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	<title>Polioencefalomalacia Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>Polioencefalomalacia Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Polioencefalomalacia em bovinos: qual sua relação com a dieta dos animais?</title>
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					<comments>https://rehagro.com.br/blog/polioencefalomalacia/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2024 12:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[Polioencefalomalacia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em vista do aprimoramento da bovinocultura de leite no Brasil, tornou-se prática comum integrar animais de elevado potencial leiteiro e boa fertilidade dos rebanhos das fazendas do país. Para alcançar plenamente esse potencial, o setor tem priorizado a implementação de dietas cada vez mais enriquecidas em carboidratos e proteínas, proporcionando um valor nutricional elevado aos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em vista do aprimoramento da bovinocultura de leite no Brasil, tornou-se prática comum integrar animais de </span><b>elevado potencial leiteiro e boa fertilidade</b><span style="font-weight: 400;"> dos rebanhos das fazendas do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alcançar plenamente esse potencial, o setor tem priorizado a implementação de </span><b>dietas cada vez mais enriquecidas em carboidratos e proteínas</b><span style="font-weight: 400;">, proporcionando um valor nutricional elevado aos animais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, à medida que a carga produtiva do animal aumenta, suas demandas nutricionais também se elevam, resultando em uma </span><b>maior carga metabólica</b><span style="font-weight: 400;">. Esse cenário pode predispor a uma variedade de distúrbios, abrangendo desde doenças gastrointestinais como <a href="https://rehagro.com.br/blog/timpanismo-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>timpanismo</strong></a> ou <a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>acidose ruminal</strong></a>, até </span><b>condições metabólicas e neurológicas</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre estas, destaca-se a </span><b>Polioencefalomalacia (PEM)</b><span style="font-weight: 400;">, uma afecção de alta letalidade e etiologia multifatorial, com os fatores nutricionais ocupando posição de destaque entre as principais causas no contexto brasileiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse texto iremos discutir melhor sobre o que é polioencefalomalacia, quais são as causas e suas relações com a deficiência primária e secundária de tiamina e com o enxofre, quais são os sinais dessa afecção, como diagnosticar e as medidas de controle. </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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</div>
<h2>Mas o que é polioencefalomalacia?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A polioencefalomalacia (PEM) é uma </span><b>condição não infecciosa</b><span style="font-weight: 400;"> que impacta o sistema nervoso central dos ruminantes. Essa condição surge devido à </span><b>necrose cerebrocortical</b><span style="font-weight: 400;">, resultando no </span><b>amolecimento (malácia) da substância cinzenta</b><span style="font-weight: 400;">. Em estágios mais avançados, pode ocorrer infiltração de macrófagos, seguida pela cavitação subsequente da matriz cortical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A PEM pode afetar animais em </span><b>qualquer faixa etária</b><span style="font-weight: 400;">, dependendo de sua etiologia. No entanto, os animais com idades entre 8 e 12 meses, mantidos em condições de confinamento e expostos a mudanças abruptas na alimentação, ou que são alojados em pastagens com baixo potencial nutritivo, apresentam uma maior suscetibilidade ao desenvolvimento da doença.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora a enfermidade possa ocorrer em qualquer época do ano, no Brasil, observa-se uma incidência mais significativa entre abril e setembro. Nesses meses, algumas regiões experimentam uma redução na pluviosidade, resultando em </span><b>pastagens com baixo teor de nutrientes e modificações na qualidade da silagem.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A taxa de mortalidade pode atingir até 14%, enquanto a letalidade é elevada, variando de 43% a 100%. Essa variação depende da eficácia da resposta ao tratamento e do estágio em que o tratamento foi iniciado.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são as causas da polioencefalomalacia?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A polioencefalomalacia pode resultar de diversos fatores, abrangendo </span><b>causas nutricionais, metabólicas e infecciosas</b><span style="font-weight: 400;">. Entre as etiologias menos frequentes, incluem-se envenenamento por chumbo e encefalite por herpesvírus bovino-5 (BHV-5). Já entre as </span><b>principais causas</b><span style="font-weight: 400;"> de origem nutricional e metabólica, destacam-se:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Intoxicação por cianeto e enxofre;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Síndrome de privação de água que conduz à intoxicação por cloreto de sódio;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Deficiência de tiamina.</span></li>
