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	<title>bezerros Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>bezerros Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Como preparar sua fazenda para gerar o bezerro do próximo pico de preço?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/como-preparar-sua-fazenda-para-gerar-o-bezerro-do-proximo-pico-de-preco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2025 13:00:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pecuária de corte brasileira está em um momento importante de transformação. Enquanto o país mantém o maior rebanho comercial do mundo, a eficiência produtiva ainda apresenta oportunidades significativas de melhoria. Dados recentes mostram que o bezerro foi a commodity que mais se valorizou nos últimos 20 anos, superando até mesmo soja e milho. Esse [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A pecuária de corte brasileira está em um momento importante de transformação. Enquanto o país mantém o maior rebanho comercial do mundo, a eficiência produtiva ainda apresenta oportunidades significativas de melhoria.</p>
<p>Dados recentes mostram que <strong>o bezerro foi a <em>commodity</em> que mais se valorizou nos últimos 20 anos</strong>, superando até mesmo soja e milho. Esse cenário cria uma janela de oportunidade única para produtores que estiverem preparados tecnicamente.</p>
<p>No entanto, muitos pecuaristas ainda operam com a mentalidade de que &#8220;está tudo certo&#8221;, as vacas parem, os bezerros nascem, e o sistema continua funcionando. <strong>Mas será que está realmente funcionando de forma eficiente?</strong> Será que você está capturando todo o potencial genético e produtivo do seu rebanho?</p>
<p>Neste artigo, vamos explorar estratégias fundamentais para preparar sua operação de cria para maximizar resultados, desde a condição corporal das matrizes até o planejamento da estação de monta. São conhecimentos práticos, baseados em dados de milhões de vacas avaliadas em todo o Brasil.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O cenário atual da pecuária de cria no Brasil</h2>
<h3>A valorização contínua do bezerro</h3>
<p>O mercado de bezerros no Brasil apresenta uma tendência consistente de <strong>valorização</strong>. Diferentemente do passado, quando existia deságio de bezerro em relação ao boi gordo, hoje observamos uma mudança estrutural no mercado. Vários fatores contribuem para essa realidade:</p>
<ul>
<li><strong>Redução de áreas destinadas à cria</strong>: Pastagens antes ocupadas por vacas estão sendo convertidas para agricultura ou recria/engorda.</li>
<li><strong>Aumento da demanda por animais jovens</strong>: Frigoríficos habilitados para exportação (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boi-china-o-que-e-e-quais-suas-exigencias/">especialmente China</a></strong>) demandam animais com até 30 meses.</li>
<li><strong>Intensificação dos sistemas de recria e engorda</strong>: Projetos maiores e mais tecnificados necessitam de maior volume de bezerros.</li>
</ul>
<h3>O desafio da eficiência produtiva</h3>
<p>Apesar do maior rebanho comercial do mundo, a pecuária brasileira de cria ainda apresenta índices modestos de tecnificação:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Apenas <strong>22% das vacas de corte são inseminadas</strong>.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Grande parte do rebanho ainda utiliza touros sem avaliação genética adequada.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Muitas propriedades não possuem controle individual das matrizes.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A mentalidade de &#8220;baixo investimento, baixo retorno&#8221; ainda prevalece.</li>
</ul>
<p>A grande questão é: estamos compensando eficiência com volume. Temos muitos animais produzindo relativamente pouco, quando poderíamos ter sistemas mais eficientes gerando maior rentabilidade por área.</p>
<h2>A importância da condição corporal</h2>
<h3>Entendendo o Escore de Condição Corporal (ECC)</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/">escore de condição corporal</a></strong> é uma ferramenta fundamental para avaliar o estado nutricional das matrizes. Na <strong>escala de 1 a 5</strong>, cada meio ponto representa aproximadamente 30 kg de peso vivo em uma vaca de 480 kg.</p>
<p>Classificação prática:</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40462" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc-1.png" alt="Tabela de classificação ecc" width="570" height="304" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc-1.png 570w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc-1-300x160.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc-1-370x197.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc-1-270x144.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc-1-150x80.png 150w" sizes="(max-width: 570px) 100vw, 570px" /></p>
<h3>O impacto direto na reprodução</h3>
<p>Dados de mais de 3 milhões de vacas avaliadas em todo o Brasil demonstram uma relação clara e inequívoca entre condição corporal e taxa de prenhez:</p>
<p><strong>Vacas primíparas (primeira cria)</strong>:</p>
<ul>
<li><strong>ECC 2,5 ao parto</strong>: 26% de prenhez;</li>
<li><strong>ECC 3,0-3,25 ao parto</strong>: 47% de prenhez;</li>
<li><strong>ECC 3,5 ao parto</strong>: 85% de prenhez na estação de monta completa.</li>
</ul>
<p><strong>Vacas multíparas:</strong></p>
<ul>
<li><strong>ECC 2,75</strong>: 44% de prenhez;</li>
<li><strong>ECC 3,0</strong>: 51% de prenhez;</li>
<li><strong>ECC 3,25</strong>: 54% de prenhez;</li>
<li><strong>ECC 3,5</strong>: 57% de prenhez.</li>
</ul>
<h3>Por que as primíparas são mais sensíveis?</h3>
<p>As novilhas de primeira cria enfrentam um desafio triplo:</p>
<ol>
<li>Ainda estão crescendo (faltam aproximadamente 20% do peso adulto);</li>
<li>Precisam produzir leite para o bezerro;</li>
<li>Devem emprenhar novamente em curto espaço de tempo.</li>
</ol>
<p>Por isso, a amplitude de resposta das primíparas é muito maior. Uma primípara que pare magra pode ter taxa de prenhez inferior a 30%, enquanto uma que pare em boa condição pode ultrapassar 80%.</p>
<h2>Estratégias para a estação de monta</h2>
<h3>O papel fundamental da IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo)</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/">inseminação artificial</a></strong> com protocolos hormonais não deve ser vista apenas como uma ferramenta para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/melhoramento-genetico-animal/">melhoramento genético</a></strong>. Seu papel mais importante é tirar a vaca do anestro pós-parto.</p>
<p>Benefícios da IATF:</p>
<ol>
<li><strong>Sincronização do rebanho</strong>: Concentra nascimentos, facilitando manejo.</li>
<li><strong>Antecipação da prenhez:</strong> Especialmente crítico para vacas zebuínas, que naturalmente apresentam anestro mais prolongado.</li>
<li><strong>Melhoramento genético acelerado</strong>: Acesso a touros superiores de centrais.</li>
<li><strong>Redução do intervalo entre partos</strong>: Fundamental para viabilidade econômica.</li>
</ol>
<h3>Estruturação da estação de monta</h3>
<p>Para propriedades que desejam implementar ou melhorar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estacao-de-monta-para-gado-zebu/">estação de monta</a></strong>:</p>
<p><strong>Passo 1: Comece pequeno</strong></p>
<ul>
<li>Selecione um lote de 100 vacas;</li>
<li>Insemina apenas este grupo inicialmente;</li>
<li>Avalie os resultados práticos antes de expandir.</li>
</ul>
<p><strong>Passo 2: Separe as primíparas</strong></p>
<ul>
<li>Monte lotes específicos para novilhas de primeira cria;</li>
<li>Ofereça condições nutricionais superiores;</li>
<li>Monitore mais de perto essa categoria crítica.</li>
</ul>
<p><strong>Passo 3: Encurte progressivamente</strong></p>
<ul>
<li>Inicie com estações de 90 dias;</li>
<li>Reduza gradualmente para 70-80 dias;</li>
<li>Vacas que não emprenham nesse período devem ser descartadas.</li>
</ul>
<p><strong>Passo 4: Diagnóstico precoce</strong></p>
<ul>
<li>Realize diagnóstico de gestação o quanto antes;</li>
<li>Identifique e descarte vacas vazias rapidamente;</li>
<li>Evite que animais improdutivos consumam recursos na seca.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-estacao-monta?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-manual-sanitario&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39636 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png" alt="E-book Manual Sanitário da estação de monta" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O desafio da época da seca</h2>
<p>A lotação de uma fazenda de cria não deve ser calculada pela capacidade de suporte das águas, mas sim pela disponibilidade de recursos na seca. Este é o principal erro estratégico cometido por produtores que enfrentam problemas reprodutivos.</p>
<p><strong>O ciclo vicioso:</strong></p>
<ol>
<li>Alta lotação durante todo o ano;</li>
<li>Escassez extrema na seca;</li>
<li>Vacas chegam magras à estação de monta;</li>
<li>Baixa <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-na-pecuaria-de-corte/">taxa de prenhez</a></strong>;</li>
<li>Tentativa de compensar com estação de monta mais longa;</li>
<li>Parições tardias;</li>
<li>Ainda mais animais competindo na próxima seca.</li>
</ol>
<p><strong>O ciclo virtuoso:</strong></p>
<ol>
<li>Lotação adequada à capacidade da seca;</li>
<li>Vacas mantêm condição corporal;</li>
<li>Parem com ECC 3,5;</li>
<li>Alta taxa de prenhez precoce;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/">Desmame</a></strong> antecipado possível;</li>
<li>Redução de bocas na seca;</li>
<li>Sistema sustentável.</li>
</ol>
<h3>Estratégias para manejo da seca</h3>
<p><strong>Opção 1: Lotação conservadora</strong></p>
<ul>
<li>Limite: aproximadamente 1 vaca por hectare como teto para sistemas sem suplementação intensiva;</li>
<li>Acima de 1,5 vacas/ha: necessidade inevitável de alguma estratégia de alimentação suplementar.</li>
</ul>
<p><strong>Opção 2: Suplementação estratégica</strong></p>
<ul>
<li>Sal mineral de qualidade (mínimo);</li>
<li>Sal proteinado ou ureia para correção de nitrogênio;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/">Suplementos</a></strong> adensados para categorias críticas.</li>
</ul>
<p><strong>Opção 3: Sequestro de animais</strong></p>
<ul>
<li>Confinar vacas secas durante período crítico;</li>
<li>Confinar vacas vazias imediatamente após diagnóstico;</li>
<li>Permitir que vacas lactantes tenham acesso ao melhor pasto disponível.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Nutrição estratégica e suplementação</h2>
<h3>Creep feeding: para quem serve?</h3>
<p>Existe muita confusão sobre o papel do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/creep-feeding-e-creep-grazing-como-funcionam-as-suplementacoes-de-bezerros/">creep-feeding</a></strong> (suplementação de bezerros). Importante entender:</p>
<ul>
<li><strong>Creep-feeding beneficia principalmente o bezerro</strong>, não a vaca.</li>
<li>Dados científicos mostram que bezerros não reduzem consumo de leite quando recebem ração.</li>
<li><strong>O bezerro prioriza: 1º leite, 2º ração, 3º pasto</strong>.</li>
<li>Vacas não apresentam melhora significativa em condição corporal pelo uso de creep.</li>
</ul>
<p>O creep-feeding é utilizado com o objetivo de desmame com bezerros mais pesados, na preparação de animais para sistemas intensivos de recria.</p>
<h3>Suplementação mineral e proteica</h3>
<p><strong>Sal mineral:</strong></p>
<ul>
<li>Base fundamental para qualquer sistema;</li>
<li>Oferta à vontade durante todo o ano;</li>
<li>Qualidade do produto faz diferença significativa.</li>
</ul>
<p><strong>Suplementação proteica na seca:</strong></p>
<ul>
<li>Essencial para correção de deficiência de nitrogênio;</li>
<li>Melhora aproveitamento de forragem de baixa qualidade;</li>
<li>Pode ser feita com ureia ou fontes proteicas verdadeiras.</li>
</ul>
<h2>Melhoramento genético e seleção</h2>
<h3>Além do sêmen: a importância da vaca</h3>
<p>O melhoramento genético não se resume à escolha do touro ou sêmen. <strong>A vaca contribui com 50% da genética e é 100% responsável pelo ambiente intrauterino e produção de leite</strong>.</p>
<p>Características a selecionar nas matrizes:</p>
<ol>
<li><strong>Precocidade sexual</strong>: Emprenhar jovem e manter prenhez anual;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/habilidade-materna/">Habilidade materna</a></strong>: Produção adequada de leite sem excessos;</li>
