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	<title>micronutrientes Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>micronutrientes Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Guia Deficiência nutricional nas culturas da soja e do milho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2025 19:06:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[GUIAS]]></category>
		<category><![CDATA[macronutrientes]]></category>
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		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diagnóstico rápido no campo: reconheça deficiências nutricionais por sintomas visuais. Baixe gratuitamente o guia que mostra, com imagens e explicações claras, os principais sintomas de deficiência nutricional nas lavouras de soja e milho. Aprenda a identificar carências de macro e micronutrientes de forma prática e precisa para agir a tempo de evitar perdas. O que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Diagnóstico rápido no campo: reconheça deficiências nutricionais por sintomas visuais.</p>
<p>Baixe gratuitamente o guia que mostra, com imagens e explicações claras, os principais sintomas de deficiência nutricional nas lavouras de soja e milho.</p>
<p>Aprenda a identificar carências de macro e micronutrientes de forma prática e precisa para agir a tempo de evitar perdas.</p>
<h2>O que você vai encontrar neste material técnico:</h2>
<ul>
<li>Quais nutrientes são móveis ou imóveis nas plantas e como isso afeta o local dos sintomas;</li>
<li>Sintomas visuais claros para cada nutriente;</li>
<li>Imagens reais para facilitar o diagnóstico em campo;</li>
<li>Dicas para diferenciar sintomas semelhantes entre nutrientes;</li>
<li>Base prática para correções nutricionais mais eficientes.</li>
</ul>
<h2>Este material é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de soja e milho que desejam fazer diagnóstico visual de forma técnica;</li>
<li>Técnicos agrícolas e consultores de campo que atuam com adubação e fisiologia vegetal;</li>
<li>Equipes de campo que precisam tomar decisões rápidas no dia a dia da lavoura.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-deficiencia-nutricional-soja-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-deficiencia-nutricional&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39627 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia.png" alt="Guia Sintomas de deficiência nutricional" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<item>
		<title>Suplementação mineral para bovinos de corte: veja a importância</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2022 12:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[macronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[micronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A suplementação mineral dos bovinos de corte, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo. Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>suplementação mineral dos bovinos de corte</strong>, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo.</p>
<p>Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais seja potencializado quando se utiliza a estratégia suplementar mineral da forma adequada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Importância da suplementação mineral</h2>
<p>Estudos e pesquisas relacionados à importância da suplementação mineral já são realizados há muitos anos e o que se observa de maneira geral, <strong>é a necessidade de que os animais sejam suplementados com uma quantidade ótima de minerais</strong> onde, nesse caso, é possível observar também o melhor desempenho (avaliando especificamente o quesito disponibilidade de mineral) possível desse animal.</p>
<p>Diferente de carboidratos e proteínas, por exemplo, onde modulamos a quantidade fornecida para os animais visando a potencialização do desempenho, nos minerais devemos fornecer as exigências que garantam um bom desempenho dos animais para cada fase da vida.</p>
<p>Cálcio e fósforo são os únicos que apresentam exigências para mantença e também exigências para ganho.</p>
<h3>Excesso e deficiência do consumo de minerais</h3>
<p>Existem outras possibilidades, além do consumo ótimo, que podem ser observadas quando avaliamos o consumo de minerais.</p>
<p>Por exemplo, a <strong>deficiência no consumo</strong>, ou seja, quando os animais consomem níveis inferiores à sua exigência, que quando discreta, <strong>pode levar a uma deficiência subclínica e, quando mais significativa, a uma deficiência clínica. </strong></p>
<p>O <strong>excesso no consumo dos minerais, </strong>por outro lado, também pode ser um problema. <strong>Pode levar a uma intoxicação subclínica ou até mesmo uma intoxicação clínica</strong> quando consumido em maiores quantidades, de acordo com as exigências de cada mineral. <span style="font-weight: 400;">Por isso é de extrema importância, o fornecimento e o consumo dos animais, apresentarem um ponto ótimo. </span></p>
<p>Os minerais exigidos hoje para bovinos de corte são 17 no total, divididos em dois grupos, <strong>os macro e os microminerais.</strong> É importante salientar que essa divisão não está relacionada ao tamanho da molécula de cada mineral, mas sim a quantidade em que estes minerais são encontrados nos tecidos corporais e consequentemente a quantidade que são exigidos.</p>
<p>Cada um dos minerais, seja macro ou micro, apresenta um papel importante para os ruminantes, principalmente nos quesitos: imunidade, desempenho, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/" target="_blank" rel="noopener">reprodução</a></strong> e produção de leite.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-estrategias-sucesso-transicao-seca-aguas?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-seca-aguas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39794 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png" alt="E-book Estratégias de sucesso para a transição seca-águas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Macrominerais</h2>
<ul>
<li>Cálcio (Ca);</li>
<li>Fósforo (P);</li>
<li>Cloro (Cl);</li>
<li>Magnésio (Mg);</li>
<li>Potássio (K);</li>
<li>Sódio (Na);</li>
<li>Enxofre (S).</li>
</ul>
<p>Esses minerais apresentam funções diversas no organismo, como por exemplo sendo <strong>componentes estruturais do esqueleto e outros tecidos corporais, transmissão de impulsos nervosos e pressão osmótica</strong>, dentre outras importantes funções.</p>
<h3>Cálcio</h3>
