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	<title>fibra Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>fibra Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Fibra fisicamente efetiva: entenda sua importância na dieta de vacas leiteiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Sep 2025 12:00:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[fibra]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A busca por eficiência produtiva aliada ao bem-estar animal tem levado nutricionistas, consultores e produtores a revisitar conceitos fundamentais da formulação de dietas para vacas leiteiras. Entre esses conceitos, o uso estratégico da fibra fisicamente efetiva (FFE) vem ganhando destaque. Esse tipo de fibra não se resume apenas à sua composição química, mas sim à [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A busca por eficiência produtiva aliada ao bem-estar animal tem levado nutricionistas, consultores e produtores a revisitar conceitos fundamentais da formulação de dietas para vacas leiteiras. Entre esses conceitos, o uso estratégico da <strong>fibra fisicamente efetiva (FFE)</strong> vem ganhando destaque.</p>
<p>Esse tipo de fibra não se resume apenas à sua composição química, mas sim à sua capacidade física de <strong>estimular o comportamento mastigatório e a ruminação</strong>. A FFE está diretamente ligada ao tempo de mastigação, à produção de saliva e, consequentemente, ao <strong>equilíbrio do pH ruminal</strong>, fatores essenciais para evitar distúrbios metabólicos e manter o desempenho produtivo.</p>
<p>O uso correto da FFE na dieta não apenas promove saúde ruminal, mas também pode atuar como mecanismo natural de controle do consumo de matéria seca, o que é especialmente importante em vacas de alta produção.</p>
<p>Ao longo deste artigo, você entenderá por que a FFE é importante para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong> e o desempenho das vacas leiteiras, como ela atua na regulação do consumo de matéria seca, e quais são as quantidades recomendadas e como medi-las corretamente com o uso de ferramentas práticas como o PSPS.</p>
<p>Também veremos estratégias eficazes de formulação de dietas, exemplos reais de aplicação em campo, erros comuns e inovações tecnológicas que estão moldando o futuro da nutrição de precisão com base na FFE.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>A diferença entre FDN e FFE: o que realmente importa para a ruminação?</h2>
<p>Embora frequentemente utilizadas em conjunto, <strong>FDN (fibra em detergente neutro) e FFE</strong> não são sinônimos. A FDN representa a <strong>fração química</strong> da fibra (celulose, hemicelulose e lignina), ou seja, sua composição estrutural. Já a FFE refere-se à fração da FDN que possui <strong>características físicas</strong> capazes de estimular a ruminação (Mertens, 1997).</p>
<p>É possível, portanto, que uma dieta apresente níveis adequados de FDN mas baixos níveis de FFE, caso as partículas estejam excessivamente moídas, como em silagens muito picadas ou concentrados finamente processados.</p>
<p>Nesse cenário, mesmo com “fibra no papel”, o rúmen não recebe estímulo mecânico suficiente, o que pode desencadear queda na produção de saliva, acidose subclínica e alterações no comportamento alimentar das vacas (Armentano &amp; Pereira, 1997).</p>
<p>Por isso,<strong> avaliar a FFE é essencial</strong>, principalmente com o uso do <strong><em>Penn State Particle Separator</em></strong> <strong>(PSPS)</strong>, ferramenta que permite estimar o percentual de partículas com tamanho físico adequado à ruminação.</p>
<h2>Quando a fibra ajuda a limitar o consumo?</h2>
<p>Em vacas de alta produção, principalmente em fase de transição e pico de lactação, o apetite pode flutuar de forma intensa. Em alguns momentos, a vaca pode apresentar <strong>picos de ingestão de matéria seca</strong>, superando sua capacidade ruminal de processamento, o que aumenta o risco de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-do-deslocamento-de-abomaso/">deslocamento de abomaso</a></strong> e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong>.</p>
<p>Nesse cenário, a fibra fisicamente efetiva se apresenta como uma ferramenta de regulação natural do consumo, promovendo uma saciedade física que reduz a velocidade e o volume da ingestão voluntária de alimento, sem recorrer ao uso de aditivos ou estratégias restritivas (Armentano &amp; Swain, 1994).</p>
<p>Essa abordagem respeita a fisiologia do animal e previne o sobreconsumo, atuando preventivamente nos pontos críticos da nutrição de precisão: <strong>ritmo de ingestão, estabilidade ruminal e controle de distúrbios metabólicos.</strong></p>
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<h3>Como evitar picos de consumo e sobrecarga do rúmen?</h3>
<p>Um dos principais benefícios práticos da inclusão de FFE em níveis adequados é a <strong>estabilização do padrão de consumo diário.</strong> Quando a dieta apresenta partículas de fibra com bom tamanho (≥8 mm), o tempo de mastigação aumenta, a ingestão se torna mais lenta e o <strong>esvaziamento ruminal ocorre de forma gradual</strong>, o que evita:</p>
<ul>
<li>Fermentação excessiva e rápida de carboidratos;</li>
<li>Produção elevada de ácidos orgânicos em curtos períodos;</li>
<li>Desbalanceamento da microbiota ruminal;</li>
<li>Redução abrupta do pH e perda de eficiência digestiva.</li>
</ul>
<p>Dessa forma, a FFE atua como um <strong>mecanismo de autorregulação</strong>. Ela não impede o consumo, mas reduz a impulsividade e o excesso de ingestão em curto tempo, favorecendo um ambiente ruminal mais estável.</p>
<h2>Relação entre saciedade física e estabilidade metabólica</h2>
<p>A <strong>saciedade induzida pela FFE é diferente da saciedade energética</strong>, que ocorre quando as exigências calóricas são atendidas. No caso da FFE, a vaca sente-se “cheia” fisicamente antes de atingir o limite energético, o que é desejável em situações onde se busca prevenir excessos e favorecer a mobilização de gordura corporal.</p>
