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	<title>vacas Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>vacas Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>E-book Estratégias para aumentar a detecção de cio nas fazendas leiteiras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 15:00:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para alcançar o sucesso em seu projeto leiteiro, é essencial focar na eficiência reprodutiva do rebanho. Nesse contexto, nosso e-book sobre estratégias para aumentar a detecção de cio nas fazendas leiteiras desempenha um papel crucial. Ele oferece um guia abrangente e prático para produtores de leite que desejam melhorar seus indicadores reprodutivos e, consequentemente, aumentar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para alcançar o sucesso em seu projeto leiteiro, é essencial focar na eficiência reprodutiva do rebanho. Nesse contexto, nosso e-book sobre estratégias para aumentar a detecção de cio nas fazendas leiteiras desempenha um papel crucial.</p>
<p>Ele oferece um guia abrangente e prático para produtores de leite que desejam melhorar seus indicadores reprodutivos e, consequentemente, aumentar a eficiência de produção e alimentação das vacas.</p>
<p>Com técnicas comprovadas e informações atualizadas, nosso e-book ajudará você a identificar o cio com maior precisão, o que, por sua vez, resultará em uma taxa de serviço mais eficaz e um aumento na proporção de vacas na fase inicial de lactação.</p>
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		<title>Manejo sanitário de bovinos de leite: como prevenir doenças no rebanho</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2019 14:51:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
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		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A saúde do rebanho exerce influência direta sobre a produtividade, o bem-estar dos animais e os resultados econômicos das fazendas leiteiras. Entretanto, um bom manejo sanitário não deve começar apenas quando uma doença aparece. A prevenção, o monitoramento dos animais e o planejamento das ações são fundamentais para reduzir riscos e evitar prejuízos. Vacinação, controle [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A saúde do rebanho exerce influência direta sobre a produtividade, o bem-estar dos animais e os resultados econômicos das fazendas leiteiras.</p>
<p>Entretanto,<strong> um bom manejo sanitário não deve começar apenas quando uma doença aparece</strong>. A prevenção, o monitoramento dos animais e o planejamento das ações são fundamentais para reduzir riscos e evitar prejuízos.</p>
<p>Vacinação, controle de parasitas, biossegurança, higiene das instalações, acompanhamento dos animais e registro das informações fazem parte de uma estratégia sanitária eficiente.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá o que é manejo sanitário de bovinos de leite, quais são suas principais práticas e como estruturar ações para prevenir doenças e melhorar a saúde do rebanho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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<h2>O que é manejo sanitário de bovinos de leite?</h2>
<p>O manejo sanitário é o <strong>conjunto de práticas utilizadas para prevenir, identificar e controlar problemas de saúde no rebanho</strong>. Ele envolve ações como vacinação, controle de parasitas, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/biosseguridade-na-pecuaria-leiteira/">biosseguridade</a></strong>, higiene das instalações, monitoramento dos animais, diagnóstico, tratamento e registro das informações sanitárias.</p>
<p>O objetivo é reduzir a ocorrência e a disseminação de doenças, melhorar o bem-estar dos animais e diminuir os impactos produtivos e econômicos dos problemas sanitários.</p>
<p>Para isso, as diferentes ações precisam funcionar de maneira integrada.</p>
<p>Não adianta, por exemplo, manter um calendário de vacinação e negligenciar a entrada de animais na propriedade. Da mesma forma, realizar tratamentos sem acompanhar os resultados dificulta a identificação das causas dos problemas.</p>
<p>Por isso, um programa sanitário eficiente deve combinar prevenção, monitoramento e tomada de decisão.</p>
<h2>Por que o manejo sanitário é importante?</h2>
<p>Problemas sanitários podem provocar impactos que vão muito além dos custos com medicamentos. Animais doentes podem apresentar <strong>redução do consumo de alimentos, queda na produção de leite, pior desempenho reprodutivo e maior risco de descarte</strong>.</p>
<p>Além disso, algumas doenças podem se disseminar pelo rebanho e aumentar os prejuízos da propriedade.</p>
<p>Entre as possíveis consequências de falhas no manejo sanitário estão:</p>
<ul>
<li>Redução da produção;</li>
<li>Aumento dos custos com tratamentos;</li>
<li>Piora dos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-zootecnicos/">indicadores reprodutivos</a></strong>;</li>
<li>Aumento da mortalidade;</li>
<li>Maior descarte involuntário;</li>
<li>Comprometimento do bem-estar animal.</li>
</ul>
<p>Por isso, a prevenção e a identificação precoce dos problemas são fundamentais.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os pilares do manejo sanitário?</h2>
<p>Um programa sanitário eficiente deve<strong> considerar diferentes áreas da propriedade</strong>.</p>
<p>Entre os principais pilares estão:</p>
<ul>
<li>Planejamento sanitário;</li>
<li>Vacinação;</li>
<li>Controle de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/parasitas-em-bovinos/">parasitas</a></strong>;</li>
<li>Biosseguridade;</li>
<li>Higiene das instalações e equipamentos;</li>
<li>Monitoramento dos animais;</li>
<li>Diagnóstico e tratamento;</li>
<li>Registro e análise das informações.</li>
</ul>
<p>Essas ações devem ser adaptadas à realidade de cada fazenda.</p>
<p>O histórico de doenças, as categorias animais, o sistema de produção, as condições ambientais e os principais riscos sanitários precisam ser considerados na definição dos protocolos.</p>
<h2>Como fazer o planejamento sanitário do rebanho?</h2>
<p>O <strong>planejamento é uma das etapas mais importantes do manejo sanitário</strong>. Sem ele, a propriedade tende a agir apenas quando os problemas aparecem.</p>
<p>O primeiro passo é conhecer a situação atual do rebanho.</p>
<p>Quais doenças ocorrem com maior frequência? Quais categorias apresentam mais problemas? Quantos animais são tratados? Quais são as principais causas de mortalidade e descarte? Os tratamentos estão apresentando os resultados esperados?</p>
<p>Responder a essas perguntas ajuda a identificar os principais desafios sanitários. A partir desse diagnóstico, é possível definir prioridades e estabelecer protocolos.</p>
<p>O planejamento deve considerar:</p>
<ul>
<li>Histórico sanitário;</li>
<li>Doenças mais frequentes;</li>
<li>Categorias animais;</li>
<li>Calendário de vacinação;</li>
<li>Estratégias de controle parasitário;</li>
<li>Protocolos de biossegurança;</li>
<li>Procedimentos de diagnóstico e tratamento;</li>
<li>Indicadores sanitários.</li>
</ul>
<p>Mais importante do que criar um documento complexo é estabelecer práticas claras, que possam ser executadas pela equipe e acompanhadas ao longo do tempo.</p>
<h2>Como deve ser feito o calendário sanitário?</h2>
<p>O calendário sanitário organiza as <strong>principais ações preventivas realizadas durante o ano</strong>.</p>
<p>Ele pode incluir vacinações, exames, controle de parasitas e outros procedimentos necessários para cada categoria animal.</p>
<p>Entretanto, não existe um calendário único que possa ser utilizado por todas as propriedades.</p>
<p>Sua definição deve considerar fatores como:</p>
<ul>
<li>Legislação sanitária;</li>
<li>Localização da fazenda;</li>
<li>Doenças presentes na região;</li>
<li>Histórico do rebanho;</li>
<li>Categorias animais;</li>
<li>Sistema de produção.</li>
</ul>
<p>Além de definir quando os procedimentos serão realizados, é importante registrar sua execução.</p>
<p>Dessa forma, a propriedade consegue acompanhar quais animais foram manejados e reduzir o risco de falhas nos protocolos.</p>
<h2>Qual é a importância da vacinação?</h2>
<p>A <strong>vacinação é uma das principais ferramentas utilizadas para prevenir doenças no rebanho</strong>. Um programa adequado deve considerar as exigências sanitárias, os riscos presentes na região e o histórico da propriedade.</p>
<p>Entretanto, os resultados não dependem apenas da escolha das vacinas. O armazenamento, o transporte, a conservação e a aplicação também influenciam a eficiência do programa.</p>
<p>Entre os principais cuidados estão:</p>
<ul>
<li>Conservar as vacinas nas condições recomendadas;</li>
<li>Respeitar as doses e vias de aplicação;</li>
<li>Utilizar equipamentos adequados;</li>
<li>Manter registros;</li>
<li>Seguir os protocolos estabelecidos.</li>
</ul>
<p>A vacinação deve fazer parte de uma estratégia sanitária mais ampla e não ser tratada como uma ação isolada.</p>
<h2>Como fazer o controle de parasitas em bovinos leiteiros?</h2>
<p>Parasitas internos e externos podem comprometer a saúde e o desempenho dos animais. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/carrapatos-em-bovinos-leiteiros/">Carrapatos</a></strong>, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/moscas-como-controlar-e-evitar-perdas-nas-fazendas/">moscas</a></strong>, vermes e outros parasitas podem provocar perdas produtivas e favorecer diferentes problemas sanitários.</p>
<p>Entretanto, <strong>o controle não deve se resumir à aplicação frequente de medicamentos</strong>, é necessário considerar quais parasitas estão presentes, o nível de infestação, as categorias mais afetadas e os resultados dos tratamentos anteriores.</p>
<p>O uso indiscriminado de antiparasitários pode favorecer problemas de resistência e reduzir a eficiência das estratégias ao longo do tempo.</p>
<p>Por isso, o controle deve ser planejado, acompanhado e ajustado conforme a realidade da propriedade.</p>
<h2>O que é biossegurança e por que ela é importante?</h2>
<p>A biossegurança reúne<strong> práticas utilizadas para reduzir a entrada e a disseminação de agentes causadores de doenças</strong>.</p>
<p>Um dos principais riscos ocorre na introdução de animais.</p>
<p>Antes de incorporar novos bovinos ao rebanho, é importante conhecer sua origem e situação sanitária e adotar os procedimentos necessários de avaliação e acompanhamento.</p>
<p>Outras medidas de biossegurança incluem:</p>
<ul>
<li>Controlar a entrada de pessoas e veículos;</li>
<li>Higienizar equipamentos;</li>
<li>Evitar o compartilhamento inadequado de materiais;</li>
<li>Utilizar corretamente agulhas e seringas;</li>
<li>Separar animais doentes quando necessário;</li>
<li>Descartar adequadamente materiais contaminados.</li>
</ul>
<p>Os protocolos devem ser definidos de acordo com os riscos existentes na propriedade.</p>
<h2>Como a higiene das instalações ajuda a prevenir doenças?</h2>
<p>As condições das instalações influenciam diretamente a saúde dos animais. O acúmulo de matéria orgânica, a umidade excessiva e a limpeza inadequada de equipamentos podem favorecer a presença e a disseminação de agentes causadores de doenças.</p>
<p>Por isso, é importante <strong>manter rotinas adequadas de higiene</strong>.</p>
<p>Entre os principais pontos de atenção estão:</p>
<ul>
<li>Bebedouros;</li>
<li>Cochos;</li>
<li>Instalações de bezerras;</li>
<li>Camas;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/">Equipamentos de ordenha</a></strong>;</li>
<li>Áreas de circulação;</li>
<li>Locais de armazenamento de alimentos.</li>
</ul>
<p>Os protocolos devem ser adaptados às características de cada ambiente. Mais importante do que realizar limpezas esporádicas é manter uma rotina consistente.</p>
<h2>Como monitorar a saúde do rebanho?</h2>
<p>O <strong>monitoramento diário permite identificar alterações antes que os problemas se tornem mais graves</strong>.</p>
<p>Mudanças no comportamento, consumo de alimentos, produção de leite e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">condição corporal</a></strong> podem indicar que algo não está funcionando adequadamente.</p>
<p>A equipe deve estar preparada para observar sinais como:</p>
<ul>
<li>Redução do consumo;</li>
<li>Alterações no comportamento;</li>
<li>Queda na produção;</li>
<li>Dificuldades de locomoção;</li>
<li>Mudanças nas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong>;</li>
<li>Alterações respiratórias;</li>
<li>Sinais de dor ou desconforto.</li>
</ul>
<p>Quanto mais cedo um problema é identificado, maiores são as possibilidades de investigação e intervenção.</p>
<p>Entretanto, a observação dos animais deve ser complementada pela análise dos dados.</p>
<h2>Quais são os principais problemas sanitários em bovinos de leite?</h2>
<p>Diversos problemas podem comprometer a saúde e o desempenho do rebanho.</p>
<p>Entre os mais relevantes estão as doenças da glândula mamária, os problemas sanitários de bezerras, as doenças metabólicas, os distúrbios de casco, as doenças reprodutivas e as parasitoses.</p>
<h3>Mastite</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> é um dos principais desafios sanitários da pecuária leiteira. Além de comprometer a saúde da glândula mamária, pode provocar redução da produção e alterações na qualidade do leite.</p>
<p>Seu controle depende de fatores como higiene, rotina de ordenha, monitoramento e identificação dos agentes causadores.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Doenças de bezerras</h3>
<p>As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/">primeiras fases da vida</a></strong> exigem atenção especial. Diarreias e doenças respiratórias estão entre os principais problemas sanitários dessa categoria.</p>
<p>O fornecimento adequado de colostro, a higiene das instalações, a alimentação e o monitoramento dos animais exercem papel fundamental na prevenção.</p>
<h3>Doenças metabólicas</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/">período de transição</a></strong> é uma fase de grande desafio para as vacas leiteiras. Problemas como hipocalcemia e esteatose hepática podem comprometer a saúde, a produção e o desempenho reprodutivo.</p>
<p>Por isso, o manejo nutricional e o acompanhamento dos animais antes e depois do parto são essenciais.</p>
<h3>Problemas de casco</h3>
<p>Alterações nos cascos podem comprometer a locomoção, o consumo de alimentos, o bem-estar e a produtividade.</p>
<p>O monitoramento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-claudicacao/">claudicação</a></strong>, as condições das instalações e o manejo preventivo ajudam a reduzir a ocorrência e a gravidade dos problemas.</p>
<h3>Parasitoses</h3>
<p>Parasitas internos e externos podem provocar perdas produtivas e comprometer a saúde dos animais.</p>
