<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>nutrição bovina Archives | Rehagro Blog</title>
	<atom:link href="https://rehagro.com.br/blog/tag/nutricao-bovina/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://rehagro.com.br/blog/tag/nutricao-bovina/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Apr 2026 23:22:39 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/cropped-cropped-logo-rehagro-capa-32x32.png</url>
	<title>nutrição bovina Archives | Rehagro Blog</title>
	<link>https://rehagro.com.br/blog/tag/nutricao-bovina/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Nutrição avançada de bovinos de corte: como aplicar o NASEM 2016 na prática</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/nutricao-avancada-de-bovinos-de-corte-como-aplicar-o-nasem-2016/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/nutricao-avancada-de-bovinos-de-corte-como-aplicar-o-nasem-2016/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 13:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=40449</guid>

					<description><![CDATA[<p>O avanço da pecuária de corte brasileira tem exigido dos profissionais do campo uma visão cada vez mais técnica e integrada. Já não basta formular dietas equilibradas, é preciso compreender o sistema produtivo como um todo, relacionando nutrição, manejo, ambiente e genética para alcançar resultados consistentes e lucrativos. Nesse cenário, a chamada nutrição avançada de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/nutricao-avancada-de-bovinos-de-corte-como-aplicar-o-nasem-2016/">Nutrição avançada de bovinos de corte: como aplicar o NASEM 2016 na prática</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O avanço da pecuária de corte brasileira tem exigido dos profissionais do campo uma visão cada vez mais técnica e integrada. Já não basta formular dietas equilibradas, é preciso compreender o sistema produtivo como um todo, relacionando nutrição, manejo, ambiente e genética para alcançar resultados consistentes e lucrativos.</p>
<p>Nesse cenário, a chamada <strong>nutrição avançada de bovinos de corte</strong> surge como um divisor de águas. Ela permite transformar informações em decisões técnicas precisas, otimizando o ganho de peso, a conversão alimentar e a eficiência econômica dos sistemas de produção.</p>
<p>A aplicação de ferramentas modernas, como o modelo <strong>NASEM 2016</strong>, possibilita ao profissional de nutrição prever o desempenho animal e ajustar estratégias com base em dados reais, aproximando a ciência da prática de campo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
region: "na1",
portalId: "5430441",
formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
});
</script></p>
</div>
<h2>O que é nutrição avançada de bovinos de corte?</h2>
<p>A <strong>nutrição avançada</strong> vai muito além da formulação de uma ração balanceada. Ela representa uma abordagem integrada que considera o animal, o ambiente e o manejo como partes de um mesmo sistema biológico e produtivo.</p>
<p>Falar em nutrição avançada é entender que o desempenho não depende apenas dos nutrientes oferecidos, mas também de fatores como a genética dos animais, o conforto térmico, as condições de pastagem ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamento</a></strong> e a qualidade do manejo diário. Todos esses aspectos interagem entre si e determinam o quanto o potencial produtivo do rebanho será efetivamente expresso.</p>
<p>O nutricionista que trabalha nessa perspectiva precisa compreender como cada variável influencia o consumo de matéria seca, a conversão alimentar e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">ganho médio diário (GMD)</a></strong>.</p>
<p>É essa visão sistêmica que diferencia o profissional que apenas formula dietas daquele que domina a gestão nutricional e consegue prever resultados, corrigir desvios e potencializar lucros.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O papel do NASEM 2016 na evolução da nutrição</h2>
<p>A base conceitual e prática da nutrição avançada moderna está sustentada por modelos científicos robustos. Entre eles, o <strong>NASEM 2016</strong> (<em>Nutrient Requirements of Beef Cattle</em>) é um dos mais reconhecidos no mundo. Ele é a evolução do antigo NRC e traz um conjunto de equações atualizadas, fundamentadas em décadas de pesquisa sobre exigências nutricionais, fisiologia e desempenho de bovinos de corte.</p>
<p>O grande diferencial do NASEM é permitir <strong>simulações precisas do desempenho animal com margem de erro reduzida</strong>, permitindo incorporar ajustes relacionados ao ambiente, ao tipo de animal, à dieta, à categoria e ao manejo.</p>
<p>Por meio de seu software de modelagem gratuito, o NASEM 2016 permite inserir dados de entrada (como peso inicial e final, composição da dieta, temperatura e tipo de confinamento) e obter previsões detalhadas de ganho de peso, consumo de matéria seca e conversão alimentar.</p>
<p>Essa tecnologia permite ir além do empirismo: <strong>o nutricionista consegue avaliar diferentes estratégias antes de aplicá-las</strong>, otimizando resultados e minimizando riscos produtivos e financeiros.</p>
<h2>Como aplicar o modelo na prática?</h2>
<p>O uso do NASEM 2016 segue uma lógica simples, porém é necessário <strong>conhecimento técnico avançado</strong> para sua utilização. O primeiro passo é reunir informações precisas sobre o rebanho e o sistema produtivo. Isso inclui características dos animais (peso, categoria, idade, raça), ambiente (temperatura, umidade, tipo de instalação) e composição dos alimentos disponíveis.</p>
<p>Com esses dados, o modelo realiza os cálculos necessários para estimar o consumo e o desempenho. Além de formular dietas, é possível <strong>otimizar as proporções dos ingredientes</strong>, buscando o equilíbrio ideal entre custo e desempenho.</p>
<p>Dietas com silagem de cana, milho, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/">caroço de algodão</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/">DDG</a></strong> e ureia, por exemplo, podem ser ajustadas conforme o objetivo produtivo, seja ganho de peso em confinamento, terminação intensiva ou suplementação a pasto.</p>
<p>Outra vantagem é a possibilidade de simular cenários, comparando grupos de animais com diferentes pesos ou condições de manejo. Alterações aparentemente pequenas, como o peso inicial de entrada no confinamento, podem gerar diferenças significativas no GMD e na conversão alimentar, permitindo decisões mais precisas e rentáveis.</p>
<h2>Benefícios da nutrição avançada</h2>
<p>Investir em nutrição avançada é investir em <strong>previsibilidade e eficiência</strong>. Ao dominar ferramentas como o NASEM 2016, o profissional passa a compreender a fundo os mecanismos que influenciam o desempenho animal e pode tomar decisões baseadas em indicadores reais.</p>
<p>Entre os principais benefícios dessa abordagem estão:</p>
<ul>
<li>Maior eficiência no uso dos insumos e redução do custo alimentar;</li>
<li>Capacidade de prever o desempenho e estimar a rentabilidade com base nos custos e preços vigentes;</li>
<li>Possibilidade de ajustar as dietas conforme <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/influencia-do-clima-na-pecuaria-de-corte/">mudanças no clima</a></strong>, manejo ou categoria animal;</li>
<li>Fundamentação técnica sólida, baseada em modelos validados internacionalmente.</li>
</ul>
<p>Mais do que uma metodologia, a nutrição avançada representa uma mudança de mentalidade. O foco deixa de ser apenas “alimentar bem” e passa a ser “alimentar com estratégia”, utilizando dados, ferramentas e interpretação técnica para maximizar resultados.</p>
<h2>Erros comuns e como evitá-los</h2>
<p>Mesmo com modelos avançados à disposição, alguns erros ainda são frequentes na prática e comprometem a eficiência dos resultados. O primeiro deles é a entrada incorreta de dados, uma dieta bem calculada depende de informações precisas sobre o animal, os alimentos e o ambiente.</p>
<p>Outro equívoco recorrente é <strong>ignorar o impacto das condições ambientais no consumo e na conversão alimentar</strong>, tratando o desempenho como algo fixo.</p>
<p>Também é comum que decisões sejam tomadas apenas com base no custo da dieta, sem considerar o ganho de peso obtido por unidade de investimento. Por fim, há a falta de acompanhamento dos resultados em campo: sem o retorno dos dados reais, o modelo perde a função de ferramenta de previsão e aprendizado.</p>
<p>Evitar esses erros exige disciplina técnica, registro de informações e um olhar analítico constante sobre os números gerados no sistema produtivo.</p>
<h2>Conclusão: nutrição orientada por dados</h2>
<p>A pecuária moderna não permite espaço para o achismo. A nutrição avançada de bovinos de corte oferece ao profissional de ciências agrárias a oportunidade de unir teoria, tecnologia e prática em único processo contínuo de melhoria.</p>
<p>Com o uso de ferramentas como o NASEM 2016, é possível <strong>formular, otimizar e prever resultados com alto grau de precisão</strong>, elevando o nível técnico das fazendas e a rentabilidade dos sistemas de produção.</p>
<p>Dominar essa metodologia é dar um passo além da formulação tradicional, é assumir o papel de estrategista da nutrição, transformando dados em decisões e decisões em lucro no campo.</p>
<h2>Quer dominar a nutrição de bovinos de corte?</h2>
<p>Se você quer se tornar referência em nutrição de bovinos de corte, a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos de Corte</strong></a> do Rehagro é o próximo passo ideal.</p>
<p>O curso foi desenvolvido por especialistas que aplicam diariamente os conceitos de nutrição avançada e gestão forrageira no campo, formando profissionais capazes de aumentar o desempenho dos animais e a lucratividade das fazendas.</p>
<ul>
<li>Domine a formulação, a avaliação e o ajuste de dietas com base em indicadores econômicos reais.</li>
<li>Aprenda a integrar nutrição, manejo e pastagem para resultados sustentáveis e rentáveis.</li>
<li>Conecte teoria e prática com o método Rehagro, o mesmo usado por consultores e fazendas de referência em todo o país.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/nutricao-avancada-de-bovinos-de-corte-como-aplicar-o-nasem-2016/">Nutrição avançada de bovinos de corte: como aplicar o NASEM 2016 na prática</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/nutricao-avancada-de-bovinos-de-corte-como-aplicar-o-nasem-2016/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uso de cevada para vacas leiteiras: quando e como incluir na dieta</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/uso-da-cevada-na-dieta-de-vacas-leiteiras/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/uso-da-cevada-na-dieta-de-vacas-leiteiras/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Aug 2025 12:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=38941</guid>

					<description><![CDATA[<p>Em um cenário marcado por oscilações nos custos dos insumos, a busca por alternativas alimentares que mantenham ou elevem a eficiência produtiva dos rebanhos leiteiros tornou-se estratégica. Nesse contexto, a cevada (Hordeum vulgare), um dos cereais mais antigos cultivados pela humanidade, ressurge como uma opção promissora tanto do ponto de vista nutricional quanto econômico. Embora [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-da-cevada-na-dieta-de-vacas-leiteiras/">Uso de cevada para vacas leiteiras: quando e como incluir na dieta</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em um cenário marcado por oscilações nos custos dos insumos, a busca por alternativas alimentares que mantenham ou elevem a eficiência produtiva dos rebanhos leiteiros tornou-se estratégica. Nesse contexto, a <strong>cevada</strong> (<i>Hordeum vulgare</i>), um dos cereais mais antigos cultivados pela humanidade, ressurge como uma opção promissora tanto do ponto de vista nutricional quanto econômico.</p>
<p>Embora tradicionalmente associada à fabricação de malte e cerveja, a cevada apresenta qualidades notáveis quando aplicada na nutrição animal. Sua composição <strong>rica em amido, proteínas e fibras</strong> a coloca como uma alternativa viável ao milho, especialmente em períodos de escassez ou elevação de preços deste grão.</p>
<p>Para o produtor de leite, a cevada pode representar mais que uma substituição de ingrediente: ela pode ser uma ferramenta de ajuste fino na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação de dietas</a></strong>, equilibrando custos e elevando a eficiência do aproveitamento ruminal. No entanto, o uso desse ingrediente exige conhecimento técnico, manejo nutricional criterioso e estratégias de inclusão bem planejadas para evitar efeitos adversos como acidose ruminal.</p>
<p>Ao longo deste artigo, vamos explorar as principais características da cevada, sua classificação e composição nutricional, formas de processamento, estratégias de uso na dieta de vacas leiteiras, os momentos ideais para sua inclusão, vantagens, desafios e cuidados necessários.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><script>hbspt.forms.create({region: "na1",portalId: "5430441",formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"});</script></p>
</div>
<h2>Entendendo a cevada: origem, cultivo e importância na nutrição animal</h2>
<p>A cevada é uma gramínea anual de ciclo curto, pertencente à família <i>Poaceae</i>, e <strong>está entre os quatro cereais mais cultivados do mundo</strong>, com produção estimada em mais de 150 milhões de toneladas por ano, ocupando cerca de 55 milhões de hectares globalmente (Nikkhah, 2012).</p>
<p>No Brasil, a cultura da cevada se consolidou a partir da década de 1930, com <strong>maior expressão nas regiões Sul, em especial no Rio Grande do Sul e no Paraná</strong>. Nessas regiões, ela é cultivada principalmente no inverno, favorecida por baixas temperaturas e práticas de manejo conservacionista, sendo comumente inserida em sistemas de rotação com soja, milho e trigo (Geron et al., 2013).</p>
<p>Apesar do foco histórico estar na produção de malte, uma fração significativa da cevada brasileira e importada é direcionada para a alimentação animal, seja na forma de grãos inteiros, triturados ou processados.</p>
<p>Sua importância na nutrição de ruminantes, especialmente de vacas leiteiras, vem crescendo graças ao seu perfil nutricional favorável. O grão apresenta alta concentração de amido, proteína bruta e fibra detergente neutra (FDN), com vantagem adicional no fornecimento de aminoácidos essenciais como lisina, metionina, cisteína e triptofano (Córdova et al., 2006). Essa composição nutricional torna a cevada um ingrediente estratégico em dietas balanceadas, especialmente em momentos de maior custo de outros grãos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Classificação e composição nutricional da cevada</h2>
<p>A cevada destaca-se por sua composição nutricional rica e equilibrada, o que a torna uma excelente candidata à substituição de grãos tradicionais, como o milho, na alimentação de vacas leiteiras.</p>
<p>Contudo, para um aproveitamento eficiente, é essencial compreender suas <strong>classificações botânicas e variações composicionais</strong>, que impactam diretamente seu valor nutricional e comportamento ruminal.</p>
<h3>Cevada de duas fileiras vs. seis fileiras</h3>
<p>A cevada é geralmente classificada em dois principais grupos morfológicos, com base na organização das espiguetas:</p>
<ul>
<li><strong>Cevada de duas fileiras (<i>Hordeum distichon</i>)</strong>:<br />
Apresenta grãos mais uniformes, com maior teor de amido e menor concentração de proteína. É amplamente utilizada na indústria cervejeira devido à sua alta produtividade de malte.</li>
<li><strong>Cevada de seis fileiras (<i>Hordeum vulgare</i>)</strong>:<br />
Tem grãos menos uniformes, maior teor de proteína e casca mais espessa. Por conter menor teor de amido, é mais comumente utilizada na alimentação animal (Geron et al., 2013).</li>
</ul>
<p>Essa distinção é crucial, pois influencia diretamente a <strong>fermentação ruminal e a degradabilidade do amido</strong>. Grãos com mais proteína e menos amido demandam ajustes precisos na formulação das dietas.</p>
<h3>Composição bromatológica da cevada</h3>
<p>Segundo dados compilados por Geron et al. (2013) e Nikkhah (2012), a cevada apresenta, em média, a seguinte composição por quilo de matéria seca:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38943" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada.png" alt="Tabela de composição bromatológica da cevada" width="690" height="477" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada.png 690w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada-300x207.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada-370x256.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada-435x300.png 435w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada-270x187.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-composicao-cevada-150x104.png 150w" sizes="auto, (max-width: 690px) 100vw, 690px" /></p>
<p>Esses valores colocam a cevada como <strong>um cereal com excelente valor energético</strong>, com teores de proteína superiores aos do milho (que gira entre 80–100 g/kg PB), além de uma maior oferta de aminoácidos essenciais.</p>
<h3>Comparação com outros cereais energéticos</h3>
<p>Em comparação com milho, trigo e sorgo, a cevada possui características que a tornam vantajosa em determinados contextos:</p>
<ul>
<li><strong>Mais proteína e aminoácidos</strong>: destacando-se em metionina, lisina, cisteína e triptofano (Córdova et al., 2006).</li>
<li><strong>Amido altamente fermentável</strong>: o que aumenta a velocidade de produção de ácidos graxos voláteis no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, o que é bom, desde que bem manejado.</li>
<li><strong>Maior teor de FDN</strong>: contribui para a saúde ruminal, mas pode exigir ajustes na forragem total da dieta para manter a efetividade da fibra.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38944" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta.png" alt="Comparação da cevada com outros cereais energéticos" width="553" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta.png 553w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta-300x256.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta-370x315.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta-270x230.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta-352x300.png 352w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/tabela-cevada-dieta-150x128.png 150w" sizes="auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Fonte: <i>Barley grain for ruminants: A global treasure or tragedy – Journal of Animal Science and Biotechnology</i></span></p>
<p>No entanto, é justamente esse amido de rápida fermentação que exige atenção quanto ao risco de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose ruminal</a></strong>, principalmente quando a cevada é mal processada ou oferecida em excesso.</p>
<h2>Processamento do grão: fundamental para o aproveitamento nutricional</h2>
<p>Ao contrário de outros cereais como o milho, a cevada possui uma casca mais espessa e grãos mais duros, o que dificulta sua quebra durante a mastigação pelos bovinos. Por isso, o <strong>processamento prévio dos grãos é indispensável</strong> para garantir digestibilidade e evitar desperdício.</p>
<p>Segundo Nikkhah (2012), os principais métodos de processamento são:</p>
<ul>
<li><strong>Moagem (triturado fino ou grosso)</strong>: É o método mais comum para vacas leiteiras. Permite alta disponibilidade de amido e bom custo-benefício. Deve-se evitar moagem muito fina para reduzir riscos de acidose.</li>
<li><strong>Laminação a frio ou a quente</strong>: Promove maior superfície de contato do grão com os microrganismos ruminais, aumentando a digestibilidade.</li>
<li><strong>Flocagem a vapor e temperagem</strong>: Técnicas que melhoram significativamente a fermentabilidade e reduzem fatores antinutricionais, embora com maior custo operacional.</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/racao-peletizada-e-racao-farelada-voce-sabe-as-diferencas/">Peletização</a> e torrefação</strong>: Menos usuais em dietas de vacas leiteiras por envolverem custos mais elevados, mas podem ser úteis em rações comerciais ou concentrados prontos.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quando optar pela inclusão da cevada na dieta?</h2>
<p>A cevada pode ser estrategicamente incorporada na dieta de vacas leiteiras em diversas situações, especialmente:</p>
<ul>
<li><strong>Quando o preço do milho estiver elevado</strong> ou houver dificuldade de abastecimento.</li>
<li><strong>Em sistemas de produção mais intensivos</strong>, onde é necessário elevar o aporte energético sem depender exclusivamente de fontes tradicionais.</li>
<li><strong>Para diversificação de ingredientes</strong> na formulação da dieta, reduzindo a dependência de grãos únicos.</li>
<li><strong>Em propriedades com produção própria de cevada</strong>, otimizando o uso de recursos internos.</li>
</ul>
<p>Além disso, devido ao seu teor superior de proteína bruta e aminoácidos essenciais (como lisina, metionina e cisteína), a cevada permite reduzir o uso de farelo de soja, contribuindo para a economia na formulação (Córdova et al., 2006).</p>
<p>Apesar de suas qualidades nutricionais, a cevada exige atenção redobrada na formulação de dietas, pois seu uso inadequado pode comprometer a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> das vacas e afetar a produção leiteira.</p>
<h2>Cuidados essenciais na inclusão de cevada</h2>
<h3>1. Presença de micotoxinas: um risco silencioso</h3>
<p>A cevada, especialmente quando colhida ou armazenada sob condições de alta umidade, pode ser contaminada por fungos do gênero <i>Fusarium</i>, os quais produzem <strong>micotoxinas</strong>, como a vomitoxina (DON). Estas substâncias comprometem a ingestão de matéria seca, reduzem a imunidade e afetam o desempenho produtivo dos animais.</p>
<p>Então a recomendação é <strong>monitorar periodicamente a qualidade dos lotes de cevada</strong>, especialmente quando oriundos de regiões úmidas ou armazenados por longos períodos. A análise de micotoxinas em laboratórios especializados é altamente recomendada (Nikkhah, 2012).</p>
<h3>2. Fermentação ruminal rápida e risco de acidose</h3>
<p>O amido da cevada possui alta degradabilidade ruminal, com fermentação mais rápida do que a do milho. Essa característica pode levar a um acúmulo súbito de ácidos no rúmen, reduzindo o pH e <strong>favorecendo a acidose ruminal subclínica ou aguda</strong>, especialmente quando a inclusão do grão ultrapassa os limites seguros ou é realizada sem equilíbrio com fibra efetiva.</p>
<p>Então a recomendação se resume em:</p>
<ul>
<li>Fracionar o fornecimento da dieta ao longo do dia.</li>
<li>Incluir fontes de fibra efetiva de alta qualidade (ex: silagem de milho com bom tamanho de partícula).</li>
<li>Monitorar sinais clínicos, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes pastosas</a></strong>, redução do consumo e queda do teor de gordura no leite.</li>
</ul>
<h3>3. Fibra em Detergente Neutro (FDN) e a mastigação</h3>
<p>Embora a cevada tenha teores moderados de FDN, a <strong>sua fibra não estimula a mastigação nem a salivação</strong> com a mesma eficiência que as fibras forrageiras. Isso pode agravar o risco de distúrbios digestivos caso a dieta como um todo apresente baixo conteúdo de fibra efetiva.</p>
<p>Por isso é essencial ajustar a inclusão da cevada conforme o perfil da forragem da dieta. Em sistemas baseados em silagens muito moídas ou com baixa FDN efetiva, a cevada deve ser usada com moderação e acompanhada de forragens mais estruturadas.</p>
<h3>4. Interação com outros ingredientes da dieta</h3>
<p>Outro cuidado importante está na <strong>interação da cevada com fontes de proteína não degradável no rúmen (PNDR)</strong> e com aditivos como tamponantes ou leveduras vivas, que podem ser utilizados para mitigar os riscos de acidose e melhorar a estabilidade ruminal.</p>
<p>Em dietas com alto uso de cevada, é aconselhável considerar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aditivos-na-dieta-de-bezerras/">aditivos</a></strong> específicos como bicarbonato de sódio, óxido de magnésio ou probióticos.</p>
<h2>Vantagens do uso da cevada na nutrição de vacas leiteiras</h2>
<p>O uso da cevada na formulação de dietas para vacas leiteiras pode trazer uma série de benefícios, tanto do ponto de vista <strong>econômico</strong>, quanto <strong>nutricional</strong> e <strong>zootécnico</strong>. Esses benefícios tornam a cevada uma ferramenta estratégica para a eficiência produtiva, desde que seu uso seja conduzido com critério técnico.</p>
<h3>1. Economia na formulação da dieta</h3>
<p>Um dos principais atrativos da cevada está no seu<strong> potencial de redução de custos</strong>, especialmente em cenários onde o milho apresenta alta de preços ou dificuldade de acesso logístico.</p>
<p>Por ter alto teor energético e proteico, a cevada pode permitir a substituir parcialmente o milho e reduzir a inclusão de farelo de soja devido à maior concentração de aminoácidos essenciais.</p>
<h3>2. Maior teor de proteína e aminoácidos essenciais</h3>
<p>Comparada ao milho, a cevada apresenta:</p>
<ul>
<li><strong>Maior teor de proteína bruta</strong> (110 a 140 g/kg vs. 80 a 100 g/kg no milho).</li>
<li>Elevados níveis de <strong>lisina, metionina, cisteína e triptofano</strong>, aminoácidos limitantes na síntese proteica e produção de leite (Geron et al., 2013).</li>
</ul>
<p>Isso favorece o balanço proteico ideal da dieta, sendo especialmente benéfico para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">vacas de alta produção</a></strong> ou em início de lactação.</p>
<h3>3. Alta degradabilidade ruminal e eficiência energética</h3>
<p>A cevada possui um amido altamente fermentável, que:</p>
<ul>
<li>É rapidamente degradado no rúmen, elevando a produção de ácidos graxos voláteis (AGVs).</li>
<li>Melhora a disponibilidade de energia para a microbiota ruminal, otimizando a digestão de fibras e a síntese de proteína microbiana (Nikkhah, 2012).</li>
</ul>
<p>Em sistemas bem manejados, isso se traduz em <strong>melhor aproveitamento nutricional e maior eficiência alimentar.</strong></p>
<h2>Desafios e limitações no uso da cevada</h2>
<p>Apesar de suas qualidades nutricionais e vantagens econômicas, <strong>a cevada não é isenta de riscos</strong>. Quando utilizada sem os devidos cuidados, pode comprometer a saúde do rebanho e impactar negativamente a produção de leite. Por isso, entender seus desafios é tão importante quanto reconhecer seus benefícios.</p>
<h3>Risco elevado de acidose ruminal</h3>
<p>O amido da cevada é <strong>mais rapidamente fermentado no rúmen do que o do milho</strong>. Essa fermentação intensa favorece a produção rápida de ácidos, o que pode reduzir o pH ruminal e causar acidose subclínica ou aguda, especialmente se:</p>
<ul>
<li>A dieta é pobre em fibra efetiva.</li>
<li>A cevada for fornecida moída muito fina.</li>
<li>Não houver fracionamento adequado da alimentação ao longo do dia.</li>
</ul>
<h3>Supressão da gordura do leite</h3>
<p>Devido ao perfil de fermentação do amido, a cevada pode <strong>alterar o equilíbrio dos ácidos graxos produzidos no rúmen</strong>. Isso interfere na síntese de gordura láctea, reduzindo o teor de gordura do leite quando o uso da cevada é excessivo ou desbalanceado em relação à fibra.</p>
<p>Esse efeito é mais comum quando a dieta apresenta baixa efetividade física da forragem ou excesso de concentrado.</p>
<h3>Variabilidade entre cultivares e safras</h3>
<p>A composição da cevada pode variar significativamente de acordo com:</p>
<ul>
<li>Tipo botânico (duas ou seis fileiras).</li>
<li>Condições edafoclimáticas da região de cultivo.</li>
<li>Manejo pós-colheita e armazenamento.</li>
</ul>
<p>Isso exige <strong>análises bromatológicas frequentes</strong> para formular com precisão e evitar desequilíbrios na dieta (Geron et al., 2013).</p>
<h3>Potencial presença de micotoxinas</h3>
<p>Como discutido anteriormente, a cevada é suscetível ao crescimento de fungos, especialmente se armazenada sob alta umidade. A vomitoxina (DON) é uma das micotoxinas mais comuns, podendo afetar diretamente o consumo e o desempenho das vacas (Córdova et al., 2006).</p>
<h3>Limites de inclusão na dieta</h3>
<p>Apesar de seu bom perfil nutricional, a cevada não pode ser usada em altas concentrações sem comprometer o equilíbrio ruminal. O uso acima de 20–25% da matéria seca da dieta pode representar riscos, dependendo do nível de produção e do restante dos ingredientes da formulação.</p>
<p>Por isso, é fundamental o suporte de um nutricionista para ajustar a proporção ideal conforme a realidade de cada propriedade.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A cevada tem se consolidado como uma alternativa nutricional estratégica na dieta de vacas leiteiras, <strong>especialmente em momentos de volatilidade no preço de insumos como milho e farelo de soja</strong>. Sua composição rica em amido fermentável, proteínas e aminoácidos essenciais a torna uma fonte energética e proteica de alto valor.</p>
<p>Contudo, para colher os benefícios desse ingrediente, é indispensável atenção aos detalhes técnicos: conhecer o tipo de cevada utilizada, adotar métodos de processamento adequados, ajustar o fornecimento de fibra efetiva e monitorar a qualidade do grão. <strong>O uso responsável da cevada pode não apenas manter os níveis de produção leiteira, mas também otimizar os custos com alimentação</strong>, o que representa um ganho econômico direto para o produtor.</p>
<p>A adoção desse grão exige suporte técnico e acompanhamento nutricional para evitar distúrbios ruminais como acidose e perda da gordura do leite. Quando incluída de forma estratégica, a cevada deixa de ser apenas uma substituição ao milho e passa a ser uma ferramenta de gestão nutricional e econômica.</p>
<h2>Você domina as decisões nutricionais que impactam diretamente a produção de leite da fazenda?</h2>
<p>A escolha dos ingredientes da dieta exige mais do que conhecimento técnico. Exige análise prática, capacidade de interpretar resultados e agir com precisão para equilibrar eficiência ruminal, saúde do rebanho e custo da produção.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você vai além da nutrição: aprende a tomar decisões técnicas baseadas em dados, dominar o manejo alimentar com foco em resultado e aplicar ferramentas práticas diretamente na realidade da fazenda.</p>
<p>Aumente a produção e a rentabilidade do leite com quem forma os profissionais mais preparados do mercado!</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Autores: Matheus Viana e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">CÓRDOVA, H. A., THALER-NETO, A., GOMES, I., SANTOS, I. R. (2006). <i>Utilização do grão de cevada em substituição ao milho em dietas para vacas em lactação</i>. Archives of Veterinary Science, 10(3).</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">GERON, L., TRAUTMANN-MACHADO, R., MOURA, D., MARQUES, F., SOUZA, O., PAULA, E. (2013). <i>Caju, canola, cevada, cupuaçu e seus resíduos utilizados na nutrição de ruminantes</i>. Pubvet, 7(12).</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">NIKKHAH, A. (2012). <i>Barley grain for ruminants: A global treasure or tragedy</i>. Journal of Animal Science and Biotechnology, 3(22).</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-da-cevada-na-dieta-de-vacas-leiteiras/">Uso de cevada para vacas leiteiras: quando e como incluir na dieta</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/uso-da-cevada-na-dieta-de-vacas-leiteiras/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DDG na nutrição de vacas leiteiras: vantagens, cuidados e como usar com eficiência</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ddg-na-nutricao-de-vacas-leiteiras/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/ddg-na-nutricao-de-vacas-leiteiras/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jun 2025 12:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=38010</guid>

