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	<title>bovinos de corte Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>bovinos de corte Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Dieta de alto grão para bovinos de corte: como aumentar o desempenho no confinamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 15:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[alto grão]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na busca por maior eficiência produtiva e redução do tempo de confinamento, a dieta de alto grão tem ganhado cada vez mais espaço entre os pecuaristas brasileiros. Mais do que uma tendência, trata-se de uma estratégia nutricional consolidada internacionalmente e que vem sendo adaptada com sucesso à realidade do Brasil. Mas afinal, o que torna [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na busca por maior eficiência produtiva e redução do tempo de confinamento, a <strong>dieta de alto grão</strong> tem ganhado cada vez mais espaço entre os pecuaristas brasileiros. Mais do que uma tendência, trata-se de uma estratégia nutricional consolidada internacionalmente e que vem sendo adaptada com sucesso à realidade do Brasil.</p>
<p>Mas afinal, o que torna essa abordagem tão poderosa? E quais são os cuidados indispensáveis para que ela entregue resultados sem comprometer a saúde do rebanho?</p>
<p>Neste artigo, você vai entender o conceito, os mecanismos fisiológicos, as vantagens competitivas, os riscos reais e o protocolo correto de implantação da dieta de alto grão.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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<h2>O que é a dieta de alto grão?</h2>
<p>A dieta de alto grão — também chamada de <i>high-grain diet</i> ou dieta de alto concentrado — é uma estratégia nutricional em que a maior parte da matéria seca ingerida pelo bovino é composta por grãos energéticos, geralmente milho, sorgo ou trigo.</p>
<p>Na prática, a participação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/">volumosos</a></strong> (silagem, bagaço de cana, feno) cai drasticamente, chegando a representar apenas <strong>5% a 15% da dieta total</strong> na fase final do confinamento.</p>
<p>Ao contrário das dietas convencionais, que equilibram volumoso e concentrado em proporções mais próximas (geralmente 40:60 ou 50:50), o alto grão inverte essa lógica, priorizando a densidade energética acima de tudo.</p>
<h3>Princípio nutricional básico</h3>
<p>A energia é o principal nutriente limitante para o ganho de peso em bovinos de corte. Quanto mais energia metabolizável o animal ingere por quilograma de matéria seca, maior tende a ser o seu <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">ganho médio diário (GMD)</a></strong>.</p>
<p>Os grãos são as fontes mais densas em amido disponível para fermentação ruminal. Isso significa que <strong>o rúmen recebe uma carga elevada de carboidratos fermentáveis</strong>, o que eleva a produção de ácidos graxos voláteis (AGV), especialmente o propionato e butirato, precursor da glicose no metabolismo dos ruminantes.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como funciona o metabolismo ruminal no alto grão</h2>
<p>Para compreender a dieta de alto grão, é essencial entender o que acontece dentro do rúmen quando o amido substitui a fibra como substrato predominante.</p>
<h3>Fermentação do amido x fermentação da fibra</h3>
<p>Na dieta convencional com alto volumoso, as bactérias celulolíticas dominam o rúmen, fermentando a celulose e a hemicelulose com produção de acetato (o AGV predominante). O pH ruminal se mantém em torno de 6,2 a 6,8.</p>
<p>Quando o amido passa a dominar, as bactérias amilolíticas (como <i>Streptococcus bovis</i> e <i>Lactobacillus</i> spp.) proliferam e a fermentação se intensifica. O resultado é um <strong>aumento da produção de ácido lático e propionato</strong>, reduzindo o pH ruminal. Se mal manejado, esse processo pode levar à acidose, sendo esse o principal risco da estratégia.</p>
<h3>O papel do propionato e do butirato</h3>
<p>O propionato é o ácido graxo volátil diretamente convertido em glicose pelo fígado (gliconeogênese). Dietas ricas em amido elevam significativamente sua proporção em relação ao acetato, o que justifica o maior ganho de peso e a melhor eficiência energética observados com o alto grão.</p>
<p>O butirato é um aditivo utilizado para estimular o desenvolvimento das papilas ruminais e promover a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-digestivo-dos-bovinos/">saúde intestinal nos bovinos</a></strong>.</p>
<h2>Vantagens da dieta de alto grão na pecuária de corte</h2>
<p>Quando bem manejada, a dieta de alto grão oferece benefícios expressivos para o sistema produtivo:</p>
<ul>
<li><strong>Maior ganho médio diário (GMD)</strong>: animais em alto grão podem atingir GMD de 1,8 a 2,2 kg/dia, dependendo da raça, categoria e qualidade do grão.</li>
<li><strong>Melhor conversão alimentar</strong>: a relação kg de MS ingerida por kg de ganho pode cair para 4,5:1 a 6:1, contra 7:1 a 10:1 em dietas com alto volumoso.</li>
<li><strong>Redução do tempo de confinamento</strong>: maior velocidade de engorda significa ciclos mais curtos, liberando espaço para novos lotes.</li>
<li><strong>Menor dependência de volumoso</strong>: em regiões com escassez de silagem ou feno de qualidade, o alto grão pode ser uma alternativa mais viável logisticamente.</li>
<li><strong>Melhor acabamento de carcaça</strong>: a maior deposição de gordura intramuscular pode elevar o rendimento e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/">classificação das carcaças</a></strong>.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=alto-grao" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Riscos e desafios: acidose e outras complicações</h2>
<p>Nenhuma estratégia de alto potencial vem sem riscos. No caso do alto grão, o principal é a <strong>acidose ruminal</strong>, e ela pode ser subclínica (difícil de detectar) ou clínica (grave e potencialmente fatal).</p>
<h3>Acidose subclínica</h3>
<p>É a forma mais perigosa justamente por ser silenciosa. O <strong>pH ruminal cai abaixo de 5,8</strong> por períodos prolongados sem sinais clínicos evidentes. As consequências incluem:</p>
<ul>
<li>Redução do consumo de matéria seca;</li>
<li>Queda no desempenho produtivo;</li>
<li>Laminite (inflamação das lâminas do casco);</li>
<li>Comprometimento da integridade da mucosa ruminal (ruminite);</li>
<li>Predisposição a abscessos hepáticos (<i>Fusobacterium necrophorum</i>).</li>
</ul>
<h3>Acidose clínica</h3>
<p>Manifesta-se com sintomas como letargia, diarreia aquosa, timpanismo e, nos casos mais graves, morte. Ocorre geralmente por erros na transição da dieta ou falhas no fornecimento.</p>
<h3>Outros riscos</h3>
<ul>
<li>Timpanismo espumoso: menos frequente, mas possível em animais em adaptação.</li>
<li>Polioencefalomalacia: deficiência de tiamina associada ao excesso de amido.</li>
<li>Redução da eficiência da fibra: dietas sem volumoso funcional comprometem a ruminação e a salivação, agravando a acidose.</li>
</ul>
<h2>Formulação da dieta de alto grão</h2>
<p>Uma dieta de alto grão bem formulada não é simplesmente &#8220;milho e nada mais&#8221;. Ela exige <strong>equilíbrio entre energia, proteína, fibra funcional e aditivos</strong> de controle ruminal.</p>
<h3>Ingredientes típicos</h3>
<p><strong>Fontes energéticas (base da dieta):</strong></p>
<ul>
<li>Milho grão inteiro, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/">moído</a></strong> grosso ou floculado a vapor;</li>
<li>Sorgo grão moído;</li>
<li>Polpa cítrica peletizada (complemento).</li>
</ul>
<p><strong>Fontes proteicas:</strong></p>
<ul>
<li>Farelo de soja;</li>
<li>Ureia (complemento nitrogenado com cautela);</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/">Farelo de algodão</a></strong>;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/">Resíduos de destilaria</a></strong> (DDGs por ex);</li>
<li>Torta de algodão.</li>
</ul>
<p><strong>Volumoso funcional (mínimo indispensável):</strong></p>
<ul>
<li>Silagem de milho (5 a 15% da MS);</li>
<li>Feno de gramínea picado (alternativa mais prática);</li>
<li>Bagaço de cana in natura.</li>
</ul>
<p><strong>Aditivos e tamponantes:</strong></p>
<ul>
<li>Bicarbonato de sódio: tamponante ruminal, recomendado em 0,7 a 1,5% da MS;</li>
<li>Monensina sódica (ionóforo): modifica a fermentação ruminal, reduz acetato e eleva propionato, e tem efeito protetor contra acidose e coccidiose;</li>
<li>Virginiamicina: antibiótico ionóforo que reduz o risco de acidose por inibir <i>Streptococcus bovis.</i></li>
</ul>
<h3>Relação volumoso:concentrado no alto grão</h3>
<p>Ao contrário do que muitos pensam, <strong>eliminar completamente o volumoso não é recomendado</strong>. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/">fibra fisicamente efetiva</a></strong> (FDNfe) é necessária para estimular a ruminação e a produção de saliva, um tamponante natural do rúmen. O nível mínimo de volumoso funcional deve ser de 5% da MS, com partículas superiores a 1,18 mm.</p>
<h2>Comparativo: dieta convencional x dieta de alto grão</h2>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-42813" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/comparativo-dieta-convencional-alto-grao.png" alt="Comparativo dieta convencional e dieta de alto grão" width="926" height="423" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/comparativo-dieta-convencional-alto-grao.png 926w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/comparativo-dieta-convencional-alto-grao-300x137.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/comparativo-dieta-convencional-alto-grao-768x351.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/comparativo-dieta-convencional-alto-grao-370x169.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/comparativo-dieta-convencional-alto-grao-270x123.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/comparativo-dieta-convencional-alto-grao-740x338.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/comparativo-dieta-convencional-alto-grao-150x69.png 150w" sizes="(max-width: 926px) 100vw, 926px" /></p>
<h2>Indicadores de desempenho e monitoramento</h2>
<p>A implantação do alto grão exige um sistema de monitoramento rigoroso. Os principais indicadores são:</p>
<h3>Indicadores produtivos</h3>
<ul>
<li><strong>GMD semanal</strong>: pesagens regulares permitem detectar quedas precoces.</li>
<li><strong>Conversão alimentar</strong>: kg de ração consumida por kg de ganho.</li>
<li><strong>Consumo de matéria seca</strong>: quedas abruptas indicam problemas ruminais.</li>
</ul>
<h3>Indicadores de saúde ruminal</h3>
<ul>
<li><strong>Escore fecal</strong>: fezes aquosas, bolhosas ou com grão inteiro indicam acidose.</li>
<li><strong>pH ruminal</strong>: pode ser monitorado via ruminocentese ou uso de animais sentinela com sondas.</li>
<li><strong>Taxa de mortalidade e descarte</strong>: metas devem ser estabelecidas previamente.</li>
</ul>
<h3>Indicadores de carcaça</h3>
<ul>
<li><strong>Espessura de gordura subcutânea (EGS)</strong>: monitorada por ultrassonografia.</li>
<li><strong>Rendimento de carcaça</strong>: avaliado no abate.</li>
</ul>
<h2>Quando usar a dieta de alto grão?</h2>
<p>A dieta de alto grão não é uma solução universal, mas pode ser extremamente lucrativa quando o contexto é favorável. Avalie as seguintes condições antes de adotá-la:</p>
<p><strong>Situações favoráveis:</strong></p>
<ul>
<li>Preço do milho baixo em relação ao preço da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-custo-da-arroba-produzida/">arroba</a></strong>.</li>
<li>Escassez ou alto custo do volumoso na região.</li>
<li>Animais com alto potencial genético para ganho (zebuínos cruzados ou taurinos).</li>
<li>Instalações com cocho e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/">bebedouro</a></strong> em quantidade adequada.</li>
<li>Equipe técnica capacitada para monitoramento.</li>
</ul>
<p><strong>Situações desfavoráveis:</strong></p>
<ul>
<li>Milho muito caro (verificar relação custo:benefício com simulador).</li>
<li>Animais sem histórico de confinamento e sem adaptação gradual.</li>
<li>Ausência de assistência técnica especializada.</li>
<li>Infraestrutura precária de cocho (disputas alimentares aumentam o risco de acidose).</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A dieta de alto grão representa <strong>uma das estratégias mais eficientes disponíveis para a pecuária de corte intensiva</strong>. Com potencial de reduzir o tempo de confinamento, melhorar a conversão alimentar e elevar o acabamento de carcaça, ela pode transformar os resultados de um sistema produtivo, desde que aplicada com rigor técnico, planejamento adequado e monitoramento constante.</p>
<p>O sucesso dessa estratégia não está apenas na formulação da dieta em si, mas na capacidade do gestor de entender a fisiologia animal, respeitar a curva de adaptação, monitorar indicadores e ajustar o manejo quando necessário. Dieta de alto grão mal manejada não é lucrativa, é um passivo.</p>
<p>Por isso, o conhecimento técnico aprofundado faz toda a diferença entre o pecuarista que colhe resultados excepcionais e aquele que arca com perdas evitáveis.</p>
<h2>Torne-se referência em nutrição na pecuária de corte!</h2>
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<p>Texto produzido pela Equipe Rehagro Corte.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sistema de recria na pecuária de corte: quais as suas características?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Apr 2024 11:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[recria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sistema de recria na pecuária desempenha um papel importante no ciclo de produção, servindo como uma fase intermediária entre a cria e a engorda. Durante esse estágio, os animais são criados para ganhar peso e carcaça, desenvolver musculatura e ossatura, preparando-os para a fase final antes do abate. Este texto explora os diferentes aspectos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema de recria na pecuária desempenha um papel importante no ciclo de produção, servindo como uma fase intermediária entre a cria e a engorda. Durante esse estágio, os animais são criados para ganhar peso e carcaça, desenvolver musculatura e ossatura, preparando-os para a fase final antes do abate.</p>
<p>Este texto explora os diferentes aspectos da recria, desde sua definição até os cuidados necessários para sua implementação, abordando também os diferentes tipos de sistemas de recria e os benefícios associados a trabalhar com esse sistema.</p>
<p>A fase de recria representa, entre as três fases do sistemas, a fase com maior oportunidade de evolução, reduzir o tempo de recria e melhorar sua eficiência é um passo importante para se avançar na pecuária.</p>
<p>Propriedades <strong>mais intensivas vêm trabalhando com recrias em ciclos mais curtos</strong>, de 1 ano, por exemplo, aumentando o giro do negócio e possibilitando alternativas que geram melhorias da rentabilidade e na lucratividade do negócio. Por esse motivo, entender a fase de recria e seus sistemas é de grande importância.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é um sistema de recria?</h2>
<p>Um sistema de recria é caracterizado por ser a fase intermediária entre a cria (do nascimento ao desmame) e a engorda (terminação). Nesse estágio, os animais são criados para ganhar peso e desenvolver musculatura antes de serem enviados para a engorda e, eventualmente, abate.</p>
<p>Alguns aspectos que caracterizam esse sistema de criação, são que geralmente os animais, <strong>têm entre 6 meses até 2 anos de idade, e pesam entre 6/7@ até 13/14@</strong>. Durante a fase de recria, é importante monitorar o desempenho dos animais, incluindo ganho de peso, <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>condição corporal</strong></a> e a saúde geral dos animais. Isso permite ajustes nas práticas de manejo, alimentação e saúde conforme necessário para maximizar a eficiência e a produtividade do sistema.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-escore-condicao-corporal-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-ecc&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39646 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos.png" alt="Guia ECC em bovinos de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Cuidados para implementação da recria</h3>
<p>Para implementar um sistema de recria em uma fazenda, é necessário considerar alguns aspectos e recursos importantes, como a área de pastagem e as instalações adequadas.</p>
<p>É fundamental ter áreas de pastagem suficientes e de boa qualidade para permitir o pastejo dos animais durante toda a fase. Caso as instalações de pastagem não sejam suficientes, também é possível implementar <a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sistemas de confinamento</strong></a> ou sistemas conhecidos como <a href="https://rehagro.com.br/blog/sequestro-de-bezerros-como-aumentar-margem-de-lucro/"><strong>“sequestro” ou “resgate”</strong></a>, dependendo das condições da fazenda e dos recursos disponíveis.</p>
<p>Outro cuidado importante com essa fase é a infraestrutura, as instalações adequadas para manejo dos animais, incluindo currais, cercas e <a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bebedouros</strong></a>, são essenciais para garantir o manejo eficiente. A infraestrutura deve permitir o fácil acesso dos animais à água e comida, bem como facilitar procedimentos como vacinação, vermifugação e pesagem.</p>
<p>A <strong>mão de obra necessária para um sistema de recria geralmente não requer o mesmo nível de qualificação que a cria e a engorda.</strong> Visto que as atividades envolvidas na recria tendem a ser mais rotineiras e menos complexas em comparação com outras fases da produção, como a criação de bezerros recém-nascidos ou a engorda intensiva.</p>
<p>No entanto, mesmo que a recria exija uma menor quantidade de colaboradores por unidade animal, ainda é importante contar com uma equipe de mão de obra dedicada, qualificada, responsável e bem treinada para garantir o <a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar dos animais</strong></a>, a eficiência operacional e o sucesso geral do sistema de produção.</p>
<p>A supervisão adequada e o treinamento contínuo podem ajudar a garantir que a equipe esteja equipada para lidar com desafios que possam surgir durante a essa fase.</p>
<h2>O que é uma recria extensiva ?</h2>
<p>Na recria extensiva, os animais são criados em pastagens, sem o uso intensivo de suplementos alimentares ou confinamento. Este sistema requer menos intervenção humana em comparação com sistemas intensivos.</p>
<p>Os animais são deixados para pastar livremente e se alimentar da vegetação disponível na área. Em algumas situações, o manejo de <a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pastejo rotativo</strong></a> pode ser implementado, movendo os animais entre diferentes áreas de pastagem para permitir a recuperação das plantas e maximizar o uso dos recursos disponíveis já visando um processo de intensificação da recria.</p>
<p>A <strong>recria extensiva geralmente aproveita os recursos naturais disponíveis</strong>, como água de rios, lagos ou poços. Apresenta um ciclo de produção mais longo, devido ao menor ganho de peso diário associado à alimentação baseada principalmente em pastagens, o ciclo de produção na recria extensiva é mais longo em comparação com sistemas intensivos.</p>
<p>Ciclos de produção mais longos, tendem há uma produção de arroba mais cara, por mais que não haja desprendimento de grandes recursos financeiros com aquisição principalmente de suplementação para os animais, o longo período que os animais ficam na propriedade acarreta em aumento do custo operacional para cada cabeça presente na fazenda. O acúmulo dos custos indiretos depositados “na conta” de cada animal, eleva o custo de produção por unidade produzida, arroba.</p>
<h2>O que é uma recria intensiva ?</h2>
<p>Uma <a href="https://rehagro.com.br/blog/recria-intensiva-a-pasto-rip-o-que-e-e-como-aplicar/"><strong>recria intensiva</strong></a> na pecuária de corte é um sistema em que os animais são criados em ambientes semi-confinados, confinados, em pastagens que recebem uma gestão mais intensiva ou em pastagens adubadas, com o objetivo de maximizar o ganho de peso e o desenvolvimento muscular e ósseo durante a fase.</p>
<p>Os animais na recria intensiva recebem uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/">suplementação</a></strong> nutricional concentrada, que pode incluir grãos, farelos, silagem, feno de alta qualidade e outros alimentos ricos em energia e nutrientes. Essa alimentação é formulada para promover um rápido ganho de peso e desenvolvimento muscular.</p>
<p>A dieta dos animais na recria intensiva é formulada para atender às suas necessidades nutricionais do estágio de desenvolvimento que o animal se encontra, e deve ser fornecida em quantidade e qualidade alinhadas ao desempenho esperado para cada lote de animais. Como há uma necessidade de aumento principalmente de massa muscular nessa fase da vida dos animais, a atenção com os níveis de proteína da dieta é fundamental.</p>
<p>Ocorre um monitoramento mais de perto quanto ao ganho de peso e condição corporal. Há um rápido ganho de peso e desenvolvimento muscular, devido à dieta concentrada e ao manejo intensivo, os animais na recria intensiva tendem a apresentar um rápido ganho de peso e desenvolvimento muscular, preparando-os para a fase de engorda e abate em um período mais curto de tempo.</p>
<p>O processo de intensificação da recria deve ocorrer entretanto, não somente avaliando o desempenho por indivíduo, mas também recursos e manejos devem ser realizados para que haja um aumento da produção por área, para isso, é importante que a propriedade aumente a <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao-e-a-capacidade-de-suporte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de lotação</strong></a> da fazenda, trabalhar com mais animais em uma mesma área, garantindo os ganhos individuais, resulta em um aumento da produção de arroba por hectare, permitindo melhores resultados para o negócio.</p>
<p>A recria apresenta relativa facilidade no processo de aumento da taxa de lotação, principalmente pela possibilidade de trabalhar com os animais no período de estiagem em sistemas confinados, reduzindo a carga animais do pasto no momento estratégico do ano, permite a maximização da utilização das pastagens no período chuvoso.<br />
Animais em recria respondem de forma positiva a estímulos nutricionais, desempenham bem quando bem manejados e recebendo a dieta adequada.</p>
<h2>Quais os benefícios de trabalhar com o sistema de recria?</h2>
<p>A recria pode contribuir para a <strong>redução dos gastos</strong>, especialmente quando comparada à fase de engorda. Isso ocorre devido ao uso de pastagens naturais ou áreas extensivas, que demandam menos investimentos para a dieta e a infraestrutura especializada.</p>
<p>A implementação de um sistema de recria na pecuária de corte pode trazer benefícios significativos em termos de redução de custos de produção, otimização do <a href="https://rehagro.com.br/blog/ciclo-pecuario-o-que-e-e-como-funciona/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ciclo pecuário</strong></a>, eficiência operacional e vantagem competitiva no mercado.</p>
<p>Ao integrar a recria de forma eficaz ao sistema de produção, os produtores podem melhorar a rentabilidade de suas operações.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O sistema de recria na pecuária de corte oferece uma série de benefícios importantes, incluindo a redução dos custos de produção, a otimização do ciclo pecuário e a eficiência operacional.</p>
<p>Ao implementar e integrar a recria de forma eficaz ao sistema de produção, os produtores podem melhorar a rentabilidade de suas operações, garantindo ao mesmo tempo uma produção eficiente e de alta qualidade.</p>
<p>Assim, o sistema de recria se destaca como uma etapa fundamental no processo de produção pecuária, apresentando ainda grande capacidade de melhoria.</p>
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		<title>Transporte de gado: boas práticas e cuidados importantes sobre o processo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Feb 2024 18:40:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[transporte de gado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O transporte de gado desempenha um papel importante na cadeia de produção de alimentos de origem animal. Garantir o bem-estar dos animais durante essa etapa é uma preocupação fundamental, e para isso, o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA) estabelece diretrizes precisas. No transporte de bovinos, as exigências do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O transporte de gado desempenha um papel importante na cadeia de produção de alimentos de origem animal. Garantir o bem-estar dos animais durante essa etapa é uma preocupação fundamental, e para isso, o <strong>Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA)</strong> estabelece diretrizes precisas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No transporte de bovinos, as exigências do RIISPOA abrangem desde a adequação dos veículos até o manejo dos animais e documentação necessária. Tais diretrizes não apenas cumprem requisitos legais, mas também promovem o bem-estar animal e a garantia da qualidade dos produtos de origem animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É essencial compreender as considerações importantes sobre o transporte dos animais para assegurar a integridade de toda a cadeia produtiva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste contexto, fazendas, transportadores e abatedouros desempenham papéis fundamentais, cada um com responsabilidades específicas para garantir um transporte seguro.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Qual o papel da fazenda no transporte do gado?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A fazenda deve selecionar os animais saudáveis e adequadamente identificados, garantindo a uniformidade dos lotes para uma logística mais eficiente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É imprescindível que os animais estejam em boas condições de saúde e acompanhados da documentação exigida pelo RIISPOA, incluindo a <strong>Guia de Trânsito Animal (GTA)</strong>. Além disso, <strong>a fazenda precisa proporcionar um manejo pré-transporte cuidadoso, garantindo que os animais estejam calmos e habituados ao ambiente de transporte</strong>, o que contribuirá significativamente para minimizar o estresse durante o trajeto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A uniformidade dos lotes não apenas facilita o processo logístico, mas também promove um transporte mais seguro e confortável para os animais, refletindo diretamente na qualidade dos produtos de origem animal e no cumprimento das normativas sanitárias vigentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Guia de Trânsito Animal (GTA) é um documento exigido pelas autoridades sanitárias responsáveis pela vigilância e controle sanitário dos animais. Ela é utilizada para registrar e acompanhar o deslocamento de animais de uma determinada propriedade ou estabelecimento rural para outro, seja dentro do mesmo estado ou em território nacional.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28375 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-1.jpg" alt="Ilustração de uma guia de trânsito animal (GTA)" width="383" height="497" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-1.jpg 383w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-1-231x300.jpg 231w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-1-370x480.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-1-270x350.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-1-150x195.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 383px) 100vw, 383px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fonte: MAPA</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A GTA é emitida pelo serviço veterinário oficial ou pela autoridade sanitária competente de cada estado ou região. <strong>Sua finalidade principal é garantir o controle sanitário dos animais, prevenindo a disseminação de doenças contagiosas entre as diferentes propriedades rurais e regiões.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que a falta da GTA ou o descumprimento das normas relacionadas ao transporte de animais, incluindo a não observância das informações contidas na guia, podem <strong>acarretar em penalidades legais e prejuízos tanto para os produtores quanto para a saúde pública.</strong></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28376 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-3.jpg" alt="Bovinos entrando no caminhão de transporte" width="1021" height="580" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-3.jpg 1021w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-3-300x170.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-3-768x436.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-3-370x210.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-3-270x153.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-3-740x420.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-3-150x85.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1021px) 100vw, 1021px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: Agriconline</span></p>
<h3>Importância do correto manejo pré-transporte do gado</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da Guia de Trânsito Animal (GTA), o manejo pré-embarque dos animais, conforme determinado pela lei, é importante para um transporte seguro e humanitário de animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, a legislação que aborda o tempo de jejum para bovinos pré-transporte está contida nas normativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O objetivo dessas regulamentações é garantir o <a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar animal</strong></a> durante o transporte, minimizando o estresse e reduzindo os riscos à saúde dos mesmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As diretrizes do MAPA estipulam que <strong>os bovinos devem estar em jejum por um período mínimo de 12 horas antes do transporte.</strong> Esse tempo de jejum é essencial para esvaziar parcialmente o trato gastrointestinal dos animais, reduzindo assim os riscos associados à regurgitação e à aspiração durante o transporte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante destacar que o cumprimento dessas normativas é fundamental para garantir o cumprimento das exigências legais e promover o bem-estar animal. Além disso, os transportadores e proprietários de gado devem sempre se familiarizar com as regulamentações específicas de seu país ou região, pois estas podem variar de acordo com as leis locais e as normativas de bem-estar animal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É essencial proporcionar um ambiente adequado, com sombra, espaço suficiente e piso seguro, enquanto permitir um período de aclimatação em caso de mudança de clima. Além de garantir o <a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener"><strong>acesso à água</strong></a> para evitar desidratação, além de um manejo calmo para reduzir o estresse.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comunicação eficaz entre a fazenda, o transportador e o abatedouro é fundamental para coordenar o transporte de forma eficiente e garantir que todas as partes envolvidas estejam cientes das necessidades e requisitos específicos dos animais, bem como dos procedimentos a serem seguidos durante o processo de transporte e recepção no destino final. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas medidas colaborativas e preventivas são essenciais para garantir o bem-estar dos animais e o cumprimento das regulamentações sanitárias e de segurança estabelecidas.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Qual a importância do transportador no transporte dos bovinos?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O transporte de gado demanda responsabilidades por parte do transportador para garantir o bem-estar dos animais ao longo do trajeto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este é encarregado de assegurar que os veículos de transporte atendam aos requisitos sanitários e de conforto estipulados no RIISPOA, proporcionando ventilação adequada, espaço suficiente e proteção contra condições climáticas adversas. Além disso, é imprescindível um <strong>manejo cuidadoso dos animais durante todo o processo, minimizando estresse e prevenindo lesões. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações em que o tempo de viagem ultrapasse um limite aceitável, o transportador deve providenciar períodos de descanso, permitindo que os animais se recuperem e se alimentem adequadamente antes de prosseguir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ademais, o monitoramento constante da condição dos bovinos ao longo do trajeto é essencial, permitindo a identificação precoce de quaisquer problemas de saúde ou bem-estar e a tomada de medidas imediatas para garantir o cuidado adequado. Assim, desempenha um papel importante no cumprimento das regulamentações e na promoção do bem-estar dos animais durante todo o processo de transporte.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28377 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-2.jpg" alt="Caminhão utilizado no transporte do gado" width="1040" height="780" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-2.jpg 1040w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-2-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-2-1024x768.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-2-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-2-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-2-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-2-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1040px) 100vw, 1040px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: UBOI</span></p>
<h2>Quais são as responsabilidades do abatedouro?</h2>
<p>No processo de abate de bovinos, os abatedouros desempenham um papel fundamental, não apenas na produção de alimentos de origem animal, mas também na garantia do bem-estar dos animais e no cumprimento das normas sanitárias e de higiene.</p>
<p>As responsabilidades do abatedouro englobam diversos aspectos indispensáveis para o funcionamento seguro e ético da indústria de alimentos.</p>
<p>Primeiramente, o abatedouro é encarregado de receber os bovinos de forma segura e respeitosa, assegurando que os animais sejam tratados com dignidade desde o momento da chegada até o processo de abate propriamente dito. O manejo prévio ao abate é essencial, exigindo que os bovinos sejam conduzidos de maneira calma para minimizar o estresse e prevenir lesões desnecessárias.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, <strong>o abatedouro é responsável por realizar inspeções sanitárias rigorosas dos bovinos antes do abate</strong>, garantindo que estejam em condições adequadas de saúde e aptos para o processo. Quaisquer animais doentes ou debilitados devem ser identificados e tratados de acordo com as normas sanitárias estabelecidas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28378 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-4.jpg" alt="Funcionário analisando o gado no abatedouro" width="623" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-4.jpg 623w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-4-300x227.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-4-370x280.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-4-270x204.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-4-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/transporte-de-gado-4-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 623px) 100vw, 623px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: INSPBOVINOS</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o abate, é fundamental que os procedimentos sejam realizados de forma humanitária, utilizando métodos que minimizem o sofrimento dos animais. O abatedouro deve empregar práticas eficazes que assegurem um processo rápido e indolor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, <strong>o abatedouro é responsável por garantir a qualidade e a segurança dos produtos de origem animal.</strong> Isso envolve a implementação de boas práticas de higiene, o controle rigoroso de temperatura e a prevenção da contaminação cruzada durante todo o processo de processamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O descarte adequado de resíduos, incluindo subprodutos animais e efluentes, também é uma responsabilidade do abatedouro, sujeito às regulamentações ambientais e sanitárias vigentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o abatedouro deve manter registros precisos de todos os bovinos abatidos, incluindo informações detalhadas sobre origem, identificação individual, procedência e destino dos produtos, garantindo assim a rastreabilidade e a conformidade com as normas estabelecidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em síntese, o abatedouro desempenha um papel essencial na produção de alimentos de origem animal, sendo incumbido de garantir não apenas a qualidade e a segurança dos produtos, mas também o bem-estar dos animais e o cumprimento das regulamentações sanitárias e de higiene.</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As considerações sobre o transporte de gado, abrangem uma série de aspectos que vão desde o manejo pré-embarque até a responsabilidade dos abatedouros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O transporte adequado dos animais não se limita apenas ao cumprimento das regulamentações legais, mas também ao respeito ao bem-estar animal e à garantia da qualidade dos produtos de origem animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O manejo pré-embarque, o tempo de viagem, assim como o abate humanitário e a gestão responsável dos resíduos, são aspectos fundamentais que devem ser considerados ao longo de toda a cadeia de produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A colaboração entre fazendas, transportadores e abatedouros é essencial para assegurar o cumprimento das normativas e promover práticas sustentáveis e éticas na indústria de alimentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao garantir o bem-estar dos animais e o cumprimento das regulamentações, podemos assegurar não apenas a qualidade dos produtos, mas também a integridade de toda a cadeia de produção animal.</span></p>
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		<title>Pneumonia em bovinos confinados: o que você precisa saber</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bovinos-confinados-veja-os-principais-pontos-sobre-a-doenca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2024 17:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pneumonia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na pecuária de corte, a pneumonia representa um desafio significativo para a saúde e o bem-estar dos animais. A pneumonia, frequentemente desencadeada por agentes infecciosos como vírus, bactérias e micoplasmas, pode resultar em perdas econômicas substanciais para os produtores, devido a diminuição da produção de carne, até o aumento dos custos de tratamento e a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na pecuária de corte, a pneumonia representa um desafio significativo para a saúde e o bem-estar dos animais.</p>
<p>A pneumonia, frequentemente desencadeada por agentes infecciosos como vírus, bactérias e micoplasmas, <strong>pode resultar em perdas econômicas substanciais</strong> para os produtores, devido a diminuição da produção de carne, até o aumento dos custos de tratamento e a mortalidade do rebanho.</p>
<p>Este texto aborda os aspectos relacionados à <strong>prevenção, tratamento e gestão da pneumonia em um confinamento</strong>, destacando práticas de manejo, medidas de biossegurança, uso de vacinas e estratégias de saúde animal para mitigar os impactos negativos da doença e promover a produtividade sustentável na pecuária de corte.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Quais são os sintomas da pneumonia em bovinos?</h2>
<p>Os principais sintomas da pneumonia em bovinos incluem uma série de comportamentos que afetam a saúde e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar do animal</a></strong>.</p>
<p>Inicialmente, <strong>observa-se um quadro de depressão</strong>, em que o animal tende a se isolar do grupo, demonstrando um comportamento menos ativo e mais retraído. Além disso, a perda de apetite costuma ser um sintoma comum, evidenciado pelo afastamento do cocho enquanto os outros animais se alimentam.</p>
<p>Outros sinais visíveis são o <strong>corrimento nasal e ocular</strong>, indicativos da presença de secreção nas vias respiratórias, bem como a manifestação de febre, caracterizada pela postura arrepiada e a proximidade do animal com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener">cocho de água</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-28098" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/pneumonia-em-bovinos.jpg" alt="Bovino com sintomas de pneumonia" width="257" height="196" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/pneumonia-em-bovinos.jpg 257w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/pneumonia-em-bovinos-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/pneumonia-em-bovinos-150x114.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 257px) 100vw, 257px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: Zoets</span></p>
<p>Por fim, a <strong>dificuldade para respirar</strong>, muitas vezes comparada ao som de uma &#8220;batedeira&#8221;, é um sintoma crítico que requer atenção imediata, pois pode indicar um estágio avançado da doença e comprometer seriamente a saúde do animal.<span style="font-weight: 400; font-size: 12px;"> </span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-confinamento-engorda-a-pasto?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-pontos-sanitarios&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39639 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios.png" alt="E-book Pontos sanitários no confinamento" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Como identificar os animais doentes?</h3>
<p>Durante o período de confinamento, a identificação eficiente da pneumonia em animais requer a <strong>implementação de rondas sanitárias diárias</strong>.</p>
<p>Essas rondas são conduzidas de duas formas distintas:</p>
<ol>
<li><strong>Ronda macro</strong>: realizada com o auxílio de motos ou quadriciclos, tem como objetivo identificar animais mortos, caídos e/ou apresentando sinais clínicos exacerbados.</li>
<li><strong>Ronda micro</strong>, conduzida com equinos, asininos ou a pé, visa fazer uma inspeção minuciosa nos lotes de animais para detectar indivíduos enfermos que possam ter passado despercebidos durante a ronda macro.</li>
</ol>
<p>Os animais identificados como doentes são encaminhados para tratamento adequado, enquanto os casos mais graves são direcionados para o curral ou piquete “enfermaria”, onde recebem atenção especializada e monitoramento contínuo para garantir uma recuperação eficaz e minimizar os impactos da pneumonia na saúde do rebanho.</p>
<h2>Qual a época do ano de maior prevalência da pneumonia no confinamento?</h2>
<p>Na época seca do ano, observa-se uma maior prevalência da pneumonia, devido à combinação de diversos fatores de risco. A poeira, comum durante esse período, pode irritar as vias respiratórias dos animais, tornando-os mais suscetíveis a infecções respiratórias.</p>
<p>Além disso, as inversões térmicas características da estação seca podem contribuir para a concentração de poluentes no ar, agravando ainda mais as condições respiratórias dos animais. O estresse do transporte, também pode enfraquecer o sistema imunológico dos animais, aumentando sua vulnerabilidade à pneumonia.</p>
<p>Assim, <strong>a época seca do ano representa um momento crítico para a ocorrência e disseminação da doença</strong>, exigindo medidas preventivas e de manejo adequadas para proteger a saúde do rebanho.</p>
<h2>Como prevenir a pneumonia?</h2>
<p>Para garantir a saúde do rebanho e prevenir a ocorrência de pneumonia no confinamento, são adotadas <strong>práticas específicas de manejo sanitário</strong>.</p>
<p>Logo na recepção dos animais, ao descerem do caminhão, é importante que sejam direcionados para o acesso a água e comida. Além disso, nesse primeiro momento é importante que a dieta oferecida se assemelhe o máximo possível ao pasto, incentivando o consumo de matéria seca e facilitando a adaptação dos animais ao novo ambiente.</p>
<p>Após a chegada, é recomendado um período de descanso de 5 a 7 dias antes de iniciar o protocolo de entrada. Durante esse tempo, os animais têm a oportunidade de se aclimatarem e recuperarem do estresse do transporte.</p>
<p>O protocolo de entrada, que ocorre após esse período de descanso, inclui a aplicação de vacinas respiratórias contendo cultura viva atenuada, visando fortalecer a imunidade dos animais contra agentes infecciosos respiratórios.</p>
<p>É fundamental que as vacinas sejam adequadamente acondicionadas em caixas fechadas de isopor com gelo durante a lida, com tempo de utilização limitado a até duas horas devido à natureza das vacinas vivas. Além disso, medidas como a aspersão nas baias e nas estradas do confinamento são realizadas para reduzir a poeira, um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de problemas respiratórios.</p>
<p>Por fim, a aclimatação dos animais ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/" target="_blank" rel="noopener">ambiente do confinamento</a></strong> é um processo contínuo e essencial para minimizar o estresse e promover a adaptação saudável dos animais ao novo sistema de criação. Por meio dessas práticas de manejo sanitário, busca-se garantir a saúde e a produtividade do rebanho, prevenindo a incidência de pneumonia e outros problemas de saúde no confinamento.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Em resumo, a pneumonia representa um <strong>desafio significativo na pecuária de corte</strong>, especialmente durante os períodos de seca.</p>
<p>Para mitigar os riscos associados à doença, é essencial implementar um manejo sanitário eficaz desde a recepção dos animais até a aclimatação ao ambiente do confinamento. Isso inclui medidas como a oferta imediata de água e comida semelhante ao pasto para estimular o consumo de matéria seca, o descanso dos animais após a chegada para reduzir o estresse do transporte, e a aplicação de vacinas respiratórias durante o protocolo de entrada.</p>
<p>Além disso, acondicionar as vacinas de forma adequada e reduzir a poeira por meio de aspersão nas baias e estradas do confinamento são práticas essenciais. A aclimatação contínua dos animais ao novo ambiente também desempenha um papel crucial na prevenção da pneumonia e na promoção da saúde do rebanho como um todo.</p>
<p>Ao adotar essas medidas de manejo sanitário, os produtores podem minimizar os riscos de incidência de pneumonia, protegendo assim a produtividade e o bem-estar dos animais no confinamento.</p>
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</span></p>
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		<title>Taxa de lotação: como calcular e qual a sua importância?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Mar 2023 11:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo a Embrapa, cerca de 95% da carne bovina produzida no Brasil é em regime de pastagens, cuja área total é de aproximadamente 170 milhões de hectares, de acordo com dados da ABIEC. Entretanto, alguns desafios são vivenciados. As pastagens de forrageiras tropicais são encontradas constantemente em algum estágio de degradação e sendo pastejadas por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo a Embrapa, cerca de 95% da carne bovina produzida no Brasil é em <strong>regime de pastagens</strong>, cuja área total é de aproximadamente 170 milhões de hectares, de acordo com dados da ABIEC.</p>
<p>Entretanto, alguns desafios são vivenciados. As pastagens de forrageiras tropicais são encontradas constantemente em algum <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/">estágio de degradação</a></strong> e sendo pastejadas por um número elevado de animais.</p>
<p>Sendo assim, alguns indicadores podem e devem ser avaliados, tanto para comparação entre diferentes propriedades e sistemas quanto, principalmente, para auxiliar no <strong>manejo de pastagem</strong>, garantindo assim o equilíbrio entre quantidade correta de animal e de alimento. Um desses indicadores importantes é a<strong> taxa de lotação</strong>.</p>
<p>Você certamente já ouviu falar nesse tema, principalmente devido sua importância aqui no Brasil, onde a maioria dos sistemas de criação são a pasto.</p>
<p>Através desse indicador é possível avaliar a carga animal na área disponível de pasto e melhorar a eficiência produtiva, mas antes de tudo, precisamos esclarecer alguns termos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que é a taxa de lotação?</h2>
<p>A taxa de lotação é a <strong>relação entre o número de unidades animais (UA) e a área ocupada por eles</strong> durante um determinado período.</p>
<p>Por meio do resultado, você poderá definir o tipo de manejo mais adequado à propriedade e mensurar a demanda de alimento, visando assim o bom aproveitamento das pastagens.</p>
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<h2>Qual a importância de calcular a taxa de lotação?</h2>
<p>Calcular este índice irá te auxiliar na escolha do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/">manejo das pastagens</a></strong>, determinação da demanda de alimentos e aumento do desempenho animal, pois garante um melhor aproveitamento das pastagens pelos animais.</p>
<p>Outro ponto importante na avaliação da taxa de lotação é a comparação entre as propriedades. Sabe-se que propriedades mais eficientes que manejam bem suas pastagens e investem adequadamente na nutrição dos animais apresentam taxas de lotação superiores, permitindo assim ampliação e maximização dos resultados produtivos por hectare na fazenda.</p>
<p>Porém, antes de aprender a calcular esse índice para aplicar em sua propriedade, precisamos entender melhor o que é a capacidade de suporte.</p>
<p>Basicamente um índice está ligado a outro, pois <strong>a capacidade de suporte apontará a máxima taxa de lotação que aquela área irá suportar</strong>, garantindo o equilíbrio entre desempenho animal e disponibilidade de forragem.</p>
<p>Há inúmeras consequências de um pasto com a taxa de lotação inadequada, e por isso, é muito importante respeitar a capacidade de suporte de cada pasto.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18758" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-4.jpg" alt="Imagem representando o equilíbrio entre quantidade animal e disponibilidade de forragem." width="600" height="424" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-4.jpg 853w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-4-300x212.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-4-768x543.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-4-370x262.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-4-270x191.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-4-740x523.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-4-150x106.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<h2>Categorias de pastejo e seus impactos na taxa de lotação</h2>
<p>No <strong>superpastejo</strong>, há excesso de animais na pastagem. Nesse caso eles ficam sob restrição alimentar, não realizam o pastejo de forma adequada, consomem pouco alimento e tornam a produção irregular, comprometendo o desenvolvimento da pastagem.</p>
<p>Além disso, o superpastejo suprime a forrageira diminuindo sua capacidade produtiva e permitindo a aparição de plantas daninhas, inicialmente, <strong>degradando as pastagens</strong> a médio e longo prazo.</p>
<p>No <strong>subpastejo</strong>, há sobra de forragem produzida, pois têm mais alimento do que o necessário para o número de animais naquela área, não tendo assim o bom aproveitamento da área, pois os animais irão pisotear a forragem causando desperdício. Além é claro do quanto você “deixa” de produzir ao não manejar adequadamente aquela área.</p>
<p>Enquanto o <strong>pastejo ótimo</strong> representa o uso de taxa de lotação compatível com a capacidade suporte e com o desempenho planejado para os animais. Ou seja, a quantidade de animais é ideal para a quantidade de pasto disponível para alimento, evitando desperdício e fornecendo bom aproveitamento.</p>
<p>A capacidade de suporte pode variar ao longo do ano, uma vez que, depende dos fatores climáticos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-especie-forrageira-para-a-sua-fazenda/">tipo de forrageira</a></strong>, solo da área e nível de intensificação.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/curso/gestao-lucrativa-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=taxa-lotacao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46181 size-full" title="Clique e conheça a formação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp" alt="Banner Formação Prática Gestão Lucrativa na Pecuária de Corte" width="1024" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-300x100.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-768x256.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-370x123.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-270x90.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-740x246.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Como calcular a taxa de lotação?</h2>
<p>Para calcular esse índice você deve ter os seguintes dados:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Nº de animais;</strong></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Nº de UA;</strong></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Nº de ha.</strong></li>
</ul>
<p>O primeiro passo é descobrir quantas UA, mas antes, vamos responder: <strong>por que utilizar UA para calcular a taxa de lotação?</strong></p>
<p>Como forma de padronização, utiliza-se a UA para cálculo da taxa de lotação, pois existem diversas fases de vida que o animal pode estar à pasto, por exemplo, recria e engorda.</p>
<p>Contudo, esses animais podem apresentar pesos e consumos diferentes, assim, <strong>1 UA = 450 kg de peso vivo animal</strong>.</p>
<p>Para saber quantas UAs você possui é só somar o peso médio dos animais que irão ocupar a área e dividir por 450 kg.</p>
<p>Por exemplo: Se tivermos uma área de 60 hectares, com 400 cabeças de animais desmamados pesando 210 kg, cada, a taxa de lotação será:</p>
<ol>
<li>Calcular o total de peso: 400 animais x 210 kg = 84.000 kg</li>
<li>Dividir pelo peso da UA: 84.000 kg / 450 = 186,67 UA</li>
<li>Dividir pela área total: 187,67 UA / 60 ha = <strong>3,1 UA/ha</strong></li>
</ol>
<p>Esse cálculo demonstra como a adequação da taxa de lotação pode melhorar a relação planta/animal e aumentar a produtividade.</p>
<h2>Estratégias para aumentar a taxa de lotação média anual</h2>
<p>A sazonalidade da produção forrageira é um desafio para manter a taxa de lotação. Durante períodos chuvosos, é mais fácil aumentar a lotação, enquanto na estiagem a produção forrageira é reduzida.</p>
<p>Algumas estratégias para elevar a capacidade de suporte e, consequentemente, a taxa de lotação incluem:</p>
<ul>
<li>Adubação das pastagens,</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/irrigacao-de-pastagens/" target="_blank" rel="noopener">Sistemas irrigados</a></strong>,</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">Estratégias de suplementação</a></strong>, entre outros.</li>
</ul>
<p>Essas estratégias podem ser utilizadas com intuito de elevar a lotação média da propriedade ao longo do ano, sem que haja a perda de eficiência produtiva por indivíduo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18759" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-1.jpg" alt="Pastagem sendo irrigada em uma propriedade de gado de corte" width="500" height="494" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-1.jpg 817w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-1-300x297.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-1-768x760.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-1-370x366.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-1-270x267.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-1-303x300.jpg 303w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-1-740x732.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-1-96x96.jpg 96w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/taxa-de-lotacao-1-150x148.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A busca pelo sucesso dos resultados na pecuária passa, inevitavelmente, por dois pontos, primeiramente pela <strong>eficiência no manejo e aproveitamento das pastagens</strong>, depois pela maximização da produção nas áreas disponíveis para a bovinocultura.</p>
<p>Para se alcançar esses dois pontos é necessário, então, explorar ao máximo a capacidade de suporte da propriedade, aumentando a taxa de lotação média anual das fazendas. Produzindo cada vez mais em menor área.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Período de transição seca-águas: veja as principais estratégias para lidar com ele</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Dec 2022 15:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pastagem]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=16876</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vários são os fatores responsáveis pela saúde econômica e pela rentabilidade de uma propriedade de gado de corte. Dentre esses fatores a produtividade e o desempenho dos animais têm uma importância significativa. Não basta, para uma fazenda, altas produtividades no período chuvoso do ano ou evitar que os animais percam peso ao longo das secas. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/">Período de transição seca-águas: veja as principais estratégias para lidar com ele</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vários são os fatores responsáveis pela saúde econômica e pela rentabilidade de uma propriedade de gado de corte. Dentre esses fatores a produtividade e o desempenho dos animais têm uma importância significativa.</p>
<p>Não basta, para uma fazenda, altas produtividades no período chuvoso do ano ou evitar que os animais percam peso ao longo das secas. É necessário que ao longo de todo o ano, o animal apresente um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">ganho médio diário (GMD)</a></strong> satisfatório.</p>
<p>Quando avaliamos uma propriedade de <strong>produção a pasto</strong> na grande maioria das fazendas do país, observamos uma variação do desempenho completamente dependente e correlacionada com a qualidade e a produção das forragens ao longo do ano.</p>
<p>Em épocas de maior pluviometria obtêm-se desempenhos mais expressivos e no período de estiagem, onde o desenvolvimento das pastagens tropicais na grande parte do país é diminuto, o ganho de peso dos animais é limitado ou até mesmo apresentam perda de peso.</p>
<p>Por esses motivos, estudos e alternativas de suplementação foram desenvolvidas ao longo dos anos <strong>com intuito de potencializar o desempenho dos animais no período das águas, e maximizar o desempenho no período das secas.</strong><span style="font-size: 10pt;"> </span></p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Estratégias para o período de transição seca-águas</h2>
<p>Existe uma série de estratégias bem estabelecidas utilizadas para a suplementação no período em que as forragens estão em plena produção e já são encontramos de forma bem difundida, estratégias de suplementação para o período em que a produção <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/" target="_blank" rel="noopener">forrageira</a></strong> é limitada.</p>
<p>Entretanto, <strong>existe um período ao longo do ano, conhecido como período de transição, onde as pastagens apresentam uma característica distinta justamente em transição entre o período das águas e das secas</strong>, que a suplementação também deve ser avaliada com critério para potencializar o desempenho dos animais ao longo do ano.</p>
<p>A estação do ano observada entre os meses mais quentes e chuvosos e os meses mais frios e secos é o outono. Traçar uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">estratégia de suplementação</a></strong> para essa estação é fundamental quando pensamos em atingir a máxima produtividade ao longo de todo o ano.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-estrategias-sucesso-transicao-seca-aguas?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-seca-aguas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39794 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png" alt="E-book Estratégias de sucesso para a transição seca-águas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Esse período conhecido com outono ou período de transição, <strong>reflete diretamente na qualidade das pastagens e é nítido e fácil observar com a diminuição das chuvas e a aproximação do inverno a mudança gradativa nas pastagens.</strong> A produtividade dos pastos diminui, as folhas começam a amarelar e a secar e em determinados casos observa-se a presença de sementes nas pastagens.</p>
<p>De maneira geral, há uma mudança no perfil das forrageiras, o que invariavelmente reflete no desempenho dos animais.</p>
<p>Com esse cenário de alteração e perda na qualidade das plantas e consequente diminuição no rendimento produtivo dos animais, se faz necessário uma estratégia de suplementação adequada e ajustada para esse período do ano.</p>
<p>O aumento da produtividade média dos animais ao longo do ano, deve ser alcançada considerando e avaliando todas as etapas e meses do período, inclusive o período de transição.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16885" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3.jpg" alt="Pastagem para gado " width="650" height="521" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3.jpg 761w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-300x240.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-370x297.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-270x216.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-740x593.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-150x120.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Foto: Paulo Eugênio, consultor técnico do Rehagro. </span></p>
<h2>Suplementação no período de transição seca-águas</h2>
<p>A medida em que os meses com menores índices pluviométricos avançam, o desempenho dos animais, em sentido contrário, diminui.</p>
<p>Com o passar dos meses e com a aproximação do período de estiagem, a tendência observada é de diminuição de desempenho independente da suplementação utilizada, entretanto, quando os animais continuam com suplementação apenas de mineral, por exemplo, a queda no desempenho é muito mais acentuada do que em animais suplementados com proteico (consumo de 3g por kg de peso vivo) ou proteico energético (consumo de 5g por kg de peso vivo).</p>
<p>Normalmente contemplado entre os meses de março, abril e maio, animais criados a pasto no período de transição suplementados “apenas” com mineral, apresentam desempenho até 50% menor do que animais suplementados com suplemento proteico.</p>
<p>Já animais suplementados com suplemento proteico energético <strong>apresentam desempenho 80% maiores</strong> do que animais também suplementados com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplemento mineral</a></strong>, apenas. Essa diferença apresentada entre o desempenho em diferentes estratégias, demonstra e reforça a importância de uma estratégia específica para o período de transição.</p>
<p>Independente das características climáticas da região onde a propriedade está localizada em determinado período do ano, essa tendência de piora nas pastagens e diminuição do desempenho vai ocorrer.</p>
<p>Em algumas regiões de forma menos evidente e por menor período, em outras regiões de forma mais marcante por longos períodos, esse “fenômeno” se repete por todo Brasil central, norte, nordeste.</p>
<p>Outro fator de grande importância para a tomada de decisão a respeito da estratégia suplementar a ser utilizada nesse período, além do desempenho, é o progresso que esses animais terão após o período de transição, qual caminho será seguido pelos animais após esses meses.</p>
<p>Animais que serão terminados seja no confinamento convencional, seja na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/" target="_blank" rel="noopener">terminação a pasto</a></strong>, serão beneficiados com a estratégia de suplementações mais arrojadas no período de transição.</p>
<p>A utilização do proteico energético ou do proteico de 3g por kg, por exemplo, fazem mais sentido quando pensamos que esses animais serão terminados na seca seguinte ao período de transição, preparando esses animais para engorda e melhorando os resultados produtivos finais após a engorda.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16888 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4.jpg" alt="Gado de corte se alimentando no cocho" width="499" height="395" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4.jpg 499w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-300x237.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-370x293.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-270x214.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-150x119.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Foto: Vinicius Costa, consultor técnico do Rehagro. </span></p>
