{"id":45086,"date":"2026-10-08T10:00:13","date_gmt":"2026-10-08T13:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/?p=45086"},"modified":"2026-10-08T09:21:39","modified_gmt":"2026-10-08T12:21:39","slug":"diarreia-viral-bovina-bvd","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/diarreia-viral-bovina-bvd\/","title":{"rendered":"Diarreia Viral Bovina (BVD): sintomas, diagn\u00f3stico, controle e preven\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>Diarreia Viral Bovina (BVD)<\/strong> \u00e9 uma enfermidade de grande import\u00e2ncia para a pecu\u00e1ria, com impactos diretos sobre a sanidade, a reprodu\u00e7\u00e3o e a produtividade dos rebanhos leiteiros e de corte. Causada por um v\u00edrus do g\u00eanero <i>Pestivirus<\/i>, pertencente \u00e0 fam\u00edlia <i>Flaviviridae<\/i>, a doen\u00e7a apresenta ampla distribui\u00e7\u00e3o e pode se manifestar de diferentes formas, incluindo quadros graves como a <strong>Doen\u00e7a das Mucosas<\/strong>.<\/p>\n<p>Apesar do nome, os efeitos da BVD n\u00e3o se limitam \u00e0 ocorr\u00eancia de diarreia ou \u00e0s altera\u00e7\u00f5es do trato gastrointestinal. A infec\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 associada a <strong>comprometimento respirat\u00f3rio, imunossupress\u00e3o e falhas reprodutivas<\/strong>, como repeti\u00e7\u00e3o de cio, <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/aborto-em-vacas-leiteiras\/\">abortos<\/a><\/strong>, natimortalidade, malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas e nascimento de bezerros persistentemente infectados (PI).<\/p>\n<p>A presen\u00e7a dos animais PI merece aten\u00e7\u00e3o especial, pois eles podem eliminar o v\u00edrus continuamente e contribuir para sua dissemina\u00e7\u00e3o no rebanho. Por isso, compreender <strong>como a BVD \u00e9 transmitida, quais s\u00e3o suas principais manifesta\u00e7\u00f5es e como realizar seu diagn\u00f3stico, controle e preven\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 fundamental para reduzir os impactos da doen\u00e7a nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 a Diarreia Viral Bovina (BVD)?<\/h2>\n<p>Para compreender por que a BVD pode se manifestar de formas t\u00e3o distintas no rebanho, \u00e9 importante observar algumas caracter\u00edsticas do v\u00edrus. O BVDV possui material gen\u00e9tico constitu\u00eddo por <strong>RNA de fita simples<\/strong> e polaridade positiva, al\u00e9m de apresentar elevada variabilidade antig\u00eanica, caracter\u00edstica que contribui para a diversidade entre as cepas circulantes.<\/p>\n<p>Com base em caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas e antig\u00eanicas, o BVDV pode ser dividido em dois gen\u00f3tipos, <strong>BVDV-1 e BVDV-2<\/strong>, ambos j\u00e1 identificados no Brasil. Essa diferencia\u00e7\u00e3o possui import\u00e2ncia pr\u00e1tica, pois interfere na resposta imune e deve ser considerada nos m\u00e9todos diagn\u00f3sticos e nas estrat\u00e9gias de controle da infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da classifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, o v\u00edrus tamb\u00e9m apresenta cepas <strong>citop\u00e1ticas e n\u00e3o citop\u00e1ticas<\/strong>. As cepas citop\u00e1ticas est\u00e3o relacionadas \u00e0 ocorr\u00eancia da Doen\u00e7a das Mucosas, enquanto as n\u00e3o citop\u00e1ticas est\u00e3o associadas \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas da BVD, incluindo altera\u00e7\u00f5es reprodutivas e o nascimento de animais persistentemente infectados.<\/p>\n<p>Essa diversidade contribui para a ampla variabilidade cl\u00ednica da BVD e para a complexidade do seu controle<\/p>\n<h2>Como a BVD \u00e9 transmitida?<\/h2>\n<p>A transmiss\u00e3o do BVDV pode ocorrer de forma <strong>horizontal ou vertical<\/strong>, e essa diferen\u00e7a \u00e9 fundamental para compreender como o v\u00edrus se mant\u00e9m dentro do rebanho.