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	<title>suplementação bovina Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>suplementação bovina Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Suplementação no período das águas: estratégias para maximizar o desempenho do rebanho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2026 13:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando chega o período das águas e as pastagens ficam verdes e volumosas, muitos pecuaristas se perguntam: “se o pasto está bonito, por que suplementar?”. Essa dúvida é comum e, se não for bem esclarecida, pode fazer a fazenda perder uma das melhores oportunidades de acelerar ganho de peso, reduzir idade ao abate e organizar [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-no-periodo-das-aguas/">Suplementação no período das águas: estratégias para maximizar o desempenho do rebanho</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando chega o período das águas e as pastagens ficam verdes e volumosas, muitos pecuaristas se perguntam: <strong><em>“se o pasto está bonito, por que suplementar?”</em></strong>. Essa dúvida é comum e, se não for bem esclarecida, pode fazer a fazenda perder uma das melhores oportunidades de acelerar ganho de peso, reduzir idade ao abate e organizar melhor o fluxo de caixa do negócio.</p>
<p>O fato de o pasto estar verde não significa que a dieta dos animais está completa nem que o sistema está operando no seu máximo potencial. A <strong>suplementação no período das águas</strong> entra justamente para corrigir limitações nutricionais, capturar o “ganho de oportunidade” dessa época e transformar capim em arrobas com mais eficiência.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é suplementação no período das águas?</h2>
<p>Suplementação no período das águas é o <strong>fornecimento estratégico de nutrientes adicionais</strong> aos animais em pastejo, durante a estação chuvosa, para complementar aquilo que o capim não entrega sozinho. Ela faz parte de um planejamento nutricional anual, que considera tanto a seca quanto as águas como fases integradas do mesmo sistema.</p>
<p>Nas águas, o capim é abundante e, em geral, apresenta boa proteína, mas nem sempre há equilíbrio entre energia, proteína, minerais e consumo efetivo. Já na seca, o desafio é a falta de massa e qualidade.</p>
<p>Por isso, a lógica da suplementação muda: <strong>na seca, muitas vezes se “salva” o desempenho; nas águas, se potencializa o desempenho</strong>, aproveitando o melhor momento do ano para ganho de peso e para “preparar” o rebanho para a época crítica.</p>
<h2>Por que suplementar quando o pasto está verde?</h2>
<h3>Limitações nutricionais do pasto de águas</h3>
<p>Apesar do visual atrativo, <strong>o pasto de águas tem limitações</strong>. A qualidade nutricional varia conforme a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-especie-forrageira-para-a-sua-fazenda/">espécie</a></strong>, idade da planta, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao/">taxa de lotação</a></strong> e manejo de pastejo. Em muitas situações, o animal tem volume, mas não tem o equilíbrio ideal entre energia e proteína para atingir ganhos mais altos. Além disso, o capim jovem é muito úmido, o que limita o consumo de matéria seca.</p>
<p>Outro ponto é a variação da qualidade ao longo da estação. No início das águas, o capim é bastante tenro; à medida que cresce e passa do ponto, a fibra aumenta, a digestibilidade cai e o desempenho diminui. <strong>Suplementar nas águas ajuda a “amortecer” essa variação, mantendo o nível nutricional oferecido mais estável ao longo da estação</strong>.</p>
<h3>Ganho de oportunidade</h3>
<p>O período das águas é o <strong>melhor momento para o animal ganhar peso</strong>: há capim, temperatura favorável e, em geral, melhor <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/">bem-estar</a></strong>. Quando a suplementação no período das águas é bem planejada, o pecuarista aproveita esse ambiente favorável para aumentar o ganho médio diário e reduzir o tempo total de permanência do animal no sistema.</p>
<p>Isso significa<strong> abater mais cedo, girar capital mais rápido e liberar área para novas categorias ou para intensificar o sistema</strong>. Em vez de pensar a suplementação apenas como custo, é preciso enxergá-la como investimento para encurtar ciclos e melhorar a rentabilidade por hectare e por cabeça.</p>
<h3>Padronização de lotes e planejamento de venda</h3>
<p>Outro benefício relevante é a <strong>padronização de lotes</strong>. Sem suplementação, alguns animais respondem muito bem ao pasto e outros nem tanto, gerando lotes desuniformes, com dificuldade de fechamento de cargas e negociação.</p>
<p>Com um programa bem desenhado de suplementação nas águas, os ganhos tendem a ser mais homogêneos, o que facilita planejamento de venda, uso de escalas de frigorífico, contratos e até estratégias de travas de preço.</p>
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<h2>Principais tipos de suplementação no período das águas</h2>
<h3>Suplementação mineral</h3>
<p>A base de qualquer sistema é a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/">suplementação mineral</a></strong>. Mesmo com pasto verde, a exigência de minerais (principalmente macro e microminerais) nem sempre é atendida somente com o capim. Fornecer mistura mineral adequada mantém o metabolismo em equilíbrio, sustenta a imunidade e evita perdas silenciosas de desempenho.</p>
<p>No entanto, em muitos projetos focados em maior desempenho, o mineral isolado tende a ser a porta de entrada, e não o ponto de chegada. Ou seja, é fundamental, mas limitado quando a meta é acelerar o ganho de peso nas águas.</p>
<h3>Proteinado de águas</h3>
<p>O <strong>proteinado de águas</strong> é indicado quando se busca ganhar mais peso por cabeça sem perder a lógica de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/">sistema a pasto</a></strong>. Em geral, é utilizado em recria, em categorias em crescimento e em sistemas que desejam antecipar idade de abate ou entrada em confinamento.</p>
<p>Esse tipo de suplemento <strong>ajusta a oferta de proteína e energia fermentescível no rúmen</strong>, permitindo melhor aproveitamento do capim e aumento no ganho médio diário, muitas vezes com incrementos significativos em relação ao animal apenas a pasto.</p>
<h3>Suplementação energética e proteico-energética</h3>
<p>Há cenários em que a suplementação no período das águas entra de maneira ainda mais intensa, com produtos proteico-energéticos ou predominantemente energéticos. Isso ocorre em sistemas mais intensivos, com metas agressivas de ganho, áreas limitadas ou quando se trabalha com categorias mais pesadas próximas do abate.</p>
<p>Nesses casos, o manejo precisa ser ainda mais cuidadoso. Ajustar dose, observar consumo, evitar mudanças bruscas e seguir a recomendação técnica do fabricante e do nutricionista é determinante para evitar problemas de acidose, distúrbios ruminais e desperdício de insumo.</p>
<h2>Benefícios zootécnicos da suplementação no período das águas</h2>
<p>A decisão de suplementar nas águas traz <strong>reflexos diretos sobre os principais indicadores zootécnicos</strong>. O primeiro é o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">ganho médio diário (GMD)</a></strong>, que tende a subir de forma consistente quando se oferece uma suplementação bem ajustada ao nível de pasto.</p>
<p>Animais que ganhariam, por exemplo, 400–500 g/dia apenas a pasto podem passar a ganhar bem mais, dependendo da categoria, do plano nutricional e do tipo de suplemento.</p>
<p>Outro ponto é a conversão alimentar do sistema como um todo. Não se trata apenas do suplemento, mas da eficiência com que o conjunto “pasto + suplemento” é transformado em peso vivo e, mais adiante, em arroba. Animais que passam pela estação das águas com bom ganho chegam à seca em melhor condição corporal, o que facilita o manejo posterior e reduz o esforço de recuperação.</p>
<h2>Impactos econômicos: vale a pena suplementar nas águas?</h2>
<p>Do ponto de vista econômico, a pergunta-chave não é “<strong>quanto custa a suplementação?”</strong>, e sim <strong>“quanto retorno ela gera por real investido?”.</strong> Quando a suplementação no período das águas é bem dimensionada, o incremento de ganho de peso compensa o custo do suplemento e ainda aumenta a margem.</p>
<p>Abaixo, um exemplo simplificado para ilustrar o raciocínio:</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41329" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/suplementacao_aguas.png" alt="Exemplo de cenários com e sem suplementação nas águas" width="969" height="244" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/suplementacao_aguas.png 969w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/suplementacao_aguas-300x76.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/suplementacao_aguas-768x193.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/suplementacao_aguas-370x93.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/suplementacao_aguas-270x68.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/suplementacao_aguas-740x186.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/suplementacao_aguas-150x38.png 150w" sizes="(max-width: 969px) 100vw, 969px" /></p>
<p>Supondo que o ganho adicional seja de 45 kg (105 kg – 60 kg) e que a arroba vendida remunere o sistema de forma positiva, o produtor precisa comparar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-custo-da-arroba-produzida/">valor dessa arroba</a></strong> extra com o custo do suplemento. É assim que se avalia se a estratégia é economicamente viável na realidade da fazenda.</p>
<p>Além do peso extra, entram na conta: redução de tempo de permanência, melhor uso da área, oportunidade de fazer mais giros e até melhoria na negociação de preço por entregar animais mais padronizados e no momento certo.</p>
<h2>Como planejar a suplementação no período das águas?</h2>
<h3>Definição de objetivos do sistema</h3>
<p>O planejamento começa com uma pergunta simples: <strong>qual é o objetivo do sistema?</strong> Cria, recria, engorda ou ciclo completo? A estratégia de suplementação no período das águas para recria de fêmeas de reposição, por exemplo, será diferente daquela utilizada em novilhos em terminação a pasto.</p>
<p>Definir metas de ganho de peso, idade de abate e lotação desejada por hectare ajuda a escolher o tipo de suplemento e a intensidade da suplementação.</p>
<h3>Escolha do tipo de suplemento</h3>
<p>Com os objetivos claros, é possível decidir se a fazenda vai trabalhar com mineral, proteinado, proteico-energético ou combinações em diferentes categorias. Essa escolha deve levar em conta:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Categoria animal</strong> (bezerro, garrote, novilho, vaca).</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Oferta e qualidade de pasto ao longo das águas</strong>.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Meta de desempenho</strong> (manter, ganhar moderado, ganhar agressivo).</li>
</ul>
<p>Em muitos casos, vale a pena começar com estratégias mais “simples” e evoluir à medida que a fazenda ganha dados e confiança no resultado.</p>
<h3>Dimensionamento de cochos, logística e manejo</h3>
<p>A parte prática é decisiva para que a suplementação funcione. <strong>É fundamental dimensionar bem o espaço de cocho por animal</strong>, garantindo acesso adequado e evitando a dominância de alguns animais sobre outros. A rotina de fornecimento também precisa ser realista para a equipe, com frequência e horários bem definidos.</p>
<p>Treinar a equipe para observar consumo, sobras, comportamento dos animais e possíveis sinais de problemas gastrointestinais é parte do manejo. Um bom suplemento, mal manejado, dificilmente entrega o resultado esperado.</p>
<h2>Erros mais comuns na suplementação no período das águas</h2>
<p>Alguns erros se repetem em muitas fazendas. Um deles é <strong>acreditar que o pasto verde resolve tudo e deixar de aproveitar o potencial da estação</strong>. Outro é escolher suplemento apenas pelo preço por saco, sem analisar concentração de nutrientes, consumo esperado e custo por cabeça/dia.</p>
<p>Também é comum não alinhar suplementação com o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/">manejo de pastagem</a></strong>. Capim passado, excesso de lotação ou falta de rotação prejudicam o desempenho, mesmo com suplemento. Além disso, deixar de monitorar ganho médio diário e consumo faz com que o produtor fique sem saber se a estratégia está dando o retorno esperado.</p>
<h2>Boas práticas para aumentar o retorno da suplementação nas águas</h2>
<p>Para extrair o máximo da suplementação no período das águas, algumas boas práticas são fundamentais. Entre elas, <strong>realizar pesagens periódicas e registrar o desempenho dos diferentes lotes</strong>, ajustando a estratégia conforme os resultados. Acompanhar consumo de suplemento e sobras ajuda a evitar tanto desperdício quanto suboferta.</p>
<p>Outro ponto é <strong>integrar nutrição e pastagem</strong>: manejar altura de entrada e saída dos piquetes, ajustar lotação e, quando possível, trabalhar com algum nível de rotação de pastos. Assim, o suplemento passa a complementar um capim bem manejado, e não a “tapar buraco” de uma pastagem mal conduzida.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p><strong>Suplementar no período das águas não é luxo, nem exagero: é estratégia</strong>. A suplementação no período das águas transforma o melhor momento do ano em uma verdadeira alavanca de resultados, encurtando ciclos, aumentando ganho de peso, padronizando lotes e melhorando o uso da área. Quando bem planejada, deixa de ser vista como custo e passa a ser reconhecida como investimento em produtividade e rentabilidade.</p>
<p>Para quem deseja profissionalizar o projeto de gado de corte, vale revisar o plano nutricional de forma anual, alinhando pastagem, suplementação e metas de produção. Isso coloca a fazenda em outro patamar de eficiência e prepara o sistema para enfrentar a seca com muito mais segurança.</p>
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<p>Além disso, será capaz de montar estratégias nutricionais completas, alinhadas à realidade e aos objetivos da fazenda. Torne-se um profissional completo, dominando técnica e gestão, ganhando destaque no mercado da sua região.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Suplementação na fase de cria: estratégias para melhorar desempenho do rebanho</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-na-cria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 13:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[cria]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fase de cria é, sem dúvida, o maior desafio dentro de um sistema de pecuária de corte. É nela que o sucesso reprodutivo e o peso dos bezerros são definidos, impactando diretamente a rentabilidade da fazenda. Porém, muitos sistemas ainda enfrentam baixos índices de prenhez, bezerros leves e vacas em más condições corporais, problemas [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-na-cria/">Suplementação na fase de cria: estratégias para melhorar desempenho do rebanho</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A fase de cria é, sem dúvida, o maior desafio dentro de um sistema de pecuária de corte. É nela que o sucesso reprodutivo e o peso dos bezerros são definidos, impactando diretamente a rentabilidade da fazenda.</p>
<p>Porém, muitos sistemas ainda enfrentam baixos índices de prenhez, bezerros leves e vacas em más condições corporais, problemas que, na maioria das vezes, têm origem em falhas de <strong>planejamento nutricional e reprodutivo</strong>.</p>
<p>Nos últimos anos, o uso estratégico da <strong>suplementação na cria</strong> tem se consolidado como uma das ferramentas mais eficazes para corrigir esses <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gargalos-nutricionais-na-pecuaria-de-corte/">gargalos</a></strong>. Quando bem aplicada, ela melhora o escore corporal das vacas, acelera o retorno ao cio pós-parto e eleva o peso dos bezerros ao desmame, sem que isso signifique aumento descontrolado de custos.</p>
<p>Neste artigo, você vai entender como planejar, ajustar e aplicar a suplementação na cria de forma técnica e rentável, usando como base conceitos amplamente aplicados em fazendas de referência no país.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Entendendo o sistema de cria e suas exigências nutricionais</h2>
<p>O sistema de cria é composto por vacas, bezerros, bezerras, novilhas e touros. Cada grupo tem <strong>exigências nutricionais diferentes</strong>, que variam conforme a fase produtiva, a idade e o estado fisiológico.</p>
<p>Por exemplo, <strong>novilhas precoces</strong> (12 a 14 meses) ainda estão em fase de crescimento acelerado e, portanto, demandam maior energia e proteína do que novilhas adultas. Já as <strong>vacas primíparas</strong>, por estarem em lactação e ainda em crescimento, possuem uma das maiores exigências do rebanho.</p>
<p>Diferentemente das vacas multíparas, que já completaram seu desenvolvimento corporal, as primíparas precisam equilibrar energia entre mantença, produção de leite e reprodução, o que explica sua maior dificuldade em voltar ao cio.</p>
<p>Reconhecer essas diferenças é essencial para planejar dietas específicas por categoria, evitando um dos erros mais comuns na pecuária: <strong>tratar todos os animais da fazenda da mesma forma.</strong></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O papel do planejamento reprodutivo na suplementação</h2>
<p>Antes de definir qual suplemento usar, é indispensável estruturar um <strong>planejamento reprodutivo coerente</strong> com a oferta de forragem da fazenda.</p>
<p>O ideal é que o terço médio de gestação das vacas coincida com o período de maior produção e qualidade das pastagens, normalmente, nos meses de maior pluviosidade. Essa sincronia garante que as fêmeas tenham energia suficiente durante a formação das fibras musculares do feto, resultando em bezerros mais pesados e com melhor desempenho ao longo da vida.</p>
<h2>Tipos de suplementos utilizados na cria</h2>
<p>O sucesso da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/">suplementação</a></strong> depende de selecionar o produto certo, na época certa e para a categoria certa. Entre os tipos mais utilizados estão:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40445" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/suplementos-utilizados-cria.png" alt="Tabela com tipos de suplementos utilizados na cria " width="868" height="414" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/suplementos-utilizados-cria.png 868w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/suplementos-utilizados-cria-300x143.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/suplementos-utilizados-cria-768x366.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/suplementos-utilizados-cria-370x176.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/suplementos-utilizados-cria-270x129.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/suplementos-utilizados-cria-740x353.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/suplementos-utilizados-cria-150x72.png 150w" sizes="auto, (max-width: 868px) 100vw, 868px" /></p>
<p>A escolha deve levar em conta a categoria animal, a época do ano, a estrutura disponível (cochos, logística, pasto) e o custo-benefício da estratégia.</p>
<h2>Como escolher o suplemento ideal</h2>
<p>Definir o suplemento adequado exige responder algumas perguntas estratégicas:</p>
<p><strong>1. Qual categoria será suplementada?</strong></p>
<p>Precocinhas, novilhas, primíparas e multíparas têm exigências diferentes. Apartar os lotes é o primeiro passo.</p>
<p><strong>2. Qual é o objetivo?</strong></p>
<p>Ganhar peso para atingir a puberdade, recuperar escore, manter lactação ou apenas garantir a mantença?</p>
<p><strong>3. Quanto tempo tenho para atingir a meta?</strong></p>
<p>O tempo até a estação de monta define o plano nutricional e o nível de investimento necessário.</p>
<p><strong>4. Qual é a época do ano?</strong></p>
<p>Nas águas, o foco deve ser potencializar a forragem; na seca, corrigir deficiência de proteína e energia.</p>
<p><strong>5. O caixa da fazenda suporta a estratégia?</strong></p>
<p>Cada nível de suplementação implica em um custo. É fundamental alinhar o plano ao orçamento.</p>
<p>Ao responder essas perguntas, o profissional consegue montar um <strong>plano nutricional realista e eficiente</strong>, evitando desperdícios e maximizando o retorno.</p>
<h2>Importância do escore corporal</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/">escore de condição corporal (ECC)</a></strong> é um dos indicadores mais práticos e eficazes para avaliar se o manejo nutricional está adequado.</p>
