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	<title>fertilizantes Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>fertilizantes Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Tecnologias para fertilizantes sólidos: como aumentar a eficiência da adubação no campo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 13:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Escolher o fertilizante mais barato nem sempre é a decisão mais econômica. Quando o nitrogênio volatiliza antes de chegar à raiz, quando o fósforo se liga à argila e some da solução do solo, ou quando o enxofre demora demais para oxidar em um ciclo curto de soja, o produtor paga duas vezes: uma pelo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Escolher o fertilizante mais barato nem sempre é a decisão mais econômica. Quando o nitrogênio volatiliza antes de chegar à raiz, quando o fósforo se liga à argila e some da solução do solo, ou quando o enxofre demora demais para oxidar em um ciclo curto de soja, o produtor paga duas vezes: <strong>uma pelo insumo, outra pela produtividade</strong> que deixou de acontecer.</p>
<p>Entender as <strong>tecnologias disponíveis para fertilizantes sólidos</strong> é, portanto, um dos caminhos mais diretos para transformar custo em resultado. Este artigo apresenta, de forma didática e atualizada, o que há de mais relevante em tecnologias para nutrição nitrogenada, fosfatada e sulfatada em lavouras brasileiras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O que define um bom fertilizante?</h2>
<p>Antes de comparar tecnologias, é necessário definir o que torna um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/produtos-quimicos-ou-biologicos/">fertilizante</a></strong> realmente bom. Do ponto de vista técnico e econômico, as principais características a considerar são:</p>
<ul>
<li><strong>Eficiência agronômica</strong>: capacidade de colocar mais nutrientes dentro da planta por unidade aplicada.</li>
<li><strong>Custo-benefício</strong>: não adianta ter alta eficiência se o custo inviabiliza o uso na escala da lavoura.</li>
<li><strong>Concentração e solubilidade do nutriente</strong>: fatores que formam boa parte do preço final do produto.</li>
<li><strong>Características físicas</strong>: dureza, fluidez, ausência de pó e pedra — aspectos que impactam diretamente a operação da semeadora.</li>
<li><strong>Adequação ao ambiente</strong>: um produto eficiente no plantio direto pode ser inadequado em café com calcário em superfície.</li>
<li><strong>Multinutrientes</strong>: a planta precisa de 14 nutrientes; soluções que entregam NPK mais micronutrientes e enxofre tendem a ser mais completas.</li>
<li><strong>Sustentabilidade</strong>: menor emissão de gases de efeito estufa e uso de compostos biodegradáveis são tendências cada vez mais consolidadas.</li>
</ul>
<p>A equação não é simples, e um fertilizante com excelente performance em bancada ou em outra região do mundo pode apresentar baixa eficiência nas condições tropicais do Brasil.</p>
<h2>Nitrogênio: entendendo as perdas para escolher a tecnologia certa</h2>
<p>O <strong>nitrogênio</strong> no solo existe em duas formas principais: <strong>orgânico</strong> (fornecido pela mineralização da matéria orgânica) e <strong>mineral</strong>, que é a fração absorvida pela planta nas formas amoniacal (NH₄⁺) e nítrica (NO₃⁻). Esse é o único nutriente absorvido tanto como cátion quanto como ânion, o que torna seu comportamento no solo particularmente complexo.</p>
<p>O processo de conversão do amônio em nitrato — chamado <strong>nitrificação</strong> — é central para entender as tecnologias modernas. Da mesma forma, compreender as três principais rotas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/perdas-de-nitrogenio-na-producao-de-graos/">perda de nitrogênio</a></strong> é fundamental para saber onde cada tecnologia atua:</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-43753" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/perdas-nitrogenio.png" alt="Tipos de perda de nitrogênio no solo" width="792" height="307" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/perdas-nitrogenio.png 792w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/perdas-nitrogenio-300x116.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/perdas-nitrogenio-768x298.png 768w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/perdas-nitrogenio-370x143.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/perdas-nitrogenio-270x105.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/perdas-nitrogenio-740x287.png 740w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/perdas-nitrogenio-150x58.png 150w" sizes="(max-width: 792px) 100vw, 792px" /></p>
<h3>Por que a volatilização custa tão caro</h3>
<p>A ureia responde por <strong>76% do nitrogênio consumido no mundo</strong>. Quando aplicada ao solo, uma enzima chamada urease a converte em amônio. Se o pH estiver elevado (acima de 7–8), esse amônio se transforma em amônia gasosa e vai para a atmosfera &#8211; é a volatilização.</p>
<p>Com o nitrogênio da ureia custando cerca de R$ 10/kg, cada quilo perdido representa esse valor descartado sem nenhum benefício agronômico. Dados de um estudo de 9 anos com cafeicultura mostram a dimensão do problema: usando ureia convencional, em 9 safras o produtor acumulou 647,9 kg de nitrogênio perdido por volatilização por hectare. Multiplicando por R$ 10/kg, são aproximadamente R$ 6.500/ha evaporados ao longo do período — sem contar o impacto sobre a produtividade.</p>
<h3>Condições que potencializam a volatilização</h3>
<p>Quatro fatores criam o ambiente perfeito para as perdas por volatilização:</p>
<ol>
<li><strong>Baixa penetração da ureia no solo: </strong>ausência de chuva nos primeiros 7 a 10 dias após a aplicação (80 a 90% das perdas ocorrem nesse período).</li>
<li><strong>Solo arenoso ou com baixa CTC: </strong>menos capacidade de reter o amônio formado.</li>
<li><strong>Alta temperatura: </strong>acelera as reações enzimáticas e a conversão de amônio em amônia.</li>
<li><strong>Aplicação em solo úmido e em processo de secagem: </strong>o vapor ascendente favorece a saída do gás.</li>
</ol>
<p>Um ponto frequentemente subestimado: <strong>não é apenas a quantidade de chuva que importa, mas a intensidade</strong>. Chuvas de 10 mm em 1 minuto têm efeito completamente diferente de 10 mm em 24 horas. Em lavouras de café, a situação é ainda mais crítica: a cobertura da copa intercepta parte da precipitação, reduzindo a quantidade de água que efetivamente chega ao solo onde o adubo foi aplicado.</p>
<p>Além disso, aplicações de calcário em superfície que elevam o pH de 0 a 5 cm podem intensificar drasticamente as perdas. Quando a saturação de bases sobe de 50% para 70–80%, o pH da camada superficial alcaliniza, exatamente onde a ureia é depositada — um fator de risco frequentemente ignorado na cafeicultura.</p>
<h2>Classificação das tecnologias para fertilizantes nitrogenados</h2>
<p>Chamar tudo de &#8220;ureia protegida&#8221; é um erro que compromete a tomada de decisão, da mesma forma que seria impreciso tratar todos os herbicidas como uma única categoria. Cada grupo tecnológico atua em um mecanismo diferente e se adapta melhor a determinadas condições.</p>
<h3>Fertilizantes convencionais</h3>
<p>Ureia, nitrato de amônio, sulfato de amônio, entre outros. O nitrato de amônio, por ter reação ácida, <strong>não perde por volatilização</strong>, o que o torna vantajoso em situações de pH elevado. O sulfato de amônio ganhou protagonismo recentemente justamente por combinar nitrogênio com enxofre em uma fonte de comportamento mais estável.</p>
<h3>Fertilizantes estabilizados</h3>
<p>São fertilizantes convencionais (principalmente ureia) com adição de <strong>inibidores enzimáticos</strong> que retardam reações específicas no solo:</p>
<h4>Inibidores de urease (ex.: NBPT, NPPT)</h4>
<ul>
<li>Bloqueiam temporariamente a enzima urease por 7 a 10 dias.</li>
<li>Dão tempo para a chuva incorporar a ureia antes que o pH suba.</li>
<li>Reduzem perdas por volatilização em pelo menos 50%.</li>
<li>Importante: a concentração do inibidor no produto final é crítica, e no Brasil não existe regulamentação que obrigue o controle de qualidade dessa concentração.</li>
</ul>
<p><em><strong>Atenção ao armazenamento:</strong></em> estudos mostram que o tempo de meia-vida do NBPT (tempo para degradar 50% da molécula) é de 2,7 a 4,7 meses quando armazenado a 25°C. Além disso, a mistura de ureia com NBPT junto com fertilizantes fosfatados (MAP, DAP, superfosfato simples ou triplo) degrada rapidamente o inibidor — em uma semana, a concentração de NBPT pode cair para praticamente zero, pois o ácido presente nos fosfatados destrói a molécula. Esse conhecimento é responsabilidade da indústria e deve ser considerado na formulação dos blends.</p>
<h4>Inibidores de nitrificação (ex.: DMPP, DMPSA)</h4>
<ul>
<li>Bloqueiam temporariamente bactérias que convertem amônio em nitrato.</li>
<li>Mantêm o nitrogênio mais tempo na forma amoniacal.</li>
<li>Reduzem lixiviação de nitrato e emissão de óxido nitroso (N₂O).</li>
<li><strong>Não são indicados em plantio direto com calcário em superfície ou em lavouras de café</strong>: manter amônio em solo alcalino onde não há lixiviação nem desnitrificação potencializa a volatilização.</li>
</ul>
<h3>Fertilizantes de liberação lenta</h3>
<p>Baseados em <strong>combinações de carbono e nitrogênio</strong> com diferentes graus de polimerização, entregam o nutriente em uma curva diferenciada ao longo do tempo. O principal produto disponível no Brasil é mais usado em café. A tendência global é de queda no uso desse tipo de material, substituído por tecnologias mais previsíveis.</p>
<h3>Fertilizantes de liberação controlada</h3>
<p>São <strong>fertilizantes convencionais</strong> (geralmente ureia) com <strong>revestimento polimérico</strong> que controla a dissolução do grânulo. O mecanismo é simples: a água entra pelo revestimento, dissolve o nutriente internamente, cria pressão e libera o nitrogênio gradualmente para a solução do solo.</p>
<p>Os fatores que controlam essa liberação são:</p>
<ul>
<li><strong>Temperatura e umidade do solo</strong> (no campo);</li>
<li><strong>Tipo e espessura do revestimento</strong> (na indústria).</li>
</ul>
