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	<title>análise do solo Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>análise do solo Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Planejamento de safra: como o diagnóstico do solo pode proteger sua margem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 16:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[análise do solo]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Custos de produção elevados, margens estreitas, volatilidade no preço das commodities e incertezas no abastecimento de fertilizantes compõem um cenário que exige muito mais do que esforço, exige inteligência na tomada de decisão. Nesse contexto, um tema que sempre foi importante tornou-se urgente: o planejamento de safra baseado em diagnóstico completo do solo. Não por [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Custos de produção elevados, margens estreitas, volatilidade no preço das commodities e incertezas no abastecimento de fertilizantes compõem um cenário que exige muito mais do que esforço, exige inteligência na tomada de decisão.</p>
<p>Nesse contexto, um tema que sempre foi importante tornou-se urgente: o <strong>planejamento de safra baseado em diagnóstico completo do solo</strong>. Não por modismo, mas por necessidade real. Quem já vinha fazendo isso de maneira estruturada está navegando o momento com mais tranquilidade. Quem não estava, enfrenta agora decisões difíceis sem as informações necessárias para tomá-las com segurança.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O peso dos fertilizantes no custo de produção</h2>
<p>Antes de qualquer estratégia, é preciso entender o tamanho do problema. Na cultura da soja, projeções para a <strong>safra 2026/27</strong> indicam um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/">custo de produção</a></strong> que pode variar entre <strong>R$ 5.000 e R$ 7.000 por hectare</strong>, com média em torno de R$ 6.000. Dentro dessa estrutura de custos:</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41968" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/custo-diagnostico.png" alt="Parcela dos fertilizantes no custo de produção" width="559" height="316" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/custo-diagnostico.png 559w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/custo-diagnostico-300x170.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/custo-diagnostico-370x209.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/custo-diagnostico-270x153.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/03/custo-diagnostico-150x85.png 150w" sizes="(max-width: 559px) 100vw, 559px" /></p>
<p>Esses números revelam algo fundamental: <strong>nenhum outro item isolado tem tanto impacto no custo de produção quanto o fertilizante fosfatado</strong>. Isso significa que qualquer decisão mal embasada sobre adubação fosfatada representa um risco financeiro desproporcional.</p>
<p>A pergunta, portanto, não é se vale a pena investir em diagnóstico. A pergunta é como qualquer produtor pode tomar decisões sobre 35% do seu custo sem informações técnicas confiáveis.</p>
<h2>Racionalização não é corte</h2>
<p>Um dos equívocos mais perigosos em momentos de pressão de custo é <strong>confundir racionalização com corte</strong>. São conceitos opostos, com consequências completamente diferentes.</p>
<ul>
<li><strong>Corte é a eliminação de um insumo ou prática sem embasamento técnico</strong>, motivada apenas pela necessidade de reduzir despesa. O resultado pode ser perda de produtividade, degradação do solo e prejuízo econômico real.</li>
<li><strong>Racionalização é a redistribuição inteligente do investimento</strong> com base em dados do solo, do histórico da lavoura e das necessidades reais de cada área. Pode significar reduzir em um nutriente onde há excesso e aportar em outro onde há déficit, sem aumentar o custo total.</li>
</ul>
<p>Esse é o ponto central: a racionalização só é possível para quem tem diagnóstico, e sem dados, toda redução é um corte às cegas.</p>
<h2>Fósforo e potássio: os dois nutrientes que mais exigem atenção</h2>
<h3>Fósforo: uma reserva subutilizada</h3>
<p>Historicamente, a agricultura brasileira foi orientada a <strong>aplicar doses de fósforo acima da exportação das culturas</strong>. A justificativa era técnica: em solos tropicais argilosos, o fósforo tem baixa mobilidade e sofre fixação intensa, o que exigia doses maiores para elevar os teores no solo.</p>
<p>O problema é que esse modelo mental criou uma realidade diferente nos solos com longa história de cultivo. Em muitas propriedades com 10 a 15 anos de sistema consistente, os teores de fósforo já ultrapassaram o nível crítico e atingiram patamares altos, mas a adubação continua igual. O resultado: <strong>investimento sem retorno agronômico</strong>.</p>
<p>Pesquisas com mais de 30 experimentos mostram que, quando o teor de fósforo no solo está no nível alto, a aplicação de fertilizante fosfatado <strong>não gera resposta econômica em soja</strong>. O custo do fertilizante simplesmente não é recuperado pelo incremento de produtividade.</p>
<p>O contraponto importante: quando os teores estão em nível médio ou baixo, <strong>a adubação fosfatada tem retorno comprovado</strong>. A decisão depende do diagnóstico.</p>
<p>Há ainda um efeito colateral pouco discutido: em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fosforo-no-solo-brasileiro/">solos com teores excessivos de fósforo</a></strong>, a soja pode apresentar acamamento, o que reduz o peso de mil sementes (PMS) no terço inferior da planta e derruba a produtividade mesmo em lavouras visualmente bonitas. Reduzir a adubação fosfatada nesses casos não é apenas economia, é agronômica e financeiramente correto.</p>
<h3>Potássio: o nutriente esquecido pelo melhoramento genético</h3>
<p>À medida que o melhoramento genético elevou o potencial produtivo das variedades de soja, ocorreu um efeito pouco monitorado: o consumo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/potassio-na-cultura-da-soja/">potássio</a></strong> por tonelada produzida aumentou.</p>
<p><strong>Cultivares modernas</strong> podem exigir de <strong>23 a 25 kg de K₂O</strong> para produzir uma tonelada de grãos, enquanto <strong>variedades de 10 a 15 anos</strong> atrás demandavam cerca de <strong>18 kg</strong>.</p>
<p>O resultado prático é que muitas fazendas hoje apresentam o seguinte desequilíbrio:</p>
<ul>
<li>Teores de fósforo acima do nível crítico (com adubação desnecessária).</li>
<li>Teores de potássio abaixo do nível crítico (com adubação insuficiente).</li>
</ul>
<p>Isso acontece porque o modelo de adubação não acompanhou a evolução genética. A solução para esses casos é exatamente o que o diagnóstico permite: redirecionar o investimento que estava mal alocado no fósforo para o potássio, onde há resposta econômica real.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Os 3 pilares do diagnóstico completo do solo</h2>
<p>Um erro comum é reduzir o diagnóstico do solo à <strong>análise química</strong>. A fertilidade do solo é um sistema com <strong>três dimensões interdependentes</strong>:</p>
<h3>1. Diagnóstico químico</h3>
<p>É o mais conhecido e o ponto de partida de qualquer planejamento nutricional. Avalia pH, teores de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/macroelementos-essenciais-as-plantas-e-solos/">macronutrientes</a></strong> (N, P, K, Ca, Mg, S) e micronutrientes (B, Zn, Cu, Mn, Fe). É a <strong>base para qualquer recomendação de adubação</strong>.</p>
<p>Atenção especial: analisar apenas a camada de <strong>0 a 20 cm</strong> pode esconder deficiências e excessos em profundidade. Em lavouras com histórico de adubação superficial, é comum encontrar teores altos de fósforo em 0 a 10 cm e deficiência em 10 a 20 cm, onde parte relevante do sistema radicular se desenvolve.</p>
<h3>2. Diagnóstico físico</h3>
<p>Avalia textura, estrutura e compactação do solo, e está diretamente relacionado à disponibilidade de água.</p>
<p>Um solo compactado impede o <strong>crescimento radicular em profundidade</strong>, o que significa que a planta não consegue acessar a água armazenada nas camadas mais profundas durante períodos de déficit hídrico. Isso compromete não apenas a absorção de água, mas também a absorção de nutrientes, inclusive aqueles que já foram aplicados e estão presentes no solo.</p>
<h3>3. Diagnóstico biológico</h3>
<p>Avalia a atividade microbiana e a vida do solo, um componente cada vez mais relevante e ainda muito negligenciado. A matéria orgânica, embora útil, é um indicador pouco sensível às mudanças de manejo. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-microbiologica-do-solo/">análise de atividade biológica</a></strong> (como a metodologia bios) oferece uma leitura mais precisa do estado real do solo do ponto de vista biológico.</p>
<p>A biologia do solo media grande parte das <strong>interações químicas</strong>: a disponibilização de nutrientes, a fixação biológica de nitrogênio, a ciclagem de matéria orgânica. Ignorar esse pilar significa tomar decisões sobre um sistema que você conhece apenas em parte.</p>
<p>Acompanhe mais sobre os pilares do diagnóstico do solo no podcast realizado pelo 3r ribersolo:</p>
<p><iframe title="Planejamento da safra começa no solo: manejo e decisões técnicas que impactam o custo de produção." width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/vW4uFKmeYL4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Amostragem do solo: a etapa mais subestimada</h2>
<p>Mesmo o melhor laboratório do mundo não é capaz de gerar informações confiáveis a partir de uma amostra mal coletada. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/amostragem-de-solo-em-lavouras-de-graos/">amostragem de solo</a> é a base de todo o diagnóstico</strong>, e é exatamente ela que costuma receber menos atenção.</p>
<p>Algumas falhas comuns e seus impactos:</p>
<ul>
<li><strong>Densidade amostral excessiva sem profundidade</strong>: coletar muitos pontos em 0 a 20 cm, sem amostrar perfis mais profundos, gera uma quantidade enorme de dados que não embasam decisões estratégicas.</li>
<li><strong>Contaminação entre camadas</strong>: misturar solo de diferentes profundidades durante a coleta invalida a análise estratificada.</li>
<li><strong>Equipe não capacitada</strong>: delegar a coleta ao profissional menos experiente disponível é economizar no ponto errado. A amostra que vai para o laboratório vai orientar 35% do custo de produção.</li>
<li><strong>Ausência de histórico</strong>: tomar decisões com base em uma única análise, sem comparação com dados anteriores, aumenta o risco de interpretações equivocadas.</li>
</ul>
<p><strong>Recomendação prática</strong>: planeje a amostragem como parte do processo produtivo, com profissional capacitado, em periodicidade definida, e com análise estratificada (0-10, 10-20, 20-40 cm) especialmente em áreas de culturas perenes ou com histórico de adubação superficial.</p>
