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	<title>produção de leite Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>produção de leite Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>El Niño em 2026: o que esperar e quais os impactos na pecuária leiteira?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 13:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O clima interfere diretamente na produção agropecuária, mas seus efeitos vão muito além da ocorrência de chuva ou seca. Na pecuária leiteira, alterações na temperatura e no regime de precipitação podem afetar desde a produção de volumosos até o conforto térmico das vacas, a sanidade e os custos com alimentação. Por isso, as perspectivas de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-climaticos-na-producao-de-leite/">clima</a></strong> interfere diretamente na produção agropecuária, mas seus efeitos vão muito além da ocorrência de chuva ou seca. Na pecuária leiteira, alterações na temperatura e no regime de precipitação podem afetar desde a <strong>produção de volumosos até o conforto térmico das vacas, a sanidade e os custos com alimentação</strong>.</p>
<p>Por isso, as perspectivas de estabelecimento do <strong>El Niño no segundo semestre de 2026 merecem atenção</strong>. Previsões apresentadas em nota técnica conjunta do INPE, Inmet, Funceme e Censipam indicam alta probabilidade de configuração do fenômeno ao longo do período, com possibilidade de persistência até o início de 2027. Sua intensidade, entretanto, ainda não está definida.</p>
<p>Mas o que significa a formação de um El Niño? E, principalmente, <strong>o que o produtor de leite deve acompanhar e como pode se preparar para seus possíveis impactos?</strong></p>
<h2>O que é El Niño e por que ele acontece?</h2>
<p>O <strong>El Niño</strong> é caracterizado pelo <strong>aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial</strong> associado a alterações na circulação atmosférica.</p>
<p>Em condições habituais, os ventos alísios contribuem para deslocar as águas superficiais mais quentes em direção ao oeste do Pacífico. Esse movimento também favorece a <strong>ressurgência</strong>, processo pelo qual águas mais frias e profundas chegam mais próximas à superfície na porção leste do oceano.</p>
<p>Durante o El Niño, ocorre enfraquecimento dos ventos alísios e alteração da chamada <strong>Circulação de Walker</strong>. Com isso, o deslocamento das águas superficiais é modificado e a ressurgência de águas frias diminui, favorecendo o aquecimento do Pacífico Equatorial.</p>
<p>Pode parecer um fenômeno distante da realidade brasileira, mas as mudanças na temperatura de uma área tão extensa do oceano alteram a circulação atmosférica e, consequentemente, a distribuição de chuvas e temperaturas em diferentes regiões do planeta.</p>
<p>Para caracterizar os episódios de El Niño, são utilizados indicadores que consideram tanto as anomalias de temperatura do Pacífico quanto sua persistência. O qual é caracterizado quando atinge <strong>+0,5 °C ou mais por, no mínimo, cinco trimestres sobrepostos</strong>.</p>
<h3>El Niño 2026: o que as previsões indicam?</h3>
<p>As projeções disponíveis apontam para <strong>alta probabilidade de estabelecimento do El Niño durante o segundo semestre de 2026.</strong></p>
<p>Segundo a nota técnica conjunta, previsões divulgadas pelo Climate Prediction Center, vinculado à NOAA, no início de abril indicavam aproximadamente 61% de probabilidade de condições de El Niño no trimestre maio-junho-julho, com aumento da probabilidade para mais de 90% até o final de 2026 e início de 2027.</p>
<p>Isso não significa, porém, que todos os detalhes do fenômeno já possam ser previstos. <strong>A intensidade do possível El Niño ainda não está claramente definida</strong>, embora as análises indiquem condições.</p>
<p>Da mesma forma, El Niño não significa simplesmente “mais calor” ou “mais chuva” em todo o país. Seus efeitos variam regionalmente e também dependem da interação com outros componentes do sistema climático.</p>
<h2>Como o El Niño pode afetar cada região do Brasil?</h2>
<p>Historicamente, uma das respostas associadas ao El Niño é a <strong>redução das chuvas em partes das regiões Norte e Nordeste</strong>. A combinação entre menor precipitação e temperaturas elevadas pode intensificar o déficit hídrico e elevar o risco de incêndios.</p>
<p>No <strong>Centro-Oeste e Sudeste</strong>, o cenário exige atenção principalmente à <strong>irregularidade das precipitações, ocorrência de períodos secos e temperaturas elevadas</strong>.</p>
<p><strong>Já no Sul, a tendência é de chuvas acima da média e risco de inundações</strong>. Além das inundações, o excesso de umidade no Sul pode comprometer a janela de colheita do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-planejar-o-plantio-de-milho-para-silagem/">milho silagem</a></strong>, resultando em volumosos de menor valor energético e maior risco de contaminação por micotoxinas. As temperaturas também tendem a permanecer acima da média, especialmente durante inverno e primavera.</p>
<h2>Quais podem ser os impactos do El Niño na pecuária leiteira?</h2>
<p>Na produção de leite, um dos primeiros pontos de atenção é a <strong>disponibilidade de pastagens e água</strong>. Segundo o Cepea, atrasos na recuperação das chuvas ou temperaturas acima da média podem diminuir o crescimento das forrageiras e reduzir a capacidade de suporte das áreas.</p>
<p>Esse efeito pode se estender à <strong>produção de volumosos conservados</strong>. Menor quantidade ou qualidade da forragem produzida na propriedade aumenta a necessidade de suplementação e pode pressionar os custos da dieta.</p>
<p>O calor acrescenta outro desafio. <strong>Temperaturas elevadas comprometem o conforto térmico</strong>, o que causa <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong> que não afeta apenas a produção imediata de leite, mas tem um efeito residual na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong> das vacas, o que pode atrasar o ciclo reprodutivo da fazenda por meses.</p>
<p>Nas regiões sujeitas ao excesso de precipitação, o problema muda. Chuvas intensas favorecem a formação de lama e podem aumentar desafios relacionados à saúde dos cascos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>, doenças respiratórias e logística da propriedade, além de comprometer a qualidade de determinados insumos.</p>
<p>Assim, o impacto do El Niño sobre a pecuária leiteira tende a ocorrer de forma combinada: <strong>produção de volumosos, custo da alimentação e conforto dos animais estão entre os principais pontos a serem monitorados.</strong></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Milho e soja também entram nessa conta</h3>
<p>O efeito climático sobre a alimentação não deve ser analisado apenas pela possibilidade de <strong>quebra de safra</strong>.</p>
<p>Alterações na produção de milho e soja podem repercutir sobre preços, estoques, fretes, qualidade dos grãos e decisões de compra. Isso conecta um evento climático ocorrido nas regiões produtoras diretamente aos custos de sistemas leiteiros dependentes de concentrados e suplementação.</p>
<p>Consequentemente, acompanhar o desenvolvimento das lavouras e o mercado de insumos passa a fazer parte da <strong>gestão do risco climático da fazenda leiteira</strong>.</p>
<h2>Como o produtor pode se preparar para o El Niño?</h2>
<p>O principal objetivo não deve ser tentar prever exatamente quanto choverá na propriedade, mas <strong>identificar quais pontos do sistema produtivo ficam mais vulneráveis diante do cenário esperado para sua região.</strong></p>
<p>Em áreas com maior risco de seca e calor, o planejamento deve considerar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/">disponibilidade de água</a></strong>, estoque de volumosos, capacidade de suporte das pastagens e estratégias de ambiência. Onde a preocupação é o excesso de precipitação, drenagem, formação de lama, acesso dos animais, qualidade da cama, saúde dos cascos e armazenamento de alimentos ganham ainda mais importância.</p>
<p>Para o manejo do calor, recomenda-se o uso do <strong>ITU (Índice de Temperatura e Umidade)</strong> para monitorar o estresse térmico em tempo real, permitindo o acionamento eficiente de sistemas de resfriamento, como ventiladores e aspersores.</p>
<p>O acompanhamento das previsões também precisa continuar ao longo do semestre. A própria nota técnica oficial ressalta que os impactos podem variar em intensidade e distribuição espacial e recomenda <strong>acompanhar previsões sub-sazonais e de tempo</strong> para decisões de menor horizonte.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A alta probabilidade de estabelecimento do El Niño no segundo semestre de 2026 <strong>coloca o clima entre os fatores que merecem atenção no planejamento das propriedades leiteiras</strong>. Isso não significa que perdas produtivas sejam inevitáveis, nem que os efeitos ocorrerão da mesma maneira em todo o Brasil.</p>
<p>Enquanto algumas regiões podem enfrentar maior risco de déficit hídrico e temperaturas elevadas, outras precisam se preparar para excesso de precipitação. Para a pecuária leiteira, essas alterações podem chegar à fazenda por diferentes caminhos, desde a disponibilidade de pastagem e volumosos até os custos da alimentação, conforto térmico, sanidade e logística.</p>
<p>Por isso, antecipar vulnerabilidades e acompanhar continuamente as previsões permite transformar a informação climática em <strong>ferramenta de planejamento e gestão de risco</strong>. O produtor não controla o El Niño, mas pode aumentar a capacidade da fazenda de responder aos seus efeitos.</p>
<h2>Prepare sua fazenda para tomar decisões melhores em qualquer cenário</h2>
<p>Oscilações climáticas reforçam uma realidade da pecuária leiteira: <strong>quanto mais preparada estiver a gestão da propriedade, maior será a capacidade de antecipar problemas, ajustar estratégias e proteger os resultados da atividade.</strong></p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=elnino" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a enxergar a fazenda de forma mais completa, aprimorando decisões relacionadas à gestão, alimentação, produção de forragens, manejo do rebanho e eficiência econômica.</p>
<p>Transforme conhecimento em decisões mais seguras e resultados melhores dentro da sua propriedade.</p>
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<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 10pt;">BRASIL. Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE); Instituto Nacional de Meteorologia (INMET); Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME); Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM). <i>Nota Técnica Conjunta – El Niño 2026</i>. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inpe/.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">CEPEA – CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA. <i>Pecuária/Cepea: El Niño em 2026 eleva incertezas para a produção pecuária no Brasil</i>. Piracicaba: Cepea/Esalq-USP, 2026. Disponível em: https://cepea.org.br/br/releases/pecuaria-cepea-el-nio-em-2026-eleva-incertezas-para-a-producao-pecuaria-no-brasil.aspx.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">LENSSEN, N. J. L. et al. Improvements in the GISTEMP uncertainty model. <i>Journal of Applied Meteorology and Climatology</i>, 2020. DOI indicado no material-base: https://doi.org/10.1175/WAF-D-19-0235.1.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">NOAA – NATIONAL OCEANIC AND ATMOSPHERIC ADMINISTRATION. Climate Prediction Center. Informações e previsões referentes ao El Niño/Oscilação Sul (ENSO), 2026.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">MARCÍLIO, Ricardo. Conteúdo de aula/podcast sobre El Niño e dinâmica climática. Anotações fornecidas como material-base para elaboração deste artigo.</span></li>
</ul>
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		<title>Mercado do leite em 2026: o que esperar dos preços no segundo semestre</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/mercado-do-leite-precos-perspectivas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2026 16:30:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[custos]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mercado do leite chega ao segundo semestre de 2026 em um cenário que exige atenção do produtor. Depois de um 2025 marcado pelo crescimento expressivo da produção nacional e pela dificuldade da demanda em acompanhar esse avanço, os primeiros meses de 2026 apresentaram recuperação dos preços. Entretanto, indicadores mais recentes já mostram novos sinais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado do leite chega ao segundo semestre de 2026 em um cenário que exige atenção do produtor. Depois de um 2025 marcado pelo crescimento expressivo da produção nacional e pela dificuldade da demanda em acompanhar esse avanço, os primeiros meses de 2026 apresentaram recuperação dos preços. Entretanto, indicadores mais recentes já mostram novos sinais de pressão.</p>
<p>Entender esse movimento exige olhar além do preço recebido no mês. Oferta de leite, consumo das famílias, importações, custos de produção, mercado internacional e condições climáticas atuam simultaneamente na formação das cotações.</p>
<p>Por isso, mais importante do que tentar prever um valor exato para o litro do leite é compreender <strong>quais indicadores ajudam a interpretar as mudanças do mercado e o que eles sinalizam para o segundo semestre de 2026.</strong></p>
<h2>Cepea, Conseleite e mercado spot: como interpretar os indicadores do leite?</h2>
<p>O preço divulgado pelo <strong>Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada)</strong> é uma das principais referências para acompanhar a remuneração do leite ao produtor. Em maio de 2026, o preço médio líquido da “Média Brasil” chegou a <strong>R$ 2,6617/litro</strong>, praticamente estável em relação a abril.</p>
<p>O <strong>Conseleite</strong>, por sua vez, calcula valores de referência a partir da receita obtida com derivados lácteos e das condições do mercado. Análises apresentadas no Anuário Leite 2026 mostram que Conseleite e Cepea apresentam elevada correlação no longo prazo, acompanhando movimentos semelhantes de alta e baixa. Dessa forma, ambos são instrumentos relevantes para interpretar tendências e apoiar a gestão da atividade.</p>
<p>Já o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/leite-spot/">mercado spot</a></strong> representa as negociações de leite entre empresas e costuma responder mais rapidamente às mudanças entre oferta e demanda. No primeiro período de agosto, a média nacional <strong>recuou R$ 0,144/litro, chegando a R$ 3,072/litro</strong>, com quedas em todas as regiões monitoradas, sendo a maior pressão exercida pelo avanço da captação no Sul</p>
<p>Na prática, observar esses indicadores em conjunto proporciona uma leitura mais ampla do mercado e evita que decisões sejam baseadas apenas na movimentação pontual de um único preço.</p>
<h2>Como o mercado do leite em 2025 influencia os preços em 2026?</h2>
<p>Parte importante do cenário atual começou a ser construída em 2025. <strong>A produção brasileira de leite cresceu 8,47%</strong>, enquanto a disponibilidade per capita aumentou 6,5%. O <strong>consumo</strong>, entretanto, <strong>avançou apenas entre 1,5% e 2%</strong>, criando um desequilíbrio entre oferta e demanda no final do ano.</p>
<p>O contexto econômico ajuda a compreender essa diferença. Apesar da melhora do emprego e de uma inflação de alimentos mais controlada, o PIB brasileiro cresceu 2,2% em 2025, a Selic permaneceu em 15% ao ano e o comprometimento da renda das famílias com dívidas chegou a 29%. Com menor capacidade de expansão do consumo, o aumento da disponibilidade de lácteos contribuiu para estoques industriais maiores e pressão sobre os preços.</p>
<p>As <strong>importações</strong> também permaneceram relevantes: foram aproximadamente<strong> 2,148 bilhões de litros equivalentes em 2025</strong>, volume próximo a 8% do leite inspecionado no país. Apesar disso, houve redução de 6% frente a 2024, favorecida, entre outros fatores, pela maior competitividade do produto nacional.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-custo-producao-pecuaria-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-custo-producao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39662 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png" alt="Planilha custo de produção na pecuária leiteira" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Oferta e demanda: como podem afetar o preço do leite?</h2>
<p>Um dos principais pontos de atenção para o segundo semestre permanece no <strong>equilíbrio entre produção de leite e capacidade de absorção do mercado</strong>.</p>
<p>A expansão da captação no Sul já começou a exercer pressão sobre o mercado spot no início de agosto. Caso a disponibilidade continue aumentando em ritmo superior ao consumo, as indústrias podem enfrentar maior dificuldade para escoar derivados, aumentando a pressão sobre as negociações da matéria-prima.</p>
<p>A demanda, portanto, terá papel decisivo. Não basta a produção crescer: é necessário que o consumidor consiga absorver essa oferta. Essa relação ajuda a explicar por que indicadores relacionados à renda das famílias, atividade econômica e consumo precisam ser acompanhados juntamente com os números da produção.</p>
<p>Nesse sentido, o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 e a <strong>transição da reforma tributária com alíquota zero para itens da cesta básica</strong> devem reforçar o poder de compra das famílias, favorecendo o volume de lácteos essenciais</p>
<h2>Custos de produção do leite: o cenário melhorou, mas exige acompanhamento</h2>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/custo-de-producao-do-leite-guia-completo-passo-a-passo/">custos</a></strong> relacionados à alimentação do rebanho continuam sendo um dos principais pontos de atenção para a margem da atividade. Em junho, os concentrados apresentaram <strong>alta de 0,88%</strong>, enquanto <strong>os suplementos minerais avançaram 3,33%.</strong></p>
<p>Por outro lado, a relação de troca entre leite e milho melhorou 3,58% no mês: foram necessários 24,65 litros de leite para adquirir uma saca de milho de 60 kg, ante 25,56 litros em maio. Esse movimento representa melhora no poder de compra do produtor em relação a um dos principais componentes da dieta.</p>
<p>Milho, soja e farelo de soja permanecem, portanto, entre os indicadores importantes para acompanhar a rentabilidade. Mais do que observar isoladamente o preço recebido pelo leite, é a relação entre receita e custos que ajuda a determinar o impacto real das oscilações do mercado sobre a margem da fazenda.</p>
<h2>Mercado internacional, importações e acordo Mercosul – União Europeia</h2>
<p>O cenário internacional também influencia o mercado brasileiro. Em junho, as importações recuaram 4,17% frente a maio, mas ainda somaram <strong>216,76 milhões de litros equivalentes</strong>, dos quais 70,8% corresponderam a leite em pó. As exportações, por outro lado, alcançaram 4,49 milhões de litros equivalentes.</p>
<p>Outro elemento que merece atenção é o <strong>Acordo Mercosul–União Europeia</strong>. Conforme apresentado no Anuário Leite 2026, a abertura para lácteos não será imediata nem irrestrita, estando previstas cotas progressivas para determinados produtos e regras específicas de acesso aos mercados. A muçarela, por exemplo, ficou fora das concessões tarifárias apresentadas.</p>
<p>Para o setor leiteiro, portanto, o acordo deve ser observado principalmente como uma questão estrutural de <strong>competitividade, acesso a mercados e adequação às exigências comerciais</strong>, e não como um fator isolado capaz de determinar as cotações do leite no segundo semestre.</p>
<h2>El Niño e mercado do leite: como o clima pode afetar a oferta?</h2>
<p>As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-climaticos-na-producao-de-leite/">condições climáticas</a></strong> acrescentam outra camada de incerteza às projeções. A possibilidade de formação do <strong>El Niño</strong> pode alterar a distribuição das chuvas, com <strong>atenção especial à Região Sul</strong>.</p>
<p>Dependendo da intensidade e da distribuição das precipitações, o excesso de chuvas pode interferir na produção de alimentos, no manejo dos animais e, consequentemente, na oferta de leite. O clima pode, portanto, alterar a trajetória de crescimento da produção inicialmente esperada pelo mercado.</p>
<p>Por esse motivo, as projeções para o segundo semestre precisam ser atualizadas conforme as condições climáticas efetivamente se confirmem. O monitoramento dessa região é vital, dado que as bacias leiteiras do Sul já superam a produção do Sudeste, tornando a oferta nacional extremamente sensível a eventos extremos nessa área</p>
<h2>O que esperar do mercado do leite no segundo semestre de 2026?</h2>
<p>O cenário construído até aqui <strong>indica que o segundo semestre de 2026 tende a ser mais desafiador para os preços pagos ao produtor do que os primeiros meses do ano</strong>. A principal razão está na oferta: a produção brasileira vem de forte crescimento em 2025 e o avanço recente da captação, especialmente na Região Sul, já começou a aumentar a disponibilidade de matéria-prima e pressionar o mercado spot.</p>
<p>Pelo lado da demanda, embora a projeção para 2026 aponte para um <strong>avanço de 3,2% no consumo nos lares brasileiros</strong>, a capacidade real do mercado de absorver o aumento da produção dependerá diretamente da eficácia dos estímulos de renda e tributários implementados no início do ano. Contudo, em um cenário de alto endividamento das famílias e juros elevados, a ausência de uma resposta mais robusta do consumo pode repetir o desequilíbrio observado em 2025, quando a oferta cresceu em ritmo muito superior à demanda, mantendo os preços sob pressão.</p>
<p>O ano eleitoral adiciona outra fonte de incerteza. Alterações nas expectativas relacionadas a juros, câmbio, inflação, renda e atividade econômica podem aumentar a <strong>volatilidade do ambiente econômico</strong>. Para a cadeia do leite, esses movimentos importam porque podem afetar tanto o poder de compra do consumidor quanto a competitividade das importações e os custos da atividade. O cenário político-econômico deve, portanto, ser acompanhado como uma variável adicional, e não como determinante isolado do preço.</p>
<p>Diante desse conjunto de fatores, <strong>o cenário-base é de maior pressão sobre as cotações ao produtor ao longo do segundo semestre</strong>, principalmente se a oferta continuar avançando acima da demanda. Isso não significa, entretanto, uma trajetória contínua de queda. Sazonalidade, condições climáticas e uma eventual reação do consumo podem limitar ou interromper esse movimento.</p>
<p>Assim, mais do que esperar uma recuperação consistente dos preços no curto prazo, o produtor deve estar preparado para um <strong>semestre de preços mais pressionados e potencialmente mais voláteis</strong>. A evolução da captação, do mercado spot e do consumo será particularmente importante: mudanças nesses indicadores podem representar os primeiros sinais de alteração dessa trajetória.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O segundo semestre de 2026 <strong>tende a exigir cautela dos produtores de leite</strong>. Os sinais atuais apontam para um mercado mais abastecido e com maior possibilidade de pressão sobre os preços, enquanto demanda, clima e ambiente econômico permanecem como variáveis capazes de modificar a intensidade desse movimento.</p>
<p>Nesse cenário, acompanhar o mercado deixa de ser apenas uma forma de entender por que o preço mudou e passa a ser uma ferramenta para antecipar decisões. Conhecer os indicadores, monitorar custos e preservar a saúde financeira da propriedade aumenta a capacidade de atravessar períodos de maior volatilidade sem comprometer a sustentabilidade da atividade.</p>
<h2>Transforme informação de mercado em melhores decisões na fazenda</h2>
<p>Em um mercado mais pressionado e sujeito a oscilações, acompanhar os preços é importante, mas saber controlar custos, melhorar a eficiência e proteger a margem da atividade faz ainda mais diferença.</p>
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<h2>Referências</h2>
<ul>
<li><span style="font-size: 10pt;">ANUÁRIO LEITE 2026: Seleção de embriões baseada na genética. Coordenação de José Luiz Bellini Leite <i>et al</i>. São Paulo: Grupo Texto; Juiz de Fora: Embrapa Gado de Leite, 2026.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">CENTRO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM ECONOMIA APLICADA &#8211; CEPEA. Boletim do Leite. Piracicaba: ESALQ/USP, ano 32, n. 373, jul. 2026.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">FRANCO, Luciana. Preço do leite deve seguir em queda no segundo semestre. CNN Brasil, São Paulo, 31 jul. 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/preco-do-leite-deve-seguir-em-queda-no-segundo-semestre/. Acesso em: 6 ago. 2026.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">SIMÃO, Andressa. Excesso de oferta de leite adia recuperação dos preços até o fim de 2026. CNN Brasil, São Paulo, 7 jul. 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/excesso-de-oferta-de-leite-adia-recuperacao-dos-precos-ate-o-fim-de-2026/ . Acesso em: 6 ago. 2026</span></li>
</ul>
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		<title>Staphylococcus não-aureus (SNA): o que são e a relação com a mastite</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/staphylococcus-nao-aureus-sna-o-que-sao-e-a-relacao-com-a-mastite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 13:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mastite subclínica é um dos principais desafios da bovinocultura leiteira, ocasionando perdas produtivas e comprometendo a qualidade do leite em rebanhos de todo o mundo. Entre os agentes etiológicos frequentemente associados a essa condição estão os Staphylococcus não-aureus (SNA), um grupo de microrganismos cuja relevância tem aumentado nas últimas décadas, especialmente em primíparas. O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A mastite subclínica é um dos principais desafios da bovinocultura leiteira, ocasionando perdas produtivas e comprometendo a qualidade do leite em rebanhos de todo o mundo. Entre os agentes etiológicos frequentemente associados a essa condição estão os <strong>Staphylococcus não-aureus (SNA)</strong>, um grupo de microrganismos cuja relevância tem aumentado nas últimas décadas, especialmente em primíparas.</p>
<p>O gênero <i>Staphylococcus </i>compreende mais de 50 espécies de bactérias, destes, mais de 10 foram classificados como coagulase negativo, responsáveis por diversas infecções. Entre os SNA mais frequentemente isolados em casos de mastite bovina destacam-se <i>Staphylococcus chromogenes</i> e <i>Staphylococcus simulans</i>, além de espécies como <i>S. hyicus </i>e <i>S. epidermidis</i>. Algumas dessas espécies apresentam maior associação com a pele e o canal do teto, enquanto outras são isoladas com maior frequência em amostras de leite provenientes de quartos infectados.</p>
<p>Historicamente, esses microrganismos foram classificados como patógenos menores devido ao seu caráter predominantemente subclínico e por causar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> clínica de forma mais branda, quando comparados a agentes como <i>Staphylococcus aureus</i>, estreptococos e coliformes.</p>
<p>Os <strong>SNA</strong> estão entre os <strong>agentes mais frequentemente isolados em rebanhos leiteiros</strong> de diversos países. As infecções por essas bactérias estão associadas ao aumento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong> e podem resultar em perdas econômicas relacionadas à redução da qualidade do leite e à diminuição da produção, especialmente em infecções persistentes.</p>
<p>Ao longo deste texto serão abordadas as principais características dos estafilococos não-aureus, sua importância na mastite bovina, os impactos sobre a qualidade do leite e os desafios relacionados ao diagnóstico, controle e prevenção dessas infecções nos rebanhos leiteiros.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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</script></p>
</div>
<h2>Principais características dos Staphylococcus não-aureus (SNA)</h2>
<p>Os <strong>Staphylococcus não-aureus (SNA)</strong> constituem um grupo bastante heterogêneo de bactérias pertencentes ao gênero <i>Staphylococcus</i>. Embora compartilhem características microbiológicas em comum, como o formato esférico (cocos), a coloração Gram-positiva e a organização em agrupamentos semelhantes a cachos de uva, as diferentes espécies <strong>apresentam comportamentos distintos em relação à epidemiologia, patogenicidade e capacidade de causar mastite</strong>.</p>
<p>De forma geral, os SNA são considerados <strong>microrganismos oportunistas</strong> que habitam naturalmente a pele, as mucosas e outras regiões do corpo dos animais. Além disso, podem ser encontrados em diferentes reservatórios do ambiente, incluindo cama, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">equipamentos de ordenha</a></strong>, canal do teto e superfície da pele do úbere. Essa ampla distribuição favorece o contato frequente com a glândula mamária e contribui para a ocorrência de infecções intramamárias (DEGO et al, 2024).</p>
<p>Além disso, estudos demonstram que determinadas espécies possuem mecanismos de virulência que favorecem sua permanência no ambiente e no hospedeiro. Entre eles destaca-se a formação de biofilme, uma estrutura que facilita a adesão a superfícies, equipamentos de ordenha e tecidos do hospedeiro, além de dificultar a eliminação bacteriana. Essa característica também pode favorecer a disseminação desses microrganismos dentro do rebanho (DEGO et al, 2024).</p>
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<h2>Impactos produtivos e econômicos dos estafilococos não-aureus</h2>
<p>Embora tradicionalmente classificados como patógenos menores, os SNA podem causar prejuízos relevantes, especialmente devido à elevada frequência com que são encontrados nos rebanhos leiteiros.</p>
<p>De modo geral, <strong>as infecções por SNA estão associadas ao aumento da CCS</strong>, um dos principais indicadores de inflamação da glândula mamária. Em infecções persistentes, a CCS pode permanecer significativamente elevada em comparação aos quartos mamários sadios, <strong>comprometendo a qualidade do leite e aumentando o risco de penalizações ou perda de bonificações relacionadas à qualidade do produto.</strong></p>
<p>Além dos efeitos sobre a CCS, diversos estudos demonstram que os SNA também podem impactar a produção de leite. Embora as perdas sejam geralmente inferiores às observadas para patógenos maiores, como <i>Staphylococcus aureus</i>, reduções na produção de leite têm sido relatadas tanto em casos clínicos quanto subclínicos (HEIKKILÄ et al., 2018).</p>
<p>Em estudo realizado por Heikkila e colaboradores (2018), os SNA representaram o grupo de patógenos mais frequentemente isolado entre os casos avaliados, correspondendo a <strong>46% dos diagnósticos, com 89% das infecções relacionadas a casos subclínicos</strong>. Quando a mastite foi diagnosticada antes do pico de lactação, a redução média na produção chegou a 1,8 kg de leite por vaca ao dia, resultando em uma diminuição de aproximadamente 5,7% da produção aos 305 dias em leite. Além disso, os autores observaram que os impactos produtivos tendem a ser maiores quando a infecção ocorre no início da lactação, quando comparados com casos ao longo da lactação.</p>
<p>Assim como ocorre com outros agentes da mastite, os prejuízos associados aos SNA vão além da redução da produção. Custos relacionados ao diagnóstico, monitoramento da CCS, tratamentos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/descarte-do-leite/">descarte de leite</a></strong> e medidas de controle também devem ser considerados. Por isso, embora frequentemente apresentam quadros mais brandos, os estafilococos não-aureus podem gerar impactos econômicos significativos, principalmente em rebanhos onde sua prevalência é elevada.</p>
<h2>SNA: um desafio especialmente importante em primíparas</h2>
<p>Uma revisão conduzida por Valckenier e colaboradores (2019)  demonstrou que a prevalência de infecções intramamárias em primíparas no início da lactação pode variar amplamente entre rebanhos, sendo os SNA os agentes mais frequentemente isolados, representando 76,4% das infecções intramamárias em primíparas nos primeiros 4 dias após o parto.</p>
<p>Além disso, <strong>quartos mamários infectados por SNA em primíparas podem apresentar  maior infiltração de leucócitos e alterações na arquitetura do tecido mamário</strong> quando comparados a quartos saudáveis, sugerindo que essas infecções podem interferir no desenvolvimento da glândula mamária e, consequentemente, influenciar o desempenho produtivo futuro dos animais (PYÖRÄLÄ; TAPONEN, 2009) .</p>
<p>Embora o impacto produtivo das infecções por SNA em primíparas possa variar entre espécies bacterianas e características do rebanho, a elevada prevalência observada nessa categoria animal reforça a importância do monitoramento da saúde mamária ainda no período pré-parto. Dessa forma, <strong>estratégias de prevenção e controle voltadas para novilhas podem contribuir para reduzir a ocorrência de infecções no início da lactação</strong> e seus potenciais efeitos sobre a qualidade do leite e a saúde do úbere.</p>
<h2>Como prevenir infecções por estafilococos não-aureus?</h2>
<p>Nesse contexto, as boas práticas de ordenha continuam sendo fundamentais. Medidas como a correta higienização dos equipamentos, o uso de rotina adequada de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pré e pós-dipping</a></strong> e a manutenção da saúde dos tetos contribuem para reduzir a transmissão de microrganismos e a ocorrência de novas infecções. Estudos demonstram que a interrupção da desinfecção dos tetos após a ordenha pode aumentar significativamente a prevalência de infecções por SNA (Lam et al., 1997).</p>
<p>Além disso, <strong>a prevenção não deve se limitar aos animais em lactação</strong>. Considerando a elevada prevalência de infecções por SNA em novilhas, o período pré-parto merece atenção especial. Aspectos relacionados ao ambiente, conforto, higiene e manejo das fêmeas jovens podem influenciar diretamente a saúde da glândula mamária antes mesmo do início da primeira lactação. Dessa forma, estratégias voltadas para o bem-estar das novilhas e para a redução da exposição a potenciais fontes de infecção representam uma importante ferramenta de controle.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Os estafilococos não-aureus (SNA) estão entre os agentes mais frequentemente isolados em casos de mastite bovina, especialmente em novilhas e vacas primíparas. Embora tradicionalmente considerados patógenos menores, evidências recentes demonstram que sua elevada prevalência, capacidade de aumentar a contagem de células somáticas e potencial impacto sobre a produção de leite justificam maior atenção por parte de produtores e profissionais da área.</p>
<p>Além da diversidade de espécies envolvidas, os SNA apresentam diferenças importantes quanto à capacidade de colonização, persistência e impacto na saúde da glândula mamária. Por isso, <strong>o diagnóstico microbiológico e o monitoramento contínuo do rebanho são ferramentas fundamentais</strong> para compreender a dinâmica dessas infecções e direcionar estratégias de controle mais eficazes.</p>
<p>Nesse contexto, medidas preventivas associadas às <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">boas práticas de ordenha</a></strong>, ao manejo adequado das novilhas e ao monitoramento da qualidade do leite permanecem como os principais pilares para reduzir a ocorrência dessas infecções e seus impactos produtivos e econômicos nos rebanhos leiteiros.</p>
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<h2>Referências:</h2>
<ul>
<li><span style="font-size: 10pt;">DEGO, Oudessa Kerro; VIDLUND, Jessica. Staphylococcal mastitis in dairy cows. <i>Veterinary Medicine and Science</i>, [S.l.], v. 10, n. 4, e70038, 2024. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11165426/. Acesso em: 11 de junho de 2026 </span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">HEIKKILÄ, A.-M.; LISKI, E.; PYÖRÄLÄ, S.; TAPONEN, S. Pathogen-specific production losses in bovine mastitis. <i>Journal of Dairy Science</i>, Champaign, v. 101, n. 10, p. 9493–9504, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.3168/jds.2018-14824. Acesso em: 12 jun. 2026. </span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">PYÖRÄLÄ, Satu; TAPONEN, Suvi. Coagulase-negative staphylococci—Emerging mastitis pathogens. <i>Veterinary Microbiology</i>, Amsterdam, v. 134, n. 1–2, p. 3–8, 2009. </span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">VALCKENIER, D.; PIEPERS, S.; DE VISSCHER, A.; BRUCKMAIER, R. M.; DE VLIEGHER, S. Effect of intramammary infection with non-aureus staphylococci in early lactation in dairy heifers on quarter somatic cell count and quarter milk yield during the first 4 months of lactation. <i>Journal of Dairy Science</i>, Champaign, v. 102, n. 7, p. 6442–6453, 2019. Disponível em: https://www.journalofdairyscience.org/article/S0022-0302(19)30381-9/fulltext<span style="font-weight: 400;">. Acesso em: 12 jun. 2026. </span></span></li>
</ul>
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		<title>Mastite causada por Staphylococcus aureus: desafios, diagnóstico e estratégias de controle</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 14:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Staphylococcus aureus é um gênero de bactérias amplamente reconhecido como um dos principais agentes patogênicos responsáveis pela mastite em rebanhos leiteiros. Sua importância está relacionada às infecções que causa, elevando a CCS da vaca e piorando a qualidade do leite e na dificuldade de diagnóstico e baixa resposta à tratamento, sendo necessários ajustes de manejo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i>Staphylococcus aureus</i> é um gênero de bactérias amplamente reconhecido como um dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/">principais agentes</a></strong> patogênicos responsáveis pela mastite em rebanhos leiteiros. Sua importância está relacionada às infecções que causa, elevando a CCS da vaca e piorando a qualidade do leite e na dificuldade de diagnóstico e baixa resposta à tratamento, sendo necessários ajustes de manejo para controle desse agente a fim de minimizar perdas econômicas (TENHAGEN et al., 2006).</p>
<p>O <strong><i>Staphylococcus aureus</i></strong> é considerado a <strong>espécie mais patogênica entre os estafilococos associados à mastite bovina</strong>. Trata-se de uma bactéria Gram-positiva, catalase-positiva e coagulase-positiva, características amplamente utilizadas para sua identificação laboratorial.</p>
<p>As infecções intramamárias causadas por esse agente são geralmente subclínicas e crônicas, representando um dos maiores desafios para os programas de controle da mastite. Essa persistência está relacionada a diversos mecanismos de sobrevivência da bactéria, incluindo sua capacidade de sobreviver no interior de neutrófilos, invadir o tecido mamário e formar microabscessos, fatores que dificultam a ação do sistema imune e contribuem para as baixas taxas de cura observadas nos rebanhos (MULLARKY et al., 2001; ERSKINE et al., 2003; TENHAGEN et al., 2006).</p>
<p>Embora a maioria das infecções apresenta caráter subclínico, os quadros causados por S. aureus podem variar consideravelmente. Em situações menos frequentes, a infecção pode evoluir para formas clínicas graves, incluindo <strong>mastite hiperaguda e gangrenosa</strong>, especialmente no início da lactação. No entanto, as infecções subclínicas e crônicas continuam sendo as mais relevantes do ponto de vista econômico e sanitário, uma vez que podem permanecer por longos períodos no rebanho sem serem facilmente identificadas, favorecendo a disseminação do agente entre os animais.</p>
<p>Ao longo deste texto, serão abordados os principais mecanismos envolvidos na infecção por esse agente, seus impactos na saúde da vaca e na qualidade do leite, bem como as estratégias de controle atualmente recomendadas para reduzir sua disseminação nos rebanhos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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<h2>Impactos econômicos da mastite por <i>Staphylococcus aureus</i></h2>
<p>As perdas econômicas associadas à mastite vão além dos gastos imediatos com tratamento. De forma geral, incluem custos diretos, como exames diagnósticos, serviço veterinário, medicamentos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/descarte-do-leite/">descarte de leite</a></strong> e mão de obra, além de custos indiretos relacionados à redução futura da produção, piora do desempenho reprodutivo, descarte prematuro e necessidade de reposição de vacas.</p>
<p>No caso específico da mastite por <i>Staphylococcus aureus</i>, o impacto econômico é agravado pela <strong>elevada frequência de infecções subclínicas e persistentes</strong>. Heikkila e colaboradores (2018) mostraram que <strong><i>S. aureus</i> representou 25,5% dos patógenos detectados</strong>, sendo a maioria dos casos relacionados a quadros de mastite subclínica. Esse ponto é relevante porque, mesmo sem sinais clínicos evidentes, a infecção esteve associada à redução prolongada da produção de leite ao longo da lactação.</p>
<p>Ainda nesse estudo, quando a mastite por <i>S. aureus</i> foi diagnosticada antes do pico de lactação, as perdas médias diárias até 305 dias em leite foram próximas entre casos clínicos e subclínicos, em torno de 2,3 e 2,2 kg de leite/dia, respectivamente. Em termos proporcionais, a redução chegou a 7,1% da produção total aos 305 dias quando o diagnóstico ocorreu antes do pico, e cerca de 4,3% a 4,4% quando identificado entre 54 e 120 dias em leite.</p>
<p>Do ponto de vista biológico, essa perda está relacionada ao <strong>dano tecidual causado pela infecção intramamária</strong>. A bactéria pode aderir ao epitélio mamário, invadir tecidos e desencadear alterações persistentes no quarto afetado, reduzindo a atividade das células epiteliais responsáveis pela síntese de leite. Dessa forma, o impacto econômico do <i>S. aureus</i> não está apenas no tratamento dos casos clínicos, mas principalmente nas perdas silenciosas associadas à mastite subclínica, ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">aumento da CCS</a></strong> e à redução persistente da produção. Por isso, <strong>o controle deste agente deve ser entendido como uma estratégia sanitária e econômica dentro dos rebanhos leiteiros.</strong></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Os mecanismos que tornam o <i>S. aureus</i> um desafio na mastite bovina</h2>
<p>A capacidade do <i>Staphylococcus aureus</i> de causar infecções persistentes está diretamente relacionada aos seus diversos <strong>fatores de virulência</strong>. Esses mecanismos permitem que a bactéria colonize a glândula mamária, obtenha nutrientes do hospedeiro, cause lesões teciduais, consiga evadir da resposta imune e permaneça viável por longos períodos, mesmo diante da ação de antimicrobianos e das defesas do organismo da vaca. Além disso, possui mecanismos para adaptação e sobrevivência em diferentes ambientes e condições.</p>
<p>Após o estabelecimento da infecção intramamária, a bactéria passa a utilizar diferentes estratégias para evitar sua eliminação. Entre elas, destaca-se a <strong>produção de proteínas que interferem na ação dos anticorpos e dificultam a fagocitose</strong>, reduzindo a eficiência da resposta imune da vaca. Um dos mecanismos permite que <i>S. aureus</i> permaneça viável dentro das células de defesa da vaca por períodos prolongados.</p>
<p>Paralelamente, a produção de toxinas e enzimas contribui para o dano tecidual, favorecendo a progressão da infecção e a disseminação bacteriana dentro da glândula mamária.</p>
<p>Outro mecanismo amplamente associado à persistência da mastite por <i>S. aureus</i> é a <strong>formação de biofilme</strong>, que funciona como uma barreira física que dificulta a penetração de antimicrobianos e reduz a exposição das bactérias às células de defesa do hospedeiro. Como consequência, infecções associadas à formação de biofilme tendem a apresentar maior duração e menores taxas de cura.</p>
<p>Esses mecanismos permitem que <i>S. aureus</i> seja um dos agentes mais adaptados à persistência na glândula mamária bovina. Por isso, o sucesso no controle desse patógeno depende não apenas do tratamento dos animais infectados (que é pouco efetivo), mas, principalmente, na adoção de estratégias preventivas capazes de reduzir sua transmissão e limitar sua permanência nos rebanhos.</p>
<h2>Quais fatores aumentam o risco de infecção por <i>S. aureus</i>?</h2>
<p>A ocorrência de mastite, de forma geral, resulta da interação entre características do animal, desafios do ambiente e práticas de manejo adotadas na propriedade.</p>
<p>Como <i>S. aureus</i> se trata de um patógeno predominantemente contagioso, <strong>falhas na <a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">rotina de ordenha</a> favorecem sua transmissão entre vacas</strong>. Equipamentos mal regulados, ausência de desinfecção adequada dos tetos, ordenha de animais infectados sem seguir uma linha de ordenha e a falta do uso de luvas pelos ordenhadores podem contribuir para a disseminação da bactéria durante a ordenha.</p>
<p>Outros fatores de risco relacionados à ocorrência de mastite, estão: estágio de lactação, produção de leite da vaca, número de partos, posição do úbere em relação ao jarrete, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hiperqueratose-em-vacas-leiteiras/">hiperqueratose</a></strong> na extremidade dos tetos, histórico de mastite clínica e CCS da vaca.</p>
<p>Dessa forma, embora os fatores de virulência do <i>S. aureus</i> sejam fundamentais para o estabelecimento da infecção, a ocorrência da mastite está fortemente relacionada ao equilíbrio entre a resistência do hospedeiro, a pressão de infecção presente no ambiente e a qualidade das práticas de manejo adotadas na fazenda.</p>
<h2>Como diagnosticar infecções por <i>S. aureus</i>?</h2>
<p>O diagnóstico das infecções intramamárias causadas por <i>Staphylococcus aureus</i> pode representar um desafio, pois a eliminação bacteriana pelo leite pode ocorrer de forma intermitente, aumentando a chance de resultados falso-negativos em algumas amostragens.</p>
<p>A <strong>cultura microbiológica</strong> continua sendo o método mais utilizado para o diagnóstico de <i>S. aureus</i>. Para isso, amostras de leite são semeadas em meios de cultura específicos, como ágar sangue, ágar manitol salgado e outros meios seletivos utilizados em laboratórios de microbiologia veterinária. Após incubação entre 35 e 37 °C, o crescimento bacteriano geralmente pode ser observado em um período de 24 a 48 horas, embora alguns protocolos utilizem até 72 horas para aumentar a recuperação dos microrganismos.</p>
<p>A identificação do agente é realizada por meio das <strong>características das colônias e de testes laboratoriais complementares</strong>, como coloração de Gram, produção de catalase e teste de coagulase. Essas análises permitem diferenciar <i>S. aureus</i> de outros microrganismos frequentemente envolvidos na mastite, incluindo os estafilococos não-aureus (SNA).</p>
<p>Enquanto para outros patógenos a definição de infecção intramamária considera o crescimento de 3 ou mais unidades formadoras de colônia (UFC) na placa de cultivo, para o S. aureus, considera-se o crescimento de ao menos 1 UFC.</p>
<p>Uma estratégia que contribui para a detecção desse patógeno é realizar o congelamento da amostra.</p>
<p>Além disso, uma forma de aumentar a sensibilidade para a detecção de S. aureus, pode ser realizada mais de 1 coleta para cultura. Enquanto a realização de 1 coleta apresenta a sensibilidade de 75%, realizar 2 ou 3 coletas consecutivas podem elevar a sensibilidade para até 98%, sendo assim uma estratégia importante na detecção e controle desse patógeno (SEARS et al., 1991).</p>
<p>Nos últimos anos, <strong>técnicas moleculares, como a reação em cadeia da polimerase (PCR)</strong>, também passaram a ser utilizadas para a identificação do agente. Essas metodologias apresentam elevada especificidade e podem detectar genes relacionados à virulência e à resistência antimicrobiana. Entretanto, seu custo e a necessidade de infraestrutura laboratorial ainda limitam a utilização rotineira em muitas propriedades.</p>
<p>Outra ferramenta que vem sendo cada vez mais utilizada é a espectrometria de massas por <strong>MALDI-TOF</strong>. A qual permite identificar diferentes espécies de estafilococos. Sua principal vantagem é a rapidez e a elevada precisão na identificação de diferentes espécies de <i>Staphylococcus</i>, incluindo os estafilococos não-aureus (SNA). Estudos demonstram que o método apresenta alta sensibilidade e especificidade, contribuindo para diagnósticos mais precisos.</p>
<h2>Como implementar práticas de manejo para prevenir a mastite por <i>S. aureus</i>?</h2>
<p>Considerando a capacidade de persistência e disseminação do <i>Staphylococcus aureus</i> nos rebanhos leiteiros, as medidas de controle devem priorizar a prevenção de novas infecções. Na prática, programas bem-sucedidos combinam monitoramento sanitário, manejo adequado da ordenha e tomada de decisão baseada em informações do rebanho.</p>
<p>A rotina de ordenha continua sendo um dos principais pontos de controle desse agente. Medidas como a utilização de luvas pelos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">ordenhadores</a></strong>, a assepsia dos tetos antes e após a ordenha, a manutenção adequada dos equipamentos e a identificação de vacas infectadas contribuem para reduzir a transmissão entre animais. A desinfecção pré e pós-ordenha dos tetos pode reduzir a ocorrência de novas infecções intramamárias em até 50 a 65%, reforçando sua importância dentro dos programas de controle (DEGO et al., 2024).</p>
<p>O monitoramento da saúde da glândula mamária também desempenha papel fundamental. Ferramentas como a contagem de células somáticas (CCS), o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/">California Mastitis Test (CMT)</a></strong> e a cultura microbiológica permitem identificar animais infectados e acompanhar a dinâmica da doença dentro do rebanho. Essas informações auxiliam na tomada de decisão sobre tratamento, segregação e descarte de animais cronicamente infectados.</p>
<p>Outro ponto importante é o manejo do período seco. A terapia de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/">vaca seca</a></strong> continua sendo uma das principais estratégias para o controle de infecções subclínicas por <i>S. aureus</i>.. A associação entre antibióticos e selantes internos de teto pode proporcionar melhores resultados em rebanhos com histórico de infecção por <i>S. aureus</i>.</p>
<p>Em propriedades com maior prevalência do agente, medidas adicionais podem ser necessárias. A ordenha dos animais positivos, por último, a segregação de vacas infectadas e o descarte de casos crônicos são estratégias frequentemente recomendadas para reduzir a pressão de infecção e limitar a disseminação da bactéria dentro do rebanho.</p>
<p>Dessa forma, o foco deve estar na prevenção e na interrupção da transmissão, uma vez que as limitações terapêuticas tornam o controle muito mais eficiente do que a tentativa de eliminar infecções já estabelecidas.</p>
<h2>Por que o tratamento nem sempre funciona?</h2>
<p>As baixas taxas de cura observadas em infecções por <i>Staphylococcus aureus</i> nem sempre estão relacionadas exclusivamente à resistência aos antimicrobianos. Os fatores de virulência dificultam o acesso dos medicamentos ao local da infecção e favorecem a persistência da bactéria na glândula mamária. Como consequência, mesmo quando o microrganismo apresenta sensibilidade aos antimicrobianos em testes laboratoriais, a eficácia do tratamento pode ser limitada.</p>
<p>Além dos mecanismos de persistência, a resistência antimicrobiana representa uma preocupação crescente na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite bovina</a></strong>. Os estafilococos possuem elevada capacidade de adaptação e podem adquirir genes de resistência por meio de <strong>elementos genéticos móveis, como plasmídeos, bacteriófagos e outros mecanismos de transferência horizontal de genes</strong>. Esse processo favorece o surgimento e a disseminação de cepas resistentes entre animais e rebanhos.</p>
<p>Entre os antimicrobianos, a <strong>resistência aos β-lactâmicos</strong> é uma das mais frequentemente relatadas em isolados de <i>S. aureus</i>. Destaca-se ainda a ocorrência de <strong>cepas resistentes à meticilina</strong> (<i>Methicillin-resistant Staphylococcus aureus</i> – MRSA), que possuem relevância não apenas para a saúde animal, mas também para a saúde pública devido ao seu potencial zoonótico.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A mastite causada por <i>Staphylococcus aureus</i> permanece como um importante desafio para os rebanhos leiteiros, principalmente devido à sua capacidade de persistência e disseminação. Por isso, o controle deste agente deve estar baseado em prevenção, monitoramento contínuo e manejo adequado, permitindo reduzir perdas produtivas, melhorar a qualidade do leite e preservar a saúde do rebanho.</p>
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<h2>Referências:</h2>
<ul>
<li><span style="font-size: 10pt;">Arnold, M. E., &amp; Bewley, J. M. (2017). Staphylococcus aureus Mastitis. In <i>Mastitis in Dairy Cattle: Causes and Control</i> (pp. 137-158).</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">Azevedo, C., Pacheco, D., Soares, L., Romão, R., Moitoso, M., Maldonado, J., Guix, R., &amp; Simões, J. (2023). Prevalence of contagious and environmental mastitis-causing bacteria in bulk tank milk and its relationships with milking practices of dairy cattle herds in São Miguel Island (Azores). <i>Journal of Dairy Science</i>, 106(7), 2458-2469.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">DEGO, Oudessa Kerro; VIDLUND, Jessica. Staphylococcal mastitis in dairy cows. <i>Veterinary Medicine and Science</i>, [S.l.], v. 10, n. 4, e70038, 2024. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11165426/. Acesso em: 11 de junho de 2026 </span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">ERSKINE, Ronald J., WAGNER, Sarah, et DEGRAVES, Fred J. Mastitis therapy and pharmacology. Veterinary Clinics: Food Animal Practice, 2003, vol. 19, no 1, p. 109-138.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">HEIKKILÄ, A.-M.; LISKI, E.; PYÖRÄLÄ, S.; TAPONEN, S. Pathogen-specific production losses in bovine mastitis. <i>Journal of Dairy Science</i>, Champaign, v. 101, n. 10, p. 9493–9504, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.3168/jds.2018-14824. Acesso em: 12 jun. 2026</span></li>
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</ul>
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		<title>Queda no preço do leite: como planejar o caixa da fazenda?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 15:30:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Momentos de queda no preço do leite costumam trazer um sentimento comum entre produtores: a sensação de que o esforço dentro da fazenda continua o mesmo, mas a margem da atividade parece cada vez mais apertada. Em muitos casos, o problema não está apenas na produção ou na eficiência técnica, mas na dificuldade de antecipar [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/queda-no-preco-do-leite-como-planejar-o-caixa-da-fazenda/">Queda no preço do leite: como planejar o caixa da fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Momentos de queda no preço do leite costumam trazer um sentimento comum entre produtores: a sensação de que o esforço dentro da fazenda continua o mesmo, mas a margem da atividade parece cada vez mais apertada. Em muitos casos, o problema não está apenas na produção ou na eficiência técnica, mas na dificuldade de antecipar como o cenário econômico vai <strong>impactar o caixa da propriedade ao longo do ano</strong>.</p>
<p>Quando o preço pago pelo leite diminui, pequenas variações nos custos ou nas receitas passam a ter um peso muito maior sobre o resultado financeiro da fazenda. Nesse contexto, decisões que antes pareciam simples, como comprar insumos, realizar um investimento ou assumir um financiamento, podem comprometer o equilíbrio financeiro da atividade se não forem planejadas com antecedência.</p>
<p>Por isso, em períodos de maior instabilidade no mercado, torna-se ainda mais importante que o produtor tenha <strong>clareza sobre o fluxo de entradas e saídas de recursos da propriedade</strong>, entendendo não apenas quanto a fazenda gera de receita, mas principalmente em <strong>quais momentos do ano ocorrem as entradas de recursos e quando acontecem os principais desembolsos da atividade</strong>. Essa visão permite antecipar períodos de maior pressão no caixa e preparar estratégias para enfrentá-los.</p>
<p>Ferramentas de planejamento financeiro são fundamentais nesse processo, pois ajudam a transformar as decisões produtivas da fazenda em projeções econômicas e financeiras, aumentando a previsibilidade e apoiando a tomada de decisão ao longo do ano.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</div>
<h2>Planejamento financeiro e previsibilidade na fazenda leiteira</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/">gerenciamento financeiro</a></strong> é uma ferramenta essencial para antecipar cenários e organizar a operação da fazenda ao longo do ano produtivo. No entanto, sua aplicação não deve se limitar à análise de resultados passados.</p>
<p>Embora o histórico financeiro seja importante para compreender o desempenho da propriedade, ele, por si só, não é suficiente para orientar decisões em contextos de maior instabilidade de mercado.</p>
<p>Ao entender receitas, despesas e compromissos financeiros, o produtor passa a ter uma visão mais clara do comportamento monetário da fazenda ao longo do tempo, reduzindo o risco de tomar decisões baseadas apenas na percepção do momento.</p>
<p>Nesse processo, <strong>compreender o fluxo de caixa da propriedade</strong> torna-se fundamental, já que ele representa a dinâmica das entradas e saídas de recursos financeiros ao longo do período produtivo. Esse acompanhamento permite identificar momentos de maior dificuldade sobre o caixa, avaliar necessidades de capital e organizar de forma mais estratégica o pagamento de despesas e a realização de investimentos.</p>
<p>Quando essa análise é conduzida de maneira estruturada, torna-se possível transformar informações produtivas, como produção de leite, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/">evolução do rebanho</a></strong>, estratégias alimentares e planejamento agrícola em projeções financeiras que apoiam decisões mais seguras e alinhadas à realidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-dicas-praticas-sobreviver-crise-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-dicas-praticas-leite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-41405 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite.jpg" alt="Banner e-book dicas práticas para sobreviver à crise no leite" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-300x97.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-768x248.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-370x120.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-270x87.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-740x239.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/banner-ebook-dicas-praticas-leite-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Transformando planejamento em previsibilidade financeira</h2>
<p>Se o planejamento financeiro é essencial para enfrentar cenários de maior instabilidade no mercado do leite, surge então uma pergunta importante: <strong>como transformar as informações produtivas e econômicas da fazenda em uma visão clara do que pode acontecer ao longo do ano?</strong></p>
<p>Uma das ferramentas mais utilizadas para isso na gestão de propriedades leiteiras é o <strong>orçamento da fazenda</strong>, que consiste em uma projeção estruturada das movimentações monetárias da atividade para um determinado período, geralmente o ano produtivo.</p>
<p>Ao organizar essas informações, é possível estimar como as decisões técnicas e operacionais da fazenda podem se refletir no resultado financeiro da propriedade.</p>
<p>O orçamento também contribui para construir uma visão integrada da operação, reunindo informações de diferentes setores da fazenda em uma única análise econômica. Com isso, o produtor consegue identificar, por exemplo, períodos em que o caixa pode ficar mais pressionado, momentos mais seguros para realizar investimentos ou até a necessidade de reorganizar determinadas estratégias produtivas.</p>
<p>Outro ponto importante é que o orçamento não deve ser visto como um documento estático. Ao longo do ano, as projeções podem ser comparadas com os resultados realizados, permitindo ajustes nas decisões da fazenda sempre que necessário. Esse acompanhamento contínuo transforma o orçamento em um instrumento ativo de gestão, apoiando decisões de compra, venda, investimento e financiamento ao longo da operação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45963 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite.webp" alt="Imagem com uma ilustração de um gráfico representando queda no preço do leite" width="1000" height="667" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite.webp 1000w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-300x200.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-768x512.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-370x247.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-270x180.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/queda-preco-leite-740x494.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<h2>Informações essenciais para um planejamento financeiro consistente</h2>
