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	<title>diarreia Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>diarreia Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Diarreia Viral Bovina (BVD): sintomas, diagnóstico, controle e prevenção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 13:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[diarreia]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Diarreia Viral Bovina (BVD) é uma enfermidade de grande importância para a pecuária, com impactos diretos sobre a sanidade, a reprodução e a produtividade dos rebanhos leiteiros e de corte. Causada por um vírus do gênero Pestivirus, pertencente à família Flaviviridae, a doença apresenta ampla distribuição e pode se manifestar de diferentes formas, incluindo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Diarreia Viral Bovina (BVD)</strong> é uma enfermidade de grande importância para a pecuária, com impactos diretos sobre a sanidade, a reprodução e a produtividade dos rebanhos leiteiros e de corte. Causada por um vírus do gênero <i>Pestivirus</i>, pertencente à família <i>Flaviviridae</i>, a doença apresenta ampla distribuição e pode se manifestar de diferentes formas, incluindo quadros graves como a <strong>Doença das Mucosas</strong>.</p>
<p>Apesar do nome, os efeitos da BVD não se limitam à ocorrência de diarreia ou às alterações do trato gastrointestinal. A infecção também está associada a <strong>comprometimento respiratório, imunossupressão e falhas reprodutivas</strong>, como repetição de cio, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aborto-em-vacas-leiteiras/">abortos</a></strong>, natimortalidade, malformações congênitas e nascimento de bezerros persistentemente infectados (PI).</p>
<p>A presença dos animais PI merece atenção especial, pois eles podem eliminar o vírus continuamente e contribuir para sua disseminação no rebanho. Por isso, compreender <strong>como a BVD é transmitida, quais são suas principais manifestações e como realizar seu diagnóstico, controle e prevenção</strong> é fundamental para reduzir os impactos da doença nos sistemas de produção.</p>
<h2>O que é a Diarreia Viral Bovina (BVD)?</h2>
<p>Para compreender por que a BVD pode se manifestar de formas tão distintas no rebanho, é importante observar algumas características do vírus. O BVDV possui material genético constituído por <strong>RNA de fita simples</strong> e polaridade positiva, além de apresentar elevada variabilidade antigênica, característica que contribui para a diversidade entre as cepas circulantes.</p>
<p>Com base em características genéticas e antigênicas, o BVDV pode ser dividido em dois genótipos, <strong>BVDV-1 e BVDV-2</strong>, ambos já identificados no Brasil. Essa diferenciação possui importância prática, pois interfere na resposta imune e deve ser considerada nos métodos diagnósticos e nas estratégias de controle da infecção.</p>
<p>Além da classificação genética, o vírus também apresenta cepas <strong>citopáticas e não citopáticas</strong>. As cepas citopáticas estão relacionadas à ocorrência da Doença das Mucosas, enquanto as não citopáticas estão associadas às manifestações clássicas da BVD, incluindo alterações reprodutivas e o nascimento de animais persistentemente infectados.</p>
<p>Essa diversidade contribui para a ampla variabilidade clínica da BVD e para a complexidade do seu controle</p>
<h2>Como a BVD é transmitida?</h2>
<p>A transmissão do BVDV pode ocorrer de forma <strong>horizontal ou vertical</strong>, e essa diferença é fundamental para compreender como o vírus se mantém dentro do rebanho.</p>
<p>Na <strong>transmissão horizontal</strong>, o animal entra em contato com partículas virais por meio da ingestão, inalação ou via sexual. Após penetrar no organismo, o vírus se replica inicialmente nas células epiteliais e no tecido linfóide da boca e da faringe, podendo depois se disseminar para outras regiões, como vias respiratórias, glândulas salivares e linfonodos. Os animais infectados eliminam o vírus principalmente por secreções nasais, saliva e urina, favorecendo a contaminação de outros bovinos.</p>
<p>Embora a transmissão horizontal clássica ocorra por secreções, touros jovens infectados durante a puberdade podem desenvolver uma condição intrigante: o vírus pode se alojar de forma persistente apenas nos testículos, protegido pela barreira hematotesticular contra o sistema imune do próprio animal. Esse touro (que não é um PI) testará negativo nos exames de sangue tradicionais, mas eliminará o vírus continuamente no sêmen por anos, tornando-se uma fonte silenciosa de contaminação em programas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira/">inseminação</a></strong> ou monta natural.</p>
<p>Já a <strong>transmissão vertical</strong> ocorre quando o vírus atravessa a placenta e infecta o feto durante a gestação. Esse mecanismo tem grande importância na epidemiologia da BVD, pois pode levar ao nascimento de animais persistentemente infectados, que passam a exercer papel central na manutenção e disseminação do vírus no rebanho.</p>
<h2>Animais persistentemente infectados (PI): qual a sua importância na BVD?</h2>
<p>Os <strong>animais persistentemente infectados (PI)</strong> desempenham papel central na manutenção do BVDV no rebanho. Sua origem está relacionada à infecção fetal entre <strong>40 e 120 dias de gestação</strong>, período em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. Nessa fase, o feto pode tornar-se imunotolerante ao vírus e, caso sobreviva à gestação, nascer persistentemente infectado.</p>
<p>Esses animais passam a <strong>eliminar o vírus continuamente e em grandes quantidades ao longo da vida</strong>, favorecendo sua disseminação entre os demais bovinos e contribuindo para a manutenção da infecção na propriedade.</p>
<p>Por essa razão, a presença de animais PI representa um importante desafio sanitário, e sua <strong>identificação e remoção do rebanho</strong> são fundamentais para as estratégias de controle da BVD.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=bvd" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os sinais clínicos da BVD?</h2>
<p>As manifestações clínicas da <strong>Diarreia Viral Bovina</strong> podem variar em apresentação e gravidade. Entre os quadros mais severos está a <strong>Doença das Mucosas</strong>, que, em sua forma aguda, pode evoluir rapidamente e levar o animal ao óbito.</p>
<p>Nesse quadro, as principais lesões acometem o trato gastrointestinal e respiratório superior. Podem ocorrer úlceras erosivas e hemorrágicas no focinho, boca, gengivas, lábios, língua e esôfago, com possibilidade de evolução para áreas de necrose. Lesões também podem ser observadas na vulva, nos tetos e entre os cascos. Clinicamente, os animais podem apresentar febre, apatia, perda de apetite, desidratação, hipersalivação, corrimento nasal, tosse e diarreia, inclusive com presença de sangue.</p>
<p>Outro aspecto importante da infecção aguda é a <strong>imunossupressão transitória</strong>, que aumenta a vulnerabilidade dos bovinos a infecções secundárias, especialmente entéricas e respiratórias. Dessa forma, a ação do BVDV pode contribuir para o agravamento do quadro sanitário do animal.</p>
<p>A imunossupressão induzida pelo BVDV ocorre principalmente devido à replicação viral em linfócitos T e B e macrófagos, mediada pelo receptor celular CD46. Esse processo culmina na apoptose celular via ativação da caspase-9 em órgãos linfoides essenciais, como o timo e as placas de Peyer. Clinicamente, esse estado imunodepressivo atua como um facilitador sinérgico para outros patógenos.</p>
<p>No trato respiratório, o BVDV reduz a capacidade do hospedeiro de conter infecções secundárias, apresentando um sinergismo devastador com a bactéria Mannheimia (Pasteurella) haemolytica, o que agrava drasticamente os quadros de pneumonia e a ocorrência de &#8220;febre dos transportes&#8221; (<em>shipping fever</em>). Além disso, no âmbito reprodutivo, a co-infecção do BVDV com o protozoário <em>Neospora caninum</em> tem sido frequentemente associada a surtos severos de abortamento em rebanhos leiteiros.</p>
<p>Além da conhecida Doença das Mucosas, cepas altamente virulentas do genótipo BVDV-2 podem causar uma manifestação aguda grave em animais de qualquer idade chamada Síndrome Hemorrágica. O vírus provoca uma queda severa no número de plaquetas (trombocitopenia), levando a sangramentos espontâneos pelo nariz (epistaxe), fezes com sangue vivo, hemorragias na boca e olhos, e sangramento prolongado em feridas ou locais de aplicação de vacinas e medicamentos.</p>
<p>Já na forma crônica da Doença das Mucosas, podem ser observados corrimento nasal e ocular persistente, perda de apetite e de peso, diarreia contínua, laminite, alterações na pelagem e úlceras, principalmente nas regiões oral, perianal e vulvar.</p>
<h2>Quais são os impactos da BVD na reprodução?</h2>
<p>Além das manifestações clínicas, <strong>a Diarreia Viral Bovina pode comprometer significativamente a eficiência reprodutiva do rebanho.</strong> As consequências da infecção variam de acordo com o estágio da gestação em que ocorre o contato com o vírus.</p>
