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	<title>gado de leite Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>gado de leite Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Fotossensibilização em bovinos: saiba as causas e como manejar os riscos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jun 2024 11:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[fotossensibilização]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fotossensibilização, também conhecida como requeima e sapeca, trata- se de uma doença causada pela resposta excessiva da pele (principalmente de áreas despigmentadas e/ou sem presença de pelos) a radiação solar, devido ao acúmulo de substâncias tóxicas (fototoxinas ou fotoalérgenos) na pele. Essa doença acomete principalmente os bovinos no período da desmama até aproximadamente os [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/fotossensibilizacao-em-bovinos/">Fotossensibilização em bovinos: saiba as causas e como manejar os riscos</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A fotossensibilização, também conhecida como requeima e sapeca, trata- se de uma doença causada pela resposta excessiva da pele (principalmente de áreas despigmentadas e/ou sem presença de pelos) a radiação solar, devido ao acúmulo de substâncias tóxicas (fototoxinas ou fotoalérgenos) na pele. </span><span style="font-weight: 400;">Essa doença acomete principalmente os bovinos no período da <a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>desmama</strong></a> até aproximadamente os dois anos de idade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O número de animais afetados é variável, podendo ser a nível de animal ou até a nível de rebanho, causando <strong>diversos prejuízos econômicos para o produtor devido a perdas em performance</strong> (ganho de peso), gastos com medicamentos e morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos tratar sobre os principais tipos de fotossensibilização que acomete os bovinos, como pode ser realizado o diagnóstico dessa doença, como atuar caso na propriedade tenha animais afetados e quais ações podem ser tomadas para evitar novos casos.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Qual os impactos da fotossensibilização nos bovinos?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De maneira geral, essa doença leva a um ressecamento da pele, rachaduras, úlceras, desprendimento da pele e exposição de áreas avermelhadas e inflamadas no tecido subcutâneo, principalmente em regiões da extremidade do corpo, como orelhas, períneo, vulva, úbere, focinho e extremidades dos membros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, muitos animais podem apresentar sintomas sistêmicos como, febre, icterícia (mucosas amareladas), apatia, anorexia, desidratação e edema em áreas acometidas.</span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32279 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-225x300.jpg" alt="Bovino jovem com lesões na pele por conta de fotossensibilização " width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/fotossensibilizacao.jpg 750w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de um animal em um quadro de fotossensibilização apresentando lesões na pele. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Laryssa Mendonça</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Tipos de fotossensibilização</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem </span><b>dois tipos principais de fotossensibilização</b><span style="font-weight: 400;">, sendo elas a </span><b>primária e a secundária</b><span style="font-weight: 400;">, essa última também conhecida como hepatógena.  Ambas podem acometer os bovinos, embora a fotossensibilização secundária seja considerada mais comum. </span></p>
<h3>Fotossensibilização primária</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ocorre quando o animal </span><b>ingere alimento com presença de substância fotodinâmica</b><span style="font-weight: 400;">, ou ainda por meio da sua absorção direta pela pele. No Brasil, três plantas fotossensibilizantes primárias são descritas: </span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><i><span style="font-weight: 400;">Fagopyrum esculentum;</span></i></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><i><span style="font-weight: 400;">Ammi majus;</span></i></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><i><span style="font-weight: 400;">Froelichia humboldtiana</span></i><span style="font-weight: 400;"> (planta nativa de ocorrência comum no semiárido nordestino, conhecida por Ervanço). </span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa última planta contém um pigmento que é absorvido pela mucosa intestinal do animal e atravessa a barreira hepática, alcançando a circulação sistêmica e por fim a pele, onde causa uma resposta inflamatória exacerbada da pele à medida que a incidência de luz solar aumenta. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Fotossensibilização secundária &#8211; Hepatógena</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerada a </span><b>fotossensibilização mais comum</b><span style="font-weight: 400;">, ela acontece quando o animal </span><b>ingere alimento com presença de alguma substância fototóxica</b><span style="font-weight: 400;">, como as saponinas esteroidais (encontradas em brachiaria &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Brachiaria spp,  </span></i><span style="font-weight: 400;">e capim mombaça &#8211;</span><i><span style="font-weight: 400;"> E Panicum spp</span></i><span style="font-weight: 400;">.), furanos sesquiterpenos (encontrado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Myoporum spp</span></i><span style="font-weight: 400;">.) ou triterpenos (encontrado no Camará &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Lantana spp.</span></i><span style="font-weight: 400;">), sendo as do gênero</span><i><span style="font-weight: 400;"> Brachiaria </span></i><span style="font-weight: 400;">as mais frequentes no Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após ser ingerida, a substância é capaz de </span><b>lesionar o fígado</b><span style="font-weight: 400;"> e reduzir a sua capacidade de o metabolizá-la, reduzindo assim a sua excreção biliar. Consequentemente, os agentes fototóxicos não são eliminados do corpo do animal e se acumulam na pele, que com a maior incidência de luz solar, causa lesões, edemas e demais sinais clínicos da fotossensibilização. </span></p>
<h2>Como diagnosticar a doença?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico é baseado principalmente na anamnese junto da pessoa responsável para entender aspectos relacionados à idade do animal, tipo de pastagem e ambiente em que está inserido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sinais clínicos mencionados anteriormente devem ser analisados detalhadamente, os quais são altamente sugestivos da doença e na maioria das vezes vão de encontro às informações obtidas na anamnese.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em caso do animal vir a óbito, a necropsia é de extrema importância para um diagnóstico preciso, onde pode-se encontrar aumento no volume do fígado (hepatomegalia), repleção da vesícula biliar, pigmentação ictérica de mucosas e tecidos adjacentes ao fígado, entre outros. </span></p>
<h2>Como atuar na situação dos animais afetados?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, os animais acometidos devem ser removidos do ambiente/pasto em que estavam e movidos para um pasto diferente, onde tenha menos probabilidade de exposição a fototoxinas. Além disso, o </span><b><a href="https://rehagro.com.br/blog/sombra-para-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">sombreamento</a> é de suma importância</b><span style="font-weight: 400;">, para que os raios solares não cheguem diretamente até a pele do animal, agravando a situação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao tratamento, esse é paliativo e de suporte, sendo indicado a utilização de protetores hepáticos, hidratação e corticosteroides durante o início dos sintomas. Para as lesões de pele, as pomadas antissépticas e cicatrizantes são de suma importância para melhor eficiência no processo de recuperação. </span></p>
<h2>Como evitar novos casos na propriedade?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para evitar a fotossensibilização em bovinos leiteiros, algumas medidas preventivas podem ser tomadas, como: </span></p>
<ul>
<li><b>Controle de pastagens e alimentação:</b><span style="font-weight: 400;"> nesse quesito, é importante a identificação e remoção de plantas tóxicas, certificando-se que as pastagens estejam livres de plantas fotossensibilizantes, bem como a diversificação, rotação e <a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-de-pastagem-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bom manejo dos pastos</strong></a>, principalmente da </span><i><span style="font-weight: 400;">Brachiaria spp.</span></i><span style="font-weight: 400;"> em que os animais jovens permanecem, visto que esse manejo pode ser um fator de risco para os animais dessa categoria. Além disso, é fundamental o fornecimento de uma <a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dieta balanceada</strong></a> para evitar deficiências nutricionais que possam afetar a saúde hepática. </span></li>
<li><b>Proteção contra a luz solar:</b><span style="font-weight: 400;"> proporcione sombra adequada nas pastagens e abrigos para que os animais possam se proteger do sol intenso. </span></li>
<li><b>Monitoramento constante:</b><span style="font-weight: 400;"> é fundamental que os animais tenham regularmente sua saúde monitorada, o que inclui a avaliação para detecção precoce de qualquer sinal de fotossensibilização e consequentemente a aplicação de um tratamento imediato. </span></li>
<li><b>Gestão sanitária:</b><span style="font-weight: 400;"> manter os animais <a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-em-bezerros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>vacinados</strong></a> e em boas condições de saúde é importante para reduzir o risco de doenças que possam comprometer o fígado, como é o caso dos parasitas hepáticos, como a fasciolose hepática, que podem aumentar o risco da fotossensibilização secundária.</span></li>
</ul>
<h2>Reduza riscos e maximize a produção de leite</h2>
<p>A fotossensibilização pode causar grandes prejuízos se não for prevenida e controlada corretamente.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><b>Curso</b> <b>Gestão na Pecuária Leiteira</b></a> do Rehagro, você aprende a identificar fatores de risco, adotar estratégias preventivas e implementar manejos eficientes para proteger o rebanho e manter a produtividade da fazenda em alta.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24488" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg" alt="Amanda Lourenço" width="299" height="103" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg 299w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-270x93.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-32286" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares.jpg" alt="" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/06/matheus-soares-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Controle de moscas nas fazendas: como evitar perdas?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/moscas-como-controlar-e-evitar-perdas-nas-fazendas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 13:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[moscas]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As moscas são consideradas um problema nas fazendas leiteiras por diversas razões, as quais vão desde o bem-estar dos animais, a saúde, desempenho dos animais de recria e eficiência produtiva das vacas e qualidade do leite. Por esse motivo, é importante a fim de evitar os impactos negativos causados pelas moscas, que sejam adotadas medidas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As moscas são consideradas um problema nas fazendas leiteiras por diversas razões, as quais vão desde o bem-estar dos animais, a saúde, desempenho dos animais de recria e eficiência produtiva das vacas e qualidade do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esse motivo, é importante a fim de evitar os impactos negativos causados pelas moscas, que sejam adotadas medidas de controle de moscas na propriedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir sobre os tipos mais comuns de moscas presente nas fazendas, os impactos negativos que elas podem trazer ao rebanho, bem como as maneiras de controle mecânico, químico e biológico, além de formas de monitoramento. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Quais os tipos mais comuns de moscas nas fazendas?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No universo da criação de gado temos as principais moscas:</span></p>
<h3>Moscas domésticas (<i>Musca domestica</i>)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As moscas domésticas são onipresentes, ou seja, <strong>não é uma espécie exclusiva dos bovinos</strong>, mas apesar disso, por serem tão comuns, elas são capazes de causar irritação e estresse nos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas moscas possuem um aparelho bucal que causa menos desconforto aos animais em comparação com a mosca dos estábulos, mas são igualmente prejudiciais. Elas se alimentam de secreções oculares e orais, durante sua alimentação, essas moscas transmitem patógenos (vírus e bactérias – inclusive cepas resistentes a antibióticos), representando um risco tanto para a saúde animal quanto para a saúde pública. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ciclo de vida dessas pragas é notavelmente rápido. As moscas domésticas depositam ovos em matéria orgânica, dando origem a larvas, pupas e, por fim, adultos. Esse ciclo varia de acordo com a densidade populacional, recursos disponíveis, temperatura e umidade. Temperaturas em torno de 26ºC são ideais para o seu ciclo, mas variações extremas podem alterar esse período, tornando-o mais longo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior parte dessas pragas (80%) está nas fases de ovos, larvas e pupas, não visíveis na propriedade. </span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Moscas dos estábulos (<i>Stomoxys calcitrans</i>)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As moscas dos estábulos são conhecidas por sua <strong>picada dolorosa e por provocar feridas na pele dos animais</strong>. Por isso, a presença dessas moscas pode levar a um aumento no comportamento agitado dos animais, principalmente quando se trata de sistemas onde os animais são mantidos em ambientes fechados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elas são hematófagas, alimentando-se do sangue dos animais através de um aparelho bucal robusto, causando dor e desconforto. Em condições ideais, um único par dessas moscas, que começa a se reproduzir em abril, pode gerar uma prole espantosa, alcançando números absurdos até agosto, atingindo a casa dos quintilhões e quatrilhões. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto econômico é alarmante: <strong>a produção de leite pode diminuir entre 20 a 60%</strong>, gerando prejuízos significativos. Além disso, há evidências de que essas moscas são associadas à transmissão de agentes patogênicos como </span><i><span style="font-weight: 400;">Anaplasma marginale</span></i><span style="font-weight: 400;">, relacionada à Tristeza Parasitária, além de ovos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Dermatobia homini</span></i><span style="font-weight: 400;">s, conhecida como mosca do berne.</span></p>
<h3>Moscas dos chifres (<i>Haematobia irritans</i>)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas moscas são muito conhecidas e <strong>extremamente prejudiciais</strong>. São hematófadas e bastante dependente do hospedeiro durante seu ciclo biológico, entretanto, a atividade hematófaga não é o único aspecto nocivo, as picadas dolorosas e incessantes durante todo o dia sobre o animal parasitado deixa o animal extremamente agitado, conduzindo o animal a um estado de estresse. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os insetos quando adultos são encontrados nos bovinos e os ovos e as larvas e pupas nas fezes frescas, que é o local onde profundamente as fêmeas depositam seus ovos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estima-se que um animal perturbado por essa mosca a partir de uma infestação de 500 moscas em média/dia, pode ter uma <strong>perda anual de aproximadamente 2,6 litros de sangue, 40kg de peso vivo e de 5 a 15% na produção de leite.</strong></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25976 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-3.jpg" alt="Anatomia das moscas stomoxys calcitrans, musca domestica e haematobia irritans" width="663" height="353" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-3.jpg 663w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-3-300x160.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-3-370x197.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-3-270x144.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-3-150x80.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 663px) 100vw, 663px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: Fernando Paiva, Luiz Eduardo Roland Tavares, Wilson Werner Koller</span></p>
<h2>Impacto no bem-estar, saúde e produção de leite</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As moscas inferem um impacto negativo no <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar</strong></a>, saúde e produção de leite das vacas devido a diversos fatores, os quais podemos citar: </span></p>
<h3>Bem-estar</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto negativo ocasionado pelas moscas pode afetar tanto o estado físico quanto o comportamento dos animais. </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Estresse e irritação:</strong> as picadas constantes das moscas provocam irritação na pele dos animais, levando a quadros de estresse e por isso esse desconforto pode afetar de forma negativa o bem-estar geral. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Comportamento agitado:</strong> a presença de moscas causa nos animais um comportamento agitado, como agitar a cabeça e mover o corpo de maneira frenética. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Redução na alimentação:</strong> devido ao estresse, pode haver alteração no comportamento alimentar dos animais, levando a uma diminuição na ingestão de alimentos, o que pode ser ocasionado pela liberação de hormônios do estresse, como o cortisol e também pela distração e agitação, onde o foco principal estará sendo lidar com a situação estressante do que de fato se alimentar. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Problemas reprodutivos:</strong> o estresse vai estar intimamente relacionado a alterações fisiológicas que podem impactar negativamente na reprodução. Sobre esses impactos, podemos ressaltar alguns mecanismos, como a desregulação hormonal, principalmente dos hormônios que desempenham seu papel no ciclo estral (GnRH, FSH e LH), a supressão da ovulação, atrasos para retorno a ciclicidade no <a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pós-parto</strong></a>, redução na <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de concepção</strong></a>, além de maiores chances de aborto. </span></li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Saúde</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de moscas pode afetar a saúde de vacas e bezerras leiteiras de inúmeras maneiras, pois levam a desafios tanto sanitários quanto comportamentais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As moscas além da importunação que provoca nos animais, são potenciais transmissoras de incontáveis agentes causadores de doença, das quais podemos citar como exemplo: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ceratoconjuntivite;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-da-brucelose-e-tuberculose/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Tuberculose</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/tripanossomose/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Tripanossomose</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Anaplasmose;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Mastite</strong></a>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diarreias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Verminoses.</span></li>
</ul>
<h3>Produção de leite</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de leite pode ser afetada devido a presença das moscas devido aos fatores citados anteriormente, visto que o estresse provocado e a possibilidade de transmissão de doenças irão impactar de forma negativa na produção de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, podemos citar que essa produção pode sofrer influência da menor <a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>eficiência reprodutiva</strong></a>, do desconforto no momento da <a href="https://rehagro.com.br/blog/linha-de-ordenha-como-organizar-e-importancia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ordenha</strong></a> e em momentos de descanso. </span></p>
<h2>Quais as estratégias de controle?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que os sistemas de criação, principalmente o sistema intensivo, geram grandes quantidades de resíduos (<strong>uma vaca confinada pode produzir cerca de 10% do seu peso vivo em dejetos diariamente</strong>), o que é um grande atrativo para as moscas, juntamente com a disponibilidade de alimento e pelo abrigo e local para oviposição fornecidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, práticas sustentáveis ​​de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-de-residuos-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><b>manejo de dejetos </b></a><span style="font-weight: 400;">são cruciais para o controle mecânico das moscas. Reduzir a disponibilidade de alimentos e locais de oviposição torna-se a primeira e mais importante medida para mitigar essas pragas nas fazendas. O controle eficaz de moscas é essencial para preservar a saúde animal e humana, além de minimizar os prejuízos econômicos na produção pecuária.</span></p>
<h3>Controle mecânico de moscas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em fazendas onde os animais são confinados, o manejo adequado dos dejetos se torna essencial no controle e prevenção contra essas pragas. Um dos métodos disponíveis, consiste na manutenção rigorosa das camas tanto dos </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>Compost Barns</i></strong></a><span style="font-weight: 400;"> quanto dos </span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Free stalls</strong></a>:</span></i></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Limpeza diária dos bebedouros e da pista de alimentação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Limpeza de corredores;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Retirando toda a sobra do trato do dia anterior;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Remova as sujidades antes do próximo trato. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Os corredores de acesso à pista de alimentação podem ser limpos por meio de um sistema de raspador automático ou pelo sistema de </span><i><span style="font-weight: 400;">flushing.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Esses sistemas, podem ser programados para a realização de limpezas automáticas ou podem ser acionados manualmente quando a limpeza for necessária.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25977 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-1-e1701177046248.jpg" alt="Sistema de Flushing em fazenda leiteira" width="400" height="707" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Sistema de <i>Flushing</i>. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25978 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-6-e1701177083793.jpg" alt="Sistema de raspagem automática em fazenda leiteira" width="400" height="704" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Sistema de raspagem automática </span><i><span style="font-weight: 400;">(Scraper</span></i><span style="font-weight: 400;">). Fonte: Acervo Rehagro</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É fundamental que as instalações que utilizam esses sistemas automáticos, tenham todo um sistema de tubulações que permita o correto manejo dos dejetos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma prática interessante é o investimento em um separador de sólidos, para que se possa separar os dejetos em fração líquida e sólida, que posteriormente podem ser utilizados nas lavouras. Outro investimento que pode trazer grandes retornos econômicos são os biodigestores. Essas práticas vão reduzir a poluição ambiental, promovendo a qualidade do solo e resultando em benefícios sanitários e econômicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em propriedades onde o sistema automático não é viável, é necessário que haja uma equipe para limpeza braçal dos dejetos, tanto para que se tenha o controle de moscas, quanto para comprimento das normas ambientais, como a resolução CONAMA 430/2011 (Brasil, 2011), que estabelece critérios para o tratamento adequado dos efluentes antes de serem lançados nos corpos d&#8217;água. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras práticas de controle mecânico de moscas são as telas, ventiladores e </span><b>armadilhas </b><span style="font-weight: 400;">para captura de moscas. Estas armadilhas contêm geralmente uma isca atrativa, e podem capturar um grande número de moscas. Essas iscas podem ser compostas por feromônios e açúcares, elas podem ter inseticidas ou não na sua composição.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25979 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-5-225x300.jpg" alt="Estratégia de controle mecânico de moscas do tipo armadilha de captura" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-5-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-5-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-5-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-5-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-5-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-5-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-5.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Estratégia de controle mecânico de moscas do tipo armadilha de captura. </span><span style="font-size: 12px;">Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Acervo Rehagro</span></span></p>
<h3>Controle biológico de moscas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O controle biológico das moscas é uma abordagem que utiliza <strong>organismos vivos ou produtos naturais</strong> para reduzir a população de moscas indesejadas de maneira mais sustentável e amigável ao meio ambiente. Existem diferentes métodos de controle biológico de moscas que exploram os inimigos naturais das próprias moscas, como besouros predadores e vespas parasitóides. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Besouros predadores, como os da família </span><i><span style="font-weight: 400;">Staphylinidae</span></i><span style="font-weight: 400;"> (besouros estafilinídeos), são predadores naturais das larvas de moscas. Esses besouros vivem nos mesmos ambientes das moscas e se alimentam das larvas, ajudando a reduzir sua população. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As vespas parasitóides são outro recurso importante no controle biológico de moscas. Elas depositam seus ovos dentro ou sobre as larvas das moscas, resultando na morte das larvas das moscas após a eclosão dos ovos das vespas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns fungos, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">Beauveria bassiana</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">Metarhizium anisopliae</span></i><span style="font-weight: 400;">, parasitam as moscas, causando doenças fúngicas que levam à morte dos insetos. similar ao mecanismo dos fungos, certos nematóides entomopatogênicos, infectam as larvas das moscas, destruindo-as no processo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, como foi comentado no controle mecânico, temos as armadilhas biológicas que são dispositivos que podem utilizar diversos atrativos, entre eles organismos vivos para capturar as moscas. <strong>A vantagem das armadilhas biológicas é que após o uso, elas podem ser descartadas ou usadas como adubo orgânico sem prejuízo ao meio ambiente.</strong> </span></p>
<h3>Controle químico de moscas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as técnicas para combater moscas, o controle químico se destaca pelo uso de </span><b>inseticidas</b><span style="font-weight: 400;">, tanto no ambiente quanto nos animais. Esse método é eficaz, porém requer cuidados e atenção específicos para sua correta aplicação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ambiente, um dos produtos frequentemente utilizados é um “mosquicida adulticida” em pó. Uma das formulações inclui: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tiametoxan (um neonicotinóide adulticida de segunda geração);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Z-9-Tricosene (um feromônio sintético para atrair sexualmente as moscas);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Açúcar, um atrativo natural para as moscas domésticas. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É essencial observar as concentrações do Tiametoxam, pois algumas estão prontas para uso e outras exigem a diluição em água. É importante observar que a eficácia desses produtos pode ser afetada em superfícies sujas, muito porosas ou em paredes recentemente pintadas com cal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os animais, soluções tópicas (Pour-on) com base em Fluazuron e Fipronil podem ser empregadas. Ao adotar o controle químico, os produtores devem estar atentos às instruções apresentadas nos rótulos, compreendendo e seguindo-os rigorosamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é recomendável alternar entre diferentes classes químicas, como piretróides, organofosforados, neonicotinóides e espinosinas, mas vale ressaltar, que <strong>a rotação entre piretróides e organofosforados não é recomendada devido ao potencial de resistência cruzada entre esses grupos.</strong> </span></p>
<h2>Monitoramento de moscas nas fazendas</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das técnicas tradicionais, adotar um </span><b>monitoramento regular da população de moscas</b><span style="font-weight: 400;"> é uma medida que pode contribuir no controle. Uma maneira prática de realizar esse monitoramento é através das fitas &#8220;Pega Moscas&#8221;. Essas fitas adesivas podem ser colocadas em diferentes locais das instalações. Trocá-las semanalmente é crucial para a contagem precisa das moscas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a média semanal ultrapassar 100 moscas por fita, é um sinal de alta atividade de moscas. Quando uma alta atividade de moscas é detectada, uma intervenção estratégica, como o controle químico, pode ser acionada para mitigar o problema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro método de monitoramento eficaz, especialmente para o controle das moscas dos estábulos, é a contagem direta nos animais. Esse procedimento envolve a contagem do número de moscas que podem ser vistas na parte externa da perna da vaca, voltada para o observador e na parte interna da perna oposta da vaca. Uma contagem de 2,5 a 5,0 moscas por perna já pode ser suficiente para causar prejuízos na produtividade.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25980 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-4.jpg" alt="Fita pega moscas" width="360" height="540" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-4.jpg 360w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-4-200x300.jpg 200w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-4-270x405.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-4-150x225.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Imagem de uma fita pega moscas. Fonte: Freepik</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25981 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-2.jpg" alt="Animal infestado por mosca do estábulo." width="890" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-2.jpg 890w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-2-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-2-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-2-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-2-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-2-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/11/moscas-no-gado-2-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 890px) 100vw, 890px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Animal infestado por mosca do estábulo. Fonte: CATI</span></p>
