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	<title>sistema de produção de bovinos Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>sistema de produção de bovinos Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Boi sanfona: o que é, quais os impactos e como evitar perdas na pecuária de corte</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/boi-sanfona-pecuaria-de-corte-como-evitar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Aug 2025 12:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[ganho de peso]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de produção de bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[suplementação bovina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na pecuária de corte, é comum encontrar animais que, ao longo do ciclo produtivo, ganham peso rapidamente em determinado período e, logo em seguida, perdem boa parte desse avanço. Esse fenômeno, conhecido como efeito boi sanfona, é reconhecido como uma das causas ocultas mais significativas de perda de eficiência nos sistemas de produção a pasto. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/boi-sanfona-pecuaria-de-corte-como-evitar/">Boi sanfona: o que é, quais os impactos e como evitar perdas na pecuária de corte</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na pecuária de corte, é comum encontrar animais que, ao longo do ciclo produtivo, ganham peso rapidamente em determinado período e, logo em seguida, perdem boa parte desse avanço. Esse fenômeno, conhecido como <strong>efeito boi sanfona</strong>, é reconhecido como uma das causas ocultas mais significativas de perda de eficiência nos sistemas de produção a pasto.</p>
<p>À primeira vista, pode parecer uma simples oscilação de peso natural, relacionada à sazonalidade das chuvas ou à variação no pasto. No entanto, o problema vai muito além disso. O boi sanfona <strong>compromete o desempenho zootécnico</strong>, aumenta o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-custo-da-arroba-produzida/">custo por arroba produzida</a></strong>, atrasa o abate e interfere diretamente na rentabilidade da fazenda.</p>
<p>Por se tratar de um processo que ocorre de forma gradual e silenciosa, muitos pecuaristas só percebem seus efeitos ao final do ciclo, quando os resultados financeiros não correspondem às expectativas, mesmo com boa estrutura ou genética no rebanho.</p>
<p>Neste artigo, vamos entender o que é o efeito boi sanfona, quais são suas causas reais, como ele impacta o desempenho e o bolso do produtor, e principalmente, <strong>como evitá-lo com estratégias de manejo nutricional</strong> e uso inteligente da informação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><script>hbspt.forms.create({region: "na1",portalId: "5430441",formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"});</script></p>
</div>
<h2>O que é o efeito boi sanfona e como ele se manifesta</h2>
<p>O termo boi sanfona é utilizado para descrever um padrão indesejado no desempenho de bovinos de corte, no qual há <strong>repetidos ciclos de ganho e perda de peso corporal ao longo do tempo</strong>. Assim como o movimento de abrir e fechar de uma sanfona, o animal apresenta crescimento irregular, marcado por avanços seguidos de retrocessos, em função de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/">falhas no manejo nutricional</a></strong>.</p>
<p>Do ponto de vista fisiológico, o organismo do animal passa a oscilar entre <strong>anabolismo</strong> (acúmulo de reservas) e <strong>catabolismo</strong> (quebra de tecido para manter funções vitais). Essa alternância, quando frequente, afeta negativamente o metabolismo, reduz a eficiência alimentar e prejudica o desempenho em fases críticas, como crescimento, terminação e acabamento de carcaça.</p>
<p>O efeito costuma surgir em três situações principais:</p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Durante a <a href="https://rehagro.com.br/blog/periodo-de-transicao-seca-aguas/"><strong>transição entre épocas do ano</strong>, <strong>especialmente entre o final da seca e o início das chuvas</strong></a>, quando a oferta de forragem varia bruscamente;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><strong>Após a retirada de suplementações energéticas</strong>, sem planejamento de substituição nutricional;</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Em <strong>sistemas extensivos sem estratégia alimentar para períodos críticos</strong>, como o inverno ou o pico da seca.</li>
</ol>
<p>É importante diferenciar o boi sanfona de oscilações fisiológicas normais que podem ocorrer por fatores como hidratação, temperatura ambiente ou atividade física. O boi sanfona é um processo repetitivo, crônico e com efeitos cumulativos sobre o desempenho zootécnico.</p>
<p>Além de comprometer o crescimento, esse efeito também interfere na composição corporal, favorecendo o acúmulo de gordura de maneira ineficiente e reduzindo o potencial de ganho de massa muscular, o que prejudica diretamente o <strong>rendimento de carcaça</strong> e o valor comercial do animal no momento do abate.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-suplementacao-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=guia-suplementacao&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39643 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png" alt="E-book Suplementação do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-suplementacao-gado-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Causas do boi sanfona nas fazendas de gado de corte</h2>
<p>O efeito boi sanfona não acontece por acaso. Ele é, na maioria das vezes, consequência de uma <strong>gestão nutricional descontinuada</strong>, marcada por períodos de abundância seguidos por fases de deficiência, sem um planejamento consistente para sustentar o desempenho do animal.</p>
<p>Entre as causas mais recorrentes, destacam-se:</p>
<h3>Alternância entre seca e chuva sem planejamento nutricional</h3>
<p>A oscilação natural na produção de forragem entre as estações é um dos fatores mais críticos.</p>
<p>Durante a estação chuvosa, há abundância de pasto e ganho de peso. Mas, na seca, se não houver estratégias de suporte (como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/">suplementação</a></strong> ou uso de forragens conservadas), o animal entra em déficit energético e <strong>perde parte do peso conquistado</strong>.</p>
<p>Essa alternância sem compensação nutricional adequada caracteriza o ciclo clássico do boi sanfona.</p>
<h3>Falta de suplementação estratégica</h3>
<p>A ausência de um <strong>programa de suplementação contínua</strong>, adaptado ao tipo de animal, fase produtiva e qualidade da forragem disponível, contribui diretamente para os ciclos de ganho e perda de peso.</p>
<p>Muitos sistemas ainda adotam suplementação apenas em “emergência”, quando o animal já perdeu <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/">escore corporal</a></strong>, o que torna o processo de recuperação mais lento e ineficiente.</p>
<h3>Manejo de pastagens mal planejado</h3>
<p>A má distribuição de lotação, uso excessivo do pasto durante o período seco e ausência de planejamento forrageiro comprometem a oferta de alimento em momentos críticos. Sem forragem de qualidade e em quantidade adequada, o animal entra em catabolismo.</p>
<h3>Transições alimentares mal conduzidas</h3>
<p>Passar de um sistema intensivo (como confinamento ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semiconfinamento-na-pecuaria-de-corte/">semiconfinamento</a></strong>) diretamente para pastagem sem adaptação nutricional causa <strong>queda abrupta de desempenho</strong>.</p>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-digestivo-dos-bovinos/">rúmen</a></strong> demora a se adaptar à nova dieta, e o animal pode apresentar perda de peso nas primeiras semanas pós-transição, agravando o efeito sanfona.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38908" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona.jpg" alt="Imagem ilustrando o boi sanfona" width="1080" height="801" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona.jpg 1080w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-300x223.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-1024x759.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-768x570.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-370x274.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-270x200.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-740x549.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/08/boi-sanfona-150x111.jpg 150w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></p>
<h2>Impactos econômicos e zootécnicos do efeito boi sanfona</h2>
<p>O efeito boi sanfona não apenas compromete o desempenho do animal, mas interfere em toda a <a href="https://rehagro.com.br/blog/producao-de-gado-de-corte/"><strong>lógica econômica do sistema de produção de carne bovina</strong></a>. As perdas são progressivas e, muitas vezes, imperceptíveis até que o ciclo produtivo esteja concluído.</p>
<h3>Redução da eficiência alimentar e da conversão</h3>
<p>Animais que passam por repetidos ciclos de perda e ganho de peso apresentam <strong>menor eficiência na conversão de nutrientes em massa corporal</strong>. O organismo precisa mobilizar reservas para manter funções básicas durante os períodos de déficit, e parte da energia posteriormente consumida será usada para restaurar tecidos e não para promover crescimento efetivo.</p>