<\/p>\n<p>Na <strong>transmiss\u00e3o horizontal<\/strong>, o animal entra em contato com part\u00edculas virais por meio da ingest\u00e3o, inala\u00e7\u00e3o ou via sexual. Ap\u00f3s penetrar no organismo, o v\u00edrus se replica inicialmente nas c\u00e9lulas epiteliais e no tecido linf\u00f3ide da boca e da faringe, podendo depois se disseminar para outras regi\u00f5es, como vias respirat\u00f3rias, gl\u00e2ndulas salivares e linfonodos. Os animais infectados eliminam o v\u00edrus principalmente por secre\u00e7\u00f5es nasais, saliva e urina, favorecendo a contamina\u00e7\u00e3o de outros bovinos.<\/p>\n<p>Embora a transmiss\u00e3o horizontal cl\u00e1ssica ocorra por secre\u00e7\u00f5es, touros jovens infectados durante a puberdade podem desenvolver uma condi\u00e7\u00e3o intrigante: o v\u00edrus pode se alojar de forma persistente apenas nos test\u00edculos, protegido pela barreira hematotesticular contra o sistema imune do pr\u00f3prio animal. Esse touro (que n\u00e3o \u00e9 um PI) testar\u00e1 negativo nos exames de sangue tradicionais, mas eliminar\u00e1 o v\u00edrus continuamente no s\u00eamen por anos, tornando-se uma fonte silenciosa de contamina\u00e7\u00e3o em programas de <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/protocolos-iatf-na-pecuaria-leiteira\/\">insemina\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong> ou monta natural.<\/p>\n<p>J\u00e1 a <strong>transmiss\u00e3o vertical<\/strong> ocorre quando o v\u00edrus atravessa a placenta e infecta o feto durante a gesta\u00e7\u00e3o. Esse mecanismo tem grande import\u00e2ncia na epidemiologia da BVD, pois pode levar ao nascimento de animais persistentemente infectados, que passam a exercer papel central na manuten\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no rebanho.<\/p>\n<h2>Animais persistentemente infectados (PI): qual a sua import\u00e2ncia na BVD?<\/h2>\n<p>Os <strong>animais persistentemente infectados (PI)<\/strong> desempenham papel central na manuten\u00e7\u00e3o do BVDV no rebanho. Sua origem est\u00e1 relacionada \u00e0 infec\u00e7\u00e3o fetal entre <strong>40 e 120 dias de gesta\u00e7\u00e3o<\/strong>, per\u00edodo em que o sistema imunol\u00f3gico ainda est\u00e1 em desenvolvimento. Nessa fase, o feto pode tornar-se imunotolerante ao v\u00edrus e, caso sobreviva \u00e0 gesta\u00e7\u00e3o, nascer persistentemente infectado.<\/p>\n<p>Esses animais passam a <strong>eliminar o v\u00edrus continuamente e em grandes quantidades ao longo da vida<\/strong>, favorecendo sua dissemina\u00e7\u00e3o entre os demais bovinos e contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o na propriedade.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, a presen\u00e7a de animais PI representa um importante desafio sanit\u00e1rio, e sua <strong>identifica\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o do rebanho<\/strong> s\u00e3o fundamentais para as estrat\u00e9gias de controle da BVD.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/cursos\/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=bvd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-43761 size-full\" title=\"Clique e saiba mais sobre o curso!\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo.jpg\" alt=\"Banner Curso Gest\u00e3o na Pecu\u00e1ria Leiteira\" width=\"980\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo.jpg 980w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o os sinais cl\u00ednicos da BVD?<\/h2>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas da <strong>Diarreia Viral Bovina<\/strong> podem variar em apresenta\u00e7\u00e3o e gravidade. Entre os quadros mais severos est\u00e1 a <strong>Doen\u00e7a das Mucosas<\/strong>, que, em sua forma aguda, pode evoluir rapidamente e levar o animal ao \u00f3bito.<\/p>\n<p>Nesse quadro, as principais les\u00f5es acometem o trato gastrointestinal e respirat\u00f3rio superior. Podem ocorrer \u00falceras erosivas e hemorr\u00e1gicas no focinho, boca, gengivas, l\u00e1bios, l\u00edngua e es\u00f4fago, com possibilidade de evolu\u00e7\u00e3o para \u00e1reas de necrose. Les\u00f5es tamb\u00e9m podem ser observadas na vulva, nos tetos e entre os cascos. Clinicamente, os animais podem apresentar febre, apatia, perda de apetite, desidrata\u00e7\u00e3o, hipersaliva\u00e7\u00e3o, corrimento nasal, tosse e diarreia, inclusive com presen\u00e7a de sangue.