<p>O cálcio é de grande importância para a atividade muscular, coagulação sanguínea, estimulação da síntese de proteína muscular e, principalmente, exerce um papel fundamental na formação dos ossos e dos dentes.</p>
<h3>Fósforo</h3>
<p>O fósforo apresenta um papel importante como componente dos fosfolipídios das membranas celulares, sendo também um componente do ATP (molécula indispensável no processo de utilização de energia nas células), dentre outras funções.</p>
<p>Deficiências de cálcio e fósforo podem causar sérios prejuízos ao desempenho dos animais.</p>
<p>Uma das principais doenças consequentes dessas deficiências, é a hipocalcemia, também conhecida como febre do leite e apetite depravado (ocorrendo principalmente em regiões de solos pobres em P).Estudos relacionados reforçam ainda, grandes prejuízos relacionados à queda nos desempenhos reprodutivos de fêmeas com deficiência de fósforo.</p>
<p>Cálcio e fósforo atuam de forma concomitante na função óssea, por esse motivo a relação entre eles é importante fator de estudos e discussões, relação essa que pode ser de 1:1 até 7:1, desde que a exigência do fósforo seja atingida.</p>
<h3>Magnésio</h3>
<p>Cerca de 70% do magnésio no organismo dos ruminantes está presente no tecido ósseo. Esse importante mineral representa um papel determinante em mais de 300 enzimas no organismo.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/" target="_blank" rel="noopener">período de transição seca-águas</a></strong>, pode significar um desafio, pensando no aporte de Mg. Isso porque o broto da pastagem nova contém baixo magnésio e alta concentração de potássio e nitrogênio que diminuem a absorção de Mg no rúmen.</p>
<p>Uma forma prática de contornar esse desafio é a suplementação energética, que potencializa a utilização do N, além é claro da suplementação com o magnésio.</p>
<p>Dentre os efeitos da deficiência está o desenvolvimento da tetania das pastagens, causadora de incoordenação e convulsões.</p>
<h3>Potássio, sódio e cloro</h3>
<p>São responsáveis principalmente pelo controle ácido básico no organismo. Esses minerais não apresentam, comumente, deficiências que geram desafios ou doenças como os anteriormente apresentados.</p>
<p>Cloreto de sódio rico em Cl e Na, pode ser utilizado como modulador de consumo e o K apresenta uma condição especial onde a maioria das espécies forrageiras são ricas nesse mineral.</p>
<p>Algumas condições específicas, como animais em estresse causado pela desmama e animais confinados com dietas sem adição de forragem, podem apresentar um aumento na exigência de potássio.</p>
<h3>Enxofre</h3>
<p>Componente importante de aminoácidos ao contrário dos demais minerais citados, o desafio mais importante com relação ao enxofre está relacionado ao seu excesso, principalmente avaliando a óptica da crescente <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">utilização de coprodutos de destilaria de milho</a></strong>, ricos em enxofre.</p>
<p>É justamente esse excesso que pode causar uma doença que conhecemos como <strong>Poliencefalomalacia</strong>.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Microminerais</h2>
<ul>
<li>Cromo (Cr);</li>
<li>Cobalto (Co);</li>
<li>Cobre (Cu);</li>
<li>Ferro (Fe);</li>
<li>Iodo (I);</li>
<li>Manganês (Mn);</li>
<li>Molibdênio (Mo);</li>
<li>Níquel (Ni);</li>
<li>Selênio (Se);</li>
<li>Zinco (Zn).</li>
</ul>
<p>Os microminerais são <strong>componentes de enzimas e agem também como componentes em hormônios no sistema endócrino</strong>. Apresentam grande importância para a manutenção da saúde e, consequentemente, do desempenho dos animais.</p>
<h3>Cromo</h3>
<p>Existe uma clara necessidade de mais pesquisas relacionadas ao papel do cromo no organismo e principalmente da adequação das doses a serem suplementadas, mesmo já demonstrando sua importância para o sistema imunológico dos animais.</p>
<h3>Cobalto</h3>
<p>O cobalto apresenta importância relevante, tendo em vista a demanda de Co por parte dos microrganismos do rúmen no momento da síntese de vitamina B12.</p>
<p>Não existe uma exigência direta de cobalto por parte dos ruminantes, entretanto, existe uma exigência de vitamina B12, justificando então a importância na exigência do Co.</p>
<h3>Cobre</h3>
<p>O cobre é um constituinte de diversas enzimas no organismo e está diretamente relacionado ao metabolismo do Fe.</p>
<p>A anemia é uma das principais doenças causadas pela deficiência de Cu, apresentando também participação na garantia da integridade do sistema nervoso central e pigmentação dos pelos.</p>
<h3>Outros microminerais</h3>
<p>O ferro, por exemplo, é muito relevante nas funções do organismo e há uma boa disponibilidade desse mineral nas forragens.</p>
<p>O magnésio, essencial para reprodução, normalmente tem sua exigência atingida com consumo da forragem, por isso a avaliação da suplementação desse mineral é de grande valia, principalmente pensando em vacas para reprodução</p>
<p>O iodo controla a taxa metabólica fundamental para o anabolismo. O selênio atua como antioxidante e o zinco também é um mineral importante, sendo que sua deficiência pode levar a problemas de pele dos animais, principalmente dos mais jovens.</p>
<h2>A suplementação mineral em bovinos de corte</h2>
<p>A suplementação mineral, como já demonstrado acima, <strong>é muito valorosa e de grande impacto para os sistemas de produção</strong>. Para cada categoria e fase da vida animal, as exigências e necessidades por esses macro e microminerais vão variar e devem ser atentamente atendidas.</p>
<p>Além das características específicas do indivíduo que será suplementado por determinado mineral, outros fatores podem influenciar na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">estratégia de suplementação</a></strong>. Entre eles, estão as condições ambientais, (mais especificamente as condições do solo e consequentemente das pastagens) e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-especie-forrageira-para-a-sua-fazenda/">espécie forrageira</a></strong> utilizada, onde os animais são criados.</p>
<p>Devido ao difícil controle e monitoramento dessas características e condições, apenas a realização das análises não nos garantem o fornecimento dos minerais, mesmo que apresentados nas amostras.</p>
<p>Assim como as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/" target="_blank" rel="noopener">condições das pastagens</a></strong>, a qualidade e a composição da água disponibilizada aos animais, também representa um fator ambiental que irá impactar nos cuidados no momento de definir a suplementação dos animais.</p>
