{"id":39885,"date":"2025-11-03T10:00:46","date_gmt":"2025-11-03T13:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/?p=39885"},"modified":"2026-06-29T11:13:37","modified_gmt":"2026-06-29T14:13:37","slug":"diarreia-em-bezerras-por-e-coli","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/diarreia-em-bezerras-por-e-coli\/","title":{"rendered":"Diarreia em bezerras por E. coli: impacto na sa\u00fade e na produtividade"},"content":{"rendered":"<p>A cria\u00e7\u00e3o de bezerras leiteiras enfrenta como um dos maiores desafios sanit\u00e1rios a <strong>diarreia neonatal<\/strong>, respons\u00e1vel por elevada morbidade e mortalidade nesse grupo et\u00e1rio. Estima-se que <strong>mais de 50% das mortes de bezerras antes do desmame estejam associadas a epis\u00f3dios de diarreia<\/strong>, com impactos diretos sobre o bem-estar animal, os custos de tratamento e o futuro produtivo das novilhas que sobrevivem (Foster &amp; Smith, 2009).<\/p>\n<p>Dentre os agentes infecciosos envolvidos, a <strong><i>Escherichia coli<\/i><\/strong> ocupa papel de destaque. Embora muitas cepas sejam comensais da microbiota intestinal bovina, algumas variantes patog\u00eanicas s\u00e3o capazes de desencadear quadros graves de diarreia em animais jovens, especialmente nas primeiras semanas de vida.<\/p>\n<p>Neste artigo, ser\u00e3o abordados de forma detalhada os aspectos etiol\u00f3gicos, os mecanismos patofisiol\u00f3gicos envolvidos na diarreia por <i>E. coli<\/i>, al\u00e9m dos m\u00e9todos de diagn\u00f3stico, das estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o e das principais medidas terap\u00eauticas recomendadas para o manejo dessa enfermidade em bezerras leiteiras.<\/p>\n<div style=\"background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!<\/span><\/strong><\/p>\n<p><script charset=\"utf-8\" type=\"text\/javascript\" src=\"http:\/\/\/\/js.hsforms.net\/forms\/embed\/v2.js\"><\/script><br \/>\n<script>\nhbspt.forms.create({\nregion: \"na1\",\nportalId: \"5430441\",\nformId: \"5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7\"\n});\n<\/script><\/p>\n<\/div>\n<h2>Principais cepas de <i>Escherichia coli<\/i> associadas \u00e0 diarreia em bezerras<\/h2>\n<p>A <em><strong>Escherichia coli<\/strong><\/em> \u00e9 uma bact\u00e9ria Gram-negativa, em forma de bastonete, pertencente \u00e0 fam\u00edlia <i>Enterobacteriaceae<\/i>. Embora fa\u00e7a parte da microbiota intestinal normal dos bovinos, determinadas cepas apresentam fatores de virul\u00eancia que as tornam patog\u00eanicas, especialmente em animais jovens com sistema imunol\u00f3gico imaturo.<\/p>\n<p>Entre as cepas de maior relev\u00e2ncia em bezerras leiteiras destacam-se:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>E. coli enterotoxig\u00eanica (ETEC)<\/strong>: \u00e9 a principal respons\u00e1vel pelos surtos de diarreia nos primeiros dias de vida, geralmente at\u00e9 a primeira semana. Seu mecanismo de patogenicidade depende da <strong>ades\u00e3o ao epit\u00e9lio intestinal por meio de f\u00edmbrias<\/strong> \u2013 principalmente F5 (K99), F41 e 987P \u2013 e da produ\u00e7\u00e3o de toxinas termoest\u00e1veis (STa) e, em alguns casos, toxinas termol\u00e1beis (LT). Essas toxinas estimulam a secre\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e eletr\u00f3litos no l\u00famen intestinal, levando \u00e0 diarreia secret\u00f3ria (Foster &amp; Smith, 2009).<\/li>\n<li><strong>E. coli enteropatog\u00eanica (EPEC)<\/strong>: pertence ao grupo das AEEC (<em>attaching and effacing E. coli<\/em>), que causam a les\u00e3o de ader\u00eancia e apagamento (A\/E), caracterizada pela <strong>fixa\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria ao epit\u00e9lio intestinal e destrui\u00e7\u00e3o das microvilosidades<\/strong>. Esse processo, mediado por genes da ilha de\u00a0 de patogenicidade denominada LEE (<i>Locus of Enterocyte Effacement<\/i>), que reduz a superf\u00edcie absortiva intestinal e compromete a digest\u00e3o, resultando em diarreia mal absortiva com inflama\u00e7\u00e3o da mucosa<\/li>\n<li><strong>Outros grupos<\/strong>: cepas produtoras de toxina de Shiga (STEC\/EHEC) tamb\u00e9m podem estar presentes nas fezes de bezerros, mas sua associa\u00e7\u00e3o direta com doen\u00e7a cl\u00ednica bovina ainda precisa ser elucidada, sendo mais relevante do ponto de vista de sa\u00fade p\u00fablica por seu potencial zoon\u00f3tico (Foster &amp; Smith, 2009).