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	<title>úbere Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>úbere Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Edema de úbere: qual seu impacto e como prevenir esse quadro nas vacas da fazenda?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/edema-de-ubere/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Oct 2024 13:00:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[úbere]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O edema de úbere se trata de um distúrbio no metabolismo dos animais, considerado como não infeccioso, bastante frequente em vacas produtoras de leite. Essa desordem é caracterizada pelo acúmulo excessivo de fluidos no espaço intercelular na região do úbere, ocorrente no período periparto, devido à alta vascularização natural da glândula mamária e está intimamente [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/edema-de-ubere/">Edema de úbere: qual seu impacto e como prevenir esse quadro nas vacas da fazenda?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O edema de úbere se trata de um <strong>distúrbio no metabolismo dos animais</strong>, considerado como <strong>não infeccioso</strong>, bastante frequente em vacas produtoras de leite.</p>
<p>Essa desordem é caracterizada pelo acúmulo excessivo de fluidos no espaço intercelular na região do úbere, ocorrente no período periparto, devido à alta vascularização natural da glândula mamária e está intimamente ligado a saúde, bem-estar e lucratividade da fazenda leiteira.</p>
<p>O úbere desses animais afetados se apresenta <strong>inchado, com sensibilidade ao toque e com aumento de temperatura</strong>, isso em decorrência da inflamação causada no local. Os locais de acúmulo de líquido incluem o teto, úbere, umbigo e em alguns casos extremos podemos observar esse edema nas pernas e na vulva.</p>
<p>Nesse artigo iremos discutir sobre como o edema de úbere acontece, evidenciando os principais mecanismos que levam esse distúrbio, principalmente nas primíparas.</p>
<p>Além disso, vamos entender melhor quais são os impactos que isso pode trazer ao animal e quais são as formas práticas de prevenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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<h2>Por que o edema ocorre?</h2>
<p>O <strong>edema de úbere</strong> é considerado um distúrbio comum, entretanto, as causas certeiras do edema de úbere não são totalmente claras, porém, sabemos que <strong>pode ocorrer quando as concentrações de lipídios e lipoproteínas diminuem</strong> devido ao comprometimento da função hepática ocasionado pelo baixo consumo de matéria seca (CMS) na fase de transição.</p>
<p>Acontece também essa retenção de líquido, em consequência de infecções como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>, o que favorece o aparecimento de edema, entretanto, quando se trata de edema fisiológico o mesmo não tem nenhuma relação com causas infecciosas, embora os animais acometidos apresentam comportamentos negativos semelhantes aos observados nos casos de mastite, como a redução do tempo de repouso e maior sensibilidade do úbere e tetos ao toque.</p>
<p>Outro fator que está interligado ao edema de úbere, são os <strong>problemas circulatórios e as mudanças hormonais</strong>. Somado a isso, pode-se considerar também o estresse oxidativo, alterações fisiológicas em novilhas, genética, nutrição e até mesmo superlotação e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/">estresse térmico</a></strong>.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44591 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere.webp" alt="Vaca apresentando edema de úbere" width="917" height="1024" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere.webp 917w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-269x300.webp 269w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-768x858.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-370x413.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-270x302.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/10/vaca-edema-ubere-740x826.webp 740w" sizes="(max-width: 917px) 100vw, 917px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de um animal próximo a data do parto apresentando edema de úbere, o qual já é possível ser observado na região do umbigo. Fonte: Laryssa Mendonça</span></p>
<h2>Alterações fisiológicas na primíparas</h2>
<p>Quando uma novilha está em fase de transição, ou seja, se aproxima de seu <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/idade-ao-primeiro-parto-de-femeas-leiteiras/">primeiro parto</a></strong>, alterações fisiológicas vão ocorrer mesmo que o seu sistema mamário já esteja definido, pois nesse momento final da gestação ele irá passar por uma fase de desenvolvimento significativa.</p>
<p>Nessas primíparas, de forma fisiológica a demanda de sangue para o desenvolvimento da glândula mamária é o grande precursor do edema de úbere.</p>
<p>Isso ocorre pelo fato de que a <strong>veia abdominal subcutânea</strong>, conhecida como veia do leite em vacas adultas, não está presente nesses animais mais jovens.</p>
<p>As novilhas possuem uma veia epigástrica cranial e uma veia epigástrica caudal, as quais irão se fundir nos últimos estágios de gestação dando origem então a veia abdominal subcutânea, a qual é a grande responsável por permitir o aumento na quantidade de fluxo sanguíneo da glândula mamária.</p>
