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	<title>mudanças Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>mudanças Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Mudanças climáticas e agricultura: saiba os principais impactos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2018 12:51:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[amostragem do solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As atividades antrópicas estão alterando as concentrações de gases de efeito estufa da atmosfera e causando mudanças climáticas no planeta. Essas atividades intensificadas após a revolução industrial no final do século XVIII resultaram do uso de fontes de combustível fóssil, desmatamento e outras mudanças no uso da terra. Certamente, num futuro próximo, devido às mudanças [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As atividades antrópicas estão alterando as concentrações de gases de efeito estufa da atmosfera <strong>e causando mudanças climáticas no planeta.</strong> Essas atividades intensificadas após a revolução industrial no final do século XVIII resultaram do uso de fontes de combustível fóssil, desmatamento e outras mudanças no uso da terra. Certamente, num futuro próximo, devido às mudanças climáticas globais, ocorrerão modificações na agricultura brasileira.</p>
<p>Os impactos podem ser positivos, negativos ou neutros, pois as mudanças podem diminuir, aumentar ou não ter efeito sobre as plantas, doenças, pragas e outros organismos em cada região ou época, além dos demais componentes do ecossistema agro.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Mudanças climáticas e o cenário da agricultura brasileira</h2>
<p>A concentração de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera tem atingido níveis significativamente altos nos últimos 650 mil anos. Desde 2000, a taxa de crescimento da concentração de CO₂ está aumentando muito rapidamente em relação às décadas anteriores. O mesmo tem ocorrido para o gás metano (CH₄), óxido de nitrogênio (N₂O) e outros gases do efeito estufa.</p>
<p>Os modelos de previsão de mudanças climáticas do Centro de Distribuição de Dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) apresentam resultados bastante variáveis quanto ao comportamento da América do Sul. Contudo, todos preveem aumento de temperatura para todo o continente.</p>
<p>Quanto à precipitação, as projeções indicam aumento de chuva em algumas regiões e diminuição em outras, podendo inclusive haver inversão em função da época do ano.</p>
<p><strong>Sem dúvidas as mudanças climáticas também ocorrerão no Brasil e, talvez, com efeitos mais danosos pela vulnerabilidade histórica que o país apresenta a desastres naturais</strong>, como secas, enchentes e deslizamentos de encostas. Essas mudanças afetam diretamente a agricultura e as áreas florestais brasileiras.</p>
<p>Alguns estudos simulando os impactos sobre a agricultura por meio de modelos matemáticos já foram apresentados para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-trigo-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">trigo</a></strong>, milho, soja, café, feijão e arroz.</p>
<p>Esses estudos têm previsto perdas econômicas anuais provocadas pelo aumento de 1ºC na temperatura, chegando a valores de 375 milhões de dólares para o café, somando os estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, e 61 milhões de dólares para o milho em São Paulo.</p>
<p>Além desses, outros estudos contemplam efeitos sobre <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pragas-no-armazenamento-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">pragas</a></strong>, doenças, solos e outros aspectos do sistema produtivo agrícola.</p>
<p>Ao se considerar que a condição climática será de fato alterada, com base nos cenários previstos pelo IPCC (10) é possível formular algumas hipóteses sobre a dinâmica da agricultura no Brasil e no mundo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-como-obter-sucesso-no-plantio?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-sucesso-plantio&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39606 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png" alt="E-book 7 passos para obter sucesso no plantio de grãos" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantio-graos-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Culturas anuais</h2>
<p>Uma hipótese aceitável é sua migração para zonas temperadas, com boa possibilidade de ganho de produtividade nas espécies de <strong>ciclo fotossintético C4</strong>, denominação dada ao grupo de plantas das gramíneas (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cultura-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">milho</a></strong>, sorgo e cana-de-açúcar)</p>