<p>Em contrapartida, caso não esteja no planejamento das secas o fornecimento de uma suplementação visando a engorda dos animais ou o direcionamento desses animais para o cocho, a utilização do proteico no período de transição pode não se apresentar como uma boa estratégia. Quando utilizamos o 0,3%, por exemplo, no período de transição elevamos a exigência de mantença dos animais.</p>
<p>Se no período da seca seguinte ao período de transição esses animais não forem direcionados para engorda, todo o investimento realizado no período de transição será perdido com a queda de desempenho e até mesmo com a perda de peso dos animais no período das secas.</p>
<p>É de grande importância que a avaliação econômica seja realizada para a definição e a determinação das estratégias a serem utilizadas em cada um dos períodos do ano, inclusive no período de transição, entretanto, a avaliação do ganho médio diário, média do ano, deve ser avaliada de forma criteriosa, observando não somente o resultado do período, mas também cada uma das especificidades presentes em diferentes fases do ano.</p>
<p><strong>A gestão e o planejamento nutricional da fazenda devem contemplar de forma específica as estratégias de suplementação para o período de transição</strong>, garantindo então, bons desempenhos durante esse período, maximizando o desempenho dos animais na média anual.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16887" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5.jpg" alt="Gado de corte no pasto" width="650" height="446" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5.jpg 771w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-300x206.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-768x527.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-370x254.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-270x185.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-740x508.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Foto: Geraldo Barcellos, consultor técnico do Rehagro.</span></p>
<h2>Enfrente o período de transição com preparo técnico e mais lucratividade</h2>
<p data-start="277" data-end="530">A transição entre seca e águas é um dos momentos mais críticos do ano para quem trabalha com gado de corte. Nesse período, decisões bem embasadas em manejo, nutrição e planejamento podem evitar perdas de desempenho e garantir maior eficiência produtiva.</p>
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		<item>
		<title>Habilidade materna na pecuária de corte: qual a importância?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/habilidade-materna/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/habilidade-materna/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 20:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As tendências mercadológicas visam um abate cada vez mais precoce; por isso, é fundamental investir em estratégias que permitam a permanência e a inserção do produtor nesses mercados. Nesse artigo, iremos demonstrar a importância da habilidade materna para a eficiência produtiva na pecuária de corte. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As tendências mercadológicas visam um abate cada vez mais precoce; por isso, é fundamental investir em estratégias que permitam a permanência e a inserção do produtor nesses mercados.</p>
<p>Nesse artigo, iremos <strong>demonstrar a importância da habilidade materna</strong> para a eficiência produtiva na pecuária de corte.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que é habilidade materna?</h2>
<p>Presente em diversos sumários e avaliações genéticas existentes no Brasil, a habilidade materna é uma das características mais valorizadas.</p>
<p>Essa qualidade pode ser medida pelas DEPs (Diferença Esperada de Progênie) maternais e possibilita a escolha de reprodutores capazes de produzir filhas com aptidão para desmamar bezerros mais pesados.</p>
<p><strong>A habilidade materna, portanto, corresponde a todos os aspectos da relação mãe-cria</strong>, englobando desde a facilidade ao parto, produção de leite e amamentação, até comportamentos como acolhida e proteção da cria. Essa qualidade contribui diretamente para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">desmama de bezerros</a></strong> sadios, pesados e com bom desenvolvimento muscular.</p>
<p>A habilidade materna é medida por meio do peso do bezerro em quilos, aos 120 dias de vida. Dessa forma, quanto maior a habilidade materna, maior será o peso do bezerro aos quatro meses.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-estacao-monta?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-manual-sanitario&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39636 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png" alt="E-book Manual Sanitário da estação de monta" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Qual a importância da habilidade materna?</h2>
<p><strong>A habilidade materna possui influência direta sobre todo o sistema produtivo.</strong> Dentre sua importância, podemos destacar o ganho de peso nos primeiros meses de vida, gerando bezerros mais pesados a desmama.</p>
<p>Há também uma menor dependência de ração nesse período, afinal, quando existem vacas que produzem uma quantidade adequada de leite para os animais, o aporte de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-de-bezerros/" target="_blank" rel="noopener">suplementação</a></strong> é menor, pois a demanda nutricional é suprida majoritariamente pelo leite.</p>
<p>Outro ponto importante a ser considerado, é que ao se utilizar touros que produzem boas filhas, há um maior ganho em fêmeas de reposição que são destaque dentro da fazenda, aumentando assim o ganho genético do rebanho.</p>
<p>A elevação do ganho <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/melhoramento-genetico/" target="_blank" rel="noopener">genético</a></strong> a partir da habilidade materna cria uma base sólida no rebanho que, quando consolidada, permite o investimento do produtor em outras diretrizes, como o acabamento de carcaça, por exemplo.</p>
<h3>Atenção para a seleção</h3>
<p>A seleção para habilidade exige alguns cuidados. Deve-se respeitar um equilíbrio, visto que em alguns casos o desbalanço traz malefícios.</p>
<p>A seleção exacerbada para essa característica traz mudanças anatômicas para o sistema mamário da vaca e a predisposição a danos, pois quando se seleciona muito para produção de leite, há o maior desenvolvimento do úbere e aumento dos tetos, aumentando a exposição a danos.</p>
<p>Essa maior seleção para habilidade materna, além disso, aumenta a probabilidade de desenvolvimento de patologias mamárias como a mastite. Outro ponto importante é a elevação das exigências nutricionais e dos custos para manutenção das fêmeas.</p>
<p>Todos esses fatores somados podem contribuir para redução da fertilidade dos animais, prejudicando todo o sistema produtivo.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p><strong>A habilidade materna é de extrema importância para pecuária de corte, contribuindo para todo o sistema produtivo. </strong></p>
<p>Contudo, é fundamental manter o equilíbrio para seleção dessa característica, cabendo aos produtores e ao técnicos o bom senso de adequar essa característica a cada particularidade do sistema produtivo.</p>
<h2 data-start="172" data-end="244">Vá além da prática: torne-se referência em produção de gado de corte</h2>
<p data-start="246" data-end="490">A habilidade materna é só um dos muitos pontos que impactam o sucesso de uma fazenda. Se você quer entender o “porquê” por trás do manejo, tomar decisões técnicas com segurança e aumentar o lucro por hectare, é hora de investir na sua formação.</p>
<p data-start="492" data-end="873">Com a <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=habilidade-materna" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende com os consultores que estão por trás dos resultados das principais fazendas do Brasil.<br data-start="733" data-end="736" />Tudo isso em um formato 100% online, com conteúdo aplicado à realidade do campo e acesso direto a quem vive a pecuária todos os dias.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16051 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg" alt="Brisa Sevidanes" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Desmama de bezerros de corte: quais os principais cuidados com essa fase?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2022 19:15:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eficiência produtiva e rentabilidade são os propósitos do pecuarista em todas as fases da produção. Dessa forma, é importante se atentar aos detalhes na desmama dos bezerros. Nesse artigo iremos pontuar os principais cuidados com a desmama e sua importância para o desenvolvimento dos bezerros. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eficiência produtiva e rentabilidade são os propósitos do pecuarista em todas as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/as-fases-da-bovinocultura-de-corte-quais-sao/" target="_blank" rel="noopener">fases da produção</a></strong>. Dessa forma, é importante se atentar aos detalhes na desmama dos bezerros.</p>
<p>Nesse artigo iremos pontuar os <strong>principais cuidados com a desmama e sua importância para o desenvolvimento dos bezerros.</strong></p>
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<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>A desmama de bezerros na pecuária de corte</h2>
<p><strong>O desmame é o momento em que ocorre a separação do bezerro de sua mãe.</strong> No Brasil esse manejo tradicionalmente é realizado por volta dos 8 meses de vida do animal, sendo um período caracterizado por um grande estresse, tanto para a matriz quanto para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/" target="_blank" rel="noopener">cria</a></strong>.</p>
<p>Em relação ao peso correto para desmama, é indicado realizar o manejo em bezerros que pesem entre 180 kg e 210 kg. Esse peso somado à idade (8 meses) contribui para o desmame saudável dos animais.</p>
<p>O respeito a esses parâmetros é importante, pois nesse período o bezerro terá uma imunidade robusta contra doenças que podem acarretar a mortalidade do animal.</p>
<p><strong>Além disso, é na fase da desmama que o bezerro já é considerado um completo ruminante</strong>, sendo capaz de utilizar a forragem sólida como fonte de energia e nutrientes necessários para seu desenvolvimento.</p>
<p>Também é importante levar em consideração outros fatores como: peso da vaca, idade, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/">estado corporal</a></strong> da vaca e do bezerro, a quantidade e a qualidade dos alimentos disponíveis, à época do ano e a produção de leite da vaca.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Sistemas de desmama na pecuária de corte</h2>
<p>Esse manejo pode ser realizado de diversas maneiras e a escolha vai de acordo com a finalidade do produtor, variando com os sistemas de produção.</p>
<p>Confira a seguir os quatro principais modelos de desmama no Brasil:</p>
<h3>Desmama precoce</h3>
<p><strong>Esse manejo consiste na separação definitiva do bezerro, mais cedo que o momento tradicional, aos 8 meses de idade. </strong></p>
<p>Essa prática é recomendada para os períodos nos quais há escassez de forragem, objetivando reduzir o estresse da lactação e os requerimentos nutricionais da vaca (em especial novilhas), antecipando assim o restabelecimento da atividade reprodutiva.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">É recomendado que essa prática ocorra no período de monta, a fim de alcançar a reconcepção imediata das fêmeas. </span></p>
<h3>Desmama temporária ou interrompida</h3>
<p><strong>Pode ser realizada com a remoção temporária do bezerro, por um período que pode variar de 48 a 72 horas, cerca de 40 dias após o parto. </strong></p>
<p>A remoção temporária do estímulo da amamentação provoca um aumento na liberação do LH (hormônio luteinizante), auxiliando assim o retorno do ciclo estral. Contudo, vacas de péssimo estado corporal não respondem a este estímulo.</p>
<h3>Desmama lado a lado</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em algumas propriedades há a manutenção do contato visual mãe/cria, visando melhorar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar dos animais</a></strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Nesse tipo de manejo, as vacas e os bezerros são mantidos lado a lado, separados apenas por uma cerca</strong>.</span></p>
<h3>Separação completa/abrupta</h3>
<p><strong>Essa técnica consiste na separação realizada de uma vez (sem contato visual e auditivo).</strong></p>
<p>Uma dica é retirar a matriz do pasto e deixar o bezerro, afinal aquele lugar já é conhecido para ele e dessa forma o estresse será menor.</p>
<h2>Influência do desmame no desenvolvimento do bezerro</h2>
<p><strong>O período de desmame é um dos mais estressantes na vida do animal:</strong> a total dependência do rúmen, o distanciamento da mãe e a adaptação ao novo ambiente são desafios normalmente encontrados durante esta fase da vida.</p>
<p>O estresse desse manejo causa diversas perdas na produtividade do rebanho, afetando além do ganho de peso e da eficiência alimentar, a saúde e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/" target="_blank" rel="noopener">reprodução dos animais</a></strong>.</p>
<p>Dessa forma, cuidados com os processos presentes nesse manejo, são essenciais para reduzir os efeitos negativos e minimizar a queda do desempenho dos animais.</p>
<h2>Cuidados com a desmama de bezerros</h2>
<p><strong>Os cuidados com a desmama se iniciam antes mesmo do bezerro nascer</strong>, afinal os manejos nesse período terão influência direta sobre o futuro do animal.</p>
<p>Esse processo começa nos cuidados com a mãe. As vacinas irão ajudar a estimular uma resposta imunológica que fornecerá proteção ao patógeno no colostro. É fundamental garantir a ingestão do colostro em quantidade e qualidade suficientes, nas primeiras 24 horas de vida dos bezerros.</p>
<p>Outro ponto de atenção é a realização de um programa completo de sanidade: vacinação, combate a endoparasitas e ectoparasitas. O correto manejo sanitário vai contribuir para a construção de uma imunidade robusta dos animais.</p>
<p>Nos primeiros dias após a separação, deve-se evitar distúrbios aos recém-desmamados e caso os bezerros sejam transportados é necessário reduzir ao máximo o estresse desse manejo.</p>
<p>No dia do embarque, os bezerros devem ser manipulados por manejo racional, além disso, os animais devem embarcar prontamente. Evite os horários mais quentes do dia e se possível realize a comercialização e o transporte dos animais para propriedades mais próximas, quanto maior o trajeto, maior será o estresse.</p>
<p>Ao descarregar os animais, disponibilize um tempo para descanso e priorize o silêncio, forneça prontamente água fresca e ração de boa qualidade.</p>
<h2>Um momento decisivo para o rebanho</h2>
<p><strong>O desmame dos bezerros é com certeza um momento de grande impacto na vida dos animais, por isso é essencial estabelecer ações que visem reduzir os fatores estressantes.</strong> O planejamento deve ser multifatorial, levando em consideração o objetivo do produtor e o sistema da fazenda.</p>
<p>Estabelecer um <a href="https://rehagro.com.br/blog/planejando-e-executando-estrategias-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plano específico</strong></a> para cada rebanho é o diferencial para alcançar os melhores resultados produtivos.</p>
<h2 data-start="206" data-end="294">A desmama é só o começo: prepare-se para conduzir o rebanho até a alta lucratividade</h2>
<p data-start="296" data-end="482">A forma como você conduz a desmama impacta diretamente no desempenho dos bezerros nas próximas fases. Quer tomar decisões mais seguras, evitar perdas e garantir maior retorno por animal?</p>
<p data-start="484" data-end="780">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=desmama" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende com especialistas que atuam diariamente no campo, em uma formação 100% online, prática e voltada para quem quer resultados concretos na pecuária.</p>
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		<title>Bem-estar animal de bovinos de corte: conheça as 5 liberdades</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2022 15:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar animal]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cada ano, o bem-estar animal ganha mais destaque dentro da pecuária. Esse crescimento está associado, principalmente, ao aumento da exigência do consumidor preocupado com a origem daquilo que consome. Dessa forma, é essencial que o produtor se integre sobre o tema e introduza na sua fazenda as normas de bem-estar específicas para os bovinos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A cada ano, o bem-estar animal ganha mais destaque dentro da pecuária. Esse crescimento está associado, principalmente, ao aumento da exigência do consumidor preocupado com a origem daquilo que consome.</p>
<p>Dessa forma, é essencial que o produtor se integre sobre o tema e introduza na sua fazenda as normas de bem-estar específicas para os bovinos de corte.</p>
<p>Neste artigo você vai conhecer as <strong>5 liberdades do bem-estar animal</strong>, as principais técnicas e as vantagens de implementar manejos correlacionados na sua fazenda.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>As 5 liberdades do bem-estar animal</h2>
<p>O bem-estar animal (BEA) é uma ciência que estuda a relação de respeito entre o homem com os outros animais.</p>
<p>A partir do envolvimento de diversos pesquisadores e profissionais da agricultura e pecuária do Reino Unido, foram criadas 5 liberdades que devem ser garantidas para que o BEA ocorra. São elas:</p>
<ol>
<li><strong> Livre de fome e sede:</strong> Os animais devem ter acesso a alimento e água, em quantidade e qualidade adequadas.</li>
<li><strong> Livre de dor e doença:</strong> Relacionado a sanidade dos animais, é essencial garantir a prevenção, o diagnóstico e tratamento adequados para quaisquer afecções físicas: dores, ferimentos e doenças.</li>
<li><strong> Livre de desconforto:</strong> O ambiente a qual os animais estão inseridos deve ser adequado à espécie, além disso, é importante conter áreas para abrigo e descanso.</li>
<li><strong> Livre de medo e de estresse: situações</strong> de estresse e esgotamento mental devem ser eliminadas.</li>
<li><strong> Livre para expressar seu comportamento natural: os</strong> animais devem expressar o seu comportamento natural livremente.</li>
</ol>
<p>Para que o bem-estar animal seja alcançado é necessário respeitar as 5 liberdades, proporcionando práticas de criação e produção adequadas.</p>
<p>Essas práticas exigem o envolvimento de todos: produtores, funcionários, <a href="https://rehagro.com.br/blog/veterinarios-e-zootecnistas-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>veterinários e zootecnistas</strong></a>.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Principais técnicas de bem-estar para bovinos de corte</h2>
<p>A adoção de boas práticas no manejo de bovinos de corte é fundamental em todas as fases da vida dos animais, afinal, técnicas que promovem o bem-estar animal podem <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/" target="_blank" rel="noopener">aumentar a produtividade</a></strong> e ajudar a minimizar problemas na rotina da fazenda.</p>
<p>Com essa visão, existem alguns métodos de manejo e instalações que promovem o bem-estar animal na atividade pecuária, são eles:</p>
<h3>Conscientização dos funcionários da fazenda</h3>
<p>A conscientização sobre o bem-estar dos bovinos para os funcionários da fazenda é fundamental, pois são eles os responsáveis pelo manejo do dia a dia. Capacitação e treinamento dos funcionários quanto ao BEA, promove a maior qualidade na execução das atividades pecuárias.</p>
<h3>Conhecimento do comportamento animal</h3>
<p>Compreender o comportamento dos animais pode auxiliar os métodos de condução dos mesmos, facilitando o manejo e reduzindo o estresse. Não utilize ferrão ou outros objetos pontiagudos para o manejo, uma técnica que pode auxiliar a condução é movimentar bandeiras atrás dos animais, para que sigam em frente.</p>
<h3>Alimentação balanceada</h3>
<p><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener">É essencial fornecer água limpa</a></strong> e <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>suplementos nutricionais</strong></a> de boa qualidade durante todo o ano, que sejam suficientes para atender as necessidades de crescimento, mantença e produção dos animais.</p>
<h3>Dimensionamento ambiental adequado</h3>
<p>Oferecer espaço suficiente para que os animais possam manter suas atividades e expressar o comportamento normal dentro do grupo, disponibilizar condições que evitem sofrimento físico e mental (como dor, desconforto, medo e angústia).</p>
<h3>Sanidade dos bovinos</h3>
<p>Promover cuidados de saúde, sob responsabilidade do médico veterinário, visando prevenir, diagnosticar e tratar doenças, objetivando eliminar ou reduzir o sofrimento dos animais.</p>
<h3>Conforto ambiental</h3>
<p>Disponibilizar sombra em quantidade suficiente para protegê-los do excesso de calor durante as horas mais quentes do dia.</p>
<h2>Vantagens da implementação do bem-estar animal na pecuária de corte</h2>
<p><strong>Dentre as vantagens do bem-estar animal, podemos destacar a influência direta sobre o aumento da produtividade, a melhora dos índices zootécnicos e a redução da mortalidade</strong>.</p>
<p>Esse aumento de eficiência se dá pelo fato de que esses animais adoecem menos e assim, ganham peso mais rápido, reduzindo os custos com a criação e, como consequência, aumento nos lucros.</p>
<p>Outra vantagem é o aumento da qualidade dos produtos, afinal quando o conhecimento e o respeito ao comportamento além das necessidades dos bovinos são aplicados, evitamos o estresse e os danos à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/" target="_blank" rel="noopener">carcaça</a></strong>.</p>
<p>Esses fatos, proporcionam melhores resultados econômicos, pois aumentam o valor agregado, melhoram a qualidade do produto final e possibilitam maior acesso ao mercado.</p>
<p>Além disso, a prática melhora a qualidade de trabalho na fazenda, proporcionando menor nível de estresse durante as atividades, praticidade, menos acidentes e aumento da segurança dos vaqueiros no manejo.</p>
<p>Sendo assim aumenta a eficiência no curral e proporciona melhor qualidade de vida a todos os envolvidos no processo, animais e seres humanos.</p>
<p>Os conceitos de bem-estar animal, bem como a produção de carne com segurança, sanidade e sustentabilidade estão cada vez mais presentes na pecuária de corte.</p>
<p>Promover essas práticas na rotina da sua fazenda não apenas melhora a produtividade e qualidade, como também facilita o trabalho dos funcionários e agrega valor à pecuária de corte nacional como um todo.</p>
<h2>O diferencial entre fazendas comuns e de alta performance está aqui</h2>
<p>A pecuária de corte moderna exige gestão, estratégia e aplicação prática do conhecimento. Seja você um produtor em busca de mais lucratividade, um sucessor que precisa assumir a fazenda ou um consultor que deseja gerar mais resultados, a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=bem-estar" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</strong></a> oferece uma formação completa para transformar sua atuação no setor.</p>
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		<title>Suplementação mineral para bovinos de corte: veja a importância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2022 12:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[macronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[micronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A suplementação mineral dos bovinos de corte, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo. Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>suplementação mineral dos bovinos de corte</strong>, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo.</p>
<p>Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais seja potencializado quando se utiliza a estratégia suplementar mineral da forma adequada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Importância da suplementação mineral</h2>
<p>Estudos e pesquisas relacionados à importância da suplementação mineral já são realizados há muitos anos e o que se observa de maneira geral, <strong>é a necessidade de que os animais sejam suplementados com uma quantidade ótima de minerais</strong> onde, nesse caso, é possível observar também o melhor desempenho (avaliando especificamente o quesito disponibilidade de mineral) possível desse animal.</p>
<p>Diferente de carboidratos e proteínas, por exemplo, onde modulamos a quantidade fornecida para os animais visando a potencialização do desempenho, nos minerais devemos fornecer as exigências que garantam um bom desempenho dos animais para cada fase da vida.</p>
<p>Cálcio e fósforo são os únicos que apresentam exigências para mantença e também exigências para ganho.</p>
<h3>Excesso e deficiência do consumo de minerais</h3>
<p>Existem outras possibilidades, além do consumo ótimo, que podem ser observadas quando avaliamos o consumo de minerais.</p>
<p>Por exemplo, a <strong>deficiência no consumo</strong>, ou seja, quando os animais consomem níveis inferiores à sua exigência, que quando discreta, <strong>pode levar a uma deficiência subclínica e, quando mais significativa, a uma deficiência clínica. </strong></p>
<p>O <strong>excesso no consumo dos minerais, </strong>por outro lado, também pode ser um problema. <strong>Pode levar a uma intoxicação subclínica ou até mesmo uma intoxicação clínica</strong> quando consumido em maiores quantidades, de acordo com as exigências de cada mineral. <span style="font-weight: 400;">Por isso é de extrema importância, o fornecimento e o consumo dos animais, apresentarem um ponto ótimo. </span></p>
<p>Os minerais exigidos hoje para bovinos de corte são 17 no total, divididos em dois grupos, <strong>os macro e os microminerais.</strong> É importante salientar que essa divisão não está relacionada ao tamanho da molécula de cada mineral, mas sim a quantidade em que estes minerais são encontrados nos tecidos corporais e consequentemente a quantidade que são exigidos.</p>
<p>Cada um dos minerais, seja macro ou micro, apresenta um papel importante para os ruminantes, principalmente nos quesitos: imunidade, desempenho, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/" target="_blank" rel="noopener">reprodução</a></strong> e produção de leite.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-estrategias-sucesso-transicao-seca-aguas?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-seca-aguas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39794 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png" alt="E-book Estratégias de sucesso para a transição seca-águas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Macrominerais</h2>
<ul>
<li>Cálcio (Ca);</li>
<li>Fósforo (P);</li>
<li>Cloro (Cl);</li>
<li>Magnésio (Mg);</li>
<li>Potássio (K);</li>
<li>Sódio (Na);</li>
<li>Enxofre (S).</li>
</ul>
<p>Esses minerais apresentam funções diversas no organismo, como por exemplo sendo <strong>componentes estruturais do esqueleto e outros tecidos corporais, transmissão de impulsos nervosos e pressão osmótica</strong>, dentre outras importantes funções.</p>
<h3>Cálcio</h3>
<p>O cálcio é de grande importância para a atividade muscular, coagulação sanguínea, estimulação da síntese de proteína muscular e, principalmente, exerce um papel fundamental na formação dos ossos e dos dentes.</p>
<h3>Fósforo</h3>
<p>O fósforo apresenta um papel importante como componente dos fosfolipídios das membranas celulares, sendo também um componente do ATP (molécula indispensável no processo de utilização de energia nas células), dentre outras funções.</p>
<p>Deficiências de cálcio e fósforo podem causar sérios prejuízos ao desempenho dos animais.</p>
<p>Uma das principais doenças consequentes dessas deficiências, é a hipocalcemia, também conhecida como febre do leite e apetite depravado (ocorrendo principalmente em regiões de solos pobres em P).Estudos relacionados reforçam ainda, grandes prejuízos relacionados à queda nos desempenhos reprodutivos de fêmeas com deficiência de fósforo.</p>
<p>Cálcio e fósforo atuam de forma concomitante na função óssea, por esse motivo a relação entre eles é importante fator de estudos e discussões, relação essa que pode ser de 1:1 até 7:1, desde que a exigência do fósforo seja atingida.</p>
<h3>Magnésio</h3>
<p>Cerca de 70% do magnésio no organismo dos ruminantes está presente no tecido ósseo. Esse importante mineral representa um papel determinante em mais de 300 enzimas no organismo.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/" target="_blank" rel="noopener">período de transição seca-águas</a></strong>, pode significar um desafio, pensando no aporte de Mg. Isso porque o broto da pastagem nova contém baixo magnésio e alta concentração de potássio e nitrogênio que diminuem a absorção de Mg no rúmen.</p>
<p>Uma forma prática de contornar esse desafio é a suplementação energética, que potencializa a utilização do N, além é claro da suplementação com o magnésio.</p>
<p>Dentre os efeitos da deficiência está o desenvolvimento da tetania das pastagens, causadora de incoordenação e convulsões.</p>
<h3>Potássio, sódio e cloro</h3>
<p>São responsáveis principalmente pelo controle ácido básico no organismo. Esses minerais não apresentam, comumente, deficiências que geram desafios ou doenças como os anteriormente apresentados.</p>
<p>Cloreto de sódio rico em Cl e Na, pode ser utilizado como modulador de consumo e o K apresenta uma condição especial onde a maioria das espécies forrageiras são ricas nesse mineral.</p>
<p>Algumas condições específicas, como animais em estresse causado pela desmama e animais confinados com dietas sem adição de forragem, podem apresentar um aumento na exigência de potássio.</p>
<h3>Enxofre</h3>
<p>Componente importante de aminoácidos ao contrário dos demais minerais citados, o desafio mais importante com relação ao enxofre está relacionado ao seu excesso, principalmente avaliando a óptica da crescente <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">utilização de coprodutos de destilaria de milho</a></strong>, ricos em enxofre.</p>
<p>É justamente esse excesso que pode causar uma doença que conhecemos como <strong>Poliencefalomalacia</strong>.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=suplementacao-mineral" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Microminerais</h2>
<ul>
<li>Cromo (Cr);</li>
<li>Cobalto (Co);</li>
<li>Cobre (Cu);</li>
<li>Ferro (Fe);</li>
<li>Iodo (I);</li>
<li>Manganês (Mn);</li>
<li>Molibdênio (Mo);</li>
<li>Níquel (Ni);</li>
<li>Selênio (Se);</li>
<li>Zinco (Zn).</li>
</ul>
<p>Os microminerais são <strong>componentes de enzimas e agem também como componentes em hormônios no sistema endócrino</strong>. Apresentam grande importância para a manutenção da saúde e, consequentemente, do desempenho dos animais.</p>
<h3>Cromo</h3>
<p>Existe uma clara necessidade de mais pesquisas relacionadas ao papel do cromo no organismo e principalmente da adequação das doses a serem suplementadas, mesmo já demonstrando sua importância para o sistema imunológico dos animais.</p>
<h3>Cobalto</h3>
<p>O cobalto apresenta importância relevante, tendo em vista a demanda de Co por parte dos microrganismos do rúmen no momento da síntese de vitamina B12.</p>
<p>Não existe uma exigência direta de cobalto por parte dos ruminantes, entretanto, existe uma exigência de vitamina B12, justificando então a importância na exigência do Co.</p>
<h3>Cobre</h3>
<p>O cobre é um constituinte de diversas enzimas no organismo e está diretamente relacionado ao metabolismo do Fe.</p>
<p>A anemia é uma das principais doenças causadas pela deficiência de Cu, apresentando também participação na garantia da integridade do sistema nervoso central e pigmentação dos pelos.</p>
<h3>Outros microminerais</h3>
<p>O ferro, por exemplo, é muito relevante nas funções do organismo e há uma boa disponibilidade desse mineral nas forragens.</p>
<p>O magnésio, essencial para reprodução, normalmente tem sua exigência atingida com consumo da forragem, por isso a avaliação da suplementação desse mineral é de grande valia, principalmente pensando em vacas para reprodução</p>
<p>O iodo controla a taxa metabólica fundamental para o anabolismo. O selênio atua como antioxidante e o zinco também é um mineral importante, sendo que sua deficiência pode levar a problemas de pele dos animais, principalmente dos mais jovens.</p>
<h2>A suplementação mineral em bovinos de corte</h2>
<p>A suplementação mineral, como já demonstrado acima, <strong>é muito valorosa e de grande impacto para os sistemas de produção</strong>. Para cada categoria e fase da vida animal, as exigências e necessidades por esses macro e microminerais vão variar e devem ser atentamente atendidas.</p>
<p>Além das características específicas do indivíduo que será suplementado por determinado mineral, outros fatores podem influenciar na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">estratégia de suplementação</a></strong>. Entre eles, estão as condições ambientais, (mais especificamente as condições do solo e consequentemente das pastagens) e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-especie-forrageira-para-a-sua-fazenda/">espécie forrageira</a></strong> utilizada, onde os animais são criados.</p>
<p>Devido ao difícil controle e monitoramento dessas características e condições, apenas a realização das análises não nos garantem o fornecimento dos minerais, mesmo que apresentados nas amostras.</p>
<p>Assim como as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/" target="_blank" rel="noopener">condições das pastagens</a></strong>, a qualidade e a composição da água disponibilizada aos animais, também representa um fator ambiental que irá impactar nos cuidados no momento de definir a suplementação dos animais.</p>
<h3>Como fornecer o suplemento de forma eficiente?</h3>
<p>Outro ponto que impacta na qualidade da suplementação mineral e representa <strong>uma grande parcela na eficiência de um programa de suplementação</strong>, é o fornecimento do suplemento.</p>
<p>Para se garantir uma suplementação mineral de sucesso é imprescindível que o fornecimento seja realizado de forma constante, ou seja, que não falte mineral no cocho dos animais.</p>
<p>O suplemento empedrado inibe e dificulta o consumo, sendo assim, sempre que possível é recomendado a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/">utilização de cochos</a></strong> cobertos em bom estado de conservação e com um bom dimensionamento, como altura de:</p>
<ul>
<li>50 – 60 cm do solo para fêmeas com bezerro ao pé;</li>
<li>70 – 80 cm para animais em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/">recria</a></strong> e um metro para animais em terminação, sempre com espaçamento adequado, mínimo 4 cm por cabeça.</li>
</ul>
<p>A localização do cocho nos piquetes também vai impactar no consumo do mineral, sendo recomendado que o cocho fique localizado próximo a fonte de água dos animais (não é um fator limitante para o consumo), principalmente em terrenos acidentados, propiciando então, condição para que todos os animais possam consumir o produto disponibilizado.</p>
<p>Até chegar ao cocho o suplemento passa por um grande processo desde sua fabricação, transporte, armazenamento dentro da propriedade e distribuição. Por isso, devemos inicialmente, adquirir um mineral de empresa idôneas, capazes de garantir a qualidade dos insumos utilizados na confecção do suplemento, bem como seu balanceamento correto, finalizando com transporte propício até a propriedade.</p>
<p>A partir do momento em que o suplemento se encontra na propriedade, a responsabilidade do armazenamento das sacarias deve ser muito bem estabelecida, garantindo assim os cuidados para que sejam armazenados em local fresco, abrigados de umidade e sol.</p>
<p>Muita atenção para a utilização de suplementos mais antigos, que normalmente ficam embaixo da pilha de sacaria, antes da utilização dos novos produtos recém-chegados à propriedade. De preferência, o ideal é não deixar os sacos com suplemento mineral em contato direto com solo e paredes.</p>
<p>Por fim, após a avaliação dos níveis de garantia e consequentemente, a escolha do produto de uma empresa idônea e reconhecida pela seriedade na produção dos suplementos, é recomendado um minucioso acompanhamento do consumo e do desempenho dos animais tratados com determinado suplemento.</p>
<h2>Torne-se referência em nutrição na pecuária de corte!</h2>
<p>Com a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=suplementacao-mineral" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte</strong></a>, você vai aprender na prática a formular dietas que garantem o desempenho dos animais e geram lucro para o produtor.</p>
<p>Além disso, será capaz de montar estratégias nutricionais completas, alinhadas à realidade e aos objetivos da fazenda. Torne-se um profissional completo, dominando técnica e gestão, ganhando destaque no mercado da sua região.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Confinamento de gado de corte: quais são as principais rotinas?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 19:16:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O aumento da densidade energética das dietas dos animais e o aumento da duração do período de confinamento tem como objetivo o melhor aproveitamento da carcaça, com abates de animais mais pesados e melhor acabados. No entanto, esses fatores exigem uma maior eficiência nos processos e rotinas presentes no confinamento, pois qualquer erro pode ser [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O aumento da densidade energética das dietas dos animais e o aumento da duração do período de confinamento tem como objetivo o melhor aproveitamento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/" target="_blank" rel="noopener">carcaça</a></strong>, com abates de animais mais pesados e melhor acabados.</p>
<p>No entanto, esses fatores exigem uma <strong>maior eficiência nos processos e rotinas presentes no confinamento</strong>, pois qualquer erro pode ser desastroso sob o ponto de vista econômico e do desempenho animal.</p>
<p>Mas afinal, quais são as principais rotinas em um confinamento que podem afetar o desempenho dos animais e o sucesso da operação? Conheça algumas delas a seguir!</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Frequência e horário do trato no confinamento do gado</h2>
<p><strong>Bovinos são animais que que gostam de rotina</strong> e qualquer alteração no padrão de fornecimento do trato, principalmente com a utilização de dietas com alta densidade energética, pode comprometer o desempenho dos animais por todo período de engorda.</p>
<p>Os ganhos em aumento da frequência de trato são visíveis quando elevamos de um para dois ou para três tratos por dia, entretanto, a partir de quatro tratos diários, o ganho adicional em se aumentar a frequência dos tratos é questionável e discutível.</p>
<p>Critérios operacionais devem ser levados em contas na tomada de decisão quanto ao número de tratos.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10867 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/frequencia-de-trato.jpg" alt="Trato de bovinos em confinamento" width="370" height="379" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/frequencia-de-trato.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/frequencia-de-trato-293x300.jpg 293w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/frequencia-de-trato-270x277.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal Geraldo Barcellos, Técnico Rehagro.</span></p>
<p>Em situações específicas de confinamento dos animais<strong> em períodos chuvosos</strong>, é possível que se tenha a <strong>necessidade de aumentar a frequência de tratos</strong>, em menores volumes ofertados por vez, pensando em minimizar o desperdício de dieta, ocasionados pela chuva.</p>
<p>Outro ponto importante que chama atenção é a necessidade de se manter uma padronização nos horários do trato, variações no horário de fornecimento podem ter impactos negativos para os animais. Animais famintos no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cocho</a></strong> aumentam os riscos de acidose ruminal, o que resulta em oscilações de consumo e menor desempenho.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Distribuição do trato</h2>
<p>Ainda relacionado ao trato, especificamente, está no controle da distribuição. Alguns confinamentos brasileiros, ainda utilizam uma estratégia popularmente conhecida como <strong>“bica corrida”</strong>, em que <strong>não é levantado com exatidão a quantidade de trato oferecida para cada curral. </strong></p>
<p>O problema desse tipo de distribuição é a falta de controle do consumo, o que pode gerar desperdício de ração ou até mesmo impactar no desempenho devido a falta de controle do total ofertado.</p>
<p>A outra forma de distribuição é a <strong>distribuição controlada</strong>, nesse caso, <strong>é levantado e anotado, quanto da dieta foi ofertada em cada curral em específico e em cada trato</strong>. Isso permite que o leitor de cocho consiga fazer a predição do consumo das próximas 24h a partir da leitura de cocho bem conduzida.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">nutrição</a></strong> representa o maior custo operacional em um confinamento, a avaliação e o controle da utilização dos recursos nutricionais é de extrema importância.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10868" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato.jpg" alt="Distribuição do trato para bovinos confinados" width="400" height="363" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato.jpg 579w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato-300x273.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato-370x336.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato-270x245.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato-330x300.jpg 330w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal Hugo Martins, Técnico Rehagro.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10869 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/alimento-mau-distribuido-no-cocho.jpg" alt="Alimento mal distribuído no cocho" width="370" height="494" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/alimento-mau-distribuido-no-cocho.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/alimento-mau-distribuido-no-cocho-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/alimento-mau-distribuido-no-cocho-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Má distribuição de alimento no cocho, aumentando o desperdício e reduzindo o espaçamento de cocho por indivíduo.  </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Foto de Dr. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da pecuária de corte do Rehagro. </span></p>
<p>Além do fornecimento controlado, da dieta no cocho, quantidade certa e específica para cada cocho, a distribuição dessa dieta nos cochos é muito importante.</p>
<p>A quantidade de alimento deve ser distribuída igualmente ao longo dos metros de cocho disponíveis para cada um dos currais.</p>
<p>Essa prática permite um acesso igual e democrático dos animais à dieta em horário semelhante, ajudando assim a padronização e o igual desenvolvimento dos animais de um determinado curral.</p>
<h2>Leitura de cocho</h2>
<p>Assim como controlar a distribuição do trato, <strong>avaliar e controlar a sobra dos cochos nos confinamentos é fundamental</strong>. O que se busca, de maneira resumida, é que o leitor estime o consumo das próximas 24h do animal através da avaliação do que sobrou nas últimas 24h.</p>
<p>Propriedades que realizam um controle preciso da sobra de cocho, são em suma, mais eficientes quanto a minimização do desperdício das dietas, menos incidência de distúrbios metabólicos, e consequentemente, maior desempenho.</p>
<p>A limpeza do cocho também se faz muito importante, e apesar de aparentar uma grande dificuldade, em confinamento com um excelente manejo de cocho, avaliando de maneira diária e corrigindo a oferta, a quantidade de sobras no dia-dia será mínima, o que facilita a limpeza.</p>
<p>A leitura de cocho pode ser feita de diversas maneiras através de notas dadas em horários pré-estabelecidos de acordo com a rotina do confinamento. Pode-se também estabelecer mais que uma leitura de cocho, o que auxilia a assertividade do consumo dos animais.</p>
<p>Além disso, no momento da leitura deve-se observar os animais e a higiene dos cochos, sendo que qualquer ação necessária deve ser notificada à equipe responsável pelo confinamento.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10870" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes.jpg" alt="Fezes dentro de cocho" width="400" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Cocho com fezes que impedirá o consumo do animal no local e devem ser removidas antes do próximo trato. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Foto de Dr. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da pecuária de corte do Rehagro. </span></p>
<h2>Avaliação escore de fezes</h2>
<p>Uma importante ferramenta para a avaliação dos animais confinados é a <strong>análise e a classificação média dos escores de fezes dos animais.</strong></p>
<p>Avaliar a característica das fezes permite a inferência em torno da qualidade e do consumo da dieta pelos animais.</p>
<p>Segue abaixo um exemplo de classificação de fezes, <strong>o que buscamos em um confinamento é um padrão de fezes médio como o da foto de número 3.</strong></p>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #000000;">Escore 5</span></h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10871 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-5.jpg" alt="Escore 5 de fezes bovinas" width="271" height="283" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Fonte: </span><span style="font-weight: 400;">Hutjens, 2008.</span></span></p>
<h3><span style="color: #000000;">Escore 4</span></h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10872 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-4.jpg" alt="Escore 4 de fezes bovinas" width="259" height="195" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-4.jpg 259w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-4-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Hutjens, 2008.</span></p>
<h3><span style="color: #000000;">Escore 3</span></h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10873 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-3.jpg" alt="Escore 3 de fezes bovinas" width="259" height="195" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-3.jpg 259w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-3-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Hutjens, 2008.</span></p>
<h3><span style="color: #000000;">Escore 2</span></h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10874 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-2.jpg" alt="Escore 2 de fezes bovinas" width="299" height="206" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-2.jpg 299w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-2-270x186.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Hutjens, 2008.</span></p>
<h3><span style="color: #000000;">Escore 1</span></h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10875 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-1.jpg" alt="Escore 1 de fezes bovinas" width="321" height="222" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-1.jpg 321w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-1-300x207.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-1-270x187.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 321px) 100vw, 321px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Hutjens, 2008.</span></p>
<h2>Curva de consumo</h2>
<p>Acompanhar a curva de consumo, ou seja, a quantidade de alimento consumido por lote e por dia, é fundamental em um confinamento.</p>
<p>Somente acompanhando essa evolução é possível determinar se os animais estão realmente consumindo a quantidade de alimento programada. Sendo possível ainda avaliar a evolução dos animais quanto ao consumo, durante o passar dos dias de confinamento.</p>
<h3>Limpeza dos bebedouros</h3>
<p>A água é o primeiro e o mais barato ingrediente de uma dieta, além disso o consumo de água de qualidade é determinante para o consumo de matéria seca, sendo assim diretamente responsável pelo desempenho dos animais confinados.</p>
<p>Em média, bovinos confinados consomem entre 4 a 6 litros de água por quilo de matéria seca ingerida.</p>
<p>Além de proporcionar condições ótimas para o consumo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener">manter a qualidade da água evita diversos problemas sanitários</a></strong>. Bebedouros dentro de currais de confinamento devem ser limpos no mínimo três vezes por semana.</p>
<h3>Análise dos alimentos</h3>
<p>Após formular uma dieta precisa e bem estruturada para um confinamento, devemos garantir que essa dieta chegue, de fato, até os animais. Para isso, um dos fatores de grande importância é a avaliação dos alimentos utilizados na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/" target="_blank" rel="noopener">mistura da dieta</a>.</strong></p>
<p>A principal e mais simples das análises realizadas é a avaliação do teor de matéria seca (MS) dos alimentos.</p>
<p>A avaliação da matéria seca deve ser realizada pelo menos 3 vezes por semana no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">volumoso</a></strong>, uma vez por semana no grão úmido e pelo menos uma vez por semana na dieta total.</p>
<p>Essa avaliação permitirá também, ajustes na dieta, avaliação correta do consumo, otimização dos custos da dieta produzida.</p>
<p>Além da análise e avaliação da MS, o envio para análise bromatológica dos volumosos utilizados no confinamento, dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">coprodutos</a></strong> e dos farelos deve ser realizado de forma mensal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10876 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/avaliacao-da-materia-seca.jpg" alt="Realização de análise de matéria seca" width="293" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/avaliacao-da-materia-seca.jpg 293w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/avaliacao-da-materia-seca-270x276.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 293px) 100vw, 293px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal Geraldo Barcellos, Técnico Rehagro.</span></p>
<p>A análise da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra efetiva</a> </strong>dos volumosos e da dieta total também deve ser feita com frequência, inclusive no momento da colheita do volumoso que será ensilado. Para isso, podemos utilizar a peneira desenvolvida pela universidade de Penn State, nos Estados Unidos, objetivando obter 60-70% das partículas na peneira de 8mm.</p>
<p>A avaliação da granulometria do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">milho</a></strong> e de outros grãos utilizados, também deve ser uma rotina presente nos confinamentos, a avaliação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">moagem</a></strong> é importante e permite a correção de falhas que irão minimizar riscos de distúrbios metabólicos ou mesmo baixo aproveitamento de determinado insumo por parte dos animais.</p>
<p>A coleta dos alimentos deve ser feita por colaborador treinado, de maneira criteriosa e sistemática.</p>
<p>Essas análises permitem, dentre outros fatores já citados, calibrar a matriz de alimentos utilizados no confinamento e também ajustar a dieta, caso necessário.</p>
<h2>Ronda sanitária</h2>
<p>A <strong>ronda sanitária deve ser realizada diariamente no confinamento</strong>, a avaliação dos animais deve seguir um padrão e um critério preestabelecido.</p>
<p>Avaliar não somente se há alguma desordem física nos animais, lesões ou sinais de doença, acompanhar e avaliar o comportamento dos animais, é tão importante quanto a avaliação de sinais clínicos de alguma doença.</p>
<h2>Treinamento da mão de obra</h2>
<p>Todas as práticas propostas acima, serão possíveis, se e somente se, o time operacional do confinamento estiver alinhado e motivado para o objetivo.</p>
<p>Por esse motivo, é importante que além de um excelente trabalho com a gestão de pessoas, seja realizado treinamento periódicos e reciclagem desses treinamentos com os colaboradores, de acordo com a exigência das funções que cada um exerce.</p>
<h2>Controle de dados</h2>
<p>O sucesso da operação do confinamento passa impreterivelmente pela gestão dos dados desse confinamento.</p>
<p>Levantar dados é extremamente importante, desde dados zootécnicos aos dados relativos ao financeiro e econômico.</p>
<p>E os dados levantados devem ser, sempre, transformados em informações que de fato servirão para ajustes nas rotinas e aperfeiçoamento nos processos.</p>
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		<title>Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP): como implementar e os benefícios</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/sistema-integracao-lavoura-pecuaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Sep 2022 12:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura-pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP) é uma estratégia comumente utilizada na pecuária de corte, pois o comércio interno e externo está em constante crescente, gerando uma alta demanda para os sistemas de produção. Desta forma, necessita-se produzir com eficiência para suprir a exigência do abastecimento alimentar e não gerar prejuízos. A quantidade de carne [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Sistema Integração Lavoura Pecuária (ILP)</strong> é uma estratégia comumente utilizada na pecuária de corte, pois o comércio interno e externo está em constante crescente, gerando uma alta demanda para os sistemas de produção.</p>
<p>Desta forma, necessita-se produzir com eficiência para suprir a exigência do abastecimento alimentar e não gerar prejuízos.</p>
<p>A quantidade de carne produzida e o potencial de produção da área são índices que estão inteiramente interligados, contudo, os sistemas tradicionais de produção têm se demonstrado pouco eficientes diante da crescente demanda e redução dos impactos sobre o meio ambiente.</p>
<p>Além disso, a principal fonte de alimentos dos bovinos de corte são as pastagens, tornando necessário a implementação de algumas estratégias, como a aquisição de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/melhoramento-genetico-animal/" target="_blank" rel="noopener">animais geneticamente melhorados</a></strong> e maior aproveitamento do pasto. Diante dessas necessidades, vários estudos foram realizados, surgindo daí, o sistema de ILP.</p>
<p>A ILP fundamenta-se na intensificação do uso da terra, recuperação de áreas degradadas, diversificação de atividades e aumento da eficiência dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">sistemas de produção</a></strong>, contemplando os pilares da sustentabilidade. Isto é, ser tecnicamente eficiente, economicamente viável, ambientalmente adequado e socialmente justo.</p>
<p>Essa estratégia realiza a <strong>união de dois sistemas de produção</strong>: a agricultura e a pecuária de forma concomitante.</p>
<p>A integração entre os dois sistemas possibilita ganhos tanto para os animais, quanto para o pasto, porque aproveita a área e após a colheita da lavoura, os nutrientes residuais atuam diretamente na melhoria da qualidade do solo, produzindo forragens de melhor qualidade, e consequentemente, aumentando o desempenho do bovino.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
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</script></p>
</div>
<h2>Como implementar a integração lavoura-pecuária (ILP)?</h2>
<p>O primeiro passo é a escolha da espécie forrageira e da cultura. São várias possíveis combinações, dentre as mais comuns estão:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/" target="_blank" rel="noopener">Brachiaria</a></strong> + sorgo;</li>
<li>Brachiaria + milho;</li>
<li>Brachiaria + milho + soja.</li>
</ul>
<p>O que deve ser levado em consideração no planejamento é <em>&#8220;Qual cultura e espécie forrageira se adequa melhor à realidade da minha fazenda”</em>. Os fatores que vão interferir na escolha são clima, preço e disponibilidade das sementes, investimento em máquinas, treinamento e capacitação de mão-de-obra.</p>
<p>O plantio pode ser realizado de várias formas, sendo assim, a área pode ser aproveitada com o cultivo de apenas uma cultura, sendo dividido à parte.</p>
<p>As figuras abaixo demonstram algumas <strong>possibilidades na implementação da ILP</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15381" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-1.jpg" alt="Forma de implementação da ILP" width="700" height="210" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-1.jpg 1299w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-1-300x90.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-1-1024x307.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-1-768x231.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-1-370x111.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-1-270x81.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-1-740x222.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-1-150x45.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15382" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-2.jpg" alt="Formas de implementação da ILP" width="700" height="189" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-2.jpg 1299w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-2-300x81.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-2-1024x277.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-2-768x208.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-2-370x100.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-2-270x73.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-2-740x200.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/integracao-lavoura-pecuaria-2-150x41.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>Os bovinos entram na área após a colheita das culturas, realizando o pastejo. A área em que estavam anteriormente, fica livre para uma nova plantação, o que ajuda na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/" target="_blank" rel="noopener">recuperação do pasto</a></strong>. A ideia é que este processo se repita.</p>
<p>O que varia é o tempo de permanência no pasto, uma via que depende da cultura que está implementada no sistema. Tudo depende, então, da realização de um bom planejamento.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-correcao-solo-adubacao-pastagens?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-correcao-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39635 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens.png" alt="E-book Correção do solo e adubação de pastagens" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-correcao-pastagens-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Benefícios da implementação da ILP</h2>
<ul>
<li>Recuperar as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/" target="_blank" rel="noopener">pastagens degradadas</a></strong>;</li>
<li>Produzir alimento (pasto, forragem e grãos) para os períodos de seca;</li>
<li>Recuperar a fertilidade do solo em áreas degradadas;</li>
<li>Melhorar as condições físicas e biológicas do solo;</li>
<li>Diversificar a renda do produtor;</li>
<li>Reformar as pastagens degradadas;</li>
<li>Aumentar a produção por unidade de área;</li>
<li>Aumentar a eficiência de uso de insumo;</li>
<li>Fornecer maior cobertura ao solo;</li>
<li>Reduzir a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cigarrinhas-das-pastagens/" target="_blank" rel="noopener">infestação de pragas</a></strong>, doenças e plantas daninhas;</li>
<li>Melhorar o desempenho animal a pasto.</li>
</ul>
<p>Diante disso, se empregada de forma correta, <strong>a ILP pode cursar com a aceleração na recuperação do solo</strong> e do retorno financeiro, por consequência de uma maior e melhor produção de massa forrageira, que resultará na formação de palhada, proporcionando maior proteção ao solo, além de maior disponibilização de nutrientes para a forragem.</p>
<p>Isso traz impactos positivos na pecuária de corte como um todo, uma vez que, um dos principais problemas enfrentados em nível nacional é a degradação das pastagens. Contudo, existem alguns pontos de atenção que devem ser analisados antes da tomada de decisão.</p>
<h2>Desafios da integração lavoura-pecuária</h2>
<ul>
<li>Falta de cultura e tradição na atividade;</li>
<li>Desconhecimento dos sistemas de produção;</li>
<li>Escolhas dos cultivares mais adequados;</li>
<li>Falta de infraestrutura e tecnologia;</li>
<li>Elevado investimento inicial;</li>
<li>Deficiência de mão-de-obra qualificada.</li>
</ul>
<p>O sistema consiste em uma importante estratégia de <strong>eficiência produtiva</strong>, que quando bem utilizada, proporciona melhorias na produtividade na agricultura e na pecuária. Todavia, deve-se sempre avaliar a realidade do sistema de produção para que não ocorram prejuízos pós  implementação.</p>
<h2 data-start="202" data-end="279">Faça da integração uma estratégia de alta performance na pecuária de corte</h2>
<p data-start="281" data-end="575">Implementar um sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) com sucesso exige conhecimento técnico, planejamento e visão estratégica. Quando bem estruturado, o ILP aumenta a produtividade por hectare, melhora a qualidade do solo, reduz custos com alimentação e eleva a rentabilidade da fazenda.</p>
<p data-start="577" data-end="924">Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ilp" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</strong></a> do Rehagro, você aprofunda seus conhecimentos sobre sistemas integrados, manejo de pastagens, nutrição, sanidade e gestão, com foco na aplicação prática. As aulas são 100% online, ministradas por especialistas com experiência de campo e voltadas para quem quer produzir com eficiência e resultado.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-16154" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-300x96.jpg" alt="Mariana Silva" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>E-book Bebedouros e qualidade da água para bovinos de corte</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ebook-bebedouros-e-qualidade-da-agua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 13:33:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[bebedouro]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[rebanho]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você pode aumentar o ganho médio diário dos animais em mais 220g/dia sem alterar a dieta, fornecendo apenas água de qualidade. Aprenda com esse e-book como chegar lá! O que você irá aprender com esse e-book? Consumo de água dos bovinos e como afeta o consumo da dieta; Tipos de bebedouros e qual o melhor [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você pode aumentar o ganho médio diário dos animais em mais 220g/dia sem alterar a dieta, fornecendo apenas <strong>água de qualidade</strong>.</p>
<p>Aprenda com esse e-book como chegar lá!</p>
<h2>O que você irá aprender com esse e-book?</h2>
<ul>
<li>Consumo de <strong>água dos bovinos</strong> e como afeta o consumo da dieta;</li>
<li>Tipos de bebedouros e qual o melhor para a sua realidade;</li>
<li>Cuidados práticos importantes com as fontes de água naturais;</li>
<li>Cálculo de vazão x tamanho;</li>
<li>Dicas práticas para avaliar a frequência de lavagem dos bebedouros.</li>
</ul>
<h2>A importância da água para os bovinos</h2>
<p>A água é o <strong>nutriente mais importante para os bovinos</strong> e participa de todos os processos fisiológicos do animal. Ela pode ser responsável pelo ganho de peso nas condições que ela traz.</p>
<p>Para exemplificar: Um animal na terminação durante 120 dias, com o correto consumo de água, pode ganhar 220g por dia, somando 26,4kg a mais em seu peso final.</p>
<p>Ficou interessado? Então <strong>esse e-book é para você</strong>. Obtenha-o agora e acesse as informações sempre que precisar!</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-de-agua-para-bovinos?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-bebedouros&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39630 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua.png" alt="E-book Bebedouros e qualidade de água para bovinos" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Terminação intensiva a pasto (TIP): como implementar esse sistema?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2022 17:39:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A terminação intensiva a pasto (TIP) é um método de produção que se concentra em engordar os animais para o abate usando a pastagem como principal fonte volumosa, sendo fornecido no cocho para os animais a suplementação concentrada. Esse sistema vem sendo cada vez mais empregado em propriedades de gado de corte no Brasil e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>terminação intensiva a pasto (TIP)</strong> é um método de produção que se concentra em engordar os animais para o abate usando a pastagem como principal fonte volumosa, sendo fornecido no cocho para os animais a suplementação concentrada.</p>