<h3>Como fornecer o suplemento de forma eficiente?</h3>
<p>Outro ponto que impacta na qualidade da suplementação mineral e representa <strong>uma grande parcela na eficiência de um programa de suplementação</strong>, é o fornecimento do suplemento.</p>
<p>Para se garantir uma suplementação mineral de sucesso é imprescindível que o fornecimento seja realizado de forma constante, ou seja, que não falte mineral no cocho dos animais.</p>
<p>O suplemento empedrado inibe e dificulta o consumo, sendo assim, sempre que possível é recomendado a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/">utilização de cochos</a></strong> cobertos em bom estado de conservação e com um bom dimensionamento, como altura de:</p>
<ul>
<li>50 – 60 cm do solo para fêmeas com bezerro ao pé;</li>
<li>70 – 80 cm para animais em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/">recria</a></strong> e um metro para animais em terminação, sempre com espaçamento adequado, mínimo 4 cm por cabeça.</li>
</ul>
<p>A localização do cocho nos piquetes também vai impactar no consumo do mineral, sendo recomendado que o cocho fique localizado próximo a fonte de água dos animais (não é um fator limitante para o consumo), principalmente em terrenos acidentados, propiciando então, condição para que todos os animais possam consumir o produto disponibilizado.</p>
<p>Até chegar ao cocho o suplemento passa por um grande processo desde sua fabricação, transporte, armazenamento dentro da propriedade e distribuição. Por isso, devemos inicialmente, adquirir um mineral de empresa idôneas, capazes de garantir a qualidade dos insumos utilizados na confecção do suplemento, bem como seu balanceamento correto, finalizando com transporte propício até a propriedade.</p>
<p>A partir do momento em que o suplemento se encontra na propriedade, a responsabilidade do armazenamento das sacarias deve ser muito bem estabelecida, garantindo assim os cuidados para que sejam armazenados em local fresco, abrigados de umidade e sol.</p>
<p>Muita atenção para a utilização de suplementos mais antigos, que normalmente ficam embaixo da pilha de sacaria, antes da utilização dos novos produtos recém-chegados à propriedade. De preferência, o ideal é não deixar os sacos com suplemento mineral em contato direto com solo e paredes.</p>
<p>Por fim, após a avaliação dos níveis de garantia e consequentemente, a escolha do produto de uma empresa idônea e reconhecida pela seriedade na produção dos suplementos, é recomendado um minucioso acompanhamento do consumo e do desempenho dos animais tratados com determinado suplemento.</p>
<h2>Eleve a produtividade em nutrição e pastagens na pecuária de corte!</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte</a></strong> foi desenvolvido para oferecer soluções práticas e eficazes para melhorar a qualidade da alimentação dos animais e a gestão das pastagens, contribuindo assim para um maior desempenho do rebanho.</p>
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		<title>Nutrientes para o cafeeiro: quais são os mais importantes?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Nov 2022 15:08:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CAFÉ]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[cafeeiro]]></category>
		<category><![CDATA[macronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[micronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[nutrientes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O solo é um sistema trifásico, ou seja, ele é constituído de matéria mineral e orgânica formando a fração sólida e de água e ar, originando a fração líquida e gasosa, respectivamente. A interação entre as diferentes fases, com as plantas e a biota, resultam em interações complexas responsáveis por fornecerem serviços ambientais que possibilitam [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O solo é um sistema trifásico, ou seja, ele é constituído de matéria mineral e orgânica formando a fração sólida e de água e ar, originando a fração líquida e gasosa, respectivamente.</p>
<p>A interação entre as diferentes fases, com as plantas e a biota, resultam em interações complexas responsáveis por fornecerem serviços ambientais que possibilitam a vida na Terra.</p>
<p>Assim, o solo tem funcionalidades no sequestro de carbono, na purificação da água e degradação de contaminantes, na regulagem do clima, na ciclagem de nutrientes, e principalmente na produção de alimentos, fibras, combustíveis, entre outras diversas funções.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Composição do solo</h2>
<ul>
<li><strong>Fase sólida do solo</strong>
<ul>
<li>É constituída pela parte inorgânica (minerais) e orgânica (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/materia-organica-no-solo/" target="_blank" rel="noopener">matéria orgânica</a></strong>). Juntas representam 50% da constituição do solo.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Fase líquida ou solução do solo</strong>
<ul>
<li>Fonte imediata de nutrientes para as plantas;</li>
<li>Está em constante equilíbrio com a fase sólida do solo.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li><strong>Fase gasosa ou ar do solo</strong>
<ul>
<li>Não influencia diretamente na absorção dos nutrientes;</li>
<li>Influencia indiretamente na dinâmica e disponibilidade dos nutrientes, devido a reações redox.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15811" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro.jpg" alt="Representação da composição do solo" width="500" height="302" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro.jpg 746w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-300x181.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-370x224.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-270x163.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-740x447.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-150x91.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Representação gráfica hipotética da composição do solo. </span></p>
<p>É importante ressaltar que as proporções das fases variam de acordo com cada solo e os percentuais descritos são a base do que se espera encontrar no solo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-identificacao-de-deficiencia-nutricional-no-cafeeiro?utm_campaign=material-cafe&amp;utm_source=guia-deficiencia-nutricional&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39677 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro.png" alt="Guia Deficiências nutricionais no cafeeiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Dinâmica do solo</h3>
