{"id":23784,"date":"2023-09-04T16:11:36","date_gmt":"2023-09-04T19:11:36","guid":{"rendered":"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/?p=23784"},"modified":"2026-07-22T21:41:15","modified_gmt":"2026-07-23T00:41:15","slug":"acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras\/","title":{"rendered":"Acidose ruminal em vacas leiteiras: como prevenir essa doen\u00e7a?"},"content":{"rendered":"<p>A acidose ruminal est\u00e1 entre as <strong>principais doen\u00e7as metab\u00f3licas que afetam vacas leiteiras<\/strong> em sistemas intensivos de produ\u00e7\u00e3o. Embora os casos mais graves chamem aten\u00e7\u00e3o pelos sinais cl\u00ednicos evidentes, os maiores preju\u00edzos econ\u00f4micos costumam ocorrer de forma silenciosa, por meio de quadros subcl\u00ednicos que passam despercebidos na rotina da fazenda.<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o do consumo de mat\u00e9ria seca, queda na efici\u00eancia alimentar, diminui\u00e7\u00e3o do teor de gordura do leite, piora do desempenho reprodutivo e aumento da ocorr\u00eancia de problemas de casco s\u00e3o algumas das consequ\u00eancias associadas \u00e0 doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Por isso, compreender os fatores que favorecem a acidose ruminal \u00e9 fundamental para manter a sa\u00fade do rebanho e maximizar os resultados produtivos.<\/p>\n<p>Nesse artigo iremos discutir sobre a acidose ruminal, suas classifica\u00e7\u00f5es, os principais fatores predisponentes, as manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e as manifesta\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias da doen\u00e7a, maneiras de diagnosticar, os preju\u00edzos que ela traz e formas de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas classifica\u00e7\u00f5es, onde a faixa de pH e \u00e1cidos predominantes s\u00e3o os crit\u00e9rios para a categoriza\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Acidose Ruminal de \u00c1cidos Graxos de Cadeia Curta (ARAGCC);<\/strong><\/li>\n<li><strong>Acidose L\u00e1tica Ruminal (ALR).<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<div style=\"background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"font-size: 14pt;\">Sem tempo para ler agora? 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Logo, os cen\u00e1rios mais propensos s\u00e3o definidos por algum erro no manejo nutricional ou algum fator que tenha impacto sobre ele.<\/p>\n<p>Portanto, a priori, as falhas que podem ser apresentadas no manejo normalmente est\u00e3o associadas com:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Falta de adapta\u00e7\u00e3o a dieta nova<\/strong> \u2013 Comum em per\u00edodo <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">p\u00f3s-parto<\/a><\/strong> &#8211; Momento que aumenta a energia na dieta para favorecer a produ\u00e7\u00e3o de leite.<\/li>\n<li><strong>Intervalos espa\u00e7ados de fornecimento<\/strong>, de modo que provoque jejum intenso.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O primeiro ponto est\u00e1 relacionado com a introdu\u00e7\u00e3o de animais sem adapta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via a lotes j\u00e1 adaptados a uma dieta mais rica em concentrados.<\/p>\n<p>\u00c9 comum, por exemplo, que vacas, as quais se encontravam no per\u00edodo seco, ao retornarem \u00e0 lacta\u00e7\u00e3o, passem a receber um modelo de dieta diferente do anterior. Ou seja, a prioridade em receber alimentos com maior teor de volumoso passa a ser uma alimenta\u00e7\u00e3o rica em carboidratos, a fim de otimizar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/conteudo.rehagro.com.br\/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-39648 size-full\" title=\"Clique e baixe o e-book gr\u00e1tis!