<p>Entre as alterações descritas estão redução das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-concepcao/">taxas de concepção</a></strong>, repetição de cio, abortos, mumificação fetal, natimortalidade e malformações congênitas. A infecção também pode resultar em alterações neurológicas e do desenvolvimento, como microcefalia, hipoplasia ou aplasia cerebelar, incoordenação motora, catarata, atrofia da retina, cegueira e comprometimento do desenvolvimento muscular.</p>
<p>Somado a esses desfechos, <strong>o nascimento de bezerros persistentemente infectados</strong>, abordado anteriormente, reforça a importância da BVD para a saúde reprodutiva e para o controle sanitário do rebanho. Assim, a doença deve ser considerada não apenas diante de manifestações clínicas, mas também na investigação de problemas reprodutivos na propriedade.</p>
<h2>Como é feito o diagnóstico da BVD?</h2>
<p>Diante da diversidade de manifestações da Diarreia Viral Bovina, a confirmação da infecção depende do diagnóstico laboratorial. Para isso, <strong>podem ser utilizadas diferentes amostras, como sangue, leite, fezes, placenta e fetos abortados</strong>, de acordo com a situação investigada.</p>
<p>Em casos submetidos à necropsia, algumas alterações também podem contribuir para a investigação da doença. Entre os achados descritos estão lesões no trato digestivo, como <strong>úlceras no esôfago, rúmen, omaso e <a href="https://rehagro.com.br/blog/ulcera-de-abomaso/">abomaso</a>, além de necrose das placas de Peyer</strong>. Alterações associadas à infecção transplacentária também podem ser observadas.</p>
<p>A confirmação laboratorial pode ser realizada por métodos como <strong>isolamento viral, imuno-histoquímica, ELISA e PCR</strong>. Entre eles, o PCR é amplamente utilizado para a detecção do BVDV em rebanhos leiteiros devido à sua elevada sensibilidade.</p>
<p>Para a detecção de animais PI no rebanho, o exame de PCR em amostras de leite de tanque ou soro sanguíneo em pool (mistura de amostras de vários animais) é uma ferramenta excelente e de baixo custo para triagem inicial. Caso o resultado do grupo seja positivo, o passo seguinte consiste em testar os animais individualmente utilizando o teste de ELISA de captura de antígeno (Erns) em amostras de soro ou através do teste de imunohistoquímica em pequenos fragmentos de pele (biópsia de orelha/brinco), permitindo a identificação exata e eliminação do animal persistente.</p>
<p>Mais do que confirmar a presença do vírus, o diagnóstico tem papel importante na definição das medidas sanitárias adotadas na propriedade, especialmente por contribuir para a <strong>identificação dos animais persistentemente infectados (PI)</strong>, fundamentais para a estratégia de controle da BVD</p>
<h2>Como controlar e prevenir a BVD no rebanho?</h2>
<p>Como não existe tratamento específico para a Diarreia Viral Bovina, o controle da doença depende da adoção conjunta de medidas capazes de reduzir a circulação do vírus no rebanho. Entre as principais estratégias estão a vacinação, a identificação e remoção dos animais persistentemente infectados (PI) e o fortalecimento das medidas de biosseguridade.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-em-bezerros/">vacinação</a></strong> desempenha papel importante na prevenção da BVD, contribuindo para a proteção do rebanho e para a redução da transmissão transplacentária. As vacinas disponíveis no mercado geralmente incluem antígenos de outros agentes relacionados a enfermidades respiratórias e reprodutivas, como IBR e Parainfluenza-3. A escolha deve considerar aspectos como composição, associação com outros agentes, custo e protocolo de aplicação.</p>
<p>Entretanto, <strong>a vacinação não deve ser utilizada como única estratégia de controle</strong>. A identificação e remoção dos animais PI são essenciais para diminuir a disseminação do BVDV na propriedade. Em rebanhos com histórico positivo para a doença,</p>
<p>As medidas de biosseguridade complementam esse controle, especialmente por reduzirem o risco de introdução do vírus no rebanho. Entre elas estão a testagem dos animais antes da entrada na propriedade, a quarentena e o controle do trânsito de bovinos. Além disso, condições adequadas de nutrição, higiene, manejo e bem-estar contribuem para reduzir fatores de risco relacionados à doença.</p>
<p>Dessa forma, o controle da BVD deve ser entendido como uma estratégia sanitária integrada, na qual vacinação, diagnóstico e biosseguridade atuam de maneira complementar para reduzir a manutenção e a disseminação do vírus no rebanho</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A Diarreia Viral Bovina (BVD) representa um importante <strong>desafio sanitário</strong> devido à diversidade de manifestações clínicas, aos impactos reprodutivos e à capacidade de manutenção do vírus dentro do rebanho.</p>
<p>Entre os principais pontos de atenção estão os animais persistentemente infectados (PI), que favorecem a disseminação do BVDV e tornam o controle da doença dependente de medidas integradas. Por isso, vacinação, diagnóstico, remoção de PI e biosseguridade devem atuar de forma complementar.</p>
<p>A adoção dessas estratégias contribui para reduzir perdas produtivas e reprodutivas e para fortalecer a sanidade do rebanho, tornando o controle da BVD parte essencial do planejamento sanitário da propriedade.</p>
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<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23083" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg" alt="Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/bruna-maeda-150x48.jpg 150w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 10pt;">Importance of Viral Disease in Dairy Cow Fertility &#8211; PMC. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7104734/</span></li>
</ul>
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		<title>Acidose metabólica em bezerras com diarreia: qual o papel do D-lactato?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 13:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[diarreia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A diarreia neonatal é uma das enfermidades mais frequentes na criação de bezerras leiteiras e está diretamente associada à perda intensa de água e eletrólitos. Como consequência, esses animais frequentemente desenvolvem desidratação e alterações metabólicas importantes, especialmente a acidose metabólica. Dentro desse processo, o D-lactato exerce papel relevante no agravamento das alterações metabólicas observadas em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A diarreia neonatal é uma das enfermidades mais frequentes na criação de bezerras leiteiras e está diretamente associada à perda intensa de água e eletrólitos. Como consequência, esses animais frequentemente desenvolvem desidratação e alterações metabólicas importantes, especialmente a acidose metabólica.</p>
<p>Dentro desse processo, o <strong>D-lactato</strong> exerce papel relevante no agravamento das alterações metabólicas observadas em bezerras com diarreia. O acúmulo dessa substância no sangue está relacionado a sinais clínicos associados à depressão do comportamento e do sistema nervoso, frequentemente observados em animais com quadros mais severos.</p>
<p>Por isso, compreender como o D-lactato é produzido e como ele interfere no organismo ajuda a entender por que <strong>a hidratação adequada não deve ser vista apenas como reposição de líquidos</strong>, mas como parte essencial da correção das alterações metabólicas.</p>
<p>Ao longo deste texto, vamos abordar de forma objetiva como o D-lactato é produzido, por que ele se acumula no organismo das bezerras, quais sinais clínicos estão associados a esse processo e por que a correção da desidratação e da acidose é tão importante para a recuperação dos animais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44407 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras.webp" alt="Bezerra com episódios de diarreia" width="566" height="378" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras.webp 566w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-300x200.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-370x247.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-270x180.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 566px) 100vw, 566px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Bezerra com episódios de diarreia. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Como a diarreia leva à acidose metabólica?</h2>
<p>O quadro de diarreia é caracterizado pela perda intensa de água e eletrólitos importantes, como sódio, potássio, cloreto e outros componentes fundamentais para a manutenção do equilíbrio hidroeletrolítico do organismo.</p>
<p>Durante muito tempo, acreditava-se que a acidose metabólica observada nesses animais estivesse relacionada principalmente à <strong>perda de bicarbonato pelas fezes</strong>. Embora esse mecanismo também contribua, de certa forma, para o quadro, atualmente sabe-se que a fisiopatologia da doença é ainda mais complexa.</p>
<p>Em paralelo, ocorre aumento da produção de ácidos orgânicos, especialmente o D-lactato. Esse aumento pode estar relacionado à fermentação de carboidratos não absorvidos no trato gastrointestinal pelas bactérias intestinais. Isso acontece porque os patógenos envolvidos na diarreia comprometem a absorção intestinal, muitas vezes por meio da atrofia das vilosidades intestinais, como ocorre na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/">criptosporidiose</a></strong>.</p>