					<description><![CDATA[<p>A competitividade da pecuária leiteira moderna exige formulações nutricionais que conciliam alto desempenho produtivo com eficiência econômica. Nesse contexto, os grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDG (Dried Distillers Grains), têm se destacado como uma alternativa estratégica na alimentação de vacas leiteiras em lactação. Originados como coprodutos da indústria de etanol, especialmente [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-na-nutricao-de-vacas-leiteiras/">DDG na nutrição de vacas leiteiras: vantagens, cuidados e como usar com eficiência</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A competitividade da pecuária leiteira moderna exige formulações nutricionais que conciliam alto desempenho produtivo com eficiência econômica. Nesse contexto, <strong>os grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDG (<em>Dried Distillers Grains</em>)</strong>, têm se destacado como uma alternativa estratégica na alimentação de vacas leiteiras em lactação.</p>
<p>Originados como coprodutos da indústria de etanol, especialmente do milho, os DDGs apresentam elevado valor nutricional, além de contribuírem para o reaproveitamento de resíduos industriais, alinhando-se aos princípios de sustentabilidade (Oliveira et al., 2022).</p>
<p>No Brasil, a produção de etanol está historicamente ligada à cana-de-açúcar, mas <strong>a crescente utilização do milho como matéria-prima tem ampliado a disponibilidade de DDGs no mercado nacional</strong>. Isso é particularmente relevante considerando o cenário internacional, onde mais de 95% do etanol nos Estados Unidos é produzido a partir do milho, resultando em grandes volumes de DDG como subproduto (Ramos et al., 2021). Essa oferta crescente tem impulsionado seu uso na pecuária, principalmente em dietas de ruminantes de alta exigência nutricional, como as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">vacas em pico de lactação</a></strong>.</p>
<p>Além da questão da oferta, o interesse pelos DDGs também se deve à sua composição rica em proteína não degradável no rúmen (PNDR), além de fibras digestíveis e frações lipídicas que fornecem energia adicional (NRC, 2021).</p>
<p>Por essas características, o DDG tem se <strong>consolidado como um ingrediente funcional e versátil</strong>, capaz de substituir parcialmente ingredientes tradicionais como o farelo de soja e o milho, com potencial para reduzir custos sem comprometer a performance produtiva (Silva &amp; Santos, 2020).</p>
<p>Ao longo deste artigo, vamos explorar de forma detalhada os aspectos técnicos do DDG, abordando sua composição, formas de uso, vantagens, limitações e recomendações práticas para formulação de dietas para vacas leiteiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
region: "na1",
portalId: "5430441",
formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"
});
</script></p>
</div>
<h2>Entendendo o processo industrial de produção do DDG</h2>
<p>Os grãos de destilaria são obtidos como coproduto da produção de etanol, processo que envolve a <strong>fermentação de açúcares extraídos do milho</strong>, geralmente pela ação da levedura <i>Saccharomyces cerevisiae</i>. Como o amido não pode ser fermentado diretamente, ele precisa ser hidrolisado previamente, o que é feito por meio da moagem úmida ou seca.</p>
<p>Na indústria de moagem seca, mais comum na produção de DDG, o grão de milho é transformado em uma massa fermentável composta de amido, fibras, proteínas e óleo (Kalscheur, 2005).</p>
<p>Durante a fermentação, apenas o amido é convertido em etanol; os demais componentes permanecem e compõem os resíduos sólidos que darão origem aos grãos de destilaria. A etapa seguinte envolve a separação dos resíduos sólidos (sólidos grosseiros) e líquidos (vinhaça fina), por meio de centrifugação.</p>
<p>A parte sólida pode ser secada, resultando no <strong>DDG (<em>Dried Distillers Grains</em>)</strong>, ou mantida úmida, formando o <strong>WDG (<em>Wet Distillers Grains</em>)</strong>. Já a fração líquida é evaporada, concentrando os solúveis, que podem ser reincorporados, originando o<strong> DDGS (<em>Dried Distillers Grains with Solubles</em>)</strong> ou <strong>WDGS (<em>Wet Distillers Grains with Solubles</em>)</strong> (Liu, 2011).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38013" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg.jpg" alt="Esquema mostrando como produz o DDG" width="1024" height="768" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/esquema-ddg-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>A composição do produto final pode variar conforme a tecnologia utilizada na fábrica. Processos como o <i>Quick Germ</i> (remoção do gérmen antes da fermentação) e <i>Quick Fiber</i> (remoção da fibra do pericarpo) permitem a obtenção de DDG com alta concentração proteica, podendo alcançar teores superiores a 45% de proteína bruta (Bothast &amp; Schlicher, 2005). Além disso, tecnologias de moagem enzimática permitem a recuperação de frações de maior valor nutricional, aumentando o aproveitamento do milho e melhorando o perfil dos DDGs (Rosentrater &amp; Muthukumarappan, 2006).</p>
<p>Em resumo, os DDGs podem ser classificados em três categorias principais:</p>
<ol>
<li><strong>DDG</strong>: grãos secos de destilaria, sem adição de solúveis.</li>
<li><strong>DDGS</strong>: grãos secos com solúveis, com maior teor de gordura e umidade.</li>
<li><strong>WDGS</strong>: grãos úmidos com solúveis, com maior teor energético, porém menor estabilidade de armazenamento.</li>
</ol>
<p>A escolha entre esses tipos deve considerar fatores como logística, estabilidade, composição nutricional e disponibilidade regional, elementos que influenciam diretamente a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">formulação</a></strong> e o desempenho zootécnico da dieta.</p>
<h2>Composição nutricional dos DDG: O que os torna estratégicos?</h2>
<p>O <strong>valor nutricional</strong> dos grãos secos de destilaria (DDG) é uma das <strong>principais razões para sua inclusão crescente na dieta de vacas leiteiras em lactação</strong>.</p>
<p>A composição dos DDGs varia conforme o tipo de processamento, a inclusão ou não de solúveis, e a remoção de gordura, mas de forma geral, trata-se de um ingrediente com alta concentração de proteína, fibra digestível e energia (NRC, 2021).</p>
<p>Segundo o <i>National Research Council</i> (2021), a composição média do DDG com base na matéria seca (MS) é:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38014" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg.jpg" alt="Tabela com composição média do DDG" width="488" height="335" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg.jpg 488w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg-300x206.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg-370x254.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg-435x300.jpg 435w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg-270x185.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-ddg-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 488px) 100vw, 488px" /></p>
<p>A<strong> fração proteica</strong> é fortemente influenciada pela <strong>presença de células de levedura remanescentes da fermentação</strong>, que podem representar de 20% a 50% da proteína bruta presente no DDG (Belyea et al., 2004). Embora a proteína da levedura seja limitada em aminoácidos essenciais — com exceção da lisina —, ela confere ao DDG um perfil único, intermediário entre o milho e os produtos de fermentação microbiana.</p>
<p>A concentração de lisina, um aminoácido essencial para a produção de leite, é variável nos DDGs secos, oscilando entre 1,91% a 3,19% da proteína bruta, sendo geralmente maior nas versões úmidas (Spiehs et al., 2002).</p>
<p>Por outro lado, os DDGs apresentam concentrações elevadas de metionina e leucina, o que é favorável à síntese de proteína láctea (Schingoethe et al., 2009).</p>
<p>Outro ponto estratégico do DDG é sua alta proporção de proteína não degradável no rúmen (PNDR), com digestibilidade da PNDR acima de 80%, tornando-o um ingrediente de grande valor em dietas para vacas em lactação, que demandam proteína metabolizável de alta qualidade (Kalscheur et al., 2006).</p>
<p>Além disso, o DDG apresenta níveis consideráveis de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">minerais</a></strong>, como:</p>
<ul>
<li><strong>Fósforo</strong>: cerca de 0,86% na MS</li>
<li><strong>Cálcio</strong>: cerca de 0,05% na MS<br />
Esses teores, especialmente o fósforo, podem contribuir significativamente para o balanceamento mineral da dieta, reduzindo a necessidade de suplementações adicionais (Spiehs et al., 2002).</li>
</ul>
<p>Em termos energéticos, <strong>o DDG tem bom valor calórico</strong>, parcialmente devido ao seu teor de gordura, oriundo do óleo de milho presente nos grãos e nos solúveis adicionados (Liu, 2011). No entanto, quando esse teor ultrapassa 10% de extrato etéreo, pode ser necessário restringir sua inclusão para evitar efeitos negativos na digestão da fibra e na composição do leite (Weiss et al., 2009).</p>
<p>Portanto, do ponto de vista nutricional, <strong>o DDG é um ingrediente com perfil proteico</strong> complementar ao farelo de soja, boa digestibilidade ruminal, e potencial para fornecer energia e minerais, desde que bem equilibrado no contexto da dieta total.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Benefícios do uso de DDG na alimentação de vacas em lactação</h2>
<p>A utilização de DDG (<em>Dried Distillers Grains</em>) em dietas de vacas leiteiras oferece uma série de <strong>vantagens nutricionais, econômicas e funcionais</strong>.</p>
<p>Desde que corretamente balanceado, o DDG pode melhorar a eficiência alimentar, otimizar o fornecimento de proteína metabolizável e reduzir o custo das dietas, especialmente em sistemas que buscam <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade</a></strong> e alto desempenho produtivo.</p>
<h3>Fonte estratégica de proteína e aminoácidos</h3>
<p>Um dos principais diferenciais do DDG é seu alto teor de proteína não degradável no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> (PNDR), com digestibilidade acima de 80% (Kalscheur et al., 2006). Isso permite maior entrega de aminoácidos diretamente ao intestino delgado, favorecendo a síntese de proteína láctea na glândula mamária, especialmente em vacas de alta produção.</p>
<p>Além disso, o DDG possui teores elevados de metionina e leucina, dois aminoácidos essenciais que são frequentemente limitantes em dietas à base de milho e farelo de soja (Schingoethe et al., 2009).</p>
<h3>Complementaridade ao farelo de soja</h3>
<p>A composição de aminoácidos do DDG <strong>complementa o perfil do farelo de soja, que é rico em lisina, mas mais limitado em metionina</strong>. Assim, a inclusão parcial de DDG na dieta, junto ao farelo de soja, permite ajustar o perfil de aminoácidos essenciais de forma mais eficiente e econômica (Paz et al., 2013).</p>
<h3>Contribuição energética com menor custo</h3>
<p>O DDG também é uma fonte de energia, graças ao seu teor de gordura (extrato etéreo) e à presença de fibras digestíveis.</p>
<p>O tipo WDG (grão úmido de destilaria), por sua vez, apresenta maior valor energético que o DDG, devido à presença residual de etanol e à maior degradabilidade da fibra, uma vez que não passa por secagem térmica (Belyea et al., 2004). No entanto, sua conservação exige atenção especial.</p>
<h3>Fornecimento de minerais essenciais</h3>
<p>O DDG contém teores significativos de fósforo e cálcio, <strong>nutrientes essenciais na dieta de vacas em lactação</strong>. Em média, o fósforo corresponde a 0,86% da matéria seca, valor superior ao milho e ao farelo de soja (Spiehs et al., 2002).</p>
<h3>Alternativa sustentável na alimentação de ruminantes</h3>
<p>Ao utilizar um coproduto da indústria do etanol, a inclusão de DDG na dieta contribui para uma cadeia mais sustentável. O aproveitamento de resíduos industriais como alimento para ruminantes reduz o desperdício e os impactos ambientais, além de valorizar economicamente a produção integrada (Oliveira et al., 2022).</p>
<h2>Pontos críticos e cuidados na utilização do DDG</h2>
<p>Apesar de seus benefícios, o uso de DDG em dietas para vacas leiteiras <strong>exige atenção a limitações nutricionais, sanitárias e metabólicas</strong>.</p>
<p>A seguir, destacamos os principais pontos de atenção que devem ser considerados na formulação de dietas que utilizam DDG como ingrediente.</p>
<h3>Teor de gordura: risco à gordura do leite</h3>
<p>O teor de extrato etéreo no DDG, geralmente acima de 10%, <strong>pode interferir negativamente na digestão da fibra no rúmen e no teor de gordura do leite</strong>, especialmente devido à presença de ácidos graxos insaturados, como o ácido linoleico (Weiss et al., 2009). Dietas com excesso de gordura podem reduzir a atividade microbiana ruminal, comprometendo a fermentação e a eficiência da digestão da fibra.</p>
<p>Quando se utiliza DDG com altos teores de solúveis, o risco é ainda maior, já que estes concentram o óleo de milho residual. A recomendação técnica é limitar a inclusão de DDG a 10-15% da matéria seca da dieta total, a depender do perfil lipídico do restante da ração (NRC, 2021).</p>
<h3>Deficiência de alguns aminoácidos</h3>
<p>Embora o DDG seja rico em metionina e leucina, <strong>ele é relativamente pobre em lisina e arginina</strong>, especialmente quando comparado ao farelo de soja (Schingoethe et al., 2009). Essa limitação pode afetar a síntese proteica na glândula mamária, caso a dieta não seja complementada com fontes específicas desses aminoácidos.</p>
<p>Assim, não se recomenda substituir integralmente o farelo de soja por DDG, mas sim utilizá-los de forma complementar, para atingir um perfil proteico balanceado.</p>
<h3>Baixo teor de amido e digestibilidade reduzida</h3>
<p>Ao passar pelo processo fermentativo, o amido do milho é convertido em etanol, fazendo com que o DDG contenha <strong>níveis residuais de amido</strong>. Além disso, esse amido restante tem <strong>digestibilidade ruminal reduzida</strong>, por já ter sofrido gelatinização e fermentação parcial (Klopfenstein et al., 2008). Isso exige ajustes energéticos na dieta total.</p>
<h2>Estratégias práticas para inclusão do DDG na dieta de vacas leiteiras</h2>
<p>A adoção do DDG (grãos secos de destilaria) como ingrediente na dieta de vacas em lactação deve ser <strong>baseada em critérios técnicos que considerem o equilíbrio da formulação, os objetivos zootécnicos e as particularidades do sistema de produção</strong>.</p>
<p>Embora seja um ingrediente funcional e versátil, seu uso deve ser planejado com base em evidências científicas e princípios nutricionais sólidos.</p>
<h3>Níveis recomendados de inclusão</h3>
<p>Diversos estudos indicam que o DDG pode ser incluído em níveis de até <strong>10% a 15% da matéria seca da dieta total</strong>, sem comprometer o desempenho leiteiro (Kalscheur et al., 2006).</p>
<p>Em dietas bem balanceadas, esse nível pode até promover ganhos na produção de leite e sólidos totais, especialmente quando a proteína do DDG complementa adequadamente o perfil de aminoácidos da dieta.</p>
<p>Contudo, a inclusão deve ser ajustada de acordo com o teor de gordura do DDG, considerando os limites máximos de extrato etéreo para dietas de ruminantes (Weiss et al., 2009). Quando o DDG possui mais de 10% de EE, recomenda-se reduzir sua participação na dieta ou utilizar versões com remoção parcial do óleo.</p>
<h3>Correção da relação PDR:PNDR</h3>
<p>Um dos desafios na formulação de dietas com DDG é manter o equilíbrio entre proteína degradável no rúmen (PDR) e proteína não degradável (PNDR). O DDG é uma fonte predominante de PNDR, sendo fundamental associá-lo a fontes de PDR, como ureia, farelo de soja ou silagens proteicas, para estimular a atividade microbiana ruminal e garantir produção adequada de proteína microbiana (NRC, 2021).</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O uso de grãos secos de destilaria (DDG) em dietas de vacas leiteiras representa uma <strong>solução eficiente para sistemas de produção que buscam reduzir custos, melhorar o aproveitamento proteico e diversificar as fontes de ingredientes.</strong> Com uma composição nutricional robusta, o DDG se consolida como um insumo valioso na formulação de dietas de ruminantes de alta exigência.</p>
<p>Sua utilização, no entanto, deve ser orientada por critérios técnicos, respeitando limites de inclusão, correções na relação PDR:PNDR e adequação ao perfil produtivo do rebanho. O DDG não substitui integralmente ingredientes como o farelo de soja, mas sim os complementa de forma estratégica, proporcionando melhor equilíbrio de aminoácidos e otimização da eficiência alimentar.</p>
<p>É fundamental também que os profissionais envolvidos na formulação estejam atentos às variações na composição do DDG conforme o tipo de processamento industrial, bem como aos teores de extrato etéreo e enxofre, que exigem manejo cauteloso para evitar distúrbios ruminais e metabólicos.</p>
<p>De modo geral, o DDG é uma alternativa sustentável, viável e tecnicamente segura, quando utilizado com conhecimento, planejamento e acompanhamento <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">zootécnico</a></strong>. Sua adoção contribui para uma nutrição mais eficiente, alinhada aos desafios econômicos e ambientais da pecuária leiteira moderna.</p>
<h2>Nutrição estratégica para mais produção e rentabilidade</h2>
<p data-start="221" data-end="506">O uso de ingredientes como o DDG pode trazer ganhos importantes na dieta das vacas leiteiras, desde que feito com conhecimento técnico, equilíbrio nutricional e foco em resultados. Para tomar decisões mais assertivas e aumentar a eficiência da produção, é essencial ir além do básico.</p>
<p data-start="508" data-end="885">A <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro é a oportunidade ideal para quem quer aprofundar seus conhecimentos em nutrição, manejo, gestão e sanidade, com uma abordagem prática e voltada para o dia a dia da fazenda. Com aulas 100% online e professores com forte atuação no campo, o curso prepara você para elevar a produtividade do rebanho com técnica e rentabilidade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p data-start="508" data-end="885">Autoras: Ana Clara Viana e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">NRC – National Research Council. (2021). <i>Nutrient Requirements of Dairy Cattle: Eighth Revised Edition.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.17226/25806</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Kalscheur, K. F. (2005). Impact of feeding distillers grains on milk production, milk composition, and ruminal metabolism. <i>South Dakota State University Dairy Report.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://openprairie.sdstate.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1018&amp;context=dairy_seminar_2005</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Liu, K. (2011). Chemical composition of distillers grains, a review. <i>Journal of Agricultural and Food Chemistry, 59(5), 1508–1526.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.1021/jf103512z</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Belyea, R. L., Rausch, K. D., &amp; Clevenger, T. E. (2004). Composition of corn and distillers dried grains with solubles from dry grind ethanol processing. <i>Bioresource Technology, 94(3), 293–298.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.biortech.2004.01.001</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Spiehs, M. J., Whitney, M. H., &amp; Shurson, G. C. (2002). Nutrient database for distiller’s dried grains with solubles produced from new ethanol plants in Minnesota and South Dakota. <i>Journal of Animal Science, 80(10), 2639–2645.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.2527/2002.80102639x</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Schingoethe, D. J., Kalscheur, K. F., Hippen, A. R., &amp; Garcia, A. D. (2009). The use of distillers products in dairy cattle diets. <i>Journal of Dairy Science, 92(12), 5802–5813.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.3168/jds.2009-2549</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Weiss, W. P., Conrad, H. R., &amp; St-Pierre, N. R. (2009). A theoretically-based model for predicting total digestible nutrient values of forages and concentrates. <i>Animal Feed Science and Technology, 23(2), 93–116.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.anifeedsci.2009.05.005</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Klopfenstein, T. J., Erickson, G. E., &amp; Bremer, V. R. (2008). Board-invited review: Use of distillers by-products in the beef cattle feeding industry. <i>Journal of Animal Science, 86(5), 1223–1231.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.2527/jas.2007-0550</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Drewnoski, M. E., Poore, M. H., &amp; Huntington, G. B. (2014). Feeding high-sulfur diets to ruminants: A review. <i>Journal of Animal Science, 92(9), 3763–3780.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.2527/jas.2014-7602</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Oliveira, J. S., Costa, K. A. P., &amp; Ribeiro, K. G. (2022). Utilização de coprodutos da agroindústria na alimentação de bovinos leiteiros: avanços e desafios. <i>Revista Brasileira de Agropecuária Sustentável, 12(2), 58–72.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://revistas.ufg.br/rbas/article/view/70579</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Paz, H. A., Anderson, C. L., Kononoff, P. J. (2013). Evaluation of feed ingredient variability and strategies to improve ration consistency and animal performance. <i>Nebraska Beef Report 2013.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://digitalcommons.unl.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1913&amp;context=animalscinbcr</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Bothast, R. J., &amp; Schlicher, M. A. (2005). Biotechnological processes for conversion of corn into ethanol. <i>Applied Microbiology and Biotechnology, 67(1), 19–25.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://doi.org/10.1007/s00253-004-1819-8</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Rosentrater, K. A., &amp; Muthukumarappan, K. (2006). Corn ethanol coproducts: Generation, properties, and challenges. <i>Cereal Foods World, 51(4), 168–172.</i></span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/228629491</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Van Soest, P. J. (1994). <i>Nutritional Ecology of the Ruminant</i> (2nd ed.). Cornell University Press.</span><br />
<span style="font-size: 14px;">Disponível em: https://www.cornellpress.cornell.edu/book/9780801427725/nutritional-ecology-of-the-ruminant/</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-na-nutricao-de-vacas-leiteiras/">DDG na nutrição de vacas leiteiras: vantagens, cuidados e como usar com eficiência</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/ddg-na-nutricao-de-vacas-leiteiras/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nitrogênio Ureico no Leite (NUL): Por que utilizá-lo como um indicador da eficiência nutricional?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/nitrogenio-ureico-no-leite/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/nitrogenio-ureico-no-leite/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2024 11:30:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=35671</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Nitrogênio Ureico no Leite (NUL) é um importante indicador utilizado na nutrição de vacas leiteiras para avaliar a eficiência do uso de proteínas na dieta e a saúde do trato digestivo das vacas. Ao analisar os níveis de NUL, podem ser feitos ajustes na alimentação das vacas para otimizar a produção de leite e [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/nitrogenio-ureico-no-leite/">Nitrogênio Ureico no Leite (NUL): Por que utilizá-lo como um indicador da eficiência nutricional?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Nitrogênio Ureico no Leite (NUL)</strong> é um importante indicador utilizado na nutrição de vacas leiteiras para avaliar a eficiência do uso de proteínas na dieta e a saúde do trato digestivo das vacas.</p>
<p>Ao analisar os níveis de NUL, podem ser feitos ajustes na alimentação das vacas para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-leite-e-lucrativa/">otimizar a produção de leite</a></strong> e manter a saúde do rebanho.</p>
<p>Nesse texto iremos trazer informações importantes a respeito do nitrogênio ureico no leite, como o que o ele pode nos dizer sobre a dieta e a fisiologia da vaca, quais os níveis desejáveis de NUL e o que indica caso os níveis estejam acima ou abaixo do esperado.</p>
<p>Além disso, vamos discutir sobre os fatores que impactam, com qual frequência devo monitorar e como é possível adequar o nível do NUL.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
region: "na1",
portalId: "5430441",
formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"
});
</script></p>
</div>
<h2>O que o NUL indica sobre a dieta e fisiologia do trato digestivo das vacas?</h2>
<p>O NUL reflete o <strong>equilíbrio entre a ingestão de proteína e a energia disponível na dieta</strong> das vacas. A adição de proteína suplementar pode elevar a produção de leite ao fornecer aminoácidos para a síntese da proteína do leite, aumentar a energia disponível a partir dos aminoácidos ou melhorar a eficiência na utilização dos nutrientes.</p>
<p>Quando as vacas ingerem proteínas em altos níveis, parte do nitrogênio presente é convertida em amônia no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>. Essa amônia é posteriormente transformada em ureia no fígado, a qual é excretada no leite, na urina e no sangue.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35673" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul.jpg" alt="Proteina e CHO" width="817" height="482" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul.jpg 817w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-300x177.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-768x453.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-370x218.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-270x159.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-740x437.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/nitrogenio-ureico-leite-nul-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 817px) 100vw, 817px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte:<span style="font-weight: 400;"> Agroceres multimix</span></span></p>
<p>Portanto, <strong>o nível de NUL no leite é um reflexo direto de como o nitrogênio da dieta está sendo metabolizado.</strong> Isso pode prejudicar a eficiência reprodutiva, elevar os custos das dietas e ter impactos negativos no meio ambiente.</p>
<p>Um nível adequado de NUL indica que a vaca está recebendo uma dieta balanceada, com a quantidade correta de proteína e energia. No entanto, se o nível de NUL estiver fora dos parâmetros ideais, isso pode indicar problemas na dieta, como excesso ou deficiência de proteína ou energia, afetando a eficiência alimentar e a produção de leite.</p>
<p>Níveis de NUL podem ajudar a avaliar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">se a dieta fornecida é adequada</a></strong> para atender às necessidades de proteína das vacas. Dietas ricas em proteína ou desequilibradas em relação ao consumo de energia podem levar a altos níveis de NUL.</p>
<p>Altos níveis de NUL indicam que o excesso de nitrogênio não está sendo eficientemente utilizado pela vaca e está sendo excretado na forma de ureia.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Níveis ideais de NUL</h2>
<p>Os níveis ideais de NUL no leite geralmente <strong>variam entre 10 a 14 mg/dL</strong>, entretanto, o que vemos é a indicação desse nível estar por volta de 12 mg/dL, embora esse intervalo possa variar dependendo da literatura consultada e das condições específicas de manejo e alimentação de cada rebanho.</p>
<p>Dentro desse intervalo, as vacas são mais propensas a estar em um balanço adequado de proteína e energia, o que favorece a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> e a eficiência produtiva.</p>
<h3>O que níveis acima e abaixo do parâmetro podem indicar?</h3>
<ul>
<li><strong>Níveis Altos de NUL (&gt; 14 mg/dL)</strong>: Quando os níveis de NUL estão elevados, isso geralmente indica que há um excesso de proteína na dieta ou uma deficiência de energia. Isso pode resultar em um aumento na excreção de ureia, que não é utilizada eficientemente pelo organismo da vaca, levando a um desperdício de nutrientes. Em longo prazo, níveis elevados de NUL podem estar associados a diminuição da eficiência alimentar e a problemas reprodutivos, pois esse nível aumentado pode levar a uma menor taxa de concepção e aumento na taxa de perda embrionária devido o excesso de ureia criar um ambiente uterino desfavorável para a concepção. Além disso, a concentração sanguínea de progesterona e outros hormônios pode ser prejudicada.</li>
<li><strong>Níveis Baixos de NUL (&lt; 10 mg/dL)</strong>: Níveis abaixo do ideal sugerem que a vaca pode estar recebendo menos proteína do que o necessário, ou que há um desequilíbrio energético que impede a utilização adequada da proteína ingerida. Isso pode resultar em uma produção de leite abaixo do potencial, comprometendo a rentabilidade do rebanho.</li>
</ul>
<h3>Como adequar os níveis de NUL?</h3>
<p>Para ajustar os níveis de NUL e manter a saúde das vacas e a eficiência da produção, é fundamental monitorar e ajustar a dieta das vacas:</p>
<ul>
<li><strong>Analise o teor de proteína bruta e a disponibilidade de energia</strong> na ração. Ajustes podem incluir o aumento da fibra efetiva, a inclusão de carboidratos fermentáveis ou a modulação do fornecimento de suplementos proteicos.</li>
<li>O equilíbrio proteína-energia <strong>é a relação entre proteína degradável no rúmen (PDR) e carboidratos fermentáveis</strong>, quando existe um aumento da disponibilidade de energia pode reduzir os níveis de NUL, diminuindo a utilização da proteína.</li>
<li><strong>Suplementos energéticos ou proteicos</strong> podem ser adicionados conforme necessário para corrigir deficiências. O uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aditivos-na-dieta-de-bezerras/">aditivos alimentares</a></strong>, como ionóforos, pode também melhorar a eficiência do uso da proteína.</li>
</ul>
<h2>Quais fatores impactam no NUL?</h2>
<ul>
<li><strong>Composição da dieta</strong>: a qualidade e o equilíbrio dos ingredientes da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/racao-peletizada-e-racao-farelada-voce-sabe-as-diferencas/">ração</a></strong> são fundamentais para determinar os níveis de NUL.</li>
<li><strong>Frequência e consistência da alimentação</strong>: vacas alimentadas de maneira irregular ou com variações na dieta podem apresentar flutuações nos níveis de NUL.</li>
<li><strong>Fatores ambientais</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong> e mudanças nas condições ambientais podem impactar o metabolismo das vacas, influenciando os níveis de NUL.</li>
<li><strong>Estado de saúde</strong>: problemas de saúde, como infecções e distúrbios metabólicos, podem alterar o metabolismo de proteínas e, consequentemente, os níveis de NUL.</li>
</ul>
<h2>Quando e com qual frequência devo avaliar o NUL?</h2>
<p>A avaliação dos níveis de NUL deve ser realizada regularmente, como parte de um programa de monitoramento nutricional e de saúde do rebanho.</p>
<p>Recomenda-se <strong>realizar testes mensais ou quinzenais</strong>, dependendo da necessidade de ajuste da dieta e da presença de problemas nutricionais ou produtivos.</p>
<p>Além disso, é importante realizar essas avaliações em diferentes fases da lactação para garantir que as vacas estejam recebendo a nutrição adequada em todas as etapas da produção.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O monitoramento do Nitrogênio Ureico no Leite é uma ferramenta valiosa para garantir que as vacas leiteiras recebam uma dieta equilibrada e eficiente.</p>
<p>Ajustar os níveis de NUL de acordo com os parâmetros ideais não só melhora a produtividade, mas também contribui para a saúde e longevidade do rebanho, garantindo a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade</a></strong> e rentabilidade da produção leiteira.</p>
<h2>Transforme indicadores nutricionais em mais leite e mais lucro</h2>
<p>O NUL é um indicador valioso para avaliar a eficiência da dieta e evitar desperdícios que comprometem a rentabilidade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a interpretar dados, ajustar estratégias nutricionais e integrar manejo e gestão para alcançar máxima eficiência e resultados consistentes no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-26486" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg" alt="Debora Potenciano - Equipe Leite" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/debora-potenciano-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/nitrogenio-ureico-no-leite/">Nitrogênio Ureico no Leite (NUL): Por que utilizá-lo como um indicador da eficiência nutricional?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/nitrogenio-ureico-no-leite/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Exigências nutricionais para bovinos jovens: conheça as principais</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-para-bovinos-jovens/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-para-bovinos-jovens/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Anderson Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2024 11:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[novilhas]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=28937</guid>