<li><strong>Adaptação ao ambiente</strong>: Resistência sem sacrificar produtividade;</li>
<li><strong>Eficiência</strong>: Manter condição corporal com recursos disponíveis.</li>
</ol>
<h3>Descarte estratégico</h3>
<p>Vacas que devem sair do rebanho:</p>
<ul>
<li>Vazias após 70-80 dias de estação de monta;</li>
<li>Que parem repetidamente tarde na estação;</li>
<li>Com histórico de bezerros leves ao desmame;</li>
<li>Cronicamente magras (ECC persistentemente baixo).</li>
</ul>
<p><strong>Importante: Vacas vazias devem ser comercializadas imediatamente após diagnóstico, não devem competir por recursos na seca.</strong></p>
<h2>Implementação prática: por onde começar</h2>
<p><strong>Nível 1 &#8211; Básico:</strong></p>
<ol>
<li>Implemente avaliação de condição corporal;</li>
<li>Identifique individualmente as matrizes;</li>
<li>Estabeleça uma estação de monta definida (mesmo com touro);</li>
<li>Realize diagnóstico de gestação;</li>
<li>Descarte vacas vazias prontamente.</li>
</ol>
<p><strong>Nível 2 &#8211; Intermediário:</strong></p>
<ol>
<li>Selecione touros provados (não bois de boiada);</li>
<li>Realize exame andrológico dos touros;</li>
<li>Separe lotes por categoria (primíparas, multíparas);</li>
<li>Implemente suplementação mineral de qualidade;</li>
<li>Ajuste lotação considerando a seca.</li>
</ol>
<p><strong>Nível 3 &#8211; Avançado:</strong></p>
<ol>
<li>Comece IATF em um lote piloto;</li>
<li>Expanda gradualmente conforme resultados;</li>
<li>Encurte progressivamente a estação de monta;</li>
<li>Implemente desmame precoce estratégico;</li>
<li>Otimize o sistema completo.</li>
</ol>
<h3>Investimentos necessários</h3>
<p>Infraestrutura mínima para IATF:</p>
<ul>
<li>Curral funcional com tronco de contenção;</li>
<li>Acesso adequado (para transporte de materiais e técnicos);</li>
<li>Capacitação da equipe;</li>
<li>Parceria com profissional qualificado.</li>
</ul>
<p>Retorno esperado:</p>
<ul>
<li>Concentração de nascimentos (facilita manejo);</li>
<li>Aumento de 10-15% na taxa de prenhez;</li>
<li>Bezerros 15-20 kg mais pesados ao desmame;</li>
<li>Redução do intervalo entre partos;</li>
<li>Melhoria genética acelerada do rebanho.</li>
</ul>
<h2>Erros comuns a evitar</h2>
<h3>1. Aumentar a estação de monta para &#8220;compensar&#8221;</h3>
<p>Este é talvez o erro mais grave. Estender a estação de monta apenas posterga problemas e cria um ciclo vicioso de parições cada vez mais tardias.</p>
<h3>2. Focar apenas no touro/sêmen</h3>
<p>O melhor sêmen do mundo não compensa uma vaca em má condição corporal ou manejo nutricional inadequado.</p>
<h3>3. Ignorar as primíparas</h3>
<p>Novilhas de primeira cria são a categoria mais sensível e que mais afeta a eficiência reprodutiva do rebanho. Merecem atenção especial.</p>
<h3>4. Não descartar vacas improdutivas</h3>
<p>Manter vacas vazias ou com baixo desempenho consome recursos valiosos e compromete o sistema como um todo.</p>
<h3>5. Calcular lotação apenas pelas águas</h3>
<p>A seca define a capacidade real do sistema. Planejar lotação baseado apenas no período chuvoso é receita para o fracasso.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A pecuária de cria brasileira está diante de uma oportunidade única. O valor do bezerro está em alta, a demanda estrutural é crescente, e o país possui condições excepcionais para aplicação de tecnologias reprodutivas, algo que poucos países no mundo podem fazer devido às suas características de área por vaca.</p>
<p>No entanto, aproveitar esse momento exige mudança de mentalidade. Não basta &#8220;ter vacas que parem&#8221;. É preciso ter vacas que parem no momento certo, em boa condição corporal, emprenhando rapidamente e desmamando bezerros pesados.</p>
<p>Lembre-se: na pecuária de cria, não trabalhamos com médias de lote, trabalhamos com indivíduos. Cada vaca é uma unidade produtiva que merece ser avaliada, manejada e, quando necessário, substituída. Essa é a essência da gestão eficiente que separa os 25% mais tecnificados dos demais 75% do rebanho brasileiro.</p>
<p><strong>O momento de preparar o bezerro do próximo pico de preço é agora</strong>, começando com a vaca que está gestante na sua fazenda neste exato momento.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Habilidade materna na pecuária de corte: qual a importância?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/habilidade-materna/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 20:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As tendências mercadológicas visam um abate cada vez mais precoce; por isso, é fundamental investir em estratégias que permitam a permanência e a inserção do produtor nesses mercados. Nesse artigo, iremos demonstrar a importância da habilidade materna para a eficiência produtiva na pecuária de corte. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As tendências mercadológicas visam um abate cada vez mais precoce; por isso, é fundamental investir em estratégias que permitam a permanência e a inserção do produtor nesses mercados.</p>
<p>Nesse artigo, iremos <strong>demonstrar a importância da habilidade materna</strong> para a eficiência produtiva na pecuária de corte.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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<h2>O que é habilidade materna?</h2>
<p>Presente em diversos sumários e avaliações genéticas existentes no Brasil, a habilidade materna é uma das características mais valorizadas.</p>
<p>Essa qualidade pode ser medida pelas DEPs (Diferença Esperada de Progênie) maternais e possibilita a escolha de reprodutores capazes de produzir filhas com aptidão para desmamar bezerros mais pesados.</p>
<p><strong>A habilidade materna, portanto, corresponde a todos os aspectos da relação mãe-cria</strong>, englobando desde a facilidade ao parto, produção de leite e amamentação, até comportamentos como acolhida e proteção da cria. Essa qualidade contribui diretamente para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">desmama de bezerros</a></strong> sadios, pesados e com bom desenvolvimento muscular.</p>
<p>A habilidade materna é medida por meio do peso do bezerro em quilos, aos 120 dias de vida. Dessa forma, quanto maior a habilidade materna, maior será o peso do bezerro aos quatro meses.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-estacao-monta?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-manual-sanitario&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39636 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png" alt="E-book Manual Sanitário da estação de monta" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Qual a importância da habilidade materna?</h2>
<p><strong>A habilidade materna possui influência direta sobre todo o sistema produtivo.</strong> Dentre sua importância, podemos destacar o ganho de peso nos primeiros meses de vida, gerando bezerros mais pesados a desmama.</p>
<p>Há também uma menor dependência de ração nesse período, afinal, quando existem vacas que produzem uma quantidade adequada de leite para os animais, o aporte de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-de-bezerros/" target="_blank" rel="noopener">suplementação</a></strong> é menor, pois a demanda nutricional é suprida majoritariamente pelo leite.</p>
<p>Outro ponto importante a ser considerado, é que ao se utilizar touros que produzem boas filhas, há um maior ganho em fêmeas de reposição que são destaque dentro da fazenda, aumentando assim o ganho genético do rebanho.</p>
<p>A elevação do ganho <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/melhoramento-genetico/" target="_blank" rel="noopener">genético</a></strong> a partir da habilidade materna cria uma base sólida no rebanho que, quando consolidada, permite o investimento do produtor em outras diretrizes, como o acabamento de carcaça, por exemplo.</p>
<h3>Atenção para a seleção</h3>
<p>A seleção para habilidade exige alguns cuidados. Deve-se respeitar um equilíbrio, visto que em alguns casos o desbalanço traz malefícios.</p>
<p>A seleção exacerbada para essa característica traz mudanças anatômicas para o sistema mamário da vaca e a predisposição a danos, pois quando se seleciona muito para produção de leite, há o maior desenvolvimento do úbere e aumento dos tetos, aumentando a exposição a danos.</p>
<p>Essa maior seleção para habilidade materna, além disso, aumenta a probabilidade de desenvolvimento de patologias mamárias como a mastite. Outro ponto importante é a elevação das exigências nutricionais e dos custos para manutenção das fêmeas.</p>
<p>Todos esses fatores somados podem contribuir para redução da fertilidade dos animais, prejudicando todo o sistema produtivo.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p><strong>A habilidade materna é de extrema importância para pecuária de corte, contribuindo para todo o sistema produtivo. </strong></p>
<p>Contudo, é fundamental manter o equilíbrio para seleção dessa característica, cabendo aos produtores e ao técnicos o bom senso de adequar essa característica a cada particularidade do sistema produtivo.</p>
<h2 data-start="172" data-end="244">Vá além da prática: torne-se referência em produção de gado de corte</h2>
<p data-start="246" data-end="490">A habilidade materna é só um dos muitos pontos que impactam o sucesso de uma fazenda. Se você quer entender o “porquê” por trás do manejo, tomar decisões técnicas com segurança e aumentar o lucro por hectare, é hora de investir na sua formação.</p>
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		<title>Desmama de bezerros de corte: quais os principais cuidados com essa fase?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2022 19:15:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
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		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eficiência produtiva e rentabilidade são os propósitos do pecuarista em todas as fases da produção. Dessa forma, é importante se atentar aos detalhes na desmama dos bezerros. Nesse artigo iremos pontuar os principais cuidados com a desmama e sua importância para o desenvolvimento dos bezerros. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Eficiência produtiva e rentabilidade são os propósitos do pecuarista em todas as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/as-fases-da-bovinocultura-de-corte-quais-sao/" target="_blank" rel="noopener">fases da produção</a></strong>. Dessa forma, é importante se atentar aos detalhes na desmama dos bezerros.</p>
<p>Nesse artigo iremos pontuar os <strong>principais cuidados com a desmama e sua importância para o desenvolvimento dos bezerros.</strong></p>
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<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>A desmama de bezerros na pecuária de corte</h2>
<p><strong>O desmame é o momento em que ocorre a separação do bezerro de sua mãe.</strong> No Brasil esse manejo tradicionalmente é realizado por volta dos 8 meses de vida do animal, sendo um período caracterizado por um grande estresse, tanto para a matriz quanto para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/" target="_blank" rel="noopener">cria</a></strong>.</p>
<p>Em relação ao peso correto para desmama, é indicado realizar o manejo em bezerros que pesem entre 180 kg e 210 kg. Esse peso somado à idade (8 meses) contribui para o desmame saudável dos animais.</p>
<p>O respeito a esses parâmetros é importante, pois nesse período o bezerro terá uma imunidade robusta contra doenças que podem acarretar a mortalidade do animal.</p>
<p><strong>Além disso, é na fase da desmama que o bezerro já é considerado um completo ruminante</strong>, sendo capaz de utilizar a forragem sólida como fonte de energia e nutrientes necessários para seu desenvolvimento.</p>
<p>Também é importante levar em consideração outros fatores como: peso da vaca, idade, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/">estado corporal</a></strong> da vaca e do bezerro, a quantidade e a qualidade dos alimentos disponíveis, à época do ano e a produção de leite da vaca.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Sistemas de desmama na pecuária de corte</h2>
<p>Esse manejo pode ser realizado de diversas maneiras e a escolha vai de acordo com a finalidade do produtor, variando com os sistemas de produção.</p>
<p>Confira a seguir os quatro principais modelos de desmama no Brasil:</p>
<h3>Desmama precoce</h3>