<p>Esse gasto metabólico extra <strong>aumenta o custo por quilograma de peso vivo ganho</strong>, tornando a nutrição menos eficiente.</p>
<h3>Comprometimento do rendimento de carcaça</h3>
<p>A alternância entre anabolismo e catabolismo prejudica o desenvolvimento da musculatura nobre e do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/">acabamento de carcaça</a></strong>, especialmente quando o animal entra em recuperação em fases avançadas do ciclo produtivo. Isso afeta diretamente o rendimento no frigorífico e pode resultar em bonificações perdidas.</p>
<h3>Atraso no ciclo de produção e no abate</h3>
<p>Animais com histórico de oscilação de peso levam mais tempo para atingir o peso ou acabamento desejado. Isso prolonga o <strong>ciclo de recria e engorda</strong>, reduz a taxa de giro por área e compromete a previsibilidade de entrega para venda ou abate.</p>
<p>Na prática, esse atraso representa <strong>menor produtividade por hectare por ano</strong>, um dos principais indicadores econômicos da atividade.</p>
<h3>Aumento do custo por arroba produzida</h3>
<p>Quando se considera o tempo extra de permanência do animal no sistema, o uso adicional de suplementos e os recursos gastos na tentativa de recuperar desempenho, <strong>o custo total por arroba produzida aumenta significativamente</strong>. E o pior: muitas vezes sem melhora proporcional no valor final recebido.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como evitar o boi sanfona: estratégias de manejo nutricional</h2>
<p>Evitar o efeito boi sanfona exige mais do que correções pontuais. É preciso planejar o sistema produtivo com base na previsibilidade nutricional, respeitando as exigências fisiológicas dos animais ao longo de todo o ciclo. A chave está na consistência e continuidade da oferta de nutrientes, especialmente nos períodos críticos.</p>
<h3>Planejamento forrageiro: alimento disponível o ano todo</h3>
<p>Um dos pilares para evitar oscilações de desempenho é <strong>garantir oferta contínua de forragem de qualidade</strong>, mesmo durante o período seco. Isso pode ser feito por meio de:</p>
<ul>
<li>Formação de bancos de proteína (como leucena ou estilosantes);</li>
<li>Produção e uso estratégico de silagem ou feno;</li>
<li>Divisão de pastos e uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/">sistemas de pastejo rotacionado</a></strong> com reserva de áreas para vedação.</li>
</ul>
<p>Esse planejamento reduz a dependência de reações emergenciais e garante base alimentar estável ao longo do ano.</p>
<h3>Suplementação contínua e ajustada</h3>
<p>Ao contrário da suplementação pontual, <strong>a suplementação estratégica é contínua, planejada e progressiva</strong>, acompanhando as necessidades do animal e a disponibilidade da pastagem. Isso inclui:</p>
<ul>
<li>Suplementação proteica no início da seca, antes que a queda de peso ocorra;</li>
<li>Uso de suplementação energética em fases de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/">terminação a pasto</a></strong>;</li>
<li>Transições alimentares graduais, evitando “rupturas” no metabolismo.</li>
</ul>
<p>O objetivo é prevenir o déficit, e não apenas remediar seus efeitos.</p>
<h3>Transição alimentar bem conduzida</h3>
<p>Mudanças bruscas na dieta, especialmente entre sistemas intensivos (confinamento ou semiconfinamento) e pastagens, devem ser <strong>planejadas e gradativas</strong>. Isso reduz o risco de perda de desempenho no período de adaptação, mantendo o ambiente ruminal estável e preservando o ganho de peso.</p>
<h3>Monitoramento constante do desempenho</h3>
<p>O acompanhamento técnico com pesagens regulares, avaliação de escore corporal e observação da resposta individual ou por lote, permite ajustes finos em tempo real, antes que o animal entre em processo de perda de peso.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O <strong>efeito boi sanfona</strong> representa uma das formas mais silenciosas de perda de desempenho e rentabilidade na pecuária de corte. Embora não seja sempre percebido de imediato, seus impactos sobre o metabolismo animal, o ciclo produtivo e o custo por arroba produzida são profundos e cumulativos.</p>
<p>A boa notícia é que esse problema é altamente evitável quando a fazenda adota uma abordagem técnica e planejada, com foco em consistência nutricional, monitoramento contínuo e tomada de decisão baseada em dados. O que parece um detalhe, como a transição mal feita entre estações ou a falta de suplementação em um mês-chave, pode comprometer todo o desempenho do lote.</p>
<p>Enxergar o boi sanfona como um <strong>indicador de falha sistêmica</strong> é o primeiro passo para superá-lo. Com planejamento forrageiro, estratégias nutricionais bem definidas e gestão orientada por dados, é possível alcançar crescimento linear, previsível e rentável em qualquer escala de produção.</p>
<h2>Domine a produção de gado de corte com técnica e estratégia</h2>
<p>O efeito boi sanfona é só um dos sinais de que falta planejamento técnico no sistema de produção. Oscilações de desempenho, atrasos no abate e custo alto por arroba não são problemas do clima, são reflexo de decisões mal ajustadas ao longo do ciclo.</p>
<p>Se você quer aprender a evitar perdas silenciosas e transformar a produtividade do rebanho com decisões mais estratégicas, a <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro é para você.</p>
<p>Um curso online, prático e focado em uma pecuária mais eficiente, sustentável e lucrativa, com professores que vivem a pecuária de verdade e te ensinam a tomar decisões com base em dados e indicadores.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Boi China: o que é, quais suas exigências e como atender esse mercado com rentabilidade?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/boi-china-o-que-e-e-quais-suas-exigencias/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/boi-china-o-que-e-e-quais-suas-exigencias/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jul 2025 12:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[boi]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de produção de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A China é hoje o principal destino da carne bovina brasileira. A magnitude desse mercado e suas exigências específicas transformaram o chamado “Boi China” em uma categoria estratégica dentro da pecuária de corte nacional. Mas, afinal, o que define um boi como “China”? E por que produzir para esse mercado pode significar mais rentabilidade para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A China é hoje o principal destino da carne bovina brasileira. A magnitude desse mercado e suas exigências específicas transformaram o chamado <strong>“Boi China”</strong> em uma categoria estratégica dentro da pecuária de corte nacional.</p>
<p>Mas, afinal,<strong> o que define um boi como “China”</strong>? E por que produzir para esse mercado pode significar mais rentabilidade para o pecuarista?</p>
<p>O termo “Boi China” se refere aos animais que atendem às exigências sanitárias, técnicas e comerciais do protocolo de exportação da carne brasileira para a China. Isso envolve critérios como: idade máxima para o abate, origem rastreável e livres de zonas com febre aftosa com ou sem vacinação e manejo e alimentação com padrões de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/">bem-estar</a></strong> e segurança alimentar.</p>
<p>O motivo dessa padronização é claro: a China possui políticas rigorosas de importação, voltadas à segurança sanitária, rastreabilidade e preferência por cortes de animais mais jovens. Como resultado, bois que atendem ao protocolo ganham valorização de mercado, com bonificações por arroba em programas específicos dos frigoríficos habilitados.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="http:////js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><script>hbspt.forms.create({region: "na1",portalId: "5430441",formId: "f83e655b-67de-4fbe-b12a-88b7e9461712"});</script></p>
</div>
<h2>Por que o mercado chinês impõe exigências específicas?</h2>
<p>A China se tornou um dos maiores importadores de carne bovina do mundo por uma combinação de fatores: crescimento da classe média, urbanização acelerada e mudanças nos hábitos alimentares. No entanto, com esse avanço veio também um rigor cada vez maior quanto à origem e à qualidade do alimento importado.</p>
<h3>Segurança sanitária como prioridade</h3>
<p>Após episódios como o surto da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/doenca-da-vaca-louca/">doença da vaca louca</a></strong> (encefalopatia espongiforme bovina) e outros escândalos alimentares ocorridos na Ásia, a China passou a adotar <strong>políticas sanitárias extremamente rígidas</strong>. Para a carne bovina, isso significa:</p>
<ul>
<li>Rastreamento da origem do animal;</li>
<li>Garantia de que o boi foi criado em zona livre de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/febre-aftosa/">febre aftosa</a></strong> com ou sem vacinação;</li>
<li>Restrições ao uso de <strong>promotores hormonais, antibióticos e outros aditivos</strong>;</li>
<li>Controle de idade dos animais para evitar carne de bovinos mais velhos ou reprodutores.</li>
</ul>
<p>Essa postura não é apenas técnica, ela responde a uma demanda crescente da população por alimentos seguros e controlados, e serve também como instrumento de proteção ao próprio mercado interno chinês.</p>
<h3>Exigências comerciais e controle de fornecedores</h3>
<p>A China habilita apenas determinados frigoríficos brasileiros a exportarem para seu território. Esses frigoríficos, por sua vez, exigem que os pecuaristas que fornecem animais para abate sigam à risca o protocolo.</p>