					<description><![CDATA[<p>No cenário atual da pecuária leiteira, é fundamental que sejam conhecidas as exigências nutricionais dos animais jovens para que as mesmas possam então ser atendidas. Isso se torna fundamental para o bem-estar, desenvolvimento e eficiência. Dentre as razões pelas quais se faz importante esse conhecimento, podemos citar o desempenho e crescimento adequado, a produção de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-para-bovinos-jovens/">Exigências nutricionais para bovinos jovens: conheça as principais</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">No cenário atual da pecuária leiteira, é fundamental que sejam conhecidas as exigências nutricionais dos animais jovens para que as mesmas possam então ser atendidas. Isso se torna fundamental para o bem-estar, desenvolvimento e eficiência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as razões pelas quais se faz importante esse conhecimento, podemos citar o desempenho e crescimento adequado, a produção de leite futura, saúde, eficiência reprodutiva e a economia e eficiência produtiva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir sobre as exigências nutricionais das bezerras leiteiras e das novilhas, ou seja, trazendo recomendações desde a fase inicial da vida da bezerra até o parto da novilha. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
region: "na1",
portalId: "5430441",
formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"
});
</script></p>
</div>
<h2>Bezerras leiteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A saúde e o crescimento das bezerras dependem de <a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" target="_blank" rel="noopener"><strong>fatores que interferem antes, durante e no período imediatamente após o parto</strong></a>. A criação de bezerras, principalmente </span><b>do nascimento ao desaleitamento</b><span style="font-weight: 400;">, representa o </span><b>principal período de atenção</b><span style="font-weight: 400;"> e exige boas práticas de manejo e muita atenção aos detalhes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener"><b>colostro</b></a><span style="font-weight: 400;">, que é o primeiro leite produzido pela vaca recém parida, é o primeiro e mais importante alimento que a bezerra recém-nascida necessita de ingerir. Ao nascer as bezerras não possuem proteção contra possíveis doenças, em razão dos anticorpos do sangue da mãe não cruzarem a barreira transplacentária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de conferir imunidade às bezerras, o colostro fornece nutrientes em razão de sua alta porcentagem de proteína e gordura (Tabela 1). As concentrações de minerais e vitaminas também são maiores, garantindo estoques adequados até que se estabeleça um consumo adequado de alimentos sólidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com os estudos, o corpo do animal recém-nascido possui poucas reservas de gordura, e a maior parte dos lipídeos é de origem estrutural e não pode ser mobilizada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As reservas de gordura corporal e glicogênio que podem ser mobilizadas se esgotam em </span><b>18 horas após o nascimento</b><span style="font-weight: 400;"> se os animais não forem alimentados, o que demonstra a importância da administração imediata do colostro aos animais.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28940 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-2.jpg" alt="Tabela com a composição do colostro e do leite do gado holandês" width="713" height="395" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-2.jpg 713w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-2-300x166.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-2-370x205.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-2-270x150.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-2-150x83.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 713px) 100vw, 713px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: Adaptado de Roy (1970) e Foley e Otterby (1978)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>quantidade de colostro</b><span style="font-weight: 400;"> a ser fornecida irá depender do peso corporal, devendo ser administrado um volume de </span><b>10% do peso corporal</b><span style="font-weight: 400;"> na primeira mamada em até 2 horas após o parto e a segunda colostragem um volume de </span><b>5% do peso corporal</b><span style="font-weight: 400;"> de 6 a 8 horas após a primeira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos aspectos críticos na nutrição dos bezerros é o fornecimento da <a href="https://rehagro.com.br/blog/dieta-liquida-de-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>dieta líquida</strong></a> e o desenvolvimento do <a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rúmen</strong></a>. Nos primeiros 3 a 5 dias de vida, a bezerra deve receber o </span><b>leite de transição</b><span style="font-weight: 400;">, o qual é descrito como o período entre a segunda até a sexta ordenha pós-parto, pois há um declínio gradual dos componentes nutricionais e bioativos após a primeira ordenha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O leite de transição possui grande importância para a saúde das bezerras por apresentar um perfil nutricional e imunológico superior ao leite integral (Tabela 2), apresentando concentrações consideráveis de gordura, proteínas, aminoácidos e compostos bioativos,</span><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">como os fatores de crescimento semelhante à insulina (IGF-I e IGF-II), insulina, lactoferrina, lisozima e lactoperoxidase</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os componentes bioativos e nutricionais presente no leite de transição podem beneficiar a saúde e o crescimento geral dos bezerros,</span><b> </b><span style="font-weight: 400;">pois o aumento no desenvolvimento do trato digestivo, particularmente o intestino delgado, permite uma melhor absorção de nutrientes e de outras moléculas bioativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, permitem</span><b> </b><span style="font-weight: 400;">aumento no desenvolvimento do intestino delgado e uma melhora subsequente na absorção de glicose</span><b>,</b><span style="font-weight: 400;"> que permitem que os bezerros superem a hipoglicemia e o balanço energético negativo, que é comum em bezerros recém-nascidos</span><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As imunoglobulinas presentes nesse leite, também desempenham papel importante, mesmo não sendo absorvidas devido ao fechamento dos enterócitos do intestino, auxiliam no impedimento de infecções causadas por vírus e bactérias locais.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28941 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-3.jpg" alt="Tabela com o perfil nutricional do leite conforme ordenhas no pós-parto" width="674" height="295" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-3.jpg 674w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-3-300x131.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-3-370x162.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-3-270x118.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-3-150x66.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 674px) 100vw, 674px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Tabela 2. Perfil nutricional do leite conforme as ordenhas pós-parto. Fonte: Adaptado de Blum e Hammon, 2000</span></p>
<h3>Trato Gastrointestinal, dieta líquida e sólida</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na </span><b>fase inicial</b><span style="font-weight: 400;"> de vida da bezerra o compartimento retículo-rúmen ainda não está desenvolvido, tornando o </span><b>abomaso</b><span style="font-weight: 400;"> o compartimento funcional para digestão, sendo dependente de enzimas digestivas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de um reflexo condicionado pelo estímulo da mamada, ocorre a contração dos tecidos formando a </span><b>goteira esofágica</b><span style="font-weight: 400;"> direcionando o leite diretamente da base do esôfago ao orifício retículo-omasal e ao abomaso. A ativação do reflexo da goteira esofágica é importante para evitar a entrada e a fermentação de leite no rúmen.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28942 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-1.jpg" alt="Ilustração do fluxo casual do leite em bovino jovem" width="513" height="436" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-1.jpg 513w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-1-300x255.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-1-370x314.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-1-270x229.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-1-353x300.jpg 353w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-1-150x127.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 513px) 100vw, 513px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fluxo casual do leite, demonstrando a goteira esofágica e o leite sendo direcionado para o abomaso. Fonte: Agros</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As recomendações de alimentação para </span><b>dietas líquidas</b><span style="font-weight: 400;"> são de 10 a 12% do peso corporal da bezerra com leite ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sucedâneo</strong></a>. Estima-se que, para atender o sistema imune, o animal apresente aumento de exigência nutricional de 20 a 40% da mantença, e que, na ausência de quantidades adequadas de energia e proteína, a imunidade celular, a produção de citocinas, o sistema complemento, a função fagocitária e as concentrações de anticorpos são diminuídos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro </span><b>alimento seco</b><span style="font-weight: 400;"> que uma bezerra consome deve ser uma </span><b>ração inicial</b><span style="font-weight: 400;"> que contém cereais e suplementos proteicos projetados para </span><b>desenvolver o rúmen</b><span style="font-weight: 400;"> da bezerra e fornecer uma fonte de nutrientes economicamente viável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo é <a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>desmamar as bezerras</strong></a> para redução dos custos com a alimentação, reduzir riscos de distúrbios digestivos e desenvolver o rúmen. Quando a bezerra estiver consumindo em torno de 1kg ou mais de ração inicial por dia, poderá ser desmamada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recomenda-se uma ração completa, contendo fibras, quando a forragem não é disponibilizada, para ocorrer o </span><b>desenvolvimento das papilas ruminais e da musculatura do rúmen.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um nutriente que se deve atentar na nutrição de bezerras é a proteína. Este componente da ração que deve estar entre </span><b>20 a 22% de proteína bruta</b><span style="font-weight: 400;"> para manter o crescimento pós desmama.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um bom concentrado para bezerros deve:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ser palatável;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ter níveis adequados de proteína 20% (sem ureia);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Nível de energia de 80% de NDT;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Valores de FDA 20% devem ser evitados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Valores de FDN utilizados de 15 a 25% (valores maiores podem ser utilizados quando a fonte de FDN vem de casca de soja, polpa de beterraba, caroço de algodão ou aveia);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Deve ser constituído de alimentos de boa qualidade, como milho, farelo de soja, farelo de algodão, leite em pó etc;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Deve ter textura grosseira e deve ainda apresentar níveis de vitaminas e minerais recomendados pelo NRC. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A nutrição na fase inicial da vida dos bezerros pode trazer efeitos a longo prazo na vida do animal, como melhora do desenvolvimento e funcionamento do sistema imunológico, aumento precoce do desenvolvimento mamário, alteração do funcionamento e desenvolvimento endócrino, maior deposição de tecidos magros e maior produção futura de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As bezerras devem ter </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><b>acesso a água</b></a><span style="font-weight: 400;"> para garantir a ingestão adequada de líquido, evitar desidratação e para estimular a ingestão de matéria seca da ração. A água deve ser fresca, limpa e </span><b>oferecida desde o primeiro dia de vida</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estudos demonstram que para um bom desempenho dos animais, as bezerras durante os primeiros </span><b>30 dias de vida devem duplicar o seu peso em relação ao peso de nascimento</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, após esta fase, deve-se atentar ao </span><b>ganho de peso</b><span style="font-weight: 400;"> dos animais para que este não ultrapasse 1kg por dia visto que isso pode aumentar a deposição de gordura na gandula mamária reduzindo a produção leiteira futura.</span></p>
<h2>Novilhas leiteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a fase de crescimento após o desaleitamento, a maioria dos problemas sanitários dos animais termina. Sendo assim, é necessário decidir a taxa ideal de crescimento e ganho de peso, além de organizar a melhor e mais econômica fonte alimentar de energia, proteínas, minerais e vitaminas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta categoria de animais, pode representar até </span><b>20% do custo de produção de leite</b><span style="font-weight: 400;">. A principal estratégia para reduzir este custo é por meio da redução da <a href="https://rehagro.com.br/blog/idade-ao-primeiro-parto-de-femeas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>idade ao primeiro parto</strong></a>, porém não deixando de avaliar os parâmetros de peso a primeira inseminação e peso ao primeiro parto junto deste número. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>criação de novilhas</strong></a> de reposição permite que o produtor maximize o ganho genético dentro do seu rebanho, substitua vacas de baixa produção, expanda o rebanho sem necessidade de compra de outros animais e possibilita ganhos econômicos com a venda de animais excedentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao se comparar as vacas de produção e bezerras em crescimento, as novilhas são fáceis de serem alimentadas, porém a dieta destes animais não deve ser negligenciada, uma vez que é responsável por uma significativa porcentagem do consumo de alimento da fazenda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira consideração em qualquer programa de alimentação de bovinos de leite é </span><b>determinar as necessidades corporais de mantença</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>crescimento</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>gestação</b><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>reprodução</b><span style="font-weight: 400;"> e produção de leite.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28943 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-5-1024x768.jpg" alt="" width="770" height="578" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-5-1024x768.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-5-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-5-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-5-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-5-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-5-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-5-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-5-150x113.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-5.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem de animais de recria de uma fazenda leiteira. Fonte: João Paulo Pereira</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para </span><b>novilhas em recria</b><span style="font-weight: 400;">, as exigências diárias em energia, proteína e minerais/vitaminas são baseadas nas </span><b>determinações de mantença e ganho de peso.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À medida que o peso vivo do animal se eleva, ocorrem mudanças nas composições corporais, tanto para proteínas, quanto para gorduras e minerais.  A dieta deve ser diferenciada para cada uma das fases, haja vista que os requerimentos nutricionais se alteram de acordo com a proximidade da maturidade sexual.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28944 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-4.jpg" alt="Tabela com as necessidades de nutrientes para bovinos jovens" width="606" height="702" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-4.jpg 606w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-4-259x300.jpg 259w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-4-370x429.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-4-270x313.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-4-150x174.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 606px) 100vw, 606px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Adaptado: NRC – Bovinos Leiteiros (2001)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os requerimentos nutricionais para a fase de crescimento variam de acordo com o desempenho esperado, genética e o ambiente de criação influenciam significativamente nessas recomendações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo de </span><b>Ganho de Peso Diário (GPD)</b><span style="font-weight: 400;"> a ser praticado nos diferentes lotes em crescimento deve ser orientado para que os animais alcancem os padrões definidos pelas raças nas diferentes idades. Tanto a </span><b>subalimentação</b><span style="font-weight: 400;"> como a </span><b>superalimentação</b><span style="font-weight: 400;"> dos animais em crescimento </span><b>são prejudiciais</b><span style="font-weight: 400;">, pois animais subalimentados tem atraso na idade de liberação para reprodução e consequentemente a idade ao primeiro parto e os superalimentados terão potencializada a ocorrência de problemas relativos ao primeiro parto, menor <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de concepção</strong></a> e deposição exagerada de gordura no úbere, ocasionando na redução proporcional de tecido mamário.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28945 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-6.jpg" alt="Gráfico relacionando a taxa de crescimento de novilhas e a performance reprodutiva" width="554" height="363" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-6.jpg 554w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-6-300x197.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-6-370x242.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-6-270x177.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/nutricao-gado-jovem-6-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 554px) 100vw, 554px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem demonstrando um gráfico relacionando a taxa de crescimento de novilhas e a performance reprodutiva. Fonte: Adaptado de Michel A. Wattiaux </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inclusão de dietas de </span><b>alta energia</b><span style="font-weight: 400;"> com </span><b>ingestão marginal de proteínas</b><span style="font-weight: 400;"> produzem novilhas com alto <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>escores de condição corporal (ECC)</strong></a>, com menor desenvolvimento da glândula mamária e menor produção de leite.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um momento crítico é a fase de </span><b>desenvolvimento pré-púbere</b><span style="font-weight: 400;">, de 4 a 10 meses de idade, quando a glândula mamária, os ductos secretores e as células do parênquima mamário se desenvolvem. Quando os níveis de nutrientes estão adequados e os escores de condição corporal estão dentro de faixas aceitáveis, o desenvolvimento mamário não será comprometido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De maneira geral, as </span><b>novilhas pré-púberes</b><span style="font-weight: 400;"> são alimentadas com </span><b>dietas de 40 a 80% de alimentos volumosos</b><span style="font-weight: 400;">. À medida que o animal cresce, a concentração energética e proteica da dieta diminui, enquanto a concentração da fração fibrosa (FDN e FDA) aumenta. Novilhas com mais de 13 meses de idade já possuem suficiente capacidade retículo ruminal para o aumento da inclusão de alimentos volumosos com alta FDN sem prejudicar a taxa de crescimento. </span></p>
<h3>ECC e maturidade sexual das novilhas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O ECC deve permanecer abaixo de 3 até que as novilhas sejam inseminadas. Estudos demonstraram que a </span><b>maturidade sexual de novilhas se apoia mais no peso corporal que na idade</b><span style="font-weight: 400;"> e pode ser manipulada pelo programa nutricional. Quando atingirem o tamanho adequado, devem ser inseminadas, pois a gestação é um período fixo que pode atrasar o retorno do investimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o parto, os animais devem possuir ECC de 3 a 3,25, que representa cerca de 85% do peso corporal adulto do rebanho. Essa avaliação de ECC e do ganho de peso dos animais nessa fase é importante, pois estudos já demonstraram que um ganho de peso elevado, ou seja, 45kg de peso e/ou 5 centímetros durante a primeira lactação pode contribuir para uma redução na produção de leite em 272kg. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, na medida que as novilhas ficam mais velhas, principalmente acima de 12 meses, há susceptibilidade de se ter escores de condição corporal acima de 3,25, elevando assim os riscos de problemas durante o período de transição. No período final da gestação, além de permitir um ganho de 0,68 a 0,73 kg de estrutura corporal verdadeira, a nutrição desses animais deve fornecer nutrientes que garantam a nutrição do feto em crescimento, o desenvolvimento da glândula mamária e a síntese de colostro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o último trimestre de gestação, os ganhos de tecido fetal e adjacente são responsáveis por 0,45 a 0,68 kg por dia de ganho de peso. Assim, a </span><b>novilha próxima do parto deve ganhar na balança mais de 1,15 kg de peso por dia</b><span style="font-weight: 400;">. Essas novilhas também precisam de microminerais e vitaminas adicionais para o feto em desenvolvimento, síntese de colostro, sistema imunológico e para minimizar distúrbios metabólicos.</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em suma, a atenção cuidadosa às exigências nutricionais do gado jovem, particularmente das bezerras leiteiras e novilhas, é essencial para garantir não apenas o </span><b>crescimento saudável</b><span style="font-weight: 400;">, mas também o </span><b>desempenho futuro do rebanho</b><span style="font-weight: 400;">. Desde o momento crítico do nascimento, onde o colostro desempenha um papel crucial na imunidade e nutrição, até a transição para dietas líquidas e sólidas, cada fase demanda estratégias específicas. O equilíbrio adequado de proteínas, gorduras, vitaminas e minerais, especialmente durante a fase inicial, não só impacta o desenvolvimento físico, mas também fortalece o sistema imunológico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atenção à transição para a dieta seca, visando o desenvolvimento do rúmen. É crucial, a escolha cuidadosa de alimentos e nutrientes, como proteínas, que são essenciais para o sucesso da criação. Além disso, a fase de novilhas, que representa uma parcela significativa dos custos de produção de leite, destaca a importância de uma alimentação adequada para evitar problemas de reprodução e garantir um retorno econômico eficiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>gestão nutricional</b><span style="font-weight: 400;"> não se limita apenas ao crescimento, mas também influencia a longo prazo, afetando o desenvolvimento mamário, a produção de leite e a saúde reprodutiva. O manejo criterioso das novilhas, incluindo a gestão do escore de condição corporal, impacta não apenas a maturidade sexual, mas também a produção futura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, investir na nutrição adequada desde as fases iniciais até a maturidade é essencial para assegurar a saúde, produtividade e sustentabilidade do rebanho leiteiro.</span></p>
<h2>Do bezerro ao adulto: nutrição que garante produtividade</h2>
<p>Atender às exigências nutricionais dos bovinos jovens é essencial para formar animais saudáveis, produtivos e rentáveis no futuro.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a planejar dietas e manejos que acompanham todas as fases da vida do animal, integrando nutrição, sanidade e gestão para maximizar resultados na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23108" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg" alt="Isis Freire - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/isis-freire-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-para-bovinos-jovens/">Exigências nutricionais para bovinos jovens: conheça as principais</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-para-bovinos-jovens/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Período de transição seca-águas: veja as principais estratégias para lidar com ele</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Dec 2022 15:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pastagem]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=16876</guid>

					<description><![CDATA[<p>Vários são os fatores responsáveis pela saúde econômica e pela rentabilidade de uma propriedade de gado de corte. Dentre esses fatores a produtividade e o desempenho dos animais têm uma importância significativa. Não basta, para uma fazenda, altas produtividades no período chuvoso do ano ou evitar que os animais percam peso ao longo das secas. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/">Período de transição seca-águas: veja as principais estratégias para lidar com ele</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vários são os fatores responsáveis pela saúde econômica e pela rentabilidade de uma propriedade de gado de corte. Dentre esses fatores a produtividade e o desempenho dos animais têm uma importância significativa.</p>
<p>Não basta, para uma fazenda, altas produtividades no período chuvoso do ano ou evitar que os animais percam peso ao longo das secas. É necessário que ao longo de todo o ano, o animal apresente um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">ganho médio diário (GMD)</a></strong> satisfatório.</p>
<p>Quando avaliamos uma propriedade de <strong>produção a pasto</strong> na grande maioria das fazendas do país, observamos uma variação do desempenho completamente dependente e correlacionada com a qualidade e a produção das forragens ao longo do ano.</p>
<p>Em épocas de maior pluviometria obtêm-se desempenhos mais expressivos e no período de estiagem, onde o desenvolvimento das pastagens tropicais na grande parte do país é diminuto, o ganho de peso dos animais é limitado ou até mesmo apresentam perda de peso.</p>
<p>Por esses motivos, estudos e alternativas de suplementação foram desenvolvidas ao longo dos anos <strong>com intuito de potencializar o desempenho dos animais no período das águas, e maximizar o desempenho no período das secas.</strong><span style="font-size: 10pt;"> </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
region: "na1",
portalId: "5430441",
formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
});
</script></p>
</div>
<h2>Estratégias para o período de transição seca-águas</h2>
<p>Existe uma série de estratégias bem estabelecidas utilizadas para a suplementação no período em que as forragens estão em plena produção e já são encontramos de forma bem difundida, estratégias de suplementação para o período em que a produção <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/" target="_blank" rel="noopener">forrageira</a></strong> é limitada.</p>
<p>Entretanto, <strong>existe um período ao longo do ano, conhecido como período de transição, onde as pastagens apresentam uma característica distinta justamente em transição entre o período das águas e das secas</strong>, que a suplementação também deve ser avaliada com critério para potencializar o desempenho dos animais ao longo do ano.</p>
<p>A estação do ano observada entre os meses mais quentes e chuvosos e os meses mais frios e secos é o outono. Traçar uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">estratégia de suplementação</a></strong> para essa estação é fundamental quando pensamos em atingir a máxima produtividade ao longo de todo o ano.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-estrategias-sucesso-transicao-seca-aguas?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-seca-aguas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39794 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png" alt="E-book Estratégias de sucesso para a transição seca-águas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Esse período conhecido com outono ou período de transição, <strong>reflete diretamente na qualidade das pastagens e é nítido e fácil observar com a diminuição das chuvas e a aproximação do inverno a mudança gradativa nas pastagens.</strong> A produtividade dos pastos diminui, as folhas começam a amarelar e a secar e em determinados casos observa-se a presença de sementes nas pastagens.</p>
<p>De maneira geral, há uma mudança no perfil das forrageiras, o que invariavelmente reflete no desempenho dos animais.</p>
<p>Com esse cenário de alteração e perda na qualidade das plantas e consequente diminuição no rendimento produtivo dos animais, se faz necessário uma estratégia de suplementação adequada e ajustada para esse período do ano.</p>
<p>O aumento da produtividade média dos animais ao longo do ano, deve ser alcançada considerando e avaliando todas as etapas e meses do período, inclusive o período de transição.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16885" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3.jpg" alt="Pastagem para gado " width="650" height="521" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3.jpg 761w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-300x240.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-370x297.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-270x216.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-740x593.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-150x120.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Foto: Paulo Eugênio, consultor técnico do Rehagro. </span></p>
<h2>Suplementação no período de transição seca-águas</h2>
<p>A medida em que os meses com menores índices pluviométricos avançam, o desempenho dos animais, em sentido contrário, diminui.</p>
<p>Com o passar dos meses e com a aproximação do período de estiagem, a tendência observada é de diminuição de desempenho independente da suplementação utilizada, entretanto, quando os animais continuam com suplementação apenas de mineral, por exemplo, a queda no desempenho é muito mais acentuada do que em animais suplementados com proteico (consumo de 3g por kg de peso vivo) ou proteico energético (consumo de 5g por kg de peso vivo).</p>
<p>Normalmente contemplado entre os meses de março, abril e maio, animais criados a pasto no período de transição suplementados “apenas” com mineral, apresentam desempenho até 50% menor do que animais suplementados com suplemento proteico.</p>
<p>Já animais suplementados com suplemento proteico energético <strong>apresentam desempenho 80% maiores</strong> do que animais também suplementados com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplemento mineral</a></strong>, apenas. Essa diferença apresentada entre o desempenho em diferentes estratégias, demonstra e reforça a importância de uma estratégia específica para o período de transição.</p>
<p>Independente das características climáticas da região onde a propriedade está localizada em determinado período do ano, essa tendência de piora nas pastagens e diminuição do desempenho vai ocorrer.</p>
<p>Em algumas regiões de forma menos evidente e por menor período, em outras regiões de forma mais marcante por longos períodos, esse “fenômeno” se repete por todo Brasil central, norte, nordeste.</p>
<p>Outro fator de grande importância para a tomada de decisão a respeito da estratégia suplementar a ser utilizada nesse período, além do desempenho, é o progresso que esses animais terão após o período de transição, qual caminho será seguido pelos animais após esses meses.</p>
<p>Animais que serão terminados seja no confinamento convencional, seja na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/" target="_blank" rel="noopener">terminação a pasto</a></strong>, serão beneficiados com a estratégia de suplementações mais arrojadas no período de transição.</p>
<p>A utilização do proteico energético ou do proteico de 3g por kg, por exemplo, fazem mais sentido quando pensamos que esses animais serão terminados na seca seguinte ao período de transição, preparando esses animais para engorda e melhorando os resultados produtivos finais após a engorda.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16888 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4.jpg" alt="Gado de corte se alimentando no cocho" width="499" height="395" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4.jpg 499w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-300x237.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-370x293.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-270x214.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-150x119.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Foto: Vinicius Costa, consultor técnico do Rehagro. </span></p>
<p>Em contrapartida, caso não esteja no planejamento das secas o fornecimento de uma suplementação visando a engorda dos animais ou o direcionamento desses animais para o cocho, a utilização do proteico no período de transição pode não se apresentar como uma boa estratégia. Quando utilizamos o 0,3%, por exemplo, no período de transição elevamos a exigência de mantença dos animais.</p>
<p>Se no período da seca seguinte ao período de transição esses animais não forem direcionados para engorda, todo o investimento realizado no período de transição será perdido com a queda de desempenho e até mesmo com a perda de peso dos animais no período das secas.</p>
<p>É de grande importância que a avaliação econômica seja realizada para a definição e a determinação das estratégias a serem utilizadas em cada um dos períodos do ano, inclusive no período de transição, entretanto, a avaliação do ganho médio diário, média do ano, deve ser avaliada de forma criteriosa, observando não somente o resultado do período, mas também cada uma das especificidades presentes em diferentes fases do ano.</p>
<p><strong>A gestão e o planejamento nutricional da fazenda devem contemplar de forma específica as estratégias de suplementação para o período de transição</strong>, garantindo então, bons desempenhos durante esse período, maximizando o desempenho dos animais na média anual.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16887" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5.jpg" alt="Gado de corte no pasto" width="650" height="446" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5.jpg 771w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-300x206.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-768x527.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-370x254.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-270x185.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-740x508.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Foto: Geraldo Barcellos, consultor técnico do Rehagro.</span></p>
<h2>Enfrente o período de transição com preparo técnico e mais lucratividade</h2>
<p data-start="277" data-end="530">A transição entre seca e águas é um dos momentos mais críticos do ano para quem trabalha com gado de corte. Nesse período, decisões bem embasadas em manejo, nutrição e planejamento podem evitar perdas de desempenho e garantir maior eficiência produtiva.</p>
<p data-start="532" data-end="861">Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</strong></a> do Rehagro, você aprende a tomar essas decisões com segurança. Com aulas 100% online, foco em aplicação prática e professores com experiência de campo, o curso prepara você para lidar com os desafios da pecuária em todas as estações, sempre com o olhar voltado para o resultado.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/">Período de transição seca-águas: veja as principais estratégias para lidar com ele</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como aumentar a produtividade na pecuária leiteira?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 13:15:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[lactação]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=16526</guid>

					<description><![CDATA[<p>A busca pelo aumento de produtividade na pecuária leiteira é constante. Uma gestão adequada, alinhada a boas produtividades, permite o aumento do lucro da fazenda e mais dinheiro no bolso do produtor. Mas como conseguir esse aumento de produtividade na atividade leiteira? Podemos citar duas formas principais: ou fornecemos condições para o rebanho produzir mais [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/">Como aumentar a produtividade na pecuária leiteira?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A busca pelo aumento de produtividade na pecuária leiteira é constante. Uma gestão adequada, alinhada a boas produtividades, permite o aumento do lucro da fazenda e mais dinheiro no bolso do produtor. <strong>Mas como conseguir esse aumento de produtividade na atividade leiteira?</strong></p>
<p>Podemos citar duas formas principais: ou fornecemos condições para o rebanho produzir mais leite e/ou colocamos mais vacas em lactação no rebanho.</p>
<p>Qualquer uma das duas possibilidades é válida para aumentar a produção diária de leite. No entanto, devem ser feitas sempre de forma estruturada e planejada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
region: "na1",
portalId: "5430441",
formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"
});
</script></p>
</div>
<h2>Como fazer com que as vacas produzam mais leite?</h2>
<p>Conforme comentado, <strong>umas das formas de aumentarmos a produtividade na pecuária leiteira é possibilitando que as vacas produzam mais leite. </strong></p>
<p>Mas como isso pode ser feito? Melhorias principalmente em genética, reprodução, nutrição, conforto e saúde são o caminho.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Genética</h3>
<p>Ter um programa de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/genomica-nas-fazendas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">melhoramento genético</a></strong> na propriedade é essencial. No entanto, devemos sempre ter em mente que os ganhos genéticos para aumento da produção de leite são vistos somente a longo prazo, devido a necessidade de esperar a próxima geração nascer e iniciar o ciclo produtivo.</p>
<p>Sendo otimista, os resultados aparecerão em torno de 2 anos e 10 meses após a concepção das vacas com uma genética superior. Isso porque teremos que esperar 9 meses de gestação das bezerras mais o desenvolvimento até a sua concepção e parto, estimando um bom indicador de idade ao primeiro parto de 24 meses.</p>
<p>Entretanto,<strong> a genética é uma ferramenta indispensável para qualquer propriedade que deseja aumentar sua produtividade</strong> e está atrelada a todos os pontos que serão discutidos aqui.</p>
<h3>Reprodução</h3>
<p>Outro aspecto que merece destaque no aumento da produção de leite é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">reprodução</a></strong>. Afinal, ela é um dos setores que compõem o coração da fazenda. Rebanhos que alcançam eficiência reprodutiva possuem maior produção de leite, tanto na média por vaca quanto no volume do tanque.</p>
<p>O fato de bons indicadores reprodutivos contribuírem na produção de leite está relacionado à redução do intervalo entre partos e consequente redução do DEL médio do rebanho. Um DEL médio de aproximadamente 160 dias, por exemplo, significa que grande parte das vacas está mais próxima do pico de lactação, que é quando os animais produzem mais leite.</p>
<p>Além disso, a eficiência alimentar é otimizada. Em outras palavras, as vacas são mais eficientes em converter comida em leite e isso contribui para o custo alimentar por litro de leite.</p>
<h3>Nutrição</h3>
<p>Já o efeito da nutrição na produção de leite é bem claro. Afinal, o leite “entra é pela boca”. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">Dietas</a></strong> <strong>bem formuladas conforme a exigência nutricional de cada categoria e manejos nutricionais alinhados, fazem toda a diferença. </strong></p>
<p>Se engana quem pensa que estes pontos devem ser tratados com cuidado e atenção somente para as vacas em lactação. Uma nutrição inadequada para vacas secas e vacas em pré-parto interfere diretamente no desempenho da lactação seguinte. Logo, a produtividade estará comprometida.</p>
<p>Não é raro encontrarmos propriedades que fornecem comida de baixa qualidade para vacas secas somente pelo fato de que elas não estão produzindo leite no momento.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Conforto</h3>
<p>O conforto é outro gargalo relacionado ao leite das vacas. E quando tratamos de conforto não estamos falando apenas do conforto térmico, que por via de regra é crucial.</p>
<p>O conforto deve ser abordado de forma mais ampla. Tanto nas instalações (espaço de cocho, <strong>conforto térmico</strong>, qualidade da cama, qualidade de piso, etc.) quanto no manejo (condução das vacas, <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>preparação tranquila para ordenha</strong></a>, estímulos adequados para ejeção do leite).</p>
<h3>Saúde</h3>
<p>A saúde do rebanho também é outro calcanhar de Aquiles para a produtividade dos animais. A vaca doente produz menos leite, independente da doença, seja ela de origem infecciosa, metabólica ou traumática.</p>
<p>Planejar programas de saúde e calendário sanitário para o rebanho conforme as características e indicadores da fazenda deve ser algo inegociável. A sanidade do rebanho contribui para a reprodução, qualidade do leite e, principalmente, produtividade dos animais.</p>
<h2>Aumento da capacidade de vacas em lactação</h2>
<p><strong>Aumentar a capacidade de vacas em lactação da fazenda também é outra forma de elevar a produtividade na pecuária leiteira.</strong> Se temos mais vacas dando leite, logo a produção de leite também será maior.</p>
<p>No entanto, é necessário que seja feito um estudo de diagnóstico prévio na propriedade para entender se há viabilidade e condições de aumentar a categoria de vacas em lactação.</p>
<p>Este diagnóstico da propriedade deve contemplar vários itens e setores.</p>
<ul>
<li>A fazenda terá espaço físico para comportar mais vacas? Se sim, qual o contingente máximo de animais que a fazenda consegue abrigar?</li>
<li>Será necessária a construção de novas instalações?</li>
<li>Alguma estrutura precisará ser ajustada ou adaptada?</li>
<li>A fazenda possui área agricultável disponível para produzir comida para os animais adicionais?</li>
<li>A mão de obra atual da propriedade conseguirá conduzir o operacional do rebanho ou será necessário contratar mais colaboradores?</li>
<li>Será necessário a compra de algum maquinário?</li>
</ul>
<p><strong>Note o quanto de <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-gestao-de-fazenda-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">planejamento</a> está por trás dessas decisões.</strong> Elas não podem ser tomadas do dia para a noite na realidade da fazenda. Até porque tudo que é feito às pressas e sem planejamento corre grande risco de não obter sucesso.</p>
<h2>Produtividade alta começa com decisões inteligentes</h2>
<p>Aumentar a produtividade na pecuária leiteira exige muito mais do que seguir dicas pontuais, é preciso unir manejo, nutrição, reprodução e gestão de forma estratégica.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende com especialistas que vivem o campo e aplicam métodos que já transformaram os resultados de produtores e consultores em todo o Brasil.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-14439" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/">Como aumentar a produtividade na pecuária leiteira?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dieta sólida para bezerras leiteiras: principais considerações</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 18:23:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[saúde ruminal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=16461</guid>

