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mancha alvo na soja

Mancha alvo na cultura da soja: quais os sintomas?

A mancha alvo (Corynespora cassiicola) é uma doença fúngica, comumente encontrada em lavouras de soja de toda a região do Brasil e pode incidir sobre a cultura em todo o seu ciclo. 

A sobrevivência deste patógeno pode ser sobre restos culturais, principalmente em áreas sob sistema de plantio direto e em sementes infectadas, sendo essa a principal forma de disseminação da doença. As condições ideais para que tenha ocorrência da mancha-alvo na lavoura são: alta umidade relativa e temperaturas amenas (18-21°C).

Fique atento aos sintomas causados pela mancha-alvo

Muito embora essa doença seja frequentemente observada nas folhas, ela também pode afetar hastes, raízes, podendo causar podridões, flores e vagens da planta. O sintoma típico causado por este patógeno, como o próprio nome diz, é por meio do aparecimento de pequenos pontos ou manchas com halo amarelado, que conforme for crescendo apresenta pontuações com coloração variando de castanho-claro a castanho-escuro no centro e anéis concêntricos de coloração escura.

mancha alvo

Fonte: agencia.cnptia.embrapa.br

Ao afetar as folhas, poderá ocorrer redução da área fotossintética ou até mesmo a desfolha precoce que irá comprometer o enchimento de grãos. Além disso, a doença pode causar apodrecimento de vagens e hastes, o que irá influenciar diretamente no rendimento da cultura. 

A ocorrência em níveis elevados desta doença pode reduzir a produtividade da soja em até 50%, portanto, aqui serão apresentados resultados de um estudo que buscou criar ferramentas que pudessem auxiliar na avaliação e quantificação da presença do fungo, a fim de melhorar o manejo da lavoura.

mancha alvo

Fonte: SOARES et al. (2009)

Coleta de dados para utilização da escala diagramática

O uso desta escala é para auxiliar o produtor ou agrônomo a ter um parâmetro sobre a evolução e intensidade da doença na lavoura, podendo ficar a critério do responsável a forma e o momento para controlar a doença.

Além disso, pode-se fazer a coleta de um número médio de 15 de folhas por gleba, por cerca de 10-14 dias, neste período se for feita aplicação de algum fungicida para controle da doença, as folhas devem continuar sendo coletadas. Posteriormente, os dados obtidos deverão ser transferidos para uma planilha para que seja possível gerar um gráfico para avaliar progresso da doença e/ou eficácia do controle.

Estratégias de manejo da mancha-alvo

  1. Uso de cultivares resistentes;
  2. Uso de sementes sadias e de boa procedência;
  3. Tratamento de sementes;
  4. Rotação e sucessão de culturas com milho ou outras gramíneas;
  5. Uso de fungicidas.

É importante lembrar que ao adotar o controle químico, deve-se fazer a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação, pois isso permite com que a doença não se torne resistente a algum produto.

Abaixo são apresentados resultados de uma pesquisa do ano de 2017, a qual foram testados diferentes fungicidas registrados pelo MAPA para o controle desta doença, com aplicações sequenciais. Fique por dentro:

Os melhores tratamentos, os quais proporcionaram maiores produtividades e menor incidência da doença foram:

  1. bixafen + protioconazol + trifloxistrobina;
  2. piraclostrobina + fluxapiroxade;
  3. piraclostrobina + epoxiconazol + fluxapiroxade;
  4. trifloxistrobina + protioconazol;
  5. picoxistrobina + tebuconazol + mancozebe.

Sendo assim, fica a critério do responsável técnico da área na escolha e utilização do produto. Lembrando que para melhores resultados, as demais táticas para manejo da doença também devem ser empregadas.  

Referências 

BASSO, P., BONALDO, S. M., & RUFFATO, S. (2015). Avaliação de fungicidas no controle de antracnose e mancha alvo, e no rendimento da cultura da soja. Scientia Agraria Paranaensis, 14(3), 191-199.

GODOY, C. V. et al. Eficiência de fungicidas para o controle da mancha-alvo, Corynespora cassiicola, na safra 2012/13: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Embrapa Soja-Circular Técnica (INFOTECA-E), 2012.

HENNING AA, ALMEIDA AMR, GODOY CV, SEIXAS CDS, YORINORI, JT, COSTAMILAN LM, FERREIRA LP, MEYER MC, SOARES RM, DIAS WP. Manual de identificação de doenças de soja. Londrina: Embrapa Soja (Embrapa Soja Documentos 256), 2005.

SOARES, Rafael M.; GODOY, Cláudia V.; OLIVEIRA, MCN de. Escala diagramática para avaliação da severidade da mancha alvo da soja. Tropical Plant Pathology, v. 34, n. 5, p. 333-338, 2009.

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