<p>As diferentes fases do solo são interligadas e estão constantemente realizando trocas, juntamente com as raízes das plantas. Nos colóides do solo, ou seja, na fase sólida do solo, existem cargas negativas (ânions) e cargas positivas (cátions) e assim como nos ímãs, as cargas opostas se atraem.</p>
<p>Diante disso, existe a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ctc-do-solo-entenda-o-que-e-e-como-interpreta-la/" target="_blank" rel="noopener">CTC (Capacidade de Troca de Cátions)</a></strong> e a CTA (Capacidade de Troca de Ânions), sendo a CTC mais importante em nossa realidade, visto que os solos brasileiros por serem, de modo geral, altamente intemperizados, são constituídos principalmente de cargas negativas, atraindo então as cargas positivas.</p>
<h3>Série Liotrópica</h3>
<p>Visto que a nutrição das plantas depende diretamente das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/saiba-como-calcular-soma-de-bases/" target="_blank" rel="noopener">cargas</a></strong>, a “série liotrópica” demonstra a ordem preferencial de retenção de cátions na fase sólida do solo:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>H+ &gt;&gt;Al3+&gt;Ca2+&gt;Mg2+&gt;K+ ~NH4 + &gt;Na+</strong></p>
<p>Ou seja, o solo tende apresentar maior teor de cálcio do que de magnésio, maior teor de magnésio do que de potássio, e assim por diante.</p>
<p>Diante disso, o que explica a série liotrópica?</p>
<ul>
<li>Tipo de ligação (ex: H+ é ligado fortemente/ligação covalente, não sendo trocável);</li>
<li>Carga ou valência;</li>
<li>Raio do íon quando hidratado (ex: explica porque Ca2+ tem prioridade de retenção que o Mg2+).</li>
</ul>
<h2>Base da nutrição de plantas</h2>
<p>A composição química das plantas se baseia em:</p>
<ul>
<li>C, H e O – 90 a 95% do total – ar e água são os fornecedores;</li>
<li>Mineiras – 5 a 10% do total – solo é que fornece.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15813" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-2.jpg" alt="Estrutura da planta de café" width="450" height="600" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-2.jpg 686w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-2-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-2-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-2-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Estrutura da planta de café.</span></p>
<p>Desse modo, assim como nós seres humanos, as plantas também precisam se nutrir. Nesse sentido, existem algumas leis que regem a fertilidade do solo e a nutrição de plantas, como:</p>
<h3>Lei do mínimo</h3>
<p>Onde diz que o crescimento e a produção das lavouras são limitados pelo nutriente que se encontra em menor quantidade no solo (Liebig, 1843).</p>
<h3>Lei dos acréscimos não proporcionais</h3>
<p>Mostra que o aumento da produção não é proporcional ao aumento do fator limitante, ou seja, se elevarmos gradativamente a aplicação de determinado fertilizante, a resposta das plantas em produção não aumentará linearmente ao aumento das doses de fertilizante (Mitscherlin, 1909).</p>
<h3>Lei do máximo</h3>
<p>Diz que o excesso de um nutriente no solo pode intoxicar a planta ou reduzir a eficácia e disponibilidade de outros. Como exemplo, o nitrogênio em excesso se torna tóxico para as plantas e o excesso de potássio que irá competir com Ca e Mg e inibir a absorção dos mesmos (Voisin, 1973).</p>
<h3>Lei da restituição</h3>
<p>Os nutrientes retirados pelas culturas, do desenvolvimento à produção, devem ser restituídos ao solo para evitar seu empobrecimento. Então quando tiramos a produção da lavoura estamos levando junto os nutrientes. Em uma lavoura com produção de 40 scs/ha já teríamos que fornecer 1,5 ton a cada dois anos, fora a correção da acidez ocasionada pela adubação nitrogenada (Voisin, 1973).</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28254 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg" alt="Curso Gestão na Produção de Café Arábica" width="900" height="250" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg 900w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-300x83.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-768x213.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-370x103.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-740x206.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-150x42.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a></p>
<h2>Nutrientes para o café</h2>
<p>Alguns nutrientes são essenciais para a composição e funcionamento metabólico das plantas, eles são chamados de macro e micronutrientes. Os macronutrientes são os demandados em maiores quantidades enquanto os micronutrientes são exigidos em menores quantidades.</p>
<p>Dentre os macronutrientes estão:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nitrogenio-na-cultura-do-cafe/" target="_blank" rel="noopener">Nitrogênio (N)</a></strong>;</li>
<li>Fósforo (P);</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/potassio-na-cultura-do-cafe/" target="_blank" rel="noopener">Potássio (K)</a></strong>;</li>
<li>Enxofre (S);</li>
<li>Cálcio (Ca);</li>
<li>Magnésio (Mg).</li>
</ul>
<p>Já dentro dos micronutrientes estão:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boro-no-cafeeiro/" target="_blank" rel="noopener">Boro (B)</a></strong>;</li>
<li>Cloro (Cl);</li>
<li>Cobre (Cu);</li>
<li>Ferro (Fe);</li>
<li>Manganês (Mn);</li>
<li>Molibdênio (Mo);</li>
<li>Níquel (Ni);</li>
<li>Zinco (Zn).</li>
</ul>
<p>Esses nutrientes podem ser absorvidos por fluxo de massa (deslocamento do íon no mesmo sentido da água), por interceptação radicular (a raiz se encontra com o nutriente à medida que vai crescendo) ou por difusão (íon vai de um ponto de maior concentração para um ponto de menor concentração).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15812" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-1.jpg" alt="Raízes do cafeeiro" width="281" height="500" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-1.jpg 720w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-1-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-1-576x1024.jpg 576w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-1-370x658.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-1-270x480.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-1-150x267.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 281px) 100vw, 281px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Raízes do cafeeiro.</span></p>
