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	<title>saúde ruminal Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>saúde ruminal Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Indigestão vagal em vacas leiteiras: causas, sintomas e como tratar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 12:00:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[saúde ruminal]]></category>
		<category><![CDATA[vacas leiteiras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sanidade digestiva das vacas leiteiras é um dos pilares fundamentais para o desempenho zootécnico e econômico de uma fazenda. Dentre as diversas afecções que podem comprometer o trato gastrointestinal dos ruminantes, a indigestão vagal merece atenção especial. Trata-se de uma condição muitas vezes silenciosa no início, mas que pode desencadear quadros graves de timpanismo, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A sanidade digestiva das vacas leiteiras é um dos pilares fundamentais para o desempenho zootécnico e econômico de uma fazenda. Dentre as diversas afecções que podem comprometer o trato gastrointestinal dos ruminantes, a <strong>indigestão vagal</strong> <strong>merece atenção especial</strong>.</p>
<p>Trata-se de uma condição muitas vezes silenciosa no início, mas que pode desencadear quadros graves de timpanismo, perda de apetite e, em casos extremos, levar à morte do animal.</p>
<p>O nervo vago é responsável por grande parte da inervação sensorial e motora do <strong>sistema digestório dos ruminantes</strong>. Quando há uma interrupção ou disfunção em seu funcionamento, diversas estruturas do trato gastrointestinal são diretamente afetadas, resultando em prejuízos clínicos e produtivos expressivos.</p>
<p>Com consequências que vão desde <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong> até o descarte precoce de vacas, essa condição representa um verdadeiro desafio para médicos-veterinários, zootecnistas, técnicos de campo e produtores.</p>
<p>Neste artigo, você irá entender o que é a indigestão vagal, por que ela ocorre, como identificar seus sinais clínicos, o que é a <strong>Síndrome de Hoflund</strong>, como realizar o diagnóstico correto, quais são as possibilidades de tratamento e, principalmente, como prevenir esse problema de forma eficiente.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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<h2>Compreendendo o nervo vago nos ruminantes</h2>
<p>O <strong>nervo vago</strong> (nervo craniano X) é um dos <strong>principais condutores das informações neurais</strong> que regulam o funcionamento visceral dos animais. Ele é composto por dois troncos: tronco dorsal e tronco ventral, que seguem junto ao esôfago até o abdômen e promovem inervação autonômica para o rúmen, retículo, omaso, abomaso, intestinos e até mesmo o fígado (Fubini &amp; Divers, 2008).</p>
<ol>
<li><strong>O tronco dorsal</strong> do nervo vago inerva o rúmen e as porções mais caudais e mediais do retículo, omaso e abomaso.</li>
<li><strong>O tronco ventral</strong> inerva principalmente a região cranial desses compartimentos, além do fígado e intestinos proximais.</li>
</ol>
<p>Essas estruturas digestivas dependem fortemente dos estímulos nervosos fornecidos pelo vago para garantir:</p>
<ul>
<li>A motilidade do rúmen e dos demais compartimentos;</li>
<li>A condução do bolo alimentar;</li>
<li>A ocorrência de eructação;</li>
<li>A secreção de enzimas digestivas.</li>
</ul>
<p>Com isso, qualquer alteração na função deste nervo compromete diretamente a digestão, absorção de nutrientes e o bem-estar geral do animal. Como consequência, os animais afetados apresentam perda de apetite, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/timpanismo-em-bovinos/">timpanismo</a></strong>, distensão abdominal e acentuada queda na produtividade leiteira (Garry &amp; McConnel, 2015).</p>
<h2>O que é a lesão do nervo vago?</h2>
<p>A lesão do nervo vago, ou indigestão vagal, consiste em um dano estrutural ou funcional que compromete a capacidade do nervo de conduzir impulsos neurais aos órgãos viscerais que ele inerva. Em bovinos, isso afeta diretamente o funcionamento do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, retículo, omaso, abomaso e intestinos, todos compartimentos vitais para a digestão eficiente.</p>
<p>A disfunção vagal resulta, principalmente, na perda da motilidade ruminal, falhas na eructação, acúmulo de gases, distensão abdominal e refluxos digestivos, criando um cenário que prejudica severamente a alimentação, digestão, conforto e desempenho da vaca leiteira (Hussain et al., 2017).</p>
<p>Além do prejuízo à saúde do animal, a condição traz consequências econômicas relevantes, como:</p>
<ul>
<li>Redução drástica na produção de leite;</li>
<li>Retirada precoce de vacas do rebanho;</li>
<li>Aumento no uso de medicamentos;</li>
<li>Custos com diagnóstico e cirurgia;</li>
<li>Casos de morte em situações graves.</li>
</ul>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42887 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite.jpg" alt="Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="504" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-300x154.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-768x395.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-370x190.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-585x300.jpg 585w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-270x139.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-740x381.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-150x77.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Causas mais comuns da indigestão vagal</h2>
<p>As causas que levam à indigestão vagal são multifatoriais e, em muitos casos, estão relacionadas a patologias adjacentes que promovem compressão ou inflamação local. As mais relatadas na literatura científica incluem:</p>
<ol>
<li><strong>Reticuloperitonite traumática (RPT)</strong>: É a principal causa associada à lesão vagal. A ingestão acidental de corpos estranhos metálicos (como arames, pregos, pedaços de cerca) pode perfurar a parede do retículo, provocando inflamação local, formação de aderências e até abscessos que comprometem a função do nervo vago (Fubini &amp; Divers, 2008).</li>
