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	<title>sanidade Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>sanidade Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Lama no confinamento: como lidar e os principais impactos na pecuária de corte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2026 13:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A lama no confinamento é um dos maiores desafios enfrentados por pecuaristas, técnicos e gestores durante o período chuvoso. Além de comprometer o conforto e o desempenho dos animais, esse problema afeta diretamente a eficiência econômica e a sustentabilidade do sistema. Saber identificar, manejar e prevenir o excesso de lama é essencial para manter a [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/lama-no-confinamento-gado-de-corte/">Lama no confinamento: como lidar e os principais impactos na pecuária de corte</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A <strong>lama no confinamento</strong> é um dos maiores desafios enfrentados por pecuaristas, técnicos e gestores <strong>durante o período chuvoso</strong>. Além de comprometer o conforto e o desempenho dos animais, esse problema afeta diretamente a eficiência econômica e a sustentabilidade do sistema.</p>
<p>Saber identificar, manejar e prevenir o excesso de lama é essencial para manter a produtividade e proteger o investimento realizado na operação de engorda intensiva.</p>
<p>Neste artigo, você entenderá por que a lama se forma, quais são seus principais impactos, e aprenderá como manejar o confinamento para reduzir prejuízos e aumentar o retorno financeiro.​</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O que é a lama no confinamento e por que ela se forma?</h2>
<p>A lama é o resultado da <strong>combinação de chuvas, dejetos e pisoteio do gado sobre o solo dos currais</strong>. Em situações normais, pequenas áreas úmidas são toleráveis, mas quando o acúmulo de água e matéria orgânica ultrapassa a capacidade de drenagem do piso, o local se transforma em um ambiente lodoso e insalubre.</p>
<p>Entre os principais fatores que favorecem a formação de lama no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamento</a></strong> estão o excesso de chuva sem drenagem adequada, o solo argiloso com baixa infiltração, a compactação do terreno e a superlotação dos currais, além da ausência de um bom manejo de dejetos​.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-manejo-confinamento-gado-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-confinamento&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39633 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png" alt="E-book Confinamento de gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-confinamento-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Principais impactos da lama no confinamento</h2>
<p>A lama é <strong>mais do que um incômodo visual</strong>: trata-se de um forte fator limitante zootécnico e econômico, afetando desempenho, sanidade, ambiente e lucro.</p>
<h3>Impactos no desempenho animal</h3>
<p>A lama reduz o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">ganho médio diário</a></strong>, dificulta o acesso ao cocho e aumenta o gasto energético do gado, já que os animais precisam fazer mais esforço ao se locomover. Como consequência, há menor consumo de ração e pior conversão alimentar.</p>
<p>Estudos indicam que <strong>lotes expostos à lama constante podem perder até 7% de peso com lama rasa e até 35% com lama profunda</strong>, mesmo recebendo a mesma dieta​.</p>
<ul>
<li>Menor ganho médio diário;</li>
<li>Menor consumo de ração e pior eficiência alimentar​;</li>
<li>Maior gasto energético na locomoção.</li>
</ul>
<h3>Impactos sanitários e ambientais</h3>
<p>O ambiente úmido e sujo favorece o surgimento de <strong>pododermatites</strong>, <strong>afecções de casco e outras doenças bacterianas</strong>, além de diarreias e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pneumonia-em-bovinos-confinados-veja-os-principais-pontos-sobre-a-doenca/">problemas respiratórios</a></strong>. Há ainda maior proliferação de moscas e parasitas, com impacto direto no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bem-estar-animal-bovinos-de-corte/">bem-estar</a></strong> e na imunidade dos animais.</p>
<p>Do ponto de vista ambiental, a lama no confinamento aumenta o risco de contaminação de lençóis freáticos e cursos d’água, além de intensificar emissões de metano e óxido nitroso a partir dos dejetos acumulados​.</p>
<h3>Impactos econômicos</h3>
<p>O impacto financeiro é expressivo, pois se somam aumento de gastos com medicamentos e assistência veterinária, queda na eficiência alimentar e retrabalho na manutenção dos currais. Em confinamentos de médio e grande porte, <strong>perdas entre R$ 300 e R$ 500 por animal</strong> são relatadas em situações críticas de lama profunda​.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como manejar e reduzir a lama no confinamento?</h2>
<p>Controlar o problema exige um conjunto de boas práticas estruturais, de manejo de dejetos, de manejo do gado e de adoção de tecnologias​.</p>
<h3>Estruturação física e drenagem</h3>
<p>O ponto de partida está no planejamento do terreno. Currais com <strong>declividade entre 2% e 5%</strong> favorecem o escoamento da água, evitando a formação de poças. A instalação de valas, canaletas e drenos laterais é essencial para direcionar o fluxo para áreas de contenção, reduzindo a lama no confinamento em períodos de chuva.​</p>
<ul>
<li>Relevo com leve inclinação para escoar a água;</li>
<li>Canaletas e drenos bem dimensionados;</li>
<li>Uso de cascalho ou brita nas áreas de maior pisoteio.​</li>
</ul>
<h3>Manejo de dejetos e resíduos</h3>
<p>A <strong>remoção periódica dos dejetos</strong> evita a formação de camadas espessas de lama misturada a fezes e urina. O esterco pode ser levado para pátios de compostagem, resultando em adubo orgânico para uso em pastagens ou lavouras da fazenda, transformando um passivo em ativo​.</p>
<h3>Estratégias de manejo do gado</h3>
<p>Ajustes no manejo dos animais também ajudam a reduzir a lama no confinamento.</p>
<p>Reduzir a densidade de cabeças por metro quadrado, realocar lotes para currais mais firmes, proteger áreas de cocho e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/">bebedouro</a></strong> com piso cimentado ou drenante e criar áreas de descanso elevadas são medidas que melhoram o conforto e diminuem o desgaste físico.</p>
<h2>Soluções tecnológicas e boas práticas</h2>
<p>Tecnologias como pisos drenantes modulares, coberturas parciais sobre cochos e estações meteorológicas conectadas permitem antecipar ações e diminuir a formação de lama.</p>
<p>Experiências relatadas em confinamentos no Brasil Central mostram que o <strong>manejo integrado da lama e da poeira pode reduzir até 35% das perdas associadas à má condição de piso</strong>​.</p>
<h2>Custos e retorno do investimento no controle da lama</h2>
<p>Apesar de exigir investimento inicial, as melhorias estruturais trazem retorno rápido por meio de melhor desempenho e menor custo sanitário​.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41341" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-custo-retorno-confinamento.png" alt="Tabela com custos estimados e retorno esperado do investimento em melhorias no confinamento" width="696" height="344" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-custo-retorno-confinamento.png 696w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-custo-retorno-confinamento-300x148.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-custo-retorno-confinamento-370x183.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-custo-retorno-confinamento-270x133.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/02/tabela-custo-retorno-confinamento-150x74.png 150w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /></p>
<p>Essas estratégias, quando aplicadas em conjunto, oferecem <strong>retorno sobre o investimento entre 6 e 18 meses</strong>, dependendo do tamanho da fazenda, da intensidade de uso do confinamento e do regime de chuvas da região.​</p>
<h2>Medidas emergenciais em períodos de chuva intensa</h2>
<p>Quando o confinamento já está encharcado, algumas ações emergenciais podem reduzir rapidamente os prejuízos causados pela lama no confinamento.</p>
<ul>
<li>Aplicar cascalho ou resíduos como pneus cortados nas áreas mais pisoteadas;</li>
<li>Reduzir temporariamente a lotação de alguns currais;</li>
<li>Priorizar áreas mais secas para os animais mais pesados;</li>
<li>Intensificar a limpeza.</li>
</ul>
<h2>Boas práticas de longo prazo</h2>
<p>A <strong>prevenção é o caminho mais eficiente</strong> para evitar lama no confinamento ano após ano. Planejar instalações com foco em drenagem, dimensionar corretamente área por animal, treinar a equipe em rotinas de inspeção e integrar o sistema a programas de gestão ambiental são ações que tornam o confinamento mais resiliente e rentável.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A lama no confinamento é um problema sério, mas <strong>perfeitamente controlável com planejamento estruturado</strong>, manejo adequado e uso inteligente de tecnologia. Seus efeitos atingem diretamente o desempenho, a sanidade, o ambiente e a rentabilidade da pecuária de corte, mas, quando tratada como prioridade de gestão, torna-se uma grande oportunidade de ganho em eficiência.</p>
<p>Investir em prevenção e correção é investir em bem-estar animal, produtividade e retorno econômico em toda a cadeia da fazenda.</p>
<h2>Produza mais arrobas com menos custo e em menos tempo</h2>
<p>Aumentar a produtividade na pecuária de corte não significa investir mais, mas sim investir melhor. Com boas práticas de manejo de pastagens e nutrição planejada, é possível acelerar o ganho de peso, reduzir o tempo de abate e melhorar a eficiência da fazenda.</p>
<p>O <a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão da Nutrição e Pastagens</strong></a> foi feito para pecuaristas que querem aplicar técnicas modernas e ver resultados concretos no rebanho e no bolso.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/gestao-da-nutricao-e-pastagens?utm_campaign=mkt-materiais-gnp&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-18730 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg" alt="Banner Curso Gestão da Nutrição e Pastagens na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gnp-150x49.jpg 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autoria: Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Vacinação para gado de corte: como montar um calendário vacinal eficiente</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-para-gado-de-corte/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/vacinacao-para-gado-de-corte/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 11:30:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A vacinação para gado de corte é uma das estratégias mais relevantes para garantir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade na pecuária brasileira. Em um cenário onde a competitividade exige excelência em todos os elos da cadeia produtiva, a saúde do rebanho torna-se um fator determinante para o sucesso técnico e econômico da atividade. A gestão sanitária [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A vacinação para gado de corte é uma das estratégias mais relevantes para <strong>garantir produtividade, sustentabilidade e rentabilidade na pecuária brasileira</strong>. Em um cenário onde a competitividade exige excelência em todos os elos da cadeia produtiva, a saúde do rebanho torna-se um fator determinante para o sucesso técnico e econômico da atividade.</p>
<p>A gestão sanitária bem conduzida, ancorada em um calendário vacinal para gado de corte estruturado, é capaz de reduzir significativamente <strong>perdas por doenças infecciosas, melhorar índices zootécnicos e aumentar a eficiência dos sistemas de produção</strong>, seja em cria, recria ou terminação.</p>
<p>Além disso, a vacinação desempenha um papel essencial no cumprimento de exigências legais e comerciais, especialmente no contexto de rastreabilidade e acesso a mercados internos e internacionais. O Brasil, sendo um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, demanda um rebanho não apenas produtivo, mas também sanitariamente confiável.</p>
<p>Por isso, mais do que cumprir um protocolo obrigatório, <strong>vacinar corretamente é tomar decisões técnicas baseadas em conhecimento aplicado.</strong> Este artigo tem como objetivo aprofundar esse tema, abordando desde os fundamentos imunológicos até a montagem de um calendário vacinal eficiente, passando por legislações, desafios práticos e pontos críticos de atenção.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Entendendo o sistema imunológico bovino</h2>
<p>Compreender como funciona o sistema imunológico dos bovinos é essencial para a construção de programas vacinais eficazes.</p>
<p>Essa compreensão permite decisões mais técnicas sobre quais vacinas aplicar, em que momento e com qual estratégia, respeitando as particularidades fisiológicas dos animais e o contexto sanitário da propriedade.</p>
<h3>Como funciona a resposta imune dos bovinos</h3>
<p>O sistema imunológico dos bovinos é composto por uma <strong>complexa rede de células, órgãos e moléculas</strong> que atuam de forma coordenada para identificar e combater agentes patogênicos como vírus, bactérias e protozoários. Essa resposta pode ser:</p>
<ul>
<li><strong>Inata (ou natural)</strong>: é a primeira linha de defesa, presente desde o nascimento e que atua de forma rápida, mas inespecífica.</li>
<li><strong>Adaptativa (ou adquirida)</strong>: desenvolve-se ao longo do tempo e gera memória imunológica. É justamente essa memória que a vacinação busca estimular, permitindo que o organismo reconheça e neutralize um agente agressor antes que ele cause dano clínico.</li>
</ul>
<h3>Imunidade ativa vs. passiva: o que o gestor precisa saber</h3>
<ul>
<li><strong>Imunidade passiva</strong>: é a proteção temporária que o bezerro recebe através da ingestão do colostro materno, nas primeiras horas de vida. É fundamental que essa ingestão ocorra em tempo hábil, pois o intestino do bezerro perde gradualmente a capacidade de absorver imunoglobulinas após 6 a 12 horas do parto.</li>
<li><strong>Imunidade ativa</strong>: é desenvolvida pelo próprio organismo do animal, seja após exposição natural a patógenos ou por meio da vacinação. O protocolo vacinal visa justamente estimular essa resposta, de forma segura e controlada.</li>
</ul>
<p><strong>Um erro comum na pecuária de corte é iniciar a vacinação sem garantir que o bezerro tenha recebido colostro de forma adequada</strong>, comprometendo a eficácia das vacinas nas primeiras fases de vida.</p>
<h3>Idade, desafio sanitário e manejo: fatores que influenciam a eficácia vacinal</h3>
<p>A eficácia de uma vacina depende de uma série de fatores, entre os quais se destacam:</p>
<ol>
<li><strong>Idade do animal</strong>: há momentos ideais para a vacinação. Por exemplo, a presença de anticorpos maternos (imunidade passiva) pode interferir negativamente na resposta às vacinas, especialmente nas primeiras semanas de vida.</li>
<li><strong>Condições sanitárias do ambiente</strong>: ambientes com alto desafio sanitário exigem maior atenção aos reforços vacinais e ao intervalo entre doses.</li>
<li><strong>Manejo e bem-estar</strong>: estresse, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/transporte-de-gado/">transporte</a></strong>, jejum prolongado ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/">verminoses</a></strong> ativas podem suprimir a resposta imune, reduzindo a eficácia da vacinação.</li>
</ol>
<p>Por isso, protocolos vacinais bem-sucedidos não dependem apenas da vacina em si, mas da qualidade do manejo, nutrição e condição sanitária geral do rebanho.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Principais desafios enfrentados na vacinação do gado de corte</h2>
<p>Embora a vacinação seja uma prática consolidada e amplamente recomendada na pecuária de corte, ainda existem <strong>obstáculos significativos</strong> que comprometem sua eficácia.</p>
<p>Estes desafios vão desde questões técnicas até barreiras comportamentais e logísticas, impactando diretamente a sanidade do rebanho e, consequentemente, os resultados econômicos da atividade.</p>
<h3>Falhas vacinais: causas comuns e consequências</h3>
<p>As falhas vacinais ocorrem quando, mesmo após a aplicação correta de uma vacina, o animal não desenvolve a resposta imune esperada. Isso pode resultar em surtos de doenças, mesmo em rebanhos aparentemente imunizados. As principais causas incluem:</p>
<ul>
<li>Aplicação de <strong>vacinas fora do prazo de validade</strong>;</li>
<li>Uso de <strong>vacinas inadequadas para a região</strong> ou para a fase de vida do animal;</li>
<li><strong>Falhas na aplicação</strong> (volume errado, local inadequado, técnica incorreta);</li>
<li>Animais imunossuprimidos ou com status nutricional comprometido;</li>
<li><strong>Interferência por anticorpos maternos</strong>, principalmente em bezerras jovens.</li>
</ul>
<p>As consequências vão além da saúde animal, comprometem a produtividade, aumentam os custos com tratamentos e podem resultar em perdas significativas de receita por morte ou descarte precoce.</p>
<h3>Manejo incorreto de vacinas e conservação inadequada</h3>
<p>A <strong>cadeia de frio</strong> é um dos pilares da eficácia vacinal. Muitos insucessos estão relacionados à quebra da temperatura ideal de conservação <strong>(geralmente entre 2°C e 8°C)</strong>, desde o transporte até o armazenamento e aplicação em campo.</p>
<p>Erros comuns incluem:</p>
<ul>
<li>Armazenar vacinas em freezers (que congelam o conteúdo e inutilizam a vacina);</li>
<li>Utilização de caixas térmicas sem gelo suficiente no campo;</li>
<li>Reutilização de frascos abertos por mais de 24 horas;</li>
<li>Exposição prolongada ao sol durante o manejo.</li>
</ul>
<p>Vacinas mal conservadas perdem totalmente sua capacidade imunogênica, tornando o protocolo ineficaz, mesmo que aparentemente esteja sendo seguido.</p>
<h3>Resistência de produtores a investir em programas vacinais completos</h3>
<p>Apesar de todos os benefícios comprovados, <strong>ainda há uma resistência por parte de alguns produtores em adotar protocolos vacinais completos</strong>, principalmente quando envolvem reforços ou imunizações não obrigatórias por lei.</p>
<p>Essa resistência é geralmente motivada por:</p>
<ul>
<li>Custo percebido elevado em relação ao benefício imediato;</li>
<li>Falta de conhecimento técnico sobre as doenças que podem ser prevenidas;</li>
