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	<title>cultura da soja Archives | Rehagro Blog</title>
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	<title>cultura da soja Archives | Rehagro Blog</title>
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		<title>Vassourinha-de-botão: como identificar e controlar essa planta daninha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2022 13:00:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[controle químico]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
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		<category><![CDATA[plantas daninhas]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na cultura da soja se destaca a necessidade de efetuar o controle de plantas daninhas, uma vez que estas causam perdas significativas na produtividade da cultura, conforme a espécie, a densidade e a distribuição na lavoura. A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas. O manejo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na cultura da soja se destaca a necessidade de efetuar o controle de plantas daninhas, uma vez que estas causam perdas significativas na produtividade da cultura, conforme a espécie, a densidade e a distribuição na lavoura.</p>
<p><strong>A eliminação das plantas daninhas antes da semeadura da cultura é dependente da ação eficiente dos herbicidas.</strong></p>
<p>O manejo em pré-semeadura ou “<strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/dessecacao-da-soja-qual-o-momento-certo/" target="_blank" rel="noopener">dessecação</a></strong>” é fundamental para um bom desenvolvimento das lavouras. A eliminação das plantas daninhas, antes da semeadura, permite que a cultura tenha um desenvolvimento inicial rápido e vigoroso.</p>
<p>A literatura tem demonstrado que aplicações sequenciais, que introduzem antecipadamente herbicidas sistêmicos, tais como glyphosate e 2,4-D, e após 15 a 20 dias, na véspera ou na data da semeadura, herbicidas de contato, como paraquat, paraquat em mistura com diuron, diquat e flumioxazin, proporcionam maior eficiência no controle das plantas daninhas.</p>
<p>A utilização isolada do <em>glyphosate</em> já não é mais garantia de uma boa dessecação.</p>
<p>Plantas daninhas resistentes ou com tolerância a este herbicida, como a buva, o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/aprenda-a-manejar-buva-e-capim-amargoso/" target="_blank" rel="noopener">capim amargoso</a></strong> e o capim pé-de-galinha já são responsáveis pela utilização de outros herbicidas nas áreas cultivadas com soja no Brasil. <strong>Além disso,</strong> <strong>existem atualmente 41 casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas no país.</strong></p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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<h2>O que é a vassourinha de botão?</h2>
<p>A planta daninha <strong>vassourinha de botão</strong> (<em>Spermacoce</em> sp.) é uma espécie dentro da família Rubiaceae, nativa da América Tropical, introduzida em outras regiões do mundo.</p>
<p>Sua reprodução é exclusiva por sementes, a via fotossintética provável é a do tipo C3 e o ciclo de vida é classificado como perene simples.</p>
<p>As sementes são do tipo fotoblásticas positivas preferenciais e as temperaturas que promovem maior germinação estão entre 20 e 35°C, além disso, a dinâmica populacional da planta é influenciada por elevadas temperaturas (acima de 25 °C) e condições de luminosidade de 12 horas diárias. As estruturas reprodutivas são produzidas em grande quantidade sendo de fácil dispersão.</p>
<p><strong>A vassourinha de botão é uma espécie que apresenta biótipos tolerantes ao <em>glyphosate</em></strong>, e que estão amplamente distribuídos nas lavouras brasileiras. É uma espécie capaz de formar grandes infestações e interferir negativamente em culturas agrícolas e pastagens por meio da competição por nutrientes.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-identificacao-plantas-daninhas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-plantas-daninhas&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39624 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas.png" alt="Guia Identificação de plantas daninhas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-identificacao-plantas-daninhas-150x49.png 150w" sizes="(max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Como controlar a vassourinha de botão?</h2>
<p><strong>As plantas daninhas competem com a cultura da soja pelos recurso</strong>s, competição essa que é importante por poder afetar o desenvolvimento da cultura causando perdas na produtividade, redução na qualidade dos grãos, maturação desuniforme e até inviabilização da colheita.</p>
<p>O manejo dessas plantas daninhas, como a vassourinha de botão, consiste em suprimir o crescimento ou a densidade de indivíduos até níveis aceitáveis, não ocasionando prejuízos para a cultura principal.</p>
<p>Existem diferentes métodos para <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">controle de plantas daninhas</a></strong>, sendo o controle químico, principalmente na cultura da soja, o mais utilizado.</p>
<p>Entre os mecanismos de ação utilizados para controle de plantas daninhas dicotiledôneas, se destacam os Inibidores da 5-enolpiruvilchiquimato-3-fosfato sintase (EPSPS), inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), Mimetizadores de Auxina (AUXINA), Inibidores do Fotossistema I e II (FSI e FSII) e Inidores da Acetolactato Sintase (ALS).</p>
<p>Os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/" target="_blank" rel="noopener">herbicidas</a></strong> são a principal e mais eficiente ferramenta usada para controle de plantas daninhas na cultura da soja.</p>
<p>O uso desses produtos em pré ou pós-emergência, combinados com outras práticas de manejo, são suficientes para garantir vantagem competitiva para a soja nos estádios iniciais e mesmo durante todo o ciclo. Entre as vantagens do controle químico, podem ser destacadas a eficiência; praticidade e rapidez na operação.</p>
<p>Existem diversas plantas daninhas que apresentam difícil controle. Nesse quesito tem destaque <strong>a vassourinha-de-botão, espécie vem se tornando problema em várias áreas por apresentar difícil controle</strong>, já que os herbicidas utilizados no manejo da lavoura não estão apresentando bom percentual de controle, principalmente o <em>glyphosate</em>, herbicida do qual a planta é considerada tolerante.</p>
<p>Em condições de campo, consultores e produtores relatam bons resultados de controle de <i>Spermacoce sp.</i> com aplicações de herbicidas que agem na PROTOX.</p>
<p>Esse mecanismo contém os herbicidas tidos como mais eficazes para controle de vassourinha de botão com tolerância ao <em>glyphosate</em>. No caso de vassourinha de botão, os mecanismos de tolerância são relacionados com baixa translocação de herbicidas nas plantas.</p>
<p>A competição com plantas de vassourinha de botão durante todo ciclo da soja ocasiona reduções nos índices produtivos, fitomassa da planta e produtividade de grãos da cultura.</p>
<p><strong>Cada planta de vassourinha-de-botão em competição com a cultura da soja durante todo ciclo é capaz de reduzir a produtividade da soja em 1,3 a 4,2%,</strong> equivalente a 0,8 a 2,6 sacas de 60 kg por hectare.</p>
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		<title>Doenças da soja: conheça as principais e como controlá-las</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-da-soja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2022 15:16:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[controle biológico]]></category>
		<category><![CDATA[controle químico]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[doenças da soja]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[mancha alvo]]></category>
		<category><![CDATA[mofo-branco]]></category>
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		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos. As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoides. Sua importância econômica varia de safra a safra e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As doenças se apresentam como um dos fatores preponderantes, visando o impedimento de atingir o potencial de produção da cultura da soja, que podem afetar desde a germinação até o final do enchimento de grãos.</p>
<p>As enfermidades podem ser causadas por fungos, bactérias, vírus e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">nematoides</a></strong>. Sua importância econômica varia de safra a safra e de região para região, dependendo das condições climáticas de cada safra. Suas perdas anuais são estimadas de 15 a 20%. <strong>Algumas doenças, entretanto, podem ocasionar perdas de até 100%.</strong></p>
<p>O planejamento da safra deve levar em consideração as doenças mais comuns na região, época na qual ocorrem previsão climática e infraestrutura da propriedade.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<p>Deve-se evitar a introdução de doenças na área utilizando semente certificada &#8211; quando necessário tratadas com fungicidas. A época de semeadura pode significar em maior ou menor número de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/fungicidas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">aplicações de fungicidas</a></strong>, em função da ocorrência da doença em relação ao estádio fenológico da cultura.</p>
<p>O complexo de doenças pode causar diversos danos à lavoura, prejudicando a qualidade dos grãos, tendo como principais problemas: desfolha precoce, tombamento de plantas, queda na produtividade, maturação precoce, redução da atividade fotossintética, redução da qualidade dos grãos e redução no estande de plantas.</p>
<p>Os fungicidas devem ser usados da maneira correta, com dose, época de aplicação e condições de aplicação que possibilitem o controle efetivo dos patógenos, sem o risco de selecionar populações resistentes a eles.</p>
<h2>Principais doenças da soja</h2>
<ul>
<li>Antracnose;</li>
<li>Cancro da haste;</li>
<li>Doença de final de ciclo &#8211; DFC;</li>
<li>Ferrugem asiática;</li>
<li>Mancha-alvo;</li>
<li>Mancha olho-de-rã;</li>
<li>Míldio;</li>
<li>Mofo-branco;</li>
<li>Oídio;</li>
<li>Podridão vermelha da raiz;</li>
<li>Nematoide de cisto;</li>
<li>Nematoide das galhas;</li>
<li>Nematoide das lesões radiculares;</li>
<li>Nematoide da haste verde da soja.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-doencas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39623 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png" alt="Guia Principais doenças da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>1. Antracnose</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador:</strong> <i>Colletotrichum truncatum, C. sojae, C. plurivorum.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Na parte aérea das plantas, o principal sintoma é a <strong>queda e o apodrecimento de vagens</strong>. As vagens em início de formação, quando infectadas, adquirem coloração castanho-escura a negra, abortam a formação de grãos e ficam retorcidas.</p>
<p>No <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">enchimento de grãos (R5 e R6)</a></strong>, as lesões se iniciam por pontos encharcados (anasarca) e evoluem para manchas negras circulares. Os pontos escuros nas lesões são as estruturas de reprodução do fungo (acérvulos). Nas hastes, nos pecíolos e nos ramos florais, a doença se manifesta por manchas negras, ligeiramente deprimidas e brilhantes. Nas folhas, geralmente são observadas lesões necróticas pretas sobre as nervuras.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Para germinar, o fungo precisa de, pelo menos, 12 horas de molhamento foliar, por isso a infecção ocorre em períodos chuvosos ou com alta umidade.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>Deve-se evitar a introdução do fungo na área utilizando sementes sadias e/ou tratadas com fungicidas.</p>
<h3>Manejo da antracnose</h3>
<p>O controle da antracnose é mais eficiente com a adoção de medidas que afetam a sobrevivência do fungo e que evitam proporcionar condições favoráveis à infecção, como rotação de culturas, adubação adequada (principalmente com potássio), população de plantas adequadas a cultivar e manejo eficiente de pragas (principalmente percevejos) e de plantas invasoras.</p>
<h2>2. Cancro da haste</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i><span style="font-weight: 400;">Diaporthe aspalathi; D. caulivora.</span></i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As duas espécies de fungo causam sintomas nas hastes e nas folhas, que se iniciam por pequenos pontos negros que evoluem para <strong>lesões que se tornam castanho-avermelhadas a negras,</strong> alongadas e elípticas e adquirem coloração castanho-clara com bordas castanho-avermelhadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As lesões são profundas e a coloração da medula necrosada varia de castanho-avermelhada em planta ainda verde, a castanho-clara a arroxeada, em haste seca. As <strong>folhas ficam amareladas e com necrose</strong> entre as nervuras (folha carijó). As folhas permanecem presas à planta.</span></p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Períodos prolongados de alta umidade favorecem a produção de estruturas reprodutivas, beneficiando a dispersão dos esporos e infecção.</span></p>
<h3>Disseminação</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobrevivem em restos culturais e são disseminadas por sementes contaminadas.</span></p>
<h3>Manejo do cancro da haste</h3>
<p>As medidas de controle são uso de cultivares resistentes (forma mais econômica e eficiente), tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas, semeadura com maior espaçamento entre as linhas e entre as plantas e adubação equilibrada (principalmente com potássio).</p>
<h2>3. Doença de final de ciclo &#8211; DFC</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>
<ul>
<li>Crestamento foliar: <i>Cercospora kikuchii;</i></li>
<li>Mancha-parda:<i> Septoria glycines.</i></li>
</ul>
</li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><i>Cercospora kikuchii</i> pode atacar folhas, pecíolos, hastes, vagens e sementes.</p>
<p>Nas folhas, os sintomas são caracterizados por pontuações escuras, castanho-avermelhadas, com bordas irregulares, as quais coalescem e formam <strong>grandes manchas escuras que resultam em crestamento e desfolha prematura</strong>, iniciando pelas folhas do terço superior da planta. Também pode ser observada necrose nas nervuras das folhas.</p>