<\/li>\n<\/ul>\n<p>A ocorr\u00eancia da colibacilose est\u00e1 intimamente relacionada a fatores ambientais e de manejo. A transmiss\u00e3o se d\u00e1 principalmente pela <strong>via fecal-oral<\/strong>, atrav\u00e9s da ingest\u00e3o de colostro, leite, \u00e1gua ou alimentos contaminados com fezes.<\/p>\n<p>Ambientes \u00famidos, sujos e com alta densidade de animais favorecem a dissemina\u00e7\u00e3o do agente, aumentando o risco de surtos em rebanhos leiteiros.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-39888\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/colonizacao-mucosa.jpg\" alt=\"Coloniza\u00e7\u00e3o da Mucosa na Colibacilose Ent\u00e9rica\" width=\"1795\" height=\"617\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/colonizacao-mucosa.jpg 1795w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/colonizacao-mucosa-300x103.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/colonizacao-mucosa-1024x352.jpg 1024w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/colonizacao-mucosa-768x264.jpg 768w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/colonizacao-mucosa-1536x528.jpg 1536w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/colonizacao-mucosa-370x127.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/colonizacao-mucosa-270x93.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/colonizacao-mucosa-740x254.jpg 740w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/colonizacao-mucosa-150x52.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1795px) 100vw, 1795px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14px;\">Coloniza\u00e7\u00e3o da Mucosa na Colibacilose Ent\u00e9rica. (Cortesia do Dr. J. F. Zachary, College of Veterinary Medicine, University of Illinois). Retirado de ZACHARY, James F. Bases da Patologia em Veterin\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<h2>Patofisiologia da diarreia por<i> Escherichia coli<\/i><\/h2>\n<p>A patofisiologia da diarreia por <i>Escherichia coli<\/i> em bezerras depende do pat\u00f3tipo envolvido. Enquanto as cepas enterotoxig\u00eanicas (ETEC) desencadeiam diarreia secret\u00f3ria por meio da ativa\u00e7\u00e3o de mecanismos de hipersecre\u00e7\u00e3o intestinal, as enteropatog\u00eanicas e as do grupo AEEC promovem les\u00f5es estruturais na mucosa, resultando em redu\u00e7\u00e3o da absor\u00e7\u00e3o de nutrientes e fluidos<\/p>\n<h3>ETEC (Enterotoxig\u00eanica)<\/h3>\n<p>Logo ap\u00f3s o nascimento, bezerras expostas a ambientes contaminados podem ingerir <i>E. coli<\/i> ETEC. O primeiro passo da infec\u00e7\u00e3o \u00e9 a <strong>ades\u00e3o \u00e0s c\u00e9lulas epiteliais do intestino delgado<\/strong>, mediada principalmente pelas f\u00edmbrias F5 (K99), F41 e 987P. Essa fixa\u00e7\u00e3o permite que a bact\u00e9ria resista ao peristaltismo e colonize o \u00edleo.<\/p>\n<p>Uma vez aderida, a ETEC secreta a <strong>toxina termoest\u00e1vel (STa)<\/strong>, que se liga ao receptor Guanilato ciclase-C (GCC) da borda em escova dos enter\u00f3citos. Essa liga\u00e7\u00e3o ativa a via do cGMP\u2013prote\u00edna quinase II (cGKII), culminando na fosforila\u00e7\u00e3o e ativa\u00e7\u00e3o do canal de cloro <strong>CFTR (Regulador de Condut\u00e2ncia Transmembrana da Fibrose C\u00edstica)<\/strong>. O resultado \u00e9 a secre\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de cloro para o l\u00famen intestinal, acompanhada osmoticamente por s\u00f3dio, bicarbonato e \u00e1gua.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a STa pode inibir o <strong>cotransportador Na+\/H+,<\/strong> reduzindo ainda mais a absor\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio e agravando a desidrata\u00e7\u00e3o. Estudos mostram que essa combina\u00e7\u00e3o de secre\u00e7\u00e3o exacerbada e absor\u00e7\u00e3o inibida leva a uma diarreia aquosa profusa, rapidamente acompanhada de acidose metab\u00f3lica devido \u00e0 perda de bicarbonato e ao ac\u00famulo de lactato.