<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>umbigo Archives | Rehagro Blog</title>
	<atom:link href="https://rehagro.com.br/blog/tag/umbigo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://rehagro.com.br/blog/tag/umbigo/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 09 Apr 2026 23:09:12 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/cropped-cropped-logo-rehagro-capa-32x32.png</url>
	<title>umbigo Archives | Rehagro Blog</title>
	<link>https://rehagro.com.br/blog/tag/umbigo/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Guia Principais cuidados com a cura de umbigo</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/guia-como-realizar-a-cura-de-umbigo/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/guia-como-realizar-a-cura-de-umbigo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 12:22:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[GUIAS]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[umbigo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=37956</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os primeiros cuidados com o umbigo definem a saúde do bezerro Baixe gratuitamente o guia prático do Rehagro e aprenda o passo a passo para fazer a cura de umbigo corretamente, prevenindo infecções e garantindo um desenvolvimento saudável desde as primeiras horas de vida. O que você vai aprender neste guia prático: Por que a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-como-realizar-a-cura-de-umbigo/">Guia Principais cuidados com a cura de umbigo</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="407" data-end="510">Os primeiros cuidados com o umbigo definem a saúde do bezerro</p>
<p data-start="512" data-end="752">Baixe gratuitamente o guia prático do Rehagro e aprenda o passo a passo para fazer a cura de umbigo corretamente, prevenindo infecções e garantindo um desenvolvimento saudável desde as primeiras horas de vida.</p>
<h2 data-start="980" data-end="1053">O que você vai aprender neste guia prático:</h2>
<ul>
<li data-start="1092" data-end="1195">Por que a cura de umbigo é essencial nas primeiras horas de vida;</li>
<li data-start="1198" data-end="1304">Como realizar a contenção correta do bezerro durante o procedimento;</li>
<li data-start="1307" data-end="1428">Quais os produtos certos para uso: iodo 10%, recipientes e frequência da aplicação;</li>
<li data-start="1431" data-end="1540">Como identificar visualmente infecções e acompanhar o escore umbilical;</li>
<li data-start="1543" data-end="1656">Cuidados adicionais para evitar complicações como onfalite externa e interna.</li>
</ul>
<h2 data-start="1713" data-end="1769">Este guia é ideal para:</h2>
<ul>
<li data-start="1808" data-end="1882">Pecuaristas que lidam com nascimento de bezerros e querem reduzir perdas;</li>
<li data-start="1885" data-end="1946">Colaboradores de fazendas responsáveis pelo manejo neonatal;</li>
<li data-start="1949" data-end="2009">Estudantes e técnicos das áreas de zootecnia e veterinária;</li>
<li data-start="2012" data-end="2087">Profissionais que buscam aplicar boas práticas desde o nascimento do animal.</li>
</ul>
<p data-start="2969" data-end="3064">Mais saúde no rebanho começa com manejo neonatal de qualidade</p>
<p data-start="3066" data-end="3243">Baixe o guia gratuito agora e garanta que seus bezerros tenham um começo de vida mais seguro e produtivo com uma cura de umbigo feita corretamente.</p>
<p data-start="3066" data-end="3243"><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-como-realizar-cura-de-umbigo?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-cura-umbigo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39645 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-cura-umbigo.png" alt="Guia Cura de umbigo" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-cura-umbigo.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-cura-umbigo-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-cura-umbigo-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-cura-umbigo-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-cura-umbigo-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-cura-umbigo-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-cura-umbigo-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-como-realizar-a-cura-de-umbigo/">Guia Principais cuidados com a cura de umbigo</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/guia-como-realizar-a-cura-de-umbigo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>4 principais doenças que acometem as bezerras leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2020 19:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[infecções]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza parasitária bovina]]></category>
		<category><![CDATA[umbigo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=7085</guid>

					<description><![CDATA[<p>Assim como em qualquer outra fase, as práticas corretas de manejo sanitário durante a recria são essenciais para que haja sucesso na criação de bezerras leiteiras. Os primeiros cuidados logo após o nascimento, como a colostragem, cura de umbigo e nutrição adequada antes e após a desmama tornam-se imprescindíveis para garantir a saúde dos animais. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/">4 principais doenças que acometem as bezerras leiteiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como em qualquer outra fase, as práticas corretas de manejo sanitário durante a recria são essenciais para que haja <a href="https://rehagro.com.br/blog/criacao-de-bezerras-leiteiras-e-seus-desafios/" target="_blank" rel="noopener"><strong>sucesso na criação de bezerras leiteiras</strong></a>.</p>
<p>Os primeiros cuidados logo após o nascimento, como a colostragem, cura de umbigo e nutrição adequada antes e após a desmama tornam-se imprescindíveis para garantir a saúde dos animais.</p>
<p>Caso estas ações não sejam realizadas corretamente ou sejam negligenciadas, as taxas de morbidade e mortalidade aumentam consideravelmente, trazendo prejuízos à propriedade.</p>
<p>Em algumas situações o prejuízo pode até não ser acentuado a curto prazo, mas o processo de determinadas doenças ocasiona alterações permanentes nos animais de forma a impactar no seu desenvolvimento e vida futura.</p>
<p>Dentre as <strong>doenças que afetam as bezerras durante a fase de recria</strong>, as mais ocorrentes são as diarreias, as infecções umbilicais, as doenças respiratórias e a tristeza parasitária bovina.</p>
<p>Conforme será mostrado e discutido ao longo deste texto, dados de campo têm demonstrado quais são os períodos críticos para a ocorrência destas doenças.</p>
<p>Estes dados constituem informações valiosas que auxiliam na prevenção e no monitoramento dos distúrbios da saúde dos animais, podendo ser utilizados para definição de estratégias visando redução do número de casos de doenças.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7",
    version: "V2_PRERELEASE"
  });
</script></p>
</div>