<p>Esse grupo apresenta <strong>características anatômicas e fisiológicas implicam em maior habilidade dessas plantas em conviver em ambientes mais quentes e com elevada irradiância solar</strong>, tornando-as supostamente mais aptas a suportar as condições que devem imperar nos verões das regiões temperadas.</p>
<p>Já as <strong>plantas C3</strong> (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/feijoeiro-comum-no-brasil-origem-e-historico-do-cultivo/" target="_blank" rel="noopener">feijão</a></strong>, soja, café), em contrapartida, <strong>apresentam maior sensibilidade às condições de oferta ambiental abundante em relação à temperatura e à radiação solar.</strong></p>
<p>Neste tipo de ambiente ocorre o fenômeno conhecido como fotorrespiração nessas espécies que é tido como um processo de autodefesa do aparelho fotossintético, principalmente em plantas expostas às altas intensidades luminosas, com o objetivo de dissipar o acúmulo de moléculas que, em condições ideais de temperatura e radiação, são úteis à célula, mas que, quando produzidos intensamente, podem se acumular e danificar as estruturas fotossintéticas.</p>
<p>Com base nessa breve comparação, parece razoável inferir que <strong>as espécies C4 estejam mais preparadas para a elevação da temperatura do que as espécies C3. </strong></p>
<p>As porcentagens de perdas de área indicam níveis diferentes de impactos sobre as diferentes culturas, sendo que o milho, gramínea de ciclo C4, sofrerá menos com as altas temperaturas, pois apresenta aumento da taxa de fotossíntese para temperaturas de até aproximadamente 30 °C. Estimativas preliminares para a cana-de-açúcar para os estados de São Paulo, Mato Grosso e Goiás, também apontam nessa direção.</p>
<h2>Culturas perenes</h2>
<p>Mostram melhor desempenho em ambientes tropicais com menor sazonalidade, onde as condições de temperatura e disponibilidade de água ocorrem de maneira adequada à manutenção do seu ciclo fenológico ao longo do ano.</p>
<p>Ao se considerar os novos cenários projetados pelos modelos climáticos, nos quais a temperatura deve se elevar ao longo de todo o ano e com mais intensidade no inverno e a chuva deve se concentrar durante os meses de verão, acentuando e prolongando o período de seca no inverno, é razoável formular a hipótese de que a deficiência hídrica neste período aumentará em comparação ao que se observa atualmente.</p>
<p><strong>Consequentemente, as espécies perenes teriam maior dificuldade em suportar o estresse por falta d’água durante o período mais seco do ano, sendo mais prejudicadas que as culturas anuais.</strong></p>
<p>Porém, as respostas fisiológicas às diferentes condições ambientais não são lineares e mesmo sem alterações genéticas, plantas crescendo sob nova condição ambiental mostram capacidade de adaptação.</p>
<p>Um exemplo é o comportamento de plantas crescendo em estufas com aumento da concentração de CO₂, ocorrendo um fenômeno conhecido como “fertilização por CO₂”. Em condições de campo esse comportamento não é tão claro.</p>
<h2>Patógenos de plantas</h2>
<p>Estão normalmente presentes em sistemas naturais e agrícolas, sendo um dos primeiros organismos a demonstrarem o efeito das mudanças climáticas devido à numerosa população, facilidade de reprodução e dispersão e curto espaço entre gerações.</p>
<p>Dessa forma, eles constituem um grupo fundamental como indicador biológico que precisa ser avaliado quanto aos impactos das mudanças climáticas, além de serem responsáveis por perdas de produção e uma ameaça potencial à sustentabilidade dos agroecossistemas.</p>
<h2>Insetos-praga</h2>
<p>Alguns estudos têm demonstrado que a introdução de fungos endofíticos (vivem dentro da planta sem causar danos) em plantas de importância agronômica as torna mais resistentes a alterações do clima.</p>
<p>Dessa forma, <strong>a elevação do nível de CO₂ atmosférico, por exemplo, pode afetar, além das relações entre a planta hospedeira e o microrganismo endofítico, também as relações entre insetos herbívoros e as plantas, e destes com os endofíticos.</strong></p>
<p>Tal alteração ambiente pode causar efeitos na composição nutricional e em fatores aleloquímicos das folhas, sendo que para muitas plantas, a redução do valor nutricional resulta do aumento do conteúdo de amido e carboidratos e declínio no teor de nitrogênio. Essas alterações causam mudanças no consumo e crescimento de insetos herbívoros.</p>
<p>Como as folhas apresentam aumento da relação carboidrato/nitrogênio em ambientes com elevado teor de CO₂, os insetos compensam parcialmente essa mudança aumentando as taxas de consumo.</p>