<p>O controle deve ser baseado no conhecimento dos problemas presentes na propriedade e na avaliação da eficiência das estratégias utilizadas.</p>
<h2>Quais são os principais erros no manejo sanitário?</h2>
<p>Mesmo propriedades que realizam diferentes procedimentos sanitários podem apresentar falhas na estratégia.</p>
<p>Entre os principais erros estão:</p>
<ul>
<li>Agir apenas quando os animais adoecem;</li>
<li>Não conhecer os principais problemas do rebanho;</li>
<li>Não manter um calendário sanitário;</li>
<li>Utilizar medicamentos sem diagnóstico adequado;</li>
<li>Negligenciar a biossegurança;</li>
<li>Não acompanhar a eficácia dos tratamentos;</li>
<li>Não registrar as ocorrências;</li>
<li>Utilizar dados incompletos;</li>
<li>Não avaliar os resultados das ações realizadas.</li>
</ul>
<p>Um programa sanitário eficiente precisa ser continuamente acompanhado e ajustado.</p>
<h2>Manejo sanitário eficiente depende de prevenção e acompanhamento</h2>
<p>Um bom manejo sanitário não se resume à vacinação ou ao tratamento dos animais doentes.</p>
<p>Ele depende da <strong>capacidade da propriedade de identificar riscos, prevenir problemas, monitorar o rebanho e utilizar as informações para tomar decisões</strong>.</p>
<p>Vacinação, controle de parasitas, biossegurança, higiene, diagnóstico, tratamento e registros devem fazer parte de uma estratégia integrada.</p>
<p>Quando essas práticas são <strong>planejadas e acompanhadas continuamente</strong>, torna-se possível identificar problemas mais rapidamente, avaliar a eficiência das ações e melhorar a saúde do rebanho.</p>
<p>Mais do que reagir às doenças, o objetivo do manejo sanitário deve ser criar condições para reduzir sua ocorrência e seus impactos sobre os animais e os resultados da propriedade.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre manejo sanitário de bovinos de leite</h2>
<h3>O que é manejo sanitário de bovinos de leite?</h3>
<p>É o conjunto de práticas utilizadas para prevenir, identificar e controlar problemas de saúde no rebanho.</p>
<h3>Quais são as principais práticas do manejo sanitário?</h3>
<p>Planejamento, vacinação, controle de parasitas, biossegurança, higiene, monitoramento, diagnóstico, tratamento e registro das informações estão entre as principais práticas.</p>
<h3>Por que o manejo sanitário é importante?</h3>
<p>Porque ajuda a prevenir doenças, reduzir perdas produtivas e econômicas e melhorar a saúde e o bem-estar dos animais.</p>
<h3>Como fazer um calendário sanitário para bovinos?</h3>
<p>O calendário deve considerar as categorias animais, o histórico da propriedade, as doenças presentes na região, a legislação e as recomendações técnicas.</p>
<h3>Como melhorar o manejo sanitário da fazenda?</h3>
<p>O primeiro passo é identificar os principais problemas do rebanho. Depois, é necessário estabelecer protocolos, treinar a equipe, registrar as informações e acompanhar os resultados.</p>
<h2>Eleve o nível do manejo sanitário e aumente a produtividade da sua fazenda</h2>
<p>A saúde do rebanho é a base para qualquer sistema leiteiro de alto desempenho.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<title>Umbigo de bezerros: como tratar as principais enfermidades?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/saude-e-umbigo-do-bezerro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jul 2018 14:33:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a vida fetal, o umbigo é a via de comunicação entre o feto e a mãe. Pelo cordão umbilical chega sangue materno, rico em nutrientes e oxigênio e, por ele, também são eliminados os catabólitos do feto. Logo após o nascimento, o umbigo do bezerro perde totalmente a sua função, evolui rapidamente. Em poucos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a vida fetal, o umbigo é a via de comunicação entre o feto e a mãe. Pelo cordão umbilical chega sangue materno, rico em nutrientes e oxigênio e, por ele, também são eliminados os catabólitos do feto.</p>
<p><strong>Logo após o nascimento, o umbigo do bezerro perde totalmente a sua função, evolui rapidamente.</strong> Em poucos dias, as veias e artérias utilizadas na comunicação materno-fetal fecham-se. Paralelamente, os músculos dessa região também se unem, constituindo uma massa muscular.</p>
<p>Até que todo este processo se complete, o umbigo do bezerro é uma porta aberta para vários agentes causadores de diversas enfermidades.</p>
<p>Nesse período, caso o umbigo não seja adequadamente curado, pode infeccionar e provocar onfalite, impedindo a cicatrização e prolongando o tempo em que esta porta de comunicação permanece aberta, facilitando a ascendência de microrganismos. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/" target="_blank" rel="noopener">cura do umbigo</a></strong> ganha mais importância na medida em que se consideram os aspectos sanitários gerais do rebanho.</p>
<p>Esse procedimento e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener">administração correta do colostro</a></strong> representam medidas indispensáveis que influenciarão diretamente na saúde do rebanho de qualquer criatório de gado bovino. Por esse motivo, deverão ser consideradas como medidas sanitárias prioritárias.</p>
<p>Além das enfermidades infecciosas, as hérnias, as neoplasias, os defeitos congênitos e as miíases também assumem grande importância no conjunto das onfalopatias dos bovinos. Por esta razão, deverão ser sempre consideradas ao estudar as enfermidades do umbigo do bezerro.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Anatomia do umbigo dos bezerros</h2>
<p><strong>O umbigo do bezerro consiste de três estruturas que sofrem alterações anatômicas e funcionais por ocasião do nascimento.</strong></p>
<ol>
<li>A veia umbilical dirige-se cranialmente em direção ao fígado;</li>
<li>As artérias umbilicais dirigem-se em sentido caudal para a artéria hipogástrica;</li>
<li>O úraco em direção à bexiga.</li>
</ol>
<p>No momento do parto, ocorrem transformações anatomofisiológicas, a partir da ruptura do cordão umbilical e retração das artérias e da veia.</p>
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<p>Inicia-se assim a respiração autônoma, devido à falta das trocas gasosas placentárias e ao aumento da tensão de gás carbônico. Quando o parto é normal, a queda séptica e mumificação do umbigo se dão dentro de dez dias.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12382" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-300x164.jpg" alt="Anatomia do umbigo do bezerro" width="500" height="273" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-300x164.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-370x202.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-270x147.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-150x82.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro.jpg 550w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12383" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-300x178.jpg" alt="Anatomia do umbigo dos bezerros" width="500" height="296" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-300x178.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-370x219.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-270x160.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1-150x89.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-1.jpg 550w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12384" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-300x294.jpg" alt="Umbigo dos bezerros visto por dentro" width="500" height="490" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-300x294.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-370x363.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-270x265.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-306x300.jpg 306w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2-150x147.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-2.jpg 550w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<h2>Patologias umbilicais</h2>
<p>Pode-se classificar as patologias umbilicais em não infecciosas e infecciosas e estas em extra e intra-abdominal. A extra-abdominal recebe o nome de onfalite e as intra-abdominais, de acordo com o segmento afetado.</p>
<h3>Processos não infecciosos</h3>
<h4>Hérnias</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12385 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3.jpg" alt="Hérnias presentes no umbigo do bezerro" width="370" height="205" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3-300x166.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3-270x150.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-3-150x83.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<p>Na região próxima ao umbigo, em consequência da saída de parte das vísceras através da abertura umbilical, anormalmente dilatada, pode-se produzir uma evasão do peritônio e partes externas da pele, traduzindo-se externamente por aumento de volume.</p>
<p>Partes do omento maior e eventualmente porções do intestino delgado podem ser facilmente repostas na cavidade abdominal por meio do anel herniário, exceto nas hérnias estranguladas.</p>
<p>As hérnias umbilicais, congênitas ou adquiridas, aparecem nos bezerros e demais animais domésticos. As pequenas hérnias umbilicais podem resolver-se espontaneamente, porém as hérnias umbilicais grandes ou estranguladas exigem correção cirúrgica. Quando forem adquiridas, podem estar relacionadas com traumatismos, principalmente coices, pisadas e ao transporte inadequado.</p>
<p>Este último é observado em propriedades rurais em que o vaqueiro tem o hábito de transportar o recém- nascido, do pasto para o curral, na cabeça das selas ou arreios, sem qualquer proteção.</p>
<h4>Fibromas e neoplasias</h4>
<p>Na cicatrização do umbigo, quando ocorrem aderências entre o anel umbilical, ligamentos e peritônio com as outras partes, geralmente se desenvolve um tecido conjuntivo que adquire consistência fibrosa, enrijecido, de aspecto irregular e tumoral.</p>
<p>Entre os vários fatores que podem provocar este quadro estão a cicatrização umbilical complicada, os traumatismos, o uso de substâncias ou produtos químicos, dentre outros.</p>
<p>Em casos de neoplasias malignas, o prognóstico é reservado, porém estas são raramente encontradas. Os fibromas e cicatrizes mal consolidadas, quando cirurgicamente corrigidos, são de bom prognóstico.</p>
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<h4>Persistências e defeitos</h4>
<p>A conexão tubular entre a bexiga e o umbigo, que se mantém após o nascimento, é conhecida como úraco persistente.</p>
<p>Por ocasião do nascimento, com a ruptura do cordão umbilical, o úraco deve fechar-se e a urina será então eliminada pela uretra. Uma série de causas foi sugerida para explicar a incapacidade do úraco em evoluir completamente.</p>
<p>Algumas delas são o rompimento precoce do cordão umbilical, a inflamação, a infecção e a excessiva manipulação física do neonato. Nos bezerros, o úraco persistente é menos comum, mas pode levar à septicemia. Caso o úraco não se feche em até 24 horas após o nascimento, indica-se a ressecção cirúrgica para reduzir a probabilidade de septicemia.</p>
<p>O úraco persistente pode ser corrigido cirurgicamente por ligadura ou cauterização. Quando não for possível a realização da cirurgia, indica-se o uso parenteral de antibióticos de largo espectro e a cauterização com nitrato de prata ou iodo-lugol.</p>
<h4>Miíases (bicheiras)</h4>
<p>As miíases ocorrem em praticamente toda a região tropical e subtropical. Os ovos da mosca <i><span style="font-weight: 400;">Cochliomyia hominivorax</span></i> são depositados na periferia seca de qualquer ferimento.</p>
<p>Destes ovos eclodem larvas 11 horas após a postura. Elas penetram ativamente através da lesão, alimentam-se das secreções e tecidos vivos, crescem ocupando grande espaço subcutâneo e tornam-se adultas em quatro a sete dias.</p>
<p>Os ferimentos tomados por miíases caracterizam-se por discreto abaulamento em torno da abertura central, proporcionalmente pequena, deixando fluir uma secreção sero-sanguinolenta, que passa a purulenta alguns dias mais tarde.</p>
<p>O comprometimento do estado geral ocorre quando as miíases não são tratadas e ocorrem reinfestações. Pomadas, líquidos ou spray cicatrizantes acrescidos de inseticidas devem ser usados tanto preventiva como curativamente.</p>
<p>Em bezerros leiteiros, não é aconselhado aplicar ivermectina e seus similares no primeiro dia de vida. É possível observar em várias propriedades produtoras de leite, o aumento na mortalidade de bezerros, especialmente nos esquemas de manejo, em que é feita mais de uma aplicação, em intervalos curtos de tempo.</p>
<h3>Processos infecciosos</h3>
<p>As onfalopatias infecciosas dos bezerros são todos os processos infecciosos da região umbilical, podendo comprometer um ou vários vasos ou segmentos umbilicais da região extra ou intra-abdominal. Os processos inflamatórios do cordão umbilical, com ou sem herniação, são comuns em bezerros.</p>
<p>Em geral, há uma flora bacteriana mista, que inclui <i>E. coli,</i> <i>Proteus</i> sp., <i>Staphylococcus</i> sp., <i><span style="font-weight: 400;">Actinomyces Pyogenes</span></i><i>, Fusobacterium necrophorum, Pasteureila</i> sp., <i>Salmonella typhimurium</i> e até os agentes bacterianos da tuberculose.</p>
<p>São causas predisponentes dos processos infecciosos umbilicais:</p>
<ul>
<li>Constituição anatômica anômala;</li>
<li>Condições do parto;</li>
<li>Tamanho do cordão umbilical exposto;</li>
<li>Ambiente contaminado;</li>
<li>Bezerros prematuros;</li>
<li>Retardo da limpeza lingual por parte da mãe;</li>
<li>Tratamentos inadequados com soluções sujas ou contaminadas;</li>
<li>Manuseio do umbigo do bezerro por pessoas leigas;</li>
<li>Puxadas ou lambidas bruscas;</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Traumas em quinas ou cantos dos bezerreiros.</span></li>
</ul>
<p>As infecções na região umbilical podem levar a muitas lesões intra-abdominais, bem como a celulite ou a abscedação externa à parede corporal. Elas resultam em inchaço doloroso e aumento de volume palpável dos vasos umbilicais. Pode ocorrer bacteremia com localização em articulações, meninges, olhos, endocárdio e artérias terminais dos pés, orelhas e cauda.</p>
<p>A septicemia resultante de bactérias, que ascendem a partir dos vasos umbilicais ou do úraco, constitui sempre uma ameaça. As complicações tardias envolvem, frequentemente, infecção dos resquícios uracais, disfunção vesical ou infecção recorrente do trato urinário.</p>
<p>A infecção crônica da veia umbilical pode causar abscedação hepática, enquanto a infecção da artéria umbilical pode causar infecção crônica que envolve a bexiga.</p>