<p>Por termos a necessidade de aumento do fluxo sanguíneo para o desenvolvimento da glândula mamária, o sistema linfático, juntamente com a pressão hidrostática e a pressão osmótica podem não ser eficientes para drenar o excesso de líquido do tecido mamário.</p>
<p>O desequilíbrio das pressões irá levar a incapacidade de drenar, o que leva ao acúmulo do fluido nos tecidos intersticiais, resultando no edema de úbere.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais os impactos na saúde e produtividade das vacas?</h2>
<p>O edema de úbere pode afetar negativamente a saúde das vacas e, como resultado, <strong>afeta sua produtividade</strong>.</p>
<p>Animais entrando na primeira lactação, geralmente têm algum edema de úbere nos dias que antecedem o parto e no dia do parto, e estudos já demonstraram que o edema intenso pode afetar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">produção de leite</a></strong>, onde já foi relatado uma produção de leite no primeiro dia em lactação 3,6 kg menor nas vacas que tinham edema de úbere e isso ocorre devido ao acúmulo de líquido nos espaços teciduais.</p>
<p>Devido ao aumento da pressão fetal na região pélvica faz com que a circulação sanguínea e linfática seja prejudicada, resultando em acúmulo de líquido nos tecidos. Esse fluido leva a <strong>deterioração das estruturas de suporte do úbere</strong>, o que causa danos aos ligamentos suspensores e anexos e isso pode impactar até mesmo na fixação da unidade final da ordenha.</p>
<p>Além disso, <strong>pode ocorrer problemas secundários como dermatite na fenda do úbere e mastite</strong> (a qual pode ser causada pela remoção incompleta do leite devido à alta sensibilidade dos tetos e que interrompe a descida do leite) e também a atrofia dos tetos, além do descarte precoce do animal em casos mais graves.</p>
<p>Outro ponto importante é entender que em casos de edema de úbere, a ordenha torna-se uma experiência desagradável tanto para as vacas quanto para os colaboradores que executam a função, visto que vacas com edema no úbere demonstram maior comportamento de chutes durante a ordenha.</p>
<p>Em decorrência a todos esses fatores, o produtor terá prejuízos econômicos significativos com a diminuição de leite produzido e sua qualidade, mas também com os custos com medicamentos.</p>
<h2>Como prevenir o edema de úbere nas vacas?</h2>
<p>O edema de úbere pode ser um problema emergente que tem o potencial de afetar seriamente o bem-estar das vacas leiteiras.</p>
<p>Prevenir o edema de úbere em vacas leiteiras, especialmente em primíparas, envolve uma combinação de estratégias de manejo, nutrição e ambiente. Existem alguns métodos práticos para trabalharmos no controle do edema de úbere e dentre eles podemos citar:</p>
<ul>
<li>Fornecer uma dieta específica para novilhas no final da gestação.</li>
<li>Selecionar linhagens genéticas que apresentam uma redução fenotípica do edema de úbere.</li>
<li>Garantir que antioxidantes exógenos adequados, como a vitamina E, vitamina C, carotenoides e flavonoides sejam fornecidos na dieta para mitigar o estresse oxidativo.</li>
<li>Monitorar de forma frequente as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">vacas no período de transição</a></strong>, em especial as primíparas, observando sinais precoces de edema, como inchaço e rigidez do úbere.</li>
</ul>
<p>Para evitar esses problemas, o produtor deve trabalhar na prevenção contra o edema de úbere.</p>
<p>A gestão nutricional, de manejo e de saúde no período de transição são fundamentais para minimizar esse são tarefas que devem ser aplicadas em conjunto a fim de reduzir significativamente o risco do edema de úbere.</p>
<h2>Previna problemas e garanta vacas saudáveis e produtivas</h2>
<p>O edema de úbere pode comprometer o bem-estar das vacas, reduzir a produção e aumentar o risco de problemas mais graves.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=edema-ubere" target="_blank" rel="noopener">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a prevenir e manejar esse e outros desafios sanitários, unindo manejo, nutrição e gestão para alcançar mais produtividade e rentabilidade na fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=edema-ubere" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="(max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-24488" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg" alt="Amanda Lourenço" width="299" height="103" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco.jpg 299w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-270x93.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/amanda-lourenco-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Hiperqueratose da ponta do teto e seus impactos na produção do leite</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/hiperqueratose-em-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Jan 2024 11:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[hiperqueratose]]></category>
		<category><![CDATA[produção de leite]]></category>