<p>É importante salientar que as respostas fisiológicas das diferentes plantas, patógenos e insetos às diferentes condições ambientais não são lineares e, mesmo sem alterações genéticas, plantas crescendo sob nova condição ambiental mostram capacidade de se adaptação. É preciso avançar nas simulações de cenários agrícolas que sejam mais próximos do futuro real e processos fisiológicos.</p>
<p>O desenvolvimento de pragas e doenças com base na alteração climática, as mudanças de métodos nos <strong>sistemas produtivos</strong> e as projeções de avanços tecnológicos devem ser passíveis de modelagem matemática e incorporáveis aos modelos hoje utilizados para que possamos compreender melhor as mudanças que estão por vir.</p>
<p>O Brasil por possui uma matriz energética relativamente limpa e, resolvida a questão do desmatamento e das queimadas, poderá deixar de ser um dos maiores emissores do mundo para ocupar uma posição de destaque no cenário ambiental global.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Grãos Rehagro.</p>
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		<title>Boro no café: como evitar deficiência e melhorar a produção?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/boro-no-cafeeiro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jun 2018 12:15:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CAFÉ]]></category>
		<category><![CDATA[boro]]></category>
		<category><![CDATA[cafeeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O boro é um micronutriente fundamental para o desenvolvimento saudável do cafeeiro, desempenhando um papel importante na floração, frutificação e formação dos grãos. Sua deficiência pode resultar em problemas como crescimento irregular, deformações nas folhas, queda prematura dos frutos e, consequentemente, redução na produtividade da lavoura. Além disso, a falta de boro compromete a absorção [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="37" data-end="503">O <strong>boro</strong> é um micronutriente fundamental para o desenvolvimento saudável do cafeeiro, desempenhando um papel importante na floração, frutificação e formação dos grãos.</p>
<p data-start="37" data-end="503">Sua deficiência pode resultar em problemas como crescimento irregular, deformações nas folhas, queda prematura dos frutos e, consequentemente, redução na produtividade da lavoura. Além disso, a falta de boro compromete a absorção de outros nutrientes, impactando diretamente a qualidade final do café.</p>
<p data-start="505" data-end="884" data-is-last-node="">Para evitar esses prejuízos, é essencial entender como identificar os sinais de deficiência e aplicar práticas eficientes de manejo nutricional.</p>
<p data-start="505" data-end="884" data-is-last-node="">Neste artigo, você vai descobrir a <strong>importância do boro na cultura do café</strong>, os principais sintomas da sua carência e as melhores estratégias para garantir uma nutrição equilibrada, promovendo lavouras mais produtivas e sustentáveis.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Importância dos micronutrientes para as plantas</h2>
<p>Apesar da <strong>grande importância dos micronutrientes na nutrição vegetal</strong>, apenas recentemente passaram a ser utilizados de modo mais rotineiro nas adubações em várias regiões e para as mais diversas condições de solo, clima e culturas no Brasil.</p>
<p>Os principais motivos que despertaram interesse pela <strong>utilização de fertilizantes contendo micronutrientes</strong> no Brasil foram:</p>
<ul>
<li>Início da ocupação da região dos cerrados, formada por solos deficientes em micronutrientes por natureza;</li>
<li>Aumento da produtividade de inúmeras culturas com maior remoção e exportação de todos os nutrientes;</li>
<li>Incorporação inadequada de calcário ou a utilização de doses elevadas acelerando o aparecimento de deficiências induzidas;</li>
<li>Aumento na proporção de produção e utilização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/adubo-npk/">fertilizantes NPK</a></strong> de alta concentração, reduzindo o conteúdo incidental de micronutrientes nesses produtos;</li>
<li>Aprimoramento da análise de solo e foliar como instrumento de diagnóstico de deficiências de micronutrientes.</li>
</ul>
<p>Dentre todos os micronutrientes utilizados pela planta, um merece atenção: <strong>o boro</strong>.</p>