					<description><![CDATA[<p>A criação de animais com potencial produtivo para reposição, deve ser considerada como uma das principais atividades de propriedades leiteiras, afinal a bezerra de hoje é a vaca de amanhã. Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: o fornecimento de dieta sólida. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/">Dieta sólida para bezerras leiteiras: principais considerações</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A criação de animais com potencial produtivo para reposição, deve ser considerada como uma das principais atividades de propriedades leiteiras, afinal a bezerra de hoje é a vaca de amanhã.</p>
<p>Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: <strong>o fornecimento de dieta sólida.</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
region: "na1",
portalId: "5430441",
formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"
});
</script></p>
</div>
<h2>Fases da alimentação das bezerras leiteiras</h2>
<p>O manejo alimentar de bezerras tem início no fornecimento de <a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>colostro</strong></a> e termina com o processo de desaleitamento dos animais, período este que é importante para a manutenção do desempenho de animais recém desaleitados.</p>
<p>Ao nascimento, o trato digestivo dos animais já está formado, no entanto, o desenvolvimento do rúmen, retículo e abomaso ainda não está completo.</p>
<p>O desenvolvimento completo dos pré-estômagos pode ser dividido em três fases, de acordo com o uso dos nutrientes pelo trato digestivo.</p>
<ol>
<li><strong>Na primeira fase os animais são considerados pré-ruminantes</strong> e ingerem praticamente apenas o leite, a ingestão de alimentos sólidos é mínima.</li>
<li><strong>A segunda fase é chamada de transição, e dura até o desaleitamento</strong>. Nessa fase os animais aumentam a ingestão de alimentos sólidos e com isso a microbiota se multiplica rapidamente.</li>
<li><strong>A terceira fase se inicia no desaleitamento e perdura por toda vida</strong>, a alimentação é realizada apenas por alimentos sólidos. Nessa fase a energia é advinda da fermentação de carboidratos, das proteínas e dos lipídios, sendo que a proteína vem das bactérias e das fontes de proteínas não degradáveis no rúmen.</li>
</ol>
<p>É importante ressaltar que o desaleitamento no momento em que animal apresenta o rúmen parcialmente desenvolvido é essencial para que o desempenho após esse manejo não seja prejudicado.</p>
<p>O completo desenvolvimento do trato digestivo está diretamente relacionado com o consumo de alimentos concentrados ou volumosos, seus níveis de inclusão, bem como sua forma física.</p>
<p>Diante disso, a dieta sólida possui um importante papel no desenvolvimento dos pré-estômagos, bem como na garantia de bezerros desaleitados capazes de ingerir quantidades adequadas de alimentos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Os alimentos concentrados na dieta sólida</h2>
<p>Durante a fase de aleitamento é essencial estimular o consumo de concentrado. A ingestão de grãos eleva a produção de propionato e butirato, substâncias importantes para o desenvolvimento das papilas do rúmen.</p>
<p>Quando se fala em desaleitamento, é importante que as bezerras estejam consumindo cerca de 1,0 a 1,5 kg  de concentrado, visando reduzir o estresse nesse período.</p>
<p>Existem algumas práticas de manejo alimentar que podem favorecer o consumo dos concentrados desde a primeira semana de vida. Dentre elas, a oferta de concentrado em pequenas quantidades a partir do terceiro dia de vida e a redução da oferta de leite a partir de 30 dias, possuem uma boa taxa de sucesso.</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>A DISPONIBILIDADE DE ÁGUA É ESSENCIAL</strong>: Sem a oferta de água suficiente, as bactérias não crescem e se multiplicam, comprometendo o desenvolvimento ruminal. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">água limpa e fresca</a></strong> deve ser colocada à disposição dos bezerros desde o nascimento.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16463" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras.jpg" alt="Bezerro bebendo água" width="500" height="679" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras.jpg 736w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras-221x300.jpg 221w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras-370x503.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras-270x367.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras-150x204.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><strong>São normalmente utilizados os concentrados farelados, texturizados e peletizados</strong>, já que a forma física pode afetar a preferência e a palatabilidade.</p>
<p>Os alimentos com partículas menores são atacados rapidamente pelas bactérias, sendo então rapidamente digeridos e absorvidos. Já os concentrados de maior granulometria conseguem estimular a movimentação do rúmen, contribuindo para o desenvolvimento muscular do órgão, a salivação e a mastigação.</p>
<p>Em relação à composição dos concentrados para energia, pode-se destacar: o milho, o arroz, o trigo, a cevada, o sorgo e a aveia, como as principais fontes. Já em relação a proteína, a soja é a fonte mais utilizada, no entanto, outros alimentos como o farelo de algodão e a semente de linhaça também são consumidos.</p>
<p>A utilização de fontes de nitrogênio não proteico, como a ureia, não são recomendadas para bezerros até os três meses de vida.</p>
<p>A oferta de fibra é essencial para redução dos problemas digestivos como a acidose <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/" target="_blank" rel="noopener">ruminal</a></strong>. Dentre as fontes de fibra mais utilizadas para concentrados de bezerras destacam-se: casca de soja, casca de aveia e farelo de trigo.</p>
<h2>Os alimentos volumosos na dieta sólida</h2>
<p>Na literatura, algumas vantagens de oferecer <strong>forragem</strong> para bezerras têm sido descritas. São elas:</p>
<ul>
<li>Aumento do consumo de concentrado;</li>
<li>Estímulo ao desenvolvimento da camada muscular do rúmen;</li>
<li>Promoção de ruminação;</li>
<li>Manutenção da integridade da parede ruminal;</li>
<li>Redução de problemas comportamentais;</li>
<li>Aumento do Ph ruminal.</li>
</ul>
<p>Para tanto, a forragem deve ser ofertada visando o livre consumo dos animais, sendo eles os regulares da quantidade a ser ingerida.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em geral, as forragens ofertadas para as bezerras são leguminosas ou gramíneas, sendo que as leguminosas são mais degradadas quando comparadas às gramíneas e apresentam maior teor de amido e maior teor de matéria orgânica fermentável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, os animais que consomem uma dieta baseada em leguminosas apresentam um melhor desempenho quando comparados a animais que consomem gramíneas. As forragens ainda podem ser oferecidas como: pasto, feno, silagem ou silagem pré-secada.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O volumoso deve ser ofertado a partir da oitava semana de vida dos animais, desde que as bezerras tenham à sua disposição, concentrado inicial desde a segunda semana de idade.</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Como vimos, <strong>a introdução da dieta sólida para bezerras leiteiras é um processo importante para o sistema digestivo dos animais, possuindo impactos no futuro da fazenda</strong>.</p>
<p>O fornecimento de concentrado e volumoso, quando feito de maneira correta, promove o desenvolvimento dos animais e seu desaleitamento racional.</p>
<h2>Nutrição de qualidade desde o início para resultados duradouros</h2>
<p>A introdução e o manejo corretos da dieta sólida são decisivos para garantir o desenvolvimento saudável das bezerras e a produtividade futura das vacas.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a alinhar nutrição, manejo e gestão em todas as fases da produção, garantindo saúde, eficiência e rentabilidade para o rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-16051" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg" alt="Brisa Sevidanes" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/">Dieta sólida para bezerras leiteiras: principais considerações</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Suplementação mineral para bovinos de corte: veja a importância</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2022 12:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[macronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[micronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=15828</guid>

					<description><![CDATA[<p>A suplementação mineral dos bovinos de corte, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo. Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/">Suplementação mineral para bovinos de corte: veja a importância</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>suplementação mineral dos bovinos de corte</strong>, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo.</p>
<p>Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais seja potencializado quando se utiliza a estratégia suplementar mineral da forma adequada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
region: "na1",
portalId: "5430441",
formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
});
</script></p>
</div>
<h2>Importância da suplementação mineral</h2>
<p>Estudos e pesquisas relacionados à importância da suplementação mineral já são realizados há muitos anos e o que se observa de maneira geral, <strong>é a necessidade de que os animais sejam suplementados com uma quantidade ótima de minerais</strong> onde, nesse caso, é possível observar também o melhor desempenho (avaliando especificamente o quesito disponibilidade de mineral) possível desse animal.</p>
<p>Diferente de carboidratos e proteínas, por exemplo, onde modulamos a quantidade fornecida para os animais visando a potencialização do desempenho, nos minerais devemos fornecer as exigências que garantam um bom desempenho dos animais para cada fase da vida.</p>
<p>Cálcio e fósforo são os únicos que apresentam exigências para mantença e também exigências para ganho.</p>
<h3>Excesso e deficiência do consumo de minerais</h3>
<p>Existem outras possibilidades, além do consumo ótimo, que podem ser observadas quando avaliamos o consumo de minerais.</p>
<p>Por exemplo, a <strong>deficiência no consumo</strong>, ou seja, quando os animais consomem níveis inferiores à sua exigência, que quando discreta, <strong>pode levar a uma deficiência subclínica e, quando mais significativa, a uma deficiência clínica. </strong></p>
<p>O <strong>excesso no consumo dos minerais, </strong>por outro lado, também pode ser um problema. <strong>Pode levar a uma intoxicação subclínica ou até mesmo uma intoxicação clínica</strong> quando consumido em maiores quantidades, de acordo com as exigências de cada mineral. <span style="font-weight: 400;">Por isso é de extrema importância, o fornecimento e o consumo dos animais, apresentarem um ponto ótimo. </span></p>
<p>Os minerais exigidos hoje para bovinos de corte são 17 no total, divididos em dois grupos, <strong>os macro e os microminerais.</strong> É importante salientar que essa divisão não está relacionada ao tamanho da molécula de cada mineral, mas sim a quantidade em que estes minerais são encontrados nos tecidos corporais e consequentemente a quantidade que são exigidos.</p>
<p>Cada um dos minerais, seja macro ou micro, apresenta um papel importante para os ruminantes, principalmente nos quesitos: imunidade, desempenho, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/" target="_blank" rel="noopener">reprodução</a></strong> e produção de leite.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-estrategias-sucesso-transicao-seca-aguas?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-seca-aguas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39794 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png" alt="E-book Estratégias de sucesso para a transição seca-águas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Macrominerais</h2>
<ul>
<li>Cálcio (Ca);</li>
<li>Fósforo (P);</li>
<li>Cloro (Cl);</li>
<li>Magnésio (Mg);</li>
<li>Potássio (K);</li>
<li>Sódio (Na);</li>
<li>Enxofre (S).</li>
</ul>
<p>Esses minerais apresentam funções diversas no organismo, como por exemplo sendo <strong>componentes estruturais do esqueleto e outros tecidos corporais, transmissão de impulsos nervosos e pressão osmótica</strong>, dentre outras importantes funções.</p>
<h3>Cálcio</h3>
<p>O cálcio é de grande importância para a atividade muscular, coagulação sanguínea, estimulação da síntese de proteína muscular e, principalmente, exerce um papel fundamental na formação dos ossos e dos dentes.</p>
<h3>Fósforo</h3>
<p>O fósforo apresenta um papel importante como componente dos fosfolipídios das membranas celulares, sendo também um componente do ATP (molécula indispensável no processo de utilização de energia nas células), dentre outras funções.</p>
<p>Deficiências de cálcio e fósforo podem causar sérios prejuízos ao desempenho dos animais.</p>
<p>Uma das principais doenças consequentes dessas deficiências, é a hipocalcemia, também conhecida como febre do leite e apetite depravado (ocorrendo principalmente em regiões de solos pobres em P).Estudos relacionados reforçam ainda, grandes prejuízos relacionados à queda nos desempenhos reprodutivos de fêmeas com deficiência de fósforo.</p>
<p>Cálcio e fósforo atuam de forma concomitante na função óssea, por esse motivo a relação entre eles é importante fator de estudos e discussões, relação essa que pode ser de 1:1 até 7:1, desde que a exigência do fósforo seja atingida.</p>
<h3>Magnésio</h3>
<p>Cerca de 70% do magnésio no organismo dos ruminantes está presente no tecido ósseo. Esse importante mineral representa um papel determinante em mais de 300 enzimas no organismo.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/" target="_blank" rel="noopener">período de transição seca-águas</a></strong>, pode significar um desafio, pensando no aporte de Mg. Isso porque o broto da pastagem nova contém baixo magnésio e alta concentração de potássio e nitrogênio que diminuem a absorção de Mg no rúmen.</p>
<p>Uma forma prática de contornar esse desafio é a suplementação energética, que potencializa a utilização do N, além é claro da suplementação com o magnésio.</p>
<p>Dentre os efeitos da deficiência está o desenvolvimento da tetania das pastagens, causadora de incoordenação e convulsões.</p>
<h3>Potássio, sódio e cloro</h3>
<p>São responsáveis principalmente pelo controle ácido básico no organismo. Esses minerais não apresentam, comumente, deficiências que geram desafios ou doenças como os anteriormente apresentados.</p>
<p>Cloreto de sódio rico em Cl e Na, pode ser utilizado como modulador de consumo e o K apresenta uma condição especial onde a maioria das espécies forrageiras são ricas nesse mineral.</p>
<p>Algumas condições específicas, como animais em estresse causado pela desmama e animais confinados com dietas sem adição de forragem, podem apresentar um aumento na exigência de potássio.</p>
<h3>Enxofre</h3>
<p>Componente importante de aminoácidos ao contrário dos demais minerais citados, o desafio mais importante com relação ao enxofre está relacionado ao seu excesso, principalmente avaliando a óptica da crescente <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">utilização de coprodutos de destilaria de milho</a></strong>, ricos em enxofre.</p>
<p>É justamente esse excesso que pode causar uma doença que conhecemos como <strong>Poliencefalomalacia</strong>.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Microminerais</h2>
<ul>
<li>Cromo (Cr);</li>
<li>Cobalto (Co);</li>
<li>Cobre (Cu);</li>
<li>Ferro (Fe);</li>
<li>Iodo (I);</li>
<li>Manganês (Mn);</li>
<li>Molibdênio (Mo);</li>
<li>Níquel (Ni);</li>
<li>Selênio (Se);</li>
<li>Zinco (Zn).</li>
</ul>
<p>Os microminerais são <strong>componentes de enzimas e agem também como componentes em hormônios no sistema endócrino</strong>. Apresentam grande importância para a manutenção da saúde e, consequentemente, do desempenho dos animais.</p>
<h3>Cromo</h3>
<p>Existe uma clara necessidade de mais pesquisas relacionadas ao papel do cromo no organismo e principalmente da adequação das doses a serem suplementadas, mesmo já demonstrando sua importância para o sistema imunológico dos animais.</p>
<h3>Cobalto</h3>
<p>O cobalto apresenta importância relevante, tendo em vista a demanda de Co por parte dos microrganismos do rúmen no momento da síntese de vitamina B12.</p>
<p>Não existe uma exigência direta de cobalto por parte dos ruminantes, entretanto, existe uma exigência de vitamina B12, justificando então a importância na exigência do Co.</p>
<h3>Cobre</h3>
<p>O cobre é um constituinte de diversas enzimas no organismo e está diretamente relacionado ao metabolismo do Fe.</p>
<p>A anemia é uma das principais doenças causadas pela deficiência de Cu, apresentando também participação na garantia da integridade do sistema nervoso central e pigmentação dos pelos.</p>
<h3>Outros microminerais</h3>
<p>O ferro, por exemplo, é muito relevante nas funções do organismo e há uma boa disponibilidade desse mineral nas forragens.</p>
<p>O magnésio, essencial para reprodução, normalmente tem sua exigência atingida com consumo da forragem, por isso a avaliação da suplementação desse mineral é de grande valia, principalmente pensando em vacas para reprodução</p>
<p>O iodo controla a taxa metabólica fundamental para o anabolismo. O selênio atua como antioxidante e o zinco também é um mineral importante, sendo que sua deficiência pode levar a problemas de pele dos animais, principalmente dos mais jovens.</p>
<h2>A suplementação mineral em bovinos de corte</h2>
<p>A suplementação mineral, como já demonstrado acima, <strong>é muito valorosa e de grande impacto para os sistemas de produção</strong>. Para cada categoria e fase da vida animal, as exigências e necessidades por esses macro e microminerais vão variar e devem ser atentamente atendidas.</p>
<p>Além das características específicas do indivíduo que será suplementado por determinado mineral, outros fatores podem influenciar na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">estratégia de suplementação</a></strong>. Entre eles, estão as condições ambientais, (mais especificamente as condições do solo e consequentemente das pastagens) e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-especie-forrageira-para-a-sua-fazenda/">espécie forrageira</a></strong> utilizada, onde os animais são criados.</p>
<p>Devido ao difícil controle e monitoramento dessas características e condições, apenas a realização das análises não nos garantem o fornecimento dos minerais, mesmo que apresentados nas amostras.</p>
<p>Assim como as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/" target="_blank" rel="noopener">condições das pastagens</a></strong>, a qualidade e a composição da água disponibilizada aos animais, também representa um fator ambiental que irá impactar nos cuidados no momento de definir a suplementação dos animais.</p>
<h3>Como fornecer o suplemento de forma eficiente?</h3>
<p>Outro ponto que impacta na qualidade da suplementação mineral e representa <strong>uma grande parcela na eficiência de um programa de suplementação</strong>, é o fornecimento do suplemento.</p>
<p>Para se garantir uma suplementação mineral de sucesso é imprescindível que o fornecimento seja realizado de forma constante, ou seja, que não falte mineral no cocho dos animais.</p>
<p>O suplemento empedrado inibe e dificulta o consumo, sendo assim, sempre que possível é recomendado a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/">utilização de cochos</a></strong> cobertos em bom estado de conservação e com um bom dimensionamento, como altura de:</p>
<ul>
<li>50 – 60 cm do solo para fêmeas com bezerro ao pé;</li>
<li>70 – 80 cm para animais em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/">recria</a></strong> e um metro para animais em terminação, sempre com espaçamento adequado, mínimo 4 cm por cabeça.</li>
</ul>
<p>A localização do cocho nos piquetes também vai impactar no consumo do mineral, sendo recomendado que o cocho fique localizado próximo a fonte de água dos animais (não é um fator limitante para o consumo), principalmente em terrenos acidentados, propiciando então, condição para que todos os animais possam consumir o produto disponibilizado.</p>
<p>Até chegar ao cocho o suplemento passa por um grande processo desde sua fabricação, transporte, armazenamento dentro da propriedade e distribuição. Por isso, devemos inicialmente, adquirir um mineral de empresa idôneas, capazes de garantir a qualidade dos insumos utilizados na confecção do suplemento, bem como seu balanceamento correto, finalizando com transporte propício até a propriedade.</p>
<p>A partir do momento em que o suplemento se encontra na propriedade, a responsabilidade do armazenamento das sacarias deve ser muito bem estabelecida, garantindo assim os cuidados para que sejam armazenados em local fresco, abrigados de umidade e sol.</p>
<p>Muita atenção para a utilização de suplementos mais antigos, que normalmente ficam embaixo da pilha de sacaria, antes da utilização dos novos produtos recém-chegados à propriedade. De preferência, o ideal é não deixar os sacos com suplemento mineral em contato direto com solo e paredes.</p>
<p>Por fim, após a avaliação dos níveis de garantia e consequentemente, a escolha do produto de uma empresa idônea e reconhecida pela seriedade na produção dos suplementos, é recomendado um minucioso acompanhamento do consumo e do desempenho dos animais tratados com determinado suplemento.</p>
<h2>Eleve a produtividade em nutrição e pastagens na pecuária de corte!</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte</a></strong> foi desenvolvido para oferecer soluções práticas e eficazes para melhorar a qualidade da alimentação dos animais e a gestão das pastagens, contribuindo assim para um maior desempenho do rebanho.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com conteúdos atualizados e técnicas inovadoras, este curso fornece aos produtores as ferramentas necessárias para otimizar a nutrição dos bovinos, promover o uso sustentável das pastagens e alcançar melhores resultados na pecuária de corte. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/">Suplementação mineral para bovinos de corte: veja a importância</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Confinamento de gado de corte: quais são as principais rotinas?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 19:16:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=8422</guid>

					<description><![CDATA[<p>O aumento da densidade energética das dietas dos animais e o aumento da duração do período de confinamento tem como objetivo o melhor aproveitamento da carcaça, com abates de animais mais pesados e melhor acabados. No entanto, esses fatores exigem uma maior eficiência nos processos e rotinas presentes no confinamento, pois qualquer erro pode ser [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">Confinamento de gado de corte: quais são as principais rotinas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O aumento da densidade energética das dietas dos animais e o aumento da duração do período de confinamento tem como objetivo o melhor aproveitamento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/" target="_blank" rel="noopener">carcaça</a></strong>, com abates de animais mais pesados e melhor acabados.</p>
<p>No entanto, esses fatores exigem uma <strong>maior eficiência nos processos e rotinas presentes no confinamento</strong>, pois qualquer erro pode ser desastroso sob o ponto de vista econômico e do desempenho animal.</p>
<p>Mas afinal, quais são as principais rotinas em um confinamento que podem afetar o desempenho dos animais e o sucesso da operação? Conheça algumas delas a seguir!</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
  });
</script></p>
</div>
<h2>Frequência e horário do trato no confinamento do gado</h2>
<p><strong>Bovinos são animais que que gostam de rotina</strong> e qualquer alteração no padrão de fornecimento do trato, principalmente com a utilização de dietas com alta densidade energética, pode comprometer o desempenho dos animais por todo período de engorda.</p>
<p>Os ganhos em aumento da frequência de trato são visíveis quando elevamos de um para dois ou para três tratos por dia, entretanto, a partir de quatro tratos diários, o ganho adicional em se aumentar a frequência dos tratos é questionável e discutível.</p>
<p>Critérios operacionais devem ser levados em contas na tomada de decisão quanto ao número de tratos.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10867 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/frequencia-de-trato.jpg" alt="Trato de bovinos em confinamento" width="370" height="379" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/frequencia-de-trato.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/frequencia-de-trato-293x300.jpg 293w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/frequencia-de-trato-270x277.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal Geraldo Barcellos, Técnico Rehagro.</span></p>
<p>Em situações específicas de confinamento dos animais<strong> em períodos chuvosos</strong>, é possível que se tenha a <strong>necessidade de aumentar a frequência de tratos</strong>, em menores volumes ofertados por vez, pensando em minimizar o desperdício de dieta, ocasionados pela chuva.</p>
<p>Outro ponto importante que chama atenção é a necessidade de se manter uma padronização nos horários do trato, variações no horário de fornecimento podem ter impactos negativos para os animais. Animais famintos no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cocho</a></strong> aumentam os riscos de acidose ruminal, o que resulta em oscilações de consumo e menor desempenho.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Distribuição do trato</h2>
<p>Ainda relacionado ao trato, especificamente, está no controle da distribuição. Alguns confinamentos brasileiros, ainda utilizam uma estratégia popularmente conhecida como <strong>“bica corrida”</strong>, em que <strong>não é levantado com exatidão a quantidade de trato oferecida para cada curral. </strong></p>
<p>O problema desse tipo de distribuição é a falta de controle do consumo, o que pode gerar desperdício de ração ou até mesmo impactar no desempenho devido a falta de controle do total ofertado.</p>
<p>A outra forma de distribuição é a <strong>distribuição controlada</strong>, nesse caso, <strong>é levantado e anotado, quanto da dieta foi ofertada em cada curral em específico e em cada trato</strong>. Isso permite que o leitor de cocho consiga fazer a predição do consumo das próximas 24h a partir da leitura de cocho bem conduzida.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">nutrição</a></strong> representa o maior custo operacional em um confinamento, a avaliação e o controle da utilização dos recursos nutricionais é de extrema importância.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10868" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato.jpg" alt="Distribuição do trato para bovinos confinados" width="400" height="363" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato.jpg 579w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato-300x273.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato-370x336.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato-270x245.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/distribuicao-do-trato-330x300.jpg 330w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal Hugo Martins, Técnico Rehagro.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10869 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/alimento-mau-distribuido-no-cocho.jpg" alt="Alimento mal distribuído no cocho" width="370" height="494" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/alimento-mau-distribuido-no-cocho.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/alimento-mau-distribuido-no-cocho-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/alimento-mau-distribuido-no-cocho-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Má distribuição de alimento no cocho, aumentando o desperdício e reduzindo o espaçamento de cocho por indivíduo.  </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Foto de Dr. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da pecuária de corte do Rehagro. </span></p>
<p>Além do fornecimento controlado, da dieta no cocho, quantidade certa e específica para cada cocho, a distribuição dessa dieta nos cochos é muito importante.</p>
<p>A quantidade de alimento deve ser distribuída igualmente ao longo dos metros de cocho disponíveis para cada um dos currais.</p>
<p>Essa prática permite um acesso igual e democrático dos animais à dieta em horário semelhante, ajudando assim a padronização e o igual desenvolvimento dos animais de um determinado curral.</p>
<h2>Leitura de cocho</h2>
<p>Assim como controlar a distribuição do trato, <strong>avaliar e controlar a sobra dos cochos nos confinamentos é fundamental</strong>. O que se busca, de maneira resumida, é que o leitor estime o consumo das próximas 24h do animal através da avaliação do que sobrou nas últimas 24h.</p>
<p>Propriedades que realizam um controle preciso da sobra de cocho, são em suma, mais eficientes quanto a minimização do desperdício das dietas, menos incidência de distúrbios metabólicos, e consequentemente, maior desempenho.</p>
<p>A limpeza do cocho também se faz muito importante, e apesar de aparentar uma grande dificuldade, em confinamento com um excelente manejo de cocho, avaliando de maneira diária e corrigindo a oferta, a quantidade de sobras no dia-dia será mínima, o que facilita a limpeza.</p>
<p>A leitura de cocho pode ser feita de diversas maneiras através de notas dadas em horários pré-estabelecidos de acordo com a rotina do confinamento. Pode-se também estabelecer mais que uma leitura de cocho, o que auxilia a assertividade do consumo dos animais.</p>
<p>Além disso, no momento da leitura deve-se observar os animais e a higiene dos cochos, sendo que qualquer ação necessária deve ser notificada à equipe responsável pelo confinamento.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10870" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes.jpg" alt="Fezes dentro de cocho" width="400" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/cocho-com-fezes-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Cocho com fezes que impedirá o consumo do animal no local e devem ser removidas antes do próximo trato. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Foto de Dr. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da pecuária de corte do Rehagro. </span></p>
<h2>Avaliação escore de fezes</h2>
<p>Uma importante ferramenta para a avaliação dos animais confinados é a <strong>análise e a classificação média dos escores de fezes dos animais.</strong></p>
<p>Avaliar a característica das fezes permite a inferência em torno da qualidade e do consumo da dieta pelos animais.</p>
<p>Segue abaixo um exemplo de classificação de fezes, <strong>o que buscamos em um confinamento é um padrão de fezes médio como o da foto de número 3.</strong></p>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #000000;">Escore 5</span></h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10871 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-5.jpg" alt="Escore 5 de fezes bovinas" width="271" height="283" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Fonte: </span><span style="font-weight: 400;">Hutjens, 2008.</span></span></p>
<h3><span style="color: #000000;">Escore 4</span></h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10872 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-4.jpg" alt="Escore 4 de fezes bovinas" width="259" height="195" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-4.jpg 259w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-4-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Hutjens, 2008.</span></p>
<h3><span style="color: #000000;">Escore 3</span></h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10873 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-3.jpg" alt="Escore 3 de fezes bovinas" width="259" height="195" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-3.jpg 259w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-3-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Hutjens, 2008.</span></p>
<h3><span style="color: #000000;">Escore 2</span></h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10874 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-2.jpg" alt="Escore 2 de fezes bovinas" width="299" height="206" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-2.jpg 299w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-2-270x186.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Hutjens, 2008.</span></p>
<h3><span style="color: #000000;">Escore 1</span></h3>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10875 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-1.jpg" alt="Escore 1 de fezes bovinas" width="321" height="222" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-1.jpg 321w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-1-300x207.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/escore-fezes-1-270x187.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 321px) 100vw, 321px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Hutjens, 2008.</span></p>
<h2>Curva de consumo</h2>
<p>Acompanhar a curva de consumo, ou seja, a quantidade de alimento consumido por lote e por dia, é fundamental em um confinamento.</p>
<p>Somente acompanhando essa evolução é possível determinar se os animais estão realmente consumindo a quantidade de alimento programada. Sendo possível ainda avaliar a evolução dos animais quanto ao consumo, durante o passar dos dias de confinamento.</p>
<h3>Limpeza dos bebedouros</h3>
<p>A água é o primeiro e o mais barato ingrediente de uma dieta, além disso o consumo de água de qualidade é determinante para o consumo de matéria seca, sendo assim diretamente responsável pelo desempenho dos animais confinados.</p>
<p>Em média, bovinos confinados consomem entre 4 a 6 litros de água por quilo de matéria seca ingerida.</p>
<p>Além de proporcionar condições ótimas para o consumo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener">manter a qualidade da água evita diversos problemas sanitários</a></strong>. Bebedouros dentro de currais de confinamento devem ser limpos no mínimo três vezes por semana.</p>
<h3>Análise dos alimentos</h3>
<p>Após formular uma dieta precisa e bem estruturada para um confinamento, devemos garantir que essa dieta chegue, de fato, até os animais. Para isso, um dos fatores de grande importância é a avaliação dos alimentos utilizados na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/" target="_blank" rel="noopener">mistura da dieta</a>.</strong></p>
<p>A principal e mais simples das análises realizadas é a avaliação do teor de matéria seca (MS) dos alimentos.</p>
<p>A avaliação da matéria seca deve ser realizada pelo menos 3 vezes por semana no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">volumoso</a></strong>, uma vez por semana no grão úmido e pelo menos uma vez por semana na dieta total.</p>
<p>Essa avaliação permitirá também, ajustes na dieta, avaliação correta do consumo, otimização dos custos da dieta produzida.</p>
<p>Além da análise e avaliação da MS, o envio para análise bromatológica dos volumosos utilizados no confinamento, dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">coprodutos</a></strong> e dos farelos deve ser realizado de forma mensal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10876 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/avaliacao-da-materia-seca.jpg" alt="Realização de análise de matéria seca" width="293" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/avaliacao-da-materia-seca.jpg 293w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/avaliacao-da-materia-seca-270x276.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 293px) 100vw, 293px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal Geraldo Barcellos, Técnico Rehagro.</span></p>
<p>A análise da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra efetiva</a> </strong>dos volumosos e da dieta total também deve ser feita com frequência, inclusive no momento da colheita do volumoso que será ensilado. Para isso, podemos utilizar a peneira desenvolvida pela universidade de Penn State, nos Estados Unidos, objetivando obter 60-70% das partículas na peneira de 8mm.</p>
<p>A avaliação da granulometria do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">milho</a></strong> e de outros grãos utilizados, também deve ser uma rotina presente nos confinamentos, a avaliação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">moagem</a></strong> é importante e permite a correção de falhas que irão minimizar riscos de distúrbios metabólicos ou mesmo baixo aproveitamento de determinado insumo por parte dos animais.</p>
<p>A coleta dos alimentos deve ser feita por colaborador treinado, de maneira criteriosa e sistemática.</p>
<p>Essas análises permitem, dentre outros fatores já citados, calibrar a matriz de alimentos utilizados no confinamento e também ajustar a dieta, caso necessário.</p>
<h2>Ronda sanitária</h2>
<p>A <strong>ronda sanitária deve ser realizada diariamente no confinamento</strong>, a avaliação dos animais deve seguir um padrão e um critério preestabelecido.</p>
<p>Avaliar não somente se há alguma desordem física nos animais, lesões ou sinais de doença, acompanhar e avaliar o comportamento dos animais, é tão importante quanto a avaliação de sinais clínicos de alguma doença.</p>
<h2>Treinamento da mão de obra</h2>
<p>Todas as práticas propostas acima, serão possíveis, se e somente se, o time operacional do confinamento estiver alinhado e motivado para o objetivo.</p>
<p>Por esse motivo, é importante que além de um excelente trabalho com a gestão de pessoas, seja realizado treinamento periódicos e reciclagem desses treinamentos com os colaboradores, de acordo com a exigência das funções que cada um exerce.</p>
<h2>Controle de dados</h2>
<p>O sucesso da operação do confinamento passa impreterivelmente pela gestão dos dados desse confinamento.</p>
<p>Levantar dados é extremamente importante, desde dados zootécnicos aos dados relativos ao financeiro e econômico.</p>
<p>E os dados levantados devem ser, sempre, transformados em informações que de fato servirão para ajustes nas rotinas e aperfeiçoamento nos processos.</p>
<h2>Torne-se referência em nutrição na pecuária de corte</h2>
<p>Com a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte</strong></a>, você vai aprender na prática a formular dietas que garantem o desempenho dos animais e geram lucro para o produtor.</p>
<p>Além disso, será capaz de montar estratégias nutricionais completas, alinhadas à realidade e aos objetivos da fazenda. Torne-se um profissional completo, dominando técnica e gestão, ganhando destaque no mercado da sua região.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">Confinamento de gado de corte: quais são as principais rotinas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cetose bovina: o que é, principais causas, tratamento e como prevenir</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2022 17:57:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=14879</guid>