<p><strong>Esse manejo consiste na separação definitiva do bezerro, mais cedo que o momento tradicional, aos 8 meses de idade. </strong></p>
<p>Essa prática é recomendada para os períodos nos quais há escassez de forragem, objetivando reduzir o estresse da lactação e os requerimentos nutricionais da vaca (em especial novilhas), antecipando assim o restabelecimento da atividade reprodutiva.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">É recomendado que essa prática ocorra no período de monta, a fim de alcançar a reconcepção imediata das fêmeas. </span></p>
<h3>Desmama temporária ou interrompida</h3>
<p><strong>Pode ser realizada com a remoção temporária do bezerro, por um período que pode variar de 48 a 72 horas, cerca de 40 dias após o parto. </strong></p>
<p>A remoção temporária do estímulo da amamentação provoca um aumento na liberação do LH (hormônio luteinizante), auxiliando assim o retorno do ciclo estral. Contudo, vacas de péssimo estado corporal não respondem a este estímulo.</p>
<h3>Desmama lado a lado</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em algumas propriedades há a manutenção do contato visual mãe/cria, visando melhorar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar dos animais</a></strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Nesse tipo de manejo, as vacas e os bezerros são mantidos lado a lado, separados apenas por uma cerca</strong>.</span></p>
<h3>Separação completa/abrupta</h3>
<p><strong>Essa técnica consiste na separação realizada de uma vez (sem contato visual e auditivo).</strong></p>
<p>Uma dica é retirar a matriz do pasto e deixar o bezerro, afinal aquele lugar já é conhecido para ele e dessa forma o estresse será menor.</p>
<h2>Influência do desmame no desenvolvimento do bezerro</h2>
<p><strong>O período de desmame é um dos mais estressantes na vida do animal:</strong> a total dependência do rúmen, o distanciamento da mãe e a adaptação ao novo ambiente são desafios normalmente encontrados durante esta fase da vida.</p>
<p>O estresse desse manejo causa diversas perdas na produtividade do rebanho, afetando além do ganho de peso e da eficiência alimentar, a saúde e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/" target="_blank" rel="noopener">reprodução dos animais</a></strong>.</p>
<p>Dessa forma, cuidados com os processos presentes nesse manejo, são essenciais para reduzir os efeitos negativos e minimizar a queda do desempenho dos animais.</p>
<h2>Cuidados com a desmama de bezerros</h2>
<p><strong>Os cuidados com a desmama se iniciam antes mesmo do bezerro nascer</strong>, afinal os manejos nesse período terão influência direta sobre o futuro do animal.</p>
<p>Esse processo começa nos cuidados com a mãe. As vacinas irão ajudar a estimular uma resposta imunológica que fornecerá proteção ao patógeno no colostro. É fundamental garantir a ingestão do colostro em quantidade e qualidade suficientes, nas primeiras 24 horas de vida dos bezerros.</p>
<p>Outro ponto de atenção é a realização de um programa completo de sanidade: vacinação, combate a endoparasitas e ectoparasitas. O correto manejo sanitário vai contribuir para a construção de uma imunidade robusta dos animais.</p>
<p>Nos primeiros dias após a separação, deve-se evitar distúrbios aos recém-desmamados e caso os bezerros sejam transportados é necessário reduzir ao máximo o estresse desse manejo.</p>
<p>No dia do embarque, os bezerros devem ser manipulados por manejo racional, além disso, os animais devem embarcar prontamente. Evite os horários mais quentes do dia e se possível realize a comercialização e o transporte dos animais para propriedades mais próximas, quanto maior o trajeto, maior será o estresse.</p>
<p>Ao descarregar os animais, disponibilize um tempo para descanso e priorize o silêncio, forneça prontamente água fresca e ração de boa qualidade.</p>
<h2>Um momento decisivo para o rebanho</h2>
<p><strong>O desmame dos bezerros é com certeza um momento de grande impacto na vida dos animais, por isso é essencial estabelecer ações que visem reduzir os fatores estressantes.</strong> O planejamento deve ser multifatorial, levando em consideração o objetivo do produtor e o sistema da fazenda.</p>
<p>Estabelecer um <a href="https://rehagro.com.br/blog/planejando-e-executando-estrategias-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plano específico</strong></a> para cada rebanho é o diferencial para alcançar os melhores resultados produtivos.</p>
<h2 data-start="206" data-end="294">A desmama é só o começo: prepare-se para conduzir o rebanho até a alta lucratividade</h2>
<p data-start="296" data-end="482">A forma como você conduz a desmama impacta diretamente no desempenho dos bezerros nas próximas fases. Quer tomar decisões mais seguras, evitar perdas e garantir maior retorno por animal?</p>
<p data-start="484" data-end="780">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende com especialistas que atuam diariamente no campo, em uma formação 100% online, prática e voltada para quem quer resultados concretos na pecuária.</p>
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		<title>Creep-feeding e creep-grazing: como funcionam as suplementações de bezerros?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/creep-feeding-e-creep-grazing-como-funcionam-as-suplementacoes-de-bezerros/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/creep-feeding-e-creep-grazing-como-funcionam-as-suplementacoes-de-bezerros/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2022 13:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[creep-feeding]]></category>
		<category><![CDATA[creep-grazing]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fase inicial do processo de produção de gado de corte é fundamental para o desempenho dos animais ao longo da vida e, consequentemente, para a rentabilidade do negócio. Potencializar essa fase e acelerar o processo pode ser alcançado com a utilização de estratégias e ferramentas, como o creep-feeding e o creep-grazing.  O produtor busca [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/creep-feeding-e-creep-grazing-como-funcionam-as-suplementacoes-de-bezerros/">Creep-feeding e creep-grazing: como funcionam as suplementações de bezerros?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A fase inicial do processo de produção de gado de corte é fundamental para o desempenho dos animais ao longo da vida e, consequentemente, para a rentabilidade do negócio. Potencializar essa fase e acelerar o processo pode ser alcançado com a utilização de estratégias e ferramentas, como o <strong><em>creep-feeding</em> e o <em>creep-grazing</em>. </strong></p>
<p>O produtor busca pela harmonia perfeita entre cria, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/recria-intensiva-a-pasto-rip-o-que-e-e-como-aplicar/">recria</a></strong> e engorda, pois são fatores determinantes para maior eficiência produtiva de um sistema de produção.</p>
<p>Com isso, o peso dos bezerros na desmama é fundamental para a redução da idade ao abate e a melhoria na taxa de desfrute das propriedades.</p>
<p>Entre o nascimento e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/">desmama</a></strong>, há a etapa da vida do animal onde se apresentam as melhores taxas de ganho de peso, alcançando, em apenas sete meses, aproximadamente de 25 a 35% do peso final do abate.</p>
<p>O leite proporciona nutrientes imprescindíveis e de grande relevância para o desempenho da cria, sob uma forma simples e de fácil absorção, de maneira a suprir as exigências relativamente altas nesta fase. Até certo momento, quanto mais leite o bezerro recebe da matriz, mais rápido e mais saudável ele cresce.</p>
<p>A relação entre esses dois fatores (produção leiteira da mãe e ganho de peso da cria), no entanto, diminui bastante de intensidade depois de 16 semanas. Esperar, por conseguinte, que a partir da idade de três a quatro meses, boa parte dos nutrientes indispensáveis aos bezerros de corte se origina de outras fontes que não somente do leite materno.</p>
<p>Para suprir as possíveis deficiências nutricionais e potencializar os ganhos dos animais nessa etapa da vida, <strong>determinadas formas de suplementação de bezerros foram desenvolvidas.</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é o <em>Creep-feeding</em>?</h2>
<p>O <strong><em>creep-feeding</em> ou cocho privativo</strong>, é uma forma de suplementação com ração balanceada no cocho, dentro de uma área cercada, com acesso exclusivamente ao bezerro. O objetivo é suplementar a cria sem apartar da mãe.</p>
<p>Ainda que haja indicativos da melhoria na eficiência reprodutiva da vaca, o <em>creep-feeding</em> favorece principalmente ao bezerro, tendo como finalidade o aumento do peso a desmama, bem como habituá-lo à suplementação no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/">cocho</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14027 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding.jpg" alt="Creep-feeding" width="594" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding.jpg 594w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding-300x172.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding-370x212.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding-270x155.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding-150x86.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 594px) 100vw, 594px" /></p>
<p>Para que a suplementação alcance êxito, irá depender do consumo dos bezerros. Dessa forma, determinadas práticas de manejo podem ser ressaltadas, primeiramente, quando se usa o sistema de cocho privativo:</p>
<ul>
<li>Reunir às crias alguns bezerros mais velhos que já conhecem o sistema, servindo como exemplo;</li>
<li><strong>Espalhar ração do lado de fora do cercado</strong>, de maneira que as vacas possam treinar suas crias a comer;</li>
<li><strong>Permitir o acesso ao cocho</strong>, tanto das vacas quanto dos bezerros, durante alguns dias.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O que é o <em>Creep-grazing</em>?</h2>
<p>O <strong><em>creep-grazing</em> ou pasto privativo</strong>, ainda pouco aproveitado no Brasil, é o método que consiste em permanecer os bezerros juntos às suas mães e têm acesso exclusivo a um piquete formado com forrageiras de alto valor nutritivo, pequeno porte e alta densidade, como aveia, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastagens-de-tifton/">tifton</a></strong>, milheto etc.</p>
<p>As instalações (exigências são parecidas às do <em>creep-feeding</em>), são proporcionais ao número de bezerros e à produção de matéria seca da forrageira escolhida pelo tamanho do piquete.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14028 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-grazing.jpg" alt="Creep-grazing" width="336" height="357" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-grazing.jpg 336w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-grazing-282x300.jpg 282w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-grazing-270x287.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-grazing-150x159.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px" /></p>
<h2>Outras alternativas de suplementação de bezerros</h2>
<p>Além dessas duas formas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-de-bezerros/">suplementação de bezerros</a></strong>, pode ser utilizada a <strong>desmama precoce</strong>, uma vez que essa permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e manifestem o cio.</p>
<p>Para a maior eficiência do sistema, porém, é preciso que esta prática ocorra dentro da estação de monta, possibilitando uma nova concepção imediata.</p>
<p>Esta estratégia pode ser utilizada para descartar as fêmeas que não reconceberam ao final da estação de monta, sem que elas fiquem por muito tempo na propriedade ocupando espaço de outra mais produtiva.</p>
<p>Para isso, os bezerros entre 90-120 dias de idade são desmamados e colocados em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">pastagens adequadas</a></strong>, bem afastados das mães. O pasto apropriado para desmama deve ser formado com forrageiras, correspondendo aos requisitos do <em>creep-grazing</em> (alto valor nutritivo, alta densidade, palatabilidade e baixo porte).</p>
<p>Além do pasto, é aconselhado <strong>suplementar os bezerros com uma ração concentrada</strong> &#8211; a mesma do <em>creep-feeding</em> &#8211; até 6-7 meses, idade correspondente à desmama tradicional, pois as crias têm a capacidade de retirar do concentrado a energia suficiente que encontrariam com o leite.</p>