<p><strong>O boro é reconhecidamente o micronutriente cuja deficiência é mais comum no Brasil</strong> em diversas culturas anuais ou perenes, disputando com o zinco o ranking da deficiência em nossos solos. Devido a essa importância, ele será tratado neste trabalho, mais especificamente na cultura do café.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-identificacao-de-deficiencia-nutricional-no-cafeeiro?utm_campaign=material-cafe&amp;utm_source=guia-deficiencia-nutricional&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39677 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro.png" alt="Guia Deficiências nutricionais no cafeeiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Origem do boro</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>origem do boro</strong> deve-se, principalmente, à turmalina, uma rocha que após sofrer intemperismo, libera no solo formas solúveis, como boratos e ácido bórico, que corresponde à forma não dissociada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de a turmalina ser fornecedora de boro ao solo,<strong> a fonte principal para as plantas vêm da matéria orgânica</strong>, que, após mineralizada, disponibiliza o nutriente. Portanto, há relação entre o teor de matéria orgânica com a quantidade de boro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra fonte citada na literatura são as precipitações, pois devido à abundância do elemento na água do mar, que obedece ao ciclo da água, com a evaporação, é passado para a atmosfera na forma de gotículas de água salgada e como vapor de ácido bórico, retornando ao solo juntamente com a chuva. Brasil Sobrinho (1965, apud MALAVOLTA, 2006) <strong>encontrou na água da chuva de 0,02 a 0,04 mg B/l</strong>, e concluiu poder contribuir para manutenção dos teores no solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O boro se encontra no solo em 4 formas: </span></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">Solúvel em água;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Adsorvido, </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Preso à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/materia-organica-no-solo/" target="_blank" rel="noopener">matéria orgânica</a></strong>;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fixado nas argilas. </span></li>
</ol>
<p>Somente a primeira nos dá indicativo de disponibilidade. A soma de todas as formas representa o teor total no solo, do qual, somente 5% estariam na forma solúvel e, consequentemente, disponível para as plantas.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28254 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg" alt="Curso Gestão na Produção de Café Arábica" width="900" height="250" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg 900w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-300x83.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-768x213.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-370x103.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-740x206.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-150x42.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a></p>
<h2>Absorção, transporte e redistribuição do boro no cafeeiro</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é absorção, o primeiro item a merecer atenção é o <strong>contato do elemento com a raiz</strong>, que no caso do boro se dá por fluxo de massa. </span>O processo de absorção de boro ainda não é bem explicado, mas até agora o consenso que se tem é que o processo se dá por difusão através do plasmalema.</p>
<p>O movimento do boro se dá por <strong>corrente transpiratória via xilema</strong>, mas apresenta pouca mobilidade no floema, havendo redistribuição somente em algumas espécies, não incluindo o cafeeiro, apesar de não ser uma regra para todas as espécies da mesma família.</p>
<p>Em algumas culturas onde a redistribuição ocorre, há uma quantidade maior de polióis, resultando em alta relação Polióis: Boro que se complexam com o mineral dando origem a compostos mais solúveis nos tecidos, como é o caso da soja.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4408 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.jpg" alt="Florada da lavoura cultivar topázio" width="482" height="642" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.jpg 482w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 482px) 100vw, 482px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Florada da Lavoura – Cultivar Topázio. (Foto: Diego Baquião)</span></p>
<p>Devido à imobilidade do boro via floema, não se movendo das folhas ou outros órgãos para atender a necessidade de crescimento, o elemento assume algumas características:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sintomas-de-deficiencias-nutricionais-em-cafeeiro/" target="_blank" rel="noopener">Sintomas de deficiência</a></strong> aparecem em tecidos novos em crescimento, tais como: meristemas florais e vegetativos, pólen, fruto, raízes;</li>
<li>A toxidez do boro aparece em folhas velhas;</li>
<li>Há acúmulo de boro nos tecidos com a idade.</li>
</ul>
<p>Esse tipo de comportamento tem implicações no manejo do elemento no sistema agrícola, seja para detecção de deficiências como no modo de aplicação, como será visto adiante.</p>