<p>O material mais utilizado no mundo para revestimento é o poliuretano, que pode ser derivado do petróleo ou de fontes biodegradáveis, dependendo da rota industrial.</p>
<p>Um benefício adicional dos fertilizantes de liberação controlada é a <strong>redução do índice salino</strong>, aspecto importante para o milho safrinha, onde a proximidade do adubo com a semente pode comprometer o stand de plantas.</p>
<p>Em termos ambientais, o uso de tecnologias de revestimento pode reduzir a emissão de N₂O em até 85% em comparação com a ureia convencional — um dado relevante para quem precisa demonstrar a sustentabilidade da operação.</p>
<h3>Blends com diferentes longevidades</h3>
<p>Uma tendência crescente é a <strong>combinação de fertilizantes de liberação controlada com diferentes espessuras de revestimento e fertilizantes convencionais</strong>, criando uma curva de liberação personalizada por cultura. A mistura de frações com liberação imediata, intermediária e prolongada permite adequar a entrega de nitrogênio ao ritmo de absorção da planta ao longo do ciclo.</p>
<h2>Fósforo: onde está o verdadeiro gargalo da eficiência</h2>
<h3>O comportamento do fósforo no solo</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fosforo-no-solo-brasileiro/">fósforo</a></strong> tem uma característica que o diferencia completamente do nitrogênio: <strong>forte interação com a fase sólida do solo</strong>. Óxidos de ferro e alumínio (abundantes nos solos tropicais) competem com a planta pelo fósforo da solução, retendo-o em formas menos disponíveis. Esse processo, chamado de <strong>adsorção e precipitação</strong>, é o principal limitador da eficiência do fósforo.</p>
<p>Em solos com pH elevado, cálcio e magnésio também podem precipitar o fósforo. Por isso, o calcário é o pilar que viabiliza a agricultura no Cerrado: ao elevar o pH, reduz a competição dos óxidos de ferro e alumínio pelo fósforo da solução, aumentando significativamente a disponibilidade do nutriente.</p>
<h3>Onde estão as tecnologias que mais importam para o fósforo</h3>
<p>Uma perspectiva importante: as maiores alavancas para a eficiência do fósforo não estão no adubo em si, mas nas práticas de manejo do solo:</p>
<ul>
<li><strong>Calagem</strong>: neutraliza a acidez e reduz a adsorção por ferro e alumínio.</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gessagem-agricola/">Gessagem</a></strong>: potencializa o crescimento radicular em profundidade, ampliando a interceptação de fósforo.</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/">Plantas de cobertura</a></strong>: aumentam a matéria orgânica e contribuem para a manutenção da fertilidade.</li>
<li><strong>Plantio direto</strong>: preserva a estrutura do solo e a continuidade dos canais de absorção.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-calagem-gessagem-producao-graos?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-correcao-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39628 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo.png" alt="Kit Correção do solo" width="980" height="317" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo.png 980w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-300x97.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-768x248.png 768w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-370x120.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-270x87.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-740x239.png 740w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-correcao-solo-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>No nível do fertilizante, as tecnologias disponíveis incluem os convencionais (MAP, DAP, termofosfato, fosfato natural) e algumas linhas de produtos sinérgicos — que combinam microrganismos, bioestimulantes e nutrientes como magnésio para potencializar a absorção. A combinação de fósforo com magnésio, por exemplo, apresenta resultado interessante na melhoria da absorção radicular.</p>
<p>Produtos que prometem &#8220;bloquear a fixação de fósforo pelo solo&#8221; devem ser avaliados com cautela: reduzir parcialmente a adsorção é possível, mas bloquear a reação com ferro e alumínio de forma significativa está longe de ser viável com as tecnologias hoje disponíveis.</p>
<h2>Enxofre: a nova fronteira das tecnologias de fertilizantes</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enxofre-no-sistema-de-producao-de-graos/">enxofre</a></strong> ganhou um protagonismo inédito no mercado de fertilizantes, e entender como ele é entregue ao solo faz diferença real na eficiência do sistema produtivo.</p>
<h3>Formas de aplicação do enxofre em fertilizantes sólidos</h3>
<p>O enxofre elementar (S⁰) precisa ser <strong>oxidado por microrganismos do solo</strong> antes de ser absorvido pela planta. Isso significa que a velocidade de oxidação é um fator crítico especialmente em culturas de ciclo curto como a soja.</p>
<p>As principais formas tecnológicas disponíveis e suas velocidades de liberação são:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-43754" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/fontes-enxofre.png" alt="Principais fontes de aplicação de enxofre em fertilizantes sólidos" width="750" height="407" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/fontes-enxofre.png 750w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/fontes-enxofre-300x163.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/fontes-enxofre-370x201.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/fontes-enxofre-270x147.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/fontes-enxofre-740x402.png 740w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/fontes-enxofre-150x81.png 150w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p>Dados de pesquisa mostram que, em 130 dias (ciclo típico da soja), a pastilha de bentonita oxidou apenas 9% dos 30 kg/ha aplicados, ou seja, apenas 3 kg efetivamente disponibilizados. Em solos com deficiência de enxofre, isso é insuficiente para suprir a demanda da cultura no período crítico.</p>
<h3>Cogranulação e dispersão</h3>
<p>Um avanço recente mostra que a eficiência do enxofre elementar não depende apenas do tamanho das partículas (área de superfície específica), mas também da <strong>qualidade da dispersão</strong> no campo. O enxofre cogranulado no fertilizante fosfatado apresenta maior número de pontos de distribuição por metro quadrado do que a pastilha, o que resulta em maior contato com os microrganismos responsáveis pela oxidação.</p>
<p>A regra prática é direta: quando a lavoura apresenta deficiência de enxofre e demanda resposta rápida, a fonte deve ser preferencialmente pó ou cogranulado com alta área de superfície. Quando o objetivo é manutenção em solos já bem supridos, a pastilha de bentonita cumpre o papel com custo mais baixo.</p>
<h2>Cloreto de potássio e oportunidades de adição de micronutrientes</h2>
<p>O <strong>KCl</strong> <strong>(cloreto de potássio) é o fertilizante potássico mais utilizado no Brasil</strong>. Por ser quimicamente neutro, ele apresenta uma característica interessante: aceita bem a adição de micronutrientes sem provocar interações que os tornem indisponíveis.</p>
<p>Estudos com adição de boro ao KCl demonstram que a combinação de fontes de diferentes solubilidades (por exemplo, ácido bórico de alta solubilidade com colemanita ou ulexita de menor solubilidade) equilibra a entrega do micronutriente ao longo do ciclo. Fontes exclusivamente solúveis tendem a lixiviar mais rapidamente, reduzindo a eficiência agronômica. A mistura calibrada permite ao produtor:</p>
<ul>
<li>Entregar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boro-na-soja-e-milho/">boro</a></strong> de forma mais graduada;</li>
<li>Reduzir perdas por lixiviação;</li>
<li>Aumentar o acúmulo do nutriente na planta.</li>
</ul>
<p>O mesmo princípio se aplica a outros micronutrientes como zinco e magnésio, tornando o KCl uma plataforma interessante para formulações multinutrientes.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O avanço das <strong>tecnologias para fertilizantes sólidos no Brasil é concreto e expressivo</strong>. Inibidores de urease, produtos de liberação controlada, cogranulados de enxofre e formulações multinutrientes não são tendências futuras, são ferramentas disponíveis hoje, com resultados comprovados em pesquisa de campo.</p>
<p>O diferencial competitivo está em <strong>compreender como cada tecnologia funciona e aplicá-la de acordo com as condições do solo, da cultura e do sistema de produção</strong>. O agrônomo que conhece o mecanismo de ação de cada tecnologia consegue indicar a fonte certa para o solo certo, na condição climática certa, e isso se traduz diretamente em menos perda, mais nutriente absorvido pela planta e melhor rentabilidade para o produtor.</p>
<p>Em um cenário de custos elevados e margens apertadas, reduzir a ineficiência no uso de fertilizantes é uma das alavancas mais acessíveis e de maior impacto disponíveis na porteira da fazenda.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
<p>Se você quer entender melhor os fatores que afetam essa prática, saber como regular e calibrar corretamente os equipamentos, evitar perdas e garantir uma distribuição uniforme no campo, o <a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/eficiencia-maxima-na-aplicacao-de-corretivos-e-fertilizantes?utm_campaign=materiais-cl-acf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Online Eficiência Máxima na Aplicação de Corretivos e Fertilizantes</strong></a> do Rehagro pode te ajudar.</p>
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<p>_________________</p>
<p><i>Artigo produzido pela equipe técnica Rehagro Grãos, com base em palestra do Dr. Douglas Guelfi, professor do Departamento de Ciência do Solo da UFLA e pesquisador com atuação em nutrição de culturas e tecnologias para fertilizantes, realizada no 1º Simpósio Brasileiro de Solos e Nutrição de Plantas do Rehagro em maio de 2026.</i></p>
<p>O post <a href="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/tecnologias-para-fertilizantes-solidos/">Tecnologias para fertilizantes sólidos: como aumentar a eficiência da adubação no campo</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