<p>Para que o planejamento financeiro da fazenda seja realmente útil na tomada de decisões, ele precisa partir de premissas técnicas que representem com fidelidade a realidade produtiva da propriedade. Em outras palavras, as projeções econômicas só fazem sentido quando estão baseadas nas informações do próprio sistema de produção.</p>
<h3>1. Estrutura e evolução do rebanho ao longo do ano</h3>
<p>A quantidade de animais em cada categoria, as previsões de partos, descartes e entrada de novilhas influenciam diretamente o volume de leite produzido e, consequentemente, a estimativa de receita da atividade.</p>
<h3>2. Estratégia alimentar adotada na fazenda</h3>
<p>O número de animais por lote, as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dietas</a></strong> utilizadas em cada categoria e a previsão de consumo de ingredientes interferem diretamente nos custos de produção, especialmente considerando que a alimentação representa uma das principais despesas da pecuária leiteira.</p>
<p>Além disso, o planejamento financeiro também deve considerar as decisões do <strong>setor agrícola da propriedade</strong>, principalmente quando a fazenda produz parte dos alimentos utilizados no sistema. Nesse caso, entram no planejamento fatores como previsão de plantio, necessidade de compra de insumos e custos operacionais das lavouras.</p>
<h3>3. Despesas operacionais da fazenda</h3>
<p>Também é importante incorporar ao planejamento as <strong>despesas operacionais da fazenda</strong>, como mão de obra, manutenção de máquinas e estruturas, combustível, assistência técnica e outros gastos necessários para o funcionamento do sistema produtivo.</p>
<h3>4. Compromissos financeiros da propriedade</h3>
<p>São as <strong>parcelas de financiamentos, empréstimos e investimentos programados</strong>. Esses elementos têm impacto direto sobre o fluxo de caixa da fazenda e precisam ser considerados para garantir que a atividade consiga cumprir suas obrigações ao longo do ano.</p>
<p>Quando todas essas informações são analisadas de forma integrada, o produtor passa a ter uma visão muito mais clara da realidade econômica da fazenda e das decisões necessárias para manter o equilíbrio financeiro da atividade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=queda-preco" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Por que esse planejamento se torna ainda mais importante em momentos de queda no preço do leite?</h2>
<p>Em períodos de valorização do leite, muitas propriedades conseguem <strong>absorver ineficiências produtivas ou financeiras</strong> sem comprometer imediatamente o resultado da atividade. No entanto, quando o preço pago ao produtor recua, a margem da pecuária leiteira tende a se estreitar rapidamente, tornando o controle financeiro ainda mais relevante.</p>
<p>Nesses momentos, decisões que antes tinham impacto limitado podem passar a influenciar diretamente a saúde econômica da fazenda. Compras de insumos, investimentos em infraestrutura ou até ajustes no manejo alimentar precisam ser avaliados com maior cautela, considerando não apenas o custo imediato, mas também o impacto no fluxo de caixa ao longo dos meses seguintes.</p>
<p>Decisões tomadas de forma impulsiva, muitas vezes motivadas apenas pela tentativa de reduzir custos no curto prazo, podem comprometer o desempenho produtivo dos animais, afetando consumo, produção e eficiência do sistema, o que acaba gerando novos impactos econômicos para a atividade.</p>
<p>Ter uma <strong>visão antecipada das receitas e despesas</strong> permite que o produtor identifique períodos em que o caixa pode ficar mais pressionado e, a partir disso, organize melhor suas decisões. Em alguns casos, isso pode significar ajustar o momento de compra de determinados insumos, reorganizar investimentos ou até reavaliar estratégias produtivas para manter o equilíbrio financeiro da atividade.</p>
<p>Além disso, em cenários de maior instabilidade, o planejamento financeiro contribui para reduzir o nível de incerteza dentro da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/">gestão da fazenda</a></strong>. Ao transformar informações produtivas em projeções econômicas, o produtor passa a tomar decisões com base em dados e cenários projetados, e não apenas reagindo às mudanças do mercado.</p>
<p>Dessa forma, o planejamento deixa de ser apenas uma prática administrativa e passa a se tornar uma ferramenta estratégica para aumentar a resiliência da propriedade diante das oscilações do setor leiteiro.</p>
<h2>Planejar para tomar decisões melhores</h2>
<p>Em momentos de queda no preço do leite, a gestão financeira da propriedade torna-se ainda mais importante. Quando as margens ficam mais apertadas, decisões tomadas sem planejamento podem comprometer o equilíbrio econômico da atividade e gerar impactos produtivos ao longo do sistema.</p>
<p>Ter clareza sobre o <strong>comportamento do caixa da fazenda ao longo do ano</strong> permite antecipar cenários, organizar compromissos financeiros e avaliar com mais segurança decisões relacionadas a custos, investimentos e manejo do sistema produtivo.</p>
<p>Mais do que prever números, o planejamento financeiro transforma as informações técnicas da fazenda em uma visão econômica estruturada, ajudando o produtor a conduzir a atividade com maior previsibilidade, mesmo em períodos de instabilidade no mercado do leite.</p>
<h2 data-section-id="1ykr2dy" data-start="0" data-end="61">Quer tomar decisões mais seguras na sua fazenda leiteira?</h2>
<p data-start="63" data-end="340">Quando o preço do leite oscila, quem tem controle da gestão da fazenda consegue reagir mais rápido e proteger o resultado da atividade. Entender os números do sistema, planejar o fluxo de caixa e avaliar melhor os investimentos faz toda a diferença no dia a dia da propriedade.</p>
<p data-start="342" data-end="571">No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=queda-preco" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende de forma prática como analisar os resultados da fazenda, organizar o planejamento financeiro e usar a gestão para tomar decisões mais seguras na produção de leite.</p>
<p data-start="573" data-end="662">Conheça o curso <strong>Gestão na Pecuária Leiteira</strong> e fortaleça a gestão da sua fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=queda-preco" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p data-start="573" data-end="662"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fazenda de leite sem lucro? Veja como reverter esse cenário</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/fazenda-de-leite-sem-lucro-como-reverter/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 13:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você investiu em estrutura, tem um rebanho estabelecido e trabalha de sol a sol, mas ao final do mês os números não fecham? Essa é a realidade de inúmeros produtores de leite no Brasil. Ter uma fazenda de leite sem lucro é mais comum do que se imagina, e não significa que você não trabalhe [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/fazenda-de-leite-sem-lucro-como-reverter/">Fazenda de leite sem lucro? Veja como reverter esse cenário</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você investiu em estrutura, tem um rebanho estabelecido e trabalha de sol a sol, mas ao final do mês os números não fecham? Essa é a realidade de inúmeros produtores de leite no Brasil. Ter uma <strong>fazenda de leite sem lucro</strong> é mais comum do que se imagina, e não significa que você não trabalhe duro o suficiente.</p>
<p>O problema está em questões mais profundas que passam despercebidas no dia a dia: custos invisíveis que corroem a margem, produtividade abaixo do potencial, gestão baseada em intuição ao invés de dados concretos. A boa notícia é que <strong>esse cenário pode ser revertido com as estratégias certas</strong>.</p>
<p>Neste artigo, você vai entender exatamente por que algumas propriedades leiteiras não alcançam a lucratividade esperada e, mais importante, descobrir um caminho claro para transformar sua operação em um negócio verdadeiramente rentável.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Por que algumas fazendas de leite não têm lucro?</h2>
<h3>1. Custos de produção mal controlados</h3>
<p>Um dos maiores vilões da fazenda de leite sem lucro é a falta de controle rigoroso sobre os custos. Muitos produtores conhecem apenas os gastos óbvios, como ração e medicamentos, mas desconhecem o custo real por litro de leite produzido.</p>
<p>Custos <strong>frequentemente ignorados</strong>:</p>
<ul>
<li>Depreciação de equipamentos e benfeitorias;</li>
<li>Mão de obra indireta;</li>
<li>Energia elétrica e combustível;</li>
<li>Manutenção preventiva (que acaba virando corretiva e mais cara);</li>
<li>Custo de oportunidade do capital investido.</li>
</ul>
<p>Sem um controle detalhado, é impossível saber onde estão os vazamentos financeiros. A propriedade pode estar produzindo mais, mas gastando ainda mais, resultando em prejuízo disfarçado de progresso.</p>
<h3>2. Baixa produtividade por animal</h3>
<p>A média nacional de produção de leite no Brasil gira em torno de<strong> 6 a 8 litros por vaca/dia</strong> em sistemas tradicionais. Propriedades com <strong>gestão profissional alcançam facilmente 20, 30  litros ou mais</strong> por animal. Essa diferença é absolutamente determinante para a lucratividade.</p>
<p>Uma vaca que produz 8 litros/dia consome praticamente a mesma estrutura, espaço, dedicação da mão de obra e cuidados básicos que uma que produz 25 litros/dia. Nesse caso, a diferença entre esses dois animais pode estar na genética, nutrição, manejo e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/">sanidade</a></strong>.</p>
<p>Exemplos de comparativo de produtividade:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45648 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro.webp" alt="Tabela com exemplo de comparativo de produtividade" width="977" height="184" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro.webp 977w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro-300x56.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro-768x145.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro-370x70.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro-270x51.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro-740x139.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 977px) 100vw, 977px" /></p>
<p>Perceba que com o mesmo tamanho de rebanho e o mesmo preço pago por litro de leite, <strong>a diferença mensal pode ultrapassar R$ 80 mil</strong> entre os cenários. Isso representa a diferença entre uma fazenda de leite sem lucro e um negócio altamente rentável e eficiente.</p>
<h3>3. Gestão financeira inadequada</h3>
<p>Muitas propriedades leiteiras <strong>ainda operam sem separação entre finanças pessoais e empresariais</strong>. O produtor retira dinheiro do caixa conforme necessita, sem planejamento ou controle formal. Isso cria uma ilusão perigosa sobre a real saúde financeira do negócio.</p>
<p>Essa prática pode provocar uma confusão patrimonial e tornar difícil identificar se a fazenda está apenas “pagando as contas” com o próprio capital de giro, além de prejudicar planejamentos para o futuro e investimentos a longo prazo.</p>
<p>Problemas comuns:</p>
<ul>
<li>Ausência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/">fluxo de caixa</a></strong> estruturado;</li>
<li>Desconhecimento do ponto de equilíbrio;</li>
<li>Falta de reserva para emergências;</li>
<li>Investimentos feitos sem análise de viabilidade;</li>
<li>Confusão entre receita e lucro.</li>
</ul>
<p>Uma fazenda pode ter um faturamento considerável e ainda assim ser uma fazenda de leite sem lucro, simplesmente porque os custos consomem toda a receita e o produtor vive em um ciclo de &#8220;robustez frágil&#8221;.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-fluxo-caixa-propriedade-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-fluxo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39665 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa.png" alt="Planilha fluxo de caixa de fazenda leiteira" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-fluxo-caixa-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>4. Nutrição ineficiente do rebanho</h3>
<p>A alimentação representa<strong> entre 50% e 70% dos custos de produção na pecuária leiteira</strong>. Paradoxalmente, é uma das áreas onde mais se desperdiça dinheiro por falta de planejamento técnico e por manejos inadequados de fornecimento da dieta.</p>
<p>Erros frequentes:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">Dietas</a></strong> desbalanceadas nutricionalmente;</li>
<li>Compra de insumos sem análise de custo-benefício;</li>
<li>Forragens de baixa qualidade;</li>
<li>Desperdício no armazenamento e fornecimento;</li>
<li>Falta de ajuste conforme o estágio de lactação.</li>
</ul>
<p>Uma vaca mal nutrida não expressa seu potencial genético, adoece com mais frequência e tem vida produtiva encurtada. O investimento em nutrição de qualidade, calculada por um profissional, não é gasto, mas sim a principal alavanca de produtividade.</p>
<h3>5. Problemas sanitários recorrentes</h3>
<p>Doenças no rebanho destroem a lucratividade de forma silenciosa. Mastite, problemas reprodutivos, locomotores, parasitoses e doenças metabólicas reduzem drasticamente a produção e aumentam os custos com tratamentos e descarte prematuro de animais.</p>
<p>Impactos da má sanidade:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">Queda na produção de leite</a></strong>;</li>
<li>Aumento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong>;</li>
<li>Penalização no preço pago pelo laticínio;</li>
<li>Maior intervalo entre partos;</li>
<li>Descarte precoce de animais de alto valor genético;</li>
<li>Custos com medicamentos e veterinário.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45649 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro-1.webp" alt="Gráfico retratando a diferença entre a produção de leite de vacas sadias e vacas doentes" width="740" height="366" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro-1-300x148.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro-1-370x183.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/fazenda-sem-lucro-1-270x134.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p>Uma propriedade com <strong>problemas sanitários crônicos</strong> dificilmente sairá da condição de fazenda de leite sem lucro, independentemente de quanto invista em outras áreas.</p>
<h2>O impacto da falta de gestão profissional</h2>
<h3>Decisões baseadas em &#8220;achismos&#8221;</h3>
<p>A experiência é valiosa, mas quando não é complementada com dados concretos, pode levar a decisões equivocadas. Muitos produtores decidem investimentos, contratações ou mudanças no manejo baseados apenas em intuição ou no que &#8220;sempre foi feito assim&#8221;.</p>
<p><strong>Exemplos de decisões que precisam de dados:</strong></p>
<ul>
<li>Qual categoria de animal descartar primeiro?</li>
<li>Quando investir em genética versus instalações?</li>
<li>Se vale a pena produzir volumoso próprio ou comprar?</li>
<li>Qual o momento ideal para expandir o rebanho?</li>
<li>Quais animais manter na reprodução?</li>
</ul>
<p>Sem informações precisas, essas decisões se tornam apostas, e apostas não constroem negócios sustentáveis.</p>
<h3>Ausência de indicadores de desempenho</h3>
<p>O que não se mede, não se gerencia. Essa máxima é especialmente verdadeira na pecuária leiteira. Propriedades lucrativas acompanham seus números religiosamente, sabem exatamente onde estão e para onde querem ir.</p>
<p><strong>Indicadores chave de desempenho (KPI) essenciais</strong> para sair da condição de fazenda de leite sem lucro:</p>
<ul>
<li>Custo de produção por litro;</li>
<li>Margem bruta e líquida;</li>
<li>Produção por vaca em lactação;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/">Taxa de prenhez</a></strong>;</li>
<li>Intervalo entre partos;</li>
<li>Contagem de células somáticas (CCS);</li>
<li>Taxa de mortalidade de bezerros;</li>
<li>Taxa de reposição do rebanho;</li>
<li>Produtividade por hectare;</li>
<li>Eficiência alimentar.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=fazenda-sem-lucro" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como identificar os gargalos na sua propriedade</h2>
<h3>Sinais de alerta que você não pode ignorar</h3>
<p>Se você se identifica com <strong>três ou mais dos pontos abaixo</strong>, sua fazenda pode estar operando no prejuízo sem que você perceba:</p>
<ol>
<li>Você não sabe exatamente quanto custa produzir cada litro de leite.</li>
<li>Mais de 20% das vacas estão com CCS acima de 200.000 células/ml.</li>
<li>O intervalo entre partos é superior a 14 meses.</li>
<li>Você frequentemente precisa de capital externo para cobrir despesas correntes.</li>
<li>Não há sobra de caixa ao final da maioria dos meses.</li>
<li>As decisões de compra são baseadas apenas no preço, não no custo-benefício.</li>
<li>Você não tem um controle de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">registros zootécnicos</a></strong>.</li>
<li>Investimentos são feitos sem análise de retorno.</li>
<li>Você sente que trabalha cada vez mais, mas os resultados estagnam.</li>
</ol>
<h2>Estratégias comprovadas para reverter o cenário</h2>
<h3>Otimização de custos com alimentação</h3>
<p>Reduzir custos <strong>não significa economizar na alimentação</strong>, mas sim gastar de forma inteligente. A nutrição precisa ser eficiente, não barata.</p>
<p>Ações práticas:</p>
<ul>
<li>Faça <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-interpretar-uma-analise-bromatologica-da-silagem-de-milho/">análise bromatológica</a></strong> de todas as forragens.</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">Formule dietas</a></strong> balanceadas com apoio de nutricionista.</li>
<li>Compare o custo por nutriente, não apenas preço por saco.</li>
<li>Invista em qualidade de silagem.</li>
<li>Ajuste as dietas conforme fase produtiva.</li>
<li>Minimize perdas no armazenamento e fornecimento.</li>
<li>Considere utilizar aditivos na dieta que comprovadamente aumentam eficiência.</li>
</ul>
<h3>Melhoramento genético e seleção do rebanho</h3>
<p>Não basta ter vacas, é preciso ter as vacas certas. O melhoramento genético é um processo contínuo que transforma a produtividade a médio e longo prazo.</p>
<p>Estratégias de melhoramento:</p>
<ul>
<li>Use inseminação artificial com touros provados.</li>
<li>Descarte vacas de baixa produção e problemas sanitários e reprodutivos recorrentes.</li>
<li>Estabeleça critérios objetivos de seleção dos animais.</li>
<li>Invista em animais de genética superior.</li>
<li>Faça controle leiteiro sistemático.</li>
<li>Selecione para produção, fertilidade e sanidade.</li>
</ul>
<h3>Investimento em tecnologia e automação</h3>
<p>A tecnologia na pecuária leiteira já não é luxo, é necessidade competitiva. Investimentos em automatização trazem retorno via redução de mão de obra, maior controle e aumento de produtividade.</p>
<p>Tecnologias com melhor custo-benefício:</p>
<ul>
<li>Ordenha mecânica com medidores eletrônicos de produção.</li>
<li>Resfriadores dimensionados corretamente em relação ao número de ordenhas diárias.</li>
<li>Sistema de aspersão e ventilação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/">sala de espera</a></strong> e linha de cocho.</li>
<li>Cercas elétricas para rotação de pastagens.</li>
<li>Identificação eletrônica de animais por meio de bottons e brincos.</li>
<li>Software de gestão do rebanho.</li>
<li>Sensores de atividade e saúde animal.</li>
</ul>
<h2>O papel da consultoria especializada</h2>
<p>Muitos produtores tentam resolver tudo sozinhos e acabam perdendo anos com tentativa e erro. Uma <strong>consultoria especializada</strong> traz um olhar externo, técnico e imparcial sobre os gargalos da propriedade.</p>
<p>O que uma boa consultoria oferece:</p>
<ul>
<li>Diagnóstico completo da situação atual;</li>
<li>Identificação de desperdícios e ineficiências;</li>
<li>Plano de ação estruturado e priorizado;</li>
<li>Acompanhamento da implementação;</li>
<li>Ajuste de rota conforme resultados;</li>
<li>Transferência de conhecimento para a equipe.</li>
</ul>
<p>O investimento em consultoria frequentemente se paga em poucos meses através das melhorias implementadas, transformando uma fazenda de leite sem lucro em um negócio próspero.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Ter uma <strong>fazenda de leite sem lucro</strong> não é destino, é apenas a situação atual que pode ser mudada. Os produtores que conseguem reverter esse quadro têm algumas características em comum: reconhecem o problema, buscam conhecimento, implementam mudanças baseadas em dados e têm persistência.</p>
<p>O primeiro passo é fazer um <strong>diagnóstico honesto da sua propriedade</strong>. Calcule seus custos reais, meça sua produtividade, identifique os principais gargalos. A partir desse conhecimento, priorize as ações que trarão maior impacto: geralmente, melhorias na nutrição, sanidade e gestão financeira entregam resultados mais rápidos.</p>
<p>Lembre-se: cada litro a mais produzido com eficiência, cada real economizado com inteligência e cada decisão tomada com base em dados aproxima você da fazenda lucrativa que deseja construir.</p>
<p>Sua fazenda tem potencial para ser muito mais lucrativa. <strong>O momento de agir é agora.</strong></p>
<h2>Gestão não é custo, é o caminho para aumentar o lucro</h2>
<p>Muitos produtores acreditam que gestão é burocracia, mas a verdade é que ela é a chave para entender o negócio e crescer.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=fazenda-sem-lucro" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a>, você vai aprender como calcular seus custos de produção, planejar investimentos e tomar decisões que realmente aumentam a margem de lucro, sem depender de grandes mudanças estruturais.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=fazenda-sem-lucro" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Custo de produção do leite: guia completo passo a passo para calcular na sua fazenda</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/custo-de-producao-do-leite-guia-completo-passo-a-passo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 13:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[custos]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabe exatamente quanto custa produzir cada litro de leite na sua propriedade? Se a resposta for &#8220;mais ou menos&#8221; ou &#8220;tenho uma ideia&#8221;, você pode estar deixando dinheiro na mesa sem perceber. Conhecer com precisão o custo de produção do leite não é apenas uma boa prática contábil, é a diferença entre administrar no [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabe exatamente <strong>quanto custa produzir cada litro de leite na sua propriedade?</strong> Se a resposta for &#8220;mais ou menos&#8221; ou &#8220;tenho uma ideia&#8221;, você pode estar deixando dinheiro na mesa sem perceber. Conhecer com precisão o custo de produção do leite não é apenas uma boa prática contábil, é a diferença entre administrar no escuro e tomar decisões que realmente aumentam sua lucratividade.</p>
<p>Muitos produtores trabalham arduamente, investem em infraestrutura e melhorias, mas ao final do mês se perguntam: por que os resultados não aparecem? A resposta, na maioria das vezes, está na falta de controle preciso dos custos.</p>
<p>Neste guia completo, você vai aprender um <strong>método prático e aplicável para calcular o custo de produção do leite na sua fazenda</strong>, entender onde seu dinheiro está sendo usado e, principalmente, descobrir oportunidades concretas de aumentar sua margem de lucro.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
<script>
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</script></p>
</div>
<h2>Por que calcular o custo de produção do leite é fundamental?</h2>
<h3>Tomar decisões baseadas em dados reais</h3>
<p>Sem conhecer seus custos reais, cada decisão na propriedade vira uma aposta. Vale a pena investir naquele novo concentrado? Devo expandir o rebanho agora? É melhor produzir volumoso próprio ou comprar? Essas perguntas só podem ser respondidas com dados concretos.</p>
<p>Quando você domina o custo de produção do leite, cada investimento passa por uma <strong>análise objetiva de retorno</strong>. Você sabe se determinada mudança vai realmente trazer resultados ou apenas aumentar seus gastos sem contrapartida.</p>
<h3>Identificar desperdícios ocultos</h3>
<p>A maioria das fazendas tem &#8220;vazamentos&#8221; financeiros que passam despercebidos: ração desperdiçada, animais de baixa produtividade que consomem recursos, equipamentos mal dimensionados que gastam energia em excesso, manutenções que poderiam ser preventivas mas viram corretivas e mais caras.</p>
<p>O cálculo detalhado dos custos ilumina essas áreas cinzentas e permite que você ataque os problemas mais impactantes primeiro.</p>
<h3>Precificar e negociar com propriedade</h3>
<p>Conhecer seu custo de produção fortalece seu poder de negociação. Você sabe qual é seu preço mínimo viável, pode avaliar propostas de laticínios com clareza e tomar decisões sobre bonificações e programas de qualidade sabendo exatamente o impacto no seu resultado.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-custo-producao-pecuaria-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-custo-producao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39662 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png" alt="Planilha custo de produção na pecuária leiteira" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Conceitos essenciais: entendendo a gestão econômica</h2>
<p>Antes de colocar a mão na massa, é essencial compreender os fundamentos da gestão econômica e sua aplicação prática na fazenda. O uso estratégico de ferramentas, para a organização das despesas e receitas da propriedade em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/centro-de-custo-e-contas-gerenciais-como-aplicar-esses-conceitos-na-fazenda/">centros de custo e contas gerenciais</a></strong>, são etapas fundamentais para avaliar a eficiência das atividades e a lucratividade do negócio rural.</p>
<p>Os <strong>centros de custo</strong> representam setores específicos, como: recria, ordenha ou agricultura; permitindo rastrear de forma precisa onde os recursos estão sendo investidos e qual o retorno gerado por cada área.</p>
<p>Já as <strong>contas gerenciais</strong> são categorias que agrupam os diferentes tipos de despesas e receitas da operação, como alimentação, sanidade, mão de obra, manutenção e depreciação.</p>
<p>Essa estrutura facilita o monitoramento financeiro e contribui para uma análise mais clara da rentabilidade por tipo de gasto, tornando possível identificar gargalos, ajustar estratégias e melhorar a competitividade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44554 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite.webp" alt="Representação de centro de custos de uma fazenda leiteira" width="1001" height="476" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite.webp 1001w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-300x143.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-768x365.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-370x176.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-270x128.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-740x352.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1001px) 100vw, 1001px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Esquema de centros de custos (armários) e contas gerenciais (gavetas). Fonte: Laryssa Mendonça</span></p>
<h2>Passo 1: levantamento de todos os custos variáveis e fixos</h2>
<p>Os custos são divididos em duas grandes categorias: <strong>variáveis e fixos.</strong></p>
<h3>Custos variáveis</h3>
<p>Os custos variáveis estão <strong>diretamente ligados ao volume produzido e tendem a oscilar</strong> conforme o nível de atividade, como:</p>
<p><strong>Alimentação</strong>: Representa de 50% a 70% do custo total e merece atenção especial.</p>
<ul>
<li>Concentrados (ração, farelo de soja, milho, núcleos);</li>
<li>Volumosos (silagem, feno, pastagem);</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">Suplementação mineral</a></strong>;</li>
<li>Aditivos.</li>
</ul>
<p><strong>Sanidade</strong>:</p>
<ul>
<li>Vacinas obrigatórias e opcionais;</li>
<li>Medicamentos para tratamento;</li>
<li>Produtos para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">controle de parasitas</a></strong>;</li>
<li>Materiais veterinários.</li>
</ul>
<p><strong>Reprodução</strong>:</p>
<ul>
<li>Sêmen convencional ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semen-sexado-na-pecuaria-leiteira-a-solucao-para-a-recria/">sexado</a></strong>;</li>
<li>Nitrogênio líquido;</li>
<li>Hormônios para sincronização;</li>
<li>Diagnóstico de gestação.</li>
</ul>
<p><strong>Ordenha</strong>:</p>
<ul>
<li>Detergentes e sanitizantes;</li>
<li>Papel toalha e filtros;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">Produtos de higienização pré e pós-ordenha</a></strong>;</li>
<li>Manutenções periódicas e esporádicas.</li>
</ul>
<h3>Custos fixos</h3>
<p>Já os <strong>custos fixos permanecem, independentemente da produção</strong>, e incluem despesas como:</p>
<p><strong>Mão de obra permanente</strong>:</p>
<ul>
<li>Salários mensais dos funcionários;</li>
<li>Encargos sociais (INSS, FGTS, férias, 13º);</li>
<li>Alimentação e benefícios.</li>
</ul>
<p><strong>Impostos e taxas</strong>:</p>
<ul>
<li>ITR (Imposto Territorial Rural);</li>
<li>FUNRURAL;</li>
<li>Contribuições sindicais;</li>
<li>Licenças e alvarás.</li>
</ul>
<p><strong>Manutenções</strong>:</p>
<ul>
<li>Manutenção preventiva de equipamentos;</li>
<li>Reformas de instalações;</li>
<li>Conservação de cercas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-de-pastagem-na-pecuaria-leiteira/">pastagens</a></strong>.</li>
</ul>
<p><strong>Depreciação e Amortização</strong>: são maneiras de registrar, aos poucos, a perda de valor de tudo que a fazenda usa por muito tempo, como máquinas, instalações ou investimentos, ajudando a calcular melhor o custo real da produção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=custo-producao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Passo 2: controlando produtos estocáveis e não estocáveis</h2>
<p>Um erro comum que distorce completamente o cálculo do custo é não diferenciar produtos estocáveis dos não estocáveis.</p>
<h3>Produtos Estocáveis</h3>
<p>São aqueles cujo <strong>momento da compra pode ser diferente do momento de uso</strong> e têm grande impacto no custo. Por exemplo:</p>
<p><strong>Insumos alimentares</strong>: Farelo de soja a granel, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/caroco-de-algodao-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/">caroço de algodão</a></strong>, milho em grão, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">silagem</a></strong> (milho, sorgo, capim), grão úmido, feno;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44555 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-1.webp" alt="Caroço de algodão" width="740" height="521" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-1-300x211.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-1-370x261.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-1-270x190.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Caroço de algodão armazenado na fazenda. Fonte: Bruna Maeda</span></p>
<p><strong>Outras possibilidades</strong>:</p>
<p>As propriedades podem optar por realizar compras de diversos produtos de forma estratégica visando minimizar o impacto no custo de produção, a partir de negociações de melhores preços e condições em razão do maior volume de compra.</p>
<p>Nesses casos, esses produtos podem ser alocados como estocáveis e o que compõem o custo passa a ser o que é utilizado e retirado do estoque de acordo com a utilização.</p>
<ul>
<li>Produtos de higiene de ordenha;</li>
<li>Medicamentos e vacinas;</li>
<li>Hormônios reprodutivos;</li>
<li>BST;</li>
<li>Sêmen.</li>
</ul>
<p>Para esses produtos, <strong>o custo deve ser calculado conforme o consumo mensal (saída de estoque), não conforme a data da compra</strong>. Se você comprou 10 toneladas de farelo mas consumiu apenas 2 toneladas no mês, somente essas 2 toneladas entram no custo do período.</p>
<h4>Como controlar produtos estocáveis:</h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Implementar fichas de trato e abastecimento</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Fazer contagem de estoque semanal ou mensal</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Conferir o estoque físico real com o estoque disponível no sistema</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Garantir que as saídas estão sendo registradas corretamente</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Utilizar ferramentas de gerenciamento de estoque, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-abc-como-utilizar-essa-ferramenta-para-gestao-do-estoque/">curva ABC</a></strong>.</li>
</ul>
<p>Para manter o controle, utilize ferramentas como emissão de notas fiscais com data de competência e mantenha arquivadas as datas de entrada do produto na fazenda.</p>
<h2>Passo 3: calculando o custo por litro produzido</h2>
<p>Agora que você organizou todos os custos, é hora de <strong>calcular quanto cada litro custa para ser produzido</strong>.</p>
<p>O cálculo deve ser feito sempre <strong>com base na produção total, não no leite vendido</strong>. Devemos fazer o cálculo dessa forma, pois independente do volume de leite que é comercializado, houve um custo para produzir o leite total, onde está abrangendo toda a produção, mesmo que haja um grande volume de leite descartado ou usado para outros fins.</p>
<h3>Fórmula do custo por litro</h3>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Custo por litro (R$/L) = Total de Custos ÷ Volume Total Produzido no Período</em></strong></p>
<h3>Exemplo prático detalhado</h3>
<p>Vamos calcular o custo de uma propriedade que produziu <strong>5.500 litros no mês</strong> (mesmo tendo vendido apenas 5.000 litros após descartes):</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44556 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-2.webp" alt="Exemplo de custos variáveis de uma fazenda" width="577" height="506" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-2.webp 577w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-2-300x263.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-2-370x324.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-2-270x237.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-2-342x300.webp 342w" sizes="auto, (max-width: 577px) 100vw, 577px" /></p>
<p><strong>Custo Variável por litro = R$ 10.150 ÷ 5.500 L = R$ 1,85/L</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44557 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-3.webp" alt="Exemplo de custos fixos de uma fazenda leiteira" width="582" height="338" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-3.webp 582w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-3-300x174.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-3-370x215.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-3-270x157.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 582px) 100vw, 582px" /></p>
<p><strong>Custo Fixo por litro = R$ 7.150 ÷ 5.500 L = R$ 1,30/L</strong></p>
<p><strong>Custo Total por litro = R$ 1,85 + R$ 1,30 = R$ 3,15/L</strong></p>
<p>Se essa propriedade recebe R$ 2,50 por litro:</p>
<ul>
<li>Leite produzido/mês: 5.500 L</li>
<li>Leite vendido/mês: 5.000L</li>
<li>Preço por litro: R$ 2,50</li>
<li>Faturamento bruto: R$ 12.500,00</li>
<li>Receita operacional bruta (R$/L): Faturamento bruto / Volume leite produzido = 12.500/ 5.500 = 2,27</li>
<li>Custo total = 3,15</li>
<li>Lucro operacional = <strong>R$ &#8211; 0,88 /L</strong></li>
</ul>
<p>Nesse caso o resultado demonstra que a fazenda está operando com um prejuízo de R$ 0,88 por litro. Essa é a importância de calcular corretamente!</p>
<h2>Passo 4: utilizando a DRE para análise completa</h2>
<p>O <strong>Demonstrativo de Resultado por Exercício (DRE)</strong> é a ferramenta mais completa para avaliar a saúde econômica da atividade leiteira. Ela mostra se houve lucro ou prejuízo e permite identificar exatamente onde estão os problemas.</p>
<h3>Estrutura da DRE passo a passo</h3>
<p>Vamos construir uma DRE completa para uma propriedade que recebe R$ 2,50 por litro:</p>
<ol>
<li><strong> Receita Operacional Bruta</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Preço recebido por litro: R$ 2,50</li>
</ul>
<ol start="2">
<li><strong> Impostos sobre Vendas</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">FUNRURAL e outros: R$ 0,04</li>
</ul>
<ol start="3">
<li><strong> Receita Operacional Líquida</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">R$ 2,50 &#8211; R$ 0,04 = R$ 2,46</li>
</ul>
<ol start="4">
<li><strong> Custos Variáveis</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Alimentação, sanidade, reprodução, ordenha: R$ 1,30</li>
</ul>
<ol start="5">
<li><strong> Margem de Contribuição – Lucro Bruto </strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">R$ 2,46 &#8211; R$ 1,30 = R$ 1,16</li>
</ul>
<p>A margem de contribuição mostra quanto sobra para pagar os custos fixos após cobrir os custos variáveis.</p>
<ol start="6">
<li><strong> Custos Fixos</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Mão de obra, impostos fixos, manutenções: R$ 0,55</li>
</ul>
<ol start="7">
<li><strong> EBITDA (Lucro Operacional)</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">R$ 1,16 &#8211; R$ 0,55 = R$ 0,61</li>
</ul>
<p>O EBITDA representa o lucro gerado pela operação antes de considerar depreciação, juros e impostos sobre o lucro.</p>
<ol start="8">
<li><strong> Depreciação/Amortização</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Desgaste de equipamentos e benfeitorias: R$ 0,10</li>
</ul>
<ol start="9">
<li><strong> EBIT</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">R$ 0,61 &#8211; R$ 0,10 = R$ 0,51</li>
</ul>
<ol start="10">
<li><strong> Receitas e Despesas Financeiras</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Receitas financeiras: R$ 0,00</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Despesas financeiras (juros): R$ 0,05</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Imposto de renda: R$ 0,00</li>
</ul>
<ol start="11">
<li><strong> Lucro Líquido</strong></li>
</ol>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">R$ 0,51 &#8211; R$ 0,05 = R$ 0,46 por litro</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44558 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-4.webp" alt="Exemplo de cálculo de DRE completa" width="464" height="588" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-4.webp 464w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-4-237x300.webp 237w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-4-370x469.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/01/custo-producao-leite-4-270x342.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px" /></p>
<p>Neste exemplo, a propriedade tem um lucro líquido de R$ 0,46 por litro, representando uma margem de 18,4% sobre a receita bruta.</p>
<h2>Passo 5: análise e interpretação dos resultados</h2>
<h3>Indicadores fundamentais</h3>
<ul>
<li><strong>Margem de Contribuição</strong>: Deve ser positiva e suficiente para cobrir os custos fixos. Se for negativa, nem os custos variáveis (CPV) estão sendo cobertos.</li>
<li><strong>EBITDA</strong>: Indica se a operação é lucrativa. Um EBITDA negativo significa que a atividade está consumindo capital.</li>
<li><strong>Lucro Líquido</strong>: É o resultado final que mostra se o negócio está gerando retorno sobre o investimento.</li>
</ul>
<h3>Ponto de equilíbrio</h3>
<p>É o volume de produção necessário para cobrir todos os custos. Abaixo desse volume, você opera no prejuízo.</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Ponto de Equilíbrio = Custos Fixos ÷ (Preço &#8211; Custo Variável Unitário)</em></strong></p>
<p>No exemplo da DRE:</p>
<p>Ponto Equilíbrio = R$ 0,55 ÷ (R$ 2,50 &#8211; R$ 1,30) = 0,46 litros necessários por cada litro de capacidade.</p>
<h3>Comparação com benchmarks</h3>
<p>Comparar os resultados da fazenda com indicadores de referência é uma estratégia poderosa para identificar oportunidades de melhoria e tomar decisões mais assertivas.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-usar-benchmarking-para-decisoes-estrategicas-em-fazendas-leiteiras/">benchmarking</a></strong> pode ser aplicado de:</p>
<ul>
<li><strong>Forma interna</strong>: comparando diferentes setores ou períodos dentro da própria fazenda.</li>
<li><strong>Forma externa</strong>: ao analisar o desempenho de propriedades semelhantes.</li>
</ul>
<p>Avaliar indicadores como custo por litro de leite, produtividade por vaca, margem líquida ou eficiência alimentar ajuda a entender onde a fazenda está acima, dentro ou abaixo da média, e o que pode ser ajustado.</p>
<h2>Erros comuns ao calcular o custo de produção</h2>
<h3>1. Não diferenciar produtos estocáveis dos não estocáveis</h3>
<p>Considerar a compra de 10 toneladas de farelo como custo total do mês quando apenas 2 toneladas foram consumidas distorce completamente a análise do mês em questão.</p>
<h3>2. Calcular baseado no leite vendido, não no produzido</h3>
<p>O cálculo deve sempre usar o volume total produzido. Se você produziu 5.500 litros mas vendeu 5.000, a receita de R$ 12.500 deve ser dividida por 5.500 litros, não por 5.000.</p>
<h3>3. Não considerar a depreciação</h3>
<p>Esquecer que máquinas e instalações precisarão ser substituídas faz com que você pense ter lucro quando na verdade está apenas consumindo patrimônio.</p>
<h3>4. Alocar incorretamente a mão de obra</h3>
<p>Se funcionários trabalham também em outras atividades, seus custos devem ser rateados proporcionalmente. Jogar 100% da folha no leite quando eles cuidam de outras atividades (agricultura, pecuária de corte, cafeicultura&#8230;) infla artificialmente o custo de produção da pecuária leiteira.</p>
<h3>5. Considerar volumoso próprio como custo zero</h3>
<p>Se você produz silagem ou feno, isso tem custo: sementes, fertilizantes, diesel, depreciação do trator. Ignorar isso é um erro grave, visto que a forragem é um dos insumos que mais pesam no custo alimentar das fazendas.</p>
<p>O custo da produção do volumoso pode ser analisado de forma separada, entretanto, a quantidade produzida deve receber um preço e ser alocada dentro um estoque que será consumido de maneira gradual baseada no consumo e representado no custo de produção da mesma maneira.</p>
<h3>6. Registros incompletos ou irregulares</h3>
<p>Controlar custos &#8220;quando dá tempo&#8221; é inútil. O controle precisa ser sistemático e completo para ser confiável. Dessa forma, se torna importante realizar análise desse custo com uma frequência maior, pois assim é possível analisar de forma mais rápida as ineficiências e traçar estratégias que visem a melhoria do cenário.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="GESTÃO FINANCEIRA EM FAZENDA DE LEITE | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/2WE-gOkHsB0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Como usar essas informações para aumentar a lucratividade?</h2>
<h3>Atacar os maiores custos primeiro</h3>
<p>Se alimentação representa 65% do custo, reduzir 10% nesse item tem muito mais impacto que cortar 30% em reprodução (que talvez represente 2% do custo).</p>
<h3>Focar em eficiência, não apenas em redução</h3>
<p>Adotar estratégias nutricionais incoerentes vai diminuir produção e piorar o resultado, embora de forma errônea, seja pensado que isso vai reduzir o custo alimentar. O objetivo é eficiência: gastar melhor, não necessariamente gastar menos.</p>
<h3>Aumentar a diluição dos custos fixos</h3>
<p>Seus custos fixos são os mesmos produzindo 10.000 ou 15.000 litros. Aumentar a produção dilui esses custos e reduz o custo unitário significativamente.</p>
<h3>Monitorar indicadores-chave mensalmente</h3>
<p>Além do custo total, acompanhe:</p>
<ul>
<li>Custo de alimentação por litro;</li>
<li>Margem de contribuição;</li>
<li>EBITDA;</li>
<li>Lucro líquido;</li>
<li>Evolução mensal dos principais custos.</li>
</ul>
<h3>Implementar ferramentas de gestão eficazes</h3>
<p>Propriedades que não possuem sistemas eficazes de gestão deixam de se beneficiar das informações que essas ferramentas geram. Utilize softwares, planilhas ou até mesmo cadernos organizados, mas mantenha registros consistentes.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Calcular o custo de produção do leite pode parecer trabalhoso inicialmente, mas é o <strong>investimento de tempo com maior retorno</strong> que você pode fazer na sua propriedade. A gestão econômica, com suas ferramentas como centros de custo, controle de estoque e DRE, permite que você tenha uma visão completa e precisa do seu negócio.</p>
<p>Não é possível gerenciar o que não se mede, e não é possível aumentar a lucratividade sem conhecer exatamente onde seu dinheiro está sendo usado. O método apresentado neste artigo é aplicável em qualquer escala de produção.</p>
<p><strong>Comece hoje</strong>: organize sua fazenda em centros de custo, identifique produtos estocáveis e não estocáveis, registre TODOS os gastos do próximo mês e construa sua primeira DRE. Ao final, você terá uma fotografia real do seu negócio e poderá começar a tomar decisões que verdadeiramente impactam seu resultado.</p>
<p>Lembre-se: produtores de sucesso não são necessariamente aqueles que produzem mais, mas aqueles que produzem com <strong>eficiência e lucratividade</strong>. E isso só é possível com gestão profissional e controle rigoroso dos custos.</p>
<p>O caminho para uma fazenda mais lucrativa começa com o domínio dos seus números.</p>
<h2>Transforme sua fazenda em um negócio rentável e sustentável</h2>
<p>Muitos produtores focam apenas em aumentar a produção, mas esquecem que o verdadeiro diferencial está na gestão.</p>
<p>Com o <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=custo-producao" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a>, você aprende a analisar custos, identificar desperdícios, planejar o futuro e tomar decisões que realmente elevam o lucro. Tudo com linguagem prática, voltada para a realidade da fazenda.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/custo-de-producao-do-leite-guia-completo-passo-a-passo/">Custo de produção do leite: guia completo passo a passo para calcular na sua fazenda</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Leptospirose em bovinos leiteiros: sintomas, prevenção e impacto na produção</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/leptospirose-em-bovinos-leiteiros/</link>
					<comments>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/leptospirose-em-bovinos-leiteiros/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2025 11:30:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A leptospirose é uma das doenças mais subestimadas da bovinocultura leiteira, apesar de seus impactos diretos sobre a reprodução, a produção de leite e a saúde do rebanho. Causada por bactérias do gênero Leptospira, essa zoonose representa um desafio técnico contínuo para médicos veterinários e consultores sanitários, especialmente em sistemas tropicais com elevada pressão ambiental. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/leptospirose-em-bovinos-leiteiros/">Leptospirose em bovinos leiteiros: sintomas, prevenção e impacto na produção</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>leptospirose</strong> é uma das doenças mais subestimadas da bovinocultura leiteira, apesar de seus impactos diretos sobre a reprodução, a produção de leite e a saúde do rebanho.</p>
<p>Causada por bactérias do gênero Leptospira, essa zoonose representa um <strong>desafio técnico contínuo para médicos veterinários e consultores sanitários</strong>, especialmente em sistemas tropicais com elevada pressão ambiental. Ao mesmo tempo, trata-se de uma enfermidade de difícil percepção, marcada por infecções subclínicas, perdas silenciosas e recorrência em propriedades que não adotam um programa preventivo robusto.</p>
<p>Neste artigo, você encontrará um guia técnico completo e atualizado sobre leptospirose em vacas leiteiras, com foco em fisiopatogenia, sinais clínicos, diagnóstico, impactos econômicos e estratégias práticas de controle e prevenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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<h2>Por que a leptospirose é um desafio na bovinocultura leiteira?</h2>
<p>A leptospirose é uma zoonose de ampla distribuição mundial, causada por bactérias do gênero <i>Leptospira</i>, que acomete diversas espécies animais, incluindo o ser humano. Na pecuária leiteira, trata-se de uma <strong>enfermidade altamente prevalente</strong>, com impactos diretos sobre a eficiência reprodutiva, produtividade do leite e saúde pública.</p>
<p>Abortos, natimortos, partos prematuros, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/">retenção de placenta</a></strong>, infertilidade e queda na produção leiteira estão entre os efeitos mais relevantes. Apesar disso, infecções subclínicas são frequentes, dificultando o diagnóstico precoce e favorecendo a manutenção do agente no rebanho.</p>
<p>Além das perdas zootécnicas, a leptospirose é uma <strong>doença ocupacional importante</strong>, afetando trabalhadores rurais, veterinários e demais profissionais que atuam no campo.</p>
<p>Para que o profissional veterinário atue com eficácia no controle da leptospirose, é fundamental compreender os fatores de risco, o comportamento fisiopatológico do agente, os sinais clínicos, os métodos diagnósticos e as estratégias preventivas disponíveis.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=leptospirose" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Agente etiológico e principais sorovares no Brasil</h2>
<p>As leptospiras patogênicas são espiroquetas gram-negativas do gênero <i>Leptospira</i>. Possuem mobilidade ativa, morfologia espiralada e capacidade de penetração tecidual acentuada.</p>
<p>Nos bovinos, o <strong>sorovar Hardjo</strong> (especialmente a variante <i>Leptospira borgpetersenii</i> Hardjo-bovis) é considerado adaptado à espécie, causando infecção crônica com excreção urinária prolongada e impactos reprodutivos discretos, porém persistentes.</p>
<p>Outros sorovares, como <strong>Pomona, Grippotyphosa e Icterohaemorrhagiae</strong>, são considerados acidentais, frequentemente associados a quadros agudos mais severos e surtos hemorrágicos.</p>
<p>A correta identificação do(s) sorovar(es) circulante(s) é essencial para o sucesso do controle, especialmente na escolha vacinal e na vigilância reprodutiva.</p>
<h2>Fatores de risco e formas de transmissão</h2>
<p>A infecção ocorre principalmente por <strong>contato com urina contaminada</strong>, via mucosas ou pele lesionada. A bactéria também pode ser transmitida por:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ingestão de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/">água</a></strong> ou alimentos contaminados;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Transmissão venérea ou transplacentária (em infecções por Hardjo);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Contato com ambientes úmidos e sujos.</li>
</ul>
<h3>Fatores de risco comuns em sistemas leiteiros</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Presença de poças, lama ou áreas alagadas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Drenagem deficiente e cochos com vazamento;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Convivência com roedores ou suínos sem barreiras;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Falta de quarentena para animais adquiridos;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/limpeza-de-utensilios-utilizados-na-alimentacao-de-bezerras/">utensílios</a></strong> e equipamentos compartilhados entre lotes.</li>
</ul>
<p>Segundo Raghavan et al. (2011), fazendas com drenagem precária têm risco até <strong>três vezes maior</strong> de surtos de leptospirose.</p>
<h2>Fisiopatogenia: como a <i>Leptospira</i> age no organismo bovino?</h2>
<p>Após penetrar no organismo, a leptospira dissemina-se via <strong>corrente sanguínea</strong> (leptospiremia), atingindo múltiplos tecidos.</p>
<h3>Principais órgãos-alvo</h3>
<ul>
<li><strong>Rins</strong>: colonização tubular &#8211; excreção crônica na urina;</li>
<li><strong>Fígado</strong>: necrose hepatocelular &#8211; icterícia e aumento de enzimas hepáticas;</li>
<li><strong>Sistema reprodutivo</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aborto-em-vacas-leiteiras/">aborto</a></strong>, morte embrionária, infertilidade e natimortos.</li>
</ul>
<p>Mesmo após resolução clínica, a excreção urinária pode persistir por semanas ou meses (Ellis, 2015), tornando o animal um <strong>portador crônico</strong> e fonte de contaminação ambiental.</p>
<p>Boqvist et al. (2002) relataram que vacas infectadas por Hardjo apresentaram redução na taxa de concepção e aumento no número de dias abertos.</p>
<h2>Impactos econômicos da leptospirose na pecuária leiteira</h2>
<p>A leptospirose bovina tem um <strong>efeito econômico significativo</strong>, ainda que frequentemente subestimado nas propriedades.</p>
<p>Seus impactos ocorrem de forma direta, por perdas reprodutivas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda de produção</a></strong>, e indireta, como aumento do intervalo entre partos, custo com tratamentos e descarte precoce de vacas.</p>
<p>Estudos apontam que:</p>
<ul>
<li>A <strong>infertilidade associada à leptospirose</strong> pode aumentar em até 20 dias o intervalo entre partos;</li>
<li>Abortos causados por sorovar Hardjo estão entre as <strong>principais causas de prejuízo reprodutivo em rebanhos tropicais </strong>(Boqvist et al., 2002);</li>
<li>A queda na produção de leite durante infecções subclínicas pode ultrapassar <strong>10% por lactação</strong> (Ellis, 2015);</li>
<li>O custo médio por animal infectado pode ultrapassar <strong>R$ 300 a R$ 500/ano</strong> em propriedades intensivas.</li>
</ul>
<p>Além disso, a doença reduz a longevidade produtiva da vaca e compromete indicadores sanitários em programas de exportação ou certificação.</p>
<h2>Sinais clínicos e impactos reprodutivos</h2>
<h3>Forma aguda (Pomona, Icterohaemorrhagiae)</h3>
<ul>
<li>Febre alta, apatia, anorexia;</li>
<li>Hemoglobinúria, icterícia;</li>
<li>Abortos no terço final da gestação;</li>
<li>Mortalidade em bezerros e vacas lactantes.</li>
</ul>
<h3>Forma subclínica (Hardjo)</h3>
<ul>
<li>Infertilidade funcional;</li>
<li>Aumento de dias abertos;</li>
<li>Retenção de placenta, reabsorção embrionária;</li>
<li>Nascimento de bezerros fracos.</li>
</ul>
<p>Martins et al. (2020) documentaram <strong>prejuízos reprodutivos significativos</strong> mesmo em rebanhos assintomáticos.</p>
<h2>Diagnóstico e controle da leptospirose</h2>
<h3>Métodos laboratoriais principais</h3>
<ul>
<li><strong>MAT (Soroaglutinação microscópica)</strong>: padrão ouro, mas não diferencia vacinados de infectados;</li>
<li><strong>PCR</strong>: detecta DNA bacteriano, útil na identificação de portadores (sêmen, urina);</li>
<li><strong>Cultura</strong>: pouco sensível e lenta, uso restrito à pesquisa.</li>
</ul>
<p>Hamond et al. (2015) demonstraram a <strong>eficácia do PCR na detecção de leptospiras em sêmen de touros</strong>. Levett (2001) recomenda interpretação integrada com contexto clínico e exames pareados.</p>
<h3>Controle sanitário e estratégico</h3>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-em-bezerros/">Vacinação</a></strong> periódica com vacinas multivalentes;</li>
<li>Quarentena e exames prévios em novos animais;</li>
<li>Controle de roedores e drenagem eficiente;</li>
<li>Organização e higiene nos ambientes de manejo.</li>
</ul>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/programas-de-vacinacao-para-bovinos-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-programas-vacinacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38515 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao.png" alt="Webinar vacinação em bovinos leiteiros" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/webinar-programas-vacinacao-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Prevenção: estratégias práticas para rebanhos leiteiros</h3>
<ol>
<li><strong>Vacinação sistemática</strong>: Duas doses iniciais + reforços anuais ou semestrais.</li>
<li><strong>Ambiência e manejo</strong>: Eliminar poças, corrigir vazamentos, drenar áreas úmidas.</li>
<li><strong>Controle de roedores</strong>: Uso de iscas, armadilhas, barreiras físicas.</li>
<li><strong>Monitoramento sanitário</strong>: Sorologia e PCR em reprodutores e suspeitos.</li>
</ol>
<p>Salgado et al. (2014) demonstraram redução na taxa de abortos com <strong>vacinação regular + controle ambiental eficaz</strong>.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A leptospirose deve ser considerada uma <strong>doença reprodutiva, ambiental e econômica</strong>, que exige atuação técnica contínua e estruturada. Seu controle requer um diagnóstico preciso, tratamento estratégico e um engajamento técnico e educativo com a equipe da fazenda.</p>
<p><strong>E você já avaliou o risco de leptospirose no rebanho que acompanha? </strong></p>
<p>Inclua a doença no seu protocolo sanitário, implemente triagens e revise os esquemas vacinais com base em dados reais do rebanho.</p>
<h2>Proteja seu rebanho e mantenha a produção sempre no alto</h2>
<p>A leptospirose pode reduzir drasticamente a produtividade e gerar grandes prejuízos na pecuária leiteira.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=leptospirose">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar, prevenir e controlar doenças de forma estratégica, integrando manejo, nutrição e gestão para garantir a saúde do rebanho e a lucratividade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=leptospirose" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Boqvist, S. et al. (2002).</span><span style="font-size: 14px;"><i>The effect of Leptospira hardjo infection on reproductive performance in dairy cattle. </i></span><span style="font-size: 14px;">Preventive Veterinary Medicine</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Ellis, W. A. (2015). </span><span style="font-size: 14px;"><i>Animal leptospirosis. </i></span><span style="font-size: 14px;">Veterinary Microbiology, 172(3–4), 449–456</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Levett, P. N. (2001). </span><span style="font-size: 14px;"><i>Leptospirosis. </i></span><span style="font-size: 14px;">Clinical Microbiology Reviews, 14(2), 296–326</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Hamond, C. et al. (2015). </span><span style="font-size: 14px;"><i>Detection of leptospiral DNA in the semen of bulls by real-time PCR. </i></span><span style="font-size: 14px;">Acta Tropica, 146, 64–68</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Martins, G. et al. (2020). </span><span style="font-size: 14px;"><i>Soroprevalência e impacto reprodutivo da leptospirose bovina. </i></span><span style="font-size: 14px;">Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Salgado, M. et al. (2014). </span><span style="font-size: 14px;"><i>Use of a commercial vaccine to control leptospirosis in dairy herds. </i></span><span style="font-size: 14px;">Veterinary Record, 175(10), 250</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Silagem de milho na produção leiteira: como melhorar a qualidade, digestibilidade e eficiência animal</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/silagem-de-milho-na-producao-leiteira-como-melhorar-a-qualidade-digestibilidade-e-eficiencia-animal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Mar 2025 11:30:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção de leite é uma atividade multifatorial que exige não apenas um manejo zootécnico adequado, mas também uma atenção minuciosa à nutrição dos animais. Nesse contexto, a silagem de milho ocupa um lugar central na formulação de dietas para vacas leiteiras em função de sua alta produtividade, valor energético e disponibilidade. No entanto, garantir [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A produção de leite é uma atividade multifatorial que exige não apenas um manejo zootécnico adequado, mas também uma atenção minuciosa à nutrição dos animais. Nesse contexto, a <strong>silagem de milho</strong> ocupa um lugar central na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação de dietas para vacas leiteiras</a></strong> em função de sua alta produtividade, valor energético e disponibilidade.</p>
<p>No entanto, <strong>garantir uma silagem de qualidade é um desafio constant</strong>e, especialmente diante das condições climáticas tropicais e das práticas agronômicas e nutricionais ainda em consolidação no Brasil.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Importância da silagem de milho na nutrição animal</h2>
<p>A silagem de milho de alta qualidade é reconhecida como <strong>um dos principais pilares da alimentação de vacas leiteiras de alta produtividade</strong>. Ela oferece uma combinação ideal de fibra e energia, sendo amplamente utilizada em sistemas de produção intensivos. A eficiência alimentar, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> e a rentabilidade estão diretamente relacionadas à qualidade desse volumoso.</p>