<p>O ato cirúrgico muitas vezes complementa o diagnóstico, pois permite a visualização e correção de alterações que não foram diagnosticadas clinicamente. A ultrassonografia é um meio de diagnóstico eficiente na detecção das patologias do umbigo, especialmente na identificação das lesões do úraco, que é a estrutura umbilical mais comumente afetada.</p>
<p>O exame ultrassonográfico, a cirurgia e o exame <i>post mortem</i> constituem excelentes opções para a identificação de anormalidades das estruturas umbilicais. Entretanto, aderências intra-abdominais, observadas durante o ato cirúrgico, nem sempre são diagnosticadas por intermédio do exame ultrassonográfico.</p>
<h4>Onfalite</h4>
<p>Onfalite é a inflamação da porção externa do umbigo, sendo comum em bezerros com dois a cinco dias de idade e representam cerca de 10% dos problemas umbilicais destes animais. Podem ser agudas, flegmonosas, subagudas ou crônicas encapsuladas ou apostematosas, na maioria das vezes fistuladas, exsudando pus.</p>
<p>O umbigo do bezerro aumenta de volume, torna-se doloroso à palpação e pode estar obstruído ou drenando a secreção produzida por meio de uma pequena fístula. Acredita-se que o <i>C. pyogenes </i>seja o principal agente da onfalite, mas também são encontrados <i>Streptococcus, Staphylococcus, Pasteurella </i>e outros agentes.</p>
<p>Enquanto as infecções subcutâneas geralmente permanecem circunscritas, levando a formação de abscessos ou fístulas, os agentes, as toxinas ou os produtos metabólicos localizados nos vasos sanguíneos podem alcançar outros órgãos e desencadear poliartrites, endocardites, <a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>pneumonias</strong></a>, nefrites, acompanhadas de emagrecimento e desenvolvimento retardado.</p>
<h4>Onfaloflebite</h4>
<p>Onfaloflebite é o processo inflamatório da veia umbilical e da porção externa do umbigo. A sintomatologia clínica é caracterizada por um aumento de volume no umbigo, com a presença de exsudato, que pode estar ou não exteriorizado. Pode ocorrer dor abdominal e durante a evolução muitas vezes ocorre hepatite, peritonite ou abscesso hepático, devido à ligação que existe entre o sistema porta e o umbigo do recém-nascido.</p>
<p>Pode ser considerada a causa mais frequente de artrite séptica em bezerros, mas não deve ser considerada como a única rota de infecção das artrites hematogênicas.</p>
<p>É mais comum nos animais que não receberam o colostro, e a este respeito tem-se sugerido que a diminuição da acidez do estômago nestes animais, pode facilitar a passagem dos microrganismos, que seriam normalmente destruídos no trato gastrointestinal.</p>
<h4>Onfaloarterite</h4>
<p>Nas onfaloarterites, que são menos comuns, os abscessos surgem ao longo do trajeto das artérias umbilicais, desde o umbigo até as artérias ilíacas internas.</p>
<p>Os sinais clínicos são semelhantes aos da onfaloflebite: toxemia crônica, subdesenvolvimento e ausência de resposta à antibioticoterapia. O tratamento é a extirpação cirúrgica dos abscessos. As onfaloarterites levam, como consequência extrema da sua infecção ascendente, ao quadro de poliartrite.</p>
<h4>Uraquite</h4>
<p>Processo infeccioso intra-abdominal que acomete o úraco com ascendência à bexiga. A disseminação da infecção para a bexiga pode resultar em cistite e piúria.</p>
<p>O tratamento preferível também consiste em laparotomia exploratória e remoção cirúrgica dos abscessos. Acredita-se que o maior percentual de ocorrência das onfalopatias (40,4%) é representado pelas uraquites.</p>
<h4>Onfaloarterioflebite</h4>
<p>É um processo infeccioso de uma ou duas artérias, conjuntamente com a veia umbilical, ascendente à região abdominal.</p>
<h4>Onfalouracoflebite</h4>
<p>Esta patologia é um processo infeccioso do úraco e veia umbilical com ascendência intra-abdominal ao fígado e à bexiga e ocorre em 9% dos casos das patologias umbilicais. Nestes casos, também são encontradas e broncopneumonias, abscessos hepáticos, artrites e enterites concomitantemente à leucocitose.</p>
<h4>Onfalouracoarterite</h4>
<p>É um processo infeccioso do úraco e das artérias umbilicais, com ascendência intra-abdominal à bexiga e à artéria hipogástrica.</p>
<p>Pode ocorrer em 17% das infecções umbilicais e há, concomitantemente, broncopneumonia, lesão hepática, inflamação da bexiga, artrite e raramente enterite.</p>
<h4>Panvasculite umbilical</h4>
<p>Processo infeccioso de todo o complexo umbilical, comprometendo a veia, as artérias e o úraco. Acredita-se que pode ocorrer em 9% das onfalopatias e o quadro clínico varia de acordo com a patologia intra-abdominal e sua relação com os órgãos ascendentes.</p>
<h2>Infecções no umbigo dos bezerros</h2>
<p>O diagnóstico das infecções umbilicais tem sido baseado na história clínica e nos achados físicos e hematológicos.</p>
<p>Outros meios de diagnóstico envolvem radiografia abdominal, fistulografia e urografia excretora. A ultrassonografia tem sido utilizada para avaliar as estruturas umbilicais internas. A palpação da região umbilical é utilizada para investigar a existência de onfalite.</p>
<p>Os sinais clínicos são o aumento de volume e a consistência da região umbilical, sensibilidade ao toque e vasos umbilicais endurecidos e espessados em maior ou menor grau.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12386" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-300x144.jpg" alt="Inflamação umbilical de bezerro" width="500" height="239" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-300x144.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-370x177.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-270x129.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4-150x72.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/umbigo-do-bezerro-4.jpg 658w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>No caso de inflamação umbilical, deve-se proceder ainda a palpação da cavidade abdominal ventral, utilizando ambas as mãos, para pesquisar a ocorrência de cordões espessados e sensíveis.</p>
<p>Quando estes estiverem direcionados cranialmente, deve-se suspeitar de onfaloflebite e quando se posicionarem caudalmente, de onfaloarterite e uraquite.</p>
<h2>Quais os prejuízos econômicos?</h2>
<p>O prejuízo econômico causado pelas onfalopatias propriamente ditas, e também por aquelas enfermidades secundárias às lesões umbilicais, assumem papel fundamental em qualquer criatório bovino, seja ele leiteiro ou de corte.</p>
<p>Apesar da prevalência de infecções umbilicais nos rebanhos bovinos ser variável, <strong>a importância econômica é significativa, mas nem sempre é levada em consideração</strong>.</p>
<p>A perda econômica final do criatório com este tipo de problema é obtida pelo somatório dos prejuízos decorrentes dos óbitos, dos custos com medicamentos e assistência veterinária, do retardo no crescimento e da depreciação da carcaça.</p>
<p>Um estudo com objetivo de determinar os impactos das infecções e hérnias umbilicais sobre o ganho de peso corporal e a altura de novilhas criadas em fazendas leiteiras comerciais foi realizado por um período de três meses. O diagnóstico das infecções e hérnias umbilicais foi determinado pela inspeção e palpação da região umbilical.</p>
<p>Os resultados mostraram que durante o terceiro mês de vida, as infecções umbilicais reduziram o ganho médio diário em 96 gramas e o ganho de peso corporal ao final do período em 2,5 kg.</p>
<p>Houve também uma redução no crescimento de 0,7 cm. Os efeitos das hérnias umbilicais sobre o crescimento não foram significativos. Concluiu-se que a prevenção das infecções umbilicais pode melhorar o ganho médio diário de novilhas.</p>
<h2>Profilaxia das enfermidades umbilicais</h2>
<p>Recomenda-se o corte e a ligadura somente dos cordões umbilicais muito compridos (acima de 10 cm), reduzindo-o para dois centímetros. Em seguida o umbigo deve ser mergulhado, por 30 segundos, em uma solução de álcool iodado a 5%. Este procedimento deve ser repetido por mais três ou quatro dias. A mesma solução pode ser usada em mais de um bezerro, porém ao final do dia deve ser desprezada.</p>
<p>O produto deve ser aplicado sob a forma de imersão para permitir a entrada da solução desinfetante na “luz” do coto umbilical e não somente na parede externa do mesmo.</p>
<p>Lucci (1989), recomenda a desinfecção por emborcação de um vidro âmbar de boca larga, com solução de iodo, constituída por iodo puro, éter sulfúrico e álcool na proporção de 15:10:100. Inspeção diária e uso de spray com antissépticos e repelentes até que o umbigo caia.</p>
<p>Figueirêdo (1999) indica a embebição no iodo (álcool iodado a 10%) antes do corte (20 segundos) e novamente após o corte (1 minuto). Esta prática deve ser repetida duas vezes ao dia, até o terceiro dia e diariamente, até o oitavo dia.</p>
<h2>Como fazer o tratamento do umbigo do bezerro?</h2>
<p><strong>Para as infecções umbilicais dos bezerros, é necessário um tratamento geral e outro local.</strong></p>
<p>O umbigo e zonas adjacentes devem ser limpos e desinfectados exaustivamente, o tecido necrosado eliminado e os trombos retirados com cuidado. Os abscessos serão abertos e esvaziados por completo. Na abertura umbilical podem ser colocados preparados antibióticos ou quimioterápicos, nas formas de suspensões, pomadas ou pós.</p>
<p><strong>O tratamento geral pode ser realizado com altas doses de penicilina, sulfonamidas, oxitetraciclinas ou enrofloxacina.</strong> As correções cirúrgicas das hérnias umbilicais e as ressecções de estruturas umbilicais infeccionadas são procedimentos comumente utilizados em bovinos.</p>
<p>Para os fibromas umbilicais, o que se recomenda é um tratamento local, que pode ser somente paliativo, ou um procedimento definitivo, com a remoção total por meio do ato cirúrgico corretivo, sem a abertura do abdômen.</p>
<p>Para determinar a melhor forma de tratamento das hérnias, deve-se levar em consideração o tamanho do saco herniário, a largura do orifício herniário, a natureza do conteúdo, a aderência do mesmo ao saco interno e o encarceramento. O tratamento cirúrgico deve ser instituído após ter a certeza de que a resolução espontânea ou métodos não-cirúrgicos não serão suficientes para solucionar o problema.</p>
<p>Esta observação é válida somente para as hérnias com pequeno anel. Outro fator que o cirurgião deve sempre considerar é a possível hereditariedade das hérnias.</p>
<p>A técnica cirúrgica consiste em uma incisão elíptica, reposição do conteúdo herniário e fechamento das bordas do anel. A redução pode ser feita com o saco herniário fechado e, nos casos de presença de aderências, após a sua abertura. Na primeira situação as chances de contaminação bacteriana da cavidade abdominal são menores, porém o risco de recidiva é maior.</p>
<p>No segundo caso, ocorre o contrário: diminuem as recidivas, porém aumentam as possibilidades de peritonite. Para a oclusão do anel herniário deve-se utilizar sutura em jaquetão, somada à invaginação das aponeuroses dos músculos abdominais, através de pontos simples separados e fio não absorvível ou categute cromado.</p>
<p>Em hérnias recidivadas o uso de suturas simples com fio de algodão três zeros, com pontos de relaxamento tem apresentado bons resultados.</p>
<p>De modo geral, o tratamento para as onfalites consiste em exploração e excisões cirúrgicas, podendo ser necessário manter um canal para drenagem temporária. O tratamento precoce, com antibióticos e cuidados auxiliares, pode permitir a resolução antes do desenvolvimento da abscedação e distensão do úraco ou da veia e artérias umbilicais. A exploração intra-abdominal é recomendada para avaliar uma possível extensão interna da infecção.</p>
<h2>Cuidados desde a cria para garantir produtividade no futuro</h2>
<p>O manejo correto do umbigo é fundamental para prevenir infecções, garantir o desenvolvimento saudável das bezerras e assegurar uma futura produção de leite de alta performance.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende estratégias de manejo, nutrição e sanidade que acompanham o rebanho desde o nascimento até o pico produtivo.</p>
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		<title>Interações medicamentosas em bovinos: como afetam a eficácia dos tratamentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jul 2018 18:58:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[antibiótico]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[medicamentos]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento de bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A combinação de medicamentos pode resultar na anulação do efeito deles ou no aparecimento de reações adversas com distintos graus de gravidade. Por outro lado, a associação de fármacos, quando feita com embasamento, tem papel importante em muitos casos. Associando fármacos ou não, são vários os tipos de interações medicamentosas que podem influenciar a ação das [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A combinação de medicamentos pode resultar na anulação do efeito deles ou no aparecimento de reações adversas com distintos graus de gravidade. Por outro lado, a associação de fármacos, quando feita com embasamento, tem papel importante em muitos casos.</p>
<p>Associando fármacos ou não, <strong>são vários os tipos de interações medicamentosas que podem influenciar a ação das drogas utilizadas e a eficácia dos tratamentos bovinos que você faz em seus animais.</strong></p>
<p>Os medicamentos podem interagir durante o preparo, no momento da absorção, na distribuição, na metabolização, na eliminação, no local de ação dos medicamentos devido à modificação do efeito bioquímico ou fisiológico de um medicamento quando associado a outro, etc.</p>
<p>Pensando na associação de medicamentos, vamos começar falando do antagonismo e do sinergismo, pois é muito importante entender o que são e como funcionam, especialmente quando se trata do uso de antibióticos, muitos utilizados para o tratamento de animais no campo.</p>
<p>Conhecer o <strong>antagonismo e o sinergismo</strong> permite o uso mais consciente de medicamentos, como os <strong>antibióticos</strong> e, assim, contribui para a maior eficácia dos tratamentos bovinos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que são antagonismo e sinergismo entre medicamentos?</h2>
<p>Apesar dos nomes, é muito simples entender como funcionam essas interações.</p>
<p>Por definição, antagonismo significa oposição, hostilidade, antipatia; posição ou situação contrária; rivalidade, luta. No caso de medicamentos, <strong>a resposta deles pode ser suprimida ou reduzida na presença de outro</strong>, muitas vezes, pela competição que há entre eles. Essas interações podem gerar respostas benéficas ou não.</p>