<\/p>\n<h3>EPEC\/AEEC (Enteropatog\u00eanica e Attaching and Effacing)<\/h3>\n<p>J\u00e1 as cepas EPEC e AEEC produzem uma les\u00e3o intestinal caracter\u00edstica denominada <em>attaching and effacing<\/em> (A\/E). Esse processo envolve a ades\u00e3o \u00edntima da bact\u00e9ria ao enter\u00f3cito, destrui\u00e7\u00e3o das microvilosidades e altera\u00e7\u00f5es no citoesqueleto celular, com forma\u00e7\u00e3o de pedestais ricos em actina polimerizada sob o ponto de liga\u00e7\u00e3o bacteriana.<\/p>\n<p>Os genes respons\u00e1veis pela les\u00e3o A\/E est\u00e3o agrupados em uma ilha de patogenicidade denominada LEE (<em>Locus of Enterocyte Effacement<\/em>), presente tanto em cepas EPEC quanto em EHEC. Essa reorganiza\u00e7\u00e3o estrutural leva \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie absortiva intestinal e ao comprometimento da digest\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o de nutrientes, resultando em diarreia mal absortiva associada \u00e0 inflama\u00e7\u00e3o da mucosa.<\/p>\n<h3>Consequ\u00eancias Cl\u00ednicas<\/h3>\n<p>O efeito final desses mecanismos patog\u00eanicos \u00e9 a perda acelerada de fluidos e eletr\u00f3litos, <strong>resultando em desidrata\u00e7\u00e3o, acidose metab\u00f3lica e risco de choque hipovol\u00eamico<\/strong>. Enquanto a ETEC causa quadros mais precoces e secret\u00f3rios, a EPEC tende a provocar diarreias menos intensas, mas de maior dura\u00e7\u00e3o, frequentemente em animais um pouco mais velhos (Foster &amp; Smith, 2009; Coura, Lage &amp; Heinemann, 2019).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-39889\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/acoes-toxinas.jpg\" alt=\"A\u00e7\u00f5es de Toxinas Bacterianas (Fatores de Virul\u00eancia) sobre a Estrutura e a Fun\u00e7\u00e3o de C\u00e9lulas-alvo.\" width=\"1419\" height=\"816\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/acoes-toxinas.jpg 1419w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/acoes-toxinas-300x173.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/acoes-toxinas-1024x589.jpg 1024w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/acoes-toxinas-768x442.jpg 768w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/acoes-toxinas-370x213.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/acoes-toxinas-270x155.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/acoes-toxinas-740x426.jpg 740w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/acoes-toxinas-150x86.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1419px) 100vw, 1419px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14px;\">A\u00e7\u00f5es de Toxinas Bacterianas (Fatores de Virul\u00eancia) sobre a Estrutura e a Fun\u00e7\u00e3o de C\u00e9lulas-alvo. (Cortesia do Dr. J. F. Zachary, College of Veterinary Medicine, University of Illinois.) Retirado de ZACHARY, James F. Bases da Patologia em Veterin\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<h2>Sintomas da contamina\u00e7\u00e3o por Escherichia coli<\/h2>\n<p>Os sinais cl\u00ednicos s\u00e3o dominados pela <strong>diarreia aquosa profusa<\/strong>, de in\u00edcio s\u00fabito, acompanhada de desidrata\u00e7\u00e3o r\u00e1pida. Animais afetados apresentam olhos encovados, perda de elasticidade cut\u00e2nea, mucosas secas e fraqueza progressiva. A desidrata\u00e7\u00e3o grave leva \u00e0 <strong>acidose metab\u00f3lica<\/strong>, frequentemente associada a anorexia, letargia e dificuldade para manter-se em esta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-39887\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-diarreia.jpg\" alt=\"Bezerra com diarreia\" width=\"1073\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-diarreia.jpg 1073w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-diarreia-300x112.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-diarreia-1024x382.jpg 1024w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-diarreia-768x286.jpg 768w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-diarreia-370x138.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-diarreia-270x101.