<p>Em vacas de cria, <strong>manter um escore entre 3 e 3,5 (em escala de 1 a 5) é o ideal para garantir boa <a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-na-pecuaria-de-corte/">taxa de prenhez</a></strong>. Animais abaixo de 2,5 entram em balanço energético negativo, o que compromete a ovulação e reduz drasticamente o desempenho reprodutivo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40446" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc.png" alt="Tabela escore de condição corporal" width="769" height="372" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc.png 769w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc-300x145.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc-370x179.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc-270x131.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc-740x358.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-ecc-150x73.png 150w" sizes="auto, (max-width: 769px) 100vw, 769px" /></p>
<p>Estudos mostram que <strong>a cada ponto de escore corporal perdido, a vaca precisa ganhar de 35 a 55 kg</strong> para retornar ao estado ideal. Por isso, suplementar corretamente antes da estação de monta é essencial.</p>
<h2>Erros comuns na suplementação de vacas de cria</h2>
<ol>
<li><strong>Tratar todas as categorias de forma igual</strong>: Cada fase exige um plano nutricional diferente, especialmente primíparas e vacas em lactação.</li>
<li><strong>Ignorar a estrutura de cochos e <a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/">bebedouros</a></strong>: Falta de espaço ou lama reduz o consumo e compromete o resultado.</li>
<li><strong>Acreditar que o suplemento corrige falhas de manejo</strong>: A suplementação deve complementar a dieta de pasto, não substituir a gestão da forragem.</li>
<li><strong>Falta de monitoramento</strong>: Sem registro de consumo, não é possível saber se o suplemento está sendo fornecido corretamente.</li>
<li><strong>Não avaliar o custo-benefício</strong>: Suplementar é investimento e precisa gerar retorno financeiro mensurável.</li>
</ol>
<h2>Como avaliar se o manejo está funcionando</h2>
<p>Monitorar o fornecimento e o consumo é essencial. Isso pode ser feito por meio de planilhas simples com as seguintes informações:</p>
<ul>
<li>Quantidade de animais por lote;</li>
<li>Tipo e quantidade de suplemento fornecido;</li>
<li>Data e responsável pelo fornecimento;</li>
<li>Consumo médio estimado por cabeça.</li>
</ul>
<p>Além disso, a <strong>análise visual das fezes</strong> pode indicar se a dieta está equilibrada. Fezes muito ressecadas sugerem deficiência proteica; já fezes pastosas indicam dieta adequada.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A suplementação na cria deve ser tratada como uma <strong>ferramenta de gestão estratégica</strong>, e não como um custo inevitável. Quando aplicada com base em dados, planejamento e acompanhamento técnico, ela se transforma em um dos pilares mais rentáveis da pecuária de corte.</p>
<p>Mais do que alimentar, o papel do nutricionista é <strong>equilibrar o sistema</strong>, garantindo que cada categoria receba o suporte adequado para expressar seu potencial produtivo e reprodutivo.</p>
<p>O resultado é uma fazenda mais eficiente, com vacas prenhes, bezerros pesados e um caixa saudável, a verdadeira essência da pecuária moderna.</p>
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<p>Se você quer se tornar referência em nutrição e manejo de pastagens na pecuária de corte, a <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-nutricao-de-bovinos-de-corte?utm_campaign=23153724-mkt-materiais-pnc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-Graduação em Nutrição de Bovinos de Corte</strong></a> do Rehagro é o caminho ideal.</p>
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<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Aprenda a planejar, formular e ajustar dietas com base em dados reais.</li>
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</ul>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-na-cria/">Suplementação na fase de cria: estratégias para melhorar desempenho do rebanho</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<item>
		<title>Boi sanfona: o que é, quais os impactos e como evitar perdas na pecuária de corte</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/boi-sanfona-pecuaria-de-corte-como-evitar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 12:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[ganho de peso]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de produção de bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na pecuária de corte, é comum encontrar animais que, ao longo do ciclo produtivo, ganham peso rapidamente em determinado período e, logo em seguida, perdem boa parte desse avanço. Esse fenômeno, conhecido como efeito boi sanfona, é reconhecido como uma das causas ocultas mais significativas de perda de eficiência nos sistemas de produção a pasto. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na pecuária de corte, é comum encontrar animais que, ao longo do ciclo produtivo, ganham peso rapidamente em determinado período e, logo em seguida, perdem boa parte desse avanço. Esse fenômeno, conhecido como <strong>efeito boi sanfona</strong>, é reconhecido como uma das causas ocultas mais significativas de perda de eficiência nos sistemas de produção a pasto.</p>
<p>À primeira vista, pode parecer uma simples oscilação de peso natural, relacionada à sazonalidade das chuvas ou à variação no pasto. No entanto, o problema vai muito além disso. O boi sanfona <strong>compromete o desempenho zootécnico</strong>, aumenta o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-custo-da-arroba-produzida/">custo por arroba produzida</a></strong>, atrasa o abate e interfere diretamente na rentabilidade da fazenda.</p>
<p>Por se tratar de um processo que ocorre de forma gradual e silenciosa, muitos pecuaristas só percebem seus efeitos ao final do ciclo, quando os resultados financeiros não correspondem às expectativas, mesmo com boa estrutura ou genética no rebanho.</p>
<p>Neste artigo, vamos entender o que é o efeito boi sanfona, quais são suas causas reais, como ele impacta o desempenho e o bolso do produtor, e principalmente, <strong>como evitá-lo com estratégias de manejo nutricional</strong> e uso inteligente da informação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><script>hbspt.forms.create({region: "na1",portalId: "5430441",formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"});</script></p>
</div>
<h2>O que é o efeito boi sanfona e como ele se manifesta</h2>
<p>O termo boi sanfona é utilizado para descrever um padrão indesejado no desempenho de bovinos de corte, no qual há <strong>repetidos ciclos de ganho e perda de peso corporal ao longo do tempo</strong>. Assim como o movimento de abrir e fechar de uma sanfona, o animal apresenta crescimento irregular, marcado por avanços seguidos de retrocessos, em função de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/">falhas no manejo nutricional</a></strong>.</p>
<p>Do ponto de vista fisiológico, o organismo do animal passa a oscilar entre <strong>anabolismo</strong> (acúmulo de reservas) e <strong>catabolismo</strong> (quebra de tecido para manter funções vitais). Essa alternância, quando frequente, afeta negativamente o metabolismo, reduz a eficiência alimentar e prejudica o desempenho em fases críticas, como crescimento, terminação e acabamento de carcaça.</p>
<p>O efeito costuma surgir em três situações principais:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Durante a <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/"><strong>transição entre épocas do ano</strong>, <strong>especialmente entre o final da seca e o início das chuvas</strong></a>, quando a oferta de forragem varia bruscamente;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Após a retirada de suplementações energéticas</strong>, sem planejamento de substituição nutricional;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Em <strong>sistemas extensivos sem estratégia alimentar para períodos críticos</strong>, como o inverno ou o pico da seca.</li>
</ol>
<p>É importante diferenciar o boi sanfona de oscilações fisiológicas normais que podem ocorrer por fatores como hidratação, temperatura ambiente ou atividade física. O boi sanfona é um processo repetitivo, crônico e com efeitos cumulativos sobre o desempenho zootécnico.</p>
<p>Além de comprometer o crescimento, esse efeito também interfere na composição corporal, favorecendo o acúmulo de gordura de maneira ineficiente e reduzindo o potencial de ganho de massa muscular, o que prejudica diretamente o <strong>rendimento de carcaça</strong> e o valor comercial do animal no momento do abate.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Causas do boi sanfona nas fazendas de gado de corte</h2>
<p>O efeito boi sanfona não acontece por acaso. Ele é, na maioria das vezes, consequência de uma <strong>gestão nutricional descontinuada</strong>, marcada por períodos de abundância seguidos por fases de deficiência, sem um planejamento consistente para sustentar o desempenho do animal.</p>
<p>Entre as causas mais recorrentes, destacam-se:</p>
<h3>Alternância entre seca e chuva sem planejamento nutricional</h3>
<p>A oscilação natural na produção de forragem entre as estações é um dos fatores mais críticos.</p>
<p>Durante a estação chuvosa, há abundância de pasto e ganho de peso. Mas, na seca, se não houver estratégias de suporte (como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/">suplementação</a></strong> ou uso de forragens conservadas), o animal entra em déficit energético e <strong>perde parte do peso conquistado</strong>.</p>
<p>Essa alternância sem compensação nutricional adequada caracteriza o ciclo clássico do boi sanfona.</p>
<h3>Falta de suplementação estratégica</h3>
<p>A ausência de um <strong>programa de suplementação contínua</strong>, adaptado ao tipo de animal, fase produtiva e qualidade da forragem disponível, contribui diretamente para os ciclos de ganho e perda de peso.</p>
<p>Muitos sistemas ainda adotam suplementação apenas em “emergência”, quando o animal já perdeu <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/">escore corporal</a></strong>, o que torna o processo de recuperação mais lento e ineficiente.</p>
<h3>Manejo de pastagens mal planejado</h3>
<p>A má distribuição de lotação, uso excessivo do pasto durante o período seco e ausência de planejamento forrageiro comprometem a oferta de alimento em momentos críticos. Sem forragem de qualidade e em quantidade adequada, o animal entra em catabolismo.</p>
<h3>Transições alimentares mal conduzidas</h3>
<p>Passar de um sistema intensivo (como confinamento ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semiconfinamento-na-pecuaria-de-corte/">semiconfinamento</a></strong>) diretamente para pastagem sem adaptação nutricional causa <strong>queda abrupta de desempenho</strong>.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-digestivo-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> demora a se adaptar à nova dieta, e o animal pode apresentar perda de peso nas primeiras semanas pós-transição, agravando o efeito sanfona.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38908" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona.jpg" alt="Imagem ilustrando o boi sanfona" width="1080" height="801" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona.jpg 1080w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-300x223.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-1024x759.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-768x570.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-370x274.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-270x200.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-740x549.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-150x111.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
<h2>Impactos econômicos e zootécnicos do efeito boi sanfona</h2>
<p>O efeito boi sanfona não apenas compromete o desempenho do animal, mas interfere em toda a <a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-gado-de-corte/"><strong>lógica econômica do sistema de produção de carne bovina</strong></a>. As perdas são progressivas e, muitas vezes, imperceptíveis até que o ciclo produtivo esteja concluído.</p>
<h3>Redução da eficiência alimentar e da conversão</h3>
<p>Animais que passam por repetidos ciclos de perda e ganho de peso apresentam <strong>menor eficiência na conversão de nutrientes em massa corporal</strong>. O organismo precisa mobilizar reservas para manter funções básicas durante os períodos de déficit, e parte da energia posteriormente consumida será usada para restaurar tecidos e não para promover crescimento efetivo.</p>
<p>Esse gasto metabólico extra <strong>aumenta o custo por quilograma de peso vivo ganho</strong>, tornando a nutrição menos eficiente.</p>
<h3>Comprometimento do rendimento de carcaça</h3>
<p>A alternância entre anabolismo e catabolismo prejudica o desenvolvimento da musculatura nobre e do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/">acabamento de carcaça</a></strong>, especialmente quando o animal entra em recuperação em fases avançadas do ciclo produtivo. Isso afeta diretamente o rendimento no frigorífico e pode resultar em bonificações perdidas.</p>
<h3>Atraso no ciclo de produção e no abate</h3>
<p>Animais com histórico de oscilação de peso levam mais tempo para atingir o peso ou acabamento desejado. Isso prolonga o <strong>ciclo de recria e engorda</strong>, reduz a taxa de giro por área e compromete a previsibilidade de entrega para venda ou abate.</p>
<p>Na prática, esse atraso representa <strong>menor produtividade por hectare por ano</strong>, um dos principais indicadores econômicos da atividade.</p>
<h3>Aumento do custo por arroba produzida</h3>
<p>Quando se considera o tempo extra de permanência do animal no sistema, o uso adicional de suplementos e os recursos gastos na tentativa de recuperar desempenho, <strong>o custo total por arroba produzida aumenta significativamente</strong>. E o pior: muitas vezes sem melhora proporcional no valor final recebido.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como evitar o boi sanfona: estratégias de manejo nutricional</h2>
<p>Evitar o efeito boi sanfona exige mais do que correções pontuais. É preciso planejar o sistema produtivo com base na previsibilidade nutricional, respeitando as exigências fisiológicas dos animais ao longo de todo o ciclo. A chave está na consistência e continuidade da oferta de nutrientes, especialmente nos períodos críticos.</p>
<h3>Planejamento forrageiro: alimento disponível o ano todo</h3>
<p>Um dos pilares para evitar oscilações de desempenho é <strong>garantir oferta contínua de forragem de qualidade</strong>, mesmo durante o período seco. Isso pode ser feito por meio de:</p>
<ul>
<li>Formação de bancos de proteína (como leucena ou estilosantes);</li>
<li>Produção e uso estratégico de silagem ou feno;</li>
<li>Divisão de pastos e uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/">sistemas de pastejo rotacionado</a></strong> com reserva de áreas para vedação.</li>
</ul>
<p>Esse planejamento reduz a dependência de reações emergenciais e garante base alimentar estável ao longo do ano.</p>
<h3>Suplementação contínua e ajustada</h3>
<p>Ao contrário da suplementação pontual, <strong>a suplementação estratégica é contínua, planejada e progressiva</strong>, acompanhando as necessidades do animal e a disponibilidade da pastagem. Isso inclui:</p>
<ul>
<li>Suplementação proteica no início da seca, antes que a queda de peso ocorra;</li>
<li>Uso de suplementação energética em fases de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/">terminação a pasto</a></strong>;</li>
<li>Transições alimentares graduais, evitando “rupturas” no metabolismo.</li>
</ul>
<p>O objetivo é prevenir o déficit, e não apenas remediar seus efeitos.</p>
<h3>Transição alimentar bem conduzida</h3>
<p>Mudanças bruscas na dieta, especialmente entre sistemas intensivos (confinamento ou semiconfinamento) e pastagens, devem ser <strong>planejadas e gradativas</strong>. Isso reduz o risco de perda de desempenho no período de adaptação, mantendo o ambiente ruminal estável e preservando o ganho de peso.</p>
<h3>Monitoramento constante do desempenho</h3>
<p>O acompanhamento técnico com pesagens regulares, avaliação de escore corporal e observação da resposta individual ou por lote, permite ajustes finos em tempo real, antes que o animal entre em processo de perda de peso.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O <strong>efeito boi sanfona</strong> representa uma das formas mais silenciosas de perda de desempenho e rentabilidade na pecuária de corte. Embora não seja sempre percebido de imediato, seus impactos sobre o metabolismo animal, o ciclo produtivo e o custo por arroba produzida são profundos e cumulativos.</p>
<p>A boa notícia é que esse problema é altamente evitável quando a fazenda adota uma abordagem técnica e planejada, com foco em consistência nutricional, monitoramento contínuo e tomada de decisão baseada em dados. O que parece um detalhe, como a transição mal feita entre estações ou a falta de suplementação em um mês-chave, pode comprometer todo o desempenho do lote.</p>
<p>Enxergar o boi sanfona como um <strong>indicador de falha sistêmica</strong> é o primeiro passo para superá-lo. Com planejamento forrageiro, estratégias nutricionais bem definidas e gestão orientada por dados, é possível alcançar crescimento linear, previsível e rentável em qualquer escala de produção.</p>
<h2>Domine a produção de gado de corte com técnica e estratégia</h2>
<p>O efeito boi sanfona é só um dos sinais de que falta planejamento técnico no sistema de produção. Oscilações de desempenho, atrasos no abate e custo alto por arroba não são problemas do clima, são reflexo de decisões mal ajustadas ao longo do ciclo.</p>
<p>Se você quer aprender a evitar perdas silenciosas e transformar a produtividade do rebanho com decisões mais estratégicas, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro é para você.</p>
<p>Um curso online, prático e focado em uma pecuária mais eficiente, sustentável e lucrativa, com professores que vivem a pecuária de verdade e te ensinam a tomar decisões com base em dados e indicadores.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/boi-sanfona-pecuaria-de-corte-como-evitar/">Boi sanfona: o que é, quais os impactos e como evitar perdas na pecuária de corte</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Guia Suplementação do gado de corte ao longo do ano</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/guia-suplementacao-do-gado-de-corte-ao-longo-do-ano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jun 2025 12:25:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[GUIAS]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
		<category><![CDATA[período de seca]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A suplementação certa em cada estação garante mais arrobas e menos perdas Baixe gratuitamente o guia e aprenda como adaptar a suplementação do gado de corte de acordo com as variações de qualidade e disponibilidade das pastagens ao longo do ano. O que você vai aprender neste guia técnico: Por que é importante adaptar a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A suplementação certa em cada estação garante mais arrobas e menos perdas</p>
<p data-start="573" data-end="775">Baixe gratuitamente o guia e aprenda como adaptar a suplementação do gado de corte de acordo com as variações de qualidade e disponibilidade das pastagens ao longo do ano.</p>
<h2 data-start="1000" data-end="1073">O que você vai aprender neste guia técnico:</h2>
<ul>
<li data-start="1112" data-end="1217">Por que é importante adaptar a suplementação ao longo das estações;</li>
<li data-start="1220" data-end="1331">Quais são os tipos de suplementos indicados para seca, transição e águas;</li>
<li data-start="1334" data-end="1454">Exemplos práticos de suplementos proteicos, energéticos e minerais para cada fase;</li>
<li data-start="1457" data-end="1570">Como as mudanças na forragem afetam o desempenho e exigem ajustes na dieta;</li>
<li data-start="1573" data-end="1679">Gráficos comparativos de oferta x demanda de nutrientes nas pastagens.</li>
</ul>
<h2 data-start="1736" data-end="1789">Este guia é ideal para:</h2>
<ul>
<li data-start="1828" data-end="1904">Pecuaristas que desejam melhorar o ganho de peso em todas as épocas do ano;</li>
<li data-start="1907" data-end="1982">Técnicos que orientam o manejo nutricional em diferentes regiões e climas;</li>
<li data-start="1985" data-end="2071">Estudantes de zootecnia, veterinária ou agronomia com foco em bovinocultura de corte;</li>
<li data-start="2074" data-end="2161">Gestores de fazenda que buscam previsibilidade e eficiência no planejamento nutricional.</li>
</ul>
<p data-start="3113" data-end="3221">Evite perdas e aumente a eficiência do rebanho em todas as estações do ano</p>