<p>Nas hastes e nos pecíolos, o fungo causa manchas avermelhadas, geralmente superficiais. Quando a infecção ocorre na parte dos nós, o fungo pode penetrar na haste e causar necrose, de coloração avermelhada na medula.</p>
<p>Nas vagens, aparecem pontuações vermelhas, que evoluem para manchas castanho-avermelhadas. Por meio da vagem, o fungo atinge a semente e causa a mancha-púrpura no tegumento. É o fungo mais frequentemente encontrado em lotes de sementes, porém, não afeta a germinação.</p>
<p>Os primeiros sintomas da mancha-parda podem aparecer cerca de duas semanas após a emergência, como pequenas pontuações ou manchas de contornos angulares, castanho-avermelhadas, nas folhas unifolioladas.</p>
<p>Em situações favoráveis, a doença pode atingir as primeiras folhas trifolioladas e causar desfolha.</p>
<p>Os sintomas podem ocorrer com maior intensidade durante o enchimento de grãos, sendo caracterizados por pontuações pardas nas folhas, menores que 1 mm de diâmetro, as quais evoluem e formam manchas com halos amarelados e centro de contorno angular, de coloração castanha em ambas as faces, medindo até 4 mm de diâmetro.</p>
<p>Infecções severas, na fase de enchimento de vagens, podem causar desfolha e maturação precoce.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Tempo chuvoso ou de alta umidade e temperatura.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>Sobrevivem em restos culturais.</p>
<h3>Manejo da mancha-parda e do crestamento foliar</h3>
<p>Em razão da sobrevivência dos fungos nos restos culturais, a rotação de culturas é indicada para a redução do inóculo na área.</p>
<p>O controle deve ser feito se utilizando de semente livre dos patógenos, tratamento de semente e aplicações na parte aérea, com fungicidas &#8211; os mesmos utilizados para controle da ferrugem-asiática. Isolados de <i>C. kikuchii,</i> com resistência a fungicidas IQo (“estrobilurinas”) e MBC (benzimidazóis) têm sido obtidos de plantas e sementes de diferentes regiões produtoras.</p>
<h2>4. Ferrugem asiática</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Phakopsora pachyrhizi.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Os sintomas da ferrugem-asiática podem ser observados <strong>em qualquer estádio de desenvolvimento da planta.</strong></p>
<p>Os órgãos atacados são cotilédones, folhas e hastes, sendo nas folhas os sintomas característicos da doença.</p>
<p>Os sintomas nas folhas tendem a iniciar pelas folhas do terço inferior das plantas, sendo caracterizados por <strong>minúsculos pontos mais escuros do que o tecido sadio da folha, variando de coloração esverdeada a cinza-esverdeada</strong>, com correspondentes saliências (urédias) na face inferior da folha. Essas, abrem-se em um minúsculo poro, por onde são expelidos os uredosporos. As lesões tendem a apresentar formato angular, podendo atingir de 2 mm a 5 mm de diâmetro.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>A precipitação pluvial é um fator importante por causa da sua ação de deposição dos esporos, ao mesmo tempo em que promove condições de molhamento. Um mínimo de seis horas de molhamento sobre a superfície da folha é necessário para que ocorram infecções.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A disseminação dos esporos ocorre principalmente pelo vento.</p>
<h3>Manejo da ferrugem asiática</h3>
<p>As estratégias recomendadas para reduzir o risco de danos à cultura são:</p>
<ol>
<li>Eliminação de plantas voluntárias de soja e ausência de cultivo de soja na entressafra por meio do vazio sanitário (período de, no mínimo, 60 dias);</li>
<li>Utilização de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultivares resistentes;</a></strong></li>
<li>Utilização de cultivares de ciclo precoce e semeaduras no início da época recomendada;</li>
<li>Monitoramento da lavoura desde o início do desenvolvimento da cultura, intensificando no fechamento das entrelinhas, associado à utilização de fungicidas no aparecimento dos sintomas ou preventivamente.</li>
</ol>
<p>Os fungicidas utilizados são misturas comerciais de inibidores de desmetilação (IDM ou “triazóis”), inibidores da quinona externa (“estrobilurinas”) e/ou inibidores da succinato desidrogenase (ISDH ou “carboxamidas”).</p>
<p>Esses são os chamados sítio-específicos, porque atuam em um ponto do metabolismo do fungo. Também têm sido utilizados os multi sítios, que atuam em mais de um ponto do metabolismo do fungo, à base de cobre, clorotalonil e mancozeb, associados aos sítio-específicos.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/agro-para-todos-descobrindo-a-producao-de-graos?utm_campaign=12253459-mkt-materiais-agr&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-37524 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr.jpg" alt="Curso Descobrindo a Produção de Grãos" width="1200" height="624" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr.jpg 1200w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-300x156.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-1024x532.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-768x399.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-370x192.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-270x140.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-740x385.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-150x78.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a></p>
<h2>5. Mancha-alvo</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Corynespora cassiicola.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Podem ser observados na folha, no caule, na vagem, na semente, no hipocótilo e nas raízes.</p>
<p>As lesões na folha iniciam por pontuações pardas, com halo amarelado, evoluindo para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, atingindo até 20 mm de diâmetro.</p>
<p>Geralmente, as <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">manchas apresentam uma pontuação escura no centro, semelhante a um alvo</a></strong>. Plantas severamente infectadas desfolham precocemente. Manchas pardo-avermelhadas podem ser observadas nas nervuras das folhas na haste e nas vagens. As manchas nas vagens são geralmente circulares, de 1 mm de diâmetro e tecido deprimido, com centro escuro e margens amarronzadas.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>As condições que favorecem a doença são temperatura de 18ºC a 32ºC e alta umidade relativa.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O fungo <i>C. cassiicola</i> pode sobreviver em outras plantas, em restos de cultura e na forma de estrutura de resistência (clamidosporos) e na semente infectada.</p>
<h3>Manejo da mancha-alvo</h3>
<p>Para o controle da doença, é recomendado o uso de cultivares resistentes/tolerantes, tratamento de semente, rotação/sucessão de culturas com milho e outras espécies de gramíneas e controle químico com fungicidas.</p>
<p>Os fungicidas contendo os ingredientes ativos protioconazole e fluxapiroxade apresentaram maior eficiência de controle.</p>
<h2>6. Mancha olho-de-rã</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Cercospora sojina.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Essa doença pode atingir folha, haste, vagem e semente. Os sintomas iniciam com pontuações de encharcamento, que evoluem para <strong>manchas com centros de coloração castanho-claro</strong> na face superior da folha, e cinza, na inferior, com bordos castanho-avermelhados nas duas faces.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>As condições favoráveis à ocorrência da doença são temperatura e umidade altas.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O fungo pode ser disseminado por semente e pelo vento. Sobrevive em restos de cultura.</p>
<h3>Manejo da mancha olho-de-rã</h3>
<p>A doença é controlada pelo uso de cultivares resistentes, mas o tratamento de sementes é uma medida que deve ser adotada para evitar a reintrodução do fungo ou a introdução de novas raças de <i>C. sojina</i>.</p>
<h2>7. Míldio</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Peronospora manshurica.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Os sintomas nas folhas iniciam por <strong>lesões de 3 mm a 5 mm, verde-claras, que passam a amarelas e, mais tarde, o tecido necrosa</strong>. No verso dessas lesões, na face inferior da folha, aparecem as estruturas de frutificação do patógeno, de aspecto cotonoso e de coloração acinzentada.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>A infecção é favorecida por temperaturas amenas (20 °C a 22 °C) e umidade elevada.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O patógeno é introduzido na lavoura por sementes infectadas e por esporos disseminados pelo vento.</p>
<h3>Manejo do míldio</h3>
<p>Não há medidas de controle indicadas em razão da pouca importância econômica da doença.</p>
<h2>8. Mofo-branco</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Sclerotinia sclerotiorum.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Os primeiros sintomas são <strong>manchas aquosas</strong>, adquirindo coloração castanho-clara e desenvolvendo abundante formação de micélio branco e denso.</p>
<p>O fungo é capaz de infectar qualquer parte da planta, porém, as infecções iniciam com frequência a partir de flores, nas axilas das folhas e nos ramos laterais. Ocasionalmente, nas folhas, podem ser observadas murchas e secamentos. Em poucos dias, são formados os escleródios, estruturas negras e rígidas que podem permanecer viáveis no solo por até três anos.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>A fase mais vulnerável da planta vai do estádio da floração plena ao início da formação das vagens (R2 a R3). Escleródios caídos ao solo, sob alta umidade e temperaturas entre 10 ºC e 21 ºC, germinam, formando apotécios.</p>
<p>Os apotécios produzem ascosporos que são liberados ao ar, responsáveis pela infecção das plantas.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A introdução do fungo em uma lavoura ocorre primordialmente por meio de escleródios, que podem ser transportados por máquinas, equipamentos, caminhões e por sementes de diversas espécies, quando não são obedecidos os critérios de manejo durante a produção e o beneficiamento.</p>
<h3>Manejo do mofo-branco</h3>
<p>Deve-se realizar o manejo do mofo-branco pela integração de medidas de controle, tais como:</p>
<ul>
<li>Utilização de <strong>sementes de boa qualidade e tratadas com fungicidas</strong>;</li>
<li>Formação de palhada para cobertura uniforme do solo, preferencialmente com gramíneas;</li>
<li><strong>Rotação e/ou sucessão</strong> com culturas não hospedeiras;</li>
<li>Escolha de cultivares com arquitetura, que favoreça boa aeração entre as plantas (pouco ramificadas e com folhas pequenas) e com período mais curto de florescimento;</li>
<li>População de plantas e espaçamento entrelinhas adequados às cultivares;</li>
<li>Emprego de <strong>controle químico</strong>, com pulverizações foliares de fungicidas principalmente no início da floração até início da formação de vagens;</li>
<li>Emprego do <strong>controle biológico</strong> por meio de infestação do solo com agentes antagonistas;</li>
<li>Limpeza de máquinas e de equipamentos após utilização em área infestada para evitar a disseminação de escleródios.</li>
</ul>
<h2>9. Oídio</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Erysiphe diffusa.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>O sintoma característico é uma fina cobertura branca que pode ser em pequenos pontos ou cobrir toda a parte aérea da planta. Nas folhas, com o passar dos dias, a coloração branca muda para castanho-acinzentada, dando a aparência de sujeira em ambas as faces. Em infecções severas, as folhas podem secar e cair prematuramente.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>É favorecida por períodos de baixa umidade e de temperaturas amenas (18 °C a 24 °C).</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A infecção pode ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da planta, porém é mais visível no início da floração.</p>
<h3>Manejo do oídio</h3>
<p>O método mais eficiente de controle do oídio é o uso de cultivares resistentes, podendo ser controlado com uso de fungicidas.</p>
<h2>10. Podridão vermelha da raiz</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Fusarium brasiliense, F. crassistipitatum, F. tucumaniae.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/" target="_blank" rel="noopener">sintoma de infecção na raiz</a></strong> inicia com mancha avermelhada, mais visível na raiz principal, geralmente localizada 1 cm a 2 cm abaixo do nível do solo, circundando a raiz e passando da coloração vermelho-arroxeada para castanho-avermelhada a quase negra.</p>
<p>Essa necrose acentuada fica localizada no córtex, enquanto a medula da raiz adquire coloração, no máximo, castanho-clara, se estendendo pelo tecido lenhoso da haste a vários centímetros acima do nível do solo.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Solos compactados, com acúmulo de água, favorecem a ocorrência da doença que aparece em reboleiras.</p>
<h3>Manejo da podridão vermelha da raiz</h3>
<p>Para o manejo da doença, é preciso evitar a semeadura em solos compactados e mal drenados e fazer rotação/sucessão de culturas com sorgo e trigo.</p>
<h2>11. Nematoide de cisto</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Heterodera glycines.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><strong>Penetra nas raízes da soja e dificulta a absorção de água e nutrientes</strong>, resultando em porte reduzido das plantas e clorose na parte aérea, daí a doença ser conhecida como nanismo amarelo da soja. Os sintomas aparecem em reboleiras, geralmente, próximas de estradas ou carreadores.</p>
<p>Em muitos casos, as plantas de soja acabam morrendo. Por outro lado, em regiões com solos mais férteis e com boa distribuição de chuva, os sintomas na parte aérea podem não se manifestar. Por isso, o diagnóstico definitivo exige sempre a observação do sistema radicular.</p>
<p>Na planta parasitada, o sistema radicular fica reduzido e apresenta, a partir dos 30-40 dias após a semeadura da soja, minúsculas fêmeas do nematoide, com formato de limão ligeiramente alongado e coloração branca.</p>