<h2>Qual a função do boro nas plantas de café?</h2>
<p>A presença do boro <strong>altera as reações enzimáticas, pois inibe ou estimula a atividade das enzimas,</strong> provocando mudanças metabólicas, tanto em deficiência, acumulando substâncias prejudiciais às folhas como os fenóis, quanto em níveis elevados, que podem se tornar tóxicos às plantas.</p>
<p>Na fase reprodutiva o efeito benéfico é proeminente, uma vez que as exigências em boro são mais altas neste período do que no crescimento vegetativo, influindo na germinação do pólen, florescimento e frutificação.</p>
<p>No cafeeiro, causa abortamento das gemas floríferas, influindo também no crescimento vegetativo. Dentre os fatores benéficos, podemos citar também a <strong>síntese de proteínas e ácidos nucléicos</strong> que tem sua eficiência elevada.</p>
<p>Quando afirmamos que o boro é <strong>importante no crescimento vegetativo</strong>, um dos principais locais onde atua é na parede celular e na membrana citoplasmática, alterando suas propriedades mecânicas, principalmente na fase de crescimento. É necessário haja uma relação estreita entre a nutrição de boro com a parede celular primária, visto que 90% do elemento da célula estão presentes nessa estrutura.</p>
<p>Na membrana, apesar da pequena quantidade presente quando comparado à parede celular, atua na absorção de outros nutrientes, como, por exemplo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fosfatagem-no-cafeeiro/" target="_blank" rel="noopener">o fósforo</a></strong>, que tem sua absorção diminuída em raízes deficientes do elemento, que também tem como papel a manutenção da integridade da membrana, garantindo absorção e metabolismo adequado, inclusive quando se fala em absorção de água.</p>
<p>Essa capacidade parece estar mais ligada à quantidade de carboidratos do que à concentração dos minerais presentes nos tecidos radiculares. Tal quantidade de carboidratos é influenciada pela presença de boro, que é o principal transportador desses compostos para os diversos órgãos das plantas, incluindo a raiz.</p>
<p>A diminuição no transporte de açúcares pode ser explicada pela menor atividade metabólica, ou seja, demanda pelos órgãos dreno. Outra explicação seria a diminuição da formação de compostos de borato com açúcares, tais complexos auxiliam no transporte dos carboidratos dentro da planta.</p>
<p>Outro benefício trazido pelo boro, principalmente em solos de regiões tropicais, que apresentam naturalmente elevado teor de Al e baixa concentração de bases, é o de <strong>permitir o maior crescimento radicular na presença de alumínio</strong> e, consequentemente, em solos ácidos. Vale lembrar que esse tipo de solo é a maioria no território brasileiro.</p>
<p>Tal fato pode ser explicado pela provável substituição do boro pelo alumínio em alguma função importante. Segundo o mesmo autor, essa hipótese é reforçada pela semelhança estrutural do Aluminato- Al (OH)3 com o B(OH)3 e pelo fato dos sintomas de deficiência de boro serem semelhantes aos observados por toxicidade de alumínio.</p>
<p>Portanto, o alumínio poderia induzir a deficiência de Boro. Esse benefício aumenta em proporção se considerarmos como premissa básica para uma produção econômica e sustentável em regiões tropicais, um solo com grande volume explorado por raízes sadias, que consigam absorver água e nutrientes de maneira eficaz.</p>
<p>As funções do boro na planta podem ser resumidas do seguinte modo:</p>
<ul>
<li>Absorção e transporte de água e nutrientes;</li>
<li>Maior vegetação;</li>
<li>Maior pegamento das floradas, menor esterilidade;</li>
<li>Fixação biológica do N2;</li>
<li>Proteção contra doenças;</li>
<li>Melhora a qualidade dos produtos.</li>
</ul>
<h2>Deficiências no cafeeiro</h2>
<p>As deficiências podem ser <strong>reais ou induzidas</strong>. Reais pela falta do Boro, e induzidas pela dificuldade de absorção mesmo que o elemento esteja presente.</p>
<p>A indução das deficiências nos cafezais se deve a:</p>
<ul>
<li>Fatores climáticos, como precipitação e temperatura;</li>
<li>Problemas físicos causados por adensamentos que diminuem a capacidade de infiltração e, consequente, o armazenamento de água;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/pragas-do-cafe-arabica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pragas</strong></a> e <a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-do-cafe-como-identifica-las/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças</strong></a> do sistema radicular;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/mudas-de-cafe-como-escolher/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Mudas</strong></a> de inferior qualidade;</li>
<li>Problemas no caule que impedem ou dificultam a circulação da seiva;</li>