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		<title>Fertirrigação no café: como aumentar a produtividade com manejo eficiente</title>
		<link>https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/fertirrigacao-no-cafe/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 13:00:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CAFÉ]]></category>
		<category><![CDATA[cafeicultura]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[irrigação do café]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fertirrigação consolidou-se como ferramenta indispensável na cafeicultura moderna. Entretanto, o diferencial competitivo não reside apenas na posse da tecnologia, mas na precisão das decisões técnicas sobre quais fertilizantes utilizar, em que quantidade e como distribuí-los ao longo do ciclo. É justamente nesse ponto onde em muitos casos há perda de eficiência. Neste conteúdo, o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>fertirrigação</strong> consolidou-se como ferramenta indispensável na cafeicultura moderna. Entretanto, o diferencial competitivo não reside apenas na posse da tecnologia, mas na precisão das decisões técnicas sobre quais fertilizantes utilizar, em que quantidade e como distribuí-los ao longo do ciclo. É justamente nesse ponto onde em muitos casos há perda de eficiência.</p>
<p>Neste conteúdo, o foco será direto: como tomar decisões práticas e seguras na fertirrigação no café, com base em critérios técnicos aplicáveis no campo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é fertirrigação no café e por que o manejo faz diferença?</h2>
<p>A fertirrigação é uma técnica que consiste na <strong>aplicação de fertilizantes via água de irrigação</strong>. Porém, o grande diferencial dessa técnica não está apenas na forma de aplicação, mas principalmente na possibilidade de realizar um manejo nutricional mais eficiente e estratégico.</p>
<p>Com a fertirrigação, <strong>os nutrientes são aplicados diretamente na zona radicular das plantas</strong>, reduzindo perdas por lixiviação e volatilização e aumentando o aproveitamento dos fertilizantes pelo cafeeiro.</p>
<p>Além disso, a união entre irrigação e adubação em um único processo contribui para a redução do consumo de combustível, mão de obra e tempo operacional.</p>
<p>Outro ponto importante é a maior flexibilidade no manejo, permitindo:</p>
<ul>
<li>Correções mais rápidas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sintomas-de-deficiencias-nutricionais-em-cafeeiro/">deficiências nutricionais</a></strong>;</li>
<li>Melhor ajuste das doses conforme a demanda da lavoura;</li>
<li>Parcelamentos mais inteligentes ao longo do ciclo da cultura.</li>
</ul>
<p>Ou seja, a fertirrigação abre espaço para um manejo mais dinâmico, preciso e eficiente. No entanto, quando realizada sem critérios técnicos, pode resultar em desperdícios, desequilíbrios nutricionais e até prejuízos produtivos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-identificacao-de-deficiencia-nutricional-no-cafeeiro?utm_campaign=material-cafe&amp;utm_source=guia-deficiencia-nutricional&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39677 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro.png" alt="Guia Deficiências nutricionais no cafeeiro" width="980" height="317" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro.png 980w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-300x97.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-768x248.png 768w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-370x120.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-270x87.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-740x239.png 740w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como escolher os fertilizantes para fertirrigação?</h2>
<p>A escolha do fertilizante é um ponto crítico, pois nem todo produto é adequado para fertirrigação.</p>
<h3>Critérios fundamentais de escolha</h3>
<p>Para uso via fertirrigação, em um fertilizante deve se considerar:</p>
<ul>
<li>Solubilidade em água;</li>
<li>Compatibilidade com outros nutrientes;</li>
<li>A pureza do fertilizante;</li>
<li>Concentração dos nutrientes;</li>
<li>Condutividade elétrica.</li>
</ul>
<h3>Principais fontes utilizadas</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-42780" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/fontes-utilizadas-fertirrigacao.png" alt="Principais fontes utilizadas na fertirrigação do café" width="824" height="421" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/fontes-utilizadas-fertirrigacao.png 824w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/fontes-utilizadas-fertirrigacao-300x153.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/fontes-utilizadas-fertirrigacao-768x392.png 768w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/fontes-utilizadas-fertirrigacao-370x189.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/fontes-utilizadas-fertirrigacao-585x300.png 585w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/fontes-utilizadas-fertirrigacao-270x138.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/fontes-utilizadas-fertirrigacao-740x378.png 740w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/05/fontes-utilizadas-fertirrigacao-150x77.png 150w" sizes="auto, (max-width: 824px) 100vw, 824px" /></p>
<h3>Ponto de atenção importante</h3>
<p>Para realizar uma fertirrigação eficiente e segura, é fundamental <strong>consultar a tabela de compatibilidade para evitar reações químicas indesejadas</strong> no tanque de mistura.</p>
<p>Os principais pontos de atenção concentram-se no <strong>nitrato de cálcio</strong>, que é altamente reativo e incompatível com alguns fertilizantes que contenham sulfatos ou fosfatos, pois essa combinação gera precipitados sólidos (como o gesso) que entopem filtros e emissores.</p>
<p>Além disso, deve-se ter cautela com misturas de sulfato de magnésio e sulfato de potássio, que indicam solubilidade reduzida; nesses casos, a mistura exige um volume maior de água e agitação constante para evitar a decantação de nutrientes.</p>
<p>O manejo correto, muitas vezes separando produtos incompatíveis em tanques distintos, garante que a planta receba a nutrição adequada sem comprometer a integridade do sistema de irrigação.</p>
<h2>Como definir a dose de fertilizantes na fertirrigação?</h2>
<p>A determinação da dose não deve ser feita de forma estimada, pois a ausência de critérios técnicos eleva significativamente o risco de desequilíbrio nutricional e prejuízo financeiro. Para um cálculo assertivo, considere:</p>
<h3>Diagnóstico preciso (solo e folha)</h3>
<p>A base de qualquer recomendação deve ser a <strong>análise química do solo e do tecido foliar</strong>. Esses dados indicam o que a planta já possui e o que realmente precisa ser complementado.</p>
<h3>Produtividade esperada</h3>
<p>A demanda nutricional é diretamente proporcional à carga pendente. Quanto maior a produtividade projetada, maior será o aporte de nutrientes necessário para sustentar o desenvolvimento e a exportação da safra.</p>
<h3>Ajuste por estádio fenológico</h3>
<p>As quantidades devem ser fracionadas e ajustadas conforme a necessidade fisiológica da planta em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fenologia-do-cafe/">cada fase</a></strong>.</p>
<h3>Critério de solubilidade e compatibilidade</h3>
<p>Ao definir a dose, é vital garantir que a mistura planejada seja química e fisicamente viável.</p>
<h2>Como parcelar a adubação na fertirrigação do café?</h2>
<p>O parcelamento é o principal diferencial da fertirrigação. Ao invés de aplicar grandes volumes poucas vezes ao ano, o ideal é trabalhar com aplicações frequentes e ajustadas.</p>
<h3>Princípios do parcelamento eficiente</h3>
<ul>
<li>Aplicações menores e mais frequentes;</li>
<li>Ajuste conforme fase fenológica;</li>
<li>Evitar picos de concentração no solo.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A fertirrigação no café é uma ferramenta extremamente poderosa, mas seu sucesso depende diretamente da qualidade das decisões técnicas.</p>
<p>Saber escolher corretamente os fertilizantes, definir doses coerentes e estruturar um bom parcelamento é o que transforma investimento em resultado.</p>
<p>Produtores que dominam esse processo conseguem:</p>
<ul>
<li>Melhor eficiência no uso de insumos;</li>
<li>Maior produtividade;</li>
<li>Mais estabilidade ao longo das safras.</li>
</ul>
<h2>Quer dominar o manejo técnico do café na prática?</h2>
<p>Se você quer evoluir no nível de decisão dentro da lavoura e entender, com profundidade, como ajustar manejo, nutrição e produtividade, conheça o <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão na Produção de Café Arábica</strong></a>.</p>
<p>Você vai aprender:</p>
<ul>
<li>Como tomar decisões técnicas com base em dados.</li>
<li>Manejo nutricional estratégico para alta produtividade.</li>
<li>Como transformar conhecimento em resultado no campo.</li>
</ul>
<p>Se o seu objetivo é produzir mais e com eficiência, esse é o próximo passo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24250 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc.jpg" alt="Curso Gestão na Produção de Café Arábica" width="980" height="317" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc.jpg 980w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-300x97.jpg 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-768x248.jpg 768w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-370x120.jpg 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-270x87.jpg 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-740x239.jpg 740w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/09/banner-gc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Rehagro Café.</p>
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			</item>
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		<title>Mercado de fertilizantes 2026/27: tendências e perspectivas para a próxima safra</title>