<h2>Conclusão</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, sabemos então que cada ambiente possui suas particularidades e, portanto, requer abordagens adaptadas e específicas. A avaliação constante da eficácia das técnicas empregadas e a adaptação contínua são cruciais para o sucesso do controle de moscas em fazendas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O controle biológico, apesar de exigir mais tempo em comparação com os métodos químicos, destaca-se como uma prática altamente eficaz e sustentável a longo prazo, principalmente quando associada às boas práticas de higiene, manejo de dejetos e monitoramento das populações de moscas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O monitoramento vai oferecer informações específicas para identificar precocemente infestações graves de moscas, permitindo que as intervenções químicas sejam aplicadas somente quando necessárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, a prevenção e o controle contínuo são fundamentais para minimizar os impactos negativos das moscas na produção leiteira, na saúde e bem-estar dos animais.</span></p>
<h2>Mais conforto, mais saúde e mais lucro no seu rebanho</h2>
<p>O controle eficiente de moscas vai muito além do bem-estar animal, ele impacta diretamente a saúde do rebanho e a produtividade da fazenda.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias práticas e integradas para prevenir infestações, reduzir perdas e aumentar a rentabilidade, sempre com foco em resultados reais no campo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23088" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes.jpg" alt="Yanca Fernandes - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Tipos de ordenha: ordenha manual, ordenha mecânica e ordenha robotizada</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-ordenha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2023 11:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[tipos de ordenha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ordenha é um dos pilares mais cruciais em um sistema de produção de leite, é nesse momento em que o produto de venda, o leite, será coletado e, possivelmente, destinado para o laticínio e à produção de seus subprodutos, como queijo, iogurte, creme de leite e entre outros. Considerando essa importância, nesse artigo iremos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ordenha é um dos pilares mais cruciais em um sistema de produção de leite, é nesse momento em que o produto de venda, o leite, será coletado e, possivelmente, destinado para o laticínio e à produção de seus subprodutos, como queijo, iogurte, creme de leite e entre outros.</p>
<p>Considerando essa importância, nesse artigo iremos abordar os diferentes tipos de ordenha, suas respectivas características, vantagens, pontos de atenção, custos e quando empregar cada tipo de modelo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Ordenha manual</h2>
<p>Esse é o tipo de ordenha que ainda predomina nas pequenas propriedades produtoras de leite no Brasil. Os controles e cuidados se fazem necessários nesse modelo, da mesma forma que se faz em ordenhas mecânicas, devendo- se ter atenção durante o momento de extração e de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/" target="_blank" rel="noopener">armazenamento do leite</a></strong>, para garantir que o produto final seja de qualidade.</p>
<p>Na ordenha manual, pode haver a presença ou não do bezerro, isso varia de acordo com o manejo adotado na propriedade, tipo de instalação e da raça dos animais em lactação.</p>
<p>Os <strong>pontos de atenção para a ordenha manual</strong> são:</p>
<ul>
<li>Sanitização do latão e tanque de refrigeração, antes do armazenamento do leite e após a retirada do líquido. Essa etapa deve ocorrer antes do uso do utensílio, 30 minutos antes da ordenha, a fim de evitar resíduo do sanitizante no leite;</li>
<li>A condução das vacas até a sala de ordenha deve ser forma gentil e cuidadosa, evitando o estresse dos animais;</li>
<li>É indicado que seja feita a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/linha-de-ordenha-como-organizar-e-importancia/" target="_blank" rel="noopener">linha de ordenha</a></strong> das vacas, ou seja, separar quais animais serão ordenhados primeiro e quais serão ordenhados por último, o critério a ser utilizado para isso é ordem de parto, animais com mastite e animais que estão em tratamento com antibiótico;</li>
<li>Contenção da vaca, prendendo a cauda, para evitar acidentes e contaminação do leite. Caso seja ordenha com bezerro ao pé, é importante também conter o bezerro;</li>
<li>Lavar as mãos antes da ordenha e usar luvas no momento da ordenha;</li>
<li>Realizar o teste da caneca de fundo preto antes de iniciar a ordenha;</li>
<li>Uso do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener">pré-dipping</a></strong> e secagem dos tetos com papel toalha e usando uma folha por teto;</li>
<li>Descartar o leite proveniente de vacas com mastite e em tratamento com antibiótico;</li>
<li>Ao fim da ordenha, realizar a limpeza dos materiais utilizados, com água de qualidade e em temperatura adequada (40º a 45ºC);</li>
<li>Realizar a limpeza geral da sala de ordenha.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Mesmo sendo em sistemas de produção de leite de menos tecnificação, é importante realizar exames periódicos para avaliar a <strong>saúde da glândula mamária</strong> para produzir leite de qualidade.</p>
<p>Assim, pode-se realizar o teste <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/" target="_blank" rel="noopener">CMT (<i>California Mastitis Test</i><em>)</em></a></strong> e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">CCS (Contagem de Células Somáticas)</a></strong>, ambas as avaliações têm como finalidade avaliar a ocorrência de mastite subclínica no rebanho.</p>
<p>Além disso, é necessário avaliar os dados enviados pelo laticínio, sendo o principal a CPP (Contagem Padrão em Placa), para analisar como está a higiene da ordenha.</p>
<p><strong>A ordenha manual é um investimento de baixo custo nas propriedades</strong>. Esse tipo de ordenha pode ser implementado em fazendas com pequenos rebanhos, com sistema de produção extensivo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25020 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual.jpg" alt="Homem realizando a ordenha do tipo manual" width="768" height="515" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual-300x201.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual-370x248.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual-270x181.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual-740x496.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem demonstrando uma ordenha do tipo manual sendo realizada. Fonte: Martins (2012)</span></p>
<h2>Ordenha mecânica</h2>
<p>Na ordenha mecânica ocorre a retirada do leite por meio de equipamento que simula a mamada do bezerro, retirando quantidade máxima do leite produzido pela vaca. É classificada em quatro tipos: balde ao pé, canalizada linha alta, canalizada linha média, canalizada linha baixa.</p>
<p>Em casos em que o equipamento não é utilizado de forma recomendada, há redução da produtividade e rentabilidade do sistema de produção, uma vez que resulta em leite de baixa qualidade, aumento da ocorrência de mastite e elevado custo de produção em decorrência das manutenções e trocas frequentes, além dos gastos com <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>tratamentos de mastite</strong></a>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25021 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1.jpg" alt="Vacas no sistema de ordenha mecânica do tipo balde ao pé" width="450" height="338" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1.jpg 450w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha mecânica do tipo balde ao pé. Fonte: Júnior (2015)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25022 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2.jpg" alt="Sistema de ordenha mecânica do tipo linha baixa." width="691" height="485" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2.jpg 691w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2-300x211.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2-370x260.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2-270x190.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2-150x105.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha mecânica do tipo linha baixa. Onde a linha do leite está abaixo do piso do animal. Fonte: Alex Matos Teixeira</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25019 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha.jpg" alt="Sistema de ordenha mecânica do tipo linha média." width="980" height="659" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-300x202.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-768x516.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-370x249.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-270x182.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-740x498.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha mecânica do tipo linha média. Nesse modelo, a linha do leite fica próxima à alta da garupa dos animais. É o modelo mais encontrado. Fonte: Milkpoint</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25023 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-1024x482.jpg" alt="Vacas no sistema de ordenha mecânica em linha alta." width="770" height="362" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-1024x482.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-300x141.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-768x361.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-370x174.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-270x127.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-740x348.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-150x71.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3.jpg 1146w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem ilustrando um sistema de ordenha mecânica em linha alta. A linha do leite nesse modelo fica bem acima dos animais. Normalmente encontrada em salas de ordenha sem fosso. Fonte: Alex Matos Teixeira</span></p>
<p>Assim, os <strong>pontos de atenção para a ordenha do tipo mecânica</strong> são:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">Manuseio por profissional capacitado e orientado</a></strong>, que tenha conhecimentos sobre o equipamento e sobre as características específicas das vacas de leite;</li>
<li>Cuidado com a sobreordenha, que é quando se tem a ordenha em pleno vácuo já sem extrair leite, em casos que não há extrator automático no equipamento;</li>
<li>Cuidados com o manejo de ordenha iguais aos cuidados que devem ser tomados com a ordenha manual;</li>
<li>Limpeza adequada das tubulações, com produtos e temperatura da água corretos.</li>
</ul>
<p>Quando o equipamento tem manutenções periódicas, sendo utilizado seguindo as recomendações, não há prejuízos à glândula mamária e aos tetos das vacas.</p>
<p>As<strong> vantagens</strong> desse tipo de ordenha são:</p>
<ul>
<li>Menor demanda de funcionários;</li>
<li>Redução do estresse para as vacas;</li>
<li>Diminuição do tempo de ordenha;</li>
<li>Ordenha simultânea de vários animais;</li>
<li>Mais facilidade de operação e manejo;</li>
<li>Horários fixos de rotina de ordenha.</li>
</ul>
<p>Para implementar esse tipo de ordenha nas propriedades, é preciso de estruturas físicas para abrigar os equipamentos, o que inicialmente requer um investimento maior.</p>
<p>Esse é o tipo de investimento que gera retorno ao produtor, uma vez que a qualidade do leite é garantida, quando as recomendações são seguidas.</p>
<h2>Ordenha robotizada</h2>
<p><strong>Nesse tipo de ordenha, as vacas determinam a frequência e o momento em que serão ordenhadas</strong>, ou seja, é um sistema voluntário. O controle é feito por softwares, que controla todos os equipamentos que funcionam de acordo com a ordenha, como ventiladores, luzes, ordenhadeira, entre outros.</p>
<p>No momento em que a vaca chega para a ser ordenhada, ela é identificada, iniciando o processo de ordenha. Após isso, é feita a limpeza de cada teto, individualmente, através da teteira automática de limpeza, sendo identificado precisamente a posição dos tetos. Feito a limpeza, as ordenhadeiras são colocadas, ajustadas conforme a anatomia do animal.</p>
<p>Ao final do processo de ordenha, o leite é levado ao tanque resfriador, por meio das tubulações e o todo equipamento é limpo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25024" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica.jpg" alt="Sistema de ordenha robótica." width="546" height="728" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica.jpg 696w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha robótica. Fonte: Attuale Comunicação</span></p>
<p>Os <strong>pontos de atenção para a ordenha robotizada</strong> são:</p>
<ul>
<li>Ambiente tranquilo, calmo e sem estresse, para que as vacas tenham vontade de serem ordenhadas;</li>
<li>Necessidade de profissional qualificado e apto para manipular a ordenha;</li>
<li>Assistência técnica de qualidade;</li>
<li>Avaliar custo-benefício de instalar a tecnologia na propriedade.</li>
</ul>
<p>As vantagens desse tipo de ordenha são:</p>
<ul>
<li>Flexibilidade para realizar outras tarefas na propriedade;</li>
<li>Elasticidade de horários;</li>
<li>Menos necessidade de mão de obra;</li>
<li>Os animais se adaptam rapidamente;</li>
<li>Geração de relatórios constantemente;</li>
<li>Análise do leite feita por condutividade elétrica do leite de cada teto separadamente, conseguindo assim detectar o leite que não está dentro dos padrões de qualidade e desviá-lo para outro tanque.</li>
</ul>
<p>Esse tipo de sistema de ordenha ainda é dividido em duas formas: a de fluxo guiado e a de fluxo livre.</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Fluxo guiado: a vaca para acessar o robô/ordenha ou conseguir ir para a pista de alimentação, passa por um portão com sensor. Se o intervalo entre ordenhas não for adequado (programada no sistema), a vaca não é ordenhada e será liberada de forma direta para a pista de alimentação.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Fluxo livre: não tem o portão para guiar, ou seja, a vaca pode comer, ir até o robô e ser ordenhada quando sentir vontade.</li>
</ol>
<p>Para realizar a avaliação do custo dessa tecnologia, é preciso fazer a análise de alguns dados: número de vacas em lactação, produção por vaca, custo com mão-de-obra, valor de investimento inicial e de manutenção do equipamento. <strong>É importante comparar a funcionalidade entre a ordenha mecânica e a ordenha robotizada.</strong></p>
<p>Por fim, vale ressaltar que independentemente do tipo de ordenha implementado e utilizado na propriedade, é importante que o momento ordenha seja realizado de maneira higiênica, para evitar a transmissão de <strong>doenças</strong>, por exemplo, a mastite, e a contaminação do leite, além de garantir o conforto, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar das vacas</a></strong> e consequentemente maior produção de leite com qualidade.</p>
<h2>Transforme a ordenha em um processo mais lucrativo e eficiente</h2>
<p>Seja manual, mecânica ou robotizada, a ordenha precisa estar alinhada a uma gestão inteligente para garantir leite de qualidade e retorno financeiro.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar práticas de manejo com controle de indicadores, otimização de recursos e aumento da rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23090" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes.jpg" alt="Bárbara Agnes - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Timpanismo em bovinos: o que é, causas e tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 11:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[timpanismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como a acidose ruminal, o timpanismo é um fator a ser considerado em mortes por enfermidades digestivas, as quais, representam perdas econômicas significativas aos produtores. Logo, entender o perfil da doença, junto aos fatores que corroboram com o seu desenvolvimento, para assim, evitar os prejuízos aos animais e responsáveis é indispensável. &#160; Sem tempo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Assim como a acidose ruminal, o <strong>timpanismo</strong> é um fator a ser considerado em mortes por enfermidades digestivas, as quais, representam perdas econômicas significativas aos produtores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, entender o perfil da doença, junto aos fatores que corroboram com o seu desenvolvimento, para assim, evitar os prejuízos aos animais e responsáveis é indispensável.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é timpanismo?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span>timpanismo<span style="font-weight: 400;">, também conhecido como </span><b>empanzinamento</b><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>meteorismo ruminal</b><span style="font-weight: 400;">, consiste em uma distensão abdominal decorrente do acúmulo de gás do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">rúmen</a></strong>, quando esse gás que é produzido de maneira fisiológica após a fermentação ruminal durante o processo de digestão dos alimentos não consegue ser eliminado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a eliminação do gás pela eructação não acontece de forma efetiva isso resulta em consequências, que podem levar a quadros respiratórios e até mesmo na morte do animal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse artigo iremos entender melhor as formas de apresentação do timpanismo, quais os principais fatores predisponentes, as manifestações clínicas, maneiras de prevenir essa condição e também os impactos na pecuária leiteira.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais as formas do timpanismo?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O timpanismo pode se apresentar de duas formas, o <strong>timpanismo primário</strong> ou espumoso e o <strong>timpanismo secundário</strong> ou “gás livre”: </span></p>
<h3>Timpanismo primário</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><b>timpanismo primário ou espumoso</b><span style="font-weight: 400;">, há uma alteração no conteúdo ruminal, quanto à tensão superficial e viscosidade. Dessa forma, não ocorre a </span><b>coalescência dos gases</b><span style="font-weight: 400;"> advindos da fermentação, de modo que haja uma associação das bolhas gasosas à ingesta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que, a princípio, os movimentos estejam presentes, não é possível eliminá-las. Pois, o processo de eructação torna-se dificultoso, uma vez que, a espuma estável preenche o espaço rúmen &#8211; retículo, a ponto de cobrir a região da cárdia. Região essa que tem um papel significativo na eructação, já que, uma certa quantidade de gases livres, geram o estímulo necessário para a eliminação.</span></p>
<h3>Timpanismo secundário</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o </span><b>timpanismo secundário ou por “gás livre”</b><span style="font-weight: 400;">, a não eliminação dos gases produzidos no processo de fermentação, é em decorrência a alguma obstrução da cárdia ou esôfago podendo ser mecânica, patológica ou metabólica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de existir a possibilidade da ocorrência de lesões nas vias nervosas responsáveis pelo processo de eructação, como é o caso da indigestão vagal, o que pode levar a atonia ruminal.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25004 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo.jpg" alt="Gado com timpanismo" width="622" height="419" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo.jpg 622w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo-300x202.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo-370x249.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo-270x182.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 622px) 100vw, 622px" /></p>
<h2>Fatores predisponentes</h2>
<h3>Oferta de leguminosas</h3>
<p><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">A dieta dos bovinos deve ser equilibrada e bem formulada</a></strong>. Alguns tipos de alimentos, como leguminosas ricas em proteína, podem predispor os animais ao timpanismo. Em relação às leguminosas<span style="font-weight: 400;">, principalmente Alfafa (Medicago sativa), trevo-vermelho (Trifolium pratense) e trevo-branco (T. repens). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As </span><b>proteínas solúveis</b><span style="font-weight: 400;">, presentes nas folhas, proporcionam uma fermentação mais intensa, de modo que haja maior formação de gases e proliferação bacteriana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, as partículas de cloroplasto (organelas de plantas, presentes nas folhas) acabam sendo colonizadas por esses microrganismos, sendo assim, a coalescência das bolhas fica comprometida e ineficaz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator relacionado é o estágio em que se encontram as plantas, logo, o período vegetativo ou brotação apresentam riscos maiores em relação à contribuição para a estabilidade da espuma. Isto deve-se à concentração de cloroplasto e proteínas solúveis. </span></p>
<h3>Dietas com alto teor de grãos ou carboidratos solúveis</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em dietas de concentrados com </span><b>partículas muito finas ou de baixa granulometria</b><span style="font-weight: 400;">, proporcionam um ambiente favorável para a alta proliferação de certos grupos de bactérias, como os ácidos tolerantes, por exemplo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Streptococcus bovis</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, aumentando a digestão microbiana do amido, o que resulta em níveis elevados na produção de mucopolissacarídeos. Os quais contribuem para a estabilidade da espuma e aumentam a viscosidade do conteúdo ruminal e, consequentemente, a retenção dos gases no mesmo. </span></p>
<p>O mesmo pode ocorrer em locais que usam a <a href="https://rehagro.com.br/blog/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><b>palma </b></a>na dieta, já que, este componente é rico em mucilagem e carboidratos solúveis e não apresenta níveis adequados de fibra.</p>
<h3>Dietas com alto teor de fibras finas ou dietas pobres em fibra</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Dietas com alto teor de fibras finas, como pastagens jovens ou <strong>forragem</strong> de má qualidade, podem predispor os bovinos ao timpanismo.  Além disso, dietas de baixo teor de fibra podem colaborar para o perfil de bactérias ácido tolerantes, pois essa dieta provocará alteração na produção de saliva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pH ruminal fica comprometido em decorrência da falha do mecanismo de tamponamento (o que neutraliza os ácidos do rúmen), provocando assim uma disbiose, ou seja, um desequilíbrio na microbiota ruminal, tornando o ambiente favorável para o </span><i><span style="font-weight: 400;">S. bovis</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo.</span></p>
<h3>Mudanças na dieta</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Mudanças repentinas na dieta dos bovinos, especialmente a transição de uma dieta de forragem para uma dieta rica em grãos, podem causar <strong>desequilíbrios no sistema digestivo e aumentar o risco de timpanismo</strong>. Isso evidencia a importância de promover alterações na dieta com adaptações e com a orientação de profissionais capacitados.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Manifestações clínicas</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É frequente observar distensão, principalmente do lado esquerdo do abdômen (fossa paralombar), já que, coincide com a localização do rúmen. Porém, em casos mais severos, pode haver distensão abdominal de ambos os lados.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25005 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo.jpg" alt="Ilustração dos graus do timpanismo" width="542" height="392" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo.jpg 542w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo-300x217.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo-370x268.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo-270x195.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo-150x108.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Imagem ilustrando os diferentes graus de timpanismo em bovinos. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Núcleo de Pesquisa Ensino e Extensão em pecuária-NUPEEC</span></span></p>
<p>Com o progresso do timpanismo, os sinais clínicos<span style="font-weight: 400;"> são decorrentes do aumento da pressão intra-abdominal, tornando a fossa paralombar esquerda mais proeminente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse aumento de pressão exerce uma compressão da musculatura torácica e pode originar quadros de deficiência/ dificuldade respiratória, provocando o aumento da frequência cardíaca e da respiração e até mesmo, extensão da cabeça e pescoço, conferindo uma posição ortopneica, o que caracteriza uma posição melhor para respirar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, pode ocorrer <a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>queda na produção de leite</strong></a>, inquietação, micção e defecação frequentes e perda do apetite. Em casos muito agudos, há ocasiões em que não há sinais clínicos prévios à morte súbita. </span></p>
<h2>Diagnóstico do timpanismo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>diagnóstico</strong> é feito baseado no histórico e sinais clínicos apresentados pelo animal. O uso de exames laboratoriais não é comum nesses casos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata de diagnóstico </span><i><span style="font-weight: 400;">post mortem</span></i><span style="font-weight: 400;">, ainda mais nos quadros de morte súbita, a necropsia é uma ferramenta de grande importância. Logo, é possível encontrar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações circulatórias, como hemorragias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Esôfago congesto na porção cervical, mas pálido na porção torácica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Protusão da língua;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pulmões comprimidos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Eritema sob a mucosa ruminal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fígado pálido;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Além de poder surgir enfisema subcutâneo (Radostits).</span></li>
</ul>
<h2>Tratamentos e prevenções</h2>
<p>Os <strong>métodos de tratamento disponíveis</strong> são aplicáveis a depender do quadro do paciente, levando em consideração:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O tipo de timpanismo (primário ou secundário);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O grau de acometimento (leve ou grave);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Urgência do caso.</span></li>
</ol>
<p>Como métodos de controle, em relação às leguminosas, deve haver uma atenção maior referente ao grau de amadurecimento das leguminosas corresponde a uma maior resistência da parede celular à degradação do processo de digestão.</p>
<p>Outro ponto é a concentração de taninos nas plantas, cuja correlação com os casos de timpanismo são favoráveis, pois essa substância é capaz de combinar com proteínas, formando precipitados.</p>
<p>Ou seja, níveis maiores tendem a reduzir a formação da espuma no rúmen e no grau da doença. Já que se ligam às proteínas das plantas e reduzem a degradabilidade bacteriana exacerbada. Logo, prefira leguminosas com maior teor desse componente.</p>
<p>Em relação aos grãos, é importante estar atento à granulometria, visto que alimentos com menor granulometria podem favorecer a velocidade de fermentação e produção de ácidos orgânicos, predispondo o caso de timpanismo. Além disso, é importante que na dieta seja de pelo menos 10 a 15% de forragem de boa qualidade.</p>
<p>A utilização de ionóforos é uma prática profilática, que usa a monensina sódica, por exemplo, com a finalidade de agir no pH ruminal, de modo que reduza a estabilidade das bolhas e favorece a eructação. Vale ressaltar a cautela em usar essa alternativa, já que, doses inadequadas podem gerar intoxicação dos animais.</p>
<p>A respeito do timpanismo por “gás livre”<span style="font-weight: 400;">, investigue as causas primárias, como o acesso dos animais a corpos estranhos, ou enfermidades que causem lesões ou obstruções, principalmente problemas metabólicos, que possam impedir o animal de eructar.    </span></p>
<h2>Quais os impactos do timpanismo?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O timpanismo em bovinos leiteiros tem um impacto significativo na produção de leite, no <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar dos animais</strong></a> e nos custos de produção e dentre os principais impactos, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Redução na produção de leite</strong>: O timpanismo pode levar a uma diminuição na ingestão de alimentos devido ao desconforto abdominal e à distensão do rúmen. Como resultado, a produção de leite pode ser reduzida. Bovinos leiteiros que sofrem de timpanismo gasoso ou espumoso tendem a ter uma diminuição temporária na produção de leite.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Perda de <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">Escore de Condição Corporal (ECC)</a></strong>: A redução na ingestão de alimentos e a diminuição da produção de leite podem resultar na perda de peso corporal dos bovinos leiteiros. O que pode ser prejudicial para a saúde da vaca e para produção de leite a longo prazo.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Bem-estar animal</strong>: O timpanismo causa desconforto e dor nos bovinos. Eles podem ficar inquietos, ofegantes e relutantes em deitar-se. O estresse resultante do timpanismo afeta negativamente o bem-estar dos animais.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Custos de tratamento</strong>: O tratamento do timpanismo em bovinos leiteiros pode ser dispendioso. Isso inclui a necessidade de chamar um veterinário, submeter o animal a procedimentos para o alívio dos gases e administração de medicamentos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Problemas de longo prazo</strong>: Em casos graves ou crônicos de timpanismo, os bovinos podem desenvolver problemas de saúde a longo prazo, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">acidose ruminal</a></strong>, deslocamento do abomaso e até laminite.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabendo como o timpanismo se apresenta e conhecendo seus fatores predisponentes, fica claro que para minimizar os impactos do timpanismo em vacas leiteiras é fundamental implementar práticas de manejo adequadas, como a formulação adequada da dieta, qualidade dos alimentos e também a detecção precoce dos sintomas de timpanismo para tratamento imediato. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prevenção é muitas vezes mais eficaz e econômica do que o tratamento após o desenvolvimento da condição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atenção a dieta, ambiente e ao manejo dos animais desempenha um papel muito importante para redução do risco de timpanismo.</span></p>
<h2>Prevenção e manejo para manter a saúde e a produção do rebanho</h2>
<p>O timpanismo pode causar sérios prejuízos à saúde dos animais e à produtividade da fazenda.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar causas, implementar ações preventivas e aplicar manejos eficazes que protegem o rebanho e garantem mais leite no tanque.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Produção de leite orgânico: características e exigências desse sistema</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-organico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 18:29:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[leite orgânico]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente, os consumidores de produtos de origem animal estão cada vez mais exigentes e em busca de produtos de qualidade e segurança, esse novo perfil de consumidores tem impulsionado o mercado de produção orgânica. Eles buscam conhecer a origem dos alimentos que consomem e escolher produtos que tenham certificação do bem-estar animal e de práticas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente, os consumidores de produtos de origem animal estão cada vez mais exigentes e em busca de produtos de qualidade e segurança, esse novo perfil de consumidores tem impulsionado o <strong>mercado de produção orgânica</strong>.</p>
