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	<title>ordenha Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>ordenha Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Ordenha robótica: como funciona, e quais os benefícios na produção de leite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2025 12:00:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção leiteira vive um momento de evolução contínua, impulsionada pela adoção de tecnologias que integram automação, coleta de dados em tempo real e inteligência artificial. Entre essas inovações, a ordenha robótica (também chamada de sistema de ordenha automatizada – AMS) desponta como uma das mais disruptivas no manejo de vacas leiteiras. Com a proposta [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A produção leiteira vive um momento de evolução contínua, impulsionada pela adoção de tecnologias que integram automação, coleta de dados em tempo real e inteligência artificial. Entre essas inovações, a <strong>ordenha robótica</strong> (também chamada de sistema de ordenha automatizada – AMS) desponta como uma das mais disruptivas no manejo de vacas leiteiras.</p>
<p>Com a proposta de aumentar a produtividade, reduzir a dependência de mão de obra e <strong>melhorar o bem-estar dos animais</strong>, esse tipo de ordenha está cada vez mais presente em fazendas em diferentes partes do mundo (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<p>Além disso, pesquisas têm demonstrado que sistemas automatizados de ordenha contribuem para <strong>reduzir o estresse das vacas, aumentar a frequência de ordenha e permitir monitoramento individualizado</strong>, o que é essencial para uma gestão de precisão (Castro et al., 2012).</p>
<p>Nesse artigo vamos aprender sobre o que é e como funciona a ordenha robótica, as principais diferenças entre os sistemas automatizados e convencionais, vantagens e limitações práticas e o que é importante saber antes de investir.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><script>hbspt.forms.create({region: "na1",portalId: "5430441",formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"});</script></p>
</div>
<h2>O que é a ordenha robótica?</h2>
<p>A ordenha robótica é um <strong>sistema automatizado que permite às vacas serem ordenhadas sem a necessidade de intervenção humana direta</strong>. A tecnologia opera com sensores e inteligência artificial, executando todo o processo com autonomia, desde a higienização dos tetos até a desconexão automática das teteiras ao final da ordenha (Rodrigues et al., 2021).</p>
<p>O ciclo se inicia com a identificação eletrônica da vaca por meio de sensores RFID acoplados a colares ou brincos. O braço robótico localiza o úbere, realiza a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-e-feita-a-garantia-da-qualidade-dos-produtos-para-desinfeccao-dos-tetos/">limpeza dos tetos</a></strong> com jatos d’água ou escovas mecânicas, posiciona as teteiras e inicia a ordenha com controle individualizado por quarto mamário.</p>
<p>Quando o fluxo de leite atinge níveis mínimos, o sistema retira as teteiras automaticamente e aplica um <strong>spray desinfetante pós-ordenha</strong> (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38025" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica.jpg" alt="Ordenha Robótica" width="696" height="392" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica.jpg 696w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/ordenha-robotica-150x84.jpg 150w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Agroceres Multimix</span></p>
<p>Um dos grandes diferenciais do sistema é sua <strong>capacidade de coleta de dados zootécnicos e sanitários e monitoramento em tempo real</strong> (Rodrigues et al., 2021).:</p>
<ol>
<li>Produção de leite por ordenha;</li>
<li>Frequência de visitas;</li>
<li>Tempo médio de ordenha;</li>
<li>Condutividade elétrica do leite (associada à mastite subclínica);</li>
<li>Temperatura corporal;</li>
<li>Variações de comportamento.</li>
</ol>
<h2>Modelos de tráfego no sistema robótico</h2>
<p>Para garantir eficiência, a estrutura do estábulo e a lógica de deslocamento das vacas devem favorecer o acesso voluntário ao robô. Diversos modelos de tráfego guiado são usados para isso:</p>
<ul>
<li><strong>Primeiro a ordenha (<i>“milk first”)</i></strong>: O animal sai da área de descanso e passa por um portão de verificação. Se estiver apto, é direcionado ao robô e, após a ordenha, segue para a alimentação. É um modelo indicado para propriedades que <strong>desejam maior controle da frequência de ordenha</strong> (Tremblay et al., 2016).</li>
</ul>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38026" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first.jpg" alt="Tráfego na ordenha robótica - milk first" width="687" height="460" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first.jpg 687w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first-300x201.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first-370x248.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first-270x181.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/milk-first-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 687px) 100vw, 687px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Agroceres Multimix</span></p>
<ul>
<li><strong>Primeiro a comida (<i>“feed first”)</i></strong>: Neste modelo, a vaca se alimenta primeiro e, ao sair, passa por um sistema de seleção que define se ela será ordenhada ou retornará ao descanso. Esse formato visa <strong>garantir boa ingestão alimentar antes da ordenha</strong> (Castro et al., 2012).</li>
</ul>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38027" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first.jpg" alt="Tráfego na ordenha robótica - feed first" width="701" height="471" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first.jpg 701w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first-300x202.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first-370x249.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first-270x181.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/feed-first-150x101.jpg 150w" sizes="(max-width: 701px) 100vw, 701px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Agroceres Multimix</span></p>
<ul>
<li><strong>Tráfego adaptado com uso da água</strong>: Em algumas fazendas, <strong>a água é usada como estímulo</strong>. A vaca precisa passar pelo portão de seleção para acessar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/">água</a></strong>, o que naturalmente a direciona à área de ordenha com mais frequência (Rodrigues et al., 2021).</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38028" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua.jpg" alt="Tráfego adaptado com uso da água" width="696" height="464" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua.jpg 696w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/uso-da-agua-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Fonte: Agroceres Multimix</span></p>
<p>Esses modelos são essenciais para o sucesso da ordenha voluntária, em que a vaca tem liberdade para decidir quando será ordenhada, <strong>promovendo maior conforto, menos estresse e melhores índices produtivos</strong> (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<h2>Diferenças entre a ordenha robótica e a ordenha convencional</h2>
<p>A escolha entre <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-ordenha/">ordenha robótica e convencional</a></strong> envolve aspectos técnicos, operacionais e estratégicos que impactam diretamente na rotina da fazenda, produtividade, bem-estar animal e gestão de pessoas.</p>
<p>A seguir, destacamos os principais pontos de distinção entre os dois sistemas, com base em evidências científicas e práticas de campo.</p>
<h3>1. Autonomia e intervenção humana</h3>
<p>Na ordenha convencional, a higienização dos tetos, acoplamento das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">teteiras</a></strong>, monitoramento do fluxo de leite e remoção são realizados por operadores treinados. Esse processo exige mão de obra constante e rotinas bem definidas para garantir eficiência e higiene.</p>
<p>Já na ordenha robótica, <strong>todo o processo é automatizado</strong>. O robô realiza a higienização, posicionamento das teteiras, ordenha individualizada por teto e aplicação do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pós-dipping</a></strong> sem necessidade de intervenção humana direta (Rodrigues et al., 2021). Isso reduz erros operacionais, melhora a consistência do manejo e libera tempo da equipe para outras atividades estratégicas.</p>
<h3>2. Frequência de ordenha</h3>
<p>No sistema convencional, as vacas são ordenhadas, em geral, duas a três vezes ao dia, com horários fixos, <strong>o que pode limitar o potencial produtivo de vacas de alta lactação</strong>.</p>
<p>Por outro lado, na ordenha robótica, <strong>as vacas têm acesso livre e voluntário ao robô</strong>, sendo comum a realização de três a quatro ordenhas diárias, dependendo do estágio de lactação e da saúde da glândula mamária (Castro et al., 2012). Isso favorece a expressão do potencial produtivo individual, especialmente em vacas em pico de produção.</p>
<h3>3. Interação com as vacas</h3>
<p>Na ordenha convencional, os animais precisam ser conduzidos manualmente até a sala de ordenha, o que pode gerar estresse e resistência, especialmente em rebanhos maiores ou com problemas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-claudicacao/">claudicação</a></strong>.</p>
<p>A ordenha robótica, por sua vez, respeita o comportamento natural das vacas, permitindo que elas escolham o momento da ordenha, o que reduz o estresse, melhora o bem-estar e impacta positivamente na saúde e produtividade (Tremblay et al., 2016).</p>
<h3>4. Mão de obra e capacitação</h3>
<p>A ordenha tradicional requer presença constante de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">ordenhadores</a></strong>, muitas vezes em turnos, e exige treinamento constante para garantir padronização e evitar falhas.</p>
<p>Já o sistema robótico demanda perfil técnico diferente, focado em:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Interpretação de dados;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Manutenção básica de equipamentos;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Monitoramento de indicadores.</li>
</ul>
<p>Isso representa uma mudança na gestão de pessoas na fazenda: menos tarefas operacionais, mais foco em análise e tomada de decisão (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h2>Vantagens da ordenha robótica: mais do que automação, um novo modelo de produção</h2>
<p>A adoção da ordenha robótica <strong>representa mais do que a simples substituição da mão de obra por tecnologia</strong>. Trata-se de uma mudança profunda no modelo de gestão, no foco do manejo e na forma como os produtores se relacionam com os dados e com o rebanho.</p>
<p>A seguir, destacamos as principais vantagens comprovadas em estudos nacionais e internacionais.</p>
<h3>1. Aumento da produtividade por vaca</h3>
<p>A liberdade para visitar o robô conforme sua fisiologia <strong>permite que a vaca seja ordenhada mais vezes ao dia</strong>. Estudos mostram que, quando a frequência de ordenha aumenta para 3 ou até 4 vezes ao dia, há um ganho produtivo significativo, especialmente em vacas de alta produção no pico de lactação (Castro et al., 2012).</p>
<p>Além disso, a ordenha individualizada por teto permite melhor esvaziamento da glândula mamária, o que também contribui para maior eficiência.</p>
<h3>2. Melhoria no bem-estar animal</h3>
<p>A ordenha robótica <strong>respeita o ritmo natural da vaca, reduzindo estresse e evitando práticas invasivas</strong>. Vacas com acesso voluntário à ordenha demonstram menor frequência cardíaca, comportamento mais calmo e melhor saúde do úbere (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<p>Essa abordagem centrada no animal resulta não apenas em melhor bem-estar, mas também em menor incidência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> e claudicação.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>3. Monitoramento em tempo real da saúde e desempenho</h3>
<p>O sistema robótico <strong>atua como um monitor zootécnico</strong> constante. Durante cada ordenha, dados sobre produção, condutividade elétrica, temperatura e comportamento da vaca são registrados automaticamente. Esses dados permitem:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Detecção precoce de mastite;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Identificação de vacas com menor frequência de ordenha;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Diagnóstico antecipado de distúrbios metabólicos ou claudicações;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Análise da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/">curva de lactação</a></strong> por indivíduo (Rodrigues et al., 2021).</li>
</ul>
<p>Isso reduz o tempo de resposta do técnico ou veterinário e evita perdas produtivas por atrasos no manejo sanitário.</p>
<h3>4. Qualidade do leite e redução da contaminação</h3>
<p>A padronização do processo, a higienização automática e o desligamento preciso das teteiras evitam ordenhas prolongadas ou má retirada, o que reduz:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Contaminações cruzadas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Traumas no úbere;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Resíduos de leite nos tetos.</li>
</ul>
<p>Isso contribui para manter a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong> em níveis mais baixos e para atender padrões de qualidade exigidos por laticínios e programas de bonificação (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<h3>5. Tomada de decisão orientada por dados</h3>
<p>Com todos os dados integrados em sistemas de gestão, o produtor pode:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Classificar vacas por desempenho;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Definir estratégias reprodutivas baseadas em curvas individuais;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Avaliar retorno sobre investimento com base em dados reais.</li>
</ul>
<p>Isso representa uma mudança no perfil do produtor, que passa de executor para gestor técnico da produção (Rodrigues et al., 2021).</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Desafios e limitações da ordenha robótica: o que o produtor precisa considerar</h2>
<p>Apesar das inúmeras vantagens, a implementação de um sistema de ordenha robótica não está isenta de desafios. Abaixo, elencamos os principais pontos de atenção que devem ser cuidadosamente avaliados antes da adoção.</p>
<h3>1. Alto investimento inicial</h3>
<p>O custo de aquisição de um robô de ordenha, somado à adequação da infraestrutura, <strong>representa um dos principais entraves para propriedades de médio e pequeno porte</strong>. O investimento varia conforme o fabricante, o número de vacas e os sistemas auxiliares integrados, podendo ultrapassar R$ 1 milhão para estruturas completas (Rodrigues et al., 2021).</p>
<p>Embora o retorno seja viável no médio prazo, é fundamental realizar uma análise de viabilidade técnico-econômica individualizada.</p>
<h3>2. Adaptação das vacas ao sistema</h3>
<p><strong>Nem todas as vacas se adaptam facilmente ao novo modelo</strong>. O aprendizado do rebanho pode levar semanas, exigindo manejo paciente, reforço positivo e acompanhamento diário. Algumas vacas, especialmente as mais velhas ou dominadas socialmente, apresentam resistência ao uso do robô, o que impacta a frequência de ordenha e, consequentemente, a produção (Castro et al., 2012).</p>
<p>Além disso, animais com problemas locomotores, como claudicação, visitam o robô com menos frequência, exigindo ações corretivas pontuais.</p>
<h3>3. Infraestrutura adequada</h3>
<p>A ordenha robótica exige um <em>layout</em> de estábulo que <strong>favoreça o tráfego voluntário das vacas</strong>, com corredores largos, áreas bem ventiladas e separação entre alimentação, descanso e ordenha.</p>
<p>Pisos escorregadios, alta densidade e acesso restrito ao robô comprometem o sucesso do sistema. Instalações antigas geralmente precisam ser reformadas ou adaptadas, o que exige planejamento técnico e investimento adicional (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h3>4. Gestão alimentar precisa</h3>
<p>Como o fornecimento de ração no robô é um dos estímulos para atrair as vacas, <strong>o balanceamento nutricional deve ser ajustado</strong>. A oferta de concentrado deve ser suficiente para atrair o animal, sem exceder o consumo recomendado, o que exige integração entre a nutrição e a tecnologia do robô (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<p>Uma formulação inadequada pode resultar em visitas insuficientes ou desequilíbrios metabólicos.</p>
<h3>5. Necessidade de suporte técnico e manutenção contínua</h3>
<p>Como qualquer tecnologia, <strong>o robô requer manutenção preventiva regular, peças de reposição e suporte técnico especializado.</strong> A falta de assistência rápida pode interromper a ordenha e afetar diretamente a produção.</p>
<p>Fazendas em regiões mais remotas devem considerar a disponibilidade de assistência técnica local antes de investir na tecnologia (Tremblay et al., 2016).</p>
<h3>6. Integração e interpretação de dados</h3>
<p>O volume de dados gerados é enorme, mas de pouco valor se não forem interpretados corretamente. Isso exige <strong>capacitação técnica da equipe ou contratação de profissionais especializados em gestão zootécnica de precisão</strong>.</p>
<p>O desafio não está apenas na coleta de informações, mas em transformá-las em ações práticas para melhorar o desempenho do rebanho (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h3>7. Gestão de rebanho adaptada</h3>
<p>Alguns ajustes no manejo geral são necessários:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Adoção de estratégias para vacas em diferentes estágios de lactação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Monitoramento da fila de espera para evitar superlotação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Criação de protocolos para vacas que não visitam o robô espontaneamente.</li>
</ul>
<p>O sucesso do sistema depende de uma visão integrada entre ambiente, nutrição, comportamento animal e dados (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<h2>Passos essenciais para implantar um sistema de ordenha robótica na fazenda</h2>
<p>A decisão de investir em um sistema de ordenha robótica deve ser tomada com base em planejamento técnico, análise econômica e alinhamento com os objetivos produtivos da propriedade. Abaixo, estão os principais passos recomendados para uma implantação segura e eficiente.</p>
<h3>1. Avaliação técnica e econômica da propriedade</h3>
<p>Antes de qualquer decisão, é necessário <strong>realizar um diagnóstico técnico da fazenda</strong>, considerando:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Número de vacas em lactação;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Potencial genético do rebanho;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Estrutura física disponível;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Eficiência da mão de obra atual;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/">Custos de produção por litro de leite</a></strong>.</li>
</ul>
<p>Paralelamente, uma análise econômica detalhada, incluindo projeção de retorno sobre investimento (ROI), <em>payback</em>, e impacto na margem líquida deve ser conduzida, preferencialmente com apoio de consultores especializados (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h3>2. Escolha do equipamento e fornecedores</h3>
<p>O mercado oferece diversas marcas e modelos de robôs de ordenha, com variações em:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Número de vacas por robô;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Tipo de sensores e softwares;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Integrações com sistemas de gestão;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Modelos de assistência técnica.</li>
</ul>
<p>É essencial comparar não apenas o preço, mas o suporte técnico oferecido, a disponibilidade de peças, o treinamento da equipe e a compatibilidade com a realidade da propriedade (Tremblay et al., 2016).</p>
<h3>3. Adequações na estrutura da fazenda</h3>
<p>A implantação do robô exige <strong>mudanças no layout do estábulo</strong>, incluindo:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Corredores largos e bem sinalizados para o tráfego voluntário;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Separação clara entre áreas de descanso, alimentação e ordenha;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Portões de seleção para controle do fluxo;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Área de espera adequada para minimizar o estresse.</li>
</ul>
<p>Fazendas com sistema de confinamento total ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/"><em>compost barn</em></a></strong> geralmente têm melhor adaptação à robotização, mas é possível implementar também em sistemas híbridos, desde que respeitado o conforto animal (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h3>4. Treinamento da equipe</h3>
<p>Mesmo com a redução da necessidade de ordenhadores, <strong>a ordenha robótica exige capacitação técnica constante da equipe</strong>, com foco em:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Interpretação de relatórios de desempenho;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Identificação de falhas no sistema;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Monitoramento de vacas com baixa frequência de ordenha;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ações preventivas de manutenção.</li>
</ul>
<p>Equipes bem treinadas são chave para transformar dados em decisões e garantir a estabilidade do sistema (Jacobs &amp; Siegford, 2012).</p>
<h3>5. Implantação gradual e acompanhamento técnico</h3>
<p>A recomendação é <strong>começar com um grupo menor de vacas, preferencialmente vacas jovens e de alta produção</strong>, que se adaptam mais rapidamente ao novo sistema. A introdução deve ser acompanhada de:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Protocolos de manejo específicos;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Observação da frequência de visitas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Monitoramento da curva de adaptação do rebanho.</li>
</ul>
<p>O apoio técnico de veterinários, zootecnistas e especialistas em robótica leiteira é essencial para ajustes rápidos e eficazes nos primeiros meses (Castro et al., 2012).</p>
<h3>6. Análise contínua de indicadores</h3>
<p>Uma vez instalado, o sucesso da ordenha robótica depende do uso eficiente das informações geradas. O produtor deve acompanhar indicadores como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Produção média por vaca/dia;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Tempo médio de ordenha;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Intervalo entre ordenhas;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Vacas com baixa frequência;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Alerta de saúde ou mastite.</li>
</ul>
<p>Essa análise permite ajustes finos no manejo e garante retorno financeiro ao longo do tempo (Rodrigues et al., 2021).</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A ordenha robótica representa <strong>um dos avanços mais significativos da pecuária leiteira moderna</strong>. Mais do que apenas um equipamento, ela redefine o modelo de produção ao trazer eficiência operacional, bem-estar animal, monitoramento contínuo e gestão por dados.</p>
<p>Os benefícios são evidentes: maior produtividade, menor dependência de mão de obra, coleta precisa de informações, ordenha voluntária com menor estresse, entre outros. No entanto, sua implementação exige planejamento técnico, capacitação da equipe, ajustes estruturais e visão estratégica de longo prazo.</p>
<p>O sucesso está diretamente relacionado à capacidade do produtor em integrar tecnologia, manejo e gestão de pessoas. Não se trata apenas de automatizar, mas de transformar a cultura da fazenda.</p>
<p>Se a sua propriedade busca melhorar a produtividade com sustentabilidade e precisão, a ordenha robótica pode ser o passo decisivo para essa transformação.</p>
<h2>Prepare-se para o futuro da pecuária leiteira com conhecimento técnico de verdade</h2>
<p>A ordenha robótica representa uma revolução na forma de produzir leite, mas para aproveitar todo o seu potencial é preciso muito mais do que tecnologia: é necessário entender de manejo, nutrição, bem-estar animal e gestão.</p>
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<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Jacobs, J. A., &amp; Siegford, J. M. (2012). The impact of automatic milking systems on dairy cow management, behavior, health, and welfare. <i>Journal of Dairy Science</i>, 95(5), 2227–2247. https://doi.org/10.3168/jds.2011-5137</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Tremblay, M., et al. (2016). Adoption of automatic milking systems in dairy farming: A systematic review. <i>Canadian Journal of Animal Science</i>, 96(3), 333–345. https://doi.org/10.1139/CJAS-2015-0119</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Castro, A., Pereira, J. M., &amp; Broom, D. M. (2012). Effects of automatic milking systems on dairy cow management and welfare. <i>Animal Welfare</i>, 21(1), 19–26. https://doi.org/10.7120/096272812799129360</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Rodrigues, F. A. M. L., et al. (2021). Automação na ordenha de bovinos leiteiros: benefícios e desafios. <i>Revista Brasileira de Ciência Animal</i>, 14(1), 34–47. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/cienciaanimal/article/view/78061</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenha-robotica/">Ordenha robótica: como funciona, e quais os benefícios na produção de leite</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Fluxo de leite em vacas: como realizar avaliação?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/fluxo-de-leite-em-vacas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2024 12:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A correta estimulação das vacas é um ponto essencial para garantir que a extração do leite ocorra de forma rápida, gentil e completa, e para isso os padrões de fluxo de leite fornecem informações importantes sobre a resposta da vaca às condições de ordenha. A estimulação adequada do úbere e teto das vacas com as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A correta estimulação das vacas é um ponto essencial para <strong>garantir que a extração do leite ocorra de forma rápida, gentil e completa</strong>, e para isso os padrões de fluxo de leite fornecem informações importantes sobre a resposta da vaca às condições de ordenha.</p>
