ou de doenças nos cascos, como aumento de temperatura, feridas, odor desagradável e inflamação. Essa identificação rápida permite que <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/">tratamentos</a></strong> sejam rapidamente iniciados e pode ser realizada durante os manejos diários da fazenda, como por exemplo no momento em que as vacas passam pelo centro de manejo para identificação de cio ou inseminação.</li>
<li><strong>Equipe treinada e capacitada</strong> = É fundamental que os casqueadores sejam treinados ou que profissionais especializados sejam contratados para garantir que o processo seja realizado de maneira correta, o que reduz a chance de erros durante o processo e confere maior eficiência no tratamento de problemas.</li>
<li><strong>Ambiente adequado para os cascos</strong> = O piso onde os animais caminham deve ser adequado e sem áreas escorregadias e também sem áreas com superfície muito abrasiva. Deve existir uma combinação quanto a textura da superfície a fim de evitar deformações ou desgaste excessivo dos cascos.</li>
</ol>
<h2>Cascos saudáveis, vacas produtivas e lucro garantido</h2>
<p>O casqueamento preventivo, quando realizado na frequência correta, garante conforto, saúde e alto desempenho produtivo no rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende como integrar esse e outros manejos essenciais a uma gestão completa, que aumenta a longevidade das vacas e a rentabilidade da fazenda.</p>
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<p>Autoras: Ana Clara Vianna e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite</p>
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		<title>Edema de úbere: qual seu impacto e como prevenir esse quadro nas vacas da fazenda?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/edema-de-ubere/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 13:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[úbere]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O edema de úbere se trata de um distúrbio no metabolismo dos animais, considerado como não infeccioso, bastante frequente em vacas produtoras de leite. Essa desordem é caracterizada pelo acúmulo excessivo de fluidos no espaço intercelular na região do úbere, ocorrente no período periparto, devido à alta vascularização natural da glândula mamária e está intimamente [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/edema-de-ubere/">Edema de úbere: qual seu impacto e como prevenir esse quadro nas vacas da fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O edema de úbere se trata de um <strong>distúrbio no metabolismo dos animais</strong>, considerado como <strong>não infeccioso</strong>, bastante frequente em vacas produtoras de leite.</p>
<p>Essa desordem é caracterizada pelo acúmulo excessivo de fluidos no espaço intercelular na região do úbere, ocorrente no período periparto, devido à alta vascularização natural da glândula mamária e está intimamente ligado a saúde, bem-estar e lucratividade da fazenda leiteira.</p>
<p>O úbere desses animais afetados se apresenta <strong>inchado, com sensibilidade ao toque e com aumento de temperatura</strong>, isso em decorrência da inflamação causada no local. Os locais de acúmulo de líquido incluem o teto, úbere, umbigo e em alguns casos extremos podemos observar esse edema nas pernas e na vulva.</p>
<p>Nesse artigo iremos discutir sobre como o edema de úbere acontece, evidenciando os principais mecanismos que levam esse distúrbio, principalmente nas primíparas.</p>
<p>Além disso, vamos entender melhor quais são os impactos que isso pode trazer ao animal e quais são as formas práticas de prevenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Por que o edema ocorre?</h2>
<p>O <strong>edema de úbere</strong> é considerado um distúrbio comum, entretanto, as causas certeiras do edema de úbere não são totalmente claras, porém, sabemos que <strong>pode ocorrer quando as concentrações de lipídios e lipoproteínas diminuem</strong> devido ao comprometimento da função hepática ocasionado pelo baixo consumo de matéria seca (CMS) na fase de transição.</p>
<p>Acontece também essa retenção de líquido, em consequência de infecções como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>, o que favorece o aparecimento de edema, entretanto, quando se trata de edema fisiológico o mesmo não tem nenhuma relação com causas infecciosas, embora os animais acometidos apresentam comportamentos negativos semelhantes aos observados nos casos de mastite, como a redução do tempo de repouso e maior sensibilidade do úbere e tetos ao toque.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Outro fator que está interligado ao edema de úbere, são os <strong>problemas circulatórios e as mudanças hormonais</strong>. Somado a isso, pode-se considerar também o estresse oxidativo, alterações fisiológicas em novilhas, genética, nutrição e até mesmo superlotação e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35423" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere.jpg" alt="Vaca apresentando edema de úbere" width="960" height="1072" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere.jpg 960w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-269x300.jpg 269w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-917x1024.jpg 917w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-768x858.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-370x413.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-270x302.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-740x826.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-150x168.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de um animal próximo a data do parto apresentando edema de úbere, o qual já é possível ser observado na região do umbigo. Fonte: Laryssa Mendonça</span></p>
<h2>Alterações fisiológicas na primíparas</h2>
<p>Quando uma novilha está em fase de transição, ou seja, se aproxima de seu <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/idade-ao-primeiro-parto-de-femeas-leiteiras/">primeiro parto</a></strong>, alterações fisiológicas vão ocorrer mesmo que o seu sistema mamário já esteja definido, pois nesse momento final da gestação ele irá passar por uma fase de desenvolvimento significativa.</p>
<p>Nessas primíparas, de forma fisiológica a demanda de sangue para o desenvolvimento da glândula mamária é o grande precursor do edema de úbere.</p>
<p>Isso ocorre pelo fato de que a <strong>veia abdominal subcutânea</strong>, conhecida como veia do leite em vacas adultas, não está presente nesses animais mais jovens.</p>
<p>As novilhas possuem uma veia epigástrica cranial e uma veia epigástrica caudal, as quais irão se fundir nos últimos estágios de gestação dando origem então a veia abdominal subcutânea, a qual é a grande responsável por permitir o aumento na quantidade de fluxo sanguíneo da glândula mamária.</p>
<p>Por termos a necessidade de aumento do fluxo sanguíneo para o desenvolvimento da glândula mamária, o sistema linfático, juntamente com a pressão hidrostática e a pressão osmótica podem não ser eficientes para drenar o excesso de líquido do tecido mamário.</p>
<p>O desequilíbrio das pressões irá levar a incapacidade de drenar, o que leva ao acúmulo do fluido nos tecidos intersticiais, resultando no edema de úbere.</p>
<h2>Quais os impactos na saúde e produtividade das vacas?</h2>
<p>O edema de úbere pode afetar negativamente a saúde das vacas e, como resultado, <strong>afeta sua produtividade</strong>.</p>
<p>Animais entrando na primeira lactação, geralmente têm algum edema de úbere nos dias que antecedem o parto e no dia do parto, e estudos já demonstraram que o edema intenso pode afetar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">produção de leite</a></strong>, onde já foi relatado uma produção de leite no primeiro dia em lactação 3,6 kg menor nas vacas que tinham edema de úbere e isso ocorre devido ao acúmulo de líquido nos espaços teciduais.</p>
<p>Devido ao aumento da pressão fetal na região pélvica faz com que a circulação sanguínea e linfática seja prejudicada, resultando em acúmulo de líquido nos tecidos. Esse fluido leva a <strong>deterioração das estruturas de suporte do úbere</strong>, o que causa danos aos ligamentos suspensores e anexos e isso pode impactar até mesmo na fixação da unidade final da ordenha.</p>
<p>Além disso, <strong>pode ocorrer problemas secundários como dermatite na fenda do úbere e mastite</strong> (a qual pode ser causada pela remoção incompleta do leite devido à alta sensibilidade dos tetos e que interrompe a descida do leite) e também a atrofia dos tetos, além do descarte precoce do animal em casos mais graves.</p>
<p>Outro ponto importante é entender que em casos de edema de úbere, a ordenha torna-se uma experiência desagradável tanto para as vacas quanto para os colaboradores que executam a função, visto que vacas com edema no úbere demonstram maior comportamento de chutes durante a ordenha.</p>
<p>Em decorrência a todos esses fatores, o produtor terá prejuízos econômicos significativos com a diminuição de leite produzido e sua qualidade, mas também com os custos com medicamentos.</p>
<h2>Como prevenir o edema de úbere nas vacas?</h2>
<p>O edema de úbere pode ser um problema emergente que tem o potencial de afetar seriamente o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar das vacas leiteiras</a></strong>.</p>
<p>Prevenir o edema de úbere em vacas leiteiras, especialmente em primíparas, envolve uma combinação de estratégias de manejo, nutrição e ambiente. Existem alguns métodos práticos para trabalharmos no controle do edema de úbere e dentre eles podemos citar:</p>
<ul>
<li>Fornecer uma dieta específica para novilhas no final da gestação.</li>
<li>Selecionar linhagens genéticas que apresentam uma redução fenotípica do edema de úbere.</li>
<li>Garantir que antioxidantes exógenos adequados, como a vitamina E, vitamina C, carotenoides e flavonoides sejam fornecidos na dieta para mitigar o estresse oxidativo.</li>
<li>Monitorar de forma frequente as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">vacas no período de transição</a></strong>, em especial as primíparas, observando sinais precoces de edema, como inchaço e rigidez do úbere.</li>
</ul>
<p>Para evitar esses problemas, o produtor deve trabalhar na prevenção contra o edema de úbere.</p>
<p>A gestão nutricional, de manejo e de saúde no período de transição são fundamentais para minimizar esse são tarefas que devem ser aplicadas em conjunto a fim de reduzir significativamente o risco do edema de úbere.</p>
<h2>Previna problemas e garanta vacas saudáveis e produtivas</h2>
<p>O edema de úbere pode comprometer o bem-estar das vacas, reduzir a produção e aumentar o risco de problemas mais graves.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a prevenir e manejar esse e outros desafios sanitários, unindo manejo, nutrição e gestão para alcançar mais produtividade e rentabilidade na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24488" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg" alt="Amanda Lourenço" width="299" height="103" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg 299w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-270x93.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/edema-de-ubere/">Edema de úbere: qual seu impacto e como prevenir esse quadro nas vacas da fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Efeitos do estresse térmico no comportamento de multíparas no início de lactação</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/efeitos-do-estresse-termico-no-comportamento-de-multiparas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Oct 2024 13:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[lactação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estresse calórico causa muitos prejuízos para a atividade leiteira no Brasil. A exposição ao estresse calórico afeta negativamente a saúde, produtividade, comportamento e desempenho reprodutivo de vacas leiteiras em todos os estágios do ciclo lactacional. Vacas em lactação expostas a esse estresse diminuem a produção de leite e sólidos, possuem o sistema imune comprometido, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/efeitos-do-estresse-termico-no-comportamento-de-multiparas/">Efeitos do estresse térmico no comportamento de multíparas no início de lactação</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O estresse calórico causa muitos prejuízos para a atividade leiteira no Brasil. A <strong>exposição ao estresse calórico afeta negativamente a saúde</strong>, produtividade, comportamento e desempenho reprodutivo de vacas leiteiras em todos os estágios do ciclo lactacional.</p>
<p>Vacas em lactação expostas a esse estresse diminuem a produção de leite e sólidos, possuem o sistema imune comprometido, apresentam menor desempenho reprodutivo e a incidência de doenças pós-parto é maior.</p>
<p>A exposição ao estresse calórico durante o período seco não só afeta negativamente a produção de leite da vaca na lactação subsequente, mas também exerce efeitos negativos persistentes nas filhas dessas vacas durante toda a vida produtiva.</p>
<p>Nesse artigo iremos demonstrar e discutir sobre o efeito do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong> no comportamento de vacas em lactação e também seus impactos na produtividade.</p>
<p>Além disso, vamos tratar sobre os <strong>sistemas de resfriamento</strong> dessas vacas, trazendo resultados importantes encontrados em galpões de túnel de vento.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Comportamento de vacas multíparas em estações quentes e frias</h2>
<p>Pesquisadores da Universidade da Flórida em artigo publicado recentemente (Toledo et al. 2023) avaliaram o comportamento de vacas multíparas de alta produção em duas estações do ano: estação quente do hemisfério Norte (meses de Julho, Agosto e Setembro) e estação fria (Dezembro, Janeiro e Fevereiro).</p>
<p>Trinta e quatro vacas em lactação multíparas com potenciais genéticos similares foram utilizadas no estudo na estação quente (EQ, n= 19. Julho, Agosto e Setembro) e na estação fria (EF, n= 15, Dezembro, Janeiro e Fevereiro) logo após o parto (3 dias pós-parto) até 60 dias de lactação.</p>
<p>Em ambas as estações, as vacas foram alojadas em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/">confinamento tipo <i>Free-stall</i></a></strong> com camas de areia e presença de aspersores na linha de cocho com ventiladores.</p>
<p>Os ventiladores sobre as baias funcionam continuamente em temperaturas acima de 20°C e os aspersores da linha de cocho ligavam automaticamente por 1 min em intervalos de 5 min quando a temperatura ambiente passava de 21,1° C.</p>
<p>O comportamento das vacas (tempo comendo, ruminando e deitada) foram medidos por equipamentos de monitoramento automáticos tipo coleiras e pedômetros da Nedap.</p>
<p>Estudos mostraram a <strong>diminuição da produção de leite quando o ITH (Índice de Temperatura e Umidade) atinge 68</strong> e em alguns estudos mostram diminuição até mesmo ITH de 64. A média de ITH na estação quente (EQ) foi de 78,2 e na estação fria (EF) foi de 54,4.</p>
<p><strong>O ITH 78 corresponde aproximadamente a uma temperatura ao redor de 26°C e umidade relativa de 75%</strong>. Temperatura e umidade estas, próximas das verificadas no verão na maior parte do Brasil.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Quais foram os principais resultados encontrados?</h3>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">A produção de leite corrigida para gordura nas primeiras 5 semanas de lactação foi 46,2 vs. 41,9 kg/d para vacas na EF e EQ, respectivamente. Diferença de 4,3 kg/d. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A estação quente <strong>afetou todas as atividades de comportamento</strong> apesar das vacas terem acesso a resfriamento ativo o tempo todo. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"><strong>Vacas na EQ passaram menos tempo comendo</strong> (134 vs. 199 min/d) e tendem a ruminar menos (558 vs. 629 min/d) em comparação a vacas na EF (Figura 1), o que provavelmente está relacionado ao menor consumo de matéria seca e produtividade. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"><strong>Vacas na EQ tiveram redução do tempo deitada</strong> (717 vs. 814 min/d) e passaram mais tempo em pé comparado a EF (720 vs. 626 min/d). Os resultados estão de acordo com outros trabalhos que mostram que vacas em estresse térmico, buscando maior troca de calor, passam menos tempo deitadas e mais tempo em pé. </span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35413" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara.jpg" alt="Gráfico mostrando a diferença de tempo comendo e ruminando de vacas em estação quente e fria." width="525" height="672" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara.jpg 525w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-234x300.jpg 234w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-370x474.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-270x346.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-150x192.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Tempo comendo (a) e ruminando (b) da semana 1 a 9 de lactação de vacas da raça holandês durante a estação quente (linha laranja) e estação fria (linha azul). Vacas foram mantidas em galpões tipo <i>Free-stall</i> com sombra e resfriadas com aspersores e ventiladores durante todo o estudo. Fonte: Toledo et. al (2023)</span></p>
<p>Os resultados desse estudo demonstraram que <strong>vacas, ainda que submetidas a resfriamento ativo de alta intensidade, ainda assim apresentaram produtividade, comportamento e consequentemente bem estar comprometido durante períodos de estresse calórico</strong>.</p>
<h2>Estratégias para instalações efetivas no controle do estresse térmico</h2>
<p>Instalações de confinamento com <strong>ventilação em túnel</strong> tem se tornado cada vez mais populares como ferramenta de mitigação dos efeitos do estresse calórico em gado leiteiro.</p>
<p>Barracões de ventilação em túnel utilizam potentes exaustores para a movimentação do ar horizontalmente no nível da vaca de um extremo ao outro do barracão.</p>
<p>Um estudo recente da Universidade da Flórida (Dikmen et al. 2020) teve como objetivo <strong>determinar se as instalações com ventilação em túnel são superiores às instalações com ventiladores e aspersores</strong> em relação a temperaturas retais de vacas durante o estresse calórico e na variação sazonal na produção de leite.</p>
<p>No primeiro estudo, as temperaturas retais (TR) de 1.097 vacas holandesas em lactação em seis galpões tipo <i>Free-stall</i> com ventiladores e aspersores foram comparadas com TR de 575 vacas holandesas em lactação em quatro galpões <i>Free-stall</i> com ventilação em túnel entre 14:00 e 16:00 h durante os meses de Junho a Agosto na Flórida.</p>
<p>As <strong>temperaturas retais foram mais baixas para vacas em galpões com ventilação em túnel</strong> que em galpões com aspersores e ventiladores quando os galpões com ventilação em túnel foram construídos originalmente, mas não quando os galpões com ventilação em túnel foram construídos a partir da adaptação de um galpão com aspersão e ventiladores.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35414" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1.jpg" alt="Barracão do tipo túnel de vento" width="800" height="450" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1.jpg 800w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-768x432.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-740x416.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/estresse-termico-multipara-1-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de um barracão do tipo túnel de vento. Fonte: Dairy Lane Systems</span></p>
<p>No segundo estudo, a produção média diária de leite de 8.470 vacas holandesas nos primeiros 90 dias de lactação foi comparada entre vacas alojadas em três galpões com aspersores e ventiladores e dois galpões com ventilação em túnel.</p>
<p>A produção de leite das <strong>vacas que pariram na estação fria</strong> (outubro a março) <strong>foi maior que das vacas que pariram na estação quente</strong> (abril a setembro). A <a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/"><strong>redução sazonal na produção de leite</strong></a> foi menor para vacas em galpões com ventilação em túnel (redução de 3,5%) que para vacas em barracões com aspersores e ventiladores (redução de 5,8%).</p>
<p>Os autores concluíram que com esta diferença de produção, estimou-se que uma fazenda leiteira poderia investir até US$332 a mais por vaca em um barracão com ventilação em túnel que em barracões tipo <i>Free-stall</i> com aspersores e ventiladores.</p>
<p>Concluiu-se, neste estudo, que <strong>alojar vacas em galpões com ventilação em túnel</strong> nas condições subtropicais da Flórida <strong>pode reduzir o impacto do estresse térmico</strong> na regulação da temperatura corporal e na produção de leite.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Algumas fazendas assistidas pelo Rehagro que utilizam sistemas de resfriamentos tradicionais mostram médias de produtividade de leite e índices reprodutivos semelhantes entre os partos ocorridos nos meses mais quentes e meses mais frios, embora não sejam dados experimentais.</p>
<p>Como esses números se comportam na sua fazenda ou na fazenda de seus clientes?</p>
<p>Importante que estudos semelhantes como este pelos pesquisadores da Flórida sejam conduzidos no Brasil para se determinar quais as melhores estratégias de manejo ambiental visando a diminuição dos efeitos deletérios do estresse térmico que resultem em maior produtividade e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-e-lucrativa/">lucratividade da atividade leiteira</a></strong>.</p>
<h2>Supere os impactos do estresse térmico e aumente a produtividade</h2>
<p>O estresse térmico em multíparas no início da lactação pode reduzir a produção de leite, comprometer a saúde e impactar diretamente a rentabilidade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar estratégias eficientes de manejo, nutrição e conforto térmico para manter o desempenho do rebanho mesmo em condições desafiadoras.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35415" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo.jpg" alt="Euler Rabelo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/euler-rabelo-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/efeitos-do-estresse-termico-no-comportamento-de-multiparas/">Efeitos do estresse térmico no comportamento de multíparas no início de lactação</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Eurytrema pancreaticum em bovinos: veja os impactos na pecuária leiteira</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/eurytrema-pancreaticum-em-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 14:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A infecção por Eurytrema pancreaticum pode ter impactos significativos na lucratividade de uma fazenda leiteira, uma vez que afeta diretamente a produção de leite, os custos operacionais, eficiência reprodutiva e a saúde geral do rebanho. Portanto, tendo a redução da produtividade e a elevação dos custos, a margem de lucro é comprometida, o que afeta [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/eurytrema-pancreaticum-em-bovinos/">Eurytrema pancreaticum em bovinos: veja os impactos na pecuária leiteira</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A infecção por <strong><i>Eurytrema pancreaticum</i></strong> pode ter impactos significativos na lucratividade de uma fazenda leiteira, uma vez que afeta diretamente a produção de leite, os custos operacionais, eficiência reprodutiva e a saúde geral do rebanho.</p>
<p>Portanto, tendo a redução da produtividade e a elevação dos custos, a margem de lucro é comprometida, o que afeta a rentabilidade global do negócio.</p>
<p>Nesse texto iremos entender mais sobre esse parasita, demonstrando seu ciclo de vida, quais são suas características, os sinais clínicos, formas de tratamento e quais os impactos que ele traz para a pecuária leiteira.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O parasita <i>Eurytrema pancreaticum</i></h2>
<p>Esse agente embora muito comum nos rebanhos, <strong>principalmente naqueles criados no sistema a pasto</strong>, muitas vezes pode ser subdiagnosticado pela falta de reconhecimento dos sinais clínicos, visto que, muitas vezes na forma subclínica seja de difícil diagnóstico e geralmente pode estar associado a outros acometimentos mais evidentes deixando o quadro euritrematose oculto.</p>
<p>É um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">parasita</a></strong> trematódeo, ou seja, um tipo de verme achatado que são encontrados nos ductos pancreáticos, ocasionalmente ductos biliares e não frequentemente em intestino delgado de ruminantes, os quais são os seus hospedeiros definitivos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Ciclo de vida do <i>Eurytrema pancreaticum</i></h2>
<p>Apresenta ciclo biológico heteroxênico, ou seja, aquele que <strong>possui mais de um hospedeiro</strong>. No caso desse parasita, o seu ciclo envolve dois hospedeiros intermediários:</p>
<ul>
<li><strong>Primeiro hospedeiro intermediário</strong> = são moluscos do gênero Bradybaena (Caramujo)</li>
<li><strong>Segundo hospedeiro intermediário</strong> = artrópodes do gênero Conocephalus (“Bicho esperança”).</li>
</ul>
<p>Os <strong>ruminantes são hospedeiros definitivos</strong> que adquirem o parasita por meio da ingestão acidental dos insetos em meio às pastagens ou ingestão de metacercárias (pequenos invólucros, normalmente arredondados ou esféricos, que alojam estádios intermédios de parasitas) eliminadas pelos insetos.</p>
<p>Um dos maiores desafios é controle dos hospedeiros intermediários visto que não é adequado o uso de inseticidas ou pesticidas no local de consumo de água e comida pelos animais.</p>
<p>Além disso, existe a dificuldade operacional de controlar esses hospedeiros, principalmente pensando que estações climáticas, precipitações e temperaturas ambientais são condições associadas ao aumento e manutenção da euritrematose em uma região.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35404" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1.jpg" alt="Ciclo de vida do Eurytrema pancreaticum" width="381" height="285" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1.jpg 381w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-300x224.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 381px) 100vw, 381px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem demonstrando esquematicamente o ciclo de vida do <i>Eurytrema pancreaticum. </i>Fonte: TESSELE et al., 2013</span></p>
<h2>Como é caracterizado o <i>Eurytrema pancreaticum</i>?</h2>
<p>São comumente encontrados em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/">necropsias</a></strong> e se caracterizam por corpo achatado e de formato ovalado. Medem entre <strong>5 e 8 mm de comprimento e entre 2 e 3 mm de largura</strong> e a superfície do corpo é coberta por uma cutícula lisa e sem espinhos.</p>
<p>Possui duas ventosas, uma oral e uma ventral, que são usadas para fixação no hospedeiro. A ventosa oral está localizada na extremidade anterior e a ventral, também chamada de acetábulo, está situada na região média do corpo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35405" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2.jpg" alt="Eurytrema pancreaticum" width="769" height="485" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2.jpg 769w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-300x189.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-370x233.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-270x170.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-740x467.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-150x95.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 769px) 100vw, 769px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 13px;">Fonte: FERREIRA,2022</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35406" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3.jpg" alt="Eurytrema pancreaticum" width="459" height="211" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3.jpg 459w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3-300x138.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3-370x170.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3-270x124.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3-150x69.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 459px) 100vw, 459px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: FERREIRA,2022</span></p>
<p>O<em> Eurytrema pancreaticum</em> é <strong>hermafrodita</strong>, possuindo tanto órgãos reprodutores masculinos quanto femininos.</p>
<p>O sistema reprodutor masculino inclui testículos esféricos ou ovais localizados na metade posterior do corpo e o sistema reprodutor feminino inclui um ovário, vitelários (glândulas vitelinas) que produzem nutrientes para os ovos, e um útero que geralmente está cheio de ovos.</p>
<h2>Como esse parasita impacta na pecuária leiteira?</h2>
<p>A presença do <i>Eurytrema pancreaticum</i> nos bovinos pode trazer uma série de efeitos negativos, especialmente na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">produção de leite</a></strong>.</p>
<p>Além disso, a infecção causa fibrose e inflamação no pâncreas, levando à substituição do tecido pancreático funcional por tecido fibroso ou adiposo. Isso pode comprometer a função pancreática e a digestão.</p>
<ol>
<li><strong>Redução na produção de leite</strong>: devido a inflamação crônica no pâncreas, a digestão e absorção de nutrientes é prejudicada e isso vai afetar a saúde geral do animal e consequentemente reduzir a produção de leite das vacas em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/">lactação</a></strong>, o que consideramos ser um impacto direto, entretanto, há ainda impactos indiretos, como na qualidade do leite, o que pode afetar a valorização do produto.</li>
<li><strong>Perda de peso</strong>: com o comprometimento da função pancreática, sabemos que o processo de digestão também é comprometido, pois algumas enzimas digestivas essenciais têm sua produção reduzida, e isso vai levar à perda de peso dos animais, mesmo que haja uma dieta equilibrada, em quantidade adequado e que atenda às necessidades nutricionais dos animais.</li>
<li><strong>Desempenho reprodutivo reduzido</strong>: os animais infectados têm a saúde debilitada e isso também irá impactar negativamente na reprodução, o que vai resultar em uma menor <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong> e prenhez.</li>
<li><strong>Maior vulnerabilidade a outras doenças</strong> devido ao comprometimento do sistema imunológico e metabólico.</li>
</ol>
<p>Todos esses fatores em conjunto contribuem para menor desempenho dos índices zootécnicos e somado a outros acometimentos impactam significativamente a produtividade e viabilidade econômica do rebanho.</p>
<h2>Quais são os sinais clínicos da euritrematose?</h2>
<ul>
<li><strong>Redução de consumo</strong><span style="font-weight: 400;">: Pode ocorrer uma diminuição no apetite ou uma ingestão de alimentos irregular, já que o <strong>desconforto digestivo</strong> interfere na alimentação. </span></li>
<li><strong>Apatia</strong><span style="font-weight: 400;">: Os animais acometidos podem se apresentar apáticos e letárgicos, <strong>demonstrando sinais de fraqueza</strong>. Isso é resultado da falta de energia resultante da má digestão e menor aproveitamento dos nutrientes. </span></li>
<li><strong>Caquexia</strong><span style="font-weight: 400;">: Por apresentarem perda de peso ou dificuldade em ganhar peso mesmo com alimentação adequada, a disfunção pancreática vai comprometer a digestão e contribuir para deixar os animais em estado de caquexia. </span></li>
<li><strong>Icterícia</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Quando associamos a icterícia a presença do parasita, ela pode ocorrer devido a compressão dos ductos biliares, pois o parasita pode migrar para os ductos pancreáticos e biliares, causando inflamação e bloqueio desses canais interferindo assim na drenagem adequada da bile para o intestino e contribuindo para o acúmulo de bilirrubina no sangue. </span></li>
<li><strong>Hiperglicemia</strong>:<span style="font-weight: 400;"> O pâncreas tem um papel importante no metabolismo da glicose, pois ele é responsável pela produção de insulina. A infecção por </span><i><span style="font-weight: 400;">Eurytrema pancreaticum</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode danificar o tecido pancreático, incluindo as células beta das ilhotas Langerhans, as quais produzem insulina. Com a menor produção de insulina, o controle da glicemia é comprometido. </span></li>
<li><strong>Glicosúria</strong><span style="font-weight: 400;">: A glicosúria vai ser <strong>consequência direta da hiperglicemia</strong>. Os rins filtram e reabsorvem a glicose a fim de mantê-la no corpo, no entanto, quando os níveis de glicose no sangue se tornam elevados, os rins não conseguem reabsorver toda glicose filtrada e a mesma tende a passar para a urina.</span></li>
</ul>
<h2>Qual o tratamento para a euritrematose?</h2>
<p>Atualmente, <strong>não há tratamento cientificamente comprovado para a parasitose</strong>, visto que não foram identificadas drogas anti-helmínticas eficazes contra o agente e os danos causados pelo parasita são considerados irreversíveis.</p>
<p>Dessa forma, o melhor caminho é atuar em manejos que contribuam para a redução da contaminação, dentre elas temos:</p>
<ul>
<li><strong>Manejo de vetores e hospedeiros intermediários</strong>: reduzir a população dos hospedeiros intermediários é essencial, e para isso, adotar práticas para redução da população de caracóis e insetos, como os gafanhotos e grilos é indicado. Para isso, o ideal é estar atento à drenagem de áreas úmidas e ter protocolos de pulverizações seletivas com inseticidas específicos para áreas com alta infestação dos insetos.</li>
<li><strong>Manejo nutricional e saúde</strong>: o suporte nutricional e o manejo geral da saúde dos animais são cruciais para contribuir para a recuperação. Por isso, ter na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta</a></strong> alimentos de alta qualidade, ricos em nutrientes e energia pode ser fundamental. Além disso, fornecer suplementos vitamínicos, principalmente vitaminas A e E e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">minerais</a></strong> como selênio e zinco, pode fortalecer o sistema imune dos animais.</li>
<li><strong>Rotação de pastagens</strong>: é considerada uma medida preventiva muito importante, pois ao detectar áreas possivelmente contaminadas e estipular um período de descanso para a área, fará com que o ciclo de vida do parasita seja interrompido. Isso pode contribuir para a redução da carga parasitária do rebanho.</li>
</ul>
<h2>Como diagnosticar a presença do parasito e alterações patológicas observadas?</h2>
<p>O diagnóstico posteriormente a suspeita pode ser realizado das seguintes maneiras:</p>
<ol>
<li><strong>Exame coproparasitológico (OPG);</strong></li>
<li><strong>Necropsia</strong> (são agentes que são possíveis de visualização macroscópica e pode-se relacionar ao histórico prévio do animal e a incidência de sinais clínicos semelhantes no rebanho).</li>
</ol>
<p>As lesões pancreáticas causadas por <i>Eurytrema spp</i>. em ruminantes domésticos variam de leve até uma acentuada fibrose, inflamação e perda do tecido pancreático.</p>
<p>Os trematódeos são encontrados no lúmen dos ductos pancreáticos, mas os ovos penetram as paredes dos ductos, causando reação granulomatosa com células gigantes multinucleadas. O tecido pancreático perdido é substituído por tecido fibroso ou adiposo, enquanto o tecido que persiste permanece essencialmente normal.</p>
<p>O tamanho dos trematódeos adultos é inversamente proporcional à intensidade das lesões pancreáticas, refletindo a falta de nutrição devido à destruição tecidual. Em um pâncreas com destruição tecidual mínima, os trematódeos são grandes e ativos, localizados nos ductos maiores.</p>
<p>Em pâncreas gravemente danificados, os trematódeos são pequenos e atróficos, encontrados nos ductos menores. As lesões causadas por <i>E. pancreaticum</i> ocorrem com maior frequência no lobo esquerdo do pâncreas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35407" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4.jpg" alt="Aspecto macroscópico da superfície de corte do pâncreas de um bovino." width="835" height="522" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4.jpg 835w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-300x188.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-768x480.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-370x231.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-270x169.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-740x463.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-4-150x94.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 835px) 100vw, 835px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Aspecto macroscópico da superfície de corte do pâncreas. Os ductos estão dilatados e contêm exemplares de <i>Eurytrema pancreaticum</i>. O parênquima pancreático apresenta acentuada atrofia. As áreas mais escuras representam reação granulomatosa ao redor de aglomerados de ovos. Fonte: Santos &amp; Alessi,2016</span></p>
<h2>Previna perdas e proteja o desempenho do rebanho</h2>
<p>O <em data-start="138" data-end="162">Eurytrema pancreaticum</em> pode afetar seriamente a saúde e a produtividade das vacas leiteiras, gerando prejuízos diretos à fazenda. Saber identificar, prevenir e manejar corretamente esse parasita é essencial para manter o rebanho saudável e a produção em alta.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar sanidade, nutrição e gestão para resultados sustentáveis e lucrativos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Desafios do deslocamento de abomaso: como garantir a saúde do rebanho?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/desafios-do-deslocamento-de-abomaso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 11:30:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O deslocamento de abomaso é uma condição frequente em bovinos leiteiros, especialmente em vacas de alta produção. Esse problema pode causar perdas significativas na produção de leite e comprometer a saúde dos animais, sendo essencial o reconhecimento precoce e o tratamento adequado. Vamos discutir nesse texto sobre os tipos de deslocamento de abomaso, a caracterização [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>deslocamento de abomaso</strong> é uma condição frequente em bovinos leiteiros, especialmente em vacas de alta produção. Esse problema pode causar perdas significativas na produção de leite e comprometer a saúde dos animais, sendo essencial o reconhecimento precoce e o tratamento adequado.</p>
<p>Vamos discutir nesse texto sobre os tipos de deslocamento de abomaso, a caracterização de um dos principais tipos (deslocamento a esquerda) e as teorias a respeito da sua etiologia.</p>
<p>Além disso, vamos entender melhor as consequências desse quadro, <strong>como reconhecer, conduzir e tratar e por fim, como calcular a incidência desse problema</strong> na fazenda e interpretar.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é o deslocamento de abomaso e quais são os tipos?</h2>
<p>O abomaso é a <strong>quarta câmara do estômago</strong> dos ruminantes e atua na digestão química dos alimentos por isso é conhecido como “estômago verdadeiro”.</p>
<p>O deslocamento de abomaso é definido como uma paratopia, onde o abomaso migra de sua posição anatômica original, no assoalho do abdômen tendendo parcialmente para a direita, para uma posição ectópica, ou seja, nada mais é do que o abomaso sair do lugar.</p>
<p>Esse deslocamento pode ocorrer tanto para esquerda quanto para direita, onde ele irá subir no abdômen para um dos lados.</p>
<ul>
<li><strong>Deslocamento de Abomaso à Esquerda (DAE)</strong>: O abomaso se encontra entre o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> e a parede abdominal esquerda. Esse tipo de deslocamento é o que ocorre na maioria dos casos de deslocamento em vacas leiteiras (85 a 90%).</li>
<li><strong>Deslocamento de Abomaso à Direita (DAD)</strong>: O abomaso desloca-se totalmente para o lado direito da cavidade abdominal, com ou sem torção. Esse tipo de deslocamento ocorre apenas em cerca de 10 a 15% dos casos e curiosamente, em novilhas, mesmo que menos comum, há mais casos de deslocamento à direita. É considerado um tipo de deslocamento mais grave devido a possível presença de torção, a qual pode ser no sentido horário ou anti-horário, causando a torção dos vasos, podendo parar a circulação sanguínea e ocorrer necrose e produção de toxinas. No deslocamento a direita, diferente do deslocamento a esquerda (muito gás), temos uma grande quantidade de líquido, pois como houve a torção dos vasos e estase do fluxo sanguíneo, tem-se edema, extravasamento de líquido e proliferação bacteriana.</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O que faz o órgão se deslocar para algum dos lados (esquerda ou direita) não é conhecido, entretanto, aparentemente é devido ao mesmo motivo. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Caracterização do deslocamento de abomaso à esquerda</h2>
<p>Para ter deslocamento de abomaso:</p>
<ol>
<li>Obrigatoriamente <strong>deve haver acúmulo de gás</strong>, pois caso contrário o abomaso não sai do lugar;</li>
<li>Para acumular gás, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta</a></strong> tem que ter carboidrato fermentável e pouca fibra;</li>
<li>A vaca deve ter espaço suficiente na cavidade abdominal para que o abomaso se desloque, ou seja, se o rúmen estiver muito cheio ele não consegue deslocar;</li>
<li>Hipomotilidade ou atonia do trato digestório, pois se o gás foi produzido no abomaso, ele deve permanecer um tempo lá para que o abomaso infle. Caso a taxa de passagem esteja normal, esse gás não permanece e consequentemente não desloca.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34309" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso.jpg" alt="Incidência de deslocamento de abomaso à esquerda nos EUA" width="630" height="373" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso.jpg 630w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-300x178.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-370x219.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-270x160.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-150x89.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Incidência de deslocamento de abomaso à esquerda nos EUA no período de 1982 a 1995. Fonte: Kelton et al. (1997)</span></p>
<p>O motivo que justifica a <strong>maior incidência de deslocamento de abomaso</strong> no decorrer dos anos é o fato de que se começou a trabalhar com <strong>dietas mais fermentáveis (carboidratos)</strong>. Quando isso acontece, começa a passar mais material fermentável para o abomaso e esse abomaso começa a se encher mais de gás.</p>
<p>Esse deslocamento compromete tanto a produtividade quanto a questão <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/">financeira</a></strong>:</p>
<ul>
<li>Custo elevado de tratamento;</li>
<li>Eleva o descarte involuntário;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">Queda na produção de leite</a></strong>.</li>
</ul>
<p>A vaca pode encontrar a lactação normal dela se igualando a uma vaca saudável, mas isso dependerá de qual momento foi feito o diagnóstico e correção cirúrgica.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34310" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1.jpg" alt="Curva de lactação estimada para 100 dias de lactação de vacas saudáveis ou com DAE" width="834" height="406" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1.jpg 834w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-300x146.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-768x374.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-370x180.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-270x131.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-740x360.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-1-150x73.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 834px) 100vw, 834px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Curva de lactação estimada para 100 dias de lactação de vacas saudáveis ou com DAE. Fonte: Detilleux et al. (1996)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34311" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2.jpg" alt="Visão de um corte transversal de uma vaca com e sem deslocamento de abomaso" width="733" height="360" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2.jpg 733w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2-300x147.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2-370x182.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2-270x133.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-2-150x74.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 733px) 100vw, 733px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Visão de um corte transversal de uma vaca com e sem deslocamento de abomaso à esquerda. A- Abomaso; B- Rúmen; C- Omaso. Fonte: Bolivar Faria.</span></p>
<h3>Quais são as teorias sobre a etiologia do DAE?</h3>
<ul>
<li><strong>Teoria mecânica</strong>: Nessa teoria, o fator que favorece o desenvolvimento do DAE seria a <strong>pressão exercida pelo útero gravídico</strong> no abomaso durante o final da gestação. O menor enchimento do rúmen permitiria um maior espaço na cavidade abdominal para que ocorra o DAE.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34312" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3.jpg" alt="Útero gravídico (linhas tracejadas) comprimindo toda cavidade abdominal" width="613" height="618" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3.jpg 613w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3-298x300.jpg 298w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3-150x151.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3-370x373.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3-270x272.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-3-96x96.jpg 96w" sizes="auto, (max-width: 613px) 100vw, 613px" /></p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: 16px;">Na imagem podemos observar a ilustração de um útero gravídico (linhas tracejadas) comprimindo toda cavidade abdominal, inclusive o rúmen, e quando essa vaca tem o parto, o útero reduz de tamanho e o abomaso passa a ter espaço para deslocar. </span></p>
<p>Entretanto, quando avaliamos alguns estudos que levam em conta a incidência de deslocamento de abomaso nos dias de lactação, é possível perceber que <strong>não existe deslocamento de abomaso nos primeiros 4 a 5 dias de lactação</strong>, ou seja, em um momento que o útero já teria evoluído bastante e que a vaca já começa a se alimentar no pós-parto.</p>
<p><strong>Se essa teoria fosse certeira, teríamos sempre a maior incidência de deslocamento no dia do parto ou um dia depois</strong>. O que observamos é que a maior incidência desse problema ocorre na segunda semana de lactação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34313" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-1024x397.jpg" alt="Gráfico demonstrando a disposição de dias de diagnóstico em 54 casos de deslocamento de abomaso à esquerda" width="770" height="299" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-1024x397.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-300x116.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-768x298.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-370x143.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-270x105.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-740x287.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4-150x58.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-4.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Gráfico demonstrando a disposição de dias de diagnóstico em 54 casos de deslocamento de abomaso à esquerda. Fonte: Varden (1979)</span></p>
<ul>
<li><strong>Doenças concorrentes</strong>: Essa teoria sustenta que qualquer problema que a vaca tenha (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/">retenção de placenta</a></strong>, metrite, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-em-vacas-leiteiras/">hipocalcemia</a></strong>&#8230;) e que ocorra a produção de endotoxinas, histaminas e epinefrinas levaria a uma queda da motilidade abomasal.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34314" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5.jpg" alt="Gráfico mostrando em vermelho que vacas com deslocamento de abomaso e que tiveram alguma outra doença ao mesmo tempo e em verde, vacas deslocadas mas sem presença de outra doença. " width="1000" height="642" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5.jpg 1000w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-300x193.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-768x493.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-370x238.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-270x173.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-740x475.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-5-150x96.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p>Gráfico mostrando em vermelho que vacas com deslocamento de abomaso e que tiveram alguma outra doença ao mesmo tempo e em verde, vacas deslocadas mas sem presença de outra doença.</p>
<p>Isso retrata que <strong>é mais comum o diagnóstico de deslocamento de abomaso em conjunto a outra doença concorrente</strong> (principalmente a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong>) e isso ocorre pelo fato de que a vaca deslocada reduz a ingestão de matéria seca, o que automaticamente mobiliza mais reserva corporal e produção alta de corpos cetônicos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34315" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-1024x458.jpg" alt="Relação entre algumas doenças metabólicas no período de transição" width="770" height="344" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-1024x458.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-300x134.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-768x344.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-370x166.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-270x121.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-740x331.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6-150x67.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-6.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Relação entre algumas doenças metabólicas no período de transição. Fonte: Bolivar Faria</span></p>
<p>Uma dica importante então é que <strong>sempre ao corrigir o deslocamento de abomaso, seja realizado também tratamentos de suporte</strong>, como a administração de <i>Drench</i> com propilenoglicol e com uma quantidade boa de cálcio, além disso, avalie metrite nesse animal e a necessidade de antibioticoterapia já direciona a metrite e não apenas na recuperação da cirurgia. Isso tudo contribui bastante na recuperação da vaca e na produção de leite.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-34316" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-1024x313.jpg" alt="Algumas doenças relacionadas ao periparto de 1063 vacas e sua associação ao DAE" width="770" height="235" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-1024x313.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-300x92.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-768x235.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-370x113.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-270x82.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-740x226.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7-150x46.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-7.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Algumas doenças relacionadas ao periparto de 1063 vacas e sua associação ao DAE. Fonte: Leblanc et al. (2005).</span></p>
<h2>Consequências do deslocamento de abomaso</h2>
<p>Dentre as consequências desse quadro de deslocamento, podemos citar:</p>
<ul>
<li>Diminuição na ingestão de alimentos;</li>
<li>Desidratação;</li>
<li>Emagrecimento e redução significativa na produção de leite;</li>
<li>Queda na eficiência reprodutiva e aumento da susceptibilidade a outras doenças, como cetose e metrite;</li>
<li>Se não tratada adequadamente, pode resultar em úlceras hemorrágicas​ que ultrapassam o tecido abomasal podendo gerar peritonite.</li>
</ul>
<h2>Como reconhecer um quadro de deslocamento de abomaso?</h2>
<p>Os sinais clínicos podem variar, mas incluem:</p>
<ul>
<li>Animal diminui consumo de alimento e produção de leite;</li>
<li>Comportamento alterado: letargia e isolamento do rebanho;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">Fezes</a></strong> mais pastosas com fibras pequenas e menor quantidade, podendo ter diarreia;</li>
<li>Apetite selecionador onde prefere volumoso e rejeita concentrado;</li>
<li>Som metálico na auscultação com percussão: com auxílio de um estetoscópio consigo identificar a presença de <i>ping</i> metálico.</li>
</ul>
<p><strong>Quando há deslocamento de abomaso para a esquerda, o curso da doença pode ser mais longo.</strong></p>
<p>Apesar de mudar sua posição anatômica, ele não torce e, assim, continua tendo fluxo do abomaso para o intestino. Nesse caso, o animal vai ter perda da condição corporal, desidratação, distúrbio ácido-base, mas menos intenso.</p>
<p>Quando o abomaso deslocado, há retenção do ácido clorídrico e não vai haver absorção do hidrogênio, assim, animal pode entrar em alcalose hipoclorêmica e hipocalêmica (falta potássio e cloro no sangue) e alcalose metabólica. As vacas conseguem viver com o abomaso deslocado por muito tempo sendo não urgente, mas é desejável que o tratamento seja realizado o quanto antes.</p>
<h2>Como conduzir e tratar?</h2>
<p>Devolver o abomaso à sua posição original ou aproximada: <strong>baseia-se em método cirúrgico</strong>, onde há várias técnicas, onde a escolha da técnica dependerá exclusivamente da preferência do cirurgião:</p>
<ol>
<li>Flanco esquerdo;</li>
<li>Flanco direito;</li>
<li>Omentopexia;</li>
<li>Abomasopexia;</li>
<li>Fixação às cegas.</li>
</ol>
<p>A utilização da técnica de omentopexia é bastante comum em casos de deslocamento à esquerda e nela haverá a recuperação da posição do órgão trazendo da esquerda para direita e no deslocamento a direita devo me preocupar a desfazer a torção e fazer a fixação do órgão.</p>
<p>Na correção do deslocamento a direita, é importante que o líquido acumulado seja retirado, devido a presença de toxinas, pois ao retornar o órgão para a sua posição anatômica após a distorção, há a passagem desse conteúdo para o intestino, onde essas toxinas presentes são absorvidas e podem levar o animal a óbito por um problema septicêmico grave.</p>
<ul>
<li>É importante ressaltar que o <strong>DAE não é considerado uma cirurgia de emergência</strong> porque não tem estase venosa, já o <strong>DAD é necessário uma cirurgia emergencial</strong>.</li>
<li>Corrigir o balanço eletrolítico do animal e a desidratação.</li>
<li>Providenciar tratamento adequado para as doenças associadas: Buscar compreender o motivo da manifestação da doença como por exemplo cetose e instituir tratamento adequado para a causa primária.</li>
</ul>
<h2>Como calcular a incidência do deslocamento de abomaso?</h2>
<p>A incidência será:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34306" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-8.jpg" alt="Incidência do deslocamento de abomaso" width="358" height="111" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-8.jpg 358w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-8-300x93.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-8-270x84.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-8-150x47.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px" /></p>
<p><strong>Mas quem é a população em risco?</strong></p>
<p>A vaca que teve um pato e estiver no período de transição.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34307" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9.jpg" alt="Incidência DAE" width="704" height="107" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9.jpg 704w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9-300x46.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9-370x56.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9-270x41.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-9-150x23.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 704px) 100vw, 704px" /></p>
<p><strong>Qual a incidência aceitável?</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34308" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10.jpg" alt="Incidência de deslocamento de abomaso aceitável" width="402" height="75" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10.jpg 402w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10-300x56.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10-370x69.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10-270x50.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/deslocamento-abomaso-10-150x28.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 402px) 100vw, 402px" /></p>
<p>Essa incidência de deslocamento hoje vem sendo muito questionada e muitos autores já dizem que <strong>deve ser menor que 1%</strong>, números esses que já são alcançados em muitas fazendas.</p>
<h2>Previna perdas e maximize o desempenho do rebanho</h2>
<p>O deslocamento de abomaso é um problema que pode comprometer a saúde, a produção e o lucro da fazenda. Com o manejo adequado e estratégias de prevenção, é possível reduzir sua ocorrência e manter o rebanho em alta performance.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática, como integrar sanidade, nutrição e gestão para resultados sustentáveis e lucrativos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Gastroenterites verminóticas: quais os impactos dessas verminoses nos bovinos leiteiros?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/gastroenterite-verminotica-em-bovinos-leiteiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2024 19:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[gastroenterite verminótica]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As parasitoses dos bovinos são responsáveis por provocar perdas diretas e indiretas na pecuária leiteira, o que torna fundamental a compreensão dos seus agentes para se ter então um efetivo controle. As verminoses provocam diversas perdas produtivas e econômicas nos rebanhos, como menor produção de leite, redução no ganho de peso e crescimento e até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As parasitoses dos bovinos são responsáveis por provocar perdas diretas e indiretas na pecuária leiteira, o que torna fundamental a compreensão dos seus agentes para se ter então um efetivo controle. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As verminoses provocam diversas perdas produtivas e econômicas nos rebanhos, como menor produção de leite, redução no ganho de peso e crescimento e até mesmo menor resposta vacinal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido a cada vez mais a exploração intensiva dos bovinos leiteiros, muitas condições às quais esses animais são submetidos, como o confinamento, acúmulo de matéria orgânica, umidade, aliado a condições ruins de higiene e alta densidade de animais <strong>irão resultar no potencial aumento de contaminação ambiental e a infecção dos animais</strong>, favorecendo o aparecimento de verminoses.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir sobre a gastroenterite verminótica nos bovinos, trazendo os principais helmintos e também protozoários envolvidos no problema. Além disso vamos tratar sobre os impactos que essa verminose traz para os bovinos leiteiros e também estratégias de controle e prevenção.  </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que é gastroenterite verminótica?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A gastroenterite verminótica é considerada um dos <strong>grandes problemas sanitários que acometem os bovinos devido às perdas substanciais ocasionadas</strong>. Ela é causada por parasitas internos que irão hospedar o trato gastrointestinal do bovino e se alimentar de proteínas, vitaminas, açúcares e sais minerais, provocando no animal uma série de sintomas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>gastroenterite</strong> é uma inflamação do revestimento gástrico, do intestino grosso e delgado. É normalmente causada pela infecção por um microrganismo, mas também pode ser causada pela ingestão de toxinas químicas ou remédios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em bovinos temos a percepção de comuns endoparasitas, sendo eles:  </span></p>