<p>Em situações em que a proporção do nutriente do solo está baixa em relação à demanda da planta, pode ocorrer a deficiência que causa anomalias principalmente nas folhas, por onde é feito o diagnóstico visual. Todavia, é importante realizar análises periódicas de solo e de folha para evitar que isso aconteça.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15814" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-3.jpg" alt="Folhas do cafeeiro com deficiência de ferro" width="375" height="500" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-3.jpg 810w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-3-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-3-768x1024.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-3-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-3-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-3-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-3-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/nutrientes-cafeeiro-3-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 375px) 100vw, 375px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Folhas com deficiência de ferro. </span></p>
<p>Nutrientes onde a deficiência inicial ocorre em folhas velhas, são os que conseguem mobilizar novamente as reservas de folhas velhas para folhas novas, que são alguns macronutrientes, com exceção, por exemplo, do cálcio.</p>
<p>Já quando a deficiência inicial ocorre em folhas novas, pode indicar a falta de micronutrientes que não conseguem redistribuir das folhas velhas para as novas no caso de déficit.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="MICRONUTRIENTES NO CAFÉ: VIA SOLO OU VIA FOLHA? | Rehagro Responde - Café" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/VQFBKHhRIH0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Manejo nutricional</h2>
<p>Para recomendar fertilizantes, sejam eles foliares ou de solo, é preciso em primeiro lugar ter em mãos as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-de-folha/" target="_blank" rel="noopener">análises de folha</a></strong> e de solo.</p>
<p>Assim é necessário levar em consideração, principalmente, o histórico produtivo e de doenças da lavoura, a expectativa de safra, analisar como está o solo e as relações entre os nutrientes.</p>
<p>A partir disso é possível fazer uma recomendação adequada, sempre pensando no equilíbrio do solo e nas condições da lavoura.</p>
<p>Com isso, há redução de gastos desnecessários e melhores resultados produtivos, mantendo a sustentabilidade e a funcionalidade de cada nutriente dentro das plantas.</p>
<h2>Aprimore a nutrição e a gestão da sua lavoura de café</h2>
<p>O fornecimento equilibrado de nutrientes é essencial para que o cafeeiro expresse todo o seu potencial produtivo. No entanto, para transformar esse conhecimento em resultados reais, é preciso unir manejo nutricional com uma gestão eficiente da lavoura.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Produção de Café Arábica</a></strong> do Rehagro, você aprende a interpretar melhor as demandas do solo e da planta, planejar a nutrição de forma estratégica e aplicar técnicas de gestão que aumentam a produtividade e a rentabilidade da produção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24250 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc.jpg" alt="Curso Gestão na Produção de Café Arábica" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Boro no café: como evitar deficiência e melhorar a produção?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jun 2018 12:15:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CAFÉ]]></category>
		<category><![CDATA[boro]]></category>
		<category><![CDATA[cafeeiro]]></category>
		<category><![CDATA[metabólicas]]></category>
		<category><![CDATA[micronutrientes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O boro é um micronutriente fundamental para o desenvolvimento saudável do cafeeiro, desempenhando um papel importante na floração, frutificação e formação dos grãos. Sua deficiência pode resultar em problemas como crescimento irregular, deformações nas folhas, queda prematura dos frutos e, consequentemente, redução na produtividade da lavoura. Além disso, a falta de boro compromete a absorção [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="37" data-end="503">O <strong>boro</strong> é um micronutriente fundamental para o desenvolvimento saudável do cafeeiro, desempenhando um papel importante na floração, frutificação e formação dos grãos.</p>
<p data-start="37" data-end="503">Sua deficiência pode resultar em problemas como crescimento irregular, deformações nas folhas, queda prematura dos frutos e, consequentemente, redução na produtividade da lavoura. Além disso, a falta de boro compromete a absorção de outros nutrientes, impactando diretamente a qualidade final do café.</p>
<p data-start="505" data-end="884" data-is-last-node="">Para evitar esses prejuízos, é essencial entender como identificar os sinais de deficiência e aplicar práticas eficientes de manejo nutricional.</p>
<p data-start="505" data-end="884" data-is-last-node="">Neste artigo, você vai descobrir a <strong>importância do boro na cultura do café</strong>, os principais sintomas da sua carência e as melhores estratégias para garantir uma nutrição equilibrada, promovendo lavouras mais produtivas e sustentáveis.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Importância dos micronutrientes para as plantas</h2>
<p>Apesar da <strong>grande importância dos micronutrientes na nutrição vegetal</strong>, apenas recentemente passaram a ser utilizados de modo mais rotineiro nas adubações em várias regiões e para as mais diversas condições de solo, clima e culturas no Brasil.</p>
<p>Os principais motivos que despertaram interesse pela <strong>utilização de fertilizantes contendo micronutrientes</strong> no Brasil foram:</p>
<ul>
<li>Início da ocupação da região dos cerrados, formada por solos deficientes em micronutrientes por natureza;</li>
<li>Aumento da produtividade de inúmeras culturas com maior remoção e exportação de todos os nutrientes;</li>
<li>Incorporação inadequada de calcário ou a utilização de doses elevadas acelerando o aparecimento de deficiências induzidas;</li>
<li>Aumento na proporção de produção e utilização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/adubo-npk/">fertilizantes NPK</a></strong> de alta concentração, reduzindo o conteúdo incidental de micronutrientes nesses produtos;</li>