<p data-start="3223" data-end="3397">Baixe agora o guia gratuito e saiba como escolher o suplemento certo para cada fase do ano, garantindo mais produtividade e retorno por hectare.</p>
<p data-start="3223" data-end="3397"><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Suplementação na cria: quais resultados podemos esperar?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-na-cria-quais-resultados-podemos-esperar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2023 15:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[cria]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A suplementação na fase de cria de gado de corte desempenha um papel fundamental na promoção do crescimento e no desenvolvimento saudável dos bezerros, garantindo que eles alcancem todo o seu potencial genético. Nesta etapa crítica da produção de carne bovina, a alimentação adequada é essencial para assegurar a rentabilidade do negócio e a qualidade [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>suplementação na fase de cria</strong> de gado de corte desempenha um papel fundamental na promoção do crescimento e no desenvolvimento saudável dos bezerros, garantindo que eles alcancem todo o seu potencial genético.</p>
<p>Nesta etapa crítica da produção de carne bovina, a alimentação adequada é essencial para assegurar a rentabilidade do negócio e a qualidade do produto final.</p>
<h2 id="destaques">Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>A importância de <strong>entender as diferentes categorias animais</strong> e suas exigências nutricionais.</li>
<li>A necessidade de planejamento reprodutivo e as vantagens de definir uma estação de monta.</li>
<li>A relação entre suplementação adequada e resultados reprodutivos positivos.</li>
<li>A<strong> importância da época do ano e da estrutura adequada para a suplementação.</strong></li>
<li>O custo-benefício da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-voce-esta-usando-a-tecnologia-de-forma-correta/" target="_blank" rel="noopener">suplementação</a></strong> e a importância de avaliar o retorno do investimento.</li>
</ul>
<p>Neste webinar, temos como palestrantes, Roberto Carvalho, consultor técnico Rehagro Corte, e Paulo Eugênio, gerente de negócios Rehagro.</p>
<p>Você quer saber mais sobre suplementação na cria? <strong>Clique no botão abaixo e acompanhe o conteúdo completo!</strong></p>
<h2>Quer se aprofundar em nutrição do gado de corte?</h2>
<p>Conheça o <a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=pagina-webinar-suplementacao-na-cria-lp-curso&amp;utm_medium=organic&amp;utm_content=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte</strong></a>.</p>
<p>Como você sabe, os custos com nutrição e pastagens podem chegar a representar até 76% dos custos de produção na pecuária de corte.</p>
<p>Diante disso, o Rehagro criou essa capacitação: para ajudar pecuaristas a aumentarem sua margem de lucro através do domínio dessas áreas.</p>
<p>São abordados tópicos como suplementação na cria e recria, engorda a pasto e em confinamento, manejo de pastagens e muito mais. Tudo com um conteúdo 100% aplicável à sua realidade e foco na melhoria de resultados.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-na-cria-quais-resultados-podemos-esperar/">Suplementação na cria: quais resultados podemos esperar?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como se preparar e garantir o desempenho do rebanho no período de seca?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-seca-como-se-preparar-e-garantir-o-desempenho-do-rebanho/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-seca-como-se-preparar-e-garantir-o-desempenho-do-rebanho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jul 2023 18:31:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[forrageira]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção de forrageiras ao longo de um ano não é uniforme, existe uma variação na produtividade do pasto devido aos fatores ambientais, como o clima. E esse é um dos maiores desafios para o produtor: o período de seca. Ele ocorre todos os anos e representa uma queda na produção e qualidade das forragens, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-seca-como-se-preparar-e-garantir-o-desempenho-do-rebanho/">Como se preparar e garantir o desempenho do rebanho no período de seca?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A produção de forrageiras ao longo de um ano não é uniforme, existe uma variação na produtividade do pasto devido aos fatores ambientais, como o clima. E esse é um dos maiores desafios para o produtor: o período de seca.</p>
<p>Ele <strong>ocorre todos os anos e representa uma queda na produção e qualidade das forragens</strong>, pois nesse período de meses do ano ocorre queda do volume de chuvas, temperaturas mais baixas e menor luminosidade.</p>
<p>Diante da certeza desse período, como podemos contornar e nos preparar?</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21448" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/grafico-periodo-seca.jpg" alt="Gráfico com a distribuição de chuvas e taxa de acúmulo de forragem ao longo do ano" width="630" height="416" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/grafico-periodo-seca.jpg 630w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/grafico-periodo-seca-300x198.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/grafico-periodo-seca-370x244.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/grafico-periodo-seca-270x178.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/grafico-periodo-seca-150x99.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 630px) 100vw, 630px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Demarchi, 2002.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
hbspt.forms.create({
region: "na1",
portalId: "5430441",
formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7"
});
</script></p>
</div>
<h2>Principais estratégias para disponibilidade de forrageiras</h2>
<p>As plantas forrageiras precisam de disponibilidade de água, luminosidade e temperatura adequadas para garantir o seu crescimento, condições essas que durante o período da seca não são atendidas, fazendo com que o capim entre em um período de “senescência”.</p>
<p>Ou seja, o capim envelhece e fica mais lignificado ou ocorre o florescimento e produção de sementes das forrageiras, perdendo qualidade nutricional.</p>
<p>As forragens apresentam naturalmente a <strong>lignina</strong> em sua composição, independente se o volumoso está em forma de pasto, silagem, feno ou resíduos agroindustriais e ela atua como uma barreira física de proteção à parede celular vegetal.</p>
<p>Quando relacionamos a lignina com a nutrição dos animais, ela pode ser apresentada como uma substância “anti nutricional” pelo fato de que sua ligação com carboidratos e proteínas presentes na parede celular vegetal resulta em <strong>menor degradabilidade da fibra, menor valor nutritivo do alimento e por isso, menor aproveitamento pelo animal</strong>.</p>
<p>Sabe-se que é por meio da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">fermentação ruminal</a></strong> de carboidratos fibrosos que as principais fontes proteicas e energéticas são disponibilizadas para a sobrevivência e produção dos animais.</p>
<p>Entretanto, a lignina consegue influenciar na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">qualidade final da dieta</a></strong> e na eficiência alimentar do ruminante por reduzir o acesso microbiano e enzimático e consequentemente a fermentação ruminal dos carboidratos fibrosos.</p>
<p>Por isso que quanto maior for a maturação do capim, ou seja, mais velho, maior será o teor de lignina e maior o impacto negativo no ponto de vista nutricional.</p>
<p>Então, sabendo dessas alterações nesse período do ano, <strong>existem medidas para evitar que o pasto perca tanta qualidade na seca</strong>, garantindo que as necessidades nutricionais das vacas sejam atendidas e a produção de leite seja mantida.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Como realizar o planejamento forrageiro?</h3>
<p>O <strong>planejamento forrageiro</strong> é um instrumento para planejar a alimentação dos animais visando organizar a propriedade.</p>
<p>O intuito é conseguir disponibilizar forragens de alta qualidade e em quantidade adequada para atender as demandas do rebanho durante todo o ano dentro da capacidade de produção do pasto, da taxa de lotação da propriedade e visando maximizar a produtividade por área.</p>
<p>Para a realização do planejamento devem ser seguidas algumas etapas:</p>
<h4>Avaliar as áreas disponíveis na propriedade</h4>
<p>É importante avaliar a declividade do terreno, a disponibilidade de água, a localização da propriedade e a drenagem.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21449" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapeamento-propriedade.jpg" alt="Mapeamento de propriedade para implantação de pasto" width="663" height="428" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapeamento-propriedade.jpg 663w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapeamento-propriedade-300x194.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapeamento-propriedade-370x239.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapeamento-propriedade-270x174.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/mapeamento-propriedade-150x97.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 663px) 100vw, 663px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Satélite GeoEye. (Embrapa, 2015).</span></p>
<h4>Analisar as condições das pastagens já existentes, a fertilidade e qualidade do solo</h4>
<p>A avaliação da fertilidade do solo é um processo importante pois a partir disso é possível determinar a sua qualidade e capacidade de fornecer nutrientes necessários para que as plantas cresçam saudáveis.</p>
<p>Dentre as técnicas mais comuns de solo temos:</p>
<ul>
<li><strong>Análise química do solo:</strong> a partir da coleta de amostras do solo é possível avaliar os principais nutrientes (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio e enxofre), além de medir parâmetros como pH, capacidade de troca catiônica (CTC) e o teor de matéria orgânica. Dessa forma, a partir da referência ou recomendação para a planta cultivada é possível determinar a disponibilidade de nutrientes no solo e identificar possíveis deficiências ou excessos e traçar ajustes na adubação para correção de desequilíbrios nutricionais.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21450" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/coleta-amostra-solo.jpg" alt="Homem realizando coleta de amostra para realização de análise de solo" width="240" height="373" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/coleta-amostra-solo.jpg 240w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/coleta-amostra-solo-193x300.jpg 193w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/coleta-amostra-solo-150x233.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Embrapa.</span></p>
<ul>
<li><strong>Dimensionar e estruturar um rebanho compatível com os objetivos do produtor, com a capacidade da área e da produção das forrageiras:</strong> importante ter estruturado o tipo de gado que a fazenda possui, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-aumentar-a-produtividade-na-pecuaria-leiteira/">se o negócio está crescendo ou irá crescer nos próximos anos</a></strong>, qual a produção da forrageira e a partir disso determinar a área necessária para alimentar todos os animais de forma ideal.</li>
<li><strong>Dimensionar áreas de implantação de pastos, escolher a forrageira adequada para a fazenda:</strong> importante ter o planejamento do tipo de forrageira que será utilizada levando em conta se haverá manejo de adubação ou uso de irrigação, o dimensionamento da área dos pastos ou piquetes e o período de descanso dos mesmos.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Diferimento de Pastagem</h3>
<p>Estratégia que relativamente envolve baixo custo e de fácil aplicação nas fazendas, é também conhecido como “feno em pé”.</p>
<p>Consiste em <strong>suspender a utilização de uma parte da área de pasto da propriedade durante parte da época de chuvas</strong>, dessa forma, a forragem fica acumulada naquele pasto para ser utilizada durante a seca.</p>
<p>No entanto, devemos nos atentar a alguns cuidados para a realização dessa estratégia:</p>
<ul>
<li>Deve ser um pasto bem manejado durante as águas, para garantir a qualidade da forrageira;</li>
<li>Avaliar a massa de forragem: quantidade de forragem existente por área;</li>
<li>Se o tipo de forrageira utilizada é adequada para esse processo, dando preferência a plantas com baixo acúmulo de colmos e boa retenção de folhas verdes, resultando em menores reduções no valor nutritivo ao longo do tempo;</li>
<li>A altura do pasto no início do diferimento;</li>
<li>A adubação e suplementação do pasto.</li>
</ul>
<p>A utilização do diferimento é uma estratégia muito interessante para garantir uma massa de forragem maior na época da seca, disponibilidade de volumoso aos animais e qualidade nutricional da forragem, no entanto para garantir que o animal mantenha um desempenho satisfatório na produção leiteira devemos pensar também na suplementação desses animais.</p>
<h3>Pastejo rotacionado ou lotação rotacionada</h3>
<p>O <strong>pastejo rotacionado</strong> consiste na utilização de pelo menos dois piquetes submetidos a sucessivos períodos de descanso e de ocupação.</p>
<p>No descanso do piquete a forrageira faz a rebrota, já que na ausência dos animais não há pressão de pastejo e no período de ocupação os animais realizam o consumo do pasto juntamente com o crescimento da forragem.</p>
<p>Existem várias modalidades de lotação rotacionada como:</p>
<ul>
<li>Convencional;</li>
<li>Alternada;</li>
<li>Com diferimento,</li>
<li>Em faixas;</li>
<li>Tipo pizza;</li>
<li>Módulo com corredor.</li>
</ul>
<p>Para a escolha da modalidade devemos avaliar as características da fazenda, qual modelo melhor se adequa a sua propriedade, as possibilidades de implantação da fazenda, a disponibilidade de mão de obra, quantos piquetes é possível dividir a fazenda, quantos animais ficam em cada pasto, as categorias de animais: multíparas, primíparas, novilhas, por exemplo e as exigências nutricionais de cada uma dessas categorias.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21451" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-convencional.jpg" alt="Pastejo rotacionado convencional" width="374" height="237" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-convencional.jpg 374w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-convencional-300x190.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-convencional-370x234.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-convencional-270x171.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-convencional-150x95.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 374px) 100vw, 374px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Figura demonstrando o pastejo rotacionado do tipo convencional, onde os animais pastejam alternando os piquetes de pasto como demonstra a direção da seta.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21452" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-faixa.jpg" alt="Pastejo rotacionado em faixa" width="373" height="237" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-faixa.jpg 373w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-faixa-300x191.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-faixa-370x235.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-faixa-270x172.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-faixa-150x95.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 373px) 100vw, 373px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Figura demonstrando o pastejo rotacionado em faixa, onde os animais têm acesso restrito dentro do piquete e com a utilização de cercas o animal pasteja em faixas restritas.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21453" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-diferido.jpg" alt="Pastejo rotacionado diferido" width="372" height="238" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-diferido.jpg 372w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-diferido-300x192.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-diferido-370x237.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-diferido-270x173.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-diferido-150x96.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 372px) 100vw, 372px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Figura ilustrando o pastejo rotacionado diferido, onde uma das áreas foi escolhida para diferimento, a qual não será utilizada na época das águas, acumulando assim uma massa de forragem para a época da seca.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21455" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-modulos.jpg" alt="Pastejo rotacionado em módulos do tipo corredor e pizza" width="559" height="337" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-modulos.jpg 559w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-modulos-300x181.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-modulos-370x223.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-modulos-270x163.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/pastejo-rotacionado-modulos-150x90.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 559px) 100vw, 559px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Figura da esquerda demonstrando um sistema de pastejo rotacionado com a presença de um corredor central, o qual dá acesso a área de descanso e ao bebedouro. </span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Já a figura da direita demonstra um sistema de pastejo rotacionado no formato de pizza, onde ao centro se localiza a área de descanso e o bebedouro.</span></p>
<p>O <strong>manejo da lotação rotacionada</strong> é mais complexo, exige um bom manejo das gramíneas, adubação, suplementação e irrigação do pasto, manejo do solo e também uma boa escolha da espécie forrageira.</p>
<p>No entanto, é uma ótima opção para assegurar a disponibilidade de forragem para os animais durante todo o ano devido a setorização do terreno da propriedade que permite que em algumas áreas da fazenda o pasto descanse e se recupere para os períodos de seca.</p>
<h2>Suplementação com volumoso para os animais no período de seca</h2>
<p>Como no período de seca a produção de matéria seca das forrageiras diminui significativamente, torna-se necessária a <strong>suplementação volumosa</strong> ou o uso de concentrado para manter a nutrição adequada dos animais e amenizar o déficit nutricional do rebanho e evitar prejuízos reprodutivos, produtivos e de condição corporal das vacas.</p>
<p>Como opção de suplementação volumosa podemos utilizar a capineira que é uma forma de produção de forragem em que utilizamos de um pasto com área cultivada com uma gramínea de alta produtividade, onde ao atingir seu ponto ótimo de produção e valor nutritivo realizamos o corte de forma específica para cada espécie forrageira.</p>
<p>Pode ser fornecida <i>in natura</i> no cocho para os animais ou realizar a <strong>conservação da forragem</strong> por meio do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-silagem-de-milho-com-qualidade-voce-sabe-como-fazer/">processo de ensilagem</a></strong>, no entanto para a realização desses métodos devemos realizar o manejo e planejamento no período das águas para que estas opções sejam utilizadas na época de seca.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21457" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/capim-cortado-silagem.jpg" alt="Capim cortado para processo de ensilagem" width="700" height="525" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/capim-cortado-silagem.jpg 700w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/capim-cortado-silagem-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/capim-cortado-silagem-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/capim-cortado-silagem-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/capim-cortado-silagem-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/capim-cortado-silagem-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-21458" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/processo-ensilagem.jpg" alt="Capim sendo direcionado ao processo de ensilagem" width="720" height="396" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/processo-ensilagem.jpg 720w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/processo-ensilagem-300x165.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/processo-ensilagem-370x204.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/processo-ensilagem-270x149.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/processo-ensilagem-150x83.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Acervo pessoal Rehagro</span></p>