\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png\" alt=\"E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros\" width=\"980\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Um cen\u00e1rio similar pode ocorrer com prim\u00edparas, perante \u00e0 mudan\u00e7a de dieta, mas tamb\u00e9m ligado ao consumo elevado a cada ingest\u00e3o. Uma vez que ao serem introduzidas ao lote de mult\u00edparas diminuem a frequ\u00eancia de visita\u00e7\u00e3o ao cocho e consequentemente consomem muito a cada visita.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que nos primeiros 160 dias de lacta\u00e7\u00e3o, com destaque aos dias 100 e 130, h\u00e1 a tend\u00eancia de maior consumo de mat\u00e9ria seca e concentrados, dessa forma, aumentando a suscetibilidade para que o problema ocorra.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, <strong>animais com tempo elevado de priva\u00e7\u00e3o de comida tamb\u00e9m est\u00e3o sujeitos ao desencadeamento da enfermidade.<\/strong> J\u00e1 que, ocorre o exagero no consumo de ra\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o per\u00edodo de abstin\u00eancia, seja por falta de comida no cocho ou em casos de disputa por espa\u00e7o de cocho.<\/p>\n<p>Em casos de jejum prolongado tem-se interfer\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias lactil\u00edticas, e isso ocorre devido \u00e0 sensibilidade desses microrganismos ao pH mais elevado (em decorr\u00eancia do jejum).<\/p>\n<p>Consequentemente, h\u00e1 um ac\u00famulo de \u00e1cido l\u00e1tico, por ele n\u00e3o ser utilizado como um substrato para as bact\u00e9rias lactil\u00edticas na forma\u00e7\u00e3o de AGV (\u00c1cidos Graxos Vol\u00e1teis) e pelo pH estar muito baixo e n\u00e3o ser favor\u00e1vel para que as mesmas atuem.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-23788 size-full\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR.jpg\" alt=\"Comportamento da produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos e o pH do r\u00famen durante um quadro de Acidose L\u00e1tica Ruminal\" width=\"686\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR.jpg 686w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR-300x224.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR-370x276.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR-270x202.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR-80x60.jpg 80w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/producao-de-acidos-e-o-pH-do-rumen-durante-ALR-150x112.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 686px) 100vw, 686px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Esquema demonstrando o comportamento da produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos e o pH do r\u00famen durante um quadro de Acidose L\u00e1tica Ruminal (ALR). Fonte: Jo\u00e3o Paulo Elsen Saut<\/span><\/p>\n<p>Outros fatores correspondentes \u00e0 <strong>disposi\u00e7\u00e3o da dieta<\/strong>, deve-se ao caso de haver, de fato, erro na <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/dietas-para-bovinos-leiteiros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">formula\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong>, de modo que a propor\u00e7\u00e3o volumoso: concentrado esteja desbalanceada.<\/p>\n<p>Segundo, deve-se \u00e0 mistura da dieta total, j\u00e1 que, os bovinos apresentam a tend\u00eancia de selecionar alimentos concentrados (mais palat\u00e1veis), de modo que consigam segregar a parte volumosa.<\/p>\n<p>Por fim, a disponibilidade de fibra efetiva, relacionado ao tamanho da part\u00edcula, para assim, atingir n\u00edveis interessantes de rumina\u00e7\u00e3o, mastiga\u00e7\u00e3o e saliva\u00e7\u00e3o. Vale salientar que um dos fatores que podem levar a um quadro agudo de acidose est\u00e1 associado ao livre acesso dos animais a dep\u00f3sitos de ra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por fim, fatores que exercem influ\u00eancia na alimenta\u00e7\u00e3o dos animais e s\u00e3o os geradores de estresse, como, por exemplo, o <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/estresse-termico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">estresse t\u00e9rmico<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Uma vez que, devido \u00e0 hiperventila\u00e7\u00e3o (animal ofegante) h\u00e1 a diminui\u00e7\u00e3o da rumina\u00e7\u00e3o, consequentemente da saliva\u00e7\u00e3o, a qual possui um papel tamponante (auxilia a manter os n\u00edveis adequados de pH). Al\u00e9m do alimento prolongar seu tempo no r\u00famen, seguido da produ\u00e7\u00e3o intensa de \u00e1cidos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/cursos\/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-43763 size-full\" title=\"Clique e saiba mais sobre o curso!