		<category><![CDATA[úbere]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A hiperqueratose em vacas leiteiras é caracterizada pelo espessamento anormal da camada externa da pele, podendo ter implicações significativas em rebanhos leiteiros, acarretando consequências que afetam todo o sistema e podendo trazer grandes prejuízos para uma fazenda. O aumento da espessura da pele pode levar à formação de crostas e fissuras, proporcionando um ambiente propício [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>hiperqueratose em vacas leiteiras</strong> é caracterizada pelo <strong>espessamento anormal da camada externa da pele</strong>, podendo ter implicações significativas em rebanhos leiteiros, acarretando consequências que afetam todo o sistema e podendo trazer grandes prejuízos para uma fazenda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O aumento da espessura da pele pode levar à formação de crostas e fissuras, proporcionando um ambiente propício para o desenvolvimento de infecções bacterianas e fúngicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, quando a hiperqueratose ocorre nos tetos, essa formação de crostas pode dificultar o fechamento adequado, tornando a vaca mais suscetível à contaminação e ao desenvolvimento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir sobre a hiperqueratose e sua classificação, seus impactos na saúde e desempenho das vacas leiteiras e os principais fatores de risco, como os equipamentos e manejo de ordenha. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Características da hiperqueratose em vacas leiteiras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A hiperqueratose é <strong>caracterizada pelo aumento da espessura e rugosidade da ponta do teto</strong>, ocasionada por alguns estímulos, ou seja, se trata de uma resposta fisiológica da pele do teto a ação da ordenha que provoca a hiperplasia do extrato córneo da pele do teto. O teto detém de uma estrutura interna composta por musculatura lisa que envolve o canal e o esfíncter do teto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os tetos dos bovinos leiteiros são altamente especializados na função de liberar o leite armazenado na glândula mamária e impedir que ocorra a invasão de microrganismos patogênicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No teto, os tecidos que o circundam são considerados a primeira linha de defesa e dentre esses tecidos estão o músculo do esfíncter do teto e o tampão de queratina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerada uma barreira física, essa queratina formada no orifício do teto nada mais é do que uma substância produzida pela pele que reveste o teto, a qual tem capacidade de se ligar e imobilizar algumas cepas de bactérias não encapsuladas, devido a sua composição química de lipídeos e proteínas que são consideradas antimicrobianas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o músculo do esfíncter do teto é o responsável por manter o canal do teto firmemente fechado nos períodos entre as ordenhas, evitando assim a penetração de <a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>agentes patogênicos, como os causadores de mastite</strong></a>.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45823 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose.webp" alt="Imagem ilustrando o músculo do esfíncter e o tampão de queratina do teto de uma vaca" width="462" height="229" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose.webp 462w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-300x149.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-370x183.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-270x134.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 462px) 100vw, 462px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Imagem ilustrando o músculo do esfíncter e o tampão de queratina. Fonte: PHILPOT &amp; NICKERSON (2002)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a ordenha, o fluxo de leite e a abertura do canal do teto ocasionado pelo vácuo promovem a retirada do tampão de queratina e o relaxamento do músculo do esfíncter do teto. Por esse motivo, o processo de ordenha pode ser considerado uma operação crítica sobre a eficácia das defesas estruturais do teto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na propriedade, é importante que sejam adotadas análises dos fatores que podem provocar essa lesão, pois assim será possível adotar medidas de melhoria que irão impactar diretamente na promoção da saúde do úbere e no <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar das vacas</strong></a>. </span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-contagem-celulas-somaticas?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-ccs&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39658 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png" alt="Kit guia e planilha contagem de células somáticas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-ccs-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Classificação por escore de ponta de teto</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que a hiperqueratose é observada como uma protusão do esfíncter do teto, o qual fica circundado por tecido queratinizado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A metodologia mais utilizada para a avaliação de hiperqueratose na extremidade dos tetos é em <strong>sistema de escore de classificação por diferentes graus</strong>, o qual vai de 0 até 4, sendo:</span></p>