<li>Falta de acompanhamento por um profissional habilitado, que possa orientar e justificar tecnicamente as decisões sanitárias.</li>
</ul>
<p>A ausência de um programa vacinal estratégico abre espaço para surtos evitáveis, perdas produtivas silenciosas (como redução de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ganho-medio-diario-gmd/">GMD &#8211; ganho médio diário</a></strong>) e até barreiras para comercialização em alguns mercados mais exigentes.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>O que diz a legislação sobre vacinação obrigatória?</h2>
<p>Além de ser uma prática essencial para a sanidade animal e para a sustentabilidade dos sistemas produtivos, <strong>a vacinação do gado de corte também é regida por legislações federais e estaduais</strong>, que estabelecem protocolos obrigatórios com o objetivo de proteger a saúde pública e garantir a competitividade da pecuária nacional.</p>
<h3>Normativas do MAPA e defesa sanitária estadual</h3>
<p>O <strong>Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)</strong> é o órgão responsável por definir as diretrizes sanitárias em âmbito nacional. No entanto, cada estado possui programas próprios de defesa sanitária animal, que seguem essas diretrizes mas podem adaptar datas e exigências conforme o contexto epidemiológico local.</p>
<p>É fundamental que os profissionais e responsáveis técnicos estejam atentos aos calendários oficiais divulgados pelas Agências Estaduais de Defesa Sanitária, pois o descumprimento das datas e normas pode implicar em multas, interdições de propriedades e restrições comerciais.</p>
<p>Entre os programas de maior relevância, destacam-se o <strong>Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA)</strong> e o <strong>Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT)</strong>.</p>
<h3>Vacinas obrigatórias: febre aftosa, brucelose e outras</h3>
<p>As vacinas de aplicação obrigatória variam conforme o status sanitário da região. As principais são:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/febre-aftosa/">Febre aftosa</a></strong>: apesar da retirada progressiva da vacinação em estados com status de livre sem vacinação, <strong>ainda é obrigatória em diversas regiões</strong>. O calendário prevê campanhas em maio e novembro, com foco em bovinos e bubalinos até 24 meses (ou todo o rebanho, dependendo da região).</li>
<li><strong>Brucelose</strong>: vacinação <strong>obrigatória para fêmeas bovinas</strong> e bubalinas de 3 a 8 meses, com vacina B19 (ou RB51, em casos especiais). Deve ser realizada exclusivamente por médico veterinário habilitado e registrada oficialmente.</li>
</ul>
<p>Outras vacinas podem ser obrigatórias em situações específicas, como:</p>
<ul>
<li><strong>Raiva dos herbívoros</strong>, em zonas endêmicas;</li>
<li><strong>Clostridioses</strong>, quando há histórico da doença na região;</li>
<li><strong>Vacinas contra doenças exóticas</strong>, sob orientação de barreiras sanitárias.</li>
</ul>
<h3>Riscos legais e sanções por não vacinar corretamente</h3>
<p>O descumprimento das exigências legais relacionadas à vacinação <strong>pode gerar implicações sérias para o produtor ou responsável técnico</strong>, tais como:</p>
<ul>
<li>Notificação e aplicação de multas administrativas;</li>
<li>Impedimento de movimentação animal, inclusive para venda ou transporte entre propriedades;</li>
<li>Perda do status sanitário da fazenda, com reflexos na certificação de rebanho e acesso a mercados;</li>
<li>Em casos mais graves, interdição da propriedade ou suspensão de atividades comerciais.</li>
</ul>
<p>Além disso, vacinas obrigatórias mal aplicadas, ou a ausência de comprovação documental, podem inviabilizar a participação em programas de rastreabilidade e exportação.</p>
<h2>Calendário vacinal para gado de corte: como montar um cronograma eficiente</h2>
<p>A construção de um calendário vacinal eficiente para o gado de corte não deve ser feita de forma padronizada ou com base apenas em datas fixas de campanha.</p>
<p>Ela precisa considerar o <strong>ciclo produtivo da fazenda, a idade dos animais, o perfil epidemiológico da região e as exigências legais e comerciais</strong>. Um protocolo bem estruturado aumenta a eficiência dos manejos, reduz perdas por doenças e contribui diretamente para a produtividade.</p>
<h3>Etapas críticas do ciclo produtivo e suas necessidades sanitárias</h3>
<p>Cada fase da produção apresenta vulnerabilidades distintas e requer abordagens vacinais específicas. Veja a seguir:</p>
<h4>Nascimento a 2 meses</h4>
<p>Foco na ingestão adequada de colostro para transferência de imunidade passiva. Em regiões endêmicas, pode-se iniciar a vacina contra raiva ou clostridioses (com reforço posterior).</p>
<h4>3 a 8 meses (pré-desmama)</h4>
<p><strong>Vacinação obrigatória contra brucelose (fêmeas)</strong>. Início de protocolo contra clostridioses, leptospirose e doenças respiratórias (como IBR e BVD). Em áreas de risco, considerar vacina contra aftosa, se ainda for exigida na região.</p>
<h4>Desmama (6 a 8 meses)</h4>
<p>Reforço das vacinas aplicadas no pré-desmame. Introdução de vacinas contra doenças entéricas (como rotavírus e coronavírus, se for o caso). Monitorar vermifugação e suporte nutricional, que interferem na resposta imune.</p>
<h4>Recria e terminação (9 meses em diante)</h4>
<p>Reaplicação (ou reforço) contra leptospirose, clostridioses e complexo respiratório bovino. Vacinas comerciais podem ser ajustadas conforme histórico da propriedade e análise técnica. Avaliar protocolos específicos para gado confinado, caso haja essa etapa. No caso do gado confinado, as vacinas respiratórias são praticamente indispensáveis, é preciso estar atento a mais essa vacinação).</p>
<h3>Vacinas indicadas para cada fase</h3>
<p>Segue um exemplo de como pode ser montado um calendário vacinal prático, lembrando que ele deve ser ajustado por um médico veterinário responsável:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-37321" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tabela-vacinas-gado.png" alt="Tabela com vacinas indicadas para cada fase do gado" width="715" height="314" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tabela-vacinas-gado.png 715w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tabela-vacinas-gado-300x132.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tabela-vacinas-gado-370x162.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tabela-vacinas-gado-270x119.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/04/tabela-vacinas-gado-150x66.png 150w" sizes="auto, (max-width: 715px) 100vw, 715px" /></p>
<h3>Doses, reforços e períodos ideais: como planejar corretamente</h3>
<p>Para cada vacina aplicada, é essencial observar:</p>
<ul>
<li><strong>Dose correta por via</strong> (subcutânea ou intramuscular), conforme indicado pelo fabricante;</li>
<li><strong>Intervalo para o reforço</strong> (geralmente 21 a 30 dias após a primeira dose);</li>
<li><strong>Reaplicação anual ou semestral</strong>, de acordo com o desafio sanitário e o tipo de vacina;</li>
<li><strong>Período de carência</strong>, importante especialmente em animais próximos do abate.</li>
</ul>
<p>Além disso, registrar cada vacinação com data, lote da vacina e responsável técnico é uma exigência legal e uma boa prática de gestão sanitária.</p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>A vacinação para gado de corte deve ser encarada como um <strong>investimento estratégico e não apenas uma obrigação legal</strong>. Quando bem planejado e executado, um protocolo vacinal reduz drasticamente os riscos sanitários, melhora os índices produtivos e protege economicamente a propriedade contra perdas evitáveis.</p>
<p>Vacinar corretamente não se limita à aplicação de uma dose: envolve logística, capacitação, controle de qualidade e, acima de tudo, decisão técnica baseada em evidências e boas práticas. O acompanhamento por um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/veterinarios-e-zootecnistas-na-pecuaria-de-corte/">médico veterinário</a></strong> habilitado é essencial para garantir a eficácia e a rastreabilidade do processo.</p>
<h2>A sanidade do rebanho começa com quem entende de produção!</h2>
<p>Vacinar corretamente é apenas uma das muitas decisões estratégicas que impactam a produtividade e a lucratividade na pecuária de corte. Se você quer ir além do básico e dominar todos os pilares da produção, está na hora de investir na sua formação.</p>
<p>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Produção de Gado de Corte</a></strong> do Rehagro foi feita para profissionais que buscam conhecimento técnico aplicado à realidade do campo, com foco em resultados reais.</p>
<p>Eleve o nível do seu trabalho no campo e conquiste mais produtividade!</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-producao-de-gado-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-pc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-19698 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg" alt="Banner Pós-graduação em Produção de Gado de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/08/banner-pc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Febre aftosa: importância da vacinação e principais impactos econômicos</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/febre-aftosa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 21:00:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[perdas econômicas]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[vacina]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pecuária de corte representa um dos principais pilares do agronegócio brasileiro. Com grande representatividade na economia, o setor vem se desenvolvendo nos últimos anos tornando o setor mais intensivo e tecnológico. Um grande fator de impulsionamento do setor está na exportação de carne bovina para todo o mundo. Já faz alguns anos que o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A pecuária de corte representa um dos principais pilares do agronegócio brasileiro. Com grande representatividade na economia, o setor vem se desenvolvendo nos últimos anos tornando o setor <strong>mais intensivo e tecnológico</strong>.</p>
<p>Um grande fator de impulsionamento do setor está na exportação de carne bovina para todo o mundo.</p>
<p>Já faz alguns anos que <strong>o Brasil é o maior exportador de carne bovina do planeta</strong>, sendo assim, garantir qualidade e segurança na produção é fundamental para que continuemos aumentando a importância para economia e também com o nobre papel de alimentar pessoas ao redor do mundo.</p>
<p>Alguns fatores, entretanto, são impeditivos para as exportações. Casos de doenças descobertas e descritas podem levar a um grande entrave nas relações comerciais com outros países, gerando grande prejuízo econômico e produtivo para o Brasil.</p>
<p><strong>A Febre Aftosa é uma doença bastante falada na pecuária</strong>, porém, existem alguns pontos de atenção para os produtores que devem ser entendidos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/embed/v2.js"></script><br />
<script>
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</script></p>
</div>
<h2>O que é febre aftosa?</h2>
<p>A febre aftosa é enfermidade causada por um vírus altamente contagioso que acomete os animais de cascos fendidos (biungulados, casco dividido em duas unhas), tais como: bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos.</p>
<p>Apesar de apresentar baixa mortalidade entre animais adultos, é uma doença que leva a <strong>grandes impactos socioeconômicos</strong> na pecuária, principalmente na de corte, pois ao se identificar um foco, fica proibido o comércio de carne tanto local quanto para exportação.</p>
<p>Por se tratar de uma <strong>doença de notificação obrigatória</strong>, ao identificar um animal com os sinais clínicos, é preciso notificar o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) rapidamente, no intuito de ação imediata por parte do órgão competente, visando a disseminação da doença.</p>
<p>A notificação se tornou obrigatória e o criador que não notificar, está passível de pagamento de multas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Sinais clínicos da febre aftosa</h3>
<p>Como foi falado, para notificar ao MAPA, você deve estar atento aos sinais clínicos do seu rebanho. A doença possui manifestações clínicas que podem ser confundidas com outras enfermidades, como, por exemplo, a diarreia viral bovina.</p>
<p>Sendo assim, o fechamento do diagnóstico só poderá ser realizado por um especialista, que neste caso é o médico veterinário inspetor do Serviço Veterinário Oficial da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Agronegócio (SEAPI).</p>
<p>O próprio nome da doença já sugere um dos seus principais sinais clínicos, pois os animais contaminados apresentam <strong>febre e vesículas (bolhas)</strong>, características de aftas nos lábios, línguas e cascos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15372" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-1.jpg" alt="Febre aftosa e seus sinais clínicos" width="554" height="314" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-1.jpg 554w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-1-300x170.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-1-370x210.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-1-270x153.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-1-150x85.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 554px) 100vw, 554px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Descrição da febre aftosa e seus sinais clínicos</span></p>
<p>Além dos principais e mais sugestivos sinais clínicos da doença, você pode observar outros, como:</p>
<ul>
<li>Agitação;</li>
<li>Lábios inferiores e posteriores trêmulos em conjunto com movimentos incomuns da mandíbula;</li>
<li>Salivação exacerbada;</li>
<li>Dificuldade de ingerir os alimentos, tanto concentrado, quanto apreensão de forragem;</li>
<li>Claudicação (manqueira).</li>
</ul>
<p>Todos esses sinais são <strong>atribuídos à temperatura corporal do animal</strong>, que se encontra acima do normal levando à calafrios e pela dor e extremo desconforto gerados pela formação e/ou rompimento das vesículas (aftas).</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-15373" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-2.jpg" alt="Sintomas da febre aftosa" width="479" height="177" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-2.jpg 479w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-2-300x111.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-2-370x137.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-2-270x100.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/febre-aftosa-2-150x55.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 479px) 100vw, 479px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Vesículas rompidas na língua de bovino, provenientes de febre aftosa. Foto: Coletânea de imagens do MAPA. </span></p>
<p>O único método para descobrir se as lesões são provocadas ou não pelo vírus da febre aftosa é por meio de <strong>diagnóstico laboratorial</strong>, ou seja, deve ser realizado exames e enviá-los aos laboratórios oficiais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (LANAGRO).</p>
<h2>Impactos econômicos causados pela febre aftosa</h2>
<p>As perdas causadas pela febre aftosa são grandes, principalmente devido à dor que o gado sente ao se alimentar, beber e locomover. Tudo isso leva a um intenso emagrecimento e, consequentemente impacto sobre o bem-estar animal e grandes perdas produtivas.</p>
<p>O prejuízo econômico causado pela doença se dá devido aos trâmites comerciais, pois, além de afetar o comércio interno, também afeta o comércio externo, <strong>impedindo assim, a comercialização de animais</strong>, produtos e subprodutos originados de animais suscetíveis.</p>
<p>Pode parecer um “exagero” e até mesmo confuso, países vedarem a comercialização de animais assim, mas é entendível, uma vez que, existem alguns países livres da ocorrência de febre aftosa, ou seja, décadas em que não foi diagnosticado nenhum foco da doença.</p>
<p>Desta forma, devido ao <strong>alto poder de transmissão</strong>, a doença pode atravessar de forma muito rápida as fronteiras internacionais, principalmente carne com osso.</p>
<p>Devido ao impacto gerado no mercado cárneo após a doença, tais países implantaram algumas normas sanitárias para impedir o estabelecimento da enfermidade.</p>
<p>A implementação das regras, porém, trouxe alguns efeitos negativos sobre a pecuária, o que levou a graves consequências socioeconômicas, uma vez que o faturamento é menor do que poderia ser se contemplasse todos os países e regiões.</p>
<h2>Transmissão da febre aftosa pelos bovinos</h2>
<p>A forma de transmissão se dá principalmente por meio do contato de animais infectados com os saudáveis, solo, fômites, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/" target="_blank" rel="noopener">bebedouros ou lagos contaminados</a></strong>, aerógena, ou meios da própria fazenda como currais, troncos e bretes.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A entrada de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-carcaca-bovina/">carcaças</a></strong> contaminadas em outros países ou estados, é um alto veículo de transmissão, diante disso, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) determinou algumas regras que podem ser encontradas no Código Sanitário para Animais Terrestres. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, principalmente para exportação, essa barreira sanitária trouxe alguns efeitos negativos para o mercado exportador, pois elas fecham as fronteiras de forma total ou parcial se for identificado algum foco de febre aftosa. Tudo isso, traz impacto econômico à pecuária de corte, podendo reduzir preços dos cortes. </span></p>
<h2>Vacinação contra febre aftosa em bovinos</h2>
<p>A forma de prevenção contempla a <strong>adoção de vacinação obrigatória</strong> somente em bovinos e bubalinos nas zonas livres de febre aftosa com vacinação. Cada estado contempla um período específico para vacinação, normalmente nos meses de maio e novembro.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma grande discussão vem se tornando frequente em torno da não obrigatoriedade da vacinação em alguns estados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns, a seguridade obtida ao longo dos anos de vacinação obrigatória, seria suficiente para tornar determinado estado livre de febre aftosa sem vacinação, como o estado de Santa Catarina que apresenta esse status desde 2007. Para outros, o risco de se adotar tal medida é alto e de grande potencial para causar prejuízos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano de 2021, seis estados (Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso) e o Distrito Federal, alcançaram reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal, e ao final do ano de 2022, após a vacinação de novembro, <strong>também terão a obrigatoriedade da vacinação suspensa</strong>. </span></p>
