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	<title>metabólicas Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>metabólicas Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Boro no café: como evitar deficiência e melhorar a produção?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Jun 2018 12:15:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CAFÉ]]></category>
		<category><![CDATA[boro]]></category>
		<category><![CDATA[cafeeiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O boro é um micronutriente fundamental para o desenvolvimento saudável do cafeeiro, desempenhando um papel importante na floração, frutificação e formação dos grãos. Sua deficiência pode resultar em problemas como crescimento irregular, deformações nas folhas, queda prematura dos frutos e, consequentemente, redução na produtividade da lavoura. Além disso, a falta de boro compromete a absorção [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="37" data-end="503">O <strong>boro</strong> é um micronutriente fundamental para o desenvolvimento saudável do cafeeiro, desempenhando um papel importante na floração, frutificação e formação dos grãos.</p>
<p data-start="37" data-end="503">Sua deficiência pode resultar em problemas como crescimento irregular, deformações nas folhas, queda prematura dos frutos e, consequentemente, redução na produtividade da lavoura. Além disso, a falta de boro compromete a absorção de outros nutrientes, impactando diretamente a qualidade final do café.</p>
<p data-start="505" data-end="884" data-is-last-node="">Para evitar esses prejuízos, é essencial entender como identificar os sinais de deficiência e aplicar práticas eficientes de manejo nutricional.</p>
<p data-start="505" data-end="884" data-is-last-node="">Neste artigo, você vai descobrir a <strong>importância do boro na cultura do café</strong>, os principais sintomas da sua carência e as melhores estratégias para garantir uma nutrição equilibrada, promovendo lavouras mais produtivas e sustentáveis.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Importância dos micronutrientes para as plantas</h2>
<p>Apesar da <strong>grande importância dos micronutrientes na nutrição vegetal</strong>, apenas recentemente passaram a ser utilizados de modo mais rotineiro nas adubações em várias regiões e para as mais diversas condições de solo, clima e culturas no Brasil.</p>
<p>Os principais motivos que despertaram interesse pela <strong>utilização de fertilizantes contendo micronutrientes</strong> no Brasil foram:</p>
<ul>
<li>Início da ocupação da região dos cerrados, formada por solos deficientes em micronutrientes por natureza;</li>
<li>Aumento da produtividade de inúmeras culturas com maior remoção e exportação de todos os nutrientes;</li>
<li>Incorporação inadequada de calcário ou a utilização de doses elevadas acelerando o aparecimento de deficiências induzidas;</li>
<li>Aumento na proporção de produção e utilização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/adubo-npk/">fertilizantes NPK</a></strong> de alta concentração, reduzindo o conteúdo incidental de micronutrientes nesses produtos;</li>
<li>Aprimoramento da análise de solo e foliar como instrumento de diagnóstico de deficiências de micronutrientes.</li>
</ul>
<p>Dentre todos os micronutrientes utilizados pela planta, um merece atenção: <strong>o boro</strong>.</p>
<p><strong>O boro é reconhecidamente o micronutriente cuja deficiência é mais comum no Brasil</strong> em diversas culturas anuais ou perenes, disputando com o zinco o ranking da deficiência em nossos solos. Devido a essa importância, ele será tratado neste trabalho, mais especificamente na cultura do café.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-identificacao-de-deficiencia-nutricional-no-cafeeiro?utm_campaign=material-cafe&amp;utm_source=guia-deficiencia-nutricional&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39677 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro.png" alt="Guia Deficiências nutricionais no cafeeiro" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-deficiencias-nutricionais-cafeeiro-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Origem do boro</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>origem do boro</strong> deve-se, principalmente, à turmalina, uma rocha que após sofrer intemperismo, libera no solo formas solúveis, como boratos e ácido bórico, que corresponde à forma não dissociada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de a turmalina ser fornecedora de boro ao solo,<strong> a fonte principal para as plantas vêm da matéria orgânica</strong>, que, após mineralizada, disponibiliza o