<li><strong>Abscessos hepáticos e infecções abdominais</strong>: Formações purulentas próximas ao trajeto do nervo vago podem causar compressão direta ou desencadear inflamações secundárias, levando à disfunção nervosa.</li>
<li><strong>Hérnia diafragmática e vólvulo de abomaso</strong>: Alterações anatômicas significativas, como a migração de vísceras para o tórax ou torções do abomaso, podem distorcer a posição dos troncos vagais, causando estiramento ou compressão mecânica.</li>
<li><strong>Neoplasias (tumores)</strong>: Tumores de crescimento lento localizados no mediastino ou próximos ao esôfago podem exercer pressão sobre o nervo ao longo de seu trajeto, interrompendo os estímulos neurais (Perkins, 2017).</li>
<li><strong>Útero gravídico em gestação avançada</strong>: Apesar de mais raro, o volume do útero em gestação adiantada pode alterar o posicionamento das vísceras abdominais, comprimindo estruturas próximas e dificultando o esvaziamento do conteúdo digestivo, condição que se relaciona com a indigestão vagal tipo IV.</li>
<li><strong>Cirurgias e traumas locais</strong>: Cirurgias mal conduzidas ou traumas na região abdominal ou torácica também podem afetar diretamente o nervo vago, tanto por lesão física quanto por processos inflamatórios posteriores (Walker, 2017).</li>
</ol>
<h2>Principais sinais clínicos da indigestão vagal</h2>
<p>A apresentação clínica da indigestão vagal em vacas leiteiras é bastante variável e depende diretamente da localização e da extensão do dano. No entanto, alguns sinais são recorrentes e devem acender um alerta no manejo clínico:</p>
<ul>
<li><strong>Inapetência ou perda completa do apetite</strong>;</li>
<li>Emagrecimento progressivo;</li>
<li><strong>Queda significativa na produção de leite</strong>;</li>
<li><strong>Timpanismo recorrente</strong>, geralmente sem resposta duradoura ao manejo tradicional;</li>
<li>Distensão abdominal assimétrica, com formato típico em &#8220;maçã-pera&#8221;;</li>
<li>Perda da estratificação ruminal, percebida na auscultação e percussão.</li>
</ul>
<p>A distensão em formato maçã-pera é um sinal clássico:</p>
<ul>
<li><strong>Lado esquerdo (maçã)</strong>: distensão gasosa do rúmen;</li>
<li><strong>Lado direito (pera)</strong>: acúmulo de conteúdo líquido e pastoso nos compartimentos posteriores.</li>
</ul>
<p>Além disso, a auscultação pode revelar som de <i>ping</i> metálico na fossa paralombar esquerda, especialmente nos casos com distensão gasosa acentuada, indicativo de timpanismo livre ou com refluxo do abomaso para o rúmen (Garry &amp; McConnel, 2015).</p>
<h2>Síndrome de Hoflund: a indigestão vagal em detalhe</h2>
<p>A chamada <strong>Síndrome de Hoflund</strong>, também conhecida como indigestão vagal, é a expressão clínica da lesão do nervo vago. Caracteriza-se pela falha na motilidade normal do trato gastrointestinal devido à disfunção da inervação, podendo ocorrer desde o esôfago até o piloro.</p>
<p>Essa condição foi sistematizada em quatro tipos distintos, com base na localização do comprometimento e nas manifestações clínicas associadas (Hussain et al., 2017).</p>
<h3> Tipo I – Falha na eructação (timpanismo gasoso)</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: ocorre obstrução funcional do esôfago, dificultando a eliminação de gases.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: timpanismo agudo e recorrente, apatia, hipomotilidade ruminal ou atonia.</li>
<li><strong>Diagnóstico prático</strong>: alívio imediato após passagem de sonda orogástrica.</li>
<li><strong>Possível causa</strong>: inflamação local, aderências, linfadenopatias mediastinais.</li>
</ul>
<h3>Tipo II – Disfunção do orifício retículo-omasal</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: o retículo falha em empurrar o conteúdo para o omaso, causando retenção alimentar.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: distensão abdominal, diminuição do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">volume fecal</a></strong> (fezes secas e com partículas grandes), hipermotilidade ruminal, apatia.</li>
<li><strong>Causas associadas</strong>: reticuloperitonite, abscessos adjacentes, úlceras.</li>
</ul>
<p>Nesse tipo, o animal pode apresentar refluxo de conteúdo durante sondagem, o que reforça o diagnóstico clínico.</p>
<h3>Tipo III – Obstrução do piloro</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: o conteúdo do abomaso não passa para o intestino delgado, provocando acúmulo e refluxo ao rúmen.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: distensão abdominal, timpanismo intermitente, cloretos elevados no rúmen, sinais de alcalose metabólica.</li>
<li><strong>Diagnóstico diferencial</strong>: pH ruminal alcalino ajuda a diferenciar do tipo II.</li>
</ul>
<p>As causas mais comuns incluem úlceras perfuradas do abomaso e sequelas de RPT.</p>
<h3> Tipo IV – Compressão por gestação avançada</h3>
<ul>
<li><strong>Mecanismo</strong>: o útero em estágio final de gestação altera a anatomia abdominal, interferindo na motilidade gastrointestinal.</li>
<li><strong>Sinais clínicos</strong>: distensão abdominal progressiva, apatia, ingestão reduzida.</li>
<li><strong>Desafios</strong>: a etiologia não está totalmente esclarecida; não é uma condição inflamatória direta do nervo.</li>
</ul>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38019" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal.jpg" alt="Síndrome de Hoflund" width="1149" height="306" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal.jpg 1149w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-300x80.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-1024x273.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-768x205.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-370x99.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-270x72.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-740x197.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-indigestao-vagal-150x40.jpg 150w" sizes="(max-width: 1149px) 100vw, 1149px" /></p>
<h2>Diagnóstico: do exame clínico à laparotomia</h2>
<p>O diagnóstico de indigestão vagal exige <strong>avaliação clínica cuidadosa e integração entre sinais clínicos</strong>, exames laboratoriais e exames de imagem.</p>
