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	<title>saúde Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>saúde Archives | Rehagro Blog</title>
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	<item>
		<title>Necropsia na bovinocultura: como realizar e qual sua contribuição para a saúde do rebanho?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 16:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[rebanho]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na bovinocultura, a criação dos animais em grupo pode facilitar a disseminação de agentes infecciosos ou parasitários, além da possibilidade de haver manifestação clínica coletiva quando há fatores que desencadeiam distúrbios metabólicos, nutricionais ou até mesmo intoxicações. Dessa forma, a realização da necropsia dos animais se torna uma ferramenta primordial tanto para o diagnóstico individual [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na bovinocultura, a criação dos animais em grupo pode facilitar a disseminação de agentes infecciosos ou parasitários, além da possibilidade de haver manifestação clínica coletiva quando há fatores que desencadeiam distúrbios metabólicos, nutricionais ou até mesmo intoxicações.</p>
<p>Dessa forma, a <strong>realização da necropsia</strong> dos animais se torna uma ferramenta primordial tanto para o <strong>diagnóstico individual</strong> quanto para o <strong>diagnóstico de rebanho</strong>.</p>
<p>Nesse texto iremos trazer informações a respeito da necropsia em bovinos leiteiros, abordando desde como deve ser executada e quais são as suas etapas, além de também ressaltar a importância da sua realização.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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<h2>O que é esse exame e o que se deve saber antes de realizar?</h2>
<p>O exame de <strong>necropsia</strong>, também chamado de exame <i>post mortem</i>, é uma ferramenta diagnóstica fundamental utilizada na medicina veterinária, sobretudo, na medicina de produção. Reconhecida por ser uma metodologia simples e acessível, é possível que sua aplicação seja feita em clínicas, hospitais ou até mesmo no campo.</p>
<p>Um bom exame <i>post mortem</i> deve ser feito de forma completa, seguindo uma sequência definida que garanta uma avaliação criteriosa de todos os órgãos, observando as alterações morfológicas e coletando material para uma futura análise laboratorial caso se faça necessário.</p>
<p>É importante que o procedimento seja realizado por um <strong>médico veterinário capacitado</strong> a diferenciar as alterações <i>post mortem</i>, que são as mudanças que ocorrem no corpo após a morte, de ante mortem, que são as alterações causadas pelo processo patológico.</p>
<p>Além disso, é fundamental que o profissional seja apto a fazer uma interpretação correta dos achados observados.</p>
<p>Ao se deparar com uma situação de necropsia, é necessário, em um primeiro momento, <strong>realizar uma boa anamnese com o responsável pelo animal</strong>, verificando o histórico clínico do bovino e do rebanho, além dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/">manejos reprodutivos</a></strong>, sanitários e nutricionais implementados na propriedade. Esses dados coletados previamente são fundamentais para direcionar a atenção do veterinário durante o exame.</p>
<p>A necropsia deve ser feita o mais breve possível após a morte do animal, pois, dessa forma, as alterações post mortem não estarão completamente estabelecidas, o que facilitará a identificação e interpretação dos achados.</p>
<p>Caso não seja possível realizar o exame imediatamente após o óbito, é importante se atentar a forma de conservação do corpo, armazenando, se possível, em local resfriado e sem radiação solar, o que reduz a velocidade da autólise.</p>
<h2>Como deve ser executada uma necropsia em bovinos?</h2>
<p>Para a execução de uma necropsia minuciosa a campo, é importante que o profissional responsável ou a fazenda possua os instrumentos necessários para a realização da mesma, porém, caso não tenha, ainda é possível realizar uma boa necropsia com uma boa faca e uma serra.</p>
<p>Dentre os principais materiais necessários, podemos citar:</p>
<ul>
<li>Tesouras;</li>
<li>Facas;</li>
<li>Pinças;</li>
<li>Barbantes;</li>
<li>Serra;</li>
<li>Costótomo;</li>
<li>Alicate;</li>
<li>Machado;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Régua.</li>
</ul>
<p>Também é importante que tenha à disposição materiais para coleta e armazenamento de materiais, para que seja possível chegar a um resultado histopatológico confiável a partir das amostras.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44862 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos.webp" alt="Imagem ilustrando os principais instrumentos utilizados durante uma necropsia." width="522" height="419" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos.webp 522w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-300x241.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-370x297.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-270x217.webp 270w" sizes="(max-width: 522px) 100vw, 522px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Principais instrumentos utilizados durante uma necropsia. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<p>Pensando no risco de contaminação por doenças infecciosas zoonóticas, é indispensável que o veterinário utilize EPI &#8216;s durante todo o procedimento, prevenindo a exposição de doenças altamente letais, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/raiva-em-bovinos/">raiva</a></strong>.</p>
<p>Sobre esses EPIs, temos os principais:</p>
<ul>
<li>Botas de borracha;</li>
<li>Avental impermeável;</li>
<li>Luvas;</li>
<li>Máscara;</li>
<li>Óculos;</li>
<li>Protetor facial.</li>
</ul>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-44863 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-1.webp" alt="Imagem demonstrando os principais EPI 's que os responsáveis pela necropsia devem utilizar durante o procedimento." width="519" height="407" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-1.webp 519w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-1-300x235.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-1-370x290.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-1-270x212.webp 270w" sizes="(max-width: 519px) 100vw, 519px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Principais EPI &#8216;s que os responsáveis pela necropsia devem utilizar durante o procedimento. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<h2>Quais são as etapas da realização da necropsia?</h2>
<p>Após a anamnese e análise do histórico do animal e da propriedade, é sugerido <strong>seguir uma</strong> <strong>ordem de avaliação</strong>, evitando a falta de exame ou contaminação de alguns órgãos com conteúdo de órgãos adjacentes:</p>
<h3>1. Inspeção e incisão inicial</h3>
<p>Realiza-se a inspeção da condição corporal do animal, incluindo pelos, pele, tetos e genitálias, buscando a identificação de parasitas e lesões.</p>
<p>A carcaça deve ser posicionada em decúbito lateral esquerdo para facilitar o acesso e manipulação dos outros órgãos abdominais, como intestino e fígado, e não favorecer apenas o acesso ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>.</p>
<p>Caso o animal seja posicionado sobre o lado direito, o rúmen poderia dificultar o acesso a esses órgãos. Mucosas e orifícios também são examinados.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-44864 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-2.webp" alt="Bezerro posicionado em decúbito lateral esquerdo para a realização de necropsia." width="743" height="424" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-2.webp 743w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-2-300x171.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-2-370x211.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-2-270x154.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-2-740x422.webp 740w" sizes="(max-width: 743px) 100vw, 743px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Bezerro posicionado em decúbito lateral esquerdo para a realização de necropsia. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44865 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-3.webp" alt="Exame post mortem das mucosas aparentes e dos orifícios naturais." width="745" height="497" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-3.webp 745w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-3-300x200.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-3-370x247.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-3-270x180.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-3-740x494.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 745px) 100vw, 745px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Exame post mortem das mucosas aparentes e dos orifícios naturais. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<p>A necropsia é iniciada com incisões na região axilar e inguinal para desarticular os membros torácico e pélvico, em seguida, por uma incisão ventral para acessar os órgãos internos. O tecido subcutâneo, músculos e linfonodos são avaliados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44866 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-4.webp" alt="Desarticulação dos membros torácico e pélvico." width="751" height="502" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-4.webp 751w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-4-300x201.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-4-370x247.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-4-270x180.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-4-740x495.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 751px) 100vw, 751px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Desarticulação dos membros torácico e pélvico. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<h3>2. Evisceração abdominal</h3>
<p>É feita uma <strong>incisão ventral na cavidade abdominal</strong>, atentando-se para não perfurar o rúmen. Em bezerros neonatos, é necessário contornar o umbigo e realizar a avaliação interna e externa do mesmo.</p>