<p><b>Helmintos: </b><span style="font-weight: 400;">também conhecidos como vermes, são metazoários que podem ser de vida livre ou parasitária, se dividindo em dois filos:</span></p>
<ol>
<li><b>Nematelmintos (vermes cilíndricos);</b></li>
<li><b>Platelmintos (vermes achatados).</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><b>estrongilídeos</b><span style="font-weight: 400;"> que acometem os ruminantes compõem gêneros distribuídos em várias famílias dentro da ordem pertencente, sendo: </span><i><span style="font-weight: 400;">Haemonchus, Trichostrongylus</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Ostertagia.</span></i></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2><em>Ostertagia spp.</em></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">São parasitas que apresentam alta patogenicidade mesmo em cargas parasitárias menores, o que provoca muitas perdas produtivas. Afetam o abomaso de bovinos, sendo um dos <strong>principais causadores de gastrite parasitária em ruminantes</strong>. Os sinais clínicos mais comuns são a perda de apetite e perda de peso.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29777 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-1.jpg" alt="Ostertagia spp." width="389" height="345" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-1.jpg 389w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-1-300x266.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-1-370x328.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-1-270x239.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-1-338x300.jpg 338w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-1-150x133.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 389px) 100vw, 389px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><i>Ostertagia spp.</i></span></p>
<h2><em>Haemonchus spp.</em></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É um principal nematódeo que afeta o abomaso dos bovinos, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. São parasitos hematófagos, possuindo uma pequena cápsula bucal, sendo responsável por causar grandes danos aos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É responsável por <strong>causar ao animal anemia severa, edema submandibular, perda de apetite e perda de peso.</strong></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29778 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-3.jpg" alt="Heamonchus spp." width="408" height="353" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-3.jpg 408w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-3-300x260.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-3-370x320.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-3-270x234.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-3-347x300.jpg 347w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-3-150x130.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 408px) 100vw, 408px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><i>Heamonchus spp.</i></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2><em>Trichostrongylus axei</em></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do gênero Trichostrongylus, essa espécie é de maior ocorrência nos bovinos no Brasil, sendo <strong>responsável por causar lesões circulares ou em placa na mucosa abomasal</strong>. Além disso, podem ser observados hipoalbuminemia e hiperglobulinemia, alterações no pH e aumento das concentrações séricas de pepsinogênio.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29779 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-2.jpg" alt="Trichostrongylus axei" width="456" height="354" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-2.jpg 456w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-2-300x233.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-2-370x287.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-2-385x300.jpg 385w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-2-270x210.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-2-150x116.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 456px) 100vw, 456px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><i>Trichostrongylus axei</i></span></p>
<h2><em>Cooperia spp.</em></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O gênero Cooperia spp possui três espécies mais prevalentes nos bovinos: </span><i><span style="font-weight: 400;">C. punctata, C. pectinata</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">C. oncophora</span></i><span style="font-weight: 400;">. <strong>Afetam o intestino delgado dos ruminantes</strong>, tendo os sinais clínicos mais frequentes, perda de apetite e a perda de peso.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29780 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-5.jpg" alt="Cooperia spp" width="510" height="183" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-5.jpg 510w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-5-300x108.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-5-370x133.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-5-270x97.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-5-150x54.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 510px) 100vw, 510px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><i>Cooperia spp</i></span></p>
<h2><em>Strongyloides papillosus</em></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É um nematóide que parasita o intestino delgado infectando os animais por <strong>penetração ativa das larvas</strong> pela via cutânea ou pela <strong>ingestão de alimentos contaminados</strong>.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29781 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-4.jpg" alt="Strongyloides papillosus" width="436" height="214" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-4.jpg 436w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-4-300x147.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-4-370x182.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-4-270x133.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-4-150x74.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 436px) 100vw, 436px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><i>Strongyloides papillosus</i></span></p>
<h2>Eimeria sp.</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O gênero </span><b>Eimeria</b><span style="font-weight: 400;"> é um dos mais importantes protozoários que parasitam o trato gastrointestinal dos bovinos, responsável por desencadear enterite contagiosa que provoca o aparecimento da diarreia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa parasitose é causada por protozoários coccídios, o qual apresenta seu ciclo com uma fase de reprodução assexuada e outra sexuada. Os oocistos possuem uma grande capacidade de sobrevivência no ambiente, local onde eles são considerados infectantes e que ocorre a esporulação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O local de criação dos animais interfere diretamente sobre as características da eimeriose. Quando se tem alta densidade populacional, criações intensivas, falta de higiene no ambiente, cocho e bebedouros, a doença pode ocorrer com maior frequência e gravidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A associação da Eimeria sp. com helmintos é muito frequente e isso tende a elevar a gravidade do parasitismo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29782 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-6.jpg" alt="Imagem de oocisto de Eimeria na forma esporulada" width="280" height="200" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-6.jpg 280w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-6-270x193.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-6-150x107.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de oocisto de Eimeria na forma esporulada. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Google imagens</span></span></p>
<h2>Moniezia spp</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>Moniezia spp</b><span style="font-weight: 400;"> é um cestóide que parasita o intestino delgado dos bovinos, causando sérios prejuízos ao animal. Esse helminto necessita de um hospedeiro definitivo, que são os ruminantes e um intermediário, no caso um ácaro de vida livre para que seu ciclo evolutivo seja completo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os parasitas adultos são encontrados no intestino delgado dos ruminantes, onde os ovos são eliminados nas fezes. A infecção do ruminante se dá quando ele ingere o hospedeiro intermediário (ácaro) junto com a pastagem, por exemplo. As larvas são capazes de fixar na parede do intestino delgado dos ruminantes, competindo assim com os nutrientes ingeridos por ele.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29783 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-7.jpg" alt="Imagem microscópica de ovos de Moniezia spp." width="640" height="620" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-7.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-7-300x291.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-7-370x358.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-7-270x262.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-7-310x300.jpg 310w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/04/gastroenterites-verminoticas-7-150x145.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem microscópica de ovos de Moniezia spp. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Bruna Fernanda da Silva</span></span></p>
<h2>Mas qual o impacto da gastroenterite verminótica nos bovinos leiteiros?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A gastroenterite verminótica pode causar uma série de prejuízos aos bovinos, afetando tanto a sua saúde quanto a sua produtividade e desempenho. Essas verminoses por serem consideradas silenciosas, ou seja, o produtor não conseguirá ver a contaminação acontecer, os sintomas observados podem ser considerados em grande parte deles os impactos que essas verminoses causam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os impactos mais comuns de se observar nesses casos, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Perda de peso e condição corporal</b><span style="font-weight: 400;">: A gastroenterite pode resultar em danos no trato gastrointestinal dos animais, provocando sintomas como </span><b>diarreia, perda de apetite e desnutrição</b><span style="font-weight: 400;">. O resultado disso será a perda de peso e de <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>condição corporal</strong></a>, o que afeta a saúde e o desempenho do animal. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Redução na produção de leite</b><span style="font-weight: 400;">: Animais afetados por gastroenterite verminótica podem ter <a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>queda na produção de leite</strong></a> devido aos sinais clínicos da doença, como a desidratação, perda de peso, queda de consumo, desnutrição e estresse. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Desidratação e desequilíbrio eletrolítico</b><span style="font-weight: 400;">: Devido a diarreia severa causa pela gastroenterite, a desidratação e o desequilíbrio eletrolítico estarão presentes, resultando no agravamento do problema e até mesmo levando a morte do animal em casos mais graves e que não há intervenção imediata. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Anemia</b><span style="font-weight: 400;">: Algumas espécies de parasitas intestinais como os nematoides, podem se alimentar do sangue dos bovinos, o que irá provocar anemia. Como resultado o animal apresenta sinais de fraqueza, letargia e maior susceptibilidade a outras doenças. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses sinais que podem ser observados em quadros de gastroenterite verminótica, é comum também termos a presença de pelos arrepiados, crescimento retardado e abdome aumentado.</span></p>
<h2>Como controlar e prevenir?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido às grandes perdas econômicas geradas pelas verminoses, deter de medidas de controle e prevenção efetivas é crucial na propriedade. Dentre as medidas mais comuns, devem estar inclusas medidas de manejo e práticas de saúde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como forma de tentativa de controle das verminoses, é comum a </span><b>utilização indiscriminada e de maneira errada de anti-helmínticos</b><span style="font-weight: 400;">, caracterizando hoje uma </span><b>excessiva vermifugação</b><span style="font-weight: 400;">, sem embasamento em exames ou recomendações específicas para os desafios da propriedade, o que contribui para a </span><b>resistência anti-helmíntica</b><span style="font-weight: 400;">, o que hoje já acontece, pode-se dizer ser comum e preocupante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deter e estar preocupado com </span><b>tratamentos direcionados</b><span style="font-weight: 400;"> deve ser o foco dentro das propriedades, ao invés de buscar protocolos mágicos e segui-los como uma receita de bolo. Para isso, existem </span><b>exames</b><span style="font-weight: 400;"> como o </span><b>Ovos por Grama de Fezes (OPG)</b><span style="font-weight: 400;">, que é uma ferramenta para diagnóstico barata, de fácil execução, com possibilidade de ser feito na própria fazenda, sendo necessário apenas um microscópio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse exame é baseado na quantificação de ovos de helmintos nas fezes dos animais, oferecendo um indicativo da carga parasitária presente e a espécie de parasita, visto que diferentes parasitas têm diferentes impactos sobre a saúde do animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir disso, é possível ter decisões assertivas sobre as medidas de controle específicas, o que pode incluir </span><b>tratamento antiparasitário direcionado</b><span style="font-weight: 400;">, a fim de evitar o uso em larga escala e de maneira desordenada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é importante que práticas de manejo sejam empregadas com o intuito de reduzir a exposição dos animais aos parasitas. Isso inclui manejo adequado do esterco, rotação de pastagem em sistema de criação a pasto e também medidas de biosseguridade e higiene. Dentre esses manejos podemos citar: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Bebedouros e cochos limpos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Locais de estadia dos animais higienizados;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Qualidade de água</strong></a> fornecida;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Desinfecção estratégica dos ambientes;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Evitar superlotação.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, sabemos que a gastroenterite verminótica pode causar uma série de prejuízos aos bovinos leiteiros, <strong>resultando em custos mais altos, menor eficiência alimentar, redução na produção de leite e risco de problemas de saúde adicionais</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, é notório a importância da adoção de medidas de prevenção e controle eficazes das verminoses, as quais incluem práticas de manejo adequadas, monitoramento da saúde e estratégias de controle integrado de parasitas.</span></p>
<h2>Combata as verminoses e proteja o desempenho do seu rebanho</h2>
<p>As gastroenterites verminóticas comprometem a saúde, o ganho de peso e a produção de leite, gerando prejuízos diretos à fazenda.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><b>Curso</b> <b>Gestão na Pecuária Leiteira</b></a> do Rehagro, você aprende estratégias de manejo sanitário e nutricional para prevenir, diagnosticar e controlar essas verminoses, mantendo o rebanho saudável e produtivo o ano todo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-26853" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes.jpg" alt="Victor Hugo Simões" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/gastroenterite-verminotica-em-bovinos-leiteiros/">Gastroenterites verminóticas: quais os impactos dessas verminoses nos bovinos leiteiros?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Fisiologia do rúmen: você sabe como esse órgão funciona?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Feb 2024 11:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[fisiologia animal]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[rúmen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O rúmen é o primeiro compartimento do sistema digestivo dos bovinos e o maior dentre as quatro câmaras do estômago. O alimento chega no rúmen e lá serão digeridos ou degradados por processos fermentativos, os quais são realizados por microrganismos ali presentes, como é o caso de bactérias, protozoários e fungos.   Nesse texto iremos abordar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O rúmen é o primeiro compartimento do <strong>sistema digestivo dos bovinos e o maior dentre as quatro câmaras do estômago.</strong> O alimento chega no rúmen e lá serão digeridos ou degradados por processos fermentativos, os quais são realizados por microrganismos ali presentes, como é o caso de bactérias, protozoários e fungos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos abordar sobre o funcionamento ruminal, compreendendo desde a sua anatomia até a importância da sua motilidade. Além disso, iremos entender razões pelas quais é fundamental conhecer mais sobre esse funcionamento. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Entendendo a anatomia do rúmen</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O rúmen é lateralmente comprimido e se estende da parte cárdica, pouco abaixo do meio do sétimo espaço intercostal, até a entrada pélvica, no teto do assoalho abdominal, e da parede corporal esquerda do animal ao longo da linha média, caudal e ventralmente podendo alcançar o flanco ventral direito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O rúmen possui uma face parietal, adjacente ao diafragma e à parede abdominal lateral esquerda e ventral e uma face visceral, onde se encontra contra o fígado, intestinos, omaso e abomaso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele possui vários compartimentos formados por inflexões de sua parede que formam os pilares do rúmen que são projetados para o seu lúmen, o que divide o órgão em saco dorsal e ventral. A parte dorsal é dividida em saco cranial, saco dorsal e saco cego caudodorsal. A parte ventral consiste no saco ventral e no saco cego caudoventral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mucosa ruminal é formada por </span><b>papilas</b><span style="font-weight: 400;"> cônicas que se projetam para a luz a partir da membrana mucosa, que podem ter 1,5 cm de comprimento e conter um eixo de tecido conjuntivo altamente vascularizado, composto por fibra colágenas finas e fibras elásticas. O hábito alimentar dos ruminantes define o número, distribuição e tamanho das papilas, que são dependentes da ação trófica dos alimentos sobre o desenvolvimento da mucosa.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28398 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-2.jpg" alt="Estômago do bovino" width="879" height="262" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-2.jpg 879w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-2-300x89.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-2-768x229.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-2-370x110.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-2-270x80.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-2-740x221.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-2-150x45.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 879px) 100vw, 879px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">A &#8211; Estômago bovino, lado esquerdo. B &#8211; Estômago bovino, lado direito. 1 – retículo, 2 – omaso, 3 – abomaso, 4 – rúmen. Fonte: Dyce, 2010.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28399 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-4.jpg" alt="Secção transversal esquemática da cavidade abdominal para mostrar a disposição do omento maior" width="597" height="344" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-4.jpg 597w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-4-300x173.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-4-370x213.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-4-270x156.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-4-150x86.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Secção transversal esquemática da cavidade abdominal para mostrar a disposição do omento maior. 1, saco dorsal do rúmen; 2, saco ventral do rúmen; 3, parede superficial do omento maior; 4, parede profunda do omento maior; 5, bolsa omental; 6, duodeno descendente; 7, massa intestinal; 8, rim direito; 9, aorta; 10, veia cava caudal; 11, recesso supra omental; 12, fixação retroperitoneal do rúmen. Fonte: Dyce, 2010</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Fisiologia ruminal</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O rúmen tem importante papel no trato digestivo dos ruminantes devido à sua capacidade de fermentação. Esse órgão fornece um ambiente ideal para sobrevivência e atividade de microrganismos como bactérias e protozoários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de </span><b>bactérias celulolíticas</b><span style="font-weight: 400;"> é importante devido à característica da <a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dieta das vacas</strong></a>, elas produzem enzimas capazes de romper as ligações dos açúcares que compõem a celulose e hemicelulose dos alimentos, elas clivam as ligações β dos carboidratos estruturais da parede celular dos vegetais e utilizam as hexoses e pentoses liberadas para obter energia, o produto final de sua fermentação são os </span><b>ácidos graxos voláteis</b><span style="font-weight: 400;"> (AGVs) acetato, butirato e propionato. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os AGVs são rapidamente absorvidos por difusão não iônica através do epitélio do pré-estômago e usados pelo ruminante para obtenção de energia. O pH ruminal médio permanece maior que 5,7, no entanto, podem haver variações de acordo com a dieta dos animais, por exemplo, dietas ricas em forragem promovem um pH ruminal mais alto entre 6,5 – 7,0, enquanto dietas ricas em grãos diminuem o pH ruminal devido à maior produção de ácidos graxos.</span></p>
<h2>Manutenção do ambiente ruminal</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem mecanismos fisiológicos ruminais para manter o ambiente adequado para o crescimento de bactérias, fungos e protozoários, favorecendo o processo fermentativo. Essas condições incluem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Manutenção da temperatura</strong><span style="font-weight: 400;">: mantida relativamente constante, em média 39º C pelos mecanismos homeostáticos que mantêm as condições fisiológicas dentro do hospedeiro. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Manutenção do pH</strong>:</span><span style="font-weight: 400;"> o pH ruminal deve estar dentro da faixa ideal para o desenvolvimento dos microrganismos. As bactérias celulolíticas e protozoários necessitam de pH de 6,2 ou mais alto, enquanto as bactérias amilolíticas são ativas em condições mais ácidas com pH em torno de 5,7. Portanto o pH do fluido ruminal afeta a degradação dos alimentos e o seu valor varia de 5,5 – 7,0, para manter o pH em níveis adequados a salivação é muito importante que pela concentração elevada de bicarbonato, fosfato e potássio e capaz de tamponar o rúmen.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Ausência de oxigênio</strong><span style="font-weight: 400;">: o </span><b>ambiente anaeróbico</b><span style="font-weight: 400;"> é necessário para que as bactérias anaeróbicas estritas sejam capazes de realizar a </span><b>digestão fermentativa</b><span style="font-weight: 400;">. Ocorre a passagem de oxigênio para o rúmen através da ingestão dos alimentos ingeridos, água e por difusão sanguínea, porém é usado rapidamente por bactérias anaeróbicas facultativas e/ou eliminado por eructação.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Manutenção dos padrões de motilidade características. </strong></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Presença de microrganismos</strong>. </span></li>
</ul>
<h2>Motilidade ruminal</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Ocorrem </span><span style="font-weight: 400;">três tipos distintos de contrações no rúmen</span><span style="font-weight: 400;"> que desempenham papéis diferentes: </span><b>mistura da ingesta </b><span style="font-weight: 400;">com as bactérias ruminais, </span><b>remoção de gases (eructação) </b><span style="font-weight: 400;">produzidos durante a fermentação e </span><b>regurgitação do conteúdo luminal (ruminação) </b><span style="font-weight: 400;">de modo que possa ser mastigado adicionalmente para ajudar no processo de degradação pelas bactérias do rúmen. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada tipo de contração é controlado por um reflexo programado distinto no bulbo em resposta aos estímulos pelos nervos eferentes do vago, isso impede, por exemplo, que durante a contração de regurgitação ocorra a passagem de gás do rúmen ou que durante o reflexo de eructação ocorra entrada de material fibroso no esôfago. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ingesta no rúmen forma camadas distintas dentro do órgão, as partículas de forragens mais longas flutuam na estrutura denominada </span><b>colchão fibroso, </b><span style="font-weight: 400;">dorsalmente à essa camada encontramos a fase gasosa ou camada gasosa do rúmen, onde os gases produzidos pela fermentação bacteriana, metano e CO</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;"> situam-se. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ventralmente ao colchão fibroso encontramos um conteúdo mais líquido, com partículas pequenas, nessa porção temos maior absorção de AGVs e maior concentração de bactérias onde ocorre a fermentação, essa porção está apta ao direcionamento ao omaso e abomaso. </span></p>
<h3>Contrações de mistura</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Servem para </span><b>manter o conteúdo ruminal bem misturado</b><span style="font-weight: 400;">, buscando promover uma fermentação efetiva. Esse movimento começa próximo da cárdia (local de entrada do esôfago) e prossegue pela superfície dorsal até a parte caudal do rúmen, essa contração prossegue até a porção ventral do rúmen e o retículo e por fim, retorna à região da cárdia. Durante esse processo o material presente no rúmen é transferido do saco dorsal do rúmen para o saco ventral, depois para o saco cego caudal dorsal e de volta ao saco dorsal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse processo de mistura leva entre 30 – 50 segundos e as contrações ocorrem uma depois da outra, é possível auscultar com estetoscópio sobre a região da fossa paralombar esquerda. Ausculta-se aproximadamente três sons ribombantes a cada 2 minutos em uma vaca saudável, e esse processo só é interrompido caso haja contrações de regurgitação ou eructação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de material fibroso é importante fator para estimulação das contrações, o colchão fibroso também é denominado de </span><i><span style="font-weight: 400;">“fator scratch”, </span></i><span style="font-weight: 400;">pois a presença de material fibroso espesso promove um aumento das contrações tanto da mistura quanto de regurgitação do rúmen.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28400 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-3.jpg" alt="Imagem ilustrando a contração de mistura do rúmen" width="227" height="128" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-3.jpg 227w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-3-150x85.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 227px) 100vw, 227px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem ilustrando a contração de mistura do rúmen. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Reece (2017).</span></span></p>
<h3>Contrações de eructação</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a fermentação ruminal são produzidos a cada minuto 2 L de gás, principalmente o dióxido de carbono e em pequenas quantidades, metano. Esses gases precisam ser removidos para evitar a distensão do rúmen. Cada contração dura 30 segundos para se completar e ocorre uma eructação depois de três a cinco contrações de mistura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse reflexo é iniciado por nervos aferentes vagais que detectam a distensão do rúmen dorsal pelo gás. As contrações se iniciam na porção caudal do órgão, seguem para o saco cego caudal dorsal para o saco dorsal, simultaneamente ao relaxamento do saco caudal ventral do rúmen, permitindo a entrada de gás no esôfago, ele é propelido em movimento ascendente no esôfago por um esforço inspiratório contra a nasofaringe parcialmente fechada. Isso ocasiona a entrada de parte do gás eructado na traqueia e pulmões, ele é expelido pelas narinas durante a expiração seguinte.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28401 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-5.jpg" alt="Reflexo de eructação dos bovinos." width="348" height="227" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-5.jpg 348w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-5-300x196.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-5-270x176.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-5-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 348px) 100vw, 348px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Reflexo de eructação dos bovinos. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Reece (2017).</span></span></p>
<h3>Contrações de regurgitação</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Permitem a transferência do material formado por partículas grandes do rúmen para a boca. Para que a vaca possa mastigá-lo para reduzir o tamanho das partículas e aumentar a área de superfície disponível para fixação das bactérias, a presença do colchão fibroso provoca o início do reflexo de regurgitação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa contração começa pela contração na porção média do saco dorsal, esse movimento força o colchão fibroso em direção à cárdia, enquanto a camada de gás do rúmen é direcionada para a parte caudal do rúmen. Ocorre um esforço inspiratório contra a nasofaringe fechada e o esfíncter esofágico superior aberto que cria uma grande pressão negativa no esôfago para que o material fibroso entre no esôfago, através do esfíncter esofágico inferior relaxado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença do material fibroso no esôfago ocasiona contrações antiperistálticas, retrógradas que leva o bolo para dentro da boca. O bolo é mastigado por alguns minutos e deglutido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de fibra detergente neutra (FDN) na dieta afeta a taxa de regurgitação, e o material fibroso demora 3 dias para ser digerido no rúmen. A regurgitação também favorece a produção de saliva, importante na manutenção de pH ruminal pela sua ação tamponante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Normalmente ocorre uma contração de regurgitação a cada 2-3 minutos entre as contrações de mistura e de eructação, em um rebanho em repouso pelo menos 60% das vacas devem estar mastigando ativamente o material regurgitado.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28402 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-1.jpg" alt="Reflexo de regurgitação no rúmen" width="233" height="201" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-1.jpg 233w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/rumen-1-150x129.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Reflexo de regurgitação. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Reece (2017).</span></span></p>
<h2>Mas porque é importante entender sobre o funcionamento do rúmen?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender melhor sobre o funcionamento do rúmen, bem como a ocorrência de suas contrações, é fundamental por várias razões e dentre elas podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Eficiência alimentar</b><span style="font-weight: 400;">: O rúmen é o órgão responsável pela fermentação dos alimentos fibrosos que a vaca ingere, por isso compreender como ele funciona pode permitir a otimização das dietas, ou seja, a garantia se que os nutrientes sejam digeridos e absorvidos de forma adequada, elevando assim a eficiência alimentar.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Saúde digestiva:</b><span style="font-weight: 400;"> Para a movimentação dos alimentos dentro do rúmen as contrações ruminais são essenciais, pois culminam promovendo uma digestão eficiente. Conhecer sobre essas contrações pode ajudar na identificação precoce de problemas digestivos, como é o caso da <a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>acidose ruminal</strong></a> e <a href="https://rehagro.com.br/blog/timpanismo-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>timpanismo</strong></a>. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Bem-estar:</b><span style="font-weight: 400;"> Sabemos que o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar das vacas</strong></a> está profundamente ligado à saúde do rúmen. Vacas com um bom funcionamento ruminal se sentem mais confortáveis, o que vai ser evidenciado por comportamentos tranquilos. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Desempenho produtivo:</b><span style="font-weight: 400;"> Vacas saudáveis e com adequado funcionamento ruminal irão ter um desempenho produtivo promissor dentro da atividade. Uma dieta bem equilibrada aliada a uma função ruminal eficiente irão contribuir para uma melhor produção e <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>qualidade do leite</strong></a>. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Monitoramento da saúde:</b><span style="font-weight: 400;"> Além das contrações ruminais serem um bom indicador da saúde digestiva e evidenciar problemas digestivos, elas também podem ser um sinal precoce de outros problemas de saúde nos animais. Redução na frequência ou intensidade das contrações podem indicar a presença de dor ou desconforto, permitindo assim intervenções em estágios iniciais dos problemas. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, é importante compreender melhor as contrações ruminais e o funcionamento do rúmen para a garantia do bem-estar, da saúde e do desempenho produtivo das vacas leiteiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso permite aos produtores tomar decisões antecipadas e informadas sobre dieta, manejo e cuidados de saúde, o que irá contribuir para o sucesso da atividade leiteira.</span></p>
<h2>Aprofunde seus conhecimentos e leve sua produção de leite a outro nível</h2>
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<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Raiva em bovinos: entendendo, prevenindo e controlando</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Feb 2024 11:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[raiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A raiva é uma doença viral que tem como característica o acometimento do sistema nervoso central, sendo que sua evolução é drástica e sempre letal. É uma doença endêmica, transmitida por morcegos hematófagos, causada por um vírus que possui RNA envelopado e é considerada uma das maiores zoonoses em saúde pública, chegando a 100% de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A raiva é uma doença viral que tem como característica o acometimento do sistema nervoso central, sendo que sua evolução é drástica e sempre letal</span><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">É uma doença endêmica, transmitida por morcegos hematófagos, causada por um vírus que possui RNA envelopado e <strong>é considerada uma das maiores zoonoses em saúde pública, chegando a 100% de letalidade. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A raiva em herbívoros, ou seja, naqueles animais que se alimentam de plantas e algas, como é o caso dos bovinos, tem sido notificada em todos os estados do Brasil e já registrou 50.944 casos de 1999 até julho de 2022. <strong>Só em 2021 foram registrados 661 casos de raiva no Brasil, sendo destes, 642 casos em ruminantes.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto traremos informações sobre a raiva, bem como seu ciclo epidemiológico de transmissão, patogenia, os sinais clínicos iniciais e os aparentes conforme a doença evolui e também sobre o diagnóstico e as medidas de controle e prevenção que são fundamentais. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Ciclo epidemiológico da raiva</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><b>ciclo epidemiológico de transmissão da raiva</b><span style="font-weight: 400;"> temos os morcegos infectados que podem contaminar outros morcegos, os animais de produção (bovinos), animais silvestres e o homem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal forma de transmissão é pela mordedura, onde há inoculação de saliva com o vírus. Dentre os possíveis ciclos epidemiológicos, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Ciclo aéreo: </b><span style="font-weight: 400;">morcegos contaminados contaminam morcegos, animais de produção, silvestres e o homem;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Ciclo rural</b><span style="font-weight: 400;">: contaminação entre animais de produção, onde um foi infectado pela mordida do morcego;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Ciclo urbano</b><span style="font-weight: 400;">: nesse caso o reservatório será o cão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Ciclo silvestre</b><span style="font-weight: 400;">: mantido tanto por canídeos selvagens quanto por primatas.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/programas-de-vacinacao-para-bovinos-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-programas-vacinacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38515 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao.png" alt="Webinar vacinação em bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Patogenia</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma vez inoculado o vírus pela mordedura do morcego, ocorre a replicação do vírus na musculatura esquelética, até que seja atingida uma concentração viral alta para alcançar as terminações nervosas. Ao atingir as terminações nervosas, ele se liga nos receptores de acetilcolina para realizar mais replicações e entrar na célula nervosa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O vírus vai caminhar pelo nervo periférico até atingir a medula, replicando nos neurônios motores da medula espinhal e gânglios dorsais, chegando por fim no Sistema Nervoso Central (SNC). Quando no SNC, ele intensifica a sua replicação e faz o caminho contrário, sendo disseminado por todo organismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o período de incubação, ele irá depender de alguns fatores, como a capacidade invasiva, carga viral do inóculo inicial, idade e também a imunocompetência do organismo. Entretanto, pode-se dizer que esse tempo varia de dias a meses, podendo chegar nos bovinos a 3 meses de incubação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>O ciclo do vírus da raiva, não é exclusivo entre bovinos e morcegos.</strong> Outros animais, como cães e gatos podem participar, sendo que teremos o homem ao final de todo ciclo, sendo o último acometido.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27975 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transmissao-da-raiva.jpg" alt="Ciclos epidemiológicos de transmissão da raiva." width="1006" height="1006" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transmissao-da-raiva.jpg 1006w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transmissao-da-raiva-300x300.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transmissao-da-raiva-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transmissao-da-raiva-768x768.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transmissao-da-raiva-370x370.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transmissao-da-raiva-270x270.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transmissao-da-raiva-740x740.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transmissao-da-raiva-96x96.jpg 96w" sizes="auto, (max-width: 1006px) 100vw, 1006px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Ciclos epidemiológicos de transmissão da raiva. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Beatriz Abdalla</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Sinais clínicos da raiva nos bovinos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sinais clínicos nos herbívoros (bovinos) podem ser divididos em sinais iniciais e sinais que irão aparecer com a evolução da doença: </span></p>
<h3>Sinais iniciais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O sinal mais comum é a </span><b>paralisia</b><span style="font-weight: 400;">, entretanto nesse momento o animal se apresenta alerta. </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Isolamento do animal;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Apatia e perda de apetite. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Aumento da sensibilidade e coceira na região da mordedura;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Mugido constante;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Hiperexcitabilidade;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Salivação abundante e viscosa;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Dificuldade para engolir.</span></li>
</ul>
<h3>Com a evolução</h3>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Movimentos desordenados da cabeça;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Tremores musculares e ranger de dentes;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ausência de reflexo pupilar (reflexo de contração da pupila);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Incoordenação motora;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Andar cambaleante;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Contrações musculares involuntárias;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Decúbito – não consegue mais se levantar e nesse momento ocorre: </span>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Movimento de pedalagem;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Dificuldade respiratória;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Opistótono;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Asfixia &#8211;</span><span style="font-weight: 400;"> Morte.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a manifestação clínica, até que animal desenvolva a encefalite e a morte, pode demorar de 5 a 10 dias. </span></p>
<p><b>Notificação:</b> <span style="font-weight: 400;">Perante qualquer sintomatologia ou suspeita de raiva, o proprietário precisa </span><b>imediatamente</b><span style="font-weight: 400;"> notificar ao Serviço Veterinário Oficial, como descrito na Instrução Normativa nº50 de setembro de 2013. </span></p>
<h2>Diagnóstico</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico pode ser realizado </span><i><span style="font-weight: 400;">ante-mortem</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou seja, antes do animal vir a óbito, através da análise de PCR, sendo coletado e refrigerada amostras como o folículo piloso, urina, líquor e saliva, as quais devem ser enviadas em menos de 24 horas para o laboratório. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, como a evolução da doença é rápida e a letalidade é alta, o diagnóstico é realizado após a morte, onde na </span><b>necropsia</b><span style="font-weight: 400;"> são coletados o </span><b>encéfalo inteiro ou fragmentos de ambos os hemisférios, hipocampo, tronco encefálico e cerebelo</b><span style="font-weight: 400;">. Essas amostras devem ser </span><b>refrigeradas</b><span style="font-weight: 400;"> e enviadas em até 24 horas. Caso a chegada ao laboratório demore mais do que esse tempo, as amostras devem ser congeladas, mas deve-se evitar uma sequência de congelamento e descongelamento das amostras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que apenas laboratórios públicos credenciados podem fazer o diagnóstico laboratorial da raiva, pois esses fazem parte da vigilância do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as técnicas convencionais para o diagnóstico da raiva, temos: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Imunofluorescência direta</b><span style="font-weight: 400;">: essa técnica usa anticorpos anti nucleocapsídeo para identificar na célula infectada. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Isolamento viral:</b><span style="font-weight: 400;"> Inoculação em camundongos neonatos. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Após termos uma amostra positiva, é realizada a técnica de tipificação, a qual irá descobrir qual a linhagem que estava infectando o animal e qual foi o primeiro infectado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrarmos da realização do </span><b>diagnóstico diferencial</b><span style="font-weight: 400;"> nesses animais de produção para outras doenças, como: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Intoxicação por chumbo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Intoxicação por sal (</span><span style="font-weight: 400;">ambas intoxicações causam cegueira, um sinal raro no caso de raiva);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Deficiência de vitamina A;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Listeriose;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Encefalites de forma geral;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Abscesso em cérebro e medula espinhal.</span></li>
</ul>
<h2>Medidas de controle e prevenção da raiva em bovinos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser uma doença de alta letalidade, a </span><b>vacinação</b><span style="font-weight: 400;"> dos animais é uma medida essencial de controle. Ela não é obrigatória, a não ser em casos de epidemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ministério preconiza o </span><b>controle populacional dos morcegos</b><span style="font-weight: 400;">, entretanto o IBAMA só controla o </span><i><span style="font-weight: 400;">Desmodus rotundus. </span></i><span style="font-weight: 400;">Esse controle é feito com a passagem de anticoagulante nas costas do morcego e pelo fato de terem o hábito de se lamberam há a ingestão do produto e consequentemente a morte do mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também existe um método seletivo indireto, que se trata de passar a pasta anticoagulante ao redor da ferida feita pelo morcego no animal, pois nos herbívoros eles possuem o costume de voltar no mesmo local da agressão para morderem novamente. </span></p>
<p><strong>S</strong><b>obre a vacinação dos herbívoros</b><span style="font-weight: 400;">: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">1ª dose = animais acima de 3 meses. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">2ª dose = reforço após 30 dias da primeira dose.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Revacinação anual. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É imprescindível que adotemos </span><b>medidas de educação e saúde</b><span style="font-weight: 400;">, a partir do estímulo aos proprietários a </span><b>notificar </b><span style="font-weight: 400;">a agressão aos animais, a presença de abrigos dos morcegos em suas propriedades e também os casos suspeitos, para que o diagnóstico seja feito e medidas de controle reforçadas na região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, conhecendo mais sobre a doença, reforça o quão importante e eficaz é o controle e a notificação, pois assim é possível proteger a saúde animal, a disseminação da doença, garantir a segurança do rebanho, minimizar impactos econômicos, além de cumprir requisitos legais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A colaboração entre produtores, médicos veterinários e autoridades de saúde animal é essencial para o sucesso das medidas de controle da doença.</span></p>
<h2>Domine a gestão sanitária e maximize o potencial do seu rebanho</h2>
<p>Controlar doenças como a raiva exige mais do que prevenção: é preciso gestão estratégica.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar saúde animal, nutrição, manejo e finanças para garantir produtividade e lucro de forma sustentável.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Exigências nutricionais dos bovinos leiteiros adultos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jan 2024 11:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nutrição é um dos fatores mais importantes para a produção de bovinos leiteiros. Estabelecer o manejo nutricional, sanitário, reprodutivo e condições de conforto animal adequados, é essencial para garantir o bom desempenho produtivo e reprodutivo dos animais, além de sua saúde e bem-estar. As exigências nutricionais dos bovinos variam de acordo com a fase [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A nutrição é um dos fatores mais importantes para a produção de bovinos leiteiros. Estabelecer o manejo nutricional, sanitário, reprodutivo e condições de conforto animal adequados, é essencial para garantir o bom desempenho produtivo e reprodutivo dos animais, além de sua saúde e bem-estar.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">As </span><strong>exigências nutricionais</strong><span style="font-weight: 400;"><strong> dos bovinos</strong> variam de acordo com a fase de produção, sexo, peso corporal, condições ambientais e outros fatores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para atender às necessidades dos animais, é importante fornecer uma dieta balanceada, que contenha todos os nutrientes essenciais em quantidades adequadas. </span></p>
<p>Os objetivos ao se <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formular rações para vacas leiteiras</a></strong>, são propiciar aos animais condições <strong>para produzir altas quantidades de leite</strong>, teores elevados de gordura, proteína e lactose, compatíveis com o sistema de produção adotado, assim como permitir que tenham escore de condição adequados para cada fase do ciclo produtivo e alta eficiência reprodutiva.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Consumo de alimentos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos fatores determinantes para o sucesso do programa nutricional é garantir que a vaca leiteira apresente </span><b>consumo adequado de alimentos</b><span style="font-weight: 400;">, não bastando apenas oferecer alimentação balanceada para os animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vários fatores relacionados ao manejo nutricional diário da propriedade possuem reflexo direto na ingestão de alimentos pela vaca, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Manejo pré-parto;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Escore de condição corporal (ECC)</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso corporal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qualidade da forragem;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Balanceamento das dietas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Manejo de cocho;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Disponibilidade de água de boa qualidade</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Problemas de casco</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Agrupamento dos animais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ambiente e condições de conforto dos animais, entre outros.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com os avanços no conhecimento das áreas de nutrição, formulação e balanceamento de dietas, como a adequação de proteínas degradável (PDR) e não degradável (PNDR) no rúmen, balanceamento de aminoácidos essenciais, ajustes nos carboidratos fibrosos e não fibrosos e o uso de aditivos nas rações, o aumento na ingestão de matéria seca pode não surtir efeito positivo em produção de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso tudo em razão dos fatores relacionados aos </span><b>manejos nutricionais inadequados</b><span style="font-weight: 400;">, surtindo efeitos negativos sobre o consumo dos animais.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27014 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1.jpg" alt="Ilustração com os fatores que afetam a ingestão de matéria seca pelas vacas" width="656" height="445" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1.jpg 656w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1-300x204.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1-370x251.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1-270x183.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1-150x102.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 656px) 100vw, 656px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Figura 1. Fatores que afetam a IMS em vacas em lactação e a importância relativa destes. Fonte: Roseler (1998).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de animais mantidos em </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-de-pastagem-na-pecuaria-leiteira/"><b>sistemas de pastagens</b></a><span style="font-weight: 400;">, apesar da produção menor de leite, o desafio em busca da otimização do consumo não é menos importante que nos sistemas em confinamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O manejo do solo, planta e animal são extremamente complexos e refletem diretamente no consumo de forragem do animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O manejo da forragem possui grande impacto no consumo afetando na capacidade de colheita da forragem. A proporção de folhas e hastes, a altura e a densidade são os fatores que, além de alterar o consumo, também podem alterar a estrutura do pasto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>consumo de matéria seca (CMS)</b><span style="font-weight: 400;"> pelos bovinos é controlado por </span><b>dois mecanismos</b><span style="font-weight: 400;">:</span></p>
<ol>
<li><b>Controle físico</b><span style="font-weight: 400;">: </span><span style="font-weight: 400;">é realizado por sensores localizados no rúmen, que monitoram o volume e a distensão do órgão. Quando o rúmen está cheio, os sensores enviam sinais ao cérebro, que reduzem o apetite do animal. Este mecanismo atua quando a digestibilidade do alimento é inferior a 68%.</span></li>
<li><b>Controle quimiostático</b><span style="font-weight: 400;">: </span><span style="font-weight: 400;">é regulado pela ingestão de energia do animal, sendo este mecanismo acionado quando a digestibilidade da dieta é superior a 68%. O consumo de alimento começa a cair, mas em função da sua densidade energética alta, o consumo de energia continua crescendo inibindo o consumo dos animais.</span></li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27015 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2.jpg" alt="Regulação do consumo de alimentos dos bovinos" width="629" height="582" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2.jpg 629w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2-300x278.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2-370x342.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2-270x250.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2-324x300.jpg 324w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2-150x139.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 629px) 100vw, 629px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Figura 2. Regulação do consumo de alimentos. Fonte: Hafez e Dyer (1969).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os alimentos de </span><b>baixa digestibilidade</b><span style="font-weight: 400;"> são os que exercem as </span><b>maiores restrições na ingestão de matéria seca</b><span style="font-weight: 400;"> devido a sua lenta passagem através do rúmen e do sistema digestivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O rúmen possui receptores de tensão e de estiramento em suas paredes, que afetam negativamente a ingestão de matéria seca, de acordo com o volume e o peso da digesta acumulada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As vacas leiteiras são animais de </span><b>alta exigência nutricional</b><span style="font-weight: 400;">. Durante a lactação, para produção de leite, grande parte dos nutrientes ingeridos são destinados para esta finalidade, já no caso de animais jovens, os nutrientes serão destinados para o crescimento e desenvolvimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso é necessária uma dieta balanceada com quantidades adequadas de nutrientes e de boa qualidade.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Exigências nutricionais dos bovinos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os nutrientes exigidos pelos bovinos são energia, proteínas, minerais e vitaminas, sendo a energia o nutriente de maior quantidade, seguido das proteínas, minerais e por último as vitaminas.</span></p>
<h3>Energia</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A energia pode ser obtida a partir do metabolismo de carboidratos, seguidos de lipídios e das proteínas. Existem várias medidas de energia, como energia bruta, energia digestível, energia metabolizável e a energia líquida.</span></p>
<p><b>Energia Bruta (EB)</b><span style="font-weight: 400;"> é a energia total gerada por um alimento. Parte da energia bruta consumida pelo animal é digerida e absorvida pelo trato gastrointestinal, enquanto a fração não digestível é excretada através das fezes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A parte da energia bruta digerida é denominada </span><b>Energia Digestível (ED)</b><span style="font-weight: 400;">. Parte da energia digestível é perdida na forma de gases e através da urina. A diferença entre a energia digestível e as perdas, é denominada de </span><b>Energia Metabolizável (EM)</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio dos processos de fermentação dos alimentos no rúmen, digestão e absorção nos intestinos, síntese de compostos nos tecidos e síntese e excreção de produtos não utilizáveis, ocorre produção de calor, denominado de </span><b>Incremento Calórico (IC)</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A EM é descontada do IC resultando na </span><b>Energia Líquida (EL)</b><span style="font-weight: 400;">. A EL por sua vez pode ser dividida em </span><span style="font-weight: 400;">duas frações</span><span style="font-weight: 400;">: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Energia gasta com metabolismo basal e atividade voluntária, denominado de Energia Líquida de manutenção (ELm).</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Energia retida na forma de tecido corporal, leite e tecido fetal denominada de Energia Líquida retida (ELr) que também pode ser expressa como energia líquida de lactação (ELI) uma vez que a eficiência de utilização da energia metabolizável é igual tanto para a produção de leite como para o ganho de peso.</span></li>
</ul>