					<description><![CDATA[<p>A cetose bovina, também conhecida como cetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma doença metabólica que afeta animais de alta produção, especialmente as vacas leiteiras. O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais. Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">Cetose bovina: o que é, principais causas, tratamento e como prevenir</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>cetose bovina</strong>, também conhecida como cetonúria, hipoglicemia e acetonomia, é uma <strong>doença metabólica que afeta animais de alta produção</strong>, especialmente as vacas leiteiras.</p>
<p>O problema geralmente ocorre durante o período de transição, no qual a vaca passa por diversas mudanças metabólicas e hormonais.</p>
<p>Essa enfermidade causa grandes impactos na produtividade e na reprodução das fazendas, diminuindo consideravelmente a produção de leite. Além disso, há o aumento gradativo dos custos com sanidade.</p>
<p>Quer saber mais sobre essa doença? Leia o artigo abaixo e descubra as causas, os sintomas, o tratamento e a prevenção da cetose bovina!</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
region: "na1",
portalId: "5430441",
formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"
});
</script></p>
</div>
<h2>O que é cetose bovina?</h2>
<p>A cetose é uma das principais <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças metabólicas</strong></a> das vacas leiteiras e geralmente <strong>acomete animais de alta produção no pós-parto</strong>. Ela acontece quando há um excesso na produção e concentração de corpos cetônicos na corrente sanguínea devido a uma maior exigência energética para produção de leite.</p>
<p>A alta demanda por energia num momento de redução do consumo e escassez de glicose causa um desequilíbrio chamado <strong>balanço energético negativo</strong>.</p>
<p>Na <strong>cetose primária</strong> esse déficit ocorre majoritariamente durante o período de transição, no qual o animal passa de não lactante gestante para lactante não gestante, nesse momento mudanças drásticas ocorrem no seu metabolismo.</p>
<p>Já nos quadros de <strong>cetose secundária</strong>, como o próprio nome diz, essa queda acentuada do apetite ocorre secundária a outras enfermidades. A vaca então passa a mobilizar tecido adiposo a fim de obter uma fonte alternativa de energia e como consequência há o aumento dos níveis séricos de ácidos graxos não-esterificados (AGNE) no sangue.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-afeccoes-cascos-bovinos?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-cascos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39649 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png" alt="E-book Afecções de casco" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-afeccoes-casco-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os sintomas da cetose bovina?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A cetose pode se apresentar na <strong>forma clínica e na forma subclínica</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na <strong>cetose clínica</strong> há perda de </span><span style="font-weight: 400;">escore corporal, anorexia, prostração e queda na produção de leite. Além disso, fezes secas e odor de cetona no ar expirado, podem ser comumente observados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, o quadro clínico pode evoluir apresentando sinais nervosos como: tremores musculares, hiperexcitabilidade e incoordenação com ataxia dos membros posteriores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em casos de <strong>cetose subclínica</strong>, os níveis de corpos cetônicos no sangue e no leite estarão aumentados mesmo sem a apresentação da sintomatologia clínica. Nesse sentido, a concentração sérica igual ou superior a 1,2 mmol/L de beta hidroxibutirato já é um indicativo de cetose subclínica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cetose subclínica gera grandes <strong>impactos produtivos e econômicos</strong> na fazenda, essa doença contribui para redução da imunidade dos animais e provoca ainda, mudanças drásticas no perfil hormonal da vaca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses fatores podem ocasionar desde a redução de peso e da fertilidade dos animais, até enfermidades secundárias.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são as causas da cetose?</h2>
<p>O manejo nutricional é um ponto decisivo para ocorrência da enfermidade, a oferta de dietas desbalanceadas e manejos desalinhados podem favorecer a redução do consumo, contribuindo para o aparecimento da cetose. O estresse térmico e as condições ambientais também podem predispor a doença.</p>
<p>Além disso, outras afecções metabólicas durante o período de transição e não metabólicas, como <strong>problemas de casco</strong>, podem induzir a redução do consumo de alimentos, aumentando a predisposição do animal à cetose.</p>
<h2>Tratamento da cetose bovina</h2>
<p>O tratamento da forma clínica da doença é sintomático, dessa forma é importante reverter o quadro hipoglicêmico com a administração de glicose via endovenosa &#8211; a glicose via oral deve ser evitada, pois é rapidamente fermentada no rúmen, produzindo precursores cetogênicos, o que agravaria o problema.</p>
<p>Além disso, a realização de um monitoramento da cetose pode auxiliar no tratamento profilático dos quadros subclínicos, para isso basta mensurar os <strong>níveis de BHBA</strong> (beta- hidroxibutirato).</p>
<p>Esse monitoramento pode ser realizado em medidores apropriados para este fim, aplicando uma amostra de sangue coletada da cauda dos animais.</p>
<p>Nas situações de cetose leve ou moderada, devemos oferecer quantidades elevadas de energia , como o propileno glicol, visando evitar a mobilização de gordura nas vacas.</p>
<p>O uso de <em>drench</em> em vacas recém paridas pode ser uma boa opção, essa administração oral forçada de nutrientes (<em>drench</em>), minimiza a deficiência energética, reidrata o animal e estimula a fermentação ruminal.</p>
<h2>Prevenção da cetose bovina</h2>
<p>A prevenção da cetose se inicia antes da <a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>secagem dos animais</strong></a> com a implementação de um <strong>manejo nutricional adequado e balanceado</strong>.</p>
<p>Nesse sentido, o fornecimento de forragens de boa qualidade e o uso de concentrados com alta palatabilidade, auxiliam na ingestão de nutrientes e consequentemente reduzem o dispêndio de reservas corporais.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">implementação de aditivos alimentares</a></strong> como os ionóforos, principalmente a monensina sódica, aumentam a eficiência ruminal e se tornam uma alternativa na prevenção da doença. Além disso, vitaminas do complexo B, podem reduzir a mobilização de gordura corporal durante o início da lactação e assim diminuir o balanço energético negativo, prevenindo enfermidades metabólicas.</p>
<p>A administração de gordura protegida com sais de cálcio (sem comprometer a ingestão de fibras), pode maximizar a densidade de energia na matéria seca consumida, contribuindo para redução do quadro de balanço energético negativo.</p>
<p>O monitoramento do <strong>escore de condição corporal (ECC)</strong>, é uma boa ferramenta na avaliação da cobertura de gordura corporal da vaca, o ECC pode auxiliar na prevenção da enfermidade, servindo como termômetro do programa nutricional: <strong>o escore ótimo ao momento do parto é entre 3.0 – 3.50</strong>  (na escala que varia de 1-5).</p>
<p>Por fim, a <strong>promoção de um ambiente confortável</strong>, limpo e com temperatura amena também contribui para redução da incidência da doença na fazenda, afinal, vacas que não sofrem de estresse térmico durante o período seco possuem um  melhor uso da função hepática durante o início da lactação.</p>
<p>Prevenir é sempre a melhor opção, por isso lembre-se: o manejo nutricional balanceado é a chave para reduzir a ocorrência da cetose na sua fazenda.</p>
<h2>Da prevenção ao lucro: transforme a gestão da sua fazenda</h2>
<p>A cetose é um desafio silencioso que pode comprometer a saúde do rebanho e a rentabilidade da produção.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar precocemente problemas como esse, implementar estratégias de prevenção e integrar sanidade, nutrição, reprodução e gestão financeira para obter resultados reais no campo. É conhecimento prático e direcionado, para que cada decisão traga mais produtividade e lucro.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16051 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg" alt="Brisa Sevidanes" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">Cetose bovina: o que é, principais causas, tratamento e como prevenir</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Misturadores de ração: veja os principais tipos e garanta qualidade na mistura</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2022 16:10:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[misturadores]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=9458</guid>

					<description><![CDATA[<p>Desempenho aquém do esperado e aumento na incidência de desordens metabólicas, mesmo em dietas bem formuladas, são alguns dos problemas observados quando os animais conseguem selecionar e ingerir apenas alguns alimentos específicos da dieta, deixando outros de lado. E isso ocorre quando sua mistura não é realizada corretamente, o que pode ser evitado pelo uso [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/">Misturadores de ração: veja os principais tipos e garanta qualidade na mistura</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desempenho aquém do esperado e aumento na incidência de desordens metabólicas, mesmo em dietas bem formuladas, são alguns dos problemas observados quando os animais conseguem selecionar e ingerir apenas alguns alimentos específicos da dieta, deixando outros de lado.</p>
<p>E isso ocorre quando sua mistura não é realizada corretamente, o que pode ser evitado pelo uso dos <strong>misturadores de ração</strong>.</p>
<p>Existem diversos modelos e tipos de sistemas de mistura no mercado, cada um com sua especificidade.</p>
<p>Neste texto, você irá entender os <strong>benefícios e gargalos de cada um deles</strong>, bem como o passo a passo para garantir a qualidade da sua mistura, obtendo eficiência máxima no processo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
  });
</script></p>
</div>
<h2>A evolução nas dietas do gado de corte: tendências e transformações</h2>
<p>Ao longo das últimas décadas, o perfil das dietas utilizadas na produção de gado de corte no país alterou de maneira significativa. Essa alteração foi observada tanto em dietas de confinamento, quanto no perfil dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplementos utilizados para animais a pasto</a></strong>.</p>
<p>O desafio em busca do aumento da produtividade impulsiona técnicos e pecuaristas na utilização de dietas mais energéticas e “adensadas”. Dietas nesses padrões requerem, impreterivelmente, a utilização de maiores proporções de grãos, com diferentes tipos de processamento, e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">alimentos concentrados</a></strong>.</p>
<p>A inclusão de grãos na dieta de bovinos de corte no Brasil pode variar conforme o sistema de produção adotado e o objetivo da terminação dos animais. Em sistemas de confinamento ou semi-confinamento, a inclusão de grãos pode alcançar de <strong>60% a 80% da matéria seca</strong> total da dieta.</p>
<p>Em sistemas, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/">Terminação Intensiva a Pasto (TIP)</a></strong>, o uso de grãos na suplementação pode variar entre 20% e 40%, dependendo da qualidade do pasto disponível e da estratégia nutricional adotada.</p>
<p>Esses percentuais são ajustados de acordo com os custos dos insumos e as metas de ganho de peso desejadas, considerando também fatores como a época do ano e a disponibilidade de forragens.</p>
<p>Essa realidade implica em uma série de consequências, além dos esperados ganhos em desempenho, <strong>desafiar ruminantes a dietas ricas em energia acarreta desafios significativos</strong>, a utilização de aditivos, a necessidade de adaptação dos animais, os cuidados com a homogeneidade da dieta, dentre outros fatores que são fundamentais na mitigação dos riscos observados nessas dietas.</p>
<p>Por consequência dos processos evolutivos, bovinos são ruminantes com baixa capacidade de seleção dos alimentos, principalmente quando comparados a pequenos ruminantes como caprinos e ovinos.</p>
<p>Porém, na oferta de uma dieta com grande segregação de alimentos, é possível se observar a seleção e a predileção de certos alimentos por parte dos bovinos, possibilitando que animais, principalmente confinados, consumam maiores ou menores quantidades de grãos e alimentos concentrados do que o determinado no momento da formulação da dieta.</p>
<p>Esse fator transforma o risco de desordens metabólicas, como acidose e timpanismo, ainda mais evidente no caso de seleção por alimentos mais energéticos ou resulta em desempenho aquém do esperado quando os volumosos são selecionados pelo indivíduo.</p>
<p>Por isso é tão importante que se garanta durante o fornecimento de uma dieta total, <strong>uma perfeita mistura dos alimentos nas suas devidas proporções</strong>, onde os animais não consigam selecionar os alimentos, ingerindo partes precisas da dieta formulada.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-misturadores-qualidade-mistura?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-misturadores&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39637 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores.png" alt="E-book Misturadores de ração" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como garantir a qualidade da mistura?</h2>
<p>A homogeneidade da mistura é um fator importante também quando lembramos dos minerais e aditivos que são incluídos na dieta em menores proporções, sendo que <strong>qualquer falha na mistura pode resultar ingestão desbalanceada desses micronutrientes e, consequentemente, menor desempenho</strong>.</p>
<p>Uma sugestão prática é sempre checar se a dieta batida na fazenda está mais próxima possível da dieta formulada pelo nutricionista. Portanto, a precisão no carregamento é fundamental.</p>
<p>A experiência do operador conta muito para o resultado desse processo. Recomenda-se que a variação da dieta a campo e formulada não ultrapasse 10%, sendo que abaixo de 5% é que consideramos ideal.</p>
<h2>Quais são os tipos de misturadores de ração?</h2>
<p>A principal forma utilizada para se misturar uma dieta é pela utilização de<strong> misturadores</strong>. Existem diversos modelos de misturadores de ração e tipos de sistemas de mistura no mercado, cada um com sua especificidade, qualidade e deficiência:</p>
<ul>
<li><strong>Misturadores com roscas horizontais ou verticais;</strong></li>
<li><strong>Misturador com rotor;</strong></li>
<li><strong>Misturador por tombamento.</strong></li>
</ul>
<p>Podem ser estacionários, tracionados ou acoplados no chassi de caminhão.</p>
<p>Entender os benefícios e os gargalos de cada um desses tipos é fundamental para que a operação flua da melhor e mais eficiente forma possível. Portanto, assertividade na escolha do tipo de sistema de mistura para a realidade da fazenda é o ponto de partida para garantir a qualidade da mistura.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Misturador com rosca vertical (helicoide)</h3>
<p>Sua principal característica é sua <strong>capacidade de misturar volumosos</strong> com partículas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibras</a></strong> maiores, como por exemplo, o feno, em suma a robustez dos equipamentos desse tipo também se destacam.</p>
<p>Entretanto, para garantir uma mistura homogênea em vagões com rosca vertical, no geral, necessita-se de um maior tempo de mistura, cerca de <strong>8 a 10 minutos</strong>, o que proporciona maiores gastos com combustível e desgaste dos tratores ou consumo de energia.</p>
<p>Nesse tipo de misturador deve-se estar atento à presença de facas para repicagem. Estas facas reduzem o tamanho da partícula, portanto não é indicado para dietas de confinamento. Sua indicação é para fenos, recém secos e demais componentes secos que possuem fibras longas.</p>
<p>Há no mercado a opção com duas roscas verticais. Caso você opte por adicionar algum outro ingrediente que não seja volumoso e seja mais denso, atente-se para que ele seja adicionado ao misturador por último para melhor a homogeneidade da mistura.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11259" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-3.webp" alt="Misturador com rosca vertical" width="600" height="450" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-3.webp 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-3-300x225.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-3-370x278.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-3-270x203.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-3-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Parte interna do misturador com rosca vertical. Fonte: Dra. Andrea Mobiglia.  </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11260" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-4.webp" alt="Misturador helicoidal vertical" width="650" height="412" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-4.webp 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-4-300x190.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-4-370x235.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-4-270x171.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" />Mecanismos helicoidal vertical e facas de repicagem. Fonte: site da Siltomac. </span></p>
<h3>Misturador com rosca horizontal</h3>
<p>Em contraste com o misturador vertical, o misturador horizontal tem como <strong>característica melhores condições de misturar volumosos com partículas de fibra menores</strong>, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/por-que-usar-snaplage/" target="_blank" rel="noopener">silagem de milho</a></strong> ou capim. Sua maior eficiência na mistura permite que esses misturadores proporcionem misturas homogêneas com menores tempos de mistura.</p>
<p>Nesse modelo é possível adicionar ingredientes de menor inclusão, garantindo sua distribuição uniforme. Portanto, o misturador horizontal é indicado em dietas com inclusão de grãos, farelos e subprodutos, podendo ser encontrado no mercado sistemas com 3 ou 4 roscas.</p>
<p><strong>O tempo de mistura vai variar de 2 a 6 minutos</strong>, dependendo da capacidade do misturador e o tipo de dieta. Recomenda-se que o carregamento seja feito primeiro com os alimentos concentrados e depois com os alimentos volumosos.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11261 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-5.webp" alt="Misturador helicoidal horizontal" width="348" height="254" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-5.webp 348w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-5-300x219.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-5-270x197.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 348px) 100vw, 348px" />Misturador helicoidal horizontal de 3 roscas. Fonte: site da Siltomac. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11262 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-6.webp" alt="Misturador horizontal com 4 roscas" width="316" height="222" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-6.webp 316w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-6-300x211.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-6-270x190.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 316px) 100vw, 316px" />Demonstração de movimento das roscas em misturador horizontal de 4 roscas. Fonte: site da Kuhn do Brasil.</span></p>
<h3>Misturador por tombamento</h3>
<p>Esse misturador é <strong>indicado para ração de mistura total</strong>, podendo conter silagem, subproduto, grãos e núcleo. Seu mecanismo de mistura é feito por correntes e travessas, que evitam a deposição de ingrediente com maior densidade no fundo do equipamento.</p>
<p>Recomenda-se acrescentar o volumoso antes do concentrado nesse tipo de sistema, ou até mesmo carregar em “sanduíche”, caso haja 2 fontes de volumosos, por exemplo, bagaço de cana e silagem.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11263" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-7.webp" alt="Misturador por tombamento" width="650" height="461" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-7.webp 698w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-7-300x213.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-7-370x262.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-7-270x191.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" />Correntes e travessa de misturador com rotor tombamento. Fonte: site da Siltomac.</span></p>
<h3>Misturador com rotor central e rosca</h3>
<p>Esse modelo de misturador vem ganhando grande destaque dentre os diversos tipos de vagões, pois <strong>garante uma excelente qualidade de mistura com tempo reduzido de funcionamento</strong> mesmo quando comparado aos misturadores de rosca horizontal, além disso, permite-se incluir diferentes tamanhos de partículas de volumosos.</p>
<p>Esses misturadores contém a combinação de duas roscas sem fim e rotor central contendo pás. O mecanismo combinado desse último modelo citado permite melhor qualidade de mistura em rações com maior quantidade de concentrado e menor tempo de mistura.</p>
<p>Outra característica interessante é que esse tipo de mecanismo minimiza quebra de ingredientes peletizados ou floculados. O tempo de mistura deve ser a combinação da velocidade do rotor e tipo de dieta.</p>
<p>Uma recomendação prática de mistura é, em média, de 10-15 giros, com a velocidade de rotação (RPM) recomendado pelo fabricante, o que equivale aproximadamente <strong>3 a 6 minutos</strong>. Esse tempo deve ser checado para cada equipamento de acordo com o teste de qualidade de mistura da ração, que não deve variar de 5-10% comparado com a ração formulada.</p>
<p>A recomendação é que os ingredientes concentrados (grãos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">coprodutos</a></strong>, farelo e núcleo) sejam carregados antes do volumoso, sendo do mais denso para o menos denso.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11264 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-8.webp" alt="Misturador com rotor central" width="260" height="347" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-8.webp 260w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/01/misturadores-8-225x300.webp 225w" sizes="auto, (max-width: 260px) 100vw, 260px" />Misturador com duas roscas sem fim e rotor central contendo pás. </span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal da Dra. Andrea Mobiglia. </span></p>
<h3>Misturadores e caixas estacionárias</h3>
<p>Independente de qual desses tipos de vagões &#8211; eles podem ser estáticos ou não &#8211; <strong>operações de maior porte que necessitam misturar grandes quantidades de ração</strong>, podem utilizar um misturador estacionário assessorados por um vagão apenas distribuidor ou caixas estacionárias de pré-carregamento assessorado por um misturador para reduzir o tempo do ciclo de alimentação.</p>
<p>Em confinamento acima de 15 mil cabeças, esse tipo de sistema otimiza a quantidade de equipamento distribuidor, combustível e funcionários. Vale a pena colocar essa conta na ponta do lápis.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10956 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/misturadores-9.jpg" alt="Caixa estacionária" width="252" height="336" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/misturadores-9.jpg 252w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/misturadores-9-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 252px) 100vw, 252px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Caixa estática pré-mistura. Fonte: Arquivo pessoal da Dra.Andrea Mobiglia. </span></p>
<p>Uma análise interessante foi feita em 15 confinamentos comparando os dois sistemas: carregamento direto no misturador acoplado a um caminhão (método tradicional) e o uso de caixas estacionárias para pré-carregamento antes de serem tombadas no caminhão misturador.</p>
<p>Essa análise mostrou que a variação de carregamento em peso absoluto foi menor com o uso de caixas estacionárias.</p>
<p>Essa diferença, possivelmente, pode ser explicada pela otimização da mão de obra e do tempo no carregamento e descarregamento, que possibilita os funcionários serem mais precisos na quantidade de ingrediente na hora do carregamento, sem ter outro funcionário aguardando ou ele mesmo fazendo as duas operações.</p>
<p>A precisão no carregamento além de acarretar melhor qualidade da batida, minimiza desperdícios de ingredientes.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10957" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/misturadores-10.jpg" alt="Caixa estacionária e carregamento direto" width="650" height="405" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/misturadores-10.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/misturadores-10-300x187.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/misturadores-10-370x231.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/misturadores-10-270x168.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Variação absoluta de carregamento, em quilograma, entre o uso de caixa estacionária e carregamento direto no misturador acoplado ao caminhão. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Dados não publicados do arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.</span></p>
<h2>Importância da escolha adequada do misturador de ração</h2>
<p>Escolher o misturador que melhor se adeque à realidade e características específicas de cada operação é fundamental, <strong>evitando desperdícios e ineficiência</strong>. Além disso, outros fatores devem ser levados em consideração para se garantir uma mistura de qualidade e uma dieta homogênea.</p>
<p>Todos os equipamentos possuem a versão com balança, o que se torna a opção mais interessante para monitorar a operação, carregamento e descarregamento controlado e o consumo dos animais.</p>
<p>Falhas na pesagem do ingrediente e maiores fornecimentos de determinado ingrediente da ração por si só já são causas para dietas desbalanceadas, por isso sempre estar atento no momento do carregamento e sempre conferir e aferir a precisão da balança, que pode ser feito 1 a 2 vezes no ano.</p>
<p>Além disso, a distribuição programada, com balança no equipamento distribuidor, torna-se essencial para o controle do consumo dos animais, principalmente quando o tema é <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/" target="_blank" rel="noopener">confinamento</a></strong>.</p>
<h3>Capacidade do equipamento</h3>
<p>A sobrecarga dos equipamentos destinados a misturas da dieta, pode e vai interferir na qualidade da mistura, respeitar as especificações do fabricante de cada vagão é uma premissa importante, pois a sobrecarga impede que as partículas dos alimentos se misturem. Volumosos ocupam mais espaço, portanto, fique atento à capacidade cúbica, ao invés de checar apenas a capacidade em peso.</p>
<p>Entre dois tratos e, consequentemente, duas cargas do vagão, pode sobrar ração dentro do equipamento. Essa sobra, normalmente, pode interferir no momento do fornecimento do trato seguinte e alteração da composição da dieta do próximo trato.</p>
<p>Nesse caso, devemos cuidar para que essa sobra não seja acrescentada em dietas de adaptação, por exemplo, o que resultaria uma dieta mais energética, possivelmente, resultando em distúrbios metabólicos nos animais não adaptados.</p>
<h2>Manutenção do misturador e componentes</h2>
<p>Defeitos mecânicos e ausência ou ineficiência de algum componente do vagão também podem ocorrer e prejudicar o trabalho. Por exemplo, o desgaste das facas do vagão, por exemplo, irá comprometer a eficiência da mistura, no caso de fardos de fenos em misturadores verticais.</p>
<p>Por outro lado, se essas facas forem utilizadas em dietas de terminação contendo volumoso, poderá reduzir o tamanho de fibra além do exigido para manter a saúde ruminal, resultando em problemas metabólicos.</p>
<p>O atraso de tratos devido problemas mecânicos, consumo maior de combustível, ineficiência de mistura por desgaste de componentes, entre outros podem ser evitados através de manutenção periódica aos equipamentos e seus componentes.</p>
<p>Esteja sempre em dia com a manutenção do equipamento, e atento às exigências e recomendações dos fabricantes.</p>
<h2>Tempo de mistura</h2>
<p>O tempo em que os alimentos permanecem no vagão para misturar <strong>é crucial para o estado final da dieta</strong>. O tempo de mistura ideal varia de acordo com o equipamento utilizado, capacidade, marca do misturador e principalmente de acordo com o tipo de ingredientes utilizados, <strong>variando entre 3 e até 15 minutos</strong>.</p>
<p>Ao contrário do que muitos pensam, o tempo excedido de mistura da ração segrega as partículas “desmisturando” a dieta em vez de misturar, por isso devemos manter o tempo ideal.</p>
<p>Um teste fácil de realizar a campo é fixar um tempo de mistura, de acordo com a recomendação do tipo de misturador, e coletar amostras para enviar para laboratório como descreveremos mais adiante. Preconizamos que essa variação não deve ser maior que 10% entre amostras, sendo menor que 5% considerado com variação ideal. Lembre-se também de compará-la com a dieta formulada!</p>
<h3>Dica rápida para ajuste de tempo de mistura</h3>
<p>Para ajustar o tempo de mistura e ordem de carregamento, faça a amostragem da dieta como descrito no item “6 passos para mensurar a qualidade da mistura”, mas antes de enviar para laboratório, passe uma amostra na peneira <i><span style="font-weight: 400;">Penn State</span></i><span style="font-weight: 400;"> e cheque se a distribuição de fibras está uniforme para o início, meio e fim do descarregamento.</span></p>
<p>Fixado o tempo ideal, amostre seguindo os passos recomendados e envie o laboratório de sua confiança para uma análise mais precisa. Lembre-se que o uso da distribuição de fibra é apenas um norteamento para o ajuste, mas as chances de erros são bem maiores do que as análises químicas. Uma dieta desbalanceada pode representar resultados aquém do esperado.</p>
<h2>6 passos para mensurar a qualidade da mistura</h2>
<p>A amostra que será enviada para laboratório deve representar a batida, e a forma como fazemos isso impacta diretamente nos resultados. O passo a passo abaixo pode ser conduzido de forma simples e bastante eficiente.</p>
<ol>
<li>Após a batida, selecione 3 cochos para serem amostrados, sendo o primeiro cocho, um cocho intermediário, e o último cocho do descarregamento.</li>
<li>Assim, que a ração for distribuída, caminhe na frente do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cocho</a></strong> coletando amostras, utilizando um equipamento em forma de concha ou a própria mão fazendo formato de concha. Faça a coleta antes dos animais terem acesso à comida para evitar seleção e contaminação pela saliva do animal.</li>
<li>Colete 1 amostra (mão cheia) a cada 5-10 metros, dependendo do tamanho do cocho, e coloque-as em um balde limpo. Alterne coletas no fundo, no meio e no topo da pilha de alimento, evitando pegar ração que tenha sobrado do dia anterior. Garanta de 5 a 10 amostras por cocho.</li>
<li>Após terminar a coleta no primeiro cocho, misture bem o conteúdo do balde, vire o balde em uma superfície limpa e reparta a amostra em 4 partes. Selecione 1 parte e repita a repartição. Faça esse procedimento até obter uma amostra de 200-500 gramas.</li>
<li>Coloque a amostra em um saco e lacre, identificando a amostra com o tipo de ração, batida e data da coleta. Envie para laboratório em até 24 horas para análise de algum componente da dieta de baixa inclusão, como por exemplo, zinco, ionóforo, cálcio. Pode-se analisar o teor de proteína, mas nesse caso a precisão será menor.</li>
<li>Faça o mesmo procedimento com os outros dois cochos. Quando você receber os resultados, compare o percentual de variação entre as 3 amostras da mesma batida.</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"> <img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10958 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/misturadores-11.jpg" alt="Coleta de amostra de alimento" width="227" height="208" /></span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Demonstração da posição da mão durante a coleta de amostra para evitar perder partículas de alimento, obtendo amostras mais representativas. Fonte: Arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia. </span></p>
<h2>Dicas rápidas para evitar erros</h2>
<p>Seguindo as etapas citadas, é possível atingir a máxima eficiência do nosso sistema em proporcionar uma dieta homogênea, mais próxima possível da formulada e por consequência, desempenho animal esperado.</p>
<p>Deixamos aqui algumas dicas rápidas para evitar erros e desperdícios:</p>
<ul>
<li>Lembre-se que ração com maior quantidade de volumoso exige maior capacidade do vagão;</li>
<li>Selecionar o misturador ideal depende de vários fatores, avalie os prós e contras e acordo com sua necessidade e condições de investimento;</li>
<li>O número de cabeças alimentadas e o operacional de cada fazenda irá determinar o tamanho do misturador e o número de carregamentos;</li>
<li>Faça um teste para cada tipo de ração para determinar o tempo de mistura ideal. Rações com maior quantidade de volumosos tendem a requerer mais tempo de mistura;</li>
<li>Treine seus colaboradores para melhor eficiência da operação, uso adequado dos equipamentos e, principalmente, para padrões de segurança.</li>
</ul>
<p>A qualidade da mistura é um entre muitos pontos de atenção necessários para alcançarmos alta eficiência na nutrição, que pode representar mais de 70% dos custos de produção na pecuária de corte.</p>
<p>Para o pecuarista que deseja <strong>aumentar sua margem de lucro</strong>, mas não sabe por onde começar, planejar melhor a estratégia nutricional do rebanho pode ser um ótimo caminho.</p>
<h2>Torne-se referência em nutrição na pecuária de corte!</h2>
<p>Com a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte</strong></a>, você vai aprender na prática a formular dietas que garantem o desempenho dos animais e geram lucro para o produtor.</p>
<p>Além disso, será capaz de montar estratégias nutricionais completas, alinhadas à realidade e aos objetivos da fazenda. Torne-se um profissional completo, dominando técnica e gestão, ganhando destaque no mercado da sua região.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16050 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-300x96.jpg" alt="Andrea Mobiglia" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/">Misturadores de ração: veja os principais tipos e garanta qualidade na mistura</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alimentos volumosos para bovinos: saiba quais são e como utilizar no confinamento?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Apr 2022 17:00:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=7336</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma das principais maneiras de intensificar o sistema de produção de carne é com a utilização do confinamento, principalmente quando o objetivo é a terminação dos animais para abate. Além dos custos com instalações e com os próprios animais, a alimentação representa uma das parcelas mais significativas dos custos em um sistema de confinamento. A utilização [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/">Alimentos volumosos para bovinos: saiba quais são e como utilizar no confinamento?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das principais maneiras de intensificar o sistema de produção de carne é com a utilização do confinamento, principalmente quando o objetivo é a terminação dos animais para abate.</p>
<p>Além dos custos com instalações e com os próprios animais, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">alimentação</a></strong> representa uma das parcelas mais significativas dos custos em um sistema de confinamento.</p>
<p>A utilização de insumos de qualidade, <strong>concentrados e volumosos</strong>, é fundamental para o sucesso da atividade. Dessa forma, nutricionistas buscam, a cada dia, dietas mais energéticas, principalmente com a utilização de grãos com o objetivo de adensar a dieta.</p>
<p>Entretanto, <strong>alimentos volumosos exercem um papel importante</strong> nesse contexto e podem determinar a qualidade de uma dieta.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
  });
</script></p>
</div>
<h2>Por que usar alimentos volumosos na alimentação dos bovinos?</h2>
<p>O principal objetivo da utilização de alimentos volumosos em uma dieta de confinamento, é fornecer aos animais <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra fisicamente efetiva</a></strong> que irá, resumidamente, estimular a mastigação, ruminação, salivação e a motilidade ruminal, mantendo o rúmen saudável.</p>
<p>Contudo, alguns alimentos volumosos podem fornecer bons níveis de nutrientes, tornando-se alimentos completos e de grande importância para o sistema.</p>
<p>A eficiência na produção e/ou compra de volumosos para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamento</a></strong> pode determinar o sucesso da operação, além de custos competitivos, a qualidade do volumoso pode ser o diferencial dentro de um sistema de engorda de animais confinados.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Afinal, qual volumoso devemos utilizar?</h2>
<p>As opções de volumosos são diversas:</p>
<ul>
<li>Silagem de milho;</li>
<li>Bagaço de cana;</li>
<li>Silagem de capim;</li>
<li>Capulho de algodão;</li>
<li>Feno.</li>
</ul>
<p>O processo de escolha entre eles deve ser criterioso, levando em consideração fatores como custo, disponibilidade de compra, capacidade de produção, condições de armazenamento e valores nutricionais.</p>
<h3>Silagem de milho</h3>
<p><strong>A silagem de milho, entre os volumosos, é o mais tradicional alimento utilizado em confinamentos do Brasil</strong>. É um volumoso de qualidade ímpar, sendo uma excelente fonte energética, entre outras características.</p>
<p>Alguns pecuaristas adquirem a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/por-que-usar-snaplage/">silagem de milho</a></strong> de outros produtores, no entanto, a produção na própria propriedade, em geral, representa menores custos finais.</p>
<p>Todavia, o processo de produção e ensilagem demanda uma série de cuidados que irão impactar na classificação do alimento em um alimento de excelente qualidade.</p>
<p>Dentre os cuidados mais impactantes no processo de plantio, colheita e ensilagem do milho, estão:</p>
<ul>
<li>Correção e adubação do solo;</li>
<li>Época do plantio (sempre associada às características climáticas de cada região);</li>
<li>Escolha da variedade do híbrido a ser utilizada;</li>
<li>Época ideal para colheita (associada às características climáticas e principalmente às características do milho na colheita);</li>
<li>Porcentagem de matéria seca (%MS) da planta no momento da colheita (ideal: entre 32 a 38%);</li>
<li>Altura do corte;</li>
<li>Tamanho da partícula (ideal: entre 6 a 15 mm);</li>
<li>Quebra dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">grãos de milho</a></strong>;</li>
<li>Boa compactação do material colhido;</li>
<li>Vedação adequada, com a lona adequada;</li>
<li>Bom manejo de retirada do material ensilado para carregar o vagão.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10974" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-2.jpg" alt="Tabela nutricional da silagem de milho" width="600" height="422" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-2.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-2-300x211.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-2-370x261.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-2-270x190.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Tabela com exemplos dos níveis nutricionais da silagem de milho. Fonte: 3RLab.</span></p>
<p>Dentre os fatores que podem dificultar a utilização da silagem de milho, estão:</p>
<ol>
<li>Custo de produção;</li>
<li>Necessidade de área e infraestrutura logística para plantio (maquinário e silo, por exemplo).</li>
</ol>
<p>A inclusão na dieta desse alimento volumoso depende dos objetivos de ganho esperado para os animais. A diminuição das porcentagens de silagem de milho na dieta estão ligadas ao aumento dos níveis de energia e ganho esperado.</p>
<p>Todavia, recomenda-se que, em situações de manejo ajustado, <strong>as dietas tenham um mínimo de 15% de FDN</strong>, que poderá ser obtida com a inclusão da silagem de milho.</p>
<p>Portanto, a produção de silagem de milho requer investimentos, mas se apresenta como uma das melhores opções de volumosos para utilização em confinamentos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Bagaço de cana-de-açúcar</h3>
<p>Com o aumento da densidade das dietas de terminação, o bagaço de cana-de-açúcar passou a ser ainda mais utilizado nas dietas por confinadores. <strong>O principal motivador da utilização do bagaço, se deve ao grande potencial de efetividade da fibra desse insumo.</strong></p>
<p>O bagaço de cana é um coproduto das indústrias de açúcar e álcool, onde a grande maioria de seus nutrientes é retirada para a obtenção desses produtos. Dessa forma, ele se torna um insumo rico em fibra fisicamente efetiva, mas pobre em nutrientes importantes, como energia e proteína.</p>
<p>Assim, sua inclusão é normalmente realizada com o mínimo necessário para atingir os níveis desejáveis de fibra fisicamente efetiva na dieta.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10975" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3.jpg" alt="Bagaço de cana sendo armazendo" width="600" height="450" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-3-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Bagaço de cana armazenado ao ar livre e sendo amostrado para monitorar o teor de matéria seca. <span style="text-align: center;">Fonte: imagem cedida gentilmente pelo Dr. Fernando Camilo de seus arquivos pessoais.</span></span></p>
<p>Embora de baixo custo por tonelada, a baixa densidade desse volumoso pode encarecer o frete para a propriedade, sendo basicamente utilizado em regiões produtoras de cana de açúcar.</p>
<h3>Silagem de capim</h3>
<p>A silagem de capim ganhou grande destaque nos últimos anos. Embora sua utilização seja mais comum em <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/"><strong>sistemas de recria</strong></a>, durante o sequestro, a utilização desse alimento volumoso em confinamentos pode ser interessante em algumas ocasiões.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10976" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4.jpg" alt="Ensilagem do capim sendo feita com fubá" width="500" height="375" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-4-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Ensilagem do capim sendo feita com milho fubá para aumentar o teor de matéria seca do produto final conservado. Fonte: arquivo pessoal Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.</span></p>
<p>Diferente do bagaço de cana, onde praticamente desconsideramos os níveis nutricionais para formulação da dieta,<strong> a silagem de capim pode fornecer níveis interessantes de energia e proteína</strong>.</p>
<p>Ao contrário do milho, que é uma forrageira anual, o capim é uma forrageira perene, o que não demanda, necessariamente, o plantio e todos os processos envolvidos a cada safra, podendo inclusive ser utilizado de maneira oportuna em ocasiões onde o capim destinado à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">pastagem</a></strong> esteja “sobrando”.</p>
<p>No processo de ensilagem de capim, devemos ter atenção quanto ao teor de matéria seca (MS). Dificilmente, o capim atingirá níveis de MS suficientes para uma boa ensilagem, sem que o mesmo esteja “passado”.</p>
<p>Por esse motivo, além da adição de aditivos pode-se fazer necessário no momento da ensilagem a inclusão de algum insumo, como milho ou polpa cítrica, com intuito de aumentar os níveis de MS do material a ser ensilado, melhorando também o perfil nutricional desse volumoso.</p>
<h3>Silagem de sorgo</h3>
<p>A silagem de sorgo é uma alternativa interessante como fonte de volumoso para confinamentos.</p>
<p>Todavia, sua utilização requer uma atenção especial no momento da ensilagem: por características anatômicas de seu grão, existe uma dificuldade maior em quebrá-lo no momento da colheita.</p>
<p>O grão do sorgo, rico em amido, provavelmente não será aproveitado pelos animais caso não seja quebrado no momento da colheita.</p>
<p>Sendo assim, é quase indispensável a utilização de um <i>cracker</i> na colhedeira e a regulagem desse equipamento deve ser feita de maneira criteriosa e precisa.</p>
<h2>Outras fontes de alimentos volumosos</h2>
<p>Outras fontes de alimentos volumosos podem ser utilizadas para confecção de dietas de animais confinados, em suma o que dita qual será o insumo a ser utilizado, são boas oportunidades de compra, logística e estrutura de armazenamento.</p>
<h3>Capulho de algodão</h3>
<p>O capulho de algodão, por exemplo, é um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/">coproduto que pode ser utilizado no confinamento</a></strong>. Importante fonte de fibra, pode se tornar uma alternativa sazonal em regiões onde há significativa produção de algodão.</p>
<h3>Feno</h3>
<p>O feno, mais comum em dietas de vacas-leiteiras, é um alimento interessante, mas exige maquinário específico para sua confecção, a fenação bem conduzida pode proporcionar fibra de boa qualidade com interessantes níveis nutricionais.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10978" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-6.jpg" alt="Capim enfardado" width="500" height="281" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-6.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-6-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-6-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/alimentos-volumosos-6-270x152.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Área em que o capim foi enfardado. Fonte: arquivo pessoal do Esp. Cristiano Rossoni, consultor e coordenador de cursos do Rehagro.</span></p>
<h3>Cana <em>in natura</em></h3>
<p>A cana<i> in natura</i>, pode ser utilizada em confinamentos, de alta produtividade por hectare, a cana-de-açúcar pode proporcionar fibra efetiva e bons desempenhos em dietas bem ajustadas.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p><strong>A utilização de alimento volumoso é fundamental, principalmente pensando em fornecer aos animais confinados uma fibra efetiva de qualidade</strong>. Além disso, a inclusão de um volumoso de qualidade pode enriquecer a dieta.</p>
<p>Estar atento às opções de mercado e à capacidade de armazenagem adequada do alimento volumoso é essencial para o sucesso da operação.</p>
<p>E lembre-se: a escolha do volumoso a ser utilizado deve sempre estar relacionada ao objetivo de desempenho zootécnico e econômico do confinamento.</p>
<h2>Produza mais arrobas com menos custo e em menos tempo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Aumentar a produtividade na pecuária de corte não significa investir mais, mas sim investir melhor. Com boas práticas de manejo de pastagens e nutrição planejada, é possível acelerar o ganho de peso, reduzir o tempo de abate e melhorar a eficiência da fazenda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso de Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte</a></strong> foi feito para pecuaristas que querem aplicar técnicas modernas e ver resultados concretos no rebanho e no bolso.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-36397 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/">Alimentos volumosos para bovinos: saiba quais são e como utilizar no confinamento?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Gestão da nutrição: o que avaliar na prática?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/gestao-da-nutricao-o-que-avaliar-na-pratica/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/gestao-da-nutricao-o-que-avaliar-na-pratica/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Mar 2021 13:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[gestão]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=9042</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Rehagro realizou, em 2020, um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para produtores, técnicos, veterinários e todos os profissionais que atuam na pecuária leiteira: “Gestão da nutrição &#8211; o que avaliar na prática?”. Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Para falar sobre o assunto, contamos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-da-nutricao-o-que-avaliar-na-pratica/">Gestão da nutrição: o que avaliar na prática?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rehagro realizou, em 2020, um webinar especial! O tema foi extremamente relevante para produtores, técnicos, veterinários e todos os profissionais que atuam na pecuária leiteira: <strong><em>“Gestão da nutrição &#8211; o que avaliar na prática?”</em></strong>.</p>
<p>Esta palestra gratuita foi feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.</p>
<p>Para falar sobre o assunto, contamos com um especialista renomado:</p>
<ul>
<li>Ricardo Peixoto, Doutor em Ciências Veterinárias com foco em produção animal, consultor sênior e coordenador da Pós-graduação em Pecuária do Rehagro.</li>
</ul>
<p>Veja alguns dos assuntos tratados no webinar:</p>
<ul>
<li>O manejo nutricional na produção de leite envolve a minimização da diferença entre a dieta requerida e a dieta formulada;</li>
<li>Modelos nutricionais precisos são essenciais para calcular as exigências nutricionais das vacas;</li>
<li>A importância de dados confiáveis sobre o peso das vacas, produção de leite e composição do leite.</li>
</ul>
<p>Se você não teve a oportunidade de assistir à discussão, clique no link abaixo e assista agora mesmo.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/gestao-da-nutricao-de-vacas-leiteiras?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=pagina-webinar-gestao-da-nutricao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27529 size-full" title="Webinar Gestão da Nutrição" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/03/banner-webinar-gestao-nutricao.jpg" alt="Webinar Gestão da Nutrição" width="1290" height="329" /></a></p>
<h2>Quer dominar todas as principais áreas de uma propriedade leiteira?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso você tenha interesse em aprofundar seu conhecimento sobre nutrição, reprodução, criação de bezerras, controle da mastite e qualidade do leite, gestão financeira, sanidade e mais, venha conhecer a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=pagina-webinar-gestao-da-nutricao-lp-curso&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</strong></a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em formato 100% online, a especialização conta com aulas gravadas e videoconferências ao vivo para tirar todas as suas dúvidas. Além disso, você tem a oportunidade de fazer um networking de alta qualidade com profissionais de todo o Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conteúdo tem foco prático e aplicável, sendo dado por professores que têm ampla experiência na pecuária leiteira.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ficou interessado? Venha saber mais informações clicando no link abaixo.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=pagina-webinar-gestao-da-nutricao-lp-curso&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16114 size-full" title="Pós-graduação em Pecuária Leiteira" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/PL-ONLINE.jpg" alt="Pós-Graduação em Pecuária Leiteira" width="900" height="250" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/PL-ONLINE.jpg 900w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/PL-ONLINE-300x83.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/PL-ONLINE-768x213.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/PL-ONLINE-370x103.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/PL-ONLINE-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/PL-ONLINE-740x206.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/PL-ONLINE-150x42.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-da-nutricao-o-que-avaliar-na-pratica/">Gestão da nutrição: o que avaliar na prática?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/gestao-da-nutricao-o-que-avaliar-na-pratica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Consumo de bovinos no pasto: veja os fatores que interferem</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2020 15:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=8500</guid>