		<link>https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/mercado-de-fertilizantes-tendencias-perspectivas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[custos]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A safra 2026/27 chegará com um desafio que vai além do campo: o custo de produção nunca pesou tanto no planejamento do produtor brasileiro. Fertilizantes mais caros, câmbio desfavorável, juros elevados e um cenário geopolítico instável colocam a gestão técnica e financeira no centro das decisões. Quem souber combinar informação de mercado com escolha criteriosa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A safra 2026/27 chegará com um desafio que vai além do campo: <strong>o custo de produção nunca pesou tanto no planejamento do produtor brasileiro</strong>. Fertilizantes mais caros, câmbio desfavorável, juros elevados e um cenário geopolítico instável colocam a gestão técnica e financeira no centro das decisões. Quem souber combinar informação de mercado com escolha criteriosa de insumos terá uma vantagem competitiva decisiva.</p>
<p>Este artigo analisa o panorama atual do mercado de fertilizantes, os principais impactos na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-rentabilidade-da-lavoura-de-soja-e-milho/">rentabilidade da lavoura</a></strong> e as estratégias disponíveis para navegar esse cenário com mais segurança.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O menor crescimento de área em 20 anos e por que isso é uma notícia positiva</h2>
<p>A soja responde por cerca de <strong>40% do consumo nacional de fertilizantes</strong>. A cada tonelada de adubo entregue no Brasil, 400kg têm como destino as lavouras de soja. Por isso, monitorar a expansão dessa cultura é fundamental para entender o comportamento de toda a cadeia de insumos.</p>
<p>Para a safra 2026/27, a projeção é de <strong>crescimento de apenas 0,8% na área de soja</strong> — o menor índice desde 2007/2008. Mesmo assim, isso representa um aumento de aproximadamente 390.000 hectares, o que não é desprezível. A diferença é que, desta vez, o crescimento está sendo conduzido com muito mais cautela.</p>
<p>E isso é saudável. Entre 2020 e 2023, o Brasil expandiu 2,6 milhões de hectares em um único ano. O produtor que investiu pesado nessa expansão está, literalmente, &#8220;pagando a conta&#8221; hoje: endividamento elevado, arrendamentos inflacionados e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/">custos de produção</a></strong> que não recuaram no mesmo ritmo que as margens.</p>
<p><strong>Ponto-chave</strong>: Preservar a área sem crescer de forma impulsiva é uma decisão estratégica acertada para 2026/27. A eficiência dentro da porteira vale mais do que hectares novos neste momento.</p>
<h2>A composição do custo: por que o fertilizante é o foco principal?</h2>
<p>Analisando uma lavoura típica do Cerrado, dois itens dominam a estrutura de custos:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-43743" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/composicao-custo.png" alt="Participação no custo total de cada item na produção de grãos" width="581" height="397" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/composicao-custo.png 581w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/composicao-custo-300x205.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/composicao-custo-370x253.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/composicao-custo-270x184.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/composicao-custo-150x102.png 150w" sizes="auto, (max-width: 581px) 100vw, 581px" /></p>
<p>Somados, <strong>arrendamento e fertilizantes respondem por quase metade do custo de uma lavoura de soja</strong>. Ambos estão caros. O arrendamento foi inflacionado durante a safra 2021/22, quando a soja chegou a R$180/saca, e desde então não recuou. Já o fertilizante apresentou uma alta expressiva e inesperada em 2025, que empurrou o custo de produção a patamares históricos.</p>
<h3>Custo em sacas por hectare: um exemplo de Goiás</h3>
<p>Para um produtor médio de Goiás, a evolução do custo em sacas por hectare ficou assim:</p>
<ul>
<li><strong>Semente</strong>: 5,4 a 5,5 sc/ha (estável);</li>
<li><strong>Defensivos</strong>: 9,8 sc/ha (+0,4 sc/ha vs. ano anterior);</li>
<li><strong>Fertilizantes</strong>: 15,2 sc/ha (era 12,5 sc/ha — alta de 21,6%).</li>
</ul>
<p>Considerando o juro do financiamento, o custo total com insumos chega a <strong>33–34 sc/ha</strong>. Com arrendamento, operações e capital de terceiros incluídos, o custeio completo pode superar <strong>66 sacas por hectare</strong> em uma lavoura média do Cerrado.</p>
<p>Para se ter uma referência: produtores que não dependem de arrendamento encerraram a última safra com custo total em torno de 43 sc/ha. Quando se adiciona arrendamento, esse número sobe para 59 sc/ha. Com dívida de terceiros a 18–20% ao ano (a taxa de captação real no mercado hoje), o custo total pode ultrapassar 66 sacas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-insights-simposio-solos-nutricao-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-insights-simposio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43447 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-ebook-principais-insights.png" alt="E-book Principais Insights do Simpósio de Solos" width="980" height="317" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-ebook-principais-insights.png 980w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-ebook-principais-insights-300x97.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-ebook-principais-insights-768x248.png 768w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-ebook-principais-insights-370x120.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-ebook-principais-insights-270x87.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-ebook-principais-insights-740x239.png 740w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-ebook-principais-insights-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O impacto da guerra no Oriente Médio sobre os fertilizantes</h2>
<p>Um evento externo transformou completamente o cenário de insumos em 2026: o conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em 28 de fevereiro. O Brasil, <strong>altamente dependente de importações</strong>, foi diretamente afetado.</p>
<h3>A dependência estrutural do Brasil</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-43744" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/dependencia-brasil.png" alt="Porcentagens de fertilizantes importados pelo Brasil" width="527" height="235" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/dependencia-brasil.png 527w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/dependencia-brasil-300x134.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/dependencia-brasil-370x165.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/dependencia-brasil-270x120.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/dependencia-brasil-150x67.png 150w" sizes="auto, (max-width: 527px) 100vw, 527px" /></p>
<p>O Estreito de Ormuz, rota de passagem de aproximadamente 120 embarcações por dia (carregando petróleo, gás, fertilizantes e outros produtos), teve o fluxo reduzido para cerca de 4 navios/dia após o início do conflito. <strong>O efeito foi imediato: restrição de oferta de produtos críticos para a agricultura brasileira.</strong></p>
<h3>Alta de preços entre fevereiro e abril de 2026</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-43745" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/alta-precos-fertilizantes.png" alt="Variação no preço de fertilizantes entre fevereiro e abril de 2026" width="532" height="291" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/alta-precos-fertilizantes.png 532w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/alta-precos-fertilizantes-300x164.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/alta-precos-fertilizantes-370x202.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/alta-precos-fertilizantes-270x148.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/alta-precos-fertilizantes-150x82.png 150w" sizes="auto, (max-width: 532px) 100vw, 532px" /></p>
<h2>Enxofre: o novo vilão da cadeia fosfatada</h2>
<p>De todos os produtos afetados, <strong>o enxofre se tornou o maior gargalo do mercado de fertilizantes em 2025</strong>. Em 2023, a tonelada custava US$ 90. Em 2025, chegou a superar US$ 1.200/t — uma alta de mais de 1.200%.</p>
<h3>Por que o enxofre ficou tão caro?</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enxofre-no-sistema-de-producao-de-graos/">enxofre</a></strong> sempre foi um subproduto da cadeia do petróleo — em alguns períodos, havia custo para retirar o excedente do mercado. O que mudou? A demanda das baterias de lítio.</p>
<p>A Indonésia, maior reserva mundial de níquel (insumo essencial para baterias), importava <strong>800.000 toneladas de enxofre em 2020</strong>. Em <strong>2024, esse volume saltou para 5,4 milhões de toneladas</strong> — um aumento de quase 575% em quatro anos. O enxofre tornou-se <strong>insumo estratégico para a transição energética</strong>, e a guerra apenas potencializou um problema que já estava em curso.</p>
<p>O efeito prático para o produtor rural brasileiro é direto: <strong>o enxofre encarece o fósforo</strong>. O superfosfato simples (SSP), que contém enxofre em sua composição, registrou alta expressiva, e a produção nacional de SSP caiu mais de 30% — o maior recuo desde 2015, segundo dados da ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos).</p>
<h2>Fósforo x potássio: uma distorção histórica nos custos</h2>
<p>Historicamente, fósforo e potássio andavam lado a lado em termos de custo por hectare. Esse equilíbrio mudou. Na safra 2026/27:</p>
<ul>
<li><strong>Potássio</strong>: ~5 sacas por hectare</li>
<li><strong>Fósforo</strong>: ~10,2 sacas por hectare</li>
</ul>
<p>Isso significa que o <strong>fósforo representa 67,9% do gasto total com macronutrientes (P+K), enquanto o potássio responde por apenas 32,1%.</strong> Nunca essa proporção foi tão desequilibrada.</p>
<p>A maioria dos produtores que ainda não compraram seus insumos está revisando as doses de fósforo. A questão técnica central, e que ainda não tem resposta definitiva é: <strong>qual o impacto real na produtividade de reduzir a adubação fosfatada?</strong></p>
<p>Cada sistema produtivo responde de forma diferente. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fosforo-no-solo-brasileiro/">Solos com altos teores de fósforo</a></strong> residual suportam melhor uma redução temporária. Em sistemas com histórico de subadubação, o risco é maior. Essa é a conversa mais importante que o agrônomo e o consultor precisam ter com o produtor neste momento.</p>
