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	<title>intoxicação Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>intoxicação Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>E-book Principais plantas tóxicas para bovinos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 May 2022 15:57:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[E-BOOKS]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quais são as principais plantas tóxicas para bovinos presentes nas pastagens? Saiba como e quais plantas podem afetas diretamente a saúde seus animais. Neste e-book você irá encontrar: Imagens das plantas tóxicas para ajudá-lo a identificá-las em sua propriedade; Principais regiões onde podem ser encontradas em maior quantidade; Primeiros sintomas de intoxicação nos animais e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quais são as <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-que-causam-intoxicacao-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>principais plantas tóxicas</strong></a> para bovinos presentes nas pastagens? Saiba como e quais plantas podem afetas diretamente a saúde seus animais.</p>
<p>Neste e-book você irá encontrar:</p>
<ul>
<li>Imagens das plantas tóxicas para ajudá-lo a identificá-las em sua propriedade;</li>
<li>Principais regiões onde podem ser encontradas em maior quantidade;</li>
<li>Primeiros sintomas de intoxicação nos animais e os possíveis tratamentos.</li>
</ul>
<h2>Mantenha a qualidade de suas pastagens</h2>
<p>Para estabelecer as medidas profiláticas apropriadas, diagnósticos corretos e específicos devem ser realizados, por isso é importante ter um material de qualidade pensando no dia a dia do produtor.</p>
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		<title>Intoxicação por samambaia em bovinos: saiba quais são as formas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jun 2018 13:30:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[alteração clínica]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[intoxicação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A samambaia é uma planta cosmopolita e ocorre em solos ácidos e arenosos. Toda a planta é tóxica, mas o broto é a parte que apresenta maior toxicidade. Portanto, a utilização de queimadas aumenta o potencial de intoxicação da planta, uma vez que após a queimada, a samambaia brota. A intoxicação ocorre em animais com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A samambaia é uma planta cosmopolita e ocorre em solos ácidos e arenosos. <strong>Toda a planta é <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-que-causam-intoxicacao-em-bovinos/" target="_blank" rel="noopener">tóxica</a>, mas o broto é a parte que apresenta maior toxicidade.</strong> Portanto, a utilização de queimadas aumenta o potencial de intoxicação da planta, uma vez que após a queimada, a samambaia brota.</p>
<p>A intoxicação ocorre em animais com fome, em condições de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" target="_blank" rel="noopener">falta de pasto</a></strong>, seca ou superlotação. A ingestão de feno contaminado com samambaia é capaz de intoxicar o animal, pois a fenação não destrói o princípio tóxico. Há indícios que os animais viciam na planta, procurando-a após as primeiras ingestões.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Formas de intoxicação por samambaia</h2>
<p><strong>A intoxicação ocorre de três formas clínicas:</strong> aguda, hematúria crônica ou enzoótica e tumores do trato digestivo superior.</p>
<h3>Intoxicação aguda</h3>
<p><strong>A intoxicação aguda ocorre principalmente em animais jovens, até dois anos</strong> e, em alguns casos em animais mais velhos. O período de maior ocorrência é de novembro a maio.</p>
<p>Animais que nunca tiveram contato com a planta e são transferidos para pastos contaminados desenvolvem o quadro clínico rapidamente. Animais famintos, como, por exemplo, aqueles submetidos a viagens longas, são mais susceptíveis. A morbidade está por volta de 70% e a letalidade é de 100%.</p>
<p>Os <strong>animais começam a apresentar pelo arrepiado, perda de peso, andar cambaleante, diarreia sanguinolenta, perda de apetite e febre</strong> (41 a 42 °C). As mucosas vulvovaginal, conjuntival e oral tornam-se pálidas e podem haver petéquias nas mesmas.</p>
<p>Os locais de picadas de insetos, carrapatos e agulhas apresentam hemorragia constante. O animal permanece deitado a maioria do tempo. O hemograma demonstra anemia normocítica normocrômica, leucopenia e neutropenia.</p>
<p>Na necropsia, são observadas palidez de mucosas e vísceras, equimoses e sufusões nas mucosas e serosas das cavidades torácica e abdominal. No fígado, podem ser observadas áreas de infarto e necrose. No intestino, podem ser encontradas grande quantidade de sangue e ulcerações na mucosa.</p>
<p>O exame histológico revela hemorragia em diversos órgãos, rarefação e necrose do sistema hematopoiético e atrofia dos centros germinativos dos folículos linfáticos do baço.</p>
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<h3>Hematúria crônica ou enzoótica</h3>
<p><strong>Animais acima de quatros anos são os mais acometidos,</strong> e ocorrem em qualquer época do ano. A taxa de morbidade está por volta de 10% e a letalidade é de 100%.</p>