</ul>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-28131 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-1.jpg" alt="Vacas em sistema de confinamento se alimentando no cocho." width="640" height="421" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-1.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-1-300x197.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-1-370x243.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-1-270x178.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-1-150x99.jpg 150w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Animais em sistema de confinamento se alimentando no cocho. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Farm Health</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>deficiência de tiamina</b><span style="font-weight: 400;"> destaca-se como a </span><b>principal causa nutricional</b><span style="font-weight: 400;"> da polioencefalomalacia na pecuária leiteira, sendo registrada desde a década de 50. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tiamina, também conhecida como </span><b>vitamina B1</b><span style="font-weight: 400;">, desempenha um papel crucial no metabolismo energético dos neurônios, participando ativamente nas vias catabólicas e anabólicas do NADH e NADPH, nas vias glicolíticas, e atuando diretamente no metabolismo dos carboidratos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adicionalmente, atuando como cofator para múltiplas enzimas no Ciclo de Krebs, a tiamina exerce influência direta na síntese de ATP, um nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia em suas ligações químicas. Essa </span><b>deficiência resulta na diminuição da eficiência da bomba de sódio e potássio</b><span style="font-weight: 400;">, ocasionando o </span><b>acúmulo de sódio</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse acúmulo, por sua vez, eleva a pressão osmótica no interior dos neurônios, culminando no acúmulo de água dentro dessas células e, eventualmente, levando à sua ruptura.</span></p>
<h3>Deficiência primária e secundária de Tiamina</h3>
<p><b></b><span style="font-weight: 400;">Devido à presença de bactérias ruminais produtoras de vitaminas do Complexo B, os </span><b>ruminantes adultos conseguem sintetizar tiamina em quantidade suficiente para preservar a homeostasia metabólica celular no sistema nervoso</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, </span><b>animais jovens</b><span style="font-weight: 400;"> durante o período de aleitamento ou na </span><b>fase inicial de adaptação à dieta sólida</b><span style="font-weight: 400;">, que ainda não desenvolveram uma microbiota estabelecida, podem ser susceptíveis à </span><b>deficiência primária de tiamina</b><span style="font-weight: 400;"> devido à baixa presença de vitamina B1 em sua dieta.</span></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-28132 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3.jpg" alt="Bezerra em sistema de aleitamento." width="900" height="507" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3.jpg 900w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3-768x433.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3-740x417.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-3-150x85.jpg 150w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de bezerra em sistema de aleitamento. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Jonathan Page (2021)</span></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a </span><b>deficiência secundária</b><span style="font-weight: 400;">, é causada pela produção de </span><b>substâncias que competem pelos sítios da tiamina no rúmen e no intestino</b><span style="font-weight: 400;">, ou inativam a vitamina B1 como a enzima tiaminase. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consumo de dietas ricas em carboidratos solúveis, a fermentação e a produção excessiva de ácidos graxos voláteis, leva a redução do pH, causando acidose ruminal, o que pode causar a inativação das bactérias produtoras de tiamina ou a redução de sua produção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a queda do pH ocasiona o crescimento de bactérias degradadoras da tiamina, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">Clostridium sporogenes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bacillus thiaminollyticus</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consumo de alimentos contaminados por microrganismos produtores de </span><b>tiaminase</b><span style="font-weight: 400;">, como <a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><strong>silagem</strong></a> e feno mal conservados, representa uma via potencial para o desenvolvimento da deficiência de tiamina. Além disso, a ingestão de plantas que naturalmente possuem a enzima, tais como </span><i><span style="font-weight: 400;">Amaranthus blitoides, Malva parviflora, Pteridium aquilinum, Marsilea drummondii, Cheilanthes sieberi</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Equisetum arvense</span></i><span style="font-weight: 400;">, também pode contribuir para o surgimento da PEM. