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vaca leiteira no pasto

5 indicadores para monitoramento da saúde da glândula mamária

5 indicadores para monitoramento da saúde da glândula mamária
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A mastite é um grande desafio dentro das fazendas leiteiras? Sim, não há dúvidas disso. Entretanto, é totalmente possível seu controle e o alcance de excelência nos resultados, para isso além da implementação de rotinas e manejos nessa busca, é preciso também avaliar os resultados para entender a situação da fazenda e monitorar o andamento dos procedimentos. Para que assim, seja possível a máxima eficiência dentro do sistema de produção.

Evidentemente, são muitos os índices e indicadores que podem ser avaliados durante um programa de controle em qualidade do leite. O foco será naqueles capazes de proporcionar melhor visão da situação e sem nenhuma dúvida, através da ação em todos estes é possível alcançar o resultado desejado em qualquer sistema de produção. Muitas vezes o erro está no excesso de informações associado a uma omissão na avaliação destas, ou seja, de nada adianta gerar diversos indicadores se eu não checar e colocar ações de acordo com os resultados. Nesse sentido, focaremos no simples, mas buscando a máxima eficiência.

1. Histórico de CCS de tanque

Uma análise do comportamento do número durante o ano auxilia, e muito, a entender o desafio e o perfil de agentes causadores de mastite presentes no rebanho. Rebanhos que apresentem uma variação ampla nos resultados na época das águas, provavelmente, têm dificuldades com microrganismos ambientais. Nesse caso o foco deve ser o ambiente da vaca. Em contrapartida, aqueles com elevados resultados durante todo o ano e demonstrando pouca sazonalidade, há maior probabilidade de presença de microrganismos contagiosos.

Para essa situação, cuidados devem ser redobrados no manejo de ordenha a fim de evitar a transmissão de vaca para vaca. Dessa maneira, já é possível direcionar o plano de ação e esforços a fim de mudanças rápidas no resultado. Não há como negar a necessidade de uma cultura microbiológica para correta identificação de agente, mas antes da implementação desse manejo a diversos passos básicos a serem ajustados e nesse intervalo através desses números já é possível um melhor entendimento do todo. Para efeito de referência, recomenda-se que o índice desejável é < 250.000 cél/ml.

2. Mastite subclínica

Fazendas com o manejo mensal de controle de CCS individual, certamente, estão um passo à frente para um melhor diagnóstico, e consequentemente, ao alcance de melhores resultados. Através da coleta individual de leite e posterior análise para contagem de células somáticas podem ser avaliados diversos indicadores como: % de vacas sadias, % de vacas crônicas, % de novas infecções e % de vacas curadas.

A interpretação desses números direcionará toda a atuação dentro do programa de controle de qualidade do leite. Como por exemplo: fazendas com dificuldades no controle de agentes contagiosos tendem a apresentar uma alta taxa de vacas crônicas e rebanhos com dificuldades no controle de mastite ambientais tendem a apresentar uma alta taxa de cura. Também é possível identificar animais crônicos – fontes de infecção dentro do rebanho, identificar os animais que mais contribuem com o resultado de CCS do tanque e rastrear toda e qualquer alteração no resultado.

Nesse sentido, é fundamental ter acesso a esse número, visando o controle dos resultados e também um norte para aplicação de estratégias a fim de melhora nos resultados. Para efeito de referência, recomenda-se que o índice desejável deve ser uma taxa de vacas sadias > 80%.

3. Mastite clínica

É fundamental o monitoramento de dados sobre a mastite clínica dos rebanhos leiteiros. Através da interpretação dos registros dos casos clínicos será possível identificar diversos fatores de risco tais como:

  • qual momento na lactação de maior incidência,
  • há diferença de ocorrência entre lotes,
  • identificação de animais crônicos e fontes de infecção a todo rebanho,
  • eficiência do protocolo de tratamento,
  • eficiência da terapia de vaca seca e se a ocorrência de casos está dentro do aceito ou não.

Uma forma de monitorar é através taxa de mastite clínica: calculada pela divisão do número de quartos com casos clínicos pelo número médio de vacas em lactação e multiplicado por 100. Para este método, se um mesmo quarto apresenta sintomas por 14 dias, não se deve considerá-lo como um novo caso. Para efeito de referência, recomenda-se que o índice desejável deve ser inferior a 1%.

4. CBT – Contagem Bacteriana Total

A contagem bacteriana total é outro parâmetro bonificado e monitorado pelos laticínios. Basicamente relacionada com boas condições higiênicas e adequado resfriamento do leite. Portanto, um bom resultado certamente estará relacionado com maiores chances de sucesso no controle da mastite.

A higiene é premissa básica para excelência nos resultados.  Além disso, o monitoramento é muito simples e o ajuste nas condições necessárias proporcionam resultados no mesmo momento. Para efeito de referência, recomenda-se que o índice desejável deve ser inferior a 10.000 UFC.

5. Monitorar o perfil de contaminação

Até o momento foi discutido como através da interpretação de alguns indicadores é possível a identificação do perfil de microrganismos causadores de mastite presentes na propriedade, como contagiosos ou ambientais. Dessa forma, direcionando a identificação dos fatores de riscos e oportunidades de melhorias para alcance do resultado almejado. Entretanto, ainda assim, ao tratar de microrganismos contagiosos a atuação fica muito limitada.

Sabe-se da necessidade de ficar atento aos cuidados a fim de evitar transmissão entre vacas. Contudo, somente através do diagnóstico microbiológico será possível de fato ter ações definitivas e corretivas em alguns casos. Através deste saberá exatamente qual a bactéria presente e quais animais são portadores da mesma. Para que assim, finalmente novamente seja feito um ajuste fino no plano de ação e as estratégias sejam elaboradas precisamente e não empiricamente. Assim o sucesso no controle de qualidade do leite será muito mais factível.