<p>Com o passar do tempo, a coloração vai mudando para amarelo, marrom claro e, finalmente, a fêmea morre e seu corpo se transforma em uma estrutura dura de coloração marrom-escura, denominada cisto, que se desprende da raiz e fica no solo.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A disseminação do NCS se dá, principalmente, pelo transporte de solo infestado. Isso pode ocorrer por meio de equipamentos agrícolas, de sementes mal beneficiadas que contenham partículas de solo, pelo vento, pela água e até por pássaros que, ao coletar alimentos do solo, podem ingerir junto os cistos.</p>
<h3>Manejo do nematoide de cisto</h3>
<p>Em áreas onde o nematoide de cisto foi identificado, o produtor tem que conviver com ele, uma vez que sua erradicação é praticamente impossível.</p>
<p>Algumas medidas ajudam a minimizar as perdas, destacando rotação de culturas com plantas não hospedeiras e uso de cultivares resistentes, sendo o ideal a combinação dos dois métodos.</p>
<h2>12. Nematoide das galhas</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Meloidogyne </i>spp.</li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>Nas raízes das plantas atacadas observam-se galhas em número e tamanho variados, dependendo da suscetibilidade da cultivar e da densidade populacional do nematoide no solo. No interior das galhas, estão localizadas as fêmeas do nematoide. Essas possuem coloração branco pérola e têm o formato de pera.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Em anos em que acontecem veranicos na fase e enchimento de grãos, os danos tendem a ser maiores.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>O cultivo prévio de espécies hospedeiras aumenta os danos na soja semeada na sequência. Da mesma forma, a presença de plantas daninhas na área também possibilita a reprodução e a sobrevivência do parasita.</p>
<h3>Manejo do nematoide das galhas</h3>
<p>A rotação/sucessão de culturas para o controle dos nematoides de galhas deve ser bem planejada, uma vez que a maioria das espécies cultivadas multiplica uma ou mais espécies de <i>Meloidogyne</i>.</p>
<h2>13. Nematoide das lesões radiculares</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <em>Pratylenchus brachyurus</em>.</li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p><strong>As raízes das plantas parasitadas se apresentam, parcial ou totalmente, escurecidas, em consequência do ataque às células do parênquima cortical</strong>, onde o patógeno injeta toxinas durante o processo de alimentação. A movimentação do nematoide na raiz também desorganiza e destrói células.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p><i>Pratylenchus brachyurus</i> também pode parasitar aveia, milho, milheto, girassol, cana-de-açúcar, algodão, amendoim, entre outras, alguns adubos verdes e a maioria das plantas daninhas, o que dificulta a escolha de espécies vegetais para inclusão na rotação/sucessão com a soja.</p>
<p>E existe diferença entre e dentro de espécies vegetais, com relação à capacidade de multiplicar o nematoide.</p>
<h3>Manejo do nematoide das lesões radiculares</h3>
<p>Espécies resistentes, ou seja, com fatores de reprodução (FR)&lt;1,0, como em algumas crotalárias, devem ser preferidas para semeadura nas áreas infestadas.</p>
<p>Na ausência de espécies vegetais resistentes, o agricultor deve optar por semear genótipos com FR menores, ou seja, que multipliquem menos o nematoide, como por exemplo, alguns híbridos de milheto ou sorgo.</p>
<h2>14. Nematoide da haste verde da soja</h2>
<ul>
<li><strong>Agente causador</strong>: <i>Aphelenchoides besseyi.</i></li>
</ul>
<h3>Sintomas</h3>
<p>As plantas apresentam <strong>folhas com coloração verde mais escuro, menor pilosidade, afilamento e embolhamento no limbo foliar.</strong> Podem ocorrer, também, lesões necróticas angulares de coloração pardo-avermelhada a marrom.</p>
<h3>Condições favoráveis</h3>
<p>Os nematoides podem sobreviver no solo ou em restos culturais e migram para a parte aérea das plantas, em períodos com chuvas frequentes e temperaturas médias acima de 28 °C.</p>
<h3>Disseminação</h3>
<p>A disseminação ocorre pelo contato entre folhas doentes e sadias na presença de água da chuva ou de orvalho ou de irrigação. Durante a colheita pode haver dispersão do nematoide por meio de resíduos de plantas doentes expelidos pelas colhedoras.</p>
<h3>Manejo do nematoide da haste verde da soja</h3>
<p>Semeadura da soja sobre palhada de plantas completamente mortas (dessecação com 15 a 20 dias de antecedência), o controle de plantas daninhas logo no início do desenvolvimento da soja, em pós-emergência, cultivar milho em segunda safra, quando possível, e evitar a sucessão da soja com outras plantas hospedeiras.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Subsoladores e escarificadores: saiba quando utilizar cada um deles</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/uso-de-subsolador-e-escarificador/</link>
					<comments>https://rehagro.com.br/blog/uso-de-subsolador-e-escarificador/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Nov 2020 18:00:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo. Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de escarificação e subsolagem, ou seja, rompendo a estrutura física da camada do solo. Para recomendação dessa prática deve-se analisar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em sistemas de produção intensificados, um dos principais desafios é a manutenção da adequada estrutura e aeração do solo.</p>
<p>Uma forma de suprir a demanda de oxigênio para as raízes é por meio de práticas de <strong>escarificação e subsolagem</strong>, ou seja, rompendo a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/ambiente-fisico-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">estrutura física</a></strong> da camada do solo. Para recomendação dessa prática deve-se <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/analise-microbiologica-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">analisar o solo</a></strong> quanto à compactação.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Compactação do solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sistema de plantio direto (SPD), uma das principais causas da compactação dos solos é o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/trafego-controlado-de-maquinas-agricolas/" target="_blank" rel="noopener">tráfego de máquinas</a></strong>.  </span></p>
<p>Isso é ocasionado pela redução das janelas de semeadura e intensificação do sistema de produção, seja em operações de semeadura, tratos culturais e colheita.</p>
<p>O problema aumenta quando as operações são realizadas em solos com condições de muita umidade e com pouca palha na superfície.</p>
<p>O tráfego de máquinas pesadas pode promover a compactação superficial desses solos, sendo observados aumentos prejudiciais para as plantas, principalmente até 20 cm de profundidade.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10557 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/penetrometro.jpg" alt="Homem em um campo segurando um penetrômetro" width="270" height="360" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/penetrometro.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/penetrometro-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Penetrômetro</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10558 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/trator-escarificador-subsolador.jpg" alt="Trator com escarificador e subsolador" width="270" height="360" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/trator-escarificador-subsolador.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/trator-escarificador-subsolador-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Trator com escarificador e subsolador acoplados</span></span></p>
<p>Os solos argilosos são mais suscetíveis à compactação quando comparados a solos com textura arenosa.</p>
<p>Solos compactados apresentam decréscimos de diversos fatores importantes, tais como:</p>
<ul>
<li>Macroporosidade;</li>
<li>Disponibilidade de água;</li>
<li>Absorção de nutrientes.</li>
</ul>
<p>O déficit desses fatores causa consequência, como a redução na difusão de gases no solo, o que acaba por limitar os processos metabólicos das plantas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-fertilidade-do-solo-e-nutricao-de-plantas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-fertilidade-do-solo&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39618 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png" alt="E-book Fertilidade do solo e nutrição de plantas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-fertilidade-solo-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h3>Manejo para solos compactados</h3>
<p>Quando é identificada a compactação do solo, recomenda-se utilizar um sistema de manejo que possibilite romper a camada compactada.</p>
<p>A escarificação proporciona <strong>redução da resistência do solo à penetração</strong>, com pouca mobilização do solo.</p>
<p>Quando a camada compactada está em profundidades não atingidas pelos escarificadores, a subsolagem é recomendada para o rompimento dessa camada.</p>
<h2>Uso de escarificadores</h2>
<p>A utilização de <strong>escarificadores em SPD vêm sendo indicados para romper camadas compactadas até 0,20 m.</strong> Entretanto, a eficiência desta prática em solos sob SPD tem sido questionada.</p>
<p>Girardello e seus colaboradores (2014) avaliaram a eficiência de escarificadores e observaram uma diminuição nos valores de resistência à penetração (RP), comparado aos locais sem escarificação.</p>
<p>Nas parcelas em que não realizou a escarificação, o valor da RP foi de 1,36 MPa , e de 1,75 MPa onde teve o tráfego de tratores, sem escarificação.</p>
<p>Já na pesquisa de Bellé <i>(et. al, 2014</i>) relata que, em solos com a utilização de escarificador, há menor consumo de combustível, potência e tração do trator do que em locais sem uso de escarificador.</p>
<h2>Uso de subsoladores</h2>
<p>O uso de <strong>subsoladores vem sendo indicado para romper camadas compactadas em profundidades acima de 0,20 m.</strong> A utilização de subsoladores rompe as camadas compactadas até 0,30 m (Monteiro <i>et. al</i>, 2017).</p>
<p>A prática da subsolagem em solos sob <a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plantio direto</strong></a>, pode ser uma operação com alto custo e com baixo rendimento operacional. Em solos onde foi realizada a subsolagem, não apresentaram diferença na produtividade de culturas, em comparação com solos manejados sem subsolagem, sob SPD (Raper <i>et. al</i>, 2005).</p>
<blockquote><p><em><span style="font-weight: 400;">A subsolagem é uma prática que corrige e mobiliza o solo em subsuperfície, tendo como vantagem o não revolvimento do solo, sendo indicado para áreas sob SPD.</span></em></p></blockquote>
<h2>Comparativo entre escarificadores e subsoladores</h2>
<p>Seki e seus colaboradores (2015) avaliaram o efeito de escarificadores e subsoladores em solos sob SPD. Eles observaram que:</p>
<blockquote><p><em>A utilização do escarificador proporcionou maior manutenção da cobertura vegetal do solo do que os subsoladores. </em></p></blockquote>
<p>No entanto, na pesquisa de Nunes (et. al, 2015) concluíram que a utilização de semeadoras adaptadas ao SPD, podem descompactar o solo até a profundidade de 0,17 m.</p>
<p>Vários autores relatam que não foram apresentados incrementos na produtividade das culturas, após a prática da escarificação ou da subsolagem em solos compactados.</p>
<p>Em Latossolos e Argissolos oxídicos, sob SPD, a escarificação e subsolagem apresentam como operações desnecessárias, pois a longo prazo a qualidade física do solo pode ser melhorada com a prática de <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-de-cobertura-no-sistema-de-plantio-direto-conheca-as-principais/" target="_blank" rel="noopener"><strong>rotação e sucessão de culturas</strong></a>.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10560 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/rotacao-de-culturas.jpg" alt="Vista aérea de um campo de rotação de culturas" width="509" height="263" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/rotacao-de-culturas.jpg 509w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/rotacao-de-culturas-300x155.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/rotacao-de-culturas-370x191.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/rotacao-de-culturas-270x140.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 509px) 100vw, 509px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Rotação de culturas &#8211; Fonte: Instituto Agro</span></p>
<p>Girardello e seus colaboradores (2014), avaliando a eficiência de escarificadores, verificaram que a produtividade da soja em área escarificada foi de 3.669 kg.ha-1, sendo semelhante à área sem escarificação.</p>
<h2>Práticas desejáveis para alta produtividade</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em pesquisa de 2014 (Andrade Júnior </span><i><span style="font-weight: 400;">et. al</span></i><span style="font-weight: 400;">) observaram que os <strong>sistemas de preparo de solo</strong>, cultivo mínimo com subsolagem e SPD, com espaçamento de plantio de 0,40 m proporcionam aumento na produtividade de <strong>milho</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para proporcionar efeito duradouro das práticas de escarificação e subsolagem sob SPD, deve-se implantar gramíneas forrageiras após a prática da intervenção mecânica. Assim, permite-se que as raízes ocupem os espaços deixados pelas hastes dos equipamentos, a fim de que possam formar poros contínuos, melhorando a capacidade de suporte de carga do solo.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10561 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/11/manejo-de-gramineas.png" alt="Manejo de gramíneas forrageiras em ILP e SPD no Semiárido" width="265" height="183" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Manejo de gramíneas forrageiras em ILP e SPD no Semiárido &#8211; Fonte: Embrapa</span></span></p>
<p>Apesar de trabalhos mais antigos terem mostrado pouco efeito no uso de escarificação e subsolagem na produtividade das culturas, atualmente, em muitos sistemas de cultivo, o <strong>tráfego de máquinas</strong> aumentou, devido à adoção de dois ou três cultivos por ano na mesma área.</p>
<p>Além disso, os produtores têm utilizado máquinas com maior rendimento operacional e, mais pesadas, e devido ao maior número de entrada nas áreas para manejo de doenças, <a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plantas daninhas</strong></a> e <strong>pragas</strong>, visando atingir maiores produtividades.</p>