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-diarreia-740x276.jpg 740w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-diarreia-150x56.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1073px) 100vw, 1073px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14px;\">Animal com diarreia. Retirado do acervo digital Rehagro.<\/span><\/p>\n<p>Em quadros mais severos, pode ocorrer <strong>septicemia<\/strong>, quando a bact\u00e9ria atravessa a barreira intestinal e alcan\u00e7a a circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea. Nesses casos, observam-se sinais sist\u00eamicos, como <strong>hipertermia, choque s\u00e9ptico e morte s\u00fabita<\/strong>, especialmente em bezerras que n\u00e3o receberam colostro adequado ou que vivem em ambientes de alta press\u00e3o de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo nos animais que sobrevivem, epis\u00f3dios de diarreia intensa durante a fase neonatal podem resultar em atraso no crescimento, baixa efici\u00eancia alimentar e comprometimento da futura produ\u00e7\u00e3o leiteira, traduzindo-se em perdas econ\u00f4micas significativas para a propriedade (Gull, 2022).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-39890\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-desidratacao.jpg\" alt=\"Bezerra com sinais de desidrata\u00e7\u00e3o\" width=\"455\" height=\"607\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-desidratacao.jpg 455w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-desidratacao-225x300.jpg 225w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-desidratacao-370x494.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-desidratacao-270x360.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/bezerra-desidratacao-150x200.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 455px) 100vw, 455px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14px;\">Bezerra com sinais de desidrata\u00e7\u00e3o. Fonte: Bruna Maeda<\/span><\/p>\n<h2>Como realizar o diagn\u00f3stico?<\/h2>\n<p>O diagn\u00f3stico da diarreia por <i>Escherichia coli<\/i> em bezerras deve considerar <strong>sinais cl\u00ednicos, hist\u00f3rico do rebanho e exames laboratoriais<\/strong>. Embora a coprocultura possibilite o isolamento do agente, seu valor \u00e9 limitado devido \u00e0 presen\u00e7a frequente de cepas n\u00e3o patog\u00eanicas; por isso, a detec\u00e7\u00e3o de fatores de virul\u00eancia \u00e9 essencial para confirmar a participa\u00e7\u00e3o de ETEC ou EPEC.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio realizar o diagn\u00f3stico diferencial frente a outras causas de diarreia neonatal, como <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar\/\">criptosporidiose<\/a><\/strong>, rotavirose, coronavirose e <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/salmonelose-bovina-impactos-na-saude-animal-e-como-proteger-seu-rebanho\/\">salmonelose<\/a><\/strong> (Foster &amp; Smith, 2009).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/conteudo.rehagro.com.br\/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-39650 size-full\" title=\"Clique e baixe o e-book gr\u00e1tis!\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-criacao-bezerras.png\" alt=\"E-book Cria\u00e7\u00e3o de bezerras leiteiras\" width=\"980\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>Estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o contra <i>E. coli<\/i><\/h2>\n<p>A preven\u00e7\u00e3o da diarreia em bezerras causada por <i>Escherichia coli<\/i> \u00e9 mais eficaz do que qualquer interven\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, especialmente porque os surtos podem se instalar rapidamente e resultar em altas taxas de mortalidade.<\/p>\n<p>As medidas preventivas envolvem principalmente o <strong>manejo adequado do colostro, higiene ambiental e programas de imuniza\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<h3>Colostragem adequada<\/h3>\n<p>O fornecimento de <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/como-avaliar-a-qualidade-do-colostro-oferecido-as-bezerras\/\">colostro de boa qualidade<\/a><\/strong>, em quantidade suficiente e no momento correto \u00e9 o pilar fundamental da preven\u00e7\u00e3o. Recomenda-se que a bezerra receba <strong>pelo menos 10% do seu peso vivo em colostro dentro das primeiras 6 horas de vida<\/strong>, garantindo n\u00edveis adequados de imunoglobulinas e prote\u00e7\u00e3o contra pat\u00f3genos ent\u00e9ricos, incluindo <i>E. coli<\/i> .