<p>Nesse cenário, a capacidade do organismo em eliminar metabólitos ácidos também fica prejudicada. Como consequência, a bezerra desenvolve <strong>desidratação progressiva e redução da perfusão tecidual e renal</strong>. O acúmulo de D-lactato na circulação contribui diretamente para o agravamento da acidose metabólica, condição caracterizada pela redução do pH sanguíneo devido ao excesso de substâncias ácidas no organismo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44408 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-1.webp" alt="Diarreia neonatal em bezerra leiteira" width="700" height="525" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-1.webp 700w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-1-300x225.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-1-370x278.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-1-270x203.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-1-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Diarreia neonatal. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>D-lactato e L-lactato: qual a diferença?</h2>
<p>O ácido láctico pode existir em duas formas: <strong>L-lactato e D-lactato</strong>. Ambos são compostos fisiológicos, mas diferem quanto à origem, ao metabolismo e à relevância clínica em bezerras com diarreia.</p>
<p>O <strong>L-lactato</strong> é mais conhecido na rotina clínica e está associado ao metabolismo energético dos mamíferos. Ele pode aumentar em situações de baixa oxigenação tecidual, hipoperfusão ou maior atividade metabólica, sendo produzido pelas próprias células do organismo.</p>
<p>Já o <strong>D-lactato</strong> tem origem predominantemente gastrointestinal. Em bezerras com diarreia, ele é produzido principalmente pela fermentação bacteriana de carboidratos que não foram adequadamente digeridos ou absorvidos no intestino delgado. Esses substratos chegam ao intestino grosso e favorecem a produção de ácidos orgânicos, incluindo o D-lactato.</p>
<p>Além da produção intestinal, o D-lactato também pode ser formado no retículo-rúmen quando há falha no reflexo da goteira esofágica. Nessa situação, leite, sucedâneo ou soluções ricas em carboidratos podem alcançar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> em vez de seguirem diretamente para o abomaso, sofrendo fermentação bacteriana. Esse quadro tende a ocorrer principalmente em bezerras com “<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/beber-ruminal-em-bezerras-leiteiras/">beber ruminal</a></strong>” ou aquelas submetidas à alimentação forçada.</p>
<p>Embora o organismo consiga metabolizar e excretar parte do D-lactato, sua produção pode superar a capacidade de eliminação, especialmente em animais desidratados. Quando isso ocorre, há <strong>acúmulo na circulação</strong>, contribuindo para a acidose metabólica e para sinais clínicos neurológicos característicos, como depressão, fraqueza e ataxia.</p>
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<h2>Como o D-lactato interfere no organismo da bezerra?</h2>
<p>Quando o D-lactato se acumula na circulação, ele contribui para o agravamento da acidose metabólica e interfere diretamente no estado clínico da bezerra.</p>
<p>Essa substância pode <strong>afetar o sistema nervoso central</strong>, pois interfere no metabolismo do piruvato e compromete a produção de energia nos neurônios. Como o D-lactato é um substrato pouco eficiente para geração energética, seu acúmulo contribui para alterações neurológicas como depressão, fraqueza, ataxia e dificuldade de permanecer em estação.</p>
<p>Na prática clínica, bezerras com aumento importante de D-lactato podem parecer “bêbadas”, com <strong>postura instável, cabeça baixa, orelhas caídas, reflexos reduzidos e maior tendência ao decúbito</strong>. Em quadros mais graves, também pode ocorrer redução ou ausência do reflexo de sucção, dificultando ainda mais a ingestão de leite e a correção espontânea do desequilíbrio.</p>
<p>Por isso, reconhecer esses sinais é fundamental. Eles indicam que a diarreia já deixou de ser apenas um problema intestinal e passou a gerar repercussões sistêmicas importantes, exigindo intervenção rápida para corrigir desidratação, acidose e acúmulo de metabólitos ácidos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44409 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-2.webp" alt="Bezerra leiteira desidratada" width="382" height="240" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-2.webp 382w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-2-300x188.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-2-370x232.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-2-270x170.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 382px) 100vw, 382px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Bezerra em grau severo de desidratação. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<h2>Por que a hidratação é tão importante nesses casos?</h2>
<p>A hidratação de bezerras com diarreia não deve ser vista apenas como uma forma de repor a água perdida nas fezes. Na prática, a fluidoterapia desempenha papel fundamental na <strong>correção das alterações metabólicas</strong> associadas à doença, especialmente da acidose metabólica e do aumento das concentrações de D-lactato.</p>
<p>Com a desidratação, ocorre redução da perfusão tecidual e renal, comprometendo a capacidade do organismo em eliminar metabólitos ácidos pela urina. Como consequência, o D-lactato tende a se acumular ainda mais na circulação, agravando os sinais clínicos observados nas bezerras diarreicas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44410 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-3.webp" alt="Fluidoterapia intravenosa de uma vaca" width="500" height="666" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-3.webp 500w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-3-225x300.webp 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-3-370x493.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/acidose-metabolica-bezerras-3-270x360.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fluidoterapia intravenosa de uma vaca em lactação. Fonte: Acervo Rehagro</span></p>
<p>Nesse contexto, a fluidoterapia contribui para a melhora da circulação sanguínea e da perfusão renal, favorecendo a excreção do D-lactato e de outros metabólitos envolvidos na acidose.</p>
<p>Além disso, a composição das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/soro-para-bezerros-e-seus-beneficios/">soluções eletrolíticas</a></strong> merece atenção, já que seus componentes são importantes para restaurar o equilíbrio hidroeletrolítico e auxiliar na correção da acidemia.</p>
<p>As soluções contendo sódio, por exemplo, são essenciais para restaurar o volume do fluido extracelular, uma vez que a água acompanha o sódio no organismo. Além disso, agentes alcalinizantes, como acetato, propionato ou bicarbonato, auxiliam na correção da acidose metabólica.</p>
<p>Por fim, componentes que fornecem energia ao animal ajudam a minimizar o balanço energético negativo frequentemente presente em bezerras com diarreia.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A diarreia neonatal em bezerras vai <strong>muito além da perda de líquidos pelas fezes</strong>. As alterações hidroeletrolíticas e metabólicas desencadeadas pela doença, especialmente o aumento das concentrações de D-lactato, possuem impacto direto sobre o estado clínico dos animais e ajudam a explicar sinais como depressão, fraqueza, ataxia e redução do reflexo de sucção.</p>
<p>Compreender a participação do D-lactato na fisiopatologia da acidose metabólica permite interpretar a hidratação de forma mais estratégica, não apenas como reposição de água, mas como uma ferramenta essencial para restaurar o equilíbrio metabólico, favorecer a eliminação de metabólitos ácidos e melhorar a recuperação clínica das bezerras.</p>
<p>Dessa forma, o reconhecimento precoce dos sinais clínicos e a correção adequada da desidratação e da acidose são fundamentais para reduzir a gravidade dos quadros e aumentar as chances de recuperação dos animais.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre acidose metabólica</h2>
<h3>O que causa acidose metabólica em bezerras com diarreia?</h3>
<p>A principal causa é a perda de bicarbonato pelas fezes associada ao acúmulo de ácidos orgânicos, incluindo o D-lactato.</p>
<h3>O que é D-lactato?</h3>
<p>É um composto produzido por bactérias intestinais que pode se acumular em bezerras com diarreia e contribuir para sinais neurológicos e depressão clínica.</p>
<h3>Toda bezerra com diarreia desenvolve acidose metabólica?</h3>
<p>Não necessariamente. A gravidade depende da intensidade da diarreia, do grau de desidratação e das alterações metabólicas associadas.</p>
<h3>Como prevenir a acidose metabólica em bezerras?</h3>
<p>A prevenção envolve colostragem adequada, manejo sanitário eficiente, diagnóstico precoce da diarreia e protocolos corretos de hidratação e reposição eletrolítica.</p>