<p>Na soja, há situações em que o produtor tem feito de oito a dez pulverizações por ciclo da cultura. Dessa forma, novas avaliações devem ser realizadas para diferentes condições edafoclimáticas e regiões de produção do país.</p>
<p>Assim sendo, o uso de máquinas têm aumentado nas lavouras, até porque estão produzindo mais, buscando melhores qualidades e em menos tempo.</p>
<p>O quesito físico do solo é essencial tanto no desenvolvimento da cultura quanto na saúde desse solo. Contudo, igualmente importantes, são os fatores químicos e biológicos.</p>
<p>Além disso, os <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/bioindicadores-para-determinar-a-qualidade-do-solo/" target="_blank" rel="noopener">bioindicadores</a></strong> podem ser verdadeiros aliados. Por isso eles têm ganhado cada vez mais espaço nas avaliações do solo.</p>
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		<item>
		<title>Podridão vermelha da raiz da soja: como identificar e controlar</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/podridao-vermelha-da-raiz-em-soja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Oct 2020 15:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
		<category><![CDATA[raízes]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O agente causal da podridão vermelha da raiz (PVR), foi classificado como Fusarium solani f. sp. glycines. Em estudos recentes, associando análises moleculares, análises de características morfológicas e de patogenicidade do fungo, foi constatado que havia diferenças suficientes para separar em quatro espécies: Fusarium brasiliense sp. nov., Fusarium cuneirostrum sp. nov., Fusarium tucumaniae ; Fusarium [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O agente causal da podridão vermelha da raiz (PVR), foi classificado como <i>Fusarium solani</i> f. sp. <i>glycines</i>.</p>
<p>Em estudos recentes, associando análises moleculares, análises de características morfológicas e de patogenicidade do fungo, foi constatado que havia diferenças suficientes para separar em quatro espécies:</p>
<ol>
<li><i>Fusarium brasiliense</i> sp. nov.,</li>
<li><i>Fusarium cuneirostrum</i> sp. nov.,</li>
<li><i>Fusarium tucumaniae</i> ;</li>
<li><i>Fusarium virguliforme</i>.</li>
</ol>
<p>No Brasil a espécie prevalente é <i>F. tucumaniae</i>.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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  });
</script></p>
</div>
<h2>Podridão vermelha e relação com a produtividade</h2>
<p>Reduções em produtividade, por causa da PVR, dependem do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">estádio fenológico</a></strong> da cultura, da extensão dos sintomas radiculares e do progresso da doença a partir desses sintomas.</p>
<p>Já foram observadas reduções em produtividade de grãos de até 27%, quando os primeiros sintomas foliares foram observados antes do estádio R5 (enchimento de grão) de desenvolvimento da soja.</p>
<p>A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas. Caso a doença se desenvolva no período do florescimento, flores e vagens jovens podem ser abortadas, intensificando as perdas.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-doencas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-doencas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39623 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png" alt="Guia Principais doenças da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-doencas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Sintomas da podridão vermelha na soja</h2>
<p>O efeito da doença na produtividade depende fundamentalmente do estádio fenológico da planta, da extensão dos sintomas radiculares e dos sintomas foliares e do progresso da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">doença</a></strong> a partir desses sintomas.</p>
<p>A podridão vermelha da raiz induz o sintoma foliar típico de folha carijó, com manchas cloróticas e necróticas internervais e a região das nervuras permanece com coloração verde normal. Este sintoma é mais evidente próximo à fase de florescimento e pode progredir causando completa desfolha das plantas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12073" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-1.jpg" alt="Raiz da soja afetada pela podridão vermelha" width="370" height="493" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-1.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-1-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-1-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<p>O patógeno infecta as raízes, reduzindo o volume e a nodulação delas. O lenho adquire coloração castanho clara, que se estende por vários centímetros acima do solo, mas a medula permanece branca. A raiz principal apresenta uma mancha avermelhada, logo abaixo do nível do solo, que se expande adquirindo coloração negra.</p>
<p>Se uma planta com sintomas foliares avançados da PVR é retirada do solo, seu sistema radicular será menos vigoroso quando comparado com uma planta sadia. As raízes podem também apodrecer.</p>
<p><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/agro-para-todos-descobrindo-a-producao-de-graos?utm_campaign=12253459-mkt-materiais-agr&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-37524 size-full" title="Clique e saiba mais sobre o curso!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr.jpg" alt="Curso Descobrindo a Produção de Grãos" width="1200" height="624" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr.jpg 1200w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-300x156.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-1024x532.jpg 1024w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-768x399.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-370x192.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-270x140.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-740x385.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/05/banner_agr-150x78.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></a></p>
<p>Se as plantas forem coletadas quando o solo estiver úmido, é possível observar pequenas manchas de coloração azulada na superfície da raiz principal, perto da linha do solo. Essas manchas são massas de esporos do fungo que causa a PVR. Com a superfície da raiz seca, a cor azul desaparece.</p>
<p>Os sintomas nas folhas consistem em manchas cloróticas que aparecem entre as nervuras da folha, normalmente após o estádio R4, podendo ocorrer, em infestações severas, nos estádios vegetativos. Com o desenvolvimento da doença, as lesões tornam-se necróticas ou formam estrias cloróticas.</p>
<p>Esse sintoma é conhecido como folha “carijó”, sendo que folhas severamente afetadas caem, mas os pecíolos permanecem no caule. Esses sintomas são causados por toxinas produzidas pelo fungo nas raízes e translocadas para as folhas. As toxinas provocam os sintomas foliares, já que o fungo não invade o caule mais do que alguns centímetros acima da linha do solo.</p>
<p>Os sintomas típicos da PVR são similares aos da podridão parda da haste, causada por <i>Cadophora gregata</i>, e do cancro da haste, causado por <i>Diaporthe phaseolorum</i> var. <i>meridionalis</i>.</p>
<p>A podridão parda da haste é diferenciada da PVR por apresentar, nas plantas infectadas, descoloração típica na parte interna da haste, o que não acontece na PVR. Já o cancro da haste pode ser diferenciado da PVR por apresentar cancros nas hastes das plantas infectadas.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-12074" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-2.jpg" alt="Raiz de soja afetada pela podridão vermelha" width="370" height="493" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-2.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-2-225x300.jpg 225w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-2-270x360.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<h2>Características da podridão vermelha</h2>
<p>Nas cultivares com ciclo precoce os sintomas dificilmente aparecem, ou quando aparecem os danos são pequenos, sendo que a doença é mais severa em baixas temperaturas e alta umidade. A presença do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/nematoides-no-sistema-de-producao-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">nematoide do cisto da soja</a></strong> (<i>Heterodera glycines</i>) é outro fator que acarreta aumento na severidade da podridão vermelha da raiz.</p>
<p>O patógeno desenvolve-se em temperaturas entre 25°C e 28°C, sendo a temperatura de 25°C a ideal para o desenvolvimento do fungo em meio de cultura.</p>
<p>Solos compactados e com água livre favorecem o desenvolvimento de <i>Fusarium</i> spp., que se distribui na lavoura em forma de manchas ao acaso. A associação entre alta umidade do solo e ocorrência de PVR é uma observação comum no campo. O desenvolvimento dos sintomas da PVR é altamente favorecido pela umidade elevada no solo, especialmente nas fases reprodutivas R4 e R5.</p>
<p>O fungo pode infectar as raízes das plântulas de soja logo após a semeadura, penetrando no tecido vascular da planta. Muitas vezes, os primeiros sintomas aparecem depois de chuvas pesadas, durante os estádios reprodutivos, pois a umidade elevada aumenta a severidade da doença.</p>
<p>Os primeiros sintomas visíveis da PVR são amarelecimento e desfolha no terço superior da planta. Quando os sintomas aparecem pela primeira vez num campo, eles podem ser limitados a áreas pequenas (reboleiras) ou faixas, muitas vezes em zonas úmidas ou compactadas. Durante a segunda e a terceira semanas, as áreas afetadas podem aumentar e plantas em outras áreas no campo podem apresentar sintomas.</p>
<p>A extensão das perdas de produtividade devido à PVR depende da gravidade e do tempo de expressão da doença em relação ao desenvolvimento das plantas.</p>
<p>Caso a doença desenvolva-se no início da temporada, flores e frutos jovens vão abortar, intensificando as perdas. Quando se desenvolve mais tarde, a planta produzirá sementes menores e com menor quantidade por vagem. Como o fungo persiste no solo por longos períodos, com o passar do tempo, maiores áreas serão afetadas pela doença.</p>
<h2>Controle da podridão vermelha da raiz</h2>
<p><strong>Não existe controle químico adequado para a podridão vermelha da raiz</strong>. No entanto, algumas práticas culturais têm sido capazes de reduzir seu impacto.</p>
<p>Fungicidas aplicados no sulco durante a semeadura ou para o tratamento de sementes têm apenas efeitos limitados sobre a redução da doença. Fungicidas aplicados nas folhas não apresentam nenhum efeito, presumivelmente porque mesmo fungicidas sistêmicos normalmente não se movem em direção ao sistema radicular da planta, local da infecção.</p>
<p>Solos compactados impedem a percolação de água e restringem o crescimento radicular. Chuvas excessivas também contribuem para saturar esses solos, o que favorece o desenvolvimento da doença. Corrigindo problemas de compactação e da permeabilidade do solo, pode-se reduzir o risco da PVR.</p>
<p>A aração, escarificação ou subsolagem para manejo físico do solo melhoram a drenagem, interferem positivamente na posição do resíduo de colheita, bem como na composição microbiana do solo, favorecendo competidores e inimigos naturais de <i>Fusarium</i> spp.</p>
<p>A rotação de culturas pode reduzir a incidência de PVR. A rotação de soja com sorgo (<i>Sorghum bicolor</i>) e trigo (<i>Triticum aestivum</i>) reduziu significativamente a população de <i>Fusarium</i> spp. No entanto, constatou-se que milho (<i>Zea mays</i>) e soja em rotação anual, não reduziu a incidência e a severidade da doença.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12075" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-3.jpg" alt="Folha com sintomas de podridão vermelha" width="500" height="332" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-3.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-3-300x199.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/10/podridao-vermelha-3-270x180.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>O uso de cultivares resistentes tem sido o método de controle mais eficaz. A caracterização de cultivares e linhagens de soja quanto à reação à PVR possibilitará a recomendação das mais resistentes para plantio, diminuindo, assim, as perdas em produtividade. Além disso, esses genótipos servirão como fontes de resistência para programas de melhoramento genético.</p>
<p>No Brasil, são necessários estudos baseados em conjuntos de isolados, tanto de <i>Fusarium</i> spp., representativos das diversas regiões de cultivo da soja.</p>
<p>Dessa forma, haverá melhor conhecimento da variabilidade genética de ambos os patógenos, o que possibilitará montar bases de dados que incluam o conhecimento da estrutura genética das populações dos patógenos, da patogenicidade e da agressividade, contribuindo significativamente para o manejo dessas doenças nas regiões produtoras de soja do Brasil.</p>
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		<title>Boro na soja e milho: funções, sintomas de deficiência e manejo correto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2020 18:00:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[boro]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[cultura do milho]]></category>
		<category><![CDATA[lavoura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do boro (B). O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A maioria dos produtores se preocupam tanto com o fornecimento dos macronutrientes, que esquecem que muitos micronutrientes são também fundamentais. É o caso do <strong>boro (B)</strong>.</p>
<p>O teor inadequado de micronutrientes nas culturas, que é limitante ao crescimento, tem efeito direto sobre o seu desenvolvimento, e também reduz a eficiência de uso dos fertilizantes contendo macronutrientes.</p>
<p>Em alguns casos, a deficiência de macronutrientes pode ser ‘driblada’ por meio indiretos, que não a adubação propriamente dita. É o caso do fornecimento de Nitrogênio por meio de bactérias, como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/azospirillum-no-milho/" target="_blank" rel="noopener"><i>Azospirillum </i>no milho</a></strong> e o <i>Rhizobium </i>na soja.</p>
<p>Outro ponto a ser considerado sobre os micronutrientes, é que eles estão, particularmente, envolvidos na fase reprodutiva e de crescimento das plantas e, consequentemente, na determinação da produtividade e no <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">desempenho na colheita</a> </strong>da cultura.</p>
