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	<title>pneumonia Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>pneumonia Archives | Rehagro Blog</title>
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	<item>
		<title>Pneumonia aspirativa em bezerras: qual sua relação com o diâmetro de bico das mamadeiras?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-aspirativa-em-bezerras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Dec 2024 11:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[pneumonia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na atualidade temos um amplo entendimento e conhecimento sobre a patogênese da pneumonia em bovinos. No entanto, ainda assim, os casos de pneumonia variando de subclínicos para óbitos ainda são as principais causas de morbidade, mortalidade e perdas econômicas na produção de leite. Ao longo deste texto iremos abordar de forma mais específica a pneumonia [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-aspirativa-em-bezerras/">Pneumonia aspirativa em bezerras: qual sua relação com o diâmetro de bico das mamadeiras?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na atualidade temos um amplo entendimento e conhecimento sobre a patogênese da pneumonia em bovinos. No entanto, ainda assim, os casos de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/">pneumonia</a></strong> variando de subclínicos para óbitos ainda são as principais causas de morbidade, mortalidade e perdas econômicas na produção de leite.</p>
<p>Ao longo deste texto iremos abordar de forma mais específica a pneumonia aspirativa e sua relação com o diâmetro de bico das mamadeiras.</p>
<p>A pneumonia aspirativa é caracterizada pela <strong>presença de substâncias anormais nas vias aéreas e alvéolos</strong>, sendo resultante de inalação de material estranho, em particular líquidos, como leite, secreções ou conteúdo do pré-estômago.</p>
<p>As características das lesões pulmonares dependem da natureza e distribuição do material, assim como a extensão e tipo de contaminação bacteriana.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Quais as causas da pneumonia aspirativa?</h2>
<p>A pneumonia aspirativa pode ocorrer devido a:</p>
<ul>
<li>Falhas no momento da sondagem;</li>
<li>Disfagia;</li>
<li>Regurgitação;</li>
<li>Partículas grandes de mucosa necrótica vindo de lesões do trato respiratório superior.</li>
</ul>
<p>Outras possíveis causas são faringite traumática, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">ruminite</a></strong> causada por ingestão de fluidos oleosos e decúbito prolongado podem ser associados a pneumonia aspirativa.</p>
<p>Além disso, outra causa importante associada a esse quadro de pneumonia são as <strong>bezerras alimentadas por baldes ou mamadeiras</strong>.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-escore-saude-respiratoria-bezerras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-escore-respiratorio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39659 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png" alt="Kit guia e planilha escore de saúde respiratória de bezerras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como são caracterizadas as lesões pulmonares da pneumonia aspirativa?</h2>
<p>As lesões pulmonares da pneumonia aspirativa normalmente são caracterizadas como unilaterais, evoluindo de necrosantes para gangrenosas e <strong>predominantemente cranioventral</strong>.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-45603 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa.webp" alt="Imagem do pulmão, onde é demonstrado em preto as áreas mais predominantes de lesões provocadas pela pneumonia aspirativa" width="262" height="292" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem do pulmão, onde é demonstrado em preto as áreas mais predominantes de lesões provocadas pela pneumonia aspirativa. Fonte: PANCIERA; CONFER, 2010.</span></p>
<p>Entretanto, as lesões desse tipo de pneumonia podem ter distribuição não apenas unilateral mas também <strong>situadas caudalmente sem envolvimento dos lobos craniais</strong>.</p>
<p>Uma alteração comumente presente é a <strong>pleurite supurativa ou fibrinopurulenta</strong> que recobrem os focos necróticos, podendo ocasionar um quadro de empiema, que se trata da presença de pus na cavidade pleural após a ruptura desses focos.</p>
<p>As lesões pulmonares são marrons a esverdeadas e podem ser hemorrágicas, normalmente formando cavidades císticas, exsudando líquido marrom fétido que pode conter ingesta. A presença de odor pútrido é especialmente prevalente na presença de aspiração de conteúdo <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">ruminal</a></strong> devido às bactérias anaeróbias.</p>
<p>Outra causa pouco comum associada a pneumonia aspirativa é a <strong>pneumonia aspirativa lipídica</strong>, resultante da aspiração de material rico em lipídios, como óleo mineral ou outros produtos com compostos oleosos. Estes compostos podem estimular intensa pneumonia intersticial com exsudação alveolar de fibrina e leucócitos, hiperplasia de pneumócitos tipo II e fibrose intersticial.</p>
<p>As lesões podem variar de difusas cranioventralmente, úmidas, emborrachadas, pálidas e amareladas. Focos de necrose e exsudação supurativa podem estar presentes devido a infecção bacteriana.</p>
<h2>Qual a relação entre o diâmetro dos bicos de mamadeiras com a pneumonia aspirativa?</h2>
<p>Quando os bicos das mamadeiras apresentam diâmetros muito grandes estamos <strong>aumentando a velocidade de descida</strong> do leite da mamadeira.</p>
<p>Essa descida de leite superior ao nível de deglutição das bezerras <strong>pode levar o animal a apresentar falsa via</strong>, ou seja, o leite que deveria ser direcionado para o abomaso vai parar no pulmão, resultando em uma pneumonia aspirativa.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-45604 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1.webp" alt="Imagens mostrando os diferentes diâmetros de bicos de mamadeiras" width="740" height="367" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1.webp 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1-300x149.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1-370x184.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-1-270x134.webp 270w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem da esquerda demonstrando uma mamadeira com bico em que o furo está muito largo e imagem da direita demonstrando dois bicos de balde amamentador onde o bico cima tem diâmetro ideal e o abaixo um diâmetro extremamente grande. Fonte: Maria Fernanda Faria e Laryssa Mendonça.</span></p>