<ul>
<li><b>Escore 1:</b><span style="font-weight: 400;"> Teto perfeito, fechado, sem presença de rugosidades ao redor do esfíncter. </span></li>
<li><b>Escore 2:</b><span style="font-weight: 400;"> O orifício do teto parece ligeiramente aberto, apresentando um anel mais queratinizado ao ser redor. </span></li>
<li><b>Escore 3:</b><span style="font-weight: 400;"> Orifício já bem protruído, demonstrando rugosidade na extremidade do teto e presença de dobras de queratina. </span></li>
<li><b>Escore 4:</b><span style="font-weight: 400;"> Protusão muito avançada, com grande protrusão e presença do anel rugoso, formando uma aparência de flor.</span></li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45824 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1.webp" alt="Representação do escore de teto, demonstrando que com o agravamento da lesão, tem-se o aumento da hiperqueratose e o prolapsamento do esfíncter" width="740" height="474" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1.webp 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-300x192.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-370x237.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-270x173.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/hiperqueratose-1-470x300.webp 470w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Representação do escore de teto, demonstrando que com o agravamento da lesão, tem-se o aumento da hiperqueratose e o prolapsamento do esfíncter. Fonte: HULSEN, 2007, p. 76) apud Animal Sciences Group at Wageningen University, Lelystad.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Espera-se em um rebanho de vacas leiteiras que se tenha no </span><b>máximo 20% das vacas apresentando um ou mais tetos com escore 3 ou 4 </b><span style="font-weight: 400;">de hiperqueratose na extremidade dos tetos. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=hiperqueratose" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Impactos da hiperqueratose</h2>
<p>Sabe-se que a mastite<span style="font-weight: 400;"> é uma enfermidade comum em vacas leiteiras e que é causada por microrganismos patogênicos. </span></p>
<p>Já é ponderado que a higiene de úbere e pernas está associada a uma maior chance de ocorrência de infecção, entretanto, já se sabe também que ela pode estar associada a hiperqueratose dos tetos, pois isso predispõe a ocorrências de infecções intramamárias, por conseguinte a ocorrência de mastite clínica, levando a um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">aumento das células somáticas no leite</a></strong>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A hiperqueratose pode interferir no processo de ordenha. A presença de rugosidades na ponta dos tetos pode tornar o procedimento de ordenha mais difícil e doloroso, podendo, também, resultar na </span><b>não retirada completa do leite da vaca</b><span style="font-weight: 400;">, o que impacta negativamente a eficiência do processo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande maioria das propriedades com esse tipo de problema possui dificuldades no manejo de ordenha, principalmente quando se relaciona a hiperqueratose em escore mais avançado com a eficiência de limpeza dos tetos antes do acoplamento das teteiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa </span><b>sujidade</b><span style="font-weight: 400;"> difícil de ser removida do teto devido a presença de um elevado anel rugoso na extremidade do teto, além de contribuir para a ocorrência de infecções, também afeta a qualidade do leite e a contagem padrão em placa (CPP), a qual avalia a qualidade microbiológica do leite.</span></p>
<h2>Fatores de risco da hiperqueratose</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As lesões nos tetos podem ter origem traumática, ambiental, infecciosa ou erosão química, entretanto, dentre as lesões mais comuns nos tetos, a hiperqueratose é considerada a principal, podendo ter como possíveis fatores de risco: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Práticas de ordenha inadequada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teteiras-e-sobreordenha/">Sobreordenha</a></strong>;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pulsação ineficiente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Teteiras desgastadas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alto nível de vácuo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Retirada grosseira do conjunto.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que os efeitos podem aparecer de curto a longo prazo, onde inicialmente, a curto prazo (uma ordenha) podemos observar mudanças de cor, textura e firmeza da ponta ou do teto como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A médio prazo (dias ou semanas), já é possível observar mudanças na condição da pele do teto e o aparecimento de petéquias hemorrágicas, entretanto, de forma mais significativa, temos as lesões a longo prazo, as quais são modificações relativas à ocorrência de hiperqueratose na extremidade dos tetos. </span></p>