<p>Após a abertura da cavidade, é feita a inspeção e coleta de líquidos peritoneais, avaliando volume, cor e turbidez.</p>
<p>O intestino grosso deve ser separado com ligaduras e o intestino delgado é retirado cortando a base do mesentério. Em seguida, são removidos o fígado e o pâncreas. Os rins são removidos posteriormente, identificando artérias e veias renais.</p>
<p>Nos órgãos reprodutivos, deve ser removido o funículo espermático e testículos em machos, e, em fêmeas, são retirados os ovários e cornos uterinos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44867 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-5.webp" alt="Abertura da cavidade abdominal em bovino adulto prevenindo a ruptura acidental do rúmen." width="744" height="554" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-5.webp 744w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-5-300x223.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-5-370x276.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-5-270x201.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-5-740x551.webp 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-5-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 744px) 100vw, 744px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Abertura da cavidade abdominal em bovino adulto prevenindo a ruptura acidental do rúmen. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<h3>3. Evisceração oral e torácica</h3>
<p>Primeiramente o diafragma deve ser examinado para <strong>detectar qualquer anormalidade</strong>, como pressão negativa ou projeção para a cavidade abdominal, que pode ser indicativo de presença de líquido ou gás.</p>
<p>O sistema cardiorrespiratório deve ser removido, iniciando por cortes na mandíbula para acessar a cavidade oral e remover a língua, laringe e traqueia. É feita uma abertura com faca na região entre costelas e esternos, permitindo a remoção de órgãos torácicos e estruturas adjacentes.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44868 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-6.webp" alt="Acesso à cavidade torácica por incisão do diafragma." width="373" height="498" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-6.webp 373w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-6-225x300.webp 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-6-370x494.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-6-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 373px) 100vw, 373px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Acesso à cavidade torácica por incisão do diafragma. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<h3>4. Retirada da cabeça</h3>
<p>Para a remoção da cabeça, a pele e musculatura do pescoço são incisionadas até a articulação atlanto-occipital, seccionando a dura-máter e a medula espinhal.</p>
<p>Para retirar o encéfalo, o crânio é serrado. O assoalho do crânio é removido para a avaliação de gânglios e hipófise.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44869 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-7.webp" alt="Abertura da articulação atlanto-occipital e secção da dura-máter, da medula espinhal e dos ligamentos." width="558" height="374" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-7.webp 558w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-7-300x201.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-7-370x248.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-7-270x181.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 558px) 100vw, 558px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Abertura da articulação atlanto-occipital e secção da dura-máter, da medula espinhal e dos ligamentos. Fonte: PAIXÃO et al. (2023)</span></p>
<h2>Qual a importância da realização da necropsia em bovinos?</h2>
<p>Conhecer precisamente a causa da mortalidade em animais jovens ou adultos de uma determinada propriedade permite uma abordagem mais minuciosa para atuar com exatidão nos eventos que levam à morte na fazenda.</p>
<p>Com isso, as medidas preventivas podem ser direcionadas nas doenças mais comuns e nos períodos de maior risco.</p>
<p>Estudos realizados em vacas leiteiras alojadas em sistema <em>Free Stall</em>, classificadas em ordem de parição, conseguiram demonstrar os principais diagnósticos para óbitos nesses animais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44870 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-8.webp" alt="As causas subjacentes da morte em vacas leiteiras." width="848" height="583" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-8.webp 848w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-8-300x206.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-8-768x528.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-8-370x254.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-8-435x300.webp 435w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-8-270x186.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/necropsia-bovinos-8-740x509.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 848px) 100vw, 848px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">As causas subjacentes da morte em vacas leiteiras necropsiadas categorizadas por paridade. Fonte: Hagner et. al. (2023)</span></p>
<p>Nesse estudo, <strong>os distúrbios no úbere se mostraram a principal causa de mortalidade nas vacas</strong>, principalmente nas multíparas, seguido por distúrbios digestivos e distúrbios associados ao parto.</p>
<p>Nesse mesmo trabalho, também analisaram estudos anteriores que mostraram diferença entre a percepção dos produtores sobre a causa da morte das vacas leiteiras e o resultado da necropsia, com apenas cerca de metade dos casos diagnosticados corretamente por eles.</p>
<p>A maior concordância de diagnóstico foi nos casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong>, distúrbios de parto, doenças locomotoras e acidentes, que são mais facilmente reconhecíveis pelos produtores. No entanto, as doenças cardíacas, causas desconhecidas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/">pneumonia</a></strong> não foram reconhecidas com precisão pelos produtores.</p>
<p>Quando o produtor não chegou a uma conclusão sobre a causa da morte, <strong>a necropsia diagnosticou 88,2% dos casos</strong>, o que vem destacar a importância dos exames <em>post mortem</em> dos animais de uma fazenda leiteira.</p>
<p>Outro aspecto de grande relevância no exame <em>post mortem</em> é a <strong>importância da análise histopatológica</strong>. Algumas lesões só podem ser identificadas histologicamente, portanto, a rotina de amostragem em todos os órgãos evita a perda de informações que podem ser fundamentais para fechar o diagnóstico completo.</p>
<p>No estudo em questão, a análise histopatológica alterou ou adicionou informações importantes aos diagnósticos preliminares em <strong>18,2% dos casos.</strong></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais os limites da necropsia para determinar a causa da morte do animal?</h2>
<p>Embora a necropsia seja uma ferramenta poderosa, <strong>em alguns casos a causa da morte pode não ser identificada de imediato</strong>, sendo necessário lançar mão de análises laboratoriais adicionais para que possamos obter um diagnóstico conclusivo.</p>
<p>Quanto aos limites importantes que podem dificultar a identificação precisa do motivo do óbito, citaremos alguns dos principais:</p>
<ul>
<li><strong>Condição do cadáver</strong>: sabemos que o tempo decorrido entre a morte e a realização da necropsia vai influenciar muito nos resultados. Identificar se o cadáver já está em um estado avançado de decomposição, com muitas alterações teciduais e orgânicas é essencial para que não haja confusão com lesões. Além disso, a autodestruição das células após a morte pode comprometer a integridade dos tecidos e isso vai acontecer principalmente se o animal estiver exposto a altas temperaturas ou a necropsia for realizada tardiamente, o que pode mascarar lesões importantes.</li>
<li><strong>Lesões inespecíficas</strong>: durante o exame de necropsia, podemos observar algumas alterações inespecíficas, ou seja, aquelas que podem ser causadas por diferentes patologias e até mesmo sendo apenas um achado pós-morte. Por isso, <strong>é importante ter em mente que nem sempre as lesões estão diretamente relacionadas à causa da morte</strong>, pois as mesmas podem ser secundárias ou consequência de outro problema não identificado.</li>
<li><strong>Doenças metabólicas ou funcionais</strong>: é importante entendermos que algumas doenças metabólicas como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/">cetose</a></strong>, hipocalcemia, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose ruminal</a></strong> e outros distúrbios eletrolíticos e também doenças funcionais como arritmias cardíacas podem não deixar lesões macroscópicas evidentes.</li>
<li><strong>Toxinas e envenenamentos</strong>: toxinas que provocam a morte súbita podem não provocar alterações visíveis nos órgãos internos. A necropsia pode sugerir uma intoxicação, por exemplo quando se observa lesões hepáticas ou renais, mas a confirmação pode exigir uma coleta de amostras e análises laboratoriais mais detalhadas.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A necropsia é uma ferramenta de <strong>grande utilidade e extremamente acessível para o diagnóstico de diversas alterações patológicas</strong>, o que vai desempenhar um papel importante na gestão de saúde do rebanho.</p>
<p>A realização de necropsias pode trazer diversos benefícios, os quais impactam tanto a saúde animal quanto a eficiência econômica da produção.</p>
<p>Na maioria dos casos, ela pode fornecer uma conclusão definitiva, mas, em outras situações, pode necessitar de análises laboratoriais mais específicas. É importante ressaltar que a necropsia vai auxiliar na tomada de decisões informadas sobre o manejo, nutrição, biossegurança e saúde.</p>
<p>Para seu sucesso, a necropsia depende do treinamento do médico veterinário, do tempo decorrido entre o óbito e o início do procedimento, da técnica sistemática utilizada, das condições do local e da utilização de instrumentos apropriados.</p>
<h2>Conhecimento que protege e gera resultados</h2>