nutriente. Portanto, há relação entre o teor de matéria orgânica com a quantidade de boro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra fonte citada na literatura são as precipitações, pois devido à abundância do elemento na água do mar, que obedece ao ciclo da água, com a evaporação, é passado para a atmosfera na forma de gotículas de água salgada e como vapor de ácido bórico, retornando ao solo juntamente com a chuva. Brasil Sobrinho (1965, apud MALAVOLTA, 2006) <strong>encontrou na água da chuva de 0,02 a 0,04 mg B/l</strong>, e concluiu poder contribuir para manutenção dos teores no solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O boro se encontra no solo em 4 formas: </span></p>
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">Solúvel em água;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Adsorvido, </span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Preso à <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/materia-organica-no-solo/" target="_blank" rel="noopener">matéria orgânica</a></strong>;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Fixado nas argilas. </span></li>
</ol>
<p>Somente a primeira nos dá indicativo de disponibilidade. A soma de todas as formas representa o teor total no solo, do qual, somente 5% estariam na forma solúvel e, consequentemente, disponível para as plantas.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos/capacitacao-em-gestao-na-producao-de-cafe?utm_campaign=mkt-materiais-gc&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-28254 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg" alt="Curso Gestão na Produção de Café Arábica" width="900" height="250" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1.jpg 900w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-300x83.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-768x213.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-370x103.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-270x75.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-740x206.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/07/botao-gc-arabica-1-150x42.jpg 150w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /></a></p>
<h2>Absorção, transporte e redistribuição do boro no cafeeiro</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é absorção, o primeiro item a merecer atenção é o <strong>contato do elemento com a raiz</strong>, que no caso do boro se dá por fluxo de massa. </span>O processo de absorção de boro ainda não é bem explicado, mas até agora o consenso que se tem é que o processo se dá por difusão através do plasmalema.</p>
<p>O movimento do boro se dá por <strong>corrente transpiratória via xilema</strong>, mas apresenta pouca mobilidade no floema, havendo redistribuição somente em algumas espécies, não incluindo o cafeeiro, apesar de não ser uma regra para todas as espécies da mesma família.</p>
<p>Em algumas culturas onde a redistribuição ocorre, há uma quantidade maior de polióis, resultando em alta relação Polióis: Boro que se complexam com o mineral dando origem a compostos mais solúveis nos tecidos, como é o caso da soja.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-4408 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.jpg" alt="Florada da lavoura cultivar topázio" width="482" height="642" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.jpg 482w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro-370x493.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro-270x360.jpg 270w" sizes="(max-width: 482px) 100vw, 482px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Florada da Lavoura – Cultivar Topázio. (Foto: Diego Baquião)</span></p>
<p>Devido à imobilidade do boro via floema, não se movendo das folhas ou outros órgãos para atender a necessidade de crescimento, o elemento assume algumas características:</p>
<ul>
<li><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sintomas-de-deficiencias-nutricionais-em-cafeeiro/" target="_blank" rel="noopener">Sintomas de deficiência</a></strong> aparecem em tecidos novos em crescimento, tais como: meristemas florais e vegetativos, pólen, fruto, raízes;</li>
<li>A toxidez do boro aparece em folhas velhas;</li>
<li>Há acúmulo de boro nos tecidos com a idade.</li>
</ul>
<p>Esse tipo de comportamento tem implicações no manejo do elemento no sistema agrícola, seja para detecção de deficiências como no modo de aplicação, como será visto adiante.</p>
<h2>Qual a função do boro nas plantas de café?</h2>
<p>A presença do boro <strong>altera as reações enzimáticas, pois inibe ou estimula a atividade das enzimas,</strong> provocando mudanças metabólicas, tanto em deficiência, acumulando substâncias prejudiciais às folhas como os fenóis, quanto em níveis elevados, que podem se tornar tóxicos às plantas.</p>