<p>Não apenas os nutrientes desempenham papéis fundamentais no desenvolvimento da cultura, mas conhecer a fisiologia da planta, pragas, <a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-da-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças</strong></a> e as principais daninhas é igualmente importante.</p>
<p>Para quem produz ou pretende produzir, <strong>será benéfico para traçar estratégias de manejo</strong>, pois como estamos vendo nesse artigo, nem sempre damos importância aos micronutrientes, por exemplo, e ainda assim, a falta dele impacta na colheita.</p>
<p>Inclusive, as análises mostram que <strong>alguns micronutrientes estão em falta em nossos solos e o boro é um deles.</strong> O destaque maior, vai para aqueles solos sob Cerrado, onde o cultivo de grãos têm se expandido a cada ano.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Qual a participação do boro nos processos do vegetal?</h2>
<p>O <strong>uso de boro</strong> está relacionado a diversos processos do vegetal, tais como:</p>
<ul>
<li>Absorção iônica;</li>
<li>Transporte e metabolismo de carboidratos;</li>
<li>Sínteses de lignina, ácidos nucleicos e proteínas;</li>
<li>Atua na divisão e diferenciação celular nos tecidos meristemáticos.</li>
<li>Atuação na biogênese da parede celular, segundo estudos.</li>
</ul>
<p>E mais! <strong>A participação do boro no desenvolvimento celular da planta influencia as propriedades físicas, estruturais e a diferenciação da parede celular.</strong></p>
<p>Já a deficiência desse micronutriente, resulta em:</p>
<ul>
<li><strong>Inibição do crescimento da planta</strong>, devido às funções estruturais específicas desse elemento na parede celular e à limitada mobilidade do nutriente na maioria das plantas.</li>
<li>Causa <strong>alterações fisiológicas e bioquímicas no vegetal</strong>, tais como: alteração da integridade e funcionamento da membrana celular, disfunções metabólicas e aumento na produção de compostos fenólicos.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-deficiencia-nutricional-soja-milho?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-deficiencia-nutricional&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39627 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia.png" alt="Guia Sintomas de deficiência nutricional" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-sintomas-deficiencia-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Boro no solo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No solo, <strong>o boro encontra-se na forma de ácido bórico não dissociado (H₃BO₃)</strong>, que é a forma solúvel disponível para a planta. É um nutriente que apresenta um limite estreito entre o teor adequado e o nível tóxico nas plantas, exigindo portanto, uma adubação cautelosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A concentração do uso de boro na solução, depende das reações de adsorção entre o H₃BO₃ e seus adsorventes existentes no solo, tais como os óxidos de ferro e alumínio, os minerais de argila, a matéria orgânica, o hidróxido de magnésio e o carbonato de cálcio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adsorção aumenta com a elevação do pH, do teor de materiais adsorventes e com a diminuição da umidade do solo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A matéria orgânica (MO) é a principal fonte de B que irá suprir as exigências das plantas. Após a mineralização da MO, o uso de boro é liberado para a solução do solo, podendo, a partir daí, seguir vários caminhos, tais como: ser absorvido pelas plantas, ser perdido por lixiviação ou ser adsorvido pelos colóides do solo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, solos com baixos teores de MO e a ocorrência de fatores que diminuem a sua mineralização, predispõem as culturas à carência do micronutriente, sendo estes fatores limitantes frequentemente observados nos solos brasileiros.</span></p>
<h2>Boro nas plantas</h2>
<p>O boro <strong>é o único nutriente que não atende ao critério direto de essencialidade</strong>, mas satisfaz o critério indireto. A maior prova da sua essencialidade consiste em que, nos solos das regiões tropicais, ao lado do zinco (Zn), é o micronutriente que mais frequentemente promove deficiência nas culturas.</p>
<p>A função fisiológica do boro difere de qualquer outro micronutriente, pois não pertence a nenhum composto ou enzima específica, mas sabe-se que possui funções em muitos processos fisiológicos da planta, como:</p>
<ol>
<li>Fixação biológica de nitrogênio (protege a enzima nitrogenase de danos causados pela toxidez de espécies reativas de oxigênio);</li>
<li>Crescimento meristemático;</li>
<li>Integridade e funcionamento da parede celular;</li>
<li>Transporte de auxinas (AIA);</li>
<li>Síntese de ácidos nucleicos (DNA e RNA) e de fitohormônios;</li>
<li>Atua no metabolismo de carboidrato.</li>
</ol>
<h2>Características de deficiência de boro</h2>
<p>A <strong>deficiência de boro</strong> aparece, inicialmente, <strong>causando um anormal e lento desenvolvimento dos pontos de crescimento apical</strong>.</p>
<p>Os folíolos das folhas novas são deformados, enrugados, com frequência ficam mais grossos e com cor verde azulado escuro. Ocorre a inibição da síntese de lignina e estímulo da atividade da oxidase de ácido indolacético (AIA) e de enzimas na membrana plasmática.</p>
<p>Com o progresso da deficiência, a elongação dos entrenós fica lenta, ocorre a morte dos pontos de crescimento terminal e a formação de flores é restrita ou inibida.</p>
<p>Em plantas de soja, a deficiência de boro prejudicou o desenvolvimento dos nódulos e das raízes, consequentemente, a fixação biológica de nitrogênio. Em soja, as doses de boro aplicadas proporcionaram um aumento no número de folhas, na massa seca das raízes e na área foliar das plantas.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21624 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro.jpeg" alt="Planta de soja com deficiência de boro" width="740" height="740" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro.jpeg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro-300x300.jpeg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro-150x150.jpeg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro-370x370.jpeg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro-270x270.jpeg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/deficiencia-boro-96x96.jpeg 96w" sizes="auto, (max-width: 740px) 100vw, 740px" /><span style="font-size: 10pt;">Sintomas de deficiência do Boro em planta de soja</span></p>
<h2>Fontes de boro</h2>
<p>A escolha da melhor fonte de nutriente para aplicação no solo, depende do tipo de solo, da cultura e do regime hídrico.</p>
<p>A maioria dos adubos boratados, apresentam alta solubilidade, assim <strong>o boro está sujeito à grande mobilidade no solo e, consequentemente, ao maior grau de lixiviação no perfil do solo</strong>, principalmente no arenoso. Dessa forma, a preferência é por fontes de solubilidade lenta, portanto, menos suscetíveis a perdas por lixiviação.</p>
<p>Basicamente, existem duas classificações para os boratos:</p>
<ol>
<li><strong>Aqueles em que o material de origem passou por um processo de refinamento:</strong> conhecidos como boratos refinados. Por exemplo: Ácido Bórico, Octaborato de Sódio Tetrahidratado, Borax Decahidratado, Borax Pentahidratado e o Borax Anidro.</li>
<li><strong>Aqueles em que o material de origem não passou por nenhum processo de refinamento:</strong> conhecidos como boratos minerais ou não refinados. Por exemplo: Hidroboracita, Colemanita e a Ulexita.</li>
</ol>
<p>O <strong>boro participa de uma série de processos fisiológicos dentro da planta</strong>, o que faz com que sua deficiência se confunda com a de outros nutrientes como a de fósforo (P) e a de potássio (K).</p>
<p>Em milho, a deficiência severa de boro pode resultar em espigas tortas e menores, enquanto na deficiência de potássio, as espigas também são reduzidas, o que mostra que a adubação em milho e demais grãos, precisa levar em conta macro e micronutrientes.</p>
<p>A deficiência de boro, ocasiona, ainda, diminuição no crescimento de novas raízes e de novas brotações, já que está envolvido na síntese de parede celular e integridade da membrana plasmática.</p>
<p>A disponibilidade do boro na solução do solo é governada pela reação de adsorção do boro com os coloides do solo. A adsorção de boro aumenta com o teor de argila e com o pH do solo.</p>
<p>As doses de boro, atualmente aplicadas, podem não fornecer a concentração adequada de B na solução do solo para o ótimo desenvolvimento das plantas, principalmente nos solos mais argilosos e com excesso de calagem.</p>
<p>Agora você já sabe a importância do boro para as culturas de grãos e que ele auxilia na melhoria da produtividade, mas muitas pessoas ainda confundem os sintomas. É o caso da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-amarela-na-cultura-do-trigo/" target="_blank" rel="noopener">Mancha-amarela em trigo</a></strong>, por exemplo, já que a falta de nitrogênio também deixa as folhas amarelas.</p>
<p>É preciso ficar atento e conhecer bem a cultura, suas principais doenças e, claro, o manejo adequado da fertilidade.</p>
<h2>Aumente sua produtividade e reduza custos na lavoura!</h2>
<p>A aplicação eficiente de insumos é um dos pilares para alcançar altos índices de produtividade e sustentabilidade na produção agrícola.</p>
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		<title>Quebra da dominância apical na cultura da soja: como ela influencia o desenvolvimento?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 17:00:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[grãos]]></category>
		<category><![CDATA[produção de grãos]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Brasil ocupa posição de destaque no cenário mundial na produção de soja, devido ao melhoramento genético. Isso possibilitou o lançamento de cultivares adaptadas a todo o território, além, principalmente, dos conhecimentos gerados em relação ao manejo de solos tropicais. Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e plantas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil ocupa <strong>posição de destaque no cenário mundial na produção de soja</strong>, devido ao melhoramento genético. Isso possibilitou o lançamento de cultivares adaptadas a todo o território, além, principalmente, dos conhecimentos gerados em relação ao manejo de solos tropicais.</p>
<p>Nos últimos anos, muitos avanços no manejo da fertilidade do solo, pragas, doenças e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">plantas daninhas</a></strong> foram gerados, bem como a adoção do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">sistema de plantio direto (SPD)</a></strong>. Esses fatores permitiram ao país dispor de uma das mais avançadas tecnologias referentes ao cultivo de soja do mundo.</p>
<p>Visando o aumento de produtividade, diversas propostas de manejo vêm surgindo para a cultura da soja. Muitas foram adotados por alguns produtores, mesmo sem respaldo científico.</p>
<p>Dentre estas tecnologias destaca-se a tentativa da quebra de dominância apical da soja, utilizando-se substâncias consideradas reguladores de crescimento. Como exemplo, citamos alguns herbicidas que podem desempenhar esse papel de forma indireta.</p>
<p>Além das substâncias químicas, acredita-se na possibilidade de utilização dos<strong> fitohormônios</strong>. A finalidade é de alterar a arquitetura de plantas, bem como causar mudanças nos componentes de produção da cultura da soja.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>O que são citocininas e como impactam na quebra da dominância apical?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As <strong>citocininas</strong> (Ck) são descritas como importantes substâncias neste contexto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elas podem causar a <strong>quebra da dominância apical, induzindo o aumento de brotações de gemas laterais e, consequentemente, causar um aumento na produtividade</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>quebra da dominância apical ocorre devido à menor produção de auxina, que é sintetizada no ápice da planta</strong>. Com isso, poderia ocorrer um aumento na síntese/concentração de citocinina, hormônio responsável pela emissão de ramificações da planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acredita-se que ao utilizar <a href="https://rehagro.com.br/blog/herbicidas-pre-emergentes-para-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>herbicidas</strong></a> que possam comprometer a dominância apical, a planta mudaria o seu fluxo hormonal interno. Assim, modificaria o número dos componentes de produção que a cultura apresenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A emissão de novos ramos laterais ocorre, devido ao aumento do número de nós, os quais apresentam gemas capazes de gerar novos ramos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, acredita-se que a utilização de reguladores de crescimento poderia aumentar de forma indireta o número de ramos e, consequentemente, e o número de flores, vagens e a produtividade da cultura.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21616 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2.jpg" alt="Planta de soja" width="396" height="704" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2.jpg 396w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-169x300.jpg 169w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-370x658.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-270x480.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-2-150x267.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 396px) 100vw, 396px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Inara Alves</span></p>