<p data-start="137" data-end="483">A necropsia é uma ferramenta poderosa para identificar causas de mortalidade e prevenir novas perdas no rebanho.</p>
<p data-start="137" data-end="483">Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=necropsia">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar diagnóstico, manejo e gestão para melhorar a saúde do rebanho, aumentar a produtividade e garantir mais rentabilidade para a fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=necropsia" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p>Autores: Mateus Abranches e Laryssa Mendonça &#8211; Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/">Necropsia na bovinocultura: como realizar e qual sua contribuição para a saúde do rebanho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ultrassonografia no diagnóstico de doenças respiratórias em bovinos: você conhece os benefícios?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ultrassonografia-no-diagnostico-de-doencas-respiratorias-em-bovinos/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/ultrassonografia-no-diagnostico-de-doencas-respiratorias-em-bovinos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2024 16:00:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ultrassonografia]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças respiratórias em bovinos são um desafio presente em muitas fazendas no país. O seu diagnóstico muitas vezes é tardio e dependente da manifestação de sinais clínicos, o que se torna um complicador para que o tratamento das bezerras seja precoce e consequentemente bem sucedido. Nesse texto, vamos abordar pontos que indicam o favorecimento [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As doenças respiratórias em bovinos são um desafio presente em muitas fazendas no país. O seu diagnóstico muitas vezes é tardio e dependente da manifestação de sinais clínicos, o que se torna um complicador para que o tratamento das bezerras seja precoce e consequentemente bem sucedido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto, vamos abordar pontos que indicam o favorecimento do uso da ultrassonografia na fazenda e os benefícios dessa prática para garantir a saúde dos animais.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Particularidades anatômicas</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os pulmões presentes na cavidade torácica dos bovinos são protegidos pelo esqueleto na porção torácica pelo esterno, costelas, vértebras torácicas e é considerada uma estrutura rígida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>lobo cranial do pulmão</b><span style="font-weight: 400;"> das vacas se encontra entre os primeiros três espaços intercostais (IEC), tal característica dificulta significativamente o exame clínico deste lobo, devido ao impedimento provocado pela localização deste sobre o membro torácico do animal. Essa região acaba, muitas vezes, sendo negligenciada durante o exame clínico e uso da percussão e auscultação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>pulmão direito dos bovinos é relativamente maior do que o pulmão esquerdo</strong> e ambos são bem compartimentalizados. O pulmão direito é formado por:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Parte cranial do lobo cranial direito;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Parte caudal do lobo cranial direito;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Lobo médio;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Lobo acessório;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Lobo caudal. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o pulmão esquerdo é formado pela:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parte cranial do lobo cranial esquerdo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parte causal do lobo cranial esquerdo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Lobo caudal esquerdo. </span></li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-escore-saude-respiratoria-bezerras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-escore-respiratorio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39659 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png" alt="Kit guia e planilha escore de saúde respiratória de bezerras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa diferença anatômica deve ser levada em consideração no momento do exame clínico e avaliação dos lobos para diagnóstico de <a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pneumonia em bezerras</strong></a>, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A anatomia do trato respiratório bovino possui particularidades que os deixam mais propensos ao desenvolvimento de lesões pulmonares, quando comparados aos outros animais domésticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os bovinos apresentam uma menor capacidade fisiológica de troca gasosa devido às características de sua caixa torácica e uma maior atividade ventilatória basal, resultando em níveis de oxigênio bronquiolar e alveolar mais baixos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa redução pode provocar baixa tensão de oxigênio ou hipóxia que retarda a ação dos macrófagos do trato respiratório e aparato mucociliar diminuindo as taxas de depuração pulmonar.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46047 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia.webp" alt="Ilustração da anatomia do trato respiratório dos bovinos" width="684" height="452" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia.webp 684w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-300x198.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-370x245.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-270x178.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 684px) 100vw, 684px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: BUDRAS, 2010</span></p>
<h2>Como usar o ultrassom para o diagnóstico de pneumonias?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A pneumonia é definida como uma inflamação do parênquima pulmonar, geralmente acompanhada da inflamação dos brônquios e bronquíolos, associada frequentemente com pleurite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sinais clínicos dos animais são variados, podendo apresentar aumento da frequência respiratória, taquicardia, hipertermia, corrimento nasal, depressão, inapetência, alterações na profundidade da respiração, tosse, sons respiratórios anormais à ausculta e nos casos de infecções bacterianas, sinais de endotoxemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido à grande variabilidade de sintomatologia clínica, </span><b>nem sempre os animais apresentam sinais bem definidos</b><span style="font-weight: 400;"> que possam definir com propriedade que se trata de um quadro de pneumonia. Diante desse cenário, associar ao exame clínico do animal ao uso de exames auxiliares, como a ultrassonografia para determinação da extensão, gravidade e prognóstico dos animais é benéfico, pois dessa forma, temos mais confiabilidade e informações para atuar no tratamento das bezerras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A técnica para realização da avaliação ultrassonográfica do pulmão envolve a substituição do gel acústico, normalmente utilizado nesse exame, por </span><b>álcool isopropílico</b><span style="font-weight: 400;">. Isso deve ser feito, pois a densidade dos pelos das bezerras impede a formação de imagem adequada, o álcool permite a formação de uma boa imagem. Ele é aplicado sobre a pele deste o 10º espaço intercostal até o 3º espaço intercostal, onde é viável realizar o exame, opta-se pelo uso do </span><b>transdutor linear de 8.5 MHz</b><span style="font-weight: 400;">, pois seu </span><b>tamanho é ideal</b><span style="font-weight: 400;"> para colocação no espaço intercostal dos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a realização do exame, a movimentação da probe do equipamento no </span><b>sentido caudo-cranial</b><span style="font-weight: 400;"> dos campos pulmonares, fazendo a </span><b>avaliação de cada espaço intercostal no sentido dorso-ventral.</b></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46048 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-1.webp" alt="Técnica realizando a avaliação do lobo cranial direito em bezerra" width="169" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Avaliação do lobo cranial direito em bezerras, onde temos os maiores índices de consolidação. Nas bezerras essa avaliação é mais fácil devido à facilidade de acesso no membro torácico. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Faria.</span></span></p>
<h2>O que observamos em um pulmão saudável x pulmão em quadros de pneumonia?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Um </span><b>pulmão saudável</b><span style="font-weight: 400;"> apresenta as pleuras com interface com o </span><b>pulmão aerado, anecóico,</b><span style="font-weight: 400;"> enquanto a </span><b>pleura observa-se como uma faixa brilhante.</b><span style="font-weight: 400;"> Abaixo da pleura espera-se a formação de </span><b>artefato de reverberação</b><span style="font-weight: 400;">, ou seja, uma série de </span><b>linhas hiperecóicas horizontais, curvilíneas, dispostas paralelas e bem regulares. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><b>casos de pneumonia</b><span style="font-weight: 400;">, podemos observar a presença de linhas B, também chamadas de “</span><b>cauda de cometa</b><span style="font-weight: 400;">”. São caracterizadas por um feixe estreito com linhas hiperecogênicas próximas, na superfície da pleura, são formadas na presença de bolhas de gás, líquido dentro dos alvéolos, na pleura ou em casos de edema intersticial. Outros achados comuns na pneumonia, são as </span><b>irregularidades pleurais e a consolidação pulmonar</b><span style="font-weight: 400;">, que indicam lesões pulmonares e podem ser utilizadas para definir a gravidade e extensão das pneumonias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>consolidação pulmonar é a principal alteração visualizada em casos de pneumonia</b><span style="font-weight: 400;">, elas representam qualquer parte do pulmão sem a presença de reverberação, ainda é visualizada característica hipoecoica e ecoica visualizada a partir da pleura. Já a efusão pleural é observada no ultrassom pela presença de regiões anecóicas entre as pleuras pulmonares. Para fazer a avaliação das pneumonias com o uso de ultrassom utiliza-se de um escore ultrassonográfico:</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46049 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-2.webp" alt="Tabela com escore ultrassonográfico" width="444" height="201" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-2.webp 444w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-2-300x136.