<p>Dr. Luiz Felipe Ferraretto, uma das principais referências mundiais em produção de forragens, compartilhou em uma extensa palestra realizada pelo Rehagro, conhecimentos valiosos sobre a inter-relação entre silagem de milho, digestibilidade de nutrientes, comportamento alimentar e desempenho produtivo.</p>
<p>A partir de suas explicações, pode-se traçar um <strong>panorama abrangente</strong> sobre os fatores determinantes da eficiência na utilização da silagem e seu impacto na produtividade leiteira.</p>
<h2>Parâmetros de qualidade: fibras e amido</h2>
<p>Os principais indicadores laboratoriais para a avaliação da fibra na silagem de milho são:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>FDN (Fibra Detergente Neutro)</strong>: representa a fração da planta composta por hemicelulose, celulose e lignina, sendo correlacionada com o volume de ingestão e ruminação.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>FDN indigestível (FDNi ou FNI)</strong>: quantifica a porção da fibra que não pode ser digerida pelos microrganismos ruminais.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Digestibilidade do FDN em 30h</strong>: mede o quanto da fibra pode ser efetivamente digerida em um período padrão de tempo.</li>
</ol>
<p>Outro parâmetro importante é a concentração de amido e sua digestibilidade. Esses componentes determinam a energia disponível da silagem e influenciam diretamente na produção de leite e sólidos. O correto balanço entre fibra e amido é essencial para evitar distúrbios digestivos e garantir um bom desempenho <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">zootécnico</a></strong>.</p>
<p>Ferraretto destaca que as silagens brasileiras, em comparação às americanas, <strong>apresentam maior teor de FNI e menor digestibilidade do FDN e do amido</strong>. Esses resultados se devem, em grande parte, às condições climáticas tropicais e ao uso de materiais genéticos menos adaptados à produção de forragem de alta qualidade.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/silagem-de-milho-e-os-impactos-na-producao-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-ferraretto&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38527 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto.png" alt="Webinar impacto da silagem na produção de leite" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/webinar-silagem-ferraretto-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>Efeitos da digestibilidade na ingestão e comportamento alimentar</h3>
<p>A <strong>digestibilidade</strong> dos nutrientes da silagem é determinante para o desempenho das vacas leiteiras. Segundo estudos citados pelo Dr. Ferraretto, <strong>cada quilo de fibra de forragem digestível pode resultar em até 3 kg de leite produzido</strong>. Assim, não só a quantidade de fibra, mas principalmente sua qualidade, impacta a eficiência alimentar.</p>
<p>Dietas com maior proporção de fibra indigestível provocam maior tempo de permanência da vaca no cocho, seleção de partículas mais pequenas e redução do consumo voluntário.</p>
<p>O tamanho da partícula é outro fator crítico: <strong>partículas maiores que 19 mm são frequentemente evitadas pelas vacas</strong>, diminuindo a ingestão e a produção de leite.</p>
<p>A observação do comportamento alimentar torna-se, assim, uma ferramenta essencial para ajustes de manejo e reformulação de dietas.</p>
<h2>Manejo agronômico e silagem de alta qualidade</h2>
<p>A altura de corte da planta é uma estratégia de manejo com impacto direto na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">qualidade da silagem</a></strong>. Estudos demonstram que cortes entre 40 a 60 cm do solo proporcionam silagens com menor teor de lignina, maior concentração de amido e maior digestibilidade da fibra.</p>
<p>Essa melhoria nutricional, entretanto, implica na perda de parte da massa vegetal, o que exige um planejamento cuidadoso da produção.</p>
<p>Além disso, a escolha do híbrido de milho é determinante. Híbridos com endosperma farináceo têm melhor digestibilidade do amido. A interação entre genética e ambiente é complexa, e a seleção de cultivares deve considerar o histórico de desempenho em condições locais.</p>
<h2>Fermentação, higiene e armazenamento</h2>
<p>A fermentação da silagem é um processo biológico essencial que define a <strong>conservação e o valor nutricional do material ensilado</strong>. Microrganismos indesejáveis, como fungos e leveduras, comprometem a estabilidade da silagem e reduzem a digestibilidade da fibra. A contaminação microbiológica pode ser agravada por falhas na compactação e vedamento do silo.</p>
<p>Ferraretto enfatiza o uso de barreiras de oxigênio como uma estratégia eficiente para minimizar perdas. Além disso, recomenda-se que o silo seja aberto após <strong>90 a 120 dias</strong> de fermentação para maximizar a digestibilidade do amido.</p>
<h2>Integração nutricional e manejo de dietas</h2>
<p>A qualidade da silagem deve ser considerada em conjunto com o restante da dieta e com o manejo alimentar. A utilização de feno, por exemplo, pode auxiliar no fornecimento de fibra fisicamente efetiva. Contudo, <strong>o tamanho da partícula e a resistência à seleção são essenciais para garantir sua efetividade</strong>.</p>
<p>O momento da alimentação, a frequência de fornecimento e o empurramento da comida no cocho são práticas que interferem diretamente no desempenho leiteiro, sobretudo na produção de gordura do leite. A vaca deve ter acesso constante e uniforme ao alimento para que seu comportamento de ruminação e descanso seja respeitado.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A silagem de milho, quando bem manejada, representa um<strong> recurso nutricional de altíssima eficiência</strong>. O conhecimento técnico sobre digestibilidade de fibra e amido, o uso de indicadores laboratoriais, a adoção de boas práticas de colheita, fermentação e armazenamento, aliados a um manejo alimentar adequado, são aspectos que determinam a rentabilidade da atividade leiteira.</p>
<p>Diante dos desafios impostos pelas condições tropicais e pela variabilidade climática, cabe aos técnicos e produtores se atualizarem constantemente, adotando decisões embasadas em dados, experimentação e observação de campo. A busca pela eficiência produtiva é, antes de tudo, uma construção de conhecimento coletivo e aplicado.</p>
<h2>Transforme sua forma de produzir leite com conhecimento aplicado</h2>
<p>Produzir mais e melhor não depende apenas de investir em tecnologia ou aumentar a estrutura da fazenda. O verdadeiro diferencial está em dominar os números e saber tomar decisões estratégicas que impactam diretamente na produtividade e no lucro.</p>
<p>A <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=digestibilidade-silagem" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro foi criada para te mostrar, passo a passo, como aplicar técnicas modernas de gestão e produção que já transformaram a realidade de centenas de produtores e consultores em todo o Brasil.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=digestibilidade-silagem" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<title>Silagem de milho e os impactos sobre os sólidos e produção de leite</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/silagem-de-milho-e-os-impactos-sobre-os-solidos-e-producao-de-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Mar 2025 12:22:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esta palestra do Dr. Luiz Felipe Ferraretto discute a relação entre a silagem de milho e a produção de leite, focando na importância da digestibilidade da fibra para o desempenho e o comportamento alimentar das vacas leiteiras. A apresentação compara indicadores de qualidade de silagem de milho nos EUA e no Brasil, destacando a necessidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta palestra do Dr. Luiz Felipe Ferraretto discute a relação entre a silagem de milho e a produção de leite, focando na importância da digestibilidade da fibra para o desempenho e o comportamento alimentar das vacas leiteiras.</p>
<p>A apresentação compara indicadores de qualidade de silagem de milho nos EUA e no Brasil, destacando a necessidade de melhorias na digestibilidade da fibra no contexto brasileiro.</p>
<p>A altura de corte da silagem, o tamanho de partícula e a qualidade da fermentação são apontados como fatores cruciais para otimizar a produção e a saúde das vacas. O Dr. Ferraretto enfatiza a importância de se considerar não apenas a produção de leite, mas também o tempo de alimentação e ruminação, para avaliar a eficiência da dieta.</p>
<h2>Principais pontos do webinar</h2>
<p><strong>Digestibilidade da fibra</strong>: A qualidade da silagem, especialmente a digestibilidade da fibra (FDN), impacta diretamente o consumo de matéria seca e a produção de leite. Silagem com maior digestibilidade de fibra leva a maior ingestão e produção.</p>
<p><strong>Altura de corte</strong>: Aumentar a altura de corte da silagem de milho pode melhorar a digestibilidade da fibra, mas reduz a produção de matéria seca por hectare. É necessário um planejamento cuidadoso para equilibrar qualidade e quantidade.</p>
<p><strong>Tamanho de partícula:</strong> A proporção de partículas de silagem, especialmente as maiores (acima da peneira 19mm), afeta o tempo de alimentação e a seleção do alimento pelas vacas. Partículas muito grandes podem levar à redução no consumo e na produção de leite.</p>
<p><strong>Qualidade da fermentação</strong>: A presença de leveduras e fungos na silagem compromete a digestibilidade da fibra e pode reduzir a produção leiteira. Boas práticas de manejo e higiene na produção da silagem são essenciais.</p>
<p><strong>Comportamento alimentar</strong>: A digestibilidade da fibra impacta o comportamento alimentar das vacas, influenciando o tempo gasto comendo e ruminando. Vacas com dietas de baixa digestibilidade passam mais tempo comendo e menos tempo ruminando, impactando negativamente a produção e a saúde.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/silagem-de-milho-e-os-impactos-na-producao-de-leite?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-ferraretto&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-37036 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/banner-webinar-silagem.png" alt="Banner Webinar Silagem de Milho" width="728" height="327" /></a></p>
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		<title>Ocitocina em vacas leiteiras: como o seu uso impacta na fazenda?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/ocitocina-em-vacas-leiteiras-como-o-seu-uso-impacta-na-fazenda/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2024 18:15:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso de ocitocina durante a ordenha de vacas leiteiras ainda é uma prática rotineira em algumas fazendas. Apesar de promover a ejeção de leite na ordenha, a realização desse manejo está relacionada ao maior risco de infecções e doenças pela transmissão iatrogênica, além de aumentar a susceptibilidade dos animais à redução da produção própria [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O uso de ocitocina durante a ordenha de vacas leiteiras ainda é uma prática rotineira em algumas fazendas. Apesar de <strong>promover a ejeção de leite</strong> na ordenha, a realização desse manejo está relacionada ao maior risco de infecções e doenças pela transmissão iatrogênica, além de aumentar a susceptibilidade dos animais à redução da produção própria do hormônio.</p>
<p>Ao longo desse texto vamos abordar a fisiologia da ejeção de leite nas vacas leiteiras, a ação da ocitocina nesse processo, os impactos da adoção da aplicação exógena de ocitocina de forma indiscriminada e os impactos na produção de leite e saúde das vacas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Fisiologia da ocitocina em vacas leiteiras</h2>
<p>A ejeção do leite alveolar, que representa <strong>80% do leite total armazenado na glândula mamária da vaca</strong>, é dependente da contração das células mioepiteliais que circundam os alvéolos e os ductos alveolares. Essas células são responsivas à ocitocina, e quando expostas ao hormônio realizam a contração.</p>
<p>A síntese e liberação da ocitocina pela hipófise posterior é estimulada pelo reflexo neuroendócrino que envolve a estimulação tátil do úbere pela amamentação do bezerro ou pela estimulação manual durante a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">rotina de ordenha</a></strong>: teste da caneca, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">desinfecção</a></strong> e secagem dos tetos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Além do estímulo tátil, <strong>outros estímulos sensoriais desencadeiam a liberação da ocitocina</strong> como, o auditivo, visual e olfativo durante o manejo na sala de ordenha.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44877 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina.webp" alt="Via somatossensorial no reflexo induzido pela amamentação" width="519" height="473" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina.webp 519w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-300x273.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-370x337.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-270x246.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-329x300.webp 329w" sizes="auto, (max-width: 519px) 100vw, 519px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Via somatossensorial no reflexo induzido pela amamentação para a liberação de ocitocina. Fonte: KLEIN, Bradley G. Cunningham tratado de fisiologia veterinária. 5º Edição. Elsevier.</span></p>
<p>A liberação da ocitocina ocorre da seguinte forma:</p>
<ol>
<li>A vaca é exposta aos estímulos como a mão do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">ordenhador</a></strong>, som do equipamento de ordenha.</li>
<li>O estímulo é recebido pelo ramo dorsal da medula espinhal e alcança o hipotálamo da vaca.</li>
<li>O eixo hipotalâmico-hipofisário aumenta a taxa de liberação de ocitocina, devido ao aumento de sua secreção.</li>
<li>Na hipófise ocorre liberação de ocitocina.</li>
<li>A ocitocina alcança o nível sanguíneo, aumentando suas concentrações, alcançando a glândula mamária e estimulando a descida do leite.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44878 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1.webp" alt="Gráficos mostrando ocitocina na corrente sanguínea de vacas antes, durante e após a ordenha" width="516" height="340" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1.webp 516w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1-300x198.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1-370x244.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/ocitocina-1-270x178.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 516px) 100vw, 516px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: KLEIN, Bradley G. Cunningham tratado de fisiologia veterinária. 5º Edição. Elsevier.</span></p>
<p>Os gráficos acima comparam a <strong>concentração de ocitocina sanguínea</strong> das vacas antes, durante e após a ordenha.</p>
<p>Podemos observar que durante a preparação dos animais para a ordenha e durante a ordenha em si, os animais alcançam o pico de liberação de ocitocina, que após 7-9 minutos decrescem de forma significativa, ressaltando que o tempo de ação da ocitocina é relativamente curto na descida de leite das vacas, sendo importante que o manejo da rotina de ordenha esteja bem alinhado na fazenda para garantir que as vacas tenham uma ordenha adequada.</p>
<h2>Uso da ocitocina exógena em vacas leiteiras</h2>
<p>O uso de <strong>ocitocina exógena</strong> em fazendas leiteiras é frequentemente administrado em vacas antes da ordenha para “resolver” distúrbios na ejeção de leite causada pela falta ou redução da liberação de ocitocina.</p>
<p>No entanto, foi observado que embora fosse esperado que a cada ordenha houvesse um aumento da secreção de leite em vacas em que foi utilizado a ocitocina, não houve incremento significativo da produção de leite em fazendas em que há uma rotina mais intensa de ordenha.</p>
<p>O impacto do uso de ocitocina pode ser mais eficaz na liberação do leite no úbere e pode estimular a secreção de leite em rotinas de ordenha menos intensiva, no entanto, ainda está associada a importantes impactos na saúde das vacas de leite.</p>
<h3>Quais são os riscos do uso indiscriminado de ocitocina exógena nas vacas?</h3>
<p>O uso de injeção de ocitocina exógena nas vacas está associado à redução da ejeção espontânea do leite após a retirada da aplicação da ocitocina.</p>
<p>Estudos demonstram que a aplicação de ocitocina exógena nas vacas causou um aumento dos níveis de ocitocina no sangue (por pelo menos 2 horas) e prolongaram a contração mioepitelial e alveolar, <strong>o tratamento crônico com ocitocina reduz a sensibilidade da glândula mamária à ocitocina</strong>.</p>
<p>Outros estudos demonstram ainda que a administração de ocitocina pré-ordenha por longos períodos reduziu a liberação espontânea de leite em uma semana, caso fosse retirada a administração de ocitocina. Os autores levantaram duas hipóteses para a redução da liberação do leite:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Redução da liberação da ocitocina da glândula pituitária</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Redução da sensibilidade da glândula mamária à ocitocina, devido à regulação negativa dos receptores de ocitocina.</li>
</ol>
<p>Outro ponto importante, é que os <strong>animais expostos a aplicação da ocitocina contínua têm dificuldade para realizar a descida do leite</strong>, pois ficam habituados ao uso da droga, ou seja, as vacas se tornam “viciadas”.</p>
<p>Além disso, a administração repetida de ocitocina interfere na atividade secretória normal do leite no epitélio mamário, por isso, reduz a ejeção natural de leite e também afeta a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/">saúde reprodutiva</a></strong> das vacas.</p>
<p>Alguns estudos demonstram que o uso prolongado de injeções de ocitocina pode causar problemas de fertilidade como redução do período de lactação, redução da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong>, sinais de estro discretos e alta mortalidade embrionária.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Apesar do uso de ocitocina ser uma prática ainda muito utilizada em fazendas com sistemas menos intensivos, visando o aumento da produção de leite o uso indiscriminado de ocitocina está associado também a importantes malefícios à produção endógeno do hormônio nas vacas, na produção de leite em si e saúde das vacas.</p>
<p>Uma <strong>boa rotina de ordenha</strong> é um dos pontos essenciais para <strong>garantir que a liberação de ocitocina endógena ocorra de forma adequada</strong> e que a descida do leite promova a ejeção do leite alveolar.</p>
<h2>Use a ocitocina de forma estratégica e maximize os resultados da produção de leite</h2>
<p>O manejo correto da ocitocina pode fazer a diferença na saúde do rebanho e na produtividade, mas é a gestão integrada da fazenda que garante resultados consistentes e lucrativos.</p>
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<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/ocitocina-em-vacas-leiteiras-como-o-seu-uso-impacta-na-fazenda/">Ocitocina em vacas leiteiras: como o seu uso impacta na fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<item>
		<title>Como aumentar o pico de produção de leite em vacas leiteiras?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 12:00:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste artigo vamos discutir a apresentação do Prof. Bill Weiss na conferência “Four State Dairy Nutrition and Management Conference” realizada em Junho de 2024 no estado de Iowa nos Estados Unidos, onde a chamada para o assunto era a alimentação de vacas para que se atinja altos picos de produção de leite. O objetivo aqui [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">Como aumentar o pico de produção de leite em vacas leiteiras?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo vamos discutir a apresentação do Prof. Bill Weiss na conferência “<em>Four State Dairy Nutrition and Management Conference</em>” realizada em Junho de 2024 no estado de Iowa nos Estados Unidos, onde a chamada para o assunto era a <strong>alimentação de vacas para que se atinja altos picos de produção de leite</strong>.</p>
<p>O objetivo aqui é discutir os pontos importantes que foram apresentados pelo pesquisador complementando com dados da literatura.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
<script>
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</script></p>
</div>
<h2>Qual a relação entre pico de produção, produção total de leite na lactação e condição corporal?</h2>
<p>No início da apresentação o Prof. Bill Weiss mostra a <strong>alta correlação entre picos de produção e produção de leite em toda a lactação</strong>. Ou seja, maiores picos determinam maiores produções na lactação.</p>
<p>O pesquisador aponta os seguintes <strong>pontos importantes para se obter altos picos</strong>:</p>
<ol>
<li>Vacas devem parir sadias;</li>
<li>Vacas devem parir com adequada <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal (CC)</a></strong>;</li>
<li>Deve-se busca evitar desordens metabólicas no início de lactação;</li>
<li>Deve-se manter o grau de mobilização de reservas corporais em um nível aceitável.</li>
</ol>
<p>Neste último ponto ressalta a palavra aceitável, já que as fêmeas mamíferas sempre mobilizam uma certa quantidade de reservas corporais para alimentar a prole no pós-parto.</p>
<p>Dr. Weiss cita a importância da secagem e a parição com a condição corporal adequada. No primeiro estudo citado, ressalta o melhor desempenho de um grupo de vacas que tinham <strong>condição corporal entre 3,0 &#8211; 3,25 aos 21 dias antes do parto previsto</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44424 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite.webp" alt="Gráfico retratando picos de produção de leite de acordo com dias em lactação" width="1024" height="618" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-300x181.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-768x464.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-370x223.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-270x163.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-740x447.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Zhao et al. 2019</span></p>
<p>O autor também cita um trabalho que demonstrou que vacas que pariram com uma condição corporal ≤ 2 e vacas que secaram com condição corporal ≥ 3 aumentaram a condição corporal até o parto produziram menos leite na lactação.</p>
<p>Vacas que secaram com condição corporal ≤ 3 e aumentaram a condição corporal ao parto produziram mais leite (Mishra et al.2016).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44425 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1.webp" alt="Tabela com dados de escore de condição corporal relacionados com produção de leite" width="768" height="79" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-300x31.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-370x38.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-270x28.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/picos-producao-leite-1-740x76.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p>Pontos importantes para se obter adequada condição corporal a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/">secagem</a></strong> e ao parto (3,0-3,5):</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Bons índices de eficiência reprodutiva no rebanho</strong>, evitando com que as lactações sejam longas demais e as vacas acumulem excesso de condição corporal em fases mais avançadas da lactação ou tenham longos períodos secos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Adequação dos níveis de energia</strong> da dieta para vacas em final de lactação e período seco.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-limite-secagem-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-limite-secagem&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39660 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem.png" alt="" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-limite-secagem-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Exigências de energia no pré-parto</h2>
<p>Dr. Weiss discute também as <strong>exigências de energia e de carboidratos</strong> específicos para dietas no pré-parto. Ressalta que dietas com maior densidade energética, com maiores teores de amido e menores de FDN neste período produtivo estão associadas a:</p>
<ul>
<li>Aumento do consumo de matéria seca (CMS) pré-parto.</li>
<li>Sem efeitos no CMS pós parto.</li>
<li>A maioria dos estudos não mostram efeitos na produção de leite.</li>
</ul>
<p>O autor cita o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nasem-2021-exigencias-nutricionais-de-bovinos-leiteiros/">NASEM 2021</a></strong> que na revisão várias pesquisas sobre o tema demonstraram que <strong>não existem benefícios de dietas com níveis moderados de amido no pré-parto</strong> para adaptar o rúmen para dietas ricas em amido geralmente presentes no pós-parto.</p>
<p>Por isso, um conceito bastante adotado na formulação de dietas no pré-parto é o de ingestão controlada de energia no qual consiste em evitar a ingestão de energia acima de 15 a 20% acima das exigências dos animais. Essas dietas geralmente possuem alta concentração de FDNf (FDN oriunda de forragem), sendo os valores de FDNf recomendados &gt; 38-40% da MS.</p>
<p>Em relação aos níveis de proteína na dieta pré-parto, Dr. Weiss cita uma revisão de autores australianos (Lean et al. 2013) demonstrando pouco efeito do aumento de proteína bruta (PB) nas dietas de pré-parto no desempenho de vacas no pós-parto.</p>
<p>Dr. Weiss cita uma recente meta análise de pesquisadores da Flórida (Husnain e Santos, 2019) demonstrando que <strong>aumento do consumo de Proteína Metabolizável (PM) em dietas pré-parto</strong> (calculadas pelo modelo NRC 2001) <strong>não teve efeito na produção de leite de vacas multíparas</strong>, havendo somente um pequeno efeito positivo na produção de proteína em vacas com produção acima &gt; 36kg/d).</p>
<p>O autor cita que a recomendação para vacas multíparas no pré-parto seria em torno de 12-13% de PB na MS ou em torno de 900 g/d de proteína metabolizável (PM).</p>
<p>Para nulíparas, o aumento no consumo de PM (g/d) de dietas pré-parto foi relacionado a aumentos na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-e-lucrativa/">produção de leite</a></strong> corrigido para gordura e produção de proteína do leite de vacas na 1ª. Lactação.</p>
<p>A recomendação seria para esses animais em torno de 15% de PB na MS da dieta<span style="font-weight: 400;"> ou 1200 g/d de proteína metabolizável. Em caso de grupos mistos no pré-parto, é recomendado que as exigências das nulíparas sejam atendidas. </span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<ul>
<li><strong>Secar e parir com condição corporal adequada</strong> é um ponto extremamente importante visando maiores picos de produção de leite. Recomendação é a condição corporal entre 3,0 e 3,5.</li>
<li><strong>Evitar o consumo excessivo de energia no pré-parto</strong> é uma boa estratégia visando melhor perfil metabólico e menor resposta inflamatória no pós parto! Recomendação: dietas com concentração de FDNf &#8211; &gt; 38 – 40% da MS.</li>
<li><strong>Alimentar níveis adequados de proteína bruta/proteína metabolizável em vacas e novilha no período pré-parto</strong>.  Para multípara (12-14% de PB na MS; PM por volta de 900g/d). Para nulíparas (~15% de PB na MS, consumo de PM por volta de 1200 g/d) e em casos de grupos mistos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formular dietas</a></strong> visando atender as recomendações para nulíparas.</li>
</ul>
<h2>Alcance o máximo potencial produtivo do seu rebanho</h2>
<p>Ter vacas com altos picos de produção não é apenas questão de alimentação, é resultado de planejamento, manejo eficiente e decisões baseadas em dados.</p>
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<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 10pt;">Weiss, W. 2024. <em>Feeding cows to reach heigher Peaks</em>. Anais: <em>Four-State Dairy Nutrition and Management Conference</em>. 2024. http://fourstatedairy.org/proceedings.html.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">Zhao, W., X Chen, J Xiao, XH Chen et al. 2019. <em>Prepartum body condition score affects milk yield, lipid metabolism, and oxidation status of Holstein cows</em>. Asian-Australas J Anim Sci.;32(12):1889–1896. doi: 10.5713/ajas.18.0817.</span></li>
<li><span style="font-size: 10pt;">Husnain, A., &amp; Santos, J. E. P. (2019). <em>Meta-analysis of the effects of prepartum dietary protein on performance of dairy cows. Journal of dairy science</em>, 102(11), 9791-9813.</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">Como aumentar o pico de produção de leite em vacas leiteiras?</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fluxo de leite em vacas: como realizar avaliação?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/fluxo-de-leite-em-vacas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2024 12:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A correta estimulação das vacas é um ponto essencial para garantir que a extração do leite ocorra de forma rápida, gentil e completa, e para isso os padrões de fluxo de leite fornecem informações importantes sobre a resposta da vaca às condições de ordenha. A estimulação adequada do úbere e teto das vacas com as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A correta estimulação das vacas é um ponto essencial para <strong>garantir que a extração do leite ocorra de forma rápida, gentil e completa</strong>, e para isso os padrões de fluxo de leite fornecem informações importantes sobre a resposta da vaca às condições de ordenha.</p>
<p>A estimulação adequada do úbere e teto das vacas com as boas práticas da rotina de ordenha é essencial para garantir que a glândula pituitária secrete ocitocina, que atua nos músculos alveolares no úbere que libera o leite nos ductos, isso resulta em um aumento de pressão que produz o efeito de descida do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/category/leite/">leite</a></strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste texto vamos abordar <strong>como ocorre o reflexo de descida do leite</strong> após a estimulação da vaca, como avaliar o fluxo de leite na ordenha através de suas 4 fases de intensidade, a forma de verificar se as vacas estão bem estimuladas e também as possíveis relações entre o fluxo de leite e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">CCS</a></strong>. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Fisiologia da descida do leite</h2>
<p>A liberação de ocitocina ocorre de duas formas de acordo com o reflexo de descida do leite:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Condicionado</strong> = reflexo gerado a partir dos estímulos captados pelos olhos, orelhas e nariz, como o barulho da bomba de vácuo o cheiro do concentrado em ordenhas em que há fornecimento.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Incondicionado</strong> = são reflexos são resultantes da estimulação da vaca, como o teste da caneca, aplicação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/"><i>pré-dipping</i></a></strong> e secagem dos tetos.</li>
</ul>
<p>No geral, o nível de reflexos condicionais é constante, por isso, o objetivo deve ser manter uma boa rotina de ordenha, visando maximizar os estímulos incondicionais, sendo a forma de garantir que as vacas vão ter uma boa descida de leite, maior produção e consequentemente trazer benefícios para a lucratividade da fazenda.</p>
<p>O <strong>fator chave</strong> na velocidade da ordenha da vaca não é o nível de ocitocina no sangue, mas sim o <strong>“<i>timing</i>” da liberação da ocitocina</strong>. O intervalo entre a preparação do teto até a liberação da ocitocina e transporte pelos vasos sanguíneos até o úbere é de 60 a 90 segundos, o que controla a liberação do leite alveolar.</p>
<p>Aproximadamente nos <strong>primeiros 30 segundos de ordenha o leite é liberado dos alvéolos para que o fluxo de leite aumente continuamente entre os 60 – 90 segundos</strong> de acoplamento das teteiras. Caso as vacas não estejam bem estimuladas, pode haver uma pausa entre o fim do leite prontamente disponível na cisterna e o início da liberação do leite presente nos alvéolos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Entendendo o fluxo de leite</h2>
<p>O fluxo de leite pode ser avaliado por exemplo, por meio do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">equipamento de ordenha</a></strong>, onde alguns modelos produzem o gráfico de fluxo de leite.</p>
<p>Se as unidades são devidamente colocadas com vacas bem estimuladas temos um rápido e contínuo aumento do fluxo de leite que alcança um máximo. Então a liberação do leite alveolar sobrepõe o leite da cisterna resultando na clássica curva de fluxo de leite.</p>
<p>O padrão do fluxo de leite tem <strong>4 fases de intensidade</strong>:</p>
<ol>
<li>Aumento;</li>
<li>Platô;</li>
<li>Declínio;</li>
<li>Cego (sobreordenha).</li>
</ol>
<p>É importante entendermos que a duração da<strong> fase de aumento</strong> está diretamente relacionada ao tempo entre a preparação do úbere e a ordenha. Quando temos uma preparação ineficiente da vaca antes da ordenha, o resultado será um fluxo de leite durante a fase de aumento que chamamos de tipo <strong>bimodal</strong>.</p>
<p>O tipo bimodal do fluxo de leite ocorre quando temos interrupção ou redução temporária no fluxo de leite logo após o início da ordenha que é seguida posteriormente por outro significativo aumento, criando assim dois picos distintos de fluxo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45794 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-leite.webp" alt="Gráficos mostrando fluxo de leite de vacas leiteiras" width="501" height="252" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-leite.webp 501w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-leite-300x151.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-leite-370x186.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-leite-270x136.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 501px) 100vw, 501px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de dois gráficos onde o da esquerda demonstra um fluxo de leite adequado, com as fases de aumento, platô e declínio bem definidas, evidenciando uma boa descida do leite. Já o gráfico da direita representa um fluxo bimodal de leite, sendo possível observar a fase de aumento se iniciando com uma interrupção do fluxo logo em seguida, e posteriormente um aumento novamente. Fonte: <em>Quality Milk Production Services, Cornell University, Ithaca, New York</em></span></p>
<p>Duração da <strong>fase de platô</strong> do fluxo de leite o úbere é <strong>quando todos os quartos mamários são ordenhados juntos</strong>. Por isso, a duração dessa fase depende da quantidade de leite disponível na cisterna, da intensidade de seu enchimento contínuo pelos alvéolos e da ordenhabilidade.</p>
<p>Quando temos um ou mais quartos esvaziados de forma gradual ou o fluxo contínuo diminui em todos os quartos de forma simultânea, temos o início da próxima fase, o declínio do fluxo de leite.</p>
<p>A <strong>fase de declínio inicia quando a taxa de reabastecimento da cisterna pelo leite alveolar diminui</strong>, cessa ou quando a taxa de reabastecimento é menor do que a taxa de fluxo de leite através do canal do teto.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=fluxo-leite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Qual a relação da estimulação e o fluxo de leite?</h2>
<p>Nesse sentido, a adequada estimulação e preparação das vacas é um ponto fundamental para garantir a ordenha adequada das vacas. Um ponto muito importante é o período entre a estimulação inicial da vaca e a acoplagem da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">teteira</a></strong> para a ordenha propriamente dita, que é chamado de <strong>tempo de “pré-atraso”</strong> (<i>Pre-lag time</i>).</p>
<p>Esse período permite que a ocitocina liberada alcance a glândula mamária para que a ejeção de leite ocorra. Esse tempo de pré-atraso é essencial para garantir um fluxo de leite contínuo e reduzir assim o risco de fluxo bimodal.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando respeitamos esse tempo, teremos como resultado um processo de ordenha mais eficiente, com redução no tempo total de ordenha, maior promoção de saúde da glândula mamária, menos estresse e menor risco de lesões e infecções. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45795 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-leite-1.webp" alt="Gráficos de tempo de pré-atraso" width="740" height="263" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-leite-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-leite-1-300x107.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-leite-1-370x132.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-leite-1-270x96.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Gráfico A – Pré-atraso de 82 segundos. </span><span style="font-size: 13px;">Gráfico B – Sem pré-atraso. </span><span style="font-size: 13px;">Gráfico C – Pré-atraso de 5,3 minutos. </span><span style="font-size: 13px;">Fonte: Ruegg, 2004.</span></p>
<p>O nível de necessidade de estímulo das vacas também depende do nível de produção, estágio de lactação e da raça dos animais.</p>
<p>Estudos demonstram que o <strong>tempo de pré-atraso entre 45 – 90 segundos é recomendado</strong>, entretanto não houve efeitos negativos, como redução da descida do leite, quando o tempo foi de no máximo 3 minutos. Mas quando o tempo é inferior ao recomendado, a descida inadequada do leite produz um fluxo de leite bimodal, como no gráfico B acima.</p>
<p>Por isso é importante estarmos atentos à rotina de ordenha, pois o fluxo bimodal pode ocorrer quando temos a acoplagem da unidade de ordenha sem a estimulação adequada ou imediatamente após a estimulação, sem espera do período pré-atraso.</p>
<h2>Como avaliar se o fluxo de leite está adequado?</h2>
<p>Durante a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">rotina de ordenha</a></strong> podemos avaliar a estimulação das vacas pelo fluxo de leite nos primeiros 2 minutos de ordenha.</p>
<p>Espera-se que nesses primeiros <strong>2 minutos</strong> seja ordenhado 2 – 4 kg/min, ou seja, que seja <strong>liberado 50% do volume do leite</strong> nesse período. Junto a isso, devemos avaliar os manejos feitos durante a ordenha para garantir que as vacas estejam bem estimuladas antes da colocação das teteiras.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, conhecer as boas práticas de manejo na ordenha, os pontos de avaliação da rotina de ordenha e como garantir vacas bem estimuladas garantirá uma boa ejeção do leite e bom fluxo de leite das vacas.  </span></p>
<h2>Relação do fluxo de leite com a contagem de células somáticas (CCS)</h2>
<p>Já foi demonstrado que <strong>a fase de declínio do fluxo de leite está correlacionada de forma positiva com a CCS</strong>, o que provavelmente ocorre devido a ordenha excessiva. Quando se tem uma ordenha excessiva, é criado um maior risco de má saúde no úbere.</p>
<p>Estudos realizados observaram que quartos mamários com uma fase de declínio mais longas tiveram CCS maior e que os quartos com um pico de fluxo alto tiveram uma fase de declínio mais longa. Esse ponto é de complicada explicação pois não se sabe se a CCS alta é consequência ou razão para a maior duração da fase de declínio.</p>
<p>Além disso, a longa duração do declínio provocou menor produção de leite e maior duração de sobreordenha, onde já foi relatado que a sobreordenha por mais de 1 minuto predispõe a vaca à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> subclínica.</p>
<p>Quando foi avaliado o pico de fluxo no úbere em relação a CCS, foi confirmado que quartos com alto CCS tem um pico de fluxo reduzido e consequentemente uma produção de leite reduzida.</p>
<p>Sabe-se que a maioria das infecções induzidas pela máquina ocorrem perto do final da ordenha, o que pode ser justificado pelo fato de que a redução do fluxo de leite ao final da ordenha diminui a chance de microrganismos serem eliminados do teto, mas aumenta a probabilidade de uma infecção no quarto.</p>
<p>Por isso pode ser interessante minimizar a duração da fase de declínio, pois essa tem possível relação negativa com a saúde do úbere.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos então que um dos passos mais importantes é ter uma vaca bem preparada para a ordenha e que há segredos para que ocorra.</p>
<p>Implementar <strong>práticas de ordenha consistentes e padronizadas</strong> são pontos essenciais para termos um fluxo de leite adequado e um leite de qualidade.</p>
<p>É fundamental que ocorra dentro da fazenda a valorização das práticas de ordenha e também a motivação dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">colaboradores</a></strong> envolvidos na operação para o sucesso do processo através de treinamentos contínuos.</p>
<h2>Domine as técnicas que aumentam produção e lucratividade no leite</h2>
<p>Avaliar corretamente o fluxo de leite é apenas uma das práticas que diferenciam um manejo de excelência.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=fluxo-leite">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar indicadores, manejo e gestão para transformar o potencial do rebanho em resultados concretos, de forma prática e aplicada à realidade do campo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Eurytrema pancreaticum em bovinos: veja os impactos na pecuária leiteira</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/eurytrema-pancreaticum-em-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 14:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A infecção por Eurytrema pancreaticum pode ter impactos significativos na lucratividade de uma fazenda leiteira, uma vez que afeta diretamente a produção de leite, os custos operacionais, eficiência reprodutiva e a saúde geral do rebanho. Portanto, tendo a redução da produtividade e a elevação dos custos, a margem de lucro é comprometida, o que afeta [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A infecção por <strong><i>Eurytrema pancreaticum</i></strong> pode ter impactos significativos na lucratividade de uma fazenda leiteira, uma vez que afeta diretamente a produção de leite, os custos operacionais, eficiência reprodutiva e a saúde geral do rebanho.</p>
<p>Portanto, tendo a redução da produtividade e a elevação dos custos, a margem de lucro é comprometida, o que afeta a rentabilidade global do negócio.</p>
<p>Nesse texto iremos entender mais sobre esse parasita, demonstrando seu ciclo de vida, quais são suas características, os sinais clínicos, formas de tratamento e quais os impactos que ele traz para a pecuária leiteira.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O parasita <i>Eurytrema pancreaticum</i></h2>
<p>Esse agente embora muito comum nos rebanhos, <strong>principalmente naqueles criados no sistema a pasto</strong>, muitas vezes pode ser subdiagnosticado pela falta de reconhecimento dos sinais clínicos, visto que, muitas vezes na forma subclínica seja de difícil diagnóstico e geralmente pode estar associado a outros acometimentos mais evidentes deixando o quadro euritrematose oculto.</p>
<p>É um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">parasita</a></strong> trematódeo, ou seja, um tipo de verme achatado que são encontrados nos ductos pancreáticos, ocasionalmente ductos biliares e não frequentemente em intestino delgado de ruminantes, os quais são os seus hospedeiros definitivos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=eurytrema" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Ciclo de vida do <i>Eurytrema pancreaticum</i></h2>
<p>Apresenta ciclo biológico heteroxênico, ou seja, aquele que <strong>possui mais de um hospedeiro</strong>. No caso desse parasita, o seu ciclo envolve dois hospedeiros intermediários:</p>
<ul>
<li><strong>Primeiro hospedeiro intermediário</strong> = são moluscos do gênero Bradybaena (Caramujo)</li>
<li><strong>Segundo hospedeiro intermediário</strong> = artrópodes do gênero Conocephalus (“Bicho esperança”).</li>
</ul>
<p>Os <strong>ruminantes são hospedeiros definitivos</strong> que adquirem o parasita por meio da ingestão acidental dos insetos em meio às pastagens ou ingestão de metacercárias (pequenos invólucros, normalmente arredondados ou esféricos, que alojam estádios intermédios de parasitas) eliminadas pelos insetos.</p>
<p>Um dos maiores desafios é controle dos hospedeiros intermediários visto que não é adequado o uso de inseticidas ou pesticidas no local de consumo de água e comida pelos animais.</p>
<p>Além disso, existe a dificuldade operacional de controlar esses hospedeiros, principalmente pensando que estações climáticas, precipitações e temperaturas ambientais são condições associadas ao aumento e manutenção da euritrematose em uma região.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44803 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema.webp" alt="Ciclo de vida do Eurytrema pancreaticum" width="381" height="285" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema.webp 381w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-300x224.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-370x277.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-270x202.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 381px) 100vw, 381px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem demonstrando esquematicamente o ciclo de vida do <i>Eurytrema pancreaticum. </i>Fonte: TESSELE et al., 2013</span></p>
<h2>Como é caracterizado o <i>Eurytrema pancreaticum</i>?</h2>
<p>São comumente encontrados em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/">necropsias</a></strong> e se caracterizam por corpo achatado e de formato ovalado. Medem entre <strong>5 e 8 mm de comprimento e entre 2 e 3 mm de largura</strong> e a superfície do corpo é coberta por uma cutícula lisa e sem espinhos.</p>
<p>Possui duas ventosas, uma oral e uma ventral, que são usadas para fixação no hospedeiro. A ventosa oral está localizada na extremidade anterior e a ventral, também chamada de acetábulo, está situada na região média do corpo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44804 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1.webp" alt="Eurytrema pancreaticum" width="740" height="467" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-300x189.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-370x234.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-1-270x170.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 13px;">Fonte: FERREIRA,2022</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44805 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2.webp" alt="Eurytrema pancreaticum" width="459" height="211" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2.webp 459w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-300x138.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-370x170.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-2-270x124.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 459px) 100vw, 459px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: FERREIRA,2022</span></p>
<p>O<em> Eurytrema pancreaticum</em> é <strong>hermafrodita</strong>, possuindo tanto órgãos reprodutores masculinos quanto femininos.</p>
<p>O sistema reprodutor masculino inclui testículos esféricos ou ovais localizados na metade posterior do corpo e o sistema reprodutor feminino inclui um ovário, vitelários (glândulas vitelinas) que produzem nutrientes para os ovos, e um útero que geralmente está cheio de ovos.</p>
<h2>Como esse parasita impacta na pecuária leiteira?</h2>
<p>A presença do <i>Eurytrema pancreaticum</i> nos bovinos pode trazer uma série de efeitos negativos, especialmente na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">produção de leite</a></strong>.</p>
<p>Além disso, a infecção causa fibrose e inflamação no pâncreas, levando à substituição do tecido pancreático funcional por tecido fibroso ou adiposo. Isso pode comprometer a função pancreática e a digestão.</p>
<ol>
<li><strong>Redução na produção de leite</strong>: devido a inflamação crônica no pâncreas, a digestão e absorção de nutrientes é prejudicada e isso vai afetar a saúde geral do animal e consequentemente reduzir a produção de leite das vacas em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/">lactação</a></strong>, o que consideramos ser um impacto direto, entretanto, há ainda impactos indiretos, como na qualidade do leite, o que pode afetar a valorização do produto.</li>
<li><strong>Perda de peso</strong>: com o comprometimento da função pancreática, sabemos que o processo de digestão também é comprometido, pois algumas enzimas digestivas essenciais têm sua produção reduzida, e isso vai levar à perda de peso dos animais, mesmo que haja uma dieta equilibrada, em quantidade adequado e que atenda às necessidades nutricionais dos animais.</li>
<li><strong>Desempenho reprodutivo reduzido</strong>: os animais infectados têm a saúde debilitada e isso também irá impactar negativamente na reprodução, o que vai resultar em uma menor <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong> e prenhez.</li>
<li><strong>Maior vulnerabilidade a outras doenças</strong> devido ao comprometimento do sistema imunológico e metabólico.</li>
</ol>
<p>Todos esses fatores em conjunto contribuem para menor desempenho dos índices zootécnicos e somado a outros acometimentos impactam significativamente a produtividade e viabilidade econômica do rebanho.</p>
<h2>Quais são os sinais clínicos da euritrematose?</h2>
<ul>
<li><strong>Redução de consumo</strong><span style="font-weight: 400;">: Pode ocorrer uma diminuição no apetite ou uma ingestão de alimentos irregular, já que o <strong>desconforto digestivo</strong> interfere na alimentação. </span></li>
<li><strong>Apatia</strong><span style="font-weight: 400;">: Os animais acometidos podem se apresentar apáticos e letárgicos, <strong>demonstrando sinais de fraqueza</strong>. Isso é resultado da falta de energia resultante da má digestão e menor aproveitamento dos nutrientes. </span></li>
<li><strong>Caquexia</strong><span style="font-weight: 400;">: Por apresentarem perda de peso ou dificuldade em ganhar peso mesmo com alimentação adequada, a disfunção pancreática vai comprometer a digestão e contribuir para deixar os animais em estado de caquexia. </span></li>
<li><strong>Icterícia</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Quando associamos a icterícia a presença do parasita, ela pode ocorrer devido a compressão dos ductos biliares, pois o parasita pode migrar para os ductos pancreáticos e biliares, causando inflamação e bloqueio desses canais interferindo assim na drenagem adequada da bile para o intestino e contribuindo para o acúmulo de bilirrubina no sangue. </span></li>
<li><strong>Hiperglicemia</strong>:<span style="font-weight: 400;"> O pâncreas tem um papel importante no metabolismo da glicose, pois ele é responsável pela produção de insulina. A infecção por </span><i><span style="font-weight: 400;">Eurytrema pancreaticum</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode danificar o tecido pancreático, incluindo as células beta das ilhotas Langerhans, as quais produzem insulina. Com a menor produção de insulina, o controle da glicemia é comprometido. </span></li>
<li><strong>Glicosúria</strong><span style="font-weight: 400;">: A glicosúria vai ser <strong>consequência direta da hiperglicemia</strong>. Os rins filtram e reabsorvem a glicose a fim de mantê-la no corpo, no entanto, quando os níveis de glicose no sangue se tornam elevados, os rins não conseguem reabsorver toda glicose filtrada e a mesma tende a passar para a urina.</span></li>
</ul>
<h2>Qual o tratamento para a euritrematose?</h2>
<p>Atualmente, <strong>não há tratamento cientificamente comprovado para a parasitose</strong>, visto que não foram identificadas drogas anti-helmínticas eficazes contra o agente e os danos causados pelo parasita são considerados irreversíveis.</p>
<p>Dessa forma, o melhor caminho é atuar em manejos que contribuam para a redução da contaminação, dentre elas temos:</p>
<ul>
<li><strong>Manejo de vetores e hospedeiros intermediários</strong>: reduzir a população dos hospedeiros intermediários é essencial, e para isso, adotar práticas para redução da população de caracóis e insetos, como os gafanhotos e grilos é indicado. Para isso, o ideal é estar atento à drenagem de áreas úmidas e ter protocolos de pulverizações seletivas com inseticidas específicos para áreas com alta infestação dos insetos.</li>
<li><strong>Manejo nutricional e saúde</strong>: o suporte nutricional e o manejo geral da saúde dos animais são cruciais para contribuir para a recuperação. Por isso, ter na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dieta</a></strong> alimentos de alta qualidade, ricos em nutrientes e energia pode ser fundamental. Além disso, fornecer suplementos vitamínicos, principalmente vitaminas A e E e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">minerais</a></strong> como selênio e zinco, pode fortalecer o sistema imune dos animais.</li>
<li><strong>Rotação de pastagens</strong>: é considerada uma medida preventiva muito importante, pois ao detectar áreas possivelmente contaminadas e estipular um período de descanso para a área, fará com que o ciclo de vida do parasita seja interrompido. Isso pode contribuir para a redução da carga parasitária do rebanho.</li>
</ul>
<h2>Como diagnosticar a presença do parasito e alterações patológicas observadas?</h2>
<p>O diagnóstico posteriormente a suspeita pode ser realizado das seguintes maneiras:</p>
<ol>
<li><strong>Exame coproparasitológico (OPG);</strong></li>
<li><strong>Necropsia</strong> (são agentes que são possíveis de visualização macroscópica e pode-se relacionar ao histórico prévio do animal e a incidência de sinais clínicos semelhantes no rebanho).</li>
</ol>
<p>As lesões pancreáticas causadas por <i>Eurytrema spp</i>. em ruminantes domésticos variam de leve até uma acentuada fibrose, inflamação e perda do tecido pancreático.</p>
<p>Os trematódeos são encontrados no lúmen dos ductos pancreáticos, mas os ovos penetram as paredes dos ductos, causando reação granulomatosa com células gigantes multinucleadas. O tecido pancreático perdido é substituído por tecido fibroso ou adiposo, enquanto o tecido que persiste permanece essencialmente normal.</p>
<p>O tamanho dos trematódeos adultos é inversamente proporcional à intensidade das lesões pancreáticas, refletindo a falta de nutrição devido à destruição tecidual. Em um pâncreas com destruição tecidual mínima, os trematódeos são grandes e ativos, localizados nos ductos maiores.</p>
<p>Em pâncreas gravemente danificados, os trematódeos são pequenos e atróficos, encontrados nos ductos menores. As lesões causadas por <i>E. pancreaticum</i> ocorrem com maior frequência no lobo esquerdo do pâncreas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44806 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3.webp" alt="Aspecto macroscópico da superfície de corte do pâncreas de um bovino." width="740" height="463" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3-300x188.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3-370x232.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/eurytrema-3-270x169.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Aspecto macroscópico da superfície de corte do pâncreas. Os ductos estão dilatados e contêm exemplares de <i>Eurytrema pancreaticum</i>. O parênquima pancreático apresenta acentuada atrofia. As áreas mais escuras representam reação granulomatosa ao redor de aglomerados de ovos. Fonte: Santos &amp; Alessi,2016</span></p>
<h2>Previna perdas e proteja o desempenho do rebanho</h2>
<p>O <em data-start="138" data-end="162">Eurytrema pancreaticum</em> pode afetar seriamente a saúde e a produtividade das vacas leiteiras, gerando prejuízos diretos à fazenda. Saber identificar, prevenir e manejar corretamente esse parasita é essencial para manter o rebanho saudável e a produção em alta.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=eurytrema">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar sanidade, nutrição e gestão para resultados sustentáveis e lucrativos.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Hiperqueratose da ponta do teto e seus impactos na produção do leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jan 2024 11:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[hiperqueratose]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[úbere]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A hiperqueratose em vacas leiteiras é caracterizada pelo espessamento anormal da camada externa da pele, podendo ter implicações significativas em rebanhos leiteiros, acarretando consequências que afetam todo o sistema e podendo trazer grandes prejuízos para uma fazenda. O aumento da espessura da pele pode levar à formação de crostas e fissuras, proporcionando um ambiente propício [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>hiperqueratose em vacas leiteiras</strong> é caracterizada pelo <strong>espessamento anormal da camada externa da pele</strong>, podendo ter implicações significativas em rebanhos leiteiros, acarretando consequências que afetam todo o sistema e podendo trazer grandes prejuízos para uma fazenda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O aumento da espessura da pele pode levar à formação de crostas e fissuras, proporcionando um ambiente propício para o desenvolvimento de infecções bacterianas e fúngicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, quando a hiperqueratose ocorre nos tetos, essa formação de crostas pode dificultar o fechamento adequado, tornando a vaca mais suscetível à contaminação e ao desenvolvimento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir sobre a hiperqueratose e sua classificação, seus impactos na saúde e desempenho das vacas leiteiras e os principais fatores de risco, como os equipamentos e manejo de ordenha. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Características da hiperqueratose em vacas leiteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A hiperqueratose é <strong>caracterizada pelo aumento da espessura e rugosidade da ponta do teto</strong>, ocasionada por alguns estímulos, ou seja, se trata de uma resposta fisiológica da pele do teto a ação da ordenha que provoca a hiperplasia do extrato córneo da pele do teto. O teto detém de uma estrutura interna composta por musculatura lisa que envolve o canal e o esfíncter do teto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os tetos dos bovinos leiteiros são altamente especializados na função de liberar o leite armazenado na glândula mamária e impedir que ocorra a invasão de microrganismos patogênicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No teto, os tecidos que o circundam são considerados a primeira linha de defesa e dentre esses tecidos estão o músculo do esfíncter do teto e o tampão de queratina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerada uma barreira física, essa queratina formada no orifício do teto nada mais é do que uma substância produzida pela pele que reveste o teto, a qual tem capacidade de se ligar e imobilizar algumas cepas de bactérias não encapsuladas, devido a sua composição química de lipídeos e proteínas que são consideradas antimicrobianas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o músculo do esfíncter do teto é o responsável por manter o canal do teto firmemente fechado nos períodos entre as ordenhas, evitando assim a penetração de <a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>agentes patogênicos, como os causadores de mastite</strong></a>.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45823 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose.webp" alt="Imagem ilustrando o músculo do esfíncter e o tampão de queratina do teto de uma vaca" width="462" height="229" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose.webp 462w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-300x149.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-370x183.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-270x134.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 462px) 100vw, 462px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem ilustrando o músculo do esfíncter e o tampão de queratina. Fonte: PHILPOT &amp; NICKERSON (2002)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a ordenha, o fluxo de leite e a abertura do canal do teto ocasionado pelo vácuo promovem a retirada do tampão de queratina e o relaxamento do músculo do esfíncter do teto. Por esse motivo, o processo de ordenha pode ser considerado uma operação crítica sobre a eficácia das defesas estruturais do teto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na propriedade, é importante que sejam adotadas análises dos fatores que podem provocar essa lesão, pois assim será possível adotar medidas de melhoria que irão impactar diretamente na promoção da saúde do úbere e no <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar das vacas</strong></a>. </span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Classificação por escore de ponta de teto</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que a hiperqueratose é observada como uma protusão do esfíncter do teto, o qual fica circundado por tecido queratinizado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A metodologia mais utilizada para a avaliação de hiperqueratose na extremidade dos tetos é em <strong>sistema de escore de classificação por diferentes graus</strong>, o qual vai de 0 até 4, sendo:</span></p>