<h2>Componentes de produção da soja</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A produtividade da <a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>cultura da soja</strong></a> é determinada por diversos fatores relacionados com a fisiologia, morfologia e manejo da cultura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Características como altura de plantas, número de nós por planta, ramos laterais, número de vagens por planta e grãos por vagens, peso de 100 grãos, estão diretamente ligados ao potencial produtivo da soja no final de seu ciclo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de grãos por área é determinada em função de várias características:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400;">Número de nós e de hastes por planta;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Densidade de plantas;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Peso e número de sementes;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Vagens por planta;</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Sementes por vagem. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos estes componentes são determinados por <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">processos fenológicos</a></strong> como desenvolvimento vegetativo, florescimento, frutificação e maturação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande maioria das variações que ocorrem na produtividade de soja estão associadas com alterações que podem vir a ocorrer no momento de formação dos componentes de produção da cultura, como número de vagens e grãos. Consequentemente, os processos que determinam o número de vagens e grãos por área desempenham papel importante na produtividade da cultura.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>taxa de formação de flores e vagens está relacionada à formação de ramos laterais nas plantas</strong>, já que a formação de flores ocorre nas axilas presentes nos ramos laterais, a qual é coordenada pelo balanço entre os hormônios auxina e citocinina. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A citocinina se apresenta como fator principal na indução de formação de flores, pois, está envolvida no processo de divisão, expansão, alongamento e diferenciação celular, além do crescimento da gema axilar e formação dos primórdios foliares, o que repercute na maior ou menor produtividade da cultura ao final de seu ciclo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A densidade de plantas é outro fator de grande importância para o crescimento e a produtividade de soja. Quando a <strong>densidade de plantas é elevada, a formação de ramos laterais diminui e, dessa forma, o número de nós dos ramos laterais decresce, interferindo na produtividade</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Situações com elevada população de plantas desencadeia uma competição por luz e pela absorção de nutrientes, sendo que estas plantas podem se tornar estioladas, com os caules finos e propensos ao acamamento.</span></p>
<h2>Herbicidas e fito hormônios visando a quebra da dominância apical</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As maiores produtividades, são obtidas através da utilização de um conjunto de práticas culturais, as quais ajudam a adequar o ambiente, de forma que a cultura possa alcançar o máximo potencial produtivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as práticas que podem ser usadas para a cultura da soja, a aplicação de fitohormônios e reguladores de crescimento está sendo explorada cada dia mais. Alguns estudos indicam as auxinas, as citocininas (CKs) e as giberelinas (GAs) como fitohormônios promissores em melhorar as características agronômicas de diversas culturas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os reguladores de crescimento são compostos químicos sinalizadores que atuam na regulação do crescimento e desenvolvimento de plantas. Normalmente, os reguladores estão ligados a receptores na planta e desencadeiam uma série de mudanças celulares, as quais podem afetar a iniciação ou modificação do desenvolvimento de órgãos, ou tecidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os fitohormônios, ou hormônios vegetais, são <strong>compostos orgânicos sintetizados em uma parte específica da planta e transportados para outra parte na qual em pequenas concentrações causam uma resposta fisiológica</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os hormônios vegetais podem causar modificações fisiológicas ou morfológicas, influenciando a germinação, crescimento e desenvolvimento vegetal, florescimento, frutificação, senescência e abscisão de folhas ou flores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os herbicidas lactofen e carfentrazone, têm sido utilizados por sojicultores, que acreditam na sua capacidade indireta em diminuir o porte de plantas de soja. Como são herbicidas inibidores da enzima protoporfirinogênio oxidase (PROTOX), as ações de tais produtos geram o acúmulo de compostos fotodinâmicos como a protoporfirina IX, que interfere negativamente na fotossíntese, respiração e cadeia de transporte de elétrons na planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mecanismos que levam à <strong>quebra da dominância apical e, consequentemente, a menor altura de plantas, causam desbalanço hormonal interno</strong>. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a quebra da dominância apical, os níveis de auxina na planta diminuem, diminuindo os níveis de ácido abscísico e o transporte de nutrientes e citocininas das raízes para a gema lateral. Devido a esse efeito, acredita-se na possibilidade de se conseguir um aumento no número de ramos laterais de plantas de soja.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria das plantas, o <strong>crescimento da gema apical inibe o crescimento das gemas laterais, fenômeno denominado de dominância apical</strong>. As citocininas tem um grande potencial na indução da divisão celular, em conjunto com as auxinas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses dois hormônios vegetais interagem no controle da dominância apical, sendo que a relação é antagônica, uma vez que a auxina impede o crescimento de gemas laterais e a citocinina estimula esse crescimento.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21618 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4.jpg" alt="Interação entre a auxina e citocinina na regulação do desenvolvimento das gemas laterais na cultura de soja." width="816" height="479" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4.jpg 816w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-300x176.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-768x451.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-370x217.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-270x158.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-740x434.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/06/quebra-dominancia-apical-4-150x88.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400; font-size: 8pt;">Interação entre a auxina (AIA) e citocinina (CK) na regulação do desenvolvimento   das gemas laterais. Fonte: (MASON et al., 2014).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As alterações causadas no interior e exterior da planta após o uso de reguladores de crescimento, podem vir a modificar o metabolismo interno da planta, de modo que esta poderá alterar a rota dos carboidratos, fazendo com que estes sejam acumulados em outros tecidos da planta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os açúcares em abundância promovem o crescimento e o armazenamento de carboidratos nos drenos e, quando a taxa de fotossíntese é alta, ocorre o acúmulo de açúcares totais nas folhas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Percevejos nas lavouras: saiba como identificar e controlar corretamente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2020 15:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os percevejos são pragas severas e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²! O aumento da adoção do sistema de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pragas e doenças são sempre os principais pontos que tiram o sono do produtor. Os <strong>percevejos são pragas severas</strong> e o controle já deve ser feito quando constatado a presença de 2 deles por m² na soja, e se a lavoura for para sementes, apenas 1 por m²!</p>
<p>O aumento da adoção do <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/sistema-de-plantio-direto-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">sistema de plantio direto</a></strong> favorece seu desenvolvimento, que tem estreita associação com o solo e os restos da cultura durante certos períodos do ano.</p>
<p>O cultivo de plantas hospedeiras em sequência, tais como <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultivares de soja</a></strong>, milho e de trigo, favorece o desenvolvimento de populações de percevejos.</p>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Ciclo de vida e comportamento dos percevejos</h2>
<p>O percevejo, que é mais comumente encontrado na soja, recentemente tem sido visto na <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-milho-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">cultura do milho</a></strong>.</p>
<p>E se você pensa em implementar essa cultura, saiba que os percevejos do gênero <i>Dichelops</i> (<i>Diceraeus</i>) podem causar grandes danos já em seu desenvolvimento inicial.</p>
<p>A capacidade de reprodução a campo é estimada em 200 ovos por fêmea de percevejo. Em três semanas o percevejo passa pelas fases de incubação dos ovos e chega ao quarto e quinto ínstar da ninfa que apresenta capacidade de danos equivalentes aos dos adultos.</p>
<p>Durante o outono, o inverno e o início da primavera, os percevejos passam por períodos curtos de dormência, mas não entram em diapausa.</p>
<p>Alimentam-se de trigo, canola, nabo, aveia e várias plantas daninhas hospedeiras presentes na lavoura. Porém, raramente desenvolvem ovários, realizam oviposição ou estabelecem colônias de ninfas, nos meses de outono e inverno.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/ebook-tecnologia-aplicacao-defensivos-agricolas?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=ebook-aplicacao-defensivos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39621 size-full" title="Clique e baixe o e-book grátis!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png" alt="E-book Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-ebook-tecnologia-defensivos-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Tipos de percevejos nas lavouras</h2>
<h3>Percevejo-marrom da soja &#8211; <i>Euschistus heros</i></h3>
<p><strong>Na soja, o <a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejo-marrom-da-soja/">percevejo-marrom</a> normalmente completa três gerações.</strong> Durante o final do verão e o início do outono.</p>
<p>Durante o verão, o percevejo-marrom pode ser encontrado se alimentando da erva <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/plantas-daninhas-no-sistema-de-producao/" target="_blank" rel="noopener">daninha</a></strong> conhecida por leiteiro ou amendoim-bravo. É interessante salientar que, nessa erva daninha, esse típico sugador de sementes alimenta-se das hastes da planta.</p>
<p>No outono, <i>E. heros</i> inicia a procura por abrigos sob a palhada, onde permanece até o próximo verão. Durante esse tempo, o percevejo acumula lipídios e não se alimenta, permanecendo num estado de hibernação parcial.</p>
<p>O adulto de <i>E. heros</i> <strong>apresenta coloração marrom escura</strong>, com dois prolongamentos laterais do pronoto, <strong>em forma de espinhos</strong>.</p>
<p>A longevidade média do adulto é de 116 dias. Os ovos são depositados em pequenas massas de cor amarela, normalmente com 5-8 ovos por massa, apresentando mancha rósea, próximo à eclosão das ninfas. Os ovos são colocados, principalmente, nas folhas ou nas vagens de soja, não afetando diretamente a polinização.</p>
<p>As ninfas recém-eclodidas medem cerca de 1,3 mm e têm o corpo alaranjado e a cabeça preta. As ninfas maiores (terceiro ao quinto ínstar) apresentam coloração que pode variar de cinza a marrom.</p>
<p>Apesar de iniciarem a alimentação no segundo ínstar, as ninfas do percevejo-marrom causam danos às sementes apenas a partir do terceiro ínstar, quando atingem tamanho médio de 3,63 mm.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11839 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-marrom.jpg" alt="Percevejo Marrom da Soja" width="270" height="321" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-marrom.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-marrom-252x300.jpg 252w" sizes="auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Ciclo de vida </span><i><span style="font-weight: 400;">Euschistus heros</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span>Fonte: G.L.M. Rosa</span></p>
<h3>Percevejo-barriga-verde &#8211; <i>Dichelops melacanthus</i></h3>
<p>Espécies do gênero <i>Dichelops</i> são exclusivamente neotropicais e encontram-se distribuídos por diversos países da América do Sul. <i>D. melacanthus</i> é frequentemente observada no Brasil.</p>
<p>Segundo Grazia (1978), essa espécie é muito semelhante a <i>D. furcatus</i>, que tem sido observada em regiões brasileiras produtoras de soja, além de ser semelhante também a <i>D. phoenix</i>, que tem poucos registros no Brasil.</p>
<p>O <strong>percevejo-barriga-verde</strong> (<i>D. melacanthus)</i>, previamente relatado como uma praga da soja alimentando-se das vagens, pode se alimentar de milho, <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/origem-do-trigo-no-brasil/" target="_blank" rel="noopener">trigo</a></strong>, aveia-preta e triticale. Há registros também da ocorrência em plantas não cultivadas, como trapoeraba, crotalária e capim braquiária.</p>
<p><strong>Após a colheita da soja, o percevejo-barriga-verde permanece no solo sob restos culturais</strong>, ou seja, é importante observar o histórico do trigo e milho anteriores, pois eles se alimentam das plantas cultivadas em sistema de semeadura direta.</p>
<p>Nessas áreas, os percevejos encontram abrigo (palhada) e alimento (sementes maduras caídas no solo) e conseguem sobreviver, diferentemente do que ocorre em áreas sob cultivo convencional, onde os percevejos são deslocados dos abrigos e mortos pela aração.</p>
<p>Os adultos de <i>D. furcatus</i> e <i>D. melacanthus</i> medem de 9 mm a 11 mm e sua coloração varia entre castanho-amarelado e acinzentado, apresentando o abdômen verde. Os ovos são verde-claros, ovoides, dispostos em grupos de tamanho variável, os quais são formados por três ou mais fileiras mais ou menos definidas.</p>
<p>As ninfas apresentam, geralmente, coloração marrom-acinzentada na região dorsal e verde na abdominal. Podem ser confundidas com as ninfas de <i>E. heros</i>, mas podem ser diferenciadas pelas jugas bifurcadas e agudas e pela coloração verde do abdômen.</p>