<p>A estimulação adequada do úbere e teto das vacas com as boas práticas da rotina de ordenha é essencial para garantir que a glândula pituitária secrete ocitocina, que atua nos músculos alveolares no úbere que libera o leite nos ductos, isso resulta em um aumento de pressão que produz o efeito de descida do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/category/leite/">leite</a></strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste texto vamos abordar <strong>como ocorre o reflexo de descida do leite</strong> após a estimulação da vaca, como avaliar o fluxo de leite na ordenha através de suas 4 fases de intensidade, a forma de verificar se as vacas estão bem estimuladas e também as possíveis relações entre o fluxo de leite e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">CCS</a></strong>. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Fisiologia da descida do leite</h2>
<p>A liberação de ocitocina ocorre de duas formas de acordo com o reflexo de descida do leite:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Condicionado</strong> = reflexo gerado a partir dos estímulos captados pelos olhos, orelhas e nariz, como o barulho da bomba de vácuo o cheiro do concentrado em ordenhas em que há fornecimento.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Incondicionado</strong> = são reflexos são resultantes da estimulação da vaca, como o teste da caneca, aplicação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/"><i>pré-dipping</i></a></strong> e secagem dos tetos.</li>
</ul>
<p>No geral, o nível de reflexos condicionais é constante, por isso, o objetivo deve ser manter uma boa rotina de ordenha, visando maximizar os estímulos incondicionais, sendo a forma de garantir que as vacas vão ter uma boa descida de leite, maior produção e consequentemente trazer benefícios para a lucratividade da fazenda.</p>
<p>O <strong>fator chave</strong> na velocidade da ordenha da vaca não é o nível de ocitocina no sangue, mas sim o <strong>“<i>timing</i>” da liberação da ocitocina</strong>. O intervalo entre a preparação do teto até a liberação da ocitocina e transporte pelos vasos sanguíneos até o úbere é de 60 a 90 segundos, o que controla a liberação do leite alveolar.</p>
<p>Aproximadamente nos <strong>primeiros 30 segundos de ordenha o leite é liberado dos alvéolos para que o fluxo de leite aumente continuamente entre os 60 – 90 segundos</strong> de acoplamento das teteiras. Caso as vacas não estejam bem estimuladas, pode haver uma pausa entre o fim do leite prontamente disponível na cisterna e o início da liberação do leite presente nos alvéolos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Entendendo o fluxo de leite</h2>
<p>O fluxo de leite pode ser avaliado por exemplo, por meio do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">equipamento de ordenha</a></strong>, onde alguns modelos produzem o gráfico de fluxo de leite.</p>
<p>Se as unidades são devidamente colocadas com vacas bem estimuladas temos um rápido e contínuo aumento do fluxo de leite que alcança um máximo. Então a liberação do leite alveolar sobrepõe o leite da cisterna resultando na clássica curva de fluxo de leite.</p>
<p>O padrão do fluxo de leite tem <strong>4 fases de intensidade</strong>:</p>
<ol>
<li>Aumento;</li>
<li>Platô;</li>
<li>Declínio;</li>
<li>Cego (sobreordenha).</li>
</ol>
<p>É importante entendermos que a duração da<strong> fase de aumento</strong> está diretamente relacionada ao tempo entre a preparação do úbere e a ordenha. Quando temos uma preparação ineficiente da vaca antes da ordenha, o resultado será um fluxo de leite durante a fase de aumento que chamamos de tipo <strong>bimodal</strong>.</p>
<p>O tipo bimodal do fluxo de leite ocorre quando temos interrupção ou redução temporária no fluxo de leite logo após o início da ordenha que é seguida posteriormente por outro significativo aumento, criando assim dois picos distintos de fluxo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35855" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite.jpg" alt="Gráficos mostrando fluxo de leite de vacas leiteiras" width="501" height="252" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite.jpg 501w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite-300x151.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite-370x186.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite-270x136.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/fluxo-de-leite-150x75.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 501px) 100vw, 501px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de dois gráficos onde o da esquerda demonstra um fluxo de leite adequado, com as fases de aumento, platô e declínio bem definidas, evidenciando uma boa descida do leite. Já o gráfico da direita representa um fluxo bimodal de leite, sendo possível observar a fase de aumento se iniciando com uma interrupção do fluxo logo em seguida, e posteriormente um aumento novamente. Fonte: <em>Quality Milk Production Services, Cornell University, Ithaca, New York</em></span></p>
<p>Duração da <strong>fase de platô</strong> do fluxo de leite o úbere é <strong>quando todos os quartos mamários são ordenhados juntos</strong>. Por isso, a duração dessa fase depende da quantidade de leite disponível na cisterna, da intensidade de seu enchimento contínuo pelos alvéolos e da ordenhabilidade.</p>
<p>Quando temos um ou mais quartos esvaziados de forma gradual ou o fluxo contínuo diminui em todos os quartos de forma simultânea, temos o início da próxima fase, o declínio do fluxo de leite.</p>
<p>A <strong>fase de declínio inicia quando a taxa de reabastecimento da cisterna pelo leite alveolar diminui</strong>, cessa ou quando a taxa de reabastecimento é menor do que a taxa de fluxo de leite através do canal do teto.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Qual a relação da estimulação e o fluxo de leite?</h2>
<p>Nesse sentido, a adequada estimulação e preparação das vacas é um ponto fundamental para garantir a ordenha adequada das vacas. Um ponto muito importante é o período entre a estimulação inicial da vaca e a acoplagem da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">teteira</a></strong> para a ordenha propriamente dita, que é chamado de <strong>tempo de “pré-atraso”</strong> (<i>Pre-lag time</i>).</p>
<p>Esse período permite que a ocitocina liberada alcance a glândula mamária para que a ejeção de leite ocorra. Esse tempo de pré-atraso é essencial para garantir um fluxo de leite contínuo e reduzir assim o risco de fluxo bimodal.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando respeitamos esse tempo, teremos como resultado um processo de ordenha mais eficiente, com redução no tempo total de ordenha, maior promoção de saúde da glândula mamária, menos estresse e menor risco de lesões e infecções. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-35856" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso.jpg" alt="Gráficos de tempo de pré-atraso" width="899" height="320" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso.jpg 899w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-300x107.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-768x273.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-370x132.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-270x96.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-740x263.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/11/tempo-pre-atraso-150x53.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 899px) 100vw, 899px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Gráfico A – Pré-atraso de 82 segundos. </span><span style="font-size: 13px;">Gráfico B – Sem pré-atraso. </span><span style="font-size: 13px;">Gráfico C – Pré-atraso de 5,3 minutos. </span><span style="font-size: 13px;">Fonte: Ruegg, 2004.</span></p>
<p>O nível de necessidade de estímulo das vacas também depende do nível de produção, estágio de lactação e da raça dos animais.</p>
<p>Estudos demonstram que o <strong>tempo de pré-atraso entre 45 – 90 segundos é recomendado</strong>, entretanto não houve efeitos negativos, como redução da descida do leite, quando o tempo foi de no máximo 3 minutos. Mas quando o tempo é inferior ao recomendado, a descida inadequada do leite produz um fluxo de leite bimodal, como no gráfico B acima.</p>
<p>Por isso é importante estarmos atentos à rotina de ordenha, pois o fluxo bimodal pode ocorrer quando temos a acoplagem da unidade de ordenha sem a estimulação adequada ou imediatamente após a estimulação, sem espera do período pré-atraso.</p>
<h2>Como avaliar se o fluxo de leite está adequado?</h2>
<p>Durante a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">rotina de ordenha</a></strong> podemos avaliar a estimulação das vacas pelo fluxo de leite nos primeiros 2 minutos de ordenha.</p>
<p>Espera-se que nesses primeiros <strong>2 minutos</strong> seja ordenhado 2 – 4 kg/min, ou seja, que seja <strong>liberado 50% do volume do leite</strong> nesse período. Junto a isso, devemos avaliar os manejos feitos durante a ordenha para garantir que as vacas estejam bem estimuladas antes da colocação das teteiras.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, conhecer as boas práticas de manejo na ordenha, os pontos de avaliação da rotina de ordenha e como garantir vacas bem estimuladas garantirá uma boa ejeção do leite e bom fluxo de leite das vacas.  </span></p>
<h2>Relação do fluxo de leite com a contagem de células somáticas (CCS)</h2>
<p>Já foi demonstrado que <strong>a fase de declínio do fluxo de leite está correlacionada de forma positiva com a CCS</strong>, o que provavelmente ocorre devido a ordenha excessiva. Quando se tem uma ordenha excessiva, é criado um maior risco de má saúde no úbere.</p>
<p>Estudos realizados observaram que quartos mamários com uma fase de declínio mais longas tiveram CCS maior e que os quartos com um pico de fluxo alto tiveram uma fase de declínio mais longa. Esse ponto é de complicada explicação pois não se sabe se a CCS alta é consequência ou razão para a maior duração da fase de declínio.</p>
<p>Além disso, a longa duração do declínio provocou menor produção de leite e maior duração de sobreordenha, onde já foi relatado que a sobreordenha por mais de 1 minuto predispõe a vaca à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> subclínica.</p>
<p>Quando foi avaliado o pico de fluxo no úbere em relação a CCS, foi confirmado que quartos com alto CCS tem um pico de fluxo reduzido e consequentemente uma produção de leite reduzida.</p>
<p>Sabe-se que a maioria das infecções induzidas pela máquina ocorrem perto do final da ordenha, o que pode ser justificado pelo fato de que a redução do fluxo de leite ao final da ordenha diminui a chance de microrganismos serem eliminados do teto, mas aumenta a probabilidade de uma infecção no quarto.</p>
<p>Por isso pode ser interessante minimizar a duração da fase de declínio, pois essa tem possível relação negativa com a saúde do úbere.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos então que um dos passos mais importantes é ter uma vaca bem preparada para a ordenha e que há segredos para que ocorra.</p>
<p>Implementar <strong>práticas de ordenha consistentes e padronizadas</strong> são pontos essenciais para termos um fluxo de leite adequado e um leite de qualidade.</p>
<p>É fundamental que ocorra dentro da fazenda a valorização das práticas de ordenha e também a motivação dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">colaboradores</a></strong> envolvidos na operação para o sucesso do processo através de treinamentos contínuos.</p>
<h2>Domine as técnicas que aumentam produção e lucratividade no leite</h2>
<p>Avaliar corretamente o fluxo de leite é apenas uma das práticas que diferenciam um manejo de excelência.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar indicadores, manejo e gestão para transformar o potencial do rebanho em resultados concretos, de forma prática e aplicada à realidade do campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/fluxo-de-leite-em-vacas/">Fluxo de leite em vacas: como realizar avaliação?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Avaliação da rotina de ordenha: como você tem realizado?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 May 2024 13:30:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O momento da ordenha na propriedade leiteira é um dos pontos mais importantes do manejo. É durante a rotina de ordenha que são evidenciados se os processos realizados na fazenda estão adequados, como manejo alimentar, manejo do ambiente das vacas e treinamento de colaboradores, além disso é nesse momento que obtemos o produto que gera [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O momento da ordenha na propriedade leiteira é um dos pontos mais importantes do manejo. É durante a rotina de ordenha que são evidenciados se os processos realizados na fazenda estão adequados, como manejo alimentar, manejo do ambiente das vacas e treinamento de colaboradores, além disso é nesse momento que obtemos o produto que gera lucro na propriedade: o leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, esse momento também é extremamente importante, pois durante a ordenha temos maior risco de exposição e transmissão dos </span><b><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener">agentes causadores de mastite</a>, </b><span style="font-weight: 400;">sendo também um momento importante para controle da contaminação microbiana do leite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto vamos abordar quais estratégias podemos adotar para avaliar a rotina de ordenha da fazenda, trazendo pontos específicos como a sujidade na ponta do teto, sujidade de úbere, avaliação de filtro de leite, higiene das teteiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, também trataremos pontos importantes de avaliação dos procedimentos de ordenha, como a realização do teste da caneca de fundo preto, aplicação de pré e pós-dipping.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Aspectos legais da qualidade do leite</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As instruções normativas (IN) 76 e 77 definem que o <a href="https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/" target="_blank" rel="noopener"><strong>leite cru refrigerado de tanque individual</strong></a> ou de uso comunitário deve apresentar médias geométricas trimestrais de </span><b>Contagem Padrão em Placas (CPP) ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" target="_blank" rel="noopener">Contagem Bacteriana Total (CBT)</a></b><span style="font-weight: 400;"> de no </span><b>máximo 300.000 UFC/mL de leite. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa mesma instrução normativa temos que a <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Contagem de Células Somáticas (CCS)</strong></a> deve apresentar médias geométricas trimestrais de no máximo </span><b>500.000 CS/ml de leite. </b>N<span style="font-weight: 400;">o entanto, para sabermos que o leite é de boa qualidade e que temos um bom plano de controle de mastite e qualidade do leite na propriedade, devemos ter como referência uma CBT menor que 10 mil UFC/mL e CCS menor que 200 mil células/mL.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas fazendas enfrentam desafios quanto ao controle e redução da CCS e CBT do leite, e consequentemente têm maiores desafios na produtividade e obtenção de lucro sobre o leite que produzem. </span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Avaliação da sujidade de ponta de teto</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A ponta do teto é um ponto de atenção importante durante a secagem dos tetos, nesse local temos um acúmulo maior de sujidade, e por meio da realização de escores conseguimos avaliar a eficiência de desinfecção e da secagem dos tetos durante o manejo de pré-ordenha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para realizar essa avaliação, devemos aguardar a realização do pré-dipping e secagem dos tetos. Após esses procedimentos, com auxílio de uma gaze ou papel toalha branco esfregamos delicadamente na ponta do teto da vaca e avaliamos a sujidade que encontramos no papel toalha ou gaze. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso após realizarmos esse escore seja observado que </span><b>mais de 20% dos tetos avaliados apresentam pontuação entre 3 – 4 é necessário realizar ajustes na secagem</b><span style="font-weight: 400;"> para que seja feita de forma adequada e com mais rigor, com esse resultado podemos também adotar outras medidas como repetir o pré-dipping e a secagem dos tetos. É crucial que seja utilizado uma ou duas folhas de papel </span><b>por teto, sem utilizar o mesmo papel para tetos diferentes.</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32191 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2.jpg" alt="Tabela com o escore de higiene de ponta de teto" width="533" height="237" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2.jpg 533w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2-300x133.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2-370x165.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2-270x120.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-2-150x67.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Adaptado de Westfalia Surge.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32192 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-257x300.jpg" alt="Papel toalha após a realização do teste para avaliação da sujidade da ponta de teto, conferindo a esse teto um escore 4" width="257" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-257x300.jpg 257w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-876x1024.jpg 876w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-768x898.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-370x433.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-270x316.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-740x865.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3-150x175.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-3.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 257px) 100vw, 257px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem do papel toalha após a realização do teste para avaliação da sujidade da ponta de teto, conferindo a esse teto um escore 4. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Ferreira Faria</span></span></p>
<h2>Avaliação de sujidade de úbere</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O escore de sujidade do úbere indica o desafio ambiental enfrentado pelas vacas e, consequentemente, a ocorrência de <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mastite</strong></a>. A condição de limpeza do úbere relaciona-se com o manejo de camas, da presença de barro e matéria orgânica no ambiente de permanência das vacas e consequentemente à exposição a agentes causadores de mastite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de vacas chegando sujas à ordenha são indicativos que outros fatores podem ser melhorados, como o local que as vacas caminham até a chegada na sala de ordenha, a ventilação, dimensão das camas ou lotes e a limpeza dos corredores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vacas com </span><b>escore 2 e 3 de sujidade do úbere têm 1,5 vezes mais chances de apresentarem crescimento dos principais patógenos causadores de mastite</b><span style="font-weight: 400;"> em resultados de culturas microbiológicas. Além disso, o aumento de um ponto no escore de sujidade do rebanho, resultou em um aumento da Contagem de Células Somáticas (CCS) de tanque de leite de ordem de 50.000 CS/ml.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32193 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1.jpg" alt="Tabela com escore de higiene do úbere" width="723" height="358" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1.jpg 723w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1-300x149.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1-370x183.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1-270x134.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-1-150x74.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Adaptado de Ruegg, 2002</span></p>
<h2>Avaliação do filtro de leite</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32194 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-1024x768.jpg" alt="Quadro de avaliação de escore de filtro" width="770" height="578" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-1024x768.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6-150x113.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-6.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Quadro de avaliação de escore de filtro. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Acervo Rehagro</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A avaliação do filtro do leite deve ser feita após </span><b>todas as ordenhas</b><span style="font-weight: 400;">, buscamos verificar a presença de grumos e sujeira. A presença de </span><b>grumos, </b><span style="font-weight: 400;">é um indicativo de falhas no processo de identificação de vacas com mastite no rebanho, por isso, devemos reforçar a necessidade de maior atenção na realização do teste da caneca, realizar a devida identificação desses animais e separá-los. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso seja observado a presença de sujidade no filtro, é um <strong>indicativo de falhas na limpeza do ambiente e dos tetos das vacas</strong>. Por isso, devemos checar a limpeza do ambiente, como está sendo feita a limpeza dos tetos. Junto a isso é importante fazer a conferência da limpeza das tubulações da linha de vácuo, linha de limpeza e linha do leite, para verificar a presença de acúmulo de sujidades e também se a limpeza dos equipamentos está sendo eficiente.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em fazendas que utilizam o sistema balde ao pé ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ordenha manual</strong></a>, o leite deve ser coado antes de ser colocado no tanque de resfriamento com uso de um coador. Podemos utilizar a peneira do coador para realizar essa avaliação, tendo os mesmos cuidados que no filtro do leite, caso seja observado a presença de sujidade e grumos. </span></p>
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<h2>Higiene de teteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A limpeza das teteiras é um ponto importante na avaliação da limpeza dos equipamentos, por isso, devemos implementar uma checagem diária na rotina dos ordenhadores da fazenda. Em especial, devemos verificar a limpeza interna passando o dedo na parte interna das teteiras do conjunto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é essencial fazer a verificação das mangueiras e borrachas do conjunto, pois <strong>a presença de rasgos ou furos nas mesmas pode comprometer o vácuo e consequentemente a ordenha da vaca.</strong> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença de mangueiras e borrachas rasgadas ou furadas podem afetar a qualidade da limpeza do equipamento. Caso seja detectado alguma falha é importante realizar a troca do material antes da próxima ordenha.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32195 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4-225x300.jpg" alt="Teteira com a limpeza ineficiente" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-4.jpg 599w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Teteira com a limpeza ineficiente. Fonte: Maria Fernanda Faria</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32196 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5-225x300.jpg" alt="Teteira com a borracha danificada" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-5.jpg 597w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Teteira com a borracha danificada. Fonte: Gabriela Magioni</span></p>
<h2>Deslizamento de teteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O deslizamento de teteiras pode ser um indicativo de que as <strong>vacas estão estressadas antes da ordenha</strong>, o que contribui em aumentar a ocorrência do deslizamento devido as chutes e agitação dos animais, por isso, a condução e a preparação das vacas devem ser feitas de forma tranquila, sem manejos aversivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o deslizamento pode indicar falhas no alinhamento das unidades de ordenha, que ficam mais susceptíveis a quedas. O nível de vácuo também tem relação com essa falha, quando o equipamento de ordenha apresenta problemas e observamos a presença de baixo vácuo, além da ordenha mais lenta observamos mais episódios de deslizamento e queda das teteiras, pois o vácuo baixo faz com que as teteiras não tenham força para realizar seu funcionamento adequado e permaneçam no teto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa situação pode provocar o refluxo do leite no úbere das vacas, aumentando as chances de mastite, de lesões na ponta de teto e a reduzindo a estimulação correta da massagem do teto e consequente ordenha da vaca, por isso, o animal pode não apresentar o seu potencial produtivo máximo em episódios de deslizamento durante a ordenha.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32197 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-169x300.jpg" alt="Teteira deslizando do teto da vaca" width="169" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-576x1024.jpg 576w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-768x1365.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-864x1536.jpg 864w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-370x658.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-270x480.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-740x1316.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7-150x267.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-7.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 169px) 100vw, 169px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de uma teteira em deslizamento. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Ferreira Faria</span></span></p>
<h2>Avaliação dos procedimentos de ordenha</h2>