<p>O diâmetro do bico da mamadeira deve ser um ponto de atenção em todos os momentos da vida da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/">bezerra enquanto em aleitamento</a></strong>, entretanto, <strong>uma atenção especial deve ser dada para bezerras que nascem fracas</strong> ou com falhas no desenvolvimento inicial, pois a sucção desses animais é deficiente e podem apresentar maiores riscos de desenvolver um quadro de pneumonia aspirativa.</p>
<p>Não é difícil encontrar nas fazendas bicos de mamadeiras com furos alargados, o que é feito com a justificativa de fazer a bezerra mamar o leite em uma velocidade maior, o que economiza tempo da pessoa responsável por esse manejo.</p>
<p>Entretanto, além do <strong>risco elevado de aspiração</strong> do leite devido ao fluxo de leite superior a capacidade de deglutição, esses furos podem contribuir para contaminação bacteriana, pois ao realizá-los podem ser formadas rugosidades na ponta do bico, o que dificulta a higienização.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45605 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2.webp" alt="Imagem de bicos de mamadeira com presença de rugosidades" width="740" height="460" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2.webp 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2-300x186.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2-370x230.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/12/pneumonia-aspirativa-2-270x168.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de bicos de mamadeira com presença de rugosidades que exigem maior atenção no momento da higienização. Fonte: Maria Fernanda.</span></p>
<h2>Como podemos identificar os sinais clínicos do quadro dos animais?</h2>
<p>As bezerras com pneumonia aspirativa podem apresentar tosse e dispneia caracterizada por extensão da cabeça e pescoço e respiração oral. No entanto, os sinais clínicos podem variar de<strong> tosse crônica até apneia aguda com rápida asfixia em casos mais severos</strong>.</p>
<p>Alguns animais ainda podem apresentar descargas nasais purulentas, comumente bilateral e associada a febre.</p>
<p>Na auscultação torácica é possível observar aumento dos sons traqueais, sons pulmonares com característica áspera, com estalos e chiados notados principalmente no campo cranioventral do pulmão.</p>
<h2>Como prevenir a pneumonia aspirativa?</h2>
<p>Como forma de prevenir casos de pneumonia aspirativa ocasionada pelo fluxo de leite é indispensável que haja o <strong>fornecimento adequado de leite</strong> e nisso alguns pontos devem merecem atenção</p>
<h3>Diâmetro do bico do amamentador</h3>
<p>É importante a utilização de bicos que possuam diâmetro permitindo um <strong>fluxo controlado de leite</strong>, o que deve ser de <strong>0,5 a 1 litro em 4-6 minutos</strong>.</p>
<p>Nessa recomendação inclui não ampliar o diâmetro dos bicos e também realizar a troca frequente de bicos que já se encontram com diâmetro excedido.</p>
<h3>Temperatura do leite</h3>
<p>A temperatura do leite está intimamente relacionada com a prevenção da pneumonia aspirativa pois ela afeta de forma direta no reflexo de deglutição da bezerra e no direcionamento do leite para o abomaso, pois contribui para o fechamento da goteira esofágica. Por isso, o ideal é que a temperatura do leite ofertado esteja entre <strong>38 e 40°C.</strong></p>
<p>Obedecer a temperatura recomenda é importante pois quando é ofertado um leite frio (abaixo de 38°C) podemos provocar no animal um desconforto gástrico e retardar o esvaziamento do estômago, o que eleva a chance de regurgitação e consequentemente de que parte seja aspirada.</p>
<h3>Altura da mamadeira</h3>
<p>A posição correta da mamadeira ou do balde com bico deve <strong>favorecer a anatomia natural de sucção da bezerra</strong>, pois isso também contribui para o direcionamento do leite para o abomaso. A posição correta de posicionamento é aproximadamente à altura do focinho da bezerra, com uma inclinação discreta para cima, imitando a posição natural.</p>
<p>Quando colocamos a mamadeira muito alta, estamos favorecendo o aumento do fluxo de leite devido a gravidade, o que força o animal deglutir mais rápido, sobrecarregando o reflexo de deglutição levando ao engasgo e a aspiração. No cenário oposto, com a mamadeira muito baixa, dificultamos a sucção e isso aumenta a chance de refluxo.</p>
<h3>Observe o comportamento das bezerras durante o aleitamento</h3>
<p>Esse momento de observação é essencial para que seja identificado problemas que podem elevar o risco de aspiração. Nesse momento é importante a <strong>detecção precoce de sinais de engasgo</strong>, como presença de tosse, regurgitação de leite pela boca ou nariz.</p>
<p>Além disso, devemos avaliar o ritmo de sucção da bezerra, o qual deve ser rítmico e contínuo em bezerras saudáveis. Nesse momento também conseguimos identificar sinais preocupantes e que se referem a desconforto ou doença, como respiração ofegante, narinas dilatadas, fraqueza ou apatia.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">HUDSON, Maryanna M. She’s so Fluffy She Almost Died. Missisisipi State University. 2022.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PANCIERA, R. J., CONFER, A. W. Pathogenesis and Pathology of Bovine Pneumonia. 2010.</span></li>
</ul>
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			</item>
		<item>
		<title>Pneumonia verminótica: como ela impacta na produção e percentual de gordura no leite?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-verminotica/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-verminotica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2024 16:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[pneumonia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pneumonia verminótica é causada por nematóides patogênicos da espécie Dictyocaulus viviparus, pertencentes à mesma família de nematóides responsáveis por gerar infecções gastrointestinais. São majoritariamente comuns em rebanhos de áreas de clima tropical e subtropical e estudos apontam que sua prevalência é acrescida durante o final do verão e início do outono, devido a incidência [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-verminotica/">Pneumonia verminótica: como ela impacta na produção e percentual de gordura no leite?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>pneumonia verminótica</strong> é causada por nematóides patogênicos da espécie <i>Dictyocaulus viviparus</i>, pertencentes à mesma família de nematóides responsáveis por gerar infecções gastrointestinais.</p>