<p>Entre os controles exigidos estão:</p>
<ul>
<li><strong>Declaração de idade do animal</strong>, que deve ter no máximo 30 meses no momento do abate;</li>
<li>Documentação sanitária completa, incluindo <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/transporte-de-gado/">GTA (Guia de Trânsito Animal)</a></strong>, ficha sanitária, entre outros;</li>
<li>Inclusão no <strong>sistema de rastreabilidade interna</strong> do frigorífico ou cooperativa, mesmo que não envolva o SISBOV (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina).</li>
</ul>
<h3>Aspectos culturais e preferências de consumo</h3>
<p>Além das questões sanitárias e burocráticas, há fatores culturais envolvidos:</p>
<ul>
<li>A culinária chinesa prefere cortes mais macios, com baixo teor de gordura, o que está associado a <strong>animais mais jovens</strong>;</li>
<li>A imagem da carne importada deve estar associada à qualidade, controle e confiança.</li>
</ul>
<p>Esses fatores explicam por que o “Boi China” é diferente do animal produzido para o mercado interno brasileiro e por que ele <strong>exige ajustes e controle desde a origem até o abate</strong>.</p>
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<h2>Como preparar sua fazenda para produzir Boi China?</h2>
<p>Atender às exigências do protocolo Boi China <strong>não é complexo, mas exige organização, disciplina e visão estratégica</strong>. É preciso ajustar o sistema produtivo desde a origem dos animais até a comercialização, garantindo conformidade com cada ponto do protocolo.</p>
<h3>1. Seleção e identificação dos animais desde a origem</h3>
<p>O ponto de partida é ter controle da idade dos animais:</p>
<ul>
<li>Mantenha registros precisos de nascimento (datas e lotes);</li>
<li>Priorize bezerros de <strong>estações de monta bem definidas</strong>;</li>
<li>Use brincos, lotes identificados ou ferramentas de gestão zootécnica para controle interno.</li>
</ul>
<p><i>Dica prática</i>: Estabeleça um “limite técnico” de abate entre <strong>28 e 29 meses</strong>, considerando margem de segurança para evitar desclassificações por idade no frigorífico.</p>
<h3>2. Manejo nutricional e cronograma produtivo eficiente</h3>
<p>Como o animal precisa atingir peso e acabamento até os 30 meses, é fundamental:</p>
<ul>
<li>Planejar o ganho de peso desde a recria, evitando períodos de estagnação;</li>
<li>Utilizar <strong>suplementação proteica e/ou energética</strong> conforme a fase (ex: proteinado na seca, semiconfinamento na terminação);</li>
<li>Monitorar <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">Ganho Médio Diário (GMD)</a></strong> e escore corporal.</li>
</ul>
<p><i>Meta de desempenho</i>: um GMD médio de 700–800 g/dia permite abate entre 22 e 28 meses, com bom acabamento de carcaça.</p>
<h3>3. Documentação e conformidade sanitária</h3>
<p>Mantenha em dia:</p>
<ul>
<li>GTA (Guia de Trânsito Animal);</li>
<li>Comprovante de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-para-gado-de-corte/">vacinação</a></strong> (febre aftosa, brucelose);</li>
<li>Registros da propriedade e da origem dos animais;</li>
<li>Participação em programas de rastreabilidade do frigorífico (quando aplicável).</li>
</ul>
<h3>4. Planejamento de abate e entrega no frigorífico</h3>
<ul>
<li>Monitore o calendário com <strong>antecedência mínima de 60 dias</strong>;</li>
<li>Agende com frigoríficos habilitados à exportação para a China;</li>
<li>Faça o <strong>envio com peso, idade e conformidade em dia</strong>, atrasos podem resultar em perda da bonificação ou recusa do lote.</li>
</ul>
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<h2>Vantagens e desafios de produzir para o mercado chinês</h2>
<p>Atender ao protocolo do Boi China pode representar uma <strong>importante oportunidade de valorização da arroba</strong> e acesso a um mercado em crescimento acelerado. No entanto, como qualquer estratégia produtiva, há aspectos que exigem análise crítica e preparo.</p>
<h3>Vantagens</h3>
<h4>1. Bonificação por arroba</h4>
<p>Frigoríficos habilitados para exportar à China geralmente <strong>oferecem valores adicionais por animais aptos ao protocolo</strong>. Esse diferencial varia conforme o mercado e o momento, mas pode chegar de <strong>R$ 10 a R$ 15 a mais por arroba</strong> em períodos de alta demanda.</p>
<h4>2. Acesso a mercados premium e exigentes</h4>
<p>Ao atender ao padrão chinês, o produtor:</p>
<ul>
<li>Amplia suas <strong>alternativas de comercialização</strong>;</li>
<li>Passa a integrar <strong>programas específicos de exportação</strong>, com vantagens logísticas e contratuais;</li>
<li>Ganha reputação como fornecedor qualificado, o que pode abrir portas em outras linhas de mercado (Europa, Emirados, etc.).</li>
</ul>
<h4>3. Estímulo à profissionalização do sistema</h4>
<p>O protocolo Boi China exige:</p>
<ul>
<li>Registros organizados;</li>
<li>Calendário sanitário em dia;</li>
<li>Planejamento do ciclo produtivo.</li>
</ul>
<h3>Desafios</h3>
<h4>1. Limite de idade impõe pressão produtiva</h4>
<p>Cumprir o prazo dos 30 meses exige:</p>
<ul>
<li>Ganhos consistentes desde a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/">recria</a></strong>;</li>
<li>Controle rigoroso de GMD (ganho médio diário);</li>
<li>Planejamento nutricional bem feito.</li>
</ul>
<p>Produtores que não acompanham de perto o desempenho do lote correm o risco de perder a bonificação ou desclassificar parte do rebanho.</p>
<h4>2. Exigência documental e sanitária elevada</h4>
<p>Erros simples como <strong>falta de registro de idade e GTA incompleta</strong>, podem inviabilizar a venda como boi China, mesmo com animal pronto e bem acabado.</p>
<p>É essencial ter rotinas bem definidas de gestão documental e sanidade na fazenda.</p>
<h4>3. Dependência de frigoríficos habilitados</h4>
<p>Nem todo frigorífico está autorizado a exportar para a China. Isso significa que o produtor pode:</p>
<ul>
<li>Ter menos opções de compra na sua região;</li>
<li>Depender de programas específicos de compra agendada;</li>
<li>Precisar planejar com mais antecedência a entrega.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>O “boi China” não é apenas uma exigência comercial: <strong>ele representa uma oportunidade concreta de agregar valor</strong>, otimizar o sistema de produção e inserir a fazenda brasileira em um mercado altamente competitivo e em crescimento.</p>
<p>Para quem já trabalha com gado de corte e deseja profissionalizar ainda mais a operação, ou busca diferenciação no mercado e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/garantindo-margem-de-lucro-na-pecuaria-de-corte/">aumento da margem</a></strong> por animal, alinhar-se às exigências do mercado chinês é um passo inteligente.</p>
<p>Produzir boi China é, antes de tudo, produzir com visão de mercado, responsabilidade técnica e foco no resultado.</p>
<h2>Torne sua produção mais lucrativa e preparada para os desafios do mercado internacional</h2>
<p data-start="143" data-end="464">Atender ao mercado chinês exige mais do que vontade, é preciso preparo técnico, visão estratégica e domínio das exigências que impactam diretamente a rentabilidade da sua operação. Para quem quer se destacar nesse cenário competitivo, investir em conhecimento é o primeiro passo.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/boi-china-o-que-e-e-quais-suas-exigencias/">Boi China: o que é, quais suas exigências e como atender esse mercado com rentabilidade?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como escolher o melhor sistema de produção para sua fazenda de gado de corte?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-o-melhor-sistema-de-producao-para-sua-fazenda-de-gado-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 May 2025 11:30:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[cria]]></category>
		<category><![CDATA[recria]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de produção de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Escolher o melhor sistema de produção para gado de corte é uma decisão que impacta diretamente a produtividade, os custos, a rentabilidade e o futuro da fazenda. Mais do que uma escolha técnica, trata-se de uma definição estratégica, que precisa considerar a realidade operacional, os recursos disponíveis, o mercado e os objetivos de longo prazo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Escolher o melhor <strong>sistema de produção para gado de corte</strong> é uma decisão que impacta diretamente a produtividade, os custos, a rentabilidade e o futuro da fazenda. Mais do que uma escolha técnica, trata-se de uma definição estratégica, que precisa considerar a realidade operacional, os recursos disponíveis, o mercado e os objetivos de longo prazo do pecuarista.</p>
<p>No entanto, muitos produtores ainda enfrentam dúvidas sobre <strong>qual sistema adotar</strong>, ou mesmo como ajustar o modelo atual para extrair melhores resultados. Isso é compreensível: a pecuária é uma atividade complexa e multifatorial, e o sucesso depende da integração equilibrada entre estrutura, gestão, sanidade, nutrição e pessoas.</p>
<p>Se você busca <strong>eficiência, segurança e lucratividade</strong>, continue a leitura e descubra como alinhar o sistema de produção às necessidades da sua fazenda e às exigências do mercado atual.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>O que é um sistema de produção na pecuária de corte?</h2>