\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo.jpg\" alt=\"Banner P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Pecu\u00e1ria Leiteira\" width=\"966\" height=\"329\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo.jpg 966w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px\" \/><\/a><\/p>\n<h2>Manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas<\/h2>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do pH pode-se ter altera\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas como a diminui\u00e7\u00e3o da motilidade ruminal, ruminite e hiperqueratose da mucosa, podendo ocorrer aumento da press\u00e3o osm\u00f3tica ruminal, diminui\u00e7\u00e3o do volume extra-celular, desidrata\u00e7\u00e3o, diminui\u00e7\u00e3o da perfus\u00e3o sangu\u00ednea perif\u00e9rica e at\u00e9 mesmo a diminui\u00e7\u00e3o do fluxo sangu\u00edneo renal, caracterizando um quadro de acidose metab\u00f3lica.<\/p>\n<p>A <strong>Acidose L\u00e1ctea Ruminal (ALR)<\/strong> por ter um car\u00e1ter mais agudo, possui sinais cl\u00ednicos mais evidentes e, de certa forma, preocupantes. Com o avan\u00e7ar da doen\u00e7a o animal apresenta anorexia, desidrata\u00e7\u00e3o, diarreia e pode apresentar dec\u00fabito esternal e progressiva depress\u00e3o do estado geral, inclusive com altera\u00e7\u00f5es do estado de consci\u00eancia.<\/p>\n<p>J\u00e1 a <strong>Acidose Ruminal de \u00c1cidos Graxos de Cadeia Curta (ARAGCC)<\/strong>\u00a0ocorre de modo inespec\u00edfico, inclusive pode ter ocorr\u00eancia mais branda. De modo que haja varia\u00e7\u00e3o na ingest\u00e3o de mat\u00e9ria seca, pode-se ter ocorr\u00eancia de fezes mais pastosas \u00e0 l\u00edquidas e\/ ou com alimentos mal digeridos.<\/p>\n<p>Em ambos casos, quanto menor o pH ruminal, mais comprometido estar\u00e1 o estado geral e mental do animal.<\/p>\n<p>A forma de tratamento deve ser baseada na corre\u00e7\u00e3o da acidose ruminal, de modo que eleve o pH ruminal, para que as bact\u00e9rias produtoras de \u00e1cido parem sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Manifesta\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias \u00e0 acidose ruminal<\/h3>\n<p>Devido ao ac\u00famulo de \u00e1cidos e altera\u00e7\u00f5es significativas no funcionamento do r\u00famen, a acidose ruminal, al\u00e9m de suas pr\u00f3prias manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, \u00e9 um fator potencial no desencadeamento de outras enfermidades.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio a <strong>rumenite<\/strong>, \u00e9 decorrente das les\u00f5es \u00e0 parede do r\u00famen, de modo que haja varia\u00e7\u00e3o em suas fun\u00e7\u00f5es. Inclusive na absor\u00e7\u00e3o, podendo ocorrer dissemina\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es para os outros \u00f3rg\u00e3os, como o f\u00edgado, por exemplo.