<p>Um exemplo de antagonismo com resposta benéfica é quando são aplicados medicamentos para reverter quadros de intoxicação. No segundo caso, um exemplo é a associação da penicilina com a tetraciclina, reduzindo a eficácia medicamentosa dessas bases e resultando em falhas no tratamento de infecções.</p>
<p>Já sinergia, significa ação simultânea em prol da realização de uma função; cooperação entre grupos que contribuem para constituição ou manutenção de determinada ordem. E no caso de medicamentos, <strong>a interação sinérgica resulta em efeito maior do que a simples soma dos efeitos isolados de cada um deles</strong>.</p>
<p>Das associações sinérgicas podem surgir efeitos terapêuticos ou tóxicos. Efeitos tóxicos são frequentes nas combinações de medicamentos com toxicidade nos mesmos órgãos como, por exemplo, corticosteróides e anti-inflamatórios não-esteroidais, que podem ter como consequência a ulceração gástrica.</p>
<p>E os efeitos terapêuticos podem ocorrer, por exemplo, quando se associa dois antibióticos de efeitos somatórios, como a penicilina e a enrofloxacina; ou como a sulfa e o trimetropim.</p>
<p>No campo, pensando em efeito somatório, o veterinário pode prescrever o uso associado de mais de um medicamento. Por exemplo, em infecções associadas a inflamações o veterinário pode recomendar que se utilize antibióticos e anti-inflamatórios na resolução.</p>
<p>Contudo, se houver dor e febre, analgésicos e antitérmicos são necessários e, em determinadas situações, também é necessário associar antibióticos.</p>
<p>Outras vezes, o uso de medicamento tópico no local acometido, vem acompanhado de tratamento sistêmico, em que o produto é fornecido por via injetável. Em qualquer circunstância, é imprescindível o reconhecimento das eventuais interações existentes entre os medicamentos.</p>
<p>Interações benéficas terapeuticamente aumentam ou complementam a ação dos fármacos associados. Podem também exercer efeitos corretivos sobre as reações adversas consequentes do uso de um deles. Ou, ainda, podem tratar doenças coexistentes.</p>
<h3>Como as interações entre antibióticos afetam os tratamentos?</h3>
<p>No campo, é comum associar diferentes antibióticos para tratar animais. Por exemplo, há casos em que associa-se o antibiótico intramamário com o antibiótico parenteral (por via intramuscular ou endovenosa) para tratar mastite.</p>
<p>Ou então, para tratar uma ferida grave de um animal que apresente sintomas sistêmicos (apatia, febre, inapetência e etc.) usa-se antibiótico tópico associado a outro antibiótico parenteral.</p>
<p>Pegando o caso da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/">mastite</a></strong> como exemplo, dependendo do antibiótico parenteral e do antibiótico intramamário utilizados para tratá-la, um pode potencializar o efeito do outro (sinergismo) ou pode anular o efeito do outro (antagonismo) e prejudicar o tratamento.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Para entender como o antagonismo e o sinergismo influenciam a eficácia de associação de antibióticos, é importante conhecer um pouco sobre a classificação deles.</p>
<p>Simplificando, os antibióticos podem ser divididos, dentre outros critérios, em:</p>
<ul>
<li><strong>Bactericidas e;</strong></li>
<li><strong>Bacteriostáticos</strong>.</li>
</ul>
<p>De forma grosseira, os antibióticos bactericidas matam os microrganismos que se multiplicam no organismo.</p>
<p>Já os antibióticos bacteriostáticos controlam o crescimento bacteriano ao inibir sua multiplicação, apenas impedindo seu crescimento e a evolução do estado infeccioso. A eliminação do microrganismo, neste caso, fica a cargo da imunidade do paciente.</p>
<p>A regra geral é que a associação de antibióticos de mesmo mecanismo de ação (bactericida com bactericida; ou bacteriostático com bacteriostático) gera efeito potencializador (sinérgico) e que a associação antibióticos com mecanismos de ação diferentes (bactericida com bacteriostático) gera efeito deletério (antagonismo).</p>
<p>É por isso que é interessante associar a sulfa ao trimetropim; a penicilina à enrofloxacina, dentre outros. E é por isso que não é interessante associar a penicilina à tetraciclina; ou sulfa à enrofloxacina, e assim por diante.</p>
<p>É claro que toda regra tem sua exceção, mas agindo segundo esta regra e não segundo a exceção, há maiores chances de assertividade.</p>
<p>São exemplos de <strong>antibióticos bactericidas</strong>:</p>
<ul>
<li>Aminoglicosídeos (estreptomicina, neomicina, amicacina, dentre outros);</li>
<li>Quinolonas;</li>
<li>Penicilinas;</li>
<li>Cefalosporinas.</li>
</ul>
<p>São exemplos de <strong>antibióticos bacteriostáticos</strong>:</p>
<ul>
<li>Cloranfenicol;</li>
<li>Tetraciclinas;</li>
<li>Macrolídeos (eritromicina, tilosina, azitromicina, dentre outros);</li>
<li>Lincosaminas (clindamicina e lincomicina);</li>
<li>Sulfonamidas;</li>
<li>Trimetropim.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como ocorrem as interações durante o preparo dos medicamentos?</h2>
<p>As interações que ocorrem durante o preparo se dão fora do organismo, quando dois ou mais medicamentos são administrados na mesma solução ou misturados no mesmo recipiente, ou quando são expostos de maneira inadequada ao ambiente.</p>
<p>Se houver incompatibilidade entre os agentes misturados, com o veículo adicionado ou com as condições ambientais a que o produto é exposto, pode-se inviabilizar a terapêutica clínica dele e frequentemente pode ocorrer precipitação ou turvação da solução; mudança de coloração do medicamento ou inativação do princípio ativo</p>
<p>Por exemplo, hábitos como:</p>
<ul>
<li>Expor à luz medicamentos acondicionados em vidros âmbar ou escuros, como no caso do iodo;</li>
<li>A diluição de produtos liofilizados (em pó) com líquidos que não os específicos para isso;</li>
<li>A exposição de vacinas a temperaturas acima do recomendado;</li>
<li>O uso repetido de uma mesma agulha para retirar o medicamento do frasco e para aplicá-lo no animal;</li>
<li>Ou a associação de substâncias na mesma solução ou recipiente;</li>
</ul>
<p>Certamente <strong>podem contribuir para a inativação de substâncias e para a ocorrência de incompatibilidades</strong>.</p>
<h2>Como as interações medicamentosas afetam a absorção?</h2>
<p>Absorção é o processo de transferência do medicamento do local de administração para a corrente sanguínea. Fatores como o fluxo sanguíneo do Trato Gastrointestinal (TGI), pH, motilidade, dieta, presença de outras substâncias e o tipo de formulação farmacêutica interferem nesse evento.</p>
<p>Por exemplo, há <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/quando-vermifugar-os-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">vermífugos orais</a></strong> que agem melhor quando administrados a animais em jejum.</p>
<p>O uso de medicamentos por vias não recomendadas pode prejudicar muito a ação deles, além de causar danos ao local em que eles foram administrados.</p>
<p>O uso de agulhas contaminadas para aplicar medicamentos pode causar infecções locais (abscessos) que impedem ou prejudicam a transferência do medicamento do local de administração para a corrente sanguínea.</p>
<p>Medicamentos com ações anticolinérgicas, como a atropina e seus derivados, que inibem a motilidade do TGI tendem a reduzir a absorção dos agentes coadministrados.</p>
<p>O retardo da absorção de medicamentos pode representar uma situação clínica indesejável, especialmente quando há sintomas agudos como por exemplo, a dor ou febre alta e apatia grave, em função de infecções.</p>
<h2>Como as interações podem modificar a distribuição dos medicamentos?</h2>
<p>Distribuição é o evento de deslocamento do medicamento da circulação sistêmica para os tecidos. Esta fase depende do volume de distribuição aparente (Vd) e da fração de ligação dos medicamentos às proteínas do sangue.</p>
<p>Medicamentos que possuem grande afinidade por essas proteínas, quando associados a outros, podem agir como deslocadores e aumentar a concentração livre do segundo, acarretando manifestações clínicas nem sempre benéficas.</p>
<p>Os medicamentos precipitadores, como o próprio nome diz, são capazes de arremessar outros agentes para fora do local de ação original e assim afetar o efeito farmacológico desejado. São exemplos, a aspirina, a fenilbutazona e as sulfonamidas, que são altamente ligados à proteína do sangue; e a furosemida, que altera a função renal.</p>
<p>Há ainda medicamentos, como a enrofloxacina, cujo efeito é muito influenciado pela alteração na dose administrada. São os medicamentos dose-dependente. Em casos de surtos infecciosos com efeitos agudos e graves, e causados por agentes susceptíveis à enrofloxacina, o aumento da dosagem deste medicamento para uma “dose de ataque” pode ser primordial.</p>
<h2>Como as interações afetam a metabolização?</h2>
<p>No processo de metabolização os medicamentos são transformados pelas enzimas do fígado em frações menores, hidrossolúveis. As interações que ocorrem nesta fase são precipitadas por medicamentos com capacidade de inibirem ou induzirem o sistema enzimático.</p>
<h2>Como as interações afetam a excreção?</h2>
<p>A maioria dos medicamentos é eliminada quase que totalmente pelos rins e a taxa de excreção de vários agentes pode ser modificada, por exemplo, por medicamentos associados que modifiquem o pH da urina.</p>
<p>Nesses casos, os medicamentos podem ter ação por tempo menor do que o esperado, por exemplo.</p>
<h2>Como evitar interações medicamentosas que comprometem os tratamentos?</h2>
<p>O curso de medicina veterinária tem em sua grade curricular, dentre outros, a disciplina de farmacologia e de terapêutica, que tratam de aspectos como os tratados neste artigo. Portanto, os profissionais formados neste curso tem conhecimento para prescrever os medicamentos  e tratamentos mais adequados para cada caso.</p>
<p>Por isso, é de grande importância que todo tratamento, ou protocolo, seja elaborado e revisado por um médico veterinário, considerando, é claro, as características de cada animal, de cada rebanho e de cada propriedade.</p>
<h2>Otimize os tratamentos e aumente a eficiência da sua produção</h2>
<p>O uso correto de medicamentos é essencial para garantir a saúde do rebanho e evitar prejuízos.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar o manejo sanitário à gestão da propriedade, usando dados para tomar decisões mais assertivas, reduzir perdas e elevar a produtividade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/eficacia-dos-tratamentos-bovinos/">Interações medicamentosas em bovinos: como afetam a eficácia dos tratamentos</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Soro para bezerros: quando utilizar e quais são os benefícios da reidratação oral</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/soro-para-bezerros-e-seus-beneficios/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jul 2018 17:12:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[colostro]]></category>
		<category><![CDATA[desidratação]]></category>
		<category><![CDATA[diarreia]]></category>
		<category><![CDATA[hidratação]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[soro oral]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza parasitária bovina]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Bezerras de todas as idades, quando doentes, apresentam, independente da patologia, alterações fisiológicas e de comportamento que dificultam sua recuperação. A principal alteração é a perda do apetite, com redução na ingestão tanto de água, quanto de alimentos. Com isso, ficam menos resistentes aos desafios. No caso da diarreia, a desidratação é ainda mais grave, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bezerras de todas as idades, quando doentes, apresentam, independente da patologia, alterações fisiológicas e de comportamento que dificultam sua recuperação. A principal alteração é a perda do apetite, com redução na ingestão tanto de água, quanto de alimentos. Com isso, ficam menos resistentes aos desafios.</p>
<p>No caso da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener">diarreia</a>,</strong> a desidratação é ainda mais grave, pois à redução de consumo, soma-se grande perda de líquido nas fezes. A tabela a seguir mostra a perda de água e nutrientes nas fezes de bezerros com diarreia.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4787 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-1.jpg" alt="Tabela com a excreção diária de bezerros sadios e com diarreia" width="490" height="314" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-1.jpg 490w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-1-300x192.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-1-370x237.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-1-270x173.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-1-470x300.jpg 470w" sizes="auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Excreção diária de constituintes fecais de bezerros sadios ou com diarreia (Adaptado de Wattiaux, 2000; Criação de novilhas)</span></p>
<p>Na maioria das vezes, <strong>a morte de bezerros com diarreia não é devido à infecção, mas à desidratação</strong>. A partir desta observação, o soro oral torna-se fundamental. Ele irá fornecer não apenas o líquido, mas também diversos minerais e energia para que o animal possa se recuperar.</p>
<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="2933" data-end="3065">Neste artigo, você entenderá como funciona a reidratação oral, quais são seus benefícios e em quais situações ela pode ser indicada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Formulação do soro para bezerros</h2>
<p>Podem ser utilizadas formulações feitas na fazenda, como mostra o quadro abaixo, ou formulações comerciais.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4788 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-2.jpg" alt="Ingredientes do soro para bezerros" width="505" height="143" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-2.jpg 505w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-2-300x85.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-2-370x105.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-2-270x76.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 505px) 100vw, 505px" /><span style="font-size: 10pt;">Fórmula para preparação de 4 litros de soro para bezerros. </span><span style="font-size: 10pt;">Fonte:</span><span style="font-size: 10pt;"> Antônio Ultimo de Carvalho e Elias Jorge Facury Filho – EV/UFMG</span></p>
<p>Bezerros desidratados apresentam diversas alterações metabólicas que precisam ser corrigidas para uma melhor recuperação. <strong>Assim, cada um dos ingredientes da formulação tem sua importância e todos devem ser fornecidos na quantidade indicada.</strong></p>
<ul>
<li><strong>Bicarbonato de sódio: </strong>tem como objetivo reduzir o estado de acidose metabólica no qual se encontram bezerros doentes e sem apetite.</li>