<p>É esperado que os bezerros consumam de 200 – 400g/cab/dia. Com o passar do tempo, eles somam gradativamente a ingestão, chegando a atingir, na fase final, 2 – 2,5 kg/cab/dia. Pode-se ofertar a quantidade de 1% do peso vivo médio de cada lote, para cada animal por dia, durante o período de 3 a 4 meses.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Característica do suplemento no <em>creep</em></h2>
<p>A suplementação utilizada, no creep, por exemplo, deve receber a devida atenção no momento da formulação, contendo em média, de <strong>18 a 20% de proteína. </strong></p>
<p>Em alguns casos, é interessante a utilização de produtos palatabilizantes na suplementação para fomentar e aumentar o consumo por parte dos bezerros.</p>
<p>Outro ponto de importância para o sistema como um todo é a possibilidade de fornecer aos animais nessa fase da vida, aditivos na suplementação, como salinomicina, monensina dentre outros. Estes, atuam como coccidiostáticos, no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coccidiose-bovina/" target="_blank" rel="noopener">controle da coccidiose</a></strong>, o que apresenta grande importância para a fase de grande acometimento da eimeriose.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="CREEP-FEEDING: O SEGREDO PARA BEZERROS MAIS SAUDÁVEIS | Por Dentro do Ensino - Corte" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/9Q2bnApDfk4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Considerações sobre <em>creep-feeding</em> e <em>creep-grazing</em></h2>
<p>Em um sistema de produção de bovinos de corte, a taxa de desmama e a quantidade de kg de bezerro desmamado/vaca/ano influenciam diretamente a eficiência do processo de criação.</p>
<p>A capacidade e a melhoria desse indicador está diretamente relacionado ao nível de intensificação da propriedade, quanto maior a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao-e-a-capacidade-de-suporte/" target="_blank" rel="noopener">taxa de lotação</a></strong> da propriedade, maior a eficiência nos manejos reprodutivos e sanitários com as matrizes e suas crias, e o peso de desmama influenciam diretamente nesse indicador de tamanha importância para propriedades de cria.</p>
<p>A suplementação, ainda que na fase de aleitamento, evidencia ser uma importante ferramenta complementar nos projetos que visam níveis altos de produtividade.</p>
<p>Quanto mais pesado desmamar o bezerro, menor será seu tempo no sistema até o abate, reduzindo seu custo de permanência na propriedade ou maior será seu valor de venda e mais rápido as fêmeas são destinadas à reposição. Além disso, permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e retome a ciclicidade mais rápido.</p>
<p>Para o produtor é indispensável saber os custos do sistema e devem ser levados em consideração os custos com ração/bezerro.</p>
<p>É essencial, no entanto, observar se um bezerro bem nutrido, durante o primeiro ano de vida, é capaz de suportar maiores estresses climáticos e/ou orgânicos e, consequentemente, te restituir um boi mais pesado no futuro, mostrando mais importante o fechamento econômico da operação.</p>
<h2>Suplementação eficiente começa com pasto bem manejado e estratégia nutricional</h2>
<p data-start="296" data-end="558">Técnicas como creep feeding e creep grazing são poderosas para acelerar o ganho de peso dos bezerros, mas só entregam resultado quando fazem parte de um plano nutricional bem estruturado, com pastagens manejadas de forma estratégica e decisões baseadas em dados.</p>
<p data-start="560" data-end="857">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso de Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende como planejar a suplementação, manejar as forrageiras com eficiência e construir um sistema produtivo mais lucrativo. Tudo com aulas online, linguagem prática e professores que vivem a realidade do campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Colostro bovino: saiba a importância da colostragem e seus benefícios</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Aug 2021 15:01:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[colostragem]]></category>
		<category><![CDATA[colostro]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A colostragem é um dos primeiros cuidados essenciais a serem oferecidos para as bezerras leiteiras. Alguns de seus benefícios são o crescimento e desenvolvimento do animal e redução das taxas de mortalidade antes do desmame. O colostro é a principal fonte de anticorpos para bezerras e um dos pilares da bovinocultura, que garante a saúde [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/">Colostro bovino: saiba a importância da colostragem e seus benefícios</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A colostragem é um dos primeiros cuidados essenciais a serem oferecidos para as bezerras leiteiras. Alguns de seus benefícios são o crescimento e desenvolvimento do animal e redução das taxas de mortalidade antes do desmame.</p>
<p>O colostro é a <strong>principal fonte de anticorpos para bezerras</strong> e um dos pilares da bovinocultura, que garante a saúde e a sobrevivência dos animais, protegendo-os contra as doenças.</p>
<p>Neste artigo, saiba mais sobre os conceitos básicos sobre o colostro, sua importância e confira quatro dicas para realização de uma boa administração do colostro.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é colostro bovino?</h2>
<p>Colostro é a secreção oriunda da glândula mamária obtida durante a primeira ordenha pós-parto em fêmeas mamíferas.</p>
<p>Graças à sua composição rica em gordura, proteína (principalmente imunoglobulinas G – IgG), leucócitos, fatores de crescimento, hormônios e fatores antimicrobianos, o colostro materno possui a <strong>função de fornecer imunidade, fortalecer e aquecer o recém-nascido</strong>.</p>
<p>A tabela a seguir apresenta uma comparação da composição nutricional do colostro bovino com o leite bovino:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15889 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-1.jpg" alt="Tabela com a composição do colostro bovino" width="579" height="160" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-1.jpg 579w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-1-300x83.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-1-370x102.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-1-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-1-150x41.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 579px) 100vw, 579px" /></p>
<h2>Importância da colostragem e da imunidade passiva</h2>
<p>O colostro bovino representa a principal fonte de anticorpos para o neonato, visto que a placenta bovina é do tipo sindesmocorial, impedindo a passagem de grandes moléculas da mãe para o feto.</p>
<p>Quando realizada de forma correta, a colostragem permite a absorção intestinal de imunoglobulinas que auxiliarão a bezerra na proteção contra doenças. Este processo de absorção de anticorpos via colostro materno é conhecido como <strong>transferência de imunidade passiva (TIP)</strong>.</p>
<p>Já é sabido que uma boa colostragem proporciona adequada TIP, estimula o crescimento e desenvolvimento do animal e reduz as taxas de morbidade e mortalidade antes do desmame.</p>
<p>Os benefícios adicionais a longo prazo associados à transferência passiva bem-sucedida incluem redução da mortalidade no período <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">pós-desmame</a></strong>, melhor taxa de ganho de peso, redução da idade ao primeiro parto, aumento do volume de leite produzido na primeira e segunda lactação e redução das chances de descarte durante a primeira lactação.</p>
<p>No entanto, quais são os pilares que garantem uma boa colostragem?</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Diretrizes para uma boa colostragem</h2>
<p>As diretrizes do modelo atual de criação de bezerras leiteiras apontam quatro aspectos básicos como sendo os pilares para se alcançar uma colostragem adequada e, consequentemente, eficiência na TIP. São eles:</p>
<ol>
<li>Tempo;</li>
<li>Qualidade imunológica;</li>
<li>Qualidade microbiológica;</li>
<li>Quantidade de colostro.</li>
</ol>
<h3>1. Tempo até a colostragem</h3>
<p>O ideal é que a colostragem de bezerras seja realizada em <strong>até duas horas após o nascimento</strong>, sendo permitido realizar em até seis horas.</p>
<p>O período entre o nascimento do animal e a colostragem é de extrema importância, pois após as seis primeiras horas de vida a taxa de absorção das imunoglobulinas do colostro materno cai consideravelmente devido à alteração estrutural das vilosidades intestinais.</p>
<h3>2. Qualidade imunológica</h3>
<p>Logicamente, a concentração de anticorpos no colostro bovino é outro aspecto que contribui para o sucesso da transferência de imunidade passiva. Nesse caso, o anticorpo colostral utilizado para mensuração da qualidade imunológica é a IgG.</p>
<p>O recomendado é que <strong>90% das amostras de colostro bovino apresentem concentração de IgG maior que 50 g/L.</strong></p>
<p>Um método indireto de se mensurar a concentração de IgG do colostro materno é através do refratômetro de Brix, seja ele óptico ou digital, sendo que valores iguais ou superiores a 22°Brix indicam boa qualidade imunológica.</p>
<p>No entanto, vale ressaltar que os valores de imunoglobulina estipulados como meta durante a avaliação do refratômetro variam conforme o desafio de cada propriedade. Raça, idade da vaca, duração do período seco, manejo alimentar no pré-parto e vacinação constituem alguns dos fatores que interferem na qualidade imunológica do colostro bovino.</p>
<h3>3. Qualidade microbiológica</h3>
<p>Os parâmetros de qualidade microbiológica avaliados no colostro são a contagem bacteriana total e a quantidade de coliformes totais, sendo que as metas consideradas ideais são &lt; 100.000 UFC/ml e &lt; 10.000 UFC/ml, respectivamente.</p>
<p>Diversos estudos demonstram haver correlação entre a quantidade sérica de IgG e a contagem total de coliformes, sendo que quanto maior a quantidade de coliformes menor é a concentração de IgG.</p>
<p>A qualidade microbiológica do colostro bovino está totalmente relacionada com a adoção de práticas de higiene durante a sua <a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener"><strong>ordenha</strong></a>, manipulação e armazenamento.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="COMO ARMAZENAR O COLOSTRO DE FORMA EFICIENTE?" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/u2heUrzg9tE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h3>4. Quantidade de colostro ingerida</h3>
<p>Por muito tempo se trabalhou somente com uma única oferta de colostro na quantidade de 10 a 12% do peso corporal (PC) da bezerra nas 6 primeiras horas de vida.</p>
<p>Atualmente, estudos científicos vêm demonstrando os benefícios de uma segunda oferta de colostro na quantidade de 5% do peso corporal da bezerra.</p>
<p>Deste modo, o modelo atual de criação de bezerras leiteiras recomenda um plano de colostragem baseado em duas ofertas de colostro ao longo das primeiras 24 horas de vida, sendo a primeira ingestão do colostro materno em até 6 horas (10 a 12% do PC) e a segunda oferta ocorrendo nas demais 18 horas antes da bezerra concluir o primeiro dia de vida (5% do PC).</p>
<p>Uma alternativa interessante para a segunda oferta consiste no resfriamento do volume excedente utilizado para a primeira colostragem.</p>
<p>Sempre atentar para o correto armazenamento do colostro bovino refrigerado: de preferência em sacos plásticos resistentes e higienizados, em temperatura de 2 a 8°C e por um período não superior a 48 horas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15891 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-2.jpg" alt="Colostro para bezerro bovino sendo dado via sonda esofágica" width="305" height="227" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-2.jpg 305w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-2-300x223.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-2-270x201.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/colostro-bovino-2-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 305px) 100vw, 305px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Colostragem via sonda esofágica. (Fonte: Fazenda Queima Ferro).</span></p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Conforme já abordado durante o texto, <strong>o sucesso na colostragem é multifatorial</strong>, influenciado desde questões práticas, como duração do período seco da vaca, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">manejo alimentar</a></strong>, programa vacinal, tempo até a colostragem, qualidade microbiológica do colostro e dentre outros, até questões inerentes ao manejo com os animais, como raça e idade da vaca.</p>