<\/p>\n<p>A <strong>laminite ass\u00e9ptica<\/strong>, em decorr\u00eancia da absor\u00e7\u00e3o de lipopolissacar\u00eddeos (LPS), gera <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/tratamento-de-cascos-em-bovinos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">les\u00f5es<\/a><\/strong> vasculares, inclusive vasoconstri\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica, a qual pode gerar hip\u00f3xia nas l\u00e2minas do casco. Ambas situa\u00e7\u00f5es geram extremo desconforto, seguido de claudica\u00e7\u00e3o, de modo que interfere na busca por alimento do animal, <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/queda-na-producao-de-leite\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong> e queda de \u00edndices reprodutivos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, devido ao desequil\u00edbrio e disposi\u00e7\u00e3o dos \u00e1cidos, <strong>h\u00e1 altera\u00e7\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o de prote\u00edna e gordura do leite<\/strong>, j\u00e1 que, a s\u00edntese de gordura l\u00e1ctea \u00e9 prejudicada. Apesar dessa diminui\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser exclusiva da acidose ruminal, e ter varia\u00e7\u00f5es no rebanho, \u00e9 um ponto de aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Como \u00e9 feito o diagn\u00f3stico?<\/h2>\n<p>O diagn\u00f3stico pode ser feito baseado no hist\u00f3rico da propriedade, com destaque aos surtos agudos, que s\u00e3o mais caracter\u00edsticos aos casos cr\u00f4nicos. Junto \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o de exames complementares, como a <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/avaliacao-do-liquido-ruminal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">an\u00e1lise do suco de r\u00famen<\/a><\/strong> (o ideal \u00e9 por pun\u00e7\u00e3o direta, j\u00e1 que, pode haver varia\u00e7\u00f5es por sonda devido \u00e0 \u201ccontamina\u00e7\u00e3o\u201d do material com saliva &#8211; tamponante).<\/p>\n<p>Essa investiga\u00e7\u00e3o do suco implica em acompanhar a atividade de protozo\u00e1rios e bact\u00e9rias mutual\u00edsticas no microsc\u00f3pio ou realizar o teste de tempo de redu\u00e7\u00e3o do azul de metileno. O qual consiste em observar o retorno da mesma colora\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 adi\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia, em determinado tempo, a fim de avaliar a atividade microbiana.<\/p>\n<h2>Preju\u00edzos causados pela acidose ruminal<\/h2>\n<p>Essas situa\u00e7\u00f5es geram preju\u00edzos ao produtor n\u00e3o apenas com <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/eficacia-dos-tratamentos-bovinos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">tratamento e medicamentos<\/a><\/strong>, mas tamb\u00e9m no que leva \u00e0 perda de produtividade, diminui\u00e7\u00e3o da s\u00edntese de gordura do leite, potencial descarte precoce e involunt\u00e1rio dos animais e devido \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias. Al\u00e9m de que os surtos agudos representam elevado \u00edndice de mortalidade.<\/p>\n<p>Uma propriedade com problemas decorrentes de acidose metab\u00f3lica pode ter uma <strong>perda produtiva de 2L\/ vaca\/ dia<\/strong>. Embora cada local apresente um cen\u00e1rio, \u00e9 not\u00f3rio que quanto maior a incid\u00eancia de novos casos, maior o preju\u00edzo por animal. Ademais, a bonifica\u00e7\u00e3o relacionada ao teor de gordura tamb\u00e9m \u00e9 afetada.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-23789 size-full\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/distribuicao-da-bonificacao-por-gordura-de-um-laticinio.jpg\" alt=\"Tabela demonstrando a distribui\u00e7\u00e3o da bonifica\u00e7\u00e3o por gordura de um latic\u00ednio\" width=\"335\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/distribuicao-da-bonificacao-por-gordura-de-um-laticinio.jpg 335w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/distribuicao-da-bonificacao-por-gordura-de-um-laticinio-254x300.jpg 254w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/distribuicao-da-bonificacao-por-gordura-de-um-laticinio-270x319.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/distribuicao-da-bonificacao-por-gordura-de-um-laticinio-150x177.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 335px) 100vw, 335px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\">Tabela demonstrando a distribui\u00e7\u00e3o da bonifica\u00e7\u00e3o por gordura de um latic\u00ednio.