<p>O oferecimento de material volumoso na forma de silagem <strong>é uma alternativa para suplementação na época da seca</strong>, evitando uma queda na produtividade.</p>
<p>É uma técnica relativamente simples e acessível, no entanto deve ser realizada tomando os devidos cuidados com o plantio e corte da forrageira, com o processo de compactação e fechamento do silo e com a umidade com o objetivo de garantir um processo de fermentação adequada e evitar a contaminação da silagem.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Sabendo então que o período de seca continuará existindo e que a escassez de chuvas pode causar sérios impactos na produção de alimentos, na qualidade dos pastos, no desempenho e saúde dos animais e na lucratividade da fazenda, <strong>ter um planejamento antecipado e estar preparado de forma adequada é extremamente importante</strong> para garantir a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">sustentabilidade e produtividade da atividade leiteira</a></strong>.</p>
<h2>Transforme o desafio da seca em oportunidade de crescimento</h2>
<p>Manter o desempenho do rebanho no período seco exige planejamento, controle de custos e decisões assertivas.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a organizar a produção, utilizar os recursos de forma inteligente e implementar estratégias que garantem produtividade e lucro o ano todo, mesmo nos meses mais críticos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-22798 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg" alt="Laryssa Mendonça" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/06/laryssa-mendonca-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-23092" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg" alt="Maria Fernanda Faria - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/07/maria-fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-seca-como-se-preparar-e-garantir-o-desempenho-do-rebanho/">Como se preparar e garantir o desempenho do rebanho no período de seca?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Período de transição seca-águas: veja as principais estratégias para lidar com ele</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Dec 2022 15:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pastagem]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vários são os fatores responsáveis pela saúde econômica e pela rentabilidade de uma propriedade de gado de corte. Dentre esses fatores a produtividade e o desempenho dos animais têm uma importância significativa. Não basta, para uma fazenda, altas produtividades no período chuvoso do ano ou evitar que os animais percam peso ao longo das secas. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/">Período de transição seca-águas: veja as principais estratégias para lidar com ele</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vários são os fatores responsáveis pela saúde econômica e pela rentabilidade de uma propriedade de gado de corte. Dentre esses fatores a produtividade e o desempenho dos animais têm uma importância significativa.</p>
<p>Não basta, para uma fazenda, altas produtividades no período chuvoso do ano ou evitar que os animais percam peso ao longo das secas. É necessário que ao longo de todo o ano, o animal apresente um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">ganho médio diário (GMD)</a></strong> satisfatório.</p>
<p>Quando avaliamos uma propriedade de <strong>produção a pasto</strong> na grande maioria das fazendas do país, observamos uma variação do desempenho completamente dependente e correlacionada com a qualidade e a produção das forragens ao longo do ano.</p>
<p>Em épocas de maior pluviometria obtêm-se desempenhos mais expressivos e no período de estiagem, onde o desenvolvimento das pastagens tropicais na grande parte do país é diminuto, o ganho de peso dos animais é limitado ou até mesmo apresentam perda de peso.</p>
<p>Por esses motivos, estudos e alternativas de suplementação foram desenvolvidas ao longo dos anos <strong>com intuito de potencializar o desempenho dos animais no período das águas, e maximizar o desempenho no período das secas.</strong><span style="font-size: 10pt;"> </span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Estratégias para o período de transição seca-águas</h2>
<p>Existe uma série de estratégias bem estabelecidas utilizadas para a suplementação no período em que as forragens estão em plena produção e já são encontramos de forma bem difundida, estratégias de suplementação para o período em que a produção <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/" target="_blank" rel="noopener">forrageira</a></strong> é limitada.</p>
<p>Entretanto, <strong>existe um período ao longo do ano, conhecido como período de transição, onde as pastagens apresentam uma característica distinta justamente em transição entre o período das águas e das secas</strong>, que a suplementação também deve ser avaliada com critério para potencializar o desempenho dos animais ao longo do ano.</p>
<p>A estação do ano observada entre os meses mais quentes e chuvosos e os meses mais frios e secos é o outono. Traçar uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">estratégia de suplementação</a></strong> para essa estação é fundamental quando pensamos em atingir a máxima produtividade ao longo de todo o ano.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-estrategias-sucesso-transicao-seca-aguas?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-seca-aguas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39794 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png" alt="E-book Estratégias de sucesso para a transição seca-águas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Esse período conhecido com outono ou período de transição, <strong>reflete diretamente na qualidade das pastagens e é nítido e fácil observar com a diminuição das chuvas e a aproximação do inverno a mudança gradativa nas pastagens.</strong> A produtividade dos pastos diminui, as folhas começam a amarelar e a secar e em determinados casos observa-se a presença de sementes nas pastagens.</p>
<p>De maneira geral, há uma mudança no perfil das forrageiras, o que invariavelmente reflete no desempenho dos animais.</p>
<p>Com esse cenário de alteração e perda na qualidade das plantas e consequente diminuição no rendimento produtivo dos animais, se faz necessário uma estratégia de suplementação adequada e ajustada para esse período do ano.</p>
<p>O aumento da produtividade média dos animais ao longo do ano, deve ser alcançada considerando e avaliando todas as etapas e meses do período, inclusive o período de transição.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16885" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3.jpg" alt="Pastagem para gado " width="650" height="521" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3.jpg 761w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-300x240.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-370x297.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-270x216.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-740x593.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-3-150x120.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Foto: Paulo Eugênio, consultor técnico do Rehagro. </span></p>
<h2>Suplementação no período de transição seca-águas</h2>
<p>A medida em que os meses com menores índices pluviométricos avançam, o desempenho dos animais, em sentido contrário, diminui.</p>
<p>Com o passar dos meses e com a aproximação do período de estiagem, a tendência observada é de diminuição de desempenho independente da suplementação utilizada, entretanto, quando os animais continuam com suplementação apenas de mineral, por exemplo, a queda no desempenho é muito mais acentuada do que em animais suplementados com proteico (consumo de 3g por kg de peso vivo) ou proteico energético (consumo de 5g por kg de peso vivo).</p>
<p>Normalmente contemplado entre os meses de março, abril e maio, animais criados a pasto no período de transição suplementados “apenas” com mineral, apresentam desempenho até 50% menor do que animais suplementados com suplemento proteico.</p>
<p>Já animais suplementados com suplemento proteico energético <strong>apresentam desempenho 80% maiores</strong> do que animais também suplementados com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplemento mineral</a></strong>, apenas. Essa diferença apresentada entre o desempenho em diferentes estratégias, demonstra e reforça a importância de uma estratégia específica para o período de transição.</p>
<p>Independente das características climáticas da região onde a propriedade está localizada em determinado período do ano, essa tendência de piora nas pastagens e diminuição do desempenho vai ocorrer.</p>
<p>Em algumas regiões de forma menos evidente e por menor período, em outras regiões de forma mais marcante por longos períodos, esse “fenômeno” se repete por todo Brasil central, norte, nordeste.</p>
<p>Outro fator de grande importância para a tomada de decisão a respeito da estratégia suplementar a ser utilizada nesse período, além do desempenho, é o progresso que esses animais terão após o período de transição, qual caminho será seguido pelos animais após esses meses.</p>
<p>Animais que serão terminados seja no confinamento convencional, seja na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/" target="_blank" rel="noopener">terminação a pasto</a></strong>, serão beneficiados com a estratégia de suplementações mais arrojadas no período de transição.</p>
<p>A utilização do proteico energético ou do proteico de 3g por kg, por exemplo, fazem mais sentido quando pensamos que esses animais serão terminados na seca seguinte ao período de transição, preparando esses animais para engorda e melhorando os resultados produtivos finais após a engorda.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16888 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4.jpg" alt="Gado de corte se alimentando no cocho" width="499" height="395" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4.jpg 499w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-300x237.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-370x293.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-270x214.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-4-150x119.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 499px) 100vw, 499px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Foto: Vinicius Costa, consultor técnico do Rehagro. </span></p>
<p>Em contrapartida, caso não esteja no planejamento das secas o fornecimento de uma suplementação visando a engorda dos animais ou o direcionamento desses animais para o cocho, a utilização do proteico no período de transição pode não se apresentar como uma boa estratégia. Quando utilizamos o 0,3%, por exemplo, no período de transição elevamos a exigência de mantença dos animais.</p>
<p>Se no período da seca seguinte ao período de transição esses animais não forem direcionados para engorda, todo o investimento realizado no período de transição será perdido com a queda de desempenho e até mesmo com a perda de peso dos animais no período das secas.</p>
<p>É de grande importância que a avaliação econômica seja realizada para a definição e a determinação das estratégias a serem utilizadas em cada um dos períodos do ano, inclusive no período de transição, entretanto, a avaliação do ganho médio diário, média do ano, deve ser avaliada de forma criteriosa, observando não somente o resultado do período, mas também cada uma das especificidades presentes em diferentes fases do ano.</p>
<p><strong>A gestão e o planejamento nutricional da fazenda devem contemplar de forma específica as estratégias de suplementação para o período de transição</strong>, garantindo então, bons desempenhos durante esse período, maximizando o desempenho dos animais na média anual.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16887" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5.jpg" alt="Gado de corte no pasto" width="650" height="446" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5.jpg 771w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-300x206.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-768x527.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-370x254.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-270x185.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-740x508.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/transicao-seca-aguas-5-150x103.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 650px) 100vw, 650px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Foto: Geraldo Barcellos, consultor técnico do Rehagro.</span></p>
<h2>Enfrente o período de transição com preparo técnico e mais lucratividade</h2>
<p data-start="277" data-end="530">A transição entre seca e águas é um dos momentos mais críticos do ano para quem trabalha com gado de corte. Nesse período, decisões bem embasadas em manejo, nutrição e planejamento podem evitar perdas de desempenho e garantir maior eficiência produtiva.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Suplementação mineral para bovinos de corte: veja a importância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2022 12:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[macronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[micronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A suplementação mineral dos bovinos de corte, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo. Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>suplementação mineral dos bovinos de corte</strong>, ajustada aos objetivos produtivos por categoria e época do ano, é fundamental para a garantia de um bom desempenho dos animais criados em sistema de pastejo.</p>
<p>Além de garantir os níveis mínimos necessários para o perfeito funcionamento fisiológico e metabólico dos animais, existe ainda a expectativa de que o desempenho dos animais seja potencializado quando se utiliza a estratégia suplementar mineral da forma adequada.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Importância da suplementação mineral</h2>
<p>Estudos e pesquisas relacionados à importância da suplementação mineral já são realizados há muitos anos e o que se observa de maneira geral, <strong>é a necessidade de que os animais sejam suplementados com uma quantidade ótima de minerais</strong> onde, nesse caso, é possível observar também o melhor desempenho (avaliando especificamente o quesito disponibilidade de mineral) possível desse animal.</p>
<p>Diferente de carboidratos e proteínas, por exemplo, onde modulamos a quantidade fornecida para os animais visando a potencialização do desempenho, nos minerais devemos fornecer as exigências que garantam um bom desempenho dos animais para cada fase da vida.</p>
<p>Cálcio e fósforo são os únicos que apresentam exigências para mantença e também exigências para ganho.</p>
<h3>Excesso e deficiência do consumo de minerais</h3>
<p>Existem outras possibilidades, além do consumo ótimo, que podem ser observadas quando avaliamos o consumo de minerais.</p>
<p>Por exemplo, a <strong>deficiência no consumo</strong>, ou seja, quando os animais consomem níveis inferiores à sua exigência, que quando discreta, <strong>pode levar a uma deficiência subclínica e, quando mais significativa, a uma deficiência clínica. </strong></p>
<p>O <strong>excesso no consumo dos minerais, </strong>por outro lado, também pode ser um problema. <strong>Pode levar a uma intoxicação subclínica ou até mesmo uma intoxicação clínica</strong> quando consumido em maiores quantidades, de acordo com as exigências de cada mineral. <span style="font-weight: 400;">Por isso é de extrema importância, o fornecimento e o consumo dos animais, apresentarem um ponto ótimo. </span></p>
<p>Os minerais exigidos hoje para bovinos de corte são 17 no total, divididos em dois grupos, <strong>os macro e os microminerais.</strong> É importante salientar que essa divisão não está relacionada ao tamanho da molécula de cada mineral, mas sim a quantidade em que estes minerais são encontrados nos tecidos corporais e consequentemente a quantidade que são exigidos.</p>
<p>Cada um dos minerais, seja macro ou micro, apresenta um papel importante para os ruminantes, principalmente nos quesitos: imunidade, desempenho, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/" target="_blank" rel="noopener">reprodução</a></strong> e produção de leite.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-estrategias-sucesso-transicao-seca-aguas?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-seca-aguas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39794 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png" alt="E-book Estratégias de sucesso para a transição seca-águas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-transicao-seca-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Macrominerais</h2>
<ul>
<li>Cálcio (Ca);</li>
<li>Fósforo (P);</li>
<li>Cloro (Cl);</li>
<li>Magnésio (Mg);</li>
<li>Potássio (K);</li>
<li>Sódio (Na);</li>
<li>Enxofre (S).</li>
</ul>
<p>Esses minerais apresentam funções diversas no organismo, como por exemplo sendo <strong>componentes estruturais do esqueleto e outros tecidos corporais, transmissão de impulsos nervosos e pressão osmótica</strong>, dentre outras importantes funções.</p>
<h3>Cálcio</h3>
<p>O cálcio é de grande importância para a atividade muscular, coagulação sanguínea, estimulação da síntese de proteína muscular e, principalmente, exerce um papel fundamental na formação dos ossos e dos dentes.</p>
<h3>Fósforo</h3>
<p>O fósforo apresenta um papel importante como componente dos fosfolipídios das membranas celulares, sendo também um componente do ATP (molécula indispensável no processo de utilização de energia nas células), dentre outras funções.</p>
<p>Deficiências de cálcio e fósforo podem causar sérios prejuízos ao desempenho dos animais.</p>
<p>Uma das principais doenças consequentes dessas deficiências, é a hipocalcemia, também conhecida como febre do leite e apetite depravado (ocorrendo principalmente em regiões de solos pobres em P).Estudos relacionados reforçam ainda, grandes prejuízos relacionados à queda nos desempenhos reprodutivos de fêmeas com deficiência de fósforo.</p>
<p>Cálcio e fósforo atuam de forma concomitante na função óssea, por esse motivo a relação entre eles é importante fator de estudos e discussões, relação essa que pode ser de 1:1 até 7:1, desde que a exigência do fósforo seja atingida.</p>
<h3>Magnésio</h3>
<p>Cerca de 70% do magnésio no organismo dos ruminantes está presente no tecido ósseo. Esse importante mineral representa um papel determinante em mais de 300 enzimas no organismo.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/" target="_blank" rel="noopener">período de transição seca-águas</a></strong>, pode significar um desafio, pensando no aporte de Mg. Isso porque o broto da pastagem nova contém baixo magnésio e alta concentração de potássio e nitrogênio que diminuem a absorção de Mg no rúmen.</p>
<p>Uma forma prática de contornar esse desafio é a suplementação energética, que potencializa a utilização do N, além é claro da suplementação com o magnésio.</p>
<p>Dentre os efeitos da deficiência está o desenvolvimento da tetania das pastagens, causadora de incoordenação e convulsões.</p>
<h3>Potássio, sódio e cloro</h3>
<p>São responsáveis principalmente pelo controle ácido básico no organismo. Esses minerais não apresentam, comumente, deficiências que geram desafios ou doenças como os anteriormente apresentados.</p>
<p>Cloreto de sódio rico em Cl e Na, pode ser utilizado como modulador de consumo e o K apresenta uma condição especial onde a maioria das espécies forrageiras são ricas nesse mineral.</p>
<p>Algumas condições específicas, como animais em estresse causado pela desmama e animais confinados com dietas sem adição de forragem, podem apresentar um aumento na exigência de potássio.</p>
<h3>Enxofre</h3>
<p>Componente importante de aminoácidos ao contrário dos demais minerais citados, o desafio mais importante com relação ao enxofre está relacionado ao seu excesso, principalmente avaliando a óptica da crescente <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ddg-e-wdg-graos-de-destilaria-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">utilização de coprodutos de destilaria de milho</a></strong>, ricos em enxofre.</p>
<p>É justamente esse excesso que pode causar uma doença que conhecemos como <strong>Poliencefalomalacia</strong>.</p>
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<h2>Microminerais</h2>
<ul>
<li>Cromo (Cr);</li>
<li>Cobalto (Co);</li>
<li>Cobre (Cu);</li>
<li>Ferro (Fe);</li>
<li>Iodo (I);</li>
<li>Manganês (Mn);</li>
<li>Molibdênio (Mo);</li>
<li>Níquel (Ni);</li>
<li>Selênio (Se);</li>
<li>Zinco (Zn).</li>
</ul>
<p>Os microminerais são <strong>componentes de enzimas e agem também como componentes em hormônios no sistema endócrino</strong>. Apresentam grande importância para a manutenção da saúde e, consequentemente, do desempenho dos animais.</p>