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-2-370x168.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-2-270x122.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 444px) 100vw, 444px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46050 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-3.webp" alt="Ilustração com a explicação de cada nível do escore ultrassonográfico" width="572" height="334" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-3.webp 572w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-3-300x175.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-3-370x216.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-3-270x158.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 572px) 100vw, 572px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: ANDRADE (2021); BUCZINSKI (2016).</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46051 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-4.webp" alt="Imagens ultrassonográficas de &quot;cauda cometa&quot;" width="132" height="278" /><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46052 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-5.webp" alt="Imagens ultrassonográficas com consolidação pulmonares" width="270" height="259" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagens ultrassonográficas onde a imagem B demonstra a “cauda de cometa” e as imagens E e F com consolidações pulmonares. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: João Paulo Andrade</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em experimento já realizado, observou-se que as </span><b>consolidações</b><span style="font-weight: 400;"> ocorrem em maior número de casos em apenas um lobo, sendo </span><b>a maioria no lobo direito</b><span style="font-weight: 400;"> (72,2%) enquanto no lobo esquerdo houve um número menor (1,7%), já em relação à consolidação em ambos os pulmões se observou resultados de 25,5%. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto à localização das consolidações nos quadrantes pulmonares, </span><b>o lobo cranial direito apresentou uma representatividade bem maior quando comparado aos outros lobos</b><span style="font-weight: 400;"> (88% dos casos), sendo quase metade desses casos restritos apenas a esse lobo, sem acometimento dos caudais (43%).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A hipótese levantada para o maior acometimento da porção cranial do lobo cranial direito está relacionada ao fato deste ser o </span><b>primeiro ponto de parada de patógenos vindos das vias aéreas superiores</b><span style="font-weight: 400;">. Em bezerros, o acesso ao lobo cranial é mais fácil devido ao tamanho dos animais, entretanto, com o avançar da idade e desenvolvimento muscular do membro torácico direito, torna-se mais difícil levar a probe do ultrassom à região.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46053 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/05/ultrassonografia-6.webp" alt="Técnica realizando a avaliação pulmonar em vaca leiteira" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Avaliação pulmonar em vacas leiteiras. </span><span style="font-weight: 400;">Foto: Maria Fernanda Faria</span></span></p>
<h2>Quais os benefícios da ultrassonografia em bovinos?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A ultrassonografia, muitas vezes </span><b>independe da presença de sinais clínicos para o fechamento do diagnóstico de pneumonia</b><span style="font-weight: 400;">, o que permite a identificação de </span><b>quadros subclínicos</b><span style="font-weight: 400;"> nos animais. Isto posto, a utilização dessa ferramenta permite um </span><b>diagnóstico mais preciso</b><span style="font-weight: 400;"> na fazenda, avaliação da intensidade das afecções respiratórias nas bezerras, categorias mais afetadas, a gravidade das lesões e também monitorar a recuperação dos animais e a eficiência do tratamento instituído aos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A identificação de quadros subclínicos é um dos grandes benefícios da adoção da ultrassonografia. Ela permite realizar o </span><b>diagnóstico de pneumonias com alta sensibilidade e especificidade mais significativa</b><span style="font-weight: 400;"> do que apenas os escores clínicos. O uso dessa ferramenta complementar permite fácil realização nas bezerras e avaliação da consolidação pulmonar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção da ultrassonografia permite a melhor tomada de decisão e escolha para tratamento para as bezerras. E pode ser uma ferramenta aliada a outras práticas nas fazendas, como monitoramento de temperatura dos animais, uso de escores respiratórios, como Wisconsin e Califórnia para garantir o diagnóstico mais precoce do quadro nos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ultrassom possui outros benefícios como avaliação clínica das vacas, pode ser utilizado para avaliação das estruturas umbilicais dos bezerros e para o diagnóstico reprodutivo e da saúde reprodutiva das vacas.</span></p>
<h2>Diagnóstico preciso para decisões rápidas e eficazes</h2>
<p>A ultrassonografia é uma aliada poderosa no diagnóstico de doenças respiratórias, permitindo intervenções mais rápidas e tratamentos mais eficazes.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=ultrassom">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar ferramentas diagnósticas, manejo sanitário e gestão para manter a saúde do rebanho e a produtividade sempre em alta.</p>
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		<title>Gastroenterites verminóticas: quais os impactos dessas verminoses nos bovinos leiteiros?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/gastroenterite-verminotica-em-bovinos-leiteiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Apr 2024 19:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[gastroenterite verminótica]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As parasitoses dos bovinos são responsáveis por provocar perdas diretas e indiretas na pecuária leiteira, o que torna fundamental a compreensão dos seus agentes para se ter então um efetivo controle. As verminoses provocam diversas perdas produtivas e econômicas nos rebanhos, como menor produção de leite, redução no ganho de peso e crescimento e até [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">As parasitoses dos bovinos são responsáveis por provocar perdas diretas e indiretas na pecuária leiteira, o que torna fundamental a compreensão dos seus agentes para se ter então um efetivo controle. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As verminoses provocam diversas perdas produtivas e econômicas nos rebanhos, como menor produção de leite, redução no ganho de peso e crescimento e até mesmo menor resposta vacinal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido a cada vez mais a exploração intensiva dos bovinos leiteiros, muitas condições às quais esses animais são submetidos, como o confinamento, acúmulo de matéria orgânica, umidade, aliado a condições ruins de higiene e alta densidade de animais <strong>irão resultar no potencial aumento de contaminação ambiental e a infecção dos animais</strong>, favorecendo o aparecimento de verminoses.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir sobre a gastroenterite verminótica nos bovinos, trazendo os principais helmintos e também protozoários envolvidos no problema. Além disso vamos tratar sobre os impactos que essa verminose traz para os bovinos leiteiros e também estratégias de controle e prevenção.  </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é gastroenterite verminótica?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A gastroenterite verminótica é considerada um dos <strong>grandes problemas sanitários que acometem os bovinos devido às perdas substanciais ocasionadas</strong>. Ela é causada por parasitas internos que irão hospedar o trato gastrointestinal do bovino e se alimentar de proteínas, vitaminas, açúcares e sais minerais, provocando no animal uma série de sintomas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>gastroenterite</strong> é uma inflamação do revestimento gástrico, do intestino grosso e delgado. É normalmente causada pela infecção por um microrganismo, mas também pode ser causada pela ingestão de toxinas químicas ou remédios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em bovinos temos a percepção de comuns endoparasitas, sendo eles:  </span></p>
<p><b>Helmintos: </b><span style="font-weight: 400;">também conhecidos como vermes, são metazoários que podem ser de vida livre ou parasitária, se dividindo em dois filos:</span></p>
<ol>
<li><b>Nematelmintos (vermes cilíndricos);</b></li>
<li><b>Platelmintos (vermes achatados).</b></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><b>estrongilídeos</b><span style="font-weight: 400;"> que acometem os ruminantes compõem gêneros distribuídos em várias famílias dentro da ordem pertencente, sendo: </span><i><span style="font-weight: 400;">Haemonchus, Trichostrongylus</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Ostertagia.</span></i></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2><em>Ostertagia spp.</em></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">São parasitas que apresentam alta patogenicidade mesmo em cargas parasitárias menores, o que provoca muitas perdas produtivas. Afetam o abomaso de bovinos, sendo um dos <strong>principais causadores de gastrite parasitária em ruminantes</strong>. Os sinais clínicos mais comuns são a perda de apetite e perda de peso.</span></p>