<ul>
<li><b>Escore 1:</b><span style="font-weight: 400;"> Teto perfeito, fechado, sem presença de rugosidades ao redor do esfíncter. </span></li>
<li><b>Escore 2:</b><span style="font-weight: 400;"> O orifício do teto parece ligeiramente aberto, apresentando um anel mais queratinizado ao ser redor. </span></li>
<li><b>Escore 3:</b><span style="font-weight: 400;"> Orifício já bem protruído, demonstrando rugosidade na extremidade do teto e presença de dobras de queratina. </span></li>
<li><b>Escore 4:</b><span style="font-weight: 400;"> Protusão muito avançada, com grande protrusão e presença do anel rugoso, formando uma aparência de flor.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45824 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1.webp" alt="Representação do escore de teto, demonstrando que com o agravamento da lesão, tem-se o aumento da hiperqueratose e o prolapsamento do esfíncter" width="740" height="474" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-300x192.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-370x237.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-270x173.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-470x300.webp 470w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Representação do escore de teto, demonstrando que com o agravamento da lesão, tem-se o aumento da hiperqueratose e o prolapsamento do esfíncter. Fonte: HULSEN, 2007, p. 76) apud Animal Sciences Group at Wageningen University, Lelystad.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Espera-se em um rebanho de vacas leiteiras que se tenha no </span><b>máximo 20% das vacas apresentando um ou mais tetos com escore 3 ou 4 </b><span style="font-weight: 400;">de hiperqueratose na extremidade dos tetos. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=hiperqueratose" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Impactos da hiperqueratose</h2>
<p>Sabe-se que a mastite<span style="font-weight: 400;"> é uma enfermidade comum em vacas leiteiras e que é causada por microrganismos patogênicos. </span></p>
<p>Já é ponderado que a higiene de úbere e pernas está associada a uma maior chance de ocorrência de infecção, entretanto, já se sabe também que ela pode estar associada a hiperqueratose dos tetos, pois isso predispõe a ocorrências de infecções intramamárias, por conseguinte a ocorrência de mastite clínica, levando a um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">aumento das células somáticas no leite</a></strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A hiperqueratose pode interferir no processo de ordenha. A presença de rugosidades na ponta dos tetos pode tornar o procedimento de ordenha mais difícil e doloroso, podendo, também, resultar na </span><b>não retirada completa do leite da vaca</b><span style="font-weight: 400;">, o que impacta negativamente a eficiência do processo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande maioria das propriedades com esse tipo de problema possui dificuldades no manejo de ordenha, principalmente quando se relaciona a hiperqueratose em escore mais avançado com a eficiência de limpeza dos tetos antes do acoplamento das teteiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa </span><b>sujidade</b><span style="font-weight: 400;"> difícil de ser removida do teto devido a presença de um elevado anel rugoso na extremidade do teto, além de contribuir para a ocorrência de infecções, também afeta a qualidade do leite e a contagem padrão em placa (CPP), a qual avalia a qualidade microbiológica do leite.</span></p>
<h2>Fatores de risco da hiperqueratose</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As lesões nos tetos podem ter origem traumática, ambiental, infecciosa ou erosão química, entretanto, dentre as lesões mais comuns nos tetos, a hiperqueratose é considerada a principal, podendo ter como possíveis fatores de risco: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Práticas de ordenha inadequada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">Sobreordenha</a></strong>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pulsação ineficiente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Teteiras desgastadas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alto nível de vácuo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Retirada grosseira do conjunto.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que os efeitos podem aparecer de curto a longo prazo, onde inicialmente, a curto prazo (uma ordenha) podemos observar mudanças de cor, textura e firmeza da ponta ou do teto como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A médio prazo (dias ou semanas), já é possível observar mudanças na condição da pele do teto e o aparecimento de petéquias hemorrágicas, entretanto, de forma mais significativa, temos as lesões a longo prazo, as quais são modificações relativas à ocorrência de hiperqueratose na extremidade dos tetos. </span></p>
<h3>Equipamentos de ordenha</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os mecanismos que alteram a condição da ponta dos tetos, os equipamentos de ordenha são um dos fatores que mais exerce influência nas alterações de canal do teto. Quando há um funcionamento inadequado desses equipamentos a ação exercida durante a ordenha será responsável por provocar lesões nos tetos e favorecer a hiperqueratose. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Relacionado ao equipamento de ordenha, a falta de manutenção é considerada um dos principais fatores, pois já é visto que fazendas que realizam manutenções periódicas dos equipamentos da ordenhadeira, apresentam menores escores médios de hiperqueratose do que fazendas que não tem frequência de manutenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao </span><b>nível de vácuo</b><span style="font-weight: 400;">, estudos citam que níveis acima de 60 kPa estão associados à ocorrência de hiperqueratose. Entretanto, há evidências de que quando se tem média de vácuo superior a 42 kPa, o risco de hiperqueratose aumenta em 1,64 vezes em comparação com média de vácuo inferior a 42 kPa, o que vem mostrar que o vácuo na ponta do teto quando muito superior a 42 kPa pode causar danos nos tecidos, principalmente em períodos de baixo fluxo de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a ISO (Organização Internacional de Normatização, 2007) há a recomendação de que a ordenha deve ser conduzida com vácuo na extremidade do teto entre </span><b>32 e 42 kPa durante o período de pico de fluxo de leite</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Níveis elevados de vácuo vão extrair o leite com muita força, ocasionando assim a perda da camada de queratina do canal do teto, onde essa perda será responsável por induzir o aumento da produção de queratina, o que pode resultar na hiperqueratose. Além disso, a alta pressão das teteiras sobre a pele do teto pode provocar a interrupção da circulação sanguínea com aumento da pressão local, o que pode formar rachaduras pequenas que elevam a formação de queratina no canal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, além do nível de vácuo elevado, a hiperqueratose pode também estar associada simplesmente à queda do nível de vácuo do equipamento, o que vai aumentar o tempo total de ordenha e elevar as chances de agravamento do problema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse nível reduzido de vácuo pode aumentar a frequência de deslizamento de teteiras, o que causa a diminuição da velocidade da ordenha e até mesmo o aparecimento de marcas na base dos tetos. </span></p>
<h3>Manejo de ordenha</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A reduzida adoção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">boas práticas de ordenha</a></strong> vem se tornando um dos principais gargalos para o desenvolvimento de hiperqueratose. Dentre este tópico de manejo de ordenha, podemos citar como fatores associados à duração e frequência de ordenha, sobreordenha e também interações entre o manejo de ordenha e o equipamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto a remoção dos conjuntos de ordenha, ela pode ser um grande fator relacionado a hiperqueratose, pois sabe-se que a hiperqueratose é menor quando os conjuntos de ordenha são extraídos com taxa de fluxo de 0,8kg/min comparado com um tempo de extração de 0,2kg/min. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação a </span><b>sobreordenha</b><span style="font-weight: 400;">, a qual ocorre quando há a permanência das unidades de ordenha nos tetos após o término do fluxo de leite e é considerada um dos principais fatores de risco relacionados à deterioração da condição dos tetos. Além disso, a sobreordenha se relaciona ao aumento da incidência de mastite clínica e alta CCS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, com a modernização das ferramentas, existem alternativas que visam reduzir problemas que são provocados durante a ordenha, e dentre eles podemos citar a utilização de extratores automáticos de teteiras, os quais detectam a redução na velocidade do fluxo de leite e promovem o saque da teteira sem que ocorra problemas com a produção total de leite e a saúde do úbere. Entretanto, é importante que essa ferramenta esteja ajustada corretamente para essa função. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é importante estar atento ao </span><b>tempo de troca das teteiras</b><span style="font-weight: 400;">, onde as mesmas devem ser substituídas com periodicidade recomendada pelo fabricante ou quando estiverem avariadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se tem falha nesses equipamentos de ordenha, há uma massagem comprometida dos tetos, e também quando se tem o surgimento de fissuras nas teteiras, tem-se acúmulo de leite e dificuldade de aderência no teto, fazendo com que ocorra a entrada de ar no sistema. </span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, sabemos então que <strong>manter um escore de esfíncter de teto adequado é fundamental para garantir a saúde e o conforto das vacas</strong>, uma vez que a hiperqueratose pode levar a problemas como mastite e desconforto durante a ordenha. Além disso, tetos saudáveis são essenciais para a eficiência da ordenha e qualidade do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O controle da hiperqueratose dentro da fazenda irá exigir atentas propostas de prevenção, a qual inclui medidas de manejo que visem evitar a exposição dos animais às possíveis causas de hiperqueratose. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Buscar informações sobre os fatores associados ao problema de acordo com as características do rebanho, é necessário, pois assim é possível adotar medidas de controle assertivas e que contribuirão para o sucesso do sistema.</span></p>
<h2>Previna perdas e garanta mais qualidade e produtividade no leite</h2>
<p>A hiperqueratose da ponta do teto compromete a saúde do úbere, aumenta o risco de mastite e pode reduzir significativamente a produção.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=hiperqueratose">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar, prevenir e manejar problemas que afetam diretamente a rentabilidade, unindo conhecimento técnico e estratégias práticas para resultados consistentes.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=hiperqueratose" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23112" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg" alt="Julia Mattoso - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Exigências nutricionais dos bovinos leiteiros adultos: quais são e como atendê-las</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jan 2024 11:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atender às exigências nutricionais dos bovinos leiteiros é fundamental para garantir a manutenção do organismo, a produção de leite, a reprodução, a saúde e o desempenho dos animais. No entanto, essas necessidades não são iguais para todas as vacas. Fatores como peso corporal, fase da lactação, nível de produção, gestação, condição corporal, ambiente e consumo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Atender às <strong>exigências nutricionais dos bovinos leiteiros</strong> é fundamental para garantir a manutenção do organismo, a produção de leite, a reprodução, a saúde e o desempenho dos animais.</p>
<p>No entanto, essas necessidades não são iguais para todas as vacas. Fatores como peso corporal, fase da lactação, nível de produção, gestação, condição corporal, ambiente e consumo de matéria seca influenciam a quantidade de nutrientes exigida.</p>
<p>Por isso, conhecer as exigências nutricionais é uma etapa fundamental para o planejamento da alimentação do rebanho.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá o que são as exigências nutricionais dos bovinos leiteiros, quais fatores determinam essas necessidades e qual é o papel da energia, proteínas, carboidratos, lipídios, minerais, vitaminas e água na nutrição dos animais.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
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</script></p>
</div>
<h2>Consumo de alimentos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos fatores determinantes para o sucesso do programa nutricional é garantir que a vaca leiteira apresente </span><b>consumo adequado de alimentos</b><span style="font-weight: 400;">, não bastando apenas oferecer alimentação balanceada para os animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vários fatores relacionados ao manejo nutricional diário da propriedade possuem reflexo direto na ingestão de alimentos pela vaca, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Manejo pré-parto;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" rel="noopener"><strong>Escore de condição corporal (ECC)</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Peso corporal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qualidade da forragem;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Balanceamento das dietas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Manejo de cocho;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener"><strong>Disponibilidade de água de boa qualidade</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" rel="noopener"><strong>Problemas de casco</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Agrupamento dos animais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ambiente e condições de conforto dos animais, entre outros.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com os avanços no conhecimento das áreas de nutrição, formulação e balanceamento de dietas, como a adequação de proteínas degradável (PDR) e não degradável (PNDR) no rúmen, balanceamento de aminoácidos essenciais, ajustes nos carboidratos fibrosos e não fibrosos e o uso de aditivos nas rações, o aumento na ingestão de matéria seca pode não surtir efeito positivo em produção de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso tudo em razão dos fatores relacionados aos </span><b>manejos nutricionais inadequados</b><span style="font-weight: 400;">, surtindo efeitos negativos sobre o consumo dos animais.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45769 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros.webp" alt="Ilustração com os fatores que afetam a ingestão de matéria seca pelas vacas" width="656" height="445" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros.webp 656w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-300x204.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-370x251.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-270x183.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 656px) 100vw, 656px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Figura 1. Fatores que afetam a IMS em vacas em lactação e a importância relativa destes. Fonte: Roseler (1998).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso de animais mantidos em </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-de-pastagem-na-pecuaria-leiteira/"><b>sistemas de pastagens</b></a><span style="font-weight: 400;">, apesar da produção menor de leite, o desafio em busca da otimização do consumo não é menos importante que nos sistemas em confinamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O manejo do solo, planta e animal são extremamente complexos e refletem diretamente no consumo de forragem do animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O manejo da forragem possui grande impacto no consumo afetando na capacidade de colheita da forragem. A proporção de folhas e hastes, a altura e a densidade são os fatores que, além de alterar o consumo, também podem alterar a estrutura do pasto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>consumo de matéria seca (CMS)</b><span style="font-weight: 400;"> pelos bovinos é controlado por </span><b>dois mecanismos</b><span style="font-weight: 400;">:</span></p>
<ol>
<li><b>Controle físico</b><span style="font-weight: 400;">: </span><span style="font-weight: 400;">é realizado por sensores localizados no rúmen, que monitoram o volume e a distensão do órgão. Quando o rúmen está cheio, os sensores enviam sinais ao cérebro, que reduzem o apetite do animal. Este mecanismo atua quando a digestibilidade do alimento é inferior a 68%.</span></li>
<li><b>Controle quimiostático</b><span style="font-weight: 400;">: </span><span style="font-weight: 400;">é regulado pela ingestão de energia do animal, sendo este mecanismo acionado quando a digestibilidade da dieta é superior a 68%. O consumo de alimento começa a cair, mas em função da sua densidade energética alta, o consumo de energia continua crescendo inibindo o consumo dos animais.</span></li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45770 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1.webp" alt="Regulação do consumo de alimentos dos bovinos" width="629" height="582" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1.webp 629w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1-300x278.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1-370x342.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1-270x250.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-1-324x300.webp 324w" sizes="auto, (max-width: 629px) 100vw, 629px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Figura 2. Regulação do consumo de alimentos. Fonte: Hafez e Dyer (1969).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os alimentos de </span><b>baixa digestibilidade</b><span style="font-weight: 400;"> são os que exercem as </span><b>maiores restrições na ingestão de matéria seca</b><span style="font-weight: 400;"> devido a sua lenta passagem através do rúmen e do sistema digestivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O rúmen possui receptores de tensão e de estiramento em suas paredes, que afetam negativamente a ingestão de matéria seca, de acordo com o volume e o peso da digesta acumulada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As vacas leiteiras são animais de </span><b>alta exigência nutricional</b><span style="font-weight: 400;">. Durante a lactação, para produção de leite, grande parte dos nutrientes ingeridos são destinados para esta finalidade, já no caso de animais jovens, os nutrientes serão destinados para o crescimento e desenvolvimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso é necessária uma dieta balanceada com quantidades adequadas de nutrientes e de boa qualidade.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=nutricao-bovinos-adultos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Exigências nutricionais dos bovinos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os nutrientes exigidos pelos bovinos são energia, proteínas, minerais e vitaminas, sendo a energia o nutriente de maior quantidade, seguido das proteínas, minerais e por último as vitaminas.</span></p>
<h3>Energia</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A energia pode ser obtida a partir do metabolismo de carboidratos, seguidos de lipídios e das proteínas. Existem várias medidas de energia, como energia bruta, energia digestível, energia metabolizável e a energia líquida.</span></p>
<p><b>Energia Bruta (EB)</b><span style="font-weight: 400;"> é a energia total gerada por um alimento. Parte da energia bruta consumida pelo animal é digerida e absorvida pelo trato gastrointestinal, enquanto a fração não digestível é excretada através das fezes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A parte da energia bruta digerida é denominada </span><b>Energia Digestível (ED)</b><span style="font-weight: 400;">. Parte da energia digestível é perdida na forma de gases e através da urina. A diferença entre a energia digestível e as perdas, é denominada de </span><b>Energia Metabolizável (EM)</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio dos processos de fermentação dos alimentos no rúmen, digestão e absorção nos intestinos, síntese de compostos nos tecidos e síntese e excreção de produtos não utilizáveis, ocorre produção de calor, denominado de </span><b>Incremento Calórico (IC)</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A EM é descontada do IC resultando na </span><b>Energia Líquida (EL)</b><span style="font-weight: 400;">. A EL por sua vez pode ser dividida em </span><span style="font-weight: 400;">duas frações</span><span style="font-weight: 400;">: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Energia gasta com metabolismo basal e atividade voluntária, denominado de Energia Líquida de manutenção (ELm).</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Energia retida na forma de tecido corporal, leite e tecido fetal denominada de Energia Líquida retida (ELr) que também pode ser expressa como energia líquida de lactação (ELI) uma vez que a eficiência de utilização da energia metabolizável é igual tanto para a produção de leite como para o ganho de peso.</span></li>
</ul>
<h3>Carboidratos</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os carboidratos são os principais componentes das forragens e alimentos concentrados ingeridos pelos bovinos e por isso, constituem as </span><b>principais fontes de energias para as vacas em lactação</b><span style="font-weight: 400;">. Para a nutrição de ruminantes os carboidratos são divididos em </span><b>dois grupos</b><span style="font-weight: 400;">: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Carboidratos Fibrosos (CF)</b><span style="font-weight: 400;">, que são a hemicelulose e celulose constituintes da parede celular dos vegetais</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Carboidratos Não Fibrosos (CNF)</b><span style="font-weight: 400;">, que são o amido, açúcares e pectina.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;"> Os CNF são sempre mais digestíveis que os CF.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O procedimento utilizado para a determinação de fibra para os ruminantes é por meio da determinação de </span><b>Fibra em Detergente Neutro (FDN)</b><span style="font-weight: 400;"> do alimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a análise bromatológica ao expor o alimento ao detergente neutro, o amido, açúcares e pectina são solubilizados pela solução, permanecendo apenas a fração da celulose, hemicelulose e lignina. Portanto, </span><b>a fração de FDN é interpretada como a fração de CF.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No rúmen, o processo de fermentação transforma os CF e aos CNF em, principalmente: <strong>á</strong></span><strong>cidos graxos voláteis (AGV), acético, propiônico e butírico. </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, são produzidos ácidos graxos de cadeia ramificada, gás carbônico, metano e amônia. O metano é eructado pelo animal e pode representar perda de até 12% da energia ingerida. Os AGVs representam cerca de 60 a 70% da energia absorvida pela vaca leiteira, podendo ser ainda mais altos em animais mantidos exclusivamente a pasto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do total de </span><b>CF ingeridos</b><span style="font-weight: 400;">, entre </span><b>30 a 50% são fermentados no rúmen</b><span style="font-weight: 400;"> pelos microrganismos com produção de AGV e outros compostos. Os AGVs são absorvidos pela parede do rúmen e a fração não digestível no trato gastrointestinal dos CF é eliminada nas fezes. Dos </span><b>CNFs</b><span style="font-weight: 400;">, cerca de </span><b>95% são fermentados no rúmen para produção de AGVs</b><span style="font-weight: 400;">. Portanto esses carboidratos estão prontamente disponíveis para o crescimento microbiano no rúmen.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para vacas leiteiras dependendo da fonte e forma de processamento dos grãos que possuem amido, de </span><b>40% a 80% do amido ingerido é fermentado diretamente no rúmen</b><span style="font-weight: 400;"> (Tabela 1). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amido não digerido passa para o intestino delgado onde sofrerá ataque das enzimas amilolíticas secretadas pelo pâncreas e intestino do bovino, sendo quebrado até glicose que será absorvida e posteriormente metabolizada no fígado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O restante não digerido, ao chegar no intestino grosso será novamente fermentado e para produção de AGV’s, os quais serão absorvidos pela parede do intestino e atingem o fígado pela veia porta.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45771 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2.webp" alt="Tabela com digestibilidade do amido do grão de milho sob diferentes métodos de processamento." width="683" height="250" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2.webp 683w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2-300x110.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2-370x135.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-2-270x99.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Tabela 1. Digestibilidade do amido do grão de milho sob diferentes métodos de processamento.</span></p>
<p><b>Vacas em lactação possuem alta exigência por glicose</b><span style="font-weight: 400;">, sendo a maior parte provinda da gliconeogênse hepática. O fígado utiliza os ácidos propiônicos e o ácido lático produzidos no rúmen e parte dos aminoácidos absorvidos pelo intestino pelo intestino delgado, para sintetizar glicose, que é liberada para os demais tecidos dos animais.</span></p>
<h3>Lipídios</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal função de se fornecer lipídios para bovinos é que eles são </span><b>ricos em energia</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As forragens de modo geral contêm teores baixos de extrato etéreo, entre 1 e 4%, sendo que ácidos graxos representam menos de 50% deste. As dietas normalmente consumidas pelos bovinos têm entre 2 a 3% de extrato etéreo.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal forma de aumentar a densidade energética da dieta com a adição de gordura, é através da </span><b>inclusão de oleaginosas</b><span style="font-weight: 400;">, como o caroço de algodão ou a soja grão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como estas fontes contêm 18 a 20% de extrato etéreo, a </span><b>adição de 10% dessas oleaginosas</b><span style="font-weight: 400;"> na dieta, </span><b>aumenta</b><span style="font-weight: 400;"> os valores totais da dieta entre </span><b>4 a 5% de extrato etéreo na matéria seca.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adição de gordura é reconhecidamente positiva na dieta de vacas, dadas as condições ambientais e a variabilidade na qualidade de forragens (digestibilidade da fibra como sendo o maior limitante) e a qualidade dos grãos. Porém, deve-se ter cautela em relação ao tipo de gordura que será fornecido às vacas em lactação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>excesso de gordura insaturada</b><span style="font-weight: 400;"> (fontes vegetais) apresenta </span><b>efeito negativo</b><span style="font-weight: 400;"> na função retículo-ruminal, reduzindo a fermentação das frações fibrosas dos alimentos, principalmente volumosos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso induz a uma consequente redução no consumo de MS, resultando também em queda na produção e no teor de gordura do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mistura de gorduras saturadas e insaturadas representa a melhor opção. Se as gorduras ditas protegidas ou inertes estão sendo fornecidas, é importante conhecer a digestibilidade do produto. Segundo estudos, parece que algumas gorduras ricas em ácido esteárico têm baixa digestibilidade no intestino delgado. </span></p>
<h3>Proteínas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O metabolismo proteico no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> é proveniente da atividade metabólica dos microrganismos ruminais sendo que, a estrutura da proteína da dieta é considerada um fator chave deste metabolismo, determinando a susceptibilidade das proteases microbianas e, portanto, a degradabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>proteína bruta</b><span style="font-weight: 400;"> contida nos alimentos dos ruminantes é composta por uma </span><b>fração degradável no rúmen (PDR) e uma fração não degradável no rúmen (PNDR).</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A degradação de proteínas no rúmen ocorre através da ação de enzimas secretadas pelos microrganismos ruminais, transformando a PDR em peptídeos, aminoácidos (AA) e amônia. Estes compostos nitrogenados serão utilizados para produção de proteína microbiana e multiplicação celular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a velocidade de degradação ruminal da proteína excede a velocidade de utilização dos compostos nitrogenados para síntese microbiana, ocorre o excesso de amônia no rúmen. Esta amônia atravessa a parede ruminal, chegando ao fígado onde será convertida em ureia e pode ser excretada via urina e leite ou reciclada.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45772 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-3.webp" alt="Ilustração do metabolismo proteico em bovinos" width="541" height="647" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-3.webp 541w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-3-251x300.webp 251w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-3-370x442.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-3-270x323.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 541px) 100vw, 541px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Figura 3. Visão geral do metabolismo proteico em bovinos. Fonte: Wattiaux (2002)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maioria do suprimento de proteína que chega no intestino delgado em ruminantes é proveniente da síntese de proteína microbiana (PMic), sendo cerca de 60% dos AAs absorvidos no intestino delgado é de origem microbiana e o restante, 40%, proveniente da PNDR da dieta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proteína não degradada no rúmen (PNDR), é a segunda maior fonte de AAs absorvidos pelo animal. A PNDR passa pelo rúmen sendo quebrada a AAs no intestino delgado. Esses AAs são absorvidos e utilizados posteriormente pelos músculos e outros tecidos na síntese proteica. Assim, ambas as frações PDR e PNDR são de fundamental importância para a formulação de dietas balanceadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No final, a nutrição proteica de ruminantes não se baseia em PB, NNP, PDR ou PNDR, mas sim por AA’s, que serão utilizados pelos tecidos para seu metabolismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esta razão, </span><b>o valor nutricional da proteína metabolizável</b><span style="font-weight: 400;"> para ruminantes depende principalmente do </span><b>seu perfil de AA’s</b><span style="font-weight: 400;">. Isso demonstra o porquê da superioridade no uso da PMic pelo metabolismo da vaca, uma vez que este é equilibrado na maioria dos aminoácidos em relação à proteína do leite ou do tecido muscular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>otimização da síntese de proteínas microbiana </b><span style="font-weight: 400;">no rúmen, representa um </span><b>uso eficiente da PDR</b><span style="font-weight: 400;">, menor perda de amônia e menor excreção de ureia, menor necessidade de PNDR da dieta e maior fluxo de proteínas metabolizáveis com perfil de aminoácidos adequados para o intestino.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45773 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-4.webp" alt="Visão geral dos fatores que afetam a síntese microbiana" width="691" height="422" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-4.webp 691w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-4-300x183.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-4-370x226.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/nutricao-bovinos-leiteiros-4-270x165.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Figura 4. Visão geral dos fatores que afetam a síntese microbiana. Fonte: Kozloski (2011).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fatores relacionados ao metabolismo ruminal, como </span><b>taxa de passagem e pH</b><span style="font-weight: 400;">, também </span><b>afetam a degradabilidade da proteína</b><span style="font-weight: 400;">. O aumento da taxa de passagem, causado por aumento no consumo de matéria seca ou pelo processamento do alimento diminui o tempo de retenção do alimento no rúmen e assim pode aumentar o seu teor de PNDR. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pH ruminal pode alterar a solubilidade da PB, assim como afetar a digestão ruminal da fibra e interferir com o acesso microbiano à molécula de proteína. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses fatores, a concentração de carboidratos da dieta interfere diretamente na síntese de PMic, uma vez que os microrganismos utilizam do esqueleto de carbono proveniente da digestão desses compostos para a formação das proteínas microbianas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, <strong>as exigências nutricionais de bovinos leiteiros </strong></span><strong>são complexas</strong><span style="font-weight: 400;"><strong> e variam de acordo com a fase de produção</strong>, peso corporal, ECC, ambiente em que o animal se encontra e outros fatores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para atender a estas necessidades, é de extrema importância fornecer uma dieta balanceada, para garantir o bom desempenho produtivo e reprodutivo dos animais, além de saúde e <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" rel="noopener"><strong>bem-estar</strong></a>.</span></p>
<h2>Perguntas frequentes sobre exigências nutricionais de bovinos leiteiros</h2>
<h3>O que são exigências nutricionais dos bovinos leiteiros?</h3>
<p>São as quantidades de nutrientes necessárias para atender às funções de manutenção, crescimento, gestação, produção de leite e outras necessidades do organismo.</p>
<h3>Quais são as principais exigências nutricionais das vacas leiteiras?</h3>
<p>Os animais precisam de energia, proteínas, carboidratos, lipídios, minerais, vitaminas e água em quantidades adequadas às suas características e fase produtiva.</p>
<h3>Todas as vacas possuem as mesmas exigências nutricionais?</h3>
<p>Não. As necessidades variam conforme peso, idade, produção de leite, fase da lactação, gestação, condição corporal, ambiente e outros fatores.</p>
<h3>O que são exigências de manutenção?</h3>
<p>São as necessidades nutricionais relacionadas à manutenção das funções vitais do organismo, mesmo quando o animal não está produzindo leite ou ganhando peso.</p>
<h2>Nutrição de precisão para mais leite e mais lucro</h2>
<p>Atender corretamente às exigências nutricionais dos bovinos leiteiros adultos é essencial para manter a saúde, a produtividade e a rentabilidade do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=nutricao-bovinos-adultos">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a formular dietas equilibradas, otimizar o manejo e integrar a nutrição à gestão da fazenda, aplicando estratégias que já transformaram propriedades em todo o Brasil.</p>
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		<title>Sombra para vacas leiteiras: aumente a produção e o bem-estar animal</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/sombra-para-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Dec 2023 11:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[conforto térmico]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[sombra]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na cadeia produtiva leiteira, o fornecimento de sombra é um parâmetro importante para o conforto das vacas leiteiras, que traz respostas significativas na produtividade e desempenho dos animais. Existem diversas formas de fornecimento de sombra que podem mitigar o desconforto térmico, que em certas épocas do ano pode se intensificar. Nesse texto, iremos debater sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Na cadeia produtiva leiteira, <strong>o fornecimento de </strong></span><strong>sombra</strong><span style="font-weight: 400;"><strong> é um parâmetro importante para o conforto das vacas leiteiras</strong>, que traz respostas significativas na produtividade e desempenho dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem diversas formas de fornecimento de sombra que podem mitigar o desconforto térmico, que em certas épocas do ano pode se intensificar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto, iremos debater sobre a importância do fornecimento de sombra para bovinos leiteiros em sistema de campo aberto, que geram respostas significativas na produtividade e no conforto dos animais. Tendo em vista, maneiras e técnicas, que podem ser utilizadas e viáveis para diversos sistemas.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Importância do conforto térmico</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que com o aumento das temperaturas globais, o manejo do gado leiteiro em regiões com climas tropicais, subtropicais tem se tornado um desafio crescente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podem ser medidas diversas variáveis climáticas, como a temperatura ambiente, velocidade do vento, umidade relativa e radiação solar, a fim de resumir a intensidade da exposição ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico</a> </strong>em vacas leiteiras. Desses, dois parâmetros ambientais são comumente medidos para avaliar o estresse térmico, sendo eles a </span><b>temperatura ambiente</b><span style="font-weight: 400;"> e a </span><b>umidade relativa</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O índice de temperatura-umidade (</span><b>THI</b><span style="font-weight: 400;">) é um valor sem unidade usado para medir a severidade do estresse por calor em vacas leiteiras. Pesquisadores têm usado consistentemente um THI ≥72 como o limite de temperatura no qual as vacas leiteiras começam a sofrer estresse por calor. </span></p>
<p>Entretanto, estudos já mostram que a produção de leite de vacas de alta produção diminuiu 2,2 kg/d a cada 24 horas com um ITU médio diário de 68.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46002 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas.webp" alt="Tabela com valores de umidade do ar de acordo com a temperatura" width="719" height="343" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas.webp 719w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-300x143.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-370x177.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-270x129.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Tabela indicando valores de THI para vacas de alta produção a partir de temperatura ambiente e umidade relativa do ar. Fonte: Valores propostos por Collier e Zimbleman (2012).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo alguns pesquisadores, o ideal é valores de </span><b>THI abaixo de 67</b><span style="font-weight: 400;">. Pois quando esses valores estão mais elevados podemos ter: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>THI entre 68 e 72</b><span style="font-weight: 400;"> = aumento da temperatura retal (&gt; 38,5ºC), da frequência respiratória e ocorre redução no desempenho produtivo e reprodutivo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>THI entre 72 e 80</b><span style="font-weight: 400;"> = eleva a temperatura retal para 39ºC, e acima de 80 agrava ainda mais esses quadros, chegando a 40ºC de temperatura retal. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O alojamento para vacas leiteiras pode afetar negativamente a gravidade do estresse térmico experimentado se modificações benéficas não forem implementadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o THI aumenta, as condições de estresse térmico são mais prováveis ​​de ocorrer se as instalações forem projetadas inadequadamente, ou seja, se os materiais de construção utilizados tiverem maior condutividade térmica, a ventilação natural não for fornecida ou os barracões estiverem superlotados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, </span><b>trabalhar alterando o ambiente</b><span style="font-weight: 400;"> é em muitos casos a maneira mais fácil e rápida de melhorar o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar</strong></a>, a produção e o desempenho reprodutivo.</span></p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Impactos da falta ou escassez de sombra</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sistemas de produção em campo aberto que não possuem sombra, os animais expostos a incidência solar direta, tendem ao </span><b>estresse calórico</b><span style="font-weight: 400;">, sendo um desconforto intenso ao animal, onde, ele sofre mudanças fisiológicas causando aumento da frequência respiratória, diminuição da ingestão de alimentos, <a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>diminuição da produção de leite</strong></a> e diminuição da fertilidade</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estresse calórico se relaciona com </span><b>fatores ambientais</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>fisiológicos</b><span style="font-weight: 400;">, onde a produtividade da vaca cai por ocasionar a redução da ingestão de matéria seca, aumento no gasto energético para mantença, aumento da frequência respiratória, elevação no gasto de energia para termorregulação e sudorese.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as temperaturas ambientais excedem a temperatura corporal interna de uma vaca, seus métodos naturais de dissipação de calor tornam-se inadequados. Dessa forma, em períodos de estresse térmico, quando uma vaca é incapaz de regular sua temperatura corporal interna, a sua saúde, produtividade e comportamento podem ser dramaticamente alterados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>queda da produtividade e qualidade do leite</b><span style="font-weight: 400;">, se refere a redução da ingestão de matéria seca, que por via, reduz o consumo de fibras e proteínas, decaindo a quantidade de gordura e proteína do leite. Além, do remanejamento da reserva energética para combater os efeitos do estresse calórico, na termorregulação.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vacas em estresse térmico podem deixar de produzir em média 1 mil kg de leite em uma lactação de 305 dias e quando temos casos de um estresse térmico severo, essa perda de leite pode ainda ser maior, podendo superar 2 mil kg de leite na lactação.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46003 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-1.webp" alt="Gráfico com produção de leite conforme nível de estresse térmico" width="740" height="360" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-1-300x146.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-1-370x180.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-1-270x131.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Produção de leite conforme nível de estresse térmico. Fonte: Embrapa</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estresse calórico se relaciona com a </span><b>redução da fertilidade</b><span style="font-weight: 400;">, por afetar a função celular dos tecidos do trato reprodutivo, comprometendo a dinâmica folicular ovariana, levando a uma codominância folicular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos então que a sombra é benéfica tanto do ponto de vista </span><b>fisiológico </b><span style="font-weight: 400;">quanto </span><b>comportamental</b><span style="font-weight: 400;"> e também </span><b>produtivo</b><span style="font-weight: 400;">. Quando em condições de altas temperaturas, como acontece no verão, as vacas que detém acesso à sombra apresentam uma redução da taxa respiratória e também da temperatura corporal em comparação com vacas sem acesso à sombra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, esses animais sem acesso à sombra podem ter uma redução no tempo de pastejo nos momentos em que as temperaturas ambientais estão mais altas, e isso ocorre para buscar alívio do calor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses momentos de busca pelo conforto térmico, é comum observarmos as vacas passando mais tempo em pé e até mesmo reunidas ao redor do <a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bebedouro de água</strong></a>, favorecendo a criação de uma área lamacenta. Assim, os animais se deitam na lama em busca de resfriamento e também para tentar se adaptar ao ambiente.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46004 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-2.webp" alt="Vacas em torno do bebedouro para minimizar o calor" width="553" height="587" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-2.webp 553w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-2-283x300.webp 283w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-2-370x393.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-2-270x287.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem de vacas em pé e deitada em torno do bebedouro a fim de minimizar os efeitos do calor. Fonte: C. Becker</span></p>
<h2>Alternativas para fornecimento de sombra para vacas leiteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Com os avanços em pesquisas e tecnologias, possuímos estudos que demonstram as diversas alternativas para fornecimento de sombra em sistemas de campo aberto, que podem ser disponibilizadas de formas naturais e/ou artificiais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a diferenciação de estruturas e matérias, que podem se tornar viáveis independente da topografia, clima e área construída/disponível.</span></p>
<h3>Naturais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A disposição de </span><b>sombra natural</b><span style="font-weight: 400;"> pode ser feita através da modificação natural do ambiente, sendo considerado uma maneira sustentável e ecológica. Um recurso de baixo custo, tendo alta eficiência, que traz uma qualidade superior de sombra para os animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as árvores são plantadas intencionalmente e manejadas para fornecer sombra e proteção adequadas, este método de redução do calor pode ser útil para minimizar os efeitos negativos do estresse térmico. No entanto, devemos nos atentar nos casos onde as árvores já existem no local, pois elas podem </span><span style="font-weight: 400;">fornecer sombra somente em alguma parte do dia, dependendo de onde estão localizadas em relação ao sol. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As vacas podem amontoar-se em torno de uma árvore de sombra porque não há espaço de sombra suficiente, o que muitas vezes leva à erosão do solo, pode expor as raízes, criar ambientes úmidos devido ao acúmulo de fezes e urina, predispondo a lama e a problemas de saúde.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os parâmetros básicos para comportar os animais, é que seja disponibilizada uma sombra entre 5 a 10m²/animal, tendo uma altura de no mínimo de 3 metros, e que essas árvores sejam eretas e resistentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> É importante que seja obedecido o espaço de sombra por animal, pois assim os animais passarão mais tempo na sombra e não competindo por ela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As espécies de plantas a serem escolhidas para compor o sistema, devem obedecer a critérios específicos para a compatibilidade ambiental. Promovendo áreas de sombra suficientemente para comportar os animais, redução da refletividade solar, proteção contra ventos e ruídos. Sistema radicular profundo permitindo que os animais se deitem em volta, sem toxicidade e/ou estruturas lesionantes. </span></p>
<h3>Artificiais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A disponibilidade de sombra artificial pode ser realizada a partir de estruturas planejadas com materiais específicos para reduzir a radiação solar e a alta umidade.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Seu planejamento estrutural deve ser desenvolvido obedecendo critérios de altura principalmente na parte mais baixa, a inclinação e também a orientação e declive do solo a fim de minimizar o acúmulo de umidade. </span></p>
<p>Principais materiais utilizados:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Alumínio;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Tela de polipropileno;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Alvenaria;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Madeira;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ferro galvanizado.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46005 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-3.webp" alt="Vacas leiteiras em sombra artificial" width="708" height="476" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-3.webp 708w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-3-300x202.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-3-370x249.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/sombra-vacas-3-270x182.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 708px) 100vw, 708px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem ilustrando uma área de sombra a partir da utilização de tela de polipropileno (sombrite). </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Cícero Pereira de Carvalho Júnior e Wesley Leite Matos</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A promoção de sombra é considerada um dos métodos de redução de calor mais fáceis de se implementar na propriedade. A sombra irá proteger contra a radiação solar, entretanto, não pode afetar a temperatura ou a umidade do ar ao redor das vacas, o que pode inibir sua capacidade natural de dissipar o calor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, é importante adotar ações que visam complementar a sombra com estratégias adicionais de resfriamento, como os ventiladores e aspersores, os quais tem capacidade de aliviar ainda mais os efeitos negativos do estresse térmico.</span></p>
<h2>Principais áreas de sombra</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do sistema de produção, precisamos ter algumas áreas de sombras que são necessárias para amenizar o desconforto térmico, pois trazem o conforto animal, assim, contribuindo para elevar a produtividade. Dentre esses locais, podemos citar como os principais: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Sala de espera –</b><span style="font-weight: 400;"> Durante a ordenha, as vacas ficam durante algum tempo na <a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sala de espera</strong></a>, onde o conforto proporcionado nesse momento traz resultados significativos para a produção. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Cochos e bebedouros –</b><span style="font-weight: 400;"> Os animais tendem a ter maior ingestão de matéria seca e água, quando os cochos e bebedouros estão sombreados. Além de não terem o desconforto térmico durante sua alimentação. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Áreas de descanso –</b><span style="font-weight: 400;"> Bovinos expostos a radiação solar direta e intensificada, procuram lugares frescos e com sombra para reduzirem a temperatura corporal. Buscam se deitar juntos, principalmente após suas atividades diárias (ordenha, alimentação, pastagem etc.). </span><span style="font-weight: 400;">As sombras auxiliam no conforto e nos processos fisiológicos das vacas e é essencial respeitar a área necessária para cada animal dentro desses espaços a fim de evitar aglomerações e potencializar o estresse. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, sabemos que a sombra desempenha um papel fundamental na criação de um ambiente favorável para as vacas leiteiras, promovendo seu bem-estar, podendo prevenir problemas de saúde e contribuindo para a produção eficiente de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma prática importante na gestão de rebanhos leiteiros em diversas condições climáticas.</span></p>
<h2>Conforto térmico para mais leite e mais rentabilidade</h2>
<p>A oferta adequada de sombra reduz o estresse térmico, melhora o bem-estar das vacas e aumenta a produtividade do rebanho.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-26853" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes.jpg" alt="Victor Hugo Simões" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Descarte do leite: quando é necessário e como evitar prejuízos</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/descarte-do-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Dec 2023 20:30:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[descarte do leite]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O descarte do leite devido a problemas relacionados à qualidade é um problema enfrentado por produtores e que gera perdas econômicas. Estratégias de qualidade dentro das fazendas precisam ser traçadas para que seja fornecido um alimento seguro para a população. Dentro deste contexto, é importante entender o conceito de biosseguridade, que se refere ao conjunto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O descarte do leite devido a problemas relacionados à qualidade é um problema enfrentado por produtores e que gera perdas econômicas. Estratégias de qualidade dentro das fazendas precisam ser traçadas para que seja fornecido um alimento seguro para a população. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro deste contexto, é importante entender o conceito de <a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><strong>biosseguridade</strong></a>, que se refere ao conjunto de normas e procedimentos destinados a evitar a entrada de agentes infecciosos (vírus, bactérias, fungos e parasitas) no rebanho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos tratar sobre o descarte de leite relacionado com a alteração nos índices de qualidade, <strong>tratando a mastite como a principal causadora desse descarte. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, traremos <strong>dicas de como minimizar esse descarte</strong> a partir de rotina de manejos de ordenha bem implementados, sobre a importância do monitoramento dos animais e equipamentos de ordenha e também do manejo de secagem e também sobre o ambiente de permanência dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O leite não-comercial pode conter: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Colostro</strong></a> (quando não destinado ao banco de colostro);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Leite de transição;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Leite oriundo de vacas com </span>mastite<b>;</b></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Leite de animais em tratamento com antibiótico.</span></li>
</ul>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Como reduzir problemas que levam ao descarte do leite?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para reduzir problemas que proporcionam o descarte de leite devido às questões de qualidade envolve a implementação de boas práticas de manejo, monitoramento constante e ações proativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre essas estratégias, podemos citar o </span><b>controle de mastite</b><span style="font-weight: 400;"> como um dos principais gargalos e dentro disso práticas relacionadas ao manejo de ordenha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> é um processo inflamatório complexo da glândula mamária, decorrente da interação entre animal, <a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>agente microbiano</strong></a> e meio ambiente e, basicamente, pode ser classificada em dois tipos: a mastite clínica e a mastite subclínica. </span></p>
<p><strong>Esta </strong><span style="font-weight: 400;"><strong>doença gera impacto direto na produção de leite porque afeta as células produtoras de leite</strong>, causando uma inflamação. Pode gerar lesão das células que sintetizam o leite levando a perdas na produtividade. A inflamação da mastite clínica promove alterações visíveis no leite, podendo também gerar dor, calor, rubor e vermelhidão na glândula mamária. </span></p>
<p>Quando não se percebe esses sinais, mas há aumento na contagem de células somáticas (acima de 200 mil células/ml), temos a mastite subclínica, que só será possível detectar através da contagem dessas células de defesa (CCS individual ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/" target="_blank" rel="noopener">teste de CMT</a></strong>).</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Para reduzir a mastite na propriedade, a principal medida a ser tomada é trabalhar com estratégias preventivas. Para isso, é importante atentar:<b></b></p>
<h3>Manejo da ordenha</h3>
<h4>Práticas de higiene de ordenha</h4>
<ul>
<li><strong>Análise de qualidade físico química da água:</strong><span style="font-weight: 400;"> essa análise é crucial para garantir a qualidade de leite e a saúde do rebanho e nela estão inclusos a medição de parâmetros como pH, dureza, sólidos totais dissolvidos. Os resultados dessa análise <strong>indicarão se a água está atendendo os requisitos necessários para uma limpeza eficaz</strong> dos equipamentos de ordenha. </span></li>
<li><strong>Higienização de tanque de refrigeração e equipamento de ordenha:</strong><span style="font-weight: 400;"> a higienização dos equipamentos e do tanque desempenham um importante papel na garantia da qualidade do leite. Ambas as práticas devem ser realizadas seguindo uma rotina rigorosa frente aos processos, como o enxágue inicial, <strong>o qual remove de 90 a 95% dos resíduos de leite e torna essa lavagem facilitada.</strong></span> <span style="font-weight: 400;">Para ter eficiência dos produtos de limpeza, existem concentrações adequadas de acordo com o fabricante e também temperaturas adequadas da água que devem ser respeitadas. Uma boa higienização inclui ação mecânica, que pode ser promovida a partir da utilização de escova/vassoura manual e turbulência da solução e água nos sistemas automatizados.  </span></li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=descarte-leite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h4>Aplicação de <i>pré-dipping</i> e <i>pós-dipping</i></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas aplicações são práticas essenciais na higiene dos tetos antes e após a ordenha, pois tem o intuito de prevenir a contaminação bacteriana, reduzir os riscos de mastite e garantir a qualidade do leite. Dentre as principais dicas sobre essas práticas, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Seguir instruções do fabricante quanto ao uso, diluição e tempo de contato. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ter uma <a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>equipe de ordenha treinada</strong></a> para termos a garantia das aplicações do </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>pré</i> e <i>pós-dipping</i></strong></a><span style="font-weight: 400;"> sendo realizadas de forma correta.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45726 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite.webp" alt="Ordem de acontecimentos durante a ordenha para evitar o descarte do leite" width="719" height="416" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite.webp 719w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-300x174.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-370x214.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-270x156.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Esquema demonstrando a ordem de acontecimento dos processos durante a ordenha. Fonte: Mariana Paula</span></p>
