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	<title>timpanismo Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>timpanismo Archives | Rehagro Blog</title>
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	<item>
		<title>Timpanismo em bovinos: o que é, causas e tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 11:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como a acidose ruminal, o timpanismo é um fator a ser considerado em mortes por enfermidades digestivas, as quais, representam perdas econômicas significativas aos produtores. Logo, entender o perfil da doença, junto aos fatores que corroboram com o seu desenvolvimento, para assim, evitar os prejuízos aos animais e responsáveis é indispensável. &#160; Sem tempo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/timpanismo-em-bovinos/">Timpanismo em bovinos: o que é, causas e tratamento</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Assim como a acidose ruminal, o <strong>timpanismo</strong> é um fator a ser considerado em mortes por enfermidades digestivas, as quais, representam perdas econômicas significativas aos produtores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, entender o perfil da doença, junto aos fatores que corroboram com o seu desenvolvimento, para assim, evitar os prejuízos aos animais e responsáveis é indispensável.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é timpanismo?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span>timpanismo<span style="font-weight: 400;">, também conhecido como </span><b>empanzinamento</b><span style="font-weight: 400;"> ou </span><b>meteorismo ruminal</b><span style="font-weight: 400;">, consiste em uma distensão abdominal decorrente do acúmulo de gás do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">rúmen</a></strong>, quando esse gás que é produzido de maneira fisiológica após a fermentação ruminal durante o processo de digestão dos alimentos não consegue ser eliminado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a eliminação do gás pela eructação não acontece de forma efetiva isso resulta em consequências, que podem levar a quadros respiratórios e até mesmo na morte do animal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse artigo iremos entender melhor as formas de apresentação do timpanismo, quais os principais fatores predisponentes, as manifestações clínicas, maneiras de prevenir essa condição e também os impactos na pecuária leiteira.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais as formas do timpanismo?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O timpanismo pode se apresentar de duas formas, o <strong>timpanismo primário</strong> ou espumoso e o <strong>timpanismo secundário</strong> ou “gás livre”: </span></p>
<h3>Timpanismo primário</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><b>timpanismo primário ou espumoso</b><span style="font-weight: 400;">, há uma alteração no conteúdo ruminal, quanto à tensão superficial e viscosidade. Dessa forma, não ocorre a </span><b>coalescência dos gases</b><span style="font-weight: 400;"> advindos da fermentação, de modo que haja uma associação das bolhas gasosas à ingesta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que, a princípio, os movimentos estejam presentes, não é possível eliminá-las. Pois, o processo de eructação torna-se dificultoso, uma vez que, a espuma estável preenche o espaço rúmen &#8211; retículo, a ponto de cobrir a região da cárdia. Região essa que tem um papel significativo na eructação, já que, uma certa quantidade de gases livres, geram o estímulo necessário para a eliminação.</span></p>
<h3>Timpanismo secundário</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o </span><b>timpanismo secundário ou por “gás livre”</b><span style="font-weight: 400;">, a não eliminação dos gases produzidos no processo de fermentação, é em decorrência a alguma obstrução da cárdia ou esôfago podendo ser mecânica, patológica ou metabólica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de existir a possibilidade da ocorrência de lesões nas vias nervosas responsáveis pelo processo de eructação, como é o caso da indigestão vagal, o que pode levar a atonia ruminal.</span></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-25004 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo.jpg" alt="Gado com timpanismo" width="622" height="419" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo.jpg 622w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo-300x202.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo-370x249.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo-270x182.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/capa-timpanismo-150x101.jpg 150w" sizes="(max-width: 622px) 100vw, 622px" /></p>
<h2>Fatores predisponentes</h2>
<h3>Oferta de leguminosas</h3>
<p><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">A dieta dos bovinos deve ser equilibrada e bem formulada</a></strong>. Alguns tipos de alimentos, como leguminosas ricas em proteína, podem predispor os animais ao timpanismo. Em relação às leguminosas<span style="font-weight: 400;">, principalmente Alfafa (Medicago sativa), trevo-vermelho (Trifolium pratense) e trevo-branco (T. repens). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As </span><b>proteínas solúveis</b><span style="font-weight: 400;">, presentes nas folhas, proporcionam uma fermentação mais intensa, de modo que haja maior formação de gases e proliferação bacteriana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, as partículas de cloroplasto (organelas de plantas, presentes nas folhas) acabam sendo colonizadas por esses microrganismos, sendo assim, a coalescência das bolhas fica comprometida e ineficaz. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fator relacionado é o estágio em que se encontram as plantas, logo, o período vegetativo ou brotação apresentam riscos maiores em relação à contribuição para a estabilidade da espuma. Isto deve-se à concentração de cloroplasto e proteínas solúveis. </span></p>