<h3>Equipamentos de ordenha</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os mecanismos que alteram a condição da ponta dos tetos, os equipamentos de ordenha são um dos fatores que mais exerce influência nas alterações de canal do teto. Quando há um funcionamento inadequado desses equipamentos a ação exercida durante a ordenha será responsável por provocar lesões nos tetos e favorecer a hiperqueratose. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Relacionado ao equipamento de ordenha, a falta de manutenção é considerada um dos principais fatores, pois já é visto que fazendas que realizam manutenções periódicas dos equipamentos da ordenhadeira, apresentam menores escores médios de hiperqueratose do que fazendas que não tem frequência de manutenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto ao </span><b>nível de vácuo</b><span style="font-weight: 400;">, estudos citam que níveis acima de 60 kPa estão associados à ocorrência de hiperqueratose. Entretanto, há evidências de que quando se tem média de vácuo superior a 42 kPa, o risco de hiperqueratose aumenta em 1,64 vezes em comparação com média de vácuo inferior a 42 kPa, o que vem mostrar que o vácuo na ponta do teto quando muito superior a 42 kPa pode causar danos nos tecidos, principalmente em períodos de baixo fluxo de leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a ISO (Organização Internacional de Normatização, 2007) há a recomendação de que a ordenha deve ser conduzida com vácuo na extremidade do teto entre </span><b>32 e 42 kPa durante o período de pico de fluxo de leite</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Níveis elevados de vácuo vão extrair o leite com muita força, ocasionando assim a perda da camada de queratina do canal do teto, onde essa perda será responsável por induzir o aumento da produção de queratina, o que pode resultar na hiperqueratose. Além disso, a alta pressão das teteiras sobre a pele do teto pode provocar a interrupção da circulação sanguínea com aumento da pressão local, o que pode formar rachaduras pequenas que elevam a formação de queratina no canal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, além do nível de vácuo elevado, a hiperqueratose pode também estar associada simplesmente à queda do nível de vácuo do equipamento, o que vai aumentar o tempo total de ordenha e elevar as chances de agravamento do problema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse nível reduzido de vácuo pode aumentar a frequência de deslizamento de teteiras, o que causa a diminuição da velocidade da ordenha e até mesmo o aparecimento de marcas na base dos tetos. </span></p>
<h3>Manejo de ordenha</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A reduzida adoção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">boas práticas de ordenha</a></strong> vem se tornando um dos principais gargalos para o desenvolvimento de hiperqueratose. Dentre este tópico de manejo de ordenha, podemos citar como fatores associados à duração e frequência de ordenha, sobreordenha e também interações entre o manejo de ordenha e o equipamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto a remoção dos conjuntos de ordenha, ela pode ser um grande fator relacionado a hiperqueratose, pois sabe-se que a hiperqueratose é menor quando os conjuntos de ordenha são extraídos com taxa de fluxo de 0,8kg/min comparado com um tempo de extração de 0,2kg/min. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação a </span><b>sobreordenha</b><span style="font-weight: 400;">, a qual ocorre quando há a permanência das unidades de ordenha nos tetos após o término do fluxo de leite e é considerada um dos principais fatores de risco relacionados à deterioração da condição dos tetos. Além disso, a sobreordenha se relaciona ao aumento da incidência de mastite clínica e alta CCS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, com a modernização das ferramentas, existem alternativas que visam reduzir problemas que são provocados durante a ordenha, e dentre eles podemos citar a utilização de extratores automáticos de teteiras, os quais detectam a redução na velocidade do fluxo de leite e promovem o saque da teteira sem que ocorra problemas com a produção total de leite e a saúde do úbere. Entretanto, é importante que essa ferramenta esteja ajustada corretamente para essa função. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é importante estar atento ao </span><b>tempo de troca das teteiras</b><span style="font-weight: 400;">, onde as mesmas devem ser substituídas com periodicidade recomendada pelo fabricante ou quando estiverem avariadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se tem falha nesses equipamentos de ordenha, há uma massagem comprometida dos tetos, e também quando se tem o surgimento de fissuras nas teteiras, tem-se acúmulo de leite e dificuldade de aderência no teto, fazendo com que ocorra a entrada de ar no sistema. </span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, sabemos então que <strong>manter um escore de esfíncter de teto adequado é fundamental para garantir a saúde e o conforto das vacas</strong>, uma vez que a hiperqueratose pode levar a problemas como mastite e desconforto durante a ordenha. Além disso, tetos saudáveis são essenciais para a eficiência da ordenha e qualidade do leite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O controle da hiperqueratose dentro da fazenda irá exigir atentas propostas de prevenção, a qual inclui medidas de manejo que visem evitar a exposição dos animais às possíveis causas de hiperqueratose. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Buscar informações sobre os fatores associados ao problema de acordo com as características do rebanho, é necessário, pois assim é possível adotar medidas de controle assertivas e que contribuirão para o sucesso do sistema.</span></p>