<p>Eles buscam conhecer a origem dos alimentos que consomem e escolher produtos que tenham certificação do bem-estar animal e de práticas de manejo que estejam preocupadas não apenas com a redução de uso de fármacos e produtos químicos, mas também com o meio ambiente e com a sustentabilidade.</p>
<p>Segundo a <strong><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.831.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei Federal n.º 10.831, de 23 de dezembro de 2023</a></strong> entende-se como produto da agricultura orgânica, ou produto orgânico, aquele obtido de um sistema orgânico de produção agropecuário ou oriundo de processo extrativista sustentável e não prejudicial ao ecossistema local.</p>
<p>A lei determina quais são as características e exigências de um sistema de produção orgânico e como estes produtos devem ser certificados.</p>
<p>Apesar da produção de leite orgânico ainda ser relativamente pequena no Brasil, há uma grande expectativa de ampliação desse nicho de mercado, que pode proporcionar ao produtor uma melhor remuneração por um produto diferenciado.</p>
<p>Os produtores para serem considerados orgânicos devem se adequar a várias medidas propostas pela Instrução Normativa n.º 46, de 6 de outubro de 2011. Confira algumas das características e exigências desse sistema de produção de leite.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Sanidade do rebanho</h2>
<p>A sanidade do rebanho deve visar as práticas <strong>preventivas de doenças</strong>, controle de endo e ectoparasitas sem a utilização de medicamentos químicos em excesso. Dessa forma, nesse sistema de produção de leite o tratamento veterinário é considerado um complemento e deve ser associado a práticas de manejo.</p>
<p>Caso seja necessário intervenção e tratamento veterinário é importante não realizar apenas o tratamento dos efeitos na saúde do rebanho, mas também atuar buscando as possíveis causas das doenças.</p>
<p>Diante disso, sugere-se que os produtores adotem o sistema de pastejo rotacionado, para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">controle de parasitoses</a></strong> e atuem preventivamente na saúde dos animais.</p>
<p>Para isso, deve ser elaborado um <strong>plano de promoção da saúde</strong>, com registro de todos os fármacos e tratamentos utilizados na fazenda, indicadores de morbidade e mortalidade, incidência das principais afecções na fazenda, e protocolo de vacinação: as vacinas obrigatórias devem ser feitas nos animais.</p>
<p>Existem algumas medicações que tem uso vedado na instrução normativa, como produtos quimiossintéticos artificiais, hormônios e qualquer produto proveniente de organismos geneticamente modificados.</p>
<p>Permite-se a utilização por no máximo, duas vezes num período de um ano, e durante o tratamento deve-se respeitar o período de carência e o animal deve ser segregado e identificado, não sendo permitido a venda de produtos, subprodutos e dejetos desse animal durante esse período. É permitido o uso de homeopatia, fitoterapia e acupuntura como estratégias de tratamento.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Aquisição de animais</h2>
<p>Segundo a Instrução Normativa n.º 46, <strong>quando for iniciar, repor e ampliar o rebanho é necessário comunicar aos certificadores</strong>. Tendo atenção à origem desses animais, que devem ser provenientes de sistemas orgânicos de produção.</p>
<p>Quando não for possível adquirir animais de sistemas orgânicos, o produtor pode adquirir de produções convencionais, dando preferência aos sistemas que estão fazendo transição para a produção orgânica e sejam certificados.</p>
<p>Outro ponto de atenção nesse tipo de sistema é a idade de aquisição dos animais, estes devem ser capazes de serem recriados sem a presença materna.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Bem-estar dos animais</h2>
<p>Outra característica que exige atenção do produtor no sistema de produção orgânica é o planejamento e produtividade, respeitando a necessidade e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar dos animais</a>.</strong> Para isso, deve-se optar por raças adaptadas às condições ambientais e climáticas e o manejo e instalações devem ser projetadas para reduzir o estresse dos animais.</p>
<p>Dessa forma, é importante respeitar as <strong>5 liberdades preconizadas no bem-estar animal</strong>:</p>
<ol>
<li>Liberdade nutricional (os animais devem estar livres de sede, fome e desnutrição);</li>
<li>Liberdade sanitária (livres de feridas e enfermidades);</li>
<li>Liberdade de comportamento (devem ter liberdade para expressar comportamentos naturais da espécie);</li>
<li>Liberdade psicológica (sem a sensação de medo e ansiedade);</li>
<li>Liberdade ambiental com movimentação adequada nas instalações da propriedade.</li>
</ol>
<h2>Como realizar o manejo dos animais na produção orgânica?</h2>
<p>O manejo dos animais, segundo a normativa, deve ser realizado de forma calma, tranquila e sem agitações, sendo vedado o uso de instrumentos que possam causar medo ou sofrimento aos animais. A alimentação forçada também é um manejo proibido.</p>
<p>Para ser considerado orgânico o produtor pode utilizar de técnicas reprodutivas como a monta natural e a <strong>inseminação artificial</strong>, sendo o sêmen utilizado preferencialmente de animais de sistemas orgânicos de produção.</p>
<p><strong>É proibido</strong> o uso de técnicas como a <strong>transferência de embrião (TE), fertilização in vitro (FIV), sincronização de cio e outras técnicas de indução hormonal</strong>.</p>
<p>O corte dos chifres, castração, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mochacao-de-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">mochamento</a></strong> e marcações dos bovinos devem ser feitos apenas quando realmente necessário e deverão ser efetuados na idade apropriada, visando reduzir processos dolorosos e acelerar o tempo de recuperação. O uso de anestésicos deve ser aprovado pelas certificadoras e podem ser feitos também em animais que necessitem ser sacrificados.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A doma dos animais também precisa ser adequada: quando é feito na produção orgânica deve seguir os princípios da doma racional visando o bem-estar e conforto dos animais. </span></p>
<h2>Manejo nutricional dos animais</h2>
<p>Para alimentação dos animais, os sistemas orgânicos devem <strong>utilizar alimentos produzidos na própria unidade de produção ou por outra sob manejo orgânico</strong>.</p>
<p>Em caso de escassez de produtos ou em condições especiais é permitida a utilização de alimentos não orgânicos na ingestão diária dos ruminantes desde que seja respeitada a proporção de até 15% da matéria seca.</p>
<p>Para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener">produção de silagem</a></strong>, que são muito utilizadas na alimentação de bovinos, podem ser utilizadas como aditivos as bactérias láticas, acéticas, fórmicas e propiônicas ou seus produtos naturais ácidos quando não for possível realizar a fermentação natural. Os aditivos e auxiliares na dieta dos bovinos devem ser provenientes de fontes naturais e não podem apresentar moléculas de ácido desoxirribonucleico (DNA) e ácido ribonucleico (RNA).</p>
<p>Além disso, <strong>não podem ser utilizados compostos nitrogenados não-proteicos e nitrogênio sintético</strong> na alimentação dos animais. É permitido o uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">suplementos minerais</a> </strong>e vitamínicos desde que não contenham resíduos contaminantes acima dos limites permitidos e devem atender à legislação específica.</p>
<p>Os animais jovens devem ser amamentados pela mãe ou por uma fêmea substituta. Quando não for possível fazer o aleitamento natural, será permitido o uso de alimentação artificial, preferencialmente com leite da mesma espécie. A normativa instrucional ainda define que o aleitamento deve ser por no mínimo noventa dias para os bovinos.</p>
<h2>Como é o ambiente da produção de leite orgânico?</h2>
<p>O produtor que adotar o sistema de produção orgânica deve ainda ter cuidados com o ambiente de criação dos animais.</p>
<p>Todos devem preferencialmente ser <strong>criados em regime de vida livre</strong>, não sendo permitido a retenção em gaiolas, galpões, correntes, estábulos, cordas ou qualquer outro método que restrinja a movimentação dos animais.</p>
<p>No caso de animais abrigados em instalações é facultativo a eles a possibilidade de saída ao ambiente externo com forragem verde por pelo menos seis horas no período diurno, exceto em casos de enfermidades, endemias ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-climaticos-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">alterações climáticas severas</a>. </strong></p>
<p>Deve-se ainda respeitar a densidade animal, e os ambientes devem dispor de áreas para:</p>
<ul>
<li>Assumirem seus movimentos naturais, o contato social e descanso;</li>
<li>Alimentação, ritual reprodutivo, reprodução e proteção, em condições que garantam a saúde e o bem-estar animal;</li>
<li>Acesso à pastagem ou área de circulação ao ar livre, com vegetação arbórea suficiente para garantir sombra a todos os animais sem que tenham que disputar espaço.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24935 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/producao-leite-organico-225x300.jpg" alt="Vacas no pasto" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/producao-leite-organico-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/producao-leite-organico-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/producao-leite-organico-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/producao-leite-organico-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/producao-leite-organico-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/producao-leite-organico-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/producao-leite-organico.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Animais criados em regime de vida livre, respeitando a densidade animal. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Além disso, define-se que a densidade máxima dos animais em área externa deve respeitar o limite de 500 m2/100 kg de peso vivo para ruminantes. A cama para os animais deve ser seca e limpa, e o material utilizado deve ser natural e livre de resíduos e substâncias não permitidas na produção orgânica.</p>
<p>O produtor pode fazer uso de cerca elétrica, desde que sejam respeitadas medidas de segurança de uso, as instalações, equipamentos e utensílios devem ser mantidos limpos e desinfetados. As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-de-residuos-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">instalações de armazenagem e manipulação de dejetos</a></strong>, incluindo as áreas de compostagem, deverão ser projetadas, implantadas e operadas de maneira a prevenir a contaminação de águas subterrâneas e superficiais.</p>
<p>A madeira para instalações e equipamentos deve ser proveniente de extração legal, e se for tratada deve ser com substâncias e métodos de aplicação que minimizem os riscos de contaminação aos animais e seus produtos.</p>
<p>Por fim, seguindo as exigências da normativa, o produtor que optar pela produção de leite orgânico terá um sistema que busca o máximo de bem-estar e conforto dos animais e produzirá um leite com maior valor agregado e sustentável.</p>
<p>É uma produção que ganha força nos dias atuais por priorizar produtos saudáveis isentos de contaminantes, equilibrando preservação e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">sustentabilidade</a></strong> no sistema e promovendo a saúde do solo, água e ar e uso de energias renováveis, compostagem e reciclagem. Todos esses princípios são cada vez mais discutidos e visados pelos consumidores.</p>
<h2>Alcance excelência na produção de leite, orgânico ou convencional</h2>
<p>Gerir uma fazenda de leite com eficiência exige conhecimento técnico, visão estratégica e domínio dos números.</p>
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		<title>Os 7 maiores erros cometidos no pedilúvio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Sep 2023 21:07:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[casco]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[Pedilúvio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A intensificação da produção leiteira no Brasil trouxe uma nova realidade de crescimento e aumento da produção para as fazendas no país, no entanto, também levou há uma grande sobrecarga do aparelho locomotor dos bovinos. Com a introdução de sistemas de intensivos em confinamentos visando melhor conversão alimentar, conforto e produtividade dos animais, surgiram também [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A intensificação da produção leiteira no Brasil trouxe uma nova realidade de crescimento e aumento da produção para as fazendas no país, no entanto, também levou há uma grande sobrecarga do aparelho locomotor dos bovinos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a introdução de sistemas de intensivos em confinamentos visando melhor conversão alimentar, conforto e produtividade dos animais, </span><b>surgiram também maiores riscos de problemas podais dos animais confinados.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de pisos irregulares, inclinados ou desgastados, presença de umidade excessiva ocasionada por manejos realizados de maneira inadequada ou por má projeção de instalações, objetos perfurocortantes, pedras, e deficiente higienização das instalações são fatores de riscos para as afecções podais dos bovinos que podem acarretar muitos prejuízos para o produtor.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As lesões podais são responsáveis por aproximadamente 90% das claudicações na espécie bovina e seus prejuízos econômicos se traduzem por </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><b>queda na produção</b></a><span style="font-weight: 400;">, custo do tratamento, descarte do leite por resíduos de antibióticos, perda de escore corporal, problemas reprodutivos como anestro, maior número de <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>serviço</strong></a>/<a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>prenhez</strong></a>, maior intervalo entre partos (IEP), descarte precoce dos animais e maior susceptibilidade a outras doenças.</span></p>
<p><strong>Uma das formas de prevenir e tratar as lesões podais é o uso do pedilúvio.</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto discutiremos mais a respeito do pedilúvio, trazendo desde a forma correta de utilização a depender do produto comercial escolhido, o dimensionamento e também os principais erros de utilização.  </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>O que é pedilúvio?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Pedilúvios são recipientes geralmente instalados em corredores de entrada e saída da </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><b>sala de ordenha</b></a><span style="font-weight: 400;">, contendo uma solução desinfetante com a proposta de </span><b>desinfetar os cascos dos animais. </b><span style="font-weight: 400;">Eles são utilizados tanto para o tratamento de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><b>lesões no casco</b></a><span style="font-weight: 400;"> quanto também tem aplicação na rotina e em grande escala no manejo da fazenda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal objetivo é promover a redução da carga de microrganismos patogênicos, como bactérias e fungos que podem causar infecções nos cascos.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39649 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As soluções desinfetantes utilizadas mais utilizadas nos pedilúvios normalmente são as que contém ingredientes como o formaldeído e o sulfato de cobre (CuSO4), ambas com a mesma funcionalidade e diferindo na questão de custo e no tempo de atuação, devido à maior volatilidade que o formaldeído apresenta em comparação ao sulfato de cobre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem vários modelos de pedilúvios com abordagens diferentes de uso, o </span><b>pedilúvio de passagem </b><span style="font-weight: 400;">é o mais utilizado no Brasil, nesse modelo os animais passam em fila indiana, na saída da ordenha dos animais em lactação.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24018 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/vaca-no-pediluvio-de-passagem.jpg" alt="Vaca no pedilúvio de passagem" width="579" height="1024" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/vaca-no-pediluvio-de-passagem.jpg 579w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/vaca-no-pediluvio-de-passagem-170x300.jpg 170w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/vaca-no-pediluvio-de-passagem-370x654.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/vaca-no-pediluvio-de-passagem-270x478.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/vaca-no-pediluvio-de-passagem-150x265.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 579px) 100vw, 579px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Imagem demonstrando um pedilúvio de passagem, onde os animais estão passando pela solução de sulfato de cobre. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Principais erros cometidos no pedilúvio</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso do pedilúvio é uma medida efetiva de prevenção e controle de problemas podais no rebanho da propriedade, no entanto, devemos ter cuidados com </span><b>possíveis erros que podem ocorrer durante esse processo:</b></p>
<h3>1. Diluição Inadequada do Produto</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os produtos utilizados em pedilúvios devem possuir a concentração e diluição adequada, pois caso não sejam respeitados podem provocar lesões irritativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>formalina </b><span style="font-weight: 400;">é um dos produtos comumente utilizados, têm como componente ativo o formaldeído, sua concentração é de 40% de formaldeído. Tem excelente efeito bactericida, causa endurecimento do casco e atua como poderoso desinfetante mesmo em banhos contaminados com urina e fezes dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, devemos ter alguns cuidados durante a utilização do produto, pelo seu <strong>caráter cáustico é irritante para a pele do dígito e tetos dos animais, além de ser extremamente tóxico ao homem e as vacas caso seja ingerido ou inalado.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Juntamente a esses fatores ele é <strong>pouco biodegradável e inativado em temperaturas abaixo de 13º C, não sendo recomendado para o uso em lesões abertas da pele</strong>. Uma sugestão de utilização deste produto para evitar erros é:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Utilizar uma concentração de 3% a 5% com a frequência de utilização a depender do desafio da fazenda.  </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Drenar e renovar o líquido do pedilúvio quando estiver muito contaminado com barro e fezes. Em geral, a solução deve ser renovada após 200 passadas na mesma solução.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro produto muito utilizado é o </span><b>sulfato de cobre, </b><span style="font-weight: 400;">essa substância tem efeito adstringente, ou seja, precipita proteínas. Quando aplicado sobre a pele lesada, forma uma </span><b>camada protetora superficial </b><span style="font-weight: 400;">e causa endurecimento da pele, além de diminuir as secreções e ter efeito levemente antisséptico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um cuidado muito importante ao escolher o produto é a característica de rápida inativação quando poluída com barro, urina e fezes, devendo, portanto, <strong>ser renovada também após cerca de 200 passadas</strong>, seguindo o mesmo protocolo da utilização do produto a base de formalina. Quanto a utilização é importante que se tenha uma solução com concentração de no máximo 5% do produto, podendo variar de 3 a 5 %. </span></p>
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<h3>2. Inativação do produto</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto de atenção no momento da utilização destes produtos são os riscos de inativação dos produtos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem sistemas que adotam a passagem dos animais em uma caixa contendo areia e água corrente na superfície, onde o principal intuito é o de remover o excesso de sujeira dos cascos antes que os mesmos passem pela solução com o produto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Umas das causas mais comuns de inativação dos produtos utilizados no pedilúvio é o excesso de barro, urina e fezes. Daí a importância em se preocupar com a situação de limpeza dos cascos antes da entrada no pedilúvio, além disso é essencial que seja realizada a troca da solução após a passagem do número determinado por cada solução. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um manejo inadequado do pedilúvio pode transformá-lo em um importante foco de contaminação, e consequentemente, de transmissão de doenças podais. </span></p>
<h3>3. Mal dimensionamento do pedilúvio</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto que pode ser um problema no uso do pedilúvio é o dimensionamento da instalação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito importante que a caixa tenha um comprimento adequado para que o <strong>animal possa dar pelo menos dois passos na solução desinfetante.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso, por exemplo de um pedilúvio instalado ao longo da seringa ou em tronco instalados na saída da ordenha, a fim de fazer com que os animais deem duas passadas pela solução, as dimensões sugeridas são de: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">2,5 a 3 m de comprimento </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">70 a 80 cm de largura </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">15 cm de profundidade (7 a 10 cm com a solução). </span></li>
</ul>
<h3>4. Profundidade incorreta do pedilúvio</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para garantir que o contato do casco com a solução desinfetante seja efetiva é muito importante nos atentarmos também à profundidade do pedilúvio. A solução deve alcançar a região da coroa do casco do animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A dermatite digital, por exemplo, é uma infecção de pele digital localizada com frequência na face plantar do casco do animal, e muitas vezes pode afetar até a sobreunha dos bovinos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No caso da afecção, o pedilúvio pode ser utilizado como forma de tratamento e também como forma de prevenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é muito importante que a profundidade do pedilúvio seja de, no mínimo, <strong>15 centímetros de profundidade</strong> para garantir que todas as estruturas do casco estejam em contato para a realização do tratamento.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24019 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/profundidade-pediluvio.jpg" alt="Profundidade do pedilúvio" width="1000" height="582" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/profundidade-pediluvio.jpg 1000w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/profundidade-pediluvio-300x175.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/profundidade-pediluvio-768x447.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/profundidade-pediluvio-370x215.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/profundidade-pediluvio-270x157.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/profundidade-pediluvio-740x431.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/profundidade-pediluvio-150x87.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem demonstrando a profundidade do pedilúvio, onde a solução cobre toda estrutura do casco do animal. Fonte: Coagril- informativos</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24020 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/Dermatite-interdigital-no-casco.jpg" alt="Dermatite interdigital afetando a sobreunha" width="451" height="301" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/Dermatite-interdigital-no-casco.jpg 451w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/Dermatite-interdigital-no-casco-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/Dermatite-interdigital-no-casco-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/Dermatite-interdigital-no-casco-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/Dermatite-interdigital-no-casco-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Dermatite interdigital afetando o paradígito ou “sobreunha”. Fonte: NICOLLETI, J. L. M. 2004</span></p>
<h3>5. Acúmulo de sujidade no casco do animal</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator que tem grande impacto na eficiência do uso do pedilúvio é o grau de sujidade dos cascos dos animais. <strong>Uma camada de sujeira muito espessa presente no casco e na pele impede a penetração da solução desinfetante de forma correta</strong>, inibindo a ação completa do produto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o objetivo de evitar tal situação é muito importante que tenhamos atenção ao ambiente em que esses animais se encontram. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos demonstram que existe uma relação inversa entre a resistência ou dureza do casco e o seu conteúdo em água, isto é, um aumento do conteúdo de água (umidade do ambiente, por exemplo) leva a uma menor resistência do casco e, consequentemente, a uma maior taxa de desgaste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As solas e paredes dos cascos mais amolecidas permitem que pequenos objetos pontiagudos penetrem com maior facilidade nas estruturas profundas dos dígitos, predispondo a infecções secundárias. Por isso, é muito importante estar atento a alguns pontos que são cruciais quanto ao ambiente e manejos: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cuidar do ambiente das vacas, mantendo pisos limpos, de preferência antiderrapantes. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Garantir o conforto da cama dos animais em sistemas como </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>compost barn</i></strong></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/"><i>free stall</i></a></strong><span style="font-weight: 400;">, pois, a permanência em pé por períodos muito longos agrava os problemas podais. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Importante manter o local onde esses animais se encontram com o mínimo de exposição à umidade e prezando pelo conforto e bem-estar das vacas.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24021 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/acumulo-de-sujidades-no-caso-768x1024.jpg" alt="Acúmulo de sujidades no casco devido ao ambiente" width="768" height="1024" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/acumulo-de-sujidades-no-caso-768x1024.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/acumulo-de-sujidades-no-caso-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/acumulo-de-sujidades-no-caso-1152x1536.jpg 1152w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/acumulo-de-sujidades-no-caso-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/acumulo-de-sujidades-no-caso-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/acumulo-de-sujidades-no-caso-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/acumulo-de-sujidades-no-caso-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/acumulo-de-sujidades-no-caso-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/acumulo-de-sujidades-no-caso.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Acúmulo de sujidades no casco devido ao ambiente. Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<h3>6. Frequência do pedilúvio</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A frequência do pedilúvio depende do tipo de sistema que os animais se encontram, da rotina de manejo da fazenda, do número de animais e também dos objetivos que a fazenda está buscando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, existem os mais variados protocolos de frequência do pedilúvio, podendo ser diário com alternância de produtos, em dias alternados ou então semanal.</span></p>
<h3>7. Usar o pedilúvio como tratamento de lesões</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da possibilidade ser uma prática aliada ao tratamento, o pedilúvio tem seu uso mais relacionado à prevenção das lesões nos cascos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os bovinos já apresentam lesões é necessário primeiro realizar o tratamento, além de identificar o tipo de alteração do casco como, dermatite digital e interdigital, erosão dos talões, flegmão interdigital, entre outros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É necessário também a realização de casqueamento de forma preventiva nos animais, visando restabelecer a forma e proporções normais dos dígitos, restaurando a posição dos membros e favorecendo uma distribuição equilibrada do peso do animal e retirando os tecidos córneos comprometidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é importante a atuação de forma preventiva, onde uma séria de manejos como o manejo de cama e limpeza do ambiente deve ser bem executada a fim de evitar que problemas podais se tornem um desafio dentro da propriedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, é importante ressaltar que o pedilúvio deve ser utilizado de forma regular, com produtos e concentrações adequadas, visando garantir a eficácia na prevenção de problemas podais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é fundamental adotar práticas de manejo, incluindo a limpeza das instalações, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cama-de-compost-barn-na-pecuaria-leiteira/">manejo de cama em casos do sistema de compost barn</a></strong> e também deter de acompanhamento técnico para garantir o bem-estar e saúde dos animais.</span></p>
<h2>Evite erros e potencialize seus resultados na pecuária leiteira</h2>
<p>Erros no pedilúvio podem comprometer seriamente a saúde dos animais e a produtividade do rebanho. Mais do que aplicar técnicas corretas, é fundamental ter uma gestão eficiente, capaz de integrar sanidade, manejo e rentabilidade.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende a tomar decisões baseadas em dados, otimizar processos e aumentar o lucro da fazenda sem depender de grandes investimentos.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Acidose ruminal em vacas leiteiras: como prevenir essa doença?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Sep 2023 19:11:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[acidose ruminal]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A acidose ruminal tem sido uma das principais afecções que acometem o gado leiteiro. Uma vez que se sabe dos prejuízos produtivos e econômicos gerados em decorrência da doença, é fundamental entender como identificar os casos no rebanho e quais condutas tomar para evitar e prevenir sua ocorrência. A manifestação da acidose é consequente de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A acidose ruminal tem sido uma das <strong>principais afecções que acometem o gado leiteiro</strong>. Uma vez que se sabe dos prejuízos produtivos e econômicos gerados em decorrência da doença, é fundamental entender como identificar os casos no rebanho e quais condutas tomar para evitar e prevenir sua ocorrência.</p>
<p>A manifestação da acidose é consequente de um desequilíbrio do pH do rúmen, resultando em níveis excessivamente baixos de pH. Ou seja, disbiose dos grupos de bactérias e protozoários mutualísticos do rúmen.</p>
<p>Para desencadeamento da enfermidade é necessário que ocorra alguma falha no manejo nutricional, principalmente quando se refere a carboidratos de fácil digestão, solúvel ou não estruturais e também por uma dieta pobre em fibras.</p>
<p>Nesse artigo iremos discutir sobre a acidose ruminal, suas classificações, os principais fatores predisponentes, as manifestações clínicas e as manifestações secundárias da doença, maneiras de diagnosticar, os prejuízos que ela traz e formas de prevenção.</p>
<p>Há duas classificações, onde a faixa de pH e ácidos predominantes são os critérios para a categorização:</p>
<ol>
<li><strong>Acidose Ruminal de Ácidos Graxos de Cadeia Curta (ARAGCC);</strong></li>
<li><strong>Acidose Lática Ruminal (ALR).</strong></li>
</ol>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Fatores suscetíveis para causar a acidose ruminal</h2>
<p>Para que o pH ruminal apresente queda acentuada, caracterizando a acidose, é necessário que haja um <strong>consumo exacerbado de carboidratos solúveis</strong>. Logo, os cenários mais propensos são definidos por algum erro no manejo nutricional ou algum fator que tenha impacto sobre ele.</p>
<p>Portanto, a priori, as falhas que podem ser apresentadas no manejo normalmente estão associadas com:</p>
<ul>