<h2>O diagnóstico como linha de custo</h2>
<p>Um dos pontos mais reveladores da discussão entre os especialistas é que a grande maioria dos produtores <strong>não coloca o diagnóstico no orçamento</strong>. Ele costuma aparecer como um custo extra, não planejado, o que distorce completamente sua percepção de valor.</p>
<p>Quando colocado no contexto correto, os números mudam radicalmente:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41970" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/04/custo-diagnostico-1.png" alt="Diagnóstico do solo como custo" width="671" height="194" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/04/custo-diagnostico-1.png 671w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/04/custo-diagnostico-1-300x87.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/04/custo-diagnostico-1-370x107.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/04/custo-diagnostico-1-270x78.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/04/custo-diagnostico-1-150x43.png 150w" sizes="auto, (max-width: 671px) 100vw, 671px" /></p>
<p>Em outras palavras: <strong>investir de 5% a 7%</strong> sobre o item que representa 35% do custo de produção para tomar decisões mais acertadas sobre ele é, por definição, um dos melhores retornos possíveis dentro da estrutura de custos da lavoura.</p>
<p>O caminho correto é <strong>colocar o diagnóstico no planejamento anual</strong>, junto com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sementes-de-qualidade-como-escolher-para-ter-alta-performance/">sementes</a></strong>, defensivos e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/produtos-quimicos-ou-biologicos/">fertilizantes</a></strong>, e projetá-lo de forma plurianual, definindo quais análises serão feitas em cada safra (química básica, análise em profundidade, biológica, foliar) com base nas necessidades e no histórico de cada área.</p>
<h2>O sistema de produção como unidade de decisão</h2>
<p>Um avanço importante no pensamento agronômico contemporâneo é deixar de pensar em culturas isoladas e passar a pensar em <strong>sistemas de produção</strong>. Isso muda a lógica do diagnóstico e da adubação.</p>
<p>Quando o produtor cultiva soja-milho em sequência, ou insere <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/">plantas de cobertura</a></strong>, ou trabalha com café como cultura perene, cada decisão de adubação interage com todo o ciclo.</p>
<p>Um exemplo prático: em solos arenosos, o potássio tende a percolar para camadas mais profundas. Culturas perenes com sistema radicular profundo podem acessar esse potássio. Culturas anuais, como a soja, têm mais dificuldade.</p>
<p>A solução pode ser inserir no sistema uma braquiária, que, ao produzir 5 toneladas de matéria seca, pode ciclar cerca de 300 kg de K₂O, tornando disponível na superfície um nutriente que estava inacessível para a soja.</p>
<p>Esse tipo de raciocínio sistêmico só é possível quando o diagnóstico é feito de forma completa, estratificada e com histórico acumulado.</p>
<h2>Como maximizar a eficiência dos fertilizantes?</h2>
<p>A eficiência de um fertilizante é definida de forma simples: <strong>é a proporção do nutriente aplicado que a planta efetivamente absorve e utiliza</strong>. Qualquer nutriente que vai para a erosão, percola além da zona radicular ou fica retido na matriz do solo em formas indisponíveis representa perda de eficiência e de dinheiro.</p>
<p>Para maximizar essa eficiência, as prioridades são:</p>
<ol>
<li><strong>Corrigir o solo antes de refinar a fonte</strong>: calagem bem feita e plantio direto consolidado podem dobrar a eficiência do fósforo sem nenhuma tecnologia adicional de fertilizante.</li>
<li><strong>Posicionar o nutriente onde a raiz está</strong>: fósforo aplicado em superfície numa área com teores altos tem impacto zero na produtividade. O mesmo nutriente aplicado em profundidade, onde o teor está baixo, tem retorno econômico claro.</li>
<li><strong>Controlar erosão</strong>: fertilizante carregado pela enxurrada não é ineficiente, é simplesmente perdido. Práticas de conservação do solo fazem parte da equação de eficiência.</li>
<li><strong>Desenvolver o sistema radicular</strong>: uma planta com sistema radicular raso não acessa água nem nutrientes em profundidade. Resolver restrições físicas (compactação) e químicas (alumínio em subsuperfície) é pré-condição para qualquer outra estratégia nutricional funcionar.</li>
</ol>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Há uma metáfora precisa para entender o papel do solo no sistema produtivo: ele é o alicerce da construção. Você pode contratar o melhor eletricista, o melhor encanador e o melhor acabamento, mas se o alicerce tiver problema estrutural, toda a obra entra em risco com o tempo.</p>
<p>O solo bem diagnosticado, bem manejado e bem nutrido não garante, por si só, o resultado lá na ponta, mas garante que você entra no jogo muito mais preparado. Com um alicerce sólido, cada decisão técnica que vem depois tem mais chances de se traduzir em produtividade real e em lucro.</p>
<p>Em um cenário de margens apertadas, custos elevados e incertezas crescentes, a diferença entre sobreviver e prosperar passa cada vez mais por uma questão fundamental: <strong>você está tomando decisões baseadas em dados ou baseado no achismo?</strong></p>
<p>O diagnóstico do solo é a resposta mais racional, mais econômica e mais estratégica para essa pergunta. E o melhor momento para tê-lo era antes da última safra. O segundo melhor momento é agora.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
<p>Se você quer entender melhor os fatores que afetam essa prática, saber como regular e calibrar corretamente os equipamentos, evitar perdas e garantir uma distribuição uniforme no campo, o <a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/eficiencia-maxima-na-aplicacao-de-corretivos-e-fertilizantes?utm_campaign=materiais-cl-acf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Eficiência Máxima na Aplicação de Corretivos e Fertilizantes</strong></a> do Rehagro pode te ajudar.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como interpretar uma análise de solo e fazer recomendações mais eficazes?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/como-interpretar-uma-analise-de-solo-e-fazer-recomendacoes-mais-eficazes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 15:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[análise do solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A interpretação de análise de solo é uma etapa crucial para compreender a saúde e a fertilidade do solo. Por meio da análise, são avaliados diversos parâmetros, como pH, teores de nutrientes, matéria orgânica e textura do solo. Com base nos resultados, é possível identificar deficiências ou excesso de nutrientes, além de determinar a necessidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A interpretação de análise de solo é uma <strong>etapa crucial para compreender a saúde e a fertilidade do solo</strong>. Por meio da análise, são <a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-de-fertilidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>avaliados diversos parâmetros</strong></a>, como pH, teores de nutrientes, matéria orgânica e textura do solo.</p>
<p>Com base nos resultados, é possível identificar deficiências ou excesso de nutrientes, além de determinar a necessidade de corretivos e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-fertilizante-nitrogenado/" target="_blank" rel="noopener">fertilizantes</a></strong>.</p>
<p>A interpretação da análise de solo envolve comparar os valores obtidos com faixas de referência estabelecidas para cada nutriente. Isso permite diagnosticar problemas específicos e planejar estratégias adequadas de manejo.</p>
<p>É importante <strong>considerar as particularidades de cada cultura</strong> a ser cultivada, pois diferentes plantas têm exigências nutricionais distintas.</p>
<p>Além dos nutrientes, a interpretação também considera o pH do solo, que afeta a disponibilidade de nutrientes para as plantas. A correção do pH, se necessário, é realizada com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gessagem-agricola/" target="_blank" rel="noopener">uso de corretivos</a></strong> específicos, como o calcário.</p>
<p>Uma <strong>interpretação adequada permite otimizar a adubação</strong>, evitando desperdícios e reduzindo os impactos ambientais. Além disso, ajuda a prevenir problemas como deficiências nutricionais, que podem comprometer o desenvolvimento das plantas e reduzir a produtividade.</p>
<p>Dessa forma, nesse webinar são trazidas informações importantes de como interpretar uma análise de solo de forma correta e fazer as recomendações de maneira eficaz.</p>
<p>O especialista e consultor da Equipe Grãos do Rehagro, Flávio Moraes, traz exemplos reais de análises de solo e como realizar um manejo correto.</p>
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		<title>Como interpretar uma análise de solo e fazer os cálculos de recomendação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Feb 2021 20:55:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CAFÉ]]></category>
		<category><![CDATA[análise do solo]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[cafeeiro]]></category>
		<category><![CDATA[nutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No mercado do agronegócio, não existe espaço para a dúvida. Em um setor que movimenta milhões, profissionais de todas as pontas da cadeia devem ter segurança máxima para exercer suas funções com excelência. Importância da análise do solo No dia a dia do campo, sabemos que a análise do solo é uma ferramenta valiosa, que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No mercado do agronegócio, não existe espaço para a dúvida. Em um setor que movimenta milhões, profissionais de todas as pontas da cadeia devem ter segurança máxima para exercer suas funções com excelência.</p>
<h2>Importância da análise do solo</h2>
<p>No dia a dia do campo, sabemos que <strong>a análise do solo é uma ferramenta valiosa</strong>, que ampara com exatidão os próximos passos do manejo, como a adubação racional.</p>
<p>Com o resultado em mãos, devemos conhecer bem os parâmetros que buscamos, <strong>para</strong> <strong>realizarmos os cálculos de recomendação dos nutrientes corretamente</strong>.</p>
<p>Quando há escassez de <a href="https://rehagro.com.br/blog/nutrientes-para-o-cafeeiro/" target="_blank" rel="noopener"><strong>nutrientes</strong></a> no solo, os sintomas de deficiência se manifestam e, neste ponto, as alterações no metabolismo da planta já ocorreram, o que significa que a produção já está sendo comprometida e o prejuízo já está ocorrendo.</p>
<p>Por isso, faz-se necessário uma <strong>recomendação adequada de nutrientes</strong>, suprindo todas as demandas do cafeeiro.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
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  });
</script></p>
</div>