<h3>Cromo</h3>
<p>Existe uma clara necessidade de mais pesquisas relacionadas ao papel do cromo no organismo e principalmente da adequação das doses a serem suplementadas, mesmo já demonstrando sua importância para o sistema imunológico dos animais.</p>
<h3>Cobalto</h3>
<p>O cobalto apresenta importância relevante, tendo em vista a demanda de Co por parte dos microrganismos do rúmen no momento da síntese de vitamina B12.</p>
<p>Não existe uma exigência direta de cobalto por parte dos ruminantes, entretanto, existe uma exigência de vitamina B12, justificando então a importância na exigência do Co.</p>
<h3>Cobre</h3>
<p>O cobre é um constituinte de diversas enzimas no organismo e está diretamente relacionado ao metabolismo do Fe.</p>
<p>A anemia é uma das principais doenças causadas pela deficiência de Cu, apresentando também participação na garantia da integridade do sistema nervoso central e pigmentação dos pelos.</p>
<h3>Outros microminerais</h3>
<p>O ferro, por exemplo, é muito relevante nas funções do organismo e há uma boa disponibilidade desse mineral nas forragens.</p>
<p>O magnésio, essencial para reprodução, normalmente tem sua exigência atingida com consumo da forragem, por isso a avaliação da suplementação desse mineral é de grande valia, principalmente pensando em vacas para reprodução</p>
<p>O iodo controla a taxa metabólica fundamental para o anabolismo. O selênio atua como antioxidante e o zinco também é um mineral importante, sendo que sua deficiência pode levar a problemas de pele dos animais, principalmente dos mais jovens.</p>
<h2>A suplementação mineral em bovinos de corte</h2>
<p>A suplementação mineral, como já demonstrado acima, <strong>é muito valorosa e de grande impacto para os sistemas de produção</strong>. Para cada categoria e fase da vida animal, as exigências e necessidades por esses macro e microminerais vão variar e devem ser atentamente atendidas.</p>
<p>Além das características específicas do indivíduo que será suplementado por determinado mineral, outros fatores podem influenciar na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">estratégia de suplementação</a></strong>. Entre eles, estão as condições ambientais, (mais especificamente as condições do solo e consequentemente das pastagens) e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-especie-forrageira-para-a-sua-fazenda/">espécie forrageira</a></strong> utilizada, onde os animais são criados.</p>
<p>Devido ao difícil controle e monitoramento dessas características e condições, apenas a realização das análises não nos garantem o fornecimento dos minerais, mesmo que apresentados nas amostras.</p>
<p>Assim como as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-principais-etapas-para-uma-reforma-de-pastagem-bem-feita/" target="_blank" rel="noopener">condições das pastagens</a></strong>, a qualidade e a composição da água disponibilizada aos animais, também representa um fator ambiental que irá impactar nos cuidados no momento de definir a suplementação dos animais.</p>
<h3>Como fornecer o suplemento de forma eficiente?</h3>
<p>Outro ponto que impacta na qualidade da suplementação mineral e representa <strong>uma grande parcela na eficiência de um programa de suplementação</strong>, é o fornecimento do suplemento.</p>
<p>Para se garantir uma suplementação mineral de sucesso é imprescindível que o fornecimento seja realizado de forma constante, ou seja, que não falte mineral no cocho dos animais.</p>
<p>O suplemento empedrado inibe e dificulta o consumo, sendo assim, sempre que possível é recomendado a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/">utilização de cochos</a></strong> cobertos em bom estado de conservação e com um bom dimensionamento, como altura de:</p>
<ul>
<li>50 – 60 cm do solo para fêmeas com bezerro ao pé;</li>
<li>70 – 80 cm para animais em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/">recria</a></strong> e um metro para animais em terminação, sempre com espaçamento adequado, mínimo 4 cm por cabeça.</li>
</ul>
<p>A localização do cocho nos piquetes também vai impactar no consumo do mineral, sendo recomendado que o cocho fique localizado próximo a fonte de água dos animais (não é um fator limitante para o consumo), principalmente em terrenos acidentados, propiciando então, condição para que todos os animais possam consumir o produto disponibilizado.</p>
<p>Até chegar ao cocho o suplemento passa por um grande processo desde sua fabricação, transporte, armazenamento dentro da propriedade e distribuição. Por isso, devemos inicialmente, adquirir um mineral de empresa idôneas, capazes de garantir a qualidade dos insumos utilizados na confecção do suplemento, bem como seu balanceamento correto, finalizando com transporte propício até a propriedade.</p>
<p>A partir do momento em que o suplemento se encontra na propriedade, a responsabilidade do armazenamento das sacarias deve ser muito bem estabelecida, garantindo assim os cuidados para que sejam armazenados em local fresco, abrigados de umidade e sol.</p>
<p>Muita atenção para a utilização de suplementos mais antigos, que normalmente ficam embaixo da pilha de sacaria, antes da utilização dos novos produtos recém-chegados à propriedade. De preferência, o ideal é não deixar os sacos com suplemento mineral em contato direto com solo e paredes.</p>
<p>Por fim, após a avaliação dos níveis de garantia e consequentemente, a escolha do produto de uma empresa idônea e reconhecida pela seriedade na produção dos suplementos, é recomendado um minucioso acompanhamento do consumo e do desempenho dos animais tratados com determinado suplemento.</p>
<h2>Eleve a produtividade em nutrição e pastagens na pecuária de corte!</h2>
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		<title>Terminação intensiva a pasto (TIP): como implementar esse sistema?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Sep 2022 17:39:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A terminação intensiva a pasto (TIP) é um método de produção que se concentra em engordar os animais para o abate usando a pastagem como principal fonte volumosa, sendo fornecido no cocho para os animais a suplementação concentrada. Esse sistema vem sendo cada vez mais empregado em propriedades de gado de corte no Brasil e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>terminação intensiva a pasto (TIP)</strong> é um método de produção que se concentra em engordar os animais para o abate usando a pastagem como principal fonte volumosa, sendo fornecido no cocho para os animais a suplementação concentrada.</p>
<p>Esse sistema vem sendo <strong>cada vez mais empregado em propriedades de gado de corte no Brasil</strong> e é projetado para maximizar o ganho de peso, e aumentar o acabamento dos animais antes do abate, enquanto faz uso eficiente dos recursos disponíveis, como pastagens, água de boa qualidade e suplementos nutricionais.</p>
<p>Nesse sistema, os animais são mantidos em pastagens de alta qualidade, em que têm acesso a forragens bem manejadas. Geralmente, o manejo das pastagens é intensivo, incluindo técnicas como rotação de pastagens, adubação e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cigarrinhas-das-pastagens/" target="_blank" rel="noopener">controle de insetos, pragas</a></strong> e plantas invasoras para garantir a produtividade e a qualidade da forragem.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do acesso à pastagem, recebem suplementos nutricionais, como concentrados ou subprodutos agrícolas, para atender às suas necessidades nutricionais específicas e promover um rápido ganho de peso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo principal de um sistema de TIP é <strong>aumentar a eficiência na produção de arroba</strong>, garantindo um produto final de alta qualidade. Ao maximizar o uso de recursos naturais e minimizar os custos de produção, os produtores buscam tornar sua operação mais rentável e sustentável.</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
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</script></p>
</div>
<h2>Terminação intensiva a pasto (TIP) no Brasil</h2>
<p><strong>A TIP é de extrema relevância para a pecuária brasileira</strong> por diversos motivos. Em primeiro lugar, o Brasil possui vastas extensões de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" target="_blank" rel="noopener">pastagens</a></strong> e um clima que favorece a produção de carne bovina. Esse método permite aproveitar os recursos naturais de maneira eficiente, produzindo carne com custos reduzidos e menor impacto ambiental.</p>
<p>Um ponto relevante é a qualidade da carne produzida. Com acesso a pastagens de alta qualidade, os animais tendem a acelerar o processo de engorda, quando comparados ao sistema extensivo, indo para o abate mais jovem e garantindo uma carne mais macia.</p>
<p>Pensando no mercado da carne, isso pode influenciar positivamente a reputação da carne brasileira no mercado interno e externo, aumentando sua competitividade.</p>
<p>Falando em competitividade, a produção de carne bovina é um setor altamente competitivo em nível global. Países como o Brasil, que têm uma indústria pecuária robusta e eficiente, precisam manter sua competitividade nos mercados internacionais.</p>
<p>Dessa forma, a TIP pode contribuir para isso, pois permite produzir carne de alta qualidade a custos relativamente baixos. Isso é essencial para competir com outros produtores globais e conquistar uma parcela maior do mercado internacional.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-confinamento-engorda-a-pasto?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-pontos-sanitarios&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39639 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios.png" alt="E-book Pontos sanitários no confinamento" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quando ocorre a TIP?</h2>
<p>A terminação intensiva a pasto <strong>é realizada durante a fase final de engorda dos animais</strong>, pouco antes do abate. Isso ocorre quando os animais passam pela <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/recria-intensiva-a-pasto-rip-o-que-e-e-como-aplicar/" target="_blank" rel="noopener">recria</a></strong> e são enviados como boi magro para a terminação.</p>
<p>Durante esse período, é essencial promover um ganho de peso satisfatório e garantir a qualidade da carne e utilizar os recursos disponíveis de forma eficiente.</p>
<p>Especialistas recomendam um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">manejo nutricional</a></strong> adequado, incluindo dieta balanceada e suplementos concentrados.</p>
<p>O monitoramento da condição corporal dos animais é fundamental para garantir que estejam ganhando peso esperado, ajustando a alimentação conforme necessário. Além disso, o controle sanitário rigoroso é essencial para prevenir doenças e garantir o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar dos animais</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27962 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1.jpg" alt="Gado de corte em um sistema de terminação intensiva a pasto" width="800" height="600" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1.jpg 800w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto1-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Foto: Fernanda Lazzarini Fernandes &#8211; Rehagro</span></p>
<h2>Como implementar a terminação intensiva a pasto?</h2>
<p>Implementar a terminação intensiva a pasto requer um planejamento cuidadoso e a consideração de vários aspectos. Inicialmente, <strong>é essencial avaliar a capacidade da propriedade em termos de área de pastagem, infraestrutura e recursos disponíveis</strong>.</p>
<p>É necessário planejar a distribuição dos piquetes de pastagem e estabelecer <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">um sistema de rotação eficiente</a></strong> para maximizar o uso da área e a manutenção adequada das pastagens.</p>
<p>Em relação ao manejo nutricional, é crucial desenvolver uma dieta balanceada que atenda às necessidades dos animais durante a fase de terminação, vamos aprofundar mais nesse assunto no próximo tópico.</p>
<p>Além disso, o monitoramento regular do peso e da condição corporal dos animais é fundamental para garantir um ganho médio diário (GMD) adequado e ajustar a dieta conforme necessário.</p>
<p>No aspecto sanitário, um programa de controle eficaz deve ser implementado, incluindo vacinações, controle de parasitas e monitoramento da saúde dos animais. Manter registros detalhados de saúde e desempenho dos animais é essencial para identificar e lidar prontamente com problemas de saúde que possam surgir.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>A dieta na TIP</h3>
<p>Animais em terminação apresentam maior exigência energética em suas dietas para garantir boa deposição de gordura na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/" target="_blank" rel="noopener">carcaça</a></strong>.</p>
<p>Animais criados exclusivamente a pasto, mesmo que em pastagens bem manejadas e com bom valor nutricional, demoram para colocar acabamento na carcaça, por esse motivo a inclusão de alimentos concentrados energéticos na dieta é fundamental para o sucesso da terminação.</p>
<p>A quantidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplemento</a></strong> fornecido depende de uma série de fatores, como disponibilidade de pasto, raça, sexo dos animas dentre outros. Sistemas de terminação intensiva a pasto, trabalham normalmente com fornecimento igual ou superior ao consumo de 1% do PV de ração concentrada, podendo chegar até 2% do PV dos animais, em suplementação. A escolha do suplemento e o ajuste da ração é fundamental para o sucesso da engorda dos animais.</p>
<p><strong>O pasto representa um importante papel na dieta dos animais</strong>, sendo a fonte de fibra que os animais necessitam para garantir saúde ruminal e consequentemente bons desempenhos acompanhados de altos volumes de suplementação.</p>
<p>O fato dos animais consumirem volumoso sob demanda, coletando a forragem diretamente no pasto, leva à uma situação importante onde o rendimento de carcaça dos animais abatidos na TIP é superior ao rendimento de carcaça dos animais abatidos em confinamento.</p>
<h2>Estrutura da terminação intensiva a pasto</h2>
<p>A estrutura da fazenda para a realização da TIP é um ponto de grande importância e atenção por parte do pecuarista.</p>
<p>Animais consumindo suplementação de alto consumo necessitam de espaçamento de cocho mínimo de 40 cm, para animais em engorda, além de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener">bebedouro com água de qualidade</a></strong> e em abundância.</p>
<p>Outro ponto a ser avaliado é a capacidade da propriedade em distribuir a dieta no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/" target="_blank" rel="noopener">cocho</a></strong> para os animais, a distância entre os módulos de terminação e a fábrica de ração, o acesso aos módulos e o vagão para distribuição da dieta bem como a própria fábrica de ração devem ser avaliados e dimensionados de tal forma a não comprometer a operação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-27964" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1.jpg" alt="Gado de corte em terminação intensiva a pasto" width="1024" height="768" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-768x576.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-740x555.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/terminacao-intensiva-a-pasto-1-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Foto: Paulo Eugênio</span></p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Os benefícios da implementação da terminação intensiva a pasto incluem a eficiência no uso de recursos naturais, a redução dos custos de produção e a produção de carne de melhor qualidade.</p>
<p>No entanto, os desafios podem incluir a necessidade de investimento inicial em infraestrutura e manejo, além da atenção constante ao manejo nutricional e sanitário dos animais. Um planejamento cuidadoso e a dedicação à gestão são essenciais para superar esses desafios e garantir o sucesso da terminação intensiva a pasto.</p>
<p>A Terminação Intensiva de Bovinos a pasto, quando bem estruturada, pode ser uma excelente alternativa para o produtor que não pode investir em um confinamento.</p>
<h2 data-start="125" data-end="202">Aprimore sua gestão e leve a terminação intensiva a pasto para outro nível</h2>
<p data-start="204" data-end="465">A Terminação Intensiva a Pasto (TIP) é uma estratégia poderosa para acelerar o ganho de peso e aumentar a rentabilidade por área — mas, para alcançar resultados consistentes, é essencial ir além da técnica e dominar também a gestão da pecuária como um todo.</p>
<p data-start="467" data-end="819">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende com especialistas que atuam no campo, lidando com os mesmos desafios que você. São conteúdos práticos sobre planejamento, análise de custos, tomada de decisão, gestão de pessoas e muito mais — tudo voltado para transformar a sua propriedade em um negócio mais eficiente e lucrativo.</p>
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		<title>Creep-feeding e creep-grazing: como funcionam as suplementações de bezerros?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/creep-feeding-e-creep-grazing-como-funcionam-as-suplementacoes-de-bezerros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2022 13:00:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[creep-feeding]]></category>
		<category><![CDATA[creep-grazing]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fase inicial do processo de produção de gado de corte é fundamental para o desempenho dos animais ao longo da vida e, consequentemente, para a rentabilidade do negócio. Potencializar essa fase e acelerar o processo pode ser alcançado com a utilização de estratégias e ferramentas, como o creep-feeding e o creep-grazing.  O produtor busca [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A fase inicial do processo de produção de gado de corte é fundamental para o desempenho dos animais ao longo da vida e, consequentemente, para a rentabilidade do negócio. Potencializar essa fase e acelerar o processo pode ser alcançado com a utilização de estratégias e ferramentas, como o <strong><em>creep-feeding</em> e o <em>creep-grazing</em>. </strong></p>
<p>O produtor busca pela harmonia perfeita entre cria, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/recria-intensiva-a-pasto-rip-o-que-e-e-como-aplicar/">recria</a></strong> e engorda, pois são fatores determinantes para maior eficiência produtiva de um sistema de produção.</p>
<p>Com isso, o peso dos bezerros na desmama é fundamental para a redução da idade ao abate e a melhoria na taxa de desfrute das propriedades.</p>
<p>Entre o nascimento e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/">desmama</a></strong>, há a etapa da vida do animal onde se apresentam as melhores taxas de ganho de peso, alcançando, em apenas sete meses, aproximadamente de 25 a 35% do peso final do abate.</p>
<p>O leite proporciona nutrientes imprescindíveis e de grande relevância para o desempenho da cria, sob uma forma simples e de fácil absorção, de maneira a suprir as exigências relativamente altas nesta fase. Até certo momento, quanto mais leite o bezerro recebe da matriz, mais rápido e mais saudável ele cresce.</p>
<p>A relação entre esses dois fatores (produção leiteira da mãe e ganho de peso da cria), no entanto, diminui bastante de intensidade depois de 16 semanas. Esperar, por conseguinte, que a partir da idade de três a quatro meses, boa parte dos nutrientes indispensáveis aos bezerros de corte se origina de outras fontes que não somente do leite materno.</p>
<p>Para suprir as possíveis deficiências nutricionais e potencializar os ganhos dos animais nessa etapa da vida, <strong>determinadas formas de suplementação de bezerros foram desenvolvidas.</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é o <em>Creep-feeding</em>?</h2>
<p>O <strong><em>creep-feeding</em> ou cocho privativo</strong>, é uma forma de suplementação com ração balanceada no cocho, dentro de uma área cercada, com acesso exclusivamente ao bezerro. O objetivo é suplementar a cria sem apartar da mãe.</p>
<p>Ainda que haja indicativos da melhoria na eficiência reprodutiva da vaca, o <em>creep-feeding</em> favorece principalmente ao bezerro, tendo como finalidade o aumento do peso a desmama, bem como habituá-lo à suplementação no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/">cocho</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14027 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding.jpg" alt="Creep-feeding" width="594" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding.jpg 594w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding-300x172.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding-370x212.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding-270x155.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-feeding-150x86.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 594px) 100vw, 594px" /></p>