<li><strong>Falta de adaptação a dieta nova</strong> – Comum em período <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener">pós-parto</a></strong> &#8211; Momento que aumenta a energia na dieta para favorecer a produção de leite.</li>
<li><strong>Intervalos espaçados de fornecimento</strong>, de modo que provoque jejum intenso.</li>
</ul>
<p>O primeiro ponto está relacionado com a introdução de animais sem adaptação prévia a lotes já adaptados a uma dieta mais rica em concentrados.</p>
<p>É comum, por exemplo, que vacas, as quais se encontravam no período seco, ao retornarem à lactação, passem a receber um modelo de dieta diferente do anterior. Ou seja, a prioridade em receber alimentos com maior teor de volumoso passa a ser uma alimentação rica em carboidratos, a fim de otimizar a produção.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Um cenário similar pode ocorrer com primíparas, perante à mudança de dieta, mas também ligado ao consumo elevado a cada ingestão. Uma vez que ao serem introduzidas ao lote de multíparas diminuem a frequência de visitação ao cocho e consequentemente consomem muito a cada visita.</p>
<p>Vale ressaltar que nos primeiros 160 dias de lactação, com destaque aos dias 100 e 130, há a tendência de maior consumo de matéria seca e concentrados, dessa forma, aumentando a suscetibilidade para que o problema ocorra.</p>
<p>Em segundo lugar, <strong>animais com tempo elevado de privação de comida também estão sujeitos ao desencadeamento da enfermidade.</strong> Já que, ocorre o exagero no consumo de ração após o período de abstinência, seja por falta de comida no cocho ou em casos de disputa por espaço de cocho.</p>
<p>Em casos de jejum prolongado tem-se interferência na população de bactérias lactilíticas, e isso ocorre devido à sensibilidade desses microrganismos ao pH mais elevado (em decorrência do jejum).</p>
<p>Consequentemente, há um acúmulo de ácido lático, por ele não ser utilizado como um substrato para as bactérias lactilíticas na formação de AGV (Ácidos Graxos Voláteis) e pelo pH estar muito baixo e não ser favorável para que as mesmas atuem.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-23788 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR.jpg" alt="Comportamento da produção de ácidos e o pH do rúmen durante um quadro de Acidose Lática Ruminal" width="686" height="512" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR.jpg 686w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR-300x224.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR-370x276.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 686px) 100vw, 686px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Esquema demonstrando o comportamento da produção de ácidos e o pH do rúmen durante um quadro de Acidose Lática Ruminal (ALR). Fonte: João Paulo Elsen Saut</span></p>
<p>Outros fatores correspondentes à <strong>disposição da dieta</strong>, deve-se ao caso de haver, de fato, erro na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">formulação</a></strong>, de modo que a proporção volumoso: concentrado esteja desbalanceada.</p>
<p>Segundo, deve-se à mistura da dieta total, já que, os bovinos apresentam a tendência de selecionar alimentos concentrados (mais palatáveis), de modo que consigam segregar a parte volumosa.</p>
<p>Por fim, a disponibilidade de fibra efetiva, relacionado ao tamanho da partícula, para assim, atingir níveis interessantes de ruminação, mastigação e salivação. Vale salientar que um dos fatores que podem levar a um quadro agudo de acidose está associado ao livre acesso dos animais a depósitos de ração.</p>
<p>Por fim, fatores que exercem influência na alimentação dos animais e são os geradores de estresse, como, por exemplo, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico</a></strong>.</p>
<p>Uma vez que, devido à hiperventilação (animal ofegante) há a diminuição da ruminação, consequentemente da salivação, a qual possui um papel tamponante (auxilia a manter os níveis adequados de pH). Além do alimento prolongar seu tempo no rúmen, seguido da produção intensa de ácidos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Manifestações clínicas</h2>
<p>É importante ressaltar que devido à redução do pH pode-se ter alterações sistêmicas como a diminuição da motilidade ruminal, ruminite e hiperqueratose da mucosa, podendo ocorrer aumento da pressão osmótica ruminal, diminuição do volume extra-celular, desidratação, diminuição da perfusão sanguínea periférica e até mesmo a diminuição do fluxo sanguíneo renal, caracterizando um quadro de acidose metabólica.</p>
<p>A <strong>Acidose Láctea Ruminal (ALR)</strong> por ter um caráter mais agudo, possui sinais clínicos mais evidentes e, de certa forma, preocupantes. Com o avançar da doença o animal apresenta anorexia, desidratação, diarreia e pode apresentar decúbito esternal e progressiva depressão do estado geral, inclusive com alterações do estado de consciência.</p>
<p>Já a <strong>Acidose Ruminal de Ácidos Graxos de Cadeia Curta (ARAGCC)</strong> ocorre de modo inespecífico, inclusive pode ter ocorrência mais branda. De modo que haja variação na ingestão de matéria seca, pode-se ter ocorrência de fezes mais pastosas à líquidas e/ ou com alimentos mal digeridos.</p>
<p>Em ambos casos, quanto menor o pH ruminal, mais comprometido estará o estado geral e mental do animal.</p>
<p>A forma de tratamento deve ser baseada na correção da acidose ruminal, de modo que eleve o pH ruminal, para que as bactérias produtoras de ácido parem sua produção.</p>
<h3>Manifestações secundárias à acidose ruminal</h3>
<p>Devido ao acúmulo de ácidos e alterações significativas no funcionamento do rúmen, a acidose ruminal, além de suas próprias manifestações clínicas, é um fator potencial no desencadeamento de outras enfermidades.</p>
<p>A princípio a <strong>rumenite</strong>, é decorrente das lesões à parede do rúmen, de modo que haja variação em suas funções. Inclusive na absorção, podendo ocorrer disseminação de infecções para os outros órgãos, como o fígado, por exemplo.</p>
<p>A <strong>laminite asséptica</strong>, em decorrência da absorção de lipopolissacarídeos (LPS), gera <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">lesões</a></strong> vasculares, inclusive vasoconstrição periférica, a qual pode gerar hipóxia nas lâminas do casco. Ambas situações geram extremo desconforto, seguido de claudicação, de modo que interfere na busca por alimento do animal, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">diminuição da produção</a></strong> e queda de índices reprodutivos.</p>
<p>Além disso, devido ao desequilíbrio e disposição dos ácidos, <strong>há alteração na proporção de proteína e gordura do leite</strong>, já que, a síntese de gordura láctea é prejudicada. Apesar dessa diminuição não ser exclusiva da acidose ruminal, e ter variações no rebanho, é um ponto de atenção.</p>
<h2>Como é feito o diagnóstico?</h2>
<p>O diagnóstico pode ser feito baseado no histórico da propriedade, com destaque aos surtos agudos, que são mais característicos aos casos crônicos. Junto à solicitação de exames complementares, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/" target="_blank" rel="noopener">análise do suco de rúmen</a></strong> (o ideal é por punção direta, já que, pode haver variações por sonda devido à “contaminação” do material com saliva &#8211; tamponante).</p>
<p>Essa investigação do suco implica em acompanhar a atividade de protozoários e bactérias mutualísticas no microscópio ou realizar o teste de tempo de redução do azul de metileno. O qual consiste em observar o retorno da mesma coloração anterior à adição da substância, em determinado tempo, a fim de avaliar a atividade microbiana.</p>
<h2>Prejuízos causados pela acidose ruminal</h2>
<p>Essas situações geram prejuízos ao produtor não apenas com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficacia-dos-tratamentos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">tratamento e medicamentos</a></strong>, mas também no que leva à perda de produtividade, diminuição da síntese de gordura do leite, potencial descarte precoce e involuntário dos animais e devido às manifestações secundárias. Além de que os surtos agudos representam elevado índice de mortalidade.</p>
<p>Uma propriedade com problemas decorrentes de acidose metabólica pode ter uma <strong>perda produtiva de 2L/ vaca/ dia</strong>. Embora cada local apresente um cenário, é notório que quanto maior a incidência de novos casos, maior o prejuízo por animal. Ademais, a bonificação relacionada ao teor de gordura também é afetada.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-23789 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/distribuicao-da-bonificacao-por-gordura-de-um-laticinio.jpg" alt="Tabela demonstrando a distribuição da bonificação por gordura de um laticínio" width="335" height="396" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/distribuicao-da-bonificacao-por-gordura-de-um-laticinio.jpg 335w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/distribuicao-da-bonificacao-por-gordura-de-um-laticinio-254x300.jpg 254w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/distribuicao-da-bonificacao-por-gordura-de-um-laticinio-270x319.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/distribuicao-da-bonificacao-por-gordura-de-um-laticinio-150x177.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 335px) 100vw, 335px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Tabela demonstrando a distribuição da bonificação por gordura de um laticínio. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Milkpoint, 2021</span></p>
<h2>É possível prevenir a acidose ruminal?</h2>
<p>Uma vez que se sabe dos principais fatores causadores da acidose ruminal, é<strong> fundamental ações voltadas à adaptação de mudança de dieta, espaçamento de cocho condizente com o número de animais, ter alimento sempre disponível e fornecer a dieta de maneira adequada. </strong></p>
<p>A princípio, a adaptação gradativa de vacas leiteiras tem início no período pré parto, especificamente cerca de 4 semanas precedentes ao mesmo.</p>
<p>Em segundo lugar, quando se refere ao espaço de cocho, o ideal é que tenha um local confortável entre os animais. De modo que, todos consigam ingerir as porções adequadas da dieta e evite estresse ou altos consumos em menor frequência, em decorrência da disputa de cocho.</p>
<p>Logo, o ideal é que vacas em lactação tenham espaçamento de mínimo 70 cm linear de cocho. Animais em pré-parto e pós-parto na condição de vacas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">novilhas</a></strong><span style="font-weight: 400;">/primíparas em lotes separados em torno de 80 cm linear de cocho e em casos onde os lotes pré e pós-parto são compostos por vacas e novilhas/primíparas juntas é recomendado que esse espaçamento de cocho seja se 1m linear.  </span></p>
<p>Vale ressaltar também que multíparas tendem a exercer maior dominância sobre as primíparas, logo, se possível é indicado separar lotes para cada uma dessas categorias.</p>
<p>Outro ponto importante, é evitar que os animais fiquem muito tempo em jejum, portanto, é recomendável ter alimento disponível. Dessa forma, ao invés de deixar o cocho totalmente sem comida, tem maior valor deixá-lo com, pelo menos, 3% de sobra antes de repor por completo.</p>
<p>Além disso, <strong>um volumoso de qualidade que proporcione uma boa ruminação e consequentemente, promova a salivação, é indispensável</strong>. Entretanto, deve-se ter atenção quanto ao tamanho das partículas, a fim de evitar a pré-seleção dos animais. Logo, usar a técnica de Penn State (peneiras separadoras de partículas), se mostra muito eficaz para avaliação da proporção do tamanho das partículas.</p>
<p>Avaliar os animais de forma constante, principalmente os animais de lote pré-parto que consumem dieta acidogênica, com aferição do pH de urina o qual demonstrará a eficiência no uso dessa dieta, mas também para avaliação se não está ocorrendo quedas acentuadas de pH e consequentemente contribuindo para quadros de acidose.</p>
<p>Por fim, há como alternativa o uso de ionóforos e probióticos como aditivos na dieta, a fim de garantir um controle maior sobre as bactérias com maior capacidade em reduzir o pH ruminal. Entretanto, vale ressaltar a adaptação e fornecimento da quantidade ideal, quando se refere aos ionóforos, já que, tem potencial tóxico, quando em excesso.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>É notório então que a acidose ruminal é um problema de saúde que afeta de forma significativa a produção das vacas. Sua importância reside em vários aspectos como o impacto na saúde e bem-estar do animal, na redução da produção de leite, na perda de eficiência alimentar, no aumento dos custos e também nos desafios de manejo.</p>
<p>Deter de um manejo alimentar adequado, aliado a uma boa formulação da dieta e atuar em fatores predisponentes são cruciais para minimizar esses impactos negativos.</p>
<h2>Mais saúde para o rebanho, mais lucro para a fazenda</h2>
<p>Prevenir a acidose ruminal vai muito além de ajustes na dieta, exige compreender profundamente a nutrição, o manejo e a gestão da produção.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong>, você aprende a aplicar técnicas modernas e comprovadas para manter o rebanho saudável, evitar prejuízos e potencializar a produtividade. Estude com especialistas que vivem o dia a dia do campo e transformam conhecimento em resultados reais.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Desafios climáticos na produção de leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Aug 2023 20:25:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[conforto térmico]]></category>
		<category><![CDATA[estresse térmico]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção de leite é uma atividade de extrema importância para o setor agropecuário, porém, enfrenta crescentes desafios climáticos que afetam significativamente o bem-estar das vacas, a qualidade e volume de leite produzido. Com o aumento da produção, os animais se tornam mais sensíveis ao estresse calórico, levando a mudanças comportamentais e redução da eficiência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A produção de leite é uma atividade de extrema importância para o setor agropecuário, porém, enfrenta crescentes desafios climáticos que afetam significativamente o bem-estar das vacas, a qualidade e volume de leite produzido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o aumento da produção, os animais se tornam mais sensíveis ao estresse calórico, levando a mudanças comportamentais e redução da eficiência reprodutiva. Além disso, o </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener"><b>estresse térmico</b></a><span style="font-weight: 400;"> durante os períodos mais quentes resulta em </span><b>diminuição da produção de leite e alterações na composição do produto final</b><span style="font-weight: 400;">, acarretando perdas econômicas para os produtores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para mitigar esses efeitos negativos, torna-se essencial adotar estratégias adequadas visando o <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar animal</strong></a> e a sustentabilidade da atividade leiteira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto discutiremos os principais desafios enfrentados em relação ao bem-estar, reprodução e na qualidade do leite, ocasionados pelas variações climáticas, enfatizando os efeitos deletérios que o estresse térmico causa aos animais e aos resultados futuros e também trazendo estratégias que contribuem para minimizar tais impactos. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Desafios no bem-estar</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o nível da produção de leite aumenta, também aumenta a sensibilidade e vulnerabilidade ao estresse calórico, <strong>a zona termoneutra de uma vaca especializada varia de -5º a 25ºC</strong>. Isso é devido à alta atividade metabólica para a produção de leite, portanto, manter o equilíbrio térmico sob altas temperaturas é ainda mais difícil para esses animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na tentativa de regular a temperatura corporal, as vacas têm mudanças comportamentais, permanecem mais tempo em estação, aumentando a superfície de contato com o ambiente para trocas de calor. Além disso, existem observações comportamentais que nos auxilia a identificar facilmente o conforto térmico dos animais, e dentre esses sinais, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diminuição do consumo de matéria seca. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumentam o consumo de água. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Animal ofegante, com aumento da transpiração e salivação. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumento da frequência respiratória e cardíaca.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22518 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/vaca-leiteira-com-estresse-termico.jpg" alt="Vaca leiteira em estresse térmico pelo calor" width="512" height="260" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/vaca-leiteira-com-estresse-termico.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/vaca-leiteira-com-estresse-termico-300x152.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/vaca-leiteira-com-estresse-termico-370x188.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/vaca-leiteira-com-estresse-termico-270x137.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/vaca-leiteira-com-estresse-termico-150x76.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Vaca leiteira em estresse térmico pelo calor. Note: boca aberta, língua para fora e aumento de salivação. Fonte: Acervo Rehagro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tais parâmetros auxiliam a reconhecer mais facilmente o conforto térmico das vacas, por serem facilmente identificáveis. Para animais a pasto, essa </span><b>mudança de comportamento é ainda mais visível, devido à procura de sombra nos períodos mais quentes do dia</b><span style="font-weight: 400;">, reduzindo o tempo de pastejo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa mudança de comportamento aumenta o gasto energético e, com o menor consumo de alimento, a disponibilidade de energia é menor, consequentemente, diminuindo a produção de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Passar mais tempo em estação também corrobora para diminuição da produção, pois vacas deitadas possuem uma maior circulação de sangue na glândula mamária, sendo que para a produção de 1 litro de leite é necessário a circulação de cerca de 500 litros de sangue na glândula mamária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, problemas de saúde são mais frequentes nesse momento desafiador que a vaca passa, como </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><b>problemas de casco</b></a><span style="font-weight: 400;">, devido ao tempo excessivo em estação, acidose, devido ao consumo desbalanceado da </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><b>dieta</b></a><span style="font-weight: 400;">, entre outros.</span></p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/investir-em-conforto-termico?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=webinar-conforto-termico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38506 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png" alt="Webinar conforto térmico" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-conforto-termico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dito isso, alguns outros fatores podem potencializar o estresse por calor. A disponibilidade de água é um exemplo, como dito anteriormente, vacas em estresse térmico bebem mais água, assim, precisam de um espaço de bebedouro adequado para a quantidade de animais e fornecimento de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><b>água de qualidade</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante é a divisão de lotes, lotes superlotados, além de dificultar a troca de calor desses animais com o ambiente, também prejudica o acesso à água e alimento dos animais mais submissos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de elevadas temperaturas, temos também outras variações climáticas que afetam o bem-estar dos animais, como a umidade, a qual estando elevada pode potencializar o estresse térmico por dificultar o resfriamento natural dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, temos a questão da precipitação, onde em períodos de chuvas excessivas o ambiente se torna mais úmido e com maior probabilidade da formação de lama, o que pode ser desconfortável para a vaca, seja por dificultar o acesso ao alimento e água ou para possibilitar o descanso, além de predispor a problemas de saúde e impactar na produção de leite. </span></p>
<h2>Desafios na reprodução</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande parte das fazendas leiteiras do Brasil sofrem com a reprodução em épocas mais quentes, principalmente aquelas com animais mais especializados, como o gado holandês, que são mais sensíveis ao calor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na questão hormonal, estudos relatam uma baixa concentração plasmática de estradiol em vacas submetidas ao estresse térmico. Esta falta de estradiol prejudica a síntese de GnRH pelo eixo Hipotálamo-hipofisário, consequentemente a síntese de LH e FSH é prejudicada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa desregulação hormonal faz com que as vacas tenham uma manifestação e duração do cio menores, com uma menor taxa de ovulação e </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/cistos-foliculares/" target="_blank" rel="noopener"><b>qualidade folicular</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do desequilíbrio hormonal, em vacas submetidas ao estresse térmico, há uma redução no fluxo sanguíneo uterino, diminuindo a troca de calor e consequentemente aumentando a temperatura do meio uterino. Essas mudanças inibem o desenvolvimento embrionário e impedem o sucesso de <strong>inseminações</strong>, além de aumentar a taxa de perda embrionária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrar da importância de estarmos atentos e conhecer os impactos que o estresse térmico em multíparas estão no período seco ou em nulíparas gestantes pode causar no desenvolvimento da bezerra ainda em gestação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estudos já demonstram que <strong>bezerros que se desenvolvem em útero de mães sob estresse térmico sofrem por efeitos negativos na saúde</strong>, desempenho na produção e reprodução desse animal no futuro, e dentre eles podemos citar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estresse térmico no período seco acarretou menor tempo de gestação (entre 4 a 5 dias). </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Bezerro com menor peso ao nascer e menor peso na </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><b>desmama</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Bezerros com metabolismo energético alterado em relação com bezerros nascidos de mães resfriadas. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Devido à alteração no metabolismo energético, bezerros oriundos de estresse térmico, apresentaram menor estatura e uma maior deposição de gordura. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Bezerros desviam energia para tecidos periféricos para maior acúmulo de gordura. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Bezerros apresentam uma redução nas proteínas plasmáticas circulantes quando sofrem estresse térmico nos primeiros 28 dias de vida, sendo evidenciada pela menor eficiência de absorção de IgG do </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener"><b>colostro</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Baixa taxa de proliferação de linfócitos e monócitos, conferindo uma resposta imune deprimida. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/"><b>Novilhas</b></a><span style="font-weight: 400;"> que sofreram estresse térmico no útero sofrem desvantagens desde a concepção até a lactação, necessitando de um número maior de serviços até a prenhez. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Novilhas nascidas de vacas que sofreram estresse térmico produziram menos leite na primeira lactação, ou seja, elas parecem nascer &#8220;programadas&#8221; a ter menor produção de leite em toda sua vida. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, <strong>estudos mais recentes apontaram evidências de que esse problema não afeta apenas as filhas de vacas que sofreram estresse térmico, mas também as netas</strong>. O que demonstra que mesmo havendo resfriamento e promoção de conforto térmico dos animais que sofreram estresse térmico no útero, pode haver impactos ainda nas próximas gerações.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22519 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/efeitos-estresse-termico-pre-parto-vacas.jpg" alt="Ilustraçã dos efeitos do estresse térmico no pré-parto na produtividade das vacas, suas filhas e netas" width="641" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/efeitos-estresse-termico-pre-parto-vacas.jpg 641w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/efeitos-estresse-termico-pre-parto-vacas-300x160.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/efeitos-estresse-termico-pre-parto-vacas-370x197.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/efeitos-estresse-termico-pre-parto-vacas-270x144.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/efeitos-estresse-termico-pre-parto-vacas-150x80.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 641px) 100vw, 641px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Figura demonstrando os efeitos do estresse térmico no pré-parto na produtividade das vacas, suas filhas e netas. Fonte: Adaptado de Oullet et al., 2020</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já nas </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener"><b>vacas pós-parto</b></a><span style="font-weight: 400;"> pode-se observar um aumento de doenças puerperais, como </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/" target="_blank" rel="noopener"><b>retenção de placenta</b></a><span style="font-weight: 400;">, metrite e </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><b>cetose</b></a><span style="font-weight: 400;">, e anestro no verão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso ocorre devido ao prolongado período de balanço energético negativo (BEN), período que se caracteriza pela deficiência do aporte energético, devido ao grande gasto energético e reduzido consumo de alimento para suprir essa demanda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse fato somado com a diminuição do consumo de alimento que já é causado pelo estresse térmico, além de aumentar as chances de doenças pós-parto, diminuem o </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/" target="_blank" rel="noopener"><b>pico de lactação</b></a><span style="font-weight: 400;"> das vacas, prejudicando toda aquela lactação.  </span></p>
<h2>Desafios na qualidade do leite</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No verão a produção/vaca/dia tende a diminuir significativamente, isso se dá pelo desvio energético para a regulação térmica na qual falamos anteriormente. Entretanto, não apenas o volume produzido é alterado pelo estresse térmico, temos, também, alterações na composição do leite, como diminuição da porcentagem de gordura e proteína. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diminuição da gordura do leite se deve pelas mudanças significativas nos perfis de triacilglicerídeos (TAG) e lipídeos polares. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já com relação à proteína, vacas com estresse térmico sofrem redução no teor de proteína no leite, devido ao catabolismo muscular ser maior, ocasionando maior concentração de nitrogênio ureico, disponibilizando maior distribuição de nitrogênio proteico para a ureia e causando uma diminuição da capacidade da síntese proteica das células da glândula mamária, reduzindo o teor de caseína. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa queda dos sólidos do leite, juntamente com diminuição da produção, leva a grandes perdas econômicas para uma fazenda. </span></p>
<h2>Estratégias para redução dos efeitos negativos das alterações climáticas</h2>
<p><strong>As variações climáticas trouxeram e ainda trarão muitos prejuízos à pecuária leiteira, entretanto podemos minimizar esses prejuízos com algumas estratégias. </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerada uma boa alternativa para minimizar os problemas temos o investimento em instalações a fim de manter os animais confinados, como é o caso de sistema de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>free stall</i></strong></a><span style="font-weight: 400;"> ou </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><b><i>compost barns</i></b></a><span style="font-weight: 400;">, onde essas instalações detenham de acesso a ventiladores e aspersores e quando bem manejadas contribuem reduzindo os impactos das mudanças climáticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estratégias mais acessíveis podem ser tomadas para minimizar estes efeitos, como:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Resfriamento a partir da aspersão e ventilação</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; Aspersão.</span></p>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><span style="font-weight: 400;">Evaporação – gotas pequenas e com alta preção;</span>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="3"><span style="font-weight: 400;">A água não entra em contato com a pele</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="3"><span style="font-weight: 400;">Mais recomendado para linha de cocho – molha menos o local </span></li>
</ul>
</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><span style="font-weight: 400;">Direto – gotas grandes e com baixa pressão;</span>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="3"><span style="font-weight: 400;">A água entra em contato com a pele </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="3"><span style="font-weight: 400;">Mais recomendado para sala de espera – resfriamento mais rápido das vacas </span></li>
</ul>
</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><span style="font-weight: 400;">O tempo de aspersão inicial indicada é de 3-60 segundos a cada 5 minutos.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8211; Ventilação.</span></p>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><span style="font-weight: 400;">Tanto na linha de cocho, quanto na sala de espera.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><span style="font-weight: 400;">Recomendado a velocidade do vento de aproximadamente 6 metros por segundo.</span></li>
</ul>
</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fornecimento em local adequado de área de sombra natural ou artificial (sombrite) para descanso dos animais em casos de animais criados em pastos ou confinados em piquetes. </span></li>
</ul>
<ul>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="2"><span style="font-weight: 400;">Recomendado em torno de 5 m</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;"> por animal. </span></li>
</ul>
</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Sombreamento na área de cocho no caso de sistemas a pasto. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fornecimento de <a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>água de qualidade e limpa</strong></a>. </span></li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante disso, para minimizar os efeitos negativos do clima na produção de leite e sucesso da atividade, é importante que sejam adotadas práticas de manejo adequadas, onde se inclui o fornecimento de instalações apropriadas que facilitem o controle de temperatura e umidade, que o acesso à água e alimentos seja garantido além de sempre monitorar a saúde e indicadores de bem-estar dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Investir na promoção de conforto dos animais independente da condição climática no momento é uma forma de <strong>assegurar que os animais terão condições ideais para expressarem todo seu potencial produtivo</strong>, assegurando o bom desempenho e eficiência do negócio.</span></p>
<h2>Supere os desafios climáticos e mantenha a produção em alta</h2>