<h2>Previna perdas e garanta mais qualidade e produtividade no leite</h2>
<p>A hiperqueratose da ponta do teto compromete a saúde do úbere, aumenta o risco de mastite e pode reduzir significativamente a produção.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=hiperqueratose">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar, prevenir e manejar problemas que afetam diretamente a rentabilidade, unindo conhecimento técnico e estratégias práticas para resultados consistentes.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=hiperqueratose" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23112" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg" alt="Julia Mattoso - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/julia-mattoso-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Mastite bovina: o que é, sintomas, causas e como prevenir</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2020 19:22:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[células somáticas]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[mastite clínica]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento de bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[úbere]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mastite bovina está entre os principais problemas sanitários enfrentados pelas fazendas leiteiras. A doença pode comprometer a saúde dos animais, reduzir a produção, afetar a qualidade do leite e aumentar os custos da propriedade. Um dos grandes desafios é que nem todos os casos apresentam sinais visíveis. Enquanto a mastite clínica pode provocar alterações [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>mastite bovina</strong> está entre os <strong>principais problemas sanitários enfrentados pelas fazendas leiteiras</strong>. A doença pode comprometer a saúde dos animais, reduzir a produção, afetar a qualidade do leite e aumentar os custos da propriedade.</p>
<p>Um dos grandes desafios é que nem todos os casos apresentam sinais visíveis. Enquanto a mastite clínica pode provocar alterações no leite e no úbere, a forma subclínica pode permanecer no rebanho sem ser facilmente percebida.</p>
<p>Além disso, diferentes microrganismos e fatores relacionados à ordenha, ao ambiente e ao manejo podem estar envolvidos na ocorrência da doença.</p>
<p>Por isso, <strong>prevenir e controlar a mastite exige mais do que tratar os animais doentes</strong>. É necessário identificar os principais problemas da propriedade, monitorar o rebanho e adotar estratégias adequadas à realidade da fazenda.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá o que é mastite bovina, quais são suas principais causas e sintomas, como identificar a doença e quais práticas ajudam no tratamento, prevenção e controle.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>O que é mastite bovina?</h2>
<p>A mastite bovina é uma <strong>inflamação da glândula mamária</strong> que pode comprometer a saúde do animal, a produção e a qualidade do leite.</p>
<p>Na maioria dos casos, o problema está relacionado à entrada e multiplicação de microrganismos na glândula mamária. A doença pode afetar um ou mais quartos mamários e apresentar diferentes níveis de gravidade.</p>
<p>Em alguns casos, existem alterações visíveis no leite, no úbere ou no estado geral do animal. Em outros, a doença ocorre sem sinais aparentes.</p>
<p>Por isso, o controle da mastite depende tanto da identificação dos casos clínicos quanto do monitoramento da saúde da glândula mamária em todo o rebanho.</p>
<h2>O que causa mastite em bovinos?</h2>
<p>A mastite <strong>pode ser causada por diferentes microrganismos</strong>. Bactérias estão entre os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/">principais agentes</a></strong> envolvidos, mas as características da doença e as formas de transmissão podem variar.</p>
<p>A ocorrência da mastite também está relacionada a fatores que aumentam a exposição dos animais aos agentes causadores ou favorecem novas infecções.</p>
<p>Entre eles estão:</p>
<ul>
<li>Falhas na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">rotina de ordenha</a></strong>;</li>
<li>Higiene inadequada dos tetos;</li>
<li>Equipamentos mal regulados;</li>
<li>Problemas nas instalações;</li>
<li>Umidade e acúmulo de matéria orgânica;</li>
<li>Manejo inadequado da cama;</li>
<li>Falhas na identificação dos animais infectados;</li>
<li>Ausência de monitoramento.</li>
</ul>
<p>Conhecer os agentes envolvidos e os fatores de risco da propriedade é fundamental para definir estratégias de prevenção e controle.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os tipos de mastite bovina?</h2>
<p>A mastite pode ser classificada de diferentes formas. Uma das principais considera a presença ou ausência de sinais clínicos.</p>
<h3>Mastite clínica</h3>
<p>Na mastite clínica, <strong>existem alterações visíveis que permitem identificar o problema.</strong></p>
<p>Os sinais podem aparecer no leite, no úbere ou no estado geral do animal.</p>