<p>O recomendado está em fazer o básico bem feito, ou seja, adotar um adequado manejo de colostro que se fundamente nos quatro pilares: tempo, qualidade imunológica, qualidade microbiológica e quantidade de colostro ingerida.</p>
<p>Lembre-se, a colostragem apresenta diversos benefícios e é imprescindível para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/" target="_blank" rel="noopener">proteção das bezerras contra as doenças</a></strong>, sendo sua principal fonte de anticorpos.</p>
<h2>Da colostragem à gestão: aumente a saúde do rebanho e o lucro da fazenda</h2>
<p>Garantir uma colostragem eficiente é apenas o primeiro passo para o sucesso da produção leiteira.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar boas práticas de manejo com uma gestão estratégica, usando indicadores zootécnicos e econômicos para tomar decisões mais assertivas. É conhecimento prático, aplicável e capaz de gerar resultados reais no campo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Bezerro do cedo: o que é e como produzir com qualidade?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/bezerro-do-cedo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Oct 2019 20:18:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[creep-feeding]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para termos uma pecuária de corte lucrativa, é essencial que as matrizes produzam um bezerro por ano, que seja de boa qualidade e pesado. O uso de biotecnologias e a implementação de uma estação de monta eficiente podem garantir o sucesso da produção de um bezerro de qualidade e a lucratividade do sistema. A época do nascimento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para termos uma <strong>pecuária de corte lucrativa</strong>, é essencial que as matrizes <strong>produzam um bezerro por ano</strong>, que seja de boa qualidade e pesado.</p>
<p>O uso de biotecnologias e a implementação de uma estação de monta eficiente podem garantir o sucesso da produção de um bezerro de qualidade e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/garantindo-margem-de-lucro-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">lucratividade do sistema</a>.</strong></p>
<p>A época do nascimento do bezerro interfere no peso do desmame. É notado que bezerros que nascem primeiro na estação de parição são de qualidade superior e mais pesados ao desmame do que os nascidos no final da estação.</p>
<p>Em uma estação de parição entre agosto a novembro, os animais nascidos em agosto terão um melhor desempenho quando comparados aos nascidos em novembro, teoricamente é visto em prática.</p>
<p>É importante ressaltar que a estação de parição deve respeitar o calendário de chuvas e o período seco da região em que a propriedade está localizada, a sazonalidade da produção é muito impactante para a determinação da estação de monta e consequentemente da estação de parição.</p>
<p>As variações climáticas de cada região que vão determinar a melhor data para o nascimento dos bezerros.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que é o bezerro do cedo?</h2>
<p>O objetivo de uma matriz gerar um bezerro por ano vêm desde muito tempo, e é esse bezerro/vaca/ano que irá proporcionar uma boa margem de lucro para a atividade.</p>
<p>Porém, com as mudanças atuais do mercado, a consciência da população mundial sobre qualidade da carne e as margens de lucros da produção de gado estarem cada vez menores, nos faz concluir e buscar não somente um bezerro por ano, e sim um bezerro de qualidade por ano.</p>
<p>Neste sentido, <strong>o conceito de bezerro do cedo se faz importante</strong>, entretanto, o fato do bezerro nascer na época certa do ano não garante o sucesso da atividade.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/as-fases-da-bovinocultura-de-corte-quais-sao/" target="_blank" rel="noopener">fase de cria</a></strong>, são realizados investimentos com intuito de maximizar e otimizar a produção de bezerros, ferramentas como IATF e<strong> <a href="https://rehagro.com.br/blog/creep-feeding-e-creep-grazing-como-funcionam-as-suplementacoes-de-bezerros/" target="_blank" rel="noopener"><i>creep-feeding</i></a></strong> são a cada dia mais difundidas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-estacao-monta?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-manual-sanitario&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39636 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png" alt="E-book Manual Sanitário da estação de monta" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>A influência da qualidade do pasto</h2>
<p>A qualidade do pasto na estação chuvosa, permite que a matriz tenha alimento de qualidade para repor suas reservas energéticas proporcionando melhores desempenhos durante o período da <a href="https://rehagro.com.br/blog/estacao-de-monta-para-gado-zebu/" target="_blank" rel="noopener"><strong>estação de monta</strong></a>, e consequentemente um desempenho mais eficiente do bezerro.</p>
<p>Muito já se discute sobre programação fetal, ou o impacto da nutrição das fêmeas durante a gestação, no desempenho futuro dos bezerros.</p>
<p>Avaliando somente a condição das matrizes, o parto durante o período chuvoso do ano, pela maior oferta de forragem, pode ser interessante, entretanto, o bezerro nascer nesse período representa um significativo aumento nos desafios sanitários, tendo ainda a coincidência do período de desmama no momento de pastos de baixa qualidade e com pouca oferta.</p>
<p>Neste sentido, antecipar a estação de parição na medida certa, pode equilibrar e otimizar, tanto o desempenho das vacas quanto o desenvolvimento e crescimento da cria.</p>
<h2>O manejo e a nutrição como fatores determinantes</h2>
<p>Um rebanho detentor de grande potencial genético ou com uma boa nutrição, por exemplo, pode não ser suficiente para o sucesso da atividade, o <a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/" target="_blank" rel="noopener"><strong>manejo bem feito</strong></a> realizado por pessoas comprometidas, alinhadas e envolvidas com objetivo da propriedade, é fundamental dentro do processo.</p>
<p>Muitas vezes, os produtores focam suas energias na etapa final do processo, e negligenciam a matéria-prima de todo processo, e mesmo dentro da fase da cria, pensam muito em peso a <a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>desmama</strong></a>, mas não se estabelece alternativas e suportes para o bom desenvolvimento dos animais.</p>
<p>Por isso, quando se trata de produção de qualidade, é importante o olhar crítico em toda a cadeia produtiva, não basta o bezerro nascer só na época boa, se o seu pasto está degradado, situação corriqueira em nosso país.</p>
<p>Também não adianta o bezerro advir de um melhoramento genético invejável, quando não há preocupação com a origem e <a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener"><strong>qualidade da água</strong></a> fornecida ao bezerro, com a nutrição dos animais e mesmo com as questões sanitárias inerentes ao rebanho e com pequenos manejos diários.</p>
<h2>Bezerro do cedo como objetivo estratégico</h2>
<p>O <strong>bezerro do cedo</strong> pode e deve ser o <strong>objetivo de uma fazenda de cria ou ciclo completo</strong>, mas sem atenção no básico da criação, o produtor continuará com resultados insatisfatórios.</p>
<p>A época de nascimento pode e vai, sim, ajudar quando se quer um bezerro de qualidade, mas só isso não basta. Muitas vezes, a cultura extrativista advinda da época de produção do período colonial. O caminho para uma melhor rentabilidade é possível quando se alia tecnologias aos métodos adequados de produção.</p>
<p>Uma outra técnica que também visa o aumento da eficiência do sistema, em busca de melhor rentabilidade do negócio, é o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sequestro-de-bezerros-como-aumentar-margem-de-lucro/" target="_blank" rel="noopener">sequestro da recria</a></strong>.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11561" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/10/bezerro-do-cedo-2.jpg" alt="Bezerros do cedo em fazenda de gado de corte" width="600" height="337" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/10/bezerro-do-cedo-2.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/10/bezerro-do-cedo-2-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/10/bezerro-do-cedo-2-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/10/bezerro-do-cedo-2-270x152.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fazenda de gado de corte. Fonte: Arquivo pessoal de Gabriel Gonçalves Martins, Médico Veterinário.</span></p>
<h2 data-start="125" data-end="212">Produzir bezerro do cedo com qualidade exige mais que manejo</h2>
<p data-start="214" data-end="436">Para antecipar a produção, melhorar a eficiência reprodutiva e garantir bezerros mais pesados e lucrativos, é preciso muito mais que boa vontade: é preciso dominar a técnica, planejar bem e tomar decisões estratégicas.</p>
<p data-start="438" data-end="651">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende com quem vive o campo — e se aprofunda em nutrição, reprodução, genética, sanidade, gestão e comercialização, com foco total em resultado.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Umbigo de bezerros: como tratar as principais enfermidades?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2018 14:33:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a vida fetal, o umbigo é a via de comunicação entre o feto e a mãe. Pelo cordão umbilical chega sangue materno, rico em nutrientes e oxigênio e, por ele, também são eliminados os catabólitos do feto. Logo após o nascimento, o umbigo do bezerro perde totalmente a sua função, evolui rapidamente. Em poucos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a vida fetal, o umbigo é a via de comunicação entre o feto e a mãe. Pelo cordão umbilical chega sangue materno, rico em nutrientes e oxigênio e, por ele, também são eliminados os catabólitos do feto.</p>
<p><strong>Logo após o nascimento, o umbigo do bezerro perde totalmente a sua função, evolui rapidamente.</strong> Em poucos dias, as veias e artérias utilizadas na comunicação materno-fetal fecham-se. Paralelamente, os músculos dessa região também se unem, constituindo uma massa muscular.</p>
<p>Até que todo este processo se complete, o umbigo do bezerro é uma porta aberta para vários agentes causadores de diversas enfermidades.</p>
<p>Nesse período, caso o umbigo não seja adequadamente curado, pode infeccionar e provocar onfalite, impedindo a cicatrização e prolongando o tempo em que esta porta de comunicação permanece aberta, facilitando a ascendência de microrganismos. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/" target="_blank" rel="noopener">cura do umbigo</a></strong> ganha mais importância na medida em que se consideram os aspectos sanitários gerais do rebanho.</p>
<p>Esse procedimento e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener">administração correta do colostro</a></strong> representam medidas indispensáveis que influenciarão diretamente na saúde do rebanho de qualquer criatório de gado bovino. Por esse motivo, deverão ser consideradas como medidas sanitárias prioritárias.</p>
<p>Além das enfermidades infecciosas, as hérnias, as neoplasias, os defeitos congênitos e as miíases também assumem grande importância no conjunto das onfalopatias dos bovinos. Por esta razão, deverão ser sempre consideradas ao estudar as enfermidades do umbigo do bezerro.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Anatomia do umbigo dos bezerros</h2>
<p><strong>O umbigo do bezerro consiste de três estruturas que sofrem alterações anatômicas e funcionais por ocasião do nascimento.</strong></p>
<ol>
<li>A veia umbilical dirige-se cranialmente em direção ao fígado;</li>
<li>As artérias umbilicais dirigem-se em sentido caudal para a artéria hipogástrica;</li>
<li>O úraco em direção à bexiga.</li>
</ol>