<p>Na fase reprodutiva o efeito benéfico é proeminente, uma vez que as exigências em boro são mais altas neste período do que no crescimento vegetativo, influindo na germinação do pólen, florescimento e frutificação.</p>
<p>No cafeeiro, causa abortamento das gemas floríferas, influindo também no crescimento vegetativo. Dentre os fatores benéficos, podemos citar também a <strong>síntese de proteínas e ácidos nucléicos</strong> que tem sua eficiência elevada.</p>
<p>Quando afirmamos que o boro é <strong>importante no crescimento vegetativo</strong>, um dos principais locais onde atua é na parede celular e na membrana citoplasmática, alterando suas propriedades mecânicas, principalmente na fase de crescimento. É necessário haja uma relação estreita entre a nutrição de boro com a parede celular primária, visto que 90% do elemento da célula estão presentes nessa estrutura.</p>
<p>Na membrana, apesar da pequena quantidade presente quando comparado à parede celular, atua na absorção de outros nutrientes, como, por exemplo, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fosfatagem-no-cafeeiro/" target="_blank" rel="noopener">o fósforo</a></strong>, que tem sua absorção diminuída em raízes deficientes do elemento, que também tem como papel a manutenção da integridade da membrana, garantindo absorção e metabolismo adequado, inclusive quando se fala em absorção de água.</p>
<p>Essa capacidade parece estar mais ligada à quantidade de carboidratos do que à concentração dos minerais presentes nos tecidos radiculares. Tal quantidade de carboidratos é influenciada pela presença de boro, que é o principal transportador desses compostos para os diversos órgãos das plantas, incluindo a raiz.</p>
<p>A diminuição no transporte de açúcares pode ser explicada pela menor atividade metabólica, ou seja, demanda pelos órgãos dreno. Outra explicação seria a diminuição da formação de compostos de borato com açúcares, tais complexos auxiliam no transporte dos carboidratos dentro da planta.</p>
<p>Outro benefício trazido pelo boro, principalmente em solos de regiões tropicais, que apresentam naturalmente elevado teor de Al e baixa concentração de bases, é o de <strong>permitir o maior crescimento radicular na presença de alumínio</strong> e, consequentemente, em solos ácidos. Vale lembrar que esse tipo de solo é a maioria no território brasileiro.</p>
<p>Tal fato pode ser explicado pela provável substituição do boro pelo alumínio em alguma função importante. Segundo o mesmo autor, essa hipótese é reforçada pela semelhança estrutural do Aluminato- Al (OH)3 com o B(OH)3 e pelo fato dos sintomas de deficiência de boro serem semelhantes aos observados por toxicidade de alumínio.</p>
<p>Portanto, o alumínio poderia induzir a deficiência de Boro. Esse benefício aumenta em proporção se considerarmos como premissa básica para uma produção econômica e sustentável em regiões tropicais, um solo com grande volume explorado por raízes sadias, que consigam absorver água e nutrientes de maneira eficaz.</p>
<p>As funções do boro na planta podem ser resumidas do seguinte modo:</p>
<ul>
<li>Absorção e transporte de água e nutrientes;</li>
<li>Maior vegetação;</li>
<li>Maior pegamento das floradas, menor esterilidade;</li>
<li>Fixação biológica do N2;</li>
<li>Proteção contra doenças;</li>
<li>Melhora a qualidade dos produtos.</li>
</ul>
<h2>Deficiências no cafeeiro</h2>
<p>As deficiências podem ser <strong>reais ou induzidas</strong>. Reais pela falta do Boro, e induzidas pela dificuldade de absorção mesmo que o elemento esteja presente.</p>
<p>A indução das deficiências nos cafezais se deve a:</p>
<ul>
<li>Fatores climáticos, como precipitação e temperatura;</li>
<li>Problemas físicos causados por adensamentos que diminuem a capacidade de infiltração e, consequente, o armazenamento de água;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/pragas-do-cafe-arabica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Pragas</strong></a> e <a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-do-cafe-como-identifica-las/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças</strong></a> do sistema radicular;</li>
<li><a href="https://rehagro.com.br/blog/mudas-de-cafe-como-escolher/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Mudas</strong></a> de inferior qualidade;</li>
<li>Problemas no caule que impedem ou dificultam a circulação da seiva;</li>
<li>Manejo inadequado, principalmente, da adubação, que, se feita de modo incorreto, pode causar desequilíbrio e competição com plantas daninhas ou culturas intercalares.</li>