<p>Segundo a Radioagência Nacional, com essas medidas<strong> 113 milhões de bovinos</strong> e bubalinos deixarão de ser vacinados anualmente no Brasil.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para você saber quando deve vacinar os seus animais em 2023, acesse o link do <strong><a href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/cerca-de-73-milhoes-de-bovinos-e-bubalinos-deverao-ser-vacinados-contra-aftosa-ate-o-fim-do-mes" target="_blank" rel="noopener">calendário de vacinação</a></strong>.</span></p>
<p><strong>Mas atenção!</strong></p>
<p>Febre Aftosa <strong>não representa risco à saúde pública</strong>, sendo raros os casos em humanos.</p>
<p>O que fazer se observar animais com sinais clínicos sugestivos da doença?</p>
<p>Quando observar qualquer animal com alguma das alterações características, mesmo que você não seja o produtor, comunique imediatamente à unidade local da Defesa Agropecuária.</p>
<h2 data-start="155" data-end="232">Proteção sanitária começa na vacina, mas se consolida na gestão da fazenda</h2>
<p data-start="244" data-end="529">A febre aftosa é uma das maiores ameaças à sanidade do rebanho e à credibilidade da pecuária brasileira no mercado internacional. A vacinação é essencial, mas os impactos econômicos vão muito além da aplicação da dose, exigem planejamento, controle e visão estratégica da propriedade.</p>
<p data-start="531" data-end="827">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso de Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende como integrar sanidade, nutrição e gestão financeira para proteger seu rebanho e aumentar a rentabilidade da fazenda. Tudo com aulas 100% online, aplicáveis à realidade do campo e conduzidas por quem vive a pecuária na prática.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-16154" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-300x96.jpg" alt="Mariana Silva" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/09/mariana-silva.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>E-book Bebedouros e qualidade da água para bovinos de corte</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/ebook-bebedouros-e-qualidade-da-agua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Sep 2022 13:33:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
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		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
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		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você pode aumentar o ganho médio diário dos animais em mais 220g/dia sem alterar a dieta, fornecendo apenas água de qualidade. Aprenda com esse e-book como chegar lá! O que você irá aprender com esse e-book? Consumo de água dos bovinos e como afeta o consumo da dieta; Tipos de bebedouros e qual o melhor [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você pode aumentar o ganho médio diário dos animais em mais 220g/dia sem alterar a dieta, fornecendo apenas <strong>água de qualidade</strong>.</p>
<p>Aprenda com esse e-book como chegar lá!</p>
<h2>O que você irá aprender com esse e-book?</h2>
<ul>
<li>Consumo de <strong>água dos bovinos</strong> e como afeta o consumo da dieta;</li>
<li>Tipos de bebedouros e qual o melhor para a sua realidade;</li>
<li>Cuidados práticos importantes com as fontes de água naturais;</li>
<li>Cálculo de vazão x tamanho;</li>
<li>Dicas práticas para avaliar a frequência de lavagem dos bebedouros.</li>
</ul>
<h2>A importância da água para os bovinos</h2>
<p>A água é o <strong>nutriente mais importante para os bovinos</strong> e participa de todos os processos fisiológicos do animal. Ela pode ser responsável pelo ganho de peso nas condições que ela traz.</p>
<p>Para exemplificar: Um animal na terminação durante 120 dias, com o correto consumo de água, pode ganhar 220g por dia, somando 26,4kg a mais em seu peso final.</p>
<p>Ficou interessado? Então <strong>esse e-book é para você</strong>. Obtenha-o agora e acesse as informações sempre que precisar!</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-de-agua-para-bovinos?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-bebedouros&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39630 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua.png" alt="E-book Bebedouros e qualidade de água para bovinos" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>E-book Pontos sanitários no confinamento e engorda a pasto</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/pontos-sanitarios-no-confinamento-e-engorda-a-pasto/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Sep 2022 18:51:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[confinamento]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde ruminal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da sanidade, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho. Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema. O que você irá aprender com este e-book? Cuidados com a recepção dos animais na propriedade; Melhores [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aproximadamente 13,2% do rebanho de sistemas intensivos que descuidam da <strong>sanidade</strong>, apresentam doenças. Em um rebanho de 500 animais, teríamos 66 animais doentes e com baixo desempenho.</p>
<p>Aprenda agora os principais pontos de atenção para evitar esse problema.</p>
<h2>O que você irá aprender com este e-book?</h2>
<ul>
<li>Cuidados com a recepção dos animais na propriedade;</li>
<li>Melhores épocas para o controle de carrapato, mosca de chifre e <strong>verminoses</strong>;</li>
<li>Precauções contra doenças como: <strong>botulismo</strong>, clostridioses, raiva e pneumonia;</li>
<li>Importância da <strong>qualidade da água</strong> e conservação dos alimentos;</li>
<li>Acidose ruminal.</li>
</ul>
<h2>Invista na saúde dos animais!</h2>
<p>Um <strong>baixo investimento</strong> na saúde dos animais significa <strong>grandes riscos</strong> para a sua produção, afetando diretamente os lucros da atividade.</p>
<p>Para te ajudar, unificamos as informações mais importantes no nosso e-book abordando exclusivamente esses sistemas de produção, o <strong>confinamento e a engorda a pasto.</strong></p>
<p>Este e-book será o seu <strong>guia prático</strong> para ter em mãos sempre que precisar acessar as informações. Clique abaixo e acesse ao <strong>E-book Pontos Sanitários no Confinamento e Engorda a Pasto</strong>!</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-confinamento-engorda-a-pasto?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-pontos-sanitarios&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39639 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios.png" alt="E-book Pontos sanitários no confinamento" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-pontos-sanitarios-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>E-book Sanidade de bovinos de corte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 21:18:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[bactéria]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[coccidiose]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento de bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[tristeza parasitária bovina]]></category>
		<category><![CDATA[vermífugos]]></category>
		<category><![CDATA[verminoses]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sanidade dos bovinos é importante para manter a saúde, a segurança alimentar e produtividade em sua fazenda. Saiba as principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda. O que você irá aprender com este e-book: Manejo do bezerro e a importância da colostragem; Coccidiose ou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sanidade dos bovinos é importante para manter a saúde, a segurança alimentar e produtividade em sua fazenda. Saiba as <strong>principais enfermidades, tratamentos e pontos de atenção</strong> que facilitarão os cuidados com a cria, recria e engorda.</p>
<h2>O que você irá aprender com este e-book:</h2>
<ul>
<li>Manejo do bezerro e a importância da colostragem;</li>
<li><strong>Coccidiose</strong> ou “diarreia preta”: prevenção e tratamento;</li>
<li>Clostridioses: <strong>botulismo</strong>, tétano e mionecrose e prejuízos econômicos;</li>
<li>Vacinação dos animais;</li>
<li>Desafios sanitários do confinamento;</li>
<li>Custos com prevenção e tratamento.</li>
</ul>
<h2>Não ignore a sanidade do rebanho</h2>
<p>Os atuais sistemas de produção demandam um investimento maior do produtor, por isso, a sanidade é tão importante que <strong>não existe produção eficiente com margens de lucro satisfatórias se os animais estiverem com a saúde comprometida.</strong></p>
<p>Afinal, o custo para tratar uma doença pode ser até 5 vezes mais do que o valor necessário para preveni-las.</p>
<p>Este e-book será o seu guia prático para ter em mãos sempre que precisar de mais informações. Clique abaixo e acesso ao <strong>E-book Sanidade do Gado de Corte!</strong></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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		<title>Vermifugação em bovinos leiteiros: quando realizar?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/quando-vermifugar-os-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2020 14:06:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[eimeria]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[fazendas]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[recria]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[vermífugos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É bastante comum nos depararmos com perguntas como: Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos? Quando devo vermifugar os animais? Com qual frequência devo vermifugar? Qual o melhor vermífugo? Assim como em qualquer outra doença, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É bastante comum nos depararmos com perguntas como:</p>
<ul>
<li>Qual a melhor época do ano para vermifugar os bovinos?</li>
<li>Quando devo vermifugar os animais?</li>
<li>Com qual frequência devo vermifugar?</li>
<li>Qual o melhor vermífugo?</li>
</ul>
<p><strong>Assim como em qualquer outra <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener">doença</a>, nas verminoses também se torna necessário a realização de exames clínicos e exames complementares para que as decisões sejam tomadas de forma coerente.</strong></p>
<p>Os exames coprológicos de OPG e OOPG consistem em ferramentas importantes para análise da quantidade de ovos e oocistos de vermes por grama de fezes, respectivamente.</p>
<p>Neste texto, iremos discutir um pouco mais sobre a realização desses exames e a importância deles para o calendário de vermifugação dos bovinos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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  });
</script></p>
</div>
<h2>Verminoses em bovinos</h2>
<p>As verminoses gastrointestinais estão presentes em praticamente todas as propriedades de bovinos do mundo.</p>
<p><strong>Os efeitos das verminoses causam grandes perdas econômicas para os sistemas de produção</strong>, visto que os parasitas reduzem a conversão alimentar, o ganho de peso, o crescimento e reduzem a produtividade em geral dos animais. Além disso, casos graves de verminose com elevadas taxas de parasitismo podem ser responsáveis por mortes de animais jovens.</p>
<p>Alguns parasitas como os coccídeos, em especial a <i>Eimeria</i>, são um dos principais causadores de diarreia em bezerras leiteiras, podendo permanecer ocultos por longos períodos e comprometerem o desempenho dos animais por toda a vida.</p>
<p>Durante o ciclo da <i>Eimeria, </i>a multiplicação do agente ocorre no interior das células intestinais do hospedeiro, o que leva ao rompimento dessas células e comprometimento daquele segmento intestinal devido à redução da sua funcionalidade.</p>
<p>Entre os<strong> sinais clínicos mais frequentes das verminoses</strong> estão:</p>
<ul>
<li>Emagrecimento;</li>
<li>Anemia;</li>
<li>Falta de apetite;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Diarreia</strong></a>;</li>
<li>Abdômen dilatado;</li>
<li>Pelos arrepiados e sem brilho.</li>
</ul>
<p>No entanto, todos esses sinais tendem a serem inespecíficos, necessitando de exames complementares para alcançarmos um diagnóstico assertivo.</p>
<p>O comportamento da carga de vermes nematódeos no ambiente é dependente principalmente dos manejos adotados pela propriedade e da época do ano.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p>É comum que nas épocas de elevada pluviosidade a carga de vermes no ambiente esteja mais elevada, devido às condições de temperatura e umidade, principalmente, que contribuem para a multiplicação dos vermes. Já nas épocas secas do ano a população de nematódeos tende a se concentrar mais nos animais.</p>
<p>Portanto, é de fundamental importância a realização do controle estratégico dos vermes de forma racional a fim de reduzir as populações tanto no ambiente quanto nos animais.</p>
<p>Conhecer os vermes presentes no rebanho conforme cada categoria animal e a taxa de parasitismo constitui um passo essencial para adotarmos uma vermifugação eficiente e racional nos bovinos. Os exames coprológicos de OPG e OOPG são as ferramentas responsáveis por fornecerem as respostas base desta ação.</p>
<h2>Principais verminoses de bovinos leiteiros</h2>
<p><strong>Nos exames de OPG e OOPG buscamos identificar ovos e oocistos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiro</strong>s, sendo representados por Estrongilídeos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.</p>
<p>Todos estes vermes desenvolvem o seu ciclo no ambiente gastrointestinal e possuem os seus ovos liberados pelas fezes dos hospedeiros. As figuras a seguir ilustram o formato dos ovos desses vermes vistos em microscopia óptica.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12424" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-300x192.jpg" alt="Ovos de vermes em microscópio" width="550" height="351" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-300x192.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-370x236.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-270x172.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-470x300.jpg 470w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-150x96.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos.jpg 697w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-size: 10pt;">Formato dos ovos dos principais vermes que acometem os bovinos leiteiros. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)</span></p>
<h2>OPG e OOPG</h2>
<p>Conforme já dito neste texto, <strong>os exames de OPG e OOPG são utilizados para quantificação de ovos e oocistos dos principais vermes nas fezes dos bovinos, respectivamente.</strong> Os materiais necessários para realização dos exames estão descritos a seguir juntamente com a técnica.</p>
<h3>Materiais utilizados</h3>
<ul>
<li>Amostra de fezes coletadas diretamente do reto dos animais: coletar uma porcentagem significativa de amostras de fezes em cada lote das categorias de animais. Armazenar as fezes em sacos plásticos limpos de forma individual e identificá-los com a respectiva numeração do animal;</li>
<li>Copo plástico (50 mL);</li>
<li>Água;</li>
<li>Solução de Sheather: para preparar a solução de Sheather deve-se dissolver totalmente 500 gramas de açúcar em 360 mL de água;</li>
<li>Peneira pequena;</li>
<li>Balança de pesagem mínima de 1 grama;</li>
<li>Pipeta de Pasteur (3 mL);</li>
<li>Câmara de McMaster;</li>
<li>Microscópio óptico.</li>
</ul>
<p>Obs.: caso as fezes não sejam processadas imediatamente após a coleta, deve-se armazená-las refrigeradas.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12425" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1-300x99.jpg" alt="Exames de OPG e OOPG" width="550" height="182" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1-300x99.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1-370x122.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1-270x89.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1-150x50.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-1.jpg 611w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-size: 10pt;">Coleta de fezes e organização de materiais para OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)</span></p>
<h3>Técnica</h3>
<p>Após as amostras de fezes terem sido coletadas e identificadas com a numeração e o lote dos animais, deve-se organizar os materiais para a realização dos exames. Para facilitar o processo, recomenda-se organizar fileiras verticais contendo 3 copos plásticos de 50 mL cada.</p>
<ol>
<li>Com o auxílio da balança, pesar 2 gramas de fezes por amostra, colocando-as no primeiro copo plástico. No segundo copo plástico colocar 28 mL de água e no terceiro 2 mL de solução de Sheather.</li>
<li>Transferir os 28 mL de água para o copo contendo 2 gramas de fezes. Misturar bem o conteúdo com auxílio da pipeta de Pasteur.</li>
<li>Após a mistura, coar o conteúdo de água e fezes com auxílio da peneira, transferindo-o para um próximo copo.</li>
<li>Coletar 2 mL do conteúdo coado de água e fezes com a pipeta de Pasteur e adicioná-los ao copo contendo 2 mL da solução de Sheather.</li>
<li>Preencher os dois lados (A e B) da câmara de McMaster com o conteúdo de água, fezes e solução de Sheather.</li>
<li>Esperar 5 minutos e levar a câmara de McMaster preenchida ao microscópio para que seja realizada a contagem dos ovos e oocistos na objetiva de 10×0,25.</li>
</ol>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12426" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2.jpg" alt="Técnica de exames de OPG e OOPG" width="339" height="400" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2.jpg 487w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2-254x300.jpg 254w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2-370x437.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2-270x319.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-2-150x177.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 339px) 100vw, 339px" /><span style="font-size: 10pt;">Realização de exame de OPG e OOPG. (Fonte: Equipe sanidade, Grupo Rehagro)</span></p>
<p>A contagem dos ovos e dos oocistos deve ser feita em ambos os lados da câmara de McMaster – lado A e lado B, diferenciando os ovos de Estrongilídeos, Strongyloides, Eimeria e Moniezia.</p>