<p>O <strong>principal sinal clínico é a hematúria</strong>, que pode ser constante ou intermitente. <strong>O animal emagrece progressivamente, as mucosas estão pálidas</strong>. O quadro pode prolongar por vários meses até um ano, e o animal morre de caquexia.</p>
<p>Na necropsia são observadas palidez das vísceras e conteúdo e vermelho, às vezes coagulado, na bexiga. O epitélio vesical pode estar engrossado e podem ser vistos hematomas ou pequenos nódulos na bexiga.</p>
<p>O exame microscópico revela hiperplasia do epitélio de transição, e pode apresentar tumores como papilomas, adenomas, adenocarcinomas, carcinomas epidermóides, fibromas e hemangiomas.</p>
<h3>Tumores do trato digestivo superior</h3>
<p><strong>Os animais mais frequentemente acometidos são mais velhos, acima de 5 anos.</strong> Entre 7 a 8 anos ocorrem o maior número de casos. A morbidade é de aproximadamente 3% e a letalidade é de 100%.</p>
<p>A primeira alteração clínica é a tosse, e posteriormente o animal tem dificuldade de deglutição e regurgitação dos alimentos, com emagrecimento progressivo. Apresenta também diarréia em estágios avançados da doença.</p>
<p>Em alguns casos pode ocorrer timpanismo crônico. Os linfonodos submandibulares e pré-escapulares podem estar aumentados de tamanho. A morte ocorre por caquexia, 2 a 4 meses após o início do quadro clínico.</p>
<p>Na necropsia, os tumores são principalmente encontrados na região faringeana e base da língua. Tumores no rúmen, cárdia e esôfago também podem ser encontrados, mas com menor frequência. Geralmente estão associados a papilomas. Exames histológicos desses tumores revelam carcinomas epidermóides.</p>
<p>O princípio tóxico é uma tiaminase do tipo I, que inativa a tiamina e acumula ácido pirúvico em equinos, suínos e ratos. Nos bovinos, a intoxicação por samambaia é metabolizada a algumas substâncias, tais como, fator de anemia aplástica ou radiomimético, fenóis, fator determinante de hematúria ou de neoplasia enzoótica e outros.</p>
<p>O fator radiomimético determina depressão da medula, com anemia normocítica normocrômica, leucopenia e trombocitopenia. O fator determinante de neoplasia leva à formação de papilomas no tubo digestivo e na bexiga.</p>
<p>O diagnóstico é baseado nos sinais clínicos e na presença da samambaia nas áreas de pastagens. O hemograma pode auxiliar no diagnóstico. Deve-se diferenciar intoxicação por samambaia de outras enfermidades como pasteurelose, carbúnculo hemático, leptospirose e anaplasmose.</p>
<p><strong>Não existe tratamento efetivo para os bovinos</strong>. A transfusão de sangue e antibioticoterapia, como preventivo de infecção secundária, são apenas paliativos.</p>
<p>Portanto, <strong>o melhor controle é a erradicação da planta</strong>, que pode ser conseguida em 1 a 2 anos com correção do solo através de calagem. Não é indicado realizar queimadas e roçar o pasto, pois só levariam a emissão de novos brotos pela planta.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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		<title>Plantas tóxicas para bovinos: quais são, sintomas e prevenção</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/plantas-que-causam-intoxicacao-em-bovinos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2018 19:13:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CORTE]]></category>
		<category><![CDATA[bovinos de corte]]></category>
		<category><![CDATA[intoxicação]]></category>
		<category><![CDATA[pastagens]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As plantas tóxicas para bovinos são espécies vegetais que possuem substâncias capazes de provocar intoxicações quando ingeridas pelos animais, causando desde alterações digestivas e neurológicas até problemas hepáticos, cardíacos e, em situações graves, a morte. Entre as principais plantas que podem causar intoxicação em bovinos no Brasil estão a samambaia, o cafezinho ou erva-de-rato, a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As <strong>plantas tóxicas para bovinos</strong> são espécies vegetais que possuem substâncias capazes de <strong>provocar intoxicações quando ingeridas pelos animais</strong>, causando desde alterações digestivas e neurológicas até problemas hepáticos, cardíacos e, em situações graves, a morte.</p>
<p>Entre as principais plantas que podem causar intoxicação em bovinos no Brasil estão a samambaia, o cafezinho ou erva-de-rato, a maria-mole, a mamona, o fedegoso e a lantana. Os efeitos variam conforme a espécie vegetal, a quantidade ingerida, a parte da planta consumida e as condições do animal.</p>
<p>O risco de intoxicação <strong>pode aumentar em</strong> <strong>períodos de escassez de forragem</strong>, quando os bovinos têm maior possibilidade de consumir plantas normalmente evitadas. A presença de espécies tóxicas em pastagens, fenos e outros alimentos também exige atenção.</p>
<p>Neste artigo, você vai conhecer as principais plantas tóxicas para bovinos, entender os sinais clínicos associados a cada uma e descobrir quais medidas de manejo ajudam a reduzir os riscos de intoxicação no rebanho.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 14pt;"><strong>Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</strong></span></p>
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</div>
<h2>Quais são as principais plantas tóxicas para bovinos?</h2>
<h3>1.Tasneirinha, flor-das-almas e maria-mole — Senecio spp.</h3>