<h3>Carboidratos</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os carboidratos são os principais componentes das forragens e alimentos concentrados ingeridos pelos bovinos e por isso, constituem as </span><b>principais fontes de energias para as vacas em lactação</b><span style="font-weight: 400;">. Para a nutrição de ruminantes os carboidratos são divididos em </span><b>dois grupos</b><span style="font-weight: 400;">: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Carboidratos Fibrosos (CF)</b><span style="font-weight: 400;">, que são a hemicelulose e celulose constituintes da parede celular dos vegetais</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Carboidratos Não Fibrosos (CNF)</b><span style="font-weight: 400;">, que são o amido, açúcares e pectina.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;"> Os CNF são sempre mais digestíveis que os CF.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O procedimento utilizado para a determinação de fibra para os ruminantes é por meio da determinação de </span><b>Fibra em Detergente Neutro (FDN)</b><span style="font-weight: 400;"> do alimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a análise bromatológica ao expor o alimento ao detergente neutro, o amido, açúcares e pectina são solubilizados pela solução, permanecendo apenas a fração da celulose, hemicelulose e lignina. Portanto, </span><b>a fração de FDN é interpretada como a fração de CF.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No rúmen, o processo de fermentação transforma os CF e aos CNF em, principalmente: <strong>á</strong></span><strong>cidos graxos voláteis (AGV), acético, propiônico e butírico. </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, são produzidos ácidos graxos de cadeia ramificada, gás carbônico, metano e amônia. O metano é eructado pelo animal e pode representar perda de até 12% da energia ingerida. Os AGVs representam cerca de 60 a 70% da energia absorvida pela vaca leiteira, podendo ser ainda mais altos em animais mantidos exclusivamente a pasto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do total de </span><b>CF ingeridos</b><span style="font-weight: 400;">, entre </span><b>30 a 50% são fermentados no rúmen</b><span style="font-weight: 400;"> pelos microrganismos com produção de AGV e outros compostos. Os AGVs são absorvidos pela parede do rúmen e a fração não digestível no trato gastrointestinal dos CF é eliminada nas fezes. Dos </span><b>CNFs</b><span style="font-weight: 400;">, cerca de </span><b>95% são fermentados no rúmen para produção de AGVs</b><span style="font-weight: 400;">. Portanto esses carboidratos estão prontamente disponíveis para o crescimento microbiano no rúmen.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para vacas leiteiras dependendo da fonte e forma de processamento dos grãos que possuem amido, de </span><b>40% a 80% do amido ingerido é fermentado diretamente no rúmen</b><span style="font-weight: 400;"> (Tabela 1). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amido não digerido passa para o intestino delgado onde sofrerá ataque das enzimas amilolíticas secretadas pelo pâncreas e intestino do bovino, sendo quebrado até glicose que será absorvida e posteriormente metabolizada no fígado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O restante não digerido, ao chegar no intestino grosso será novamente fermentado e para produção de AGV’s, os quais serão absorvidos pela parede do intestino e atingem o fígado pela veia porta.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27017 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-4.jpg" alt="Tabela com digestibilidade do amido do grão de milho sob diferentes métodos de processamento." width="683" height="250" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-4.jpg 683w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-4-300x110.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-4-370x135.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-4-270x99.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-4-150x55.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Tabela 1. Digestibilidade do amido do grão de milho sob diferentes métodos de processamento.</span></p>
<p><b>Vacas em lactação possuem alta exigência por glicose</b><span style="font-weight: 400;">, sendo a maior parte provinda da gliconeogênse hepática. O fígado utiliza os ácidos propiônicos e o ácido lático produzidos no rúmen e parte dos aminoácidos absorvidos pelo intestino pelo intestino delgado, para sintetizar glicose, que é liberada para os demais tecidos dos animais.</span></p>
<h3>Lipídios</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal função de se fornecer lipídios para bovinos é que eles são </span><b>ricos em energia</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As forragens de modo geral contêm teores baixos de extrato etéreo, entre 1 e 4%, sendo que ácidos graxos representam menos de 50% deste. As dietas normalmente consumidas pelos bovinos têm entre 2 a 3% de extrato etéreo.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal forma de aumentar a densidade energética da dieta com a adição de gordura, é através da </span><b>inclusão de oleaginosas</b><span style="font-weight: 400;">, como o caroço de algodão ou a soja grão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como estas fontes contêm 18 a 20% de extrato etéreo, a </span><b>adição de 10% dessas oleaginosas</b><span style="font-weight: 400;"> na dieta, </span><b>aumenta</b><span style="font-weight: 400;"> os valores totais da dieta entre </span><b>4 a 5% de extrato etéreo na matéria seca.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adição de gordura é reconhecidamente positiva na dieta de vacas, dadas as condições ambientais e a variabilidade na qualidade de forragens (digestibilidade da fibra como sendo o maior limitante) e a qualidade dos grãos. Porém, deve-se ter cautela em relação ao tipo de gordura que será fornecido às vacas em lactação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>excesso de gordura insaturada</b><span style="font-weight: 400;"> (fontes vegetais) apresenta </span><b>efeito negativo</b><span style="font-weight: 400;"> na função retículo-ruminal, reduzindo a fermentação das frações fibrosas dos alimentos, principalmente volumosos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso induz a uma consequente redução no consumo de MS, resultando também em queda na produção e no teor de gordura do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mistura de gorduras saturadas e insaturadas representa a melhor opção. Se as gorduras ditas protegidas ou inertes estão sendo fornecidas, é importante conhecer a digestibilidade do produto. Segundo estudos, parece que algumas gorduras ricas em ácido esteárico têm baixa digestibilidade no intestino delgado. </span></p>
<h3>Proteínas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O metabolismo proteico no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> é proveniente da atividade metabólica dos microrganismos ruminais sendo que, a estrutura da proteína da dieta é considerada um fator chave deste metabolismo, determinando a susceptibilidade das proteases microbianas e, portanto, a degradabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>proteína bruta</b><span style="font-weight: 400;"> contida nos alimentos dos ruminantes é composta por uma </span><b>fração degradável no rúmen (PDR) e uma fração não degradável no rúmen (PNDR).</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A degradação de proteínas no rúmen ocorre através da ação de enzimas secretadas pelos microrganismos ruminais, transformando a PDR em peptídeos, aminoácidos (AA) e amônia. Estes compostos nitrogenados serão utilizados para produção de proteína microbiana e multiplicação celular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a velocidade de degradação ruminal da proteína excede a velocidade de utilização dos compostos nitrogenados para síntese microbiana, ocorre o excesso de amônia no rúmen. Esta amônia atravessa a parede ruminal, chegando ao fígado onde será convertida em ureia e pode ser excretada via urina e leite ou reciclada.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27018 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-3.jpg" alt="Ilustração do metabolismo proteico em bovinos" width="541" height="647" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-3.jpg 541w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-3-251x300.jpg 251w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-3-370x442.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-3-270x323.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-3-150x179.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 541px) 100vw, 541px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Figura 3. Visão geral do metabolismo proteico em bovinos. Fonte: Wattiaux (2002)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria do suprimento de proteína que chega no intestino delgado em ruminantes é proveniente da síntese de proteína microbiana (PMic), sendo cerca de 60% dos AAs absorvidos no intestino delgado é de origem microbiana e o restante, 40%, proveniente da PNDR da dieta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proteína não degradada no rúmen (PNDR), é a segunda maior fonte de AAs absorvidos pelo animal. A PNDR passa pelo rúmen sendo quebrada a AAs no intestino delgado. Esses AAs são absorvidos e utilizados posteriormente pelos músculos e outros tecidos na síntese proteica. Assim, ambas as frações PDR e PNDR são de fundamental importância para a formulação de dietas balanceadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No final, a nutrição proteica de ruminantes não se baseia em PB, NNP, PDR ou PNDR, mas sim por AA’s, que serão utilizados pelos tecidos para seu metabolismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esta razão, </span><b>o valor nutricional da proteína metabolizável</b><span style="font-weight: 400;"> para ruminantes depende principalmente do </span><b>seu perfil de AA’s</b><span style="font-weight: 400;">. Isso demonstra o porquê da superioridade no uso da PMic pelo metabolismo da vaca, uma vez que este é equilibrado na maioria dos aminoácidos em relação à proteína do leite ou do tecido muscular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>otimização da síntese de proteínas microbiana </b><span style="font-weight: 400;">no rúmen, representa um </span><b>uso eficiente da PDR</b><span style="font-weight: 400;">, menor perda de amônia e menor excreção de ureia, menor necessidade de PNDR da dieta e maior fluxo de proteínas metabolizáveis com perfil de aminoácidos adequados para o intestino.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27019 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-5.jpg" alt="Visão geral dos fatores que afetam a síntese microbiana" width="691" height="422" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-5.jpg 691w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-5-300x183.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-5-370x226.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-5-270x165.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-5-150x92.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Figura 4. Visão geral dos fatores que afetam a síntese microbiana. Fonte: Kozloski (2011).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fatores relacionados ao metabolismo ruminal, como </span><b>taxa de passagem e pH</b><span style="font-weight: 400;">, também </span><b>afetam a degradabilidade da proteína</b><span style="font-weight: 400;">. O aumento da taxa de passagem, causado por aumento no consumo de matéria seca ou pelo processamento do alimento diminui o tempo de retenção do alimento no rúmen e assim pode aumentar o seu teor de PNDR. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pH ruminal pode alterar a solubilidade da PB, assim como afetar a digestão ruminal da fibra e interferir com o acesso microbiano à molécula de proteína. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses fatores, a concentração de carboidratos da dieta interfere diretamente na síntese de PMic, uma vez que os microrganismos utilizam do esqueleto de carbono proveniente da digestão desses compostos para a formação das proteínas microbianas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, <strong>as exigências nutricionais de bovinos leiteiros </strong></span><strong>são complexas</strong><span style="font-weight: 400;"><strong> e variam de acordo com a fase de produção</strong>, peso corporal, ECC, ambiente em que o animal se encontra e outros fatores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para atender a estas necessidades, é de extrema importância fornecer uma dieta balanceada, para garantir o bom desempenho produtivo e reprodutivo dos animais, além de saúde e <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar</strong></a>.</span></p>
<h2>Nutrição de precisão para mais leite e mais lucro</h2>
<p>Atender corretamente às exigências nutricionais dos bovinos leiteiros adultos é essencial para manter a saúde, a produtividade e a rentabilidade do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a formular dietas equilibradas, otimizar o manejo e integrar a nutrição à gestão da fazenda, aplicando estratégias que já transformaram propriedades em todo o Brasil.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23108" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg" alt="Isis Freire - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Fábrica de ração para bovinos leiteiros: o que você precisa saber</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/fabrica-de-racao-para-bovinos-leiteiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Oct 2023 13:17:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[ração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sabemos que cada vez mais as fazendas estão em busca de reduzir custos e, além disso, deter de flexibilidade para a formulação das dietas dos animais e com isso cada vez mais as fazendas têm investido na própria fábrica de ração. A fábrica de ração na própria fazenda pode ser viável em muitos casos, mas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sabemos que cada vez mais as fazendas estão em busca de reduzir custos e, além disso, deter de flexibilidade para a formulação das dietas dos animais e com isso cada vez mais as fazendas têm investido na própria fábrica de ração.</p>
<p>A fábrica de ração na própria fazenda pode ser viável em muitos casos, mas isso depende de diversos fatores, dentre eles o tamanho da fazenda, a quantidade de animais, disponibilidade de matéria-prima, conhecimento técnico e infraestrutura disponível.</p>
<p>Nesse texto iremos entender melhor alguns aspectos relacionados com a fábrica de ração, dentre eles os benefícios de se ter essa estrutura dentro da propriedade, os principais tipos de fábrica de ração e os principais pontos a serem considerados em cada um desses tipos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>O que é ração?</h2>
<p>Entendemos por ração ou concentrado uma mistura de ingredientes proteicos e energéticos triturados com adição de minerais e vitaminas, que são ofertados aos animais junto à <strong>forragem </strong>ou isoladamente.</p>
<p><strong>A dieta de uma vaca em lactação é constituída em média por 20-25% de concentrado</strong> e podemos observar dois grandes problemas em relação a esse produto adquirido pronto pelas fazendas: qualidade e custo. <span style="font-weight: 400;">A ração comercial já vem pronta para ser fornecida aos animais, podendo ser uma ração padrão ou uma personalizada para o seu rebanho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, pensando em minimizar os custos de produção e buscar cada vez mais a garantia da qualidade dos componentes da dieta dos animais, grande parte dos produtores estão tirando do papel o plano de comprar os insumos e realizar a mistura na fazenda, visto que o avanço das tecnologias vem contribuindo cada vez mais com a velocidade do desenvolvimento do ciclo de produção, tirando a exclusividade da instalação de uma fábrica de ração para grandes produtores. </span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Ter na própria propriedade uma infraestrutura para a produção de alimentos pode proporcionar a fazendas grandes benefícios, por exemplo:</p>
<ul>
<li>Redução nos custos;</li>
<li>Autonomia em relação ao mercado;</li>
<li>Maior agilidade operacional;</li>
<li>Controle e flexibilidade nas formulações das dietas;</li>
<li>Qualidade.</li>
</ul>
<p>Entretanto, é importante avaliar com cautela antes da decisão de investir na construção de uma fábrica de ração na fazenda, sendo indispensável uma análise cuidadosa dos custos, benefícios e necessidades específicas da sua operação. <strong>O aconselhável é realizar um estudo de viabilidade levando em consideração os aspectos financeiros, técnicos e regulatórios</strong> antes de tomar qualquer decisão.</p>
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<h2>Quais os tipos de fábrica de ração?</h2>
<p>A fábrica de ração em fazendas leiteiras pode ser realizada de diversas maneiras, a depender das necessidades específicas da fazenda e dos recursos disponíveis. Dentre os tipos comuns de fábricas de ração usadas, temos:</p>
<h3>Fábrica de ração compacta ou móvel</h3>
<p>Esse tipo de fábrica de ração é uma opção compacta e muitas vezes móvel, podendo ser instalada diretamente na fazenda. Ela inclui moinhos, misturadores e equipamentos de processamento de ração.</p>
<p>Essas fábricas são mais indicadas para fazendas de pequeno e médio porte. Entretanto, existem algumas considerações importantes ao implementar esse modelo de fábrica de ração:</p>
<ul>
<li><strong>Escolha dos equipamentos:</strong> é necessário a aquisição de equipamentos necessários para toda a produção, incluindo moinhos de grãos, misturadores e sistema de transporte dos ingredientes. Importante certificar se está sendo escolhido um equipamento de qualidade que atenda às suas necessidades de produção;</li>
<li><strong>Localização e instalação:</strong> o local a ser escolhido para a instalação deve ser de fácil acesso para a entrega de matérias-primas, mas também próximo o suficiente do local onde os animais serão alimentados.</li>
<li><strong>Fontes de matérias-primas:</strong> certifique-se de ter fontes confiáveis de matérias-primas e mantenha um estoque adequado para que seja possível a produção contínua da ração.</li>
<li><strong>Formulação de ração:</strong> desenvolva <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">formulações de ração</a></strong> que atendam às necessidades nutricionais específicas de cada categoria animal a ser tratada. Para isso é importante contar com ajuda de profissionais capacitados para garantir que a dieta esteja equilibrada e eficaz.</li>
<li><strong>Manutenção preventiva: </strong>é importante manter os equipamentos em boas condições por meio de manutenção preventiva regularmente. Isso ajudará a evitar que o equipamento pare de funcionar em momentos não esperados, além de também prolongar a vida útil do mesmo.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25132 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-3.jpg" alt="Equipamento de compõe uma fábrica de ração móvel/compacta" width="562" height="511" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-3.jpg 562w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-3-300x273.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-3-370x336.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-3-270x245.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-3-330x300.jpg 330w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-3-150x136.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 562px) 100vw, 562px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">O equipamento compõe uma fábrica de ração móvel/compacta. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: MF Rural</span></span></p>
<h3>Fábrica de ração estacionária</h3>
<p>Fazendas com necessidade de maior volume de produção podem optar por construir instalações de produção de ração estacionárias. Essas são projetadas para uma produção em maior escala e mais consistente.</p>
<p>Nesse modelo, podem estar inclusos silos para armazenamento de grãos, equipamentos de mistura, sistemas de pesagem e controle de qualidade.</p>
<p>Dentre as considerações importantes nesse modelo de fábrica de ração podemos citar:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Planejamento e design:</strong> importante deter de um plano detalhado e que leve em consideração a localização, o layout da instalação, a capacidade de produção e a disposição dos equipamentos. O design deve levar em consideração a eficiência operacional e o acesso facilitado aos ingredientes e ao transporte;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Aquisição de equipamentos:</strong> assim como em todos os outros modelos é importante investir em equipamentos de alta qualidade e que sejam compatíveis com a capacidade de produção planejada;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Construção e infraestrutura:</strong> construa a estrutura física da fábrica de ração, incluindo silos para armazenamento de grãos e matérias-primas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Manutenção Preventiva:</strong> estabeleça um programa de manutenção preventiva para os equipamentos, garantindo que eles estejam sempre em boas condições de funcionamento. A manutenção regular ajuda a evitar interrupções não planejadas.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25133 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-4.jpg" alt="Sistema de fábrica de ração do tipo estacionária" width="1028" height="383" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-4.jpg 1028w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-4-300x112.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-4-1024x382.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-4-768x286.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-4-370x138.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-4-270x101.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-4-740x276.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-4-150x56.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1028px) 100vw, 1028px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Exemplo de sistema de fábrica de ração do tipo estacionária. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Branorte</span></span></p>
<h3>Sistema de mistura e alimentação automatizado</h3>
<p>É um sistema encontrado na minoria das fazendas do mundo devido ao alto investimento necessário. Esse sistema tem capacidade de misturar a ração no local por uma espécie de gancho e distribuí-la automaticamente para os animais conforme o consumido, não havendo sobras no carrinho devido à leitura constante, promovendo a rotina de alimentação.</p>
<p>O alimento é depositado em média a cada 2 horas, eliminando a necessidade de uma fábrica de ração separada.</p>
<p>E quais podem ser as vantagens desse sistema:</p>
<ul>
<li>Assistência periódica (não há picos);</li>
<li>Muito consistente e precisa (o fator humano não influencia);</li>
<li>Minimiza o efeito de fermentação (interação entre ingredientes que preservam as suas próprias qualidades);</li>
<li>Silencioso;</li>
<li>Preparar rações específicas conforme as necessidades de cada categoria ou lote.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25134 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-2.jpg" alt="Fábrica de ração automatizada com o equipamento do tipo Lely Vector" width="963" height="433" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-2.jpg 963w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-2-300x135.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-2-768x345.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-2-370x166.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-2-270x121.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-2-740x333.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-2-150x67.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 963px) 100vw, 963px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25135 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-1.jpg" alt="Fábrica de ração automatizada do tipo Lely Vector" width="430" height="419" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-1.jpg 430w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-1-300x292.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-1-370x361.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-1-270x263.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-1-308x300.jpg 308w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/fabrica-de-racao-1-150x146.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Funcionamento do equipamento Lely Vector. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Lely Vector</span></span></p>
<p>A escolha do tipo de fábrica de ração ou sistema de alimentação depende das necessidades específicas da fazenda, do tamanho da operação, dos recursos financeiros disponíveis e do nível de controle que o produtor deseja ter sobre a dieta dos animais.</p>
<p>Independente do método escolhido, é importante garantir que a dieta atenda às necessidades nutricionais dos animais de cada categoria, garantindo assim a produção de leite de maneira eficiente e o desempenho dos animais.</p>
<h2>Produza ração com qualidade e aumente a eficiência da sua fazenda</h2>
<p>Ter uma fábrica de ração própria exige conhecimento técnico para garantir qualidade, segurança e retorno financeiro.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende como planejar e gerenciar a produção, ajustar formulações e controlar custos para potencializar o desempenho do rebanho e o lucro da propriedade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>NASEM 2021: exigências nutricionais de bovinos leiteiros</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/nasem-2021-exigencias-nutricionais-de-bovinos-leiteiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 11:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O National Research Council (NRC), foi lançado em 1944 para aves e suínos, posteriormente incluindo vacas leiteiras em 1945. A última versão revisada em 2001 agora é sucedida pelo NASEM, após 20 anos, trazendo uma ampla gama de dados das últimas duas décadas. O NRC, como foi conhecido por décadas, agora é chamado de National [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>National Research Council</em> (NRC), foi lançado em 1944 para aves e suínos, posteriormente incluindo vacas leiteiras em 1945. A última versão revisada em 2001 agora é sucedida pelo NASEM, após 20 anos, trazendo uma ampla gama de dados das últimas duas décadas.</p>
<p>O NRC, como foi conhecido por décadas, agora é chamado de <em>National Academy of Sciences, Engineering and Medicine</em> (NASEM) &#8211; (Academia Nacional de Ciências, Engenharia e Medicina).</p>
<p>A atualização se baseou em aproximadamente 500 mil observações de desempenho e incluiu 300 novas pesquisas de modelagem para aprimorar as equações do modelo 2020/2021 do NRC.</p>
<p><strong>Trouxe melhorias significativas para a bovinocultura de leite</strong>, com base em um extenso conjunto de dados de análises de composição de alimentos, cerca de 2 bilhões de análises de laboratórios comerciais, que servem como uma nova biblioteca de informações para uma melhor avaliação do fornecimento de nutrientes na dieta servindo como referência para produtores de leite e técnicos nutricionistas, auxiliando na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">formulação de dietas</a></strong> e na composição de nutrientes para uma estimativa mais precisa da produção de leite e ganho de peso em bezerras e novilhas.</p>
<p>Nesse texto traremos as principais atualizações no NASEM 2021 relacionadas com o consumo de matéria seca, fibra, gordura, carboidratos, energia, proteína, minerais e vitaminas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Principais mudanças NASEM 2021</h2>
<h3>Consumo de matéria seca</h3>
<p>Para a formulação de uma dieta devemos levar como base o cálculo de consumo de matéria seca do alimento que será ofertado às vacas, para determinação da quantidade de nutrientes que o animal está ingerindo.</p>
<p>O NRC 2001 levava em consideração apenas os fatores de: Produção de leite corrigida para gordura, peso do animal e semana de lactação.</p>
<p>Já no NASEM 2021 alterou a antiga equação para uma equação mais robusta, sendo uma predição de consumo baseada nos dados das vacas e uma outra predição baseada nos fatores físicos da dieta.</p>
<p>Para a equação que relaciona os parâmetros da vaca, foi incluído se o animal é multípara ou primípara, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">escore de condição corporal (ECC)</a></strong> e os parâmetros de composição do leite (gordura, proteína e lactose). Com isso aumenta-se a importância de se saber a composição de leite para a formulação da dieta para animais e destaca a necessidade de coletar amostras de diferentes lotes de vacas para uma estimativa precisa.</p>
<p>Já na equação que relaciona os parâmetros físicos da dieta, para se ter certeza se a vaca pode ou não consumir aquilo que foi predito, foi relacionado o Fibra em Detergente Neutro (FDN) de forragem, digestibilidade de FDN, produção de leite e relação Fibra em Detergente Ácido (FDA) x FDN.</p>
<p>De maneira geral, as equações trazem maior assertividade para os nutricionistas e produtores no momento da formulação, na tentativa de suprir todas as exigências do rebanho.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Fibra</h3>
<p>Relacionado a fibra, o programa agora permite a verificação das quantidades por meio de uma tabela fixa, no qual o <strong>teor de FDN varia de acordo com o teor de amido</strong>, e por meio da <strong>FDN ajustável fisicamente</strong>, que necessita de muitos dados para verificação tornando-a pouco prática e aplicável.</p>
<p>A nova metodologia visa predizer o pH ruminal e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">ruminação do animal</a></strong>, porém destaca que ainda é necessário avaliar em como estas mudanças serão aplicadas de forma prática.</p>
<p>Em resumo, a melhor forma de se ajustar a fibra nas formulações com o NASEM 2021 seria pela utilização da tabela fixa de referência para cada estágio da lactação, trabalhando com FDN de forragem.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24805" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-1.jpg" alt="Recomendações de FDN da forragem de acordo com o período da vaca" width="687" height="138" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-1.jpg 687w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-1-300x60.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-1-370x74.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-1-270x54.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-1-150x30.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 687px) 100vw, 687px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Recomendações de FDN da forragem de acordo com o período da vaca.</span></p>
<h3>Gordura</h3>
<p>A atualização trouxe alterações na melhora da estimativa de energia proveniente de gordura,<strong> trazendo o perfil de ácidos graxos dos alimentos</strong>, deixando a predição de energia provinda de gordura mais precisa.</p>
<p>Essa melhora se deu pelas análises possuírem uma curva de calibração específica para os ácidos graxos utilizando Espectroscopia de Infravermelho Próximo (NIRS), tornando a estimativa melhor.</p>
<p>Olhando pelo ponto de vista prático, sabendo que o tipo de gordura da dieta interfere diretamente no consumo, digestibilidade e aproveitamento do alimento ofertado, o NASEM 2021 permite que na formulação das dietas seja feita tendo em vista a <strong>quantidade de gordura saturada, gordura insaturada e ácido linoleico e linolênico bem definidos</strong>.</p>
<p>Isso permite maior assertividade nas dietas e a possibilidade de ajustes com base nos perfis de ácidos graxos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Carboidratos</h3>
<p>Com relação aos <strong>carboidratos</strong>, duas grandes mudanças ocorreram no NASEM 2021:</p>
<ul>
<li>Inclusão do amido em várias equações;</li>
<li>Exclusão da utilização do carboidrato não fibroso (CNF), passando para o uso apenas da matéria orgânica residual.</li>
</ul>
<p>A <strong>matéria orgânica residual é calculada por CNF menos o amido</strong> e, de forma prática, é a quantidade de açúcar, pectina, ácidos orgânicos da silagem.</p>
<p>O amido passou a entrar nas equações em razão de sua importância para a formulação das dietas e pelos laboratórios estarem realizando a análise com base no amido, trazendo a possibilidade de formulação  de dietas com base neste componente.</p>
<p>Contudo os dados trazem apenas a digestibilidade total, impossibilitando a avaliação da fração digestível no rúmen por não ser abordado no NASEM 2021.</p>
<h3>Energia</h3>
<p>Antes da atualização, no NRC 2001, a estimativa de energia era dada pelos nutrientes digestíveis totais (NDT), porém com a atualização passou-se a usar a <strong>energia digestível</strong> para esta estimativa. A energia digestível inclui todas as fontes de energia para a dieta, utilizando:</p>
<ul>
<li>Ácidos graxos digestíveis;</li>
<li>Amido digestível;</li>
<li>Matéria orgânica residual digestível;</li>
<li>Proteína degradável no rúmen (PDR) digestível;</li>
<li>FDN digestível.</li>
</ul>
<p>Por trazer todos estes componentes, a nova equação passa a ter maior assertividade e faz com que a estimativa de energia digestível contida na dieta aumenta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24806" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-3.jpg" alt="Estimativa de energia para nutrientes digestíveis totais no NASEM 2021" width="571" height="320" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-3.jpg 571w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-3-300x168.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-3-370x207.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-3-270x151.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-3-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 571px) 100vw, 571px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Apresentação professor Marcos Neves, UFLA.</span></p>
<h3>Proteína</h3>
<p>A parte de <strong>proteínas</strong> foi de fato <strong>a que mais sofreu alterações do NRC 2001 para o NASEM 2021</strong>. A síntese de proteína microbiana, que antes era com base no NDT, passa a se basear:</p>
<ul>
<li>FDN digestível;</li>
<li>Amido digestível;</li>
<li>PDR, excluindo o extrato etéreo e a matéria orgânica residual da equação.</li>
</ul>
<p>As taxas de degradação da proteína permanecem as mesmas, A &#8211; solúvel; B – parcialmente solúvel e C &#8211; indigestível.</p>
<p>Em relação às proteínas pós-rúmen, a atualização do modelo se baseia nos aminoácidos mais importantes: metionina, lisina, histidina, isoleucina e leucina.</p>
<p><strong>Destaca-se a necessidade de se balancear a todos eles</strong>, uma vez que o fluxo desses aminoácidos, o consumo de energia, o consumo de FDN e o peso da vaca definem a produção de leite e a produção de proteína do leite.</p>
<p>Quanto ao valor de PDR e PNDR o NASEM 2021 voltou às recomendações do NRC de 1989, fixando estes valores.</p>
<p>Para o balanço de nitrogênio do rúmen, não há mais a possibilidade de se verificar no momento de formular a dieta, sendo necessário a realização das análises de nitrogênio ureico do leite (NUL) no tanque.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24807" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-2.jpg" alt="Proteínas NASEM 2021" width="462" height="351" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-2.jpg 462w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-2-300x228.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-2-370x281.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-2-270x205.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/nasem-2-150x114.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 462px) 100vw, 462px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Apresentação professor Marcos Neves, UFLA.</span></p>
<h3>Minerais e Vitaminas</h3>
<p>Na parte de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">minerais</a></strong> o NASEM 2021 trouxe várias mudanças, porém a indústria já havia adequado estas mudanças. Umas das grandes alterações foi na <strong>redução da exigência de potássio e sódio</strong> para a produção de leite, porém com <strong>aumento das exigências de cobre, zinco e manganês</strong>.</p>
<p>Para as vitaminas, ocorreu um <strong>aumento da exigência de vitamina D, vitamina A e vitamina E</strong>, resultando em um impacto econômico significativo, tendo em vista o alto custo de implementar essas vitaminas.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Em resumo, as atualizações trazidas pelo NASEM 2021 podem ter um impacto significativo na criação de vacas leiteiras, pois fornece orientações baseadas em evidências científicas que visam melhorar a produção, o<a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong> bem-estar animal</strong></a>, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">sustentabilidade</a></strong> e também a qualidade do leite.</p>
<p>Por isso, é importante que <strong>produtores e profissionais que atuam com nutrição de vacas leiteiras estejam atentos a essas atualizações</strong> para que seja possível manter sempre as operações atualizadas e alinhadas com as melhores indicações e práticas disponíveis.</p>
<h2>Nutrição de precisão para mais eficiência e rentabilidade no leite</h2>
<p>As diretrizes do NASEM 2021 trazem avanços importantes para otimizar a dieta de bovinos leiteiros e alcançar o máximo desempenho produtivo.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar esses conceitos na prática, integrando nutrição, manejo e gestão para gerar mais leite, mais lucro e mais eficiência na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23108" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg" alt="Isis Freire - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/nasem-2021-exigencias-nutricionais-de-bovinos-leiteiros/">NASEM 2021: exigências nutricionais de bovinos leiteiros</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Enriquecimento ambiental para vacas e bezerras leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Sep 2023 11:00:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Provavelmente você já se deparou com essas situações: vacas se coçando em objetos como cercas, escovas, cordas e paredes ou minimamente se entretendo com estes. Por mais que pareça corriqueiro essa interação dos animais com esses artefatos é uma ótima oportunidade de investimento a baixo custo e que tem potencial de aumentar os índices produtivos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Provavelmente você já se deparou com essas situações: vacas se coçando em objetos como cercas, escovas, cordas e paredes ou minimamente se entretendo com estes.</p>
<p>Por mais que pareça corriqueiro essa <strong>interação dos animais com esses artefatos é uma ótima oportunidade de investimento</strong> a baixo custo e que tem potencial de aumentar os índices produtivos do seu rebanho.</p>
<p>Os <strong>benefícios do enriquecimento ambiental</strong> das instalações têm ganhado muita notoriedade ao longo dos anos, onde esse enriquecimento é definido como modificação no ambiente dos animais confinados, permitindo variadas formas comportamentais que levam melhor funcionamento biológico.</p>
<p>Nesse texto discutiremos pontos importantes relacionados com as variadas formas de enriquecimento ambiental tanto para vacas quanto para bezerras leiteiras, elucidando os seus benefícios e também formas de implementação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Desafios relacionados ao estresse animal</h2>
<p>Cada vez mais <strong>o sistema de produção intensiva vem ganhando espaço</strong>, entretanto, ele pode levar a desafios relacionados ao estresse, comportamento anormal e até mesmo à saúde dos animais.</p>
<p>Essas alterações comportamentais ocasionadas pelo estresse podem ainda favorecer o aumento de estereotipias, as quais são definidas como um comportamento caracterizado por movimentos repetitivos e sem objetivo ou função aparente, ou seja, comportamentos anormais dentro do repertório da espécie.</p>
<p>Já existe uma preocupação por parte do mercado consumidor sobre a forma com que é feita a criação desses animais e se o sistema de fato se adequa às regras de bem estar, o que incentiva ainda mais a implantação de componentes ambientais para favorecer o bem estar destes.</p>
<p>Esse enriquecimento ambiental <strong>busca mitigar problemas relacionados ao estresse</strong>, pois oferece estímulos físicos, sociais e sensoriais que permitem os animais a expressar comportamentos naturais.</p>
<p>As fontes de estresse mais comuns em vacas leiteiras são:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">Estresse térmico</a></strong>;</li>
<li>Alta densidade de animais por grupo;</li>
<li>Mudança de lote;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">Manejo nutricional</a></strong> inadequado;</li>
<li>Ambiente com baixa sanidade.</li>
</ul>
<p>Esses fatores estressantes podem gerar consequências, como diminuir a qualidade e produção do leite, reduzir <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener">taxa de concepção</a></strong> e causar doenças abortivas devido a imunossupressão que o estresse provoca.</p>
<p>As bezerras também são afetadas, pois passam por processos que contribuem para o estresse, como condições climáticas extremas, manejo inadequado com manuseio bruto ou agressivo, transporte, introdução em ambiente desconhecido, mudanças no grupo e desmama.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Práticas de enriquecimento ambiental para vacas leiteiras</h2>
<p>É importante lembrar que fazem parte das práticas de enriquecimento ambiental componentes básicos que os animais devem usufruir, como por exemplo ter espaço para movimentarem livremente, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">ter acesso a água</a></strong> e alimentação, deter de camas adequadas que permitam o descanso, proteção contra intempéries climáticos e serem manejados de maneira adequada na rotina diária.</p>
<p>Os <strong>artifícios de enriquecimento ambiental</strong> podem ser caracterizados como:</p>
<ul>
<li><strong>Físico:</strong> deixar o ambiente o mais próximo do habitat natural, inserindo objetos.</li>
<li><strong>Sensorial:</strong> promover o estímulo dos cinco sentidos dos animais.</li>
<li><strong>Cognitivo:</strong> oferta de dispositivos mecânicos como “quebra cabeças” para que os animais manipulem.</li>
<li><strong>Alimentar:</strong> promover variações na alimentação dos animais.</li>
<li><strong>Social:</strong> interação intraespecífica ou interespecífica que pode ser criada no ambiente confinado.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Entretanto, <strong>os mais utilizados na bovinocultura leiteira e de maior destaque, são os de caráter físico e sensorial.</strong></p>
<p>O aspecto físico consiste em distribuir objetos interativos como escovas automáticas ou não, em que o animal coça o corpo gerando a sensação de relaxamento. Entretanto, existem outras opções mais artesanais como por exemplo tubos de PVC revestidos por corda de sisal que tem como característica sua aspereza.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-23835" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1.jpg" alt="Vaca utilizando escova automática" width="500" height="448" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1.jpg 719w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1-300x269.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1-370x331.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1-335x300.jpg 335w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1-270x242.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-1-150x134.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Vaca utilizando escova automática instalada em seu ambiente. Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23836" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2.jpg" alt="Vaca utilizando coçador" width="398" height="492" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2.jpg 398w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2-243x300.jpg 243w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2-370x457.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2-270x334.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-2-150x185.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 398px) 100vw, 398px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Vaca utilizando o coçador feito a partir de uma estaca de madeira revestida por corda de sisal. Fonte: André Madeira Silveira França.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra opção, são as bolas de vinil que <strong>promovem maior movimentação e recreação do rebanho</strong>, o que contribui favorecendo as interações sociais e maior produção de hormônios do bem estar, como a endorfina e a ocitocina, que reduzem o estresse. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As bolas podem estar soltas nos piquetes ou amarradas em estruturas que as deixam pendulares.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23837" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3.jpg" alt="Objetos interativos instalados em ambiente comum de bezerras leiteiras" width="561" height="348" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3.jpg 561w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-300x186.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-370x230.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-270x167.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-3-150x93.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Instalação de objetos interativos (escova e bola) no ambiente comum de bezerras leiteiras. Fonte: Fazenda Capetinga.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-23838" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4.jpg" alt="Varal confeccionado de garrafas pet como prática de enriquecimento ambiental" width="500" height="369" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4.jpg 673w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-300x222.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-370x273.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-270x199.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-4-150x111.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Varal confeccionado de garrafas pet como prática de enriquecimento ambiental. Fonte: André Gonsalves Lemos, Bruno Silva Miranda e Carlos Eduardo Leite.</span></p>
<h3>Outras práticas de enriquecimento ambiental eficientes</h3>
<p>Outros artifícios que são muito convencionais e bem eficientes em sistemas de criação intensivos e <strong>que atuam na redução do estresse térmico</strong> dos animais são o <strong>uso de aspersores.</strong></p>
<p>A água ao entrar em contato com o animal, umedece os pelos e a pele dos animais, contribuindo para o processo de resfriamento evaporativo, no qual a água evapora da superfície da pele absorvendo o calor do corpo, reduzindo assim a temperatura corporal, <strong>o que proporciona maior conforto térmico e bem-estar</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-23839" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-5-1024x1024.jpg" alt="Animais recebendo aspersão na linha de cocho" width="500" height="500" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-5-1024x1024.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-5-300x300.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-5-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-5-768x768.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-5-370x370.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-5-270x270.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-5-740x740.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-5-96x96.jpg 96w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/enriquecimento-ambiental-5.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Animais recebendo aspersão na linha de cocho em sistema de <em>Compost Barn</em>. Fonte: Acervo Rehagro. </span></p>
<p>Além da estimulação tátil e visual temos o <strong>enriquecimento ambiental do tipo sensorial</strong>, o qual também tem ganhado espaço na bovinocultura leiteira. Essa prática consiste em colocar música na sala de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">ordenha</a></strong>, a qual tem se apresentado um efeito relaxante para as vacas, por ela ser rítmica e contínua.</p>
<p>Além disso, pode favorecer relações positivas na interação humano-animal, podendo em alguns casos contribuir para o aumento da produção de leite.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O enriquecimento ambiental <strong>não melhora apenas a qualidade de vida dos animais, mas também tem efeitos positivos na produção de leite</strong>, saúde geral dos animais e também no desenvolvimento adequado das bezerras leiteiras.</p>
<p>O investimento em bem estar animal permite bom retorno financeiro às fazendas de leite e por isso, é necessário implementar planos de ações que sejam assertivos e aplicáveis à realidade da propriedade para que os animais recebam e desfrutem do conforto e bem estar.</p>
<h2>Bem-estar animal e produtividade andam juntos</h2>
<p>O manejo e o ambiente da fazenda influenciam diretamente a saúde e a produção do rebanho.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende como unir bem-estar, manejo eficiente e gestão lucrativa para potencializar seus resultados sem aumentar custos desnecessários.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Manejo da qualidade da água para vacas leiteiras: importância e práticas recomendadas</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Aug 2023 11:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A água é um recurso vital para os bovinos leiteiros e desempenha um papel essencial em seu bem-estar, saúde e produtividade. A composição corporal de água de uma vaca de leite é de 55 a 65%, sendo um constituinte extremamente importante para realizações das atividades fisiológicas, como mantença, produção e reprodução.  Nesse artigo discutiremos sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A água é um recurso vital para os bovinos leiteiros e desempenha um papel essencial em seu bem-estar, saúde e produtividade. </span><b>A composição corporal de água de uma vaca de leite é de 55 a 65%</b><span style="font-weight: 400;">, sendo um constituinte extremamente importante para realizações das atividades fisiológicas, como mantença, produção e reprodução. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse artigo discutiremos sobre a importância de fornecer água de qualidade para os bovinos leiteiros, evidenciando suas principais funções no organismo do animal, os benefícios da instalação de bebedouros na saída da </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><b>ordenha</b></a><span style="font-weight: 400;">, a relevância que existe em fornecer água de qualidade e quais as recomendações de monitoramento.  </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Função da água no organismo dos bovinos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal função da água no organismo é a manutenção da homeotermia corporal e nutrição de todas as células dos tecidos, além da reposição de todas as formas de perdas de água pelo animal, como urina, fezes, leite, saliva, respiração e transpiração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, em caso de perda de 50% da massa corporal proteica e 100% de perda da massa de gordura os animais ainda conseguem sobreviver, porém, <strong>ao perderem de 10% a 12% de água existem grandes chances de virem a óbito.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, a ingestão de água é algo mais que importante para os bovinos leiteiros: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Hidratação:</b><span style="font-weight: 400;"> A água é essencial para manter a hidratação dos bovinos. A desidratação pode levar a uma série de problemas de saúde, incluindo problemas digestivos, redução de consumo de alimentos, afetando negativamente a saúde dos animais. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Produção de leite:</b><span style="font-weight: 400;"> A ingestão adequada de água é fundamental para a uma produção de leite eficiente. Vacas leiteiras possuem uma demanda significativa de água devido à produção de leite, onde a falta de água pode levar a uma diminuição na produção de leite. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Regulação térmica:</b><span style="font-weight: 400;"> Em períodos ou locais de clima quente a água desempenha um papel muito importante na </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-climaticos-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><b>regulação térmica dos animais</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Digestão e absorção de nutrientes:</b><span style="font-weight: 400;"> A água é essencial para o processo de digestão dos alimentos ingeridos pelos bovinos leiteiros. Ela auxilia na quebra dos alimentos e na absorção de nutrientes no trato digestivo. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Saúde:</b><span style="font-weight: 400;"> A disponibilidade de água limpa e fresca tem relação direta com a saúde do </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/"><b>rebanho</b></a><span style="font-weight: 400;">, auxiliando na prevenção de problemas de saúde como diarreia e outras doenças transmitidas pela água, o que contribui garantindo a saúde e o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar dos animais</strong></a>. </span></li>
</ul>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Quantidade necessária de água</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade e qualidade da água ingerida pela vaca de leite interfere diretamente no consumo de matéria seca (MS) e no nível de produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consumo de água pela vaca de leite pode variar entre </span><b>80 a até 190 litros por dia</b><span style="font-weight: 400;">, de acordo com a raça, peso vivo, estado fisiológico, potencial produtivo, consumo de MS, clima da região em que o animal se encontra, ingestão de sal e proteína na </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/"><b>dieta</b></a><span style="font-weight: 400;">, disponibilidade e dimensionamento de bebedouros, o sistema que o animal está inserido (confinado, semiconfinado e pasto) e o principal a qualidade da água fornecida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Geralmente, o pico de ingestão de MS acompanha o pico de ingestão de água pela vaca e, momentos após a ordenha, também ocorrem picos de ingestão de água, podendo ser de 40% a 50% da quantidade total ingerida durante o dia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, estudos mostram que vacas que produzem mais de 25 litros/dia ingerem 62% a mais de água do que animais de baixa produção. Outro fator que influencia o consumo é a temperatura ambiente, os meses mais quentes do ano propiciam uma a maior ingestão de água por causa do </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener"><b>estresse térmico</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Benefícios do bebedouro próximo à ordenha</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma estratégica, a instalação de bebedouros logo na saída da ordenha pode ser considerada uma prática que visa proporcionar benefícios significativos para o rebanho. Dentre as várias razões para a instalação de bebedouros nesse local, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Hidratação imediata:</b><span style="font-weight: 400;"> Após a ordenha, devido à perda de grande quantidade de água para a produção de leite, ocorre o aumento do consumo de água pelas vacas. Ao ter bebedouros logo na saída da ordenha, possibilita a hidratação imediata. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Incentivo do consumo de água:</b><span style="font-weight: 400;"> ter bebedouros próximos à área de ordenha incentiva o consumo de água pelas vacas. Elas tendem a beber mais água quando tem acesso fácil. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Recuperação de energia e nutrientes:</b><span style="font-weight: 400;"> logo após a ordenha as vacas necessitam de nutrientes para restaurar a energia gasta durante o processo. Ao disponibilizar água imediatamente após a ordenha, as vacas têm oportunidade de restabelecer seus níveis de hidratação e absorver nutrientes essenciais. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Facilidade de manejo:</b><span style="font-weight: 400;"> ter bebedouros na saída da ordenha facilita o manejo do rebanho. Dessa forma, os animais não precisam percorrer longas distâncias para acessar a água. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Qualidade do leite:</b><span style="font-weight: 400;"> Ofertar água fresca e limpa imediatamente após a ordenha pode contribuir para uma boa qualidade do leite. Vacas hidratadas têm menor probabilidade de sofrer estresse, afetando negativamente a qualidade do leite. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Bem-estar animal: </b><span style="font-weight: 400;">proporcionar fácil acesso à água contribui para o bem-estar das vacas leiteiras, pois vacas saudáveis são mais propensas a serem mais produtivas. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante que os bebedouros sejam projetados e mantidos de forma adequada para garantir o fornecimento de água limpa e fresca de forma constante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, mesmo sabendo dos benefícios que a instalação dos mesmos na saída da ordenha, é indispensável que haja bebedouros instalados nos locais onde as vacas estarão após a ordenha, sendo nos piquetes ou dentro dos barracões de confinamento.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22699 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouros-na-saida-ordenha-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouros-na-saida-ordenha-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouros-na-saida-ordenha-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouros-na-saida-ordenha-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouros-na-saida-ordenha-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouros-na-saida-ordenha-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouros-na-saida-ordenha-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouros-na-saida-ordenha.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Bebedouros instalados no corredor de saída da ordenha. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vaca necessita, de acordo com o seu peso vivo, mais água do que outras espécies, proporcionalmente. Visto que, o leite possui aproximadamente 87% de água em sua composição, o que mostra que o </span><b>animal em período de lactação demanda de grandes quantidades de água para suprir suas necessidades fisiológicas</b><span style="font-weight: 400;"> e ainda conseguir produzir com o seu máximo potencial, sendo necessário a ingestão de </span><b>6 litros de água para cada litro de leite produzido</b><span style="font-weight: 400;">. Por exemplo, uma vaca com produção média diária de 30 litros de leite necessita ingerir 180 litros de água durante o dia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos mostram que uma menor presença de matéria orgânica na água fornecida proporciona uma maior aceitação e, consequentemente, uma maior ingestão pelos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, foi provado que a ingestão de água de qualidade por </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><b>novilhas</b></a><span style="font-weight: 400;"> aumenta o ganho de peso corporal em até 23% em relação a novilhas que têm acesso à água com níveis mais altos de matéria orgânica.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22700 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouro-com-qualidade-da-agua-ruim-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouro-com-qualidade-da-agua-ruim-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouro-com-qualidade-da-agua-ruim-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouro-com-qualidade-da-agua-ruim-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouro-com-qualidade-da-agua-ruim-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouro-com-qualidade-da-agua-ruim-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouro-com-qualidade-da-agua-ruim-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/bebedouro-com-qualidade-da-agua-ruim.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Bebedouro com água extremamente suja, o que não contribui para o consumo adequado de água pelos animais. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Qualidade da água para bovinos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação à qualidade da água, é importante atentar as fontes de abastecimento de água, as quais devem ser protegidas de poluentes e outros riscos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deter de um <strong>programa de controle de qualidade da água é fundamental para monitorar e manter a água em condições adequadas</strong> para o consumo dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os principais passos que compõem um programa de controle de qualidade de água para os bovinos leiteiros podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Análise da água:</b><span style="font-weight: 400;"> para que se conheça a qualidade da água deve-se coletar água de diferentes pontos de fornecimento, como poços artesianos, fontes, reservatórios ou canais de irrigação e enviar para laboratórios especializados. A análise deve incluir verificação de parâmetros como pH, turbidez, sólidos dissolvidos, níveis de minerais e presença de contaminantes como os coliformes fecais e bactérias patogênicas. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Monitoramento regular:</b><span style="font-weight: 400;"> após o resultado da análise da água e de serem estabelecidos os padrões seguindo diretrizes nacionais ou regionais para qualidade da água destinadas ao consumo animal, é importante realizar análises com intervalos regulares para que se tenha garantia de que a água permaneça nos limites aceitáveis. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Manutenção do sistema de abastecimento de água: </b><span style="font-weight: 400;">um bom programa de controle de qualidade da água inclui a manutenção adequada do sistema de abastecimento, onde os bebedouros, canos e reservatórios devem ser limpos regularmente para que seja evitado o acúmulo de sedimentos e a contaminação da água. </span></li>