<p>Neste artigo, vamos demonstrar, passo a passo, como interpretar uma análise de solo e realizar os cálculos de recomendação de:</p>
<ol>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nitrogenio-na-cultura-do-cafe/" target="_blank" rel="noopener">Nitrogênio;</a></strong></li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/fosfatagem-no-cafeeiro/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Fósforo</strong></a>;</li>
<li>Potássio.</li>
</ol>
<p>Para isso, vamos usar um exemplo prático. Acompanhe abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-41801 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-resultados-analise-solo.png" alt="Tabela com análise do solo para profundidade de 20 centímetros" width="1048" height="134" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-resultados-analise-solo.png 1048w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-resultados-analise-solo-300x38.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-resultados-analise-solo-1024x131.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-resultados-analise-solo-768x98.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-resultados-analise-solo-370x47.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-resultados-analise-solo-270x35.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-resultados-analise-solo-740x95.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-resultados-analise-solo-150x19.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1048px) 100vw, 1048px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Resultado da análise de solo de 0 – 20 cm de profundidade em lavoura de café.</span></p>
<p>Informações do talhão 1:</p>
<ul>
<li>Lavoura com 8 anos de idade;</li>
<li>Produtividade esperada para esse ano agrícola: 25 sc/ha;</li>
<li>Produtividade esperada para a safra seguinte a esse ano agrícola: 45 sc/ha;</li>
<li>Teor de argila do solo: 40%.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-41803 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-padroes-analise-solo.png" alt="Padrões para análise de solo" width="775" height="190" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-padroes-analise-solo.png 775w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-padroes-analise-solo-300x74.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-padroes-analise-solo-768x188.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-padroes-analise-solo-370x91.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-padroes-analise-solo-270x66.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-padroes-analise-solo-740x181.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-padroes-analise-solo-150x37.png 150w" sizes="auto, (max-width: 775px) 100vw, 775px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Padrões referenciais médios para avaliação de resultados de análise de solo na cultura do café.  </span>Fonte: Luiz Paulo Vilela &#8211; Coordenador da equipe Rehagro Café e consultor técnico.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-amostragem-de-solo-em-lavoura-de-cafe?utm_campaign=material-cafe&amp;utm_source=guia-amostragem-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39676 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro.png" alt="Guia Amostragem de solo na lavoura de café" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como calcular a recomendação de nitrogênio (N)?</h2>
<p>Como não há resultado de teor de nitrogênio na análise de solo, devido a sua dinâmica no solo, a recomendação para esse nutriente <strong>é feita com base na expectativa de produtividade esperada</strong> para a cultura:</p>
<p style="text-align: center;"><em>N (kg/ha) = (produção (em sacas por ha) x 2,6) + (próxima safra (em sacas por ha) x 3,6)</em></p>
<p>Calculando:</p>
<p style="text-align: center;"><em>N (kg/ha) = (25 sc/ha x 2,6) + (45 sc/ha x 3,6)</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>N (kg/ha) = 65 + 162</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>N (kg/ha) = 227 kg/ha de nitrogênio</em>.</p>
<p>Se a fonte utilizada for a ureia, que possui 45% de N, serão necessários:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8853 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/Capturar-11.png" alt="" width="265" height="85" /></p>
<p>No entanto, é necessário calcular a demanda de ureia com base na sua eficiência (perdas por volatilização), que pode ser considerada de 60 a 80% dependendo das condições, assim consideramos 70%:</p>
<p style="text-align: center;"><em>504,4 kg de ureia / 0,70 (eficiência) = 720,6 kg de ureia por ha</em></p>
<p>Dessa forma, com base nos cálculos, para essa lavoura com produtividade esperada para esse ano agrícola de 25 sacas por hectare e para a safra do ano seguinte de 45 sacas por hectare, é recomendado a aplicação de 227 kg/ha de nitrogênio.</p>
<p>Utilizando a fonte ureia é demandado 720 kg desse fertilizante por hectare, considerando sua eficiência de 70%.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24250 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc.jpg" alt="Curso Gestão na Produção de Café Arábica" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como calcular a recomendação de fósforo (P)?</h2>
<p>Na análise foi utilizado <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mehlich-1-e-resina/" target="_blank" rel="noopener">o extrator Mehlich 1</a></strong>, e o teor de fósforo é 15,5 mg/dm3, mas eu quero atingir 20 mg/dm3 (tabela 2). Por isso, é necessário aumentar 4,5 mg/dm3:</p>
<p style="text-align: center;"><em>20 mg/dm3 (teor desejável) &#8211; 15,5 mg/dm3 (teor no solo) = 4,5 mg/dm3.</em></p>
<p>Conforme a tabela abaixo, utilizando o extrator Mehlich, para elevar 1 mg/dm3 de fósforo em um solo com 40% de argila, é necessário 30 kg de P2O5 (marcado em vermelho):</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22290 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/analise-de-solo-3.jpg" alt="Tabela com valores do fator CT" width="523" height="130" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/analise-de-solo-3.jpg 523w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/analise-de-solo-3-300x75.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/analise-de-solo-3-370x92.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/analise-de-solo-3-270x67.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/analise-de-solo-3-150x37.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 523px) 100vw, 523px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Valores do fator CT (capacidade tampão de fósforo) para estimar a dose do adubo fosfatado, em função do teor de argila no solo, para os métodos de Mehlich 1 e resina. </span></p>
<p>Dessa forma, se eu desejo aumentar 4,5 mg/dm3:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8855 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/Capturar-13.png" alt="" width="180" height="84" /></p>
<p>Utilizando a fonte de Superfosfato Simples que possui 18% de P2O5, teremos que aplicar:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8856 aligncenter" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/Capturar-14.png" alt="" width="270" height="83" /></p>
<p>Dessa forma, a quantidade de Superfosfato Simples recomendada será de: 750 kg desse fertilizante por hectare.</p>
<p>**Se o extrator utilizado for o resina, devemos olhar os parâmetros para se trabalhar no solo com o extrator resina (tabela 2), e verificar quantos kg de P2O5 é necessário para aumentar no solo 1 mg/dm3 de P (tabela 3). Após isso, realizar os mesmos cálculos exemplificados acima.</p>
<h2>Como calcular a recomendação de potássio (K)?</h2>
<p>Para o nutriente <a href="https://rehagro.com.br/blog/potassio-na-cultura-do-cafe/" target="_blank" rel="noopener"><strong>potássio</strong></a>, pode-se trabalhar para manter 120 mg/dm3 no solo (tabela 2), adicionado a extração pela cultura, de acordo com a produção e vegetação:</p>
<ul>
<li><strong>Recomendação de K para produção e vegetação:</strong></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><em>K (kg/ha) = (produção x 3) + (vegetação x 2,9)</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>K (kg/ha) = (25 sc x 3) + (45 sc x 2,9)</em></p>
<p style="text-align: center;"><em>K (kg/ha) = 75 + 130,5 = 205,5 kg/ha de K2O</em></p>
<ul>
<li><strong>Recomendação de K para manter um nível de segurança no solo:</strong></li>
</ul>
<p>Como o solo já está com teor de potássio acima de 120 mg/dm3, vamos calcular para descontar essa reserva do solo da quantidade de potássio demandada para aplicação:</p>
<p style="text-align: center;">153,0 mg/dm3 (teor no solo) &#8211; 120 mg/dm3 (nível para manter no solo) = 33 mg/dm3</p>
<p>Em cmolc/ dm3 essa quantidade corresponde a: 0,08 cmolc/dm3 que preciso aumentar no meu solo:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8857 aligncenter" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/Capturar-15.png" alt="" width="249" height="93" /></p>
<p>Para aumentar 1 cmolc/dm3 é necessário 942 kg de K2<span style="font-weight: 400;">O por hectare: </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8858 aligncenter" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/Capturar-16.png" alt="" width="269" height="86" /></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recomendação de potássio:</span></p>
<p style="text-align: center;">205,5 kg/ha de K2O (para produção e vegetação) &#8211; 75,4 kg de K2O/ha (reserva do solo) = 130,1 kg de K2O/ha.</p>
<p>Se a fonte utilizada for o cloreto de potássio, que contém 60% de K2O:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-8859 aligncenter" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/Capturar-17.png" alt="" width="248" height="83" /></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-41804 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-demanda-nutrientes.png" alt="Tabela com demanda de nitrogênio, fósforo e potássio para lavoura de café" width="700" height="168" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-demanda-nutrientes.png 700w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-demanda-nutrientes-300x72.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-demanda-nutrientes-370x89.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-demanda-nutrientes-270x65.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/02/tabela-demanda-nutrientes-150x36.png 150w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Demanda de nitrogênio, fósforo e potássio por hectare para essa lavoura</span></p>
<p>Exemplificamos acima, como é feita a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/adubo-npk/" target="_blank" rel="noopener">recomendação de adubação para os nutrientes NPK</a></strong>, com base na análise de solo, e nas condições da lavoura exemplificadas neste material.</p>
<p>E então? Da próxima vez que a análise de solo chegar, você vai estar pronto para fazer uma recomendação adequada?</p>
<p>Essa interpretação e esses cálculos geram muitas dúvidas, até mesmo nos mais experientes profissionais.</p>