<p>Ao final, multiplicar a quantidade total de ovos/oocistos de Estrongilídeos, Strongyloides e Eimeria por 100. Não há a necessidade de contar e multiplicar a quantidade de ovos de Moniezia, devendo apenas indicar quando houver presença de ovos deste nematódeo. Exemplo:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12427 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3.jpg" alt="Resultados de exames de OPG e OOPG" width="562" height="157" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3.jpg 562w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3-300x84.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3-370x103.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/verminoses-em-bovinos-3-150x42.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 562px) 100vw, 562px" /></p>
<h3>Interpretando os resultados</h3>
<ul>
<li><strong>Menos de 200 ovos/oocistos por grama de fezes = carga baixa;</strong></li>
<li><strong>300 a 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga média;</strong></li>
<li><strong>Mais de 800 ovos/oocistos por grama de fezes = carga alta.</strong></li>
</ul>
<p>O desejável é que no mínimo 80% dos animais de cada lote apresentem carga baixa (&lt; 200 ovos/oocistos), sendo que esta contagem não exige o tratamento dos animais com vermífugo.</p>
<p>Casos em que 20% ou mais dos animais de cada lote apresentam carga alta (&gt; 800 ovos/oocistos) são indicativos de tratamento, devendo a estratégia de vermifugação ser discutida com o médico veterinário responsável pela propriedade.</p>
<p>A presença de qualquer quantidade de ovos de Moniezia já é indicativa de tratamento, sendo que produtos à base de albendazol possuem maior eficácia sobre este tipo de verme.</p>
<h2>Considerações sobre OPG e OOPG</h2>
<p><strong>A utilização das ferramentas de OPG e OOPG é essencial para a elaboração de calendários estratégicos de vermifugação de forma racional e assertiva, tratando somente os lotes de bovinos com elevada carga parasitária.</strong> Esta ação contribui para uma economia considerável no uso de vermífugos, além de analisar a eficiência das bases farmacológicas utilizadas.</p>
<p>O recomendado é que todos os lotes sejam monitorados periodicamente a fim de construir a dinâmica comportamental dos vermes nas diversas categorias animais.</p>
<h2>Sanidade em dia para mais produtividade e lucro no leite</h2>
<p>A vermifugação estratégica é essencial para garantir a saúde do rebanho, melhorar o aproveitamento nutricional e aumentar a produção.</p>
<p>Na <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/pos-graduacao-em-pecuaria-leiteira?utm_campaign=mkt-materiais-pl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Pós-graduação em Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende a integrar manejo sanitário, nutrição e gestão para alcançar resultados consistentes e sustentáveis na fazenda.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14439 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Botulismo bovino: o que é e como prevenir?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-e-como-prevenir-o-botulismo-bovino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2020 18:25:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[botulismo]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[toxinas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Doenças com sintomatologia neurológica são um grande desafio nas propriedades de pecuária de corte em todo mundo. Raiva, herpesvírus bovino 5, tétano, botulismo, dentre outras doenças, apresentam quadros clínicos neurológicos graves e podem, potencialmente, causar grandes prejuízos em diferentes sistemas de produção. Dentre essas doenças, o botulismo bovino se destaca, e os surtos são comumente [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-e-como-prevenir-o-botulismo-bovino/">Botulismo bovino: o que é e como prevenir?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Doenças com sintomatologia neurológica são um grande desafio nas propriedades de pecuária de corte em todo mundo. Raiva, herpesvírus bovino 5, tétano, botulismo, dentre outras doenças, apresentam quadros clínicos neurológicos graves e podem, potencialmente, causar grandes prejuízos em diferentes sistemas de produção.</p>
<p>Dentre essas doenças, <strong>o botulismo bovino se destaca</strong>, e os surtos são comumente relatados em todas as partes do país com cenas de dezenas de animais acometidos que chamam a atenção e assustam pela gravidade da situação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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</div>
<h2>O que é botulismo bovino?</h2>
<p>O <strong>botulismo em bovinos</strong> é causado pela ingestão de neurotoxinas C ou D da bactéria <i>Clostridium botulinum</i> que são formadas no processo de decomposição da matéria orgânica vegetal ou carcaças de animais mortos, podendo ser encontrada na água, no solo e alimentos.</p>
<p>Muitos têm a ideia errada de que se trata de uma infecção, mas na verdade é uma intoxicação. No Brasil, segundo a Embrapa, o primeiro caso registrado ocorreu no final da década de 1960, na região de Campo Maior, no Piauí.</p>
<p>A intoxicação causa paralisia que ascende a partir dos membros posteriores chegando até a paralisia cardiorrespiratória, ocasionando a morte do animal.</p>
<p>O quadro de evolução da doença pode demorar dias, uma ou duas semanas para evoluir, e <strong>seu diagnóstico pode ser desafiador</strong>.</p>
<p><em>“Não tem lesão que identifique botulismo. A toxina se aloja na placa neuromuscular e evita que o animal se movimente, mas não causa lesão macroscópica”</em>, esclarece o médico veterinário Dr. José Zambrano, especialista em sanidade e técnico do Rehagro.</p>
<p><em>“Microscopicamente, coletamos muito material para fazer histopatologia, mas também não encontramos outros sinais que sejam característicos de botulismo, apenas algumas alterações de hemorragia ou congestão pulmonar devido ao tempo que o animal permanece deitado”</em>, completa o especialista.</p>
<p>O período de incubação e intoxicação clínica evoluem <strong>de acordo com a quantidade de toxinas ingeridas e a susceptibilidade do animal.</strong> Quanto maior for a ingestão, menor é o período de incubação e mais rápida é a evolução.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Quais são os sintomas do botulismo bovino?</h2>
<p>Zambrano explica que após a contaminação, <strong>o animal começa a ter dificuldades para levantar os membros posteriores</strong> e, diferente de outras enfermidades como a raiva – primeira suspeita quando se trata de doenças neurológicas – é que o botulismo não provoca perda de consciência. O animal tenta se locomover, se alimentar, e não consegue.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11080 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-1.jpg" alt="Bovino com botulismo" width="559" height="302" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-1.jpg 559w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-1-300x162.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-1-370x200.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-1-270x146.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 559px) 100vw, 559px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Bovino acometido pelo botulismo. Fonte: Fotos do material da disciplina de sanidade, Dr. José Zambrano, técnico em sanidade do Rehagro.</span></p>
<p>Dois sintomas importantes se destacam na sintomatologia clínica do botulismo, <strong>a diminuição dos movimentos da cauda e a perca do tônus da musculatura da língua</strong>, entretanto, alguns animais podem não apresentar esses sintomas no curso da doença.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11081 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-2.jpg" alt="Hipotonia em bovino com botulismo" width="590" height="342" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-2.jpg 590w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-2-300x174.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-2-370x214.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-2-270x157.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 590px) 100vw, 590px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Hipotonia de língua em bovino acometido pelo botulismo. Fonte: Material da disciplina de sanidade, Dr. José Zambrano, técnico em sanidade do Rehagro.</span></p>
<h2>Como diagnosticar o botulismo bovino?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O diagnóstico clínico do botulismo bovino deve ser feito por um médico veterinário. </span></p>
<p>O primeiro passo para o diagnóstico assertivo do botulismo, é a realização de uma anamnese robusta na propriedade:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Avaliar além dos sintomas do caso clínico apresentado, também, possíveis fontes de contaminação, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/">em reservatórios de água</a></strong> e alimentos destinados aos animais por exemplo;</span></li>
<li>Avaliar a presença de carcaças de animais nos pastos também deve fazer parte desse processo;</li>
<li><span style="font-weight: 400;">Avaliar se existe um calendário sanitário na propriedade e se este calendário contempla vacinas contra o botulismo;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fazer a necropsia, mesmo sem a presença de alterações macroscópicas apresentadas. São coletados o conteúdo do rúmen, do intestino e fígado enviados para análise.</span></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11082 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-3.jpg" alt="Bovino com botulismo" width="550" height="269" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-3.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-3-300x147.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-3-370x181.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-3-270x132.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Bovino com dificuldade de locomoção devido à intoxicação por botulismo. Fonte: Fotos do material da disciplina de sanidade, Professor José Zambrano.</span></p>
<p><em>“É uma doença com diagnóstico muito clínico. Às vezes pode ser que o animal morra infectado pela doença e mesmo assim ela não seja identificada nos exames, porque uma quantidade pequena da toxina que se aloja na placa neuromuscular já tem potencial para levar à morte”</em>, conta o especialista sanitário do Rehagro.</p>
<h2>O que causa os surtos de botulismo?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os surtos, como o que matou mais de mil animais em uma propriedade em Ribas do Rio Pardo (MS), caso bastante divulgado em 2017, <strong>estão associados à ingestão da toxina</strong>, formada em carcaças decompostas, alimentos indevidamente armazenados — milho, silagem, feno e ração — cama de frango (proibido seu uso por lei), ou veiculação hídrica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dias após o ocorrido no Mato Grosso do Sul, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgou uma nota confirmando a presença de toxinas botulínicas na silagem de milho que foi oferecida aos bovinos confinados.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11083 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-4.jpg" alt="Surto de botulismo em bovinos" width="740" height="417" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-4.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-4-300x169.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-4-370x209.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-4-270x152.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Surto de botulismo em confinamento no Mato Grosso do Sul. Fonte: Retirado do site Revista Globo Rural</span><span style="font-weight: 400;"> em 20 de maio de 2020.</span></span></p>
<h2>Como prevenir o botulismo bovino?</h2>
<p>A <strong>prevenção é essencial</strong>, mas se os animais começarem a apresentar sintomas da doença, o produtor deve fazer de forma rápida com um veterinário, o diagnóstico. De acordo com Dr. Zambrano:</p>
<p><em>“O botulismo é uma das poucas doenças que mata muitos animais ao mesmo tempo e o diagnóstico deve ser feito de forma adequada, pois a intoxicação pode ser confundida com outras doenças como a raiva.&#8221;</em></p>
<p>Segundo o Gerente da equipe corte do Rehagro, Diego Palucci, “<em>no momento da compra do alimento é muito importante saber se o produto apresenta umidade dentro do padrão estabelecido. O milho e a soja, por exemplo, não podem ter mais de 14% de umidade. No armazenamento, a fermentação é favorecida, ocasionando perda do recurso”</em>, alerta.</p>
<p>Palucci acrescenta, dizendo que <strong>o produtor</strong> <strong>deve estar atento à procedência dos grãos</strong>, observando o aspecto visual e possível contaminação por fungos.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11084 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-5.jpg" alt="Animal em decomposição contaminando água de açude" width="690" height="518" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-5.jpg 690w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-5-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-5-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-5-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/09/botulismo-bovino-5-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 690px) 100vw, 690px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Carcaça de animal em decomposição em açude contaminando a água. Fonte: Arquivo pessoal de Vinícius Costa, trainee técnico do Rehagro.</span></p>
<p>Ter informações sobre a colheita, saber se choveu ou não durante o processo, é necessário. <strong>Os</strong> <strong>cuidados com o armazenamento também são de extr</strong><strong>ema importância</strong> — <em>“deve-se armazenar em um local que tenha ventilação, estrutura para evitar o acesso, principalmente, de ratos e pássaros, dois animais que sempre entram em estruturas mal feitas” — </em>explica Palucci.</p>
<p>Zambrano complementa que o caminho para se evitar botulismo nas fazendas, além de conservar bem os alimentos, é eliminar o uso da cama de frango — que representa alto risco — e vacinar os animais.</p>
<p>A vacina que protege contra gangrena gasosa, hemoglobinúria bacilar, botulismo e outras clostridioses, deve ser aplicada uma vez ao ano.</p>
<p>Importante ressalva deve ser feita também, sobre as fontes de água dos animais, <strong>bebedouros sem manutenção, açudes, e outras fontes de água, podem representar um grande risco</strong>.</p>
<h2>O que fazer caso a doença já esteja acometendo os animais?</h2>
<p>Identificado o botulismo, há ações a serem tomadas. O soro antibotulínico é uma opção e <strong>deve ser aplicadas 40 ampolas em cada animal já doente e duas em animais que ainda não apresentaram sintomas. </strong></p>
<p>O custo benefício do medicamento é baixo, pois cada ampola custa em torno de R$10, atualmente, o que somaria um gasto de R$400 por animal doente.</p>
<p><em>“Utilizamos muito o soro em gado de elite, de preço elevado. Nesses animais, mesmo os que já apresentam sinais clínicos, vale a pena aplicar. Nos que ainda não adoeceram, mas têm a toxina, o soro também é uma boa opção”</em>, conta Dr. Zambrano de sua experiência no campo.</p>
<p><strong>Atenção!</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>“O maior erro quanto às <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">questões nutricionais</a> </strong>é que, muitas vezes, o produtor querendo melhorar a qualidade do alimento, não tem uma estrutura necessária e equipamento correto para isso. Ele acredita que a produção é simples e não toma os cuidados básicos, faz silo a céu aberto e sem cercamento, propiciando a invasão de roedores. </em></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Por isso, ao conservar um alimento temos que saber se a estrutura que possuímos é adequada para isso. Se não temos um local seguro, o melhor é armazenar fora da fazenda e comprar para uso momentâneo. Acredito que o mais importante é o nutricionista, junto com o produtor, ter uma rotina de análise de alimentos para conhecer realmente o produto que possui.”</em> — Diego Palucci, médico veterinário e Gerente da equipe corte do Rehagro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>botulismo é um grande desafio em propriedade de gado de corte</strong>, embora esporádica, um surto de botulismo pode causar sérios problemas e grande prejuízo ao produtor. </span></p>
<h2>Sanidade começa no cocho e se fortalece com gestão técnica</h2>
<p data-start="253" data-end="526">O botulismo pode comprometer rapidamente a sanidade do rebanho e gerar prejuízos difíceis de reverter. Mais do que aplicar vacina, é preciso ter visão estratégica sobre nutrição, manejo e prevenção de riscos que afetam diretamente o desempenho e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p data-start="528" data-end="815">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende como tomar decisões técnicas com base em indicadores, planejar ações preventivas com mais segurança e transformar conhecimento em lucro no campo. Com aulas online, práticas e atualizadas, você avança na gestão de verdade.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16050 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-300x96.jpg" alt="Andrea Mobiglia" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/andrea-mobiglia.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Planejando a sanidade das matrizes para a próxima estação de monta</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/planejando-a-sanidade-das-matrizes-para-a-estacao-de-monta/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/planejando-a-sanidade-das-matrizes-para-a-estacao-de-monta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2020 15:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[estação de monta]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Rehagro realizou a transmissão de um Webinar Corte com o tema “Planejando a sanidade das minhas matrizes para a próxima estação de monta”. Principais pontos do webinar Importância da sanidade nas fazendas de cria. Desafios sanitários: doenças bacterianas, virais, parasitas e fungos. Ferramentas de prevenção: vacinação e diagnóstico etiológico. Calendário sanitário para a vacinação [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/planejando-a-sanidade-das-matrizes-para-a-estacao-de-monta/">Planejando a sanidade das matrizes para a próxima estação de monta</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rehagro realizou a transmissão de um Webinar Corte com o tema “<strong>Planejando a sanidade das minhas matrizes para a próxima estação de monta”.</strong></p>