<p>Essa saciedade física promovida por partículas grandes e bem estruturadas de fibra ajuda a:</p>
<ul>
<li>Evitar consumo excessivo de concentrados;</li>
<li>Manter o esvaziamento ruminal em ritmo adequado;</li>
<li>Proteger a integridade do epitélio ruminal;</li>
<li>Contribuir para o equilíbrio entre consumo e metabolismo hepático.</li>
</ul>
<p>Portanto, em vez de ver a FFE apenas como componente “de saúde ruminal”, ela deve ser reconhecida como uma <strong>ferramenta nutricional ativa de controle do consumo</strong>, com implicações diretas sobre a produtividade, a sanidade e a longevidade da vaca leiteira.</p>
<h2>Quantidades ideais de FFE: quanto incluir na dieta sem comprometer o desempenho?</h2>
<p>Diversos estudos mostram que não basta apenas atingir uma determinada porcentagem de FDN (fibra em detergente neutro) na dieta — é essencial garantir que parte dessa fibra seja fisicamente efetiva, ou seja, tenha estrutura e tamanho adequados para estimular a ruminação.</p>
<p>A literatura técnica recomenda que a <strong>FDN total da dieta represente entre 28% e 34% da matéria seca</strong>, e dentro desse valor, pelo menos <strong>19% a 21% deve ser de FDN fisicamente efetiva (peNDF)</strong>, que é a fração com propriedades mecânicas eficazes (Mertens, 1997; Armentano &amp; Pereira, 1997).</p>
<p>A sigla peNDF vem de “<em>physically effective</em> NDF” e corresponde justamente à FDN contida nas partículas de tamanho mínimo necessárias para promover a ruminação.</p>
<p>É importante ressaltar que essas faixas de referência devem ser ajustadas conforme o perfil do lote animal. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentacao-de-vacas-para-ter-altos-picos-de-producao-de-leite/">Vacas em pico de lactação, por exemplo, exigem dietas mais densas energeticamente</a></strong>, o que pode demandar um nível um pouco menor de peNDF, desde que haja bom controle do pH ruminal.</p>
<p>Já em vacas no final da lactação, secas ou em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">período de transição</a></strong>, níveis mais elevados de FFE são desejáveis para modular o consumo, prevenir distúrbios e estabilizar o metabolismo.</p>
<p>Portanto, o nutricionista deve personalizar a formulação com base na categoria animal e momento fisiológico, sempre buscando o equilíbrio entre:</p>
<ul>
<li>Estímulo à ruminação;</li>
<li>Segurança ruminal;</li>
<li>Densidade energética da dieta;</li>
<li>Padrão de consumo e produção desejada.</li>
</ul>
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<h2>A importância do PSPS na avaliação da FFE</h2>
<p>O principal método prático para mensurar a FFE na fazenda é o uso do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/penn-state/"><i>Penn State Particle Separator</i> (PSPS)</a></strong>. Trata-se de um conjunto de peneiras de diferentes tamanhos, usado para avaliar a distribuição das partículas presentes na dieta, especialmente em misturas TMR (<i>Total Mixed Ration</i>).</p>
<p>O PSPS tradicional conta com quatro peneiras empilhadas:</p>
<ol>
<li><strong>&gt;19 mm</strong>: partículas muito grandes (feno longo, palhada);</li>
<li><strong>8 a 19mm</strong>: partículas grandes efetivas (ideal para estimular a ruminação);</li>
<li><strong>1,18 a 8 mm</strong>: partículas médias (mais rapidamente fermentáveis);</li>
<li><strong>&lt;1,18 mm</strong>: partículas finas, geralmente pouco efetivas.</li>
</ol>
<p>Exemplo prático de mensuração:</p>
<p>Imagine uma dieta com os seguintes resultados no PSPS:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-45790 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/ffe.webp" alt="Avaliação PSPS" width="477" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/ffe.webp 477w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/ffe-300x194.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/ffe-370x240.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/ffe-270x175.webp 270w" sizes="(max-width: 477px) 100vw, 477px" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Soma da fração fisicamente efetiva: 6% + 23% = 29% da MS total</strong></p>
<p>Agora, aplicando isso sobre a FDN:</p>
<p>Se a dieta tem <strong>32% de FDN na MS,</strong> a fração peNDF (fisicamente efetiva) será:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>peNDF = 32% × 0,29 = 9,28%</strong></p>
<p>Nesse exemplo, a <strong>peNDF está abaixo do ideal (mínimo de 19%)</strong>, o que indica necessidade de ajuste, como incluir feno de partículas maiores, reduzir moagem da silagem ou revisar o balanceamento da TMR.</p>
<p>Esse tipo de análise é importante para:</p>
<ul>
<li>Evitar subestimativa de FFE, que leva à acidose;</li>
<li>Evitar excesso, que pode reduzir o consumo e o desempenho;</li>
<li>Ajustar rapidamente dietas na propriedade, com base em avaliação visual e quantitativa.</li>
</ul>
<h2>Estratégias práticas para otimizar a FFE na formulação de dietas</h2>
<h3>Escolha das fontes de fibra: mais do que atender à FDN</h3>
<p>A base de qualquer formulação eficiente com foco em FFE está na escolha qualificada das fontes de fibra. Nem toda fibra bruta ou FDN contribui para a efetividade física desejada. É necessário garantir ingredientes com tamanho de partícula adequado e boa estrutura física.</p>
<p>As principais fontes utilizadas na prática incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Fenagem de gramíneas bem curadas</strong>: feno de tifton, coast-cross, azevém ou capim-elefante são excelentes para elevar o teor de FFE. Partículas longas (acima de 8 mm) são especialmente úteis.</li>