<p>Um sistema de produção na pecuária de corte é o <strong>conjunto de estratégias, processos e recursos</strong> adotados para criar, recriar e/ou engordar bovinos com o objetivo de produzir carne de forma eficiente, sustentável e economicamente viável. Ele define <strong>como</strong> a fazenda irá produzir, <strong>o que</strong> será produzido e <strong>em que etapas</strong> da cadeia produtiva a propriedade estará inserida.</p>
<p>Mais do que um simples modelo operacional, o sistema de produção é a <strong>espinha dorsal da atividade pecuária</strong>. Ele influencia todas as decisões do dia a dia: manejo, nutrição, uso de pastagens, suplementação, gestão de pessoas, sanidade animal, fluxo de caixa e até mesmo o posicionamento da fazenda no mercado.</p>
<h3>Papel estratégico do sistema produtivo</h3>
<ul>
<li><strong>Direciona investimentos</strong>: cada sistema exige diferentes níveis de infraestrutura, tecnologia e mão de obra.</li>
<li><strong>Define metas e indicadores de desempenho</strong>: como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">GMD (ganho médio diário)</a></strong>, taxa de desmame, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao/">taxa de lotação</a></strong>, custo por arroba produzida, entre outros.</li>
<li><strong>Aumenta a previsibilidade dos resultados</strong>: ao organizar os processos, permite maior controle sobre produtividade e rentabilidade.</li>
<li><strong>Conecta produção ao mercado</strong>: diferentes sistemas atendem perfis distintos de clientes e canais de comercialização.</li>
</ul>
<h2>Principais tipos de sistema de produção na pecuária de corte</h2>
<p>Escolher entre <strong>cria, recria, engorda ou ciclo completo</strong> não é apenas uma questão de preferência ou tradição: é uma decisão que deve estar alinhada à estrutura disponível, ao clima da região, ao mercado-alvo e à capacidade de gestão do produtor.</p>
<p>Abaixo, apresentamos as principais características de cada sistema:</p>
<h3>Cria</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/voce-esta-cuidando-bem-da-sua-cria/">cria</a></strong> é a fase inicial da cadeia produtiva, <strong>responsável pela produção de bezerros a partir de matrizes</strong> (vacas e novilhas).</p>
<h4>Características:</h4>
<ul>
<li>Maior foco em reprodução e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-reprodutivo/">manejo reprodutivo</a></strong>;</li>
<li>Requer domínio sobre nutrição das matrizes e sanidade dos bezerros;</li>
<li>Normalmente realizada em extensas áreas de pastagem com menor intensidade de manejo.</li>
</ul>
<h4>Perfil de propriedades:</h4>
<ul>
<li>Com grande disponibilidade de terra;</li>
<li>Localizadas em regiões tropicais com bom regime de chuvas;</li>
<li>Preferencialmente com mão de obra qualificada para manejo reprodutivo.</li>
</ul>
<h3>Recria</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/">recria</a></strong> é a etapa de <strong>crescimento dos bezerros</strong>, do desmame até a fase de terminação. O objetivo é desenvolver os animais com ganho de peso eficiente e preparar o corpo para o acabamento posterior.</p>
<h4>Características:</h4>
<ul>
<li>Demanda boas pastagens e suplementação estratégica;</li>
<li>Exige cuidado com parasitas, verminoses e sanidade geral;</li>
<li>Etapa crítica para garantir eficiência alimentar e peso final competitivo.</li>
</ul>
<h4>Perfil de propriedades:</h4>
<ul>
<li>Com pastagens bem formadas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/">sistema de manejo rotacionado</a></strong>;</li>
<li>Que desejam maior ganho médio diário com controle de custo;</li>
<li>Com flexibilidade para estratégias de venda (boi magro, boi pronto etc.).</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sistema-rotacionado-pastejo?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sistema-rotacionado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39642 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado.png" alt="E-book Sistema rotacionado de pastejo" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sistema-rotacionado-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Engorda (ou terminação)</h3>
<p>Essa é a fase final, na qual o <strong>animal atinge o peso e acabamento de carcaça ideais para o abate</strong>.</p>
<h4>Características:</h4>
<ul>
<li>Pode ser feita <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/terminacao-intensiva-a-pasto-tip/">a pasto</a></strong>, com suplementação, ou em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamento</a></strong>;</li>
<li>Foco em alto ganho de peso e acabamento rápido;</li>
<li>Sensível ao custo da dieta e à cotação da arroba.</li>
</ul>
<h4>Perfil de propriedades:</h4>
<ul>
<li>Que conseguem trabalhar com margens apertadas, porém com giro rápido;</li>
<li>Com bom acesso a insumos e logística para venda direta a frigoríficos;</li>
<li>Ideal para produtores experientes em gestão de dieta, custo e tempo de abate.</li>
</ul>
<h3>Ciclo completo</h3>
<p><strong>Envolve todas as fases</strong>: cria, recria e engorda, integradas em uma única propriedade.</p>
<h4>Características:</h4>
<ul>
<li>Proporciona autossuficiência e maior controle sobre a produção;</li>
<li>Exige mais infraestrutura, capital e gestão técnica avançada;</li>
<li>Permite melhor distribuição de custos ao longo do tempo.</li>
</ul>
<h4>Perfil de propriedades:</h4>
<ul>
<li>Com área e estrutura suficientes para manter diferentes categorias animais;</li>
<li>Que desejam estabilidade nos preços e na produção anual;</li>
<li>Com gestão eficiente de recursos, pessoas e planejamento zootécnico-financeiro.</li>
</ul>
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<h2>Vantagens e desafios de cada sistema</h2>
<p>A escolha do sistema de produção ideal não é uma fórmula única. Cada modelo oferece <strong>vantagens específicas</strong>, mas também apresenta <strong>desafios operacionais e gerenciais</strong> que precisam ser avaliados com clareza. Conhecer esses pontos ajuda o produtor a alinhar suas expectativas com a realidade da fazenda e do mercado.</p>
<h3>Cria</h3>
<h4>Vantagens:</h4>
<ul>
<li><strong>Baixo custo alimentar</strong>, com base em pasto extensivo;</li>
<li>Possibilidade de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/melhoramento-genetico-animal/">melhoria genética</a></strong> do rebanho, com seleção das matrizes;</li>
<li>Demanda menor uso de insumos concentrados.</li>
</ul>
<h4>Desafios:</h4>
<ul>
<li><strong>Baixa rentabilidade por hectare</strong>, quando comparada a outros sistemas;</li>
<li>Alta dependência de índices reprodutivos (IEP, taxa de prenhez, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/">desmame</a></strong>);</li>
<li>Risco de perdas com <strong>mortalidade de bezerros e falhas reprodutivas</strong>.</li>
</ul>
<h3>Recria</h3>
<h4>Vantagens:</h4>
<ul>
<li><strong>Excelente relação ganho de peso</strong> por real investido;</li>
<li>Flexibilidade para <strong>ajustar o ponto de venda</strong> (bezerro desmamado, boi magro etc.);</li>
<li>Ideal para sistemas pastoris bem manejados.</li>
</ul>
<h4>Desafios:</h4>
<ul>
<li>Exige <strong>planejamento nutricional e sanitário contínuo</strong>;</li>
<li>Pode ser impactado por <strong>variações climáticas</strong> que afetam o pasto;</li>
<li>Risco de subutilização da capacidade de ganho, se mal manejado.</li>
</ul>
<h3>Engorda / Terminação</h3>
<h4>Vantagens:</h4>
<ul>
<li>Giro mais rápido do capital investido (<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-obter-bois-de-ciclo-curto/">curto ciclo</a></strong>);</li>
<li>Possibilidade de abate programado conforme o mercado;</li>
<li>Produção de animais com padrão comercial competitivo.</li>
</ul>
<h4>Desafios:</h4>
<ul>
<li><strong>Alta exigência de insumos</strong> (ração, suplementos) e controle de custos;</li>
<li>Exposição maior a riscos de variação no preço da arroba e da dieta;</li>
<li>Necessidade de <strong>acompanhamento técnico próximo</strong> (GMD, conversão alimentar, carcaça).</li>
</ul>
<h3>Ciclo completo</h3>
<h4>Vantagens:</h4>
<ul>
<li>Autonomia sobre o ciclo produtivo completo;</li>
<li><strong>Menor dependência do mercado</strong> de reposição de bezerros;</li>
<li>Oportunidade de <strong>padronizar a qualidade do rebanho</strong> ao longo do tempo.</li>
</ul>
<h4>Desafios:</h4>
<ul>
<li>Alta <strong>complexidade de gestão e controle zootécnico</strong>;</li>
<li>Exige <strong>mais área, infraestrutura e capital de giro</strong>;</li>
<li>Difícil de implementar sem equipe capacitada e integração entre setores.</li>
</ul>
<h2>Critérios para escolher o sistema ideal</h2>
<p>A escolha do sistema de produção na pecuária de corte deve ser feita com base em uma <strong>análise criteriosa da realidade da propriedade</strong>, e não em modismos ou experiências de outras fazendas. É preciso entender que <strong>o que funciona bem em uma região ou estrutura, pode não gerar os mesmos resultados em outro contexto</strong>.</p>
<p>A seguir, destacamos os principais fatores que devem orientar essa decisão:</p>
<ol>
<li>Estrutura e recursos disponíveis na fazenda;</li>
<li>Perfil da mão de obra e nível de tecnificação;</li>
<li>Condições de mercado e canais de comercialização;</li>
<li>Clima, solo e regime de chuvas da região;</li>
<li>Capacidade de investimento e planejamento de longo prazo.</li>
</ol>
<h2>Erros comuns na escolha do sistema de produção</h2>
<p>Mesmo com boas intenções, é comum encontrar fazendas que enfrentam baixo desempenho, alta rotatividade de funcionários ou prejuízos econômicos por terem escolhido um <strong>sistema produtivo incompatível com sua realidade</strong>. Muitos desses problemas têm origem em decisões mal planejadas ou em modelos copiados sem adaptação.</p>