<p>São majoritariamente comuns em rebanhos de áreas de clima tropical e subtropical e estudos apontam que <strong>sua prevalência é acrescida durante o final do verão e início do outono</strong>, devido a incidência de chuvas que garantem ambiente propício ao crescimento e desenvolvimento dos parasitas.</p>
<p>Nesse texto iremos discutir sobre a pneumonia verminótica, evidenciando o ciclo do patógeno causador, os sinais clínicos e as formas de diagnóstico. Além disso, vamos tratar sobre os principais impactos gerados por esse verme na produção de leite e também no percentual de gordura no leite.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></script><br />
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</div>
<h2>Principais fatores de risco para ocorrência</h2>
<p>Está geralmente associada a <strong>bezerros mantidos em sistema de pastejo</strong>, entretanto, vem sendo relatado uma crescente incidência em bovinos adultos, principalmente associada a utilização de anti-helmínticos profiláticos, os quais previnem a exposição em uma idade mais jovem.</p>
<p>Fatores de riscos associados à sua ocorrência são o <strong>acesso a pastagens contaminadas, reintrodução a pastagens após período de confinamento e, em sua maioria, a introdução de animais em fase patente da infecção no rebanho.</strong></p>
<p>Com seus impactos negativos em taxas de mortalidade, fertilidade e produção, com redução de volume e gordura no leite, deter de estratégias de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/quando-vermifugar-os-bovinos/">controle da desvermifugação</a></strong> do rebanho ainda é uma medida eficaz para evitar sua ocorrência.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-escore-saude-respiratoria-bezerras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-escore-respiratorio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39659 size-full" title="Clique e baixe grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png" alt="Kit guia e planilha escore de saúde respiratória de bezerras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-escore-saude-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Qual o ciclo desse patógeno?</h2>
<p>O patógeno é ingerido em sua fase larval, principalmente através da pastagem. No trato <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gastroenterite-verminotica-em-bovinos-leiteiros/">gastrointestinal</a></strong>, a larva é capaz de penetrar e se dirigir via corrente sanguínea até os pulmões, onde se torna adulto. Podem atingir até 8 cm de comprimento, com apresentação fina e esbranquiçada em regiões de brônquios e traquéia.</p>
<p>Sua presença desencadeia uma <strong>série de alterações patológicas</strong> que dirigem inicialmente a invasão e ativação de eosinófilos, fator que corrobora para o estreitamento das vias aéreas e geram edema, enfisema e colapso pulmonar, caracterizando a fase pré-patente.</p>
<p>Na fase patente, a presença de vermes adultos se associa à ocorrência de bronquite, com presença de exsudato celular e muco espumoso, que incide na ocorrência de tosse. Também ocorre o desenvolvimento de uma pneumonia crônica não supurativa eosinofílica e granulomatosa principalmente em porções caudais dos pulmões em resposta a larvas e ovos aspirados.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45936 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica.webp" alt="Imagem de uma necropsia onde é possível observar na superfície de corte do pulmão bovino um grande número de nematodos esbranquiçados" width="503" height="377" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica.webp 503w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-300x225.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-370x277.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-270x202.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem de uma necropsia onde é possível observar na superfície de corte do pulmão bovino um grande número de nematodos esbranquiçados, delgados, de até 8 cm de comprimento, com acúmulo de exsudato catarral em alguns brônquios. Fonte: Claudio S. L. Barros, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS.</span></p>
<h2>Quais os sinais clínicos e como diagnosticar a pneumonia verminótica?</h2>
<p>Os sinais clínicos variam de <strong>tosse moderada associada a ligeiro aumento de frequência respiratória e tosse persistente</strong>, angústia ou insuficiência respiratória.</p>
<p>Isso atrelado a diminuição da produção de leite e perda de peso devido a redução do consumo de alimentos e o aumento do uso de energia pelo sistema respiratório causado pela reação destrutiva a infecção causada pelos vermes pulmonares.</p>
<p>Animais que apresentam reflexo de tosse intensa após movimentação e/ou sinais de angústia respiratória, caracterizada pela apresentação de cabeça esticada, boca aberta e salivação, devem ser avaliados de forma mais cuidadosa. É importante lembrar que casos graves de infecções por vermes pulmonares podem ocasionar a morte do animal.</p>
<p>O <strong>diagnóstico</strong> tem como princípio a <strong>análise dos sinais clínicos, epidemiologia e a presença de larvas nas fezes ou na necropsia dos animais</strong>. Porém, deve-se ter em mente que a ausência do parasito na análise coprológica não descarta sua ocorrência, isso mediante ao fato de que este é eliminado nas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong> apenas durante o período patente.</p>
<p>Dessa forma, animais em estágios pré e pós manifestações clínicas podem não ser diagnosticados, o mesmo se aplica a casos de reinfecção. Como diagnóstico diferencial da doença respiratória bovina, exames sorológicos podem ser incluídos, a exemplo do ELISA.  Exames radiográficos e de broncoscopia também podem ser realizados.</p>
<p>Durante a necropsia, os principais achados macroscópicos consistem:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Apresentação nodular dos pulmões com adesão pleural</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Hiperemia</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Exsudato purulento.</li>
