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	<title>soja Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>soja Archives | Rehagro Blog</title>
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	<item>
		<title>Como calcular a rentabilidade da lavoura de soja e milho: um guia prático</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2025 13:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A rentabilidade da lavoura de soja e milho é um dos indicadores mais importantes para medir o sucesso de uma safra. Mais do que saber quanto se produziu, é fundamental entender o quanto realmente se ganhou (ou se perdeu) após todos os custos e variáveis envolvidas na produção. Para consultores técnicos, dominar o cálculo de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-rentabilidade-da-lavoura-de-soja-e-milho/">Como calcular a rentabilidade da lavoura de soja e milho: um guia prático</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>rentabilidade da lavoura de soja e milho</strong> é um dos indicadores mais importantes para medir o sucesso de uma safra. Mais do que saber quanto se produziu, é fundamental entender o quanto realmente se ganhou (ou se perdeu) após todos os custos e variáveis envolvidas na produção.</p>
<p>Para consultores técnicos, dominar o cálculo de rentabilidade é essencial. É a partir dessa análise que se tomam decisões mais assertivas sobre investimentos, manejo e planejamento das próximas safras. Neste artigo, você vai aprender, passo a passo, como calcular a rentabilidade da lavoura de soja e milho, com exemplos práticos e indicadores complementares.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é rentabilidade na lavoura de soja e milho</h2>
<p>A rentabilidade representa o retorno financeiro sobre o investimento realizado em uma lavoura. Em outras palavras, mostra quanto o produtor ganhou (ou perdeu) em relação ao que gastou para produzir.</p>
<p>É comum confundir lucro, margem e rentabilidade, mas cada um desses termos tem um significado específico:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Lucro</strong>: diferença entre a receita total e os custos totais.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Margem</strong>: relação percentual entre lucro e receita.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Rentabilidade</strong>: relação entre o lucro e o custo total de produção.</li>
</ul>
<p>Em uma lavoura de soja ou milho, a rentabilidade depende de três pilares principais: <strong>produtividade, custos e preço de venda</strong>. Quanto maior a eficiência técnica e o controle de custos, maior tende a ser o retorno por hectare.</p>
<h2>Principais fatores que influenciam a rentabilidade</h2>
<h3>Custos de produção</h3>
<p>Todo cálculo começa pelo levantamento dos custos. Eles podem ser divididos em:</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40333" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-custos-producao-graos.png" alt="Tabela com tipos de custos de produção de grãos" width="646" height="199" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-custos-producao-graos.png 646w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-custos-producao-graos-300x92.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-custos-producao-graos-370x114.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-custos-producao-graos-270x83.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/tabela-custos-producao-graos-150x46.png 150w" sizes="(max-width: 646px) 100vw, 646px" /></p>
<p>Em lavouras de grãos, é comum que os <strong>custos variáveis representem de 70% a 80% do total</strong>. Por isso, o manejo eficiente desses recursos é determinante para o resultado final.</p>
<h3>Produtividade e manejo</h3>
<p>A produtividade é um dos fatores mais sensíveis da rentabilidade. A diferença entre 60 e 70 sacas por hectare de soja, por exemplo, pode transformar um lucro modesto em um excelente resultado.</p>
<p>Práticas que impactam diretamente na produtividade:</p>
<ul>
<li>Correção adequada do solo e manejo de fertilidade;</li>
<li>Escolha de cultivares adequadas;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-de-sensores-para-controle-de-plantas-daninhas/">Controle rigoroso de plantas daninhas</a></strong>, pragas e doenças;</li>
<li>Ajuste de população de plantas</li>
<li>Rigidez no time e processos durante todo o ciclo da cultura.</li>
</ul>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agricultura-de-precisao/">agricultura de precisão</a></strong> e o monitoramento técnico constante são aliados na identificação de gargalos e oportunidades de melhoria.</p>
<h3>Preço de venda e mercado</h3>
<p>O preço recebido por saca é outro componente crítico. Em momentos de alta no mercado, a margem de lucro pode ser ampliada; já em períodos de queda, apenas produtores eficientes conseguem se manter rentáveis.</p>
<p>Boas práticas de comercialização incluem:</p>
<ul>
<li>Travar preços por meio de contratos futuros ou barter;</li>
<li>Aproveitar janelas de valorização;</li>
<li>Planejar o armazenamento para evitar vender em momentos de baixa.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-pilares-rtv-sucesso?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-rtv&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-40085 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/banner-ebook-rtv.png" alt="E-book Pilares do RTV de sucesso" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/banner-ebook-rtv.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/banner-ebook-rtv-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/banner-ebook-rtv-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/banner-ebook-rtv-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/banner-ebook-rtv-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/banner-ebook-rtv-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/10/banner-ebook-rtv-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como calcular a rentabilidade da lavoura de soja e milho (passo a passo)</h2>
<p>A seguir, veja o processo completo para calcular a <strong>rentabilidade da lavoura soja milho</strong>, com fórmulas e exemplos numéricos.</p>
<p><strong>1. Levantamento de custos</strong></p>
<p>Registre todos os custos da lavoura, incluindo:</p>
<ul>
<li>Insumos (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sementes-de-qualidade-como-escolher-para-ter-alta-performance/">sementes</a></strong>, adubos, defensivos);</li>
<li>Mão de obra;</li>
<li>Maquinário (combustível, manutenção, depreciação);</li>
<li>Serviços terceirizados;</li>
<li>Transporte e armazenagem.</li>
</ul>
<p><strong>2. Cálculo da receita bruta</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Receita bruta = produtividade (sc/ha) × preço de venda (R$/sc)</strong></p>
<p><strong>3. Cálculo do lucro líquido</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Lucro líquido = Receita bruta – Custo total</strong></p>
<p><strong>4. Cálculo da rentabilidade</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Rentabilidade (%) = (Lucro líquido ÷ Custo total) × 100</strong></p>
<h2>Indicadores complementares de análise econômica</h2>
<p>Para uma visão mais completa, é recomendável calcular também:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Margem bruta &#8211; mede a eficiência operacional: <strong>(Receita bruta – Custos variáveis) ÷ Receita bruta × 100</strong></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ponto de equilíbrio &#8211; indica a produtividade mínima necessária para cobrir os custos: <strong>Custo total ÷ Preço por saca</strong></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">ROI (Retorno sobre o investimento) &#8211; mede o retorno total do capital investido: <strong>Lucro líquido ÷ Investimento total × 100</strong></li>
</ul>
<p>Esses indicadores ajudam o consultor a comparar diferentes áreas, sistemas de produção ou estratégias de manejo.</p>
<h2>Como aumentar a rentabilidade da lavoura de soja e milho</h2>
<h3>1. Uso de tecnologia e agricultura de precisão</h3>
<p>Ferramentas como mapas de produtividade, sensores e monitoramento remoto permitem otimizar o uso de insumos e reduzir desperdícios.</p>
<h3>2. Gestão técnica de insumos e recursos</h3>
<p>Negociar insumos com antecedência, ajustar doses e priorizar produtos de maior retorno técnico são práticas que reduzem custos sem comprometer o desempenho.</p>
<h3>3. Planejamento de safras e rotação de culturas</h3>
<p><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotacao-de-culturas/">Alternar soja e milho</a></strong> melhora o aproveitamento de nutrientes, reduz a incidência de pragas e doenças e <strong>mantém a fertilidade do solo</strong>, contribuindo para ganhos sustentáveis de produtividade.</p>
<h3>4. Acompanhamento técnico e consultoria especializada</h3>
<p>Produtores assessorados por consultores técnicos bem preparados tomam decisões mais seguras, otimizam o uso de recursos e alcançam maior estabilidade econômica ao longo dos anos.</p>
<h2>Erros comuns que reduzem a rentabilidade</h2>
<ol>
<li>Não registrar todos os custos da produção;</li>
<li>Subestimar despesas de transporte e armazenagem;</li>
<li>Tomar decisões baseadas apenas no preço da saca, sem analisar margens;</li>
<li>Falta de planejamento financeiro e técnico;</li>
<li>Não revisar os resultados ao final da safra.</li>
</ol>
<h2>Ferramentas e planilhas que auxiliam no cálculo</h2>
<p>Existem diversas ferramentas e planilhas gratuitas que ajudam consultores e produtores a calcular a rentabilidade por cultura, comparando cenários. Entre as mais usadas:</p>
<ul>
<li>Planilhas de custos de produção;</li>
<li>Softwares de gestão agrícola;</li>
<li>Simuladores de rentabilidade desenvolvidos por instituições de ensino e consultorias agrícolas.</li>
</ul>
<p>Essas ferramentas tornam a análise mais precisa e economizam tempo, especialmente quando aplicadas em conjunto com dados reais da propriedade.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Calcular a <strong>rentabilidade da lavoura de soja e milho </strong>é mais do que um exercício financeiro, é uma ferramenta estratégica de gestão. Para o consultor técnico, esse cálculo permite demonstrar ao produtor o impacto real de cada decisão tomada no campo, seja na escolha da cultivar, na adubação ou na comercialização.</p>
<p>A rentabilidade é o reflexo direto da eficiência técnica e econômica da propriedade. Ao dominar esse conhecimento, o consultor se torna um parceiro indispensável do produtor rural, contribuindo para um agronegócio mais profissional, sustentável e lucrativo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Texto produzido pela Equipe Grãos Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mofo-branco na soja: como identificar, prevenir e controlar de forma eficaz</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/mofo-branco-na-soja-como-identificar-prevenir-e-controlar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2025 13:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[doenças da soja]]></category>
		<category><![CDATA[mofo-branco]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mofo-branco é uma das doenças mais severas que afetam a cultura da soja no Brasil. Essa doença compromete significativamente a produtividade e exige atenção redobrada dos produtores e técnicos. Sua presença no campo está ligada a fatores como clima úmido, temperaturas amenas, manejo cultural inadequado e alta densidade de plantas, elementos comuns em diversas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>mofo-branco</strong> é uma das doenças <strong>mais severas</strong> que afetam a cultura da soja no Brasil. Essa doença compromete significativamente a produtividade e exige atenção redobrada dos produtores e técnicos.</p>
<p>Sua presença no campo está ligada a fatores como clima úmido, temperaturas amenas, manejo cultural inadequado e alta densidade de plantas, elementos comuns em diversas regiões produtoras.</p>
<p>Neste artigo, você vai entender como a doença se manifesta, quais práticas favorecem seu avanço, os impactos econômicos envolvidos e, principalmente, como agir de forma eficaz para prevenir e controlar o mofo-branco na lavoura de soja.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O que é o mofo-branco: definição e agentes causadores</h2>
<p>O <strong>mofo-branco</strong>, também conhecido como <strong>podridão branca da haste</strong>, é uma doença fúngica causada pelo patógeno <i>Sclerotinia sclerotiorum</i>. Este fungo tem alta capacidade de sobrevivência no solo por meio de estruturas de resistência chamadas escleródios, que podem permanecer viáveis por vários anos na lavoura, mesmo na ausência de hospedeiros.</p>
<p>A doença é particularmente preocupante em culturas de clima subtropical e temperado, como a soja, onde se encontram condições ideais de desenvolvimento.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40339" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-1.jpg" alt="Planta de soja com sintomas de mofo-branco" width="1920" height="870" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-1.jpg 1920w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-1-300x136.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-1-1024x464.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-1-768x348.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-1-1536x696.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-1-370x168.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-1-270x122.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-1-740x335.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-1-150x68.jpg 150w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Figura 1: Planta infectada por mofo branco (a); Vagem de soja infectada (b); escleródios se desenvolvendo no interior do caule da planta (c). Fonte: Caroline Hawerroth. </span></p>
<p>O mofo branco pode adentrar a lavoura por meio de sementes contaminadas, as quais transportam junto ao lote os escleródios, além de maquinários e implementos que entraram em contato com solo ou plantas infectadas, levando as estruturas de resistência para áreas não contaminadas.</p>
<p>A partir daí, os escleródios podem permanecer viáveis no solo por vários anos, aguardando condições favoráveis de temperatura e umidade para germinar e infectar as plantas, dando sequência ao ciclo da doença.</p>
<p>A doença é bastante agressiva pelo fato de ser causada por um <strong>fungo necrotrófico</strong>. Nesse caso, durante o processo de colonização da planta hospedeira, o fungo provoca a morte dos tecidos vegetais, prejudicando o desenvolvimento e a produtividade da cultura.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-doencas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39623 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png" alt="Guia Principais doenças da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como identificar o mofo-branco no campo?</h2>
<h3>Sintomas visuais na lavoura</h3>
<p>Os sintomas de mofo-branco incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Murcha na parte aérea da planta</strong>, especialmente em fases de florescimento e formação de vagens, seca das folhas;</li>
<li><strong>Manchas aquosas</strong>, de aspecto encharcado no caule, que rapidamente evoluem para lesões amolecidas cobertas por micélio branco (o “mofo” branco, com aspecto de algodão);</li>
<li><strong>Presença de escleródios pretos</strong>, duros, semelhantes a fezes de rato, dentro e fora dos tecidos da planta afetada;</li>
<li><strong>Queda precoce de folhas e flores</strong>, além de má formação das vagens.</li>
</ul>
<p>A doença geralmente começa em manchas isoladas, mas pode alastrar pela lavoura sob condições favoráveis, através da germinação dos escleródios e disseminação dos ascósporos pelo vento, infectando plantas vizinhas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40340" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-2.jpg" alt="Planta de soja com sintomas de murcha" width="1791" height="1080" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-2.jpg 1791w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-2-300x181.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-2-1024x617.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-2-768x463.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-2-1536x926.jpg 1536w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-2-370x223.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-2-270x163.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-2-740x446.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-2-150x90.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1791px) 100vw, 1791px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Figura 2: Planta de soja infectada com sintomas de murcha (a); Planta infectada, com formação de escleródios a partir do micélio cotonoso (b). Fonte: Aline Zaqueu</span></p>
<h3>Momentos críticos da cultura</h3>
<p>A atenção deve ser redobrada em alguns estádios críticos da cultura e condições:</p>
<ul>
<li><strong>Estádio R1 (início do florescimento) até R3 (formação de vagens)</strong>: fase ideal para infecção, pois o fungo coloniza flores e tecidos jovens; Intervenções devem iniciar preventivamente, desde o TS, uso de biológicos e aplicações no pré-florescimento;</li>
<li><strong>Períodos chuvosos e temperaturas amenas</strong>: especialmente em regiões com histórico da doença;</li>
<li><strong>Alta população de plantas</strong>: o microclima formado favorece o surgimento dos apotécios.</li>
</ul>
<h3>Por que ele é considerado um dos principais desafios fitossanitários da soja</h3>
<p>A severidade do mofo-branco na soja está relacionada à sua capacidade de:</p>
<ul>
<li>Infectar diversas partes da planta, como caules, folhas, flores e vagens;</li>
<li>Ocasionar morte prematura das plantas;</li>
<li>Gerar danos irreversíveis na arquitetura da lavoura, comprometendo a colheita;</li>
<li>Apresentar dificuldade de controle em estágios avançados da infecção;</li>
<li>Gerar estruturas de resistência que permanecem viáveis por vários anos na lavoura.</li>
</ul>
<p>Além disso, o fungo <i>Sclerotinia sclerotiorum</i> possui amplo espectro de hospedeiros, podendo afetar mais de 400 espécies de plantas, o que torna sua eliminação um grande desafio agronômico.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/agro-para-todos-descobrindo-a-producao-de-graos?utm_campaign=12253459-mkt-materiais-agr&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-37524 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr.jpg" alt="Curso Descobrindo a Produção de Grãos" width="1200" height="624" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr.jpg 1200w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-300x156.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-1024x532.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-768x399.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-370x192.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-270x140.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-740x385.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-150x78.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a></p>
<h2>Fatores que favorecem o desenvolvimento da doença</h2>
<h3>Condições climáticas ideais para o surgimento</h3>
<p>O mofo-branco na soja encontra nas <strong>condições climáticas</strong> <strong>úmidas e frias</strong> o ambiente perfeito para sua proliferação. As situações mais propícias incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Temperaturas entre 18°C e 25°C</strong> durante o final do vegetativo e início do reprodutivo, na fase de florescimento da soja;</li>
<li><strong>Alta umidade relativa do ar (&gt;80%)</strong> por períodos prolongados;</li>
<li>Presença de <strong>neblina, orvalho intenso ou chuvas contínuas</strong>, especialmente no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/">estádio</a></strong> R1 a R3 da cultura.</li>
</ul>
<p>Essas condições favorecem a germinação dos escleródios e a produção de apotécios, estruturas que liberam os ascósporos, esporos responsáveis pela disseminação da doença pelo vento a curtas distâncias.</p>
<h3>Práticas de manejo que contribuem para o agravamento da doença</h3>
<p>Algumas decisões agronômicas e operacionais podem aumentar consideravelmente o risco de incidência da doença:</p>
<ul>
<li><strong>Plantios muito adensados</strong>, criando um microclima favorável para a germinação dos escleródios;</li>
<li><strong>Não adotar estratégias integradas de manejo</strong>, como uso de produtos biológicos, químicos e manejo cultural</li>
<li>Falta de <a href="https://rehagro.com.br/blog/rotacao-de-culturas/"><strong>rotação de culturas</strong></a> com espécies não hospedeiras;</li>
<li>Aplicações tardias ou manejos ineficazes de fungicidas.</li>
</ul>
<p>Além disso, a ausência de monitoramento e de planejamento estratégico da lavoura faz com que produtores apenas &#8220;apaguem incêndios&#8221;, quando o ideal é agir preventivamente.</p>
<h3>Hospedeiros alternativos e sua influência no ciclo da doença</h3>
<p>O fungo <i>Sclerotinia sclerotiorum</i> possui um amplo leque de hospedeiros alternativos que podem servir de ponte entre uma safra e outra. São mais de <strong>400 espécies hospedeiras</strong> e abaixo listamos alguns exemplos:</p>
<ul>
<li>Algodão;</li>
<li>Feijão;</li>
<li>Batata;</li>
<li>Tomate;</li>
<li>Girassol;</li>
<li>Alface.</li>
</ul>
<p>Essas plantas, ao manterem o fungo vivo no ambiente, dificultam o controle da doença, favorecem a infecção de novas áreas e nos acendem um alerta para a escolha estratégica de culturas para rotação em áreas afetadas.</p>
<h2>Como controlar o mofo-branco na soja?</h2>
<h3>Manejo integrado como estratégia eficaz</h3>
<p>A forma mais efetiva de se controlar o mofo-branco de maneira consistente é por meio do <strong>Manejo Integrado de Doenças</strong>, que une múltiplas estratégias de controle com foco em:</p>
<ul>
<li>Redução da fonte de inóculo no solo.</li>
<li>Prevenção da entrada do patógeno nas áreas.</li>
<li>Proteção contra a infecção da planta em momentos críticos.</li>
<li>Monitoramento contínuo.</li>
</ul>
<p>As práticas mais recomendadas para o mofo-branco incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Rotação de culturas com espécies não hospedeiras</strong> (como milho, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-do-estadio-fenologico-do-trigo-ciclo-de-desenvolvimento/">trigo</a></strong>, gramíneas de maneira geral);</li>
<li><strong>Utilizar</strong> <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sementes-de-qualidade-como-escolher-para-ter-alta-performance/">sementes de boa qualidade</a></strong>, para evitar a entrada e disseminação de escleródios durante o plantio</li>
<li>Uso de <strong>cultivares com arquitetura mais aberta</strong> e adequação da população de plantas, o que favorece a aeração entre as plantas;</li>
<li>Adoção do <strong>biocontrole</strong> com fungos do gênero <i>Trichoderma, </i>para complementação do manejo químico, inibindo a germinação dos escleródios. Deve-se optar pelas aplicações do Trichoderma durante o vegetativo da soja, mas também após a colheita, visando atingir os escleródios que restaram no solo, e nas culturas de cobertura e de segunda safra.</li>
<li><strong>Manter o solo coberto com palhada</strong>, para dificultar a germinação dos escleródios</li>
<li><strong>Adotar manejo químico</strong>:
<ul>
<li>Utilizar sementes tratadas com fungicidas, como tiofanato metílico.</li>
<li>Realizar aplicações aéreas a partir do pré-florescimento da soja com uso de ingredientes ativos como procimidona, tiofanato metílico, fluazinam, fluopiram, dimoxistrobina e boscalida, antes do fechamento das ruas e do florescimento pleno, garantindo que os ativos atinjam o alvo e protejam a planta de maneira satisfatória.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Essas abordagens têm contribuído para <strong>reduções significativas na carga de inóculo no solo</strong> e menor reincidência da doença em safras subsequentes.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-40341" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-3.jpg" alt="Estratégias de manejo para o mofo-branco" width="1067" height="542" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-3.jpg 1067w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-3-300x152.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-3-1024x520.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-3-768x390.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-3-370x188.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-3-270x137.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-3-740x376.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/mofo-branco-soja-3-150x76.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1067px) 100vw, 1067px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Figura 3: Estratégias de manejo cultural, biológico e químico para o mofo branco. Fonte: Caroline Hawerroth. </span></p>
<h3>Benefícios reais de um planejamento fitossanitário bem estruturado</h3>
<p>Quando o produtor adota uma abordagem estruturada, os resultados são consistentes:</p>
<ul>
<li>Redução de escleródios no solo ao longo dos anos.</li>
<li>Menor dependência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/">fungicidas</a></strong> químicos com adoção de estratégias integradas.</li>
<li>Aumento da produtividade média em áreas de alta pressão da doença.</li>
</ul>
<p>Planejamento fitossanitário não é um custo adicional, mas um investimento. E quanto antes for iniciado, maior o retorno agronômico e econômico para a fazenda.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O <strong>mofo-branco</strong> representa <strong>um dos maiores desafios para a cultura da soja no Brasil</strong>, não apenas pela sua agressividade, mas principalmente por exigir um olhar técnico, preventivo e contínuo por parte de quem conduz a lavoura.</p>
<p>Mais do que combater o problema, o caminho está em entender sua dinâmica, monitorar atentamente o campo, planejar com antecedência as medidas de controle e, acima de tudo, aplicar estratégias integradas que envolvam boas práticas culturais, controle químico e biológico.</p>
<p>À medida que novas ferramentas se tornam disponíveis e o conhecimento técnico avança, o controle da doença se torna cada vez mais uma questão de escolha e atitude do produtor. Investir em informação e buscar o apoio de profissionais qualificados pode fazer toda a diferença entre uma lavoura vulnerável e uma lavoura preparada.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Grãos Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/mofo-branco-na-soja-como-identificar-prevenir-e-controlar/">Mofo-branco na soja: como identificar, prevenir e controlar de forma eficaz</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Potássio na soja: quando aplicar, como calcular a dose e sua importância na cultura</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/potassio-na-cultura-da-soja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2025 12:00:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[macronutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[nutrientes]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A soja é uma das culturas agrícolas mais relevantes no Brasil e um dos manejos que impactam diretamente no seu desenvolvimento e produção é a sua nutrição. Entre os macronutrientes, o potássio ocupa um papel estratégico, mas frequentemente é subestimado. Esse nutriente regula funções fisiológicas fundamentais, impactando diretamente no enchimento de grãos, resistência a estresses [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A soja é uma das culturas agrícolas mais relevantes no Brasil e um dos manejos que impactam diretamente no seu desenvolvimento e produção é a sua nutrição.</p>
<p>Entre os macronutrientes, o potássio ocupa um papel estratégico, mas frequentemente é subestimado. Esse nutriente regula funções fisiológicas fundamentais, impactando diretamente no enchimento de grãos, resistência a estresses e eficiência no uso da água.</p>
<p>Ao longo deste artigo, você vai entender <strong>quando aplicar potássio na soja, como manejá-lo e por que ele é tão estratégico para a produtividade</strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>A importância do potássio na soja para altas produtividades</h2>
<p>O potássio é um dos três <strong>macronutrientes primários</strong> exigidos em maiores quantidades pela cultura da soja, ao lado do nitrogênio e do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fosforo-no-solo-brasileiro/">fósforo</a></strong>. No entanto, ao contrário destes, o potássio não é um componente estrutural da planta, mas sim um <strong>regulador fisiológico</strong>, atuando em diversas funções essenciais para o crescimento saudável e produtivo da cultura.</p>
<p>O potássio atua nos seguintes processos:</p>
<ul>
<li><strong>Transporte e distribuição de fotoassimilados</strong>: facilita a movimentação dos açúcares produzidos nas folhas para os grãos em formação, fundamental para o enchimento de vagens;</li>
<li><strong>Ativação enzimática</strong>: participa da ativação de mais de 60 enzimas, otimizando processos como síntese de proteínas e metabolismo de carboidratos;</li>
<li><strong>Regulação osmótica e controle estomático</strong>: promove maior controle na abertura e fechamento dos estômatos, regulando a transpiração e aumentando a eficiência no uso da água;</li>
<li><strong>Síntese de proteínas e amido</strong>: influencia diretamente na qualidade e peso dos grãos.</li>
<li><strong>Resistência a estresses</strong>: auxilia na tolerância ao <strong>déficit hídrico e na regulação osmótica</strong> (quantidade de água e sais dentro da planta), além de realizar o papel de ativador enzimático.</li>
</ul>
<h2>Sinais e impactos da deficiência de potássio na soja</h2>
<p>A <strong>deficiência de potássio na soja</strong> pode passar despercebida em seus estágios iniciais, especialmente em lavouras com bom desenvolvimento vegetativo. No entanto, à medida que o ciclo avança e a planta entra em fases de maior exigência nutricional, os sintomas se intensificam e os prejuízos vão se tornando evidentes.</p>
<h3>Principais sintomas visuais</h3>
<p>A identificação precoce da deficiência é crucial para uma tomada de decisão técnica adequada. Os sintomas mais comuns incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Clorose e necrose </strong>nas bordas das folhas mais velhas;</li>
<li><strong>Murcha em dias quentes</strong>, mesmo com umidade no solo disponível;</li>
<li><strong>Crescimento reduzido e plantas mais frágeis</strong>, suscetíveis ao acamamento;</li>
<li><strong>Vagens mal formadas e grãos com peso abaixo do potencial</strong>.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39713" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja.jpg" alt="Planta de soja com deficiência de potássio (K)" width="900" height="600" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja.jpg 900w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-768x512.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-740x493.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Figura: Deficiência de potássio (K) na cultura da soja. (Fonte: Adilson Oliveira Junior, Embrapa Soja, 2020)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39714" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-1.jpg" alt="Planta com deficiência severa de potássio na soja" width="900" height="600" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-1.jpg 900w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-1-300x200.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-1-768x512.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-1-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-1-270x180.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-1-740x493.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/deficiencia-potassio-soja-1-150x100.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Figura: Deficiência severa de potássio (K) na soja. (Fonte: Adilson Oliveira Junior, Embrapa Soja, 2020)</span></p>
<h2>Adubação potássica na soja: estratégias recomendadas e cálculo da dose</h2>
<p>A adubação potássica na soja deve ser baseada em análise de solo e sua aplicação deve ocorrer conforme o tipo de solo, exportação de acordo com a expectativa de produtividade e histórico da área.</p>
<h3>Interpretação da análise de solo e definição da dose</h3>
<p>A recomendação de adubação potássica deve ser fundamentada em <strong>análises químicas do solo</strong>. Observe o laudo a seguir:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39715" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/laudo-analise-solo.jpg" alt="Laudo de análise de solo" width="1350" height="582" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/laudo-analise-solo.jpg 1350w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/laudo-analise-solo-300x129.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/laudo-analise-solo-1024x441.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/laudo-analise-solo-768x331.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/laudo-analise-solo-370x160.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/laudo-analise-solo-270x116.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/laudo-analise-solo-740x319.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/laudo-analise-solo-150x65.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1350px) 100vw, 1350px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Figura: Laudo de análise de solo em profundidade de 0 &#8211; 20 cm. (Fonte: Equipe Grãos Rehagro)</span></p>
<p>Para calcular a dose necessária para correção dos teores de potássio, devemos seguir os passos a seguir:</p>
<p><strong>1° passo</strong>: Observar se o teor de K no solo encontra-se abaixo ou acima do nível crítico;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39716" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/def-nivel-critico.jpg" alt="Definição de nível crítico" width="818" height="140" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/def-nivel-critico.jpg 818w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/def-nivel-critico-300x51.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/def-nivel-critico-768x131.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/def-nivel-critico-370x63.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/def-nivel-critico-270x46.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/def-nivel-critico-740x127.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/def-nivel-critico-150x26.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 818px) 100vw, 818px" /></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39717" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/nivel-critico.jpg" alt="Níveis críticos de potássio abaixo" width="818" height="121" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/nivel-critico.jpg 818w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/nivel-critico-300x44.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/nivel-critico-768x114.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/nivel-critico-370x55.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/nivel-critico-270x40.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/nivel-critico-740x109.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/nivel-critico-150x22.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 818px) 100vw, 818px" /></p>
<p><strong>2° passo</strong>: Calcular a dose de K2O para elevar o teor de K no solo ao nível crítico</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dose K2O (kg/ha) = (K ideal &#8211; teor de K) * CTK</strong></p>
<p>K ideal: 120 mg/dm3 ou 3 – 5% da CTC potencial, em mg/dm³;</p>
<p>Teor de K: teor de K no solo em mg/dm3</p>
<p><strong>CTK: valor de CTK</strong></p>
<ul>
<li>CTC (T) &gt; 7,5 🡪 CTK = 2,73</li>