<p>As variações climáticas impactam diretamente o bem-estar, a saúde e a produtividade do rebanho. Com conhecimento técnico e estratégias certas, é possível minimizar perdas e garantir resultados consistentes.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a implementar soluções práticas para enfrentar os desafios do clima, otimizar o manejo e aumentar a rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23112" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg" alt="Julia Mattoso - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Influência da nutrição na reprodução de bovinos leiteiros</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/influencia-da-nutricao-na-reproducao-de-bovinos-leiteiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jul 2023 11:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos leiteiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para garantir a produtividade e o sucesso desse setor, é fundamental compreender e otimizar todos os aspectos relacionados à reprodução dos bovinos leiteiros. Entre esses fatores, a nutrição desempenha um papel crucial no desempenho reprodutivo dos animais. A qualidade e o equilíbrio da alimentação têm impacto direto na fertilidade, na saúde e na eficiência do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Para garantir a produtividade e o sucesso desse setor, é fundamental compreender e otimizar todos os aspectos relacionados à reprodução dos bovinos leiteiros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre esses fatores, a nutrição desempenha um papel crucial no desempenho reprodutivo dos animais. A qualidade e o equilíbrio da alimentação têm impacto direto na fertilidade, na saúde e na eficiência do </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rebanho</strong></a><span style="font-weight: 400;"> leiteiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto, exploraremos a influência da nutrição na reprodução de bovinos leiteiros, examinando os principais aspectos nutricionais que afetam a ciclicidade estral, a fertilidade pós-parto e o sucesso reprodutivo geral das vacas leiteiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, compreenderemos a relação entre a nutrição e a reprodução bovina para a adoção de estratégias alimentares adequadas, promovendo a saúde reprodutiva dos animais e maximizando a eficiência e a lucratividade da pecuária leiteira. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Retorno da ciclicidade estral</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira etapa para uma reprodução eficiente em bovinos leiteiros é a ciclicidade estral das fêmeas após o parto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No início da lactação, </span><b>ocorre a mobilização intensa de nutrientes para a produção de leite, tornando a demanda de energia para a lactação prioritária e, em muitos casos, ocorre o detrimento das funções reprodutivas</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, a curva de consumo de matéria seca não acompanha a <a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>curva de produção de leite</strong></a>, o que faz com que o animal mobilize energia dos demais tecidos, principalmente das reservas adiposas, para assegurar a produção de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esta razão, mesmo sem conseguir consumir nutrientes suficientes para atender as demandas de produção e mantença, a pode manter a alta produção e teores de sólidos do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em contrapartida, isto representará um problema para a reprodução, uma vez que o retardo da ovulação tem sido repetidamente correlacionado com o status energético. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22141 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/consumo-de-materia-seca-producao-de-leite-peso-corporal.jpg" alt="Comparação entre consumo de matéria seca, produção de leite e peso corporal" width="767" height="576" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/consumo-de-materia-seca-producao-de-leite-peso-corporal.jpg 767w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/consumo-de-materia-seca-producao-de-leite-peso-corporal-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/consumo-de-materia-seca-producao-de-leite-peso-corporal-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/consumo-de-materia-seca-producao-de-leite-peso-corporal-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/consumo-de-materia-seca-producao-de-leite-peso-corporal-740x556.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/consumo-de-materia-seca-producao-de-leite-peso-corporal-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/consumo-de-materia-seca-producao-de-leite-peso-corporal-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 767px) 100vw, 767px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Esquema de comparação entre consumo de matéria seca, produção de leite e peso corporal. Fonte: José Victor Isola (2019)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-deteccao-cio-vacas-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-deteccao-de-cio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39651 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png" alt="E-book Detecção de cio" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-deteccao-cio-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Balanço energético e a influência na nutrição</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A nutrição desempenha um papel fundamental na regulação hormonal e na manutenção de um ciclo estral regular e a energia é o principal nutriente de que os bovinos adultos necessitam. Vacas que permanecem em balanço energético negativo (BEN) podem apresentar algumas particularidades: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Demorar mais para a retomada dos ciclos ovulatórios;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Possuir pior qualidade de ovócito e dos embriões; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Maior dificuldade para manutenção da <a href="https://rehagro.com.br/blog/perda-de-prenhez/" target="_blank" rel="noopener"><strong>prenhez</strong></a>.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Vacas de alta produção são geralmente acometidas por um BEN mais severo</strong>, onde ele se inicia nas últimas semanas de gestação, em razão da diminuição de consumo dos animais e posteriormente início e pico de lactação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando vacas estão em BEN, há o aumento das concentrações sanguíneas de ácidos graxos não esterificados (AGNSs), ureia e B-hidroxibutirato, enquanto as concentrações de IGF-I, glicose e insulina estão baixas, uma vez que estes metabólitos são destinados para a síntese de leite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os efeitos deletérios do BEN após o parto podem ser ainda mais evidenciados quando houver perda de condição corporal nas vacas por ocorrer maior mobilização de reservas corpóreas e produção desses metabólitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal via de controle da reprodução de fêmeas bovinas pela nutrição, ocorre pela alteração na secreção de GnRH. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o <a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener"><strong>período pós-parto</strong></a> ocorre o aumento dos metabólitos oxidáveis que são os metabólitos circulantes indicados como responsáveis por estimular a liberação de GnRH. Porém, as substâncias oxidáveis, como glicose, ácidos graxos não esterificados e alguns aminoácidos, parecem ser os principais agentes que ativam as rotas neuro-endócrinas responsáveis pelo controle da reprodução em bovinos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos demonstram que a escassez de energia reduz a frequência de pulsos do hormônio luteinizante (LH), assim comprometendo a maturação do folículo e a ovulação e reduz o comportamento de cio pela redução da responsividade do sistema nervoso central ao estradiol, em razão da diminuição de alguns tipos de receptores de estrogênio no cérebro. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22142 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/variaveis-que-afetam-reproducao-bovinos-leiteiros.jpg" alt="Variáveis que afetam a reprodução de bovinos" width="463" height="342" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/variaveis-que-afetam-reproducao-bovinos-leiteiros.jpg 463w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/variaveis-que-afetam-reproducao-bovinos-leiteiros-300x222.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/variaveis-que-afetam-reproducao-bovinos-leiteiros-370x273.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/variaveis-que-afetam-reproducao-bovinos-leiteiros-270x199.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/variaveis-que-afetam-reproducao-bovinos-leiteiros-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/variaveis-que-afetam-reproducao-bovinos-leiteiros-150x111.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 463px) 100vw, 463px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Variáveis que afetam a reprodução de bovinos. Fonte: Beefpoint</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De maneira geral, estudos trazem que a primeira ovulação pós-parto ocorre de 10 a 14 dias após o ponto mais baixo de BEN. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Perdas acentuadas de peso e <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ECC</strong></a> causados pela alimentação inadequada ou </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><b>doenças</b></a><span style="font-weight: 400;"> pós-parto estão diretamente relacionadas a condições de anestro e anovulação, ou seja, o animal estar em um período de completa inatividade sexual, comprometendo o desempenho reprodutivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma alternativa para a composição da fração energética da dieta é o uso, por exemplo, de gordura protegida. Esses ingredientes são inertes durante a passagem pelo rúmen, sendo absorvidas apenas no intestino e fornecem de 2,5 a 3 vezes mais energia que os carboidratos. Este uso permite o aumento da densidade de energia da dieta e melhora a lactação e reprodução. </span></p>
<h2>Balanço proteico e influência na reprodução</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da necessidade de energia, vacas leiteiras em lactação demandam grandes quantidades de </span><b>aminoácidos metabolizáveis</b><span style="font-weight: 400;"> para produção de proteína do leite. <a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Dietas</strong></a> com proteína bruta limitada podem afetar a microbiota e a fermentação ruminal, o que pode refletir a </span><b>diminuição do consumo</b><span style="font-weight: 400;"> e, consequentemente, redução da produção de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, níveis de proteínas acima da necessidade estão envolvidos com aumento das concentrações de amônia e ureia no leite e no sangue, que são relacionadas a </span><b>baixa de fertilidade</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos demonstram que bovinos alimentados com </span><b>excesso de proteína</b><span style="font-weight: 400;"> possuem menor fertilidade por alterações na fisiologia uterina, com queda no pH uterino durante o início da fase outra do ciclo estral, menor manutenção da prenhez e desenvolvimento embrionário. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por serem mais eficientes no aproveitamento de proteínas durante a lactação, as dietas são balanceadas para níveis moderados de proteína bruta e para fornecer proteínas metabolizáveis e aminoácidos limitantes, não se justificando utilizar dietas com concentrações de proteína que irão aumentar o nitrogênio ureico e prejudicar a fertilidade dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição da fração proteica também contribui para o sucesso da reprodução, especialmente os aminoácidos. Estudos demonstram que a suplementação com </span><b>metionina protegida</b><span style="font-weight: 400;"> altera a expressão gênica em embriões em fase pré-implantação e </span><b>reduz as perdas gestacionais subsequentes</b><span style="font-weight: 400;"> em vacas leiteiras em lactação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Percebemos assim que uma dieta balanceada e a correta suplementação nutricional são essenciais para a manutenção da saúde reprodutiva das fêmeas e para o aumento da </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener"><b>taxa de concepção</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Investir em práticas de manejo nutricional adequadas e contar com apoio de profissionais capacitados é   fundamental para garantir a <a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>eficiência reprodutiva</strong></a> e o sucesso da pecuária leiteira.</span></p>
<h2>Nutrição estratégica para mais prenhezes e mais leite no tanque</h2>
<p>A alimentação influencia diretamente os índices reprodutivos e a produtividade do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a alinhar nutrição, manejo e gestão para melhorar a fertilidade, aumentar a produção e garantir a sustentabilidade econômica da fazenda, com foco total em resultados práticos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23108" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg" alt="Isis Freire - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Guia para o sucesso na criação de novilhas leiteiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Jul 2023 20:08:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[criação de novilhas]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[novilhas]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entendemos por novilhas as fêmeas leiteiras que deixaram de ser bezerras e iniciaram a vida reprodutiva até o dia do parto, quando se tornam vacas primíparas. A adoção de manejos adequados nessa fase é indispensável para que as futuras produtoras de leite tenham um bom desempenho, bom ECC ao parto, boas condições de saúde e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entendemos por novilhas as <strong>fêmeas leiteiras que deixaram de ser bezerras e iniciaram a vida reprodutiva até o dia do parto</strong>, quando se tornam vacas primíparas.</p>
<p>A adoção de manejos adequados nessa fase é indispensável para que as futuras produtoras de leite tenham um bom desempenho, bom ECC ao parto, boas condições de saúde e consequentemente sucesso na produção de leite.</p>
<p>Nesse artigo, iremos entender os principais pontos que interferem na eficiência de criação da  novilha leiteira, explorando desde o momento ideal da liberação para reprodução, estratégias e manejos reprodutivos que contribuem para melhores resultados, o impacto na nutrição dessa categoria na produtividade futura e a importância de deter de instalações adequadas que visam garantir o conforto, bem-estar e saúde dos animais e consequentemente o maior sucesso da propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Critérios para iniciar o manejo reprodutivo</h2>
<p>É importante ter critérios para iniciar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">manejo reprodutivo</a></strong> desses animais, ou seja, decidir quando as bezerras se tornarão novilhas e receberão a aptidão.</p>
<p>A idade de aptidão dos animais pode depender dos objetivos específicos da fazenda, da raça e também dos manejos adotados. De modo geral, temos animais sendo liberados para reprodução entre 13 e 15 meses e com 60% do peso adulto. Por exemplo:</p>
<p style="text-align: center;"><em>Fazendas de gado Girolando – média de peso adulto = 600 kg</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>Fêmeas em crescimento pesando 360 kg 🡪 Aptidão</em></p>
<p>Portanto, o ganho de peso até essa fase é de extrema importância e, para mensurar esse ganho de peso, é necessário pesar os animais ao nascimento, na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">desmama</a> </strong>e na aptidão. Implementar como rotina uma pesagem mensal de todos os animais da recria também é excelente para acompanhar o desempenho das bezerras.</p>
<p>Realizando as pesagens corporais dos animais conseguimos avaliar o comportamento do ganho médio de peso (GMD), o qual se traduz em quantos quilogramas o animal ganhou desde a última pesagem. Hoje, fazendas com bom GMD têm alcançado números entre 0,800 kg e 1 kg.</p>
<p>É importante relacionar o bom desempenho dos animais na fase de crescimento e seu início precoce na produção de leite, visto que quanto pior for o desempenho dos animais nessa categoria, mais tardia será a liberação dos animais para a reprodução e consequentemente mais demorada a mudança do estado improdutivo e sem retorno econômico para produtivo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Opções de manejo reprodutivo</h2>
<p>Utilizar técnicas como <strong>inseminação artificial (IA)</strong> e transferência de embrião (TE) são ótimos caminhos para a reprodução das novilhas e contribuem para o progresso genético da fazenda.</p>
<p>Após o estabelecimento da aptidão dos animais, existem algumas opções de manejo reprodutivo a ser seguido, por exemplo, sincronização de cio através da utilização de protocolos de IATF, observação visual ou uso de detectores de comportamentos de cio.</p>
<p>Utilizar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">protocolos de IATF</a></strong>, estratégias com hormônios (como a aplicação de prostaglandina no dia da liberação) e ferramentas para observação de cio (bastão marcador e raspadinha) são escolhas assertivas que podem contribuir para o aumento da taxa de serviço e consequentemente a prenhez desses animais.</p>
<p>Outro ponto importante é a possibilidade de realizar acasalamento, onde o touro a ser utilizado em cada animal é predefinido baseado nas características genéticas desejadas e no objetivo de seleção da fazenda.</p>
<p>Além disso, essa categoria de animais em condições de manejo adequadas geralmente apresentam uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener">taxa de concepção</a> </strong>mais alta em comparação com animais que tiveram mais partos.</p>
<p>Dessa forma, isso contribui para a utilização de forma mais direcionada de sêmen sexado, o que vai potencializar o nascimento de fêmeas na fazenda e o desenvolvimento genético.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22123 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-contidos-para-manejo-reprodutivo.jpg" alt="Novilhas contidas para a realização de manejo reprodutivo" width="677" height="674" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-contidos-para-manejo-reprodutivo.jpg 677w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-contidos-para-manejo-reprodutivo-300x300.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-contidos-para-manejo-reprodutivo-150x149.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-contidos-para-manejo-reprodutivo-370x368.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-contidos-para-manejo-reprodutivo-270x269.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-contidos-para-manejo-reprodutivo-301x300.jpg 301w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-contidos-para-manejo-reprodutivo-96x96.jpg 96w" sizes="auto, (max-width: 677px) 100vw, 677px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Animais de recria contidos para a realização de manejo reprodutivo a partir da utilização de bastão marcador como ferramenta de observação de cio. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Acervo Rehagro</span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Nutrição adequada: como evitar problemas de saúde e desempenho?</h2>
<p>Nessa categoria o fornecimento de alimento deve atender as necessidades de desenvolvimento e mantença desses animais.</p>
<p>Estudos indicam que as novilhas com melhor ganho de peso se tornam vacas mais produtivas, porém o consumo deve ser controlado.</p>
<p>Para realizar esse controle é necessário avaliar sobras e ter uma dieta própria para a categoria, com o nível ideal de energia para que elas continuem crescendo, mas não fiquem obesas, isso pode causar diversos problemas no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">período de transição</a></strong>, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">cetose</a></strong> e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/" target="_blank" rel="noopener">retenção de placenta</a></strong>.</p>
<p>Para avaliar a condição dos animais uma boa ferramenta é a avaliação de ECC (Escore de Condição Corporal), as <strong>novilhas com um bom ECC estão entre 3,0 e 3,25</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22124 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/classificacao-escore-de-condicao-corporal.jpg" alt="Classificação de escore de condição corporal de 1 a 5" width="1085" height="302" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/classificacao-escore-de-condicao-corporal.jpg 1085w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/classificacao-escore-de-condicao-corporal-300x84.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/classificacao-escore-de-condicao-corporal-1024x285.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/classificacao-escore-de-condicao-corporal-768x214.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/classificacao-escore-de-condicao-corporal-370x103.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/classificacao-escore-de-condicao-corporal-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/classificacao-escore-de-condicao-corporal-740x206.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/classificacao-escore-de-condicao-corporal-150x42.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1085px) 100vw, 1085px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Classificação de escore de condição corporal de 1 a 5, sendo que o escore 1 representa um animal caquético e o escore 5 um animal obeso. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Wildman (1982)</span></p>
<p>As necessidades básicas precisam ser atendidas em todas as categorias, elas precisam ter a disposição água limpa, espaço de cocho satisfatório e no período de transição pré-parto e pós-parto se possível, separá-las das multíparas para diminuir disputas, visto que os animais maiores e mais velhos são dominantes frente aos menores mais novos, impactando na ingestão de matéria seca e consequentemente na produtividade dos animais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22125 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-de-recria-em-confinamento-1024x764.jpg" alt="Bovinos de recria em confinamento" width="770" height="574" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-de-recria-em-confinamento-1024x764.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-de-recria-em-confinamento-300x224.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-de-recria-em-confinamento-768x573.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-de-recria-em-confinamento-370x276.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-de-recria-em-confinamento-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-de-recria-em-confinamento-740x552.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-de-recria-em-confinamento-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-de-recria-em-confinamento-150x112.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-de-recria-em-confinamento.jpg 1069w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Animais de recria em confinamento após o fornecimento de alimento. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Acervo pessoal Rehagro</span></span></p>
<h2>Manejo de instalações</h2>
<p>Existem diversas propriedades, com condições diferentes de investimento em instalações, mas independente disso é preciso dar o máximo de conforto possível para os animais.</p>
<p>Os animais criados em piquetes ou a pasto precisam ter os cochos e bebedouros de fácil acesso e com altura necessária para o consumo dos animais na categoria, é importante promover áreas de sombreamento para evitar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico</a></strong>.</p>
<p>É importante ressaltar a <strong>importância de promover sombreamento aos animais</strong> em todas as categorias a fim de promover o conforto térmico.</p>
<p>No caso de animais criados a pasto, o sombreamento pode ser natural, a partir de árvores, ou artificial, com coberturas de telha ou sombrites, que são telas de fibra sintética e que devem fornecer de 60 a 80% de sombra. Sendo indicado que a área de sombra (natural ou artificial) seja de 3 a 5m² por animal em crescimento.</p>
<p>Outro ponto importante em relação à área de sombreamento em sistemas de criação a pasto é estar atento às condições do solo do local sombreado, pensando na formação de barro.</p>
<p>Então, é essencial se busque um local com boa drenagem, evitando assim locais com terreno mais argiloso e se for possível ter mais de um local sombreado para realizar o revezamento de utilização das áreas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22126 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sombreamento-bovinos-natural-artificial.jpg" alt="Ilustração sobre sombreamento natural e artificial para bovinos" width="471" height="441" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sombreamento-bovinos-natural-artificial.jpg 471w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sombreamento-bovinos-natural-artificial-300x281.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sombreamento-bovinos-natural-artificial-370x346.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sombreamento-bovinos-natural-artificial-270x253.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sombreamento-bovinos-natural-artificial-320x300.jpg 320w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sombreamento-bovinos-natural-artificial-150x140.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 471px) 100vw, 471px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Ilustração de diferentes formas de sombreamento, na imagem de cima é possível ver a área de sombreamento natural, a partir da utilização de árvores. Na imagem de baixo vemos uma área de sombreamento artificial. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: 3RLab</span></span></p>
<p>Devemos também nos atentar a orientação da instalação, visto que os animais não conseguem se movimentar à procura de sombra, então, nesse caso, o sentido da construção deverá ser leste/oeste.</p>
<p>Já no caso de animais não confinados, deve-se planejar a orientação das árvores ou da estrutura artificial de sombreamento na orientação no sentido norte/sul, visto que os animais conseguem se movimentar procurando sombra no decorrer do dia.</p>
<p>Quanto ao espaçamento do comedouro, considerando animais com média de peso de 350 kg, o ideal é que o comprimento por animal seja de no mínimo 40 cm. Já em caso do espaçamento de bebedouros, o indicado é que seja 12 cm por animal.</p>
<p>Confinar totalmente os animais nessa fase também é uma ótima opção, dessa forma diminuímos os desafios, aceleramos a reprodução e conseguimos animais com melhores condições ao parto.</p>
<p>Em confinamentos, pensando na categoria de animais em crescimento, devemos nos atentar a área de cama por animal, onde é indicado que seja de 8m² por animal.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22127 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/resfriamento-termico-bovinos-leiteiros.jpg" alt="Resfriamento térmico de novilhas" width="634" height="634" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/resfriamento-termico-bovinos-leiteiros.jpg 634w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/resfriamento-termico-bovinos-leiteiros-300x300.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/resfriamento-termico-bovinos-leiteiros-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/resfriamento-termico-bovinos-leiteiros-370x370.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/resfriamento-termico-bovinos-leiteiros-270x270.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/resfriamento-termico-bovinos-leiteiros-96x96.jpg 96w" sizes="auto, (max-width: 634px) 100vw, 634px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22128" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-no-pasto.jpg" alt="Novilhas se encaminhando para o sombreamento natural" width="404" height="715" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-no-pasto.jpg 537w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-no-pasto-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-no-pasto-370x655.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-no-pasto-270x478.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/bovinos-no-pasto-150x266.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 404px) 100vw, 404px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Imagem de cima demonstrando o momento de resfriamento na linha de cocho em sistema de confinamento dos animais e na imagem de baixo mostra o momento em que os animais criados a pasto se direcionam para a área de sombreamento natural. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Importância da sanidade</h2>
<p>A sanidade dessa categoria animal é fundamental para garantir o desenvolvimento saudável e a produtividade futura do rebanho leiteiro. Animais ainda em crescimento estão susceptíveis a muitas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/" target="_blank" rel="noopener">doenças</a></strong>, o que confere a alta necessidade da adoção de manejos adequados, e dentre eles podemos citar:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Programa de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">manejo sanitário</a></strong> adequado a partir da elaboração de calendário sanitário estratégico para a categoria e condizentes com os principais desafios da propriedade.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Promover práticas de biossegurança dos animais, o que inclui quarentena de animais recém chegados na fazenda, separação de grupos por faixa etária e higiene adequada dos utensílios e instalações.</li>
</ul>
<p>É importante que se tenha um centro de manejo que permita manusear esses animais em momentos de realização de protocolos sanitários, monitoramento de doenças, utilização de pedilúvio caso esse seja um desafio dentro da fazenda e também a pesagem corporal para avaliarmos o desenvolvimento dos animais.</p>
<p>Outro ponto importante e está relacionado com a saúde, é a realização da linha de ordenha onde é essencial que as primíparas, ou seja, aquelas novilhas que acaparam de parir sejam o primeiro grupo a entrar para ordenha e para isso existem algumas explicações.</p>
<h3>Melhorar a eficiência de ordenha</h3>
<p>Primíparas geralmente vão ter menos experiência com o processo de ordenha e podem levar mais tempo para se acostumarem com o manejo, ambiente e equipamento de ordenha.</p>
<p>Ao ordenhá-las primeiro, é possível ter mais tempo para trabalhar individualmente com elas, evitando o estresse causado pela presença de outras vacas mais experientes ao redor, garantindo uma <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ordenha completa e eficiente</strong></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<h3>Redução do risco de mastite</h3>
<p>As primíparas podem ter uma maior predisposição a contrair doenças, dentre elas a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a> </strong>pelo fato de que seu sistema imune ainda ser menos desenvolvido em comparação com vacas mais velhas.</p>
<p>Ao ordenhar primíparas primeiro o risco de contaminação cruzada entre as vacas e as primíparas é reduzido.</p>
<h3>Promoção de bem-estar animal</h3>
<p>Ordenhar essa categoria primeiro contribui para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar</a></strong> por favorecer uma abordagem mais tranquila e cuidadosa durante todo o processo de ordenha, contribuindo assim para evitar o estresse desnecessário.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A partir dessa abordagem é possível entender o quanto criar bem novilhas leiteiras é importante para garantir o sucesso a longo prazo de uma fazenda leiteira, tendo em mente que esses animais são o futuro do rebanho.</p>
<p>Garantir que os manejos sejam adequados desde o nascimento até a entrada desses animais na produção de leite traz benefícios para o bem-estar dos animais a partir do desenvolvimento saudável, garante uma idade adequada para entrada para reprodução, possibilidade de maior potencial produtivo e menor custo de reposição dos animais.</p>
<h2>Transforme o manejo das novilhas em produtividade e lucro</h2>
<p>O sucesso da criação de novilhas começa com decisões estratégicas. No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende técnicas de manejo, nutrição, sanidade e gestão que garantem animais mais saudáveis, produtivos e rentáveis. Torne sua produção mais eficiente e alcance resultados consistentes.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23105" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ingrid-nascimento.jpg" alt="Ingrid Nascimento - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ingrid-nascimento.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ingrid-nascimento-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/ingrid-nascimento-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/">Guia para o sucesso na criação de novilhas leiteiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Conservação e armazenamento de leite cru: quais são as boas práticas?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jul 2023 13:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para eficiência da conservação e o armazenamento de leite cru de qualidade, medidas de boas práticas agropecuárias devem ser realizadas na propriedade antes mesmo de iniciar a ordenha. Conforme Decreto n° 9.013, de 29 de março de 2017 o leite é definido da seguinte forma: Art. 235 Entende-se por leite, sem outra especificação, o produto [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/">Conservação e armazenamento de leite cru: quais são as boas práticas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para eficiência da conservação e o armazenamento de leite cru de qualidade, medidas de boas práticas agropecuárias devem ser realizadas na propriedade antes mesmo de iniciar a ordenha.</p>