<h2>Panorama de compras: quem ainda está fora do mercado?</h2>
<p>Levantamento realizado em meados de maio de 2025 indicou que, para a soja, apenas <strong>cerca de 62–65% do volume projetado já havia sido fechado.</strong> Os estados com maior exposição ainda aberta são:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-43746" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/panorama-compras.png" alt="Panorama de compras de fertilizantes por Estado" width="622" height="345" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/panorama-compras.png 622w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/panorama-compras-300x166.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/panorama-compras-370x205.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/panorama-compras-270x150.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/panorama-compras-150x83.png 150w" sizes="auto, (max-width: 622px) 100vw, 622px" /></p>
<p>São Paulo e Minas Gerais concentram grande parte do volume ainda por comprar, o que representa risco de pressão adicional sobre os preços de fósforo, já escasso no mercado, à medida que a janela de compras para a nova safra se aproxima.</p>
<h2>Sulfato de amônio: o substituto da ureia que ganhou o mercado</h2>
<p>Uma das mudanças estruturais mais marcantes desta temporada é a migração em massa de produtores da ureia para o <strong>sulfato de amônio (SA)</strong>. O comportamento dos números de importação reflete essa tendência:</p>
<ul>
<li><strong>Ureia importada</strong>: menor volume em 15 anos</li>
<li><strong>Sulfato de amônio importado</strong>: maior volume em 15 anos</li>
</ul>
<p>Em termos de custo por ponto de nitrogênio (N), o sulfato se mostrou significativamente mais competitivo que a ureia durante o período de pico de preços. Além disso, o SA fornece enxofre junto com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/">nitrogênio</a></strong> — um benefício extra em um momento em que o enxofre está escasso e caro.</p>
<h3>Atenção ao risco China</h3>
<p>Um ponto de atenção para os próximos meses: <strong>100% do sulfato de amônio consumido no Brasil é importado da China</strong>. Rumores sobre possível restrição chinesa à exportação do produto circulam no mercado. Caso se confirmem, o impacto sobre os custos de nitrogênio seria significativo. É um risco que precisa estar no radar de qualquer decisão de compra.</p>
<h2>Câmbio e juros: os outros dois grandes custos invisíveis</h2>
<p>O produtor brasileiro vive uma armadilha cambial clássica: <strong>formou custo com dólar a R$ 5,40 e está recebendo receita com dólar próximo de R$ 5,00</strong>. Essa diferença, aparentemente pequena, tem impacto expressivo na rentabilidade final da safra.</p>
<p>No Rio Grande do Sul, por exemplo, cerca de 70% da soja colhida ainda não havia sido vendida em meados de 2025 — e toda ela tende a ser precificada com dólar mais baixo. O caminho para mitigar esse risco é a fixação de preço antecipada via contratos. Especular com câmbio, em um ambiente tão volátil, é um risco desnecessário.</p>
<h3>O custo do dinheiro</h3>
<p>A taxa Selic em 14,25% ao ano e a taxa real de juros brasileira em torno de 9,67% ao ano, uma das maiores do mundo afeta o produtor em dois momentos:</p>
<ol>
<li><strong>Na compra</strong>: o financiamento de insumos custa entre 18–20% ao ano no mercado privado.</li>
<li><strong>Na venda</strong>: segurar a soja do período de colheita até outubro exige que o produto se valorize o suficiente para cobrir a taxa de juros, a quebra técnica e o custo de armazenagem. É um carrego extremamente caro.</li>
</ol>
<p><strong>Regra prática</strong>: Segurar commodity no Brasil, com Selic a 14,25%, é muito mais caro do que parece. Antes de financiar estoque, verifique se a valorização esperada do produto supera o custo do dinheiro mais o custo de armazenagem.</p>
<h2>Recuperações judiciais no agronegócio</h2>
<p>Um dado que não pode ser ignorado: <strong>o número de recuperações judiciais no setor agrícola atingiu o maior nível em décadas em 2024</strong>. Foram 255 produtores pessoa física e 242 pessoa jurídica requerendo proteção — números que refletem o impacto acumulado de anos de endividamento crescente.</p>
<p>Isso reforça a necessidade de uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-tecnicos-e-financeiros-de-uma-fazenda-de-graos-o-que-medir/">gestão financeira</a></strong> rigorosa. O crédito está caro e, em alguns casos, restrito. O insumo que não é planejado dentro da capacidade real de pagamento do produtor vira fator de risco, não de produtividade.</p>
<h2>O paradoxo da produtividade: produzir mais pode baixar o preço</h2>
<p>Um dilema real que o produtor enfrenta: com custos elevados, a saída lógica parece ser <strong>maximizar a produtividade</strong>. Afinal, mais sacas diluem o custo fixo por unidade. Mas há uma armadilha: se todos os produtores buscam maximizar a produção ao mesmo tempo, o aumento da oferta pressiona o preço da soja para baixo no ciclo seguinte.</p>
<p>A solução não é produzir mais a qualquer custo, nem produzir menos para preservar preço. A solução é <strong>construir eficiência</strong>: custo adequado, tecnologia calibrada à realidade do sistema produtivo e receita fixada com antecedência. Não há fórmula única, mas há uma lógica: <strong>rentabilidade sustentável vale mais do que recordes de produção com margens negativas</strong>.</p>
<h2>Recomendações práticas para a safra 2026/27</h2>
<h3>Para o produtor</h3>
<ul>
<li><strong>Revise o plano de adubação com seu agrônomo</strong> antes de definir qualquer redução de dose. O impacto na produtividade depende do histórico de fertilidade do solo.</li>
<li><strong>Avalie o sulfato de amônio como fonte de nitrogênio</strong>, mas considere o risco de restrição chinesa nas próximas semanas.</li>
<li><strong>Não postergue a compra de fósforo indefinidamente</strong>. A escassez de enxofre limita a produção nacional de SSP, e o estoque disponível pode não atender a toda a demanda.</li>
<li><strong>Fixe receita com antecedência</strong>. Não especule com câmbio. A proteção do fluxo de caixa é mais valiosa do que uma eventual valorização do dólar.</li>
<li><strong>Monitore o custo de carrego antes de segurar grãos no armazém</strong>. Com Selic em 14,25%, o custo de segurar commodity é real e deve ser quantificado.</li>
</ul>
<h3>Para técnicos, agrônomos e consultores</h3>
<ul>
<li>A discussão sobre <strong>fontes alternativas de fósforo</strong> (MAP vs. TSP vs. SSP) nunca foi tão relevante. Compare o custo por ponto de P₂O₅ entre as fontes disponíveis na sua região.</li>
<li>O <strong>enxofre como nutriente</strong>, não apenas como veículo do SSP, deve entrar nas recomendações. A escassez de enxofre pode afetar a eficiência do nitrogênio e do fósforo em algumas culturas.</li>
<li>Para lavouras de milho safrinha, <strong>ainda há janela de negociação</strong>. Com 90% do adubo da safrinha ainda por comprar e a ureia em trajetória de queda, acompanhar o mercado nas próximas semanas pode representar economia relevante.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O cenário do mercado de fertilizantes para a safra 2026/27 é desafiador, mas não intransponível. A combinação de um conflito geopolítico que restringiu rotas marítimas, a nova demanda da transição energética pelo enxofre e a estrutura de custo herdada dos anos de expansão acelerada cria um ambiente em que <strong>planejamento, conhecimento técnico e gestão financeira são os maiores diferenciais competitivos.</strong></p>
<p>O produtor que souber calibrar sua adubação com base na realidade do solo, escolher as fontes mais competitivas disponíveis, fixar receita com antecedência e controlar o custo de capital estará em posição muito mais sólida do que aquele que tomar decisões por impulso ou espera.</p>
<p>Nunca, na história recente do agronegócio brasileiro, a aliança entre o agrônomo e o analista de mercado foi tão necessária quanto agora.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
<p>Se você quer entender melhor os fatores que afetam essa prática, saber como regular e calibrar corretamente os equipamentos, evitar perdas e garantir uma distribuição uniforme no campo, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/eficiencia-maxima-na-aplicacao-de-corretivos-e-fertilizantes?utm_campaign=materiais-cl-acf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Eficiência Máxima na Aplicação de Corretivos e Fertilizantes</a></strong> do Rehagro pode te ajudar.</p>
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<p>_________________</p>
<p><i>Artigo produzido com base em palestra apresentada pelo Eng. Agr. Jeferson Souza no 1º Simpósio Brasileiro de Solos e Nutrição de Plantas realizado pelo Rehagro em maio/2026, com dados atualizados até maio de 2026.</i></p>
<p>O post <a href="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/mercado-de-fertilizantes-tendencias-perspectivas/">Mercado de fertilizantes 2026/27: tendências e perspectivas para a próxima safra</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Tipos de fertilizantes: saiba quais são e veja vantagens e desvantagens de cada um</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Oct 2022 13:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade do solo]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[nutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[orgânico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para o crescimento ideal das plantas, os nutrientes devem estar disponíveis em quantidades suficientes e equilibradas. Os solos contêm reservas naturais de nutrientes para as plantas, mas essas reservas estão, em grande parte, em formas indisponíveis e apenas uma pequena porção é liberada a cada ano por meio de atividade biológica ou processos químicos. Essa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para o crescimento ideal das plantas, os nutrientes devem estar disponíveis em quantidades <strong>suficientes e equilibradas</strong>. Os solos contêm reservas naturais de nutrientes para as plantas, mas essas reservas estão, em grande parte, em formas indisponíveis e apenas uma pequena porção é liberada a cada ano por meio de atividade biológica ou processos químicos.</p>