<p>Muitas vezes, o desafio está em diferenciar a indigestão vagal de outras causas de distensão abdominal e timpanismo.</p>
<h3>1. Anamnese e histórico clínico</h3>
<ul>
<li>Queda progressiva na ingestão de alimentos;</li>
<li>Diminuição da produção de leite;</li>
<li>Episódios recorrentes de timpanismo;</li>
<li>Cirurgias anteriores ou gestações recentes;</li>
<li>Presença de corpo estranho metálico (RPT como hipótese primária).</li>
</ul>
<h3>2. Exame físico completo</h3>
<ul>
<li>Inspeção visual da distensão abdominal (formato maçã-pera);</li>
<li>Auscultação e percussão do rúmen;</li>
<li>Identificação de timpanismo, atonia ou hipermotilidade;</li>
<li>Observação de refluxo durante sondagem.</li>
</ul>
<h3>3. Sondagem orogástrica</h3>
<ul>
<li>Permite aliviar timpanismo (tipo I);</li>
<li>Pode evidenciar refluxo espontâneo de conteúdo (tipo II ou III);</li>
<li>Avaliação da resposta à passagem da sonda auxilia no diagnóstico diferencial.</li>
</ul>
<h3>4. Ruminocentese e avaliação do conteúdo ruminal</h3>
<ul>
<li>Medição de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">pH do rúmen</a></strong> (alcalose em tipo III);</li>
<li>Dosagem de cloretos: valores elevados indicam refluxo abomasal.</li>
</ul>
<h3>5. Ultrassonografia abdominal</h3>
<ul>
<li>Auxilia na detecção de aderências, abscessos, útero gestante, líquido livre ou massas;</li>
<li>Permite descartar causas mecânicas ou avaliar viabilidade cirúrgica.</li>
</ul>
<h3>6. Laparotomia exploratória</h3>
<ul>
<li>Quando as evidências clínicas não são conclusivas;</li>
<li>Permite visualização direta do retículo, fígado, úlceras, aderências e tumores;</li>
<li>Também pode ser utilizada como via de abordagem terapêutica.</li>
</ul>
<h3>7. Necrópsia (em casos fatais)</h3>
<ul>
<li>Confirmação diagnóstica;</li>
<li>Avaliação anatômica completa para investigação epidemiológica.</li>
</ul>
<p>Importante: segundo Perkins (2017), <strong>o diagnóstico definitivo só é possível com a associação de exames complementares ao exame clínico minucioso</strong>, especialmente na diferenciação entre os tipos de indigestão vagal.</p>
<h2>Tratamento: Abordagem conservadora e cirúrgica</h2>
<p>O tratamento da lesão do nervo vago e das indigestões vagais associadas depende da identificação do tipo e da causa primária. Sempre que possível, opta-se por medidas conservadoras, mas em muitos casos, a cirurgia é necessária para resolver obstruções ou remover focos inflamatórios.</p>
<h3>Tratamentos Conservadores</h3>
<h4>Tipo I:</h4>
<ul>
<li>Sondagem orogástrica frequente;</li>
<li>Colocação de cânula ou fístula ruminal em casos crônicos;</li>
<li>Terapia de suporte com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e fluidoterapia.</li>
</ul>
<h4>Tipo II e III:</h4>
<ul>
<li>Correção da causa primária: administração de antibióticos, antiácidos, dieta rica em fibras e de fácil digestão;</li>
<li>Monitoramento dos níveis de eletrólitos e equilíbrio ácido-base;</li>
<li>Reposição de fluídos + tratamento da acidose/alcalose metabólica;</li>
<li>Uso de medicamentos pró-cinéticos em alguns casos.</li>
</ul>
<h4>Tipo IV:</h4>
<ul>
<li>Terapia de suporte, considerando a limitação de intervenção no final da gestação;</li>
<li>Acompanhamento próximo da evolução clínica e do parto.</li>
</ul>
<h3>Tratamento Cirúrgico</h3>
<p>A cirurgia é indicada quando:</p>
<ul>
<li>Há reticuloperitonite com abscesso encapsulado;</li>
<li>Presença de corpo estranho metálico no retículo;</li>
<li>Casos graves de aderências ou lesões obstrutivas;</li>
<li>Refratariedade à terapia clínica.</li>
</ul>
<p>Procedimentos possíveis:</p>
<ul>
<li>Ruminotomia exploratória com remoção de corpos estranhos;</li>
<li>Drenagem de abscessos intra-abdominais;</li>
<li>Descompressão abomasal;</li>
<li>Em alguns casos, pode-se instalar uma fístula permanente no rúmen para manejo crônico.</li>
</ul>
<p>Segundo Walker (2017), <strong>o sucesso cirúrgico depende fortemente do diagnóstico precoce e da condição clínica geral do animal no momento da intervenção</strong>.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-38020" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal.jpg" alt="Tabela tratamento indigestão vagal" width="892" height="301" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal.jpg 892w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-300x101.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-768x259.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-370x125.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-270x91.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-740x250.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/06/tabela-tratamento-indigestao-vagal-150x51.jpg 150w" sizes="(max-width: 892px) 100vw, 892px" /></p>
<h2>Prevenção eficaz e sustentável</h2>
<p>A prevenção da lesão do nervo vago e da indigestão vagal deve focar principalmente nas causas mais recorrentes, especialmente a reticuloperitonite traumática, que é amplamente documentada como a principal origem desse tipo de lesão (Fubini &amp; Divers, 2008; Hussain et al., 2017).</p>
<h3>1. Administração de ímãs ruminais</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Ímãs retais ou orais capturam objetos metálicos ingeridos, como pregos, arames e fragmentos metálicos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Prevenção direta da perfuração do retículo por corpos estranhos.</li>
</ul>
<h3>2. Controle rigoroso da dieta e ambiente</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Evitar o fornecimento de alimentos ou feno com resíduos metálicos.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Boa manutenção de equipamentos, cercas e estruturas da fazenda para evitar desprendimentos e utilização de ímãs no vagão de trato.</li>
</ul>
<h3>3. Monitoramento de vacas gestantes</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Em fases finais de gestação, monitorar sinais clínicos digestivos relacionados à compressão visceral (tipo IV).</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Adotar práticas nutricionais que reduzam distensões excessivas.</li>
</ul>