</ul>
<h2>Como aumentar a ingestão de água pelos bovinos?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, existem algumas recomendações para aumentar a ingestão de água pelas vacas de leite: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fornecimento de uma água limpa, cristalina e isenta de compostos tóxicos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Temperatura entre 25°C e 30°C, visto que temperaturas abaixo de 15°C é observado uma diminuição do consumo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Distribuição correta e dimensionamento ideal dos bebedouros tanto na saída da ordenha quanto nos piquetes ou barracões de confinamento com tamanho para que 15% do lote consiga ter acesso à água simultaneamente. Para isso é determinado que o espaçamento seja de 0,12 metros lineares por animal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Limpeza dos bebedouros é ideal para evitar o acúmulo de sujeira e possíveis contaminantes.</strong> Para isso é importante que ela seja feita de forma periódica, podendo ser a cada dois dias ou semanalmente. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, ofertar água de qualidade aos bovinos leiteiros é essencial para manter os animais saudáveis, hidratados e produtivos. A água limpa e dentro dos padrões recomendados é vital para garantir uma produção de leite de alta qualidade, além de assegurar o bem-estar e saúde do rebanho.</span></p>
<h2>Água de qualidade para mais saúde, produção e lucro no leite</h2>
<p>A qualidade da água influencia diretamente o consumo, a saúde e a produtividade das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar práticas de manejo, nutrição e gestão que garantem condições ideais para o rebanho e resultados consistentes na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23114" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/gabriella-faria.jpg" alt="Gabriella de Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/gabriella-faria.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/gabriella-faria-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/gabriella-faria-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Parasitas em bovinos: controle e prevenção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Aug 2023 14:43:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza parasitária bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os parasitas são organismos que para sobreviver, necessitam de outro ser vivo, retirando nutrientes para o funcionamento do metabolismo. O controle de parasitas na cadeia de produção de leite é de extrema importância para evitar a perda de produção e também a perda de animais. Em ruminantes, as doenças parasitárias são responsáveis pela perda de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os parasitas são organismos que para sobreviver, necessitam de outro ser vivo, retirando nutrientes para o funcionamento do metabolismo. O <strong>controle de parasitas na cadeia de produção de leite é de extrema importância</strong> para evitar a perda de produção e também a perda de animais.</p>
<p>Em ruminantes, as doenças parasitárias são responsáveis pela perda de peso, diminuição do ganho de peso, queda no consumo alimentar e também da fertilidade, fatores estes que levam a uma diminuição significativa na produção de leite, acarretando em grandes prejuízos econômicos e financeiros.</p>
<p>Nesse artigo, vamos entender melhor sobre a <strong>importância de contato controlado com os parasitas nas fases iniciais da vida</strong> do animal e também sobre quatro dos principais parasitas dos bovinos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/carrapatos-em-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">o carrapato</a></strong>, a mosca de chifres, o berne e a miíase e a coccidiose, mostrando os impactos causados por eles tanto no desempenho e produtividade dos animais.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Primeiro contato dos bovinos com os parasitas</h2>
<p>As primeiras semanas de vida, são fundamentais para que os animais tenham contato com parasitas, e possam assim <strong>desenvolver uma boa resposta imunológica e construir resistência</strong> a esses parasitas ao longo do tempo. Esse processo é conhecido como <strong>“imunidade ativa”</strong>, ou seja, ocorre quando o próprio corpo produz uma resposta imune.</p>
<p>Os bezerros quando nascem, devido ao tipo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/" target="_blank" rel="noopener">placenta</a></strong> que os gera, não há passagem de anticorpos da mãe para o feto, fazendo com que eles não possuam um sistema imunológico completamente desenvolvido no nascimento, o que os torna mais vulneráveis a contrair infecções e doenças.</p>
<p>A forma de transmissão de imunidade para os bezerros é através do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener">colostro</a></strong>, o qual é possui uma alta concentração de anticorpos, as quais são absorvidas pelo bezerro nas primeiras horas após o nascimento e que irá conferir uma imunidade temporária contra uma variedade de patógenos e parasitas.</p>
<p>Ao entrar em contato com parasitas presentes no ambiente, os animais começam a desenvolver uma resposta imune adaptativa, a qual se desenvolve para uma resposta imune ativa, a qual é mais duradoura e oferece proteção contínua durante a vida do animal.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>A falta do contato com parasitas logo no início da vida dos bezerros pode contribuir para ocorrência de dois cenários:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Falta de imunidade</strong>: A imunidade passiva adquirida pelo colostro vai diminuindo com o passar do tempo, e sem o estímulo dos parasitas para a produção de imunidade ativa irá contribuir para a formação de um sistema imune não adequado, deixando o animal mais susceptível a doenças futuras.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Resistência diminuída</strong>: Quando exposto de forma precoce a parasitas permitirá que ocorra o desenvolvimento de resistência contra espécies específicas de parasitas comuns naquela área. Se não ocorrer esse contato inicial, pode não ser adquirida a mesma resistência, o que deixará os animais mais vulneráveis à infestação de parasitas mais tarde.</li>
</ol>
<p>Porém, é importante que estratégias de controle sejam traçadas, a fim de permitir que haja esse contato sem que o desenvolvimento e a saúde sejam comprometidos.</p>
<p>Infestações parasitárias intensas podem levar a problemas de saúde significativos, prejudicar o desenvolvimento dos animais e elevar os custos de produção da propriedade.</p>
<p>Essas <strong>estratégias de contato controlado</strong> em bovinos são conhecidas como “estratégias de desafio”, onde <strong>o objetivo é permitir que os animais desenvolvam imunidade contra parasitas de forma gradual e controlada</strong> evitando que ocorra infestação massiva que prejudicam a saúde e bem-estar dos animais.</p>
<h2>Principais parasitas dos bovinos leiteiros</h2>
<p>Os parasitas são divididos em 2 grupos:</p>
<ol>
<li><strong>Endoparasitas</strong>: vivem dentro dos hospedeiros;</li>
<li><strong>Ectoparasitas</strong>: vivem sobre a pele dos hospedeiros.</li>
</ol>
<p>Pensando nos principais parasitas, temos:</p>
<ul>
<li><strong>O carrapato <i>Rhipicephalus microplus</i></strong>, que causa grande desconforto aos animais e transmitem doenças como babesiose e anaplasmose, que causam a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tristeza-parasitaria-bovina/" target="_blank" rel="noopener">tristeza parasitária bovina</a></strong>, podendo esta ser fatal, principalmente para as bezerras;</li>
<li><strong>A mosca-dos-chifres</strong>, <i>Haematobia irritans</i>, que leva a uma perda de sangue significativa, além de estressar os animais, diminuindo assim o desempenho;</li>
<li><strong>Os bernes e as miíases</strong>(bicheira) que prejudicam a alimentação dos animais, visto que geram dor e incômodo;</li>
<li><strong>Os <i>coccídeos</i></strong>, sendo um dos principais causadores de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener">diarreia em bezerras</a></strong>;</li>
</ul>
<p>Pensando no bem-estar animal e em um sistema de produção eficiente, se faz necessário deter de boas estratégias de controle destes parasitas, para que o sistema seja rentável.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Carrapato <em>Rhipicephalus microplus</em></h3>
<p>Um dos grandes problemas atuais, são as <strong>resistências aos acaricidas</strong>, que ocorrem devido a sua utilização descontrolada. Dessa forma, ao invés de solucionar o problema, este pode estar aumentando.</p>
<p>Para controlar este parasita, se faz necessário entender primeiramente o seu ciclo biológico e os fatores ambientais que predispõem sua infestação em rebanhos leiteiros.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22684 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-3-300x237.jpg" alt="Carrapato bovino Rhipicephalus microplus " width="300" height="237" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-3-300x237.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-3-1024x808.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-3-768x606.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-3-370x292.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-3-270x213.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-3-740x584.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-3-150x118.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-3.jpg 1125w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Carrapato bovino </span><em><span style="font-weight: 400;">Rhipicephalus microplus. </span></em></span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Embrapa</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fase parasitária do carrapato é a primeira, onde as fêmeas se alimentam do hospedeiro, retirando sangue. A fase não parasitária, conhecida também como de vida livre, é onde ocorre a postura dos ovos nas pastagens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passados 20 a 30 dias, dependendo dos fatores temperatura e umidade, os ovos eclodem, a maturação das larvas ocorre e estas se tornam preparadas para subirem nos hospedeiros. As larvas se alimentam de sangue e retornam para as pastagens, onde se tornaram ninfas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após cerca de 3 semanas, se hospedam novamente no hospedeiro, retornam ao ambiente  e depois se tornam adultas. Para um controle eficiente, deve-se utilizar a ferramenta <strong>biocarrapaticidograma</strong>, para que assim a base do acaricida seja escolhida de forma correta, evitando assim resistência e piora na infestação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma vez escolhida a base ideal, esta deve ser utilizada por aproximadamente 1 ano, sem que haja alternância para atingir bons resultados. Além disso, a forma de aplicação do produto, deve ser feita de acordo com a recomendação do fabricante, sendo necessário diluir adequadamente e também pesar os animais para calcular a quantidade a ser aplicada. </span></p>
<h3>Mosca-dos-chifres, <em>Haematobia irritans</em></h3>
<p>O ciclo biológico, se inicia com a deposição dos ovos nas fezes frescas de bovinos. As larvas se protegem dos raios solares, penetrando para o interior das fezes e esta etapa tem duração de cerca de 10 horas. A fase de larva até a emergência dos adultos dura aproximadamente 10 dias.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22685" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-2.jpg" alt="Mosca Haematobia irritans" width="500" height="450" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-2.jpg 597w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-2-300x270.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-2-370x333.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-2-270x243.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-2-334x300.jpg 334w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-2-150x135.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Mosca <i>Haematobia irritans. </i>Fonte: Embrapa</span></p>
<p>Pensando no controle, este deve se concentrar nas fezes, para aumentar a morte do parasita, antes que este se torne adulto. Pode ser utilizado controle químico mas, estudos recentes mostram que a utilização do controle biológico também pode ser eficiente.</p>
<p>Em um estudo realizado pela <strong><a href="https://www.embrapa.br/" target="_blank" rel="noopener">EMBRAPA</a></strong>, mostrou-se que a utilização de besouros que se alimentam de fezes pode ser uma opção.</p>
<p>Além disso, existem os brincos que podem ser colocados nos animais, os quais proporcionam uma liberação lenta dos químicos na tentativa de controlar uma infestação ou evitar a chegada da mosca no animal. Para identificar o grau de infestação, a contagem das moscas presente no animal pode ser feita:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22686" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-6.png" alt="Tabela com dados de grau de infestação de moscas em bovinos" width="471" height="70" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-6.png 471w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-6-300x45.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-6-370x55.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-6-270x40.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-6-150x22.png 150w" sizes="auto, (max-width: 471px) 100vw, 471px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: <span style="font-weight: 400;">SAUERESSIG, Thelma Maria, EMBRAPA.</span></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22687 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-1.jpg" alt="Parasitas adultos de Haematobia irritans em um bovino" width="600" height="301" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-1.jpg 600w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-1-300x151.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-1-370x186.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-1-270x135.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-1-150x75.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Adultos de <i>Haematobia irritans</i> em um bovino. Fonte: Oscar S. Anziani, Guillermo Suárez Archilla (2018)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O controle químico é feito através de avermectinas, piretróides, fosforados dentre outros. Para o sucesso do controle, <strong>as condições climáticas devem ser levadas em consideração</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No período seco, é ideal utilizar os químicos em todos os animais do rebanho, independente do número de moscas que estejam infestando os animais e esse manejo precisa ser realizado no início e final da seca.</span></p>
<h3>Bernes e miíases</h3>
<p>As <strong>miíases</strong> <strong>surgem a partir da ocorrência de alguma lesão no tecido,</strong> e assim, a mosca <em>Cochliomyia hominivorax </em>deposita seus ovos no tecido, e uma vez eclodidos, se alimentam deste.</p>
<p>Já o <strong>berne,</strong> causado pela mosca <em>Dermatobia hominis</em> não necessita de lesão, ou seja, <strong>ocorre penetração do tecido saudável</strong>.</p>
<p>Ambas levam a lesões que geram dor, redução da produção de leite, queda de desempenho dos animais jovens, predispor a ocorrência de doenças secundárias e afetar o bem-estar do rebanho.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22688 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-4.jpg" alt="Parasitas do tipo Cochliomyia hominivorax" width="492" height="302" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-4.jpg 492w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-4-300x184.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-4-370x227.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-4-270x166.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-4-150x92.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 492px) 100vw, 492px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><em>Cochliomyia hominivorax</em>. Fonte: Ouro Fino</span></p>
<p>Quanto a formas de prevenção das miíases, podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Deter de cuidado ao manejar os animais</strong>, evitando qualquer objeto que possa machucá-los, além de observar sempre o ambiente, para que não se tenha obstáculos que permitem surgimento de lesões;</li>
<li>Manter sempre <strong>higiene e limpeza de instalações e utensílios</strong>, visto que eles serão atrativos para moscas;</li>
<li><strong>Tratar feridas e cortes de forma precoce e correta</strong>, a fim de evitar que as moscas depositem ovos nesses locais e causem miíase;</li>
<li>Utilizar <strong>ferramentas de controle de moscas</strong> é essencial para prevenção. Isso inclui utilização de armadilhas, pulverização de inseticidas e até dispositivos repelentes.</li>
</ul>
<p>Algumas atividades realizadas como castrações, descornas, entre outros, devem ser preferencialmente no período de outono-inverno porque é o período de menor infestação em comparação com a primavera-verão, entretanto, é indispensável que seja feito monitoramento dos animais nessas condições.</p>
<p>Uma curiosidade sobre os bernes, é que a mosca <em>Dermatobia hominis</em> deposita os ovos em outras moscas como por exemplo a mosca-do-chifre, e esta é que realiza a deposição das larvas no bovino.</p>
<p>As lesões causadas pelos bernes, geram um estresse e irritabilidade grande, diminuindo principalmente o consumo do alimento, logo, a produção de leite. Pensando nas fases da vida produtiva de uma vaca, a depender da fase em que esta se encontra, os prejuízos podem ser ainda maiores.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener">fase de pós-parto</a></strong>, é um bom exemplo, visto que já existe uma queda no consumo de matéria seca e qualquer situação que gere estresse vai impactar ainda mais, contribuindo para maior redução do consumo, podendo causar ou agravar quadros de doenças metabólicas.</p>
<p>Para o controle da mosca causadora dos bernes, pode ser utilizado os <strong>endectocidas</strong>. No mercado existem várias opções, e o tempo de ação e carência pode ser diferente para cada um, sendo então, necessário seguir as recomendações do fabricante. Além disso, alguns não podem ser utilizados em vacas leiteiras.</p>
<p>A higiene do ambiente também precisa estar em dia, visto que a umidade, acúmulo de matéria orgânica, como urina, fezes e restos de alimentos atrai moscas para o local.</p>
<h3>Coccídeos</h3>
<p>A coccidiose é <strong>causada por um protozoário chamado do gênero <i>Eimeria, </i></strong>o qual está presente em todo o ambiente, podendo ser encontrado na água, no solo e nas pastagens.</p>
<p>Esse é considerado uns dos grandes causadores de problemas gastrointestinais em bovinos, podendo em muitos casos os animais nem apresentarem sinais clínicos da doença, tendo apenas o desempenho comprometido.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22689" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-5.jpg" alt="Oocisto de Eimeria bovis na forma infectante" width="250" height="188" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-5.jpg 250w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-5-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/parasitas-em-bovinos-5-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Oocisto de <i>Eimeria bovis</i> na forma infectante. Fonte: Ouro Fino</span></p>
<p>Situações estressantes, condição nutricional, eficiência da resposta imune e o volume de oocistos ingeridos podem ser determinantes na demonstração clínica da doença.</p>
<p>Quando o quadro clínico é instalado, <strong>é apresentado principalmente diarreia sanguinolenta como característica principal</strong>, a qual ocorre devido a destruição de células intestinais, a qual afeta a função do órgão e o rompimento de vasos sanguíneos. Entretanto, pode ser observado também falta de apetite, emagrecimento e fraqueza.</p>
<p>Bezerros são os principais desafios quando se pensa em coccidiose, mas em ambientes com alta densidade populacional, animais adultos também podem ser acometidos. A contaminação ocorre quando há ingestão dos oocistos esporulados que estão na água ou nos alimentos.</p>
<p>Após isso, animais contaminados vão seguir eliminando novos oocistos nas fezes, os quais se tornam esporulados e se mantêm viáveis no ambiente por um longo período de tempo, principalmente em locais de temperatura inferior a 35°C, alta umidade e baixa exposição à luz solar.</p>
<p>Os bezerros são extremamente afetados por este protozoário e pensando em uma das principais formas de prevenção, temos a <strong>colostragem</strong>.</p>
<p>Esta uma vez realizada dentro parâmetros ideais (qualidade, quantidade e tempo) contribui para um bom desenvolvimento imunológico do bezerro e este quando entrar em contato com oocistos, pode não desenvolver ou desenvolver uma forma mais branda da doença, a depender também da quantidade ingerida.</p>
<p>Um outro ponto importante, é o correto manejo dos utensílios utilizados, que devem ser lavados e higienizados corretamente, além de evitar ao máximo compartilhar esses utensílios entre os animais e estar atento ao ambiente de criação dos animais que são mais desafiados, mantendo as pastagens mais baixas para favorecer a entrada de luz solar e reduzir a umidade.</p>
<p>Além disso, buscar o diagnóstico correto da doença a partir da realização de exames de fezes, como o OOPG (contagem de oocistos por grama de fezes).</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Os parasitas estão presentes no ambiente e são responsáveis por causar grandes prejuízos.</p>
<p>Por isso,<strong> é de suma importância conhecer e adotar estratégias de prevenção e controle</strong>, desenvolver programas de prevenção adequados a propriedade e contar com auxílio do veterinário para que assim os principais desafios sejam trabalhados, contribuindo assim para a saúde, bem-estar e sucesso econômico da fazenda.</p>
<h2>Da prevenção ao lucro: como a gestão pode potencializar os resultados da sua fazenda</h2>
<p>Controlar parasitas é essencial para manter a saúde e a produtividade do rebanho, mas o verdadeiro diferencial está em integrar o manejo sanitário a uma gestão eficiente.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a analisar números, identificar pontos de melhoria e aplicar estratégias que aumentam a produção e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23110" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg" alt="Mariana Torres - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Principais doenças reprodutivas em bovinos leiteiros e os seus impactos</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jul 2023 12:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A indústria do agronegócio é fundamental para a economia mundial, e dentro desse setor, a produção de leite desempenha um papel crucial. Dessa forma, para garantir um bom desempenho nessa atividade, dentre os diversos fatores envolvidos, é essencial estar atento e cuidar da saúde reprodutiva dos bovinos leiteiros. Existem diversas doenças que podem afetar negativamente [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria do agronegócio é fundamental para a economia mundial, e dentro desse setor, a produção de leite desempenha um papel crucial. Dessa forma, para garantir um bom desempenho nessa atividade, dentre os diversos fatores envolvidos, é essencial estar atento e cuidar da <strong>saúde reprodutiva dos bovinos leiteiros</strong>.</p>
<p>Existem diversas doenças que podem afetar negativamente a reprodução desses animais, onde as perdas decorrentes de doenças representam um desafio significativo para qualquer rebanho, devido aos impactos negativos que são ocasionados tanto na questão produtiva, reprodutiva e também <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">financeira</a></strong>.</p>
<p>Quando pensamos em doenças reprodutivas, a situação pode se tornar mais complicada, pois muitas perdas gestacionais são ocasionadas por essas doenças, mas a detecção ocorre apenas quando o problema já está instalado e as consequências dele estabelecidas.</p>
<p>É comum o produtor suspeitar ou perceber que algo está errado quando, por exemplo, já tem casos de abortos ou outros problemas reprodutivos acontecendo e o rebanho se encontra infectado.</p>
<p>Dessa forma, é de extrema importância adotar <strong>medidas preventivas</strong> e de controle eficazes, assim como realizar um diagnóstico precoce e um tratamento adequado das doenças reprodutivas em bovinos leiteiros.</p>
<p>Ao compreender os principais <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">problemas que afetam a reprodução</a></strong>, é possível implementar estratégias apropriadas para minimizar as perdas e maximizar a produção de leite.</p>
<p>Dentre as principais doenças que afetam a reprodução dos bovinos leiteiros podemos destacar as doenças bacterianas, virais, as causadas por protozoários e até mesmo doenças metabólicas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Doenças bacterianas</h2>
<h3>Brucelose</h3>
<p>É uma doença bacteriana considerada prevalente, porém ainda pouco diagnosticada. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brucelose-bovina/" target="_blank" rel="noopener">brucelose bovina</a></strong> ainda é endêmica no Brasil, com impactos econômicos significativos, incluindo restrições ao comércio internacional de produtos de origem animal.</p>
<p>Causada pela bactéria <i>Brucella abortus</i>, além de ser uma preocupação em saúde pública, a brucelose bovina pode levar a abortos, infertilidade e diminuição da produção de leite.</p>
<p>A transmissão ocorre principalmente por meio do contato direto com animais infectados, fetos abortados, placentas contaminadas ou ingestão de leite cru contaminado, entretanto, <strong>o principal meio de introdução da brucelose em um rebanho saudável é pela aquisição de animais infectados. </strong></p>
<p>A vacinação é uma medida eficaz para reduzir a prevalência da doença, sendo obrigatória a vacinação com a vacina B19 para fêmeas jovens de 3 a 8 meses de idade e a RB51 para fêmeas adultas de status vacinal desconhecido.</p>
<p>Além disso, é importante determinar medidas de biossegurança, como controle sanitário na introdução de animais, monitoramento do rebanho, realização de exames de diagnóstico e descarte de animais infectados são essenciais para o controle da brucelose.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Leptospirose</h3>
<p>A leptospirose é outra doença bacteriana, causada pela bactéria do gênero Leptospira, que pode manifestar de forma aguda e toxêmica até crônica e inaparente, o que também impacta negativamente na reprodução, promovendo causos de aborto, feto mumificado, nascimento de bezerros fracos, cios irregulares, aumento do intervalo entre partos e até mesmo infertilidade.</p>
<p>Essas bactérias são transmitidas principalmente pela <strong>urina de animais infectados</strong>, como ratos, contaminando água, solo, pastagens e outros alimentos, mas também por transmissão transplacentária, nasal, conjuntival e vaginal, por meio de contato além da urina, com sêmen, sangue, secreções vaginais e ingestão de tecidos infectados.</p>
<p><strong>A urina do bovino contaminado é o principal meio de transmissão</strong>, pois mesmo que o animal apresente recuperação clínica da doença, a eliminação das leptospiras pela urina pode acontecer por até 280 dias em condições favoráveis de temperatura e umidade.</p>
<p>Do ponto de vista epidemiológico os roedores (ratos) são reservatórios naturais e importantes vetores, entretanto, é muito importante entender que mesmo sendo uma importante forma de infecção para o rebanho, no meio rural os principais reservatórios da doença dentro da fazenda são os próprios animais infectados.</p>
<h4>Impactos da leptospirose</h4>
<p>A infecção pode resultar em falhas reprodutivas, como abortos, nascimento de bezerros fracos e prematuros, redução da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener">taxa de concepção</a></strong>, infertilidade, queda na produção de leite.</p>
<p>Medidas de prevenção, como a vacinação anual e o controle do ambiente, são importantes para reduzir o risco de contaminação.</p>
<p>É importante ressaltar que o controle da leptospirose em bovinos requer uma abordagem abrangente, combinando diferentes medidas de prevenção e controle, onde podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Vacinação dos animais</strong>: Deter de um calendário sanitário estratégico e específico e que contemple os principais desafios do rebanho. Então, a partir do calendário, contar com a vacinação dos animais, que é uma medida importante para prevenir a doença e reduzir a disseminação.</li>
<li><strong>Controle de roedores</strong>: Essencial a adoção de medidas para controlar a população de roedores na propriedade, mantendo sempre instalações limpas, eliminar fontes de abrigo e fontes de alimento para os roedores, além de ser importante deter de armadilhas apropriadas para controle.</li>
<li><strong>Higiene das instalações e manejo adequado</strong>: importante certificar a limpeza de forma regular das áreas onde os animais vivem, removendo a urina e utilizando desinfetantes adequados.</li>
</ul>
<h3>Campilobacteriose</h3>
<p>A Campilobacteriose é uma doença infecciosa que afeta bovinos, causada pela bactéria <i>Campylobacter fetus, </i>a qual é responsável por infecções genitais em bovinos, resultando em problemas reprodutivos como<strong> infertilidade, falhas na concepção, repetição de cio e abortos</strong>.</p>
<p>A transmissão ocorre durante a monta natural ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">inseminação artificial</a></strong>. Os touros são os principais disseminadores da doença.</p>
<p>A bactéria pode sobreviver e se multiplicar no trato genital dos bovinos, podendo causar infecções e afetar negativamente a saúde reprodutiva do rebanho. O controle desta doença envolve:</p>
<ul>
<li><strong>Diagnóstico</strong>: Importante realizar exames laboratoriais para confirmação da presença da campilobacteriose no rebanho, onde esse diagnóstico é feito através de técnicas de isolamento e identificação da bactéria a partir de amostras, como muco vaginal, conteúdo uterino e sêmen.</li>
<li><strong>Higiene e manejo adequados</strong>: ideal higiene adequada das instalações e equipamentos é fundamental para prevenir a disseminação da bactéria. Importante ter uma rotina de desinfecção de áreas de manejo, currais, bretes e ordenha.</li>
<li><strong>Vacinação</strong>: Importante a fazenda possuir um calendário sanitário estratégico para o rebanho.</li>
<li><strong>Controle de vetores</strong>: principalmente as moscas podem atuar como vetores da campilobacteriose, por isso, é importante adotar medidas de controle de vetores, como a adoção de armadilhas de moscas, a fim de minimizar a exposição dos animais a esses insetos.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Doenças virais</h2>
<h3>Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR)</h3>
<p>A infecção pelo herpesvírus bovino (IBR) é causada por um vírus que pode se apresentar de duas maneiras: <strong>forma respiratória ou genital</strong>. A contaminação ocorre principalmente durante a reprodução e em animais jovens infectados pelas mães.</p>
<p>O vírus replica em células epiteliais da mucosa conjuntival, genital e respiratória e pode permanecer latente em gânglios nervosos por longos períodos e se tornar ativo em momentos de exposição a fatores estressantes, os quais reduzem a resistência imunológica e ocasiona a eliminação de partículas virais, em muitos casos sem que o animal apresente sinais clínicos da doença.</p>
<p>Após ter sofrido a infecção primária, o animal se torna portador do vírus por toda sua vida, atuando como uma fonte de infecção dentro da propriedade.</p>
<p>A disseminação do vírus nos rebanhos pode ocorrer de forma direta e indireta, onde a forma direta é a mais relevante e ocorre por contato com mucosas e secreções, incluindo secreção nasal, ocular e genital, sêmen, partículas de aerossóis e anexos fetais infectados.</p>
<p>Já a forma indireta ocorre principalmente por fômites e aerossóis, onde a inseminação artificial representa um papel importante na entrada da doença no rebanho e a monta natural pode ser considerada a forma principal de contágio.</p>
<p>Em bovinos causa várias doenças, incluindo infecções respiratórias, vulvovaginite pustular inflamatória, balanopostite pustular infeccioasa, conjuntivite, infertilidade, abortos e encefalite.</p>
<h4>Impactos da IBR</h4>
<p>Quanto ao impacto econômico que esse vírus pode ocasionar podemos citar:</p>
<ul>
<li>Crescimento retardado de animais jovens</li>
<li>Menor produção de leite</li>
<li>Abortos frequentes</li>
<li>Morte embrionária ou fetal</li>
<li>Menor eficiência reprodutiva das vacas: é notório o comprometimento dos indicadores reprodutivos, como o intervalo entre partos, número de serviços por concepção, taxa de concepção, taxa de mortalidade embrionária, abortos e natimortos.</li>
</ul>
<p>É muito importante diagnosticar a doença na propriedade, onde além dos sinais clínicos é necessário o apoio de métodos laboratoriais, como o isolamento viral em cultivo celular.</p>
<p>A estratégia de controle depende da situação epidemiológica do rebanho e pode envolver vacinação, a qual é considerada um eficiente agente de controle do vírus nos rebanhos, descarte de animais saudáveis que são soropositivos e considerados reservatórios do vírus e medidas de biossegurança.</p>
<h3>Diarreia bovina a vírus (BVD)</h3>
<p>A Diarreia Viral Bovina (BVD) é uma enfermidade viral que afeta bovinos de todas as idades com grande importância mundial devido aos <strong>impactos econômicos</strong> que ela traz.</p>
<p>É causada por um vírus da família <i>Pestivirus</i>, altamente variável geneticamente.</p>
<p>Quanto ao impacto econômico causado, podemos citar o custo com tratamentos de animais doentes, menor produção de leite no caso de vacas positivas — <strong>vacas positivas produzem cerca de 1,7 litros de leite a menos</strong> em comparação com vacas negativas, maior incidência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite clínica</a></strong> (7 a 13%) em animais positivos, além disso, podemos citar o aumento dos <strong>custos operacionais</strong> e também o custo em manter animais com problemas reprodutivos na propriedade.</p>
<p>A transmissão ocorre por contato direto e indireto, inalação, via oral ou transplacentária.</p>
<p>Uma característica desse vírus é a capacidade de ocasionar uma infecção fetal persistente quando ocorre infecção nos primeiros três meses de gestação. Os animais nessa fase não possuem um sistema imune maduro, ocorrendo então um reconhecimento das proteínas virais como próprias do feto, tornando então esse animal <strong>persistentemente infectado (PI)</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21825" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotas-da-diarreia-bovina-viral.jpg" alt="Rotas da diarreia bovina viral" width="397" height="332" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotas-da-diarreia-bovina-viral.jpg 397w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotas-da-diarreia-bovina-viral-300x251.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotas-da-diarreia-bovina-viral-370x309.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotas-da-diarreia-bovina-viral-270x226.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotas-da-diarreia-bovina-viral-359x300.jpg 359w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotas-da-diarreia-bovina-viral-150x125.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 397px) 100vw, 397px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Esquema mostrando duas possíveis rotas da infecção pelo vírus da BVD. A rota da esquerda considerada a mais comum é aquela onde a vaca não PI se infecta com o vírus enquanto gestante e com isso produz um bezerro PI. A rota da direita, considerada menos comum, é aquela onde a vaca é PI e se torna gestante, originando um novo bezerro PI. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><i><span style="font-weight: 400;">Fonte:BVD Virus control &amp; Eradication Recommendations for Cow-Calf Production, Academy of veterinary Consultants</span></i></span></p>
<p>Os animais PI são tolerantes a BVD e por isso são responsáveis por manter e disseminar o vírus dentro do rebanho, podendo ser considerados então como vetores.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21826" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerro-persistentemente-infectado-diarreia-bovina-viral.jpg" alt="Bezerro persistentemente infectado" width="466" height="370" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerro-persistentemente-infectado-diarreia-bovina-viral.jpg 466w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerro-persistentemente-infectado-diarreia-bovina-viral-300x238.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerro-persistentemente-infectado-diarreia-bovina-viral-370x294.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerro-persistentemente-infectado-diarreia-bovina-viral-270x214.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerro-persistentemente-infectado-diarreia-bovina-viral-150x119.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 466px) 100vw, 466px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Esquema mostrando o bezerro persistentemente infectado </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: The Center for Food Security and Public Health, Iowa State University</span></p>
<h4>Impactos e controle da BVD</h4>
<p>A BVD causa várias manifestações clínicas, dentre elas:</p>
<ul>
<li><strong>Problemas reprodutivos</strong> — o vírus é capaz de se instalar no sistema reprodutivo, sendo responsável por causar infertilidade, baixa taxa de concepção, reabsorção embrionária e até abortos.</li>
<li><strong>Nascimentos de bezerros fracos ou mal formados</strong></li>
<li><strong>Baixo desempenho de animais persistentemente infectados</strong> — devido ao poder imunossupressor do vírus, o animal infectado se torna susceptível a infecção por bactérias e até mesmo outros vírus.</li>
</ul>
<p>O controle pode ser realizado com vacinação, especialmente em rebanhos com alta rotatividade de animais, histórico de doenças ou sorologia positiva.</p>
<p>A identificação e descarte dos animais PI é uma medida crucial para controlar a doença. Essa identificação consiste na realização de testes laboratoriais, como imuno-histoquímico, reação da cadeia em polimerase (PCR) e teste imunoenzimático (ELISA direto), os quais são considerados métodos de triagem de animais nascidos na última geração.</p>
<p>Além disso, é importante implementar medidas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">biosseguridade</a></strong>, como quarentena de animais recém adquiridos, limpeza e desinfecção adequada das instalações e equipamentos, além da realização de exames para identificação do vírus.</p>
<p>As vacinas não curam animais infectados, mas ajudam a reduzir a transmissão e a intensidade das manifestações clínicas. O controle da BVD visa eliminar os animais PI e prevenir a infecção fetal para evitar a geração de novos PIs.</p>
<h2>Doença causada por protozoários</h2>
<h3>Neosporose</h3>
<p>A neosporose é uma doença causada pelo protozoário <i>Neospora caninum</i>. Essa doença afeta principalmente vacas gestantes, onde o aborto é o principal problema relacionado, além também da possibilidade de ocorrência de absorção embrionária, nascimento de bezerros fracos e infertilidade.</p>
<p>Quando pensamos nas perdas econômicas ocasionadas, além do aborto, a neosporose pode promover o descarte prematuro das matrizes, mortalidade de neonatos e também maiores custos operacionais, com diagnóstico e com a reposição necessária.</p>
<p>A<strong> transmissão</strong> pode ocorrer por meio da <strong>ingestão de alimentos contaminados com oocistos ou pela transmissão vertical da vaca para o feto</strong>.</p>
<p>Medidas preventivas incluem o controle de cães, que podem ser hospedeiros definitivos, e a utilização de práticas adequadas de higiene e manejo.</p>
<p>O cão é considerado o hospedeiro definitivo, ocorrendo a eliminação de oocistos não esporulados nas fezes após os mesmos terem ingerido tecidos ou órgãos dos hospedeiros intermediários.</p>
<p>A transmissão ocorre principalmente de duas formas:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Horizontal</strong>: pela contaminação das pastagens, ração ou água com oocistos eliminados por animais infectados, como cães e bovinos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Vertical</strong>: também conhecida como “infecção congênita”, da vaca para o bezerro, considerada a forma mais comum de transmissão. Essa forma de transmissão em muitos casos provoca o aborto, porém, existe a possibilidade do nascimento de um bezerro saudável, porém infectado.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21827" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ciclo-viral-da-neosporose.jpg" alt="Ciclo viral da neosporose" width="535" height="518" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ciclo-viral-da-neosporose.jpg 535w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ciclo-viral-da-neosporose-300x290.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ciclo-viral-da-neosporose-370x358.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ciclo-viral-da-neosporose-270x261.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ciclo-viral-da-neosporose-310x300.jpg 310w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ciclo-viral-da-neosporose-150x145.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 535px) 100vw, 535px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Ciclo biológico da </span><i><span style="font-weight: 400;">Neospora caninum. </span></i></span><span style="font-size: 10pt;">Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Adaptado de Dubey et al. (2017)</span></span></p>
<p>Medidas de controle da doença incluem a adoção de programas de monitoramento para a N. caninum, onde podemos citar a inclusão de testes sorológicos em animais que abortaram e exames histopatológicos de tecidos fetais e placentários para confirmar a presença do protozoário.</p>
<p>O descarte de animais positivos e a realização de uma reposição dos animais de forma seletiva é a forma mais eficiente de controle da infecção congênita.</p>
<p>Além disso, como forma preventiva é importante promover a restrição do acesso dos cães a restos fetais e evitar o convívio entre cães e bovinos.</p>
<h2>Doenças metabólicas</h2>
<p>É importante ressaltar que doenças metabólicas, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">cetose</a></strong>, deslocamento de abomaso e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">hipocalcemia</a></strong>, também podem ter efeitos diretos ou indiretos sobre a saúde reprodutiva dos bovinos leiteiros.</p>
<p>Os desequilíbrios metabólicos e nutricionais resultantes dessas condições podem comprometer a eficiência reprodutiva, levando a uma menor taxa de concepção, aumento dos dias abertos e outros problemas relacionados à reprodução.</p>
<p>Portanto, é fundamental adotar estratégias de manejo adequadas, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/" target="_blank" rel="noopener">nutrição balanceada</a></strong>, monitoramento constante e práticas de prevenção e tratamento eficazes para essas doenças metabólicas, a fim de minimizar seu impacto negativo na saúde reprodutiva e na produtividade do rebanho leiteiro.</p>
<h3>Cetose</h3>
<p>A cetose ocorre devido a um desequilíbrio no metabolismo energético das vacas, geralmente no período <strong>pós-parto</strong>, quando há uma maior demanda de energia para a produção de leite. A falta de energia disponível pode levar a uma redução na taxa de concepção e ao aumento dos dias abertos.</p>
<p>A cetose não tratada ou mal controlada pode causar infertilidade temporária e afetar negativamente a reprodução.</p>
<h3>Deslocamento de abomaso</h3>
<p>O deslocamento de abomaso é uma condição na qual o abomaso se move para uma posição anormal no abdômen. <strong>Isso pode ocorrer principalmente após o parto devido a distúrbios metabólicos, como a cetose. </strong></p>
<p>O deslocamento de abomaso pode causar uma diminuição no consumo de alimentos, perda de peso e redução na produção de leite. Consequentemente, essas alterações metabólicas e nutricionais podem afetar negativamente a saúde reprodutiva das vacas.</p>
<h3>Hipocalcemia</h3>
<p>A hipocalcemia é uma condição caracterizada por baixos níveis de cálcio no sangue, que geralmente ocorre logo após o parto.</p>
<p>A deficiência de cálcio pode causar problemas reprodutivos, como retenção de placenta, diminuição da tonicidade uterina e infertilidade temporária.</p>
<p>A hipocalcemia não tratada ou mal controlada com auxílio de dietas aniônicas no pré-parto pode levar a complicações adicionais e prolongar o período de recuperação reprodutiva das vacas.</p>
<h2>Impactos das doenças reprodutivas nos resultados da produção de leite</h2>
<p>As doenças reprodutivas em bovinos leiteiros têm um impacto significativo nos resultados da produção de leite.</p>
<p>A infertilidade, os abortos e as falhas na concepção levam a um menor número de vacas prenhes e, consequentemente, a uma redução na produção de leite e menor <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-e-lucrativa/" target="_blank" rel="noopener">lucratividade da atividade leiteira</a></strong>. Além disso, as doenças reprodutivas podem aumentar o intervalo entre os partos, prolongando o período seco das vacas e diminuindo a eficiência produtiva.</p>
<p>Além disso, as doenças reprodutivas também podem causar problemas econômicos, devido aos custos de tratamento e manejo, descarte de animais infectados e maiores custos para repor os animais.</p>
<p>Para minimizar o impacto das doenças reprodutivas na produção de leite, é fundamental adotar medidas de prevenção e controle adequadas. Isso inclui a implementação de programas de vacinação conforme o calendário sanitário estratégico adotado na propriedade, o manejo adequado dos animais, a realização de exames regulares para detecção precoce de doenças, o descarte apropriado de animais infectados e a adoção de práticas de higiene e manejo durante o parto.</p>
<p>Então, sabemos que as principais doenças que afetam a eficiência reprodutiva em bovinos leiteiros podem ter um impacto significativo na lucratividade e sucesso da fazenda.</p>
<p>A prevenção e o controle dessas doenças são essenciais para garantir a saúde reprodutiva dos animais e melhorar os resultados econômicos. Investir em boas práticas de manejo, monitoramento constante e adoção de medidas preventivas adequadas são passos importantes para garantir a produtividade e a lucratividade do negócio.</p>
<h2>Reprodução saudável é sinônimo de produção contínua e lucrativa</h2>
<p>As doenças reprodutivas comprometem a taxa de prenhez, aumentam custos e reduzem a produtividade do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar, prevenir e manejar esses problemas de forma estratégica, unindo sanidade, nutrição e gestão para garantir melhores índices reprodutivos e mais lucro na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23102" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ana-flavia-teixeira.jpg" alt="Ana Flávia Teixeira - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ana-flavia-teixeira.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ana-flavia-teixeira-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ana-flavia-teixeira-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23103" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ighor-oliveira.jpg" alt="Ighor Oliveira - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ighor-oliveira.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ighor-oliveira-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ighor-oliveira-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Boas práticas de ordenha: higiene, técnicas e equipamentos</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 21:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já sabe que uma rotina de ordenha eficiente é crucial para garantir a saúde e o bem-estar das vacas, assim como a qualidade do leite produzido. No entanto, para que essa rotina seja realmente eficaz, todos os aspectos do manejo devem ser eficientes. Isso inclui o manejo de bezerros, vacas no pós-parto, pré-parto, novilhas, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já sabe que uma <strong>rotina de ordenha eficiente é crucial para garantir a saúde e o bem-estar das vacas</strong>, assim como a qualidade do leite produzido.</p>
<p>No entanto, para que essa rotina seja realmente eficaz, todos os aspectos do manejo devem ser eficientes. Isso inclui o manejo de bezerros, vacas no pós-parto, pré-parto, novilhas, vacas em lactação e a higiene em todos os setores da sua propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Higiene na ordenha: importância e procedimentos recomendados</h2>
<p>Um dos <strong>maiores desafios da ordenha é a limpeza das vacas e a higiene do ambiente</strong>. A responsabilidade por uma ordenha limpa não recai apenas sobre os ordenhadores, mas também sobre aqueles que cuidam das instalações nos diferentes sistemas (<i>free-stall</i>, o <i>compost barn</i> ou o pasto).</p>
<p>É importante que todas as áreas estejam limpas, bem iluminadas, bem ventiladas e projetadas de acordo com as normas de bem-estar animal.</p>
<p>Se a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong> estiver alta no tanque, isso indica que algo está errado no manejo geral da sua propriedade, e esse erro pode estar tanto dentro quanto fora da sala de ordenha.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>É crucial que as vacas cheguem limpas à sala de espera, e para que isso aconteça, é necessário reduzir a exposição à sujeira, fornecendo camas secas e instalações adequadas.</p>
<p>Um ponto importante a ser ressaltado é em relação a umidade da cama dos animais no caso de sistema de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><i>Compost barn</i></a></strong>, onde quando a cama possui uma umidade baixa, ou seja, a cama se encontra excessivamente seca, pode contribuir para que os animais apresentem maior sujidade corporal.</p>
<p>Isso acontece, pois após o resfriamento com aspersão e ventilação na sala de espera da ordenha e resfriamento na linha de cocho, os animais se direcionam para a cama e lá devido a ação dos ventiladores, faz com que todo pó solto da cama seca seja impregnado ao pelo do animal que se encontra molhado.</p>
<p>Além disso, em instalações onde os animais não são confinados, é importante promover áreas de descanso que sejam limpas e que se mantenham sempre secas, a fim de evitar que os animais se sujem e cheguem na ordenha apresentando <strong>um alto grau de sujidade</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21836" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1.jpg" alt="Imagem mostrando sujidade de vacas leiteiras" width="830" height="559" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1.jpg 830w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-300x202.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-768x517.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-370x249.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-270x182.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-740x498.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 830px) 100vw, 830px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagens mostrando a sujidade dos animais e sua relação com o ambiente onde estão inseridos. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Ainda relacionado à higiene e à condição da cama, quando temos uma situação oposta, ou seja, uma cama com alta umidade e acúmulo de matéria orgânica, isso também influenciará para termos vacas com escore de sujidade de úbere alto.</p>
<p>Além dessa questão de higiene, <strong>é importante lembrar que a superlotação das instalações contribui para tal cenário</strong>, e quando isso acontecer, teremos também um maior número de vacas incomodadas, permanecendo mais tempo em pé, com limitação na alimentação e restrito período de descanso, o que somados podem contribuir tanto para o menor desempenho produtivo dos animais quanto para a redução de imunidade e predisposição a doenças, como por exemplo casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a></strong>.</p>
<p>Além disso, vacas que chegam com tetos sujos na sala de ordenha irão necessitar de um maior cuidado e dedicação da equipe para limpeza dos mesmos antes do acoplamento das teteiras.</p>
<p>Esse cuidado com a higiene nesse momento é crucial para minimizar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" target="_blank" rel="noopener">contagem bacteriana total (CBT)</a></strong> no leite, visto que a máxima higiene dos operadores e dos animais estão diretamente relacionadas com uma baixa CBT.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21837" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2.jpg" alt="Filtro de leite ao final da ordenha" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem mostrando a sujidade do filtro de leite ao final da ordenha, onde tal sujidade estava relacionada com alta umidade da cama dos animais e uma ineficiente higiene dos tetos das vacas antes de iniciar a ordenha. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Escore de sujidade do úbere</h3>
<p>Existem algumas áreas mais críticas para se manter limpas, como o úbere e a parte inferior das pernas.</p>
<p>O <strong>escore de sujidade do úbere</strong> fornece indicadores importantes para avaliar o manejo da propriedade, assim como o escore de limpeza dos tetos é um bom indicador da contagem de células somáticas. O escore de sujidade do úbere varia de 1 a 4 <strong>sendo o escore 1 – totalmente limpo</strong> e o <strong>escore 4 – totalmente sujo</strong>.</p>
<p>Existe uma significativa associação entre a menor higiene do úbere e o aumento na prevalência de infecção intramamária da vaca.</p>
<p>Estudos demonstram que animais que possuem escore de sujidade de úbere grau 3 ou 5 tinham 1,5 vezes mais chances de se infectar com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener">patógenos</a></strong> do que as vacas de escore 1 ou 2.</p>
<p>Outras medidas que podem ser implementadas incluem a remoção do pelo do úbere duas vezes por ano e aparar ou cortar a vassoura da cauda.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21839" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3.jpg" alt="Escore de sujidade do úbere de vacas" width="567" height="225" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3.jpg 567w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-300x119.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-370x147.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-270x107.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-150x60.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem mostrando os graus de sujidade apresentados pelas vacas. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Copyright 2002 © Pamela L. Ruegg, all rights reserved. Chart developed with input from Dan Schreiner and Mike Maronel.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Bem-estar animal nas instalações</h2>
<p><strong>Bem-estar animal</strong> nas instalações também <strong>é um fator importante que influencia na saúde das vacas e em todo manejo durante a ordenha</strong>.</p>
<p>Para uma boa ordenha é essencial que os cuidados com os animais iniciem no momento de buscá-los para ordenha, onde é importante que o ato de tocar as vacas seja realizado de maneira gentil e tranquila, evitando correria e gritos com os animais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21840" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4.jpg" alt="Animais sendo conduzidos de forma tranquila para a ordenha" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Momento em que os animais são conduzidos de forma tranquila e respeitosa para a sala de ordenha. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Outro ponto importante e que contribui para o bem-estar dos animais, principalmente pensando em primíparas que nunca foram ordenhadas é a <strong>realização de treino com os animais</strong>, passando as mesmas na sala de espera e nas contenções da ordenha, a fim de evitar que após o parto ocorra problemas e acidentes com animais e pessoas da operação.</p>
<p>O bem-estar, juntamente com a proximidade e confiança das vacas nos funcionários, garantirá que elas cheguem tranquilas e sem estresse à sala de espera, e como resultado, elas liberarão o leite mais rapidamente e produzirão mais, tornando a ordenha mais rápida e eficiente.</p>
<h2>Importância de pessoas qualificadas na execução da ordenha</h2>
<p>Um <strong>ponto fundamental</strong> em relação às boas práticas da ordenha <strong>é deter de uma equipe treinada para execução das atividades no setor</strong>.</p>
<p>Além de possuir treinamento adequado, a higiene pessoal dos funcionários é muito importante, onde é ideal que a equipe lave bem as mãos e use luvas descartáveis antes de iniciar a ordenha. Isso ajuda a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">prevenir a transmissão de bactérias e doenças</a></strong> entre as vacas e os operadores.</p>
<p>A rotina de trabalho também deve ser bem definida de acordo com a realidade de cada fazenda, e isso se torna relevante principalmente para garantir que todos os processos da ordenha sejam realizados conforme o combinado e dentro do tempo máximo e mínimo para cada etapa.</p>
<p>É crucial que <strong>cada atividade seja bem descrita e que cada funcionário seja capacitado para desempenhá-la</strong>, sendo capaz de reconhecer e diagnosticar qualquer intercorrência que esteja ocorrendo tanto com a vaca quanto com o leite, por exemplo a identificação da presença de grumos ou sangue no leite, edema de úbere e claudicação ao entrar na ordenha.</p>
<p>Para isso, a elaboração de <strong>Programas Operacionais Padrão (POP’s)</strong>, os quais demonstram o passo a passo dos processos a serem realizados de forma clara e objetiva dentro do setor, deixando firmado com a equipe a forma correta que os eventos dentro da ordenha devem ocorrer com o intuito de garantir o bem-estar, saúde e a produtividade do animal e também o sucesso na execução das tarefas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21841" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5.jpg" alt="Exemplo de um programa operacional padrão de uma fazenda" width="774" height="1024" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5.jpg 774w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-227x300.jpg 227w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-768x1016.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-370x490.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-270x357.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-740x979.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-150x198.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 774px) 100vw, 774px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de um Programa Operacional Padrão (POP) de uma fazenda. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Equipamentos essenciais para uma ordenha eficiente e segura</h2>
<p>Sobre os equipamentos de ordenha, como as teteiras e os tubos de ordenha, é fundamental mantê-los limpos e em boas condições de funcionamento.</p>
<p>É importante que se tenha uma rotina de verificação sobre o bom funcionamento dos equipamentos, observando se há vazamentos e peças desgastadas e também sobre as condições de higiene. <strong>Após cada ordenha, é importante realizar a limpeza e desinfecção completa de todo o equipamento. </strong></p>
<p>A manutenção adequada dos equipamentos de ordenha desempenha um papel crucial na saúde dos tetos e no bem-estar das vacas.</p>
<p>Isso ocorre porque a remoção da queratina do canal do teto depende da compressão da teteira, o tônus muscular na ponta do teto depende da eficácia do alívio congestivo e a congestão do teto depende do vácuo aplicado na ponta do teto.</p>
<p>Portanto, se faz necessário um equilíbrio entre a produção e a remoção de queratina nos tetos, o que pode ser obtido através da correta regulagem do equipamento. Assim, é necessário se atentar aos seguintes fatores:</p>
<ul>