<p>Mas precisamos saber realizá-los com exatidão, porque são a base de planejamento para outras etapas de importância crucial na produção.</p>
<h2>Transforme dados da análise de solo em resultados para sua lavoura</h2>
<p>Interpretar corretamente a análise de solo e calcular as recomendações é essencial para garantir um manejo eficiente e produtivo. Mas, para que esses números se convertam em maior lucratividade, é preciso aliar conhecimento técnico à gestão estratégica da cafeicultura.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Produção de Café Arábica</a></strong> do Rehagro, você aprende a tomar decisões baseadas em dados, otimizar o uso de insumos, planejar custos e aplicar práticas que aumentam a produtividade e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24250 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc.jpg" alt="Curso Gestão na Produção de Café Arábica" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18459 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato.jpg" alt="Larissa Cocato - Coordenadora de Ensino Café" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-interpretar-uma-analise-de-solo-e-fazer-os-calculos-de-recomendacao/">Como interpretar uma análise de solo e fazer os cálculos de recomendação?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Análise microbiológica do solo: como realizar essa técnica?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/analise-microbiologica-do-solo/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/analise-microbiologica-do-solo/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2020 18:00:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[análise do solo]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O solo é a base da agricultura, então entendê-lo é mais do que uma missão, é necessário. Tanto para os plantios anuais, perenes ou até para a pecuária, realizar uma análise microbiológica do solo e saber a sua composição fará toda a diferença no manejo. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O solo é a base da agricultura, então entendê-lo é mais do que uma missão, é necessário. Tanto para os plantios anuais, perenes ou até para a pecuária, realizar uma análise microbiológica do solo e saber a sua composição fará toda a diferença no manejo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Composição do solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As propriedades do solo se dividem em química, </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/ambiente-fisico-do-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>física</strong> </a><span style="font-weight: 400;">e biológica. Sua composição depende de diversos fatores como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Relevo; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Clima;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Temperatura;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rocha originária da formação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Organismos vivos.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-como-obter-sucesso-no-plantio?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-sucesso-plantio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39606 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png" alt="E-book 7 passos para obter sucesso no plantio de grãos" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre esse último tópico, os <a href="https://rehagro.com.br/blog/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>microrganismos</strong></a> fazem parte da propriedade biológica desse solo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10742" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/composicao-do-solo.jpg" alt="Esquema didático sobre as características da composição do solo." width="450" height="354" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/composicao-do-solo.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/composicao-do-solo-300x236.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/composicao-do-solo-370x291.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/composicao-do-solo-270x212.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Esquema didático sobre a composição do solo</span></span></p>
<h2>Propriedade biológica do solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A parte biológica do solo é constituída por <strong>microrganismos (cerca de 70%), raízes e fauna</strong>. Além disso, ela apresenta uma estreita inter-relação com os componentes físicos e químicos.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">Toda essa parte das propriedades do solo, unidas aos microrganismos, influenciam não só a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas agrícolas, mas também suas funções ecológicas e serviços ambientais.</span></p></blockquote>
<h2>Histórico do solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O grau de revolvimento mecânico, juntamente com a qualidade e a quantidade do resíduo vegetal que são aportados ao solo, fazem com que todo o sistema de uso ou manejo deixe sua impressão digital, sua assinatura biológica, no solo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10743 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/solo-revolvido.jpg" alt="Escavadeira revolvendo o solo." width="395" height="513" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/solo-revolvido.jpg 395w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/solo-revolvido-231x300.jpg 231w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/solo-revolvido-370x481.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/solo-revolvido-270x351.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 395px) 100vw, 395px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Escavadeira revolvendo o solo</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As determinações de atividade enzimática são uma das vias de formação da memória do solo. Isso decorre do fato de que a atividade enzimática total de um solo é o somatório de:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Atividade enzimática dos organismos vivos (microrganismos, plantas e animais);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Enzimas abiônticas (associadas à fração não viva, que se acumulam no solo protegidas da ação de proteases por meio de sua adsorção em partículas de argila);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Matéria orgânica.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">A capacidade do solo de estabilizar e proteger enzimas está relacionada à sua capacidade de armazenar e estabilizar MO (afinal a enzima é uma molécula orgânica) e outras propriedades estruturais associadas (agregação e porosidade), que são de difícil detecção num curto período, diferentemente da atividade enzimática.</span></p>
<h2>Saúde do solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os parâmetros utilizados para caracterizar o componente biológico dos solos e avaliar a sua saúde/qualidade, destacam-se as avaliações de biomassa microbiana e de atividade enzimática.</span></p>
<h3>Biomassa</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A biomassa microbiana do solo, como o próprio nome diz, avalia a massa dos microrganismos no solo e é expressa como mg de C, N, e/ou P nos microrganismos por quilograma de solo.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">A biomassa é a parte viva e mais ativa da MOS sendo constituída, principalmente, por fungos, bactérias e actinomicetos.</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da sua importância em relação ao teor total de MOS, o tamanho dos componentes vivos é relativamente pequeno, variando de 1% a 5%.</span></p>
<h3>Enzimas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No solo, as enzimas participam como catalizadoras das reações metabólicas intracelulares, que ocorrem nos seres vivos. Além disso, as enzimas extracelulares desempenham papel fundamental, atuando em várias reações que resultam na decomposição de resíduos orgânicos, tais como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ligninases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Celulases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Proteases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Glucosidases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Galactosidases. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">As enzimas também desempenham papéis importantes na ciclagem de nutrientes, os quais podemos citar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fosfatases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Amidases;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Urease;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sulfatase. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, mas não menos importante, as enzimas estão ligadas à formação da MOS e da estrutura do solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O potencial das análises de atividade enzimática como indicadores de grande sensibilidade, especialmente β-glicosidase e arilsulfatase, tem sido verificado no Cerrado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim foi ficando cada vez mais claro a necessidade de incluir também a análise dos <a href="https://rehagro.com.br/blog/bioindicadores-para-determinar-a-qualidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bioindicadores</strong></a> nas avaliações de rotina do solo, principalmente quando se adota o <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sistema de plantio direto (SPD)</strong></a> devido ao manejo de conservação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a expansão acelerada dos plantios, se faz necessário um <strong>solo construído de forma equilibrada</strong> e adequada para as culturas e as análises, portanto, se tornam imprescindíveis.</span></p>
<h3>Atenção!</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como vimos nesse artigo, o solo é essencial, independente da ação agrícola que o produtor fará em sua fazenda. No entanto, um sistema de conservação como o SPD não permite grandes ações no solo e isso, muitas vezes, atrapalha sua aeração. Assim é necessário o uso de maquinários, como subsoladores e escarificadores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender a microbiologia do solo é importante, mas se o solo apresenta compactação, o sistema poderá ficar comprometido. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Dessecação da soja: qual o momento certo de realizar?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/dessecacao-da-soja-qual-o-momento-certo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2020 19:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[amostragem do solo]]></category>
		<category><![CDATA[análise do solo]]></category>
		<category><![CDATA[dessecação]]></category>
		<category><![CDATA[herbicida]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