<h3>Avaliação do teste da caneca de fundo preto</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O teste da caneca de fundo preto é um passo fundamental na rotina de ordenha para realizarmos o diagnóstico da mastite clínica em animais do rebanho. Além disso, esse procedimento possibilita a identificação e descarte do leite com maior contaminação bacteriana e concomitantemente estimula a descida do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse procedimento deve ser feito com muita atenção por parte dos ordenhadores, para que grumos ou alterações no leite não passem despercebidas. É necessário </span><b>desprezar os três primeiros jatos de leite de cada quarto mamário</b><span style="font-weight: 400;"> e observar na caneca a presença de alterações como presença de sangue, grumos ou outras alterações no leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito importante que, após a realização do teste da caneca na vaca, o utensílio seja limpo para evitar a avaliação incorreta dos próximos animais pela presença de resíduos de leite de outras vacas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32198 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-225x300.jpg" alt="Imagem de uma caneca de fundo preto utilizada para avaliação visual do leite nos primeiros jatos" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-8.jpg 729w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de uma caneca de fundo preto utilizada para avaliação visual do leite nos primeiros jatos. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda</span><span style="font-weight: 400;"> Ferreira Faria</span></span></p>
<h3>Avaliação do pré-dipping</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A aplicação de solução desinfetante pré-ordenha (<a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pré-dipping</strong></a>) é uma forma de reduzir a contaminação dos tetos com agentes causadores de mastite. Muitas vezes, devido ao desafio ambiental, as vacas chegam à sala de ordenha com a presença de sujidade na parte externa dos tetos. Para que esse procedimento seja eficaz na desinfecção é muito importante avaliar a </span><b>forma de aplicação, a concentração do produto utilizado e o armazenamento correto do mesmo. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto a forma de aplicação é muito importante que o produto cubra todo o teto do animal e que seja utilizado para aplicação um copo sem retorno visando evitar a contaminação do produto, ademais a solução desinfetante deve agir por </span><b>pelo menos 30 segundos em contato com o teto. </b><span style="font-weight: 400;">Junto a esse ponto de atenção devemos garantir que o produto seja eficiente no processo de assepsia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os princípios ativos mais utilizados são o iodo, clorexidina e cloro, podendo ser produtos líquidos ou em espuma, é importante seguir as instruções de uso da bula do produto para garantir a concentração adequada e o armazenamento correto, além disso devemos avaliar visualmente a aplicação do produto no teto.</span></p>
<h3>Avaliação do pós-dipping</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso de desinfetante após a ordenha é um passo importante para reduzir a transmissão de patógenos contagiosos causadores de mastite. Esse procedimento visa reduzir a contaminação da pele dos tetos, formando uma camada protetora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse manejo deve ser realizado após a retirada do conjunto de ordenha, toda superfície do teto deve ser imersa na solução, principalmente a parte em contato com a teteira, é importante que o produto esteja em um copo sem retorno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos avaliar a aplicação do pós-dipping na propriedade realizando uma avaliação visual da presença do produto no teto das vacas como também realizar o </span><b>teste do papel toalha. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a aplicação do produto no teto, devemos cobrir a superfície com um papel toalha descartável, o produto é transferido para o papel e conseguimos avaliar a proporção e uniformidade de cobertura do produto no teto, que deve ser pelo menos 80 – 90% de toda superfície do teto.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-32199" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-9.jpg" alt="" width="277" height="283" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-9.jpg 277w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-9-270x276.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-9-150x153.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 277px) 100vw, 277px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem demonstrando a realização do teste do papel toalha para avaliar a correta aplicação do produto. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Cotta, Leonardo et al. 2020.</span></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32200 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10-225x300.jpg" alt="Incorreta aplicação do pós-dipping, onde o mesmo não é aplicado cobrindo toda superfície do teto" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-10.jpg 592w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-32201 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11-225x300.jpg" alt="Incorreta aplicação do pós-dipping, onde o mesmo não é aplicado cobrindo toda superfície do teto" width="225" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11-150x200.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/rotina-ordenha-11.jpg 585w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagens demonstrando a incorreta aplicação do pós-dipping, onde o mesmo não é aplicado cobrindo toda superfície do teto. </span><span style="font-weight: 400;">Fotos: Maria Fernanda Ferreira Faria</span></span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma rotina de ordenha eficiente depende de um alinhamento adequado entre a saúde das vacas, bons manejos das instalações e equipamento de ordenha e </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><b>capacitação dos ordenhadores</b></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É muito importante implementar protocolos escritos nas fazendas, <strong>Procedimentos Operacionais Padrão (POP)</strong>, para facilitar o entendimento dos processos da rotina de ordenha e ser uma forma de consulta para os funcionários no momento de dúvidas e também para <strong>garantir a padronização das atividades e evitar falhas que podem ocasionar em maiores casos de mastite, aumento de CCS e CBT</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção de pontos de avaliação da rotina de ordenha de forma mensal, semanal e diário, de acordo com a necessidade, é uma forma de garantir que os procedimentos e processos estão alinhados e sendo realizados adequadamente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, conhecer os modos de avaliação apresentados nesse texto, como realizá-los e o objetivo de cada um é muito importante para que sua implementação na fazenda permita a construção de dados e informações que promovam o aprimoramento dos processos e consequentemente a produção de um leite de melhor qualidade.</span></p>
<h2>Transforme a ordenha em um processo de alta performance</h2>
<p>Uma rotina de ordenha bem executada é decisiva para garantir produtividade, qualidade do leite e saúde do rebanho.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar gargalos, implementar práticas mais eficientes e acompanhar indicadores para aumentar o lucro da sua produção. Com uma metodologia prática e aplicável, vai além da teoria e coloca a gestão no centro das decisões da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Descarte do leite: veja estratégias para redução por problemas de qualidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Dec 2023 20:30:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[descarte do leite]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O descarte do leite devido a problemas relacionados à qualidade é um problema enfrentado por produtores e que gera perdas econômicas. Estratégias de qualidade dentro das fazendas precisam ser traçadas para que seja fornecido um alimento seguro para a população. Dentro deste contexto, é importante entender o conceito de biosseguridade, que se refere ao conjunto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O descarte do leite devido a problemas relacionados à qualidade é um problema enfrentado por produtores e que gera perdas econômicas. Estratégias de qualidade dentro das fazendas precisam ser traçadas para que seja fornecido um alimento seguro para a população. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro deste contexto, é importante entender o conceito de <a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener"><strong>biosseguridade</strong></a>, que se refere ao conjunto de normas e procedimentos destinados a evitar a entrada de agentes infecciosos (vírus, bactérias, fungos e parasitas) no rebanho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos tratar sobre o descarte de leite relacionado com a alteração nos índices de qualidade, <strong>tratando a mastite como a principal causadora desse descarte. </strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, traremos <strong>dicas de como minimizar esse descarte</strong> a partir de rotina de manejos de ordenha bem implementados, sobre a importância do monitoramento dos animais e equipamentos de ordenha e também do manejo de secagem e também sobre o ambiente de permanência dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O leite não-comercial pode conter: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Colostro</strong></a> (quando não destinado ao banco de colostro);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Leite de transição;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Leite oriundo de vacas com </span>mastite<b>;</b></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Leite de animais em tratamento com antibiótico.</span></li>
</ul>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Como reduzir problemas que levam ao descarte do leite?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para reduzir problemas que proporcionam o descarte de leite devido às questões de qualidade envolve a implementação de boas práticas de manejo, monitoramento constante e ações proativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre essas estratégias, podemos citar o </span><b>controle de mastite</b><span style="font-weight: 400;"> como um dos principais gargalos e dentro disso práticas relacionadas ao manejo de ordenha. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> é um processo inflamatório complexo da glândula mamária, decorrente da interação entre animal, <a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>agente microbiano</strong></a> e meio ambiente e, basicamente, pode ser classificada em dois tipos: a mastite clínica e a mastite subclínica. </span></p>
<p><strong>Esta </strong><span style="font-weight: 400;"><strong>doença gera impacto direto na produção de leite porque afeta as células produtoras de leite</strong>, causando uma inflamação. Pode gerar lesão das células que sintetizam o leite levando a perdas na produtividade. A inflamação da mastite clínica promove alterações visíveis no leite, podendo também gerar dor, calor, rubor e vermelhidão na glândula mamária. </span></p>
<p>Quando não se percebe esses sinais, mas há aumento na contagem de células somáticas (acima de 200 mil células/ml), temos a mastite subclínica, que só será possível detectar através da contagem dessas células de defesa (CCS individual ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/" target="_blank" rel="noopener">teste de CMT</a></strong>).</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Para reduzir a mastite na propriedade, a principal medida a ser tomada é trabalhar com estratégias preventivas. Para isso, é importante atentar:<b></b></p>
<h3>Manejo da ordenha</h3>
<h4>Práticas de higiene de ordenha</h4>
<ul>
<li><strong>Análise de qualidade físico química da água:</strong><span style="font-weight: 400;"> essa análise é crucial para garantir a qualidade de leite e a saúde do rebanho e nela estão inclusos a medição de parâmetros como pH, dureza, sólidos totais dissolvidos. Os resultados dessa análise <strong>indicarão se a água está atendendo os requisitos necessários para uma limpeza eficaz</strong> dos equipamentos de ordenha. </span></li>
<li><strong>Higienização de tanque de refrigeração e equipamento de ordenha:</strong><span style="font-weight: 400;"> a higienização dos equipamentos e do tanque desempenham um importante papel na garantia da qualidade do leite. Ambas as práticas devem ser realizadas seguindo uma rotina rigorosa frente aos processos, como o enxágue inicial, <strong>o qual remove de 90 a 95% dos resíduos de leite e torna essa lavagem facilitada.</strong></span> <span style="font-weight: 400;">Para ter eficiência dos produtos de limpeza, existem concentrações adequadas de acordo com o fabricante e também temperaturas adequadas da água que devem ser respeitadas. Uma boa higienização inclui ação mecânica, que pode ser promovida a partir da utilização de escova/vassoura manual e turbulência da solução e água nos sistemas automatizados.  </span></li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h4>Aplicação de <i>pré-dipping</i> e <i>pós-dipping</i></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas aplicações são práticas essenciais na higiene dos tetos antes e após a ordenha, pois tem o intuito de prevenir a contaminação bacteriana, reduzir os riscos de mastite e garantir a qualidade do leite. Dentre as principais dicas sobre essas práticas, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Seguir instruções do fabricante quanto ao uso, diluição e tempo de contato. </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Ter uma <a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>equipe de ordenha treinada</strong></a> para termos a garantia das aplicações do </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>pré</i> e <i>pós-dipping</i></strong></a><span style="font-weight: 400;"> sendo realizadas de forma correta.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-26660 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-1.jpg" alt="Ordem de acontecimentos durante a ordenha para evitar o descarte do leite" width="719" height="416" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-1.jpg 719w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-1-300x174.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-1-370x214.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-1-270x156.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-1-150x87.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 719px) 100vw, 719px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Esquema demonstrando a ordem de acontecimento dos processos durante a ordenha. Fonte: Mariana Paula</span></p>
<h3>Monitoramento constante</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Monitoramento da <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">Contagem de Células Somáticas (CCS)</a>:</strong> sabemos que vacas sadias e com boa saúde da glândula mamária possuem valor de <strong>CCS de até 200.000 células/ml de leite</strong>. Quando temos valores mais altos é indicativo de desiquilíbrio da glândula mamária, que muitas das vezes está associada à mastite. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Rastreamento dos agentes infecciosos:</strong> pensando no controle e prevenção de mastite é importante realizarmos o rastreamento dos agentes. Para isso, é feita a coleta de uma amostra de leite do animal que apresenta mastite clínica ou subclínica, ou até mesmo de todo o rebanho para realização da cultura bacteriana e identificação dos principais agentes. <strong>Essa identificação específica possibilita uma melhor orientação de tratamento e consequentemente maior chance de cura</strong>, além de também ser um indicador para segregação de animais na linha de ordenha a fim de evitar novas contaminações. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong>Manutenção adequada de equipamentos de ordenha:</strong> o equipamento de ordenha para ter um funcionamento adequado requer periodicamente a realização de manutenções, pois quando o mesmo trabalha com funcionamento inadequado, pode se tornar um fator de risco para o desenvolvimento de mastite. Nesses casos, isso ocorre pelo fato do equipamento irregular, principalmente quando se trata do nível de vácuo, facilitar a contaminação de bactérias entre as vacas no momento da ordenha, aumentar lesões na pele e extremidade do teto e também predispor a entrada de bactérias para dentro do teto.</span></li>
</ul>
<h3>Manejo de secagem</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre o manejo de secagem, é importante que seja realizado de forma correta, pois ele desempenha um papel essencial no controle da mastite e consequentemente na redução de descarte de leite por qualidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa fase, que se refere ao período onde a glândula mamária passa por um período de descanso e preparação para a próxima lactação, prevenir novas infecções a partir da adoção da terapia de vaca seca com o uso de antibiótico é fundamental. Esse manejo irá impactar na qualidade do leite produzido na lactação posterior à secagem.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-26671 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-3.jpg" alt="Processo de secagem de vacas" width="729" height="422" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-3.jpg 729w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-3-300x174.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-3-370x214.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-3-270x156.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-3-150x87.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 729px) 100vw, 729px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Esquema de como deve ser realizado o processo de secagem das vacas. Fonte: Mariana Paula</span></p>
<h3>Ambiente de permanência dos animais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O cuidado com o ambiente é um dos passos fundamentais nesse processo e é importante que a </span>cama<span style="font-weight: 400;">, </span>piquetes<span style="font-weight: 400;">, </span>corredores<span style="font-weight: 400;"> de acesso, </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/"><b>sala de espera</b></a><span style="font-weight: 400;"> e </span>sala de ordenha<span style="font-weight: 400;"> estejam secos e limpos, pois evitando a sujeira e umidade aumenta-se a probabilidade da proliferação de microrganismos. Além disso, é fundamental realizar o <a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-de-residuos-na-pecuaria-leiteira/"><strong>manejo de dejetos de forma correta</strong></a> e garantir uma circulação de ar eficiente em galpões. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando temos condições inadequadas no ambiente, os riscos de infecções mamárias podem aumentar, o que impactará no bem-estar e na qualidade do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A implementação de práticas de manejo consistentes como limpeza de corredores, manejo de cama em sistema de </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/"><strong><i>Compost Barn</i></strong></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/"><strong><i>Free Stall</i></strong></a><span style="font-weight: 400;"> e a atenção a drenagem de piquetes e áreas de descanso das vacas, juntamente com manutenção adequada das instalações podem reduzir significativamente o risco de mastite. </span></p>
<h2>Como podemos avaliar a rotina de ordenha?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">avaliação da rotina de ordenha</a></strong> é uma ferramenta de auxílio na fazenda para identificar falhas de manejo e processos e buscar ajustes e melhorias. Dentro dessa avaliação, alguns pontos podem ser checados: </span></p>
<ul>
<li><strong>Higiene do ambiente de ordenha e dos equipamentos de ordenha</strong></li>
<li><span style="font-weight: 400;"><strong>Manejos pré-ordenha</strong>: </span>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Como está sendo feita a desinfecção com solução </span><i><span style="font-weight: 400;">pré-dipping</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos antes da ordenha? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tem sido realizado o teste da caneca com descarte dos três primeiros jatos de leite? </span></li>
</ul>
</li>
<li><span style="font-weight: 400;"><strong>Qualidade da ordenha</strong>: </span>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O tempo entre a estimulação dos tetos e o acoplamento da teteira tem sido obedecido? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O tempo de ordenha está adequado para garantir a completa remoção do leite? </span></li>
</ul>
</li>
<li><span style="font-weight: 400;"><strong>Manejos pós-ordenha</strong>: </span></li>
<li style="list-style-type: none;">
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A aplicação do </span><i><span style="font-weight: 400;">pós-dipping</span></i><span style="font-weight: 400;"> é adequada? O teto foi inteiramente mergulhado na solução? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os animais ao serem liberados da ordenha encontram comida a disposição a fim de que haja a permanência desses animais de pé após a ordenha? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Como tem sido a avaliação do </span><b>filtro do leite</b><span style="font-weight: 400;"> após a ordenha? Qual o escore desse filtro?</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma forma simples de <strong>avaliação da qualidade da rotina que pode ser feita é através do filtro de leite.</strong> Todo o leite ordenhado passa pelo filtro de leite, portanto, representa uma excelente ferramenta para avaliação da limpeza das vacas antes da ordenha, eficiência na higiene dos tetos e identificação de mastite clínica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Filtros com elevada presença de sujidade e com grande aderência de grumos indicam que as vacas estão sendo ordenhadas com tetos sujos</strong> e que o leite proveniente dos casos de mastite clínica não está sendo desviado do tanque.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa opção consiste em monitorar e comparar o escore dos filtros entre as ordenhas e entre os dias da semana. Com esta ação obtemos parâmetros para identificar oportunidades na melhoria da higiene e qualidade do leite ao longo do tempo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-26683 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-2.jpg" alt="Filtros de ordenha no decorrer da semana" width="1080" height="810" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-2.jpg 1080w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-2-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-2-1024x768.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-2-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-2-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-2-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/descarte-do-leite-2-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem ilustrando a disposição dos filtros após cada ordenha no decorrer da semana. Fonte: Acervo Rehagro Leite</span></p>
<h2>Quais outros fatores podem contribuir para o descarte do leite?</h2>
<p>A nutrição e conforto das vacas, é um ponto importante para o sistema imunológico do animal, o que o torna eficiente no combate às infecções no geral.</p>
<p>Quando temos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dietas balanceadas</a></strong> chegando na boca dos animais, teremos nutrientes essenciais desempenhando um papel crucial na saúde da glândula mamária. Além disso, ter um sistema imunológico robusto, contribui para a resistência a doenças, incluindo a mastite, o que diretamente irá contribuir para a redução do descarte de leite.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando temos ambientes confortáveis, com condições ideais de descanso e espaço adequado, estamos promovendo bem-estar, o que gera como <strong>consequência a maior probabilidade das vacas se alimentarem mais e produzirem de forma mais eficiente.</strong> Nesses casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">ambientes que promovem a redução do estresse dos animais</a></strong>, temos também uma contribuição para com o sistema imune, o que gera menor chance de problemas de saúde e o descarte de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, podemos concluir que a higiene geral, os manejos de ordenha, o ambiente e a nutrição são fatores fundamentais e que estão totalmente relacionados ao descarte do leite. Se não trabalhados adequadamente, as vacas ficam susceptíveis ao desenvolvimento de doenças, incluindo a mastite, que afeta a qualidade do leite levando ao descarte devido a tratamento com antibióticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso de antibióticos em vacas leiteiras, seja para tratamento de casos de mastite clínica, realização da terapia da vaca seca ou tratamentos de outras doenças, <strong>necessita de muito controle e atenção para que esse leite com resíduo de antibiótico não seja colocado junto ao leite destinado ao consumo.</strong> </span><span style="font-weight: 400;">Por isso é importante estar atento às recomendações gerais quanto ao uso e via de aplicação, dosagem recomendada e período de carência de cada medicamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a separação do leite de vacas com mastite e de vacas que estão utilizando medicamentos que promovem liberação de resíduos no leite e que são impróprios para consumo deve ser rigorosa, pois apresenta riscos à saúde humana, além de gerar penalização para o produtor.</span></p>
<h2>Reduza perdas e aumente o lucro da sua produção de leite</h2>
<p>O descarte por problemas de qualidade representa prejuízo direto no caixa da fazenda.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a implementar práticas de manejo e controle de qualidade que evitam perdas, mantêm a produção dentro dos padrões exigidos e aumentam a rentabilidade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23110" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg" alt="Mariana Torres - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/mariana-torres-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Papel do ordenhador na produção de leite: qual a sua importância?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Dec 2023 11:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[ordenhador]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A legislação brasileira define como leite, sem outra especificação, o produto oriundo da ordenha completa e ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. Para que essa definição seja atendida e para que o leite produzido tenha qualidade, o ordenhador possui papel chave durante esse processo e precisa ser treinado para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A legislação brasileira define como leite, sem outra especificação, o produto oriundo da ordenha completa e ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas.</p>
<p>Para que essa definição seja atendida e para que o leite produzido tenha qualidade, o ordenhador possui papel chave durante esse processo e precisa ser treinado para aprimorar as técnicas e boas práticas de manejo, durante e após a ordenha.</p>