<h2 id="destaques">Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>Importância da sanidade nas <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/intensificacao-da-cria-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">fazendas de cria</a></strong>.</li>
<li>Desafios sanitários: doenças bacterianas, virais, parasitas e fungos.</li>
<li>Ferramentas de prevenção: vacinação e diagnóstico etiológico.</li>
<li>Calendário sanitário para a vacinação de animais.</li>
<li>Leptospirose e brucelose como doenças de preocupação na reprodução.</li>
</ul>
<h3 id="sanidade-e-reprodução">Sanidade e reprodução</h3>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/5-dicas-basicas-da-alimentacao-e-manejo-nutricional-de-gado-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">Nutrição</a></strong>, manejo reprodutivo e protocolos hormonais são fundamentais.</li>
<li>Vacinar para doenças reprodutivas é essencial.</li>
<li>Vacinas para bvd e leptospirose têm eficiência comprovada.</li>
<li>Diagnóstico etiológico é importante para identificar as causas dos problemas sanitários.</li>
<li>Preocupação com a brucelose deve ser considerada, com a utilização de vacinas adequadas.</li>
</ul>
<p>O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG.</p>
<p>Deseja saber como planejar melhor a sanidade das matrizes? <strong>Clique no botão abaixo</strong> e participe dessa incrível experiência do agronegócio!</p>
<h2>Potencialize o lucro com a pecuária de corte!</h2>
<p>Aqui no Rehagro, temos o <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=webinar-sanidade-matrizes" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão da Pecuária de Corte</strong></a>. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:</p>
<ul>
<li aria-level="1">Nutrição e pastagens;</li>
<li aria-level="1">Sanidade;</li>
<li aria-level="1">Reprodução;</li>
<li aria-level="1">Diagnóstico da propriedade;</li>
<li aria-level="1">Gestão financeira e de pessoas.</li>
</ul>
<p>O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.</p>
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<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=webinar-sanidade-matrizes" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18735 size-full" title="Curso Gestão na Pecuária de Corte" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc.jpg" alt="Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="254" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-300x78.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-768x199.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-370x96.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-270x70.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-740x192.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/botao-gpc-150x39.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/programas-sanitarios-na-recria-de-bezerras-leiteiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Aug 2020 17:30:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos leiteiros]]></category>
		<category><![CDATA[fazenda]]></category>
		<category><![CDATA[fazendas]]></category>
		<category><![CDATA[leite]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária leiteira]]></category>
		<category><![CDATA[recria]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://rehagro.com.br/blog/?p=8037</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Rehagro realizou a transmissão do webinar sobre &#8220;Resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras&#8221;. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG. Neste webinar sobre programas sanitários na recria de bezerras leiteiras, o palestrante discute os desafios enfrentados, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/programas-sanitarios-na-recria-de-bezerras-leiteiras/">Resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rehagro realizou a transmissão do webinar sobre <strong>&#8220;Resultados práticos de programas sanitários na recria de bezerras leiteiras&#8221;</strong>. O palestrante foi José Zambrano, Coordenador da Equipe Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG.</p>
<p>Neste webinar sobre programas sanitários na recria de bezerras leiteiras, o palestrante discute os desafios enfrentados, como alta mortalidade e pneumonia, e as oportunidades para melhorar a saúde dos animais. Destacam-se a importância da colostragem adequada e a contaminação bacteriana do colostro.</p>
<h2 id="destaques">Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li>O programa sanitário adequado na recria de bezerras leiteiras é essencial para reduzir a mortalidade e melhorar a produtividade do rebanho.</li>
<li>A <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-para-bezerros-leiteiros-4-dicas-uteis/" target="_blank" rel="noopener">colostragem</a></strong> adequada, com transferência de imunidade passiva, é fundamental para a saúde e sobrevivência dos bezerros.</li>
<li>A contaminação bacteriana do colostro afeta sua qualidade e pode comprometer a transferência adequada de imunoglobulinas.</li>
<li>A pneumonia e a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/diarreia-neonatal-criptosporidiose-bovina-o-que-e-e-como-controlar/" target="_blank" rel="noopener">diarreia</a></strong> são desafios comuns nas fazendas, sendo importante estabelecer estratégias de manejo e prevenção.</li>
<li>A avaliação rotineira do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/saude-e-umbigo-do-bezerro/" target="_blank" rel="noopener">umbigo dos bezerros</a></strong> e o controle da qualidade do colostro são medidas essenciais para melhorar a saúde e reduzir a mortalidade.</li>
</ul>
<p>O tema é extremamente relevante no ramo e diversos profissionais buscam aumentar seus conhecimentos sobre o assunto. Se você é um deles, não perca a chance de assistir ao nosso Webinar Leite!</p>
<p>Se tiver dúvidas ou ressalvas, deixe seu comentário registrado. Nossa equipe técnica irá respondê-lo.</p>
<p><a href="https://webinar.rehagro.com.br/resultados-praticos-de-programas-sanitarios?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=pagina-webinar-resultados-praticos" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-27560 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/08/banner-webinar-programas-sanitarios.jpg" alt="Webinar Recria de bezerras leiteiras" width="1290" height="329" /></a></p>
<h2>Aumente seus lucros com a produção de leite!</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Pequenas melhorias podem trazer grandes resultados na sua produção de leite. Venha saber quais são elas no </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=webinar-resultados-praticos" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão da Pecuária Leiteira.</a></strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aprenda a planejar o quanto plantar para alimentar suas vacas, os cuidados com as suas bezerras leiteiras e como diminuir seus custos com nutrição e medicamentos. Além disso, também aprenderá a fazer o controle do seu caixa, como colocar em prática uma rotina de ordenha que favorece a descida do leite e reduz a mastite e muito mais!</span></p>
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		<title>Bebedouro bovino: como ter água de qualidade?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/bebedouro-para-gado-e-a-importancia-da-qualidade-da-agua/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2020 19:00:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[bebedouro]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
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		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na busca constante por maior produtividade e lucratividade na pecuária de corte, fatores como genética, manejo sanitário e eficiência no pastoreio são amplamente estudados e discutidos. No entanto, um dos aspectos mais críticos para o sucesso, e muitas vezes subestimado, é a nutrição, que vai além da escolha de volumosos e concentrados. Um elemento essencial, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na busca constante por maior produtividade e lucratividade na pecuária de corte, fatores como genética, manejo sanitário e eficiência no pastoreio são amplamente estudados e discutidos.</p>
<p>No entanto, um dos aspectos mais críticos para o sucesso, e muitas vezes subestimado, é a nutrição, que vai além da escolha de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/alimentos-volumosos-em-confinamento/">volumosos</a></strong> e concentrados. Um elemento essencial, mas frequentemente negligenciado, é a <strong>qualidade da água</strong> oferecida e o uso de um bebedouro adequado.</p>
<p>A água, tão fundamental quanto os alimentos, tem um impacto direto no desempenho dos bovinos. Oferecer água em quantidade e qualidade adequadas pode parecer uma medida simples, mas é um fator decisivo para o bem-estar e o rendimento dos animais.</p>
<p>Ainda assim, cenas preocupantes como as que veremos a seguir continuam comuns em muitas regiões do Brasil, tanto em sistemas de criação extensiva a pasto quanto em confinamentos. <strong>Fontes de água inadequadas ao consumo comprometem o potencial de produção</strong> e, muitas vezes, passam despercebidas.</p>
<p>Nas fazendas de gado de corte, a diversidade de fontes de água é enorme: de açudes, cacimbas, rios e lagoas naturais a estruturas de bebedouros bem mantidos.</p>
<p>Curiosamente, essas variações podem ser observadas até mesmo dentro de uma única propriedade, destacando a importância de um manejo adequado para garantir a saúde e o desempenho do rebanho.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10747 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/agua-em-mas-condicoes.jpg" alt="Água em más condições de uso" width="370" height="278" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/agua-em-mas-condicoes.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/agua-em-mas-condicoes-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/agua-em-mas-condicoes-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/agua-em-mas-condicoes-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Foto ilustrando as más condições de água em propriedade de bovinos de corte a pasto. (</span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Vinicius Costa, trainee da Equipe Corte do Rehagro).</span></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O impacto da água na saúde e no desempenho dos bovinos</h2>
<p>O primeiro ponto que devemos chamar a atenção, está relacionado aos impactos diretos da <strong>qualidade da água</strong> na saúde dos animais.</p>
<p>Fontes de água contaminadas, principalmente em açudes, cacimbas ou mesmo em bebedores sem manutenção e que contém água provinda de fontes não adequadas, representam sérios riscos à saúde dos animais, e consequentemente impacto negativo na produção.</p>
<p>Diarreia, eimeriose, leptospirose, botulismo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">verminoses</a></strong> são algumas das doenças que podem afetar diretamente a saúde do animal.</p>
<p>Doenças como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-e-como-prevenir-o-botulismo-bovino/">botulismo</a></strong> podem causar grandes prejuízos, levando ao um surto e morte de muitos animais de maneira instantânea em uma propriedade. Já a leptospirose pode causar prejuízos incalculáveis durante uma estação de monta, aumentando abortos e reduzindo a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/taxa-de-prenhez-na-pecuaria-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">taxa de prenhez</a></strong>.</p>
<p>Pensando ainda em prejuízos diretos à saúde dos animais, os bezerros também são diretamente impactados. No início de suas vidas, ao contrário do que muitos pensam, a disponibilidade de <strong>uma fonte de água de qualidade é fundamental para o desenvolvimento dos bezerros</strong>.</p>
<p>Casos de diarreia não são incomuns em fazendas em que o acesso dos bezerros à água está muito aquém do desejável, aumentando a mortalidade dessa categoria.</p>
<p>Dependendo da temperatura e da dieta utilizada, um bovino consome em média 5 litros de água, por quilo de matéria seca (MS) ingerida, frequentando em média a fonte de água quatro vezes ao dia em sistema de pastejo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-bebedouros-e-qualidade-de-agua-para-bovinos?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-bebedouros&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39630 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua.png" alt="E-book Bebedouros e qualidade de água para bovinos" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-bebedouros-qualidade-agua-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Água e o impacto no consumo de matéria seca</h3>
<p>Além dos impactos já supracitados, que influenciam direta e imediatamente a saúde dos animais, um ponto se destaca e requer bastante atenção é o desempenho dos animais.</p>
<p>Limitações ao acesso da água, como barreiras físicas, estreitamento dos trilheiros na chegada às fontes de água, baixa disponibilidade de água e principalmente, água de má qualidade, irão <strong>impactar diretamente no consumo de MS</strong> pelos animais.</p>
<p>Um estudo mostrou que houve redução do consumo de MS e ingestão de água à medida que a água era “propositadamente” contaminada com fezes.</p>
<p>Um cenário não incomum em fazenda, o que neste estudo resultou em resolução de aproximadamente 12,5% no consumo MS, como ilustrado no gráfico a seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10750 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/qualidade-da-agua-e-consumo.jpg" alt="Qualidade da água x consumo dos bovinos" width="740" height="431" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/qualidade-da-agua-e-consumo.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/qualidade-da-agua-e-consumo-300x175.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/qualidade-da-agua-e-consumo-370x216.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/qualidade-da-agua-e-consumo-270x157.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Ingestão de água e matéria seca de bovinos a medida que a fonte de água era contaminada com fezes. (</span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Adaptado de Willms et al., 2002).</span></p>
<p>Diminuir consumo de matéria seca, por esse motivo, é sinônimo de menores desempenhos. Bovinos de corte com acesso a água de bebedouros, apresentaram desempenhos de <strong>0,105Kg ou 29% superiores</strong> aos animais que consumiam água de açudes.</p>
<p>Portanto, a água é o primeiro e o mais barato ingrediente da dieta de um ruminante, o cuidado e a preservação desse recurso, a disponibilidade de águas de boa qualidade podem determinar o sucesso da atividade.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Características essenciais dos bebedouros para bovinos</h2>
<h3>Capacidade e vazão dos bebedouros</h3>
<p>Em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/">confinamento</a></strong>, a métrica se mantém, ou até mesmo se acentua.</p>
<p>Confinamentos, são na prática locais com maiores densidades de animais por m², o consumo de água é maior devido às características das dietas e o acesso ao bebedouro é observado constantemente por vários animais ao mesmo tempo, implicando em uma característica muito importante das recomendações do bebedouro.</p>
<p>É importante que esses sejam de alta vazão, ou seja, que tenham grande capacidade e velocidade de enchimento.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10751 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos.jpg" alt="Bebedouro para gado de alta vazão" width="686" height="514" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos.jpg 686w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos-370x277.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-para-bovinos-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 686px) 100vw, 686px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Projeto de bebedouro pequeno mas de alta vazão. (</span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Cristiano Rossoni, consultor do Rehagro). </span></p>
<p>A utilização de bebedouros artificiais, foi um grande avanço e é uma grande necessidade ainda em muitas propriedades, em grandes piquetes, ou mesmo em confinamentos.</p>
<p>Grandes estruturas de bebedouros foram instalados com intuito de armazenar muita água, que fosse capaz de suprir as necessidades de todos os animais de um lote, porém essas estruturas com grandes capacidades de armazenamento, <strong>apresentam uma maior dificuldade de manutenção</strong>, é em tese mais difícil se limpar um bebedouro ou uma caixa d’água com grandes volumes do que um bebedouro pequeno.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10752 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-vazao-insuficiente.jpg" alt="Bebedouro com enchimento lento" width="405" height="467" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-vazao-insuficiente.jpg 405w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-vazao-insuficiente-260x300.jpg 260w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-vazao-insuficiente-370x427.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-vazao-insuficiente-270x311.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Bebedouro com vazão insuficiente, enchimento lento. (</span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Cristiano Rossoni, consultor do Rehagro).</span></p>
<p>Se podemos observar vantagens em grandes estruturas para armazenar água para os bovinos, está justamente relacionado à diminuição de riscos de falta desse insumo tão importante.</p>
<p>Uma grande estrutura tem capacidade para garantir água aos animais por 2, 3 ou mais dias, mesmo se algum problema ocorrer com a distribuição da água.</p>
<p>Um ponto de atenção importante, quando pensamos em bebedouros menores, é a capacidade dessa estrutura em atender uma grande demanda por parte dos animais em um curto espaço de tempo.</p>
<p>A partir de então, passou-se a dar mais atenção à vazão dos bebedouros, estrutura menores, com grande capacidade de enchimento. São mais práticos, fáceis de limpar e podem atender, perfeitamente, a todos os animais.</p>
<p>Ainda em relação ao dimensionamento, quando falamos em tamanho de bebedouro, uma métrica utilizada são 2 cm lineares por cabeça, mas insistimos que <strong>mais importante do que o tamanho do bebedouro, e sempre relacionado ao sistema de produção, é importante avaliar a vazão do mesmo.</strong></p>
<h3>Manutenção e limpeza dos bebedouros</h3>