		<category><![CDATA[plantas daninhas]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso da dessecação em pré-colheita na cultura da soja é bastante utilizado. Você conhece as vantagens de se realizar esta prática? Qual é o momento certo de realizar a dessecação da soja e não reduzir a produtividade? Nesse artigo, iremos responder essas e outras dúvidas sobre o processo de dessecação da soja. &#160; Sem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O uso da <strong>dessecação em pré-colheita na cultura da soja</strong> é bastante utilizado. Você conhece as vantagens de se realizar esta prática? Qual é o momento certo de realizar a dessecação da soja e não reduzir a produtividade?</p>
<p>Nesse artigo, iremos responder essas e outras dúvidas sobre o processo de dessecação da soja.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Benefícios da dessecação da soja</h2>
<p>Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui <strong>três benefícios</strong> fundamentais para os produtores:</p>
<ol>
<li>Uniformidade da maturação dos grãos;</li>
<li>Antecipação da colheita;</li>
<li>Controle de infestação de plantas daninhas que não foram manejadas corretamente no início do cultivo, facilitando assim a colheita.</li>
</ol>
<p>A uniformidade da maturação dos grãos é um fator muito importante, pois <strong>permite maior rendimento operacional da colhedora</strong>, reduzindo os problemas de plantas com haste verde e retenção foliar, o que faz com que a máquina embuche menos, diminuindo de forma expressiva a perda de grãos.</p>
<p>Além disso, <strong>a dessecação permite antecipar a colheita da soja</strong>, o que é fundamental para regiões que tem <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/">possibilidade de realizar a segunda safra</a></strong>, principalmente com a cultura do milho.</p>
<p>Realizar a semeadura nos primeiros dias da janela de plantio é uma das formas de reduzir os riscos climáticos que são inerentes de cada região, sejam eles geadas ou veranicos.</p>
<h2>Controle de plantas daninhas na dessecação da soja</h2>
<p>Outro fator que merece destaque na atividade da dessecação da soja é o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/">controle de plantas daninhas</a></strong> que não foram manejadas de forma eficiente no início de desenvolvimento da lavoura.</p>
<p>Essas plantas invasoras, além de reduzir o rendimento operacional, aumentam a porcentagem de impurezas nos grãos e também o teor de umidade, o que gera prejuízos ao produtor no momento do beneficiamento, sendo assim, <strong>a dessecação reduz este problema</strong>.</p>
<p>Pode-se perceber as diversas vantagens de utilizar a dessecação na cultura da soja, no entanto, o produtor precisa ficar atento ao momento correto de se realizar a aplicação do herbicida, pois se aplicado no estádio fenológico incorreto, pode reduzir de maneira expressiva a produtividade da lavoura.</p>
<p>Foi pensando nisso, que o Rehagro Pesquisa conduziu um experimento com o objetivo determinar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/">estádio fenológico</a></strong> adequado para se realizar a dessecação de forma que não afete o potencial produtivo soja.</p>
<p>Para isso foi utilizado o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/">herbicida</a></strong> Paraquat, que atua inibindo o fotossistema I. É um herbicida que possui efeito apenas no local de contato com o material vegetal, ou seja, ele não será absorvido e transcolado pela planta, como ocorre no caso de produtos sistêmicos.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/herbicidas-pre-emergentes-em-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=webinar-herbicidas-pre-emergentes&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38631 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes.png" alt="Webinar Herbicidas na Soja" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>A escolha do produto é muito importante, pois caso seja selecionado um herbicida incorreto para está prática, há a possibilidade de deixar resíduos nos grãos que serão colhidos, desta forma, deve verificar quais os produtos são permitidos e respeitar o período de carência.</p>
<h2>Qual o melhor momento para realizar a dessecação?</h2>
<p>A dessecação foi realizada em <strong>três estádios fenológicos</strong>:</p>
<ol>
<li>R5.5 que representa uma granação de 76 a 100%;</li>
<li>R6 que é 100% da granação com sementes verdes preenchendo toda a cavidade da vagem;</li>
<li>Estádio R7.2 que representa a maturidade fisiológica, onde há de 50 a 70% de folhas e vagens amarelas.</li>
</ol>
<p>Foi conduzido também um tratamento sem dessecação.</p>
<p>Na figura abaixo é possível verificar a situação dos grãos 10 dias após a dessecação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12102 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja-1.jpg" alt="Soja após dessecação" width="477" height="134" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja-1.jpg 477w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja-1-300x84.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja-1-370x104.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja-1-270x76.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px" /></p>
<p>A dessecação em R7.2 apresentou maior peso em gramas do que as dessecações realizadas em R5.5 e R6, no entanto, não houve diferença com o tratamento controle sem dessecação.</p>
<p>Na figura abaixo é possível observar efeito significativo referente ao peso de mil grãos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12103 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja2-1.jpg" alt="Peso de mil grãos de soja após dessecação" width="512" height="315" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja2-1.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja2-1-300x185.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja2-1-370x228.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja2-1-270x166.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p>Como visualizado no peso de mil grãos, houve diferença significativa também em produtividade. Na figura abaixo é possível observar a importância de se realizar a dessecação no estágio fenológico correto.</p>
<p>As aplicações realizadas em R5.5 e R6 tiveram perda de produtividade de 59,9 e 24,9%, respectivamente, quando comparados com a testemunha sem dessecação. Não houve diferença estatística entre a aplicação realizada no estádio R7.2 e o tratamento sem dessecação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12104" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja3-1.jpg" alt="Produtividade da dessecação da soja" width="490" height="305" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja3-1.jpg 490w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja3-1-300x187.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja3-1-370x230.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja3-1-270x168.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px" /></p>
<p>Desta forma, é possível notar a importância de realizar um manejo correto, realizando as atividades no momento ideal. Com esses resultados é possível pensar nas estratégias de manejo mais adequada para cada região, sendo mais uma ferramenta para a tomada de decisão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-16049" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Composto orgânico: o que é e quais são os seus benefícios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2020 15:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CAFÉ]]></category>
		<category><![CDATA[análise do solo]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
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		<category><![CDATA[cafeicultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O composto orgânico é um condicionador de solo, a base de resíduos orgânicos, que são decompostos de maneira controlada, pela ação de microrganismos. Este condicionador pode proporcionar melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF! Quais os benefícios do composto orgânico? Quando aplicado [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O composto orgânico é um condicionador de solo, a base de resíduos orgânicos, que são decompostos de maneira controlada, pela ação de microrganismos.</p>
<p>Este condicionador pode proporcionar melhorias nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Quais os benefícios do composto orgânico?</h2>
<p>Quando aplicado no solo o composto orgânico fornece macro e micronutrientes, mas também material orgânico estabilizado, propiciando não só a fertilização da cultura, como a melhoria das características físicas e químicas do solo.</p>
<p>O incremento de matéria orgânica contribui para o aumento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ctc-do-solo-entenda-o-que-e-e-como-interpreta-la/" target="_blank" rel="noopener">CTC (capacidade de troca de cátions)</a></strong>, permitindo maior retenção de nutrientes, sejam eles do próprio composto ou de outras fontes, inclusive fertilizantes químicos.</p>
<p>Estes nutrientes retidos vão sendo liberados de forma gradativa para a planta, contribuindo com o aumento da produtividade.</p>
<p>Além de proporcionar <strong>maior retenção de nutrientes</strong> e de água no solo (importante para os períodos de estiagem) e dos outros benefícios já citados, a aplicação de composto orgânico contribui ainda para maior disponibilização de fósforo para as plantas.</p>
<p>A disponibilização do fósforo é um fator muito importante, visto que ele apresenta grande interação com o solo, podendo ser fixado e por isso, não fica disponível para as plantas.</p>
<p>Porém, na presença dos ácidos orgânicos produzidos no processo de decomposição da matéria orgânica, ocorre uma competição pelos sítios de adsorção, deixando este nutriente disponível para as plantas absorverem.</p>
<p>Outro aspecto importante é que a utilização de composto orgânico<strong> favorece a atividade biológica do solo</strong>, que consiste principalmente de microrganismos que realizam diversas funções essenciais para o funcionamento do solo.</p>
<p>Os microrganismos decompõem a matéria orgânica, liberam nutrientes em formas disponíveis às plantas e degradam substâncias tóxicas.</p>
<p>Além disso, eles formam associações simbióticas com raízes de plantas, atuam no controle biológico de patógenos, influenciam na solubilização de minerais e contribuem para a estruturação e agregação do solo. Dessa forma, sendo extremamente desejáveis.</p>