<p>Nesse texto, iremos tratar sobre <strong>o papel do ordenhador dentro da atividade leiteira</strong>, bem como a necessidade de fornecer orientações e treinamento adequados frente a execução da operação e às competências que devem ser avaliadas na busca por colaboradores para tal cargo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Importância do ordenhador para a produção de leite</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Visando uma boa <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener"><strong>qualidade do leite</strong></a> produzido é muito importante entender primeiro como a </span><strong>atuação e comportamento do ordenhador tem relação direta com a eficiência e qualidade do processo de ordenha na fazenda</strong>.</p>
<p>O comportamento do colaborador depende de sua atitude, dos meios disponíveis para executar as tarefas, da sua competência, motivação e do atendimento às suas necessidades.</p>
<p>Em primeiro lugar é muito importante que a fazenda tenha os meios adequados para que o ordenhador realize seu trabalho adequadamente, para tanto é necessário que as ferramentas e materiais necessários estejam em quantidade e à disposição dos ordenhadores da fazenda para que possam realizar adequadamente seu trabalho.</p>
<p>Para isso, é importante que exista dentro da propriedade a implementação de um <i>checklist </i>de verificações antes da ordenha em si, verificando a disponibilidade do material de consumo como:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Luvas para ordenha;</span></li>
<li>Solução desinfetante <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pré-dipping e pós-dipping</a></strong>;</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Papel descartável para secagem dos tetos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Medicamentos para caso seja necessário realizar o tratamento dos animais;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Os equipamentos de ordenha em si, verificando as mangueiras, higienização do conjunto de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">teteiras</a></strong> e lixeiras.</span></li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso de luvas, em especial, deve ser uma prática amplamente disseminada dentro da propriedade, sendo muito importante treinar os colaboradores e <strong>definir boas práticas de manejo e </strong></span><strong>Programas de Autocontrole</strong><span style="font-weight: 400;"> (PAC) para a correta paramentação e higienização dos ordenhadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É de grande importância que estes colaboradores tenham a </span><b>consciência e instrução dos efeitos da higiene na qualidade do produto</b><span style="font-weight: 400;">, ensinando notoriedade do uso de EPI, luvas, manter as unhas cortadas e limpas, boa higienização das mãos e braços adequadamente antes da ordenha e durante, quando necessário, dessa forma é possível reduzirmos a contaminação do leite. </span></p>
<p>Estudos demonstram que o uso de luvas é capaz de reduzir a contaminação entre os animais por <i>Staphilococcus aureus, </i>reduzir a contaminação entre quartos mamários contaminados e não contaminados, reduzir a contagem bacteriana nas mãos dos ordenhadores e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">prevalência de mastite</a></strong> no rebanho.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe-se que as pessoas envolvidas na produção de leite, em especial os ordenhadores, devem estar informadas e possuir o conhecimento adequado sobre </span><b>os riscos</b><span style="font-weight: 400;"> que envolvem a </span><b>introdução e a disseminação de patógenos</b><span style="font-weight: 400;"> nos rebanhos, afetando os parâmetros de qualidade do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, é importante realizar </span><b>treinamentos técnicos</b><span style="font-weight: 400;"> e conscientizar os ordenhadores sobre a importância dos cuidados sanitários e identificação de alterações na saúde das vacas, podemos realizar mini-cursos, aulas didáticas sobre os <a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>agentes relacionados à mastite</strong></a> em vacas e sobre a identificação de sinais clínicos, por exemplo.</span></p>
<h2>Quais competências avaliar na escolha de um ordenhador?</h2>
<p><strong>Outro ponto importante é a escolha dos colaboradores, levando em consideração a competência</strong><span style="font-weight: 400;"><strong> para tal atividade</strong>, para isso temos como ferramenta o “CHA”, um conceito proposto desde 1996 como definições de competências. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas, se refere à capacidade do indivíduo de manter um nível persistente de desempenho em seu trabalho, para isso devemos avaliar alguns fatores entre os colaboradores no momento da escolha da atividade na fazenda:</span></p>
<ul>
<li><b>Conhecimento:</b><span style="font-weight: 400;"> o indivíduo ter conhecimento e treinamento adequado para exercer tal função corretamente;</span></li>
<li><b>Habilidade:</b><span style="font-weight: 400;"> capacidade motora que o indivíduo precisa desenvolver para realizar o trabalho/ jeito de fazer;</span></li>
<li><b>Atitude:</b><span style="font-weight: 400;"> intenção de executar o trabalho.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-26085 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/habilidades-conhecimentos-atitude-1024x1024.jpg" alt="Competências necessárias ao ordenhador: habilidade, conhecimento, atitude" width="770" height="770" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/habilidades-conhecimentos-atitude-1024x1024.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/habilidades-conhecimentos-atitude-300x300.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/habilidades-conhecimentos-atitude-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/habilidades-conhecimentos-atitude-768x768.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/habilidades-conhecimentos-atitude-370x370.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/habilidades-conhecimentos-atitude-270x270.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/habilidades-conhecimentos-atitude-740x740.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/habilidades-conhecimentos-atitude-96x96.jpg 96w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/habilidades-conhecimentos-atitude.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Conhecimentos, Habilidades e Atitudes (CHA). Fonte: Adaptada de Brandão (2009) e Fleury ne Fleury (2001)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, é necessário que os colaboradores associados a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">atividade de ordenha</a></strong> conheçam as funções que lhe são atribuídas e saibam planejar e gerenciar a ordenha. Existem algumas responsabilidades fundamentais que estão relacionadas à função, como: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cumprimento dos horários das ordenhas definidas na propriedade; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Preparação das instalações e utensílios;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acompanhamento da saúde das vacas; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Realizar a ordenha completa dos animais; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acompanhar e verificar a qualidade do leite </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, para definirmos os colaboradores responsáveis por essa função dentro da fazenda é necessário reconhecer a competência para tal e as características dos funcionários que possam contribuir para o setor como, </span>paciência, habilidade manual, sensibilidade no manejo dos animais, preparo físico<span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>É importante, além de identificar as competências, avaliar a motivação dos colaboradores.</strong> A motivação se refere à vontade de fazer algo em particular, por isso, um indivíduo que tem vontade de ter um bom desempenho no seu trabalho é considerado </span>motivado.</p>
<p><b> </b><span style="font-weight: 400;">A motivação pode ser:</span></p>
<ul>
<li><b>Intrínseca</b><span style="font-weight: 400;"> = diz respeito a satisfação do funcionário de realizar a atividade, devemos nos perguntar</span><b>: </b><b><i>o ordenhador gosta de ordenhar?</i></b></li>
<li><b>Extrínseca</b><span style="font-weight: 400;"> = quando a vontade de fazer depende de obter algo diferente da simples satisfação, para isso devemos nos perguntar: </span><b><i>para o ordenhador é importante o reconhecimento do seu superior imediato? Recebe bonificação pela produtividade? </i></b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, podem ser feitas </span><b>pesquisas de satisfação</b><span style="font-weight: 400;"> entre os colaboradores relacionados à atividade, </span><b>oferecer bonificações</b><span style="font-weight: 400;"> segundo produtividade, </span>realizar testes de aptidão<span style="font-weight: 400;"> para identificar características desejáveis, por exemplo.</span></p>
<h2>Atenção às necessidades dos colaboradores</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é importante entender as necessidades dos colaboradores, ou seja, aquilo que é necessário para que o indivíduo realize adequadamente as suas funções. A </span><b>necessidade não atendida se torna desmotivadora para o indivíduo</b><span style="font-weight: 400;">, perdendo o foco no trabalho, comprometendo o resultado. Existem vários tipos de necessidades: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Fisiológicas e de segurança:</b><span style="font-weight: 400;"> necessidade de alimento, exercício, descanso, saúde, refúgio, estabilidade e proteção contra perigos e privações que qualquer indivíduo possui. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Sociais:</b><span style="font-weight: 400;"> desejo do indivíduo de sentir-se parte de algo, de ser aceito pelos pares, formar amizades e interações sociais. Se não atendidas podem aumentar a rotatividade dos empregados. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>De estima e autorrealização:</b><span style="font-weight: 400;"> se referem ao desejo de ser respeitado e reconhecido, ao desejo do indivíduo de criar e construir, de expressar seu potencial. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, é importante treinar os colaboradores para que também tenham </span><b>cuidado e atenção no manejo dos animais</b><span style="font-weight: 400;">. Este manejo deve ser adequado e tranquilo, pois sabemos que o manejo aversivo dos animais causa estresse e <a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>redução da descida do leite</strong></a>, o que resulta no aumento de leite residual nas vacas, além de aumentar o medo dos animais aos manejos da rotina e às pessoas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, é importante treinar os colaboradores para conduzir os animais evitando gritos, movimentos bruscos, maus tratos ou qualquer outro comportamento que leve o animal ao estresse ou medo, demonstrando a importância desse cuidado para a liberação do leite. Devemos conduzi-las respeitando a velocidade de caminhada do rebanho, com tranquilidade e evitando agressões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, colocando esses pontos em prática no treinamento e conscientização dos ordenhadores conseguimos aumentar a qualidade do leite produzido na fazenda devido ao conhecimento técnico compartilhado com os ordenhadores e fornecer maior capacitação profissional, melhorar a produtividade, as condições de trabalho e consequentemente impactar positivamente seu desempenho, resultados e indicadores da fazenda.</span></p>
<h2>Profissionalize o manejo e aumente a lucratividade da produção de leite</h2>
<p>O ordenhador é peça-chave para a qualidade do leite e o sucesso da propriedade. Mas, para garantir resultados consistentes, é preciso alinhar o trabalho da equipe a uma gestão eficiente e bem estruturada.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Pecuária Leiteira</strong></a></span> do Rehagro, você aprende a organizar processos, treinar sua equipe e usar indicadores para tomar decisões que aumentam a produção e o lucro.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A importância da sala de espera na ordenha: conforto e bem-estar para as vacas leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Oct 2023 11:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[sala de espera]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sala de espera de uma fazenda leiteira desempenha um papel importante na gestão eficiente da ordenha das vacas leiteiras. Ela é o local onde as vacas aguardam antes de serem ordenhadas e deve ser projetada para proporcionar um ambiente tranquilo, confortável e limpo. Para isso, existem alguns pontos importantes que devem ser levados em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sala de espera de uma fazenda leiteira desempenha um papel importante na gestão eficiente da ordenha das vacas leiteiras. Ela é o local onde as vacas aguardam antes de serem ordenhadas e deve ser projetada para proporcionar um <strong>ambiente tranquilo, confortável e limpo.</strong></p>
<p>Para isso, existem alguns pontos importantes que devem ser levados em consideração para que a sala de espera seja ideal para as vacas.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre os principais pontos relacionados com a sala de espera, como questões relacionadas à ventilação, considerações sobre o piso, o dimensionamento e também sobre onde a sala de espera pode impactar na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">produtividade de uma fazenda leiteira</a>.</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Principais pontos para uma boa sala de espera de vacas</h2>
<p>Dentre os pontos importantes sobre a sala de espera de vacas, podemos citar:</p>
<h3>Ventilação</h3>
<p>A sala de espera deve ser espaçosa o suficiente para acomodar todas as vacas que aguardam a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">ordenha</a></strong>.</p>
<p>A ventilação adequada é essencial para garantir um <strong>ambiente saudável e confortável</strong>. Isso ajuda a evitar acúmulo de umidade, odores desagradáveis e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico nas vacas</a></strong>, contribuindo assim para o bem-estar.</p>
<p>Em sistemas que possuem o sistema de resfriamento na sala de espera, é importante que as vacas sejam resfriadas adequadamente antes da ordenha, contando com um período de 30-45 minutos antes da ordenha, com 1,4 litros de água por minuto por m² durante 1 minuto e com 4 minutos de intervalo entre cada ciclo, além da ventilação com velocidade mínima de 6 metros por segundo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-25200" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-4.jpg" alt="Vacas na sala de espera antes da ordenha sendo resfriadas" width="300" height="533" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-4.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-4-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-4-270x480.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-4-150x267.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem de vacas na sala de espera antes do início da ordenha sendo resfriadas a partir de ventiladores e aspersores. Foto: Acervo Rehagro</span></p>
<p>É importante destacar que quanto maior a vazão de água, menor pode ser o tempo de aspersão, entretanto, o importante é que o animal fique encharcado o mais rápido possível, para ser ventilado entre os ciclos e assim repetir a maior quantidade de ciclos possível.</p>
<p>A gota de aspersão deve ser grossa, para garantir que entre em contato com a pele do animal, gerando um resfriamento evaporativo eficiente.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Piso antiderrapante</h3>
<p>O piso da sala de espera da ordenha é um elemento fundamental para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar das vacas leiteiras</a></strong>, a segurança dos animais e a eficiência da ordenha. Esse piso deve ser antiderrapante, fácil de limpar e durável.</p>
<p>Dentre as opções de pisos adequados para uma sala de espera, temos:</p>
<h4>Concreto texturizado</h4>
<p>Essa é uma opção comum para pisos de sala de espera. A textura pode ser criada por meio de escovação, sulcagem ou uso de superfícies rugosas de concreto.</p>
<p>A criação de frisos no piso é uma das práticas mais comuns, pois <strong>proporciona tração às vacas evitando escorregões e quedas</strong>. É importante que os frisos sejam paralelos a cada 7/8 cm e tenham largura e profundidade em torno de 15 mm.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-25202" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-3.jpg" alt="Sala de espera com presença de frisos no piso" width="698" height="392" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-3.jpg 698w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-3-300x168.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-3-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-3-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-3-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 698px) 100vw, 698px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem de uma sala de espera com presença de frisos no piso. Foto: Alex Matos Teixeira</span></p>
<h4>Borracha</h4>
<p>Os pisos de borracha podem ser uma excelente opção para o <strong>conforto e estabilidade das vacas</strong>.</p>
<p>Além de proporcionar certo conforto para as vezes pela sua textura, proporciona um bom isolamento térmico. Os pisos de borracha também são fáceis de limpar, entretanto inicialmente apresentam um maior custo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-25203" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-1.jpg" alt="Sala de espera com piso de borracha" width="300" height="400" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-1.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-1-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-1-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-1-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem mostrando uma sala de espera com piso de borracha. Foto: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Independente do tipo de piso escolhido, é fundamental garantir que o mesmo esteja em boas condições, sem áreas quebradas ou desgastadas que possam promover riscos para as vacas.</p>
<p>Além disso, é imprescindível que o piso esteja sempre limpo, o que também contribui para a segurança e bem-estar dos animais.</p>
<h3>Dimensionamento</h3>
<p>O dimensionamento da sala de espera deve ser planejado de maneira cuidadosa para que <strong>sejam atendidas as necessidades do rebanho</strong>, garanta o bem-estar dos animais e facilite a eficiência do processo de ordenha.</p>
<p>Alguns fatores devem ser considerados a respeito do dimensionamento:</p>
<h4>Tamanho do rebanho</h4>
<p>O tamanho da sala de espera <strong>deve ser proporcional ao número de vacas a serem ordenhadas</strong> em um único grupo/lote ou em muitos casos comportar até dois lotes divididos na sala de espera, levando o segundo lote no momento em que está finalizando a ordenha do lote anterior.</p>
<p>Entretanto, há a possibilidade de sala de espera já comportar dois grupos de vacas ao mesmo tempo, o que pode ser efetivo na questão do resfriamento. O dimensionamento adequado vai permitir que todas as vacas esperem de forma confortável o momento da ordenha.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-25206" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-2.jpg" alt="Sala de espera com porteira de separação" width="300" height="533" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-2.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-2-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-2-270x480.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/sala-espera-2-150x267.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sala de espera contendo porteira de separação, o que permite a ocupação simultânea de dois lotes distintos. Foto: Acervo Rehagro</span></p>
<h4>Espaço por vaca</h4>
<p>Cada vaca na sala de espera deve ter espaço suficiente para se mover. Um valor comum é fornecer cerca de <strong>1,5 a 2 m² por vaca na sala de espera</strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo esses valores em mente, é importante ressaltar que para saber qual o espaço por vaca devemos levar em consideração o tamanho da sala de espera e o número de vacas que compõem cada grupo/lote.  </span></p>
<h4>Número de conjuntos na ordenha</h4>
<p>O número de conjuntos que a ordenha possui e o número de vacas por lote irá interferir no tempo em que as vacas ficam na sala de espera.</p>
<p>Sobre esse tempo de espera, o ideal é que não ultrapasse uma hora/lote, mesmo utilizando recursos de resfriamento, como ventilação e aspersão. Por exemplo:</p>
<ul>
<li><strong>Lote com 25 vacas + Ordenha com 5 conjuntos</strong> = Será necessário 5 passadas na ordenha</li>
<li><strong>Se cada passada na ordenha dura 10 minutos</strong> = Cada lote demora 50 minutos para passar completo pela ordenha. Ou seja, esse será o tempo de espera daquele lote até a última vaca ser ordenhada.</li>
</ul>
<h2>Por que se atentar à sala de espera de ordenha?</h2>
<p>Uma sala de espera de ordenha adequada é essencial para a produção de leite de forma eficiente. Sua importância é multifacetada e afeta o bem-estar das vacas, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener">qualidade do leite</a></strong> e a produtividade da fazenda.</p>
<p>Dentre as principais razões que se destacam sobre a relevância em ter uma sala de espera adequada, podemos citar:</p>
<ul>
<li><strong>Bem-estar das vacas</strong>: quando temos uma sala de espera bem projetada e gerenciada, proporciona um ambiente confortável para as vacas antes da ordenha. Isso reduz o estresse, a ansiedade e o desconforto das vacas.</li>
<li><strong>Eficiência da ordenha</strong>: uma sala de espera eficiente ajuda a otimizar o processo de ordenha. As vacas estando calmas e relaxadas antes de entrar na sala de ordenha facilita o processo e melhora a produção de leite.</li>
<li><strong>Qualidade do leite</strong>: vacas estressadas podem produzir leite com qualidade reduzida. Deter de uma sala de espera apropriada contribui para obtenção de leite de melhor qualidade, com menos contaminação e menor risco de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a></strong>.</li>
<li><strong>Manejo de grupos/lotes de vacas</strong>: na sala de espera é possível separar grupos de vacas diferentes e que estejam em categorias ou fases da lactação distintas, por exemplo é possível manter vacas em lactação e vacas secas ou novilhas na sala de espera para que ambos os grupos sejam resfriados.</li>
<li><strong>Redução do estresse térmico</strong>: a sala de espera pode ser projetada para minimizar o estresse térmico por meio de sistemas de ventilação e aspersores, onde esse resfriamento pode ser feito momentos antes da ordenha ou até mesmo nos intervalos entre ordenhas, onde podem ser direcionados a sala de espera animais que não estejam em lactação.</li>
<li><strong>Otimização do tempo</strong>: com uma sala de espera projetada de maneira eficaz, contribuirá para a economia de tempo, uma vez que as vacas já estarão preparadas e agrupadas antes de entrar na sala de ordenha, agilizando assim o processo.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Em resumo, <strong>uma sala de espera de ordenha adequada é fundamental para criar um ambiente confortável e eficiente para as vacas</strong>, melhorar a qualidade do leite, garantir o bem-estar animal e assim conferir ao produtor melhores resultados.</p>
<p>O investimento em uma sala de espera bem projetada pode resultar em benefícios significativos para a fazenda leiteira em termos de produtividade e lucratividade.</p>
<h2>Conforto animal para mais produtividade e qualidade no leite</h2>
<p data-start="126" data-end="460">Uma sala de espera bem planejada na ordenha garante conforto, reduz o estresse e contribui para o aumento da produção e da qualidade do leite.</p>
<p data-start="126" data-end="460">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar bem-estar animal, manejo eficiente e gestão estratégica para maximizar resultados no campo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/">A importância da sala de espera na ordenha: conforto e bem-estar para as vacas leiteiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Tipos de ordenha: ordenha manual, ordenha mecânica e ordenha robotizada</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/tipos-de-ordenha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Oct 2023 11:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[tipos de ordenha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ordenha é um dos pilares mais cruciais em um sistema de produção de leite, é nesse momento em que o produto de venda, o leite, será coletado e, possivelmente, destinado para o laticínio e à produção de seus subprodutos, como queijo, iogurte, creme de leite e entre outros. Considerando essa importância, nesse artigo iremos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ordenha é um dos pilares mais cruciais em um sistema de produção de leite, é nesse momento em que o produto de venda, o leite, será coletado e, possivelmente, destinado para o laticínio e à produção de seus subprodutos, como queijo, iogurte, creme de leite e entre outros.</p>
<p>Considerando essa importância, nesse artigo iremos abordar os diferentes tipos de ordenha, suas respectivas características, vantagens, pontos de atenção, custos e quando empregar cada tipo de modelo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Ordenha manual</h2>
<p>Esse é o tipo de ordenha que ainda predomina nas pequenas propriedades produtoras de leite no Brasil. Os controles e cuidados se fazem necessários nesse modelo, da mesma forma que se faz em ordenhas mecânicas, devendo- se ter atenção durante o momento de extração e de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/" target="_blank" rel="noopener">armazenamento do leite</a></strong>, para garantir que o produto final seja de qualidade.</p>
<p>Na ordenha manual, pode haver a presença ou não do bezerro, isso varia de acordo com o manejo adotado na propriedade, tipo de instalação e da raça dos animais em lactação.</p>
<p>Os <strong>pontos de atenção para a ordenha manual</strong> são:</p>
<ul>
<li>Sanitização do latão e tanque de refrigeração, antes do armazenamento do leite e após a retirada do líquido. Essa etapa deve ocorrer antes do uso do utensílio, 30 minutos antes da ordenha, a fim de evitar resíduo do sanitizante no leite;</li>