<p>Esse sistema vem sendo <strong>cada vez mais empregado em propriedades de gado de corte no Brasil</strong> e é projetado para maximizar o ganho de peso, e aumentar o acabamento dos animais antes do abate, enquanto faz uso eficiente dos recursos disponíveis, como pastagens, água de boa qualidade e suplementos nutricionais.</p>
<p>Nesse sistema, os animais são mantidos em pastagens de alta qualidade, em que têm acesso a forragens bem manejadas. Geralmente, o manejo das pastagens é intensivo, incluindo técnicas como rotação de pastagens, adubação e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cigarrinhas-das-pastagens/" target="_blank" rel="noopener">controle de insetos, pragas</a></strong> e plantas invasoras para garantir a produtividade e a qualidade da forragem.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do acesso à pastagem, recebem suplementos nutricionais, como concentrados ou subprodutos agrícolas, para atender às suas necessidades nutricionais específicas e promover um rápido ganho de peso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo principal de um sistema de TIP é <strong>aumentar a eficiência na produção de arroba</strong>, garantindo um produto final de alta qualidade. Ao maximizar o uso de recursos naturais e minimizar os custos de produção, os produtores buscam tornar sua operação mais rentável e sustentável.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
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});
</script></p>
</div>
<h2>Terminação intensiva a pasto (TIP) no Brasil</h2>
<p><strong>A TIP é de extrema relevância para a pecuária brasileira</strong> por diversos motivos. Em primeiro lugar, o Brasil possui vastas extensões de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" target="_blank" rel="noopener">pastagens</a></strong> e um clima que favorece a produção de carne bovina. Esse método permite aproveitar os recursos naturais de maneira eficiente, produzindo carne com custos reduzidos e menor impacto ambiental.</p>
<p>Um ponto relevante é a qualidade da carne produzida. Com acesso a pastagens de alta qualidade, os animais tendem a acelerar o processo de engorda, quando comparados ao sistema extensivo, indo para o abate mais jovem e garantindo uma carne mais macia.</p>
<p>Pensando no mercado da carne, isso pode influenciar positivamente a reputação da carne brasileira no mercado interno e externo, aumentando sua competitividade.</p>
<p>Falando em competitividade, a produção de carne bovina é um setor altamente competitivo em nível global. Países como o Brasil, que têm uma indústria pecuária robusta e eficiente, precisam manter sua competitividade nos mercados internacionais.</p>
<p>Dessa forma, a TIP pode contribuir para isso, pois permite produzir carne de alta qualidade a custos relativamente baixos. Isso é essencial para competir com outros produtores globais e conquistar uma parcela maior do mercado internacional.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-confinamento-engorda-a-pasto?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-pontos-sanitarios&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39639 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios.png" alt="E-book Pontos sanitários no confinamento" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quando ocorre a TIP?</h2>
<p>A terminação intensiva a pasto <strong>é realizada durante a fase final de engorda dos animais</strong>, pouco antes do abate. Isso ocorre quando os animais passam pela <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/recria-intensiva-a-pasto-rip-o-que-e-e-como-aplicar/" target="_blank" rel="noopener">recria</a></strong> e são enviados como boi magro para a terminação.</p>
<p>Durante esse período, é essencial promover um ganho de peso satisfatório e garantir a qualidade da carne e utilizar os recursos disponíveis de forma eficiente.</p>
<p>Especialistas recomendam um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">manejo nutricional</a></strong> adequado, incluindo dieta balanceada e suplementos concentrados.</p>
<p>O monitoramento da condição corporal dos animais é fundamental para garantir que estejam ganhando peso esperado, ajustando a alimentação conforme necessário. Além disso, o controle sanitário rigoroso é essencial para prevenir doenças e garantir o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar dos animais</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27962 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1.jpg" alt="Gado de corte em um sistema de terminação intensiva a pasto" width="800" height="600" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1.jpg 800w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Foto: Fernanda Lazzarini Fernandes &#8211; Rehagro</span></p>
<h2>Como implementar a terminação intensiva a pasto?</h2>
<p>Implementar a terminação intensiva a pasto requer um planejamento cuidadoso e a consideração de vários aspectos. Inicialmente, <strong>é essencial avaliar a capacidade da propriedade em termos de área de pastagem, infraestrutura e recursos disponíveis</strong>.</p>
<p>É necessário planejar a distribuição dos piquetes de pastagem e estabelecer <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">um sistema de rotação eficiente</a></strong> para maximizar o uso da área e a manutenção adequada das pastagens.</p>
<p>Em relação ao manejo nutricional, é crucial desenvolver uma dieta balanceada que atenda às necessidades dos animais durante a fase de terminação, vamos aprofundar mais nesse assunto no próximo tópico.</p>
<p>Além disso, o monitoramento regular do peso e da condição corporal dos animais é fundamental para garantir um ganho médio diário (GMD) adequado e ajustar a dieta conforme necessário.</p>
<p>No aspecto sanitário, um programa de controle eficaz deve ser implementado, incluindo vacinações, controle de parasitas e monitoramento da saúde dos animais. Manter registros detalhados de saúde e desempenho dos animais é essencial para identificar e lidar prontamente com problemas de saúde que possam surgir.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=tip" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>A dieta na TIP</h3>
<p>Animais em terminação apresentam maior exigência energética em suas dietas para garantir boa deposição de gordura na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/" target="_blank" rel="noopener">carcaça</a></strong>.</p>
<p>Animais criados exclusivamente a pasto, mesmo que em pastagens bem manejadas e com bom valor nutricional, demoram para colocar acabamento na carcaça, por esse motivo a inclusão de alimentos concentrados energéticos na dieta é fundamental para o sucesso da terminação.</p>
<p>A quantidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplemento</a></strong> fornecido depende de uma série de fatores, como disponibilidade de pasto, raça, sexo dos animas dentre outros. Sistemas de terminação intensiva a pasto, trabalham normalmente com fornecimento igual ou superior ao consumo de 1% do PV de ração concentrada, podendo chegar até 2% do PV dos animais, em suplementação. A escolha do suplemento e o ajuste da ração é fundamental para o sucesso da engorda dos animais.</p>
<p><strong>O pasto representa um importante papel na dieta dos animais</strong>, sendo a fonte de fibra que os animais necessitam para garantir saúde ruminal e consequentemente bons desempenhos acompanhados de altos volumes de suplementação.</p>
<p>O fato dos animais consumirem volumoso sob demanda, coletando a forragem diretamente no pasto, leva à uma situação importante onde o rendimento de carcaça dos animais abatidos na TIP é superior ao rendimento de carcaça dos animais abatidos em confinamento.</p>
<h2>Estrutura da terminação intensiva a pasto</h2>
<p>A estrutura da fazenda para a realização da TIP é um ponto de grande importância e atenção por parte do pecuarista.</p>
<p>Animais consumindo suplementação de alto consumo necessitam de espaçamento de cocho mínimo de 40 cm, para animais em engorda, além de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener">bebedouro com água de qualidade</a></strong> e em abundância.</p>
<p>Outro ponto a ser avaliado é a capacidade da propriedade em distribuir a dieta no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cocho</a></strong> para os animais, a distância entre os módulos de terminação e a fábrica de ração, o acesso aos módulos e o vagão para distribuição da dieta bem como a própria fábrica de ração devem ser avaliados e dimensionados de tal forma a não comprometer a operação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-27964" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1.jpg" alt="Gado de corte em terminação intensiva a pasto" width="1024" height="768" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Foto: Paulo Eugênio</span></p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Os benefícios da implementação da terminação intensiva a pasto incluem a eficiência no uso de recursos naturais, a redução dos custos de produção e a produção de carne de melhor qualidade.</p>
<p>No entanto, os desafios podem incluir a necessidade de investimento inicial em infraestrutura e manejo, além da atenção constante ao manejo nutricional e sanitário dos animais. Um planejamento cuidadoso e a dedicação à gestão são essenciais para superar esses desafios e garantir o sucesso da terminação intensiva a pasto.</p>
<p>A Terminação Intensiva de Bovinos a pasto, quando bem estruturada, pode ser uma excelente alternativa para o produtor que não pode investir em um confinamento.</p>
<h2>O diferencial entre fazendas comuns e de alta performance está aqui</h2>
<p>A pecuária de corte moderna exige gestão, estratégia e aplicação prática do conhecimento. Seja você um produtor em busca de mais lucratividade, um sucessor que precisa assumir a fazenda ou um consultor que deseja gerar mais resultados, a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=tip" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</strong></a> oferece uma formação completa para transformar sua atuação no setor.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29870 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda.jpg" alt="" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Melhoramento genético animal: como ter um gado lucrativo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 17:02:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
		<category><![CDATA[genético]]></category>
		<category><![CDATA[inseminação artificial]]></category>
		<category><![CDATA[melhoramento genético]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O melhoramento genético é uma ferramenta essencial para produtores que desejam aumentar a eficiência e a lucratividade da pecuária. A seleção de animais geneticamente superiores permite aprimorar características de interesse econômico, como ganho de peso, fertilidade, resistência a doenças e qualidade da carcaça, impactando diretamente a produtividade e a competitividade do sistema de produção. Mas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>melhoramento genético</strong> é uma ferramenta essencial para produtores que desejam aumentar a eficiência e a lucratividade da pecuária.</p>
<p>A seleção de animais geneticamente superiores <strong>permite aprimorar características de interesse econômico</strong>, como ganho de peso, fertilidade, resistência a doenças e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/">qualidade da carcaça</a></strong>, impactando diretamente a produtividade e a competitividade do sistema de produção.</p>
<p>Mas, para que um programa de melhoramento genético seja bem-sucedido, é fundamental compreender seus princípios, definir objetivos claros e adotar as técnicas adequadas.</p>
<p>Neste artigo, abordamos os conceitos essenciais, as principais etapas e as ferramentas disponíveis para acelerar o progresso genético do rebanho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que é melhoramento genético e por que ele é importante?</h2>
<p>O melhoramento genético consiste na <strong>seleção e reprodução de animais com características desejáveis</strong> para gerar descendentes geneticamente superiores. Isso ocorre por meio da identificação e multiplicação de indivíduos que apresentam maior potencial produtivo, promovendo a evolução do rebanho ao longo das gerações.</p>
<p>O avanço genético impacta diretamente a produtividade da fazenda, pois permite que os animais se tornem mais eficientes no aproveitamento dos recursos, reduzindo custos e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/garantindo-margem-de-lucro-na-pecuaria-de-corte/">aumentando o retorno econômico</a></strong>.</p>
<p>Além disso, contribui para a sustentabilidade da produção, já que rebanhos geneticamente melhorados exigem menos insumos para alcançar os mesmos níveis de desempenho.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-estacao-monta?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-manual-sanitario&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39636 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png" alt="E-book Manual Sanitário da estação de monta" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Etapas de um programa de melhoramento genético</h2>
<p>Para implementar um programa eficaz de melhoramento genético, é necessário seguir um conjunto de etapas bem estruturadas. Veja quais são elas:</p>
<h3>1. Definição de objetivos e critérios de seleção</h3>
<p>Antes de iniciar qualquer processo de seleção, o produtor deve definir <strong>quais características deseja melhorar no rebanho</strong>.</p>
<p>Os objetivos podem variar de acordo com o sistema de produção e as demandas do mercado. Entre os principais critérios de seleção, podemos destacar:</p>
<ul>
<li><strong>Ganho de peso e conversão alimentar</strong>: animais que crescem mais rápido e aproveitam melhor os alimentos.</li>
<li><strong>Fertilidade e precocidade sexual</strong>: maior <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-na-pecuaria-de-corte/">taxa de prenhez</a></strong> e menor intervalo entre partos.</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/habilidade-materna/"><strong>Habilidade materna</strong></a>: vacas que desmamam bezerros mais pesados.</li>
<li><strong>Resistência a doenças e adaptação ao ambiente</strong>: animais mais saudáveis e produtivos em diferentes condições climáticas.</li>
<li><strong>Qualidade da carne</strong>: marmoreio, maciez e conformação da carcaça.</li>
</ul>
<h3>2. Coleta de dados e avaliação dos animais</h3>
<p>A obtenção de informações detalhadas sobre os animais é essencial para tomar decisões assertivas. Isso inclui registros de desempenho, avaliação de características fenotípicas e até mesmo exames genéticos.</p>
<p>Programas de melhoramento genético utilizam esses dados para calcular os valores genéticos dos indivíduos, permitindo a seleção dos melhores reprodutores.</p>
<h3>3. Seleção e ranqueamento dos animais</h3>
<p>Após a análise genética, os animais são <strong>classificados com base em seu mérito genético</strong>. Esse ranqueamento facilita a escolha dos reprodutores e matrizes mais adequados para transmitir as características desejáveis para as próximas gerações.</p>
<h3>4. Acasalamento e reprodução assistida</h3>
<p>Com os animais superiores identificados, o próximo passo é planejar os acasalamentos para maximizar os ganhos genéticos. As biotecnologias <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/">reprodutivas</a></strong> desempenham um papel fundamental nesse processo, sendo as mais utilizadas:</p>
<ul>
<li><strong>Inseminação Artificial (IA)</strong>: possibilita o uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semen-bovino-por-quanto-tempo-permanece-viavel-no-botijao/">sêmen</a></strong> de touros geneticamente superiores, aumentando a qualidade do rebanho.</li>
<li><strong>Fertilização In Vitro (FIV)</strong>: permite a produção de múltiplos embriões a partir de vacas de alto valor genético.</li>
<li><strong>Transferência de Embriões (TE)</strong>: acelera o melhoramento genético ao possibilitar que uma única fêmea de alto desempenho tenha mais descendentes por ano.</li>
</ul>
<h3>5. Monitoramento e ajustes no programa</h3>
<p>Após a implementação do programa, é essencial monitorar os resultados e ajustar as estratégias conforme necessário.</p>
<p>O melhoramento genético é um processo contínuo, e sua eficácia depende do acompanhamento das gerações futuras para garantir que os objetivos estabelecidos estão sendo alcançados.</p>
<h2>Benefícios do melhoramento genético na pecuária de corte</h2>
<p>A aplicação de um programa estruturado de melhoramento genético traz inúmeras vantagens para o produtor rural. Entre os principais benefícios, podemos destacar:</p>
<ul>
<li><strong>Maior eficiência produtiva</strong>: animais geneticamente superiores produzem mais com menos recursos.</li>
<li><strong>Aumento da taxa de fertilidade e precocidade sexual</strong>: melhora da reprodução do rebanho.</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/maturacao-de-carnes/"><strong>Melhoria na qualidade da carne</strong></a>: maior valor agregado e atendimento às exigências do mercado consumidor.</li>
<li><strong>Maior resistência a doenças e estresses ambientais</strong>: redução do uso de medicamentos e menor mortalidade.</li>
<li><strong>Sustentabilidade da produção</strong>: menor impacto ambiental e melhor aproveitamento dos recursos naturais.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O melhoramento genético <strong>é uma das estratégias mais poderosas para aumentar a produtividade e a rentabilidade da pecuária</strong>. Com a definição clara de objetivos, uso de dados confiáveis e adoção de tecnologias avançadas, os pecuaristas podem acelerar o progresso genético e obter rebanhos mais eficientes e lucrativos.</p>
<p>Ao investir no melhoramento genético, o produtor não apenas garante melhores resultados econômicos, mas também contribui para a sustentabilidade e o futuro da pecuária brasileira.</p>
<h2 data-start="187" data-end="267">Aprenda a transformar genética em desempenho, produtividade e lucro no pasto</h2>
<p data-start="269" data-end="482">Um rebanho lucrativo não é fruto do acaso, é resultado de decisões bem embasadas, uso correto das biotecnologias e seleção genética estratégica. Quer dominar tudo isso e se tornar referência na pecuária de corte?</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Ciclo pecuário: o que é e como funciona?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ciclo-pecuario-o-que-e-e-como-funciona/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 14:36:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ciclo pecuário é um fenômeno caracterizado por flutuações nos preços do gado e da carne, com períodos de baixa e alta, que se repetem de tempos em tempos. Essa volatilidade é causada pela natureza da pecuária de corte, atividade de ciclo longo em que a produção responde muito lentamente a estímulos externos, como os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>ciclo pecuário</strong> é um fenômeno caracterizado por <strong>flutuações nos preços do gado e da carne</strong>, com períodos de baixa e alta, que se repetem de tempos em tempos.</p>
<p>Essa volatilidade é causada pela natureza da pecuária de corte, atividade de ciclo longo em que a produção responde muito lentamente a estímulos externos, como os preços recebidos, por exemplo.</p>
<p>Assim, quando a <strong>oferta de gado mais gordo aumenta</strong>, os preços caem e outras categorias (gado magro, bezerros e barragens) também se desvalorizam. Sob pressão econômica, os criadores venderam mais vacas para abate. O abate de fêmeas aumenta a oferta de carne e os preços caem ainda mais.</p>
<p>Com a redução do número de matrizes, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bezerro-do-cedo/" target="_blank" rel="noopener">produção de bezerros</a></strong>, a reposição de animais do rebanho reprodutor e a futura oferta de gado para abate foram afetados. Alguns anos depois, a escassez de touros para abate e novilhas para substituir as vacas descartadas obrigou os preços a subir, reiniciando o ciclo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Quais são as fases do ciclo pecuário?</h2>
<p>Quando ocorre <strong>baixa no ciclo</strong>: há um aumento na oferta de bezerros e aumento no abate de fêmeas, além da <strong>redução no preço da arroba do boi gordo, bezerro e boi magro. </strong></p>
<p>Quando ocorre <strong>alta no ciclo</strong>: há uma redução na oferta de bezerros e redução no abate de fêmeas, além do <strong>aumento no preço da arroba do boi gordo, bezerro e boi magro.</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja isso na imagem abaixo:</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14692" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/ciclo-pecuario-1.jpg" alt="Ciclo pecuário na pecuária de corte" width="700" height="591" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/ciclo-pecuario-1.jpg 932w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/ciclo-pecuario-1-300x253.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/ciclo-pecuario-1-768x649.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/ciclo-pecuario-1-370x312.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/ciclo-pecuario-1-270x228.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/ciclo-pecuario-1-355x300.jpg 355w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/ciclo-pecuario-1-740x625.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/ciclo-pecuario-1-150x127.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<h2>Situação atual e perspectivas para 2026</h2>
<p>O ciclo pecuário brasileiro inicia 2026 em fase de transição. Após um 2025 marcado por abates recordes, ajuste de oferta e valorização da reposição, o mercado apresenta equilíbrio entre oferta e demanda e preços firmes da arroba do boi gordo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o abate de fêmeas ainda está elevado, pressionando a formação de rebanho, e as margens na recria e engorda permanecem desafiadoras em função dos custos de produção.</p>
<p>Para 2026, a perspectiva é de lenta melhora da conjuntura, com menor disponibilidade de gado terminado, demanda externa aquecida (especialmente China e EUA) e valorização dos preços internacionais da carne bovina. O Brasil segue em trajetória de consolidação como líder global em produção e exportações, mas o cenário exige gestão mais eficiente, planejamento de rebanho e atenção a volatilidade cambial e eventuais barreiras comerciais.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-como-calcular-rentabilidade-real-da-fazenda?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-rentabilidade-real&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44171 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/08/banner-ebook-calcular-rentabilidade-real.webp" alt="Banner E-book Como calcular a rentabilidade real da fazenda" width="900" height="507" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/08/banner-ebook-calcular-rentabilidade-real.webp 900w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/08/banner-ebook-calcular-rentabilidade-real-300x169.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/08/banner-ebook-calcular-rentabilidade-real-768x433.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/08/banner-ebook-calcular-rentabilidade-real-370x208.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/08/banner-ebook-calcular-rentabilidade-real-270x152.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/08/banner-ebook-calcular-rentabilidade-real-740x417.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a></p>
<h2>Por que devemos entender o ciclo pecuário?</h2>
<p>Entender o ciclo da pecuária e as fases de preço alto e baixo, nos permite <strong>planejar ações de compra, custos de produção, investimentos e o melhor momento para vender.</strong></p>
<p>Por isso, entender o ciclo da pecuária é essencial para orientar a tomada de decisões “na porta”, que é o único lugar que temos controle.</p>
<p>O <strong>preço da arroba</strong> é um dos fatores que afeta a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/garantindo-margem-de-lucro-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">rentabilidade da pecuária de corte</a></strong>. Os pecuaristas, no entanto, têm o poder de ditar o que acontece na fazenda, incluindo ganho de peso, taxas de lotação e custos de produção.</p>
<p>Um planejamento cuidadoso e uma boa estratégia de abastecimento podem reduzir custos e aumentar a produção, resultando em mais arrobas a um preço satisfatório.</p>
<p>Durante as fases altas do ciclo, <strong>é importante</strong> <strong>ficar atento à coleta dos animais</strong>. Isso ocorre porque o ciclo de produção é longo, e o mercado muda quando o bezerro se transforma em uma vaca gorda que pode ser abatida. É até possível estar baixo no ciclo quando os preços de venda estão em desvantagem.</p>
<p>Como resultado, o preço de venda terá um impacto negativo e seus lucros serão menores, principalmente se a produtividade e os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plano-de-contas/" target="_blank" rel="noopener">custos</a></strong> não estiverem bem ajustados.</p>
<h2>Transforme o conhecimento técnico em lucro real no bolso!</h2>
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</span></p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>E-book Sanidade de bovinos de corte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 21:18:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[bactéria]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
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		<category><![CDATA[tristeza parasitária bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sanidade dos bovinos é importante para manter a saúde, a segurança alimentar e produtividade em sua fazenda. Saiba as principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda. O que você irá aprender com este e-book: Manejo do bezerro e a importância da colostragem; Coccidiose ou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sanidade dos bovinos é importante para manter a saúde, a segurança alimentar e produtividade em sua fazenda. Saiba as <strong>principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção</strong> que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda.</p>
<h2>O que você irá aprender com este e-book:</h2>
<ul>
<li>Manejo do bezerro e a importância da colostragem;</li>
<li><strong>Coccidiose</strong> ou “diarreia preta”: prevenção e tratamento;</li>
<li>Clostridioses: <strong>botulismo</strong>, tétano e mionecrose e prejuízos econômicos;</li>
<li>Vacinação dos animais;</li>
<li>Desafios sanitários do confinamento;</li>
<li>Custos com prevenção e tratamento.</li>
</ul>
<h2>Não ignore a sanidade do rebanho</h2>
<p>Os atuais sistemas de produção demandam um investimento maior do produtor, por isso, a sanidade é tão importante que <strong>não existe produção eficiente com margens de lucro satisfatórias se os animais estiverem com a saúde comprometida.</strong></p>
<p>Afinal, o custo para tratar uma doença pode ser até 5 vezes mais do que o valor necessário para preveni-las.</p>
<p>Este e-book será o seu guia prático para ter em mãos sempre que precisar de mais informações. Clique abaixo e acesso ao <strong>E-book Sanidade do Gado de Corte!</strong></p>
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		<title>Suplementação a pasto do gado de corte: como aumentar a rentabilidade?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2022 17:51:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pastagem]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do ponto de vista econômico, as tecnologias devem estar enquadradas no sistema produtivo de forma a elevar sua lucratividade. Toda nova técnica apresenta um custo adicional por unidade produzida, e quando bem aplicada dilui gastos com serviços administrativos e jurídicos, impostos, depreciações de máquinas e equipamentos, aumentando a lucratividade da empresa. A suplementação com energia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Do ponto de vista econômico, as tecnologias devem estar enquadradas no sistema produtivo de forma a elevar sua lucratividade.</p>
<p>Toda nova técnica apresenta um custo adicional por unidade produzida, e quando bem aplicada dilui gastos com serviços administrativos e jurídicos, impostos, depreciações de máquinas e equipamentos, aumentando a lucratividade da empresa.</p>
<p>A <strong>suplementação com energia e/ou proteína na produção de gado de corte</strong> pode ser estabelecida de acordo com o valor nutritivo da forragem, intimamente ligado à estratégia de manejo do pasto.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Desempenho do gado de corte a pasto</h2>
<p>É importante destacar que o desempenho do gado de corte a pasto é limitado especialmente pela ingestão de nutrientes, determinada pela composição bromatológica e pelo <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/" target="_blank" rel="noopener">consumo de forragem feito pelo animal</a></strong>.</p>
<p>Pesquisadores mostram que animais mantidos em pastagens tropicais durante a seca, com baixos teores proteicos e energéticos, recebendo apenas suplementação mineral, normalmente apresentam perda de peso durante esse período.</p>
<p>Nesse caso, o baixo teor de proteína na forragem limita a fermentação ruminal, a degradação da fração fibrosa do alimento e a ingestão de forragem.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4803 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/suplementacao-a-pasto.jpg" alt="Suplementação a pasto" width="603" height="295" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/suplementacao-a-pasto.jpg 603w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/suplementacao-a-pasto-300x147.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/suplementacao-a-pasto-370x181.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/suplementacao-a-pasto-270x132.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 603px) 100vw, 603px" /></p>
<p><strong>O consumo de forragem de animais em pastagens é um processo complexo</strong>, afetado por diversos fatores, alguns relacionados ao animal em si, como sexo, peso e composição corporal, nível de produção e potencial genético e fatores relacionados à pastagem, como a disponibilidade de forragem, a estrutura do pasto, a composição bromatológica da forragem e, finalmente, a suplementação ou não com alimentos concentrados.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Animais mantidos exclusivamente em pastagens tropicais durante o período quente e chuvoso do ano apresentaram ganho de peso diário entre 0,500 e 0,890 kg cab-1, com médio ao redor de 0,700 kg cab-1, segundo uma pesquisa de Ramalho, em 2006 e Santos e colaboradores em 2007.</span></p>
<p>Dessa maneira, mesmo na estação chuvosa, com forragens apresentando maior qualidade quando comparada ao período seco do ano, os animais não conseguem expressar todo o potencial genético.</p>
<p>Muitas vezes, esse potencial é limitado pela falta de energia, e, também, por proteína, quando em pastagens mais pobres. A suplementação com concentrado pode constituir-se em ferramenta auxiliar para:</p>
<ul>
<li>Melhorar o desempenho individual dos animais;</li>
<li>Aumentar a <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao-e-a-capacidade-de-suporte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de lotação</strong></a> dos pastos;</li>
<li>Aumentar a produção total de carne por unidade de área;</li>
<li>Melhorar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/" target="_blank" rel="noopener">qualidade da carcaça obtida</a></strong>;</li>
<li>Favorecer a preparação dos animais que serão terminados em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/" target="_blank" rel="noopener">confinamento</a></strong>, além de encurtar o período do mesmo.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Suplementação como ferramenta para a melhor utilização das forragens</h2>
<p>Adotando a <strong>suplementação</strong> como ferramenta para a melhor utilização das forragens, pode-se manipular a dieta através de dois mecanismos: aumentando a taxa de digestão ruminal e/ou acelerando a taxa de passagem de componentes indigestíveis.</p>
<p>Porém, adequar níveis de proteína e energia que propicie maior crescimento microbiano e maior utilização da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra</a></strong> é um grande desafio. Desafio este, que aumenta quando pensamos nas interações entre suplemento e forragem, dependente da quantidade e qualidade de forragem, quantidade e tipo de suplemento oferecido.</p>
<p>Em sistemas de produção já estabelecidos, a suplementação surge como uma ferramenta de auxílio às <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" target="_blank" rel="noopener">pastagens</a></strong>, visando produções compatíveis com a capacidade genética dos animais.</p>
<p>No entanto, é importante se atentar às estratégias compatíveis e adequadas para cada categoria animal, época e sistema, a fim de que não comprometa a eficiência econômica da propriedade. Uma alternativa para diminuir os custos adicionais com suplementação é a <strong>utilização de suplementos de baixo consumo</strong>.</p>
<p>Em uma pesquisa, novilhos Nelores foram suplementados com 1,5g/kg PV e o resultado foi melhor do que o obtido com animais suplementados apenas com sal mineral. Isso se deve ao fato de que nem sempre maiores resultados biológicos significam maiores respostas econômicas.</p>
<p>Ao avaliar o efeito da suplementação com sal mineral ou suplemento proteico, na época das águas, fornecido na quantidade de 1g/kg de peso corporal, estudiosos observaram diferença estatística nos ganhos médios diários, 0,630 e 0,812 kg/dia nos animais dos tratamentos com sal mineral e suplemento proteico, respectivamente.</p>
<p>Em outro estudo, foi testado o efeito da suplementação com mistura proteica energética fornecido na quantidade de 6g/kg PC contra um grupo controle e obteve-se resultados superiores nos animais que receberam suplementação (1,06 contra 0,77 kg/animal/dia).</p>
<p>As respostas à suplementação são maiores na época seca do ano, sendo principalmente devido a incrementos de 45 a 65% na taxa de degradação da fibra em detergente neutro potencialmente degradável da forragem de baixa qualidade, quando emprega-se suplementação exclusiva com compostos nitrogenados.</p>
<p>Assim, para manejar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">nutrição dos animais de corte</a></strong> mantidos a pasto é importante conhecer a dinâmica do manejo das forragens, se atentar a qualidade e quantidade da forragem ofertada, e a interação com a quantidade e tipo de suplemento fornecido, de acordo com diferentes épocas do ano e <a href="https://rehagro.com.br/blog/planejando-e-executando-estrategias-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>metas a serem alcançadas</strong></a>.</p>
<h2>Torne-se referência em nutrição na pecuária de corte</h2>
<p>Com a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=suplementacao-pasto" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte</strong></a>, você vai aprender na prática a formular dietas que garantem o desempenho dos animais e geram lucro para o produtor.</p>
<p>Além disso, será capaz de montar estratégias nutricionais completas, alinhadas à realidade e aos objetivos da fazenda. Torne-se um profissional completo, dominando técnica e gestão, ganhando destaque no mercado da sua região.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Alimentos volumosos para bovinos: saiba quais são e como utilizar no confinamento?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Apr 2022 17:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das principais maneiras de intensificar o sistema de produção de carne é com a utilização do confinamento, principalmente quando o objetivo é a terminação dos animais para abate. Além dos custos com instalações e com os próprios animais, a alimentação representa uma das parcelas mais significativas dos custos em um sistema de confinamento. A utilização [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das principais maneiras de intensificar o sistema de produção de carne é com a utilização do confinamento, principalmente quando o objetivo é a terminação dos animais para abate.</p>
<p>Além dos custos com instalações e com os próprios animais, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">alimentação</a></strong> representa uma das parcelas mais significativas dos custos em um sistema de confinamento.</p>
<p>A utilização de insumos de qualidade, <strong>concentrados e volumosos</strong>, é fundamental para o sucesso da atividade. Dessa forma, nutricionistas buscam, a cada dia, dietas mais energéticas, principalmente com a utilização de grãos com o objetivo de adensar a dieta.</p>
<p>Entretanto, <strong>alimentos volumosos exercem um papel importante</strong> nesse contexto e podem determinar a qualidade de uma dieta.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Por que usar alimentos volumosos na alimentação dos bovinos?</h2>
<p>O principal objetivo da utilização de alimentos volumosos em uma dieta de confinamento, é fornecer aos animais <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra fisicamente efetiva</a></strong> que irá, resumidamente, estimular a mastigação, ruminação, salivação e a motilidade ruminal, mantendo o rúmen saudável.</p>
<p>Contudo, alguns alimentos volumosos podem fornecer bons níveis de nutrientes, tornando-se alimentos completos e de grande importância para o sistema.</p>
<p>A eficiência na produção e/ou compra de volumosos para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamento</a></strong> pode determinar o sucesso da operação, além de custos competitivos, a qualidade do volumoso pode ser o diferencial dentro de um sistema de engorda de animais confinados.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Afinal, qual volumoso devemos utilizar?</h2>
<p>As opções de volumosos são diversas:</p>
<ul>
<li>Silagem de milho;</li>
<li>Bagaço de cana;</li>
<li>Silagem de capim;</li>
<li>Capulho de algodão;</li>
<li>Feno.</li>
</ul>
<p>O processo de escolha entre eles deve ser criterioso, levando em consideração fatores como custo, disponibilidade de compra, capacidade de produção, condições de armazenamento e valores nutricionais.</p>
<h3>Silagem de milho</h3>
<p><strong>A silagem de milho, entre os volumosos, é o mais tradicional alimento utilizado em confinamentos do Brasil</strong>. É um volumoso de qualidade ímpar, sendo uma excelente fonte energética, entre outras características.</p>
<p>Alguns pecuaristas adquirem a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/por-que-usar-snaplage/">silagem de milho</a></strong> de outros produtores, no entanto, a produção na própria propriedade, em geral, representa menores custos finais.</p>
<p>Todavia, o processo de produção e ensilagem demanda uma série de cuidados que irão impactar na classificação do alimento em um alimento de excelente qualidade.</p>
<p>Dentre os cuidados mais impactantes no processo de plantio, colheita e ensilagem do milho, estão:</p>
<ul>
<li>Correção e adubação do solo;</li>
<li>Época do plantio (sempre associada às características climáticas de cada região);</li>
<li>Escolha da variedade do híbrido a ser utilizada;</li>
<li>Época ideal para colheita (associada às características climáticas e principalmente às características do milho na colheita);</li>
<li>Porcentagem de matéria seca (%MS) da planta no momento da colheita (ideal: entre 32 a 38%);</li>
<li>Altura do corte;</li>
<li>Tamanho da partícula (ideal: entre 6 a 15 mm);</li>
<li>Quebra dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">grãos de milho</a></strong>;</li>
<li>Boa compactação do material colhido;</li>
<li>Vedação adequada, com a lona adequada;</li>
<li>Bom manejo de retirada do material ensilado para carregar o vagão.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10974" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-2.jpg" alt="Tabela nutricional da silagem de milho" width="600" height="422" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-2.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-2-300x211.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-2-370x261.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-2-270x190.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Tabela com exemplos dos níveis nutricionais da silagem de milho. Fonte: 3RLab.</span></p>
<p>Dentre os fatores que podem dificultar a utilização da silagem de milho, estão:</p>
<ol>
<li>Custo de produção;</li>
<li>Necessidade de área e infraestrutura logística para plantio (maquinário e silo, por exemplo).</li>
</ol>
<p>A inclusão na dieta desse alimento volumoso depende dos objetivos de ganho esperado para os animais. A diminuição das porcentagens de silagem de milho na dieta estão ligadas ao aumento dos níveis de energia e ganho esperado.</p>
<p>Todavia, recomenda-se que, em situações de manejo ajustado, <strong>as dietas tenham um mínimo de 15% de FDN</strong>, que poderá ser obtida com a inclusão da silagem de milho.</p>
<p>Portanto, a produção de silagem de milho requer investimentos, mas se apresenta como uma das melhores opções de volumosos para utilização em confinamentos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=alimentos-volumosos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Bagaço de cana-de-açúcar</h3>
<p>Com o aumento da densidade das dietas de terminação, o bagaço de cana-de-açúcar passou a ser ainda mais utilizado nas dietas por confinadores. <strong>O principal motivador da utilização do bagaço, se deve ao grande potencial de efetividade da fibra desse insumo.</strong></p>
<p>O bagaço de cana é um coproduto das indústrias de açúcar e álcool, onde a grande maioria de seus nutrientes é retirada para a obtenção desses produtos. Dessa forma, ele se torna um insumo rico em fibra fisicamente efetiva, mas pobre em nutrientes importantes, como energia e proteína.</p>
<p>Assim, sua inclusão é normalmente realizada com o mínimo necessário para atingir os níveis desejáveis de fibra fisicamente efetiva na dieta.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10975" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3.jpg" alt="Bagaço de cana sendo armazendo" width="600" height="450" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Bagaço de cana armazenado ao ar livre e sendo amostrado para monitorar o teor de matéria seca. <span style="text-align: center;">Fonte: imagem cedida gentilmente pelo Dr. Fernando Camilo de seus arquivos pessoais.</span></span></p>
<p>Embora de baixo custo por tonelada, a baixa densidade desse volumoso pode encarecer o frete para a propriedade, sendo basicamente utilizado em regiões produtoras de cana de açúcar.</p>
<h3>Silagem de capim</h3>
<p>A silagem de capim ganhou grande destaque nos últimos anos. Embora sua utilização seja mais comum em <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/"><strong>sistemas de recria</strong></a>, durante o sequestro, a utilização desse alimento volumoso em confinamentos pode ser interessante em algumas ocasiões.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10976" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4.jpg" alt="Ensilagem do capim sendo feita com fubá" width="500" height="375" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Ensilagem do capim sendo feita com milho fubá para aumentar o teor de matéria seca do produto final conservado. Fonte: arquivo pessoal Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.</span></p>
<p>Diferente do bagaço de cana, onde praticamente desconsideramos os níveis nutricionais para formulação da dieta,<strong> a silagem de capim pode fornecer níveis interessantes de energia e proteína</strong>.</p>
<p>Ao contrário do milho, que é uma forrageira anual, o capim é uma forrageira perene, o que não demanda, necessariamente, o plantio e todos os processos envolvidos a cada safra, podendo inclusive ser utilizado de maneira oportuna em ocasiões onde o capim destinado à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">pastagem</a></strong> esteja “sobrando”.</p>
<p>No processo de ensilagem de capim, devemos ter atenção quanto ao teor de matéria seca (MS). Dificilmente, o capim atingirá níveis de MS suficientes para uma boa ensilagem, sem que o mesmo esteja “passado”.</p>
<p>Por esse motivo, além da adição de aditivos pode-se fazer necessário no momento da ensilagem a inclusão de algum insumo, como milho ou polpa cítrica, com intuito de aumentar os níveis de MS do material a ser ensilado, melhorando também o perfil nutricional desse volumoso.</p>
<h3>Silagem de sorgo</h3>
<p>A silagem de sorgo é uma alternativa interessante como fonte de volumoso para confinamentos.</p>
<p>Todavia, sua utilização requer uma atenção especial no momento da ensilagem: por características anatômicas de seu grão, existe uma dificuldade maior em quebrá-lo no momento da colheita.</p>
<p>O grão do sorgo, rico em amido, provavelmente não será aproveitado pelos animais caso não seja quebrado no momento da colheita.</p>
<p>Sendo assim, é quase indispensável a utilização de um <i>cracker</i> na colhedeira e a regulagem desse equipamento deve ser feita de maneira criteriosa e precisa.</p>
<h2>Outras fontes de alimentos volumosos</h2>
<p>Outras fontes de alimentos volumosos podem ser utilizadas para confecção de dietas de animais confinados, em suma o que dita qual será o insumo a ser utilizado, são boas oportunidades de compra, logística e estrutura de armazenamento.</p>
<h3>Capulho de algodão</h3>
<p>O capulho de algodão, por exemplo, é um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/">coproduto que pode ser utilizado no confinamento</a></strong>. Importante fonte de fibra, pode se tornar uma alternativa sazonal em regiões onde há significativa produção de algodão.</p>
<h3>Feno</h3>
<p>O feno, mais comum em dietas de vacas-leiteiras, é um alimento interessante, mas exige maquinário específico para sua confecção, a fenação bem conduzida pode proporcionar fibra de boa qualidade com interessantes níveis nutricionais.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10978" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-6.jpg" alt="Capim enfardado" width="500" height="281" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-6.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-6-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-6-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-6-270x152.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Área em que o capim foi enfardado. Fonte: arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.</span></p>
<h3>Cana <em>in natura</em></h3>
<p>A cana<i> in natura</i>, pode ser utilizada em confinamentos, de alta produtividade por hectare, a cana-de-açúcar pode proporcionar fibra efetiva e bons desempenhos em dietas bem ajustadas.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p><strong>A utilização de alimento volumoso é fundamental, principalmente pensando em fornecer aos animais confinados uma fibra efetiva de qualidade</strong>. Além disso, a inclusão de um volumoso de qualidade pode enriquecer a dieta.</p>
<p>Estar atento às opções de mercado e à capacidade de armazenagem adequada do alimento volumoso é essencial para o sucesso da operação.</p>
<p>E lembre-se: a escolha do volumoso a ser utilizado deve sempre estar relacionada ao objetivo de desempenho zootécnico e econômico do confinamento.</p>
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		<title>Recria intensiva a pasto (RIP): o que é, como funciona e como aumentar a eficiência da produção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2022 17:48:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[recria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fase de recria representa uma parcela importante do ciclo de produção na pecuária de corte. Quando conduzida de forma extensiva e com baixos ganhos de peso, pode prolongar a permanência dos animais na fazenda, aumentar a necessidade de área e reduzir a velocidade de giro do capital investido na atividade. Por outro lado, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A fase de recria representa uma parcela importante do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/as-fases-da-bovinocultura-de-corte-quais-sao/">ciclo de produção na pecuária de corte</a></strong>. Quando conduzida de forma extensiva e com baixos ganhos de peso, pode prolongar a permanência dos animais na fazenda, aumentar a necessidade de área e reduzir a velocidade de giro do capital investido na atividade.</p>
<p>Por outro lado, a intensificação da recria pode contribuir para reduzir o ciclo produtivo, aumentar a produtividade por hectare e preparar os animais mais rapidamente para a terminação.</p>
<p>É nesse contexto que a <strong>recria intensiva a pasto (RIP)</strong> ganha espaço nos projetos de pecuária de corte.</p>
<p>O sistema combina o aproveitamento das pastagens com estratégias de suplementação capazes de elevar o ganho de peso e, quando bem planejadas, aumentar a quantidade de animais mantidos na área.</p>
<p>Entretanto,<strong> implementar a RIP não significa simplesmente fornecer mais suplemento aos bovinos</strong>. A estratégia exige planejamento nutricional, disponibilidade de forragem, infraestrutura, capacidade operacional e, principalmente, uma definição clara dos objetivos produtivos e econômicos da fazenda.</p>
<p>Antes de perguntar quanto suplemento deve ser fornecido, o produtor precisa saber qual desempenho pretende alcançar, em quanto tempo os animais precisam estar preparados para a terminação e como a intensificação se encaixa no sistema de produção.</p>
<p>Neste artigo, você vai entender <strong>o que é recria intensiva a pasto, como funciona a RIP, qual é o papel da suplementação e da pastagem e quais fatores devem ser considerados para utilizar essa estratégia com eficiência na pecuária de corte</strong>.</p>
<h2>O que é recria intensiva a pasto?</h2>
<p>A recria intensiva a pasto é uma <strong>estratégia de produção que busca aumentar o desempenho dos animais durante a fase de recria</strong> por meio da combinação entre pastagem, suplementação nutricional e manejo.</p>
<p>O objetivo é acelerar o ganho de peso, reduzir o período de recria e aumentar a eficiência de utilização da área.</p>
<p>Em sistemas tradicionais, é comum que os animais permaneçam durante períodos prolongados nessa fase.</p>
<p>Durante as águas, a maior disponibilidade e qualidade das pastagens favorecem o desempenho. Na seca, entretanto, a redução da produção e do valor nutricional da forragem pode diminuir significativamente o ganho de peso.</p>
<p>Em algumas situações, os animais podem até perder peso, e o resultado é o prolongamento do ciclo produtivo.</p>
<p>A recria intensiva a pasto busca modificar essa realidade por meio de estratégias nutricionais e de manejo capazes de manter ganhos de peso mais elevados ao longo do ano.</p>
<p>Em projetos bem conduzidos, <strong>pode-se trabalhar com expectativas de ganho entre 700 gramas e 1 kg por animal por dia</strong>, embora o desempenho dependa de fatores como qualidade e disponibilidade da pastagem, genética dos animais, composição da dieta, manejo e condições ambientais.</p>
<p>Mais importante do que buscar um número específico, entretanto, é compreender que a RIP deve estar associada aos objetivos do sistema de produção.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11961" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-1.webp" alt="Gado de corte se alimentando" width="375" height="500" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-1.webp 636w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-1-225x300.webp 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-1-370x493.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-1-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 375px) 100vw, 375px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: <span style="font-weight: 400;">Arquivo pessoal de Vinícius Costa, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11962" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-2.webp" alt="Gado em recria intensiva a pasto" width="550" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-2.webp 959w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-2-300x169.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-2-768x432.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-2-370x208.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-2-270x152.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-2-740x416.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal de Vinícius Costa, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.</span></p>
<h2>Por que a fase de recria pode limitar a eficiência da pecuária?</h2>
<p>Um animal que permanece por muito tempo na fazenda continua consumindo recursos. Ele ocupa área, exige mão de obra, demanda manejo sanitário, consome alimentos e mantém parte do capital da propriedade imobilizado.</p>
<p>Por isso, um sistema aparentemente barato pode apresentar baixa eficiência econômica quando os animais permanecem durante períodos excessivamente longos na propriedade.</p>
<p>Essa análise ajuda a compreender uma das principais lógicas por trás da intensificação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/">recria</a></strong>.</p>
<p>Parte dos recursos anteriormente associados à permanência prolongada do animal pode ser direcionada para estratégias nutricionais capazes de acelerar seu desenvolvimento.</p>
<p>Em outras palavras, o produtor aumenta o investimento na alimentação e no manejo para reduzir o tempo necessário para completar o ciclo produtivo.</p>
<p>A lógica pode ser resumida da seguinte forma:</p>
<p style="text-align: center;"><strong><i>Maior desempenho → Menor tempo de permanência → Maior giro dos animais → Maior potencial de produtividade da fazenda.</i></strong></p>
<p>Isso não significa que qualquer aumento de investimento em alimentação será economicamente vantajoso. A intensificação precisa ser planejada para que os ganhos adicionais de produtividade sejam capazes de remunerar o capital investido.</p>
<h2>Como funciona a recria intensiva a pasto?</h2>
<p>O funcionamento da RIP depende da <strong>integração entre quatro elementos principais</strong>:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Pastagem</strong>: continua sendo uma importante fonte de nutrientes para os bovinos;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/"><strong>Suplementação</strong></a>: utilizada para complementar a dieta, elevar o desempenho e modificar a relação entre consumo de forragem e capacidade de suporte da área.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Animais</strong>: precisam apresentar características compatíveis com o nível de desempenho esperado.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Gestão</strong>: precisa garantir que todos esses componentes funcionem de maneira integrada.</li>
</ol>
<p>Por isso, a recria intensiva a pasto não pode ser resumida a uma recomendação fixa de quantidade de suplemento. A estratégia nutricional deve ser construída a partir das metas produtivas da fazenda.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11963" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-3.webp" alt="Gado em Recria Intensiva a Pasto" width="550" height="412" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-3.webp 1045w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-3-300x225.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-3-1024x767.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-3-768x575.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-3-370x277.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-3-270x202.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-3-740x554.webp 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-3-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.</span></p>
<h2>Qual é a importância da suplementação na RIP?</h2>
<p>A suplementação é <strong>um dos principais componentes</strong> da recria intensiva a pasto.</p>
<p>Em sistemas de RIP, é comum encontrar referências ao <strong>fornecimento de suplemento próximo de 1% do peso vivo do animal</strong>. Isso significa que um bovino com 300 kg, por exemplo, poderia receber aproximadamente 3 kg de suplemento por dia.</p>
<p>Entretanto, essa quantidade não deve ser interpretada como uma regra universal.</p>
<p>O nível de suplementação precisa considerar fatores como:</p>
<ul>
<li>Ganho de peso desejado;</li>
<li>Peso e categoria dos animais;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/planejamento-forrageiro-na-pecuaria-de-corte/">Disponibilidade de forragem</a></strong>;</li>
<li>Qualidade nutricional da pastagem;</li>
<li>Época do ano;</li>
<li>Composição do suplemento;</li>
<li>Capacidade de suporte da área;</li>
<li>Objetivos econômicos do projeto.</li>
</ul>
<p>Por isso, antes de definir quanto fornecer, é necessário compreender o desempenho que o sistema precisa alcançar.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>A meta de ganho deve vir antes da definição da dieta</h2>
<p>Um dos erros na implantação de estratégias de intensificação é começar pela ferramenta.</p>
<p>O produtor define que fornecerá determinada quantidade de suplemento e somente depois avalia qual desempenho será obtido.</p>
<p>O raciocínio deveria seguir o caminho inverso. Primeiro, é necessário estabelecer a meta.</p>
<p>Por exemplo:</p>
<ul>
<li><strong>Qual <a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">ganho médio diário</a> os animais precisam apresentar?</strong></li>
<li><strong>Em quanto tempo devem estar preparados para a terminação?</strong></li>
<li><strong>Quantos animais a propriedade pretende produzir por ano?</strong></li>
<li><strong>Qual é a demanda da etapa seguinte do sistema?</strong></li>
</ul>
<p>A partir dessas respostas, torna-se possível definir as estratégias nutricionais e de manejo necessárias.</p>
<p>Portanto, <strong>mais importante do que determinar previamente</strong> que os animais receberão 0,8%, 1% ou qualquer outra quantidade do peso vivo em suplemento é <strong>estabelecer a velocidade de produção</strong> desejada.</p>
<h2>O que é o efeito substitutivo na recria intensiva a pasto?</h2>
<p>Para compreender o potencial da RIP, é necessário entender o <strong>efeito substitutivo</strong>.</p>
<p>Em níveis menores de suplementação, o objetivo geralmente é complementar os nutrientes obtidos por meio da pastagem.</p>
<p>O animal continua consumindo uma quantidade elevada de forragem e recebe nutrientes adicionais por meio do suplemento.</p>
<p>À medida que o nível de suplementação aumenta, parte do consumo de pastagem pode ser substituída pelo consumo de suplemento. Esse fenômeno é conhecido como <strong>efeito substitutivo.</strong></p>
<p>Na recria intensiva a pasto, ele pode ser utilizado estrategicamente. Se cada animal passa a consumir uma quantidade menor de forragem devido ao aumento do consumo de suplemento, torna-se possível aumentar a quantidade de bovinos mantidos na mesma área, desde que exista planejamento adequado.</p>
<p>Por isso, <strong>o suplemento pode exercer duas funções importantes na RIP</strong>:</p>
<ol>
<li>Aumentar o desempenho individual;</li>
<li>Contribuir para elevar a capacidade de suporte da área.</li>
</ol>
<p>Essa combinação ajuda a explicar o potencial da estratégia para aumentar a produtividade por hectare.</p>
<h2>Qual é a importância da pastagem na recria intensiva?</h2>
<p>Mesmo com o aumento da utilização de suplementos, <strong>a pastagem continua exercendo papel fundamental na RIP</strong>. É necessário garantir disponibilidade de forragem em quantidade e qualidade compatíveis com o número de animais e o desempenho esperado.</p>
<p>Por isso, o manejo das pastagens precisa considerar fatores como:</p>
<ul>
<li>Altura de entrada e saída dos animais;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao/">Taxa de lotação</a></strong>;</li>
<li>Fertilidade do solo;</li>
<li>Disponibilidade de água;</li>
<li>Produção de matéria seca;</li>
<li>Qualidade nutricional da forragem;</li>
<li>Sazonalidade da produção.</li>
</ul>
<p>Uma das vantagens do sistema a pasto está justamente na possibilidade de utilizar a forragem diretamente pelos animais.</p>
<p>Em sistemas confinados, é necessário produzir ou adquirir os alimentos, realizar a colheita, armazenar os ingredientes, preparar a dieta e distribuí-la aos animais.</p>
<p>Na RIP, parte desse processo é realizada pelo próprio bovino ao colher a forragem.</p>
<p>Entretanto, isso não reduz a importância do planejamento. Pelo contrário: <strong>quanto maior a intensificação, maior a necessidade de conhecer a capacidade produtiva das pastagens.</strong></p>
<h2>Adubar o pasto ou aumentar o suplemento?</h2>
<p>Essa não precisa ser uma escolha entre uma coisa ou outra. <strong>Adubação e suplementação podem trabalhar juntas</strong>.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/adubacao-de-pastagens-como-maximizar-a-produtividade-do-seu-rebanho/">adubação</a></strong> aumenta o potencial de produção da pastagem. A suplementação ajuda a ajustar o desempenho do animal e, em níveis mais altos, pode reduzir o consumo individual de forragem.</p>
<p>Uma fazenda pode intensificar mais pelo pasto, mais pelo cocho ou por uma combinação dos dois.</p>
<p>A melhor estratégia dependerá de fatores como:</p>
<ul>
<li>Fertilidade do solo;</li>
<li>Disponibilidade de água;</li>
<li>Risco climático;</li>
<li>Preço dos fertilizantes;</li>
<li>Preço dos ingredientes da dieta;</li>
<li>Mão de obra;</li>
<li>Estrutura da propriedade;</li>
<li>Retorno esperado.</li>
</ul>
<p>Em áreas com bom potencial de resposta, investir na produção de forragem pode ser muito interessante.</p>
<p>Em outras situações, a suplementação pode oferecer maior previsibilidade.</p>
<p>O mais importante é não tratar essas ferramentas como concorrentes. Elas fazem parte do mesmo sistema.</p>
<h2>Qual deve ser o ganho de peso na recria intensiva a pasto?</h2>
<p>A expectativa de ganho de peso depende das características de cada sistema. Em projetos de RIP, <strong>podem ser estabelecidas metas entre 700 gramas e 1 kg de ganho médio diário</strong>.</p>
<p>Entretanto, esses valores não devem ser tratados como garantia de desempenho.</p>
<p>O resultado depende de diversos fatores, entre eles:</p>
<ul>
<li>Genética;</li>
<li>Peso inicial;</li>
<li>Sexo e categoria dos animais;</li>
<li>Qualidade da pastagem;</li>
<li>Disponibilidade de forragem;</li>
<li>Composição nutricional do suplemento;</li>
<li>Consumo;</li>
<li>Sanidade;</li>
<li>Manejo;</li>
<li>Condições ambientais.</li>
</ul>
<p>Por isso, <strong>a meta de desempenho deve ser estabelecida de acordo com a realidade da propriedade</strong>. O mais importante é garantir que o ganho de peso seja compatível com o planejamento das etapas seguintes do sistema.</p>
<h2>Como deve ser a composição do suplemento na RIP?</h2>
<p>A formulação do suplemento precisa considerar a qualidade da pastagem e as exigências nutricionais dos animais.</p>
<p>Em determinadas estratégias de RIP, <strong>os suplementos podem apresentar entre 20% e 25% de proteína bruta</strong>.</p>
<p>Entretanto, essa faixa não deve ser utilizada como uma recomendação universal. A necessidade de proteína e energia depende das características da dieta total consumida pelos animais.</p>
<p>Durante períodos em que a forragem apresenta menor qualidade, por exemplo, pode ser necessário ajustar a composição do suplemento.</p>
<p>Por isso, a formulação precisa considerar:</p>
<ul>
<li>Composição da pastagem;</li>
<li>Consumo esperado de forragem;</li>
<li>Categoria animal;</li>
<li>Peso;</li>
<li>Ganho médio diário desejado;</li>
<li>Consumo de suplemento.</li>
</ul>
<p>O acompanhamento técnico é importante para garantir que a estratégia nutricional seja adequada aos objetivos do projeto.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11964" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-4.webp" alt="Suplemento para gado de corte" width="550" height="308" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-4.webp 1159w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-4-300x168.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-4-1024x574.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-4-768x431.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-4-370x208.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-4-270x151.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-4-740x415.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo retirado das aulas do curso de Pós Graduação em Produção de Gado de Corte do Rehagro.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11965" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-5.webp" alt="Gado de corte em recria intensiva a pasto" width="550" height="413" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-5.webp 1041w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-5-300x225.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-5-1024x768.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-5-768x576.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-5-370x278.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-5-270x203.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-5-740x555.webp 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-5-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.</span></p>
<h2>Como manejar a RIP durante as águas e a seca?</h2>
<p>A produção de forragem apresenta forte sazonalidade em grande parte do Brasil. Durante as águas, geralmente existe maior disponibilidade e qualidade das pastagens. Na seca, ocorre redução da produção e do valor nutricional da forragem. Essa variação pode comprometer a previsibilidade do ganho de peso.</p>
<p>Em sistemas tradicionais, <strong>é comum que os animais apresentem desempenho elevado durante as águas e baixo ganho ou até perda de peso na seca</strong>.</p>
<p>Para projetos intensificados, essa oscilação pode ser problemática.</p>