<h3>4. Detecção precoce de distúrbios digestivos</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Qualquer sinal de inapetência, distensão abdominal ou timpanismo deve ser investigado com atenção.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Capacitar a equipe para reconhecer os sinais da síndrome de Hoflund.</li>
</ul>
<h3>5. Programa de saúde preventiva</h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Checagens periódicas, avaliações clínicas e exames ultrassonográficos estratégicos são ferramentas valiosas.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Acompanhamento de casos de retocolite ou abomasopexia como fatores de risco futuros.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A lesão do nervo vago em vacas leiteiras é um <strong>desafio clínico que exige conhecimento técnico, atenção aos detalhes e ação rápida</strong>. Sua manifestação por meio da síndrome de Hoflund, dividida em quatro tipos, permite uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais precisa quando bem compreendida.</p>
<p>A chave para minimizar perdas está em três pilares:</p>
<ol>
<li><strong>Diagnóstico precoce</strong> com base em sinais clínicos sutis, como distensão abdominal e timpanismo.</li>
<li><strong>Tratamento assertivo</strong>, adaptado ao tipo de indigestão vagal e à causa primária.</li>
<li><strong>Prevenção contínua</strong>, com uso de ímãs ruminais, manejo alimentar adequado e vigilância reprodutiva.</li>
</ol>
<h2>Domine o diagnóstico e manejo para evitar perdas na produção</h2>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-34452" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti.jpg" alt="Yumi Taguti - Equipe Leite Rehagro" width="300" height="104" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti-270x94.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2024/09/yumi-taguti-150x52.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">FUBINI, S.; DIVERS, T. J. <i>Diseases Affecting the Vagus Innervation of the Forestomach and Abomasum – Vagus indigestion</i>. In: DIVERS, T. J.; PEEK, S. F. Rebhun’s Diseases of Dairy Cattle. 2ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 5, p. 147-151, 2008.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">GARRY, F.; McCONNEL, C. <i>Indigestion in Ruminants</i>. In: SMITH, B. P. Large Animal Internal Medicine. 5ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 32, p. 777-799, 2015.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">HUSSAIN, S.; UPPAL, S.; HUSSAIN, T.; NABI, S.; BEIGH, S.; ASHRAF, S. <i>Vagus indigestion in bovines: a review in historical perspective</i>. The Pharma Innovation Journal, v. 6, p. 157-163, 2017.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">PERKINS, G. A. <i>Disorders Causing Abdominal Distension in Cattle – Vagus indigestion</i>. In: FUBINI, S. L.; DUCHARME, N. G. Farm Animal Surgery. 2ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 1, p. 3-5, 2017.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">WALKER, W. <i>Surgery of the Ruminant Forestomach Compartments – Vagal indigestion</i>. In: FUBINI, S. L.; DUCHARME, N. G. Farm Animal Surgery. 2ª ed. St. Louis: Elsevier, cap. 14, p. 249-259, 2017.</span></li>
</ul>
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		<title>Ruminite: o que é e como afeta a saúde do rebanho?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ruminite-o-que-e-e-como-afeta-a-saude-do-rebanho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Mar 2025 13:18:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[rúmen]]></category>
		<category><![CDATA[saúde ruminal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ruminite é uma das principais doenças digestivas que afetam bovinos leiteiros, especialmente aqueles submetidos a dietas ricas em concentrados e pobres em fibra efetiva. Essa condição inflamatória do epitélio ruminal compromete a absorção de nutrientes, reduz a produtividade dos animais e pode levar a complicações graves, como abscessos hepáticos. Neste artigo, exploraremos os principais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>ruminite</strong> é uma das principais doenças digestivas que afetam bovinos leiteiros, especialmente aqueles submetidos a dietas ricas em concentrados e pobres em fibra efetiva.</p>
<p>Essa condição inflamatória do epitélio ruminal <strong>compromete a absorção de nutrientes, reduz a produtividade dos animais e pode levar a complicações graves</strong>, como abscessos hepáticos.</p>
<p>Neste artigo, exploraremos os principais aspectos da ruminite, seus impactos no desempenho dos rebanhos leiteiros e estratégias de prevenção e manejo nutricional.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
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<h2>O que é a ruminite?</h2>
<p>A ruminite é um processo inflamatório do <strong>epitélio ruminal</strong> e dos tecidos subjacentes deste órgão e que geralmente é causada por desequilíbrios na dieta.</p>
<p>Na análise macroscópica <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/necropsia-na-bovinocultura/"><i>post mortem</i></a></strong> a ruminite é caracterizada pela presença de mucosa hiperêmica, hemorrágica ou ulcerada em consequência do baixo pH ruminal no saco ventral do rúmen ocasionado pela produção excessiva de ácidos graxos voláteis (AGVs) e ácido lático.</p>
<p>O rúmen possui uma microbiota equilibrada que fermenta os alimentos e libera energia para o animal. No entanto, alterações bruscas na dieta podem levar ao crescimento excessivo de bactérias produtoras de ácido lático, como Streptococcus bovis e Lactobacillus spp., que agravam a acidificação do ambiente ruminal e iniciam o processo inflamatório.</p>
<p>Além disso, a inflamação prolongada <strong>pode reduzir a capacidade do epitélio ruminal de se regenerar adequadamente</strong>, agravando ainda mais os danos ao sistema digestivo do animal.</p>
<h3>Existe relação da ruminite com a paraqueratose ruminal?</h3>
<p>A paraqueratose ruminal é uma condição caracterizada pelo espessamento anormal do epitélio do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fisiologia-do-rumen-dos-bovinos/">rúmen</a></strong>, resultante da exposição prolongada a um ambiente ácido.</p>
<p>Esse distúrbio está intimamente relacionado à ruminite, pois ambas as patologias compartilham a mesma etiologia: dietas ricas em carboidratos de rápida fermentação e baixa fibra efetiva.</p>