\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400; font-size: 10pt;\">Fonte: Milkpoint, 2021<\/span><\/p>\n<h2>\u00c9 poss\u00edvel prevenir a acidose ruminal?<\/h2>\n<p>Uma vez que se sabe dos principais fatores causadores da acidose ruminal, \u00e9<strong> fundamental a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a de dieta, espa\u00e7amento de cocho condizente com o n\u00famero de animais, ter alimento sempre dispon\u00edvel e fornecer a dieta de maneira adequada.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A princ\u00edpio, a adapta\u00e7\u00e3o gradativa de vacas leiteiras tem in\u00edcio no per\u00edodo pr\u00e9 parto, especificamente cerca de 4 semanas precedentes ao mesmo.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, quando se refere ao espa\u00e7o de cocho, o ideal \u00e9 que tenha um local confort\u00e1vel entre os animais. De modo que, todos consigam ingerir as por\u00e7\u00f5es adequadas da dieta e evite estresse ou altos consumos em menor frequ\u00eancia, em decorr\u00eancia da disputa de cocho.<\/p>\n<p>Logo, o ideal \u00e9 que vacas em lacta\u00e7\u00e3o tenham espa\u00e7amento de m\u00ednimo 70 cm linear de cocho. Animais em pr\u00e9-parto e p\u00f3s-parto na condi\u00e7\u00e3o de vacas e <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">novilhas<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">\/prim\u00edparas em lotes separados em torno de 80 cm linear de cocho e em casos onde os lotes pr\u00e9 e p\u00f3s-parto s\u00e3o compostos por vacas e novilhas\/prim\u00edparas juntas \u00e9 recomendado que esse espa\u00e7amento de cocho seja se 1m linear.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Vale ressaltar tamb\u00e9m que mult\u00edparas tendem a exercer maior domin\u00e2ncia sobre as prim\u00edparas, logo, se poss\u00edvel \u00e9 indicado separar lotes para cada uma dessas categorias.<\/p>\n<p>Outro ponto importante, \u00e9 evitar que os animais fiquem muito tempo em jejum, portanto, \u00e9 recomend\u00e1vel ter alimento dispon\u00edvel. Dessa forma, ao inv\u00e9s de deixar o cocho totalmente sem comida, tem maior valor deix\u00e1-lo com, pelo menos, 3% de sobra antes de repor por completo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, <strong>um volumoso de qualidade que proporcione uma boa rumina\u00e7\u00e3o e consequentemente, promova a saliva\u00e7\u00e3o, \u00e9 indispens\u00e1vel<\/strong>. Entretanto, deve-se ter aten\u00e7\u00e3o quanto ao tamanho das part\u00edculas, a fim de evitar a pr\u00e9-sele\u00e7\u00e3o dos animais. Logo, usar a t\u00e9cnica de Penn State (peneiras separadoras de part\u00edculas), se mostra muito eficaz para avalia\u00e7\u00e3o da propor\u00e7\u00e3o do tamanho das part\u00edculas.<\/p>\n<p>Avaliar os animais de forma constante, principalmente os animais de lote pr\u00e9-parto que consumem dieta acidog\u00eanica, com aferi\u00e7\u00e3o do pH de urina o qual demonstrar\u00e1 a efici\u00eancia no uso dessa dieta, mas tamb\u00e9m para avalia\u00e7\u00e3o se n\u00e3o est\u00e1 ocorrendo quedas acentuadas de pH e consequentemente contribuindo para quadros de acidose.<\/p>\n<p>Por fim, h\u00e1 como alternativa o uso de ion\u00f3foros e probi\u00f3ticos como aditivos na dieta, a fim de garantir um controle maior sobre as bact\u00e9rias com maior capacidade em reduzir o pH ruminal. Entretanto, vale ressaltar a adapta\u00e7\u00e3o e fornecimento da quantidade ideal, quando se refere aos ion\u00f3foros, j\u00e1 que, tem potencial t\u00f3xico, quando em excesso.<\/p>\n<h2>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/h2>\n<p>\u00c9 not\u00f3rio ent\u00e3o que a acidose ruminal \u00e9 um problema de sa\u00fade que afeta de forma significativa a produ\u00e7\u00e3o das vacas. Sua import\u00e2ncia reside em v\u00e1rios aspectos como o impacto na sa\u00fade e bem-estar do animal, na redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de leite, na perda de efici\u00eancia alimentar, no aumento dos custos e tamb\u00e9m nos desafios de manejo.