<li>A condução das vacas até a sala de ordenha deve ser forma gentil e cuidadosa, evitando o estresse dos animais;</li>
<li>É indicado que seja feita a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/linha-de-ordenha-como-organizar-e-importancia/" target="_blank" rel="noopener">linha de ordenha</a></strong> das vacas, ou seja, separar quais animais serão ordenhados primeiro e quais serão ordenhados por último, o critério a ser utilizado para isso é ordem de parto, animais com mastite e animais que estão em tratamento com antibiótico;</li>
<li>Contenção da vaca, prendendo a cauda, para evitar acidentes e contaminação do leite. Caso seja ordenha com bezerro ao pé, é importante também conter o bezerro;</li>
<li>Lavar as mãos antes da ordenha e usar luvas no momento da ordenha;</li>
<li>Realizar o teste da caneca de fundo preto antes de iniciar a ordenha;</li>
<li>Uso do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener">pré-dipping</a></strong> e secagem dos tetos com papel toalha e usando uma folha por teto;</li>
<li>Descartar o leite proveniente de vacas com mastite e em tratamento com antibiótico;</li>
<li>Ao fim da ordenha, realizar a limpeza dos materiais utilizados, com água de qualidade e em temperatura adequada (40º a 45ºC);</li>
<li>Realizar a limpeza geral da sala de ordenha.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Mesmo sendo em sistemas de produção de leite de menos tecnificação, é importante realizar exames periódicos para avaliar a <strong>saúde da glândula mamária</strong> para produzir leite de qualidade.</p>
<p>Assim, pode-se realizar o teste <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/" target="_blank" rel="noopener">CMT (<i>California Mastitis Test</i><em>)</em></a></strong> e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">CCS (Contagem de Células Somáticas)</a></strong>, ambas as avaliações têm como finalidade avaliar a ocorrência de mastite subclínica no rebanho.</p>
<p>Além disso, é necessário avaliar os dados enviados pelo laticínio, sendo o principal a CPP (Contagem Padrão em Placa), para analisar como está a higiene da ordenha.</p>
<p><strong>A ordenha manual é um investimento de baixo custo nas propriedades</strong>. Esse tipo de ordenha pode ser implementado em fazendas com pequenos rebanhos, com sistema de produção extensivo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25020 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual.jpg" alt="Homem realizando a ordenha do tipo manual" width="768" height="515" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual-300x201.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual-370x248.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual-270x181.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual-740x496.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-manual-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem demonstrando uma ordenha do tipo manual sendo realizada. Fonte: Martins (2012)</span></p>
<h2>Ordenha mecânica</h2>
<p>Na ordenha mecânica ocorre a retirada do leite por meio de equipamento que simula a mamada do bezerro, retirando quantidade máxima do leite produzido pela vaca. É classificada em quatro tipos: balde ao pé, canalizada linha alta, canalizada linha média, canalizada linha baixa.</p>
<p>Em casos em que o equipamento não é utilizado de forma recomendada, há redução da produtividade e rentabilidade do sistema de produção, uma vez que resulta em leite de baixa qualidade, aumento da ocorrência de mastite e elevado custo de produção em decorrência das manutenções e trocas frequentes, além dos gastos com <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>tratamentos de mastite</strong></a>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25021 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1.jpg" alt="Vacas no sistema de ordenha mecânica do tipo balde ao pé" width="450" height="338" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1.jpg 450w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha mecânica do tipo balde ao pé. Fonte: Júnior (2015)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25022 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2.jpg" alt="Sistema de ordenha mecânica do tipo linha baixa." width="691" height="485" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2.jpg 691w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2-300x211.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2-370x260.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2-270x190.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-2-150x105.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 691px) 100vw, 691px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha mecânica do tipo linha baixa. Onde a linha do leite está abaixo do piso do animal. Fonte: Alex Matos Teixeira</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25019 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha.jpg" alt="Sistema de ordenha mecânica do tipo linha média." width="980" height="659" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-300x202.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-768x516.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-370x249.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-270x182.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-740x498.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-tipos-de-ordenha-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha mecânica do tipo linha média. Nesse modelo, a linha do leite fica próxima à alta da garupa dos animais. É o modelo mais encontrado. Fonte: Milkpoint</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25023 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-1024x482.jpg" alt="Vacas no sistema de ordenha mecânica em linha alta." width="770" height="362" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-1024x482.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-300x141.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-768x361.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-370x174.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-270x127.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-740x348.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3-150x71.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-mecanica-3.jpg 1146w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem ilustrando um sistema de ordenha mecânica em linha alta. A linha do leite nesse modelo fica bem acima dos animais. Normalmente encontrada em salas de ordenha sem fosso. Fonte: Alex Matos Teixeira</span></p>
<p>Assim, os <strong>pontos de atenção para a ordenha do tipo mecânica</strong> são:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">Manuseio por profissional capacitado e orientado</a></strong>, que tenha conhecimentos sobre o equipamento e sobre as características específicas das vacas de leite;</li>
<li>Cuidado com a sobreordenha, que é quando se tem a ordenha em pleno vácuo já sem extrair leite, em casos que não há extrator automático no equipamento;</li>
<li>Cuidados com o manejo de ordenha iguais aos cuidados que devem ser tomados com a ordenha manual;</li>
<li>Limpeza adequada das tubulações, com produtos e temperatura da água corretos.</li>
</ul>
<p>Quando o equipamento tem manutenções periódicas, sendo utilizado seguindo as recomendações, não há prejuízos à glândula mamária e aos tetos das vacas.</p>
<p>As<strong> vantagens</strong> desse tipo de ordenha são:</p>
<ul>
<li>Menor demanda de funcionários;</li>
<li>Redução do estresse para as vacas;</li>
<li>Diminuição do tempo de ordenha;</li>
<li>Ordenha simultânea de vários animais;</li>
<li>Mais facilidade de operação e manejo;</li>
<li>Horários fixos de rotina de ordenha.</li>
</ul>
<p>Para implementar esse tipo de ordenha nas propriedades, é preciso de estruturas físicas para abrigar os equipamentos, o que inicialmente requer um investimento maior.</p>
<p>Esse é o tipo de investimento que gera retorno ao produtor, uma vez que a qualidade do leite é garantida, quando as recomendações são seguidas.</p>
<h2>Ordenha robotizada</h2>
<p><strong>Nesse tipo de ordenha, as vacas determinam a frequência e o momento em que serão ordenhadas</strong>, ou seja, é um sistema voluntário. O controle é feito por softwares, que controla todos os equipamentos que funcionam de acordo com a ordenha, como ventiladores, luzes, ordenhadeira, entre outros.</p>
<p>No momento em que a vaca chega para a ser ordenhada, ela é identificada, iniciando o processo de ordenha. Após isso, é feita a limpeza de cada teto, individualmente, através da teteira automática de limpeza, sendo identificado precisamente a posição dos tetos. Feito a limpeza, as ordenhadeiras são colocadas, ajustadas conforme a anatomia do animal.</p>
<p>Ao final do processo de ordenha, o leite é levado ao tanque resfriador, por meio das tubulações e o todo equipamento é limpo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25024" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica.jpg" alt="Sistema de ordenha robótica." width="546" height="728" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica.jpg 696w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/ordenha-robotica-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 546px) 100vw, 546px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Sistema de ordenha robótica. Fonte: Attuale Comunicação</span></p>
<p>Os <strong>pontos de atenção para a ordenha robotizada</strong> são:</p>
<ul>
<li>Ambiente tranquilo, calmo e sem estresse, para que as vacas tenham vontade de serem ordenhadas;</li>
<li>Necessidade de profissional qualificado e apto para manipular a ordenha;</li>
<li>Assistência técnica de qualidade;</li>
<li>Avaliar custo-benefício de instalar a tecnologia na propriedade.</li>
</ul>
<p>As vantagens desse tipo de ordenha são:</p>
<ul>
<li>Flexibilidade para realizar outras tarefas na propriedade;</li>
<li>Elasticidade de horários;</li>
<li>Menos necessidade de mão de obra;</li>
<li>Os animais se adaptam rapidamente;</li>
<li>Geração de relatórios constantemente;</li>
<li>Análise do leite feita por condutividade elétrica do leite de cada teto separadamente, conseguindo assim detectar o leite que não está dentro dos padrões de qualidade e desviá-lo para outro tanque.</li>
</ul>
<p>Esse tipo de sistema de ordenha ainda é dividido em duas formas: a de fluxo guiado e a de fluxo livre.</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Fluxo guiado: a vaca para acessar o robô/ordenha ou conseguir ir para a pista de alimentação, passa por um portão com sensor. Se o intervalo entre ordenhas não for adequado (programada no sistema), a vaca não é ordenhada e será liberada de forma direta para a pista de alimentação.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Fluxo livre: não tem o portão para guiar, ou seja, a vaca pode comer, ir até o robô e ser ordenhada quando sentir vontade.</li>
</ol>
<p>Para realizar a avaliação do custo dessa tecnologia, é preciso fazer a análise de alguns dados: número de vacas em lactação, produção por vaca, custo com mão-de-obra, valor de investimento inicial e de manutenção do equipamento. <strong>É importante comparar a funcionalidade entre a ordenha mecânica e a ordenha robotizada.</strong></p>
<p>Por fim, vale ressaltar que independentemente do tipo de ordenha implementado e utilizado na propriedade, é importante que o momento ordenha seja realizado de maneira higiênica, para evitar a transmissão de <strong>doenças</strong>, por exemplo, a mastite, e a contaminação do leite, além de garantir o conforto, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar das vacas</a></strong> e consequentemente maior produção de leite com qualidade.</p>
<h2>Transforme a ordenha em um processo mais lucrativo e eficiente</h2>
<p>Seja manual, mecânica ou robotizada, a ordenha precisa estar alinhada a uma gestão inteligente para garantir leite de qualidade e retorno financeiro.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar práticas de manejo com controle de indicadores, otimização de recursos e aumento da rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23090" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes.jpg" alt="Bárbara Agnes - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/barbara-agnes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Linha de ordenha: como organizar e qual a importância?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/linha-de-ordenha-como-organizar-e-importancia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Oct 2023 11:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[CCS]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ordem com que as vacas são ordenhadas, o que é conhecido como linha de ordenha, se refere a uma sequência específica com que os grupos ou lotes de animais passam pela ordenha, o que pode variar de acordo com a fazenda e das condições de saúde do rebanho. Isso é importante por diversas razões, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ordem com que as vacas são ordenhadas, o que é conhecido como <strong>linha de ordenha</strong>, se refere a uma sequência específica com que os grupos ou lotes de animais passam pela ordenha, o que pode variar de acordo com a fazenda e das condições de saúde do rebanho.</p>
<p>Isso é importante por diversas razões, mas principalmente quando pensamos na saúde do úbere e consequentemente na qualidade do leite, tendo em vista que <strong>o principal objetivo é fazer com que vacas doentes não contaminem vacas sadias</strong>.</p>
<p>Nesse artigo iremos tratar a importância da realização da linha de ordenha, evidenciando os principais impactos que isso pode ter na saúde do úbere por ser usada como uma estratégia de controle da mastite contagiosa, além de trazermos pontos que devem ser levados em consideração para ordenar os animais na ordenha.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<script>
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</div>
<h2>Mastite contagiosa e sua transmissão durante a ordenha</h2>
<p>Sabemos que a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a></strong> é uma das principais doenças nos rebanhos leiteiros e que essa enfermidade é um processo inflamatório da glândula mamária, causada geralmente por bactérias, o que gera grandes perdas econômicas para uma fazenda.</p>
<p>Estudos relatam que pode haver até 30% de perda de produtividade devido à mastite, além da desvalorização do leite pela <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">Contagem de Células Somáticas (CCS)</a></strong> alta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24839" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-1.jpg" alt="Tabela com bonificação e penalização no preço do leite" width="470" height="560" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-1.jpg 470w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-1-252x300.jpg 252w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-1-370x441.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-1-270x322.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-1-150x179.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 470px) 100vw, 470px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de bonificação e penalização por CCS e CBT, mostrando que quanto mais alto os resultados, maior é o desconto no preço do leite. Fonte: Danilo Cavalcanti Gomes</span></p>
<p>Um grande problema presente nas fazendas é a mastite contagiosa, que rapidamente pode se espalhar pelo rebanho, trazendo grandes prejuízos econômicos.</p>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener">agentes mais comuns</a></strong> são <i>Staphylococcus aureus</i> e <i>Streptococcus agalactiae</i>, os quais na maioria das vezes podem não apresentar manifestação clínica, o que dificulta o diagnóstico nos rebanhos.</p>
<p><strong>Em sua maioria, sua transmissão ocorre durante a ordenha</strong>, com o uso da mesma ordenhadeira em uma vaca contaminada e depois em uma vaca sadia, contaminando-a.</p>
<p>Dessa forma, quando é realizado o diagnóstico de agentes contagiosos, já se tem um grande número de animais contaminados.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Para identificar e combater a mastite contagiosa, deve-se ficar atento aos indicadores do rebanho. A realização do exame de <strong>CCS individual</strong> é um grande aliado no combate à mastite contagiosa, visto que traz o resultado de cada animal, possibilitando que os animais de CCS alta sejam avaliados com maior atenção.</p>
<p>No caso da mastite contagiosa, pode-se observar na fazenda uma alta taxa de novos casos de mastite a cada mês, bem como animais com mastite crônica, o que pode ser indicativo de contaminação de agentes contagiosos de um animal para outro.</p>
<p>Pensando então em <strong>reduzir e controlar casos de mastite no rebanho</strong>, a prática mais utilizada é a linha de ordenha, a qual consiste em determinar de forma estratégica uma ordem dos lotes de animais para evitar que os animais contaminados contaminem as vacas sadias.</p>
<h2>Como ter uma boa linha de ordenha?</h2>
<p>Para uma boa linha de ordenha, alguns passos devem ser seguidos:</p>
<h3>1. Identificar os animais com CCS acima de 200 mil</h3>
<p>O comparativo do CCS entre meses é de grande ajuda para se ter o comportamento desses agentes no rebanho, observando a prevalência (número de vacas com CCS alta em relação ao rebanho) e a incidência (número de novos casos de CCS alta no rebanho) nos animais.</p>
<p>Com isso, tem-se um mapeamento da saúde do úbere do rebanho, podendo determinar quais animais possuem mastite subclínica.</p>
<h3>2. Cultura bacteriana dos animais com CCS alta</h3>
<p>É de extrema importância determinar os <strong>agentes presentes</strong> no rebanho.</p>
<p>Agentes como <i>Streptococcus agalactiae</i> são de rápida transmissão, mas de fácil tratamento. Isso dá oportunidade à fazenda de retirar o agente de seu rebanho com a utilização de antibioticoterapia.</p>
<p>Já no caso de <i>Staphylococcus aureus</i>, estratégias devem ser pensadas, visto que essa bactéria possui uma baixa resposta à antibioticoterapia, o que pode levar a uma mastite crônica nos animais. Sua eliminação dos rebanhos é muito difícil, principalmente em multíparas, o que leva muitos produtores a descartar animais infectados por esse agente.</p>
<h3>3. Redivisão dos lotes</h3>
<p>A separação dos animais em lotes facilita o manejo e evita erros. Uma divisão recomendada seria a seguinte:</p>
<ol>
<li>Vacas primíparas sem mastite.</li>
<li>Vacas multíparas que nunca tiveram mastite.</li>
<li>Vacas que já tiveram mastite, mas foram curadas.</li>
<li>Vacas com mastite subclínica.</li>
<li>Vacas com mastite clínica.</li>
</ol>
<p>Entretanto, sabemos que realizar a divisão dessa forma pode não ser uma realidade na maioria das fazendas leiteiras, mas isso não pode inviabilizar que uma linha de ordenha seja instituída sempre preconizando que primíparas sadias sejam ordenhadas primeiro e as vacas que compõe o lote de mastite clínica ou tratamento sejam as últimas a passarem pela ordenha.</p>
<p>No caso de fazendas com <i>Staphylococcus aureus</i>, onde o descarte desses animais não é possível, é prudente fazer um lote apenas com esses animais, retirando o agente do rebanho aos poucos, utilizando a contaminação pelo agente como um critério para descarte dos animais.</p>
<h3>4. Alinhamento com os colaboradores a ordem dos lotes</h3>
<p>Os <a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>colaboradores da fazenda</strong></a> desempenham um papel fundamental na realização da linha de ordenha e para o sucesso da operação.</p>
<p>Tendo em mente a experiência e conhecimento sobre o manejo de ordenha, o que inclui entender o funcionamento dos equipamentos de ordenha e os procedimentos adequados que as pessoas que trabalham na ordenha possuem, <strong>ter alinhamento sobre a importância da realização da linha de ordenha é essencial</strong>.</p>
<p>Essas pessoas serão responsáveis pela observação dos animais, garantia de higiene e qualidade do leite, registro de dados, como por exemplo a presença de grumos, além de identificar e segregar esses animais e determinar tratamentos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24840" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-2.jpg" alt="Vacas durante a ordenha" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-2.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-2-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-2-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/linha-de-ordenha-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Animais durante a ordenha. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Após a instalação do novo manejo, a linha de ordenha, deve-se acompanhar as mudanças de CCS e as culturas bacterianas frequentemente, para remanejar animais curados e novas infecções, podendo atingir os melhores resultados com o novo manejo.</p>
<h2>Organização que garante mais qualidade e produtividade no leite</h2>
<p>Uma linha de ordenha bem organizada não só melhora a eficiência do processo, mas também reduz riscos de contaminação e aumenta a qualidade do produto final.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar técnicas de manejo, gestão e controle de qualidade que elevam a produção e garantem resultados consistentes no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23112" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg" alt="Julia Mattoso - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Boas práticas de ordenha: higiene, técnicas e equipamentos</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 21:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já sabe que uma rotina de ordenha eficiente é crucial para garantir a saúde e o bem-estar das vacas, assim como a qualidade do leite produzido. No entanto, para que essa rotina seja realmente eficaz, todos os aspectos do manejo devem ser eficientes. Isso inclui o manejo de bezerros, vacas no pós-parto, pré-parto, novilhas, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já sabe que uma <strong>rotina de ordenha eficiente é crucial para garantir a saúde e o bem-estar das vacas</strong>, assim como a qualidade do leite produzido.</p>
<p>No entanto, para que essa rotina seja realmente eficaz, todos os aspectos do manejo devem ser eficientes. Isso inclui o manejo de bezerros, vacas no pós-parto, pré-parto, novilhas, vacas em lactação e a higiene em todos os setores da sua propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Higiene na ordenha: importância e procedimentos recomendados</h2>
<p>Um dos <strong>maiores desafios da ordenha é a limpeza das vacas e a higiene do ambiente</strong>. A responsabilidade por uma ordenha limpa não recai apenas sobre os ordenhadores, mas também sobre aqueles que cuidam das instalações nos diferentes sistemas (<i>free-stall</i>, o <i>compost barn</i> ou o pasto).</p>
<p>É importante que todas as áreas estejam limpas, bem iluminadas, bem ventiladas e projetadas de acordo com as normas de bem-estar animal.</p>
<p>Se a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong> estiver alta no tanque, isso indica que algo está errado no manejo geral da sua propriedade, e esse erro pode estar tanto dentro quanto fora da sala de ordenha.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>É crucial que as vacas cheguem limpas à sala de espera, e para que isso aconteça, é necessário reduzir a exposição à sujeira, fornecendo camas secas e instalações adequadas.</p>
<p>Um ponto importante a ser ressaltado é em relação a umidade da cama dos animais no caso de sistema de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/compost-barn-o-que-e-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><i>Compost barn</i></a></strong>, onde quando a cama possui uma umidade baixa, ou seja, a cama se encontra excessivamente seca, pode contribuir para que os animais apresentem maior sujidade corporal.</p>
<p>Isso acontece, pois após o resfriamento com aspersão e ventilação na sala de espera da ordenha e resfriamento na linha de cocho, os animais se direcionam para a cama e lá devido a ação dos ventiladores, faz com que todo pó solto da cama seca seja impregnado ao pelo do animal que se encontra molhado.</p>
<p>Além disso, em instalações onde os animais não são confinados, é importante promover áreas de descanso que sejam limpas e que se mantenham sempre secas, a fim de evitar que os animais se sujem e cheguem na ordenha apresentando <strong>um alto grau de sujidade</strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21836" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1.jpg" alt="Imagem mostrando sujidade de vacas leiteiras" width="830" height="559" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1.jpg 830w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-300x202.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-768x517.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-370x249.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-270x182.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-740x498.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-1-150x101.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 830px) 100vw, 830px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagens mostrando a sujidade dos animais e sua relação com o ambiente onde estão inseridos. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Ainda relacionado à higiene e à condição da cama, quando temos uma situação oposta, ou seja, uma cama com alta umidade e acúmulo de matéria orgânica, isso também influenciará para termos vacas com escore de sujidade de úbere alto.</p>
<p>Além dessa questão de higiene, <strong>é importante lembrar que a superlotação das instalações contribui para tal cenário</strong>, e quando isso acontecer, teremos também um maior número de vacas incomodadas, permanecendo mais tempo em pé, com limitação na alimentação e restrito período de descanso, o que somados podem contribuir tanto para o menor desempenho produtivo dos animais quanto para a redução de imunidade e predisposição a doenças, como por exemplo casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a></strong>.</p>
<p>Além disso, vacas que chegam com tetos sujos na sala de ordenha irão necessitar de um maior cuidado e dedicação da equipe para limpeza dos mesmos antes do acoplamento das teteiras.</p>
<p>Esse cuidado com a higiene nesse momento é crucial para minimizar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" target="_blank" rel="noopener">contagem bacteriana total (CBT)</a></strong> no leite, visto que a máxima higiene dos operadores e dos animais estão diretamente relacionadas com uma baixa CBT.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21837" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2.jpg" alt="Filtro de leite ao final da ordenha" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem mostrando a sujidade do filtro de leite ao final da ordenha, onde tal sujidade estava relacionada com alta umidade da cama dos animais e uma ineficiente higiene dos tetos das vacas antes de iniciar a ordenha. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Escore de sujidade do úbere</h3>