<p>Esse inseto foi constatado como uma praga de início de ciclo nas culturas de trigo e de milho.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11838 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde.jpg" alt="Percevejo Barriga Verde" width="528" height="199" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde.jpg 528w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde-300x113.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde-370x139.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejo-barriga-verde-270x102.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 528px) 100vw, 528px" /><span style="font-size: 10pt;">Percevejo barriga-verde, Dichelops melancanthus, nas fases de adulto (a), ovo (b) e ninfa (c). Fonte: J.J. da Silva.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11842" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo.jpg" alt="Flutuação Populacional de Percevejo Barriga Verde" width="500" height="406" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo.jpg 596w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo-300x244.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo-370x300.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/populacao-percevejo-270x219.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Flutuação populacional de </span><i><span style="font-weight: 400;">Dichelops melacanthus</span></i><span style="font-weight: 400;">, na sucessão cultural soja-milho, submetida a diferentes inseticidas via tratamento de sementes. </span>Fonte: Chiesa (2016)</span></p>
<h2>Potencial de danos de percevejos na cultura da soja e do milho</h2>
<p>No cerrado brasileiro, <strong>o percevejo marrom (<i>E. heros)</i> destaca-se como praga chave na cultura da soja</strong>, aumentando os <a href="https://rehagro.com.br/blog/custos-de-producao-agricola/" target="_blank" rel="noopener"><strong>custos de produção</strong></a> e diminuindo a qualidade e o rendimento de grãos.</p>
<p>Adultos do <a href="https://rehagro.com.br/blog/percevejo-marrom-da-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>percevejo marrom</strong></a>, quando presentes no final do estádio vegetativo (V8), não comprometem o rendimento de grãos de soja, independentemente da sua densidade populacional.</p>
<p>A presença de adultos do percevejo marrom na cultura da soja <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/" target="_blank" rel="noopener">nos estádios R4 e R5</a></strong> podem comprometer a produtividade de grãos e a qualidade de sementes de soja a partir de 2 percevejos m².</p>
<p>Sementes de soja atacadas por <i>P. guildinii</i> tiveram os corpos de proteína completamente destruídos, sugerindo maior ação deletéria das suas enzimas salivares para os tecidos da semente, em comparação às outras espécies (<i>E. heros, N. viridula </i>e<i> D. melacanthus</i>).</p>
<p>Também houve dano mais profundo nas sementes de soja, enquanto sementes atacadas por percevejos barriga-verde apresentaram danos menos profundos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-41640" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos.png" alt="Tabela com espécies de percevejos" width="707" height="288" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos.png 707w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-300x122.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-370x151.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-270x110.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/especies-percevejos-150x61.png 150w" sizes="auto, (max-width: 707px) 100vw, 707px" /></p>
<p style="text-align: center;">¹Médias em cada coluna seguidas pela mesma letra não diferem significativamente pelo teste de Tukey (P = 0,05).</p>
<p style="text-align: center;">²Média de cinco repetições de 50 insetos.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 10pt;">Tabela com profundidade média (+- EP) do dano em sementes de soja causado pela alimentação de quatro espécies de pentatomídeos, após uma sessão de alimentação de 60 minutos (números inicial de insetos = 250). Entre parênteses, número de insetos observados. Fonte: Adaptada de Depiere e Panizzi (2011). </span></p>
<p>Entretanto, o dano causado por <i>P. guildinii</i> não tem relação com o comprimento dos estiletes, pois tem aparelho bucal mais curto que <i>N. viridula</i> e <i>E. heros</i>.</p>
<p>É possível que a área maior do canal alimentar de <i>P. guildinii</i> contribua para que esse percevejo ocasione maior área de dano nas sementes de soja, em comparação com as outras espécies.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4925 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos.jpg" alt="Percevejo marrom e percevejo barriga verde" width="559" height="268" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos.jpg 559w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos-300x144.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos-370x177.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/08/Manejo-Percevejo-No-Milho-Percevejos-270x129.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 559px) 100vw, 559px" /></p>
<h2>Monitoramento do percevejo</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Listamos alguns pontos que devem ser observados para que os percevejos não reduzam os lucros das lavouras.</span></p>
<h3>Ponte Verde</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do milho, o percevejo pode causar problemas em lavouras de feijão, soja e trigo e ao final do ciclo dessas culturas pode se hospedar em alguma planta daninha, o que não interrompe o ciclo da praga, garantindo assim, condições de sobrevivência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, é fundamental realizar o monitoramento das lavouras antes da instalação da cultura do milho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse monitoramento é essencial para a tomada de decisão, pois ao identificar a praga em nível de dano econômico é preciso pensar em alternativas de controle no momento da dessecação e posicionar um bom tratamento de sementes, bem como produtos para as fases de desenvolvimento da cultura.</span></p>
<h3>Dessecação</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Como mencionado, os percevejos podem se hospedar em diversas plantas e com isso se tornam grandes ameaças para a próxima cultura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, uma das estratégias que podem ser utilizadas quando se identifica essa praga em níveis de risco, é realizar posicionamento de um inseticida na dessecação da gleba.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para esse manejo é possível utilizar inseticidas que pertencem ao grupo químico dos organofosforados.</span></p>
<h3>Tratamento de sementes</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O tratamento de </span><strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/">sementes</a></strong><span style="font-weight: 400;"> é uma ferramenta muito importante para o manejo de percevejo na cultura do milho, isso porque confere proteção inicial para as plantas. Sendo assim, é preciso realizar um bom tratamento de sementes, de forma homogênea e na dose correta do ingrediente ativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta forma, quando se pensa em tratamento de sementes, o grupo químico dos inseticidas neonicotinóides se mostra muito eficiente no controle desta praga.</span></p>
<h3>Lavoura estabelecida</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O ataque de percevejo no estádio de desenvolvimento inicial da lavoura pode ser fatal dependendo da infestação, isso porque a planta é menor e mais frágil e o aparelho bucal do inseto pode atingir o meristema apical, o que interfere no desenvolvimento da planta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando não se atinge o meristema, o sintoma do ataque pode ser visualizado nas folhas, as quais ficarão deformadas com um halo amarelo. Quando estes insetos atingem os níveis de dano econômico é preciso realizar o controle destas pragas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sendo assim, recomenda-se trabalhar com inseticidas dos seguintes grupos químicos:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Organofosforados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Neonicotinóides;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Piretróides.</span></li>
</ul>
<h2>Controle dos percevejos na produção de grãos</h2>
<p>O conhecimento na detecção de pragas e <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/identificacao-de-doencas-em-milho/" target="_blank" rel="noopener">doenças no milho</a></strong> e demais grãos, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">mancha-alvo em soja</a></strong>, se mostra necessário, afinal, tanto para o percevejo quanto para essa doença, é preciso saber bem as fases da cultura e manejo adequado das culturas anteriores, pois podem sobreviver em restos culturais.</p>
<p>Com a definição do potencial produtivo da cultura do milho, os estádios iniciais de desenvolvimento da planta tornam-se também um período crítico. Dessa forma, a ocorrência de condições ótimas nessas fases de desenvolvimento, como manutenção da área foliar da cultura é um fator importante para a sua produção.</p>
<p>Ninfas médias, grandes e adultos de percevejos barriga-verde (<i>D. melacanthus)</i> têm grande potencial de causar dano em plantas de milho no estádio V1, bem como podem causar redução da massa seca da parte aérea da planta.</p>
<p>Os estádios de desenvolvimento do milho V1, V3 e V5 são mais susceptíveis ao ataque de adultos de percevejos barriga-verde em comparação ao estádio V7, podendo nestas condições afetar o rendimento de grãos da cultura.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11843 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos.jpg" alt="Danos de percevejo na cultura do milho" width="370" height="278" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos-300x225.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos-270x203.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2020/03/percevejos-danos-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;"><span style="font-weight: 400;">Danos de percevejo </span><i><span style="font-weight: 400;">Dichelops melacanthus</span></i><span style="font-weight: 400;"> na cultura do milho.</span></span></p>
<p>Nesse sentido, o controle do percevejo no sistema de produção de grãos faz-se necessário a fim de reduzir a população de plantas hospedeiras e compreender o hábito de migração, para que seja realizado o controle químico na época correta.</p>
<p>Agora você já sabe identificar as diferenças e características dos principais percevejos que atacam os grãos.</p>
<p>É preciso identificar o estádio da planta e fazer o manejo de restos culturais adequadamente, pois além de beneficiar algumas pragas, também beneficiam doenças, como o <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/giberela-no-trigo/" target="_blank" rel="noopener">fungo <i>Giberella zeae</i></a></strong>, que reduz significativamente a produção de grãos, sendo a principal doença dos campos de trigo.</p>
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<p>O <strong><a href="https://rehagro.com.br/cursos-livres/agro-para-todos-descobrindo-a-producao-de-graos?utm_campaign=12253459-mkt-materiais-agr&amp;utm_source=textos&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener">Curso Online Agro Para Todos: Descobrindo a Produção de Grãos</a></strong> oferece uma formação essencial para quem deseja compreender os fundamentos da atividade, desde o ciclo das culturas até os desafios do manejo e da comercialização.</p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16049 size-medium" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg" alt="Alessandro Alvarenga" width="300" height="96" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-300x96.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-768x246.jpg 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-370x118.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-270x86.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-740x237.jpg 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga-150x48.jpg 150w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2022/11/alessandro-alvarenga.jpg 975w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
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		<title>Estádios fenológicos da soja: quais são e suas características</title>
		<link>https://rehagro.com.br/blog/identificacao-dos-estadios-fenologicos-da-soja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Carla Fernandes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Dec 2019 14:00:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[GRÃOS]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultivar de soja]]></category>
		<category><![CDATA[cultura da soja]]></category>
		<category><![CDATA[soja]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabe identificar cada fase da soja? Este conhecimento permite uma decisão mais assertiva durante todo o processo produtivo, e isso reflete em uma maior qualidade da semente, consequentemente uma maior produtividade e mais lucro! Por isso, reunimos neste texto um detalhamento dos estádios fenológicos da soja e, os momentos “chave” de maior sensibilidade a estresses [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Você sabe identificar cada fase da soja? Este conhecimento permite uma decisão mais assertiva durante todo o processo produtivo, e isso reflete em uma maior <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/qualidade-de-sementes-de-soja-e-milho/" target="_blank" rel="noopener">qualidade da semente</a></strong>, consequentemente uma maior produtividade e mais lucro!</p>
<p>Por isso, reunimos neste texto um detalhamento dos<strong> estádios fenológicos da soja</strong> e, os momentos “chave” de maior sensibilidade a estresses hídricos, para realizar monitoramento/controle de pragas, <a href="https://rehagro.com.br/blog/principais-doencas-da-soja/" target="_blank" rel="noopener"><strong>doenças</strong></a> e plantas daninhas, visando altas produtividades e melhor utilização de recursos.</p>
<h2>Períodos de desenvolvimento da soja</h2>
<p>O desenvolvimento da soja pode ser dividido em dois momentos importantes:</p>
<ol>
<li><strong>O período vegetativo (V)</strong>, onde a planta está priorizando o seu crescimento e acúmulo de reservas.</li>
<li><strong>O período reprodutivo (R)</strong> onde as flores se desenvolvem e inicia-se a formação do produto de interesse: o grão.</li>
</ol>