<h3>Dietas com alto teor de grãos ou carboidratos solúveis</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já em dietas de concentrados com </span><b>partículas muito finas ou de baixa granulometria</b><span style="font-weight: 400;">, proporcionam um ambiente favorável para a alta proliferação de certos grupos de bactérias, como os ácidos tolerantes, por exemplo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Streptococcus bovis</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, aumentando a digestão microbiana do amido, o que resulta em níveis elevados na produção de mucopolissacarídeos. Os quais contribuem para a estabilidade da espuma e aumentam a viscosidade do conteúdo ruminal e, consequentemente, a retenção dos gases no mesmo. </span></p>
<p>O mesmo pode ocorrer em locais que usam a <a href="https://rehagro.com.br/blog/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><b>palma </b></a>na dieta, já que, este componente é rico em mucilagem e carboidratos solúveis e não apresenta níveis adequados de fibra.</p>
<h3>Dietas com alto teor de fibras finas ou dietas pobres em fibra</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Dietas com alto teor de fibras finas, como pastagens jovens ou <strong>forragem</strong> de má qualidade, podem predispor os bovinos ao timpanismo.  Além disso, dietas de baixo teor de fibra podem colaborar para o perfil de bactérias ácido tolerantes, pois essa dieta provocará alteração na produção de saliva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pH ruminal fica comprometido em decorrência da falha do mecanismo de tamponamento (o que neutraliza os ácidos do rúmen), provocando assim uma disbiose, ou seja, um desequilíbrio na microbiota ruminal, tornando o ambiente favorável para o </span><i><span style="font-weight: 400;">S. bovis</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo.</span></p>
<h3>Mudanças na dieta</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Mudanças repentinas na dieta dos bovinos, especialmente a transição de uma dieta de forragem para uma dieta rica em grãos, podem causar <strong>desequilíbrios no sistema digestivo e aumentar o risco de timpanismo</strong>. Isso evidencia a importância de promover alterações na dieta com adaptações e com a orientação de profissionais capacitados.</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Manifestações clínicas</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É frequente observar distensão, principalmente do lado esquerdo do abdômen (fossa paralombar), já que, coincide com a localização do rúmen. Porém, em casos mais severos, pode haver distensão abdominal de ambos os lados.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-25005 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo.jpg" alt="Ilustração dos graus do timpanismo" width="542" height="392" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo.jpg 542w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo-300x217.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo-370x268.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo-270x195.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/10/graus-de-timpanismo-150x108.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 542px) 100vw, 542px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Imagem ilustrando os diferentes graus de timpanismo em bovinos. </span><span style="font-weight: 400;">Fonte: Núcleo de Pesquisa Ensino e Extensão em pecuária-NUPEEC</span></span></p>
<p>Com o progresso do timpanismo, os sinais clínicos<span style="font-weight: 400;"> são decorrentes do aumento da pressão intra-abdominal, tornando a fossa paralombar esquerda mais proeminente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse aumento de pressão exerce uma compressão da musculatura torácica e pode originar quadros de deficiência/ dificuldade respiratória, provocando o aumento da frequência cardíaca e da respiração e até mesmo, extensão da cabeça e pescoço, conferindo uma posição ortopneica, o que caracteriza uma posição melhor para respirar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, pode ocorrer <a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>queda na produção de leite</strong></a>, inquietação, micção e defecação frequentes e perda do apetite. Em casos muito agudos, há ocasiões em que não há sinais clínicos prévios à morte súbita. </span></p>
<h2>Diagnóstico do timpanismo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>diagnóstico</strong> é feito baseado no histórico e sinais clínicos apresentados pelo animal. O uso de exames laboratoriais não é comum nesses casos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se trata de diagnóstico </span><i><span style="font-weight: 400;">post mortem</span></i><span style="font-weight: 400;">, ainda mais nos quadros de morte súbita, a necropsia é uma ferramenta de grande importância. Logo, é possível encontrar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Alterações circulatórias, como hemorragias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Esôfago congesto na porção cervical, mas pálido na porção torácica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Protusão da língua;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pulmões comprimidos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Eritema sob a mucosa ruminal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fígado pálido;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Além de poder surgir enfisema subcutâneo (Radostits).</span></li>