<li><strong>Encaixe da teteira </strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Garanta um bom encaixe entre o corpo do teto e o massageador; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Posicione a ponta do teto na zona de compressão efetiva; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Reduza a congestão na ponta e no corpo do teto e evite o anelamento do teto.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Nível do vácuo na ponta do teto</strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Um alto nível de vácuo faz com que em poucos minutos de ordenha se tenha congestão dos tetos, o que limita o fluxo de leite antes mesmo da esgota completa da vaca; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">O vácuo aplicado na ponta do teto durante o período de baixo fluxo, no final da ordenha é a principal causa de congestão no teto e desconforto para a vaca; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A congestão provoca dor, gerando estresse e liberação de adrenalina, prejudicando então a ação da ocitocina e consequentemente a liberação do leite. </span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Preparação e estimulação dos animais</strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Vacas bem preparadas antes da colocação das teteiras possuem uma melhor eficiência de ordenha, pois, a descida do leite é mais rápida, o que diminui a chance de ocorrer sobreordenha; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A sobreordenha resulta em aumento da congestão do teto e pode acontecer no início ou final da ordenha. No início ocorre devido a má preparação e </span><strong>estimulação do animal</strong><span style="font-weight: 400;"> o que gera um baixo fluxo de leite e alto nível de vácuo na ponta do teto. </span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21842" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6.jpg" alt="Vaca bem estimulada antes da colocação das teteiras" width="288" height="512" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6.jpg 288w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-270x480.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-150x267.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 288px) 100vw, 288px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de uma vaca bem estimulada antes da colocação das teteiras, é possível observar também que os tetos se encontram secos e limpos. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Rotina da ordenha</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo da rotina de ordenha é <strong>preparar os tetos, deixando-os limpos, secos e bem estimulados</strong>, promovendo uma ejeção do leite inicial e contínua, a fim de se realizar uma ordenha rápida e completa, além de evitar a sobreordenha. Para tanto, é necessário seguir algumas etapas: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Teste da Caneca (descarte dos primeiros jatos de leite);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Pré-dipping;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Secagem adequada dos tetos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Colocação das teteiras no tempo correto; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Antissepsia eficaz dos tetos após a ordenha; </span></li>
</ul>
<h3>Teste de caneca (descarte dos primeiros jatos de leite)</h3>
<p>O <strong>teste de caneca</strong> é uma ferramenta fundamental na rotina de ordenha, <strong>pois 50% dos casos de mastite são classificados como moderada ou grau 1</strong> ou seja, aquela que apresenta somente alterações no leite, e <strong>esse é o único método para detectar mastite clínica moderada</strong>, uma vez que a maioria das células somáticas é eliminada nos primeiros jatos de leite, o que permite a visualização dos grumos de leite.</p>
<p>Além disso, o teste de caneca estimula a descida do leite e remove bactérias do canal do teto por meio da remoção do leite residual nos primeiros jatos.</p>
<p>Fazer o teste da caneca antes do pré-dipping é recomendado para reduzir o risco de recontaminação dos tetos já limpos. Escala de gravidade da mastite:</p>
<ul>
<li><strong>Grau 1 &#8211; Leite anormal</strong> – Apresenta alterações no leite.</li>
<li><strong>Grau 2 &#8211; Leite anormal e úbere inchado</strong> – Apresenta modificações no leite e no teto.</li>
<li><strong>Grau 3 &#8211; Vacas doentes</strong> – Apresenta alterações no leite e a vaca possui sinais sistêmicos, como por exemplo febre e falta de apetite.</li>
</ul>
<h3>Pré-dipping</h3>
<p>Um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pré-dipping</a></strong> eficaz pode reduzir as populações bacterianas na pele do teto em até 85% e diminuir a incidência de novas infecções por mastite ambiental em até 50%.</p>
<p>O objetivo dessa etapa de higienização antes da ordenha é reduzir os patógenos presentes na pele do teto, bem como reduzir a contagem de sedimentos e bactérias no tanque de leite.</p>
<p>Para garantir a eficácia do pré-dipping, é fundamental garantir que a utilização seja feita com copo sem retorno, que o mesmo esteja limpo, que ao passar a solução ela cubra todo o teto, que seja utilizado um antisséptico adequado e que a aplicação seja em tetos limpos e secos.</p>
<p>O antisséptico deve permanecer em contato com a superfície da pele por no mínimo 30 segundos para garantir a eliminação das bactérias.</p>
<h3>Secagem adequada</h3>
<p>A secagem dos tetos é uma etapa crítica em termos de higiene pré-ordenha, pois a umidade favorece o crescimento bacteriano. Além disso, a umidade permite que as bactérias presentes nos tetos e no equipamento de ordenha se espalhem por meio de gotículas de água até o esfíncter do teto.</p>
<p>Se a toalha de pano for utilizada, é importante garantir que esteja seca, pois toalhas molhadas não secam os tetos adequadamente.</p>
<p>É recomendado ter mais de um conjunto de toalhas para permitir tempo suficiente para secagem adequada entre as utilizações.</p>
<p>As toalhas devem ser limpas, possuir tamanho adequado e serem absorventes. Elas devem ser lavadas com alvejante ou água sanitária, em água quente ou secadas em alta temperatura.</p>
<p>E lembre-se, na utilização de toalhas de papel devemos utilizar um papel por teto e no caso da utilização de toalhas, a secagem de cada teto deve ser feita com uma parte da toalha.</p>
<h3>Colocação das teteiras no tempo correto</h3>
<p>Entre o primeiro estímulo (teste de caneca) e a colocação do conjunto de teteiras, deve-se aguardar de <strong>60 a 90 segundos</strong>.</p>
<p><strong>Tempos entre a estimulação e a colocação das teteiras inferiores a 60 segundos ou superiores a 3 minutos podem ter efeitos negativos para os animais. </strong></p>
<p>Esse tempo máximo entre a estimulação e acoplamento das teteiras está relacionado com o tempo de meia-vida a ocitocina, que é de aproximadamente 3,5 minutos. A necessidade de estimulação varia de acordo com a produção, fase da lactação e raça.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21843" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7.jpg" alt="Reflexo de ejeção do leite" width="841" height="460" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7.jpg 841w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-300x164.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-768x420.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-370x202.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-270x148.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-740x405.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-150x82.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 841px) 100vw, 841px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Reflexo de ejeção do leite— vaca estimulada pelo toque na pele do úbere, e pelo som do equipamento de ordenha, impulsos nervosos passam para o hipotálamo no cérebro. O hipotálamo estimula a glândula pituitária posterior a liberar ocitocina. O sangue carrega esse hormônio às células mioepiteliais que circundam o alvéolo. A contração das células mioepiteliais força o leite para dentro do sistema de ductos e da cisterna da glândula. Fonte: Adaptado de Michel A. Wattiaux</span></p>
<p>Quando as teteiras são colocadas prematuramente, as curvas de fluxo do leite podem ser anormais.</p>
<p>Vacas que não recebem estimulação suficiente não terão uma boa ejeção e podem apresentar um fluxo de leite bimodal, que é quando não há ejeção de leite imediatamente após a colocação das teteiras.</p>
<p>Vacas superestimuladas (tempo de estimulação e colocação de teteiras acima de 3 minutos) fará com que os animais não passem pelo fluxo bimodal, mas podem produzir menos leite.</p>
<p>A primeira porção de leite ejetada durante a ordenha está nas cisternas da glândula mamária e não requer estimulação. No entanto, em torno de 60% do leite produzido encontra-se nos alvéolos da glândula mamária, que necessitam de estimulação para a liberação adequada.</p>
<h3>O momento da ordenha</h3>
<p>Recomenda-se <strong>utilizar um sistema de ordenha que possua controle de vácuo adequado</strong> e aplique a pressão correta nas tetas.</p>
<p>Ao desacoplar as teteiras, faça-o suavemente, respeitando o ritmo natural da vaca. Evite puxar as tetas com muita força, pois isso pode causar dor e lesões. A remoção precoce das teteiras é uma forma mais suave de evitar a sobreordenha, reduzindo o período de baixo fluxo durante a ordenha.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao retirar as teteiras ainda apresentando um fluxo de leite é benéfico para a saúde dos tetos do animal e isso é descrito em estudos onde em sistemas que possuem extrator automático de teteiras ao programar a extração para um fluxo maior de leite (mudança de 800ml/min para 1.200ml/min) teve como resultado uma maior produção de leite, além de promover melhores condições para os tetos e reduzir o tempo de ordenha, visto que as vacas liberam mais leite em menos tempo. </span></p>
<h2>Pós-ordenha</h2>
<h3>Antissepsia eficaz do teto pós-ordenha</h3>
<p>Essa prática é amplamente adotada e é essencial garantir uma cobertura efetiva de pelo menos 75% da pele do teto com um antisséptico adequado. Estudos demonstram que <strong>a antissepsia pós-ordenha pode reduzir a taxa de novas infecções por mastite em até 50%.</strong></p>
<p>O pós-dipping protege os tetos, especialmente contra patógenos contagiosos, como <i>Staphylococcus aureus</i> e <i>Streptococcus agalactiae</i>, que podem ser transmitidos entre quartos durante a ordenha.</p>
<p>Além disso, alguns antissépticos possuem ingredientes que ajudam a condicionar a pele do teto, fornecendo proteção contra condições ambientais frias e secas.</p>
<p>O pós-dipping também pode fornecer um efeito germicida residual. É importante escolher um antisséptico que deixe um resíduo nos tetos para garantir a ação antimicrobiana mesmo após a vaca se deitar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21844" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8.jpg" alt="Aplicação de pós-dipping" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Realização da aplicação de pós-dipping de forma adequada, onde o teto por completo é envolvido pelo produto. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Limpeza das instalações após a ordenha</h3>
<p>Após a ordenha, é fundamental limpar adequadamente o equipamento utilizado, como baldes, teteiras, tubos, copos de pré e pós-dipping e armazená-los corretamente, além de também ser importante a limpeza de todo o ambiente de ordenha, inclusive da sala de espera.</p>
<p>Isso ajuda a prevenir a contaminação e garante a qualidade do leite na próxima ordenha.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21846" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9.jpg" alt="Higienização da sala de ordenha" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Higienização da sala de ordenha, a qual é feita nos equipamentos e também em toda contenção. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Registros de eventos</h3>
<p>Mantenha registros precisos de cada vaca, incluindo o volume de leite produzido, a duração da ordenha e quaisquer problemas de saúde ou tratamentos realizados. Isso auxilia na identificação de problemas de produção, monitoramento do desempenho individual das vacas e tomada de decisões.</p>
<p>Manter registros precisos das atividades de ordenha, incluindo dados sobre a saúde das vacas e a produção de leite, é fundamental para a rastreabilidade do produto.</p>
<p>Isso ajuda a cumprir as regulamentações locais e internacionais, garantindo a segurança alimentar e a conformidade com os padrões de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener">qualidade do leite</a></strong>.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A realização da ordenha de forma suave e respeitando o ritmo natural das vacas é crucial para promover o bem-estar animal.</p>
<p><strong>Uma rotina de ordenha adequada ajuda a manter a saúde das vacas, juntamente com a limpeza dos tetos e o uso de práticas de higiene apropriadas</strong> reduzem o risco de infecções, como a mastite, que é uma das principais preocupações na produção de leite. A ordenha é uma excelente oportunidade para observar indicadores que retratam a realidade da fazenda.</p>
<p>Ao seguir uma rotina consistente e bem organizada, se otimiza o tempo gasto na ordenha, reduz o estresse das vacas e aumenta a produtividade geral.</p>
<p>Além disso, o monitoramento regular da saúde das vacas durante a ordenha permite a detecção precoce de problemas de saúde e a implementação das medidas corretivas necessárias.</p>
<p>Em resumo, uma rotina de ordenha bem estabelecida e executada adequadamente tem um impacto significativo na saúde das vacas, no bem-estar animal, na qualidade do leite, na eficiência da produção e na conformidade regulatória. Esses fatores são essenciais para o sucesso de uma operação de gado leiteiro.</p>
<h3>Indicadores da performance da ordenha</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21847" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha.jpg" alt="Tabela com dados de performance da ordenha" width="664" height="308" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha.jpg 664w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha-300x139.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha-370x172.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha-270x125.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha-150x70.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px" /></p>
<h2>Da ordenha ao lucro: domine cada detalhe da produção de leite</h2>
<p>Boas práticas de ordenha não só garantem a qualidade do leite, como também preservam a saúde do rebanho e aumentam a rentabilidade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática e estratégica, a alinhar higiene, técnicas e equipamentos com uma gestão eficiente, transformando conhecimento técnico em resultados reais no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23088" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes.jpg" alt="Yanca Fernandes - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Carrapatos em bovinos leiteiros: saiba como fazer um controle eficiente</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/carrapatos-em-bovinos-leiteiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jul 2023 11:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza parasitária bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os carrapatos são considerados um grande desafio na bovinocultura de leite, pois podem causar uma série de problemas ao rebanho, afetando a saúde dos animais, o seu desempenho e produtividade e consequentemente trazendo prejuízos econômicos à atividade leiteira. Dessa forma, conhecendo os seus impactos nas fazendas, o seu controle é considerado um dos grandes problemas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os carrapatos são considerados um grande desafio na bovinocultura de leite, pois podem causar uma série de problemas ao rebanho, afetando a saúde dos animais, o seu desempenho e produtividade e consequentemente trazendo <strong>prejuízos econômicos</strong> à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">atividade leiteira</a></strong>.</p>
<p>Dessa forma, conhecendo os seus impactos nas fazendas, o seu controle é considerado um dos grandes problemas da pecuária nacional.</p>
<p>Existem mais de 920 espécies de carrapatos descritas em todo mundo, porém, para nós, existe um de maior importância, o <i>Rhipicephalus microplus</i>, popularmente conhecido como “carrapato-do-boi”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21712" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-1.jpg" alt="Bovino com diversos carrapatos" width="480" height="640" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-1.jpg 480w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-1-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-1-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-1-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-1-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Bovino parasitado pelo carrapato <i>Rhipicephalus microplus / </i>Fonte: Acervo pessoal Rehagro</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Prejuízos econômicos causados pelos carrapatos</h2>
<p>Segundo a <strong><a href="https://www.embrapa.br/">Embrapa</a></strong>, os <strong>prejuízos econômicos anuais chegam a superar a marca dos 3 bilhões de dólares</strong>, contabilizando queda de produção (até 90 litros em uma lactação de 300 dias), gasto com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficacia-dos-tratamentos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">medicamentos</a>,</strong> infecções secundárias e mortes.</p>
<p>Um ponto importante que contribuiu para os prejuízos causados é a resistência dos carrapatos aos produtos acaricidas comerciais, o que de forma crescente vem se tornando um desafio.</p>
<p>A utilização inadequada pode levar a seleção de carrapatos resistentes, promovendo a sobrevivência deles, os quais ao se reproduzirem são capazes de transmitir essa característica aos descendentes, favorecendo a perpetuação do gene que confere a resistência.</p>
<p>A cada aplicação de acaricida uma pressão de seleção artificial é exercida nos carrapatos, onde, nem todos os carrapatos vão ser susceptíveis ao tratamento com o produto utilizado. Isso ocorre pelo fato de que alguns carrapatos apresentam mutações de maneira aleatória e natural, o que contribui para a sobrevivência dos mesmos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Ciclo biológico e fatores ambientais</h2>
<p>Para entendermos quais as melhores formas de controle do <i>R. microplus</i>, precisamos entender o ciclo do carrapato, sendo este, dividido em duas etapas, fase parasitária e fase não parasitária e seu <strong>ciclo completo dura de 21 a 28 dias</strong>, podendo ter variações dependendo das condições ambientais.</p>
<h3>Fase parasitária</h3>
<p>A <strong>fase parasitária</strong> corresponde ao período em que a fêmea passa parasitando seu hospedeiro, alimentando de sangue, neste caso, há predileção pelos bovinos, com preferência por <i>Bos taurus</i>, indo desde a fixação das larvas no hospedeiro, até seu estádio adulto, onde as teleóginas (fêmeas ingurgitadas) se desprendem e caem no ambiente.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21713" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-2.jpg" alt="Fêmea do carrapato ingurgitada" width="259" height="194" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-2.jpg 259w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-2-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fêmea <i>R. microplus</i> ingurgitada / Fonte: Reprodução Internet</span></p>
<h3>Fase não parasitária</h3>
<p>Neste momento se inicia a <strong>fase não parasitária, ou de vida livre</strong>, se estendendo desde o desprendimento da teleógina do seu hospedeiro, ovipostura (uma fêmea pode produzir de 4.000 a 5.000 ovos durante a sua vida), incubação dos ovos, a qual é feita em locais protegidos como nas pastagens, vegetação ou abrigos próximos.</p>
<p>Após cerca de 20 a 30 dias em condições satisfatórias de temperatura e umidade, os ovos eclodem, ocorre a “maturação” das larvas, até estarem prontas para subir no hospedeiro.</p>
<p>Nessa fase, elas possuem um tamanho de <strong>0,5mm de comprimento</strong> e normalmente se mantêm na vegetação e ficam à espera da passagem do seu hospedeiro.</p>
<p>Após o contato, as larvas se prendem ao hospedeiro e começam a se alimentar de sangue e depois de alguns dias de alimentação as larvas caem do hospedeiro e se abrigam novamente no ambiente, onde realizam a ecdise (muda) se transformando em ninfas.</p>
<p>Já no <strong>estágio de ninfa</strong>, o qual é considerado um estágio intermediário entre larva e adulto, elas são um pouco maiores do que as larvas e após cerca de três semanas, buscam novamente os animais para se hospedar.</p>
<p>Após essa fase, as ninfas também se desprendem do hospedeiro e vão de abrigar no ambiente, onde ocorrerá novamente a ecdise e cerca de uma semana após o desprendimento do hospedeiro elas já estarão transformadas em adultos.</p>
<h3>Carrapatos adultos</h3>
<p>Os <strong>carrapatos adultos</strong> são maiores, medindo entre <strong>4 e 5 mm de comprimento</strong>, sendo os machos um pouco menores. Nessa fase eles voltam ao hospedeiro para se alimentar, reproduzir e completar o ciclo.</p>
<p>Para obter nutrientes suficientes para a produção de ovos, as fêmeas se alimentam de sangue por um período prolongado de tempo (10 a 20 dias) e após isso elas se desprendem do hospedeiro, procuram um lugar adequado para depositar seus ovos, encerrando então o ciclo biológico.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21714" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-4.jpg" alt="Ciclo de vida do carrapato Rhipicephalus microplus" width="815" height="495" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-4.jpg 815w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-4-300x182.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-4-768x466.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-4-370x225.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-4-270x164.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-4-740x449.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-4-150x91.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 815px) 100vw, 815px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Ciclo de vida do carrapato <i>Rhipicephalus microplus / </i>Fonte: Bimeda</span></p>
<h2>Impactos dos carrapatos na saúde dos bovinos</h2>
<p>Os carrapatos são considerados um <strong>grande problema para a produção de leite</strong> por diversos fatores, os quais impactam de forma direta na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">saúde</a>,</strong> bem-estar e no desempenho dos animais. Dentre esses fatores, podemos citar:</p>
<h3>Efeitos na saúde dos animais</h3>
<p>A presença do carrapato <strong>gera desconforto aos animais</strong>, o que culmina no <strong>estresse</strong> dos mesmos. Por se alimentarem de sangue eles injetam substâncias anticoagulantes e irritantes na pele dos bovinos, o que causa coceira e irritabilidade nos animais.</p>
<p>Esse estresse culmina na redução da produção de leite dos animais, pois o consumo, comportamento alimentar e metabolismo serão alterados.</p>
<p>Uma única fêmea detém a capacidade de sugar aproximadamente 0,5 ml de sangue por dia, e quando pensamos em um animal infestado de 200 fêmeas, o que é um número relativamente pequeno, ele pode perder até 1 litro de sangue em apenas duas semanas.</p>
<p>Diante disso, é notório que a alimentação prolongada e abundante de sangue <strong>pode causar anemia nos animais</strong>, o que se somada ao estresse contribuem prejudicando o seu desempenho e a lucratividade do negócio.</p>
<h3>Transmissão de doenças</h3>
<p>Os carrapatos podem ser vetores de diversas doenças, dentre elas a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tristeza-parasitaria-bovina/" target="_blank" rel="noopener">Tristeza Parasitária Bovina (TPB)</a></strong>, causada pelos agentes parasitários Babesia e Anaplasma, as quais são consideradas graves problemas na pecuária leiteira.</p>
<h4>Babesiose</h4>
<p>O ciclo biológico da doença tem início no carrapato, mais diretamente durante o repasto sanguíneo, onde o é iniciado todo ciclo do agente parasitário.</p>
<ul>
<li><strong>Infecção do carrapato:</strong><span style="font-weight: 400;"> no ato de se alimentar de sangue, ocorre a ingestão de sangue de um animal contaminado, contendo a forma infectante, os chamados merozoítos, os quais irão penetrar as células intestinais do carrapato. </span></li>
<li><strong>Liberação de gametas:</strong><span style="font-weight: 400;"> os eritrócitos irão se romper em seu trato gastrointestinal, liberando então os gametas e ocorrendo posteriormente a fecundação dando origem ao zigoto. Os zigotos vão para a corrente sanguínea do carrapato e se desenvolvem em oócitos, atingindo células de vários órgãos. </span></li>
<li><strong>Invasão de glândulas salivares e infecção do hospedeiro:</strong><span style="font-weight: 400;"> Quando os ovários são atingidos, a multiplicação contínua nos tecidos das larvas eclodidas e quando atinge as glândulas salivares, logo na primeira alimentação da larva, ocorre a transformação em esporocistos e em seguida esporozoítos, os quais infectam um novo hospedeiro. </span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21717" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos.jpg" alt="Ciclo biológico da Babesia sp." width="573" height="388" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos.jpg 573w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-300x203.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-370x251.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-270x183.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-150x102.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 573px) 100vw, 573px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Ciclo biológico da <i>Babesia sp. / </i>Fonte: Juliana Gomes da Silva, 2016.</span></p>
<h4>Anaplasmose</h4>
<p>Não diferente do ciclo da babasiose, o ciclo de vida da <i>Anaplasma marginale</i> ocorre tem início no carrapato, e dentro do ciclo evolutivo, podemos descrever as seguintes etapas:</p>
<ul>
<li><strong>Infecção do carrapato:</strong> Durante o processo de alimentação, a forma infectante, os chamados merozoítos estarão presentes, os quais irão penetrar nas células intestinais do carrapato.</li>
<li><strong>Multiplicação inicial (Forma reticulada):</strong> Nas células intestinais ocorre a transformação dos merozoítos em células maiores, os corpúsculos elementares, os quais se multiplicam por divisão binária dentro das células do carrapato.</li>
<li><strong>Diferenciação em corpúsculos basais (Forma densa):</strong> Após terem ocorridas várias divisões celulares, esses corpúsculos elementares são transformados em corpúsculos basais, os quais são maiores e de formato arredondado.</li>
<li><strong>Invasão de glândulas salivares:</strong> Corpúsculos basais migram do intestino médio dos carrapatos para as glândulas salivares.</li>
<li><strong>Infecção do hospedeiro:</strong> No ato de repasto sanguíneo, ao se alimentar as bactérias presentes nas glândulas salivares são transmitidas para o hospedeiro, onde, de forma infectante, os merozoítos entram nos eritrócitos.</li>
<li><strong>Replicação intracelular:</strong> Nas células do bovino, os merozoítos multiplicam e se transformam nos corpúsculos de inclusão, os quais continuam a se dividir dentro dos eritrócitos infectados, aumentando assim a carga bacteriana no animal.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21718" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-5.jpg" alt="Ciclo biológico da Anaplasma marginale" width="681" height="485" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-5.jpg 681w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-5-300x214.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-5-370x264.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-5-270x192.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/carrapatos-em-bovinos-5-150x107.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 681px) 100vw, 681px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Ciclo biológico da <i>Anaplasma marginale / </i>Fonte: Adaptado de Kocan et al., 2003 e Hajdusek et al., 2013.</span></p>
<p>Conhecendo então o ciclo de vida do carrapato e os problemas que os mesmos podem trazer para a atividade leiteira, é importante entender sobre as condições ideais para a sobrevivência e proliferação desses vetores.</p>
<p>As <strong>condições ambientais propícias</strong> para a multiplicação dos carrapatos incluem <strong>altas temperaturas e umidade do ar</strong>, o que se resume em épocas de chuva e calor.</p>
<p>Como a proliferação do carrapato está ligada a fatores ambientais, regiões que têm estações chuvosas bem definidas atreladas a altas temperaturas, tende a ser favorável para o aumento da população do carrapato nessas épocas.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em regiões de clima temperado, como é a região sul do Brasil e demais regiões com maior altitude, é conferido ao carrapato uma flutuação no ciclo de vida, o que contribui para uma instabilidade enzoótica da tristeza parasitária bovina (TPB).  </span></p>
<h2>Estratégias de controle dos carrapatos</h2>
<p>Para se obter um controle eficiente de carrapatos é preciso estabelecer uma estratégia, unindo o <strong>uso dos acaricidas</strong> ao chamado, controle estratégico. Não basta apenas comprar o produto e utilizar nos animais quando a infestação estiver alta e fazer esse uso de forma descontrolada.</p>
<p>Sabemos que muitas gerações de carrapatos vêm se tornando resistentes a determinadas bases químicas, justamente pelo uso incorreto desses produtos.</p>
<p>Para isso, é muito importante conhecer e determinar a utilização da ferramenta denominada <strong>Teste de Resistência dos Carrapatos</strong> (Biocarrapaticidograma).</p>
<p>Esse teste é feito com o intuito de demonstrar a <strong>resistência aos principais grupos químicos</strong> de carrapaticidas disponíveis, como os organofosforados, piretróides, amitraz, ivermectina, fipronil e associações.</p>
<p>Para isso, um passo a passo deve ser seguido:</p>
<ul>
<li><strong>Coleta:</strong> coletar mais ou menos 200 carrapatos grandes de vários animais e com pelo menos 21 dias após a última aplicação de produto de controle.</li>
<li><strong>Armazenamento:</strong> os carrapatos devem ser acondicionados em recipientes limpos (garrafas de água mineral, por exemplo), identificados e com pequenas perfurações que permitam a entrada de ar.</li>
<li><strong>Importante:</strong> os carrapatos devem chegar ao laboratório em até 48 horas após a coleta, caso contrário o teste não poderá ser realizado.</li>
</ul>
<p>Ao final, o teste irá predizer bases que são eficazes e que deverão ser utilizadas.</p>
<p>A recomendação é que <strong>após a indicação da base química correta, ela seja utilizada por um ano consecutivo</strong> associada a correto manejo de utilização e seguindo as recomendações dos fabricantes, podendo após esse período ser feita alternância de produto por outro que demonstrou eficácia no teste.</p>
<p>Entretanto, quando se pensa em alternância de produtos, é comum observarmos os produtores realizando trocas rápidas de produtos, por exemplo utilizar um produto diferente em cada mês, o que não é recomendado, visto que essa alternância excessiva contribui ainda mais na pressão de seleção dos carrapatos e consequentemente na resistência dos mesmos.</p>
<p>É importante ressaltar que em grande parte dos casos, associada a alternância de produtos temos os erros de manejo, o que afeta agravando o problema, pois de nada adianta ter a base química correta e fazer mau uso. Dentre esses erros de manejos podemos citar:</p>
<ul>
<li>Diluição incorreta (em casos de produtos de pulverização);</li>
<li>Dosagem sem pesar o animal (em casos de produtos Pour On);</li>
<li>Aplicação de forma incorreta;</li>
<li>Contenção incorreta;</li>
<li>Equipamentos adequados (em casos de pulverização);</li>
<li>Condições climáticas;</li>
<li>Intervalos de aplicação.</li>
</ul>
<p>Sabemos que <strong>a maior parcela dos carrapatos está hospedando os animais</strong> e que a grande parte deles (95%) estarão no ambiente, como as pastagens e por isso além de atentar e trabalhar no controle dos carrapatos também no ambiente.</p>
<p>Pesquisadores da Embrapa fizeram uma abordagem inovadora nesse aspecto, onde os experimentos testaram formulações granulares secas do fungo <i>Metarhizium robertsii</i> aplicadas nas pastagens.</p>
<p>É ressaltado que esse agente de biocontrole não causa a morte imediata do carrapato, mas causa uma infecção letal. Além disso, as aplicações nas pastagens atingiram mais efetivamente a população de carrapato, além de que elas previnem ou minimizam os períodos iniciais do ciclo do carrapato.</p>
<p>Entretanto, por se tratar de experimentos, já existem trabalhos visando a melhoria da formulação a fim de minimizar os efeitos deletérios que foram identificados neste estudo e contribuir para o controle dos carrapatos.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>É nítido o grande problema que a infestação por<i> R. microplus</i> traz a toda cadeia produtiva do leite, sendo necessário a <strong>conscientização dos produtores e colaboradores sobre a forma correta de trabalhar com estratégias de controle</strong>, buscando minimizar os prejuízos causados pelo parasita.</p>
<h2>Controle de pragas, mais saúde e produtividade no rebanho</h2>
<p>O controle eficiente de carrapatos vai muito além da aplicação de produtos — exige estratégia, manejo integrado e decisões baseadas em conhecimento técnico.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende como proteger o rebanho de ameaças, melhorar o desempenho produtivo e aumentar a rentabilidade, aplicando métodos já testados e aprovados no campo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23096" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/felipe-gabarra.jpg" alt="Felipe Gabarra - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/felipe-gabarra.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/felipe-gabarra-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/felipe-gabarra-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Bezerreiro: como devem ser as instalações para bezerras leiteiras?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/bezerreiro-como-devem-ser-as-instalacoes-para-bezerras-leiteiras/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/bezerreiro-como-devem-ser-as-instalacoes-para-bezerras-leiteiras/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Jul 2023 22:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[rebanho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há no mercado vários modelos de sistemas de criação de bezerras, e não existe um que se adapte em todas as situações, uma vez que mesmo em instalações excelentes os resultados ruins podem aparecer se o manejo não for executado adequadamente.  As instalações para bezerras leiteiras tanto na fase inicial quanto em fases mais tardias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Há no mercado vários modelos de </span><b>sistemas de criação de bezerras</b><span style="font-weight: 400;">, e não existe um que se adapte em todas as situações, uma vez que mesmo em instalações excelentes os resultados ruins podem aparecer se o manejo não for executado adequadamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As instalações para bezerras leiteiras tanto na fase inicial quanto em fases mais tardias </span><b>devem ser projetadas para fornecer um ambiente confortável</b><span style="font-weight: 400;"> garantindo proteção dos extremos térmicos e climáticos, higiênico e seguro para o desenvolvimento saudável dos animais.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha do sistema de alojamento de bezerras é um ponto de divergências dentro da pecuária leiteira, sendo o principal desafio a escolha entre alojamentos individuais e coletivos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos discutir ao longo deste texto as vantagens e desvantagens de cada um desses sistemas e como podemos atuar para garantir a saúde e sucesso na criação de bezerras independentemente do tipo de sistema escolhido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender como a escolha do sistema de alojamento afeta o crescimento e bem-estar das bezerras devemos entender as condições naturais de crescimento e desenvolvimento das bezerras dentro do rebanho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, podemos concluir que a </span><b>habilidade social das bezerras é formada à medida que crescem e interagem</b><span style="font-weight: 400;"> com outros membros do rebanho. No entanto, devido a mudança de cenário e criação moderna intensiva, as bezerras passaram a ser criadas em sistemas fechados.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Sistema individual</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma geral, o sistema de </span><b>alojamento individual</b><span style="font-weight: 400;"> é um sistema preferível na maioria das fazendas (60% na Europa, 75% nos Estados Unidos), devido ao </span><b>menor risco de </b><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/"><b>disseminação de doenças</b></a> <span style="font-weight: 400;"> e menor transmissão de patógenos via aerossol, transmissão por utensílios e contato entre as bezerras quando comparado a outros sistemas de alojamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alojamentos individuais quando </span><b>bem manejados</b><span style="font-weight: 400;"> tendem a apresentar índices de mortalidade mais baixos, principalmente com menores índices de diarreia e doenças respiratórias, o que são considerados grandes desafios durante a criação de bezerras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao comportamento natural dos bezerros, ele pode ser restrito em sistemas de alojamento individual, o que pode comprometer o bem-estar das bezerras e ocasionar estresse nos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, os sistemas individualizados permitem maior controle e monitoramento do consumo dos animais e também detecção precoce de doenças nas bezerras. Além disso, estes sistemas facilitam os manejos e manuseio dos animais pelos colaboradores.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do modelo são mais comuns dois tipos de abrigos: </span></p>
<h3>Casinha tropical</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O modelo de criação de casinha tropical constitui em abrigos cobertos que proporcionam às bezerras </span><b>proteção a variações climáticas</b><span style="font-weight: 400;">, como chuva e vento forte, estes podem ser móveis e reutilizáveis, o que gera baixo custo de manutenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em geral as casinhas possuem </span><b>1,0m de largura x 1,45m de profundidade</b><span style="font-weight: 400;">, altura de 1,35m na parte da frente e 1,25m na parte de trás. Este modelo permite uma boa inclinação da cobertura da casinha, desta forma evita-se a entrada de água em dias de chuva e aumenta a projeção de sombra.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-21505" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/casinha-tropical-1024x609.jpg" alt="Sistema de alojamento do tipo casinha tropical" width="770" height="458" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/casinha-tropical-1024x609.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/casinha-tropical-300x179.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/casinha-tropical-768x457.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/casinha-tropical-370x220.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/casinha-tropical-270x161.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/casinha-tropical-740x440.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/casinha-tropical-150x89.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/casinha-tropical.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de alojamento tipo casinha tropical, onde as casinhas possibilitam a proteção de chuva e ventos fortes<em>.</em> Fonte: Acervo pessoal Rehagro.</span></p>
<p>O modelo apresenta como vantagem a fácil desinfecção e limpeza do local, uma vez que estes são mais bem monitorados.</p>
<p>No entanto, <strong>não é indicado para a criação de grande número de animais</strong>, já que à necessidade de grande área, para disposição correta das casinhas e sua adequada mudança, além da dificuldade do manejo do cuidador em dias chuvosos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Bezerreiro Argentino ou tropical</h3>
<p>Conhecido popularmente como bezerreiro de “cordinha”, possui um fio de 10 a 12m, a depender da disponibilidade de espaço na fazenda, com uma corrente acoplada de 1m que permite a bezerra o deslocamento de um lado para o outro.</p>
<p>Além disso, deve-se atentar a distância entre uma linha e outra de bezerras para evitar o contato direto entre as bezerras.  Disposto a uma área maior, <strong>o animal tem a liberdade de escolher o local para deitar-se, com livre acesso a água e cocho de alimentação. </strong></p>
<p>O posicionamento do sistema construído no sentido norte-sul permite uma maior incidência de raios solares, diminuindo a umidade presente no solo, proeminente de urina e fezes dos animais, o que consequentemente minimiza a proliferação de microrganismos patogênico, além de que uma maior área de espaço permite que os animais não urinem e nem defequem em um mesmo local.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21506" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino.jpg" alt="Bezerreiro do tipo argentino" width="576" height="491" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino.jpg 576w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-300x256.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-370x315.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-270x230.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-352x300.jpg 352w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-150x128.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Bezerreiro do tipo argentino, onde tem-se à disposição um sombrite que confere sombreamento para as bezerras. A imagem demonstra que os animais se mantêm presos por uma corda, a qual tem o tamanho exato para evitar o contato direto entre as bezerras vizinhas. Fonte: Acervo pessoal Rehagro.</span></p>
<h3>Gaiolas</h3>
<p>Nesse sistema, cada bezerra <strong>é alojada em uma gaiola individual desde o nascimento até uma determinada idade ou estágio de crescimento.</strong></p>
<p>Nele, cada bezerra tem seu espaço individual o que possibilita um controle mais preciso do ambiente, do monitoramento da ingestão de alimentos e consumo de água e cuidados individuais, além de promover a detecção precoce de problemas de saúde e acompanhamento do desenvolvimento da bezerra.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21507" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/gaiolas-suspensas.jpg" alt="Sistema de alojamento de gaiolas suspensas" width="450" height="600" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/gaiolas-suspensas.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/gaiolas-suspensas-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/gaiolas-suspensas-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/gaiolas-suspensas-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/gaiolas-suspensas-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/gaiolas-suspensas-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/gaiolas-suspensas-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><em>Bezerras alojadas em sistema de gaiolas suspensas.</em> Fonte: Acervo pessoal Rehagro.</span></p>
<p>Em relação a recomendação de dimensionamento das gaiolas individuais, temos ela sendo de <strong>1 metro de largura x 1,45 metros de profundidade</strong> e em relação a altura, o ideal é 1,35 metros.</p>
<p>Além disso, é importante uma boa inclinação do telhado e boa largura do beiral, a fim de evitar a entrada de água em dias chuvosos e aumentar a projeção de sombra.</p>
<p>Quanto ao dimensionamento dos galpões para bezerras em aleitamento temos:</p>
<ul>
<li>Largura de no máximo 12 metros.</li>
<li>Pé direito de 3 metros.</li>
<li>Beiral de no mínimo 1 metro e também 1 metro entre o fim das gaiolas e as extremidades do barracão.</li>
</ul>
<p>Nesse sistema de gaiolas individualizadas tem-se a facilidade de higienização e promoção de maior biossegurança por evitar o contato direto entre as bezerras, reduzindo o risco de transmissão de doenças entre os animais.</p>
<p>Em relação ao tempo de permanência no sistema de gaiolas, isso irá depender das práticas específicas de cada fazenda, entretanto, as bezerras geralmente são transferidas para outro sistema de alojamento, como por exemplo baias coletivas quando atingem determinado estágio de crescimento ou idade.</p>
<p><b>Mas de fato, quais seriam as vantagens e desvantagens desse sistema individual?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vantagens: </span></p>
<ul>
<li><b>Controle sanitário:</b><span style="font-weight: 400;"> redução do risco de transmissão de doenças, já que cada bezerra tem seu próprio espaço, limitando o contato direto com outras. Além disso, temos a maior facilidade de observação dos animais e o direcionamento mais precoce dos tratamentos de doenças. </span></li>
<li><b>Monitoramento</b><span style="font-weight: 400;">: o alojamento das bezerras de forma individual permite um monitoramento mais preciso quanto a ingestão de alimentos e água, além de verificar de forma mais precisa a saúde de cada bezerra. Esse monitoramento mais preciso facilita a identificação de problemas específicos, como falta de apetite ou doenças, pois as alterações no comportamento ou no consumo são mais facilmente observadas. </span></li>
<li><b>Menos</b> <b>competição</b><span style="font-weight: 400;">: elimina a competição dos animais por alimentos e água, garantindo que para cada animal esteja sendo ofertado a quantidade necessária de nutrientes na dieta. </span></li>
<li><b>Gestão de saúde</b><span style="font-weight: 400;">: é possível termos melhor controle ambiental de cada bezerra, como maior facilidade de limpeza e desinfecção, as quais podem ser feitas de maneira mais criteriosa e regular. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Desvantagens:</span></p>
<ul>
<li><b>Custo mais elevado</b><span style="font-weight: 400;">: quando se fala em custo elevado nesse tipo de alojamento, estamos nos referindo principalmente a construção e manutenção das unidades que alojam individualmente essas bezerras, as quais podem ser mais caras devido a necessidade de mais material e espaço. </span></li>
<li><b>Menos interação social</b><span style="font-weight: 400;">: a limitação na socialização entre os animais pode afetar o comportamento social e o desenvolvimento psicológico das bezerras. </span></li>
</ul>
<h2>Sistema coletivo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos sistemas com modelo coletivo as bezerras são alojadas em </span><b>piquetes ou baias</b><span style="font-weight: 400;">, e apresentam como maior vantagem a maior interação social e desenvolvimento cognitivo/comportamental entre as bezerras, o que pode melhorar o bem-estar dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, as bezerras alojadas em sistemas coletivos são expostas a maior quantidade de urina e fezes que podem ser reservatórios de patógenos causadores de doenças, o que exige maior acompanhamento da limpeza, ventilação e manejo das bezerras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de sistema, também pode ocasionar o diagnóstico em quadros mais avançados de doenças devido à presença de grupos maiores de animais, o que exige uma mão de obra bem capacitada e treinada em monitorar e identificar problemas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das bezerras em sistemas coletivos apresentarem maior adaptabilidade, resiliência ao estresse, muitas vezes bezerras menos competitivas podem sofrer nesse tipo de sistema, devido à dominância de outros animais. Por isso, é importante que bezerras mais fracas, devem ser separadas nesse sistema, uma vez que estes animais terão redução de consumo por disputa no cocho e durante aleitamento caso seja realizado em conjunto e isso pode provocar efeitos na sua imunidade comprometendo a sua saúde e deixando essas bezerras mais susceptíveis ao desenvolvimento de doenças e quadros clínicos.</span></p>
<h3>Sistemas de piquetes a céu aberto</h3>
<p>Nos <strong>sistemas de piquetes a céu aberto</strong> o local deve ter <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">disponibilidade de água limpa</a> </strong>e cocho de alimentação, além de possuir terreno bem drenado, com cobertura vegetal mínima e sombra, no entanto o sistema enfrenta desafio principalmente no período de chuva, uma vez que há grande dificuldade para evitar a lama.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21509" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-piquetes-769x1024.jpg" alt="Sistema de alojamento coletivo do tipo piquetes." width="450" height="600" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-piquetes-769x1024.jpg 769w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-piquetes-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-piquetes-768x1023.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-piquetes-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-piquetes-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-piquetes-740x986.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-piquetes-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-piquetes-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-piquetes.jpg 798w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><em>Bezerras em sistema de alojamento coletivo do tipo piquetes.</em> Fonte: Acervo pessoal Rehagro.</span></p>
<p>Como alternativa para evitar os desafios com a lama, podemos citar alguns pontos de atenção:</p>
<ul>
<li><strong>Certificar que no local tenha drenagem adequada da água</strong>, o que inclui o direcionamento correto das águas pluviais e atentar a superfície dos locais mais predispostos a lama, utilizando uma superfície que auxilie reduzindo o acúmulo de água, como brita e cascalho.</li>
<li>Dividir os piquetes em áreas menores e <strong>utilizar o sistema de piquetes rotacionados</strong> a fim de diminuir a sobrecarga dos animais em uma área.</li>
<li><strong>Ajustar o manejo de pastejo para evitar o superpastejo</strong> da área e consequentemente deixar o solo exposto e predispor a formação de lama.</li>
<li>Adicionar materiais absorventes em área que se tem a formação de lama, onde os materiais como maravalha, serragem e palha, ajudam a absorver a umidade e minimizar a formação da lama.</li>
</ul>
<h3>Confinamento coberto</h3>
<p>O confinamento coberto dos animais é um modelo que utiliza cobertura de alvenaria e cama de maravalha, o que exige um maior investimento por meio da propriedade.</p>
<p>Os animais são separados em lotes, permitindo a manifestação de comportamentos recreativos entre as bezerras do grupo.</p>
<p>A socialização tem como vantagem o incentivo a ingestão de alimentos sólidos mais cedo, através do exemplo, uma vez que as mais novas observam as mais velhas comendo e aprendem mais cedo, o que gera uma transição do leite a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/">dieta sólida</a></strong> de maneira mais suave em animais alojados em grupos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32981 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerras-bezerreiro.jpg" alt="" width="760" height="600" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerras-bezerreiro.jpg 760w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerras-bezerreiro-300x237.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerras-bezerreiro-370x292.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerras-bezerreiro-270x213.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerras-bezerreiro-740x584.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerras-bezerreiro-150x118.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 760px) 100vw, 760px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-21510" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-confinamento-1024x563.jpg" alt="Sistema coletivo em confinamento" width="770" height="423" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-confinamento-1024x563.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-confinamento-300x165.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-confinamento-768x422.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-confinamento-370x203.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-confinamento-270x148.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-confinamento-740x407.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-confinamento-150x82.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-coletivo-confinamento.jpg 1333w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><em>Bezerras alojadas em sistema coletivo em confinamento.</em> Fonte: Acervo pessoal Rehagro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos desafios que podem ser enfrentados nos alojamentos coletivos são os episódios de </span><b>mamadas cruzadas</b><span style="font-weight: 400;">. Para evitar que este seja um desafio é essencial escolher o sistema de alimentação adequado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos demonstram que mamadas cruzadas foram menos frequentes quando as bezerras eram alimentadas por meio de mamadeira ou baldes com bico do que quando alimentadas apenas com balde. Associado a isso, o uso de bicos durante o aleitamento das bezerras permite que estas realizem o reflexo de sucção natural, o que pode contribuir para a saúde das bezerras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as potenciais alternativas para contornar tais situações desafiadoras em sistemas coletivos, podemos destacar algumas principais, como:</span></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">Trabalhar com </span><b>lotes pequenos</b><span style="font-weight: 400;">, nunca maior do que 6 &#8211; 8 animais por grupo.</span></li>
<li><b>Não misturar animais doentes com animais saudáveis.</b></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fornecer um volume de leite adequado para cada idade.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ter </span><b>constância no manejo de aleitamento</b><span style="font-weight: 400;"> da fazenda.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ofertar uma </span><b>dieta sólida</b><span style="font-weight: 400;"> pertinente e estratégica para os animais nessa fase. </span></li>
</ol>
<p><b>E sobre as vantagens e desvantagens do sistema coletivo?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vantagens:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Interação social</b><span style="font-weight: 400;">: alojadas de forma coletiva, o desenvolvimento de habilidades sociais e comportamentais são mais exploradas, isso é benéfico pois auxilia as bezerras a se adaptarem melhor à vida em grupo quando adultas. Além disso, essa interação pode reduzir o estresse, pois em grupo eles tendem a expressar mais os comportamentos naturais. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Eficiência do trabalho</b><span style="font-weight: 400;">: pode ser que se tenha mais eficiência em termos de trabalho, tendo em mente que a limpeza e a alimentação podem ser feitas para vários animais ao mesmo tempo. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Custo potencialmente menor</b><span style="font-weight: 400;">: este menor custo está relacionado a construção e a manutenção das instalações quando comparadas com o alojamento individual. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Desvantagens: </span></p>
<ul>
<li><b>Risco de doenças</b><span style="font-weight: 400;">: devido ao contato direto dos animais, há um maior risco de transmissão de doenças. Além disso, o controle delas pode ser mais desafiador, pois a exigência de vigilância constante e de forma criteriosa é maior, além de ser fundamental a adoção de boas práticas de manejo. </span></li>
<li><b>Competição</b><span style="font-weight: 400;">: a competição por alimentos, água e espaço pode ocorrer nesse tipo de alojamento, o que pode levar a problemas de crescimento e desenvolvimento naquelas bezerras mais submissas. </span></li>
<li><b>Monitoramento individual comprometido</b><span style="font-weight: 400;">: monitorar a saúde e o consumo de alimentos individualmente pode ser mais desafiador, o que pode dificultar a identificação e o tratamento precoce dos problemas.</span></li>
</ul>
<h2>Mas então, qual sistema escolher?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha do tipo de alojamento das bezerras leiteiras depende de diversos fatores, onde se incluem </span><b>condições específicas da fazenda</b><span style="font-weight: 400;">, recursos disponíveis e objetivos de manejo. Entretanto, é importante levarmos em consideração que os diferentes sistemas de alojamento podem levar a efeitos diretos em indicadores dentro da propriedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é fundamental que em qualquer um dos sistemas, seja pautada a </span><b>garantia de saúde e bem-estar</b><span style="font-weight: 400;"> das bezerras e que sejam implementadas boas práticas de manejo, higiene e cuidados. Além disso, avaliar a disponibilidade de recursos e de mão-de-obra é essencial para o sucesso em ambos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator importante de ser avaliado e que pode influenciar na escolha do sistema de alojamento é o </span><b>histórico de doenças</b><span style="font-weight: 400;"> na fazenda, as </span><b>condições climáticas</b><span style="font-weight: 400;"> e ambientais da região, além de também considerar quais são os </span><b>objetivos de produção</b><span style="font-weight: 400;">, ou seja, pontuar a velocidade de crescimento da fazenda e os desafios que isso pode trazer na criação das bezerras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum muitas fazendas optarem pelo </span><b>sistema híbrido de alojamento</b><span style="font-weight: 400;">, onde as bezerras são alojadas individualmente nas primeiras semanas de vida, ou seja, no momento de mais vulnerabilidade a doenças, e depois transferidas para alojamentos coletivos em grupos pequenos, sendo possível aproveitar as vantagens de ambos os sistemas enquanto se minimiza as desvantagens, podendo resultar em bezerras saudáveis, adaptadas e produtivas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para implementação do sistema híbrido é importante que as instalações sejam planejadas a fim de facilitar a transição entre o alojamento individual e coletivo. Além disso, é importante que a fazenda estabeleça um cronograma claro de transição das bezerras, sendo ele baseado em macro desenvolvimentos como idade, peso e a saúde geral. </span></p>
<h2>Principais requisitos importantes dos bezerreiros</h2>
<p>Existem algumas características importantes que devem ser consideradas na construção de instalações para bezerras leiteiras:</p>
<h3>Ventilação</h3>
<p>Nesse aspecto, é importante ressaltar a importância de uma <strong>ventilação adequada e equilibrada</strong>, evitando correntes de ar excessivas, as quais podem causar desconforto às bezerras, onde <strong>é preconizada que a velocidade do vento seja de 0,50 metros por segundo. </strong></p>
<p>Além disso, é importante levar em conta as necessidades específicas da criação de bezerras, as condições climáticas de cada região e também estar atento em sistemas de criação individual com gaiolas, quando se tem a construção de três ou mais fileiras de gaiolas no mesmo galpão, onde a fileira do meio pode ser prejudicada quanto a troca de ar.</p>
<h4>Saúde respiratória de bezerras leiteiras</h4>
<p>Garantir uma boa ventilação nas instalações das bezerras leiteiras é de extrema importância, pois ter uma ventilação adequada ajuda manter o ar fresco e limpo, reduzindo a concentração de poeira e gases prejudiciais no ambiente contribuindo assim para a <strong><a href="https://ebook.rehagro.com.br/escore-de-saude-respiratoria-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=escore-pagina-blog" target="_blank" rel="noopener">saúde respiratória dos animais</a></strong>.</p>
<p>Como exemplo, podemos citar a amônia, a qual quando é acumulada no ambiente pode ocasionar ciliostase respiratória (não ocorrendo a liberação de uma camada fluida de muco do aparelho respiratório), o que prejudica o funcionamento adequado do sistema e a capacidade de eliminar a contaminação por patógenos e impurezas inaladas.</p>
<h4>Controle de umidade</h4>