<p>Para que a suplementação alcance êxito, irá depender do consumo dos bezerros. Dessa forma, determinadas práticas de manejo podem ser ressaltadas, primeiramente, quando se usa o sistema de cocho privativo:</p>
<ul>
<li>Reunir às crias alguns bezerros mais velhos que já conhecem o sistema, servindo como exemplo;</li>
<li><strong>Espalhar ração do lado de fora do cercado</strong>, de maneira que as vacas possam treinar suas crias a comer;</li>
<li><strong>Permitir o acesso ao cocho</strong>, tanto das vacas quanto dos bezerros, durante alguns dias.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O que é o <em>Creep-grazing</em>?</h2>
<p>O <strong><em>creep-grazing</em> ou pasto privativo</strong>, ainda pouco aproveitado no Brasil, é o método que consiste em permanecer os bezerros juntos às suas mães e têm acesso exclusivo a um piquete formado com forrageiras de alto valor nutritivo, pequeno porte e alta densidade, como aveia, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastagens-de-tifton/">tifton</a></strong>, milheto etc.</p>
<p>As instalações (exigências são parecidas às do <em>creep-feeding</em>), são proporcionais ao número de bezerros e à produção de matéria seca da forrageira escolhida pelo tamanho do piquete.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14028 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-grazing.jpg" alt="Creep-grazing" width="336" height="357" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-grazing.jpg 336w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-grazing-282x300.jpg 282w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-grazing-270x287.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/07/creep-grazing-150x159.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px" /></p>
<h2>Outras alternativas de suplementação de bezerros</h2>
<p>Além dessas duas formas de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-de-bezerros/">suplementação de bezerros</a></strong>, pode ser utilizada a <strong>desmama precoce</strong>, uma vez que essa permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e manifestem o cio.</p>
<p>Para a maior eficiência do sistema, porém, é preciso que esta prática ocorra dentro da estação de monta, possibilitando uma nova concepção imediata.</p>
<p>Esta estratégia pode ser utilizada para descartar as fêmeas que não reconceberam ao final da estação de monta, sem que elas fiquem por muito tempo na propriedade ocupando espaço de outra mais produtiva.</p>
<p>Para isso, os bezerros entre 90-120 dias de idade são desmamados e colocados em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">pastagens adequadas</a></strong>, bem afastados das mães. O pasto apropriado para desmama deve ser formado com forrageiras, correspondendo aos requisitos do <em>creep-grazing</em> (alto valor nutritivo, alta densidade, palatabilidade e baixo porte).</p>
<p>Além do pasto, é aconselhado <strong>suplementar os bezerros com uma ração concentrada</strong> &#8211; a mesma do <em>creep-feeding</em> &#8211; até 6-7 meses, idade correspondente à desmama tradicional, pois as crias têm a capacidade de retirar do concentrado a energia suficiente que encontrariam com o leite.</p>
<p>É esperado que os bezerros consumam de 200 – 400g/cab/dia. Com o passar do tempo, eles somam gradativamente a ingestão, chegando a atingir, na fase final, 2 – 2,5 kg/cab/dia. Pode-se ofertar a quantidade de 1% do peso vivo médio de cada lote, para cada animal por dia, durante o período de 3 a 4 meses.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Característica do suplemento no <em>creep</em></h2>
<p>A suplementação utilizada, no creep, por exemplo, deve receber a devida atenção no momento da formulação, contendo em média, de <strong>18 a 20% de proteína. </strong></p>
<p>Em alguns casos, é interessante a utilização de produtos palatabilizantes na suplementação para fomentar e aumentar o consumo por parte dos bezerros.</p>
<p>Outro ponto de importância para o sistema como um todo é a possibilidade de fornecer aos animais nessa fase da vida, aditivos na suplementação, como salinomicina, monensina dentre outros. Estes, atuam como coccidiostáticos, no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coccidiose-bovina/" target="_blank" rel="noopener">controle da coccidiose</a></strong>, o que apresenta grande importância para a fase de grande acometimento da eimeriose.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="CREEP-FEEDING: O SEGREDO PARA BEZERROS MAIS SAUDÁVEIS | Por Dentro do Ensino - Corte" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/9Q2bnApDfk4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Considerações sobre <em>creep-feeding</em> e <em>creep-grazing</em></h2>
<p>Em um sistema de produção de bovinos de corte, a taxa de desmama e a quantidade de kg de bezerro desmamado/vaca/ano influenciam diretamente a eficiência do processo de criação.</p>
<p>A capacidade e a melhoria desse indicador está diretamente relacionado ao nível de intensificação da propriedade, quanto maior a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao-e-a-capacidade-de-suporte/" target="_blank" rel="noopener">taxa de lotação</a></strong> da propriedade, maior a eficiência nos manejos reprodutivos e sanitários com as matrizes e suas crias, e o peso de desmama influenciam diretamente nesse indicador de tamanha importância para propriedades de cria.</p>
<p>A suplementação, ainda que na fase de aleitamento, evidencia ser uma importante ferramenta complementar nos projetos que visam níveis altos de produtividade.</p>
<p>Quanto mais pesado desmamar o bezerro, menor será seu tempo no sistema até o abate, reduzindo seu custo de permanência na propriedade ou maior será seu valor de venda e mais rápido as fêmeas são destinadas à reposição. Além disso, permite que as matrizes recuperem seu estado corporal e retome a ciclicidade mais rápido.</p>
<p>Para o produtor é indispensável saber os custos do sistema e devem ser levados em consideração os custos com ração/bezerro.</p>
<p>É essencial, no entanto, observar se um bezerro bem nutrido, durante o primeiro ano de vida, é capaz de suportar maiores estresses climáticos e/ou orgânicos e, consequentemente, te restituir um boi mais pesado no futuro, mostrando mais importante o fechamento econômico da operação.</p>
<h2>Suplementação eficiente começa com pasto bem manejado e estratégia nutricional</h2>
<p data-start="296" data-end="558">Técnicas como creep feeding e creep grazing são poderosas para acelerar o ganho de peso dos bezerros, mas só entregam resultado quando fazem parte de um plano nutricional bem estruturado, com pastagens manejadas de forma estratégica e decisões baseadas em dados.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Suplementação a pasto do gado de corte: como aumentar a rentabilidade?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2022 17:51:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pastagem]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Do ponto de vista econômico, as tecnologias devem estar enquadradas no sistema produtivo de forma a elevar sua lucratividade. Toda nova técnica apresenta um custo adicional por unidade produzida, e quando bem aplicada dilui gastos com serviços administrativos e jurídicos, impostos, depreciações de máquinas e equipamentos, aumentando a lucratividade da empresa. A suplementação com energia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Do ponto de vista econômico, as tecnologias devem estar enquadradas no sistema produtivo de forma a elevar sua lucratividade.</p>
<p>Toda nova técnica apresenta um custo adicional por unidade produzida, e quando bem aplicada dilui gastos com serviços administrativos e jurídicos, impostos, depreciações de máquinas e equipamentos, aumentando a lucratividade da empresa.</p>
<p>A <strong>suplementação com energia e/ou proteína na produção de gado de corte</strong> pode ser estabelecida de acordo com o valor nutritivo da forragem, intimamente ligado à estratégia de manejo do pasto.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Desempenho do gado de corte a pasto</h2>
<p>É importante destacar que o desempenho do gado de corte a pasto é limitado especialmente pela ingestão de nutrientes, determinada pela composição bromatológica e pelo <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/consumo-de-bovinos-a-pasto/" target="_blank" rel="noopener">consumo de forragem feito pelo animal</a></strong>.</p>
<p>Pesquisadores mostram que animais mantidos em pastagens tropicais durante a seca, com baixos teores proteicos e energéticos, recebendo apenas suplementação mineral, normalmente apresentam perda de peso durante esse período.</p>
<p>Nesse caso, o baixo teor de proteína na forragem limita a fermentação ruminal, a degradação da fração fibrosa do alimento e a ingestão de forragem.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4803 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/suplementacao-a-pasto.jpg" alt="Suplementação a pasto" width="603" height="295" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/suplementacao-a-pasto.jpg 603w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/suplementacao-a-pasto-300x147.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/suplementacao-a-pasto-370x181.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/suplementacao-a-pasto-270x132.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 603px) 100vw, 603px" /></p>
<p><strong>O consumo de forragem de animais em pastagens é um processo complexo</strong>, afetado por diversos fatores, alguns relacionados ao animal em si, como sexo, peso e composição corporal, nível de produção e potencial genético e fatores relacionados à pastagem, como a disponibilidade de forragem, a estrutura do pasto, a composição bromatológica da forragem e, finalmente, a suplementação ou não com alimentos concentrados.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Animais mantidos exclusivamente em pastagens tropicais durante o período quente e chuvoso do ano apresentaram ganho de peso diário entre 0,500 e 0,890 kg cab-1, com médio ao redor de 0,700 kg cab-1, segundo uma pesquisa de Ramalho, em 2006 e Santos e colaboradores em 2007.</span></p>
<p>Dessa maneira, mesmo na estação chuvosa, com forragens apresentando maior qualidade quando comparada ao período seco do ano, os animais não conseguem expressar todo o potencial genético.</p>
<p>Muitas vezes, esse potencial é limitado pela falta de energia, e, também, por proteína, quando em pastagens mais pobres. A suplementação com concentrado pode constituir-se em ferramenta auxiliar para:</p>
<ul>
<li>Melhorar o desempenho individual dos animais;</li>
<li>Aumentar a <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao-e-a-capacidade-de-suporte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>taxa de lotação</strong></a> dos pastos;</li>
<li>Aumentar a produção total de carne por unidade de área;</li>
<li>Melhorar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/" target="_blank" rel="noopener">qualidade da carcaça obtida</a></strong>;</li>
<li>Favorecer a preparação dos animais que serão terminados em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/" target="_blank" rel="noopener">confinamento</a></strong>, além de encurtar o período do mesmo.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Suplementação como ferramenta para a melhor utilização das forragens</h2>
<p>Adotando a <strong>suplementação</strong> como ferramenta para a melhor utilização das forragens, pode-se manipular a dieta através de dois mecanismos: aumentando a taxa de digestão ruminal e/ou acelerando a taxa de passagem de componentes indigestíveis.</p>
<p>Porém, adequar níveis de proteína e energia que propicie maior crescimento microbiano e maior utilização da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra</a></strong> é um grande desafio. Desafio este, que aumenta quando pensamos nas interações entre suplemento e forragem, dependente da quantidade e qualidade de forragem, quantidade e tipo de suplemento oferecido.</p>
<p>Em sistemas de produção já estabelecidos, a suplementação surge como uma ferramenta de auxílio às <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" target="_blank" rel="noopener">pastagens</a></strong>, visando produções compatíveis com a capacidade genética dos animais.</p>
<p>No entanto, é importante se atentar às estratégias compatíveis e adequadas para cada categoria animal, época e sistema, a fim de que não comprometa a eficiência econômica da propriedade. Uma alternativa para diminuir os custos adicionais com suplementação é a <strong>utilização de suplementos de baixo consumo</strong>.</p>
<p>Em uma pesquisa, novilhos Nelores foram suplementados com 1,5g/kg PV e o resultado foi melhor do que o obtido com animais suplementados apenas com sal mineral. Isso se deve ao fato de que nem sempre maiores resultados biológicos significam maiores respostas econômicas.</p>
<p>Ao avaliar o efeito da suplementação com sal mineral ou suplemento proteico, na época das águas, fornecido na quantidade de 1g/kg de peso corporal, estudiosos observaram diferença estatística nos ganhos médios diários, 0,630 e 0,812 kg/dia nos animais dos tratamentos com sal mineral e suplemento proteico, respectivamente.</p>
<p>Em outro estudo, foi testado o efeito da suplementação com mistura proteica energética fornecido na quantidade de 6g/kg PC contra um grupo controle e obteve-se resultados superiores nos animais que receberam suplementação (1,06 contra 0,77 kg/animal/dia).</p>
<p>As respostas à suplementação são maiores na época seca do ano, sendo principalmente devido a incrementos de 45 a 65% na taxa de degradação da fibra em detergente neutro potencialmente degradável da forragem de baixa qualidade, quando emprega-se suplementação exclusiva com compostos nitrogenados.</p>
<p>Assim, para manejar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">nutrição dos animais de corte</a></strong> mantidos a pasto é importante conhecer a dinâmica do manejo das forragens, se atentar a qualidade e quantidade da forragem ofertada, e a interação com a quantidade e tipo de suplemento fornecido, de acordo com diferentes épocas do ano e <a href="https://rehagro.com.br/blog/planejando-e-executando-estrategias-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>metas a serem alcançadas</strong></a>.</p>
<h2>Mais produtividade por hectare, mais eficiência no rebanho</h2>
<p>A pecuária moderna exige eficiência: produzir mais arrobas em menos tempo e com menor custo. Isso só é possível com pastagens bem manejadas e um plano nutricional estratégico.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão da Nutrição e Pastagens</a></strong>, você aprende a corrigir falhas no manejo, equilibrar a dieta dos animais e aplicar tecnologias acessíveis que aumentam a eficiência da fazenda e aceleram o retorno financeiro.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>E-book Misturadores e qualidade de mistura para rações</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/misturadores-e-qualidade-de-mistura-para-racoes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2021 17:19:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[dieta]]></category>
		<category><![CDATA[e-book]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desempenho aquém do esperado e aumento na incidência de desordens metabólicas, mesmo em dietas bem formuladas, são alguns dos problemas observados quando os animais conseguem selecionar e ingerir apenas alguns alimentos específicos da dieta, deixando outros de lado. Isso ocorre quando sua mistura não é realizada corretamente, o que pode ser evitado pelo uso dos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desempenho aquém do esperado e aumento na incidência de desordens metabólicas, mesmo em dietas bem formuladas, são alguns dos problemas observados quando os animais conseguem selecionar e ingerir apenas alguns alimentos específicos da dieta, deixando outros de lado.</p>
<p>Isso ocorre quando sua mistura não é realizada corretamente, o que pode ser evitado pelo uso dos <strong>misturadores</strong>.</p>
<p>Os misturadores são uma parte importante da produção de ração para os bovinos. Eles ajudam a garantir que os bovinos de corte recebam uma dieta equilibrada, o que os ajuda a crescer e se desenvolver saudáveis.</p>
<p>Existem diversos <strong>modelos e tipos de sistemas de mistura</strong> no mercado, cada um com sua especificidade.</p>
<p>Neste e-book, você irá entender os benefícios e gargalos de cada um deles. Também verá o passo a passo para garantir a qualidade de mistura para rações, obtendo eficiência máxima no processo.</p>
<p>Clique aqui abaixo e acesse agora mesmo o seu <strong>E-book Misturadores e qualidade de mistura para rações</strong> e boa leitura!</p>
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		<title>Coprodutos do algodão para alimentação do gado de corte: saiba quais são</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2020 13:30:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A indústria do gado de corte passa por um momento de grande transformação. Ao longo das últimas décadas, o que se viu foi uma mudança significativa em todas as pontas da cadeia produtiva. Essa mudança é constante e busca o aumento da produtividade e a otimização dos recursos disponibilizados para a pecuária. Dentre os aspectos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria do gado de corte passa por um momento de grande transformação. Ao longo das últimas décadas, o que se viu foi uma mudança significativa em todas as pontas da cadeia produtiva.</p>
<p>Essa mudança é constante e busca o aumento da produtividade e a otimização dos recursos disponibilizados para a pecuária.</p>
<p>Dentre os aspectos importantes dessa mudança, está a associação de duas importantes frentes produtivas do agronegócio: lavoura e pecuária.</p>
<p>Essa associação se passa desde sistemas altamente integrados, como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-integracao-lavoura-pecuaria/">sistemas de Integração Lavoura Pecuária (ILP)</a></strong>, e também ao aproveitamento de insumos e recursos advindos da outra atividade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Principais coprodutos do algodão na alimentação do gado de corte</h2>
<p>A pecuária se beneficia de produtos e coprodutos advindos da agricultura. A lavoura também se favorece com a utilização de produtos oriundos da pecuária, por exemplo, na utilização de adubos orgânicos.</p>
<p>A utilização desses subprodutos ou coprodutos do se associa perfeitamente com o aumento da busca pela intensificação dos sistemas de produção da atividade pecuária. Pecuaristas utilizam cada vez mais de ferramentas como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/" target="_blank" rel="noopener">confinamento</a></strong>, sequestro de recria, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semiconfinamento-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">semiconfinamento</a></strong>, dentre outras alternativas, onde a dieta dos animais é fornecida no cocho.</p>
<p>A utilização dos coprodutos, contribui também em uma frente importante para o agronegócio como um todo. “Reaproveitar” esses insumos, implica, consequentemente, em menores desperdícios e a maximização na utilização de insumos é de extrema valia para a “pegada” ambiental.</p>
<p><strong>Um aspecto importante a se destacar, em relação aos coprodutos do algodão, está ligado ao preço desses insumos</strong>. Geralmente, são insumos relativamente baratos, o que torna a composição dos nutrientes neles presentes de baixo custo.</p>
<p>Entretanto, comumente observa-se que a utilização desses insumos é regionalizada, principalmente pela questão que se tange ao frete. O valor acaba impactando no custo final da tonelada, tornando então a utilização da maioria dos coprodutos regionalizada.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Caroço de algodão</h3>
<p>O caroço de algodão é um alimento proteico-energético e de alto valor nutritivo, rico em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra</a></strong>, proteína e energia. Os níveis de energia presentes no caroço são provenientes principalmente da grande quantidade de óleo presente no caroço com extrato etéreo (EE) em média de 20% da MS (matéria seca).</p>
<p>É justamente essa característica que limita a utilização de grandes quantidades do caroço na dieta, sendo recomendados quantidades em torno de 15% da matéria seca da dieta, dependendo do teor de EE da dieta final.</p>