<p>É uma planta anual, pertencente à família <span style="font-size: 12pt;">Compositaceae, </span>que floresce a partir do mês de outubro e apresenta inflorescências amarelas, comportando-se como invasora de culturas e pastagens nativas. É encontrada na <strong>região Centro-Sul do Brasil.</strong></p>
<p>Os animais se intoxicam pela ingestão acidental da planta com feno e silagem, pois, a mesma é pouco palatável. Seu princípio ativo são os alcalóides pirrolizidínicos hepatotóxicos e causadores de lesão crônica irreversível.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Agressividade, incoordenação, tenesmo (prolapso retal), diarreia, falta de apetite, paralisia ruminal, fezes com sangue, elevada atividade cardíaca.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Edema de mesentério, abomaso e intestino; líquido no abdômen; hemorragias peri e endocárdicas; fígado aumentado de tamanho (aguda) ou diminuído (crônica); vesícula biliar aumentada de tamanho, com parede engrossada e edemaciada e lesões nodulares. Lesões de espongiose no sistema nervoso.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10850 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/senecio-spp.jpg" alt="Senecio" width="330" height="393" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/senecio-spp.jpg 330w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/senecio-spp-252x300.jpg 252w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/senecio-spp-270x322.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px" /><span style="font-size: 10pt;"> <em>Senecio</em> spp.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-plantas-toxicas-para-bovinos?utm_campaign=material-corte&amp;utm_source=ebook-plantas-toxicas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39638 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas.png" alt="E-book Plantas tóxicas para bovinos" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-plantas-toxicas-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>2. Cipó-preto, Cipó-ruão e Cipó-vermelho — <em>Tetrapterys multiglandulosa </em>spp.</h3>
<p>É uma planta perene, presente em<strong> todos os estados da região Sudeste</strong>. A intoxicação ocorre mais no período da seca, quando os animais passam por restrição alimentar, pois a planta tem baixa palatabilidade, exceto os brotos jovens, que apresentam boa palatabilidade.</p>
<p>Mesmo na seca a planta se mantém verde nos pastos, atraindo os animais. Os princípios tóxicos são os heterosídeos flavônicos e esteróides na folha jovem, taninos condensados, alcalóides quaternários e esteróides na folha madura.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Edema de barbela e na região esternal, jugular com pulso positivo, aborto, relutância do animal em andar, emagrecimento progressivo, fezes ressequidas.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Áreas mais claras no coração (epicárdio), miocárdio endurecido, fígado com aspecto de noz-moscada, edemas subcutâneos (região esternal).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10851 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tetrapterys-multiglandulosa-spp.jpg" alt="Tetrapterys multiglandulosa" width="328" height="393" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tetrapterys-multiglandulosa-spp.jpg 328w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tetrapterys-multiglandulosa-spp-250x300.jpg 250w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/tetrapterys-multiglandulosa-spp-270x324.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 328px) 100vw, 328px" /><span style="font-size: 10pt;"><em>Tetrapterys multiglandulosa </em>spp.</span></p>
<h3>3. Cicuta, funcho-selvagem — <em>Conium maculatum</em></h3>
<p>É uma planta perene, com 180 cm de altura, caule oco, recoberto com manchas púrpuras, folhas pinatipartidas, lembrando as de salsa. A planta é encontrada nos estados de <strong>Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul</strong>. Os princípios tóxicos são os alcalóides (coniína, coniceína) voláteis.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Dificuldade de deglutição, dificuldade de locomoção, incoordenação, tremores musculares, prolapso da terceira pálpebra, dificuldade respiratória, salivação, eructação intensa, regurgitação do conteúdo ruminal, movimento de pedalagem, abortos e nascimentos de bezerros com defeitos teratogênicos.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Presença de espuma e fragmentos verdes nas vias respiratórias, presença de líquido ruminal aspirado no pulmão.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10842" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum.jpg" alt="Conium maculatum" width="400" height="294" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum.jpg 428w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum-300x221.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum-370x272.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum-270x199.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/conium-maculatum-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><em><span style="font-size: 10pt;">Conium maculatum</span></em></p>
<h3>4. Espichadeira — <em>Solanum malacoxylon</em></h3>
<p>São descritas intoxicações naturais em bovinos acima de 15 meses. A planta é encontrada no pantanal do Mato Grosso em terrenos argilosos e região alagadiça. Nos meses de julho a setembro, há uma incidência maior de intoxicação.</p>
