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Três grandes erros cometidos no manejo de pasto

Três grandes erros cometidos no manejo de pasto
Nota 4.5 / Votos 2

Você se preocupa mais com a suplementação e deixa o manejo de pasto de lado? Não faça isso. O planejamento e equilíbrio devem ser o foco do negócio. Saiba manejar o pasto de acordo com as estações do ano, ajustar o número de cabeças e realizar adubações e correções de forma correta. Adotando métodos eficientes de manejo de pastagem você certamente aumentará a produtividade da sua fazenda.

De olho no planejamento forrageiro

Pense no seguinte: Você tem uma área de mil hectares e quer colocar duas mil cabeças nesse espaço. É viável fazer isso? Eu vou conseguir ter o desempenho que eu preciso de ganho de peso desses animais e sustentar o bom rendimento da fazenda o ano inteiro com essa taxa de lotação? Será que eu estou considerando as diferenças de produção de matéria seca da forragem nas estações do ano? A resposta é não! Antes de simplesmente comprar um número de cabeças e alocar na fazenda ou comprar  todo o adubo e corretivo para aquela área, deve haver um planejamento prévio, levando-se em conta a área de forragem efetiva disponível, os dados climáticos da sua região (temperatura ao longo dos meses, índice pluviométrico e taxa de luminosidade). Ah! Não podemos esquecer de um detalhe fundamental, observar o fluxo de caixa da fazenda, principalmente quando pensamos em intensificação de áreas..

Prejuízo: a alta lotação indiscriminada da fazenda acaba acarretando na degradação do pasto. No lugar da forragem degradada começam a surgir as plantas invasoras. O que ocasiona em uma menor área efetiva de pasto, reduzindo ainda mais a capacidade suporte da fazenda. Isso se segue por mais tempo de lotação alta, leva o produtor a ter que reformar o pasto para novamente conseguir aumentar a capacidade suporte da fazenda.

Não esqueça da manutenção de fertilidade do solo

A utilização de corretivos e fertilizantes é fundamental para a manutenção do pasto e para manter elevada a capacidade suporte da fazenda. Não se esqueça de que as forragens  são culturas perenes, resistentes, mas que precisam de manejo e adubações adequadas. O ideal é que todo ano você analise o solo da fazenda, e planeje intervenções precisas de acordo com a análise no momento correto. Um dos pontos importantes na escolha da forrageira, sem dúvida é a fertilidade da área a ser implementada. Agora, colocar forrageiras mais exigentes em solos pobres, sem realizar a correção e adubação da pastagem, pode gerar queda da produtividade e consequente degradação.

Diferenças de manejo

É preciso saber as características de cada gramínea para poder manejá-la de forma adequada, por exemplo, cada gramínea deve ser manejada em sistemas de pastoreio rotativo ou contínuo de acordo com a altura de entrada e saída definidas através do critério de interceptação luminosa e por faixa de altura respectivamente. Quando não manejamos dentro desses critérios corremos sérios riscos de reduzir desempenho animal, degradar o dossel entre outros fatores prejudiciais à produção.

O erro da adubação sem ajuste de carga

O ajuste de carga, ou seja: Relacionar a carga animal à disponibilidade de forragem, é ponto fundamental para aumentar a produtividade. Deve-se ter em mente quanto do pasto produzido é possível colher através da eficiência de pastejo sem que a condição de crescimento do pasto seja afetada de forma negativa.

Dica importante: não adianta adubarmos para produzir mais forragem, se não tivermos recurso em caixa. Pois, se não conseguirmos comprar o número de cabeças ideal para ajustar a lotação, muito tempo e dinheiro será perdido. Além de ter desembolsado um alto valor com insumos, a qualidade da pastagem irá cair, pois o ponto de colheita provavelmente irá passar e então ocorrerá um alongamento de hastes e consequentemente uma queda no desempenho dos animais. Assim, o custo irá aumentar, piorando o resultado da fazenda.

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