<p>No momento do parto, ocorrem transformações anatomofisiológicas, a partir da ruptura do cordão umbilical e retração das artérias e da veia.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Inicia-se assim a respiração autônoma, devido à falta das trocas gasosas placentárias e ao aumento da tensão de gás carbônico. Quando o parto é normal, a queda séptica e mumificação do umbigo se dão dentro de dez dias.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12382" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-300x164.jpg" alt="Anatomia do umbigo do bezerro" width="500" height="273" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-300x164.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-370x202.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-270x147.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-150x82.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro.jpg 550w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12383" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-300x178.jpg" alt="Anatomia do umbigo dos bezerros" width="500" height="296" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-300x178.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-370x219.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-270x160.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-150x89.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1.jpg 550w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12384" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-300x294.jpg" alt="Umbigo dos bezerros visto por dentro" width="500" height="490" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-300x294.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-370x363.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-270x265.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-306x300.jpg 306w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-150x147.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2.jpg 550w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<h2>Patologias umbilicais</h2>
<p>Pode-se classificar as patologias umbilicais em não infecciosas e infecciosas e estas em extra e intra-abdominal. A extra-abdominal recebe o nome de onfalite e as intra-abdominais, de acordo com o segmento afetado.</p>
<h3>Processos não infecciosos</h3>
<h4>Hérnias</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12385 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3.jpg" alt="Hérnias presentes no umbigo do bezerro" width="370" height="205" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3-300x166.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3-270x150.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3-150x83.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<p>Na região próxima ao umbigo, em consequência da saída de parte das vísceras através da abertura umbilical, anormalmente dilatada, pode-se produzir uma evasão do peritônio e partes externas da pele, traduzindo-se externamente por aumento de volume.</p>
<p>Partes do omento maior e eventualmente porções do intestino delgado podem ser facilmente repostas na cavidade abdominal por meio do anel herniário, exceto nas hérnias estranguladas.</p>
<p>As hérnias umbilicais, congênitas ou adquiridas, aparecem nos bezerros e demais animais domésticos. As pequenas hérnias umbilicais podem resolver-se espontaneamente, porém as hérnias umbilicais grandes ou estranguladas exigem correção cirúrgica. Quando forem adquiridas, podem estar relacionadas com traumatismos, principalmente coices, pisadas e ao transporte inadequado.</p>
<p>Este último é observado em propriedades rurais em que o vaqueiro tem o hábito de transportar o recém- nascido, do pasto para o curral, na cabeça das selas ou arreios, sem qualquer proteção.</p>
<h4>Fibromas e neoplasias</h4>
<p>Na cicatrização do umbigo, quando ocorrem aderências entre o anel umbilical, ligamentos e peritônio com as outras partes, geralmente se desenvolve um tecido conjuntivo que adquire consistência fibrosa, enrijecido, de aspecto irregular e tumoral.</p>
<p>Entre os vários fatores que podem provocar este quadro estão a cicatrização umbilical complicada, os traumatismos, o uso de substâncias ou produtos químicos, dentre outros.</p>
<p>Em casos de neoplasias malignas, o prognóstico é reservado, porém estas são raramente encontradas. Os fibromas e cicatrizes mal consolidadas, quando cirurgicamente corrigidos, são de bom prognóstico.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h4>Persistências e defeitos</h4>
<p>A conexão tubular entre a bexiga e o umbigo, que se mantém após o nascimento, é conhecida como úraco persistente.</p>
<p>Por ocasião do nascimento, com a ruptura do cordão umbilical, o úraco deve fechar-se e a urina será então eliminada pela uretra. Uma série de causas foi sugerida para explicar a incapacidade do úraco em evoluir completamente.</p>
<p>Algumas delas são o rompimento precoce do cordão umbilical, a inflamação, a infecção e a excessiva manipulação física do neonato. Nos bezerros, o úraco persistente é menos comum, mas pode levar à septicemia. Caso o úraco não se feche em até 24 horas após o nascimento, indica-se a ressecção cirúrgica para reduzir a probabilidade de septicemia.</p>
<p>O úraco persistente pode ser corrigido cirurgicamente por ligadura ou cauterização. Quando não for possível a realização da cirurgia, indica-se o uso parenteral de antibióticos de largo espectro e a cauterização com nitrato de prata ou iodo-lugol.</p>
<h4>Miíases (bicheiras)</h4>
<p>As miíases ocorrem em praticamente toda a região tropical e subtropical. Os ovos da mosca <i><span style="font-weight: 400;">Cochliomyia hominivorax</span></i> são depositados na periferia seca de qualquer ferimento.</p>
<p>Destes ovos eclodem larvas 11 horas após a postura. Elas penetram ativamente através da lesão, alimentam-se das secreções e tecidos vivos, crescem ocupando grande espaço subcutâneo e tornam-se adultas em quatro a sete dias.</p>
<p>Os ferimentos tomados por miíases caracterizam-se por discreto abaulamento em torno da abertura central, proporcionalmente pequena, deixando fluir uma secreção sero-sanguinolenta, que passa a purulenta alguns dias mais tarde.</p>
<p>O comprometimento do estado geral ocorre quando as miíases não são tratadas e ocorrem reinfestações. Pomadas, líquidos ou spray cicatrizantes acrescidos de inseticidas devem ser usados tanto preventiva como curativamente.</p>
<p>Em bezerros leiteiros, não é aconselhado aplicar ivermectina e seus similares no primeiro dia de vida. É possível observar em várias propriedades produtoras de leite, o aumento na mortalidade de bezerros, especialmente nos esquemas de manejo, em que é feita mais de uma aplicação, em intervalos curtos de tempo.</p>
<h3>Processos infecciosos</h3>
<p>As onfalopatias infecciosas dos bezerros são todos os processos infecciosos da região umbilical, podendo comprometer um ou vários vasos ou segmentos umbilicais da região extra ou intra-abdominal. Os processos inflamatórios do cordão umbilical, com ou sem herniação, são comuns em bezerros.</p>
<p>Em geral, há uma flora bacteriana mista, que inclui <i>E. coli,</i> <i>Proteus</i> sp., <i>Staphylococcus</i> sp., <i><span style="font-weight: 400;">Actinomyces Pyogenes</span></i><i>, Fusobacterium necrophorum, Pasteureila</i> sp., <i>Salmonella typhimurium</i> e até os agentes bacterianos da tuberculose.</p>
<p>São causas predisponentes dos processos infecciosos umbilicais:</p>
<ul>
<li>Constituição anatômica anômala;</li>
<li>Condições do parto;</li>
<li>Tamanho do cordão umbilical exposto;</li>
<li>Ambiente contaminado;</li>
<li>Bezerros prematuros;</li>
<li>Retardo da limpeza lingual por parte da mãe;</li>
<li>Tratamentos inadequados com soluções sujas ou contaminadas;</li>
<li>Manuseio do umbigo do bezerro por pessoas leigas;</li>
<li>Puxadas ou lambidas bruscas;</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Traumas em quinas ou cantos dos bezerreiros.</span></li>
</ul>
<p>As infecções na região umbilical podem levar a muitas lesões intra-abdominais, bem como a celulite ou a abscedação externa à parede corporal. Elas resultam em inchaço doloroso e aumento de volume palpável dos vasos umbilicais. Pode ocorrer bacteremia com localização em articulações, meninges, olhos, endocárdio e artérias terminais dos pés, orelhas e cauda.</p>
<p>A septicemia resultante de bactérias, que ascendem a partir dos vasos umbilicais ou do úraco, constitui sempre uma ameaça. As complicações tardias envolvem, frequentemente, infecção dos resquícios uracais, disfunção vesical ou infecção recorrente do trato urinário.</p>
<p>A infecção crônica da veia umbilical pode causar abscedação hepática, enquanto a infecção da artéria umbilical pode causar infecção crônica que envolve a bexiga.</p>
<p>O ato cirúrgico muitas vezes complementa o diagnóstico, pois permite a visualização e correção de alterações que não foram diagnosticadas clinicamente. A ultrassonografia é um meio de diagnóstico eficiente na detecção das patologias do umbigo, especialmente na identificação das lesões do úraco, que é a estrutura umbilical mais comumente afetada.</p>
<p>O exame ultrassonográfico, a cirurgia e o exame <i>post mortem</i> constituem excelentes opções para a identificação de anormalidades das estruturas umbilicais. Entretanto, aderências intra-abdominais, observadas durante o ato cirúrgico, nem sempre são diagnosticadas por intermédio do exame ultrassonográfico.</p>
<h4>Onfalite</h4>
<p>Onfalite é a inflamação da porção externa do umbigo, sendo comum em bezerros com dois a cinco dias de idade e representam cerca de 10% dos problemas umbilicais destes animais. Podem ser agudas, flegmonosas, subagudas ou crônicas encapsuladas ou apostematosas, na maioria das vezes fistuladas, exsudando pus.</p>
<p>O umbigo do bezerro aumenta de volume, torna-se doloroso à palpação e pode estar obstruído ou drenando a secreção produzida por meio de uma pequena fístula. Acredita-se que o <i>C. pyogenes </i>seja o principal agente da onfalite, mas também são encontrados <i>Streptococcus, Staphylococcus, Pasteurella </i>e outros agentes.</p>
<p>Enquanto as infecções subcutâneas geralmente permanecem circunscritas, levando a formação de abscessos ou fístulas, os agentes, as toxinas ou os produtos metabólicos localizados nos vasos sanguíneos podem alcançar outros órgãos e desencadear poliartrites, endocardites, <a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pneumonias</strong></a>, nefrites, acompanhadas de emagrecimento e desenvolvimento retardado.</p>
<h4>Onfaloflebite</h4>
<p>Onfaloflebite é o processo inflamatório da veia umbilical e da porção externa do umbigo. A sintomatologia clínica é caracterizada por um aumento de volume no umbigo, com a presença de exsudato, que pode estar ou não exteriorizado. Pode ocorrer dor abdominal e durante a evolução muitas vezes ocorre hepatite, peritonite ou abscesso hepático, devido à ligação que existe entre o sistema porta e o umbigo do recém-nascido.</p>
<p>Pode ser considerada a causa mais frequente de artrite séptica em bezerros, mas não deve ser considerada como a única rota de infecção das artrites hematogênicas.</p>
<p>É mais comum nos animais que não receberam o colostro, e a este respeito tem-se sugerido que a diminuição da acidez do estômago nestes animais, pode facilitar a passagem dos microrganismos, que seriam normalmente destruídos no trato gastrointestinal.</p>
<h4>Onfaloarterite</h4>
<p>Nas onfaloarterites, que são menos comuns, os abscessos surgem ao longo do trajeto das artérias umbilicais, desde o umbigo até as artérias ilíacas internas.</p>
<p>Os sinais clínicos são semelhantes aos da onfaloflebite: toxemia crônica, subdesenvolvimento e ausência de resposta à antibioticoterapia. O tratamento é a extirpação cirúrgica dos abscessos. As onfaloarterites levam, como consequência extrema da sua infecção ascendente, ao quadro de poliartrite.</p>
<h4>Uraquite</h4>
<p>Processo infeccioso intra-abdominal que acomete o úraco com ascendência à bexiga. A disseminação da infecção para a bexiga pode resultar em cistite e piúria.</p>
<p>O tratamento preferível também consiste em laparotomia exploratória e remoção cirúrgica dos abscessos. Acredita-se que o maior percentual de ocorrência das onfalopatias (40,4%) é representado pelas uraquites.</p>
<h4>Onfaloarterioflebite</h4>
<p>É um processo infeccioso de uma ou duas artérias, conjuntamente com a veia umbilical, ascendente à região abdominal.</p>
<h4>Onfalouracoflebite</h4>