<p>O princípio ativo que deixa essa planta tóxica é o calcinogênico (vitamina D), que provoca aumento da absorção de cálcio, levando à calcificação distrófica no endocárdio, artérias, tecidos moles e tendões.</p>
<p>Esse princípio ativo também provoca inibição da maturação dos condrócitos das cartilagens epifisais e articulares, levando à parada do crescimento longitudinal, os tecidos moles sofrem degeneração e calcificação patológica e a deposição óssea intramedular provoca inibição da eritropoiese.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Emagrecimento progressivo, pelos ásperos, sinais de fraqueza, abdômen retraído, dificuldade de locomoção e andar rígido, apoio das pinças dos cascos no chão, principalmente nos membros anteriores.</p>
<p>Após movimentação brusca, os animais intoxicados apresentam insuficiência cardíaca e respiratória, caracterizadas por cansaço e dispneia, carpo ligeiramente flexionado e cifose, decúbito, pulso arterial duro, arritmias cardíacas.</p>
<p>Não existe tratamento.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Mineralização em diversos órgãos, principalmente nos sistemas cardiocirculatório e pulmonar; endocárdio e válvulas cardíacas espessadas, com perda da elasticidade; aumento e rigidez das grandes artérias (faciais e ilíacas), que se apresentam esbranquiçadas, endurecidas e espessadas, mostrando na camada íntima elevações irregulares e placas esbranquiçadas; calcificação associada a enfisema pulmonar; anasarca e ascite; rins com pontilhados esbranquiçados.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10844 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/espichadeira.jpg" alt="Espichadeira" width="209" height="311" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/espichadeira.jpg 209w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/espichadeira-202x300.jpg 202w" sizes="auto, (max-width: 209px) 100vw, 209px" /><span style="font-size: 10pt;">Espichadeira</span></p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/curso/gestao-lucrativa-na-pecuaria-de-corte?utm_campaign=mkt-materiais-gpc&amp;utm_source=blog&amp;utm_medium=plantas-toxicas" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-46181 size-full" title="Clique e conheça a formação!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp" alt="Banner Formação Prática Gestão Lucrativa na Pecuária de Corte" width="1024" height="341" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc.webp 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-300x100.webp 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-768x256.webp 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-370x123.webp 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-270x90.webp 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2026/10/banner-formacao-gpc-740x246.webp 740w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></p>
<h3>5. Mascagnia — Pubiflora, Rigida, Coriacea, Elegans</h3>
<ol>
<li><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>Mascagnia pubiflora</em>:</strong> corona, timbó, cipó-prata;</span></span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>Mascagnia rígida</em>:</strong> tingui, salsa-rosa, péla-bucho, quebra-bucho; </span></span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>Mascagnia coriaceae</em>:</strong> suma-roxa, suma; </span></span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-weight: 400;"><strong><em>Mascagnia elegans</em>:</strong> rabo-de-tatu.</span></span></li>
</ol>
<p>A planta é encontrada nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, e Espírito Santo. Por causa da boa palatabilidade, é ingerida junto com a forragem durante todo o ano.</p>
<p>Entretanto, quando a planta está brotando, a toxicidade é maior e a movimentação dos animais que ingeriram a planta favorece a intoxicação. O princípio tóxico da planta é o Glicosídeo digitálico.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Relutância em levantar e caminhar, tremores musculares, quedas, movimento de pedalagem, convulsões, morte. O animal pode ter alterações cardíacas e neuromusculares de evolução superaguda, com morte súbita. Atualmente não se conhece um tratamento.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Em bovinos que morrem após doses únicas, não são encontradas alterações consistentes na necropsia, porém podem ser observados:</p>
<ul>
<li><strong><em>Mascagnia pubiflora</em>: </strong>Petéquias no epicárdio, superfície de corte do miocárdio pálida, congestão hepática e pulmonar.</li>
<li><strong><em>Mascagnia rigida</em>:</strong> Muco na porção final do intestino grosso, hemorragias nos pulmões e rins, congestão hepática.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10848 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mascagnia.jpg" alt="Mascagnia" width="269" height="308" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mascagnia.jpg 269w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mascagnia-262x300.jpg 262w" sizes="auto, (max-width: 269px) 100vw, 269px" /><span style="font-size: 10pt;">Mascagnia</span></p>
<h3>6. Cafezinho, erva-de-rato, erva-café, café-bravo, roxa, roxinha — <em>Palicourea marcgravi</em></h3>