<p>Quando a ruminite se instala, <strong>a inflamação da mucosa do rúmen leva a um processo de cicatrização que pode resultar na</strong> <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/hiperqueratose-em-vacas-leiteiras/">hiperqueratinização</a></strong> do epitélio. Esse espessamento reduz a capacidade de absorção dos ácidos graxos voláteis, agravando ainda mais a ineficiência alimentar do animal.</p>
<p>Além disso, a paraqueratose cria um ambiente propício para a colonização bacteriana e a formação de abscessos hepáticos, um dos desdobramentos mais graves da ruminite crônica.</p>
<p>Vacas leiteiras acometidas por esses distúrbios frequentemente apresentam redução na ingestão alimentar devido ao desconforto associado às lesões ruminais. Esse fator, aliado à baixa absorção de nutrientes, compromete a produção de leite e afeta negativamente o metabolismo do animal, podendo levar a perda significativa de peso e menor eficiência reprodutiva.</p>
<p>Portanto, a prevenção da ruminite também é essencial para <strong>evitar a instalação da paraqueratose ruminal</strong>, reforçando a necessidade de um manejo nutricional adequado e monitoramento constante da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/">saúde ruminal</a></strong>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36932" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1.jpg" alt="Avaliação do rúmen de bovinos" width="770" height="692" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1.jpg 770w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-300x270.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-768x690.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-370x333.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-335x300.jpg 335w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-270x243.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-334x300.jpg 334w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-740x665.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-1-150x135.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Avaliação macroscópica do rúmen de bovinos e classificação de acordo com o grau de lesão diagnosticada no exame post mortem. A) rúmen sem lesão. B) rúmen hiperêmico. C) rúmen ulcerado. D) rúmen com hiperqueratose. Fonte: Viana, 2022. </span></p>
<h2>Quais são as causas da ruminite?</h2>
<p>A ruminite está diretamente relacionada ao manejo alimentar inadequado, onde podemos citar como as principais causas:</p>
<h3>1. Dietas ricas em concentrado e pobres em fibra</h3>
<p>O fornecimento excessivo de <strong>concentrados sem a devida quantidade de fibra efetiva</strong> reduz a mastigação e a produção de saliva, a qual possui bicarbonato e atua como tampão natural para o pH do rúmen.</p>
<p>Dessa forma, o grau da inflamação e de lesão vai depender do grau da acidose que gerou o quadro e de qual foi o tempo em que o rúmen sofreu os danos da redução excessiva de pH.</p>
<h3>2. Acidose ruminal subclínica e crônica</h3>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/acidose-ruminal-em-vacas-leiteiras/">acidose</a></strong> é considerada a principal causa associada à ruminite. Em casos subclínicos, a queda do pH ocorre de forma intermitente, gerando inflamação crônica da mucosa ruminal, reduzindo a capacidade de absorção de ácidos graxos voláteis (AGVs).</p>
<p>A acidose crônica também está associada a outras complicações metabólicas, como a redução na função imunológica dos animais e o aumento da suscetibilidade a infecções.</p>
<h3>3. Alteração brusca na dieta</h3>
<p><strong>Mudanças rápidas na alimentação</strong>, como a introdução abrupta de grãos na dieta, dificultam a adaptação da microbiota ruminal, favorecendo a acidificação do meio e o desenvolvimento da ruminite. A adaptação gradual à dieta é essencial para manter um ambiente ruminal saudável e funcional.</p>
<h3>4. Baixa ingestão de forragem de qualidade</h3>
<p>Forragens de baixa qualidade, com baixa taxa de digestibilidade, não estimulam adequadamente a ruminação e a salivação, contribuindo para a redução do pH ruminal. Além disso, dietas com forragem insuficiente podem afetar a motilidade do rúmen, comprometendo a eficiência digestiva e resultando em um maior risco de acidose e ruminite.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-planilha-planejamento-forrageiro?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=planilha-planejamento-forrageiro&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39661 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png" alt="Kit guia e planilha planejamento forrageiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-kit-planejamento-forrageiro-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Qual a relação da ruminite com a dieta de alta energia?</h2>
<p>Vacas que possuem um <strong>desafio nutricional mais intenso são mais predispostas a quadros de acidose ruminal</strong>. Nestes casos as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dietas-para-bovinos-leiteiros/">dietas</a></strong> altamente energéticas aumentam a fermentação e ocorre uma grande produção de AGVs (propiônico e lático principalmente) e o pH que normalmente fica entre 5,5 a 6,5 cai gradativamente de acordo com o grau da acidose.</p>
<p>Essa mudança provoca uma <strong>disbiose na microbiota ruminal e redução da proteção mucosa do epitélio</strong>, predispondo a danos químicos decorrentes da inflamação e acidez.</p>
<p>Esse desequilíbrio favorece o crescimento de fungos e principalmente bactérias prejudiciais para o animal que irão causar lesão do tecido epitelial tais como<i> Fusobacterium necrophorum</i> e <i>Trueperella pyogenes. </i></p>