<p>Existem algumas áreas mais críticas para se manter limpas, como o úbere e a parte inferior das pernas.</p>
<p>O <strong>escore de sujidade do úbere</strong> fornece indicadores importantes para avaliar o manejo da propriedade, assim como o escore de limpeza dos tetos é um bom indicador da contagem de células somáticas. O escore de sujidade do úbere varia de 1 a 4 <strong>sendo o escore 1 – totalmente limpo</strong> e o <strong>escore 4 – totalmente sujo</strong>.</p>
<p>Existe uma significativa associação entre a menor higiene do úbere e o aumento na prevalência de infecção intramamária da vaca.</p>
<p>Estudos demonstram que animais que possuem escore de sujidade de úbere grau 3 ou 5 tinham 1,5 vezes mais chances de se infectar com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener">patógenos</a></strong> do que as vacas de escore 1 ou 2.</p>
<p>Outras medidas que podem ser implementadas incluem a remoção do pelo do úbere duas vezes por ano e aparar ou cortar a vassoura da cauda.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21839" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3.jpg" alt="Escore de sujidade do úbere de vacas" width="567" height="225" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3.jpg 567w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-300x119.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-370x147.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-270x107.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-3-150x60.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Imagem mostrando os graus de sujidade apresentados pelas vacas. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Copyright 2002 © Pamela L. Ruegg, all rights reserved. Chart developed with input from Dan Schreiner and Mike Maronel.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Bem-estar animal nas instalações</h2>
<p><strong>Bem-estar animal</strong> nas instalações também <strong>é um fator importante que influencia na saúde das vacas e em todo manejo durante a ordenha</strong>.</p>
<p>Para uma boa ordenha é essencial que os cuidados com os animais iniciem no momento de buscá-los para ordenha, onde é importante que o ato de tocar as vacas seja realizado de maneira gentil e tranquila, evitando correria e gritos com os animais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21840" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4.jpg" alt="Animais sendo conduzidos de forma tranquila para a ordenha" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-4-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Momento em que os animais são conduzidos de forma tranquila e respeitosa para a sala de ordenha. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Outro ponto importante e que contribui para o bem-estar dos animais, principalmente pensando em primíparas que nunca foram ordenhadas é a <strong>realização de treino com os animais</strong>, passando as mesmas na sala de espera e nas contenções da ordenha, a fim de evitar que após o parto ocorra problemas e acidentes com animais e pessoas da operação.</p>
<p>O bem-estar, juntamente com a proximidade e confiança das vacas nos funcionários, garantirá que elas cheguem tranquilas e sem estresse à sala de espera, e como resultado, elas liberarão o leite mais rapidamente e produzirão mais, tornando a ordenha mais rápida e eficiente.</p>
<h2>Importância de pessoas qualificadas na execução da ordenha</h2>
<p>Um <strong>ponto fundamental</strong> em relação às boas práticas da ordenha <strong>é deter de uma equipe treinada para execução das atividades no setor</strong>.</p>
<p>Além de possuir treinamento adequado, a higiene pessoal dos funcionários é muito importante, onde é ideal que a equipe lave bem as mãos e use luvas descartáveis antes de iniciar a ordenha. Isso ajuda a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/" target="_blank" rel="noopener">prevenir a transmissão de bactérias e doenças</a></strong> entre as vacas e os operadores.</p>
<p>A rotina de trabalho também deve ser bem definida de acordo com a realidade de cada fazenda, e isso se torna relevante principalmente para garantir que todos os processos da ordenha sejam realizados conforme o combinado e dentro do tempo máximo e mínimo para cada etapa.</p>
<p>É crucial que <strong>cada atividade seja bem descrita e que cada funcionário seja capacitado para desempenhá-la</strong>, sendo capaz de reconhecer e diagnosticar qualquer intercorrência que esteja ocorrendo tanto com a vaca quanto com o leite, por exemplo a identificação da presença de grumos ou sangue no leite, edema de úbere e claudicação ao entrar na ordenha.</p>
<p>Para isso, a elaboração de <strong>Programas Operacionais Padrão (POP’s)</strong>, os quais demonstram o passo a passo dos processos a serem realizados de forma clara e objetiva dentro do setor, deixando firmado com a equipe a forma correta que os eventos dentro da ordenha devem ocorrer com o intuito de garantir o bem-estar, saúde e a produtividade do animal e também o sucesso na execução das tarefas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21841" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5.jpg" alt="Exemplo de um programa operacional padrão de uma fazenda" width="774" height="1024" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5.jpg 774w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-227x300.jpg 227w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-768x1016.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-370x490.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-270x357.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-740x979.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-5-150x198.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 774px) 100vw, 774px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de um Programa Operacional Padrão (POP) de uma fazenda. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Equipamentos essenciais para uma ordenha eficiente e segura</h2>
<p>Sobre os equipamentos de ordenha, como as teteiras e os tubos de ordenha, é fundamental mantê-los limpos e em boas condições de funcionamento.</p>
<p>É importante que se tenha uma rotina de verificação sobre o bom funcionamento dos equipamentos, observando se há vazamentos e peças desgastadas e também sobre as condições de higiene. <strong>Após cada ordenha, é importante realizar a limpeza e desinfecção completa de todo o equipamento. </strong></p>
<p>A manutenção adequada dos equipamentos de ordenha desempenha um papel crucial na saúde dos tetos e no bem-estar das vacas.</p>
<p>Isso ocorre porque a remoção da queratina do canal do teto depende da compressão da teteira, o tônus muscular na ponta do teto depende da eficácia do alívio congestivo e a congestão do teto depende do vácuo aplicado na ponta do teto.</p>
<p>Portanto, se faz necessário um equilíbrio entre a produção e a remoção de queratina nos tetos, o que pode ser obtido através da correta regulagem do equipamento. Assim, é necessário se atentar aos seguintes fatores:</p>
<ul>
<li><strong>Encaixe da teteira </strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Garanta um bom encaixe entre o corpo do teto e o massageador; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Posicione a ponta do teto na zona de compressão efetiva; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Reduza a congestão na ponta e no corpo do teto e evite o anelamento do teto.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Nível do vácuo na ponta do teto</strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Um alto nível de vácuo faz com que em poucos minutos de ordenha se tenha congestão dos tetos, o que limita o fluxo de leite antes mesmo da esgota completa da vaca; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">O vácuo aplicado na ponta do teto durante o período de baixo fluxo, no final da ordenha é a principal causa de congestão no teto e desconforto para a vaca; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A congestão provoca dor, gerando estresse e liberação de adrenalina, prejudicando então a ação da ocitocina e consequentemente a liberação do leite. </span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Preparação e estimulação dos animais</strong>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Vacas bem preparadas antes da colocação das teteiras possuem uma melhor eficiência de ordenha, pois, a descida do leite é mais rápida, o que diminui a chance de ocorrer sobreordenha; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">A sobreordenha resulta em aumento da congestão do teto e pode acontecer no início ou final da ordenha. No início ocorre devido a má preparação e </span><strong>estimulação do animal</strong><span style="font-weight: 400;"> o que gera um baixo fluxo de leite e alto nível de vácuo na ponta do teto. </span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21842" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6.jpg" alt="Vaca bem estimulada antes da colocação das teteiras" width="288" height="512" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6.jpg 288w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-270x480.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-6-150x267.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 288px) 100vw, 288px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de uma vaca bem estimulada antes da colocação das teteiras, é possível observar também que os tetos se encontram secos e limpos. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Rotina da ordenha</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo da rotina de ordenha é <strong>preparar os tetos, deixando-os limpos, secos e bem estimulados</strong>, promovendo uma ejeção do leite inicial e contínua, a fim de se realizar uma ordenha rápida e completa, além de evitar a sobreordenha. Para tanto, é necessário seguir algumas etapas: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Teste da Caneca (descarte dos primeiros jatos de leite);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Pré-dipping;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Secagem adequada dos tetos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Colocação das teteiras no tempo correto; </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Antissepsia eficaz dos tetos após a ordenha; </span></li>
</ul>
<h3>Teste de caneca (descarte dos primeiros jatos de leite)</h3>
<p>O <strong>teste de caneca</strong> é uma ferramenta fundamental na rotina de ordenha, <strong>pois 50% dos casos de mastite são classificados como moderada ou grau 1</strong> ou seja, aquela que apresenta somente alterações no leite, e <strong>esse é o único método para detectar mastite clínica moderada</strong>, uma vez que a maioria das células somáticas é eliminada nos primeiros jatos de leite, o que permite a visualização dos grumos de leite.</p>
<p>Além disso, o teste de caneca estimula a descida do leite e remove bactérias do canal do teto por meio da remoção do leite residual nos primeiros jatos.</p>
<p>Fazer o teste da caneca antes do pré-dipping é recomendado para reduzir o risco de recontaminação dos tetos já limpos. Escala de gravidade da mastite:</p>
<ul>
<li><strong>Grau 1 &#8211; Leite anormal</strong> – Apresenta alterações no leite.</li>
<li><strong>Grau 2 &#8211; Leite anormal e úbere inchado</strong> – Apresenta modificações no leite e no teto.</li>
<li><strong>Grau 3 &#8211; Vacas doentes</strong> – Apresenta alterações no leite e a vaca possui sinais sistêmicos, como por exemplo febre e falta de apetite.</li>
</ul>
<h3>Pré-dipping</h3>
<p>Um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pré-dipping</a></strong> eficaz pode reduzir as populações bacterianas na pele do teto em até 85% e diminuir a incidência de novas infecções por mastite ambiental em até 50%.</p>
<p>O objetivo dessa etapa de higienização antes da ordenha é reduzir os patógenos presentes na pele do teto, bem como reduzir a contagem de sedimentos e bactérias no tanque de leite.</p>
<p>Para garantir a eficácia do pré-dipping, é fundamental garantir que a utilização seja feita com copo sem retorno, que o mesmo esteja limpo, que ao passar a solução ela cubra todo o teto, que seja utilizado um antisséptico adequado e que a aplicação seja em tetos limpos e secos.</p>
<p>O antisséptico deve permanecer em contato com a superfície da pele por no mínimo 30 segundos para garantir a eliminação das bactérias.</p>
<h3>Secagem adequada</h3>
<p>A secagem dos tetos é uma etapa crítica em termos de higiene pré-ordenha, pois a umidade favorece o crescimento bacteriano. Além disso, a umidade permite que as bactérias presentes nos tetos e no equipamento de ordenha se espalhem por meio de gotículas de água até o esfíncter do teto.</p>
<p>Se a toalha de pano for utilizada, é importante garantir que esteja seca, pois toalhas molhadas não secam os tetos adequadamente.</p>
<p>É recomendado ter mais de um conjunto de toalhas para permitir tempo suficiente para secagem adequada entre as utilizações.</p>
<p>As toalhas devem ser limpas, possuir tamanho adequado e serem absorventes. Elas devem ser lavadas com alvejante ou água sanitária, em água quente ou secadas em alta temperatura.</p>
<p>E lembre-se, na utilização de toalhas de papel devemos utilizar um papel por teto e no caso da utilização de toalhas, a secagem de cada teto deve ser feita com uma parte da toalha.</p>
<h3>Colocação das teteiras no tempo correto</h3>
<p>Entre o primeiro estímulo (teste de caneca) e a colocação do conjunto de teteiras, deve-se aguardar de <strong>60 a 90 segundos</strong>.</p>
<p><strong>Tempos entre a estimulação e a colocação das teteiras inferiores a 60 segundos ou superiores a 3 minutos podem ter efeitos negativos para os animais. </strong></p>
<p>Esse tempo máximo entre a estimulação e acoplamento das teteiras está relacionado com o tempo de meia-vida a ocitocina, que é de aproximadamente 3,5 minutos. A necessidade de estimulação varia de acordo com a produção, fase da lactação e raça.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21843" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7.jpg" alt="Reflexo de ejeção do leite" width="841" height="460" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7.jpg 841w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-300x164.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-768x420.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-370x202.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-270x148.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-740x405.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-7-150x82.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 841px) 100vw, 841px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Reflexo de ejeção do leite— vaca estimulada pelo toque na pele do úbere, e pelo som do equipamento de ordenha, impulsos nervosos passam para o hipotálamo no cérebro. O hipotálamo estimula a glândula pituitária posterior a liberar ocitocina. O sangue carrega esse hormônio às células mioepiteliais que circundam o alvéolo. A contração das células mioepiteliais força o leite para dentro do sistema de ductos e da cisterna da glândula. Fonte: Adaptado de Michel A. Wattiaux</span></p>
<p>Quando as teteiras são colocadas prematuramente, as curvas de fluxo do leite podem ser anormais.</p>
<p>Vacas que não recebem estimulação suficiente não terão uma boa ejeção e podem apresentar um fluxo de leite bimodal, que é quando não há ejeção de leite imediatamente após a colocação das teteiras.</p>
<p>Vacas superestimuladas (tempo de estimulação e colocação de teteiras acima de 3 minutos) fará com que os animais não passem pelo fluxo bimodal, mas podem produzir menos leite.</p>
<p>A primeira porção de leite ejetada durante a ordenha está nas cisternas da glândula mamária e não requer estimulação. No entanto, em torno de 60% do leite produzido encontra-se nos alvéolos da glândula mamária, que necessitam de estimulação para a liberação adequada.</p>
<h3>O momento da ordenha</h3>
<p>Recomenda-se <strong>utilizar um sistema de ordenha que possua controle de vácuo adequado</strong> e aplique a pressão correta nas tetas.</p>
<p>Ao desacoplar as teteiras, faça-o suavemente, respeitando o ritmo natural da vaca. Evite puxar as tetas com muita força, pois isso pode causar dor e lesões. A remoção precoce das teteiras é uma forma mais suave de evitar a sobreordenha, reduzindo o período de baixo fluxo durante a ordenha.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao retirar as teteiras ainda apresentando um fluxo de leite é benéfico para a saúde dos tetos do animal e isso é descrito em estudos onde em sistemas que possuem extrator automático de teteiras ao programar a extração para um fluxo maior de leite (mudança de 800ml/min para 1.200ml/min) teve como resultado uma maior produção de leite, além de promover melhores condições para os tetos e reduzir o tempo de ordenha, visto que as vacas liberam mais leite em menos tempo. </span></p>
<h2>Pós-ordenha</h2>
<h3>Antissepsia eficaz do teto pós-ordenha</h3>
<p>Essa prática é amplamente adotada e é essencial garantir uma cobertura efetiva de pelo menos 75% da pele do teto com um antisséptico adequado. Estudos demonstram que <strong>a antissepsia pós-ordenha pode reduzir a taxa de novas infecções por mastite em até 50%.</strong></p>
<p>O pós-dipping protege os tetos, especialmente contra patógenos contagiosos, como <i>Staphylococcus aureus</i> e <i>Streptococcus agalactiae</i>, que podem ser transmitidos entre quartos durante a ordenha.</p>
<p>Além disso, alguns antissépticos possuem ingredientes que ajudam a condicionar a pele do teto, fornecendo proteção contra condições ambientais frias e secas.</p>
<p>O pós-dipping também pode fornecer um efeito germicida residual. É importante escolher um antisséptico que deixe um resíduo nos tetos para garantir a ação antimicrobiana mesmo após a vaca se deitar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21844" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8.jpg" alt="Aplicação de pós-dipping" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-8-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Realização da aplicação de pós-dipping de forma adequada, onde o teto por completo é envolvido pelo produto. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Limpeza das instalações após a ordenha</h3>
<p>Após a ordenha, é fundamental limpar adequadamente o equipamento utilizado, como baldes, teteiras, tubos, copos de pré e pós-dipping e armazená-los corretamente, além de também ser importante a limpeza de todo o ambiente de ordenha, inclusive da sala de espera.</p>
<p>Isso ajuda a prevenir a contaminação e garante a qualidade do leite na próxima ordenha.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21846" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9.jpg" alt="Higienização da sala de ordenha" width="500" height="667" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9.jpg 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-370x494.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/rotina-ordenha-9-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Higienização da sala de ordenha, a qual é feita nos equipamentos e também em toda contenção. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h3>Registros de eventos</h3>
<p>Mantenha registros precisos de cada vaca, incluindo o volume de leite produzido, a duração da ordenha e quaisquer problemas de saúde ou tratamentos realizados. Isso auxilia na identificação de problemas de produção, monitoramento do desempenho individual das vacas e tomada de decisões.</p>
<p>Manter registros precisos das atividades de ordenha, incluindo dados sobre a saúde das vacas e a produção de leite, é fundamental para a rastreabilidade do produto.</p>
<p>Isso ajuda a cumprir as regulamentações locais e internacionais, garantindo a segurança alimentar e a conformidade com os padrões de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener">qualidade do leite</a></strong>.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A realização da ordenha de forma suave e respeitando o ritmo natural das vacas é crucial para promover o bem-estar animal.</p>
<p><strong>Uma rotina de ordenha adequada ajuda a manter a saúde das vacas, juntamente com a limpeza dos tetos e o uso de práticas de higiene apropriadas</strong> reduzem o risco de infecções, como a mastite, que é uma das principais preocupações na produção de leite. A ordenha é uma excelente oportunidade para observar indicadores que retratam a realidade da fazenda.</p>
<p>Ao seguir uma rotina consistente e bem organizada, se otimiza o tempo gasto na ordenha, reduz o estresse das vacas e aumenta a produtividade geral.</p>
<p>Além disso, o monitoramento regular da saúde das vacas durante a ordenha permite a detecção precoce de problemas de saúde e a implementação das medidas corretivas necessárias.</p>
<p>Em resumo, uma rotina de ordenha bem estabelecida e executada adequadamente tem um impacto significativo na saúde das vacas, no bem-estar animal, na qualidade do leite, na eficiência da produção e na conformidade regulatória. Esses fatores são essenciais para o sucesso de uma operação de gado leiteiro.</p>
<h3>Indicadores da performance da ordenha</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21847" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha.jpg" alt="Tabela com dados de performance da ordenha" width="664" height="308" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha.jpg 664w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha-300x139.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha-370x172.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha-270x125.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/tabela-rotina-ordenha-150x70.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 664px) 100vw, 664px" /></p>
<h2>Da ordenha ao lucro: domine cada detalhe da produção de leite</h2>
<p>Boas práticas de ordenha não só garantem a qualidade do leite, como também preservam a saúde do rebanho e aumentam a rentabilidade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende, de forma prática e estratégica, a alinhar higiene, técnicas e equipamentos com uma gestão eficiente, transformando conhecimento técnico em resultados reais no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23088" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes.jpg" alt="Yanca Fernandes - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/yanca-fernandes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Pré-dipping e pós-dipping: pontos de controle da qualidade do leite</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Mar 2022 13:30:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=11904</guid>

					<description><![CDATA[<p>A ocorrência de casos de mastite está diretamente relacionada à interação de fatores ambientais e práticas de manejo, ao agente causador de mastite e à capacidade da vaca em debelar o processo inflamatório e infeccioso. Sendo assim, um dos pontos-chave no controle da mastite é a redução da exposição dos tetos a esses agentes. Para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A ocorrência de casos de mastite está diretamente relacionada à interação de fatores ambientais e práticas de manejo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">ao agente causador de mastite</a></strong> e à capacidade da vaca em debelar o processo inflamatório e infeccioso.</p>
<p>Sendo assim, um dos pontos-chave no controle da mastite é a redução da exposição dos tetos a esses agentes.</p>
<p>Para que isso seja possível, é fundamental adotarmos <strong>medidas simples de higiene dos tetos</strong>, garantindo a adequada desinfecção antes e após a ordenha. Uma dessas medidas é a utilização das soluções desinfetantes de pré-dipping e pós-dipping.</p>
<p>Mas<strong> o que é o pré dipping e o pós-dipping? </strong>Quais as principais bases dessas soluções? Quais os principais pontos de atenção durante a utilização?</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Pré-dipping</h2>
<p><strong>O pré-dipping consiste em uma solução responsável pela desinfecção dos tetos antes da colocação das teteiras</strong>, reduzindo assim a contaminação da pele dos tetos e principalmente os casos de mastite por agentes ambientais.</p>
<p>Além disso, a higienização dos tetos antes da ordenha contribui para a qualidade higiênica do leite, sendo um fator importante na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" target="_blank" rel="noopener">redução da CBT (contagem bacteriana total)</a></strong> do leite do tanque.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Pontos de atenção</h3>
<p>Para que a solução pré-dipping tenha a ação desinfetante esperada, é fundamental garantirmos alguns pontos:</p>
<ul>
<li>A solução deve ser colocada em um copo sem retorno, evitando a contaminação da solução;</li>
<li>O copo do pré-dipping deve estar limpo;</li>
<li>A solução pré-dipping deve ser passada cobrindo todo o teto;</li>
<li>Os tetos muito sujos devem ser higienizados antes da utilização do pré-dipping para não perder seu efeito desinfetante;</li>
<li>O tempo de ação da solução nos tetos deve ser de pelo menos 30 segundos.</li>
</ul>
<p>Além disso, é importante utilizarmos apenas produtos específicos que apresentem indicação para essa finalidade.</p>
<p>Outros produtos desinfetantes que não possuem recomendação para uso em <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rotina de ordenha</strong></a> podem comprometer a integridade física da pele dos tetos e aumentar o <strong>risco de mastite</strong>, além de não termos a garantia de eficácia do produto ou da possibilidade de resíduo no leite.</p>
<p>Outro ponto de atenção refere-se a produtos que necessitam de diluição. Nesses casos, devemos garantir que a diluição do produto seja feita corretamente e que a água utilizada para essa finalidade, seja de qualidade (potável). O não cumprimento desses itens irá comprometer a eficácia do produto.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11892" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2.jpeg" alt="Equipamentos para ordenha" width="500" height="375" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2.jpeg 1280w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-300x225.jpeg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-1024x768.jpeg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-768x576.jpeg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-370x278.jpeg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-270x203.jpeg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-740x555.jpeg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-2-80x60.jpeg 80w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;">Limpeza e organização dos utensílios e equipamentos antes da ordenha. (Fonte: Gabriela Magioni &#8211; Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Princípios ativos</h3>