<p>Esta patologia é um processo infeccioso do úraco e veia umbilical com ascendência intra-abdominal ao fígado e à bexiga e ocorre em 9% dos casos das patologias umbilicais. Nestes casos, também são encontradas e broncopneumonias, abscessos hepáticos, artrites e enterites concomitantemente à leucocitose.</p>
<h4>Onfalouracoarterite</h4>
<p>É um processo infeccioso do úraco e das artérias umbilicais, com ascendência intra-abdominal à bexiga e à artéria hipogástrica.</p>
<p>Pode ocorrer em 17% das infecções umbilicais e há, concomitantemente, broncopneumonia, lesão hepática, inflamação da bexiga, artrite e raramente enterite.</p>
<h4>Panvasculite umbilical</h4>
<p>Processo infeccioso de todo o complexo umbilical, comprometendo a veia, as artérias e o úraco. Acredita-se que pode ocorrer em 9% das onfalopatias e o quadro clínico varia de acordo com a patologia intra-abdominal e sua relação com os órgãos ascendentes.</p>
<h2>Infecções no umbigo dos bezerros</h2>
<p>O diagnóstico das infecções umbilicais tem sido baseado na história clínica e nos achados físicos e hematológicos.</p>
<p>Outros meios de diagnóstico envolvem radiografia abdominal, fistulografia e urografia excretora. A ultrassonografia tem sido utilizada para avaliar as estruturas umbilicais internas. A palpação da região umbilical é utilizada para investigar a existência de onfalite.</p>
<p>Os sinais clínicos são o aumento de volume e a consistência da região umbilical, sensibilidade ao toque e vasos umbilicais endurecidos e espessados em maior ou menor grau.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12386" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-300x144.jpg" alt="Inflamação umbilical de bezerro" width="500" height="239" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-300x144.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-370x177.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-270x129.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-150x72.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4.jpg 658w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>No caso de inflamação umbilical, deve-se proceder ainda a palpação da cavidade abdominal ventral, utilizando ambas as mãos, para pesquisar a ocorrência de cordões espessados e sensíveis.</p>
<p>Quando estes estiverem direcionados cranialmente, deve-se suspeitar de onfaloflebite e quando se posicionarem caudalmente, de onfaloarterite e uraquite.</p>
<h2>Quais os prejuízos econômicos?</h2>
<p>O prejuízo econômico causado pelas onfalopatias propriamente ditas, e também por aquelas enfermidades secundárias às lesões umbilicais, assumem papel fundamental em qualquer criatório bovino, seja ele leiteiro ou de corte.</p>
<p>Apesar da prevalência de infecções umbilicais nos rebanhos bovinos ser variável, <strong>a importância econômica é significativa, mas nem sempre é levada em consideração</strong>.</p>
<p>A perda econômica final do criatório com este tipo de problema é obtida pelo somatório dos prejuízos decorrentes dos óbitos, dos custos com medicamentos e assistência veterinária, do retardo no crescimento e da depreciação da carcaça.</p>
<p>Um estudo com objetivo de determinar os impactos das infecções e hérnias umbilicais sobre o ganho de peso corporal e a altura de novilhas criadas em fazendas leiteiras comerciais foi realizado por um período de três meses. O diagnóstico das infecções e hérnias umbilicais foi determinado pela inspeção e palpação da região umbilical.</p>
<p>Os resultados mostraram que durante o terceiro mês de vida, as infecções umbilicais reduziram o ganho médio diário em 96 gramas e o ganho de peso corporal ao final do período em 2,5 kg.</p>
<p>Houve também uma redução no crescimento de 0,7 cm. Os efeitos das hérnias umbilicais sobre o crescimento não foram significativos. Concluiu-se que a prevenção das infecções umbilicais pode melhorar o ganho médio diário de novilhas.</p>
<h2>Profilaxia das enfermidades umbilicais</h2>
<p>Recomenda-se o corte e a ligadura somente dos cordões umbilicais muito compridos (acima de 10 cm), reduzindo-o para dois centímetros. Em seguida o umbigo deve ser mergulhado, por 30 segundos, em uma solução de álcool iodado a 5%. Este procedimento deve ser repetido por mais três ou quatro dias. A mesma solução pode ser usada em mais de um bezerro, porém ao final do dia deve ser desprezada.</p>
<p>O produto deve ser aplicado sob a forma de imersão para permitir a entrada da solução desinfetante na “luz” do coto umbilical e não somente na parede externa do mesmo.</p>
<p>Lucci (1989), recomenda a desinfecção por emborcação de um vidro âmbar de boca larga, com solução de iodo, constituída por iodo puro, éter sulfúrico e álcool na proporção de 15:10:100. Inspeção diária e uso de spray com antissépticos e repelentes até que o umbigo caia.</p>
<p>Figueirêdo (1999) indica a embebição no iodo (álcool iodado a 10%) antes do corte (20 segundos) e novamente após o corte (1 minuto). Esta prática deve ser repetida duas vezes ao dia, até o terceiro dia e diariamente, até o oitavo dia.</p>
<h2>Como fazer o tratamento do umbigo do bezerro?</h2>
<p><strong>Para as infecções umbilicais dos bezerros, é necessário um tratamento geral e outro local.</strong></p>
<p>O umbigo e zonas adjacentes devem ser limpos e desinfectados exaustivamente, o tecido necrosado eliminado e os trombos retirados com cuidado. Os abscessos serão abertos e esvaziados por completo. Na abertura umbilical podem ser colocados preparados antibióticos ou quimioterápicos, nas formas de suspensões, pomadas ou pós.</p>
<p><strong>O tratamento geral pode ser realizado com altas doses de penicilina, sulfonamidas, oxitetraciclinas ou enrofloxacina.</strong> As correções cirúrgicas das hérnias umbilicais e as ressecções de estruturas umbilicais infeccionadas são procedimentos comumente utilizados em bovinos.</p>
<p>Para os fibromas umbilicais, o que se recomenda é um tratamento local, que pode ser somente paliativo, ou um procedimento definitivo, com a remoção total por meio do ato cirúrgico corretivo, sem a abertura do abdômen.</p>
<p>Para determinar a melhor forma de tratamento das hérnias, deve-se levar em consideração o tamanho do saco herniário, a largura do orifício herniário, a natureza do conteúdo, a aderência do mesmo ao saco interno e o encarceramento. O tratamento cirúrgico deve ser instituído após ter a certeza de que a resolução espontânea ou métodos não-cirúrgicos não serão suficientes para solucionar o problema.</p>
<p>Esta observação é válida somente para as hérnias com pequeno anel. Outro fator que o cirurgião deve sempre considerar é a possível hereditariedade das hérnias.</p>
<p>A técnica cirúrgica consiste em uma incisão elíptica, reposição do conteúdo herniário e fechamento das bordas do anel. A redução pode ser feita com o saco herniário fechado e, nos casos de presença de aderências, após a sua abertura. Na primeira situação as chances de contaminação bacteriana da cavidade abdominal são menores, porém o risco de recidiva é maior.</p>
<p>No segundo caso, ocorre o contrário: diminuem as recidivas, porém aumentam as possibilidades de peritonite. Para a oclusão do anel herniário deve-se utilizar sutura em jaquetão, somada à invaginação das aponeuroses dos músculos abdominais, através de pontos simples separados e fio não absorvível ou categute cromado.</p>
<p>Em hérnias recidivadas o uso de suturas simples com fio de algodão três zeros, com pontos de relaxamento tem apresentado bons resultados.</p>
<p>De modo geral, o tratamento para as onfalites consiste em exploração e excisões cirúrgicas, podendo ser necessário manter um canal para drenagem temporária. O tratamento precoce, com antibióticos e cuidados auxiliares, pode permitir a resolução antes do desenvolvimento da abscedação e distensão do úraco ou da veia e artérias umbilicais. A exploração intra-abdominal é recomendada para avaliar uma possível extensão interna da infecção.</p>
<h2>Cuidados desde a cria para garantir produtividade no futuro</h2>
<p>O manejo correto do umbigo é fundamental para prevenir infecções, garantir o desenvolvimento saudável das bezerras e assegurar uma futura produção de leite de alta performance.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias de manejo, nutrição e sanidade que acompanham o rebanho desde o nascimento até o pico produtivo.</p>
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		<title>Principais cuidados com a vaca e o bezerro antes e após o parto: como evitar problemas?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jul 2018 13:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[colostro]]></category>
		<category><![CDATA[parto]]></category>
		<category><![CDATA[problemas]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[úbere]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto são extremamente importantes, uma vez que qualquer problema na hora do nascimento pode comprometer o desempenho produtivo de ambos. É importante estar atento desde a escolha do touro, passando pelo balanço nutricional, até o manejo adequado das vacas, principalmente nos 90 dias que antecedem [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os</strong> <strong>cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto</strong> são extremamente importantes, uma vez que qualquer problema na hora do nascimento pode comprometer o desempenho produtivo de ambos.</p>
<p>É importante estar atento desde a escolha do touro, passando pelo balanço nutricional, até o manejo adequado das vacas, principalmente nos 90 dias que antecedem o parto.</p>
<p>O tempo de gestação em bovinos varia de 280 a 300 dias, sendo o maior período observado em gados mestiços de raças zebuínas. Para a intensificação nos cuidados, é ideal que sejam formados lotes de vacas em final de gestação, o lote de transição pré-parto, onde se encontram animais de 90 a 30 dias antes do parto.</p>
<p>Dos 30 dias ao parto, transferi-las para um piquete maternidade permite uma maior observação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>Piquete maternidade</h2>
<p>O piquete maternidade deve possuir uma boa cobertura vegetal, ser fresco e ventilado (mas sem corrente de vento), limpo, com boa drenagem e sombreamento.</p>
<p>São indicadas sombras móveis para se evitar acúmulo de barro, fezes e urina, principalmente visando à prevenção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastites</a></strong> e metrites. Deve haver pelo menos 4 m² de sombra por animal.</p>
<p>A localização deve facilitar a observação dos sinais do parto, ter <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">acesso à água</a></strong> e alimentação à vontade. As medidas recomendadas são de 56 m²/animal, com um espaço de cocho de 70 cm/animal.</p>
<p>É ideal que haja uma maternidade para vacas e outra para <a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>novilhas</strong></a>, evitando competições e prejuízos para as mais jovens.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12903 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto.jpg" alt="Área de um piquete maternidade" width="511" height="305" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto.jpg 511w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-300x179.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-370x221.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-270x161.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-150x90.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 511px) 100vw, 511px" /><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de piquete maternidade</span></p>
<h2>Sinais de proximidade do parto</h2>
<ul>
<li><strong>2 a 3 semanas pré-parto, ocorre aumento do úbere</strong>. Em primíparas, isto pode acontecer um pouco mais cedo.</li>
<li><strong>2 a 3 dias antes do parto os tetos se enchem e perdem a rugosidade</strong>. Ocorre relaxamento dos ligamentos e músculos da pelve (flanco) e da cauda.</li>
<li><strong>Mais próximo ao parto, ocorre liberação de muco viscoso pela vagin</strong>a. A vulva fica edemaciada. Ocorre produção e liberação de colostro.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto</h2>
<h3>Estágio 1 do parto</h3>
<p>No início do trabalho de parto, o animal fica agitado e inquieto, se afasta do grupo, fica tentando cheirar e lamber a vulva, se deita e se levanta diversas vezes, não come.</p>