<h2>1. Diarreia<b><i></i></b></h2>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener">diarreia</a></strong> consiste em <strong>uma das principais razões pelas quais as bezerras adoecem ou morrem</strong>. Durante a fase de aleitamento as bezerras são altamente susceptíveis à ocorrência de diarreias devido ao sistema imunológico não estar plenamente desenvolvido e estabelecido.</p>
<p>Este fato contribui para que uma ampla diversidade de agentes patogênicos tenha a chance de se instalar no organismo do animal. Com isso, ocorrerão distúrbios intestinais de graus variáveis.</p>
<p>Esta ampla diversidade de agentes patogênicos constitui um dos motivos que dificultam o diagnóstico etiológico das diarreias. No entanto, conforme mencionado anteriormente, os dados de campo fundamentam-se como uma importante ferramenta que expressa os períodos críticos de atuação dos principais agentes envolvidos nas diarreias em bezerras leiteiras.</p>
<p>Todavia, <strong>há aquelas diarreias de origem não infecciosa</strong>, ou seja, não possuem um agente patogênico como causador. Estas diarreias tendem a se desenvolverem mediante a situações que prejudicam a absorção intestinal, fazendo com que solutos se acumulem na luz do órgão.</p>
<p>O acúmulo de solutos resulta na formação de um meio com alta osmolaridade que possui a capacidade de atração hídrica para o intestino, aumentando assim a fluidez das fezes.</p>
<p>As causas das diarreias não infecciosas envolvem principalmente erros no manejo alimentar das bezerras, como a má higienização dos utensílios e a oferta de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras/" target="_blank" rel="noopener">sucedâneos</a></strong> de baixa digestibilidade.</p>
<p>Dentre os inúmeros efeitos que um quadro de diarreia ocasiona no animal, os principais são a desidratação, as perdas eletrolíticas e o desequilíbrio ácido-básico. Estes efeitos podem se apresentar em níveis variados, porém sempre possuem como característica o comprometimento do estado geral do animal e, consequentemente, facilitam a entrada de novos agentes infecciosos.</p>
<p><strong>Portanto, assim como em qualquer outra doença/distúrbio, na diarreia o ideal é que o diagnóstico seja feito precocemente</strong>. Também é importante que o tratamento comece a ser realizado o mais rápido possível a fim de evitar maiores complicações no organismo do animal.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Agentes causadores de diarreia em bezerras leiteiras</h3>
<p>Dentre os agentes causadores de diarreia em bezerras leiteiras durante a fase de aleitamento, os principais são:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener">Criptosporidiose</a></strong>;</li>
<li>Coccidiose;</li>
<li>Salmonelose;</li>
<li>Colibacilose;</li>
<li>Clostridiose;</li>
<li>Coronavirose;</li>
<li>Rotavirose;</li>
<li>Diarreia Viral Bovina.</li>
</ul>
<p>Agentes comuns em bezerras como a <i>Escherichia coli </i>e alguns vírus tendem a ocasionar diarreia logo nos primeiros dias de vida, enquanto agentes como <i>Cryptosporidium spp. </i>acometem mais o sistema digestivo do 5º ao 15º dia de vida, em média.</p>
<p>Todos os principais agentes patogênicos citados possuem as vias oral e fecal como potenciais meios de transmissão. Além disso, a higiene das instalações e do ambiente constitui uma medida básica e essencial de profilaxia.</p>
<p>O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-13507 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras.jpg" alt="Casos de diarreia de acordo com a idade do bezerro" width="576" height="229" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras.jpg 576w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-300x119.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-370x147.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-270x107.jpg 270w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><span style="font-size: 10pt;">Número de casos de diarreia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13508" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-2.jpg" alt="Contagem de oocistos nas fezes de bezerros" width="544" height="290" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-2.jpg 544w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-2-300x160.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-2-370x197.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-2-270x144.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 544px) 100vw, 544px" /><span style="font-size: 10pt;">Dinâmica da excreção de oocistos de <em>Cryptosporidium spp</em>. (Fonte: Leite, 2014.)</span></p>
<h2>2. Infecções umbilicais</h2>
<p>O processo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/" target="_blank" rel="noopener">cura de umbigo</a></strong> representa um dos primeiros cuidados que se <strong>deve realizar com as bezerras logo após o nascimento</strong>, visto que o umbigo do recém-nascido ainda está aberto e corresponde a uma grande porta de entrada de microrganismos.</p>
<p>Caso uma quantidade considerável de bactérias alcance as estruturas umbilicais intra-abdominais e se dissemine pelo organismo, várias alterações podem ser desencadeadas, dentre elas a septicemia, pneumonia, abcessos pulmonares e hepáticos, poliartrites, endocardites, encefalites etc.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Além destas alterações, um umbigo curado inadequadamente, ou não curado, representa um excelente atrativo de moscas que desencadeiam processos de miíases.</p>
<p><strong>Um dos métodos mais eficazes para avaliação da eficiência da cura de umbigo consiste na realização da palpação umbilical</strong>. Neste método objetiva-se o reconhecimento manual das estruturas umbilicais, classificando-as em escores de 0 a 2, sendo:</p>
<ul>
<li>0 &#8211; umbigo normal;</li>
<li>1 &#8211; umbigo com infecção externa;</li>
<li>2 &#8211; umbigo com infecção interna.</li>
</ul>
<p>Uma meta ideal seria de que no mínimo 90% das bezerras avaliadas expressem escore umbilical 0, ou seja, sem alterações.</p>
<p>O período recomendado para que a palpação seja feita corresponde da 2ª à 3ª semana de vida. Caso a avaliação seja realizada antes da 2ª semana de vida, as estruturas umbilicais se apresentarão em uma conformação diminuta que inviabiliza a identificação manual.</p>
<p>Por outro lado, caso a palpação seja feita após a 3ª semana de vida as estruturas umbilicais estarão em maior dificuldade para palpação devido ao aumento da resistência da musculatura abdominal das bezerras.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13509" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-3.jpg" alt="Anatomia umbilical dos bezerros" width="700" height="244" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-3.jpg 707w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-3-300x104.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-3-370x129.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-3-270x94.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<h2>3. Doença respiratória bovina (DRB)</h2>
<p>Normalmente, a patogênese das doenças respiratórias bovinas envolve a associação de fatores de estresse que comprometem os mecanismos de defesa do organismo, facilitando a infecção primária das vias respiratórias por um ou mais micro-organismos.</p>