<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-39891\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pilares-colostragem.jpg\" alt=\"Pilares da boa colostragem\" width=\"920\" height=\"365\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pilares-colostragem.jpg 920w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pilares-colostragem-300x119.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pilares-colostragem-768x305.jpg 768w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pilares-colostragem-370x147.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pilares-colostragem-270x107.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pilares-colostragem-740x294.jpg 740w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pilares-colostragem-150x60.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 920px) 100vw, 920px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14px;\">Pilares da boa colostragem. Fonte: Rehagro.<\/span><\/p>\n<h3>Higiene e manejo<\/h3>\n<p>O controle ambiental \u00e9 determinante para reduzir a press\u00e3o de infec\u00e7\u00e3o. Instala\u00e7\u00f5es secas, bem ventiladas e higienizadas, associadas ao uso de <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/limpeza-de-utensilios-utilizados-na-alimentacao-de-bezerras\/\">utens\u00edlios limpos para fornecimento de leite e \u00e1gua<\/a><\/strong>, diminuem significativamente a exposi\u00e7\u00e3o das bezerras \u00e0 via fecal-oral.<\/p>\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o de rotinas de <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira\/\">biosseguridade<\/a><\/strong> reduz a circula\u00e7\u00e3o de cepas patog\u00eanicas no ambiente e contribui para a sustentabilidade sanit\u00e1ria do rebanho.<\/p>\n<h3>Vacina\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A vacina\u00e7\u00e3o de vacas gestantes com ant\u00edgenos espec\u00edficos de <i>E. coli<\/i> (como K99\/F5) \u00e9 amplamente utilizada como forma de <strong>aumentar os t\u00edtulos de anticorpos no colostro<\/strong>.<\/p>\n<p>Essa pr\u00e1tica confere imunidade passiva \u00e0s bezerras, protegendo-as nos primeiros dias de vida, quando s\u00e3o mais suscet\u00edveis \u00e0 ETEC (Coura, Lage &amp; Heinemann, 2019).<\/p>\n<h2>Abordagem terap\u00eautica e manejo<\/h2>\n<p>O sucesso no tratamento depende do tempo de evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, sendo essencial que <strong>se inicie o mais r\u00e1pido poss\u00edvel ap\u00f3s a visualiza\u00e7\u00e3o dos sinais cl\u00ednicos<\/strong>. Logo,\u00a0 o principal objetivo \u00e9 corrigir a desidrata\u00e7\u00e3o e os dist\u00farbios metab\u00f3licos. Junto \u00e0 terapia antimicrobiana assim que poss\u00edvel.<\/p>\n<h3>Fluidoterapia<\/h3>\n<p>A <strong>reidrata\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 a base do tratamento.<\/p>\n<ul>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\">Em casos leves a moderados, utilizam-se <strong>solu\u00e7\u00f5es eletrol\u00edticas orais<\/strong>, que devem conter glicose ou outros substratos que favore\u00e7am a absor\u00e7\u00e3o de s\u00f3dio por co-transporte, compensando a inibi\u00e7\u00e3o do trocador Na\u207a\/H\u207a causada pela toxina STa.<\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\" aria-level=\"1\">Em casos graves, a <strong>fluidoterapia intravenosa<\/strong> \u00e9 indispens\u00e1vel para restabelecer o equil\u00edbrio hidroeletrol\u00edtico e corrigir a acidose metab\u00f3lica. A escolha da solu\u00e7\u00e3o deve evitar o uso excessivo de bicarbonato, j\u00e1 que este pode favorecer a sobreviv\u00eancia da ETEC no abomaso; alternativas \u00e0 base de acetato s\u00e3o mais indicadas.