<li>Aprimoramento da análise de solo e foliar como instrumento de diagnóstico de deficiências de micronutrientes.</li>
</ul>
<p>Dentre todos os micronutrientes utilizados pela planta, um merece atenção: <strong>o boro</strong>.</p>
<p><strong>O boro é reconhecidamente o micronutriente cuja deficiência é mais comum no Brasil</strong> em diversas culturas anuais ou perenes, disputando com o zinco o ranking da deficiência em nossos solos. Devido a essa importância, ele será tratado neste trabalho, mais especificamente na cultura do café.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-identificacao-de-deficiencia-nutricional-no-cafeeiro?utm_campaign=material-cafe&amp;utm_source=guia-deficiencia-nutricional&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39677 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro.png" alt="Guia Deficiências nutricionais no cafeeiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Origem do boro</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>origem do boro</strong> deve-se, principalmente, à turmalina, uma rocha que após sofrer intemperismo, libera no solo formas solúveis, como boratos e ácido bórico, que corresponde à forma não dissociada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de a turmalina ser fornecedora de boro ao solo,<strong> a fonte principal para as plantas vêm da matéria orgânica</strong>, que, após mineralizada, disponibiliza o nutriente. Portanto, há relação entre o teor de matéria orgânica com a quantidade de boro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra fonte citada na literatura são as precipitações, pois devido à abundância do elemento na água do mar, que obedece ao ciclo da água, com a evaporação, é passado para a atmosfera na forma de gotículas de água salgada e como vapor de ácido bórico, retornando ao solo juntamente com a chuva. Brasil Sobrinho (1965, apud MALAVOLTA, 2006) <strong>encontrou na água da chuva de 0,02 a 0,04 mg B/l</strong>, e concluiu poder contribuir para manutenção dos teores no solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O boro se encontra no solo em 4 formas: </span></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">Solúvel em água;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Adsorvido, </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Preso à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/materia-organica-no-solo/" target="_blank" rel="noopener">matéria orgânica</a></strong>;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fixado nas argilas. </span></li>
</ol>
<p>Somente a primeira nos dá indicativo de disponibilidade. A soma de todas as formas representa o teor total no solo, do qual, somente 5% estariam na forma solúvel e, consequentemente, disponível para as plantas.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28254 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg" alt="Curso Gestão na Produção de Café Arábica" width="900" height="250" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg 900w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-300x83.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-768x213.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-370x103.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-740x206.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-150x42.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a></p>
<h2>Absorção, transporte e redistribuição do boro no cafeeiro</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é absorção, o primeiro item a merecer atenção é o <strong>contato do elemento com a raiz</strong>, que no caso do boro se dá por fluxo de massa. </span>O processo de absorção de boro ainda não é bem explicado, mas até agora o consenso que se tem é que o processo se dá por difusão através do plasmalema.</p>
<p>O movimento do boro se dá por <strong>corrente transpiratória via xilema</strong>, mas apresenta pouca mobilidade no floema, havendo redistribuição somente em algumas espécies, não incluindo o cafeeiro, apesar de não ser uma regra para todas as espécies da mesma família.</p>
<p>Em algumas culturas onde a redistribuição ocorre, há uma quantidade maior de polióis, resultando em alta relação Polióis: Boro que se complexam com o mineral dando origem a compostos mais solúveis nos tecidos, como é o caso da soja.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4408 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.jpg" alt="Florada da lavoura cultivar topázio" width="482" height="642" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.jpg 482w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 482px) 100vw, 482px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Florada da Lavoura – Cultivar Topázio. (Foto: Diego Baquião)</span></p>
<p>Devido à imobilidade do boro via floema, não se movendo das folhas ou outros órgãos para atender a necessidade de crescimento, o elemento assume algumas características:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sintomas-de-deficiencias-nutricionais-em-cafeeiro/" target="_blank" rel="noopener">Sintomas de deficiência</a></strong> aparecem em tecidos novos em crescimento, tais como: meristemas florais e vegetativos, pólen, fruto, raízes;</li>
<li>A toxidez do boro aparece em folhas velhas;</li>
<li>Há acúmulo de boro nos tecidos com a idade.</li>
</ul>
<p>Esse tipo de comportamento tem implicações no manejo do elemento no sistema agrícola, seja para detecção de deficiências como no modo de aplicação, como será visto adiante.</p>
<h2>Qual a função do boro nas plantas de café?</h2>
<p>A presença do boro <strong>altera as reações enzimáticas, pois inibe ou estimula a atividade das enzimas,</strong> provocando mudanças metabólicas, tanto em deficiência, acumulando substâncias prejudiciais às folhas como os fenóis, quanto em níveis elevados, que podem se tornar tóxicos às plantas.</p>
<p>Na fase reprodutiva o efeito benéfico é proeminente, uma vez que as exigências em boro são mais altas neste período do que no crescimento vegetativo, influindo na germinação do pólen, florescimento e frutificação.</p>
<p>No cafeeiro, causa abortamento das gemas floríferas, influindo também no crescimento vegetativo. Dentre os fatores benéficos, podemos citar também a <strong>síntese de proteínas e ácidos nucléicos</strong> que tem sua eficiência elevada.</p>
<p>Quando afirmamos que o boro é <strong>importante no crescimento vegetativo</strong>, um dos principais locais onde atua é na parede celular e na membrana citoplasmática, alterando suas propriedades mecânicas, principalmente na fase de crescimento. É necessário haja uma relação estreita entre a nutrição de boro com a parede celular primária, visto que 90% do elemento da célula estão presentes nessa estrutura.</p>