<p>Uma das plantas tóxicas de maior importância no Brasil com ampla distribuição, exceto na região Sul, apresentando alta palatabilidade e elevada toxicidade com efeito cumulativo.</p>
<p>É ingerida em qualquer época do ano, porém o número maior de intoxicações ocorre na seca, quando os animais penetram nas matas e capoeiras. O princípio tóxico é o ácido monofluoracético e a planta seca apresenta cerca de quatro vezes mais do que a planta verde.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Desequilíbrio do trem posterior (os animais caem), tremores musculares, movimentos de pedalagem, dispneia, membros distendidos, taquicardia, convulsão e morte; Os sinais aparecem em poucas horas após a ingestão da planta (5 a 24 horas) e apresentam um quadro superagudo( o animal pode morrer em 1 a 15 minutos). Não existe um tratamento específico.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Como a morte ocorre rapidamente, muitas vezes não se observam lesões macroscópicas. Em algumas ocasiões, observam-se mucosas cianóticas, congestão de pulmões, rins e fígado, e hemorragias na meninge e rins.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10840" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cafezinho.jpg" alt="Planta Cafezinho" width="400" height="217" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cafezinho.jpg 497w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cafezinho-300x163.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cafezinho-370x201.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/cafezinho-270x147.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-size: 10pt;">Cafezinho</span></p>
<h3>7. Coerana, canema, anilão, maria-preta, pimenteira — <em>Cestrum </em></h3>
<p>Esta planta ocorre especialmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Santa Catarina, sendo que os <em>Cestrum axillare</em> e <em>Cestrum corymbosum</em> desenvolvem-se em partes úmidas, o <em>Cestrum sendtenerianum</em> desenvolve-se em capoeiras.</p>
<p>O princípio tóxico da planta são as saponinas (digitogexina e gitogenina).</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Apatia e anorexia, narinas secas, pêlos arrepiados, ranger de dentes, andar relutante, sonolência. Quando em pé, o animal mantém a cabeça baixa ou apoiada em obstáculos, isolamento, diminuição dos movimentos do rúmen, salivação abundante, agressividade, hiperexitabilidade, tremores musculares. Não existe tratamento específico.</p>
<p>Algumas horas após o início dos sintomas, os animais permanecem decúbito esternal e às vezes com a cabeça voltada para o flanco, movimentos de pedalagem, extremidades frias.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>As alterações macroscópicas mais significativas são observadas no sistema digestivo. Fígado com cirrose e coloração mais clara, com aspecto de noz-moscada, coração com hemorragia do tipo petequial, sufusões no epicárdio, miocárdio e endocárdio.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10841 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/coerana.jpg" alt="Planta Coerana" width="377" height="393" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/coerana.jpg 377w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/coerana-288x300.jpg 288w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/coerana-370x386.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/coerana-270x281.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 377px) 100vw, 377px" /><span style="font-size: 10pt;">Coerana</span></p>
<h3>8. Fedegoso — <em>Senna ocidentallis</em></h3>
<p>Planta causadora de miopatia e cardiomiopatia degenerativas em várias espécies. Esta leguminosa é encontrada nas <strong>pastagens</strong> ao longo de beiras de estrada, em lavouras, em solos ricos ou bastante fertilizados.</p>
<p>As intoxicações ocorrem mais na época seca do ano quando os pastos estão secos e também pela ingestão de cereais e feno contaminado com sementes ou outras partes da planta. Os princípios tóxicos são o N-metilmorfoline e o Oximetilantraquinona.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Diarreia com cólica e tenesmo em 2 a 4 dias após a ingestão, fraqueza muscular, ataxia dos membros posteriores e relutância em se mover. Mioglobinúria, decúbito esternal e lateral. Os animais podem adoecer mesmo após duas semanas de cessada a ingestão da planta. Não há tratamento eficaz.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Áreas pálidas nos músculos esqueléticos, principalmente nas grandes massas musculares; lesões cardíacas discretas (palidez difusa do miocárdio), presença de grandes coágulos cruóricos nos dois ventrículos; fígado aumentado e pálido, com manchas escuras na cápsula; rúmen repleto e fétido; pulmões avermelhados, pouco crepitantes e com espuma na traqueia e brônquios.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10845 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/fedegoso.jpg" alt="Planta Fedegoso" width="261" height="388" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/fedegoso.jpg 261w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/fedegoso-202x300.jpg 202w" sizes="auto, (max-width: 261px) 100vw, 261px" /><span style="font-size: 10pt;">Fedegoso</span></p>
<h3>9. Samambaia, samabaia-do-campo, samambaia-das-taperas — <em>Pteridium aquilinum</em></h3>
<p>É uma planta que vegeta em lugares de maior altitude em solos ácidos e arenosos, após derrubada de matas, nas beiradas de estradas e capoeiras. A samambaia é tóxica verde ou seca e tem poder cumulativo.</p>