					<description><![CDATA[<p>As interações que ocorrem entre os animais e a planta, em uma pastagem, podem proporcionar efeitos positivos e/ou negativos em ambos. A seleção realizada pelos animais em pastejo é um dos efeitos negativos que ocorrem no pasto e está diretamente relacionado com o consumo de bovinos, uma vez que as características e a estrutura do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/">Consumo de bovinos no pasto: veja os fatores que interferem</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As interações que ocorrem entre os animais e a planta, em uma pastagem, podem proporcionar efeitos positivos e/ou negativos em ambos.</p>
<p>A <strong>seleção realizada pelos animais em pastejo</strong> é um dos efeitos negativos que ocorrem no pasto e está <strong>diretamente relacionado com o consumo de bovinos</strong>, uma vez que as características e a estrutura do pasto afetam o consumo por bocado.</p>
<p>Essa seleção pode estar associada ainda à contaminação do local por fezes e urina, à localização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" rel="noopener">água</a> </strong>e sombreamento, que também podem influenciar o pastejo e seleção pelo animal. A ingestão diária de forragem é uma função da taxa de consumo e o tempo de pastejo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
  });
</script></p>
</div>
<h2>Como medir a produtividade dos animais no pasto?</h2>
<p>A produtividade animal de animais em pastejo é determinada pelo consumo de matéria seca, que é influenciado por uma série de fatores separados em três importantes grupos:</p>
<ol>
<li>Processo de digestão que estão relacionados com a maturidade da forragem, valor nutritivo e digestibilidade;</li>
<li>Fatores da ingestão que estão associados à estrutura do pasto (facilidade de apreensão e colheita de forragem durante o pastejo);</li>
<li>Estágio fisiológico e nível de desempenho dos animais, que estão associados aos requerimentos nutricionais e demanda por nutrientes.</li>
</ol>
<p>De modo geral, a variável resposta, tanto das plantas forrageiras como dos animais são dependentes da estrutura do pasto e da interação com o animal, sendo esta fundamental na tomada de decisão do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" rel="noopener">manejo da pastagem</a></strong> para favorecer o consumo de matéria seca.</p>
<p>Mas afinal, quais seriam os fatores relacionados às características estruturais do pasto que influenciam o consumo de matéria seca por bovinos em pastejo? Como mensurá-las e utilizá-las para aumentar a produtividade animal?</p>
<p>Além de conhecer quais são esses fatores e como eles interferem na produtividade, vamos entender nesse texto, quais os impactos que o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" rel="noopener">manejo incorreto</a></strong> imprimem nos sistemas de produção.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sistema-rotacionado-pastejo?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sistema-rotacionado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39642 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado.png" alt="E-book Sistema rotacionado de pastejo" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Fatores que interferem na produtividade</h2>
<h3>Estrutura do pasto</h3>
<p>A <strong>estrutura do pasto</strong> pode ser definida como arranjo e distribuição das plantas sobre o solo em um mesmo ambiente, sendo esta importante, por determinar a facilidade de apreensão dos componentes da planta, e isso pode afetar a quantidade ingerida de nutrientes.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10855 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estrutura-do-pasto.jpg" alt="Estrutura de pastagem" width="370" height="284" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estrutura-do-pasto.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estrutura-do-pasto-300x230.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estrutura-do-pasto-270x207.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estrutura-do-pasto-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Patricia Rodrigues</span></p>
<p>A relação folha/colmo, índice de área foliar, massa de forragem, densidade de folhas verdes e altura média são componentes da estrutura do pasto responsáveis por influenciar a ingestão de forragem pelos animais, pois alteram as variáveis do comportamento ingestivo.</p>
<p>Na dimensão vertical, a altura e a distribuição dos componentes (folha, colmo) são as principais variáveis, e na dimensão horizontal é a massa de forragem, sendo essas as variáveis mais importantes que devem ser consideradas na avaliação da estrutura.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Altura do pasto</h3>
<p>Maiores alturas implica em maturidade da planta e alongamento de colmo, havendo progressiva lignificação, que confere aumento na força de ruptura e induz os animais a selecionarem a forragem a ser consumida, reduzindo a massa do bocado e aumentando o tempo por bocado.</p>
<p>Com isso a taxa de consumo diminui, devido às limitações da estrutura do pasto, ou seja, alta presença de colmos podem ser uma barreira física ao processo de pastejo, dificultando o consumo .</p>
<p>A altura do pasto na condição de pré-pastejo apresenta alto grau de associação com os valores de interceptação luminosa pelo dossel, conforme observado em pesquisas realizadas com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/" rel="noopener">forrageiras tropicais</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41417" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-especies-forrageiras.png" alt="Tabela com altura de espécies forrageiras " width="772" height="419" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-especies-forrageiras.png 772w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-especies-forrageiras-300x163.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-especies-forrageiras-768x417.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-especies-forrageiras-370x201.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-especies-forrageiras-270x147.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-especies-forrageiras-740x402.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/tabela-especies-forrageiras-150x81.png 150w" sizes="auto, (max-width: 772px) 100vw, 772px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Altura de pré-pastejo de espécies forrageiras sob lotação intermitente com base em 95% IL. </span></p>
<p>Dessa forma, <strong>estratégias de manejo</strong> determinadas pelo controle de altura do pasto é uma variável consistente para determinar as respostas da pastagem e dos animais, em estudos sobre taxa de ingestão de forragem.</p>
<p>Assim, torna-se mais prático entender as modificações na estrutura do pasto, e das respostas dos animais a essas variações.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10858 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/altura-do-pasto.jpg" alt="Altura do pasto" width="370" height="493" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/altura-do-pasto.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/altura-do-pasto-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/altura-do-pasto-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Patricia Rodrigues. </span></p>
<h3>Massa de forragem</h3>
<p>A <strong>massa de forragem</strong> pode ser definida como <strong>peso total de forragem por unidade de área</strong>, acima da altura de corte do capim, sendo usualmente expressa em kg/ha de MS.</p>
<p>Conhecer as diversas variações de massa de forragem entre espécies de forrageiras é importante para tomada de decisões do manejo do pastejo.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10859 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/pastagem.jpg" alt="Pastagem desenvolvida" width="722" height="542" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/pastagem.jpg 722w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/pastagem-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/pastagem-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/pastagem-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/pastagem-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 722px) 100vw, 722px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Patricia Rodrigues. </span></p>
<p>A partir do momento que 95% de toda a luz incidente é interceptada pela planta, a produção de folhas velhas aumenta e de folhas novas diminui, causando redução no acúmulo de folhas e intenso acúmulo de colmo e material senescente.</p>
<p>Nessa situação, a altura e a massa de forragem dos pastos aumentam, porém o valor nutritivo fica comprometido por apresentar menores proporções da parte mais digestível (folhas).</p>
<h3>Relação folha/colmo</h3>
<p>Uma relação folha/colmo elevada, pode caracterizar uma planta com maior teor de proteína e boa digestibilidade, o que confere boa aceitabilidade aos animais e alta ingestão.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10860 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/folha-colmo.jpg" alt="Análise de folhas da pastagem" width="370" height="277" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/folha-colmo.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/folha-colmo-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/folha-colmo-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/folha-colmo-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Patricia Rodrigues. </span></p>
<p>As folhas representam o componente com maior quantidade de tecidos não lignificados, como mesofilo, o que confere melhor qualidade nutricional e menor tempo de retenção no rúmen, consequentemente maior taxa de passagem.</p>
<p>O colmo apresenta maior presença de tecidos lignificados (epiderme e esclerênquima) onde menos de 50% da parede é prontamente digestível e utilizada pelo animal, o que compromete a eficiência de pastejo, como consequência da redução na relação folha:colmo.</p>
<p>Por isso, a relação folha/colmo pode atuar também como indicador da facilidade de apreensão da forragem pelo animal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10861 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/relacao-folha-colmo.jpg" alt="Relação folha colmo " width="542" height="342" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/relacao-folha-colmo.jpg 542w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/relacao-folha-colmo-300x189.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/relacao-folha-colmo-370x233.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/relacao-folha-colmo-270x170.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Senar. </span></p>
<p>O <strong>comportamento ingestivo</strong> de animais em pastejo é sensível a variações na estrutura do pasto, onde qualquer falha ocorrida no dimensionamento da oferta de forragem pode repercutir em amplo impacto no desempenho animal.</p>
<p>A quantidade e qualidade de massa verde produzida é determinada pelo acúmulo de forragem que ocorre durante o período de rebrotação das plantas (pós pastejo).</p>
<p>Em lotação rotativa, após a saída dos animais dos piquetes, o pasto começa a rebrotar, visando recompor a área foliar, interceptar luz e crescer novamente, acumulando nova quantidade de forragem para ser utilizada no próximo pastejo.</p>
<p>Dessa maneira, a interceptação luminosa (IL), associada à altura, tem sido a estratégia mais usada para manejar pastagens sob lotação rotativa, visando controlar as características estruturais do pasto.</p>
<h3>Consumo de matéria seca por bovinos</h3>
<p>O consumo total de forragem de um animal em pastejo é o resultado do acúmulo de forragem consumida em cada bocado, e da frequência com que realiza, durante todo tempo em que passa se alimentando.</p>
<p>A ingestão de forragem por bocado é muito sensível a variações na estrutura do pasto, particularmente na sua altura. Quando a massa do bocado é reduzida, ocorre queda correspondente na taxa de consumo, a menos que um incremento compensatório na taxa de bocados seja observado.</p>
<p>Desse mesmo modo, o consumo diário de forragem também será afetado se qualquer redução na taxa de consumo não puder ser compensada por um incremento no tempo de pastejo.</p>
<p>Os fatores associados à estrutura do pasto, bem como ao comportamento ingestivo dos animais, incluem seleção da dieta, tempo de pastejo, massa de bocado e taxa de bocados, sendo o bocado a unidade mais importante referente ao consumo.</p>
<p>O consumo pode ser dado pelo produto da massa de bocado, do tempo e número de refeições ao longo do dia.</p>
<h3>Tempo de pastejo, massa e taxa de bocado</h3>
<p>O <strong>tempo em pastejo</strong> é definido como o tempo em que o animal está apreendendo a forragem e mastigando-a e/ou deslocando-se com a cabeça baixa, podendo variar de acordo com a estrutura do pasto refletindo a facilidade de colheita da forragem.</p>
<p>A <strong>massa de forragem</strong>, altura, densidade, baixo <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">teor de fibra</a></strong> das folhas, presença de barreira física (colmo) são características da estrutura do pasto que determinam os mecanismos utilizados pelos animais durante o processo de pastejo, interferindo o tempo de pastejo.</p>
<p>A variável tempo de pastejo é inversamente proporcional ao consumo, ou seja, quanto maior a massa de bocado, menor será o tempo de pastejo. Atividades como deslocamento, seleção, busca, manipulação e colheita do alimento estão inseridas na variável tempo de pastejo.</p>
<p>Sob baixa oferta de forragem, o tempo de pastejo aumenta, assim como a frequência de bocados, buscando atender a demanda diária de ingestão de matéria seca e consequentemente as exigências nutricionais diárias.</p>
<p>O tempo destinado ao pastejo de bovinos não deve ultrapassar de 12 a 13h, vez que tempos acima desses valores podem influenciar negativamente as atividades ruminais dos animais.</p>
<p>A <strong>massa do bocado</strong>, pode ser definida como o produto entre a densidade volumétrica pelo volume do bocado, sendo este, função da área do bocado e profundidade. É a variável mais importante na determinação do consumo de animais em pastejo, é mais influenciada pela estrutura do pasto.</p>
<p>Diferente da massa de bocado, a taxa de bocado é o número de bocados em determinado período de tempo, sendo usada para calcular a taxa instantânea de consumo, dada em bocados/min . Sob condições de menor oferta de forragem, a taxa de bocado tende a aumentar, porém, o incremento não é suficiente para evitar diminuição na taxa de consumo, com isso o animal compensa no aumento de tempo de pastejo.</p>
<p>Em algumas situações a massa de bocado é inversamente proporcional à taxa de bocados, o que confirma que dosséis com maiores massas de forragens demandam mais movimentos mandibulares e mastigação do que de bocados e apreensão.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Os componentes da estrutura do pasto afetam diretamente a ingestão de matéria seca por influenciarem o comportamento digestivo dos bovinos. O controle da intensidade e frequência de pastejo, visa oferecer ao animal uma estrutura com elevada relação folha-colmo, que favorece o processo de pastejo.</p>
<h2>Torne-se referência em nutrição na pecuária de corte!</h2>
<p>Com a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte</strong></a>, você vai aprender na prática a formular dietas que garantem o desempenho dos animais e geram lucro para o produtor.</p>
<p>Além disso, será capaz de montar estratégias nutricionais completas, alinhadas à realidade e aos objetivos da fazenda. Torne-se um profissional completo, dominando técnica e gestão, ganhando destaque no mercado da sua região.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11129 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/patricia-rodrigues-300x104.jpg" alt="Patricia Rodrigues" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/patricia-rodrigues-300x104.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/patricia-rodrigues-768x266.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/patricia-rodrigues-370x128.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/patricia-rodrigues-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/patricia-rodrigues-740x257.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/patricia-rodrigues.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/">Consumo de bovinos no pasto: veja os fatores que interferem</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brachiaria: conheça as principais espécies e como realizar o manejo</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2020 17:00:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[braquiária]]></category>
		<category><![CDATA[forrageira]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=8073</guid>