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante da infec\u00e7\u00e3o aguda \u00e9 a <strong>imunossupress\u00e3o transit\u00f3ria<\/strong>, que aumenta a vulnerabilidade dos bovinos a infec\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias, especialmente ent\u00e9ricas e respirat\u00f3rias. Dessa forma, a a\u00e7\u00e3o do BVDV pode contribuir para o agravamento do quadro sanit\u00e1rio do animal.<\/p>\n<p>A imunossupress\u00e3o induzida pelo BVDV ocorre principalmente devido \u00e0 replica\u00e7\u00e3o viral em linf\u00f3citos T e B e macr\u00f3fagos, mediada pelo receptor celular CD46. Esse processo culmina na apoptose celular via ativa\u00e7\u00e3o da caspase-9 em \u00f3rg\u00e3os linfoides essenciais, como o timo e as placas de Peyer. Clinicamente, esse estado imunodepressivo atua como um facilitador sin\u00e9rgico para outros pat\u00f3genos.<\/p>\n<p>No trato respirat\u00f3rio, o BVDV reduz a capacidade do hospedeiro de conter infec\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias, apresentando um sinergismo devastador com a bact\u00e9ria Mannheimia (Pasteurella) haemolytica, o que agrava drasticamente os quadros de pneumonia e a ocorr\u00eancia de &#8220;febre dos transportes&#8221; (<em>shipping fever<\/em>). Al\u00e9m disso, no \u00e2mbito reprodutivo, a co-infec\u00e7\u00e3o do BVDV com o protozo\u00e1rio <em>Neospora caninum<\/em> tem sido frequentemente associada a surtos severos de abortamento em rebanhos leiteiros.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da conhecida Doen\u00e7a das Mucosas, cepas altamente virulentas do gen\u00f3tipo BVDV-2 podem causar uma manifesta\u00e7\u00e3o aguda grave em animais de qualquer idade chamada S\u00edndrome Hemorr\u00e1gica. O v\u00edrus provoca uma queda severa no n\u00famero de plaquetas (trombocitopenia), levando a sangramentos espont\u00e2neos pelo nariz (epistaxe), fezes com sangue vivo, hemorragias na boca e olhos, e sangramento prolongado em feridas ou locais de aplica\u00e7\u00e3o de vacinas e medicamentos.<\/p>\n<p>J\u00e1 na forma cr\u00f4nica da Doen\u00e7a das Mucosas, podem ser observados corrimento nasal e ocular persistente, perda de apetite e de peso, diarreia cont\u00ednua, laminite, altera\u00e7\u00f5es na pelagem e \u00falceras, principalmente nas regi\u00f5es oral, perianal e vulvar.<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o os impactos da BVD na reprodu\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n<p>Al\u00e9m das manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, <strong>a Diarreia Viral Bovina pode comprometer significativamente a efici\u00eancia reprodutiva do rebanho.<\/strong> As consequ\u00eancias da infec\u00e7\u00e3o variam de acordo com o est\u00e1gio da gesta\u00e7\u00e3o em que ocorre o contato com o v\u00edrus.<\/p>\n<p>Entre as altera\u00e7\u00f5es descritas est\u00e3o redu\u00e7\u00e3o das <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/taxa-de-concepcao\/\">taxas de concep\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>, repeti\u00e7\u00e3o de cio, abortos, mumifica\u00e7\u00e3o fetal, natimortalidade e malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas. A infec\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode resultar em altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas e do desenvolvimento, como microcefalia, hipoplasia ou aplasia cerebelar, incoordena\u00e7\u00e3o motora, catarata, atrofia da retina, cegueira e comprometimento do desenvolvimento muscular.<\/p>\n<p>Somado a esses desfechos, <strong>o nascimento de bezerros persistentemente infectados<\/strong>, abordado anteriormente, refor\u00e7a a import\u00e2ncia da BVD para a sa\u00fade reprodutiva e para o controle sanit\u00e1rio do rebanho. Assim, a doen\u00e7a deve ser considerada n\u00e3o apenas diante de manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, mas tamb\u00e9m na investiga\u00e7\u00e3o de problemas reprodutivos na propriedade.