<p>Sinais clássicos de <strong><a href="https://ebook.rehagro.com.br/escore-de-saude-respiratoria-de-bezerras-leiteiras?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=escore-pagina-blog" target="_blank" rel="noopener">problemas respiratórios em bezerras leiteiras</a></strong> envolvem corrimento nasal, tosse, aumento da frequência respiratória, alteração do padrão respiratório, letargia e febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C).</p>
<p>Dentre a diversidade das doenças respiratórias bovinas, <strong>a pneumonia é a mais comum</strong>. Quadros crônicos de pneumonia possuem a característica de provocar consolidação do parênquima pulmonar, reduzindo assim a capacidade respiratória do animal para o resto da vida.</p>
<p>Além de uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener">boa colostragem</a></strong>, assegurar uma adequada qualidade do ar nas instalações torna-se fundamental para evitar quadros de pneumonia. O ambiente onde as bezerras são alojadas deve ser seco, arejado e livre de odores e resíduos.</p>
<p>Conforme já mencionado anteriormente, a correta cura de umbigo também constitui um ponto importante para prevenção de pneumonia em animais recém-nascidos, visto a barreira química formada no cordão umbilical que impede a disseminação microbiana pelo organismo.</p>
<p>O gráfico a seguir demonstra os pontos críticos para ocorrência de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13510 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-4.jpg" alt="Número de casos de pneumonia em bezerras de acordo com a idade" width="606" height="325" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-4.jpg 606w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-4-300x161.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-4-370x198.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-4-270x145.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 606px) 100vw, 606px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Número de casos de pneumonia em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias)</span></span></p>
<h2>4. Tristeza parasitária bovina (TPB)</h2>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tristeza-parasitaria-bovina/" target="_blank" rel="noopener">tristeza parasitária bovina</a></strong> baseia-se em uma doença de grande ocorrência nacional, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.</p>
<p>Os impactos ocasionados na cadeia leiteira são importantes e a morbidade durante a fase de recria tende a ser elevada em propriedades que não realizam a prevenção e o monitoramento para a doença.</p>
<p>A tristeza parasitária é ocasionada pela associação de <strong>dois agentes etiológicos intra-eritrocitários</strong>, <strong>sendo a bactéria <i>Anaplasma marginale</i> e o protozoário <i>Babesia</i></strong>, com as espécies <i>B. bigemina </i>e <i>B. bovis</i>. Tanto a anaplasmose quanto a babesiose podem ser transmitidas através do uso de instrumentos perfurocortantes contaminados (agulha, bisturi, etc.).</p>
<p>O agente <i>Anaplasma marginale </i>ainda pode ser transmitido via picada de insetos hematófagos, como moscas e mutucas, e a <i>Babesia sp.</i> pode ser veiculada via repasto sanguíneo de carrapatos infectados.</p>
<p>Os sinais clássicos da doença incluem febre (temperatura retal igual ou superior a 39,3°C), letargia, apatia, alteração na coloração das mucosas (ictéricas, pálidas e/ou com presença de petéquias), corrimento lacrimal e perda de apetite.</p>
<p>Como profilaxia da tristeza parasitária bovina recomenda-se o controle de ectoparasitas e de insetos tanto nos animais quanto no ambiente, evitar o uso compartilhado de agulhas e realizar o monitoramento da temperatura retal dos animais.</p>
<p>Os animais positivos para a doença devem ser tratados o quanto antes, a fim de evitar a proliferação dos agentes, além de receberem tratamento de suporte com hidratação oral e/ou endovenosa e antipiréticos.</p>
<p>O gráfico a seguir demonstra o ponto crítico para ocorrência de tristeza parasitária bovina em bezerras leiteiras de acordo com a idade (dias):</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-13511 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5.jpg" alt="Número de casos de tristeza parasitária bovina em bezerras" width="610" height="313" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5.jpg 610w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5-300x154.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5-370x190.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5-585x300.jpg 585w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-5-270x139.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Número de casos de TPB em bezerros leiteiros de acordo com a idade (dias)</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-13512" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-6.jpg" alt="Exemplo de sintomas de TPB em bezerras" width="335" height="197" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-6.jpg 335w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-6-300x176.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/doencas-bezerras-6-270x159.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 335px) 100vw, 335px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Mucosas ictéricas (A) e pálidas com petéquias (B) em bezerras com TPB</span></span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas são algumas das principais doenças que podem acometer os bezerros e, por isso, merecem a atenção do produtor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ressaltando,<strong> juntamente com o oferecimento adequado do colostro, a cura do umbigo é uma medida sanitária prioritária</strong>, que influenciará diretamente a saúde do rebanho de qualquer criatório bovino. </span></p>
<h2>Garanta a saúde e o desempenho das bezerras com gestão eficiente</h2>
<p>As doenças que acometem bezerras podem comprometer todo o futuro produtivo do rebanho.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende estratégias de prevenção, diagnóstico e manejo que reduzem perdas e aumentam a longevidade e a produtividade das vacas. Tudo com base em dados, boas práticas e gestão técnica de ponta.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/">4 principais doenças que acometem as bezerras leiteiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Umbigo de bezerros: como tratar as principais enfermidades?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/saude-e-umbigo-do-bezerro/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/saude-e-umbigo-do-bezerro/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2018 14:33:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[feto]]></category>
		<category><![CDATA[hérnias]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[patologias]]></category>
		<category><![CDATA[problemas]]></category>
		<category><![CDATA[processos infecciosos]]></category>