<p>Independente da capacidade e da vazão do bebedouro, um ponto é <strong>indispensável</strong> em qualquer sistema de produção, a manutenção e limpeza dos bebedouros.</p>
<p>Principalmente quando pensamos em sistemas mais intensivos, como confinamentos, a frequência de manutenção e limpeza dos bebedouros requer atenção, e deve ser realizada no mínimo duas vezes por semana.</p>
<p>Dicas para limpeza:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Retire a água do bebedouro, deixando apenas um fundo;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Esfregue toda a superfície do bebedouro, incluindo paredes e fundo, com uma escova ou vassoura rígida. Caso necessário, utilize auxílio de produtos químicos para a limpeza, lembre caprichar no enxágue);</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Acabe de retirar a água e esfregar o fundo removendo toda sujeira, lodo e matéria orgânica;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Enxágue o bebedouro;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Deixe encher novamente.</span></li>
</ul>
<p>Algumas plantas e estruturas de confinamento fazem avaliação e limpeza das fontes de água diariamente.</p>
<p>Alternativas podem ser utilizadas como auxílio à limpeza, no intuito de manter a água sempre em bom estado. A utilização de cloro e plantas aquáticas, por exemplo, também podem ser utilizadas e irão retardar o processo de sujeira da água, entretanto a limpeza, a lavagem do bebedouro é indispensável.</p>
<p>Cuidado com fontes alternativas, como criar peixes, essas culturas eliminam resíduos na água que afetam o desempenho de bovinos. Portanto, a maneira mais adequada e barata é manter uma rotina de limpeza na fazenda.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10748 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-sujo.jpg" alt="Bebedouro com água em má qualidade" width="370" height="278" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-sujo.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-sujo-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-sujo-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/bebedouro-sujo-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Foto de bebedouro em confinamento com má qualidade de água devido a falta de limpeza. (</span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Dra. Andrea Mobiglia, coordenadora de ensino da pecuária de corte e consultora do Rehagro).</span></p>
<h2>Custos e benefícios da instalação de bebedouros para gado</h2>
<p>Um ponto de bastante indagação, principalmente por parte dos produtores, está relacionado ao custo de instalação dos bebedouros.</p>
<p>Esse custo está associado a algumas particularidades, como distância do bebedouro à fonte de água e da quantidade de piquetes na fazenda, por exemplo. A quantidade de tubulação e mão de obra impactam nesse custo, além da própria estrutura.</p>
<p>Independente de maiores ou menores custos, a qualidade da água obtida em bebedouros artificiais, representa benefícios suficientes que justificam o investimento na infraestrutura.</p>
<h2>Manejo de pastagens e localização dos bebedouros</h2>
<p>A instalação de bebedouros para gado, representa um benefício pouco comentado. <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/pastoreio-para-bovinos-de-corte/" target="_blank" rel="noopener">Bovinos em pastejo</a></strong> preferem andar não mais de 200 metros de distância da água para pastejarem. Só o fazem quando consomem 50% da forragem disponível naquele raio e relutam a andar mais do que 600m de distância da água.</p>
<p>Apenas andarão distâncias superiores a essa, quando consumirem mais do que 40 a 50% da forragem disponível.</p>
<p>Esse comportamento dos animais, quando a distância não está adequada, resulta em superpastejo em algumas áreas do piquete e subpastejo em outras, o que impacta diretamente no desempenho do animal. Além disso, ainda abre oportunidade de plantas invasoras em áreas mais prejudicadas pelo mau manejo do pastejo.</p>
<p>A localização adequada do bebedouro, tem potencial para maximizar a utilização dos piquetes, ressalvadas devidas proporções de possibilidades, pode ser uma grande opção.</p>
<h2>Avaliação periódica da qualidade da água dos bebedouros</h2>
<p>Tomadas todas as providências de limpeza, manutenção e avaliação da capacidade de fornecimento, um passo importante <strong>é a realização periódica de análises da água fornecida aos animais</strong>.</p>
<p>Avaliação de fatores como acidez, alcalinidade, presença de sulfetos de hidrogênio, sulfatos de ferro e manganês, conteúdos sólidos totais dissolvidos, bactérias (coliformes fecais por exemplo) e população de algas devem ser realizadas, permitindo assim, controle e ações de melhoria na qualidade da água ofertada, respeitando as normativas e portarias do RIISPOA.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10753 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua.jpg" alt="Relatório de análise da água" width="561" height="557" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua.jpg 561w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua-300x298.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua-150x150.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua-370x367.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua-270x268.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/analise-agua-302x300.jpg 302w" sizes="auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Relatório de análise da água. </span></p>
<p>A qualidade da água na produção de bovinos é um ponto que merece grande atenção. <strong>Bovinos de corte podem beber mais de 50 litros de água por dia!</strong></p>
<p>Fornecer água de qualidade e em abundância, não somente mitiga problemas sanitários dentro da propriedade, mas principalmente potencializa desempenho e <strong>maximiza resultados</strong>.</p>
<h2>Gestão eficiente começa nos detalhes &#8211; inclusive na qualidade da água</h2>
<p data-start="268" data-end="562">A qualidade da água pode parecer um detalhe, mas tem impacto direto no desempenho dos animais, no consumo de ração e, claro, nos seus resultados financeiros. Garantir um fornecimento adequado e limpo não é apenas uma questão de bem-estar, é parte de uma gestão pecuária inteligente e lucrativa.</p>
<p data-start="564" data-end="886">No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso de Gestão na Pecuária de Corte</a></strong> do Rehagro, você aprende a analisar a fazenda como um todo para tomar decisões mais assertivas, controlar custos e aumentar a rentabilidade. Tudo com uma linguagem prática, aulas online e foco em resultados no campo.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18732 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária de Corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpc-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-36397" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp" alt="Cristiano Rossoni - Coordenador de Cursos Pecuária de Corte" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-270x86.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/cristiano-rossoni-300x96.jpg-150x48.webp 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<item>
		<title>Minimizando os impactos das doenças respiratórias nos confinamentos</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/minimizando-os-impactos-das-doencas-respiratorias-nos-confinamentos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Feb 2020 14:00:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[WEBINAR]]></category>
		<category><![CDATA[doenças]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este é o webinar gado de corte, uma palestra gratuita realizada pelo Rehagro. Neste webinar, discute-se a minimização dos impactos das doenças respiratórias nos confinamentos de bois. São apresentados dados sobre a incidência dessas doenças e fatores de risco, como a origem dos animais e o estresse do transporte. Também são abordadas estratégias de prevenção, como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Este é o webinar gado de corte, uma palestra gratuita realizada pelo Rehagro. Neste webinar, discute-se a minimização dos impactos das doenças respiratórias nos confinamentos de bois.</p>
<p>São apresentados dados sobre a incidência dessas doenças e fatores de risco, como a origem dos animais e o estresse do transporte. Também são abordadas estratégias de prevenção, como protocolos sanitários e vacinação.</p>
<h2 id="destaques">Principais pontos do webinar</h2>
<ul>
<li><strong>A</strong> <strong>pneumonia é a principal doença respiratória nos confinamentos</strong> de bois, causando grande mortalidade e prejuízos econômicos.</li>
<li>A origem dos animais e o estresse do transporte são fatores de risco para o desenvolvimento dessas doenças no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/rotinas-no-confinamento-que-afetam-o-desempenho/" target="_blank" rel="noopener">confinamento</a></strong>.</li>
<li><strong>Protocolos sanitários, treinamento e vacinação</strong> adequados são essenciais para minimizar a incidência e os impactos das doenças respiratórias nos confinamentos.</li>
<li>A eficiência da vacinação é afetada pelo momento em que é realizada, sendo recomendado vacinar os animais após a adaptação ao confinamento.</li>
<li>Boas práticas de manejo, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/a-importancia-da-qualidade-da-agua-na-producao-de-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">oferta de água</a></strong> e comida adequadas, podem reduzir o estresse dos animais e contribuir para a prevenção das doenças respiratórias.</li>
</ul>
<p>À frente da discussão está José Zambrano, Consultor Sênior em Sanidade do Rehagro e Mestre e Doutor em Sanidade de Bovinos pela UFMG.</p>
<p>Participe dessa incrível experiência do agronegócio! <strong>Clique no botão abaixo</strong> e acesse o conteúdo!</p>
<h2>Melhore seus resultados com a pecuária de corte!</h2>
<p>Aqui no Rehagro, temos <a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=webinar-impactos-doencas-respiratorias" target="_blank" rel="noopener"><strong>Curso Gestão da Pecuária de Corte</strong></a>. Nele, nossos mais experientes consultores abordam:</p>
<ul>
<li aria-level="1">Nutrição e pastagens;</li>
<li aria-level="1">Sanidade;</li>
<li aria-level="1">Reprodução;</li>
<li aria-level="1">Diagnóstico da propriedade;</li>
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</ul>
<p>O conteúdo vai direto ao ponto: como realizar a gestão dos principais pilares da pecuária lucrativa com o objetivo de ampliar a lucratividade do negócio.</p>
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		<title>Tripanossomose bovina: principais sintomas, tratamento e como evitar</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/tripanossomose/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/tripanossomose/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Oct 2018 14:00:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[doenças em bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[fazendas]]></category>
		<category><![CDATA[gado de corte]]></category>
		<category><![CDATA[gado de leite]]></category>
		<category><![CDATA[rebanho]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento de bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[trypanosoma vivax]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tripanossomose bovina é uma doença causada por um parasita chamado Trypanosoma vivax, que atinge especificamente ruminantes, como bovinos, ovinos e caprinos. A transmissão desse hemoparasita originário da África pode ocorrer tanto por meio de moscas hematófagas &#8211;  tabanídeos e mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) &#8211;  quanto após a utilização de uma mesma agulha em vários animais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A tripanossomose bovina é uma doença causada por um parasita chamado <em><strong>Trypanosoma vivax</strong>, </em>que atinge especificamente ruminantes, como bovinos, ovinos e caprinos.</p>
<p>A transmissão desse hemoparasita originário da África pode ocorrer tanto <strong>por meio de moscas hematófagas</strong> &#8211;  tabanídeos e mosca-dos-estábulos (<em>Stomoxys calcitrans</em>) &#8211;  quanto <strong>após a utilização de uma mesma agulha em vários animais</strong> durante a aplicação de medicamentos e vacinas.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js"></script><br />
<script>
  hbspt.forms.create({
    region: "na1",
    portalId: "5430441",
    formId: "5c98e9f8-1021-46c5-b460-16cdc5aef0f7",
    version: "V2_PRERELEASE"
  });
</script></p>
</div>
<h2>Tripanossomose bovina nas Américas</h2>
<p>A primeira ocorrência do <em>T.vivax</em> nas Américas foi na Guiana Francesa e, mais tarde, em outros países da América do Sul, Central e em algumas ilhas do Caribe. O primeiro relato na Venezuela foi em 1920 e em 1931 na Colômbia.</p>
<p>Na época, importavam-se muitos animais da Venezuela para a Colômbia, então, acredita-se que essa doença tenha sido disseminada por meio da importação de gado.</p>
<p>No Brasil a tripanossomose bovina é considerada nova, mas não é tão recente assim, e já existe há muitos anos no norte do país. Lá, <strong>o estágio é de endemia</strong> e os transmissores são as moscas tabanídeos, que se adaptam a períodos chuvosos e são de difícil controle.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-prevencao-controle-mastite-bovina?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-mastite&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39652 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png" alt="E-book Prevenção e controle da mastite bovina" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-mastite-bovina-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Tripanossomose bovina no sudeste do Brasil</h2>
<p>No sudeste o problema é a <em>Stomoxys calcitrans</em>, que se prolifera em ambientes úmidos e que têm matéria orgânica. Na região norte, o parasita se instalou e os animais já adquiriram resistência à doença &#8211; é uma situação crônica.</p>
<p>Agora, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a tripanossomose chegou de surpresa por algum motivo, como pelo transporte de animais, e causou um estrago. <strong>Não existe programa de vacinação, mas é como se o gado do norte/nordeste fosse imunizado e o do sudeste não.</strong></p>
<p>Em 2007 tivemos o primeiro caso de tripanossomose bovina<em> </em>em Minas Gerais e o contágio na região nada tem a ver com as moscas hematófagas. O que mais temos visto é a doença ocorrer em animais na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/boas-praticas-de-ordenha/" target="_blank" rel="noopener">ordenha</a></strong>, principalmente devido ao uso da ocitocina.</p>
<p>Ao aplicar o hormônio na veia mamária da vaca, suga-se o sangue contaminado e transfere-se o parasita aos outros animais devido ao uso repetido da agulha infectada.</p>
<p>Em todas as fazendas que chegamos, que apresentam mortes e baixa produtividade por causa da doença, o problema está na ordenha. Geralmente, no estado, a <em>T.vivax</em> acomete animais livres da parasitose e que ainda não têm defesas para combatê-la.</p>
<p>Já em São Paulo, existe outra situação: os animais são atacados pelas moscas; então vemos <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/criacao-de-bezerras-leiteiras-e-seus-desafios/" target="_blank" rel="noopener">bezerros</a></strong>, garrotes, vacas e bois reprodutores, todos infectados.</p>
<p>As usinas de cana-de-açúcar dão origem ao vinhoto, que é utilizado nas lavouras no processo de fertirrigação.</p>
<p>Essa matéria orgânica é rica em nutrientes e favorece a reprodução das moscas. Por isso, como existem várias usinas no estado, a população de <em>Stomoxys</em> na região é altíssima.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Sinais clínicos da tripanossomose</h2>
<p>Quando ocorre surto de <em>Trypanosoma vivax</em> numa fazenda, <strong>a produtividade é reduzida em torno de 50% a 60%</strong>. O parasita se instala no sangue, causando anemia e mucosas pálidas.</p>
<p>Em determinado momento do ciclo, ele se aloja nos linfonodos, provocando inchaço no local e hipertermia. Outros sintomas também são o emagrecimento e a cegueira, porque o parasita pode se hospedar na câmara anterior do olho.</p>
<p>Observamos o seguinte: após cerca de dois meses da entrada de um animal infectado na fazenda, o surto é iniciado. Neste momento, <strong>a produção de leite é reduzida em 40 &#8211; 60%</strong> e 5% dos que ficam doentes, morrem &#8211; o que representa cerca de 4 a 6 animais por fazenda; o tempo de vida após a infecção é de 15 a 21 dias.</p>
<p>Quando a parasitose é transmitida no momento da aplicação da ocitocina, a quantidade de sangue infectado que é repassado aos outros animais e a imunidade de cada um, impacta no desenvolvimento da doença. Se o animal é forte, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/7-dicas-para-estimular-consumo-de-alimentos-em-vacas/" target="_blank" rel="noopener">bem alimentado</a></strong>, ele é mais resistente e demora a adoecer.</p>
<p>Vários trabalhos mostram que a tripanossomose quando ataca os machos causa uma inflamação nos testículos e epidídimos chamada orquite epididimite, ocasionando diminuição da fertilidade e deixando a qualidade do sêmen comprometida.</p>
<p>A tripanossomose é uma doença muito inespecífica, não existe um sinal clínico que facilite a sua identificação. Um dos sintomas, como o aborto, por exemplo, é provocado por várias doenças como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/brucelose-bovina/" target="_blank" rel="noopener">brucelose</a></strong>, leptospirose, neosporose, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/tristeza-parasitaria-bovina/" target="_blank" rel="noopener">tristeza parasitária bovina</a></strong>, entre outras.</p>
<p>A tripanossomose é uma <strong>doença de rebanho aberto</strong>, de propriedades que compram e vendem gado. Em rebanhos fechados, geralmente, não há problema algum, porque não existe o risco de contágio por um animal externo infectado no momento da aplicação da ocitocina, por exemplo.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-5206 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4.jpg" alt="Animal com Tripanossomose" width="435" height="319" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4.jpg 435w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4-300x220.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4-370x271.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4-270x198.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/10/tripanossomose4-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 435px) 100vw, 435px" /><span style="font-size: 10pt;">Animal com sinais clínicos de tripanossomose</span></p>