<\/p>\n<h2>Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico da BVD?<\/h2>\n<p>Diante da diversidade de manifesta\u00e7\u00f5es da Diarreia Viral Bovina, a confirma\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o depende do diagn\u00f3stico laboratorial. Para isso, <strong>podem ser utilizadas diferentes amostras, como sangue, leite, fezes, placenta e fetos abortados<\/strong>, de acordo com a situa\u00e7\u00e3o investigada.<\/p>\n<p>Em casos submetidos \u00e0 necropsia, algumas altera\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m podem contribuir para a investiga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. Entre os achados descritos est\u00e3o les\u00f5es no trato digestivo, como <strong>\u00falceras no es\u00f4fago, r\u00famen, omaso e <a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/ulcera-de-abomaso\/\">abomaso<\/a>, al\u00e9m de necrose das placas de Peyer<\/strong>. Altera\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 infec\u00e7\u00e3o transplacent\u00e1ria tamb\u00e9m podem ser observadas.<\/p>\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o laboratorial pode ser realizada por m\u00e9todos como <strong>isolamento viral, imuno-histoqu\u00edmica, ELISA e PCR<\/strong>. Entre eles, o PCR \u00e9 amplamente utilizado para a detec\u00e7\u00e3o do BVDV em rebanhos leiteiros devido \u00e0 sua elevada sensibilidade.<\/p>\n<p>Para a detec\u00e7\u00e3o de animais PI no rebanho, o exame de PCR em amostras de leite de tanque ou soro sangu\u00edneo em pool (mistura de amostras de v\u00e1rios animais) \u00e9 uma ferramenta excelente e de baixo custo para triagem inicial. Caso o resultado do grupo seja positivo, o passo seguinte consiste em testar os animais individualmente utilizando o teste de ELISA de captura de ant\u00edgeno (Erns) em amostras de soro ou atrav\u00e9s do teste de imunohistoqu\u00edmica em pequenos fragmentos de pele (bi\u00f3psia de orelha\/brinco), permitindo a identifica\u00e7\u00e3o exata e elimina\u00e7\u00e3o do animal persistente.<\/p>\n<p>Mais do que confirmar a presen\u00e7a do v\u00edrus, o diagn\u00f3stico tem papel importante na defini\u00e7\u00e3o das medidas sanit\u00e1rias adotadas na propriedade, especialmente por contribuir para a <strong>identifica\u00e7\u00e3o dos animais persistentemente infectados (PI)<\/strong>, fundamentais para a estrat\u00e9gia de controle da BVD<\/p>\n<h2>Como controlar e prevenir a BVD no rebanho?<\/h2>\n<p>Como n\u00e3o existe tratamento espec\u00edfico para a Diarreia Viral Bovina, o controle da doen\u00e7a depende da ado\u00e7\u00e3o conjunta de medidas capazes de reduzir a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no rebanho. Entre as principais estrat\u00e9gias est\u00e3o a vacina\u00e7\u00e3o, a identifica\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o dos animais persistentemente infectados (PI) e o fortalecimento das medidas de biosseguridade.<\/p>\n<p>A <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/vacinacao-em-bezerros\/\">vacina\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong> desempenha papel importante na preven\u00e7\u00e3o da BVD, contribuindo para a prote\u00e7\u00e3o do rebanho e para a redu\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o transplacent\u00e1ria. As vacinas dispon\u00edveis no mercado geralmente incluem ant\u00edgenos de outros agentes relacionados a enfermidades respirat\u00f3rias e reprodutivas, como IBR e Parainfluenza-3. A escolha deve considerar aspectos como composi\u00e7\u00e3o, associa\u00e7\u00e3o com outros agentes, custo e protocolo de aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entretanto, <strong>a vacina\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser utilizada como \u00fanica estrat\u00e9gia de controle<\/strong>. A