<p>Estes sinais podem durar de 2 a 6 horas.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12904" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1.jpg" alt="Vaca no estágio 1 do parto" width="427" height="319" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1.jpg 427w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1-300x224.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1-370x276.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px" /><span style="font-size: 10pt;">Estágio 1 do parto</span></p>
<h3>Estágio 2 do parto</h3>
<p>Ocorre o rompimento da 1ª bolsa, a de água (corioalantóica). Depois de aproximadamente 1 hora ocorre o rompimento da segunda bolsa (amniótica). Ela libera um líquido mais viscoso que lubrifica o canal do parto. Logo que se rompe a bolsa de água, o útero já começa a contrair e o feto se insinua no canal, promovendo a dilação do mesmo.</p>
<p>Após 2 horas da ruptura da bolsa, já é possível ver o feto em pluríparas, e em primíparas normalmente após 4 h.</p>
<p>Em geral a posição mais confortável, e menos estressante para parir é a deitada. As vacas tendem a parir de pé quando o parto é anormal ou quando se sentem ameaçadas, por exemplo, com presença de cães e urubus.</p>
<p>Estudos mostram que este estresse durante o parto resulta em aumento de até 11% na mortalidade de bezerros.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12905" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2.jpg" alt="Vaca no estágio 2 do parto" width="438" height="330" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2.jpg 438w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2-300x226.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2-370x279.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 438px) 100vw, 438px" /><span style="font-size: 10pt;">Estágio 2 do parto</span></p>
<h3>Estágio 3 do parto</h3>
<p>Momento do nascimento à expulsão dos restos placentários. Pode variar de 30 min até 12 horas após o parto.</p>
<h2>Problemas no parto</h2>
<p>Analisando fazendas nos EUA, pesquisadores chegaram à conclusão que <strong>2% das mortes de bezerros no útero estavam associadas ao parto demorado</strong> e à falta de assistência, e outros 2% morreram pelos mesmos motivos na primeira semana de vida.</p>
<p>A maioria das mortes está associada às distocias (partos difíceis). Por isso, sem dúvida, é preciso que o responsável pela maternidade esteja preparado para monitorar os partos, e caso seja necessário, intervir até certo ponto.</p>
<p>A intervenção deve ser considerada quando o parto não ocorreu entre 60 a 90 min após o aparecimento das membranas fetais em novilhas e, em vacas, de 30 a 60 min após o aparecimento das membranas fetais.</p>
<p>Em posição normal, o bezerro projeta primeiro as patas dianteiras acompanhadas pela cabeça (com o focinho voltado para fora) apoiada nas patas. Outras posições podem acontecer e cabe à experiência do técnico para identificar e intervir.</p>
<p>Toda e qualquer intervenção pode causar injúrias na vaca e no bezerro. Nunca se deve tentar romper as bolsas. É preciso checar todos os parâmetros vitais para intervenção e, caso seja preciso, optar por uma cesariana.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Cuidados com a vaca e o bezerro logo após o parto</h2>
<h3>Cuidados com a vaca</h3>
<p>É importante avaliar condições fisiológicas e <strong>uterinas</strong> logo após o parto. Certificar-se da existência ou não de outro feto através do toque.</p>
<p>A utilização de soluções eletrolíticas, chamadas <em>drench</em>, é uma forma de se antecipar aos efeitos provocados pela queda de apetite no período pós-parto, e consequentemente das <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças metabólicas</strong></a> provocadas pela diferença entre necessidades e consumo (balanço energético negativo). O fornecimento do <em>drench</em> é também uma forma de repor os nutrientes gastos durante o parto, principalmente energia.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12906 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3.jpg" alt="Vaca recebendo o drench" width="397" height="491" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3.jpg 397w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3-243x300.jpg 243w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3-370x458.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3-270x334.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3-150x186.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 397px) 100vw, 397px" /><span style="font-size: 10pt;">Fornecimento do <em>drench</em> para a vaca</span></p>
<p>Observe se o animal irá expulsar em até 12 horas os restos placentários. Caso isso não ocorra, adote medidas contra os efeitos da retenção de placenta.</p>
<p>Este período, crítico para as vacas, é um momento em que ocorrem diversas alterações fisiológicas e metabólicas. Qualquer problema aqui pode impactar na produção deste animal nesta lactação e nas seguintes.</p>
<h3>Cuidados com os bezerros</h3>
<p>Logo após o parto, <strong>o bezerro passa por alterações para que possa se adaptar à vida fora do útero</strong>.</p>
<p>Imediatamente, inicia sua homeostasia respiratória, passa a regular o equilíbrio ácido-básico, a metabolizar carboidratos, gorduras e aminoácidos para produção de energia corporal.</p>
<p>É importante remover todo muco da narina e da boca do bezerro. Se necessário, estimule a respiração, fazendo cócegas na narina e massagem torácica.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12907 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4.jpg" alt="Retirada de muco da narina de bezerro" width="427" height="323" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4.jpg 427w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4-300x227.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4-370x280.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4-270x204.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px" /><span style="font-size: 10pt;">Retirada do muco das narinas</span></p>
<p>Neste momento, ele ainda não é eficiente na regulação da temperatura corporal. Além de possuir os pelos curtos, possui uma pequena massa corporal em relação à sua superfície corporal. Em função destas particularidades, sua temperatura diminui nas primeiras 12h de vida.</p>
<p>Assim, é recomendado secar o bezerro após o parto. Se as condições forem propícias, com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener">ingestão de colostro</a></strong>, boa cobertura vegetal no piquete e ambiente favorável, entre 48 a 72h de vida sua temperatura estará normal.</p>
<h2>Avaliação das condições fisiológicas do bezerro</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É primordial examinar o bezerro e a vaca. Para melhor avaliar as condições fisiológicas dos bezerros, siga as seguintes pontuações:</span></p>
<p><strong>1. Testar a movimentação da cabeça sob estímulo de água fria:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos- ausente;</li>
<li>1 ponto &#8211; diminuída;</li>
<li>2 pontos &#8211; espontânea.</li>
</ul>
<p><strong>2. Testar a resposta aos estímulos interdigitais e palpebrais:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos &#8211; ausente;</li>
<li>1 ponto &#8211; reduzidos;</li>
<li>2 pontos &#8211; existentes e intensos.</li>
</ul>
<p><strong>3. Testar a respiração:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos &#8211; imperceptível;</li>
<li>1  ponto &#8211; lenta e irregular;</li>
<li>2  pontos &#8211; rítmica com profundidade normal.</li>
</ul>
<p><strong>4. Avaliar a cor das mucosas:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos &#8211; branca azulada;</li>
<li>1 ponto &#8211; azul;</li>
<li>2 pontos &#8211; róseas avermelhadas.</li>
</ul>
<p>Ao final da soma de pontos, avalie os resultados:</p>
<ul>
<li><strong>7 a 8 pontos</strong> – bezerros sadios com boa vitalidade.</li>
<li><strong>4 a 6 pontos</strong> – bezerros deprimidos, com vitalidade diminuída e acidose leve a moderada.</li>
<li><strong>0 a 3 pontos</strong> – bezerros com pouca vitalidade, acidose severa.</li>
</ul>
<p>Em condições normais os bezerros levam em média:</p>
<ul>
<li>3 minutos para posicionar a cabeça corretamente;</li>
<li>5 minutos para assumirem a posição esternal;</li>
<li>Até 20 minutos após o parto, já tentam ficar em pé;</li>
<li>Em cerca de 60 minutos já estão de pé, procurando a teta da vaca.</li>
</ul>
<h2>Outros cuidados com a vaca e a cria após o parto</h2>
<p>Em muitas ações, é possível contribuir muito com a sobrevivência do bezerro, como por exemplo, na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/" target="_blank" rel="noopener">cura de umbigo</a></strong>.</p>
<p>O <strong>umbigo é como uma porta aberta</strong> ao organismo do animal. Veia umbilical, artéria umbilical e úraco estão diretamente em contato com o ambiente e serão via de transporte direta de microorganismos para circulação animal e podem promover infecções em diferentes sistemas.</p>
<p>Para uma proteção adequada, <strong>a cura de umbigo deve ser feita da seguinte forma</strong>:</p>
<ul>
<li>O ideal é não cortar. Fazê-lo somente nos casos em que o umbigo estiver muito grande e arrastando no chão</li>
<li>Mergulhar o coto umbilical em uma solução de iodo de concentração entre 7% a 10% durante 10 segundos. Repetir por pelo menos 3 dias.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12910" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-7.jpg" alt="Umbigo de bezerro sendo tratado" width="300" height="395" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-7.jpg 236w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-7-228x300.jpg 228w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-7-150x198.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<h2>Fornecimento de colostro para bezerros</h2>
<p><strong>Fornecer</strong> <strong>colostro para o bezerro nas 6 primeiras horas de vida</strong> é de extrema importância. Após este período, a taxa de absorção diminui muito. Toda a proteção do bezerro durante as primeiras duas semanas de vida será promovida pelos anticorpos absorvidos do colostro. Como o contato com os agentes patogênicos muitas vezes acontece antes mesmo do contato com o colostro, é essencial garantir uma boa colostragem.</p>
<p>O colostro, além das imunoglobulinas, <strong>é também fonte de energia, de fatores de crescimento e de muitos outros nutrientes importantes para a sobrevivência do bezerro.</strong></p>
<p>Para cada raça animal existe uma quantidade sugerida de colostro a ser oferecida. Em média, os pesquisadores acreditam que 4 litros de um colostro de boa qualidade sejam capazes de suprir as necessidades do bezerro.</p>
<p>Observar se o animal conseguiu mamar o colostro é muito importante, mas sem dúvida a forma mais fácil de garantir que o bezerro foi bem colostrado, em termos de quantidade ingerida e qualidade do colostro, é oferecer via mamadeira ou através de sonda esofágica. Para utilizar a sonda, o conhecimento para tal é primordial.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12911" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8.jpg" alt="Bezerros sendo alimentados com colostro" width="597" height="255" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8.jpg 597w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8-300x128.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8-370x158.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8-270x115.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8-150x64.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /></p>
<p>Após todos os cuidados, é preciso <strong>identificar os bezerros e direcioná-los ao <a href="https://rehagro.com.br/blog/bezerreiro-como-devem-ser-as-instalacoes-para-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bezerreiro</a></strong>.</p>
<p>Por fim, todo investimento em cuidados com a vaca e a cria antes do parto, no momento do parto e após irá refletir na produção das vacas e na sobrevivência dos bezerros.</p>
<h2>Domine o manejo no pré e pós-parto e aumente a produtividade</h2>
<p>O sucesso da produção de leite começa no cuidado com a vaca e o bezerro nos primeiros momentos de vida.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende técnicas de manejo eficientes para prevenir problemas, reduzir perdas e potencializar o desempenho do rebanho, desde o parto até a produção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-14439" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/">Principais cuidados com a vaca e o bezerro antes e após o parto: como evitar problemas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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