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<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 10pt;">LORENZ, I.; GENTILE, A. D-lactic acidosis in neonatal ruminants. <i>Veterinary Clinics of North America: Food Animal Practice</i>, Philadelphia, v. 30, n. 2, p. 317–331, 2014. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24980724/. Acesso em: 18 abr. 2026</span></li>
</ul>
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		<title>Rotavírus em bezerras leiteiras: sintomas, controle e prevenção</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/rotavirus-em-bezerras-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 13:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[diarreia]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entre os agentes infecciosos mais relevantes que causam diarreia em bezerras, o rotavírus bovino (BRV) destaca-se pela alta prevalência em bezerras com menos de 30 dias de vida, frequentemente associado a surtos em rebanhos leiteiros. Estima-se que a prevalência global varie entre 20% e 60% em amostras de fezes de bezerros com diarreia, com maior [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os agentes infecciosos mais relevantes que causam diarreia em bezerras, o <strong>rotavírus bovino (BRV)</strong> destaca-se pela alta prevalência em bezerras com menos de 30 dias de vida, frequentemente associado a surtos em rebanhos leiteiros. Estima-se que a prevalência global varie entre <strong>20% e 60% em amostras de fezes de bezerros com diarreia</strong>, com maior incidência na primeira semana de vida (Geletu et al., 2021).</p>
<p>Esse vírus pertence à família <i>Reoviridae</i>, apresenta genoma segmentado de RNA fita dupla e grande diversidade genética, sendo os grupos A, B e C os mais associados à doença em bovinos, com predominância do grupo A (Torres-Medina et al., 1985; Geletu et al., 2021).</p>
<p>Neste artigo, serão abordados de forma detalhada os <strong>aspectos etiológicos do rotavírus bovino</strong>, seus <strong>mecanismos patofisiológicos</strong> na indução da diarreia e as principais estratégias de <strong>controle e prevenção</strong> aplicáveis em sistemas de produção de leite.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Etiologia do rotavírus em bezerras</h2>
<p>O<strong> rotavírus bovino (BRV)</strong> é um vírus não envelopado da família <i>Reoviridae</i>, com genoma composto por 11 segmentos de RNA fita dupla, responsáveis pela codificação de seis proteínas estruturais (VP1 a VP4, VP6 e VP7) e seis não estruturais (NSP1 a NSP6).</p>
<p>Essa estrutura segmentada confere ao agente <strong>alta capacidade de variabilidade genética</strong> por meio de mutações e eventos de rearranjo (do inglês <em>reassortment</em>), contribuindo para a diversidade de cepas circulantes em bovinos e outros hospedeiros.</p>
<p>A classificação do rotavírus é baseada na proteína VP6, altamente antigênica, que permite a distinção em <strong>sete grupos principais (A–G)</strong>, além de grupos emergentes. Entre esses, o grupo A é o mais prevalente em bezerros e está associado à maioria dos casos clínicos de diarreia neonatal, embora os grupos B e C também possam ser detectados em campo.</p>
<p>A transmissão do BRV ocorre predominantemente pela <strong>via fecal-oral</strong>, sendo a principal fonte de infecção as fezes de animais infectados.</p>
<p>Bezerras são particularmente suscetíveis nas primeiras semanas de vida, devido à <strong>imaturidade imunológica</strong> e à dependência de imunidade passiva conferida pelo colostro (Foster &amp; Smith, 2009). Além disso, a elevada resistência ambiental do vírus facilita a ocorrência de surtos em propriedades leiteiras.</p>
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<h2>Patofisiologia da infecção por rotavírus</h2>
<p>O rotavírus apresenta <strong>tropismo pelos enterócitos maduros da borda em escova do intestino delgado</strong>, principalmente no jejuno e íleo.</p>
<p>Após a ingestão do vírus, a partícula viral é ativada por enzimas proteolíticas do trato gastrointestinal, como a tripsina, o que aumenta a infectividade e facilita a penetração viral nas células epiteliais.</p>
<h3>Lesão das vilosidades</h3>
<p>A replicação viral ocorre no citoplasma dos enterócitos, resultando em alterações metabólicas e subsequente <strong>descamação das células infectadas para o lúmen intestinal.</strong> Esse processo leva à <strong>atrofia e fusão de vilosidades</strong>, substituídas por células imaturas de origem criptal, que são funcionalmente incapazes de realizar absorção e digestão adequadas (Torres-Medina et al., 1985).</p>
<h3>Diarreia osmótica e malabsortiva</h3>
<p>A perda de enterócitos maduros implica em queda acentuada da atividade de enzimas digestivas, como as dissacaridases, resultando no acúmulo de lactose e outros carboidratos não digeridos no lúmen intestinal. Esse conteúdo sofre fermentação bacteriana, elevando a <strong>pressão osmótica intraluminal</strong> e agravando a diarreia.</p>
<h3>Papel da proteína NSP4</h3>
<p>Além da ação destrutiva direta, a proteína NSP4 do rotavírus atua como uma enterotoxina viral, promovendo alterações na homeostase do cálcio intracelular e estimulando secreção de água e eletrólitos para o lúmen intestinal. Dessa forma, o mecanismo da diarreia por rotavírus é misto, combinando fatores malabsortivos e secretórios (Gomez &amp; Weese, 2017).</p>
<h3>Consequências sistêmicas</h3>
<p>O resultado final desses processos é a ocorrência de <strong>diarreia aquosa, desidratação e acidose metabólica</strong>, frequentemente agravadas por coinfecções com <i>E. coli</i> enterotoxigênica ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/"><i>Cryptosporidium parvum</i></a></strong>. A intensidade do quadro clínico depende do equilíbrio entre a destruição epitelial, a resposta imune do hospedeiro e a pressão de infecção ambiental (Torres-Medina et al., 1985; Geletu et al., 2021).</p>
<h2>Controle e prevenção do rotavírus em bezerras</h2>
<p>O controle da rotavirose em bezerras depende sobretudo da <strong>redução da pressão de infecção no ambiente</strong>, já que o vírus apresenta alta resistência, podendo permanecer viável por um período acentuado. Dessa forma, a manutenção de instalações limpas, secas, bem ventiladas e com baixa densidade animal, associada ao uso de utensílios rigorosamente higienizados para o fornecimento de leite e água, é determinante para evitar surtos.</p>
<p>As medidas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/">biosseguridade</a></strong>, como o controle do trânsito de pessoas e equipamentos entre maternidade e bezerreiros, complementam esse manejo ambiental, sendo fundamentais para conter a disseminação viral. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/">colostragem</a></strong> adequada e a vacinação de vacas secas contra rotavírus reforçam a proteção das bezerras ao garantir maior imunidade passiva no período de maior susceptibilidade.</p>
<h2>Como realizar o tratamento?</h2>
<p>O tratamento da diarreia causada por rotavírus é essencialmente de <strong>suporte</strong>, uma vez que não existem antivirais específicos. A prioridade é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/soro-para-bezerros-e-seus-beneficios/">fluidoterapia oral</a> ou intravenosa</strong>, ajustada conforme o grau de desidratação e acidose metabólica. Soluções eletrolíticas com glicose favorecem a absorção de sódio e energia, auxiliando na recuperação.</p>
<p>O fornecimento contínuo de leite não deve ser interrompido, pois contribui para o aporte nutricional e energético. Antimicrobianos não são indicados rotineiramente, mas podem ser utilizados em situações de coinfecções bacterianas ou septicemia. Medidas de suporte, como o uso de probióticos, podem auxiliar na restauração da microbiota intestinal.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A rotavirose é uma das causas mais frequentes de <strong>diarreia neonatal em bezerras leiteiras</strong>, resultando em elevada morbidade e impacto econômico significativo para os sistemas de produção.</p>
<p>O vírus atua de forma direta sobre os enterócitos maduros do intestino delgado, levando à<strong> atrofia de vilosidades, má absorção e diarreia osmótica</strong>, potencializada pela ação enterotoxigênica da proteína NSP4. O resultado é um quadro de <strong>diarreia aquosa, desidratação e acidose metabólica</strong>, frequentemente agravado por coinfecções bacterianas e protozoárias.</p>
<p>O manejo ambiental e a biosseguridade devem ser entendidos como os pilares da prevenção, reduzindo drasticamente a pressão de infecção no rebanho. Associadas a essas práticas, a colostragem adequada e a vacinação de vacas secas contra rotavírus funcionam como ferramentas adicionais para reforçar a imunidade das bezerras nos primeiros dias de vida.</p>
<p>Embora não haja tratamento específico, <strong>a fluidoterapia e o suporte nutricional são fundamentais para a recuperação clínica</strong> e para evitar complicações fatais.</p>
<p>Dessa forma, compreender os mecanismos etiológicos, patofisiológicos e preventivos da rotavirose permite ao médico veterinário adotar medidas eficazes de controle, contribuindo não apenas para a redução da mortalidade neonatal, mas também para a preservação do potencial produtivo das futuras vacas leiteiras.</p>