</ul>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4409 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_.jpg" alt="Deficiência de boro na planta" width="526" height="393" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_.jpg 526w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-300x224.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-370x276.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-270x202.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/deficiencia-de-boro.JPG2_-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 526px) 100vw, 526px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Deficiência de boro (Foto: Luiz Paulo Oliveira)</span></p>
<h3>Diagnóstico de excesso ou deficiência de boro</h3>
<p>O <strong>diagnóstico das deficiências ou dos excessos</strong> pode ser feito de forma complementar, por meio de <a href="https://rehagro.com.br/blog/interpretacao-de-uma-analise-de-solo/" target="_blank" rel="noopener"><strong>análises de solo</strong></a>, análises de folhas e observação dos efeitos visuais. Vale lembrar que as análises de folhas e de solo podem acusar uma possível deficiência que ainda não esteja se manifestando nas plantas, estando em estágio latente.</p>
<p>Nas folhas do cafeeiro, <strong>os sintomas aparecem naquelas novas</strong>, que se apresentam deformadas, afiladas, pequenas e com os bordos arredondados. Também causa a morte das gemas apicais, provocando um superbrotamento.</p>
<p>Com a progressão da deficiência, aparecem nas folhas novas, pontuações negras e corticosas junto à nervura, causando seu entortamento. A deficiência acarreta também a deformação dos ramos laterais, com suas pontas se entortando para cima e para baixo e os secundários podendo se desprender por engrossamento em sua base.</p>
<p>O excesso de Boro causa <strong>toxicidade</strong>, aparecendo folhas manchadas de verde e amarelo e, em casos graves, ocorre queima dos bordos foliares. Os sintomas de toxidez são observados quando o nível nas folhas é superior à 100ppm.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4176 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1.jpg" alt="planta com boro" width="550" height="413" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados1-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /> <span style="font-size: 10pt;">Cafeeiro com sintomas de deficiência de Boro</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4177 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2.jpg" alt="planta com sintomas de deficiência de boro" width="550" height="413" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2.jpg 550w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/boro-processos-e-resultados2-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px" /><span style="font-size: 10pt;">Cafeeiro com sintomas de deficiência de Boro</span></p>
<h3>Quando realizar a amostragem de folhas?</h3>
<p>Segundo a Fundação Procafé, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-de-folha/" target="_blank" rel="noopener">a amostragem de folhas</a></strong> deve ser feita em duas épocas: no início das chuvas, para ajudar na programação da adubação e outra no início da granação dos frutos (Jan-Fev), para aferir as quantidades aplicadas do nutriente em períodos de maior exigência pela cultura, pois o teor na folha avalia indiretamente o teor no solo.</p>
<p>No caso específico do Boro no cafeeiro (espécie em que o elemento é imóvel no floema), a amostragem foliar deve ser feita coletando-se folhas ou tecidos jovens quando o objetivo for diagnosticar deficiências, e em tecidos maduros quando se tratar de toxidez.</p>
<p>Quanto à amostragem de solo, ela deve ser feita quando cessarem os tratos culturais na lavoura, obedecendo a um período mínimo de 60 dias da última adubação potássica, o que deve coincidir com a pré-colheita. Portanto, deve ser utilizado o bom senso nas lavouras que utilizam a prática da arruação, retirando as amostras antes dessa prática ou proceder ao “chegamento de cisco” para posterior amostragem.</p>
<h2>Quais as exigências e níveis adequados do boro?</h2>
<p>Os teores adequados de boro no solo, quando o extrator for água quente, variam em função do tipo de solo, espécie vegetal, clima, teor de matéria orgânica e pH.</p>
<p>Para a cultura do café, admite-se como adequado, <strong>um teor foliar de 40-80 ppm e um nível no solo acima de 0,5 mg/dm3.</strong></p>
<p>Segundo estudos, a demanda de boro pelo cafeeiro é de <strong>2.500 mg/ha</strong>, quantidade que corresponde às exigências para vegetação e produção de 1(uma) saca de 60Kg de café beneficiado na mesma área, ou seja, 1 ha.</p>