<p>Conforme Decreto n° 9.013, de 29 de março de 2017 o leite é definido da seguinte forma:</p>
<p><em>Art. 235 Entende-se por leite, sem outra especificação, o produto oriundo da ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas.</em></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Aspectos legais da produção de leite</h2>
<p>Existem alguns itens que compõem o plano de qualificação dos fornecedores de leite, o que de fato é uma maneira do laticínio contribuir para a capacitação e desenvolvimento dos produtores, e esses itens abrangem:</p>
<ul>
<li>Organização da propriedade.</li>
<li>Instalações e equipamentos.</li>
<li>Treinamentos e qualificação dos responsáveis pelas tarefas cotidianas.</li>
<li>Acompanhamento técnico pelo veterinário responsável para garantir a sanidade do rebanho, principalmente no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">controle de mastite</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-da-brucelose-e-tuberculose/" target="_blank" rel="noopener">tuberculose e brucelose</a>.</strong></li>
</ul>
<p>De acordo com as Instruções Normativas (INs) 76 e 77, em especial no Art. 5º, Art. 6º e Art. 7º da IN 76, são descritos parâmetros físico-químicos que conferem um leite de qualidade.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Art. 5º O leite cru refrigerado deve atender aos seguintes parâmetros físico-químicos: </span></p>
<ol>
<li>Teor mínimo de <strong>gordura de 3,0g</strong>/100g (três gramas por cem gramas);</li>
<li>Teor mínimo de <strong>proteína total de 2,9g</strong>/100g (dois inteiros e nove décimos de gramas por cem gramas);</li>
<li>Teor mínimo de <strong>lactose anidra de 4,3g</strong>/100g (quatro inteiros e três décimos de gramas por cem gramas);</li>
<li>Teor mínimo de <strong>sólidos não gordurosos de 8,4g</strong>/100g (oito inteiros e quatro décimos de gramas por cem gramas);</li>
<li>Teor mínimo de <strong>sólidos totais de 11,4g</strong>/100g (onze inteiros e quatro décimos de gramas por cem gramas);</li>
<li>Acidez titulável entre <strong>0,14</strong> (quatorze centésimos) <strong>e 0,18</strong> (dezoito centésimos) expressa em gramas de ácido lático/100 mL;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teste-do-alizarol-e-a-qualidade-do-leite/" target="_blank" rel="noopener">Estabilidade ao alizarol</a></strong> na concentração mínima de <strong>72% v/v</strong> (setenta e dois por cento);</li>
<li>Densidade relativa a 15°C/ 15°C (quinze graus Celsius) entre <strong>1,028</strong> (um inteiro e vinte e oito milésimos) e <strong>1,034</strong> (um inteiro e trinta e quatro milésimos); e</li>
<li>Índice crioscópico entre <strong>-0,530ºH</strong> (quinhentos e trinta milésimos de grau Hortvet negativos) e <strong>-0,555°H</strong> (quinhentos e cinquenta e cinco milésimos de grau Hortvet negativos), equivalentes a <strong>-0,512°C</strong> (quinhentos e doze milésimos de grau Celsius negativos) e a <strong>-0,536ºC</strong> (quinhentos e trinta e seis milésimos de grau Celsius negativos), respectivamente.</li>
</ol>
<p>Art. 6º O leite cru refrigerado <strong>não deve apresentar substâncias estranhas à sua composição</strong>, tais como agentes inibidores do crescimento microbiano, neutralizantes da acidez e reconstituintes da densidade ou do índice crioscópico.</p>
<p>Parágrafo único. O leite cru refrigerado <strong>não deve apresentar resíduos de produtos de uso veterinário</strong> e contaminantes acima dos limites máximos previstos em normas complementares.</p>
<p>Art. 7º O leite cru refrigerado de tanque individual ou de uso comunitário deve apresentar médias geométricas trimestrais de <strong>Contagem Padrão em Placas de no máximo 300.000 UFC/mL</strong> (trezentas mil unidades formadoras de colônia por mililitro) e de <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Contagem de Células Somáticas de no máximo 500.000 CS/mL</strong></a> (quinhentas mil células por mililitro).</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Importância da saúde das vacas</h2>
<p>Sabemos também que a saúde das vacas é de extrema importância para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener">produção de leite de qualidade</a></strong>, onde além de ter mais qualidade, vacas saudáveis tendem a produzir maior quantidade de leite. Nesse aspecto, alguns pontos relacionados ao leite são influenciados com a saúde das vacas e dentre eles podemos citar:</p>
<h3>Composição do leite</h3>
<p>É importante ressaltar que a composição do leite está diretamente relacionada à saúde, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar</a></strong> e nutrição das vacas.</p>
<p>Em condições adequadas de manejo, é possível produzir um leite que contenha adequados teores de gordura, proteína, lactose, vitaminas e minerais.</p>
<h3>Contagem de Células Somáticas (CCS)</h3>
<p>Quando se trata da contagem de células somáticas, parâmetro que reflete a saúde da glândula mamária, existem vários pontos de atuação na propriedade relacionados ao controle da mastite e redução da CCS, como, por exemplo, o manejo adequado da rotina de ordenha e do ambiente das vacas.</p>
<p>Vacas que possuem CCS menor que 200 mil são consideradas sadias e, de forma geral, são animais mais produtivos quando comparados com vacas de CCS maiores que 200 mil.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Qualidade microbiológica</h3>
<p>Tem íntima ligação com a saúde dos animais, pois vacas doentes detém maior probabilidade de transmissão de bactérias patogênicas para o leite. Dessa forma, a fim de garantir uma baixa <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" target="_blank" rel="noopener">contagem bacteriana</a></strong> é fundamental que se garanta primeiro a saúde das vacas.</p>
<p>Nesse aspecto, como forma de avaliar de forma qualitativa o leite, podemos utilizar de dois testes:</p>
<h4>Teste de Alizarol</h4>
<p>Um teste rápido que é feito antes da coleta, que é a realização do teste de Alizarol, o qual demonstra a acidez e indicando se o produto deve ser utilizado para consumo humano, podendo essa acidez ser de origem microbiológica.</p>
<p>No teste, <strong>a legislação determina que a concentração alcoólica mínima utilizada deve ser de 72%</strong> e que para o leite ser considerado normal, ele deve estar estável ao alizarol.</p>
<p>Na análise, é feita a mistura de leite com a de alizarol nas mesmas quantidades e a interpretação do resultado se baseia na formação ou não de grumos e também pela coloração da mistura.</p>
<ul>
<li><strong>Resultado de leite estável ao Alizarol</strong>: Ausência de grumos e coloração vermelho tijolo.</li>
<li><strong>Resultado de leite instável ao Alizarol</strong>: Formação de grumos e coloração amarela ou mais fraca do que a cor vermelho tijolo.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21544 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-estavel-300x220.jpeg" alt="Teste alizarol estável" width="300" height="220" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-estavel-300x220.jpeg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-estavel-768x564.jpeg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-estavel-370x272.jpeg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-estavel-270x198.jpeg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-estavel-740x543.jpeg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-estavel-80x60.jpeg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-estavel-150x110.jpeg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-estavel.jpeg 947w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21545 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-instavel-300x173.jpeg" alt="Teste alizarol instável" width="300" height="173" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-instavel-300x173.jpeg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-instavel-768x444.jpeg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-instavel-370x214.jpeg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-instavel-270x156.jpeg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-instavel-740x427.jpeg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-instavel-150x87.jpeg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/teste-alizarol-leite-instavel.jpeg 980w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Imagens ilustrando o teste do Alizarol, onde na imagem acima temos uma demonstração de leite estável, na coloração ideal e sem presença de grumos. Já na imagem de baixo temos a presença de grumos e coloração que demonstra a instabilidade do leite. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Milkpoint 2019</span></span></p>
<h4>Análise de contagem padrão em placa (CPP)</h4>
<p>É a análise laboratorial mais utilizada para monitorar a qualidade microbiológica do leite a partir da quantificação total de bactérias que se proliferam devido algum problema no processo de produção, ordenha e armazenagem do leite cru.</p>
<p>É necessário que o leite tenha a <strong>CPP inferior a 300.000 UFC/ml na média geométrica dos últimos três meses. </strong></p>
<p>Com essa análise além de do monitoramento da qualidade microbiológica do leite, conseguimos medir o resultado da adoção de práticas adequadas por parte da fazenda, as quais estão relacionadas com a ordenha e limpeza de todo o sistema, a higiene do úbere e tetos, <strong>condições de armazenamento e resfriamento de leite</strong> e de práticas para controle de mastite.</p>
<p>Pudemos observar a importância de trabalhar com boas práticas de manejo na propriedade, visto que todos esses processos refletem na maior produtividade e qualidade do leite produzido na fazenda.</p>
<p>Mas, após a ordenha do leite, ainda temos algumas medidas extremamente importantes para conservar e armazenar o leite cru:  o resfriamento imediato do leite após a ordenha, e armazenamento dentro de uma temperatura adequada, o que, em conjunto, promovem a conservação do alimento.</p>
<h3>Tempo de resfriamento do leite</h3>
<p>Após a ordenha o leite deve ser armazenado no tanque de resfriamento. <strong>O tempo gasto para refrigeração total do leite até a temperatura ideal (menor ou igual a 4ºC) deve ser de até no máximo três horas após o término da ordenha.</strong></p>
<p>Propriedades que não possuem o tanque de resfriamento e usam o tanque comunitário devem respeitar esse tempo de três horas para realizar o deslocamento até o tanque comunitário e o tempo que o tanque gasta para refrigerar o leite.</p>
<ul>
<li><strong>Temperatura de armazenamento:</strong> A temperatura do leite deve atingir <strong>temperatura igual ou inferior a 4°C</strong>, pois essa temperatura garante a redução da taxa de multiplicação de microrganismos e das alterações químicas do leite.</li>
<li><strong>Transvase</strong>: A transferência do leite deve ser por meio de sistema fechado utilizando mangueira e bomba sanitária que recolhe o produto do tanque na propriedade e transfere para veículos transportadores de leite cru refrigerado. A coleta deve ser realizada sob condições de higiene e segurança, por uma pessoa qualificada. O prazo para coleta do produto pelo caminhão na propriedade é de no máximo 48 horas após a ordenha, ou seja, o prazo máximo da conservação do leite na propriedade é de 48 horas.</li>
<li><strong>Recebimento</strong>: A temperatura do leite cru refrigerado no ato do recebimento pelo estabelecimento (laticínio, por exemplo) não deve ultrapassar a temperatura de 7°C, podendo receber excepcionalmente até 9°C.<span style="font-weight: 400;"> </span></li>
</ul>
<h2>Instalações e equipamentos</h2>
<p>Para a refrigeração do leite cru na propriedade, deve ser utilizado sistema de pré-resfriamento ou tanque de expansão direta ou ambos. <strong>A qualidade e segurança dos produtos e serviços é regida pela Organização Internacional de Normalização (ISO)</strong>, e a ISO 5708 estabelece os requisitos de construção de todos tanques refrigeradores de leite.</p>
<p>Ela define toda a construção do tanque a fim de garantir boas condições de resfriamento e armazenamento do leite cru. Dentre os parâmetros podemos ressaltar: a definição do material deve ser usado na construção, a capacidade de armazenamento e resfriamento do tanque, controle de temperatura e formas de limpeza.</p>
<p>É importante seguirmos as especificações do tanque para garantir que o leite seja armazenado e refrigerado corretamente. Algo importante a ser observado é a classe de desempenho do tanque, onde ela é feita em relação a quantidade de ordenhas, conforme a temperatura ambiente e conforme o tempo de resfriamento.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21549 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-ordenha.jpg" alt="Classificação do tanque de leite em relação à quatidade de ordenhas" width="798" height="144" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-ordenha.jpg 798w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-ordenha-300x54.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-ordenha-768x139.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-ordenha-370x67.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-ordenha-270x49.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-ordenha-740x134.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-ordenha-150x27.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 798px) 100vw, 798px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21550 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-temperatura.jpg" alt="Classificação do tanque de leite em relação à temperatura" width="796" height="193" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-temperatura.jpg 796w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-temperatura-300x73.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-temperatura-768x186.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-temperatura-370x90.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-temperatura-270x65.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-temperatura-740x179.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-temperatura-150x36.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 796px) 100vw, 796px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21551 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-tempo-refrigeracao.jpg" alt="Classificação do tanque de leite em relação ao tempo de refrigeração" width="802" height="203" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-tempo-refrigeracao.jpg 802w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-tempo-refrigeracao-300x76.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-tempo-refrigeracao-768x194.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-tempo-refrigeracao-370x94.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-tempo-refrigeracao-270x68.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-tempo-refrigeracao-740x187.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/desempenho-tanque-classe-tempo-refrigeracao-150x38.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 802px) 100vw, 802px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Especificações quanto a classe de desempenho de tanque de refrigeração de leite. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Milkpoint</span></span></p>
<p>A capacidade de armazenamento do tanque deve ser de acordo com a produção da propriedade e de acordo com a estratégia de coleta do leite. Além disso, a instalação do tanque de refrigeração e armazenamento do leite deve ser feita em local que promova boas condições de acesso do veículo coletor.</p>
<h3>Higienização das instalações</h3>
<p>As instalações da ordenha, sala do tanque e suas as proximidades devem ser mantidas sempre limpas para evitar contaminantes e sujidades. <strong>É importante que seja padronizado e seguido um protocolo de limpeza do tanque após a realização da coleta do leite</strong>, onde podemos citar algumas recomendações:</p>
<ul>
<li><strong>Limpeza imediatamente após a retirada do leite:</strong> Esse manejo inclui a remoção de qualquer resíduo de leite ou sujidade presente no tanque.</li>
<li><strong>Enxágue inicial:</strong> Importante que essa limpeza ocorra imediatamente após a retirada do leite,  realizando um enxágue inicial com água limpa e morna, auxiliando na remoção de resíduos de leite e melhor ação dos detergentes.</li>
<li><strong>Utilização de detergentes adequados:</strong> Utilizar detergentes específicos para limpeza de tanques, pois eles são formulados para remover resíduos de gordura e proteína, além de eliminar os microrganismos presentes, o que garante eficácia da limpeza. Dentre os comumente utilizados nos protocolos de limpeza temos os detergentes alcalinos e detergentes ácidos.</li>
</ul>
<p>Para a remoção dos resíduos, temos a indicação de detergentes alcalinos para a remoção da gordura e proteína e os detergentes ácidos para a remoção de minerais.</p>
<p>Outro ponto importante é a temperatura da água utilizada e o tempo de ação dos produtos, onde no enxágue inicial o ideal é seja feito com água morna, a limpeza alcalina tendo a temperatura inicial de 70°C e temperatura final maior que 40°C com ciclo de 10 minutos e a limpeza ácida com água em temperatura ambiente e ciclo de 5 minutos.</p>
<ul>
<li><strong>Utilizar escovas:</strong> As escovas devem ser de cerdas macias e adequadas para limpar o interior do tanque. Toda superfície interna do tanque deve receber a esfregação, onde inclui as paredes, fundo e tampa do tanque.</li>
<li><strong>Enxágue completo:</strong> Ao final da limpeza é necessário um enxaguar completamente o tanque com água limpa e certificar que todos os resíduos de detergentes e sujeira do tanque foram removidos.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21552 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-interna-tanque-resfriador-do-leite.jpg" alt="Limpeza interna do tanque resfriador de leite" width="301" height="201" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-interna-tanque-resfriador-do-leite.jpg 301w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-interna-tanque-resfriador-do-leite-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-interna-tanque-resfriador-do-leite-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 301px) 100vw, 301px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21553 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-tanque-resfriador-do-leite-225x300.jpg" alt="Limpeza interna do tanque resfriador de leite" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-tanque-resfriador-do-leite-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-tanque-resfriador-do-leite-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-tanque-resfriador-do-leite-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-tanque-resfriador-do-leite-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-tanque-resfriador-do-leite-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-tanque-resfriador-do-leite-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-tanque-resfriador-do-leite.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Imagens demonstrando a limpeza do tanque resfriador logo após a coleta de leite, utilizando escova própria para tanque, demonstrando que toda superfície do tanque recebe a escovação. Fonte: Acervo pessoal Rehagro</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21554 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-do-tanque-de-resfriamento-leite-220x300.jpg" alt="Procedimento de limpeza do tanque de resfriamento de leite" width="220" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-do-tanque-de-resfriamento-leite-220x300.jpg 220w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-do-tanque-de-resfriamento-leite-370x504.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-do-tanque-de-resfriamento-leite-270x368.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-do-tanque-de-resfriamento-leite-150x204.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/limpeza-do-tanque-de-resfriamento-leite.jpg 479w" sizes="auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Exemplo de um procedimento de limpeza do tanque de resfriamento de leite adotado por uma fazenda. Nele, está incluso o enxágue inicial com 100 litros de água morna (50°C), utilização de detergente alcalino clorado para esfregação e enxágue com água em temperatura ambiente e posteriormente utilização do detergente ácido e enxágue final também com água em temperatura ambiente. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Acervo pessoal Rehagro</span></p>
<p>A correta higienização remove os resíduos de leite, <strong>reduz o acúmulo de bactérias</strong> que possam estar presentes nas superfícies do tanque, mantém a qualidade do leite cru e reduz a contagem bacteriana total do leite.</p>
<h3>Qualidade da água utilizada</h3>
<p>É fundamental que <strong>a água utilizada em todas as etapas de limpeza possua boa qualidade física, química e microbiológica</strong>, não comprometendo a ação dos produtos utilizados na limpeza, nem contaminando o tanque de leite, e o leite consequentemente.</p>
<p>Para conhecermos essas informações (pH, alcalinidade, acidez, dureza, matéria orgânica, cloretos, ferro e outros) é necessário realizar a análise da água utilizada na propriedade, tanto na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">água destinada aos bebedouros dos animais</a></strong> quanto a água direcionada para limpeza de utensílios e instalações, em especial dos equipamentos de ordenha e o tanque resfriador, pois são pontos críticos para a contaminação do leite.</p>
<p>Um ponto importante está relacionado com a <strong>dureza da água</strong> utilizada para limpeza dos equipamentos de ordenha e tanque refrigerador.</p>
<p><strong>A dureza se refere a presença de minerais na água</strong>, como o cálcio e o magnésio, que podem afetar de forma negativa a eficácia dos detergentes utilizados na limpeza, pois água com alta dureza dificulta a formação de espuma e ação do produto, sendo necessário, em alguns casos, ajustar a dosagem dos produtos utilizados.</p>
<p>Em relação a <strong>qualidade microbiológica da água</strong>, sabemos da sua direta influência na qualidade do leite, evidenciando assim a importância do tratamento da água antes da utilização. Como exemplo prático para controle microbiológico da água tem-se a cloração da água, o qual se trata de um método de baixo custo, seguro e fácil aplicação nas fazendas, podendo ser utilizado produtos a base de cloro líquidos (hipoclorito de sódio) e sólidos (cloro granulado ou pastilhas).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21555 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-de-cloracao-de-agua.jpg" alt="Sistema de cloração de água em propriedades rurais" width="766" height="336" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-de-cloracao-de-agua.jpg 766w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-de-cloracao-de-agua-300x132.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-de-cloracao-de-agua-370x162.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-de-cloracao-de-agua-270x118.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-de-cloracao-de-agua-740x325.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/sistema-de-cloracao-de-agua-150x66.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 766px) 100vw, 766px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Exemplo de sistema de cloração de água em propriedades rurais. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Embrapa 2010</span></span></p>
<p>Contudo, podemos entender que para garantir a conservação e o armazenamento do leite cru, devemos estar atentos a todo ciclo da cadeia produtiva, trabalhando na garantia da sanidade das vacas, nos processos de limpeza de equipamentos, na qualidade da água e no resfriamento correto do leite.</p>
<p>Estando atento a esses pontos chaves é possível produzir, armazenar e conservar o leite com qualidade para o consumo humano.</p>
<h2>Qualidade preservada é sinônimo de lucro garantido</h2>
<p>A conservação e o armazenamento corretos do leite cru são fundamentais para manter a qualidade, evitar perdas e garantir melhor rentabilidade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática, como alinhar boas práticas, manejo, gestão e tecnologia para produzir leite com alto padrão e maior valor de mercado.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Perda de prenhez: principais aspectos práticos que influenciam</title>
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					<comments>https://rehagro.com.br/blog/perda-de-prenhez/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jun 2023 12:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[perda de prenhez]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A perda de prenhez é um dos índices que determinam o desempenho reprodutivo de um rebanho, é uma questão recorrente em fazendas leiteiras e um problema de causas multifatoriais, podendo ser por fatores endógenos (relacionados a vaca, touro ou embrião) ou externos, o que impacta na eficiência reprodutiva e produtiva, e consequente gera perda econômica. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A perda de prenhez é um dos índices que determinam o desempenho reprodutivo de um rebanho, é uma questão recorrente em fazendas leiteiras e um problema de causas multifatoriais, podendo ser por fatores endógenos (relacionados a vaca, touro ou embrião) ou externos, o que impacta na </span><b>eficiência reprodutiva e produtiva</b><span style="font-weight: 400;">, e consequente gera </span><b>perda econômica</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma que ter um resultado satisfatório em relação à </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener"><b>taxa de concepção</b></a><span style="font-weight: 400;"> da fazenda é importante, conseguir ter um baixo número de perda de prenhez é fundamental.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Quando a perda de prenhez pode ocorrer?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A perda de prenhez pode acontecer tanto na fase embrionária como na fase fetal, onde a perda embrionária é caracterizada quando há interrupção da gestação até 42 dias e o aborto ou perda fetal é aquele que ocorre de 42 a 260 dias. Entretanto, é mais comum ter perda de prenhez pela morte embrionária, ou seja, ocorrendo poucos dias após o serviço dos animais.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21085 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vaca-com-membranas-fetais-expostas-225x300.jpg" alt="Vaca apresentando membranas fetais expostas após abortamento" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vaca-com-membranas-fetais-expostas-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vaca-com-membranas-fetais-expostas-768x1024.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vaca-com-membranas-fetais-expostas-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vaca-com-membranas-fetais-expostas-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vaca-com-membranas-fetais-expostas-740x986.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vaca-com-membranas-fetais-expostas-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vaca-com-membranas-fetais-expostas-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vaca-com-membranas-fetais-expostas.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Vaca apresentando membranas fetais expostas após abortamento. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> acervo pessoal Rehagro</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas perdas de prenhez podem em muitos casos ocorrer antes mesmo da realização do primeiro diagnóstico de gestação, o que </span><b>afeta diretamente na taxa de concepção</b><span style="font-weight: 400;">. Então, temos uma forte ligação da perda de prenhez na taxa de concepção, pois de modo geral uma taxa de concepção baixa envolve uma perda de prenhez alta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, existem medidas práticas que possibilitam desvendar as causas do problema a fim de melhorar esse indicador dentro da fazenda. </span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Condição anovulatória</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Animais em condição anovular, ou seja, aqueles que em condição natural, ao final do </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-espera-voluntario/"><b>Período de Espera Voluntário (PEV)</b></a><span style="font-weight: 400;"> ainda não estão ciclando, são considerados problema dentro da fazenda, pois são animais que </span><b>não ovulam</b><span style="font-weight: 400;"> e consequentemente </span><b>não emprenham</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante disso, a condição anovulatória irá impactar reduzindo a <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-servico-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de serviço</strong></a>, pois a vaca não estando cíclica, ela não manifestará cio e consequentemente não será servida (inseminada ou coberta). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, trabalhos mostram que animais em condição anovular apresentam diminuição da taxa de concepção e aumento da perda de prenhez em comparação com vacas que estão ciclando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem fatores de risco para a condição anovular, os quais de forma indireta afetam no índice de perda de prenhez. Dentre esses fatores podemos citar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Duração do Período Seco</b><span style="font-weight: 400;"> = estender muito o período seco aumenta a chance da vaca ser anovular – ideal que o período seco seja entre 45 e 60 dias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Incidência de doenças </b><span style="font-weight: 400;">= vaca com uma ou mais doenças (</span><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/"><b>retenção de placenta</b></a><span style="font-weight: 400;">, metrite, </span>mastite<span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/"><b>cetose</b></a><span style="font-weight: 400;">, problema respiratório, digestivo ou </span><b>casco</b><span style="font-weight: 400;">) é mais suscetível a ser anovular em relação a vacas saudáveis;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Escore de condição corporal</b><span style="font-weight: 400;"> = vacas que perdem escore corporal do parto até o final do PEV tem maior probabilidade de ser anovular.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Impacto do estresse térmico na reprodução</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe-se que o </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/"><b>estresse térmico</b></a><span style="font-weight: 400;"> é um problema frequente na pecuária leiteira, principalmente em vacas de maior produção de leite, pois quanto maior a produção de leite maior a dificuldade que o animal terá de trocar calor com o meio. </span></p>