<p>Imagine uma propriedade que precisa fornecer regularmente animais para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamento</a></strong>. Uma redução acentuada do ganho de peso durante vários meses pode comprometer todo o fluxo de produção.</p>
<p>Por isso, <strong>a estratégia nutricional precisa acompanhar as mudanças na disponibilidade e qualidade da pastagem</strong>.</p>
<p>Em determinados períodos, pode ser necessário aumentar o nível de suplementação para manter a meta de desempenho.</p>
<p>O objetivo não deve ser fornecer exatamente a mesma dieta durante todo o ano. O objetivo deve ser manter a velocidade de produção necessária para o projeto.</p>
<h2>Qual é a estrutura necessária para implementar a RIP?</h2>
<p>O aumento da suplementação e da lotação exige adequações na infraestrutura da propriedade.</p>
<p>Entre os principais pontos de atenção estão os cochos, os bebedouros, o armazenamento dos ingredientes e a logística de distribuição.</p>
<h3>Estrutura de cochos</h3>
<p>É fundamental garantir espaço suficiente para que os animais tenham acesso adequado ao suplemento.</p>
<p>Em sistemas de RIP, pode-se trabalhar com referências de aproximadamente <strong>30 a 40 centímetros lineares de cocho por animal</strong>, dependendo das características do manejo e da dieta.</p>
<p>A falta de espaço pode aumentar a competição entre os bovinos e prejudicar a uniformidade do consumo. A localização dos cochos também precisa ser planejada.</p>
<p>É necessário considerar:</p>
<ul>
<li>Facilidade de acesso dos animais;</li>
<li>Condições do terreno;</li>
<li>Logística de abastecimento;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/lama-no-confinamento-gado-de-corte/">Formação de barro</a></strong>;</li>
<li>Distância dos pontos de água.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11967" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-7.webp" alt="Bovinos de corte no cocho" width="413" height="550" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-7.webp 795w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-7-225x300.webp 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-7-768x1024.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-7-370x493.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-7-270x360.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/recria-intensiva-a-pasto-7-740x987.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 413px) 100vw, 413px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal de Hugo Martins, consultor em Pecuária de Corte do Rehagro.</span></p>
<h3>Disponibilidade de água</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/">acesso à água de qualidade</a></strong> é fundamental em qualquer sistema pecuário, e em projetos intensificados, sua importância torna-se ainda maior.</p>
<p>O aumento do consumo de matéria seca pode elevar a demanda de água pelos animais.</p>
<p>Além disso, a localização dos bebedouros pode interferir no comportamento de pastejo e na distribuição dos bovinos pela área. Por isso, é necessário garantir quantidade, qualidade e facilidade de acesso à água.</p>
<h3>A logística precisa acompanhar a intensificação</h3>
<p>Fornecer mais suplemento significa movimentar mais alimento todos os dias. Esse aumento afeta a operação da fazenda.</p>
<p>Será necessário avaliar:</p>
<ul>
<li>Onde o suplemento será armazenado;</li>
<li>Como será transportado;</li>
<li>Qual equipamento será utilizado;</li>
<li>Quanto tempo será gasto no trato;</li>
<li>Quantas pessoas serão necessárias;</li>
<li>Qual será a frequência de fornecimento;</li>
<li>Quanto será perdido no processo.</li>
</ul>
<p>Em uma área pequena, essa operação pode ser simples. Já em uma fazenda com piquetes distantes, estradas ruins e lotes espalhados, o custo de distribuição pode mudar completamente a viabilidade do projeto.</p>
<p>Por isso, a análise econômica da RIP <strong>não deve considerar apenas o preço do suplemento</strong>. É preciso <strong>incluir também o custo de armazenar, movimentar e distribuir esse alimento</strong>.</p>
<h2>Cuidado para não terminar o animal cedo demais</h2>
<p>Um dos cuidados nutricionais na recria intensiva a pasto está relacionado ao chamado <strong>“achatamento” dos animais</strong>. O problema pode ocorrer quando a dieta apresenta elevada concentração energética e provoca deposição precoce de gordura.</p>
<p>O objetivo da recria deve ser favorecer o desenvolvimento adequado da estrutura corporal e da musculatura, preparando o animal para expressar seu potencial na terminação.</p>
<p>Por isso, a formulação da dieta precisa considerar o equilíbrio entre proteína e energia.</p>
<p>Um animal excessivamente terminado durante a recria pode apresentar limitações de desempenho na fase seguinte.</p>
<p>A estratégia nutricional deve, portanto, buscar ganho de peso compatível com os objetivos do sistema sem antecipar de maneira inadequada a deposição de gordura.</p>
<h2>Recria intensiva a pasto ou recria confinada?</h2>
<p>A escolha entre intensificar a recria a pasto ou utilizar um sistema confinado depende das características da propriedade.</p>
<p>Do ponto de vista nutricional, os sistemas podem apresentar princípios semelhantes. Em ambos, busca-se fornecer uma dieta capaz de atingir determinada meta de desempenho.</p>
<p>Uma das principais diferenças está na origem dos alimentos.</p>
<p><strong>Na RIP, uma parcela importante da dieta é obtida diretamente por meio da pastagem.</strong></p>
<p><strong>Na recria confinada, a propriedade precisa produzir ou adquirir os ingredientes e fornecê-los integralmente aos animais.</strong></p>
<p>Muitas propriedades possuem condições para produzir pastagem, mas não apresentam estrutura suficiente para produzir e armazenar grandes quantidades de forragem conservada.</p>
<p>Por isso, a escolha deve considerar área, disponibilidade de alimentos, estrutura, mão de obra, logística e custos.</p>
<h2>O que acontece com os animais depois da recria intensiva?</h2>
<p>O <strong>planejamento da RIP não deve terminar no final da recria.</strong> É fundamental definir antecipadamente qual será o destino dos animais.</p>
<p>Quando um bovino passa por um sistema de elevado desempenho durante a recria, é recomendável que a etapa seguinte seja compatível com esse nível de intensificação.</p>
<p>Enviar animais provenientes da RIP para um sistema de terminação com baixo desempenho pode reduzir parte dos benefícios conquistados anteriormente.</p>
<p>Por isso, a propriedade precisa planejar todo o ciclo produtivo.</p>
<p>Entre as alternativas estão:</p>
<ul>
<li>Confinamento;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semiconfinamento-na-pecuaria-de-corte/">Semiconfinamento</a></strong>;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/">Terminação intensiva a pasto</a></strong>;</li>
<li>Outros sistemas compatíveis com a meta de produção.</li>
</ul>
<p>A recria deve funcionar como parte de um projeto integrado.</p>
<h2>Quais são os principais benefícios da recria intensiva a pasto?</h2>
<p>Quando bem planejada e executada, a RIP pode gerar benefícios importantes</p>
<ul>
<li><strong>Ciclo mais curto</strong>: os animais chegam mais rapidamente ao peso necessário para a terminação;</li>
<li><strong>Maior produtividade por hectare</strong>: a combinação entre ganho individual e aumento de lotação pode elevar a produção de arrobas na área.</li>
<li><strong>Maior giro do capital</strong>: o dinheiro investido nos animais retorna em menos tempo.</li>
<li><strong>Maior previsibilidade</strong>: com metas de desempenho e acompanhamento frequente, a fazenda consegue organizar melhor a entrada e a saída dos lotes.</li>
<li><strong>Uso mais eficiente da terra</strong>: em regiões onde a área é cara ou limitada, produzir mais por hectare pode ser decisivo.</li>
</ul>
<h2>Quais são os principais desafios da RIP?</h2>
<p>Os benefícios potenciais da recria intensiva a pasto vêm acompanhados de maior complexidade de gestão.</p>
<p>Entre os principais desafios estão:</p>
<ul>
<li><strong>Planejamento da disponibilidade de forragem;</strong></li>
<li><strong>Formulação adequada das dietas;</strong></li>
<li><strong>Controle do consumo;</strong></li>
<li><strong>Aumento da demanda operacional;</strong></li>
<li><strong>Necessidade de infraestrutura;</strong></li>
<li><strong>Planejamento da seca;</strong></li>
<li><strong>Monitoramento do desempenho;</strong></li>
<li><strong>Análise constante dos custos.</strong></li>
</ul>
<p>Quanto maior a intensificação, menor tende a ser a margem para erros.</p>
<p>Problemas de planejamento podem comprometer rapidamente os resultados econômicos.</p>
<h2>Como saber se a recria intensiva a pasto é adequada para a fazenda?</h2>
<p><strong>Não existe uma única resposta</strong>. A decisão depende dos objetivos do projeto e dos fatores que atualmente limitam a produtividade.</p>
<p>Para algumas propriedades, o principal recurso limitante é a área. Para outras, existe necessidade de aumentar o fluxo de animais para a terminação. Também existem projetos nos quais o principal objetivo é reduzir a idade ao abate ou aumentar o giro do capital.</p>
<p>Por isso, <strong>antes de implantar a estratégia</strong>, é necessário responder algumas perguntas:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Qual problema a intensificação pretende resolver?</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Qual é a meta de ganho de peso?</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Quantos animais a propriedade pretende produzir?</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Existe disponibilidade de forragem suficiente?</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A infraestrutura suporta o aumento da suplementação?</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Existe capacidade operacional para executar o manejo?</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Qual será o destino dos animais depois da recria?</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">O aumento de produtividade remunera o investimento adicional?</li>
</ul>
<p>A partir dessas respostas, torna-se possível analisar a viabilidade da estratégia.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A recria intensiva a pasto <strong>é uma importante alternativa para aumentar a eficiência dos projetos de pecuária de corte</strong>. Seu potencial está na combinação entre pastagem, suplementação, manejo e gestão.</p>
<p>Porém, o resultado não vem apenas do aumento da quantidade de alimento no cocho.</p>
<p>É preciso saber onde se quer chegar.</p>
<p>A fazenda deve <strong>definir metas de ganho, avaliar a disponibilidade de forragem, ajustar a lotação, preparar a estrutura e acompanhar os indicadores econômicos e produtivos</strong>.</p>
<p>Quando tudo isso está alinhado, a RIP deixa de ser apenas uma estratégia de suplementação e passa a ser uma ferramenta para melhorar o fluxo da pecuária.</p>
<p>No fim das contas, intensificar a recria significa usar melhor o tempo, a terra, os animais e o capital da propriedade.</p>
<h2>Transforme técnicas como a recria intensiva em resultados concretos na fazenda</h2>
<p data-start="276" data-end="539">Aplicar a recria intensiva a pasto com eficiência exige planejamento, manejo preciso e domínio técnico para garantir o desempenho do animal sem comprometer os custos. Essa e outras estratégias só geram retorno quando aliadas a uma boa gestão e decisões embasadas.</p>
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<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/recria-intensiva-a-pasto-rip-o-que-e-e-como-aplicar/">Recria intensiva a pasto (RIP): o que é, como funciona e como aumentar a eficiência da produção</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Métodos de reprodução bovina: monta natural, inseminação artificial e IATF</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Nov 2021 15:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[genético]]></category>
		<category><![CDATA[iatf]]></category>
		<category><![CDATA[inseminação artificial]]></category>
		<category><![CDATA[monta controlada]]></category>
		<category><![CDATA[monta natural]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sucesso da atividade da pecuária de corte está relacionado com a eficiência na produção, tanto em aspectos produtivos quanto reprodutivos. Bons índices de reprodução bovina na propriedade representam um importante passo para pecuarista se manter na atividade com bom retorno econômico. Em uma fazenda de cria de gado de corte, de forma simplicista, é [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/">Métodos de reprodução bovina: monta natural, inseminação artificial e IATF</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sucesso da atividade da pecuária de corte está relacionado com a eficiência na produção, tanto em aspectos produtivos quanto reprodutivos. Bons índices de <strong>reprodução bovina</strong> na propriedade representam um importante passo para pecuarista se manter na atividade com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/garantindo-margem-de-lucro-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">bom retorno econômico</a></strong>.</p>
<p>Em uma fazenda de cria de gado de corte, de forma simplicista, é esperado a produção anual de um bezerro de qualidade por matriz para que justifique os custos daquela matriz na propriedade.</p>
<p>Entretanto, a obtenção de um bezerro por vaca por ano, pode ser um grande desafio. Períodos prolongados de anestro (ausência de cio) pós-parto, fatores ambientais ou nutricionais, falhas na detecção de cio, deficiência dos touros e falhas com as técnicas de IATF são alguns dos fatores que impactam e prolongam o intervalo entre partos.</p>
<p>Para obtenção de resultados satisfatórios<strong> é importante definir cada técnica de manejo reprodutivo</strong>, elucidar os pontos positivos e entender as limitações de cada uma delas, das quais podem ser determinantes para a eficiência ou ineficiência da técnica.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Monta natural (MN)</h2>
<p>A técnica de acasalamento mais tradicional é a<strong> monta natural</strong> <strong>(MN)</strong>, que consiste no touro mantido com as vacas durante o ano todo ou durante o período da estação de monta.</p>
<p>Esse <strong>método reprodução bovina</strong> é conhecido por aparentemente gerar mínimos custos, além de não haver a necessidade de detecção de cio e mão-de-obra altamente treinada, porém, essa prática possui limitações devido à ausência de informações e controle zootécnico.</p>
<p>Alguns pontos fracos dessa técnica podem ser citados, tais como:</p>
<ul>
<li>Aumento de transmissão de doenças no rebanho;</li>
<li>Lesões em vacas devido ao tamanho e o peso dos touros;</li>
<li>Chances de lesionar o touro pela tentativa de monta;</li>
<li>Necessidade de manter mais touros na fazenda para obter uma relação adequada touro-vaca, comumente sendo utilizado um touro para cada trinta ou quarenta matrizes.</li>
</ul>
<p>Quando consideramos a <strong>monta natural em um sistema sem estação de monta</strong>, os pontos fracos da utilização podem se acentuar:</p>
<ul>
<li>Datas de cobertura e partos desconhecidas;</li>
<li>Dificuldades no manejo de bezerros ao longo do ano;</li>
<li>Fertilidade das matrizes prejudicada pela susceptibilidade à sazonalidade climáticas e de forrageiras;</li>
<li>Avanços;</li>
<li>Paternidade desconhecida;</li>
<li>Redução da vida útil do touro devido ao desgaste pelo excesso de montas.</li>
</ul>
<p>Além desses pontos levantados, vale destacar que o <a href="https://rehagro.com.br/blog/melhoramento-genetico-animal/" target="_blank" rel="noopener"><strong>melhoramento genético</strong></a> nesse cenário se torna lento e, na maioria das vezes, inexistente pela falta de informação dos cruzamentos e utilização de animais geneticamente superiores.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-estacao-monta?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-manual-sanitario&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39636 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png" alt="E-book Manual Sanitário da estação de monta" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Monta natural controlada (MNC)</h2>
<p>Diante desse cenário, a <strong>monta natural controlada</strong> <strong>(MNC)</strong> surgiu com o objetivo de suprir alguns dos pontos fracos da monta natural. Nesse método, as vacas são expostas ao touro quando apresentam cio, possibilitando melhor controle reprodutivo quando comparado com a monta natural.</p>
<p>Aqui, é possível registrar a paternidade, as datas de cobertura e estimar as datas de parição, assim possibilita calcular o intervalo entre partos. A identificação de problemas reprodutivos fica facilitada e a ocorrência de animais lesionados é minimizada já que a vaca está apta à monta.</p>
<p>A relação touro-vaca também é otimizada, podendo esta ser de até 1:100 o que maximiza a vida útil desse reprodutor e diminui o custo do bezerro produzido.</p>
<p>Para melhores resultados, é preciso que a equipe seja treinada para detectar o cio da vaca ainda quando ela esteja aceitando a monta, o que pode acarretar em perdas de cio caso ocorra falha no processo. O uso de rufião também é bastante comum para auxiliar na detecção do cio.</p>
<p>O macho deve ficar em piquete separado para receber as fêmeas, o que pode significar gastos com instalações e mão-de-obra. <strong>Neste tipo de reprodução bovina, é possível determinar um período do ano para a estação de monta</strong>, concentrando os partos na época mais favorável do ano.</p>
<p>A nutrição do reprodutor deve estar adequada para garantir o máximo desempenho reprodutivo, portanto, a recomendação nutricional de um profissional é importante.</p>
<p>Aqui é possível ter uma melhor seleção genética devido ao melhor controle da monta comparado à monta natural, porém o uso de algumas raças torna-se inviável devido a dificuldade de cobertura por touros de raças não adaptadas à algumas regiões do Brasil, limitando assim a adição de genes de interesse econômico na fazenda.</p>
<p>Vale ressaltar que tanto na monta natural como na monta natural controlada, a realização de exame andrológico em touros é essencial para garantir a saúde do rebanho evitando a disseminação de doenças, e também para o ajuste da relação touro-vaca de acordo com a qualidade espermática do macho a fim de não haver a subutilização dos touros, o que pode ter impactos negativos na produção e custo do bezerro.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=reproducao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Inseminação artificial (IA)</h2>
<p>Outra técnica de reprodução bovina bastante difundida é a<strong> inseminação artificial (IA)</strong> que é definida pela deposição do sêmen do reprodutor no interior do útero da vaca.</p>
<p>Essa técnica trouxe maiores possibilidades e melhorias para o mercado da carne, dentro dos quais podem destacar melhoramento genético acelerado dentro da propriedade, possibilitando a aquisição de sêmen de touros comprovados por centrais genéticas.</p>
<p>Além da comprovação de descendentes superiores, podemos inserir ao rebanho características desejáveis já avaliadas através das DEPs (diferenças esperadas nas progênies) dos touros de centrais.</p>
<p>A escolha das características pode ser também corretiva, por exemplo, vacas com dificuldade no parto devido a bezerros muito pesados ao nascimento, a inseminação artificial traz a possibilidade de corrigir esses problemas com touros que possuem progênies mais leves ao nascer.</p>
<p>A técnica também possibilitou a produção de bezerros cruzados entre raças que dificilmente teriam bons desempenhos reprodutivos em certas regiões do Brasil. Como é o caso de matrizes zebuínas serem inseminadas com touros europeus, ou vice-versa, gerando progênies superiores e com alto valor de mercado.</p>
<p>A chegada da inseminação artificial reduz drasticamente a transmissão de doenças no rebanho, já que as centrais de sêmen possuem rigoroso controle sanitário. Além disso, podemos destacar também a redução de acidentes com os animais e com as pessoas envolvidas no manejo, já que o reprodutor é sempre um animal mais agressivo.</p>
<p>Assim como a monta natural controlada, o controle zootécnico é maior nesse tipo de reprodução bovina, já que a técnica exige a observação e anotações diárias do rebanho. A adoção de uma <a href="https://rehagro.com.br/blog/estacao-de-monta-para-gado-zebu/" target="_blank" rel="noopener"><strong>estação de monta</strong></a> facilita bastante o manejo e concentração das atividades</p>
<p>Embora o custo inicial da <strong>inseminação artificial</strong> seja maior, os resultados gerados com ganhos genéticos, redução de problemas no parto, gastos com reprodutores, controle do zootécnico do rebanho etc, tornam essa técnica financeiramente vantajosa para pequenos, médios e grandes produtores.</p>
<p>Entretanto, é preciso estar atento aos pontos que podem resultar em fracasso na adoção dessa tecnologia. A detecção do cio por uma equipe altamente treinada é fundamental para uma taxa de prenhes satisfatória, caso contrário o custo de produção será onerado.</p>
<p>A técnica é simples, mas exige que o inseminador a domine. Portanto, cursos e treinamentos são sempre necessários para se obter melhores resultados.</p>
<p>A aquisição de sêmen deve ser feita em centrais registradas para evitar problemas de disseminação de doenças ou mesmo de características de expressão genética negativa no rebanho. O armazenamento adequado deste <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semen-bovino-por-quanto-tempo-permanece-viavel-no-botijao/">sêmen em botijões</a></strong> contendo nitrogênio líquido é imprescindível para o sucesso da técnica.</p>
<p>A dificuldade de detecção de cio resulta em <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de prenhez</strong></a> menores quando a <strong>inseminação artificial</strong> é utilizada, desse modo a técnica de inseminação em tempo fixo (IATF) tem suprido essa falha de manejo através da sincronização do estro das vacas com a utilização de hormônios para a recepção do sêmen inseminado no tempo em pré-determinado.</p>
<h2>Inseminação artificial em tempo fixo (IATF)</h2>
<p>Basicamente, todos os benefícios discutidos na inseminação artificial podem ser considerados na <strong>inseminação artificial em tempo fixo</strong>. Adicionalmente, a concentração das atividades e concepções pode ser ainda maior.</p>
<p>A inseminação artificial em tempo fixo requer menos mão-de-obra, já que não há necessidade de detecção do cio, entretanto, essa mão-de-obra deve ser especializada e devidamente treinada para que bons resultados sejam garantidos.</p>
<p>Diante das técnicas abordadas aqui, podemos ressaltar que não necessariamente elas precisam ser utilizadas isoladamente. A adoção de uma ou mais técnica pode ser estratégica para a otimização dos índices reprodutivos. Por exemplo, após a IATF podemos ter o repasse com touros. Ou então podemos utilizar a inseminação artificial após uma IATF, aproveitando o cio de retorno, cerca de 21 dias após a primeira IA.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Independente da técnica adotada ou do conjunto de técnicas, precisamos estudar o sistema e traçar metas de adoção da tecnologia. Motivar e adaptar a equipe às novas implementações é tarefa primordial para <strong>gerar bons resultados</strong>.</p>
<p>Fatores como nutrição adequada, controle da sanidade do rebanho, baixa taxa de aborto, controle zootécnico e acompanhamento de um profissional também são pontos chaves para o sucesso da tecnologia e retorno econômico.</p>
<p>É importante que o produtor conheça as vantagens e limitações de cada técnica de manejo reprodutivo, para que junto com o profissional de sua confiança possam implantar um protocolo que mais se adeque a sua realidade.</p>
<h2 data-start="226" data-end="304">Reproduzir bem é lucrar mais: domine as técnicas que transformam o rebanho</h2>
<p data-start="306" data-end="558">Seja por monta natural, inseminação artificial ou IATF, a reprodução é um dos pilares da produtividade na pecuária de corte. Mas só quem tem formação técnica sólida sabe escolher o melhor método, no momento certo, para obter os melhores resultados.</p>
<p data-start="560" data-end="950">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=reproducao" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende com quem está no campo todos os dias, aplicando as tecnologias que aumentam as taxas de prenhez e a rentabilidade do rebanho. É uma formação 100% online, prática e feita para quem quer ir além da experiência e colher resultados de verdade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=reproducao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16050 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-300x96.jpg" alt="Andrea Mobiglia" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Utilização de coprodutos para alimentação na bovinocultura de corte</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/co-produtos-na-bovinocultura-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 12:45:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tema desse webinar foi extremamente relevante para profissionais que atuam na pecuária de corte: “Utilização de coprodutos na bovinocultura de corte”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Neste webinar é abordado sobre a utilização de coprodutos na bovinocultura de corte, com foco no caroço de algodão [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O tema desse webinar foi extremamente relevante para profissionais que atuam na pecuária de corte: “<strong>Utilização de coprodutos na bovinocultura de corte</strong>”.</p>
<p>Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.</p>
<p>Neste webinar é abordado sobre a utilização de coprodutos na bovinocultura de corte, com foco no caroço de algodão e na casquinha de soja.</p>
<h2 id="destaques">Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>O uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">coprodutos</a></strong> não é sinônimo de alimentos de baixa qualidade, existem opções de alto valor nutricional.</li>
<li>O uso estratégico de coprodutos pode aumentar a produção animal, ao invés de diminuí-la.</li>
<li>A inclusão de coprodutos na dieta requer avaliação da disponibilidade, composição nutricional e perecibilidade.</li>
<li>Alguns estudos indicam que a inclusão de coprodutos na alimentação de bovinos de corte não compromete a qualidade da carne.</li>
<li>O caroço de algodão e a casquinha de soja são coprodutos com alto <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">FDN fisicamente efetivo</a></strong>, que podem ser utilizados como estratégias para enriquecer a dieta e preservar a saúde ruminal dos animais.</li>
</ul>
<p>Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista bastante reconhecido no mercado: Prof. Antônio Branco, Expert em Nutrição de Ruminantes. PHD.</p>
<p>Você quer saber mais sobre a utilização de coprodutos na bovinocultura de corte? <strong>Clique no botão abaixo</strong> e aproveite este conteúdo:</p>
<h2>Alcance resultados financeiros robustos na pecuária de corte!</h2>
<p>Aqui no Rehagro, temos o Curso <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=webinar-coprodutos" target="_blank" rel="noopener"><strong>Gestão na Pecuária de Corte</strong></a>, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição, reprodução, sanidade, gestão financeira e de equipes, comercialização, em todos os sistemas de criação.</p>
<p>Para saber mais informações, visite a nossa página clicando na imagem abaixo:</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=webinar-coprodutos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18735 size-full" title="Curso Gestão na Pecuária de Corte" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc.jpg" alt="Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="254" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-300x78.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-768x199.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-370x96.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-270x70.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-740x192.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-150x39.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Como realizar um projeto pecuário em fazenda de gado de corte?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/um-projeto-pecuario-de-sucesso-se-inicia-pelo-diagnostico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2020 14:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[projetos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um projeto pecuário, buscamos sempre a maior produtividade possível e um aumento na rentabilidade do negócio. Mas hoje, encontramos no setor diversos desafios, como a concorrência com outros setores produtivos, a diminuição da margem de lucratividade e a presença de novos agentes investidores. Esses pontos tornam a profissionalização da cadeia produtiva da carne mais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um projeto pecuário, buscamos sempre a maior produtividade possível e um aumento na rentabilidade do negócio. Mas hoje, encontramos no setor diversos desafios, como a concorrência com outros setores produtivos, a diminuição da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/garantindo-margem-de-lucro-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">margem de lucratividade</a></strong> e a presença de novos agentes investidores.</p>
<p>Esses pontos tornam a profissionalização da cadeia produtiva da carne mais importante do que nunca e reforçam a necessidade da implementação de projetos estruturados e muito bem definidos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
  });
</script></p>
</div>
<h2>Como definir um projeto pecuário?</h2>
<p>A definição de um projeto pecuário envolve uma série de fatores, cuja variação ocorre pela peculiaridade de cada propriedade. Fazendas com distintas características internas e externas demandam, por consequência, projetos específicos àquelas peculiaridades.</p>
<p>Portanto, <strong>dois pontos são, ou deveriam ser, comuns a todo e qualquer projeto pecuário:</strong></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Estabelecer um objetivo a ser alcançado</strong>, traçando metas e estratégias gradativas que irão construir o caminho até o objetivo do produtor.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Conhecer o atual status da fazenda</strong>, pois somente conhecendo criteriosamente os fatores favoráveis e desfavoráveis daquela propriedade será possível determinar quais e quando as ações de melhoria devem ser implantadas.</li>
</ol>
<p>Denomina-se “diagnóstico” o levantamento do momento atual da propriedade. Podemos compará-lo a uma fotografia, já que ao final do processo de diagnóstico, obtemos um “retrato” de como está a propriedade naquele determinado momento, sendo possível, a partir daí, construir planos estratégicos para alcançar a eficiência e a melhoria de todo o processo produtivo.</p>
<p>Como citado anteriormente, o objetivo dos projetos pecuários, podem variar de acordo com diversas características que são específicas de cada propriedade, entretanto, para o diagnóstico, podemos estabelecer uma série de itens a serem avaliados, que são comuns na maioria das fazendas.</p>
<p>Importante ressalva, está ligada ao processo de diagnóstico, todos e quaisquer dados levantados devem ser registrados de maneira que qualquer pessoa entenda e tenha a capacidade de leitura e interpretação daquela informação. Desde um profundo conhecedor daquela propriedade a alguém que nunca foi na fazenda.</p>
<h2>Passo a passo de um diagnóstico em fazenda de gado de corte</h2>
<h3>1. Levantamento da área</h3>
<p>O levantamento da área real da propriedade permite dentre outros aspectos o dimensionamento inicial do projeto pecuário. Com esse dado é possível entender, inclusive, qual a dimensão do projeto a ser estabelecido perante a região da propriedade.</p>
<p>Um ponto importante também sobre o levantamento da área real da propriedade está ligado às adequações legais, georreferenciamento, reserva legal, dentre outras.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11575 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario.jpg" alt="Área de pastagem com bovinos" width="740" height="437" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-300x177.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-370x219.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-270x159.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Área de pastagem com bovinos de uma fazenda cliente do Rehagro Consultoria. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Acervo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.</span></p>
<h3>2. Tipo de exploração</h3>
<p>No tipo de exploração deve ser levantado, basicamente, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/as-fases-da-bovinocultura-de-corte-quais-sao/" target="_blank" rel="noopener">qual a fase do sistema de produção de gado de corte</a></strong> aquela fazenda realiza: cria, recria, engorda, ciclo completo ou alguma variação entre essas, por exemplo uma propriedade que trabalha com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/">recria</a></strong> e engorda, produção de touros, etc.</p>
<p>O levantamento correto dessa informação é importante para definir o projeto pecuário, seja pela alteração do tipo de exploração ou permanência na mesma, sendo muito comum muitas propriedades confundirem esses tipos de exploração e perderem o foco de atuação no sistema.</p>
<p>Vale ressaltar que oportunidades de mercado momentâneas não devem ser usadas como a base de um projeto a médio e longo prazo, uma vez que este deve ter uma estrutura consolidada.</p>
<h3>3. Sistema de criação</h3>
<p>O sistema de criação apresenta como é realizada o tipo de exploração, qual o nível de intensificação realizado naquela fazenda no momento do diagnóstico. <strong>Se é uma fazenda extensiva, semi-intensiva ou intensiva.</strong></p>
<p>Essa definição parece um pouco subjetiva, alguns pontos de avaliação e indicadores são importantes então para se definir o sistema de criação, tais como, a produtividade da fazenda @/ha/ano, se utilizam ou não de adubação das pastagens, se há algum sistema de engorda, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamento</a></strong>, kg de bezerro desmamado, dentre outras opção de serem avaliadas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>4. Objetivos do proprietário</h3>
<p>Conhecer o objetivo do proprietário é fundamental para o sucesso do projeto pecuário e esse levantamento deve ser, impreterivelmente, realizado durante o diagnóstico, pois pode-se nesse momento detectar melhor quais as características fundamentais que a propriedade possui para alcançar esse objetivo.</p>
<p>É comum que o proprietário ou os proprietários tenham dificuldade em <a href="https://rehagro.com.br/blog/planejando-e-executando-estrategias-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>definir o objetivo</strong></a> com aquela propriedade, para isso, algumas perguntas podem ser feitas para obter uma visão amplificada dos anseios e desejos do proprietário.</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Quantas cabeças gostaria de ter?</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Qual a rentabilidade esperada?</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Em quantos anos espera o retorno do capital investido?</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">O que gostaria de produzir (genética, gado comercial, bezerro, boi gordo, etc)?</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A fazenda é sua única fonte de renda?</li>
</ul>
<p>Essas perguntas podem auxiliar o proprietário na definição do objetivo. Importante ressalva deve ser feita, alguns objetivos podem se chocar com alguma impossibilidade observada durante o diagnóstico, e assim o objetivo pode ser redefinido, antes do início do projeto.</p>
<p>Nesse momento de conversa com o proprietário deve-se estar atento ao perfil comportamental, e até mesmo ao perfil investidor (arrojado, conservador, intermediário). Essa informação auxilia no potencial de risco que o projeto deve ou não contemplar.</p>
<h3>5. Cenário econômico regional</h3>
<p><strong>Conhecer criteriosamente a região onde a propriedade está inserida é fundamental</strong>. Nesse item devem ser levantados dados como características das propriedades vizinhas, se são criadores, invernistas, se tem muito confinamento na região, etc. Essas informações ajudam a definir o projeto e qual “produto” principal será produzido na fazenda.</p>
<p>Avaliar se a região detém acesso a insumos importantes para a produção, como grãos, distribuição de medicamentos, ração ,deve ser avaliado. Quantos ou se há algum frigorífico no entorno da propriedade, é uma informação indispensável para definir um sistema de engorda, pois sem que haja qualquer indústria frigorífica minimamente próxima, pode tornar inviável a implantação do projeto.</p>
<p>Observar qual a cidade mais próxima, se existe disponibilidade de mão de obra e ou serviços básicos como hospitais, casa agropecuárias e outros. Nesse cenário devemos levantar, também, quais são os possíveis parceiros comerciais, clientes e fornecedores.</p>
<p>Durante esse levantamento deve-se avaliar também a estrutura logística da propriedade, qual a capacidade de escoamento da produção, se a malha rodoviária regional permite acesso de carretas, tanto para compra de insumos, quanto para a venda de animais.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=projeto-pecuario" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>6. Características meteorológicas</h3>
<p>O levantamento de dados climáticos, é fundamental em qualquer projeto. Analisar o histórico de precipitações anual e mensal, temperatura média, mínima e máxima, permitem a implantação do planejamento forrageiro, definição da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estacao-de-monta-para-gado-zebu/" target="_blank" rel="noopener">estação de monta</a></strong>, época de confinar, época de plantio, entre outros exemplos, da propriedade.</p>
<p>Além dessas definições, outro ponto importante quanto às precipitações está ligado ao planejamento nutricional, pois um programa de suplementação, está diretamente ligado à qualidade da forrageira, só é possível determinar o suplemento mais adequado quando dominamos com exatidão, qual será o status da forrageira naquela determinada época do ano.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11577 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-3.jpg" alt="Dados meteorológicos" width="740" height="412" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-3.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-3-300x167.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-3-370x206.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-3-270x150.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Exemplo de levantamento meteorológico dos últimos 30 anos de determinada região. Fonte de dados do INMET.</span></p>
<h3>7. Avaliação do rebanho</h3>
<p>A avaliação do rebanho, em números e condições, é outra avaliação a ser feita durante o diagnóstico.</p>
<p>Além da quantidade absoluta de animais presentes na propriedade no momento do diagnóstico, deve-se caracterizar esse rebanho.</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Quantidade de animal por categoria</strong> (exemplo: novilhas de 12 – 24 meses, bezerros machos, matrizes, etc)</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Padrão racial, qual ou quais as raças predominantes no rebanho.</strong> Em caso de sistemas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/">cria</a></strong>, qual o padrão das matrizes e dos touros/sêmen utilizado.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Peso por categoria, qual a média de peso dos animais em cada categoria.</strong> Se a propriedade ainda não adota pesagens constantes, pode-se fazer uma avaliação visual. Entretanto, vale atentar-se para a importância da pesagem.</li>
</ul>
<p>Com levantamento desse quesito é possível calcular um indicador de grande importância, a quantidade de unidade animal (UA; 1 UA = 450 kg de PV) presente na fazenda.</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Status nutricional</strong> pela avaliação realizada de escore de condição corporal média para cada uma das categorias avaliadas.</li>
<li><strong>Status Sanitário do rebanho</strong> e quais as práticas e calendário sanitário que a fazenda adota.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11578 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-4.jpg" alt="Avaliação status nutricional do gado" width="626" height="403" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-4.jpg 626w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-4-300x193.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-4-370x238.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-4-270x174.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 626px) 100vw, 626px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"> Avaliação do status nutricional dos animais. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.</span></p>
<h3>8. Diagnóstico dos pastos</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>diagnóstico dos pastos</strong> é, provavelmente, <strong>a parte de maior importância para a continuação do projeto pecuário</strong>, após a avaliação das pastagens e suas estruturas é possível determinar a atual capacidade produtiva para sistemas de produção a pasto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O levantamento dessas informações permite a definição dos investimentos em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/">reforma, recuperação e manutenção das pastagens</a></strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo de avaliação deve ser minucioso, e realizado de preferência pela mesma pessoa em toda a área da propriedade, pois a maioria dos itens são avaliados de maneira visual. Alguns indicadores como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">GMD (ganho de peso médio diário)</a></strong> dos animais permite uma inferência quanto a qualidade das pastagens onde os animais se encontram, entretanto, a avaliação de pasto por pasto deve ser feita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ideal é que a avaliação seja feita montada, o responsável deverá percorrer todos os pastos da propriedade avaliando e fazendo anotações. Hoje já podemos contar com tecnologias como drones para uma avaliação da área e captura de imagens, o que enriquece a acurácia das informações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais itens avaliados são:</span></p>
<h4><strong>Identificação dos pastos e levantamento da área</strong></h4>
<p>A identificação dos pastos deve ser realizada com a ajuda de um colaborador que conheça as divisões. Pode ser feita, preferencialmente, enumerando os pastos ou pelo nome comum utilizado na propriedade, desde que todos saibam qual é o pasto indicado.</p>
<p>Essa identificação assim como o levantamento do tamanho do piquete é importante para a realização dos futuros manejos, cálculos de capacidade suporte e de custos referentes à reforma/manutenção daquela área.</p>
<h4><strong>Espécie forrageira predominante</strong></h4>
<p>Aqui basicamente é apontado qual ou quais são as espécies forrageiras predominantes naquele pasto em específico.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11579 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-5.jpg" alt="Pastagem de braquiarão" width="551" height="414" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-5.jpg 551w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-5-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-5-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-5-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-5-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 551px) 100vw, 551px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Pasto com presença predominante do braquiarão. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.</span></p>
<h4><strong>Área empastada</strong></h4>
<p>O levantamento da área empastada mostra qual o percentual da área daquele determinado pasto que está realmente encoberto da espécie forrageira ali presente.</p>
<p>Existem alternativas tecnológicas interessantes que auxiliam nesse levantamento como citado acima, os drones, por exemplo. Entretanto, é recomendado que o responsável faça esse apontamento a cavalo, e para isso ele deve percorrer toda a área de cada pasto, reforçando então a necessidade de ser o mesmo colaborador a fazer o levantamento de toda a área, por se tratar de uma avaliação subjetiva, devendo ser o mesmo critério adotado para toda a propriedade.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11580 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-6.jpg" alt="Área empastada" width="449" height="192" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-6.jpg 449w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-6-300x128.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-6-370x158.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-6-270x115.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 449px) 100vw, 449px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Exemplo de área efetivamente empastada circulada em vermelho. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.</span></p>
<h4><strong>Área degradada</strong></h4>
<p>Assim como o levantamento da área empastada, a avaliação da área degradada deve ser feita de maneira visual e criteriosa.</p>
<p>A princípio é feito o levantamento percentual da <strong>área degradada</strong> em relação a área total do pasto, e posteriormente calculado valor em hectares da área degradada.</p>
<h4><strong>Nível de degradação</strong></h4>
<p>Para caracterizar a área degradada, levantada no item anterior, é importante que caracterize a degradação, o que é degradação e quais são os níveis de degradação.</p>
<p>Existem diferentes maneiras de se caracterizar a degradação, o mais comum é o estabelecimento de “notas” para essa degradação, criar uma nota de 0 a 4 por exemplo, para cada nível de degradação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41438" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-degradacao-pastagens.png" alt="Classificação de níveis de degradação de pastagens" width="829" height="662" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-degradacao-pastagens.png 829w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-degradacao-pastagens-300x240.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-degradacao-pastagens-768x613.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-degradacao-pastagens-370x295.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-degradacao-pastagens-270x216.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-degradacao-pastagens-740x591.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-degradacao-pastagens-150x120.png 150w" sizes="auto, (max-width: 829px) 100vw, 829px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Classificação de níveis de degradação das pastagens. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Adaptado de Adilson Aguiar.</span></p>
<h4><strong>Área infestada</strong></h4>
<p>Apesar de estar presente nos níveis de degradação, o levantamento da área infestada por plantas daninhas é importante para a realização do planejamento de recuperação das áreas, quantidade de herbicida necessário, e qual herbicida a ser utilizado.</p>
<p>Além da área, deve-se avaliar também qual a principal espécie invasora.</p>
<h4><strong>Área de reforma</strong></h4>
<p>O levantamento da área de reforma pode variar de acordo com os critérios adotados pelo técnico responsável, em suma, utiliza-se a subtração da área total do pasto pela área degradada ou área não empastada.</p>
<p>O critério é relativo, pode-se determinar, por exemplo, que será reformada todos os pastos em que menos de 50% da área esteja empastado, ou aqueles pastos em que a mais de 50% da área esteja com níveis iguais ou superiores a 2 na classificação do nível de degradação. A experiência do técnico que está fazendo o diagnóstico que irá direcionar os critérios de reforma.</p>
<h4><strong>Área de recuperação</strong></h4>
<p>Assim como a área de reforma, é importante a determinação de um critério para área de recuperação, por exemplo, pastos com mais de 30% da área infestada ou com 30 a 50% da área degradada devem ser recuperados.</p>
<h3>9. Estado de conservação das cercas</h3>
<p>Ao percorrer os pastos, aproveita-se para avaliar a qualidade e o estado de conservação das <a href="https://rehagro.com.br/blog/cerca-ideal-para-a-propriedade/" target="_blank" rel="noopener"><strong>cercas</strong></a> de cada pasto. Pode-se estabelecer notas de classificação, por exemplo, de 0 a 3, onde 0 não tem cerca, 1 cerca em péssimo estado de conservação, 2 cerca razoável e 3 cerca em perfeito estado de conservação.</p>
<h3>10. Diagnóstico das aguadas</h3>
<p>O diagnóstico das aguadas também acompanha o levantamento das características dos pastos.</p>
<p>Pode-se definir níveis ou notas para o status das aguadas, com notas máximas à <a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bebedouros</strong></a> artificiais limpos e em perfeito estado de conservação até notas mínimas que representam aguada natural, sujas, com indícios de erosão, impróprias para o consumo dos animais.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11581 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-8.jpg" alt="Bebedouro para gado" width="599" height="450" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-8.jpg 599w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-8-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-8-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-8-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-8-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Construção de bebedouro artificial. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.</span></p>
<p>É sempre válido nesse momento coletar amostras para análises laboratoriais da qualidade de água, uma vez que esta está diretamente relacionada ao desempenho dos animais e possíveis problemas sanitários.</p>
<h3>11. Avaliação dos cochos</h3>
<p>A avaliação dos <a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener"><strong>cochos</strong></a> deve levar em conta dois aspectos importantes: a quantidade de cocho e dimensões do cocho, quantos metros de cocho cada piquete tem e também qual a qualidade e o estado de conservação desses cochos.</p>
<p>Assim como utilizamos para aguada, podemos estabelecer critérios de nota para o estado de conservação dos cochos, onde posteriormente será possível definir a melhor ação referente a cada cocho para cada um dos pastos da propriedade. Esses dados devem ser correlacionados com a quantidade de animais naquele pasto para se avaliar o espaçamento de cocho.</p>
<p>Esse levantamento também será importante para a definição do programa de suplementação. Há cocho suficiente para uma suplementação de médio a alto consumo?</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11582 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-9.jpg" alt="Inspeção de cochos" width="722" height="541" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-9.jpg 722w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-9-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-9-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-9-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-9-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 722px) 100vw, 722px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Medição de espaçamento de cocho feita pelo técnico Hugo Pereira. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.</span></p>
<h3>12. Programa nutricional do rebanho</h3>
<h4><strong>Plano nutricional</strong></h4>
<p>É importante, que durante o diagnóstico seja levantado qual o programa nutricional é atualmente adotado em cada categoria animal da propriedade nas diferentes épocas do ano, e se a estratégia condiz com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/">estado de condição corporal</a></strong> avaliado no levantamento do rebanho.</p>
<h4><strong>Suplemento utilizado</strong></h4>
<p>Quando avaliamos o plano nutricional, um ponto de atenção que deve ser levantado se refere às características nutricionais dos insumos utilizados e as condições de armazenamento na propriedade.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11583 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-10.jpg" alt="Suplementação para bovinos" width="682" height="511" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-10.jpg 682w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-10-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-10-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-10-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/projeto-pecuario-10-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 682px) 100vw, 682px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Suplementação de alto consumo de animais criados a pasto. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.</span></p>
<h3>13. Calendário sanitário</h3>
<p>Além da avaliação visual realizada durante o diagnóstico do rebanho, é importante que se faça uma <strong>pesquisa do calendário sanitário realizado na fazenda</strong>, quais são e quando são aplicadas as vacinas e os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/">vermífugos</a></strong> durante o ano e em quais categorias animais, incluindo as campanhas de vacinação.</p>
<h3>14. Infraestrutura, benfeitorias e maquinário</h3>
<p>Além de definir uma série de importantes investimentos a serem realizados no projeto pecuário, <strong>o levantamento das benfeitorias e dos maquinários</strong> é extremamente importante quando pensamos em capacidade produtiva daquela propriedade.</p>
<p>Esta informação será também utilizada para averiguar se as benfeitorias são suficientes para armazenar os insumos necessários no processo produtivo ou então, até mesmo, se o refeitório atende as exigências mínimas para os colaboradores.</p>
<p>Quanto ao maquinário, deve-se levantar: quais os maquinários? Quantos tratores e qual o ano desses tratores? Todos esses itens devem ser descritos quanto ao estado de conservação, modelo, marca e ano. Além de avaliar possíveis investimentos e planos de manutenção, com esse levantamento é possível calcular a depreciação que será levado em consideração para as análises econômicas da propriedade.</p>
<h3>15. Mão de obra</h3>
<p>A avaliação da mão de obra vai um pouco além da quantificação de colaboradores que trabalham atualmente na propriedade. Deve ser levantado <strong>qual o cargo e a função de cada colaborador, bem como a remuneração desses colaboradores</strong>.</p>
<p>Entender o quadro de funcionários, as funções e a hierarquia na propriedade pode definir importantes ações durante o projeto pecuário. Por isso, é recomendado a elaboração do organograma atual da fazenda.</p>
<h3>16. Levantamento dos dados financeiros e indicadores</h3>
<p>Por último, e não menos importante, é o <strong>levantamento dos indicadores produtivos e econômicos da fazenda</strong>.</p>
<p>Embora, muitas fazendas não possuam esses dados estruturados ou não fazem coletas dessas informações, é fundamental investigar o quanto a fazenda está produzindo e qual sua eficiência de produção, independente do sistema. Para isso, há indicadores chaves para cada sistema de produção que devemos estar atentos.</p>
<p>Os dados financeiros seguem as mesmas premissas dos indicadores. Quanto mais informações se obter na hora do diagnóstico melhor será o direcionamento e a qualidade do projeto.</p>
<h2>Como medir o sucesso de um projeto pecuário?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A realização do diagnóstico deve ser realizada de forma criteriosa para assegurar a veracidade da condição atual da fazenda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso de um projeto pecuário depende da integração bem sucedida entre uma série de pilares: <strong>nutrição, sanidade, reprodução e uma boa gestão financeira e de equipes.</strong> Resultados financeiros satisfatórios só vêm quando todos esses aspectos caminham juntos e estão em dia.</span></p>
<h2>Construa projetos pecuários sólidos com embasamento técnico e visão estratégica</h2>
<p data-start="298" data-end="554">Planejar um projeto pecuário eficiente vai muito além de escolher boas pastagens ou definir metas produtivas. É preciso entender de manejo, nutrição, sanidade, gestão econômica e tomada de decisão, sempre com foco em rentabilidade e resultados duradouros.</p>
<p data-start="556" data-end="908">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=projeto-pecuario" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro, você desenvolve exatamente essa <strong>visão completa e integrada</strong>. São aulas online, com foco em aplicação prática e professores que atuam no campo e sabem como transformar teoria em ação. O curso é ideal para quem quer liderar projetos, aumentar a produtividade da fazenda e se destacar no setor.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=projeto-pecuario" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Escore de condição corporal em bovinos de corte (ECC): entenda a importância dessa medida</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2020 18:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[escore de condição corporal]]></category>
		<category><![CDATA[estação de monta]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A evolução dos sistemas de produção faz com que estratégias e avaliações sejam mais utilizadas a cada dia, com intuito de melhorar a eficiência dos processos e a assertividade nos manejos produtivos. Dentro desses processos e ferramentas, algumas estratégias se destacam, pelo baixo custo apresentado, pela praticidade na adoção e principalmente, pela eficácia e impacto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A evolução dos sistemas de produção faz com que estratégias e avaliações sejam mais utilizadas a cada dia, com intuito de melhorar a eficiência dos processos e a assertividade nos manejos produtivos.</p>
<p>Dentro desses processos e ferramentas, algumas estratégias se destacam, pelo baixo custo apresentado, pela praticidade na adoção e principalmente, pela eficácia e impacto nos resultados.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é escore de condição corporal?</h2>
<p>O <strong>escore de condição corporal</strong> é uma medida subjetiva, fundamentada na classificação dos animais em função da cobertura de gordura e da massa muscular, o que estima o estado nutricional dos ruminantes de interesse zootécnico.</p>
<p>Desse modo, o <strong>Escore de Condição Corporal (ECC)</strong> afere o estado nutricional dos animais a partir de avaliação visual e/ou tátil, sendo uma ferramenta fundamental no manejo.</p>
<p>Essa ponderação reflete as reservas energéticas dos animais e pode ser utilizada como acessório na indicação de práticas a serem seguidas no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">manejo nutricional</a></strong> do rebanho.</p>
<p>Os bovinos passam por diferentes ciclos produtivos e reprodutivos ao longo do ano, acarretando alterações em suas necessidades nutricionais.</p>
<p>A disponibilidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/">pastagens</a></strong> e alimentos muda em decorrência das mudanças climáticas, dessa forma, ganhos ou perdas de peso dos animais são comuns e representam a produtividade do sistema, assim, essas modificações na condição corporal devem ser monitoradas.</p>
<p>Um bom indicador do estado nutricional é a avaliação do peso, mas deve-se ter atenção às variações entre raças e tamanho dos indivíduos (<i>frame</i>), pois, nem sempre um animal pesado apresenta uma boa condição corporal.</p>
<p>A mensuração do peso vivo modifica em decorrência da função fisiológica do animal, por exemplo, a fêmea prenhe.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-escore-condicao-corporal-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-ecc&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39646 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos.png" alt="Guia ECC em bovinos de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-ecc-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>A importância de conhecer o escore de condição corporal (ECC)</h2>
<p>Conhecer o <strong>ECC do rebanho</strong> contribui para a tomada de <strong>decisões assertivas no manejo nutricional</strong> e garante medidas de redução no impacto na produção e nos custos do pecuarista.</p>
<p>Por exemplo, com ele é possível definir quando e quanto suplementar um lote de matrizes, com objetivo de reduzir o período de anestro pós-parto.</p>
<p>A acuidade da ponderação do escore corporal provém do conhecimento sobre o direcionamento de nutrientes da dieta de acordo com a prioridade do animal.</p>
<p>A ordem de partição de nutrientes energéticos, na ordem crescente é:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Metabolismo basal;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Atividades mecânicas;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Crescimento;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Conjunto de reservas corporais básicas de energia;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Manutenção da prenhez;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Lactação;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Reservas extras de energia;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ciclicidade estral;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ovulação e o início da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-na-pecuaria-de-corte/">prenhez</a></strong>;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Reservas de excesso.</span></li>
</ul>
<p>Portanto, os animais direcionam suas energias oriundas dos alimentos para suprir as necessidades básicas, seguindo a ordem acima relacionada, e posteriormente direcionam suas funções para atividades “secundárias”.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/curso/gestao-lucrativa-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ecc" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46181 size-full" title="Clique e conheça a formação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp" alt="Banner Formação Prática Gestão Lucrativa na Pecuária de Corte" width="1024" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-300x100.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-768x256.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-370x123.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-270x90.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-740x246.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>No entanto, essas atividades não primárias, representam grande parte dos resultados que geram produtividade ao negócio, como ganho de peso, produção de leite, e reprodução.</p>
<p>É possível perceber que as funções reprodutivas não são prioritárias do ponto de vista de partição de nutrientes. Estudos apontam que quanto maior a perda de condição corporal entre o parto e a primeira inseminação menor será a taxa de concepção quando comparado a animais com perda moderada.</p>
<p>Além disso, <strong>a avaliação do ECC no início da estação de monta pode impactar na eficiência reprodutiva.</strong></p>
<p>No entanto, é importante salientar que as vacas de corte demasiadamente condicionadas (ECC maior que sete) podem apresentar dificuldades ao parto, bem como altos custos de mantença quando confrontadas com vacas de ECC moderado.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10883" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/probabilidade-de-prenhes.jpg" alt="Probabilidade de prenhes de acordo com o ECC" width="500" height="398" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/probabilidade-de-prenhes.jpg 1889w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/probabilidade-de-prenhes-300x239.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/probabilidade-de-prenhes-1024x815.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/probabilidade-de-prenhes-768x611.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/probabilidade-de-prenhes-1536x1222.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/probabilidade-de-prenhes-370x294.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/probabilidade-de-prenhes-270x215.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/probabilidade-de-prenhes-740x589.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10884" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/prenhez-ecc.jpg" alt="Prenhez de acordo com condição corporal ao parto" width="500" height="396" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/prenhez-ecc.jpg 2249w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/prenhez-ecc-300x238.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/prenhez-ecc-1024x811.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/prenhez-ecc-768x609.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/prenhez-ecc-1536x1217.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/prenhez-ecc-2048x1623.jpg 2048w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/prenhez-ecc-370x293.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/prenhez-ecc-270x214.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/prenhez-ecc-740x586.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;">Escore de condição corporal ao parto e porcentagem de prenhez. Fonte: adaptado de Wettemann (1994).</span></p>