<li><strong>Silagens estruturadas</strong>: <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">silagem de milho</a></strong> colhida no ponto correto e com tamanho de partícula ajustado contribui positivamente. Atenção ao uso de processadores de grão, que podem reduzir o tamanho da fibra de forma excessiva. Por isso é importante o acompanhamento criterioso durante todo processo de ensilagem.</li>
</ul>
<p>Atenção: Ingredientes fibrosos moídos finamente (farelos, cascas processadas, etc.) <strong>não fornecem estímulo suficiente à ruminação,</strong> mesmo que tenham FDN elevada no rótulo.</p>
<h3>Mistura total (TMR): uniformidade e distribuição das partículas</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-tmr-e-pmr/">dieta TMR</a></strong> (<em>Total Mixed Ration</em>) precisa garantir homogeneidade de distribuição das partículas, para que cada bocada forneça uma porção balanceada de nutrientes e fibra. Uma das maiores causas de falhas no fornecimento de FFE é a <strong>separação de partículas</strong>, também chamada de &#8220;<em>sorting</em>&#8220;.</p>
<p>Boas práticas para evitar separação:</p>
<ul>
<li><strong>Misturar os ingredientes na sequência correta</strong>, iniciando pelos volumosos.</li>
<li><strong>Verificar o nível de matéria seca da TMR</strong>: valores abaixo de 40% MS facilitam a aderência entre partículas e reduzem a seleção.</li>
<li><strong>Evitar inclusão excessiva de silagem</strong> muito úmida ou finamente picada, que favorece o sorting.</li>
<li><strong>Observar se a vaca “escolhe” o concentrado e deixa o volumoso no cocho</strong> — esse é um sinal claro de baixa efetividade na FFE.</li>
</ul>
<p>Dica prática: Avalie a TMR com o PSPS, aplicando-o antes e após o fornecimento. Grandes variações indicam que as vacas estão selecionando ingredientes, o que prejudica o efeito da fibra.</p>
<h3>Adaptação por fase de lactação: um ponto-chave no uso da FFE</h3>
<p>O nível ideal de FFE não é fixo: ele deve ser ajustado conforme o estágio fisiológico e o desempenho produtivo da vaca.</p>
<ul>
<li><strong>Pré-parto (<em>close-up</em>)</strong>: Nível mais alto de FFE (em torno de 22% peNDF), com dieta moderadamente energética. Objetivo: controle do consumo, estabilidade ruminal, preparação e adaptação das papilas ruminais e prevenção de cetose e deslocamento de abomaso.</li>
<li><strong>Pico de lactação</strong>: Foco em <strong>densidade energética</strong>. Reduz-se ligeiramente a FFE (podendo ficar entre 20%-22% peNDF), desde que mantida a integridade ruminal. Aqui, a seleção de partículas deve ser rigorosamente controlada e também a avaliação das vacas em relação à característica das fezes e acidose.</li>
<li><strong>Meio e final da lactação</strong>: Pode-se retomar níveis intermediários de FFE (20%–22%) para promover saúde ruminal, modular o consumo e estabilizar a curva de produção.</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/secagem-de-vacas-leiteiras/"><strong>Vacas secas</strong></a>: Aumenta-se novamente a FFE (24% ou mais), com foco em controle de ingestão e prevenção de distúrbios metabólicos na transição.</li>
</ul>
<p>Essa adaptação estratégica permite atender às exigências específicas de cada fase, equilibrando consumo, eficiência e saúde ruminal.</p>
<h2>Tendências e inovações no uso da FFE na nutrição de ruminantes</h2>
<p>Desde a publicação da revisão do NRC em 2021, agora sob o nome NASEM – National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine, houve um avanço significativo na compreensão do papel funcional da fibra na nutrição de vacas leiteiras.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nasem-2021-exigencias-nutricionais-de-bovinos-leiteiros/">NASEM 2021</a> </strong>reconhece que:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A <strong>densidade física dos ingredientes e o tamanho de partícula</strong> são tão importantes quanto a composição química da fibra.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A recomendação de <strong>peNDF mínima</strong> para vacas de alta produção deve considerar <strong>as condições do sistema de manejo, conforto e acesso ao cocho</strong>.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A inclusão de <strong>fibra indigestível, mas fisicamente efetiva</strong>, pode ser positiva em situações específicas, como vacas secas, para controle do apetite e prevenção de distúrbios (NASEM, 2021).</li>
</ul>
<p>Além disso, o modelo de predição de consumo foi ajustado para considerar parâmetros físicos da dieta, e não apenas sua composição energética — o que reforça a importância da FFE como elemento de precisão nutricional.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A fibra fisicamente efetiva (FFE) é um elemento-chave na nutrição moderna de vacas leiteiras, pois atua como <strong>reguladora natural do consumo, protetora da saúde ruminal e estabilizadora do metabolismo</strong>. Sua importância transcende a simples inclusão de fibra na dieta: ela exige análise física, técnica e contextualizada.</p>
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<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Mertens, D. R. (1997). Fibra como uma entidade física: relações com a digestibilidade e eficácia da fibra em dietas para ruminantes. <i>Journal of Dairy Science</i>, 80(12), 1463–1481.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Armentano, L. E., &amp; Pereira, M. N. (1997). Fatores que afetam a eficácia da fibra na ração de vacas leiteiras. <i>Journal of Dairy Science</i>, 80(5), 1416–1428.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Mooney, C. S., &amp; Allen, M. S. (1997). Efeitos da concentração dietética de fibras e amido no comportamento alimentar de vacas leiteiras. <i>Journal of Dairy Science</i>, 80(6), 1562–1574.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Armentano, L. E., Swain, S. M., &amp; Clark, J. H. (1994). Fibra efetiva em dietas para vacas leiteiras de alta produção. <i>Journal of Dairy Science</i>, 77(5), 1441–1451.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">FAZU (2012). <i>Fibra Efetiva e Fibra Fisicamente Efetiva: Conceitos e Importância na Nutrição de Ruminantes</i>. FAZU em Revista, Uberaba, n. 9, p. 69–84. Disponível em: https://1library.org/document/y6ew12oz.html</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">NASEM (2021). <i>Nutrient Requirements of Dairy Cattle</i>. National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine. Washington, DC: The National Academies Press. https://doi.org/10.17226/25806</span></li>