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Menos comumente, a deficiência de tiamina pode ocorrer devido à administração de medicamentos com propriedades antimetabólicas das vitaminas do Complexo B, como piritiamina, oxitiamina e amprólio. Como também, alguns anti-helmínticos, como levamisol e tiabendazol, podem desempenhar um papel nesse contexto.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28133 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2.jpg" alt="Vacas em sistema de confinamento evidenciando sua dieta." width="1003" height="666" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2.jpg 1003w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2-300x199.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2-768x510.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2-370x246.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2-270x179.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2-740x491.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-2-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1003px) 100vw, 1003px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de vacas em sistema de confinamento evidenciando sua dieta. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: All About Feed (2015)</span></span></p>
<h3>E qual a relação com o enxofre?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>excesso de enxofre</b><span style="font-weight: 400;"> na alimentação emerge como um fator predisponente para a PEM. Especificamente, o excesso desta substância, principalmente na forma de sulfatos, propicia a redução para </span><b>sulfetos</b><span style="font-weight: 400;"> devido à ação da microbiota ruminal. Esse processo resulta na </span><b>formação de substâncias tóxicas</b><span style="font-weight: 400;"> tanto no gás quanto no fluido ruminal, ao se ligarem aos cátions bivalentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma parte desses gases pode ser degradada por enzimas bacterianas ou expelida por eructação. No entanto, em concentrações elevadas, a absorção ou inalação dessas moléculas pode resultar na </span><b>inibição da enzima citocromo-oxidase</b><span style="font-weight: 400;"> da cadeia transportadora de elétrons. Isso, por sua vez, reduz a produção de ATP nas células neuronais, resultando em </span><b>disfunção na respiração celular</b><span style="font-weight: 400;">, o que consequentemente desencadeia </span><b>hipóxia e necrose dos neurônios.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário do que ocorre na deficiência de tiamina, a acidose ruminal favorece a produção de sulfeto de hidrogênio (H</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">S) devido ao ambiente ácido propiciar concentrações elevadas de H</span><span style="font-weight: 400;">2</span><span style="font-weight: 400;">S na camada gasosa do rúmen, a inalação desse gás durante a eructação pode servir como rota de absorção de sulfetos, resultando em intoxicação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adicionalmente, as moléculas de ânions de sulfito, derivadas da ação de bactérias metabolizadoras de sulfato, apresentam a capacidade de clivar a tiamina, podendo causar de forma indireta a deficiência da vitamina.</span></p>
<h2>Quais são os sinais da polioencefalomalacia?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido a lesões em uma região crucial do sistema nervoso central, os sinais iniciais da polioencefalomalacia frequentemente manifestam-se por meio de:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Incoordenações</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Posturas anormais</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações comportamentais, como agressividade ou excitabilidade. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses sintomas evoluem para um caminhar cambaleante e descoordenado, além de incluir cegueira total ou parcial, tremores musculares, nistagmo, estrabismo medial dorsal, decúbito esternal prolongado e, em estágios mais avançados, decúbito lateral e opistótono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum que a doença apresente </span><b>estágios intermediários</b><span style="font-weight: 400;"> caracterizados por </span><b>hipomotilidade ruminal e hiporexia</b><span style="font-weight: 400;">, podendo ser erroneamente diagnosticada como um distúrbio predominantemente gastrointestinal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale ressaltar que o tempo de evolução da doença é variado, dependendo da etiologia e do grau de acometimento do animal. Assim, a morte pode ocorrer dentro de um período de 2 a 10 dias após o início dos primeiros sinais clínicos.</span></p>