<p>As matrizes com boas condições corporais ao parto retornam ao cio mais cedo e apresentam melhores índices de concepção sendo a <strong>suplementação das vacas</strong> nos períodos pré e pós-parto resultam em incremento do peso corporal.</p>
<p>Isso acaba interferindo na taxa de prenhes positivamente, haja vista que animais com escores melhores durante a estação de monta possuem uma maior probabilidade de emprenhar.</p>
<p>A tabela abaixo mostra o desempenho reprodutivo de vacas de corte de raças europeias com ECC diferentes.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41424" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-1.png" alt="Efeito da condição corporal durante a estação reprodutiva na taxa de prenhez de bovinos" width="903" height="177" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-1.png 903w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-1-300x59.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-1-768x151.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-1-370x73.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-1-270x53.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-1-740x145.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-1-150x29.png 150w" sizes="auto, (max-width: 903px) 100vw, 903px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: adaptado de Faulkner (1990).</span></p>
<p>Os resultados da tabela acima evidenciam que há necessidade de ajustes no manejo nutricional, de modo que as vacas atinjam ECC de 5 a 7 ao parto, pois, a recuperação do ECC no pós-parto é mais difícil, especialmente, quando essa época se sobrepõe à estação de monta subsequente.</p>
<p>Do ponto de vista prático, se o rebanho de matrizes não atingiu condição corporal aceitável no período de parição, é necessário à suplementação alimentar. Em um ano em que as condições climáticas estão favoráveis, a condição corporal das vacas pode ser um indicativo de quão bem as demandas do rebanho estão sendo atendidas pelos recursos da fazenda.</p>
<p>Entretanto, se as vacas continuam magras, reflexo disso é um ECC baixo, a dieta dessas deve ser alterada. Assim, pode haver uma <strong>suplementação concentrada</strong> (sal ureado, proteico, proteico-energético, energético, sal mineral aditivado) visando atender suas exigências nutricionais.</p>
<p>No entanto, se não obtiver sucesso, mesmo após a suplementação, é importante alterar a lotação da fazenda, reduzindo, a fim de fornecer uma forragem de melhor qualidade e com volume maior por animal do rebanho.</p>
<p>Há casos em que se fazem necessárias suplementações mais impactantes, por exemplo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/">suplementação de volumoso</a></strong>, feno ou silagem, visando o sucesso da estação reprodutiva.</p>
<p>Visto que o suprimento de forrageiras é considerado como adequado, estratégias de melhoramento genético animal devem ser suscitadas, por exemplo, reduzir o tamanho corporal (<em>frame</em>) e/ou aspectos produtivos que estejam superdimensionados para o sistema, como a produção de leite.</p>
<p>Não se pode selecionar apenas para habilidade materna, é preciso que haja um equilíbrio entre as outras características de relevância significativas quanto está, ou seja, é importante obter um foco na seleção e traçar um plano genético adequado a realidade de cada propriedade.</p>
<h2>A avaliação do escore de condição corporal</h2>
<p>Os animais são classificados de acordo com a quantidade de reservas teciduais, sobretudo de gordura e de músculos, em determinadas regiões do corpo, tais como algumas protuberâncias ósseas:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Costelas;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Processos espinhosos da coluna vertebral;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Processos transversos da coluna vertebral;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Vazio;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ponta do íleo;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Base da cauda;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Sacro;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Vértebras lombares. Os escores extremos (superior ou inferior) são indesejáveis em qualquer escala e em qualquer espécie animal avaliada.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41425" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-2.png" alt="Escore visual para avaliação da condição corporal de vacas de cria" width="960" height="639" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-2.png 960w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-2-300x200.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-2-768x511.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-2-370x246.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-2-270x180.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-2-740x493.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/tabela-escore-condicao-corporal-2-150x100.png 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p>Portanto, a obtenção de altas taxas reprodutivas está intimamente relacionada à produtividade e à lucratividade das explorações pecuárias.</p>
<p>Para que o produtor tenha êxito é importante que haja adoção de determinadas práticas de manejo, dentre essas, a nutrição. Essa deve prover às matrizes condições metabólicas ideais para enfrentar determinadas ocasiões estratégicas do ciclo produtivo, como a época de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/">reprodução</a></strong>, período de parto e o momento de aleitamento.</p>
<p>Nesse cenário, <strong>o escore de condição corporal é uma ferramenta favorável na ponderação do estado nutricional do animal</strong> e, por consequência, tem aproveitamento estratégico no manejo do rebanho.</p>
<p>O emprego racional da informação conduzida pelo conhecimento do ECC do rebanho é altamente eficiente para o aumento da eficiência reprodutiva das matrizes e produtiva, pensando não só nas matrizes, mas também, nas demais categorias do sistema.</p>
<p>As <strong>primíparas</strong> requerem uma atenção especial. A <strong>avaliação do ECC dessa categoria extrapola os cuidados exigidos pelas matrizes de dois ou mais partos</strong>, multíparas, por se tratar de uma fase na vida onde as fêmeas são desafiadas em demasia, estão crescendo, amamentando, e ainda necessitam de energia para reproduzir, qualquer deslize para com esses animais, pode significar um grande fracasso durante a estação de monta.</p>
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<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/">Escore de condição corporal em bovinos de corte (ECC): entenda a importância dessa medida</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Manejo nutricional de bovinos de corte: veja 5 dicas básicas para ter sucesso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2020 18:42:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na pecuária de corte, existe um tripé que sustenta e confere dinamismo quando se fala em produção de bovinos, que consiste em genética, sanidade e manejo nutricional. A associação da eficiência desse tripé somada à uma gestão eficiente dos recursos financeiros e das pessoas envolvidas no processo proporciona grande capacidade de obtenção de uma margem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na pecuária de corte, existe um tripé que sustenta e confere dinamismo quando se fala em <strong>produção de bovinos</strong>, que consiste em genética, sanidade e manejo nutricional.</p>
<p>A associação da eficiência desse tripé somada à uma gestão eficiente dos recursos financeiros e das pessoas envolvidas no processo proporciona grande capacidade de obtenção de uma margem de lucratividade satisfatória.</p>
<p>Para se obter boa eficiência produtiva é importante que o manejo nutricional de bovinos de corte seja fundamentado em conhecimentos técnicos e aprofundados, revertidos em <strong>práticas eficientes de manejo nutricional</strong>. Isso permite que sejam adotadas estratégias para melhorar a eficiência alimentar dos animais e também a eficiência econômica do sistema.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Os desafios e variações do manejo nutricional na pecuária de corte brasileira</h2>
<p>Alimentação combinada com manejo nutricional de gado de corte pode ser considerado um <strong>assunto complexo</strong>, pois são diferentes variáveis que podem influenciar no sucesso deste manejo. Pensando em pecuária de corte brasileira, o dinamismo na atividade é ainda maior.</p>
<p>As diferenças nos sistemas de produção variam de região para região, e mesmo de forma regional podem variar muito em função de quantidade de raças de animais utilizadas, condições climáticas e ambientais que mudam ao longo do território nacional, variedade da composição nutricional da dieta utilizada para os animais nos diferentes sistemas, diversidade de forrageiras disponíveis, entre outras variações observadas.</p>
<p>Os níveis de intensificação de cada sistema, também interferem muito nesse dinamismo. O país apresenta uma diversidade muito grande em tipo e níveis de intensificação dos sistemas, onde é possível observar desde sistemas altamente extensivos, de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/">criações a pasto</a></strong>, como sistemas de ciclo completo com 100% dos animais confinados, recebendo a dieta no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cocho</a></strong>.</p>
<p>Embora todas estas variações citadas, existem alguns princípios que devem ser levados em consideração para se fazer um bom manejo nutricional de bovinos de corte, independente das variáveis como raça, condições climáticas e espécies forrageiras disponíveis.</p>
<p>Aqui, vamos explorar <strong>5 pilares importantes para obter</strong> <strong>sucesso no manejo nutricional</strong> dos bovinos de corte.</p>
<h2>1. Definição do objetivo do sistema de acordo com a categoria animal</h2>
<p>O manejo nutricional adotado no sistema deve estar <strong>alinhado com os objetivos almejados para cada categoria</strong>.</p>
<p>Os requerimentos nutricionais dos animais quanto aos nutrientes como proteína, energia, minerais e vitaminas variam conforme a categoria animal e também quanto a meta de desempenho produtivo.</p>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-de-bezerros/">bezerros</a></strong>, por exemplo, estão em uma fase em que o tipo de ganho é predominantemente o desenvolvimento dos tecidos musculares e ósseos, necessitando de uma dieta com níveis de proteína e minerais superiores às dietas dos animais mais erados, que, por sua vez, precisam de uma dieta mais energética, pois estão em uma fase em que o crescimento do esqueleto e o desenvolvimento dos músculos já estão mais estabilizados, e o aumento da deposição de tecido adiposo (gordura) torna-se mais acentuado.</p>
<p>Isso implica em planejar uma alimentação com os níveis adequados de nutrientes para garantir a efetividade do bom desempenho dos animais, sem, contudo, perder eficiência econômica — seja pela falta de fornecimento de nutrientes, o que impossibilita o ganho de peso desejado, ou pelo excesso de nutrientes na alimentação, provocando aumento no custo de produção e desperdício de dinheiro.</p>
<p>Além dos objetivos traçados por exigências específicas de cada categoria, estabelecer o objetivo de ganho da categoria também é fundamental, desmamar bezerros com 240 kg, por exemplo, ou obter ganhos de 1,2 Kg por dia na engorda, são objetivos importantes de serem traçados em cada categoria.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>2. Planejamento da nutrição dos bovinos com estimativas da necessidade e disponibilidade</h2>
<p>Quando se fala em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">bovinos mantidos a pasto</a></strong>, a qualidade e a quantidade da forragem estão entre os principais fatores que influenciam a produtividade animal.</p>
<p>As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-especie-forrageira-para-a-sua-fazenda/">plantas forrageiras</a></strong> são responsáveis por fornecerem energia, proteína, minerais e vitaminas aos animais em pastejo com um baixo custo alimentar.</p>
<p>Contudo, estas estão sujeitas à estacionalidade de produção, apresentando boa qualidade e produtividade durante o período das chuvas, mas com perdas quantitativas e qualitativas durante os períodos secos do ano, como ilustrado na imagem.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10968 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-3.jpeg" alt="Produção forrageira ao longo do ano" width="370" height="370" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-3.jpeg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-3-300x300.jpeg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-3-150x150.jpeg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-3-270x270.jpeg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">A imagem representa a sazonalidade de produção forrageira em algumas regiões do Brasil, acompanhando as estações de seca e chuva.</span></p>
<p>Quando os bovinos não têm disponibilidade de pastagens com níveis mínimos de fibra e nutrientes, o desempenho produtivo destes animais é comprometido.</p>
<p>Neste cenário, a probabilidade de que ao final do ciclo produtivo os animais não tenham apresentado o desempenho satisfatório é alta, o que provoca impacto negativo sobre a rentabilidade do sistema.</p>
<p>Para que isso não aconteça, é fundamental o <strong>planejamento nutricional antes do início do ciclo produtivo</strong>, para garantir que os níveis mínimos de nutrientes alimentares sejam oferecidos aos animais para atender suas exigências e o animal continue ganhando peso durante o período estabelecido.</p>
<p>Dessa forma, permite-se que os animais possam apresentar o desempenho satisfatório para que os objetivos produtivos e econômicos do sistema sejam alcançados.</p>
<p>Em um bom manejo nutricional, busca-se em geral maximizar a produção biológica e/ou econômica para determinado cenário socioeconômico, minimizar custos produtivos e garantir a sustentabilidade do sistema.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10969 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-4.jpg" alt="Manejo nutricional de gado de corte" width="740" height="360" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-4.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-4-300x146.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-4-370x180.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-4-270x131.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: acervo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador de consultoria do Rehagro. </span></p>
<p>Durante o período de maior disponibilidade de forragem, podemos utilizar de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/">suplementação</a></strong> também, diferente do período seco, onde além de corrigir as deficiências nutricionais das pastagens, aumentamos o consumo do capim mais seco.</p>
<p>Durante as águas, o pensamento é em maximizar os ganhos, ganhar ainda mais desempenho no período onde as pastagens são favoráveis, a conta não é simples, e não devemos simplesmente suplementar para ganhar mais, a estratégia deve compor um planejamento global e ser rentável economicamente.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/curso/gestao-lucrativa-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=manejo-nutricional" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46181 size-full" title="Clique e conheça a formação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp" alt="Banner Formação Prática Gestão Lucrativa na Pecuária de Corte" width="1024" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-300x100.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-768x256.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-370x123.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-270x90.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-740x246.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>3. Suplementação alimentar para bovinos de corte</h2>
<p>Em função da estacionalidade produtiva das pastagens, estratégias alimentares que ajudem a sanar este problema devem ser adotadas, entre elas está a <strong>suplementação.</strong></p>
<p>Bons resultados produtivos podem ser obtidos com a utilização da suplementação quando ela é realizada com um bom planejamento e apresenta coerência com a categoria animal e com o ganho desejado. É preciso estar atento, pois este cenário pode mudar em função de alguns fatores, como:</p>
<ul>
<li>Disponibilidade e qualidade de forragem;</li>
<li>Categoria animal;</li>
<li>Mercado (para compra de insumos, animais e valor pago pela arroba vendida do animal);</li>
<li>Custo dessa suplementação.</li>
</ul>
<p>Critérios que devem ser observados para suplementar:</p>
<ul>
<li>Objetivo produtivo;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/racas-de-gado-de-corte/">Raça</a></strong> e categoria animal;</li>
<li>Disponibilidade e qualidade de pastagens;</li>
<li>Quantidade e valor nutricional do suplemento;</li>
<li>Tempo de suplementação;</li>
<li>Preço pago pela arroba;</li>
<li>Custo x benefício do suplemento. Além de recursos físicos, como cochos e disponibilidade de mão de obra capacitada;</li>
<li>Logística da propriedade;</li>
<li>Infraestrutura, cocho, galpão, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fabrica-de-racao-para-gado-de-corte-quando-investir-em-uma/">fábrica</a></strong>, etc.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10970 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-5.jpg" alt="Manejo nutricional de gado de corte" width="370" height="493" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-5.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-5-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-5-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: acervo pessoal de Cristiano Rossoni, <span style="font-weight: 400;">consultor e coordenador de cursos do Rehagro</span>.</span></p>
<p>É importante ressaltar que independente do tipo e nível de suplementação adotado, o objetivo desta estratégia deve ser sempre garantir a utilização eficaz da forragem e seus nutrientes pelos animais, potencializando o desempenho individual e aumentando a produção por hectare.</p>
<p>Ao se analisar o fator custo alimentar, os nutrientes obtidos através das forrageiras é consideravelmente inferior ao da suplementação, o que ressalta a importância da boa eficiência do pastejo.</p>
<p>Utilize estratégias de suplementação, também, para garantir sucesso em estratégias pontuais, como preparar novilhas para a estação de monta, desmamar bezerros, dentre outros.</p>
<h2>4. Manejo nutricional e análise econômica</h2>
<p>Outro fator importante para se estabelecer o <strong>manejo nutricional</strong> dos animais, é a realização de uma análise sobre a viabilidade econômica.</p>
<p>Não adianta fornecer alimentação diferenciada aos animais, garantindo bom desempenho, se ela não apresentar custo benefício favorável ao sistema. Em outras palavras, a produtividade animal tem que pagar o investimento realizado com a suplementação.</p>
<p>Por exemplo, em um <strong>sistema de cria</strong> onde a disponibilidade de forragens não atende aos requerimentos nutricionais das vacas em determinado período do ano, elas precisarão ser suplementadas.</p>
<p>Antes de qualquer decisão, deve-se realizar a análise da viabilidade econômica e o custo benefício da adoção desta estratégia. Isso pode ser realizado de diferentes maneiras, dentre elas, uma análise onde são levados em conta parâmetros como custo do suplemento, o tempo de suplementação e as taxas de desmame conseguidas (kg de bezerro desmamado/vaca/ano).</p>
<p>Somente através dessa análise e planejamento será possível garantir que o sistema apresente índices produtivos adequados com rentabilidade satisfatória.</p>
<p>Ressalva importante é que não devemos levar em conta somente os custos diretos com o suplemento, seja ele concentrado ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">volumoso</a></strong>, os cálculos devem ser amplos levando em consideração, toda a logística e a operação envolvida no programa nutricional.</p>
<h2>5. Monitoramento do manejo nutricional</h2>
<p>Sabe-se que produzir, entender, monitorar e controlar dados em uma empresa é fundamental para o sucesso do negócio.</p>
<p>Na bovinocultura de corte isso não é diferente, principalmente quando se observa as <strong>margens de lucro</strong>, cada vez mais reduzidas na atividade.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10971" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-6.jpg" alt="Gado comendo no cocho" width="500" height="375" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-6.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-6-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-6-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-6-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/manejo-nutricional-6-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: acervo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador de consultoria do Rehagro.</span></p>
<p>Sendo assim, após um bom <strong>planejamento nutricional</strong> com a realização de estudos e análises que demonstram a viabilidade da estratégia, é fundamental o monitoramento da mesma ao longo de sua execução.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso permitirá que durante a execução desse manejo, caso aconteça algum desvio como, por exemplo, desempenho produtivo insatisfatório, seja possível avaliar a causa do problema e também uma intervenção que o sane e possibilita que se tenha sucesso no final do ciclo produtivo.</span></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Bebedouro bovino: como ter água de qualidade?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2020 19:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[bebedouro]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[rebanho]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na busca constante por maior produtividade e lucratividade na pecuária de corte, fatores como genética, manejo sanitário e eficiência no pastoreio são amplamente estudados e discutidos. No entanto, um dos aspectos mais críticos para o sucesso, e muitas vezes subestimado, é a nutrição, que vai além da escolha de volumosos e concentrados. Um elemento essencial, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na busca constante por maior produtividade e lucratividade na pecuária de corte, fatores como genética, manejo sanitário e eficiência no pastoreio são amplamente estudados e discutidos.</p>
<p>No entanto, um dos aspectos mais críticos para o sucesso, e muitas vezes subestimado, é a nutrição, que vai além da escolha de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/">volumosos</a></strong> e concentrados. Um elemento essencial, mas frequentemente negligenciado, é a <strong>qualidade da água</strong> oferecida e o uso de um bebedouro adequado.</p>
<p>A água, tão fundamental quanto os alimentos, tem um impacto direto no desempenho dos bovinos. Oferecer água em quantidade e qualidade adequadas pode parecer uma medida simples, mas é um fator decisivo para o bem-estar e o rendimento dos animais.</p>
<p>Ainda assim, cenas preocupantes como as que veremos a seguir continuam comuns em muitas regiões do Brasil, tanto em sistemas de criação extensiva a pasto quanto em confinamentos. <strong>Fontes de água inadequadas ao consumo comprometem o potencial de produção</strong> e, muitas vezes, passam despercebidas.</p>
<p>Nas fazendas de gado de corte, a diversidade de fontes de água é enorme: de açudes, cacimbas, rios e lagoas naturais a estruturas de bebedouros bem mantidos.</p>
<p>Curiosamente, essas variações podem ser observadas até mesmo dentro de uma única propriedade, destacando a importância de um manejo adequado para garantir a saúde e o desempenho do rebanho.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10747 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/agua-em-mas-condicoes.jpg" alt="Água em más condições de uso" width="370" height="278" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/agua-em-mas-condicoes.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/agua-em-mas-condicoes-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/agua-em-mas-condicoes-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/agua-em-mas-condicoes-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Foto ilustrando as más condições de água em propriedade de bovinos de corte a pasto. (</span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Vinicius Costa, trainee da Equipe Corte do Rehagro).</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O impacto da água na saúde e no desempenho dos bovinos</h2>
<p>O primeiro ponto que devemos chamar a atenção, está relacionado aos impactos diretos da <strong>qualidade da água</strong> na saúde dos animais.</p>
<p>Fontes de água contaminadas, principalmente em açudes, cacimbas ou mesmo em bebedores sem manutenção e que contém água provinda de fontes não adequadas, representam sérios riscos à saúde dos animais, e consequentemente impacto negativo na produção.</p>
<p>Diarreia, eimeriose, leptospirose, botulismo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">verminoses</a></strong> são algumas das doenças que podem afetar diretamente a saúde do animal.</p>
<p>Doenças como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-e-como-prevenir-o-botulismo-bovino/">botulismo</a></strong> podem causar grandes prejuízos, levando ao um surto e morte de muitos animais de maneira instantânea em uma propriedade. Já a leptospirose pode causar prejuízos incalculáveis durante uma estação de monta, aumentando abortos e reduzindo a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">taxa de prenhez</a></strong>.</p>
<p>Pensando ainda em prejuízos diretos à saúde dos animais, os bezerros também são diretamente impactados. No início de suas vidas, ao contrário do que muitos pensam, a disponibilidade de <strong>uma fonte de água de qualidade é fundamental para o desenvolvimento dos bezerros</strong>.</p>
<p>Casos de diarreia não são incomuns em fazendas em que o acesso dos bezerros à água está muito aquém do desejável, aumentando a mortalidade dessa categoria.</p>
<p>Dependendo da temperatura e da dieta utilizada, um bovino consome em média 5 litros de água, por quilo de matéria seca (MS) ingerida, frequentando em média a fonte de água quatro vezes ao dia em sistema de pastejo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-de-agua-para-bovinos?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-bebedouros&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39630 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua.png" alt="E-book Bebedouros e qualidade de água para bovinos" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Água e o impacto no consumo de matéria seca</h3>
<p>Além dos impactos já supracitados, que influenciam direta e imediatamente a saúde dos animais, um ponto se destaca e requer bastante atenção é o desempenho dos animais.</p>
<p>Limitações ao acesso da água, como barreiras físicas, estreitamento dos trilheiros na chegada às fontes de água, baixa disponibilidade de água e principalmente, água de má qualidade, irão <strong>impactar diretamente no consumo de MS</strong> pelos animais.</p>
<p>Um estudo mostrou que houve redução do consumo de MS e ingestão de água à medida que a água era “propositadamente” contaminada com fezes.</p>
<p>Um cenário não incomum em fazenda, o que neste estudo resultou em resolução de aproximadamente 12,5% no consumo MS, como ilustrado no gráfico a seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10750 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/qualidade-da-agua-e-consumo.jpg" alt="Qualidade da água x consumo dos bovinos" width="740" height="431" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/qualidade-da-agua-e-consumo.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/qualidade-da-agua-e-consumo-300x175.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/qualidade-da-agua-e-consumo-370x216.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/qualidade-da-agua-e-consumo-270x157.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Ingestão de água e matéria seca de bovinos a medida que a fonte de água era contaminada com fezes. (</span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Adaptado de Willms et al., 2002).</span></p>
<p>Diminuir consumo de matéria seca, por esse motivo, é sinônimo de menores desempenhos. Bovinos de corte com acesso a água de bebedouros, apresentaram desempenhos de <strong>0,105Kg ou 29% superiores</strong> aos animais que consumiam água de açudes.</p>
<p>Portanto, a água é o primeiro e o mais barato ingrediente da dieta de um ruminante, o cuidado e a preservação desse recurso, a disponibilidade de águas de boa qualidade podem determinar o sucesso da atividade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=bebedouro" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Características essenciais dos bebedouros para bovinos</h2>
<h3>Capacidade e vazão dos bebedouros</h3>
<p>Em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamento</a></strong>, a métrica se mantém, ou até mesmo se acentua.</p>
<p>Confinamentos, são na prática locais com maiores densidades de animais por m², o consumo de água é maior devido às características das dietas e o acesso ao bebedouro é observado constantemente por vários animais ao mesmo tempo, implicando em uma característica muito importante das recomendações do bebedouro.</p>
<p>É importante que esses sejam de alta vazão, ou seja, que tenham grande capacidade e velocidade de enchimento.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10751 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos.jpg" alt="Bebedouro para gado de alta vazão" width="686" height="514" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos.jpg 686w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 686px) 100vw, 686px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Projeto de bebedouro pequeno mas de alta vazão. (</span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Cristiano Rossoni, consultor do Rehagro). </span></p>
<p>A utilização de bebedouros artificiais, foi um grande avanço e é uma grande necessidade ainda em muitas propriedades, em grandes piquetes, ou mesmo em confinamentos.</p>
<p>Grandes estruturas de bebedouros foram instalados com intuito de armazenar muita água, que fosse capaz de suprir as necessidades de todos os animais de um lote, porém essas estruturas com grandes capacidades de armazenamento, <strong>apresentam uma maior dificuldade de manutenção</strong>, é em tese mais difícil se limpar um bebedouro ou uma caixa d’água com grandes volumes do que um bebedouro pequeno.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10752 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-vazao-insuficiente.jpg" alt="Bebedouro com enchimento lento" width="405" height="467" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-vazao-insuficiente.jpg 405w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-vazao-insuficiente-260x300.jpg 260w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-vazao-insuficiente-370x427.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-vazao-insuficiente-270x311.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Bebedouro com vazão insuficiente, enchimento lento. (</span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Cristiano Rossoni, consultor do Rehagro).</span></p>
<p>Se podemos observar vantagens em grandes estruturas para armazenar água para os bovinos, está justamente relacionado à diminuição de riscos de falta desse insumo tão importante.</p>
<p>Uma grande estrutura tem capacidade para garantir água aos animais por 2, 3 ou mais dias, mesmo se algum problema ocorrer com a distribuição da água.</p>
<p>Um ponto de atenção importante, quando pensamos em bebedouros menores, é a capacidade dessa estrutura em atender uma grande demanda por parte dos animais em um curto espaço de tempo.</p>
<p>A partir de então, passou-se a dar mais atenção à vazão dos bebedouros, estrutura menores, com grande capacidade de enchimento. São mais práticos, fáceis de limpar e podem atender, perfeitamente, a todos os animais.</p>
<p>Ainda em relação ao dimensionamento, quando falamos em tamanho de bebedouro, uma métrica utilizada são 2 cm lineares por cabeça, mas insistimos que <strong>mais importante do que o tamanho do bebedouro, e sempre relacionado ao sistema de produção, é importante avaliar a vazão do mesmo.</strong></p>
<h3>Manutenção e limpeza dos bebedouros</h3>
<p>Independente da capacidade e da vazão do bebedouro, um ponto é <strong>indispensável</strong> em qualquer sistema de produção, a manutenção e limpeza dos bebedouros.</p>
<p>Principalmente quando pensamos em sistemas mais intensivos, como confinamentos, a frequência de manutenção e limpeza dos bebedouros requer atenção, e deve ser realizada no mínimo duas vezes por semana.</p>
<p>Dicas para limpeza:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Retire a água do bebedouro, deixando apenas um fundo;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Esfregue toda a superfície do bebedouro, incluindo paredes e fundo, com uma escova ou vassoura rígida. Caso necessário, utilize auxílio de produtos químicos para a limpeza, lembre caprichar no enxágue);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Acabe de retirar a água e esfregar o fundo removendo toda sujeira, lodo e matéria orgânica;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Enxágue o bebedouro;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Deixe encher novamente.</span></li>
</ul>
<p>Algumas plantas e estruturas de confinamento fazem avaliação e limpeza das fontes de água diariamente.</p>
<p>Alternativas podem ser utilizadas como auxílio à limpeza, no intuito de manter a água sempre em bom estado. A utilização de cloro e plantas aquáticas, por exemplo, também podem ser utilizadas e irão retardar o processo de sujeira da água, entretanto a limpeza, a lavagem do bebedouro é indispensável.</p>
<p>Cuidado com fontes alternativas, como criar peixes, essas culturas eliminam resíduos na água que afetam o desempenho de bovinos. Portanto, a maneira mais adequada e barata é manter uma rotina de limpeza na fazenda.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10748 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-sujo.jpg" alt="Bebedouro com água em má qualidade" width="370" height="278" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-sujo.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-sujo-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-sujo-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-sujo-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Foto de bebedouro em confinamento com má qualidade de água devido a falta de limpeza. (</span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Dra. Andrea Mobiglia, coordenadora de ensino da pecuária de corte e consultora do Rehagro).</span></p>
<h2>Custos e benefícios da instalação de bebedouros para gado</h2>
<p>Um ponto de bastante indagação, principalmente por parte dos produtores, está relacionado ao custo de instalação dos bebedouros.</p>
<p>Esse custo está associado a algumas particularidades, como distância do bebedouro à fonte de água e da quantidade de piquetes na fazenda, por exemplo. A quantidade de tubulação e mão de obra impactam nesse custo, além da própria estrutura.</p>
<p>Independente de maiores ou menores custos, a qualidade da água obtida em bebedouros artificiais, representa benefícios suficientes que justificam o investimento na infraestrutura.</p>
<h2>Manejo de pastagens e localização dos bebedouros</h2>
<p>A instalação de bebedouros para gado, representa um benefício pouco comentado. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">Bovinos em pastejo</a></strong> preferem andar não mais de 200 metros de distância da água para pastejarem. Só o fazem quando consomem 50% da forragem disponível naquele raio e relutam a andar mais do que 600m de distância da água.</p>
<p>Apenas andarão distâncias superiores a essa, quando consumirem mais do que 40 a 50% da forragem disponível.</p>
<p>Esse comportamento dos animais, quando a distância não está adequada, resulta em superpastejo em algumas áreas do piquete e subpastejo em outras, o que impacta diretamente no desempenho do animal. Além disso, ainda abre oportunidade de plantas invasoras em áreas mais prejudicadas pelo mau manejo do pastejo.</p>
<p>A localização adequada do bebedouro, tem potencial para maximizar a utilização dos piquetes, ressalvadas devidas proporções de possibilidades, pode ser uma grande opção.</p>
<h2>Avaliação periódica da qualidade da água dos bebedouros</h2>
<p>Tomadas todas as providências de limpeza, manutenção e avaliação da capacidade de fornecimento, um passo importante <strong>é a realização periódica de análises da água fornecida aos animais</strong>.</p>
<p>Avaliação de fatores como acidez, alcalinidade, presença de sulfetos de hidrogênio, sulfatos de ferro e manganês, conteúdos sólidos totais dissolvidos, bactérias (coliformes fecais por exemplo) e população de algas devem ser realizadas, permitindo assim, controle e ações de melhoria na qualidade da água ofertada, respeitando as normativas e portarias do RIISPOA.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10753 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua.jpg" alt="Relatório de análise da água" width="561" height="557" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua.jpg 561w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua-300x298.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua-370x367.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua-270x268.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua-302x300.jpg 302w" sizes="auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Relatório de análise da água. </span></p>
<p>A qualidade da água na produção de bovinos é um ponto que merece grande atenção. <strong>Bovinos de corte podem beber mais de 50 litros de água por dia!</strong></p>
<p>Fornecer água de qualidade e em abundância, não somente mitiga problemas sanitários dentro da propriedade, mas principalmente potencializa desempenho e <strong>maximiza resultados</strong>.</p>
<h2>O diferencial entre fazendas comuns e de alta performance está aqui</h2>
<p>A pecuária de corte moderna exige gestão, estratégia e aplicação prática do conhecimento. Seja você um produtor em busca de mais lucratividade, um sucessor que precisa assumir a fazenda ou um consultor que deseja gerar mais resultados, a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=bebedouro" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</strong></a> oferece uma formação completa para transformar sua atuação no setor.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=bebedouro" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>DDG e WDG: grãos de destilaria do milho na alimentação dos bovinos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 17:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O máximo aproveitamento dos recursos disponíveis dentro de um sistema, é fundamental para a diminuição dos custos de produção, essa máxima se estende por toda a cadeia produtiva do agronegócio. Explorar todas as possibilidades da matéria-prima é uma grande virtude da cadeia produtiva da carne &#8211; tudo na produção de carne bovina é aproveitado. Esse [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/">DDG e WDG: grãos de destilaria do milho na alimentação dos bovinos</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O máximo aproveitamento dos recursos disponíveis dentro de um sistema, é fundamental para a diminuição dos custos de produção, essa máxima se estende por toda a cadeia produtiva do agronegócio.</p>
<p>Explorar todas as possibilidades da matéria-prima é uma grande virtude da cadeia produtiva da carne &#8211; tudo na produção de carne bovina é aproveitado.</p>
<p>Esse aproveitamento, entretanto, não deve se restringir às últimas etapas do sistema de produção. Frigoríficos têm grande eficiência no aproveitamento de 100% do animal abatido e as etapas anteriores, que sucedem o frigorífico, também devem seguir esse caminho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O uso de coprodutos na pecuária de corte</h2>
<p>Um grande avanço nesse sentido está diretamente relacionado ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/">aproveitamento de coprodutos</a></strong> de outros negócios envolvidos no agro, a utilização de produtos advindos das cadeias produtivas do etanol (por exemplo, os grãos de destilaria), do açúcar, do algodão e tantas outras, podem ser de grande valia na produção dos ruminantes.</p>
<p>Além de diminuir a concorrência de utilização de produtos utilizados na alimentação humana, a utilização de coprodutos tem grande potencial quanto ao passivo ambiental.</p>
<p>A principal forma de interação e aproveitamento dos recursos está direcionada justamente a esses coprodutos, que são a cada dia mais utilizados na dieta de ruminantes.</p>
<p>Casca de soja, torta de algodão, bagaço de cana, são alguns exemplos de “resíduos” de outras indústrias de grande importância para a nutrição de ruminantes.</p>
<p>Nos últimos anos, cresceu no Brasil, principalmente no Centro-Oeste brasileiro, o número de agroindústrias que utilizam a <strong>destilação do milho</strong><strong> na produção do etanol</strong>. Esse processo tem como resíduos <strong>subprodutos de grande potencial para a inclusão nas dietas de ruminantes.</strong></p>
<p>Resumidamente, nesse processo, utiliza-se o amido presente no milho como substrato para a fermentação e para a produção do etanol. O material remanescente é um produto rico em proteína, gordura e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra</a></strong>, mais concentrados do que originalmente encontrados no milho. A proporção desses materiais varia entre as indústrias de etanol, dependendo do processo fermentativo que adotam.</p>
<p>O cozimento do milho irá proporcionar a gelatinização do amido, enzimas alfa amilase, termoestáveis, são adicionadas ao material e quebram o amido em glicose, que por sua vez será utilizado por leveduras adicionadas ao processo em etanol e gás carbônico (CO2).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10336 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho.jpg" alt="Resíduo de grãos de destilaria de milho" width="740" height="554" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;">Resíduo úmido da destilaria do milho, conhecido como WDG (<i>wet distillers grain</i>). Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Coprodutos DDG e WDG</h2>
<p>Os principais coprodutos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">grãos</a></strong> de destilaria são grãos secos ou úmidos de destilaria, mais conhecido no Brasil pela sigla em inglês <strong>DDG e WDG </strong>(<i>dried distillers grains with solubles</i> e <i>wet distillers grains</i>, respectivamente). Esses coprodutos se diferem basicamente, como diz sua nomenclatura, pelo teor de umidade.</p>
<p>Durante o processo de fabricação do etanol, <strong>o material fermentado passa por uma etapa de secagem, dando origem ao DDG e quando retirado antes da fase de secagem temos o WDG.</strong></p>
<p>Além da característica principal, relacionada à umidade, esse processo de secagem irá interferir em alguns pontos importantes quando avaliamos a utilização desses produtos na nutrição de ruminantes.</p>
<p>Antes de chegar à fazenda, e serem realizadas as devidas considerações sobre nutrientes e inclusões nas dietas, devemos pensar nos custos e na logística que envolve a utilização desses produtos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-misturadores-qualidade-mistura?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-misturadores&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39637 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores.png" alt="E-book Misturadores de ração" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Composição e utilização do WDG</h3>
<p>O <strong>produto úmido, WDG</strong>, apresenta, em média, na sua composição, 65% de água, o que acarreta, consequentemente, em maiores custos tanto no transporte, tornando mais atrativo para propriedade vizinha da indústria.</p>
<p>Também devemos destacar a armazenagem deste produto. A umidade diminui a densidade do produto, sendo necessário maior espaço para estocagem, além de necessitar de maiores cuidados com o aparecimento de mofos.</p>
<p>A utilização do <strong>WDG</strong> deve ser realizada de forma relativamente rápida nas propriedades. Estima-se que o tempo de vida útil do produto gire em torno de 3 a 4 dias, quando armazenado da forma “convencional” nos galpões de fábrica de confinamento, devendo ser o abastecimento da propriedade com esse produto uma rotina diária.</p>
<p>Uma alternativa a esse problema, pode ser a ensilagem do produto, hoje em dia a principal forma de ensilagem do WDG é feita por bags. Muitos produtores têm aproveitado a baixa nos preços para estocar e ensilar esse material.</p>
<p>A umidade interfere, ainda, nas possibilidades de trato para os animais, suplementação de menores consumos, por exemplo, são praticamente inviáveis com WDG, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplemento</a></strong> como um todo fica bastante úmido, fazendo com que o mesmo, estrague com mais facilidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10338 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg.jpg" alt="Grãos de destilaria WDG" width="397" height="397" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg.jpg 397w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg-300x300.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg-370x370.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg-270x270.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 397px) 100vw, 397px" /><span style="font-size: 10pt;">WDG. Fonte: Site da FS Bioenergia.</span></p>
<p>Em contrapartida, justamente por não passar por uma etapa do processo de secagem, o WDG tem normalmente menores custos do kg de MS, quando comparados ao DDG. Ainda referente ao quesito umidade, outro benefício do WDG está relacionado à sua maior capacidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/" target="_blank" rel="noopener">mistura</a></strong>, diminuindo inclusive a seleção dos animais.</p>
<h3>Composição e utilização do DDG</h3>
<p>O <strong>DDG</strong>, por todos os motivos supracitados, parece ser então uma <strong>opção mais viável</strong>, principalmente àquelas propriedades que estão distantes geograficamente das grandes usinas de etanol.</p>
<p>Sua composição com 10 a 12% de umidade, normalmente, permite que esse produto seja armazenado como a maioria dos concentrados comumente utilizados em uma propriedade de corte, ou seja, nos barracões e expostos ao ar.</p>
<p>Por ser um produto de MS mais elevado (88 a 90% de MS), pode inclusive ser utilizado como <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>suplementação de animais a pasto</strong></a>, tendo maior vida útil nos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cochos</a></strong> quando comparado ao WDG.</p>
<p>Um adendo importante, que deve ser observado com bastante atenção em relação ao <strong>DDG</strong>, está relacionado justamente ao processo de secagem, onde, quando esse processo ocorre em demasia, pode levar à queima daquele material, levando à não disponibilização importante de alguns nutrientes.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10340 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg.jpg" alt="Grãos de destilaria DDG" width="500" height="500" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-300x300.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-370x370.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-270x270.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">DDG. Fonte: Site da FS Bioenergia</span></p>
<h2>Uso dos grãos de destilaria do milho na dieta animal</h2>
<p>Tida algumas observações importantes sobre as características físicas desses produtos, principalmente em relação aos teores de MS e às consequências observadas em virtude da diferença entre esses produtos, a utilização e os níveis de inclusão desses coprodutos, passam a ser avaliadas pelas características bromatológicas dos mesmos.</p>
<p>Características comuns a esses <strong>grãos de destilaria do milho</strong>, justamente pelo processo fermentativo para produção de etanol utilizar o amido como substrato, são que esses nutrientes apresentam baixas concentrações, <strong>tanto no DDG quanto no WDG</strong>, em torno de 2 a 5%.</p>
<p>A principal forma de utilização desses coprodutos é como <strong>fonte proteica</strong>, e se justifica quando avaliamos os níveis de proteína desses materiais, sendo em média, 32% e 25 a 32% de proteína bruta no WDG e no DDG, respectivamente, sendo um substituto do farelo de soja.</p>
<p>Materiais comerciais podem variar quanto aos teores de proteína do produto, sendo vendido DDG com 19% de PB, por exemplo. Esses parâmetros devem ser observados na hora da compra para comparar preços.</p>
<p>Segundo uma pesquisa de Corrigan e colaboradores feita em 2006, podemos considerar, em inclusões superiores a 20% da dieta total, como fonte também energética, principalmente quando há a substituição do milho ao DDG.</p>
<p>Essa prática é mais usual em situações de suplementação a pasto dos animais. Nos confinamentos, inclusões próximas a 20% costumam suprir as exigências de proteína da dieta, e até mesmo alcançar valores superiores.</p>
<p>A substituição da fonte energética pode se justificar pelos níveis de NDT do DDG e do WDG, 90% e 98% respectivamente.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10341 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado.jpg" alt="Armazenamento de DDG" width="664" height="498" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado.jpg 664w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Armazenamento de DDG. Fonte: Acervo pessoal, Paulo Eugênio, consultor e coordenador de consultoria do Rehagro.</span></p>
<p>Outro ponto de avaliação desses produtos, diz respeito aos níveis de PNDR, que podem ser até 2,6 vezes maior do que os níveis encontrados no farelo de soja, por exemplo, na média o WDG apresenta 55% de PNDR enquanto o DDG apresenta 60 a 70% da PB de proteína não degradável no rúmen.</p>
<p>Entre os pontos de atenção e cuidados em relação à utilização desses insumos, dois chamam atenção, o primeiro deles está relacionado à inibição de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/" target="_blank" rel="noopener">consumo</a></strong>. Estudos como de Klopfenstein e colaboradores, feito no ano de 2014, sugerem que inclusões superiores a 30% da MS da dieta podem inibir consumo, refletindo em desempenhos inferiores.</p>
<p>Em contrapartida, estudos como Buckner e colaboradores obtiveram desempenhos semelhantes com inclusão de até 40% na dieta. Ainda como ponto de atenção, é importante sempre a análise dos níveis de enxofre desses produtos.</p>
<p>Portanto, a utilização dos grãos de destilaria, secos ou úmidos, são uma excelente alternativa, principalmente como substitutivos para fontes proteicas como o farelo de soja. Os valores da MS devem ser considerados no momento da escolha de qual produto utilizar na propriedade.</p>
<h2>Torne-se referência em nutrição na pecuária de corte!</h2>
<p>Com a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ddg" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte</strong></a>, você vai aprender na prática a formular dietas que garantem o desempenho dos animais e geram lucro para o produtor.</p>
<p>Além disso, será capaz de montar estratégias nutricionais completas, alinhadas à realidade e aos objetivos da fazenda. Torne-se um profissional completo, dominando técnica e gestão, ganhando destaque no mercado da sua região.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ddg" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/">DDG e WDG: grãos de destilaria do milho na alimentação dos bovinos</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Silagem de espigas, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2020 18:11:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
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		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
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		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nosso 23º webinar gado de corte foi sobre &#8220;Silagem de espigas de milho, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte&#8220;. Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Principais pontos do webinar O uso de silagem de grãos úmidos e reconstituídos melhora a eficiência alimentar dos animais. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso 23º webinar gado de corte foi sobre &#8220;<strong>Silagem de espigas de milho, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte</strong>&#8220;. Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.</p>
<h2 id="destaques">Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>O uso de silagem de grãos úmidos e reconstituídos melhora a eficiência alimentar dos animais.</li>
<li>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/por-que-usar-snaplage/" target="_blank" rel="noopener">silagem de espigas</a></strong> pode substituir outras fontes de energia na dieta dos animais.</li>
<li>A escolha entre grãos úmidos, grãos reconstituídos e silagem de espigas depende de critérios nutricionais, logísticos e econômicos.</li>
<li>É importante monitorar a umidade da silagem, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">moagem dos grãos</a></strong> e o uso de inoculantes para garantir a qualidade do alimento.</li>
<li>A adaptação dos animais e o monitoramento constante são fundamentais para o sucesso da utilização dessas silagens.</li>
</ul>
<p>Quem esteve no comando do evento online foi Thiago Bernardes, professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA).</p>
<p>Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre silagem de espigas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!</p>
<p>Se você ainda não assistiu a explicação do professor, clique no link abaixo:</p>
<h2>Como potencializar o lucro de sua fazenda?</h2>
<p>Aqui no Rehagro, temos <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=webinar-silagem-graos-umidos" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão da Pecuária de Corte</strong></a>. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:</p>
<ul>
<li aria-level="1">Nutrição e pastagens;</li>
<li aria-level="1">Sanidade;</li>
<li aria-level="1">Reprodução;</li>
<li aria-level="1">Diagnóstico da propriedade;</li>
<li aria-level="1">Gestão financeira e de pessoas.</li>
</ul>
<p>O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.</p>
<p>Para saber mais informações, visite nossa página:</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=webinar-silagem-graos-umidos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18735 size-full" title="Curso Gestão na Pecuária de Corte" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc.jpg" alt="Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="254" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-300x78.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-768x199.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-370x96.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-270x70.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-740x192.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-150x39.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Fibra efetiva na nutrição de gado de corte: qual a importância?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2020 17:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[fibra]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O processo de intensificação dos sistemas produtivos levou ao adensamento da dieta de ruminantes com a utilização de fibra efetiva, principalmente dos animais confinados, buscando o aumento da produtividade e, consequentemente, da lucratividade da fazenda. O maior desempenho, entretanto, é acompanhado de novos desafios, dos quais técnicos nutricionistas buscam otimizar o adensamento com a inclusão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de intensificação dos sistemas produtivos levou ao adensamento da dieta de ruminantes com a <strong>utilização de fibra efetiva, principalmente dos animais confinados, buscando o aumento da produtividade</strong> e, consequentemente, da lucratividade da fazenda.</p>
<p>O maior desempenho, entretanto, é acompanhado de novos desafios, dos quais técnicos nutricionistas buscam otimizar o adensamento com a inclusão mínima de fibras efetivas na dieta, feita a partir do oferecimento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/">alimentos volumosos</a></strong>, buscando excelentes resultados sem comprometer a saúde do indivíduo.</p>
<p>Na falta de estímulo de fibra no rúmen-retículo, há comprometimento da ruminação e da produção de saliva. Essa última, por sua vez, é rica em elementos tamponantes para manter o pH ruminal.</p>
<p>Sua falta resulta em queda de pH que, dependendo da intensidade, pode contribuir para um quadro de acidose. A acidose pode se desdobrar em timpanismo espumoso e laminite, além de ter impactos negativos e irreversíveis no desempenho animal.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
  });
</script></p>
</div>
<h2>FDN e FDNfe: o que são?</h2>
<p>A fibra também estimula a motilidade, que é importante por aumentar o contato do substrato com as enzimas extracelulares dos microrganismos do rúmen, auxiliar na ruminação e na renovação de conteúdo ruminal, ajudando a aumentar a taxa de passagem. A mudança na taxa passagem tem como consequência:</p>
<ul>
<li>Alteração na eficiência da produção de proteína microbiana;</li>
<li>Taxas de passagem mais rápidas, que favorecem o crescimento microbiano;</li>
<li>Aumento de consumo, já que “libera” espaço no rúmen para o animal poder consumir mais alimento.</li>
</ul>
<p>É comum haver casos de acidose subclínica: aquela que existe, mas não tem sintomas evidentes. Um bom indicativo de que pode estar ocorrendo é o consumo de matéria seca muito variável.</p>
<p>Na determinação do nível mínimo de fibra na dieta dos bovinos de corte, é importante que seja considerada a porção da fibra que efetivamente estimula a ruminação.</p>
<p><strong>Para garantir que a dieta tenha fibra em detergente neutro (FDN) desejável e que promova efetividade na ruminação, a fibra fisicamente efetiva (FDNfe) começou a ser mensurada.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10983 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2.jpg" alt="FDN e FDNfe" width="533" height="291" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2.jpg 533w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2-300x164.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2-370x202.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2-270x147.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">A figura exemplifica que a porção de FDN está contida na matéria seca (MS) da dieta, que possui um percentual de efetividade. No primeiro exemplo, a efetividade física do FDN é menor que no segundo.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></span></p>
<p>O FDNfe foi definido como a porcentagem do FDN que efetivamente estimula a mastigação, salivação, ruminação e motilidade ruminal.</p>
<p>O conceito utilizado pelo NRC (1996) define como a soma das porcentagens do material retido em peneira acima de 1,18mm após separação vertical, e multiplicado pelo valor de FDN da amostra (<strong>FDNfe = FFDN x FDN amostra em %MS</strong>).</p>
<p>As partículas menores que 1,18 mm não são capazes de estimular a ruminação e os demais fatores discutidos anteriormente.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Requerimento mínimo de fibra efetiva</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa peneira foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia nos EUA, sendo nomeada de separador de partículas da <em>Penn State</em> (</span><i><span style="font-weight: 400;">The Penn State Particle Separator</span></i><span style="font-weight: 400;">). O método para mensurar consiste em passar uma amostra do material nas peneiras (19 mm, 8 mm, 1,18 mm e fundo). </span></p>
<p>Porém, no campo a peneira 1,18 mm foi substituída pela de 4 mm devido muitas partículas ficarem retidas na peneira 1,18 mm serem de baixa ou nenhuma efetividade.</p>
<p>Ainda assim, o material da peneira 4 mm deve ser avaliado com cautela, pois partículas de rápida fermentação ruminal podem ficar retidas na peneira superestimando os valores de FDNfe. Essa peneira pode ser desconsiderada na soma, caso o nutricionista adote isso como critério.</p>
<p>O que se sabe é que os zebuínos têm maior exigência de FDNfe, sendo algo em torno de 25-30%.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa exigência para demais bovinos ficaria próximo a 15%. Mas, estes valores podem ser muito variáveis, de acordo com o manejo da fazenda, maquinário existente na propriedade, qualidade de fibra e uso de aditivos.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41427" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1.png" alt="Requerimento de FDNfe" width="542" height="334" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1.png 542w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-300x185.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-370x228.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-270x166.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-150x92.png 150w" sizes="auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px" /></p>
<p style="text-align: center;" data-wp-editing="1"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Requerimento de FDNfe em bovinos (TMR = ração de mistura total). Fonte:  Dados do NRC, 2016.</span></p>
<h2>Níveis de FDNfe dos alimentos</h2>
<p>No gráfico a seguir, é visto que <strong>a diminuição do FDNfe resulta em menor pH ruminal</strong>, podendo chegar a níveis muito baixos dependendo da dieta fornecida.</p>
<p>Por isso, é importante estarmos atentos aos níveis de FDNfe dos alimentos mais utilizados.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10985 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4.jpg" alt="Fibra efetiva na dieta" width="512" height="311" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4-300x182.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4-370x225.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4-270x164.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">A influência do teor de fibra fisicamente efetiva na dieta sob o pH ruminal de bovinos. </span></p>
<p>Nas dietas formuladas, principalmente em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamentos</a></strong>, alguns alimentos são utilizados com o único intuito de fornecer fibra efetiva aos animais.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os alimentos mais comumente utilizados no Brasil, alguns se destacam: o bagaço de cana que além de preço acessível (dependendo da região) apresenta uma importante porcentagem de fibra fisicamente efetiva, o feno também pode ser utilizado com esse intuito e até mesmo silagens de milho, capim, sorgo, que passaram um pouco do ponto de ensilagem podem ser utilizados com intuito de fornecer fibra efetiva a esses animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses, outros importantes alimentos podem apresentar importante perfil de FDNfe e devem ser levados em consideração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quadro abaixo ilustra a efetividade de alguns insumos utilizados para bovinos. Note que o processamento é um fator crucial para esse parâmetro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, cada fazenda precisa conhecer seu insumo, e para isso a análise bromatológica e física das partículas é imprescindível para uma boa formulação de dieta.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41428" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2.png" alt="Tabela com a efetividade de insumos para bovinos" width="954" height="425" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2.png 954w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-300x134.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-768x342.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-370x165.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-270x120.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-740x330.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-150x67.png 150w" sizes="auto, (max-width: 954px) 100vw, 954px" /></p>
<p>Alguns subprodutos podem ser utilizados com o objetivo de estimular a ruminação através de sua efetividade, por exemplo, a casquinha de soja e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">caroço de algodão</a></strong><span style="font-weight: 400;">, ambos alimentos possuem em sua composição bromatológica característica interessantes, o caroço com 44% de FDN, em média, e a casquinha 70% de sua MS total, entretanto por características dessa fibra a utilização dos dois alimentos se diferem. </span></p>
<p>A fibra efetiva do caroço de algodão é significativa para proporcionar a ruminação dos bovinos, podendo ser utilizada então com esse intuito, já a casquinha não apresenta essas características, e apesar de ser uma excelente alternativa de alimento não deve ter sua efetividade levada em consideração para promover ruminação.</p>