<li><strong>Glicose de milho:</strong> a principal função deste ingrediente é ser fonte de energia para o bezerro, que muitas vezes tem deficiência energética por estar ingerindo menor quantidade de alimento. Além disso, a glicose ajuda na absorção de água no intestino. É importante que se use glicose de milho (encontrada em lojas de sorveteiros), pois a substituição por açúcar pode ser muito prejudicial aos bezerros. Como os bezerros não conseguem digerir o açúcar, seu uso irá aumentar a perda de água ao invés de reduzir, além de não fornecer energia por não ser absorvido.</li>
<li><strong>Sal comum:</strong> fonte de sódio, elemento importante na normalização da distribuição de água no organismo e na manutenção do equilíbrio ácido básico.</li>
<li><strong>Cloreto de potássio:</strong> fonte de potássio, principalmente, que é importante na manutenção do equilíbrio ácido básico, assim como o sódio. A perda de potássio nos casos de diarreia é muito grande. Por ser um mineral que participa no transporte de oxigênio e gás carbônico no sangue e também na transmissão de impulsos nervosos, deve ser suplementado no soro.</li>
<li><strong>Água:</strong> a água a ser utilizada deve ser sempre <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">limpa e de boa qualidade</a></strong>, proveniente de fonte de água potável.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>A formulação apresentada deve ser misturada à água somente no momento do fornecimento.</p>
<p>Para facilitar o manejo, principalmente em rebanhos menores, uma dica é colocar em saquinhos plásticos a quantidade de cada ingrediente a ser utilizado por bezerro. Em um pacotinho coloca-se o bicarbonato de sódio, o cloreto de potássio e o sal comum. Em outro, a glicose de milho.</p>
<p>Assim, no momento de fornecer o soro aos bezerros, é só misturar o conteúdo dos dois saquinhos plásticos a 4 litros de água.</p>
<p>É importante separar a glicose de milho, pois quando misturada a outros ingredientes antes de ser colocada na água, a glicose “empedra” e fica difícil dissolvê-la na água.</p>
<p>O soro oral deve ser fornecido em um volume mínimo de 4 litros por bezerro por dia, desde o primeiro dia em que a doença for observada até que o animal esteja curado. Essa quantidade é a mínima necessária para uma bezerra de 50 kg com 8% de desidratação. O volume de soro a ser fornecido deve levar em conta a soma entre:</p>
<ol>
<li>A quantidade de água que já foi perdida, ou seja, aquela que necessita ser reposta;</li>
<li>O volume correspondente ao que será perdido (nas fezes, por exemplo);</li>
<li>O volume que a bezerra beberia de água por dia em condições normais (manutenção). Assim, quanto maior o grau de desidratação e mais velha a bezerra maior será a quantidade de soro necessária.</li>
</ol>
<h2>Avaliação de hidratação do bezerro</h2>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4789 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-3.jpg" alt="" width="460" height="230" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-3.jpg 460w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-3-300x150.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-3-370x185.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-3-270x135.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 460px) 100vw, 460px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Sinais clínicos em função do grau de desidratação</span></p>
<p>A avaliação da hidratação é muito simples e pode ser feita analisando, entre outras coisas, as alterações:</p>
<ul>
<li><strong> Elasticidade da pele do pescoço:</strong> ao puxar a pele do pescoço de um bezerro desidratado, a prega formada demora a se desfazer, voltando ao lugar normal conforme demonstrado nas fotos abaixo.</li>
<li><strong> Brilho e umidade das mucosas:</strong> estão secas e sem brilho.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4790 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-4.jpg" alt="Avaliação de hidratação sendo feita em um bezerro" width="588" height="168" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-4.jpg 588w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-4-300x86.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-4-370x106.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-4-585x168.jpg 585w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-4-270x77.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 588px) 100vw, 588px" /></p>
<p>Além de o soro oral ser fundamental no tratamento de bezerros com diarreia, é também uma ferramenta muito importante no tratamento de doenças como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bezerras-leiteiras/">pneumonia</a></strong> e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tristeza-parasitaria-bovina/" rel="noopener">tristeza parasitária</a></strong>, ou em qualquer caso de desidratação.</p>
<p>Outro ponto importante é que <strong>o soro oral deve ser fornecido no mínimo 30 minutos após o <a href="https://rehagro.com.br/blog/dieta-liquida-de-bezerras-leiteiras/" rel="noopener">fornecimento de leite</a></strong>.</p>
<p>O bicarbonato de sódio, presente na formulação, pode interferir na digestão do leite se o fornecimento de leite e soro for feito em curto intervalo de tempo. Por isso, é muito importante que este intervalo entre o fornecimento de leite e soro seja respeitado.</p>
<p>No caso da pneumonia, o soro ajuda muito na recuperação do bezerro por fluidificar secreções e assim melhorar sua excreção e limpar as vias aéreas.</p>
<p>Além disso, fornece alguns nutrientes, o que é importante visto que normalmente estes animais têm consumo reduzido de leite e ração.</p>
<p>Na tristeza parasitária, a ingestão de soro, combatendo a desidratação, ajuda a evitar uma redução muito grande do volume de sangue da bezerra, reduzindo as consequências da anemia. Essas bezerras ficam ofegantes para compensar a anemia, o que gera acidose, que pode ser corrigida com o uso do soro.</p>
<p>Os bezerros normalmente aceitam muito bem o soro oral. O soro pode ser colocado na vasilha de água para que a bezerra beba ou pode ser fornecido com mamadeira.</p>
<p>Pode ser utilizada também sonda esofágica ou, nos casos graves de desidratação (acima de 8%), a terapia endovenosa. Essas últimas devem ser realizadas por pessoas treinadas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4791 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-5.jpg" alt="Bezerros tomando soro oral" width="507" height="201" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-5.jpg 507w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-5-300x119.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-5-370x147.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/soro-oral-5-270x107.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px" /></p>
<p>O fornecimento de soro oral como terapia auxiliar no tratamento de bezerras é uma alternativa barata e que apresenta ótimos resultados. Manter os animais bem hidratados é fundamental para que haja uma boa recuperação, independente da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-comuns-em-bezerros/">doença</a></strong>.</p>
<p>O soro para bezerros, além de hidratar, estimula o apetite, ajudando ainda mais na recuperação. O uso do soro oral é prático e fácil, e por isso deve ser uma ferramenta sempre disponível nas fazendas para auxiliar no tratamento de todas as doenças.</p>
<h2>Cuidados certeiros com bezerras e gestão eficiente</h2>
<p>Saber manejar corretamente casos de desidratação em bezerros é essencial para reduzir perdas e garantir um rebanho saudável.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você vai além do manejo técnico, aprendendo a integrar saúde animal, nutrição e gestão para aumentar a produtividade e a lucratividade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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		<item>
		<title>Dieta para vacas leiteiras: como formular e melhorar os resultados do rebanho</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jul 2018 14:19:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[beneficiamento]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
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		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
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		<category><![CDATA[vacas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A alimentação está entre os principais componentes dos custos de produção da pecuária leiteira e influencia diretamente a produtividade, a saúde, a reprodução e os resultados econômicos da fazenda. Por isso, formular uma dieta para vacas leiteiras vai muito além de definir quais alimentos serão fornecidos ou utilizar uma combinação pronta de ingredientes. É necessário [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">Dieta para vacas leiteiras: como formular e melhorar os resultados do rebanho</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A alimentação está entre os principais componentes dos custos de produção da pecuária leiteira e influencia diretamente a produtividade, a saúde, a reprodução e os resultados econômicos da fazenda. Por isso, <strong>formular uma dieta para vacas leiteiras vai muito além de definir quais alimentos serão fornecidos</strong> ou utilizar uma combinação pronta de ingredientes.</p>
<p>É necessário conhecer as exigências nutricionais dos animais, avaliar a composição dos alimentos disponíveis, considerar o consumo esperado e buscar um equilíbrio entre desempenho produtivo e viabilidade econômica.</p>
<p>Além disso, a dieta formulada precisa ser <strong>corretamente preparada, fornecida e efetivamente consumida</strong> pelos animais.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá os principais fatores que devem ser considerados na formulação de dietas para vacas leiteiras e como utilizar a nutrição para melhorar os resultados do rebanho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Como formular dieta para vacas leiteiras?</h2>
<p>Como primeiro e essencial ponto, <strong>é preciso conhecer de perto o rebanho e a fazenda</strong>. Genética e ambiente irão afetar diretamente o resultado da alimentação. Os alimentos volumosos disponíveis na propriedade deverão ser analisados visualmente e por análises laboratoriais para saber como ele  poderá ser utilizado na composição da dieta.</p>
<p>As exigências nutricionais de cada categoria deverão ser atendidas de modo a promover a manutenção e alcance de metas. Por exemplo, a categoria novilhas deverá alcançar determinado peso e tamanho para atingir a meta de entrar em reprodução com a idade correta, normalmente, de forma precoce.</p>
<p>As vacas, além de produzirem leite, devem se reproduzir de forma adequada, tendo o seu balanço energético adequado para tanto. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-em-vacas-leiteiras/" rel="noopener">Vacas em período de transição</a></strong>, por exemplo, necessitam de um manejo nutricional específico, que deve ser atendido com atenção.</p>
<p>O responsável pela nutrição de um rebanho deverá ter conhecimentos sobre os alimentos e seus valores nutricionais. O entendimento de um alimento passa também pela função que o mesmo exercerá no organismo do animal.</p>
<p>Para tanto, algumas perguntas simples podem ser feitas:</p>
<ul>
<li>Ele irá promover ruminação?</li>
<li>Será benéfico para a microbiota desejável do rúmen, aquela que gera mais energia e proteína?</li>
<li>O alimento será degradado no rúmen ou chegará intacto ao intestino?</li>
<li>Ao chegar ao intestino ele será utilizado pelo animal ou nem será absorvido, sendo perdido nas fezes?</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4715 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros1.jpg" alt="Homem segurando fibra para dieta de bovinos leiteiros" width="600" height="450" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros1.jpg 600w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros1-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros1-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros1-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros1-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Um nutricionista conhece bem a composição dos alimentos e também a forma como deverá ser oferecido, como por exemplo, o tamanho da fibra.</p>
<p>Por fim, um consultor em nutrição, tendo o conhecimento de que a alimentação é o item de maior custo dentro do sistema de produção de leite, deverá estar sempre atento aos preços de insumos, buscando uma dieta que tenha como resultado a lucratividade.</p>
<p>É importante ressaltar que, na maioria das vezes, <strong>uma dieta de mínimo custo, não é aquela de máxima eficiência!</strong></p>
<p>Outro ponto bastante importante quando se considera a nutrição animal é a certeza de que dieta formulada será realmente consumida pelo animal. Devemos sempre considerar que, em uma fazenda, na verdade, <strong>existem ao menos três dietas diferentes para bovinos leiteiros</strong>:</p>
<ol>
<li>A dieta que o nutricionista formulou com o auxílio do computador;</li>
<li>A dieta que o tratador entendeu que é a correta ou que tem capacidade de preparar;</li>
<li>A dieta, a que a vaca consome, com o todo o seu poder de seleção e capacidade de alimentação.</li>
</ol>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais os aspectos afetados por uma nutrição inadequada dos bovinos leiteiros?</h2>
<h3>Baixa produtividade</h3>
<p>A produção de leite começa pela boca da vaca. É a alimentação oferecida, juntamente com a <strong>genética</strong> e o ambiente, que promoverá uma boa produção.</p>
<p>Uma nutrição inadequada pode, muitas vezes, não estar especificamente ocasionando baixas produtividades, <strong>mas impedindo o animal de expressar todo o seu potencial produtivo.</strong></p>
<p>As exigências nutricionais de bovinos leiteiros variam de acordo com:</p>
<ul>
<li>Categoria – bezerras, novilhas, vacas secas, vacas em lactação;</li>
<li>Fase de lactação;</li>
<li>Nível de produção;</li>
<li>Idade da vaca;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-vacas-leiteiras/">Condição corporal</a></strong>.</li>
</ul>
<p>O estágio da lactação afeta a produção e composição do leite, o consumo de alimentos e mudanças no peso vivo do animal. <strong>Vacas no início da lactação produzem mais</strong> e, portanto, necessitam de <strong>melhor aporte nutricional</strong>, por exemplo.</p>