<p>Os benefícios da aplicação do composto orgânico como um componente da adubação do solo podem ser visualmente notados pela <strong>observação do vigor das plantas em uma gleba submetida a este tipo de tratamento</strong>.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/calendario-agricola-cafeicultor?utm_campaign=material-cafe&amp;utm_source=calendario-cafe&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39670 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-calendario-cafeicultura.png" alt="Calendário agrícola do café" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-calendario-cafeicultura.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-calendario-cafeicultura-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-calendario-cafeicultura-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-calendario-cafeicultura-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-calendario-cafeicultura-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-calendario-cafeicultura-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-calendario-cafeicultura-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como é feito o composto orgânico?</h2>
<p><strong>O composto orgânico é produzido através da compostagem.</strong> A compostagem é um processo de degradação controlada de materiais orgânicos na presença de oxigênio, mediante uma relação adequada de carbono e nitrogênio.</p>
<p>Ao final do processo os nutrientes são convertidos em formas mais disponíveis para as plantas, podendo ser observado aumento no teor de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/adubo-npk/" target="_blank" rel="noopener">NPK</a></strong> em relação aos materiais adicionados inicialmente na leira.</p>
<p>Durante a estabilização do material orgânico em substâncias húmicas há a formação de um produto mais estável, o composto, com propriedades diferentes do material que lhe deu origem.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22296 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-1.jpg" alt="Composto orgânico" width="740" height="555" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-1.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-1-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-1-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-1-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Composto orgânico (Foto: Luiz Paulo Vilela)</span></p>
<h2>Quais materiais podem ser compostados?</h2>
<p>A compostagem pode ser conduzida com a utilização de diversos tipos de materiais orgânicos.</p>
<p>Na maioria das vezes o processo é conduzido utilizando resíduos como: restos de alimentos crus, dejetos de animais, folhas secas, serragem ou maravalha, palha de milho, palha de trigo, palha de café, bagaço de cana, subprodutos da indústria cervejeira, resíduos de matadouro, entre outros.</p>
<p>O que vai variar é a quantidade de cada um destes materiais, conforme a quantidade de carbono e nitrogênio de cada um.</p>
<p>De forma geral os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/materia-organica-no-solo/" target="_blank" rel="noopener">materiais orgânicos</a></strong> podem ser divididos em nitrogenados e carbonáceos, é a relação carbono nitrogênio (C/N) que indica se um material é rico em carbono ou em nitrogênio.</p>
<p>Os <strong>materiais nitrogenados</strong> são aqueles que em sua composição tem uma quantidade de nitrogênio maior que de carbono orgânico, ou seja, uma menor relação carbono nitrogênio (C/N).</p>
<p>Já os <strong>materiais carbonáceos</strong> são aqueles que apresentam uma maior relação carbono nitrogênio.</p>
<p>Na tabela abaixo são listados alguns resíduos ricos em carbono e em nitrogênio.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-41806 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-residuos-organicos.png" alt="Tabela com alguns resíduos orgânicos" width="881" height="226" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-residuos-organicos.png 881w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-residuos-organicos-300x77.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-residuos-organicos-768x197.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-residuos-organicos-370x95.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-residuos-organicos-270x69.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-residuos-organicos-740x190.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-residuos-organicos-150x38.png 150w" sizes="auto, (max-width: 881px) 100vw, 881px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Classificação de alguns resíduos orgânicos</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de carbono e de nitrogênio ideal para se iniciar um processo de compostagem é entre 25/1 a 35/1. Esta relação supre as necessidades dos microrganismos para iniciar o processo de decomposição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para estabelecer uma relação C/N adequada, é necessário dosar a quantidade de resíduos nitrogenados e carbonáceos de acordo com as características de cada material. Em termos práticos, uma leira deve ser composta por 3 partes de resíduo carbonáceo para 1 parte de resíduo nitrogenado.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28254 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg" alt="Curso Gestão na Produção de Café Arábica" width="900" height="250" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg 900w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-300x83.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-768x213.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-370x103.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-740x206.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-150x42.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a></p>
<h2>Como montar sua compostagem?</h2>
<h3>Tipos de leira</h3>
<p>Para iniciar o processo de compostagem, além de verificar os tipos de materiais disponíveis deve-se atentar também para a montagem das leiras. Leiras são formas de acondicionar os resíduos para iniciar a compostagem.</p>
<p>Existem diferentes métodos de compostagem, o mais simples é o <strong>método <i>windrow</i></strong>, conhecido também como leiras reviradas.</p>
<p>Este método consiste em acondicionar a mistura de resíduos em leiras e revirá-las periodicamente para garantir a presença de oxigênio, fundamental para que o processo ocorra de forma correta.</p>
<p>Os tipos de leira mais comumente utilizados são<strong> piramidal, trapezoidal e cônico.</strong> Em compostagem de grande escala as leiras piramidais e trapezoidais são as mais indicadas.</p>
<p>Independentemente do tipo de leira escolhida, recomenda-se montá-la a uma altura de até 1,5m. Pilhas muito altas podem ocasionar a compactação do material, prejudicando o fluxo de ar. Pilhas muito baixas prejudicam a manutenção da temperatura, perdendo calor para o meio. A largura e o comprimento são variáveis.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22298 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-3.jpg" alt="Leiras do tipo piramidal, trapezoidal e cônico para compostagem." width="503" height="161" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-3.jpg 503w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-3-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-3-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-3-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-3-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /></p>
<h3>Parâmetros a serem monitorados durante o processo</h3>
<p>A compostagem é um <strong>processo biológico e aeróbio</strong>, influenciado por fatores como a natureza dos microrganismos, umidade, aeração, temperatura e relação carbono nitrogênio(C/N).</p>
<p>Os microrganismos responsáveis pelo processo dependem de condições específicas para sobreviverem e realizarem o seu “trabalho”, condições estas:</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-41807 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-parametros-compostagem.png" alt="Parâmetros ideais para um processo de compostagem" width="630" height="302" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-parametros-compostagem.png 630w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-parametros-compostagem-300x144.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-parametros-compostagem-370x177.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-parametros-compostagem-270x129.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/tabela-parametros-compostagem-150x72.png 150w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Parâmetros ideias para a condução do processo de compostagem.</span></p>
<p>No dia a dia do processo, a temperatura deve ser medida diariamente, em pontos diferentes da leira. O reviramento garante a presença de oxigênio e deve ser feito no mínimo uma vez por semana ou sempre que a temperatura for maior que 65°C.</p>
<p>A umidade deve ser <strong>verificada e corrigida sempre que necessário</strong>, para verificar se está adequada aperte um pouco de composto na mão, ele deve estar igual ao da próxima imagem. Se escorrer está úmido demais, se esfarelar precisa de mais água.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22300" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-5.jpg" alt="Mão segurando uma amostra de composto orgânico" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-5.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-5-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-5-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-5-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-5-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-5-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Método de verificação da umidade da leira. Observe que após ser apertado na mão o material manteve o formato dos dedos sem escorrer, esta é uma boa condição de umidade da leira. (Foto: Ana Elisa Daher)</span></p>
<h2>Etapas da compostagem</h2>
<p>O tempo necessário para produção do composto orgânico varia conforme as características dos materiais que compõem a leira, dependendo da relação C/N inicial, do teor de nitrogênio dos resíduos, do tamanho das partículas, da aeração e do número e frequência dos reviramentos, <strong>podendo durar até 120 dias</strong>.</p>
<p>O processo de compostagem pode ser subdividido de forma simplificada em duas fases:</p>
<ol>
<li>A fase de decomposição ativa (termofílica);</li>
<li>Fase de maturação do composto.</li>
</ol>
<p>A fase ativa (biodegradação rápida) caracteriza o início do processo onde se tem grande quantidade de nutrientes (nitrogênio) e energia (carbono) para serem consumidos pelos microrganismos e convertidos em dióxido de carbono, calor, água e composto.</p>
<p>Devido à alta atividade bacteriana a característica principal desta etapa é o aumento da temperatura. O fim da fase de degradação ativa é indicado pela redução da temperatura, à medida que os materiais vão sendo degradados e a taxa de atividade microbiana vai sendo reduzida, conforme o gráfico a seguir.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22301 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-6.jpg" alt="Gráfico mostrando a evolução da temperatura em uma leira de compostagem" width="708" height="436" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-6.jpg 708w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-6-300x185.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-6-370x228.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-6-270x166.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-6-150x92.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 708px) 100vw, 708px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Exemplo da evolução da temperatura em uma leira de compostagem. Fonte: Fernandes; Silva, 1996.</span></p>