<p>Os próprios agentes patogênicos envolvidos no processo causam irritação do tecido epitelial além de liberar endotoxinas e lipopolissacarídeos que irão gerar a inflamação e lesão local e surgimento da paraqueratose.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36933" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2.jpg" alt="Eventos resultantes da acidose ruminal" width="687" height="646" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2.jpg 687w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-300x282.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-370x348.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-270x254.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-319x300.jpg 319w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/03/ruminite-2-150x141.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 687px) 100vw, 687px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 13px;">Sequência de eventos resultantes da acidose ruminal após ingestão de grande quantidade de concentrado. Fonte: Adaptado de Nocek, 1997.</span></p>
<h2>Principais impactos da ruminite</h2>
<p>A ruminite tem um impacto significativo na produtividade dos rebanhos, podendo resultar em:</p>
<h3>Lesões no rúmen</h3>
<p>A inflamação causa danos na mucosa ruminal, como ulcerações e necrose (morte do tecido).</p>
<p>Pode levar à paraqueratose ruminal, que é o espessamento e endurecimento da parede do rúmen, dificultando a absorção de nutrientes.</p>
<h3>Redução na eficiência digestiva</h3>
<p>Com a mucosa do rúmen comprometida, a capacidade de digestão e absorção de nutrientes é reduzida.</p>
<h3>Queda na produção de leite</h3>
<p>A redução na absorção de nutrientes e no aproveitamento da energia pelos animais leva a uma <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/queda-na-producao-de-leite/">queda na produção de leite</a></strong>, comprometendo a rentabilidade da propriedade. Vacas leiteiras necessitam de um rúmen saudável para otimizar a conversão alimentar e garantir uma produção eficiente ao longo da lactação.</p>
<h3>Impacto no bem-estar</h3>
<p>O desconforto gerado pela ruminite compromete o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/enriquecimento-ambiental-para-vacas-e-bezerras-leiteiras/">bem-estar dos animais</a></strong>, levando a dor crônica e alterações no comportamento alimentar. Vacas que sentem desconforto tendem a reduzir a ingestão de alimentos, agravando ainda mais as consequências metabólicas da doença.</p>
<h3>Comprometimento do sistema imunológico</h3>
<p>Animais com ruminite crônica podem ter seu sistema imunológico enfraquecido, tornando-os mais suscetíveis a outras infecções e doenças.</p>
<h2>Sinais clínicos da ruminite</h2>
<p>Os sinais clínicos do animal com ruminite não são específicos da doença mas de forma geral vão levar o animal a quedas de desempenho. Geralmente os sinais apresentados por um animal com ruminite podem ser:</p>
<ol>
<li><strong>Redução no apetite e perda de peso</strong>: Um dos primeiros sinais é a perda de interesse na alimentação, especialmente em rações concentradas. A incapacidade de digerir e absorver nutrientes adequadamente leva ao emagrecimento progressivo do animal.</li>
<li><strong>Diminuição da produção de leite</strong>: Em vacas leiteiras, a produção de leite pode cair drasticamente devido à má absorção de nutrientes e ao desconforto digestivo.</li>
<li><strong>Comportamento de desconforto abdominal</strong>: Animais com ruminite podem apresentar sinais de desconforto abdominal, como inquietação e arqueamento do dorso.</li>
<li><strong>Fezes anormais</strong>: As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/escore-de-fezes-de-vacas-leiteiras/">fezes</a></strong> podem se tornar mais líquidas ou conter restos de alimentos mal digeridos, indicando uma digestão inadequada.</li>
<li><strong>Diminuição da ruminação</strong>: A ruminação (mastigação do bolo alimentar) pode diminuir ou parar completamente.</li>
</ol>
<h3>Existe relação com a formação de abcessos hepáticos?</h3>
<p>A inflamação decorrente dos quadros de acidose promove o <strong>recrutamento de leucócitos no rúmen</strong>, sendo estes responsáveis pela liberação de substâncias vasodilatadoras como a histamina.</p>
<p>Essa vasodilatação do epitélio associada com a redução do muco protetor da mucosa facilita que as bactérias piogênicas passem para a corrente sanguínea assim como as endotoxinas produzidas por elas num processo chamado de translocação bacteriana.</p>
<p>Estes microrganismos tendem a se instalar em regiões muito vascularizadas como o fígado e dessa forma causando a formação de abscessos (agregados de células mortas, bactérias e leucócitos).</p>
<h2>Como prevenir a ruminite no rebanho?</h2>
<p>A principal forma de prevenir a ruminite é via dieta tendo como princípio o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/exigencias-nutricionais-dos-bovinos-leiteiros-adultos/">balanceamento dos níveis de energia e proteína de acordo com a categoria</a></strong>. Para isso, existem alguns cuidados importantes como:</p>
<ul>
<li>Balanceamento do teor de fibra na dieta;</li>
<li>Adaptação dos animais a dietas densamente energéticas;</li>
<li>Monitoramento constante de dieta.</li>
</ul>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A ruminite é uma doença multifatorial que <strong>afeta a saúde e o desempenho dos rebanhos leiteiros</strong>. Sua relação com a paraqueratose ruminal reforça a importância de um manejo nutricional adequado, prevenindo desequilíbrios metabólicos e garantindo a longevidade produtiva dos animais.</p>
<p>A adoção de estratégias como a manutenção do pH ruminal, a oferta de fibra de qualidade e a monitorização constante são essenciais para evitar prejuízos e promover o bem-estar animal. Investir no equilíbrio nutricional adequado dos bovinos é fundamental para garantir <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/eficiencia-e-sustentabilidade-na-pecuaria-leiteira/">eficiência produtiva e sustentabilidade no setor leiteiro</a></strong>.</p>
<h2>Saúde ruminal em dia para mais eficiência e produtividade</h2>
<p>A ruminite compromete a digestão, reduz a eficiência alimentar e pode impactar diretamente a produção de leite.</p>