<p>Os princípios ativos mais comuns utilizados em soluções pré-dipping são:</p>
<ul>
<li>Iodo;</li>
<li>Hipoclorito de sódio;</li>
<li>Clorexidina;</li>
<li>Ácido lático;</li>
<li>Um ponto importante em relação ao hipoclorito de sódio é que a solução é bastante volátil, sendo necessário manter o galão com o produto bem vedado.</li>
</ul>
<p>Outro aspecto relevante é não utilizar o hipoclorito de sódio que encontramos em supermercados, mais conhecido como água sanitária, pois além de não ter recomendação para utilização em ordenha, a água sanitária possui soda cáustica em sua composição, que também compromete de modo considerável a integridade dos tetos.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11891" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1.jpeg" alt="Copos Para Aplicação de Pré-dipping e Pós-dipping" width="600" height="303" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1.jpeg 870w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1-300x151.jpeg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1-768x388.jpeg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1-370x187.jpeg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1-270x136.jpeg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-1-740x373.jpeg 740w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-size: 10pt;">Copo sem retorno para aplicação de pré e pós-dipping. (Fonte: Gabriela Magioni &#8211; Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11893" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3.jpeg" alt="Pessoa fazendo aplicação de pré-dipping com copo sem retorno em uma vaca" width="500" height="279" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3.jpeg 1103w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3-300x168.jpeg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3-1024x572.jpeg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3-768x429.jpeg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3-370x207.jpeg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3-270x151.jpeg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-3-740x413.jpeg 740w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;">Aplicação de pré-dipping com copo sem retorno. (Fonte: Gabriela Magioni &#8211; Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<h2>Pós-dipping</h2>
<p>Durante a ordenha os tetos entram em contato com as mãos dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ordenhador-na-producao-de-leite/">ordenhadores</a></strong> e teteiras contaminadas, que contribuem para a transmissão de mastite por agentes do tipo contagiosos.</p>
<p>Nesse sentido, precisamos garantir que os tetos após a ordenha também sejam desinfetados e com redução da carga de agentes causadores de mastite.</p>
<p>Para essa desinfecção utilizamos a solução pós-dipping. Essa medida possui efeito sobre a incidência de novos casos de mastite e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">CCS (contagem de células somáticas)</a></strong> do rebanho.</p>
<p>Outro benefício da solução pós-dipping é manter a pele dos tetos bem hidratada e íntegra, contribuindo para redução dos casos de mastite.</p>
<p>Assim como a solução pré-dipping, os pontos de atenção da solução pós-dipping incluem a higiene do copo sem retorno e garantir que o produto esteja cobrindo todo o teto.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="PÓS-DIPPING: COMO USAR DE FORMA EFICIENTE | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/m5CyyJAfCXU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>Princípio ativo</h3>
<p>O principal princípio ativo de soluções pós-dipping é o iodo, que possui atividade bactericida, fungicida e viricida, ressaltando a boa eficácia na prevenção de mastites contagiosas causadas por <i>Staphylococcus aureus</i> e <i>Streptococcus agalactiae</i>.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11894" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-4.jpeg" alt="Pessoa realizando a aplicação de pós-dipping com copo sem retorno em uma vaca" width="500" height="307" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-4.jpeg 1006w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-4-300x184.jpeg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-4-768x472.jpeg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-4-370x227.jpeg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-4-270x166.jpeg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/03/pre-dipping-4-740x455.jpeg 740w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;">Aplicação de pós-dipping com copo sem retorno. (Fonte: Gabriela Magioni &#8211; Equipe Leite Rehagro)</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Considerando os prejuízos causados pela mastite, como gastos com <strong>medicamentos</strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/descarte-do-leite/">descarte de leite</a></strong> e, principalmente, perda de produção, medidas de controle da mastite são fundamentais para a saúde do rebanho e rentabilidade da fazenda.</p>
<p>Com pequenos e simples ajustes na rotina de ordenha para garantir a correta desinfecção dos tetos antes e após a ordenha é possível produzir um leite de melhor qualidade e reduzir a incidência de mastite.</p>
<h2>Domine as práticas que garantem leite de qualidade e mais lucro</h2>
<p>A aplicação correta do pré-dipping e pós-dipping é determinante para reduzir mastite, melhorar a CCS e entregar um produto de excelência.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende de forma prática como implementar protocolos eficientes de ordenha, manter a saúde do rebanho e aumentar a rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28021 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni.jpg" alt="Gabriela Magioni" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/07/gabriela-magioni-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Contagem de células somáticas (CCS) do leite: importância e como reduzir</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2020 13:14:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[células somáticas]]></category>
		<category><![CDATA[infecções]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A CCS, ou contagem de células somáticas, consiste em uma importante ferramenta que indica a saúde da glândula mamária de vacas leiteiras. As células somáticas são representadas por células de descamação do epitélio da própria glândula mamária e por células de defesa (leucócitos) que passam do sangue para o úbere. Vacas sadias e com boa [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">Contagem de células somáticas (CCS) do leite: importância e como reduzir</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>CCS, ou contagem de células somáticas</strong>, consiste em uma importante ferramenta que indica a saúde da glândula mamária de vacas leiteiras.</p>
<p>As células somáticas são representadas por células de descamação do epitélio da própria glândula mamária e por células de defesa (leucócitos) que passam do sangue para o úbere.</p>
<p>Vacas sadias e com boa saúde da glândula mamária possuem valores de CCS de até 200.000 células/mL de leite.</p>
<p>Valores superiores indicam que há algum desequilíbrio na glândula mamária, possivelmente devido a ocorrência de mastite.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Impacto da CCS elevada na produção de leite</h2>
<p>Conforme demonstrado pela tabela abaixo, a elevação da contagem de células somáticas está diretamente associada à redução da produção de leite.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12916 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-e1666873813466.jpg" alt="Tabela com prevalência de infecção associada à alta contagem de células somáticas" width="591" height="164" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-e1666873813466.jpg 591w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-e1666873813466-300x83.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-e1666873813466-370x103.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-e1666873813466-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-e1666873813466-150x42.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 591px) 100vw, 591px" /><span style="font-size: 10pt;">¹ Perda de produção calculada como porcentagem da produção esperada a 200.000 cél./mL.</span><br />
<span style="font-size: 10pt;">* Contagem de células somáticas do tanque de expansão</span></p>
<p style="text-align: left;">Em uma situação onde a CCS do rebanho no tanque de expansão é de 500.000 células/mL, por exemplo, estima-se que o percentual de quartos mamários infectados no rebanho seja próximo a 16% e que as perdas na produção de leite giram em torno de 6%.</p>
<p>Além das perdas na produção de leite, a elevação da CCS contribui de forma negativa também com o aumento dos custos com tratamentos, descarte de leite, alteração na composição do leite (diminuição da gordura, caseína e lactose no leite) e perda da bonificação no pagamento do leite pelos laticínios.</p>
<p>Em casos onde a contagem de células somáticas permanece elevada (&gt; 200 mil células/mL) de forma crônica a tendência é de que a vaca seja descartada do rebanho, caracterizando assim um outro impacto negativo do aumento da CCS.</p>
<p>O gráfico abaixo representa a <strong>relação entre os valores de CCS e a produção de leite na primeira lactação e da segunda lactação em diante</strong>.</p>
<p>Pode-se observar que a queda na produção de leite está diretamente associada ao aumento na contagem de células somáticas dos quartos mamários.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12917 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-1-e1666873862939.jpg" alt="Relação entre a produção de leite e a contagem média de CCS" width="581" height="380" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-1-e1666873862939.jpg 581w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-1-e1666873862939-300x196.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-1-e1666873862939-370x242.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-1-e1666873862939-270x177.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-1-e1666873862939-150x98.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 581px) 100vw, 581px" /></p>
<p>É devido a estes fatores que é de grande interesse do produtor e de grande relevância para os animais e para o sistema de produção atuar para diminuir a contagem de células somáticas do leite.</p>
<p>Para isso torna-se necessário prevenir, <strong>controlar e monitorar a mastite</strong> no rebanho, eliminando as infecções existentes e reduzindo novas infecções.</p>
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<h2>Relação do aumento da contagem de células somáticas (CCS) e a mastite</h2>
<p>Conforme já citado anteriormente, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> representa o principal fator para o aumento da CCS. Sendo assim, torna-se importante entender um pouco sobre esta enfermidade.</p>
<p>A mastite pode ser classificada de duas formas, quanto a sua apresentação ou em relação ao agente causador. Quanto a sua apresentação, <strong>a mastite pode ser clínica ou subclínica</strong>.</p>
<p>A mastite clínica é caracterizada por demonstrações evidentes de processo infeccioso na glândula mamária através da apresentação de grumos e/ou sangue no leite, inchaço, vermelhidão e dor no úbere ao toque, podendo ocorrer até mesmo febre e desidratação do animal.</p>
<p>Por sua vez, a mastite subclínica não apresenta sinais clínicos visíveis, apenas o aumento da contagem de células somáticas no leite.</p>
<p>Já em relação ao agente causador, a mastite pode ser classificada como contagiosa ou ambiental.</p>
<p>Nas mastites contagiosas, os microrganismos tipicamente envolvidos na infecção possuem boa adaptação ao úbere da vaca, como é o caso das bactérias <em>Staphylococcus aureus</em> e <em>Streptococcus agalactiae</em>.</p>
<p>Estes <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/">patógenos</a></strong> possuem como principais reservatórios o úbere infectado, sendo bastante disseminados durante as ordenhas, seja de uma vaca infectada para uma vaca saudável ou entre quartos mamários.</p>
<p>Os principais meios de disseminação dos agentes contagiosos são o uso do equipamento de ordenha contaminado e mal higienizado, uso de uma toalha/papel para secagem de mais de um teto (o ideal é utilizar uma ou até duas toalhas/papéis por cada teto) e a mão dos ordenhadores.</p>
<p>As infecções contagiosas tendem a ser persistentes na glândula mamária e se apresentam de forma subclínica, podendo ocorrer episódios clínicos intermitentes.</p>
<p>As melhores formas de <strong>controle e prevenção da mastite</strong> contagiosa se dão através da realização da <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>linha de ordenha</strong></a>, higienização adequada dos equipamentos de ordenha, desinfecção dos tetos após a ordenha, identificação e segregação dos animais infectados, tratamento de vaca seca.</p>
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<p>Por outro lado, as mastites ambientais são geralmente ocasionadas por patógenos oportunistas, ou seja, não são adaptados ao úbere da vaca. Devido a este fato, é comum que as mastites ambientais sejam transitórias e apresentem casos clínicos graves, gerando queda brusca na produção de leite e até mesmo o óbito do animal.</p>
<p>Os agentes mais identificados neste tipo de mastite são os coliformes (<em>Escherichia coli</em>, <em>Klebsiella spp.</em>, etc) e os <em>Streptococcus</em> (exceto o <em>S. agalactiae</em>), estando bastante presentes no ambiente onde as vacas vivem.</p>
<p>Realizar um bom manejo do ambiente evitando o acúmulo de matéria orgânica representa uma medida preventiva e de controle fundamental para os casos de mastite ambiental.</p>
<p>Para eliminar as infecções existentes é necessário identificar quais são os animais contaminados. A detecção da mastite subclínica pode ser realizada com o auxílio do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/" target="_blank" rel="noopener"><em>California Mastitis Test</em> (CMT)</a> ou da CCS eletrônica</strong>, na qual deve ser coletada uma amostra de cada animal com auxílio de coletores e enviadas ao laboratório.</p>
<p>O recomendado é que o monitoramento da CCS eletrônica seja feito no mínimo uma vez por mês. A realização do teste de CMT juntamente a definição da frequência para sua realização ficam a critério do médico veterinário que acompanha a propriedade.</p>
<p>Para detectar a mastite clínica é necessário realizar o teste da caneca de fundo escuro no início de cada ordenha de cada animal. Neste teste, coleta-se os três primeiros jatos de leite de forma vigorosa de cada teto, observando a presença ou não de grumos no leite.</p>
<p>Em casos positivos o leite ordenhado do quarto afetado deve ser desviado do tanque, sendo recomendado a coleta de uma amostra desse leite para que seja feita a cultura microbiológica no intuito de identificar o agente patogênico envolvido (bactéria, fungo, levedura, alga).</p>
<p>Os exames de cultura microbiológica podem ser feitos em laboratórios especializados ou na própria fazenda caso detenha os equipamentos necessários. Sua realização é extremamente importante para o entendimento da dinâmica da mastite no rebanho e para definição dos tratamentos, uma vez que cerca de 50% dos cultivos microbiológicos não são indicativos de tratamento.</p>
<p>Assim como para a mastite subclínica, o auxílio do médico veterinário responsável pela propriedade é extremamente importante para a elaboração de protocolos de tratamento e estratégias de controle da mastite clínica.</p>
<h2>Ações preventivas para auxiliar na redução de novos casos de mastite</h2>
<h3>Higiene e conforto no ambiente de permanência dos animais</h3>
<p>O local de permanência dos animais deve ser o mais limpo possível, não havendo acúmulo de matéria orgânica.</p>
<p>Esta medida reduz as chances do animal se infectar com patógenos ambientais no intervalo entre as ordenhas. O local também deve conter sombreamento adequado de forma a reduzir os impactos do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" rel="noopener">estresse térmico</a></strong>.</p>
<h3>Adequada rotina de ordenha</h3>
<p>São medidas importantes e essenciais: realização do teste da caneca para detecção de alterações no leite, realização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener">pré e pós-dipping</a></strong> e secagem dos tetos com um ou dois papéis/toalhas por teto. A premissa é de que a ordenha deve ser feita em tetos limpos e secos.</p>
<p>É importante que o tempo decorrido entre o teste da caneca e a colocação das teteiras seja em média de 1 minuto e meio, tempo que permite a melhor estimulação do animal e melhor atuação da ocitocina endógena para uma ordenha completa e gentil.</p>
<p>Para reduzir a infecção por patógenos contagiosos, as principais medidas são o uso do pós-dipping para eliminar os patógenos carreados pelas teteiras de uma vaca para outra, uso de luvas de forma higiênica pelos ordenhadores e limpeza e desinfecção adequada dos equipamentos de ordenha.</p>
<p>Outra ação que pode auxiliar na redução da contagem de células somáticas é o fornecimento de alimento de qualidade para as vacas logo após a ordenha.</p>
<p>Esta prática evita que as vacas deitem imediatamente após o término da ordenha e que microrganismos adentrem à glândula mamária, já que nesse momento os esfíncteres dos tetos ainda estão abertos e assim permanecem por cerca de 30 minutos, facilitando a ocorrência de mastite.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12918" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-2-e1666874371651.jpg" alt="Sequência de imagens mostrando uma rotina adequada de ordenha" width="600" height="346" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-2-e1666874371651.jpg 733w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-2-e1666874371651-300x173.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-2-e1666874371651-370x214.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-2-e1666874371651-270x156.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/contagem-de-celulas-somaticas-2-e1666874371651-150x87.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<h3>Tratamento imediato de casos clínicos</h3>
<p>Após a detecção de mastite clínica no teste da caneca de fundo escuro, trate o animal o mais rápido possível. <strong>Quanto mais precoce for o início do tratamento, maior a chance de cura.</strong></p>
<p>Outro fator que aumenta as chances de cura de casos clínicos é a cultura microbiológica, em que é possível direcionar o tratamento de acordo com a bactéria identificada.</p>
<h3>Limpeza e manutenção do equipamento de ordenha</h3>
<p>O aumento da ocorrência de mastite pode estar associado diretamente ao mau funcionamento do equipamento de ordenha, que pode acarretar no refluxo de leite para a <strong>glândula mamária</strong>, piora do escore de esfíncter do teto dos animais e ordenha incompleta do animal.</p>
<p>Outro fator que influencia diretamente na ocorrência de mastite é a limpeza inadequada dos equipamentos, que pode favorecer a contaminação dos animais durante a ordenha.</p>
<h3>Terapia de vaca seca</h3>
<p>Nesse tratamento são utilizados antibióticos intramamários de longa ação no momento da <a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>secagem das vacas</strong></a> com o objetivo de aumentar as chances de cura de infecções subclínicas existentes da lactação anterior e, também, evitar novas infecções no período seco. Deve ser realizado após a última ordenha da lactação, em todos os quartos mamários.</p>
<p>Há também a opção do uso do selante intramamário, que forma uma barreira física que impede a entrada de patógenos enquanto o tampão de queratina natural do animal não se formou.</p>
<h3>Descarte e identificação de animais crônicos</h3>
<p>Outro ponto importante é o descarte de animais que não respondem com sucesso aos tratamentos, além da segregação dos animais infectados através da linha de ordenha e divisão dos lotes.</p>
<p>Devemos lembrar que esses animais são fonte de infecção e devem ficar separados dos demais, sendo ordenhados por último. Em fazendas com problema por <em>Staphylococcus aureus</em>, os animais infectados por esta bactéria devem ser ordenhados por último e descartados assim que possível para evitar contaminação dos animais saudáveis. A taxa de cura das mastites por esta bactéria é extremamente baixa, ou até mesmo nula.</p>
<p>Outra bactéria que necessita de atenção especial é o <em>Streptococcus agalactiae</em>, entretanto, ao contrário do <em>S. aureus</em>, a taxa de cura varia de 80% a 100%.</p>
<p>O método recomendado para tratamento e erradicação de <em>S. agalactiae</em> é a blitzterapia, que consiste no tratamento de todos os animais positivos para <em>S. agalactiae</em> durante a lactação com antibiótico intramamário por 3 dias com aplicação em todos os quartos mamários.</p>
<p>Feito este tratamento, deve-se realizar novas culturas no 7º e 14º dia após o tratamento e, somente assim, considerar o animal negativo e curado. Recomenda-se a realização da cultura microbiológica do leite das vacas e novilhas recém-paridas.</p>
<p>O monitoramento contínuo da situação no rebanho é outro <strong>fator imprescindível para a manutenção da baixa contagem de células somáticas no leite do tanque.</strong></p>
<p>Através desse monitoramento objetiva-se ter um controle da ocorrência de novas infecções da mastite clínica e subclínica no rebanho, do número de casos crônicos e do perfil microbiológico dos agentes patogênicos.</p>
<p>Esta ação permite construir uma base de dados que ajudará no entendimento da dinâmica da mastite no rebanho e nas tomadas de decisão para reduzir a CCS do leite.</p>
<p>Realizando-se todas essas medidas é esperado sucesso na redução da contagem de células somáticas do leite e, consequentemente, na redução dos prejuízos causados pela mastite.</p>
<h2>Reduza a CCS e maximize seus ganhos com uma gestão estratégica</h2>
<p>Manter a Contagem de Células Somáticas baixa é sinônimo de leite de qualidade, mais bonificações e maior lucro para a fazenda.</p>
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		<title>Como melhorar a qualidade do leite? Saiba os principais parâmetros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2018 18:06:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[brucelose]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[ordenha]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade do leite]]></category>
		<category><![CDATA[tuberculose bovina]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo. Sendo essa, uma das principais atividades do agronegócio nacional e uma área muito importante na geração de emprego e de capital para o país. Além da produção, outro fator muito importante para a atividade leiteira é a qualidade do leite. E isso é bem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil é um dos maiores produtores de leite do mundo. Sendo essa, uma das principais atividades do agronegócio nacional e uma área muito importante na geração de emprego e de capital para o país. Além da produção, outro fator muito importante para a atividade leiteira é a qualidade do leite<strong>.</strong></p>
<p>E isso é bem evidenciado com alguns programas de remuneração realizados entre a indústria de beneficiamento do leite e os produtores.</p>
<p>Conforme o leite tenha os níveis desejáveis de qualidade pela indústria, o produtor é mais bem remunerado pelo seu produto.</p>
<p><strong>O governo também reconhece a importância da qualidade do leite.</strong> O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) criou em 2002, a Instrução Normativa 51, onde foi estipulado padrões para a qualidade do leite produzido no Brasil, definindo como deve ser de maneira higiênica, a obtenção, a produção, o armazenamento e a comercialização do leite.</p>
<p>Segundo o MAPA, para ser considerado de qualidade, o leite deve apresentar:</p>
<ul>
<li>Boa composição química e propriedades físicas;</li>
<li>Baixas quantidades na Contagem Bacteriana Total (CBT);</li>
<li>Baixas quantidades na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">Contagem Células Somáticas (CCS)</a>;</strong></li>
<li>Ausência de agentes patológicos e contaminantes no leite.</li>
</ul>
<p>Sabendo desses critérios, podemos realizar algumas intervenções no rebanho que podem favorecer a qualidade do leite antes da sua obtenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Fatores importantes para a qualidade do leite</h2>
<p>Um dos fatores mais importantes na qualidade do leite é a sua composição. Para ter bons padrões de qualidade, foi criado em 2011 a Instrução Normativa 62, onde é definido que o leite cru deve apresentar no mínimo:</p>
<ul>
<li>3% de gordura;</li>
<li>2,9% de proteína e;</li>
<li>8,4% de sólidos totais.</li>
</ul>
<h3>Teor de gordura</h3>
<p>Um dos principais componentes do leite é a gordura. E esse componente, pode ser muito influenciado pela nutrição recebida pelo animal<strong>.</strong></p>
<p>Quando é fornecido ao animal, uma dieta com alimentos volumosos, ricos em carboidratos estruturais (celulose e hemicelulose), tem-se um favorecimento na produção de ácido acético e butírico, pela fermentação ruminal.</p>
<p>Com o aumento das concentrações molares desses ácidos graxos voláteis no rúmen, obtém-se o aumento do teor de gordura no leite, pois desses produtos da fermentação das fibras (ácido acético e butírico) é que são formadas no úbere 50% da gordura do leite.</p>
<p>Mas se a dieta fornecida tiver uma quantidade maior de concentrado, alterando o tipo de fermentação e levando a produção de ácido propiônico, o teor da gordura no leite poderá ser menor.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5255 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394.jpg" alt="Utilização de ácidos graxos voláteis no leite" width="533" height="286" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394.jpg 533w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394-300x161.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394-370x199.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394-270x145.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas-e1668086143394-150x80.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Utilização dos ácidos graxos voláteis na formação dos componentes orgânicos do leite. (Fonte: Mülbach, 2004)</span></p>
<p>O uso de gorduras protegidas na dieta dos animais pode levar a um aumento singelo no percentual de gordura. Mas quando se tem o uso de gorduras insaturadas ou em maiores medidas na dieta, tem-se uma queda grande no teor de gordura.</p>