		<category><![CDATA[umbigo]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=4885</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante a vida fetal, o umbigo é a via de comunicação entre o feto e a mãe. Pelo cordão umbilical chega sangue materno, rico em nutrientes e oxigênio e, por ele, também são eliminados os catabólitos do feto. Logo após o nascimento, o umbigo do bezerro perde totalmente a sua função, evolui rapidamente. Em poucos [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/saude-e-umbigo-do-bezerro/">Umbigo de bezerros: como tratar as principais enfermidades?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a vida fetal, o umbigo é a via de comunicação entre o feto e a mãe. Pelo cordão umbilical chega sangue materno, rico em nutrientes e oxigênio e, por ele, também são eliminados os catabólitos do feto.</p>
<p><strong>Logo após o nascimento, o umbigo do bezerro perde totalmente a sua função, evolui rapidamente.</strong> Em poucos dias, as veias e artérias utilizadas na comunicação materno-fetal fecham-se. Paralelamente, os músculos dessa região também se unem, constituindo uma massa muscular.</p>
<p>Até que todo este processo se complete, o umbigo do bezerro é uma porta aberta para vários agentes causadores de diversas enfermidades.</p>
<p>Nesse período, caso o umbigo não seja adequadamente curado, pode infeccionar e provocar onfalite, impedindo a cicatrização e prolongando o tempo em que esta porta de comunicação permanece aberta, facilitando a ascendência de microrganismos. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/" target="_blank" rel="noopener">cura do umbigo</a></strong> ganha mais importância na medida em que se consideram os aspectos sanitários gerais do rebanho.</p>
<p>Esse procedimento e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener">administração correta do colostro</a></strong> representam medidas indispensáveis que influenciarão diretamente na saúde do rebanho de qualquer criatório de gado bovino. Por esse motivo, deverão ser consideradas como medidas sanitárias prioritárias.</p>
<p>Além das enfermidades infecciosas, as hérnias, as neoplasias, os defeitos congênitos e as miíases também assumem grande importância no conjunto das onfalopatias dos bovinos. Por esta razão, deverão ser sempre consideradas ao estudar as enfermidades do umbigo do bezerro.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"
  });
</script></p>
</div>
<h2>Anatomia do umbigo dos bezerros</h2>
<p><strong>O umbigo do bezerro consiste de três estruturas que sofrem alterações anatômicas e funcionais por ocasião do nascimento.</strong></p>
<ol>
<li>A veia umbilical dirige-se cranialmente em direção ao fígado;</li>
<li>As artérias umbilicais dirigem-se em sentido caudal para a artéria hipogástrica;</li>
<li>O úraco em direção à bexiga.</li>
</ol>
<p>No momento do parto, ocorrem transformações anatomofisiológicas, a partir da ruptura do cordão umbilical e retração das artérias e da veia.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Inicia-se assim a respiração autônoma, devido à falta das trocas gasosas placentárias e ao aumento da tensão de gás carbônico. Quando o parto é normal, a queda séptica e mumificação do umbigo se dão dentro de dez dias.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12382" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-300x164.jpg" alt="Anatomia do umbigo do bezerro" width="500" height="273" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-300x164.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-370x202.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-270x147.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-150x82.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro.jpg 550w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12383" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-300x178.jpg" alt="Anatomia do umbigo dos bezerros" width="500" height="296" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-300x178.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-370x219.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-270x160.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-150x89.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1.jpg 550w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12384" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-300x294.jpg" alt="Umbigo dos bezerros visto por dentro" width="500" height="490" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-300x294.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-370x363.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-270x265.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-306x300.jpg 306w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-150x147.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2.jpg 550w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<h2>Patologias umbilicais</h2>
<p>Pode-se classificar as patologias umbilicais em não infecciosas e infecciosas e estas em extra e intra-abdominal. A extra-abdominal recebe o nome de onfalite e as intra-abdominais, de acordo com o segmento afetado.</p>
<h3>Processos não infecciosos</h3>
<h4>Hérnias</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12385 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3.jpg" alt="Hérnias presentes no umbigo do bezerro" width="370" height="205" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3-300x166.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3-270x150.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3-150x83.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<p>Na região próxima ao umbigo, em consequência da saída de parte das vísceras através da abertura umbilical, anormalmente dilatada, pode-se produzir uma evasão do peritônio e partes externas da pele, traduzindo-se externamente por aumento de volume.</p>
<p>Partes do omento maior e eventualmente porções do intestino delgado podem ser facilmente repostas na cavidade abdominal por meio do anel herniário, exceto nas hérnias estranguladas.</p>
<p>As hérnias umbilicais, congênitas ou adquiridas, aparecem nos bezerros e demais animais domésticos. As pequenas hérnias umbilicais podem resolver-se espontaneamente, porém as hérnias umbilicais grandes ou estranguladas exigem correção cirúrgica. Quando forem adquiridas, podem estar relacionadas com traumatismos, principalmente coices, pisadas e ao transporte inadequado.</p>
<p>Este último é observado em propriedades rurais em que o vaqueiro tem o hábito de transportar o recém- nascido, do pasto para o curral, na cabeça das selas ou arreios, sem qualquer proteção.</p>
<h4>Fibromas e neoplasias</h4>
<p>Na cicatrização do umbigo, quando ocorrem aderências entre o anel umbilical, ligamentos e peritônio com as outras partes, geralmente se desenvolve um tecido conjuntivo que adquire consistência fibrosa, enrijecido, de aspecto irregular e tumoral.</p>
<p>Entre os vários fatores que podem provocar este quadro estão a cicatrização umbilical complicada, os traumatismos, o uso de substâncias ou produtos químicos, dentre outros.</p>