<p>Volumes muito superiores a esses adicionados sem critério na dieta, podem se transformar em um problema, tendo em vista que altos níveis de óleos insaturados no rúmen, causam distúrbios na fermentação ruminal pela morte de bactérias ruminais, redução na degradação da fibra e redução no consumo. Esses são os principais efeitos que observamos quando o valor é superior a 8% EE na dieta (% MS), resultando em queda no desempenho.</p>
<p>Outros dois pontos podem ser limitantes à utilização do <strong>caroço de algodão</strong> de forma descriteriosa: a grande impressão da interferência do caroço de algodão no aroma e sabor da carne de animais <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">suplementados</a></strong> com altas concentrações de caroço, sugere que em programas de produção de <strong>carne gourmet</strong>, não se utilize ou se utilize com bastante cautela o <strong>caroço de algodão.</strong></p>
<p>Embora ainda contraditório na literatura, muitos frigoríficos recusam animais alimentados com esse insumo para exportação para mercados específicos.</p>
<p>Além disso, o caroço de algodão apresenta em sua composição um composto fenólico chamado gossipol, esse composto tem efeito que pode prejudicar o desempenho reprodutivo dos machos, sendo prejudicial também para os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-de-bezerros/" target="_blank" rel="noopener">bezerros</a></strong>.</p>
<p>Seguindo com as características bromatológicas importantes do caroço de algodão, ele apresenta em sua composição de 44 a 50% de FDN (fibra detergente neutro), 27% de celulose, 10% de hemicelulose e de 13 a 15% de lignina. Essas características tornam o caroço um alimento de alto teor de fibra, tornando-o uma excelente alternativa para dietas de alto concentrado.</p>
<p>Adicionalmente a essas características, seu tamanho e presença do flinter é capaz de promover ruminação. Por isso, muitos nutricionistas utilizam esse benefício para reduzir a quantidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">volumoso</a></strong> em dietas de terminação, sem comprometer a saúde ruminal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10991" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2.jpg" alt="Caroço de algodão" width="500" height="375" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-2-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Caroço de algodão. Fonte: Arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.</span></span></p>
<h3>Torta de algodão</h3>
<p>Além do caroço de algodão, um importante coproduto obtido da produção de algodão é a torta de algodão. A torta é obtida no processo de prensagem do caroço para a retirada do óleo, também apresenta alta fibra e pode ser utilizada em dietas com alta inclusão de concentrado.</p>
<p>Entretanto, não apresenta bons níveis de energia como o caroço, se tornando um alimento proteico. Mas existem no geral, duas formas disponibilidades no mercado: a torta gorda contendo 5% de óleo e a torta magra que, em contrapartida, apresenta menos de 2% de óleo em sua composição.</p>
<p>A torta apresenta em média 27% de PB (proteína bruta) em sua composição bromatológica, baixo teor de proteína degradável no rúmen (PDR) e como característica, também bom teor de potássio.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10992" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-3.jpg" alt="Torta de algodão" width="500" height="281" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-3.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-3-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-3-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-3-270x152.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Torta de algodão. Fonte: arquivo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador da equipe de Consultoria Corte Rehagro.</span></span></p>
<h3>Farelo de algodão</h3>
<p>O farelo de algodão é obtido além do processo de prensagem, quando são utilizados produtos químicos (solventes) na extração do óleo do caroço, e possui quantidade relativamente superior de proteína em relação à torta.</p>
<p>Ele tem uma desvantagem perante aos outros produtos, pela grande diferença de níveis de proteína e outros nutrientes, de acordo com a forma que é processada e pela adição ou não de casca. Por isso, é preciso ficar atento à análise bromatológica desse insumo.</p>
<p>Temos diferentes tipos de farelo disponíveis no mercado. O farelo mais comumente indicado ao consumo de bovinos é rico em casca, contendo 25 a 36% de PB. O farelo de algodão também é uma grande alternativa, mas é sempre interessante comparar o preço da proteína com outros insumos que possuem maior teor proteico em sua composição, por exemplo, o farelo de soja.</p>
<h3>Capulho de algodão</h3>
<p>Quando se existe a possibilidade de um alimento com custo relativamente baixo de MS, o capulho de algodão ganha ainda mais destaque.</p>
<p>Obtido no momento da extração do algodão, o capulho apresenta características principais, voltadas mais para proporcionar fibra efetiva na dieta do que por suas características nutricionais. Isso principalmente quando avaliamos os baixos valores de EE e NDT e altos valores de FDNfe.</p>
<p>Com dietas cada dia mais energéticas, a necessidade e a busca por alimentos com fibra efetiva ganha um espaço considerável.</p>
<p>Esse insumo, quando utilizado como a única fonte de volumoso na dieta, é aconselhável a adição de água para ajustar a MS da dieta e evitar que deprecie o consumo do animal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10993 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-4.jpg" alt="Capulho de algodão" width="270" height="360" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-4.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-4-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Capulho de algodão. Fonte: arquivo pessoal de Paulo Eugênio, coordenador da equipe de Consultoria Corte Rehagro.</span></span></p>
<h3>Casca do caroço de algodão</h3>
<p>Um coproduto, também rico em fibra que pode ser utilizado na dieta de ruminantes, é a casca do caroço de algodão. Contendo em torno de 3 a 8% de línter é um alimento de boa palatabilidade e de fácil mistura, inclusive com outros coprodutos como a torta.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10994 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/05/coprodutos-do-algodao-5.jpg" alt="Casca de caroço de algodão" width="215" height="285" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Casca do caroço de algodão. Fonte: arquivo pessoal de Dra. Andrea Mobiglia, consultora e coordenadora de ensino da Pecuária de Corte do Rehagro.</span></span></p>
<p style="text-align: left;">Independente do insumo que você optar, é sempre recomendado avaliar o custo-benefício de sua aquisição. <span style="font-weight: 400;">Devemos avaliar: </span></p>
<ul>
<li>Opções na região;</li>
<li>Local adequado de armazenamento para garantir sua qualidade;</li>
<li>Análise bromatológica do insumo.</li>
</ul>
<p>Por serem coprodutos do algodão, os valores nutricionais podem alterar consideravelmente, afetando a composição final da dieta e, consequentemente, nos resultados de desempenho.</p>
<h2 data-start="212" data-end="287">Aproveite melhor os recursos da fazenda e transforme coprodutos em lucro</h2>
<p data-start="289" data-end="575">Coprodutos do algodão, como caroço e torta, podem ser aliados poderosos na nutrição do gado de corte, desde que utilizados com planejamento e equilíbrio. Saber quando, quanto e como incluir esses ingredientes na dieta é o que garante desempenho no cocho e economia no custo por arroba.</p>
<p data-start="577" data-end="904">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso de Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar estratégias nutricionais com controle de custos, planejamento forrageiro e gestão eficiente da produção. Com aulas online, linguagem prática e foco total na realidade da fazenda, o curso prepara você para tomar decisões mais técnicas e lucrativas.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Suplementação para bovinos de corte: importância e utilização</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2018 15:57:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A produção de bovinos no Brasil é predominantemente baseada na utilização de pasto, sendo a fonte mais econômica de nutrientes para os ruminantes nos trópicos. A estacionalidade de produção das forrageiras tropicais devido ao impacto das condições climática é uma realidade na produção de bovinos a pasto, que prejudicam a produção das pastagens no inverno. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A produção de bovinos no Brasil é predominantemente <strong>baseada na utilização de pasto</strong>, sendo a fonte mais econômica de nutrientes para os ruminantes nos trópicos.</p>
<p>A estacionalidade de produção das forrageiras tropicais devido ao impacto das condições climática é uma realidade na <strong>produção de bovinos a pasto</strong>, que prejudicam a produção das pastagens no inverno.</p>
<p>Esses períodos, também conhecidos por época de seca, são caracterizados pela redução de incidência de luz solar, temperatura e pluviosidade, podendo um ou mais desses fatores serem mais ou menos predominantes em cada região.</p>
<p>Os fatores supracitados interferem no crescimento das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brachiaria-principais-especies/">forrageiras</a></strong>, diferenciando-o da época do verão.</p>
<p>Nos períodos de seca, há uma redução nos nutrientes das plantas, principalmente de proteínas e minerais com o avanço do processo de maturação das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/">pastagens</a></strong>. Nesse cenário, um plano nutricional com a utilização de suplementos para o gado torna-se fundamental ganhos satisfatórios.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<p>Embora as pastagens das águas não sejam consideradas deficientes em proteínas, a exigência do animal pode superar esses valores, o que resulta em ganhos de peso obtidos nestas condições aquém do observado quando uma estratégia de suplementação adequada é adotada.</p>
<p>Desta forma, a curva de crescimento animal fica comprometida, aumentando a idade ao abate e/ou ao primeiro parto, dependendo da categoria animal que a fazenda trabalha.</p>
<p>Contudo, variações quantitativas e qualitativas de forragens ao longo do ano comprometem os índices produtivos, afetando na produção por animal e por área.</p>
<p>Diante disso, <strong>torna-se importante avaliar a utilização dos suplementos e concentrados</strong>, já que para um ganho de peso satisfatório temos que ajustar as deficiências das pastagens e intensificar o sistema de produção para maximizar a lucratividade da propriedade.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Importância da suplementação para bovinos de corte</h2>
<p>Quando a oferta de pastagem, quantitativa e qualitativamente, não é suficiente para suprir as exigências nutricionais e atender as necessidades para o desempenho esperado, se faz necessário a utilização de suplementos e um plano nutricional adequado para o gado ao longo do período.</p>
<p>A suplementação surge como aliada para maximizar a produção animal individual e aumentar a produção por área. Quando feita de forma correta, suprindo as exigências básicas dos animais, os resultados serão sempre positivos.</p>
<p>A qualidade da pastagem ofertada aos nossos animais, é de suma importância e terá grande influência na produção. Por isso, <strong>o manejo correto das pastagens e do pastejo</strong>, nas águas e nos períodos das secas, <strong>é uma prática que deve ser implementada na propriedade</strong>, quando visamos uma produção lucrativa.</p>
<p>Um manejo de pastagem bem feito associado ao bom planejamento nutricional, garante a expressão máxima do potencial produtivo dos animais, reduzindo inclusive custos com suplementação e em outras frentes dentro da propriedade, como nos custos operacionais.</p>
<p>Vale ressaltar que as forragens representam cerca de 70 a 95% da dieta do animal, dependendo da suplementação adotada, em um sistema de criação a pasto.</p>
<p>Portanto, a suplementação maximiza resultados e evita perdas de peso em épocas desafiadoras, porém, ela não corrige a deficiência e inadequado manejo das pastagens.</p>
<p>Em resumo, a suplementação de animais em pastejo é uma ferramenta que nos permite corrigir dietas desbalanceadas, melhorando o ganho de peso vivo, a conversão alimentar, e por consequência, diminui os ciclos produtivos da pecuária de corte.</p>
<h2>Área de cocho</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O cocho é uma instalação rural viável e indispensável para a pecuária que permite a disponibilização correta dos suplementos para o gado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infelizmente, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-sabe-a-importancia-de-mexer-o-cocho/">a inspeção dos cochos</a></strong> nas propriedades é uma das práticas mais negligenciadas. Antes de representar custo, o cocho é uma solução eficaz para levar nutrientes aos animais de forma simples e barata.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11517" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3.jpg" alt="Cocho para o gado" width="500" height="479" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3.jpg 533w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3-300x288.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3-370x355.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3-270x259.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-3-313x300.jpg 313w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;">Técnico do Rehagro, Hugo Pereira, mensurando a dimensão dos cochos para avaliar o espaçamento de cocho. Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, técnico do Rehagro.</span></p>
<p>No manejo diário em fazendas, podemos identificar erros comuns para essas estruturas, como:</p>
<ul>
<li>Quantidade e dimensionamento inadequados;</li>
<li>Localização errada;</li>
<li>Cochos descobertos que permitem o suplemento sofrer alterações físico-químicas, desperdiçando a mistura e altera o padrão de consumo;</li>
<li>Formação de atoleiros ao redor do cocho, dificultando ou mesmo impedindo o acesso dos animais;</li>
<li>Falta de reposição adequada do suplemento.</li>
</ul>
<p>A quantidade e o tamanho dos cochos, devem estar diretamente relacionadas com o número de animais existentes no pasto, sendo que quanto maior o número de animais, maior a quantidade de metros de cochos, necessários para aquele rebanho.</p>
<p>Outros fatores a ser considerados são o tamanho dos pastos e a topografia da fazenda, que dependendo do caso (terrenos inclinados e acidentados) podem até dobrar ou triplicar a necessidade normal de cochos.</p>
<p>A necessidade de cocho é variável de acordo com a suplementação utilizada, de forma geral, quando maior e mais rápido for o consumo dos animais de determinado suplemento, maior será a exigência por espaçamento de cocho.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11519" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5.jpg" alt="Cocho com acesso aos dois lados" width="500" height="425" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5.jpg 565w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5-300x255.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5-370x314.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5-270x229.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-5-353x300.jpg 353w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;">Em cochos com acesso aos dois lados, os animais se posicionam intercalados e nunca cabeça com cabeça. Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, técnico do Rehagro. </span></p>
<h2>Importância da suplementação mineral</h2>
<p>A concentração de minerais nas plantas forrageiras é bastante variável, pois dependem do gênero, espécie e variedade; época do ano, do tipo de solo e suas condições.</p>
<p>Os minerais obtidos pelos ruminantes são em sua totalidade advindos da ingestão de alimentos, uma vez que os ruminantes não são capazes de sintetizar elementos minerais.</p>
<p>Os minerais estão envolvidos em quase todas as vias metabólicas do organismo animal e na fermentação ruminal, com funções importantes na performance reprodutiva, no crescimento, no metabolismo energético, na função imune entre outras tantas funções fisiológicas.</p>
<p>Diante disso, <strong>os requerimentos minerais não são apenas para a manutenção da vida, como também para o aumento da produtividade animal</strong>.</p>
<p>No Brasil, a deficiência mineral sofrida pelos animais ruminantes ainda é observada em fazendas, embora seja notório que este cenário venha melhorando devido a maior adoção da suplementação pelos gestores.</p>
<p>A suplementação mineral do rebanho deve ser feita de forma objetiva, considerando a sanidade, categoria, produtividade e aspectos econômicos. O consumo de suplemento mineral é de 0,025% PV, podendo ser maximizado quando adicionado milho para possibilitar a adição de aditivos alimentares, denomina-se “sal mineral aditivado”.</p>
<p>Algumas características para um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-mineral-para-bovinos-de-corte/">suplemento mineral</a></strong> completo aceitável para bovinos, são:</p>
<ol>
<li>Incluir sais minerais de alta qualidade que contenham as melhores formas biologicamente disponíveis de cada elemento mineral, e evitar a inclusão mínima de sais minerais contendo elementos tóxicos.</li>
<li>Ser suficientemente palatável para permitir o consumo adequado em relação às exigências da categoria animal que será suplementada.</li>
<li>Ser produzido por um fabricante idôneo com controle de qualidade, e garantias quanto aos valores de etiqueta.</li>
<li>Ter um tamanho de partícula aceitável, permitindo uma mistura adequada, sem partículas muito pequenas que acabam sendo perdidas.</li>
<li>Ser formulado para uma determinada área, nível de produtividade animal, ambiente (temperatura, umidade, etc.) na qual será utilizado, e ser tão econômico quanto possível.</li>
</ol>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Importância da suplementação proteica</h2>
<p>A suplementação proteica causa efeitos positivos associativos quando adicionada à dieta de forragem de baixa qualidade, principalmente na época seca do ano.</p>
<p>Produtos proteicos ureados, potencializam o ganho de peso de bovinos que consomem forragem de moderada a baixa qualidade por aumentar a ingestão e degradabilidade da forragem.</p>
<p>O consumo de um suplemento proteico é de 0,1% PV, o que é denominado também de suplemento de baixo consumo. Consumo de 0,3% PV é considerado suplementação proteico energética, já que requer maiores níveis de energia através da adição de insumos energéticos no suplemento.</p>
<p>Entretanto, <strong>a suplementação proteica na estação seca só é eficiente quando a forragem disponível não for limitante</strong>. Por exemplo, pastagens muito “passadas”, em que houve a formação de talos, a ingestão será limitada pela dificuldade de apreensão do alimento e tempo de pastejo do animal, o que a suplementação não conseguirá suprir o déficit na ingestão de matéria seca diário.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11518" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-4.jpg" alt="Cocho com distribuição uniforme do suplemento" width="500" height="666" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-4.jpg 607w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-4-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-4-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-4-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-size: 10pt;">Cocho com distribuição uniforme do suplemento. Fonte: Arquivo pessoal de Cristiano Rossoni, técnico do Rehagro.</span></p>
<p>Outro ponto importante para considerar na suplementação é a relação carboidratos e proteína da dieta. Aqui quando falamos dieta, estamos nos referindo à forragem e suplemento juntos.</p>
<p>O simples aumento dos teores proteicos do material ingerido não é uma garantia de maior suprimento intestinal de proteína por unidade de matéria seca ingerida, ou maior quantidade de proteína absorvida.</p>
<p>Tal eficiência no aproveitamento da fração proteica, depende da disponibilidade de energia para os microrganismos ruminais utilizarem a amônia oriunda da proteína degradada ou da ureia no rúmen.</p>
<p>Essa sincronia aumentará a produção de proteína microbiana, e esta sim será responsável pelo suprimento de aproximadamente 70% das exigências proteicas do animal.</p>
<p>Portanto, maximizar a produção de proteína microbiano é um dos grandes objetivos da suplementação proteica.</p>
<p>Desse modo, conseguimos entender a necessidade da adição de ureia no suplemento para o fornecimento “imediato” de amônia no rúmen para o crescimento microbiano.  Sempre que os teores proteicos das gramíneas estivem abaixo do valor mínimo de 7% de PB, se torna um fator limitante para atividade dos microrganismos do rúmen.</p>