<h3>Monitoramento constante</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Monitoramento da <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">Contagem de Células Somáticas (CCS)</a>:</strong> sabemos que vacas sadias e com boa saúde da glândula mamária possuem valor de <strong>CCS de até 200.000 células/ml de leite</strong>. Quando temos valores mais altos é indicativo de desiquilíbrio da glândula mamária, que muitas das vezes está associada à mastite. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Rastreamento dos agentes infecciosos:</strong> pensando no controle e prevenção de mastite é importante realizarmos o rastreamento dos agentes. Para isso, é feita a coleta de uma amostra de leite do animal que apresenta mastite clínica ou subclínica, ou até mesmo de todo o rebanho para realização da cultura bacteriana e identificação dos principais agentes. <strong>Essa identificação específica possibilita uma melhor orientação de tratamento e consequentemente maior chance de cura</strong>, além de também ser um indicador para segregação de animais na linha de ordenha a fim de evitar novas contaminações. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Manutenção adequada de equipamentos de ordenha:</strong> o equipamento de ordenha para ter um funcionamento adequado requer periodicamente a realização de manutenções, pois quando o mesmo trabalha com funcionamento inadequado, pode se tornar um fator de risco para o desenvolvimento de mastite. Nesses casos, isso ocorre pelo fato do equipamento irregular, principalmente quando se trata do nível de vácuo, facilitar a contaminação de bactérias entre as vacas no momento da ordenha, aumentar lesões na pele e extremidade do teto e também predispor a entrada de bactérias para dentro do teto.</span></li>
</ul>
<h3>Manejo de secagem</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o manejo de secagem, é importante que seja realizado de forma correta, pois ele desempenha um papel essencial no controle da mastite e consequentemente na redução de descarte de leite por qualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa fase, que se refere ao período onde a glândula mamária passa por um período de descanso e preparação para a próxima lactação, prevenir novas infecções a partir da adoção da terapia de vaca seca com o uso de antibiótico é fundamental. Esse manejo irá impactar na qualidade do leite produzido na lactação posterior à secagem.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45727 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-1.webp" alt="Processo de secagem de vacas" width="729" height="422" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-1.webp 729w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-1-300x174.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-1-370x214.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-1-270x156.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 729px) 100vw, 729px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Esquema de como deve ser realizado o processo de secagem das vacas. Fonte: Mariana Paula</span></p>
<h3>Ambiente de permanência dos animais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O cuidado com o ambiente é um dos passos fundamentais nesse processo e é importante que a </span>cama<span style="font-weight: 400;">, </span>piquetes<span style="font-weight: 400;">, </span>corredores<span style="font-weight: 400;"> de acesso, </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/"><b>sala de espera</b></a><span style="font-weight: 400;"> e </span>sala de ordenha<span style="font-weight: 400;"> estejam secos e limpos, pois evitando a sujeira e umidade aumenta-se a probabilidade da proliferação de microrganismos. Além disso, é fundamental realizar o <a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-de-residuos-na-pecuaria-leiteira/"><strong>manejo de dejetos de forma correta</strong></a> e garantir uma circulação de ar eficiente em galpões. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando temos condições inadequadas no ambiente, os riscos de infecções mamárias podem aumentar, o que impactará no bem-estar e na qualidade do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A implementação de práticas de manejo consistentes como limpeza de corredores, manejo de cama em sistema de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/"><strong><i>Compost Barn</i></strong></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/"><strong><i>Free Stall</i></strong></a><span style="font-weight: 400;"> e a atenção a drenagem de piquetes e áreas de descanso das vacas, juntamente com manutenção adequada das instalações podem reduzir significativamente o risco de mastite. </span></p>
<h2>Como podemos avaliar a rotina de ordenha?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">avaliação da rotina de ordenha</a></strong> é uma ferramenta de auxílio na fazenda para identificar falhas de manejo e processos e buscar ajustes e melhorias. Dentro dessa avaliação, alguns pontos podem ser checados: </span></p>
<ul>
<li><strong>Higiene do ambiente de ordenha e dos equipamentos de ordenha</strong></li>
<li><span style="font-weight: 400;"><strong>Manejos pré-ordenha</strong>: </span>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Como está sendo feita a desinfecção com solução </span><i><span style="font-weight: 400;">pré-dipping</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos antes da ordenha? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tem sido realizado o teste da caneca com descarte dos três primeiros jatos de leite? </span></li>
</ul>
</li>
<li><span style="font-weight: 400;"><strong>Qualidade da ordenha</strong>: </span>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O tempo entre a estimulação dos tetos e o acoplamento da teteira tem sido obedecido? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O tempo de ordenha está adequado para garantir a completa remoção do leite? </span></li>
</ul>
</li>
<li><span style="font-weight: 400;"><strong>Manejos pós-ordenha</strong>: </span></li>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A aplicação do </span><i><span style="font-weight: 400;">pós-dipping</span></i><span style="font-weight: 400;"> é adequada? O teto foi inteiramente mergulhado na solução? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os animais ao serem liberados da ordenha encontram comida a disposição a fim de que haja a permanência desses animais de pé após a ordenha? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Como tem sido a avaliação do </span><b>filtro do leite</b><span style="font-weight: 400;"> após a ordenha? Qual o escore desse filtro?</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma forma simples de <strong>avaliação da qualidade da rotina que pode ser feita é através do filtro de leite.</strong> Todo o leite ordenhado passa pelo filtro de leite, portanto, representa uma excelente ferramenta para avaliação da limpeza das vacas antes da ordenha, eficiência na higiene dos tetos e identificação de mastite clínica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Filtros com elevada presença de sujidade e com grande aderência de grumos indicam que as vacas estão sendo ordenhadas com tetos sujos</strong> e que o leite proveniente dos casos de mastite clínica não está sendo desviado do tanque.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa opção consiste em monitorar e comparar o escore dos filtros entre as ordenhas e entre os dias da semana. Com esta ação obtemos parâmetros para identificar oportunidades na melhoria da higiene e qualidade do leite ao longo do tempo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45728 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-2.webp" alt="Filtros de ordenha no decorrer da semana" width="1024" height="768" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-2.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-2-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-2-768x576.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-2-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-2-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-2-740x555.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-leite-2-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem ilustrando a disposição dos filtros após cada ordenha no decorrer da semana. Fonte: Acervo Rehagro Leite</span></p>
<h2>Quais outros fatores podem contribuir para o descarte do leite?</h2>
<p>A nutrição e conforto das vacas, é um ponto importante para o sistema imunológico do animal, o que o torna eficiente no combate às infecções no geral.</p>
<p>Quando temos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dietas balanceadas</a></strong> chegando na boca dos animais, teremos nutrientes essenciais desempenhando um papel crucial na saúde da glândula mamária. Além disso, ter um sistema imunológico robusto, contribui para a resistência a doenças, incluindo a mastite, o que diretamente irá contribuir para a redução do descarte de leite.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando temos ambientes confortáveis, com condições ideais de descanso e espaço adequado, estamos promovendo bem-estar, o que gera como <strong>consequência a maior probabilidade das vacas se alimentarem mais e produzirem de forma mais eficiente.</strong> Nesses casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">ambientes que promovem a redução do estresse dos animais</a></strong>, temos também uma contribuição para com o sistema imune, o que gera menor chance de problemas de saúde e o descarte de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, podemos concluir que a higiene geral, os manejos de ordenha, o ambiente e a nutrição são fatores fundamentais e que estão totalmente relacionados ao descarte do leite. Se não trabalhados adequadamente, as vacas ficam susceptíveis ao desenvolvimento de doenças, incluindo a mastite, que afeta a qualidade do leite levando ao descarte devido a tratamento com antibióticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso de antibióticos em vacas leiteiras, seja para tratamento de casos de mastite clínica, realização da terapia da vaca seca ou tratamentos de outras doenças, <strong>necessita de muito controle e atenção para que esse leite com resíduo de antibiótico não seja colocado junto ao leite destinado ao consumo.</strong> </span><span style="font-weight: 400;">Por isso é importante estar atento às recomendações gerais quanto ao uso e via de aplicação, dosagem recomendada e período de carência de cada medicamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a separação do leite de vacas com mastite e de vacas que estão utilizando medicamentos que promovem liberação de resíduos no leite e que são impróprios para consumo deve ser rigorosa, pois apresenta riscos à saúde humana, além de gerar penalização para o produtor.</span></p>
<h2>Reduza perdas e aumente o lucro da sua produção de leite</h2>
<p>O descarte por problemas de qualidade representa prejuízo direto no caixa da fazenda.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=descarte-leite">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a implementar práticas de manejo e controle de qualidade que evitam perdas, mantêm a produção dentro dos padrões exigidos e aumentam a rentabilidade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=descarte-leite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23110" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg" alt="Mariana Torres - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Papel do ordenhador na produção de leite: qual a sua importância?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Dec 2023 11:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[ordenhador]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A legislação brasileira define como leite, sem outra especificação, o produto oriundo da ordenha completa e ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. Para que essa definição seja atendida e para que o leite produzido tenha qualidade, o ordenhador possui papel chave durante esse processo e precisa ser treinado para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A legislação brasileira define como leite, sem outra especificação, o produto oriundo da ordenha completa e ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas.</p>
<p>Para que essa definição seja atendida e para que o leite produzido tenha qualidade, o ordenhador possui papel chave durante esse processo e precisa ser treinado para aprimorar as técnicas e boas práticas de manejo, durante e após a ordenha.</p>
<p>Nesse texto, iremos tratar sobre <strong>o papel do ordenhador dentro da atividade leiteira</strong>, bem como a necessidade de fornecer orientações e treinamento adequados frente a execução da operação e às competências que devem ser avaliadas na busca por colaboradores para tal cargo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Importância do ordenhador para a produção de leite</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Visando uma boa <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>qualidade do leite</strong></a> produzido é muito importante entender primeiro como a </span><strong>atuação e comportamento do ordenhador tem relação direta com a eficiência e qualidade do processo de ordenha na fazenda</strong>.</p>
<p>O comportamento do colaborador depende de sua atitude, dos meios disponíveis para executar as tarefas, da sua competência, motivação e do atendimento às suas necessidades.</p>
<p>Em primeiro lugar é muito importante que a fazenda tenha os meios adequados para que o ordenhador realize seu trabalho adequadamente, para tanto é necessário que as ferramentas e materiais necessários estejam em quantidade e à disposição dos ordenhadores da fazenda para que possam realizar adequadamente seu trabalho.</p>
<p>Para isso, é importante que exista dentro da propriedade a implementação de um <i>checklist </i>de verificações antes da ordenha em si, verificando a disponibilidade do material de consumo como:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Luvas para ordenha;</span></li>
<li>Solução desinfetante <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pré-dipping e pós-dipping</a></strong>;</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Papel descartável para secagem dos tetos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Medicamentos para caso seja necessário realizar o tratamento dos animais;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Os equipamentos de ordenha em si, verificando as mangueiras, higienização do conjunto de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">teteiras</a></strong> e lixeiras.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso de luvas, em especial, deve ser uma prática amplamente disseminada dentro da propriedade, sendo muito importante treinar os colaboradores e <strong>definir boas práticas de manejo e </strong></span><strong>Programas de Autocontrole</strong><span style="font-weight: 400;"> (PAC) para a correta paramentação e higienização dos ordenhadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É de grande importância que estes colaboradores tenham a </span><b>consciência e instrução dos efeitos da higiene na qualidade do produto</b><span style="font-weight: 400;">, ensinando notoriedade do uso de EPI, luvas, manter as unhas cortadas e limpas, boa higienização das mãos e braços adequadamente antes da ordenha e durante, quando necessário, dessa forma é possível reduzirmos a contaminação do leite. </span></p>
<p>Estudos demonstram que o uso de luvas é capaz de reduzir a contaminação entre os animais por <i>Staphilococcus aureus, </i>reduzir a contaminação entre quartos mamários contaminados e não contaminados, reduzir a contagem bacteriana nas mãos dos ordenhadores e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">prevalência de mastite</a></strong> no rebanho.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe-se que as pessoas envolvidas na produção de leite, em especial os ordenhadores, devem estar informadas e possuir o conhecimento adequado sobre </span><b>os riscos</b><span style="font-weight: 400;"> que envolvem a </span><b>introdução e a disseminação de patógenos</b><span style="font-weight: 400;"> nos rebanhos, afetando os parâmetros de qualidade do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, é importante realizar </span><b>treinamentos técnicos</b><span style="font-weight: 400;"> e conscientizar os ordenhadores sobre a importância dos cuidados sanitários e identificação de alterações na saúde das vacas, podemos realizar mini-cursos, aulas didáticas sobre os <a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>agentes relacionados à mastite</strong></a> em vacas e sobre a identificação de sinais clínicos, por exemplo.</span></p>
<h2>Quais competências avaliar na escolha de um ordenhador?</h2>
<p><strong>Outro ponto importante é a escolha dos colaboradores, levando em consideração a competência</strong><span style="font-weight: 400;"><strong> para tal atividade</strong>, para isso temos como ferramenta o “CHA”, um conceito proposto desde 1996 como definições de competências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas, se refere à capacidade do indivíduo de manter um nível persistente de desempenho em seu trabalho, para isso devemos avaliar alguns fatores entre os colaboradores no momento da escolha da atividade na fazenda:</span></p>
<ul>
<li><b>Conhecimento:</b><span style="font-weight: 400;"> o indivíduo ter conhecimento e treinamento adequado para exercer tal função corretamente;</span></li>
<li><b>Habilidade:</b><span style="font-weight: 400;"> capacidade motora que o indivíduo precisa desenvolver para realizar o trabalho/ jeito de fazer;</span></li>
<li><b>Atitude:</b><span style="font-weight: 400;"> intenção de executar o trabalho.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45899 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ordenhador.webp" alt="Competências necessárias ao ordenhador: habilidade, conhecimento, atitude" width="1024" height="1024" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ordenhador.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ordenhador-300x300.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ordenhador-150x150.webp 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ordenhador-768x768.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ordenhador-370x370.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ordenhador-270x270.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ordenhador-740x740.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (CHA). Fonte: Adaptada de Brandão (2009) e Fleury ne Fleury (2001)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, é necessário que os colaboradores associados a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">atividade de ordenha</a></strong> conheçam as funções que lhe são atribuídas e saibam planejar e gerenciar a ordenha. Existem algumas responsabilidades fundamentais que estão relacionadas à função, como: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cumprimento dos horários das ordenhas definidas na propriedade; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Preparação das instalações e utensílios;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acompanhamento da saúde das vacas; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Realizar a ordenha completa dos animais; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acompanhar e verificar a qualidade do leite </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, para definirmos os colaboradores responsáveis por essa função dentro da fazenda é necessário reconhecer a competência para tal e as características dos funcionários que possam contribuir para o setor como, </span>paciência, habilidade manual, sensibilidade no manejo dos animais, preparo físico<span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>É importante, além de identificar as competências, avaliar a motivação dos colaboradores.</strong> A motivação se refere à vontade de fazer algo em particular, por isso, um indivíduo que tem vontade de ter um bom desempenho no seu trabalho é considerado </span>motivado.</p>
<p><b> </b><span style="font-weight: 400;">A motivação pode ser:</span></p>
<ul>
<li><b>Intrínseca</b><span style="font-weight: 400;"> = diz respeito a satisfação do funcionário de realizar a atividade, devemos nos perguntar</span><b>: </b><b><i>o ordenhador gosta de ordenhar?</i></b></li>
<li><b>Extrínseca</b><span style="font-weight: 400;"> = quando a vontade de fazer depende de obter algo diferente da simples satisfação, para isso devemos nos perguntar: </span><b><i>para o ordenhador é importante o reconhecimento do seu superior imediato? Recebe bonificação pela produtividade? </i></b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, podem ser feitas </span><b>pesquisas de satisfação</b><span style="font-weight: 400;"> entre os colaboradores relacionados à atividade, </span><b>oferecer bonificações</b><span style="font-weight: 400;"> segundo produtividade, </span>realizar testes de aptidão<span style="font-weight: 400;"> para identificar características desejáveis, por exemplo.</span></p>
<h2>Atenção às necessidades dos colaboradores</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é importante entender as necessidades dos colaboradores, ou seja, aquilo que é necessário para que o indivíduo realize adequadamente as suas funções. A </span><b>necessidade não atendida se torna desmotivadora para o indivíduo</b><span style="font-weight: 400;">, perdendo o foco no trabalho, comprometendo o resultado. Existem vários tipos de necessidades: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Fisiológicas e de segurança:</b><span style="font-weight: 400;"> necessidade de alimento, exercício, descanso, saúde, refúgio, estabilidade e proteção contra perigos e privações que qualquer indivíduo possui. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Sociais:</b><span style="font-weight: 400;"> desejo do indivíduo de sentir-se parte de algo, de ser aceito pelos pares, formar amizades e interações sociais. Se não atendidas podem aumentar a rotatividade dos empregados. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>De estima e autorrealização:</b><span style="font-weight: 400;"> se referem ao desejo de ser respeitado e reconhecido, ao desejo do indivíduo de criar e construir, de expressar seu potencial. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, é importante treinar os colaboradores para que também tenham </span><b>cuidado e atenção no manejo dos animais</b><span style="font-weight: 400;">. Este manejo deve ser adequado e tranquilo, pois sabemos que o manejo aversivo dos animais causa estresse e <a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>redução da descida do leite</strong></a>, o que resulta no aumento de leite residual nas vacas, além de aumentar o medo dos animais aos manejos da rotina e às pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, é importante treinar os colaboradores para conduzir os animais evitando gritos, movimentos bruscos, maus tratos ou qualquer outro comportamento que leve o animal ao estresse ou medo, demonstrando a importância desse cuidado para a liberação do leite. Devemos conduzi-las respeitando a velocidade de caminhada do rebanho, com tranquilidade e evitando agressões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, colocando esses pontos em prática no treinamento e conscientização dos ordenhadores conseguimos aumentar a qualidade do leite produzido na fazenda devido ao conhecimento técnico compartilhado com os ordenhadores e fornecer maior capacitação profissional, melhorar a produtividade, as condições de trabalho e consequentemente impactar positivamente seu desempenho, resultados e indicadores da fazenda.</span></p>
<h2>Profissionalize o manejo e aumente a lucratividade da produção de leite</h2>
<p>O ordenhador é peça-chave para a qualidade do leite e o sucesso da propriedade. Mas, para garantir resultados consistentes, é preciso alinhar o trabalho da equipe a uma gestão eficiente e bem estruturada.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ordenhador" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a></span> do Rehagro, você aprende a organizar processos, treinar sua equipe e usar indicadores para tomar decisões que aumentam a produção e o lucro.</p>
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		<title>Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta na pecuária leiteira: veja os benefícios</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/integracao-lavoura-pecuaria-floresta-na-pecuaria-leiteira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Dec 2023 11:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura-pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura-pecuária-floresta]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) que une as atividades agrícolas e pecuária de forma sinérgica e o sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) que une as atividades agrícolas, pecuária e florestais realizadas na mesma área, em cultivo consociado, em sucessão ou rotacionado, o que auxilia no sequestro de carbono incorporando estre no solo. Na produção de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O Sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) que <strong>une as </strong></span><strong>atividades agrícolas e pecuária</strong><span style="font-weight: 400;"> de forma sinérgica e o sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) que une as </span><b>atividades agrícolas, pecuária e florestais </b><span style="font-weight: 400;">realizadas na mesma área, em cultivo consociado, em sucessão ou rotacionado, o que auxilia no sequestro de carbono incorporando estre no solo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-e-lucrativa/">produção de leite</a></strong>, essa integração pode ser uma </span>estratégia sustentável<span style="font-weight: 400;"> e </span>economicamente viável<span style="font-weight: 400;"> para os produtores, oferecendo benefícios tanto no curto quanto no longo prazo.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir sobre os <strong>principais benefícios dos sistemas de integração (ILP e ILPF)</strong> para os produtores, animais e para o meio ambiente, além de destacar também pontos importantes a serem considerados para a implantação dos sistemas. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Sistema de integração lavoura-pecuária e integração lavoura-pecuária-floresta no Brasil</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, a ILP na produção de leite vem ganhando cada vez mais espaço. </span><span style="font-weight: 400;">De acordo com a <strong><a href="https://www.embrapa.br/tema-integracao-lavoura-pecuaria-floresta-ilpf" target="_blank" rel="noopener">Embrapa</a></strong>, a área ocupada por sistemas de ILPF no Brasil é de aproximadamente 11,5 milhões de hectares.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Benefícios da ILP e ILPF</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Integração Lavoura-Pecuária na produção de leite não apenas oferece uma abordagem sustentável e econômica, mas também contribui para a resiliência da propriedade diante das mudanças climáticas e para a melhoria geral da eficiência na produção agropecuária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A implementação adequada dessas práticas integradas pode resultar em ganhos significativos para os agricultores, a produção de leite e o meio ambiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ILP e ILPF na produção de leite, apresentam </span><b>diversos benefícios</b><span style="font-weight: 400;">, para os produtores, animais e para o meio ambiente. Entre os benefícios destacam-se:</span></p>
<ul>
<li><b>Recuperação de pastagens degradadas</b><span style="font-weight: 400;">: a correção química e a adubação para o cultivo das lavouras recuperam a fertilidade do solo, aumentando a oferta de nutrientes residuais para o pasto, permitindo uma melhor ciclagem de nutrientes no sistema, reduzindo a necessidade de insumos externos e custo da recuperação ou reforma das pastagens.</span></li>
<li><b>Rotação de culturas:</b><span style="font-weight: 400;"> alternar entre culturas agrícolas e pastagens pode melhorar a fertilidade do solo, reduzir a incidência de <a href="https://rehagro.com.br/blog/pragas-e-doencas-nas-pastagens/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pragas e doenças</strong></a> e proporcionar um uso mais eficiente dos recursos naturais.</span></li>
<li><b>Melhoria das condições físicas e biológicas do solo para a lavoura</b><span style="font-weight: 400;">: as pastagens deixam quantidades significativas de palhada, além de raízes no perfil do solo. Isso proporciona o aumento da matéria orgânica, fontes de carbono e a decomposição das raízes e cria uma rede de canais que propiciam as trocas gasosas e a movimentação de íons e água.</span></li>
<li><b>Melhoria da qualidade da pastagem:</b><span style="font-weight: 400;"> a correção e fertilidade do solo proporciona melhor desenvolvimento radicular da forrageira para absorção de água contribuindo para a manutenção e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-de-pastagem-na-pecuaria-leiteira/">melhoria da qualidade das pastagens</a></strong>. Contribuindo assim para uma forrageira de melhor qualidade nutricional para o gado leiteiro e com maior resistência durante a estação seca.</span></li>
<li><b>Redução dos custos de produção:</b><span style="font-weight: 400;"> a ILP pode reduzir os custos de produção de leite, pois permite ganhos em produtividade tanto para as lavouras, quanto para as pastagens, menor demanda por defensivos agrícolas e melhor aproveitamento da mão-de-obra, reduzindo os custos de produção.</span></li>
<li><b>Aumento da sustentabilidade:</b><span style="font-weight: 400;"> A ILP pode aumentar a <a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sustentabilidade</strong></a> da produção de leite, pois ajuda a conservar os recursos naturais e a promover a biodiversidade. </span><span style="font-weight: 400;">Otimizando, desta forma, as áreas produtivas da propriedade, é possível recuperar áreas de nascentes, áreas próximas aos cursos de água e áreas de reserva,</span><b> </b><span style="font-weight: 400;">utilizando tecnologias de recuperação florestal.</span></li>
<li><b>Diversificação de renda do produtor:</b><span style="font-weight: 400;"> a diversificação de atividades na propriedade pode ajudar a reduzir os riscos financeiros inerentes ao cultivo de uma única cultura, gerando maior estabilidade de renda. Além da produção de leite, a propriedade pode gerar receitas com a produção de grãos, por exemplo.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sistemas de integração ainda trazem benefícios quanto ao <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar dos animais</strong></a>, possibilitando ganhos na produção de leite em razão de forragens de melhor qualidade, disponibilidade de sombra, no caso de ILPF, e aumento do desempenho das vacas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45848 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf.webp" alt="Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta" width="673" height="497" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf.webp 673w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-300x222.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-370x273.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-270x199.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 673px) 100vw, 673px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Integração lavoura-pecuária-floresta para produção de leite: do planejamento à produção. Fonte: Embrapa</span></p>
<h2>O que é importante considerar para implantação?</h2>
<p>Para implantação do ILP e ILPF <strong>é importante considerar as características específicas da região</strong>, como tipo do solo, clima, precipitação, quais forrageiras, culturas e animais a serem utilizados, mão de obra e disponibilidade de maquinário.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>primeiro passo</b><span style="font-weight: 400;"> para a implementação do sistema é a <strong>e</strong></span><b>scolha da espécie forrageira e da cultura que será utilizada</b><span style="font-weight: 400;">. Entre as espécies comumente utilizadas, estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pastagens de braquiária com lavoura de milho;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pastagens de braquiária com lavoura de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sorgo-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/">sorgo</a></strong>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pastagens de braquiária com rotação de lavouras de milho e soja.</span></li>
</ul>
<p>Todas estas opções podem ser incluídas nos sistemas de ILPF incluindo eucalipto ou utilizar espécies leguminosas que fixam biologicamente o nitrogênio do ar e o fornecem para as demais plantas, além de ser uma fonte de alimento proteico para os animais em caso de consumo de suas folhas.</p>
<p>O plantio pode ser realizado de formas variadas, fazendo a divisão por meio de glebas ou piquetes para melhor utilização e aproveitamento das áreas.</p>
<p>Os animais devem entrar após a colheita das culturas, realizando o pastejo e liberando a área anterior para uma nova lavoura que irá auxiliar na recuperação da pastagem.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45849 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-1.webp" alt="Implementação da Integração Lavoura-Pecuária" width="740" height="455" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-1-300x184.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-1-370x228.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-1-270x166.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Possibilidade de implementação da ILP. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tempo de permanência dos animais nas áreas de pastagem será determinado pelo tempo da cultura que está sendo implementada no sistema.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45850 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-2.webp" alt="Vacas em sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta" width="740" height="555" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-2-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-2-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-2-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/ilpf-2-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Sistema de integração Pecuária-Floresta. Fonte: Emiliano Santarosa</span></p>
<h2>Transforme sua produção de leite com gestão estratégica e inovação</h2>
<p>O Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta traz ganhos ambientais, produtivos e econômicos para a fazenda. Mas, para colher todos os benefícios, é preciso uma gestão sólida e conhecimento técnico.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ilpf" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a planejar, controlar e otimizar cada etapa da produção, maximizando resultados e garantindo sustentabilidade no longo prazo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23108" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg" alt="Isis Freire - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/integracao-lavoura-pecuaria-floresta-na-pecuaria-leiteira/">Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta na pecuária leiteira: veja os benefícios</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Escore de condição corporal das vacas leiteiras: qual o impacto no desempenho?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Nov 2023 16:39:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ECC]]></category>
		<category><![CDATA[escore de condição corporal]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma ferramenta muito útil e simples para avaliação do desempenho produtivo dos animais é o Escore de Condição Corporal (ECC), onde usamos a observação e um padrão visual da estrutura corporal do indivíduo. Essa avaliação visa estimar as reservas energéticas de vacas leiteiras a partir da deposição de tecido adiposo. Adotar esse manejo como rotina [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma ferramenta muito útil e simples para avaliação do desempenho produtivo dos animais é o <strong>Escore de Condição Corporal (ECC)</strong>, onde usamos a observação e um padrão visual da estrutura corporal do indivíduo. Essa avaliação visa estimar as reservas energéticas de vacas leiteiras a partir da deposição de tecido adiposo.</p>
<p>Adotar esse manejo como rotina nas propriedades favorece o diagnóstico de doenças, análise de conversão nutricional e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener">condição reprodutiva do animal</a></strong>, visto que essa ferramenta pode ser considerada indicativo de saúde geral e também do potencial reprodutivo e produtivo da vaca.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto vamos discutir sobre a avaliação do escore de condição corporal de vacas leiteiras, demonstrando a forma de avaliação, os momentos cruciais para ser realizada a avaliação e principalmente a importância que essa avaliação tem durante os diferentes estágios produtivos da vaca. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Como avaliar o escore de condição corporal?</h2>
<p>Uma das propostas mais usadas foi produzida pelos autores Wildman et al., (1982) e Edmonson et al., (1989) onde temos a <strong>escala de 1 a 5</strong>, com variações de 0,25 pontos:</p>
<ul>
<li>1 (animal extremamente magro)</li>
<li>5 (animal extremamente gordo)</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44606 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal.webp" alt="Intervalo de 1 a 5 do Escore de Condição corporal em vacas leiteiras" width="756" height="223" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal.webp 756w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-300x88.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-370x109.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-270x80.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-740x218.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 756px) 100vw, 756px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Escore de Condição corporal em vacas leiteiras (ECC) – Intervalo de 1 a 5. Fonte: Wildman et al., (1982).</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fisiologia-manejo-periodo-transicao?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-periodo-transicao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39653 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao.png" alt="E-book Período de transição de vacas leiteiras" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-periodo-transicao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>O que deve ser avaliado na inspeção e avaliação do animal?</h3>
<ul>
<li>Inserção de íleo, ísquio e a base da cauda;</li>
<li>Acúmulo de tecido adiposo na região costal e do flanco;</li>
<li>Detectar saliências ósseas (principalmente na região das costelas e garupa).</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44605 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1.webp" alt="Pontos a serem inspecionados e avaliados durante a atribuição do escore de condição corporal" width="513" height="432" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1.webp 513w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1-300x253.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1-370x312.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1-270x227.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-1-356x300.webp 356w" sizes="auto, (max-width: 513px) 100vw, 513px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem ilustrando os pontos a serem inspecionados e avaliados durante a atribuição do escore de condição corporal. Fonte: Adaptado de A.J. Edmondson, I.J. Lean, C.O. Weaver, T. Farver and G. Webster. 1989.</span></p>
<h3>Quando avaliar o escore de condição corporal?</h3>
<p>O ECC deve ser avaliado principalmente no momento da secagem, ao parto e no final do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-espera-voluntario/" rel="noopener">Período de Espera Voluntário (PEV)</a></strong> para detectar e buscar corrigir possíveis consequências de doenças metabólicas ou nutricionais.</p>
<p>A cada momento existe um escore que podemos considerar como ideal, ou seja, aquele que esperamos que o animal apresente:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44604 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-2.webp" alt="Tabela exemplificando escores desejados em diferentes estágios produtivos da vaca" width="725" height="194" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-2.webp 725w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-2-300x80.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-2-370x99.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-2-270x72.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 725px) 100vw, 725px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Tabela exemplificando escores desejados em diferentes estágios produtivos da vaca. Fonte: SANTOS, R. M. VASCONCELOS, J. L. M. (2007)</span></p>
<h2>Porque é importante avaliar?</h2>
<p>O escore de condição corporal é utilizado de forma frequente em muitas propriedades para avaliação do manejo alimentar, produtividade e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" rel="noopener">bem-estar animal</a>.</strong></p>
<p>Além disso o ECC é comumente utilizado como parte do manejo reprodutivo, pois vacas que possuem um baixo escore de condição corporal podem ter uma maior dificuldade de emprenhar e também ciclos estrais irregulares e vacas que apresentam um alto escore de condição corporal elevam as chances de desenvolver problemas de saúde, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/" rel="noopener">cetose</a></strong> e distúrbios metabólicos.</p>
<p>Por esse motivo, é importante ressaltar que o ECC se torna uma ferramenta útil em alguns estágios específicos da vaca, como no momento da secagem, no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" rel="noopener">pré-parto e no momento do parto</a></strong>.</p>
<p>A avaliação nesses momentos tem como finalidade garantir que as vacas possuam no parto uma condição corporal adequada para que sejam reduzidas as chances da ocorrência de problemas metabólicos no pós-parto.</p>
<p>Sabendo que o período de transição envolve uma série de mudanças metabólicas e fisiológicas na vaca, as quais são consideradas desafiadoras, pois é o momento em que ela estará passando de uma fase gestante não lactante para a fase lactante não gestante.</p>
<p>Diversos estudos demonstram que<strong> vacas que parem com ECC baixo</strong> estão mais propensas a ter menor eficiência reprodutiva, a maior chance de doenças infecciosas e a uma menor produção de leite na lactação.</p>
<p><strong>Por outro lado, as vacas que parem com ECC alto</strong>, além de também apresentar uma menor produção de leite na lactação, tendem a ser mais propensas a apresentar partos distócicos e desenvolver cetose e esteatose hepática (fígado gorduroso).</p>
<p>Por esse motivo, é essencial entender a importância que escore de condição corporal da vaca no momento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener">secagem</a></strong> tem nas oscilações de escore dali em diante, pois existe a tendência de que a vaca que entra no período seco muito gorda perca escore até o parto, e que a vaca que na secagem apresenta um escore reduzido consiga aproximar mais do escore ideal ao parto.</p>
<p>Além desses estudos, outros já demonstraram relações entre a alteração do escore de condição corporal no momento em que a vaca está seca com a ocorrência de <strong>doenças uterinas no pós-parto, </strong>onde ficou evidenciado que as vacas que apresentam uma perda de ECC moderada, que mantém ou ganham escore (em pequena magnitude – ajuste de escore para cerca de 3,5) tiveram menor chance em ter doenças uterinas e se tornam menos propensas a receber terapia de suporte e até mesmo tratamentos medicamentosos (antibiótico e anti-inflamatório) em comparação com aquelas vacas que perdem muito ECC no período seco.</p>
<p>Quando se associa o ECC ao Balanço Energético Negativo (BEN), ou seja, período que se caracteriza pela deficiência do aporte energético, devido ao grande gasto energético e reduzido consumo de alimento para suprir essa demanda, sabemos que, as vacas que ganham escore durante o período seco, ou seja, cerca de 60 dias anteriores ao parto, passam a deter de um balanço energético menos negativo, visto que uma possível justificativa seja o maior aporte de energia disponível para sustentar as exigências no período pós-parto.</p>
<h3>Vacas magras</h3>
<p>Apresentam baixa produção de leite na lactação, maior predisposição a doenças metabólicas (ex: cetose) e infecciosas, dificuldade ao parto e podem apresentar atraso do ciclo estral detectado pela ausência de cio (anestro).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44603 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-3.webp" alt="Vaca com escore de condição corporal 2." width="506" height="659" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-3.webp 506w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-3-230x300.webp 230w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-3-370x482.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-3-270x352.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 506px) 100vw, 506px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Vaca com escore de condição corporal 2. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte:  Arquivo pessoal Raquel Prates</span></span></p>
<h3>Vacas gordas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Maior chance de distocias, doenças metabólicas (Ex: cetose, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/esteatose-hepatica-e-periodo-de-transicao-de-vacas-leiteiras/">esteatose hepática</a></strong>), dificuldade para obter prenhez e também diminuição de produção leiteira na lactação. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44602 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-4.webp" alt="Vaca com escore de condição corporal 5." width="544" height="726" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-4.webp 544w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-4-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-4-370x494.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/escore-condicao-corporal-4-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 544px) 100vw, 544px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Vaca com escore de condição corporal 5. Fonte: Arquivo pessoal João Marques Diniz</span></p>
<h2>Então vale a pena monitorar o ECC do meu rebanho?</h2>
<p><strong>A resposta é sim!</strong> Esse monitoramento é uma prática valiosa e recomendada na gestão do rebanho, pelo fato de fornecer informações importantes sobre o estado nutricional e a saúde dos animais, o que vai impactar de forma direta no desempenho produtivo. Apesar dessas, existem outras razões que conferem o benefício de monitorar o ECC das vacas:</p>
<ul>
<li><strong>Produção de leite:</strong> vacas que possuem ECC inadequado para o estágio produtivo contribui para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" rel="noopener">redução na produção de leite</a></strong> e minimiza o desempenho do animal.</li>
<li><strong>Reprodução:</strong> o ECC se mantém intimamente relacionado à fertilidade das vacas. Animais com escore inadequado podem ter os ciclos reprodutivos irregulares e maior dificuldade de emprenhar em comparação com vacas em escore corporal adequado.</li>
<li><strong>Saúde:</strong> vacas com baixo ECC detém de maiores chances de problemas de saúde, dessa forma, esse monitoramento permite a detecção precoce de distúrbios e garante uma intervenção antecipada.</li>
<li><strong>Manejo nutricional:</strong> monitorar de forma regular o ECC das vacas auxilia na avaliação do programa alimentar do rebanho. Dessa forma, há a possibilidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">ajustar a dieta</a></strong> conforme necessário para que seja garantida a oferta de nutrientes adequados para que o ECC esteja dentro do esperado nos diferentes estágios.</li>
<li><strong>Bem-estar:</strong> manter os animais com um ECC adequado contribui para o bem-estar geral das vacas, pois em casos onde os animais apresentam um ECC inadequado, os menos podem enfrentar desconforto e estresse.</li>
</ul>
<p>Entretanto, para que seja realizado o monitoramento e encontrar possíveis desvios é importante que pessoas envolvidas na operação na fazenda estejam treinadas para tal avaliação visual.</p>
<p>Esse acompanhamento sistemático ao longo do tempo permite que ajustes contínuos sejam realizados nos manejos e nutrição, a fim de elevar cada vez mais o desempenho dos animais e o sucesso da atividade.</p>
<h2>Otimize o manejo e maximize o potencial produtivo do rebanho</h2>
<p>O escore de condição corporal é um indicador-chave para a saúde, reprodução e produtividade das vacas leiteiras.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ecc" target="_blank" rel="noopener">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a avaliar e ajustar esse e outros parâmetros de manejo, integrando nutrição, sanidade e gestão para garantir mais leite, mais lucro e animais mais saudáveis.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ecc" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23085" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg" alt="Gabriela Clarindo - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/gabriela-clarindo-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Secagem de vacas leiteiras: como você tem feito?</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Nov 2023 11:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[secagem de vacas]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O período seco compreende aproximadamente os 60 dias que antecedem ao parto. Esta fase, é de extrema importância para a lactação, uma vez que neste período as vacas descansam, se preparando para uma nova lactação. A glândula mamária precisa deste tempo para restabelecer suas características metabólicas, no intuito de estar apta para a produção de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O período seco compreende aproximadamente os 60 dias que antecedem ao parto. Esta fase, é de extrema importância para a lactação, uma vez que neste período as vacas descansam, se preparando para uma nova lactação.</p>
<p><strong>A glândula mamária precisa deste tempo para restabelecer suas características metabólicas</strong>, no intuito de estar apta para a produção de um bom colostro e na sequência, boa quantidade de leite.</p>
<p>Nesse texto iremos abordar sobre práticas adotadas no momento da secagem de vacas leiteiras, como a diferentes formas e métodos que podem ser seguidos, as fases que fazem parte do período seco e também a forma correta de realização da secagem das vacas leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
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</div>
<h2>Quais as formas de secagem de vacas?</h2>
<p>A secagem de vacas em lactação pode ser feita de diferentes formas e seguindo diferentes critérios e dentre essas diferentes formas, podemos citar:</p>
<h3>Secagem com uso de antibioticoterapia – IMM</h3>
<p>O tratamento intramamário consiste na infusão de um antibiótico específico diretamente na glândula mamária da vaca.</p>
<p>Esse tipo de secagem é realizado principalmente com o intuito de prevenir infecções intramamárias no período seco e de melhorar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener">qualidade do leite</a></strong> na próxima lactação.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h4>Prevenção de infecções intramamárias</h4>
<p>Durante o período seco, o qual se trata do intervalo entre a lactação atual e a próxima, as vacas estão susceptíveis a infecções intramamárias.</p>
<p>A secagem é um momento que pode ser considerada um momento crítico, pois é quando a produção de leite é interrompida, onde isso pode criar um ambiente propício para o crescimento de bactérias causadoras de infecções.</p>
<p>O uso de antibióticos intramamários na secagem ajuda a prevenir ou tratar infecções, evitando que elas se desenvolvam e causem problemas durante o período seco ou na próxima lactação.</p>
<p>Entretanto, seu uso na secagem para tratar uma infecção já existente, o que é conhecida como secagem terapêutica, precisa ser cuidadosamente avaliada e supervisionada, onde deverá ser determinado o tratamento apropriado e o tipo de antibiótico a ser utilizado.</p>
<h4>Melhoria da qualidade do leite</h4>
<p>Sabemos que infecções intramamárias resultam no aumento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">Contagem de Células Somáticas (CCS)</a></strong>, o que afeta a qualidade do leite e a segurança do produto final. Utilizar antibióticos vai ajudar a garantir que o leite produzido após a secagem seja de alta qualidade, atendendo aos padrões regulatórios e as exigências dos consumidores.</p>
<h2>Secagem seletiva</h2>
<p>A secagem seletiva de vacas leiteiras é uma prática que vem ganhando espaço e sendo utilizada a partir da evolução das estratégias de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">controle da mastite</a></strong>, entretanto, exige uma gestão cuidadosa e monitoramento próximo.</p>
<p>Esse tipo de secagem se resume em utilizar antibiótico somente em vacas com alto risco de infecções intramamárias, enquanto nas vacas consideradas sadias o tratamento feito é apenas com a utilização de selante de tetos. Para a identificação dessas vacas consideradas sadias, alguns critérios devem ser utilizados, entre eles podemos citar:</p>
<ul>
<li>Realização do exame de CCS individual da vaca, onde teremos de forma quantitativa esse resultado, sendo preconizado que o animal tenha um resultado de CCS menor do que 200.00 céls/ml nos últimos três meses de lactação antes da secagem.</li>
<li>Não ter histórico de mastite clínica.</li>
</ul>
<h2>Métodos de secagem de vacas</h2>
<p>Quanto ao método de secagem, os mais comumente adotadas são:</p>
<ul>
<li><strong>Secagem abrupta:</strong> Nesse método de secagem a vaca é impedida completamente de ir na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">ordenha</a></strong>, ou seja, a produção de leite é interrompida. A vaca é ordenhada normalmente até o último dia de lactação anterior e em seguida não é mais ordenhada.</li>
<li><strong>Secagem intermitente:</strong> No método de secagem gradual a produção de leite é reduzida gradualmente ao longo de vários dias antes de interrompê-la completamente. Isso é feito diminuindo a frequência das ordenhas e também o consumo de concentrado.</li>
</ul>
<p>Quanto à escolha de um dos métodos de secagem (abrupta ou intermitente) irá depender de vários fatores, incluindo a saúde e a condição da vaca, ao manejo e a experiência na execução do método que a fazenda possui.</p>
<p>Entretanto, independentemente da abordagem escolhida, é essencial que a vaca seja monitorada de perto durante o período seco e que medidas de manejo adequadas sejam adotadas para garantir a saúde da glândula mamária e a preparação eficaz para a próxima lactação.</p>
<p><strong>As duas primeiras semanas do período seco são cruciais</strong>. Isso porque a vaca estava indo para ordenha, e uma vez que entrou para o período seco não vai mais.</p>
<p>Depois de duas semanas do período, a vaca produz tampão de queratina, fator este que diminui o risco de mastite na metade do período. Porém, atingindo por volta de 50 dias, este tampão é expelido aumentando novamente a chance de a vaca ter mastite oriunda de uma infecção adquirida no período seco.</p>
<p>Por esse motivo que a utilização de selante de teto no momento da secagem é importante, pois se trata de uma substância aplicada com o intuito de impossibilitar a entrada de patógenos causadores de mastite, fazendo com que esse mecanismo se assemelha ao tampão fisiológico de fechamento do canal do teto, mas que só é perdido ou expelido após o parto.</p>
<p>O momento certo de realizar a secagem e a forma como ela é realizada são de grande importância. Quando estas vacas param de ser ordenhadas diariamente, os riscos de desenvolver mastite durante estes 60 dias aumentam e para evitar, alguns cuidados são importantes.</p>
<p>Para facilitar a compreensão, podemos dividir o período seco em fases:</p>
<ul>
<li><strong>Involução ativa:</strong> Fase em que a glândula mamária se recupera e se prepara para a próxima lactação. Durante esse período, o úbere da vaca diminui de tamanho e a produção de leite cessa. Este é um processo ativo e controlado pela redução da produção de hormônios relacionados à lactação, como a prolactina.</li>
<li><strong>Involução constante:</strong> Nessa fase a glândula mamária se encontra completamente involuída, apresentando a formação do tampão fisiológico de queratina na entrada do teto, reduzindo assim a chance de novas infecções intramamárias.</li>
<li><strong>Colostrogênese:</strong> Essa última fase vai ser regida por hormônios no final da gestação. Nela, temos uma intensa atividade celular, ocorrendo regeneração e diferenciação das células epiteliais que secretam leite, além do aumento da concentração dos componentes do leite como gordura, caseína e a lactose, e concomitantemente acúmulo de imunoglobulinas e células de defesa que irão compor o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener">colostro</a></strong>.</li>
</ul>
<p>É importante lembrar que nos dias que antecedem o parto, ocorre redução do sistema imunológico da vaca, o que pode elevar o risco de infecções intramamárias, em especial aquelas causadas por microrganismos ambientais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45986 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas.webp" alt="Fases após a secagem da vaca" width="998" height="388" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas.webp 998w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-300x117.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-768x299.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-370x144.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-270x105.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-740x288.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 998px) 100vw, 998px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Imagem ilustrando as fases do período seco de uma vaca. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Ouro Fino Saúde Animal, 2018.</span></span></p>
<h2>Como realizar corretamente a secagem das vacas?</h2>
<p>As etapas realizadas durante a aplicação do antibiótico intramamário envolvem muito cuidado com a higiene, para evitar que bactérias sejam introduzidas juntamente ao antibiótico.</p>
<p>A lavagem das mãos e utilização de luvas antes do início do manejo, tem fundamental importância.  Após a vaca ser ordenhada, será introduzido o antibiótico intramamário, conforme o passo a passo:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45988 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-1.webp" alt="Passo a passo de como realizar a secagem da vaca" width="740" height="250" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-1-300x101.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-1-370x125.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/secagem-de-vacas-1-270x91.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p>Quando se utiliza antibiótico, o mesmo atuará impedindo a multiplicação de possíveis bactérias que entrem no úbere durante o período seco. Atualmente, tem-se discutido muito sobre a aplicação de antibiótico intramamário em vacas que não apresentam mastite.</p>
<p>Pensando em resistência microbiana, a utilização do antibiótico na secagem apenas para vacas contaminadas, é interessante, porém, se faz necessário uma investigação minuciosa.</p>
<p>Em propriedades dispostas a investir nessa investigação mais minuciosa da saúde de úbere de suas vacas, podemos analisar não só todas as vacas individualmente, mas sim cada quarto mamário de cada animal do rebanho e avaliar a melhor estratégia de secagem para cada animal.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A escolha do tipo e o método de secagem a ser realizada é algo que deve ser discutido e traçado juntamente com a fazenda. Além disso, é importante ressaltar que a seleção do <strong>antimicrobiano </strong>ideal para utilização na secagem é algo relevante, principalmente nos casos de mastite, visto que para o sucesso do tratamento, precisa-se conhecer os microrganismos que estamos lidando.</p>
<p>Somado a isso, outros fatores são muito importantes para a eficiência do período seco, como a nutrição e o ambiente das vacas, fatores estes que são também cruciais caso ocorra mastite no<strong> <a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener">pós-parto</a></strong>.</p>
<h2>Domine a secagem de vacas e maximize a produtividade do rebanho</h2>
<p>A secagem bem conduzida é essencial para a saúde da vaca, a qualidade do leite e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=secagem-vacas">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias práticas e eficientes para aplicar esse e outros manejos com excelência, garantindo mais lucro e sustentabilidade na produção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=secagem-vacas" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23110" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg" alt="Mariana Torres - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Tipos de ordenha: ordenha manual, ordenha mecânica e ordenha robotizada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2023 11:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[tipos de ordenha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ordenha é um dos pilares mais cruciais em um sistema de produção de leite, é nesse momento em que o produto de venda, o leite, será coletado e, possivelmente, destinado para o laticínio e à produção de seus subprodutos, como queijo, iogurte, creme de leite e entre outros. Considerando essa importância, nesse artigo iremos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ordenha é um dos pilares mais cruciais em um sistema de produção de leite, é nesse momento em que o produto de venda, o leite, será coletado e, possivelmente, destinado para o laticínio e à produção de seus subprodutos, como queijo, iogurte, creme de leite e entre outros.</p>