<p>Ela possui uma tiaminase do tipo I, que é metabolizada para outras substâncias como o fator de anemia aplástica, fenóis, tiazol, pirimidina, ácido cinâmico, chiquímico e fator determinante de hematúria.</p>
<p>As <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/intoxicacao-por-samambaia/" rel="noopener">intoxicações por samambaia</a> </strong>ocorrem mais quando os animais estão com fome, habituados a comer a planta, em fenos contaminados com a mesma, ou no caso de bovinos que recebem escasso material fibroso.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<ul>
<li><strong>Tipo laríngeo da intoxicação:</strong> animais começam a apresentar pelos arrepiados, perda de peso e andar cambaleante, tristeza, indiferença, hemorragias cutâneas e das cavidades naturais como boca e fossas nasais, edema de garganta, aumento da temperatura corporal.</li>
<li><strong>Tipo entérico da intoxicação:</strong> anorexia, depressão, enterite, fezes diarreicas de cor escura e com coágulo de sangue, mucosas pálidas com petéquias, temperatura elevada, hemorragias no local de picada de insetos ou de agulhas.</li>
<li><strong>Forma crônica da intoxicação:</strong> a principal alteração clínica é a presença de hematúria enzoótica (sangue), mas também são frequentes os carcinomas epidermóides no esôfago, faringe rúmen, com tosse, dificuldade de apreensão e deglutição dos alimentos. Achados de necropsia</li>
<li><strong>Forma aguda da intoxicação:</strong> palidez das mucosas da vagina e gengiva, petéquias na mucosa vaginal, hemorragias na forma de sufusões na serosa das cavidades abdominais e torácica. Também são observadas hemorragias nas fáscias musculares e sufusões no endocárdio, úlcera na mucosa intestinal. Tanto o fígado, como rins e pulmões, apresentam áreas de infarto e necrose.</li>
<li><strong>Forma crônica da intoxicação:</strong> bexiga com conteúdo urinário de cor vermelha e, às vezes, com coágulos sanguíneos. Tanto na faringe, como no esôfago e rúmen, são observados papilomas de diversas formas, carcinomas na base da língua, nódulos firmes na bexiga.</li>
</ul>
<p>Não há tratamento terapêutico eficaz.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10849" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/samambaia.jpg" alt="Planta Samambaia" width="400" height="281" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/samambaia.jpg 449w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/samambaia-300x210.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/samambaia-370x260.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/samambaia-270x189.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-size: 10pt;">Samambaia</span></p>
<h3 style="text-align: left;">10. Mamona, carrapateira, palma-de-cristo, regateira — <em>R</em><em>icinus communis </em>—</h3>
<p>A intoxicação natural pela planta tem sido registrada na região nordeste, devido à fome. Quanto aos princípios tóxicos, as folhas possuem a ricinina, responsável por sintomas neuromusculares, que não possui efeito cumulativo e as sementes possuem uma toxalbumina, a ricina, além de uma fração alergênica (complexo proteína-polissacarídeo), uma lípase, traços de riboflavina, ácido nicotínico e óleo de rícino.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<ul>
<li>Quando os animais ingerem as folhas e pericarpo dos frutos: inquietação, andar desequilibrado, necessidade de deitar após certa marcha, tremores musculares, sialorreia, eructação excessiva, atonia ruminal.</li>
<li>Quando os animais ingerem as sementes: diarreia sanguinolenta, dores abdominais, anorexia, incoordenação, insuficiência respiratória, insuficiência renal aguda (uremia).</li>
</ul>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Gastroenterite hemorrágica. Tratamento: Soro anti-rícino, Antiespasmódicos, hidratação parenteral.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10847 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mamona.jpg" alt="Mamona" width="379" height="393" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mamona.jpg 379w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mamona-289x300.jpg 289w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mamona-370x384.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/mamona-270x280.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px" /><span style="font-size: 10pt;">Mamona</span></p>
<h3>11. Barbatimão — <em>Stryphnodendron </em>spp.</h3>
<p>Árvore descrita nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Ceará, Maranhão e Piauí. Os princípios tóxicos da planta são os taninos, presentes na casca da árvore e as saponinas, presentes nos frutos.</p>
<p>As intoxicações ocorrem com mais frequência de junho a setembro, principalmente em animais que estão passando fome, que comem as favas que caem no chão.</p>
<h4><strong>Principais sinais clínicos nos bovinos</strong></h4>
<p>Apatia, anorexia, ressecamento do focinho, atonia ruminal, emagrecimento progressivo, sonolência, hipotermia, tremores musculares, lacrimejamento, sialorreia, erosões na mucosa bucal, lesões de pele, polaciúria (micções muito frequentes e pouco abundantes).</p>