<p>Essa liberação é muito lenta para compensar a remoção de nutrientes pela produção agrícola e para atender às necessidades das culturas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O uso de fertilizantes na agricultura</h2>
<p>Dentre os materiais utilizados na agricultura, <strong>o fertilizante é o mais utilizado</strong>. Com base no processo de produção, pode ser categorizado em três tipos:</p>
<ol>
<li>Biofertilizantes.</li>
<li>Químico;</li>
<li>Orgânico.</li>
</ol>
<p>Os fertilizantes, portanto, são projetados para complementar os nutrientes já presentes no solo.</p>
<p>O uso de adubo químico, adubo orgânico ou biofertilizante tem suas vantagens e desvantagens no contexto do fornecimento de nutrientes, crescimento das culturas e qualidade ambiental.</p>
<p>As vantagens precisam ser integradas para otimizar o uso de cada tipo de fertilizante e obter um manejo equilibrado de nutrientes para o crescimento das culturas.</p>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/" target="_blank" rel="noopener">microrganismos</a></strong> do solo desempenham um papel significativo na regulação da dinâmica da decomposição da matéria orgânica e na disponibilidade de nutrientes para as plantas, como nitrogênio, fósforo e enxofre.</p>
<p>É bem reconhecido que os <strong>inoculantes microbianos</strong> constituem um componente importante do manejo integrado de nutrientes que leva a agricultura.</p>
<p>Além disso, inoculantes microbianos podem ser utilizados como insumo econômico para aumentar a produtividade das culturas. As doses de fertilizantes podem ser reduzidas e mais nutrientes podem ser colhidos do solo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologias-voltadas-para-adubacao-na-agricultura?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-tecnologias-adubacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39620 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao.png" alt="E-book Tecnologias para adubação na agricultura" width="980" height="317" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao.png 980w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-300x97.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-768x248.png 768w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-370x120.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-270x87.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-740x239.png 740w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Biofertilizantes</h2>
<p>O biofertilizante é definido como uma substância que contém microrganismos vivos e é conhecido por ajudar na <strong>expansão do sistema radicular e na melhor germinação das sementes.</strong></p>
<p>Uma planta saudável geralmente tem uma rizosfera saudável que deve ser dominada por micróbios benéficos. Por outro lado, em solo insalubre e dominado por micróbios patogênicos, o crescimento ideal das plantas não seria possível.</p>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biofertilizantes-na-agricultura/" target="_blank" rel="noopener">biofertilizantes</a></strong> diferem dos fertilizantes químicos e orgânicos no sentido de que não fornecem diretamente nenhum nutriente às culturas e são culturas de bactérias e fungos especiais. A tecnologia de produção de biofertilizantes é relativamente simples e o custo de instalação é muito baixo em comparação com plantas de fertilizantes químicos.</p>
<p>A <strong>rizosfera</strong> é a zona do solo ao redor da raiz que é afetada por ela. O significado da rizosfera surge da liberação de material orgânico da raiz e do efeito subsequente do aumento da atividade microbiana na ciclagem de nutrientes e no crescimento das plantas. Nela, as quantidades e os tipos de substratos são diferentes do solo e isso leva à colonização por diferentes populações de bactérias, fungos, protozoários e nematoides.</p>
<p>Outros fatores físico-químicos que podem ser diferentes nesta região são acidez, umidade e estado nutricional, condutividade elétrica e potencial redox.</p>
<p>A associação entre organismos e raízes pode ser benéfica (absorção de água, estabilização do solo, promoção do crescimento, fixação de N₂, biocontrole, antibiose e simbiose), prejudicial (infecção e fitotoxicidade) ou neutra (fluxo de nutrientes, liberação de enzimas livres, fixação, aleopatia e competição).</p>
<p>Esses efeitos dependem frequentemente das condições do solo e, portanto, devem ser considerados variáveis.</p>
<p>As interações que são benéficas para a agricultura incluem micorrizas, nodulação de leguminosas e produção de compostos antimicrobianos que inibem o crescimento de patógenos.</p>
<p>Claramente, o objetivo de manipular a rizosfera deve ser aumentar o equilíbrio dos efeitos benéficos, uma vez que a rizosfera é profundamente afetada pela fertilização.</p>
<h2>Fertilizantes químicos</h2>
<h3>Vantagens do uso de fertilizantes químicos</h3>
<ul>
<li>Os nutrientes são solúveis e imediatamente disponíveis para as plantas, portanto, o efeito geralmente é direto e rápido.</li>
<li>O preço é mais baixo e mais competitivo do que o fertilizante orgânico, o que o torna mais aceitável e frequentemente aplicado pelos usuários.</li>
<li>Eles são bastante ricos em nutrientes; apenas quantidades relativamente pequenas são necessárias para o crescimento das culturas.</li>
</ul>
<h3>Desvantagens do uso de fertilizantes químicos</h3>
<ul>
<li>A aplicação excessiva pode resultar em efeitos negativos, como lixiviação, poluição dos recursos hídricos, destruição de microrganismos e insetos amigáveis, suscetibilidade das culturas ao ataque de <strong>doenças</strong>, acidificação ou alcalinização do solo ou redução da <strong>fertilidade do solo</strong> &#8211; causando danos irreparáveis ​​ao sistema geral.</li>
<li>A oferta excessiva de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">nitrogênio</a></strong> leva ao amolecimento do tecido vegetal, resultando em plantas mais sensíveis a doenças e pragas.</li>
<li>Reduzem a colonização das raízes das plantas com micorrizas e inibem a fixação simbiótica de nitrogênio pelos rizóbios devido à alta fertilização de N.</li>
<li>Aumentam a decomposição da matéria orgânica do solo, o que leva à degradação da estrutura do solo.</li>
<li>Os nutrientes são facilmente perdidos dos solos por fixação, lixiviação ou emissão de gases e podem levar à redução da eficiência dos fertilizantes.</li>
</ul>
<h2>Fertilizantes orgânicos</h2>
<h3>Vantagens dos fertilizantes orgânicos</h3>
<ul>
<li>O fornecimento de nutrientes é mais equilibrado, o que ajuda a manter as plantas saudáveis.</li>
<li>Aumentam a atividade biológica do solo, o que melhora a mobilização de nutrientes de fontes orgânicas e químicas e a decomposição de substâncias tóxicas.</li>
<li>Aumentam a colonização de micorrizas, o que melhora a oferta de P.</li>
<li>Melhoram o crescimento das raízes devido à melhor estrutura do solo.</li>
<li>Aumentam o teor de matéria orgânica do solo, melhorando assim, a capacidade de troca de nutrientes, aumentando a retenção de água no solo, promovendo a agregação do solo e tamponando o solo contra a acidez, alcalinidade, salinidade, pesticidas e metais pesados ​​tóxicos.</li>
<li>Liberam nutrientes lentamente e contribuem para o reservatório residual de N e P orgânico no solo, reduzindo a perda por lixiviação de N e a fixação de P; eles também podem fornecer micronutrientes.</li>
<li>Fornecem alimentos e estimulam o crescimento de microrganismos benéficos e minhocas.</li>
<li>Ajudam a suprimir certas doenças de plantas, doenças do solo e parasitas.</li>
</ul>
<h3>Desvantagens de usar fertilizantes orgânicos</h3>
<ul>
<li>Eles são comparativamente baixos em teor de nutrientes, portanto, é necessário um volume maior para fornecer nutrientes suficientes para o crescimento das culturas.</li>
<li>A taxa de liberação de nutrientes é muito lenta para atender às necessidades das culturas em pouco tempo, portanto, pode ocorrer alguma deficiência de nutrientes.</li>
<li>Os principais nutrientes das plantas podem não existir no fertilizante orgânico em quantidade suficiente para sustentar o crescimento máximo da cultura.</li>
<li>A composição nutricional do composto é altamente variável; o custo é alto comparado aos fertilizantes químicos.</li>
<li>A aplicação prolongada ou pesada em solos agrícolas pode resultar em acúmulo de sais, nutrientes ou metais pesados e pode afetar adversamente o crescimento de plantas, organismos do solo, qualidade da água e saúde animal e humana.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>A gestão eficiente da nutrição das plantas deve assegurar uma <strong>produção agrícola melhorada e sustentável</strong> e salvaguardar o ambiente.</p>
<p>O fertilizante químico, orgânico ou microbiano tem suas vantagens e desvantagens em termos de fornecimento de nutrientes, qualidade do solo e crescimento das culturas.</p>
<p>Desenvolver um sistema adequado de manejo de nutrientes que integre o uso desses três tipos de fertilizantes pode ser um desafio para alcançar a meta da agricultura sustentável.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
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		<title>Uso de biofertilizantes na agricultura: veja a importância e benefícios</title>
		<link>https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/biofertilizantes-na-agricultura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Oct 2022 13:09:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade do solo]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Biofertilizantes são substâncias que contém microrganismos vivos que apresentam propriedades benéficas para o crescimento e desenvolvimento das plantas. Vários mecanismos são usados ​​por cepas microbianas para aumentar a absorção de nutrientes, melhorar a fertilidade do solo e aumentar o rendimento das culturas, como fixação de nitrogênio, solubilização de potássio e fósforo, excreção de fitohormônios, produção [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Biofertilizantes são substâncias que contém microrganismos vivos que apresentam propriedades benéficas para o <strong>crescimento e desenvolvimento</strong> das plantas.</p>