identifica\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o dos animais PI s\u00e3o essenciais para diminuir a dissemina\u00e7\u00e3o do BVDV na propriedade. Em rebanhos com hist\u00f3rico positivo para a doen\u00e7a,<\/p>\n<p>As medidas de biosseguridade complementam esse controle, especialmente por reduzirem o risco de introdu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no rebanho. Entre elas est\u00e3o a testagem dos animais antes da entrada na propriedade, a quarentena e o controle do tr\u00e2nsito de bovinos. Al\u00e9m disso, condi\u00e7\u00f5es adequadas de nutri\u00e7\u00e3o, higiene, manejo e bem-estar contribuem para reduzir fatores de risco relacionados \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Dessa forma, o controle da BVD deve ser entendido como uma estrat\u00e9gia sanit\u00e1ria integrada, na qual vacina\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico e biosseguridade atuam de maneira complementar para reduzir a manuten\u00e7\u00e3o e a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no rebanho<\/p>\n<h2>Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>A Diarreia Viral Bovina (BVD) representa um importante <strong>desafio sanit\u00e1rio<\/strong> devido \u00e0 diversidade de manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, aos impactos reprodutivos e \u00e0 capacidade de manuten\u00e7\u00e3o do v\u00edrus dentro do rebanho.<\/p>\n<p>Entre os principais pontos de aten\u00e7\u00e3o est\u00e3o os animais persistentemente infectados (PI), que favorecem a dissemina\u00e7\u00e3o do BVDV e tornam o controle da doen\u00e7a dependente de medidas integradas. Por isso, vacina\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico, remo\u00e7\u00e3o de PI e biosseguridade devem atuar de forma complementar.<\/p>\n<p>A ado\u00e7\u00e3o dessas estrat\u00e9gias contribui para reduzir perdas produtivas e reprodutivas e para fortalecer a sanidade do rebanho, tornando o controle da BVD parte essencial do planejamento sanit\u00e1rio da propriedade.<\/p>\n<h2>Transforme sua fazenda em um neg\u00f3cio rent\u00e1vel e sustent\u00e1vel<\/h2>\n<p>Muitos produtores focam apenas em aumentar a produ\u00e7\u00e3o, mas esquecem que o verdadeiro diferencial est\u00e1 na gest\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/cursos\/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=bvd\">Curso Gest\u00e3o na Pecu\u00e1ria Leiteira<\/a><\/strong>, voc\u00ea aprende a analisar custos, identificar desperd\u00edcios, planejar o futuro e tomar decis\u00f5es que realmente elevam o lucro. Tudo com linguagem pr\u00e1tica, voltada para a realidade da fazenda.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/cursos\/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=bvd\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-43761 size-full\" title=\"Clique e saiba mais sobre o curso!\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo.jpg\" alt=\"Banner Curso Gest\u00e3o na Pecu\u00e1ria Leiteira\" width=\"980\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo.jpg 980w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-34284\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/debora-avelar.jpg\" alt=\"D\u00e9bora Avelar - Equipe Leite Rehagro\" width=\"300\" height=\"104\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/debora-avelar.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/debora-avelar-270x94.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/debora-avelar-150x52.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23083\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/bruna-maeda.jpg\" alt=\"Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro\" width=\"300\" height=\"96\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/bruna-maeda.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/bruna-maeda-150x48.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 10pt;\">Importance of Viral Disease in Dairy Cow Fertility &#8211; PMC. 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