<p>Na membrana, apesar da pequena quantidade presente quando comparado à parede celular, atua na absorção de outros nutrientes, como, por exemplo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fosfatagem-no-cafeeiro/" target="_blank" rel="noopener">o fósforo</a></strong>, que tem sua absorção diminuída em raízes deficientes do elemento, que também tem como papel a manutenção da integridade da membrana, garantindo absorção e metabolismo adequado, inclusive quando se fala em absorção de água.</p>
<p>Essa capacidade parece estar mais ligada à quantidade de carboidratos do que à concentração dos minerais presentes nos tecidos radiculares. Tal quantidade de carboidratos é influenciada pela presença de boro, que é o principal transportador desses compostos para os diversos órgãos das plantas, incluindo a raiz.</p>
<p>A diminuição no transporte de açúcares pode ser explicada pela menor atividade metabólica, ou seja, demanda pelos órgãos dreno. Outra explicação seria a diminuição da formação de compostos de borato com açúcares, tais complexos auxiliam no transporte dos carboidratos dentro da planta.</p>
<p>Outro benefício trazido pelo boro, principalmente em solos de regiões tropicais, que apresentam naturalmente elevado teor de Al e baixa concentração de bases, é o de <strong>permitir o maior crescimento radicular na presença de alumínio</strong> e, consequentemente, em solos ácidos. Vale lembrar que esse tipo de solo é a maioria no território brasileiro.</p>
<p>Tal fato pode ser explicado pela provável substituição do boro pelo alumínio em alguma função importante. Segundo o mesmo autor, essa hipótese é reforçada pela semelhança estrutural do Aluminato- Al (OH)3 com o B(OH)3 e pelo fato dos sintomas de deficiência de boro serem semelhantes aos observados por toxicidade de alumínio.</p>
<p>Portanto, o alumínio poderia induzir a deficiência de Boro. Esse benefício aumenta em proporção se considerarmos como premissa básica para uma produção econômica e sustentável em regiões tropicais, um solo com grande volume explorado por raízes sadias, que consigam absorver água e nutrientes de maneira eficaz.</p>
<p>As funções do boro na planta podem ser resumidas do seguinte modo:</p>
<ul>
<li>Absorção e transporte de água e nutrientes;</li>
<li>Maior vegetação;</li>
<li>Maior pegamento das floradas, menor esterilidade;</li>
<li>Fixação biológica do N2;</li>
<li>Proteção contra doenças;</li>
<li>Melhora a qualidade dos produtos.</li>
</ul>
<h2>Deficiências no cafeeiro</h2>
<p>As deficiências podem ser <strong>reais ou induzidas</strong>. Reais pela falta do Boro, e induzidas pela dificuldade de absorção mesmo que o elemento esteja presente.</p>
<p>A indução das deficiências nos cafezais se deve a:</p>
<ul>
<li>Fatores climáticos, como precipitação e temperatura;</li>
<li>Problemas físicos causados por adensamentos que diminuem a capacidade de infiltração e, consequente, o armazenamento de água;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/pragas-do-cafe-arabica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pragas</strong></a> e <a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-do-cafe-como-identifica-las/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças</strong></a> do sistema radicular;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/mudas-de-cafe-como-escolher/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Mudas</strong></a> de inferior qualidade;</li>
<li>Problemas no caule que impedem ou dificultam a circulação da seiva;</li>
<li>Manejo inadequado, principalmente, da adubação, que, se feita de modo incorreto, pode causar desequilíbrio e competição com plantas daninhas ou culturas intercalares.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4409 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_.jpg" alt="Deficiência de boro na planta" width="526" height="393" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_.jpg 526w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-300x224.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-370x276.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 526px) 100vw, 526px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Deficiência de boro (Foto: Luiz Paulo Oliveira)</span></p>
<h3>Diagnóstico de excesso ou deficiência de boro</h3>
<p>O <strong>diagnóstico das deficiências ou dos excessos</strong> pode ser feito de forma complementar, por meio de <a href="https://rehagro.com.br/blog/interpretacao-de-uma-analise-de-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>análises de solo</strong></a>, análises de folhas e observação dos efeitos visuais. Vale lembrar que as análises de folhas e de solo podem acusar uma possível deficiência que ainda não esteja se manifestando nas plantas, estando em estágio latente.</p>
<p>Nas folhas do cafeeiro, <strong>os sintomas aparecem naquelas novas</strong>, que se apresentam deformadas, afiladas, pequenas e com os bordos arredondados. Também causa a morte das gemas apicais, provocando um superbrotamento.</p>
<p>Com a progressão da deficiência, aparecem nas folhas novas, pontuações negras e corticosas junto à nervura, causando seu entortamento. A deficiência acarreta também a deformação dos ramos laterais, com suas pontas se entortando para cima e para baixo e os secundários podendo se desprender por engrossamento em sua base.</p>
<p>O excesso de Boro causa <strong>toxicidade</strong>, aparecendo folhas manchadas de verde e amarelo e, em casos graves, ocorre queima dos bordos foliares. Os sintomas de toxidez são observados quando o nível nas folhas é superior à 100ppm.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4176 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1.jpg" alt="planta com boro" width="550" height="413" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /> <span style="font-size: 10pt;">Cafeeiro com sintomas de deficiência de Boro</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4177 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2.jpg" alt="planta com sintomas de deficiência de boro" width="550" height="413" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-size: 10pt;">Cafeeiro com sintomas de deficiência de Boro</span></p>
<h3>Quando realizar a amostragem de folhas?</h3>