<p>Vários mecanismos são usados ​​por cepas microbianas para aumentar a absorção de nutrientes, melhorar a fertilidade do solo e aumentar o rendimento das culturas, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">fixação de nitrogênio</a></strong>, solubilização de potássio e fósforo, excreção de fitohormônios, produção de substâncias supressoras de fitopatógenos, proteção de plantas contra estresses abióticos e bióticos e desintoxicação de poluentes subterrâneos.</p>
<p>Considerando as crescentes exigências de consumo na terra e os perigos decorrentes do uso excessivo de fertilizantes químicos e pesticidas, os biofertilizantes são considerados uma <strong>alternativa promissora e não tóxica aos agroquímicos sintéticos</strong>, incluindo controle de fungos e minimização da contaminação por micotoxinas.</p>
<p>Considera-se que a implementação de inoculantes microbianos supera as deficiências associadas às técnicas agrícolas baseadas em produtos químicos. A pesquisa sobre o uso generalizado de biofertilizantes, portanto, é uma das principais no trabalho científico para o desenvolvimento da agricultura sustentável.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que são biofertilizantes?</h2>
<p>Biofertilizantes é um termo interpretado de várias maneiras. Não é difícil encontrar definições que identifiquem o biofertilizante como extrato de algas marinhas, resíduos urbanos compostos, misturas microbianas com constituintes não identificados ou produtos fertilizantes minerais enriquecidos com compostos orgânicos.</p>
<p>Curiosamente, os trabalhos de pesquisa científica apresentam uma interpretação muito ampla desse termo, representando desde <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/adubacao-verde-beneficios/" target="_blank" rel="noopener">adubos verdes</a></strong>, passando por estercos animais, até extratos de plantas.</p>
<p>O conceito de biofertilizante mudou junto com o estado do conhecimento sobre as associações que ocorrem entre os microrganismos do solo e as plantas. Não se deve determinar como biofertilizante, mas como <strong>inoculante, </strong>aquelas substâncias que melhoram o aproveitamento dos nutrientes presentes no solo, mas não os substituem (como os fertilizantes minerais).</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Da mesma forma, os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/" target="_blank" rel="noopener">microrganismos</a></strong> que potencializam o crescimento das plantas pela síntese de fitohormônios são considerados como <strong>fitoestimuladores ou bioestimulantes</strong>, enquanto aqueles que possuem a capacidade de biodegradar poluentes orgânicos são referidos como rizorremediadores. Nem todos os inoculantes microbianos, portanto, devem ser identificados diretamente como biofertilizantes.</p>
<p>O <strong>biofertilizante</strong> é um microrganismo individual que <strong>exerce propriedades promotoras de crescimento de plantas</strong>, mas no contexto agronômico, esse termo se refere ao produto composto por cepa(s) benéfica(s), que são úteis na mobilização de nutrientes, incluídos em um carreador, possuindo características que permitem seu armazenamento no momento especificado pelo produtor, e pronto para aplicação efetiva no solo ou planta.</p>
<p>Nesse ângulo, o biofertilizante também pode possibilitar a adição de substâncias que contribuem para a melhora da atividade dos microrganismos.</p>
<p>Não use o termo “biofertilizante” de forma intercambiável, não apenas com termos como esterco vegetal ou animal, consórcio ou fertilizantes se referindo à combinação de compostos minerais e orgânicos, mas também, com bioestimulantes derivados de microrganismos (produtos à base de células microbianas mortas ou extratos de microrganismos origem).</p>
<h2>Qual a função dos biofertilizantes?</h2>
<p>O principal papel da aplicação de biofertilizantes é <strong>promover o crescimento das plantas sem efeitos colaterais prejudiciais</strong> para o meio ambiente e aumentar a produtividade das colheitas. A inoculação com biofertilizante aumentou o rendimento da cultura em média 16,2% em comparação com os controles não inoculados.</p>
<p>Os biofertilizantes microbianos desempenham um papel crucial na manutenção da fertilidade do solo no nível adequado e na melhoria de sua estrutura, influenciando a agregação das partículas do solo.</p>
<p>Eles também contribuem para:</p>
<ul>
<li>Melhor relação planta-água;</li>
<li>Proporcionam proteção contra a seca;</li>
<li>Tornam as plantas menos propensas a algumas doenças do solo, inclusive causadas por fungos que produzem adicionalmente micotoxinas;</li>
<li>Reduzem a incidência de insetos-praga.</li>
</ul>
<p>Embora os biofertilizantes sejam uma abordagem comercialmente promissora na agricultura sustentável, existem alguns inconvenientes que os tornam menos competitivos, como vida útil limitada, falta de materiais adequados para produção, aumento da sensibilidade a altas temperaturas e dificuldades relacionadas ao armazenamento e transporte.</p>
<p>Além disso, os fertilizantes microbianos requerem maiores quantidades para fornecer às plantas um teor de nutrientes suficiente, sua eficácia depende das condições do solo prevalecentes na zona de aplicação e os resultados de sua ação são perceptíveis após uso prolongado.</p>
<p>Novas tecnologias, no entanto, estão sendo desenvolvidas para superar as desvantagens associadas à aplicação de biofertilizantes em ecossistemas agrícolas.</p>
<h2>Biofertilizantes e a sustentabilidade na agricultura</h2>
<p>Os biofertilizantes constituem uma ferramenta promissora em ecossistemas agrícolas como fonte complementar, renovável e ecologicamente correta de nutrientes vegetais.</p>
<p>Como eles têm a capacidade de transformar elementos nutricionalmente importantes de formas não utilizáveis ​​em formas altamente assimiláveis, sem efeitos deletérios no ambiente natural, eles são um componente importante do <strong>Sistema Integrado de Nutrientes Vegetais</strong>.</p>
<p>A aplicação de fertilizantes biológicos é um elemento-chave para manter a <strong>fertilidade do solo</strong> e a produtividade das culturas em um nível suficientemente alto, indispensável para alcançar a sustentabilidade da agricultura.</p>
<p>Os biofertilizantes também podem ajudar a mitigar as armadilhas decorrentes da crescente demanda da população global por alimentos e da química generalizada nos agroecossistemas.</p>
<p>A mudança na abordagem das práticas agrícolas os torna uma parte vital da produção agrícola moderna e enfatiza a importância dos inoculantes biológicos nos próximos anos. Sabe-se que vários microrganismos da rizosfera exercem várias atividades promotoras de crescimento de plantas, mas muito poucos foram formulados na forma de biofertilizantes.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
<p>Se você quer entender melhor os fatores que afetam essa prática, saber como regular e calibrar corretamente os equipamentos, evitar perdas e garantir uma distribuição uniforme no campo, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/eficiencia-maxima-na-aplicacao-de-corretivos-e-fertilizantes?utm_campaign=materiais-cl-acf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Eficiência Máxima na Aplicação de Corretivos e Fertilizantes</a></strong> do Rehagro pode te ajudar.</p>
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		<title>Como intensificar as pastagens com o alto preço dos fertilizantes?</title>
		<link>https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/intensificacao-de-pastagens-vs-precos-de-fertilizantes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 16:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como fazer a intensificação de pastagens com os altos custos de fertilizantes? De acordo com a CNA, esses insumos subiram mais de 178% nos últimos dois anos, venha conferir como aumentar produtividade mesmo com custos tão altos. Neste Webinar trouxemos o professor Adilson Aguiar, referência no assunto e consultor há mais de 30 anos, para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como fazer a intensificação de pastagens com os altos custos de fertilizantes?</p>
<p>De acordo com a CNA, esses insumos subiram mais de 178% nos últimos dois anos, venha conferir como aumentar produtividade mesmo com custos tão altos.</p>
<p>Neste Webinar trouxemos o professor Adilson Aguiar, referência no assunto e consultor há mais de 30 anos, para te mostrar com dados práticos como a adubação e correção do solo valem a pena.</p>
<ul>
<li>Será que com  esse cenário vale a pena, adubar, corrigir, irrigar?</li>
<li>Etapas que precisam estar garantidas antes de adubar ou corrigir a área;</li>
<li>A importância da programação ANTECIPADA para garantir preços;</li>
<li>Planilhas com estudo de caso detalhado de diferentes propriedades do Brasil.</li>
</ul>
<p>Não perca essa oportunidade. Assista agora mesmo ao nosso webinar <strong>“Intensificação de pastagens vs preços dos fertilizantes” </strong>e aumente os seus resultados!</p>
<h2>Domine o conhecimento sobre nutrição do gado de corte!</h2>
<p>Aqui no Rehagro, temos o<strong> <a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=webinar-intensificacao-de-pastagens" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte</a></strong>, que é uma capacitação que reúne a solução para os maiores problemas que os pecuaristas enfrentam na nutrição do gado.</p>
<p>Os professores são grandes consultores, com muitos anos de experiência no dia a dia das fazendas. Eles ensinam as técnicas e ferramentas usadas por eles para aumentar a rentabilidade na atividade, de forma muito clara, direta e prática.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=webinar-intensificacao-de-pastagens" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="1361" height="466" /></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Nitrogênio na fertilidade do solo: importância e manejo</title>
		<link>https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Sep 2021 13:42:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade do solo]]></category>
		<category><![CDATA[fertilizantes]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[nitrogênio]]></category>