<p>Exemplos de insumos proteicos:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Farelo de soja (48 a 50% de PB e 82% de NDT);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/coprodutos-da-industria-do-algodao-para-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">Farelo de algodão</a></strong> (38 a 41% de PB e 66 a 75% de NDT);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ureia (45% de N, PB tem 16% de N, logo, o equivalente de ureia é 281% Cada kg de ureia equivale a 2,81 kg de PB;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Outros: Farelo de amendoim, cevada, glúten de milho, etc.</li>
</ul>
<p>Destes insumos supracitados, a ureia é comumente citada pelos pecuaristas como estratégia de uso nas fazendas, ligada também a possibilidade de redução de custos da dieta, pela substituição parcial de fontes proteicas vegetais.</p>
<p>Os microrganismos ruminais conseguem transformar o nitrogênio vindo da ureia em um equivalente proteico de altíssima qualidade.</p>
<p>Apesar desta característica, é importante ressaltar que, a ureia é extremamente solúvel, em contato com o ambiente ruminal, é rapidamente degradada e transformada em amônia, o excesso de nitrogênio será transportado para o fígado, onde poderá sofrer uma reciclagem e voltar como ureia por via metabólica através da saliva, onde será aproveitado pelo animal, este processo demanda muita energia, o que levará a redução da disponibilidade da mesma para o animal.</p>
<p>A alta concentração de amônia no rúmen, irá fazer com que não ocorra um sincronismo entre as fermentações de carboidratos ocorre, portanto, uma redução da captura ruminal de nitrogênio  para a síntese de proteínas microbianas devido à falta de carboidratos no rúmen, levando a um quadro de intoxicação.</p>
<p>Casos de intoxicação por ureia são relatados por vários motivos, muitas vezes essa intoxicação esta diretamente ligada com a forma de distribuição da ureia para o animal. Essas intoxicações são mais relatadas quando ocorre o acúmulo de água no cocho, diluindo a ureia na água.</p>
<p>O bovino ao “beber essa sopa” ingeri níveis muito acima da capacidade utilização no rúmen, causando quadro de intoxicação. A ingestão diária máxima de ureia é de 40 g a cada 100 kg de PV.</p>
<p>É comum utilizarmos o sal ureado na época da seca, que nada mais é que o sal mineral mais a ureia, porém, alguns cuidados devem ser levados em consideração, como:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Cochos cobertos e inclinados, com furos para evitar o excesso de água;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Jamais fornecer ureia misturada em água;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Deve ser introduzida de maneira gradativa (iniciando com 20g/100kg PV).</li>
</ul>
<p>No contexto descrito, o fornecimento de suplementos proteicos propicia melhorias no desempenho animal, desde que aplicados de forma correta, considerando os valores nutricionais e disponibilidade da forrageira.</p>
<h2>Importância da suplementação energética</h2>
<p>O uso de maiores quantidades de alimentos concentrados energéticos para bovinos de corte é inevitável, uma vez que o melhoramento genético dos animais é acompanhado ao aumento das exigências nutricionais, e consequentemente maior desempenho animal.</p>
<p>A suplementação energética (suplemento de alto consumo) tem consumo superior a 0,3% PV, sendo que acima de 0,7% PV consideramos como ração, já que o fornecimento de 1% PV equivale 50% da dieta.</p>
<p>O crescimento microbiano no rúmen depende da quantidade de energia proveniente da fermentação ruminal. Uma característica que são relatadas com o uso desta suplementação, é o efeito de substituição. Este ocorre quando o suplemento alimentar reduz a ingestão da forragem. Começamos observar isso na prática quando o consumo de suplemento é maior que 0,5% PV.</p>
<p>O uso correto desta suplementação a pasto, é uma estratégia interessante no período das águas e secas. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/">Nas águas</a></strong>, onde o nível de proteína da forrageira está alto e o de energia mais baixo, são relatados aumento de ganho de peso médio diário de animais destinados para produção de carne. Porém, nas secas quando deseja-se ter ganhos superior a 0,4 kg/dia, esta estratégia é comumente adotada.</p>
<p>Um exemplo de estratégia são animais suplementados energeticamente na recria a pasto, podem entrar mais pesados no confinamento e podem ser abatidos mais pesados ou com o mesmo peso de animais não suplementados, porém com menor tempo de confinamento.</p>
<p>Os alimentos com alto teor de energia, 75 a 92% de NDT (%MS) e &lt; 12% de PB são:</p>
<ul>
<li>Milho;</li>
<li>Sorgo;</li>
<li>Milheto;</li>
<li>Polpa cítrica;</li>
<li>Farelo de trigo;</li>
<li>Farelo de mandioca, entre outros.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11520" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-6.jpg" alt="Suplementação de gado" width="375" height="500" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-6.jpg 599w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-6-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-6-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/11/suplementacao-gado-corte-6-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 375px) 100vw, 375px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Arquivo pessoal, Cristiano Rossoni.</span></p>
<h2>Suplementação de animais a pasto é uma estratégia!</h2>
<p>A suplementação mineral com energia e/ou proteína na produção de gado de corte é estabelecida de acordo com o valor nutritivo da forragem, intimamente ligado à estratégia de manejo do pasto.</p>
<p>A suplementação afeta a taxa de lotação, que decresce linearmente com acréscimo na altura de pastejo, independente da suplementação utilizada. No entanto, a lotação deve ser sempre superior nos pastos em que os animais recebem suplemento proteico energético em relação aos suplementados com sal mineral.</p>
<p>Dessa forma, pode-se manter mais animais na mesma área, com a utilização da suplementação, em que é possível aumentar a capacidade suporte dos pastos, refletindo em maior produtividade por área.</p>
<p>É importante que o uso de <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-a-pasto-maximize-resultados-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>suplementos venha a interagir com o pasto</strong></a> de forma a aperfeiçoar o uso da pastagem pelos animais. Além disso, deve-se sempre respeitar a capacidade de conversão alimentar e a ingestão do animal, em termos de custo/benefício e <a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>bem-estar animal</strong></a>.</p>
<h2 data-start="169" data-end="231">Transforme decisões nutricionais em resultados consistentes</h2>
<p data-start="233" data-end="594">A suplementação adequada é peça-chave para potencializar o desempenho do rebanho, mas ela só gera retorno real quando está aliada a uma gestão técnica e estratégica.</p>
<p data-start="233" data-end="594">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende a analisar dados, tomar decisões com base em indicadores e aplicar soluções que impactam diretamente na rentabilidade da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Exigências minerais para bovinos: conheça quais são elas</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2018 20:41:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[minerais]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para que os bovinos sejam capazes de manter seus processos metabólicos (crescimento, produção de leite, reprodução, etc) uma grande quantidade de exigências minerais são necessárias. Elementos inorgânicos necessários em gramas são referidos como macrominerais. São eles: Cálcio; Fósforo; Sódio; Cloro; Potássio; Magnésio; Enxofre. Os elementos inorgânicos necessários em miligramas ou microgramas são referidos como microminerais. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para que os bovinos sejam capazes de manter seus processos metabólicos (crescimento, produção de leite, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo-de-vacas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">reprodução</a></strong>, etc) uma grande quantidade de <strong>exigências minerais</strong> são necessárias.</p>
<p>Elementos inorgânicos necessários em <strong>gramas</strong> são referidos como <strong>macrominerais</strong>. São eles:</p>
<ul>
<li>Cálcio;</li>
<li>Fósforo;</li>
<li>Sódio;</li>
<li>Cloro;</li>
<li>Potássio;</li>
<li>Magnésio;</li>
<li>Enxofre.</li>
</ul>
<p>Os elementos inorgânicos necessários em <strong>miligramas ou microgramas</strong> são referidos como <strong>microminerais</strong>. São eles:</p>
<ul>
<li>Cobalto;</li>
<li>Cobre;</li>
<li>Iodo;</li>
<li>Ferro;</li>
<li>Manganês;</li>
<li>Molibdênio;</li>
<li>Selênio;</li>
<li>Zinco.</li>
</ul>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Necessidades minerais para vacas leiteiras</h2>
<p>De uma maneira simples, a quantidade destes minerais necessária para manter um animal vivo (mantença), mais a quantidade presente no leite, adicionada da quantidade presente necessária ao feto, <strong>define o requerimento</strong> de uma vaca leiteira.</p>
<p>A soma total do mineral disponível na dieta, menos o requerimento do animal, define a quantidade que precisa ser suplementada.</p>
<p>As <strong>exigências minerais em bovinos</strong> variam de acordo com o tipo e nível de produção, a idade do animal, a raça e o grau de adaptação dos animais, o nível e a forma química do mineral no alimento, e suas relações com os outros nutrientes da dieta.</p>
<p><strong>As deficiências minerais são causa de algumas das principais doenças metabólicas que acometem os bovinos leiteiros, afetando a produtividade do rebanho</strong>. Estas desordens estão relacionadas com o desequilíbrio entre ingestão, absorção e exigências.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-aditivos-dieta-bovinos-leiteiros?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-aditivos-dieta&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39648 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png" alt="E-book Aditivos na dieta de bovinos leiteiros" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-adiivos-dieta-bovinos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Absorção e interação entre minerais</h2>
<p>Os minerais presentes nos alimentos (<strong>forragem</strong> ou concentrado) não são tão bem absorvidos pelo animal. A disponibilidade dos minerais é maior nos sais comumente usados (calcário, cloreto de sódio, etc.).</p>
<p>Por exemplo, somente <strong>30% do cálcio</strong> contido nas forragens são absorvidos pelo animal.</p>
<p>Além disso, é preciso lembrar que também existem interações entre os minerais no rúmen e no intestino do animal.</p>
<p>O nutricionista se baseia em seus conhecimentos sobre a disponibilidade e as interações presentes, o que lhe permite trabalhar com números <strong>para atender os requerimentos</strong> do animal.</p>
<h3>Macrominerais</h3>
<h4>Cálcio</h4>
<p>Dentre os macrominerais, o cálcio <strong>tem um requerimento muito alto para a vaca leiteira</strong>, já que entre outras funções, está presente em grande quantidade no leite.</p>
<p>O cálcio também atua na formação de ossos e dentes, na contração muscular e na coagulação sanguínea. A quantidade requerida por vacas em lactação é o dobro daquela necessária para animais adultos não lactantes.</p>
<p>Para gestantes, o requerimento é maior nas últimas semanas de lactação, quando ocorre maior calcificação dos ossos do feto. Animais jovens apresentam maiores exigências deste mineral, devido à maior deposição em tecidos esqueléticos.</p>
<p>Atenção para <strong>suplementação excessiva</strong>! A proporção de cálcio absorvida diminui com o aumento de cálcio dietético acima das exigências minerais.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h4>Fósforo</h4>
<p>O Fósforo é o mineral que tem <strong>mais funções no corpo</strong> em relação a todos os outros. É também um dos minerais mais caros, e comumente é oferecido muito acima do necessário.</p>
<p>A suplementação acima da exigência não apresenta impacto na produção e no consumo. Por outro lado, a deficiência de fósforo leva a <strong>infertilidade ou diminuição da performance reprodutiva</strong>.</p>
<h4>Sódio</h4>
<p>Se a fonte de sódio para a dieta for cloreto de sódio, o requerimento de cloro será atingido ou ultrapassado.</p>
<p>A perda de cloro pelo animal devido ao suor em temperaturas altas é pequena. Em adição, em um experimento utilizando 1.444 vacas foi observado que <strong>o aumento de cloro de 0,15% até 1,62%</strong> da dieta resultou em um declínio linear na ingestão de matéria seca e produção de leite.</p>
<p>Portanto, deve ser tomado cuidado quando da utilização da prática de aumento da porcentagem de NaCl no verão, devido ao <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estresse-termico/" target="_blank" rel="noopener">estresse térmico</a>.</strong></p>
<h4>Potássio</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O potássio é um mineral que, muitas vezes, <strong>já está balanceado nas dietas</strong> comumente oferecidas para o gado leiteiro. </span></p>
<h4>Magnésio</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O magnésio apresenta como maior ponto de absorção no animal o rúmen e o retículo. </span>A absorção de magnésio <strong>diminui drasticamente quando o pH do rúmen está acima de 6.5</strong>, o que pode explicar a ocorrência de tetania das pastagens (tetania hipomagnesêmica).</p>
<h4>Enxofre</h4>
<p>O enxofre faz parte dos aminoácidos metionina, cisteína, homocisteína e taurina. Também está presente nas vitaminas do complexo B (tiamina e biotina).</p>
<p>A metionina, tiamina e biotina não podem ser sintetizadas pelas células animais e devem ser oriundos da dieta ou dos microrganismos ruminais.</p>
<h3>Microminerais</h3>
<p>O cobalto é um dos componentes da vitamina B12. Se houver cobalto suficiente, os microrganismos ruminais podem produzir uma grande parte da vitamina B12 requerida pelo animal.</p>
<p>Os sinais da <strong>deficiência de cobalto</strong> são falhas no crescimento, perdas de peso, degeneração do fígado, menor resistência às infecções (MacPherson et al, 1987).</p>
<p>Dentre os microminerais, o zinco, cobre e o selênio foram os minerais que mais foram estudados. Recomenda-se a <strong>adição acima do requerido destes minerais</strong>, quando respostas em saúde do animal (melhora <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tratamento-de-cascos-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">qualidade do casco</a></strong>, baixa <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/contagem-de-celulas-somaticas-do-leite-definicao-importancia-e-como-reduzir/" target="_blank" rel="noopener">contagem de célula somática</a></strong> e melhora queratina no teto do úbere) têm sido observadas.</p>
<h3>Vitaminas</h3>
<p>É muito comum empresas adicionarem vitaminas juntamente aos minerais no mesmo produto. As vitaminas também possuem um <strong>papel essencial</strong> para o funcionamento da célula no animal.</p>
<p>Os cálculos para o requerimento de vitaminas são semelhantes aos cálculos utilizados para os requerimentos dos minerais. As vitaminas são classificadas em solúveis em óleo (A, D, E e K) e solúveis em água (vitaminas B e C).</p>
<p>As vitaminas A e E são requeridas, mas as vitaminas K e D não. A vitamina D é sintetizada na pele, utilizando energia contida na luz solar. A vitamina K é sintetizada por microrganismos presentes no rúmen e no intestino.</p>
<p>A vitamina A é necessária para o metabolismo das células da retina e não deve estar presente em quantidades superiores a 66.000 UI/kg de MS.</p>
<p>A vitamina E é um nome genérico para compostos solúveis em óleo chamados tocoferol e tocotrienol. Dentre estes, o alfa-tocoferol é a substância mais comum encontrada nos alimentos. Juntamente com selênio e zinco compõem o grupo de substâncias que atuam no sistema antioxidativo da célula. Sua suplementação tem sido muito praticada e apresenta resultados positivos na saúde animal.</p>
<p>O NRC de 2001 assume que o requerimento para o grupo de vitaminas do complexo B (biotina, ácido fólico, inositol, niacina, ácido pantotênico, B1, B2, e B12) é atingido através da síntese pelos microrganismos ruminais.</p>
<p>Entretanto, a suplementação de vitaminas do complexo B (biotina, niacina e B12) tem sido estudada e tem apresentado resultados positivos.</p>
<h2>Mineral na dieta ou no cocho separado?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O método mais eficiente de fornecer minerais para bovinos é através de<strong> suplementos minerais combinados com concentrados</strong>, assegurando maior exatidão na quantidade a ser ingerida diariamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O consumo de minerais à vontade, por outro lado, é a maneira mais comum de oferecer minerais aos bovinos a pasto. O sal comum é o veículo usado para dar palatabilidade à mistura mineral, ao mesmo tempo em que também funciona como regulador de consumo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando fornecido separadamente, é essencial que o mineral esteja sempre disponível no cocho, evitando que os animais o encontrem vazio ao buscar a suplementação. O cocho deve ter cobertura, já que alguns componentes são solúveis em água.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4452 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conheca-quais-sao-as-exigencias-mineiras-de-bovinos2.jpg" alt="Vacas leiteiras se alimentando no cocho" width="599" height="320" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conheca-quais-sao-as-exigencias-mineiras-de-bovinos2.jpg 599w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conheca-quais-sao-as-exigencias-mineiras-de-bovinos2-300x160.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conheca-quais-sao-as-exigencias-mineiras-de-bovinos2-370x198.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conheca-quais-sao-as-exigencias-mineiras-de-bovinos2-270x144.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px" /></span></p>
<p>Existem trabalhos mostrando que, <strong>quando animais têm acesso livre a minerais, os requerimentos não são atingidos</strong>.</p>
<h2>Quantidade de minerais exigidos na água</h2>
<p>Em um experimento onde foram coletadas 3.618 amostras de água em propriedades americanas, os autores concluíram que somente a água pode ser suficiente para suprir os requerimentos de alguns minerais.</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4453 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conheca-quais-sao-as-exigencias-mineiras-de-bovinos3.jpg" alt="Tabela com a quantidade de minerais presentes na água" width="601" height="229" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conheca-quais-sao-as-exigencias-mineiras-de-bovinos3.jpg 601w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conheca-quais-sao-as-exigencias-mineiras-de-bovinos3-300x114.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conheca-quais-sao-as-exigencias-mineiras-de-bovinos3-370x141.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conheca-quais-sao-as-exigencias-mineiras-de-bovinos3-270x103.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 601px) 100vw, 601px" /></span></p>
<h3>Mineral orgânico vs. mineral inorgânico</h3>
<p>Na <strong>forma orgânica</strong>, o mineral é ligado a um carboidrato, aminoácido ou proteína. São chamados também de quelato (mineral quelatado).</p>
<p>Os minerais orgânicos possuem uma <strong>maior disponibilidade para a célula animal</strong> que os minerais inorgânicos. Entretanto, a resposta em parâmetros digestivos, produtivos e reprodutivos ainda não são claras.</p>
<h3>Determinação das necessidades e suplementação</h3>
<p>O atendimento pleno às <strong>exigências minerais de bovinos leiteiros</strong> é premissa à saúde e produtividade. A determinação da quantidade a ser suplementada, assim como o cálculo e formulação adequada de dietas, não é tarefa simples.</p>
<p>Desta forma, para ser eficiente, evitando deficiências e também excessos, o trabalho do técnico com formação apropriada para tal é fundamental.</p>
<p>Este profissional, por meio de análise de cada realidade é capaz de determinar as possibilidades a serem exploradas por cada sistema de produção.</p>
<h2>Nutrição mineral estratégica para alto desempenho no rebanho</h2>
<p>Deficiências minerais podem comprometer a produção, a reprodução e a saúde das vacas.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende como formular dietas equilibradas, ajustar a suplementação e tomar decisões técnicas que aumentam a eficiência e o lucro da fazenda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Leite Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-minerais-de-bovinos/">Exigências minerais para bovinos: conheça quais são elas</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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