<p>Quando pensamos em fornecer fibra aos animais buscando as características de sua efetividades, podemos acreditar que quanto maior o tamanho da partícula, melhor será para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">dieta</a></strong>, entretanto partículas grandes em demais, acima de 19 mm, em grandes quantidades na dieta podem proporcionar uma seleção por parte dos animais, essa seleção acarreta diversos prejuízos, por exemplo, sobras no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cocho</a></strong> e desempenho aquém do esperado para a dieta.</p>
<h2>Torne-se referência em nutrição na pecuária de corte!</h2>
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		<title>Cerca para o gado de corte: como escolher a ideal para sua propriedade?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/cerca-ideal-para-a-propriedade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2020 17:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[cerca]]></category>
		<category><![CDATA[pastagem]]></category>
		<category><![CDATA[pastejo]]></category>
		<category><![CDATA[rebanho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sucesso da produção de carne na cadeia produtiva brasileira é um reflexo de uma combinação de fatores, entre os quais se destaca a capacidade excepcional de produzir forragem ao longo do ano. O Brasil, com suas dimensões continentais e clima tropical favorável, se posiciona como um dos líderes mundiais na criação de bovinos exclusivamente a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O sucesso da produção de carne na cadeia produtiva brasileira é um reflexo de uma combinação de fatores, entre os quais se destaca a <strong>capacidade excepcional de produzir forragem ao longo do ano</strong>. O Brasil, com suas dimensões continentais e clima tropical favorável, se posiciona como um dos líderes mundiais na criação de bovinos exclusivamente a pasto.</p>
<p>Entretanto, o potencial produtivo do Brasil vai além da simples disponibilidade de forragem. Para que esse potencial se converta em resultados concretos e satisfatórios na produção de carne, é crucial que os pecuaristas adotem <strong>estratégias adequadas de manejo</strong>, incluindo a escolha da cerca ideal para o gado de corte.</p>
<p>A cerca não é apenas uma barreira física; ela desempenha um papel vital na segurança e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/">bem-estar dos animais</a></strong>, além de influenciar diretamente a produtividade da propriedade.</p>
<p>A seleção correta do tipo de cerca pode impactar significativamente os custos operacionais e a eficiência do manejo. Por exemplo, cercas de arame liso são frequentemente recomendadas para áreas planas, enquanto cercas elétricas oferecem segurança adicional e controle sobre o movimento dos animais. Assim, a escolha do cercamento deve ser feita com base nas características específicas da propriedade e nas necessidades do rebanho.</p>
<p>Portanto, ao discutir <strong>qual a cerca ideal para o gado de corte</strong>, é fundamental considerar não apenas os aspectos técnicos, mas também as implicações econômicas que essa decisão pode acarretar.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2 align="justify">Manejo da pastagem e o manejo do pastejo</h2>
<p>É importante que otimizemos todas essas “vantagens naturais” com objetivo de melhorar e maximizar a produção animal.</p>
<p>Existem várias estratégias e ferramentas que nos permitem aumentar a produção de arrobas em dado hectare. Seguem alguns exemplos de poderosas ferramentas que auxiliam na busca por melhores desempenhos dos animais e áreas:</p>
<ul>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/melhoramento-genetico-animal/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Melhoramento genético</strong></a> do rebanho;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">Suplementação mineral</a></strong>, proteica e/ou energética.</li>
</ul>
<p>Entretanto, há dois fatores, de certa forma abrangentes, indispensáveis na busca pelo aumento da eficiência produtiva de animais criados a pasto: manejo da pastagem e o manejo do pastejo.</p>
<p>Exatamente o conjunto de ações que realizamos envolvendo os componentes solo-planta-animal serão denominados manejo da pastagem. Já a condução que proporcionamos aos animais para colheita da forragem produzida é o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">manejo do pastejo</a></strong>.</p>
<p>Somente adequando e aumentando ao máximo a eficiência no manejo da pastagem e do pastejo vamos conseguir, de fato, transformar todo nosso potencial produtivo em maiores produções de arrobas.</p>
<p>Dentre essas ações e ferramentas que utilizamos no manejo da pastagem, uma estrutura chama muita atenção por sua importância e também por ser, em muitos casos, negligenciada, a cerca para o gado. Isso mesmo, para se ter um pastejo adequado, é fundamental que tenhamos em nossa propriedade uma boa e eficiente estrutura de cerca.</p>
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<h2>Vantagens de ter uma boa cerca</h2>
<p>Existe uma série de vantagens em se ter uma boa cerca, além de proteger contra a fuga do gado de uma propriedade. Veja algumas delas:</p>
<h3 align="justify">1. Separar os animais de diferentes categorias</h3>
<p>Alguns exemplos são:</p>
<ul>
<li>Em períodos ou estados reprodutivos diferentes;</li>
<li>Com peso, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">escore</a></strong> ou frame diferenciados;</li>
<li>Apresentando status sanitário especial, em quarentena, por exemplo;</li>
<li>Grupos genéticos distintos;</li>
<li>Com exigências nutricionais diferenciadas.</li>
</ul>
<h3 align="justify">2. Direcionar os animais pela propriedade</h3>
<ul>
<li>Corredores de acesso a currais, retiros ou outros pastos.</li>
</ul>
<h3 align="justify">3. Limitar acesso dos animais em determinada localidade</h3>
<ul>
<li>Não permitir que os animais tenham acesso a uma nascente dentro do pasto;</li>
<li>Evitar o acesso de determinada categoria ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cocho</a>.</strong></li>
</ul>
<h3 align="justify">4. Proporcionar o manejo adequado dos animais</h3>
<p>É sabido que grandes extensões de pastagem é desfavorável para o pastejo uniforme dos animais. Sendo assim, a principal função de uma cerca dentro da propriedade é delimitar os piquetes e, por consequência, permitir a padronização e melhor utilização daquela forrageira por parte dos animais.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/curso/gestao-lucrativa-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=cerca" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46181 size-full" title="Clique e conheça a formação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp" alt="Banner Formação Prática Gestão Lucrativa na Pecuária de Corte" width="1024" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-300x100.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-768x256.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-370x123.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-270x90.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-740x246.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2 align="justify">Mas afinal, qual a melhor opção de cerca para o gado?</h2>
<p>Existem, como citado acima, alguns tipos de cerca que podem auxiliar o produtor em diferentes finalidades. Cerca de arame farpado, cerca com arame liso “paraguaia” e cerca elétrica são os principais tipo de cercas encontrados em sistemas de pecuária de corte no Brasil.</p>
<p>Cada uma delas tem sua particularidade, seus benefícios e suas deficiências. Para conseguirmos alcançar o objetivo tratado nesse texto como principal, da cerca, devemos conhecer as características de cada um desses tipos e estabelecer qual será a melhor opção para nosso sistema.</p>
<h3 align="justify">Cerca de arame farpado</h3>
<p>A <strong>cerca de arame farpado</strong>, talvez seja ainda a cerca <strong>mais utilizada por pecuaristas no Brasil e no mundo</strong>. Sua utilização se destaca em terrenos onde a topografia é mais acentuada, por exemplo:</p>
<ul>
<li>Regiões de amplitude no relevo;</li>
<li>Regiões acidentadas;</li>
<li>Cercas que contém diversas mudanças de direção a cerca de arame farpada é preterida.</li>
</ul>
<p>Pela menor elasticidade do arame farpado, esse tipo de cerca necessita de um menor espaçamento entre os postes de madeira.</p>
<p>No geral, o espaçamento não deve ser muito maior do que 3 a 5 metros entre os postes, exigindo ainda maior número de fios na cerca. As duas últimas características citadas, imprime na cerca de arame farpado, um maior custo de instalação quando comparamos com os outros dois tipos de cerca citados anteriormente.</p>
<p>Entretanto, pela menor necessidade de esticadores e pela praticidade na instalação, a mão de obra para se utilizar na instalação e manutenção desse tipo de cerca é fácil de se encontrar.</p>
<h3 align="justify">Cerca de arame liso</h3>
<p>A <strong>cerca de arame liso</strong>, ao contrário da cerca de arame farpado <strong>tem maior elasticidade</strong>. Isso permite que o espaçamento entre os postes de suporte seja maior, mesmo necessitando de esticadores com menor intervalo.</p>
<p>No geral, cercas de arame liso permitem distância, não maiores do que 8m entre os postes. Justamente pela necessidade dos esticadores, a mão de obra para instalação e manutenção desse tipo de cerca requer um pouco mais de experiência.</p>
<p>Recomenda-se a cerca de arame liso, normalmente, para <strong>regiões mais planas e sem muita mudança de direção</strong>. Assim como na cerca de arame farpado o número de fios recomendado para uma boa cerca de arame liso são 5 fios.</p>
<p>Uma grande problemática, quando pensamos em cercas de arame farpado ou arame liso, principalmente em se tratando de divisões internas das propriedades, é o fato desses modelos de cercas serem fixas, ou seja, não há a possibilidade de movimentação ou mudança do local da cerca, sem que haja um grande desprendimento de tempo e recursos financeiros.</p>
<h3>Cerca elétrica</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cerca-eletrica-no-manejo-do-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">cerca elétrica</a></strong> é uma alternativa que se opõe as cercas convencionais de arame farpado ou liso, por poderem ser móveis e de grande praticidade, podendo ser utilizada para conduzir o pastejo, potencializando e maximizando a utilização das pastagens.</p>
<p>Ao contrário do que se parece, a técnica não necessariamente precisa estar próximo a fontes de energia tradicionais, existem modernos eletrificadores alimentados por painéis solares.</p>
<p>Esta pode ser até 4 vezes mais barata do que as cercas convencionais, entretanto, exige uma mão de obra qualificada e um projeto bem elaborado. Os aparelhos utilizados na cerca elétrica devem, necessariamente, serem de boa qualidade, para garantir o choque no fio. Esse fio não é muito esticado para melhor eficiência.</p>
<h2 align="justify">Considerações finais</h2>
<p>Avaliando essas características, percebemos que não existe um modelo de cerca ideal para o gado, e que cada sistema deve entender suas peculiaridades e alternativas, para então escolher o melhor tipo a ser utilizado.</p>
<p>Existe ainda a possibilidade de se utilizar outros tipos de maneira consorciada, por exemplo, o entorno de um módulo de pastejo feito com um modelo de arame liso e suas divisórias realizada de maneira móvel com a elétrica. Conte para nós, qual melhor se adéqua ao seu sistema?</p>
<p>Sucesso na sua produção!</p>
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		<title>Fase de cria de bovinos de corte: como realizar o manejo correto?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/fase-de-cria-bovinos-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2020 15:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[cria]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de produção de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pecuária de corte é mais que uma atividade econômica, é um legado de cuidado, conhecimento e tradição que moldou comunidades e alimentou nações ao longo dos séculos. Na fase de cria cada detalhe faz diferença, desde a concepção até o desmame, influenciando diretamente na qualidade e na produtividade do rebanho. Neste contexto, exploraremos as [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/fase-de-cria-bovinos-de-corte/">Fase de cria de bovinos de corte: como realizar o manejo correto?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A pecuária de corte é mais que uma atividade econômica, é um legado de cuidado, conhecimento e tradição que moldou comunidades e alimentou nações ao longo dos séculos.</p>
<p>Na fase de cria cada detalhe faz diferença, desde a concepção até o desmame, influenciando diretamente na qualidade e na produtividade do rebanho.</p>
<p>Neste contexto, exploraremos as <strong>características essenciais de um sistema de cria na pecuária de corte</strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>Características do sistema de cria</h2>
<p>O sistema de cria é um conjunto de práticas que abrange desde a concepção até o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">desmame dos bezerros</a></strong>. Nesse processo, o desmame geralmente ocorre entre <strong>7 e 8 meses</strong>, com uma média de <strong>6 a 8@</strong>.</p>
<p>O principal objetivo dessa fase é a produção de um bom bezerro por vaca por ano. Para isso, é essencial a implementação de uma estação de monta bem definida, ajustadas às características da propriedade, para maximizar a eficiência reprodutiva do rebanho.</p>
<p>A estação de monta é o período do ano onde as fêmeas serão desafiadas a emprenhar, seja por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/" target="_blank" rel="noopener">monta natural ou inseminação artificial</a></strong>. Ela deve ser planejada, levando em consideração fatores como condições climáticas da região, disponibilidade de pastagem, manejo do rebanho e principalmente, época de nascimento dos bezerros.</p>
<p>Além disso, é importante garantir um manejo nutricional adequado das vacas durante todo o ano. Uma nutrição balanceada é fundamental para garantir a saúde e fertilidade das matrizes.</p>
<p>Vacas bem nutridas, com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/">escore de condição corporal (ECC)</a></strong> entre 3 e 3,5, têm maiores chances de concepção, resultando em uma produção mais eficiente de bezerros.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29314 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1.jpg" alt="Gado em pastagem" width="750" height="1000" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1.jpg 750w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fonte: Fernanda Lazzarini Fernandes</span></p>
<h2>Qual a estrutura necessária para implementar um sistema de cria?</h2>
<p>Na pecuária de corte, o sistema de cria historicamente ocupou uma posição mais extensiva e marginalizada, com uma criação exclusivamente a pasto, aproveitando ao máximo os recursos naturais e minimizando custos com equipamentos, instalações e mão-de-obra.</p>
<p>Na prática, a alimentação das matrizes e bezerros era predominantemente baseada em pastagem, com suplementação de sal ureado durante períodos de seca e sal mineral no período das águas, muitas vezes sem um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" target="_blank" rel="noopener">manejo adequado das pastagens</a>.</strong></p>
<p>Com a evolução das demandas na pecuária de corte, os pecuaristas perceberam a necessidade de intensificar seus sistemas de criação para se manterem competitivos.</p>
<p>Atualmente, embora a criação de animais a pasto ainda seja uma característica marcante, há uma crescente ênfase na <strong>intensificação dos sistemas de cria</strong>.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-estacao-monta?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-manual-sanitario&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39636 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png" alt="E-book Manual Sanitário da estação de monta" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>O principal objetivo continua sendo a <strong>produção de um bom bezerro por vaca por ano</strong>.</p>
<p>Para alcançar esse objetivo, é fundamental implementar um manejo eficiente de pastagens e garantir uma nutrição balanceada para as matrizes, permitindo que cheguem à estação de monta com um escore de condição corporal (ECC) adequado. Vacas em condições físicas inadequadas, magras, têm menor probabilidade de emprenhar, resultando em prejuízos para o sistema.</p>
<p>Além disso, a presença de mão de obra especializada é fundamental, especialmente para o manejo reprodutivo, que inclui a realização de sincronização de cio e o uso de tecnologias como inseminação artificial, cada vez mais comuns nas propriedades de cria.</p>
<p>Uma equipe de campo bem treinada é essencial para garantir a saúde dos bezerros, realizando cuidados como a cura do umbigo e garantindo que recebam colostro nas primeiras horas de vida.</p>
<p>É importante, também, contar com uma estrutura adequada na propriedade, incluindo piquetes maternidade para facilitar os primeiros cuidados com os recém-nascidos, como identificação e cura do umbigo. Um curral bem equipado é necessário não apenas para o manejo vacinal seguro, mas também para o manejo reprodutivo, como a sincronização de cio, inseminação e diagnóstico de gestação.</p>
<p>Em suma, implementar um sistema de criação eficiente requer um conjunto de estratégias integradas, desde o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">manejo nutricional</a></strong> até a estrutura física da propriedade, visando garantir a saúde e o desempenho reprodutivo do rebanho, bem como a rentabilidade do negócio pecuário.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/curso/gestao-lucrativa-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=fase-cria" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46181 size-full" title="Clique e conheça a formação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp" alt="Banner Formação Prática Gestão Lucrativa na Pecuária de Corte" width="1024" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-300x100.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-768x256.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-370x123.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-270x90.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-740x246.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Cuidados para garantir um sistema de cria competitivo e lucrativo</h2>
<p><strong>Garantir a produção de um bom bezerro por vaca/ano, é a primeira meta de um sistema de cria</strong>, sendo essencial estabelecer uma estação de monta bem definida e implementar uma programação fetal que assegure a nutrição balanceada da matriz, principalmente durante o segundo e terceiro terço da gestação.</p>
<p>Para viabilizar o sistema, é de suma importância realizar a evolução do rebanho, descartando fêmeas que não tenham emprenhado, que tenham abortado ou produzido bezerros com baixo peso à desmama.</p>
<p>Investir nos primeiros cuidados com os neonatos é fundamental, além de realizar o manejo das pastagens, que  deve estar sempre em dia.</p>
<p>A implementação dessas práticas contribui significativamente para um sistema de cria competitivo e lucrativo, garantindo a saúde, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar</a></strong> e o desempenho reprodutivo do rebanho, assim como a eficiência operacional da propriedade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-29315" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3.jpg 750w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fonte: Fernanda Lazzarini Fernandes</span></p>
<h2>Estação de monta (EM)</h2>
<p>Fazendas com ausência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estacao-de-monta-para-gado-zebu/" target="_blank" rel="noopener">estação de monta</a></strong>, em que o touro permanece com as fêmeas durante todo o ano, gera uma distribuição desordenada dos nascimentos ao longo de vários meses, o que complica o manejo das matrizes e crias.</p>
<p>Isso impacta negativamente o desenvolvimento dos bezerros e a fertilidade das vacas devido à restrição alimentar, resultando em um aumento do intervalo entre o parto e o primeiro serviço, diminuindo a fertilidade.</p>
<p>A falta de uniformidade das crias dificulta os controles zootécnicos e sanitários, prejudicando a seleção de animais com alto potencial reprodutivo, o que torna esse sistema economicamente menos viável.</p>
<p>A reprodução eficiente é fundamental para o sucesso na pecuária. A estação de monta desempenha um papel fundamental nesse processo, sendo essencial para garantir um rebanho produtivo e evitar problemas reprodutivos que afetam a rentabilidade do negócio.</p>
<p>A estação de monta (EM) oferece uma série de benefícios que impactam positivamente a gestão do rebanho e a lucratividade do produtor. Isso inclui a concentração dos nascimentos, facilitando a identificação dos bezerros e a formação de lotes uniformes, o que simplifica a desmama.</p>
<p>A estação de monta com o uso de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) é uma prática na pecuária que combina a programação reprodutiva com a tecnologia da inseminação artificial.</p>
<p>Nesse método, as fêmeas têm o cio sincronizado para ovular em um determinado período, geralmente na época das águas, quando há maior oferta de forragem, e são inseminadas artificialmente, podendo ser usado também os touros de repasse.</p>
<p>A IATF oferece diversas vantagens, como a maximização do número de fêmeas prenhes em um curto espaço de tempo, contribuindo para uma estação de monta mais concentrada e uniforme. Além disso, possibilita o uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semen-bovino-por-quanto-tempo-permanece-viavel-no-botijao/" target="_blank" rel="noopener">sêmen</a></strong> de reprodutores de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/melhoramento-genetico-animal/" target="_blank" rel="noopener">alta qualidade genética</a></strong> e a seleção de características desejáveis para a produção de bezerros.</p>
<p>Com a sincronização do cio, há também uma melhoria na eficiência reprodutiva, o que possibilita a identificação de matrizes improdutivas. Para alcançar sucesso, é essencial um planejamento prévio, considerando a disponibilidade de forragem.</p>
<p>Investir em planejamento e manejo reprodutivo é fundamental para maximizar a eficiência e <strong>lucratividade na pecuária de corte</strong>.</p>
<h2>Programação fetal</h2>
<p>A programação fetal, baseada na síntese de tecido muscular, desempenha um papel fundamental no crescimento dos animais.</p>
<p>O crescimento dos tecidos ocorre por meio de duas vias principais:</p>
<ol>
<li><strong>Hiperplasia</strong>, relacionada ao aumento do número de células;</li>
<li><strong>Hipertrofia</strong>, que diz respeito ao crescimento em volume das células musculares existentes.</li>
</ol>
<p>No caso do tecido muscular, a hiperplasia muscular, também conhecida como miogênese, ocorre exclusivamente durante o período pré-natal, compreendendo a miogênese primária e secundária. Isso significa que ao nascer, o animal já possui um número definido de células musculares.</p>
<p>No entanto, a hipertrofia muscular, que se refere ao aumento do volume das células existentes, inicia-se ainda durante o período fetal e continua ao longo da vida do animal.</p>
<p><strong>Um plano nutricional adequado durante o período de gestação da matriz pode influenciar significativamente a programação fetal</strong>. Um bom suprimento nutricional durante a gestação pode resultar em uma prole com maior número de células musculares ao nascer.</p>
<p>Esse aumento na quantidade de células musculares oferece ao animal um maior potencial de ganho de peso ao longo de sua vida, pois há mais células disponíveis para participar dos processos de hipertrofia muscular.</p>
<p>Assim, a programação fetal adequada pode contribuir para o desenvolvimento muscular e o potencial de crescimento dos animais desde o nascimento até a fase adulta.</p>
<h2>Cuidados com os neonatos</h2>
<p>Os primeiros cuidados com os bezerros recém-nascidos desempenham um papel fundamental no estabelecimento de uma criação saudável e produtiva.</p>
<p>Um dos passos fundamentais é <strong>garantir a correta cura do umbigo</strong>, aplicando produtos apropriados para prevenir infecções e garantir a cicatrização. Além disso, é imperativo observar atentamente a mamada inicial do colostro, assegurando que o bezerro tenha acesso ao leite materno e seja capaz de mamar normalmente na vaca.</p>
<p>A identificação adequada do bezerro e sua matriz também são práticas essenciais, permitindo um monitoramento eficaz do desenvolvimento individual e do desempenho reprodutivo da vaca. Além disso, anotar o peso ao nascimento é uma ferramenta valiosa para avaliar a saúde e o potencial de crescimento do bezerro.</p>
<p>Além disso, é importante iniciar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinas-reprodutivas-para-bovinos-corte/">protocolo vacinal</a></strong> conforme o calendário sanitário da fazenda, garantindo a imunização adequada para prevenir doenças e perdas produtivas no rebanho. Esses cuidados iniciais são vitais para estabelecer uma base sólida para o desenvolvimento saudável e produtivo do gado na fazenda.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-29316" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2.jpg 750w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fonte: Fernanda Lazzarini Fernandes</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Em resumo, a implementação de um sistema de cria eficiente na pecuária de corte exige uma abordagem integrada que abrange desde a nutrição das matrizes até o manejo dos bezerros.</p>
<p>Ao estabelecer uma estação de monta bem definida, garantir uma alimentação balanceada, investir em manejo reprodutivo e proporcionar cuidados iniciais adequados aos bezerros recém-nascidos, os produtores podem <strong>maximizar a eficiência produtiva do rebanho e garantir a sustentabilidade econômica da atividade. </strong></p>
<p>Ao seguir esses princípios, os pecuaristas estão não apenas assegurando o sucesso de seus negócios, mas também contribuindo para o avanço e a excelência da pecuária de corte como um todo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29870 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda.jpg" alt="" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Protocolos de IATF e estratégias no manejo reprodutivo em fêmeas de corte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jan 2020 16:00:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[eficiência reprodutiva]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Webinar Corte sobre protocolos de IATF e estratégias no manejo reprodutivo, foi ministrado por Reuel Luiz Gonçalves, Médico Veterinário e Gerente de Serviços Técnicos da Biogénesis Bagó. Ele abordou protocolos de IATF e estratégias de manejo reprodutivo em fêmeas de corte, destacando a importância dessas técnicas para melhorar a eficiência reprodutiva do rebanho brasileiro. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Webinar Corte sobre <strong>protocolos de IATF e estratégias no manejo reprodutivo, </strong>foi ministrado por Reuel Luiz Gonçalves, Médico Veterinário e Gerente de Serviços Técnicos da Biogénesis Bagó. Ele abordou protocolos de IATF e estratégias de manejo reprodutivo em fêmeas de corte, destacando a importância dessas técnicas para melhorar a eficiência reprodutiva do rebanho brasileiro.</p>
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<p>Veja alguns dos temas abordados no webinar:</p>
<ul>
<li>Evolução das taxas de prenhez na IATF;</li>
<li>Como a condição corporal das fêmeas e o momento da protocolação influenciam nos resultados;</li>
<li>Taxa de prenhez de novilhas nelore em relação a vacas;</li>
<li>O uso de suplementação mineral e vitamínica para melhorar as taxas de prenhez nas fêmeas;</li>
<li>Importância da utilização de dispositivos de progesterona e doses de hormônios para o sucesso da IATF.</li>
</ul>
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		<title>Sequestro de bezerros: como funciona essa estratégia?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/sequestro-de-bezerros-como-aumentar-margem-de-lucro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2019 12:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[recria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sistema de produção de gado a pasto é desafiador, pois a sazonalidade na produção de forragem representa um grande gargalo na produção. Não temos, nos meses de estiagem, pastagens em volume e qualidade suficientes para proporcionar aos animais ótimas condições para expressar seu potencial genético. Os ganhos nessa fase são irrisórios ou muitas vezes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema de produção de gado a pasto é desafiador, pois a sazonalidade na produção de forragem representa um grande gargalo na produção.</p>
<p>Não temos, nos meses de estiagem, pastagens em volume e qualidade suficientes para proporcionar aos animais ótimas condições para expressar seu potencial genético. Os ganhos nessa fase <strong>são irrisórios ou muitas vezes inexistentes quando não há nenhum tipo de planejamento</strong> quanto ao uso de tecnologias para contornar esses desafios.</p>
<p>O fato supracitado imprime uma segunda dificuldade aos produtores: o custo. Um importante fator impactante na rentabilidade do negócio na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/as-fases-da-bovinocultura-de-corte-quais-sao/" target="_blank" rel="noopener">pecuária de corte</a></strong> é o custo operacional, ou seja, o custo ligado à operação do sistema.</p>
<p>Quanto maior o período de dias em que os animais ficam na propriedade, maior será o custo operacional por cabeça. Diferentemente, os custos ligados à nutrição onde, em tese, quanto maior o investimento, maiores são os ganhos e melhores são os resultados.</p>
<p>Os custos ligados ao operacional não significam melhores ganhos. Minimizar esses custos é fundamental para um bom <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/garantindo-margem-de-lucro-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">retorno financeiro econômico da atividade</a></strong>.</p>
<p>Um animal que passa por todo um período das secas, sem ganhar peso, por exemplo, continua acumulando custo operacional sem produzir. Isso encarece muito o custo da arroba produzida ao final do processo produtivo.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11498" title="Sequestro de bezerros" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/sequestro-de-recria-1.jpg" alt="Sequestro de bezerros" width="400" height="225" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/sequestro-de-recria-1.jpg 320w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/sequestro-de-recria-1-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/sequestro-de-recria-1-270x152.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Sequestro de bezerros na Fazenda Icil, cliente Rehagro Consultoria. Fonte: arquivo pessoal de Hugo Martins, Técnico da Equipe Corte.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Estratégia do sequestro de bezerros</h2>
<p>Pensando nesses dois fatos importantes, sazonalidade na produção de forragem e diluição dos custos operacionais, <strong>algumas estratégias podem ser utilizadas dentro da propriedade com intuito de acelerar o processo de ganho dos animais. </strong></p>
<p>Essas estratégias podem ser utilizadas independente da fase de vida do animal, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/" target="_blank" rel="noopener">cria</a></strong>, recria ou engorda.</p>
<p>Entretanto, uma estratégia vem chamando atenção: várias propriedades estão lançando mão do chamado <strong>“sequestro da recria”</strong>, “confinamento da recria” ou “resgate”. Elas também são alternativas de nomes a serem utilizados para classificar <strong>o processo de tratar no cocho os animais da recria no período da seca. </strong></p>
<p>A estratégia é fornecer toda a dieta desses animais no cocho por um período pré-determinado. A estrutura utilizada pode ser de confinamento ou então reservada uma área da fazenda para esse fim.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-estrategias-sucesso-transicao-seca-aguas?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-seca-aguas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39794 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png" alt="E-book Estratégias de sucesso para a transição seca-águas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>O planejamento para que se tenha espaçamento de cocho adequado, insumos e logística para todo o período de resgate é fundamental para o sucesso da operação.</p>
<p>Como forma de exercício pensamos em uma propriedade de ciclo completo, onde os bezerros são desmamados no mês de maio. Esses bezerros serão apartados da mãe e deixarão de ter o fornecimento do leite em um período do ano altamente desafiador.</p>
<p>O momento de grande estresse pela <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/">desmama</a></strong> dos animais é sequenciado pelo momento que eles passam a depender exclusivamente de forragem em uma época de baixa oferta e qualidade.</p>
<p>Esse período (primeira seca dos animais), é um momento de grande desafio por parte dos produtores, <strong>uma vez que os animais estão em uma fase muito importante da vida</strong>. Um erro no manejo dessa categoria, pode proporcionar o fracasso de todo o sistema produtivo.</p>
<p>Além do desafio dos animais propriamente dito, um outro fator deve ser levado em consideração quando pensamos na estratégia de sequestro da recria: o “descanso” das áreas de pasto, no momento de escassez de chuva.</p>
<p>A produção de forragem nessa época do ano é limitada. Manter altas <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao-e-a-capacidade-de-suporte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxas de lotação</strong></a> nesse período é um risco, pois os animais procuram as rebrotas desse capim devido ao maior valor nutricional. Isso pode comprometer o desempenho das pastagens por um bom tempo, proporcionando aparecimento de invasoras e iniciando um processo de degradação.</p>
<p>Não significa que utilizar os pastos no período da seca seja um erro, pelo contrário, existem excelentes estratégias para utilização dos pastos durante essa época do ano.</p>
<p>Entretanto, <strong>o sequestro de bezerros pode ser uma grande alternativa para poupar e <a href="https://rehagro.com.br/blog/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/" target="_blank" rel="noopener">recuperar as pastagens</a></strong>, mantendo os animais na propriedade e principalmente, com bom desempenho produtivo.</p>
<h2>Duração do sequestro de bezerros</h2>
<p>O tempo de resgate desses animais <strong>é variável, e depende muito do objetivo do produtor</strong>. Alguns pecuaristas trabalham com período de tempo mais curto, 60 a 90 dias de sequestro, a fim de favorecer a rebrota dos pastos.</p>
<p>Já outros produtores trabalham com confinamento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/">recria</a></strong> em um período maior de dias. Nesse último cenário, além dos ganhos com as pastagens, aceleram ainda mais o processo produtivo pela redução considerável do tempo da recria. Esses trabalham com até 150 dias de cocho da recria.</p>
<p>Colocar os animais no cocho para receberem a dieta no período das secas é de grande valia para as pastagens como dito anteriormente. Para os animais, essa ferramenta também é extremamente eficiente.</p>
<p>Animais oriundos de uma cria intensiva, com <a href="https://rehagro.com.br/blog/creep-feeding-e-creep-grazing-como-funcionam-as-suplementacoes-de-bezerros/" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>creep-feeding</i></strong></a>, bons pastos, filhos de matrizes com boa <a href="https://rehagro.com.br/blog/habilidade-materna/" target="_blank" rel="noopener"><strong>habilidade materna</strong></a>, entram nesse sistema logo após a desmama com 7 a 8 @ e mantêm a crescente no seu desenvolvimento.</p>
<p>Um detalhe importante e que deve ser levado em consideração, é exatamente o quando podemos permitir que esses animais ganhem peso durante o sequestro da recria, principalmente em resgates mais longos.</p>
<p>Não é recomendado que os animais ganhem mais de 600, 700 gramas por dia. O custo da produção da arroba nesse período até se justifica para um recriador, mas para pecuaristas que desejam dar sequência no processo produtivo desses animais no período das águas, esse custo pode ficar muito elevado.</p>
<p>Outro adendo importante é a exigência desses animais no “pós-sequestro”. Animais oriundos de uma cria bem-feita, que passam pelo resgate, são animais que requerem uma continuidade no processo de desenvolvimento. Sendo assim, é esperado que no período sequente das águas esses animais sejam devidamente suplementados para manterem o desempenho.</p>
<p>Portanto, <strong>o resgate de animais após a desmama é uma ferramenta muito eficiente</strong>. Ela requer infraestrutura, logística e investimentos, mas quando bem executada, proporciona grandes benefícios aos produtores.</p>
<h2>Aprofunde seus conhecimentos e eleve o desempenho do seu rebanho</h2>
<p data-start="276" data-end="543">O sequestro de bezerros é uma das muitas estratégias que, quando bem aplicadas, podem impactar diretamente nos resultados da fazenda. Mas para aproveitar ao máximo esse e outros manejos, é essencial ter embasamento técnico, visão estratégica e segurança nas decisões.</p>
<p data-start="545" data-end="833">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=sequestro-bezerros" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro, você desenvolve exatamente essas habilidades. Com aulas 100% online, foco em aplicação prática e professores com experiência de campo, o curso prepara você para atuar com mais eficiência, rentabilidade e protagonismo no setor.</p>
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		<title>Qualidade de carcaça bovina: fatores de importância</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Feb 2019 18:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil, conhecido mundialmente pelo potencial produtivo do agronegócio, por diversos fatores favoráveis, principalmente pelas condições climáticas e pela aptidão de seu povo, se tornou ao longo dos últimos anos detentor do maior rebanho comercial do mundo de bovinos de corte, entretanto devemos agora focar também na qualidade de carcaça oriunda desses animais. Espalhados por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil, conhecido mundialmente pelo potencial produtivo do agronegócio, por diversos fatores favoráveis, principalmente pelas condições climáticas e pela aptidão de seu povo, <strong>se tornou ao longo dos últimos anos detentor do maior rebanho comercial do mundo de bovinos de corte</strong>, entretanto devemos agora focar também na qualidade de carcaça oriunda desses animais.</p>
<p>Espalhados por todas as regiões do país, encontramos pecuaristas dos mais diversificados perfis, e também por suas dimensões continentais, é possível observar sistemas de produção bastante heterogêneos, principalmente no que se tange às tecnologias envolvidas na produção de carne, diferindo desde as raças produzidas ao tipo de sistema (intensivo, extensivo, semi-intensivo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/" target="_blank" rel="noopener">confinamento</a></strong>, etc.).</p>
<p>É possível observar em uma mesma região produtora <strong>sistemas totalmente diferentes</strong>, envolvendo tecnologias das mais avançadas até sistemas totalmente extensivos como os que predominavam há décadas atrás, quando aprofundamos e avaliamos essas diferenças entre regiões (norte, sul, centro oeste, sudeste) essas diferenças podem ser encontradas de maneira ainda mais marcantes.</p>
<p>O motivo dessas diferenças se dão desde o objetivo de cada produtor com o negócio, ao acesso desses produtores às novas tecnologias e muito também se passa pela capacidade de investimento de cada um.</p>
<p>O somatório desses fatores é a produção de carcaças de distintas características e qualidades. Dentro de uma mesma propriedade é possível observar uma variável grande de animais que darão origem a carcaças totalmente heterogêneas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Diferenças entre as carcaças bovinas</h2>
<p>A diferença entre as carcaças pode variar em diversos aspectos, desde a mais comum, com pouca cobertura e espessura de gordura à mais difícil de se encontrar com excesso de gordura.</p>
<p>Existem diferenças ainda quanto ao peso dessas carcaças, distribuição de carne pela carcaça (mais ou menos carnes nos anteriores, por exemplo), e assim sucessivamente teremos a presença nos frigoríficos de carcaças de diversas qualidades.</p>
<p>Se dentro de uma propriedade é possível observar animais que darão origem a carcaças tão diferentes, a avaliação entre animais de propriedades diferentes e principalmente a comparação entre carcaças oriundas de animais de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">sistemas de produção</a></strong> diferentes percebemos o quão gritante são as diferenças entre as carcaças produzidas no país.</p>
<p>Somando-se a todos esses fatores supracitados, um aspecto interessante deve ser avaliado.</p>
<p>A grande maioria das indústrias frigoríficas do país não detém nenhum tipo de bonificação ou nenhum programa de bonificação para produtores que entregam carcaças de melhor qualidade.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Qualidade das carcaças bovinas</h2>
<p>Conhecido como <strong>sistema de “Bica corrida”,</strong> os frigoríficos nacionais abatem animais de todos os tipos e origem, sem distinção de tamanho, peso e acabamento de carcaça.</p>
<p>Produtores que produzem e entregam animais precoces bem acabados irão receber, muito provavelmente na maioria das indústrias, o mesmo valor por quilo de carcaça do que os produtores de animais tardios, leves e pouco acabados.</p>
<p>Esse fator pode explicar de certa forma a falta de padrão das carcaças enviadas aos frigoríficos, afinal de contas, <strong><em>&#8220;porque investir em animais que proporcionarão ao frigorífico boas carcaças se não recebo a mais por isso?&#8221;</em>.</strong></p>
<p>Em contrapartida, a recíproca deve ser considerada possível, como a indústria fará um programa de bonificação para um sistema produtor tão heterogêneo. Independente das causas e dos porquês dessa situação tão comum, é evidente a necessidade de se trabalhar com o fim de aumentar a qualidade de carcaça dos nossos animais.</p>
<p>Ao final de todo processo produtivo, o que se espera é a obtenção de um produto de qualidade e dentro dos padrões de exigência do mercado.</p>
<p>Na pecuária não é diferente, esperamos que ao final de um ciclo produtivo, os animais <a href="https://rehagro.com.br/blog/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/" target="_blank" rel="noopener"><strong>terminados a pasto</strong></a> ou em confinamento apresentem uma boa carcaça.</p>
<p>É importante então sabermos identificar o que é considerado uma boa carcaça e quais os critérios são utilizados para definir uma boa carcaça e como definir qualidade e tipificação de carcaça.</p>
<p>Como já mencionado, no Brasil de maneira geral, a maioria das indústrias frigoríficas trabalham no sistema conhecido como “bica corrida” onde não há nenhuma bonificação para os diferentes padrões de qualidade de carcaça, muito pelo padrão desuniforme das carcaças.</p>
<p>Entretanto, alguns trabalhos vêm sendo desenvolvidos nesse sentido, em busca de um determinado padrão de qualidade que obedecem alguns critérios específicos.</p>
<h2>Padronização das carcaças</h2>
<p>De maneira geral, apesar da grande diferença entre indústrias e regiões, <strong>a qualidade da carcaça é determinada, primeiro por peso e segundo pela quantidade de presença de gordura nas carcaças, podendo variar entre carcaças 1 (gordura ausente) até carcaças 5 (gordura excessiva).</strong></p>
<p>Para a padronização e enquadramento das carcaças, são utilizados alguns protocolos, existem vários protocolos utilizados no Brasil e no exterior:</p>
<ul>
<li>Protocolo 35, macho inteiro;</li>
<li>Protocolo 35, macho castrado;</li>
<li>Protocolo 36, fêmeas;</li>
<li>Protocolo 1953;</li>
<li>Sistema USDA;</li>
<li>Sistema Nacional.</li>
</ul>
<p>Além dos protocolos, devemos observar e mensurar as principais características de carcaça e como essas mensurações são utilizadas na prática é fundamental.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="COMO CALCULAR RENDIMENTO DO GANHO DE BOVINOS ABATIDOS? | Rehagro Responde - Corte" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/42UtHz4UTMg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Pensando em qualidade de carcaça, devemos avaliar todo um contexto envolvido para que cheguemos ao momento do abate, toda a cadeia produtiva, desde as condições de sanidade e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">escore da matriz</a></strong>, passando pelo nascimento e crescimento do bezerro de algum modo interferirá na qualidade da carne de bovinos.</p>
<ul>
<li>Crescimento animal;</li>
<li>Raça;</li>
<li>Cruzamentos;</li>
<li>Dieta;</li>
<li>GMD;</li>
<li>Proporção dos tecidos na carcaça ao abate (processo que ocorre durante toda a vida do animal);</li>
<li>Crescimento fetal;</li>
<li>Processo da energia metabolizável consumida;</li>
<li>Curva de crescimento;</li>
<li>Tecidos que compõem a carcaça;</li>
<li>Eficiência de deposição de proteína;</li>
<li>Eficiência de deposição de gordura;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-o-rendimento-do-ganho-de-animais-abatidos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rendimento do ganho</strong></a>;</li>
<li>Ganho compensatório;</li>
<li>Tamanho do animal ou frame.</li>
</ul>
<p>Observados os fatores que envolvem e determinam o crescimento do desempenho e da qualidade da carcaça, devemos estar alinhados quanto aos conceitos que determinam qualidade, e como isso levará a um produto final de qualidade, ou seja, à uma carne de qualidade.</p>
<p>Alguns fatores devem ser avaliados e observados para termos um entendimento correto sobre qualidade de carne e o que é qualidade de carne.</p>
<ul>
<li>Qualidade sanitária;</li>
<li>Qualidade nutricional;</li>
<li>Qualidade organoléptica.</li>
</ul>
<p>De maneira geral, nos processos de produção de carne devem ser avaliados todas as alternativas e variâncias. Todos esses fatores citados vão, de alguma maneira, interferir na qualidade do produto final, e por consequência na aceitabilidade e no sucesso de comercialização para o consumidor final.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Suplementação para bovinos de corte: importância e utilização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2018 15:57:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção de bovinos no Brasil é predominantemente baseada na utilização de pasto, sendo a fonte mais econômica de nutrientes para os ruminantes nos trópicos. A estacionalidade de produção das forrageiras tropicais devido ao impacto das condições climática é uma realidade na produção de bovinos a pasto, que prejudicam a produção das pastagens no inverno. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A produção de bovinos no Brasil é predominantemente <strong>baseada na utilização de pasto</strong>, sendo a fonte mais econômica de nutrientes para os ruminantes nos trópicos.</p>
<p>A estacionalidade de produção das forrageiras tropicais devido ao impacto das condições climática é uma realidade na <strong>produção de bovinos a pasto</strong>, que prejudicam a produção das pastagens no inverno.</p>
<p>Esses períodos, também conhecidos por época de seca, são caracterizados pela redução de incidência de luz solar, temperatura e pluviosidade, podendo um ou mais desses fatores serem mais ou menos predominantes em cada região.</p>
<p>Os fatores supracitados interferem no crescimento das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/">forrageiras</a></strong>, diferenciando-o da época do verão.</p>
<p>Nos períodos de seca, há uma redução nos nutrientes das plantas, principalmente de proteínas e minerais com o avanço do processo de maturação das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/">pastagens</a></strong>. Nesse cenário, um plano nutricional com a utilização de suplementos para o gado torna-se fundamental ganhos satisfatórios.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</script></p>
</div>
<p>Embora as pastagens das águas não sejam consideradas deficientes em proteínas, a exigência do animal pode superar esses valores, o que resulta em ganhos de peso obtidos nestas condições aquém do observado quando uma estratégia de suplementação adequada é adotada.</p>
<p>Desta forma, a curva de crescimento animal fica comprometida, aumentando a idade ao abate e/ou ao primeiro parto, dependendo da categoria animal que a fazenda trabalha.</p>
<p>Contudo, variações quantitativas e qualitativas de forragens ao longo do ano comprometem os índices produtivos, afetando na produção por animal e por área.</p>
<p>Diante disso, <strong>torna-se importante avaliar a utilização dos suplementos e concentrados</strong>, já que para um ganho de peso satisfatório temos que ajustar as deficiências das pastagens e intensificar o sistema de produção para maximizar a lucratividade da propriedade.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Importância da suplementação para bovinos de corte</h2>
<p>Quando a oferta de pastagem, quantitativa e qualitativamente, não é suficiente para suprir as exigências nutricionais e atender as necessidades para o desempenho esperado, se faz necessário a utilização de suplementos e um plano nutricional adequado para o gado ao longo do período.</p>
<p>A suplementação surge como aliada para maximizar a produção animal individual e aumentar a produção por área. Quando feita de forma correta, suprindo as exigências básicas dos animais, os resultados serão sempre positivos.</p>
<p>A qualidade da pastagem ofertada aos nossos animais, é de suma importância e terá grande influência na produção. Por isso, <strong>o manejo correto das pastagens e do pastejo</strong>, nas águas e nos períodos das secas, <strong>é uma prática que deve ser implementada na propriedade</strong>, quando visamos uma produção lucrativa.</p>
<p>Um manejo de pastagem bem feito associado ao bom planejamento nutricional, garante a expressão máxima do potencial produtivo dos animais, reduzindo inclusive custos com suplementação e em outras frentes dentro da propriedade, como nos custos operacionais.</p>
<p>Vale ressaltar que as forragens representam cerca de 70 a 95% da dieta do animal, dependendo da suplementação adotada, em um sistema de criação a pasto.</p>
<p>Portanto, a suplementação maximiza resultados e evita perdas de peso em épocas desafiadoras, porém, ela não corrige a deficiência e inadequado manejo das pastagens.</p>
<p>Em resumo, a suplementação de animais em pastejo é uma ferramenta que nos permite corrigir dietas desbalanceadas, melhorando o ganho de peso vivo, a conversão alimentar, e por consequência, diminui os ciclos produtivos da pecuária de corte.</p>
<h2>Área de cocho</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O cocho é uma instalação rural viável e indispensável para a pecuária que permite a disponibilização correta dos suplementos para o gado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/">a inspeção dos cochos</a></strong> nas propriedades é uma das práticas mais negligenciadas. Antes de representar custo, o cocho é uma solução eficaz para levar nutrientes aos animais de forma simples e barata.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11517" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3.jpg" alt="Cocho para o gado" width="500" height="479" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3.jpg 533w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3-300x288.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3-370x355.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3-270x259.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3-313x300.jpg 313w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;">Técnico do Rehagro, Hugo Pereira, mensurando a dimensão dos cochos para avaliar o espaçamento de cocho. Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, técnico do Rehagro.</span></p>
<p>No manejo diário em fazendas, podemos identificar erros comuns para essas estruturas, como:</p>
<ul>
<li>Quantidade e dimensionamento inadequados;</li>
<li>Localização errada;</li>
<li>Cochos descobertos que permitem o suplemento sofrer alterações físico-químicas, desperdiçando a mistura e altera o padrão de consumo;</li>
<li>Formação de atoleiros ao redor do cocho, dificultando ou mesmo impedindo o acesso dos animais;</li>
<li>Falta de reposição adequada do suplemento.</li>
</ul>
<p>A quantidade e o tamanho dos cochos, devem estar diretamente relacionadas com o número de animais existentes no pasto, sendo que quanto maior o número de animais, maior a quantidade de metros de cochos, necessários para aquele rebanho.</p>
<p>Outros fatores a ser considerados são o tamanho dos pastos e a topografia da fazenda, que dependendo do caso (terrenos inclinados e acidentados) podem até dobrar ou triplicar a necessidade normal de cochos.</p>
<p>A necessidade de cocho é variável de acordo com a suplementação utilizada, de forma geral, quando maior e mais rápido for o consumo dos animais de determinado suplemento, maior será a exigência por espaçamento de cocho.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11519" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5.jpg" alt="Cocho com acesso aos dois lados" width="500" height="425" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5.jpg 565w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5-300x255.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5-370x314.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5-270x229.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5-353x300.jpg 353w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;">Em cochos com acesso aos dois lados, os animais se posicionam intercalados e nunca cabeça com cabeça. Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, técnico do Rehagro. </span></p>
<h2>Importância da suplementação mineral</h2>
<p>A concentração de minerais nas plantas forrageiras é bastante variável, pois dependem do gênero, espécie e variedade; época do ano, do tipo de solo e suas condições.</p>
<p>Os minerais obtidos pelos ruminantes são em sua totalidade advindos da ingestão de alimentos, uma vez que os ruminantes não são capazes de sintetizar elementos minerais.</p>
<p>Os minerais estão envolvidos em quase todas as vias metabólicas do organismo animal e na fermentação ruminal, com funções importantes na performance reprodutiva, no crescimento, no metabolismo energético, na função imune entre outras tantas funções fisiológicas.</p>
<p>Diante disso, <strong>os requerimentos minerais não são apenas para a manutenção da vida, como também para o aumento da produtividade animal</strong>.</p>
<p>No Brasil, a deficiência mineral sofrida pelos animais ruminantes ainda é observada em fazendas, embora seja notório que este cenário venha melhorando devido a maior adoção da suplementação pelos gestores.</p>
<p>A suplementação mineral do rebanho deve ser feita de forma objetiva, considerando a sanidade, categoria, produtividade e aspectos econômicos. O consumo de suplemento mineral é de 0,025% PV, podendo ser maximizado quando adicionado milho para possibilitar a adição de aditivos alimentares, denomina-se “sal mineral aditivado”.</p>
<p>Algumas características para um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/">suplemento mineral</a></strong> completo aceitável para bovinos, são:</p>
<ol>
<li>Incluir sais minerais de alta qualidade que contenham as melhores formas biologicamente disponíveis de cada elemento mineral, e evitar a inclusão mínima de sais minerais contendo elementos tóxicos.</li>
<li>Ser suficientemente palatável para permitir o consumo adequado em relação às exigências da categoria animal que será suplementada.</li>
<li>Ser produzido por um fabricante idôneo com controle de qualidade, e garantias quanto aos valores de etiqueta.</li>
<li>Ter um tamanho de partícula aceitável, permitindo uma mistura adequada, sem partículas muito pequenas que acabam sendo perdidas.</li>
<li>Ser formulado para uma determinada área, nível de produtividade animal, ambiente (temperatura, umidade, etc.) na qual será utilizado, e ser tão econômico quanto possível.</li>
</ol>
<p><a href="https://rehagro.com.br/curso/gestao-lucrativa-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=suplementacao" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46181 size-full" title="Clique e conheça a formação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp" alt="Banner Formação Prática Gestão Lucrativa na Pecuária de Corte" width="1024" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-300x100.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-768x256.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-370x123.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-270x90.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-740x246.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Importância da suplementação proteica</h2>
<p>A suplementação proteica causa efeitos positivos associativos quando adicionada à dieta de forragem de baixa qualidade, principalmente na época seca do ano.</p>
<p>Produtos proteicos ureados, potencializam o ganho de peso de bovinos que consomem forragem de moderada a baixa qualidade por aumentar a ingestão e degradabilidade da forragem.</p>
<p>O consumo de um suplemento proteico é de 0,1% PV, o que é denominado também de suplemento de baixo consumo. Consumo de 0,3% PV é considerado suplementação proteico energética, já que requer maiores níveis de energia através da adição de insumos energéticos no suplemento.</p>
<p>Entretanto, <strong>a suplementação proteica na estação seca só é eficiente quando a forragem disponível não for limitante</strong>. Por exemplo, pastagens muito “passadas”, em que houve a formação de talos, a ingestão será limitada pela dificuldade de apreensão do alimento e tempo de pastejo do animal, o que a suplementação não conseguirá suprir o déficit na ingestão de matéria seca diário.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11518" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-4.jpg" alt="Cocho com distribuição uniforme do suplemento" width="500" height="666" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-4.jpg 607w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-4-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-4-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-4-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;">Cocho com distribuição uniforme do suplemento. Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, técnico do Rehagro.</span></p>
<p>Outro ponto importante para considerar na suplementação é a relação carboidratos e proteína da dieta. Aqui quando falamos dieta, estamos nos referindo à forragem e suplemento juntos.</p>
<p>O simples aumento dos teores proteicos do material ingerido não é uma garantia de maior suprimento intestinal de proteína por unidade de matéria seca ingerida, ou maior quantidade de proteína absorvida.</p>
<p>Tal eficiência no aproveitamento da fração proteica, depende da disponibilidade de energia para os microrganismos ruminais utilizarem a amônia oriunda da proteína degradada ou da ureia no rúmen.</p>
<p>Essa sincronia aumentará a produção de proteína microbiana, e esta sim será responsável pelo suprimento de aproximadamente 70% das exigências proteicas do animal.</p>
<p>Portanto, maximizar a produção de proteína microbiano é um dos grandes objetivos da suplementação proteica.</p>
<p>Desse modo, conseguimos entender a necessidade da adição de ureia no suplemento para o fornecimento “imediato” de amônia no rúmen para o crescimento microbiano.  Sempre que os teores proteicos das gramíneas estivem abaixo do valor mínimo de 7% de PB, se torna um fator limitante para atividade dos microrganismos do rúmen.</p>
<p>Exemplos de insumos proteicos:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Farelo de soja (48 a 50% de PB e 82% de NDT);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">Farelo de algodão</a></strong> (38 a 41% de PB e 66 a 75% de NDT);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ureia (45% de N, PB tem 16% de N, logo, o equivalente de ureia é 281% Cada kg de ureia equivale a 2,81 kg de PB;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Outros: Farelo de amendoim, cevada, glúten de milho, etc.</li>
</ul>
<p>Destes insumos supracitados, a ureia é comumente citada pelos pecuaristas como estratégia de uso nas fazendas, ligada também a possibilidade de redução de custos da dieta, pela substituição parcial de fontes proteicas vegetais.</p>
<p>Os microrganismos ruminais conseguem transformar o nitrogênio vindo da ureia em um equivalente proteico de altíssima qualidade.</p>
<p>Apesar desta característica, é importante ressaltar que, a ureia é extremamente solúvel, em contato com o ambiente ruminal, é rapidamente degradada e transformada em amônia, o excesso de nitrogênio será transportado para o fígado, onde poderá sofrer uma reciclagem e voltar como ureia por via metabólica através da saliva, onde será aproveitado pelo animal, este processo demanda muita energia, o que levará a redução da disponibilidade da mesma para o animal.</p>
<p>A alta concentração de amônia no rúmen, irá fazer com que não ocorra um sincronismo entre as fermentações de carboidratos ocorre, portanto, uma redução da captura ruminal de nitrogênio  para a síntese de proteínas microbianas devido à falta de carboidratos no rúmen, levando a um quadro de intoxicação.</p>
<p>Casos de intoxicação por ureia são relatados por vários motivos, muitas vezes essa intoxicação esta diretamente ligada com a forma de distribuição da ureia para o animal. Essas intoxicações são mais relatadas quando ocorre o acúmulo de água no cocho, diluindo a ureia na água.</p>
<p>O bovino ao “beber essa sopa” ingeri níveis muito acima da capacidade utilização no rúmen, causando quadro de intoxicação. A ingestão diária máxima de ureia é de 40 g a cada 100 kg de PV.</p>
<p>É comum utilizarmos o sal ureado na época da seca, que nada mais é que o sal mineral mais a ureia, porém, alguns cuidados devem ser levados em consideração, como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Cochos cobertos e inclinados, com furos para evitar o excesso de água;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Jamais fornecer ureia misturada em água;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Deve ser introduzida de maneira gradativa (iniciando com 20g/100kg PV).</li>
</ul>
<p>No contexto descrito, o fornecimento de suplementos proteicos propicia melhorias no desempenho animal, desde que aplicados de forma correta, considerando os valores nutricionais e disponibilidade da forrageira.</p>
<h2>Importância da suplementação energética</h2>
<p>O uso de maiores quantidades de alimentos concentrados energéticos para bovinos de corte é inevitável, uma vez que o melhoramento genético dos animais é acompanhado ao aumento das exigências nutricionais, e consequentemente maior desempenho animal.</p>
<p>A suplementação energética (suplemento de alto consumo) tem consumo superior a 0,3% PV, sendo que acima de 0,7% PV consideramos como ração, já que o fornecimento de 1% PV equivale 50% da dieta.</p>
<p>O crescimento microbiano no rúmen depende da quantidade de energia proveniente da fermentação ruminal. Uma característica que são relatadas com o uso desta suplementação, é o efeito de substituição. Este ocorre quando o suplemento alimentar reduz a ingestão da forragem. Começamos observar isso na prática quando o consumo de suplemento é maior que 0,5% PV.</p>
<p>O uso correto desta suplementação a pasto, é uma estratégia interessante no período das águas e secas. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/">Nas águas</a></strong>, onde o nível de proteína da forrageira está alto e o de energia mais baixo, são relatados aumento de ganho de peso médio diário de animais destinados para produção de carne. Porém, nas secas quando deseja-se ter ganhos superior a 0,4 kg/dia, esta estratégia é comumente adotada.</p>
<p>Um exemplo de estratégia são animais suplementados energeticamente na recria a pasto, podem entrar mais pesados no confinamento e podem ser abatidos mais pesados ou com o mesmo peso de animais não suplementados, porém com menor tempo de confinamento.</p>
<p>Os alimentos com alto teor de energia, 75 a 92% de NDT (%MS) e &lt; 12% de PB são:</p>
<ul>
<li>Milho;</li>
<li>Sorgo;</li>
<li>Milheto;</li>
<li>Polpa cítrica;</li>
<li>Farelo de trigo;</li>
<li>Farelo de mandioca, entre outros.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11520" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-6.jpg" alt="Suplementação de gado" width="375" height="500" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-6.jpg 599w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-6-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-6-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-6-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 375px) 100vw, 375px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal, Cristiano Rossoni.</span></p>
<h2>Suplementação de animais a pasto é uma estratégia!</h2>
<p>A suplementação mineral com energia e/ou proteína na produção de gado de corte é estabelecida de acordo com o valor nutritivo da forragem, intimamente ligado à estratégia de manejo do pasto.</p>