</ul>
<h2>Tratamentos e prevenções</h2>
<p>Os <strong>métodos de tratamento disponíveis</strong> são aplicáveis a depender do quadro do paciente, levando em consideração:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O tipo de timpanismo (primário ou secundário);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O grau de acometimento (leve ou grave);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Urgência do caso.</span></li>
</ol>
<p>Como métodos de controle, em relação às leguminosas, deve haver uma atenção maior referente ao grau de amadurecimento das leguminosas corresponde a uma maior resistência da parede celular à degradação do processo de digestão.</p>
<p>Outro ponto é a concentração de taninos nas plantas, cuja correlação com os casos de timpanismo são favoráveis, pois essa substância é capaz de combinar com proteínas, formando precipitados.</p>
<p>Ou seja, níveis maiores tendem a reduzir a formação da espuma no rúmen e no grau da doença. Já que se ligam às proteínas das plantas e reduzem a degradabilidade bacteriana exacerbada. Logo, prefira leguminosas com maior teor desse componente.</p>
<p>Em relação aos grãos, é importante estar atento à granulometria, visto que alimentos com menor granulometria podem favorecer a velocidade de fermentação e produção de ácidos orgânicos, predispondo o caso de timpanismo. Além disso, é importante que na dieta seja de pelo menos 10 a 15% de forragem de boa qualidade.</p>
<p>A utilização de ionóforos é uma prática profilática, que usa a monensina sódica, por exemplo, com a finalidade de agir no pH ruminal, de modo que reduza a estabilidade das bolhas e favorece a eructação. Vale ressaltar a cautela em usar essa alternativa, já que, doses inadequadas podem gerar intoxicação dos animais.</p>
<p>A respeito do timpanismo por “gás livre”<span style="font-weight: 400;">, investigue as causas primárias, como o acesso dos animais a corpos estranhos, ou enfermidades que causem lesões ou obstruções, principalmente problemas metabólicos, que possam impedir o animal de eructar.    </span></p>
<h2>Quais os impactos do timpanismo?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O timpanismo em bovinos leiteiros tem um impacto significativo na produção de leite, no <a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar dos animais</strong></a> e nos custos de produção e dentre os principais impactos, podemos citar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Redução na produção de leite</strong>: O timpanismo pode levar a uma diminuição na ingestão de alimentos devido ao desconforto abdominal e à distensão do rúmen. Como resultado, a produção de leite pode ser reduzida. Bovinos leiteiros que sofrem de timpanismo gasoso ou espumoso tendem a ter uma diminuição temporária na produção de leite.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Perda de <a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">Escore de Condição Corporal (ECC)</a></strong>: A redução na ingestão de alimentos e a diminuição da produção de leite podem resultar na perda de peso corporal dos bovinos leiteiros. O que pode ser prejudicial para a saúde da vaca e para produção de leite a longo prazo.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Bem-estar animal</strong>: O timpanismo causa desconforto e dor nos bovinos. Eles podem ficar inquietos, ofegantes e relutantes em deitar-se. O estresse resultante do timpanismo afeta negativamente o bem-estar dos animais.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Custos de tratamento</strong>: O tratamento do timpanismo em bovinos leiteiros pode ser dispendioso. Isso inclui a necessidade de chamar um veterinário, submeter o animal a procedimentos para o alívio dos gases e administração de medicamentos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Problemas de longo prazo</strong>: Em casos graves ou crônicos de timpanismo, os bovinos podem desenvolver problemas de saúde a longo prazo, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">acidose ruminal</a></strong>, deslocamento do abomaso e até laminite.</li>
</ul>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabendo como o timpanismo se apresenta e conhecendo seus fatores predisponentes, fica claro que para minimizar os impactos do timpanismo em vacas leiteiras é fundamental implementar práticas de manejo adequadas, como a formulação adequada da dieta, qualidade dos alimentos e também a detecção precoce dos sintomas de timpanismo para tratamento imediato. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prevenção é muitas vezes mais eficaz e econômica do que o tratamento após o desenvolvimento da condição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atenção a dieta, ambiente e ao manejo dos animais desempenha um papel muito importante para redução do risco de timpanismo.</span></p>
<h2>Prevenção e manejo para manter a saúde e a produção do rebanho</h2>
<p>O timpanismo pode causar sérios prejuízos à saúde dos animais e à produtividade da fazenda.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a identificar causas, implementar ações preventivas e aplicar manejos eficazes que protegem o rebanho e garantem mais leite no tanque.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-18727 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-pl-150x49.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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