</ul>
<p>Na <strong>histopatologia</strong> são observados de forma característica a presença de alguns vermes adultos e muitos ovos e larvas em alvéolos e bronquíolos terminais os quais desencadeiam reações primariamente neutrofílicas e eosinofílicas que são rapidamente substituídas pela forma granulomatosa, rica em células gigantes e macrófagos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45937 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1.webp" alt="Imagem demonstrando larva no parênquima pulmonar de um bovino" width="503" height="423" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1.webp 503w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1-300x252.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1-370x311.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1-270x227.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-1-357x300.webp 357w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem demonstrando larva no parênquima pulmonar de um bovino, associada a infiltrado histiocitário e hemorragia. Fonte: Cláudio S. L. Barros – Universidade Federal de Santa Maria, RS.</span></p>
<p>Quanto ao tratamento, de forma geral, consiste na administração de benzimidazóis e/ou lactonas macrocíclicas os quais apresentam resultados efetivos contra todos os estágios do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">parasita</a></strong>.</p>
<p>Alguns exemplos de fármacos que se adequam a estes grupos são as avermectinas, doramectina, albendazol e levamisol. Animais que se encontram em pastoreio devem ser estabulados para melhor controle e avaliação da terapia, haja vista que suporte pode ser necessário.</p>
<p>A duração do período de patência é em média de dois a três meses. A maioria dos vermes adultos são expelidos e o exsudato regride após esse período, caso o animal sobreviva. É rara a ocorrência de sinais clínicos significativos no período pós patente, entretanto, casos de alveolite difusa proliferativa são registrados. Dessa forma, a observação do animal em todos os estágios da doença é um fator importante para sua íntegra recuperação.</p>
<h2>Quais são os impactos da pneumonia verminótica na produtividade?</h2>
<p>Os impactos dos parasitas pulmonares dos bovinos podem ser amplos, afetando a saúde dos animais, a produção de leite e consequentemente a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/4-dicas-para-aumentar-o-lucro-na-pecuaria-leiteira/">lucratividade da fazenda</a></strong>.</p>
<p>Estudos já estimaram que em casos de <strong>surtos clínicos graves</strong> por vermes pulmonares, há a capacidade de promover uma <strong>redução de 15 a 20% na produção de leite</strong>, o que resulta em uma elevação dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/">custos de produção</a></strong>.</p>
<p>Além disso, ao associarmos a produção de leite à presença do <i>Dictyocaulus viviparus</i>, é possível observar que a média mensal de produção de leite é menor nos rebanhos que têm a presença do verme em comparação com rebanhos com ausência do mesmo.</p>
<p>Em números, podemos citar que o status positivo para o verme culminou em uma produção de leite de 1,01 kg/vaca por dia a 1,68 kg/vaca por dia a menos em relação aos animais negativos, onde essa variação ocorreu em diferentes meses no ano segundo os estudos.</p>
<p>Entretanto, demais trabalhos puderam demonstrar que essa perda em leite pode ser ainda maior, chegando a 4 kg/vaca por dia em casos onde no rebanho havia graves surtos clínicos.</p>
<p>Quando pensamos no impacto do <i>Dictyocaulus viviparus</i> na qualidade do leite, os mesmos trabalhos puderam observar que existe uma relação negativa entre o status de <i>D. viviparus</i> e o percentual de gordura no leite, onde rebanhos com presença do verme tiveram em média 0,14% menor do que rebanhos livres.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45938 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2.webp" alt="Estatísticas descritivas para produção de leite (kg), % de gordura, % de proteína, paridade e DEL" width="740" height="150" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2.webp 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-300x61.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-370x75.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/pneumonia-verminotica-2-270x55.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Estatísticas descritivas para produção de leite (kg), % de gordura, % de proteína, paridade e DEL de rebanhos leiteiros positivos e negativos para <i>D. viviparus</i>. Fonte: Adaptado de Dank et al. (2015)</span></p>
<p>A hipótese dessa redução no percentual de gordura no leite além da possibilidade de menor ingestão de alimentos, gira em torno de uma resposta imunológica que demanda de muita energia contra o <i>D. viviparus</i>, ou seja, <strong>há a necessidade de uma energia adicional</strong> para combater a infecção e manter as funções corporais o que pode desviar nutrientes que seriam utilizados na síntese de gordura.</p>
<p>Além disso, o comprometimento do metabolismo energético pode resultar em uma menor síntese de ácidos graxos no fígado, os quais são essenciais para a produção de gordura do leite.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Sabemos que a presença do <i>Dictyocaulus viviparus</i> nas vacas leiteiras proporciona um<strong> impacto negativo significativo na produção de leite</strong> e também na sua composição, particularmente nos níveis de gordura, devido ao estresse fisiológico e ao comprometimento metabólico causado pela infestação do parasita.</p>
<p>Entretanto, se houver um controle parasitário rigoroso, podemos manter a saúde das vacas e garantir uma produção de leite com alta qualidade e também com níveis de gordura adequados.</p>
<h2>Proteja a saúde do rebanho e mantenha a qualidade do leite em alta</h2>