<p>Entre as possíveis alterações no leite estão:</p>
<ul>
<li>Presença de grumos;</li>
<li>Mudanças na coloração;</li>
<li>Alterações na consistência.</li>
</ul>
<p>O úbere também pode apresentar aumento de volume, calor, dor ou vermelhidão. Nos casos mais graves, o animal pode apresentar sinais sistêmicos e comprometimento do estado geral.</p>
<p>A gravidade da doença varia, e os casos devem ser avaliados adequadamente para a definição da conduta.</p>
<h3>Mastite subclínica</h3>
<p>Na mastite subclínica, <strong>não existem alterações visíveis no leite ou no úbere</strong>.</p>
<p>Por esse motivo, a doença pode permanecer no rebanho sem ser facilmente identificada.</p>
<p>Entretanto, isso não significa que não existam impactos. A mastite subclínica pode provocar aumento da contagem de células somáticas, redução da produção de leite e manutenção de animais infectados no rebanho.</p>
<p>Sua <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cultura-microbiologica-no-manejo-da-mastite-subclinica/">identificação</a></strong> depende do <strong>monitoramento e da utilização de métodos de diagnóstico</strong>.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O QUE FAZER APÓS IDENTIFICAR MASTITE SUBCLÍNICA EM VACAS LEITEIRAS? | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/xNf1vkFUerg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Qual é a diferença entre mastite contagiosa e ambiental?</h2>
<p>Outra classificação importante considera as características dos agentes envolvidos e suas principais fontes de infecção.</p>
<p>Compreender essa diferença ajuda a direcionar as medidas de prevenção e controle.</p>
<h3>Mastite contagiosa</h3>
<p>Na mastite contagiosa, os principais agentes estão associados aos animais infectados. A transmissão pode ocorrer durante o processo de ordenha, por meio das mãos dos ordenhadores, equipamentos ou outros fatores que favoreçam a passagem dos microrganismos entre os animais.</p>
<p>Por isso, a rotina de ordenha e a identificação das vacas infectadas são fundamentais para o controle.</p>
<h3>Mastite ambiental</h3>
<p>Os agentes ambientais estão presentes no local onde os animais vivem. Cama, fezes, matéria orgânica, barro e umidade podem aumentar a exposição dos tetos aos microrganismos.</p>
<p>Nesse caso, <strong>as condições das instalações e o manejo do ambiente exercem papel importante na prevenção</strong>.</p>
<p>É importante destacar que as estratégias de controle devem considerar quais agentes estão envolvidos nos problemas da propriedade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=mastite-bovina" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os sintomas da mastite bovina?</h2>
<p>Os sintomas variam conforme o<strong> tipo e a gravidade da doença</strong>.</p>
<p>Entre os principais sinais estão:</p>
<ul>
<li>Grumos no leite;</li>
<li>Alterações na coloração;</li>
<li>Mudanças na consistência do leite;</li>
<li>Redução da produção;</li>
<li>Aumento de volume do úbere;</li>
<li>Calor;</li>
<li>Dor;</li>
<li>Vermelhidão.</li>
</ul>
<p>Nos casos mais graves, o animal também pode apresentar alterações no estado geral.</p>
<p>Entretanto, a ausência desses sinais não significa que o rebanho esteja livre da doença. A mastite subclínica não provoca alterações visíveis e precisa ser identificada por meio do monitoramento.</p>
<h2>Quais são os impactos da mastite na produção de leite?</h2>
<p>Os prejuízos provocados pela mastite vão além dos custos com medicamentos. A doença pode <strong>comprometer a produção, a qualidade do leite e a permanência dos animais no rebanho</strong>.</p>
<p>Entre os principais impactos estão:</p>
<ul>
<li>Redução da produção de leite;</li>
<li>Aumento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong>;</li>
<li>Comprometimento da qualidade;</li>
<li>Custos com diagnóstico;</li>
<li>Gastos com tratamentos;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/descarte-do-leite/">Descarte de leite</a></strong>;</li>
<li>Aumento da mão de obra;</li>
<li>Risco de recorrência;</li>
<li>Descarte involuntário de animais.</li>
</ul>
<p>Algumas perdas são facilmente percebidas, como os gastos com medicamentos e o leite descartado durante determinados tratamentos. Outras são menos visíveis.</p>
<p>A redução da produção provocada pela mastite subclínica, por exemplo, pode representar um impacto importante sem que o produtor perceba imediatamente a dimensão do problema.</p>
<p>Por isso, avaliar os impactos da doença exige acompanhar dados sanitários e produtivos.</p>
<h2>Como identificar e diagnosticar a mastite bovina?</h2>
<p>A estratégia de identificação depende da forma de manifestação da doença.</p>
<p>Nos casos clínicos, a observação do leite e do úbere permite identificar alterações.</p>
<p>O <strong>teste da caneca de fundo escuro</strong> pode ser utilizado na rotina de ordenha para observar mudanças visíveis no leite, como a presença de grumos.</p>
<p>Entretanto, a identificação da mastite subclínica exige outras ferramentas.</p>
<p>Entre os métodos que podem fazer parte do monitoramento estão:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/">California Mastitis Test (CMT)</a></strong>;</li>
<li>Contagem de células somáticas;</li>
<li>Análises microbiológicas;</li>
<li>Avaliação do histórico dos animais.</li>
</ul>