<\/li>\n<\/ul>\n<h3>Corre\u00e7\u00e3o da acidose<\/h3>\n<p>A acidose metab\u00f3lica \u00e9 uma complica\u00e7\u00e3o comum e deve ser tratada de acordo com a gravidade. A administra\u00e7\u00e3o controlada de bicarbonato de s\u00f3dio pode ser necess\u00e1ria em bezerras com depress\u00e3o cl\u00ednica acentuada, mas sempre avaliada com cautela.<\/p>\n<h3>Uso de antimicrobianos<\/h3>\n<p>O emprego de antibi\u00f3ticos em casos de diarreia neonatal \u00e9 controverso. Em situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o complicadas, o foco deve permanecer no suporte h\u00eddrico e nutricional.<\/p>\n<p>No entanto, quando h\u00e1 <strong>sinais de septicemia<\/strong> o uso de antimicrobianos pode ser indicado. Entre as op\u00e7\u00f5es recomendadas est\u00e3o as sulfonamidas, sempre respaldadas por testes de sensibilidade para evitar resist\u00eancia bacteriana.<\/p>\n<h3>Suporte nutricional e adjuvantes<\/h3>\n<p>\u00c9 fundamental que as bezerras mantenham acesso ao leite ou <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/sucedaneo-no-aleitamento-de-bezerras\/\">suced\u00e2neo<\/a><\/strong> de qualidade, em temperatura adequada, evitando-se a suspens\u00e3o prolongada da alimenta\u00e7\u00e3o. O uso de probi\u00f3ticos e prebi\u00f3ticos pode auxiliar na restaura\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio da microbiota intestinal e acelerar a recupera\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-39892\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/formulacao-soro.jpg\" alt=\"Formula\u00e7\u00e3o do soro oral\" width=\"712\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/formulacao-soro.jpg 712w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/formulacao-soro-300x174.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/formulacao-soro-370x215.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/formulacao-soro-270x157.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/formulacao-soro-150x87.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 712px) 100vw, 712px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 14px;\">Fonte: Setor Cl\u00ednica de Ruminantes &#8211; UFMG<\/span><\/p>\n<h2>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/h2>\n<p>A <strong>diarreia em bezerras causada por <i>Escherichia coli<\/i><\/strong> permanece como <strong>um dos principais desafios sanit\u00e1rios da bovinocultura leiteira<\/strong>, impactando diretamente o bem-estar animal, a produtividade futura e a rentabilidade das propriedades.<\/p>\n<p>As formas cl\u00ednicas est\u00e3o relacionadas a diferentes patotipos: enquanto a ETEC induz quadros precoces e graves de diarreia secret\u00f3ria, as EPEC\/AEEC provocam les\u00f5es intestinais que resultam em diarreia mal absortiva.<\/p>\n<p>O sucesso no enfrentamento dessa enfermidade depende da associa\u00e7\u00e3o entre <strong>medidas preventivas e diagn\u00f3stico preciso<\/strong>. Estrat\u00e9gias como a colostragem adequada, a manuten\u00e7\u00e3o de boas condi\u00e7\u00f5es higi\u00eanicas e o uso de vacinas maternas espec\u00edficas s\u00e3o determinantes para reduzir a ocorr\u00eancia da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Quando a infec\u00e7\u00e3o se instala, a fluidoterapia continua sendo a base do tratamento, devendo ser ajustada \u00e0 gravidade do quadro e, em casos de septicemia, associada a antimicrobianos criteriosamente escolhidos.<\/p>\n<p>Assim, a preven\u00e7\u00e3o deve ser entendida como a medida mais eficaz, garantindo n\u00e3o apenas a redu\u00e7\u00e3o da mortalidade neonatal, mas tamb\u00e9m a preserva\u00e7\u00e3o do potencial produtivo das futuras vacas leiteiras. O dom\u00ednio dos conceitos de etiologia, patofisiologia, diagn\u00f3stico, preven\u00e7\u00e3o e tratamento da colibacilose \u00e9 essencial para m\u00e9dicos veterin\u00e1rios e estudantes, permitindo decis\u00f5es cl\u00ednicas mais assertivas e contribuindo para a melhoria da efici\u00eancia da pecu\u00e1ria leiteira.<\/p>\n<h2>Transforme sua forma de produzir leite com conhecimento aplicado<\/h2>\n<p>Produzir mais e melhor n\u00e3o depende apenas de investir em tecnologia ou aumentar a estrutura da fazenda. O verdadeiro diferencial est\u00e1 em dominar os n\u00fameros e saber tomar decis\u00f5es estrat\u00e9gicas que impactam diretamente na produtividade e no lucro.