<p>A suplementação afeta a taxa de lotação, que decresce linearmente com acréscimo na altura de pastejo, independente da suplementação utilizada. No entanto, a lotação deve ser sempre superior nos pastos em que os animais recebem suplemento proteico energético em relação aos suplementados com sal mineral.</p>
<p>Dessa forma, pode-se manter mais animais na mesma área, com a utilização da suplementação, em que é possível aumentar a capacidade suporte dos pastos, refletindo em maior produtividade por área.</p>
<p>É importante que o uso de <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>suplementos venha a interagir com o pasto</strong></a> de forma a aperfeiçoar o uso da pastagem pelos animais. Além disso, deve-se sempre respeitar a capacidade de conversão alimentar e a ingestão do animal, em termos de custo/benefício e <a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar animal</strong></a>.</p>
<h2>Transforme o conhecimento técnico em lucro real no bolso!</h2>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Reforma de pastagem: veja 5 etapas para uma boa realização</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Oct 2018 16:16:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[forrageira]]></category>
		<category><![CDATA[manejo do pasto]]></category>
		<category><![CDATA[pastagem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil possui aproximadamente 170 milhões de hectares de pastagens, que se não forem bem manejadas, se tornam o fator fundamental na restrição para o aumento dos índices produtivos na criação de gado. Assim, se não há pasto de qualidade, não há condições de se ter uma pecuária com bons índices de ganho de peso, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil possui aproximadamente <strong>170 milhões de hectares de pastagens</strong>, que se não forem bem manejadas, se tornam o fator fundamental na restrição para o aumento dos índices produtivos na criação de gado.</p>
<p>Assim, se não há pasto de qualidade, não há condições de se ter uma pecuária com bons índices de ganho de peso, animais com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">escore corporal</a></strong> adequado e nem mesmo lotação elevada.</p>
<p>Muitos pecuaristas <strong>almejam reformar a pastagem</strong>, contudo, o alto investimento e o tempo de inutilização da área, necessários no método tradicional, impossibilita muitos projetos.</p>
<p>Para que a <strong>reforma de pastagem seja eficiente</strong> é importante dividir em etapas o programa de estabelecimento da pastagem, como mostra o exemplo abaixo de um calendário de ações aplicadas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10899 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/calendario-de-acoes.jpg" alt="Cronograma para estabelecimento da pastagem" width="567" height="400" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/calendario-de-acoes.jpg 567w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/calendario-de-acoes-300x212.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/calendario-de-acoes-370x261.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/calendario-de-acoes-270x190.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Calendário de estabelecimento de pastagens. Fonte: Adilson Aguiar.</span></p>
<p>Nesse artigo, vamos ressaltar os pontos mais importantes das etapas do programa acima, explicando o passo a passo para que você possa aplicar na sua fazenda. Porém, antes disso, vamos entender melhor <strong>como identificar pastagens degradadas</strong>.</p>
<h2>Como identificar pastagens degradadas?</h2>
<p>A degradação da pastagem é um problema que se não for resolvido, aumenta com o passar do tempo, por isso identificá-la logo no início pode garantir melhores resultados na sua propriedade. A presença de solo exposto, sem vegetação, somado a infestação por plantas daninhas, por exemplo, é um forte indício de um pasto degradado.</p>
<p>O processo de degradação se divide em duas causas principais: <strong>degradação agrícola e degradação biológica</strong>.</p>
<p>Na degradação agrícola, há um aumento expressivo de plantas daninhas, além disso, pode se observar uma competição entre a forragem e as plantas indesejáveis. Essa competição leva a redução da produção da forragem e assim reduz a eficiência do pasto.</p>
<p>Já na degradação biológica, a queda da produtividade forrageira está diretamente atrelada ao esgotamento da fertilidade natural do solo.</p>
<p>Além disso, é importante ressaltar que nem toda pastagem degradada é passível de ser recuperada, sendo assim é preciso classificar quanto ao grau de degradação para direcionar a tomada de decisão perante ao pasto.</p>
<p>A tabela a seguir, retirada da cartilha da Embrapa, demonstra os <strong>quatro níveis de degradação</strong>:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14722" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas.jpg" alt="Níveis de degradação de pastagens" width="528" height="696" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas.jpg 528w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas-228x300.jpg 228w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas-370x488.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas-270x356.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/pastagens-degradadas-150x198.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fonte: EMBRAPA.</span></p>
<p>Caso existam grandes áreas de solo exposto ou com predominância de plantas daninhas, a recuperação da pastagem não é indicada. Nessa situação o ideal é uma nova implantação do pasto.</p>
<h2>Etapas para uma reforma de pastagem eficiente</h2>
<p>A recuperação das pastagens degradadas, quando possível, <strong>é uma</strong> <strong>prática viável técnica e economicamente</strong>, afinal recuperar uma pastagem é muito mais barato que estabelecê-la novamente.</p>
<p>Além disso, a recuperação é bastante interessante do ponto de vista ambiental, pois recuperar pastagens já existentes, evita desmatamentos para formar um novo pasto.</p>
<p>As primeiras etapas para recuperação da pastagem consistem em <strong>corrigir as deficiências do solo</strong>. Confira a seguir as etapas para recuperação do pasto:</p>
<h3>1. Escolha da área a ser reformada e da forrageira</h3>
<p>É muito importante checar qual relevo da área em questão para que se possa fazer um planejamento bem estruturado e mais eficiente. Assim, podemos avaliar se será necessária a utilização de máquinas de maior precisão ou mão de obra braçal.</p>
<p>A partir da escolha da área, é feita a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/" target="_blank" rel="noopener">escolha da forrageira</a></strong>, levando em conta onde será implantada (encosta leve, baixadas ou em morros). Além disso, devemos considerar a questão climática local (quantidade e distribuição de chuva e variação de temperatura ao longo do ano) e a fertilidade do solo.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10901" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/divisao-da-area-em-glebas.jpg" alt="Área rural dividida em glebas" width="500" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/divisao-da-area-em-glebas.jpg 548w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/divisao-da-area-em-glebas-300x190.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/divisao-da-area-em-glebas-370x234.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/divisao-da-area-em-glebas-270x171.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Divisão da área em glebas para amostragem de solos.</span></p>
<h3>2. Análise do solo</h3>
<p>O <strong>manejo de reforma de pastagem</strong> inicia pela análise de solo. Não existe outra forma de conhecer a real situação da fertilidade do solo sem <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/amostragem-do-solo-em-pastagens/">uma correta amostragem</a></strong> e uma análise feita em um bom laboratório.</p>
<p>É importante salientar que caso a saturação de base esteja baixa, é necessário que a mesma seja elevada através da calagem, dando condições para que a gramínea se desenvolva através da disponibilidade dos nutrientes do solo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-amostragem-solo-pastagens?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-amostragem-de-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39629 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo.png" alt="E-book Amostragem de solo em pastagens" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-amostragem-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>3. Recomendações agronômicas através da análise de solo</h3>
<h4>Calagem</h4>
<p>Posteriormente à interpretação da análise do solo por um profissional da área, o engenheiro agrônomo, faz-se a recomendação da correção inicial, a relação Ca/Mg, que deve estar em torno de 3:1. Essa relação irá influenciar na escolha do tipo de calcário a ser usado.</p>
<p>Além disso, devemos prestar atenção para o teor de fósforo existente no solo, já que esse nutriente é de grande importância para um bom desenvolvimento das pastagens e que, infelizmente, é deficitário nos solos brasileiros.</p>
<p>Deve-se aplicar o calcário com frequência, haja vista a extração de nutrientes ao longo do desenvolvimento das forrageiras.</p>
<p><strong>Se o recomendado for abaixo de 1000 kg/ha pode ser feita em uma única aplicação e se for maior que 3000 kg/ha é apropriado dividir em duas aplicações</strong>. Após a distribuição do calcário, é interessante a ajuda de uma grade para melhor incorporação ao solo. Lembre-se de realizar essa atividade antes do período chuvoso, assim como a gessagem.</p>
<h4>Gessagem</h4>
<p>A <strong>aplicação de gesso agrícola</strong> no solo tem como <strong>objetivo disponibilizar cálcio e enxofre e, também, reparar o ambiente em subsuperfície</strong>. O gesso pode ser utilizado como corretivo em solos salinos e sódicos. No entanto, por ser uma fonte mais solúvel do que o calcário, o gesso não promove a neutralização da acidez do solo.</p>
<p>Antes do cultivo é importante que haja a aplicação do gesso sempre em área total. A recomendação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) indica as quantidades de gesso a serem aplicadas no solo de acordo com a análise do solo para os teores de Ca e Al. Também deve considerar, além do aumento na saturação em bases em camadas de subsuperfície, a capacidade de troca catiônica (CTC).</p>
<p>Por ter alta solubilidade no solo, o gesso abastece o cálcio, que pode ser lixiviado em profundidade, aprimorando a fertilidade e aumentando a exploração das raízes.</p>
<h3>4. Execução da reforma da pastagem</h3>
<h4>Aragem</h4>
<p>A <strong>aração é um processo que visa revolver a terra</strong>, popularmente conhecido como tombamento. Nessa etapa, há uma inversão da camada superficial e a profunda do solo (em aproximadamente 30 cm). A superficial vai para baixo e a camada mais profunda para cima.</p>
<p>Como resultado deste processo, podem surgir muitos torrões, fragmentos grandes de solo agregado. Para não prejudicar o manejo (plantio e adubação), é importante realizar a gradagem.</p>
<h4>Gradagem</h4>
<p>Deve-se realizar a gradagem quantas vezes forem necessárias para descompactar o solo devidamente. Usualmente, de 2 a 3 gradagens são satisfatórias. É essencial terminar o preparo do solo com uma grade niveladora, a fim de um acabamento no preparo.</p>
<h4>Escolha da semente e semeadura</h4>
<p>É de grande importância termos <strong>cautela na compra da semente</strong>, pois é exatamente neste item que muitos pecuaristas acabam errando, considerando o melhor preço como fator principal na decisão da aquisição e não a semente mais pura.</p>
<p>O <strong>maior percentual de pureza indica melhor qualidade e maiores as chances de sucesso com o plantio</strong>, pois não haverá sementes de outras espécies sendo &#8220;plantadas&#8221; podendo comprometer a cobertura da gramínea e a presença de plantas invasoras</p>
<p>Embora pareça lógico que o produto tenha o mais próximo possível de 100% de sementes da gramínea que o produtor escolheu, infelizmente a fiscalização no Brasil é deficiente e a contaminação com outras sementes ainda é uma realidade.</p>
<p>Dessa forma, o pecuarista na ânsia de economizar acaba comprando um produto de pior qualidade e tendo mais gastos futuros com controle de invasoras, além das falhas de cobertura no solo. .</p>
<p>Para operacionalizar a semeadura, temos que considerar o clima e garantir que todos os passos anteriores foram bem feitos e no tempo correto, pois todos são muito importantes.</p>
<p>Caso a semeadura seja realizada após o prazo correto, pode-se não ter níveis satisfatórios de chuva para o estabelecimento correto da forrageira escolhida. Assim, perde-se quase todo o trabalho feito, pois para a semente germinar é necessário a presença de umidade no solo.</p>
<h3>5. Manejo da pastagem</h3>
<p>Após a formação e com o início da utilização da pastagem entra a parte mais importante que é o <a href="https://rehagro.com.br/blog/erros-no-manejo-de-pastagens/"><strong>manejo</strong></a>, ou seja, manter a qualidade da pastagem. Ele requer que se conheça a altura correta para o cultivar implantado e o período necessário de descanso desta para a sua rebrota.</p>
<p>Lembre-se que o homem é o responsável em determinar o momento de retirar o gado da pastagem, e o treinamento da pessoa que cuida dessa decisão na fazenda é fundamental. O Cepea, em 2017, fez uma comparação dos custos, em reais, para a reforma e manutenção de pastagem por hectare. É possível observar o elevado custo de se reformar uma pastagem comparada com o custo da manutenção.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10904" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custo-manutencao-pastagem.jpg" alt="Custos para reforma e manutenção da pastagem" width="600" height="465" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custo-manutencao-pastagem.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custo-manutencao-pastagem-300x233.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custo-manutencao-pastagem-370x287.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custo-manutencao-pastagem-270x209.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Assim, devemos levar em consideração que a reforma da pastagem deve ser feita quando não há alternativas de manejo para manter a produção animal em alta. Caso todos os passos apresentados acima sejam seguidos e caso a climatologia seja favorável, a reforma não será necessária.</p>
<p>Deve-se apenas <strong>monitorar o manejo</strong>, ajustando sempre a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao-e-a-capacidade-de-suporte/">lotação</a></strong> animal dentro de cada área para que se tenha um pastejo ótimo e um ganho de peso por animal e por área equilibrado, conseguindo uma amplitude ótima de pastejo não tendo áreas grandes de superpastejo ou subpastejo, como mostra a figura abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10905 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custos-para-reforma-e-manutencao-de-pastagem.jpg" alt="Monitoramento do manejo da pastagem" width="522" height="314" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custos-para-reforma-e-manutencao-de-pastagem.jpg 522w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custos-para-reforma-e-manutencao-de-pastagem-300x180.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custos-para-reforma-e-manutencao-de-pastagem-370x223.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/custos-para-reforma-e-manutencao-de-pastagem-270x162.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 522px) 100vw, 522px" /></p>
<h2>O diferencial entre fazendas comuns e de alta performance está aqui</h2>
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		<title>Estação de monta do gado zebu: qual a sua duração?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jul 2018 15:02:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[estação de monta]]></category>
		<category><![CDATA[gado zebu]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[reprodução de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No trabalho com pecuária de corte em sistema de cria ou de ciclo completo (cria, recria e engorda), há uma premissa básica de manejo reprodutivo que se baseia na adoção e implementação da estação de monta. O conceito de Estação de Monta (EM) consiste em estabelecer um período para que tenhamos as ocorrências reprodutivas concentradas. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No trabalho com pecuária de corte em sistema de cria ou de ciclo completo (cria, recria e engorda), há uma premissa básica de manejo reprodutivo que se baseia na adoção e implementação da estação de monta.</p>
<p>O conceito de <strong>Estação de Monta (EM)</strong> consiste em estabelecer um período para que tenhamos as ocorrências reprodutivas concentradas. Essas ocorrências são referentes às práticas de monta, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/" target="_blank" rel="noopener">monta natural (touro – vaca) e/ou inseminação artificial</a></strong>.</p>
<p>Tais práticas refletirão em parições em períodos concentrados, sendo que estes momentos coincidirão com a época de máximo crescimento natural dos pastos (período chuvoso), trazendo maior disponibilidade forrageira, com o objetivo principal de beneficiar as matrizes paridas.</p>
<p>Normalmente, a estação de monta para gado zebu no Brasil Central tem <strong>duração de 120 dias</strong>. Esta duração é influenciada por fatores como a condição corporal pré e pós-parto e ao início da estação de monta, a presença do bezerro ao pé da vaca, a ordem de parto, o período de gestação do gado zebu, e, principalmente, a relação entre estes fatores.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Redução do período da estação reprodutiva e benefícios</h2>
<p>A redução da estação reprodutiva no gado zebu para períodos menores que os tradicionais de 120 dias traz diversos benefícios.</p>
<p>Primeiramente, ocorre uma maior concentração de nascimentos em época ideal, na qual a qualidade e a quantidade da forragem atendem os requerimentos nutricionais das matrizes (Gráfico 1) e consequentemente, uma maior homogeneidade e peso dos animais à desmama.</p>
<p>Outro benefício é a separação dos períodos de monta e nascimento quando se realiza a estação menor que 70 dias, otimizando a utilização da mão-de-obra.</p>
<p>Porém, ao se trabalhar no sentido de reduzir o período da estação de monta é necessária a avaliação da capacidade financeira, econômica e gerencial da propriedade para que esta seja capaz de suprir as principais entraves.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4660" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu1.jpg" alt="Curva de produção de forragem no Brasil Central" width="600" height="377" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu1.jpg 600w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu1-300x189.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu1-370x232.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu1-270x170.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Curva de produção de forragem no Brasil Central aliada à necessidade do rebanho.</span><b></b></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-estacao-monta?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-manual-sanitario&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39636 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png" alt="E-book Manual Sanitário da estação de monta" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O retorno à ciclicidade de vacas paridas x duração da estação de monta para gado zebu</h2>
<p>O retorno à atividade cíclica é um dos fatores mais importantes que determinam a duração da estação reprodutiva e está altamente relacionada ao escore de condição corporal dos animais no pré e pós-parto e ao início da estação de monta.</p>
<p>No gráfico a seguir, tem-se a indicação do percentual de ciclicidade de vacas Bos taurus (taurinas) de acordo com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">escore de condição corporal</a></strong> (escala de 1 a 9, em que 1 → Muito Magra / 9 → Obesa).</p>
<h2 style="text-align: center;"><b><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4661 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu2.jpg" alt="Efeito do escore de condição corporal sobre a ciclicidade" width="600" height="378" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu2.jpg 600w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu2-300x189.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu2-370x233.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu2-270x170.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></b><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Efeito do escore de condição corporal sobre a ciclicidade.</span></h2>
<p>Outro fator de destaque está relacionado à presença do bezerro ao pé da vaca. Diversos autores relatam a queda na atividade ovariana pós-parto em função da <a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/" target="_blank" rel="noopener"><strong>presença da cria</strong></a>.</p>
<p>Este fato interfere na liberação de GnRH pelo hipotálamo ou diminui a resposta a este hormônio na hipófise, tendo como consequência uma supressão da liberação pulsátil de LH, que é o fator endócrino chave para se determinar a ovulação ou não do folículo dominante.</p>
<p>Outros autores demonstraram que o efeito da sucção em vacas de corte é um dos principais fatores que afetam a duração do anestro pós-parto. Eles sugeriram que o comportamento materno é mais importante do que o ato da sucção em si para regular a frequência de pulsos de LH.</p>
<p>Desta forma, considerando a estreita relação mãe/cria em animais zebuínos, dimensiona-se o impacto da amamentação no retorno à ciclicidade.</p>
<p>Veja abaixo, os dados obtidos a partir do trabalho de Resende, feito em 1993, em vacas primíparas zebuínas comparando o percentual de animais ciclando com uma amamentação por dia e em manejo tradicional (presença da cria ao pé) ao longo da estação de monta.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4665 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu6-e1645206231205.jpg" alt="Percentual de vacas ciclando ao longo da estação de monta" width="640" height="318" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu6-e1645206231205.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu6-e1645206231205-300x149.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu6-e1645206231205-370x184.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu6-e1645206231205-270x134.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Percentual de vacas ciclando ao longo da estação de monta, de acordo com o tipo de amamentação.</span></p>
<p>A ordem de parto também está altamente relacionada à duração da estação de monta. Considerando principalmente as vacas primíparas, ressalta-se que a dieta para estes animais no pós-parto deve, além de atender os requerimentos de mantença e da primeira lactação, atender aos requisitos finais de crescimento.</p>
<p>Dessa forma, dentre as categorias da propriedade, aquela que está mais submetida à queda na condição corporal, caso suas necessidades não sejam supridas, são as vacas de primeira cria.</p>
<p>Como já descrito anteriormente, a queda na condição corporal influencia diretamente no prolongamento do anestro pós-parto, fazendo com que estes animais retomem a ciclicidade tardiamente.</p>
<p>Este retorno tardio à ciclicidade é um dos principais entraves no encurtamento da duração da estação de monta, já que, caso estes animais não voltem a ciclar até o fim da estação reprodutiva, haverá um efeito negativo na <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de prenhez</strong></a>.</p>
<p>O gráfico abaixo avalia, de acordo com a pesquisa de Meneghetti, em 2008, a queda na condição corporal (escala de 1 a 5) de primíparas de acordo com o mês de parição.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4666" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu7.jpg" alt="Queda na condição corporal de primíparas" width="500" height="381" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu7.jpg 590w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu7-300x229.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu7-370x282.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu7-270x206.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/duracao-da-estacao-de-monta-para-gado-zebu7-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"> Queda na condição corporal (escala de 1 a 5) de primíparas de acordo com o mês de parição. Fonte: Meneghetti (2008)</span></p>
<p>Ao correlacionar os fatores que interferem no retorno à ciclicidade, é possível compreender o motivo pelo qual as propriedades com estação de monta no Brasil Central, a fim de obterem taxas de prenhez satisfatórias, trabalham com uma duração média de 120 dias.</p>
<p>Algumas ferramentas podem ser utilizadas para a redução da duração da estação de monta. Em relação à nutrição das matrizes, destaca-se que alguns trabalhos científicos concluíram que a nutrição pré-parto tem maior importância do que a nutrição pós-parto na determinação do intervalo entre parto – primeiro estro.</p>
<p>Outro artifício técnico passível de utilização no início e durante a estação de monta está relacionado aos protocolos hormonais (por exemplo, IATF) somados ou não à restrição de amamentação.</p>
<p>Dentre as vantagens destacam-se a indução e/ou sincronização de rebanhos de matrizes em anestro, gerando a possibilidade de inseminar um grande número de vacas paridas ao início da estação de monta, com consequente concentração de parição no início da estação de nascimento subsequente. Este agrupamento dos eventos gera a possibilidade de reduzir o período da estação reprodutiva.</p>
<p>A partir do conhecimento dos fatores que influenciam a duração da estação de monta, se o objetivo é atingir uma taxa de prenhez satisfatória ao sistema, aliada a uma distribuição dos partos de forma adequada, deve-se avaliar se as condições inerentes a este sistema, de modo que permitam que a duração da estação reprodutiva seja encurtada.</p>
<p>Exemplos disso são a situação financeira e econômica da propriedade, o envolvimento dos funcionários, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/">o manejo de pastagem</a></strong> e a condição nutricional do rebanho ao longo dos ciclos e a condição sanitária, que é de fundamental importância.</p>
<p>O sucesso da estação de monta depende de uma série de cuidados ligados às doenças infecciosas que podem afetar o sistema reprodutivo de machos e fêmeas, diminuindo a taxa de prenhez, causando abortos e levando à produção de bezerros com desempenho inferior.</p>
<h2 data-start="137" data-end="215">Torne a estação de monta mais eficiente com decisões técnicas e lucrativas</h2>
<p data-start="217" data-end="373">A estação de monta é decisiva para os resultados da sua fazenda. Que tal dominar os fatores que impactam diretamente na produtividade e no lucro do rebanho?</p>
<p data-start="375" data-end="661">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=monta-zebu" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende com quem está no campo, unindo teoria e prática para tomar decisões mais estratégicas – desde o manejo reprodutivo até a gestão da fazenda.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Distrofia muscular nutricional: a doença do músculo branco</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/distrofia-nutricional/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jul 2018 14:01:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[distrofia nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[músculo branco]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A distrofia muscular nutricional, ou doença do músculo branco, é uma patologia miodegenerativa hiperaguda/subaguda, causada por uma deficiência de selênio e vitamina E, gerada em animais que se encontram em situações de stress, frio ou mal alimentados. Dá-se também por um acúmulo de substâncias formadoras peróxido na dieta. Como exemplos de situações causadoras, podemos citar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>distrofia muscular nutricional</strong>, ou doença do músculo branco, é uma patologia miodegenerativa hiperaguda/subaguda, causada por uma <strong>deficiência de selênio e vitamina E</strong>, gerada em animais que se encontram em situações de stress, frio ou mal alimentados.</p>
<p>Dá-se também por um acúmulo de substâncias formadoras peróxido na dieta. Como exemplos de situações causadoras, podemos citar suplementação contínua com óleo de fígado de bacalhau e uma brusca saída de animais para o pasto, induzindo uma deficiência de vitamina E.</p>
<p>Esta patologia é <strong>mais comum em bezerros, cordeiros, potros e leitões jovens</strong>, podendo elevar sua ocorrência após um crescimento rápido dos animais, um alto grau de ácidos graxos insaturados na dieta e exercícios incomuns em excesso.</p>
<p>Em bezerros e cordeiros normais, a atividade de uma enzima chamada de transaminase glutamínica oxaloacética (SGOT), importante para várias atividades do organismo, raramente excede a 200U/ml e em animais doentes, sua atividade é de 5 a 10 vezes maior.</p>
<p>Assim, de uma forma mais completa, a doença do músculo branco é caracterizada por níveis subnormais de selênio, da concentração de GSH-PX no sangue e tecidos e por altos níveis da SGOT e desidrogenase lática.</p>
<p>Poucas vezes, ocorre uma distrofia muscular nutricional de forma espontânea em animais adultos, <strong>podendo, raramente, acontecer de uma forma congênita</strong>.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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<h2>Sinais clínicos da distrofia nutricional</h2>
<p>Nesta doença, <strong>os animais apresentam corrimento nasal espumoso, resultante de edema pulmonar e dispnéia</strong>, podendo detectar fraqueza profunda, decúbio e batimento cardíaco irregular, que, pela auscultação, são audíveis murmúrios cardíacos.</p>
<p>Estes sintomas associados com uma descompensação hiperaguda e esquelética ou ligada a uma miastenia, ambas as formas, os acometidos, são aqueles que crescem de forma rápida.</p>
<p>Os animais doentes podem morrer de forma aguda, sem aparecer sintomas ou após uma depressão e dispnéia. Taquicardia e taquipnéia são observadas nos animais idosos, podendo acometer o músculo do diafragma.</p>
<p>Na distrofia aguda, o tratamento geralmente é ineficaz, pois a mortalidade  varia de 85 % a 100%. <strong>A forma mais comum encontrada é subaguda</strong>, onde bezerros e cordeiros são os mais afetados, ficando em decúbito. Nesta, seus sinais clínicos são rigidez dos músculos, dificuldade de locomoção, tremores, posturas anormais, depressão e morte.</p>
<p>Raramente, pode observar tumefação bilateral e simétrica dos músculos glúteos, dorsolombares e paletas. Já quando o animal sofre dispnéia, está se deve ao envolvimento dos músculos da faringe e esôfago, podendo gerar pneumonias secundárias. Na forma subaguda o tratamento surte efeito, podendo ver recuperação em até cinco dias nos doentes.</p>
<p>Pesquisas realizadas por AIELLO et al (2001) notaram um tipo retardado da miodistrofia nutricional com envolvimento cardíaco, ocorrendo em animais que passaram por exercícios exacerbados. Nesta forma, apresentam um andar com costas arqueadas, se tratando de uma lesão muito grave. Os bezerros têm dificuldade para mamar, podendo morrer por inanição. Nos casos crônicos, pode ocorrer um relaxamento da cintura escapular e deslocamento dos dedos.</p>
<p>Na deficiência subclínica, animal diminui performance, ganho de peso, eficiência <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/" target="_blank" rel="noopener">reprodutiva</a></strong> e ocorre aumento de nascimentos de bezerros prematuros e fracos.</p>
<p>MENDES et al. (2001) observou que estes sinais clínicos ocorrem devido ao aumento da atividade plasmática da creatina fosfoquinase (CPK). Esta enzima é liberada na corrente sanguínea após exercícios em grande proporção e degenerações musculares, por se tratar de uma proteína específica para alterações dos músculos esqueléticos e cardíacos.</p>
<p>Seus níveis normais são de 26 mais ou menos cinco UI/ litro para bovinos, onde na doença, sobe para acima de 1000 UI/ litro. A transaminase glutâmico-oxalacética sérica também se eleva de concentração, apesar de não ser tão específica para lesões musculares como a CPK. O grau de elevação destas enzimas está diretamente proporcional à intensidade da lesão muscular.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Alterações macroscópicas</h2>
<p>Animais doentes apresentam <strong>estrias brancas na musculatura esquelética</strong>, que geram dificuldades de locomover, respiratórias, cardíacas, até a morte súbita. (MARTIM 1993). Os músculos afetados variam com a idade do animal. Língua e musculatura do pescoço são acometidas em lactentes.</p>
<p>Já nos músculos do dorso, coxa, pescoço e respiratórios em ruminantes mais velhos, observa-se musculatura um pouco pálida. Uma vez estabelecida a calcificação, as lesões tornam- se opacas, brancas e muito óbvias.</p>
<p>Nos músculos esqueléticos verifica-se necrose simétrica, podendo afetar vários grupos musculares, exibindo estriações longitudinais distintas, devido deposição anormal de cálcio difuso. As lesões cardíacas ocorrem em placas subendocárdicas, mais no ventrículo esquerdo de bezerros e direito de cordeiros.</p>
<p>Segundo SMITH (1994), o músculo torna-se seco com edema intramuscular, onde os feixes afetados ficam numa posição adjacente ao músculo normal. Além disso, pode ocorrer da musculatura se tornar pálida, por reduzir concentrações de mioglobina, e a urina vermelho escuro, devido mioglobinúria.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10030 size-full" title="músculo branco" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/distrofia-nutricional-doenca-do-musculo-branco1-333x150-1_auto_x2.jpg" alt="Distrofia nutricional em cordeiro" width="666" height="400" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/distrofia-nutricional-doenca-do-musculo-branco1-333x150-1_auto_x2.jpg 666w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/distrofia-nutricional-doenca-do-musculo-branco1-333x150-1_auto_x2-300x180.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/distrofia-nutricional-doenca-do-musculo-branco1-333x150-1_auto_x2-370x222.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/distrofia-nutricional-doenca-do-musculo-branco1-333x150-1_auto_x2-270x162.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 666px) 100vw, 666px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Músculos da perna de cordeiro. A – as numerosas listras cinzas e brancas são áreas de necrose segmentar e calcificação. B – Miopatia nutricional, bezerro. Os túbulos sarcolemais estão intactos e preenchidos por mioblastos e macrófagos – regeneração inicial. (imagens: W.J.Hadlow)</span></p>
<h2>Alterações microscópicas</h2>
<p>Por CARTON e colaboradores, 1998, microscopicamente verificam-se necrose segmentar, calcificação e regeneração. THONSON (1990) observou que o sucesso da regeneração depende da integridade dos tubos sarcolêmicos, sendo que se intactos, após animais tratados com selênio, tem a capacidade de regenerar rapidamente.</p>
<p>Porém, se sofrerem necrose segmentar, as miofibrilas se rompem sob o estresse da contração, fraturando os túbulos sarcolêmicos, resultando numa regeneração por brotamento e fibrose.</p>
<p>Nota-se ainda, após alterações sequenciais na musculatura, um inchaço mitocondrial e lise miofibrilar gerando degeneração hialina ou granular. Quando envolve o coração, as fibras de purkinje ficam danificadas e animal pode sofrer derrames pleurais, pericárdicos e peritoneais.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao microscópico eletrônico, demonstra um engarçamento dos miofilamentos com comprometimento inicial da síntese de miosina, seguindo por uma alteração na actina. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=distrofia-nutricional" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Diagnóstico da distrofia nutricional</h2>
<p>O diagnóstico pode ser dado pelos achados clínicos, porém a confirmação exata é através de análises de tecidos, medindo seus níveis de selênio e tocoferol. Devida à atividade da enzima glutation- peroxidase eritrocitária ter altas correlações com níveis sanguíneos de selênio, a atividade da enzima pode ser usada na avaliação do status do animal para selênio.</p>
<p>Assim, pelas análises dos índices de selênio identifica-se que a micronecrose segmentar é causada mesmo pela deficiência deste mineral ou outra substância. (THONSON, 1990).</p>
<p>MENDES et al (2001), verificou que, <strong>para o diagnóstico, devem ser consideradas ainda as miopatias tóxicas</strong>, como aquelas causadas por plantas (ex: fedegoso) ou por antibióticos ionóforos como a monensina, onde nesta deve ser pesquisado o agente na alimentação do animal.</p>
<p>Uma forma de diferenciar o diagnóstico é que a miopatia tóxica acomete animais de todas as idades, com maior intensidade nos adultos e já a miopatia nutricional é mais comum em animais jovens.</p>
<p>Segundo AIELLO et al (2001), é preciso tomar cuidado também para não confundir a miopatia nutricional com artrite não supurativa infecciosa. Além disso, as mortes súbitas devem ser diferenciadas daquelas que acontecem quando animal sofre uma insuficiência cardíaca, onde, neste caso, o diagnóstico definitivo pode ser obtido por necropsia e anamnese.</p>
<h2>Tratamento da distrofia nutricional</h2>
<p>Através de experimentos realizados por AIELLO et al (2001), chegou-se à conclusão que animais com distrofia muscular nutricional deveriam <strong>receber selenito de sódio e vitamina E em emulsão estéril via subcutânea ou intramuscular</strong> na dose de 0,055 a 0,067mg/kg, sendo uma média de 2,5 a 3mg de selênio para cada 45 kg e 50mg/ml (68UI) de vitamina E.</p>
<p>Esta última, deve ser na forma de acetato de alfa tocoferol para cada 18kg de peso corporal. Não se devem administrar altas concentrações devido ao risco de intoxicar o animal e é necessário repetir o tratamento por duas semanas. Necessitando de doses maiores que as indicadas, é preciso tomar muito cuidado ao administrá-las.</p>
<p>Quando ocorrer uma grande queda de vitamina E, pode-se suplementar o doente com alfa tocoferol, sendo que não existem dosagens mínimas para esta substância. Para bezerros, utilizar de 25 a 60mg/kg no alimento seco. Se for observado uma grande quantidade de antagonistas de vitamina E na dieta (ex: gorduras polinsaturadas desprotegidas), deve primeiramente removê-los e, não funcionando, pode-se estabilizá-los com antioxidantes.</p>
<p>Não é correto fazer o tratamento da distrofia muscular nutricional com apenas o uso de selênio, pois necessita da administração de antioxidantes para o tratamento ser completo. (Kolb 1980).</p>
<p>As respostas depois de efetivado tratamento, não são rápidas, por necessitar da eritropoiese para produção de GSH-PX, que demora cerca de 30 dias após o animal suplementado com selênio. Porém, apesar de GSH- PX não aumentar fácil nos eritrócitos, no músculo, coração e fígado, ela sobe mais rápido.</p>
<p>Depois de suplementado com os minerais e vitaminas, o animal deve ficar em repouso para reduzir a oxidação dos músculos. Além disso, faz-se uma terapia auxiliar com antibióticos para auxiliar no combate de possíveis pneumonias secundárias.</p>
<p>O fornecimento de uma dieta com níveis adequados de energia, mantendo o balanço hidroeletrolítico é de extrema importância para recuperar o animal. (SMITH 1994).</p>
<h2>Prevenção e controle da distrofia nutricional</h2>
<p>A prevenção e controle são feitas por uma <strong>suplementação correta de selênio e vitamina E</strong>, fazendo diversas tentativas para assegurar o correto fornecimento destes minerais na dieta dos animais.</p>
<p>Segundo SMITH (1994), o regulamento de selênio incorporado na ração de ruminantes é de 0,3 partes por milhão (PPM). Nos sais minerais pode ser usado cerca de 20ppm. Porém, em alguns tipos de solo, já verificou 200ppm para manutenção de níveis adequados aos animais, sendo seu uso limitado em no máximo 3mg/cabeça/dia em qualquer que seja o método de suplementação para bovinos.</p>
<p>Em pastagens, como é difícil avaliar a ingestão correta da mistura mineral, estão em fase experimental os bolus ruminorreticulares de depósito, que liberam a quantidade precisa de selênio, diariamente. Os minerais injetáveis também são uma forma de adequar o animal com a concentração correta de selênio e vitamina E.</p>
<p>Portanto, independente do método de suplementação, há necessidade da coleta periódica de sangue ou tecido de animais em risco, sendo que estas deverão ser realizadas a cada 60 a 90 dias, para que seja determinado o grau correto no organismo destes minerais. Com estas avaliações, poderão ser feitos reajustes quanto à dose ou extensão da suplementação. (SMITH 1994)</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Podemos concluir que o nível nutricional é um fator determinante para manter íntegra a saúde do animal.</p>
<p>Assim, um <a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" target="_blank" rel="noopener"><strong>manejo inadequado de pastagens</strong></a> e concentrados que gere um consumo excessivo ou deficiente de energia, proteína, vitaminas, macro e microminerais relacionam no desempenho e ganhos produtivos nos meios de produção.</p>
<p>Na maioria das situações, os nutricionistas devem avaliar vários parâmetros para suplementar os animais, levando em consideração análises bromatológicas e sanguíneas, metabolismo singular de alguns animais e interações entre nutrientes, pois qualquer descuido pode gerar perdas incalculáveis no desempenho e sanidade do rebanho.</p>
<h2 data-start="254" data-end="326">Evite prejuízos com decisões técnicas e manejo nutricional eficiente</h2>
<p data-start="328" data-end="564">A distrofia muscular nutricional é apenas uma das muitas doenças silenciosas que comprometem o desempenho e o lucro da fazenda. Para prevenir perdas, é preciso mais do que experiência: é preciso formação técnica e visão estratégica.</p>
<p data-start="566" data-end="898">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=distrofia-nutricional" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende com consultores que atuam nas maiores fazendas do país, em uma formação 100% online e voltada para quem quer fazer da pecuária uma atividade mais eficiente, lucrativa e sustentável.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/distrofia-nutricional/">Distrofia muscular nutricional: a doença do músculo branco</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Boi castrado ou boi inteiro: qual a melhor forma?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jun 2018 12:46:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante as fases de crescimento e engorda do bovino, os tecidos não crescem com a mesma intensidade, sendo que os ossos têm desenvolvimento precoce, os tecidos adiposos desenvolvimento tardio, e os músculos, intermediário. Sendo assim, a proporção de músculos na carcaça aumenta inicialmente, decrescendo à medida que passa a predominar o tecido adiposo, com a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante as fases de crescimento e engorda do bovino, os tecidos não crescem com a mesma intensidade, sendo que os ossos têm desenvolvimento precoce, os tecidos adiposos desenvolvimento tardio, e os músculos, intermediário.</p>
<p>Sendo assim, a proporção de músculos na carcaça aumenta inicialmente, decrescendo à medida que passa a predominar o tecido adiposo, com a elevação da proporção de gordura na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/" target="_blank" rel="noopener">carcaça</a></strong>. Por sua vez, a participação dos ossos decresce continuamente.</p>
<p>Chama-se de <strong>maturidade química da carcaça</strong> o ponto em que o peso adicional contém pouca proteína adicional, e o animal passa então a depositar mais gordura. Dessa forma, o estádio de desenvolvimento no momento do abate tem grande influência sobre a composição da carcaça.</p>
<p>As mudanças nas proporções entre os tecidos e em sua composição durante o crescimento são influenciadas por vários fatores, dentre os quais se destacam peso, idade, raça, dieta e sexo. Já é de conhecimento amplo que o boi não castrado ganha mais peso que o castrado, numa mesma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">condição de alimentação</a></strong>.</p>
<blockquote><p>Quem nunca ouviu dizer que “boi inteiro é melhor pra ganhar peso do que castrado?”.</p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de, em algumas situações, o proprietário ter que trabalhar com o boi castrado, devido principalmente a dificuldades de manejo, quando se têm fêmeas na fazenda, pela dificuldade de acabamento a pasto, ou quando o frigorífico exige que os animais sejam castrados, há normalmente a preferência pelo animal não castrado devido ao maior ganho de peso.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Por que o boi não castrado ganha mais peso?</h2>
<p>Essencialmente, essa “vantagem” do animal não castrado se dá pela composição do tecido depositado no ganho de peso. Traduzindo: <strong>o boi &#8220;inteiro&#8221; precisa ingerir menos energia para ganhar um quilo de peso quando comparado ao animal castrado</strong>. Mas por que isso acontece?</p>
<p>Bem, considerando-se animais de mesmo grau de sangue e com mesmo peso e idade, podemos citar algumas explicações para essa diferença.</p>
<h3>Alimentação mais energética para o boi castrado</h3>
<p>A primeira está diretamente ligada à relação entre gordura e proteína no ganho de peso. Para cada quilo de peso que o animal ganhar, no castrado haverá mais tecido adiposo, gordura, do que musculatura. E a gordura possui mais que o dobro de energia que a musculatura.</p>
<p>Com isso, o animal castrado, para ganhar o mesmo 1 kg de peso corporal, tem que ingerir uma dieta com muito mais energia, ou então terá que ingerir uma maior quantidade de alimento. Isso, considerando-se que não castrado e castrado estão ganhando o mesmo peso. Assim, se ambos ingerirem a mesma dieta, o boi inteiro ganhará mais peso.</p>
<p>Essa diferença varia de 15 a 20%, ou seja, o animal castrado precisa ingerir 15 a 20% a mais de energia que o não castrado para ganhar o mesmo 1 kg de peso corporal.</p>
<h3>Proporção de água no tecido adiposo do boi</h3>
<p>A segunda explicação para essa maior eficiência do inteiro em relação ao castrado também está ligada à relação gordura e proteína no ganho de peso. Só que, dessa vez, isso não ocorre em relação ao teor energético dos tecidos adiposo e muscular, mas sim devido à proporção de água nestes tecidos.</p>
<p>O tecido adiposo possui muito menos água que o tecido muscular, ou seja, na realidade, o boi não castrado tem muito mais água no ganho de peso.</p>
<p>Essa diferença é muito grande. É claro que há variação entre animais, mas em média, o tecido adiposo contém 80% de matéria seca e 20% de água, e o tecido muscular contém 30% de matéria seca e 70% de água.</p>
<p>Isso quer dizer que para cada 1 kg de tecido adiposo que o animal depositar, na verdade serão 200g de água. Já no caso do animal não castrado, para cada 1 kg de musculatura que o animal ganhar, será 700g de água.</p>
<p>Faremos a comparação da necessidade nutricional de um animal que entra no confinamento com 14@, e sai com 18@, com ganho médio diário de 1,5 kg/dia.</p>
<p>Para alcançar este ganho, <strong>um boi não castrado</strong> deverá ingerir <strong>6,89 Mcal/dia</strong> de energia líquida para ganho. Já no caso de <strong>um boi castrado</strong>, para ter este mesmo ganho de peso, seriam necessárias <strong>7,92 Mcal/dia, ou seja, 15% a mais de energia</strong> (base de dados BR Corte, 2011, para zebuínos). Com isso, para obter um mesmo ganho de peso, o animal castrado precisa ingerir mais energia, que é um item de custo alto na alimentação.</p>
<p>No caso do animal a pasto, com ganho médio diário de 750g, a necessidade nutricional do boi inteiro seria de 3,21 Mcal de energia líquida para ganho, contra 3,69 Mcal/dia para o castrado. A diferença também seria de cerca de 15% a favor do animal não castrado.</p>
<p>Neste último caso, da terminação a pasto, o raciocínio é parecido, mas devem ser feitas algumas considerações.</p>
<p>Deve-se ter em mente que ao final do período de engorda, no acabamento da carcaça, há mais dificuldade em se ter deposição de gordura no boi não castrado. Isso porque, para que este animal deposite um bom teor de gordura na carcaça, ele teria que ingerir uma quantidade grande de energia, superior a sua capacidade de depositar musculatura.</p>
<p>Isso muitas vezes leva à necessidade de uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplementação</a></strong> em maior qualidade ou quantidade, ou aumento na oferta de forragem para este animal. Entretanto, neste último caso, como o teor energético do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/" target="_blank" rel="noopener">capim</a></strong>, mesmo que bem manejado, não é alto, é comum o animal não castrado levar mais tempo para chegar ao ponto de abate.</p>
<p>E é aí a grande dúvida do produtor: uma vez que este boi normalmente atinge acabamento numa idade mais avançada, isso acarreta dificuldade de manejo e diminuição da taxa de desfrute.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-de-agua-para-bovinos?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-bebedouros&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39630 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua.png" alt="E-book Bebedouros e qualidade de água para bovinos" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Fatores finais a se considerar</h2>
<p>Considerando então que o animal não castrado é mais eficiente para ganhar peso, a decisão de castrar ou não passa por fatores indiretos como:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Dificuldade de manejo pela presença de fêmeas; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Maior dificuldade de terminação na entressafra (período seco); </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Aumento do custo com manutenção de benfeitorias (brigas); </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Menor desfrute, etc. </span></li>
</ul>
<p>Entretanto, não se deve esquecer que <strong>os animais não castrados dão acabamento numa idade mais avançada</strong>, ou seja, com peso maior que os castrados, <strong>acarretando maior rendimento de carcaça.</strong></p>
<p>Na realidade, existem vários fatores diretos e indiretos que influenciam na tomada de decisão entre castrar ou não os bois para a engorda, principalmente a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">pasto</a></strong>.</p>
<p>O prêmio pago pelo frigorífico aos animais castrados será determinante. Cabe então ao produtor analisar todos esses fatores para fazer a escolha certa. <span style="font-weight: 400;">E se a decisão for a de castrar (a pasto), que ela seja o mais tardia possível para maximizar o peso corporal na fase de crescimento desse animal.</span></p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/boi-inteiro-ou-boi-castrado/">Boi castrado ou boi inteiro: qual a melhor forma?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Intoxicação por samambaia em bovinos: saiba quais são as formas</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/intoxicacao-por-samambaia/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/intoxicacao-por-samambaia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jun 2018 13:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[alteração clínica]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[intoxicação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A samambaia é uma planta cosmopolita e ocorre em solos ácidos e arenosos. Toda a planta é tóxica, mas o broto é a parte que apresenta maior toxicidade. Portanto, a utilização de queimadas aumenta o potencial de intoxicação da planta, uma vez que após a queimada, a samambaia brota. A intoxicação ocorre em animais com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A samambaia é uma planta cosmopolita e ocorre em solos ácidos e arenosos. <strong>Toda a planta é <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-que-causam-intoxicacao-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">tóxica</a>, mas o broto é a parte que apresenta maior toxicidade.</strong> Portanto, a utilização de queimadas aumenta o potencial de intoxicação da planta, uma vez que após a queimada, a samambaia brota.</p>
<p>A intoxicação ocorre em animais com fome, em condições de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" target="_blank" rel="noopener">falta de pasto</a></strong>, seca ou superlotação. A ingestão de feno contaminado com samambaia é capaz de intoxicar o animal, pois a fenação não destrói o princípio tóxico. Há indícios que os animais viciam na planta, procurando-a após as primeiras ingestões.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Formas de intoxicação por samambaia</h2>
<p><strong>A intoxicação ocorre de três formas clínicas:</strong> aguda, hematúria crônica ou enzoótica e tumores do trato digestivo superior.</p>
<h3>Intoxicação aguda</h3>
<p><strong>A intoxicação aguda ocorre principalmente em animais jovens, até dois anos</strong> e, em alguns casos em animais mais velhos. O período de maior ocorrência é de novembro a maio.</p>
<p>Animais que nunca tiveram contato com a planta e são transferidos para pastos contaminados desenvolvem o quadro clínico rapidamente. Animais famintos, como, por exemplo, aqueles submetidos a viagens longas, são mais susceptíveis. A morbidade está por volta de 70% e a letalidade é de 100%.</p>
<p>Os <strong>animais começam a apresentar pelo arrepiado, perda de peso, andar cambaleante, diarreia sanguinolenta, perda de apetite e febre</strong> (41 a 42 °C). As mucosas vulvovaginal, conjuntival e oral tornam-se pálidas e podem haver petéquias nas mesmas.</p>
<p>Os locais de picadas de insetos, carrapatos e agulhas apresentam hemorragia constante. O animal permanece deitado a maioria do tempo. O hemograma demonstra anemia normocítica normocrômica, leucopenia e neutropenia.</p>
<p>Na necropsia, são observadas palidez de mucosas e vísceras, equimoses e sufusões nas mucosas e serosas das cavidades torácica e abdominal. No fígado, podem ser observadas áreas de infarto e necrose. No intestino, podem ser encontradas grande quantidade de sangue e ulcerações na mucosa.</p>
<p>O exame histológico revela hemorragia em diversos órgãos, rarefação e necrose do sistema hematopoiético e atrofia dos centros germinativos dos folículos linfáticos do baço.</p>
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<h3>Hematúria crônica ou enzoótica</h3>
<p><strong>Animais acima de quatros anos são os mais acometidos,</strong> e ocorrem em qualquer época do ano. A taxa de morbidade está por volta de 10% e a letalidade é de 100%.</p>
<p>O <strong>principal sinal clínico é a hematúria</strong>, que pode ser constante ou intermitente. <strong>O animal emagrece progressivamente, as mucosas estão pálidas</strong>. O quadro pode prolongar por vários meses até um ano, e o animal morre de caquexia.</p>
<p>Na necropsia são observadas palidez das vísceras e conteúdo e vermelho, às vezes coagulado, na bexiga. O epitélio vesical pode estar engrossado e podem ser vistos hematomas ou pequenos nódulos na bexiga.</p>
<p>O exame microscópico revela hiperplasia do epitélio de transição, e pode apresentar tumores como papilomas, adenomas, adenocarcinomas, carcinomas epidermóides, fibromas e hemangiomas.</p>
<h3>Tumores do trato digestivo superior</h3>
<p><strong>Os animais mais frequentemente acometidos são mais velhos, acima de 5 anos.</strong> Entre 7 a 8 anos ocorrem o maior número de casos. A morbidade é de aproximadamente 3% e a letalidade é de 100%.</p>
<p>A primeira alteração clínica é a tosse, e posteriormente o animal tem dificuldade de deglutição e regurgitação dos alimentos, com emagrecimento progressivo. Apresenta também diarréia em estágios avançados da doença.</p>
<p>Em alguns casos pode ocorrer timpanismo crônico. Os linfonodos submandibulares e pré-escapulares podem estar aumentados de tamanho. A morte ocorre por caquexia, 2 a 4 meses após o início do quadro clínico.</p>
<p>Na necropsia, os tumores são principalmente encontrados na região faringeana e base da língua. Tumores no rúmen, cárdia e esôfago também podem ser encontrados, mas com menor frequência. Geralmente estão associados a papilomas. Exames histológicos desses tumores revelam carcinomas epidermóides.</p>
<p>O princípio tóxico é uma tiaminase do tipo I, que inativa a tiamina e acumula ácido pirúvico em equinos, suínos e ratos. Nos bovinos, a intoxicação por samambaia é metabolizada a algumas substâncias, tais como, fator de anemia aplástica ou radiomimético, fenóis, fator determinante de hematúria ou de neoplasia enzoótica e outros.</p>
<p>O fator radiomimético determina depressão da medula, com anemia normocítica normocrômica, leucopenia e trombocitopenia. O fator determinante de neoplasia leva à formação de papilomas no tubo digestivo e na bexiga.</p>
<p>O diagnóstico é baseado nos sinais clínicos e na presença da samambaia nas áreas de pastagens. O hemograma pode auxiliar no diagnóstico. Deve-se diferenciar intoxicação por samambaia de outras enfermidades como pasteurelose, carbúnculo hemático, leptospirose e anaplasmose.</p>
<p><strong>Não existe tratamento efetivo para os bovinos</strong>. A transfusão de sangue e antibioticoterapia, como preventivo de infecção secundária, são apenas paliativos.</p>
<p>Portanto, <strong>o melhor controle é a erradicação da planta</strong>, que pode ser conseguida em 1 a 2 anos com correção do solo através de calagem. Não é indicado realizar queimadas e roçar o pasto, pois só levariam a emissão de novos brotos pela planta.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Verminoses em bovinos de corte: como realizar o controle?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jun 2018 15:25:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[vermífugos]]></category>
		<category><![CDATA[verminoses]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante os últimos anos temos visto o desenvolvimento da pecuária brasileira, colocando o país num lugar de destaque no cenário mundial, tornando-se o número um em exportação de carne. No entanto, o potencial produtivo do nosso rebanho não é totalmente expresso devido a fatores ligados, muitas vezes, à sanidade dos animais. Dentro deste contexto, o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante os últimos anos temos visto o desenvolvimento da pecuária brasileira, <strong>colocando o país num lugar de destaque no cenário mundial, tornando-se o número um em exportação de carne. </strong></p>
<p>No entanto, o potencial produtivo do nosso rebanho não é totalmente expresso devido a fatores ligados, muitas vezes, à sanidade dos animais.</p>
<p>Dentro deste contexto, <strong>o controle de verminoses em bovinos constitui uma prática importante</strong>, cujo objetivo é evitar perdas econômicas irreparáveis, uma vez que a presença de endoparasitas está ligada ao menor ganho ou perda de peso além da predisposição a outras doenças.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Impacto econômico causado pelas verminoses</h2>
<p>Os prejuízos causados pelas verminoses em países como os Estados Unidos são estimados em <strong>centenas de milhões de dólares anualmente. </strong></p>
<p>Além dos danos financeiros diretamente associados aos parasitas, o uso inadequado de antiparasitários tem sido um agravante, aumentando ainda mais as perdas econômicas relacionadas às verminoses.</p>
<p>No Brasil, o uso de medicamentos antiparasitários também representa um desafio, com uma parcela significativa das doses sendo administrada incorretamente. Mesmo com altos investimentos no controle de parasitas, o manejo inadequado e a vermifugação em períodos impróprios comprometem a eficácia das estratégias de controle.</p>
<p>Diante desse cenário, <strong>é essencial a implementação de um programa eficaz e acessível</strong> de controle de verminoses em bovinos, que se baseie no uso racional de medicamentos e na eliminação dos parasitas em épocas adequadas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como controlar as verminoses nos bovinos?</h2>
<p>O controle das verminoses pode ser baseado no <strong>ataque às formas de vida livre ou parasitária</strong>, tendo, cada uma destas alternativas, pontos positivos e negativos. O combate aos estágios de vida livre tem como objetivo eliminar das pastagens as formas infectantes, diminuindo a probabilidade de ingestão destas pelos bovinos.</p>
<p>Dentre as práticas de manejo mais valiosas para este tipo de controle destaca-se a rotação ou vedação temporária das pastagens, ou a utilização de agentes biológicos.</p>
<p>A primeira estratégia tem o objetivo de exaurir as reservas corporais das larvas, levando-as a morte. Estima-se que 80% das larvas morram quando não ingeridas por bovinos em intervalos de 30 a 45 dias.</p>
<p>Já o controle biológico baseia-se na utilização de parasitas dos ovos e larvas como os fungos nematófagos de gênero Arthrobotrys e bactérias do gênero Bacillus.</p>
<p>Outra estratégia é a utilização de besouros coprófagos, mais conhecidos como “rola-bosta”, que devido ao seu hábito de enterrar as fezes, acabam inviabilizando o desenvolvimento dos ovos e larvas.</p>
<p>No controle da fase de vida parasitária, a utilização de antiparasitários constitui a principal arma de combate das verminoses.</p>
<p>Dentre as estratégias mais utilizadas podemos destacar:</p>
<ul>
<li><b>Curativo</b><span style="font-weight: 400;">: neste tipo de controle, os animais são vermifugados apenas quando ocorrem sinais clínicos, numa explícita intenção de minimizar os custos de tratamento. No entanto, a alta prevalência de casos subclínicos no rebanho, associada a alta contaminação por ovos nas pastagens, acabam inviabilizando esta estratégia.</span></li>
<li><b>Supressivo</b><span style="font-weight: 400;">: neste caso utiliza-se vermífugos em intervalos pré-estabelecidos, durante todo o ano. Este procedimento pode implicar em dosificações desnecessárias, além do risco de criar resistência na população de vermes incidentes no rebanho.</span></li>
<li><b>Tático</b><span style="font-weight: 400;">: tratamento onde os animais são vermifugados quando alguma condição ambiental favorece o desenvolvimento dos vermes ou quando práticas de manejo, como entrada em novas pastagens ou confinamento, rotação ou compras de animais torna oportuna a medicação.</span></li>
<li><b>Estratégico</b><span style="font-weight: 400;">: esta prática de controle é baseada na prevenção de novas infestações de pastagens e apresenta resultados a médio e longo prazo. Tem como principal característica, a utilização racional de vermífugos e manutenção de cargas parasitárias compatíveis com a produção animal, apresentando, com isso, o melhor custo benefício, dentre as formas de </span><span style="font-weight: 400;">tratamento. </span></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><b><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11144 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-1-1.jpg" alt="Gráfico com as principais formas de tratamento de verminoses em bovinos" width="550" height="388" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-1-1.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-1-1-300x212.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-1-1-370x261.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-1-1-270x190.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></b></span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Custo/Benefício das principais formas de tratamento de verminoses em bovinos. Fonte: Embrapa Gado de Corte</span></p>
<p>Esta estratégia de controle baseia-se no conhecimento da epidemiologia e a dinâmica dos parasitos nos bovinos e na pastagem durante o ano, e a partir disto, pré-determinar vermifugações nos melhores períodos.</p>
<h2>Época de aplicação do vermífugo em bovinos</h2>
<p>Sabe-se hoje que as larvas encontram nas pastagens condições ideais de sobrevivência no período chuvoso do ano em grande parte do território brasileiro. Cerca de 90 a 95% dos endoparasitas existentes <strong>estão nas pastagens em épocas de chuva</strong>.</p>
<p>No entanto, <strong>durante o período mais seco (junho, julho, agosto), o número de larvas diminui drasticamente nas pastagens</strong>, e grande parte dos vermes está presente nos animais.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11145 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-2.jpg" alt="Dinâmica populacional dos endoparasitas em bovinos" width="550" height="375" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-2.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-2-300x205.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-2-370x252.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-2-270x184.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></span><span style="font-size: 10pt;">Dinâmica populacional dos endoparasitas em bovinos criados a pasto. Fonte: Pfizer Saúde Animal.</span></p>
<p>Com isso, <strong>a aplicação de vermífugos na época das chuvas tem pouco efeito no tratamento do rebanho</strong>, uma vez que a taxa de reinfecção é muito alta neste período pela alta carga de larvas nas pastagens.</p>
<p>Baseado nestes princípios, o controle estratégico preconiza a aplicação de vermífugos durante o período seco do ano, pois esta ação possibilita uma maior exposição dos vermes à ação dos antiparasitários.</p>
<p>Consequentemente, os animais entrarão no período chuvoso com uma carga parasitária mínima, diminuindo a contaminação das pastagens por ovos.</p>