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		<title>Salmonelose bovina: impactos na saúde animal e como proteger seu rebanho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2024 11:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[diarreia]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os bezerros podem ser infectados por uma variedade de sorotipos de Salmonella dentro de horas e dias após o seu nascimento, e as consequências desta exposição podem ser variáveis, a depender do equilíbrio entre a imunidade do hospedeiro, a virulência do patógeno e também “dose” de exposição ao patógeno. Ao longo deste texto vamos desvendar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os bezerros podem ser infectados por uma variedade de sorotipos de <i><strong>Salmonella</strong> </i>dentro de horas e dias após o seu nascimento, e as consequências desta exposição podem ser variáveis, a depender do equilíbrio entre a imunidade do hospedeiro, a virulência do patógeno e também “dose” de exposição ao patógeno.</p>
<p>Ao longo deste texto vamos desvendar <strong>um dos agentes mais comuns associados à diarreia</strong>, discutir suas características, fisiopatologia e cuidados para reduzirmos os riscos a gravidades dos quadros nas bezerras.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Conhecendo o agente etiológico</h2>
<p>O gênero <i>Salmonella </i>é uma bactéria gram-negativa, intracelular facultativa, anaeróbia e anaeróbia facultativa, pertencente à família Enterobacteriaceae. Possui ótima faixa de crescimento em temperatura entre 35º a 37º C e pH entre 6,5 e 7,5.</p>
<p>Existem 2.579 sorovares de <i>Salmonella </i>spp., sendo os com maiores responsáveis pela salmonelose em bezerros os sorotipos <strong><i>S. Typhimurium </i>e <i>S. Dublin</i></strong><i><strong>.</strong> </i></p>
<p>A prevalência dos sorovares variam dependendo das localidades, dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/">manejos sanitários</a></strong> realizados, medidas de higiene definidas, localização e variações ambientais e individuais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45981 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose.webp" alt="Bezerra com quadro clínico de diarreia" width="700" height="631" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose.webp 700w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-300x270.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-370x334.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-270x243.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-333x300.webp 333w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Bezerra com quadro clínico de diarreia. Fonte: Maria Fernanda Faria</span></p>
<p>A <i>Salmonella </i>é isolada comumente em surtos de diarreia, em especial a <i>Salmonella Dublin, </i>em unidades de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/criacao-de-bezerras-leiteiras-e-seus-desafios/">criação de bezerros</a></strong>, onde estes são comprados de diferentes fontes. Durante surtos de salmonelose, não é incomum encontrar entre 70 a 80% dos bezerros eliminando a bactéria.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como ocorre a infecção por <i>Salmonella</i>?</h2>
<p>A principal rota de infecção é por meio da <strong>transmissão fecal-oral</strong>, no entanto, já foram identificadas outras rotas de infecção como a mucosa do trato respiratório superior e da conjuntiva.</p>
<p>Após a ingestão, a <i>Salmonella </i>irá <strong>colonizar o trato intestinal</strong> e invade por meio das células M (células especializadas nos tecidos linfoides intestinal) os enterócitos e tecido linfóide tonsilar.</p>
<p>Por meio deste último, a <i>Salmonella </i>ganha entrada nos fagócitos mononucleares e rapidamente são disseminados pelo corpo, a capacidade de infectar os bezerros por meio das tonsilas já foi observado em experimentos, e foi isolada do tecido dentro de 3 horas após infecção.</p>
<p>Os mecanismos básicos de virulência incluem:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Habilidade de invadir a mucosa intestinal;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Multiplicação nos tecidos linfóides;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Evasão do sistema de defesa do hospedeiro, levando a doença de forma sistêmica.</li>
</ul>
<p>A diarreia associada a salmonelose é <strong>mediada pela resposta inflamatória à infecção</strong>, existindo uma correlação positiva entre a severidade das lesões histopatológicas detectadas na mucosa do íleo e o volume de secreção de fluido.</p>
<p>A liberação das endotoxinas, prostaglandinas e citocinas pró-inflamatórias (interleucinas e fator de necrose α) também promovem aumento da permeabilidade vascular e hipersecreção.</p>
<p>A descamação das células epiteliais intestinais leva a hemorragia aguda, produção de fibrina, má digestão e má absorção.</p>
<p>O estado hiperosmótico resultante dentro do lúmen do intestino atrai o líquido para o trato intestinal, contribuindo para uma perda de água, sódio, potássio e bicarbonato. Danos na mucosa também contribuem para a perda de proteínas, resultando em hipoproteinemia.</p>
<p>Alguns sorovares como <i>S. Dublin </i>e algumas cepas de <i>S. Typhimurium </i>possuem como característica de virulência um plasmídeo que carrega um gene SpV, que promove a sobrevivência da <i>Salmonella </i><span style="font-weight: 400;">nos macrófagos. Associado a isso, a capacidade de sobreviver intracelularmente dentro das células reticuloendoteliais de fígado e baço, gânglios linfáticos e macrófagos contribuem para a virulência. </span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=salmonelose" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<h2>Sinais clínicos da salmonelose</h2>
<p>Em relação às características da infecção, a <i>Salmonella </i>é um agente invasivo, associado a severas lesões de mucosa, infecção dos linfonodos e <strong>pode resultar em um quadro de septicemia nos bezerros</strong>.</p>
<p>As fezes podem ter:</p>
<ul>
<li>Leve redução do volume;</li>
<li>Odor desagradável;</li>
<li>Presença de sangue;</li>
<li>Rajadas de fibrina;</li>
<li>Presença de muco.</li>
</ul>
<p>Ao contrário da maioria dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/">outros patógenos associados à diarreia</a></strong>, a salmonelose é comumente associada a febre, anorexia, depressão e pode ou não ser concomitante à desidratação.</p>
<p>Outras lesões podem ser observadas durante o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/">exame <i>post mortem</i></a></strong> e nestas se incluem <strong>congestão pulmonar e hemorragias na submucosa e subserosa</strong>, presença de petéquias em vários órgãos, incluindo intestinos e coração.</p>
<p>Podem ser identificadas inflamação da bexiga urinária e evidências histopatológicas de colecistite, edema de aumento e hemorragia também são observadas nos linfonodos mesentéricos, além disso, erosões na mucosa abomasal podem ser observadas, particularmente em infecções por <i>Salmonella Dublin. </i></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45982 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1.webp" alt="Imagem demonstrando depósitos de fibrina no intestino delgado de bezerros com salmonelose" width="505" height="185" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1.webp 505w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1-300x110.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1-370x136.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-1-270x99.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 505px) 100vw, 505px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Imagem demonstrando depósitos de fibrina no intestino delgado de bezerros com salmonelose. B. Enterite catarral hemorrágica em bezerros com salmonelose. Fonte: Mohler et al., 2009</span></p>
<p>Bezerros morrendo de salmonelose apresentam comumente bacteremia, sendo assim, o isolamento de <i>Salmonella </i>de locais sistêmicos na necropsia fornece evidências robustas de causalidade, além de permitir realizar teste de sensibilidade microbiana, importantes para o tratamento de outros animais.</p>
<p>Se os animais foram sacrificados para necropsia durante uma investigação do rebanho, é mais importante coletar amostras de bezerros durante o estágio agudo da doença.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-45983 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-2.webp" alt="Espessamento da parede abomasal e erosão da mucosa e submucosa" width="270" height="203" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-2.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/salmonelose-2-80x60.webp 80w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Espessamento da parede abomasal e erosão da mucosa e submucosa, que pode ser visto em quadros crônicos de salmonelose em bezerros. Fonte: Mohler et al., 2009</span></p>
<h2>Tratamento da salmonelose</h2>
<p>As principais características clínicas das infecções por <i>Salmonella </i>em bezerras são associadas a <strong>desidratação, desequilíbrios eletrolíticos, endotoxemia e bacteremia</strong>.</p>
<p>O tratamento consiste em r<strong>eposição de fluido e eletrólitos pedidos</strong>, reduzir a cascata inflamatória pelo uso de anti-inflamatórios não esteroidais, e quando necessário antimicrobianos.</p>