<p>Veja a seguir os principais erros que devem ser evitados:</p>
<h3>1. Copiar modelos de outras fazendas sem considerar a realidade local</h3>
<p>Um erro frequente é replicar o sistema de uma fazenda vizinha ou de referência, sem levar em conta as diferenças de solo, clima, estrutura, mão de obra e gestão. O que funciona bem em um contexto pode ser desastroso em outro.</p>
<h3>2. Subestimar os custos operacionais e estruturais</h3>
<p>Sistemas intensivos, como confinamentos, exigem alto investimento em estrutura, alimentação e gestão. Iniciar sem o capital de giro necessário pode comprometer o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/a-importancia-do-fluxo-de-caixa-nas-propriedades-de-gado-de-corte/">fluxo de caixa</a></strong> da fazenda e prejudicar a continuidade do projeto.</p>
<h3>3. Ignorar o clima e a sazonalidade da região</h3>
<p>Implantar um sistema de recria ou engorda a pasto em regiões com seca prolongada, sem planejamento de suplementação, é um risco alto. A produtividade pode despencar nos períodos críticos, reduzindo o ganho de peso e elevando o custo por animal.</p>
<h3>4. Não considerar o perfil da equipe e da gestão</h3>
<p>Um sistema complexo exige uma equipe técnica preparada e um bom nível de controle zootécnico e econômico. Quando esses fatores são ignorados, surgem falhas na execução, aumento de perdas e baixa eficiência.</p>
<h3>5. Desconhecer a real demanda do mercado</h3>
<p>Produzir o animal certo, na época errada ou para o comprador errado, pode comprometer a rentabilidade. É fundamental alinhar o sistema produtivo à demanda real do mercado local, regional ou de exportação.</p>
<h2>Conclusão e direcionamento prático</h2>
<p>A definição do sistema de produção para gado de corte é uma das <strong>decisões mais estratégicas dentro da pecuária</strong>. Mais do que escolher entre cria, recria, engorda ou ciclo completo, é preciso alinhar essa escolha aos recursos da fazenda, à capacidade de gestão, às demandas do mercado e às metas de rentabilidade.</p>
<p>Ao longo deste conteúdo, ficou evidente que <strong>não existe sistema perfeito ou universal, mas sim modelos que se adaptam melhor a determinadas realidades</strong>. O segredo está em conhecer profundamente o seu contexto produtivo, fazer uma análise técnica detalhada e evitar decisões baseadas em modismos ou em experiências alheias.</p>
<p>Avaliar constantemente o desempenho do sistema atual, <strong>controlar os indicadores zootécnicos e econômicos</strong>, e estar aberto a ajustes ou mudanças estruturais são atitudes que definem os produtores que evoluem, inovam e permanecem competitivos no mercado.</p>
<h2 data-start="188" data-end="269">O sistema ideal é aquele que se adapta à sua realidade com gestão de verdade</h2>
<p data-start="271" data-end="551">Escolher entre cria, recria, engorda ou sistemas integrados não é só uma questão técnica: envolve planejamento, análise de custos, capacidade estrutural e metas bem definidas. Com uma boa gestão, é possível identificar o modelo mais viável e transformá-lo em um negócio lucrativo.</p>
<p data-start="553" data-end="864">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso de Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você desenvolve a capacidade de analisar o potencial da sua propriedade, avaliar indicadores econômicos e tomar decisões estratégicas para maximizar os resultados da produção. As aulas são online, com linguagem prática e foco direto na realidade do campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-o-melhor-sistema-de-producao-para-sua-fazenda-de-gado-de-corte/">Como escolher o melhor sistema de produção para sua fazenda de gado de corte?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fase de cria de bovinos de corte: como realizar o manejo correto?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/fase-de-cria-bovinos-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Feb 2020 15:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[cria]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de produção de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pecuária de corte é mais que uma atividade econômica, é um legado de cuidado, conhecimento e tradição que moldou comunidades e alimentou nações ao longo dos séculos. Na fase de cria cada detalhe faz diferença, desde a concepção até o desmame, influenciando diretamente na qualidade e na produtividade do rebanho. Neste contexto, exploraremos as [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/fase-de-cria-bovinos-de-corte/">Fase de cria de bovinos de corte: como realizar o manejo correto?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A pecuária de corte é mais que uma atividade econômica, é um legado de cuidado, conhecimento e tradição que moldou comunidades e alimentou nações ao longo dos séculos.</p>
<p>Na fase de cria cada detalhe faz diferença, desde a concepção até o desmame, influenciando diretamente na qualidade e na produtividade do rebanho.</p>
<p>Neste contexto, exploraremos as <strong>características essenciais de um sistema de cria na pecuária de corte</strong>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js" type="text/javascript" charset="utf-8"></script><br />
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</script></p>
</div>
<h2>Características do sistema de cria</h2>
<p>O sistema de cria é um conjunto de práticas que abrange desde a concepção até o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">desmame dos bezerros</a></strong>. Nesse processo, o desmame geralmente ocorre entre <strong>7 e 8 meses</strong>, com uma média de <strong>6 a 8@</strong>.</p>
<p>O principal objetivo dessa fase é a produção de um bom bezerro por vaca por ano. Para isso, é essencial a implementação de uma estação de monta bem definida, ajustadas às características da propriedade, para maximizar a eficiência reprodutiva do rebanho.</p>
<p>A estação de monta é o período do ano onde as fêmeas serão desafiadas a emprenhar, seja por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/" target="_blank" rel="noopener">monta natural ou inseminação artificial</a></strong>. Ela deve ser planejada, levando em consideração fatores como condições climáticas da região, disponibilidade de pastagem, manejo do rebanho e principalmente, época de nascimento dos bezerros.</p>
<p>Além disso, é importante garantir um manejo nutricional adequado das vacas durante todo o ano. Uma nutrição balanceada é fundamental para garantir a saúde e fertilidade das matrizes.</p>
<p>Vacas bem nutridas, com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-condicao-corporal-em-bovinos-de-corte/">escore de condição corporal (ECC)</a></strong> entre 3 e 3,5, têm maiores chances de concepção, resultando em uma produção mais eficiente de bezerros.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29314 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1.jpg" alt="Gado em pastagem" width="750" height="1000" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1.jpg 750w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-1-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fonte: Fernanda Lazzarini Fernandes</span></p>
<h2>Qual a estrutura necessária para implementar um sistema de cria?</h2>
<p>Na pecuária de corte, o sistema de cria historicamente ocupou uma posição mais extensiva e marginalizada, com uma criação exclusivamente a pasto, aproveitando ao máximo os recursos naturais e minimizando custos com equipamentos, instalações e mão-de-obra.</p>
<p>Na prática, a alimentação das matrizes e bezerros era predominantemente baseada em pastagem, com suplementação de sal ureado durante períodos de seca e sal mineral no período das águas, muitas vezes sem um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" target="_blank" rel="noopener">manejo adequado das pastagens</a>.</strong></p>
<p>Com a evolução das demandas na pecuária de corte, os pecuaristas perceberam a necessidade de intensificar seus sistemas de criação para se manterem competitivos.</p>
<p>Atualmente, embora a criação de animais a pasto ainda seja uma característica marcante, há uma crescente ênfase na <strong>intensificação dos sistemas de cria</strong>.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-estacao-monta?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-manual-sanitario&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39636 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png" alt="E-book Manual Sanitário da estação de monta" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-manual-sanitario-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>O principal objetivo continua sendo a <strong>produção de um bom bezerro por vaca por ano</strong>.</p>
<p>Para alcançar esse objetivo, é fundamental implementar um manejo eficiente de pastagens e garantir uma nutrição balanceada para as matrizes, permitindo que cheguem à estação de monta com um escore de condição corporal (ECC) adequado. Vacas em condições físicas inadequadas, magras, têm menor probabilidade de emprenhar, resultando em prejuízos para o sistema.</p>
<p>Além disso, a presença de mão de obra especializada é fundamental, especialmente para o manejo reprodutivo, que inclui a realização de sincronização de cio e o uso de tecnologias como inseminação artificial, cada vez mais comuns nas propriedades de cria.</p>
<p>Uma equipe de campo bem treinada é essencial para garantir a saúde dos bezerros, realizando cuidados como a cura do umbigo e garantindo que recebam colostro nas primeiras horas de vida.</p>