<p>Na <a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pós-graduação em Pecuária Leiteira</strong></a> do Rehagro, você aprende a prevenir e manejar distúrbios digestivos, alinhando nutrição, manejo e gestão para garantir mais saúde, desempenho e lucro no rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42887 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite.jpg" alt="Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="504" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-300x154.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-768x395.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-370x190.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-585x300.jpg 585w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-270x139.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-740x381.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-150x77.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Autor: Gabriel Murta &#8211; Equipe Rehagro Leite</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li><span style="font-size: 14px;">Neto A. F. G.. RUMINITE, ABSCESSOS HEPÁTICOS E ENFERMIDADES PODAIS EM BOVINOS: avaliação dos achados após o abate. UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE VETERINÁRIA E ZOOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL. GOIÂNIA 2018.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Carrara T. V., Locatelli L. , Oliveira C. A. , Millen D. D.. Distúrbios digestivos em bovinos alimentados com dietas de altos teores de energia. VII SIMPÓSIO DE CIÊNCIAS DA UNESP – DRACENA 2011.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Viana P. R. L.. Descrição macroscópica e microscópica das lesões ruminais em bovinos confinados. 2022, Cienc. Anim. Bras., V23, e-73109P.</span></li>
<li><span style="font-size: 14px;">Filho A. D. F. N.. ACIDOSE RUMENAL BOVINA. UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE VETERINÁRIA E ZOOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL. GOIÂNIA 2011.</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/ruminite-o-que-e-e-como-afeta-a-saude-do-rebanho/">Ruminite: o que é e como afeta a saúde do rebanho?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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		<title>Dieta sólida para bezerras leiteiras: principais considerações</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/dieta-solida-para-bezerras-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 18:23:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerras leiteiras]]></category>
		<category><![CDATA[manejo nutricional]]></category>
		<category><![CDATA[nutrição bovina]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[saúde ruminal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A criação de animais com potencial produtivo para reposição, deve ser considerada como uma das principais atividades de propriedades leiteiras, afinal a bezerra de hoje é a vaca de amanhã. Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: o fornecimento de dieta sólida. &#160; Sem tempo para ler agora? Baixe [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A criação de animais com potencial produtivo para reposição, deve ser considerada como uma das principais atividades de propriedades leiteiras, afinal a bezerra de hoje é a vaca de amanhã.</p>
<p>Neste artigo iremos discutir sobre um manejo nutricional importante para desenvolvimento dos animais: <strong>o fornecimento de dieta sólida.</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Fases da alimentação das bezerras leiteiras</h2>
<p>O manejo alimentar de bezerras tem início no fornecimento de <a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>colostro</strong></a> e termina com o processo de desaleitamento dos animais, período este que é importante para a manutenção do desempenho de animais recém desaleitados.</p>
<p>Ao nascimento, o trato digestivo dos animais já está formado, no entanto, o desenvolvimento do rúmen, retículo e abomaso ainda não está completo.</p>
<p>O desenvolvimento completo dos pré-estômagos pode ser dividido em três fases, de acordo com o uso dos nutrientes pelo trato digestivo.</p>
<ol>
<li><strong>Na primeira fase os animais são considerados pré-ruminantes</strong> e ingerem praticamente apenas o leite, a ingestão de alimentos sólidos é mínima.</li>
<li><strong>A segunda fase é chamada de transição, e dura até o desaleitamento</strong>. Nessa fase os animais aumentam a ingestão de alimentos sólidos e com isso a microbiota se multiplica rapidamente.</li>
<li><strong>A terceira fase se inicia no desaleitamento e perdura por toda vida</strong>, a alimentação é realizada apenas por alimentos sólidos. Nessa fase a energia é advinda da fermentação de carboidratos, das proteínas e dos lipídios, sendo que a proteína vem das bactérias e das fontes de proteínas não degradáveis no rúmen.</li>
</ol>
<p>É importante ressaltar que o desaleitamento no momento em que animal apresenta o rúmen parcialmente desenvolvido é essencial para que o desempenho após esse manejo não seja prejudicado.</p>
<p>O completo desenvolvimento do trato digestivo está diretamente relacionado com o consumo de alimentos concentrados ou volumosos, seus níveis de inclusão, bem como sua forma física.</p>
<p>Diante disso, a dieta sólida possui um importante papel no desenvolvimento dos pré-estômagos, bem como na garantia de bezerros desaleitados capazes de ingerir quantidades adequadas de alimentos.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Os alimentos concentrados na dieta sólida</h2>
<p>Durante a fase de aleitamento é essencial estimular o consumo de concentrado. A ingestão de grãos eleva a produção de propionato e butirato, substâncias importantes para o desenvolvimento das papilas do rúmen.</p>
<p>Quando se fala em desaleitamento, é importante que as bezerras estejam consumindo cerca de 1,0 a 1,5 kg  de concentrado, visando reduzir o estresse nesse período.</p>
<p>Existem algumas práticas de manejo alimentar que podem favorecer o consumo dos concentrados desde a primeira semana de vida. Dentre elas, a oferta de concentrado em pequenas quantidades a partir do terceiro dia de vida e a redução da oferta de leite a partir de 30 dias, possuem uma boa taxa de sucesso.</p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>A DISPONIBILIDADE DE ÁGUA É ESSENCIAL</strong>: Sem a oferta de água suficiente, as bactérias não crescem e se multiplicam, comprometendo o desenvolvimento ruminal. A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">água limpa e fresca</a></strong> deve ser colocada à disposição dos bezerros desde o nascimento.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16463" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras.jpg" alt="Bezerro bebendo água" width="500" height="679" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras.jpg 736w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras-221x300.jpg 221w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras-370x503.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras-270x367.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/12/dieta-solida-bezerras-150x204.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p><strong>São normalmente utilizados os concentrados farelados, texturizados e peletizados</strong>, já que a forma física pode afetar a preferência e a palatabilidade.</p>