<p>Em casos de neoplasias malignas, o prognóstico é reservado, porém estas são raramente encontradas. Os fibromas e cicatrizes mal consolidadas, quando cirurgicamente corrigidos, são de bom prognóstico.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h4>Persistências e defeitos</h4>
<p>A conexão tubular entre a bexiga e o umbigo, que se mantém após o nascimento, é conhecida como úraco persistente.</p>
<p>Por ocasião do nascimento, com a ruptura do cordão umbilical, o úraco deve fechar-se e a urina será então eliminada pela uretra. Uma série de causas foi sugerida para explicar a incapacidade do úraco em evoluir completamente.</p>
<p>Algumas delas são o rompimento precoce do cordão umbilical, a inflamação, a infecção e a excessiva manipulação física do neonato. Nos bezerros, o úraco persistente é menos comum, mas pode levar à septicemia. Caso o úraco não se feche em até 24 horas após o nascimento, indica-se a ressecção cirúrgica para reduzir a probabilidade de septicemia.</p>
<p>O úraco persistente pode ser corrigido cirurgicamente por ligadura ou cauterização. Quando não for possível a realização da cirurgia, indica-se o uso parenteral de antibióticos de largo espectro e a cauterização com nitrato de prata ou iodo-lugol.</p>
<h4>Miíases (bicheiras)</h4>
<p>As miíases ocorrem em praticamente toda a região tropical e subtropical. Os ovos da mosca <i><span style="font-weight: 400;">Cochliomyia hominivorax</span></i> são depositados na periferia seca de qualquer ferimento.</p>
<p>Destes ovos eclodem larvas 11 horas após a postura. Elas penetram ativamente através da lesão, alimentam-se das secreções e tecidos vivos, crescem ocupando grande espaço subcutâneo e tornam-se adultas em quatro a sete dias.</p>
<p>Os ferimentos tomados por miíases caracterizam-se por discreto abaulamento em torno da abertura central, proporcionalmente pequena, deixando fluir uma secreção sero-sanguinolenta, que passa a purulenta alguns dias mais tarde.</p>
<p>O comprometimento do estado geral ocorre quando as miíases não são tratadas e ocorrem reinfestações. Pomadas, líquidos ou spray cicatrizantes acrescidos de inseticidas devem ser usados tanto preventiva como curativamente.</p>
<p>Em bezerros leiteiros, não é aconselhado aplicar ivermectina e seus similares no primeiro dia de vida. É possível observar em várias propriedades produtoras de leite, o aumento na mortalidade de bezerros, especialmente nos esquemas de manejo, em que é feita mais de uma aplicação, em intervalos curtos de tempo.</p>
<h3>Processos infecciosos</h3>
<p>As onfalopatias infecciosas dos bezerros são todos os processos infecciosos da região umbilical, podendo comprometer um ou vários vasos ou segmentos umbilicais da região extra ou intra-abdominal. Os processos inflamatórios do cordão umbilical, com ou sem herniação, são comuns em bezerros.</p>
<p>Em geral, há uma flora bacteriana mista, que inclui <i>E. coli,</i> <i>Proteus</i> sp., <i>Staphylococcus</i> sp., <i><span style="font-weight: 400;">Actinomyces Pyogenes</span></i><i>, Fusobacterium necrophorum, Pasteureila</i> sp., <i>Salmonella typhimurium</i> e até os agentes bacterianos da tuberculose.</p>
<p>São causas predisponentes dos processos infecciosos umbilicais:</p>
<ul>
<li>Constituição anatômica anômala;</li>
<li>Condições do parto;</li>
<li>Tamanho do cordão umbilical exposto;</li>
<li>Ambiente contaminado;</li>
<li>Bezerros prematuros;</li>
<li>Retardo da limpeza lingual por parte da mãe;</li>
<li>Tratamentos inadequados com soluções sujas ou contaminadas;</li>
<li>Manuseio do umbigo do bezerro por pessoas leigas;</li>
<li>Puxadas ou lambidas bruscas;</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Traumas em quinas ou cantos dos bezerreiros.</span></li>
</ul>
<p>As infecções na região umbilical podem levar a muitas lesões intra-abdominais, bem como a celulite ou a abscedação externa à parede corporal. Elas resultam em inchaço doloroso e aumento de volume palpável dos vasos umbilicais. Pode ocorrer bacteremia com localização em articulações, meninges, olhos, endocárdio e artérias terminais dos pés, orelhas e cauda.</p>
<p>A septicemia resultante de bactérias, que ascendem a partir dos vasos umbilicais ou do úraco, constitui sempre uma ameaça. As complicações tardias envolvem, frequentemente, infecção dos resquícios uracais, disfunção vesical ou infecção recorrente do trato urinário.</p>
<p>A infecção crônica da veia umbilical pode causar abscedação hepática, enquanto a infecção da artéria umbilical pode causar infecção crônica que envolve a bexiga.</p>
<p>O ato cirúrgico muitas vezes complementa o diagnóstico, pois permite a visualização e correção de alterações que não foram diagnosticadas clinicamente. A ultrassonografia é um meio de diagnóstico eficiente na detecção das patologias do umbigo, especialmente na identificação das lesões do úraco, que é a estrutura umbilical mais comumente afetada.</p>
<p>O exame ultrassonográfico, a cirurgia e o exame <i>post mortem</i> constituem excelentes opções para a identificação de anormalidades das estruturas umbilicais. Entretanto, aderências intra-abdominais, observadas durante o ato cirúrgico, nem sempre são diagnosticadas por intermédio do exame ultrassonográfico.</p>
<h4>Onfalite</h4>
<p>Onfalite é a inflamação da porção externa do umbigo, sendo comum em bezerros com dois a cinco dias de idade e representam cerca de 10% dos problemas umbilicais destes animais. Podem ser agudas, flegmonosas, subagudas ou crônicas encapsuladas ou apostematosas, na maioria das vezes fistuladas, exsudando pus.</p>
<p>O umbigo do bezerro aumenta de volume, torna-se doloroso à palpação e pode estar obstruído ou drenando a secreção produzida por meio de uma pequena fístula. Acredita-se que o <i>C. pyogenes </i>seja o principal agente da onfalite, mas também são encontrados <i>Streptococcus, Staphylococcus, Pasteurella </i>e outros agentes.</p>
<p>Enquanto as infecções subcutâneas geralmente permanecem circunscritas, levando a formação de abscessos ou fístulas, os agentes, as toxinas ou os produtos metabólicos localizados nos vasos sanguíneos podem alcançar outros órgãos e desencadear poliartrites, endocardites, <a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pneumonias</strong></a>, nefrites, acompanhadas de emagrecimento e desenvolvimento retardado.</p>
<h4>Onfaloflebite</h4>
<p>Onfaloflebite é o processo inflamatório da veia umbilical e da porção externa do umbigo. A sintomatologia clínica é caracterizada por um aumento de volume no umbigo, com a presença de exsudato, que pode estar ou não exteriorizado. Pode ocorrer dor abdominal e durante a evolução muitas vezes ocorre hepatite, peritonite ou abscesso hepático, devido à ligação que existe entre o sistema porta e o umbigo do recém-nascido.</p>
<p>Pode ser considerada a causa mais frequente de artrite séptica em bezerros, mas não deve ser considerada como a única rota de infecção das artrites hematogênicas.</p>
<p>É mais comum nos animais que não receberam o colostro, e a este respeito tem-se sugerido que a diminuição da acidez do estômago nestes animais, pode facilitar a passagem dos microrganismos, que seriam normalmente destruídos no trato gastrointestinal.</p>
<h4>Onfaloarterite</h4>