</ul>
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		<title>Fibra efetiva na nutrição de gado de corte: qual a importância?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2020 17:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[fibra]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O processo de intensificação dos sistemas produtivos levou ao adensamento da dieta de ruminantes com a utilização de fibra efetiva, principalmente dos animais confinados, buscando o aumento da produtividade e, consequentemente, da lucratividade da fazenda. O maior desempenho, entretanto, é acompanhado de novos desafios, dos quais técnicos nutricionistas buscam otimizar o adensamento com a inclusão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O processo de intensificação dos sistemas produtivos levou ao adensamento da dieta de ruminantes com a <strong>utilização de fibra efetiva, principalmente dos animais confinados, buscando o aumento da produtividade</strong> e, consequentemente, da lucratividade da fazenda.</p>
<p>O maior desempenho, entretanto, é acompanhado de novos desafios, dos quais técnicos nutricionistas buscam otimizar o adensamento com a inclusão mínima de fibras efetivas na dieta, feita a partir do oferecimento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/">alimentos volumosos</a></strong>, buscando excelentes resultados sem comprometer a saúde do indivíduo.</p>
<p>Na falta de estímulo de fibra no rúmen-retículo, há comprometimento da ruminação e da produção de saliva. Essa última, por sua vez, é rica em elementos tamponantes para manter o pH ruminal.</p>
<p>Sua falta resulta em queda de pH que, dependendo da intensidade, pode contribuir para um quadro de acidose. A acidose pode se desdobrar em timpanismo espumoso e laminite, além de ter impactos negativos e irreversíveis no desempenho animal.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>FDN e FDNfe: o que são?</h2>
<p>A fibra também estimula a motilidade, que é importante por aumentar o contato do substrato com as enzimas extracelulares dos microrganismos do rúmen, auxiliar na ruminação e na renovação de conteúdo ruminal, ajudando a aumentar a taxa de passagem. A mudança na taxa passagem tem como consequência:</p>
<ul>
<li>Alteração na eficiência da produção de proteína microbiana;</li>
<li>Taxas de passagem mais rápidas, que favorecem o crescimento microbiano;</li>
<li>Aumento de consumo, já que “libera” espaço no rúmen para o animal poder consumir mais alimento.</li>
</ul>
<p>É comum haver casos de acidose subclínica: aquela que existe, mas não tem sintomas evidentes. Um bom indicativo de que pode estar ocorrendo é o consumo de matéria seca muito variável.</p>
<p>Na determinação do nível mínimo de fibra na dieta dos bovinos de corte, é importante que seja considerada a porção da fibra que efetivamente estimula a ruminação.</p>
<p><strong>Para garantir que a dieta tenha fibra em detergente neutro (FDN) desejável e que promova efetividade na ruminação, a fibra fisicamente efetiva (FDNfe) começou a ser mensurada.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10983 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2.jpg" alt="FDN e FDNfe" width="533" height="291" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2.jpg 533w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2-300x164.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2-370x202.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-2-270x147.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 533px) 100vw, 533px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">A figura exemplifica que a porção de FDN está contida na matéria seca (MS) da dieta, que possui um percentual de efetividade. No primeiro exemplo, a efetividade física do FDN é menor que no segundo.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></span></p>
<p>O FDNfe foi definido como a porcentagem do FDN que efetivamente estimula a mastigação, salivação, ruminação e motilidade ruminal.</p>
<p>O conceito utilizado pelo NRC (1996) define como a soma das porcentagens do material retido em peneira acima de 1,18mm após separação vertical, e multiplicado pelo valor de FDN da amostra (<strong>FDNfe = FFDN x FDN amostra em %MS</strong>).</p>
<p>As partículas menores que 1,18 mm não são capazes de estimular a ruminação e os demais fatores discutidos anteriormente.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Requerimento mínimo de fibra efetiva</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa peneira foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia nos EUA, sendo nomeada de separador de partículas da <em>Penn State</em> (</span><i><span style="font-weight: 400;">The Penn State Particle Separator</span></i><span style="font-weight: 400;">). O método para mensurar consiste em passar uma amostra do material nas peneiras (19 mm, 8 mm, 1,18 mm e fundo). </span></p>
<p>Porém, no campo a peneira 1,18 mm foi substituída pela de 4 mm devido muitas partículas ficarem retidas na peneira 1,18 mm serem de baixa ou nenhuma efetividade.</p>
<p>Ainda assim, o material da peneira 4 mm deve ser avaliado com cautela, pois partículas de rápida fermentação ruminal podem ficar retidas na peneira superestimando os valores de FDNfe. Essa peneira pode ser desconsiderada na soma, caso o nutricionista adote isso como critério.</p>