<p>Um plano de alimentação para vacas em lactação deve considerar os três estádios da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/curva-de-lactacao/" rel="noopener">curva de lactação</a></strong>. O não atendimento das necessidades específicas de cada fase pode prejudicar o potencial produtivo de cada uma delas ou, até mesmo, encurtar a persistência da lactação.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4716 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros2.jpg" alt="Curva de lactação da dieta para bovinos leiteiros" width="600" height="383" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros2.jpg 600w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros2-300x192.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros2-370x236.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros2-270x172.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros2-470x300.jpg 470w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-size: 10pt;">Curva de lactação / Fonte: Ideagri</span></p>
<p>A idade do animal influencia as exigências alimentares na medida em que o nível de produção e as necessidades de mantença e desenvolvimento variam sob esse aspecto. Por exemplo, animais reprodutivamente precoces, que continuam em crescimento durante uma ou duas lactações, devem receber alimentos com qualidades superiores àqueles que estão em função apenas da produção de leite.</p>
<p>Um bom plano nutricional deve respeitar não só a produção, mas também o desenvolvimento corporal do animal.</p>
<p>Um nutricionista sabe que a recuperação da condição corporal de uma vaca acontece no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/" rel="noopener">pós-parto</a></strong>, mas não no período de balanço energético negativo, onde se deve focar em não permitir perda de peso.</p>
<p>Correr atrás do prejuízo na fase final da gestação, não só não oferece resultados para a vaca, como favorece a ocorrência de doenças metabólicas no pós-parto imediato. Então, <strong>qual a composição e quantidade devem ser fornecidas ao animal em cada fase?</strong> Consulte um nutricionista!</p>
<p>Um custo maior com a alimentação pode se transformar num lucro maior ainda, trazendo um resultado final positivo.</p>
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<h3>Doenças nutricionais</h3>
<p>Uma grande parte das doenças enfrentadas por rebanhos leiteiros vêm, não de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-sanitario-de-bovinos-de-leite/" rel="noopener">problemas sanitários</a></strong>, mas de um plano nutricional deficiente.</p>
<p>Você já ouviu falar de acidose? Sofre com problemas de casco no rebanho? Já viu muita <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/retencao-de-placenta/" rel="noopener">retenção de placenta</a></strong> e infecção uterina? E a mastite? <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desafios-do-deslocamento-de-abomaso/">Deslocamento de abomaso</a></strong>?</p>
<p>A maior parte dos produtores de leite tecnificados conhece de perto ou se preocupa com todos esses problemas. A questão é: em que nível acontecem.</p>
<p>Uma <strong>elevada incidência dessas doenças</strong> em uma propriedade leiteira significa, <strong>não apenas um animal doente, mas uma fazenda doente</strong>, que necessita de melhor atenção na dieta e manejo nutricional.</p>
<p>Segundo o médico veterinário Bolivar Nóbrega de Faria, doutor em ciência animal, <strong>a nutrição é tão importante que o veterinário clínico está tendo que se especializar no assunto</strong>, trabalhando com o que se chama medicina de produção.</p>
<p><em>“A produção depende diretamente da nutrição e é ela que move a fazenda, desde a venda de leite até a comercialização de animais saudáveis. Falando em saúde, a maior parte das doenças na bovinocultura de leite moderna tem um fundo ou predisposição nutricional. Outro ponto importante é a reprodução, uma das maiores causas de descarte de animais. Se não houver um trabalho conjunto de nutrição e reprodução os índices reprodutivos serão baixos”.</em></p>
<h2>Relação concentrado x volumoso</h2>
<p>Relações entre concentrado e volumoso inadequadas são comuns nos rebanhos brasileiros. Um balanceamento incorreto entre fibra fisicamente efetiva e carboidratos não fibrosos é capaz de gerar um ciclo vicioso de enfermidades ligadas entre si.</p>
<p>É até desejável um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/" rel="noopener">pH ruminal ligeiramente ácido</a></strong> (respeitando o limite de 5,5) para maximizar a produção de leite de bovinos leiteiros, porque a digestibilidade da dieta e o rendimento da proteína microbiana produzida no rúmen são maximizados quando dietas altamente fermentáveis (concentrados) são consumidas.</p>
<p>Com a diminuição exagerada do pH ruminal, entretanto, há redução do apetite, da motilidade ruminal, da produção microbiana e da digestão da fibra.</p>
<p>O fornecimento excessivo de concentrados pode acarretar a chamada <strong>acidose subclínica</strong>. A etiologia da doença é explicada pelo aumento, ocasionado pelos alimentos altamente fermentáveis, dos níveis de ácidos no rúmen. Esses casos crônicos da doença podem apresentar como sintomas diarreia em parte do rebanho, diminuição dos movimentos gastrointestinais, diminuição na gordura do leite, laminite e úlcera de sola.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4717 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros3.jpg" alt="Úlcera de sola" width="600" height="451" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros3.jpg 600w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros3-300x226.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros3-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros3-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/formulacao-de-dietas-para-bovinos-leiteiros3-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-size: 10pt;">Úlcera de sola – problemas de casco podem ser decorrentes de erros no manejo nutricional, e não somente um problema de instalações</span></p>
<p>A diminuição dos movimentos gastrointestinais, levando à hipomotilidade do abomaso, relaciona a incidência de acidose ruminal à ocorrência de <strong>deslocamento de abomaso</strong>. É importante frisar que a etiologia do deslocamento de abomaso é multifatorial, sendo esse um dos fatores predisponentes da doença.</p>
<p>Os <strong>sintomas apresentados por um animal com deslocamento de abomaso</strong> à esquerda, normalmente, são apetite diminuído e seletivo, desidratação moderada a severa e grande queda na produção de leite. É facilmente diagnosticado e sua correção é cirúrgica.</p>
<p>O prejuízo fica a cargo dos custos com o tratamento, queda na produção, descartes involuntários de animais e até mesmo morte</p>
<p>Apesar de os altos níveis de concentrados nas dietas causarem diversas enfermidades nos bovinos leiteiros, o contrário também pode levar a uma enfermidade chamada <a href="https://rehagro.com.br/blog/cetose-bovina-em-vacas-leiteiras/"><strong>cetose</strong></a>.</p>
<p>Vacas com alta demanda de energia, como as do lote de pós-parto imediato, irão mobilizar seus depósitos de gordura corporal para atender à demanda de produção de leite não suprida por uma dieta pobre em energia e rica em fibra.</p>
<p>Os sintomas incluem depressão, rápida perda de peso, queda na produção, constipação, fezes cobertas com muco, entre outros. Geralmente comem feno ou outra forragem, mas recusam-se a comer concentrados.</p>
<h2>O valor do nutricionista na formulação de dieta para vacas leiteiras</h2>
<ul>
<li>Quanto vale uma vaca produtiva e saudável?</li>
<li>Qual o prejuízo no descarte de um animal prematuramente?</li>
<li>Quanto vale uma novilha chegando à idade correta à puberdade?</li>
<li>Quanto custa o tratamento de todo o rebanho com problemas nos cascos?</li>
<li>Quanto vale uma bezerra saudável e desmamada mais cedo?</li>
<li>Quanto custa o investimento em um insumo de qualidade que não deu o resultado esperado?</li>
</ul>
<p>Valores alcançados somados ao menor custo com os itens citados e outros inúmeros não mencionados são iguais ao resultado do trabalho de um bom nutricionista. Entende-se por resultado, não só o financeiro, mas também a <strong>satisfação do produtor com um dia a dia onde é possível focar mais no trabalho e menos em problemas</strong>.</p>
<p>Um bom nutricionista é de grande auxílio ao produtor, principalmente em épocas como a que estamos vivendo hoje, <strong>de alta de insumos</strong>, como o milho e a soja.</p>
<p>Esses profissionais podem apresentar estratégias nutricionais que mantenham uma boa produtividade, otimizem os custos e elevem a margem de lucro do negócio.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre dietas para vacas leiteiras</h2>
<h3>Como formular uma dieta para vacas leiteiras?</h3>
<p>A formulação deve considerar as características dos animais, as exigências nutricionais, o consumo de matéria seca, a composição dos alimentos, o equilíbrio da dieta e os objetivos produtivos e econômicos da propriedade.</p>
<h3>Quais nutrientes uma vaca leiteira precisa?</h3>
<p>A dieta deve fornecer energia, proteínas, fibras, minerais, vitaminas e água em quantidades adequadas às exigências dos animais.</p>
<h3>Qual é a melhor dieta para vacas leiteiras?</h3>
<p>Não existe uma única dieta ideal para todos os rebanhos. A formulação depende das características dos animais, dos alimentos disponíveis, do sistema de produção e dos objetivos da fazenda.</p>
<h3>Qual é a proporção ideal de volumoso e concentrado?</h3>
<p>Não existe uma proporção universal. A relação depende das exigências dos animais, da qualidade dos alimentos, do consumo e das características nutricionais da dieta.</p>
<h3>Por que analisar os alimentos antes de formular a dieta?</h3>
<p>Porque a composição nutricional dos ingredientes pode variar. As análises ajudam a conhecer melhor os alimentos e aumentam a precisão da formulação.</p>
<h3>Como saber se a dieta está funcionando?</h3>
<p>É necessário acompanhar indicadores como consumo, produção e composição do leite, condição corporal, saúde, eficiência alimentar e resultados econômicos.</p>
<h3>Por que a vaca pode consumir uma dieta diferente da formulada?</h3>
<p>Erros no preparo, variação dos ingredientes, mistura inadequada e seleção dos alimentos podem fazer com que a dieta efetivamente consumida seja diferente daquela planejada.</p>
<h2>Da formulação de dietas à gestão completa de fazendas: domine a pecuária leiteira</h2>
<p>A <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro vai muito além da nutrição: prepara você para tomar decisões assertivas em todas as áreas da fazenda, com base em números, indicadores técnicos e ferramentas práticas aplicadas no campo.</p>
<p>Aprenda com especialistas que atuam diariamente na pecuária leiteira e leve para a sua carreira e para a sua fazenda estratégias que aumentam a produtividade e o lucro.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Estresse térmico em vacas leiteiras: quais os impactos e como reduzir</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jul 2018 15:29:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
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		<category><![CDATA[fisiologia animal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O estresse térmico é um dos principais desafios para a produção de leite em regiões de clima quente. Quando as vacas não conseguem dissipar adequadamente o calor produzido pelo organismo e absorvido do ambiente, seu comportamento, consumo de alimentos, saúde e desempenho podem ser comprometidos. Entre os principais impactos estão a redução do consumo de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>estresse térmico</strong> é um dos principais desafios para a produção de leite em regiões de clima quente. Quando as vacas não conseguem dissipar adequadamente o calor produzido pelo organismo e absorvido do ambiente, seu comportamento, consumo de alimentos, saúde e desempenho podem ser comprometidos.</p>
<p>Entre os principais impactos estão a redução do consumo de matéria seca, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong> e alterações na eficiência reprodutiva.</p>
<p>Por isso, identificar os sinais de estresse térmico e adotar estratégias para melhorar o conforto dos animais é fundamental para reduzir perdas produtivas.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá o que é o estresse térmico em bovinos leiteiros, como identificar o problema e quais medidas podem ser adotadas para minimizar seus efeitos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>Conhecendo e definindo o estresse térmico</h2>
<p><strong>O termo estresse térmico é utilizado para referenciar os efeitos ocasionados na fisiologia, no comportamento e na produção dos animais devido às alterações no ambiente. </strong></p>
<p>De modo semelhante, o estresse térmico pode ser definido como a soma das forças internas (metabolismo, ex.) e externas (ambiente) que atuam em um animal para causar um aumento na temperatura corporal e provocar uma resposta fisiológica.</p>
<p>Nos países de clima tropical, como o <strong>Brasil</strong> por exemplo,<strong> é muito mais comum a ocorrência de estresse térmico pelo calor do que pelo frio</strong>. Altos valores de temperatura e umidade, além da exposição à radiação solar, são fatores que contribuem de forma significativa para que as vacas acumulem calor corporal.</p>
<p><strong>O estresse térmico em vacas leiteiras ocorre quando a taxa de ganho de calor do animal excede a de perda, fazendo com que o mesmo saia de sua zona de conforto</strong>. Desta forma, são necessários ajustes no comportamento e/ou fisiologia do animal.</p>
<p>Assim como qualquer outra espécie animal, os bovinos de leite também apresentam uma faixa de temperatura considerada como zona termoneutra. Nesta faixa de temperatura o animal não precisa direcionar grandes quantidades de energia para termorregulação, seja para capturar, seja para dissipar calor.</p>
<p>Desse modo, o gasto de energia para manutenção é mínimo, resultando em máxima eficiência produtiva.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/planilha-calculo-ganhos-eficiencia-reprodutiva?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-eficiencia-reprodutiva&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39663 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva.png" alt="Planilha cálculo de ganhos com eficiência reprodutiva" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-planilha-eficiencia-reprodutiva-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Em temperaturas inferiores àquela mínima da zona termoneutra as vacas entram em estresse térmico pelo frio. Já quando a temperatura se encontra superior ao limite máximo da zona termoneutra, o estresse térmico instaurado é pelo calor.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11872 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_1.jpg" alt="Zona termoneutra" width="370" height="255" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_1.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_1-300x207.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_1-270x186.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Adaptado de Kadzere et al., 2002</span></span></p>