<\/p>\n<p>Deter de um manejo alimentar adequado, aliado a uma boa formula\u00e7\u00e3o da dieta e atuar em fatores predisponentes s\u00e3o cruciais para minimizar esses impactos negativos.<\/p>\n<h2>Perguntas frequentes sobre acidose ruminal em vacas leiteiras<\/h2>\n<h3>O que causa acidose ruminal em vacas leiteiras?<\/h3>\n<p>A principal causa \u00e9 o consumo excessivo de carboidratos rapidamente ferment\u00e1veis associado a falhas no manejo alimentar e na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s dietas.<\/p>\n<h3>Como identificar a acidose ruminal?<\/h3>\n<p>Os sinais mais comuns incluem queda no consumo, redu\u00e7\u00e3o da rumina\u00e7\u00e3o, fezes inconsistentes, diminui\u00e7\u00e3o da gordura do leite e, em casos graves, laminite e apatia.<\/p>\n<h3>Qual a diferen\u00e7a entre acidose aguda e subcl\u00ednica?<\/h3>\n<p>A forma aguda apresenta sinais cl\u00ednicos evidentes e queda acentuada do pH ruminal. J\u00e1 a forma subcl\u00ednica \u00e9 mais silenciosa, mas pode gerar preju\u00edzos econ\u00f4micos significativos ao longo do tempo.<\/p>\n<h3>Como prevenir a acidose ruminal?<\/h3>\n<p>A preven\u00e7\u00e3o envolve adapta\u00e7\u00e3o gradual das dietas, fornecimento adequado de fibra efetiva, manejo correto do cocho e monitoramento constante do comportamento alimentar das vacas.<\/p>\n<h2>Mais sa\u00fade para o rebanho, mais lucro para a fazenda<\/h2>\n<p>Prevenir a acidose ruminal vai muito al\u00e9m de ajustes na dieta, exige compreender profundamente a nutri\u00e7\u00e3o, o manejo e a gest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na <strong><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/cursos\/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog\">P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Pecu\u00e1ria Leiteira<\/a><\/strong>, voc\u00ea aprende a aplicar t\u00e9cnicas modernas e comprovadas para manter o rebanho saud\u00e1vel, evitar preju\u00edzos e potencializar a produtividade. Estude com especialistas que vivem o dia a dia do campo e transformam conhecimento em resultados reais.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rehagro.com.br\/cursos\/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-43763 size-full\" title=\"Clique e saiba mais sobre o curso!\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo.jpg\" alt=\"Banner P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Pecu\u00e1ria Leiteira\" width=\"966\" height=\"329\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo.jpg 966w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-300x102.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-768x262.jpg 768w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-370x126.jpg 370w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-270x92.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-740x252.jpg 740w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/banner-pl-novo-150x51.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 966px) 100vw, 966px\" \/><\/a><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-23083\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/bruna-maeda.jpg\" alt=\"Bruna Maeda - Equipe Leite Rehagro\" width=\"300\" height=\"96\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/bruna-maeda.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/bruna-maeda-270x86.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/bruna-maeda-150x48.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-22798\" src=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/laryssa-mendonca.jpg\" alt=\"Laryssa Mendon\u00e7a\" width=\"300\" height=\"96\" srcset=\"https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/laryssa-mendonca.jpg 300w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https:\/\/rehagro.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A acidose ruminal est\u00e1 entre as principais doen\u00e7as metab\u00f3licas que afetam vacas leiteiras em sistemas intensivos de produ\u00e7\u00e3o. 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