<p><b>O estresse térmico afeta de forma direta a reprodução</b><span style="font-weight: 400;">, pois altera a qualidade dos ovócitos produzidos, prejudica o desenvolvimento embrionário inicial, reduz o crescimento embrionário até o dia 17 e gera perdas em gestações mais avançadas, em torno de 60 e 90 dias, além disso, afeta a ingestão de matéria seca o que indiretamente afeta também a reprodução.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as formas de contornar o estresse térmico podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Disponibilizar aos animais água fresca e limpa</b><span style="font-weight: 400;"> = fornecimento de <a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>água de qualidade</strong></a> deve ser constante, uma estratégia é ter bebedouros logo após a saída da ordenha, pois esse é um dos principais momentos em que as vacas buscam água.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Sombra</b><span style="font-weight: 400;"> = A <a href="https://rehagro.com.br/blog/sombra-para-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>área de sombra</strong></a>, tanto natural quanto artificial, deve ser de 4m² a 15m² por animal e um ponto importante de atenção é sobre a circulação de ar, pois caso haja sombra e alta umidade sem circulação de ar não haverá troca de calor eficiente. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Ventilação e Aspersão</b><span style="font-weight: 400;"> = Para que o resfriamento seja eficiente, é preciso que dure entre 30 e 60 minutos e ocorra no mínimo três vezes ao dia, que esteja em local correto e o vento em velocidade adequada. A velocidade dos ventiladores é de 3,5m/s até 4,5m/s e usar 3 litros de água por vaca a cada ciclo, sendo esse de 30 segundos a 1 minuto de água e de 4 a 6 minutos de vento. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><b>sala de espera para a </b><strong>ordenha</strong></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos locais indicados para ocorrer resfriamento, por ser um local que as vacas frequentam rotineiramente e passam boa parte do tempo. É importante lembrar que animais não lactantes podem e devem ser levados para resfriamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra possibilidade é a </span><b>linha de cocho</b><span style="font-weight: 400;">, onde pode ser feito nos momentos de fornecimento de dieta, que é quando há concentração de vacas no cocho. Entretanto, é importante ter atenção para que nem a dieta e nem a cama sejam molhadas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21086 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vacas-recebendo-resfriamento-171x300.jpg" alt="Vacas recebendo resfriamento (aspersão e ventilação) na linha de cocho em sistema de instalação Compost Barn" width="171" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vacas-recebendo-resfriamento-171x300.jpg 171w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vacas-recebendo-resfriamento-370x648.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vacas-recebendo-resfriamento-270x473.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vacas-recebendo-resfriamento-150x263.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/vacas-recebendo-resfriamento.jpg 585w" sizes="auto, (max-width: 171px) 100vw, 171px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Vacas recebendo resfriamento (aspersão e ventilação) na linha de cocho em sistema de instalação Compost Barn. </span>Fonte:<span style="font-weight: 400;"> acervo pessoal Rehagro</span></span></p>
<h2>Quais doenças podem causar a perda de prenhez?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As doenças estão intimamente relacionadas a perda de prenhez, pois elas afetam a saúde reprodutiva das vacas, podendo resultar em abortos, reabsorção fetal ou infertilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de uma condição inflamatória, por exemplo, alguma doença, ocorre a liberação de citocinas pró-inflamatórias que induzem uma resposta imunológica de fase aguda levando a liberação de proteínas que induzem a inflamação que quando acontece de forma descontrolada prejudicam tanto a reprodução como a produção de leite. </span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as várias doenças que podem afetar diretamente na perda de prenhez podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Infecções uterinas</b><span style="font-weight: 400;">: Afetam negativamente prejudicando a implantação e desenvolvimento fetal. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://rehagro.com.br/blog/brucelose-bovina/" target="_blank" rel="noopener"><b>Brucelose</b></a><b>:</b><span style="font-weight: 400;"> Doença bacteriana que causa aborto em vacas, pois a bactéria pode ser transmitida ao feto. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Leptospirose:</b><span style="font-weight: 400;"> Doenças bacterianas que faz com que matrizes apresentem abortos, natimortos, bezerros fracos e podendo provocar infertilidade nas vacas. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Neosporose:</b><span style="font-weight: 400;"> Doença causada por um protozoário e pode ser considera umas das principais causas de aborto nos rebanhos bovinos, pois pode ocorrer transmissão transplacentária. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Rinotraqueíte Infecciosa Bovinas – IBR e Diarreia Viral Bovina &#8211; BVD:</b><span style="font-weight: 400;"> Doença que pode se espalhar pelo rebanho de forma silenciosa e causar abortos, perdas embrionárias, infertilidade e até defeitos congênitos. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que além dessas doenças específicas, demais doenças como <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mastite</strong></a> e doenças virais podem impactar de forma negativa na fertilidade e na manutenção da gestação das vacas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, é imprescindível que se tenha prevenção desses problemas para evitar a perda de prenhez, o que inclui práticas de manejos adequada, programas de vacinação a partir a adoção de </span><b>calendário sanitário estratégico</b><span style="font-weight: 400;"> para a propriedade, ter medidas de biossegurança, <a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>monitoramento regular da saúde</strong></a> e possuir profissionais capacitados para implementar medidas eficazes de prevenção e controle de doenças. </span></p>
<h2>Importância da nutrição adequada</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A nutrição é outro ponto que está ligado a reprodução das vacas, influenciando diretamente no desenvolvimento dos folículos, maturação oocitária, ovulação, fertilização, sobrevivência embrionária, estabelecimento da gestação, e indiretamente na concentração de hormônios reprodutivos circulantes (por exemplo, insulina, glucagon, leptina, hormônio do crescimento, hormônios tireoidianos, IGF hepático) e metabólitos (glicose, ácidos graxos, LDL, HDL) que estão relacionados a esses processos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O momento do </span><b>pós-parto é caracterizado como um dos desafios relacionados da nutrição</b><span style="font-weight: 400;">, pois é quando ocorre o balanço energético negativo (BEN), onde a energia fornecida pela baixa ingestão de matéria seca não é suficiente para suprir suas exigências, ocorrendo uma intensa mobilização de gordura e diminuição do escore corporal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse momento de perda de condição corporal, a ovulação é outro gasto de energia para a vaca. Dessa forma, quanto menor a condição corporal da vaca, maior será o tempo de intervalo para apresentarem a primeira ovulação pós-parto e a alta mortalidade embrionária estará associada ao menor nível de progesterona presente, a qual é essencial para preparar o útero para a implantação do embrião e garantir um ambiente ideal para o desenvolvimento fetal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para mitigarmos esse problema nas propriedades leiteiras, deve-se investir em nutrição adequada para os animais durante toda lactação, e também deter <a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>estratégias de manejo que estimulem o consumo dos animais</strong></a>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as estratégias podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Divisão de lotes adequada, se possível separando primíparas e multíparas, para evitar a dominância;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Espaço de cocho adequado;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Atentar aos animais em </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/"><b>período de transição</b></a><span style="font-weight: 400;"> = vacas que adoecem mais têm maiores taxas de perda de prenhez – Garantir então a esses animais resfriamento, oferta de dieta aniônica no pré-parto e dieta balanceada no pós-parto que supra as demandas energéticas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Atenção a condição de armazenamento dos alimentos – impedir problemas em relação à qualidade e deter de formas de controle de pragas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ter rotina de avaliação de <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ECC das vacas</strong></a>. </span></li>
</ul>
<h2>Oportunidade com o melhoramento genético</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>melhoramento genético</b><span style="font-weight: 400;"> é também uma ferramenta que pode ser utilizada para ajudar nos indicadores reprodutivos, melhorando a taxa de concepção e diminuindo a perda de prenhez. Para isso, devemos analisar a qualidade genética dos touros utilizados nos programas reprodutivos da fazenda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao realizar a escolha dos touros deve-se ter em mente quais são os objetivos de seleção para o rebanho, pois existem </span><b>características genéticas específicas</b><span style="font-weight: 400;"> que podem afetar a fertilidade das vacas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que a partir do melhoramento genético foi possível alcançar uma maior produção de leite, entretanto, isso se tornou uma preocupação, pois essa maior produtividade aliada a condições de manejo inadequadas, mostrou estar associada com a redução do desempenho reprodutivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as provas do touro, quando se pensa em melhorar a fertilidade de vacas leiteiras a </span><span style="font-weight: 400;">longo prazo</span><span style="font-weight: 400;">, temos a </span><b>Taxa de Prenhez das Filhas</b><span style="font-weight: 400;"> (Daughter Pregnancy Rate – </span><b>DPR</b><span style="font-weight: 400;">), a qual prediz o melhoramento genético da taxa de prenhez das futuras filhas de um touro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, estar atento na escolha do touro é importante, pois o incremento de um ponto de DPR se traduz na redução de 4 dias no período de serviço. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21087" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-de-prenhez-das-filhas-negativa.jpg" alt="" width="182" height="95" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-de-prenhez-das-filhas-negativa.jpg 182w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-de-prenhez-das-filhas-negativa-150x78.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 182px) 100vw, 182px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21088" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-de-prenhez-das-filhas-positiva.jpg" alt="" width="177" height="95" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-de-prenhez-das-filhas-positiva.jpg 177w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/taxa-de-prenhez-das-filhas-positiva-150x81.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 177px) 100vw, 177px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Exemplo de DPR de touros distintos. O de cima apresentando um resultado negativo e o de baixo um resultado positivo, o qual é considerado melhorador em relação à taxa de prenhez das filhas.</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, é importante ressaltar que o impacto positivo não é visto de forma imediata no rebanho, pois o melhoramento acontecerá na </span><b>fertilidade da filha gerada a partir escolha de um touro com boa DPR</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esse motivo que estar sempre atento às características de seleção é importante, avaliando não somente características relacionadas com a produção de leite e conformação, mas também as que se referem a reprodução, pois assim, a partir da definição de pesos para as características consegue-se evoluir o rebanho de forma positiva em diversos aspectos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, conseguimos entender que apesar da perda de prenhez ser um problema multifatorial, temos diversas oportunidades dentro da fazenda e estar disposto a enxergá-las e ter ações concretas e conscientes é essencial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir disso, é possível trabalhar para que o impacto no indicador perda de prenhez seja evidente, tendo a redução do número de perdas corroborando para uma melhor eficiência reprodutiva e consequentemente a maior lucratividade do negócio.</span></p>
<h2>Mais prenhezes, mais leite e mais lucro no seu rebanho</h2>
<p>A perda de prenhez compromete o desempenho produtivo e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar as causas, prevenir problemas e aplicar manejos que aumentam os índices reprodutivos, garantindo mais eficiência e resultados consistentes no campo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23090" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes.jpg" alt="Bárbara Agnes - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Como aumentar o lucro na pecuária leiteira? Saiba 4 dicas principais</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/4-dicas-para-aumentar-o-lucro-na-pecuaria-leiteira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2022 20:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[custos]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[gestão financeira]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já de início, vale a pena ressaltar que não há fórmula mágica para obter lucratividade com a pecuária leiteira. O que há de fato, é um caminho que envolve muito trabalho e inúmeros desafios. No entanto, algumas ferramentas, processos e premissas podem contribuir (e muito) para o planejamento da fazenda leiteira que objetiva o aumento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já de início, vale a pena ressaltar que não há fórmula mágica para obter lucratividade com a pecuária leiteira. O que há de fato, é um caminho que envolve muito trabalho e inúmeros desafios.</p>
<p>No entanto, algumas ferramentas, processos e premissas podem contribuir (e muito) para o <strong>planejamento da fazenda leiteira que objetiva o aumento do lucro da atividade.</strong></p>
<p>Os resultados do negócio leite têm sido bem satisfatórios nos últimos tempos. É claro que há flutuações entre fazendas, havendo aquelas com ótimos retornos e aquelas que precisam ser mais eficientes para começar a verem o dinheiro da atividade sobrando no bolso.</p>
<p>Confira algumas <strong>dicas que podem te auxiliar a otimizar os resultados em sua fazenda produtora de leite</strong>. Encarar a propriedade como uma empresa é o primeiro passo!</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>1. Evolução do rebanho no futuro: como será?</h2>
<p>Ter controle do estoque de rebanho atual, bem como dos seus indicadores, é imprescindível para projetarmos como ele estará no próximo ano e daqui 2, 5 ou 10 anos.</p>
<ul>
<li>Quantas vacas estarão em lactação ano a ano?</li>
<li>Você terá novilhas excedentes para vender e incrementar o caixa da fazenda?</li>
<li>Com o número de partos futuros, será necessário ajustar o bezerreiro ou a capacidade atual atenderá?</li>
</ul>
<p>Todas essas e várias outras perguntas são respondidas pela <a href="https://rehagro.com.br/blog/evolucao-do-rebanho/" target="_blank" rel="noopener"><strong>evolução de rebanho</strong></a>, ferramenta de grande importância para a gestão e o planejamento da pecuária leiteira em qualquer propriedade.</p>
<p>A evolução de rebanho contempla todo o inventário de gado que a fazenda possui no presente, todas as categorias animais, seus <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/" target="_blank" rel="noopener">indicadores zootécnicos</a></strong> e estipula metas coerentes e atingíveis para os anos seguintes. Sempre falamos que as metas pensadas devem ser conservadoras, com o “pé no chão”.</p>
<p>Imagine você considerar metas bastante otimistas para os indicadores na evolução de rebanho e ela projetar 300 vacas em lactação daqui 2 anos produzindo 30 kg de leite/dia e ao chegar no prazo estabelecido a fazenda possuir apenas 250 vacas em leite com média de 28 kg de leite/dia.</p>
<p>Esta situação não é muito agradável, certo? Mas imagine uma outra situação em que você trabalhe com metas mais moderadas e ao passarem 2 anos o seu rebanho conta com as mesmas 300 vacas em lactação e os 30 kg de leite/dia como média (ou quem sabe até mais!). Esta segunda condição é muito mais satisfatória, concorda?</p>
<p><strong>A evolução de rebanho é um dos guias apoiadores na condução da fazenda leiteira e um dos pilares que sustentam o planejamento da propriedade.</strong> Se você quer aumentar o lucro da atividade, certamente deverá estipular metas para os indicadores zootécnicos e saber o comportamento futuro do rebanho através da evolução de rebanho.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>2. Como fazer a fazenda leiteira ter capacidade de produzir toda comida do rebanho?</h2>
<p>Uma frase que é certeira na pecuária leiteira é “o leite entra é pela boca&#8221;. Afinal, é necessário que se tenha comida para que a vaca possa produzir o leite. No entanto, é necessário que essa comida seja de qualidade e não apenas haja volume de alimento.</p>
<p>E é nessa situação que entra a outra dica de ferramenta capaz de aumentar o lucro de uma fazenda produtora de leite. O <strong>planejamento forrageiro</strong>.</p>
<p>Uma das bases do planejamento forrageiro é a evolução de rebanho. Mas por quê? Justamente porque precisamos saber qual o total de animais que a fazenda terá no próximo ano para calcularmos de quanto será a demanda por comida.</p>
<p><strong>De forma resumida, devemos analisar de forma estratificada o número de animais por categoria, multiplicamos pelo consumo alimentar médio diário estimado por cabeça e logo em seguida multiplicamos pela quantidade de dias que teremos que alimentar esses animais.</strong> Ao final descobriremos o total de comida que será necessária para alimentar o rebanho. De forma rápida e simples, o raciocínio é nessa linha.</p>
<p>Vamos considerar que ao realizar esses cálculos você chegou à conclusão de que serão necessárias 3.720 toneladas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener">silagem de milho</a></strong> para alimentar o seu rebanho que é todo confinado, desde a recria com menos de 1 ano de idade até vacas em lactação e vacas secas.</p>
<p>A área de plantio disponível em sua fazenda é de 90 hectares e a produtividade média por hectare para silagem de milho dos últimos anos é de 40 toneladas de matéria natural. Logo, com esta produtividade e esta área de plantio, sua fazenda conseguirá produzir por volta de 3.600 toneladas de silagem de milho (90 hectares x 40 toneladas por hectare).</p>
<p>Ou seja, na situação atual a fazenda não conseguirá produzir toda a comida necessária para todo o ano. Neste caso, será necessário aumentar a área de plantio ou então aumentar a eficiência da lavoura e produzir mais toneladas de silagem por hectare.</p>
<p>Suponha que você identificou oportunidades na condução agronômica da lavoura em sua fazenda através de melhorias no manejo do solo e escolha mais adequada de híbridos e vislumbrou um aumento da produtividade para 55 toneladas de matéria natural de silagem de milho por hectare.</p>
<p>Com os mesmos 90 hectares e agora com uma nova produtividade, a fazenda conseguirá produzir 4.950 toneladas de silagem de milho, o que atende a demanda anual de comida do rebanho.</p>
<p>Nem toda silagem que é produzida, porém, é realmente aproveitada, pois ocorrem perdas do alimento ao longo de todo o processo de confecção e uso. Para silagens bem manejadas desde o plantio até a desensilagem, uma boa referência de perdas gira em torno de algo próximo a 15%.</p>
<p>Como a demanda de comida do rebanho no exemplo que estamos utilizando é de 3.720 toneladas, devemos acrescentar 15% de perda, o que dará mais 558 toneladas a mais que deverão ser produzidas para compensar as perdas. Isso resultará em uma quantidade total de silagem de 4.278 toneladas.</p>
<p>Veja que mesmo contabilizando as perdas, a capacidade de produção de comida da fazenda no segundo cenário será superior a demanda do rebanho. <strong>O planejamento forrageiro, quando bem construído e criticado, traz segurança à fazenda.</strong> Realizá-lo ano a ano com o apoio da evolução de rebanho é essencial.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>3. Como será o comportamento financeiro da fazenda?</h2>
<p>Muito provavelmente você já ouviu falar sobre o orçamento. Esta ferramenta é utilizada para planejar e estimar os gastos, as receitas, o capital disponível, as metas econômicas, as metas financeiras e as metas operacionais da propriedade para o ano seguinte ou que se inicia.</p>
<ul>
<li>Quanto a fazenda produzirá de leite no ano?</li>
<li>Qual será o gasto previsto com manutenção de maquinários?</li>
<li>De quanto será o desembolso com a próxima safra?</li>
<li>Qual será a receita com a venda da recria excedente?</li>
</ul>
<p>Sempre falamos que o <a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-financeira-de-fazendas-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>orçamento</strong></a> deve ser o patrão da fazenda. Em outras palavras, sempre que houver a intenção de fazer um investimento para a atividade, por exemplo, devemos antes consultar o orçamento e avaliar se será possível realizá-lo naquele momento ou não.</p>
<p>Caso o investimento seja feito em uma ocasião inadequada, a saúde financeira da propriedade poderá ser comprometida. Por isso a importância de ter o orçamento como guia em todas as decisões da fazenda.</p>
<p>A precisão e a assertividade do orçamento dependem não somente da experiência de quem o faz. A obtenção de dados históricos confiáveis da fazenda também contribui para a qualidade do orçamento que é elaborado.</p>
<p>É claro que algumas informações são difíceis de prever, como por exemplo como será o comportamento do preço do leite vendido mês a mês ao longo do ano e quanto custará os principais insumos alimentares que serão utilizados na dieta dos animais. No entanto, a previsão de outros itens já possui maior domínio, como é o caso do gasto com maquinários.</p>
<p>Checar periodicamente o orçamento e compará-lo ao realizado na fazenda, permite a verificação de desvios em relação às metas e a identificação das possíveis causas. O ideal é que planos de ação sejam traçados, designando os responsáveis em cada etapa.</p>
<p>Vamos pensar em uma situação em que analisando o que foi planejado no orçamento e o que foi realizado, você identificou maior gasto com a manutenção de maquinários no mês de fevereiro. Ao apurar as possíveis causas, viu-se que esse aumento nos gastos foi devido a falta de manutenção preventiva no vagão misturador.</p>
<p>Dessa forma, você traçou um plano de ação para que o gerente da fazenda ficasse encarregado de contratar serviço de manutenção preventiva dos equipamentos para aumentar a vida útil e evitar gastos exorbitantes e imprevistos neste item.</p>
<p>Uma das grandes entregas da ferramenta de gestão orçamentária é justamente essa, fazer a fazenda andar nos trilhos conforme planejado, sendo lucrativa e resguardá-la de surpresas desagradáveis. <strong>Orçamento, evolução de rebanho e planejamento forrageiro devem andar lado a lado e de forma indissociável.</strong> Afinal, um depende do outro para o sucesso da propriedade.</p>
<h2>4. Como realizar uma gestão por indicadores?</h2>
<p>Resultados só podem ser mensurados e analisados através de indicadores.</p>
<p>Independente da área, Seja na pecuária leiteira ou em qualquer outra, de nada adianta realizar evolução de rebanho, planejar a produção de comida e fazer a gestão orçamentária se os indicadores não são calculados e analisados frequentemente.</p>
<p><strong>A gestão por indicadores permite avaliar a eficiência da fazenda.</strong> E quando falamos em eficiência não estamos nos referindo apenas aos resultados de indicadores zootécnicos, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-como-aumentar-na-sua-propriedade/" target="_blank" rel="noopener">taxa de prenhez</a></strong>, taxa de mortalidade e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong>, por exemplo, por mais que eles sejam extremamente importantes.</p>
<p>O conceito de eficiência é mais amplo. A fazenda deve ter eficiência zootécnica, eficiência agrícola e eficiência de custos. Em outras palavras, a propriedade deve possuir bom desempenho dos animais, produção adequada de comida em quantidade e qualidade, além de comprar e utilizar bem os insumos, serviços, implementos etc.</p>
<p>Ser eficiente tecnicamente (zootécnico e agrícola) e ser eficiente nos custos são premissas básicas para alcançar maior lucratividade no leite.</p>
<p>Quanto maior a eficiência técnica, por exemplo, maior é o lucro operacional da fazenda. Querer aumentar o lucro na atividade leiteira sem realizar a gestão de indicadores é o mesmo que querer dirigir um carro sem o painel. Você o guiará sem saber qual a situação atual e sem saber se tem condições para chegar ao objetivo proposto.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A associação de ferramentas gerenciais como evolução de rebanho, planejamento forrageiro, orçamento e gestão por indicadores torna-se indispensável para a lucratividade na pecuária leiteira.</p>
<p>Saber <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><strong>planejar a atividade</strong></a> e criticar os processos é uma obrigação de todos que visam este objetivo em comum.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Análise genômica para seleção de bovinos leiteiros: como funciona e seus benefícios</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/genomica-nas-fazendas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2020 15:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[fazendas]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em tempos passados o melhoramento genético dos rebanhos leiteiros se dava somente através das ferramentas de seleção e acasalamento. A seleção consiste na triagem de indivíduos superiores pertencentes a um determinado rebanho. Ou seja, os indivíduos que possuem uma melhor performance produtiva e/ou reprodutiva quando comparados aos outros indivíduos do mesmo rebanho são selecionados para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos passados o melhoramento genético dos rebanhos leiteiros se dava somente através das ferramentas de seleção e acasalamento.</p>
<p>A seleção consiste na triagem de indivíduos superiores pertencentes a um determinado rebanho. Ou seja, os indivíduos que possuem uma melhor performance produtiva e/ou reprodutiva quando comparados aos outros indivíduos do mesmo rebanho são selecionados para permanecerem e perpetuarem a sua genética.</p>
<p>Já o acasalamento constitui a ferramenta onde os animais de melhor desempenho <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/" target="_blank" rel="noopener">zootécnico</a></strong> são direcionados para serem os pais da próxima geração.</p>
<p>Em resumo, ambas as ferramentas possuem como objetivo aumentar a frequência de genes favoráveis em uma determinada população.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Histórico e evolução da análise genômica</h2>
<p>Durante muito tempo, a análise do desempenho da cria de um determinado touro ou de uma determinada vaca <strong>foi o</strong> <strong>método mais eficaz para avaliação genética dos reprodutores</strong>. Este método ficou conhecido como Teste de Progênie, e é utilizado até os dias atuais devido a sua confiabilidade.</p>
<p>No entanto, uma de suas desvantagens se diz a respeito do longo tempo necessário para obtenção dos resultados. Também é válido citar a necessidade de ter uma progênie relativamente extensa para dar segurança aos dados.</p>
<p>Com o passar dos anos, por volta do final da década de 80 e início da década de 90, incorporou-se modelos estatísticos precisos nos programas de melhoramento genético. Este modelo ficou conhecido como Modelo Animal.</p>
<p>O modelo estatístico visa a associação dos dados de desempenho do próprio animal com os dados de sua matriz de parentesco (pai, mãe, irmãos, avós etc.). O intuito é ter uma estimativa e obtenção dos valores genéticos.</p>
<p>A inclusão de um modelo estatístico nos programas de melhoramento animal propiciou o avanço e a otimização das ferramentas de seleção e acasalamento. Como consequência, houve o aceleramento do progresso genético dos rebanhos em todo o mundo.</p>
<p>Nos anos de 2008/2009, nos Estados Unidos, a tecnologia da genômica foi lançada para a área da pecuária leiteira de modo a revolucionar todo o mercado da <strong>genética bovina</strong>.</p>
<p>Desde então, os testes genômicos têm mudado a forma como os produtores de leite tomam suas decisões, fazem a seleção e gerenciam os acasalamentos de seus rebanhos.</p>
<p><strong>A genômica permite aos técnicos e produtores a possibilidade de conhecer geneticamente os rebanhos</strong>, estratificando assim os grupos de animais que possuem uma genética superior ou inferior em diversos pontos.</p>
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<h2>Como funciona a análise genômica em bovinos leiteiros?</h2>
<p><strong>A análise genômica nos bovinos atua de modo a identificar marcadores moleculares que são de interesse econômico para os produtores.</strong></p>
<p>De forma a contextualizar melhor o assunto, marcadores moleculares são variações no material genético (genoma) que caracterizam as diferenças fenotípicas entre dois ou mais indivíduos. Variações fenotípicas estas que podem ser expressas em quesitos como:</p>
<ul>
<li>Ganho de peso;</li>
<li>Idade ao primeiro parto;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">Produção de leite</a></strong>;</li>
<li>Período de lactação;</li>
<li>Circunferência escrotal;</li>
<li>Pelagem, dentre outros.</li>
</ul>
<p>Vários são os tipos de marcadores moleculares existentes, sendo que os principais identificados pelos testes genômicos são os polimorfismos de base única (<em>Single Nucleotide Polymorphism</em> – SNP).</p>
<p>Este tipo específico de marcador molecular se <strong>baseia na alteração em uma única base na molécula de DNA de um indivíduo em comparação com um genoma de referência.</strong> E, como já mencionado, são justamente tais alterações que ditam as variações fenotípicas em uma população.</p>
<p>Através da tecnologia da engenharia genética foram desenvolvidos chips capazes de analisar e identificar detalhadamente o genoma dos animais. Para isto, basta coletar uma amostra de material genético (bulbo capilar, sangue etc.) do indivíduo e enviar para uma empresa/laboratório especializado no assunto.</p>
<p>Lá, esse material genético é processado por sistemas automatizados contendo chips com milhares de marcadores moleculares. Ao final de todo o processo é gerado um relatório contendo as informações genéticas específicas que foram identificados de um determinado animal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19587 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1.jpg" alt="Vacas leiteiras em um galpão de fazenda de leite" width="719" height="403" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1.jpg 719w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1-300x168.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1-370x207.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1-270x151.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/foto-texto-genomica-1-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Grupo Rehagro</span></p>
<h2>Benefícios da análise genômica para a pecuária leiteira</h2>
<p>Se formos comparar a avaliação genômica + avaliação convencional (pedigree, progênie) com a avaliação convencional isolada, notamos que ela propicia uma <strong>maior velocidade nas análises, maior acurácia dos valores e maior alcance do valor genético verdadeiro. </strong></p>
<p>No entanto, devemos sempre ter em mente que a avaliação genômica é um acelerador de todo o processo de melhoramento genético, e não um substituto.</p>
<p>Antigamente, por exemplo, um touro só teria seus primeiros valores genéticos divulgados com a idade de aproximadamente 7 a 8 anos. Isso porque precisaria esperar suas filhas nascerem e entrarem em idade reprodutiva e produtiva.</p>
<p>Nos dias atuais, com a tecnologia da genômica, não há essa necessidade, pois um touro já possui seus valores genéticos mensurados até mesmo antes da puberdade. Este exemplo demonstra claramente o auxílio que a genômica proporcionou para aumentar o progresso genético dos rebanhos bovinos.</p>
<p>Além dos benefícios já citados, as avaliações genômicas são utilizadas para mensurar características caras e complexas de serem medidas, de manifestação tardia, de baixa herdabilidade, medidas pós morte e também para correção dos valores da matriz de parentesco.</p>
<p>Outros grandes <strong>benefícios da utilização da genômica</strong> nas fazendas consistem:</p>
<ol>
<li>Na otimização de investimentos, visto a possibilidade de se obter dados genéticos de um animal pouco tempo após seu nascimento.</li>
<li>Aumentar os critérios de seleção da propriedade devido ao aumento da variedade de características mensuradas.</li>
<li>Aumentar a pressão de seleção do rebanho devido a maior acurácia dos valores.</li>
</ol>
<h2>Características analisadas na genômica</h2>
<p>Após o seu lançamento, os testes genômicos têm sido utilizados para identificação das características dos animais em diversos aspectos.</p>
<p>Os principais são os que envolvem particularidades de produção, saúde, conformação, habilidade de parto e <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças</strong></a>. A maioria dessas características já eram mensuradas antes do advento da genômica. No entanto, esta tecnologia aumentou a velocidade de obtenção e a acurácia dos valores.</p>