<li>CTC (T) &lt; 7,5, CTK = 1,33 + 0,165 * CTC(T)</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39718" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/valor-nivel-critico.jpg" alt="Nível crítico de potássio" width="987" height="266" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/valor-nivel-critico.jpg 987w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/valor-nivel-critico-300x81.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/valor-nivel-critico-768x207.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/valor-nivel-critico-370x100.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/valor-nivel-critico-270x73.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/valor-nivel-critico-740x199.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/valor-nivel-critico-150x40.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 987px) 100vw, 987px" /></p>
<p><strong>3° passo</strong>: Calcular a dose de K2O para suprir a quantidade de potássio que será exportada pelos grãos, de acordo com a produtividade esperada. O suprimento da exportação visa manter os níveis de K no solo, pelo menos, em seu nível crítico após a colheita.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39719" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/quantidade-extraida-exportada-nutrientes.jpg" alt="Quantidade extraída e exportada de nutrientes" width="1244" height="584" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/quantidade-extraida-exportada-nutrientes.jpg 1244w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/quantidade-extraida-exportada-nutrientes-300x141.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/quantidade-extraida-exportada-nutrientes-1024x481.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/quantidade-extraida-exportada-nutrientes-768x361.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/quantidade-extraida-exportada-nutrientes-370x174.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/quantidade-extraida-exportada-nutrientes-270x127.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/quantidade-extraida-exportada-nutrientes-740x347.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/quantidade-extraida-exportada-nutrientes-150x70.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1244px) 100vw, 1244px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Figura: Quantidade extraída e exportada de nutrientes (em kg por tonelada de grãos produzidos) nas culturas da soja, milho, feijão e trigo. (Fonte: Elaborado pela Equipe Grãos Rehagro, adaptado dos autores citados)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dose K2O (kg/ha) = Produtividade esperada (em ton/ha) X Exportação da cultura (em kg/ton)</strong></p>
<p><strong>4º passo</strong>: Calcular a dose total de K2O a ser aplicada</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Dose total de K2O (kg/ha) = Dose para elevação de K no solo (em kg/ha) + Dose para suprir a exportação da cultura (em kg/ha)</strong></p>
<p><strong>5° passo</strong>: Realizar a conversão da dose a ser aplicada de acordo com a concentração de K2O na fonte escolhida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Dose total = 210 kg/ha de K2O</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Fonte escolhida = Cloreto de potássio (KCl), com 60% de K2O</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Dose de KCL = 210 / 0,60 = 350 kg/ha de cloreto de potássio</strong></em></p>
<h2>Quando aplicar potássio na soja?</h2>
<p>Saber <strong>quando aplicar potássio na soja</strong> é tão importante quanto definir a dose e a fonte do nutriente. A eficiência da adubação potássica está diretamente relacionada ao momento da aplicação, ao tipo de solo e ao regime de chuvas da região, além das características do sistema de cultivo utilizado.</p>
<h3>Estratégias de aplicação: pré-plantio, no sulco ou em cobertura?</h3>
<p>A aplicação do potássio pode ser feita de três formas principais:</p>
<ol>
<li><strong>Solos argilosos (+ de 35% de argila)</strong>: aplicação a lanço no dia do plantio ou antecipado (até 20 dias antes do plantio);</li>
<li><strong>Solos arenosos</strong>: aplicação a lanço em cobertura, sendo o primeiro parcelamento no dia do plantio e o segundo entre V2-V3 da soja ou do milho.</li>
<li><strong>Aplicação no sulco</strong>: não deverá ultrapassar <strong>40 kg/ha de K2O na linha</strong>, independentemente da textura do solo, para evitar a salinização, o que gera problemas na germinação. Em solos arenosos, onde é recomendado parcelar a dose, pode-se optar por fazer a aplicação de 40 kg/ha de K2O no sulco e o restante da dose em 2 aplicações, sendo 1 a lanço no plantio e 1 em cobertura em V2-V3.</li>
</ol>
<p>Importante depositar o adubo em profundidade, cerca de 10 cm da superfície, com uso de botinha para não prejudicar o desenvolvimento da semente.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39720" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/solos-argilosos.jpg" alt="Adubação potássica em solos argiloso" width="696" height="271" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/solos-argilosos.jpg 696w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/solos-argilosos-300x117.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/solos-argilosos-370x144.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/solos-argilosos-270x105.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/solos-argilosos-150x58.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 696px) 100vw, 696px" /></p>
<h3>Fontes de potássio mais utilizadas</h3>
<p>As principais fontes comerciais de potássio utilizadas no Brasil são:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39721" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-fontes-potassio.jpg" alt="Principais fontes de potássio" width="1144" height="415" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-fontes-potassio.jpg 1144w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-fontes-potassio-300x109.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-fontes-potassio-1024x371.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-fontes-potassio-768x279.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-fontes-potassio-370x134.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-fontes-potassio-270x98.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-fontes-potassio-740x268.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/tabela-fontes-potassio-150x54.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1144px) 100vw, 1144px" /></p>
<h3>Momentos críticos de demanda pelo potássio</h3>
<p>A absorção de potássio pela planta de soja não ocorre de maneira uniforme ao longo do ciclo. Há <strong>picos de demanda que coincidem com fases fisiológicas específicas</strong> e que ajudam a orientar o momento ideal para fornecimento antecipado do nutriente.</p>
<p>Os períodos mais críticos são:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Estágio vegetativo final (V4 a V6)</strong>: início do alongamento de entrenós e formação de estrutura produtiva;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Início da floração (R1)</strong>: maior demanda por energia e síntese de compostos orgânicos;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Enchimento de grãos (R5 a R6)</strong>: maior translocação de fotoassimilados e necessidade de transporte eficiente de açúcares.</li>
</ul>
<p>No estudo a seguir, observa-se que o acúmulo de K na planta aumenta expressivamente a partir de 45 DAE (dias após a emergência), período final do vegetativo e início do reprodutivo. Aos 75 DAE, as plantas apresentaram o pico de acúmulo de K, momento em que estavam no início do enchimento de grãos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-39722" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/acumulo-potassio-soja.jpg" alt="Acúmulo de potássio na soja" width="993" height="515" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/acumulo-potassio-soja.jpg 993w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/acumulo-potassio-soja-300x156.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/acumulo-potassio-soja-768x398.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/acumulo-potassio-soja-370x192.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/acumulo-potassio-soja-270x140.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/acumulo-potassio-soja-740x384.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/acumulo-potassio-soja-150x78.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 993px) 100vw, 993px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14px;">Figura: Acúmulo de potássio (K) na planta inteira e nos diferentes componentes da parte aérea, em soja BRS 317, em função dos dias após emergência (DAE), em Dourados &#8211; MS. (Fonte: adaptado de Waldenio Antonio de Araújo, 2018).</span></p>
<p>Portanto, <strong>antes mesmo do início do florescimento (R1)</strong>, o solo deve estar com níveis adequados de potássio disponível, para garantir o suprimento durante os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/">estágios</a></strong> reprodutivos, momento em que a cultura é mais sensível a deficiências.</p>
<h3>Aplicação via foliar: quando considerar?</h3>
<p>Embora a maior parte do potássio deva ser aplicada via solo, existe um crescente interesse pela <strong>aplicação foliar de potássio em soja</strong>, principalmente como medida complementar à adubação via solo.</p>
<ul>
<li>Situações de <strong>baixa disponibilidade de potássio no solo</strong> durante fases críticas;</li>
<li>Solos com <strong>restrições de absorção</strong> (ex: compactação, déficit hídrico);</li>
<li>Apoio nutricional em <strong>momentos de alta demanda fisiológica</strong>, principalmente na fase de enchimento de grãos</li>
</ul>
<p><strong>Portanto, a aplicação foliar deve ser usada como complemento emergencial, e jamais como substituto da adubação de solo. </strong></p>
<h3>Estratégias para melhorar a retenção e aproveitamento do nutriente no solo</h3>
<p>Manter um sistema de produção integrado e com adoção de práticas sustentáveis pode ajudar no aproveitamento e manutenção do potássio no sistema. São exemplos de práticas que auxiliam no manejo sustentável de potássio no solo:</p>
<ul>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/"><strong>Plantio direto</strong></a>: reduz processos erosivos do solo, evitando a perda do nutriente por escoamento.</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotacao-de-culturas/"><strong>Rotação de culturas</strong></a>: culturas como milho e, principalmente, a braquiária possuem diferentes exigências e ajudam no reaproveitamento de nutrientes, pois atuam capturando potássio em profundidade, através de suas raízes profundas, e levando-o à superfície, através da ciclagem de nutrientes;</li>
<li><strong>Uso de corretivos e condicionadores de solo</strong>, como calcário e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/gessagem-agricola/">gesso agrícola</a></strong>, para melhorar o ambiente radicular e facilitar a absorção de potássio em profundidade.</li>
<li><strong>Acompanhar a análise de solo e os teores do nutriente</strong>, visto que, em solos com alta quantidade de potássio acumulado, podemos adotar estratégias diferenciadas que implicam em menor investimento em fertilizantes em anos de alta nos preços.</li>
</ul>
<h2>Tendências e inovações no manejo de potássio na soja</h2>
<p>Com o avanço da agricultura digital e a crescente pressão por eficiência e sustentabilidade, o manejo de potássio na soja também passa por transformações importantes.</p>
<p>O que antes era baseado apenas em recomendações genéricas por hectare, hoje pode ser ajustado com <strong>tecnologia, precisão e inteligência de dados</strong>.</p>
<h3>Agricultura de precisão e recomendação em taxa variável</h3>
<p>Com mapas de fertilidade e integração com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-de-sensores-para-controle-de-plantas-daninhas/">sensores</a></strong>, é possível:</p>
<ul>
<li>Ajustar a dose de potássio conforme a real necessidade do solo e da cultura;</li>
<li>Reduzir custos com insumos, evitando aplicações desnecessárias em áreas que já estão em equilíbrio;</li>
<li>Aumentar a eficiência agronômica e o retorno econômico da adubação.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologias-voltadas-para-adubacao-na-agricultura?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-tecnologias-adubacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39620 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao.png" alt="E-book Tecnologias para adubação na agricultura" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-adubacao-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A nutrição potássica da soja é um dos pilares para se alcançar altas produtividades de forma consistente, segura e economicamente viável.</p>
<p>Apesar de muitas vezes subestimado em comparação com outros nutrientes, <strong>o potássio exerce funções fisiológicas e metabólicas cruciais</strong> para o desempenho da lavoura, do crescimento vegetativo à formação e enchimento de grãos.</p>
<p>Em resumo, siga os passos para recomendação assertiva de potássio: faça anualmente a análise de solo em profundidade; realize o cálculo para a correção do teor no solo e exportação da cultura; complemente os aportes com adubação foliar durante o ciclo da cultura, e mantenha todos os nutrientes em equilíbrio para potencializar os desempenhos da cultura!</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
<p>Se você quer entender melhor os fatores que afetam essa prática, saber como regular e calibrar corretamente os equipamentos, evitar perdas e garantir uma distribuição uniforme no campo, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/eficiencia-maxima-na-aplicacao-de-corretivos-e-fertilizantes?utm_campaign=materiais-cl-acf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Online Eficiência Máxima na Aplicação de Corretivos e Fertilizantes</a></strong> do Rehagro pode te ajudar.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Grãos Rehagro.</p>
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		<title>Guia Principais pragas da cultura da soja</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2025 19:12:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[GUIAS]]></category>
		<category><![CDATA[pragas]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Conheça as principais pragas da soja e saiba como identificá-las no campo. Baixe gratuitamente o guia técnico com as principais pragas da cultura da soja. Veja fotos, entenda os sintomas, saiba as condições que favorecem os ataques e tome decisões mais assertivas no momento do manejo. O que você vai encontrar neste material técnico: Fotos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Conheça as principais pragas da soja e saiba como identificá-las no campo.</p>
<p>Baixe gratuitamente o guia técnico com as principais pragas da cultura da soja.</p>
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<h2>O que você vai encontrar neste material técnico:</h2>
<ul>
<li>Fotos reais das principais pragas da soja em diferentes estágios da cultura;</li>
<li>Condições climáticas e ambientais que favorecem o aparecimento de cada praga;</li>
<li>Danos causados em folhas, grãos, vagens e sistema reprodutivo da planta;</li>
<li>Informações essenciais para o monitoramento e planejamento do controle.</li>
</ul>
<h2>Este material é ideal para:</h2>
<ul>
<li>Produtores de soja que buscam reduzir perdas com diagnóstico precoce e controle eficiente;</li>
<li>Técnicos agrícolas e consultores que realizam monitoramento de pragas em campo;</li>
<li>Gerentes de fazenda que querem decisões técnicas rápidas e eficazes durante o ciclo da cultura.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-pragas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-pragas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39626 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja.png" alt="Guia Principais pragas da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tripes na soja: como identificar e realizar o controle dessa praga?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/tripes-na-soja-como-controlar-essa-praga/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2025 11:30:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[praga]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os tripes na soja têm se tornado uma preocupação crescente para produtores de grãos, especialmente em regiões de clima quente e seco. Esses insetos, pertencentes à ordem Thysanoptera, podem causar danos severos à cultura ao se alimentarem dos tecidos das folhas, comprometendo o desenvolvimento das plantas e impactando diretamente a produtividade. Nos últimos anos, surtos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os tripes na soja têm se tornado uma preocupação crescente para produtores de grãos, especialmente em <strong>regiões de clima quente e seco</strong>.</p>
<p>Esses insetos, pertencentes à ordem Thysanoptera, podem causar danos severos à cultura ao se alimentarem dos tecidos das folhas, comprometendo o desenvolvimento das plantas e impactando diretamente a produtividade.</p>
<p>Nos últimos anos, <strong>surtos de tripes em áreas produtoras de soja têm sido relatados com mais frequência</strong>, principalmente devido a mudanças climáticas e à intensificação do cultivo.</p>
<p>Além disso, a <strong>dificuldade de detecção precoce</strong> faz com que essa praga muitas vezes passe despercebida até que os danos já sejam significativos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Características biológicas dos tripes</h2>
<p>Os tripes são insetos pequenos, geralmente medindo entre 1 a 2 mm de comprimento, com um corpo alongado e coloração variando entre amarelo-claro, marrom e preto, dependendo da espécie e do estágio de desenvolvimento.</p>
<p>Possuem asas franjadas, o que facilita sua dispersão pelo vento, tornando a infestação mais difícil de conter.</p>
<h3>Principais espécies que atacam a soja</h3>
<p>Na cultura da soja, algumas das espécies mais comuns de tripes incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Caliothrips spp</strong>.: se concentram principalmente na face inferior das folhas, provocando distorções, prateamento, bronzeamento e, em casos mais severos, a queda das folhas.</li>
<li><strong>Frankliniella spp</strong>.: se concentram nas brotações e nos meristemas apicais da planta, causando abortamento das flores.</li>
</ul>
<h3>Ciclo de vida e condições favoráveis para o desenvolvimento</h3>
<p>Os tripes possuem um ciclo de vida relativamente curto, variando de 15 a 30 dias, <strong>dependendo das condições ambientais</strong>. O ciclo passa pelas seguintes fases:</p>
<ol>
<li><strong>Ovo</strong> – Postura ocorre dentro da epiderme da folha, dificultando o controle.</li>
<li><strong>Larva (1º e 2º instar)</strong> – Ativa na alimentação e responsável pelos danos diretos à planta.</li>
<li><strong>Pré-pupa e pupa</strong> – Ocorrem no solo ou em partes protegidas da planta.</li>
<li><strong>Adulto</strong> – Forma alada, que se dispersa e inicia nova infestação.</li>
</ol>
<p>O clima influencia fortemente a dinâmica populacional dos tripes. Temperaturas acima de 25°C e baixa umidade acelera o seu ciclo de vida e torna as lavouras mais vulneráveis em períodos secos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-pragas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-pragas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39626 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja.png" alt="Guia Principais pragas da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como identificar os sintomas da infestação</h2>
<p>Os danos causados pelos tripes na soja incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Prateamento e descoloração das folhas</strong>: resultado da sucção da seiva e destruição das células epidérmicas causado pelos Caliothrips sp., como Caliothrips brasiliensis, Caliothripes phaseoli e outros.</li>
<li><strong>Enrugamento e deformação foliar</strong>: folhas afetadas podem apresentar crescimento irregular, sintomas também dos danos de Caliothrips sp.</li>
<li><strong>Redução da taxa fotossintética</strong>: impacto direto na capacidade produtiva da planta.</li>
<li><strong>Queda prematura das folhas</strong>: em infestações severas, pode comprometer a produção.</li>
<li><strong>Abortamento de flores</strong>: a sucção da seiva das flores causando o abortamento dessas, principalmente por Frankliniella spp.</li>
</ul>
<p>A observação de tripes na parte inferior das folhas jovens e nas flores e a presença de fezes escuras (pontuações negras) são indicativos de infestação ativa.</p>
<h3>Relação entre infestações e estresses climáticos</h3>
<p>Os tripes apresentam desenvolvimento acelerado em temperaturas elevadas, sendo mais ativos em períodos de clima quente e seco. As condições ideais para sua reprodução incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Temperatura acima de 25°C</strong> – Ciclo de vida mais curto</li>
<li><strong>Baixa umidade relativa do ar</strong> – Facilita a dispersão dos insetos e reduz a capacidade de recuperação da planta.</li>
<li><strong>Ausência de chuvas frequentes</strong> – Chuvas intensas podem reduzir a população de tripes ao lavar os insetos das folhas.</li>
</ul>
<h3>Perdas econômicas associadas à praga</h3>
<p>Embora a soja seja uma cultura relativamente tolerante a danos foliares em comparação a outras culturas, infestações severas de tripes podem causar:</p>
<ul>
<li><strong>Redução na produtividade</strong>: em cenários críticos, as perdas podem superar 20% do rendimento da lavoura.</li>
<li><strong>Aumento nos custos de produção</strong>: o controle inadequado pode levar a aplicações frequentes de inseticidas, elevando os custos e o risco de resistência dos tripes aos produtos químicos.</li>
<li><strong>Comprometimento da qualidade dos grãos</strong>: em alguns casos, plantas enfraquecidas e com menor área fotossintética podem produzir grãos menores, de menor peso e consequentemente menor produtividade da lavoura.</li>
</ul>
<p>O <strong>monitoramento contínuo e a aplicação de estratégias de controle</strong> no momento certo são essenciais para evitar prejuízos e garantir uma lavoura saudável.</p>
<h2>Métodos de monitoramento e controle</h2>
<p>A chave para um manejo eficiente dos tripes na soja está no monitoramento adequado da praga e na tomada de decisão baseada em níveis de infestação. Métodos eficazes de controle podem evitar perdas significativas e reduzir a necessidade de aplicações excessivas de inseticidas.</p>
<h3>Ferramentas e técnicas para monitoramento</h3>
<p>Para avaliar a presença e a intensidade da infestação de tripes, os engenheiros agrônomos e produtores podem utilizar diversas estratégias:</p>
<ol>
<li><strong>Inspeção visual</strong>: examinar a parte abaxial das folhas mais jovens, os trifólios novos do meristema apical e as flores, observando a presença e/ou sinais como pequenas raspadas, prateamento e deformações.</li>
<li><strong>Uso de armadilhas adesivas azuis</strong>: atrativas para tripes adultos, auxiliam no monitoramento populacional.</li>
<li><strong>Amostragem com batida de pano</strong>: método eficiente para estimar a densidade populacional na lavoura.</li>
<li><strong>Monitoramento semanal</strong>: avaliações frequentes ajudam a detectar o aumento da população antes que os danos sejam severos.</li>
</ol>
<p>O nível de ação recomendado para controle químico varia de acordo com a região, mas, geralmente, <strong>considera-se intervenção quando há mais de 2 ninfas ou adultos por trifólio na soja</strong>, impedindo que a população aumente e as intervenções não sejam suficientes comprometendo o rendimento da cultura.</p>
<h3>Níveis de controle e tomada de decisão para manejo</h3>
<p>O controle de tripes deve ser baseado no conceito de <strong>Manejo Integrado de Pragas (MIP)</strong>, que busca equilibrar diferentes estratégias para reduzir a infestação sem causar impactos ambientais e econômicos desnecessários.</p>
<p>A aplicação de inseticidas pode ser necessária quando a infestação atinge níveis críticos. Alguns grupos químicos recomendados incluem: piretróides, avermectinas, neonicotinóides, organofosforado, pirazol e espinosinas.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O manejo dos tripes na soja exige uma <strong>abordagem estratégica e integrada</strong> para minimizar os danos à cultura e evitar perdas econômicas significativas.</p>
<p>Com a intensificação da produção agrícola e as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mudancas-climaticas-globais/">mudanças climáticas</a></strong>, o desafio de controlar tripes na soja tende a crescer. Por isso, é fundamental que profissionais do setor estejam atentos ao monitoramento e façam as intervenções no momento certo.</p>
<p>Ao aplicar um manejo eficiente e sustentável, os produtores poderão garantir lavouras mais saudáveis, produtivas e resistentes às oscilações ambientais.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Grãos Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Comercialização de commodities agrícolas: como funciona?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/comercializacao-de-commodities-agricolas-como-funciona/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2025 15:00:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GESTÃO]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[café]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comercialização de commodities agrícolas é uma peça-chave para o sucesso do agronegócio. No Brasil, produtos como soja, milho, café, algodão e carne bovina são negociados diariamente em mercados internos e externos, com preços que variam conforme fatores econômicos, climáticos e logísticos. Mas como funciona esse processo? Como produtores, cooperativas e empresas agropecuárias podem otimizar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>comercialização de commodities agrícolas</strong> é uma peça-chave para o sucesso do agronegócio. No Brasil, produtos como soja, milho, café, algodão e carne bovina são negociados diariamente em mercados internos e externos, com preços que variam conforme fatores econômicos, climáticos e logísticos.</p>
<p>Mas como funciona esse processo? Como produtores, cooperativas e empresas agropecuárias podem otimizar a venda de seus produtos e garantir melhores preços?</p>
<p>Se você atua no agronegócio ou deseja entender como tomar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/decisoes-estrategicas-na-gestao-do-agronegocio/">decisões estratégicas</a></strong> na comercialização de commodities, este artigo traz um panorama completo sobre <strong>como funciona esse mercado e quais são os principais desafios e oportunidades</strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que são commodities agrícolas?</h2>
<p>Commodities agrícolas são produtos do setor agropecuário com características padronizadas, negociados em larga escala e com preços definidos pelo mercado. Diferente de produtos industrializados, que podem ter diferenciação de marca e valor agregado, as commodities possuem pouca variação entre os fornecedores.</p>
<h3>Exemplos de commodities agrícolas</h3>
<ul>
<li>Grãos: soja, milho, trigo, feijão;</li>
<li>Café e cacau;</li>
<li>Açúcar e algodão;</li>
<li>Carnes bovina, suína e de frango;</li>
<li>Leite e seus derivados.</li>
</ul>
<p>Esses produtos são comercializados em mercados internos e externos, com preços definidos por <strong>bolsas de valores</strong> e fatores como oferta e demanda global.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-gestao-de-fazendas-lucrativas?utm_campaign=29264930-mkt-materiais-pgf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-40402 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/banner-pgf.jpg" alt="Pós-graduação em Gestão de Fazendas Lucrativas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/banner-pgf.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/banner-pgf-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/banner-pgf-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/banner-pgf-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/banner-pgf-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/banner-pgf-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/11/banner-pgf-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como os preços das commodities são formados?</h2>
<p>Os preços das commodities agrícolas são influenciados por diversos fatores, e sua volatilidade pode impactar diretamente o lucro dos produtores e das empresas do agro.</p>
<h3>Principais fatores que determinam os preços</h3>
<ol>
<li><strong>Oferta e demanda global</strong>: quando há grande oferta de um produto no mercado, os preços tendem a cair. Se a demanda é maior do que a produção, os preços sobem.</li>
<li><strong>Mercado internacional</strong>: países como China e Estados Unidos são grandes consumidores de commodities agrícolas. Mudanças nos volumes de importação e exportação afetam os preços globalmente.</li>
<li><strong>Câmbio e dólar</strong>: como muitas commodities são cotadas em dólar, a variação do câmbio impacta diretamente os preços no Brasil. Quando o dólar sobe, o produtor que exporta pode ter maior rentabilidade.</li>
<li><strong>Clima e safras agrícolas</strong>: secas, geadas e excesso de chuvas podem prejudicar a produção, reduzindo a oferta e elevando os preços.</li>
<li><strong>Política e regulação</strong>: tarifas de exportação, incentivos fiscais e restrições ambientais também podem influenciar o mercado.</li>
<li><strong>Bolsas de mercadorias e futuros</strong>: as commodities são negociadas em bolsas como a Bolsa de Chicago (CBOT) e a B3 (Brasil Bolsa Balcão), onde os preços variam conforme as expectativas do mercado.</li>
</ol>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10579 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao-soja.jpg" alt="Pessoa segurando soja produzida" width="1280" height="856" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao-soja.jpg 1280w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao-soja-300x201.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao-soja-1024x685.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao-soja-768x514.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao-soja-370x247.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao-soja-270x181.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/producao-soja-740x495.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<h2>Modalidades de comercialização de commodities agrícolas</h2>
<p>A comercialização de commodities pode ser feita de diversas formas, dependendo da estratégia do produtor e das condições do mercado.</p>
<h3>1. Mercado spot (À vista)</h3>
<p>No mercado spot, a venda é feita com preço definido no momento da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/negociacao-e-vendas-no-agronegocio/">negociação</a></strong>, e a entrega ocorre em curto prazo. É a modalidade mais simples, porém mais suscetível às oscilações de preço.</p>
<h3>2. Mercado futuro</h3>
<p>No mercado futuro, o produtor <strong>fixa um preço</strong> para entrega futura do produto. Essa estratégia reduz riscos, já que garante um valor mínimo de venda, protegendo contra quedas no mercado.</p>
<p>Exemplo: um produtor de soja pode vender sua safra com entrega programada para seis meses, garantindo um preço estabelecido hoje.</p>
<h3>3. Contratos a termo</h3>
<p>O contrato a termo é um <strong>acordo entre produtor e comprador,</strong> estabelecendo quantidade, qualidade, preço e data de entrega. Essa modalidade reduz incertezas e evita a especulação do mercado.</p>
<h3>4. Hedge com derivativos</h3>
<p>O <strong>hedge</strong> é uma estratégia para <strong>proteger o produtor da volatilidade do mercado</strong>. Ele pode ser feito por meio de contratos futuros ou opções de venda na bolsa.</p>
<p>Exemplo: se um produtor teme que o preço da soja caia, ele pode comprar um contrato futuro na CBOT para garantir um valor mínimo de venda.</p>
<h3>5. Venda por cooperativas e tradings</h3>
<p>Produtores também podem vender por meio de cooperativas agrícolas ou empresas tradings, que negociam grandes volumes e possuem maior poder de barganha para obter melhores preços.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/planejamento-estrategico-no-agronegocio-como-definir-acoes?utm_campaign=material-gestao&amp;utm_source=webinar-planejamento-estrategico&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38761 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-planejamento-estrategico.png" alt="Webinar planejamento estratégico" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-planejamento-estrategico.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-planejamento-estrategico-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-planejamento-estrategico-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-planejamento-estrategico-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-planejamento-estrategico-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-planejamento-estrategico-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/08/webinar-planejamento-estrategico-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h2>Desafios e oportunidades na comercialização de commodities</h2>
<p>A comercialização de commodities exige planejamento e estratégia para minimizar riscos e maximizar a rentabilidade.</p>
<h3>Principais desafios</h3>
<ul>
<li><strong>Oscilação de preços</strong>: a volatilidade do mercado pode impactar os lucros.</li>
<li><strong>Custos logísticos</strong>: transporte, armazenagem e frete influenciam na rentabilidade.</li>
<li><strong>Dependência de fatores externos</strong>: o produtor não tem controle sobre clima, câmbio e demanda global.</li>
</ul>
<h3>Oportunidades</h3>
<ul>
<li><strong>Uso de tecnologia</strong>: ferramentas de análise de mercado ajudam na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-tomar-decisoes-mais-assertivas/">tomada de decisão</a></strong>.</li>
<li><strong>Acesso a novos mercados</strong>: exportações e certificações abrem oportunidades para produtores.</li>
<li><strong>Gestão eficiente</strong>: estratégias de hedge e contratos a termo garantem estabilidade financeira.</li>
</ul>
<h2>O que separa fazendas comuns de fazendas lucrativas? Gestão profissional.</h2>
<p>Enquanto muitos ainda gerenciam por intuição, os gestores de alta performance trabalham com método, disciplina e visão estratégica.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-gestao-de-fazendas-lucrativas?utm_campaign=29264930-mkt-materiais-pgf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Pós-graduação em Gestão de Fazendas Lucrativas</a></strong> forma profissionais completos, capazes de liderar mudanças e construir operações sólidas e rentáveis.</p>
<p>Descubra como se tornar esse profissional:</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Gestão Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Ferrugem asiática da soja: impactos e estratégias de manejo</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ferrugem-asiatica-da-soja-impactos-e-estrategias-de-manejo/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/ferrugem-asiatica-da-soja-impactos-e-estrategias-de-manejo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Feb 2025 11:00:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[doenças da soja]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ferrugem asiática é uma das doenças mais prejudiciais à cultura da soja, causando grandes perdas econômicas e reduzindo significativamente a produtividade das lavouras. Provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, essa doença foi identificada inicialmente na Ásia e, ao longo dos anos, se espalhou por diversas regiões produtoras de soja, incluindo a América do Sul, onde [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>ferrugem asiática</strong> é uma das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-da-soja/">doenças</a></strong> mais prejudiciais à cultura da soja, causando grandes perdas econômicas e reduzindo significativamente a produtividade das lavouras.</p>