<p>Nas onfaloarterites, que são menos comuns, os abscessos surgem ao longo do trajeto das artérias umbilicais, desde o umbigo até as artérias ilíacas internas.</p>
<p>Os sinais clínicos são semelhantes aos da onfaloflebite: toxemia crônica, subdesenvolvimento e ausência de resposta à antibioticoterapia. O tratamento é a extirpação cirúrgica dos abscessos. As onfaloarterites levam, como consequência extrema da sua infecção ascendente, ao quadro de poliartrite.</p>
<h4>Uraquite</h4>
<p>Processo infeccioso intra-abdominal que acomete o úraco com ascendência à bexiga. A disseminação da infecção para a bexiga pode resultar em cistite e piúria.</p>
<p>O tratamento preferível também consiste em laparotomia exploratória e remoção cirúrgica dos abscessos. Acredita-se que o maior percentual de ocorrência das onfalopatias (40,4%) é representado pelas uraquites.</p>
<h4>Onfaloarterioflebite</h4>
<p>É um processo infeccioso de uma ou duas artérias, conjuntamente com a veia umbilical, ascendente à região abdominal.</p>
<h4>Onfalouracoflebite</h4>
<p>Esta patologia é um processo infeccioso do úraco e veia umbilical com ascendência intra-abdominal ao fígado e à bexiga e ocorre em 9% dos casos das patologias umbilicais. Nestes casos, também são encontradas e broncopneumonias, abscessos hepáticos, artrites e enterites concomitantemente à leucocitose.</p>
<h4>Onfalouracoarterite</h4>
<p>É um processo infeccioso do úraco e das artérias umbilicais, com ascendência intra-abdominal à bexiga e à artéria hipogástrica.</p>
<p>Pode ocorrer em 17% das infecções umbilicais e há, concomitantemente, broncopneumonia, lesão hepática, inflamação da bexiga, artrite e raramente enterite.</p>
<h4>Panvasculite umbilical</h4>
<p>Processo infeccioso de todo o complexo umbilical, comprometendo a veia, as artérias e o úraco. Acredita-se que pode ocorrer em 9% das onfalopatias e o quadro clínico varia de acordo com a patologia intra-abdominal e sua relação com os órgãos ascendentes.</p>
<h2>Infecções no umbigo dos bezerros</h2>
<p>O diagnóstico das infecções umbilicais tem sido baseado na história clínica e nos achados físicos e hematológicos.</p>
<p>Outros meios de diagnóstico envolvem radiografia abdominal, fistulografia e urografia excretora. A ultrassonografia tem sido utilizada para avaliar as estruturas umbilicais internas. A palpação da região umbilical é utilizada para investigar a existência de onfalite.</p>
<p>Os sinais clínicos são o aumento de volume e a consistência da região umbilical, sensibilidade ao toque e vasos umbilicais endurecidos e espessados em maior ou menor grau.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12386" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-300x144.jpg" alt="Inflamação umbilical de bezerro" width="500" height="239" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-300x144.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-370x177.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-270x129.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-150x72.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4.jpg 658w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>No caso de inflamação umbilical, deve-se proceder ainda a palpação da cavidade abdominal ventral, utilizando ambas as mãos, para pesquisar a ocorrência de cordões espessados e sensíveis.</p>
<p>Quando estes estiverem direcionados cranialmente, deve-se suspeitar de onfaloflebite e quando se posicionarem caudalmente, de onfaloarterite e uraquite.</p>
<h2>Quais os prejuízos econômicos?</h2>
<p>O prejuízo econômico causado pelas onfalopatias propriamente ditas, e também por aquelas enfermidades secundárias às lesões umbilicais, assumem papel fundamental em qualquer criatório bovino, seja ele leiteiro ou de corte.</p>
<p>Apesar da prevalência de infecções umbilicais nos rebanhos bovinos ser variável, <strong>a importância econômica é significativa, mas nem sempre é levada em consideração</strong>.</p>
<p>A perda econômica final do criatório com este tipo de problema é obtida pelo somatório dos prejuízos decorrentes dos óbitos, dos custos com medicamentos e assistência veterinária, do retardo no crescimento e da depreciação da carcaça.</p>
<p>Um estudo com objetivo de determinar os impactos das infecções e hérnias umbilicais sobre o ganho de peso corporal e a altura de novilhas criadas em fazendas leiteiras comerciais foi realizado por um período de três meses. O diagnóstico das infecções e hérnias umbilicais foi determinado pela inspeção e palpação da região umbilical.</p>
<p>Os resultados mostraram que durante o terceiro mês de vida, as infecções umbilicais reduziram o ganho médio diário em 96 gramas e o ganho de peso corporal ao final do período em 2,5 kg.</p>
<p>Houve também uma redução no crescimento de 0,7 cm. Os efeitos das hérnias umbilicais sobre o crescimento não foram significativos. Concluiu-se que a prevenção das infecções umbilicais pode melhorar o ganho médio diário de novilhas.</p>
<h2>Profilaxia das enfermidades umbilicais</h2>
<p>Recomenda-se o corte e a ligadura somente dos cordões umbilicais muito compridos (acima de 10 cm), reduzindo-o para dois centímetros. Em seguida o umbigo deve ser mergulhado, por 30 segundos, em uma solução de álcool iodado a 5%. Este procedimento deve ser repetido por mais três ou quatro dias. A mesma solução pode ser usada em mais de um bezerro, porém ao final do dia deve ser desprezada.</p>
<p>O produto deve ser aplicado sob a forma de imersão para permitir a entrada da solução desinfetante na “luz” do coto umbilical e não somente na parede externa do mesmo.</p>
<p>Lucci (1989), recomenda a desinfecção por emborcação de um vidro âmbar de boca larga, com solução de iodo, constituída por iodo puro, éter sulfúrico e álcool na proporção de 15:10:100. Inspeção diária e uso de spray com antissépticos e repelentes até que o umbigo caia.</p>
<p>Figueirêdo (1999) indica a embebição no iodo (álcool iodado a 10%) antes do corte (20 segundos) e novamente após o corte (1 minuto). Esta prática deve ser repetida duas vezes ao dia, até o terceiro dia e diariamente, até o oitavo dia.</p>
<h2>Como fazer o tratamento do umbigo do bezerro?</h2>
<p><strong>Para as infecções umbilicais dos bezerros, é necessário um tratamento geral e outro local.</strong></p>
<p>O umbigo e zonas adjacentes devem ser limpos e desinfectados exaustivamente, o tecido necrosado eliminado e os trombos retirados com cuidado. Os abscessos serão abertos e esvaziados por completo. Na abertura umbilical podem ser colocados preparados antibióticos ou quimioterápicos, nas formas de suspensões, pomadas ou pós.</p>
<p><strong>O tratamento geral pode ser realizado com altas doses de penicilina, sulfonamidas, oxitetraciclinas ou enrofloxacina.</strong> As correções cirúrgicas das hérnias umbilicais e as ressecções de estruturas umbilicais infeccionadas são procedimentos comumente utilizados em bovinos.</p>
<p>Para os fibromas umbilicais, o que se recomenda é um tratamento local, que pode ser somente paliativo, ou um procedimento definitivo, com a remoção total por meio do ato cirúrgico corretivo, sem a abertura do abdômen.</p>