<p>Segundo a Fundação Procafé, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-de-folha/" target="_blank" rel="noopener">a amostragem de folhas</a></strong> deve ser feita em duas épocas: no início das chuvas, para ajudar na programação da adubação e outra no início da granação dos frutos (Jan-Fev), para aferir as quantidades aplicadas do nutriente em períodos de maior exigência pela cultura, pois o teor na folha avalia indiretamente o teor no solo.</p>
<p>No caso específico do Boro no cafeeiro (espécie em que o elemento é imóvel no floema), a amostragem foliar deve ser feita coletando-se folhas ou tecidos jovens quando o objetivo for diagnosticar deficiências, e em tecidos maduros quando se tratar de toxidez.</p>
<p>Quanto à amostragem de solo, ela deve ser feita quando cessarem os tratos culturais na lavoura, obedecendo a um período mínimo de 60 dias da última adubação potássica, o que deve coincidir com a pré-colheita. Portanto, deve ser utilizado o bom senso nas lavouras que utilizam a prática da arruação, retirando as amostras antes dessa prática ou proceder ao “chegamento de cisco” para posterior amostragem.</p>
<h2>Quais as exigências e níveis adequados do boro?</h2>
<p>Os teores adequados de boro no solo, quando o extrator for água quente, variam em função do tipo de solo, espécie vegetal, clima, teor de matéria orgânica e pH.</p>
<p>Para a cultura do café, admite-se como adequado, <strong>um teor foliar de 40-80 ppm e um nível no solo acima de 0,5 mg/dm3.</strong></p>
<p>Segundo estudos, a demanda de boro pelo cafeeiro é de <strong>2.500 mg/ha</strong>, quantidade que corresponde às exigências para vegetação e produção de 1(uma) saca de 60Kg de café beneficiado na mesma área, ou seja, 1 ha.</p>
<p>Essa exigência foi dividida em diferentes partes da planta por Malavolta (2006), de modo que se chegou à seguinte ordem decrescente:</p>
<ol>
<li>Folhas &#8211; 50%;</li>
<li>Fruto &#8211; 20%;</li>
<li>Ramos &#8211; 15%;</li>
<li>Tronco &#8211; 10%</li>
<li>Raiz &#8211; 5%.</li>
</ol>
<h2>Modos de aplicação e quantidades</h2>
<p>O boro pode ser aplicado no cafeeiro por duas vias principais: <strong>via solo e via folha</strong>.</p>
<p>Ambas são utilizadas em larga escala em cultivos comerciais e experimentais com relativo sucesso, no entanto, cada qual possui características peculiares que devem ser analisadas em função dos teores do elemento no solo e na folha, comportamento do elemento, época do ano, idade da planta, produção, facilidade de aplicação, economia e etc.</p>
<h3>Adubação foliar</h3>
<p>A adubação foliar deve ser encarada como uma <strong>prática auxiliar no suprimento de nutrientes via solo</strong>. Se feita de modo indiscriminado pode acarretar prejuízos tanto por gastos desnecessários como por desequilíbrios, carências e toxidez.</p>
<p>De acordo com recomendação da Fundação Procafé, o boro pode ser fornecido via foliar usando-se ácido bórico, bórax ou boro líquido na concentração de 0,3% a 0,5% para as duas primeiras fontes e, para o boro líquido, 0,2 a 0,3%. A adubação foliar para o boro não é duradoura, sendo que mantém o teor foliar por aproximadamente 60 dias.</p>
<h3>Adubação via solo</h3>
<p>No fornecimento do nutriente via solo, temos uma <strong>maior eficiência</strong> quando analisamos o período que essa prática mantém o teor adequado na folha, que pode chegar a 18 meses, além de trazer benefícios ao sistema radicular como discutido anteriormente.</p>
<p>A adubação via solo é <strong>recomendada em casos de deficiências agudas</strong>, ou seja, quando o teor no solo for menor que 0,6 mg/dm3. O suprimento é feito com 2 a 6 kg/ha de boro aplicados na projeção da copa. As fontes utilizadas podem ser o ácido bórico ou o bórax, dando preferência ao ácido, que apresenta um melhor comportamento no solo pela maior solubilidade (Cultura de Café no Brasil- Novo Manual de Recomendações, 2005).</p>
<p>Um fator importante em termos de eficiência agronômica quando decidimos pela aplicação via solo é a solubilidade em água, que influi diretamente na absorção da planta. Lopes (1999) agrupa os fertilizantes fornecedores de Boro quanto à solubilidade em água em:</p>
<ul>
<li><strong>Solúveis</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Ácido Bórico, Bórax, Solubor e Boratos fertilizantes;</span></li>
<li><strong>Medianamente solúvel</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Colemanita;</span></li>
<li><strong>Insolúveis</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Ulexita.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Um detalhe que vale ser lembrado visando economia de recursos é o fato da aplicação no solo, quando a fonte for ácido bórico, poder ser feita juntamente com a aplicação de produtos de solo (inseticida-fungicida) via líquida, bastando somente fazer os cálculos de acordo com a quantidade de calda usada/ha e diluir a quantidade de ácido bórico correspondente no pulverizador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação relativa do adubo e dos nutrientes do solo depende do nível de fertilidade química atual do solo, ou seja, <strong>quanto maior o nível de fertilidade menor a participação do adubo e maior a do solo na produção.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, somente após a compreensão dos mecanismos que regem o sistema solo-planta-atmosfera, do comportamento dos nutrientes no solo e no interior da planta e dos níveis adequados e modos corretos de aplicação, um nível de fertilidade adequado pode ser buscado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso deve acontecer de forma gradativa e contínua, respeitando as particularidades do solo, da cultura e nível tecnológico do produtor, visando produção satisfatória em uma agricultura racional, que equalize necessidades do homem com o ambiente onde vivemos.</span></p>
<h2>Aprimore a nutrição do cafeeiro e aumente a rentabilidade da lavoura</h2>
<p>O boro é um micronutriente essencial para o desenvolvimento do cafeeiro e sua deficiência pode comprometer a floração, a frutificação e, consequentemente, a produtividade. Garantir o fornecimento adequado desse elemento exige conhecimento técnico e uma gestão eficiente da nutrição da lavoura.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Produção de Café Arábica</a></strong> do Rehagro, você aprende a interpretar corretamente as necessidades nutricionais, planejar a adubação de forma estratégica, reduzir custos e conduzir sua lavoura com foco em qualidade, produtividade e lucro.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Café Rehagro.</p>
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