<p>Provocada pelo fungo <em>Phakopsora pachyrhizi</em>, essa doença foi identificada inicialmente na Ásia e, ao longo dos anos, se espalhou por diversas regiões produtoras de soja, incluindo a América do Sul, onde encontrou condições ideais para sua disseminação.</p>
<p>Neste artigo, abordaremos o que é a ferrugem asiática, seus impactos e os danos que causa, além das <strong>melhores formas de controle e manejo</strong> para minimizar suas consequências e garantir uma produção mais eficiente.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que é a ferrugem asiática da soja?</h2>
<p>A ferrugem asiática é uma doença fúngica causada pelo <i>Phakopsora pachyrhizi</i>, que ataca as folhas da soja. O fungo provoca o surgimento de <strong>pequenas manchas escuras,</strong> que evoluem para pústulas e, em estágios avançados, levam à desfolha prematura das plantas.</p>
<p>A disseminação da ferrugem ocorre por meio dos esporos do fungo, que são transportados pelo vento, permitindo que a doença se espalhe rapidamente por grandes áreas. <strong>O clima quente e úmido favorece seu desenvolvimento</strong>, tornando regiões com essas condições mais suscetíveis ao problema.</p>
<h2>Quais são os impactos da ferrugem asiática?</h2>
<p>A ferrugem asiática pode causar perdas expressivas na produtividade da soja. Sem um controle eficiente, <strong>a redução no rendimento pode variar entre 10% e 80%</strong>, dependendo da severidade da doença, das condições ambientais e do momento no ciclo da cultura que ocorrer a infestação.</p>
<h3>Redução da produtividade</h3>
<p>A doença compromete a fotossíntese da planta, resultando na perda prematura das folhas e, consequentemente, na redução da formação de vagens e grãos. Em infestações severas, toda a lavoura pode ser comprometida.</p>
<h3>Impactos econômicos</h3>
<p>O custo do manejo da ferrugem asiática é elevado, pois <strong>exige aplicações frequentes de fungicidas e adoção de boas práticas agrícolas</strong>. Estima-se que, globalmente, os prejuízos causados por essa doença somam bilhões de dólares todos os anos.</p>
<h3>Influência no mercado de grãos</h3>
<p>Sendo o Brasil um dos maiores produtores e exportadores de soja, surtos da ferrugem asiática impactam diretamente o mercado global. A redução da oferta pode provocar aumentos nos preços da soja e gerar instabilidade no setor de commodities agrícolas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-doencas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39623 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png" alt="Guia Principais doenças da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Sintomas da ferrugem asiática na soja</h2>
<p>Os primeiros sinais da ferrugem asiática aparecem como<strong> pequenas lesões de cor marrom ou marrom-escuro nas folhas</strong>. Com o avanço da doença, essas lesões se multiplicam e dão origem a pústulas que liberam esporos do fungo.</p>
<p>Em estágios avançados, a infecção provoca a desfolha precoce das plantas, enfraquecendo-as e reduzindo sua capacidade produtiva. A lavoura afetada pode apresentar um aspecto seco e pouco desenvolvido.</p>
<h3>Fases do desenvolvimento da doença</h3>
<ol>
<li><strong>Infecção inicial:</strong> Os esporos do fungo pousam sobre as folhas e germinam, penetrando nos tecidos foliares.</li>
<li><strong>Formação de lesões:</strong> Pequenas manchas escuras começam a surgir nas folhas.</li>
<li><strong>Produção de esporos:</strong> As lesões evoluem para pústulas, que liberam novos esporos no ar.</li>
<li><strong>Desfolha prematura:</strong> A planta perde as folhas antes do tempo, o que compromete a fotossíntese, produção de fotoassimilados, o crescimento e enchimento de grãos.</li>
</ol>
<h2>Como manejar a ferrugem asiática?</h2>
<p>O controle da ferrugem asiática exige um conjunto de estratégias preventivas e corretivas. Veja as principais práticas recomendadas:</p>
<h3>Prevenção e boas práticas agrícolas</h3>
<ul>
<li><strong>Rotação de culturas</strong>: Alternar o cultivo da soja com outras culturas que não são hospedeiras do fungo ajuda a reduzir a incidência da doença.</li>
<li><strong>Época de plantio adequada</strong>: Planejar o plantio para períodos menos favoráveis ao fungo pode minimizar os riscos de infecção.</li>
<li><strong>Eliminação de plantas voluntárias</strong>: Remover plantas de soja que crescem espontaneamente evita que o fungo sobreviva entre as safras.</li>
</ul>
<h3>Controle químico</h3>
<p>O uso de fungicidas é uma das formas mais eficazes de controlar a ferrugem asiática. Os produtos podem ser:</p>
<ul>
<li><strong>Sistêmicos</strong><span style="font-weight: 400;">: São absorvidos pela planta e agem de dentro para fora, protegendo contra infecções futuras.</span></li>
<li><strong>De contato</strong><span style="font-weight: 400;">: Criam uma barreira protetora na superfície das folhas, impedindo que o fungo se estabeleça.</span></li>
</ul>
<p><strong>Dica importante</strong>: Para evitar que o fungo desenvolva resistência aos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/">fungicidas</a></strong>, é fundamental seguir as recomendações técnicas e alternar os produtos utilizados.</p>
<h3>Resistência genética</h3>
<p>O desenvolvimento de <strong>variedades de soja resistentes à ferrugem asiática</strong> é uma alternativa sustentável e promissora. Instituições de pesquisa vêm trabalhando na criação de cultivares que possuem maior tolerância ao <i>Phakopsora pachyrhizi</i>.</p>
<h3>Monitoramento constante</h3>
<p>A detecção precoce da doença faz toda a diferença no sucesso do manejo. Inspeções frequentes na lavoura e o uso de tecnologias como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agricultura-de-precisao/">sensores e imagens de satélite</a></strong> ajudam a identificar os primeiros sinais da ferrugem asiática, permitindo uma resposta rápida e eficaz.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A <strong>ferrugem asiática</strong> representa um grande desafio para os produtores de soja, <strong>mas com um manejo adequado, seus impactos podem ser minimizados.</strong></p>
<p>A adoção de boas práticas agrícolas, o uso correto de fungicidas e o monitoramento constante da lavoura são fundamentais para controlar a doença.<br />
O desenvolvimento de cultivares resistentes e a pesquisa de novas tecnologias também são aliados importantes na busca por uma produção mais sustentável e lucrativa.</p>
<p>A ferrugem asiática exige atenção e estratégias bem planejadas, mas com conhecimento e técnicas adequadas, é possível garantir a produtividade da soja e a segurança do setor agrícola.</p>
<h2>Pronto para descobrir os segredos da produção de grãos?</h2>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Texto produzido pela Equipe Grãos Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Percevejo-marrom-da-soja: como identificar, prevenir e controlar essa praga</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/percevejo-marrom-da-soja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jan 2024 11:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[manejo]]></category>
		<category><![CDATA[percevejo marrom]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presença do percevejo marrom na cultura da soja é uma preocupação constante para os agricultores, dada sua relevância como praga. Identificar e controlar eficientemente essa ameaça é importante para garantir a saúde e o rendimento da plantação. Neste artigo, exploraremos maneiras eficazes de identificação, estágios de controle e as melhores práticas para lidar com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presença do percevejo marrom na cultura da soja é uma preocupação constante para os agricultores, dada sua relevância como praga. Identificar e controlar eficientemente essa ameaça é importante para garantir a saúde e o rendimento da plantação.</p>
<p>Neste artigo, exploraremos maneiras eficazes de identificação, estágios de controle e as melhores práticas para lidar com o percevejo marrom.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Identificação e importância</h2>
<p>O percevejo marrom, uma das principais pragas da soja, pode ser <strong>prontamente identificado por sua coloração marrom</strong> e pela característica mancha reniforme no escutelo.</p>
<p>Embora existam <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejos-na-producao-de-graos/">outras espécies de percevejo</a></strong> na cultura da soja, como o percevejo barriga verde, o percevejo verde pequeno e o percevejo verde grande, é o percevejo marrom que se destaca devido à sua distribuição abrangente e casos documentados de resistência em diversas regiões do Brasil.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-pragas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-pragas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39626 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja.png" alt="Guia Principais pragas da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Monitoramento e tomada de decisão</h2>
<p>O controle eficaz do percevejo marrom começa com a correta identificação de seu estágio de desenvolvimento, seja ninfa ou adulto.</p>
<p>O monitoramento adequado deve iniciar já na <a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>fase R1 da soja</strong></a>, antes que os efeitos prejudiciais sobre a formação de vagens, observados a partir de R3, se tornem evidentes.</p>
<p>Utilizando técnicas como o pano de batida, a decisão de intervenção deve ser tomada quando atingimos a marca de 0,5 percevejos por metro.</p>
<p><iframe loading="lazy" title="COMO IDENTIFICAR E CONTROLAR O PERCEVEJO MARROM DA SOJA? | Rehagro Responde - Grãos" width="770" height="433" src="https://www.youtube.com/embed/nDlEzT0W_6A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Escolha do inseticida e estratégias de controle</h2>
<p>A escolha do inseticida adequado desempenha um papel fundamental no controle eficiente desse percevejo.</p>
<p>Inicialmente, inseticidas de efeito de choque, como os piretroides e organofosforados, são recomendados, especialmente no início da cultura.</p>
<p>Posteriormente, é aconselhável optar por inseticidas que combinem efeitos sistêmicos, como os neonicotinoides, com o impacto imediato dos piretroides.</p>
<p>Misturas prontas, como Tiametoxam, Bifentrina e Imidacloprida, são ideais, especialmente para a segunda aplicação, proporcionando uma abordagem abrangente no controle do percevejo marrom.</p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>O manejo eficaz do percevejo marrom na cultura da soja requer uma <strong>abordagem proativa</strong>, desde a identificação precoce até a escolha estratégica de inseticidas.</p>
<p>Ao implementar práticas de monitoramento e controle, os agricultores podem mitigar os impactos negativos do percevejo marrom, preservando a saúde e o rendimento de suas plantações de soja.</p>
<h2>Pronto para descobrir os segredos da produção de grãos?</h2>
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<p>Texto produzido pela Equipe Grãos Rehagro.</p>
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		<title>Custos de produção agrícola: veja os principais e como gerenciá-los</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Apr 2023 21:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[custos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de produtos agropecuários do mundo. E a modernização do agronegócio transformou o país como o primeiro gigante alimentar tropical do mundo. Os grãos, principalmente a soja e o milho, testemunharam o crescimento rápido da produtividade, em razão da expansão geográfica na região centro-oeste do país e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil é um dos maiores <strong>produtores e exportadores</strong> de produtos agropecuários do mundo. E a modernização do agronegócio transformou o país como o primeiro gigante alimentar tropical do mundo.</p>
<p>Os grãos, principalmente a soja e o milho, testemunharam o crescimento rápido da produtividade, em razão da expansão geográfica na região centro-oeste do país e a adoção e difusão das inovações tecnológicas.</p>
<p>Os produtores tomam decisões de forma isolada, sobretudo na produção de soja e milho, que dependem fortemente do fornecimento de insumos. A formação dos preços das <i>commodities</i> agrícolas não é realizada pelos produtores, sendo eles tomadores de preços.</p>
<p>Dada a sua atomização, <strong>os mercados da soja e do milho operam com características próximas da concorrência perfeita</strong>. Logo, o controle dos custos e o aumento da produtividade das lavouras são fatores que determinam a lucratividade da empresa rural.</p>
<p>O sistema de produção da soja e do milho cada vez mais requer um determinado grau de conhecimento técnico, econômico e administrativo, a fim de garantir os melhores resultados (tornando-se competitivo).</p>
<p>Para isso, é preciso um planejamento na unidade de produção, no qual requer, por exemplo, informações de mercado e gestão dos recursos que auxiliem na tomada de decisão.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Quais são os custos de produção agrícola?</h2>
<p>As informações geradas pela análise dos custos de produção possuem relevância ao nível gerencial para tomada de decisão do produtor rural e, ao nível de governo, para criação de políticas de crédito rural e de preços mínimos.</p>
<p>A rentabilidade proveniente da produção está relacionada com a sua eficiência técnica e econômica, sendo que a eficiência técnica envolve aspectos da produtividade e a eficiência econômica envolve os aspectos monetários.</p>
<p>Baseado nos custos de produção agrícola, <strong>é possível avaliar a rentabilidade, a lucratividade e a eficiência</strong> do sistema de produção adotado pelo produtor rural.</p>
<p>Nos sistemas de produção agrícolas, caracterizam-se como custos todos os gastos relacionados direta ou indiretamente com a cultura.</p>
<p>Mão de obra, preparo do solo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/">aquisição de sementes</a></strong>, adubos, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas-melhores-praticas/">defensivos</a></strong> e combustíveis são exemplos de custos de produção agrícola realizados desde o período que antecede o plantio até a pós-colheita.</p>
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<h3>Custos variáveis</h3>
<p>Os custos variáveis referem-se às <strong>despesas de custeio da lavoura</strong> (como operação com máquinas e implementos, despesas administrativas, sementes, fertilizantes e mão de obra e encargos trabalhistas) e <strong>despesas pós-colheita</strong> (por exemplo, assistência técnica e extensão rural, seguro agrícola, transporte externo e armazenagem).</p>
<h3>Custos fixos</h3>
<p>Nos custos fixos estão incluídas as depreciações de benfeitorias, instalações, máquinas e implementos, mão de obra e encargos trabalhistas e seguro do capital fixo.</p>
<h3>Custos operacionais</h3>
<p>Os custos operacionais levam em consideração os <strong>custos variáveis, fixos e a remuneração esperada sobre o capital fixo e sobre a terra</strong>. Somando-se esses montantes, obtém-se o custo total de produção.</p>
<h2>Análise dos custos da produção agrícola</h2>
<p>A análise e a compreensão dos custos de produção são importantes ao nível de propriedade rural e governamental.</p>
<p>Na propriedade, o produtor rural é, antes de tudo, um tomador de decisões e busca, por meio dos diversos processos e recursos produtivos, selecionar a melhor alocação dos insumos, a fim de obter resultados que maximizem a sua utilidade.</p>
<p>O empresário rural nem sempre consegue monitorar todos os processos das suas atividades agrícolas, não dando a importância necessária para as análises gerenciais da propriedade.</p>
<p>A transformação tecnológica ocorrida na agricultura, principalmente na soja e no milho, exige uma gestão eficiente na atividade rural, a partir da utilização de ferramentas de gestão.</p>
<p>Assim, é necessário o <strong>aperfeiçoamento da gestão no setor rural</strong>. O levantamento e a interpretação dos custos de produção, analisando as variáveis que envolvam os gastos do custeio da lavoura, com consequente avaliação das informações da receita bruta ha-1, possibilita obter informações para a tomada de decisão sobre as atividades agrícolas.</p>
<p>Os elementos que compõem os custos de produção, como: operação com máquinas, mão de obra, sementes, fertilizantes e defensivos estão associados à receita bruta ha-1 das <em>commodities</em>.</p>
<p>O investimento no processo produtivo, como a partir de <strong>sementes com alto potencial produtivo</strong> e aquisição de máquinas agrícolas modernas, aumenta o custo de produção, mas, por consequência, auxiliam no pleno desenvolvimento das culturas agrícolas, maximizando a sua produtividade e impactando na receita da atividade agrícola.</p>
<p>A falta de investimento no processo produtivo acarretará redução na receita bruta ha-1.</p>
<p>Nesse caso, uma análise específica, considerando as peculiaridades de cada unidade de produção, auxiliará o produtor na tomada de decisão entre realizar ou não um investimento, considerando que o custo do investimento deve ser inferior ao retorno econômico gerado por ele.</p>
<p>O alto custo na produção da soja e do milho, em razão do emprego de tecnologias agrícolas, aliado à oscilação no preço de mercado dos produtos, pode acarretar perda de lucratividade ou, até mesmo, prejuízo nas atividades.</p>
<p>O conhecimento do comportamento dos custos das variáveis do custeio da lavoura é eficaz para o controle nas atividades agrícolas, pois, a partir dele, é possível criar um planejamento estratégico na aquisição de insumos.</p>
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		<title>Vassourinha-de-botão: como identificar e controlar essa planta daninha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2022 13:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[controle químico]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[herbicidas]]></category>
		<category><![CDATA[manejo químico]]></category>
		<category><![CDATA[plantas daninhas]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na cultura da soja se destaca a necessidade de efetuar o controle de plantas daninhas, uma vez que estas causam perdas significativas na produtividade da cultura, conforme a espécie, a densidade e a distribuição na lavoura. A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas. O manejo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na cultura da soja se destaca a necessidade de efetuar o controle de plantas daninhas, uma vez que estas causam perdas significativas na produtividade da cultura, conforme a espécie, a densidade e a distribuição na lavoura.</p>
<p><strong>A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas.</strong></p>
<p>O manejo em pré-semeadura ou “<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dessecacao-da-soja-qual-o-momento-certo/" target="_blank" rel="noopener">dessecação</a></strong>” é fundamental para um bom desenvolvimento das lavouras. A eliminação das plantas daninhas, antes da semeadura, permite que a cultura tenha um desenvolvimento inicial rápido e vigoroso.</p>
<p>A literatura tem demonstrado que aplicações sequenciais, que introduzem antecipadamente herbicidas sistêmicos, tais como glyphosate e 2,4-D, e após 15 a 20 dias, na véspera ou na data da semeadura, herbicidas de contato, como paraquat, paraquat em mistura com diuron, diquat e flumioxazin, proporcionam maior eficiência no controle das plantas daninhas.</p>
<p>A utilização isolada do <em>glyphosate</em> já não é mais garantia de uma boa dessecação.</p>
<p>Plantas daninhas resistentes ou com tolerância a este herbicida, como a buva, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aprenda-a-manejar-buva-e-capim-amargoso/" target="_blank" rel="noopener">capim amargoso</a></strong> e o capim pé-de-galinha já são responsáveis pela utilização de outros herbicidas nas áreas cultivadas com soja no Brasil. <strong>Além disso,</strong> <strong>existem atualmente 41 casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas no país.</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é a vassourinha de botão?</h2>
<p>A planta daninha <strong>vassourinha de botão</strong> (<em>Spermacoce</em> sp.) é uma espécie dentro da família Rubiaceae, nativa da América Tropical, introduzida em outras regiões do mundo.</p>
<p>Sua reprodução é exclusiva por sementes, a via fotossintética provável é a do tipo C3 e o ciclo de vida é classificado como perene simples.</p>
<p>As sementes são do tipo fotoblásticas positivas preferenciais e as temperaturas que promovem maior germinação estão entre 20 e 35°C, além disso, a dinâmica populacional da planta é influenciada por elevadas temperaturas (acima de 25 °C) e condições de luminosidade de 12 horas diárias. As estruturas reprodutivas são produzidas em grande quantidade sendo de fácil dispersão.</p>
<p><strong>A vassourinha de botão é uma espécie que apresenta biótipos tolerantes ao <em>glyphosate</em></strong>, e que estão amplamente distribuídos nas lavouras brasileiras. É uma espécie capaz de formar grandes infestações e interferir negativamente em culturas agrícolas e pastagens por meio da competição por nutrientes.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-identificacao-plantas-daninhas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-plantas-daninhas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39624 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas.png" alt="Guia Identificação de plantas daninhas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como controlar a vassourinha de botão?</h2>
<p><strong>As plantas daninhas competem com a cultura da soja pelos recurso</strong>s, competição essa que é importante por poder afetar o desenvolvimento da cultura causando perdas na produtividade, redução na qualidade dos grãos, maturação desuniforme e até inviabilização da colheita.</p>
<p>O manejo dessas plantas daninhas, como a vassourinha de botão, consiste em suprimir o crescimento ou a densidade de indivíduos até níveis aceitáveis, não ocasionando prejuízos para a cultura principal.</p>
<p>Existem diferentes métodos para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">controle de plantas daninhas</a></strong>, sendo o controle químico, principalmente na cultura da soja, o mais utilizado.</p>
<p>Entre os mecanismos de ação utilizados para controle de plantas daninhas dicotiledôneas, se destacam os Inibidores da 5-enolpiruvilchiquimato-3-fosfato sintase (EPSPS), inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), Mimetizadores de Auxina (AUXINA), Inibidores do Fotossistema I e II (FSI e FSII) e Inidores da Acetolactato Sintase (ALS).</p>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/" target="_blank" rel="noopener">herbicidas</a></strong> são a principal e mais eficiente ferramenta usada para controle de plantas daninhas na cultura da soja.</p>
<p>O uso desses produtos em pré ou pós-emergência, combinados com outras práticas de manejo, são suficientes para garantir vantagem competitiva para a soja nos estádios iniciais e mesmo durante todo o ciclo. Entre as vantagens do controle químico, podem ser destacadas a eficiência; praticidade e rapidez na operação.</p>
<p>Existem diversas plantas daninhas que apresentam difícil controle. Nesse quesito tem destaque <strong>a vassourinha-de-botão, espécie vem se tornando problema em várias áreas por apresentar difícil controle</strong>, já que os herbicidas utilizados no manejo da lavoura não estão apresentando bom percentual de controle, principalmente o <em>glyphosate</em>, herbicida do qual a planta é considerada tolerante.</p>
<p>Em condições de campo, consultores e produtores relatam bons resultados de controle de <i>Spermacoce sp.</i> com aplicações de herbicidas que agem na PROTOX.</p>
<p>Esse mecanismo contém os herbicidas tidos como mais eficazes para controle de vassourinha de botão com tolerância ao <em>glyphosate</em>. No caso de vassourinha de botão, os mecanismos de tolerância são relacionados com baixa translocação de herbicidas nas plantas.</p>
<p>A competição com plantas de vassourinha de botão durante todo ciclo da soja ocasiona reduções nos índices produtivos, fitomassa da planta e produtividade de grãos da cultura.</p>
<p><strong>Cada planta de vassourinha-de-botão em competição com a cultura da soja durante todo ciclo é capaz de reduzir a produtividade da soja em 1,3 a 4,2%,</strong> equivalente a 0,8 a 2,6 sacas de 60 kg por hectare.</p>
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		<item>
		<title>Produção agrícola no Brasil: qual o cenário atual e perspectivas para o futuro?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 18:49:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[lavouras]]></category>
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		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de plantio direto]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Atualmente tem-se discutido que, com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal. Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente tem-se discutido que, <strong>com o aumento da população mundial estimado em 9 bilhões de pessoas em 2050, praticamente deverá dobrar a produtividade das culturas para abastecimento do consumo humano e animal.</strong></p>
<p>Um aumento entre 25% e 70% acima dos níveis atuais de produção pode ser suficiente para atender à demanda da safra 2050 (Hunter et al., 2017).</p>
<p>Ao mesmo tempo, as perdas de nutrientes e as emissões de gases de efeito estufa da agricultura devem cair drasticamente pela adoção de sistemas conservacionistas, a fim de restaurar e manter o funcionamento do ecossistema.</p>
<p>Prevê-se que a demanda por alimentos aumente, enquanto os impactos ambientais devem despencar. Os pedidos para duplicar a produção agrícola a partir de uma linha de base recente implicam taxas de crescimento fora do intervalo das projeções empíricas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Projeções de produção de grãos no mundo</h2>
<p>O trabalho da OECD-FAO (2019) projeta uma <strong>produção mundial da ordem de 1,311 bilhão de toneladas de milho para a safra 2027/28.</strong> Deste total, cerca de 60,0% devem ser destinados à alimentação animal, 13,4% ao consumo humano e 15,5% à produção de biocombustíveis.</p>
<p>Os maiores incrementos serão representados pelos 5 países:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">China (+47 milhões de toneladas);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Estados Unidos (+31 milhões de toneladas);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Brasil (+25 milhões de toneladas);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Argentina (+17 milhões de toneladas);</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ucrânia (+6 milhões de toneladas).</li>
</ol>
<p>O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta exportações totais de milho da ordem de 188,8 milhões de toneladas em 2027/28. Esse volume deverá ser suprido principalmente pelos Estados Unidos, 29,6%. No entanto, a ordem aqui muda um pouco, pois é seguido por:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Brasil, 23,7%;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ucrânia, 16,2%;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Argentina, 17,2%.</li>
</ul>
<p>Em volume, as exportações brasileiras previstas pelo USDA são de 44,8 milhões de toneladas. Os maiores importadores, em um total de 84,0 milhões de toneladas, serão:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">México;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Japão;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">União Europeia;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Irã;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Egito.</li>
</ol>
<p>Segundo o USDA (2018), o comércio internacional de <i>commodities </i>agrícolas, tais como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cenario-da-producao-de-milho-no-mundo/" target="_blank" rel="noopener">milho</a></strong>, soja, e farelo de soja, é impulsionado pela demanda crescente de rações para a produção de frangos e suínos. O consumo internacional de carnes continuará a crescer ao longo do período das projeções.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-producao-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-producao-milho&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39619 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png" alt="E-book Produção de milho no Brasil" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-producao-milho-brasil-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Futuro brasileiro para produção de grãos</h2>
<p>Saber as projeções para o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agronegocio-no-brasil-qual-o-seu-papel-e-importancia/" target="_blank" rel="noopener">agronegócio brasileiro</a></strong> é importante para identificar a direção que o mercado está tomando.</p>
<p>Esse tipo de conhecimento possibilita saber quais as tendências de preços, entre outros pontos importantes.</p>
<p>Podemos observar que haverá aumentos significativos nas safras de grãos:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">De 271,2 milhões de toneladas na safra 2021/22 para 302 milhões de toneladas na safra 2027/28.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">A área plantada sairá dos atuais 67,74 milhões de hectares para 71 milhões de hectares em 2027/28.</li>
</ol>
<blockquote><p><em>Percebe-se que o ganho com o agronegócio não será devido somente à expansão de área, mas sim ao ganho com produtividade.</em></p></blockquote>
<p>Atualmente, no Brasil, cerca de 850 mil toneladas de milho estão sendo usadas para etanol. A capacidade industrial atual é para uso de 1,95 milhão de toneladas e, até o final de 2019, essa capacidade deverá crescer para 4,8 milhões de toneladas.</p>
<h2>Sistema de produção de grãos nas regiões do Brasil</h2>
<p><strong>O Brasil é um dos maiores produtores de alimento do mundo</strong>, com potencial para ser o maior produtor mundial. Isso se deve, em partes, porque dispomos de vários recursos, principalmente climáticos, que favorecem a vasta produção de alimentos.</p>
<p>Além do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/clima-e-produtividade-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">clima</a></strong>, o<strong> Brasil apresenta quantidade de água considerável e potencial de mais áreas agricultáveis</strong>, utilizamos apenas 7,8% dessas áreas, com 25,6% de área preservada nos imóveis rurais.</p>
<p>Há também mais investimentos em tecnologia, o que difere positivamente nos valores de produção alcançados, desta forma, o agronegócio vem sendo impulsionado a produzir de maneira eficiente e consciente.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10818" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil.jpg" alt="Uso e ocupação de terras no Brasil" width="600" height="403" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil.jpg 960w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil-300x202.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil-768x516.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil-370x249.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil-270x181.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/ocupacao-de-terras-no-brasil-740x497.jpg 740w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-size: 10pt;">Uso e ocupação de terras no Brasil. &#8211; Fonte: Embrapa, (2019).</span></p>
<h2>Rotação de culturas</h2>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotacao-de-culturas/">rotação de culturas</a></strong> favorece a manutenção da fertilidade do solo, quebra o ciclo de pragas, doenças e <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plantas daninhas</strong></a>, proporcionando maior rentabilidade ao produtor pela diversificação do cultivo.</p>
<p>Práticas de rotação de culturas devem envolver, preferencialmente, diversidade de espécies (gramíneas e leguminosas) e de arquitetura radicular (fasciculada e pivotante), contribuindo para a ciclagem de nutrientes.</p>
<h2>Sistema de plantio direto</h2>
<p>O <strong>sistema de plantio direto (SPD)</strong> apresenta como pilares fundamentais para a produção sustentável, a construção da fertilidade do solo, antes da sua adoção, e a rotação/sucessão de culturas.</p>
<p>O cultivo de uma safra sempre ocorre sobre os restos culturais de uma lavoura anterior. A palha na superfície do solo, além de ser reserva de nutrientes, auxilia na:</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Manutenção da umidade;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Aeração;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Temperatura;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Atividade macro e <a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-microbiologica-do-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>microbiológica do solo</strong></a>.</li>
</ul>
<p>Atualmente, estima-se que existam no Brasil cerca de 33 milhões de hectares sob SPD.</p>
<p>Com as práticas de rotação e sucessão de culturas e o não revolvimento do solo por implementos agrícolas, ocorre aumento da macroporosidade nos solos. Esse fato está relacionado com a diversificação de formas de exploração exercida pelas raízes das plantas no perfil dos solos.</p>
<h3>Como adotar o sistema de plantio direto?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Para adoção do SPD, é necessário um bom cultivo convencional antes da sua implantação</strong>, preconizando-se a correção da acidez pela aplicação e incorporação do calcário aplicado em profundidade no solo.</span></p>
<p>Como o calcário apresenta baixa mobilidade no perfil do solo, associado a uma solubilidade limitada, antes da adoção do SPD, torna-se necessário uma adequada correção da acidez até as profundidades de 30 a 40 cm.</p>
<p>Caso a correção não seja adequada, haverá limitação do desenvolvimento das raízes das plantas, reduzindo a absorção de água e nutrientes. A utilização desta prática, juntamente com a de gessagem, vem sendo uma alternativa para elevar os teores de nutrientes no perfil do solo.</p>
<p>Após a adoção do SPD em solos que necessitam da correção da acidez, é realizada a aplicação de calcário e/ou gesso na superfície, sem incorporação.</p>
<p>A calagem superficial não apresenta efeito rápido na correção da acidez no perfil do solo, entretanto, ao longo dos anos pode-se corrigir a acidez no perfil do solo. Sua associação com o gesso contribui como um carreador de nutrientes no perfil do solo.</p>
<p>A liberação de ácidos orgânicos de baixa massa molecular na superfície do solo, é um dos principais mecanismos da correção da acidez do solo com aplicação de calcário em superfície no SPD.</p>
<p><strong>Nos solos sob SPD de longa duração</strong>, com rotação de culturas e plantas de cobertura há maior produção da palhada. Isso favorece e fortalece:</p>
<ul>
<li>O tamponamento;</li>
<li>A resiliência dos solos;</li>
<li>Estabilidade nos solos de fertilidade construída;</li>
<li>Funcionamento do sistema.</li>
</ul>
<p>Apesar da dificuldade de elevar os teores de matéria orgânica (MO) nas regiões tropicais, a manutenção ou acréscimo aumenta a capacidade de reserva e suprimento de nutrientes pelo solo. Isso é, vinculado a níveis mais elevados de <strong>fertilidade do solo</strong>, biomassa microbiana e produtividade de grãos.</p>
<p><strong>A adoção do SPD promove um sistema mais tamponado pela MO</strong>, reduzindo a ação de processos erosivos pela proteção da palhada, minimizando a perda de nutrientes pela erosão, adsorção ou lixiviação.</p>