<p>Durante um <strong>surto</strong> no rebanho, <strong>a idade dos bezerros afetados deve ser levada em consideração</strong> e instituída de forma profilática de hidratação e eletrólitos, visando prevenir o quadro de desidratação e acidose nas bezerras. É importante fazer o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/soro-para-bezerros-e-seus-beneficios/">fornecimento do soro oral</a></strong> entre os aleitamentos.</p>
<p>Iniciar a fluidoterapia oral no início do curso da doença<span style="font-weight: 400;"> é mais efetivo já que neste momento, as bezerras ainda possuem bom reflexo de sucção. </span></p>
<h2>Controle e prevenção</h2>
<p>Como mencionado anteriormente, três variáveis determinam o efeito das interações hospedeiro-<i>Salmonella: </i>a imunidade do hospedeiro, a “dose” do patógeno e a virulência do patógeno.</p>
<p>Juntamente a isso, as <strong>condições ambientais</strong> também possuem um forte potencial de influenciar os efeitos das três variáveis.</p>
<p>Uma abordagem do controle de doenças já foi definida da seguinte forma:</p>
<ol>
<li>Remover a fonte de infecção do ambiente das bezerras.</li>
<li>Remover as bezerras do ambiente contaminado.</li>
<li>Aumentar a imunidade inespecífica das bezerras.</li>
<li>Aumentar a imunidade específica das bezerras.</li>
<li>Reduzir o estresse.</li>
</ol>
<h3>Fonte de infecção</h3>
<p>A <i>Salmonella </i>pode ser introduzida na fazenda por alimentos contaminados, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/">água</a></strong>, fertilizantes, animais infectados, animais selvagens, insetos, pessoas e equipamentos.</p>
<p>Por isso, o controle da Salmonella envolve um <strong>bom manejo alimentar</strong>, implementação de <strong>boas práticas de criação</strong> que evitem o comprometimento da imunidade das bezerras, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gestao-de-residuos-na-pecuaria-leiteira/">gestão de resíduos</a></strong>, preparação e armazenamento adequado de forragens e alimentos, <strong>bom manejo nutricional e ambiental</strong>.</p>
<h3>Maternidade e seus manejos</h3>
<p>Os bezerros possuem inúmeras oportunidades de serem infectados por <i>Salmonella, </i>eles podem ser expostos, por exemplo, por material fecal da mãe durante o parto quando o bezerro é exposto ao ambiente ou quando estes entram em contato com a parte inferior da vaca quando tentam mamar.</p>
<p>Além disso, a <i>Salmonella </i>pode se proliferar em materiais de cama da baia maternidade onde a presença de umidade, por exemplo, favorece a proliferação.</p>
<p>Para minimizar os riscos de contaminação é importante controlar o tempo em que as vacas permanecem na baia maternidade, escolher o material da cama adequado, ter uma frequência adequada de troca da cama e também reduzir os riscos de exposição, evitando manter as bezerras por longos períodos na baia maternidade.</p>
<h3>Imunidade</h3>
<p>Associado aos manejos na higiene da maternidade, é essencial fornecer de adequada <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/">colostragem</a></strong> aos animais, realizar a devida <strong>cura de umbigo</strong> e associar a vacinação pré-parto das vacas e das bezerras no momento adequado.</p>
<h3>Instalações</h3>
<p>As bezerras devem ser mantidas em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bezerreiro-como-devem-ser-as-instalacoes-para-bezerras-leiteiras/">ambientes limpos, secos e confortáveis</a></strong>, com boa drenagem e que não seja exposto a fezes do gado adulto ou outras formas de infecção.</p>
<h2>Manejo das bezerras doentes com <i>Salmonella</i></h2>
<p>Bezerras doentes <strong>podem liberar 10^9 <i>Salmonella </i>por grama de fezes</strong>, o que amplifica os níveis bacterianos do ambiente, além de contaminar o equipamento e os colaboradores do bezerreiro.</p>
<p>Existem <strong>duas linhas de abordagem</strong> no manejo das bezerras doentes:</p>
<p><strong>1. Retirada rápida das bezerras infectadas para uma baia ou lote de enfermaria para tratamento, visando minimizar a contaminação do ambiente e reduzir o desafio para outras bezerras da área. </strong></p>
<p>A alta prevalência de eliminação da Salmonella é observada em bezerras com 24 horas de idade, com manifestação da doença de 4 a 7 dias de idade, portanto a exposição à salmonela pode ter sido significativa no momento em que as bezerras doentes foram removidas.</p>
<p>Um ponto que pode ser um desafio é o uso de um lote ou baia para animais doentes, que pode ser uma fonte de infecção por patógenos mistos se não houver quarentena rigorosa e medidas apropriadas de procedimentos e gestão dos animais não forem mantidas.</p>
<p><strong>2. Observação de que, no momento em que os bezerros infectados forem identificados, outros bezerros do grupo já foram expostos aos patógenos</strong>.</p>
<p>Portanto, a movimentação de bezerros pode ser contraindicada devido a potencial disseminação da <i>Salmonella.</i></p>
<p>A decisão de mover os bezerros depende do número de bezerros afetados e restrições de espaço, diante de um surto da doença é importante ser capaz de quebrar o ciclo de infecção evitando a colocação de bezerras neonatos ao ambiente contaminado.</p>
<p>Antes de transportar as bezerras doentes é importante considerar a disponibilidade de ambiente limpo. Se o espaço limpo for limitado é interessante preservar essa área para os bezerros neonatos.</p>
<p><strong>A <i>Salmonella </i>é um dos agentes mais prevalentes na casuística da diarreia de bezerras</strong>, diante do seu grande desafio de controle nas propriedades ao redor do mundo, é de grande importância conhecermos mais sobre o agente e entender como ser feito o manejo adequado da imunidade, ambiente e controle das propriedades leiteiras.</p>
<p>Dessa forma, reduzimos os riscos de as bezerras desenvolverem salmonelose, garantindo que estas atinjam seu potencial produtivo esperado no futuro e contribuam para a sustentabilidade do negócio.</p>
<h2>Sanidade forte para proteger seu rebanho e sua rentabilidade</h2>
<p>A salmonelose bovina pode causar sérios prejuízos à saúde do rebanho e à produção de leite.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=salmonelose" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias de prevenção, diagnóstico e manejo que protegem os animais, mantêm a produtividade em alta e garantem mais lucro para a fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=salmonelose" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43763 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="966" height="329" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo.jpg 966w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Criptosporidiose bovina: sintomas, transmissão e como controlar a doença</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jan 2021 13:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[diarreia]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A criptosporidiose bovina é uma das principais causas de diarreia em bezerros nas primeiras semanas de vida. A doença é causada por protozoários do gênero Cryptosporidium e pode provocar desidratação, perda de desempenho e aumento da mortalidade quando não é manejada adequadamente. Além dos impactos sobre os animais, a enfermidade representa um desafio para a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>criptosporidiose bovina</strong> é uma das <strong>principais causas de diarreia em bezerros</strong> nas primeiras semanas de vida. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/">doença</a></strong> é causada por protozoários do gênero <em>Cryptosporidium</em> e pode provocar desidratação, perda de desempenho e aumento da mortalidade quando não é manejada adequadamente.</p>
<p>Além dos impactos sobre os animais, a enfermidade representa um desafio para a fazenda devido à facilidade de disseminação entre os bezerros e à resistência do agente no ambiente.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá como ocorre a transmissão da criptosporidiose, quais são os principais sinais clínicos e quais medidas ajudam a controlar e prevenir novos casos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Agente causador e aspectos clínicos da criptosporidiose bovina</h2>
<p>A criptosporidiose bovina, doença causada pelo protozoário <i>Cryptosporidium parvum</i>, consiste em <strong>uma infecção que ocorre por meio da via oro-fecal, através da ingestão de alimentos e água contaminados por oocistos esporulados do agente.</strong></p>
<p>Quando ingerido, o oocisto esporulado se insere no epitélio intestinal, destruindo-o e causando atrofia das vilosidades. Como consequência, a absorção de nutrientes e eletrólitos se torna prejudicada, resultando em diarreia mal absorvida que pode ser agravada em desidratação quando não identificada e tratada a tempo.</p>
<h3>Patógenos causadores de diarreia em bezerros jovens</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44339 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal.webp" alt="Principais patógenos causadores de diarreia em bezerros" width="561" height="301" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal.webp 561w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-300x161.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-370x199.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-270x145.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Principais patógenos causadores de diarreia em bezerros.</span></p>