<p>O CMT pode auxiliar na identificação de quartos mamários com alterações relacionadas à mastite subclínica.</p>
<p>A contagem de células somáticas também fornece informações importantes sobre a saúde da glândula mamária.</p>
<p>Já as análises microbiológicas podem ajudar a identificar os agentes envolvidos nos casos de mastite.</p>
<p><strong>Cada método fornece informações diferentes</strong>, por isso, o diagnóstico e o monitoramento devem fazer parte de uma estratégia integrada.</p>
<h2>Como é feito o tratamento da mastite bovina?</h2>
<p>Não existe um único tratamento adequado para todos os casos de mastite. A definição da estratégia depende de diferentes fatores, como:</p>
<ul>
<li>Agente envolvido;</li>
<li>Gravidade do caso;</li>
<li>Forma de manifestação;</li>
<li>Histórico do animal;</li>
<li>Recorrência da doença;</li>
<li>Protocolos estabelecidos pela propriedade.</li>
</ul>
<p>Por isso, o tratamento deve considerar o diagnóstico e a orientação do médico-veterinário.</p>
<p>Utilizar medicamentos sem critérios adequados pode aumentar os custos e não resolver os principais problemas da propriedade.</p>
<p>Além disso, o acompanhamento não deve terminar após a aplicação do tratamento. É importante registrar os casos, os medicamentos utilizados, a resposta dos animais e possíveis recorrências.</p>
<p>Essas informações ajudam a avaliar se os protocolos estão apresentando os resultados esperados.</p>
<h2>Como prevenir e controlar a mastite bovina?</h2>
<p>A prevenção e o controle dependem da combinação de diferentes práticas. <strong>Não existe uma única medida capaz de resolver todos os problemas relacionados à doença</strong>.</p>
<p>O primeiro passo é compreender como a mastite está ocorrendo na propriedade.</p>
<p>Quais são os principais agentes? Existem mais casos clínicos ou subclínicos? O problema está concentrado em determinados animais? A contagem de células somáticas está aumentando? Existem falhas na rotina de ordenha?</p>
<p>Responder a essas perguntas ajuda a direcionar as ações.</p>
<ul>
<li>Manter uma rotina adequada de ordenha;</li>
<li>Manter os tetos limpos e secos;</li>
<li>Realizar corretamente o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pré e pós-dipping</a></strong>;</li>
<li>Manter os equipamentos regulados;</li>
<li>Monitorar a saúde do rebanho;</li>
<li>Identificar os agentes causadores;</li>
<li>Manter as instalações adequadas;</li>
<li>Acompanhar os resultados das ações.</li>
</ul>
<h2>Prevenir e controlar a mastite exige acompanhamento contínuo</h2>
<p>A mastite bovina pode provocar impactos importantes sobre a saúde dos animais, a produção, a qualidade do leite e os resultados econômicos da propriedade.</p>
<p>Por isso, <strong>o controle não deve se limitar ao tratamento dos casos clínicos.</strong></p>
<p>É necessário monitorar a mastite subclínica, identificar os principais agentes, avaliar a rotina de ordenha, acompanhar as condições ambientais e utilizar os dados para tomar decisões.</p>
<p>Quanto mais cedo os problemas são identificados, maiores são as possibilidades de estabelecer ações adequadas.</p>
<p>Um programa eficiente depende da <strong>integração entre prevenção, diagnóstico, tratamento, monitoramento e avaliação dos resultados</strong>.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre mastite bovina</h2>
<h3>O que é mastite bovina?</h3>
<p>É uma inflamação da glândula mamária que pode comprometer a saúde dos animais, a produção e a qualidade do leite.</p>
<h3>Quais são os principais sintomas da mastite?</h3>
<p>Alterações no leite, presença de grumos, dor, calor, vermelhidão e aumento de volume do úbere estão entre os principais sinais.</p>
<h3>Qual é a diferença entre mastite clínica e subclínica?</h3>
<p>A mastite clínica apresenta sinais visíveis. Na forma subclínica, não existem alterações aparentes no leite ou no úbere.</p>
<h3>Como identificar a mastite subclínica?</h3>
<p>Testes como o CMT e a contagem de células somáticas podem auxiliar na identificação e no monitoramento.</p>
<h3>O que causa mastite em bovinos?</h3>
<p>A doença pode ser causada por diferentes microrganismos e sua ocorrência é influenciada por fatores relacionados à ordenha, higiene, ambiente e manejo.</p>
<h3>Como prevenir a mastite bovina?</h3>
<p>Uma rotina adequada de ordenha, higiene dos tetos, manutenção dos equipamentos, monitoramento do rebanho e identificação dos agentes ajudam na prevenção e no controle.</p>
<h3>Mastite bovina tem tratamento?</h3>
<p>Sim. Entretanto, a estratégia depende do agente envolvido, da gravidade do caso, do histórico do animal e dos protocolos definidos com orientação veterinária.</p>
<h2>Controle a mastite e aumente a rentabilidade da sua produção de leite</h2>
<p>A mastite é uma das doenças que mais geram prejuízo na pecuária leiteira, mas com conhecimento técnico e gestão eficiente é possível reduzir sua incidência e minimizar perdas.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=mastite-bovina" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar estratégias práticas de manejo, sanidade, nutrição, reprodução e gestão de custos para transformar resultados no campo e aumentar o lucro por litro de leite produzido.</p>
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<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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