<p>Esse sistema favorece também, segundo Resende <i>et. al</i> (2016), a recirculação de nutrientes, pela ciclagem e estabilidade do sistema, proporcionando maior eficiência do:</p>
<ul>
<li>Uso da água;</li>
<li>Redução de custos;</li>
<li>Estabilidade produtiva e econômica;</li>
<li>Melhoria das condições de vida do produtor.</li>
</ul>
<h2>Principais sistemas de sucessão de culturas</h2>
<p>Nas figuras a seguir, estão apresentados alguns dos principais sistemas de rotação/sucessão de culturas utilizados nas principais regiões produtoras de grãos do Brasil.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10819 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste.png" alt="Rotação de culturas na produção de grãos no Centro Oeste do Brasil" width="748" height="184" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste.png 748w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-300x74.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-370x91.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-270x66.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-centro-oeste-740x182.png 740w" sizes="auto, (max-width: 748px) 100vw, 748px" /><span style="font-size: 10pt;">Sistema de rotação/sucessão de culturas no Centro Oeste (MT, MS, GO). </span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10821 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul.png" alt="Rotação de culturas na produção de grãos no Sul do Brasil" width="742" height="217" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul.png 742w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-300x88.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-370x108.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-270x79.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sul-740x216.png 740w" sizes="auto, (max-width: 742px) 100vw, 742px" /><span style="font-size: 10pt;">Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sul (RS, SC, PR). </span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10822 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste.png" alt="Rotação de culturas na produção de grãos no Sudeste do Brasil" width="740" height="304" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste-300x123.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste-370x152.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-sudeste-270x111.png 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;">Sistema de rotação/sucessão de culturas no Sudeste (SP, MG). </span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10823 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste.png" alt="Rotação de culturas na produção de grãos no Norte e Nordeste do Brasil" width="747" height="191" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste.png 747w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-300x77.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-370x95.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-270x69.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/12/sistema-rotacao-norte-nordeste-740x189.png 740w" sizes="auto, (max-width: 747px) 100vw, 747px" /><span style="font-size: 10pt;">Sistema de rotação/sucessão de culturas no Norte/Nordeste (BA, TO, MA, PI, PA, AL e SE).</span></p>
<p>Uma opção de rotação de cultura que tem ganhado cada vez mais adeptos pelos múltiplos benefícios, é o <a href="https://rehagro.com.br/blog/consorcio-milho-braquiaria/" target="_blank" rel="noopener"><strong>consórcio milho-braquiária</strong></a>.</p>
<p>Por meio desta técnica é possível aproveitar o excedente hídrico do outono/inverno, em que se cultiva milho segunda safra para, ao mesmo tempo, cultivar a braquiária para formação de resíduos ao SPD.</p>
<p>No caso de propriedades sob o <strong>sistema de integração lavoura-pecuária (ILP)</strong>, a braquiária serve como planta forrageira, justamente no período de maior escassez das pastagens.</p>
<h2>Pronto para descobrir os segredos da produção de grãos?</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/agro-para-todos-descobrindo-a-producao-de-graos?utm_campaign=12253459-mkt-materiais-agr&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Online Agro Para Todos: Descobrindo a Produção de Grãos</a></strong> oferece uma formação essencial para quem deseja compreender os fundamentos da atividade, desde o ciclo das culturas até os desafios do manejo e da comercialização.</p>
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		<title>Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 15:16:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[controle biológico]]></category>
		<category><![CDATA[controle químico]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[doenças da soja]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[mancha alvo]]></category>
		<category><![CDATA[mofo-branco]]></category>
		<category><![CDATA[nematoides]]></category>
		<category><![CDATA[podridão vermelha]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos. As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. Sua importância econômica varia de safra a safra e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos.</p>
<p>As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">nematoides</a></strong>. Sua importância econômica varia de safra a safra e de região para região, dependendo das condições climáticas de cada safra. Suas perdas anuais são estimadas de 15 a 20%. <strong>Algumas doenças, entretanto, podem ocasionar perdas de até 100%.</strong></p>
<p>O planejamento da safra deve levar em consideração as doenças mais comuns na região, época na qual ocorrem previsão climática e infraestrutura da propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<p>Deve-se evitar a introdução de doenças na área utilizando semente certificada &#8211; quando necessário tratadas com fungicidas. A época de semeadura pode significar em maior ou menor número de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">aplicações de fungicidas</a></strong>, em função da ocorrência da doença em relação ao estádio fenológico da cultura.</p>
<p>O complexo de doenças pode causar diversos danos à lavoura, prejudicando a qualidade dos grãos, tendo como principais problemas: desfolha precoce, tombamento de plantas, queda na produtividade, maturação precoce, redução da atividade fotossintética, redução da qualidade dos grãos e redução no estande de plantas.</p>
<p>Os fungicidas devem ser usados da maneira correta, com dose, época de aplicação e condições de aplicação que possibilitem o controle efetivo dos patógenos, sem o risco de selecionar populações resistentes a eles.</p>
<h2>Principais doenças da soja</h2>
<ul>
<li>Antracnose;</li>
<li>Cancro da haste;</li>
<li>Doença de final de ciclo &#8211; DFC;</li>
<li>Ferrugem asiática;</li>
<li>Mancha-alvo;</li>
<li>Mancha olho-de-rã;</li>
<li>Míldio;</li>
<li>Mofo-branco;</li>
<li>Oídio;</li>
<li>Podridão vermelha da raiz;</li>
<li>Nematoide de cisto;</li>
<li>Nematoide das galhas;</li>
<li>Nematoide das lesões radiculares;</li>
<li>Nematoide da haste verde da soja.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-doencas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39623 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png" alt="Guia Principais doenças da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>1. Antracnose</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador:</strong> <i>Colletotrichum truncatum, C. sojae, C. plurivorum.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Na parte aérea das plantas, o principal sintoma é a <strong>queda e o apodrecimento de vagens</strong>. As vagens em início de formação, quando infectadas, adquirem coloração castanho-escura a negra, abortam a formação de grãos e ficam retorcidas.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">enchimento de grãos (R5 e R6)</a></strong>, as lesões se iniciam por pontos encharcados (anasarca) e evoluem para manchas negras circulares. Os pontos escuros nas lesões são as estruturas de reprodução do fungo (acérvulos). Nas hastes, nos pecíolos e nos ramos florais, a doença se manifesta por manchas negras, ligeiramente deprimidas e brilhantes. Nas folhas, geralmente são observadas lesões necróticas pretas sobre as nervuras.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Para germinar, o fungo precisa de, pelo menos, 12 horas de molhamento foliar, por isso a infecção ocorre em períodos chuvosos ou com alta umidade.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>Deve-se evitar a introdução do fungo na área utilizando sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas.</p>
<h3>Manejo da antracnose</h3>
<p>O controle da antracnose é mais eficiente com a adoção de medidas que afetam a sobrevivência do fungo e que evitam proporcionar condições favoráveis à infecção, como rotação de culturas, adubação adequada (principalmente com potássio), população de plantas adequadas a cultivar e manejo eficiente de pragas (principalmente percevejos) e de plantas invasoras.</p>
<h2>2. Cancro da haste</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i><span style="font-weight: 400;">Diaporthe aspalathi; D. caulivora.</span></i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As duas espécies de fungo causam sintomas nas hastes e nas folhas, que se iniciam por pequenos pontos negros que evoluem para <strong>lesões que se tornam castanho-avermelhadas a negras,</strong> alongadas e elípticas e adquirem coloração castanho-clara com bordas castanho-avermelhadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As lesões são profundas e a coloração da medula necrosada varia de castanho-avermelhada em planta ainda verde, a castanho-clara a arroxeada, em haste seca. As <strong>folhas ficam amareladas e com necrose</strong> entre as nervuras (folha carijó). As folhas permanecem presas à planta.</span></p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Períodos prolongados de alta umidade favorecem a produção de estruturas reprodutivas, beneficiando a dispersão dos esporos e infecção.</span></p>
<h3>Disseminação</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobrevivem em restos culturais e são disseminadas por sementes contaminadas.</span></p>
<h3>Manejo do cancro da haste</h3>
<p>As medidas de controle são uso de cultivares resistentes (forma mais econômica e eficiente), tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas, semeadura com maior espaçamento entre as linhas e entre as plantas e adubação equilibrada (principalmente com potássio).</p>
<h2>3. Doença de final de ciclo &#8211; DFC</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>
<ul>
<li>Crestamento foliar: <i>Cercospora kikuchii;</i></li>
<li>Mancha-parda:<i> Septoria glycines.</i></li>
</ul>
</li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><i>Cercospora kikuchii</i> pode atacar folhas, pecíolos, hastes, vagens e sementes.</p>
<p>Nas folhas, os sintomas são caracterizados por pontuações escuras, castanho-avermelhadas, com bordas irregulares, as quais coalescem e formam <strong>grandes manchas escuras que resultam em crestamento e desfolha prematura</strong>, iniciando pelas folhas do terço superior da planta. Também pode ser observada necrose nas nervuras das folhas.</p>
<p>Nas hastes e nos pecíolos, o fungo causa manchas avermelhadas, geralmente superficiais. Quando a infecção ocorre na parte dos nós, o fungo pode penetrar na haste e causar necrose, de coloração avermelhada na medula.</p>
<p>Nas vagens, aparecem pontuações vermelhas, que evoluem para manchas castanho-avermelhadas. Por meio da vagem, o fungo atinge a semente e causa a mancha-púrpura no tegumento. É o fungo mais frequentemente encontrado em lotes de sementes, porém, não afeta a germinação.</p>
<p>Os primeiros sintomas da mancha-parda podem aparecer cerca de duas semanas após a emergência, como pequenas pontuações ou manchas de contornos angulares, castanho-avermelhadas, nas folhas unifolioladas.</p>
<p>Em situações favoráveis, a doença pode atingir as primeiras folhas trifolioladas e causar desfolha.</p>
<p>Os sintomas podem ocorrer com maior intensidade durante o enchimento de grãos, sendo caracterizados por pontuações pardas nas folhas, menores que 1 mm de diâmetro, as quais evoluem e formam manchas com halos amarelados e centro de contorno angular, de coloração castanha em ambas as faces, medindo até 4 mm de diâmetro.</p>
<p>Infecções severas, na fase de enchimento de vagens, podem causar desfolha e maturação precoce.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Tempo chuvoso ou de alta umidade e temperatura.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>Sobrevivem em restos culturais.</p>
<h3>Manejo da mancha-parda e do crestamento foliar</h3>
<p>Em razão da sobrevivência dos fungos nos restos culturais, a rotação de culturas é indicada para a redução do inóculo na área.</p>
<p>O controle deve ser feito se utilizando de semente livre dos patógenos, tratamento de semente e aplicações na parte aérea, com fungicidas &#8211; os mesmos utilizados para controle da ferrugem-asiática. Isolados de <i>C. kikuchii,</i> com resistência a fungicidas IQo (“estrobilurinas”) e MBC (benzimidazóis) têm sido obtidos de plantas e sementes de diferentes regiões produtoras.</p>
<h2>4. Ferrugem asiática</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Phakopsora pachyrhizi.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Os sintomas da ferrugem-asiática podem ser observados <strong>em qualquer estádio de desenvolvimento da planta.</strong></p>
<p>Os órgãos atacados são cotilédones, folhas e hastes, sendo nas folhas os sintomas característicos da doença.</p>
<p>Os sintomas nas folhas tendem a iniciar pelas folhas do terço inferior das plantas, sendo caracterizados por <strong>minúsculos pontos mais escuros do que o tecido sadio da folha, variando de coloração esverdeada a cinza-esverdeada</strong>, com correspondentes saliências (urédias) na face inferior da folha. Essas, abrem-se em um minúsculo poro, por onde são expelidos os uredosporos. As lesões tendem a apresentar formato angular, podendo atingir de 2 mm a 5 mm de diâmetro.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>A precipitação pluvial é um fator importante por causa da sua ação de deposição dos esporos, ao mesmo tempo em que promove condições de molhamento. Um mínimo de seis horas de molhamento sobre a superfície da folha é necessário para que ocorram infecções.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.</p>
<h3>Manejo da ferrugem asiática</h3>
<p>As estratégias recomendadas para reduzir o risco de danos à cultura são:</p>
<ol>
<li>Eliminação de plantas voluntárias de soja e ausência de cultivo de soja na entressafra por meio do vazio sanitário (período de, no mínimo, 60 dias);</li>
<li>Utilização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultivares resistentes;</a></strong></li>
<li>Utilização de cultivares de ciclo precoce e semeaduras no início da época recomendada;</li>
<li>Monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura, intensificando no fechamento das entrelinhas, associado à utilização de fungicidas no aparecimento dos sintomas ou preventivamente.</li>
</ol>
<p>Os fungicidas utilizados são misturas comerciais de inibidores de desmetilação (IDM ou “triazóis”), inibidores da quinona externa (“estrobilurinas”) e/ou inibidores da succinato desidrogenase (ISDH ou “carboxamidas”).</p>
<p>Esses são os chamados sítio-específicos, porque atuam em um ponto do metabolismo do fungo. Também têm sido utilizados os multi sítios, que atuam em mais de um ponto do metabolismo do fungo, à base de cobre, clorotalonil e mancozeb, associados aos sítio-específicos.</p>
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<h2>5. Mancha-alvo</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Corynespora cassiicola.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Podem ser observados na folha, no caule, na vagem, na semente, no hipocótilo e nas raízes.</p>
<p>As lesões na folha iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, atingindo até 20 mm de diâmetro.</p>
<p>Geralmente, as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">manchas apresentam uma pontuação escura no centro, semelhante a um alvo</a></strong>. Plantas severamente infectadas desfolham precocemente. Manchas pardo-avermelhadas podem ser observadas nas nervuras das folhas na haste e nas vagens. As manchas nas vagens são geralmente circulares, de 1 mm de diâmetro e tecido deprimido, com centro escuro e margens amarronzadas.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>As condições que favorecem a doença são temperatura de 18ºC a 32ºC e alta umidade relativa.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O fungo <i>C. cassiicola</i> pode sobreviver em outras plantas, em restos de cultura e na forma de estrutura de resistência (clamidosporos) e na semente infectada.</p>
<h3>Manejo da mancha-alvo</h3>
<p>Para o controle da doença, é recomendado o uso de cultivares resistentes/tolerantes, tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas com milho e outras espécies de gramíneas e controle químico com fungicidas.</p>
<p>Os fungicidas contendo os ingredientes ativos protioconazole e fluxapiroxade apresentaram maior eficiência de controle.</p>
<h2>6. Mancha olho-de-rã</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Cercospora sojina.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Essa doença pode atingir folha, haste, vagem e semente. Os sintomas iniciam com pontuações de encharcamento, que evoluem para <strong>manchas com centros de coloração castanho-claro</strong> na face superior da folha, e cinza, na inferior, com bordos castanho-avermelhados nas duas faces.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>As condições favoráveis à ocorrência da doença são temperatura e umidade altas.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O fungo pode ser disseminado por semente e pelo vento. Sobrevive em restos de cultura.</p>
<h3>Manejo da mancha olho-de-rã</h3>
<p>A doença é controlada pelo uso de cultivares resistentes, mas o tratamento de sementes é uma medida que deve ser adotada para evitar a reintrodução do fungo ou a introdução de novas raças de <i>C. sojina</i>.</p>
<h2>7. Míldio</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Peronospora manshurica.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Os sintomas nas folhas iniciam por <strong>lesões de 3 mm a 5 mm, verde-claras, que passam a amarelas e, mais tarde, o tecido necrosa</strong>. No verso dessas lesões, na face inferior da folha, aparecem as estruturas de frutificação do patógeno, de aspecto cotonoso e de coloração acinzentada.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>A infecção é favorecida por temperaturas amenas (20 °C a 22 °C) e umidade elevada.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O patógeno é introduzido na lavoura por sementes infectadas e por esporos disseminados pelo vento.</p>
<h3>Manejo do míldio</h3>
<p>Não há medidas de controle indicadas em razão da pouca importância econômica da doença.</p>
<h2>8. Mofo-branco</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Sclerotinia sclerotiorum.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Os primeiros sintomas são <strong>manchas aquosas</strong>, adquirindo coloração castanho-clara e desenvolvendo abundante formação de micélio branco e denso.</p>
<p>O fungo é capaz de infectar qualquer parte da planta, porém, as infecções iniciam com frequência a partir de flores, nas axilas das folhas e nos ramos laterais. Ocasionalmente, nas folhas, podem ser observadas murchas e secamentos. Em poucos dias, são formados os escleródios, estruturas negras e rígidas que podem permanecer viáveis no solo por até três anos.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>A fase mais vulnerável da planta vai do estádio da floração plena ao início da formação das vagens (R2 a R3). Escleródios caídos ao solo, sob alta umidade e temperaturas entre 10 ºC e 21 ºC, germinam, formando apotécios.</p>
<p>Os apotécios produzem ascosporos que são liberados ao ar, responsáveis pela infecção das plantas.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A introdução do fungo em uma lavoura ocorre primordialmente por meio de escleródios, que podem ser transportados por máquinas, equipamentos, caminhões e por sementes de diversas espécies, quando não são obedecidos os critérios de manejo durante a produção e o beneficiamento.</p>
<h3>Manejo do mofo-branco</h3>
<p>Deve-se realizar o manejo do mofo-branco pela integração de medidas de controle, tais como:</p>
<ul>
<li>Utilização de <strong>sementes de boa qualidade e tratadas com fungicidas</strong>;</li>
<li>Formação de palhada para cobertura uniforme do solo, preferencialmente com gramíneas;</li>
<li><strong>Rotação e/ou sucessão</strong> com culturas não hospedeiras;</li>
<li>Escolha de cultivares com arquitetura, que favoreça boa aeração entre as plantas (pouco ramificadas e com folhas pequenas) e com período mais curto de florescimento;</li>
<li>População de plantas e espaçamento entrelinhas adequados às cultivares;</li>
<li>Emprego de <strong>controle químico</strong>, com pulverizações foliares de fungicidas principalmente no início da floração até início da formação de vagens;</li>
<li>Emprego do <strong>controle biológico</strong> por meio de infestação do solo com agentes antagonistas;</li>
<li>Limpeza de máquinas e de equipamentos após utilização em área infestada para evitar a disseminação de escleródios.</li>
</ul>
<h2>9. Oídio</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Erysiphe diffusa.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>O sintoma característico é uma fina cobertura branca que pode ser em pequenos pontos ou cobrir toda a parte aérea da planta. Nas folhas, com o passar dos dias, a coloração branca muda para castanho-acinzentada, dando a aparência de sujeira em ambas as faces. Em infecções severas, as folhas podem secar e cair prematuramente.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>É favorecida por períodos de baixa umidade e de temperaturas amenas (18 °C a 24 °C).</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A infecção pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta, porém é mais visível no início da floração.</p>
<h3>Manejo do oídio</h3>
<p>O método mais eficiente de controle do oídio é o uso de cultivares resistentes, podendo ser controlado com uso de fungicidas.</p>
<h2>10. Podridão vermelha da raiz</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Fusarium brasiliense, F. crassistipitatum, F. tucumaniae.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/" target="_blank" rel="noopener">sintoma de infecção na raiz</a></strong> inicia com mancha avermelhada, mais visível na raiz principal, geralmente localizada 1 cm a 2 cm abaixo do nível do solo, circundando a raiz e passando da coloração vermelho-arroxeada para castanho-avermelhada a quase negra.</p>
<p>Essa necrose acentuada fica localizada no córtex, enquanto a medula da raiz adquire coloração, no máximo, castanho-clara, se estendendo pelo tecido lenhoso da haste a vários centímetros acima do nível do solo.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Solos compactados, com acúmulo de água, favorecem a ocorrência da doença que aparece em reboleiras.</p>
<h3>Manejo da podridão vermelha da raiz</h3>
<p>Para o manejo da doença, é preciso evitar a semeadura em solos compactados e mal drenados e fazer rotação/sucessão de culturas com sorgo e trigo.</p>
<h2>11. Nematoide de cisto</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Heterodera glycines.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><strong>Penetra nas raízes da soja e dificulta a absorção de água e nutrientes</strong>, resultando em porte reduzido das plantas e clorose na parte aérea, daí a doença ser conhecida como nanismo amarelo da soja. Os sintomas aparecem em reboleiras, geralmente, próximas de estradas ou carreadores.</p>
<p>Em muitos casos, as plantas de soja acabam morrendo. Por outro lado, em regiões com solos mais férteis e com boa distribuição de chuva, os sintomas na parte aérea podem não se manifestar. Por isso, o diagnóstico definitivo exige sempre a observação do sistema radicular.</p>
<p>Na planta parasitada, o sistema radicular fica reduzido e apresenta, a partir dos 30-40 dias após a semeadura da soja, minúsculas fêmeas do nematoide, com formato de limão ligeiramente alongado e coloração branca.</p>
<p>Com o passar do tempo, a coloração vai mudando para amarelo, marrom claro e, finalmente, a fêmea morre e seu corpo se transforma em uma estrutura dura de coloração marrom-escura, denominada cisto, que se desprende da raiz e fica no solo.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A disseminação do NCS se dá, principalmente, pelo transporte de solo infestado. Isso pode ocorrer por meio de equipamentos agrícolas, de sementes mal beneficiadas que contenham partículas de solo, pelo vento, pela água e até por pássaros que, ao coletar alimentos do solo, podem ingerir junto os cistos.</p>
<h3>Manejo do nematoide de cisto</h3>
<p>Em áreas onde o nematoide de cisto foi identificado, o produtor tem que conviver com ele, uma vez que sua erradicação é praticamente impossível.</p>
<p>Algumas medidas ajudam a minimizar as perdas, destacando rotação de culturas com plantas não hospedeiras e uso de cultivares resistentes, sendo o ideal a combinação dos dois métodos.</p>
<h2>12. Nematoide das galhas</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Meloidogyne </i>spp.</li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Nas raízes das plantas atacadas observam-se galhas em número e tamanho variados, dependendo da suscetibilidade da cultivar e da densidade populacional do nematoide no solo. No interior das galhas, estão localizadas as fêmeas do nematoide. Essas possuem coloração branco pérola e têm o formato de pera.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Em anos em que acontecem veranicos na fase e enchimento de grãos, os danos tendem a ser maiores.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O cultivo prévio de espécies hospedeiras aumenta os danos na soja semeada na sequência. Da mesma forma, a presença de plantas daninhas na área também possibilita a reprodução e a sobrevivência do parasita.</p>
<h3>Manejo do nematoide das galhas</h3>
<p>A rotação/sucessão de culturas para o controle dos nematoides de galhas deve ser bem planejada, uma vez que a maioria das espécies cultivadas multiplica uma ou mais espécies de <i>Meloidogyne</i>.</p>
<h2>13. Nematoide das lesões radiculares</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <em>Pratylenchus brachyurus</em>.</li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><strong>As raízes das plantas parasitadas se apresentam, parcial ou totalmente, escurecidas, em consequência do ataque às células do parênquima cortical</strong>, onde o patógeno injeta toxinas durante o processo de alimentação. A movimentação do nematoide na raiz também desorganiza e destrói células.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p><i>Pratylenchus brachyurus</i> também pode parasitar aveia, milho, milheto, girassol, cana-de-açúcar, algodão, amendoim, entre outras, alguns adubos verdes e a maioria das plantas daninhas, o que dificulta a escolha de espécies vegetais para inclusão na rotação/sucessão com a soja.</p>
<p>E existe diferença entre e dentro de espécies vegetais, com relação à capacidade de multiplicar o nematoide.</p>
<h3>Manejo do nematoide das lesões radiculares</h3>
<p>Espécies resistentes, ou seja, com fatores de reprodução (FR)&lt;1,0, como em algumas crotalárias, devem ser preferidas para semeadura nas áreas infestadas.</p>
<p>Na ausência de espécies vegetais resistentes, o agricultor deve optar por semear genótipos com FR menores, ou seja, que multipliquem menos o nematoide, como por exemplo, alguns híbridos de milheto ou sorgo.</p>
<h2>14. Nematoide da haste verde da soja</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Aphelenchoides besseyi.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>As plantas apresentam <strong>folhas com coloração verde mais escuro, menor pilosidade, afilamento e embolhamento no limbo foliar.</strong> Podem ocorrer, também, lesões necróticas angulares de coloração pardo-avermelhada a marrom.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Os nematoides podem sobreviver no solo ou em restos culturais e migram para a parte aérea das plantas, em períodos com chuvas frequentes e temperaturas médias acima de 28 °C.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A disseminação ocorre pelo contato entre folhas doentes e sadias na presença de água da chuva ou de orvalho ou de irrigação. Durante a colheita pode haver dispersão do nematoide por meio de resíduos de plantas doentes expelidos pelas colhedoras.</p>
<h3>Manejo do nematoide da haste verde da soja</h3>
<p>Semeadura da soja sobre palhada de plantas completamente mortas (dessecação com 15 a 20 dias de antecedência), o controle de plantas daninhas logo no início do desenvolvimento da soja, em pós-emergência, cultivar milho em segunda safra, quando possível, e evitar a sucessão da soja com outras plantas hospedeiras.</p>
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		<item>
		<title>Posicionamentos e resultados com o uso de herbicidas pré-emergentes em soja</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-em-soja-posicionamento-e-resultados-atuais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Nov 2021 18:34:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[herbicidas]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[safra]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este webinar trata sobre herbicidas pré-emergentes em soja, destacando sua importância e posicionamento adequado. Principais pontos do webinar Os herbicidas pré-emergentes são essenciais para controlar plantas daninhas e garantir a limpeza da área de plantio. A cultura da soja é particularmente sensível à competição com plantas daninhas, tornando o uso de herbicidas fundamental. O webinar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este webinar trata sobre herbicidas pré-emergentes em soja, destacando sua importância e posicionamento adequado.</p>
<h2>Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>Os herbicidas pré-emergentes são essenciais para controlar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">plantas daninhas</a></strong> e garantir a limpeza da área de plantio.</li>
<li>A cultura da soja é particularmente sensível à competição com plantas daninhas, <strong>tornando o uso de herbicidas fundamental.</strong></li>
<li>O webinar aborda as características, benefícios e oportunidades de uso dos <strong>herbicidas pré-emergentes</strong>.</li>
<li>A análise de dados e a escolha adequada dos herbicidas pré-emergentes são fundamentais para obter resultados eficazes e minimizar os riscos de intoxicação ou perda de produtividade.</li>
</ul>
<p>Quem está à frente da palestra é a Dra. Camila Pinho, pesquisadora e professora da UFRRJ.</p>
<p>Assista ao <strong>conteúdo na íntegra</strong>!</p>
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		<title>Nematoides na soja: principais tipos e como realizar o controle</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2021 12:54:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[controle biológico]]></category>
		<category><![CDATA[controle químico]]></category>
		<category><![CDATA[grão]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[nematoides]]></category>
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		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Brasil, os nematoides recorrentes à cultura da soja têm sido os formadores de galhas (Meloidogyne spp.), o de cisto (Heterodera glycines), o das lesões radiculares (Pratylenchus brachyurus) e o nematoide-reniforme (Rotylenchulus reniformis). Espécies como Helicotylenchus dihystera e Scutellonema brachyurus têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No Brasil, <strong>os nematoides recorrentes à cultura da soja</strong> têm sido os <strong>formadores de galhas</strong> (<i>Meloidogyne</i> spp.), <strong>o de cisto</strong> (<i>Heterodera glycines</i>), <strong>o das lesões radiculares</strong> (<i>Pratylenchus brachyurus</i>) e o <strong>nematoide-reniforme</strong> (<i>Rotylenchulus reniformis</i>).</p>
<p>Espécies como <i>Helicotylenchus dihystera</i> e <i>Scutellonema brachyurus</i> têm sido consideradas emergentes, como potenciais patógenos da cultura da soja, seja pela ampla distribuição nas lavouras brasileiras, seja pelo aumento nas densidades populacionais encontradas na cultura. <i>Tubixaba tuxaua</i> também pode ser considerado patógeno potencial da cultura, embora com distribuição mais restrita.</p>
<p>Outro nematoide emergente, <i>Aphelenchoides besseyi</i>, é o único de parte aérea, relatado na cultura da soja, que tem por hábito alimentar-se das inflorescências, flores e folhas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Evolução dos nematoides</h2>
<p><strong>No Brasil, os danos provocados por nematoides podem chegar a R$ 35 bilhões por ano e, somente na soja, estima-se que os prejuízos alcancem R$ 16,2 bilhões.</strong></p>
<p>O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) listou os nematoides entre as <span style="font-size: 12pt;">pragas </span>consideradas de maior risco sanitário e com potencial de provocar prejuízos econômicos à agricultura brasileira.</p>
<p>Os nematoides apresentaram, ao longo de centenas de anos, <strong>transformações de partes do aparelho bucal em estrutura resistente, denominada estilete</strong>. Esta modificação conferiu a esses organismos a capacidade de adaptar-se a outra fonte alimentar e, assim, extrair alimentos de células vegetais.</p>
<p>Utilizam o estilete para perfurar os tecidos da parede celular e, a princípio, injetar secreções enzimáticas no interior das células. Estas secreções promovem uma pré-digestão do conteúdo celular que, posteriormente, será sugado por meio do estilete. Ação que pode induzir alterações na morfologia desta célula e das células adjacentes ou necrose dos tecidos.</p>
<p>Estes minúsculos patógenos são imperceptíveis até provocar os primeiros danos à lavoura, quando os sintomas da sua presença são observados nas plantas, na maioria das vezes, já completamente comprometidas.</p>
<p>As doenças de plantas causadas por fitonematoides tornaram-se comuns em diversos países, e a maioria refere-se à alimentação do patógeno no <strong>sistema radicular</strong> do vegetal. No entanto, algumas espécies são parasitas de órgãos aéreos.</p>
<p>Na cultura da soja existem relatos no mundo que se referem à <strong>coexistência de</strong> <strong>mais de 100 espécies de fitonematoides</strong>, envolvendo cerca de 50 gêneros.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Nematoide-das-galhas</h2>
<p><strong>Os nematoides-das-galhas estão entre os mais importantes parasitas da cultura da soja.</strong> Existem mais de 80 espécies de nematoides do gênero <i>Meloidogyne </i>reconhecidas em todo o mundo.</p>
<p>Na cultura da soja nacional destacam-se <i>Meloidogyne javanica </i>e <i>M. incognita</i>. A primeira encontra-se disseminada por todas as áreas de soja e tem sido relacionada com os danos mais severos à cultura, enquanto a segunda, não menos problemática, é muito comum em áreas com histórico de cultivo de café e algodão.</p>
<p>Esses nematoides são classificados como endoparasitas sedentários, cuja interação entre patógeno e planta é extremamente evoluída.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21610 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1.jpg" alt="Nematoides das galhas" width="512" height="366" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1-300x214.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1-370x264.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1-270x193.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-1-1-150x107.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p>Tanto a formação quanto a manutenção do sítio de alimentação são complexas e envolvem ação de enzimas e outras proteínas produzidas pelo nematoide. Tal sítio é composto por cerca de seis a oito células do hospedeiro, caracteristicamente grandes, com vacúolos pequenos ou ausentes, multinucleadas e com citoplasma denso.</p>