<li>Manejo inadequado, principalmente, da adubação, que, se feita de modo incorreto, pode causar desequilíbrio e competição com plantas daninhas ou culturas intercalares.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4409 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_.jpg" alt="Deficiência de boro na planta" width="526" height="393" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_.jpg 526w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-300x224.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-370x276.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 526px) 100vw, 526px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Deficiência de boro (Foto: Luiz Paulo Oliveira)</span></p>
<h3>Diagnóstico de excesso ou deficiência de boro</h3>
<p>O <strong>diagnóstico das deficiências ou dos excessos</strong> pode ser feito de forma complementar, por meio de <a href="https://rehagro.com.br/blog/interpretacao-de-uma-analise-de-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>análises de solo</strong></a>, análises de folhas e observação dos efeitos visuais. Vale lembrar que as análises de folhas e de solo podem acusar uma possível deficiência que ainda não esteja se manifestando nas plantas, estando em estágio latente.</p>
<p>Nas folhas do cafeeiro, <strong>os sintomas aparecem naquelas novas</strong>, que se apresentam deformadas, afiladas, pequenas e com os bordos arredondados. Também causa a morte das gemas apicais, provocando um superbrotamento.</p>
<p>Com a progressão da deficiência, aparecem nas folhas novas, pontuações negras e corticosas junto à nervura, causando seu entortamento. A deficiência acarreta também a deformação dos ramos laterais, com suas pontas se entortando para cima e para baixo e os secundários podendo se desprender por engrossamento em sua base.</p>
<p>O excesso de Boro causa <strong>toxicidade</strong>, aparecendo folhas manchadas de verde e amarelo e, em casos graves, ocorre queima dos bordos foliares. Os sintomas de toxidez são observados quando o nível nas folhas é superior à 100ppm.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4176 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1.jpg" alt="planta com boro" width="550" height="413" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /> <span style="font-size: 10pt;">Cafeeiro com sintomas de deficiência de Boro</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4177 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2.jpg" alt="planta com sintomas de deficiência de boro" width="550" height="413" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-size: 10pt;">Cafeeiro com sintomas de deficiência de Boro</span></p>
<h3>Quando realizar a amostragem de folhas?</h3>
<p>Segundo a Fundação Procafé, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-de-folha/" target="_blank" rel="noopener">a amostragem de folhas</a></strong> deve ser feita em duas épocas: no início das chuvas, para ajudar na programação da adubação e outra no início da granação dos frutos (Jan-Fev), para aferir as quantidades aplicadas do nutriente em períodos de maior exigência pela cultura, pois o teor na folha avalia indiretamente o teor no solo.</p>
<p>No caso específico do Boro no cafeeiro (espécie em que o elemento é imóvel no floema), a amostragem foliar deve ser feita coletando-se folhas ou tecidos jovens quando o objetivo for diagnosticar deficiências, e em tecidos maduros quando se tratar de toxidez.</p>
<p>Quanto à amostragem de solo, ela deve ser feita quando cessarem os tratos culturais na lavoura, obedecendo a um período mínimo de 60 dias da última adubação potássica, o que deve coincidir com a pré-colheita. Portanto, deve ser utilizado o bom senso nas lavouras que utilizam a prática da arruação, retirando as amostras antes dessa prática ou proceder ao “chegamento de cisco” para posterior amostragem.</p>
<h2>Quais as exigências e níveis adequados do boro?</h2>
<p>Os teores adequados de boro no solo, quando o extrator for água quente, variam em função do tipo de solo, espécie vegetal, clima, teor de matéria orgânica e pH.</p>
<p>Para a cultura do café, admite-se como adequado, <strong>um teor foliar de 40-80 ppm e um nível no solo acima de 0,5 mg/dm3.</strong></p>
<p>Segundo estudos, a demanda de boro pelo cafeeiro é de <strong>2.500 mg/ha</strong>, quantidade que corresponde às exigências para vegetação e produção de 1(uma) saca de 60Kg de café beneficiado na mesma área, ou seja, 1 ha.</p>
<p>Essa exigência foi dividida em diferentes partes da planta por Malavolta (2006), de modo que se chegou à seguinte ordem decrescente:</p>
<ol>
<li>Folhas &#8211; 50%;</li>
<li>Fruto &#8211; 20%;</li>
<li>Ramos &#8211; 15%;</li>
<li>Tronco &#8211; 10%</li>
<li>Raiz &#8211; 5%.</li>
</ol>