<p>É importante, também, contar com uma estrutura adequada na propriedade, incluindo piquetes maternidade para facilitar os primeiros cuidados com os recém-nascidos, como identificação e cura do umbigo. Um curral bem equipado é necessário não apenas para o manejo vacinal seguro, mas também para o manejo reprodutivo, como a sincronização de cio, inseminação e diagnóstico de gestação.</p>
<p>Em suma, implementar um sistema de criação eficiente requer um conjunto de estratégias integradas, desde o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">manejo nutricional</a></strong> até a estrutura física da propriedade, visando garantir a saúde e o desempenho reprodutivo do rebanho, bem como a rentabilidade do negócio pecuário.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Cuidados para garantir um sistema de cria competitivo e lucrativo</h2>
<p><strong>Garantir a produção de um bom bezerro por vaca/ano, é a primeira meta de um sistema de cria</strong>, sendo essencial estabelecer uma estação de monta bem definida e implementar uma programação fetal que assegure a nutrição balanceada da matriz, principalmente durante o segundo e terceiro terço da gestação.</p>
<p>Para viabilizar o sistema, é de suma importância realizar a evolução do rebanho, descartando fêmeas que não tenham emprenhado, que tenham abortado ou produzido bezerros com baixo peso à desmama.</p>
<p>Investir nos primeiros cuidados com os neonatos é fundamental, além de realizar o manejo das pastagens, que  deve estar sempre em dia.</p>
<p>A implementação dessas práticas contribui significativamente para um sistema de cria competitivo e lucrativo, garantindo a saúde, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">bem-estar</a></strong> e o desempenho reprodutivo do rebanho, assim como a eficiência operacional da propriedade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-29315" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3.jpg 750w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-3-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fonte: Fernanda Lazzarini Fernandes</span></p>
<h2>Estação de monta (EM)</h2>
<p>Fazendas com ausência de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estacao-de-monta-para-gado-zebu/" target="_blank" rel="noopener">estação de monta</a></strong>, em que o touro permanece com as fêmeas durante todo o ano, gera uma distribuição desordenada dos nascimentos ao longo de vários meses, o que complica o manejo das matrizes e crias.</p>
<p>Isso impacta negativamente o desenvolvimento dos bezerros e a fertilidade das vacas devido à restrição alimentar, resultando em um aumento do intervalo entre o parto e o primeiro serviço, diminuindo a fertilidade.</p>
<p>A falta de uniformidade das crias dificulta os controles zootécnicos e sanitários, prejudicando a seleção de animais com alto potencial reprodutivo, o que torna esse sistema economicamente menos viável.</p>
<p>A reprodução eficiente é fundamental para o sucesso na pecuária. A estação de monta desempenha um papel fundamental nesse processo, sendo essencial para garantir um rebanho produtivo e evitar problemas reprodutivos que afetam a rentabilidade do negócio.</p>
<p>A estação de monta (EM) oferece uma série de benefícios que impactam positivamente a gestão do rebanho e a lucratividade do produtor. Isso inclui a concentração dos nascimentos, facilitando a identificação dos bezerros e a formação de lotes uniformes, o que simplifica a desmama.</p>
<p>A estação de monta com o uso de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) é uma prática na pecuária que combina a programação reprodutiva com a tecnologia da inseminação artificial.</p>
<p>Nesse método, as fêmeas têm o cio sincronizado para ovular em um determinado período, geralmente na época das águas, quando há maior oferta de forragem, e são inseminadas artificialmente, podendo ser usado também os touros de repasse.</p>
<p>A IATF oferece diversas vantagens, como a maximização do número de fêmeas prenhes em um curto espaço de tempo, contribuindo para uma estação de monta mais concentrada e uniforme. Além disso, possibilita o uso de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/semen-bovino-por-quanto-tempo-permanece-viavel-no-botijao/" target="_blank" rel="noopener">sêmen</a></strong> de reprodutores de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/melhoramento-genetico-animal/" target="_blank" rel="noopener">alta qualidade genética</a></strong> e a seleção de características desejáveis para a produção de bezerros.</p>
<p>Com a sincronização do cio, há também uma melhoria na eficiência reprodutiva, o que possibilita a identificação de matrizes improdutivas. Para alcançar sucesso, é essencial um planejamento prévio, considerando a disponibilidade de forragem.</p>
<p>Investir em planejamento e manejo reprodutivo é fundamental para maximizar a eficiência e <strong>lucratividade na pecuária de corte</strong>.</p>
<h2>Programação fetal</h2>
<p>A programação fetal, baseada na síntese de tecido muscular, desempenha um papel fundamental no crescimento dos animais.</p>
<p>O crescimento dos tecidos ocorre por meio de duas vias principais:</p>
<ol>
<li><strong>Hiperplasia</strong>, relacionada ao aumento do número de células;</li>
<li><strong>Hipertrofia</strong>, que diz respeito ao crescimento em volume das células musculares existentes.</li>
</ol>
<p>No caso do tecido muscular, a hiperplasia muscular, também conhecida como miogênese, ocorre exclusivamente durante o período pré-natal, compreendendo a miogênese primária e secundária. Isso significa que ao nascer, o animal já possui um número definido de células musculares.</p>
<p>No entanto, a hipertrofia muscular, que se refere ao aumento do volume das células existentes, inicia-se ainda durante o período fetal e continua ao longo da vida do animal.</p>
<p><strong>Um plano nutricional adequado durante o período de gestação da matriz pode influenciar significativamente a programação fetal</strong>. Um bom suprimento nutricional durante a gestação pode resultar em uma prole com maior número de células musculares ao nascer.</p>
<p>Esse aumento na quantidade de células musculares oferece ao animal um maior potencial de ganho de peso ao longo de sua vida, pois há mais células disponíveis para participar dos processos de hipertrofia muscular.</p>
<p>Assim, a programação fetal adequada pode contribuir para o desenvolvimento muscular e o potencial de crescimento dos animais desde o nascimento até a fase adulta.</p>
<h2>Cuidados com os neonatos</h2>
<p>Os primeiros cuidados com os bezerros recém-nascidos desempenham um papel fundamental no estabelecimento de uma criação saudável e produtiva.</p>
<p>Um dos passos fundamentais é <strong>garantir a correta cura do umbigo</strong>, aplicando produtos apropriados para prevenir infecções e garantir a cicatrização. Além disso, é imperativo observar atentamente a mamada inicial do colostro, assegurando que o bezerro tenha acesso ao leite materno e seja capaz de mamar normalmente na vaca.</p>
<p>A identificação adequada do bezerro e sua matriz também são práticas essenciais, permitindo um monitoramento eficaz do desenvolvimento individual e do desempenho reprodutivo da vaca. Além disso, anotar o peso ao nascimento é uma ferramenta valiosa para avaliar a saúde e o potencial de crescimento do bezerro.</p>
<p>Além disso, é importante iniciar o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/vacinas-reprodutivas-para-bovinos-corte/">protocolo vacinal</a></strong> conforme o calendário sanitário da fazenda, garantindo a imunização adequada para prevenir doenças e perdas produtivas no rebanho. Esses cuidados iniciais são vitais para estabelecer uma base sólida para o desenvolvimento saudável e produtivo do gado na fazenda.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-29316" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2.jpg" alt="" width="750" height="1000" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2.jpg 750w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-270x360.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-740x987.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-640x853.jpg 640w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/03/sistema-de-cria-pecuaria-corte-2-150x200.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 12px;">Fonte: Fernanda Lazzarini Fernandes</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Em resumo, a implementação de um sistema de cria eficiente na pecuária de corte exige uma abordagem integrada que abrange desde a nutrição das matrizes até o manejo dos bezerros.</p>
<p>Ao estabelecer uma estação de monta bem definida, garantir uma alimentação balanceada, investir em manejo reprodutivo e proporcionar cuidados iniciais adequados aos bezerros recém-nascidos, os produtores podem <strong>maximizar a eficiência produtiva do rebanho e garantir a sustentabilidade econômica da atividade. </strong></p>
<p>Ao seguir esses princípios, os pecuaristas estão não apenas assegurando o sucesso de seus negócios, mas também contribuindo para o avanço e a excelência da pecuária de corte como um todo.</p>
<h2 data-start="190" data-end="267">A base do sucesso na pecuária começa na cria e na gestão de cada decisão</h2>
<p data-start="269" data-end="558">A fase de cria é decisiva para o futuro produtivo do rebanho. Um manejo bem feito nesse estágio garante bezerros mais saudáveis, melhor desempenho nas fases seguintes e maior retorno sobre o investimento. Mas para alcançar esses resultados, é preciso mais do que prática: é preciso gestão.</p>