<p>Os alimentos com partículas menores são atacados rapidamente pelas bactérias, sendo então rapidamente digeridos e absorvidos. Já os concentrados de maior granulometria conseguem estimular a movimentação do rúmen, contribuindo para o desenvolvimento muscular do órgão, a salivação e a mastigação.</p>
<p>Em relação à composição dos concentrados para energia, pode-se destacar: o milho, o arroz, o trigo, a cevada, o sorgo e a aveia, como as principais fontes. Já em relação a proteína, a soja é a fonte mais utilizada, no entanto, outros alimentos como o farelo de algodão e a semente de linhaça também são consumidos.</p>
<p>A utilização de fontes de nitrogênio não proteico, como a ureia, não são recomendadas para bezerros até os três meses de vida.</p>
<p>A oferta de fibra é essencial para redução dos problemas digestivos como a acidose <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/avaliacao-do-liquido-ruminal/" target="_blank" rel="noopener">ruminal</a></strong>. Dentre as fontes de fibra mais utilizadas para concentrados de bezerras destacam-se: casca de soja, casca de aveia e farelo de trigo.</p>
<h2>Os alimentos volumosos na dieta sólida</h2>
<p>Na literatura, algumas vantagens de oferecer <strong>forragem</strong> para bezerras têm sido descritas. São elas:</p>
<ul>
<li>Aumento do consumo de concentrado;</li>
<li>Estímulo ao desenvolvimento da camada muscular do rúmen;</li>
<li>Promoção de ruminação;</li>
<li>Manutenção da integridade da parede ruminal;</li>
<li>Redução de problemas comportamentais;</li>
<li>Aumento do Ph ruminal.</li>
</ul>
<p>Para tanto, a forragem deve ser ofertada visando o livre consumo dos animais, sendo eles os regulares da quantidade a ser ingerida.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em geral, as forragens ofertadas para as bezerras são leguminosas ou gramíneas, sendo que as leguminosas são mais degradadas quando comparadas às gramíneas e apresentam maior teor de amido e maior teor de matéria orgânica fermentável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, os animais que consomem uma dieta baseada em leguminosas apresentam um melhor desempenho quando comparados a animais que consomem gramíneas. As forragens ainda podem ser oferecidas como: pasto, feno, silagem ou silagem pré-secada.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O volumoso deve ser ofertado a partir da oitava semana de vida dos animais, desde que as bezerras tenham à sua disposição, concentrado inicial desde a segunda semana de idade.</span></p>
<h2>Considerações finais</h2>
<p>Como vimos, <strong>a introdução da dieta sólida para bezerras leiteiras é um processo importante para o sistema digestivo dos animais, possuindo impactos no futuro da fazenda</strong>.</p>
<p>O fornecimento de concentrado e volumoso, quando feito de maneira correta, promove o desenvolvimento dos animais e seu desaleitamento racional.</p>
<h2>Nutrição de qualidade desde o início para resultados duradouros</h2>
<p>A introdução e o manejo corretos da dieta sólida são decisivos para garantir o desenvolvimento saudável das bezerras e a produtividade futura das vacas.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-Graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a alinhar nutrição, manejo e gestão em todas as fases da produção, garantindo saúde, eficiência e rentabilidade para o rebanho.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-42887 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite.jpg" alt="Pós-graduação em Pecuária Leiteira" width="980" height="504" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-300x154.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-768x395.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-370x190.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-585x300.jpg 585w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-270x139.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-740x381.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/06/banner-pl-mes-leite-150x77.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-16051" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg" alt="Brisa Sevidanes" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/brisa-sevidanes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>E-book Pontos sanitários no confinamento e engorda a pasto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2022 18:51:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde ruminal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da sanidade, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho. Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema. O que você irá aprender com este e-book? Cuidados com a recepção dos animais na propriedade; Melhores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da <strong>sanidade</strong>, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho.</p>
<p>Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema.</p>
<h2>O que você irá aprender com este e-book?</h2>
<ul>
<li>Cuidados com a recepção dos animais na propriedade;</li>
<li>Melhores épocas para o controle de carrapato, mosca de chifre e <strong>verminoses</strong>;</li>
<li>Precauções contra doenças como: <strong>botulismo</strong>, clostridioses, raiva e pneumonia;</li>
<li>Importância da <strong>qualidade da água</strong> e conservação dos alimentos;</li>
<li>Acidose ruminal.</li>
</ul>
<h2>Invista na saúde dos animais!</h2>
<p>Um <strong>baixo investimento</strong> na saúde dos animais significa <strong>grandes riscos</strong> para a sua produção, afetando diretamente os lucros da atividade.</p>
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