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origem do milho

Milho no Brasil: origem e histórico de cultivo

O milho é a planta comercial originária das Américas mais importante no cenário agrícola. A origem do milho ainda é muito discutida, já que a gramínea pode ter surgido tanto do Paraguai até a Colômbia, quanto da Guatemala até o México. Porém, essas indicações ainda não são muito bem definidas. 

De acordo com as evidências, é possível que seja originária do México. Isso porque é uma espécie pertencente à família Gramineae/Poaceae, cujo parente mais próximo, acredita-se ser o Teosinto (Zea mays spp. parviglumis), o qual, seu registro restringe-se ao Vale Central de Balsas, no México. A distribuição natural de todos os táxons de teosinto está dentro de algumas das melhores terras agrícolas cultivadas no México e Guatemala e se encaixa na área cultural de antigas civilizações, como a mexicana e a maia.

Milho e Teosinte: parentesco provável

Várias hipóteses já foram elaboradas tentando explicar a origem do milho e seu parentesco com o teosinto. Alguns relatos apontam que o milho se originou do teosinto e o que o fez ser, em alguns aspectos, diferente de seu ancestral é devido à imposição de pressões de seleção rigorosas pelo homem, a fim de domesticá-lo. Além disso, geneticamente, estas duas espécies podem ser consideradas parentes pelos seguintes motivos: Mesmo número de cromossomos, com homologia e morfologia semelhantes; apresentam facilidade no cruzamento, gerando descendentes férteis e apresentam semelhanças entre dados morfológicos e isoenzimáticos. 

origem do milho no brasil

Fonte: www.vivendociencias.com.br

Por outro lado, alguns pesquisadores defendem a ideia contrária a respeito da origem do milho a partir do teosinto, pois afirmam existir poucas evidências sobre a domesticação do mesmo, sendo pouco provável que o homem primitivo possa ter criado ou selecionado milho a partir do teosinto. Ainda, outros pesquisadores acreditam que possa ter havido um choque imediato, determinado pelo meio ambiente, que possa ter provocado rápida conversão da espiga central de uma ramificação lateral do teosinto em uma espiga e que esta fenocópia tenha sido fixada geneticamente, passando, portanto, esta característica a seus descendentes.  

Segundo relatos e provas através de escavações arqueológicas e geológicas e, a partir de medições por desintegração radioativa esta é uma das culturas mais antigas no mundo, cultivada a pelo menos 5.000 anos. Mas, a presença do milho no continente Americano foi registrada pela primeira vez por Cristóvão Colombo em 1492, na costa norte de Cuba. Neste mesmo ano, o cultivo de milho já era realizado desde o Sul do Canadá até a parte central do Chile, em exceção às áreas recobertas por gramíneas ou savanas. Apenas após o ano de 1800 é que essas áreas não manejadas começaram a receber os primeiros cultivos de milho, e isso só foi possível com a adoção do arado de aiveca. 

O milho no velho mundo

Com o descobrimento desta cultura nas Américas, o milho foi levado à Europa, porém era considerada apenas como uma cultura exótica em jardins europeus. Pouco depois, começou-se a observar o real valor alimentício dessa gramínea e, assim, o império espanhol difundiu seu cultivo pela França, Itália, sudeste da Europa e norte da África e os Portugueses foram responsáveis pela difusão do milho no restante do continente africano e no Oriente, chegando à China em 1516 e ao Japão tempos mais tarde, em 1775.

Devido a seus diversos usos, o milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele representa ingrediente básico da culinária para alimentação humana. 

Abaixo estão descritos alguns produtos obtidos de forma direta ou indireta do milho:

  • Acetato de cálcio e magnésio;
  • Adesivos (colas, pastas, mucilagens, gomas);
  • Álcoois etílico e butílico;
  • Alimentos congelados;
  • Herbicida natural;
  • Inseticida;
  • Alumínio;
  • Amido e glucose;
  • Antibióticos (penicilina);
  • Aspirina e outros medicamentos;
  • Balas e confeitos;
  • Baterias para veículos;
  • Bebidas gasosas;
  • Óleo comestível.

De acordo com dados da CONAB, o cultivo de milho no Brasil vem crescendo a cada ano, tanto em áreas cultivas como em produção, conforme descrito no gráfico abaixo.

Referências:

COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB). 

GALVÃO, J. C. C.; BORÉM, A.; PIMENTEL, M. A. Milho: do plantio à colheita. 2ª ed. 2017.

EMBRAPA MILHO E SORGO.

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