<p data-start="560" data-end="917">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso de Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende a enxergar a cria como parte de um sistema eficiente e lucrativo, conectando sanidade, nutrição, reprodução e custos com decisões técnicas e estratégicas. Com aulas online e foco total na realidade do campo, o curso prepara você para fazer mais com menos — desde o nascimento até a venda.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-29870 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda.jpg" alt="" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/01/fernanda-150x48.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Pecuária de corte: quais são as suas fases e suas características?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/as-fases-da-bovinocultura-de-corte-quais-sao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 May 2019 13:06:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de produção de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para entender as fases da bovinocultura de corte, é preciso compreender o panorama da pecuária no Brasil. Ao longo dos últimos anos, o setor do agronegócio vem chamando a atenção e roubando a cena no cenário nacional e internacional, despontando como a atividade responsável por alavancar a economia nacional. O setor abrange diversas atividades, como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para entender as <strong>fases da bovinocultura de corte</strong>, é preciso compreender o panorama da pecuária no Brasil.</p>
<p>Ao longo dos últimos anos, o setor do agronegócio vem chamando a atenção e roubando a cena no cenário nacional e internacional, despontando como a atividade responsável por alavancar a economia nacional.</p>
<p>O setor abrange diversas atividades, como hortifrutigranjeira, piscicultura, fruticultura, produção de grãos e uma série de outras frentes produtoras e a pecuária. Nessa última destacam-se a pecuária leiteira e a produção de carne, principalmente bovina.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Início e expansão da pecuária de corte no Brasil</h2>
<p>O início da exploração da pecuária brasileira se confunde com o período de colonização, os primeiros bovinos chegaram ao Brasil já nas primeiras navegações pós Cabral. Por isso, foi fundamental para o processo de interiorização sendo a principal fonte de proteína para os exploradores e servindo também como meio de transporte em épocas de difícil deslocamento.</p>
<p>Já em tempos mais recentes, a abundância de terras inexploradas e sem grandes produções, a atividade passou por um grande processo de expansão. Logo, grandes propriedades foram formadas para a produção de gado, <strong>na grande maioria das vezes, de forma extensiva.</strong></p>
<p>Neste processo destaca-se a importância da participação do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estacao-de-monta-para-gado-zebu/">gado zebuíno</a></strong>, importado principalmente da índia.</p>
<p>O gado zebuíno, por suas características, se mostrou extremamente adaptado ao nosso clima e ainda hoje representa a maior parte do rebanho brasileiro.</p>
<h2>A evolução da pecuária de corte: da extensividade à intensificação</h2>
<p>Como citado acima, no início das atividades era possível a utilização de grandes propriedades. A baixa concorrência proporcionava aos criadores grandes margens de lucratividade.</p>
<p>Estima-se que há alguns anos, 30 a 50 anos atrás, as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/garantindo-margem-de-lucro-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">margens de lucratividade na pecuária de corte</a></strong> giravam em torno de 50 a 70%, por esse motivo era possível a produção de carne de maneira mais extensiva, sem muita inclusão de tecnologia e com baixo desfrute. Logo, não era incomum encontrar animais sendo abatidos com 6, 7 anos de idade e mesmo assim a atividade se mostrava um negócio altamente rentável.</p>
<p>Com o avanço da agricultura, principalmente pelo centro-oeste do Brasil, pela cobrança do mercado por produtos cárneos de melhor qualidade e mais padronizados, juntamente com a pressão da sociedade por uma produção ambientalmente mais justa, a pecuária se viu obrigada a intensificar suas atividades.</p>
<p>Para o processo de intensificação da cadeia produtiva da carne, é necessária a maior utilização de tecnologias, em todos os níveis de produção. Permitindo assim uma maior produtividade, em um menor espaço de tempo, utilizando também de menores faixas de terras.</p>
<p>Em suma, intensificar significa produzir na mesma propriedade mais carne com mais qualidade e em menos tempo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais as fases da bovinocultura de corte?</h2>
<p>A pecuária de corte é dividida basicamente em três fases:</p>
<ol>
<li>Cria;</li>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-recria-na-pecuaria-de-corte/">Recria</a></strong>;</li>
<li>Engorda.</li>
</ol>
<p>Quando uma propriedade <strong>exerce e produz as três fases denominamos de ciclo completo.</strong> Cada uma dessas fases tem um perfil produtivo e um produto final, sendo respectivamente <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bezerro-do-cedo/" target="_blank" rel="noopener">bezerro</a></strong>, boi magro e boi gordo.</p>
<p>O processo de intensificação pode ocorrer em cada uma dessas fases proporcionando assim maiores rendimentos produtivos e melhores rentabilidades em cada uma delas, isoladamente ou como num todo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Fase de cria</h3>
<p>A cria é a fase do sistema onde utilizamos as fêmeas (matrizes) com <strong>intuito de produzir bezerros para o mercado.</strong></p>
<p>Nessa fase do sistema temos alguns pontos de atenção importantes, como a necessidade de mão de obra qualificada. Além da mão de obra especializada para trabalhar com a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/reproducao-bovina/" target="_blank" rel="noopener">reprodução das matrizes</a></strong> (inseminação, diagnóstico de gestação, dentre outras atividades) os funcionários que lidam no dia-dia com o gado devem estar bem preparados e atentos para as demandas na época de nascimento dos bezerros.</p>
<p>Outros fatores importantes de atenção inerentes a fase de cria são:</p>
<ul>
<li>Resultado baseado em variáveis biológicas;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-a-taxa-de-lotacao-e-a-capacidade-de-suporte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Taxa de lotação</strong></a>;</li>
<li>Comercialização de descartes e ajuste de lotação;</li>
<li>Menor flexibilidade e maior sensibilidade ao ciclo da pecuária.</li>
</ul>
<p>Um exemplo claro de avanço tecnológico nos últimos anos nessa fase é a IATF (inseminação artificial em tempo fixo), o que permitiu concentrar os nascimentos na época mais adequada do ano, obter bezerros de melhor qualidade, entre outros benefícios.</p>
<p>Os produtos da fase de cria são bezerros para o mercado, adquiridos principalmente por recriadores. Bezerras excedentes que serão utilizadas por outros plantéis de cria ou por recriadores e por fim vacas de descarte que normalmente não produziram bezerros e serão utilizadas para o abate.</p>
<h3>Fase de recria</h3>
<p>Após a <a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/" target="_blank" rel="noopener"><strong>desmama dos bezerros</strong></a>, que ocorre normalmente entre 6 a 8 @, esses bezerros de aproximadamente 7-8 meses entram na fase denominada de recria.</p>
<p>A fase de recria, que abrange a fase do animal desmamado até o momento da engorda, apresenta também pontos de atenção que devem ser levados em consideração.</p>
<p>Como produto teremos o boi magro, que é entendido como o animal que cresceu em tamanho e estrutura corporal, mas que ainda não se encontra pronto para o abate. Assim, os principais pontos de atenção para essa fase são:</p>
<ul>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/agio-bovino-o-que-e-e-como-calcula-lo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Ágio</strong></a>: bezerro x boi magro; O ágio do bezerro é considerado nos dias de hoje uma das mais importantes variáveis dentro do sistema de produção. A arroba do bezerro é, em valores absolutos, mais cara do que a arroba do boi magro ou do boi gordo, essa diferença chamamos de ágio, o que exige atenção dos recriadores. É importante uma boa estratégia para se diluir esse ágio no processo de recria. Na produção do boi magro o recriador deve incluir o “custo com o ágio” nos custos de produção, podendo assim garantir que seu negócio terá condições de comprar a reposição em um novo ciclo;</li>
<li>Pouca flexibilidade comercial;</li>
<li>Demanda crescente: confinamento e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-integracao-lavoura-pecuaria/" target="_blank" rel="noopener">Integração Lavoura Pecuária</a></strong> (ILP). Sistemas mais intensivos que utilizam de ferramentas como confinamento e ILP. Logo fazem aumentar a demanda pelo produto da fase de recria, boi magro.</li>
<li>Sensibilidade a compra e venda;</li>
<li>Maior liquidez;</li>
<li>Maior produção de @/hectare;</li>
<li>Maior taxa de desfrute;</li>
<li>Preço de reposição;</li>
<li>Taxa de lotação.</li>
</ul>
<h3>Fase de engorda</h3>
<p>Após atingirem o peso desejado e se tornarem boi magro (normalmente com peso em torno de 14@), os animais saem da recria e entram na fase onde passarão por um processo de aumento de peso, principalmente pela deposição de gordura.</p>