<p>Considerando essa importância, nesse artigo iremos abordar os diferentes tipos de ordenha, suas respectivas características, vantagens, pontos de atenção, custos e quando empregar cada tipo de modelo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Ordenha manual</h2>
<p>Esse é o tipo de ordenha que ainda predomina nas pequenas propriedades produtoras de leite no Brasil. Os controles e cuidados se fazem necessários nesse modelo, da mesma forma que se faz em ordenhas mecânicas, devendo- se ter atenção durante o momento de extração e de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/" target="_blank" rel="noopener">armazenamento do leite</a></strong>, para garantir que o produto final seja de qualidade.</p>
<p>Na ordenha manual, pode haver a presença ou não do bezerro, isso varia de acordo com o manejo adotado na propriedade, tipo de instalação e da raça dos animais em lactação.</p>
<p>Os <strong>pontos de atenção para a ordenha manual</strong> são:</p>
<ul>
<li>Sanitização do latão e tanque de refrigeração, antes do armazenamento do leite e após a retirada do líquido. Essa etapa deve ocorrer antes do uso do utensílio, 30 minutos antes da ordenha, a fim de evitar resíduo do sanitizante no leite;</li>
<li>A condução das vacas até a sala de ordenha deve ser forma gentil e cuidadosa, evitando o estresse dos animais;</li>
<li>É indicado que seja feita a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/linha-de-ordenha-como-organizar-e-importancia/" target="_blank" rel="noopener">linha de ordenha</a></strong> das vacas, ou seja, separar quais animais serão ordenhados primeiro e quais serão ordenhados por último, o critério a ser utilizado para isso é ordem de parto, animais com mastite e animais que estão em tratamento com antibiótico;</li>
<li>Contenção da vaca, prendendo a cauda, para evitar acidentes e contaminação do leite. Caso seja ordenha com bezerro ao pé, é importante também conter o bezerro;</li>
<li>Lavar as mãos antes da ordenha e usar luvas no momento da ordenha;</li>
<li>Realizar o teste da caneca de fundo preto antes de iniciar a ordenha;</li>
<li>Uso do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener">pré-dipping</a></strong> e secagem dos tetos com papel toalha e usando uma folha por teto;</li>
<li>Descartar o leite proveniente de vacas com mastite e em tratamento com antibiótico;</li>
<li>Ao fim da ordenha, realizar a limpeza dos materiais utilizados, com água de qualidade e em temperatura adequada (40º a 45ºC);</li>
<li>Realizar a limpeza geral da sala de ordenha.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Mesmo sendo em sistemas de produção de leite de menos tecnificação, é importante realizar exames periódicos para avaliar a <strong>saúde da glândula mamária</strong> para produzir leite de qualidade.</p>
<p>Assim, pode-se realizar o teste <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/" target="_blank" rel="noopener">CMT (<i>California Mastitis Test</i><em>)</em></a></strong> e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">CCS (Contagem de Células Somáticas)</a></strong>, ambas as avaliações têm como finalidade avaliar a ocorrência de mastite subclínica no rebanho.</p>
<p>Além disso, é necessário avaliar os dados enviados pelo laticínio, sendo o principal a CPP (Contagem Padrão em Placa), para analisar como está a higiene da ordenha.</p>
<p><strong>A ordenha manual é um investimento de baixo custo nas propriedades</strong>. Esse tipo de ordenha pode ser implementado em fazendas com pequenos rebanhos, com sistema de produção extensivo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44971 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha.webp" alt="Homem realizando a ordenha do tipo manual" width="768" height="515" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-300x201.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-370x248.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-270x181.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-740x496.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem demonstrando uma ordenha do tipo manual sendo realizada. Fonte: Martins (2012)</span></p>
<h2>Ordenha mecânica</h2>
<p>Na ordenha mecânica ocorre a retirada do leite por meio de equipamento que simula a mamada do bezerro, retirando quantidade máxima do leite produzido pela vaca. É classificada em quatro tipos: balde ao pé, canalizada linha alta, canalizada linha média, canalizada linha baixa.</p>
<p>Em casos em que o equipamento não é utilizado de forma recomendada, há redução da produtividade e rentabilidade do sistema de produção, uma vez que resulta em leite de baixa qualidade, aumento da ocorrência de mastite e elevado custo de produção em decorrência das manutenções e trocas frequentes, além dos gastos com <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>tratamentos de mastite</strong></a>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44972 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-1.webp" alt="Vacas no sistema de ordenha mecânica do tipo balde ao pé" width="450" height="338" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-1.webp 450w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-1-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-1-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-1-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-1-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha mecânica do tipo balde ao pé. Fonte: Júnior (2015)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44973 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-2.webp" alt="Sistema de ordenha mecânica do tipo linha baixa." width="691" height="485" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-2.webp 691w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-2-300x211.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-2-370x260.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-2-270x190.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha mecânica do tipo linha baixa. Onde a linha do leite está abaixo do piso do animal. Fonte: Alex Matos Teixeira</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44974 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-3.webp" alt="Sistema de ordenha mecânica do tipo linha média." width="740" height="498" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-3.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-3-300x202.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-3-370x249.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-3-270x182.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha mecânica do tipo linha média. Nesse modelo, a linha do leite fica próxima à alta da garupa dos animais. É o modelo mais encontrado. Fonte: Milkpoint</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44975 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-4.webp" alt="Vacas no sistema de ordenha mecânica em linha alta." width="740" height="348" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-4.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-4-300x141.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-4-370x174.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-4-270x127.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem ilustrando um sistema de ordenha mecânica em linha alta. A linha do leite nesse modelo fica bem acima dos animais. Normalmente encontrada em salas de ordenha sem fosso. Fonte: Alex Matos Teixeira</span></p>
<p>Assim, os <strong>pontos de atenção para a ordenha do tipo mecânica</strong> são:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">Manuseio por profissional capacitado e orientado</a></strong>, que tenha conhecimentos sobre o equipamento e sobre as características específicas das vacas de leite;</li>
<li>Cuidado com a sobreordenha, que é quando se tem a ordenha em pleno vácuo já sem extrair leite, em casos que não há extrator automático no equipamento;</li>
<li>Cuidados com o manejo de ordenha iguais aos cuidados que devem ser tomados com a ordenha manual;</li>
<li>Limpeza adequada das tubulações, com produtos e temperatura da água corretos.</li>
</ul>
<p>Quando o equipamento tem manutenções periódicas, sendo utilizado seguindo as recomendações, não há prejuízos à glândula mamária e aos tetos das vacas.</p>
<p>As<strong> vantagens</strong> desse tipo de ordenha são:</p>
<ul>
<li>Menor demanda de funcionários;</li>
<li>Redução do estresse para as vacas;</li>
<li>Diminuição do tempo de ordenha;</li>
<li>Ordenha simultânea de vários animais;</li>
<li>Mais facilidade de operação e manejo;</li>
<li>Horários fixos de rotina de ordenha.</li>
</ul>
<p>Para implementar esse tipo de ordenha nas propriedades, é preciso de estruturas físicas para abrigar os equipamentos, o que inicialmente requer um investimento maior.</p>
<p>Esse é o tipo de investimento que gera retorno ao produtor, uma vez que a qualidade do leite é garantida, quando as recomendações são seguidas.</p>
<h2>Ordenha robotizada</h2>
<p><strong>Nesse tipo de ordenha, as vacas determinam a frequência e o momento em que serão ordenhadas</strong>, ou seja, é um sistema voluntário. O controle é feito por softwares, que controla todos os equipamentos que funcionam de acordo com a ordenha, como ventiladores, luzes, ordenhadeira, entre outros.</p>
<p>No momento em que a vaca chega para a ser ordenhada, ela é identificada, iniciando o processo de ordenha. Após isso, é feita a limpeza de cada teto, individualmente, através da teteira automática de limpeza, sendo identificado precisamente a posição dos tetos. Feito a limpeza, as ordenhadeiras são colocadas, ajustadas conforme a anatomia do animal.</p>
<p>Ao final do processo de ordenha, o leite é levado ao tanque resfriador, por meio das tubulações e o todo equipamento é limpo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44976 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-5.webp" alt="Sistema de ordenha robótica." width="640" height="853" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-5.webp 640w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-5-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-5-370x493.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/tipos-ordenha-5-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha robótica. Fonte: Attuale Comunicação</span></p>
<p>Os <strong>pontos de atenção para a ordenha robotizada</strong> são:</p>
<ul>
<li>Ambiente tranquilo, calmo e sem estresse, para que as vacas tenham vontade de serem ordenhadas;</li>
<li>Necessidade de profissional qualificado e apto para manipular a ordenha;</li>
<li>Assistência técnica de qualidade;</li>
<li>Avaliar custo-benefício de instalar a tecnologia na propriedade.</li>
</ul>
<p>As vantagens desse tipo de ordenha são:</p>
<ul>
<li>Flexibilidade para realizar outras tarefas na propriedade;</li>
<li>Elasticidade de horários;</li>
<li>Menos necessidade de mão de obra;</li>
<li>Os animais se adaptam rapidamente;</li>
<li>Geração de relatórios constantemente;</li>
<li>Análise do leite feita por condutividade elétrica do leite de cada teto separadamente, conseguindo assim detectar o leite que não está dentro dos padrões de qualidade e desviá-lo para outro tanque.</li>
</ul>
<p>Esse tipo de sistema de ordenha ainda é dividido em duas formas: a de fluxo guiado e a de fluxo livre.</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Fluxo guiado: a vaca para acessar o robô/ordenha ou conseguir ir para a pista de alimentação, passa por um portão com sensor. Se o intervalo entre ordenhas não for adequado (programada no sistema), a vaca não é ordenhada e será liberada de forma direta para a pista de alimentação.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Fluxo livre: não tem o portão para guiar, ou seja, a vaca pode comer, ir até o robô e ser ordenhada quando sentir vontade.</li>
</ol>
<p>Para realizar a avaliação do custo dessa tecnologia, é preciso fazer a análise de alguns dados: número de vacas em lactação, produção por vaca, custo com mão-de-obra, valor de investimento inicial e de manutenção do equipamento. <strong>É importante comparar a funcionalidade entre a ordenha mecânica e a ordenha robotizada.</strong></p>
<p>Por fim, vale ressaltar que independentemente do tipo de ordenha implementado e utilizado na propriedade, é importante que o momento ordenha seja realizado de maneira higiênica, para evitar a transmissão de <strong>doenças</strong>, por exemplo, a mastite, e a contaminação do leite, além de garantir o conforto, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar das vacas</a></strong> e consequentemente maior produção de leite com qualidade.</p>
<h2>Transforme a ordenha em um processo mais lucrativo e eficiente</h2>
<p>Seja manual, mecânica ou robotizada, a ordenha precisa estar alinhada a uma gestão inteligente para garantir leite de qualidade e retorno financeiro.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=tipos-ordenha">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar práticas de manejo com controle de indicadores, otimização de recursos e aumento da rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=tipos-ordenha" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46359 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-gpl-1.webp" alt="Banner Black Antecipada Gestão na Pecuária Leiteira" width="1024" height="341" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-gpl-1.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-gpl-1-300x100.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-gpl-1-768x256.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-gpl-1-370x123.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-gpl-1-270x90.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-gpl-1-740x246.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23090" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes.jpg" alt="Bárbara Agnes - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Produção de leite orgânico: características e exigências desse sistema</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-organico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 18:29:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[leite orgânico]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente, os consumidores de produtos de origem animal estão cada vez mais exigentes e em busca de produtos de qualidade e segurança, esse novo perfil de consumidores tem impulsionado o mercado de produção orgânica. Eles buscam conhecer a origem dos alimentos que consomem e escolher produtos que tenham certificação do bem-estar animal e de práticas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente, os consumidores de produtos de origem animal estão cada vez mais exigentes e em busca de produtos de qualidade e segurança, esse novo perfil de consumidores tem impulsionado o <strong>mercado de produção orgânica</strong>.</p>
<p>Eles buscam conhecer a origem dos alimentos que consomem e escolher produtos que tenham certificação do bem-estar animal e de práticas de manejo que estejam preocupadas não apenas com a redução de uso de fármacos e produtos químicos, mas também com o meio ambiente e com a sustentabilidade.</p>
<p>Segundo a <strong><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.831.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei Federal n.º 10.831, de 23 de dezembro de 2023</a></strong> entende-se como produto da agricultura orgânica, ou produto orgânico, aquele obtido de um sistema orgânico de produção agropecuário ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local.</p>
<p>A lei determina quais são as características e exigências de um sistema de produção orgânico e como estes produtos devem ser certificados.</p>
<p>Apesar da produção de leite orgânico ainda ser relativamente pequena no Brasil, há uma grande expectativa de ampliação desse nicho de mercado, que pode proporcionar ao produtor uma melhor remuneração por um produto diferenciado.</p>
<p>Os produtores para serem considerados orgânicos devem se adequar a várias medidas propostas pela Instrução Normativa n.º 46, de 6 de outubro de 2011. Confira algumas das características e exigências desse sistema de produção de leite.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Sanidade do rebanho</h2>
<p>A sanidade do rebanho deve visar as práticas <strong>preventivas de doenças</strong>, controle de endo e ectoparasitas sem a utilização de medicamentos químicos em excesso. Dessa forma, nesse sistema de produção de leite o tratamento veterinário é considerado um complemento e deve ser associado a práticas de manejo.</p>
<p>Caso seja necessário intervenção e tratamento veterinário é importante não realizar apenas o tratamento dos efeitos na saúde do rebanho, mas também atuar buscando as possíveis causas das doenças.</p>
<p>Diante disso, sugere-se que os produtores adotem o sistema de pastejo rotacionado, para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">controle de parasitoses</a></strong> e atuem preventivamente na saúde dos animais.</p>
<p>Para isso, deve ser elaborado um <strong>plano de promoção da saúde</strong>, com registro de todos os fármacos e tratamentos utilizados na fazenda, indicadores de morbidade e mortalidade, incidência das principais afecções na fazenda, e protocolo de vacinação: as vacinas obrigatórias devem ser feitas nos animais.</p>
<p>Existem algumas medicações que tem uso vedado na instrução normativa, como produtos quimiossintéticos artificiais, hormônios e qualquer produto proveniente de organismos geneticamente modificados.</p>
<p>Permite-se a utilização por no máximo, duas vezes num período de um ano, e durante o tratamento deve-se respeitar o período de carência e o animal deve ser segregado e identificado, não sendo permitido a venda de produtos, subprodutos e dejetos desse animal durante esse período. É permitido o uso de homeopatia, fitoterapia e acupuntura como estratégias de tratamento.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Aquisição de animais</h2>
<p>Segundo a Instrução Normativa n.º 46, <strong>quando for iniciar, repor e ampliar o rebanho é necessário comunicar aos certificadores</strong>. Tendo atenção à origem desses animais, que devem ser provenientes de sistemas orgânicos de produção.</p>
<p>Quando não for possível adquirir animais de sistemas orgânicos, o produtor pode adquirir de produções convencionais, dando preferência aos sistemas que estão fazendo transição para a produção orgânica e sejam certificados.</p>
<p>Outro ponto de atenção nesse tipo de sistema é a idade de aquisição dos animais, estes devem ser capazes de serem recriados sem a presença materna.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=leite-organico" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Bem-estar dos animais</h2>
<p>Outra característica que exige atenção do produtor no sistema de produção orgânica é o planejamento e produtividade, respeitando a necessidade e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar dos animais</a>.</strong> Para isso, deve-se optar por raças adaptadas às condições ambientais e climáticas e o manejo e instalações devem ser projetadas para reduzir o estresse dos animais.</p>
<p>Dessa forma, é importante respeitar as <strong>5 liberdades preconizadas no bem-estar animal</strong>:</p>
<ol>
<li>Liberdade nutricional (os animais devem estar livres de sede, fome e desnutrição);</li>
<li>Liberdade sanitária (livres de feridas e enfermidades);</li>
<li>Liberdade de comportamento (devem ter liberdade para expressar comportamentos naturais da espécie);</li>
<li>Liberdade psicológica (sem a sensação de medo e ansiedade);</li>
<li>Liberdade ambiental com movimentação adequada nas instalações da propriedade.</li>
</ol>
<h2>Como realizar o manejo dos animais na produção orgânica?</h2>
<p>O manejo dos animais, segundo a normativa, deve ser realizado de forma calma, tranquila e sem agitações, sendo vedado o uso de instrumentos que possam causar medo ou sofrimento aos animais. A alimentação forçada também é um manejo proibido.</p>
<p>Para ser considerado orgânico o produtor pode utilizar de técnicas reprodutivas como a monta natural e a <strong>inseminação artificial</strong>, sendo o sêmen utilizado preferencialmente de animais de sistemas orgânicos de produção.</p>
<p><strong>É proibido</strong> o uso de técnicas como a <strong>transferência de embrião (TE), fertilização in vitro (FIV), sincronização de cio e outras técnicas de indução hormonal</strong>.</p>
<p>O corte dos chifres, castração, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mochacao-de-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">mochamento</a></strong> e marcações dos bovinos devem ser feitos apenas quando realmente necessário e deverão ser efetuados na idade apropriada, visando reduzir processos dolorosos e acelerar o tempo de recuperação. O uso de anestésicos deve ser aprovado pelas certificadoras e podem ser feitos também em animais que necessitem ser sacrificados.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A doma dos animais também precisa ser adequada: quando é feito na produção orgânica deve seguir os princípios da doma racional visando o bem-estar e conforto dos animais. </span></p>
<h2>Manejo nutricional dos animais</h2>
<p>Para alimentação dos animais, os sistemas orgânicos devem <strong>utilizar alimentos produzidos na própria unidade de produção ou por outra sob manejo orgânico</strong>.</p>
<p>Em caso de escassez de produtos ou em condições especiais é permitida a utilização de alimentos não orgânicos na ingestão diária dos ruminantes desde que seja respeitada a proporção de até 15% da matéria seca.</p>
<p>Para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener">produção de silagem</a></strong>, que são muito utilizadas na alimentação de bovinos, podem ser utilizadas como aditivos as bactérias láticas, acéticas, fórmicas e propiônicas ou seus produtos naturais ácidos quando não for possível realizar a fermentação natural. Os aditivos e auxiliares na dieta dos bovinos devem ser provenientes de fontes naturais e não podem apresentar moléculas de ácido desoxirribonucleico (DNA) e ácido ribonucleico (RNA).</p>
<p>Além disso, <strong>não podem ser utilizados compostos nitrogenados não-proteicos e nitrogênio sintético</strong> na alimentação dos animais. É permitido o uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">suplementos minerais</a> </strong>e vitamínicos desde que não contenham resíduos contaminantes acima dos limites permitidos e devem atender à legislação específica.</p>
<p>Os animais jovens devem ser amamentados pela mãe ou por uma fêmea substituta. Quando não for possível fazer o aleitamento natural, será permitido o uso de alimentação artificial, preferencialmente com leite da mesma espécie. A normativa instrucional ainda define que o aleitamento deve ser por no mínimo noventa dias para os bovinos.</p>
<h2>Como é o ambiente da produção de leite orgânico?</h2>
<p>O produtor que adotar o sistema de produção orgânica deve ainda ter cuidados com o ambiente de criação dos animais.</p>
<p>Todos devem preferencialmente ser <strong>criados em regime de vida livre</strong>, não sendo permitido a retenção em gaiolas, galpões, correntes, estábulos, cordas ou qualquer outro método que restrinja a movimentação dos animais.</p>
<p>No caso de animais abrigados em instalações é facultativo a eles a possibilidade de saída ao ambiente externo com forragem verde por pelo menos seis horas no período diurno, exceto em casos de enfermidades, endemias ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-climaticos-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">alterações climáticas severas</a>. </strong></p>
<p>Deve-se ainda respeitar a densidade animal, e os ambientes devem dispor de áreas para:</p>
<ul>
<li>Assumirem seus movimentos naturais, o contato social e descanso;</li>
<li>Alimentação, ritual reprodutivo, reprodução e proteção, em condições que garantam a saúde e o bem-estar animal;</li>
<li>Acesso à pastagem ou área de circulação ao ar livre, com vegetação arbórea suficiente para garantir sombra a todos os animais sem que tenham que disputar espaço.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45951 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/leite-organico.webp" alt="Vacas no pasto" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Animais criados em regime de vida livre, respeitando a densidade animal. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Além disso, define-se que a densidade máxima dos animais em área externa deve respeitar o limite de 500 m2/100 kg de peso vivo para ruminantes. A cama para os animais deve ser seca e limpa, e o material utilizado deve ser natural e livre de resíduos e substâncias não permitidas na produção orgânica.</p>
<p>O produtor pode fazer uso de cerca elétrica, desde que sejam respeitadas medidas de segurança de uso, as instalações, equipamentos e utensílios devem ser mantidos limpos e desinfetados. As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-de-residuos-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">instalações de armazenagem e manipulação de dejetos</a></strong>, incluindo as áreas de compostagem, deverão ser projetadas, implantadas e operadas de maneira a prevenir a contaminação de águas subterrâneas e superficiais.</p>
<p>A madeira para instalações e equipamentos deve ser proveniente de extração legal, e se for tratada deve ser com substâncias e métodos de aplicação que minimizem os riscos de contaminação aos animais e seus produtos.</p>
<p>Por fim, seguindo as exigências da normativa, o produtor que optar pela produção de leite orgânico terá um sistema que busca o máximo de bem-estar e conforto dos animais e produzirá um leite com maior valor agregado e sustentável.</p>
<p>É uma produção que ganha força nos dias atuais por priorizar produtos saudáveis isentos de contaminantes, equilibrando preservação e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">sustentabilidade</a></strong> no sistema e promovendo a saúde do solo, água e ar e uso de energias renováveis, compostagem e reciclagem. Todos esses princípios são cada vez mais discutidos e visados pelos consumidores.</p>
<h2>Alcance excelência na produção de leite, orgânico ou convencional</h2>
<p>Gerir uma fazenda de leite com eficiência exige conhecimento técnico, visão estratégica e domínio dos números.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=leite-organico">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a controlar custos, aumentar a produtividade e manter a rentabilidade, independentemente do sistema de produção. Transforme seu manejo em resultados reais e sustentáveis.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=leite-organico" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Leite A1 e A2: quais as suas principais diferenças?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2023 11:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[Leite A1]]></category>
		<category><![CDATA[Leite A2]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tem sido pautas de discussões frequentes atualmente as reações causadas pelo consumo de leite, seja relacionado a alergias ou sensibilidade a produtos lácteos e por isso muito se fala em leite A2, mas para entendermos melhor sobre isso, precisamos primeiro compreender quais as diferenças existentes entre o leite A1 e o leite A2 e o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem sido pautas de discussões frequentes atualmente as reações causadas pelo consumo de leite, seja relacionado a alergias ou sensibilidade a produtos lácteos e por isso muito se fala em leite A2, mas para entendermos melhor sobre isso, precisamos primeiro compreender quais as diferenças existentes entre o leite A1 e o leite A2 e o ao que se refere as suas respectivas terminologias.</p>
<p>A1 e A2 são <strong>genes responsáveis pela produção de uma das variantes da caseína a beta-caseína</strong>, considerada a principal proteína do leite, sendo formada por um conjunto de aminoácidos que se diferenciam pela forma de construção da mesma.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre as principais diferenças relacionadas ao leite A1 e A2, como também a disponibilidade de análises genéticas para identificação de animais positivos para o gene A2A2 e como se comporta o mercado do leite A2.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Caseína</h2>
<p>Já é sabido que o leite é a secreção da glândula mamária de mamíferos e tem sua porção líquida composta basicamente por água e a matéria seca também conhecida como extrato seco composta por sólidos. Dentre esses sólidos estão presentes as proteínas que podem ser divididas em dois grupos:</p>
<ul>
<li><strong>Proteínas do soro:</strong> alfa lactobumina e a betalactoglobulina que correspondem a 20% da proteína total;</li>
<li><strong>Proteínas do leite:</strong> Caseínas (alfa s1, alfa s2, kappa e beta-caseína) que correspondem a 80% da proteína total.</li>
</ul>
<p>O gene responsável pela produção de beta-caseína que compõe em torno de 30% da proteína do leite é o CSN-12. Existem 13 variações genéticas para esse tipo de proteína, mas as mais encontradas em bovinos leiteiros são as variações A1 e A2.</p>
<p>Portanto, definimos que os termos A1 e A2 para se caracterizar o tipo de leite é advindo do tipo de variação da beta-caseína presente no mesmo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Diferenças entre o leite A1 e A2</h2>
<p>Historicamente a beta-caseína A2 é a forma original de proteína, pois está presente no rebanho bovino desde a sua domesticação há milhares de anos, a forma A1 surgiu devido a uma mutação genética em torno de 5 a 10 mil anos atrás.</p>
<p><strong>A diferença dessas duas variantes se dá devido a uma mudança na sua sequência de nucleotídeos no momento da construção da cadeia de aminoácidos da beta-caseína</strong>, a sequência é modificada produzindo o aminoácido histidina no alelo A1 e prolina no alelo A2, ambos se ligam a leucina.</p>
<p>Entretanto, é importante destacar que <strong>o leite A1 é semelhante ao leite A2 em termos nutricionais</strong>, ou seja, considerando proteínas, gorduras, vitaminas, carboidratos e minerais, apresentando diferença apenas na posição do aminoácido.</p>
<p>Em virtude dessa modificação na sequência de aminoácidos, no momento da quebra dessa proteína, ocorre a liberação de uma cadeia de aminoácidos que é por sua vez um peptídeo, conhecida como beta-casomorfina-7 (BCM-7). É esse peptídeo que causa reações adversas nos seres humanos, sendo considerado um fator oxidante e predisponente ao desenvolvimento de alergia à proteína do leite.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44832 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2.webp" alt="Esquema demonstrando a diferença na posição do aminoácido do leite a1 e a2" width="831" height="598" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2.webp 831w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-300x216.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-768x553.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-370x266.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-270x194.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-740x533.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 831px) 100vw, 831px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Esquema demonstrando a diferença na posição do aminoácido. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Revista Leite Integral</span><span style="font-weight: 400;"> </span></span></p>
<p>No caso de leite contendo somente a variante A2, a hidrólise enzimática não ocorre, ou quando ocorre produz o peptídeo (BCM-9) o qual não apresenta nenhum efeito clínico nos seres humanos, ou seja, é um alimento de melhor digestão.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=leite-a1" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46363 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-pl.webp" alt="Banner Black Antecipada Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="1024" height="341" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-pl.webp 1024w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-pl-300x100.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-pl-768x256.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-pl-370x123.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-pl-270x90.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-black-antecipada-pl-740x246.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Intolerância x alergia</h2>
<p>É importante entendermos a diferença entre intolerância a lactose e alergia às proteínas do leite de vaca (APLV):</p>
<ul>
<li><strong>Intolerância à lactose</strong>: se refere a incapacidade do organismo em digerir o açúcar presente no leite, a lactose, geralmente por problemas enzimáticos;</li>
<li><strong>Alergia às Proteínas do Leite de Vaca (APLV)</strong>: nesse caso o que acontece é uma resposta anormal do sistema imune, que desencadeia uma reação a substâncias normais e comuns ao ser humano, nesse caso, a proteína do leite e seus derivados.</li>
</ul>
<p>Sendo assim, o consumo de leite A2 não será efetivo contra a intolerância à lactose, mas poderá ajudar pessoas com reações alérgicas à proteína do leite, especificamente ao peptídeo BCM-7.</p>
<h2>Análise genética</h2>
<p>Existem animais (A1A1) que produzem somente o leite A1, os animais (A1A2) produzem o leite A1A2 e animais com gene (A2A2) vão produzir respectivamente o leite A2, conforme mostrado na imagem abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44833 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-1.webp" alt="Relação do genótipo do animal e do tipo de leite produzido." width="700" height="420" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-1.webp 700w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-1-300x180.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-1-370x222.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-1-270x162.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Relação do genótipo do animal e do tipo de leite produzido. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Revista Leite Integral</span><span style="font-weight: 400;"> </span></span></p>
<p>Para se saber qual a variante da beta-caseína os animais produzem é necessário realizar a análise do seu perfil genético, ou seja, pelo <strong>teste de genotipagem</strong>, que analisa tecidos biológicos desses animais.</p>
<p>Existem laboratórios do Brasil que realizam esse teste a um custo entre R$35,00 e R$65,00 por animal. Além disso, existe o kit de testagem rápida que identifica animais positivos para o gene A2A2 através de uma gota de leite, e pode ser realizado na própria fazenda, cada teste custa em torno de R$ 40,00 e testa um animal.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44835 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-2.webp" alt="Pessoa fazendo teste rápido que identifica animais positivos para o gene A2A2" width="320" height="180" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-2.webp 320w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-2-300x169.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-2-270x152.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Realização do teste rápido que identifica animais positivos para o gene A2A2. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Scienco</span></span></p>
<p>Várias frequências genotípicas foram descritas em raças utilizadas na pecuária leiteira e uma curiosidade é que de um modo geral as raças zebuínas apresentam maior frequência do genótipo A2A2 do que as taurinas. Resultados nacionais de rebanhos zebuínos leiteiros encontraram frequências gênicas do alelo A2 variando de 89 – 100%.</p>
<h2>Mercado brasileiro de leite A2</h2>
<p>O Brasil é destaque na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-e-lucrativa/" target="_blank" rel="noopener">produção de leite,</a></strong> estando em <strong>6º lugar no ranking mundial</strong> com produção anual de aproximadamente 35 milhões de toneladas, e tem grande potencial de investimento no mercado de leite A2A2 selecionando e estabelecendo o rebanho com enfoque no gene de interesse.</p>
<p>Esse nicho de mercado ainda representa muito pouco do leite comercializado, cerca de 100 milhões de reais por ano, em torno de 1% de toda a renda com leite de vaca. São poucos os produtores no país e a produção ocorre em fazendas verticalizadas, e com programas de rastreabilidade.</p>
<p>Existe também, criado em 2019 pela Integral Certificações, o selo VACAS A2A2 que garante a origem e rastreabilidade do leite A2 através de certificação de terceira parte. A Confederação Da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) assinou um acordo de cooperação em conjunto com a Integral Certificações para que o processo de certificação seja mais transparente e robusto.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44836 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-3.webp" alt="Selo de certificação de vacas A2A2" width="312" height="343" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-3.webp 312w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-3-273x300.webp 273w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-3-270x297.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 312px) 100vw, 312px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Selo de certificação de vacas A2A2. Fonte: Revista Leite Integral</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44837 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-4.webp" alt="Leite de caixinha do tipo A2" width="971" height="728" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-4.webp 971w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-4-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-4-768x576.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-4-370x277.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-4-270x202.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-4-740x555.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/leite-a1-a2-4-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 971px) 100vw, 971px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplos de leite tipo A2A2 comercializados no Brasil, demonstrando o selo de certificação na embalagem.  Fonte: Piracanjuba</span></p>
<p>A maior empresa que comercializa leite A2 no mundo se chama A2 Milk Company, fundada em 2000 na Nova Zelândia. Além do país de origem, atua nos mercados do Reino Unido, EUA e da China, comercializando leite fluído, iogurte, leite em pó, sorvete e fórmulas infantis.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Diante disso, sabemos que o leite A2 se refere àquele leite produzido por animais que dispõem do gene A2A2 em sua <strong>conformação genética,</strong> essa identificação dos genes pode ser realizada por análises laboratoriais que irão avaliar materiais biológicos desses animais. É um tipo de leite recomendado para pessoas com sensibilidade ao peptídeo BCM-7 por ser um produto com o processo digestível facilitado.</p>
<p>Quanto à comercialização, sabemos que é um nicho de mercado que ainda representa muito pouco do leite total produzido e vendido no país, mas que apresenta possibilidade da especialização do rebanho nacional para que a produção aumente.</p>
<p>Entretanto, é algo que requer investimento e tempo, logo, é interessante que exista demanda suficiente para consumir toda oferta.</p>
<p>Hoje, já existem produtores que estão apostando no aumento da oferta desse leite e já iniciaram a seleção de animais no rebanho.</p>
<h2>Transforme conhecimento técnico em decisões que geram mais valor no leite</h2>
<p>Entender as diferenças entre leite A1 e A2 é só uma das muitas competências que podem tornar seu negócio mais competitivo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24583" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/marcos-dornelas.jpg" alt="Marcos Dornelas - Equipe leite" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/marcos-dornelas.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/marcos-dornelas-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/marcos-dornelas-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Desafios do transporte de leite: boas práticas e controle de temperatura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Aug 2023 17:57:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[transporte de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cadeia leiteira é um dos setores mais importantes na produção de alimentos de origem animal no país, abrangendo uma ampla rede de sistemas que começa com a retirada do leite cru nas propriedades rurais até a disponibilidade do produto lácteo final nas prateleiras. Nesse contexto, as indústrias lácteas desempenham um papel crucial ao coordenar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A cadeia leiteira <strong>é um dos setores mais importantes na produção de alimentos de origem animal no país</strong>, abrangendo uma ampla rede de sistemas que começa com a retirada do leite cru nas propriedades rurais até a disponibilidade do produto lácteo final nas prateleiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, as indústrias lácteas desempenham um papel crucial ao coordenar toda a logística de coleta, transporte e processamento do leite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, é complexo todo planejamento sustentado na manutenção viável dessa rede, especialmente quando levamos em consideração operações como a coleta e transporte do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse artigo, abordaremos os principais desafios dessa coleta, trazendo pontos como a infraestrutura de armazenamento e vias de acesso nas fazendas, bem como as condições precárias das estradas rurais, a sazonalidade do volume de leite coletado e as flutuações do mercado, as quais tornam o planejamento da captação e transporte um desafio singular para a indústria.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Logística de coleta</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A logística de captação eficiente se destaca como um dos maiores obstáculos dentre os desafios no estabelecimento de uma rede de coleta e transporte. O emaranhado de vias rurais, para o acesso às propriedades, se delibera em dois aspectos cruciais: </span><b>a dificuldade de acesso e a distância entre os pontos de coleta</b><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A precariedade das vias de acesso às propriedades, especialmente estradas mal estruturadas, esburacadas, estreitas e sem nenhuma infraestrutura de drenagem e sustentação, resulta em altos custos de transporte do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso ocorre tanto pela manutenção frequente dos veículos quanto pela necessidade de utilizar veículos menores, o que eventualmente reduz o volume de captação e exige mais viagens dos pontos de coleta aos locais de processamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Somado a isso, a distância entre os pontos de coleta atribui um desafio a mais, seja pelo custo com combustível ou pelo tempo de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/" target="_blank" rel="noopener"><b>armazenamento do leite cru</b></a><span style="font-weight: 400;">, o qual, conforme as instruções normativas 76 e 77, </span><b>não deve ultrapassar 48 horas da coleta ao processamento</b><span style="font-weight: 400;">, com condições específicas de temperatura e qualidade a serem respeitadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, o tempo de armazenamento, mesmo em caminhões-tanques isotérmicos, pode resultar em alterações físico-químicas no leite, tornando-o inviável para o processamento, principalmente quando temperaturas e concentrações microbianas específicas são extrapoladas.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a falta de investimento nas vias dentro das propriedades, também carreiam todos os obstáculos perceptíveis nas vias públicas. Que, não obstante, dos desafios já descritos, torna mais laborioso o deslocamento, e agrega mais custos na manutenção e reparo dos veículos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, nos últimos anos, o planejamento de rotas de captação de leite tem sido um dos principais focos de investimento. Isso envolve a busca por esquematizar trajetos com menor quilometragem e maior acessibilidade das vias de chegada aos pontos de coleta, sempre considerando a capacidade de transporte dos caminhões. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, incentivos à manutenção e correção das estradas nas propriedades, seja por meio de bonificações ou descontos sobre o valor pago por litro, é uma ótima aplicação de cooperação entre produtores e indústria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra medida importante é a adoção de softwares de posicionamento e sinalização de rotas, que se tornaram ferramentas essenciais na dinâmica do transporte de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses softwares permitem um acompanhamento otimizado dos trajetos e podem ser atualizados conforme as condições da via e da demanda de volume em cada rota cadastrada, proporcionando maior eficiência logística e redução de custos operacionais.</span></p>
<h2>Armazenamento e infraestrutura das propriedades</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Concomitantemente aos desafios das vias de acesso, a estrutura de </span><b>armazenamento </b><span style="font-weight: 400;">e a </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener"><b>qualidade do leite</b></a><span style="font-weight: 400;"> dentro das propriedades interfere diretamente no planejamento da captação e transporte.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visto que, propriedades com sistemas de armazenamento inadequados não conseguem manter o leite em temperaturas ideais, ocasionando instabilidade química do leite e redução de sua qualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, uma </span><b>má higiene da ordenhadeira, do tanque de expansão e durante a ordenha, contribuem para um aumento da carga microbiológica, gerando uma diminuição do tempo de viabilidade do leite</b><span style="font-weight: 400;">. Essa situação obriga a diminuir o tempo de permanência do leite ao longo do transporte para evitar prejuízos na qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deste modo, a adoção de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><b>boas práticas de higiene</b></a><span style="font-weight: 400;">, como a limpeza adequada e o acompanhamento dos equipamentos (ordenhadeira e tanque de expansão), juntamente com o posicionamento correto desses dispositivos, desempenham um papel crucial na redução da contaminação e no controle da carga microbiana.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=transporte-leite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dado a rica composição do leite, como também as possíveis sujidades decorrentes da ordenha, os procedimentos de higiene, como o enxágue externo das teteiras e internos nas tubulações, limpeza com detergente alcalinos clorados e detergentes ácidos, e a desinfecção e sanitização do tanque, são primordiais, para a manutenção e prolongamento da viabilidade do leite.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46038 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite.webp" alt="Esquema simplificado de fatores que prolongam a viabilidade do leite frente a coleta e transporte." width="740" height="417" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-300x169.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-370x209.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-270x152.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Figura mostrando um esquema simplificado de fatores que prolongam a viabilidade do leite frente a coleta e transporte. Fonte: Eliel Ariadner Scavazzini Neves</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o resfriamento do leite no tanque de expansão a temperatura menor ou igual a 4°C deve ser de no máximo 3 horas após a ordenha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo esse cuidado deve ser seguido também nos tanques isotérmicos dos caminhões coletores. Deve-se realizar a limpeza externa e a sanitização interna do tanque e dos utensílios e acessórios utilizados na coleta, após cada descarga na indústria ou postos de refrigeração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, antes e após cada coleta, a realização da higiene do registro de saída do tanque é imprescindível para a não contaminação do leite, já que é um local de acúmulo de sujidade e resíduos.     </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a IN 77, artigo 30 parágrafo único, a temperatura do leite cru refrigerado no ato de recepção na unidade de processamento não deve exceder 7°C, e em situações excepcionais admite até 9°C. De modo que, da coleta na propriedade (4°C), até o recebimento, o tanque isotérmico deve ter a capacidade de manter a temperatura estável, não acrescendo acima de 3°C. Isso implica, na vistoria frequente do potencial térmico dos caminhões, como também no planejamento do tempo entre a coleta e a descarga. </span></p>
<h2>Interferências da sazonalidade da produção e flutuação de volume no mercado</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O sistema de produção de leite no Brasil possui um perfil muito heterogêneo, sendo composto por diferentes arquiteturas de criação, que variam em intensivo, semi-intensivo ou extensivo, como também variáveis dimensionamentos de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/" target="_blank" rel="noopener"><b>rebanhos</b></a><span style="font-weight: 400;">, sobretudo pequenos e médios. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso modula uma bovinocultura de leite sensível e suscetível a várias influências, como a disponibilidade de alimentos, condições climáticas, manejo da criação e a </span><b>genética do rebanho</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre esses fatores, o clima possui uma dinâmica direta com o volume de leite produzido, já que em épocas mais chuvosas os pastos e as plantações se tornam mais abundantes e nutritivos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso possibilita um maior aporte nutricional, tanto em quantidade quanto em qualidade, resultando em maior produtividade e menor custo de produção por litro de leite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como consequência, há um aumento no volume de leite no tanque, permitindo a maximização da coleta de leite com caminhões operando em capacidade máxima. Esse aproveitamento do espaço reduz o custo por volume transportado frente ao consumo de combustível, tornando o frete mais econômico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, em </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-seca-como-se-preparar-e-garantir-o-desempenho-do-rebanho/" target="_blank" rel="noopener"><b>épocas secas</b></a><span style="font-weight: 400;"> ocorre a falta da disponibilidade de alimentos em quantidade e qualidade, o que pode gerar uma queda da produção, impactando diretamente nos custos de produção, e também de transporte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a depender da flutuação do mercado, </span><b>o produtor sofre um ônus no custo total de produção</b><span style="font-weight: 400;">, ônus este muito presente nos últimos anos, caracterizado por aumento das cargas inflacionárias, acrescido pelo alto custo de expansão do negócio, o qual é agravado pelo gradativo retorno financeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses aspectos diminuem a propulsão da produção dos pequenos e médios produtores, aumentando a instabilidade do sistema produtivo, impactando diretamente no volume de leite coletado pelos laticínios. E como já visto, gera todo um desafio de logística na captação e transporte deste produto.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46039 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-1.webp" alt="Gráfico apresentando a queda na produção de leite total adquirido entre 2020 a 2022" width="740" height="480" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-1-300x195.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-1-370x240.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-1-270x175.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Gráfico apresentando a queda na produção de leite total adquirido nos últimos anos, enfatizando quedas históricas na produção em trimestres de menor pluviosidade. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: IBGE 2023 adaptado</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para amortecer esta </span><b>sazonalidade da produção</b><span style="font-weight: 400;">, como também mitigar as variações do mercado, o </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><b>planejamento</b></a><span style="font-weight: 400;"> a curto, médio e longo prazo é fundamental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Planejamentos referentes a quantidade de animais em lactação, </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener"><b>pré-parto</b></a><span style="font-weight: 400;">, cria e recria são fundamentais para a estimativa do aporte alimentar necessário ao longo do ano, principalmente em meses de estiagem. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Analisar a viabilidade de investimentos, e o preço pago pelo leite em conjunto com o </span><b>custo de produção</b><span style="font-weight: 400;">, são as bases para solidificar estratégias que favorecem a estabilidade da produção e consequentemente da lucratividade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas indústrias, já vêm implementando um planejamento de produção conjuntamente aos produtores, auxiliando na composição de projetos de médio e longo prazo. Isso favorece tanto o produtor, quanto a indústria, que consegue aumentar a previsibilidade, facilitando a programação de toda a logística de coleta.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46040 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-2.webp" alt="Custo de produção do leite de 2006 a 2022" width="740" height="416" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-2-300x169.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-2-370x208.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/transporte-leite-2-270x152.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Gráfico apresentando o custo de produção do leite de 2006 a 2022, índice EMBRAPA-CILeite. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: CILeite 2023 </span></span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante deste complexo mecanismo associado ao transporte, é evidente que a solução para a redução de custos e, consequentemente, a otimização do transporte de leite, requer uma abordagem abrangente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso engloba a adoção de ações desde o planejamento cuidadoso da produção na propriedade, passando pelas boas práticas de higiene e armazenamento do leite, até a logística eficiente das rotas de acesso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Somente com uma integração efetiva desses elementos é possível alcançar um transporte de leite mais eficaz e sustentável em todos os aspectos.</span></p>
<h2>Qualidade garantida do campo ao laticínio</h2>
<p>O transporte de leite exige práticas rigorosas para manter a qualidade e evitar perdas que afetam a rentabilidade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=transporte-leite">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a implementar controles, otimizar processos e integrar manejo, gestão e qualidade para entregar um produto superior e lucrativo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=transporte-leite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23116" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini.jpg" alt="Eliel Scavazzini - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Queda na produção de leite: como diagnosticar e as ações corretivas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Aug 2023 11:00:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A queda na produção de leite na bovinocultura é o principal desafio que o produtor pode enfrentar dentro de uma propriedade, uma vez que o sucesso da atividade depende diretamente da produção, pois esse produto será convertido em receita à propriedade. Sendo assim, é de suma importância realizar diagnósticos precisos para identificar a causa do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A queda na produção de leite na bovinocultura é o principal desafio que o produtor pode enfrentar dentro de uma propriedade, uma vez que o sucesso da atividade depende diretamente da produção, pois esse produto será convertido em receita à propriedade. Sendo assim, é de suma importância realizar diagnósticos precisos para identificar a causa do problema, visto que pode ser multifatorial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto discutiremos sobre os impactos diretos que a nutrição, reprodução, sanidade e bem-estar na produção de leite e também maneiras para a identificação e estratégias para atuar na solução dos problemas. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Nutrição</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>qualidade e o balanço nutricional da dieta </b><span style="font-weight: 400;">das vacas de leite têm um impacto significativo na </span><b>quantidade e na qualidade do leite produzido</b><span style="font-weight: 400;"> pelo </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/" target="_blank" rel="noopener"><b>rebanho</b></a><span style="font-weight: 400;">, pois sem os nutrientes em proporções apropriadas o animal não consegue desenvolver as funções básicas do organismo como mantença e crescimento, com isso, não terá energia para reprodução e produção de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, dentre os diversos aspectos do impacto da nutrição na produção de leite, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Fornecimento de energia:</strong> A energia é fundamental para sustentar a produção de leite das vacas, principalmente quando se tem alta produção. Quando se tem uma dieta adequada sendo ofertada aos animais, permite que os mesmos convertam os nutrientes em leite. Se a dieta não é capaz de fornecer energia suficiente, consequentemente a produção de leite pode ser reduzida. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Proteína:</strong> Necessária para o crescimento e reparação dos tecidos e também é importante para a síntese de proteínas no leite. Dietas com teores adequados de proteína contribuem garantindo que as vacas produzam leite com a composição de proteínas adequada. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Carboidratos:</strong> Os carboidratos fornecem energia rápida e são fundamentais para a manutenção da produção de leite. Carboidratos fermentáveis no rúmen são transformados em ácidos graxos voláteis, os quais fornecem energia para a síntese do leite. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Fibras:</strong> A fibra é essencial para o funcionamento adequado do rúmen, o qual é a câmera de fermentação e onde ocorre a digestão de fibras vegetais. Uma dieta com fibras em quantidade e qualidade adequadas ajuda na manutenção da saúde ruminal e da flora microbiana. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Minerais e vitaminas:</strong> Oferta adequada de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><b>minerais</b></a><span style="font-weight: 400;"> e vitaminas é essencial para a saúde das vacas e produção de leite. Esses nutrientes desempenham inúmeros papéis no metabolismo e na saúde do rebanho. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Água:</strong> Nutriente vital para os bovinos, sendo o maior constituinte do leite. Ofertar <a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>água limpa</strong></a>, fresca e de qualidade é fundamental para a garantia da saúde e produção de leite. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Balanço nutricional:</strong> Além do fornecimento de nutrientes em quantidades adequadas, é essencial que seja mantido um balanço nutricional adequado entre os diferentes componentes da dieta. Qualquer desbalanço, sendo excesso ou falta de algum nutriente pode impactar negativamente na produção de leite. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a capacidade produtiva que uma vaca pode atingir vai depender diretamente do manejo nutricional, sendo interessante o acompanhamento de um nutricionista na propriedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, ele será capaz de enxergar oportunidades, e traçar estratégias para ajustar a dieta dos animais de acordo com as necessidades do rebanho em diferentes estágios de produção, o que contribui maximizando a produção de leite e a saúde das vacas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45958 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/queda-producao.webp" alt="Galpão em fazenda leiteira com sistema compost barn" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Animais em sistema de <i>Compost Barn</i>, onde cada lote recebe uma dieta específica, pois a segregação dos animais é feita baseada na produção de leite. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-deteccao-cio-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Como identificar a relação da queda na produção de leite e a nutrição?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para identificar se a nutrição é a causa ou uma das causas de redução da produção de leite é necessário que uma avaliação abrangente do manejo nutricional e saúde do rebanho seja feita.</span></p>