<p>Pode ocorrer também, a redução no teor de gordura quando tem o uso de lipídeos, pois dependendo da quantidade pode alterar a fermentação da celulose e hemicelulose dos alimentos fazendo com que ocorra uma queda na quantidade de gordura no leite.</p>
<p><strong>Com isso, a nutrição animal, é um processo importante na obtenção de um leite com bons níveis de gordura.</strong></p>
<p>Fornecer uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">dieta</a></strong> que tenha uma proporção adequada de concentrado e volumoso, não ultrapassando a proporção de 50% de cada tipo de alimento, que contenha boa qualidade e qualidade de fibras e de ácidos graxos, é importante para que a vaca consiga realizar uma fermentação adequada, para que ocorra uma boa produção de ácido acético e butírico, levando a melhora na quantidade de gordura do leite, por meio de processos fisiológicos do animal.</p>
<p>Outra maneira de ter bons níveis de gordura no leite, é o fornecimento de alimentos com mais frequência. Com isso, o pH ruminal é mantido com menos variações e há uma manutenção dos micro-organismos produtores de ácido acético no rúmen.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Proteína</h3>
<p>Outro componente importante do leite é a proteína, mas esse componente não é muito alterado pela dieta como a gordura, sendo estimado que para cada 1% de proteína acrescentada na dieta, seja aumentado cerca de 0,02% de proteína no leite. Esse aumento de proteína dietético pode aumentar o nível de nitrogênio não proteico do leite, podendo ser mensurado pela quantidade de ureia no leite.</p>
<p>As proteínas do leite são produzidas nas células alveolares, tendo como precursor alguns aminoácidos advindos do sangue. O teor baixo de proteínas no leite pode ser causado pela baixa produção de proteína microbiana pelo animal, ou a baixa absorção de proteína pelo intestino do animal.</p>
<h3>Lactose</h3>
<p>A lactose está ligada com o controle do volume de leite e por estar ligada ao sistema endócrino do animal o seu teor vai ter pouca variação.</p>
<p>Essa lactose é mais influenciada pela produção de glicose no fígado, após a absorção de ácido propiônico no rúmen (sendo esse mais produzido em dietas com maiores proporções de alimento concentrado) e da transformação de certos aminoácidos.</p>
<h3>Contagem de células somáticas (CCS)</h3>
<p>Um grande problema envolvido na qualidade do leite é a <strong>Contagem de Células Somáticas (CCS)</strong>. Altos níveis de CCS são indicadores de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite no rebanho</a></strong>. Essa doença acontece por 137 diferentes agentes etiológicos, entre esses destacam-se o vírus, algas, fungos e principalmente bactérias.</p>
<p>A mastite é a principal afecção dos animais na produção leiteira, e essa doença altera os padrões físicos, químicos e microbiológicos do leite e da saúde da glândula mamária. As principais alterações são o sabor salgado do leite e redução do teor de proteína e gordura do leite.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Alguns outros fatores além da mastite podem interferir na CCS, como:</p>
<ul>
<li>Época do ano;</li>
<li>Raça;</li>
<li>Estágio de lactação;</li>
<li>Produção do leite;</li>
<li>Número de lactações;</li>
<li>Problemas de manejo;</li>
<li>Problemas nutricionais</li>
<li>Clima;</li>
<li>Doenças recorrentes.</li>
</ul>
<p>Existem algumas medidas simples que podem fazer com que ocorra redução na CCS, melhorando a qualidade do leite como:</p>
<ul>
<li>Realizar sempre a higiene e desinfecção de todos os equipamentos e das mãos do ordenhador. Essa é uma medida que auxilia também na redução de infecção de vacas saudáveis pelos agentes da mastite, o que reduz o número de CCS da propriedade. A higiene adequada das teteiras entre uma ordenha e outra em propriedades que possuem grandes incidências de mastites subclínicas, gerou redução dessa doença de 96% para 47%;</li>
<li>Realizar com os primeiros jatos de leite o teste da caneca de fundo escuro, que serve para observação de grumos, sangue ou qualquer outra secreção. Nas vacas onde tem essas alterações encontradas, deve-se fazer a ordenha das mesmas por último, evitando a disseminação de mastite pelo rebanho;</li>
<li>Realizar a limpeza e secagem dos tetos, realização do <a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pré-dipping e do pós-dipping</strong></a>;</li>
<li>Realizar o tratamento de todos os tetos das vacas secas, visando acabar com a mastite subclínica;</li>
<li>Evitar qualquer tipo de lesão nos tetos;</li>
<li>Fornecer alimento para os animais após a ordenha, para que os mesmos fiquem de pé até o fechamento do esfíncter do teto;</li>
<li>Descartar do rebanho animais que apresentem a mastite de forma crônica.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5256 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848.jpg" alt="Composição do leite com elevada CCS" width="532" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848.jpg 532w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848-300x174.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848-370x215.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848-270x157.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas2-e1668086781848-150x87.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 532px) 100vw, 532px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Mudanças na composição do leite associadas com elevada contagem de células somáticas (CCS). </span></p>
<h3>Contagem bacteriana total (CBT)</h3>
<p>Outro indicador de qualidade do leite é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/" target="_blank" rel="noopener">Contagem Bacteriana Total (CBT)</a>,</strong> que indica as condições de higiene na obtenção e conservação do leite.</p>
<p>A multiplicação de bactérias faz com que ocorram alterações nos componentes e reduz a qualidade do leite, e por isso tenta-se reduzir a CBT. A mastite raramente provocará uma alta CBT, exceto em casos de grandes infecções por <i>Streptococcus agalactiae</i>, ou em surtos de <i>Streptococcus uberis</i>, ou <i>Escherichia coli</i>.</p>
<p>Uma das causas mais comuns de alta CBT é a contaminação pelos tetos sujos. É importante que os tetos sejam preparados para ordenha, para evitar esse tipo de contaminação. Em casos onde a sala de ordenha é contaminada há um aumento significativo na CBT.</p>
<p>Alguns estudos mostraram que 10% dos microrganismos presentes no leite, advinham dos equipamentos. Entre uma ordenha e outra, deve ser realizada a limpeza e desinfecção de todo equipamento de ordenha. Uma deficiente limpeza nesse sistema de ordenha pode fazer com que se acumulem resíduos de leite, o que favorece o crescimento de microrganismos que são fontes de contaminação do leite.</p>
<p>A realização de limpezas e de desinfecções da ordenha pode reduzir em 90% o número de bactérias no leite. <strong>Todas essas práticas devem ser rotineiras dentro das propriedades, para que esse procedimento de redução na CBT ocorra de maneira satisfatória.</strong></p>
<p>A limpeza e a higienização devem ser feitas após a última vaca ser ordenhada. A limpeza dos equipamentos por circulação deve ser realizada em 4 etapas:</p>
<ol>
<li>Enxágue inicial com água morna de 35ºC a 45ºC por 5 minutos sem recircular. O pré enxágue retira restos de leite que ficam na tubulação;</li>
<li>Limpeza Alcalino-Clorada com água a 65ºC-70ºC reciclando por 10 minutos, com variação na pressão de vácuo, para que o fluxo seja turbulento capaz de dissolver a gordura acumulada;</li>
<li>Após a drenagem da solução de detergente alcalino, fazer o pós-enxague intermediário com água em temperatura ambiente por 5 minutos;</li>
<li>Limpeza ácida com água a temperatura ambiente por 10 minutos.</li>
</ol>
<p>Para a limpeza dos equipamentos de ordenha deve-se usar água tratada. O uso de água sem tratamento em contato com o leite, ou equipamentos de ordenha, pode acarretar no aumento expressivo da CBT.</p>
<p>Outro fator importante nos índices de CBT é o armazenamento e o transporte do leite. A refrigeração do leite deve ser realizada em tanques específicos que atinjam temperaturas de 4ºC, no máximo 3 horas após a ordenha.</p>
<p>Caso isso não seja obtido, haverá uma grande multiplicação dos microrganismos, gerando a contaminação do leite, prejudicando assim, a sua qualidade. A refrigeração do leite tem como objetivo reduzir o crescimento das bactérias mesófilas, que se multiplicam de forma favorável entre temperaturas de 20 a 40ºC.</p>
<p>Esse tipo de bactéria promove a acidificação do leite, mas com a redução da temperatura nos tanques, há um favorecimento da multiplicação das bactérias psicotróficas presentes no leite.</p>
<p>Algumas medidas podem ser realizadas pelo produtor, para que o leite não seja contaminado e a CBT esteja sempre em níveis aceitáveis, como:</p>
<ul>
<li>Utilização de água tratada para qualquer procedimento, para a limpeza e higienização do complexo de equipamentos de ordenha;</li>
<li>A higiene pessoal do ordenhador deve sempre realizada;</li>
<li>Realização de pré-dipping e pós-dipping;</li>
<li>Manter a <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sala de ordenha</strong></a> sempre limpa;</li>
<li>Ter sempre todos os equipamentos de ordenha em boas condições de funcionamento;</li>
<li>Realizar a cada ordenha a limpeza e higienização de todos os equipamentos e utensílios;</li>
<li>Realizar a limpeza dos tanques sempre que o leite for recolhido pelo transportador.</li>
</ul>
<p>Um dos requisitos mais importantes para que o leite seja considerado como de boa qualidade, é o produto ser livre de qualquer tipo de agente que traga algum tipo de risco para a saúde do consumidor.</p>
<p>Pela quantidade de nutrientes encontrados no leite, ele se torna um meio de cultura bom para o crescimento de microrganismos, por isso o controle sanitário e boa higiene devem ser sempre visados na produção.</p>
<h2>Controle sanitário do rebanho leiteiro</h2>
<p>O controle sanitário dentro do rebanho leiteiro se dá por meio de medidas preventivas, contra qualquer doença que pode acometer os animais, garantindo assim, que o produto consumido pelos clientes seja próprio para o consumo e não trazendo danos à saúde dos mesmos.</p>
<p>Duas doenças de grande importância e que podem ser transmitidas ao homem, pelo consumo de leite contaminado são a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-da-brucelose-e-tuberculose/" target="_blank" rel="noopener">brucelose e tuberculose</a></strong>.</p>
<p>Foi criada pelo MAPA a Instrução Normativa 62 em 2001, que define rigorosas formas de controle e de medidas profiláticas e sanitárias, que devem ser realizadas pelas propriedades, visando à erradicação dessas patologias nos rebanhos e mantém a integridade da saúde pública frente a essas zoonoses e também para gerar competitividade da pecuária nacional no mercado mundial.</p>
<p>A IN-62, definiu um programa de vacinação obrigatório contra a brucelose bovina, credenciando as propriedades livres e que mantinham controles rigorosos contra essa doença.</p>
<p>Sabendo dos impactos dessas doenças para a saúde pública e por se tratar de zoonoses, o controle sanitário de manejo e preventivo da saúde dos animais, como a vacinação, é de extrema importância dentro das propriedades que visam a produção de um leite de qualidade.</p>
<p>Dentro das propriedades, é comum o uso de várias substâncias visando tratamentos contra alguma doença ou agentes que prejudiquem a saúde animal. Mas um fator que deve ser levado em conta com o uso dessas substâncias, é que após sua utilização, pode ser encontrados resíduos desse produto no leite, que podem prejudicar a saúde do consumidor, levando a formação de alergias, criação de resistência microbiana aos <strong>antimicrobianos</strong> e até prejuízos tecnológicos para a indústria de laticínios.</p>
<p>Com isso, deve-se respeitar, após o uso de tais substâncias, o período de carência de cada produto utilizado nos animais. Muitos fatores como: a formulação do produto utilizado, via de administração, dosagem e o protocolo utilizado, podem influenciar nesse período de carência.</p>
<p><strong>Para evitar a presença de resíduos no leite,</strong> podem-se adotar algumas medidas como:</p>
<ul>
<li>Conhecer bem qual a substância será utilizada previamente;</li>
<li>Usar somente substâncias específica para animais;</li>
<li>Armazenar de forma correta esses produtos e utilizá-los corretamente conforme a categoria de animal que está em tratamento. Pois, produtos utilizados para vacas secas possuem um tempo de carência maior que para as vacas lactantes;</li>
<li>Não realizar superdosagem desses produtos nos animais;</li>
<li>As vacas em tratamento devem ser ordenhadas por último, e seu leite deve ser descartado se esse animal está dentro do período de carência.</li>
<li>Observação e conhecimento do período de carência de todas as substâncias utilizadas.</li>
</ul>
<p><strong>Outro fator que está sendo associado a prejuízos na qualidade do leite, é o desconforto térmico para os animais.</strong></p>
<p>A composição do leite pode ser alterada se os animais estiverem em situação de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico</a></strong>, alterando o teor de gordura, proteína e cálcio no leite. Os valores de sólidos totais do leite, também podem ter seus números diminuídos em épocas mais quentes do ano.</p>
<p>O estresse calórico pode aumentar a suscetibilidade dos animais a infecções e também as altas temperaturas podem estar associadas a um número maior de agentes infecciosos encontrados no ambiente. A taxa de infecções por agente ambientais foi coincidente com o número maior de coliformes fecais encontrados na cama dos animais, nas épocas mais quentes do ano, como o verão.</p>
<p>Nessas épocas quentes do ano, também foi observado que o percentual de novas infecções de mastites era mais elevado, o que pode ser explicado pelo maior número de agentes patogênicos no ambiente e superfície dos tetos, ou diminuição da resistência imunológica do animal. E qualquer tipo de infecção da glândula mamária leva a um aumento no CCS, sendo isso prejudicial para a qualidade do leite.</p>
<p>Animais que receberam uma melhor climatização na sala de espera por meio de ventilação, apresentaram melhor teor de gordura e também tiveram um número maior de hormônios, como o cortisol e T3 e T4 no organismo.</p>
<p>Com isso, o manejo correto, assim como o bem-estar animal, são importantes para a obtenção de um leite de qualidade, tanto na sua composição, como também na saúde da glândula mamária, o que reduz o número de mastite no rebanho e, consequentemente, a quantidade de CCS do leite.</p>
<h2>Qualidade que gera valor e aumenta o lucro</h2>
<p>Melhorar a qualidade do leite não é apenas atender padrões, é agregar valor ao produto, aumentar a rentabilidade e fortalecer a competitividade no mercado.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende como alinhar manejo, nutrição, saúde animal e gestão para alcançar resultados consistentes e sustentáveis, aplicando técnicas que já transformaram propriedades em todo o Brasil.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-14439" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Contagem Bacteriana Total (CBT) no leite: como reduzir?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jun 2018 18:20:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[células somáticas]]></category>
		<category><![CDATA[contagem bacteriana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você deseja alcançar uma maior margem de lucro na produção de leite, então cuidar da qualidade do produto é essencial. Mas o que queremos dizer quando falamos sobre qualidade? O leite de qualidade é o produto de ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. O Ministério de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Se você deseja <strong>alcançar uma maior margem de lucro na produção de leite</strong>, então cuidar da qualidade do produto é essencial. Mas o que queremos dizer quando falamos sobre qualidade?</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-melhorar-a-qualidade-do-leite-nas-fazendas/" target="_blank" rel="noopener">leite de qualidade</a></strong> é o produto de ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas.</p>
<p>O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou em 2018 e 2019 a Instrução Normativa nº 77 com o objetivo de criar novos padrões de qualidade para o leite produzido no Brasil, fixando condições e requisitos mínimos de higiene sanitária para a obtenção e coleta da matéria-prima, produção e comercialização do leite.</p>
<p>Basicamente, o leite, para ser <strong>caracterizado como de boa qualidade</strong>, deve apresentar as seguintes características:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Composição química adequada;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Reduzida <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong>, não podendo ultrapassar a média geométrica trimestral de 500.000 CS/mL de leite;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Baixa contagem de bacteriana total (CBT) com limite de média geométrica trimestral de 300.000 UFC/mL de leite;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ausência de agentes contaminantes (antibióticos, pesticidas, adição de água e sujidades).</li>
</ul>
<p>Os produtores que não se adaptarem às novas normas estão sujeitos a sanções por parte dos laticínios.</p>
<p>A indústria tem adotado programas de “pagamento por qualidade”, com enfoque sobre os teores de gordura e proteína, influenciados pela nutrição, sobre a CCS, principalmente relacionada com a saúde da glândula mamária, e, sobre a CBT, reflexo das condições de higiene na ordenha e armazenamento do leite.</p>
<p>E o que o produtor pode fazer para produzir leite com maior porcentagem de gordura e proteína? Quais práticas podem ser implementadas na fazenda para reduzir a CCS e a CBT do leite, garantindo sua bonificação máxima?</p>
<p>As respostas para essas perguntas envolvem práticas de manejo relacionadas a diferentes segmentos dentro da propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Como alterar a composição do leite?</h2>
<p>A composição média do leite pode variar em função de vários fatores como raça, estágio da lactação, idade do animal, estação do ano, alimentação e a saúde da glândula mamária.</p>
<p>De todos os fatores descritos acima, apenas os dois últimos podem ser <strong>manipulados pelo produtor rural</strong>, alterando a composição do mesmo.</p>
<p>Vários são os componentes do leite. O que se apresenta em maior proporção é a água, em torno de <strong>87,5% do leite,</strong> sendo os demais formados principalmente por gordura, proteína e lactose, todos sintetizados na glândula mamária.</p>
<p>As <strong>proteínas representam entre 3% e 4%</strong> dos sólidos encontrados no leite de vaca. A porcentagem de proteína varia, dentre outros fatores, com a raça e é proporcional à quantidade de gordura.</p>
<p>Isso significa que quanto maior a porcentagem de gordura no leite, maior será a de proteína. O potencial de alteração do teor de proteína do leite por meio da nutrição é modesto, em torno de 0,1 a 0,2 unidades percentuais.</p>
<p>A <strong>gordura é o componente que mais apresenta variação (3-9%)</strong> e pode ser influenciada por uma série de fatores nutricionais que interagem entre si como a quantidade e qualidade da fibra fornecida e a proporção volumoso/concentrado da dieta.</p>
<p>Dessa forma, a <strong>alimentação balanceada e com ingredientes de boa qualidade</strong> podem afetar de forma positiva a porcentagem de gordura e proteína do leite produzido.</p>
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<h2>A contagem de células somáticas (CCS)</h2>
<p>Uma das causas que exerce influência extremamente prejudicial sobre a composição e as características físico-químicas do leite é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastite</a></strong>, acompanhada por um aumento na CCS no leite.</p>
<p>Normalmente são células de defesa do organismo que migram do sangue para o interior da glândula com o objetivo de combater agentes agressores e células de descamação da glândula mamária, por isso <strong>animais mais velhos tendem a apresentar CCS mais alta</strong>.</p>
<p>A CCS no leite, faz parte de um exame laboratorial específico, que expressa o número de células somáticas por mililitro de leite, também pode ser quantificada pelo <a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/" target="_blank" rel="noopener"><strong><i>California Mastitis Test</i> (CMT)</strong></a>.</p>
<p>Quando analisada individualmente, é um método de diagnóstico da mastite subclínica; quando analisada no tanque, pode servir como indicativo do padrão de qualidade do leite cru.</p>
<p>O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e as indústrias estão preocupados com as consequências da mastite nos rebanhos brasileiros, pois essa doença reduz a concentração dos componentes do leite (caseína, principalmente), reduzindo o rendimento industrial, a validade dos produtos lácteos, além de afetar o produto oferecido ao consumidor.</p>
<p>Ou seja, a mastite causa prejuízo para todos, desde o produtor rural até o consumidor.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Como diminuir a CCS do leite?</h3>
<p>A resposta para esta pergunta está na <strong>prevenção contra a mastite</strong>.</p>
<p>Deve-se, portanto:</p>
<ul>
<li>Manter a máxima higiene durante a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">ordenha</a></strong> (luvas e equipamentos limpos e desinfetados);</li>
<li>Retirar os 3-4 primeiros jatos de cada teto em uma caneca de fundo escuro, e tratar imediatamente os tetos que apresentarem grumos, sangue pus ou leite aquoso, identificar e separar o animal. Fazendas que utilizarem o sistema de cultura na fazenda, aguardar as 24 horas e tomar decisão de acordo com o resultado.</li>
<li>Imergir os tetos em solução bactericida antes da ordenha (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/" target="_blank" rel="noopener"><i>pré-dipping</i></a></strong>);</li>
<li>Secar com papel ou toalhas, com atenção especial a ponta dos tetos;</li>
<li>Acoplar as teteiras em tetos limpos e secos;</li>
<li>Imergir imediatamente os tetos em solução bactericida após a ordenha (<i>pós-dipping</i>);</li>
<li>Alimentar os animais logo após a ordenha para que os mesmos permaneçam em pé até o fechamento do esfíncter;</li>
<li>Estabelecer <a href="https://rehagro.com.br/blog/linha-de-ordenha-como-organizar-e-importancia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>linha de ordenha</strong></a>, de acordo com o limite operacional de cada fazenda, mas sempre buscando ordenhar animais sadios na frente;</li>
<li>Regular a bomba de vácuo para evitar injúrias nos tetos;</li>
<li>Descartar vacas com problemas de mastite crônica;</li>
<li>Realizar terapia de vaca seca;</li>
<li>Anotar em planilhas simples, informações importantes, como a identificação das vacas e dos tetos que tiveram mastite clínica e as datas de ocorrência, o nome dos <strong>antimicrobianos</strong> usados para o tratamento das mastites e as datas de aplicação.</li>
</ul>
<h2>Contagem bacteriana total (CBT)</h2>
<p>A <strong>CBT</strong> indica a contaminação bacteriana do leite e <strong>reflete a higiene de obtenção e conservação</strong> do mesmo. É expressa em unidades formadoras de colônia por mililitro (UFC/mL).</p>
<p>De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a CBT admitida no leite cru refrigerado é de até <strong>300.000 UFC/mL</strong>, em uma média geométrica trimestral.</p>
<p>As bactérias estão em todos os lugares, como na água, na poeira, na terra, na palha, no capim, nos corpos e pelos das vacas, nas fezes, na urina, nas mãos do ordenhador, nos insetos e em utensílios de ordenha sujos.</p>
<p>As bactérias são classificadas como <strong>patogênicas</strong>, capazes de causar doenças ao homem e deteriorantes, capazes de alterar os componentes do leite, tornando-o impróprio para o consumo e para a indústria.</p>
<h3>Como diminuir a contagem bacteriana total do leite?</h3>
<p>Como as bactérias estão em todos os lugares, o produtor deve adotar as seguintes medidas para que o leite não seja contaminado:</p>
<ul>
<li>Manter a sala ou local de ordenha sempre limpos; usar roupas limpas para ordenhar as vacas;</li>
<li>Utilizar <a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>água de boa qualidade</strong></a> (potável);</li>
<li>Lavar as luvas e mantê-las desinfetadas durante a ordenha;</li>
<li>Imergir os tetos em solução desinfetante antes e após a ordenha;</li>
<li>Secar os tetos com um papel toalha descartável por teto;</li>
<li>Lavar os equipamentos e utensílios após cada ordenha com água aquecida, usando os detergentes de acordo com o manual do fabricante dos mesmos;</li>
<li>Trocar borrachas e mangueiras do equipamento de ordenha na frequência recomendada pelo fabricante ou quando ocorrerem rachaduras;</li>
<li>Lavar os tanques de refrigeração, usando água aquecida e detergentes adequados cada vez que o leite for recolhido pelo <a href="https://rehagro.com.br/blog/transporte-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>transportador</strong></a>.</li>
</ul>
<p>Mesmo que o produtor mantenha a máxima higiene na ordenha, alguma contaminação vai ocorrer no leite.</p>
<p>Mas se o leite for <strong>refrigerado imediatamente após a ordenha, isso vai inibir a multiplicação das bactérias</strong> e evitar que o leite seja rapidamente deteriorado.</p>
<p>Por isso, a IN 77 estabelece que o leite deve estar a 4 °C quando estocado em tanques refrigeradores por expansão direta. O tempo máximo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/conservacao-e-armazenamento-de-leite-cru/" target="_blank" rel="noopener">conservação do leite</a></strong> na propriedade deve ser de, no máximo, 48 horas.</p>
<p>Leite de qualidade deve ser uma meta de todo produtor, uma vez que representa benefícios para toda a cadeia produtiva.</p>
<p>Ganha o produtor, que poderá receber mais pelo seu produto, a indústria com a melhoria da matéria-prima e, também, o consumidor, que terá acesso a produtos de melhor qualidade e mais seguros.</p>
<h2>Reduza a CBT e aumente seus lucros com uma gestão profissional</h2>
<p>Manter a Contagem Bacteriana Total sob controle vai muito além da higiene: é resultado de uma gestão eficiente em todas as etapas da produção.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias práticas para melhorar a qualidade do leite, otimizar processos e garantir mais rentabilidade para a fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-14439" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-bacteriana-total-no-leite/">Contagem Bacteriana Total (CBT) no leite: como reduzir?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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