<h2><em>Haemonchus spp.</em></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É um principal nematódeo que afeta o abomaso dos bovinos, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. São parasitos hematófagos, possuindo uma pequena cápsula bucal, sendo responsável por causar grandes danos aos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É responsável por <strong>causar ao animal anemia severa, edema submandibular, perda de apetite e perda de peso.</strong></span></p>
<h2><em>Trichostrongylus axei</em></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do gênero Trichostrongylus, essa espécie é de maior ocorrência nos bovinos no Brasil, sendo <strong>responsável por causar lesões circulares ou em placa na mucosa abomasal</strong>. Além disso, podem ser observados hipoalbuminemia e hiperglobulinemia, alterações no pH e aumento das concentrações séricas de pepsinogênio.</span></p>
<h2><em>Cooperia spp.</em></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O gênero Cooperia spp possui três espécies mais prevalentes nos bovinos: </span><i><span style="font-weight: 400;">C. punctata, C. pectinata</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">C. oncophora</span></i><span style="font-weight: 400;">. <strong>Afetam o intestino delgado dos ruminantes</strong>, tendo os sinais clínicos mais frequentes, perda de apetite e a perda de peso.</span></p>
<h2><em>Strongyloides papillosus</em></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É um nematóide que parasita o intestino delgado infectando os animais por <strong>penetração ativa das larvas</strong> pela via cutânea ou pela <strong>ingestão de alimentos contaminados</strong>.</span></p>
<h2>Eimeria sp.</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O gênero </span><b>Eimeria</b><span style="font-weight: 400;"> é um dos mais importantes protozoários que parasitam o trato gastrointestinal dos bovinos, responsável por desencadear enterite contagiosa que provoca o aparecimento da diarreia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa parasitose é causada por protozoários coccídios, o qual apresenta seu ciclo com uma fase de reprodução assexuada e outra sexuada. Os oocistos possuem uma grande capacidade de sobrevivência no ambiente, local onde eles são considerados infectantes e que ocorre a esporulação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O local de criação dos animais interfere diretamente sobre as características da eimeriose. Quando se tem alta densidade populacional, criações intensivas, falta de higiene no ambiente, cocho e bebedouros, a doença pode ocorrer com maior frequência e gravidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A associação da Eimeria sp. com helmintos é muito frequente e isso tende a elevar a gravidade do parasitismo.</span></p>
<h2>Moniezia spp</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>Moniezia spp</b><span style="font-weight: 400;"> é um cestóide que parasita o intestino delgado dos bovinos, causando sérios prejuízos ao animal. Esse helminto necessita de um hospedeiro definitivo, que são os ruminantes e um intermediário, no caso um ácaro de vida livre para que seu ciclo evolutivo seja completo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os parasitas adultos são encontrados no intestino delgado dos ruminantes, onde os ovos são eliminados nas fezes. A infecção do ruminante se dá quando ele ingere o hospedeiro intermediário (ácaro) junto com a pastagem, por exemplo. As larvas são capazes de fixar na parede do intestino delgado dos ruminantes, competindo assim com os nutrientes ingeridos por ele.</span></p>
<h2>Mas qual o impacto da gastroenterite verminótica nos bovinos leiteiros?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A gastroenterite verminótica pode causar uma série de prejuízos aos bovinos, afetando tanto a sua saúde quanto a sua produtividade e desempenho. Essas verminoses por serem consideradas silenciosas, ou seja, o produtor não conseguirá ver a contaminação acontecer, os sintomas observados podem ser considerados em grande parte deles os impactos que essas verminoses causam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os impactos mais comuns de se observar nesses casos, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Perda de peso e condição corporal</b><span style="font-weight: 400;">: A gastroenterite pode resultar em danos no trato gastrointestinal dos animais, provocando sintomas como </span><b>diarreia, perda de apetite e desnutrição</b><span style="font-weight: 400;">. O resultado disso será a perda de peso e de <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>condição corporal</strong></a>, o que afeta a saúde e o desempenho do animal. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Redução na produção de leite</b><span style="font-weight: 400;">: Animais afetados por gastroenterite verminótica podem ter <a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>queda na produção de leite</strong></a> devido aos sinais clínicos da doença, como a desidratação, perda de peso, queda de consumo, desnutrição e estresse. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Desidratação e desequilíbrio eletrolítico</b><span style="font-weight: 400;">: Devido a diarreia severa causa pela gastroenterite, a desidratação e o desequilíbrio eletrolítico estarão presentes, resultando no agravamento do problema e até mesmo levando a morte do animal em casos mais graves e que não há intervenção imediata. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Anemia</b><span style="font-weight: 400;">: Algumas espécies de parasitas intestinais como os nematoides, podem se alimentar do sangue dos bovinos, o que irá provocar anemia. Como resultado o animal apresenta sinais de fraqueza, letargia e maior susceptibilidade a outras doenças. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses sinais que podem ser observados em quadros de gastroenterite verminótica, é comum também termos a presença de pelos arrepiados, crescimento retardado e abdome aumentado.</span></p>
<h2>Como controlar e prevenir?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido às grandes perdas econômicas geradas pelas verminoses, deter de medidas de controle e prevenção efetivas é crucial na propriedade. Dentre as medidas mais comuns, devem estar inclusas medidas de manejo e práticas de saúde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como forma de tentativa de controle das verminoses, é comum a </span><b>utilização indiscriminada e de maneira errada de anti-helmínticos</b><span style="font-weight: 400;">, caracterizando hoje uma </span><b>excessiva vermifugação</b><span style="font-weight: 400;">, sem embasamento em exames ou recomendações específicas para os desafios da propriedade, o que contribui para a </span><b>resistência anti-helmíntica</b><span style="font-weight: 400;">, o que hoje já acontece, pode-se dizer ser comum e preocupante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deter e estar preocupado com </span><b>tratamentos direcionados</b><span style="font-weight: 400;"> deve ser o foco dentro das propriedades, ao invés de buscar protocolos mágicos e segui-los como uma receita de bolo. Para isso, existem </span><b>exames</b><span style="font-weight: 400;"> como o </span><b>Ovos por Grama de Fezes (OPG)</b><span style="font-weight: 400;">, que é uma ferramenta para diagnóstico barata, de fácil execução, com possibilidade de ser feito na própria fazenda, sendo necessário apenas um microscópio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse exame é baseado na quantificação de ovos de helmintos nas fezes dos animais, oferecendo um indicativo da carga parasitária presente e a espécie de parasita, visto que diferentes parasitas têm diferentes impactos sobre a saúde do animal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir disso, é possível ter decisões assertivas sobre as medidas de controle específicas, o que pode incluir </span><b>tratamento antiparasitário direcionado</b><span style="font-weight: 400;">, a fim de evitar o uso em larga escala e de maneira desordenada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é importante que práticas de manejo sejam empregadas com o intuito de reduzir a exposição dos animais aos parasitas. Isso inclui manejo adequado do esterco, rotação de pastagem em sistema de criação a pasto e também medidas de biosseguridade e higiene. Dentre esses manejos podemos citar: </span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Bebedouros e cochos limpos;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Locais de estadia dos animais higienizados;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Qualidade de água</strong></a> fornecida;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Desinfecção estratégica dos ambientes;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Evitar superlotação.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, sabemos que a gastroenterite verminótica pode causar uma série de prejuízos aos bovinos leiteiros, <strong>resultando em custos mais altos, menor eficiência alimentar, redução na produção de leite e risco de problemas de saúde adicionais</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, é notório a importância da adoção de medidas de prevenção e controle eficazes das verminoses, as quais incluem práticas de manejo adequadas, monitoramento da saúde e estratégias de controle integrado de parasitas.</span></p>
<h2>Combata as verminoses e proteja o desempenho do seu rebanho</h2>
<p>As gastroenterites verminóticas comprometem a saúde, o ganho de peso e a produção de leite, gerando prejuízos diretos à fazenda.</p>
<p>No <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=gastroenterite" target="_blank" rel="noopener"><b>Curso</b> <b>Gestão na Pecuária Leiteira</b></a> do Rehagro, você aprende estratégias de manejo sanitário e nutricional para prevenir, diagnosticar e controlar essas verminoses, mantendo o rebanho saudável e produtivo o ano todo.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-26853" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes.jpg" alt="Victor Hugo Simões" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/12/victor-hugo-simoes-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>E-book Pontos sanitários no confinamento e engorda a pasto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2022 18:51:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde ruminal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da sanidade, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho. Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema. O que você irá aprender com este e-book? Cuidados com a recepção dos animais na propriedade; Melhores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da <strong>sanidade</strong>, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho.</p>