<p>Comumente, os sítios de alimentação são denominados células gigantes e funcionam como drenos na planta, visto que são responsáveis por desviar nutrientes que seriam usados no crescimento e na produção da planta, para servirem como alimento para os nematoides.</p>
<p>Como a alimentação do nematoide causa crescimento e multiplicação desordenada das células, observa-se, externamente, a formação de nodosidades nas raízes, comumente chamadas galhas, sendo este o sintoma típico do nematoide. Como reflexo, observam-se plantas subdesenvolvidas e com característica de deficiência nutricional, sendo ainda comum a presença de folhas carijó.</p>
<h3>Sintomas do Nematoide-das-galhas</h3>
<p>No campo, os sintomas ocorrem em reboleiras, visto que o nematoide apresenta movimentação limitada no solo, sendo disseminado, principalmente, por práticas agrícolas resultantes do revolvimento do solo.</p>
<p>É importante ressaltar que os sintomas são comumente observados no período reprodutivo da planta, o que muitas vezes faz com que técnicos e produtores acreditem que os nematoides atacam as plantas no período do florescimento, mas, na verdade, o nematoide infecta as raízes desde a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-ocorre-a-germinacao/" target="_blank" rel="noopener">germinação das sementes</a></strong>, preferindo sempre as raízes jovens.</p>
<p>O sintoma é mais visível em plantas na fase de florescimento, por ser um período de alta demanda de água e nutrientes, e quando a população do nematoide já se encontra elevada nas raízes, as quais perdem a função de suprir as necessidades da planta. Outro fator que contribui para manifestação severa de sintomas é a estiagem.</p>
<p>Apesar de as galhas constituírem sintomas típicos e fáceis de ser diagnosticados a olho nu, é importante lembrar que, comumente, os nematoides ocorrem em populações mistas no solo. A presença de nematoides-das-galhas pode mascarar a percepção de outras espécies presentes na área.</p>
<p>Destaca-se ainda que, além dos danos diretos ocasionados pelo nematoide, os processos de penetração, movimentação e alimentação abrem portas de entrada e predispõem a planta à ocorrência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">outras doenças</a></strong>, principalmente associadas a fungos de solo, com destaque para <i>Fusarium solani</i> f. sp. <i>glycines</i>.</p>
<h2>Nematoide-de-cisto-da-soja</h2>
<p><strong>O nematoide-de-cisto-da-soja, <i>Heterodera glycines</i>, continua a ser uma séria ameaça à produção de soja em todo o mundo.</strong> É uma das principais pragas da cultura pelos prejuízos que podem causar e pela facilidade de disseminação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21611 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja.jpg" alt="Nematoide de cisto da soja" width="723" height="406" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja.jpg 723w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-300x168.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-370x208.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-270x152.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 723px) 100vw, 723px" /></p>
<p>Este nematoide caracteriza-se como um semiendoparasita sedentário, cujo ciclo de vida é semelhante àquele descrito para <em>Meloidogyne</em>, e completa-se em torno de três semanas.</p>
<p>A reprodução ocorre por anfimixia (cruzamento entre macho e fêmea), o que garante alta variabilidade genética. O sintoma inicial de ocorrência do nematoide-de-cisto-da-soja nas lavouras caracteriza-se pela presença de reboleiras, com as plantas atrofiadas e cloróticas e com poucas vagens.</p>
<p><strong>Em locais onde a população do patógeno é alta, também pode ocorrer morte prematura de plantas</strong>.</p>
<p>Cuidados devem ser tomados, uma vez que deficiência de alguns nutrientes, especialmente nitrogênio (N), <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-soja-como-economizar-no-potassio/" target="_blank" rel="noopener">potássio</a></strong> (K) e certos micronutrientes, fitotoxicidade por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tecnologia-de-aplicacao-de-defensivos-agricolas-melhores-praticas/" target="_blank" rel="noopener">defensivos agrícolas</a></strong>, compactação do solo e outras desordens fisiológicas podem ocasionar os mesmos sintomas na parte aérea das plantas.</p>
<p>Nas regiões com boa distribuição de chuvas e solos de fertilidade natural mais alta, as plantas doentes podem não exibir sintomas evidentes na parte aérea, exceto uma ligeira redução no porte.</p>
<p>Portanto, o diagnóstico definitivo deve ser realizado com base nos sinais, ou seja, presença de fêmeas de cor branca ou amarela presas às raízes, cerca de cinco semanas após a semeadura da soja.</p>
<h2>Nematoides-das-lesões-radiculares</h2>
<p><strong>Os nematoides-das-lesões-radiculares (<i>Pratylenchu</i>s spp.) são assim denominados pelos sintomas causados nas raízes das plantas hospedeiras</strong>, as quais servem de porta de entrada para bactérias e fungos, resultando em necroses e podridões.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21612 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2.jpg" alt="Nematoides das lesões radiculares" width="512" height="211" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2-300x124.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2-370x152.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2-270x111.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-2-150x62.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p>É um endoparasita migrador que <strong>causa danos mecânicos às raízes durante a alimentação e movimentação no interior dos tecidos</strong>. Além disso, apresenta ação espoliadora, pela retirada do conteúdo citoplasmático, e danos por ação tóxica, pela injeção de substâncias no córtex radicular.</p>
<p>Como consequência, modificam e destroem os tecidos, comprometendo a absorção e o transporte de água e nutrientes, prejudicando o desenvolvimento da planta, bem como facilitando a infecção por patógenos secundários.</p>
<p>Os sistemas radiculares parasitados mostram-se reduzidos e pouco volumosos, e as plantas apresentam menor estatura, clorose e murchamento das folhas, refletindo em perdas de produção.</p>
<h2>Nematoide-reniforme</h2>
<p><i>Rotylenchulus reniformis </i>é considerado um dos principais problemas da cultura do algodoeiro, mas sua importância vem crescendo nos últimos anos em áreas cultivadas com soja e algodão na região do Cerrado brasileiro.</p>
<p>Até pouco tempo atrás, <strong>esse nematoide era considerado um patógeno secundário para a cultura da soja</strong>. Contudo, atualmente é tido como espécie emergente nesta cultura, principalmente em lavouras do estado do Mato Grosso, onde sua ocorrência tem aumentado de forma consistente e altas populações têm sido associadas a perdas em rendimento na cultura.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21613 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1.jpg" alt="Nematoides reniforme" width="740" height="277" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1-300x112.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1-370x139.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1-270x101.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/01/nematoides-na-soja-1-150x56.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /></p>
<p>Esse nematoide é considerado um semiendoparasita sedentário, que pode alimentar-se em qualquer ponto ao longo do comprimento das raízes. As fêmeas presentes no interior das raízes induzem à formação de um tecido nutridor, de onde retiram seu alimento para completar o ciclo de vida.</p>
<p>A produção de ovos inicia-se entre cinco e sete dias após a infecção das raízes das plantas, em número de até 100 ovos. Seu ciclo de vida é completado entre 24 a 30 dias, com grande influência da temperatura nesse período.</p>
<p>Outro fator que favorece essa espécie é a textura do solo, sendo este de textura fina, siltoso ou argiloso. Tem como característica a elevada capacidade de sobrevivência na ausência do hospedeiro, podendo permanecer no solo por até dois anos.</p>
<p>O manejo de <i>R. reniformis </i>pode ser realizado, principalmente, por meio da rotação de culturas, uma vez que esse nematoide possui círculo de hospedeiros mais restrito, em relação a <i>Meloidogyne </i>spp. ou <i>P. brachyurus</i>, além do uso de cultivares resistentes.</p>
<p>As cultivares de soja americanas Forrest e Custer são consideradas padrões de resistência ao nematoide-reniforme e, aparentemente, cultivares com resistência ao nematoide-de-cisto também conferem resistência a <i>R. reniformis.</i></p>
<h2>Como fazer o controle dos nematoides?</h2>
<p>Atualmente, <strong>práticas de <a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-biologico-de-pragas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">controle biológico</a> fazem parte do manejo integrado para redução de um organismo “patógeno”</strong> alvo através de outros organismos vivos presentes rotineiramente na natureza, que não plantas resistentes com foco no retardo da densidade do inóculo ou das atividades determinantes da doença, estabelecendo equilíbrio por meio de ações que busquem melhoras na biodiversidade do solo.</p>
<p>Desse modo, os fungos antagonistas, fazem parte do nicho ecológico de biocontrole, entre eles os chamados fungos nematófagos, divididos em três grupos distintos (predadores, endoparasitas, oportunistas parasitas de ovos e juvenis), produzindo metabólitos tóxicos aos nematoides, além de poderem competir por nutrientes e espaço com os patógenos, ou ainda induzir a planta a desenvolver resistência as doenças.</p>
<p>São classificados de acordo com os mecanismos de ataque a seus hospedeiros, entre eles:</p>
<ul>
<li>Fungos predadores com a produção de hifas modificadas em armadilhas para captura;</li>
<li>Fungos endoparasitas com produção de esporos que servem de alimento para nematoides;</li>
<li>Fungos oportunistas ou predadores de ovos, que colonizam e perfuram cascas de ovos de nematoides;</li>
<li>Fungos tóxicos, com produção de toxinas que imobilizam o nematoide antes da penetração das hifas.</li>
</ul>
<p>As populações de fitonematoides, que coexistem no solo, flutuam sob a dependência da pressão dos fatores bióticos e abióticos. Tal influência responde não só pela quantidade, mas também pela qualidade das populações.</p>
<p>A duração do ciclo de vida, razão sexual, taxa reprodutiva, dinâmica e distribuição populacional no solo são geridos pela temperatura, umidade, textura, aeração e pH do solo, bem como pela cultura e pela planta hospedeira, por outros organismos existentes e pelo manejo adotado.</p>
<p>O produtor deve conhecer e estabelecer um rigoroso manejo em cada talhão da propriedade, para tanto a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-amostrar-solo-e-raizes-para-analise-nematologica/" target="_blank" rel="noopener">análise nematológica</a></strong>, em laboratório especializado, é tão necessária quanto as demais análises efetuadas na lavoura.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Subsoladores e escarificadores: saiba quando utilizar cada um deles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 18:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[máquinas]]></category>
		<category><![CDATA[maquinas agrícolas]]></category>
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		<category><![CDATA[sistema de plantio direto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo. Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, ou seja, rompendo a estrutura física da camada do solo. Para recomendação dessa prática deve-se analisar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo.</p>
<p>Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de <strong>escarificação e subsolagem</strong>, ou seja, rompendo a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ambiente-fisico-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">estrutura física</a></strong> da camada do solo. Para recomendação dessa prática deve-se <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-microbiologica-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">analisar o solo</a></strong> quanto à compactação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Compactação do solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/trafego-controlado-de-maquinas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">tráfego de máquinas</a></strong>.  </span></p>
<p>Isso é ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, seja em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.</p>
<p>O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos com condições de muita umidade e com pouca palha na superfície.</p>
<p>O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, principalmente até 20 cm de profundidade.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10557 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/penetrometro.jpg" alt="Homem em um campo segurando um penetrômetro" width="270" height="360" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/penetrometro.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/penetrometro-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Penetrômetro</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10558 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/trator-escarificador-subsolador.jpg" alt="Trator com escarificador e subsolador" width="270" height="360" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/trator-escarificador-subsolador.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/trator-escarificador-subsolador-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Trator com escarificador e subsolador acoplados</span></span></p>
<p>Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com textura arenosa.</p>
<p>Solos compactados apresentam decréscimos de diversos fatores importantes, tais como:</p>
<ul>
<li>Macroporosidade;</li>
<li>Disponibilidade de água;</li>
<li>Absorção de nutrientes.</li>
</ul>
<p>O déficit desses fatores causa consequência, como a redução na difusão de gases no solo, o que acaba por limitar os processos metabólicos das plantas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Manejo para solos compactados</h3>
<p>Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada.</p>
<p>A escarificação proporciona <strong>redução da resistência do solo à penetração</strong>, com pouca mobilização do solo.</p>
<p>Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.</p>
<h2>Uso de escarificadores</h2>
<p>A utilização de <strong>escarificadores em SPD vêm sendo indicados para romper camadas compactadas até 0,20 m.</strong> Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.</p>
<p>Girardello e seus colaboradores (2014) avaliaram a eficiência de escarificadores e observaram uma diminuição nos valores de resistência à penetração (RP), comparado aos locais sem escarificação.</p>
<p>Nas parcelas em que não realizou a escarificação, o valor da RP foi de 1,36 MPa , e de 1,75 MPa onde teve o tráfego de tratores, sem escarificação.</p>
<p>Já na pesquisa de Bellé <i>(et. al, 2014</i>) relata que, em solos com a utilização de escarificador, há menor consumo de combustível, potência e tração do trator do que em locais sem uso de escarificador.</p>
<h2>Uso de subsoladores</h2>
<p>O uso de <strong>subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m.</strong> A utilização de subsoladores rompe as camadas compactadas até 0,30 m (Monteiro <i>et. al</i>, 2017).</p>
<p>A prática da subsolagem em solos sob <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plantio direto</strong></a>, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional. Em solos onde foi realizada a subsolagem, não apresentaram diferença na produtividade de culturas, em comparação com solos manejados sem subsolagem, sob SPD (Raper <i>et. al</i>, 2005).</p>
<blockquote><p><em><span style="font-weight: 400;">A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície, tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.</span></em></p></blockquote>
<h2>Comparativo entre escarificadores e subsoladores</h2>
<p>Seki e seus colaboradores (2015) avaliaram o efeito de escarificadores e subsoladores em solos sob SPD. Eles observaram que:</p>
<blockquote><p><em>A utilização do escarificador proporcionou maior manutenção da cobertura vegetal do solo do que os subsoladores. </em></p></blockquote>
<p>No entanto, na pesquisa de Nunes (et. al, 2015) concluíram que a utilização de semeadoras adaptadas ao SPD, podem descompactar o solo até a profundidade de 0,17 m.</p>
<p>Vários autores relatam que não foram apresentados incrementos na produtividade das culturas, após a prática da escarificação ou da subsolagem em solos compactados.</p>
<p>Em Latossolos e Argissolos oxídicos, sob SPD, a escarificação e subsolagem apresentam como operações desnecessárias, pois a longo prazo a qualidade física do solo pode ser melhorada com a prática de <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rotação e sucessão de culturas</strong></a>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10560 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/rotacao-de-culturas.jpg" alt="Vista aérea de um campo de rotação de culturas" width="509" height="263" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/rotacao-de-culturas.jpg 509w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/rotacao-de-culturas-300x155.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/rotacao-de-culturas-370x191.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/rotacao-de-culturas-270x140.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 509px) 100vw, 509px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Rotação de culturas &#8211; Fonte: Instituto Agro</span></p>
<p>Girardello e seus colaboradores (2014), avaliando a eficiência de escarificadores, verificaram que a produtividade da soja em área escarificada foi de 3.669 kg.ha-1, sendo semelhante à área sem escarificação.</p>
<h2>Práticas desejáveis para alta produtividade</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em pesquisa de 2014 (Andrade Júnior </span><i><span style="font-weight: 400;">et. al</span></i><span style="font-weight: 400;">) observaram que os <strong>sistemas de preparo de solo</strong>, cultivo mínimo com subsolagem e SPD, com espaçamento de plantio de 0,40 m proporcionam aumento na produtividade de <strong>milho</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica. Assim, permite-se que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10561 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/manejo-de-gramineas.png" alt="Manejo de gramíneas forrageiras em ILP e SPD no Semiárido" width="265" height="183" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Manejo de gramíneas forrageiras em ILP e SPD no Semiárido &#8211; Fonte: Embrapa</span></span></p>
<p>Apesar de trabalhos mais antigos terem mostrado pouco efeito no uso de escarificação e subsolagem na produtividade das culturas, atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o <strong>tráfego de máquinas</strong> aumentou, devido à adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.</p>
<p>Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, mais pesadas, e devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plantas daninhas</strong></a> e <strong>pragas</strong>, visando atingir maiores produtividades.</p>
<p>Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações devem ser realizadas para diferentes condições edafoclimáticas e regiões de produção do país.</p>
<p>Assim sendo, o uso de máquinas têm aumentado nas lavouras, até porque estão produzindo mais, buscando melhores qualidades e em menos tempo.</p>
<p>O quesito físico do solo é essencial tanto no desenvolvimento da cultura quanto na saúde desse solo. Contudo, igualmente importantes, são os fatores químicos e biológicos.</p>
<p>Além disso, os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bioindicadores-para-determinar-a-qualidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">bioindicadores</a></strong> podem ser verdadeiros aliados. Por isso eles têm ganhado cada vez mais espaço nas avaliações do solo.</p>
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		<title>Micro-organismos no solo: qual a importância para a fertilidade?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/microrganismos-como-promotores-de-crescimento-de-plantas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2020 18:32:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade do solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O solo é uma mistura heterogênea de diferentes organismos e substâncias orgânicas e minerais presentes em três fases: sólida, líquida e gasosa. As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo. A agregação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O</strong> <strong>solo é uma mistura heterogênea de diferentes organismos e substâncias orgânicas e minerais</strong> presentes em três fases: sólida, líquida e gasosa.</p>
<p>As forças físicas e o agrupamento natural de partículas resultam na formação de agregados de solo de diferentes tamanhos, arranjos e estabilidades, que são as unidades básicas da estrutura do solo.</p>
<p>A agregação do solo é influenciada por vários fatores, como mineralogia do solo, ciclos de umedecimento e secagem, a presença de óxidos de ferro e alumínio em função da faixa de pH do solo, argila e matéria orgânica.</p>
<p>Raízes de plantas contribuem diretamente para a estabilidade dos agregados do solo através da abundância inerente dessas estruturas na matéria orgânica e a produção de exsudatos estimulando a atividade microbiana, e indiretamente pela produção de associados ao exopolissacarídeo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Microrganismos e estabilidade do solo</h2>
<p>A estabilidade do solo resulta de uma combinação de características bióticas e abióticas, e as comunidades microbianas podem fornecer uma medida quantitativa da saúde do solo, uma vez que essas bactérias determinam o funcionamento do ecossistema de acordo com processos biogeoquímicos.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-amostrar-solo-e-raizes-para-analise-nematologica/" target="_blank" rel="noopener">saúde do solo</a></strong> define a capacidade do solo de funcionar como um sistema vivo vital, dentro dos limites do ecossistema e do uso da terra, para sustentar a produtividade vegetal e animal, manter ou melhorar a qualidade da água e do ar e promover a saúde vegetal e animal.</p>
<p>Os fatores que controlam a saúde do solo compreendem características químicas, físicas e biológicas, como tipo de solo, clima, padrões de cultivo, uso de defensivos agrícolas e fertilizantes, disponibilidade de substratos e nutrientes, concentrações de material tóxico e a presença ou ausência de conjuntos específicos e tipos de organismos.</p>
<p>As interações planta-microrganismos na rizosfera são os determinantes da saúde das plantas, produtividade e fertilidade do solo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Bactérias promotoras de crescimento</h2>
<p><strong>Bactérias promotoras de crescimento de plantas são bactérias que podem aumentar o crescimento das plantas e protegê-las de doenças e estresses abióticos</strong> por meio de uma ampla variedade de mecanismos; aqueles que estabelecem associações estreitas com plantas, como os endófitos, podem ter mais sucesso na promoção do crescimento das plantas.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Doenças causadas por microrganismos patogênicos frequentemente resultam em perda de produtividade. Também é bem conhecido que o crescimento das plantas é inibido quando as plantas são infectadas por patógenos, embora o mecanismo subjacente seja mal compreendido. </span></p>
<p>Algumas bactérias promotoras de crescimento de plantas <strong>protegem as plantas colonizadoras do ataque de patógenos, matando diretamente os parasitas. </strong>Esses tipos de bactérias promotoras de crescimento de plantas produzem antibióticos como HCN, fenazinas, pioluteorina e pirrolnitrina.</p>
<p>Algumas rizobactérias podem induzir resistência de plantas a micróbios patogênicos, que é chamada de resistência sistêmica induzida. Resistência sistêmica induzida é, em geral diferente da resistência sistêmica adquirida, pois depende da sinalização do ácido jasmônico e do etileno da planta do que da sinalização do ácido salicílico.</p>
<p>O segundo grupo de bactérias promotoras de crescimento de plantas pode estimular o crescimento da planta diretamente na ausência de patógenos, fornecendo substâncias que ajudam as plantas. Bactérias do gênero Rhizobium fixa N2 gasoso em amônia que pode ser usado por plantas leguminosas como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/importancia-do-nitrogenio-na-fertilidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">fonte de nitrogênio</a></strong>.</p>
<p>Existem bactérias promotoras de crescimento de plantas ajudam as plantas a crescer, fornecendo fosfato solúvel convertido de fósforo insolúvel. Hormônios vegetais que promovem o crescimento, como auxina, citocinina e giberelinas, também podem ser sintetizados por algumas bactérias do solo usando precursores secretados por plantas. Esses hormônios derivados de bactérias posteriormente facilitam o crescimento das plantas.</p>
<p>A remoção de contaminantes do solo, que normalmente induzem respostas ao estresse das plantas e inibem o crescimento das plantas, pelas bactérias do solo também pode ajudar as plantas a crescerem melhor. Em muitos casos, o estresse ambiental causado por poluentes do solo estimula a produção de etileno nas plantas, o que posteriormente retarda o crescimento das plantas.</p>
<p>As raízes das plantas respondem às condições ambientais por meio da secreção de uma ampla gama de compostos, de acordo com o estado nutricional e as condições do solo. Esta ação interfere com a interação planta-bactéria e é um fator importante contribuindo para a eficiência do inoculante.</p>
<p>A exsudação da raiz inclui a secreção de íons, oxigênio e água livres, enzimas, mucilagem e uma variedade de substâncias contendo carbono de metabólitos primários e secundários.</p>
<p>As raízes de plantas excretam 10 a 44% de carbono fixados fotossinteticamente, que serve como fonte de energia, moléculas sinalizadoras ou antimicrobianos para microrganismos do solo. A exsudação da raiz varia com a idade e genótipo da planta e, consequentemente, microrganismos específicos respondem e interagem com diferentes plantas hospedeiras.</p>
<p>Assim, os inoculantes são geralmente destinados a um específico planta da qual a bactéria foi isolada.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12069" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/microrganismos-1.jpg" alt="Microrganismos no solo" width="600" height="300" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/microrganismos-1.jpg 700w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/microrganismos-1-300x150.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/microrganismos-1-370x185.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/microrganismos-1-270x135.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<h3>Inoculantes bacterianos</h3>
<p>Os inoculantes bacterianos podem contribuir para aumentar a eficiência agronômica, reduzindo os <a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/" target="_blank" rel="noopener"><strong>custos de produção</strong></a> e a poluição ambiental, uma vez que o uso de fertilizantes químicos pode ser reduzido ou eliminado se os inoculantes forem eficientes.</p>
<p>Para que os inoculantes bacterianos obtenham sucesso na melhoria do crescimento e produtividade das plantas, diversos processos envolvidos podem influenciar a eficiência da inoculação, por exemplo, a exsudação pelas raízes das plantas, a colonização bacteriana nas raízes e a saúde do solo.</p>
<p>De forma geral, <strong>os efeitos de práticas agrícolas não sustentáveis, podem causar sérios danos ao meio ambiente</strong>. A inoculação é uma das práticas sustentáveis mais importantes na agricultura, pois os microrganismos estabelecem associações com as plantas e promovem o crescimento das plantas por meio de diversas características benéficas.</p>
<p>Endófitos são adequados para inoculação, refletindo a capacidade desses organismos para colonização de plantas, e vários estudos têm demonstrado a comunicação específica e intrínseca entre bactérias e plantas hospedeiras de diferentes espécies e genótipos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Inteligência artificial na agricultura: principais benefícios e aplicações</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/inteligencia-artificial-na-agricultura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Oct 2020 18:00:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[feijão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Inteligência Artificial (IA) é uma tecnologia vital na agricultura digital de hoje que está sendo implementada e implantada em grande escala para um uso mais sustentável dos recursos disponíveis. A indústria agrícola agora está experimentando um rápido crescimento e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras. A acessibilidade de muitos equipamentos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>Inteligência Artificial (IA)</strong> é uma tecnologia vital na agricultura digital de hoje que está sendo implementada e implantada em grande escala para um <strong>uso mais sustentável dos recursos disponíveis.</strong></p>
<p>A indústria agrícola agora está experimentando um <strong>rápido crescimento</strong> e adotando tecnologias avançadas para aumentar o rendimento geral das safras. A acessibilidade de muitos equipamentos e tecnologias de ponta como sistema de monitoramento inteligente, drones, robôs, entre outros revolucionou totalmente este setor.</p>
<p>Em 2017, o mercado global de inteligência artificial na agricultura foi avaliado em cerca de US$ 545 milhões, em 2023 foi avaliado em US$ 1,91 bilhão e a projeção é de crescimento anual composto (CAGR) de 25,5% entre 2024 e 2030.</p>
<p>Aproveitando a inteligência artificial, as empresas agrícolas e os agricultores conseguirão aumentar a produção para atender às demandas de alimentos que mais precisam. Uma vez que os humanos trabalham duro e só podem funcionar por algumas horas, as máquinas não têm um horário fixo para trabalhar.</p>
<p>A mente de cada pessoa não tem fortes habilidades de tomada de decisão que podem levar a decisões inadequadas e indecorosas. Por outro lado, as máquinas com tecnologia de IA aprendem melhor as situações ou o ambiente e tomam decisões firmes.</p>
<p>Hoje, a inteligência artificial tem um <strong>grande impacto na agricultura</strong>, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
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</div>
<h2>O que podemos fazer com a inteligência artificial no campo?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro, ela pode determinar a qualidade das safras de grãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tradicionalmente, os agricultores teriam que avaliar manualmente os grãos, verificando se há doenças, pragas e a qualidade geral da safra. No entanto, esse processo é caro, demorado e suscetível a erro humano. Além disso, a inspeção humana pode levar a rendimentos mais baixos, pois as colheitas são danificadas durante a inspeção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A IA não só oferece a possibilidade de </span><strong>reduzir o custo</strong><span style="font-weight: 400;"> e o tempo gasto para realizar a inspeção, mas também permite que muito mais seja feito com os dados coletados.</span></p>
<p>A tecnologia pode determinar rapidamente:</p>
<ul>
<li>Doenças ou pragas;</li>
<li>Recomendar um curso de ação e</li>
<li><span style="font-weight: 400;">A escala necessária para resolver o problema.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essas informações, as soluções podem ser encontradas rapidamente e o problema corrigido com um custo ambiental mínimo. Este monitoramento também é muito menos intrusivo se comparado aos demais e, portanto, reduz o desperdício da colheita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro benefício da IA é sua capacidade de prever o rendimento das safras. Ele pode fazer isso monitorando a </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-ocorre-a-germinacao/">germinação</a></strong><span style="font-weight: 400;"> e a saúde das sementes, ao mesmo tempo que leva em consideração os recursos e insumos das fazendas usando redes neurais artificiais (RNAs).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O inverso também é verdadeiro, as RNAs podem indicar quais entradas são necessárias para atingir o rendimento desejado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por ter uma compreensão mais clara dos insumos necessários, torna a agricultura mais eficiente e minimiza o desperdício.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inteligência artificial tem muito a oferecer ao setor agrícola e pode monitorar variáveis ​​em um nível de detalhe com o qual os humanos não podem competir. Ela pode fornecer informações em tempo real sobre a saúde da planta, a qualidade do solo e as condições climáticas, permitindo que ajustes automatizados ocorram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso aumentará o rendimento e, ao mesmo tempo, minimizará o gasto de energia, uma vantagem para os agricultores e para o planeta. Particularmente importante para a irrigação, que é responsável por 80% da energia de entrada da agricultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A IA possibilita a criação de bancos de dados públicos, que podem informar a gestão da fazenda e incentivar a adoção de práticas sustentáveis.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada fazenda terá uma estratégia de manejo diferente, portanto, ao compartilhar essas informações, pode expor os agricultores a métodos que podem adotar para aumentar sua eficácia. Por sua vez, melhorando a eficiência do setor como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso garante que o setor agrícola está defendendo as melhores práticas e terá padrões em constante evolução, à medida que as fazendas continuam a inovar e compartilhar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, a IA tem um grande impacto no espaço agrícola, então, olhe para essas tendências de como isso revoluciona esse setor.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16426 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-1024x647.jpg" alt="Inteligência artificial na agricultura" width="770" height="487" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-1024x647.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-300x190.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-768x485.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-370x234.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-270x171.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-740x467.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1-150x95.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-1.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<h2>Quais aplicações da Inteligência artificial na agricultura?</h2>
<h3>Monitorando a saúde da colheita</h3>
<p>Tecnologias avançadas, como sensoriamento remoto acompanhado de digitalização a laser 3D, são úteis e podem fornecer métricas de safra em milhares de hectares de terras agrícolas.</p>