<p>O que se sabe é que os zebuínos têm maior exigência de FDNfe, sendo algo em torno de 25-30%.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa exigência para demais bovinos ficaria próximo a 15%. Mas, estes valores podem ser muito variáveis, de acordo com o manejo da fazenda, maquinário existente na propriedade, qualidade de fibra e uso de aditivos.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41427" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1.png" alt="Requerimento de FDNfe" width="542" height="334" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1.png 542w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-300x185.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-370x228.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-270x166.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-1-150x92.png 150w" sizes="auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px" /></p>
<p style="text-align: center;" data-wp-editing="1"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Requerimento de FDNfe em bovinos (TMR = ração de mistura total). Fonte:  Dados do NRC, 2016.</span></p>
<h2>Níveis de FDNfe dos alimentos</h2>
<p>No gráfico a seguir, é visto que <strong>a diminuição do FDNfe resulta em menor pH ruminal</strong>, podendo chegar a níveis muito baixos dependendo da dieta fornecida.</p>
<p>Por isso, é importante estarmos atentos aos níveis de FDNfe dos alimentos mais utilizados.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10985 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4.jpg" alt="Fibra efetiva na dieta" width="512" height="311" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4-300x182.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4-370x225.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/fibra-efetiva-4-270x164.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">A influência do teor de fibra fisicamente efetiva na dieta sob o pH ruminal de bovinos. </span></p>
<p>Nas dietas formuladas, principalmente em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamentos</a></strong>, alguns alimentos são utilizados com o único intuito de fornecer fibra efetiva aos animais.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os alimentos mais comumente utilizados no Brasil, alguns se destacam: o bagaço de cana que além de preço acessível (dependendo da região) apresenta uma importante porcentagem de fibra fisicamente efetiva, o feno também pode ser utilizado com esse intuito e até mesmo silagens de milho, capim, sorgo, que passaram um pouco do ponto de ensilagem podem ser utilizados com intuito de fornecer fibra efetiva a esses animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses, outros importantes alimentos podem apresentar importante perfil de FDNfe e devem ser levados em consideração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quadro abaixo ilustra a efetividade de alguns insumos utilizados para bovinos. Note que o processamento é um fator crucial para esse parâmetro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, cada fazenda precisa conhecer seu insumo, e para isso a análise bromatológica e física das partículas é imprescindível para uma boa formulação de dieta.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41428" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2.png" alt="Tabela com a efetividade de insumos para bovinos" width="954" height="425" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2.png 954w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-300x134.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-768x342.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-370x165.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-270x120.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-740x330.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/tabela-fdn-2-150x67.png 150w" sizes="auto, (max-width: 954px) 100vw, 954px" /></p>
<p>Alguns subprodutos podem ser utilizados com o objetivo de estimular a ruminação através de sua efetividade, por exemplo, a casquinha de soja e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">caroço de algodão</a></strong><span style="font-weight: 400;">, ambos alimentos possuem em sua composição bromatológica característica interessantes, o caroço com 44% de FDN, em média, e a casquinha 70% de sua MS total, entretanto por características dessa fibra a utilização dos dois alimentos se diferem. </span></p>
<p>A fibra efetiva do caroço de algodão é significativa para proporcionar a ruminação dos bovinos, podendo ser utilizada então com esse intuito, já a casquinha não apresenta essas características, e apesar de ser uma excelente alternativa de alimento não deve ter sua efetividade levada em consideração para promover ruminação.</p>
<p>Quando pensamos em fornecer fibra aos animais buscando as características de sua efetividades, podemos acreditar que quanto maior o tamanho da partícula, melhor será para a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">dieta</a></strong>, entretanto partículas grandes em demais, acima de 19 mm, em grandes quantidades na dieta podem proporcionar uma seleção por parte dos animais, essa seleção acarreta diversos prejuízos, por exemplo, sobras no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cocho</a></strong> e desempenho aquém do esperado para a dieta.</p>
<h2>Torne-se referência em nutrição na pecuária de corte!</h2>
<p>Com a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=fibra-efetiva" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte</strong></a>, você vai aprender na prática a formular dietas que garantem o desempenho dos animais e geram lucro para o produtor.</p>