<p>Dentro do critério de seleção de produção de leite, <strong>as características de maior destaque são relacionadas ao volume de leite produzido e a quantidade e ao percentual de produção de gordura e proteína.</strong></p>
<p>Atualmente, aumentamos bastante o número de rebanhos genotipados para a beta-caseína A2. Sua capacidade – quando em homozigose (A2A2) &#8211; não ocasiona distúrbios digestivos nos humanos consumidores de leite e derivados.</p>
<p>Os animais que sabidamente possuem o gene para beta-caseína A2 tendem a serem acasalados entre si para obtenção de uma progênie homozigota (A2A2). Logo, a tendência atual é de que cada vez mais se tenha rebanhos formados por animais com genótipo A2A2 para beta-caseína.</p>
<p>Com relação às doenças de cunho genético, estas são analisadas a partir de haplótipos &#8211; combinações alélicas que resultam na expressão de uma doença. Holandês, Jersey e Pardo Suíço são algumas das raças leiteiras que possuem haplótipos identificados para doenças (CVM, BLAD, BY etc).</p>
<p>As informações sobre os haplótipos podem ser importantes ferramentas na hora de realizar um acasalamento bem direcionado de modo a evitar a ocorrência de doenças genéticas.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>De modo geral, <strong>podemos concluir que as avaliações genômicas desempenham um importante papel no melhoramento do rebanho leiteiro.</strong> Elas contribuem em potencial para aumentar o progresso genético das populações.</p>
<p>No entanto, de nada adianta querer utilizar somente a genômica e fechar os olhos para as avaliações tradicionais (pedigree, progênie). Independente do avanço genômico, as informações de pedigree e de teste de progênie continuam sendo extremamente essenciais para condução do mapeamento e melhoramento genético dos rebanhos bovinos.</p>
<p>As ferramentas genéticas, quando bem utilizadas e manejadas, trazem bons retornos aos produtores nas mais diversas áreas, seja produção, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">reprodução</a></strong>, nutrição, sanidade, dentre outras.</p>
<h2>Do DNA ao tanque: transforme genética em produtividade e lucro</h2>
<p>A análise genômica é uma poderosa aliada para selecionar animais mais produtivos, saudáveis e rentáveis.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar ferramentas avançadas de genética, manejo e gestão para potencializar o desempenho do rebanho e tomar decisões mais assertivas no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Como melhorar a qualidade do leite? Saiba os principais parâmetros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2018 18:06:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[brucelose]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do leite]]></category>
		<category><![CDATA[tuberculose bovina]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo. Sendo essa, uma das principais atividades do agronegócio nacional e uma área muito importante na geração de emprego e de capital para o país. Além da produção, outro fator muito importante para a atividade leiteira é a qualidade do leite. E isso é bem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo. Sendo essa, uma das principais atividades do agronegócio nacional e uma área muito importante na geração de emprego e de capital para o país. Além da produção, outro fator muito importante para a atividade leiteira é a qualidade do leite<strong>.</strong></p>
<p>E isso é bem evidenciado com alguns programas de remuneração realizados entre a indústria de beneficiamento do leite e os produtores.</p>
<p>Conforme o leite tenha os níveis desejáveis de qualidade pela indústria, o produtor é mais bem remunerado pelo seu produto.</p>
<p><strong>O governo também reconhece a importância da qualidade do leite.</strong> O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) criou em 2002, a Instrução Normativa 51, onde foi estipulado padrões para a qualidade do leite produzido no Brasil, definindo como deve ser de maneira higiênica, a obtenção, a produção, o armazenamento e a comercialização do leite.</p>
<p>Segundo o MAPA, para ser considerado de qualidade, o leite deve apresentar:</p>
<ul>
<li>Boa composição química e propriedades físicas;</li>
<li>Baixas quantidades na Contagem Bacteriana Total (CBT);</li>
<li>Baixas quantidades na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">Contagem Células Somáticas (CCS)</a>;</strong></li>
<li>Ausência de agentes patológicos e contaminantes no leite.</li>
</ul>
<p>Sabendo desses critérios, podemos realizar algumas intervenções no rebanho que podem favorecer a qualidade do leite antes da sua obtenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Fatores importantes para a qualidade do leite</h2>
<p>Um dos fatores mais importantes na qualidade do leite é a sua composição. Para ter bons padrões de qualidade, foi criado em 2011 a Instrução Normativa 62, onde é definido que o leite cru deve apresentar no mínimo:</p>
<ul>
<li>3% de gordura;</li>
<li>2,9% de proteína e;</li>
<li>8,4% de sólidos totais.</li>
</ul>
<h3>Teor de gordura</h3>
<p>Um dos principais componentes do leite é a gordura. E esse componente, pode ser muito influenciado pela nutrição recebida pelo animal<strong>.</strong></p>
<p>Quando é fornecido ao animal, uma dieta com alimentos volumosos, ricos em carboidratos estruturais (celulose e hemicelulose), tem-se um favorecimento na produção de ácido acético e butírico, pela fermentação ruminal.</p>
<p>Com o aumento das concentrações molares desses ácidos graxos voláteis no rúmen, obtém-se o aumento do teor de gordura no leite, pois desses produtos da fermentação das fibras (ácido acético e butírico) é que são formadas no úbere 50% da gordura do leite.</p>
<p>Mas se a dieta fornecida tiver uma quantidade maior de concentrado, alterando o tipo de fermentação e levando a produção de ácido propiônico, o teor da gordura no leite poderá ser menor.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5255 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394.jpg" alt="Utilização de ácidos graxos voláteis no leite" width="533" height="286" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394.jpg 533w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394-300x161.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394-370x199.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394-270x145.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394-150x80.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Utilização dos ácidos graxos voláteis na formação dos componentes orgânicos do leite. (Fonte: Mülbach, 2004)</span></p>
<p>O uso de gorduras protegidas na dieta dos animais pode levar a um aumento singelo no percentual de gordura. Mas quando se tem o uso de gorduras insaturadas ou em maiores medidas na dieta, tem-se uma queda grande no teor de gordura.</p>
<p>Pode ocorrer também, a redução no teor de gordura quando tem o uso de lipídeos, pois dependendo da quantidade pode alterar a fermentação da celulose e hemicelulose dos alimentos fazendo com que ocorra uma queda na quantidade de gordura no leite.</p>
<p><strong>Com isso, a nutrição animal, é um processo importante na obtenção de um leite com bons níveis de gordura.</strong></p>
<p>Fornecer uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">dieta</a></strong> que tenha uma proporção adequada de concentrado e volumoso, não ultrapassando a proporção de 50% de cada tipo de alimento, que contenha boa qualidade e qualidade de fibras e de ácidos graxos, é importante para que a vaca consiga realizar uma fermentação adequada, para que ocorra uma boa produção de ácido acético e butírico, levando a melhora na quantidade de gordura do leite, por meio de processos fisiológicos do animal.</p>
<p>Outra maneira de ter bons níveis de gordura no leite, é o fornecimento de alimentos com mais frequência. Com isso, o pH ruminal é mantido com menos variações e há uma manutenção dos micro-organismos produtores de ácido acético no rúmen.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Proteína</h3>
<p>Outro componente importante do leite é a proteína, mas esse componente não é muito alterado pela dieta como a gordura, sendo estimado que para cada 1% de proteína acrescentada na dieta, seja aumentado cerca de 0,02% de proteína no leite. Esse aumento de proteína dietético pode aumentar o nível de nitrogênio não proteico do leite, podendo ser mensurado pela quantidade de ureia no leite.</p>
<p>As proteínas do leite são produzidas nas células alveolares, tendo como precursor alguns aminoácidos advindos do sangue. O teor baixo de proteínas no leite pode ser causado pela baixa produção de proteína microbiana pelo animal, ou a baixa absorção de proteína pelo intestino do animal.</p>
<h3>Lactose</h3>
<p>A lactose está ligada com o controle do volume de leite e por estar ligada ao sistema endócrino do animal o seu teor vai ter pouca variação.</p>
<p>Essa lactose é mais influenciada pela produção de glicose no fígado, após a absorção de ácido propiônico no rúmen (sendo esse mais produzido em dietas com maiores proporções de alimento concentrado) e da transformação de certos aminoácidos.</p>
<h3>Contagem de células somáticas (CCS)</h3>
<p>Um grande problema envolvido na qualidade do leite é a <strong>Contagem de Células Somáticas (CCS)</strong>. Altos níveis de CCS são indicadores de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite no rebanho</a></strong>. Essa doença acontece por 137 diferentes agentes etiológicos, entre esses destacam-se o vírus, algas, fungos e principalmente bactérias.</p>
<p>A mastite é a principal afecção dos animais na produção leiteira, e essa doença altera os padrões físicos, químicos e microbiológicos do leite e da saúde da glândula mamária. As principais alterações são o sabor salgado do leite e redução do teor de proteína e gordura do leite.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Alguns outros fatores além da mastite podem interferir na CCS, como:</p>
<ul>
<li>Época do ano;</li>
<li>Raça;</li>
<li>Estágio de lactação;</li>
<li>Produção do leite;</li>
<li>Número de lactações;</li>
<li>Problemas de manejo;</li>
<li>Problemas nutricionais</li>
<li>Clima;</li>
<li>Doenças recorrentes.</li>
</ul>
<p>Existem algumas medidas simples que podem fazer com que ocorra redução na CCS, melhorando a qualidade do leite como:</p>
<ul>
<li>Realizar sempre a higiene e desinfecção de todos os equipamentos e das mãos do ordenhador. Essa é uma medida que auxilia também na redução de infecção de vacas saudáveis pelos agentes da mastite, o que reduz o número de CCS da propriedade. A higiene adequada das teteiras entre uma ordenha e outra em propriedades que possuem grandes incidências de mastites subclínicas, gerou redução dessa doença de 96% para 47%;</li>
<li>Realizar com os primeiros jatos de leite o teste da caneca de fundo escuro, que serve para observação de grumos, sangue ou qualquer outra secreção. Nas vacas onde tem essas alterações encontradas, deve-se fazer a ordenha das mesmas por último, evitando a disseminação de mastite pelo rebanho;</li>
<li>Realizar a limpeza e secagem dos tetos, realização do <a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pré-dipping e do pós-dipping</strong></a>;</li>
<li>Realizar o tratamento de todos os tetos das vacas secas, visando acabar com a mastite subclínica;</li>
<li>Evitar qualquer tipo de lesão nos tetos;</li>
<li>Fornecer alimento para os animais após a ordenha, para que os mesmos fiquem de pé até o fechamento do esfíncter do teto;</li>
<li>Descartar do rebanho animais que apresentem a mastite de forma crônica.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5256 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848.jpg" alt="Composição do leite com elevada CCS" width="532" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848.jpg 532w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848-300x174.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848-370x215.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848-270x157.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848-150x87.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 532px) 100vw, 532px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Mudanças na composição do leite associadas com elevada contagem de células somáticas (CCS). </span></p>
<h3>Contagem bacteriana total (CBT)</h3>
<p>Outro indicador de qualidade do leite é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" target="_blank" rel="noopener">Contagem Bacteriana Total (CBT)</a>,</strong> que indica as condições de higiene na obtenção e conservação do leite.</p>
<p>A multiplicação de bactérias faz com que ocorram alterações nos componentes e reduz a qualidade do leite, e por isso tenta-se reduzir a CBT. A mastite raramente provocará uma alta CBT, exceto em casos de grandes infecções por <i>Streptococcus agalactiae</i>, ou em surtos de <i>Streptococcus uberis</i>, ou <i>Escherichia coli</i>.</p>
<p>Uma das causas mais comuns de alta CBT é a contaminação pelos tetos sujos. É importante que os tetos sejam preparados para ordenha, para evitar esse tipo de contaminação. Em casos onde a sala de ordenha é contaminada há um aumento significativo na CBT.</p>
<p>Alguns estudos mostraram que 10% dos microrganismos presentes no leite, advinham dos equipamentos. Entre uma ordenha e outra, deve ser realizada a limpeza e desinfecção de todo equipamento de ordenha. Uma deficiente limpeza nesse sistema de ordenha pode fazer com que se acumulem resíduos de leite, o que favorece o crescimento de microrganismos que são fontes de contaminação do leite.</p>
<p>A realização de limpezas e de desinfecções da ordenha pode reduzir em 90% o número de bactérias no leite. <strong>Todas essas práticas devem ser rotineiras dentro das propriedades, para que esse procedimento de redução na CBT ocorra de maneira satisfatória.</strong></p>
<p>A limpeza e a higienização devem ser feitas após a última vaca ser ordenhada. A limpeza dos equipamentos por circulação deve ser realizada em 4 etapas:</p>
<ol>
<li>Enxágue inicial com água morna de 35ºC a 45ºC por 5 minutos sem recircular. O pré enxágue retira restos de leite que ficam na tubulação;</li>
<li>Limpeza Alcalino-Clorada com água a 65ºC-70ºC reciclando por 10 minutos, com variação na pressão de vácuo, para que o fluxo seja turbulento capaz de dissolver a gordura acumulada;</li>
<li>Após a drenagem da solução de detergente alcalino, fazer o pós-enxague intermediário com água em temperatura ambiente por 5 minutos;</li>
<li>Limpeza ácida com água a temperatura ambiente por 10 minutos.</li>
</ol>
<p>Para a limpeza dos equipamentos de ordenha deve-se usar água tratada. O uso de água sem tratamento em contato com o leite, ou equipamentos de ordenha, pode acarretar no aumento expressivo da CBT.</p>
<p>Outro fator importante nos índices de CBT é o armazenamento e o transporte do leite. A refrigeração do leite deve ser realizada em tanques específicos que atinjam temperaturas de 4ºC, no máximo 3 horas após a ordenha.</p>
<p>Caso isso não seja obtido, haverá uma grande multiplicação dos microrganismos, gerando a contaminação do leite, prejudicando assim, a sua qualidade. A refrigeração do leite tem como objetivo reduzir o crescimento das bactérias mesófilas, que se multiplicam de forma favorável entre temperaturas de 20 a 40ºC.</p>
<p>Esse tipo de bactéria promove a acidificação do leite, mas com a redução da temperatura nos tanques, há um favorecimento da multiplicação das bactérias psicotróficas presentes no leite.</p>
<p>Algumas medidas podem ser realizadas pelo produtor, para que o leite não seja contaminado e a CBT esteja sempre em níveis aceitáveis, como:</p>
<ul>
<li>Utilização de água tratada para qualquer procedimento, para a limpeza e higienização do complexo de equipamentos de ordenha;</li>
<li>A higiene pessoal do ordenhador deve sempre realizada;</li>
<li>Realização de pré-dipping e pós-dipping;</li>
<li>Manter a <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sala de ordenha</strong></a> sempre limpa;</li>
<li>Ter sempre todos os equipamentos de ordenha em boas condições de funcionamento;</li>
<li>Realizar a cada ordenha a limpeza e higienização de todos os equipamentos e utensílios;</li>
<li>Realizar a limpeza dos tanques sempre que o leite for recolhido pelo transportador.</li>
</ul>
<p>Um dos requisitos mais importantes para que o leite seja considerado como de boa qualidade, é o produto ser livre de qualquer tipo de agente que traga algum tipo de risco para a saúde do consumidor.</p>
<p>Pela quantidade de nutrientes encontrados no leite, ele se torna um meio de cultura bom para o crescimento de microrganismos, por isso o controle sanitário e boa higiene devem ser sempre visados na produção.</p>
<h2>Controle sanitário do rebanho leiteiro</h2>
<p>O controle sanitário dentro do rebanho leiteiro se dá por meio de medidas preventivas, contra qualquer doença que pode acometer os animais, garantindo assim, que o produto consumido pelos clientes seja próprio para o consumo e não trazendo danos à saúde dos mesmos.</p>
<p>Duas doenças de grande importância e que podem ser transmitidas ao homem, pelo consumo de leite contaminado são a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-da-brucelose-e-tuberculose/" target="_blank" rel="noopener">brucelose e tuberculose</a></strong>.</p>
<p>Foi criada pelo MAPA a Instrução Normativa 62 em 2001, que define rigorosas formas de controle e de medidas profiláticas e sanitárias, que devem ser realizadas pelas propriedades, visando à erradicação dessas patologias nos rebanhos e mantém a integridade da saúde pública frente a essas zoonoses e também para gerar competitividade da pecuária nacional no mercado mundial.</p>
<p>A IN-62, definiu um programa de vacinação obrigatório contra a brucelose bovina, credenciando as propriedades livres e que mantinham controles rigorosos contra essa doença.</p>
<p>Sabendo dos impactos dessas doenças para a saúde pública e por se tratar de zoonoses, o controle sanitário de manejo e preventivo da saúde dos animais, como a vacinação, é de extrema importância dentro das propriedades que visam a produção de um leite de qualidade.</p>
<p>Dentro das propriedades, é comum o uso de várias substâncias visando tratamentos contra alguma doença ou agentes que prejudiquem a saúde animal. Mas um fator que deve ser levado em conta com o uso dessas substâncias, é que após sua utilização, pode ser encontrados resíduos desse produto no leite, que podem prejudicar a saúde do consumidor, levando a formação de alergias, criação de resistência microbiana aos <strong>antimicrobianos</strong> e até prejuízos tecnológicos para a indústria de laticínios.</p>
<p>Com isso, deve-se respeitar, após o uso de tais substâncias, o período de carência de cada produto utilizado nos animais. Muitos fatores como: a formulação do produto utilizado, via de administração, dosagem e o protocolo utilizado, podem influenciar nesse período de carência.</p>
<p><strong>Para evitar a presença de resíduos no leite,</strong> podem-se adotar algumas medidas como:</p>
<ul>
<li>Conhecer bem qual a substância será utilizada previamente;</li>
<li>Usar somente substâncias específica para animais;</li>
<li>Armazenar de forma correta esses produtos e utilizá-los corretamente conforme a categoria de animal que está em tratamento. Pois, produtos utilizados para vacas secas possuem um tempo de carência maior que para as vacas lactantes;</li>
<li>Não realizar superdosagem desses produtos nos animais;</li>
<li>As vacas em tratamento devem ser ordenhadas por último, e seu leite deve ser descartado se esse animal está dentro do período de carência.</li>
<li>Observação e conhecimento do período de carência de todas as substâncias utilizadas.</li>
</ul>
<p><strong>Outro fator que está sendo associado a prejuízos na qualidade do leite, é o desconforto térmico para os animais.</strong></p>
<p>A composição do leite pode ser alterada se os animais estiverem em situação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico</a></strong>, alterando o teor de gordura, proteína e cálcio no leite. Os valores de sólidos totais do leite, também podem ter seus números diminuídos em épocas mais quentes do ano.</p>
<p>O estresse calórico pode aumentar a suscetibilidade dos animais a infecções e também as altas temperaturas podem estar associadas a um número maior de agentes infecciosos encontrados no ambiente. A taxa de infecções por agente ambientais foi coincidente com o número maior de coliformes fecais encontrados na cama dos animais, nas épocas mais quentes do ano, como o verão.</p>
<p>Nessas épocas quentes do ano, também foi observado que o percentual de novas infecções de mastites era mais elevado, o que pode ser explicado pelo maior número de agentes patogênicos no ambiente e superfície dos tetos, ou diminuição da resistência imunológica do animal. E qualquer tipo de infecção da glândula mamária leva a um aumento no CCS, sendo isso prejudicial para a qualidade do leite.</p>
<p>Animais que receberam uma melhor climatização na sala de espera por meio de ventilação, apresentaram melhor teor de gordura e também tiveram um número maior de hormônios, como o cortisol e T3 e T4 no organismo.</p>
<p>Com isso, o manejo correto, assim como o bem-estar animal, são importantes para a obtenção de um leite de qualidade, tanto na sua composição, como também na saúde da glândula mamária, o que reduz o número de mastite no rebanho e, consequentemente, a quantidade de CCS do leite.</p>
<h2>Qualidade que gera valor e aumenta o lucro</h2>
<p>Melhorar a qualidade do leite não é apenas atender padrões, é agregar valor ao produto, aumentar a rentabilidade e fortalecer a competitividade no mercado.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende como alinhar manejo, nutrição, saúde animal e gestão para alcançar resultados consistentes e sustentáveis, aplicando técnicas que já transformaram propriedades em todo o Brasil.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-14439" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Tripanossomose bovina: principais sintomas, tratamento e como evitar</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/tripanossomose/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Oct 2018 14:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
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		<category><![CDATA[trypanosoma vivax]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tripanossomose bovina é uma doença causada por um parasita chamado Trypanosoma vivax, que atinge especificamente ruminantes, como bovinos, ovinos e caprinos. A transmissão desse hemoparasita originário da África pode ocorrer tanto por meio de moscas hematófagas &#8211;  tabanídeos e mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) &#8211;  quanto após a utilização de uma mesma agulha em vários animais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A tripanossomose bovina é uma doença causada por um parasita chamado <em><strong>Trypanosoma vivax</strong>, </em>que atinge especificamente ruminantes, como bovinos, ovinos e caprinos.</p>
<p>A transmissão desse hemoparasita originário da África pode ocorrer tanto <strong>por meio de moscas hematófagas</strong> &#8211;  tabanídeos e mosca-dos-estábulos (<em>Stomoxys calcitrans</em>) &#8211;  quanto <strong>após a utilização de uma mesma agulha em vários animais</strong> durante a aplicação de medicamentos e vacinas.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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<h2>Tripanossomose bovina nas Américas</h2>
<p>A primeira ocorrência do <em>T.vivax</em> nas Américas foi na Guiana Francesa e, mais tarde, em outros países da América do Sul, Central e em algumas ilhas do Caribe. O primeiro relato na Venezuela foi em 1920 e em 1931 na Colômbia.</p>
<p>Na época, importavam-se muitos animais da Venezuela para a Colômbia, então, acredita-se que essa doença tenha sido disseminada por meio da importação de gado.</p>
<p>No Brasil a tripanossomose bovina é considerada nova, mas não é tão recente assim, e já existe há muitos anos no norte do país. Lá, <strong>o estágio é de endemia</strong> e os transmissores são as moscas tabanídeos, que se adaptam a períodos chuvosos e são de difícil controle.</p>
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<h2>Tripanossomose bovina no sudeste do Brasil</h2>
<p>No sudeste o problema é a <em>Stomoxys calcitrans</em>, que se prolifera em ambientes úmidos e que têm matéria orgânica. Na região norte, o parasita se instalou e os animais já adquiriram resistência à doença &#8211; é uma situação crônica.</p>
<p>Agora, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a tripanossomose chegou de surpresa por algum motivo, como pelo transporte de animais, e causou um estrago. <strong>Não existe programa de vacinação, mas é como se o gado do norte/nordeste fosse imunizado e o do sudeste não.</strong></p>
<p>Em 2007 tivemos o primeiro caso de tripanossomose bovina<em> </em>em Minas Gerais e o contágio na região nada tem a ver com as moscas hematófagas. O que mais temos visto é a doença ocorrer em animais na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">ordenha</a></strong>, principalmente devido ao uso da ocitocina.</p>
<p>Ao aplicar o hormônio na veia mamária da vaca, suga-se o sangue contaminado e transfere-se o parasita aos outros animais devido ao uso repetido da agulha infectada.</p>
<p>Em todas as fazendas que chegamos, que apresentam mortes e baixa produtividade por causa da doença, o problema está na ordenha. Geralmente, no estado, a <em>T.vivax</em> acomete animais livres da parasitose e que ainda não têm defesas para combatê-la.</p>
<p>Já em São Paulo, existe outra situação: os animais são atacados pelas moscas; então vemos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/criacao-de-bezerras-leiteiras-e-seus-desafios/" target="_blank" rel="noopener">bezerros</a></strong>, garrotes, vacas e bois reprodutores, todos infectados.</p>
<p>As usinas de cana-de-açúcar dão origem ao vinhoto, que é utilizado nas lavouras no processo de fertirrigação.</p>
<p>Essa matéria orgânica é rica em nutrientes e favorece a reprodução das moscas. Por isso, como existem várias usinas no estado, a população de <em>Stomoxys</em> na região é altíssima.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Sinais clínicos da tripanossomose</h2>
<p>Quando ocorre surto de <em>Trypanosoma vivax</em> numa fazenda, <strong>a produtividade é reduzida em torno de 50% a 60%</strong>. O parasita se instala no sangue, causando anemia e mucosas pálidas.</p>
<p>Em determinado momento do ciclo, ele se aloja nos linfonodos, provocando inchaço no local e hipertermia. Outros sintomas também são o emagrecimento e a cegueira, porque o parasita pode se hospedar na câmara anterior do olho.</p>
<p>Observamos o seguinte: após cerca de dois meses da entrada de um animal infectado na fazenda, o surto é iniciado. Neste momento, <strong>a produção de leite é reduzida em 40 &#8211; 60%</strong> e 5% dos que ficam doentes, morrem &#8211; o que representa cerca de 4 a 6 animais por fazenda; o tempo de vida após a infecção é de 15 a 21 dias.</p>
<p>Quando a parasitose é transmitida no momento da aplicação da ocitocina, a quantidade de sangue infectado que é repassado aos outros animais e a imunidade de cada um, impacta no desenvolvimento da doença. Se o animal é forte, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/" target="_blank" rel="noopener">bem alimentado</a></strong>, ele é mais resistente e demora a adoecer.</p>
<p>Vários trabalhos mostram que a tripanossomose quando ataca os machos causa uma inflamação nos testículos e epidídimos chamada orquite epididimite, ocasionando diminuição da fertilidade e deixando a qualidade do sêmen comprometida.</p>
<p>A tripanossomose é uma doença muito inespecífica, não existe um sinal clínico que facilite a sua identificação. Um dos sintomas, como o aborto, por exemplo, é provocado por várias doenças como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brucelose-bovina/" target="_blank" rel="noopener">brucelose</a></strong>, leptospirose, neosporose, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tristeza-parasitaria-bovina/" target="_blank" rel="noopener">tristeza parasitária bovina</a></strong>, entre outras.</p>
<p>A tripanossomose é uma <strong>doença de rebanho aberto</strong>, de propriedades que compram e vendem gado. Em rebanhos fechados, geralmente, não há problema algum, porque não existe o risco de contágio por um animal externo infectado no momento da aplicação da ocitocina, por exemplo.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5206 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4.jpg" alt="Animal com Tripanossomose" width="435" height="319" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4.jpg 435w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4-300x220.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4-370x271.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4-270x198.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px" /><span style="font-size: 10pt;">Animal com sinais clínicos de tripanossomose</span></p>
<h3>A doença acomete humanos e outros animais?</h3>
<p>Outros animais, como cães, cavalos e até mesmo nós, humanos, podemos contrair outros tipos de tripanossomose, que nada têm a ver com a que atinge os bovinos.</p>
<p>Os equinos podem ser infectados pelo <em>Trypanosoma evansi, </em>já os cães e humanos, pelo <em>Trypanosoma cruzi</em>, a famosa doença de chagas.</p>
<h2>Tratamento da tripanossomose bovina</h2>
<p>A <strong>doença tem tratamento</strong>, mas é preciso cuidado com o medicamento, dose e via a ser utilizada. Dependendo da forma como a parasitose é combatida, os animais podem adquirir resistência. Neste caso, após um ou dois meses da primeira infecção, o contágio volta a ocorrer, atingindo todo o rebanho.</p>
<p>Dessa forma, por erro de tratamento, a doença retorna e causa os mesmos transtornos, baixa de produtividade e mortes, como se nunca tivesse ocorrido na fazenda em questão.</p>
<p>O melhor tratamento é feito à base de <strong>“cloreto de isometamidium”</strong>. O medicamento deve ser aplicado na medida correta &#8211; 1mg/kg. Muitas pessoas, para fazer economia, utilizam meio miligrama por quilo, ou seja: a metade da dose.</p>
<p>Muitos dizem que o tratamento não funciona, mas não é bem assim. A eficácia perdura por um período aproximado de 3 meses &#8211; tempo necessário para o produtor controlar a infecção. Se o problema não é resolvido em sua essência, com a regulagem da ocitocina ou o controle das moscas, os surtos continuarão ocorrendo.</p>
<h2>Quais erros podem ser evitados?</h2>
<ul>
<li>Compra de gado sem procedência.</li>
<li>Má <strong>aplicação de ocitocina</strong>.</li>
<li>Falta de controle de vetores.</li>
<li>Diagnóstico intuitivo. O diagnóstico do <em>Trypanosoma vivax </em>deve ser feito por um veterinário, pois a doença possui diversos sinais clínicos e é de difícil identificação.</li>
</ul>
<p>O caminho para se prevenir a tripanossomose nas fazendas é o <strong>cuidado com a compra de gado</strong> e esse é um desafio.</p>
<p>Mas, é possível driblar a doença e impedir que o rebanho seja contaminado no momento da ordenha, durante a aplicação da ocitocina. Utilizamos a estratégia de ter uma seringa para cada animal.</p>
<p>Dividimos as agulhas em dois potes &#8211; em um deles colocamos as agulhas limpas e no outro as que já foram utilizadas. Dessa forma, é impossível a contaminação. Logo depois de aplicar a ocitocina em todas as vacas, lavamos as seringas com água e sabão e pronto, podemos utilizá-las novamente.</p>
<p>Outra possível alternativa é a <strong>eliminação do uso de ocitocina</strong>. Vacas holandesas, Jersey, animais mais puros, produzem leite sem a necessidade de um bezerro ou da ocitocina como estímulo.</p>
<p>Já os animais mestiços, que precisam da estimulação externa, é possível treiná-los desde o nascimento.</p>
<p>É um trabalho demorado, mas o melhor exemplo que podemos dar, é a Fazenda Santa Luzia, uma das maiores produtoras do país com animais Girolando, atendida pelo Rehagro Consultoria em Passos (MG). Hoje a propriedade não utiliza ocitocina.</p>
<h2>Controle de doenças e gestão estratégica para mais lucro no leite</h2>
<p>A Tripanossomose bovina pode comprometer seriamente a saúde do rebanho e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende a integrar prevenção de doenças, manejo eficiente e gestão financeira para garantir produtividade, qualidade do leite e resultados sustentáveis.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28025 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/jose-zambrano-1.jpg" alt="José Zambrano " width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/jose-zambrano-1.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/jose-zambrano-1-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/jose-zambrano-1-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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