<p>Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema.</p>
<h2>O que você irá aprender com este e-book?</h2>
<ul>
<li>Cuidados com a recepção dos animais na propriedade;</li>
<li>Melhores épocas para o controle de carrapato, mosca de chifre e <strong>verminoses</strong>;</li>
<li>Precauções contra doenças como: <strong>botulismo</strong>, clostridioses, raiva e pneumonia;</li>
<li>Importância da <strong>qualidade da água</strong> e conservação dos alimentos;</li>
<li>Acidose ruminal.</li>
</ul>
<h2>Invista na saúde dos animais!</h2>
<p>Um <strong>baixo investimento</strong> na saúde dos animais significa <strong>grandes riscos</strong> para a sua produção, afetando diretamente os lucros da atividade.</p>
<p>Para te ajudar, unificamos as informações mais importantes no nosso e-book abordando exclusivamente esses sistemas de produção, o <strong>confinamento e a engorda a pasto.</strong></p>
<p>Este e-book será o seu <strong>guia prático</strong> para ter em mãos sempre que precisar acessar as informações. Clique abaixo e acesse ao <strong>E-book Pontos Sanitários no Confinamento e Engorda a Pasto</strong>!</p>
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		<item>
		<title>Kit Guia + Planilha Escore de saúde respiratória de bezerras leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/planilha-escore-de-saude-respiratoria-bezerras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2022 13:22:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[PLANILHAS]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das principais doenças que acometem bezerras em aleitamento e em pós-desmame é a Doença Respiratória Bovina (DRB).  Essa doença é extremamente relevante, porém seu diagnóstico na rotina sanitária das fazendas ainda é bastante defasado, podendo causar confusão e subnotificações. Para isso, pesquisadores criaram escores individuais para avaliação da saúde respiratória das bezerras leiteiras. O [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das principais doenças que acometem bezerras em <strong>aleitamento</strong> e em pós-desmame é a <strong>Doença Respiratória Bovina (DRB). </strong></p>
<p>Essa doença é extremamente relevante, porém seu diagnóstico na rotina sanitária das fazendas ainda é bastante defasado, podendo causar confusão e subnotificações.</p>
<p>Para isso, pesquisadores criaram <strong>escores individuais</strong> para avaliação da saúde respiratória das bezerras leiteiras.</p>
<p>O modelo de pontuação mais utilizado para detecção de DRB em bezerras é o <strong>Escore Respiratório de Wisconsin</strong>, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Wisconsin, em Madison, Estados Unidos.</p>
<p>Com a Planilha de Escore de Saúde Respiratória, você irá descobrir:</p>
<ul>
<li aria-level="1" aria-checked="false">Se as suas bezerras estão doentes;</li>
<li aria-level="1" aria-checked="false">Quais parâmetros avaliar para realizar o diagnóstico;</li>
<li aria-level="1" aria-checked="false">Como aplicar o Escore Respiratório de Wisconsin.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-escore-saude-respiratoria-bezerras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-escore-respiratorio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39659 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png" alt="Kit guia e planilha escore de saúde respiratória de bezerras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vermifugação em bovinos leiteiros: quando realizar?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/quando-vermifugar-os-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2020 14:06:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[eimeria]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[fazendas]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[recria]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vermífugos]]></category>
		<category><![CDATA[verminoses]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É bastante comum nos depararmos com perguntas como: Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos? Quando devo vermifugar os animais? Com qual frequência devo vermifugar? Qual o melhor vermífugo? Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É bastante comum nos depararmos com perguntas como:</p>
<ul>
<li>Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos?</li>
<li>Quando devo vermifugar os animais?</li>
<li>Com qual frequência devo vermifugar?</li>
<li>Qual o melhor vermífugo?</li>
</ul>
<p><strong>Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as decisões sejam tomadas de forma coerente.</strong></p>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/teste-de-opg/">exames coprológicos de OPG</a></strong> e OOPG consistem em ferramentas importantes para análise da quantidade de ovos e oocistos de vermes por grama de fezes, respectivamente.</p>
<p>Neste texto, iremos discutir um pouco mais sobre a realização desses exames e a importância deles para o calendário de vermifugação dos bovinos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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  });
</script></p>
</div>
<h2>Verminoses em bovinos</h2>
<p>As verminoses gastrointestinais estão presentes em praticamente todas as propriedades de bovinos do mundo.</p>
<p><strong>Os efeitos das verminoses causam grandes perdas econômicas para os sistemas de produção</strong>, visto que os parasitas reduzem a conversão alimentar, o ganho de peso, o crescimento e reduzem a produtividade em geral dos animais. Além disso, casos graves de verminose com elevadas taxas de parasitismo podem ser responsáveis por mortes de animais jovens.</p>
<p>Alguns parasitas como os coccídeos, em especial a <i>Eimeria</i>, são um dos principais causadores de diarreia em bezerras leiteiras, podendo permanecer ocultos por longos períodos e comprometerem o desempenho dos animais por toda a vida.</p>
<p>Durante o ciclo da <i>Eimeria, </i>a multiplicação do agente ocorre no interior das células intestinais do hospedeiro, o que leva ao rompimento dessas células e comprometimento daquele segmento intestinal devido à redução da sua funcionalidade.</p>
<p>Entre os<strong> sinais clínicos mais frequentes das verminoses</strong> estão:</p>
<ul>
<li>Emagrecimento;</li>
<li>Anemia;</li>
<li>Falta de apetite;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" rel="noopener"><strong>Diarreia</strong></a>;</li>
<li>Abdômen dilatado;</li>
<li>Pelos arrepiados e sem brilho.</li>
</ul>
<p>No entanto, todos esses sinais tendem a serem inespecíficos, necessitando de exames complementares para alcançarmos um diagnóstico assertivo.</p>
<p>O comportamento da carga de vermes nematódeos no ambiente é dependente principalmente dos manejos adotados pela propriedade e da época do ano.</p>
<p>É comum que nas épocas de elevada pluviosidade a carga de vermes no ambiente esteja mais elevada, devido às condições de temperatura e umidade, principalmente, que contribuem para a multiplicação dos vermes. Já nas épocas secas do ano a população de nematódeos tende a se concentrar mais nos animais.</p>
<p>Portanto, é de fundamental importância a realização do controle estratégico dos vermes de forma racional a fim de reduzir as populações tanto no ambiente quanto nos animais.</p>
<p>Conhecer os vermes presentes no rebanho conforme cada categoria animal e a taxa de parasitismo constitui um passo essencial para adotarmos uma vermifugação eficiente e racional nos bovinos. Os exames coprológicos de OPG e OOPG são as ferramentas responsáveis por fornecerem as respostas base desta ação.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Principais verminoses de bovinos leiteiros</h2>
<p><strong>Nos exames de OPG e OOPG buscamos identificar ovos e oocistos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiro</strong>s, sendo representados por Estrongilídeos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.</p>
<p>Todos estes vermes desenvolvem o seu ciclo no ambiente gastrointestinal e possuem os seus ovos liberados pelas fezes dos hospedeiros. As figuras a seguir ilustram o formato dos ovos desses vermes vistos em microscopia óptica.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44335 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos.webp" alt="Ovos de vermes em microscópio" width="697" height="445" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos.webp 697w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-300x192.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-370x236.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-270x172.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-470x300.webp 470w" sizes="auto, (max-width: 697px) 100vw, 697px" /><span style="font-size: 10pt;">Formato dos ovos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiros. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)</span></p>
<h2>OPG e OOPG</h2>
<p>Conforme já dito neste texto, <strong>os exames de OPG e OOPG são utilizados para quantificação de ovos e oocistos dos principais vermes nas fezes dos bovinos, respectivamente.</strong> Os materiais necessários para realização dos exames estão descritos a seguir juntamente com a técnica.</p>
<h3>Materiais utilizados</h3>
<ul>
<li>Amostra de fezes coletadas diretamente do reto dos animais: coletar uma porcentagem significativa de amostras de fezes em cada lote das categorias de animais. Armazenar as fezes em sacos plásticos limpos de forma individual e identificá-los com a respectiva numeração do animal;</li>
<li>Copo plástico (50 mL);</li>
<li>Água;</li>
<li>Solução de Sheather: para preparar a solução de Sheather deve-se dissolver totalmente 500 gramas de açúcar em 360 mL de água;</li>
<li>Peneira pequena;</li>
<li>Balança de pesagem mínima de 1 grama;</li>