<p>O programa desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte baseia-se na aplicação de antiparasitários em épocas do ano pré-determinadas, levando em consideração a categoria animal e a relação custo-benefício.</p>
<h3>Quando realizar vermifugação em bezerros e vacas?</h3>
<p>A utilização de vermífugos em bezerros é dita por muitos como de pouca utilidade devido à baixa mortalidade ocasionada por endoparasitas.</p>
<p>No entanto, estudos vêm demonstrando que <strong>bezerros vermifugados antes da desmama apresentam maior ganho de peso</strong> (10 a 15%) quando comparado a animais não tratados.</p>
<p>Porém, a estratégia de tratar ou não esta categoria fica a cargo do proprietário, ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/veterinarios-e-zootecnistas-na-pecuaria-de-corte/">médico veterinário</a></strong>, pois fatores econômicos podem pesar nessa decisão.</p>
<p>Para a utilização em bois de engorda, preconiza-se a utilização de antiparasitários nos meses de outubro ou novembro, momento no qual esta categoria entrará em pastagens vedadas, acarretando uma menor contaminação destas.</p>
<p><strong>No caso de vacas, a vermifugação deve ser feita nos meses de julho e agosto</strong>, momento este anterior ao pico de parição, principalmente no Brasil Central (agosto e setembro). Com isso, o tratamento no periparto tem como objetivo uma menor contaminação das pastagens e consequentemente uma baixa infecção dos bezerros até o desmame.</p>
<p>Nos animais a partir da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/">desmama</a></strong> até 24–30 meses, momento no qual as verminoses causam maiores prejuízos, a vermifugação deve englobar todo o período seco, com dosificações nos meses de maio, julho e setembro. Esta estratégia tem obtido bons resultados a campo, com redução da mortalidade em 2% e um ganho médio de peso vivo em torno de 41 quilos por animal.</p>
<p>A primeira aplicação (maio) tem o objetivo diminuir a carga parasitária adquirida pelo animal durante o período chuvoso, a segunda aplicação (julho) elimina os vermes que resistiram à primeira aplicação, além de combater os novos endoparasitas adquiridos no início do período seco.</p>
<p>A terceira aplicação combate os parasitas que sobreviveram às primeiras vermifugações, diminuindo o risco de contaminação das pastagens durante o período chuvoso que se iniciará.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41419" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal.png" alt="Doses anti-helmínticas por categoria animal" width="689" height="253" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal.png 689w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal-300x110.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal-370x136.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal-270x99.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal-150x55.png 150w" sizes="auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Categoria animal, prejuízo e número de doses anti-helmínticas nos Cerrados. Fonte: Bianchin (1995)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41420" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses.png" alt="Indicadores financeiros das alternativas de dosificação anti-helmíntica eficaz" width="897" height="205" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses.png 897w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-300x69.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-768x176.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-370x85.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-270x62.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-740x169.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-150x34.png 150w" sizes="auto, (max-width: 897px) 100vw, 897px" /></p>
<ul>
<li>¹Considera o gasto com aquisição de anti-helmíntico e mão-de-obra (aproximadamente 4% do custo).</li>
<li>² Compõe-se de ganho de peso adicional (positivo, nulo ou negativo) somado ao valor das mortes evitadas.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Indicadores financeiros das alternativas de dosificação anti-helmíntica eficaz, expressos por 100 cabeças de bovinos, para um período de dois anos. (B=dosificados em julho e setembro, C=dosificados em maio, julho e setembro e D=dosificados em maio, julho, setembro e dezembro; @=arroba ). Fonte: Bianchin (1991).</span></p>
<p>Por fim, o produtor deve ter em mente que <strong>o controle estratégico</strong>, ao contrário de outros métodos basicamente curativos, <strong>deve ser repetido anualmente na propriedade, respeitando épocas, idades e categorias previamente determinadas</strong>.</p>
<p>Além disso, para se evitar falhas ou impedimentos que ponham em risco sua eficiência, <strong>a vermifugação pode ser executada conjuntamente a outras práticas de manejo, como vacinações</strong>.</p>
<p>Conclui-se então que, controle estratégico é uma alternativa viável na tentativa do produtor em explorar ao máximo a produtividade do seu rebanho, a baixo custo e de maneira prática.</p>
<h2>O diferencial entre fazendas comuns e de alta performance está aqui</h2>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/">Verminoses em bovinos de corte: como realizar o controle?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Cisticercose bovina: como evitar prejuízos com essa doença?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/cisticercose-bovina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2018 19:57:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[cisticercose]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O agronegócio representa, hoje, em torno de um terço de tudo que é produzido no país, sendo o setor mais importante da economia brasileira. Como parte do agronegócio, a pecuária responde por 7% do PIB brasileiro. Dentro deste cenário, torna-se de suma importância o desenvolvimento de um programa de sanidade animal para o controle de enfermidades [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O agronegócio representa, hoje, em torno de um terço de tudo que é produzido no país, <strong>sendo o setor mais importante da economia brasileira</strong>.</p>
<p>Como parte do agronegócio, a pecuária responde por 7% do PIB brasileiro. Dentro deste cenário, torna-se de suma importância o desenvolvimento de um programa de sanidade animal para o controle de enfermidades que causam perda de produção e produtividade à pecuária nacional, como é o caso da <strong>cisticercose bovina</strong>.</p>
<p>O complexo teníase/cisticercose é uma zoonose determinada pela <em>Taenia saginata</em> e está relacionada com aspectos socioeconômicos e culturais. Apresenta distribuição cosmopolita e representa um grave problema de saúde pública, estando amplamente difundido na maioria dos países em que há criação bovina, principalmente naqueles em desenvolvimento.</p>
<p>No Brasil, acredita-se que a prevalência da cisticercose bovina está entre 0,7 e 5,3%.</p>
<p>O ciclo da <em>T. saginata</em> depende de dois hospedeiros, um definitivo e um intermediário, e uma fase de vida livre. O hospedeiro definitivo dessa tênia é exclusivamente o homem e os hospedeiros intermediários, na maior parte das vezes, são os bovinos.</p>
<p>Há, portanto, três fases no ciclo de vida deste parasitas: adulto no hospedeiro definitivo, ovos no ambiente e cisticercos (fase larval) no hospedeiro intermediário.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que é a cisticercose bovina?</h2>
<p>A <strong>cisticercose é uma enfermidade parasitária</strong>, vulgarmente denominada cisto, que acomete os hospedeiros intermediários. A infecção se dá pela ingestão de ovos de <em>Taenia</em> sp. que podem estar junto ao pasto ou a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener">água</a></strong>.</p>
<p>Esses ovos são originados do verme adulto que se encontra no hospedeiro definitivo. Dessa forma, para que alcancem o ambiente e contaminem seus hospedeiros intermediários são eliminados através das fezes humanas.</p>
<p>Esses ovos da <em>T.saginata</em> se transformam em larvas, o <em>Cysticercus bovis</em>, que se desenvolvem, de preferência, no tecido conjuntivo intermuscular, sendo os músculos de maior incidência o masseter, o lingual, o cardíaco, o esofágico e o diafragmático; e ocasionalmente no fígado, pulmão, olhos, cérebro, baço, rins e linfonodos.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11149" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cisticercose-1.jpg" alt="Ciclo de vida da Taenia saginata" width="344" height="500" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cisticercose-1.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cisticercose-1-206x300.jpg 206w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cisticercose-1-370x538.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cisticercose-1-270x393.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 344px) 100vw, 344px" /><span style="font-size: 10pt;">Ciclo de vida da <em>Taenia saginata</em> / Fonte: Portal São Francisco</span></p>
<p>Apesar de os bovinos normalmente evitarem pastar ao redor de fezes, hábitos humanos de pouca higiene, como defecar diretamente no ambiente ou em sanitários sem as devidas fossas, muitas delas instaladas sobre córregos e rios, contribuem para o problema.</p>
<p>Além disso, a viabilidade dos ovos no meio ambiente permite que o animal se contamine sem que, necessariamente, ingira fezes. Alguns fatores auxiliam a dispersão dos ovos, tais como: a contaminação fecal do solo, o transporte através do vento, aves, anelídeos e artrópodes (moscas, besouros, traças, formigas, pulgas e ácaros).</p>
<p>O homem também pode desenvolver cisticercose quando ingere ovos da <em>Taenia saginata</em>. No entanto, o quadro mais comumente encontrado no homem é a teníase, que é a presença da forma adulta do parasita no intestino delgado.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Os ovos de <em>Taenia</em> podem permanecer viáveis na pastagem por períodos de 4 a 12 meses. Eles são resistentes ao tratamento convencional de esgotos, porém o tratamento convencional da água como floculação, sedimentação e filtração é suficiente para eliminá-los.</p>
<p>Para a utilização de fezes como fertilizantes, a maneira mais prática de inviabilizar os ovos de tênia seria pela elevação da temperatura através da compostagem aeróbica, uma vez que os ovos são sensíveis às altas temperaturas.</p>
<p>Como <strong>a cisticercose não dá qualquer sinal ou sintoma que necessite de tratamento medicamentoso</strong>, medidas preventivas ou profiláticas, o criador e o veterinário não detectam a doença durante a produção. Só vão dar conta da importância da enfermidade no momento do abate pelas perdas financeiras que ocasiona devido ao aproveitamento condicional e até condenação total de vísceras e carcaças.</p>
<p>As perdas econômicas com a cisticercose animal são da ordem de <strong>10% a 15% do valor da produção.</strong></p>
<p>As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/">carcaças</a></strong> ou órgãos parasitados com o <em>Cysticercus bovis</em> podem ter destinos variados, dependendo do grau de acometimento. Segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento devem ser condenadas as carcaças com infestações intensas pelo <em>Cysticercus bovis</em> ou quando a carne é aquosa ou descorada.</p>
<h2>Prejuízos causados pela cisticercose bovina</h2>
<p>De acordo com o Art. 185 do Decreto 9013/17, do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA), os prejuízos dependerão do grau de infestação da carcaça.</p>
<p>O <strong>diagnóstico da cisticercose bovina</strong> é realizado durante a inspeção <em>post mortem</em> que ocorre durante o abate nos matadouros, e consiste basicamente na avaliação visual macroscópica de cisticercos em tecidos e órgãos da carcaça.</p>
<p>Em geral, na rotina de inspeção, <strong>a carcaça será considerada por infecção intensa</strong> se encontrados, pelo menos, oito cistos viáveis ou calcificados, ou dois ou mais cistos localizados, simultaneamente em pelo menos dois locais de eleição examinados na linha de inspeção, ou quatro ou mais cistos localizados no quarto dianteiro ou no quarto traseiro.</p>
<p>Coração, músculos da mastigação, língua, diafragma e seus pilares e massas musculares da carcaça são as principais áreas analisadas.</p>
<p>Para o aproveitamento condicional, considerando uma pesquisa em todos os locais de eleição examinados na linha de inspeção e na carcaça correspondente, pode-se utilizar o uso do calor quando encontrado mais de um cisto viável ou calcificado, ou tratamento pelo frio ou salga quando encontrado um cisto viável, ou até mesmo destinado ao consumo humano quando observado apenas um cisto já calcificado, em todos os casos, sempre após a remoção e condenação das áreas atingidas.</p>
<h3>Prejuízos para o produtor</h3>
<ul>
<li>Recusa dos frigoríficos em comprar gado de propriedades altamente infectadas;</li>
<li>Condenação da carcaça pela inspeção quando ocorre alta infestação, destinando-a para graxaria. Neste caso, o produtor nada recebe pelo seu animal;</li>
<li>Condenação da carcaça para conserva ou salga quando há média infestação, levando a perdas no valor da mesma;</li>
<li>Retirada de partes da carcaça onde se localizam os cisticercos pode levar a perda de até 15 kg de carne por animal;</li>
<li>Marketing negativo que pode levar à diminuição do consumo.</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Para frigoríficos e criadores, em particular, e para a pecuária brasileira como um todo, <strong>a cisticercose bovina causa prejuízos que vão além de perdas materiais devido ao aspecto moral da questão, pois põe em cheque a qualidade da carne</strong>, um dos itens mais importantes da pauta de exportação.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=cisticercose" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e conheça a formação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Perdas financeiras para frigoríficos</h3>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;"> Custos de armazenamento e o custo financeiro do período de tempo quando há condenação da carcaça para congelamento;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Perda total das vísceras.</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Desconfiguração da carcaça condenada pela procura e retirada dos cistos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Diminuição do peso da carcaça e depreciação da venda ao varejo devido ao congelamento</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"> Perdas quando o destino da condenação é a conserva, salga ou graxaria, devido ao custo de processamento e de linha de abate.</span></li>
</ul>
<p>Não há nenhum teste ou reação sorológica confiável <strong>que identifique previamente e de maneira segura se os animais estão contaminados por cisticercose</strong>, dessa forma o seu diagnóstico baseia-se na visualização do cisticerco nos tecidos no momento do abate.</p>
<p>Alguns autores recomendam o tratamento de animais de áreas que sabidamente são acometidas pela patologia. Para isso, cita-se o uso de Mebendazol ou Praziquantel nas doses, respectivamente, de 25 a 50 mg/kg de peso e 50 a 100 mg/kg de peso. É importante observar o período de carência desses medicamentos para programar o abate.</p>
<p>Na rotina, os técnicos têm associado um endectocida (Ex: Albendazol) ao protocolo sanitário usado nos animais antes destes entrarem para o confinamento, 75 a 90 dias antes do abate. Administra-se por via oral 1 mL para cada 20 kg de peso vivo, essa ação tem diminuído a incidência de cisticercos nas carcaças bovinas.</p>
<h2>Cisticercose: um problema de saúde pública</h2>
<p>A cisticercose é uma zoonose e <strong>o homem pode ser acometido de duas maneiras</strong>:</p>
<ol>
<li>Pela ingestão da carne contaminada com cisticercos que vão se desenvolver para a fase adulta do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/">verme</a></strong> (teníase);</li>
<li>Pela ingestão direta de ovos (cisticercose humana).</li>
</ol>
<p>O homem adquire a tênia ao ingerir carne contaminada crua ou mal cozida contendo cisticercos que são liberados durante a digestão da carne.</p>
<p>A tênia vive no intestino delgado do homem e, normalmente, o hospedeiro alberga apenas um parasita. Isso pode ser devido à imunidade desenvolvida pelo próprio hospedeiro, impedindo o desenvolvimento de outras tênias da mesma espécie.</p>
<p>Após 60 a 70 dias da ingestão dos cisticercos, já começam a serem eliminadas as primeiras proglotes. A teníase pode se apresentar de forma assintomática, porém alguns pacientes manifestam alterações no apetite (anorexia ou apetite exagerado), náuseas, vômitos, dor abdominal, diarréia, emagrecimento, irritabilidade e fadiga.</p>
<p>Mas, <strong>a grande importância do complexo teníase-cisticercose</strong> para a saúde pública está no fato de que <strong>o homem, além de hospedeiro definitivo da tênia, pode se tornar hospedeiro intermediário e abrigar a fase larval</strong>. A enfermidade está ligada a hábitos alimentares, sendo mais frequente em pacientes com maior contato com o meio rural.</p>
<p>A infecção se dá através de água ou alimentos contaminados com fezes humanas contendo ovos das tênias. A contaminação do homem pode ocorrer ainda por autoinfecção, devido à falta de hábitos higiênicos ou por movimentos retrógrados do conteúdo intestinal (refluxo, vômitos).</p>
<p>A cisticercose humana gera grandes transtornos devido à localização do parasita em tecidos nobres, como os do globo ocular (oftalmocisticercose) e do sistema nervoso central (neurocisticercose), sendo que em outras localizações, como a subcutânea, a muscular e a visceral (forma disseminada), o cisticerco representa, de maneira geral, achado sem maiores implicações.</p>
<p>O parasita vive entre 18 meses e 2 anos e em 60 a 90% dos casos os cistos se localizam no sistema nervoso central. Essa enfermidade é considerada a mais grave das infecções parasitárias do sistema nervoso humano.</p>
<p>O tratamento da neurocisticercose pode ser simplesmente sintomático, ou antiparasitário, ou ainda cirúrgico, dependendo do número, tamanho, localização e grau de atividade dos cistos.</p>
<h2>Controle da cisticercose bovina</h2>
<p>Interromper o <strong>ciclo evolutivo</strong> do parasita deve ser a estratégia fundamental, a fim de evitar a infecção nos animais e nos homens.</p>
<p>Podem ser citadas como recomendações:</p>
<ul>
<li>Melhoramento das condições de saneamento do meio ambiente;</li>
<li>Tratamento de toda a população acometida;</li>
<li>Tratamento de esgotos;</li>
<li>Melhoramento da criação de animais (evitar o acesso de animais a fezes humanas);</li>
<li>Incremento da inspeção veterinária de produtos cárneos;</li>
<li>Evitar o abate e comércio de produtos clandestinos;</li>
<li>Educação sanitária para o esclarecimento da população enfatizando a adoção de hábitos de higiene;</li>
<li>Orientação sobre o autodiagnóstico;</li>
<li>Diagnóstico preciso em matadouros e destinação adequada das carcaças e órgãos afetados;</li>
<li>Tratamento da carne por congelamento ou cocção adequados.</li>
</ul>
<p>Agora que você já sabe que a cisticercose é um problema de saúde pública e limitador de faturamento, saiba quais as medidas adequadas para evitar que essa doença cause ainda mais prejuízos aos seus negócios.</p>
<h2>O diferencial entre fazendas comuns e de alta performance está aqui</h2>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Plantas tóxicas para bovinos: quais são, sintomas e prevenção</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/plantas-que-causam-intoxicacao-em-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2018 19:13:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[intoxicação]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As plantas tóxicas para bovinos são espécies vegetais que possuem substâncias capazes de provocar intoxicações quando ingeridas pelos animais, causando desde alterações digestivas e neurológicas até problemas hepáticos, cardíacos e, em situações graves, a morte. Entre as principais plantas que podem causar intoxicação em bovinos no Brasil estão a samambaia, o cafezinho ou erva-de-rato, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As <strong>plantas tóxicas para bovinos</strong> são espécies vegetais que possuem substâncias capazes de <strong>provocar intoxicações quando ingeridas pelos animais</strong>, causando desde alterações digestivas e neurológicas até problemas hepáticos, cardíacos e, em situações graves, a morte.</p>
<p>Entre as principais plantas que podem causar intoxicação em bovinos no Brasil estão a samambaia, o cafezinho ou erva-de-rato, a maria-mole, a mamona, o fedegoso e a lantana. Os efeitos variam conforme a espécie vegetal, a quantidade ingerida, a parte da planta consumida e as condições do animal.</p>
<p>O risco de intoxicação <strong>pode aumentar em</strong> <strong>períodos de escassez de forragem</strong>, quando os bovinos têm maior possibilidade de consumir plantas normalmente evitadas. A presença de espécies tóxicas em pastagens, fenos e outros alimentos também exige atenção.</p>
<p>Neste artigo, você vai conhecer as principais plantas tóxicas para bovinos, entender os sinais clínicos associados a cada uma e descobrir quais medidas de manejo ajudam a reduzir os riscos de intoxicação no rebanho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt;"><strong>Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</strong></span></p>
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</div>
<h2>Quais são as principais plantas tóxicas para bovinos?</h2>
<h3>1.Tasneirinha, flor-das-almas e maria-mole — Senecio spp.</h3>
<p>É uma planta anual, pertencente à família <span style="font-size: 12pt;">Compositaceae, </span>que floresce a partir do mês de outubro e apresenta inflorescências amarelas, comportando-se como invasora de culturas e pastagens nativas. É encontrada na <strong>região Centro-Sul do Brasil.</strong></p>
<p>Os animais se intoxicam pela ingestão acidental da planta com feno e silagem, pois, a mesma é pouco palatável. Seu princípio ativo são os alcalóides pirrolizidínicos hepatotóxicos e causadores de lesão crônica irreversível.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Agressividade, incoordenação, tenesmo (prolapso retal), diarreia, falta de apetite, paralisia ruminal, fezes com sangue, elevada atividade cardíaca.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Edema de mesentério, abomaso e intestino; líquido no abdômen; hemorragias peri e endocárdicas; fígado aumentado de tamanho (aguda) ou diminuído (crônica); vesícula biliar aumentada de tamanho, com parede engrossada e edemaciada e lesões nodulares. Lesões de espongiose no sistema nervoso.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10850 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/senecio-spp.jpg" alt="Senecio" width="330" height="393" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/senecio-spp.jpg 330w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/senecio-spp-252x300.jpg 252w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/senecio-spp-270x322.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px" /><span style="font-size: 10pt;"> <em>Senecio</em> spp.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-plantas-toxicas-para-bovinos?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-plantas-toxicas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39638 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas.png" alt="E-book Plantas tóxicas para bovinos" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>2. Cipó-preto, Cipó-ruão e Cipó-vermelho — <em>Tetrapterys multiglandulosa </em>spp.</h3>
<p>É uma planta perene, presente em<strong> todos os estados da região Sudeste</strong>. A intoxicação ocorre mais no período da seca, quando os animais passam por restrição alimentar, pois a planta tem baixa palatabilidade, exceto os brotos jovens, que apresentam boa palatabilidade.</p>
<p>Mesmo na seca a planta se mantém verde nos pastos, atraindo os animais. Os princípios tóxicos são os heterosídeos flavônicos e esteróides na folha jovem, taninos condensados, alcalóides quaternários e esteróides na folha madura.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Edema de barbela e na região esternal, jugular com pulso positivo, aborto, relutância do animal em andar, emagrecimento progressivo, fezes ressequidas.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Áreas mais claras no coração (epicárdio), miocárdio endurecido, fígado com aspecto de noz-moscada, edemas subcutâneos (região esternal).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10851 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tetrapterys-multiglandulosa-spp.jpg" alt="Tetrapterys multiglandulosa" width="328" height="393" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tetrapterys-multiglandulosa-spp.jpg 328w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tetrapterys-multiglandulosa-spp-250x300.jpg 250w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tetrapterys-multiglandulosa-spp-270x324.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 328px) 100vw, 328px" /><span style="font-size: 10pt;"><em>Tetrapterys multiglandulosa </em>spp.</span></p>
<h3>3. Cicuta, funcho-selvagem — <em>Conium maculatum</em></h3>
<p>É uma planta perene, com 180 cm de altura, caule oco, recoberto com manchas púrpuras, folhas pinatipartidas, lembrando as de salsa. A planta é encontrada nos estados de <strong>Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul</strong>. Os princípios tóxicos são os alcalóides (coniína, coniceína) voláteis.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Dificuldade de deglutição, dificuldade de locomoção, incoordenação, tremores musculares, prolapso da terceira pálpebra, dificuldade respiratória, salivação, eructação intensa, regurgitação do conteúdo ruminal, movimento de pedalagem, abortos e nascimentos de bezerros com defeitos teratogênicos.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Presença de espuma e fragmentos verdes nas vias respiratórias, presença de líquido ruminal aspirado no pulmão.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10842" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum.jpg" alt="Conium maculatum" width="400" height="294" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum.jpg 428w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum-300x221.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum-370x272.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum-270x199.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><em><span style="font-size: 10pt;">Conium maculatum</span></em></p>
<h3>4. Espichadeira — <em>Solanum malacoxylon</em></h3>
<p>São descritas intoxicações naturais em bovinos acima de 15 meses. A planta é encontrada no pantanal do Mato Grosso em terrenos argilosos e região alagadiça. Nos meses de julho a setembro, há uma incidência maior de intoxicação.</p>
<p>O princípio ativo que deixa essa planta tóxica é o calcinogênico (vitamina D), que provoca aumento da absorção de cálcio, levando à calcificação distrófica no endocárdio, artérias, tecidos moles e tendões.</p>
<p>Esse princípio ativo também provoca inibição da maturação dos condrócitos das cartilagens epifisais e articulares, levando à parada do crescimento longitudinal, os tecidos moles sofrem degeneração e calcificação patológica e a deposição óssea intramedular provoca inibição da eritropoiese.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Emagrecimento progressivo, pelos ásperos, sinais de fraqueza, abdômen retraído, dificuldade de locomoção e andar rígido, apoio das pinças dos cascos no chão, principalmente nos membros anteriores.</p>
<p>Após movimentação brusca, os animais intoxicados apresentam insuficiência cardíaca e respiratória, caracterizadas por cansaço e dispneia, carpo ligeiramente flexionado e cifose, decúbito, pulso arterial duro, arritmias cardíacas.</p>
<p>Não existe tratamento.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Mineralização em diversos órgãos, principalmente nos sistemas cardiocirculatório e pulmonar; endocárdio e válvulas cardíacas espessadas, com perda da elasticidade; aumento e rigidez das grandes artérias (faciais e ilíacas), que se apresentam esbranquiçadas, endurecidas e espessadas, mostrando na camada íntima elevações irregulares e placas esbranquiçadas; calcificação associada a enfisema pulmonar; anasarca e ascite; rins com pontilhados esbranquiçados.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10844 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/espichadeira.jpg" alt="Espichadeira" width="209" height="311" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/espichadeira.jpg 209w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/espichadeira-202x300.jpg 202w" sizes="auto, (max-width: 209px) 100vw, 209px" /><span style="font-size: 10pt;">Espichadeira</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/curso/gestao-lucrativa-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=plantas-toxicas" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46181 size-full" title="Clique e conheça a formação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp" alt="Banner Formação Prática Gestão Lucrativa na Pecuária de Corte" width="1024" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-300x100.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-768x256.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-370x123.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-270x90.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-740x246.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>5. Mascagnia — Pubiflora, Rigida, Coriacea, Elegans</h3>
<ol>
<li><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>Mascagnia pubiflora</em>:</strong> corona, timbó, cipó-prata;</span></span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>Mascagnia rígida</em>:</strong> tingui, salsa-rosa, péla-bucho, quebra-bucho; </span></span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>Mascagnia coriaceae</em>:</strong> suma-roxa, suma; </span></span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>Mascagnia elegans</em>:</strong> rabo-de-tatu.</span></span></li>
</ol>
<p>A planta é encontrada nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, e Espírito Santo. Por causa da boa palatabilidade, é ingerida junto com a forragem durante todo o ano.</p>
<p>Entretanto, quando a planta está brotando, a toxicidade é maior e a movimentação dos animais que ingeriram a planta favorece a intoxicação. O princípio tóxico da planta é o Glicosídeo digitálico.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Relutância em levantar e caminhar, tremores musculares, quedas, movimento de pedalagem, convulsões, morte. O animal pode ter alterações cardíacas e neuromusculares de evolução superaguda, com morte súbita. Atualmente não se conhece um tratamento.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Em bovinos que morrem após doses únicas, não são encontradas alterações consistentes na necropsia, porém podem ser observados:</p>
<ul>
<li><strong><em>Mascagnia pubiflora</em>: </strong>Petéquias no epicárdio, superfície de corte do miocárdio pálida, congestão hepática e pulmonar.</li>
<li><strong><em>Mascagnia rigida</em>:</strong> Muco na porção final do intestino grosso, hemorragias nos pulmões e rins, congestão hepática.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10848 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mascagnia.jpg" alt="Mascagnia" width="269" height="308" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mascagnia.jpg 269w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mascagnia-262x300.jpg 262w" sizes="auto, (max-width: 269px) 100vw, 269px" /><span style="font-size: 10pt;">Mascagnia</span></p>
<h3>6. Cafezinho, erva-de-rato, erva-café, café-bravo, roxa, roxinha — <em>Palicourea marcgravi</em></h3>
<p>Uma das plantas tóxicas de maior importância no Brasil com ampla distribuição, exceto na região Sul, apresentando alta palatabilidade e elevada toxicidade com efeito cumulativo.</p>
<p>É ingerida em qualquer época do ano, porém o número maior de intoxicações ocorre na seca, quando os animais penetram nas matas e capoeiras. O princípio tóxico é o ácido monofluoracético e a planta seca apresenta cerca de quatro vezes mais do que a planta verde.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Desequilíbrio do trem posterior (os animais caem), tremores musculares, movimentos de pedalagem, dispneia, membros distendidos, taquicardia, convulsão e morte; Os sinais aparecem em poucas horas após a ingestão da planta (5 a 24 horas) e apresentam um quadro superagudo( o animal pode morrer em 1 a 15 minutos). Não existe um tratamento específico.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Como a morte ocorre rapidamente, muitas vezes não se observam lesões macroscópicas. Em algumas ocasiões, observam-se mucosas cianóticas, congestão de pulmões, rins e fígado, e hemorragias na meninge e rins.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10840" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cafezinho.jpg" alt="Planta Cafezinho" width="400" height="217" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cafezinho.jpg 497w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cafezinho-300x163.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cafezinho-370x201.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cafezinho-270x147.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-size: 10pt;">Cafezinho</span></p>
<h3>7. Coerana, canema, anilão, maria-preta, pimenteira — <em>Cestrum </em></h3>
<p>Esta planta ocorre especialmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Santa Catarina, sendo que os <em>Cestrum axillare</em> e <em>Cestrum corymbosum</em> desenvolvem-se em partes úmidas, o <em>Cestrum sendtenerianum</em> desenvolve-se em capoeiras.</p>
<p>O princípio tóxico da planta são as saponinas (digitogexina e gitogenina).</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Apatia e anorexia, narinas secas, pêlos arrepiados, ranger de dentes, andar relutante, sonolência. Quando em pé, o animal mantém a cabeça baixa ou apoiada em obstáculos, isolamento, diminuição dos movimentos do rúmen, salivação abundante, agressividade, hiperexitabilidade, tremores musculares. Não existe tratamento específico.</p>
<p>Algumas horas após o início dos sintomas, os animais permanecem decúbito esternal e às vezes com a cabeça voltada para o flanco, movimentos de pedalagem, extremidades frias.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>As alterações macroscópicas mais significativas são observadas no sistema digestivo. Fígado com cirrose e coloração mais clara, com aspecto de noz-moscada, coração com hemorragia do tipo petequial, sufusões no epicárdio, miocárdio e endocárdio.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10841 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/coerana.jpg" alt="Planta Coerana" width="377" height="393" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/coerana.jpg 377w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/coerana-288x300.jpg 288w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/coerana-370x386.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/coerana-270x281.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 377px) 100vw, 377px" /><span style="font-size: 10pt;">Coerana</span></p>
<h3>8. Fedegoso — <em>Senna ocidentallis</em></h3>
<p>Planta causadora de miopatia e cardiomiopatia degenerativas em várias espécies. Esta leguminosa é encontrada nas <strong>pastagens</strong> ao longo de beiras de estrada, em lavouras, em solos ricos ou bastante fertilizados.</p>
<p>As intoxicações ocorrem mais na época seca do ano quando os pastos estão secos e também pela ingestão de cereais e feno contaminado com sementes ou outras partes da planta. Os princípios tóxicos são o N-metilmorfoline e o Oximetilantraquinona.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Diarreia com cólica e tenesmo em 2 a 4 dias após a ingestão, fraqueza muscular, ataxia dos membros posteriores e relutância em se mover. Mioglobinúria, decúbito esternal e lateral. Os animais podem adoecer mesmo após duas semanas de cessada a ingestão da planta. Não há tratamento eficaz.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Áreas pálidas nos músculos esqueléticos, principalmente nas grandes massas musculares; lesões cardíacas discretas (palidez difusa do miocárdio), presença de grandes coágulos cruóricos nos dois ventrículos; fígado aumentado e pálido, com manchas escuras na cápsula; rúmen repleto e fétido; pulmões avermelhados, pouco crepitantes e com espuma na traqueia e brônquios.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10845 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/fedegoso.jpg" alt="Planta Fedegoso" width="261" height="388" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/fedegoso.jpg 261w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/fedegoso-202x300.jpg 202w" sizes="auto, (max-width: 261px) 100vw, 261px" /><span style="font-size: 10pt;">Fedegoso</span></p>
<h3>9. Samambaia, samabaia-do-campo, samambaia-das-taperas — <em>Pteridium aquilinum</em></h3>
<p>É uma planta que vegeta em lugares de maior altitude em solos ácidos e arenosos, após derrubada de matas, nas beiradas de estradas e capoeiras. A samambaia é tóxica verde ou seca e tem poder cumulativo.</p>
<p>Ela possui uma tiaminase do tipo I, que é metabolizada para outras substâncias como o fator de anemia aplástica, fenóis, tiazol, pirimidina, ácido cinâmico, chiquímico e fator determinante de hematúria.</p>
<p>As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/intoxicacao-por-samambaia/" rel="noopener">intoxicações por samambaia</a> </strong>ocorrem mais quando os animais estão com fome, habituados a comer a planta, em fenos contaminados com a mesma, ou no caso de bovinos que recebem escasso material fibroso.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<ul>
<li><strong>Tipo laríngeo da intoxicação:</strong> animais começam a apresentar pelos arrepiados, perda de peso e andar cambaleante, tristeza, indiferença, hemorragias cutâneas e das cavidades naturais como boca e fossas nasais, edema de garganta, aumento da temperatura corporal.</li>
<li><strong>Tipo entérico da intoxicação:</strong> anorexia, depressão, enterite, fezes diarreicas de cor escura e com coágulo de sangue, mucosas pálidas com petéquias, temperatura elevada, hemorragias no local de picada de insetos ou de agulhas.</li>
<li><strong>Forma crônica da intoxicação:</strong> a principal alteração clínica é a presença de hematúria enzoótica (sangue), mas também são frequentes os carcinomas epidermóides no esôfago, faringe rúmen, com tosse, dificuldade de apreensão e deglutição dos alimentos. Achados de necropsia</li>
<li><strong>Forma aguda da intoxicação:</strong> palidez das mucosas da vagina e gengiva, petéquias na mucosa vaginal, hemorragias na forma de sufusões na serosa das cavidades abdominais e torácica. Também são observadas hemorragias nas fáscias musculares e sufusões no endocárdio, úlcera na mucosa intestinal. Tanto o fígado, como rins e pulmões, apresentam áreas de infarto e necrose.</li>
<li><strong>Forma crônica da intoxicação:</strong> bexiga com conteúdo urinário de cor vermelha e, às vezes, com coágulos sanguíneos. Tanto na faringe, como no esôfago e rúmen, são observados papilomas de diversas formas, carcinomas na base da língua, nódulos firmes na bexiga.</li>
</ul>
<p>Não há tratamento terapêutico eficaz.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10849" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/samambaia.jpg" alt="Planta Samambaia" width="400" height="281" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/samambaia.jpg 449w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/samambaia-300x210.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/samambaia-370x260.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/samambaia-270x189.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-size: 10pt;">Samambaia</span></p>
<h3 style="text-align: left;">10. Mamona, carrapateira, palma-de-cristo, regateira — <em>R</em><em>icinus communis </em>—</h3>
<p>A intoxicação natural pela planta tem sido registrada na região nordeste, devido à fome. Quanto aos princípios tóxicos, as folhas possuem a ricinina, responsável por sintomas neuromusculares, que não possui efeito cumulativo e as sementes possuem uma toxalbumina, a ricina, além de uma fração alergênica (complexo proteína-polissacarídeo), uma lípase, traços de riboflavina, ácido nicotínico e óleo de rícino.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<ul>
<li>Quando os animais ingerem as folhas e pericarpo dos frutos: inquietação, andar desequilibrado, necessidade de deitar após certa marcha, tremores musculares, sialorreia, eructação excessiva, atonia ruminal.</li>
<li>Quando os animais ingerem as sementes: diarreia sanguinolenta, dores abdominais, anorexia, incoordenação, insuficiência respiratória, insuficiência renal aguda (uremia).</li>
</ul>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Gastroenterite hemorrágica. Tratamento: Soro anti-rícino, Antiespasmódicos, hidratação parenteral.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10847 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mamona.jpg" alt="Mamona" width="379" height="393" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mamona.jpg 379w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mamona-289x300.jpg 289w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mamona-370x384.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mamona-270x280.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px" /><span style="font-size: 10pt;">Mamona</span></p>
<h3>11. Barbatimão — <em>Stryphnodendron </em>spp.</h3>
<p>Árvore descrita nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Ceará, Maranhão e Piauí. Os princípios tóxicos da planta são os taninos, presentes na casca da árvore e as saponinas, presentes nos frutos.</p>
<p>As intoxicações ocorrem com mais frequência de junho a setembro, principalmente em animais que estão passando fome, que comem as favas que caem no chão.</p>
<h4><strong>Principais sinais clínicos nos bovinos</strong></h4>
<p>Apatia, anorexia, ressecamento do focinho, atonia ruminal, emagrecimento progressivo, sonolência, hipotermia, tremores musculares, lacrimejamento, sialorreia, erosões na mucosa bucal, lesões de pele, polaciúria (micções muito frequentes e pouco abundantes).</p>
<p>Tratamento: administração de purgantes oleosos e salinos, soro glicosado e anti-histamínico, aplicação de pomadas e ungüentos nas lesões de pele.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Gastroenterite discreta, intestinos quase vazios, fígado levemente amarelado, bile com cor vermelha escura a amarela, rins pálidos e ligeiramente aumentados de volume, baço com discreta hiperemia.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10839 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/barbatimao.jpg" alt="Barbatimão" width="279" height="390" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/barbatimao.jpg 279w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/barbatimao-215x300.jpg 215w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/barbatimao-270x377.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 279px) 100vw, 279px" /><span style="font-size: 10pt;">Barbatimão</span></p>
<h3>12. Chumbinho, camará, cambará, margaridinha — <em>Lantana</em> spp.</h3>
<p>Planta com ampla distribuição pelo Brasil sendo descrita nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.</p>
<p>As intoxicações ocorrem mais situações de escassez de alimento e superlotação de pastagens, após as primeiras chuvas, pois a planta brota mais rapidamente. Os princípios tóxicos são o Lantadene B e Lantadene A.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<ul>
<li><strong>Curso agudo da intoxicação (24- 48 horas):</strong> Apatia, anorexia, midríase, icterícia, fezes moles e com sangue, edema de faces e membros, urina de cor escura, lacrimejamento, sialorreia, fotossensibilização.</li>
<li><strong>Curso crônico da intoxicação (15-42 dias):</strong> Manifestações de fotossensibilização hepatógena como eritema, edema inflamatório das partes claras, com exsudato seroso e face ventral da língua ulcerada; diminuição ou parada dos movimentos do rúmen, inquietação, icterícia, urina de coloração marrom, fezes ressecadas, nefrose, mumificação da pele nos animais que não morrem.</li>
</ul>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Icterícia generalizada, fígado aumentado de tamanho e de coloração alaranjada, vesícula biliar distendida e edemaciada, rins com edema de pélvis e urina de coloração marrom, pele com lesões de fotossensibilização.</p>
<p><strong>Tratamento:</strong> soro glicosado, purgantes salinos, pomadas a base de vitamina A e zinco nas lesões de pele, corticóide, antibióticos, anti-histamínicos, rumenotomia com remoção do conteúdo e substituição por conteúdo ruminal normal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10846 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/lantana.jpg" alt="Lantana" width="365" height="315" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/lantana.jpg 365w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/lantana-300x259.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/lantana-270x233.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/lantana-348x300.jpg 348w" sizes="auto, (max-width: 365px) 100vw, 365px" /><span style="font-size: 10pt;"><em>Lantana</em> spp.</span></p>
<h3>13. <em>Enterolobium</em> spp. — Contortisiliquum, Schomburgkii, Gummiferum</h3>
<p><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-weight: 400;"><em>Enterolobium contortisiliquum:</em> Orelha-de-macaco, timbaúba, tamboril-da-mata / </span><span style="font-weight: 400;"><em>Enterolobium schomburgkii</em>: Tamboril-da-mata / </span><span style="font-weight: 400;"><em>Enterolobium gummiferum</em>: Tamboril-do-campo, orelha-de-onça, vinhático-do-campo.</span></span></p>
<p>Distribuição da planta:<em> E. Contortisiliquum</em>: Amazonas, Mato Grosso, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul / <em>E. Shomburgkii:</em> Amazonas, Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais /  <em>E. Gummiferum: </em>Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e região Centro-Oeste do Brasil.</p>
<p>Os animais se intoxicam através da ingestão da fava, que tem boa palatabilidade, e as intoxicações são mais freqüentes durante a seca. Os princípios tóxicos são as saponinas (gitogenina, digitogenina).</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<ul>
<li>Curso agudo da intoxicação: Diminuição ou ausência completa de apetite, apatia, fezes extremamente diarreicas, sede intensa, desidratação, diminuição da frequência cardíaca e respiratória, corrimento nasal seroso bilateral.</li>
<li>Curso crônico da doença: Apatia, anorexia, diarreia com fezes pretas e fétidas, mucosa ocular ictérica, lesões de pele do tipo fotossensibilização.</li>
</ul>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<ul>
<li>Curso agudo da doença: Presença de sementes de <em>Enterolobium</em> spp. no rúmen, fígado aumentado de volume e com pontilhado branco na superfície do parênquima, gastroenterite catarral, intestinos vazios e mucosas congestas, icterícia generalizada.</li>
<li>Curso crônico da doença: icterícia generalizada, lesões de pele tipo fotossensibilização, lesões necróticas de pele e tecido subcutâneo.</li>
</ul>
<p><strong>Tratamento:</strong> soro glicosado, antidiarreicos, pomadas cicatrizantes.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10843" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp.jpg" alt="Planta Enterolobium Contortisiliquum" width="400" height="301" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp.jpg 419w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp-300x226.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-size: 10pt;"><em>Enterolobium contortisiliquum</em></span></p>
<h3>14. Plantas Cianogênicas</h3>
<ul>
<li><span style="font-size: 12pt;"><b>Graminae: </b><em>Shorgum vulgare</em>: sorgo, <em>Shorgum halepense</em> (sorgo-de-alepo), <em>Shorgum sudanense</em> (sorgo-sudão, capim-sudão);</span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><b>Leguminosae: </b><em>Trifolium repens</em> (Trevo-branco);</span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><b>Rosaceae: </b><em>Prunus sphaerocarpa</em> (Pessegueiro-bravo);</span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><b>Caesalpinaceae: </b><em>Holocalyx glaziovii</em> (Alecrim-de-campinas);</span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><b>Euphorbiacea: </b><em>Manihot</em> spp. (Mandioca).</span></li>
</ul>
<p>Os ruminantes são os animais mais sensíveis, devido ao pH ruminal, ao contrário dos monogástricos, os quais o pH do estômago inativa as enzimas hidrolíticas da planta. As plantas cianogênicas contêm o ácido cianídrico (HCN), formando compostos cianogênicos, geralmente glicosídeos ou hidroxinitrilos, inibindo a fosforilação e resultando em asfixia tissilar.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Dispneia, tremores musculares, excitação, salivação, lacrimejamento, incoordenação, opistótono, decúbito, convulsões, dilatação de pupilas.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Mucosas avermelhadas; sangue vermelho-brilhante, que coagula com dificuldade; petéquias no abomaso e intestinos; rúmen com cheiro de amêndoas amargas, musculatura escura.</p>
<h4>Tratamento</h4>
<p>Na maioria das vezes os animais já são encontrados mortos devido a rapidez da intoxicação cianídrica, além disso não há um tratamento específico de recuperação imediata. O tratamento é feito com uma solução aquosa de tiossulfato de sódio 20% via endovenosa.</p>
<p>A melhor forma de evitar a intoxicação pelas plantas tóxicas citadas acima é a profilaxia, e essa consiste em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" rel="noopener">manejar adequadamente as pastagens</a></strong> evitando assim o aparecimento de invasoras, além de evitar o acesso dos animais famintos em áreas com incidências dessas plantas.</p>
<p>Portanto, um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-nutricional-bovinos-de-corte/" rel="noopener">bom planejamento nutricional</a></strong> é o melhor caminho para solucionar esse problema no campo.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre plantas tóxicas para bovinos</h2>
<h3>1. Quais são os sintomas de intoxicação por plantas em bovinos?</h3>
<p>Os sintomas dependem da planta ingerida e podem incluir falta de apetite, salivação excessiva, diarreia, tremores musculares, dificuldade para caminhar, alterações respiratórias, fotossensibilização e fraqueza. Algumas intoxicações podem provocar morte súbita. Esses sinais não são exclusivos de intoxicação por plantas, por isso o diagnóstico deve ser realizado por um médico-veterinário.</p>
<h3>2. Qual planta pode causar morte súbita em bovinos?</h3>
<p>O cafezinho ou erva-de-rato (Palicourea marcgravii) é uma das plantas associadas à morte súbita em bovinos no Brasil. Ela contém monofluoroacetato, substância que interfere no metabolismo energético do organismo. A intoxicação pode evoluir rapidamente, exigindo atenção veterinária imediata.</p>
<div>
<div></div>
</div>
<h3>3. Por que a intoxicação por plantas é mais comum em períodos de seca?</h3>
<p>A seca pode aumentar o risco porque a redução da disponibilidade de forragem leva os animais a explorar outras fontes de alimento. Algumas plantas tóxicas permanecem acessíveis ou verdes nesse período. Entretanto, a ocorrência de intoxicações também depende da espécie, da região e das condições do pasto.</p>
<h3>4. O que fazer quando um bovino apresenta suspeita de intoxicação por plantas?</h3>
<p>O produtor deve procurar imediatamente um médico-veterinário, interromper com segurança o acesso do rebanho à possível fonte de intoxicação e evitar movimentar ou estressar o animal debilitado. É importante registrar os sinais observados e as plantas presentes na área. Não se deve administrar medicamentos ou tratamentos caseiros sem orientação profissional.</p>
<h3>5. Existe tratamento para intoxicação por plantas em bovinos?</h3>
<p>O tratamento depende da planta envolvida, da substância tóxica, dos sinais clínicos e da gravidade do quadro. Algumas intoxicações possuem medidas terapêuticas específicas, enquanto outras exigem principalmente cuidados de suporte e podem não ter tratamento eficaz. A avaliação veterinária rápida é fundamental.</p>
<h3>6. Como prevenir intoxicações por plantas tóxicas em bovinos?</h3>
<p>A prevenção inclui identificar espécies tóxicas nas pastagens, monitorar áreas de risco, manter oferta adequada de forragem, evitar o acesso a locais infestados e inspecionar fenos e outros alimentos. O controle das plantas deve considerar recomendações técnicas para cada espécie e região.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Sistema de produção de gado de corte: principais aspectos econômicos</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/producao-de-gado-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jun 2018 13:58:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[rentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O sistema de produção de gado de corte brasileiro apresenta uma distribuição peculiar no que diz respeito ao tamanho das propriedades e à concentração do rebanho bovino. A maior parte do rebanho brasileiro (38,74%) situa-se em áreas entre 100 e 1.000 ha, categoria em que se encontram apenas 9,35% dos estabelecimentos nacionais. Em seguida, destacam-se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema de produção de gado de corte brasileiro apresenta uma distribuição peculiar no que diz respeito ao tamanho das propriedades e à concentração do rebanho bovino.</p>
<p>A maior parte do rebanho brasileiro (38,74%) situa-se em áreas entre 100 e 1.000 ha, categoria em que se encontram apenas 9,35% dos estabelecimentos nacionais.</p>
<p>Em seguida, destacam-se áreas maiores de 1.000 ha, que englobam 27,19% do rebanho nacional, distribuídos em apenas 0,94% dos estabelecimentos. Em áreas entre 10-100 ha, dispõe-se 24% do rebanho, sendo 34,06% dos estabelecimentos responsáveis por este rebanho.</p>
<p>Por último, estão os estabelecimentos com menos de 10 ha, que representam somente 8,25% do rebanho e 43,96% dos estabelecimentos.</p>
<p>Dessa forma, verifica-se que <strong>apesar da maior parte dos estabelecimentos encontrar-se em áreas com menos de 100 ha, a maior parte do rebanho bovino encontra-se em poucas e maiores propriedades. </strong></p>
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<p>&nbsp;</p>
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<h2>Maximizando o lucro na produção de gado de corte</h2>
<p>Apesar da maioria do rebanho estar localizada em fazendas de médio a grande porte <strong>é comum a falta de gestão técnico-administrativa nestas propriedades</strong>. A falta de controle dos custos faz com que os pecuaristas orientem-se em apenas um ou poucos parâmetros para tomar a decisão de vender os animais.</p>
<p>Relações de troca comparando o preço do boi gordo com o preço de animais para reposição e/ou insumos tem suas limitações, pois o aumento do custo dos demais insumos (vacinas, ração, mão-de-obra, etc.) não modifica estas relações, mas afeta o custo da arroba produzida.</p>
<p>Dessa forma, a própria melhoria tecnológica da produção, com consequente redução de custos totais, deveria alterar a “regra” de comercialização dos pecuaristas.</p>
<p>Além das “regras” de preços, algumas vezes as decisões são tomadas em função de situações contingenciais de venderem seus animais quando necessitam de capital de giro, enquanto outros o fazem quando não têm mais como manter os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">animais no pasto</a></strong>, demonstrando a falta de planejamento na atividade. As decisões também podem ser tomadas pela insatisfação com a situação real ou as perspectivas do cenário.</p>
<p>Nas situações de baixa produtividade (média brasileira), a busca por aumento da eficiência produtiva e econômica é necessária.</p>
<p>O aumento da produtividade, normalmente, provoca redução do custo operacional total unitário (somatório do custo operacional fixo + operacional variável dividido pelas unidades produzidas).</p>
<p>O custo de produção de gado de corte <strong>deve ser entendido de maneira global dentro do sistema de produção e não isoladamente</strong> em segmentos do sistema de produção (adubação e irrigação de pastagens, confinamento, etc.), procurando sempre <strong>maximizar o lucro</strong> da atividade.</p>
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<h2>Principais índices zootécnicos para avaliar o desempenho do rebanho</h2>
<p>Índices zootécnicos são aqueles cuja<strong> interação resulta na produção propriamente dita</strong>. Esses fatores podem ser analisados através de índices que permitam verificar o nível produtivo e reprodutivo do rebanho.</p>
<p>Dentre os índices zootécnicos preconizados destacam-se, idade ao primeiro parto e ao abate, taxa de natalidade e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">desmama</a></strong>, taxa de desfrute, taxa de mortalidade, entre outros.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11060" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/sistemas-de-producao-1.jpg" alt="Índices zootécnicos" width="600" height="395" /></span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Índices zootécnicos médios do rebanho brasileiro em diversos sistemas de produção. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Adaptado de Zimer e Euclides Filho, 1997.</span></p>
<p>Como mostra a a tabela acima, os pecuaristas devem atingir o sistema com média tecnologia, e aqueles já atingiram, devem melhorar estes números para maximizar a produtividade na propriedade buscando as metas listadas.</p>
<h2>Taxas de rentabilidade dos sistemas de produção de gado de corte</h2>
<p>Com a introdução das tecnologias ocorre um aumento dos custos operacionais variáveis necessitando de maiores desembolsos no fluxo de caixa da empresa rural.</p>
<p>Em contrapartida, o aumento da produção (bezerros desmamados, arrobas produzidas, animais abatidos, etc.) tende a diluir os custos operacionais fixos (depreciações e despesas fixas) fazendo com que o custo operacional total unitário seja menor. Esses resultados serão melhores ou piores em função da região (preços de insumos, terra e de arroba) e escala de produção ou tamanho da propriedade.</p>
<p>As taxas de rentabilidades mais baixas, normalmente, são de fazendas em regiões com preços de terras mais elevadas, e as taxas mais elevadas de rentabilidade são de fazendas localizadas em terras mais baratas.</p>
<p>Essas taxas também variam em função do sistema de produção, local, escala e nível de intensificação (correção e adubação de pastagens, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplementação nutricional</a></strong>, inseminação artificial, etc.).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11061" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/sistemas-de-producao-2.jpg" alt="Taxas de retorno do capital investido" width="600" height="714" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Diferentes taxas de retorno do capital investido para sistema de 5.000 UA  em função dos sistemas de produção. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Anualpec, 2006.</span></span></p>
<p>De uma maneira geral, as taxas de rentabilidades do sistema de cria são mais baixas, o sistema de recria/engorda mais alta e o ciclo completo intermediário.</p>
<p>O sistema de cria normalmente é feito em locais de terras menos férteis, com forragens de menor produtividade (<em>Brachiaria humidícola</em>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/"><em>Brachiaria decumbens</em></a></strong>, Capim-Andropogon, capim nativo do Pantanal e dos campos do Sul do Brasil, etc.) e valor nutricional mais baixo (demanda nutricional do sistema de cria é mais baixo).</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/recria-intensiva-a-pasto-rip-o-que-e-e-como-aplicar/">sistema de recria</a></strong>/engorda necessita de terras mais férteis com maior produção de forragens (<em>Brachiaria decumbens</em>, braquiarão, <em>Panicum</em> sp., entre outros) e melhor valor nutritivo.</p>
<p>O sistema completo necessita de áreas maiores para ter escala de produção e áreas com fertilidade para terminarem os animais.</p>
<p>O sistema de cria, normalmente, é de menor produtividade (arrobas produzidas /hectare/ ano) em função de “perda” na eficiência reprodutiva (anestro, abortos, absorção embrionária, natimortos, etc.), menor eficiência nutricional (kg de ganho/kg de alimento consumido) da matriz e das taxas de mortalidade dos bezerros mais elevadas.</p>
<p><strong>A intensificação deste sistema</strong> deve ser analisada com critério, pois os riscos são maiores em função da menor produtividade quando comparado aos outros dois sistemas.</p>
<h2>Tecnologias no sistema de produção de gado de corte</h2>
<p>Um estudo de simulação feito pela Embrapa-CNPGC avaliou a introdução da estação de monta em uma fazenda tradicional com 1.220 hectares de pastagens e 1.593 cabeças.</p>
<p>Foram avaliados os efeitos de redução da taxa de mortalidade de bezerros de 10 para 4% (efeito A), redução da relação touro:vaca de 1:25 para 1:33 (efeito B), aumento da taxa de natalidade de 65 para 75% (efeito C) e redução da mão-de-obra de vaqueiros (efeito D).</p>
<p>Com a introdução dos efeitos a produtividade foi aumentando, bem como o valor presente líquido (VPL), demonstrando a viabilidade econômica das tecnologias introduzidas.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11062" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/sistemas-de-producao-3.jpg" alt="Indicadores biológicos e econômicos" width="600" height="168" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Médias dos indicadores biológicos e econômicos de acordo com os cenários. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Abreu et al., 2002.</span></span></p>
<p>Esses mesmos autores analisaram a introdução destas tecnologias em fazendas tradicionais no Pantanal (MS) e mostraram aumento da eficiência econômica no sistema ao longo dos anos.</p>
<p>Os anos nos quais ocorreram maiores investimento foram os de menor eficiência. Porém, de modo geral, os anos nos quais ocorreram maiores investimentos (1996, 1998 e 1999) foram seguidos por anos com maiores eficiências (1997 e 2001).</p>
<p>Inicialmente os investimentos realizados prejudicaram a eficiência do sistema como um todo, mas forneceram a base física para a implantação das tecnologias e seus  aprimoramentos no sistema de produção.</p>
<p>Ao analisar uma propriedade em Minas Gerais com sistema intensivo de engorda (rotação e adubação de pastagens e confinamento) conclui-se que a produtividade a pasto já é elevada quando comparada à média do Brasil, e quando são somadas as arrobas produzidas no confinamento este números aumentam de 11 a 19% (@/ha).</p>
<p>Os custos são das arrobas produzidas dentro de cada tecnologia, onde a produção a pasto torna-se mais barata. Mas, para o sistema obter esta produtividade torna-se necessário o confinamento para terminar a maioria desses animais.</p>
<p>O sistema altamente intensificado necessita de um investimento alto, portanto torna-se de risco mais elevado, e obtém melhores taxas de rentabilidade onde o preço da arroba vendida é mais elevada.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11063" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/sistemas-de-producao-4.jpg" alt="Produção e custo de arrobas" width="600" height="218" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Produção e custo de arrobas totais em uma propriedade em Minas Gerais de acordo com o ano e a tecnologia empregada. </span><span style="font-weight: 400;">*Custo não incluído a compra de animais. </span></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Barbosa, 2006 (dados não publicados).</span></p>
<h2>Considerações finais sobre os sistemas de produção</h2>
<p>É necessário <strong>mensurar e avaliar economicamente o impacto do uso das tecnologias disponíveis</strong> para o aumento dos índices zootécnicos e produtivos nas diversas fases do ciclo de produção de bovinos, de acordo com cada sistema em particular, para que possa ser indicado técnica e economicamente as tecnologias.</p>
<p>O nível de intensificação deverá ser ditado pelos índices zootécnicos levantados inicialmente, isto é, com baixos índices produtivos, as medidas de manejo, de investimento menor, proporcionam retornos rápidos. Com o aumento gradativo dos índices produtivos devem ser introduzidas tecnologias de investimento mais elevado.</p>
<p>A intensificação também está em função do capital disponível de investimento, o risco e a taxa de retorno de cada situação.</p>
<p>O uso das tecnologias no sistema de produção de gado de corte tem que ser <strong>gradativo e coerente com os objetivos</strong>, com coletas precisas dos dados para gerar as informações necessárias, buscando o aprendizado mútuo e contínuo de todos no sistema.</p>
<p>O planejamento técnico aliado ao financeiro é uma ferramenta imprescindível para verificar a viabilidade operacional e econômica das estratégias assumidas dentro do sistema e fornecer com maior precisão as informações necessárias para a tomada de decisão.</p>
<p>A simulação técnico-econômica de projetos é uma maneira mais rápida e de menor custo para analisar os impactos das tecnologias em diversas situações.</p>
<h2>Transforme sua fazenda em um negócio mais lucrativo</h2>
<p>Produzir mais arrobas é importante, mas só quem domina a gestão consegue transformar produtividade em lucro real.</p>
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