<p>Uma <strong>ventilação adequada ajuda a evitar um ambiente propício para o crescimento de bactérias e fungos</strong>, os quais podem elevar o risco de doenças como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener">diarreia</a></strong> e afecções de casco.</p>
<p>Além da ventilação outro ponto que influencia no controle da umidade é a troca frequente da cama em sistemas que ela esteja presente e em bezerreiros tropicais o posicionamento da construção no sentido norte-sul proporcionando irradiação solar é um controle de umidade.</p>
<h4>Regulação da temperatura</h4>
<p>Se tivermos uma ventilação adequada, ela irá desempenhar um papel crucial na regulação de temperatura ambiente.</p>
<p>Quando temos um <strong>clima frio</strong>, ter uma boa troca de ar na instalação <strong>ajuda evitar o acúmulo de umidade de condensação</strong>, evitando um cenário com bezerras molhadas e frias.</p>
<p>Já em <strong>climas quentes</strong> a circulação do ar <strong>auxilia na dissipação do calor</strong>, reduzindo o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong> nas bezerras.</p>
<h3>Área de descanso</h3>
<p>É importante que as bezerras detenham um espaço confortável e que garanta bem-estar para descansar e dormir.</p>
<h4>Superfície</h4>
<p>Na área de descanso é fundamental que tenha uma <strong>superfície macia e confortável</strong> para que o momento de dormir e descansar seja adequado.</p>
<p>É importante atentar ao material utilizado na superfície dos animais, pois deve ser promovida o amortecimento das articulações e evitar formação de úlceras de decúbito, diante disso, algumas opções de materiais são de comum utilização, como uso de palha, feno e serragem.</p>
<p>Ainda nesse aspecto, além da importância de promover uma superfície adequada à bezerra, devemos nos atentar ao volume de cama, o qual deverá possibilitar um bom aninhamento, principalmente quando se trata de bezerras mais novas.</p>
<p>É possível avaliar o escore de aninhamento das bezerras a partir da observação do posicionamento dos animais nas camas. O escore consiste em uma escala de 1 a 3 e demonstra como está o conforto dos animais perante a temperatura ambiente.</p>
<ul>
<li><strong>Escore 1:</strong> situação onde todas as patas estão totalmente descobertas, onde é fornecido pouca ou nenhuma proteção contra temperaturas amenas.</li>
<li><strong>Escore 2:</strong> situação onde boa parte das patas estão descobertas e já é possível observar os cascos da bezerra. Esse escore demonstra que as bezerras tendem a ficar desprotegidas do frio em alguns momentos.</li>
<li><strong>Escore 3:</strong> situação onde as patas da bezerra estão bem cobertas pelo material da cama, impossibilitando enxergar os cascos. Esse escore representa boa proteção contra o frio.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21511" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-gaiola.jpg" alt="Bezerra no sistema de gaiola" width="439" height="439" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-gaiola.jpg 439w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-gaiola-300x300.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-gaiola-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-gaiola-370x370.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-gaiola-270x270.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-gaiola-96x96.jpg 96w" sizes="auto, (max-width: 439px) 100vw, 439px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><em>Bezerra alojada em sistema de gaiola, onde é possível observar a disposição de palha na superfície, conferindo aninhamento escore 3 ao animal.</em> Fonte: Acervo pessoal Rehagro.</span></p>
<h4>Limpeza</h4>
<p>Fundamental que essa área seja limpa e higiênica, onde os materiais das camas devem ser trocados de forma regular, aliada a limpeza e desinfecção do espaço a fim de prevenir doenças e garantir conforto.</p>
<p>No contexto de limpeza de baias e gaiolas de bezerras, existem protocolos definidos, como por exemplo esse disposto pelo programa Alta Cria:</p>
<ol>
<li><strong>Remova todo o material de cama:</strong> Após a remoção do material da cama, use vassoura para varrer o restante mais grosso;</li>
<li><strong>Mergulhe em água:</strong> Molhe bem o bezerreiro com água usando uma mangueira de jardim. Aplique a água começando no ponto mais alto e termine a lavagem no ponto mais baixo, como em um dreno de piso;</li>
<li><strong>Limpeza com espuma alcalina:</strong> Aplique detergente alcalino (pH 11 a 12), usando equipamento portátil (air compressor) que produza espuma, sem ar ou com ar. Comece no ponto mais baixo do bezerreiro e termine no ponto mais alto. Aplique a espuma de detergente alcalino, uniformemente, em todas as superfícies. Use tiras indicadoras de pH para verificar se o pH do detergente alcalino está correto;</li>
<li><strong>Deixe as superfícies de molho</strong> por, pelo menos, 10 a 15 minutos. Não permita que o detergente alcalino espumante seque. Se necessário, coloque mais espuma.</li>
<li><strong>Enxágue:</strong> Enxágue com muita água, usando mangueira de jardim, do ponto mais alto ao ponto mais baixo do bezerreiro;</li>
<li><strong>Limpeza com espuma ácida</strong>: Aplique espuma de detergente ácido (pH 3 a 4) usando equipamento portátil (air compressor) que produza espuma. Comece no ponto mais baixo do bezerreiro e termine no ponto mais alto. Aplique a espuma de detergente ácido, uniformemente, em todas as superfícies. Use tiras indicadoras de pH para verificar se o pH do detergente está correto;</li>
<li><strong>Mais uma vez, deixe tudo de molho</strong> por, pelo menos, 10 a 15 minutos. Não permita que a espuma de detergente ácido seque;</li>
<li><strong>Enxágue:</strong> Enxágue, abundantemente, com água, usando mangueira de jardim, indo do ponto mais alto ao ponto mais baixo da instalação e das gaiolas ou baias;</li>
<li><strong>Secagem:</strong> Deixe o bezerreiro secar, completamente, antes de aplicar o desinfetante;</li>
<li><strong>Desinfecção:</strong> 12 a 24 horas antes da entrada dos animais, desinfete o bezerreiro com solução de 250 ppm de dióxido de cloro, passando do ponto mais alto ao ponto mais baixo. O desinfetante deve ficar em contato com a instalação por 5 a 10 minutos. Um pulverizador de mão com vedações de borracha ou um aplicador de espuma sem ar pode ser usado para aplicar o dióxido de cloro. É vital que a concentração do dióxido de cloro esteja correta. Ao usar dióxido de cloro em concentrações superiores a 200 ppm, use óculos de proteção, máscara respiratória, luvas e macacões apropriados para trabalhos de desinfecção.</li>
</ol>
<p>É importante ressaltar que <strong>em casos de bezerreiros abertos</strong>, como é o caso do bezerreiro tropical, <strong>a incidência de radiação solar desempenha um papel muito importante de desinfecção</strong>.</p>
<p>Já em bezerreiros de sistema individual, como é o caso de gaiolas, existem protocolos básicos padronizados de limpeza das instalações.</p>
<h4>Espaço adequado</h4>
<p>O dimensionamento da área deve estar de acordo com o número de bezerras acomodadas, evitando a superlotação e permitindo que cada uma tenha um espaço suficiente para deitar e levantar de maneira confortável.</p>
<p>Pensando então no dimensionamento de espaço adequado, existem alguns pontos a serem considerados como as diretrizes de bem-estar animal e práticas de manejo da fazenda, entretanto, tem-se algumas recomendações relacionadas com cada fase da vida dos animais.</p>
<h4>Proteção contra intempéries</h4>
<p>Mesmo que as bezerras estejam alojadas em ambientes externos ou semiabertos é importante que seja fornecida a proteção contra intempéries como chuva, vento e sol.</p>
<p>Isso pode ser feito a partir da construção de abrigos adicionais, coberturas ou estruturas que contribuem para manter seca e protegida a área de descanso.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-21512" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-1-1024x504.jpg" alt="Bezerreiro do tipo argentino com más condições de higiene e limpeza" width="770" height="379" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-1-1024x504.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-1-300x148.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-1-768x378.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-1-370x182.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-1-270x133.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-1-740x364.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-1-150x74.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bezerreiro-argentino-1.jpg 1208w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><em>Imagem de um bezerreiro do tipo argentino sendo notório a área de descanso do animal (debaixo do sombrite) em condições não ideais, conferindo um ambiente molhado e sujo, o que provavelmente ocorre devido a instalação do bebedouro e cocho de ração em local incorreto nessa área.</em> Fonte: Acervo pessoal Rehagro.</span></p>
<h3>Alimentação e hidratação</h3>
<p>É fundamental que seja fornecido um local separado para a alimentação e hidratação das bezerras, onde pode-se ter uma área com cochos individuais ou baias com alimentadores a fim de garantir que cada uma consiga consumir a quantidade correta de leite e dieta sólida na fase de aleitamento e a dieta sólida em fases posteriores.</p>
<p>Quanto à disponibilização de água, deve ser garantido que ela seja limpa e fresca, tendo estabelecida uma rotina de limpeza de pelo menos uma vez a cada dois dias e que esteja disponível em bebedouros de fácil acesso e o tempo todo para as bezerras.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21513" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-compost-barn-1024x926.jpg" alt="Bezerras em sistema de compost barn" width="664" height="600" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-compost-barn-1024x926.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-compost-barn-300x271.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-compost-barn-768x694.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-compost-barn-370x335.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-compost-barn-270x244.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-compost-barn-332x300.jpg 332w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-compost-barn-740x669.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-compost-barn-150x136.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-compost-barn.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><em>Bezerras em fase de recria alojadas em sistema de Compost Barn, sendo possível visualizar a disponibilidade de comida na pista de alimentação.</em> Fonte: Acervo pessoal Rehagro.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-21514" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bebedouro-bezerreiro-1024x464.jpg" alt="Bebedouros em um bezerreiro" width="770" height="349" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bebedouro-bezerreiro-1024x464.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bebedouro-bezerreiro-300x136.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bebedouro-bezerreiro-768x348.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bebedouro-bezerreiro-370x168.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bebedouro-bezerreiro-270x122.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bebedouro-bezerreiro-740x335.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bebedouro-bezerreiro-150x68.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bebedouro-bezerreiro.jpg 1366w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><em>Exemplo de bebedouro para animais em bezerreiro, onde há necessidade de uma simples instalação e conta com facilidade de manejo de limpeza.</em> Fonte: Acervo pessoal Rehagro.</span></p>
<h3>Sanitização</h3>
<p>As <strong>instalações das bezerras devem passar frequentemente por limpeza</strong> a fim de remover a sujeira, resíduos e materiais orgânicos e também por desinfecção, utilizando produtos adequados e que promovam eficácia contra patógenos específicos e segurança aos animais e pessoas envolvidas na operação.</p>
<p>Importante ressaltar que o uso de materiais de construção não porosos possibilita maior facilidade de limpeza e por isso são recomendados.  Além disso, outro ponto muito importante é a implementação de vazio sanitário, o qual se trata de um período em que os bezerros são retirados das instalações.</p>
<p>Dentro as importâncias de realizar o vazio sanitário, podemos citar:</p>
<ul>
<li>Prevenir a propagação de doenças e garantir um ambiente adequado para o crescimento e desenvolvimento das bezerras, pois o vazio pode promover a redução da carga microbiana no ambiente, reduzindo a chance de transmissão de patógenos de um animal para outro.</li>
<li>Controle de parasitas internos e externos, pois ao remover as bezerras do local e realizar a limpeza completa, pode ser possível eliminar os ovos, larvas e parasitas adultos presentes no ambiente.</li>
<li>Oportunidade de limpeza do local antes ocupado pelas bezerras, removendo todas as sujidades, inclusive a matéria orgânica presente, além de também ser o momento ideal para higienização dos materiais da instalação, como por exemplo a sanitização das gaiolas ou casinhas tropicais.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>De forma geral, quando se trata do modelo de instalação para criação de bezerras leiteiras não existe o certo ou errado, e nem existe o sistema considerado o melhor para todas as fazendas e situações.</p>
<p>A escolha do sistema de alojamento depende de vários fatores, incluindo os recursos disponíveis na propriedade, tamanho do rebanho, condições climáticas e até mesmo os objetivos da propriedade.</p>
<p>Entretanto, <strong>é indispensável sempre levar em consideração o bem-estar e a saúde das bezerras</strong>, além de buscar orientações de especialistas para que sejam consideradas as necessidades específicas da fazenda e assim implementar com sucesso o sistema de alojamento mais adequado para o desenvolvimento das bezerras.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Taxa de concepção: como elevar esse indicador na fazenda?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jun 2023 13:36:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de concepção]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sucesso e a sustentabilidade de uma fazenda leiteira estão intimamente relacionados aos bons resultados dos índices reprodutivos da propriedade. Sabemos que a taxa de concepção é um dos indicadores fundamentais para garantir a manutenção da produtividade do rebanho e por isso temos que estar atentos, saber interpretar o número e ter ações direcionadas que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sucesso e a sustentabilidade de uma fazenda leiteira estão intimamente relacionados aos bons resultados dos índices reprodutivos da propriedade.</p>
<p>Sabemos que a taxa de concepção é um dos indicadores fundamentais para <strong>garantir a manutenção da produtividade do rebanho</strong> e por isso temos que estar atentos, saber interpretar o número e ter ações direcionadas que possibilitem elevar os resultados é muito importante.</p>
<p>O que todos desejamos é que o rebanho seja esteja saudável, fértil e tenha o maior número de vacas prenhes possível dentro do número de animais elegíveis a prenhez, pois, apenas assim por meio da gestação destes é que iremos obter o produto fundamental da atividade: o leite.</p>
<p>Para alcançar esses objetivos é preciso se atentar às variáveis que poderão impactar negativamente na taxa de concepção, a qual é definida pela razão de animais prenhes confirmados pelo número de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">animais servidos</a></strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é a taxa de concepção e como calcular?</h2>
<p style="text-align: center;"><strong>Taxa de concepção = (Animais com prenhez confirmada / Animais servidos) x 100%</strong></p>
<p>É importante ressaltar que o cálculo da taxa de concepção deverá sempre ser feito de forma individualizada para vacas e para novilhas.</p>
<p>Onde o intervalo calculado pode ser variado, ou seja, é possível calcular a concepção do último período de 21 dias, ou então do último mês ou até mesmo dos últimos doze meses completos.</p>
<p>Uma taxa de concepção minimamente satisfatória é de <strong>30%</strong> e quando essa porcentagem se encontra abaixo desse limite significa que há necessidade de rever os critérios e manejos realizados dentro da propriedade.</p>
<p>Dessa forma, a fim de ter uma <strong>taxa de concepção de sucesso</strong> na propriedade, existem diversos pontos que irão afetá-la.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Principais pontos para um bom manejo da taxa de concepção</h2>
<h3>Condições anovulatórias</h3>
<p>Nesse aspecto, já encontramos dados que mostram que vacas em <strong><a href="https://webinar.rehagro.com.br/condicao-anovulatoria" target="_blank" rel="noopener">condições anovulatórias</a></strong>, ou seja, que não possuem corpo lúteo (CL), sofrem um certo impacto negativo quanto a qualidade dos oócitos e consequentemente na fertilidade.</p>
<p>Outro fator importante que está relacionado com a condição de anestro é a baixa condição corporal dos animais.</p>
<p>Animais que perdem muito escore de condição corporal no período seco ou então que perdem escore nos momentos de seca devido à menor oferta de alimento, o que é o caso de animais em sistema semi-intensivo, <strong>se tornam mais propensos a desenvolverem distúrbios no pós-parto</strong><span style="font-weight: 400;"> e a necessidade de receberem tratamentos de suporte em comparação com vacas que conseguem manter ou ganhar escore de condição corporal nesses momentos. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Cuidado com doenças</h3>
<p>Sabemos que o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener">sucesso do animal após o parto</a></strong>, tanto em relação a produtividade como na reprodução, está intimamente relacionado com a saúde do animal.</p>
<p>Animais que adoecem no pós-parto possuem sua fertilidade comprometida ao longo de toda lactação e consequentemente <a href="https://rehagro.com.br/blog/perda-de-prenhez/" target="_blank" rel="noopener"><strong>perdem mais prenhez</strong></a>.</p>
<p>Entretanto, é importante lembrar que além da saúde reprodutiva devemos estar atentos à saúde geral das vacas, e nesse contexto lembrar que doenças infecciosas podem acometer os animais em variados momentos e consequentemente afetar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">eficiência reprodutiva</a></strong>, reduzindo a capacidade da vaca em emprenhar e manter a gestação.</p>
<p>Então, na busca por garantir a saúde dos animais, é importante a adoção de alguns manejos, dentre eles:</p>
<ul>
<li>Deter de um calendário sanitário estratégico e específico e que contemple os principais desafios do rebanho;</li>
<li>Possuir uma rotina de monitoramento sanitário dos animais da propriedade;</li>
<li>Contar com profissionais capazes de identificar onde estão os desvios que estejam afetando a saúde dos animais.</li>
</ul>
<p>Um ponto importante relacionado a saúde e que deve ser contemplado é a <strong>avaliação do muco vaginal</strong> como um indicador da saúde reprodutiva da vaca e por isso tem relação direta com a taxa de concepção.</p>
<p>Dentro os possíveis motivos para que alterações no muco ocorram podemos citar a ocorrência de <strong>doenças uterinas</strong>, desequilíbrios hormonais e até mesmo deficiências nutricionais.</p>
<p>O monitoramento do muco vaginal pode ser feito através do uso de ferramentas como o <i>Metricheck </i>ou técnica da mão enluvada.</p>
<p>Quanto ao momento e a frequência ideal para ser realizado o monitoramento, dependerá do critério utilizado pelo técnico responsável, entretanto, <strong>quando realizada de forma quinzenal após o parto</strong>, além de ser possível diagnosticar o animal com doença uterina como a endometrite é possível avaliar a evolução da qualidade do muco e sua condição no dia da inseminação artificial.</p>
<p>A avaliação deve ser feita por uma pessoa treinada através da observação das características de clareza, viscosidade e elasticidade do muco. Hoje, existem técnicas para classificação da qualidade do muco, como o uso de escores e até mesmo testes de cristalização.</p>
<p>Como exemplo da classificação por atribuição de escore, temos:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21055" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-2.jpg" alt="Tabela com a classificação de muco vaginal de vacas leiteiras" width="730" height="184" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-2.jpg 730w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-2-300x76.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-2-370x93.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-2-270x68.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-2-150x38.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 730px) 100vw, 730px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Sheldon et al. (2005)</span></p>
<p>O muco tem um papel de facilitar o transporte dos espermatozóides e de garantir um ambiente favorável para sua sobrevivência e fertilização, daí a importância de sua qualidade para otimizar o sucesso na taxa de concepção.</p>
<p>O escore ideal é o <strong>muco cristalino</strong>, representando que o animal não possui nenhum acometimento ginecológico.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21057" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1.jpg" alt="Representação do escore do muco vaginal de vacas leiteiras" width="745" height="476" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1.jpg 745w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1-300x192.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1-370x236.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1-270x173.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1-470x300.jpg 470w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1-740x473.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-1-150x96.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 745px) 100vw, 745px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Sheldon et al. (2005)</span></p>
<p>Não podemos esquecer que apesar do muco estar relacionado com distúrbios ocasionados no animal, como no caso de doenças uterinas, é indispensável lembrar que utensílios utilizados podem ocasionar tais problemas.</p>
<p>Dessa forma, podemos citar alguns pontos de atenção:</p>
<ul>
<li>Necessidade de limpeza efetiva das instalações e locais de manejo dos animais;</li>
<li>Garantir que a desinfecção de ferramentas utilizadas na inseminação artificial/ transferência de embrião esteja adequada;</li>
<li>Realizar higienização prévia da região perineal dos animais antes do monitoramento do muco e também procedimento de inseminação.</li>
</ul>
<h3>Nutrição e manejo alimentar que impactam na concepção das vacas leiteiras</h3>
<p>A dieta do rebanho deve estar balanceada <strong>para que todas as exigências de cada período e categoria animal sejam supridas</strong> e evite assim a perda excessiva de escore de condição corporal (ECC).</p>
<p>Um dos maiores gargalos desse contexto é possuir na fazenda um pré e pós-parto eficiente, pois é no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">período de transição</a></strong> que temos o desafio marcado por baixa ingestão de matéria seca e alta mobilização de reservas corporais.</p>
<p>Caso esse animal não receba o aporte nutricional adequado, ocorre o fenômeno <strong>BEN (Balanço Energético Negativo)</strong> em que o animal se encontrará mais suscetível a uma série de problemas como cetose, deslocamento de abomaso, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a></strong>, retenção de placenta e metrite.</p>
<p>Onde, além dessas desordens terem o potencial de atrasar o processo de involução uterina e aumentar o período de serviço, <strong>podem ainda comprometer a produção de hormônios peptídicos</strong> (Hormônio Liberador de Gonadotrofinas &#8211; GnRH, Hormônio Luteinizante – LH, Hormônio Folículo Estimulante &#8211; FSH e Leptina) que desfavorecem o ambiente ovariano e uterino para fecundação e sobrevivência do embrião.</p>
<p>Exemplos de manejos nutricionais que <strong>impactam na concepção dos animais</strong>:</p>
<ol>
<li>Espaçamento de cocho e divisão de lotes adequados;</li>
<li>Aproximação de comida nos casos de animais confinados;</li>
<li>Fácil acesso a linha de cocho em casos de sistemas que possuem pasto ou confinamento em piquetes;</li>
<li>Monitoramento do consumo dos animais;</li>
<li>Adoção de dietas aniônicas no pré-parto;</li>
<li>Manter ingredientes da dieta do pré e pós-parto para evitar o desequilíbrio abrupto da microbiota ruminal e evitar divergências na palatabilidade;</li>
<li>Fornecimento de <a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>água</strong></a> à vontade.</li>
</ol>
<h3>Estresse térmico</h3>
<p>Sabemos que o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico</a></strong> impacta reduzindo tanto a eficiência produtiva quanto a eficiência reprodutiva e que esses impactos podem ser de maneiras diretas ou indiretas.</p>
<p>Quando pensamos no <strong>impacto direto na fertilidade das vacas</strong>, temos os efeitos negativos do estresse térmico na alteração de hormônios reprodutivos, no desenvolvimento e na qualidade de folículos, oócitos e até mesmo do embrião, e quando pensamos no impacto indireto, podemos citar a redução da ingestão de matéria seca.</p>
<p>Deter formas que visam minimizar o estresse térmico dos animais é fundamental, onde deve ser contemplado não só os animais em lactação, mas também animais em período seco.</p>
<p>Estudos mostram que <strong>vacas que recebem conforto térmico no período seco</strong>, por exemplo o resfriamento evaporativo, apresentam um <strong>maior pico de lactação</strong> e também um menor número de serviços por concepção.</p>
<h3>Gestão do ambiente e manejo do estresse</h3>
<p>É importante lembrar que manejos excessivamente estressantes são prejudiciais a bons resultados de concepção, pois estabelecem uma “competição” imunológica que reduz significativamente a liberação de hormônios reprodutivos responsáveis pelo <strong>crescimento folicular e ovulação</strong> e aumenta a liberação de hormônios antagônicos/imunossupressores como o cortisol.</p>
<p>Por isso, é essencial que os animais sejam alocados em ambientes que garantam <strong>conforto</strong> e que todos os manejos rotineiros sejam respeitosos e realizados prezando o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar dos animais</strong></a>.</p>
<p>Além disso, é importante prezar pela <strong>higiene</strong> tanto das instalações, quanto dos utensílios utilizados nos manejos.</p>
<p>Ambientes secos, frescos e limpos <strong>são capazes de evitar proliferação de microrganismos patogênicos</strong> os quais podem afetar a saúde reprodutiva das vacas. A limpeza do local de parto é importante e está intimamente ligada ao desenvolvimento de doenças uterinas no pós-parto, como a metrite.</p>
<p>Essa relação é ocasionada pela contaminação a partir da sujidade encontrada na região perineal dos animais, o que provoca um desequilíbrio da flora bacteriana uterina e leva ao acometimento da saúde reprodutiva.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21058" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-3.jpg" alt="Vacas leiteiras em um ambiente limpo e fresco" width="650" height="866" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-3.jpg 650w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-3-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-3-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-3-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-3-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-concepcao-3-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Unileite UFMG</span></p>
<h3>Efetividade de mão de obra e métodos de inseminação</h3>
<p>O conhecimento e bom uso das técnicas e tecnologias da reprodução será o diferencial nos resultados obtidos na fazenda, sendo de extrema valia a boa habilidade técnica dos inseminadores e acompanhamento técnico veterinário.</p>
<p>Dessa forma, quando a taxa de concepção não atende às metas definidas pela fazenda, alguns processos devem ser checados:</p>
<h4>Protocolos e manejos utilizados na inseminação artificial</h4>
<ol>
<li>O inseminador deve ser capacitado e treinado para <strong>realizar a técnica</strong> e manipular o sêmen e demais equipamentos.</li>
<li>O botijão de sêmen deve estar com manejos em dia – Importante lembrar que o nitrogênio líquido evapora facilmente, necessitando atentar a isso para evitar a perda de sêmen por falta de nitrogênio. A aferição do nível de nitrogênio é feita com régua específica e pode ser realizada de forma periódica, com maior frequência nos meses de maior uso ou menor frequência em momentos de baixa utilização. O nível de nitrogênio nunca deve estar abaixo de 15cm.</li>
<li>Os protocolos hormonais definidos devem ser bem conduzidos.</li>
<li>O manejo dos animais antes do procedimento de inseminação deve ser tranquilo a fim de evitar o estresse do animal.</li>
<li>Os equipamentos utilizados deverão estar <strong>limpos e higienizados</strong> de forma correta.</li>
</ol>
<h4>Possuir uma equipe treinada e capacitada em gerar e interpretar dados</h4>
<ul>
<li>Como está sendo a identificação e registro da incidência de distúrbios no pós-parto (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/" target="_blank" rel="noopener">retenção de placenta</a></strong> e doenças do trato reprodutivo como a metrite)?</li>
<li>Há registros de casos de partos distócicos, casos de cistos ovarianos e também quaisquer episódios que não envolvam a reprodução?</li>
<li><span style="font-weight: 400;">O registro de doenças não reprodutivas (mastite, <a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>problemas de casco</strong></a>) é feito de forma rotineira e associado aos resultados reprodutivos? </span></li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Por fim, dentro de inúmeros os fatores que podem ter efeito direto na eficiência reprodutiva das vacas, <strong>devemos estar atentos aos manejos adotados</strong> e acima de tudo realizar a checagem da execução dos mesmos, a fim de buscar desvios e até mesmo enxergar oportunidades dentro da propriedade para otimizar o sucesso nos números de concepção e também do desempenho geral dos animais dentro da fazenda.</p>
<h2>Melhore seus índices reprodutivos e aumente a rentabilidade da fazenda</h2>
<p>A taxa de concepção é um dos indicadores mais importantes para o sucesso de qualquer propriedade leiteira.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias práticas e baseadas em resultados para elevar esse e outros índices, garantindo mais produtividade, melhor aproveitamento do rebanho e maior lucro.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">Taxa de concepção: como elevar esse indicador na fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Compost barn: o que é e como elaborar esse sistema?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Jun 2023 21:08:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sistema de Compost Barn consiste em uma instalação coberta de cama coletiva para os animais, onde os seus dejetos orgânicos (fezes e urina) são incorporados ao substrato, e essa mistura gera o processo de compostagem em camadas mais profundas da cama. É um sistema que possibilita a interação da produtividade com o meio ambiente. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema de <i>Compost Barn</i> consiste em uma instalação coberta de cama coletiva para os animais, onde os seus dejetos orgânicos (fezes e urina) são incorporados ao substrato, e essa mistura gera o processo de compostagem em camadas mais profundas da cama.</p>
<p>É um sistema que possibilita a interação da produtividade com o meio ambiente.</p>
<p>Sabemos que ter uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/4-dicas-para-aumentar-o-lucro-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">fazenda produtora de leite lucrativa</a></strong> depende de diversos aspectos, entretanto, quando se pensa em produzir com menor custo é algo que nos chama atenção.</p>
<p>Dessa forma, temos o sistema de instalação do tipo <i>Compost Barn</i> como uma grande oportunidade, onde além de visar <strong>reduzir custos de produção</strong>, quando trabalhado de forma adequada tem-se melhoria em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/" target="_blank" rel="noopener">índices zootécnicos</a></strong>, muito relacionado com o <strong>conforto e bem estar</strong> disponibilizado, além de tornar possível um correto <strong>destino e tratamento dos dejetos</strong> dos animais.</p>
<p>Entretanto, é interessante durante o processo de elaboração do projeto de <i>Compost Barn</i> que seja realizada uma <strong>avaliação completa relacionada a genética dos animais</strong>, pois isso vai estar intimamente ligado com o sucesso do negócio.</p>
<p>Quanto mais geneticamente evoluído o animal inserido no sistema, melhor será o seu desempenho, pois ele estará em um ambiente com condições para que seja possível expressar o seu <strong>potencial genético</strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-20905" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-1.jpg" alt="Vacas deitadas em um compost barn" width="480" height="640" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-1.jpg 480w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-1-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-1-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-1-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-1-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Planejamento de um projeto de <em>Compost Barn</em></h2>
<p>Quando pensamos desde a construção, existem etapas que devem ser seguidas e bem analisadas a fim de que seja possível <strong>reduzir chances de insucesso</strong> relacionadas com o projeto de criação.</p>
<p>Diversos são os pontos a serem avaliados e que são responsáveis pelo sucesso da operação, dentre eles ter claro o manejo que a fazenda deseja ter, a categoria animal que será trabalhada, ter uma elaboração do projeto atenta a região da fazenda, ao clima, a localização de construção, a orientação, a estrutura de ventilação, como serão as demais estruturas como sala de espera, sala de ordenha e o centro de manejo de dejetos.</p>
<p>Hoje, é comum encontrarmos instalações do sistema <i>Compost Barn</i> de variadas formas, sendo elas desde de estruturas de concreto, metálicas galvanizadas ou de madeira, aquelas que detém de maior tecnologia que envolvem um maior investimento ou serem mais simples, que não requerem tamanho investimento, mas que se bem planejadas e manejadas conferem bons resultados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-20906" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-2.jpg" alt="Instalação de um compost barn em uma propriedade leiteira" width="480" height="640" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-2.jpg 480w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-2-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-2-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Assim como a estrutura pode ter variadas possibilidades de material, o telhado também pode ser de diferentes formas, dentre elas utilizando telha de zinco, barro e/ou concreto.</p>
<p>Essas diferenças em relação ao tipo de estrutura estão intimamente ligadas ao investimento que a fazenda está disposta a fazer, ao custo benefício dos materiais escolhidos e até mesmo a velocidade de construção.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Elaboração do projeto de <i>Compost Barn</i></h2>
<h3>Como dimensionar a área de cama (m²/animal)?</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cama-de-compost-barn-na-pecuaria-leiteira/">dimensionamento da área da cama</a></strong> é algo extremamente importante no processo de elaboração do projeto, pois isso irá <strong>impactar de forma direta</strong> na necessidade de manejos e também no bem-estar dos animais ali alojados.</p>
<p>Para o cálculo da área mínima para cada animal devemos levar em consideração que seja possível que todos os animais permaneçam deitados ao mesmo tempo na cama.</p>
<p>Tem-se hoje um valor recomendado que leva em conta a qualidade da cama e o conforto do animal, tendo por base a quantidade de fezes e urina produzidas de acordo com a categoria a que o animal pertence.</p>
<ul>
<li>Para animais em lactação é necessário que a área de cama esteja entre 10 a 15m² por animal.</li>
<li>Em lotes de animais de vacas secas, onde a produção de excretas é menor, a área em m² por animal pode ser menor, ficando em torno de 12m².</li>
<li>Já as vacas que compõem o grupo de animais de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener">pré-parto e pós-parto</a></strong>, é ideal que a área de cama por animal seja maior, ficando em torno de 15m².</li>
</ul>
<p>A maior área de cama nos animais desse grupo é baseada no momento de transição que a vaca se encontra, onde diversas alterações fisiológicas, metabólicas e imunológicas ocorrem e que já deixa o animal mais susceptível a uma série de problemas, dessa forma, devemos pensar em proporcionar o máximo de conforto a esses grupos.</p>
<p>Em casos onde no sistema de <i>Compost Barn</i> serão alojados animais de recria, como as novilhas com média de 350 kg, uma menor área de cama por animal é possibilitada pois é uma categoria onde os animais são menor e mais leves e consequentemente produzem diariamente menores quantidades de fezes e urina. A área de cama recomendada para essa categoria é no mínimo 8m² por animal.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Como dimensionar a pista de alimentação, comedouros e bebedouros?</h3>
<p>Quando pensamos no tamanho do barracão do <i>Compost Barn</i>, além do espaço de cama, o dimensionamento da pista de alimentação é outro ponto chave para determinar de fato o tamanho que a instalação terá, pois é a partir do comprimento da pista de alimentação que será determinado o comprimento do barracão.</p>
<p>Quando se trata de <strong>animais adultos em lactação</strong>, para a elaboração do projeto, o espaço de cocho deve ser de no <strong>mínimo 0,7 metros lineares</strong> por animal para vacas secas e vacas em lactação.</p>
<p>Em contrapartida, quando se refere a <strong>animais em lotes de pré e pós-parto</strong>, onde vacas e novilhas estiverem separadas, a fim de reduzir interações negativas no grupo e causar prejuízos no momento que esses animais passam pelo período de transição, sendo então estipulado o espaçamento de no <strong>mínimo 0,8 metros lineares</strong> por animal.</p>
<p>Em casos onde vacas e novilhas compuserem o mesmo lote em pré e pós-parto, é essencial que o espaçamento seja maior, pois animais maiores e mais velhos são dominantes em relação aos menores e mais novos.</p>
<p>Para esses casos, o espaçamento adequado é de no mínimo 1 metro linear por animal. Já em casos onde o projeto é para <strong>animais em crescimento</strong>, recomenda-se que o espaçamento seja de no <strong>mínimo 0,4 metros por animal</strong>.</p>
<p>É de extrema importância que a pista de alimentação no projeto de <i>Compost Barn</i> seja <strong>concretada</strong>, pois é nesse local que cerca de 25% de fezes e urina serão retidos.</p>
<p>Quanto à largura da pista de alimentação, é importante que seja suficiente para que os animais consigam comer e beber água ao mesmo tempo, o que hoje recomenda-se ser de no mínimo 4,5 metros.</p>
<p>Pensando no dimensionamento dos bebedouros, eles obrigatoriamente devem estar inseridos fora da área de cama. Quanto ao espaçamento recomendado, ele deve ser de no mínimo 0,12 metros lineares por animal.</p>
<p>É importante ressaltar a importância de obedecer o espaçamento dos bebedouros e ter rotina de limpeza, pelo fato da ingestão de matéria seca pelo animal estar diretamente relacionada com a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">ingestão de água</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-20910" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-compost-barn.jpg" alt="Tabela com as dimensões para um sistema compost barn de acordo com cada animal" width="583" height="258" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-compost-barn.jpg 583w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-compost-barn-300x133.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-compost-barn-370x164.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-compost-barn-270x119.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-compost-barn-150x66.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 583px) 100vw, 583px" /></p>
<h3>Como deve ser o sistema de ventilação do <i>Compost Barn</i>?</h3>
<p>Durante a elaboração do <i>Compost Barn</i> é indispensável que o tema <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico</a></strong> seja levado em consideração. Esse estresse vai ocorrer quando os animais são expostos a uma condição ambiental que excede sua faixa de conforto térmico, causando um desequilíbrio entre a produção de calor do corpo e a capacidade de dissipá-lo.</p>
<p>No barracão de <i>Compost Barn</i>, esse estresse térmico pode-se agravar em períodos de temperatura mais elevada devido ao acúmulo de calor do ambiente, o que consequentemente pode provocar redução no consumo de matéria seca, redução da eficiência de energia para a produção de leite e até mesmo reduzir a taxa de concepção quando o estresse térmico ocorre algumas horas após a inseminação artificial.</p>
<p>Por isso, é importante que também seja elaborado um projeto visando o resfriamento da instalação.</p>
<p>Dentro do <i>Compost Barn</i> <strong>a forma de ventilação mais utilizada é a feita através de ventiladores</strong>, onde além de atuar no resfriamento dos animais, atua também favorecendo a secagem da cama.</p>
<p>Para que o sistema de ventilação seja eficiente, é necessário que a velocidade do vento dentro de todo comprimento do barracão esteja em torno de 2 metros por segundo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-20907" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-3.jpg" alt="Medição de temperatura em um sistema compost barn" width="384" height="512" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-3.jpg 384w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-3-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-3-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-3-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-3-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 384px) 100vw, 384px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>A adoção de sistemas de resfriamento combinando ventiladores e aspersores são considerados os mais eficientes para redução do estresse térmico, e podem estar instaladas na linha de cocho ou sala de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">ordenha</a></strong>, ou em ambas.</p>
<p>Nesses casos, nos momentos de resfriamento direto dos animais é recomendado que a velocidade do vento seja de no mínimo 6 metros por segundo e quando aspersão for utilizada, que a gota seja grossa e com alta vazão por bico.</p>
<h2>Manejos essenciais no <i>Compost Barn</i></h2>
<p>Na busca pelo sucesso do sistema após implementado, existem alguns fatores que devem ser sempre avaliados e contar com um manejo adequado.</p>
<p>Dentre esses fatores, um dos mais importantes é o relacionado com a <strong>cama </strong>do barracão que está no processo de compostagem e que a depender da sua condição será responsável pelo conforto dos animais e pelo tempo que permanecerão deitados.</p>
<p>Em relação ao material da cama dos animais, a <strong>granulometria do material</strong> é algo que deve ser analisado, pois é recomendado que esse material detenha de granulometrias diferentes, sendo elas pó, moída fina e moída grossa.</p>
<p>Dessa forma, o material mais recomendado hoje são os resíduos de madeira, entre eles a maravalha e a serragem.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="CAMA DE COMPOST BARN: COMO REALIZAR O MANEJO? | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/-PBx9O7ExIo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Quando se tem na cama apenas material com granulometria fina irá provocar a compactação da cama, com queda na taxa de fermentação e aeração, deixando-a úmida e contribuindo para formação de torrões.</p>
<p>Entretanto, quando se tem apenas granulometria grossa, o processo de compostagem será acelerado devido à maior aeração da cama, o que aumenta a velocidade de decomposição do material.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-20908" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-4.jpg" alt="Material da cama em um sistema compost barn" width="384" height="512" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-4.jpg 384w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-4-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-4-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-4-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-4-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 384px) 100vw, 384px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Diariamente o manejo da cama irá consistir em realizar o seu <strong>revolvimento</strong>, ou seja, a viragem da cama para que o processo de compostagem ocorra de forma homogênea.</p>
<p>É indicado que a frequência desse manejo seja realizada com base na condição da cama e a umidade do ar, onde em momentos que a umidade da cama está alta a necessidade de revolvimento aumenta, para que seja acelerado seu processo de secagem.</p>
<p>A cama deve ser revolvida a uma profundidade de no máximo 30cm, com auxílio de implementos acoplados em trator.</p>
<p>É importante que os implementos consigam promover a aeração da cama, descompactá-la, pois haverá períodos em que esse manejo de descompactação será necessário e também que tenha regulagem da profundidade, porque em momentos onde a porção mais profunda da cama já tenha completado o processo de compostagem, a profundidade deverá ser reduzida para que não se tenha a mistura desse material com o que está na superfície.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-20903" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-5.jpg" alt="Revolvimento da cama em um sistema compost barn" width="287" height="512" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-5.jpg 287w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-5-168x300.jpg 168w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-5-270x482.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-5-150x268.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 287px) 100vw, 287px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Quanto à <strong>umidade da cama</strong> é recomendada que esteja <strong>entre</strong> <strong>40 a 60%</strong>. Lembrando que nesses casos a ventilação deve ser mantida, onde além de auxiliar nesse processo de secagem, leva conforto térmico aos animais.</p>
<p>O processo de compostagem é uma forma de estabilização dos resíduos, onde é requerido condições ideais para que isso ocorra de forma correta. É necessário que se tenha umidade adequada e aeração para que se tenha temperatura ideal para que todo processo ocorra. Recomenda-se que a <strong>temperatura da cama</strong> esteja em uma faixa entre <strong>45 e 60°C</strong> a uma profundidade de 30 cm.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-20909" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-6.jpg" alt="Sistema compost barn" width="384" height="512" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-6.jpg 384w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-6-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-6-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-6-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-6-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 384px) 100vw, 384px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Relação carbono:nitrogênio</h3>
<p>Outro ponto importante que vai indicar saúde da cama e que merece atenção é a <strong>relação carbono:nitrogênio</strong>, a qual deve ser adequada para garantir sucesso no processo de compostagem. É recomendado que essa relação seja de <strong>25:1 a 30:1</strong>.</p>
<p>Quando se tem um aumento excessivo de matéria orgânica na cama essa relação desses elementos vai ser comprometida, pois haverá o aumento da porção de nitrogênio e da umidade da cama e redução da porção de carbono.</p>
<p>Essa relação não é um procedimento facilmente realizado na rotina da fazenda, porém existem indícios que podem ser visualizados e que sinalizam que o processo de compostagem está comprometido.</p>
<p>Na prática, existe um somatório de sinais que nos leva a enxergar que houve um desequilíbrio na relação carbono:nitrogênio, onde dentre eles podemos citar a temperatura da cama está abaixo do recomendado (45 a 60°C), excesso de umidade e de matéria orgânica, além de ser possível ter odores desagradáveis devido a fermentação anaeróbia desencadeada nessa situação.</p>
<p>Em relação ao momento de reposição da cama e quantidade a ser reposta, isso irá depender de alguns pontos como o tempo entre uma reposição e outra, às condições climáticas do ambiente, a troca de ar no barracão e também a área de cama por animal que a fazenda detém.</p>
<p>Situações onde se tem uma ventilação inadequada e condições climáticas de tempo chuvoso e umidade alta a frequência de reposição da cama aumenta, assim como também em situações onde se tenha a área de cama fora da faixa de 10 a 15m² por animal a necessidade de reposição com menor intervalo de tempo será maior.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-20904" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-7.jpg" alt="Reposição da cama em um sistema compost barn" width="240" height="520" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-7.jpg 240w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-7-138x300.jpg 138w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/compost-barn-7-150x325.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos então o quanto o sistema de <i>Compost Barn</i> pode ser <strong>uma excelente opção de alojamento dos animais</strong>, entretanto, é importante que um técnico capacitado esteja inserido dentro do negócio, para que avaliações precisas sejam feitas a fim de se ter as melhores definições dentro do negócio.</p>
<p>Hoje, fazendas com sistema já implementado seguem apresentando boas evoluções em indicadores de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">produtividade</a></strong>, saúde e reprodução.</p>
<h2>Tenha mais produtividade na produção de leite!</h2>
<p>A carência de conhecimento sobre técnicas modernas de gestão pode impedir o crescimento do negócio e a maximização dos resultados.</p>
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		<item>
		<title>Como aumentar o lucro na pecuária leiteira? Saiba 4 dicas principais</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/4-dicas-para-aumentar-o-lucro-na-pecuaria-leiteira/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/4-dicas-para-aumentar-o-lucro-na-pecuaria-leiteira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2022 20:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[custos]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[gestão financeira]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já de início, vale a pena ressaltar que não há fórmula mágica para obter lucratividade com a pecuária leiteira. O que há de fato, é um caminho que envolve muito trabalho e inúmeros desafios. No entanto, algumas ferramentas, processos e premissas podem contribuir (e muito) para o planejamento da fazenda leiteira que objetiva o aumento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já de início, vale a pena ressaltar que não há fórmula mágica para obter lucratividade com a pecuária leiteira. O que há de fato, é um caminho que envolve muito trabalho e inúmeros desafios.</p>
<p>No entanto, algumas ferramentas, processos e premissas podem contribuir (e muito) para o <strong>planejamento da fazenda leiteira que objetiva o aumento do lucro da atividade.</strong></p>
<p>Os resultados do negócio leite têm sido bem satisfatórios nos últimos tempos. É claro que há flutuações entre fazendas, havendo aquelas com ótimos retornos e aquelas que precisam ser mais eficientes para começar a verem o dinheiro da atividade sobrando no bolso.</p>
<p>Confira algumas <strong>dicas que podem te auxiliar a otimizar os resultados em sua fazenda produtora de leite</strong>. Encarar a propriedade como uma empresa é o primeiro passo!</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>1. Evolução do rebanho no futuro: como será?</h2>
<p>Ter controle do estoque de rebanho atual, bem como dos seus indicadores, é imprescindível para projetarmos como ele estará no próximo ano e daqui 2, 5 ou 10 anos.</p>
<ul>
<li>Quantas vacas estarão em lactação ano a ano?</li>
<li>Você terá novilhas excedentes para vender e incrementar o caixa da fazenda?</li>
<li>Com o número de partos futuros, será necessário ajustar o bezerreiro ou a capacidade atual atenderá?</li>
</ul>
<p>Todas essas e várias outras perguntas são respondidas pela <a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/" target="_blank" rel="noopener"><strong>evolução de rebanho</strong></a>, ferramenta de grande importância para a gestão e o planejamento da pecuária leiteira em qualquer propriedade.</p>
<p>A evolução de rebanho contempla todo o inventário de gado que a fazenda possui no presente, todas as categorias animais, seus <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/" target="_blank" rel="noopener">indicadores zootécnicos</a></strong> e estipula metas coerentes e atingíveis para os anos seguintes. Sempre falamos que as metas pensadas devem ser conservadoras, com o “pé no chão”.</p>
<p>Imagine você considerar metas bastante otimistas para os indicadores na evolução de rebanho e ela projetar 300 vacas em lactação daqui 2 anos produzindo 30 kg de leite/dia e ao chegar no prazo estabelecido a fazenda possuir apenas 250 vacas em leite com média de 28 kg de leite/dia.</p>
<p>Esta situação não é muito agradável, certo? Mas imagine uma outra situação em que você trabalhe com metas mais moderadas e ao passarem 2 anos o seu rebanho conta com as mesmas 300 vacas em lactação e os 30 kg de leite/dia como média (ou quem sabe até mais!). Esta segunda condição é muito mais satisfatória, concorda?</p>
<p><strong>A evolução de rebanho é um dos guias apoiadores na condução da fazenda leiteira e um dos pilares que sustentam o planejamento da propriedade.</strong> Se você quer aumentar o lucro da atividade, certamente deverá estipular metas para os indicadores zootécnicos e saber o comportamento futuro do rebanho através da evolução de rebanho.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>2. Como fazer a fazenda leiteira ter capacidade de produzir toda comida do rebanho?</h2>
<p>Uma frase que é certeira na pecuária leiteira é “o leite entra é pela boca&#8221;. Afinal, é necessário que se tenha comida para que a vaca possa produzir o leite. No entanto, é necessário que essa comida seja de qualidade e não apenas haja volume de alimento.</p>
<p>E é nessa situação que entra a outra dica de ferramenta capaz de aumentar o lucro de uma fazenda produtora de leite. O <strong>planejamento forrageiro</strong>.</p>
<p>Uma das bases do planejamento forrageiro é a evolução de rebanho. Mas por quê? Justamente porque precisamos saber qual o total de animais que a fazenda terá no próximo ano para calcularmos de quanto será a demanda por comida.</p>
<p><strong>De forma resumida, devemos analisar de forma estratificada o número de animais por categoria, multiplicamos pelo consumo alimentar médio diário estimado por cabeça e logo em seguida multiplicamos pela quantidade de dias que teremos que alimentar esses animais.</strong> Ao final descobriremos o total de comida que será necessária para alimentar o rebanho. De forma rápida e simples, o raciocínio é nessa linha.</p>
<p>Vamos considerar que ao realizar esses cálculos você chegou à conclusão de que serão necessárias 3.720 toneladas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener">silagem de milho</a></strong> para alimentar o seu rebanho que é todo confinado, desde a recria com menos de 1 ano de idade até vacas em lactação e vacas secas.</p>
<p>A área de plantio disponível em sua fazenda é de 90 hectares e a produtividade média por hectare para silagem de milho dos últimos anos é de 40 toneladas de matéria natural. Logo, com esta produtividade e esta área de plantio, sua fazenda conseguirá produzir por volta de 3.600 toneladas de silagem de milho (90 hectares x 40 toneladas por hectare).</p>
<p>Ou seja, na situação atual a fazenda não conseguirá produzir toda a comida necessária para todo o ano. Neste caso, será necessário aumentar a área de plantio ou então aumentar a eficiência da lavoura e produzir mais toneladas de silagem por hectare.</p>
<p>Suponha que você identificou oportunidades na condução agronômica da lavoura em sua fazenda através de melhorias no manejo do solo e escolha mais adequada de híbridos e vislumbrou um aumento da produtividade para 55 toneladas de matéria natural de silagem de milho por hectare.</p>
<p>Com os mesmos 90 hectares e agora com uma nova produtividade, a fazenda conseguirá produzir 4.950 toneladas de silagem de milho, o que atende a demanda anual de comida do rebanho.</p>
<p>Nem toda silagem que é produzida, porém, é realmente aproveitada, pois ocorrem perdas do alimento ao longo de todo o processo de confecção e uso. Para silagens bem manejadas desde o plantio até a desensilagem, uma boa referência de perdas gira em torno de algo próximo a 15%.</p>
<p>Como a demanda de comida do rebanho no exemplo que estamos utilizando é de 3.720 toneladas, devemos acrescentar 15% de perda, o que dará mais 558 toneladas a mais que deverão ser produzidas para compensar as perdas. Isso resultará em uma quantidade total de silagem de 4.278 toneladas.</p>
<p>Veja que mesmo contabilizando as perdas, a capacidade de produção de comida da fazenda no segundo cenário será superior a demanda do rebanho. <strong>O planejamento forrageiro, quando bem construído e criticado, traz segurança à fazenda.</strong> Realizá-lo ano a ano com o apoio da evolução de rebanho é essencial.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>3. Como será o comportamento financeiro da fazenda?</h2>
<p>Muito provavelmente você já ouviu falar sobre o orçamento. Esta ferramenta é utilizada para planejar e estimar os gastos, as receitas, o capital disponível, as metas econômicas, as metas financeiras e as metas operacionais da propriedade para o ano seguinte ou que se inicia.</p>
<ul>
<li>Quanto a fazenda produzirá de leite no ano?</li>
<li>Qual será o gasto previsto com manutenção de maquinários?</li>
<li>De quanto será o desembolso com a próxima safra?</li>
<li>Qual será a receita com a venda da recria excedente?</li>
</ul>
<p>Sempre falamos que o <a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>orçamento</strong></a> deve ser o patrão da fazenda. Em outras palavras, sempre que houver a intenção de fazer um investimento para a atividade, por exemplo, devemos antes consultar o orçamento e avaliar se será possível realizá-lo naquele momento ou não.</p>
<p>Caso o investimento seja feito em uma ocasião inadequada, a saúde financeira da propriedade poderá ser comprometida. Por isso a importância de ter o orçamento como guia em todas as decisões da fazenda.</p>
<p>A precisão e a assertividade do orçamento dependem não somente da experiência de quem o faz. A obtenção de dados históricos confiáveis da fazenda também contribui para a qualidade do orçamento que é elaborado.</p>
<p>É claro que algumas informações são difíceis de prever, como por exemplo como será o comportamento do preço do leite vendido mês a mês ao longo do ano e quanto custará os principais insumos alimentares que serão utilizados na dieta dos animais. No entanto, a previsão de outros itens já possui maior domínio, como é o caso do gasto com maquinários.</p>
<p>Checar periodicamente o orçamento e compará-lo ao realizado na fazenda, permite a verificação de desvios em relação às metas e a identificação das possíveis causas. O ideal é que planos de ação sejam traçados, designando os responsáveis em cada etapa.</p>
<p>Vamos pensar em uma situação em que analisando o que foi planejado no orçamento e o que foi realizado, você identificou maior gasto com a manutenção de maquinários no mês de fevereiro. Ao apurar as possíveis causas, viu-se que esse aumento nos gastos foi devido a falta de manutenção preventiva no vagão misturador.</p>
<p>Dessa forma, você traçou um plano de ação para que o gerente da fazenda ficasse encarregado de contratar serviço de manutenção preventiva dos equipamentos para aumentar a vida útil e evitar gastos exorbitantes e imprevistos neste item.</p>