<p>Tratamento: administração de purgantes oleosos e salinos, soro glicosado e anti-histamínico, aplicação de pomadas e ungüentos nas lesões de pele.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Gastroenterite discreta, intestinos quase vazios, fígado levemente amarelado, bile com cor vermelha escura a amarela, rins pálidos e ligeiramente aumentados de volume, baço com discreta hiperemia.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10839 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/barbatimao.jpg" alt="Barbatimão" width="279" height="390" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/barbatimao.jpg 279w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/barbatimao-215x300.jpg 215w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/barbatimao-270x377.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 279px) 100vw, 279px" /><span style="font-size: 10pt;">Barbatimão</span></p>
<h3>12. Chumbinho, camará, cambará, margaridinha — <em>Lantana</em> spp.</h3>
<p>Planta com ampla distribuição pelo Brasil sendo descrita nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul.</p>
<p>As intoxicações ocorrem mais situações de escassez de alimento e superlotação de pastagens, após as primeiras chuvas, pois a planta brota mais rapidamente. Os princípios tóxicos são o Lantadene B e Lantadene A.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<ul>
<li><strong>Curso agudo da intoxicação (24- 48 horas):</strong> Apatia, anorexia, midríase, icterícia, fezes moles e com sangue, edema de faces e membros, urina de cor escura, lacrimejamento, sialorreia, fotossensibilização.</li>
<li><strong>Curso crônico da intoxicação (15-42 dias):</strong> Manifestações de fotossensibilização hepatógena como eritema, edema inflamatório das partes claras, com exsudato seroso e face ventral da língua ulcerada; diminuição ou parada dos movimentos do rúmen, inquietação, icterícia, urina de coloração marrom, fezes ressecadas, nefrose, mumificação da pele nos animais que não morrem.</li>
</ul>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Icterícia generalizada, fígado aumentado de tamanho e de coloração alaranjada, vesícula biliar distendida e edemaciada, rins com edema de pélvis e urina de coloração marrom, pele com lesões de fotossensibilização.</p>
<p><strong>Tratamento:</strong> soro glicosado, purgantes salinos, pomadas a base de vitamina A e zinco nas lesões de pele, corticóide, antibióticos, anti-histamínicos, rumenotomia com remoção do conteúdo e substituição por conteúdo ruminal normal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10846 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/lantana.jpg" alt="Lantana" width="365" height="315" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/lantana.jpg 365w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/lantana-300x259.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/lantana-270x233.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/lantana-348x300.jpg 348w" sizes="auto, (max-width: 365px) 100vw, 365px" /><span style="font-size: 10pt;"><em>Lantana</em> spp.</span></p>
<h3>13. <em>Enterolobium</em> spp. — Contortisiliquum, Schomburgkii, Gummiferum</h3>
<p><span style="font-size: 12pt;"><span style="font-weight: 400;"><em>Enterolobium contortisiliquum:</em> Orelha-de-macaco, timbaúba, tamboril-da-mata / </span><span style="font-weight: 400;"><em>Enterolobium schomburgkii</em>: Tamboril-da-mata / </span><span style="font-weight: 400;"><em>Enterolobium gummiferum</em>: Tamboril-do-campo, orelha-de-onça, vinhático-do-campo.</span></span></p>
<p>Distribuição da planta:<em> E. Contortisiliquum</em>: Amazonas, Mato Grosso, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul / <em>E. Shomburgkii:</em> Amazonas, Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais /  <em>E. Gummiferum: </em>Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e região Centro-Oeste do Brasil.</p>
<p>Os animais se intoxicam através da ingestão da fava, que tem boa palatabilidade, e as intoxicações são mais freqüentes durante a seca. Os princípios tóxicos são as saponinas (gitogenina, digitogenina).</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<ul>
<li>Curso agudo da intoxicação: Diminuição ou ausência completa de apetite, apatia, fezes extremamente diarreicas, sede intensa, desidratação, diminuição da frequência cardíaca e respiratória, corrimento nasal seroso bilateral.</li>
<li>Curso crônico da doença: Apatia, anorexia, diarreia com fezes pretas e fétidas, mucosa ocular ictérica, lesões de pele do tipo fotossensibilização.</li>
</ul>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<ul>
<li>Curso agudo da doença: Presença de sementes de <em>Enterolobium</em> spp. no rúmen, fígado aumentado de volume e com pontilhado branco na superfície do parênquima, gastroenterite catarral, intestinos vazios e mucosas congestas, icterícia generalizada.</li>
<li>Curso crônico da doença: icterícia generalizada, lesões de pele tipo fotossensibilização, lesões necróticas de pele e tecido subcutâneo.</li>
</ul>
<p><strong>Tratamento:</strong> soro glicosado, antidiarreicos, pomadas cicatrizantes.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10843" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp.jpg" alt="Planta Enterolobium Contortisiliquum" width="400" height="301" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp.jpg 419w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp-300x226.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp-370x278.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/06/enterolobium-spp-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /><span style="font-size: 10pt;"><em>Enterolobium contortisiliquum</em></span></p>