					<description><![CDATA[<p>O processo de evolução das civilizações foi acompanhado, impreterivelmente, pela necessidade e a melhoria nos processos de produção de alimentos. Dentre diversas outras frentes, a produção de proteína animal para consumo humano ganhou grande destaque, tornando-se uma das principais e reconhecidas atividades produtivas de todo o mundo. No Brasil, país de grande destaque mundial na [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/">Brachiaria: conheça as principais espécies e como realizar o manejo</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de evolução das civilizações foi acompanhado, impreterivelmente, pela necessidade e a melhoria nos processos de produção de alimentos. Dentre diversas outras frentes, a produção de proteína animal para consumo humano ganhou grande destaque, tornando-se uma das principais e reconhecidas atividades produtivas de todo o mundo.</p>
<p>No Brasil, país de grande destaque mundial na produção de alimentos, <strong>alguns fatores foram determinantes para esse processo.</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
region: "na1",
portalId: "5430441",
formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
});
</script></p>
</div>
<h2>Fatores que favorecem a produção forrageira no Brasil</h2>
<p>Dentre os fatores que permitiram esse destaque, as dimensões continentais, solo fértil, precipitações e médias de temperatura possibilitam a produção forrageira durante praticamente todos os meses do ano. Essa forrageira, por sua vez, é utilizada para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/">consumo de ruminantes</a></strong>.</p>
<p>Para isso, é necessário que haja confluência entre os fatores citados como favoráveis à produção forrageira, a espécie forrageira escolhida e o animal. Nesse cenário, algumas espécies de <strong>brachiaria</strong> se destacaram de maneira significativa.</p>
<h2>Principais espécies de Brachiaria e seu impacto na pecuária nacional</h2>
<p>As espécies forrageiras do gênero <strong>Brachiaria ssp</strong>. são o grande destaque quando pensamos em ampla utilização e propulsão da pecuária nacional. Oriundas da África oriental, região de países como Quênia e Tanzânia, as braquiárias foram introduzidas no Brasil na década de 50 com a <strong>Brachiaria decumbens</strong>.</p>
<p>Graças às semelhanças nas características geoclimáticas da região de origem com as condições brasileiras, as braquiárias se adaptaram e tornaram-se o principal gênero utilizado na pecuária de corte.</p>
<p>Essas forrageiras associam com eficiência produção, nas condições geoclimáticas encontradas na maior parte do país, com a produtividade em quantidade e qualidade suficientes para proporcionar um bom <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">escore corporal</a> </strong>e desempenho aos animais, quando alinhados com um plano nutricional adequado para a estação do ano.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sistema-rotacionado-pastejo?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sistema-rotacionado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39642 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado.png" alt="E-book Sistema rotacionado de pastejo" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Brachiaria brizantha Marandu – O braquiarão</h3>
<p>Trazido em 1984, o cultivar <strong>Brachiaria brizantha Marandu</strong>, conhecido popularmente como “<strong>braquiarão</strong>”, se tornou a espécie forrageira mais utilizada na produção de pastagens. Em 1994, já representava cerca de <strong>45% das pastagens cultivadas no trópico brasileiro</strong>, com destaque nas regiões amazônica, centro-oeste e sudeste do país.</p>
<p>O braquiarão é uma espécie perene, ou seja, pode permanecer por anos em uma pastagem, desde que seja manejado adequadamente. Ele apresenta colmos eretos e suberetos, com alturas de 1 a 1,5 metros, facilitando o manejo.</p>
<p>Em geral, as folhas são lanceoladas (em forma de lança) sem ou com poucos pelos e seus rizomas são curtos, 30 a 50 mm de comprimento, cobertos de escamas amareladas e brilhantes, sinalizando uma boa capacidade de tolerância ao pastejo.</p>
<p>Além dessas características físicas/anatômicas, que impactam no sistema de pastejo dessa espécie forrageira, algumas características relacionadas à produção devem ser consideradas no momento da escolha pela utilização dessa gramínea.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10916 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-3-e1643047757126.jpg" alt="Braquiarão" width="612" height="292" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-3-e1643047757126.jpg 612w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-3-e1643047757126-300x143.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-3-e1643047757126-370x177.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-3-e1643047757126-270x129.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Acervo pessoal de Cristiano Rossoni, técnico do Rehagro.</span></p>
<p>O <strong>braquiarão apresenta boa produção de forragem</strong>, considerável exigência à fertilidade do solo e resistência à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cigarrinhas-das-pastagens/">cigarrinha-das-pastagens</a></strong> quando comparada às outras espécies do gênero como a <em>Brachiaria decumbens.</em> Além disso, possui alto valor nutritivo, também comparado a outras espécies de braquiárias.</p>
<p>O somatório das características, em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/">pastagens bem manejadas</a></strong> e adubadas, refletem em um material com proteína de alta degradabilidade ruminal e baixas quantidades de carboidratos estruturais de degradação lenta.</p>
<p>Um ponto de atenção, significativo, deve ser tratado quando falamos sobre o cultivar Marandu é a <strong>síndrome da morte do braquiarão</strong>, também conhecida como “morte súbita do braquiarão”. É um problema de grande impacto nas regiões central e norte do país. A utilização dessa espécie forrageira deve ser criteriosamente avaliada em regiões que apresentam esse desafio.</p>
<p>Entre os cultivares de <i>Brachiaria brizantha, </i>existem diferenças que também devem ser considerados, e a ressalva se faz necessária.</p>
<h3>Brachiaria brizantha Xaraés</h3>
<p>O cultivar <strong>Xaraés (MG5)</strong>, quando comparado ao Marandu, apresenta alta produtividade, rápida rebrota e florescimento tardio, o que prolonga o período de pastejo. No entanto, o manejo dessa braquiária exige atenção, pois o alongamento do caule pode resultar em perda de qualidade à medida que a forrageira atinge a maturidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10917 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-especie-forrageira.jpg" alt="Brachiaria Xaraés" width="634" height="321" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-especie-forrageira.jpg 634w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-especie-forrageira-300x152.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-especie-forrageira-370x187.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-especie-forrageira-270x137.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 634px) 100vw, 634px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Braquiária Xaraés. Fonte: Embrapa.</span></span></p>
<h3>Brachiaria brizantha Paiaguás</h3>
<p>Lançada em 2003 pela Embrapa, a <strong>Brachiaria brizantha BRS Paiaguás</strong> possui porte menor, semelhante à Brachiaria decumbens, com colmos e folhas finas.</p>
<p>Ela é especialmente recomendada para períodos de seca, sendo fácil de manejar. No entanto, a Paiaguás é suscetível à cigarrinha-das-pastagens, o que limita sua utilização em áreas com altos desafios relacionados a essa praga.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10918 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-paiaguas.jpg" alt="Brachiaria Paiaguás" width="469" height="312" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-paiaguas.jpg 469w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-paiaguas-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-paiaguas-370x246.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-paiaguas-270x180.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 469px) 100vw, 469px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Braquiária Paiaguás. Fonte: Embrapa.</span></span></p>
<h3>Brachiaria brizantha Ipyporã</h3>
<p>Outro cultivar interessante é a <strong>Brachiaria brizantha BRS Ipyporã</strong>, também lançada pela Embrapa. Ela é caracterizada pela elevada resistência à cigarrinha-das-pastagens e maior valor nutritivo, permitindo ganhos individuais significativos para os animais.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10919 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-ipypora.jpg" alt="Brachiaria Ipyporã" width="512" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-ipypora.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-ipypora-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-ipypora-370x246.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/brachiaria-ipypora-270x180.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Braquiária Ipyporã. Fonte: Embrapa.</span></span></p>
<p>A tabela abaixo traz um resumo das principais características dessas braquiárias que o produtor deve atentar-se antes de introduzi-la na propriedade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41413" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-comparativo-cultivares.png" alt="Comparativo entre as brachiarias" width="847" height="635" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-comparativo-cultivares.png 847w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-comparativo-cultivares-300x225.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-comparativo-cultivares-768x576.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-comparativo-cultivares-370x277.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-comparativo-cultivares-270x202.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-comparativo-cultivares-740x555.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-comparativo-cultivares-80x60.png 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/tabela-comparativo-cultivares-150x112.png 150w" sizes="auto, (max-width: 847px) 100vw, 847px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Adaptado da aula professor Ricardo Reis, Pós-Graduação Produção e Manejo de Pastagem para Bovinos de Corte do Rehagro.</span></p>
<h2>Benefícios gerais do gênero Brachiaria na pecuária</h2>
<p>Além das características específicas de cada cultivar, o gênero <strong>Brachiaria</strong> oferece vantagens gerais, como boa adaptação a relevos acidentados, proteção contra erosão do solo e maior eficiência na cobertura do terreno.</p>
<p>Contudo, o sucesso na produção depende de um manejo adequado, incluindo correção e adubação do solo, controle de pragas e respeito às alturas de entrada e saída da pastagem.</p>
<h2>A relevância da Brachiaria na pecuária brasileira</h2>
<p>A Brachiaria brizantha desempenhou um papel fundamental na intensificação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-gado-de-corte/">pecuária de corte no Brasil</a></strong>. Sua utilização é apropriada em grande parte das regiões produtoras do país.</p>
<p>Compreender as características e cultivares disponíveis pode ser determinante para o sucesso da produção bovina a pasto, promovendo ganhos de produtividade e sustentabilidade.</p>
<h2>Dominar o pasto é dominar o resultado financeiro da fazenda</h2>
<p>A base de qualquer pecuária lucrativa é o pasto. Quem sabe manejá-lo de forma estratégica consegue reduzir custos de produção, aumentar a taxa de lotação e encurtar o ciclo de engorda.</p>
<p data-start="568" data-end="903">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso de Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você desenvolve a visão técnica necessária para tomar decisões mais seguras e rentáveis. Com aulas online, linguagem prática e professores com forte atuação no campo, o curso te prepara para fazer da pastagem uma aliada estratégica na produção de arrobas.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/">Brachiaria: conheça as principais espécies e como realizar o manejo</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DDG e WDG: grãos de destilaria do milho na alimentação dos bovinos</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2020 17:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=7713</guid>

					<description><![CDATA[<p>O máximo aproveitamento dos recursos disponíveis dentro de um sistema, é fundamental para a diminuição dos custos de produção, essa máxima se estende por toda a cadeia produtiva do agronegócio. Explorar todas as possibilidades da matéria-prima é uma grande virtude da cadeia produtiva da carne &#8211; tudo na produção de carne bovina é aproveitado. Esse [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/">DDG e WDG: grãos de destilaria do milho na alimentação dos bovinos</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O máximo aproveitamento dos recursos disponíveis dentro de um sistema, é fundamental para a diminuição dos custos de produção, essa máxima se estende por toda a cadeia produtiva do agronegócio.</p>
<p>Explorar todas as possibilidades da matéria-prima é uma grande virtude da cadeia produtiva da carne &#8211; tudo na produção de carne bovina é aproveitado.</p>
<p>Esse aproveitamento, entretanto, não deve se restringir às últimas etapas do sistema de produção. Frigoríficos têm grande eficiência no aproveitamento de 100% do animal abatido e as etapas anteriores, que sucedem o frigorífico, também devem seguir esse caminho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
  });
</script></p>
</div>
<h2>O uso de coprodutos na pecuária de corte</h2>
<p>Um grande avanço nesse sentido está diretamente relacionado ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/">aproveitamento de coprodutos</a></strong> de outros negócios envolvidos no agro, a utilização de produtos advindos das cadeias produtivas do etanol (por exemplo, os grãos de destilaria), do açúcar, do algodão e tantas outras, podem ser de grande valia na produção dos ruminantes.</p>
<p>Além de diminuir a concorrência de utilização de produtos utilizados na alimentação humana, a utilização de coprodutos tem grande potencial quanto ao passivo ambiental.</p>
<p>A principal forma de interação e aproveitamento dos recursos está direcionada justamente a esses coprodutos, que são a cada dia mais utilizados na dieta de ruminantes.</p>
<p>Casca de soja, torta de algodão, bagaço de cana, são alguns exemplos de “resíduos” de outras indústrias de grande importância para a nutrição de ruminantes.</p>
<p>Nos últimos anos, cresceu no Brasil, principalmente no Centro-Oeste brasileiro, o número de agroindústrias que utilizam a <strong>destilação do milho</strong><strong> na produção do etanol</strong>. Esse processo tem como resíduos <strong>subprodutos de grande potencial para a inclusão nas dietas de ruminantes.</strong></p>
<p>Resumidamente, nesse processo, utiliza-se o amido presente no milho como substrato para a fermentação e para a produção do etanol. O material remanescente é um produto rico em proteína, gordura e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra</a></strong>, mais concentrados do que originalmente encontrados no milho. A proporção desses materiais varia entre as indústrias de etanol, dependendo do processo fermentativo que adotam.</p>
<p>O cozimento do milho irá proporcionar a gelatinização do amido, enzimas alfa amilase, termoestáveis, são adicionadas ao material e quebram o amido em glicose, que por sua vez será utilizado por leveduras adicionadas ao processo em etanol e gás carbônico (CO2).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10336 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho.jpg" alt="Resíduo de grãos de destilaria de milho" width="740" height="554" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/residuo-umido-destilaria-milho-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;">Resíduo úmido da destilaria do milho, conhecido como WDG (<i>wet distillers grain</i>). Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Coprodutos DDG e WDG</h2>
<p>Os principais coprodutos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">grãos</a></strong> de destilaria são grãos secos ou úmidos de destilaria, mais conhecido no Brasil pela sigla em inglês <strong>DDG e WDG </strong>(<i>dried distillers grains with solubles</i> e <i>wet distillers grains</i>, respectivamente). Esses coprodutos se diferem basicamente, como diz sua nomenclatura, pelo teor de umidade.</p>
<p>Durante o processo de fabricação do etanol, <strong>o material fermentado passa por uma etapa de secagem, dando origem ao DDG e quando retirado antes da fase de secagem temos o WDG.</strong></p>
<p>Além da característica principal, relacionada à umidade, esse processo de secagem irá interferir em alguns pontos importantes quando avaliamos a utilização desses produtos na nutrição de ruminantes.</p>
<p>Antes de chegar à fazenda, e serem realizadas as devidas considerações sobre nutrientes e inclusões nas dietas, devemos pensar nos custos e na logística que envolve a utilização desses produtos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-misturadores-qualidade-mistura?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-misturadores&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39637 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores.png" alt="E-book Misturadores de ração" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Composição e utilização do WDG</h3>
<p>O <strong>produto úmido, WDG</strong>, apresenta, em média, na sua composição, 65% de água, o que acarreta, consequentemente, em maiores custos tanto no transporte, tornando mais atrativo para propriedade vizinha da indústria.</p>
<p>Também devemos destacar a armazenagem deste produto. A umidade diminui a densidade do produto, sendo necessário maior espaço para estocagem, além de necessitar de maiores cuidados com o aparecimento de mofos.</p>
<p>A utilização do <strong>WDG</strong> deve ser realizada de forma relativamente rápida nas propriedades. Estima-se que o tempo de vida útil do produto gire em torno de 3 a 4 dias, quando armazenado da forma “convencional” nos galpões de fábrica de confinamento, devendo ser o abastecimento da propriedade com esse produto uma rotina diária.</p>
<p>Uma alternativa a esse problema, pode ser a ensilagem do produto, hoje em dia a principal forma de ensilagem do WDG é feita por bags. Muitos produtores têm aproveitado a baixa nos preços para estocar e ensilar esse material.</p>
<p>A umidade interfere, ainda, nas possibilidades de trato para os animais, suplementação de menores consumos, por exemplo, são praticamente inviáveis com WDG, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplemento</a></strong> como um todo fica bastante úmido, fazendo com que o mesmo, estrague com mais facilidade.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10338 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg.jpg" alt="Grãos de destilaria WDG" width="397" height="397" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg.jpg 397w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg-300x300.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg-370x370.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/wdg-270x270.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 397px) 100vw, 397px" /><span style="font-size: 10pt;">WDG. Fonte: Site da FS Bioenergia.</span></p>
<p>Em contrapartida, justamente por não passar por uma etapa do processo de secagem, o WDG tem normalmente menores custos do kg de MS, quando comparados ao DDG. Ainda referente ao quesito umidade, outro benefício do WDG está relacionado à sua maior capacidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/" target="_blank" rel="noopener">mistura</a></strong>, diminuindo inclusive a seleção dos animais.</p>
<h3>Composição e utilização do DDG</h3>
<p>O <strong>DDG</strong>, por todos os motivos supracitados, parece ser então uma <strong>opção mais viável</strong>, principalmente àquelas propriedades que estão distantes geograficamente das grandes usinas de etanol.</p>
<p>Sua composição com 10 a 12% de umidade, normalmente, permite que esse produto seja armazenado como a maioria dos concentrados comumente utilizados em uma propriedade de corte, ou seja, nos barracões e expostos ao ar.</p>
<p>Por ser um produto de MS mais elevado (88 a 90% de MS), pode inclusive ser utilizado como <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>suplementação de animais a pasto</strong></a>, tendo maior vida útil nos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cochos</a></strong> quando comparado ao WDG.</p>
<p>Um adendo importante, que deve ser observado com bastante atenção em relação ao <strong>DDG</strong>, está relacionado justamente ao processo de secagem, onde, quando esse processo ocorre em demasia, pode levar à queima daquele material, levando à não disponibilização importante de alguns nutrientes.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10340 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg.jpg" alt="Grãos de destilaria DDG" width="500" height="500" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-300x300.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-370x370.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-270x270.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">DDG. Fonte: Site da FS Bioenergia</span></p>
<h2>Uso dos grãos de destilaria do milho na dieta animal</h2>
<p>Tida algumas observações importantes sobre as características físicas desses produtos, principalmente em relação aos teores de MS e às consequências observadas em virtude da diferença entre esses produtos, a utilização e os níveis de inclusão desses coprodutos, passam a ser avaliadas pelas características bromatológicas dos mesmos.</p>
<p>Características comuns a esses <strong>grãos de destilaria do milho</strong>, justamente pelo processo fermentativo para produção de etanol utilizar o amido como substrato, são que esses nutrientes apresentam baixas concentrações, <strong>tanto no DDG quanto no WDG</strong>, em torno de 2 a 5%.</p>
<p>A principal forma de utilização desses coprodutos é como <strong>fonte proteica</strong>, e se justifica quando avaliamos os níveis de proteína desses materiais, sendo em média, 32% e 25 a 32% de proteína bruta no WDG e no DDG, respectivamente, sendo um substituto do farelo de soja.</p>
<p>Materiais comerciais podem variar quanto aos teores de proteína do produto, sendo vendido DDG com 19% de PB, por exemplo. Esses parâmetros devem ser observados na hora da compra para comparar preços.</p>
<p>Segundo uma pesquisa de Corrigan e colaboradores feita em 2006, podemos considerar, em inclusões superiores a 20% da dieta total, como fonte também energética, principalmente quando há a substituição do milho ao DDG.</p>
<p>Essa prática é mais usual em situações de suplementação a pasto dos animais. Nos confinamentos, inclusões próximas a 20% costumam suprir as exigências de proteína da dieta, e até mesmo alcançar valores superiores.</p>
<p>A substituição da fonte energética pode se justificar pelos níveis de NDT do DDG e do WDG, 90% e 98% respectivamente.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10341 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado.jpg" alt="Armazenamento de DDG" width="664" height="498" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado.jpg 664w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/ddg-armazenado-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Armazenamento de DDG. Fonte: Acervo pessoal, Paulo Eugênio, consultor e coordenador de consultoria do Rehagro.</span></p>
<p>Outro ponto de avaliação desses produtos, diz respeito aos níveis de PNDR, que podem ser até 2,6 vezes maior do que os níveis encontrados no farelo de soja, por exemplo, na média o WDG apresenta 55% de PNDR enquanto o DDG apresenta 60 a 70% da PB de proteína não degradável no rúmen.</p>
<p>Entre os pontos de atenção e cuidados em relação à utilização desses insumos, dois chamam atenção, o primeiro deles está relacionado à inibição de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/" target="_blank" rel="noopener">consumo</a></strong>. Estudos como de Klopfenstein e colaboradores, feito no ano de 2014, sugerem que inclusões superiores a 30% da MS da dieta podem inibir consumo, refletindo em desempenhos inferiores.</p>
<p>Em contrapartida, estudos como Buckner e colaboradores obtiveram desempenhos semelhantes com inclusão de até 40% na dieta. Ainda como ponto de atenção, é importante sempre a análise dos níveis de enxofre desses produtos.</p>
<p>Portanto, a utilização dos grãos de destilaria, secos ou úmidos, são uma excelente alternativa, principalmente como substitutivos para fontes proteicas como o farelo de soja. Os valores da MS devem ser considerados no momento da escolha de qual produto utilizar na propriedade.</p>
<h2 data-start="190" data-end="254">Nutrição eficiente começa pela escolha certa dos ingredientes</h2>
<p data-start="256" data-end="555">O uso de DDG e WDG na alimentação dos bovinos pode reduzir custos e aumentar o desempenho, mas, para isso, é preciso conhecimento técnico para ajustar as dietas, entender o impacto dos coprodutos e garantir equilíbrio nutricional. Nutrição mal planejada é desperdício; nutrição estratégica é lucro.</p>
<p data-start="557" data-end="827">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso de Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende como transformar decisões nutricionais em mais arrobas por hectare, integrando alimentação, planejamento e indicadores de desempenho. As aulas são online, práticas e voltadas para a realidade do campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/">DDG e WDG: grãos de destilaria do milho na alimentação dos bovinos</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tipos de moinhos para moagem de grãos: veja suas características</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2020 17:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=7616</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os tipos de grãos mais utilizados na nutrição de bovinos são: milho, sorgo, trigo e cevada. Sua aplicabilidade depende da região do país e dos custos desse insumo. Dentre esses, o de uso mais comum no Brasil é o milho. O milho é um alimento muito utilizado no Brasil por se tratar de uma fonte [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/">Tipos de moinhos para moagem de grãos: veja suas características</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tipos de grãos mais utilizados na nutrição de bovinos são: milho, sorgo, trigo e cevada. Sua aplicabilidade depende da região do país e dos custos desse insumo. Dentre esses, o de uso mais comum no Brasil é o milho.</p>
<p>O milho é um alimento muito utilizado no Brasil por se tratar de uma fonte energética e com custo mais competitivo. Entretanto, o cenário pode mudar dependendo do local, condições climáticas e época do ano.</p>
<p>Independente do grão que se opte para uso na alimentação animal, o processamento tem o mesmo objetivo, que é alterar as características físicas e/ou químicas do grão para que haja alteração na taxa de digestão, melhora na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes-bovinas/" target="_blank" rel="noopener">qualidade de mistura</a></strong><span style="font-weight: 400;"> e, por sua vez, melhor desempenho animal. </span></p>
<p>Esse processamento pode ser através da alteração no tamanho de partícula, aumento na área de superfície, exposição do amido pela quebra de barreiras físicas, aumento da umidade e gelatinização do amido.</p>
<p>Dentre os tipos de processamento, os mais comuns são: moído, laminado, floculado, ensilado, <a href="https://rehagro.com.br/blog/reidratacao-do-milho/" target="_blank" rel="noopener"><strong>reidratado</strong></a>.</p>
<p>Neste texto, vamos abordar a <strong>moagem, que é o tipo de processamento mais comumente utilizado no Brasil.</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
  });
</script></p>
</div>
<h2>Como é o processo de moagem dos grãos?</h2>
<p>A moagem é de custo relativamente baixo comparando-se com outras maneiras de processamento. Seu objetivo é a redução de tamanho do grão em vários fragmentos menores através da aplicação de forças mecânicas.</p>
<p>Com a redução do tamanho da partícula e aumento da uniformidade dos pedaços, obtém-se uma maior superfície de contato do ingrediente, melhorando a degradabilidade ruminal e, facilitando ainda, misturas em processamentos de formulação das rações.</p>
<p>Para moagem, é necessário a utilização do moinho, que é o responsável pelo processo de redução das partículas dos grãos. Existem diversos tipos de moinho, todos com a mesma finalidade. Entretanto, existem algumas diferenças no produto final e no método de ação.</p>
<p>Antes do detalhamento dos tipos de moinhos mais comumente utilizados nos processos relacionados à pecuária, algumas ressalvas devem ser destacadas.</p>
<p>Para uma boa qualidade do produto final da moagem, não é suficiente ter apenas um bom moinho ou uma excelente operação de moagem. A qualidade da matéria prima é determinante para a qualidade e produtividade do produto final, seja ele farelo, quirela, canjica, etc.</p>
<p>Os grãos moídos “finos”, matérias estranhas e impurezas que prejudicam a qualidade do moído devem ser evitados durante o processo como um todo, como exemplo de fatores que levam a produção de “finos” temos:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Genética do grão;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Tipo do grão (duro, semi-duro, mole);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Formato do grão;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Danos provocados pela colheitadeira;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Temperatura de secagem do grão;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Transporte do grão. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator extremamente importante para um insumo de qualidade é a questão sanitária da fábrica e locais de armazenagem, onde devemos evitar e minimizar ao máximo as causas e as fontes de fungos, ácaros, insetos, tóxicos e demais contaminações.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-misturadores-qualidade-mistura?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-misturadores&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39637 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores.png" alt="E-book Misturadores de ração" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-misturadores-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como realizar a escolha correta do moinho?</h2>
<p>Os moinhos mais utilizados na produção agrícola nacional são:</p>
<ul>
<li>Moinho de rolo;</li>
<li>Moinho de martelo<strong>.</strong></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A correta escolha do moinho é de extrema importância para o sucesso não apenas da atividade moagem em si, mas também no processo como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É indispensável a observação de algumas características do moinho antes da aquisição do mesmo, além de fatores como qualidade e preço do equipamento, que são inerentes a qualquer mercadoria adquirida. </span>Em relação a moinhos devemos atentar a alguns aspectos específicos.</p>
<p>Para determinar o desempenho do moinho, <strong>devemos avaliar a Taxa de moagem (TX)</strong>, que é obtida através da relação entre tempo gasto na moagem e quantidade de milho em kg utilizado e o consumo de energia elétrica que é calculado de acordo com a potência do motor.</p>
<p>O dimensionamento do moinho deve ser muito bem avaliado de acordo com as características produtivas e capacidade de sua fábrica.</p>
<p><strong>Um moinho subdimensionado,</strong> com capacidade inferior às necessidades e demandas do empreendimento, <strong>vai impreterivelmente atrasar todo o processo de produção da ração</strong>, numa reação em cadeia todo a parte de produção, distribuição e fornecimento do trato dos animais será comprometido, levando a uma diminuição da produtividade acarretando baixos índices de lucratividade.</p>
<p>Por outro lado, <strong>um moinho superdimensionado</strong>, ou seja, com capacidade de produção superior ao exigido pelas demandas da atividade, <strong>acarretará desperdício</strong>, tanto para com o investimento, quanto para manter os custos de energia de um equipamento subutilizado. Lembramos ainda, em relação aos gastos com energia, que quanto mais fina for a moagem, maior será o gasto com energia elétrica.</p>
<p>Agora que conhecemos os principais fatores inerentes à moagem de milho, devemos conhecer as características dos diversos tipos de moinhos encontrados no mercado.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Moinho de rolo</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Utilizando a força de compressão, dois ou mais cilindros giram em direção contrária, com velocidades diferentes, onde o milho, ao passar pelos cilindros, recebe essa força. Existem ainda </span>moinhos de rolo<span style="font-weight: 400;"> onde se tem apenas um rolo que comprime o material moído contra a parede do moinho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado final é uma moagem resultando um produto mais uniforme. É extremamente usual nas atividades ligadas à pecuária. </span><span style="font-weight: 400;">Existem moinhos de rolo de diversos tamanhos e capacidades, desde pequenos moinhos caseiros para grãos, café, malte e outros, até grandes moinhos para indústrias de mineração. </span></p>
<p><strong>O moinho de rolo permite uma moagem mais fina</strong>, grande parte entre 1,25 a 2 mm, aumentando a degradabilidade do grão. Em contrapartida, exige maiores cuidados com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">manejo da dieta</a></strong> e distúrbios metabólicos.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10344 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-rolo-e1638534859625-1024x841.jpg" alt="Moinho de rolo" width="770" height="632" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-rolo-e1638534859625-1024x841.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-rolo-e1638534859625-300x247.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-rolo-e1638534859625-768x631.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-rolo-e1638534859625-1536x1262.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-rolo-e1638534859625-370x304.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-rolo-e1638534859625-270x222.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-rolo-e1638534859625-365x300.jpg 365w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-rolo-e1638534859625-740x608.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-rolo-e1638534859625.jpg 1874w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Aula Professor Rafael Cervieri, Pós Corte Online. </span></p>
<h3>Moinho de martelo</h3>
<p>Tendo com o impacto a força responsável para a quebra do grão é utilizado para produção de produtos de tamanhos entre intermediário e grandes (o tamanho das partículas pode variar entre moinhos mesmo comparando peneiras semelhantes, em virtude de potência, amperagem, desgaste dos martelos).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41436" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/tabela-moinhos.png" alt="Moinho de martelos" width="819" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/tabela-moinhos.png 819w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/tabela-moinhos-300x113.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/tabela-moinhos-768x290.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/tabela-moinhos-370x140.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/tabela-moinhos-270x102.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/tabela-moinhos-740x279.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/tabela-moinhos-150x57.png 150w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Aula Professor Rafael Cervieri, Pós Corte Online. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, com mais tempo de moagem e dependendo do material a ser moído, pode também fornecer um produto mais fino, inclusive do que o obtido no moinho de rolo. A granulometria do produto obtido é diretamente dependente de alguns fatores como: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">A potência do motor;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">O número de martelos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">O tamanho dos martelos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A distância entre o martelo e a parede do cilindro; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A área de abertura da peneira na saída do moinho. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O moinho de martelo, o mais utilizado no Brasil, funciona com uma alta rotação de “martelos” acoplados a uma peça giratória, que quando em alta velocidade, atinge o grão causando sua quebra.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10346 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-martelo-1024x923.jpg" alt="Moinho de martelo peneira 5 mm" width="770" height="694" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-martelo-1024x923.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-martelo-300x271.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-martelo-768x693.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-martelo-1536x1385.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-martelo-370x334.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-martelo-270x243.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-martelo-333x300.jpg 333w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-martelo-740x667.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/moinho-de-martelo.jpg 1864w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /><span style="font-size: 10pt;"> Fonte: Aula Professor Rafael Cervieri, Pós Corte Online.</span></p>
<h3>Moinho de disco</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Fornece ao final da moagem um produto de granulação fina. Dependendo do tipo de produto, pode ser de disco simples ou disco duplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É composto por um ou dois discos giratórios e um disco fixo. Os discos giratórios comprimem o alimento a ser moído no disco fixo e são extremamente utilizados para alimentos fibrosos.</span></p>
<h3>Trituradores de mandíbulas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O produto a ser moído vai passando por duas grandes e resistentes mandíbulas, quando vão passando. À medida que as mandíbulas vão se estreitando, o produto vai sendo moído. Não é muito usual para moagem de milho.</span></p>
<h3>Moinhos de bolas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O moinho de bolas é, basicamente, um cilindro regular contendo várias bolas de material pesado e resistente, onde a força e o impacto das bolas no material a ser moído será responsável pelo processo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse moinho é utilizado para um produto final com baixa granulometria, mais utilizado para moer polpa de cacau, amêndoas, castanhas e amendoins, sendo menos usual na pecuária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha do moinho deve ser realizada de acordo com as demandas e necessidades de cada propriedade, observando o objetivo da moagem e principalmente, as características que cada moinho implicará no milho e, consequentemente, na dieta dos animais.</span></p>
<h2>Torne-se referência em nutrição na pecuária de corte</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte</strong></a>, você vai aprender na prática a formular dietas que garantem o desempenho dos animais e geram lucro para o produtor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, será capaz de montar estratégias nutricionais completas, alinhadas à realidade e aos objetivos da fazenda. Torne-se um profissional completo, dominando técnica e gestão, ganhando destaque no mercado da sua região. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16050 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-300x96.jpg" alt="Andrea Mobiglia" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/">Tipos de moinhos para moagem de grãos: veja suas características</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Coprodutos do algodão para alimentação do gado de corte: saiba quais são</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2020 13:30:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=7593</guid>