<p>Uma das grandes entregas da ferramenta de gestão orçamentária é justamente essa, fazer a fazenda andar nos trilhos conforme planejado, sendo lucrativa e resguardá-la de surpresas desagradáveis. <strong>Orçamento, evolução de rebanho e planejamento forrageiro devem andar lado a lado e de forma indissociável.</strong> Afinal, um depende do outro para o sucesso da propriedade.</p>
<h2>4. Como realizar uma gestão por indicadores?</h2>
<p>Resultados só podem ser mensurados e analisados através de indicadores.</p>
<p>Independente da área, Seja na pecuária leiteira ou em qualquer outra, de nada adianta realizar evolução de rebanho, planejar a produção de comida e fazer a gestão orçamentária se os indicadores não são calculados e analisados frequentemente.</p>
<p><strong>A gestão por indicadores permite avaliar a eficiência da fazenda.</strong> E quando falamos em eficiência não estamos nos referindo apenas aos resultados de indicadores zootécnicos, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/" target="_blank" rel="noopener">taxa de prenhez</a></strong>, taxa de mortalidade e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong>, por exemplo, por mais que eles sejam extremamente importantes.</p>
<p>O conceito de eficiência é mais amplo. A fazenda deve ter eficiência zootécnica, eficiência agrícola e eficiência de custos. Em outras palavras, a propriedade deve possuir bom desempenho dos animais, produção adequada de comida em quantidade e qualidade, além de comprar e utilizar bem os insumos, serviços, implementos etc.</p>
<p>Ser eficiente tecnicamente (zootécnico e agrícola) e ser eficiente nos custos são premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite.</p>
<p>Quanto maior a eficiência técnica, por exemplo, maior é o lucro operacional da fazenda. Querer aumentar o lucro na atividade leiteira sem realizar a gestão de indicadores é o mesmo que querer dirigir um carro sem o painel. Você o guiará sem saber qual a situação atual e sem saber se tem condições para chegar ao objetivo proposto.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A associação de ferramentas gerenciais como evolução de rebanho, planejamento forrageiro, orçamento e gestão por indicadores torna-se indispensável para a lucratividade na pecuária leiteira.</p>
<p>Saber <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><strong>planejar a atividade</strong></a> e criticar os processos é uma obrigação de todos que visam este objetivo em comum.</p>
<h2>Transforme sua fazenda em um negócio rentável e sustentável</h2>
<p>Muitos produtores focam apenas em aumentar a produção, mas esquecem que o verdadeiro diferencial está na gestão.</p>
<p>Com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong>, você aprende a analisar custos, identificar desperdícios, planejar o futuro e tomar decisões que realmente elevam o lucro. Tudo com linguagem prática, voltada para a realidade da fazenda.</p>
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		<item>
		<title>Cetose bovina: o que é, principais causas, tratamento e como prevenir</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2022 17:57:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cetose bovina, também conhecida como cetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma doença metabólica que afeta animais de alta produção, especialmente as vacas leiteiras. O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais. Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>cetose bovina</strong>, também conhecida como cetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma <strong>doença metabólica que afeta animais de alta produção</strong>, especialmente as vacas leiteiras.</p>
<p>O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais.</p>
<p>Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das fazendas, diminuindo consideravelmente a produção de leite. Além disso, há o aumento gradativo dos custos com sanidade.</p>
<p>Quer saber mais sobre essa doença? Leia o artigo abaixo e descubra as causas, os sintomas, o tratamento e a prevenção da cetose bovina!</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que é cetose bovina?</h2>
<p>A cetose é uma das principais <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças metabólicas</strong></a> das vacas leiteiras e geralmente <strong>acomete animais de alta produção no pós-parto</strong>. Ela acontece quando há um excesso na produção e concentração de corpos cetônicos na corrente sanguínea devido a uma maior exigência energética para produção de leite.</p>
<p>A alta demanda por energia num momento de redução do consumo e escassez de glicose causa um desequilíbrio chamado <strong>balanço energético negativo</strong>.</p>
<p>Na <strong>cetose primária</strong> esse déficit ocorre majoritariamente durante o período de transição, no qual o animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante, nesse momento mudanças drásticas ocorrem no seu metabolismo.</p>
<p>Já nos quadros de <strong>cetose secundária</strong>, como o próprio nome diz, essa queda acentuada do apetite ocorre secundária a outras enfermidades. A vaca então passa a mobilizar tecido adiposo a fim de obter uma fonte alternativa de energia e como consequência há o aumento dos níveis séricos de ácidos graxos não-esterificados (AGNE) no sangue.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39649 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os sintomas da cetose bovina?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A cetose pode se apresentar na <strong>forma clínica e na forma subclínica</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na <strong>cetose clínica</strong> há perda de </span><span style="font-weight: 400;">escore corporal, anorexia, prostração e queda na produção de leite. Além disso, fezes secas e odor de cetona no ar expirado, podem ser comumente observados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, o quadro clínico pode evoluir apresentando sinais nervosos como: tremores musculares, hiperexcitabilidade e incoordenação com ataxia dos membros posteriores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em casos de <strong>cetose subclínica</strong>, os níveis de corpos cetônicos no sangue e no leite estarão aumentados mesmo sem a apresentação da sintomatologia clínica. Nesse sentido, a concentração sérica igual ou superior a 1,2 mmol/L de beta hidroxibutirato já é um indicativo de cetose subclínica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cetose subclínica gera grandes <strong>impactos produtivos e econômicos</strong> na fazenda, essa doença contribui para redução da imunidade dos animais e provoca ainda, mudanças drásticas no perfil hormonal da vaca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses fatores podem ocasionar desde a redução de peso e da fertilidade dos animais, até enfermidades secundárias.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são as causas da cetose?</h2>
<p>O manejo nutricional é um ponto decisivo para ocorrência da enfermidade, a oferta de dietas desbalanceadas e manejos desalinhados podem favorecer a redução do consumo, contribuindo para o aparecimento da cetose. O estresse térmico e as condições ambientais também podem predispor a doença.</p>
<p>Além disso, outras afecções metabólicas durante o período de transição e não metabólicas, como <strong>problemas de casco</strong>, podem induzir a redução do consumo de alimentos, aumentando a predisposição do animal à cetose.</p>
<h2>Tratamento da cetose bovina</h2>
<p>O tratamento da forma clínica da doença é sintomático, dessa forma é importante reverter o quadro hipoglicêmico com a administração de glicose via endovenosa &#8211; a glicose via oral deve ser evitada, pois é rapidamente fermentada no rúmen, produzindo precursores cetogênicos, o que agravaria o problema.</p>
<p>Além disso, a realização de um monitoramento da cetose pode auxiliar no tratamento profilático dos quadros subclínicos, para isso basta mensurar os <strong>níveis de BHBA</strong> (beta- hidroxibutirato).</p>
<p>Esse monitoramento pode ser realizado em medidores apropriados para este fim, aplicando uma amostra de sangue coletada da cauda dos animais.</p>
<p>Nas situações de cetose leve ou moderada, devemos oferecer quantidades elevadas de energia , como o propileno glicol, visando evitar a mobilização de gordura nas vacas.</p>
<p>O uso de <em>drench</em> em vacas recém paridas pode ser uma boa opção, essa administração oral forçada de nutrientes (<em>drench</em>), minimiza a deficiência energética, reidrata o animal e estimula a fermentação ruminal.</p>
<h2>Prevenção da cetose bovina</h2>
<p>A prevenção da cetose se inicia antes da <a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>secagem dos animais</strong></a> com a implementação de um <strong>manejo nutricional adequado e balanceado</strong>.</p>
<p>Nesse sentido, o fornecimento de forragens de boa qualidade e o uso de concentrados com alta palatabilidade, auxiliam na ingestão de nutrientes e consequentemente reduzem o dispêndio de reservas corporais.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">implementação de aditivos alimentares</a></strong> como os ionóforos, principalmente a monensina sódica, aumentam a eficiência ruminal e se tornam uma alternativa na prevenção da doença. Além disso, vitaminas do complexo B, podem reduzir a mobilização de gordura corporal durante o início da lactação e assim diminuir o balanço energético negativo, prevenindo enfermidades metabólicas.</p>
<p>A administração de gordura protegida com sais de cálcio (sem comprometer a ingestão de fibras), pode maximizar a densidade de energia na matéria seca consumida, contribuindo para redução do quadro de balanço energético negativo.</p>
<p>O monitoramento do <strong>escore de condição corporal (ECC)</strong>, é uma boa ferramenta na avaliação da cobertura de gordura corporal da vaca, o ECC pode auxiliar na prevenção da enfermidade, servindo como termômetro do programa nutricional: <strong>o escore ótimo ao momento do parto é entre 3.0 – 3.50</strong>  (na escala que varia de 1-5).</p>
<p>Por fim, a <strong>promoção de um ambiente confortável</strong>, limpo e com temperatura amena também contribui para redução da incidência da doença na fazenda, afinal, vacas que não sofrem de estresse térmico durante o período seco possuem um  melhor uso da função hepática durante o início da lactação.</p>
<p>Prevenir é sempre a melhor opção, por isso lembre-se: o manejo nutricional balanceado é a chave para reduzir a ocorrência da cetose na sua fazenda.</p>
<h2>Da prevenção ao lucro: transforme a gestão da sua fazenda</h2>
<p>A cetose é um desafio silencioso que pode comprometer a saúde do rebanho e a rentabilidade da produção.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar precocemente problemas como esse, implementar estratégias de prevenção e integrar sanidade, nutrição, reprodução e gestão financeira para obter resultados reais no campo. É conhecimento prático e direcionado, para que cada decisão traga mais produtividade e lucro.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16051 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg" alt="Brisa Sevidanes" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Kit Guia + Planilha Planejamento forrageiro do rebanho leiteiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Aug 2022 13:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[PLANILHAS]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[forragem]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você conhece a demanda de forragem das diversas categorias animais do seu rebanho? Qual o tamanho da área que você terá que plantar para suprir essa demanda? A área total que você possui será suficiente para atender a necessidade de todos os animais? Planejar a produção de forragem do rebanho é fundamental e um dos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você conhece a <strong>demanda de forragem</strong> das diversas categorias animais do seu rebanho? Qual o tamanho da área que você terá que plantar para suprir essa demanda? A área total que você possui será suficiente para atender a necessidade de todos os animais?</p>
<p><strong>Planejar a produção de forragem</strong> do rebanho é fundamental e um dos pilares da atividade leiteira.</p>
<p>Um projeto de pecuária leiteira só pode ser bem executado caso a demanda de comida dos animais seja suprida em qualidade e quantidade adequada.</p>
<p>Baixe gratuitamente a <strong>Planilha + Guia sobre o planejamento forrageiro do rebanho</strong> e tenha uma ferramenta prática e rápida para calcular a forragem necessária para alimentar o seu rebanho.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Protocolos IATF na pecuária leiteira: utilização e benefícios</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 20:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[genético]]></category>
		<category><![CDATA[iatf]]></category>
		<category><![CDATA[melhoramento genético]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade. Seguindo essa premissa, o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As biotecnologias reprodutivas representam um importante avanço, com grandes benefícios para a pecuária leiteira. Otimizar a reprodução do rebanho no intuito de aperfeiçoar os índices zootécnicos é um ponto fundamental para melhorar o faturamento e a saúde financeira de qualquer propriedade.</p>
<p>Seguindo essa premissa, <strong>o recurso da inseminação artificial em tempo fixo, também conhecido como IATF, contribui em grande escala nos <a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">programas reprodutivos</a> das fazendas.</strong></p>
<p>Mas o que é a IATF? Quais são os seus objetivos? E quais os seus benefícios? Como encaixar a IATF na rotina da fazenda?</p>
<p>Acompanhe o artigo e descubra a resposta para essas e outras questões relacionadas a inseminação em tempo fixo em fazendas leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
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});
</script></p>
</div>
<h2>O que é protocolo IATF?</h2>
<p><strong>A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) consiste em uma ferramenta reprodutiva capaz de fornecer condições para que vacas e novilhas sejam inseminadas em uma data pré-determinada.</strong></p>
<p>A base da IATF são os protocolos hormonais que, em resumo, se baseiam na utilização de hormônios específicos em dias previamente estabelecidos.</p>
<p>O principal objetivo dos protocolos hormonais de IATF é <strong>sincronizar a onda folicular dos animais e, consequentemente, a ovulação.</strong> Com todos os processos ocorrendo corretamente, se espera que a inseminação seja feita em boas condições e em um momento conveniente do ciclo estral da fêmea bovina.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-deteccao-cio-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais os tipos de protocolos de IATF?</h2>
<p>Atualmente, são várias as opções de protocolos reprodutivos existentes no mercado capazes de entregar este propósito. A grande maioria dos protocolos atuais são variações de um protocolo de base inicial, conhecido como Ovsynch, demonstrado no esquema abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14003 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2-1024x184.jpg" alt="Variações de protocolos de iatf" width="770" height="138" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2-1024x184.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2-300x54.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2-768x138.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2-370x67.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2-270x49.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2-740x133.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-2.jpg 1166w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p>Com o passar do tempo este protocolo Ovsynch foi sendo aprimorado a partir de estudos científicos, novos hormônios foram incluídos, como é o caso do estradiol e da progesterona. Assim, novas opções de protocolos foram sendo elaboradas.</p>
<p>Um relato extremamente comum no campo é de que esse ou aquele protocolo reprodutivo é o melhor a ser utilizado na rotina de qualquer fazenda, pois é o que gera as maiores <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxas de concepção</strong></a> no rebanho.</p>
<p>Tenha muito cuidado ao ouvir tais alegações! <strong>Não existe protocolo de IATF milagroso</strong>, existe aquele que melhor se encaixa na rotina da fazenda conforme os manejos e o padrão/situação/realidade do rebanho.</p>
<p>Algumas inverdades são atribuídas ao uso de IATF nas fazendas. Uma delas é que os protocolos hormonais eliminam a necessidade de observação de cio no rebanho. Ledo engano. Uma prática não exclui a outra, são complementares e devem ser utilizadas de forma associada para otimização da <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de serviço</strong></a> na propriedade.</p>
<p>Mas por qual motivo há este pensamento corriqueiro no campo? O mais falado é de que como os protocolos permitem a inseminação em um dia pré-determinado, não há necessidade de monitorar o cio, pois aqueles animais serão inseminados exatamente no dia do protocolo.</p>
<p>Acontece que nem toda vaca que é submetida ao protocolo, é sincronizada. Ao mesmo passo que nem toda vaca que é inseminada e que fica gestante, vai manter a gestação, pois pode ocorrer <a href="https://rehagro.com.br/blog/perda-de-prenhez/" target="_blank" rel="noopener"><strong>perda de prenhez</strong></a> a qualquer momento.</p>
<p>Logo, se considerarmos uma vaca que não sincronizou no protocolo ou uma vaca que foi inseminada, ficou gestante e perdeu a gestação, ou até mesmo uma outra que foi inseminada e não emprenhou, em qualquer uma das três situações é possível que o cio retorne em tempos variáveis, não seguindo o intervalo a cada 21 dias do ciclo estral das vacas.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Por isso é fundamental e extremamente necessário que a ação de monitoramento e identificação de cio na fazenda tenha uma rotina e uma constância diária. Em outras palavras, de nada adianta implantar o recurso da IATF no rebanho e retirar os manejos de observação de cio. Não há benefício algum nesta decisão, muito pelo contrário.</p>
<p>Outro ponto paralelo ao monitoramento de cio associado à IATF é de que condições inadequadas dos protocolos podem fazer com que um percentual considerável das vacas adiante, ou até mesmo atrase o cio em relação a data esperada, justamente por não sincronizar corretamente a onda folicular.</p>
<p>O monitoramento de cio nestes casos permitirá identificar anormalidades dessa natureza e possibilitarão ajustes na rotina dos protocolos. Na média, <strong>bons protocolos de IATF</strong> sincronizam de 80 a 85% das vacas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14004" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-3.jpg" alt="Protocolos IATF" width="600" height="400" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-3.jpg 1500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-3-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-3-1024x683.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-3-768x512.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-3-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-3-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-3-740x493.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<h2>Boas práticas para condução da IATF na pecuária leiteira</h2>
<p>É fato a existência de uma grande variedade de protocolos reprodutivos no mercado atualmente. Mas como avaliar se um protocolo é de qualidade?</p>
<p>A resposta para essa questão está em quatro premissas principais. Para ser considerado de qualidade, um protocolo de IATF de vacas leiteiras deve propiciar:</p>
<ol>
<li><strong>Progesterona alta durante o desenvolvimento folicular</strong> &#8211; Folículos que se desenvolvem sob elevadas concentrações de progesterona possuem maior fertilidade.</li>
<li><strong>Estrógeno alto durante o proestro</strong> &#8211; Folículos com bom desenvolvimento na fase que antecede o estro tendem a produzir maior quantidade de estrógeno, hormônio associado ao comportamento de cio.</li>
<li><strong>Progesterona baixa no momento da inseminação</strong> &#8211; A utilização de duas doses de prostaglandina durante a condução do protocolo, por exemplo, aumenta a regressão completa do corpo lúteo nas vacas, fazendo com que a progesterona esteja em concentrações mínimas no dia da inseminação.</li>
<li><strong>Progesterona alta nos momentos pós inseminação</strong> &#8211; Folículos bem desenvolvidos durante a onda folicular formam corpos lúteos bem estruturados, que contribuem com altas concentrações de progesterona após a inseminação, hormônio importante para o desenvolvimento embrionário e reconhecimento materno do embrião.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14002" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1.jpg" alt="Inseminação artificial sendo feita em vaca" width="600" height="400" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1.jpg 1500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1-1024x683.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1-768x512.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/protocolos-iatf-1-740x493.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>O protocolo que fornece tais condições e que é conduzido de forma correta é totalmente capaz de entregar resultados interessantes de concepção do rebanho.</p>
<p>Aliás, a condução dos protocolos é outro fator que merece atenção. Para que os protocolos funcionem bem, eles devem fazer parte de uma rotina reprodutiva bem planejada e estruturada, seguindo critérios para a sua utilização.</p>
<p>Por exemplo, uma rotina reprodutiva pode ser construída para que todas as vacas sejam inseminadas por IATF no primeiro serviço pós-parto. Para que isso aconteça é necessária uma sistematização nos processos reprodutivos da fazenda para que todas as vacas sejam protocoladas na saída do <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-espera-voluntario/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Período de Espera Voluntário</strong></a> (PEV). Da mesma forma, uma opção complementar pode ser, por exemplo, protocolar todas as vacas vazias ao toque.</p>
<p>Note que o objetivo dos exemplos citados é demonstrar que <strong>o uso da IATF nos rebanhos leiteiros deve seguir critérios e propósitos</strong>. Ou seja, o uso dos protocolos deve fazer sentido na rotina da fazenda, e não apenas ser utilizado aleatoriamente.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="QUAL O MELHOR PROTOCOLO DE IATF PARA VACAS DE LEITE MESTIÇAS A PASTO? | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/QKs-M_x6gCI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Protocolos IATF como recursos na potencialização da reprodução</h2>
<p>Conforme já bem discutido e fundamentado ao longo do texto, o recurso da IATF entrega avanços e benefícios para a fazenda, mas ele não deve ser implementado e trabalhado de modo isolado na propriedade.</p>
<p>Antes de tudo é necessário estruturar de forma estratégica um programa reprodutivo, onde os protocolos de IATF atuam como ferramenta para potencializar a reprodução do rebanho de forma associada a outros recursos. Seguindo esta linha, sem dúvidas a fazenda terá bons retornos!</p>
<h2>Reprodução eficiente para mais prenhezes e mais leite</h2>
<p>Os protocolos de IATF são aliados poderosos para aumentar a taxa de prenhez e otimizar o manejo reprodutivo na pecuária leiteira.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar estratégias reprodutivas avançadas, aliando nutrição, manejo e gestão para obter resultados consistentes e lucrativos no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>7 fatores que interferem no consumo de alimentos de vacas leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jun 2022 16:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ponto de partida de todo o manejo alimentar deve ser: estimular o consumo de alimentos. E como podemos fazer isso? Confira quais são os fatores que interferem no consumo de alimentos. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! 1. Espaço de cocho Esse é um ponto extremamente importante, principalmente quando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ponto de partida de todo o manejo alimentar deve ser: estimular o consumo de alimentos. E como podemos fazer isso?</p>
<p>Confira quais são os <strong>fatores que interferem no consumo de alimentos</strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>1. Espaço de cocho</h2>
<p>Esse é um ponto extremamente importante, principalmente quando falamos das fases do período de transição, tanto do pré quanto do pós-parto, quando as vacas estão com edema de úbere, às vezes inchadas, doloridas.</p>
<p>Então, temos que garantir para essas vacas um <strong>espaço de cocho adequado</strong>, para haver a menor queda possível no consumo de alimentos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>2. Frequência, horário do trato e aproximação de comida</h2>
<p>O ideal é <strong>fornecer alimento pelo menos 3 vezes ao dia</strong>. Algumas fazendas tratam os animais até mesmo 4 vezes ao dia.</p>
<p>Empurrando a comida para estimular essa vaca, não deixando que a comida fique longe do cocho, principalmente na pista de alimentação. Às vezes a vaca vai mexendo na comida e ela vai ficando distante dela e assim, perde a capacidade efetiva de buscar comida. O ideal é fazer a aproximação de 6 a 8 vezes ao dia.</p>
<h2>3. Manejo no período de transição</h2>
<p>Esse é um ponto de fundamental importância. Saiba mais sobre o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">manejo no período de transição</a></strong> com o especialista na área, Prof. Bolivar Faria, com o vídeo a seguir:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O QUE É O PERÍODO DE TRANSIÇÃO EM VACAS LEITEIRAS? | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/zkyLG6R7d3E?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>4. Adaptação social</h2>
<p>É um ponto extremamente importante. Bovinos são animais de <strong>hábitos gregários</strong>, ou seja, sempre andam juntos, em grupos.</p>
<p>Como todo tipo de animal que possui esse comportamento, tem sempre a vaca que é a dominante do grupo e as que são subordinadas. Então, toda vez que existe uma mudança no lote, uma entrada e saída de animais, isso causa um transtorno social naquele grupo até que se restabeleça a nova hierarquia.</p>
<p>Quanto menos mexemos nessa hierarquia, haverão menos brigas, menos disputas e maior vai ser a estabilidade social e, consequentemente, melhor o consumo.</p>
<h2>5. Qualidade da forragem</h2>
<p><strong>Qualidade de forragem</strong> é fundamental em vaca de leite. Quando falamos de forragem, um dos pontos que não podemos esquecer é que uma boa forragem para uma vaca de leite vai ter baixo teor de fibras, porque isso vai possibilitar que haja uma alta ingestão de matéria seca oriunda de forragem.</p>
<p>Lembrando que um dos limitadores de consumo nos ruminantes é o enchimento do rúmen. Quando ocorre o enchimento ruminal, uma parte do alimento que causa essa distensão está relacionada à quantidade de fibra e à qualidade dessa fibra.</p>
<p>Então, se tenho um alimento com menor teor de fibra que tenha uma fibra de boa qualidade, menos tempo ela vai ficar no rúmen da vaca e, consequentemente, mais ela consegue ingerir.</p>
<h2>6. Condição corporal ao parto</h2>
<p>É um ponto extremamente importante no manejo alimentar. A vaca precisa estar em boa <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal</a></strong> no momento do <strong>parto</strong>.</p>
<h2>7. Conforto</h2>
<p>É muito importante o conforto de modo geral: térmico, de cama, espaçamento de cochos.</p>
<h2>Leve sua gestão para o próximo nível na produção de leite</h2>
<p>Saber identificar e corrigir os fatores que afetam o consumo de alimentos é apenas o começo.</p>
<p>Com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong>, você vai aprender a analisar dados, tomar decisões estratégicas e implementar ações que aumentam a produtividade e o lucro da fazenda, sem desperdícios.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<title>E-book Prevenção e controle da mastite bovina</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/manual-de-prevencao-e-controle-da-mastite-bovina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jun 2021 15:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O controle da mastite bovina, quando realizado corretamente, permite eliminar as infecções existentes no rebanho, prevenir novos casos e monitorar a saúde da glândula mamária. O custo com tratamento tem sido importante no valor total gasto com medicamentos nas propriedades, por isso, reduzi-lo é muito interessante para o sistema de produção. Saiba mais sobre o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O controle da mastite bovina, quando realizado corretamente, permite eliminar as infecções existentes no rebanho, prevenir novos casos e <strong>monitorar a saúde da glândula mamária</strong>.</p>
<p>O custo com tratamento tem sido importante no valor total gasto com medicamentos nas propriedades, por isso, reduzi-lo é muito interessante para o sistema de produção.</p>
<p>Saiba mais sobre o assunto no nosso <span style="font-size: 12pt;"><strong>e-book gratuito Manual de Controle da Mastite Bovina</strong>!</span> Faça o download clicando no botão abaixo!</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Gestão da nutrição: o que avaliar na prática?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2021 13:00:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Rehagro realizou, em 2020, um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para produtores, técnicos, veterinários e todos os profissionais que atuam na pecuária leiteira: “Gestão da nutrição &#8211; o que avaliar na prática?”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Para falar sobre o assunto, contamos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rehagro realizou, em 2020, um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para produtores, técnicos, veterinários e todos os profissionais que atuam na pecuária leiteira: <strong><em>“Gestão da nutrição &#8211; o que avaliar na prática?”</em></strong>.</p>
<p>Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.</p>
<p>Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado:</p>
<ul>
<li>Ricardo Peixoto, Doutor em Ciências Veterinárias com foco em produção animal, consultor sênior e coordenador da Pós-graduação em Pecuária do Rehagro.</li>
</ul>
<p>Veja alguns dos assuntos tratados no webinar:</p>
<ul>
<li>O manejo nutricional na produção de leite envolve a minimização da diferença entre a dieta requerida e a dieta formulada;</li>
<li>Modelos nutricionais precisos são essenciais para calcular as exigências nutricionais das vacas;</li>
<li>A importância de dados confiáveis sobre o peso das vacas, produção de leite e composição do leite.</li>
</ul>
<p>Se você não teve a oportunidade de assistir à discussão, clique no link abaixo e assista agora mesmo.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/gestao-da-nutricao-de-vacas-leiteiras?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=pagina-webinar-gestao-da-nutricao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27529 size-full" title="Webinar Gestão da Nutrição" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/03/banner-webinar-gestao-nutricao.jpg" alt="Webinar Gestão da Nutrição" width="1290" height="329" /></a></p>
<h2>Quer dominar todas as principais áreas de uma propriedade leiteira?</h2>
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		<title>Criptosporidiose bovina: o que é e como controlar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jan 2021 13:00:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A criptosporidiose bovina ou diarreia neonatal é uma das principais doenças que acometem as bezerras leiteiras, trazendo consigo grande impacto no desenvolvimento dos animais, além de preocupação e perdas econômicas ao produtor. Neste texto iremos abordar sobre o Cryptosporidium spp., um importante protozoário causador de diarreia em bezerras leiteiras. Discutiremos sobre o agente, sua forma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>criptosporidiose bovina ou diarreia neonatal </strong>é uma das principais <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/" target="_blank" rel="noopener">doenças que acometem as bezerras leiteiras</a></strong>, trazendo consigo grande impacto no desenvolvimento dos animais, além de preocupação e perdas econômicas ao produtor.</p>
<p>Neste texto iremos abordar sobre o <i>Cryptosporidium spp.</i>, um importante protozoário causador de diarreia em bezerras leiteiras. Discutiremos sobre o agente, sua forma de controle, manejos necessários e formas de prevenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Agente causador e aspectos clínicos da criptosporidiose bovina</h2>
<p>A criptosporidiose bovina, doença causada pelo protozoário <i>Cryptosporidium parvum</i>, consiste em <strong>uma infecção que ocorre por meio da via oro-fecal, através da ingestão de alimentos e água contaminados por oocistos esporulados do agente.</strong></p>
<p>Quando ingerido, o oocisto esporulado se insere no epitélio intestinal, destruindo-o e causando atrofia das vilosidades. Como consequência, a absorção de nutrientes e eletrólitos se torna prejudicada, resultando em diarreia mal absorvida que pode ser agravada em desidratação quando não identificada e tratada a tempo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Patógenos causadores de diarreia em bezerros jovens</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15918" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal.jpg" alt="Principais patógenos causadores de diarreia em bezerros" width="561" height="301" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal.jpg 561w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-300x161.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-370x199.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-270x145.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-150x80.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Principais patógenos causadores de diarreia em bezerros.</span></p>
<p>Estudos sobre a transmissão natural da criptosporidiose entre vacas e seus bezerros relataram que as vacas eliminavam maior número de oócitos no momento do parto do que nos <a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/"><strong>períodos de pré-parto e pós-parto</strong></a>. Desta forma, há evidências que a infecção dos neonatos ocorre no momento do nascimento.</p>
<p>Animais recém-nascidos infectados com <i>C. parvum </i>tendem a desenvolver diarreia profusa e aquosa, inapetência, letargia, desidratação e, em alguns casos, óbito. O início da diarreia ocorre em torno de 3 &#8211; 4 dias após a ingestão dos oocistos, durando aproximadamente 1 &#8211; 2 semanas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15919" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-1.jpg" alt="Exemplos de diarreia em bezerros" width="555" height="150" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-1.jpg 555w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-1-300x81.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-1-370x100.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-1-270x73.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-1-150x41.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 555px) 100vw, 555px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Exemplo de diarreia de bezerros. (Fonte: Maria Cecília Rabelo, estagiária equipe Leite &#8211; Grupo Rehagro)</span></span></p>
<p>Os oocistos do <i>Cryptosporidium </i>são relativamente estáveis e resistentes no ambiente. Devido a este motivo, já podemos entender qual a importância da higiene do ambiente no controle deste agente infeccioso.</p>
<p>A desinfecção e o vazio sanitário são medidas essenciais para redução da carga de oocistos, além de que, em ambientes abertos, a incidência de radiação solar é uma excelente aliada para o controle do <i>Cryptosporidium</i>.</p>
<h2>Como controlar e prevenir a criptosporidiose bovina</h2>
<p>A eliminação de oocistos no ambiente ocorre entre 4 e 12 dias após a infecção e se torna desafiadora, pois esta forma infectante é resistente à maioria dos desinfetantes.</p>
<p>Medidas como a remoção frequente das camas e fezes do ambiente, realização de vazio sanitário nas instalações, além da utilização de produtos de desinfecção à base de dióxido de cloro, amônia e peróxido de hidrogênio se mostram eficientes e podem contribuir para a redução da carga de <i>Cryptosporidium </i>no ambiente.</p>
<p>Pequenas doses de oocistos podem resultar em infecções prolongadas com altas cargas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">parasitárias</a></strong>, devido ao fenômeno conhecido como autoinfecção. Nestas situações, o agente infeccioso se replica dentro do hospedeiro e ocasiona reinfecção diretamente, sem precisar sair do organismo do animal.</p>
<p>Esta ocorrência representa um dos motivos que favorecem a permanência do agente no rebanho, e, consequentemente, a sua disseminação em larga escala.</p>
<p><strong>Falhas na higienização do ambiente e no manejo dos animais podem ocasionar surtos de diarreia por criptosporidiose bovina.</strong> Além disso, muitas vezes por falta de informação os produtores não administram o devido tratamento, ou o administram de forma errônea.</p>
<p>Também é importante salientar que muitas das perdas econômicas estão associadas ao uso abusivo e indiscriminado de antibióticos por parte dos criadores, por pensarem se tratar de diarreia bacteriana, ocasionando grande prejuízo econômico e, também, desenvolvimento de resistência bacteriana aos antibióticos utilizados.</p>
<h3>Tratamento da criptosporidiose bovina</h3>
<p>O medicamento de escolha para prevenção e tratamento da criptosporidiose bovina é a <strong>halofuginona</strong>. Seu efeito é criptosporidiostático, atuando sobre o ciclo do parasito impedindo a sua reprodução no hospedeiro.</p>
<p>O ideal é que o tratamento com a halofuginona seja feito por 7 dias consecutivos, observando-se como ponto positivo a redução da eliminação de oocistos e da duração da diarreia.</p>
<p>Assim como em qualquer outro medicamento, é importante se atentar para a dose recomendada &#8211; <strong>2 ml para cada 10 kg de peso vivo, uma vez ao dia, por via oral após a alimentação dos bezerros.</strong></p>
<p>Os fabricantes da halofuginona não recomendam o seu uso em animais que apresentam sinais de diarreia por mais 24 horas, devido ao animal desidratado e comprometido ser mais suscetível à toxicidade do medicamento.</p>
<p>De forma geral, como medida profilática, o medicamento deve ser administrado até 48 horas após o nascimento e, como agente terapêutico, em até 24 horas após o início dos sintomas.</p>
<h2>Considerações sobre a criptosporidiose</h2>
<p>A higienização do ambiente e dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/limpeza-de-utensilios-utilizados-na-alimentacao-de-bezerras/">utensílios utilizados no aleitamento</a></strong>, além da realização de vazio sanitário nas instalações, são etapas essenciais para o controle e prevenção do <i>Cryptosporidium</i>.</p>
<p>Bezerras com criptosporidiose tendem a apresentar diarreia profusa que leva a uma rápida desidratação. A identificação precoce dos sinais clínicos e o tratamento sendo prontamente estabelecido asseguram menores riscos para as bezerras.</p>
<p>Além disso, a coleta de fezes para o diagnóstico laboratorial de criptosporidiose consiste em uma alternativa interessante para maior compreensão dos desafios da propriedade.</p>
<h2>Controle sanitário eficiente para mais saúde e produtividade no rebanho</h2>
<p>A diarreia neonatal, especialmente causada pela criptosporidiose, pode comprometer o desenvolvimento das bezerras e gerar prejuízos expressivos.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende técnicas de prevenção, manejo e monitoramento que reduzem perdas e garantem animais mais saudáveis e produtivos no futuro.</p>
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		<title>Vermifugação em bovinos leiteiros: quando realizar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2020 14:06:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É bastante comum nos depararmos com perguntas como: Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos? Quando devo vermifugar os animais? Com qual frequência devo vermifugar? Qual o melhor vermífugo? Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É bastante comum nos depararmos com perguntas como:</p>
<ul>
<li>Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos?</li>
<li>Quando devo vermifugar os animais?</li>
<li>Com qual frequência devo vermifugar?</li>
<li>Qual o melhor vermífugo?</li>
</ul>
<p><strong>Assim como em qualquer outra <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">doença</a>, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as decisões sejam tomadas de forma coerente.</strong></p>
<p>Os exames coprológicos de OPG e OOPG consistem em ferramentas importantes para análise da quantidade de ovos e oocistos de vermes por grama de fezes, respectivamente.</p>
<p>Neste texto, iremos discutir um pouco mais sobre a realização desses exames e a importância deles para o calendário de vermifugação dos bovinos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Verminoses em bovinos</h2>
<p>As verminoses gastrointestinais estão presentes em praticamente todas as propriedades de bovinos do mundo.</p>
<p><strong>Os efeitos das verminoses causam grandes perdas econômicas para os sistemas de produção</strong>, visto que os parasitas reduzem a conversão alimentar, o ganho de peso, o crescimento e reduzem a produtividade em geral dos animais. Além disso, casos graves de verminose com elevadas taxas de parasitismo podem ser responsáveis por mortes de animais jovens.</p>
<p>Alguns parasitas como os coccídeos, em especial a <i>Eimeria</i>, são um dos principais causadores de diarreia em bezerras leiteiras, podendo permanecer ocultos por longos períodos e comprometerem o desempenho dos animais por toda a vida.</p>
<p>Durante o ciclo da <i>Eimeria, </i>a multiplicação do agente ocorre no interior das células intestinais do hospedeiro, o que leva ao rompimento dessas células e comprometimento daquele segmento intestinal devido à redução da sua funcionalidade.</p>
<p>Entre os<strong> sinais clínicos mais frequentes das verminoses</strong> estão:</p>
<ul>
<li>Emagrecimento;</li>
<li>Anemia;</li>
<li>Falta de apetite;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Diarreia</strong></a>;</li>
<li>Abdômen dilatado;</li>
<li>Pelos arrepiados e sem brilho.</li>
</ul>
<p>No entanto, todos esses sinais tendem a serem inespecíficos, necessitando de exames complementares para alcançarmos um diagnóstico assertivo.</p>
<p>O comportamento da carga de vermes nematódeos no ambiente é dependente principalmente dos manejos adotados pela propriedade e da época do ano.</p>
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<p>É comum que nas épocas de elevada pluviosidade a carga de vermes no ambiente esteja mais elevada, devido às condições de temperatura e umidade, principalmente, que contribuem para a multiplicação dos vermes. Já nas épocas secas do ano a população de nematódeos tende a se concentrar mais nos animais.</p>
<p>Portanto, é de fundamental importância a realização do controle estratégico dos vermes de forma racional a fim de reduzir as populações tanto no ambiente quanto nos animais.</p>
<p>Conhecer os vermes presentes no rebanho conforme cada categoria animal e a taxa de parasitismo constitui um passo essencial para adotarmos uma vermifugação eficiente e racional nos bovinos. Os exames coprológicos de OPG e OOPG são as ferramentas responsáveis por fornecerem as respostas base desta ação.</p>
<h2>Principais verminoses de bovinos leiteiros</h2>
<p><strong>Nos exames de OPG e OOPG buscamos identificar ovos e oocistos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiro</strong>s, sendo representados por Estrongilídeos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.</p>
<p>Todos estes vermes desenvolvem o seu ciclo no ambiente gastrointestinal e possuem os seus ovos liberados pelas fezes dos hospedeiros. As figuras a seguir ilustram o formato dos ovos desses vermes vistos em microscopia óptica.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12424" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-300x192.jpg" alt="Ovos de vermes em microscópio" width="550" height="351" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-300x192.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-370x236.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-270x172.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-470x300.jpg 470w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-150x96.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos.jpg 697w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-size: 10pt;">Formato dos ovos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiros. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)</span></p>
<h2>OPG e OOPG</h2>
<p>Conforme já dito neste texto, <strong>os exames de OPG e OOPG são utilizados para quantificação de ovos e oocistos dos principais vermes nas fezes dos bovinos, respectivamente.</strong> Os materiais necessários para realização dos exames estão descritos a seguir juntamente com a técnica.</p>
<h3>Materiais utilizados</h3>
<ul>
<li>Amostra de fezes coletadas diretamente do reto dos animais: coletar uma porcentagem significativa de amostras de fezes em cada lote das categorias de animais. Armazenar as fezes em sacos plásticos limpos de forma individual e identificá-los com a respectiva numeração do animal;</li>
<li>Copo plástico (50 mL);</li>
<li>Água;</li>
<li>Solução de Sheather: para preparar a solução de Sheather deve-se dissolver totalmente 500 gramas de açúcar em 360 mL de água;</li>
<li>Peneira pequena;</li>
<li>Balança de pesagem mínima de 1 grama;</li>
<li>Pipeta de Pasteur (3 mL);</li>
<li>Câmara de McMaster;</li>
<li>Microscópio óptico.</li>
</ul>
<p>Obs.: caso as fezes não sejam processadas imediatamente após a coleta, deve-se armazená-las refrigeradas.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12425" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1-300x99.jpg" alt="Exames de OPG e OOPG" width="550" height="182" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1-300x99.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1-370x122.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1-270x89.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1-150x50.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1.jpg 611w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-size: 10pt;">Coleta de fezes e organização de materiais para OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)</span></p>
<h3>Técnica</h3>
<p>Após as amostras de fezes terem sido coletadas e identificadas com a numeração e o lote dos animais, deve-se organizar os materiais para a realização dos exames. Para facilitar o processo, recomenda-se organizar fileiras verticais contendo 3 copos plásticos de 50 mL cada.</p>
<ol>
<li>Com o auxílio da balança, pesar 2 gramas de fezes por amostra, colocando-as no primeiro copo plástico. No segundo copo plástico colocar 28 mL de água e no terceiro 2 mL de solução de Sheather.</li>
<li>Transferir os 28 mL de água para o copo contendo 2 gramas de fezes. Misturar bem o conteúdo com auxílio da pipeta de Pasteur.</li>
<li>Após a mistura, coar o conteúdo de água e fezes com auxílio da peneira, transferindo-o para um próximo copo.</li>
<li>Coletar 2 mL do conteúdo coado de água e fezes com a pipeta de Pasteur e adicioná-los ao copo contendo 2 mL da solução de Sheather.</li>
<li>Preencher os dois lados (A e B) da câmara de McMaster com o conteúdo de água, fezes e solução de Sheather.</li>
<li>Esperar 5 minutos e levar a câmara de McMaster preenchida ao microscópio para que seja realizada a contagem dos ovos e oocistos na objetiva de 10×0,25.</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12426" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2.jpg" alt="Técnica de exames de OPG e OOPG" width="339" height="400" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2.jpg 487w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2-254x300.jpg 254w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2-370x437.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2-270x319.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2-150x177.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 339px) 100vw, 339px" /><span style="font-size: 10pt;">Realização de exame de OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)</span></p>
<p>A contagem dos ovos e dos oocistos deve ser feita em ambos os lados da câmara de McMaster – lado A e lado B, diferenciando os ovos de Estrongilídeos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.</p>
<p>Ao final, multiplicar a quantidade total de ovos/oocistos de Estrongilídeos, Strongyloides e Eimeria por 100. Não há a necessidade de contar e multiplicar a quantidade de ovos de Moniezia, devendo apenas indicar quando houver presença de ovos deste nematódeo. Exemplo:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12427 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3.jpg" alt="Resultados de exames de OPG e OOPG" width="562" height="157" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3.jpg 562w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3-300x84.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3-370x103.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3-150x42.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 562px) 100vw, 562px" /></p>
<h3>Interpretando os resultados</h3>
<ul>
<li><strong>Menos de 200 ovos/oocistos por grama de fezes = carga baixa;</strong></li>
<li><strong>300 a 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga média;</strong></li>
<li><strong>Mais de 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga alta.</strong></li>
</ul>
<p>O desejável é que no mínimo 80% dos animais de cada lote apresentem carga baixa (&lt; 200 ovos/oocistos), sendo que esta contagem não exige o tratamento dos animais com vermífugo.</p>
<p>Casos em que 20% ou mais dos animais de cada lote apresentam carga alta (&gt; 800 ovos/oocistos) são indicativos de tratamento, devendo a estratégia de vermifugação ser discutida com o médico veterinário responsável pela propriedade.</p>
<p>A presença de qualquer quantidade de ovos de Moniezia já é indicativa de tratamento, sendo que produtos à base de albendazol possuem maior eficácia sobre este tipo de verme.</p>
<h2>Considerações sobre OPG e OOPG</h2>
<p><strong>A utilização das ferramentas de OPG e OOPG é essencial para a elaboração de calendários estratégicos de vermifugação de forma racional e assertiva, tratando somente os lotes de bovinos com elevada carga parasitária.</strong> Esta ação contribui para uma economia considerável no uso de vermífugos, além de analisar a eficiência das bases farmacológicas utilizadas.</p>
<p>O recomendado é que todos os lotes sejam monitorados periodicamente a fim de construir a dinâmica comportamental dos vermes nas diversas categorias animais.</p>
<h2>Sanidade em dia para mais produtividade e lucro no leite</h2>
<p>A vermifugação estratégica é essencial para garantir a saúde do rebanho, melhorar o aproveitamento nutricional e aumentar a produção.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar manejo sanitário, nutrição e gestão para alcançar resultados consistentes e sustentáveis na fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Mastite bovina: o que é, diagnóstico e como controlar essa doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2020 19:22:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabia que um produtor pode ter ganhos de R$55.000,00 por ano, a cada 100 animais em lactação, reduzindo a prevalência média anual de mastite subclínica de 50% para 20%? Se você trabalha na produção de leite, provavelmente já sentiu os impactos dessa doença na propriedade. Mas você sabe o que pode causá-la? A mastite [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">Mastite bovina: o que é, diagnóstico e como controlar essa doença</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabia que um produtor pode ter ganhos de R$55.000,00 por ano, a cada 100 animais em lactação, reduzindo a prevalência média anual de mastite subclínica de 50% para 20%?</p>
<p>Se você trabalha na produção de leite, provavelmente já sentiu os impactos dessa doença na propriedade. Mas você sabe o que pode causá-la?</p>
<p>A <strong>mastite bovina</strong>, ou mamite, consiste na inflamação do tecido da glândula mamária. Essa inflamação pode ocorrer devido a traumas, lesões no úbere e até mesmo devido a alguma agressão química.</p>
<p>No entanto, a ocorrência deste quadro está ligada, na maioria das vezes, a contaminações por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener">microrganismos</a></strong> de um ou mais quartos mamários via ducto do teto.</p>
<p>A mastite é geralmente causada por bactérias, mas também pode ocorrer devido a fungos, algas ou leveduras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Reação do sistema imune à mastite</h2>
<p>Em resposta a infecção pela mastite bovina, o sistema imune envia células de defesa ao local acometido para combater a invasão no tecido.</p>
<p>O estímulo lesivo da infecção e a ação das células de defesa levam ao aumento da resposta inflamatória tecidual que, além de eliminar o microrganismo invasor, visa também neutralizar toxinas produzidas pelos agentes infecciosos e restaurar o mais rápido possível o tecido mamário.</p>
<p>A associação das células de defesa (leucócitos) com as células de descamação do epitélio da própria glândula mamária representa as células somáticas. A resposta do organismo da vaca frente a um estímulo lesivo no úbere ocasiona aumento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">contagem de células somáticas (CCS) no leite</a></strong>.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Células Somáticas</h3>
<p>Como dito anteriormente, <strong>as células somáticas são compostas pelas células de descamação do epitélio da glândula mamária e pelas células de defesa do sistema imune</strong> que passam da corrente sanguínea para o leite. O aumento da CCS ocorre em casos de infecção/inflamação na glândula mamária.</p>
<p>As alterações na CCS nem sempre são apresentadas de forma clara. Nos casos de mastite subclínica, conforme o próprio nome já diz, não são vistas alterações clínicas relevantes.</p>
<p>Por outro lado, nos casos de mastite clínica as alterações são perceptíveis, caracterizadas principalmente pela presença de grumos no leite e modificações no úbere da vaca, como dor, inchaço, vermelhidão e aumento de temperatura.</p>
<h2>O que é mastite subclínica?</h2>
<p>Conforme já dito, <strong>na mastite subclínica não é possível observar alterações no leite e no úbere do animal</strong>. No entanto, por ser uma infecção/inflamação da glândula mamária ela causa redução na produção de leite dos animais e pode acometer grande parte dos rebanhos.</p>
<p>Além disso, podem ocorrer alterações na composição do leite, como nos níveis de gordura, proteína e lactose. O aumento significativo na contagem de células somáticas afeta diretamente a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener">qualidade do leite</a></strong> e a bonificação paga por grande parte dos laticínios, causando queda no valor do litro de leite recebido pelo produtor.</p>
<p>A mastite subclínica geralmente é causada por agentes contagiosos como o <i>Staphylococcus aureus, Streptococcus agalactiae, Corynebacterium bovis</i>, dentre outros.</p>
<p>Na maioria dos casos é transmitida dos quartos mamários contaminados para os sadios durante o processo de ordenha, seja pelas mãos dos ordenhadores ou pelo uso compartilhado de toalhas e teteiras contaminadas.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O QUE FAZER APÓS IDENTIFICAR MASTITE SUBCLÍNICA EM VACAS LEITEIRAS? | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/xNf1vkFUerg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Como diagnosticar a mastite subclínica?</h3>
<p>Algumas ferramentas têm sido utilizadas para mensurar os valores da CCS e identificar os animais portadores de mastite subclínica.</p>
<p>Atualmente, a contagem eletrônica individual da CSS é o exame mais utilizado para o diagnóstico da mastite subclínica, sendo que valores acima de 200 mil células/mL indicam um comprometimento da saúde do úbere (método quantitativo).</p>
<p>Exames como o <a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/" target="_blank" rel="noopener"><strong>CMT (<i>California Mastitis Test</i>)</strong></a> permitem identificar de maneira mais subjetiva a doença subclínica, devido ser baseado em uma análise visual da reação que ocorre entre o leite e o reagente no momento do exame (método qualitativo).</p>
<p>Uma vez identificada a mastite subclínica, torna-se interessante conhecermos o perfil do agente que está ocasionando a infecção. Nesse sentido, a cultura microbiológica do leite representa uma importante ferramenta para identificação dos patógenos e direcionamento dos tratamentos.</p>
<p>Por ser uma doença subclínica e necessitar de ferramentas específicas de diagnóstico, a mastite subclínica é muitas vezes negligenciada pelo produtor, acarretando importantes prejuízos ao sistema de produção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Mastite clínica</h2>
<p>Consiste na forma da doença em que <strong>é possível observar alterações nas características do leite, na glândula mamária e até mesmo no comportamento do animal.</strong></p>
<p>Nas vacas com mastite clínica é possível observar a presença de grumos no leite e alterações no úbere como inchaço, aumento de temperatura local, vermelhidão, aumento da sensibilidade dolorosa e até endurecimento dos quartos mamários acometidos.</p>
<p>Nos casos mais graves os animais podem apresentar um comprometimento geral do estado clínico, ocorrendo alguns sintomas como apatia, prostração, febre, desidratação e redução do apetite. Os animais com mastite clínica grave podem vir a óbito em situações onde os casos não são atendidos de forma rápida e adequada.</p>
<h2>Perdas econômicas causadas pela mastite bovina</h2>
<p><strong>A mastite é uma doença que ocasiona grandes impactos negativos no sistema de produção de leite</strong> com perdas econômicas importantes. Dentre os gastos estão os custos com <a href="https://rehagro.com.br/blog/eficacia-dos-tratamentos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>medicamentos</strong></a> para o tratamento de casos clínicos, descarte e morte de animais precocemente, custos com mão de obra, descarte do leite acometido e redução de produção dos animais doentes.</p>
<p>Devemos ter a consciência de que a redução da produção de leite dos animais doentes é o principal prejuízo da doença, sendo que muitas vezes não vemos essa redução que pode ir de 10 a 30%!</p>
<p>De forma específica, os prejuízos devido à mastite clínica envolvem descarte de leite, redução da produção a curto e longo prazo, custos com medicamentos e risco de antibiótico no leite.</p>
<p>Já os prejuízos decorrentes da mastite subclínica são referentes a redução na produção de leite, sendo que esta forma de manifestação da doença representa cerca de 90 a 95% dos casos.</p>
<p>Nos Estados Unidos estima-se que o custo por caso de mastite seja de aproximadamente U$ 185/vaca/ano. Já na Europa a estimativa é de que este custo esteja por volta de € 190/vaca/ano.</p>
<p>Em um estudo realizado no Brasil observou-se que a mastite subclínica foi responsável por uma redução de 17% no volume de produção de leite, representando uma perda de 2,4 bilhões de litros de leite/ano.</p>
<h2>Controle da mastite bovina</h2>
<p>Para se alcançar sucesso no programa de <strong>controle da mastite</strong> é muito importante que os envolvidos na melhoria da qualidade do leite entendam cada etapa do processo, estejam abertos a receber treinamentos e percebam os benefícios que as ferramentas fornecem para o dia-a-dia no manejo dos animais. É essencial que durante o programa de controle exista um monitoramento periódico dos resultados obtidos.</p>
<p>O programa de <strong>6 pontos de controle da mastite</strong> retrata ações fundamentais a serem realizadas para reduzir a ocorrência da doença. São eles:</p>
<ol>
<li>Higiene e <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>conforto dos animais</strong></a>;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rotina de ordenha</strong></a> adequada;</li>
<li>Tratamento dos casos clínicos de mastite com <strong>antimicrobianos</strong> (de preferência orientado pelo patógeno envolvido);</li>
<li>Terapia de vaca seca;</li>