<p>A pneumonia verminótica pode reduzir a produção e comprometer a qualidade do leite, impactando diretamente na rentabilidade da fazenda.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=pneumonia-verminotica">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a prevenir e controlar doenças, integrar manejo sanitário e nutrição, e garantir mais saúde, produtividade e qualidade para o rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=pneumonia-verminotica" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34301" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/isabella-machado.jpg" alt="Isabella Machado - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/isabella-machado.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/isabella-machado-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/08/isabella-machado-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Pneumonia em bovinos confinados: o que você precisa saber</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bovinos-confinados-veja-os-principais-pontos-sobre-a-doenca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Feb 2024 17:00:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pneumonia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na pecuária de corte, a pneumonia representa um desafio significativo para a saúde e o bem-estar dos animais. A pneumonia, frequentemente desencadeada por agentes infecciosos como vírus, bactérias e micoplasmas, pode resultar em perdas econômicas substanciais para os produtores, devido a diminuição da produção de carne, até o aumento dos custos de tratamento e a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na pecuária de corte, a pneumonia representa um desafio significativo para a saúde e o bem-estar dos animais.</p>
<p>A pneumonia, frequentemente desencadeada por agentes infecciosos como vírus, bactérias e micoplasmas, <strong>pode resultar em perdas econômicas substanciais</strong> para os produtores, devido a diminuição da produção de carne, até o aumento dos custos de tratamento e a mortalidade do rebanho.</p>
<p>Este texto aborda os aspectos relacionados à <strong>prevenção, tratamento e gestão da pneumonia em um confinamento</strong>, destacando práticas de manejo, medidas de biossegurança, uso de vacinas e estratégias de saúde animal para mitigar os impactos negativos da doença e promover a produtividade sustentável na pecuária de corte.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Quais são os sintomas da pneumonia em bovinos?</h2>
<p>Os principais sintomas da pneumonia em bovinos incluem uma série de comportamentos que afetam a saúde e o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar do animal</a></strong>.</p>
<p>Inicialmente, <strong>observa-se um quadro de depressão</strong>, em que o animal tende a se isolar do grupo, demonstrando um comportamento menos ativo e mais retraído. Além disso, a perda de apetite costuma ser um sintoma comum, evidenciado pelo afastamento do cocho enquanto os outros animais se alimentam.</p>
<p>Outros sinais visíveis são o <strong>corrimento nasal e ocular</strong>, indicativos da presença de secreção nas vias respiratórias, bem como a manifestação de febre, caracterizada pela postura arrepiada e a proximidade do animal com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener">cocho de água</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-28098" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/pneumonia-em-bovinos.jpg" alt="Bovino com sintomas de pneumonia" width="257" height="196" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/pneumonia-em-bovinos.jpg 257w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/pneumonia-em-bovinos-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/pneumonia-em-bovinos-150x114.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 257px) 100vw, 257px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 12px;">Fonte: Zoets</span></p>
<p>Por fim, a <strong>dificuldade para respirar</strong>, muitas vezes comparada ao som de uma &#8220;batedeira&#8221;, é um sintoma crítico que requer atenção imediata, pois pode indicar um estágio avançado da doença e comprometer seriamente a saúde do animal.<span style="font-weight: 400; font-size: 12px;"> </span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-confinamento-engorda-a-pasto?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-pontos-sanitarios&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39639 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios.png" alt="E-book Pontos sanitários no confinamento" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Como identificar os animais doentes?</h3>
<p>Durante o período de confinamento, a identificação eficiente da pneumonia em animais requer a <strong>implementação de rondas sanitárias diárias</strong>.</p>
<p>Essas rondas são conduzidas de duas formas distintas:</p>
<ol>
<li><strong>Ronda macro</strong>: realizada com o auxílio de motos ou quadriciclos, tem como objetivo identificar animais mortos, caídos e/ou apresentando sinais clínicos exacerbados.</li>
<li><strong>Ronda micro</strong>, conduzida com equinos, asininos ou a pé, visa fazer uma inspeção minuciosa nos lotes de animais para detectar indivíduos enfermos que possam ter passado despercebidos durante a ronda macro.</li>
</ol>
<p>Os animais identificados como doentes são encaminhados para tratamento adequado, enquanto os casos mais graves são direcionados para o curral ou piquete “enfermaria”, onde recebem atenção especializada e monitoramento contínuo para garantir uma recuperação eficaz e minimizar os impactos da pneumonia na saúde do rebanho.</p>
<h2>Qual a época do ano de maior prevalência da pneumonia no confinamento?</h2>
<p>Na época seca do ano, observa-se uma maior prevalência da pneumonia, devido à combinação de diversos fatores de risco. A poeira, comum durante esse período, pode irritar as vias respiratórias dos animais, tornando-os mais suscetíveis a infecções respiratórias.</p>
<p>Além disso, as inversões térmicas características da estação seca podem contribuir para a concentração de poluentes no ar, agravando ainda mais as condições respiratórias dos animais. O estresse do transporte, também pode enfraquecer o sistema imunológico dos animais, aumentando sua vulnerabilidade à pneumonia.</p>
<p>Assim, <strong>a época seca do ano representa um momento crítico para a ocorrência e disseminação da doença</strong>, exigindo medidas preventivas e de manejo adequadas para proteger a saúde do rebanho.</p>
<h2>Como prevenir a pneumonia?</h2>
<p>Para garantir a saúde do rebanho e prevenir a ocorrência de pneumonia no confinamento, são adotadas <strong>práticas específicas de manejo sanitário</strong>.</p>