<h3>14. Plantas Cianogênicas</h3>
<ul>
<li><span style="font-size: 12pt;"><b>Graminae: </b><em>Shorgum vulgare</em>: sorgo, <em>Shorgum halepense</em> (sorgo-de-alepo), <em>Shorgum sudanense</em> (sorgo-sudão, capim-sudão);</span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><b>Leguminosae: </b><em>Trifolium repens</em> (Trevo-branco);</span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><b>Rosaceae: </b><em>Prunus sphaerocarpa</em> (Pessegueiro-bravo);</span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><b>Caesalpinaceae: </b><em>Holocalyx glaziovii</em> (Alecrim-de-campinas);</span></li>
<li><span style="font-size: 12pt;"><b>Euphorbiacea: </b><em>Manihot</em> spp. (Mandioca).</span></li>
</ul>
<p>Os ruminantes são os animais mais sensíveis, devido ao pH ruminal, ao contrário dos monogástricos, os quais o pH do estômago inativa as enzimas hidrolíticas da planta. As plantas cianogênicas contêm o ácido cianídrico (HCN), formando compostos cianogênicos, geralmente glicosídeos ou hidroxinitrilos, inibindo a fosforilação e resultando em asfixia tissilar.</p>
<h4>Principais sinais clínicos nos bovinos</h4>
<p>Dispneia, tremores musculares, excitação, salivação, lacrimejamento, incoordenação, opistótono, decúbito, convulsões, dilatação de pupilas.</p>
<h4>Achados de necropsia</h4>
<p>Mucosas avermelhadas; sangue vermelho-brilhante, que coagula com dificuldade; petéquias no abomaso e intestinos; rúmen com cheiro de amêndoas amargas, musculatura escura.</p>
<h4>Tratamento</h4>
<p>Na maioria das vezes os animais já são encontrados mortos devido a rapidez da intoxicação cianídrica, além disso não há um tratamento específico de recuperação imediata. O tratamento é feito com uma solução aquosa de tiossulfato de sódio 20% via endovenosa.</p>
<p>A melhor forma de evitar a intoxicação pelas plantas tóxicas citadas acima é a profilaxia, e essa consiste em <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/estrategias-de-manejo-de-pastagem/" rel="noopener">manejar adequadamente as pastagens</a></strong> evitando assim o aparecimento de invasoras, além de evitar o acesso dos animais famintos em áreas com incidências dessas plantas.</p>
<p>Portanto, um <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/manejo-nutricional-bovinos-de-corte/" rel="noopener">bom planejamento nutricional</a></strong> é o melhor caminho para solucionar esse problema no campo.</p>
<h2>Perguntas frequentes sobre plantas tóxicas para bovinos</h2>
<h3>1. Quais são os sintomas de intoxicação por plantas em bovinos?</h3>
<p>Os sintomas dependem da planta ingerida e podem incluir falta de apetite, salivação excessiva, diarreia, tremores musculares, dificuldade para caminhar, alterações respiratórias, fotossensibilização e fraqueza. Algumas intoxicações podem provocar morte súbita. Esses sinais não são exclusivos de intoxicação por plantas, por isso o diagnóstico deve ser realizado por um médico-veterinário.</p>
<h3>2. Qual planta pode causar morte súbita em bovinos?</h3>
<p>O cafezinho ou erva-de-rato (Palicourea marcgravii) é uma das plantas associadas à morte súbita em bovinos no Brasil. Ela contém monofluoroacetato, substância que interfere no metabolismo energético do organismo. A intoxicação pode evoluir rapidamente, exigindo atenção veterinária imediata.</p>
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<h3>3. Por que a intoxicação por plantas é mais comum em períodos de seca?</h3>
<p>A seca pode aumentar o risco porque a redução da disponibilidade de forragem leva os animais a explorar outras fontes de alimento. Algumas plantas tóxicas permanecem acessíveis ou verdes nesse período. Entretanto, a ocorrência de intoxicações também depende da espécie, da região e das condições do pasto.</p>
<h3>4. O que fazer quando um bovino apresenta suspeita de intoxicação por plantas?</h3>
<p>O produtor deve procurar imediatamente um médico-veterinário, interromper com segurança o acesso do rebanho à possível fonte de intoxicação e evitar movimentar ou estressar o animal debilitado. É importante registrar os sinais observados e as plantas presentes na área. Não se deve administrar medicamentos ou tratamentos caseiros sem orientação profissional.</p>
<h3>5. Existe tratamento para intoxicação por plantas em bovinos?</h3>
<p>O tratamento depende da planta envolvida, da substância tóxica, dos sinais clínicos e da gravidade do quadro. Algumas intoxicações possuem medidas terapêuticas específicas, enquanto outras exigem principalmente cuidados de suporte e podem não ter tratamento eficaz. A avaliação veterinária rápida é fundamental.</p>
<h3>6. Como prevenir intoxicações por plantas tóxicas em bovinos?</h3>
<p>A prevenção inclui identificar espécies tóxicas nas pastagens, monitorar áreas de risco, manter oferta adequada de forragem, evitar o acesso a locais infestados e inspecionar fenos e outros alimentos. O controle das plantas deve considerar recomendações técnicas para cada espécie e região.</p>
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<p>Texto produzido pela Equipe Corte Rehagro.</p>
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