<h4>Monitoramento da produção de leite</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Realizar o monitoramento de forma regular da produção de leite individual de cada vaca é importante, pois dessa forma conseguimos relacionar quedas na produção de leite com um problema nutricional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma conseguimos entender se existe relação entre algum grupo de animais em específico ou se é algo geral e se estende a todo rebanho em produção. </span></p>
<h4>Observação do comportamento alimentar</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Observar o comportamento alimentar dos animais é fundamental. Parar e observar se os animais no cocho estão de fato comendo, se há seletividade de um ingrediente da dieta ofertada, se existe relutância em se alimentar, se estão comendo menos, todas essas observações podem sugerir um problema com a dieta ou com a oferta de alimentos, o que irá impactar diretamente na produção de leite desses animais. </span></p>
<h4>Avaliação da condição corporal</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Verifique a condição corporal das vacas regularmente, pois a queda no <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>escore de condição corporal</strong></a>, tornando abaixo do ideal pode indicar que a dieta não está suprindo as necessidades nutricionais, assim como o inverso também pode ocorrer. </span></p>
<h4>Análise da forragem e alimentos concentrados</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante verificar a </span><b>qualidade da forragem</b><span style="font-weight: 400;"> e dos demais alimentos utilizados na dieta, entendendo de forma mais aprofundada o que contém de nutrientes no alimento, mas também avaliar e analisar as condições de armazenamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir do resultado dessa análise é possível conhecer a composição dos alimentos e elaborar de forma mais assertiva a dieta de acordo com as exigências de cada fase de produção. </span></p>
<h4>Avaliação do sistema de alimentação</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Certificar se o sistema de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/" target="_blank" rel="noopener"><b>alimentação</b></a> <span style="font-weight: 400;">está adequado é essencial. É importante checar alguns pontos como: o espaçamento de cocho está apropriado para a categoria animal e fase de produção, se ocorre a limpeza dos cochos e retiradas das sobras diariamente antes de ofertar a nova comida, se bebedouros passam por lavagem regularmente e se ocorre aproximação de comida nos casos onde há pista de alimentação. </span></p>
<h4>Histórico de mudanças na dieta</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Mudanças recentes na dieta sem o conhecimento da composição dos alimentos para possibilitar maior confiança no ajuste e sem uma fase de adaptação para os animais em casos de troca de ingredientes ou alguma alteração no manejo nutricional podem ser vestígios para identificar a causa da queda na produção de leite. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=queda-producao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Reprodução</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>reprodução,</b><span style="font-weight: 400;"> por sua vez, também impacta muito na </span><b>produção de leite</b><span style="font-weight: 400;">, uma vez que o leite é um reflexo do parto. Sendo assim, é necessário se atentar às taxas reprodutivas da fazenda a fim de ter sempre animais gestantes, inseminados e em </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener"><b>pós-parto</b></a><span style="font-weight: 400;">, gerando um ciclo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Intimamente relacionado a isso temos o </span><b>DEL</b><span style="font-weight: 400;"> (Dias em Lactação), o qual é uma métrica que indica a quantidade de dias que uma vaca está em lactação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O DEL é considerada uma medida importante, que pode impactar na produção de leite por estar relacionado com a eficiência reprodutiva do rebanho, tendo em vista que ele afeta o intervalo entre partos, ou seja, </span> <span style="font-weight: 400;">quando temos um DEL alto isso pode resultar em um intervalo entre partos maiores. Quanto mais curto for o intervalo entre partos, mais rápido será o retorno daquele animal em lactação, contribuindo para um DEL médio menor.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da relação do DEL com a eficiência reprodutiva, podemos citar o impacto do DEL na </span><b>produção média do rebanho</b><span style="font-weight: 400;">, pois vacas no início da lactação, ou seja, com DEL menor, contribuem mais para a produção total de leite do que as vacas que possuem lactação mais avançada e consequentemente um DEL maior. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, conhecendo a relação que a reprodução tem com a produção de leite, é importante nos atentarmos em medidas que contribuam para que a reprodução impacte de maneira positiva na produção de leite do rebanho, implementando práticas de manejos e estratégias que visem a melhoria da eficiência reprodutiva, sendo exemplo delas: </span></p>
<h3>Programas reprodutivos bem definidos</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Deter de programas reprodutivos bem definidos, adequados a propriedade e bem manejados traz uma série de benefícios, por exemplo, otimizar a </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener"><b>taxa de concepção</b></a><span style="font-weight: 400;"> e reduzir o intervalo entre partos, o que contribui para o aumento da produção de leite, além de impactar também reduzindo custos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Desse modo, é possível ter uma redução do tempo em que as vacas ficam secas, pois temos um maior número de vacas secando por rotina, ou seja, aquelas que estão com  parto próximo e menos vacas sendo secas de forma antecipada e com parto distante. </span></p>
<h3>Monitoramento do cio</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A observação de cio é fundamental quando pensamos em eficiência reprodutiva, e utilizar dispositivos de detecção de cio como colares, bastão marcador ou raspadinha podem ser úteis para identificação do cio com maior precisão. </span></p>
<h3>Avaliação da saúde reprodutiva</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Manter a saúde reprodutiva das vacas é essencial para alcançar melhores resultados. Para isso é fundamental que seja garantido um manejo nutricional adequado, monitoramento dos animais e tratamento de doenças de forma precoce, principalmente os problemas que são ocasionados logo após o parto e controle de doenças e parasitas através de adoção de <a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>calendários sanitários estratégicos</strong></a> para a fazenda. </span></p>
<h3>Fornecimento de ambiente adequado</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ter em mente que as condições ambientais também podem afetar a reprodução das vacas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ofertar um ambiente confortável, com manejo adequado de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener"><b>estresse térmico</b></a><span style="font-weight: 400;">, disponibilidade de água limpa e fresca e sombra com espaçamento adequado para cada animal são essenciais e contribuem para a saúde e eficiência reprodutiva. </span></p>
<h3>Monitoramento e registro de eventos</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Manter um registro detalhado das informações reprodutivas de cada vaca é essencial para que se possa avaliar a eficiência reprodutiva do rebanho e identificar problemas ou oportunidades de melhoria.</span></p>
<h3>Treinamento da equipe</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ter uma equipe capacitada e treinada para a realização de todo o manejo, como identificar cio, realizar </span><b>inseminação artificial</b><span style="font-weight: 400;">, monitorar a saúde reprodutiva é crucial para o sucesso do programa reprodutivo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45959 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/queda-producao-1.webp" alt="Animais no centro de manejo" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Animais no centro de manejo, onde ocorrem os animais passam diariamente e manejo reprodutivo e sanitário são realizados, além de ser o momento que é possível monitorar de perto todos os animais. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Saúde</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A sanidade dos animais também pode gerar queda na produção de leite, pois animais </span><b>saudáveis produzem mais leite e com mais qualidade</b><span style="font-weight: 400;">, além da possibilidade de uma vida produtiva mais longa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Problemas de saúde, como </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><b>doenças infecciosas</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>distúrbios metabólicos</b></a><span style="font-weight: 400;"> podem afetar de maneira negativa a produção de leite e consequentemente a lucratividade da fazenda, pois os animais afetados apresentam </span><b>redução na ingestão de alimentos e menor eficiência alimentar</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a saúde dos animais também está relacionada à qualidade do leite produzido, visto que vacas saudáveis podem produzir leite de melhor qualidade, o que está associado à sua fisiologia e estado geral de saúde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sanidade é um fator crítico para o sucesso da produção de leite em uma fazenda leiteira e manter um rebanho saudável por meio de práticas adequadas de manejo, prevenção de doenças e monitoramento regular da saúde é essencial para garantir uma produção de leite eficiente e de alta qualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem várias medidas sanitárias que podem contribuir de forma significativa para a produção de leite das vacas. O principal intuito dessas medidas é garantir a saúde e o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar dos animais</strong></a>, reduzindo a incidência de doenças e melhorando a produtividade. Dentre as diversas medidas existentes, podemos citar algumas das principais: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Higiene e limpeza:</b><span style="font-weight: 400;"> Manter utensílios e instalações limpas é fundamental para prevenir a disseminação de doenças e assim garantir um ambiente saudável para as vacas.  </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Controle da mastite</b><span style="font-weight: 400;">: É importante implementar práticas de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><b>manejo da ordenha</b></a><span style="font-weight: 400;">, como a implementação de linha de ordenha (na ordem onde as primíparas sejam as primeiras a serem ordenhadas e os animais com <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mastite</strong></a> ou em tratamento os últimos), a utilização correta de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener"><b>pré e pós-dipping</b></a><span style="font-weight: 400;">, uso de luvas durante o processo de ordenha, realização de teste da caneca de fundo preto descartando os três primeiros jatos de leite. Essas práticas, mesmo que simples, são extremamente importantes para o monitoramento da saúde da glândula mamária das vacas. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Calendário sanitário definido</b><span style="font-weight: 400;">: Essencial que cada fazenda adote um calendário sanitário que contemple os principais desafios que a propriedade ou região estejam sujeitos. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Monitoramento da saúde:</b><span style="font-weight: 400;"> Estar sempre atento e acompanhar de maneira regular a saúde do rebanho é fundamental para a detecção precoce de qualquer problema de saúde, a fim de que a implementação de medidas corretivas seja feita. Esse monitoramento inclui desde a checagem da produção dos animais, comportamento alimentar e também a observação de sintomas clínicos e realização de exames diagnósticos. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Dietas nutricionalmente equilibradas: </b>É i<span style="font-weight: 400;">mportante fornecer uma dieta ajustada e que esteja conforme as necessidades de cada estágio de produção. Por exemplo, a dieta direcionada para as vacas de alta produção pode não ser a mesma para animais que estão em lotes de baixa produção. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Bem-estar:</b><span style="font-weight: 400;"> Garantir que os animais tenham um local para descanso adequado e que contribua para promover conforto térmico, contendo uma área de sombra adequada, entre 3 a 5 m² por animal em casos de sistema a pasto onde há necessidade de instalações com sombreamento natural ou artificial, disponibilidade de água limpa e de qualidade, com espaçamento de bebedouro de 0,12 m lineares por animal e que o manejo com os animais seja realizado com tranquilidade. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Com esse conforto, as vacas vão conseguir expressar melhor sua capacidade leiteira além de melhorar a saúde e o desempenho reprodutivo, isso tudo gerando mais leite e consequentemente mais renda ao produtor.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45960 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/queda-producao-2.webp" alt="Animais descansando em uma área de sombreamento natural" width="270" height="157" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Animais em descanso na área de sombreamento natural. Fonte: Clube do Gado</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante disso, fica evidente que os fatores que podem impactar na produção de leite do rebanho são inúmeros, entretanto, as medidas ou práticas adotadas para a identificação do problema e implementação de ações buscando melhorias podem ser mais simples do que parece. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estar atento e contar com apoio de profissionais para que sempre ocorra busca por oportunidades é fundamental para o sucesso constante da fazenda, pois assim é possível encontrar onde estão os desvios, quais são os impactos e o que pode e deve ser feito para contorná-los, sempre buscando a maior lucratividade da atividade.</span></p>
<h2>Diagnóstico preciso e manejo eficiente para recuperar a produção</h2>
<p>A queda na produção de leite pode ter múltiplas causas e exige análise técnica para uma correção eficaz.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=queda-producao">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar os fatores que impactam o desempenho do rebanho e aplicar ações corretivas que aumentam a produtividade e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=queda-producao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23118" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/marco-antonio.jpg" alt="Marco Antônio - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/marco-antonio.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/marco-antonio-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/marco-antonio-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Boas práticas de ordenha: higiene, técnicas e equipamentos</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 21:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já sabe que uma rotina de ordenha eficiente é crucial para garantir a saúde e o bem-estar das vacas, assim como a qualidade do leite produzido. No entanto, para que essa rotina seja realmente eficaz, todos os aspectos do manejo devem ser eficientes. Isso inclui o manejo de bezerros, vacas no pós-parto, pré-parto, novilhas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já sabe que uma <strong>rotina de ordenha eficiente é crucial para garantir a saúde e o bem-estar das vacas</strong>, assim como a qualidade do leite produzido.</p>
<p>No entanto, para que essa rotina seja realmente eficaz, todos os aspectos do manejo devem ser eficientes. Isso inclui o manejo de bezerros, vacas no pós-parto, pré-parto, novilhas, vacas em lactação e a higiene em todos os setores da sua propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Higiene na ordenha: importância e procedimentos recomendados</h2>
<p>Um dos <strong>maiores desafios da ordenha é a limpeza das vacas e a higiene do ambiente</strong>. A responsabilidade por uma ordenha limpa não recai apenas sobre os ordenhadores, mas também sobre aqueles que cuidam das instalações nos diferentes sistemas (<i>free-stall</i>, o <i>compost barn</i> ou o pasto).</p>
<p>É importante que todas as áreas estejam limpas, bem iluminadas, bem ventiladas e projetadas de acordo com as normas de bem-estar animal.</p>
<p>Se a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" rel="noopener">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong> estiver alta no tanque, isso indica que algo está errado no manejo geral da sua propriedade, e esse erro pode estar tanto dentro quanto fora da sala de ordenha.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>É crucial que as vacas cheguem limpas à sala de espera, e para que isso aconteça, é necessário reduzir a exposição à sujeira, fornecendo camas secas e instalações adequadas.</p>
<p>Um ponto importante a ser ressaltado é em relação a umidade da cama dos animais no caso de sistema de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><i>Compost barn</i></a></strong>, onde quando a cama possui uma umidade baixa, ou seja, a cama se encontra excessivamente seca, pode contribuir para que os animais apresentem maior sujidade corporal.</p>
<p>Isso acontece, pois após o resfriamento com aspersão e ventilação na sala de espera da ordenha e resfriamento na linha de cocho, os animais se direcionam para a cama e lá devido a ação dos ventiladores, faz com que todo pó solto da cama seca seja impregnado ao pelo do animal que se encontra molhado.</p>
<p>Além disso, em instalações onde os animais não são confinados, é importante promover áreas de descanso que sejam limpas e que se mantenham sempre secas, a fim de evitar que os animais se sujem e cheguem na ordenha apresentando <strong>um alto grau de sujidade</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44486 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha.webp" alt="Imagem mostrando sujidade de vacas leiteiras" width="830" height="559" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha.webp 830w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-300x202.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-768x517.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-370x249.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-270x182.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-740x498.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 830px) 100vw, 830px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagens mostrando a sujidade dos animais e sua relação com o ambiente onde estão inseridos. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Ainda relacionado à higiene e à condição da cama, quando temos uma situação oposta, ou seja, uma cama com alta umidade e acúmulo de matéria orgânica, isso também influenciará para termos vacas com escore de sujidade de úbere alto.</p>
<p>Além dessa questão de higiene, <strong>é importante lembrar que a superlotação das instalações contribui para tal cenário</strong>, e quando isso acontecer, teremos também um maior número de vacas incomodadas, permanecendo mais tempo em pé, com limitação na alimentação e restrito período de descanso, o que somados podem contribuir tanto para o menor desempenho produtivo dos animais quanto para a redução de imunidade e predisposição a doenças, como por exemplo casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" rel="noopener">mastite</a></strong>.</p>
<p>Além disso, vacas que chegam com tetos sujos na sala de ordenha irão necessitar de um maior cuidado e dedicação da equipe para limpeza dos mesmos antes do acoplamento das teteiras.</p>
<p>Esse cuidado com a higiene nesse momento é crucial para minimizar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" rel="noopener">contagem bacteriana total (CBT)</a></strong> no leite, visto que a máxima higiene dos operadores e dos animais estão diretamente relacionadas com uma baixa CBT.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44487 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1.webp" alt="Filtro de leite ao final da ordenha" width="500" height="667" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1.webp 500w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-370x494.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem mostrando a sujidade do filtro de leite ao final da ordenha, onde tal sujidade estava relacionada com alta umidade da cama dos animais e uma ineficiente higiene dos tetos das vacas antes de iniciar a ordenha. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Escore de sujidade do úbere</h3>
<p>Existem algumas áreas mais críticas para se manter limpas, como o úbere e a parte inferior das pernas.</p>
<p>O <strong>escore de sujidade do úbere</strong> fornece indicadores importantes para avaliar o manejo da propriedade, assim como o escore de limpeza dos tetos é um bom indicador da contagem de células somáticas. O escore de sujidade do úbere varia de 1 a 4 <strong>sendo o escore 1 – totalmente limpo</strong> e o <strong>escore 4 – totalmente sujo</strong>.</p>
<p>Existe uma significativa associação entre a menor higiene do úbere e o aumento na prevalência de infecção intramamária da vaca.</p>
<p>Estudos demonstram que animais que possuem escore de sujidade de úbere grau 3 ou 5 tinham 1,5 vezes mais chances de se infectar com patógenos do que as vacas de escore 1 ou 2.</p>
<p>Outras medidas que podem ser implementadas incluem a remoção do pelo do úbere duas vezes por ano e aparar ou cortar a vassoura da cauda.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44488 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2.webp" alt="Escore de sujidade do úbere de vacas" width="567" height="225" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2.webp 567w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-300x119.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-370x147.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-270x107.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem mostrando os graus de sujidade apresentados pelas vacas. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Copyright 2002 © Pamela L. Ruegg, all rights reserved. Chart developed with input from Dan Schreiner and Mike Maronel.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=boas-praticas-ordenha" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Bem-estar animal nas instalações</h2>
<p><strong>Bem-estar animal</strong> nas instalações também <strong>é um fator importante que influencia na saúde das vacas e em todo manejo durante a ordenha</strong>.</p>
<p>Para uma boa ordenha é essencial que os cuidados com os animais iniciem no momento de buscá-los para ordenha, onde é importante que o ato de tocar as vacas seja realizado de maneira gentil e tranquila, evitando correria e gritos com os animais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44489 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3.webp" alt="Animais sendo conduzidos de forma tranquila para a ordenha" width="500" height="667" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3.webp 500w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-370x494.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Momento em que os animais são conduzidos de forma tranquila e respeitosa para a sala de ordenha. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Outro ponto importante e que contribui para o bem-estar dos animais, principalmente pensando em primíparas que nunca foram ordenhadas é a <strong>realização de treino com os animais</strong>, passando as mesmas na sala de espera e nas contenções da ordenha, a fim de evitar que após o parto ocorra problemas e acidentes com animais e pessoas da operação.</p>
<p>O bem-estar, juntamente com a proximidade e confiança das vacas nos funcionários, garantirá que elas cheguem tranquilas e sem estresse à sala de espera, e como resultado, elas liberarão o leite mais rapidamente e produzirão mais, tornando a ordenha mais rápida e eficiente.</p>
<h2>Importância de pessoas qualificadas na execução da ordenha</h2>
<p>Um <strong>ponto fundamental</strong> em relação às boas práticas da ordenha <strong>é deter de uma equipe treinada para execução das atividades no setor</strong>.</p>
<p>Além de possuir treinamento adequado, a higiene pessoal dos funcionários é muito importante, onde é ideal que a equipe lave bem as mãos e use luvas descartáveis antes de iniciar a ordenha. Isso ajuda a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/" rel="noopener">prevenir a transmissão de bactérias e doenças</a></strong> entre as vacas e os operadores.</p>
<p>A rotina de trabalho também deve ser bem definida de acordo com a realidade de cada fazenda, e isso se torna relevante principalmente para garantir que todos os processos da ordenha sejam realizados conforme o combinado e dentro do tempo máximo e mínimo para cada etapa.</p>
<p>É crucial que <strong>cada atividade seja bem descrita e que cada funcionário seja capacitado para desempenhá-la</strong>, sendo capaz de reconhecer e diagnosticar qualquer intercorrência que esteja ocorrendo tanto com a vaca quanto com o leite, por exemplo a identificação da presença de grumos ou sangue no leite, edema de úbere e claudicação ao entrar na ordenha.</p>
<p>Para isso, a elaboração de <strong>Programas Operacionais Padrão (POP’s)</strong>, os quais demonstram o passo a passo dos processos a serem realizados de forma clara e objetiva dentro do setor, deixando firmado com a equipe a forma correta que os eventos dentro da ordenha devem ocorrer com o intuito de garantir o bem-estar, saúde e a produtividade do animal e também o sucesso na execução das tarefas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44490 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4.webp" alt="Exemplo de um programa operacional padrão de uma fazenda" width="740" height="979" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-227x300.webp 227w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-370x490.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-270x357.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de um Programa Operacional Padrão (POP) de uma fazenda. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Equipamentos essenciais para uma ordenha eficiente e segura</h2>
<p>Sobre os equipamentos de ordenha, como as teteiras e os tubos de ordenha, é fundamental mantê-los limpos e em boas condições de funcionamento.</p>
<p>É importante que se tenha uma rotina de verificação sobre o bom funcionamento dos equipamentos, observando se há vazamentos e peças desgastadas e também sobre as condições de higiene. <strong>Após cada ordenha, é importante realizar a limpeza e desinfecção completa de todo o equipamento. </strong></p>
<p>A manutenção adequada dos equipamentos de ordenha desempenha um papel crucial na saúde dos tetos e no bem-estar das vacas.</p>
<p>Isso ocorre porque a remoção da queratina do canal do teto depende da compressão da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">teteira</a></strong>, o tônus muscular na ponta do teto depende da eficácia do alívio congestivo e a congestão do teto depende do vácuo aplicado na ponta do teto.</p>
<p>Portanto, se faz necessário um equilíbrio entre a produção e a remoção de queratina nos tetos, o que pode ser obtido através da correta regulagem do equipamento. Assim, é necessário se atentar aos seguintes fatores:</p>
<ul>
<li><strong>Encaixe da teteira </strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Garanta um bom encaixe entre o corpo do teto e o massageador; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Posicione a ponta do teto na zona de compressão efetiva; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Reduza a congestão na ponta e no corpo do teto e evite o anelamento do teto.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Nível do vácuo na ponta do teto</strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Um alto nível de vácuo faz com que em poucos minutos de ordenha se tenha congestão dos tetos, o que limita o fluxo de leite antes mesmo da esgota completa da vaca; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">O vácuo aplicado na ponta do teto durante o período de baixo fluxo, no final da ordenha é a principal causa de congestão no teto e desconforto para a vaca; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A congestão provoca dor, gerando estresse e liberação de adrenalina, prejudicando então a ação da ocitocina e consequentemente a liberação do leite. </span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Preparação e estimulação dos animais</strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Vacas bem preparadas antes da colocação das teteiras possuem uma melhor eficiência de ordenha, pois, a descida do leite é mais rápida, o que diminui a chance de ocorrer sobreordenha; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A sobreordenha resulta em aumento da congestão do teto e pode acontecer no início ou final da ordenha. No início ocorre devido a má preparação e </span><strong>estimulação do animal</strong><span style="font-weight: 400;"> o que gera um baixo fluxo de leite e alto nível de vácuo na ponta do teto. </span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44491 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5.webp" alt="Vaca bem estimulada antes da colocação das teteiras" width="288" height="512" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5.webp 288w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-169x300.webp 169w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-270x480.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 288px) 100vw, 288px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de uma vaca bem estimulada antes da colocação das teteiras, é possível observar também que os tetos se encontram secos e limpos. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Rotina da ordenha</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo da rotina de ordenha é <strong>preparar os tetos, deixando-os limpos, secos e bem estimulados</strong>, promovendo uma ejeção do leite inicial e contínua, a fim de se realizar uma ordenha rápida e completa, além de evitar a sobreordenha. Para tanto, é necessário seguir algumas etapas: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Teste da Caneca (descarte dos primeiros jatos de leite);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Pré-dipping;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Secagem adequada dos tetos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Colocação das teteiras no tempo correto; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Antissepsia eficaz dos tetos após a ordenha; </span></li>
</ul>
<h3>Teste de caneca (descarte dos primeiros jatos de leite)</h3>
<p>O <strong>teste de caneca</strong> é uma ferramenta fundamental na rotina de ordenha, <strong>pois 50% dos casos de mastite são classificados como moderada ou grau 1</strong> ou seja, aquela que apresenta somente alterações no leite, e <strong>esse é o único método para detectar mastite clínica moderada</strong>, uma vez que a maioria das células somáticas é eliminada nos primeiros jatos de leite, o que permite a visualização dos grumos de leite.</p>
<p>Além disso, o teste de caneca estimula a descida do leite e remove bactérias do canal do teto por meio da remoção do leite residual nos primeiros jatos.</p>
<p>Fazer o teste da caneca antes do pré-dipping é recomendado para reduzir o risco de recontaminação dos tetos já limpos. Escala de gravidade da mastite:</p>
<ul>
<li><strong>Grau 1 &#8211; Leite anormal</strong> – Apresenta alterações no leite.</li>
<li><strong>Grau 2 &#8211; Leite anormal e úbere inchado</strong> – Apresenta modificações no leite e no teto.</li>
<li><strong>Grau 3 &#8211; Vacas doentes</strong> – Apresenta alterações no leite e a vaca possui sinais sistêmicos, como por exemplo febre e falta de apetite.</li>
</ul>
<h3>Pré-dipping</h3>
<p>Um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pré-dipping</a></strong> eficaz pode reduzir as populações bacterianas na pele do teto em até 85% e diminuir a incidência de novas infecções por mastite ambiental em até 50%.</p>
<p>O objetivo dessa etapa de higienização antes da ordenha é reduzir os patógenos presentes na pele do teto, bem como reduzir a contagem de sedimentos e bactérias no tanque de leite.</p>
<p>Para garantir a eficácia do pré-dipping, é fundamental garantir que a utilização seja feita com copo sem retorno, que o mesmo esteja limpo, que ao passar a solução ela cubra todo o teto, que seja utilizado um antisséptico adequado e que a aplicação seja em tetos limpos e secos.</p>
<p>O antisséptico deve permanecer em contato com a superfície da pele por no mínimo 30 segundos para garantir a eliminação das bactérias.</p>
<h3>Secagem adequada</h3>
<p>A secagem dos tetos é uma etapa crítica em termos de higiene pré-ordenha, pois a umidade favorece o crescimento bacteriano. Além disso, a umidade permite que as bactérias presentes nos tetos e no equipamento de ordenha se espalhem por meio de gotículas de água até o esfíncter do teto.</p>
<p>Se a toalha de pano for utilizada, é importante garantir que esteja seca, pois toalhas molhadas não secam os tetos adequadamente.</p>
<p>É recomendado ter mais de um conjunto de toalhas para permitir tempo suficiente para secagem adequada entre as utilizações.</p>
<p>As toalhas devem ser limpas, possuir tamanho adequado e serem absorventes. Elas devem ser lavadas com alvejante ou água sanitária, em água quente ou secadas em alta temperatura.</p>
<p>E lembre-se, na utilização de toalhas de papel devemos utilizar um papel por teto e no caso da utilização de toalhas, a secagem de cada teto deve ser feita com uma parte da toalha.</p>
<h3>Colocação das teteiras no tempo correto</h3>
<p>Entre o primeiro estímulo (teste de caneca) e a colocação do conjunto de teteiras, deve-se aguardar de <strong>60 a 90 segundos</strong>.</p>
<p><strong>Tempos entre a estimulação e a colocação das teteiras inferiores a 60 segundos ou superiores a 3 minutos podem ter efeitos negativos para os animais. </strong></p>
<p>Esse tempo máximo entre a estimulação e acoplamento das teteiras está relacionado com o tempo de meia-vida a ocitocina, que é de aproximadamente 3,5 minutos. A necessidade de estimulação varia de acordo com a produção, fase da lactação e raça.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44492 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6.webp" alt="Reflexo de ejeção do leite" width="740" height="405" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-300x164.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-370x203.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-270x148.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Reflexo de ejeção do leite— vaca estimulada pelo toque na pele do úbere, e pelo som do equipamento de ordenha, impulsos nervosos passam para o hipotálamo no cérebro. O hipotálamo estimula a glândula pituitária posterior a liberar ocitocina. O sangue carrega esse hormônio às células mioepiteliais que circundam o alvéolo. A contração das células mioepiteliais força o leite para dentro do sistema de ductos e da cisterna da glândula. Fonte: Adaptado de Michel A. Wattiaux</span></p>
<p>Quando as teteiras são colocadas prematuramente, as curvas de fluxo do leite podem ser anormais.</p>
<p>Vacas que não recebem estimulação suficiente não terão uma boa ejeção e podem apresentar um fluxo de leite bimodal, que é quando não há ejeção de leite imediatamente após a colocação das teteiras.</p>
<p>Vacas superestimuladas (tempo de estimulação e colocação de teteiras acima de 3 minutos) fará com que os animais não passem pelo fluxo bimodal, mas podem produzir menos leite.</p>
<p>A primeira porção de leite ejetada durante a ordenha está nas cisternas da glândula mamária e não requer estimulação. No entanto, em torno de 60% do leite produzido encontra-se nos alvéolos da glândula mamária, que necessitam de estimulação para a liberação adequada.</p>
<h3>O momento da ordenha</h3>
<p>Recomenda-se <strong>utilizar um sistema de ordenha que possua controle de vácuo adequado</strong> e aplique a pressão correta nas tetas.</p>
<p>Ao desacoplar as teteiras, faça-o suavemente, respeitando o ritmo natural da vaca. Evite puxar as tetas com muita força, pois isso pode causar dor e lesões. A remoção precoce das teteiras é uma forma mais suave de evitar a sobreordenha, reduzindo o período de baixo fluxo durante a ordenha.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao retirar as teteiras ainda apresentando um fluxo de leite é benéfico para a saúde dos tetos do animal e isso é descrito em estudos onde em sistemas que possuem extrator automático de teteiras ao programar a extração para um fluxo maior de leite (mudança de 800ml/min para 1.200ml/min) teve como resultado uma maior produção de leite, além de promover melhores condições para os tetos e reduzir o tempo de ordenha, visto que as vacas liberam mais leite em menos tempo. </span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="ROTINA DE ORDENHA: COMO REALIZAR A PREPARAÇÃO DAS VACAS? | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/BOHhmvN7TX8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Pós-ordenha</h2>
<h3>Antissepsia eficaz do teto pós-ordenha</h3>
<p>Essa prática é amplamente adotada e é essencial garantir uma cobertura efetiva de pelo menos 75% da pele do teto com um antisséptico adequado. Estudos demonstram que <strong>a antissepsia pós-ordenha pode reduzir a taxa de novas infecções por mastite em até 50%.</strong></p>
<p>O pós-dipping protege os tetos, especialmente contra patógenos contagiosos, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mastite-causada-por-staphylococcus-aureus/"><i>Staphylococcus aureus</i></a></strong> e <i>Streptococcus agalactiae</i>, que podem ser transmitidos entre quartos durante a ordenha.</p>
<p>Além disso, alguns antissépticos possuem ingredientes que ajudam a condicionar a pele do teto, fornecendo proteção contra condições ambientais frias e secas.</p>
<p>O pós-dipping também pode fornecer um efeito germicida residual. É importante escolher um antisséptico que deixe um resíduo nos tetos para garantir a ação antimicrobiana mesmo após a vaca se deitar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44493 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7.webp" alt="Aplicação de pós-dipping" width="500" height="667" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7.webp 500w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-370x494.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Realização da aplicação de pós-dipping de forma adequada, onde o teto por completo é envolvido pelo produto. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Limpeza das instalações após a ordenha</h3>
<p>Após a ordenha, é fundamental limpar adequadamente o equipamento utilizado, como baldes, teteiras, tubos, copos de pré e pós-dipping e armazená-los corretamente, além de também ser importante a limpeza de todo o ambiente de ordenha, inclusive da sala de espera.</p>
<p>Isso ajuda a prevenir a contaminação e garante a qualidade do leite na próxima ordenha.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44494 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8.webp" alt="Higienização da sala de ordenha" width="500" height="667" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8.webp 500w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-225x300.webp 225w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-370x494.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Higienização da sala de ordenha, a qual é feita nos equipamentos e também em toda contenção. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Registros de eventos</h3>
<p>Mantenha registros precisos de cada vaca, incluindo o volume de leite produzido, a duração da ordenha e quaisquer problemas de saúde ou tratamentos realizados. Isso auxilia na identificação de problemas de produção, monitoramento do desempenho individual das vacas e tomada de decisões.</p>
<p>Manter registros precisos das atividades de ordenha, incluindo dados sobre a saúde das vacas e a produção de leite, é fundamental para a rastreabilidade do produto.</p>
<p>Isso ajuda a cumprir as regulamentações locais e internacionais, garantindo a segurança alimentar e a conformidade com os padrões de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" rel="noopener">qualidade do leite</a></strong>.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A realização da ordenha de forma suave e respeitando o ritmo natural das vacas é crucial para promover o bem-estar animal.</p>
<p><strong>Uma rotina de ordenha adequada ajuda a manter a saúde das vacas, juntamente com a limpeza dos tetos e o uso de práticas de higiene apropriadas</strong> reduzem o risco de infecções, como a mastite, que é uma das principais preocupações na produção de leite. A ordenha é uma excelente oportunidade para observar indicadores que retratam a realidade da fazenda.</p>
<p>Ao seguir uma rotina consistente e bem organizada, se otimiza o tempo gasto na ordenha, reduz o estresse das vacas e aumenta a produtividade geral.</p>
<p>Além disso, o monitoramento regular da saúde das vacas durante a ordenha permite a detecção precoce de problemas de saúde e a implementação das medidas corretivas necessárias.</p>
<p>Em resumo, uma rotina de ordenha bem estabelecida e executada adequadamente tem um impacto significativo na saúde das vacas, no bem-estar animal, na qualidade do leite, na eficiência da produção e na conformidade regulatória. Esses fatores são essenciais para o sucesso de uma operação de gado leiteiro.</p>
<h3>Indicadores da performance da ordenha</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44495 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9.webp" alt="Tabela com dados de performance da ordenha" width="664" height="308" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9.webp 664w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-300x139.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-370x172.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-270x125.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px" /></p>
<h2>Da ordenha ao lucro: domine cada detalhe da produção de leite</h2>
<p>Boas práticas de ordenha não só garantem a qualidade do leite, como também preservam a saúde do rebanho e aumentam a rentabilidade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=boas-praticas-ordenha" target="_blank" rel="noopener">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática e estratégica, a alinhar higiene, técnicas e equipamentos com uma gestão eficiente, transformando conhecimento técnico em resultados reais no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=boas-praticas-ordenha" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Conservação e armazenamento de leite cru: como preservar a qualidade do leite</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jul 2023 13:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para eficiência da conservação e o armazenamento de leite cru de qualidade, medidas de boas práticas agropecuárias devem ser realizadas na propriedade antes mesmo de iniciar a ordenha. Conforme Decreto n° 9.013, de 29 de março de 2017 o leite é definido da seguinte forma: Art. 235 Entende-se por leite, sem outra especificação, o produto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para eficiência da <strong>conservação e o armazenamento de leite cru</strong> de qualidade, medidas de boas práticas agropecuárias devem ser realizadas na propriedade antes mesmo de iniciar a ordenha.</p>
<p>Conforme Decreto n° 9.013, de 29 de março de 2017 o leite é definido da seguinte forma: <em>Art. 235 Entende-se por leite, sem outra especificação, o produto oriundo da ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas.</em></p>
<p>Após a ordenha, o leite continua sujeito à multiplicação de microrganismos e a alterações que podem comprometer sua qualidade. Por isso, as etapas de conservação e armazenamento são tão importantes quanto o manejo realizado durante a ordenha.</p>
<p>Falhas no resfriamento, na higienização dos equipamentos ou no armazenamento podem aumentar a Contagem Bacteriana Total (CBT), reduzir o rendimento industrial dos derivados lácteos e comprometer a remuneração do produtor em programas de pagamento por qualidade.</p>
<p>Investir em boas práticas de conservação significa <strong>proteger a qualidade do leite e agregar valor à produção</strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Aspectos legais da produção de leite</h2>
<p>Existem alguns itens que compõem o plano de qualificação dos fornecedores de leite, o que de fato é uma maneira do laticínio contribuir para a capacitação e desenvolvimento dos produtores, e esses itens abrangem:</p>
<ul>
<li>Organização da propriedade.</li>
<li>Instalações e equipamentos.</li>
<li>Treinamentos e qualificação dos responsáveis pelas tarefas cotidianas.</li>
<li>Acompanhamento técnico pelo veterinário responsável para garantir a sanidade do rebanho, principalmente no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">controle de mastite</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-da-brucelose-e-tuberculose/" target="_blank" rel="noopener">tuberculose e brucelose</a>.</strong></li>
</ul>
<p>De acordo com as Instruções Normativas (INs) 76 e 77, em especial no Art. 5º, Art. 6º e Art. 7º da IN 76, são descritos parâmetros físico-químicos que conferem um leite de qualidade.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Art. 5º O leite cru refrigerado deve atender aos seguintes parâmetros físico-químicos: </span></p>
<ol>
<li>Teor mínimo de <strong>gordura de 3,0g</strong>/100g (três gramas por cem gramas);</li>
<li>Teor mínimo de <strong>proteína total de 2,9g</strong>/100g (dois inteiros e nove décimos de gramas por cem gramas);</li>
<li>Teor mínimo de <strong>lactose anidra de 4,3g</strong>/100g (quatro inteiros e três décimos de gramas por cem gramas);</li>
<li>Teor mínimo de <strong>sólidos não gordurosos de 8,4g</strong>/100g (oito inteiros e quatro décimos de gramas por cem gramas);</li>
<li>Teor mínimo de <strong>sólidos totais de 11,4g</strong>/100g (onze inteiros e quatro décimos de gramas por cem gramas);</li>
<li>Acidez titulável entre <strong>0,14</strong> (quatorze centésimos) <strong>e 0,18</strong> (dezoito centésimos) expressa em gramas de ácido lático/100 mL;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teste-do-alizarol-e-a-qualidade-do-leite/" target="_blank" rel="noopener">Estabilidade ao alizarol</a></strong> na concentração mínima de <strong>72% v/v</strong> (setenta e dois por cento);</li>
<li>Densidade relativa a 15°C/ 15°C (quinze graus Celsius) entre <strong>1,028</strong> (um inteiro e vinte e oito milésimos) e <strong>1,034</strong> (um inteiro e trinta e quatro milésimos); e</li>
<li>Índice crioscópico entre <strong>-0,530ºH</strong> (quinhentos e trinta milésimos de grau Hortvet negativos) e <strong>-0,555°H</strong> (quinhentos e cinquenta e cinco milésimos de grau Hortvet negativos), equivalentes a <strong>-0,512°C</strong> (quinhentos e doze milésimos de grau Celsius negativos) e a <strong>-0,536ºC</strong> (quinhentos e trinta e seis milésimos de grau Celsius negativos), respectivamente.</li>
</ol>
<p>Art. 6º O leite cru refrigerado <strong>não deve apresentar substâncias estranhas à sua composição</strong>, tais como agentes inibidores do crescimento microbiano, neutralizantes da acidez e reconstituintes da densidade ou do índice crioscópico.</p>
<p>Parágrafo único. O leite cru refrigerado <strong>não deve apresentar resíduos de produtos de uso veterinário</strong> e contaminantes acima dos limites máximos previstos em normas complementares.</p>
<p>Art. 7º O leite cru refrigerado de tanque individual ou de uso comunitário deve apresentar médias geométricas trimestrais de <strong>Contagem Padrão em Placas de no máximo 300.000 UFC/mL</strong> (trezentas mil unidades formadoras de colônia por mililitro) e de <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Contagem de Células Somáticas de no máximo 500.000 CS/mL</strong></a> (quinhentas mil células por mililitro).</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Importância da saúde das vacas</h2>
<p>Sabemos também que a saúde das vacas é de extrema importância para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener">produção de leite de qualidade</a></strong>, onde além de ter mais qualidade, vacas saudáveis tendem a produzir maior quantidade de leite. Nesse aspecto, alguns pontos relacionados ao leite são influenciados com a saúde das vacas e dentre eles podemos citar:</p>
<h3>Composição do leite</h3>
<p>É importante ressaltar que a composição do leite está diretamente relacionada à saúde, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar</a></strong> e nutrição das vacas.</p>
<p>Em condições adequadas de manejo, é possível produzir um leite que contenha adequados teores de gordura, proteína, lactose, vitaminas e minerais.</p>
<h3>Contagem de Células Somáticas (CCS)</h3>
<p>Quando se trata da contagem de células somáticas, parâmetro que reflete a saúde da glândula mamária, existem vários pontos de atuação na propriedade relacionados ao controle da mastite e redução da CCS, como, por exemplo, o manejo adequado da rotina de ordenha e do ambiente das vacas.</p>
<p>Vacas que possuem CCS menor que 200 mil são consideradas sadias e, de forma geral, são animais mais produtivos quando comparados com vacas de CCS maiores que 200 mil.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=conservacao-leite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h3>Qualidade microbiológica</h3>
<p>Tem íntima ligação com a saúde dos animais, pois vacas doentes detém maior probabilidade de transmissão de bactérias patogênicas para o leite. Dessa forma, a fim de garantir uma baixa <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" target="_blank" rel="noopener">contagem bacteriana</a></strong> é fundamental que se garanta primeiro a saúde das vacas.</p>
<p>Nesse aspecto, como forma de avaliar de forma qualitativa o leite, podemos utilizar de dois testes:</p>
<h4>Teste de Alizarol</h4>
<p>Um teste rápido que é feito antes da coleta, que é a realização do teste de Alizarol, o qual demonstra a acidez e indicando se o produto deve ser utilizado para consumo humano, podendo essa acidez ser de origem microbiológica.</p>
<p>No teste, <strong>a legislação determina que a concentração alcoólica mínima utilizada deve ser de 72%</strong> e que para o leite ser considerado normal, ele deve estar estável ao alizarol.</p>
<p>Na análise, é feita a mistura de leite com a de alizarol nas mesmas quantidades e a interpretação do resultado se baseia na formação ou não de grumos e também pela coloração da mistura.</p>
<ul>
<li><strong>Resultado de leite estável ao Alizarol</strong>: Ausência de grumos e coloração vermelho tijolo.</li>
<li><strong>Resultado de leite instável ao Alizarol</strong>: Formação de grumos e coloração amarela ou mais fraca do que a cor vermelho tijolo.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45697 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite.webp" alt="Teste alizarol estável" width="270" height="198" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45698 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-1.webp" alt="Teste alizarol instável" width="270" height="156" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Imagens ilustrando o teste do Alizarol, onde na imagem acima temos uma demonstração de leite estável, na coloração ideal e sem presença de grumos. Já na imagem de baixo temos a presença de grumos e coloração que demonstra a instabilidade do leite. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Milkpoint 2019</span></span></p>
<h4>Análise de contagem padrão em placa (CPP)</h4>
<p>É a análise laboratorial mais utilizada para monitorar a qualidade microbiológica do leite a partir da quantificação total de bactérias que se proliferam devido algum problema no processo de produção, ordenha e armazenagem do leite cru.</p>
<p>É necessário que o leite tenha a <strong>CPP inferior a 300.000 UFC/ml na média geométrica dos últimos três meses. </strong></p>
<p>Com essa análise além de do monitoramento da qualidade microbiológica do leite, conseguimos medir o resultado da adoção de práticas adequadas por parte da fazenda, as quais estão relacionadas com a ordenha e limpeza de todo o sistema, a higiene do úbere e tetos, <strong>condições de armazenamento e resfriamento de leite</strong> e de práticas para controle de mastite.</p>
<p>Pudemos observar a importância de trabalhar com boas práticas de manejo na propriedade, visto que todos esses processos refletem na maior produtividade e qualidade do leite produzido na fazenda.</p>
<p>Mas, após a ordenha do leite, ainda temos algumas medidas extremamente importantes para conservar e armazenar o leite cru:  o resfriamento imediato do leite após a ordenha, e armazenamento dentro de uma temperatura adequada, o que, em conjunto, promovem a conservação do alimento.</p>
<h3>Tempo de resfriamento do leite</h3>
<p>Após a ordenha o leite deve ser armazenado no tanque de resfriamento. <strong>O tempo gasto para refrigeração total do leite até a temperatura ideal (menor ou igual a 4ºC) deve ser de até no máximo três horas após o término da ordenha.</strong></p>
<p>Propriedades que não possuem o tanque de resfriamento e usam o tanque comunitário devem respeitar esse tempo de três horas para realizar o deslocamento até o tanque comunitário e o tempo que o tanque gasta para refrigerar o leite.</p>
<ul>
<li><strong>Temperatura de armazenamento:</strong> A temperatura do leite deve atingir <strong>temperatura igual ou inferior a 4°C</strong>, pois essa temperatura garante a redução da taxa de multiplicação de microrganismos e das alterações químicas do leite.</li>
<li><strong>Transvase</strong>: A transferência do leite deve ser por meio de sistema fechado utilizando mangueira e bomba sanitária que recolhe o produto do tanque na propriedade e transfere para veículos transportadores de leite cru refrigerado. A coleta deve ser realizada sob condições de higiene e segurança, por uma pessoa qualificada. O prazo para coleta do produto pelo caminhão na propriedade é de no máximo 48 horas após a ordenha, ou seja, o prazo máximo da conservação do leite na propriedade é de 48 horas.</li>
<li><strong>Recebimento</strong>: A temperatura do leite cru refrigerado no ato do recebimento pelo estabelecimento (laticínio, por exemplo) não deve ultrapassar a temperatura de 7°C, podendo receber excepcionalmente até 9°C.<span style="font-weight: 400;"> </span></li>
</ul>
<h2>Instalações e equipamentos</h2>
<p>Para a refrigeração do leite cru na propriedade, deve ser utilizado sistema de pré-resfriamento ou tanque de expansão direta ou ambos. <strong>A qualidade e segurança dos produtos e serviços é regida pela Organização Internacional de Normalização (ISO)</strong>, e a ISO 5708 estabelece os requisitos de construção de todos tanques refrigeradores de leite.</p>
<p>Ela define toda a construção do tanque a fim de garantir boas condições de resfriamento e armazenamento do leite cru. Dentre os parâmetros podemos ressaltar: a definição do material deve ser usado na construção, a capacidade de armazenamento e resfriamento do tanque, controle de temperatura e formas de limpeza.</p>
<p>É importante seguirmos as especificações do tanque para garantir que o leite seja armazenado e refrigerado corretamente. Algo importante a ser observado é a classe de desempenho do tanque, onde ela é feita em relação a quantidade de ordenhas, conforme a temperatura ambiente e conforme o tempo de resfriamento.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45699 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-2.webp" alt="Classificação do tanque de leite em relação à quatidade de ordenhas" width="740" height="134" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-2-300x54.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-2-370x67.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-2-270x49.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45700 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-3.webp" alt="Classificação do tanque de leite em relação à temperatura" width="740" height="179" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-3.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-3-300x73.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-3-370x90.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-3-270x65.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45701 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-4.webp" alt="Classificação do tanque de leite em relação ao tempo de refrigeração" width="740" height="187" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-4.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-4-300x76.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-4-370x94.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-4-270x68.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Especificações quanto a classe de desempenho de tanque de refrigeração de leite. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Milkpoint</span></span></p>
<p>A capacidade de armazenamento do tanque deve ser de acordo com a produção da propriedade e de acordo com a estratégia de coleta do leite. Além disso, a instalação do tanque de refrigeração e armazenamento do leite deve ser feita em local que promova boas condições de acesso do veículo coletor.</p>
<h3>Higienização das instalações</h3>
<p>As instalações da ordenha, sala do tanque e suas as proximidades devem ser mantidas sempre limpas para evitar contaminantes e sujidades. <strong>É importante que seja padronizado e seguido um protocolo de limpeza do tanque após a realização da coleta do leite</strong>, onde podemos citar algumas recomendações:</p>
<ul>
<li><strong>Limpeza imediatamente após a retirada do leite:</strong> Esse manejo inclui a remoção de qualquer resíduo de leite ou sujidade presente no tanque.</li>
<li><strong>Enxágue inicial:</strong> Importante que essa limpeza ocorra imediatamente após a retirada do leite,  realizando um enxágue inicial com água limpa e morna, auxiliando na remoção de resíduos de leite e melhor ação dos detergentes.</li>
<li><strong>Utilização de detergentes adequados:</strong> Utilizar detergentes específicos para limpeza de tanques, pois eles são formulados para remover resíduos de gordura e proteína, além de eliminar os microrganismos presentes, o que garante eficácia da limpeza. Dentre os comumente utilizados nos protocolos de limpeza temos os detergentes alcalinos e detergentes ácidos.</li>
</ul>
<p>Para a remoção dos resíduos, temos a indicação de detergentes alcalinos para a remoção da gordura e proteína e os detergentes ácidos para a remoção de minerais.</p>
<p>Outro ponto importante é a temperatura da água utilizada e o tempo de ação dos produtos, onde no enxágue inicial o ideal é seja feito com água morna, a limpeza alcalina tendo a temperatura inicial de 70°C e temperatura final maior que 40°C com ciclo de 10 minutos e a limpeza ácida com água em temperatura ambiente e ciclo de 5 minutos.</p>
<ul>
<li><strong>Utilizar escovas:</strong> As escovas devem ser de cerdas macias e adequadas para limpar o interior do tanque. Toda superfície interna do tanque deve receber a esfregação, onde inclui as paredes, fundo e tampa do tanque.</li>
<li><strong>Enxágue completo:</strong> Ao final da limpeza é necessário um enxaguar completamente o tanque com água limpa e certificar que todos os resíduos de detergentes e sujeira do tanque foram removidos.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45702 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-5.webp" alt="Limpeza interna do tanque resfriador de leite" width="301" height="201" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-5.webp 301w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-5-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 301px) 100vw, 301px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45703 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-6.webp" alt="Limpeza interna do tanque resfriador de leite" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Imagens demonstrando a limpeza do tanque resfriador logo após a coleta de leite, utilizando escova própria para tanque, demonstrando que toda superfície do tanque recebe a escovação. Fonte: Acervo pessoal Rehagro</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45704 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-7.webp" alt="Procedimento de limpeza do tanque de resfriamento de leite" width="220" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Exemplo de um procedimento de limpeza do tanque de resfriamento de leite adotado por uma fazenda. Nele, está incluso o enxágue inicial com 100 litros de água morna (50°C), utilização de detergente alcalino clorado para esfregação e enxágue com água em temperatura ambiente e posteriormente utilização do detergente ácido e enxágue final também com água em temperatura ambiente. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Acervo pessoal Rehagro</span></p>
<p>A correta higienização remove os resíduos de leite, <strong>reduz o acúmulo de bactérias</strong> que possam estar presentes nas superfícies do tanque, mantém a qualidade do leite cru e reduz a contagem bacteriana total do leite.</p>