<li>Pipeta de Pasteur (3 mL);</li>
<li>Câmara de McMaster;</li>
<li>Microscópio óptico.</li>
</ul>
<p>Obs.: caso as fezes não sejam processadas imediatamente após a coleta, deve-se armazená-las refrigeradas.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44334 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-1.webp" alt="Exames de OPG e OOPG" width="611" height="202" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-1.webp 611w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-1-300x99.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-1-370x122.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-1-270x89.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 611px) 100vw, 611px" /><span style="font-size: 10pt;">Coleta de fezes e organização de materiais para OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)</span></p>
<h3>Técnica</h3>
<p>Após as amostras de fezes terem sido coletadas e identificadas com a numeração e o lote dos animais, deve-se organizar os materiais para a realização dos exames. Para facilitar o processo, recomenda-se organizar fileiras verticais contendo 3 copos plásticos de 50 mL cada.</p>
<ol>
<li>Com o auxílio da balança, pesar 2 gramas de fezes por amostra, colocando-as no primeiro copo plástico. No segundo copo plástico colocar 28 mL de água e no terceiro 2 mL de solução de Sheather.</li>
<li>Transferir os 28 mL de água para o copo contendo 2 gramas de fezes. Misturar bem o conteúdo com auxílio da pipeta de Pasteur.</li>
<li>Após a mistura, coar o conteúdo de água e fezes com auxílio da peneira, transferindo-o para um próximo copo.</li>
<li>Coletar 2 mL do conteúdo coado de água e fezes com a pipeta de Pasteur e adicioná-los ao copo contendo 2 mL da solução de Sheather.</li>
<li>Preencher os dois lados (A e B) da câmara de McMaster com o conteúdo de água, fezes e solução de Sheather.</li>
<li>Esperar 5 minutos e levar a câmara de McMaster preenchida ao microscópio para que seja realizada a contagem dos ovos e oocistos na objetiva de 10×0,25.</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44333 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-2.webp" alt="Técnica de exames de OPG e OOPG" width="487" height="575" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-2.webp 487w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-2-254x300.webp 254w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-2-370x437.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-2-270x319.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 487px) 100vw, 487px" /><span style="font-size: 10pt;">Realização de exame de OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)</span></p>
<p>A contagem dos ovos e dos oocistos deve ser feita em ambos os lados da câmara de McMaster – lado A e lado B, diferenciando os ovos de Estrongilídeos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.</p>
<p>Ao final, multiplicar a quantidade total de ovos/oocistos de Estrongilídeos, Strongyloides e Eimeria por 100. Não há a necessidade de contar e multiplicar a quantidade de ovos de Moniezia, devendo apenas indicar quando houver presença de ovos deste nematódeo. Exemplo:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44332 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-3.webp" alt="Resultados de exames de OPG e OOPG" width="562" height="157" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-3.webp 562w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-3-300x84.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-3-370x103.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminose-bovinos-3-270x75.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 562px) 100vw, 562px" /></p>
<h3>Interpretando os resultados</h3>
<ul>
<li><strong>Menos de 200 ovos/oocistos por grama de fezes = carga baixa;</strong></li>
<li><strong>300 a 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga média;</strong></li>
<li><strong>Mais de 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga alta.</strong></li>
</ul>
<p>O desejável é que no mínimo 80% dos animais de cada lote apresentem carga baixa (&lt; 200 ovos/oocistos), sendo que esta contagem não exige o tratamento dos animais com vermífugo.</p>
<p>Casos em que 20% ou mais dos animais de cada lote apresentam carga alta (&gt; 800 ovos/oocistos) são indicativos de tratamento, devendo a estratégia de vermifugação ser discutida com o médico veterinário responsável pela propriedade.</p>
<p>A presença de qualquer quantidade de ovos de Moniezia já é indicativa de tratamento, sendo que produtos à base de albendazol possuem maior eficácia sobre este tipo de verme.</p>
<h2>Considerações sobre OPG e OOPG</h2>
<p><strong>A utilização das ferramentas de OPG e OOPG é essencial para a elaboração de calendários estratégicos de vermifugação de forma racional e assertiva, tratando somente os lotes de bovinos com elevada carga parasitária.</strong> Esta ação contribui para uma economia considerável no uso de vermífugos, além de analisar a eficiência das bases farmacológicas utilizadas.</p>
<p>O recomendado é que todos os lotes sejam monitorados periodicamente a fim de construir a dinâmica comportamental dos vermes nas diversas categorias animais.</p>
<h2>Sanidade em dia para mais produtividade e lucro no leite</h2>
<p>A vermifugação estratégica é essencial para garantir a saúde do rebanho, melhorar o aproveitamento nutricional e aumentar a produção.</p>
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		<item>
		<title>Mastite bovina: o que é, sintomas, causas e como prevenir</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Oct 2020 19:22:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[células somáticas]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
		<category><![CDATA[mastite clínica]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento de bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[úbere]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mastite bovina está entre os principais problemas sanitários enfrentados pelas fazendas leiteiras. A doença pode comprometer a saúde dos animais, reduzir a produção, afetar a qualidade do leite e aumentar os custos da propriedade. Um dos grandes desafios é que nem todos os casos apresentam sinais visíveis. Enquanto a mastite clínica pode provocar alterações [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>mastite bovina</strong> está entre os <strong>principais problemas sanitários enfrentados pelas fazendas leiteiras</strong>. A doença pode comprometer a saúde dos animais, reduzir a produção, afetar a qualidade do leite e aumentar os custos da propriedade.</p>
<p>Um dos grandes desafios é que nem todos os casos apresentam sinais visíveis. Enquanto a mastite clínica pode provocar alterações no leite e no úbere, a forma subclínica pode permanecer no rebanho sem ser facilmente percebida.</p>
<p>Além disso, diferentes microrganismos e fatores relacionados à ordenha, ao ambiente e ao manejo podem estar envolvidos na ocorrência da doença.</p>
<p>Por isso, <strong>prevenir e controlar a mastite exige mais do que tratar os animais doentes</strong>. É necessário identificar os principais problemas da propriedade, monitorar o rebanho e adotar estratégias adequadas à realidade da fazenda.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá o que é mastite bovina, quais são suas principais causas e sintomas, como identificar a doença e quais práticas ajudam no tratamento, prevenção e controle.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>O que é mastite bovina?</h2>
<p>A mastite bovina é uma <strong>inflamação da glândula mamária</strong> que pode comprometer a saúde do animal, a produção e a qualidade do leite.</p>
<p>Na maioria dos casos, o problema está relacionado à entrada e multiplicação de microrganismos na glândula mamária. A doença pode afetar um ou mais quartos mamários e apresentar diferentes níveis de gravidade.</p>
<p>Em alguns casos, existem alterações visíveis no leite, no úbere ou no estado geral do animal. Em outros, a doença ocorre sem sinais aparentes.</p>
<p>Por isso, o controle da mastite depende tanto da identificação dos casos clínicos quanto do monitoramento da saúde da glândula mamária em todo o rebanho.</p>
<h2>O que causa mastite em bovinos?</h2>
<p>A mastite <strong>pode ser causada por diferentes microrganismos</strong>. Bactérias estão entre os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agentes-causadores-da-mastite/">principais agentes</a></strong> envolvidos, mas as características da doença e as formas de transmissão podem variar.</p>
<p>A ocorrência da mastite também está relacionada a fatores que aumentam a exposição dos animais aos agentes causadores ou favorecem novas infecções.</p>
<p>Entre eles estão:</p>
<ul>
<li>Falhas na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-da-rotina-de-ordenha/">rotina de ordenha</a></strong>;</li>
<li>Higiene inadequada dos tetos;</li>
<li>Equipamentos mal regulados;</li>
<li>Problemas nas instalações;</li>
<li>Umidade e acúmulo de matéria orgânica;</li>
<li>Manejo inadequado da cama;</li>
<li>Falhas na identificação dos animais infectados;</li>
<li>Ausência de monitoramento.</li>
</ul>
<p>Conhecer os agentes envolvidos e os fatores de risco da propriedade é fundamental para definir estratégias de prevenção e controle.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os tipos de mastite bovina?</h2>
<p>A mastite pode ser classificada de diferentes formas. Uma das principais considera a presença ou ausência de sinais clínicos.</p>
<h3>Mastite clínica</h3>
<p>Na mastite clínica, <strong>existem alterações visíveis que permitem identificar o problema.</strong></p>
<p>Os sinais podem aparecer no leite, no úbere ou no estado geral do animal.</p>
<p>Entre as possíveis alterações no leite estão:</p>
<ul>
<li>Presença de grumos;</li>
<li>Mudanças na coloração;</li>
<li>Alterações na consistência.</li>
</ul>
<p>O úbere também pode apresentar aumento de volume, calor, dor ou vermelhidão. Nos casos mais graves, o animal pode apresentar sinais sistêmicos e comprometimento do estado geral.</p>
<p>A gravidade da doença varia, e os casos devem ser avaliados adequadamente para a definição da conduta.</p>
<h3>Mastite subclínica</h3>