<h2>Vacas de alta produção e o estresse térmico</h2>
<p>Vacas de alta produção são mais susceptíveis ao estresse térmico quando comparadas às vacas de baixa produção.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/genomica-nas-fazendas-leiteiras/" rel="noopener">seleção genética</a></strong> para produção de leite contribuiu para que as vacas aumentassem a quantidade de calor metabólico, pois <strong>vacas que produzem mais leite</strong> ingerem mais alimentos e, logo, possuem metabolismo mais elevado em relação às vacas de menor potencial genético.</p>
<p>Com a menor capacidade de dissipação de calor, <strong>as vacas elevam sua temperatura corpórea com maior facilidade</strong> e perdem calor para o meio ambiente com maior dificuldade. O resultado final é o maior acúmulo de calor, podendo ocorrer mais facilmente o estresse térmico.</p>
<p>Ao analisarmos os dados de 2018 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, por exemplo, vemos que é relatado um aumento de 13% na produção de leite na última década, passando de quase 9.000 kg de leite para 14.000 kg de leite/vaca/ano.</p>
<p>Conforme descrito por Berman (2005), o aumento na produção de leite de 35 kg de leite/dia para 45 kg de leite/dia contribui para que o limite de temperatura para estresse térmico seja reduzido em torno de 5°C, significando que as vacas tenderão a sofrer estresse térmico de forma mais precoce.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-43761 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="330" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-768x259.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-270x91.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-740x249.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/07/banner-gpl-novo-150x51.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como identificar um animal com estresse térmico</h2>
<ul>
<li>Animal ofegante, com aumento de salivação e transpiração;</li>
<li>Redução na ingestão de matéria seca;</li>
<li>Redução na produção de leite;</li>
<li>Aumento no consumo de água;</li>
<li>Aumento da frequência cardíaca e respiratória;</li>
<li>Temperatura retal maior que 39,1ºC.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11873 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_2.jpg" alt="Vaca com Estresse Térmico" width="512" height="260" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_2.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_2-300x152.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_2-370x188.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_2-270x137.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Vaca leiteira em estresse térmico pelo calor. Note: boca aberta, língua para fora e aumento de salivação.</span></span></p>
<p>A temperatura corporal representa o<strong> principal indicador da termorregulação do organismo</strong>, estando relacionada à saúde, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" rel="noopener">sucesso reprodutivo</a></strong> e produtividade dos animais.</p>
<p>No entanto, vale ressaltar que <strong>não é somente o estresse térmico que ocasiona elevação da temperatura do organismo</strong>.</p>
<p>Eventos como doenças, lesões, infecções, toxinas, etc. podem provocar a hipertermia nos animais. Outros fatores que também ocasionam elevação da temperatura corporal, mas em uma menor magnitude, são nível de atividade do animal e estro.</p>
<p>Além da temperatura corporal, uma das primeiras alterações observadas em animais com estresse térmico é o aumento da frequência respiratória no intuito de perder calor para o ambiente.</p>
<p>A taxa respiratória dos bovinos sofre influência multifatorial, incluindo idade, nível de produção, condição corporal, ingestão de matéria seca, particularidades das instalações e dos sistemas de resfriamento, exposição a ambientes quentes, etc.</p>
<p>Resultados de pesquisas científicas demonstram que vacas expostas a ambientes com temperatura variando entre 24° e 39°C apresentaram aumento na frequência respiratória entre 2,8 e 3,3 movimentos respiratórios/minuto para cada 1°C a mais no ambiente.</p>
<p>A elevação da frequência respiratória consiste em um dos indicadores fenotípicos mais sensíveis para caracterizar o estresse térmico pelo calor em vacas leiteiras, sendo que taxas acima de 60 movimentos respiratórios/minutos já indicam provável alteração devido ao estresse térmico (Shultz, 1984; Berman et al., 1985).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11874" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_3.jpg" alt="Resfriamento de vacas leiteiras" width="550" height="367" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_3.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_3-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_3-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/estresse-termico_3-270x180.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Resfriamento térmico de vacas leiteiras com aspersores e ventiladores. (Fonte: Grupo Rehagro, Meara Gado Holandês – Fazenda Barreiro Alto).</span></span></p>
<h2>Monitorando o estresse térmico</h2>
<p>Monitorar o conforto térmico das vacas leiteiras representa atualmente um dos pontos base dos sistemas de produção. Ofertar condições que previnam a ocorrência de estresse térmico tornou-se essencial, visto a magnitude que <strong>os impactos deste evento ocasionam na saúde, reprodução e produção dos animais.</strong></p>
<p>Entretanto, para monitorar o conforto, primeiro devemos conhecer quais os sinais presentes no estresse térmico.</p>
<p>De forma geral, vacas leiteiras em estresse térmico apresentam os seguintes sinais, na tentativa de trocar calor com o ambiente:</p>
<ul>
<li>Respiração ofegante;</li>
<li>Boca aberta;</li>
<li>Língua para fora;</li>
<li>Aumento da salivação e da transpiração.</li>
</ul>
<p>Em situações como essa, se os animais estão em galpões onde haja ventiladores e aspersores, eles deverão ser ligados.</p>
<p>Caso não estejam alojados nestas instalações, molhar bem os animais em estado mais crítico pode ajudar no resfriamento.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Como AMENIZAR o ESTRESSE CALÓRICO em VACAS LEITEIRAS" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/p0Xn1gYLUX8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Medidas para diminuir o estresse térmico das vacas leiteiras</h2>
<ul>
<li>Sombreamento adequado para os animais;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">Disponibilidade de água</a></strong> suficiente para os animais beberem, principalmente após a ordenha e nas horas mais quentes do dia;</li>
<li>Para animais confinados em <a href="https://rehagro.com.br/blog/free-stall/" rel="noopener"><strong><em>Free stall</em></strong></a>, adequado sistema de resfriamento com ventiladores e aspersores, permanecendo ligados nas horas mais quentes do dia;</li>
<li>Para animais que não estão no <em>Free stall</em>, o fato de molhar bem os animais em estado mais crítico pode ajudar no resfriamento;</li>
<li>Reduzir distâncias de deslocamento do animal.</li>
</ul>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/blog/sala-de-espera-na-ordenha/" rel="noopener"><strong>sala de espera</strong></a> da ordenha é um momento em que as vacas sofrem muito com o calor. Manter os animais o <strong>menor tempo possível na sala de espera</strong>, além de proporcionar aos animais uma instalação coberta, com ventiladores e aspersores, com um pé direito mais alto, pode favorecer um melhor conforto.</p>
<p>No ambiente, podemos utilizar sombras, sendo naturais ou artificiais, que forneçam uma área de pelo menos 3 a 5 m² por animal, salientando-se que quanto maior a área destinada à sombra, menores serão os riscos de acidentes e menor a formação de barro.</p>
<p>A sombra natural possui a vantagem de ser mais barata, mas como o crescimento das árvores é um processo lento, muitas vezes é necessário lançar mão do sombreamento artificial. Este pode ser conseguido com a <strong>utilização de sombrites</strong>, que são telas de fibra sintética e que devem <strong>fornecer de 60% a 80% de sombra</strong>.</p>
<p>Deve-se planejar a orientação das árvores ou da estrutura artificial. Quando os animais estão confinados a melhor orientação é a leste/oeste por proporcionar sombra o dia todo.</p>
<p>Para os animais que não estão confinados, eles podem se movimentar à procura de sombra, devendo então a estrutura ter orientação norte/sul, para que a sombra “caminhe” ao longo do dia de oeste (período da manhã) para leste (período da tarde), reduzindo a formação de lama.</p>
<p>A utilização de rodízio das áreas de sombra, quando estiverem com muita lama, também é necessária e pode ser realizada com o auxílio da cerca elétrica, isolando as áreas mais críticas.</p>
<p>A utilização de ventiladores, aspersores e nebulizadores também pode ser planejada para galpões de confinamento, currais de espera ou em áreas cobertas e apresenta grande eficiência na retirada de calor do animal e do ambiente.</p>
<p>Outro fato de extrema importância é a <strong>presença de cochos de água e comida na sombra ou próximo</strong>, para que os animais não fiquem apenas na sombra e tenham seu consumo diminuído. Não é necessário ter um bebedouro grande, mas este deve apresentar um fluxo contínuo de água, uma vazão que o mantenha sempre cheio e ser mantido limpo.</p>
<p>Comparada a um eficaz sistema de manejo do ambiente, a manipulação da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" rel="noopener">dieta da vaca leiteira</a></strong> em estresse calórico terá efeito relativamente pequeno sobre a produtividade. O consumo de matéria seca começa a reduzir quando a temperatura ambiente excede 25,5 °C.</p>
<p>Uma estratégia para diminuir a queda no consumo de matéria seca é aumentar o número de fornecimento da dieta ao longo do dia. Além disso, limpar o cocho diariamente retirando sobras que possam fermentar e impactar ainda mais na queda do consumo do alimento.</p>
<p>Pode-se realizar outras ações como <strong>manter a ordenha sempre nas horas mais frescas do dia</strong>, buscando minimizar os efeitos negativos do calor quando os animais estiverem aglomerados. E evitar a lida com os animais (vacinação, pesagem, inseminação, controle de parasitos, entre outros) nos momentos mais quentes do dia, pois o calor e aglomeração dos animais irá piorar o estresse térmico.</p>
<p>O efeito do estresse calórico no desempenho animal, provavelmente vai se tornar muito mais importante no futuro, caso a destruição ambiental continue aumentando. Dessa forma, pode-se notar os efeitos do aquecimento global, que tende a ter efeitos ainda maiores.</p>
<p>Em se tratando de estresse calórico animal, deve-se promover a integração entre técnicos, pesquisadores e produtores, na busca por alternativas viáveis e adaptadas a cada realidade. Ações que melhorem o conforto térmico do animal levam a transformação do bem-estar em maior consumo de alimentos, que resultará em aumento da produção de leite e melhora na reprodução.</p>
<h2>Minimize o estresse térmico e maximize a produção de leite</h2>
<p>O calor excessivo pode reduzir a produtividade e comprometer a saúde do rebanho.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende técnicas de manejo, climatização e gestão estratégica para manter as vacas confortáveis, saudáveis e com alta performance, mesmo nos dias mais quentes.</p>
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			</item>
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		<title>Palma forrageira para vacas leiteiras: benefícios, nutrição e como fornecer</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jun 2018 14:34:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[fibra]]></category>
		<category><![CDATA[palma forrageira]]></category>
		<category><![CDATA[plantio]]></category>
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		<category><![CDATA[vacas]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A disponibilidade de alimentos de qualidade ao longo do ano é um dos principais desafios da pecuária leiteira, especialmente em regiões com períodos prolongados de seca e baixa disponibilidade de forragem, como a Região Nordeste do Brasil. Nesse contexto, a palma forrageira se destaca como uma alternativa importante para a alimentação do rebanho devido à [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A disponibilidade de alimentos de qualidade ao longo do ano é um dos principais desafios da pecuária leiteira, especialmente em regiões com períodos prolongados de seca e baixa disponibilidade de forragem, como a Região Nordeste do Brasil.</p>
<p>Nesse contexto, a <strong>palma forrageira se destaca como uma alternativa importante para a alimentação do rebanho</strong> devido à sua adaptação às condições de baixa disponibilidade hídrica, elevada produtividade e características nutricionais.</p>
<p>No entanto, sua utilização deve fazer parte de uma dieta equilibrada. Apesar das vantagens, a palma apresenta limitações nutricionais que precisam ser consideradas para evitar desequilíbrios e garantir o desempenho dos animais.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá os benefícios da palma forrageira na alimentação de vacas leiteiras, suas principais características nutricionais e os cuidados necessários para utilizá-la de forma adequada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>Origem da utilização da palma forrageira no Brasil</h2>
<p>As primeiras espécies de palma forrageira foram trazidas do México pelos portugueses, com o objetivo de serem utilizadas como criatório de cochonilhas para a produção de corante natural.</p>
<p>Em 1818, foi introduzida no semiárido, onde começou a ser utilizada como alimento para ruminantes. A partir da percepção a campo do potencial deste vegetal, no final da década 50 iniciaram-se as pesquisas relacionadas ao manejo agronômico da palma.</p>
<p>A partir daí, centenas de trabalhos vêm identificando, nos últimos anos, o real potencial deste alimento e seus benefícios econômicos e produtivos para a pecuária no semiárido.</p>
<p>Nos dias atuais, duas espécies são amplamente difundidas e utilizadas em várias regiões do nordeste brasileiro:</p>
<ol>
<li><strong><em>Opuntia ficus-indica</em> (Palma redonda e Gigante);</strong></li>