<p>Logo na recepção dos animais, ao descerem do caminhão, é importante que sejam direcionados para o acesso a água e comida. Além disso, nesse primeiro momento é importante que a dieta oferecida se assemelhe o máximo possível ao pasto, incentivando o consumo de matéria seca e facilitando a adaptação dos animais ao novo ambiente.</p>
<p>Após a chegada, é recomendado um período de descanso de 5 a 7 dias antes de iniciar o protocolo de entrada. Durante esse tempo, os animais têm a oportunidade de se aclimatarem e recuperarem do estresse do transporte.</p>
<p>O protocolo de entrada, que ocorre após esse período de descanso, inclui a aplicação de vacinas respiratórias contendo cultura viva atenuada, visando fortalecer a imunidade dos animais contra agentes infecciosos respiratórios.</p>
<p>É fundamental que as vacinas sejam adequadamente acondicionadas em caixas fechadas de isopor com gelo durante a lida, com tempo de utilização limitado a até duas horas devido à natureza das vacinas vivas. Além disso, medidas como a aspersão nas baias e nas estradas do confinamento são realizadas para reduzir a poeira, um fator de risco conhecido para o desenvolvimento de problemas respiratórios.</p>
<p>Por fim, a aclimatação dos animais ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/" target="_blank" rel="noopener">ambiente do confinamento</a></strong> é um processo contínuo e essencial para minimizar o estresse e promover a adaptação saudável dos animais ao novo sistema de criação. Por meio dessas práticas de manejo sanitário, busca-se garantir a saúde e a produtividade do rebanho, prevenindo a incidência de pneumonia e outros problemas de saúde no confinamento.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Em resumo, a pneumonia representa um <strong>desafio significativo na pecuária de corte</strong>, especialmente durante os períodos de seca.</p>
<p>Para mitigar os riscos associados à doença, é essencial implementar um manejo sanitário eficaz desde a recepção dos animais até a aclimatação ao ambiente do confinamento. Isso inclui medidas como a oferta imediata de água e comida semelhante ao pasto para estimular o consumo de matéria seca, o descanso dos animais após a chegada para reduzir o estresse do transporte, e a aplicação de vacinas respiratórias durante o protocolo de entrada.</p>
<p>Além disso, acondicionar as vacinas de forma adequada e reduzir a poeira por meio de aspersão nas baias e estradas do confinamento são práticas essenciais. A aclimatação contínua dos animais ao novo ambiente também desempenha um papel crucial na prevenção da pneumonia e na promoção da saúde do rebanho como um todo.</p>
<p>Ao adotar essas medidas de manejo sanitário, os produtores podem minimizar os riscos de incidência de pneumonia, protegendo assim a produtividade e o bem-estar dos animais no confinamento.</p>
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</span></p>
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		<title>Pneumonia em bezerras: como identificar e qual sua relação com o ambiente?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jan 2024 11:00:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[conforto térmico]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[pneumonia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pneumonia é um diagnóstico comum em bezerras leiteiras, sendo normalmente causada por uma infecção mista, ou seja, entre vírus e bactérias. A doença é definida como uma inflamação do parênquima pulmonar, geralmente acompanhada da inflamação dos bronquíolos e frequentemente com pleurite. Os sinais clínicos são variados e os animais podem apresentar aumento da frequência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A pneumonia é um diagnóstico comum em bezerras leiteiras, sendo normalmente causada por uma infecção mista, ou seja, entre vírus e bactérias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A doença é definida como uma <strong>inflamação do parênquima pulmonar</strong>, geralmente acompanhada da inflamação dos bronquíolos e frequentemente com pleurite. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sinais clínicos são variados e os animais podem apresentar aumento da frequência respiratória, taquicardia, hipertermia, corrimento nasal, depressão, inapetência, alterações na profundidade e características respiratórias, tosse, sons anormais à ausculta, e nos casos de infecção bacteriana, podem apresentar sinais de endotoxemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos entender melhor a relação que existe entre o ambiente das bezerras e a pneumonia, trazendo os mecanismos de controle de temperatura corporal que as bezerras possuem e os fatores ambientais que estão associados a doença, como o espaçamento entre os animais, ventilação e também escore já definidos que contribuem para o diagnóstico preciso e rápido em casos de pneumonia. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Impactos da doença respiratória bovina na mortalidade e produtividade de bezerras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabemos que a segunda maior causa de mortalidade de bezerras em fase de aleitamento se trata da <strong>Doença Respiratória Bovina (DRB)</strong>, podendo ser a broncopneumonia ou a pneumonia. Essa doença além das perdas econômicas geradas, provoca efeitos significativos na sobrevivência, desenvolvimento e produtividade futura da bezerra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aquelas que apresentam DRB tem idade ao primeiro parto aumentada e duas ou mais chances de morrer antes do parto do que bezerras que não tiveram a doença antes dos 90 dias de idade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, essas bezerras positivas para DRB podem ter um desempenho comprometido, apresentando um menor ganho de peso diário e uma menor produção na de leite na primeira lactação.