<h3>Qualidade da água utilizada</h3>
<p>É fundamental que <strong>a água utilizada em todas as etapas de limpeza possua boa qualidade física, química e microbiológica</strong>, não comprometendo a ação dos produtos utilizados na limpeza, nem contaminando o tanque de leite, e o leite consequentemente.</p>
<p>Para conhecermos essas informações (pH, alcalinidade, acidez, dureza, matéria orgânica, cloretos, ferro e outros) é necessário realizar a análise da água utilizada na propriedade, tanto na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">água destinada aos bebedouros dos animais</a></strong> quanto a água direcionada para limpeza de utensílios e instalações, em especial dos equipamentos de ordenha e o tanque resfriador, pois são pontos críticos para a contaminação do leite.</p>
<p>Um ponto importante está relacionado com a <strong>dureza da água</strong> utilizada para limpeza dos equipamentos de ordenha e tanque refrigerador.</p>
<p><strong>A dureza se refere a presença de minerais na água</strong>, como o cálcio e o magnésio, que podem afetar de forma negativa a eficácia dos detergentes utilizados na limpeza, pois água com alta dureza dificulta a formação de espuma e ação do produto, sendo necessário, em alguns casos, ajustar a dosagem dos produtos utilizados.</p>
<p>Em relação a <strong>qualidade microbiológica da água</strong>, sabemos da sua direta influência na qualidade do leite, evidenciando assim a importância do tratamento da água antes da utilização. Como exemplo prático para controle microbiológico da água tem-se a cloração da água, o qual se trata de um método de baixo custo, seguro e fácil aplicação nas fazendas, podendo ser utilizado produtos a base de cloro líquidos (hipoclorito de sódio) e sólidos (cloro granulado ou pastilhas).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45705 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-8.webp" alt="Sistema de cloração de água em propriedades rurais" width="740" height="325" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-8.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-8-300x132.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-8-370x163.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/conservacao-leite-8-270x119.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Exemplo de sistema de cloração de água em propriedades rurais. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Embrapa 2010</span></span></p>
<p>Contudo, podemos entender que para garantir a conservação e o armazenamento do leite cru, devemos estar atentos a todo ciclo da cadeia produtiva, trabalhando na garantia da sanidade das vacas, nos processos de limpeza de equipamentos, na qualidade da água e no resfriamento correto do leite.</p>
<p>Estando atento a esses pontos chaves é possível produzir, armazenar e conservar o leite com qualidade para o consumo humano.</p>
<h2>Qualidade preservada é sinônimo de lucro garantido</h2>
<p>A conservação e o armazenamento corretos do leite cru são fundamentais para manter a qualidade, evitar perdas e garantir melhor rentabilidade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=conservacao-leite">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática, como alinhar boas práticas, manejo, gestão e tecnologia para produzir leite com alto padrão e maior valor de mercado.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=conservacao-leite" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Como ter uma produção de leite lucrativa? Veja as principais estratégias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 12:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Buscar eficiência é um objetivo constante para qualquer negócio, e nas fazendas leiteiras não é diferente. A capacidade de produzir mais com os recursos disponíveis e ser o mais produtivo possível é fundamental para alcançar bons resultados econômicos.  Nesse contexto, é essencial questionar o potencial do negócio, identificar possíveis perdas financeiras e encontrar oportunidades para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Buscar </span><b>eficiência</b><span style="font-weight: 400;"> é um objetivo constante para qualquer negócio, e nas fazendas leiteiras não é diferente. A capacidade de produzir mais com os recursos disponíveis e ser o mais produtivo possível é fundamental para alcançar bons resultados econômicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, é essencial questionar o potencial do negócio, identificar possíveis perdas financeiras e encontrar oportunidades para </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/4-dicas-para-aumentar-o-lucro-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><b>aumentar os lucros</b></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, para atingir esses objetivos, é crucial superar o primeiro obstáculo: a falta de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><b>gestão eficiente</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Metodologia de gestão</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe leite do Rehagro, realizou um levantamento detalhado do ano de 2022 com </span><b>dados de fazendas leiteiras que seguem rigorosamente seu método de gestão</b><span style="font-weight: 400;">. Foram analisados dados de um total de 470 mil litros de leite por dia, provenientes de fazendas que adotam práticas como conciliação bancária e auditoria de estoques de forma constante, garantindo a confiabilidade dos dados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A metodologia utilizada considerou o <strong>lucro operacional por hectare/ano</strong>, levando em conta diferentes aspectos, como receita com leite, venda de vacas descartes, custo das vacas e custo com a recria necessária para repor as vacas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As fazendas foram divididas em cinco grupos, classificados como Grupo 1 (1 a 20%), Grupo 2 (20 a 40%), Grupo 3 (40 a 60%), Grupo 4 (60 a 80%) e Grupo 5 (80 a 100%), de acordo com sua eficiência. Os resultados obtidos foram surpreendentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A média geral do lucro operacional por hectare ao ano (Tabela 1) foi de R$ 14.603,00, com uma produção média de 20.390 litros de leite, e lucro operacional por litro de leite de R$ 0,60. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44924 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa.webp" alt="Tabela do negócio leite em 2022" width="855" height="378" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa.webp 855w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-300x133.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-768x340.webp 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-370x164.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-270x119.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-740x327.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 855px) 100vw, 855px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Tabela 1 &#8211; O negócio leite em 2022. Fonte: Rehagro Consultoria</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As fazendas que alcançaram os melhores resultados, pertencentes ao Grupo 1, obtiveram uma média de lucro operacional (ha/ano) de R$ 32.561,00, com uma produção média de 31.242 litros de leite, resultando em um lucro operacional por litro de leite de R$ 1,06. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, as fazendas do Grupo 5 apresentaram uma média de prejuízo no lucro operacional (ha/ano) de -R$ 4.248,00, com uma produção média de 9.835 litros de leite e uma perda de -R$0,36 por litro de leite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Analisando a porcentagem do lucro operacional em relação à receita, observou-se que a média geral das fazendas alcançou 20%. No entanto, no Grupo 1 esse percentual foi de 34%, enquanto no Grupo 5 foi de -12%. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses números indicam um lucro operacional de R$ 0,34 e um prejuízo de -R$ 0,12 por litro de leite, respectivamente. Essa disparidade significativa entre os diferentes grupos evidencia a </span><b>importância da gestão</b><span style="font-weight: 400;">, pois enquanto algumas fazendas alcançam resultados excelentes outras obtêm resultados não satisfatórios.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44925 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-1.webp" alt="Tabela de comparação entre a produção de leite em 2021 e 2022" width="623" height="369" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-1.webp 623w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-1-300x178.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-1-370x219.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-1-270x160.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Tabela 2 &#8211; O negócio leite em 2021 x 2022. Fonte: Rehagro Consultoria</span></p>
<h3>Produção do leite em 2021 x 2022</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao analisar os resultados de 2021 e 2022 (Tabela 2), podemos perceber que o lucro operacional médio aumentou de R$ 12.587,00 para R$ 14.603,00 no período analisado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, também é observado que houve uma maior dispersão nos resultados do último ano, enquanto em 2021 os resultados negativos foram diluídos na média dos grupos. Ou seja, tivemos fazendas do grupo 5 com prejuízos, porém na média o resultado ainda ficou positivo (R$ 5.024,00), o que difere do ano de 2022, onde dentro do grupo 5 apesar de termos fazendas com resultados positivos, tivemos mais fazendas com resultados negativos, o que deixa então a média do grupo negativa (-R$ 4.248,00).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto importante a ser considerado é o custo operacional (Tabela 3), que aumentou em 28% de 2021 para 2022, representando um desafio para a lucratividade das fazendas de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte desse aumento, é devido ao indicador do </span><b>preço dos insumos ter aumentado</b><span style="font-weight: 400;"> em 24%, passando de R$ 1,04 para R$ 1,29 por litro de leite de 2021 para 2022, sendo o aumento justificado pela elevação do preço dos insumos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o custo da recria necessária para reposição também apresentou um grande aumento, passando de R$ 0,27 para R$ 0,40 no mesmo período, onde também observamos que os insumos alimentares pesaram e foram os grandes responsáveis pelo aumento do custo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dados analisados revelam que o <strong>negócio leite não é para amadores</strong>, ele pode dar um lucro operacional elevado, mas também pode gerar maus resultados.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44926 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-2.webp" alt="Tabela da média de custo de produção operacional 2021 e 2022" width="690" height="399" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-2.webp 690w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-2-300x173.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-2-370x214.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/producao-leite-lucrativa-2-270x156.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 690px) 100vw, 690px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Tabela 3 &#8211; Média geral do custo de produção operacional 2021 x 2022. Fonte: Rehagro Consultoria</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As fazendas que se destacam por alcançarem as <strong>médias mais altas e obterem constantes resultados</strong>, adotam medidas como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Avaliação de números com maior frequência e tomam decisões com base nisso.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estruturação do processo de compra, conseguindo assim cotar produtos e realizar a compra em momentos estratégicos. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Preocupam em produzir </span><b>forragem</b><span style="font-weight: 400;"> em quantidade de qualidade adequadas. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Demonstram preocupação com o conforto animal e a </span><b>genética</b><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Monitoram a eficiência operacional a partir do registo e análises de indicadores-chave de desempenho. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Tais medidas trabalhadas em conjunto fazem com que essas fazendas apresentem melhores resultados </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/" target="_blank" rel="noopener"><b>zootécnicos</b></a><span style="font-weight: 400;">. Ou seja, fazendas que alinham a </span><b>gestão econômica e financeira à eficiência zootécnica</b><span style="font-weight: 400;">, alcançam os melhores resultados.</span></p>
<h2>Gestão eficiente e ações concretas andam juntos</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Ter objetivos claros e replanejar constantemente o caminho a ser seguido são práticas fundamentais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cadeia leiteira é diversa e há muitas formas de lucrar com a produção de leite, seja através do gado confinado ou a pasto, com muitas ou poucas vacas. No entanto, é importante ressaltar que <strong>o sucesso não acontece por acaso</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É necessário ter uma </span><b>gestão eficiente</b><span style="font-weight: 400;"><strong> e estar disposto a agir</strong> para alcançar os resultados desejados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, é fundamental compreender que, sem gestão, o negócio pode fracassar. Não basta apenas observar os números e arranjar desculpas para resultados insatisfatórios. Da mesma forma, ser curioso e buscar conhecimento não é suficiente se não houver ação concreta na implementação de planos de melhoria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, seja o produtor curioso, inconformado e determinado a alcançar resultados positivos em sua fazenda de leite. Para isso, existem alguns pontos importantes para direcionar fazendas ao êxito, por exemplo, possuir uma equipe treinada e engajada no desenvolvimento da fazenda, além de manter o foco na gestão interna e sempre colocar em prática os </span>planos de ações<span style="font-weight: 400;"> direcionados ao progresso do negócio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a partir da eficiência da gestão e tendo uma abordagem proativa dentro do negócio você estará no caminho certo para se tornar um produtor de sucesso.</span></p>
<h2>Transforme a produção de leite em um negócio altamente rentável</h2>
<p>A pecuária leiteira pode, sim, ser lucrativa, desde que a gestão seja feita de forma estratégica e baseada em números.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=producao-lucrativa" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a> </strong></span>do Rehagro, você aprende como reduzir custos, aumentar a produtividade e melhorar a rentabilidade da fazenda, aplicando técnicas testadas em propriedades de todo o Brasil.</p>
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		<title>Como aumentar a produtividade na pecuária leiteira: principais fatores para melhorar os resultados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 13:15:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aumentar a produtividade é um dos principais objetivos das fazendas leiteiras, mas produtividade não significa apenas produzir mais leite. Em sistemas eficientes, o foco está em gerar mais resultado a partir dos recursos disponíveis, utilizando melhor a terra, os animais, a mão de obra e os insumos. Por isso, quando falamos em produtividade na pecuária [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Aumentar a produtividade é um dos principais objetivos das fazendas leiteiras, mas <strong>produtividade não significa apenas produzir mais leite</strong>. Em sistemas eficientes, o foco está em gerar mais resultado a partir dos recursos disponíveis, utilizando melhor a terra, os animais, a mão de obra e os insumos.</p>
<p>Por isso, quando falamos em produtividade na pecuária leiteira, é importante olhar além do volume total produzido. Indicadores como produção por vaca, produção por hectare, eficiência alimentar e desempenho reprodutivo ajudam a entender se a fazenda está realmente evoluindo.</p>
<p>Nesse contexto, <strong>aumentar a produtividade depende da integração entre nutrição, reprodução, sanidade, manejo e gestão</strong>. Quanto maior o equilíbrio entre esses fatores, maiores tendem a ser os resultados do sistema.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que significa produtividade na pecuária leiteira?</h2>
<p>A produtividade pode ser medida de diferentes formas dentro de uma fazenda leiteira.</p>
<p>Entre os indicadores mais utilizados estão:</p>
<ul>
<li>Litros de leite por vaca;</li>
<li>Litros de leite por hectare;</li>
<li>Produção diária da fazenda;</li>
<li>Produção por colaborador;</li>
<li>Eficiência alimentar;</li>
<li>Produção corrigida por sólidos.</li>
</ul>
<p>Cada indicador fornece uma perspectiva diferente do sistema e ajuda a identificar oportunidades de melhoria.</p>
<p>Por esse motivo, <strong>avaliar apenas o volume total de leite produzido pode levar a conclusões equivocadas</strong>. O mais importante é compreender se os recursos da fazenda estão sendo utilizados de forma eficiente.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-custo-producao-pecuaria-leiteira?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-custo-producao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39662 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png" alt="Planilha custo de produção na pecuária leiteira" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-custo-producao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como fazer com que as vacas produzam mais leite?</h2>
<p>Conforme comentado, <strong>umas das formas de aumentarmos a produtividade na pecuária leiteira é possibilitando que as vacas produzam mais leite. </strong></p>
<p>Mas como isso pode ser feito? Melhorias principalmente em genética, reprodução, nutrição, conforto e saúde são o caminho.</p>
<h3>Genética</h3>
<p>Ter um programa de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/genomica-nas-fazendas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">melhoramento genético</a></strong> na propriedade é essencial. No entanto, devemos sempre ter em mente que os ganhos genéticos para aumento da produção de leite são vistos somente a longo prazo, devido a necessidade de esperar a próxima geração nascer e iniciar o ciclo produtivo.</p>
<p>Sendo otimista, os resultados aparecerão em torno de 2 anos e 10 meses após a concepção das vacas com uma genética superior. Isso porque teremos que esperar 9 meses de gestação das bezerras mais o desenvolvimento até a sua concepção e parto, estimando um bom indicador de idade ao primeiro parto de 24 meses.</p>
<p>Entretanto,<strong> a genética é uma ferramenta indispensável para qualquer propriedade que deseja aumentar sua produtividade</strong> e está atrelada a todos os pontos que serão discutidos aqui.</p>
<h3>Reprodução</h3>
<p>Outro aspecto que merece destaque no aumento da produção de leite é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">reprodução</a></strong>. Afinal, ela é um dos setores que compõem o coração da fazenda. Rebanhos que alcançam eficiência reprodutiva possuem maior produção de leite, tanto na média por vaca quanto no volume do tanque.</p>
<p>O fato de bons indicadores reprodutivos contribuírem na produção de leite está relacionado à redução do intervalo entre partos e consequente redução do DEL médio do rebanho. Um DEL médio de aproximadamente 160 dias, por exemplo, significa que grande parte das vacas está mais próxima do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite.</p>
<p>Além disso, a eficiência alimentar é otimizada. Em outras palavras, as vacas são mais eficientes em converter comida em leite e isso contribui para o custo alimentar por litro de leite.</p>
<h3>Nutrição</h3>
<p>Já o efeito da nutrição na produção de leite é bem claro. Afinal, o leite “entra é pela boca”. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">Dietas</a></strong> <strong>bem formuladas conforme a exigência nutricional de cada categoria e manejos nutricionais alinhados, fazem toda a diferença. </strong></p>
<p>Se engana quem pensa que estes pontos devem ser tratados com cuidado e atenção somente para as vacas em lactação. Uma nutrição inadequada para vacas secas e vacas em pré-parto interfere diretamente no desempenho da lactação seguinte. Logo, a produtividade estará comprometida.</p>
<p>Não é raro encontrarmos propriedades que fornecem comida de baixa qualidade para vacas secas somente pelo fato de que elas não estão produzindo leite no momento.</p>
<h3>Conforto</h3>
<p>O conforto é outro gargalo relacionado ao leite das vacas. E quando tratamos de conforto não estamos falando apenas do conforto térmico, que por via de regra é crucial.</p>
<p>O conforto deve ser abordado de forma mais ampla. Tanto nas instalações (espaço de cocho, <strong>conforto térmico</strong>, qualidade da cama, qualidade de piso, etc.) quanto no manejo (condução das vacas, <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>preparação tranquila para ordenha</strong></a>, estímulos adequados para ejeção do leite).</p>
<h3>Saúde</h3>
<p>A saúde do rebanho também é outro calcanhar de Aquiles para a produtividade dos animais. A vaca doente produz menos leite, independente da doença, seja ela de origem infecciosa, metabólica ou traumática.</p>
<p>Planejar programas de saúde e calendário sanitário para o rebanho conforme as características e indicadores da fazenda deve ser algo inegociável. A sanidade do rebanho contribui para a reprodução, qualidade do leite e, principalmente, produtividade dos animais.</p>
<h2>Aumento da capacidade de vacas em lactação</h2>
<p><strong>Aumentar a capacidade de vacas em lactação da fazenda também é outra forma de elevar a produtividade na pecuária leiteira.</strong> Se temos mais vacas dando leite, logo a produção de leite também será maior.</p>
<p>No entanto, é necessário que seja feito um estudo de diagnóstico prévio na propriedade para entender se há viabilidade e condições de aumentar a categoria de vacas em lactação.</p>
<p>Este diagnóstico da propriedade deve contemplar vários itens e setores.</p>
<ul>
<li>A fazenda terá espaço físico para comportar mais vacas? Se sim, qual o contingente máximo de animais que a fazenda consegue abrigar?</li>
<li>Será necessária a construção de novas instalações?</li>
<li>Alguma estrutura precisará ser ajustada ou adaptada?</li>
<li>A fazenda possui área agricultável disponível para produzir comida para os animais adicionais?</li>
<li>A mão de obra atual da propriedade conseguirá conduzir o operacional do rebanho ou será necessário contratar mais colaboradores?</li>
<li>Será necessário a compra de algum maquinário?</li>
</ul>
<p><strong>Note o quanto de <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">planejamento</a> está por trás dessas decisões.</strong> Elas não podem ser tomadas do dia para a noite na realidade da fazenda. Até porque tudo que é feito às pressas e sem planejamento corre grande risco de não obter sucesso.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre produtividade na pecuária leiteira</h2>
<h3>O que influencia a produtividade na pecuária leiteira?</h3>
<p>Nutrição, reprodução, sanidade, conforto animal, genética e gestão estão entre os principais fatores que influenciam os resultados da fazenda.</p>
<h3>Como aumentar a produção de leite por vaca?</h3>
<p>Melhorias na alimentação, saúde, reprodução e conforto dos animais costumam gerar impactos diretos sobre a produção individual.</p>
<h3>Qual a diferença entre produtividade e rentabilidade?</h3>
<p>Produtividade está relacionada à eficiência produtiva, enquanto rentabilidade considera os resultados econômicos gerados pela atividade.</p>
<h3>Como medir a produtividade de uma fazenda leiteira?</h3>
<p>A avaliação pode ser feita por indicadores como produção por vaca, produção por hectare, eficiência alimentar e produção total da fazenda.</p>
<h3>A genética influencia a produtividade?</h3>
<p>Sim. O potencial genético dos animais influencia a capacidade produtiva, mas os resultados dependem também de manejo, nutrição e ambiente.</p>
<h2>Produtividade alta começa com decisões inteligentes</h2>
<p>Aumentar a produtividade na pecuária leiteira exige muito mais do que seguir dicas pontuais, é preciso unir manejo, nutrição, reprodução e gestão de forma estratégica.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=produtividade-leite">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende com especialistas que vivem o campo e aplicam métodos que já transformaram os resultados de produtores e consultores em todo o Brasil.</p>
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		<title>Biosseguridade na pecuária leiteira: como proteger o rebanho e reduzir prejuízos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2022 19:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[biosseguridade]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Doenças infecciosas estão entre os principais fatores responsáveis por perdas produtivas e econômicas na pecuária leiteira. Redução da produção de leite, aumento dos custos com medicamentos, descarte involuntário de animais e problemas reprodutivos são apenas algumas das consequências associadas à entrada e disseminação de agentes patogênicos dentro da fazenda. Nesse contexto, a biosseguridade surge como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Doenças infecciosas estão entre os principais fatores responsáveis por perdas produtivas e econômicas na pecuária leiteira. Redução da produção de leite, aumento dos custos com medicamentos, descarte involuntário de animais e problemas reprodutivos são apenas algumas das consequências associadas à entrada e disseminação de agentes patogênicos dentro da fazenda.</p>
<p>Nesse contexto, a <strong>biosseguridade surge como uma das ferramentas mais importantes para proteger o rebanho</strong>. Mais do que um conjunto de regras sanitárias, ela representa uma estratégia de prevenção capaz de reduzir riscos, preservar a saúde animal e melhorar os resultados da atividade.</p>
<p>Por isso, implementar medidas de biosseguridade deve ser encarado como investimento e não como custo operacional.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</script></p>
</div>
<h2>Biosseguridade desde as fases iniciais de vida dos bezerros</h2>
<p>Por se tratar de uma área importante que envolve riscos biológicos, <strong>a biosseguridade deve ser abordada com cuidado e atenção desde as fases iniciais de vida dos animais.</strong></p>
<p>Um exemplo clássico é o de limpeza, desinfecção e vazio sanitário das instalações das bezerras em aleitamento.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44382 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira.webp" alt="Vazio sanitário em fazenda leiteira" width="740" height="555" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-300x225.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-370x278.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-270x203.webp 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de vazio sanitário em bezerreiro tropical. (</span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Bruno Guimarães, Técnico Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<p>A cada vez que uma bezerra é <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/" rel="noopener">desmamada</a></strong> ou deixa o aleitamento por motivos que não o desmame, o recomendado é que o local onde essa bezerra estava passe por um processo rigoroso de limpeza e desinfecção, ficando sem receber novos animais durante um determinado período, cumprindo o vazio sanitário.</p>
<p>Outro exemplo bastante presente na rotina das fazendas leiteiras é o de limitar o acesso de pessoas externas ao setor das bezerras. Caso não haja esse controle, maior é o risco das pessoas levarem agentes patogênicos externos aos animais jovens, podendo desequilibrar a saúde e desenvolver surtos de doenças e distúrbios, como diarreia, por exemplo.</p>
<p><strong>O ideal é que somente as pessoas e os colaboradores que lidam rotineiramente com as bezerras tenham contato com elas.</strong></p>
<p>No entanto, não basta apenas limitar o acesso ao setor. Outras medidas mais rigorosas podem e devem ser aplicadas, como é o caso da limpeza, higiene e desinfecção das botas dos colaboradores, por serem potenciais meios de veiculação de microrganismos de outros setores da fazenda.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Controle do rebanho e da entrada de animais externos à fazenda</h2>
<p>Várias são as propriedades que optam pela estratégia de compra de animais para crescerem e evoluírem o rebanho.</p>
<p>Entretanto, um ponto que nem todas essas fazendas que optam por essa estratégia realizam é a pesquisa e identificação de animais portadores de agentes patogênicos específicos causadores de doenças extremamente relevantes, como é o caso de brucelose, tuberculose, tripanossomose e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mastite-causada-por-staphylococcus-aureus/">mastite por <i>Staphylococcus aureus</i></a></strong>, por exemplo.</p>
<h3>Brucelose e tuberculose</h3>
<p><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-da-brucelose-e-tuberculose/" rel="noopener">Brucelose e tuberculose</a></strong> são importantes zoonoses que possuem um regulamento federal de controle e erradicação, conhecido como <strong>Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT)</strong>.</p>
<p>Todos os animais já presentes no rebanho da fazenda devem ser monitorados para as duas zoonoses em uma frequência mínima de uma vez ao ano. Além disso, todos os animais oriundos de compra também devem ser monitorados para brucelose e tuberculose antes de entrarem em contato com o rebanho já existente na fazenda.</p>
<p>Vale ressaltar que a brucelose é uma doença que possui vacinação e, logo, a recomendação é de que os animais adquiridos sejam, além de testados e negativos, vacinados. Aqueles indivíduos reagentes e positivos nos exames de brucelose e tuberculose devem deixar o rebanho o mais rápido possível para que não infectem os demais.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44383 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1.webp" alt="Exame de tuberculose em bovino leiteiro" width="740" height="740" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1-300x300.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1-150x150.webp 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1-370x370.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-1-270x270.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Realização de exame de tuberculose. (Fonte: Bruno Guimarães &#8211; Técnico Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<h3>Tripanossomose bovina</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tripanossomose/" rel="noopener">tripanossomose bovina</a></strong> consiste em uma doença que teve o seu primeiro relato descrito no Brasil por volta da década de 1970, sendo que nos últimos anos vêm apresentando um volume ascendente de notificações, talvez pela maior abrangência de diagnóstico nos rebanhos e conscientização dos produtores.</p>
<p>Esta enfermidade é veiculada principalmente pelo uso compartilhado de materiais perfurocortantes entre um animal portador/doente e um animal saudável, como agulhas, por exemplo, e pelo repasto de insetos hematófagos, como moscas e mutucas.</p>
<p>A sua ocorrência geralmente ocorre na forma de surtos, levando a prejuízos extensos aos animais e a propriedade. Construindo uma estimativa da magnitude dos prejuízos, surtos de tripanossomose em um rebanho possuem potencial de reduzir a produção de leite entre 40 e 60% de forma excessivamente rápida, sendo que a taxa de mortalidade fica por volta de 10 a 20%.</p>
<p>O uso compartilhado de agulhas de ocitocina é extremamente eficiente na veiculação do <i>Trypanossoma vivax</i>, agente causador da tripanossomose bovina. Logo, fazendas que fazem o uso de ocitocina nas vacas devem optar pelo uso individualizado de agulhas e seringas.</p>
<p>Sabendo da agressividade da doença e das suas principais formas de disseminação, fica mais claro sobre quais decisões tomar para aumentar a biosseguridade em relação a tripanossomose, além da realização do exame de identificação do patógeno caso o rebanho seja suspeito.</p>
<p>Outro ponto de grande atenção no momento da compra de animais e que comumente passa despercebido é a realização de cultura microbiológica do leite das vacas para identificar patógenos contagiosos causadores de mastite, como é o caso do <i>Staphylococcus aureus</i>.</p>
<p>A mastite causada por esta bactéria não é responsiva a tratamentos e é capaz de acometer grande parte do rebanho caso nada seja feito, devido ao seu caráter contagioso. Além de prejudicar a saúde dos animais, as vacas infectadas produzirão menos leite, sendo também um leite de menor qualidade.</p>
<h2>Saúde da glândula mamária, qualidade do leite e biosseguridade</h2>
<p>Conforme comentado há pouco, é de grande importância o monitoramento das vacas por meio de cultura microbiológica do leite quanto a possíveis infecções por <i>Staphylococcus aureus</i> na glândula mamária. No entanto, este monitoramento não se resume apenas aos animais oriundos de compra e ao agente <i>S. aureus</i>.</p>
<p>O ideal é que a fazenda possua processos padronizados de acompanhamento da saúde da glândula mamária de todas as vacas do rebanho, monitorando casos específicos (pós-parto, presença de grumos, <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" rel="noopener"><strong>CCS</strong> </a>elevada etc.) por meio de cultura microbiológica do leite para identificação de patógenos relevantes (<i>S. aureus</i>, <i>Streptococcus agalactiae</i>, <i>Mycoplasma spp. </i>etc).</p>
<p>É essencial que tais processos sejam elaborados corretamente e seguidos à risca no intuito de evitar que determinado agente patogênico saia do controle, aumente sua taxa de infecção e comprometa a saúde e o desempenho dos animais.</p>
<p><strong>A biosseguridade no setor de <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" rel="noopener">ordenha</a> não para por aí. É importante pensarmos também na integridade dos ordenhadores.</strong></p>
<p>Uma ação de grande relevância e impacto, tanto na saúde humana quanto na saúde animal, é o uso de luvas por parte dos colaboradores responsáveis.</p>
<p>Além de evitar a disseminação de patógenos contagiosos presentes nas mãos dos ordenhadores para as vacas, as luvas também evitam que determinadas zoonoses sejam transmitidas aos humanos, como é o caso da varíola bovina.</p>
<p>O contato das mãos desprotegidas dos ordenhadores com as possíveis lesões cutâneas específicas da doença presentes nos tetos de vacas infectadas podem transmitir o vírus causador da enfermidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44384 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-2.webp" alt="Ordenha de vacas leiteiras" width="683" height="1024" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-2.webp 683w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-2-200x300.webp 200w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-2-370x555.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/04/biosseguridade-pecuaria-leiteira-2-270x405.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Uso de luvas para ordenha de vacas. (Fonte: Fazenda Barreiro Alto, cliente Grupo Rehagro)</span></p>
<h2>Garantindo a biosseguridade em sua propriedade!</h2>
<p><strong>Garantir a biosseguridade é um dever de todos, independente da atividade desenvolvida.</strong> Um conceito que sempre deve estar em mente é que aspectos relacionados à saúde animal e a saúde humana sempre remetem a saúde única.</p>
<p>Ou seja, desequilíbrios na saúde animal podem interferir na saúde humana e vice-versa. Biosseguridade e biossegurança andam lado a lado.</p>
<p>Olhando para pecuária leiteira porteira pra dentro, ações que garantem a biosseguridade do rebanho sempre devem estar em foco, desde os animais mais jovens até os animais mais velhos.</p>
<p>A biosseguridade jamais deve ser negligenciada e não deve ser compreendida simplesmente como um conjunto de medidas que transmitem um ambiente de “garantia legal” para a fazenda.</p>
<p>Um plano de biosseguridade bem pensado e implementado é uma segurança a mais de que os animais terão condições mais favoráveis de expressarem bons desempenhos, retornando melhores resultados para a fazenda.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre biosseguridade na pecuária leiteira</h2>
<h3>O que é biosseguridade na pecuária leiteira?</h3>
<p>É o conjunto de medidas destinadas a prevenir a entrada e reduzir a disseminação de agentes infecciosos dentro da propriedade.</p>
<h3>Qual a diferença entre biosseguridade e biossegurança?</h3>
<p>A biosseguridade está relacionada à saúde animal, enquanto a biossegurança possui foco na proteção da saúde humana e ocupacional.</p>
<h3>Qual a principal porta de entrada de doenças em uma fazenda leiteira?</h3>
<p>A introdução de animais sem controle sanitário adequado está entre os principais fatores de risco para entrada de enfermidades.</p>
<h3>Como melhorar a biosseguridade de uma propriedade leiteira?</h3>
<p>Por meio do controle de entrada de animais, visitantes, veículos, protocolos de higiene, monitoramento sanitário e treinamento da equipe.</p>
<h3>A biosseguridade influencia a qualidade do leite?</h3>
<p>Sim. Ela ajuda a reduzir a ocorrência de doenças como mastite, contribuindo para melhor qualidade do leite e menor contagem de células somáticas.</p>
<h2>Proteja seu rebanho e maximize os resultados</h2>
<p>A biosseguridade é a linha de defesa que garante a saúde do rebanho, evita prejuízos e mantém a produtividade em alta.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=biosseguridade" target="_blank" rel="noopener">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende como implementar protocolos eficientes de prevenção, aliando manejo, nutrição e gestão para alcançar resultados consistentes e lucrativos. Estude com especialistas que aplicam no campo as estratégias que ensinam.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=biosseguridade" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Indicadores reprodutivos de bovinos leiteiros: quais são e como avaliar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jul 2018 17:42:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[estratégias]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[índices zootécnicos]]></category>
		<category><![CDATA[inseminadas]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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		<category><![CDATA[reprodução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A eficiência reprodutiva influencia diretamente a produtividade e os resultados econômicos das fazendas leiteiras. No entanto, para identificar problemas e tomar decisões mais assertivas, não basta observar o rebanho: é necessário acompanhar dados. Os indicadores reprodutivos permitem avaliar o desempenho dos animais, identificar gargalos no manejo e acompanhar a evolução dos resultados ao longo do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>eficiência reprodutiva</strong> influencia diretamente a produtividade e os resultados econômicos das fazendas leiteiras. No entanto, para identificar problemas e tomar decisões mais assertivas, não basta observar o rebanho: <strong>é necessário acompanhar dados</strong>.</p>
<p>Os indicadores reprodutivos permitem avaliar o desempenho dos animais, identificar gargalos no manejo e acompanhar a evolução dos resultados ao longo do tempo.</p>
<p>Taxa de serviço, taxa de concepção e taxa de prenhez estão entre os principais índices utilizados nesse acompanhamento.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá quais são os principais indicadores reprodutivos de bovinos leiteiros, como calculá-los e de que forma utilizá-los na gestão do rebanho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
<script>
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  });
</script></p>
</div>
<h2>Principais indicadores reprodutivos de bovinos leiteiros</h2>
<h3>Taxa de concepção</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxa de concepção</a></strong> indica a proporção de animais que ficaram gestantes em relação ao número de inseminações realizadas em determinado período.</p>
<p>O cálculo pode ser representado pela fórmula:</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Taxa de concepção = (número de vacas gestantes / número de inseminações) x 100</em></strong></p>
<p>Esse indicador ajuda a avaliar o sucesso das inseminações realizadas no rebanho.</p>
<p>Resultados abaixo do esperado podem estar relacionados a diferentes fatores, como manejo reprodutivo, saúde, nutrição, qualidade do sêmen e condições ambientais.</p>
<h3>Taxa de serviço</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/">taxa de serviço</a></strong> indica a proporção de vacas aptas à reprodução que receberam uma inseminação durante determinado período.</p>
<p>O cálculo pode ser representado pela fórmula:</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Taxa de serviço = (número de vacas inseminadas / número de vacas aptas à reprodução) x 100</em></strong></p>
<p>Uma taxa de serviço baixa pode indicar falhas na detecção de cio, atrasos nas inseminações ou problemas relacionados ao manejo reprodutivo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-deteccao-cio-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Taxa de prenhez</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/">taxa de prenhez</a></strong> mede a velocidade com que as vacas aptas à reprodução se tornam gestantes.</p>
<p>Ela é obtida a partir da relação entre a taxa de serviço e a taxa de concepção:</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Taxa de prenhez = taxa de serviço × taxa de concepção</em></strong></p>
<p>Esse indicador é um dos mais importantes para avaliar a eficiência reprodutiva do rebanho, pois considera tanto a capacidade de inseminar os animais aptos quanto o sucesso das inseminações realizadas.</p>
<h3>Período de espera voluntário (PEV)</h3>
<p>É o <strong>período que vai do parto até a liberação voluntária da vaca para ser novamente inseminada</strong>. Geralmente a espera é de 35 dias para evoluir o útero e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-espera-voluntario/" rel="noopener">período de espera voluntário</a></strong> varia de 40 a 60 dias de fazenda para fazenda.</p>
<p>A definição do período de espera voluntário deve considerar as características do rebanho, os objetivos da propriedade e a estratégia reprodutiva adotada.</p>
<h2>Como interpretar os indicadores reprodutivos?</h2>
<p>A interpretação dos indicadores deve considerar os resultados em conjunto e o histórico da propriedade. <strong>Analisar apenas um índice isoladamente pode levar a conclusões incorretas</strong>.</p>
<p>Por exemplo:</p>
<ul>
<li>Baixa taxa de serviço pode indicar falhas na identificação e inseminação das vacas aptas;</li>
<li>Baixa taxa de concepção pode estar relacionada a problemas nutricionais, sanitários, ambientais ou reprodutivos;</li>
<li>Baixa taxa de prenhez pode resultar de problemas na taxa de serviço, concepção ou em ambas.</li>
</ul>
<p>O <strong>acompanhamento periódico</strong> permite identificar onde estão os principais gargalos do sistema reprodutivo.</p>
<h2>Como definir metas para os indicadores reprodutivos?</h2>
<p>O acompanhamento dos indicadores deve estar relacionado às metas da propriedade.</p>
<p>Para isso, é importante considerar:</p>
<ul>
<li>Histórico do rebanho;</li>
<li>Sistema de produção;</li>
<li>Características dos animais;</li>
<li>Estratégia reprodutiva;</li>
<li>Resultados anteriores;</li>
<li>Referências técnicas adequadas.</li>
</ul>
<p>As metas devem ser realistas, mensuráveis e acompanhadas periodicamente.</p>
<p>Mais importante do que comparar apenas os resultados com outras propriedades é <strong>avaliar a evolução dos próprios indicadores</strong> ao longo do tempo.</p>
<h2>Manejo e controle da eficiência reprodutiva</h2>
<p>Se você quer garantir intervalo curto de partos em todas as vacas, dê oportunidade para todas elas. Muitas fazendas selecionam as vacas ideais para inseminação, excluindo animais magros, mancos ou que possuam outros tipos de problemas.</p>
<p>Se você não inseminar as vacas relativamente menos propensas à prenhez, a possibilidade de gestação é zero. Mas, quando você insemina, a chance delas emprenharem é pequena, mas é maior que zero.</p>
<p>Esse <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener">manejo</a></strong> sistêmico de inseminação está a cargo do produtor, mas outros fatores que interferem na eficiência dependem também do sistema e da condição dos animais.</p>
<p><strong>No geral, vacas sadias emprenham mais e por isso você precisa garantir todas as condições para que elas não adoeçam.</strong> Em suma, se você quer ter alta taxa de concepção, é necessário planejar estratégias para reduzir a incidência de doenças.</p>
<h3>Quais são essas estratégias?</h3>
<p>O grande segredo está num bom <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/" rel="noopener">manejo no período de transição das vacas</a></strong>. Nesse sentido, temos que tentar maximizar o consumo no pré-parto, fazer as vacas comerem muito após o parto e minimizar a perda de condição corporal. Para isso existem algumas estratégias que podemos usar na alimentação dessas vacas:</p>
<ul>
<li>Manipular o cálcio da dieta;</li>
<li>Trabalhar com dieta aniônica para reduzir a incidência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hipocalcemia-em-vacas-leiteiras/" rel="noopener">hipocalcemia</a></strong>;</li>
<li>Podemos aumentar a concentração de vitamina E no pré-parto para melhorar a imunidade.</li>
<li>Precisamos usar estratégias para minimizar o stress das vacas no <strong>pré-parto</strong>, porque assim nós conseguimos reduzir a concentração de cortisol, melhorar a imunidade das vacas e consequentemente melhorar a saúde também.</li>
</ul>
<p><iframe loading="lazy" title="IMPORTÂNCIA DOS INDICADORES REPRODUTIVOS NO ASPECTO ECONÔMICO | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/LPE03Oruyxk?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">Indicadores reprodutivos de bovinos leiteiros: quais são e como avaliar</a> apareceu primeiro em <a href="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Estresse térmico em vacas leiteiras: quais os impactos e como reduzir</title>
		<link>http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/estresse-termico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jul 2018 15:29:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[fisiologia animal]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estresse térmico é um dos principais desafios para a produção de leite em regiões de clima quente. Quando as vacas não conseguem dissipar adequadamente o calor produzido pelo organismo e absorvido do ambiente, seu comportamento, consumo de alimentos, saúde e desempenho podem ser comprometidos. Entre os principais impactos estão a redução do consumo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>estresse térmico</strong> é um dos principais desafios para a produção de leite em regiões de clima quente. Quando as vacas não conseguem dissipar adequadamente o calor produzido pelo organismo e absorvido do ambiente, seu comportamento, consumo de alimentos, saúde e desempenho podem ser comprometidos.</p>
<p>Entre os principais impactos estão a redução do consumo de matéria seca, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong> e alterações na eficiência reprodutiva.</p>
<p>Por isso, identificar os sinais de estresse térmico e adotar estratégias para melhorar o conforto dos animais é fundamental para reduzir perdas produtivas.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá o que é o estresse térmico em bovinos leiteiros, como identificar o problema e quais medidas podem ser adotadas para minimizar seus efeitos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Conhecendo e definindo o estresse térmico</h2>
<p><strong>O termo estresse térmico é utilizado para referenciar os efeitos ocasionados na fisiologia, no comportamento e na produção dos animais devido às alterações no ambiente. </strong></p>
<p>De modo semelhante, o estresse térmico pode ser definido como a soma das forças internas (metabolismo, ex.) e externas (ambiente) que atuam em um animal para causar um aumento na temperatura corporal e provocar uma resposta fisiológica.</p>
<p>Nos países de clima tropical, como o <strong>Brasil</strong> por exemplo,<strong> é muito mais comum a ocorrência de estresse térmico pelo calor do que pelo frio</strong>. Altos valores de temperatura e umidade, além da exposição à radiação solar, são fatores que contribuem de forma significativa para que as vacas acumulem calor corporal.</p>
<p><strong>O estresse térmico em vacas leiteiras ocorre quando a taxa de ganho de calor do animal excede a de perda, fazendo com que o mesmo saia de sua zona de conforto</strong>. Desta forma, são necessários ajustes no comportamento e/ou fisiologia do animal.</p>
<p>Assim como qualquer outra espécie animal, os bovinos de leite também apresentam uma faixa de temperatura considerada como zona termoneutra. Nesta faixa de temperatura o animal não precisa direcionar grandes quantidades de energia para termorregulação, seja para capturar, seja para dissipar calor.</p>
<p>Desse modo, o gasto de energia para manutenção é mínimo, resultando em máxima eficiência produtiva.</p>
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<p>Em temperaturas inferiores àquela mínima da zona termoneutra as vacas entram em estresse térmico pelo frio. Já quando a temperatura se encontra superior ao limite máximo da zona termoneutra, o estresse térmico instaurado é pelo calor.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44255 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas.webp" alt="Zona termoneutra" width="370" height="255" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-300x207.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-270x186.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Adaptado de Kadzere et al., 2002</span></span></p>
<h2>Vacas de alta produção e o estresse térmico</h2>
<p>Vacas de alta produção são mais susceptíveis ao estresse térmico quando comparadas às vacas de baixa produção.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/genomica-nas-fazendas-leiteiras/" rel="noopener">seleção genética</a></strong> para produção de leite contribuiu para que as vacas aumentassem a quantidade de calor metabólico, pois <strong>vacas que produzem mais leite</strong> ingerem mais alimentos e, logo, possuem metabolismo mais elevado em relação às vacas de menor potencial genético.</p>
<p>Com a menor capacidade de dissipação de calor, <strong>as vacas elevam sua temperatura corpórea com maior facilidade</strong> e perdem calor para o meio ambiente com maior dificuldade. O resultado final é o maior acúmulo de calor, podendo ocorrer mais facilmente o estresse térmico.</p>
<p>Ao analisarmos os dados de 2018 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, por exemplo, vemos que é relatado um aumento de 13% na produção de leite na última década, passando de quase 9.000 kg de leite para 14.000 kg de leite/vaca/ano.</p>
<p>Conforme descrito por Berman (2005), o aumento na produção de leite de 35 kg de leite/dia para 45 kg de leite/dia contribui para que o limite de temperatura para estresse térmico seja reduzido em torno de 5°C, significando que as vacas tenderão a sofrer estresse térmico de forma mais precoce.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=estresse-termico" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como identificar um animal com estresse térmico</h2>
<ul>
<li>Animal ofegante, com aumento de salivação e transpiração;</li>
<li>Redução na ingestão de matéria seca;</li>
<li>Redução na produção de leite;</li>
<li>Aumento no consumo de água;</li>
<li>Aumento da frequência cardíaca e respiratória;</li>
<li>Temperatura retal maior que 39,1ºC.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44256 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1.webp" alt="Vaca leiteira com sinais de estresse térmico" width="512" height="260" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1.webp 512w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1-300x152.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1-370x188.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-1-270x137.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Vaca leiteira em estresse térmico pelo calor. Note: boca aberta, língua para fora e aumento de salivação.</span></span></p>
<p>A temperatura corporal representa o<strong> principal indicador da termorregulação do organismo</strong>, estando relacionada à saúde, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener">sucesso reprodutivo</a></strong> e produtividade dos animais.</p>
<p>No entanto, vale ressaltar que <strong>não é somente o estresse térmico que ocasiona elevação da temperatura do organismo</strong>.</p>
<p>Eventos como doenças, lesões, infecções, toxinas, etc. podem provocar a hipertermia nos animais. Outros fatores que também ocasionam elevação da temperatura corporal, mas em uma menor magnitude, são nível de atividade do animal e estro.</p>
<p>Além da temperatura corporal, uma das primeiras alterações observadas em animais com estresse térmico é o aumento da frequência respiratória no intuito de perder calor para o ambiente.</p>
<p>A taxa respiratória dos bovinos sofre influência multifatorial, incluindo idade, nível de produção, condição corporal, ingestão de matéria seca, particularidades das instalações e dos sistemas de resfriamento, exposição a ambientes quentes, etc.</p>
<p>Resultados de pesquisas científicas demonstram que vacas expostas a ambientes com temperatura variando entre 24° e 39°C apresentaram aumento na frequência respiratória entre 2,8 e 3,3 movimentos respiratórios/minuto para cada 1°C a mais no ambiente.</p>
<p>A elevação da frequência respiratória consiste em um dos indicadores fenotípicos mais sensíveis para caracterizar o estresse térmico pelo calor em vacas leiteiras, sendo que taxas acima de 60 movimentos respiratórios/minutos já indicam provável alteração devido ao estresse térmico (Shultz, 1984; Berman et al., 1985).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44257 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2.webp" alt="Resfriamento de vacas leiteiras" width="740" height="494" srcset="http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2.webp 740w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2-300x200.webp 300w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2-370x247.webp 370w, http://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/estresse-termico-vacas-2-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Resfriamento térmico de vacas leiteiras com aspersores e ventiladores. (Fonte: Grupo Rehagro, Meara Gado Holandês – Fazenda Barreiro Alto).</span></span></p>
<h2>Monitorando o estresse térmico</h2>
<p>Monitorar o conforto térmico das vacas leiteiras representa atualmente um dos pontos base dos sistemas de produção. Ofertar condições que previnam a ocorrência de estresse térmico tornou-se essencial, visto a magnitude que <strong>os impactos deste evento ocasionam na saúde, reprodução e produção dos animais.</strong></p>
<p>Entretanto, para monitorar o conforto, primeiro devemos conhecer quais os sinais presentes no estresse térmico.</p>
<p>De forma geral, vacas leiteiras em estresse térmico apresentam os seguintes sinais, na tentativa de trocar calor com o ambiente:</p>
<ul>
<li>Respiração ofegante;</li>
<li>Boca aberta;</li>
<li>Língua para fora;</li>
<li>Aumento da salivação e da transpiração.</li>
</ul>
<p>Em situações como essa, se os animais estão em galpões onde haja ventiladores e aspersores, eles deverão ser ligados.</p>
<p>Caso não estejam alojados nestas instalações, molhar bem os animais em estado mais crítico pode ajudar no resfriamento.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="EFEITOS DO ESTRESSE TÉRMICO NA REPRODUÇÃO DE VACAS LEITEIRAS | Por Dentro do Ensino - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/u2O0B6ZH_QU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Medidas para diminuir o estresse térmico das vacas leiteiras</h2>
<ul>
<li>Sombreamento adequado para os animais;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">Disponibilidade de água</a></strong> suficiente para os animais beberem, principalmente após a ordenha e nas horas mais quentes do dia;</li>
<li>Para animais confinados em <a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/" rel="noopener"><strong><em>Free stall</em></strong></a>, adequado sistema de resfriamento com ventiladores e aspersores, permanecendo ligados nas horas mais quentes do dia;</li>
<li>Para animais que não estão no <em>Free stall</em>, o fato de molhar bem os animais em estado mais crítico pode ajudar no resfriamento;</li>
<li>Reduzir distâncias de deslocamento do animal.</li>
</ul>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/" rel="noopener"><strong>sala de espera</strong></a> da ordenha é um momento em que as vacas sofrem muito com o calor. Manter os animais o <strong>menor tempo possível na sala de espera</strong>, além de proporcionar aos animais uma instalação coberta, com ventiladores e aspersores, com um pé direito mais alto, pode favorecer um melhor conforto.</p>
<p>No ambiente, podemos utilizar sombras, sendo naturais ou artificiais, que forneçam uma área de pelo menos 3 a 5 m² por animal, salientando-se que quanto maior a área destinada à sombra, menores serão os riscos de acidentes e menor a formação de barro.</p>
<p>A sombra natural possui a vantagem de ser mais barata, mas como o crescimento das árvores é um processo lento, muitas vezes é necessário lançar mão do sombreamento artificial. Este pode ser conseguido com a <strong>utilização de sombrites</strong>, que são telas de fibra sintética e que devem <strong>fornecer de 60% a 80% de sombra</strong>.</p>
<p>Deve-se planejar a orientação das árvores ou da estrutura artificial. Quando os animais estão confinados a melhor orientação é a leste/oeste por proporcionar sombra o dia todo.</p>
<p>Para os animais que não estão confinados, eles podem se movimentar à procura de sombra, devendo então a estrutura ter orientação norte/sul, para que a sombra “caminhe” ao longo do dia de oeste (período da manhã) para leste (período da tarde), reduzindo a formação de lama.</p>
<p>A utilização de rodízio das áreas de sombra, quando estiverem com muita lama, também é necessária e pode ser realizada com o auxílio da cerca elétrica, isolando as áreas mais críticas.</p>
<p>A utilização de ventiladores, aspersores e nebulizadores também pode ser planejada para galpões de confinamento, currais de espera ou em áreas cobertas e apresenta grande eficiência na retirada de calor do animal e do ambiente.</p>
<p>Outro fato de extrema importância é a <strong>presença de cochos de água e comida na sombra ou próximo</strong>, para que os animais não fiquem apenas na sombra e tenham seu consumo diminuído. Não é necessário ter um bebedouro grande, mas este deve apresentar um fluxo contínuo de água, uma vazão que o mantenha sempre cheio e ser mantido limpo.</p>
<p>Comparada a um eficaz sistema de manejo do ambiente, a manipulação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">dieta da vaca leiteira</a></strong> em estresse calórico terá efeito relativamente pequeno sobre a produtividade. O consumo de matéria seca começa a reduzir quando a temperatura ambiente excede 25,5 °C.</p>
<p>Uma estratégia para diminuir a queda no consumo de matéria seca é aumentar o número de fornecimento da dieta ao longo do dia. Além disso, limpar o cocho diariamente retirando sobras que possam fermentar e impactar ainda mais na queda do consumo do alimento.</p>
<p>Pode-se realizar outras ações como <strong>manter a ordenha sempre nas horas mais frescas do dia</strong>, buscando minimizar os efeitos negativos do calor quando os animais estiverem aglomerados. E evitar a lida com os animais (vacinação, pesagem, inseminação, controle de parasitos, entre outros) nos momentos mais quentes do dia, pois o calor e aglomeração dos animais irá piorar o estresse térmico.</p>
<p>O efeito do estresse calórico no desempenho animal, provavelmente vai se tornar muito mais importante no futuro, caso a destruição ambiental continue aumentando. Dessa forma, pode-se notar os efeitos do aquecimento global, que tende a ter efeitos ainda maiores.</p>
<p>Em se tratando de estresse calórico animal, deve-se promover a integração entre técnicos, pesquisadores e produtores, na busca por alternativas viáveis e adaptadas a cada realidade. Ações que melhorem o conforto térmico do animal levam a transformação do bem-estar em maior consumo de alimentos, que resultará em aumento da produção de leite e melhora na reprodução.</p>
<h2>Minimize o estresse térmico e maximize a produção de leite</h2>
<p>O calor excessivo pode reduzir a produtividade e comprometer a saúde do rebanho.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=estresse-termico" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende técnicas de manejo, climatização e gestão estratégica para manter as vacas confortáveis, saudáveis e com alta performance, mesmo nos dias mais quentes.</p>
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