<p>Após a faixa de biodegradação rápida ocorre a fase maturação do composto, quando a maior parte da matéria orgânica já foi estabilizada/degradada.</p>
<p>Nesta etapa não é necessário o reviramento periódico, este é usado apenas quando for observado aumento de temperatura da pilha, ou quando houver formação de maus odores. A umidade nesta fase deve ser mantida entre 45 a 50%.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a fase de maturação <strong>o composto está pronto para ser aplicado no solo</strong>. </span></p>
<h3>Por que realizar a compostagem e não somente aplicar os materiais orgânicos diretamente no solo?</h3>
<p>O processo de compostagem promove a bioconversão dos nutrientes presentes nos materiais orgânicos, transformando-os da forma orgânica (não assimilável pela planta) para a forma mineral (disponível para a planta).</p>
<p>Além da mineralização dos nutrientes contidos, ocorre ainda a imobilização do material orgânico.</p>
<p>Um estudo conduzido por Eckhardt e colaboradores (2018) comparando a taxa de mineralização de N, P, K  no solo pela aplicação de fertilizantes orgânicos e resíduos de bovinos de corte e de leite in natura mostrou que as fezes de bovino de leite aplicadas diretamente no solo imobilizaram nitrogênio do mesmo, ao passo que o composto orgânico produzido com fezes de bovino de corte e palha obteve a maior taxa de disponibilização de nitrogênio entre os fertilizantes analisados.</p>
<p>O estudo realizado por Silva (2019) com o objetivo de avaliar o vigor de cafeeiros submetidos a diferentes práticas de manejo visando atenuar os efeitos da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-hidrico-no-cafe/" target="_blank" rel="noopener">escassez hídrica</a></strong>, mostrou que a utilização do composto orgânico no manejo proporcionou incremento no solo de vários nutrientes, com destaque para o fósforo, em que foi superior a todos os outros manejos utilizados, como mostra o gráfico abaixo.</p>
<p><strong>Dessa forma, salientando, sobre os diversos benefícios proporcionados pela utilização de composto orgânico, desde melhora na retenção de água no solo, até mesmo no fornecimento de nutrientes,</strong> destacando o fósforo que é um nutriente com grande interação no solo.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22302 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-7.jpg" alt="Concentração de fósforo no solo de acordo com o composto aplicado" width="610" height="436" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-7.jpg 610w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-7-300x214.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-7-370x264.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-7-270x193.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/composto-organico-7-150x107.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Barras seguidas de mesma letra não diferem entre si a 5% de probabilidade pelo teste Scott-Knott. Fonte: Silva (2019).</span></p>
<h2>Quais os benefícios do composto orgânico?</h2>
<p>Portanto, são nítidos os benefícios químicos, físicos e biológicos ao solo com a utilização de composto orgânico. Refletindo assim em melhores condições para o crescimento e desenvolvimento das plantas, e, consequentemente acarretando em melhores resultados para a cultura.</p>
<p><strong>A compostagem é um processo que pode ser realizado na própria fazenda</strong>, e em muitos casos com resíduos que ela mesma produz, reduzindo assim custo de produção desse material orgânico.</p>
<p>Para a realização do processo, é importante estar atento aos aspectos citados anteriormente, como: a quantidade de resíduos nitrogenados e carbonáceos, altura da leira, umidade, temperatura e presença de oxigênio (revirar a leira), para que o processo ocorra de forma adequada e se produza um composto orgânico de qualidade.</p>
<h2>Use o composto orgânico de forma estratégica e aumente a eficiência da lavoura</h2>
<p>O composto orgânico é uma alternativa sustentável que melhora a fertilidade do solo, favorece o desenvolvimento do cafeeiro e contribui para a redução de custos na produção. No entanto, para que seus benefícios sejam realmente aproveitados, é essencial inseri-lo dentro de uma gestão completa e bem planejada da lavoura.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Produção de Café Arábica</a></strong> do Rehagro, você aprende a alinhar práticas de manejo nutricional e de solo com estratégias de gestão que aumentam a produtividade, reduzem desperdícios e tornam a produção mais rentável e sustentável.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24250 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc.jpg" alt="Curso Gestão na Produção de Café Arábica" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18459 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato.jpg" alt="Larissa Cocato - Coordenadora de Ensino Café" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Resistência do solo à penetração: como realizar avaliação?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/penetracao-do-solo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2020 18:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[análise do solo]]></category>
		<category><![CDATA[grão]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[penetração do solo]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo. Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo.</p>
<p>Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, pelo rompimento da camada compactada. Para recomendação dessa prática devem avaliados os níveis de compactação do solo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Tráfego de máquinas pesadas e compactação dos solos</h2>
<p>Em <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sistema de plantio direto (SPD)</strong></a>, uma das principais causas da compactação dos solos é o tráfego de máquinas ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.</p>
<p>O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos em condições de muita umidade e com pouca palha na superfície. O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/trafego-controlado-de-maquinas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">tráfego de máquinas</a></strong> pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, na faixa de 20 a 40 cm de profundidade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21632 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo.jpeg" alt="Gráfico mostrando resistência a penetração do solo" width="567" height="477" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo.jpeg 567w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo-300x252.jpeg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo-370x311.jpeg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo-270x227.jpeg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo-357x300.jpeg 357w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/04/resistencia-penetracao-solo-150x126.jpeg 150w" sizes="auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Resistência à penetração (RP) de um Latossolo sob SPD há 10 anos.</span></p>
<h2>A resistência à penetração do solo</h2>
<p>O desenvolvimento radicular é afetado pela resistência à penetração (RP) e altera o potencial de produção das culturas.</p>
<p>Devido ao maior número de cultivos por ano, aumentou-se o tráfego de máquinas pesadas, o que pode aumentar a RP. A prática de intervenção mecânica para rompimento da camada compactada, muitas vezes é realizada sem critério técnico.</p>
<p><strong>A resistência à penetração é um dos fatores mais importantes no alongamento radicular das culturas no perfil do solo.</strong> Os penetrômetros são os equipamentos mais adequados para prever a resistência à penetração das raízes.</p>
<p>Por outro lado, a conveniência em mensurar a RP com o uso de penetrômetros, pode superestimar a resistência para o crescimento radicular. Sendo que o alongamento da raiz no solo pode ser limitado pela RP e estresse hídrico.</p>
<p>Os diferentes tipos de penetrômetros disponíveis no mercado, com diferentes princípios de funcionamento, são necessários no mínimo de 15 repetições para avaliar a RP com menor variação.</p>
<p><strong>Em solos sob SPD, a RP apresenta grande variação temporal,</strong> estando associada à variação do teor de água para cada condição de densidade do solo ou estado de compactação.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Variabilidade espacial da resistência à penetração do solo</h3>
<p>A variabilidade espacial da RP diminui da área de cabeceira para o centro da lavoura, sendo que os valores de RP variam também entre as ordens de solos:</p>
<ul>
<li><strong>Argissolos</strong>, os valores críticos de RP variam entre 1,19 MPa e 1,5 MPa;</li>
<li><strong>Latossolos Vermelho distrófico</strong>, os valores críticos podem variar entre 2,1 MPa à 3,2 MPa.</li>
</ul>
<p>Solos sob SPD apresentam valores mais elevados de RP até 40 cm de profundidade, comparado a solos sob sistema convencional.</p>
<p>A compactação do solo proporciona mudanças no sistema poroso nos solos sob cultivo convencional, há valores maiores de densidade do solo e menores de macroporosidade e porosidade total.</p>
<p>Os atributos físicos do solo podem ser classificados como diretamente relacionados ao crescimento das plantas, água, oxigênio, temperatura e RP, e relacionados ao crescimento das raízes, densidade do solo, porosidade, infiltração de água, agregação e textura.</p>
<p>A seleção de atributos físicos deve ser sensíveis ao manejo e produção das culturas, além do monitoramento da qualidade do solo.</p>
<h2>Solos sob sistema de plantio direto</h2>
<p><strong>Solos sob SPD podem apresentar maior crescimento radicular devido à presença de poro contínuo</strong>, criado por minhocas e raízes de culturas anteriores.</p>
<p>Esses bioporos ocupam menos que 1% do volume do solo, podendo ser utilizado por raízes de culturas subsequentes como passagem para o <strong>desenvolvimento radicular</strong>. Os pelos radiculares nas pontas das raízes apresentam como função potencial de ancoragem mecânica, para as raízes que crescem em bioporos.</p>
<p>Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com a textura arenosa.</p>
<p>Em solos compactados, há decréscimo da macroporosidade, da disponibilidade de água e da absorção de nutrientes. Como consequência, há redução na difusão de gases no solo, limitando os processos metabólicos das plantas.</p>
<p>Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada. A escarificação proporciona redução da resistência do solo à penetração, com pouca mobilização do solo. Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.</p>