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Mecanismos de controle da temperatura corporal</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A variação climática e meteorológica tem grande impacto nos quadros de pneumonia, existem </span><b>fatores de riscos relacionados ao ambiente</b><span style="font-weight: 400;"> das bezerras que podem estar associados à incidência de casos de pneumonia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As bezerras possuem uma zona termo neutra (ZTN), a qual se trata de uma faixa de temperatura em que o ganho e a perda de energia pelos animais são mínimos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A faixa crítica inferior (TCI) é de 15º C e a temperatura crítica superior (TCS) é de 25º C, a temperatura corporal dentro dessa faixa é mantida sem mudanças na produção de calor metabólico ou ativação da perda de calor evaporativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>O </strong></span><strong>inverno é a estação do ano mais desafiadora</strong><span style="font-weight: 400;"><strong> para o aumento de doenças respiratórias</strong> na produção de bezerras, essa maior ocorrência está associada a alguns fatores, como: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumento da exposição à patógenos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Temperatura;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Umidade;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Piora da qualidade do ar em galpões fechados devido a redução da ventilação. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeiro lugar, a </span><b>variação de</b> <b>temperatura</b><span style="font-weight: 400;"> deixa as bezerras mais susceptíveis a um quadro de <a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener"><strong>estresse térmico</strong></a>. Na </span><b>fase neonatal</b><span style="font-weight: 400;">, elas apresentam redução da capacidade de termorregulação, isso ocorre pois elas possuem um percentual de tecido em menor proporção, entre 2 – 4%, e essa reserva de gordura é denominada </span><b>gordura marrom</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando expostos a </span><b>temperaturas inferiores a 15º C</b><span style="font-weight: 400;">, os bezerros precisam ativar de forma rápida e intensa mecanismos de termorregulação que resultam em perda de eficiência e atividade das células imunes e também perdas produtivas como redução do ganho de peso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo de produção de calor corporal, denominado termogênese, ocorre de duas formas: </span><b>termogênese sem tremor e com tremor</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A oxidação dessa gordura resulta na termogênese sem tremor, que consiste em processo exotérmico para produção de calor que auxilia o recém-nascido a manter a homeotermia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a reserva adiposa é consumida em poucos dias, dessa forma, o bezerro torna-se dependente da termogênese por tremor. Nesse mecanismo o animal apresenta contrações involuntárias da musculatura esquelética que acelera o metabolismo basal e consequente a produção de calor. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ocorre ainda a piloereção (ereção do pelo) para evitar a transferência de calor da pele para o ambiente, e vasoconstrição dos tecidos periféricos, pela diminuição do fluxo sanguíneo visando reduzir as trocas de calor e manter a temperatura dos órgãos internos, dessa forma, elas podem não atingir as metas de ganho de peso e de consumo.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=pneumonia-bezerras" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Ambiente das bezerras</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O alojamento das bezerras também é um fator que influencia no aumento dos casos de pneumonia. Normalmente é afirmado que criar bezerras dentro de galpões fechados impõe um maior desafio para o sistema respiratório da bezerra, devido a piora da qualidade do ar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, independente da <a href="https://rehagro.com.br/blog/bezerreiro-como-devem-ser-as-instalacoes-para-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>estrutura utilizada para a criação de bezerras</strong></a> (casinhas/gaiolas em galpões ou ao ar livre) elas devem ser limpas, secas, bem ventiladas além de garantir o conforto térmico dos animais.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44910 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras.webp" alt="Bezerra em bezerreiro de sistema argentino" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Bezerra alojada em sistema de bezerreiro argentino demonstrando estar em um ambiente desafiador, com presença de barro e alta umidade. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Maria Fernanda Faria</span></span></p>
<h3>Espaçamento entre os animais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ponto importante é manter o </span><b>espaçamento adequado entre as bezerras</b><span style="font-weight: 400;"> e construir uma divisão sólida entre elas, permitindo a circulação eficiente de ar além de reduzir a umidade do ambiente.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Casinhas ou gaiolas sem uma divisão sólida, há a tendência de um aumento da incidência de doenças respiratórias, pelo fato de que a os divisores sólidos reduzem a troca de patógenos transportados pelo ar ou transmitidas pelo contato físico entre as bezerras e assim reduzindo os casos de pneumonia.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44911 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-1.webp" alt="Gaiolas de bezerras lado a lado" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Gaiolas dispostas lado a lado contando com divisor sólido entre elas. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Laryssa Mendonça</span></span></p>
<h3>Aninhamento</h3>
<p><b></b><span style="font-weight: 400;">Outro ponto que deve ser observado nos animais alojados é o </span><b>escore de aninhamento</b><span style="font-weight: 400;">, dessa forma conseguimos avaliar o volume de cama dos animais, que é de grande importância para o conforto térmico das bezerras e para reduzir o contato com agentes infecciosos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos definir esse escore pela posição dos animais em relação à cama e definir a proteção pela temperatura ambiental. Espera-se nesse escore que as patas dos animais estejam encobertas pelas camas, </span><b>maiores escores estão relacionados à menores índices de pneumonia</b><span style="font-weight: 400;"> nos animais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, é muito importante para o controle da doença além da troca da cama realizar a reposição em quantidade adequada para garantir que os animais sejam capazes de manter a temperatura mesmo com as variações ambientais.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44912 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-2.webp" alt="Bezerra com um escore de aninhamento ruim" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Bezerra em gaiola apresentando um escore de aninhamento ruim, onde a cama não cobre as patas da bezerra. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Maria Fernanda Faria</span></span></p>