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/cursos\/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog\"><strong>P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Pecu\u00e1ria Leiteira<\/strong><\/a> do Rehagro foi criada para te mostrar, passo a passo, como aplicar t\u00e9cnicas modernas de gest\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o que j\u00e1 transformaram a realidade de centenas de produtores e consultores em todo o Brasil.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/cursos\/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-18727 size-full\" title=\"Clique e saiba mais sobre o curso!\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/banner-pl.jpg\" alt=\"Banner P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Pecu\u00e1ria Leiteira\" width=\"980\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/banner-pl.jpg 980w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/banner-pl-300x97.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/banner-pl-768x248.jpg 768w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/banner-pl-370x120.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/banner-pl-270x87.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/banner-pl-740x239.jpg 740w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/banner-pl-150x49.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><span style=\"font-size: 14px;\">KHAN, Cynthia M. Manual Merck de Veterin\u00e1ria, 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o. Rio de Janeiro: Roca, 2014. E-book. ISBN 978-85-412-0437-8. Dispon\u00edvel em: https:\/\/integrada.minhabiblioteca.com.br\/#\/books\/978-85-412-0437-8\/. Acesso em: 02 out. 2024.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 14px;\">ZACHARY, James F. Bases da Patologia em Veterin\u00e1ria. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2018. E-book. ISBN 9788595150621. Dispon\u00edvel em: https:\/\/integrada.minhabiblioteca.com.br\/#\/books\/9788595150621\/. Acesso em: 04 out. 2024.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 14px;\">AZEVEDO, Rafael et al. Padr\u00e3o ouro de cria\u00e7\u00e3o de bezerras e novilhas leiteiras. Uberaba, MG: Alta CRIA, 2022.<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 14px;\">FERRAZ, Rafael et al. Qualidade do leite: como ter sucesso na cria\u00e7\u00e3o de bezerras leiteiras. Belo Horizonte: Rehagro, 2023.\u00a0<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-size: 14px;\">COURA, F. M.; LAGE, A. P.; HEINEMANN, M. B. Patotipos de <i>Escherichia coli<\/i> causadores de diarreia em bezerros: uma atualiza\u00e7\u00e3o. Pesquisa Veterin\u00e1ria Brasileira, v. 39, n. 9, p. 619-628, 2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.scielo.br\/j\/pvb\/a\/mfthg7cKYnRLLDqH4VFfjNw\/?format=html&amp;lang=pt. Acesso em: 18 set. 2025<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<p>Autoras: Isabela e Bruna Maeda<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cria\u00e7\u00e3o de bezerras leiteiras enfrenta como um dos maiores desafios sanit\u00e1rios a diarreia neonatal, respons\u00e1vel por elevada morbidade e mortalidade nesse grupo et\u00e1rio. Estima-se que mais de 50% das mortes de bezerras antes do desmame estejam associadas a epis\u00f3dios de diarreia, com impactos diretos sobre o bem-estar animal, os custos de tratamento e o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":39893,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[214],"tags":[851,331,276],"class_list":["post-39885","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-leite","tag-bezerras-leiteiras","tag-doencas","tag-pecuaria-leiteira"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.0 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Diarreia por E.coli em bezerras: causas, sintomas e como prevenir<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Descubra como a Escherichia coli causa diarreia em bezerras leiteiras, seus principais tipos, formas de transmiss\u00e3o e medidas 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