		<category><![CDATA[nutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O nitrogênio (N) desempenha um papel fundamental na fertilidade das plantas. Raízes, caules e folhas são desenvolvidos, em partes, por ele. Na agricultura, em especial a de grãos, ele é o nutriente de maior demanda. As culturas, em geral, necessitam que o N₂ atmosférico seja modificado por meio de processos naturais ou em forma comercial [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>nitrogênio (N)</strong> desempenha um papel fundamental na fertilidade das plantas. Raízes, caules e folhas são desenvolvidos, em partes, por ele. Na agricultura, em especial a de grãos, ele é o <strong>nutriente de maior demanda</strong>.</p>
<p>As culturas, em geral, necessitam que o N₂ atmosférico seja modificado por meio de processos naturais ou em forma comercial de fertilizantes nitrogenados.</p>
<p>Por meio de vários processos biológicos ou industriais de fixação, o N₂ atmosférico é transformado nas formas assimiláveis pelas plantas:</p>
<ol>
<li>Amônio (NH₄+);</li>
<li>Nitrato (NO₃₂-).</li>
</ol>
<p>Pode ser fixado também por organismos no solo e em nódulos nas raízes de leguminosas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Por que o nitrogênio é essencial para fertilidade do solo?</h2>
<p>O nitrogênio faz parte da composição de proteínas de plantas e animais. O valor nutricional dos alimentos que ingerimos depende, em grande parte, do fornecimento adequado deste nutriente.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10564 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio.jpg" alt="Ciclo do Nitrogênio" width="401" height="354" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio.jpg 401w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio-300x265.jpg 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio-370x327.jpg 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio-270x238.jpg 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/ciclo-do-nitrogenio-340x300.jpg 340w" sizes="auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px" /></p>
<p>O nitrogênio é exigido pelas culturas em <strong>maiores quantidades do que qualquer outro nutriente</strong>, exceto <a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-soja-como-economizar-no-potassio/" target="_blank" rel="noopener"><strong>potássio</strong> </a>(K).</p>
<p>Nitrato e amônio são as principais formas de N absorvidas pelas raízes das plantas.</p>
<p>Embora a quantidade de nitrogênio armazenada na matéria orgânica do solo seja grande, a quantidade decomposta e disponível para absorção pela planta é relativamente pequena. Normalmente, essa decomposição não é sincronizada com a necessidade da planta.</p>
<p>A matéria orgânica libera N lentamente e a taxa é controlada pela atividade microbiana do solo (influenciada por temperatura, umidade, pH e textura).</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-deficiencia-nutricional-soja-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-deficiencia-nutricional&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39627 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia.png" alt="Guia Sintomas de deficiência nutricional" width="980" height="317" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia.png 980w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-300x97.png 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-768x248.png 768w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-370x120.png 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-270x87.png 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-740x239.png 740w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Suprimento e fontes de nitrogênio</h2>
<p>Em geral, estima-se que para cada 1% de matéria orgânica do solo, são disponibilizados cerca de 20 kg/ha de N.</p>
<p>Um dos produtos da decomposição orgânica (mineralização) é o <strong>amônio</strong>, que pode ser retido pelo solo, absorvido pelas culturas ou convertido em nitrato. O nitrato é absorvido pelas plantas, lixiviado da zona radicular ou transformado em nitrogênio gasoso e perdido para a atmosfera.</p>
<p>Como a maioria dos solos não pode fornecer quantidades suficientes de nitrogênio para sustentar economicamente o crescimento ótimo e a qualidade da cultura, os fertilizantes comerciais são bastante usados para suplementar suas necessidades.</p>
<p>Esterco, lodo de esgoto e outros resíduos que são fontes de nitrogênio são aceitáveis também, quando disponíveis.</p>
<p>A escolha da fonte de nitrogênio correta deve ser baseada em fatores como:</p>
<ul>
<li>Disponibilidade;</li>
<li>Preço;</li>
<li>Cultura a ser adubada;</li>
<li>Época e método de aplicação;</li>
<li>Sistemas de produção e risco de perdas.</li>
</ul>
<p>Todas as fontes de nitrogênio necessitam de um manejo mais cuidadoso, para o aproveitamento máximo de seu potencial. Quando não manejados corretamente, todas as fontes de nitrogênio podem representar potencial dano ambiental, incluído acúmulo de nitrato em águas subterrâneas e superficiais.</p>
<h2>Fertilizantes nitrogenados</h2>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-fertilizante-nitrogenado/" target="_blank" rel="noopener">fertilizantes nitrogenados</a></strong> são os mais utilizados na agricultura e devido à necessidade da redução de suas perdas por volatilização quando aplicado em superfície, a ureia tornou-se o fertilizante convencional mais utilizado para o desenvolvimento de fertilizantes com eficiência aumentada. Eles podem ser classificados em três categorias:</p>
<ol>
<li>Estabilizados;</li>
<li>Liberação lenta;</li>
<li>Liberação controlada.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10565" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados.jpg" alt="Fertilizantes nitrogenados" width="550" height="550" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados.jpg 1024w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-300x300.jpg 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-150x150.jpg 150w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-768x768.jpg 768w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-370x370.jpg 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-270x270.jpg 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/fertilizantes-nitrogenados-740x740.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<h3>Fertilizantes nitrogenados convencionais</h3>
<p>Podem ser citados:</p>
<ul>
<li>Ureia;</li>
<li>Nitrato de amônio;</li>
<li>Sulfato de amônio;</li>
<li>Nitrato de cálcio;</li>
<li>MAP;</li>
<li>DAP, dentre outros.</li>
</ul>
<h3>Fertilizantes nitrogenados estabilizados</h3>
<p>Pode-se citar: a ureia tratada com aditivos para estabilização do nitrogênio. Sendo subdivididos em: aditivos para inibição da urease e aditivos para inibição da nitrificação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21406 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/acao-inibidores-urease.jpg" alt="Ação de inibidores de urease" width="300" height="300" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/acao-inibidores-urease.jpg 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/acao-inibidores-urease-150x150.jpg 150w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/acao-inibidores-urease-270x270.jpg 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/09/acao-inibidores-urease-96x96.jpg 96w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<h3>Fertilizantes nitrogenados de liberação lenta ou quimicamente modificados</h3>
<p>São produtos de condensação da ureia com aldeídos.</p>
<h3>Fertilizantes nitrogenados de liberação controlada</h3>
<p>São fertilizantes nitrogenados convencionais, como a ureia, com alta solubilidade em água, aos quais são adicionados compostos para o recobrimento do grânulo que serve de barreira física e controla a passagem de nitrogênio por difusão.</p>
<h3>Diferença dos fertilizantes</h3>
<p>Existem diferenças conceituais entre as tecnologias quando são utilizados os termos <strong>liberação lenta e controlada</strong>.</p>
<ul>
<li>Os fertilizantes de liberação lenta não têm revestimento, como os fertilizantes de liberação controlada.</li>
<li>Diferenças nos preços, pois geralmente os fertilizantes de liberação controlada são mais caros em função do tipo e quantidade de revestimento utilizado no processo de produção.</li>
<li>Os fertilizantes de liberação controlada têm a taxa de liberação do nutriente influenciada basicamente pelo tipo e espessura de revestimento, temperatura, umidade do solo e precipitação pluviométrica.</li>
</ul>
<h2>Uso do nitrogênio no milho</h2>
<p>A necessidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cultura-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">adubação com nitrogênio</a></strong> é mais comum do que com quaisquer outros nutrientes. No caso do milho, é o nutriente de maior exigência e de maior <a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/" target="_blank" rel="noopener"><strong>custo</strong></a>.</p>
<p>No entanto, sabendo manejar adequadamente o nitrogênio, com base no uso de uma fonte certa, na dose certa, na época correta e no local certo, é possível otimizar a produtividade e o retorno da cultura. Simultaneamente, reduz os riscos de efeitos potencialmente negativos para o ambiente.</p>
<p>Um bom exemplo disso é a adoção de <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Sistema de Plantio Direto</strong></a> (SPD), por fornecer biomassa à cultura e uma melhor ciclagem de nutrientes. No caso do milho de segunda safra, por exemplo, é comum no Brasil fazer consórcio com braquiária.</p>
<p>Sistemas como esse, trazem diversos benefícios, inclusive econômicos. Alinhar o fornecimento de nitrogênio, com um sistema de preservação e que ainda auxilia contra pragas e daninhas, pode ser promissor, vantajoso e rentável.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
<p>Se você quer entender melhor os fatores que afetam essa prática, saber como regular e calibrar corretamente os equipamentos, evitar perdas e garantir uma distribuição uniforme no campo, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/eficiencia-maxima-na-aplicacao-de-corretivos-e-fertilizantes?utm_campaign=materiais-cl-acf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Eficiência Máxima na Aplicação de Corretivos e Fertilizantes</a></strong> do Rehagro pode te ajudar.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://blog-ori.rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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