<p>Além disso, você será capaz de montar estratégias nutricionais completas, alinhadas à realidade e aos objetivos da fazenda. Torne-se um profissional completo, dominando técnica e gestão, ganhando destaque no mercado da sua região.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=fibra-efetiva" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42003 size-full" title="Clique e saiba mais sobre a pós-graduação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png" alt="Pós-graduação em Nutrição de Bovinos de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/banner-pnc-new-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Palma forrageira para vacas leiteiras: benefícios, nutrição e como fornecer</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jun 2018 14:34:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[fibra]]></category>
		<category><![CDATA[palma forrageira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A disponibilidade de alimentos de qualidade ao longo do ano é um dos principais desafios da pecuária leiteira, especialmente em regiões com períodos prolongados de seca e baixa disponibilidade de forragem, como a Região Nordeste do Brasil. Nesse contexto, a palma forrageira se destaca como uma alternativa importante para a alimentação do rebanho devido à [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A disponibilidade de alimentos de qualidade ao longo do ano é um dos principais desafios da pecuária leiteira, especialmente em regiões com períodos prolongados de seca e baixa disponibilidade de forragem, como a Região Nordeste do Brasil.</p>
<p>Nesse contexto, a <strong>palma forrageira se destaca como uma alternativa importante para a alimentação do rebanho</strong> devido à sua adaptação às condições de baixa disponibilidade hídrica, elevada produtividade e características nutricionais.</p>
<p>No entanto, sua utilização deve fazer parte de uma dieta equilibrada. Apesar das vantagens, a palma apresenta limitações nutricionais que precisam ser consideradas para evitar desequilíbrios e garantir o desempenho dos animais.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá os benefícios da palma forrageira na alimentação de vacas leiteiras, suas principais características nutricionais e os cuidados necessários para utilizá-la de forma adequada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Origem da utilização da palma forrageira no Brasil</h2>
<p>As primeiras espécies de palma forrageira foram trazidas do México pelos portugueses, com o objetivo de serem utilizadas como criatório de cochonilhas para a produção de corante natural.</p>
<p>Em 1818, foi introduzida no semiárido, onde começou a ser utilizada como alimento para ruminantes. A partir da percepção a campo do potencial deste vegetal, no final da década 50 iniciaram-se as pesquisas relacionadas ao manejo agronômico da palma.</p>
<p>A partir daí, centenas de trabalhos vêm identificando, nos últimos anos, o real potencial deste alimento e seus benefícios econômicos e produtivos para a pecuária no semiárido.</p>
<p>Nos dias atuais, duas espécies são amplamente difundidas e utilizadas em várias regiões do nordeste brasileiro:</p>
<ol>
<li><strong><em>Opuntia ficus-indica</em> (Palma redonda e Gigante);</strong></li>
<li><strong><em>Nopalea cochenillifera</em> (Palma miúda).</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44230 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira.webp" alt="Palma gigante" width="300" height="225" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-270x203.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Palma gigante (<em>Opuntia ficus-indica</em>)</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44231 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-1.webp" alt="Palma Miúda ou doce" width="300" height="225" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-1.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-1-270x203.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-1-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Palma Miúda ou doce (<em>Nopalea cochenillifera</em>)</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Potencial da palma forrageira na alimentação de vacas de leite</h2>
<p>Quando se fala em alimentos de alta qualidade para vacas leiteiras, temos como referência os volumosos tradicionalmente utilizados em várias regiões do Brasil, como a cana-de-açúcar, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" rel="noopener">silagem de milho</a></strong> e silagem de sorgo.</p>
<p>E qual seria o grande diferencial destas forrageiras? O grande potencial de produção de matéria seca e energia por hectare, além da boa disponibilidade dos seus nutrientes.</p>
<p>Surpreendentemente, a palma forrageira apresenta todas estas características e com o grande diferencial de estar muito bem adaptada às condições climáticas do semiárido, graças aos seus mecanismos fisiológicos que a tornam muito menos dependente de água.</p>
<p>Em situações de manejo intensivo, a palma forrageira pode alcançar produtividades de matéria seca e de energia por hectare ainda maiores do que a cana-de-açúcar e a silagem de milho, se tornando uma opção de alimento muito estratégica em algumas regiões.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44232 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-2.webp" alt="Produção de NDT para milho, sorgo e palma forrageira. " width="300" height="124" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-2.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-2-270x112.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 10pt;">Produção de NDT para Milho, Sorgo e Palma Forrageira. Dados médios.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Produtividades conseguidas em São Bento do Una no Agreste Pernambucano. Milho (27 ton/hectare), Sorgo (33 ton/hectare)e Palma (100 ton/hectare). Fonte: Adaptado de Ferreira (2005)</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44233 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-3.webp" alt="Comparativo de produtividade entre palma forrageira e outros volumosos" width="300" height="226" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-3.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-3-270x203.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-3-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 10pt;">Comparativo de produtividade por área de Matéria Seca e energia (CNF-Carboidrato Não Fibroso) da Palma Forrageira e outros Volumosos utilizados no Brasil</span></p>