<p>Para determinar a melhor forma de tratamento das hérnias, deve-se levar em consideração o tamanho do saco herniário, a largura do orifício herniário, a natureza do conteúdo, a aderência do mesmo ao saco interno e o encarceramento. O tratamento cirúrgico deve ser instituído após ter a certeza de que a resolução espontânea ou métodos não-cirúrgicos não serão suficientes para solucionar o problema.</p>
<p>Esta observação é válida somente para as hérnias com pequeno anel. Outro fator que o cirurgião deve sempre considerar é a possível hereditariedade das hérnias.</p>
<p>A técnica cirúrgica consiste em uma incisão elíptica, reposição do conteúdo herniário e fechamento das bordas do anel. A redução pode ser feita com o saco herniário fechado e, nos casos de presença de aderências, após a sua abertura. Na primeira situação as chances de contaminação bacteriana da cavidade abdominal são menores, porém o risco de recidiva é maior.</p>
<p>No segundo caso, ocorre o contrário: diminuem as recidivas, porém aumentam as possibilidades de peritonite. Para a oclusão do anel herniário deve-se utilizar sutura em jaquetão, somada à invaginação das aponeuroses dos músculos abdominais, através de pontos simples separados e fio não absorvível ou categute cromado.</p>
<p>Em hérnias recidivadas o uso de suturas simples com fio de algodão três zeros, com pontos de relaxamento tem apresentado bons resultados.</p>
<p>De modo geral, o tratamento para as onfalites consiste em exploração e excisões cirúrgicas, podendo ser necessário manter um canal para drenagem temporária. O tratamento precoce, com antibióticos e cuidados auxiliares, pode permitir a resolução antes do desenvolvimento da abscedação e distensão do úraco ou da veia e artérias umbilicais. A exploração intra-abdominal é recomendada para avaliar uma possível extensão interna da infecção.</p>
<h2>Cuidados desde a cria para garantir produtividade no futuro</h2>
<p>O manejo correto do umbigo é fundamental para prevenir infecções, garantir o desenvolvimento saudável das bezerras e assegurar uma futura produção de leite de alta performance.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias de manejo, nutrição e sanidade que acompanham o rebanho desde o nascimento até o pico produtivo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/saude-e-umbigo-do-bezerro/">Umbigo de bezerros: como tratar as principais enfermidades?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/saude-e-umbigo-do-bezerro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>9</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como realizar a cura de umbigo das bezerras? Saiba como avaliar</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jun 2018 17:54:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[agropecuária]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[cura]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[umbigo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.xyz/blog/?p=4418</guid>

					<description><![CDATA[<p>Durante o período gestacional as estruturas umbilicais estabelecem a ligação materno-fetal para que haja fornecimento de nutrientes ao feto e sejam feitas trocas gasosas e metabólicas. Logo após ao parto essas estruturas se rompem, perdem a funcionalidade e originam o coto umbilical, que ainda assim possui importância para as bezerras recém-nascidas devido representar uma “ferida [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/">Como realizar a cura de umbigo das bezerras? Saiba como avaliar</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante o período gestacional as estruturas umbilicais estabelecem a ligação materno-fetal para que haja fornecimento de nutrientes ao feto e sejam feitas trocas gasosas e metabólicas.</p>
<p>Logo <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/">após ao parto</a></strong> essas estruturas se rompem, perdem a funcionalidade e originam o coto umbilical, que ainda assim possui importância para as bezerras recém-nascidas devido representar uma “ferida aberta” que serve como porta de entrada de microrganismos do ambiente para o organismo.</p>
<p>Assim, <strong>o processo de cura de umbigo das bezerras representa um cuidado inicial extremamente importante para a saúde das leiteiras,</strong> impactando diretamente no seu desenvolvimento futuro.</p>
<p>Neste texto serão discutidos aspectos sobre a anatomia umbilical, consequências das onfalites, cura adequada do umbigo e monitoramento da saúde umbilical. Acompanhe!</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"
  });
</script></p>
</div>
<h2>Anatomia umbilical e as consequências das onfalites</h2>
<p>Conforme demonstrado pela imagem abaixo, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/saude-e-umbigo-do-bezerro/" target="_blank" rel="noopener">anatomia umbilical</a></strong> é composta por uma veia que se direciona diretamente ao fígado, por duas artérias que se distribuem pelo organismo e pelo úraco que estabelece ligação com a bexiga.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21324 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-6.jpg" alt="Anatomia do umbigo do bezerro" width="550" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-6.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-6-300x164.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-6-370x202.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-6-270x147.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-6-150x82.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></p>
<p>Conhecer as estruturas que compõem o umbigo das bezerras é essencial para entender as consequências das infecções umbilicais, denominadas também como <strong>onfalites</strong>.</p>
<p>O desfecho dos quadros de onfalite depende principalmente da estrutura umbilical acometida e da eficiência de processos como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener">colostragem</a></strong>.</p>
<p>O esquema apresentado abaixo expõe as principais consequências das onfalites de acordo com a estrutura umbilical acometida.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15911" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-1.jpg" alt="Principais consequencias da onfalite em bezerras" width="624" height="182" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-1.jpg 624w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-1-300x88.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-1-370x108.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-1-270x79.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-1-150x44.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 624px) 100vw, 624px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15912" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-2.jpg" alt="Onfalite em bezerros recém-nascidos" width="709" height="212" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-2.jpg 709w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-2-300x90.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-2-370x111.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-2-270x81.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-2-150x45.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 100vw, 709px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Casos de onfalite em bovinos recém-nascidos. (Fonte: Rafael Perez, Grupo Rehagro).</span></p>