<li><strong><em>Nopalea cochenillifera</em> (Palma miúda).</strong></li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4520" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido3-300x225.jpg" alt="Palma gigante" width="431" height="323" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido3.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido3-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido3-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 431px) 100vw, 431px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Palma gigante (<em>Opuntia ficus-indica</em>)</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4521" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido4-300x225.jpg" alt="Palma Miúda ou doce" width="427" height="320" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido4.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido4-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido4-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Palma Miúda ou doce (<em>Nopalea cochenillifera</em>)</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Potencial da palma forrageira na alimentação de vacas de leite</h2>
<p>Quando se fala em alimentos de alta qualidade para vacas leiteiras, temos como referência os volumosos tradicionalmente utilizados em várias regiões do Brasil, como a cana-de-açúcar, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener">silagem de milho</a></strong> e silagem de sorgo.</p>
<p>E qual seria o grande diferencial destas forrageiras? O grande potencial de produção de matéria seca e energia por hectare, além da boa disponibilidade dos seus nutrientes.</p>
<p>Surpreendentemente, a palma forrageira apresenta todas estas características e com o grande diferencial de estar muito bem adaptada às condições climáticas do semiárido, graças aos seus mecanismos fisiológicos que a tornam muito menos dependente de água.</p>
<p>Em situações de manejo intensivo, a palma forrageira pode alcançar produtividades de matéria seca e de energia por hectare ainda maiores do que a cana-de-açúcar e a silagem de milho, se tornando uma opção de alimento muito estratégica em algumas regiões.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4522" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido5-300x124.jpg" alt="Produção de NDT para milho, sorgo e palma forrageira. " width="494" height="204" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido5.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido5-270x112.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 494px) 100vw, 494px" /><span style="font-size: 10pt;">Produção de NDT para Milho, Sorgo e Palma Forrageira. Dados médios.</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Produtividades conseguidas em São Bento do Una no Agreste Pernambucano. Milho (27 ton/hectare), Sorgo (33 ton/hectare)e Palma (100 ton/hectare). Fonte: Adaptado de Ferreira (2005)</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4523" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido6-300x226.jpg" alt="Comparativo de produtividade entre palma forrageira e outros volumosos" width="410" height="309" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido6.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido6-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido6-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 410px) 100vw, 410px" /><span style="font-size: 10pt;">Comparativo de produtividade por área de Matéria Seca e energia (CNF-Carboidrato Não Fibroso) da Palma Forrageira e outros Volumosos utilizados no Brasil</span></p>
<p>Na tabela de produção de NDT, estão evidenciadas produtividades e teores de matéria seca do milho muito abaixo da atual realidade de algumas regiões do Brasil.</p>
<p>Isso ocorre devido à instabilidade de chuvas em algumas regiões do nordeste, como, por exemplo, a de condução do experimento, tornando o milho uma cultura de risco e comprovando a importância da palma e sua adaptabilidade às regiões de seca.</p>
<h2>A importância da palma forrageira na diminuição dos custos alimentares</h2>
<p>Em tempos onde o <a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-para-reducao-de-custos-na-producao-de-leite/"><strong>preço dos insumos alimentares</strong></a> como milho, soja, casquinha de soja e polpa cítrica apresentam variações constantes e são extremamente dependentes do mercado (commodities), <strong>um dos grandes desafios é conseguir fornecer ao animal o nível adequado de energia (CNF) na forma de amido ou outros constituintes</strong>, sem que o custo da dieta extrapole o orçamento e as metas de margens de lucro da propriedade.</p>
<p>Dentro deste contexto, a palma tem papel fundamental, uma vez que sua inclusão diminui a dependência de concentrados energéticos, além de seu custo de matéria seca ser menor do que outros alimentos, contribuindo significativamente na redução das despesas com alimentação (R$/Litro de Leite).</p>
<p>Tudo isso é possível pelo fato da palma, apesar de ser considerada um volumoso, apresentar, em sua constituição, grande porcentagem de carboidratos não fibrosos (CNF), constituído por açucares, amido, ácidos orgânicos e pectina, que são rapidamente disponibilizados para a fermentação ruminal.</p>
<p>Para se ter uma ideia, comparativamente, a palma apresenta 80% do valor nutricional do milho grão, tendo o custo de matéria seca 8 a 10 vezes menor.</p>
<p>É como se tivéssemos na propriedade um alimento semelhante à polpa cítrica, com custo de aproximadamente 80 a 100 reais a tonelada de matéria seca. É ou não é um bom negócio?</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4524" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido7-300x245.jpg" alt="Custos de produção da palma forrageira" width="369" height="301" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido7.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido7-270x221.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 369px) 100vw, 369px" /><span style="font-size: 10pt;">Custos de Produção por tonelada de Matéria Natural da Palma Forrageira cultivada em sistema intensivo e extensivo / <span style="font-weight: 400;">Adaptado de Suassuna (2009)</span></span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4525" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido8-300x209.jpg" alt="Custos da matéria seca e natural da palma forrageira" width="400" height="279" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido8.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido8-270x188.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-size: 10pt;">Custos da Matéria Natural (MN) e Matéria Seca (MS) de Palma em comparação a outros forragens utilizadas em propriedades leiteiras</span></p>
<h2>Cuidados com a palma forrageira na dieta de vacas</h2>
<h3>Fornecer uma fonte de fibra na dieta (Balancear FDN)</h3>
<p>Apesar de ser considerada uma forrageira, <strong>a palma forrageira apresenta</strong> <strong>características de um alimento concentrado</strong>, com baixo teor de fibra (FDN de 26%), alto conteúdo de carboidrato não fibroso (58,5% de CNF), além de pouca capacidade de estimular a ruminação.</p>
<p>Devido a isso, outras fontes de fibra devem ser adicionadas à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">dieta</a></strong>, uma vez que a utilização exclusiva de palma pode levar a problemas como o timpanismo (empanzinamento), diarreia, diminuição da gordura do leite, acidose metabólica, diminuição do consumo de matéria seca e perda de peso.</p>
<p>Portanto, a escolha do volumoso associado à palma deve levar em consideração o equilíbrio entre o carboidrato fibroso e não fibroso. Por exemplo, em dietas com bagaço de cana (rico em FDN e pobre em CNF), a proporção de palma poderá ser bem maior do que a silagem de milho e sorgo.</p>
<p>Da mesma forma, em dietas com grandes quantidades de alimentos concentrados, utilize menos a palma.</p>
<h3>Fornecer fonte de proteína</h3>
<p>A palma apresenta baixo teor de proteína (4,8%), necessitando de complementação proteica vinda de alimentos como soja, ureia, torta e caroço de algodão, cevada, do próprio volumoso, dentre outros.</p>
<p>No entanto, erroneamente são utilizadas formulações comerciais com teores de proteína variando de 18 a 24%, que atendem à demanda de proteína quando é fornecida outra fonte de forragem como o pasto ou silagens de milho e sorgo, mas que não são suficientes para atingir os requerimentos da vaca quando se utiliza a palma forrageira.</p>
<p>Na tabela abaixo, veja que os teores de proteína no concentrado quando a palma é utilizada podem variar de 28 a 37,5%. Formulando incorretamente a ração, não é possível explorar todo o potencial de palma, criando uma falsa ilusão de que ela é inapropriada para a produção de leite.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4526" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido9-300x92.jpg" alt="Estimativa do teor de proteína bruta na matéria seca da associação de palma forrageira com silagem de sorgo" width="447" height="137" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido9.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/palma-forrageira-na-alimentacao-de-vacas-leiteiras-uma-excelente-opcao-para-o-semi-arido9-270x83.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 447px) 100vw, 447px" /><span style="font-size: 10pt;">Estimativa do teor de proteína bruta na MS do concentrado, quando da associação de palma forrageira com silagem de sorgo na proporção de 50% cada </span><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">V:C (Relação Volumoso:Concentrado) , PB (Proteína Bruta), MS (Matéria Seca) / </span><span style="font-weight: 400;">Fonte (Ferreira, 2005)</span></span></p>
<h2>Qual a quantidade de palma forrageira posso oferecer para as vacas?</h2>
<p>Esse é um dos grandes questionamentos dos produtores que utilizam palma forrageira nos seus rebanhos. No entanto, o mais importante não é a quantidade a ser fornecida, e sim como está sendo fornecida, principalmente com relação ao consórcio com outras fontes de fibra e o <strong>equilíbrio entre carboidrato não fibroso e Fibra efetiva (FDN)</strong>.</p>
<p>Ferreira e seus colaboradores (2004) avaliaram a inclusão de palma em substituição ao feno de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-quimico-em-pastagens-capim-tifton-85/" target="_blank" rel="noopener">capim Tifton</a></strong> nas proporções de 0; 12,5; 25; 37,5 e 50% em dietas de vacas holandesas, mantendo a proporção de alimento concentrado em 30% da matéria seca.</p>
<p>Apesar da diminuição dos teores de gordura do leite e tempo de ruminação para as 2 maiores inclusões de palma, a presença deste alimento melhorou a eficiência alimentar, ou seja, para a mesma quantidade de matéria seca consumida, a produção de leite aumentou quando se elevou a proporção de palma dieta.</p>
<p>A relação de kg de leite por kg de concentrado variou de <strong>2,92 para a dieta com 0% de palma na dieta, para 3,80 nas dietas com 50% de palma.</strong></p>
<p>No entanto, detectou-se diarreia nas dietas com 50% de palma forrageira como fonte de volumoso, indicando mais uma vez a necessidade de balanceamento de fibra e certo limite para inclusão na dieta dependente da outra fonte de volumoso.</p>
<p>Trabalhos mostram consumo de matéria seca variando entre 1,1 a 1,8% do peso vivo para vacas em lactação, ou seja, uma vaca de 500 Kg consumiria entre 5,5 e 9 Kg de matéria seca de palma forrageira, ou um consumo entre 42 e 90 Kg de matéria natural. Nestes experimentos, mesmos com altos consumos (90 Kg de Palma), não ocorreram problemas de diarreia nas vacas.</p>
<p>Em contrapartida, vacas que consumiram 60 Kg apresentaram algum problema, evidenciando que os malefícios causados pelo fornecimento de palma forrageira não estão relacionados ao alto teor de umidade da palma e sim ao balanceamento da dieta.</p>
<h2>Qual o potencial da palma forrageira?</h2>
<p>A utilização da palma <strong>já é uma realidade em várias regiões do semiárido brasileiro</strong>. No entanto, paradigmas, conservadorismo e falta de adoção de tecnologias inibem a expansão deste alimento para outras regiões.</p>
<p>O conhecimento do real potencial da palma e sua correta utilização através das adequações de fibra e proteína na dieta são de extrema importância a fim de explorar todo o potencial deste alimento.</p>
<p>É importante salientar que os baixos custos da tonelada são conseguidos a partir de sistemas intensivos de plantio, nos quais se alcançam produtividades maiores que 400 toneladas por hectare.</p>
<p>Portanto, pensar que a palma é uma cactácea pouco exigente em fertilidade é um grande erro e a escolha de solos férteis, adubações (orgânica e química) e irrigação devem ser levadas em consideração, uma vez que apresentam excelente resultado.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre palma forrageira para vacas leiteiras</h2>
<h3>Vaca leiteira pode comer palma forrageira?</h3>
<p>Sim. A palma pode fazer parte da alimentação de vacas leiteiras, desde que seja utilizada dentro de uma dieta equilibrada.</p>
<h3>Quais são os benefícios da palma forrageira?</h3>
<p>Entre os principais benefícios estão a adaptação a regiões secas, elevada produção de matéria verde, contribuição para a ingestão de água e presença de carboidratos fermentáveis.</p>
<h3>A palma forrageira pode substituir outros volumosos?</h3>
<p>A palma possui baixo teor de fibra efetiva e, por isso, sua utilização deve ser associada a alimentos que contribuam para o adequado funcionamento do rúmen.</p>
<h3>A palma aumenta a produção de leite?</h3>
<p>O impacto sobre a produção depende do equilíbrio da dieta, do nível produtivo dos animais e da adequação do fornecimento às exigências nutricionais.</p>
<h3>Qual quantidade de palma deve ser fornecida para uma vaca?</h3>
<p>A quantidade depende da composição da dieta, das características dos animais e dos demais alimentos utilizados. Não existe uma recomendação única para todas as propriedades.</p>
<h3>A palma forrageira possui muita água?</h3>
<p>Sim. O elevado teor de água é uma de suas principais características e deve ser considerado na avaliação da quantidade fornecida e do consumo de matéria seca.</p>
<h3>A palma precisa ser associada a outros alimentos?</h3>
<p>Sim. É necessário complementar a dieta principalmente com fontes adequadas de fibra e, conforme as exigências dos animais, proteína e outros nutrientes.</p>
<h2>Transforme alternativas em resultados reais na pecuária leiteira</h2>
<p>A palma forrageira pode ser uma excelente estratégia para garantir alimento de qualidade no semiárido, mas para que essa e outras soluções tragam retorno, é preciso saber como integrá-las a uma gestão eficiente da fazenda.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende a usar dados para tomar decisões mais assertivas, reduzir custos, aumentar a produtividade e melhorar a rentabilidade da sua produção.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
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