<li>Limpeza e manutenção dos equipamentos de ordenha;</li>
<li>Segregação e descarte dos casos crônicos.</li>
</ol>
<p>Todas as medidas de controle visam reduzir o impacto econômico e os custos e, consequentemente, aumentar o lucro do produtor. O foco fica em prevenir novos casos de mastite bovina e reduzir a duração dos casos existentes.</p>
<h2>Controle a mastite e aumente a rentabilidade da sua produção de leite</h2>
<p>A mastite é uma das doenças que mais geram prejuízo na pecuária leiteira, mas com conhecimento técnico e gestão eficiente é possível reduzir sua incidência e minimizar perdas.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar estratégias práticas de manejo, sanidade, nutrição, reprodução e gestão de custos para transformar resultados no campo e aumentar o lucro por litro de leite produzido.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/programas-sanitarios-na-recria-de-bezerras-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2020 17:30:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Rehagro realizou a transmissão do webinar sobre &#8220;Resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras&#8221;. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG. Neste webinar sobre programas sanitários na recria de bezerras leiteiras, o palestrante discute os desafios enfrentados, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/programas-sanitarios-na-recria-de-bezerras-leiteiras/">Resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rehagro realizou a transmissão do webinar sobre <strong>&#8220;Resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras&#8221;</strong>. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG.</p>
<p>Neste webinar sobre programas sanitários na recria de bezerras leiteiras, o palestrante discute os desafios enfrentados, como alta mortalidade e pneumonia, e as oportunidades para melhorar a saúde dos animais. Destacam-se a importância da colostragem adequada e a contaminação bacteriana do colostro.</p>
<h2 id="destaques">Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>O programa sanitário adequado na recria de bezerras leiteiras é essencial para reduzir a mortalidade e melhorar a produtividade do rebanho.</li>
<li>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-para-bezerros-leiteiros-4-dicas-uteis/" target="_blank" rel="noopener">colostragem</a></strong> adequada, com transferência de imunidade passiva, é fundamental para a saúde e sobrevivência dos bezerros.</li>
<li>A contaminação bacteriana do colostro afeta sua qualidade e pode comprometer a transferência adequada de imunoglobulinas.</li>
<li>A pneumonia e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener">diarreia</a></strong> são desafios comuns nas fazendas, sendo importante estabelecer estratégias de manejo e prevenção.</li>
<li>A avaliação rotineira do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/saude-e-umbigo-do-bezerro/" target="_blank" rel="noopener">umbigo dos bezerros</a></strong> e o controle da qualidade do colostro são medidas essenciais para melhorar a saúde e reduzir a mortalidade.</li>
</ul>
<p>O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso Webinar Leite!</p>
<p>Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/resultados-praticos-de-programas-sanitarios?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=pagina-webinar-resultados-praticos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27560 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/banner-webinar-programas-sanitarios.jpg" alt="Webinar Recria de bezerras leiteiras" width="1290" height="329" /></a></p>
<h2>Aumente seus lucros com a produção de leite!</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=webinar-resultados-praticos" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão da Pecuária Leiteira.</a></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras e como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos. Além disso, também aprenderá a fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=webinar-resultados-praticos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18712 size-full" title="Gestão na Pecuária Leiteira" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl.jpg" alt="Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="254" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-300x78.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-768x199.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-370x96.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-270x70.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-740x192.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-150x39.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/programas-sanitarios-na-recria-de-bezerras-leiteiras/">Resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Gestão financeira em fazenda leiteira: como realizar um bom planejamento</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2020 19:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
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		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A gestão financeira de fazendas deve ser mais do que somente olhar para trás buscando erros, ela deve também se basear no planejamento para a tomada de decisão. Neste texto apresentaremos um pouco sobre a metodologia “Posso Comprar?”, utilizada pelo grupo Rehagro na gestão financeira de fazendas de leite e propriedades que se dedicam a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A gestão financeira de fazendas deve ser mais do que somente olhar para trás buscando erros, ela deve também se basear no <strong>planejamento</strong> para a tomada de decisão.</p>
<p>Neste texto apresentaremos um pouco sobre a metodologia “Posso Comprar?”, utilizada pelo grupo Rehagro na <strong>gestão financeira de fazendas de leite</strong> e propriedades que se dedicam a atividades agropecuárias.</p>
<p>Baseada no fluxo de caixa das fazendas, a metodologia possibilita olhar pra frente, uma avaliação diária e em tempo real das movimentações financeiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O fluxo de caixa</h2>
<p>O fluxo de caixa é uma ferramenta de gestão financeira indispensável para o controle do negócio na propriedade.</p>
<p>Por ele é possível realizar diversas análises e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">planejamentos</a></strong> baseados nos registros de entradas (recebimentos) e saídas (pagamentos), bem como saldo inicial e final em determinado período de tempo.</p>
<p>Apesar de ser uma ferramenta complexa, é comum que o fluxo de caixa seja subutilizado pelos gestores. Dentre as opções de análise a mais explorada é a de monitoramento de transações passadas.</p>
<p>Neste sentido, é possível, por exemplo, comparar o saldo inicial com o saldo final do mês anterior, quais foram os desembolsos mais relevantes, se os valores se mantiveram dentro das expectativas ou não.</p>
<p>São avaliações importantes e necessárias, porém limitadas. Olhando para o passado o gasto já foi realizado, o resultado já foi obtido e não pode ser mudado.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/analises-financeiras-do-medio-e-pequeno-produtor-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-analises-financeiras-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38484 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-analises-financeiras.png" alt="Webinar análises financeiras do pequeno e médio produtor de leite" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-analises-financeiras.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-analises-financeiras-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-analises-financeiras-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-analises-financeiras-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-analises-financeiras-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-analises-financeiras-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/webinar-analises-financeiras-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Método posso comprar: uma opção para o fluxo de caixa</h2>
<p>Diferente de outras atividades como o comércio urbano e vendas, <strong>a produção de leite é caracterizada por ter apenas uma ou duas entradas mensais</strong>. Basicamente, a vaca come todos os dias, os boletos e contas chegam cada um com uma data de vencimento, seus funcionários são pagos todo início de mês, mas o laticínio paga todo o leite coletado em apenas um dia.</p>
<p>Essa situação é realidade de todos os produtores que vendem o leite e carecem de uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/">gestão eficiente</a></strong> para que o caixa gire no verde durante todos os dias do mês.</p>
<p>É aí que entra o “Posso Comprar”.</p>
<p>A metodologia se baseia em um <strong>fluxo de caixa dinâmico</strong>, mostrando de forma clara a situação financeira diária da fazenda.</p>
<p>Desta forma, tem-se uma avaliação em tempo real das transações financeiras, podendo revelar, por exemplo, um período de saldo de caixa negativo durante o mês, indicando uma futura necessidade de capital de giro, ou um excedente fora do planejado, indicando farol verde para um investimento desejado.</p>
<p>Ela utiliza o lançamento de dados referentes a pagamentos e recebimentos, incluindo os pagamentos que ainda não foram compensados, os parcelados, empréstimos, entradas efetuadas e entradas futuras.</p>
<p>Temos, por exemplo, a seguinte situação:</p>
<p>Hoje é dia 10, João vê um produto em promoção e resolve comprar, afinal, ele não perde uma boa oferta para reduzir custo e no banco ele tem saldo em caixa.</p>
<p>Convicto, não se preocupa com os próximos dias já que o laticínio paga o leite dia 15 e até lá ele já realizou todos os pagamentos necessários. O problema é que a segunda parcela da ração para vacas que João pagou, ainda não foi compensada e ele havia esquecido que o pagamento sairia da sua conta apenas no dia 12.</p>
<p>Devido à falta de atenção, João vai ficar no vermelho durante três dias, havendo de pagar juros no banco. A economia virou prejuízo.</p>
<p>Com o método “Posso comprar” João teria ciência que um dos seus pagamentos ainda não foi efetivado e saberia, portanto, que aquele não era o momento para realizar uma compra não planejada.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21334 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-gestao-financeira-leite.jpg" alt="Tabela com dados da gestão financeira de uma fazenda de leite" width="579" height="211" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-gestao-financeira-leite.jpg 579w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-gestao-financeira-leite-300x109.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-gestao-financeira-leite-370x135.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-gestao-financeira-leite-270x98.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/tabela-gestao-financeira-leite-150x55.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 579px) 100vw, 579px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Exemplo de gestão “Posso Comprar” Fonte: Grupo Rehagro</span></span></p>
<h3>Quais as vantagens da ferramenta “posso comprar”?</h3>
<ul>
<li>Visão clara dos próximos dias, semanas e meses do fluxo de caixa em relação a pagamentos não compensados, pagamentos e parcelas a realizar e recebimentos futuros;</li>
<li>Gerenciar a necessidade de capital de giro para a fazenda durante algum período;</li>
<li>Avaliar e controlar o melhor momento para realizar um novo investimento;</li>
<li>Programar pagamentos de forma criteriosa, negociando com fornecedores e clientes sempre que possível, de acordo com a disponibilidade de caixa;</li>
<li>Observar com antecedência se há necessidade de renegociar com fornecedores ou se é necessário aporte financeiro;</li>
<li>Decidir a viabilidade de novos gastos fora do planejamento;</li>
<li>Comparar saldo atual com saldo previsto;</li>
<li>Facilitar a programação e cálculos para linhas de crédito adequadas a cada situação de caixa ao longo do tempo;</li>
<li>Programar a venda de outros produtos (novilhas, vacas descarte…) para dias de menor volume de caixa;</li>
<li>Planejar as necessidades sazonais da fazenda, principalmente relacionado a lavoura, ensilamento e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/" target="_blank" rel="noopener">alimentação</a></strong>.</li>
</ul>
<h2>Como começar a gestão financeira?</h2>
<p>Quando se fala em gestão financeira e econômica, uma frase famosa é: <em>“o que não pode ser medido não pode ser gerenciado”</em>.</p>
<p>Ou seja, a primeira coisa que devemos nos preocupar é com a <strong>anotação de dados</strong> e com a utilização de ferramentas gerenciais adequadas ao seu sistema de produção. Uma das formas mais simples de se iniciar é com planilhas de Excel. De qualquer forma é imprescindível:</p>
<ul>
<li>Registrar todas as receitas, com datas de venda e entrada em caixa (venda de leite, novilhas, vaca descarte, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener">silagem</a></strong>, feno, grãos&#8230;);</li>
<li>Registrar todos os pagamentos, com datas de pagamento e compensação (medicamentos, ração, frete, energia elétrica, manutenção de máquinas e benfeitorias&#8230;);</li>
<li>Registrar todas as parcelas ao longo dos meses referentes a investimentos, financiamentos e empréstimos (parcela das instalações, compra de máquinas juros&#8230;);</li>
<li>Registrar todos os gastos com administrativo e pessoal (salários, bonificações, rescisões, contratação, terceiros&#8230;);</li>
<li>Elaborar relatórios e planilhas de fluxo de caixa para monitoramento e avaliação das transações financeiras.</li>
</ul>
<p>Para fazendas e profissionais que desejam uma gestão mais efetiva e detalhada, uma ótima opção é buscar ferramentas auxiliares de gestão.</p>
<p>Softwares como o IDEAGRI são específicos para a atividade leiteira e já possuem experiência com a necessidade real dos clientes.</p>
<p>Independente da forma de armazenamento e análise de dados escolhida (planilha, softwares ou outros), o primeiro passo é reconhecer a necessidade do planejamento.</p>
<p>O segundo passo é não deixar de registrar as entradas e saídas de caixa e sempre tomar decisões baseadas em orçamentos e planejamentos.</p>
<h2>Transforme sua fazenda em um negócio rentável e sustentável</h2>
<p>Muitos produtores focam apenas em aumentar a produção, mas esquecem que o verdadeiro diferencial está na gestão.</p>
<p>Com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong>, você aprende a analisar custos, identificar desperdícios, planejar o futuro e tomar decisões que realmente elevam o lucro. Tudo com linguagem prática, voltada para a realidade da fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-nas-fazendas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2020 17:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[fazendas]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Rehagro realizou, em 2020, a transmissão de um Webinar Leite com o tema “Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda?”. O palestrante foi José Eduardo Portela, PhD pela Universidade da Flórida. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-nas-fazendas/">Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rehagro realizou, em 2020, a transmissão de um Webinar Leite com o tema <em>“Período de transição: o que realmente precisa ser feito na sua fazenda?”</em>. O palestrante foi José Eduardo Portela, PhD pela Universidade da Flórida.</p>
<p>O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.</p>
<p>Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso Webinar Leite! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o Ideagri e o 3RLab.</p>
<p>Veja alguns dos assuntos abordados no webinar:</p>
<ul>
<li>A importância do período de transição das vacas leiteiras para garantir sua saúde e produção de leite;</li>
<li>Como deve ser a programação de secagem das vacas;</li>
<li>A importância do manejo nutricional pré e pós-parto na prevenção de doenças metabólicas;</li>
<li>Controle do estresse calórico em regiões com altas temperaturas e umidade;</li>
</ul>
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			</item>
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		<title>Oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-para-bovinos-de-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2020 19:09:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[fazendas]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Rehagro realizou a transmissão de um Webinar Leite sobre desafios e oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite. O palestrante foi Elias Facury (Lobão), Mestre em Medicina Veterinária e Doutor em Ciência Animal pela UFMG. O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-para-bovinos-de-leite/">Oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rehagro realizou a transmissão de um Webinar Leite sobre <strong>desafios e oportunidades em programas de vacinação para bovinos de leite. </strong></p>
<p>O palestrante foi Elias Facury (Lobão), Mestre em Medicina Veterinária e Doutor em Ciência Animal pela UFMG.</p>
<p>O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.</p>
<p>Veja alguns dos assuntos tratados no webinar:</p>
<ul>
<li>A importância das vacinas na prevenção de doenças em bovinos de leite;</li>
<li>A imunidade passiva e ativa em bezerros e a necessidade de vacinação das mães;</li>
<li>Programa de vacinação coordenado e bem implementado;</li>
<li>Conservação adequada das vacinas e de higiene na aplicação;</li>
<li>As pesquisas e avanços na área de vacinas para bovinos de leite.</li>
</ul>
<p>Clique no botão abaixo e participe dessa incrível experiência do agronegócio!</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/programas-de-vacinacao-para-bovinos-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=pagina-webinar-programas-de-vacinacao-bovinos-leite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27556 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/banner-webinar-vacinacao-bovinos-leite.jpg" alt="Webinar Vacinação de bovinos de leite" width="1290" height="329" /></a></p>
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		<title>4 principais doenças que acometem as bezerras leiteiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2020 19:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como em qualquer outra fase, as práticas corretas de manejo sanitário durante a recria são essenciais para que haja sucesso na criação de bezerras leiteiras. Os primeiros cuidados logo após o nascimento, como a colostragem, cura de umbigo e nutrição adequada antes e após a desmama tornam-se imprescindíveis para garantir a saúde dos animais. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como em qualquer outra fase, as práticas corretas de manejo sanitário durante a recria são essenciais para que haja <a href="https://rehagro.com.br/blog/criacao-de-bezerras-leiteiras-e-seus-desafios/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sucesso na criação de bezerras leiteiras</strong></a>.</p>
<p>Os primeiros cuidados logo após o nascimento, como a colostragem, cura de umbigo e nutrição adequada antes e após a desmama tornam-se imprescindíveis para garantir a saúde dos animais.</p>
<p>Caso estas ações não sejam realizadas corretamente ou sejam negligenciadas, as taxas de morbidade e mortalidade aumentam consideravelmente, trazendo prejuízos à propriedade.</p>
<p>Em algumas situações o prejuízo pode até não ser acentuado a curto prazo, mas o processo de determinadas doenças ocasiona alterações permanentes nos animais de forma a impactar no seu desenvolvimento e vida futura.</p>
<p>Dentre as <strong>doenças que afetam as bezerras durante a fase de recria</strong>, as mais ocorrentes são as diarreias, as infecções umbilicais, as doenças respiratórias e a tristeza parasitária bovina.</p>
<p>Conforme será mostrado e discutido ao longo deste texto, dados de campo têm demonstrado quais são os períodos críticos para a ocorrência destas doenças.</p>
<p>Estes dados constituem informações valiosas que auxiliam na prevenção e no monitoramento dos distúrbios da saúde dos animais, podendo ser utilizados para definição de estratégias visando redução do número de casos de doenças.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>1. Diarreia<b><i></i></b></h2>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener">diarreia</a></strong> consiste em <strong>uma das principais razões pelas quais as bezerras adoecem ou morrem</strong>. Durante a fase de aleitamento as bezerras são altamente susceptíveis à ocorrência de diarreias devido ao sistema imunológico não estar plenamente desenvolvido e estabelecido.</p>
<p>Este fato contribui para que uma ampla diversidade de agentes patogênicos tenha a chance de se instalar no organismo do animal. Com isso, ocorrerão distúrbios intestinais de graus variáveis.</p>
<p>Esta ampla diversidade de agentes patogênicos constitui um dos motivos que dificultam o diagnóstico etiológico das diarreias. No entanto, conforme mencionado anteriormente, os dados de campo fundamentam-se como uma importante ferramenta que expressa os períodos críticos de atuação dos principais agentes envolvidos nas diarreias em bezerras leiteiras.</p>
<p>Todavia, <strong>há aquelas diarreias de origem não infecciosa</strong>, ou seja, não possuem um agente patogênico como causador. Estas diarreias tendem a se desenvolverem mediante a situações que prejudicam a absorção intestinal, fazendo com que solutos se acumulem na luz do órgão.</p>
<p>O acúmulo de solutos resulta na formação de um meio com alta osmolaridade que possui a capacidade de atração hídrica para o intestino, aumentando assim a fluidez das fezes.</p>
<p>As causas das diarreias não infecciosas envolvem principalmente erros no manejo alimentar das bezerras, como a má higienização dos utensílios e a oferta de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/" target="_blank" rel="noopener">sucedâneos</a></strong> de baixa digestibilidade.</p>
<p>Dentre os inúmeros efeitos que um quadro de diarreia ocasiona no animal, os principais são a desidratação, as perdas eletrolíticas e o desequilíbrio ácido-básico. Estes efeitos podem se apresentar em níveis variados, porém sempre possuem como característica o comprometimento do estado geral do animal e, consequentemente, facilitam a entrada de novos agentes infecciosos.</p>
<p><strong>Portanto, assim como em qualquer outra doença/distúrbio, na diarreia o ideal é que o diagnóstico seja feito precocemente</strong>. Também é importante que o tratamento comece a ser realizado o mais rápido possível a fim de evitar maiores complicações no organismo do animal.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Agentes causadores de diarreia em bezerras leiteiras</h3>
<p>Dentre os agentes causadores de diarreia em bezerras leiteiras durante a fase de aleitamento, os principais são:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener">Criptosporidiose</a></strong>;</li>
<li>Coccidiose;</li>
<li>Salmonelose;</li>
<li>Colibacilose;</li>
<li>Clostridiose;</li>
<li>Coronavirose;</li>
<li>Rotavirose;</li>
<li>Diarreia Viral Bovina.</li>
</ul>
<p>Agentes comuns em bezerras como a <i>Escherichia coli </i>e alguns vírus tendem a ocasionar diarreia logo nos primeiros dias de vida, enquanto agentes como <i>Cryptosporidium spp. </i>acometem mais o sistema digestivo do 5º ao 15º dia de vida, em média.</p>
<p>Todos os principais agentes patogênicos citados possuem as vias oral e fecal como potenciais meios de transmissão. Além disso, a higiene das instalações e do ambiente constitui uma medida básica e essencial de profilaxia.</p>
<p>O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13507 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras.jpg" alt="Casos de diarreia de acordo com a idade do bezerro" width="576" height="229" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras.jpg 576w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-300x119.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-370x147.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-270x107.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /><span style="font-size: 10pt;">Número de casos de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13508" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-2.jpg" alt="Contagem de oocistos nas fezes de bezerros" width="544" height="290" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-2.jpg 544w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-2-300x160.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-2-370x197.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-2-270x144.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 544px) 100vw, 544px" /><span style="font-size: 10pt;">Dinâmica da excreção de oocistos de <em>Cryptosporidium spp</em>. (Fonte: Leite, 2014.)</span></p>
<h2>2. Infecções umbilicais</h2>
<p>O processo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/" target="_blank" rel="noopener">cura de umbigo</a></strong> representa um dos primeiros cuidados que se <strong>deve realizar com as bezerras logo após o nascimento</strong>, visto que o umbigo do recém-nascido ainda está aberto e corresponde a uma grande porta de entrada de microrganismos.</p>
<p>Caso uma quantidade considerável de bactérias alcance as estruturas umbilicais intra-abdominais e se dissemine pelo organismo, várias alterações podem ser desencadeadas, dentre elas a septicemia, pneumonia, abcessos pulmonares e hepáticos, poliartrites, endocardites, encefalites etc.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Além destas alterações, um umbigo curado inadequadamente, ou não curado, representa um excelente atrativo de moscas que desencadeiam processos de miíases.</p>
<p><strong>Um dos métodos mais eficazes para avaliação da eficiência da cura de umbigo consiste na realização da palpação umbilical</strong>. Neste método objetiva-se o reconhecimento manual das estruturas umbilicais, classificando-as em escores de 0 a 2, sendo:</p>
<ul>
<li>0 &#8211; umbigo normal;</li>
<li>1 &#8211; umbigo com infecção externa;</li>
<li>2 &#8211; umbigo com infecção interna.</li>
</ul>
<p>Uma meta ideal seria de que no mínimo 90% das bezerras avaliadas expressem escore umbilical 0, ou seja, sem alterações.</p>
<p>O período recomendado para que a palpação seja feita corresponde da 2ª à 3ª semana de vida. Caso a avaliação seja realizada antes da 2ª semana de vida, as estruturas umbilicais se apresentarão em uma conformação diminuta que inviabiliza a identificação manual.</p>
<p>Por outro lado, caso a palpação seja feita após a 3ª semana de vida as estruturas umbilicais estarão em maior dificuldade para palpação devido ao aumento da resistência da musculatura abdominal das bezerras.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13509" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-3.jpg" alt="Anatomia umbilical dos bezerros" width="700" height="244" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-3.jpg 707w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-3-300x104.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-3-370x129.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-3-270x94.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<h2>3. Doença respiratória bovina (DRB)</h2>
<p>Normalmente, a patogênese das doenças respiratórias bovinas envolve a associação de fatores de estresse que comprometem os mecanismos de defesa do organismo, facilitando a infecção primária das vias respiratórias por um ou mais micro-organismos.</p>
<p>Sinais clássicos de <strong><a href="https://ebook.rehagro.com.br/escore-de-saude-respiratoria-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=escore-pagina-blog" target="_blank" rel="noopener">problemas respiratórios em bezerras leiteiras</a></strong> envolvem corrimento nasal, tosse, aumento da frequência respiratória, alteração do padrão respiratório, letargia e febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C).</p>
<p>Dentre a diversidade das doenças respiratórias bovinas, <strong>a pneumonia é a mais comum</strong>. Quadros crônicos de pneumonia possuem a característica de provocar consolidação do parênquima pulmonar, reduzindo assim a capacidade respiratória do animal para o resto da vida.</p>
<p>Além de uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener">boa colostragem</a></strong>, assegurar uma adequada qualidade do ar nas instalações torna-se fundamental para evitar quadros de pneumonia. O ambiente onde as bezerras são alojadas deve ser seco, arejado e livre de odores e resíduos.</p>
<p>Conforme já mencionado anteriormente, a correta cura de umbigo também constitui um ponto importante para prevenção de pneumonia em animais recém-nascidos, visto a barreira química formada no cordão umbilical que impede a disseminação microbiana pelo organismo.</p>
<p>O gráfico a seguir demonstra os pontos críticos para ocorrência de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13510 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-4.jpg" alt="Número de casos de pneumonia em bezerras de acordo com a idade" width="606" height="325" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-4.jpg 606w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-4-300x161.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-4-370x198.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-4-270x145.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 606px) 100vw, 606px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Número de casos de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)</span></span></p>
<h2>4. Tristeza parasitária bovina (TPB)</h2>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tristeza-parasitaria-bovina/" target="_blank" rel="noopener">tristeza parasitária bovina</a></strong> baseia-se em uma doença de grande ocorrência nacional, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.</p>
<p>Os impactos ocasionados na cadeia leiteira são importantes e a morbidade durante a fase de recria tende a ser elevada em propriedades que não realizam a prevenção e o monitoramento para a doença.</p>
<p>A tristeza parasitária é ocasionada pela associação de <strong>dois agentes etiológicos intra-eritrocitários</strong>, <strong>sendo a bactéria <i>Anaplasma marginale</i> e o protozoário <i>Babesia</i></strong>, com as espécies <i>B. bigemina </i>e <i>B. bovis</i>. Tanto a anaplasmose quanto a babesiose podem ser transmitidas através do uso de instrumentos perfurocortantes contaminados (agulha, bisturi, etc.).</p>
<p>O agente <i>Anaplasma marginale </i>ainda pode ser transmitido via picada de insetos hematófagos, como moscas e mutucas, e a <i>Babesia sp.</i> pode ser veiculada via repasto sanguíneo de carrapatos infectados.</p>
<p>Os sinais clássicos da doença incluem febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C), letargia, apatia, alteração na coloração das mucosas (ictéricas, pálidas e/ou com presença de petéquias), corrimento lacrimal e perda de apetite.</p>
<p>Como profilaxia da tristeza parasitária bovina recomenda-se o controle de ectoparasitas e de insetos tanto nos animais quanto no ambiente, evitar o uso compartilhado de agulhas e realizar o monitoramento da temperatura retal dos animais.</p>
<p>Os animais positivos para a doença devem ser tratados o quanto antes, a fim de evitar a proliferação dos agentes, além de receberem tratamento de suporte com hidratação oral e/ou endovenosa e antipiréticos.</p>
<p>O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de tristeza parasitária bovina em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13511 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5.jpg" alt="Número de casos de tristeza parasitária bovina em bezerras" width="610" height="313" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5.jpg 610w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5-300x154.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5-370x190.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5-585x300.jpg 585w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5-270x139.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Número de casos de TPB em bezerros leiteiros de acordo com a idade (dias)</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13512" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-6.jpg" alt="Exemplo de sintomas de TPB em bezerras" width="335" height="197" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-6.jpg 335w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-6-300x176.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-6-270x159.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 335px) 100vw, 335px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Mucosas ictéricas (A) e pálidas com petéquias (B) em bezerras com TPB</span></span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas são algumas das principais doenças que podem acometer os bezerros e, por isso, merecem a atenção do produtor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ressaltando,<strong> juntamente com o oferecimento adequado do colostro, a cura do umbigo é uma medida sanitária prioritária</strong>, que influenciará diretamente a saúde do rebanho de qualquer criatório bovino. </span></p>
<h2>Garanta a saúde e o desempenho das bezerras com gestão eficiente</h2>
<p>As doenças que acometem bezerras podem comprometer todo o futuro produtivo do rebanho.</p>
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		<title>Análise genômica para seleção de bovinos leiteiros: como funciona e seus benefícios</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/genomica-nas-fazendas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2020 15:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[fazendas]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[genético]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos passados o melhoramento genético dos rebanhos leiteiros se dava somente através das ferramentas de seleção e acasalamento. A seleção consiste na triagem de indivíduos superiores pertencentes a um determinado rebanho. Ou seja, os indivíduos que possuem uma melhor performance produtiva e/ou reprodutiva quando comparados aos outros indivíduos do mesmo rebanho são selecionados para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos passados o melhoramento genético dos rebanhos leiteiros se dava somente através das ferramentas de seleção e acasalamento.</p>
<p>A seleção consiste na triagem de indivíduos superiores pertencentes a um determinado rebanho. Ou seja, os indivíduos que possuem uma melhor performance produtiva e/ou reprodutiva quando comparados aos outros indivíduos do mesmo rebanho são selecionados para permanecerem e perpetuarem a sua genética.</p>
<p>Já o acasalamento constitui a ferramenta onde os animais de melhor desempenho <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/" target="_blank" rel="noopener">zootécnico</a></strong> são direcionados para serem os pais da próxima geração.</p>
<p>Em resumo, ambas as ferramentas possuem como objetivo aumentar a frequência de genes favoráveis em uma determinada população.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Histórico e evolução da análise genômica</h2>
<p>Durante muito tempo, a análise do desempenho da cria de um determinado touro ou de uma determinada vaca <strong>foi o</strong> <strong>método mais eficaz para avaliação genética dos reprodutores</strong>. Este método ficou conhecido como Teste de Progênie, e é utilizado até os dias atuais devido a sua confiabilidade.</p>
<p>No entanto, uma de suas desvantagens se diz a respeito do longo tempo necessário para obtenção dos resultados. Também é válido citar a necessidade de ter uma progênie relativamente extensa para dar segurança aos dados.</p>
<p>Com o passar dos anos, por volta do final da década de 80 e início da década de 90, incorporou-se modelos estatísticos precisos nos programas de melhoramento genético. Este modelo ficou conhecido como Modelo Animal.</p>
<p>O modelo estatístico visa a associação dos dados de desempenho do próprio animal com os dados de sua matriz de parentesco (pai, mãe, irmãos, avós etc.). O intuito é ter uma estimativa e obtenção dos valores genéticos.</p>
<p>A inclusão de um modelo estatístico nos programas de melhoramento animal propiciou o avanço e a otimização das ferramentas de seleção e acasalamento. Como consequência, houve o aceleramento do progresso genético dos rebanhos em todo o mundo.</p>
<p>Nos anos de 2008/2009, nos Estados Unidos, a tecnologia da genômica foi lançada para a área da pecuária leiteira de modo a revolucionar todo o mercado da <strong>genética bovina</strong>.</p>
<p>Desde então, os testes genômicos têm mudado a forma como os produtores de leite tomam suas decisões, fazem a seleção e gerenciam os acasalamentos de seus rebanhos.</p>
<p><strong>A genômica permite aos técnicos e produtores a possibilidade de conhecer geneticamente os rebanhos</strong>, estratificando assim os grupos de animais que possuem uma genética superior ou inferior em diversos pontos.</p>
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<h2>Como funciona a análise genômica em bovinos leiteiros?</h2>
<p><strong>A análise genômica nos bovinos atua de modo a identificar marcadores moleculares que são de interesse econômico para os produtores.</strong></p>
<p>De forma a contextualizar melhor o assunto, marcadores moleculares são variações no material genético (genoma) que caracterizam as diferenças fenotípicas entre dois ou mais indivíduos. Variações fenotípicas estas que podem ser expressas em quesitos como:</p>
<ul>
<li>Ganho de peso;</li>
<li>Idade ao primeiro parto;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">Produção de leite</a></strong>;</li>
<li>Período de lactação;</li>
<li>Circunferência escrotal;</li>
<li>Pelagem, dentre outros.</li>
</ul>
<p>Vários são os tipos de marcadores moleculares existentes, sendo que os principais identificados pelos testes genômicos são os polimorfismos de base única (<em>Single Nucleotide Polymorphism</em> – SNP).</p>
<p>Este tipo específico de marcador molecular se <strong>baseia na alteração em uma única base na molécula de DNA de um indivíduo em comparação com um genoma de referência.</strong> E, como já mencionado, são justamente tais alterações que ditam as variações fenotípicas em uma população.</p>
<p>Através da tecnologia da engenharia genética foram desenvolvidos chips capazes de analisar e identificar detalhadamente o genoma dos animais. Para isto, basta coletar uma amostra de material genético (bulbo capilar, sangue etc.) do indivíduo e enviar para uma empresa/laboratório especializado no assunto.</p>
<p>Lá, esse material genético é processado por sistemas automatizados contendo chips com milhares de marcadores moleculares. Ao final de todo o processo é gerado um relatório contendo as informações genéticas específicas que foram identificados de um determinado animal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19587 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1.jpg" alt="Vacas leiteiras em um galpão de fazenda de leite" width="719" height="403" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1.jpg 719w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1-300x168.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1-370x207.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1-270x151.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Grupo Rehagro</span></p>
<h2>Benefícios da análise genômica para a pecuária leiteira</h2>
<p>Se formos comparar a avaliação genômica + avaliação convencional (pedigree, progênie) com a avaliação convencional isolada, notamos que ela propicia uma <strong>maior velocidade nas análises, maior acurácia dos valores e maior alcance do valor genético verdadeiro. </strong></p>
<p>No entanto, devemos sempre ter em mente que a avaliação genômica é um acelerador de todo o processo de melhoramento genético, e não um substituto.</p>
<p>Antigamente, por exemplo, um touro só teria seus primeiros valores genéticos divulgados com a idade de aproximadamente 7 a 8 anos. Isso porque precisaria esperar suas filhas nascerem e entrarem em idade reprodutiva e produtiva.</p>
<p>Nos dias atuais, com a tecnologia da genômica, não há essa necessidade, pois um touro já possui seus valores genéticos mensurados até mesmo antes da puberdade. Este exemplo demonstra claramente o auxílio que a genômica proporcionou para aumentar o progresso genético dos rebanhos bovinos.</p>
<p>Além dos benefícios já citados, as avaliações genômicas são utilizadas para mensurar características caras e complexas de serem medidas, de manifestação tardia, de baixa herdabilidade, medidas pós morte e também para correção dos valores da matriz de parentesco.</p>
<p>Outros grandes <strong>benefícios da utilização da genômica</strong> nas fazendas consistem:</p>
<ol>
<li>Na otimização de investimentos, visto a possibilidade de se obter dados genéticos de um animal pouco tempo após seu nascimento.</li>
<li>Aumentar os critérios de seleção da propriedade devido ao aumento da variedade de características mensuradas.</li>
<li>Aumentar a pressão de seleção do rebanho devido a maior acurácia dos valores.</li>
</ol>
<h2>Características analisadas na genômica</h2>
<p>Após o seu lançamento, os testes genômicos têm sido utilizados para identificação das características dos animais em diversos aspectos.</p>
<p>Os principais são os que envolvem particularidades de produção, saúde, conformação, habilidade de parto e <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças</strong></a>. A maioria dessas características já eram mensuradas antes do advento da genômica. No entanto, esta tecnologia aumentou a velocidade de obtenção e a acurácia dos valores.</p>
<p>Dentro do critério de seleção de produção de leite, <strong>as características de maior destaque são relacionadas ao volume de leite produzido e a quantidade e ao percentual de produção de gordura e proteína.</strong></p>
<p>Atualmente, aumentamos bastante o número de rebanhos genotipados para a beta-caseína A2. Sua capacidade – quando em homozigose (A2A2) &#8211; não ocasiona distúrbios digestivos nos humanos consumidores de leite e derivados.</p>
<p>Os animais que sabidamente possuem o gene para beta-caseína A2 tendem a serem acasalados entre si para obtenção de uma progênie homozigota (A2A2). Logo, a tendência atual é de que cada vez mais se tenha rebanhos formados por animais com genótipo A2A2 para beta-caseína.</p>
<p>Com relação às doenças de cunho genético, estas são analisadas a partir de haplótipos &#8211; combinações alélicas que resultam na expressão de uma doença. Holandês, Jersey e Pardo Suíço são algumas das raças leiteiras que possuem haplótipos identificados para doenças (CVM, BLAD, BY etc).</p>
<p>As informações sobre os haplótipos podem ser importantes ferramentas na hora de realizar um acasalamento bem direcionado de modo a evitar a ocorrência de doenças genéticas.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>De modo geral, <strong>podemos concluir que as avaliações genômicas desempenham um importante papel no melhoramento do rebanho leiteiro.</strong> Elas contribuem em potencial para aumentar o progresso genético das populações.</p>
<p>No entanto, de nada adianta querer utilizar somente a genômica e fechar os olhos para as avaliações tradicionais (pedigree, progênie). Independente do avanço genômico, as informações de pedigree e de teste de progênie continuam sendo extremamente essenciais para condução do mapeamento e melhoramento genético dos rebanhos bovinos.</p>
<p>As ferramentas genéticas, quando bem utilizadas e manejadas, trazem bons retornos aos produtores nas mais diversas áreas, seja produção, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">reprodução</a></strong>, nutrição, sanidade, dentre outras.</p>
<h2>Do DNA ao tanque: transforme genética em produtividade e lucro</h2>
<p>A análise genômica é uma poderosa aliada para selecionar animais mais produtivos, saudáveis e rentáveis.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar ferramentas avançadas de genética, manejo e gestão para potencializar o desempenho do rebanho e tomar decisões mais assertivas no campo.</p>
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		<title>Gestão financeira com foco na melhoria de resultados de fazendas de leite</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/melhoria-de-resultados-de-fazendas-de-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2020 15:10:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Rehagro realizou a transmissão de um Webinar Leite sobre gestão financeira com foco na melhoria de resultados de fazendas de leite. O palestrante foi Vitor Barros, Médico Veterinário e Coordenador do Núcleo Gestão Leite do Rehagro. Principais pontos do webinar O foco do webinar é a gestão financeira com o objetivo de obter melhores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rehagro realizou a transmissão de um Webinar Leite sobre <strong>gestão financeira com foco na melhoria de resultados de fazendas de leite</strong>.</p>
<p>O palestrante foi Vitor Barros, Médico Veterinário e Coordenador do Núcleo Gestão Leite do Rehagro.</p>
<h2 id="destaques">Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>O foco do webinar é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">gestão financeira</a></strong> com o objetivo de obter melhores resultados nas fazendas de leite.</li>
<li>É importante analisar o fluxo de caixa para identificar onde o dinheiro está sendo gasto e tomar decisões assertivas.</li>
<li>O planejamento financeiro com base no saldo bancário futuro é uma estratégia eficaz para evitar problemas de caixa.</li>
<li>A gestão deve ser simples, personalizada e internalizada, com a liderança desempenhando um papel fundamental.</li>
<li>A utilização de uma planilha de orçamento pode auxiliar no controle das despesas e no estabelecimento de metas para aumento de eficiência.</li>
</ul>
<p>O tema ainda é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.</p>
<p>Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso Webinar Leite! Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o Ideagri e o 3RLab.</p>
<p>Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.</p>
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<p>Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras, como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos, como fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=webinar-gestao-financeira-foco-em-melhorias" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18712 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl.jpg" alt="Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="254" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-300x78.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-768x199.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-370x96.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-270x70.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-740x192.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpl-150x39.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Manejo sanitário de bovinos de leite: importância e práticas recomendadas</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2019 14:51:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não há dúvidas de que o manejo sanitário de bovinos de leite seja de suma importância para a pecuária leiteira. A atividade é rentável e com ótimas oportunidades de retornos, embora não seja uma tarefa fácil, devido à sua complexidade. As margens estão mais apertadas e os consumidores cada vez mais exigentes quanto à segurança do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não há dúvidas de que o manejo sanitário de bovinos de leite seja de suma importância para a pecuária leiteira.</p>
<p>A atividade <strong>é rentável e com ótimas oportunidades de retornos</strong>, embora não seja uma tarefa fácil, devido à sua complexidade.</p>
<p>As margens estão mais apertadas e os consumidores cada vez mais exigentes quanto à segurança do produto oferecido. Nesse sentido, é necessária maior eficiência na produção. Tanto para a redução das perdas quanto para a garantia da produção de um produto seguro e saudável aos consumidores.</p>
<p>Sendo assim, o correto manejo sanitário é um ponto fundamental para garantir esses dois objetivos. Em propriedades leiteiras ocorrem grandes perdas por erros ou negligências com esses manejos.</p>
<p>Dentre as diversas ocorrências em vacas leiteiras, as mais citadas, geralmente são <strong>problemas reprodutivos, problemas de casco e mastite</strong>.</p>
<p>Estes são citados como as <strong>principais causas de descarte involuntário</strong> dentro do sistema de produção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
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  });
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</div>
<h2>Importância do manejo nutricional de bovinos de leite</h2>
<p>Da mesma forma que garantir um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/" target="_blank" rel="noopener">correto manejo nutricional</a></strong> e conforto para os animais influenciam positivamente em todas essas características, um correto manejo sanitário também poderá atuar na prevenção de todas as ocorrências citadas acima.</p>
<p>Não é preciso nenhuma mudança complexa ou drástica na propriedade, apenas ter foco em premissas básicas. Pense bem!</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Lactação</h3>
<p>Para que a vaca <strong>inicie uma lactação</strong> é necessária uma <strong>gestação seguida de parto</strong>. Além disso, também é importante ressaltar que o momento de maior eficiência de uma vaca leiteira para produzir leite é no<strong> início da lactação</strong>.</p>
<p>Logo, a única forma de fazer com que a vaca permaneça mais tempo nesse período durante toda a sua vida produtiva é reduzindo o intervalo entre seus partos.</p>
<p>Situações como repetição de cio, abortos ou absorção embrionária causam atrasos reprodutivos. E, muitas vezes estão relacionadas a doenças como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brucelose-bovina/" target="_blank" rel="noopener">brucelose</a></strong>, leptospirose, rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), diarreia viral bovina (BVD) e outras.</p>
<p>Portanto, a implementação de um calendário sanitário, identificação dos animais doentes e adoção de medidas corretas para cada caso são atitudes essenciais a fim de garantir máxima <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">eficiência reprodutiva</a></strong> e econômica para o sistema.</p>
<h2>Manejo sanitário de bovinos de leite</h2>
<p>Outro ponto de gargalo dentro dos rebanhos leiteiros são as grandes <strong>perdas em consequência a <a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">lesões podais</a></strong>. O conhecimento dos fatores de risco é fundamental para dar os próximos passos a fim de atuar em relação a eles e reduzir as perdas.</p>
<p>Os custos estão relacionados a <strong>menor produção de leite</strong>, tratamento dos animais, maior incidência de outras doenças como mastite, abortos, descarte de animais e na maioria das vezes é um somatório de todos estes.</p>
<p>Enquanto essa for a realidade, dificilmente, o objetivo será alcançado. Mais uma vez, medidas simples, porém essenciais podem mudar essa realidade.</p>
<p>Boa ambiência, casqueamento preventivo, correta utilização do pedilúvio de acordo com as características das lesões presentes em cada propriedade, identificação dos animais com claudicação e a correta atuação e tratamento para cada um.</p>
<h2>Impactos econômicos da mastite bovina</h2>
<p>Por fim, mas não de menor importância, outra fonte de redução na lucratividade do sistema leiteiro é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a></strong>.</p>
<p><em>“A mastite continua sendo a <strong>doença com maior impacto econômico sobre a bovinocultura leiteira</strong> e gera perdas em todas as etapas da cadeia produtiva.”</em></p>
<p>Afirmações como essas são extremamente comuns em fazendas leiteiras. Os custos associados à mastite podem ser divididos em:</p>
<ul>
<li>Redução na produção de leite;</li>
<li>Uso de <strong>medicamentos para tratamento da doença</strong>;</li>
<li>Leite descartado;</li>
<li>Serviços veterinários;</li>
<li>Trabalho extra;</li>
<li>Redução da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener">qualidade do leite</a></strong>;</li>
<li>Descarte prematuro da vaca.</li>
</ul>
<p>Ao avaliar cada item citado acima sem dúvidas, a forma mais eficiente de atuação em todos estes, é através da prevenção de um novo caso. Certamente, é um grande desafio, não há dúvidas quanto a isso.</p>
<p>Entretanto, como todo grande desafio, precisa-se de boas estratégias e execuções desses planejamentos para conseguir melhores resultados e até mesmo excelência no alcance das metas.</p>
<h3>Principais fatores de risco da mastite</h3>
<p>Dentre os principais fatores de risco estão:</p>
<ul>
<li>O primeiro mês de lactação;</li>
<li>Alta <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong>;</li>
<li>Estação chuvosa;</li>
<li>Histórico de casos de mastite clínica.</li>
</ul>
<p>Portanto, é necessário o conhecimento desses fatores para implementação de um programa de controle eficiente.</p>
<h2>Mantenha o foco no manejo sanitário</h2>
<p>É preciso parar de negligenciar o básico, fazer o simples bem feito, produzir com responsabilidade e assim desfrutar dos benefícios proporcionados pela pecuária leiteira.</p>
<p>Com foco no manejo sanitário de bovinos de leite e na saúde do rebanho e certamente as vacas retribuíram com mais leite, consequentemente <strong>maior eficiência do sistema e maior lucratividade.</strong></p>
<p>Em nenhuma das três abordagens foram citados manejos complexos ou que exigem grandes investimentos, mas todos são essenciais para o sucesso da atividade. Por que não realizar? Não há nenhuma justificativa para não fazer.</p>
<h2>Eleve o nível do manejo sanitário e aumente a produtividade da sua fazenda</h2>
<p>A saúde do rebanho é a base para qualquer sistema leiteiro de alto desempenho.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende práticas de manejo sanitário alinhadas à nutrição, reprodução, gestão de pastagens e finanças, garantindo mais eficiência e lucratividade para o seu negócio.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<title>Estratégias para aumentar a eficiência reprodutiva: avaliando o impacto econômico e a relação custo benefício</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/estrategia-para-aumentar-a-eficiencia-reprodutiva-ed-02/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2018 13:03:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[estratégias]]></category>
		<category><![CDATA[impacto econômico]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acompanhe esta edição do Webinar Leite, “Estratégias para aumentar a eficiência reprodutiva: avaliando o impacto econômico e a relação custo benefício”, ministrado por Guilherme Correa, coordenador do curso Internacional de Reprodução de Bovinos Leiteiros do Rehagro. Ele discute estratégias para aumentar a eficiência reprodutiva em fazendas de gado leiteiro. Além disso, fala da importância de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Acompanhe esta edição do Webinar Leite, <strong><em>“Estratégias para aumentar a eficiência reprodutiva: avaliando o impacto econômico e a relação custo benefício”</em></strong>, ministrado por Guilherme Correa, coordenador do curso Internacional de Reprodução de Bovinos Leiteiros do Rehagro.</p>
<p>Ele discute estratégias para aumentar a eficiência reprodutiva em fazendas de gado leiteiro. Além disso, fala da importância de entender o impacto econômico das decisões relacionadas à reprodução e destaca quatro indicadores-chave: taxa de serviço, taxa de concepção, taxa de prenhez e período de espera voluntário.</p>
<p>Veja mais assuntos presentes no webinar:</p>
<ul>
<li>Quanto custa perder o cio de uma vaca?</li>
<li>Quanto custa o caso de retenção de placenta de uma vaca?</li>
<li>Até quando ainda é econômico inseminar uma vaca em lactação?</li>
</ul>
<p>Clique no botão abaixo e acesse gratuitamente:</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/estrategias-para-aumentar-eficiencia-reprodutiva?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=pagina-webinar-eficiencia-reprodutiva&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27525 size-full" title="Webinar Eficiência reprodutiva em vacas leiteiras" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/banner-webinar-eficiencia-reprodutiva.jpg" alt="Webinar Eficiência reprodutiva em vacas leiteiras" width="1290" height="329" /></a></p>
<h2>Como aumentar produtividade, lucratividade e a qualidade do leite?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso você queira ter acesso a um conteúdo exclusivo, dado por nossos melhores consultores, venha conhecer a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=pagina-webinar-eficiencia-reprodutiva-lp-curso&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em aulas 100% online, eles ensinam técnicas com resultados comprovados na prática para que você seja capaz de aumentar a produtividade, lucratividade e qualidade do leite produzido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O programa é completo e contempla nutrição, reprodução, controle da mastite, sanidade, criação de bezerras, gestão financeira e muito mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quer saber mais detalhes? Clique no link abaixo e conheça.</span></p>
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<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategia-para-aumentar-a-eficiencia-reprodutiva-ed-02/">Estratégias para aumentar a eficiência reprodutiva: avaliando o impacto econômico e a relação custo benefício</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<item>
		<title>E-book Afecções de casco bovino: conhecendo as lesões</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/afeccoes-de-casco-conhecendo-as-lesoes/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/afeccoes-de-casco-conhecendo-as-lesoes/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Aug 2018 19:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[casco]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[lesões]]></category>
		<category><![CDATA[perdas econômicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os cascos são uma das partes mais importantes dos bovinos. Eles são responsáveis por apoiar o peso do animal, proporcionar estabilidade e permitir que se mova livremente. Os cascos também são importantes para a saúde geral dos bovinos, pois protegem os pés de infecções e lesões. As afecções de casco em conjunto com a mastite [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cascos são uma das partes mais importantes dos bovinos. Eles são responsáveis por apoiar o peso do animal, proporcionar estabilidade e permitir que se mova livremente. Os cascos também são importantes para a saúde geral dos bovinos, pois protegem os pés de infecções e lesões.</p>
<p>As afecções de casco em conjunto com a mastite e os problemas reprodutivos são alguns dos maiores desafios na bovinocultura de leite e corte em todo o mundo, acarretando perdas econômicas.</p>
<p>Animais estão sendo descartados mais cedo por <strong>problemas de casco</strong> e antes dessa decisão, as perdas e custos já se fizeram presentes de maneira impactante.</p>
<p>Clique no botão a seguir e baixe o e-book gratuito e conheça as principais afecções de casco dos bovinos!</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39649 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros: quando utilizar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Aug 2018 16:42:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[e-book]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os aditivos são substâncias que contribuem positivamente na melhoria do desempenho dos animais. Quando incluídos corretamente nas dietas podem trazer benefícios para a produtividade, eficiência reprodutiva, saúde e nutrição. Veja nesse e-book, outros parâmetros importantes na tomada de decisão para utilização ou não, de aditivos na dieta de bovinos leiteiros, como: A resposta esperada de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os aditivos são substâncias que contribuem positivamente na melhoria do desempenho dos animais. Quando incluídos corretamente nas dietas podem trazer benefícios para a produtividade, eficiência reprodutiva, saúde e nutrição.</p>
<p>Veja nesse e-book, outros parâmetros importantes na tomada de decisão para utilização ou não, de <strong>aditivos na dieta</strong> de bovinos leiteiros, como:</p>
<ul>
<li>A resposta esperada de sua utilização;</li>
<li>A confiabilidade de seus resultados;</li>
<li>O retorno ­ financeiro e a mensuração das respostas após a suplementação para uma nova tomada de decisão.</li>
</ul>
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<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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