<h2>Modos de aplicação e quantidades</h2>
<p>O boro pode ser aplicado no cafeeiro por duas vias principais: <strong>via solo e via folha</strong>.</p>
<p>Ambas são utilizadas em larga escala em cultivos comerciais e experimentais com relativo sucesso, no entanto, cada qual possui características peculiares que devem ser analisadas em função dos teores do elemento no solo e na folha, comportamento do elemento, época do ano, idade da planta, produção, facilidade de aplicação, economia e etc.</p>
<h3>Adubação foliar</h3>
<p>A adubação foliar deve ser encarada como uma <strong>prática auxiliar no suprimento de nutrientes via solo</strong>. Se feita de modo indiscriminado pode acarretar prejuízos tanto por gastos desnecessários como por desequilíbrios, carências e toxidez.</p>
<p>De acordo com recomendação da Fundação Procafé, o boro pode ser fornecido via foliar usando-se ácido bórico, bórax ou boro líquido na concentração de 0,3% a 0,5% para as duas primeiras fontes e, para o boro líquido, 0,2 a 0,3%. A adubação foliar para o boro não é duradoura, sendo que mantém o teor foliar por aproximadamente 60 dias.</p>
<h3>Adubação via solo</h3>
<p>No fornecimento do nutriente via solo, temos uma <strong>maior eficiência</strong> quando analisamos o período que essa prática mantém o teor adequado na folha, que pode chegar a 18 meses, além de trazer benefícios ao sistema radicular como discutido anteriormente.</p>
<p>A adubação via solo é <strong>recomendada em casos de deficiências agudas</strong>, ou seja, quando o teor no solo for menor que 0,6 mg/dm3. O suprimento é feito com 2 a 6 kg/ha de boro aplicados na projeção da copa. As fontes utilizadas podem ser o ácido bórico ou o bórax, dando preferência ao ácido, que apresenta um melhor comportamento no solo pela maior solubilidade (Cultura de Café no Brasil- Novo Manual de Recomendações, 2005).</p>
<p>Um fator importante em termos de eficiência agronômica quando decidimos pela aplicação via solo é a solubilidade em água, que influi diretamente na absorção da planta. Lopes (1999) agrupa os fertilizantes fornecedores de Boro quanto à solubilidade em água em:</p>
<ul>
<li><strong>Solúveis</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Ácido Bórico, Bórax, Solubor e Boratos fertilizantes;</span></li>
<li><strong>Medianamente solúvel</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Colemanita;</span></li>
<li><strong>Insolúveis</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Ulexita.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Um detalhe que vale ser lembrado visando economia de recursos é o fato da aplicação no solo, quando a fonte for ácido bórico, poder ser feita juntamente com a aplicação de produtos de solo (inseticida-fungicida) via líquida, bastando somente fazer os cálculos de acordo com a quantidade de calda usada/ha e diluir a quantidade de ácido bórico correspondente no pulverizador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação relativa do adubo e dos nutrientes do solo depende do nível de fertilidade química atual do solo, ou seja, <strong>quanto maior o nível de fertilidade menor a participação do adubo e maior a do solo na produção.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, somente após a compreensão dos mecanismos que regem o sistema solo-planta-atmosfera, do comportamento dos nutrientes no solo e no interior da planta e dos níveis adequados e modos corretos de aplicação, um nível de fertilidade adequado pode ser buscado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso deve acontecer de forma gradativa e contínua, respeitando as particularidades do solo, da cultura e nível tecnológico do produtor, visando produção satisfatória em uma agricultura racional, que equalize necessidades do homem com o ambiente onde vivemos.</span></p>
<h2>Aprimore a nutrição do cafeeiro e aumente a rentabilidade da lavoura</h2>
<p>O boro é um micronutriente essencial para o desenvolvimento do cafeeiro e sua deficiência pode comprometer a floração, a frutificação e, consequentemente, a produtividade. Garantir o fornecimento adequado desse elemento exige conhecimento técnico e uma gestão eficiente da nutrição da lavoura.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Produção de Café Arábica</a></strong> do Rehagro, você aprende a interpretar corretamente as necessidades nutricionais, planejar a adubação de forma estratégica, reduzir custos e conduzir sua lavoura com foco em qualidade, produtividade e lucro.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Café Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/boro-no-cafeeiro/">Boro no café: como evitar deficiência e melhorar a produção?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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