<div style="background-color: #efefef; padding-left: 10px; padding-right: 5px; border-radius: 10px;">
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: 14pt;">Sem tempo para ler agora? Baixe este artigo em PDF!</span></strong></p>
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</div>
<h2>Estádio vegetativo (V)</h2>
<p>O período vegetativo é subdivido e suas denominações podem ser com letras seguidas do (V) ou números.</p>
<p>Após a semeadura da <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/como-escolher-a-cultivar-de-soja/" target="_blank" rel="noopener">cultivar de soja</a></strong>, bem como os tratos culturais necessários, como adubação potássica e o processo de embebição dessas sementes, dá-se início ao processo germinativo e ao período vegetativo, fique atento.</p>
<h3>Estádio VE</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Período de emergência da plântula, onde os cotilédones ficam acima do solo, o que a caracteriza como germinação epígea. Neste momento, a presença de pombas na área pode levar a uma redução do estande. É um período crítico também ao ataque de patógenos e pragas de solo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11792 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-1.jpg" alt="Período de emergência da plântula" width="333" height="275" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-1.jpg 333w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-1-300x248.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-1-270x223.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Normam Neumaier</span></p>
<h3>Estádio VC</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Cotiledonar, onde os cotilédones se encontram totalmente desenvolvidos e completamente abertos, curvados para baixo e os bordos das folhas unifolioladas não mais se tocam. Esse período pode durar de 3 a 10 dias. Período crítico também ao ataque de patógenos e pragas de solo.</span></p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11793" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-2.jpg" alt="Período cotiledonar" width="346" height="284" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-2.jpg 346w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-2-300x246.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-2-270x222.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 346px) 100vw, 346px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Normam Neumaier</span></p>
<h3>Estádio V1</h3>
<p>Completo desenvolvimento das folhas unifolioladas e a primeira folha trifoliolada com os bordos não mais se tocando. <strong>Caracterizado e identificado também pelo primeiro nó. </strong></p>
<p>Nesta fase, os patógenos de solo e pragas como coleópteros podem afetar o estabelecimento da cultura.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11794 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-3.jpg" alt="Estágio V1 da soja" width="367" height="298" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-3.jpg 367w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-3-300x244.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-3-270x219.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 367px) 100vw, 367px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Normam Neumaier</span></p>
<h3>Estádio V2</h3>
<p>Pode ser definido como o segundo nó ou a segunda folha trifoliolada, em que os bordos não mais se tocam. Do estádio V1 ao V2, é que se dá o <strong>início da nodulação e o processo de Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN)</strong>, portanto, neste momento deve ser observado de 4 a 8 nódulos por planta.</p>
<p>No estádio V2, o ataque de pragas e doenças de solo também devem ser monitorados e a partir daqui inicia-se o período de matocompetição, ou seja, plantas daninhas podem passar a competir com a soja por recursos (água, nutrientes e espaço).</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11795 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4.jpg" alt="Estádio V2 da soja" width="374" height="319" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4.jpg 374w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4-300x256.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4-370x316.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4-270x230.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-4-352x300.jpg 352w" sizes="auto, (max-width: 374px) 100vw, 374px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: Normam Neumaier</span></p>
<h3>Estádios V3 e V4<span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p>A planta apresenta 3 nós e a terceira folha trifoliolada já se encontra com os bordos não mais se tocando e 4 nós e a quarta folha trifoliolada, com bordos não mais se tocando, respectivamente.</p>
<p>Neste período compreendido entre V3 e V4, a presença de nódulos deverá aumentar onde serão observados no mínimo 10 nódulos por planta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11796" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-5.jpg" alt="Estágio V3 da soja" width="280" height="363" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-5.jpg 280w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-5-231x300.jpg 231w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-5-270x350.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 280px) 100vw, 280px" /></p>
<h3>Estádio V5<span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p>A planta apresenta 5 nós e, neste momento, define-se a partir de processos fisiológicos, o potencial de nós que a planta poderá ter. Cada nó será responsável por um ramo lateral, cujas vagens serão formadas, portanto, este período é importante para definição do potencial da cultura.</p>
<h3>Estádio Vn</h3>
<p>Enésimo nó, este é o estádio anterior ao surgimento de flores e entrada no período reprodutivo.</p>
<p><a href="https://conteudo.rehagro.com.br/guia-principais-pragas-soja?utm_campaign=material-graos&amp;utm_source=guia-pragas-soja&amp;utm_medium=blog" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-39626 size-full" title="Clique e baixe o material gratuitamente!" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja.png" alt="Guia Principais pragas da soja" width="980" height="317" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja.png 980w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-300x97.png 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-768x248.png 768w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-370x120.png 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-270x87.png 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-740x239.png 740w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2025/09/banner-guia-pragas-soja-150x49.png 150w" sizes="auto, (max-width: 980px) 100vw, 980px" /></a></p>
<h2>Estádio Reprodutivo (R)</h2>
<h3>Estádio R1</h3>
<p>Início do florescimento, ao menos uma flor aberta em qualquer parte da haste principal.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11797 size-full" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-6.jpg" alt="Estágio R1 da soja" width="370" height="234" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-6.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-6-300x190.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-6-270x171.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;">Fontes: Danilo Estevão e IPNI</span></p>
<h3>Estádio R2</h3>
<p>Florescimento pleno e uma flor aberta em um dos 2 últimos nós do caule, com folha completamente desenvolvida.</p>
<p>No período compreendido entre R1 e R2, a planta se encontra mais sensível ao ataque de insetos praga, portanto, o monitoramento deve ser constante.</p>
<p>A partir de R2, <strong>inicia-se a rápida acumulação de matéria seca e de nutrientes na planta</strong>, sendo este, o período recomendado para fazer a coleta de folhas para análise dos teores de nutrientes foliares e avaliação da qualidade nutricional do solo.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11798" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-7.jpg" alt="Estágio R2 da soja" width="370" height="218" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-7.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-7-300x177.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-7-270x159.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;">Fontes: Danilo Estevão e IPNI</span></p>
<h3>Estádio R3</h3>
<p>Início do desenvolvimento das vagens, conhecido também como fase de canivetinho, onde as vagens apresentam até 5 mm de comprimento.</p>
<p>Este estádio é de grande importância para a definição de componentes de rendimento da planta, como número de vagens por planta. É também um período sensível às condições ambientais, onde o estresse hídrico pode causar abortamento de vagens.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11799" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-8.jpg" alt="Estágio R3 da soja" width="370" height="235" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-8.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-8-300x191.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-8-270x171.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-size: 10pt;">Fontes: Danilo Estevão e IPNI</span></p>
<h3>Estádio R4</h3>
<p>Vagens completamente desenvolvidas e apresentando cerca de 2 cm de comprimento em um dos 4 últimos nós do caule, com folha completamente desenvolvida.</p>
<p><strong>A partir desse estádio, até R5.5, ocorre rápida acumulação de matéria seca pelas vagens.</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11800" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-9.jpg" alt="Estágio R4 da soja" width="370" height="217" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-9.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-9-300x176.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-9-270x158.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 8pt;">Fontes: Danilo Estevão e IPNI</span></p>
<h3>Estádio R5<span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p>Início da formação e rápido enchimento dos grãos, onde ocorre redistribuição de matéria seca e nutrientes das partes vegetativas para os grãos.</p>
<p><strong>O estádio fenológico da soja R5 é subdividido em 5 pontos</strong>, onde correspondem ao enchimento dos grãos até atingirem seu tamanho potencial. Ataques de sugadores como percevejos é um grande limitante para o potencial produtivo.</p>
<p>Quando os ataques são nos estádios iniciais de R5 pode não haver formação de grãos e nos estádios mais tardios de R5 poderá ocorrer a redução do tamanho e peso dos grãos. Além disso, condições de estresse também poderão reduzir o peso dos grãos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11801" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-10.jpg" alt="Estádio R5 da soja" width="370" height="271" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-10.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-10-300x220.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-10-270x198.jpg 270w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-10-80x60.jpg 80w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /></p>
<ul>
<li>R5.1 – grãos perceptíveis ao tato, equivalente à 10% da granação;</li>
<li>R5.2 – Granação de 11 a 25%;</li>
<li>R.3 – Granação de 26 a 50%;</li>
<li>R5.4 – Granação de 51 a 75%;</li>
<li>R5.5 – Granação de 76 a 100%.</li>
</ul>
<h3>Estádio R6</h3>
<p>Grão verde ou vagem cheia, nesta fase o grão ocupa toda a cavidade da vagem. O rápido amarelecimento das folhas (senescência) começa após este estádio e continua acentuadamente até R8.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11802" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-11.jpg" alt="Estádio R6 da soja" width="370" height="235" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-11.jpg 370w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-11-300x191.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-11-270x171.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 370px) 100vw, 370px" /><span style="font-weight: 400; font-size: 10pt;">Fonte: IPNI</span></p>
<h3>Estádio R7</h3>
<p>Início da maturação fisiológica dos grãos, neste período será observado ao menos uma vagem madura, localizada na haste principal, com coloração marrom ou palha.</p>
<p>A maturidade ocorre quando se cessa o acúmulo de matéria seca. Nesta fase, os grãos apresentam cerca de 60% de umidade e a partir daqui à umidade tende a cair.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-11803" src="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-12.jpg" alt="Estádio R7 da soja" width="304" height="206" srcset="https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-12.jpg 304w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-12-300x203.jpg 300w, https://rehagro.com.br/blog/wp-content/uploads/2019/12/estadio-fenologico-soja-12-270x183.jpg 270w" sizes="auto, (max-width: 304px) 100vw, 304px" /><span style="font-size: 10pt;">Fonte: IPNI</span></p>
<h3>Estádio R8<span style="font-weight: 400;"> </span></h3>
<p>Maturidade completa: neste período 95% das vagens encontram-se maduras e serão necessários cerca de 5 a 10 dias para que a umidade atinja 15% ou menos.</p>
<p>Desta forma, o momento de <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/indicadores-de-desempenho-para-colheita-de-graos/" target="_blank" rel="noopener">colheita dos grãos</a></strong> é crucial e a umidade adequada para esta tarefa é de 13%. Colheita com umidade pouco acima desse valor pode ser considerada, devendo lembrar que os custos com secagem para posterior armazenamento serão incluídos.</p>
<p>Dicas importantes para o momento da colheita para evitar perdas na lavoura e qualidade do grão:</p>
<ul>
<li>Velocidade adequada;</li>
<li>Verificar abertura do côncavo da colhedora;</li>
<li>Avaliar velocidade do cilindro;</li>
<li>Aferir as peneiras e velocidade do ar de ventilação;</li>
<li>Regular altura de corte a fim de minimizar perdas.</li>
</ul>
<p>Fique atento! Agora você já sabe todos os estádios fenológicos da soja, bem como as peculiaridades que podem acometer a lavoura em cada um deles.</p>
<p>No entanto, existem doenças, como a <strong><a href="https://rehagro.com.br/blog/mancha-alvo-na-cultura-da-soja-quais-os-sintomas/" target="_blank" rel="noopener">mancha-alvo</a></strong>, que podem aparecer em qualquer um desses estádios e é preciso ficar atento.</p>
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