					<description><![CDATA[<p>A indústria do gado de corte passa por um momento de grande transformação. Ao longo das últimas décadas, o que se viu foi uma mudança significativa em todas as pontas da cadeia produtiva. Essa mudança é constante e busca o aumento da produtividade e a otimização dos recursos disponibilizados para a pecuária. Dentre os aspectos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/">Coprodutos do algodão para alimentação do gado de corte: saiba quais são</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria do gado de corte passa por um momento de grande transformação. Ao longo das últimas décadas, o que se viu foi uma mudança significativa em todas as pontas da cadeia produtiva.</p>
<p>Essa mudança é constante e busca o aumento da produtividade e a otimização dos recursos disponibilizados para a pecuária.</p>
<p>Dentre os aspectos importantes dessa mudança, está a associação de duas importantes frentes produtivas do agronegócio: lavoura e pecuária.</p>
<p>Essa associação se passa desde sistemas altamente integrados, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-integracao-lavoura-pecuaria/">sistemas de Integração Lavoura Pecuária (ILP)</a></strong>, e também ao aproveitamento de insumos e recursos advindos da outra atividade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
  });
</script></p>
</div>
<h2>Principais coprodutos do algodão na alimentação do gado de corte</h2>
<p>A pecuária se beneficia de produtos e coprodutos advindos da agricultura. A lavoura também se favorece com a utilização de produtos oriundos da pecuária, por exemplo, na utilização de adubos orgânicos.</p>
<p>A utilização desses subprodutos ou coprodutos do se associa perfeitamente com o aumento da busca pela intensificação dos sistemas de produção da atividade pecuária. Pecuaristas utilizam cada vez mais de ferramentas como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/" target="_blank" rel="noopener">confinamento</a></strong>, sequestro de recria, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semiconfinamento-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">semiconfinamento</a></strong>, dentre outras alternativas, onde a dieta dos animais é fornecida no cocho.</p>
<p>A utilização dos coprodutos, contribui também em uma frente importante para o agronegócio como um todo. “Reaproveitar” esses insumos, implica, consequentemente, em menores desperdícios e a maximização na utilização de insumos é de extrema valia para a “pegada” ambiental.</p>
<p><strong>Um aspecto importante a se destacar, em relação aos coprodutos do algodão, está ligado ao preço desses insumos</strong>. Geralmente, são insumos relativamente baratos, o que torna a composição dos nutrientes neles presentes de baixo custo.</p>
<p>Entretanto, comumente observa-se que a utilização desses insumos é regionalizada, principalmente pela questão que se tange ao frete. O valor acaba impactando no custo final da tonelada, tornando então a utilização da maioria dos coprodutos regionalizada.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Caroço de algodão</h3>
<p>O caroço de algodão é um alimento proteico-energético e de alto valor nutritivo, rico em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra</a></strong>, proteína e energia. Os níveis de energia presentes no caroço são provenientes principalmente da grande quantidade de óleo presente no caroço com extrato etéreo (EE) em média de 20% da MS (matéria seca).</p>
<p>É justamente essa característica que limita a utilização de grandes quantidades do caroço na dieta, sendo recomendados quantidades em torno de 15% da matéria seca da dieta, dependendo do teor de EE da dieta final.</p>
<p>Volumes muito superiores a esses adicionados sem critério na dieta, podem se transformar em um problema, tendo em vista que altos níveis de óleos insaturados no rúmen, causam distúrbios na fermentação ruminal pela morte de bactérias ruminais, redução na degradação da fibra e redução no consumo. Esses são os principais efeitos que observamos quando o valor é superior a 8% EE na dieta (% MS), resultando em queda no desempenho.</p>
<p>Outros dois pontos podem ser limitantes à utilização do <strong>caroço de algodão</strong> de forma descriteriosa: a grande impressão da interferência do caroço de algodão no aroma e sabor da carne de animais <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplementados</a></strong> com altas concentrações de caroço, sugere que em programas de produção de <strong>carne gourmet</strong>, não se utilize ou se utilize com bastante cautela o <strong>caroço de algodão.</strong></p>
<p>Embora ainda contraditório na literatura, muitos frigoríficos recusam animais alimentados com esse insumo para exportação para mercados específicos.</p>
<p>Além disso, o caroço de algodão apresenta em sua composição um composto fenólico chamado gossipol, esse composto tem efeito que pode prejudicar o desempenho reprodutivo dos machos, sendo prejudicial também para os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-de-bezerros/" target="_blank" rel="noopener">bezerros</a></strong>.</p>
<p>Seguindo com as características bromatológicas importantes do caroço de algodão, ele apresenta em sua composição de 44 a 50% de FDN (fibra detergente neutro), 27% de celulose, 10% de hemicelulose e de 13 a 15% de lignina. Essas características tornam o caroço um alimento de alto teor de fibra, tornando-o uma excelente alternativa para dietas de alto concentrado.</p>
<p>Adicionalmente a essas características, seu tamanho e presença do flinter é capaz de promover ruminação. Por isso, muitos nutricionistas utilizam esse benefício para reduzir a quantidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">volumoso</a></strong> em dietas de terminação, sem comprometer a saúde ruminal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10991" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2.jpg" alt="Caroço de algodão" width="500" height="375" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Caroço de algodão. Fonte: Arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.</span></span></p>
<h3>Torta de algodão</h3>
<p>Além do caroço de algodão, um importante coproduto obtido da produção de algodão é a torta de algodão. A torta é obtida no processo de prensagem do caroço para a retirada do óleo, também apresenta alta fibra e pode ser utilizada em dietas com alta inclusão de concentrado.</p>
<p>Entretanto, não apresenta bons níveis de energia como o caroço, se tornando um alimento proteico. Mas existem no geral, duas formas disponibilidades no mercado: a torta gorda contendo 5% de óleo e a torta magra que, em contrapartida, apresenta menos de 2% de óleo em sua composição.</p>
<p>A torta apresenta em média 27% de PB (proteína bruta) em sua composição bromatológica, baixo teor de proteína degradável no rúmen (PDR) e como característica, também bom teor de potássio.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10992" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-3.jpg" alt="Torta de algodão" width="500" height="281" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-3.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-3-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-3-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-3-270x152.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Torta de algodão. Fonte: arquivo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador da equipe de Consultoria Corte Rehagro.</span></span></p>
<h3>Farelo de algodão</h3>
<p>O farelo de algodão é obtido além do processo de prensagem, quando são utilizados produtos químicos (solventes) na extração do óleo do caroço, e possui quantidade relativamente superior de proteína em relação à torta.</p>
<p>Ele tem uma desvantagem perante aos outros produtos, pela grande diferença de níveis de proteína e outros nutrientes, de acordo com a forma que é processada e pela adição ou não de casca. Por isso, é preciso ficar atento à análise bromatológica desse insumo.</p>
<p>Temos diferentes tipos de farelo disponíveis no mercado. O farelo mais comumente indicado ao consumo de bovinos é rico em casca, contendo 25 a 36% de PB. O farelo de algodão também é uma grande alternativa, mas é sempre interessante comparar o preço da proteína com outros insumos que possuem maior teor proteico em sua composição, por exemplo, o farelo de soja.</p>
<h3>Capulho de algodão</h3>
<p>Quando se existe a possibilidade de um alimento com custo relativamente baixo de MS, o capulho de algodão ganha ainda mais destaque.</p>
<p>Obtido no momento da extração do algodão, o capulho apresenta características principais, voltadas mais para proporcionar fibra efetiva na dieta do que por suas características nutricionais. Isso principalmente quando avaliamos os baixos valores de EE e NDT e altos valores de FDNfe.</p>
<p>Com dietas cada dia mais energéticas, a necessidade e a busca por alimentos com fibra efetiva ganha um espaço considerável.</p>
<p>Esse insumo, quando utilizado como a única fonte de volumoso na dieta, é aconselhável a adição de água para ajustar a MS da dieta e evitar que deprecie o consumo do animal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10993 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-4.jpg" alt="Capulho de algodão" width="270" height="360" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-4.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-4-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Capulho de algodão. Fonte: arquivo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador da equipe de Consultoria Corte Rehagro.</span></span></p>
<h3>Casca do caroço de algodão</h3>
<p>Um coproduto, também rico em fibra que pode ser utilizado na dieta de ruminantes, é a casca do caroço de algodão. Contendo em torno de 3 a 8% de línter é um alimento de boa palatabilidade e de fácil mistura, inclusive com outros coprodutos como a torta.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10994 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-5.jpg" alt="Casca de caroço de algodão" width="215" height="285" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Casca do caroço de algodão. Fonte: arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.</span></span></p>
<p style="text-align: left;">Independente do insumo que você optar, é sempre recomendado avaliar o custo-benefício de sua aquisição. <span style="font-weight: 400;">Devemos avaliar: </span></p>
<ul>
<li>Opções na região;</li>
<li>Local adequado de armazenamento para garantir sua qualidade;</li>
<li>Análise bromatológica do insumo.</li>
</ul>
<p>Por serem coprodutos do algodão, os valores nutricionais podem alterar consideravelmente, afetando a composição final da dieta e, consequentemente, nos resultados de desempenho.</p>
<h2 data-start="212" data-end="287">Aproveite melhor os recursos da fazenda e transforme coprodutos em lucro</h2>
<p data-start="289" data-end="575">Coprodutos do algodão, como caroço e torta, podem ser aliados poderosos na nutrição do gado de corte, desde que utilizados com planejamento e equilíbrio. Saber quando, quanto e como incluir esses ingredientes na dieta é o que garante desempenho no cocho e economia no custo por arroba.</p>
<p data-start="577" data-end="904">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso de Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar estratégias nutricionais com controle de custos, planejamento forrageiro e gestão eficiente da produção. Com aulas online, linguagem prática e foco total na realidade da fazenda, o curso prepara você para tomar decisões mais técnicas e lucrativas.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/">Coprodutos do algodão para alimentação do gado de corte: saiba quais são</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Silagem de espigas, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2020 18:11:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[fazendas]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
		<category><![CDATA[snaplage]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=7175</guid>

					<description><![CDATA[<p>Nosso 23º webinar gado de corte foi sobre &#8220;Silagem de espigas de milho, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte&#8220;. Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab. Principais pontos do webinar O uso de silagem de grãos úmidos e reconstituídos melhora a eficiência alimentar dos animais. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/">Silagem de espigas, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nosso 23º webinar gado de corte foi sobre &#8220;<strong>Silagem de espigas de milho, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte</strong>&#8220;. Trata-se de uma palestra gratuita feita por nós, Grupo Rehagro, em parceria com o 3RLab.</p>
<h2 id="destaques">Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>O uso de silagem de grãos úmidos e reconstituídos melhora a eficiência alimentar dos animais.</li>
<li>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/por-que-usar-snaplage/" target="_blank" rel="noopener">silagem de espigas</a></strong> pode substituir outras fontes de energia na dieta dos animais.</li>
<li>A escolha entre grãos úmidos, grãos reconstituídos e silagem de espigas depende de critérios nutricionais, logísticos e econômicos.</li>
<li>É importante monitorar a umidade da silagem, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">moagem dos grãos</a></strong> e o uso de inoculantes para garantir a qualidade do alimento.</li>
<li>A adaptação dos animais e o monitoramento constante são fundamentais para o sucesso da utilização dessas silagens.</li>
</ul>
<p>Quem esteve no comando do evento online foi Thiago Bernardes, professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA).</p>
<p>Se tiver dúvidas ou ressalvas sobre silagem de espigas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo!</p>
<p>Se você ainda não assistiu a explicação do professor, clique no link abaixo:</p>
<h2>Como potencializar o lucro de sua fazenda?</h2>
<p>Aqui no Rehagro, temos <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=webinar-silagem-graos-umidos" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão da Pecuária de Corte</strong></a>. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:</p>
<ul>
<li aria-level="1">Nutrição e pastagens;</li>
<li aria-level="1">Sanidade;</li>
<li aria-level="1">Reprodução;</li>
<li aria-level="1">Diagnóstico da propriedade;</li>
<li aria-level="1">Gestão financeira e de pessoas.</li>
</ul>
<p>O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.</p>
<p>Para saber mais informações, visite nossa página:</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=webinar-silagem-graos-umidos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18735 size-full" title="Curso Gestão na Pecuária de Corte" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc.jpg" alt="Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="254" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-300x78.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-768x199.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-370x96.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-270x70.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-740x192.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-150x39.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/">Silagem de espigas, grãos úmidos e reconstituídos para gado de corte</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/silagem-de-espigas-e-graos-umidos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fibra efetiva na nutrição de gado de corte: qual a importância?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2020 17:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[fibra]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=7099</guid>

					<description><![CDATA[<p>O processo de intensificação dos sistemas produtivos levou ao adensamento da dieta de ruminantes com a utilização de fibra efetiva, principalmente dos animais confinados, buscando o aumento da produtividade e, consequentemente, da lucratividade da fazenda. O maior desempenho, entretanto, é acompanhado de novos desafios, dos quais técnicos nutricionistas buscam otimizar o adensamento com a inclusão [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/">Fibra efetiva na nutrição de gado de corte: qual a importância?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de intensificação dos sistemas produtivos levou ao adensamento da dieta de ruminantes com a <strong>utilização de fibra efetiva, principalmente dos animais confinados, buscando o aumento da produtividade</strong> e, consequentemente, da lucratividade da fazenda.</p>
<p>O maior desempenho, entretanto, é acompanhado de novos desafios, dos quais técnicos nutricionistas buscam otimizar o adensamento com a inclusão mínima de fibras efetivas na dieta, feita a partir do oferecimento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/">alimentos volumosos</a></strong>, buscando excelentes resultados sem comprometer a saúde do indivíduo.</p>
<p>Na falta de estímulo de fibra no rúmen-retículo, há comprometimento da ruminação e da produção de saliva. Essa última, por sua vez, é rica em elementos tamponantes para manter o pH ruminal.</p>
<p>Sua falta resulta em queda de pH que, dependendo da intensidade, pode contribuir para um quadro de acidose. A acidose pode se desdobrar em timpanismo espumoso e laminite, além de ter impactos negativos e irreversíveis no desempenho animal.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
  });
</script></p>
</div>
<h2>FDN e FDNfe: o que são?</h2>
<p>A fibra também estimula a motilidade, que é importante por aumentar o contato do substrato com as enzimas extracelulares dos microrganismos do rúmen, auxiliar na ruminação e na renovação de conteúdo ruminal, ajudando a aumentar a taxa de passagem. A mudança na taxa passagem tem como consequência:</p>
<ul>
<li>Alteração na eficiência da produção de proteína microbiana;</li>
<li>Taxas de passagem mais rápidas, que favorecem o crescimento microbiano;</li>
<li>Aumento de consumo, já que “libera” espaço no rúmen para o animal poder consumir mais alimento.</li>
</ul>
<p>É comum haver casos de acidose subclínica: aquela que existe, mas não tem sintomas evidentes. Um bom indicativo de que pode estar ocorrendo é o consumo de matéria seca muito variável.</p>
<p>Na determinação do nível mínimo de fibra na dieta dos bovinos de corte, é importante que seja considerada a porção da fibra que efetivamente estimula a ruminação.</p>
<p><strong>Para garantir que a dieta tenha fibra em detergente neutro (FDN) desejável e que promova efetividade na ruminação, a fibra fisicamente efetiva (FDNfe) começou a ser mensurada.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10983 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2.jpg" alt="FDN e FDNfe" width="533" height="291" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2.jpg 533w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2-300x164.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2-370x202.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2-270x147.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">A figura exemplifica que a porção de FDN está contida na matéria seca (MS) da dieta, que possui um percentual de efetividade. No primeiro exemplo, a efetividade física do FDN é menor que no segundo.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></span></p>
<p>O FDNfe foi definido como a porcentagem do FDN que efetivamente estimula a mastigação, salivação, ruminação e motilidade ruminal.</p>
<p>O conceito utilizado pelo NRC (1996) define como a soma das porcentagens do material retido em peneira acima de 1,18mm após separação vertical, e multiplicado pelo valor de FDN da amostra (<strong>FDNfe = FFDN x FDN amostra em %MS</strong>).</p>
<p>As partículas menores que 1,18 mm não são capazes de estimular a ruminação e os demais fatores discutidos anteriormente.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Requerimento mínimo de fibra efetiva</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa peneira foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia nos EUA, sendo nomeada de separador de partículas da <em>Penn State</em> (</span><i><span style="font-weight: 400;">The Penn State Particle Separator</span></i><span style="font-weight: 400;">). O método para mensurar consiste em passar uma amostra do material nas peneiras (19 mm, 8 mm, 1,18 mm e fundo). </span></p>
<p>Porém, no campo a peneira 1,18 mm foi substituída pela de 4 mm devido muitas partículas ficarem retidas na peneira 1,18 mm serem de baixa ou nenhuma efetividade.</p>
<p>Ainda assim, o material da peneira 4 mm deve ser avaliado com cautela, pois partículas de rápida fermentação ruminal podem ficar retidas na peneira superestimando os valores de FDNfe. Essa peneira pode ser desconsiderada na soma, caso o nutricionista adote isso como critério.</p>
<p>O que se sabe é que os zebuínos têm maior exigência de FDNfe, sendo algo em torno de 25-30%.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa exigência para demais bovinos ficaria próximo a 15%. Mas, estes valores podem ser muito variáveis, de acordo com o manejo da fazenda, maquinário existente na propriedade, qualidade de fibra e uso de aditivos.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41427" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1.png" alt="Requerimento de FDNfe" width="542" height="334" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1.png 542w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-300x185.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-370x228.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-270x166.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-150x92.png 150w" sizes="auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px" /></p>
<p style="text-align: center;" data-wp-editing="1"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Requerimento de FDNfe em bovinos (TMR = ração de mistura total). Fonte:  Dados do NRC, 2016.</span></p>
<h2>Níveis de FDNfe dos alimentos</h2>
<p>No gráfico a seguir, é visto que <strong>a diminuição do FDNfe resulta em menor pH ruminal</strong>, podendo chegar a níveis muito baixos dependendo da dieta fornecida.</p>
<p>Por isso, é importante estarmos atentos aos níveis de FDNfe dos alimentos mais utilizados.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10985 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4.jpg" alt="Fibra efetiva na dieta" width="512" height="311" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4-300x182.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4-370x225.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4-270x164.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">A influência do teor de fibra fisicamente efetiva na dieta sob o pH ruminal de bovinos. </span></p>
<p>Nas dietas formuladas, principalmente em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamentos</a></strong>, alguns alimentos são utilizados com o único intuito de fornecer fibra efetiva aos animais.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os alimentos mais comumente utilizados no Brasil, alguns se destacam: o bagaço de cana que além de preço acessível (dependendo da região) apresenta uma importante porcentagem de fibra fisicamente efetiva, o feno também pode ser utilizado com esse intuito e até mesmo silagens de milho, capim, sorgo, que passaram um pouco do ponto de ensilagem podem ser utilizados com intuito de fornecer fibra efetiva a esses animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses, outros importantes alimentos podem apresentar importante perfil de FDNfe e devem ser levados em consideração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quadro abaixo ilustra a efetividade de alguns insumos utilizados para bovinos. Note que o processamento é um fator crucial para esse parâmetro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, cada fazenda precisa conhecer seu insumo, e para isso a análise bromatológica e física das partículas é imprescindível para uma boa formulação de dieta.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41428" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2.png" alt="Tabela com a efetividade de insumos para bovinos" width="954" height="425" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2.png 954w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-300x134.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-768x342.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-370x165.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-270x120.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-740x330.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-150x67.png 150w" sizes="auto, (max-width: 954px) 100vw, 954px" /></p>
<p>Alguns subprodutos podem ser utilizados com o objetivo de estimular a ruminação através de sua efetividade, por exemplo, a casquinha de soja e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">caroço de algodão</a></strong><span style="font-weight: 400;">, ambos alimentos possuem em sua composição bromatológica característica interessantes, o caroço com 44% de FDN, em média, e a casquinha 70% de sua MS total, entretanto por características dessa fibra a utilização dos dois alimentos se diferem. </span></p>
<p>A fibra efetiva do caroço de algodão é significativa para proporcionar a ruminação dos bovinos, podendo ser utilizada então com esse intuito, já a casquinha não apresenta essas características, e apesar de ser uma excelente alternativa de alimento não deve ter sua efetividade levada em consideração para promover ruminação.</p>
<p>Quando pensamos em fornecer fibra aos animais buscando as características de sua efetividades, podemos acreditar que quanto maior o tamanho da partícula, melhor será para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">dieta</a></strong>, entretanto partículas grandes em demais, acima de 19 mm, em grandes quantidades na dieta podem proporcionar uma seleção por parte dos animais, essa seleção acarreta diversos prejuízos, por exemplo, sobras no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cocho</a></strong> e desempenho aquém do esperado para a dieta.</p>
<h2>Torne-se referência em nutrição na pecuária de corte!</h2>
<p>Com a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte</strong></a>, você vai aprender na prática a formular dietas que garantem o desempenho dos animais e geram lucro para o produtor.</p>
<p>Além disso, você será capaz de montar estratégias nutricionais completas, alinhadas à realidade e aos objetivos da fazenda. Torne-se um profissional completo, dominando técnica e gestão, ganhando destaque no mercado da sua região.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/">Fibra efetiva na nutrição de gado de corte: qual a importância?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Snaplage: por que utilizar a silagem de espiga de milho?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/por-que-usar-snaplage/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/por-que-usar-snaplage/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jan 2020 16:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[ensilagem]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[silagem]]></category>
		<category><![CDATA[snaplage]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=6761</guid>

					<description><![CDATA[<p>O setor produtivo do agronegócio se desenvolve a cada dia em busca de aumentar a rentabilidade e a remuneração dos envolvidos na atividade. Essa busca pode ser desenvolvida em algumas frentes diferentes como: Redução de custos; Aumento da produtividade; Eficiência na utilização de insumos; Melhoria na qualidade e disponibilidade dos ingredientes presentes nas dietas dos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/por-que-usar-snaplage/">Snaplage: por que utilizar a silagem de espiga de milho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor produtivo do agronegócio se desenvolve a cada dia em busca de aumentar a rentabilidade e a remuneração dos envolvidos na atividade. Essa busca pode ser desenvolvida em algumas frentes diferentes como:</p>
<ul>
<li>Redução de custos;</li>
<li>Aumento da produtividade;</li>
<li>Eficiência na utilização de insumos;</li>
<li>Melhoria na qualidade e disponibilidade dos ingredientes presentes nas dietas dos animais.</li>
</ul>
<p>Essas são algumas das maneiras pelas quais é possível se investir para obtenção de melhores resultados.</p>
<p>Pesquisadores e técnicos envolvidos na cadeia produtiva da pecuária de corte acompanham esse movimento, estudam e desenvolvem a cada dia perspectivas, ferramentas e alternativas para se alcançar melhores resultados.</p>
<p>Pensando no quesito melhoria da qualidade e disponibilidade dos alimentos ofertados nas dietas dos animais, principalmente em épocas de escassez de precipitações, uma alternativa muito utilizada e já bastante difundida é a <strong>silagem</strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"
  });
</script></p>
</div>
<h2>O que é ensilagem?</h2>
<p>Originalmente, a <strong>ensilagem</strong> é um <strong>processo de armazenamento e conservação de alimentos</strong>, permitindo que esse alimento seja conservado por um longo período de tempo, para utilização em períodos onde a escassez de chuva limita a produção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">pastagem</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">volumosos</a></strong> e/ou grãos.</p>
<p>Além da armazenagem em si, com passar dos anos e o avanço de estudos e pesquisas, percebeu-se que além de conservar os alimentos com baixa perda nutricional, a fermentação láctica produzida no processo de ensilagem permite ainda uma melhoria na disponibilidade de certos nutrientes presentes em determinados alimentos ensilados, é o caso por exemplo da silagem de grão úmido de milho ou sorgo.</p>
<p>Destaque para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">grão de milho</a></strong> cultivado no Brasil, milho duro, que por suas características bromatológicas tem menor disponibilidade de amido, quando comparado com o milho dentado cultivado nos Estados Unidos, por exemplo.</p>
<h3>Quais são os tipos de silagem?</h3>
<p>Alguns alimentos são tradicionalmente ensilados e utilizados na alimentação de bovinos no Brasil, como silagem de planta inteira do milho e de sorgo, silagem de cana, silagem de capim, silagem do grão úmido de milho ou sorgo.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses métodos “mais comuns” podemos descrever: </span></p>
<ul>
<li><em><strong>Earlage</strong></em>: silagem da espiga de milho;</li>
<li><em><strong>Toplage</strong></em>: silagem da planta inteira adicionada a espigas do milho;</li>
<li><em><strong>Stalklage</strong></em>: silagem da planta do milho, sem a espiga;</li>
<li><em><strong>Snaplage </strong></em>:silagem da espiga com a palha.</li>
</ul>
<p>Todos esses métodos são alternativas que vêm ganhando destaque na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">nutrição de bovinos de corte</a></strong>.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O <em>snaplage</em></h2>
<p>Por volta dos anos de 1960, na Itália, iniciou-se o processo de ensilagem da espiga de milho com a palha, o <strong>snaplage</strong>. Essa tecnologia foi levada aos Estados Unidos logo em seguida, país onde já é mais difundida. Há aproximadamente 6 a 7 anos, começaram a aparecer as primeiras silagens snaplage no Brasil.</p>
<p>O milho representa uma fatia representativa nos custos com alimentação de rebanhos em todo o Brasil, principalmente na composição de dietas para animais em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/" target="_blank" rel="noopener">confinamento</a></strong>. O milho seco e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-moinho-para-moagem-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">moído</a></strong><span style="font-weight: 400;"> é bastante utilizado em dietas desse sistema, porém o <strong>s</strong></span><strong>naplage vem ganhando destaque</strong> buscando alternativas de melhores custos sem perder o mais importante: produtividade do rebanho.</p>
<h3>Composição do snaplage</h3>
<p>O <strong>snaplage</strong> é composto por 75 a 80% de grão, 10 a 15% de sabugo e 5 a 10% de palha, sendo um alimento energético rico em fibras. Sendo assim, ele estimula a ruminação, e auxilia na manutenção da saúde ruminal.</p>
<p>Entretanto, o <strong>snaplage </strong>não deve ser considerado um alimento substituto da silagem de planta inteira do milho. Por mais que tenha boa presença de fibra, não é um volumoso, e sim um insumo com o objetivo de adensar as dietas e aumentar o aproveitamento do amido pelo ruminante.</p>
<p>A <strong>inclusão do snaplage</strong> na dieta de confinamento deve ser associada ao grão seco para evitar problemas metabólicos. Além disso, essa combinação resulta em melhor aproveitamento energético pelo ruminante.</p>
<p>Essa relação de grãos fermentados e grãos secos deve ser de 70:30, desde que atenda o balanço entre amido fermentável e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra fisicamente efetiva</a></strong> para ruminação. Por se tratar de um alimento energético com fibra, a adição de outras fontes de volumoso é reduzida.</p>
<p>Veja a comparação dos parâmetros médios de <strong>silagem de planta inteira, grão úmido e snaplage</strong> na tabela abaixo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41434" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/tabela-snaplage.png" alt="Tabela com os parâmetros bromatológicos médios de silagem de planta inteira, silagem de grão úmido e snaplage" width="764" height="253" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/tabela-snaplage.png 764w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/tabela-snaplage-300x99.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/tabela-snaplage-370x123.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/tabela-snaplage-270x89.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/tabela-snaplage-740x245.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/tabela-snaplage-150x50.png 150w" sizes="auto, (max-width: 764px) 100vw, 764px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Parâmetros bromatológicos médios de silagem de planta inteira, silagem de grão úmido e snaplage (Fonte: Rehagro Consultoria)</span></p>
<h3>Colheita e ensilagem</h3>
<p>O processo do snaplage exige algumas especificidades, como a colheita. A adaptação de uma plataforma despigadora à máquina autopropelida parece uma alternativa viável economicamente para colher esse material. Ela permite que essa alternativa possa ser difundida em todas as regiões.</p>
<p>O ponto de colheita tido como ótimo para o snaplage, é quando o grão do milho apresenta em torno de 28% a 35% de umidade. Isso ocorre porque a espiga possui cerca de 5% de umidade acima do grão.</p>
<p>É importante essa análise ser feita de maneira criteriosa, pois o percentual correto e desejável de umidade é essencial para o processo adequado de fermentação e compactação da silagem.</p>
<p>O tempo de ensilagem desse alimento é de no mínimo 60 dias para garantir a máxima digestibilidade do amido, que é o principal nutriente do snaplage. A produtividade da matéria seca da silagem de espiga é outra vantagem. O rendimento geralmente é cerca de 15-20% maior que a silagem de grão úmido devido a presença da palha e sabugo. Isso pode representar menor custo por tonelada produzida.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10283 size-full" title="Silagem de grão úmido " src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/silagem.jpg" alt="Silagem de grão úmido" width="749" height="447" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/silagem.jpg 749w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/silagem-300x179.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/silagem-370x221.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/silagem-270x161.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/01/silagem-740x442.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 749px) 100vw, 749px" /><span style="font-size: 10pt;">Silagem de grão úmido (Fonte: Rehagro Ensino)</span></p>
<h3>Benefícios indiretos do snaplage</h3>
<p>Outro fator, que poucos levam em consideração, mas que merece uma ressalva importante, não está ligado diretamente à qualidade ou às características do alimento snaplage. Ele diz respeito aos seus benefícios indiretos na lavoura, como a colheita da espiga.</p>
<p>A técnica deixa na roça um volume interessante de matéria orgânica que pode ser utilizado como fonte de fibra para diversas categorias de animais. É importante colocá-las para pastejar na área ou para o processo de plantio direto, que é extremamente interessante e positivo.</p>
<p>Existem muitas alternativas a serem consideradas na busca pela eficiência produtiva dentro da cadeia da carne. Alimentos e insumos utilizados nas dietas são potencialmente os principais responsáveis pelo desempenho dos animais, principalmente em confinamento. Sendo assim, criar espaço e desmistificar ferramentas é fundamental para a evolução do processo.</p>
<p>A snaplage é um alimento rico, de grande potencial produtivo e econômico, e deve ser levado em consideração nas atividades onde se fornecem alimentos ensilados aos animais.</p>
<h2 data-start="169" data-end="233">Nutrição estratégica e gestão andam juntas na busca por lucro</h2>
<p data-start="235" data-end="549">O uso de snaplage é uma excelente alternativa para elevar o desempenho do rebanho e otimizar o custo da alimentação. Mas para que essa e outras estratégias realmente tragam retorno, é fundamental aliar técnica à gestão eficiente — com controle de indicadores, planejamento nutricional e visão econômica do negócio.</p>
<p data-start="551" data-end="806">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende a tomar decisões com base em dados, ajustar o manejo com inteligência e transformar a produção em resultado. As aulas são 100% online, com foco prático e aplicabilidade imediata na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/por-que-usar-snaplage/">Snaplage: por que utilizar a silagem de espiga de milho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/por-que-usar-snaplage/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