<h3>A doença acomete humanos e outros animais?</h3>
<p>Outros animais, como cães, cavalos e até mesmo nós, humanos, podemos contrair outros tipos de tripanossomose, que nada têm a ver com a que atinge os bovinos.</p>
<p>Os equinos podem ser infectados pelo <em>Trypanosoma evansi, </em>já os cães e humanos, pelo <em>Trypanosoma cruzi</em>, a famosa doença de chagas.</p>
<h2>Tratamento da tripanossomose bovina</h2>
<p>A <strong>doença tem tratamento</strong>, mas é preciso cuidado com o medicamento, dose e via a ser utilizada. Dependendo da forma como a parasitose é combatida, os animais podem adquirir resistência. Neste caso, após um ou dois meses da primeira infecção, o contágio volta a ocorrer, atingindo todo o rebanho.</p>
<p>Dessa forma, por erro de tratamento, a doença retorna e causa os mesmos transtornos, baixa de produtividade e mortes, como se nunca tivesse ocorrido na fazenda em questão.</p>
<p>O melhor tratamento é feito à base de <strong>“cloreto de isometamidium”</strong>. O medicamento deve ser aplicado na medida correta &#8211; 1mg/kg. Muitas pessoas, para fazer economia, utilizam meio miligrama por quilo, ou seja: a metade da dose.</p>
<p>Muitos dizem que o tratamento não funciona, mas não é bem assim. A eficácia perdura por um período aproximado de 3 meses &#8211; tempo necessário para o produtor controlar a infecção. Se o problema não é resolvido em sua essência, com a regulagem da ocitocina ou o controle das moscas, os surtos continuarão ocorrendo.</p>
<h2>Quais erros podem ser evitados?</h2>
<ul>
<li>Compra de gado sem procedência.</li>
<li>Má <strong>aplicação de ocitocina</strong>.</li>
<li>Falta de controle de vetores.</li>
<li>Diagnóstico intuitivo. O diagnóstico do <em>Trypanosoma vivax </em>deve ser feito por um veterinário, pois a doença possui diversos sinais clínicos e é de difícil identificação.</li>
</ul>
<p>O caminho para se prevenir a tripanossomose nas fazendas é o <strong>cuidado com a compra de gado</strong> e esse é um desafio.</p>
<p>Mas, é possível driblar a doença e impedir que o rebanho seja contaminado no momento da ordenha, durante a aplicação da ocitocina. Utilizamos a estratégia de ter uma seringa para cada animal.</p>
<p>Dividimos as agulhas em dois potes &#8211; em um deles colocamos as agulhas limpas e no outro as que já foram utilizadas. Dessa forma, é impossível a contaminação. Logo depois de aplicar a ocitocina em todas as vacas, lavamos as seringas com água e sabão e pronto, podemos utilizá-las novamente.</p>
<p>Outra possível alternativa é a <strong>eliminação do uso de ocitocina</strong>. Vacas holandesas, Jersey, animais mais puros, produzem leite sem a necessidade de um bezerro ou da ocitocina como estímulo.</p>
<p>Já os animais mestiços, que precisam da estimulação externa, é possível treiná-los desde o nascimento.</p>
<p>É um trabalho demorado, mas o melhor exemplo que podemos dar, é a Fazenda Santa Luzia, uma das maiores produtoras do país com animais Girolando, atendida pelo Rehagro Consultoria em Passos (MG). Hoje a propriedade não utiliza ocitocina.</p>
<h2>Controle de doenças e gestão estratégica para mais lucro no leite</h2>
<p>A Tripanossomose bovina pode comprometer seriamente a saúde do rebanho e a rentabilidade da fazenda.</p>
<p>No <span style="font-weight: 400;"><strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong></span> do Rehagro, você aprende a integrar prevenção de doenças, manejo eficiente e gestão financeira para garantir produtividade, qualidade do leite e resultados sustentáveis.</p>
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		<item>
		<title>Principais cuidados com a vaca e o bezerro antes e após o parto: como evitar problemas?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jul 2018 13:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[LEITE]]></category>
		<category><![CDATA[bezerros]]></category>
		<category><![CDATA[colostro]]></category>
		<category><![CDATA[parto]]></category>
		<category><![CDATA[problemas]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[úbere]]></category>
		<category><![CDATA[vacas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto são extremamente importantes, uma vez que qualquer problema na hora do nascimento pode comprometer o desempenho produtivo de ambos. É importante estar atento desde a escolha do touro, passando pelo balanço nutricional, até o manejo adequado das vacas, principalmente nos 90 dias que antecedem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Os</strong> <strong>cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto</strong> são extremamente importantes, uma vez que qualquer problema na hora do nascimento pode comprometer o desempenho produtivo de ambos.</p>
<p>É importante estar atento desde a escolha do touro, passando pelo balanço nutricional, até o manejo adequado das vacas, principalmente nos 90 dias que antecedem o parto.</p>
<p>O tempo de gestação em bovinos varia de 280 a 300 dias, sendo o maior período observado em gados mestiços de raças zebuínas. Para a intensificação nos cuidados, é ideal que sejam formados lotes de vacas em final de gestação, o lote de transição pré-parto, onde se encontram animais de 90 a 30 dias antes do parto.</p>
<p>Dos 30 dias ao parto, transferi-las para um piquete maternidade permite uma maior observação.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt;"><strong>Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</strong></span></p>
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</script></p>
</div>
<h2>Piquete maternidade</h2>
<p>O piquete maternidade deve possuir uma boa cobertura vegetal, ser fresco e ventilado (mas sem corrente de vento), limpo, com boa drenagem e sombreamento.</p>
<p>São indicadas sombras móveis para se evitar acúmulo de barro, fezes e urina, principalmente visando à prevenção de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/o-que-e-mastite-bovina-e-quais-seus-impactos/" target="_blank" rel="noopener">mastites</a></strong> e metrites. Deve haver pelo menos 4 m² de sombra por animal.</p>
<p>A localização deve facilitar a observação dos sinais do parto, ter <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-da-agua-para-bovinos-leiteiros/" target="_blank" rel="noopener">acesso à água</a></strong> e alimentação à vontade. As medidas recomendadas são de 56 m²/animal, com um espaço de cocho de 70 cm/animal.</p>
<p>É ideal que haja uma maternidade para vacas e outra para <a href="https://rehagro.com.br/blog/guia-para-o-sucesso-na-criacao-de-novilhas-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener"><strong>novilhas</strong></a>, evitando competições e prejuízos para as mais jovens.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12903 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto.jpg" alt="Área de um piquete maternidade" width="511" height="305" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto.jpg 511w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-300x179.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-370x221.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-270x161.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-150x90.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 511px) 100vw, 511px" /><span style="font-size: 10pt;">Exemplo de piquete maternidade</span></p>
<h2>Sinais de proximidade do parto</h2>
<ul>
<li><strong>2 a 3 semanas pré-parto, ocorre aumento do úbere</strong>. Em primíparas, isto pode acontecer um pouco mais cedo.</li>
<li><strong>2 a 3 dias antes do parto os tetos se enchem e perdem a rugosidade</strong>. Ocorre relaxamento dos ligamentos e músculos da pelve (flanco) e da cauda.</li>
<li><strong>Mais próximo ao parto, ocorre liberação de muco viscoso pela vagin</strong>a. A vulva fica edemaciada. Ocorre produção e liberação de colostro.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-criacao-bezerras-leiteiras?utm_campaign=material-leite&amp;utm_source=ebook-criacao-bezerras&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39650 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png" alt="E-book Criação de bezerras leiteiras" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-criacao-bezerras-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Cuidados com a vaca e o bezerro antes do parto</h2>
<h3>Estágio 1 do parto</h3>
<p>No início do trabalho de parto, o animal fica agitado e inquieto, se afasta do grupo, fica tentando cheirar e lamber a vulva, se deita e se levanta diversas vezes, não come.</p>
<p>Estes sinais podem durar de 2 a 6 horas.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12904" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1.jpg" alt="Vaca no estágio 1 do parto" width="427" height="319" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1.jpg 427w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1-300x224.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1-370x276.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-1-150x112.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px" /><span style="font-size: 10pt;">Estágio 1 do parto</span></p>
<h3>Estágio 2 do parto</h3>
<p>Ocorre o rompimento da 1ª bolsa, a de água (corioalantóica). Depois de aproximadamente 1 hora ocorre o rompimento da segunda bolsa (amniótica). Ela libera um líquido mais viscoso que lubrifica o canal do parto. Logo que se rompe a bolsa de água, o útero já começa a contrair e o feto se insinua no canal, promovendo a dilação do mesmo.</p>
<p>Após 2 horas da ruptura da bolsa, já é possível ver o feto em pluríparas, e em primíparas normalmente após 4 h.</p>
<p>Em geral a posição mais confortável, e menos estressante para parir é a deitada. As vacas tendem a parir de pé quando o parto é anormal ou quando se sentem ameaçadas, por exemplo, com presença de cães e urubus.</p>
<p>Estudos mostram que este estresse durante o parto resulta em aumento de até 11% na mortalidade de bezerros.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12905" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2.jpg" alt="Vaca no estágio 2 do parto" width="438" height="330" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2.jpg 438w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2-300x226.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2-370x279.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-2-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 438px) 100vw, 438px" /><span style="font-size: 10pt;">Estágio 2 do parto</span></p>
<h3>Estágio 3 do parto</h3>
<p>Momento do nascimento à expulsão dos restos placentários. Pode variar de 30 min até 12 horas após o parto.</p>
<h2>Problemas no parto</h2>
<p>Analisando fazendas nos EUA, pesquisadores chegaram à conclusão que <strong>2% das mortes de bezerros no útero estavam associadas ao parto demorado</strong> e à falta de assistência, e outros 2% morreram pelos mesmos motivos na primeira semana de vida.</p>
<p>A maioria das mortes está associada às distocias (partos difíceis). Por isso, sem dúvida, é preciso que o responsável pela maternidade esteja preparado para monitorar os partos, e caso seja necessário, intervir até certo ponto.</p>
<p>A intervenção deve ser considerada quando o parto não ocorreu entre 60 a 90 min após o aparecimento das membranas fetais em novilhas e, em vacas, de 30 a 60 min após o aparecimento das membranas fetais.</p>
<p>Em posição normal, o bezerro projeta primeiro as patas dianteiras acompanhadas pela cabeça (com o focinho voltado para fora) apoiada nas patas. Outras posições podem acontecer e cabe à experiência do técnico para identificar e intervir.</p>
<p>Toda e qualquer intervenção pode causar injúrias na vaca e no bezerro. Nunca se deve tentar romper as bolsas. É preciso checar todos os parâmetros vitais para intervenção e, caso seja preciso, optar por uma cesariana.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Cuidados com a vaca e o bezerro logo após o parto</h2>
<h3>Cuidados com a vaca</h3>
<p>É importante avaliar condições fisiológicas e <strong>uterinas</strong> logo após o parto. Certificar-se da existência ou não de outro feto através do toque.</p>
<p>A utilização de soluções eletrolíticas, chamadas <em>drench</em>, é uma forma de se antecipar aos efeitos provocados pela queda de apetite no período pós-parto, e consequentemente das <a href="https://rehagro.com.br/blog/doencas-reprodutivas-em-gado-de-leite/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças metabólicas</strong></a> provocadas pela diferença entre necessidades e consumo (balanço energético negativo). O fornecimento do <em>drench</em> é também uma forma de repor os nutrientes gastos durante o parto, principalmente energia.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12906 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3.jpg" alt="Vaca recebendo o drench" width="397" height="491" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3.jpg 397w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3-243x300.jpg 243w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3-370x458.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3-270x334.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-3-150x186.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 397px) 100vw, 397px" /><span style="font-size: 10pt;">Fornecimento do <em>drench</em> para a vaca</span></p>
<p>Observe se o animal irá expulsar em até 12 horas os restos placentários. Caso isso não ocorra, adote medidas contra os efeitos da retenção de placenta.</p>
<p>Este período, crítico para as vacas, é um momento em que ocorrem diversas alterações fisiológicas e metabólicas. Qualquer problema aqui pode impactar na produção deste animal nesta lactação e nas seguintes.</p>
<h3>Cuidados com os bezerros</h3>
<p>Logo após o parto, <strong>o bezerro passa por alterações para que possa se adaptar à vida fora do útero</strong>.</p>
<p>Imediatamente, inicia sua homeostasia respiratória, passa a regular o equilíbrio ácido-básico, a metabolizar carboidratos, gorduras e aminoácidos para produção de energia corporal.</p>
<p>É importante remover todo muco da narina e da boca do bezerro. Se necessário, estimule a respiração, fazendo cócegas na narina e massagem torácica.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12907 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4.jpg" alt="Retirada de muco da narina de bezerro" width="427" height="323" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4.jpg 427w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4-300x227.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4-370x280.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4-270x204.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4-80x60.jpg 80w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-4-150x113.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 427px) 100vw, 427px" /><span style="font-size: 10pt;">Retirada do muco das narinas</span></p>
<p>Neste momento, ele ainda não é eficiente na regulação da temperatura corporal. Além de possuir os pelos curtos, possui uma pequena massa corporal em relação à sua superfície corporal. Em função destas particularidades, sua temperatura diminui nas primeiras 12h de vida.</p>
<p>Assim, é recomendado secar o bezerro após o parto. Se as condições forem propícias, com <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/colostro-bovino-saiba-importancia/" target="_blank" rel="noopener">ingestão de colostro</a></strong>, boa cobertura vegetal no piquete e ambiente favorável, entre 48 a 72h de vida sua temperatura estará normal.</p>
<h2>Avaliação das condições fisiológicas do bezerro</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">É primordial examinar o bezerro e a vaca. Para melhor avaliar as condições fisiológicas dos bezerros, siga as seguintes pontuações:</span></p>
<p><strong>1. Testar a movimentação da cabeça sob estímulo de água fria:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos- ausente;</li>
<li>1 ponto &#8211; diminuída;</li>
<li>2 pontos &#8211; espontânea.</li>
</ul>
<p><strong>2. Testar a resposta aos estímulos interdigitais e palpebrais:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos &#8211; ausente;</li>
<li>1 ponto &#8211; reduzidos;</li>
<li>2 pontos &#8211; existentes e intensos.</li>
</ul>
<p><strong>3. Testar a respiração:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos &#8211; imperceptível;</li>
<li>1  ponto &#8211; lenta e irregular;</li>
<li>2  pontos &#8211; rítmica com profundidade normal.</li>
</ul>
<p><strong>4. Avaliar a cor das mucosas:</strong></p>
<ul>
<li>0 pontos &#8211; branca azulada;</li>
<li>1 ponto &#8211; azul;</li>
<li>2 pontos &#8211; róseas avermelhadas.</li>
</ul>
<p>Ao final da soma de pontos, avalie os resultados:</p>
<ul>
<li><strong>7 a 8 pontos</strong> – bezerros sadios com boa vitalidade.</li>
<li><strong>4 a 6 pontos</strong> – bezerros deprimidos, com vitalidade diminuída e acidose leve a moderada.</li>
<li><strong>0 a 3 pontos</strong> – bezerros com pouca vitalidade, acidose severa.</li>
</ul>
<p>Em condições normais os bezerros levam em média:</p>
<ul>
<li>3 minutos para posicionar a cabeça corretamente;</li>
<li>5 minutos para assumirem a posição esternal;</li>
<li>Até 20 minutos após o parto, já tentam ficar em pé;</li>
<li>Em cerca de 60 minutos já estão de pé, procurando a teta da vaca.</li>
</ul>
<h2>Outros cuidados com a vaca e a cria após o parto</h2>
<p>Em muitas ações, é possível contribuir muito com a sobrevivência do bezerro, como por exemplo, na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/cura-de-umbigo-das-bezerras/" target="_blank" rel="noopener">cura de umbigo</a></strong>.</p>
<p>O <strong>umbigo é como uma porta aberta</strong> ao organismo do animal. Veia umbilical, artéria umbilical e úraco estão diretamente em contato com o ambiente e serão via de transporte direta de microorganismos para circulação animal e podem promover infecções em diferentes sistemas.</p>
<p>Para uma proteção adequada, <strong>a cura de umbigo deve ser feita da seguinte forma</strong>:</p>
<ul>
<li>O ideal é não cortar. Fazê-lo somente nos casos em que o umbigo estiver muito grande e arrastando no chão</li>
<li>Mergulhar o coto umbilical em uma solução de iodo de concentração entre 7% a 10% durante 10 segundos. Repetir por pelo menos 3 dias.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12910" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-7.jpg" alt="Umbigo de bezerro sendo tratado" width="300" height="395" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-7.jpg 236w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-7-228x300.jpg 228w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-7-150x198.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<h2>Fornecimento de colostro para bezerros</h2>