<p>Além disso, podem trazer mudanças revolucionárias do ponto de vista do tempo e os esforços são monitorados pelos agricultores.</p>
<p>Com a ajuda de soluções emergentes, os agricultores e empresas agrícolas podem tomar melhores decisões durante o cultivo, bem como podem avaliar uma variedade de coisas como condições climáticas, temperatura, uso de água ou condições do solo em tempo real.</p>
<h3>Fornecendo insights baseados em imagens</h3>
<p>Com a ajuda de tecnologia de visão computacional e dados coletados por drones, os agricultores podem tomar ações imediatas em tempo real para gerar o alerta para acelerar a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/agricultura-de-precisao/" target="_blank" rel="noopener">agricultura de precisão</a></strong>.</p>
<p>Esta é <strong>uma das áreas significativas na agricultura de hoje</strong>. As tecnologias de visão por computador podem ser implantadas em áreas, incluindo detecção de doenças, preparação e identificação de safras, gerenciamento de campo e levantamento e mapeamento do solo.</p>
<h3>Gerenciando desafios ambientais</h3>
<p>Desafios ambientais, como <a href="https://rehagro.com.br/blog/mudancas-climaticas-globais/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mudanças climáticas</strong></a> e outros, são as maiores ameaças à produtividade agrícola, mas as técnicas acionadas por IA e a agricultura baseada em dados podem ajudar a tornar mais fácil para os agricultores navegar por turnos de acordo com as condições ambientais.</p>
<p>A inteligência artificial ajuda a lidar com a mudança climática, possibilitando um gerenciamento de recursos mais inteligente.</p>
<h3>Agricultura de precisão</h3>
<p>Neste processo, os agricultores podem detectar pragas, doenças nas plantas e má nutrição das plantas com a ajuda da IA.</p>
<p>Além disso, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/uso-de-sensores-para-controle-de-plantas-daninhas/" target="_blank" rel="noopener">os sensores de IA podem identificar e direcionar as ervas daninhas</a></strong> e, em seguida, decidir quais herbicidas ou herbicidas aplicar na zona certa. Esses sensores ajudam a impedir a aplicação excessiva de herbicidas e toxinas excessivas que aparecem na alimentação diária de hoje.</p>
<p>Aproveitando a IA, os agricultores também estão criando modelos de previsão sazonal para aprimorar a precisão e a produtividade agrícolas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16427 size-large" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-1024x532.jpg" alt="Mulher em uma plantação" width="770" height="400" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-1024x532.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-300x156.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-768x399.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-370x192.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-270x140.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-740x385.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2-150x78.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/inteligencia-artificial-2.jpg 1300w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<h3>Fatores desafiadores e crescentes da IA ​​na agricultura</h3>
<p>Apesar do grande número de oportunidades para aplicações na agricultura, ainda há <strong>falta de familiaridade com as tecnologias</strong> mais recentes na maior parte do mundo.</p>
<p>Além disso, o alto custo inicial associado à implantação de IA na agricultura pode ser um fator de restrição para a digitalização do setor agrícola.</p>
<p>Os crescentes investimentos e adoção de IA e robótica estão acelerando principalmente o crescimento da IA ​​global no mercado agrícola.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">As aplicações da inteligência artificial na agricultura compreendem:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Robôs agrícolas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tratores autônomos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Drones agrícolas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Monitoramento da saúde da colheita;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reconhecimento facial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Sistemas de irrigação automatizados.</span></li>
</ol>
<h2>Considerações finais</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme você conferiu neste artigo, a inteligência artificial auxilia o produtor desde a detecção de necessidades do solo, doenças, pragas e até na qualidade da safra, mas por ser algo novo, muitos ficam inseguros em implementar e quantificar o que sua fazenda precisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os benefícios são muitos, mas é preciso um plano de negócio assertivo para empregar esse investimento em seu negócio.</span></p>
<h2>Domine a agricultura de precisão e leve mais eficiência para sua produção de grãos</h2>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/passo-a-passo-na-agricultura-de-precisao-em-graos?utm_campaign=materiais-cl-apg&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Agricultura de Precisão na Produção de Grãos</a></strong> é 100% online, objetivo e voltado para a prática, ideal para profissionais que querem aprofundar seus conhecimentos com base em situações reais.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/inteligencia-artificial-na-agricultura/">Inteligência artificial na agricultura: principais benefícios e aplicações</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<item>
		<title>Podridão vermelha da raiz da soja: como identificar e controlar</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2020 15:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[raízes]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O agente causal da podridão vermelha da raiz (PVR), foi classificado como Fusarium solani f. sp. glycines. Em estudos recentes, associando análises moleculares, análises de características morfológicas e de patogenicidade do fungo, foi constatado que havia diferenças suficientes para separar em quatro espécies: Fusarium brasiliense sp. nov., Fusarium cuneirostrum sp. nov., Fusarium tucumaniae ; Fusarium [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O agente causal da podridão vermelha da raiz (PVR), foi classificado como <i>Fusarium solani</i> f. sp. <i>glycines</i>.</p>
<p>Em estudos recentes, associando análises moleculares, análises de características morfológicas e de patogenicidade do fungo, foi constatado que havia diferenças suficientes para separar em quatro espécies:</p>
<ol>
<li><i>Fusarium brasiliense</i> sp. nov.,</li>
<li><i>Fusarium cuneirostrum</i> sp. nov.,</li>
<li><i>Fusarium tucumaniae</i> ;</li>
<li><i>Fusarium virguliforme</i>.</li>
</ol>
<p>No Brasil a espécie prevalente é <i>F. tucumaniae</i>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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  });
</script></p>
</div>
<h2>Podridão vermelha e relação com a produtividade</h2>
<p>Reduções em produtividade, por causa da PVR, dependem do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">estádio fenológico</a></strong> da cultura, da extensão dos sintomas radiculares e do progresso da doença a partir desses sintomas.</p>
<p>Já foram observadas reduções em produtividade de grãos de até 27%, quando os primeiros sintomas foliares foram observados antes do estádio R5 (enchimento de grão) de desenvolvimento da soja.</p>
<p>A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas. Caso a doença se desenvolva no período do florescimento, flores e vagens jovens podem ser abortadas, intensificando as perdas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-doencas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39623 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png" alt="Guia Principais doenças da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Sintomas da podridão vermelha na soja</h2>
<p>O efeito da doença na produtividade depende fundamentalmente do estádio fenológico da planta, da extensão dos sintomas radiculares e dos sintomas foliares e do progresso da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">doença</a></strong> a partir desses sintomas.</p>
<p>A podridão vermelha da raiz induz o sintoma foliar típico de folha carijó, com manchas cloróticas e necróticas internervais e a região das nervuras permanece com coloração verde normal. Este sintoma é mais evidente próximo à fase de florescimento e pode progredir causando completa desfolha das plantas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12073" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-1.jpg" alt="Raiz da soja afetada pela podridão vermelha" width="370" height="493" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-1.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-1-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-1-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<p>O patógeno infecta as raízes, reduzindo o volume e a nodulação delas. O lenho adquire coloração castanho clara, que se estende por vários centímetros acima do solo, mas a medula permanece branca. A raiz principal apresenta uma mancha avermelhada, logo abaixo do nível do solo, que se expande adquirindo coloração negra.</p>
<p>Se uma planta com sintomas foliares avançados da PVR é retirada do solo, seu sistema radicular será menos vigoroso quando comparado com uma planta sadia. As raízes podem também apodrecer.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/agro-para-todos-descobrindo-a-producao-de-graos?utm_campaign=12253459-mkt-materiais-agr&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-37524 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr.jpg" alt="Curso Descobrindo a Produção de Grãos" width="1200" height="624" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr.jpg 1200w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-300x156.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-1024x532.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-768x399.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-370x192.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-270x140.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-740x385.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-150x78.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a></p>
<p>Se as plantas forem coletadas quando o solo estiver úmido, é possível observar pequenas manchas de coloração azulada na superfície da raiz principal, perto da linha do solo. Essas manchas são massas de esporos do fungo que causa a PVR. Com a superfície da raiz seca, a cor azul desaparece.</p>
<p>Os sintomas nas folhas consistem em manchas cloróticas que aparecem entre as nervuras da folha, normalmente após o estádio R4, podendo ocorrer, em infestações severas, nos estádios vegetativos. Com o desenvolvimento da doença, as lesões tornam-se necróticas ou formam estrias cloróticas.</p>
<p>Esse sintoma é conhecido como folha “carijó”, sendo que folhas severamente afetadas caem, mas os pecíolos permanecem no caule. Esses sintomas são causados por toxinas produzidas pelo fungo nas raízes e translocadas para as folhas. As toxinas provocam os sintomas foliares, já que o fungo não invade o caule mais do que alguns centímetros acima da linha do solo.</p>
<p>Os sintomas típicos da PVR são similares aos da podridão parda da haste, causada por <i>Cadophora gregata</i>, e do cancro da haste, causado por <i>Diaporthe phaseolorum</i> var. <i>meridionalis</i>.</p>
<p>A podridão parda da haste é diferenciada da PVR por apresentar, nas plantas infectadas, descoloração típica na parte interna da haste, o que não acontece na PVR. Já o cancro da haste pode ser diferenciado da PVR por apresentar cancros nas hastes das plantas infectadas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12074" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-2.jpg" alt="Raiz de soja afetada pela podridão vermelha" width="370" height="493" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-2.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-2-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<h2>Características da podridão vermelha</h2>
<p>Nas cultivares com ciclo precoce os sintomas dificilmente aparecem, ou quando aparecem os danos são pequenos, sendo que a doença é mais severa em baixas temperaturas e alta umidade. A presença do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">nematoide do cisto da soja</a></strong> (<i>Heterodera glycines</i>) é outro fator que acarreta aumento na severidade da podridão vermelha da raiz.</p>
<p>O patógeno desenvolve-se em temperaturas entre 25°C e 28°C, sendo a temperatura de 25°C a ideal para o desenvolvimento do fungo em meio de cultura.</p>
<p>Solos compactados e com água livre favorecem o desenvolvimento de <i>Fusarium</i> spp., que se distribui na lavoura em forma de manchas ao acaso. A associação entre alta umidade do solo e ocorrência de PVR é uma observação comum no campo. O desenvolvimento dos sintomas da PVR é altamente favorecido pela umidade elevada no solo, especialmente nas fases reprodutivas R4 e R5.</p>
<p>O fungo pode infectar as raízes das plântulas de soja logo após a semeadura, penetrando no tecido vascular da planta. Muitas vezes, os primeiros sintomas aparecem depois de chuvas pesadas, durante os estádios reprodutivos, pois a umidade elevada aumenta a severidade da doença.</p>
<p>Os primeiros sintomas visíveis da PVR são amarelecimento e desfolha no terço superior da planta. Quando os sintomas aparecem pela primeira vez num campo, eles podem ser limitados a áreas pequenas (reboleiras) ou faixas, muitas vezes em zonas úmidas ou compactadas. Durante a segunda e a terceira semanas, as áreas afetadas podem aumentar e plantas em outras áreas no campo podem apresentar sintomas.</p>
<p>A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas.</p>
<p>Caso a doença desenvolva-se no início da temporada, flores e frutos jovens vão abortar, intensificando as perdas. Quando se desenvolve mais tarde, a planta produzirá sementes menores e com menor quantidade por vagem. Como o fungo persiste no solo por longos períodos, com o passar do tempo, maiores áreas serão afetadas pela doença.</p>
<h2>Controle da podridão vermelha da raiz</h2>
<p><strong>Não existe controle químico adequado para a podridão vermelha da raiz</strong>. No entanto, algumas práticas culturais têm sido capazes de reduzir seu impacto.</p>
<p>Fungicidas aplicados no sulco durante a semeadura ou para o tratamento de sementes têm apenas efeitos limitados sobre a redução da doença. Fungicidas aplicados nas folhas não apresentam nenhum efeito, presumivelmente porque mesmo fungicidas sistêmicos normalmente não se movem em direção ao sistema radicular da planta, local da infecção.</p>
<p>Solos compactados impedem a percolação de água e restringem o crescimento radicular. Chuvas excessivas também contribuem para saturar esses solos, o que favorece o desenvolvimento da doença. Corrigindo problemas de compactação e da permeabilidade do solo, pode-se reduzir o risco da PVR.</p>
<p>A aração, escarificação ou subsolagem para manejo físico do solo melhoram a drenagem, interferem positivamente na posição do resíduo de colheita, bem como na composição microbiana do solo, favorecendo competidores e inimigos naturais de <i>Fusarium</i> spp.</p>
<p>A rotação de culturas pode reduzir a incidência de PVR. A rotação de soja com sorgo (<i>Sorghum bicolor</i>) e trigo (<i>Triticum aestivum</i>) reduziu significativamente a população de <i>Fusarium</i> spp. No entanto, constatou-se que milho (<i>Zea mays</i>) e soja em rotação anual, não reduziu a incidência e a severidade da doença.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12075" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-3.jpg" alt="Folha com sintomas de podridão vermelha" width="500" height="332" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-3.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-3-300x199.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-3-270x180.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>O uso de cultivares resistentes tem sido o método de controle mais eficaz. A caracterização de cultivares e linhagens de soja quanto à reação à PVR possibilitará a recomendação das mais resistentes para plantio, diminuindo, assim, as perdas em produtividade. Além disso, esses genótipos servirão como fontes de resistência para programas de melhoramento genético.</p>
<p>No Brasil, são necessários estudos baseados em conjuntos de isolados, tanto de <i>Fusarium</i> spp., representativos das diversas regiões de cultivo da soja.</p>
<p>Dessa forma, haverá melhor conhecimento da variabilidade genética de ambos os patógenos, o que possibilitará montar bases de dados que incluam o conhecimento da estrutura genética das populações dos patógenos, da patogenicidade e da agressividade, contribuindo significativamente para o manejo dessas doenças nas regiões produtoras de soja do Brasil.</p>
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		<title>Dessecação da soja: qual o momento certo de realizar?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/dessecacao-da-soja-qual-o-momento-certo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Oct 2020 19:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[amostragem do solo]]></category>
		<category><![CDATA[análise do solo]]></category>
		<category><![CDATA[dessecação]]></category>
		<category><![CDATA[herbicida]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
		<category><![CDATA[plantas daninhas]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso da dessecação em pré-colheita na cultura da soja é bastante utilizado. Você conhece as vantagens de se realizar esta prática? Qual é o momento certo de realizar a dessecação da soja e não reduzir a produtividade? Nesse artigo, iremos responder essas e outras dúvidas sobre o processo de dessecação da soja. &#160; Sem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O uso da <strong>dessecação em pré-colheita na cultura da soja</strong> é bastante utilizado. Você conhece as vantagens de se realizar esta prática? Qual é o momento certo de realizar a dessecação da soja e não reduzir a produtividade?</p>
<p>Nesse artigo, iremos responder essas e outras dúvidas sobre o processo de dessecação da soja.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Benefícios da dessecação da soja</h2>
<p>Atualmente, diversas regiões agrícolas brasileiras vêm adotando a dessecação em pré-colheita da soja. Essa prática possui <strong>três benefícios</strong> fundamentais para os produtores:</p>
<ol>
<li>Uniformidade da maturação dos grãos;</li>
<li>Antecipação da colheita;</li>
<li>Controle de infestação de plantas daninhas que não foram manejadas corretamente no início do cultivo, facilitando assim a colheita.</li>
</ol>
<p>A uniformidade da maturação dos grãos é um fator muito importante, pois <strong>permite maior rendimento operacional da colhedora</strong>, reduzindo os problemas de plantas com haste verde e retenção foliar, o que faz com que a máquina embuche menos, diminuindo de forma expressiva a perda de grãos.</p>
<p>Além disso, <strong>a dessecação permite antecipar a colheita da soja</strong>, o que é fundamental para regiões que tem <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/perspectivas-da-producao-agricola-brasileira/">possibilidade de realizar a segunda safra</a></strong>, principalmente com a cultura do milho.</p>
<p>Realizar a semeadura nos primeiros dias da janela de plantio é uma das formas de reduzir os riscos climáticos que são inerentes de cada região, sejam eles geadas ou veranicos.</p>
<h2>Controle de plantas daninhas na dessecação da soja</h2>
<p>Outro fator que merece destaque na atividade da dessecação da soja é o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/">controle de plantas daninhas</a></strong> que não foram manejadas de forma eficiente no início de desenvolvimento da lavoura.</p>
<p>Essas plantas invasoras, além de reduzir o rendimento operacional, aumentam a porcentagem de impurezas nos grãos e também o teor de umidade, o que gera prejuízos ao produtor no momento do beneficiamento, sendo assim, <strong>a dessecação reduz este problema</strong>.</p>
<p>Pode-se perceber as diversas vantagens de utilizar a dessecação na cultura da soja, no entanto, o produtor precisa ficar atento ao momento correto de se realizar a aplicação do herbicida, pois se aplicado no estádio fenológico incorreto, pode reduzir de maneira expressiva a produtividade da lavoura.</p>
<p>Foi pensando nisso, que o Rehagro Pesquisa conduziu um experimento com o objetivo determinar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/">estádio fenológico</a></strong> adequado para se realizar a dessecação de forma que não afete o potencial produtivo soja.</p>
<p>Para isso foi utilizado o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/">herbicida</a></strong> Paraquat, que atua inibindo o fotossistema I. É um herbicida que possui efeito apenas no local de contato com o material vegetal, ou seja, ele não será absorvido e transcolado pela planta, como ocorre no caso de produtos sistêmicos.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/herbicidas-pre-emergentes-em-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=webinar-herbicidas-pre-emergentes&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-38631 size-full" title="Clique e acesse gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes.png" alt="Webinar Herbicidas na Soja" width="1024" height="359" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes.png 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-300x105.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-768x269.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-370x130.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-270x95.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-740x259.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/webinar-herbicidas-pre-emergentes-150x53.png 150w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<p>A escolha do produto é muito importante, pois caso seja selecionado um herbicida incorreto para está prática, há a possibilidade de deixar resíduos nos grãos que serão colhidos, desta forma, deve verificar quais os produtos são permitidos e respeitar o período de carência.</p>
<h2>Qual o melhor momento para realizar a dessecação?</h2>
<p>A dessecação foi realizada em <strong>três estádios fenológicos</strong>:</p>
<ol>
<li>R5.5 que representa uma granação de 76 a 100%;</li>
<li>R6 que é 100% da granação com sementes verdes preenchendo toda a cavidade da vagem;</li>
<li>Estádio R7.2 que representa a maturidade fisiológica, onde há de 50 a 70% de folhas e vagens amarelas.</li>
</ol>
<p>Foi conduzido também um tratamento sem dessecação.</p>
<p>Na figura abaixo é possível verificar a situação dos grãos 10 dias após a dessecação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12102 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja-1.jpg" alt="Soja após dessecação" width="477" height="134" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja-1.jpg 477w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja-1-300x84.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja-1-370x104.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja-1-270x76.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px" /></p>
<p>A dessecação em R7.2 apresentou maior peso em gramas do que as dessecações realizadas em R5.5 e R6, no entanto, não houve diferença com o tratamento controle sem dessecação.</p>
<p>Na figura abaixo é possível observar efeito significativo referente ao peso de mil grãos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12103 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja2-1.jpg" alt="Peso de mil grãos de soja após dessecação" width="512" height="315" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja2-1.jpg 512w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja2-1-300x185.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja2-1-370x228.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja2-1-270x166.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 512px) 100vw, 512px" /></p>
<p>Como visualizado no peso de mil grãos, houve diferença significativa também em produtividade. Na figura abaixo é possível observar a importância de se realizar a dessecação no estágio fenológico correto.</p>
<p>As aplicações realizadas em R5.5 e R6 tiveram perda de produtividade de 59,9 e 24,9%, respectivamente, quando comparados com a testemunha sem dessecação. Não houve diferença estatística entre a aplicação realizada no estádio R7.2 e o tratamento sem dessecação.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12104" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja3-1.jpg" alt="Produtividade da dessecação da soja" width="490" height="305" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja3-1.jpg 490w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja3-1-300x187.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja3-1-370x230.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/dessecacao-soja3-1-270x168.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px" /></p>
<p>Desta forma, é possível notar a importância de realizar um manejo correto, realizando as atividades no momento ideal. Com esses resultados é possível pensar nas estratégias de manejo mais adequada para cada região, sendo mais uma ferramenta para a tomada de decisão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-16049" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Herbicida pré-emergente para soja: guia para um manejo eficaz</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2020 16:30:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[herbicidas]]></category>
		<category><![CDATA[planta]]></category>
		<category><![CDATA[plantas daninhas]]></category>
		<category><![CDATA[pragas]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pelo grande volume utilizado nos últimos anos, os herbicidas se destacam como defensivos muito importantes na obtenção de alta produtividade em grandes áreas, sendo uma alternativa eficaz e economicamente viável. Mesmo com o aumento da oferta de herbicidas aplicados em pós-emergência, grande parte das aplicações de herbicidas ainda é realizada diretamente no solo, em pré-emergência [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelo grande volume utilizado nos últimos anos, <strong>os herbicidas se destacam como defensivos muito importantes na obtenção de alta produtividade em grandes áreas, sendo uma alternativa eficaz e economicamente viável.</strong></p>
<p>Mesmo com o aumento da oferta de herbicidas aplicados em pós-emergência, grande parte das aplicações de herbicidas ainda é realizada diretamente no solo, em pré-emergência ou em pré-plantio incorporado.</p>
<p>A intensidade, a época e o efeito residual de herbicidas aplicados no controle de plantas daninhas têm efeito direto e relevante no potencial produtivo das culturas.</p>
<p>Esse controle é importante devido à competição das plantas daninhas com as culturas por fatores indispensáveis à expressão de seu potencial produtivo, como água, luz e nutrientes.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Desafios ambientais na utilização de herbicidas pré-emergentes</h2>
<p>O herbicida ideal seria aquele que efetuasse o controle de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">plantas daninhas</a></strong> com a maior eficiência possível e logo depois se dissipasse sem deixar vestígios e sem ocasionar nenhum dano ao ambiente, cumprindo assim também o seu segundo objetivo.</p>
<p>Devido à <strong>elevada utilização de herbicidas pré-emergentes</strong> nos cultivos agrícolas brasileiros, tem-se observado <strong>maior preocupação quanto à contaminação do ambiente</strong> e à utilização racional dos recursos hídricos e do solo.</p>
<p>Entre os efeitos diretos percebidos pelos produtores estão os sintomas de intoxicação e a redução de produtividade das culturas, ocasionados por herbicidas de ação residual.</p>
<p>Sua permanência e degradação no solo são processos-chave na determinação do seu efeito residual, sendo fundamentais para avaliar a eficiência de controle das plantas daninhas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Herbicidas e Soja RR®</h2>
<p>No Brasil, a liberação oficial da soja RR® que confere a resistência ao herbicida <em>glyphosate</em> deu-se no ano de 1998. <strong>A partir da legalização, a soja RR® passou a ser amplamente cultivada pelos agricultores, sendo sua adoção considerada a mais rápida da agricultura mundial.</strong></p>
<p>Como a inserção do evento biotecnológico da resistência ao <em>glyphosate</em> favoreceu o manejo das plantas daninhas em soja, este também foi introduzido no milho, sendo oficializado o comércio de milho RR® no Brasil em 2008, no entanto, sua aceitação por parte dos agricultores foi menor em relação a da soja.</p>
<p>Inicialmente os motivos da baixa adesão do milho RR® foi o fato de ainda haver opções de herbicidas eficientes para o manejo das plantas daninhas em milho, o maior custo das sementes com a tecnologia RR®, e a possibilidade de plantas voluntárias de milho RR® serem originadas em cultivos subsequentes, tornando-se plantas daninhas importantes, principalmente em sistema de cultivo em que a soja é cultivada após o milho RR®.</p>
<p>No cultivo da soja RR® em sucessão ao milho RR® é caracterizado o problema técnico. As sementes de milho que restam sobre a área germinam no cultivo da soja, infestando-a e criando uma competição interespecífica para cultura naquele momento.</p>
<p>Dessa maneira o milho presente torna-se planta indesejada e de difícil manejo, com potencial de reduzir em até 69,9% a produtividade da cultura da soja.</p>
<p>Nessas situações é intitulado comumente como milho voluntário RR®, milho tiguera, restevas braba e/ou milho guaxo, em que se opta por alternativas de controle pós-emergência através de herbicidas graminicidas.</p>
<p>Plantas voluntárias de milho RR® emergidas em lavouras de soja não são controladas pelo <em>glyphosate</em>, sendo os herbicidas inibidores da enzima Acetil Coenzima A Carboxilase (ACCase) as alternativas adequadas para pós-emergência.</p>
<p>Entretanto, há variabilidade na eficiência de controle dentre os herbicidas inibidores da ACCase para gramíneas, e tendo em vista que a competição do milho na fase inicial do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">desenvolvimento da soja</a></strong> é determinante para o nível de dano na cultura.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12079 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/herbicidas-2.jpg" alt="Plantas daninhas na cultura da soja" width="370" height="493" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/herbicidas-2.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/herbicidas-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/herbicidas-2-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<h2>Classes de herbicidas pré-emergentes na cultura da soja</h2>
<p>O uso de herbicidas pré-emergentes na cultura da soja já é conhecido como ferramenta ideal para reduzir o grau de infestação das plantas daninhas de difícil controle ou com histórico de resistência ao <em>glyphosate</em>.</p>
<p>Nessa modalidade de manejo destacam-se herbicidas como: chlorimuronethyl e imazaquin, inibidores da enzima acetolactato sintase (ALS); flumioxazin e sulfentrazone, inibidores do Protoporfirinogênio Oxidase (PROTOX/PPO), apresentando diferentes mecanismos de ação e propriedades químicas.</p>
<p>Essa classe de herbicidas requer cuidados por se tratar de produtos intitulados “técnicos”, em relação a sua dinâmica e interação com o solo. Portanto, programas de manejo que contemplem o uso de herbicidas pré-emergentes no controle de milho voluntário RR®, são de suma importância para a sustentabilidade e produtividade da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultura da soja</a></strong>.</p>
<p>Os herbicidas residuais são aqueles que apresentam um maior período de atividade. Entretanto, esses herbicidas podem apresentar um efeito residual (<i>carryover</i>), que pode acarretar impacto ambiental negativo. Efeito residual é a habilidade que um herbicida tem para reter a integridade de sua molécula e, consequentemente, suas características físicas, químicas e funcionais no ambiente.</p>
<p>O potencial de <i>carryover</i> depende do herbicida utilizado, da cultura em sucessão e das condições ambientais após a aplicação de herbicidas. O planejamento da sucessão de culturas deve ser criterioso para evitar este problema, sendo que a situação ideal deve ser o controle com efeito residual até o “fechamento” da cultura.</p>
<h3>Aplicação dos herbicidas pré-emergentes</h3>
<p>O consecutivo incremento da área de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/clima-e-produtividade-do-milho/" target="_blank" rel="noopener">plantio do milho</a></strong> segunda safra, após o cultivo de verão, torna-se de grande importância investigar a possibilidade de aparecimento de <i>carryover</i> dos herbicidas aplicados na cultura da soja, como é o caso do imazaquin.</p>
<p>Diante disso, Rodrigues &amp; Almeida (1998) recomendam um intervalo de 300 dias entre a aplicação do imazaquin e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semeadura-de-milho/" target="_blank" rel="noopener">semeadura do milho</a></strong> em rotação. O herbicida imazethapyr, do grupo das imidazominonas (mesmo grupo do imazaquin), tem a persistência influenciada por propriedades do solo como o pH, a textura, a umidade e o teor de matéria orgânica.</p>
<p>Para a realização da aplicação de herbicidas em pré-emergência é imprescindível o monitoramento das condições do ambiente. <strong>A condição recomendada para a realização da aplicação é de temperatura do ar abaixo de 30°C, umidade relativa do ar (UR) superior a 50% e a velocidade do vento deve estar entre 3 e 10 km/h.</strong></p>
<p>No entanto, muitas vezes durante o dia, principalmente no verão, as condições atmosféricas são desfavoráveis. Desse modo, em determinadas situações, como para a aplicação de herbicidas em pré-emergência da soja onde o alvo principal é o solo, aplicações noturnas podem ser realizadas.</p>
<p>Para compreender o comportamento dos herbicidas no solo e utilizá-los de maneira racional, é de fundamental importância a escolha dos produtos e suas respectivas dosagens para mistura ou aplicação isolada.</p>
<p>Deve-se tomar o devido cuidado quanto ao tipo de solo e clima nos quais serão utilizados, assim como entender o motivo dos problemas ocorridos e prevenir falhas de controle.</p>
<p>Desse modo, reduz-se o risco do impacto ambiental que o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-o-efeito-carryover/">efeito residual (<i>carryover</i>)</a></strong> possa vir a causar, além de minimizar problemas de fitotoxicidade e perdas em culturas subsequentes.</p>
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		<title>Boro na soja e milho: funções, sintomas de deficiência e manejo correto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2020 18:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[boro]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[cultura do milho]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[milho]]></category>
		<category><![CDATA[plantas]]></category>
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		<category><![CDATA[solo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do boro (B). O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/boro-na-soja-e-milho/">Boro na soja e milho: funções, sintomas de deficiência e manejo correto</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do <strong>boro (B)</strong>.</p>
<p>O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo macronutrientes.</p>