<p>Na tabela de produção de NDT, estão evidenciadas produtividades e teores de matéria seca do milho muito abaixo da atual realidade de algumas regiões do Brasil.</p>
<p>Isso ocorre devido à instabilidade de chuvas em algumas regiões do nordeste, como, por exemplo, a de condução do experimento, tornando o milho uma cultura de risco e comprovando a importância da palma e sua adaptabilidade às regiões de seca.</p>
<h2>A importância da palma forrageira na diminuição dos custos alimentares</h2>
<p>Em tempos onde o <a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/"><strong>preço dos insumos alimentares</strong></a> como milho, soja, casquinha de soja e polpa cítrica apresentam variações constantes e são extremamente dependentes do mercado (commodities), <strong>um dos grandes desafios é conseguir fornecer ao animal o nível adequado de energia (CNF) na forma de amido ou outros constituintes</strong>, sem que o custo da dieta extrapole o orçamento e as metas de margens de lucro da propriedade.</p>
<p>Dentro deste contexto, a palma tem papel fundamental, uma vez que sua inclusão diminui a dependência de concentrados energéticos, além de seu custo de matéria seca ser menor do que outros alimentos, contribuindo significativamente na redução das despesas com alimentação (R$/Litro de Leite).</p>
<p>Tudo isso é possível pelo fato da palma, apesar de ser considerada um volumoso, apresentar, em sua constituição, grande porcentagem de carboidratos não fibrosos (CNF), constituído por açucares, amido, ácidos orgânicos e pectina, que são rapidamente disponibilizados para a fermentação ruminal.</p>
<p>Para se ter uma ideia, comparativamente, a palma apresenta 80% do valor nutricional do milho grão, tendo o custo de matéria seca 8 a 10 vezes menor.</p>
<p>É como se tivéssemos na propriedade um alimento semelhante à polpa cítrica, com custo de aproximadamente 80 a 100 reais a tonelada de matéria seca. É ou não é um bom negócio?</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44234 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-4.webp" alt="Custos de produção da palma forrageira" width="300" height="245" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-4.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-4-270x221.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 10pt;">Custos de Produção por tonelada de Matéria Natural da Palma Forrageira cultivada em sistema intensivo e extensivo / <span style="font-weight: 400;">Adaptado de Suassuna (2009)</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44235 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-5.webp" alt="Custos da matéria seca e natural da palma forrageira" width="300" height="209" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-5.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-5-270x188.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 10pt;">Custos da Matéria Natural (MN) e Matéria Seca (MS) de Palma em comparação a outros forragens utilizadas em propriedades leiteiras</span></p>
<h2>Cuidados com a palma forrageira na dieta de vacas</h2>
<h3>Fornecer uma fonte de fibra na dieta (Balancear FDN)</h3>
<p>Apesar de ser considerada uma forrageira, <strong>a palma forrageira apresenta</strong> <strong>características de um alimento concentrado</strong>, com baixo teor de fibra (FDN de 26%), alto conteúdo de carboidrato não fibroso (58,5% de CNF), além de pouca capacidade de estimular a ruminação.</p>
<p>Devido a isso, outras fontes de fibra devem ser adicionadas à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">dieta</a></strong>, uma vez que a utilização exclusiva de palma pode levar a problemas como o timpanismo (empanzinamento), diarreia, diminuição da gordura do leite, acidose metabólica, diminuição do consumo de matéria seca e perda de peso.</p>
<p>Portanto, a escolha do volumoso associado à palma deve levar em consideração o equilíbrio entre o carboidrato fibroso e não fibroso. Por exemplo, em dietas com bagaço de cana (rico em FDN e pobre em CNF), a proporção de palma poderá ser bem maior do que a silagem de milho e sorgo.</p>
<p>Da mesma forma, em dietas com grandes quantidades de alimentos concentrados, utilize menos a palma.</p>
<h3>Fornecer fonte de proteína</h3>
<p>A palma apresenta baixo teor de proteína (4,8%), necessitando de complementação proteica vinda de alimentos como soja, ureia, torta e caroço de algodão, cevada, do próprio volumoso, dentre outros.</p>
<p>No entanto, erroneamente são utilizadas formulações comerciais com teores de proteína variando de 18 a 24%, que atendem à demanda de proteína quando é fornecida outra fonte de forragem como o pasto ou silagens de milho e sorgo, mas que não são suficientes para atingir os requerimentos da vaca quando se utiliza a palma forrageira.</p>
<p>Na tabela abaixo, veja que os teores de proteína no concentrado quando a palma é utilizada podem variar de 28 a 37,5%. Formulando incorretamente a ração, não é possível explorar todo o potencial de palma, criando uma falsa ilusão de que ela é inapropriada para a produção de leite.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44236 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-6.webp" alt="Estimativa do teor de proteína bruta na matéria seca da associação de palma forrageira com silagem de sorgo" width="300" height="92" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-6.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-6-270x83.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><span style="font-size: 10pt;">Estimativa do teor de proteína bruta na MS do concentrado, quando da associação de palma forrageira com silagem de sorgo na proporção de 50% cada </span><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">V:C (Relação Volumoso:Concentrado) , PB (Proteína Bruta), MS (Matéria Seca) / </span><span style="font-weight: 400;">Fonte (Ferreira, 2005)</span></span></p>