<p><strong>A utilização de escarificadores em SPD vêm sendo indicada para romper camadas compactadas até 0,20 m</strong>. Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.</p>
<p>O uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-de-subsolador-e-escarificador/" target="_blank" rel="noopener">subsoladores</a></strong> vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m. A utilização de subsoladores, há o rompimento das camadas compactadas até 40 cm. A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.</p>
<p><strong>A prática da subsolagem em solos sob SPD, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional.</strong></p>
<p>Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica, permitindo que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.</p>
<p>Atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o tráfego de máquinas aumentou, devido à adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.</p>
<p>Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, portanto, mais pesadas, e também devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, plantas daninhas e pragas, visando atingir maiores produtividades.</p>
<p>Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações de RP devem ser realizadas para tomada de decisão sobre o uso de escarificadores e subsoladores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Como calcular soma de bases, CTC’s, saturação por bases e saturação por alumínio?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/saiba-como-calcular-soma-de-bases/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/saiba-como-calcular-soma-de-bases/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Nov 2019 17:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CAFÉ]]></category>
		<category><![CDATA[análise do solo]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[CTC]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabe o que é, e como calcular a soma de bases, capacidade de troca de cátions (CTC) efetiva e potencial, saturação por bases e saturação por alumínio na análise de solo? Este material mostra as fórmulas com exemplos práticos para que você saiba realizar esses cálculos. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabe o que é, e <strong>como calcular a soma de bases</strong>,<strong> capacidade de troca de cátions (CTC) efetiva e potencial, saturação por bases e saturação por alumínio</strong> na análise de solo?</p>
<p>Este material mostra as fórmulas com exemplos práticos para que você saiba realizar esses cálculos.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Amostra de solo para análise e realização dos cálculos</h2>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22623 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-1.jpg" alt="Coletando amostra de solo em um trado" width="382" height="627" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-1.jpg 382w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-1-183x300.jpg 183w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-1-370x607.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-1-270x443.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-1-150x246.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 382px) 100vw, 382px" /><span style="font-size: 10pt;">Trado holandês com amostra de solo em lavoura de café (Foto: Larissa Cocato)</span></p>
<p>Com base em uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/interpretacao-de-uma-analise-de-solo/" target="_blank" rel="noopener">análise de solo</a></strong> retirada na projeção da saia do cafeeiro, na profundidade de 0-20 cm temos o seguinte resultado:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41833" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/analise-solo-projecao-saia.png" alt="Análise do solo" width="960" height="136" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/analise-solo-projecao-saia.png 960w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/analise-solo-projecao-saia-300x43.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/analise-solo-projecao-saia-768x109.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/analise-solo-projecao-saia-370x52.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/analise-solo-projecao-saia-270x38.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/analise-solo-projecao-saia-740x105.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/analise-solo-projecao-saia-150x21.png 150w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Resultado da análise de solo de 0 – 20 cm de profundidade em lavoura de café.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-amostragem-de-solo-em-lavoura-de-cafe?utm_campaign=material-cafe&amp;utm_source=guia-amostragem-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39676 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro.png" alt="Guia Amostragem de solo na lavoura de café" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-amostragem-solo-cafeeiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Cálculo de soma de bases (SB)</h2>
<p>É a soma de cátions permutáveis, exceto H<sup>+</sup> e Al<sup>3+</sup>.</p>
<ul>
<li><strong>SB = Ca<sup>2+</sup> + Mg<sup>2+</sup> + K<sup>+</sup></strong></li>
</ul>
<p>Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:</p>
<p>Ex: SB = 3,21 cmolc/dm³ + 1,61 cmolc / dm³ + (126,6 mg/dm³/391) = 5,14 cmolc/dm³</p>
<p>*OBS: na análise de solo o potássio é dado em mg/dm<sup>3</sup>, para passar para cmolc/ dm<sup>3</sup> é necessário dividir por 391.</p>
<h2>Cálculo da CTC efetiva (t)</h2>
<p>É a capacidade de troca de cátions do solo no seu pH natural.</p>
<ul>
<li><strong>t = Al + Ca<sup>2+</sup> + Mg<sup>2+</sup> + K<sup>+ </sup></strong>ou</li>
<li><strong>t = SB + Al</strong></li>
</ul>
<p>Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:</p>
<p>Ex: t = 0,25 cmolc/dm³ + 3,21 cmolc/dm³ + 1,61 cmolc /dm³ + (126,6 mg/dm³/391) = 5,39 cmolc/dm³</p>
<h2>Cálculo da CTC potencial (T)</h2>
<p>É a capacidade de troca de cátions a pH 7,0.</p>
<ul>
<li><strong>T = SB + H + Al</strong></li>
</ul>
<p>Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:</p>
<p>Ex: T = 5,14 cmolc/dm³ + 4,05 cmolc/dm³ = 9,19 cmolc/dm³</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28254 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg" alt="Curso Gestão na Produção de Café Arábica" width="900" height="250" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg 900w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-300x83.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-768x213.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-370x103.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-740x206.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-150x42.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a></p>
<h2>Cálculo da saturação por bases (V)</h2>
<p>É a soma das bases trocáveis expressa em porcentagem de capacidade de troca de cátions.</p>
<ul>
<li><strong>V% = (SB x 100) / T</strong></li>
</ul>
<p>Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:</p>
<p>Ex: V% = (5,14 cmolc/dm³ x 100) / 9,19 cmolc/dm³ = 55,9%</p>
<h2>Cálculo da saturação por alumínio (m)</h2>
<p>Representa quantos % da CTC efetiva estão ocupados pelo Al.</p>
<ul>
<li><strong>m% = (Al x 100) / t</strong></li>
</ul>
<p>Com base nos valores da análise de solo, temos o seguinte exemplo:</p>
<p>Ex: m% = (0,25 cmolc/ dm<sup>3</sup> x 100) / 5,39 cmolc/ dm<sup>3</sup> = 4,6 %</p>
<h2>Porcentagem de saturação dos cátions da CTC a pH 7,0</h2>
<p><strong>Cátions da CTC potencial = (Teor do cátion / T) * 100</strong></p>
<p>Com base nos valores da análise de solo, temos os seguintes exemplos:</p>
<ul>
<li>Saturação de cálcio: % Ca = (Ca<sup>2+</sup>/ T)* 100</li>
</ul>
<p>Ex: (3,21 cmolc/dm<sup>3</sup>/ 9,19 cmolc/dm<sup>3</sup>) * 100 = 34,9 %</p>
<ul>
<li>Saturação de magnésio: % Mg = (Mg<sup>2+</sup>/T)* 100</li>
</ul>
<p>Ex: (1,61 cmolc/dm<sup>3</sup> / 9,19 cmolc/dm<sup>3</sup>) * 100 = 17,5 %</p>
<ul>
<li>Saturação de potássio: % K = (K<sup>+</sup>/T)* 100</li>
</ul>
<p>Ex: [(126,6 mg/dm<sup>3 </sup>/ 391) / 9,19 cmolc/ dm<sup>3</sup>) * 100 = 3,5 %</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22624 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-2.jpg" alt="Esquema mostrando as informações necessárias para calcular a CTC potencial (a pH 7,0) (T), CTC efetiva (t) e soma de bases (SB)" width="475" height="353" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-2.jpg 475w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-2-300x223.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-2-370x275.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-2-270x201.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/calcular-soma-de-bases-2-150x111.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 475px) 100vw, 475px" /><span style="font-size: 10pt;">Esquema mostrando as informações necessárias para calcular a CTC potencial (a pH 7,0) (T), CTC efetiva (t) e soma de bases (SB). (Fonte: Rehagro)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41834" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/tabela-soma-bases.png" alt="Soma de bases" width="765" height="138" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/tabela-soma-bases.png 765w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/tabela-soma-bases-300x54.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/tabela-soma-bases-370x67.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/tabela-soma-bases-270x49.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/tabela-soma-bases-740x133.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/tabela-soma-bases-150x27.png 150w" sizes="auto, (max-width: 765px) 100vw, 765px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Soma de bases, CTC efetiva e potencial, saturação por bases e saturação por alumínio, de análise de solo em lavoura de café.</span></p>
<h2>Transforme a análise de solo em decisões mais assertivas na lavoura de café</h2>
<p>Saber calcular a soma de bases, a CTC, a saturação por bases e por alumínio é fundamental para interpretar corretamente a fertilidade do solo e direcionar o manejo nutricional do cafeeiro. Mas, para que esses números se convertam em produtividade e lucro, é preciso unir conhecimento técnico e gestão eficiente.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Produção de Café Arábica</a> </strong>do Rehagro, você aprende a transformar dados da análise de solo em ações práticas, planejar a nutrição de forma estratégica, reduzir custos e conduzir sua lavoura com foco em eficiência e rentabilidade.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18459 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato.jpg" alt="Larissa Cocato - Coordenadora de Ensino Café" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/larissa-cocato-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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