<p>Estudos sobre a transmissão natural da criptosporidiose entre vacas e seus bezerros relataram que as vacas eliminavam maior número de oócitos no momento do parto do que nos <a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/"><strong>períodos de pré-parto e pós-parto</strong></a>. Desta forma, há evidências que a infecção dos neonatos ocorre no momento do nascimento.</p>
<p>Animais recém-nascidos infectados com <i>C. parvum </i>tendem a desenvolver diarreia profusa e aquosa, inapetência, letargia, desidratação e, em alguns casos, óbito. O início da diarreia ocorre em torno de 3 &#8211; 4 dias após a ingestão dos oocistos, durando aproximadamente 1 &#8211; 2 semanas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44340 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-1.webp" alt="Exemplos de diarreia em bezerros" width="555" height="150" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-1.webp 555w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-1-300x81.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-1-370x100.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/diarreia-neonatal-1-270x73.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 555px) 100vw, 555px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Exemplo de diarreia de bezerros. (Fonte: Maria Cecília Rabelo, estagiária equipe Leite &#8211; Grupo Rehagro)</span></span></p>
<p>Os oocistos do <i>Cryptosporidium </i>são relativamente estáveis e resistentes no ambiente. Devido a este motivo, já podemos entender qual a importância da higiene do ambiente no controle deste agente infeccioso.</p>
<p>A desinfecção e o vazio sanitário são medidas essenciais para redução da carga de oocistos, além de que, em ambientes abertos, a incidência de radiação solar é uma excelente aliada para o controle do <i>Cryptosporidium</i>.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como controlar e prevenir a criptosporidiose bovina</h2>
<p>A eliminação de oocistos no ambiente ocorre entre 4 e 12 dias após a infecção e se torna desafiadora, pois esta forma infectante é resistente à maioria dos desinfetantes.</p>
<p>Medidas como a remoção frequente das camas e fezes do ambiente, realização de vazio sanitário nas instalações, além da utilização de produtos de desinfecção à base de dióxido de cloro, amônia e peróxido de hidrogênio se mostram eficientes e podem contribuir para a redução da carga de <i>Cryptosporidium </i>no ambiente.</p>
<p>Pequenas doses de oocistos podem resultar em infecções prolongadas com altas cargas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">parasitárias</a></strong>, devido ao fenômeno conhecido como autoinfecção. Nestas situações, o agente infeccioso se replica dentro do hospedeiro e ocasiona reinfecção diretamente, sem precisar sair do organismo do animal.</p>
<p>Esta ocorrência representa um dos motivos que favorecem a permanência do agente no rebanho, e, consequentemente, a sua disseminação em larga escala.</p>
<p><strong>Falhas na higienização do ambiente e no manejo dos animais podem ocasionar surtos de diarreia por criptosporidiose bovina.</strong> Além disso, muitas vezes por falta de informação os produtores não administram o devido tratamento, ou o administram de forma errônea.</p>
<p>Também é importante salientar que muitas das perdas econômicas estão associadas ao uso abusivo e indiscriminado de antibióticos por parte dos criadores, por pensarem se tratar de diarreia bacteriana, ocasionando grande prejuízo econômico e, também, desenvolvimento de resistência bacteriana aos antibióticos utilizados.</p>
<h2>Tratamento da criptosporidiose bovina</h2>
<p>O medicamento de escolha para prevenção e tratamento da criptosporidiose bovina é a <strong>halofuginona</strong>. Seu efeito é criptosporidiostático, atuando sobre o ciclo do parasito impedindo a sua reprodução no hospedeiro.</p>
<p>O ideal é que o tratamento com a halofuginona seja feito por 7 dias consecutivos, observando-se como ponto positivo a redução da eliminação de oocistos e da duração da diarreia.</p>
<p>Assim como em qualquer outro medicamento, é importante se atentar para a dose recomendada &#8211; <strong>2 ml para cada 10 kg de peso vivo, uma vez ao dia, por via oral após a alimentação dos bezerros.</strong></p>
<p>Os fabricantes da halofuginona não recomendam o seu uso em animais que apresentam sinais de diarreia por mais 24 horas, devido ao animal desidratado e comprometido ser mais suscetível à toxicidade do medicamento.</p>
<p>De forma geral, como medida profilática, o medicamento deve ser administrado até 48 horas após o nascimento e, como agente terapêutico, em até 24 horas após o início dos sintomas.</p>
<h2>Considerações sobre a criptosporidiose</h2>
<p>A higienização do ambiente e dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/limpeza-de-utensilios-utilizados-na-alimentacao-de-bezerras/">utensílios utilizados no aleitamento</a></strong>, além da realização de vazio sanitário nas instalações, são etapas essenciais para o controle e prevenção do <i>Cryptosporidium</i>.</p>
<p>Bezerras com criptosporidiose tendem a apresentar diarreia profusa que leva a uma rápida desidratação. A identificação precoce dos sinais clínicos e o tratamento sendo prontamente estabelecido asseguram menores riscos para as bezerras.</p>
<p>Além disso, a coleta de fezes para o diagnóstico laboratorial de criptosporidiose consiste em uma alternativa interessante para maior compreensão dos desafios da propriedade.</p>
<h2>Controle sanitário eficiente para mais saúde e produtividade no rebanho</h2>
<p>A diarreia neonatal, especialmente causada pela criptosporidiose, pode comprometer o desenvolvimento das bezerras e gerar prejuízos expressivos.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=criptosporidiose" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende técnicas de prevenção, manejo e monitoramento que reduzem perdas e garantem animais mais saudáveis e produtivos no futuro.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Soro para bezerros: quando utilizar e quais são os benefícios da reidratação oral</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/soro-para-bezerros-e-seus-beneficios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jul 2018 17:12:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[desidratação]]></category>
		<category><![CDATA[diarreia]]></category>
		<category><![CDATA[hidratação]]></category>
		<category><![CDATA[soro oral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bezerras de todas as idades, quando doentes, apresentam, independente da patologia, alterações fisiológicas e de comportamento que dificultam sua recuperação. A principal alteração é a perda do apetite, com redução na ingestão tanto de água, quanto de alimentos. Com isso, ficam menos resistentes aos desafios. No caso da diarreia, a desidratação é ainda mais grave, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bezerras de todas as idades, quando doentes, apresentam, independente da patologia, alterações fisiológicas e de comportamento que dificultam sua recuperação. A principal alteração é a perda do apetite, com redução na ingestão tanto de água, quanto de alimentos. Com isso, ficam menos resistentes aos desafios.</p>
<p>No caso da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" rel="noopener">diarreia</a>,</strong> a desidratação é ainda mais grave, pois à redução de consumo, soma-se grande perda de líquido nas fezes. A tabela a seguir mostra a perda de água e nutrientes nas fezes de bezerros com diarreia.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44274 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros.webp" alt="Tabela com a excreção diária de bezerros sadios e com diarreia" width="482" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros.webp 482w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-300x192.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-370x237.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-270x173.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-470x300.webp 470w" sizes="auto, (max-width: 482px) 100vw, 482px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Excreção diária de constituintes fecais de bezerros sadios ou com diarreia (Adaptado de Wattiaux, 2000; Criação de novilhas)</span></p>
<p>Na maioria das vezes, <strong>a morte de bezerros com diarreia não é devido à infecção, mas à desidratação</strong>. A partir desta observação, o soro oral torna-se fundamental. Ele irá fornecer não apenas o líquido, mas também diversos minerais e energia para que o animal possa se recuperar.</p>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="2933" data-end="3065">Neste artigo, você entenderá como funciona a reidratação oral, quais são seus benefícios e em quais situações ela pode ser indicada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Formulação do soro para bezerros</h2>