<h2>Qual a quantidade de palma forrageira posso oferecer para as vacas?</h2>
<p>Esse é um dos grandes questionamentos dos produtores que utilizam palma forrageira nos seus rebanhos. No entanto, o mais importante não é a quantidade a ser fornecida, e sim como está sendo fornecida, principalmente com relação ao consórcio com outras fontes de fibra e o <strong>equilíbrio entre carboidrato não fibroso e Fibra efetiva (FDN)</strong>.</p>
<p>Ferreira e seus colaboradores (2004) avaliaram a inclusão de palma em substituição ao feno de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-quimico-em-pastagens-capim-tifton-85/" rel="noopener">capim Tifton</a></strong> nas proporções de 0; 12,5; 25; 37,5 e 50% em dietas de vacas holandesas, mantendo a proporção de alimento concentrado em 30% da matéria seca.</p>
<p>Apesar da diminuição dos teores de gordura do leite e tempo de ruminação para as 2 maiores inclusões de palma, a presença deste alimento melhorou a eficiência alimentar, ou seja, para a mesma quantidade de matéria seca consumida, a produção de leite aumentou quando se elevou a proporção de palma dieta.</p>
<p>A relação de kg de leite por kg de concentrado variou de <strong>2,92 para a dieta com 0% de palma na dieta, para 3,80 nas dietas com 50% de palma.</strong></p>
<p>No entanto, detectou-se diarreia nas dietas com 50% de palma forrageira como fonte de volumoso, indicando mais uma vez a necessidade de balanceamento de fibra e certo limite para inclusão na dieta dependente da outra fonte de volumoso.</p>
<p>Trabalhos mostram consumo de matéria seca variando entre 1,1 a 1,8% do peso vivo para vacas em lactação, ou seja, uma vaca de 500 Kg consumiria entre 5,5 e 9 Kg de matéria seca de palma forrageira, ou um consumo entre 42 e 90 Kg de matéria natural. Nestes experimentos, mesmos com altos consumos (90 Kg de Palma), não ocorreram problemas de diarreia nas vacas.</p>
<p>Em contrapartida, vacas que consumiram 60 Kg apresentaram algum problema, evidenciando que os malefícios causados pelo fornecimento de palma forrageira não estão relacionados ao alto teor de umidade da palma e sim ao balanceamento da dieta.</p>
<h2>Qual o potencial da palma forrageira?</h2>
<p>A utilização da palma <strong>já é uma realidade em várias regiões do semiárido brasileiro</strong>. No entanto, paradigmas, conservadorismo e falta de adoção de tecnologias inibem a expansão deste alimento para outras regiões.</p>
<p>O conhecimento do real potencial da palma e sua correta utilização através das adequações de fibra e proteína na dieta são de extrema importância a fim de explorar todo o potencial deste alimento.</p>
<p>É importante salientar que os baixos custos da tonelada são conseguidos a partir de sistemas intensivos de plantio, nos quais se alcançam produtividades maiores que 400 toneladas por hectare.</p>
<p>Portanto, pensar que a palma é uma cactácea pouco exigente em fertilidade é um grande erro e a escolha de solos férteis, adubações (orgânica e química) e irrigação devem ser levadas em consideração, uma vez que apresentam excelente resultado.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre palma forrageira para vacas leiteiras</h2>
<h3>Vaca leiteira pode comer palma forrageira?</h3>
<p>Sim. A palma pode fazer parte da alimentação de vacas leiteiras, desde que seja utilizada dentro de uma dieta equilibrada.</p>
<h3>Quais são os benefícios da palma forrageira?</h3>
<p>Entre os principais benefícios estão a adaptação a regiões secas, elevada produção de matéria verde, contribuição para a ingestão de água e presença de carboidratos fermentáveis.</p>
<h3>A palma forrageira pode substituir outros volumosos?</h3>
<p>A palma possui baixo teor de fibra efetiva e, por isso, sua utilização deve ser associada a alimentos que contribuam para o adequado funcionamento do rúmen.</p>
<h3>A palma aumenta a produção de leite?</h3>
<p>O impacto sobre a produção depende do equilíbrio da dieta, do nível produtivo dos animais e da adequação do fornecimento às exigências nutricionais.</p>
<h3>Qual quantidade de palma deve ser fornecida para uma vaca?</h3>
<p>A quantidade depende da composição da dieta, das características dos animais e dos demais alimentos utilizados. Não existe uma recomendação única para todas as propriedades.</p>
<h3>A palma forrageira possui muita água?</h3>
<p>Sim. O elevado teor de água é uma de suas principais características e deve ser considerado na avaliação da quantidade fornecida e do consumo de matéria seca.</p>
<h3>A palma precisa ser associada a outros alimentos?</h3>
<p>Sim. É necessário complementar a dieta principalmente com fontes adequadas de fibra e, conforme as exigências dos animais, proteína e outros nutrientes.</p>
<h2>Transforme alternativas em resultados reais na pecuária leiteira</h2>
<p>A palma forrageira pode ser uma excelente estratégia para garantir alimento de qualidade no semiárido, mas para que essa e outras soluções tragam retorno, é preciso saber como integrá-las a uma gestão eficiente da fazenda.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=palma-forrageira" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende a usar dados para tomar decisões mais assertivas, reduzir custos, aumentar a produtividade e melhorar a rentabilidade da sua produção.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/">Palma forrageira para vacas leiteiras: benefícios, nutrição e como fornecer</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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