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gestão do agronegócio

Aprenda a tomar decisões estratégicas na gestão do agronegócio

O processo de tomada de decisões na gestão do agronegócio envolve inúmeras variáveis e deve ser pensado de forma estratégica. A complexidade das decisões requer que o administrador considere as influências internas e externas ao ambiente da decisão  e quanto mais complexo for esse ambiente, mais difícil é chegar às decisões corretas. O gestor deve levar em conta ao tomar uma decisão: os objetivos da organização; critérios de racionalidade; raciocínio; valores, crenças e recursos; informações.

Tipos de decisão

Podemos considerar dois tipos de decisões: as programadas e as não programadas.

  • Decisões Programadas: São as decisões que se repetem; soluções da organização para situações de rotina. Elas resolvem problemas que já foram enfrentados outras vezes e que sempre surgem da mesma maneira. Nesses casos, não é necessário fazer diagnóstico, criar alternativas, e escolher um novo curso de ação.
  • Decisões Não Programadas: São pensadas para resolver problemas que os mecanismos padronizados não dão conta de solucionar. São situações novas, que surgem pela primeira vez, e que necessitam de ideias diferentes e novos modelos de resolução. É nessas horas que o gestor deve fazer uma ampla análise – entendendo o que é o problema em questão para poder solucioná-lo. As decisões únicas ou não programadas, normalmente, referem-se a questões de grande vulto e que possuem consequências econômicas de impacto.

Modelos de decisão

O processo de tomada de decisões será sempre passível de erros. O objetivo das técnicas é estruturar o processo decisório, ajudando a eliminar a improvisação e aumentar a certeza na tomada de decisões. Quando o gestor tem um processo estruturado para resolução de problemas, ele consegue assegurar uma decisão lógica, que seja coerente com o problema e que diminua a probabilidade dos erros.  

Simon (1977) apud Freitas et al. (1997) propõe um modelo dividido em três grandes fases com uma constante retroalimentação ou feedback, são elas:

  1. a) Inteligência ou investigação – Através da exploração do ambiente e do processamento dos dados buscam-se indícios para identificar os problemas e oportunidades.
  2. b) Desenho ou concepção – consiste na criação, desenvolvimento e análise dos possíveis cursos de ação; o tomador de decisão formula o problema, constrói e analisa as alternativas disponíveis com base em sua potencial aplicabilidade;
  3. c) Escolha – é a fase na qual é realizada a seleção da alternativa ou curso de ação entre aquelas que estão disponíveis; esta escolha acontece após a fase de desenho, onde o decisor busca informações para tentar garantir a melhor opção;
  4. d) Feedback – entre as fases que constituem o modelo, podem acontecer eventos em que fases já vencidas do processo sejam resgatadas; este “retorno” pode ocorrer entre a fase de escolha e concepção ou inteligência ou entre a fase de concepção e inteligência.

Processos

O processo administrativo abrange quatro tipos principais de decisões, também chamados de processos ou funções: planejamento, organização, execução e controle.

  • Planejamento: O planejamento pode ser entendido como sendo a determinação dos objetivos a serem atingidos e dos meios pelos quais seria possível alcançá-los. É a ponte que serve de elo entre o estágio onde estamos e o estágio para onde vamos.
  • Execução:  Após o estabelecimento dos objetivos e diretrizes, o próximo passo será a execução. Afinal, não basta apenas planejar, é necessária uma adequada implantação. Para Bateman e Snell (1998, p. 136), “Muitos planos bons são condenados ao fracasso por não serem implementados corretamente”. A execução é a fase onde os gestores buscam concretizar o que foi planejado, de forma a atingir as metas e/ou objetivos anteriormente estabelecidos.
  • Controle: Controlar constitui-se na última, mas essencial, etapa do processo de gestão. O papel desempenhado pela função de controle na gestão organizacional é verificar se o que foi planejado está sendo obedecido, por meio de comparações entre a situação real versus a prevista. Nesta perspectiva, no intuito de que as ações realizadas conduzam a empresa aos resultados desejados, torna-se necessário um acompanhamento que possa permitir uma visualização do desempenho presente, com vistas a uma comparação com os objetivos previamente estabelecidos no plano e, em casos em que tais ações não estejam no caminho esperado, possam ser definidos ajustes a serem implementados.

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