<p>Essa exigência foi dividida em diferentes partes da planta por Malavolta (2006), de modo que se chegou à seguinte ordem decrescente:</p>
<ol>
<li>Folhas &#8211; 50%;</li>
<li>Fruto &#8211; 20%;</li>
<li>Ramos &#8211; 15%;</li>
<li>Tronco &#8211; 10%</li>
<li>Raiz &#8211; 5%.</li>
</ol>
<h2>Modos de aplicação e quantidades</h2>
<p>O boro pode ser aplicado no cafeeiro por duas vias principais: <strong>via solo e via folha</strong>.</p>
<p>Ambas são utilizadas em larga escala em cultivos comerciais e experimentais com relativo sucesso, no entanto, cada qual possui características peculiares que devem ser analisadas em função dos teores do elemento no solo e na folha, comportamento do elemento, época do ano, idade da planta, produção, facilidade de aplicação, economia e etc.</p>
<h3>Adubação foliar</h3>
<p>A adubação foliar deve ser encarada como uma <strong>prática auxiliar no suprimento de nutrientes via solo</strong>. Se feita de modo indiscriminado pode acarretar prejuízos tanto por gastos desnecessários como por desequilíbrios, carências e toxidez.</p>
<p>De acordo com recomendação da Fundação Procafé, o boro pode ser fornecido via foliar usando-se ácido bórico, bórax ou boro líquido na concentração de 0,3% a 0,5% para as duas primeiras fontes e, para o boro líquido, 0,2 a 0,3%. A adubação foliar para o boro não é duradoura, sendo que mantém o teor foliar por aproximadamente 60 dias.</p>
<h3>Adubação via solo</h3>
<p>No fornecimento do nutriente via solo, temos uma <strong>maior eficiência</strong> quando analisamos o período que essa prática mantém o teor adequado na folha, que pode chegar a 18 meses, além de trazer benefícios ao sistema radicular como discutido anteriormente.</p>
<p>A adubação via solo é <strong>recomendada em casos de deficiências agudas</strong>, ou seja, quando o teor no solo for menor que 0,6 mg/dm3. O suprimento é feito com 2 a 6 kg/ha de boro aplicados na projeção da copa. As fontes utilizadas podem ser o ácido bórico ou o bórax, dando preferência ao ácido, que apresenta um melhor comportamento no solo pela maior solubilidade (Cultura de Café no Brasil- Novo Manual de Recomendações, 2005).</p>
<p>Um fator importante em termos de eficiência agronômica quando decidimos pela aplicação via solo é a solubilidade em água, que influi diretamente na absorção da planta. Lopes (1999) agrupa os fertilizantes fornecedores de Boro quanto à solubilidade em água em:</p>
<ul>
<li><strong>Solúveis</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Ácido Bórico, Bórax, Solubor e Boratos fertilizantes;</span></li>
<li><strong>Medianamente solúvel</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Colemanita;</span></li>
<li><strong>Insolúveis</strong>:<span style="font-weight: 400;"> Ulexita.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Um detalhe que vale ser lembrado visando economia de recursos é o fato da aplicação no solo, quando a fonte for ácido bórico, poder ser feita juntamente com a aplicação de produtos de solo (inseticida-fungicida) via líquida, bastando somente fazer os cálculos de acordo com a quantidade de calda usada/ha e diluir a quantidade de ácido bórico correspondente no pulverizador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação relativa do adubo e dos nutrientes do solo depende do nível de fertilidade química atual do solo, ou seja, <strong>quanto maior o nível de fertilidade menor a participação do adubo e maior a do solo na produção.</strong></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, somente após a compreensão dos mecanismos que regem o sistema solo-planta-atmosfera, do comportamento dos nutrientes no solo e no interior da planta e dos níveis adequados e modos corretos de aplicação, um nível de fertilidade adequado pode ser buscado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso deve acontecer de forma gradativa e contínua, respeitando as particularidades do solo, da cultura e nível tecnológico do produtor, visando produção satisfatória em uma agricultura racional, que equalize necessidades do homem com o ambiente onde vivemos.</span></p>
<h2>Aprimore a nutrição do cafeeiro e aumente a rentabilidade da lavoura</h2>
<p>O boro é um micronutriente essencial para o desenvolvimento do cafeeiro e sua deficiência pode comprometer a floração, a frutificação e, consequentemente, a produtividade. Garantir o fornecimento adequado desse elemento exige conhecimento técnico e uma gestão eficiente da nutrição da lavoura.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Café Rehagro.</p>
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