<p>Além da possibilidade de acarretar alterações físicas e fisiológicas no organismo das bezerras, estudos demonstram que os distúrbios gerados pelas infecções umbilicais possuem correlação com <strong>redução da produção de leite</strong> <strong>já na primeira lactação.</strong></p>
<p>Em casos onde a bezerra não foi bem colostrada e desenvolveu onfalite, por exemplo, as consequências são ainda mais graves.</p>
<p>Onfalites não diagnosticadas e/ou não tratadas tendem a se complicar, ocasionando septicemia e levando os animais ao óbito.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como realizar a cura do umbigo corretamente?</h2>
<p>Realizar a cura de umbigo significa imergir o coto umbilical até a sua base em uma <strong>substância antisséptica e desidratante</strong>. A substância que possui essas características e que é mais recomendada para este processo é a <strong>tintura de iodo com concentração a 10%</strong>.</p>
<p>Recomenda-se que a cura de umbigo seja feita imediatamente após o nascimento da bezerra, imergindo o cordão umbilical até a sua base na tintura de iodo durante aproximadamente 30 segundos.</p>
<p>A frequência mínima a ser adotada é de <strong>2 vezes por dia</strong>, até o dia em que o umbigo seque e se desprenda do abdômen.</p>
<p>A conservação da tintura de iodo ao abrigo da luz solar e da matéria orgânica é essencial para garantir o seu desempenho, visto que o contato do produto com esses fatores reduz a sua bioeficiência.</p>
<p>É por esses motivos que se indica o armazenamento do iodo em um recipiente âmbar (reduz a passagem de radiação solar) do tipo copo sem retorno (evita o retorno de sujidade do ambiente para a tintura).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15913" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-3.jpg" alt="Processo de cura de umbigo de bezerros com tintura de iodo" width="379" height="308" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-3.jpg 379w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-3-300x244.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-3-370x300.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-3-270x219.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-3-150x122.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Copo sem retorno para armazenamento da tintura de iodo. (Fonte: José Zambrano, Grupo Rehagro)</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Como fabricar a tintura de iodo 10%?</h3>
<p>A tintura de iodo pode ser de origem comercial ou produzida pela própria fazenda. Independente da sua origem, a tintura deve ser de qualidade a fim de promover uma adequada cura de umbigo.</p>
<p>Na tabela a seguir está demonstrada uma fórmula de tintura de iodo 10% para fabricação na fazenda, confira.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15914" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-4.jpg" alt="Fórmula da tintura de iodo para cura de bezerros" width="466" height="158" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-4.jpg 466w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-4-300x102.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-4-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-4-270x92.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-4-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 466px) 100vw, 466px" /></p>
<p>Como fazer a tintura:</p>
<ol>
<li>Macerar as 75 gramas de iodo metálico e as 25 gramas de iodeto de potássio, diluindo-as em 50 – 100 ml de água destilada.</li>
<li>Acrescentar 900 – 950 ml de álcool absoluto até que a tintura complete 1 litro.</li>
<li>Armazenar todo o volume em um frasco de cor âmbar, tampado e ao abrigo da luminosidade.</li>
<li>Transferir a tintura de iodo para o copo sem retorno quando necessário.</li>
</ol>
<h2>Como saber se a cura do umbigo está sendo eficiente?</h2>
<p>A eficiência da cura de umbigo deve ser monitorada constante e periodicamente.</p>
<p>Recomenda-se realizar a avaliação do umbigo das bezerras por meio de palpação manual cerca de <strong>15 a 20 dias após o nascimento</strong> para averiguar a eficiência do processo de cura de umbigo e detectar possíveis alterações/infecções.</p>
<p>O esperado é que bezerras com umbigo saudável apresentem diâmetro umbilical próximo ao de uma carga de caneta esferográfica.</p>
<p>Avaliações a campo observam que os animais oriundos de fecundação in vitro (FIV)/ transferência embrionária (TE) têm apresentado um maior diâmetro do umbigo, o que deve ser diferenciado dos casos de onfalite.</p>
<p>Palpações umbilicais realizadas fora do período ideal, ou seja, entre os 15 e 20 dias de idade, não são muito confiáveis, pois antes dessa fase o reconhecimento das estruturas umbilicais internas não é tão fácil e após os 20 dias aumenta-se a tensão da musculatura abdominal das bezerras, dificultando o acesso das estruturas pela palpação.</p>
<p>Durante a palpação deve-se classificar o umbigo em um escore de 0 a 2:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15915" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-5.jpg" alt="Classificação do escore umbilical de bezerros" width="352" height="122" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-5.jpg 352w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-5-300x104.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-5-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cura-umbigo-bezerras-5-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 352px) 100vw, 352px" /></p>
<p>Uma meta comumente trabalhada como ideal é de que no mínimo <strong>90% das bezerras avaliadas apresentem escore umbilical 0</strong>, ou seja, sem alterações.</p>
<p>Dada a importância da saúde do umbigo, torna-se essencial intensificar e dar prioridade ao processo de cura de umbigo.</p>
<p>Casos de onfalite contribuem para redução do <a href="https://rehagro.com.br/blog/criacao-de-bezerras-leiteiras-e-seus-desafios/" target="_blank" rel="noopener"><strong>desempenho das bezerras</strong></a>, ocorrência de doenças concomitantes, aumento nos custos com tratamento e redução nas taxas de sobrevivência dos animais.</p>
<p>Avaliar a condição umbilical de forma periódica e sistemática através da palpação manual garante o monitoramento da eficiência do processo de cura de umbigo.</p>
<h2>Aprimore o manejo de bezerras e aumente a eficiência na fazenda</h2>
<p>A cura correta do umbigo é um dos primeiros passos para garantir a saúde e o bom desenvolvimento das bezerras.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende práticas modernas de manejo, gestão e sanidade que impactam diretamente a produtividade e a rentabilidade da sua fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/">Como realizar a cura de umbigo das bezerras? Saiba como avaliar</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>5</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
