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origem do milho

Milho no Brasil: origem e histórico de cultivo

O milho, atualmente, é um dos grãos mais produzidos no mundo! 

No Brasil, ele atingiu o marco histórico de preço, o que alegrou muitos produtores com a valorização e lucratividade alta. 

Apesar de sabermos o quanto o milho foi melhorado ao longo do tempo, muitos se perguntam: qual a sua origem e quando ele começou a ser cultivado?

O milho é a planta comercial originária das Américas mais importante no cenário agrícola. A origem do milho ainda é muito discutida, já que a gramínea pode ter surgido tanto do Paraguai até a Colômbia, quanto da Guatemala até o México. 

De acordo com as evidências, é possível que seja originária do México. Isso porque é uma espécie pertencente à família Gramineae/Poaceae, cujo parente mais próximo, acredita-se ser o Teosinto (Zea mays sppparviglumis), e seu registro restringe-se ao Vale Central de Balsas, no México. 

Milho e Teosinto: parentesco provável

Várias hipóteses já foram elaboradas tentando explicar a origem do milho e seu parentesco com o teosinto. Apesar dos relatos, ele se difere de seu ancestral, devido à imposição de pressões de seleção rigorosas pelo homem, a fim de domesticá-lo.

Além disso, geneticamente, estas duas espécies podem ser consideradas parentes pelos seguintes motivos: mesmo número de cromossomos, com homologia e morfologia semelhantes, a polinização é de fácil cruzamento gerando descendentes férteis e apresentam semelhanças entre dados morfológicos e isoenzimáticos. 

Fonte: www.vivendociencias.com.br

Por outro lado, alguns pesquisadores defendem a ideia contrária, afirmando existirem poucas evidências sobre a domesticação do mesmo (teosinto), sendo pouco provável que o homem primitivo possa ter criado ou selecionado milho a partir do teosinto. 

Ainda, outros pesquisadores acreditam que possa ter havido um choque imediato, determinado pelo meio ambiente, que possa ter provocado rápida conversão da espiga central de uma ramificação lateral do teosinto em uma espiga e, que esta fenocópia tenha sido fixada geneticamente, passando, portanto, esta característica a seus descendentes.  

Segundo relatos e provas através de escavações arqueológicas e geológicas e, a partir de medições por desintegração radioativa, esta é uma das culturas mais antigas no mundo, cultivada há pelo menos 5.000 anos. Obviamente, naquela época não era feita uma amostragem de solo para análise ou se sabiam sobre bactérias benéficas, como a Azospirillum, mas já eram feitos cultivos. 

Mesmo assim, a presença do milho no continente Americano foi registrada pela primeira vez por Cristóvão Colombo em 1492, na costa norte de Cuba. Neste mesmo ano, o cultivo de milho já era realizado desde o Sul do Canadá até a parte central do Chile, em exceção às áreas recobertas por gramíneas ou savanas. 

Apenas após o ano de 1800 é que essas áreas, não manejadas, começaram a receber os primeiros cultivos de milho, e isso só foi possível com a adoção do arado de aiveca. Provavelmente, nessa época o sistema não era plantio direto, mas convencional e com várias sementes por cova.

O milho no velho mundo

Com o descobrimento do milho nas Américas, ele foi levado à Europa, mas era considerado uma cultura exótica em jardins europeus, ou seja, nada muito focado na qualidade de sementes e lavouras.

Seu real valor alimentício foi notado depois, e o império espanhol difundiu seu cultivo pela França, Itália, sudeste da Europa e norte da África.

Os responsáveis pela difusão do milho no restante do continente africano e no Oriente, foram os portugueses, chegando à China em 1516 e ao Japão só em 1775.

Devido aos seus diversos usos, o milho tem grande contribuição no cenário econômico, pois vai desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia. Cerca de 70% do uso dos grãos de milho do mundo são destinados à alimentação animal, e em algumas regiões ele é o ingrediente básico para alimentação humana. 

Por isso, se você quiser saber ainda mais sobre a produção de milho em nosso país, eu te indico nosso e-book gratuito. Basta clicar neste link e fazer o download: E-book Produção de Milho no Brasil . 

Abaixo estão descritos alguns produtos obtidos de forma direta ou indireta do milho:

  • Acetato de cálcio e magnésio;
  • Adesivos (colas, pastas, mucilagens, gomas);
  • Álcoois etílico e butílico;
  • Herbicida natural e inseticida;
  • Alumínio;
  • Amido e glucose;
  • Antibióticos (penicilina), aspirina e outros medicamentos;
  • Baterias para veículos;
  • Bebidas gasosas;
  • Óleo comestível.

De acordo com dados da CONAB, o cultivo de milho no Brasil vem crescendo a cada ano, tanto em áreas cultivadas; seja por sistema de plantio direto ou convencional; como em produção, conforme descrito no gráfico abaixo.

Agora que você conheceu a história e origem desse cereal tão importante para a economia e humanidade como um todo, você sabe identificar as doenças do milho por diagnose visual? A proteção da planta é tão importante quanto o seu cultivo, então fique atento!

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