<p>Na mastite subclínica, <strong>não existem alterações visíveis no leite ou no úbere</strong>.</p>
<p>Por esse motivo, a doença pode permanecer no rebanho sem ser facilmente identificada.</p>
<p>Entretanto, isso não significa que não existam impactos. A mastite subclínica pode provocar aumento da contagem de células somáticas, redução da produção de leite e manutenção de animais infectados no rebanho.</p>
<p>Sua <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cultura-microbiologica-no-manejo-da-mastite-subclinica/">identificação</a></strong> depende do <strong>monitoramento e da utilização de métodos de diagnóstico</strong>.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="O QUE FAZER APÓS IDENTIFICAR MASTITE SUBCLÍNICA EM VACAS LEITEIRAS? | Rehagro Responde - Leite" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/xNf1vkFUerg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Qual é a diferença entre mastite contagiosa e ambiental?</h2>
<p>Outra classificação importante considera as características dos agentes envolvidos e suas principais fontes de infecção.</p>
<p>Compreender essa diferença ajuda a direcionar as medidas de prevenção e controle.</p>
<h3>Mastite contagiosa</h3>
<p>Na mastite contagiosa, os principais agentes estão associados aos animais infectados. A transmissão pode ocorrer durante o processo de ordenha, por meio das mãos dos ordenhadores, equipamentos ou outros fatores que favoreçam a passagem dos microrganismos entre os animais.</p>
<p>Por isso, a rotina de ordenha e a identificação das vacas infectadas são fundamentais para o controle.</p>
<h3>Mastite ambiental</h3>
<p>Os agentes ambientais estão presentes no local onde os animais vivem. Cama, fezes, matéria orgânica, barro e umidade podem aumentar a exposição dos tetos aos microrganismos.</p>
<p>Nesse caso, <strong>as condições das instalações e o manejo do ambiente exercem papel importante na prevenção</strong>.</p>
<p>É importante destacar que as estratégias de controle devem considerar quais agentes estão envolvidos nos problemas da propriedade.</p>
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<h2>Quais são os sintomas da mastite bovina?</h2>
<p>Os sintomas variam conforme o<strong> tipo e a gravidade da doença</strong>.</p>
<p>Entre os principais sinais estão:</p>
<ul>
<li>Grumos no leite;</li>
<li>Alterações na coloração;</li>
<li>Mudanças na consistência do leite;</li>
<li>Redução da produção;</li>
<li>Aumento de volume do úbere;</li>
<li>Calor;</li>
<li>Dor;</li>
<li>Vermelhidão.</li>
</ul>
<p>Nos casos mais graves, o animal também pode apresentar alterações no estado geral.</p>
<p>Entretanto, a ausência desses sinais não significa que o rebanho esteja livre da doença. A mastite subclínica não provoca alterações visíveis e precisa ser identificada por meio do monitoramento.</p>
<h2>Quais são os impactos da mastite na produção de leite?</h2>
<p>Os prejuízos provocados pela mastite vão além dos custos com medicamentos. A doença pode <strong>comprometer a produção, a qualidade do leite e a permanência dos animais no rebanho</strong>.</p>
<p>Entre os principais impactos estão:</p>
<ul>
<li>Redução da produção de leite;</li>
<li>Aumento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/">contagem de células somáticas (CCS)</a></strong>;</li>
<li>Comprometimento da qualidade;</li>
<li>Custos com diagnóstico;</li>
<li>Gastos com tratamentos;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/descarte-do-leite/">Descarte de leite</a></strong>;</li>
<li>Aumento da mão de obra;</li>
<li>Risco de recorrência;</li>
<li>Descarte involuntário de animais.</li>
</ul>
<p>Algumas perdas são facilmente percebidas, como os gastos com medicamentos e o leite descartado durante determinados tratamentos. Outras são menos visíveis.</p>
<p>A redução da produção provocada pela mastite subclínica, por exemplo, pode representar um impacto importante sem que o produtor perceba imediatamente a dimensão do problema.</p>
<p>Por isso, avaliar os impactos da doença exige acompanhar dados sanitários e produtivos.</p>
<h2>Como identificar e diagnosticar a mastite bovina?</h2>
<p>A estratégia de identificação depende da forma de manifestação da doença.</p>
<p>Nos casos clínicos, a observação do leite e do úbere permite identificar alterações.</p>
<p>O <strong>teste da caneca de fundo escuro</strong> pode ser utilizado na rotina de ordenha para observar mudanças visíveis no leite, como a presença de grumos.</p>
<p>Entretanto, a identificação da mastite subclínica exige outras ferramentas.</p>
<p>Entre os métodos que podem fazer parte do monitoramento estão:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/california-mastitis-test-cmt/">California Mastitis Test (CMT)</a></strong>;</li>
<li>Contagem de células somáticas;</li>
<li>Análises microbiológicas;</li>
<li>Avaliação do histórico dos animais.</li>
</ul>
<p>O CMT pode auxiliar na identificação de quartos mamários com alterações relacionadas à mastite subclínica.</p>
<p>A contagem de células somáticas também fornece informações importantes sobre a saúde da glândula mamária.</p>
<p>Já as análises microbiológicas podem ajudar a identificar os agentes envolvidos nos casos de mastite.</p>
<p><strong>Cada método fornece informações diferentes</strong>, por isso, o diagnóstico e o monitoramento devem fazer parte de uma estratégia integrada.</p>
<h2>Como é feito o tratamento da mastite bovina?</h2>
<p>Não existe um único tratamento adequado para todos os casos de mastite. A definição da estratégia depende de diferentes fatores, como:</p>
<ul>
<li>Agente envolvido;</li>
<li>Gravidade do caso;</li>
<li>Forma de manifestação;</li>
<li>Histórico do animal;</li>
<li>Recorrência da doença;</li>
<li>Protocolos estabelecidos pela propriedade.</li>
</ul>
<p>Por isso, o tratamento deve considerar o diagnóstico e a orientação do médico-veterinário.</p>
<p>Utilizar medicamentos sem critérios adequados pode aumentar os custos e não resolver os principais problemas da propriedade.</p>
<p>Além disso, o acompanhamento não deve terminar após a aplicação do tratamento. É importante registrar os casos, os medicamentos utilizados, a resposta dos animais e possíveis recorrências.</p>
<p>Essas informações ajudam a avaliar se os protocolos estão apresentando os resultados esperados.</p>
<h2>Como prevenir e controlar a mastite bovina?</h2>
<p>A prevenção e o controle dependem da combinação de diferentes práticas. <strong>Não existe uma única medida capaz de resolver todos os problemas relacionados à doença</strong>.</p>
<p>O primeiro passo é compreender como a mastite está ocorrendo na propriedade.</p>
<p>Quais são os principais agentes? Existem mais casos clínicos ou subclínicos? O problema está concentrado em determinados animais? A contagem de células somáticas está aumentando? Existem falhas na rotina de ordenha?</p>
<p>Responder a essas perguntas ajuda a direcionar as ações.</p>
<ul>
<li>Manter uma rotina adequada de ordenha;</li>
<li>Manter os tetos limpos e secos;</li>
<li>Realizar corretamente o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pre-dipping-e-pos-dipping/">pré e pós-dipping</a></strong>;</li>
<li>Manter os equipamentos regulados;</li>
<li>Monitorar a saúde do rebanho;</li>
<li>Identificar os agentes causadores;</li>
<li>Manter as instalações adequadas;</li>
<li>Acompanhar os resultados das ações.</li>
</ul>
<h2>Prevenir e controlar a mastite exige acompanhamento contínuo</h2>
<p>A mastite bovina pode provocar impactos importantes sobre a saúde dos animais, a produção, a qualidade do leite e os resultados econômicos da propriedade.</p>
<p>Por isso, <strong>o controle não deve se limitar ao tratamento dos casos clínicos.</strong></p>
<p>É necessário monitorar a mastite subclínica, identificar os principais agentes, avaliar a rotina de ordenha, acompanhar as condições ambientais e utilizar os dados para tomar decisões.</p>
<p>Quanto mais cedo os problemas são identificados, maiores são as possibilidades de estabelecer ações adequadas.</p>
<p>Um programa eficiente depende da <strong>integração entre prevenção, diagnóstico, tratamento, monitoramento e avaliação dos resultados</strong>.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre mastite bovina</h2>
<h3>O que é mastite bovina?</h3>
<p>É uma inflamação da glândula mamária que pode comprometer a saúde dos animais, a produção e a qualidade do leite.</p>
<h3>Quais são os principais sintomas da mastite?</h3>
<p>Alterações no leite, presença de grumos, dor, calor, vermelhidão e aumento de volume do úbere estão entre os principais sinais.</p>
<h3>Qual é a diferença entre mastite clínica e subclínica?</h3>
<p>A mastite clínica apresenta sinais visíveis. Na forma subclínica, não existem alterações aparentes no leite ou no úbere.</p>
<h3>Como identificar a mastite subclínica?</h3>
<p>Testes como o CMT e a contagem de células somáticas podem auxiliar na identificação e no monitoramento.</p>
<h3>O que causa mastite em bovinos?</h3>
<p>A doença pode ser causada por diferentes microrganismos e sua ocorrência é influenciada por fatores relacionados à ordenha, higiene, ambiente e manejo.</p>
<h3>Como prevenir a mastite bovina?</h3>
<p>Uma rotina adequada de ordenha, higiene dos tetos, manutenção dos equipamentos, monitoramento do rebanho e identificação dos agentes ajudam na prevenção e no controle.</p>
<h3>Mastite bovina tem tratamento?</h3>
<p>Sim. Entretanto, a estratégia depende do agente envolvido, da gravidade do caso, do histórico do animal e dos protocolos definidos com orientação veterinária.</p>
<h2>Controle a mastite e aumente a rentabilidade da sua produção de leite</h2>
<p>A mastite é uma das doenças que mais geram prejuízo na pecuária leiteira, mas com conhecimento técnico e gestão eficiente é possível reduzir sua incidência e minimizar perdas.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=mastite-bovina" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a aplicar estratégias práticas de manejo, sanidade, nutrição, reprodução e gestão de custos para transformar resultados no campo e aumentar o lucro por litro de leite produzido.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=mastite-bovina" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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