<p>Em alguns casos, a deficiência de macronutrientes pode ser ‘driblada’ por meio indiretos, que não a adubação propriamente dita. É o caso do fornecimento de Nitrogênio por meio de bactérias, como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/azospirillum-no-milho/" target="_blank" rel="noopener"><i>Azospirillum </i>no milho</a></strong> e o <i>Rhizobium </i>na soja.</p>
<p>Outro ponto a ser considerado sobre os micronutrientes, é que eles estão, particularmente, envolvidos na fase reprodutiva e de crescimento das plantas e, consequentemente, na determinação da produtividade e no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">desempenho na colheita</a> </strong>da cultura.</p>
<p>Não apenas os nutrientes desempenham papéis fundamentais no desenvolvimento da cultura, mas conhecer a fisiologia da planta, pragas, <a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-da-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças</strong></a> e as principais daninhas é igualmente importante.</p>
<p>Para quem produz ou pretende produzir, <strong>será benéfico para traçar estratégias de manejo</strong>, pois como estamos vendo nesse artigo, nem sempre damos importância aos micronutrientes, por exemplo, e ainda assim, a falta dele impacta na colheita.</p>
<p>Inclusive, as análises mostram que <strong>alguns micronutrientes estão em falta em nossos solos e o boro é um deles.</strong> O destaque maior, vai para aqueles solos sob Cerrado, onde o cultivo de grãos têm se expandido a cada ano.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Qual a participação do boro nos processos do vegetal?</h2>
<p>O <strong>uso de boro</strong> está relacionado a diversos processos do vegetal, tais como:</p>
<ul>
<li>Absorção iônica;</li>
<li>Transporte e metabolismo de carboidratos;</li>
<li>Sínteses de lignina, ácidos nucleicos e proteínas;</li>
<li>Atua na divisão e diferenciação celular nos tecidos meristemáticos.</li>
<li>Atuação na biogênese da parede celular, segundo estudos.</li>
</ul>
<p>E mais! <strong>A participação do boro no desenvolvimento celular da planta influencia as propriedades físicas, estruturais e a diferenciação da parede celular.</strong></p>
<p>Já a deficiência desse micronutriente, resulta em:</p>
<ul>
<li><strong>Inibição do crescimento da planta</strong>, devido às funções estruturais específicas desse elemento na parede celular e à limitada mobilidade do nutriente na maioria das plantas.</li>
<li>Causa <strong>alterações fisiológicas e bioquímicas no vegetal</strong>, tais como: alteração da integridade e funcionamento da membrana celular, disfunções metabólicas e aumento na produção de compostos fenólicos.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-deficiencia-nutricional-soja-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-deficiencia-nutricional&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39627 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia.png" alt="Guia Sintomas de deficiência nutricional" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Boro no solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No solo, <strong>o boro encontra-se na forma de ácido bórico não dissociado (H₃BO₃)</strong>, que é a forma solúvel disponível para a planta. É um nutriente que apresenta um limite estreito entre o teor adequado e o nível tóxico nas plantas, exigindo portanto, uma adubação cautelosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A concentração do uso de boro na solução, depende das reações de adsorção entre o H₃BO₃ e seus adsorventes existentes no solo, tais como os óxidos de ferro e alumínio, os minerais de argila, a matéria orgânica, o hidróxido de magnésio e o carbonato de cálcio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adsorção aumenta com a elevação do pH, do teor de materiais adsorventes e com a diminuição da umidade do solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A matéria orgânica (MO) é a principal fonte de B que irá suprir as exigências das plantas. Após a mineralização da MO, o uso de boro é liberado para a solução do solo, podendo, a partir daí, seguir vários caminhos, tais como: ser absorvido pelas plantas, ser perdido por lixiviação ou ser adsorvido pelos colóides do solo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, solos com baixos teores de MO e a ocorrência de fatores que diminuem a sua mineralização, predispõem as culturas à carência do micronutriente, sendo estes fatores limitantes frequentemente observados nos solos brasileiros.</span></p>
<h2>Boro nas plantas</h2>
<p>O boro <strong>é o único nutriente que não atende ao critério direto de essencialidade</strong>, mas satisfaz o critério indireto. A maior prova da sua essencialidade consiste em que, nos solos das regiões tropicais, ao lado do zinco (Zn), é o micronutriente que mais frequentemente promove deficiência nas culturas.</p>
<p>A função fisiológica do boro difere de qualquer outro micronutriente, pois não pertence a nenhum composto ou enzima específica, mas sabe-se que possui funções em muitos processos fisiológicos da planta, como:</p>
<ol>
<li>Fixação biológica de nitrogênio (protege a enzima nitrogenase de danos causados pela toxidez de espécies reativas de oxigênio);</li>
<li>Crescimento meristemático;</li>
<li>Integridade e funcionamento da parede celular;</li>
<li>Transporte de auxinas (AIA);</li>
<li>Síntese de ácidos nucleicos (DNA e RNA) e de fitohormônios;</li>
<li>Atua no metabolismo de carboidrato.</li>
</ol>
<h2>Características de deficiência de boro</h2>
<p>A <strong>deficiência de boro</strong> aparece, inicialmente, <strong>causando um anormal e lento desenvolvimento dos pontos de crescimento apical</strong>.</p>
<p>Os folíolos das folhas novas são deformados, enrugados, com frequência ficam mais grossos e com cor verde azulado escuro. Ocorre a inibição da síntese de lignina e estímulo da atividade da oxidase de ácido indolacético (AIA) e de enzimas na membrana plasmática.</p>
<p>Com o progresso da deficiência, a elongação dos entrenós fica lenta, ocorre a morte dos pontos de crescimento terminal e a formação de flores é restrita ou inibida.</p>
<p>Em plantas de soja, a deficiência de boro prejudicou o desenvolvimento dos nódulos e das raízes, consequentemente, a fixação biológica de nitrogênio. Em soja, as doses de boro aplicadas proporcionaram um aumento no número de folhas, na massa seca das raízes e na área foliar das plantas.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21624 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro.jpeg" alt="Planta de soja com deficiência de boro" width="740" height="740" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro.jpeg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro-300x300.jpeg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro-150x150.jpeg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro-370x370.jpeg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro-270x270.jpeg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro-96x96.jpeg 96w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;">Sintomas de deficiência do Boro em planta de soja</span></p>
<h2>Fontes de boro</h2>
<p>A escolha da melhor fonte de nutriente para aplicação no solo, depende do tipo de solo, da cultura e do regime hídrico.</p>
<p>A maioria dos adubos boratados, apresentam alta solubilidade, assim <strong>o boro está sujeito à grande mobilidade no solo e, consequentemente, ao maior grau de lixiviação no perfil do solo</strong>, principalmente no arenoso. Dessa forma, a preferência é por fontes de solubilidade lenta, portanto, menos suscetíveis a perdas por lixiviação.</p>
<p>Basicamente, existem duas classificações para os boratos:</p>
<ol>
<li><strong>Aqueles em que o material de origem passou por um processo de refinamento:</strong> conhecidos como boratos refinados. Por exemplo: Ácido Bórico, Octaborato de Sódio Tetrahidratado, Borax Decahidratado, Borax Pentahidratado e o Borax Anidro.</li>
<li><strong>Aqueles em que o material de origem não passou por nenhum processo de refinamento:</strong> conhecidos como boratos minerais ou não refinados. Por exemplo: Hidroboracita, Colemanita e a Ulexita.</li>
</ol>
<p>O <strong>boro participa de uma série de processos fisiológicos dentro da planta</strong>, o que faz com que sua deficiência se confunda com a de outros nutrientes como a de fósforo (P) e a de potássio (K).</p>
<p>Em milho, a deficiência severa de boro pode resultar em espigas tortas e menores, enquanto na deficiência de potássio, as espigas também são reduzidas, o que mostra que a adubação em milho e demais grãos, precisa levar em conta macro e micronutrientes.</p>
<p>A deficiência de boro, ocasiona, ainda, diminuição no crescimento de novas raízes e de novas brotações, já que está envolvido na síntese de parede celular e integridade da membrana plasmática.</p>
<p>A disponibilidade do boro na solução do solo é governada pela reação de adsorção do boro com os coloides do solo. A adsorção de boro aumenta com o teor de argila e com o pH do solo.</p>
<p>As doses de boro, atualmente aplicadas, podem não fornecer a concentração adequada de B na solução do solo para o ótimo desenvolvimento das plantas, principalmente nos solos mais argilosos e com excesso de calagem.</p>
<p>Agora você já sabe a importância do boro para as culturas de grãos e que ele auxilia na melhoria da produtividade, mas muitas pessoas ainda confundem os sintomas. É o caso da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-amarela-na-cultura-do-trigo/" target="_blank" rel="noopener">Mancha-amarela em trigo</a></strong>, por exemplo, já que a falta de nitrogênio também deixa as folhas amarelas.</p>
<p>É preciso ficar atento e conhecer bem a cultura, suas principais doenças e, claro, o manejo adequado da fertilidade.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
<p>Se você quer entender melhor os fatores que afetam essa prática, saber como regular e calibrar corretamente os equipamentos, evitar perdas e garantir uma distribuição uniforme no campo, o <a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/eficiencia-maxima-na-aplicacao-de-corretivos-e-fertilizantes?utm_campaign=materiais-cl-acf&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Online Eficiência Máxima na Aplicação de Corretivos e Fertilizantes</strong></a> do Rehagro pode te ajudar.</p>
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		<title>Quebra da dominância apical na cultura da soja: como ela influencia o desenvolvimento?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 17:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil ocupa posição de destaque no cenário mundial na produção de soja, devido ao melhoramento genético. Isso possibilitou o lançamento de cultivares adaptadas a todo o território, além, principalmente, dos conhecimentos gerados em relação ao manejo de solos tropicais. Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e plantas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil ocupa <strong>posição de destaque no cenário mundial na produção de soja</strong>, devido ao melhoramento genético. Isso possibilitou o lançamento de cultivares adaptadas a todo o território, além, principalmente, dos conhecimentos gerados em relação ao manejo de solos tropicais.</p>
<p>Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">plantas daninhas</a></strong> foram gerados, bem como a adoção do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">sistema de plantio direto (SPD)</a></strong>. Esses fatores permitiram ao país dispor de uma das mais avançadas tecnologias referentes ao cultivo de soja do mundo.</p>
<p>Visando o aumento de produtividade, diversas propostas de manejo vêm surgindo para a cultura da soja. Muitas foram adotados por alguns produtores, mesmo sem respaldo científico.</p>
<p>Dentre estas tecnologias destaca-se a tentativa da quebra de dominância apical da soja, utilizando-se substâncias consideradas reguladores de crescimento. Como exemplo, citamos alguns herbicidas que podem desempenhar esse papel de forma indireta.</p>
<p>Além das substâncias químicas, acredita-se na possibilidade de utilização dos<strong> fitohormônios</strong>. A finalidade é de alterar a arquitetura de plantas, bem como causar mudanças nos componentes de produção da cultura da soja.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que são citocininas e como impactam na quebra da dominância apical?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As <strong>citocininas</strong> (Ck) são descritas como importantes substâncias neste contexto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elas podem causar a <strong>quebra da dominância apical, induzindo o aumento de brotações de gemas laterais e, consequentemente, causar um aumento na produtividade</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>quebra da dominância apical ocorre devido à menor produção de auxina, que é sintetizada no ápice da planta</strong>. Com isso, poderia ocorrer um aumento na síntese/concentração de citocinina, hormônio responsável pela emissão de ramificações da planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredita-se que ao utilizar <a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>herbicidas</strong></a> que possam comprometer a dominância apical, a planta mudaria o seu fluxo hormonal interno. Assim, modificaria o número dos componentes de produção que a cultura apresenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A emissão de novos ramos laterais ocorre, devido ao aumento do número de nós, os quais apresentam gemas capazes de gerar novos ramos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, acredita-se que a utilização de reguladores de crescimento poderia aumentar de forma indireta o número de ramos e, consequentemente, e o número de flores, vagens e a produtividade da cultura.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21616 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2.jpg" alt="Planta de soja" width="396" height="704" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2.jpg 396w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-370x658.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-270x480.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-150x267.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 396px) 100vw, 396px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Inara Alves</span></p>
<h2>Componentes de produção da soja</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A produtividade da <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>cultura da soja</strong></a> é determinada por diversos fatores relacionados com a fisiologia, morfologia e manejo da cultura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Características como altura de plantas, número de nós por planta, ramos laterais, número de vagens por planta e grãos por vagens, peso de 100 grãos, estão diretamente ligados ao potencial produtivo da soja no final de seu ciclo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de grãos por área é determinada em função de várias características:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Número de nós e de hastes por planta;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Densidade de plantas;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Peso e número de sementes;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Vagens por planta;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Sementes por vagem. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos estes componentes são determinados por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">processos fenológicos</a></strong> como desenvolvimento vegetativo, florescimento, frutificação e maturação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande maioria das variações que ocorrem na produtividade de soja estão associadas com alterações que podem vir a ocorrer no momento de formação dos componentes de produção da cultura, como número de vagens e grãos. Consequentemente, os processos que determinam o número de vagens e grãos por área desempenham papel importante na produtividade da cultura.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>taxa de formação de flores e vagens está relacionada à formação de ramos laterais nas plantas</strong>, já que a formação de flores ocorre nas axilas presentes nos ramos laterais, a qual é coordenada pelo balanço entre os hormônios auxina e citocinina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A citocinina se apresenta como fator principal na indução de formação de flores, pois, está envolvida no processo de divisão, expansão, alongamento e diferenciação celular, além do crescimento da gema axilar e formação dos primórdios foliares, o que repercute na maior ou menor produtividade da cultura ao final de seu ciclo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A densidade de plantas é outro fator de grande importância para o crescimento e a produtividade de soja. Quando a <strong>densidade de plantas é elevada, a formação de ramos laterais diminui e, dessa forma, o número de nós dos ramos laterais decresce, interferindo na produtividade</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Situações com elevada população de plantas desencadeia uma competição por luz e pela absorção de nutrientes, sendo que estas plantas podem se tornar estioladas, com os caules finos e propensos ao acamamento.</span></p>
<h2>Herbicidas e fito hormônios visando a quebra da dominância apical</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As maiores produtividades, são obtidas através da utilização de um conjunto de práticas culturais, as quais ajudam a adequar o ambiente, de forma que a cultura possa alcançar o máximo potencial produtivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as práticas que podem ser usadas para a cultura da soja, a aplicação de fitohormônios e reguladores de crescimento está sendo explorada cada dia mais. Alguns estudos indicam as auxinas, as citocininas (CKs) e as giberelinas (GAs) como fitohormônios promissores em melhorar as características agronômicas de diversas culturas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os reguladores de crescimento são compostos químicos sinalizadores que atuam na regulação do crescimento e desenvolvimento de plantas. Normalmente, os reguladores estão ligados a receptores na planta e desencadeiam uma série de mudanças celulares, as quais podem afetar a iniciação ou modificação do desenvolvimento de órgãos, ou tecidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os fitohormônios, ou hormônios vegetais, são <strong>compostos orgânicos sintetizados em uma parte específica da planta e transportados para outra parte na qual em pequenas concentrações causam uma resposta fisiológica</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os hormônios vegetais podem causar modificações fisiológicas ou morfológicas, influenciando a germinação, crescimento e desenvolvimento vegetal, florescimento, frutificação, senescência e abscisão de folhas ou flores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os herbicidas lactofen e carfentrazone, têm sido utilizados por sojicultores, que acreditam na sua capacidade indireta em diminuir o porte de plantas de soja. Como são herbicidas inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), as ações de tais produtos geram o acúmulo de compostos fotodinâmicos como a protoporfirina IX, que interfere negativamente na fotossíntese, respiração e cadeia de transporte de elétrons na planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mecanismos que levam à <strong>quebra da dominância apical e, consequentemente, a menor altura de plantas, causam desbalanço hormonal interno</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a quebra da dominância apical, os níveis de auxina na planta diminuem, diminuindo os níveis de ácido abscísico e o transporte de nutrientes e citocininas das raízes para a gema lateral. Devido a esse efeito, acredita-se na possibilidade de se conseguir um aumento no número de ramos laterais de plantas de soja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria das plantas, o <strong>crescimento da gema apical inibe o crescimento das gemas laterais, fenômeno denominado de dominância apical</strong>. As citocininas tem um grande potencial na indução da divisão celular, em conjunto com as auxinas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses dois hormônios vegetais interagem no controle da dominância apical, sendo que a relação é antagônica, uma vez que a auxina impede o crescimento de gemas laterais e a citocinina estimula esse crescimento.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21618 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4.jpg" alt="Interação entre a auxina e citocinina na regulação do desenvolvimento das gemas laterais na cultura de soja." width="816" height="479" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4.jpg 816w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-300x176.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-768x451.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-370x217.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-270x158.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-740x434.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 8pt;">Interação entre a auxina (AIA) e citocinina (CK) na regulação do desenvolvimento   das gemas laterais. Fonte: (MASON et al., 2014).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As alterações causadas no interior e exterior da planta após o uso de reguladores de crescimento, podem vir a modificar o metabolismo interno da planta, de modo que esta poderá alterar a rota dos carboidratos, fazendo com que estes sejam acumulados em outros tecidos da planta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os açúcares em abundância promovem o crescimento e o armazenamento de carboidratos nos drenos e, quando a taxa de fotossíntese é alta, ocorre o acúmulo de açúcares totais nas folhas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Percevejos nas lavouras: saiba como identificar e controlar corretamente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2020 15:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os percevejos são pragas severas e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²! O aumento da adoção do sistema de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os <strong>percevejos são pragas severas</strong> e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²!</p>
<p>O aumento da adoção do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">sistema de plantio direto</a></strong> favorece seu desenvolvimento, que tem estreita associação com o solo e os restos da cultura durante certos períodos do ano.</p>
<p>O cultivo de plantas hospedeiras em sequência, tais como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultivares de soja</a></strong>, milho e de trigo, favorece o desenvolvimento de populações de percevejos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Ciclo de vida e comportamento dos percevejos</h2>
<p>O percevejo, que é mais comumente encontrado na soja, recentemente tem sido visto na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-milho-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">cultura do milho</a></strong>.</p>
<p>E se você pensa em implementar essa cultura, saiba que os percevejos do gênero <i>Dichelops</i> (<i>Diceraeus</i>) podem causar grandes danos já em seu desenvolvimento inicial.</p>
<p>A capacidade de reprodução a campo é estimada em 200 ovos por fêmea de percevejo. Em três semanas o percevejo passa pelas fases de incubação dos ovos e chega ao quarto e quinto ínstar da ninfa que apresenta capacidade de danos equivalentes aos dos adultos.</p>
<p>Durante o outono, o inverno e o início da primavera, os percevejos passam por períodos curtos de dormência, mas não entram em diapausa.</p>
<p>Alimentam-se de trigo, canola, nabo, aveia e várias plantas daninhas hospedeiras presentes na lavoura. Porém, raramente desenvolvem ovários, realizam oviposição ou estabelecem colônias de ninfas, nos meses de outono e inverno.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Tipos de percevejos nas lavouras</h2>
<h3>Percevejo-marrom da soja &#8211; <i>Euschistus heros</i></h3>
<p><strong>Na soja, o <a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejo-marrom-da-soja/">percevejo-marrom</a> normalmente completa três gerações.</strong> Durante o final do verão e o início do outono.</p>
<p>Durante o verão, o percevejo-marrom pode ser encontrado se alimentando da erva <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">daninha</a></strong> conhecida por leiteiro ou amendoim-bravo. É interessante salientar que, nessa erva daninha, esse típico sugador de sementes alimenta-se das hastes da planta.</p>
<p>No outono, <i>E. heros</i> inicia a procura por abrigos sob a palhada, onde permanece até o próximo verão. Durante esse tempo, o percevejo acumula lipídios e não se alimenta, permanecendo num estado de hibernação parcial.</p>
<p>O adulto de <i>E. heros</i> <strong>apresenta coloração marrom escura</strong>, com dois prolongamentos laterais do pronoto, <strong>em forma de espinhos</strong>.</p>
<p>A longevidade média do adulto é de 116 dias. Os ovos são depositados em pequenas massas de cor amarela, normalmente com 5-8 ovos por massa, apresentando mancha rósea, próximo à eclosão das ninfas. Os ovos são colocados, principalmente, nas folhas ou nas vagens de soja, não afetando diretamente a polinização.</p>
<p>As ninfas recém-eclodidas medem cerca de 1,3 mm e têm o corpo alaranjado e a cabeça preta. As ninfas maiores (terceiro ao quinto ínstar) apresentam coloração que pode variar de cinza a marrom.</p>
<p>Apesar de iniciarem a alimentação no segundo ínstar, as ninfas do percevejo-marrom causam danos às sementes apenas a partir do terceiro ínstar, quando atingem tamanho médio de 3,63 mm.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11839 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-marrom.jpg" alt="Percevejo Marrom da Soja" width="270" height="321" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-marrom.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-marrom-252x300.jpg 252w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Ciclo de vida </span><i><span style="font-weight: 400;">Euschistus heros</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span>Fonte: G.L.M. Rosa</span></p>
<h3>Percevejo-barriga-verde &#8211; <i>Dichelops melacanthus</i></h3>
<p>Espécies do gênero <i>Dichelops</i> são exclusivamente neotropicais e encontram-se distribuídos por diversos países da América do Sul. <i>D. melacanthus</i> é frequentemente observada no Brasil.</p>
<p>Segundo Grazia (1978), essa espécie é muito semelhante a <i>D. furcatus</i>, que tem sido observada em regiões brasileiras produtoras de soja, além de ser semelhante também a <i>D. phoenix</i>, que tem poucos registros no Brasil.</p>
<p>O <strong>percevejo-barriga-verde</strong> (<i>D. melacanthus)</i>, previamente relatado como uma praga da soja alimentando-se das vagens, pode se alimentar de milho, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-trigo-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">trigo</a></strong>, aveia-preta e triticale. Há registros também da ocorrência em plantas não cultivadas, como trapoeraba, crotalária e capim braquiária.</p>
<p><strong>Após a colheita da soja, o percevejo-barriga-verde permanece no solo sob restos culturais</strong>, ou seja, é importante observar o histórico do trigo e milho anteriores, pois eles se alimentam das plantas cultivadas em sistema de semeadura direta.</p>
<p>Nessas áreas, os percevejos encontram abrigo (palhada) e alimento (sementes maduras caídas no solo) e conseguem sobreviver, diferentemente do que ocorre em áreas sob cultivo convencional, onde os percevejos são deslocados dos abrigos e mortos pela aração.</p>
<p>Os adultos de <i>D. furcatus</i> e <i>D. melacanthus</i> medem de 9 mm a 11 mm e sua coloração varia entre castanho-amarelado e acinzentado, apresentando o abdômen verde. Os ovos são verde-claros, ovoides, dispostos em grupos de tamanho variável, os quais são formados por três ou mais fileiras mais ou menos definidas.</p>
<p>As ninfas apresentam, geralmente, coloração marrom-acinzentada na região dorsal e verde na abdominal. Podem ser confundidas com as ninfas de <i>E. heros</i>, mas podem ser diferenciadas pelas jugas bifurcadas e agudas e pela coloração verde do abdômen.</p>
<p>Esse inseto foi constatado como uma praga de início de ciclo nas culturas de trigo e de milho.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11838 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde.jpg" alt="Percevejo Barriga Verde" width="528" height="199" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde.jpg 528w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde-300x113.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde-370x139.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde-270x102.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px" /><span style="font-size: 10pt;">Percevejo barriga-verde, Dichelops melancanthus, nas fases de adulto (a), ovo (b) e ninfa (c). Fonte: J.J. da Silva.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11842" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo.jpg" alt="Flutuação Populacional de Percevejo Barriga Verde" width="500" height="406" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo.jpg 596w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo-300x244.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo-370x300.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo-270x219.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Flutuação populacional de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dichelops melacanthus</span></i><span style="font-weight: 400;">, na sucessão cultural soja-milho, submetida a diferentes inseticidas via tratamento de sementes. </span>Fonte: Chiesa (2016)</span></p>
<h2>Potencial de danos de percevejos na cultura da soja e do milho</h2>
<p>No cerrado brasileiro, <strong>o percevejo marrom (<i>E. heros)</i> destaca-se como praga chave na cultura da soja</strong>, aumentando os <a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/" target="_blank" rel="noopener"><strong>custos de produção</strong></a> e diminuindo a qualidade e o rendimento de grãos.</p>
<p>Adultos do <a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejo-marrom-da-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>percevejo marrom</strong></a>, quando presentes no final do estádio vegetativo (V8), não comprometem o rendimento de grãos de soja, independentemente da sua densidade populacional.</p>
<p>A presença de adultos do percevejo marrom na cultura da soja <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">nos estádios R4 e R5</a></strong> podem comprometer a produtividade de grãos e a qualidade de sementes de soja a partir de 2 percevejos m².</p>
<p>Sementes de soja atacadas por <i>P. guildinii</i> tiveram os corpos de proteína completamente destruídos, sugerindo maior ação deletéria das suas enzimas salivares para os tecidos da semente, em comparação às outras espécies (<i>E. heros, N. viridula </i>e<i> D. melacanthus</i>).</p>
<p>Também houve dano mais profundo nas sementes de soja, enquanto sementes atacadas por percevejos barriga-verde apresentaram danos menos profundos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41640" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos.png" alt="Tabela com espécies de percevejos" width="707" height="288" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos.png 707w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-300x122.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-370x151.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-270x110.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-150x61.png 150w" sizes="auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px" /></p>
<p style="text-align: center;">¹Médias em cada coluna seguidas pela mesma letra não diferem significativamente pelo teste de Tukey (P = 0,05).</p>
<p style="text-align: center;">²Média de cinco repetições de 50 insetos.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Tabela com profundidade média (+- EP) do dano em sementes de soja causado pela alimentação de quatro espécies de pentatomídeos, após uma sessão de alimentação de 60 minutos (números inicial de insetos = 250). Entre parênteses, número de insetos observados. Fonte: Adaptada de Depiere e Panizzi (2011). </span></p>
<p>Entretanto, o dano causado por <i>P. guildinii</i> não tem relação com o comprimento dos estiletes, pois tem aparelho bucal mais curto que <i>N. viridula</i> e <i>E. heros</i>.</p>
<p>É possível que a área maior do canal alimentar de <i>P. guildinii</i> contribua para que esse percevejo ocasione maior área de dano nas sementes de soja, em comparação com as outras espécies.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4925 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos.jpg" alt="Percevejo marrom e percevejo barriga verde" width="559" height="268" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos.jpg 559w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos-300x144.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos-370x177.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos-270x129.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 559px) 100vw, 559px" /></p>
<h2>Monitoramento do percevejo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Listamos alguns pontos que devem ser observados para que os percevejos não reduzam os lucros das lavouras.</span></p>
<h3>Ponte Verde</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do milho, o percevejo pode causar problemas em lavouras de feijão, soja e trigo e ao final do ciclo dessas culturas pode se hospedar em alguma planta daninha, o que não interrompe o ciclo da praga, garantindo assim, condições de sobrevivência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, é fundamental realizar o monitoramento das lavouras antes da instalação da cultura do milho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse monitoramento é essencial para a tomada de decisão, pois ao identificar a praga em nível de dano econômico é preciso pensar em alternativas de controle no momento da dessecação e posicionar um bom tratamento de sementes, bem como produtos para as fases de desenvolvimento da cultura.</span></p>
<h3>Dessecação</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como mencionado, os percevejos podem se hospedar em diversas plantas e com isso se tornam grandes ameaças para a próxima cultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, uma das estratégias que podem ser utilizadas quando se identifica essa praga em níveis de risco, é realizar posicionamento de um inseticida na dessecação da gleba.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para esse manejo é possível utilizar inseticidas que pertencem ao grupo químico dos organofosforados.</span></p>
<h3>Tratamento de sementes</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento de </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/">sementes</a></strong><span style="font-weight: 400;"> é uma ferramenta muito importante para o manejo de percevejo na cultura do milho, isso porque confere proteção inicial para as plantas. Sendo assim, é preciso realizar um bom tratamento de sementes, de forma homogênea e na dose correta do ingrediente ativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, quando se pensa em tratamento de sementes, o grupo químico dos inseticidas neonicotinóides se mostra muito eficiente no controle desta praga.</span></p>