<p><strong>Fornecer</strong> <strong>colostro para o bezerro nas 6 primeiras horas de vida</strong> é de extrema importância. Após este período, a taxa de absorção diminui muito. Toda a proteção do bezerro durante as primeiras duas semanas de vida será promovida pelos anticorpos absorvidos do colostro. Como o contato com os agentes patogênicos muitas vezes acontece antes mesmo do contato com o colostro, é essencial garantir uma boa colostragem.</p>
<p>O colostro, além das imunoglobulinas, <strong>é também fonte de energia, de fatores de crescimento e de muitos outros nutrientes importantes para a sobrevivência do bezerro.</strong></p>
<p>Para cada raça animal existe uma quantidade sugerida de colostro a ser oferecida. Em média, os pesquisadores acreditam que 4 litros de um colostro de boa qualidade sejam capazes de suprir as necessidades do bezerro.</p>
<p>Observar se o animal conseguiu mamar o colostro é muito importante, mas sem dúvida a forma mais fácil de garantir que o bezerro foi bem colostrado, em termos de quantidade ingerida e qualidade do colostro, é oferecer via mamadeira ou através de sonda esofágica. Para utilizar a sonda, o conhecimento para tal é primordial.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12911" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8.jpg" alt="Bezerros sendo alimentados com colostro" width="597" height="255" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8.jpg 597w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8-300x128.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8-370x158.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8-270x115.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/07/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto-8-150x64.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 597px) 100vw, 597px" /></p>
<p>Após todos os cuidados, é preciso <strong>identificar os bezerros e direcioná-los ao <a href="https://rehagro.com.br/blog/bezerreiro-como-devem-ser-as-instalacoes-para-bezerras-leiteiras/" target="_blank" rel="noopener">bezerreiro</a></strong>.</p>
<p>Por fim, todo investimento em cuidados com a vaca e a cria antes do parto, no momento do parto e após irá refletir na produção das vacas e na sobrevivência dos bezerros.</p>
<h2>Domine o manejo no pré e pós-parto e aumente a produtividade</h2>
<p>O sucesso da produção de leite começa no cuidado com a vaca e o bezerro nos primeiros momentos de vida.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog">Curso Gestão na Pecuária Leiteira</a></strong> do Rehagro, você aprende técnicas de manejo eficientes para prevenir problemas, reduzir perdas e potencializar o desempenho do rebanho, desde o parto até a produção.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-pecuaria-de-leite?utm_campaign=mkt-materiais-gpl&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-18711 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg" alt="Banner Curso Gestão na Pecuária Leiteira" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl.jpg 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-300x97.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-768x248.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-370x120.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-270x87.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-740x239.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2023/03/banner-gpl-150x49.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-medium wp-image-14439" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg" alt="Bruno Guimarães" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/08/bruno-guimaraes.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/">Principais cuidados com a vaca e o bezerro antes e após o parto: como evitar problemas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
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					<wfw:commentRss>https://rehagro.com.br/blog/cuidados-com-a-vaca-e-a-cria-antes-do-parto/feed/</wfw:commentRss>
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			</item>
		<item>
		<title>Verminoses em bovinos de corte: como realizar o controle?</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jun 2018 15:25:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[pecuária de corte]]></category>
		<category><![CDATA[sanidade]]></category>
		<category><![CDATA[vermífugos]]></category>
		<category><![CDATA[verminoses]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante os últimos anos temos visto o desenvolvimento da pecuária brasileira, colocando o país num lugar de destaque no cenário mundial, tornando-se o número um em exportação de carne. No entanto, o potencial produtivo do nosso rebanho não é totalmente expresso devido a fatores ligados, muitas vezes, à sanidade dos animais. Dentro deste contexto, o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://rehagro.com.br/blog/controle-de-verminoses-em-bovinos-de-corte/">Verminoses em bovinos de corte: como realizar o controle?</a> apareceu primeiro em <a href="https://rehagro.com.br/blog">Rehagro Blog</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante os últimos anos temos visto o desenvolvimento da pecuária brasileira, <strong>colocando o país num lugar de destaque no cenário mundial, tornando-se o número um em exportação de carne. </strong></p>
<p>No entanto, o potencial produtivo do nosso rebanho não é totalmente expresso devido a fatores ligados, muitas vezes, à sanidade dos animais.</p>
<p>Dentro deste contexto, <strong>o controle de verminoses em bovinos constitui uma prática importante</strong>, cujo objetivo é evitar perdas econômicas irreparáveis, uma vez que a presença de endoparasitas está ligada ao menor ganho ou perda de peso além da predisposição a outras doenças.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
<p><script charset="utf-8" type="text/javascript" src="//js.hsforms.net/forms/v2.js?pre=1"></script><br />
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  });
</script></p>
</div>
<h2>Impacto econômico causado pelas verminoses</h2>
<p>Os prejuízos causados pelas verminoses em países como os Estados Unidos são estimados em <strong>centenas de milhões de dólares anualmente. </strong></p>
<p>Além dos danos financeiros diretamente associados aos parasitas, o uso inadequado de antiparasitários tem sido um agravante, aumentando ainda mais as perdas econômicas relacionadas às verminoses.</p>
<p>No Brasil, o uso de medicamentos antiparasitários também representa um desafio, com uma parcela significativa das doses sendo administrada incorretamente. Mesmo com altos investimentos no controle de parasitas, o manejo inadequado e a vermifugação em períodos impróprios comprometem a eficácia das estratégias de controle.</p>
<p>Diante desse cenário, <strong>é essencial a implementação de um programa eficaz e acessível</strong> de controle de verminoses em bovinos, que se baseie no uso racional de medicamentos e na eliminação dos parasitas em épocas adequadas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-sanidade-gado-de-corte?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-sanidade-gado&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39640 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png" alt="E-book Sanidade do gado de corte" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-sanidade-gado-corte-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como controlar as verminoses nos bovinos?</h2>
<p>O controle das verminoses pode ser baseado no <strong>ataque às formas de vida livre ou parasitária</strong>, tendo, cada uma destas alternativas, pontos positivos e negativos. O combate aos estágios de vida livre tem como objetivo eliminar das pastagens as formas infectantes, diminuindo a probabilidade de ingestão destas pelos bovinos.</p>
<p>Dentre as práticas de manejo mais valiosas para este tipo de controle destaca-se a rotação ou vedação temporária das pastagens, ou a utilização de agentes biológicos.</p>
<p>A primeira estratégia tem o objetivo de exaurir as reservas corporais das larvas, levando-as a morte. Estima-se que 80% das larvas morram quando não ingeridas por bovinos em intervalos de 30 a 45 dias.</p>
<p>Já o controle biológico baseia-se na utilização de parasitas dos ovos e larvas como os fungos nematófagos de gênero Arthrobotrys e bactérias do gênero Bacillus.</p>
<p>Outra estratégia é a utilização de besouros coprófagos, mais conhecidos como “rola-bosta”, que devido ao seu hábito de enterrar as fezes, acabam inviabilizando o desenvolvimento dos ovos e larvas.</p>
<p>No controle da fase de vida parasitária, a utilização de antiparasitários constitui a principal arma de combate das verminoses.</p>
<p>Dentre as estratégias mais utilizadas podemos destacar:</p>
<ul>
<li><b>Curativo</b><span style="font-weight: 400;">: neste tipo de controle, os animais são vermifugados apenas quando ocorrem sinais clínicos, numa explícita intenção de minimizar os custos de tratamento. No entanto, a alta prevalência de casos subclínicos no rebanho, associada a alta contaminação por ovos nas pastagens, acabam inviabilizando esta estratégia.</span></li>
<li><b>Supressivo</b><span style="font-weight: 400;">: neste caso utiliza-se vermífugos em intervalos pré-estabelecidos, durante todo o ano. Este procedimento pode implicar em dosificações desnecessárias, além do risco de criar resistência na população de vermes incidentes no rebanho.</span></li>
<li><b>Tático</b><span style="font-weight: 400;">: tratamento onde os animais são vermifugados quando alguma condição ambiental favorece o desenvolvimento dos vermes ou quando práticas de manejo, como entrada em novas pastagens ou confinamento, rotação ou compras de animais torna oportuna a medicação.</span></li>
<li><b>Estratégico</b><span style="font-weight: 400;">: esta prática de controle é baseada na prevenção de novas infestações de pastagens e apresenta resultados a médio e longo prazo. Tem como principal característica, a utilização racional de vermífugos e manutenção de cargas parasitárias compatíveis com a produção animal, apresentando, com isso, o melhor custo benefício, dentre as formas de </span><span style="font-weight: 400;">tratamento. </span></li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><b><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11144 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-1-1.jpg" alt="Gráfico com as principais formas de tratamento de verminoses em bovinos" width="550" height="388" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-1-1.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-1-1-300x212.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-1-1-370x261.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-1-1-270x190.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></b></span><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Custo/Benefício das principais formas de tratamento de verminoses em bovinos. Fonte: Embrapa Gado de Corte</span></p>
<p>Esta estratégia de controle baseia-se no conhecimento da epidemiologia e a dinâmica dos parasitos nos bovinos e na pastagem durante o ano, e a partir disto, pré-determinar vermifugações nos melhores períodos.</p>
<h2>Época de aplicação do vermífugo em bovinos</h2>
<p>Sabe-se hoje que as larvas encontram nas pastagens condições ideais de sobrevivência no período chuvoso do ano em grande parte do território brasileiro. Cerca de 90 a 95% dos endoparasitas existentes <strong>estão nas pastagens em épocas de chuva</strong>.</p>
<p>No entanto, <strong>durante o período mais seco (junho, julho, agosto), o número de larvas diminui drasticamente nas pastagens</strong>, e grande parte dos vermes está presente nos animais.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11145 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-2.jpg" alt="Dinâmica populacional dos endoparasitas em bovinos" width="550" height="375" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-2.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-2-300x205.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-2-370x252.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/verminoses-2-270x184.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /></span><span style="font-size: 10pt;">Dinâmica populacional dos endoparasitas em bovinos criados a pasto. Fonte: Pfizer Saúde Animal.</span></p>
<p>Com isso, <strong>a aplicação de vermífugos na época das chuvas tem pouco efeito no tratamento do rebanho</strong>, uma vez que a taxa de reinfecção é muito alta neste período pela alta carga de larvas nas pastagens.</p>
<p>Baseado nestes princípios, o controle estratégico preconiza a aplicação de vermífugos durante o período seco do ano, pois esta ação possibilita uma maior exposição dos vermes à ação dos antiparasitários.</p>
<p>Consequentemente, os animais entrarão no período chuvoso com uma carga parasitária mínima, diminuindo a contaminação das pastagens por ovos.</p>
<p>O programa desenvolvido pela Embrapa Gado de Corte baseia-se na aplicação de antiparasitários em épocas do ano pré-determinadas, levando em consideração a categoria animal e a relação custo-benefício.</p>
<h3>Quando realizar vermifugação em bezerros e vacas?</h3>
<p>A utilização de vermífugos em bezerros é dita por muitos como de pouca utilidade devido à baixa mortalidade ocasionada por endoparasitas.</p>
<p>No entanto, estudos vêm demonstrando que <strong>bezerros vermifugados antes da desmama apresentam maior ganho de peso</strong> (10 a 15%) quando comparado a animais não tratados.</p>
<p>Porém, a estratégia de tratar ou não esta categoria fica a cargo do proprietário, ou <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/veterinarios-e-zootecnistas-na-pecuaria-de-corte/">médico veterinário</a></strong>, pois fatores econômicos podem pesar nessa decisão.</p>
<p>Para a utilização em bois de engorda, preconiza-se a utilização de antiparasitários nos meses de outubro ou novembro, momento no qual esta categoria entrará em pastagens vedadas, acarretando uma menor contaminação destas.</p>
<p><strong>No caso de vacas, a vermifugação deve ser feita nos meses de julho e agosto</strong>, momento este anterior ao pico de parição, principalmente no Brasil Central (agosto e setembro). Com isso, o tratamento no periparto tem como objetivo uma menor contaminação das pastagens e consequentemente uma baixa infecção dos bezerros até o desmame.</p>
<p>Nos animais a partir da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/desmama-de-bezerros-de-corte/">desmama</a></strong> até 24–30 meses, momento no qual as verminoses causam maiores prejuízos, a vermifugação deve englobar todo o período seco, com dosificações nos meses de maio, julho e setembro. Esta estratégia tem obtido bons resultados a campo, com redução da mortalidade em 2% e um ganho médio de peso vivo em torno de 41 quilos por animal.</p>
<p>A primeira aplicação (maio) tem o objetivo diminuir a carga parasitária adquirida pelo animal durante o período chuvoso, a segunda aplicação (julho) elimina os vermes que resistiram à primeira aplicação, além de combater os novos endoparasitas adquiridos no início do período seco.</p>
<p>A terceira aplicação combate os parasitas que sobreviveram às primeiras vermifugações, diminuindo o risco de contaminação das pastagens durante o período chuvoso que se iniciará.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41419" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal.png" alt="Doses anti-helmínticas por categoria animal" width="689" height="253" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal.png 689w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal-300x110.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal-370x136.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal-270x99.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-categoria-animal-150x55.png 150w" sizes="auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Categoria animal, prejuízo e número de doses anti-helmínticas nos Cerrados. Fonte: Bianchin (1995)</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41420" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses.png" alt="Indicadores financeiros das alternativas de dosificação anti-helmíntica eficaz" width="897" height="205" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses.png 897w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-300x69.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-768x176.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-370x85.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-270x62.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-740x169.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tabela-tratamento-verminoses-150x34.png 150w" sizes="auto, (max-width: 897px) 100vw, 897px" /></p>
<ul>
<li>¹Considera o gasto com aquisição de anti-helmíntico e mão-de-obra (aproximadamente 4% do custo).</li>
<li>² Compõe-se de ganho de peso adicional (positivo, nulo ou negativo) somado ao valor das mortes evitadas.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Indicadores financeiros das alternativas de dosificação anti-helmíntica eficaz, expressos por 100 cabeças de bovinos, para um período de dois anos. (B=dosificados em julho e setembro, C=dosificados em maio, julho e setembro e D=dosificados em maio, julho, setembro e dezembro; @=arroba ). Fonte: Bianchin (1991).</span></p>
<p>Por fim, o produtor deve ter em mente que <strong>o controle estratégico</strong>, ao contrário de outros métodos basicamente curativos, <strong>deve ser repetido anualmente na propriedade, respeitando épocas, idades e categorias previamente determinadas</strong>.</p>
<p>Além disso, para se evitar falhas ou impedimentos que ponham em risco sua eficiência, <strong>a vermifugação pode ser executada conjuntamente a outras práticas de manejo, como vacinações</strong>.</p>
<p>Conclui-se então que, controle estratégico é uma alternativa viável na tentativa do produtor em explorar ao máximo a produtividade do seu rebanho, a baixo custo e de maneira prática.</p>
<h2 data-start="189" data-end="264">Controle de verminose não é só sanidade, é gestão que protege seu lucro</h2>
<p data-start="266" data-end="592">As verminoses reduzem o desempenho dos animais, comprometem o ganho de peso e geram prejuízos silenciosos na pecuária de corte. Para manter o rebanho saudável e produtivo, é preciso muito mais do que aplicar vermífugo: é necessário entender o ciclo dos parasitas, planejar o controle e integrar sanidade ao manejo estratégico.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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