<p>Podem ser utilizadas formulações feitas na fazenda, como mostra o quadro abaixo, ou formulações comerciais.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44275 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-1.webp" alt="Ingredientes do soro para bezerros" width="476" height="122" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-1.webp 476w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-1-300x77.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-1-370x95.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-1-270x69.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 476px) 100vw, 476px" /><span style="font-size: 10pt;">Fórmula para preparação de 4 litros de soro para bezerros. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte:</span><span style="font-size: 10pt;"> Antônio Ultimo de Carvalho e Elias Jorge Facury Filho – EV/UFMG</span></p>
<p>Bezerros desidratados apresentam diversas alterações metabólicas que precisam ser corrigidas para uma melhor recuperação. <strong>Assim, cada um dos ingredientes da formulação tem sua importância e todos devem ser fornecidos na quantidade indicada.</strong></p>
<ul>
<li><strong>Bicarbonato de sódio: </strong>tem como objetivo reduzir o estado de acidose metabólica no qual se encontram bezerros doentes e sem apetite.</li>
<li><strong>Glicose de milho:</strong> a principal função deste ingrediente é ser fonte de energia para o bezerro, que muitas vezes tem deficiência energética por estar ingerindo menor quantidade de alimento. Além disso, a glicose ajuda na absorção de água no intestino. É importante que se use glicose de milho (encontrada em lojas de sorveteiros), pois a substituição por açúcar pode ser muito prejudicial aos bezerros. Como os bezerros não conseguem digerir o açúcar, seu uso irá aumentar a perda de água ao invés de reduzir, além de não fornecer energia por não ser absorvido.</li>
<li><strong>Sal comum:</strong> fonte de sódio, elemento importante na normalização da distribuição de água no organismo e na manutenção do equilíbrio ácido básico.</li>
<li><strong>Cloreto de potássio:</strong> fonte de potássio, principalmente, que é importante na manutenção do equilíbrio ácido básico, assim como o sódio. A perda de potássio nos casos de diarreia é muito grande. Por ser um mineral que participa no transporte de oxigênio e gás carbônico no sangue e também na transmissão de impulsos nervosos, deve ser suplementado no soro.</li>
<li><strong>Água:</strong> a água a ser utilizada deve ser sempre <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">limpa e de boa qualidade</a></strong>, proveniente de fonte de água potável.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>A formulação apresentada deve ser misturada à água somente no momento do fornecimento.</p>
<p>Para facilitar o manejo, principalmente em rebanhos menores, uma dica é colocar em saquinhos plásticos a quantidade de cada ingrediente a ser utilizado por bezerro. Em um pacotinho coloca-se o bicarbonato de sódio, o cloreto de potássio e o sal comum. Em outro, a glicose de milho.</p>
<p>Assim, no momento de fornecer o soro aos bezerros, é só misturar o conteúdo dos dois saquinhos plásticos a 4 litros de água.</p>
<p>É importante separar a glicose de milho, pois quando misturada a outros ingredientes antes de ser colocada na água, a glicose “empedra” e fica difícil dissolvê-la na água.</p>
<p>O soro oral deve ser fornecido em um volume mínimo de 4 litros por bezerro por dia, desde o primeiro dia em que a doença for observada até que o animal esteja curado. Essa quantidade é a mínima necessária para uma bezerra de 50 kg com 8% de desidratação. O volume de soro a ser fornecido deve levar em conta a soma entre:</p>
<ol>
<li>A quantidade de água que já foi perdida, ou seja, aquela que necessita ser reposta;</li>
<li>O volume correspondente ao que será perdido (nas fezes, por exemplo);</li>
<li>O volume que a bezerra beberia de água por dia em condições normais (manutenção). Assim, quanto maior o grau de desidratação e mais velha a bezerra maior será a quantidade de soro necessária.</li>
</ol>
<h2>Avaliação de hidratação do bezerro</h2>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44276 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-2.webp" alt="Sinais clínicos em função do grau de desidratação" width="444" height="214" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-2.webp 444w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-2-300x145.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-2-370x178.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-2-270x130.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 444px) 100vw, 444px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Sinais clínicos em função do grau de desidratação</span></p>
<p>A avaliação da hidratação é muito simples e pode ser feita analisando, entre outras coisas, as alterações:</p>
<ul>
<li><strong> Elasticidade da pele do pescoço:</strong> ao puxar a pele do pescoço de um bezerro desidratado, a prega formada demora a se desfazer, voltando ao lugar normal conforme demonstrado nas fotos abaixo.</li>
<li><strong> Brilho e umidade das mucosas:</strong> estão secas e sem brilho.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44277 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-3.webp" alt="Avaliação de hidratação sendo feita em um bezerro" width="555" height="129" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-3.webp 555w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-3-300x70.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-3-370x86.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-3-270x63.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 555px) 100vw, 555px" /></p>
<p>Além de o soro oral ser fundamental no tratamento de bezerros com diarreia, é também uma ferramenta muito importante no tratamento de doenças como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/">pneumonia</a></strong> e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tristeza-parasitaria-bovina/" rel="noopener">tristeza parasitária</a></strong>, ou em qualquer caso de desidratação.</p>
<p>Outro ponto importante é que o soro oral deve ser fornecido no mínimo 30 minutos após o fornecimento de leite.</p>
<p>O bicarbonato de sódio, presente na formulação, pode interferir na digestão do leite se o fornecimento de leite e soro for feito em curto intervalo de tempo. Por isso, é muito importante que este intervalo entre o fornecimento de leite e soro seja respeitado.</p>
<p>No caso da pneumonia, o soro ajuda muito na recuperação do bezerro por fluidificar secreções e assim melhorar sua excreção e limpar as vias aéreas.</p>
<p>Além disso, fornece alguns nutrientes, o que é importante visto que normalmente estes animais têm consumo reduzido de leite e ração.</p>
<p>Na tristeza parasitária, a ingestão de soro, combatendo a desidratação, ajuda a evitar uma redução muito grande do volume de sangue da bezerra, reduzindo as consequências da anemia. Essas bezerras ficam ofegantes para compensar a anemia, o que gera acidose, que pode ser corrigida com o uso do soro.</p>
<p>Os bezerros normalmente aceitam muito bem o soro oral. O soro pode ser colocado na vasilha de água para que a bezerra beba ou pode ser fornecido com mamadeira.</p>
<p>Pode ser utilizada também sonda esofágica ou, nos casos graves de desidratação (acima de 8%), a terapia endovenosa. Essas últimas devem ser realizadas por pessoas treinadas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-44278 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-4.webp" alt="Bezerros tomando soro oral" width="464" height="160" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-4.webp 464w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-4-300x103.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-4-370x128.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-bezerros-4-270x93.webp 270w" sizes="auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px" /></p>
<p>O fornecimento de soro oral como terapia auxiliar no tratamento de bezerras é uma alternativa barata e que apresenta ótimos resultados. Manter os animais bem hidratados é fundamental para que haja uma boa recuperação, independente da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/" target="_blank" rel="noopener">doença</a></strong>.</p>
<p>O soro para bezerros, além de hidratar, estimula o apetite, ajudando ainda mais na recuperação. O uso do soro oral é prático e fácil, e por isso deve ser uma ferramenta sempre disponível nas fazendas para auxiliar no tratamento de todas as doenças.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="HIDRATAÇÃO ORAL: MINIMIZANDO OS EFEITOS DA DIARREIA EM BEZERRAS RECÉM-NASCIDAS" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/jR_XJRQfw9c?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Cuidados certeiros com bezerras e gestão eficiente</h2>
<p>Saber manejar corretamente casos de desidratação em bezerros é essencial para reduzir perdas e garantir um rebanho saudável.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=soro-oral" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você vai além do manejo técnico, aprendendo a integrar saúde animal, nutrição e gestão para aumentar a produtividade e a lucratividade da fazenda.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/soro-para-bezerros-e-seus-beneficios/">Soro para bezerros: quando utilizar e quais são os benefícios da reidratação oral</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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