<h3>Lavoura estabelecida</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O ataque de percevejo no estádio de desenvolvimento inicial da lavoura pode ser fatal dependendo da infestação, isso porque a planta é menor e mais frágil e o aparelho bucal do inseto pode atingir o meristema apical, o que interfere no desenvolvimento da planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando não se atinge o meristema, o sintoma do ataque pode ser visualizado nas folhas, as quais ficarão deformadas com um halo amarelo. Quando estes insetos atingem os níveis de dano econômico é preciso realizar o controle destas pragas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, recomenda-se trabalhar com inseticidas dos seguintes grupos químicos:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Organofosforados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Neonicotinóides;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Piretróides.</span></li>
</ul>
<h2>Controle dos percevejos na produção de grãos</h2>
<p>O conhecimento na detecção de pragas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-de-doencas-em-milho/" target="_blank" rel="noopener">doenças no milho</a></strong> e demais grãos, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">mancha-alvo em soja</a></strong>, se mostra necessário, afinal, tanto para o percevejo quanto para essa doença, é preciso saber bem as fases da cultura e manejo adequado das culturas anteriores, pois podem sobreviver em restos culturais.</p>
<p>Com a definição do potencial produtivo da cultura do milho, os estádios iniciais de desenvolvimento da planta tornam-se também um período crítico. Dessa forma, a ocorrência de condições ótimas nessas fases de desenvolvimento, como manutenção da área foliar da cultura é um fator importante para a sua produção.</p>
<p>Ninfas médias, grandes e adultos de percevejos barriga-verde (<i>D. melacanthus)</i> têm grande potencial de causar dano em plantas de milho no estádio V1, bem como podem causar redução da massa seca da parte aérea da planta.</p>
<p>Os estádios de desenvolvimento do milho V1, V3 e V5 são mais susceptíveis ao ataque de adultos de percevejos barriga-verde em comparação ao estádio V7, podendo nestas condições afetar o rendimento de grãos da cultura.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11843 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos.jpg" alt="Danos de percevejo na cultura do milho" width="370" height="278" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Danos de percevejo </span><i><span style="font-weight: 400;">Dichelops melacanthus</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cultura do milho.</span></span></p>
<p>Nesse sentido, o controle do percevejo no sistema de produção de grãos faz-se necessário a fim de reduzir a população de plantas hospedeiras e compreender o hábito de migração, para que seja realizado o controle químico na época correta.</p>
<p>Agora você já sabe identificar as diferenças e características dos principais percevejos que atacam os grãos.</p>
<p>É preciso identificar o estádio da planta e fazer o manejo de restos culturais adequadamente, pois além de beneficiar algumas pragas, também beneficiam doenças, como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/giberela-no-trigo/" target="_blank" rel="noopener">fungo <i>Giberella zeae</i></a></strong>, que reduz significativamente a produção de grãos, sendo a principal doença dos campos de trigo.</p>
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<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/agro-para-todos-descobrindo-a-producao-de-graos?utm_campaign=12253459-mkt-materiais-agr&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Online Agro Para Todos: Descobrindo a Produção de Grãos</a></strong> oferece uma formação essencial para quem deseja compreender os fundamentos da atividade, desde o ciclo das culturas até os desafios do manejo e da comercialização.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Estádios fenológicos da soja: quais são e suas características</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2019 14:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabe identificar cada fase da soja? Este conhecimento permite uma decisão mais assertiva durante todo o processo produtivo, e isso reflete em uma maior qualidade da semente, consequentemente uma maior produtividade e mais lucro! Por isso, reunimos neste texto um detalhamento dos estádios fenológicos da soja e, os momentos “chave” de maior sensibilidade a estresses [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabe identificar cada fase da soja? Este conhecimento permite uma decisão mais assertiva durante todo o processo produtivo, e isso reflete em uma maior <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/" target="_blank" rel="noopener">qualidade da semente</a></strong>, consequentemente uma maior produtividade e mais lucro!</p>
<p>Por isso, reunimos neste texto um detalhamento dos<strong> estádios fenológicos da soja</strong> e, os momentos “chave” de maior sensibilidade a estresses hídricos, para realizar monitoramento/controle de pragas, <a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-da-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças</strong></a> e plantas daninhas, visando altas produtividades e melhor utilização de recursos.</p>
<h2>Períodos de desenvolvimento da soja</h2>
<p>O desenvolvimento da soja pode ser dividido em dois momentos importantes:</p>
<ol>
<li><strong>O período vegetativo (V)</strong>, onde a planta está priorizando o seu crescimento e acúmulo de reservas.</li>
<li><strong>O período reprodutivo (R)</strong> onde as flores se desenvolvem e inicia-se a formação do produto de interesse: o grão.</li>
</ol>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Estádio vegetativo (V)</h2>
<p>O período vegetativo é subdivido e suas denominações podem ser com letras seguidas do (V) ou números.</p>
<p>Após a semeadura da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultivar de soja</a></strong>, bem como os tratos culturais necessários, como adubação potássica e o processo de embebição dessas sementes, dá-se início ao processo germinativo e ao período vegetativo, fique atento.</p>
<h3>Estádio VE</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Período de emergência da plântula, onde os cotilédones ficam acima do solo, o que a caracteriza como germinação epígea. Neste momento, a presença de pombas na área pode levar a uma redução do estande. É um período crítico também ao ataque de patógenos e pragas de solo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11792 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-1.jpg" alt="Período de emergência da plântula" width="333" height="275" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-1.jpg 333w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-1-300x248.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-1-270x223.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Normam Neumaier</span></p>
<h3>Estádio VC</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Cotiledonar, onde os cotilédones se encontram totalmente desenvolvidos e completamente abertos, curvados para baixo e os bordos das folhas unifolioladas não mais se tocam. Esse período pode durar de 3 a 10 dias. Período crítico também ao ataque de patógenos e pragas de solo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11793" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-2.jpg" alt="Período cotiledonar" width="346" height="284" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-2.jpg 346w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-2-300x246.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-2-270x222.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 346px) 100vw, 346px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Normam Neumaier</span></p>
<h3>Estádio V1</h3>
<p>Completo desenvolvimento das folhas unifolioladas e a primeira folha trifoliolada com os bordos não mais se tocando. <strong>Caracterizado e identificado também pelo primeiro nó. </strong></p>
<p>Nesta fase, os patógenos de solo e pragas como coleópteros podem afetar o estabelecimento da cultura.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11794 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-3.jpg" alt="Estágio V1 da soja" width="367" height="298" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-3.jpg 367w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-3-300x244.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-3-270x219.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 367px) 100vw, 367px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Normam Neumaier</span></p>
<h3>Estádio V2</h3>
<p>Pode ser definido como o segundo nó ou a segunda folha trifoliolada, em que os bordos não mais se tocam. Do estádio V1 ao V2, é que se dá o <strong>início da nodulação e o processo de Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN)</strong>, portanto, neste momento deve ser observado de 4 a 8 nódulos por planta.</p>
<p>No estádio V2, o ataque de pragas e doenças de solo também devem ser monitorados e a partir daqui inicia-se o período de matocompetição, ou seja, plantas daninhas podem passar a competir com a soja por recursos (água, nutrientes e espaço).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11795 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4.jpg" alt="Estádio V2 da soja" width="374" height="319" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4.jpg 374w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4-300x256.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4-370x316.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4-270x230.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4-352x300.jpg 352w" sizes="auto, (max-width: 374px) 100vw, 374px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Normam Neumaier</span></p>
<h3>Estádios V3 e V4<span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p>A planta apresenta 3 nós e a terceira folha trifoliolada já se encontra com os bordos não mais se tocando e 4 nós e a quarta folha trifoliolada, com bordos não mais se tocando, respectivamente.</p>
<p>Neste período compreendido entre V3 e V4, a presença de nódulos deverá aumentar onde serão observados no mínimo 10 nódulos por planta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11796" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-5.jpg" alt="Estágio V3 da soja" width="280" height="363" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-5.jpg 280w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-5-231x300.jpg 231w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-5-270x350.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px" /></p>
<h3>Estádio V5<span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p>A planta apresenta 5 nós e, neste momento, define-se a partir de processos fisiológicos, o potencial de nós que a planta poderá ter. Cada nó será responsável por um ramo lateral, cujas vagens serão formadas, portanto, este período é importante para definição do potencial da cultura.</p>
<h3>Estádio Vn</h3>
<p>Enésimo nó, este é o estádio anterior ao surgimento de flores e entrada no período reprodutivo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-pragas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-pragas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39626 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja.png" alt="Guia Principais pragas da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Estádio Reprodutivo (R)</h2>
<h3>Estádio R1</h3>
<p>Início do florescimento, ao menos uma flor aberta em qualquer parte da haste principal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11797 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-6.jpg" alt="Estágio R1 da soja" width="370" height="234" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-6.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-6-300x190.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-6-270x171.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;">Fontes: Danilo Estevão e IPNI</span></p>
<h3>Estádio R2</h3>
<p>Florescimento pleno e uma flor aberta em um dos 2 últimos nós do caule, com folha completamente desenvolvida.</p>
<p>No período compreendido entre R1 e R2, a planta se encontra mais sensível ao ataque de insetos praga, portanto, o monitoramento deve ser constante.</p>
<p>A partir de R2, <strong>inicia-se a rápida acumulação de matéria seca e de nutrientes na planta</strong>, sendo este, o período recomendado para fazer a coleta de folhas para análise dos teores de nutrientes foliares e avaliação da qualidade nutricional do solo.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-7.jpg" alt="Estágio R2 da soja" width="370" height="218" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-7.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-7-300x177.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-7-270x159.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;">Fontes: Danilo Estevão e IPNI</span></p>
<h3>Estádio R3</h3>
<p>Início do desenvolvimento das vagens, conhecido também como fase de canivetinho, onde as vagens apresentam até 5 mm de comprimento.</p>
<p>Este estádio é de grande importância para a definição de componentes de rendimento da planta, como número de vagens por planta. É também um período sensível às condições ambientais, onde o estresse hídrico pode causar abortamento de vagens.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11799" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-8.jpg" alt="Estágio R3 da soja" width="370" height="235" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-8.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-8-300x191.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-8-270x171.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;">Fontes: Danilo Estevão e IPNI</span></p>
<h3>Estádio R4</h3>
<p>Vagens completamente desenvolvidas e apresentando cerca de 2 cm de comprimento em um dos 4 últimos nós do caule, com folha completamente desenvolvida.</p>
<p><strong>A partir desse estádio, até R5.5, ocorre rápida acumulação de matéria seca pelas vagens.</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11800" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-9.jpg" alt="Estágio R4 da soja" width="370" height="217" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-9.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-9-300x176.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-9-270x158.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 8pt;">Fontes: Danilo Estevão e IPNI</span></p>
<h3>Estádio R5<span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p>Início da formação e rápido enchimento dos grãos, onde ocorre redistribuição de matéria seca e nutrientes das partes vegetativas para os grãos.</p>
<p><strong>O estádio fenológico da soja R5 é subdividido em 5 pontos</strong>, onde correspondem ao enchimento dos grãos até atingirem seu tamanho potencial. Ataques de sugadores como percevejos é um grande limitante para o potencial produtivo.</p>
<p>Quando os ataques são nos estádios iniciais de R5 pode não haver formação de grãos e nos estádios mais tardios de R5 poderá ocorrer a redução do tamanho e peso dos grãos. Além disso, condições de estresse também poderão reduzir o peso dos grãos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11801" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-10.jpg" alt="Estádio R5 da soja" width="370" height="271" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-10.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-10-300x220.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-10-270x198.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-10-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<ul>
<li>R5.1 – grãos perceptíveis ao tato, equivalente à 10% da granação;</li>
<li>R5.2 – Granação de 11 a 25%;</li>
<li>R.3 – Granação de 26 a 50%;</li>
<li>R5.4 – Granação de 51 a 75%;</li>
<li>R5.5 – Granação de 76 a 100%.</li>
</ul>
<h3>Estádio R6</h3>
<p>Grão verde ou vagem cheia, nesta fase o grão ocupa toda a cavidade da vagem. O rápido amarelecimento das folhas (senescência) começa após este estádio e continua acentuadamente até R8.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11802" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-11.jpg" alt="Estádio R6 da soja" width="370" height="235" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-11.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-11-300x191.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-11-270x171.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: IPNI</span></p>
<h3>Estádio R7</h3>
<p>Início da maturação fisiológica dos grãos, neste período será observado ao menos uma vagem madura, localizada na haste principal, com coloração marrom ou palha.</p>
<p>A maturidade ocorre quando se cessa o acúmulo de matéria seca. Nesta fase, os grãos apresentam cerca de 60% de umidade e a partir daqui à umidade tende a cair.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11803" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-12.jpg" alt="Estádio R7 da soja" width="304" height="206" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-12.jpg 304w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-12-300x203.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-12-270x183.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 304px) 100vw, 304px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: IPNI</span></p>
<h3>Estádio R8<span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p>Maturidade completa: neste período 95% das vagens encontram-se maduras e serão necessários cerca de 5 a 10 dias para que a umidade atinja 15% ou menos.</p>
<p>Desta forma, o momento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">colheita dos grãos</a></strong> é crucial e a umidade adequada para esta tarefa é de 13%. Colheita com umidade pouco acima desse valor pode ser considerada, devendo lembrar que os custos com secagem para posterior armazenamento serão incluídos.</p>
<p>Dicas importantes para o momento da colheita para evitar perdas na lavoura e qualidade do grão:</p>
<ul>
<li>Velocidade adequada;</li>
<li>Verificar abertura do côncavo da colhedora;</li>
<li>Avaliar velocidade do cilindro;</li>
<li>Aferir as peneiras e velocidade do ar de ventilação;</li>
<li>Regular altura de corte a fim de minimizar perdas.</li>
</ul>
<p>Fique atento! Agora você já sabe todos os estádios fenológicos da soja, bem como as peculiaridades que podem acometer a lavoura em cada um deles.</p>
<p>No entanto, existem doenças, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">mancha-alvo</a></strong>, que podem aparecer em qualquer um desses estádios e é preciso ficar atento.</p>
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		<title>Mancha-alvo na soja: veja os sintomas e estratégias de manejo</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Nov 2019 16:30:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[fungo]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[mancha]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A soja e o milho sempre estão entre os grãos mais produzidos no mundo. E a cada ano, cultivares de soja e milho passam por melhoramentos genéticos, com o claro objetivo de adquirir mais resistência e tolerância a doenças e a fatores abióticos como o clima. Entretanto, doenças representam um grande entrave para qualquer cultura [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A soja e o milho sempre estão entre os grãos mais produzidos no mundo. E a cada ano, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultivares de soja</a></strong> e milho passam por melhoramentos genéticos, com o claro objetivo de adquirir mais resistência e tolerância a doenças e a fatores abióticos como o clima.</p>
<p>Entretanto, doenças representam um grande entrave para qualquer cultura e as que demandam uma atenção maior, são as que podem afetar a soja em qualquer época. <strong>É o caso da mancha-alvo</strong>, que trataremos neste artigo.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que é a mancha-alvo?</h2>
<p>A <strong>mancha-alvo</strong> <strong>(<i>Corynespora cassiicola</i>) é uma doença fúngica</strong>, comumente encontrada em lavouras de soja de toda a região do Brasil e pode incidir sobre a cultura em todo o seu ciclo, por isso é preciso uma atenção maior a ela!</p>
<p>A sobrevivência deste patógeno depende de dois pontos principais: restos culturais e sementes.</p>
<p>No caso dos restos culturais, o patógeno pode sobreviver, principalmente em áreas sob sistema de plantio direto, afinal, esses restos de culturas passadas, unindo com a umidade, favorecem diversos fungos e um deles é o da mancha-alvo.</p>
<p>E o outro ponto a ser observado, são as sementes. É o principal meio de disseminação da mancha-alvo! Elas precisam, portanto, serem de boa procedência e qualidade.</p>
<p>Ainda assim, é preciso observar que as condições ideais para que tenha ocorrência da mancha-alvo na lavoura são: alta umidade relativa e temperaturas amenas (18-21°C).</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-doencas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39623 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png" alt="Guia Principais doenças da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Sintomas causados pela mancha-alvo na soja</h2>
<p>Muito embora essa doença seja frequentemente observada nas folhas, ela também pode afetar hastes, raízes, o que pode causar podridões nas flores e vagens da planta.</p>
<p>O sintoma típico causado por este patógeno, como o próprio nome diz, é por meio do aparecimento de pequenos pontos ou manchas com halo amarelado, que conforme vai crescendo, apresenta pontuações com coloração variando de castanho-claro a castanho-escuro no centro e anéis concêntricos de coloração escura.</p>
<p>As imagens a seguir, mostram os indícios dos sintomas em uma folha e na haste.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11827" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-1.jpg" alt="Folha e haste com sintomas de mancha-alvo" width="600" height="203" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-1.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-1-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-1-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-1-270x91.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: EMBRAPA</span></p>
<p>Quando essa doença fúngica afeta a área das folhas, pode ocorrer redução da área fotossintética ou até mesmo a desfolha de forma precoce, e isso, por si só, irá comprometer o enchimento de grãos. Ou seja, é preciso ficar atento durante todos os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">estádios fenológicos</a></strong> da planta!</p>
<p>Além disso, a doença pode causar apodrecimento de vagens e hastes, o que irá influenciar diretamente no rendimento da cultura.</p>
<p>Quando essa doença ocorre nas lavouras de soja, em níveis elevados pode reduzir e comprometer a produtividade da soja em até 50%!</p>
<p>Portanto, nesse artigo, serão apresentados também, resultados de um estudo que buscou criar as ferramentas que pudessem auxiliar na avaliação e quantificação da presença do fungo da mancha-alvo, a fim de melhorar o manejo da lavoura.</p>
<p>Na imagem a seguir, é possível notar, tanto na folha normal de soja, quanto em escala em análise, os níveis de severidade da doença mancha-alvo.</p>
<p>Observe que da esquerda para a direita, o nível da severidade aumenta (de 1% a 52%) e, consequentemente, a incidência do sintoma mais visível que são as manchas circulares com halo amarelo e anéis concêntricos castanhos, aumentando e escurecendo, à medida que a doença avança.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11828 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-2.jpg" alt="Escala diagramática para avaliação da mancha-alvo da soja" width="570" height="281" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-2.jpg 570w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-2-300x148.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-2-370x182.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/11/mancha-alvo-2-270x133.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px" /></p>
<h3>Como utilizar a escala diagramática para avaliar a doença?</h3>
<p>Muitos podem estar se perguntando: <strong>para que devo usar a escala diagramática? </strong></p>
<p>O uso desta escala serve para auxiliar o produtor ou engenheiro agrônomo <strong>a ter um parâmetro sobre a evolução e intensidade da doença na lavoura. </strong></p>
<p>No entanto, a forma e o momento ideal para se fazer o controle da doença, fica a critério do responsável. Lembrando que, se for sistema de plantio direto, não apenas favorece doenças fúngicas como a mancha-alvo, mas também pragas, como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejos-na-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">percevejo</a></strong>.</p>
<p>Caso proceda com a coleta de dados da escala diagramática, pode-se coletar um número médio de 15 de folhas por gleba, por cerca de 10-14 dias. Neste período, se for feita a aplicação de algum fungicida para controle da doença, as folhas devem continuar sendo coletadas, mesmo assim.</p>
<p>Após a obtenção e conferência dos dados, os mesmos deverão ser transferidos para uma planilha para que seja possível gerar o gráfico. Com os dados e o gráfico feitos, será possível avaliar o progresso da doença e/ou eficácia do controle, caso já esteja fazendo.</p>
<h2>Estratégias de manejo da mancha-alvo na soja</h2>
<p>Para a não ocorrência da mancha-alvo nas lavouras de soja, ou a menor incidência das mesmas, algumas estratégias podem e devem ser tomadas. Assim, o risco de comprometimento da produtividade da lavoura diminui. São eles:</p>
<ol>
<li>Uso de cultivares resistentes;</li>
<li>Uso de sementes sadias e de boa procedência (como mencionado, a principal incidência da doença vem de sementes infectadas);</li>
<li>Tratamento de sementes;</li>
<li>Rotação e sucessão de culturas com milho ou outras gramíneas;</li>
<li>Uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">fungicidas</a></strong>.</li>
</ol>
<p>Como pode perceber, <strong>o manejo existe desde a escolha da cultivar, ou seja, antes mesmo de implementar a lavoura</strong>, passa pelo tratamento de sementes, para evitar a incidência, mas também há manejo, caso a doença já esteja instalada.</p>
<p>Atenção, porém, ao optar pela 5ª estratégia: uso de fungicida!</p>
<p>É importante lembrar que ao adotar o controle químico, deve-se fazer a rotação de fungicidas com diferentes modos de ação, pois isso permite com que a doença não se torne resistente a algum produto.</p>
<p>Abaixo estão apresentados os resultados de uma pesquisa do ano de 2017, a qual foram testados diferentes fungicidas registrados pelo MAPA para o controle desta doença, com aplicações sequenciais. Fique por dentro:</p>
<p>Os melhores tratamentos, os quais proporcionaram maiores produtividades e menor incidência da doença foram:</p>
<ol>
<li>bixafen + protioconazol + trifloxistrobina;</li>
<li>piraclostrobina + fluxapiroxade;</li>
<li>piraclostrobina + epoxiconazol + fluxapiroxade;</li>
<li>trifloxistrobina + protioconazol;</li>
<li>picoxistrobina + tebuconazol + mancozebe.</li>
</ol>
<p>Qual combinação de produtos usar para o controle da mancha-alvo em soja? Isso depende muito da escolha do responsável técnico da área, pois como pode perceber, as cinco combinações se mostraram eficazes.</p>
<p>Lembrando que para melhores resultados, as demais táticas para manejo da doença também devem ser empregadas.</p>
<p>Bom, a mancha-alvo você já aprendeu, e pôde perceber que por ser fúngica, demanda alta umidade e temperatura amena. Existem várias doenças dessa natureza em grãos e a maioria se manifesta visualmente por manchas, que é o caso da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-amarela-na-cultura-do-trigo/" target="_blank" rel="noopener">mancha-amarela</a></strong> que já foi detectada em mais de 60% dos levantamentos em campo!</p>
<p>A diferença de uma lavoura farta para uma básica ou deficiente em produção está em saber manejar cada etapa do ciclo da cultura, bem como proteger a lavoura em todo o processo.</p>
<h2>Pronto para descobrir os segredos da produção de grãos?</h2>
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			</item>
		<item>
		<title>Cultivares de soja: como escolher a melhor para sua propriedade?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Feb 2019 20:28:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[plantio]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=5614</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quem sonha em ter sua renda focada na agricultura de grãos, já teve que escolher entre várias cultivares disponíveis. Mas como identificar a melhor cultivar de soja? Os dois primeiros passos são: Amostrar o solo para análise e com isso saber suas necessidades nutricionais; Escolher corretamente as cultivares, baseado em seus objetivos e potenciais. &#160; [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem sonha em ter sua renda focada na agricultura de grãos, já teve que escolher entre várias cultivares disponíveis. Mas como identificar a melhor cultivar de soja?</p>
<p>Os dois primeiros passos são:</p>
<ol>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/amostragem-de-solo-em-lavouras-de-graos/">Amostrar o solo para análise</a></strong> e com isso saber suas necessidades nutricionais;</li>
<li>Escolher corretamente as cultivares, baseado em seus objetivos e potenciais.</li>
</ol>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Classificação das cultivares de soja</h2>
<p>A cultivar de soja pode ser classificada pelo hábito de crescimento e requerimento em luz (fotoperíodo). Conhecer esses aspectos são de extrema importância no sistema de produção, seja ele convencional ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">plantio direto</a></strong>.</p>
<p>A soja é classificada como <strong>planta de dias curtos</strong>, ou seja, depende do acúmulo de horas no escuro para iniciar o desenvolvimento da floração e reprodução.</p>
<p>O fotoperíodo é variável para cada cultivar de soja, e para orientar os produtores quanto à escolha correta, para cada região específica, desenvolveu-se a classificação dos grupos de maturação.</p>
<p>Abaixo estão descritos os grupos de maturação para cada latitude e região, fique atento ao grupo ideal para suas condições, pois isso o auxiliará a ter bons rendimentos de grãos.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11779" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/maturacao-soja.jpg" alt="Mapa de grupos de maturação da soja no Brasil" width="600" height="420" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/maturacao-soja.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/maturacao-soja-300x210.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/maturacao-soja-370x259.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/maturacao-soja-270x189.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Alliprandini et al., (2009)</span></p>
<p>Latitudes maiores, mais ao Sul, têm a característica de apresentar dias mais longos, ou seja, horas de luz maiores que horas de escuro, enquanto que latitudes menores, mais ao Norte, o comprimento do dia tende a ser igual ao comprimento da noite.</p>
<p>Vale ressaltar que a latitude pode influenciar no ciclo de cada cultivar e por isso, dentro de cada faixa de maturação existem cultivares adaptadas e que possuem ciclo superprecoce, precoce, semiprecoce, médio, semitardio e tardio, logo, a escolha e o posicionamento de cada uma delas dependerá dos seus objetivos.</p>
<h2>Cultivares determinadas</h2>
<p>Neste tipo de hábito, as plantas atingem <strong>90% de sua altura até o período de florescimento</strong>. Após este estágio elas praticamente cessam o seu crescimento e não ramificam mais. Então é importante saber identificar os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">estádios fenológicos</a></strong>.</p>
<p>Características marcantes das cultivares determinadas: o florescimento ocorre praticamente de forma simultânea pela extensão da planta e com a presença de um racemo longo e muitas vagens no nó terminal.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5615 size-full aligncenter" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja.jpg" alt="Soja florescendo" width="519" height="390" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja.jpg 519w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/02/Flor-de-Soja-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 519px) 100vw, 519px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Fonte: Agroprecision</span></p>
<h2>Crescimento indeterminado</h2>
<p>Neste tipo de hábito, as plantas possuem a fase vegetativa simultânea à fase reprodutiva, ou seja, até o início do florescimento as plantas apresentam cerca de metade de seu crescimento potencial, assim, quando entram em estádio reprodutivo, continuam a crescer, podendo até dobrar a sua altura.</p>
<ul>
<li>Características marcantes das cultivares indeterminadas: o florescimento ocorre escalonadamente, de baixo para cima, podendo ter vagens desenvolvidas na base da planta e flores no ápice.</li>
</ul>
<p>Além disso, mesmo após o florescimento, formam vagens e continuam crescendo. As folhas do topo destas plantas, geralmente, são menores que as demais, enquanto que na determinada, são do mesmo tamanho.</p>
<h2>Principais cuidados com as cultivares</h2>
<h3>Atenção com o veranico</h3>
<p>Em caso de se escolher trabalhar com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/" target="_blank" rel="noopener">sementes de soja</a></strong>, da cultivar de hábito determinado, deve-se atentar à possibilidade de períodos longos sem chuva (veranico). Se a planta estiver em estádio reprodutivo, o déficit hídrico poderá provocar queda de botões florais, flores e abortamento de vagens.</p>
<p>Como a soja cessa o seu crescimento e produção de ramos ao florescer, acaba reduzindo seu potencial produtivo.</p>
<p>Enquanto que em cultivares de hábito indeterminado, o reflexo de um período de veranico no florescimento, seria menos acentuado, pois continuam emitindo novos ramos e flores, mesmo após entrarem no estádio reprodutivo e assim, seria possível manter um bom potencial produtivo que refletirá na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">colheita dos grãos</a></strong>.</p>
<h3>Cuidado com o mofo branco</h3>
<p>Em áreas que ocorrem <a href="https://rehagro.com.br/blog/mofo-branco-no-feijoeiro/" target="_blank" rel="noopener"><strong>mofo branco</strong></a>, causado pelo fungo <i>Sclerotinia sclerotiorum</i>, o cultivo de soja de crescimento indeterminado aumenta o alerta do produtor, em relação à infecção. Isso porque o fungo só penetra e infecta a planta através das estruturas reprodutivas (flores), e como o período de florescimento delas é maior, a lavoura se torna mais suscetível à doença.</p>
<p>Além disso, por estas cultivares indeterminadas crescerem e ramificarem mais, o controle de doenças pode ser mais desafiador pela arquitetura da planta desfavorecer o acesso aos baixeiros e solo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-doencas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39623 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png" alt="Guia Principais doenças da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Agora que você sabe o que é necessário para escolher corretamente a cultivar de soja, caso opte pelo sistema de plantio direto, sabia que os restos da cultura anterior, quando associados à alta umidade, podem favorecer outras doenças fúngicas, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">mancha-alvo</a></strong> e, ainda, uma das principais pragas, que são os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejos-na-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">percevejos</a></strong>? Esteja atento!</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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