<h3>Ventilação adequada</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto de atenção é a ventilação e os galpões mais fechados no período de inverno, que podem aumentar a susceptibilidade à quadros de pneumonia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ambiente de permanência das bezerras deve ter </span><b>ventilação adequada e eficaz</b><span style="font-weight: 400;">, dessa forma, garantimos não só o controle da temperatura do ambiente, como também reduzimos o acúmulo de patógenos presentes no ambiente, excesso de umidade e agentes nocivos, como a amônia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De forma a contribuir para uma ventilação efetiva desses galpões, é importante salientar sobre a disposição das fileiras das gaiolas e da quantidade das mesmas, lembrando sempre da necessidade da uma adequada ventilação para que se tenha uma boa qualidade do ar, a qual pode ser comprometida para as fileiras que ficam dispostas no centro do galpão em comparação com as fileiras das extremidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o inverno, a tendência de fechamento dos galpões provoca o aumento da amônia no ambiente que podem aumentar também os quadros de irritação das vias aéreas, promovendo o lacrimejamento, secreções nasais, tosse e aumento da concentração de macrófagos no lavado broncoalveolar.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44913 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-3.webp" alt="Sistema de cortina automáticas para melhor fluxo de ar no alojamento de bezerras" width="225" height="300" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Sistema de utilização de cortinas (em azul) no galpão de alojamento das bezerras, onde as mesmas são suspensas de forma automatizada a fim de promover a circulação de ar. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Laryssa Mendonça</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante desses fatores, é muito importante que o </span><b>manejo ambiental</b><span style="font-weight: 400;"> esteja adequado nas propriedades para </span><b>evitar</b><span style="font-weight: 400;"> que os animais sejam expostos ao </span><b>estresse térmico</b><span style="font-weight: 400;">, a </span><b>grande variação de temperatura</b><span style="font-weight: 400;">, que tenham contato com </span><b>patógenos infecciosos</b><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>excesso de umidade</b><span style="font-weight: 400;"> nas camas que podem estar relacionados ao quadro de pneumonia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de buscar a adequação do manejo, é importante implementar o uso nas propriedades dos sistemas de </span><b>escores clínicos</b><span style="font-weight: 400;">, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">Escore de Wisconsin</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Escore de Califórnia</span></i><span style="font-weight: 400;">, que usam da observação de sinais clínicos mais comuns para estabelecer um escore de pontuação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, podemos utilizar do treinamento dos colaboradores para avaliar as bezerras diariamente, como a temperatura retal, presença e característica de tosse, de secreção nasal e ocular e posicionamento das orelhas e também ao seu comportamento, como ficar mais tempo em pé, reduzir o consumo de concentrado, esforço ineficiente ou demora para ingerir o leite, além dos sinais dos escores.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44914 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-4.webp" alt="Escore de Califórnia em bezerras leiteiras" width="517" height="302" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-4.webp 517w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-4-300x175.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-4-370x216.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-4-270x158.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Escore de Califórnia. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Adaptado de LOUIE et al.,2018</span></span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44915 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-5.webp" alt="Escore de Winsconsin em bezerras leiteiras" width="643" height="565" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-5.webp 643w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-5-300x264.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-5-370x325.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-5-270x237.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/pneumonia-bezerras-5-341x300.webp 341w" sizes="auto, (max-width: 643px) 100vw, 643px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Escore de Wisconsin. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Adaptado de McGuirk</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, realizando o manejo dos fatores de risco ambientais relacionados à pneumonia podemos reduzir a incidência da doença em bezerras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É imprescindível que os colaboradores sejam capacitados para identificar falhas em instalações, nos manejos e que possam reconhecer alterações comportamentais nas bezerras e sinais clínicos relacionados ao quadro de pneumonia, dessa forma, reduzimos a prevalência e mortalidade na fase de cria dos animais e os impactos nos índices da fazenda.</span></p>
<h2>Saúde desde a cria para mais produtividade no futuro</h2>
<p>A pneumonia em bezerras compromete o desenvolvimento, a futura produção de leite e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=pneumonia-bezerras">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar problemas precocemente, implementar manejos preventivos e criar condições ambientais ideais para garantir a saúde e o desempenho máximo do rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=pneumonia-bezerras" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-22798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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