<h2>Como diagnosticar?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Como os </span><b>sinais clínicos são inespecíficos</b><span style="font-weight: 400;">, as principais abordagens diagnósticas devem basear-se no </span><b>histórico</b><span style="font-weight: 400;">, como alterações na dieta, consumo de silagem mal conservada, baixa ingestão de água ou evidências de áreas contaminadas por chumbo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra estratégia diagnóstica é a </span><b>abordagem terapêutica</b><span style="font-weight: 400;">, como a administração de vitamina B1 nos casos de deficiência de tiamina, ou a hidratação e utilização de diuréticos em intoxicações por sódio associadas à privação de água.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, o </span><b>método mais eficaz de diagnóstico</b><span style="font-weight: 400;"> é por meio de </span><b>exame pós-mortem</b><span style="font-weight: 400;">, especialmente a análise macroscópica do encéfalo e a avaliação </span><b>histopatológica</b><span style="font-weight: 400;"> da região cortical, com foco nas lâminas superficiais. Nesses casos, observam-se áreas de </span><b>malácia no córtex</b><span style="font-weight: 400;"> cerebral, tumefação de astrócitos e presença de ovoides de mielina nos animais afetados. Quando associado ao herpesvírus bovino-5, a presença de corpúsculos de inclusão intranucleares pode fechar o diagnóstico com maior precisão.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-28134 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-4.jpg" alt="Encéfalo bovino afetado por polioencefalomalacia" width="615" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-4.jpg 615w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-4-300x151.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-4-370x186.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-4-270x136.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/02/polioencefalomalacia-4-150x75.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 615px) 100vw, 615px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;"><span style="font-weight: 400;">Imagem de encéfalo bovino afetado por polioencefalomalacia, onde o mesmo se apresenta tumefeito, circunvoluções telencefálicas achatadas. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Santos e Alessi (2016)</span></span></p>
<h2>Medidas de controle</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dada a variedade na etiologia da PEM, é crucial adotar </span><b>medidas voltadas à nutrição</b><span style="font-weight: 400;"> dos animais e à prevenção de possíveis acidentes relacionados à contaminação da água e dos alimentos por metais pesados, especialmente o chumbo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No que se refere aos fatores nutricionais predisponentes, garantir uma </span><b>dieta equilibrada para bezerras em transição</b><span style="font-weight: 400;"> ou, quando necessário, suplementá-las com vitamina B1 é essencial. Isso desempenha um papel vital na manutenção de níveis adequados de tiamina, protegendo assim o metabolismo celular contra a deficiência primária desta substância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os animais adultos, </span><b>assegurar quantidades apropriadas de vitaminas, <a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">minerais</a> e, principalmente, carboidratos solúveis</b><span style="font-weight: 400;"> é crucial para manter e equilibrar a microbiota ruminal, reduzindo as chances da deficiência secundária de vitamina B1, e a produção excessiva de gases de sulfeto e sulfito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a </span><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener"><strong>qualidade e disponibilidade da água</strong></a><span style="font-weight: 400;"> são vitais para evitar a síndrome de privação de água, que pode levar à intoxicação por cloreto de sódio, bem como para prevenir a ingestão acidental de plantas toxigênicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em síntese, a abordagem abrangente na nutrição e no manejo ambiental é essencial para prevenir efetivamente a polioencefalomalacia em bovinos. Ao implementar essas medidas preventivas de forma integrada, podemos mitigar significativamente os riscos associados à PEM, promovendo a saúde e o bem-estar do rebanho.</span></p>
<h2>Nutrição estratégica para prevenir doenças e aumentar a produção</h2>
<p>A polioencefalomalacia está diretamente ligada a desequilíbrios nutricionais que podem comprometer a saúde e o desempenho do rebanho.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a formular dietas equilibradas, prevenir distúrbios metabólicos e aplicar manejos que garantem mais produtividade e rentabilidade no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23116" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini.jpg" alt="Eliel Scavazzini - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/eliel-scavazzini-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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