<p>A fase de engorda é uma fase que demanda maior necessidade de pastagens mais nobres e suplementação por grãos. É a fase onde temos que colocar gordura na carcaça para obtermos o produto boi gordo. Devemos estar atentos aos seguintes fatores:</p>
<ul>
<li>Ciclo curto, maior giro de capital;</li>
<li>Elevado custo nutricional;</li>
<li>Resultado diretamente ligado ao fator genético.</li>
</ul>
<p>Por questões fisiológicas a deposição de gordura, demanda de alta quantidade de energia por parte dos animais, isso implica em maiores custos e consequentemente exige muita atenção.</p>
<h2>Desafios e vantagens do ciclo completo na pecuária de corte</h2>
<p>O proprietário que opta pela adoção da produção no sistema ciclo completo, além de se atentar a todos os fatores já citados ainda deve se atentar à:</p>
<ul>
<li>Alta complexidade de manejo;</li>
<li>Tendência em propriedades de maior porte;</li>
<li>Setorização da propriedade;</li>
<li>Menor dependência de mercado.</li>
</ul>
<p>De forma sucinta, essas são as fases da bovinocultura de corte. Outros aspectos e frentes de negócio ainda completam a cadeia produtiva da carne, como os frigoríficos, as lavouras de alimentos, indústrias farmacêuticas dentre outros.</p>
<h2 data-start="439" data-end="809">O segredo da pecuária de corte lucrativa está na gestão</h2>
<p data-start="439" data-end="809">Muitos pecuaristas deixam dinheiro na mesa por não acompanharem números e indicadores da fazenda. O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> mostra, de forma prática, como enxergar oportunidades de ganho, reduzir desperdícios e transformar dados em resultados que aumentam a rentabilidade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Semiconfinamento de bovinos de corte: veja boas práticas dessa estratégia</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/semiconfinamento-na-pecuaria-de-corte/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/semiconfinamento-na-pecuaria-de-corte/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jun 2018 15:47:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[semiconfinamento]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de produção de bovinos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A intensificação na utilização das pastagens na produção de gado de corte torna-se vantajosa quando falamos em diluição dos custos fixos, devido à redução da idade de abate e aumento na taxa de lotação. Sabe-se que a estacionalidade das plantas forrageiras é um dos principais fatores limitantes para altas produções. Dessa maneira, o semiconfinamento surge [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A intensificação na utilização das pastagens na produção de gado de corte torna-se vantajosa quando falamos em diluição dos custos fixos, devido à redução da idade de abate e aumento na taxa de lotação.</p>
<p>Sabe-se que a estacionalidade das <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-especie-forrageira-para-a-sua-fazenda/">plantas forrageiras</a></strong> é um dos principais fatores limitantes para altas produções.</p>
<p>Dessa maneira, <strong>o semiconfinamento surge como uma estratégia para manutenção do equilíbrio de alimentos</strong> no sistema de produção, visando incrementar os níveis de produção animal (desempenho e ganho por área).</p>
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<p>&nbsp;</p>
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<h2>Suplementação no semiconfinamento</h2>
<p>A utilização de <a href="https://rehagro.com.br/blog/suplementacao-para-bovinos-de-corte/"><strong>suplementos</strong></a> concentrados permite corrigir deficiências específicas de nutrientes na forragem para maximizar a atividade de digestão da fração fibrosa e, consequentemente, utilizar mais eficientemente os carboidratos estruturais, além de complementar a dieta em situações de escassez de forragem.</p>
<p>Nas situações onde o consumo é limitado pela baixa oferta de forragem, um suplemento pode substituir a forragem proveniente do pasto, constituindo às vezes o único alimento disponível. Os níveis de concentrado e as estratégias a serem usadas são dependentes da categoria animal e das metas de ganho de peso.</p>
<p>O semiconfinamento na pecuária de corte consiste em fornecer ração concentrada aos animais de 1 a 2% do peso corporal (PC), sendo caracterizadas pela grande produção de ácidos graxos de cadeia curta no rúmen, provocando quedas de pH, sendo necessários períodos de adaptação e possível uso de aditivos.</p>
<p><strong>Os ganhos de peso irão variar de acordo com a oferta de forragem</strong>, potencial genético dos animais, níveis de concentrado na dieta e alguns outros fatores.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>A suplementação com altas quantidades de concentrado na pecuária de corte permite maiores ganhos de peso, melhor rendimento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/" target="_blank" rel="noopener">carcaça</a></strong> e acabamento, melhorando a eficiência do sistema de produção.</p>
<p>Em uma época de insumos caros como, por exemplo, o milho e a soja, é necessário encontrar alternativas as quais nos dão flexibilidade para trabalhar e possibilidade de ter o nosso custo de arroba produzida reduzido.</p>
<p>Diante dos altos desembolsos apresentados pelo <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">sistema de confinamento</a></strong> em infraestrutura e máquinas, a suplementação de alto consumo a pasto na produção de gado de corte vem se tornando uma ferramenta cada vez mais atrativa por apresentar menor imobilização de capital e índices econômicos também satisfatórios.</p>
<p>Além disso, é importante destacar que durante a fase de terminação, a eficiência de conversão (kg MS/kg PC), é reduzida quando comparada na recria.</p>
<p>Isso se deve ao fato da diminuição do acúmulo de músculo e aumento do crescimento do tecido adiposo, o qual necessita de mais energia para sua deposição, sendo necessária a adequação correta da suplementação nessa fase.</p>
<p>Normalmente, o período de terminação do gado de corte se dá em um momento em que as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" target="_blank" rel="noopener">pastagens</a></strong> apresentam baixa qualidade e baixa taxa de crescimento, limitando o consumo pelos mesmos. Dessa forma, torna-se desafiador produzir em uma situação extremamente desvantajosa.</p>
<p>Dessa forma, para terminar o gado de corte a pasto, em uma época com baixa oferta de forragem e baixo valor nutritivo, deve-se explorar o efeito substitutivo, deixando de ingerir forrageira para ingestão de concentrado, permitindo maior fornecimento de energia.</p>
<p>Nesse cenário, a forragem deixa de ser o componente principal da dieta, sendo importante apenas para a manutenção do ambiente ruminal minimamente saudável.</p>
<h2>Sistema de confinamento convencional x semiconfinamento na produção de gado de corte</h2>
<p>Ao comparar <strong>o sistema de confinamento convencional com o semiconfinamento, ou confinamento a pasto</strong>, recebendo altas quantidades de concentrado, a Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio (APTA) concluiu que a taxa de ganho de peso vivo é diferente entre os dois sistemas, sendo vantajoso para o confinamento convencional.</p>
<p>Porém, quando observaram o ganho em carcaça, a diferença foi de apenas 0,043 kg de carcaça por dia, ganhando 1 kg de peso vivo, chamando atenção para a forma de análise ao comparar as duas estratégias.</p>
<p>Nesse caso, como as dietas foram isoenergéticas, o <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-calcular-o-rendimento-do-ganho-de-animais-abatidos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rendimento do ganho</strong></a> (peso de carcaça final — peso de carcaça inicial/ peso vivo final — peso vivo inicial) foi afetado principalmente pelas mudanças no conteúdo do trato gastrointestinal e tamanho dos órgãos digestivos.</p>
<p>Quando os animais são suplementados com grandes quantidades de concentrado, o consumo de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fibra-efetiva-na-nutricao-de-bovinos-em-confinamento/" target="_blank" rel="noopener">fibra</a> </strong>na dieta se torna muito pequeno.</p>
<p>Com isso, tem-se o aumento da taxa de passagem, em função da maior digestibilidade da dieta, resultando em diminuição do conteúdo do trato digestivo. Assim, o rúmen não precisa armazenar tanto o alimento e acaba reduzindo o tamanho.</p>
<p>Portanto, <strong>o semiconfinamento na produção de gado de corte pode tornar-se uma ferramenta extremamente interessante e estratégica. </strong></p>
<p>Para os profissionais que forem utilizar essa ferramenta, é importante darem atenção para o ganho em carcaça e não apenas em peso vivo, uma vez que na terminação a pasto pode ser subestimada, quando não consideradas essas diferenças.</p>
<h2>Transforme pasto em arroba e aumente o lucro da fazenda</h2>
<p>Grande parte da pecuária de corte no Brasil ainda perde eficiência por não manejar corretamente as pastagens e por adotar estratégias de nutrição sem planejamento.</p>
<p>O <a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte</strong></a> mostra, na prática, como aproveitar ao máximo o potencial das forrageiras, planejar a suplementação em cada fase e aumentar o ganho de peso por hectare. É conhecimento aplicado que resulta em mais arrobas produzidas e maior rentabilidade no rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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